Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

Do preconceito à cabine do A380: a jornada da primeira comandante brasileira do maior avião comercial do mundo

Publicado em: 22/11/2025 05:00

Do preconceito à cabine do A380: a jornada da 1ª comandante brasileira do maior avião comercial do mundo Filha de piloto, Karina Buchalla Lutkus, de 46 anos, queria desde pequena seguir os passos do pai, mesmo sabendo que ainda havia pouco espaço para mulheres na aviação e que enfrentaria desafios. Com 28 anos de carreira, após um começo marcado pelo preconceito de colegas de curso, que a mandavam desistir, ela alcançou um marco pessoal que também entrou para a história do país: em 27 de outubro deste ano, tornou-se a primeira brasileira a assumir o posto de comandante do Airbus A380 da Emirates, o maior avião comercial do mundo. Em entrevista ao g1, Karina afirmou que foi o momento mais emocionante de toda a sua carreira. "Parece que passa um filme: 28 anos voando, desde a menina até todas as adversidades e obstáculos superados. É um misto de realização, felicidade, vitória. Eu me emocionei bastante, e o checador do exame percebeu e disse: 'É um longo caminho'. Eu respondi: 'Você não faz ideia'. Foi demais." O marco foi compartilhado pela Associação das Mulheres Aviadoras do Brasil nas redes sociais. A entidade ressaltou que ele "simboliza todas as mulheres que sonham em voar cada vez mais alto". O perfil oficial da Airbus, fabricante do A380, também comemorou. "O maior avião de passageiros do mundo está em ótimas mãos. Parabéns à comandante Karina pela conquista e por inspirar novas gerações", escreveu a empresa em uma publicação no Instagram. Antes de morar na capital paulista e seguir para Dubai, o começo da carreira foi em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ela conta que, quando fez 16 anos, o pai, na época comandante da companhia aérea Varig, começou a perguntar para qual curso ela prestaria no vestibular. "Eu sempre falava, desde pequena, que queria ser piloto. Eles acharam que eu iria mudar de ideia e desistir. Mas falei: 'Pai, quero ser piloto'. Ele tinha muito receio do que eu poderia sofrer por causa de preconceito e falava: 'Como você vai casar e ter filhos?'. Eu falei: 'É o que eu quero, é o que eu amo'. Ele: 'Então, vamos para o aeroclube, vou te levar para fazer um voo de instrução. Se você realmente gostar, eu deixo você começar o curso'." Karina Buchalla Lutkus se tornou a primeira mulher brasileira a comandar um Airbus A380 Arquivo pessoal Karina foi para o aeroclube e relembra que ficou sabendo depois que o pai pediu para o instrutor fazer manobras mais radicais. "Era para tentar me fazer desistir, me assustar um pouco. Porém, a cada manobra que ele fazia, mais eu gostava, mais eu queria. Quando a gente pousou, o instrutor virou para o meu pai e falou: 'Puxa, ela tem jeito. Ela gostou, ela adorou'." "A partir daquele momento, meu pai me deu todo o apoio, toda a orientação técnica, os caminhos que eu teria que seguir, horas de voo, exames, como conduzir essa carreira. E minha mãe me deu o suporte emocional, sempre me incentivando a conquistar aquilo que eu queria. Minha mãe sempre priorizou isso: 'Faça aquilo que você sonha, seja independente, conquiste tudo o que você deseja'", lembra. 'Desiste, isso não é coisa de mulher' Karina afirma que o começo sempre é o mais difícil na aviação, ainda mais por não haver muitas mulheres pilotando. "A aviação, nesse começo, já é difícil, até conseguir as horas de voo necessárias para entrar numa companhia aérea. Sendo mulher, ficou um pouco mais difícil. Tive casos de não me deixarem voar no próprio curso. Quando comecei a fazer o [curso de] piloto privado, alguns colegas de sala falavam: 'Desiste, você nunca vai servir para isso, não é coisa de mulher'. Mas eu nunca dei bola. Eu tinha todo o suporte em casa e segui meu caminho." Karina Buchalla Lutkus quando pilotou monomotor pela primeira vez foi destaque em jornal regional Reprodução/Diário da Região Conseguir um emprego foi ainda mais desafiador. Karina diz que chegou a trabalhar sem ganhar salário. "Eu consegui voar em um aerotáxi em Rio Preto. Voava aeronaves de pequeno porte, como Navajo, Baron, Seneca. Depois houve uma mudança de dono, e um deles não estava muito feliz em ter uma mulher conduzindo os aviões dele. Acabei, então, indo para Cuiabá. Voei por um período lá. Eu tinha um primo piloto, que fez o contato com um amigo dele, também piloto em Cuiabá", relata. "Trabalhei em torno de três anos sem ganhar salário nenhum. Eu trabalhava de graça, pagava minhas despesas, mas ganhava horas de voo. Isso já me ajudou muito para conseguir as horas necessárias para ingressar numa companhia aérea." Em 2001, Karina participou de um processo para pilotos da Varig, com cerca de 3 mil candidatos. Ao chegar à etapa final, faltando pouco para ser admitida, o processo foi cancelado. "Eu comecei o processo, fui passando em todas as etapas e, quando estava na última, no simulador, foi exatamente no dia 11 de setembro de 2001, quando ocorreu o atentado das Torres Gêmeas. Isso causou uma crise mundial na aviação, a Varig reviu os planos e cancelou a admissão. Então eu cheguei a passar em tudo, mas não entrei." No ano seguinte, passou em um processo da então TAM. "Estava feliz da vida, entrei direto no Airbus 320, aeronave supermoderna. Fiz todo o treinamento em simulador, estava com uniforme pronto. Um dia antes do meu primeiro voo, a TAM sofreu dois acidentes pequenos no mesmo dia e também teve que rever os planos. Eles interromperam o trabalho de cerca de 400 pilotos, e eu fui demitida um dia antes do meu primeiro voo." Dois anos depois, Karina retornou para a TAM e desta vez conseguiu voar. Ficou até 2019, quando pediu desligamento para ir para a Emirates. "Entrei [na TAM] como copiloto de Fokker 100, e fiquei um ano e dois meses. Depois fui para o Airbus 320 e fiquei 10 meses. Em seguida, fui para o Airbus 330, fazendo voos internacionais para Europa e Estados Unidos. Fiquei quase quatro anos no 330. Com tempo total de seis anos de TAM, fui promovida a comandante da frota 320 — 319, 320 e 321", relembra. No comando da maior aeronave do mundo Karina Buchalla Lutkus se tornou a primeira mulher brasileira a comandar um Airbus A380 Arquivo pessoal Karina ressaltou que entrar na Emirates sempre foi seu sonho. Além dela, há outras mulheres de diversas nacionalidades que atuam na empresa como piloto. "Eu sempre quis voar uma grande aeronave pelo mundo inteiro e em uma grande empresa aérea internacional. Adiei um pouco porque meu pai estava doente. Ele tinha mal de Parkinson. Depois que ele faleceu, fui em busca daquilo que eu sempre sonhei." Ela conta que quando a Emirates contrata o piloto como primeiro oficial, já há um planejamento para que o profissional se torne comandante. "O processo para se tornar comandante começa no primeiro dia. A gente tem todo o treinamento inicial como copiloto. Depois, a cada três meses, passamos por sessões de simulador, uma sessão de handling [voo manual], outra de emergências gerais aplicadas aos diversos cenários das rotas da Emirates", diz. "A cada seis meses, os cenários mudam. Com isso, você cobre uma grande margem de adversidades que podem acontecer no voo. Quando atinge o número de horas, setores de voo, pousos e decolagens, vários fatores, você se torna elegível ao processo de upgrade." Ainda conforme Karina, o processo inclui: Avaliação psicotécnica; Duas provas teóricas de sistemas e procedimentos; Entrevista com o piloto-chefe; Entrevista com a equipe administrativa. Após a aprovação, começa o curso de upgrade, que dura cerca de três meses, com várias sessões de simulador. Depois, começa a instrução em rota. No final, há o voo de liberação para o cheque e o cheque final (voo de familiarização em aeronave). "No cheque final, já estou voando com um copiloto; o examinador fica no 'jump seat' [pequeno assento usado pela tripulação de cabine]. Quando finalizei o último voo, dei a mão para o checador e ele disse: 'Parabéns, muito bem-feito'. Naquela hora, tive certeza de que tinha passado. Foi o momento mais emocionante de toda a minha carreira." "É incrível pilotar uma aeronave que leva esse número de passageiros por voos de 15, 16 horas, com todo o conforto e segurança. A redundância dos sistemas é incrível. É muita tecnologia. A Emirates tem uma frota incrível. É muito prazeroso, muito gratificante sentir que estou no comando de uma nave dessas. Só de tripulação, são 24 comissários. É demais." Airbus A380 da Emirates Divulgação/Emirates Rotina Depois de morar anos em São Paulo, atualmente Karina mora em Dubai com o marido, piloto aposentado, e os dois filhos pequenos. "Eu e meu marido nos conhecemos quando eu era copiloto do Airbus 330 na TAM, e ele era meu passageiro. Depois nos casamos. No Brasil, era complicado os dois voando, por serem voos mais curtos, com muitos dias fora de casa. Aqui em Dubai, eu fico, em média, dois a três dias fora e cinco dias em casa. Estou sempre em casa." "Meu marido cuida das crianças quando eu estou voando, e cuidamos da casa juntos. Não temos funcionários. Fazemos questão de aproveitar nossos filhos. A qualidade de vida é excelente. Sou muito feliz com a empresa, com o avião, com a segurança do país e com tudo o que Dubai proporciona", destaca. Airbus A380 da Emirates Divulgação/Emirates Ela conta que, em caso de voos longos, como Dubai–Brasil (15 horas), Nova Zelândia (16 horas) ou alguns destinos nos EUA, viajam quatro pilotos: dois comandantes e dois copilotos. "Até a metade do voo, uma dupla opera e a outra descansa. Há uma área reservada para descanso, com cama e sistema de entretenimento. Na metade do voo, ocorre o revezamento. Antes do pouso, voltamos cerca de uma hora antes, para revisar os procedimentos. No dia seguinte, inverte", diz. "Minha escala é superbalanceada. A Emirates foca muito para que estejamos sempre aptos e descansados. Isso me permite fazer o que eu amo e, principalmente, curtir minha família aqui em Dubai, que é meu principal suporte." Não desistir Para as mulheres que querem ser pilotos, Karina aconselha persistirem. "Nunca desistam dos sonhos. A gente consegue realmente tudo o que a gente quer, desde que você tenha foco, comprometimento, dedicação, resiliência. Às vezes, a gente passa por períodos [difíceis] na vida, tanto na vida pessoal quanto na profissional. A gente levanta. A gente cai, mas levanta. Não pode nunca desistir, [deve] sempre continuar lutando." Karina Buchalla Lutkus se tornou a primeira mulher brasileira a comandar um Airbus A380 Reprodução/g1 Karina Buchalla Lutkus ao lado do marido que também é piloto, atualmente aposentado Arquivo pessoal

Palavras-chave: tecnologia

Reforma tributária: atualização de processos e sistemas até 2026 é desafio para empresas

Publicado em: 22/11/2025 04:01

Miriam Leitão: Última etapa da Reforma Tributária mostra divisão de recursos A reforma tributária sobre o consumo exige ações na área de processos de gestão e de sistemas de emissão da nota fiscal por parte das empresas como forma de evitar problemas a partir de 2026. Essa é a avaliação de especialistas em tributação. Uma nova plataforma tecnológica que será inédita no mundo, 150 vezes maior do que o PIB, entra em funcionamento no próximo ano para operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços. ➡️ O novo sistema vai viabilizar e estruturar o pagamento dos futuros impostos sobre valor agregado (IVA), previstos na reforma tributária sobre o consumo (aprovada em 2024 pelo Congresso Nacional e sancionada no início deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Já em fase de testes, o objetivo da Receita Federal é de que a plataforma esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota será pequena, de 1%, que poderá ser abatida em outros tributos). A partir de 2027, quando haverá extinção do PIS e da Cofins federais, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado principalmente nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios). ➡️A Receita Federal não considera a perspectiva de grande complexidade para as empresas em 2026 (leia mais abaixo nessa reportagem). Lula sanciona com vetos a regulamentação da Reforma Tributária O que dizem especialistas De acordo com o especialista em TI e CSMO da Logithink, Fernando Brolo, o verdadeiro "calcanhar de Aquiles" das empresas está no processo de entrada documentos considerando o novo formato do sistema da Receita Federal. Para ele, as consequências práticas desse gargalo vão desde mercadorias paradas e incapacidade do contas a pagar, liquidar a fatura, até a possibilidade de a empresa não aproveitar os créditos tributários, gerando um impacto direto no fluxo de caixa. “As empresas estão subestimando a complexidade de receber e processar as notas de seus fornecedores, que virão com cerca de 200 novos campos. Se o sistema de gestão (ERP) não souber ler e validar essas informações, o processo simplesmente para”, disse Fernando Brolo, da Logithink. Segundo Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, empresa de tecnologia voltada para micro e pequenos negócios, o novo sistema exige que as empresas reorganizem seu controle fiscal e contábil, atualizem os sistemas de gestão, simulem cenários, planejem o fluxo de caixa, capacitem equipes e revisem processos internos. "A reforma muda a estrutura de cálculo e de declaração de impostos, o que exige que as PMEs revisem desde o regime tributário até a forma como emitem notas fiscais e registram suas operações. Quem começar esse processo agora vai chegar em 2026 com vantagem. Essa mudança deve ser vista como uma oportunidade de modernizar a operação”, afirmou Reginaldo Stocco, da vhsys. Para Jhonny Martins, vice-presidente do SERAC, hub de soluções em contabilidade, educação e gestão corporativa, as empresas devem adequar os sistemas de gestão, de notas fiscais e de meios de pagamento, integrando-os aos bancos e às plataformas de arrecadação, o que demandará investimento tecnológico. "Adaptar a operação agora evita que o imposto se torne o gargalo do crescimento amanhã (...) O 'Split Payment' [um dos módulos do sistema da Receita Federal] traz mais previsibilidade para o fisco, mas também exige maturidade financeira das empresas. Quem se preparar agora vai atravessar essa transição com vantagem competitiva”, avaliou Jhonny Martins, do SERAC. Cláudio Costa, Head da Selbetti Business Consulting, avaliou que a transição para as empresas vai muito além da atualização de sistemas. Ele apontou a necessidade de integração entre áreas, de automação inteligente e de criação de indicadores confiáveis, o que torna a reforma "não apenas um desafio de conformidade mas também um catalisador para a transformação digital e das rotinas fiscais". "O custo de uma adaptação tardia pode ser alto: perda de competitividade, riscos de autuação e desorganização do fluxo financeiro. A reforma, por sua natureza, não é opcional. A urgência em se adequar não está apenas em atender a uma exigência legal, mas em proteger a continuidade operacional", acrescentou Cláudio Costa, da Selbetti Business Consulting. Receita Federal minimiza preocupações A Secretaria da Receita Federal negou que haverá um aumento de complexidade na emissão das notas fiscais, e também afastou interpretações de que poderá haver um cenário caótico para as empresas a partir de 2026. Segundo o órgão, os campos das notas fiscais serão praticamente os mesmos de hoje, como: CNPJ ou CPF, de compradores ou vendedores, além da quantidade de produtos, valor da venda e códigos tributários, por exemplo. ➡️A novidade é que o empresário terá de indicar se a venda é para o setor privado, para órgãos públicos ou entidades ligadas ao Prouni ( Programa Universidade para Todos). Em um primeiro momento, explicou o Fisco, as empresas terão de alimentar o sistema com o código de cada produto, ou serviço. Uma vez feita essa "amarração", o produto será reconhecido na hora da venda pelo sistema — viabilizando a emissão automática do documento fiscal. "Esses que imaginam que vai ser o fim do mundo, acredito eu que não conhecem o sistema. Recomendo muito que assistam às lives do projeto-piloto, que leiam os manuais da CBS. Acredito eu que boa parte de quem pensa que é o apocalipse não assistiu às lives do projeto-piloto que estão no canal da Receita Federal", disse o gerente do Programa de Implementação dos Sistemas da Reforma Tributária do Consumo da Receita, Marcos Flores. Ele admitiu que serão incluídos novos campos na confecção do sistema de notas fiscais, algo considerado rotineiro (pois ocorre com frequência) e relacionado unicamente com o trabalho desenvolvido pelas empresas de "software" - responsáveis por adequar os sistemas. Mas explicou isso não representará mudanças para o empresário, que compra os sistemas de gestão e emissão de notas prontos. "O contribuinte [empresário] só tem que fazer uma coisa: confirmar que a calculadora que a Receita disponibilizou gratuitamente já está acoplada ao sistema que emite as notas. Baixa a calculadora. Fez, vai funcionar, a nota vai sair. Para o colaborador que está na boca do caixa, não muda nada", afirmou Marcos Flores, do Fisco. Interface gráfica da calculadora da Receita que estará acoplada aos sistemas Reprodução de apresentação da Receita Segundo ele, o sistema foi desenhado para dar incentivos econômicos positivos aos empresários, conferindo também maior segurança. "Hoje, o empresário tem que contratar um contador, um advogado, para interpretar a legislação, colocar no sistema, emitir os documentos, fazer uma declaração, rezar para a interpretação ser a mesma das administrações tributárias e passar cinco anos torcendo para não dar problema. Agora ele tem a calculadora que mostra: essa aqui é a administração da Receita federal. Fica muito mais seguro", acrescentou Marcos Flores, do Fisco. ➡️No caso do controle dos créditos tributários de cadeias anteriores de produção, que passarão a ser pagos rapidamente, conforme premissa da reforma tributária, haverá três cenários: Apropriado: tributo efetivamente pago pelo fornecedor, ou pelo adquirente, gerando crédito para o comprador. Apropriado parcialmente: tributo foi pago parcialmente, o que pode estar relacionado com uma venda parcelada ainda não integralmente quitada, por exemplo. Não apropriado: sistema vai indicar quando não houver o pagamento, o que pode estar relacionado com vendas a prazo com vencimento futuro e consumo pessoal, entre outros. Sistema de apuração dos créditos tributárois Reprodução de apresentação da Receita Federal No caso de crédito não apropriado, segundo a Receita Federal, o empresário tem a opção de gerar um documento de arrecadação (Darf) como adquirente, realizar o pagamento, e quando for pagar o fornecedor, enviar só o valor líquido. O recolhimento pelo adquirente poderá ser utilizado quando o "split payment" não estiver disponível. Também pode esperar o fornecedor pagar, ou no futuro usar o "split payment" - que faz o recolhimento imediato. Como ficam os impostos com a reforma tributária Arte g1

Palavras-chave: tecnologia

IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto

Publicado em: 22/11/2025 03:00

IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto Um aplicativo que usa inteligência artificial para criar avatares de pessoas já falecidas tem gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. Antes, é preciso gravar um vídeo da pessoa diretamente no app, que servirá para criar o avatar digital. O processo dura cerca de três minutos (entenda mais abaixo). Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Calum Worthy cofundador d 2Wai. Reprodução/X O vídeo da 2Wai, de quase dois minutos, foi publicado pelo cofundador da startup, Calum Worthy, e já ultrapassou 40 milhões de visualizações. Worthy, para quem não sabe, também é ator e ficou conhecido pela série "Austin & Ally", do Disney Channel, em que interpretou "Dez". O post logo recebeu uma enxurrada de comentários, a maioria críticos. "Essa é uma das coisas mais vis que já vi", escreveu uma pessoa. "Mais uma forma de as pessoas perderem completamente o contato com a realidade e evitarem o processo normal do luto", afirmou outra. 🤖 'Deathbots': testamos os robôs de IA que permitem 'conversar com os mortos' Como funciona o 2Wai? 2Wai cria "gêmeos digitais" de pessoas falecidas. Reprodução/2Wai O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo. Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas. A empresa afirma que o app suporta mais de 40 idiomas, mas não diz se o português do Brasil está disponível. Por enquanto, o 2Wai está funcionando apenas para iPhone (iOS) nos EUA, mas chegará "em breve" a modelos Android. O serviço é totalmente gratuito atualmente, mas eles dizem que "assinaturas e compras dentro do app podem ser incluídas no futuro". Página do 2Wai na App Store. Reprodução/App Store Especialista ouvida pelo g1 alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. 🔎 Grief tech: a técnica de replicar alguém que já morreu de forma digital com IA é conhecida como grief tech ("tecnologia do luto", em português). Plataformas desse tipo criam o que chamam de "clones digitais" ou "gêmeos digitais" que permitem conversar e interagir com versões virtuais de pessoas que já morreram. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", completa a especialista. Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para ao Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos. Tecnologia do tipo se espalha Inteligência Artificial já promete recursos para amenizar a dor de quem enfrenta o luto O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. Em maio, o g1 mostrou o caso de uma versão de inteligência artificial de uma vítima de homicídio que "marcou presença" em um julgamento no Arizona, nos EUA. A versão da vítima criada por IA disse ao atirador que lamentava que eles tivessem se encontrado no dia do crime, naquelas circunstâncias, e afirmou que, em outra vida, os dois poderiam ter sido amigos, segundo a agência Associated Press. Em outro caso polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Criminosos podem usar suas fotos nas redes para aplicar golpes financeiros? Por que a nova IA do Google virou a queridinha dos vídeos bizarros e bobos no TikTok

Futebol com drones? Conheça jogo que lembra quadribol de Harry Potter, criado no Vietnã

Publicado em: 22/11/2025 02:22

Futebol com drones? Conheça jogo que lembra quadribol de Harry Potter O Globo Repórter desta sexta-feira (21) mostrou como 70 anos após a guerra com os Estados Unidos, o Vietnã vive uma nova revolução — desta vez tecnológica. Em Ho Chi Minh, a maior metrópole do país, estudantes de escolas públicas e privadas experimentam um método inovador para aprender se divertindo: partidas de “futebol de drones”. A atividade faz parte das aulas de STEAM, que integram ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Duas vezes por semana, estudantes se reúnem para controlar drones em equipe, em um jogo que lembra o quadribol de Harry Potter: vence quem atravessa o arco com a “bolinha high-tech”. Segundo Huynh Duc Duy, professor da HDFPV Company, a prática vai além da diversão. “Eles aprendem a trabalhar em equipe, desenvolvem comunicação e raciocínio rápido. Quando voltam para a sala de aula, absorvem melhor o conteúdo”, explica. O objetivo é despertar paixão pela ciência e mostrar como ela pode melhorar a vida das pessoas. “É como controlar um carrinho de controle remoto, mas exige prática”, diz o educador. Para especialistas, iniciativas como essa podem ser um golaço no jogo da educação. O impacto é visível: um estudo internacional revelou que os dez piores alunos do Vietnã tiveram desempenho semelhante aos dez melhores do Brasil. ACRESCENTAR ASPA ESPECIALISTA SOBRE EDUCAÇÃO LÁ Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo: Globo Repórter - Saigon: 70 anos da Guerra do Vietnã - 21/11/2025 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Palavras-chave: tecnologia

Ronaldinho Gaúcho estrela a Black do Chefe com descontos da MotoChefe

Publicado em: 22/11/2025 00:02

A MotoChefe, líder nacional em mobilidade elétrica, lança sua campanha especial de novembro: a Black do Chefe, estrelada por Ronaldinho Gaúcho. A ação celebra o período da Black Friday com descontos exclusivos nos modelos Ret e Soma, que passam de R$ 10.500 para R$ 8.490 à vista. A promoção é válida durante todo o mês de novembro e até o fim dos estoques, em todas as concessionárias MotoChefe espalhadas pelo Brasil. Com produção 100% nacional, os modelos se destacam pela autonomia, tecnologia e design urbano, reforçando o compromisso da marca com a inovação, sustentabilidade e acessibilidade no setor de mobilidade elétrica. De acordo com a MotoChefe, o objetivo da campanha é oferecer ao público condições especiais para adquirir produtos elétricos de qualidade, aproximando ainda mais a marca dos consumidores que buscam economia e estilo em seus deslocamentos diários. Ronaldinho Gaúcho com as scooters elétricas Ret e Soma para promoção de Black do Chefe Direitos de imagem reservados a MotoChefe Brasil

Palavras-chave: tecnologia

Revestimentos que transformam a piscina em destaque da sua área de lazer

Publicado em: 22/11/2025 00:01

Poucos cenários traduzem tão bem a ideia de lazer e bem-estar quanto uma piscina bem planejada. Seja no quintal de casa ou em um espaço de convivência, ela é o ponto de encontro nos dias de sol e, cada vez mais, ganha status de protagonista na área externa. Mas não basta pensar no formato ou tamanho: o revestimento é o detalhe que define não só a estética, mas também a durabilidade e a segurança desse ambiente. Beleza e durabilidade que vão além do visual Acervo Vilarejo O papel do revestimento Na hora de escolher o material para a piscina e seu entorno, porcelanatos e acabamentos especiais se destacam como apostas seguras. Versáteis, eles oferecem alta resistência à água, facilidade de limpeza e um visual sofisticado que acompanha as tendências da arquitetura contemporânea. Além disso, possibilitam efeitos variados: bordas infinitas, tons claros que ampliam a sensação de espaço ou superfícies que imitam pedras naturais, criando uma atmosfera de resort dentro de casa. Sofisticação ao seu espaço de lazer Acervo Vilarejo Já nas áreas de circulação, a prioridade deve ser por acabamentos antiderrapantes. Hoje, é possível encontrar porcelanatos que aliam essa segurança ao design, sem abrir mão da elegância. O resultado? Um espaço funcional e ao mesmo tempo esteticamente impecável. Cores e texturas em alta O azul segue como clássico nas piscinas, mas novas propostas vêm ganhando força. Tons de verde-água, areia e até cinza oferecem um ar contemporâneo e sofisticado. Para quem prefere ousar, o contraste entre a água cristalina e um deck em porcelanato amadeirado cria um efeito acolhedor e moderno. Projeto que une funcionalidade e sofisticação Acervo Vilarejo Curiosidade que inspira De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Piscinas e Acessórios (ANAPP), o Brasil possui a segunda maior frota de piscinas residenciais do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E, cada vez mais, esses espaços são pensados não apenas como locais de lazer, mas como extensão do design da casa. Isso explica o crescimento na busca por materiais que conciliam estética e inovação. Se você deseja criar ambientes com mais sentido, equilíbrio e beleza, venha nos visitar. Nossas lojas estão prontas para inspirar você a construir o seu refúgio — com soluções de alto padrão, tecnologia e acolhimento em cada detalhe. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

Palavras-chave: tecnologia

Governo dos EUA acusa Google de monopólio em publicidade digital e exige dissolução de área

Publicado em: 22/11/2025 00:00

Google Arnd Wiegmann/Reuterus O governo dos Estados Unidos pediu, nesta sexta-feira (21), que um juiz federal determine a dissolução da área de publicidade digital do Google. Segundo o governo, a empresa mantém práticas anticompetitivas e suas promessas de mudança não são confiáveis. O pedido foi apresentado nas alegações finais de um processo que discute a tecnologia publicitária do Google — ou seja, o conjunto de ferramentas usado por sites para vender anúncios e por anunciantes para comprá-los. Este é o segundo grande processo antitruste que o Google enfrenta neste ano. Em setembro, um juiz rejeitou uma ação semelhante do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que pedia a venda do navegador Google Chrome, em outro caso antimonopólio. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Golpistas criam lojas online falsas da Shopee e Havan para Black Friday Cofundador do Google supera Bezos e se torna o 3º mais rico do mundo Os processos fazem parte de uma ofensiva do governo norte-americano para limitar o domínio das grandes empresas de tecnologia, como Apple, Amazon e Meta. Até agora, as decisões têm sido variadas. No início desta semana, outro juiz rejeitou uma ação do governo contra a Meta. Em documento enviado antes da audiência, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e procuradores de vários estados acusaram o Google de construir, de forma ilegal, monopólios em dois mercados ligados à tecnologia de anúncios. Segundo o governo, o Google controla ao mesmo tempo diferentes etapas do mercado de publicidade digital. "Estamos aqui para resolver o problema. Argumentaremos que a melhor solução é desmantelar o monopólio do Google, o que criará um novo concorrente", afirmou a procuradora-geral adjunta Gail Slater. O Google disse que o processo é exagerado e que a medida prejudicaria editores, anunciantes e consumidores. A empresa afirma que suas ferramentas integradas geram eficiência e inovação, e que separar o serviço seria tecnicamente inviável. A decisão do caso deve sair nos próximos meses.

Palavras-chave: tecnologia

TERMÔMETRO DA COP30 #DIA 13: conferência entra na prorrogação; entenda o que esperar

Publicado em: 22/11/2025 00:00

Olá, aqui quem escreve é Roberto Peixoto, repórter de Meio Ambiente no g1. Este é o Termômetro da COP30, edição #DIA 13, um boletim com o essencial que você precisa saber sobre a 30ª Conferência do Clima da ONU. Eu vou explicar para você, em 7 tópicos, como foi a sexta-feira em Belém. Eu conto que a COP entrou pela madrugada sem acordo e acabou empurrando as negociações para este sábado, depois de um dia inteiro marcado por impasses nos temas mais sensíveis. Vou falar também por que a ausência de referências aos combustíveis fósseis virou o principal ponto de tensão e levou países a aumentar a pressão por mudanças no texto final. E ainda explico como a disputa entre blocos, de um lado, quem exige algum tipo de transição; de outro, quem rejeita qualquer menção ao tema, deve determinar os rumos da conferência nas próximas horas, com a expectativa de um novo rascunho ainda nesta manhã. 1 - Em alta X em baixa EM ALTA: 🌍A presidência da COP30 colocou, pela primeira vez, a criação de um mecanismo global de transição justa em um rascunho oficial. A proposta abre caminho para que a ONU tenha um instrumento permanente voltado a apoiar países em desenvolvimento na mudança para economias de baixo carbono, organizando cooperação técnica, capacitação e troca de conhecimento. O texto ainda é inicial (não define formato, regras ou recursos) mas reconhece pontos considerados essenciais por especialistas, como proteção de trabalhadores, participação social e atenção a desigualdades históricas. Mesmo pouco concreto, o fato de entrar no rascunho já eleva o tema a um novo patamar político dentro das negociações climáticas. EM BAIXA: ⚠️O novo rascunho da COP30 deixou muita gente decepcionada. O texto tirou qualquer menção aos combustíveis fósseis e também apagou a ideia de um caminho claro para o fim do desmatamento. Na prática, diz que a transição é necessária, mas não explica como — nem quando. É por isso que a sensação é de retrocesso entre ambientalistas, bem no momento em que a pressão por mudanças deve crescer nas próximas horas. E tem mais: a União Europeia, que vinha evitando o confronto, agora disse claramente que não aceita sair de Belém sem alguma referência aos fósseis. O problema é que isso bate de frente com países que rejeitam qualquer menção ao assunto, e o impasse só aumenta. "A Europa transformou a menção aos combustíveis fósseis numa linha vermelha: eles finalmente verbalizaram que não saem daqui sem isso — mas outros países também têm suas linhas vermelhas, e ninguém quer ceder", explica Stela Herschmann, especialista em Política Climática do Observatório do Clima. 📝 ENTENDA O QUE PODE ACONTECER NAS PRÓXIMAS HORAS: A COP30 amanhece neste sábado ainda sem acordo final. As negociações seguiram pela madrugada e devem continuar ao longo da manhã, já que os países continuam divididos sobre os principais pontos do texto, especialmente combustíveis fósseis, financiamento e ambição climática. Fontes ouvidas pelo g1 afirmam que a presidência da COP deve apresentar uma nova versão do texto final da cúpula neste sábado. A partir daí, cada grupo regional vai avaliar se a redação é aceitável ou se precisa voltar para ajustes, um processo que pode atrasar a plenária final. Há também pressão adicional vinda de outros fronts: países africanos reforçaram o pedido por mais recursos para adaptação, e grupos vulneráveis cobram que o texto reflita a responsabilidade histórica das nações desenvolvidas. A avaliação geral é de que qualquer acordo agora dependerá de concessões simultâneas em várias frentes. O clima é de incerteza, mas a expectativa é de que a manhã deste sábado seja decisiva. Se houver consenso mínimo, a presidência pode marcar uma plenária ainda antes do meio-dia. Se as divergências persistirem, a COP30 corre o risco de se estender novamente. O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. Ueslei Marcelino/COP30 2 - Brisa de esperança: a virada da alimentação na COP30 O g1 Pará mostrou um dado inédito desta COP30: ao menos 30% dos alimentos servidos na conferência vieram da agricultura familiar amazônica. O levantamento identificou 8 mil famílias e 80 organizações rurais envolvidas no fornecimento, movimentando cerca de R$ 3,3 milhões na economia local. Essa diretriz colocou ingredientes típicos do Norte no centro dos cardápios da conferência. Ariá, muruci, bacaba, pupunha e outras preparações regionais foram incorporadas às refeições distribuídas aos participantes de quase 200 países. O Restaurante da Sociobio, por exemplo, utilizou 80% de produtos agroecológicos e serviu cerca de 120 mil pratos ao longo do evento. Como o Brasil tem 74% de suas emissões ligadas ao uso da terra e à agropecuária, a experiência reforçou o debate sobre sistemas alimentares sustentáveis dentro da agenda climática. A expectativa entre os organizadores é que o modelo adotado em Belém agora possa orientar futuras conferências. Agricultura familiar ganha espaço e destaque na COP30 em Belém 3 - Traduz aí, g1 O QUE É O BAM? O BAM é o Belém Action Mechanism, proposta que virou palavra da moda nos corredores da COP30. A ideia é criar um mecanismo para organizar, acompanhar e fortalecer a transição justa, ou seja, a mudança para uma economia de baixo carbono sem deixar trabalhadores e comunidades vulneráveis para trás. A transição justa não é nova: ela aparece no preâmbulo do Acordo de Paris, ganhou um programa próprio na COP27 e diálogos regulares na COP28. Mas, até hoje, tudo ficou no campo voluntário. O BAM tenta mudar isso ao pedir que países coordenem suas políticas, compartilhem experiências e criem formas mais claras de acompanhar o que está sendo feito. Ele também defende que o apoio internacional priorize financiamento que não gere dívidas e que tecnologias limpas sejam compartilhadas com países em desenvolvimento. O mecanismo foi construído por organizações da sociedade civil e recebeu apoio de diversos grupos, incluindo movimentos trabalhistas, coletivos de jovens, organizações de gênero e parte das lideranças indígenas presentes em Belém. O impulso maior veio quando o G77 + China, que representa cerca de 80% da população mundial, declarou apoio a um mecanismo de transição justa, um aceno direto na direção do BAM. Nem todo mundo, porém, está a bordo. Países como Reino Unido e Japão resistem à proposta e chegaram a receber o “Fóssil do Dia” por isso. Mas, para quem acompanha o tema de perto, o motivo da disputa é claro: sem planejamento, a transição energética corre o risco de repetir desigualdades e é justamente isso que o BAM tenta evitar. 4 - Pergunta do dia: por que gênero e raça viraram pontos de tensão na COP30? As negociações sobre gênero e raça entraram na reta final da COP30 com mais pressão do que o esperado. Esses temas não definem metas de carbono, mas fazem parte do conjunto de políticas que apoiam a implementação dos acordos climáticos, e é aí que surgiram os impasses. Países da Europa, do Oriente Médio e da América Latina defenderam que os textos fossem mais restritos, enquanto outros blocos insistiram que conceitos como “mulheres de ascendência africana” e interpretações mais amplas de gênero fossem mantidos. É um debate que acompanha a COP há anos, mas que ganhou peso extra agora porque o plano de ação de gênero está sendo atualizado para valer até 2034. Como funcionam as negociações na COP Na prática, o problema não é a existência desses termos, mas o efeito que eles podem ter sobre outras agendas, como a transição justa e a proteção de populações vulneráveis. Delegações alertam que, se o texto final recuar, políticas de adaptação e financiamento podem deixar de considerar quem mais sofre com secas, enchentes e calor extremo. Os entraves foram tão grandes que o tema saiu do nível técnico e passou ao nível político, um movimento raro nas COPs. Apesar disso, os rascunhos mais recentes mostram que as notas de rodapé foram retiradas e a linguagem mais inclusiva foi mantida. Para muitos negociadores, isso evita um retrocesso e permite que o tema avance junto com o restante do pacote climático. Quer mandar uma pergunta pro TERMÔMETRO? Envie pelo VC no g1 ou nos comentários desta reportagem 5 - Fóssil do Dia Integrantes da Climate Action Network realizam a cerimônia do “Fóssil do Dia” na COP30, prêmio simbólico que marca os países apontados como obstáculos às negociações climáticas. Climate Action Network O “Fóssil do Dia” desta sexta foi para a Rússia, segundo a Climate Action Network (CAN), rede que organiza a anti-premiação. A justificativa da CAN é que o país teria atrasado diferentes frentes das negociações da COP30, desde adaptação até transição justa, ao insistir em posições que mantêm os combustíveis fósseis no centro do texto oficial. A Rússia também contestou avanços nas discussões de gênero, defendeu termos ultrapassados e reforçou a ideia de “combustíveis de transição”, argumento usado por países que querem preservar espaço para o gás. O relatório ainda cita o contraste entre a meta doméstica russa, que deixa carvão e gás com papel dominante até 2050, e a participação das renováveis, hoje projetada para cerca de 3% em 2040. A CAN também destaca que a nova meta climática russa (NDC) segue entre as mais mal avaliadas do mundo e que a guerra na Ucrânia ampliou emissões e aumentou a dependência de receitas fósseis. Qual gás do efeito estufa é o maior vilão do clima? 🦖 O "Fóssil do dia" é um "prêmio" simbólico e irônico, concedido uma vez por dia durante as conferências climáticas da ONU. 6 - Você precisa assistir Arte que navega: conheça os abridores de letras, artistas que pintam os barcos da Amazônia A enviada especial do g1 a Belém, Paula Paiva Paulo, contou a história dos abridores de letras, os artistas responsáveis por pintar nomes e desenhos nos barcos da Amazônia. A tradição nasceu de um decreto de 1925 que obrigava as embarcações a exibirem seus nomes nas laterais. No Norte do país, essa regra acabou se transformando em um estilo próprio: letras grandes, curvas, cores fortes e ornamentos inspirados na tipografia vitoriana. No vídeo, a Paula conversa com artistas como Cuca, de Igarapé-Miri, e Hidaias Dias, do Marajó, nomes que começaram cedo e hoje têm seus trabalhos circulando pelos rios da região. Um detalhe curioso é que cada barco funciona, na prática, como uma galeria itinerante: ao navegar entre municípios, ele leva consigo o estilo de quem o pintou e acaba influenciando novos artistas ao longo do caminho. É assim que essa tradição segue se expandindo pela Amazônia, sempre em movimento. Vale a pena assistir para ver de perto como essa arte circula pelos rios e continua se reinventando geração após geração. COP 30 teve presença de 195 países e mais de 42 mil participantes; '2ª maior da história', diz Ministério do Turismo 7 - Além da imagem Ativistas exibem mensagens escritas nas mãos durante um protesto na saída de negociadores da COP30, em Belém, nesta sexta-feira (21). REUTERS/Anderson Coelho MAIS DO QUE UMA FOTO: A imagem acima mostra um grupo de jovens levantando as mãos com mensagens escritas na pele durante um breve protesto na Blue Zone da COP30. O ato aconteceu no momento em que negociadores deixavam uma das salas mais movimentadas do dia. O grupo pedia que o texto final incluísse referências explícitas à transição para longe do petróleo, do gás e do carvão, ponto que dividiu delegações ao longo de toda a semana e se tornou um dos focos de tensão nesta reta final das negociações. A cena também ajuda a entender o contraste com as duas COPs anteriores: em Dubai (COP28) e em Baku (COP29), manifestações foram fortemente restringidas e a circulação de movimentos sociais nos espaços oficiais era bastante limitada. Em Belém, apesar de regras de segurança, os corredores tiveram protestos diários e uma participação ampliada da sociedade civil, que voltou a aparecer de forma mais visível dentro e fora da Blue Zone. Amanhã, acompanhe mais um TERMÔMETRO DA COP30. Até lá! LEIA TAMBÉM: Por que rota para fim de combustíveis fósseis virou impasse na COP30? 'Fraco', 'furos inaceitáveis', traição à ciência': especialistas e organizações criticam rascunhos de textos da COP30 Acordo entre país da Oceania e instituição ligada à ONU é assinado em padaria de Belém após incêndio na COP 30

Palavras-chave: tecnologia

Anvisa autoriza Embrapa a fazer pesquisas com a cannabis sativa, a planta da maconha

Publicado em: 21/11/2025 20:45

A Anvisa autorizou a Embrapa a fazer pesquisas com a planta da maconha - a cannabis sativa. A Embrapa esperava por essa autorização há um ano. A pesquisa é exclusiva para fins medicinais e científicos. Como a maconha é proibida no Brasil, nada, nenhum produto feito a partir dos estudos poderá ser comercializado. Três pesquisas vão ser iniciadas: Conservação do material genético da cannabis sativa, nome científico da maconha, para criar uma base de dados própria sobre a planta; Criação de tecnologias para a cannabis medicinal, com foco no canabidiol, óleo que já é utilizado legalmente para o tratamento de algumas doenças; Pré-melhoramento do cânhamo, uma subespécie da cannabis, para a produção de sementes e fibras que, segundo a Embrapa, têm grande potencial econômico. Anvisa autoriza Embrapa a fazer pesquisas com a cannabis sativa, a planta da maconha Jornal Nacional Antes, a Embrapa vai ter que cumprir várias exigências da Anvisa, que fará uma inspeção presencial para confirmar que todos os requisitos de segurança serão cumpridos, como um plano de controle para reduzir o risco de desvio, disseminação acidental e uso indevido da cannabis. Segundo a Embrapa, há um crescente interesse mundial na cannabis, que hoje tem importância econômica, social, ambiental e medicinal. O mercado de cannabis medicinal deve movimentar até o fim do ano R$ 1 bilhão no Brasil. Os dados são da própria Embrapa. As pesquisas podem ajudar o país a reduzir a dependência de insumos importados. "Hoje, o Brasil é importador de tecnologia das cadeias produtivas de cannabis medicinal porque temos no país um consumo estabelecido já há mais de dez anos e, no entanto, não temos a possibilidade de fazer a nossa produção nacional. Então, a inserção da Embrapa agrega o potencial de desenvolvimento de ciência e tecnologia nacional para subsidiar o desenvolvimento dessas cadeias produtivas, para que o Brasil não precise ficar dependente da importação de sementes, importação de cultivares e tecnologias diversas para respaldar o desenvolvimento dessas cadeias nacionais”, diz a pesquisadora da Embrapa Beatriz Emygdio. LEIA TAMBÉM Anvisa autoriza Embrapa a iniciar pesquisas com cultivo de cannabis Cannabis medicinal: entenda os efeitos da decisão do STJ e os próximos passos

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura inaugura 1ª Central Pública de Reciclagem e nova UVR em Belém

Publicado em: 21/11/2025 19:21

PMB inaugura UVR e 1ª Central Pública de Reciclagem de Orgânicos. Paula Lourinho A Prefeitura de Belém inaugurou nesta sexta-feira (21) dois projetos de gestão de resíduos sólidos: a primeira Central Pública de Reciclagem de Resíduos Orgânicos e a nova Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR) da Concaves, no bairro Terra Firme. As iniciativas fazem parte das ações do projeto Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental e Inovação em Bioeconomia, um dos 37 grandes projetos da COP 30 da cidade. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Maior capacidade de reciclagem A UVR da Concaves, com 1.770 m², foi totalmente reformada pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), com financiamento da Itaipu Binacional. O espaço foi adaptado para coleta seletiva e educação ambiental, e conta com infraestrutura segura e adequada para escolas, instituições públicas, condomínios e empresas. A modernização vai ampliar a capacidade de triagem e reciclagem em 400%, chegando a processar até 300 toneladas mensais de resíduos. O número de cooperados também deve aumentar, garantindo melhores condições e inclusão produtiva para catadores e catadoras. Luiz Suzuki, gestor da Itaipu para COP 30, anunciou ainda reformas em mais três galpões para diminuir o lixo nas ruas e fortalecer a reciclagem. Especial Cop 30: reciclar o lixo reduz o impacto dos materiais no meio ambiente e gera renda Compostagem acelerada A nova central pública usa tecnologia de tambor rotativo para acelerar o processamento dos resíduos orgânicos, com capacidade para 150 toneladas por mês, podendo chegar a 180 com restos de poda. O sistema é mecanizado, desde a parte do tambor rotativo até a vermicompostagem, o que facilita o processo de transformar o resíduo em adubo orgânico de alta qualidade, reduzindo o envio a aterros e possibilitando a concretização da economia circular. A câmara, com 16 metros de comprimento, possui mistura e aeração automatizadas, o que reduz o tempo médio de compostagem para 30 a 45 dias. A composteira, desenvolvida pela startup gaúcha Igapó em parceria com Instituto Pólis, Global Methane Hub, Ministério do Meio Ambiente, governo estadual e Sebrae, realiza o tratamento em duas etapas: compostagem termofílica (alta temperatura) e vermicompostagem (ação de minhocas), mecanizando o processo e produzindo adubo orgânico de alta qualidade. O adubo gerado será destinado a agricultores familiares da região, fortalecendo a economia circular e o reaproveitamento sustentável dos resíduos. Victor Argentino, do Instituto Pólis, destaca que o projeto contribui para a redução das emissões do setor de resíduos sólidos: "Agora, provamos que é possível reciclar sobras de alimentos e resíduos vegetais, transformando-os em adubo orgânico por meio da compostagem." LEIA TAMBÉM Belém inaugura 1º espaço de reciclagem com pagamento via Pix Belém recebe barco movido a hidrogênio para coleta de recicláveis Quais as obras da COP? As 37 grandes obras urbanas são executadas por diferentes entes, como Prefeitura de Belém, Governo do Pará, Governo Federal e iniciativa privada, com apoio do setor público. Os empreendimentos estão distribuídos em quatro áreas: hospedagem, infraestrutura e desenvolvimento urbano, mobilidade e saneamento. Segundo levantamento feito pelo g1, a área de infraestrutura e desenvolvimento urbano é a que mais tem projetos e recursos. São 14 obras com orçamento de R$ 3,2 bilhões. Já mobilidade e saneamento são as categorias que atingem o maior número de bairros. A pavimentação de ruas e avenidas envolve 26 bairros, e gestão de resíduos sólidos, educação ambiental e inovação em bioeconomia abrangem 37 bairros, respectivamente. VÍDEOS com as principais notícias do Pará

Palavras-chave: tecnologia

Mulheres do Amazonas ganham protagonismo nacional no 'Liberdade para Empreender 2025'

Publicado em: 21/11/2025 18:57

O empreendedorismo feminino Freepik A Associação Comercial do Amazonas (ACA), presente há 154 anos no desenvolvimento do comércio, da indústria e dos serviços no estado, reforça seu compromisso com o empreendedorismo feminino por meio do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Amazonas (CMEC-AM). O CMEC-AM integra a rede nacional do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC Nacional), vinculada à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), atuando por meio das associações comerciais em todo o país. O CMEC Nacional funciona como um espaço de articulação para que mulheres líderes empresariais debatam temas que impactam a economia, o varejo, a indústria, o comércio e os serviços. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Além de estimular a economia criativa e a inclusão social, o conselho promove o protagonismo feminino no universo empresarial. No Amazonas, o CMEC-AM tem como missão oferecer capacitação, networking, visibilidade e representatividade para mulheres empreendedoras, fortalecendo competências em gestão, inovação e liderança, e ampliando a atuação do conselho nos municípios do estado. Liberdade para Empreender 2025 O tradicional evento “Liberdade para Empreender 2025”, organizado pelo CMEC Nacional em parceria com a CACB, é uma plataforma de debate, formação e conexão entre mulheres empreendedoras de todo o Brasil. Nesta edição, o tema será “On-line/Off-line – Empreender no Digital e Viver no Real: Equilíbrio é o Novo Sucesso”, abordando tecnologias, inovação, saúde emocional, inteligência artificial, liderança humanizada e os desafios contemporâneos das empresas. O evento oferece às participantes imersão em conteúdos atualizados e troca de experiências com mulheres de diferentes setores — comércio, serviços, indústria e cultura. A ACA e o CMEC-AM destacam a importância de levar essa iniciativa à realidade local, ampliando o acesso de associadas e empreendedoras do Amazonas à rede nacional e projetando o ecossistema amazônico no contexto brasileiro. Representatividade do CMEC-AM O CMEC-AM estará presente no evento com as seguintes lideranças da região Norte: Leonarda Safira Gaspar Pinheiro – Empresária, Diretora da ACA e Conselheira Estadual do CMEC-AM; Simone Nazareth Amazonas – Empresária e Diretora do CMEC-AM; Jeane Souza – Empresária, representando o CMEC-AM. A participação dessas lideranças reforça o compromisso da ACA com o empreendedorismo feminino e o protagonismo das mulheres do Amazonas em fóruns nacionais de negócios e cultura associativista. Convite às associadas e empreendedoras A ACA convida suas associadas, empresárias e empreendedoras da região a se engajarem com o CMEC-AM, participarem de suas ações e aproveitarem a conexão nacional proporcionada pelo evento, ampliando alcance de mercado, fortalecendo redes de apoio e inspirando novas práticas nos negócios. Mais informações, inscrições e materiais de divulgação estão disponíveis no site oficial do CMEC: www.cmecmulher.com.br.

Denza no Brasil: marca de luxo da BYD revela SUV off-road e lançamentos para 2026

Publicado em: 21/11/2025 16:45 Fonte: Tudocelular

A Denza está pronta para fazer sua estreia oficial no mercado brasileiro. Para quem não sabe, essa é a marca premium da BYD, que produz modelos mais sofisticados e mostrará o B5 durante o 31º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. O Z9 GT é outro dos automóveis que deve chegar ao Brasil no futuro. Denza B5 chega ao BrasilO B5 é o primeiro modelo da empresa no mercado brasileiro e enfatiza a proposta de redefinir a experiência de luxo automotivo com inteligência, tecnologia e refinamento. Com o Leopardo de referência, ele possui elementos e atributos que remetem à força e agilidade, unindo habilidade e robustez off-road.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fabricante do Mounjaro, Eli Lilly se torna a primeira farmacêutica a alcançar US$ 1 trilhão em valor de mercado

Publicado em: 21/11/2025 16:40

A empresa Eli Lilly atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão, tornando-se a primeira farmacêutica a entrar no clube exclusivo dominado por gigantes da tecnologia e reforçando sua ascensão como uma potência no setor de emagrecimento. A valorização de mais de 35% das ações da empresa este ano foi impulsionada principalmente pelo crescimento explosivo do mercado de medicamentos para perda de peso, como o Mounjaro. Nos últimos dois anos, com o lançamento no mercado de novos tratamentos altamente eficazes para a obesidade, essa categoria emergiu como um dos segmentos mais lucrativos da área da saúde. As vendas do tirzepatide da Lilly, comercializado como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para obesidade, também superaram as da Merck Keytruda como o medicamento mais vendido do mundo. Nos últimos dois anos, com o lançamento de novos tratamentos eficazes para a obesidade, essa categoria emergiu como um dos segmentos mais lucrativos da área da saúde. divulgação Lilly A Novo Nordisk teve uma vantagem inicial no setor, mas a Mounjaro e a Zepbound ganharam popularidade rapidamente e ajudaram a empresa a superar sua rival em número de prescrições. A Lilly saiu na frente em parte porque o lançamento do Wegovy da Novo Nordisk, em 2021, foi prejudicado pela escassez de suprimentos, dando à Lilly espaço para ganhar terreno. Os medicamentos da empresa americana também demonstraram maior eficácia clínica, e a Lilly foi mais rápida em ampliar a produção e expandir a distribuição. As ações da empresa, que chegaram a atingir um recorde histórico, estavam sendo negociadas a US$ 1.051, uma alta de quase 1%. Receita anual de US$ 2 bilhões Atualmente, as ações da Lilly são negociadas a um dos patamares mais altos do setor farmacêutico, cerca de 50 vezes o lucro previsto para os próximos 12 meses, segundo dados da LSEG. Isso reflete as apostas dos investidores de que a demanda por medicamentos para obesidade permanecerá forte. As ações também superaram em muito o mercado acionário americano em geral. Desde o lançamento do Zepbound no final de 2023, a Lilly valorizou mais de 75%, em comparação com uma alta de mais de 50% no índice S&P 500 no mesmo período. No último trimestre divulgado, a Lilly registrou uma receita combinada de mais de US$ 10,09 bilhões proveniente de seu portfólio de produtos para obesidade e diabetes, o que representa mais da metade de sua receita total de US$ 17,6 bilhões. "A avaliação atual aponta para a confiança dos investidores na sustentabilidade a longo prazo da franquia de saúde metabólica da empresa. Também sugere que os investidores preferem a Lilly à Novo na corrida armamentista da obesidade", disse Evan Seigerman, analista da BMO Capital Markets. Em outubro, a Lilly elevou sua previsão de receita anual em mais de US$ 2 bilhões, considerando o ponto médio, devido ao aumento da demanda global por seus medicamentos para obesidade e diabetes. Wall Street estima que o mercado de medicamentos para perda de peso atingirá US$ 150 bilhões até 2030, com a Lilly e a Novo controlando juntas a maior parte das vendas globais projetadas. Os investidores estão agora focados no medicamento oral para obesidade da Lilly, o orforglipron, cuja aprovação é esperada para o início do próximo ano. Em uma nota divulgada na semana passada, analistas do Citi afirmaram que a última geração de medicamentos GLP-1 já se tornou um "fenômeno de vendas", e que o orforglipron está prestes a se beneficiar dos "avanços conquistados por seus predecessores injetáveis". Acordo com governo Trump A Lilly deverá se beneficiar de um acordo com o governo Trump e de seus investimentos bilionários planejados para impulsionar a produção nos EUA. Analistas afirmaram que o acordo de preços com a Casa Branca pode afetar a receita a curto prazo, mas expande significativamente o acesso, adicionando até 40 milhões de potenciais candidatos ao tratamento da obesidade nos EUA. A Lilly está começando a se parecer novamente com os "Sete Magníficos", disse James Shin, diretor de Pesquisa de Ações Biofarmacêuticas do Deutsche Bank, referindo-se às gigantes da tecnologia, incluindo a Nvidia e a Microsoft, que impulsionaram grande parte dos retornos do mercado este ano. Em determinado momento, os investidores a consideravam parte desse grupo de elite, mas após algumas notícias e resultados decepcionantes, ela caiu em desuso. Agora, porém, pode representar uma alternativa para os investidores, especialmente considerando as recentes preocupações e a fragilidade de algumas ações de empresas de IA, acrescentou ele. Ainda assim, analistas e investidores estão de olho para ver se a Lilly conseguirá manter seu crescimento atual, visto que os preços do Mounjaro e do Zepbound estão sob pressão, e se seus planos de expansão, juntamente com seu portfólio diversificado e aquisições, compensarão uma possível redução de margem.

Palavras-chave: tecnologia

Itapipoca recebe a 4ª edição do Seminário de Inovação e Gestão Avançada

Publicado em: 21/11/2025 16:14

Evento acontece em Itapipoca divulgação Itapipoca mais uma vez leva aos empreendedores o tema da inovação, da gestão e do empreendedorismo no Ceará. Realizado pelo Sebrae/CE e entidades parceiras, a 4ª edição do SIGA – Seminário de Inovação e Gestão Avançada acontece nos dias 03 e 04 de dezembro. O evento é um dos mais relevantes espaços de debate, formação e inspiração para empresários, potenciais empreendedores, gestores e estudantes interessados em tecnologia, tendências e estratégias de negócios. Com o tema “O Futuro do Varejo Começa Agora: Inteligência Artificial como Aliada do Pequeno Negócio”, o SIGA 2025 traz uma abordagem atual e necessária sobre como as empresas podem incorporar inovação e ferramentas de IA em sua rotina para ampliar competitividade, produtividade e sustentabilidade. A abertura oficial acontece na noite do dia 03, com palestra da jornalista e influenciadora Thais Lopes, seguida de momentos de interação e sorteio de brindes. No dia 04, pela manhã, o workshop conduzido por Danilo Pereira trará insights sobre vendas e atendimento para pequenos negócios. À noite, a programação encerra com a palestra do renomado Caio Camargo e o case inspirador do Mercadinho São Luiz, apresentado por Severino Neto, reforçando a importância de histórias reais para impulsionar a visão de futuro dos participantes. Com meta de alcançar mais de 300 participantes, o SIGA 2025 fortalece a missão do Sebrae/CE, por meio do escritório regional Oeste, e das entidades parceiras em promover educação empreendedora, ampliar os canais de desenvolvimento para as micro e pequenas empresas e consolidar Itapipoca e toda a região como uma região inovadora, preparada para os desafios e oportunidades do varejo do futuro. As inscrições estão disponíveis na loja do Sebrae/CE. Acesse o link do evento.

Após feriado ensolarado, frente fria traz chuva ao Paraná no fim de semana; veja previsão

Publicado em: 21/11/2025 16:12

Após feriado ensolarado, frente fria traz chuva ao Paraná no fim de semana Gilson Abreu/Arquivo AEN Após um dia de feriado quente e ensolarado, uma nova frente fria trará chuvas ao Paraná, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Conforme o órgão, a frente fria se movimenta no sul do Brasil, sobre o oceano, e não passará diretamente pelo Paraná, mas causará impactos ao estado. Há previsão de pancadas de chuva isoladas no sábado (22) e possibilidade de temporais no domingo (23). Segundo o Simepar, no sábado, entre Curitiba e as praias, o tempo muda mais no fim do dia e algumas pancadas de chuva e trovoadas isoladas também estão previstas. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Apenas a região Norte está sem previsão de chuva neste sábado e por conta disso, as temperaturas chegarão aos 33°C na região de Loanda, e 31°C na região de Paranavaí. Entre Londrina, Maringá e o Norte Pioneiro, as temperaturas chegam aos 30°C novamente. A chuva se espalha por todas as regiões paranaenses no domingo. "O sistema frontal avança lentamente pelo estado e a tendência é de termos chuva em praticamente em todas as áreas. As temperaturas amenizam bastante ao longo do domingo, com exceção do Norte, onde o tempo fica um pouco mais abafado", explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. A próxima semana também começa com chuva, conforme o Simepar. Frente fria chega ao Paraná LEIA TAMBÉM: Vídeo: Novas imagens mostram primeiro contato entre deputado e manobrista antes da troca de socos na rua Trânsito: Sobrinha de prefeito e motociclista morrem em acidente após manobra Susto: Carro despenca da ponte estaiada em Curitiba Atenção Um boletim feito pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil deixa um alerta para toda a faixa Leste e a metade sul paranaense, apontando risco moderado para ocorrências meteorológicas associadas a tempestades localizadas e chuva pontualmente intensa, descargas elétricas, rajadas de vento pontuais e precipitação de granizo isolado. O risco é baixo na faixa central, e não há risco no Norte. Para acompanhar os alertas de curto prazo da Defesa Civil, basta enviar o CEP por SMS para o número 40199. Feriado ensolarado No feriado do Dia da Consciência Negra, quinta-feira (20), 15 estações meteorológicas do Simepar atingiram temperaturas acima de 30°C. A mais alta foi em Capanema, que chegou aos 34,3°C. No litoral, pela circulação marítima transportando umidade do oceano para o continente, um pouco mais de nebulosidade deixou as temperaturas mais baixas, mas ainda assim o dia foi ensolarado e atraiu os turistas. Guaraqueçaba registrou 28,2°C, Paranaguá chegou a 25,7°C, Antonina a 26,2°C e Guaratuba a 25,4°C. Com o afastamento de uma massa de ar frio e seco que atuava no Paraná desde o final da terça-feira (18), o amanhecer desta sexta-feira (21) foi mais quente em algumas regiões do estado. Antes das 6h, São Miguel do Iguaçu começava o dia com 21,9°C e Altônia com 20°C nos termômetros. O tempo segue estável nesta sexta-feira (21) e as temperaturas chegarão a 27°C em Curitiba, 26°C no Litoral, 28°C em cidades dos Campos Gerais e Centro Sul, e devem ultrapassar os 30°C nas faixas oeste e norte do estado. Previsão do tempo Após feriado ensolarado, frente fria traz chuva ao Paraná no fim de semana Geraldo Bubniak/AEN Curitiba Sábado (22): mínima 14ºC, máxima 26ºC Domingo (23): mínima 13ºC, máxima 18ºC Segunda-feira (24): mínima 13ºC, máxima 16ºC Ponta Grossa Sábado (22): mínima 15ºC, máxima 28ºC Domingo (23): mínima 14ºC, máxima 21ºC Segunda-feira (24): mínima 14ºC, máxima 19ºC Guarapuava Sábado (22): mínima 15ºC, máxima 27ºC Domingo (23): mínima 14ºC, máxima 21ºC Segunda-feira (24): mínima 12ºC, máxima 20ºC Londrina Sábado (22): mínima 18ºC, máxima 32ºC Domingo (23): mínima 18ºC, máxima 29ºC Segunda-feira (24): mínima 16ºC, máxima 24ºC Maringá Sábado (22): mínima 18ºC, máxima 32ºC Domingo (23): mínima 19ºC, máxima 30ºC Segunda-feira (24): mínima 17ºC, máxima 26ºC Cascavel Sábado (22): mínima 18ºC, máxima 29ºC Domingo (23): mínima 18ºC, máxima 26ºC Segunda-feira (24): mínima 15ºC, máxima 24ºC Foz do Iguaçu Sábado (22): mínima 20ºC, máxima 31ºC Domingo (23): mínima 20ºC, máxima 28ºC Segunda-feira (24): mínima 20ºC, máxima 27ºC VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia