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Menopausa precoce: parar de menstruar antes dos 40 anos é normal? Veja sintomas e consequências dessa condição

Publicado em: 23/08/2025 04:01

Mulheres que param de menstruar antes dos 40 anos enfrentam a chamada menopausa precoce. Freepik Os sintomas são comuns para mulheres na faixa dos 50 anos: ondas de calor, problemas no sono, alterações de humor e falta de libido – a menopausa. Mas, para algumas, eles podem chegar antes mesmo dos 40 anos. É a chamada menopausa precoce. No caso da pedagoga Lidiana Caldas, o diagnóstico foi confirmado muito cedo, aos 32 anos. Os sinais começaram meses após a retirada de um cisto de sangue nos ovários. Hoje, com 47 anos, ela ainda convive com boa parte dos sintomas. (leia a história completa abaixo) "Faz 15 anos que tenho os sintomas da menopausa e nunca melhorei, mesmo fazendo diversos tratamentos hormonais diferentes", conta Lidiana. Ainda que cirurgias possam levar a quadros de menopausa precoce, os médicos nunca conseguiram afirmar com certeza o que motivou o início tão cedo dos sintomas no caso de Lidiana. E, segundo os ginecologistas, isso é comum quando o assunto é menopausa precoce. "Há casos, como esse, em que é muito difícil estabelecer uma relação [de causa e efeito] porque muitos fatores podem levar à menopausa precoce", afirma Flávia Fairbanks, mestre e doutora em ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). LEIA TAMBÉM: Mulheres vão viver mais tempo sob os efeitos da menopausa: entenda o que é, quais os sintomas e como lidar Menopausa: qual a relação dos hormônios com a saúde mental da mulher? Causas e sintomas da menopausa precoce Maria Celeste Osório Wender, ginecologista e presidente da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que muitos casos de menopausa precoce são idiopáticos – termo médico utilizado para definir quando uma doença ou condição tem uma causa desconhecida ou que não pode ser identificada. ➡️Mas há alguns fatores que podem fazer com que a mulher deixe de menstruar antes do período considerado normal: Fatores genéticos Grandes cirurgias na região abdominal Tratamentos como quimioterapia e radioterapia Alterações cromossômicas Ela também pondera que, apesar de ser difícil identificar a causa da menopausa precoce, sabe-se que os hábitos ao longo da vida não influenciam nesse quadro. "O único hábito que pode influenciar é o tabagismo, mas isso antecipa por volta de dois anos, o que não é uma interferência tão significativa", analisa a ginecologista. A depender da causa, as ginecologistas explicam que é possível prever se a mulher vai passar por uma menopausa precoce. Isso é válido especialmente para mulheres que já têm casos de menopausa precoce na família, que têm uma situação genética conhecida, que estão passando por algum tipo de tratamento ou cirurgia. "Tudo isso é muito importante porque a gente já fica com um olhar especial para essas pacientes para ver se elas de fato possam estar desenvolvendo esse processo de maneira precoce", afirma Flávia Fairbanks. ➡️E ainda que esse processo comece antes para algumas mulheres, os sintomas são muito semelhantes e incluem: Ondas de calor Secura vaginal Perda da qualidade do sono Diminuição da libido Falta de concentração e de memória Secura geral na pele e nos olhos Redução da capacidade cognitiva e de concentração A grande diferença, segundo as ginecologistas, é quando a menopausa precoce acontece de forma abrupta, como em casos em que a causa é uma situação cirúrgica. "O que mais diferencia em termos dos sintomas não é tanto a idade da mulher que está passando por essa situação, mas muito mais a velocidade com a qual ela entrou nesse processo. Todas as vezes que isso estiver relacionado a uma situação abrupta, a intensidade dos sintomas vai ser muito maior", comenta Fairbanks. Em mulheres em que o processo acontece de forma natural, só que mais cedo, a tendência é que os sintomas sejam até mais suaves. Ondas de calor, insônia e ansiedade: os desafios da menopausa para milhões de brasileiras 'Parei de menstruar com 32 anos' Para Lidiana Caldas, os sinais vieram todos juntos, de forma muito intensa, e começaram seis meses depois de uma cirurgia. "Em 2009, eu fiz uma cirurgia para a retirada de um cisto nos ovários. Era um cisto de sangue e na época o médico me disse que eu não teria dificuldades na recuperação, que inclusive poderia ter quantos filhos quisesse", conta a pedagoga. Meses depois, o que ela sentiu foi um calor insuportável e recorrente, enxaqueca e irritação, além de uma redução no fluxo menstrual, todos sintomas da menopausa. "Como faço acompanhamento regular com o médico por causa da cirurgia e também porque a minha família tem histórico de câncer, um dos exames mostrou que meus ovários estavam atrofiando, e comecei o tratamento", lembra. Foram meses tomando hormônios e trocando de médicos para tentar descobrir a causa do problema quando aos 32 anos recebeu o diagnóstico: menopausa precoce. Ela conta que, pela proximidade com a cirurgia, alguns médicos acreditavam que a situação poderia ser transitória e que poderia ser revertida com a reposição hormonal. Mas nunca estabeleceram uma relação direta entre o procedimento e o adiantamento da menopausa. Flávia Fairbanks explica que, quando há a confirmação da menopausa precoce, o processo não pode ser revertido. "Do ponto de vista de criar óvulos nos ovários, infelizmente, a gente ainda não tem essa tecnologia. E como a menopausa se instala justamente pelo esgotamento do número de óvulos, então isso fica realmente muito difícil", detalha. O que é recomendado nesses casos é a reposição hormonal, tanto para amenizar os sintomas como evitar complicações que podem surgir a partir dessa situação. No caso de Lidiana, as tentativas de tratamento com hormônios via oral, gel e implante no braço não surtiram efeitos definitivos e ela ainda convive com boa parte dos sintomas. "Hoje é uma grande frustração ter pagado por tantos tratamentos e não ter nenhum sucesso. Atualmente não tenho mais nada de hormônio sendo produzido pelo corpo e os sintomas continuam", lamenta a pedagoga. Consequências da menopausa precoce Além da convivência com os sintomas, que pode se estender por anos em alguns casos, a menopausa precoce também traz consequências relacionadas à qualidade do envelhecimento da mulher. Maria Celeste destaca que os dois principais problemas observados são perda óssea e comprometimento da saúde cardiovascular. A falta de reposição hormonal em casos de menopausa precoce pode levar a um aumento de placas nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares como derrames e infartos. Além disso, há uma alta na chance de desenvolver osteopenia e osteoporose, condições associadas a fraturas graves e perda na qualidade de vida, se não tratadas. "Essas mulheres vão conviver por muito mais tempo com uma quantidade mais baixa de hormônio e por isso podem desenvolver problemas de saúde ainda mais cedo", comenta a ginecologista.

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Orçamento de 2026: governo busca de novo alta de impostos para equilibrar as contas públicas; setor produtivo resiste

Publicado em: 23/08/2025 04:00

Apresentada inicialmente para compensar a alta do IOF, que havia sido derrubada pelo Congresso mas foi retomada após decisão judicial, a medida provisória que eleva uma série de impostos agora faz parte da estratégia do governo para equilibrar as contas públicas em 2026, ano eleitoral, e tentar evitar uma restrição maior de gastos. A proposta, que contempla o aumento da tributação sobre empresas (juros sobre capital próprio), "fintechs", apostas online, criptoativos, cooperativas e títulos incentivados — como LCI e LCA — enfrenta, porém, forte resistência do setor produtivo. Publicada em junho, a MP 1.303 está em vigor, mas tem de ser votada pelo Congresso Nacional até o início de outubro para não perder a validade. Nas contas do governo, as propostas nela contidas gerarão um incremento de arrecadação de R$ 21 bilhões em 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já adiantou que os recursos arrecadados com a MP estão nos cálculos da equipe econômica para tentar fechar as contas no ano orçamento do que vem — cuja proposta será encaminhada ao Legislativo em 30 de agosto. Em busca da meta fiscal A área econômica do governo tem dito, até o momento, que vai manter a meta para as suas contas — algo considerado difícil pelo mercado — em um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 31 bilhões, para o ano de 2026 (com intervalo de tolerância). Isso tende a gerar um cenário de forte restrições de gastos em um ano eleitoral. Cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, apontam que o cumprimento da meta fiscal de 2026 demandará um esforço de R$ 80 bilhões para chegar ao piso da meta fixada (déficit zero, considerando o intervalo de tolerância). Metade desse esforço, pelos cálculos, pode vir do aumento do IOF (já confirmado) e da MP que eleva impostos (ainda passível de aprovação pelo Congresso). ▶️Se a Medida Provisória for derrubada, toda, ou em partes, a equipe econômica terá de fazer ajustes no orçamento, antes de sua aprovação pelo Legislativo, para compensar a perda de recursos e tentar atingir a meta fiscal. ▶️O aumento de arrecadação para atingir as metas fiscais não é um expediente novo do governo. Em 2024, por exemplo, a equipe econômica contou com as receitas dos seguintes aumentos: tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido em 2024 (ano inteiro); retomada do voto de confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais). Lula edita MP que aumenta impostos, mesmo com críticas Outras ações para equilibrar o orçamento ▶️Além de contar com os recursos da MP 1.303, a equipe econômica também espera a aprovação, pelo Senado Federal, da PEC 66, que trata de precatórios e que também abre uma folga de R$ 12,4 bilhões no orçamento de 2026 (no limite de gastos) por conta da diferença entre a inflação prevista no envio do orçamento e o resultado final do ano anterior. O governo argumenta que busca abrir esse espaço no teto de gastos para incorporar as despesas com o salário maternidade. ▶️Sem dar detalhes, o Tesouro Nacional avaliou, no fim de julho, que, além do aumento do IOF e da MP que eleva tributos, um "esforço adicional de arrecadação" pode ser necessário para atingir as metas das contas públicas nos próximos anos. Em 2024 e 2025, o governo lançou mão de receitas extraordinárias para buscar as metas fiscais como, por exemplo, dividendos de empresas estatais e leilões adicionais de petróleo. Posição do setor produtivo ▶️Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que, entre os principais pontos que preocupam, está o aumento do IR na fonte sobre juros sobre capital próprio (JCP), que reduzirá investimentos das empresas, e o início da tributação sobre títulos incentivados (debêntures, LCIs e LCAs), além da "falta de clareza" sobre limitações a limitação do uso de créditos tributários, algo que "traz grande insegurança e incerteza para as empresas, prejudicando seu planejamento". Por outro lado, julga que o aumento do tributo sobre as "bets" é "correto e necessário". "O correto seria ampliar o rol de medidas estruturantes de redução de despesas, buscando a contenção e racionalização do gasto público; em vez de focar no aumento da tributação, que já se encontra em patamar muito elevado. Para se ter uma ideia desse nível excessivo de tributação: a carga tributária do Brasil corresponde a 32,3% do PIB, enquanto a carga tributária média na América Latina é de 21,4%", avaliou a CNI. ▶️Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que "compreende a necessidade" de busca do equilíbrio das contas públicas para adequação ao arcabouço fiscal vigente, mas avalia que o aumento da carga tributária, com novo aumento de tributos, "não é a solução ideal, pois traz consequências ao funcionamento da economia real". "O debate em torno das alternativas deve ser aprofundado no Parlamento durante a tramitação da MP 1.303", acrescentou a Febraban, por meio de nota. ▶️Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que conta com mais de 120 empresas associadas atuantes nas áreas de energia elétrica, petróleo e gás natural, transportes, saneamento ambiental, telecomunicações e indústrias de base, diz que é contra o fim dos incentivos fiscais presentes nos rendimentos das debêntures incentivadas, debêntures de infraestrutura e das Letras de Crédito de Desenvolvimento. "As debêntures, títulos do mercado de capitais, são hoje a principal fonte de financiamento da infraestrutura. As letras de crédito de desenvolvimento (LCD) são títulos importantes para a captação de recursos pelos bancos de fomento para financiarem infraestrutura. Portanto, o fim dos incentivos, poderá reduzir os investimentos e eventual aumento de tarifas publicas, pedágio, contas de luz, água e esgoto, dentre outros. É um contrasenso", diz o presidente da Abdib, Venilton Tadini. ▶️Associação de Bets e Fantasy Sport (ABFS) avalia que a MP caminha na direção equivocada de aumentar ainda mais a carga tributária sobre "setores que já contribuem de forma significativa para a arrecadação nacional". "O novo aumento não só inviabiliza a operação de empresas no Brasil como também compromete a geração de empregos e a manutenção de investimentos no país (...) Uma elevação nesse patamar representa um desestímulo ao setor legalizado, favorecendo o mercado paralelo e reduzindo a competitividade do Brasil frente a outros países. A consequência é a fuga de investimentos, além de menor arrecadação no médio prazo, exatamente o contrário do que o governo busca com a medida", acrescenta a entidade. ▶️Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), que reúne quase 500 empresas e representa 88% do valor de mercado listado na B3, avaliou que o aumento nos juros sobre capital próprio (JCP) será um "desestímulo ao mercado de capitais e promoção do endividamento das empresas brasileiras, e que a limitação do uso de créditos "terá impacto no caixa das empresas brasileiras e resultará em aumento do endividamento das empresas e insegurança jurídica para operar no Brasil". "Há muitas utilizações de crédito dentro do mesmo grupo empresarial. Aliás, algumas empresas foram criadas justamente porque havia uma falha no mecanismo de compensação de devolução desses créditos ao consumidor. Então, o fato que um desajuste do tributário atual levou a um sentido econômico, e as empresas acabaram criando empresas subsidiárias ou em áreas correlatas, para justamente dar fim ou dar encaminhamento a esses créditos tributários. Este é um problema muito grande, essa proibição é muito grande", disse Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca. ▶️Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que tem cerca de 700 empresas associadas. Diego Perez, presidente da entidade, avaliou que as "fintechs", mesmo que de grande porte, se diferenciam de instituições financeiras por não poder fazer a chamada "intermediação financeira", ou seja, não captarem recursos usando o dinheiro dos clientes. E também não podem compensar perdas com créditos tributários. Por isso, em sua visão, mesmo com um tributação menor, atualmente, as "fintechs" já são tributadas com uma "alíquota efetiva" maior do que a dos grandes bancos. "Operação das 'fintechs' já é de margem [de lucro] apertada. As empresas oferecem, por exemplo, contas gratuitas para competir com grandes bancos, entregando um produto mais barato. Quando majora [a alíquota], acaba tirando ela do jogo. Vai ter desaceleração muito grande [da atividade], fintechs que vão ter de fechar as portas e deixar de existir e seus empreendedores voltarem para grandes bancos", declarou Diego Perez, da ABFintechs. ▶️Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que reúne 98 sindicatos e associações patronais do setor da construção em todo país. Entidade avalia que o aumento da tributação sobre debêntures incentivadas e LCIs, instrumentos de captação de recursos para infraestrutura e setor imobiliário, pode gerar perda de atratividade desses instrumentos, redução de recursos disponíveis para as obras e comprometer, a médio e longo prazos, projetos já em andamento, assim como inviabilizar novos. "A gente entende que a tributação das operações financeiras, ativos de crédito, dentro ce um grande contexto de um ajuste fiscal, deveria vir acompanhada de medidas de reforma de Estado, de contenção de gastos. Ela vir sozinha, ainda mais com todas as outras medidas que já foram tomadas e ainda estão sendo discutidas de aumento de arrecadação, tira dinamismo da economia, previsibilidade", disse Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da CBIC. Medidas da MP 1.303 e arrecadação esperada em 2026 ▶️ Aumento da alíquota sobre bets, de 12% para 18% sobre a receita líquida (GGR): ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que setor tem um lucro bruto de R$ 40 bilhões por ano e defende mais impostos. Se confirmada, medida vai incrementar os cofres públicos com R$ 1,7 bilhão em 2026. ▶️Juros sobre capital próprio: aumento da taxação dos juros sobre capital próprio (JCP) — mecanismo utilizado pelas empresas — de 15% para 20%. Se levada adiante, ação vai aumentar as receitas em R$ 5 bilhões no próximo ano. ▶️Aumento de zero para 5% na taxação dos chamados títulos incentivados, como LCI, LCA: ministro Haddad diz que o custo da isenção é alto, de R$ 41 bilhões por ano. Governo pretende arrecadar R$ 2,6 bilhões com a medida em 2026. ▶️Governo fixa IR de 17,5% em aplicações financeiras; hoje, taxa é de 15% a 22,5% dependendo do prazo: haverá unificação, se confirmada pelo parlamento, da alíquota em 17,5%. Equipe econômica diz que a medida não tem impacto fiscal, ou seja, não aumenta a arrecadação. ▶️Tributação de criptoativos: Com a mudança promovida pelo governo, os ganhos com "criptoativos" serão tributados com uma alíquota de 17,5% a partir do próximo ano. Governo não divulgou uma estimativa de quanto a medida pode arrecadar. ▶️Taxação de "fintechs" (empresas de tecnologia em serviços financeiros) e de cooperativas: aumento será de 9% para um patamar entre 15% (cooperativas) e 20%. Haddad diz que a medida visa corrigir distorções, pois há "fintechs" de grande porte sendo beneficiadas por uma taxação menor. Governo estima arrecadar R$ 1,6 bilhão em 2026. ➡️Limitação de compensações tributárias: governo diz que a MP traz medidas para coibir "compensações abusivas" de crédito tributário. Medida tem a previsão de elevar a arreadação em R$ 10 bilhões no próximo ano. ➡️Pé de meia dentro do piso de educação: medida inclui o pé de meia, cujo objetivo é manter alunos de ensino médio na escola pública, no cálculo para o piso constitucional de investimentos na educação. A medida, que abre espaço no orçamento de R$ 12 bilhões por ano, reduz os recursos disponíveis para outros programas do Ministério da Educação no mesmo valor. Agenda de cortes de gastos ▶️Enquanto avança no aumento de impostos, a agenda de cortes de gastos estruturais caminha com morosidade. Até o momento, o governo propôs conter os supersalários de servidores e uma reforma da previdência para os militares — mas ambas enfrentam dificuldades no legislativo. Enquanto isso, economistas apontam que há diversas iniciativas que poderiam ser propostas pelo governo para frear o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios, incluindo: Contenção de gastos com servidores, por meio de uma reforma administrativa; Mudanças nas regras de gastos previdenciários, por meio de uma nova reforma da Previdência ou de medidas que alterem despesas previdenciárias; Reforma de gastos sociais para fundir as políticas existentes e evitar sobreposição; Mudanças nas regras do abono salarial e do seguro-desemprego. Outros, como o consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, pedem as chamadas "desvinculações". Como, por exemplo: Desindexação de benefícios do RGPS e do BPC do salário mínimo: os benefícios previdenciários deixariam de ter aumento acima da inflação, e passariam a ser corrigidos somente pela variação dos preços do ano anterior, ou por até 0,6% ao ano. A economia potencial projetada para a medida em 10 anos (2025-2034) é de R$ 1,1 trilhão sem ganho acima da inflação, ou de R$ 890 bilhões com alta real (acima da inflação) de 0,6% ao ano. Pela regra atual, o salário mínimo, e os benefícios previdenciários, podem crescer até 2,5% ao ano acima da inflação. Revisão dos pisos da saúde, da educação e do Fundeb: os gastos com saúde e educação deixariam de ser atrelados à receita, formato atual, e passariam a ser corrigidos pela inflação, ou por 0,6% ao ano acima da inflação. O cálculo indica o "ganho" de R$ 97 bilhões a R$ 77,5 bilhões entre 2026 e 2028 – um montante de recursos que a saúde e a educação deixariam de receber neste período.

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Rio Climate Action Week (RCAW) começa neste fim de semana

Publicado em: 23/08/2025 00:13

Museu do Amanhã Divulgação A Cidade Maravilhosa se tornará, a partir deste sábado (23) até o dia 29, cenário da primeira edição da Rio Climate Action Week (RCAW). Inspirada na London Climate Action Week – maior festival de clima do mundo –, o evento reunirá setores público e privado, além da sociedade civil, criando impulso coletivo rumo à COP30. Serão mais de 200 eventos, engajando, segundo a organização, mais de 5000 mil pessoas ao longo dos sete dias de programação temática sobre o clima. Ao todo, mais de 100 instituições e empresas estarão presentes na RCAW. As atividades incluem mesas e oficinas, trilhas ecológicas, mostra de cinema, Missa no Santuário Cristo Redentor, aula de salvamento aquático na Praia de Copacabana e um Fórum Pré-COP com parlamentares e desafios esportivos. Algumas delas serão restritas a convidados e outras abertas ao público geral. Os hubs de conteúdo abordarão temas transversais do debate climático, como financiamento, transição energética, legislação climática, resiliência urbana, proteção dos povos e territórios indígenas, papel das empresas, tecnologia, ciência e inovação, entre outros. A programação completa e informações sobre inscrições estão disponíveis no site. Conferência de abertura no Museu do Amanhã No dia 25 de agosto, o Museu do Amanhã recebe a conferência inaugural, dedicada ao tema “Revivendo o espírito do Rio: multilateralismo em um mundo multipolar”. O encontro vai relembrar os avanços desde a Rio-92, debater os próximos 25 anos e discutir desafios como financiamento climático e NDCs mais ambiciosas para a COP30. Entre os confirmados estão nomes como Ana Toni, Sonia Guajajara, Oskar Metsavaht, Paulo Protasio, Carlos Nobre e a jovem ativista Marcele Oliveira. A programação inclui uma aula de salvamento aquático em Copacabana, no sábado (23), promovida pela SOBRASA; e a mostra de cinema Filmambiente, com sessões em Botafogo, no CCBB e na Biblioteca Parque Estadual. Haverá ainda desafios esportivos e oficinas educativas.

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Quadrilha especializada em roubo de carga é perseguida pela PM na BR-381; um suspeito foi preso

Publicado em: 22/08/2025 20:29

Homem é preso suspeito de integrar quadrilha de roubo de cargas Uma quadrilha suspeita de furtar cargas de caminhões foi perseguida pela Polícia Militar na madrugada desta sexta-feira (22), na BR-381, em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Um homem de 25 anos foi preso, outros cinco suspeitos fugiram para uma área de mata e são procurados pela polícia. Segundo a PM, o grupo atuava em postos de combustíveis às margens da rodovia, sempre durante a madrugada, quando caminhoneiros paravam para descansar. Os criminosos cortavam as lonas dos veículos e furtavam a carga. A operação foi resultado de um trabalho conjunto de patrulhamento e inteligência, que monitorou a quadrilha por três semanas. Segundo a PM, houve troca de tiros durante a ação. Dois carros usados pelos suspeitos foram abandonados. De acordo com a polícia, os veículos eram roubados e um deles bateu o veículo no muro de uma escola. O capitão Pedro Henrique Barreiros, da Polícia Militar, afirmou que o grupo é especializado nesse tipo de crime e tenta aliciar menores para assumir a responsabilidade pelos furtos em caso de apreensão. “Já sabemos quem são os outros cinco que fugiram para a mata. Estamos em diligências e investigações”, disse. Vítimas Nos últimos 20 dias, dez caminhoneiros foram vítimas da quadrilha. Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública apontam que, entre janeiro e julho deste ano, foram registrados 16 roubos de carga em Belo Horizonte. Para o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, apenas investir em tecnologia não é suficiente. “É preciso apoio da segurança pública”, afirmou. O caminhoneiro Givanildo Mendes relatou insegurança nas estradas. “A gente não se sente seguro, principalmente em trechos com pouca presença de viaturas. Em todo o território você está correndo risco”, disse. Carga furtada de caminhões na Grande BH Polícia Militar/Divulgação Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Famílias denunciam novas perícias do INSS para pessoas com autismo, apesar de lei que dispensa reavaliações periódicas

Publicado em: 22/08/2025 19:45

Famílias denunciam novas perícias do INSS para pessoas com autismo Famílias de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) estão sendo convocadas para novas perícias médicas pelo INSS, mesmo após a entrada em vigor de uma lei federal que dispensa reavaliações periódicas em casos de condições irreversíveis. A norma está em vigor desde o início de julho. A Isabela Delfino, de 12 anos, tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde 2019. No entanto, no dia 26 de julho, sua mãe, Bárbara Eloisa Delfino, recebeu uma notificação do INSS convocando a menina para uma nova perícia. “Foi bem complicado, até porque a perícia foi em Copacabana e a gente mora em Ricardo de Albuquerque, quase na Baixada. Levamos cerca de uma hora e vinte de viagem com ela. Pegamos trem, metrô e ainda caminhamos até a agência do INSS, na Nossa Senhora de Copacabana”, relata Bárbara. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Isabela foi atendida após duas horas de atraso. Durante a consulta, Bárbara entregou o laudo médico e foi questionada sobre os prejuízos causados pelo autismo. A mãe disse que a filha tinha crises com a questão do aprendizado. " A médica disse que essas crises ela teria sempre”, conta. Nesta semana, Bárbara recebeu um comunicado informando que não foi comprovada a deficiência e o pagamento do benefício será encerrado. Ela ainda pode recorrer da decisão. Definição de Transtorno do Espectro do Autismo Reprodução/TV Globo Entre os documentos apresentados, está um laudo do Instituto Fernandes Figueira, assinado por uma neurologista infantil, que aponta características do TEA com deficiência intelectual leve, necessidade de acompanhamento médico regular e de mediadores em sala de aula. Outro caso é o de Lucimar Ulerich, de Petrópolis, mãe de Pedro, de 14 anos. Após dez anos recebendo o benefício, ele foi convocado para uma reavaliação e teve o pagamento cessado. “Achei estranho, mas fui. Vi que saiu uma nova lei, mas mesmo assim fui. Quando terminou, o atendente disse que o benefício foi cessado. Perguntei o motivo. Ele não me deu motivo”, conta Lucimar. Deputado recebeu denúncias O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) já recebeu 575 denúncias semelhantes à de Bárbara, todas de famílias com pessoas autistas. Ele encaminhou ofícios ao Ministério Público Federal, à Procuradoria-Geral da União e ao próprio INSS. “Se o INSS quer fazer uma auditoria, tudo bem. Mas quando fizemos a lei 15.157, colocamos que, em casos irreversíveis, não tem que fazer perícia periódica, não tem necessidade", pontuou Leal. " Temos tecnologia suficiente para poder separar aqueles casos que já estão comprovados para não passar esse constrangimento e, obviamente, trazer mais essa dificuldade para as famílias”, afirma o parlamentar. Nota do Ministério O ministério da Previdência afirmou que há casos em que a pessoa com uma deficiência permanente pode ser convocada por causa da ausência de informação nos registros antigos de concessão do benefício, e que nesses casos, ao se constatar a condição de deficiência irreversível, o benefício será mantido. Segundo o Ministério, se o beneficiário não tiver condições de ir a uma agência do INSS, um familiar deverá comparecer ao local, onde será agendado um atendimento por telemedicina. O RJ2 pediu uma resposta sobre as duas pessoas que tiveram o benefício cancelado, mas o ministério não explicou motivos.

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Acordo de fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul é aprovado no Congresso

Publicado em: 22/08/2025 19:28

Buenos Aires Andres Idda Bianchi/Pexels O fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (20). Ele entrará em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial da União. O "roaming" internacional é uma cobrança específica que acontece quando uma pessoa utiliza serviços móveis, como dados ou telefonia, fora da área de cobertura da operadora. Agora, as empresas deverão cobrar do usuário em visita a um país do bloco os mesmos preços dos serviços móveis pagos no país de origem. Atualmente, fazem parte do Mercosul, além do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. A medida que põe fim à cobrança (PDL 159/2022) é fruto de um acordo feito em 2019, durante a Cúpula do bloco econômico, em Santa Fé, na Argentina. Ela precisava ser aprovada pelo Congresso e a Câmara deu aval em dezembro do ano passado. Leia também: Desde 2023, Brasil e Chile não têm mais cobrança de 'roaming' Mais sobre tecnologia: Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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Conheça um espelho que monitora a frequência cardíaca

Publicado em: 27/05/2011 16:54 Fonte: Tecmundo

 Um espelho que emite informações sobre seus sinais vitais: essa é a invenção do estudante chinês de engenharia médica e elétrica Ming-Zher Poh, ligado ao Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Estados Unidos. O equipamento usa um sistema desenvolvido por Poh e informa, como em um monitor, os batimentos por minutos de seu coração. Ele funciona assim: quando seu coração bate, ele envia sangue por todos os vasos sanguíneos de seu corpo; o sangue absorve a luminosidade,...

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