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Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticos e comércio

Publicado em: 23/02/2026 02:10

Presidente Lula se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, durante cúpula do G20 em novembro de 2025. Ricardo Stuckert/PR O Brasil e a Coreia do Sul assinaram 10 acordos sobre cooperação em diferentes áreas do comércio e em minerais críticos. A medida foi anunciada pelo presidente do país asiático, Lee Jae Myung, nesta segunda-feira (23). Além disso, Lee Jae Myung afirmou que os países traçaram um plano de quatro anos que estabelece relações bilaterais em áreas como política, economia e intercâmbios. O líder asiático reforçou ainda a troca cultural entre as nações e afirmou que o turismo brasileiro na Coreia do Sul cresceu 25% nos últimos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou depois de Lee e afirmou que também firmaram acordos sobre saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência e tecnologia e combate ao crime organizado transnacional. Segundo Lula, a relação entre os países tem potencial para parcerias em diferentes áreas. "Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial", afirmou. "Setores que vão da indústria de beleza ao audiovisual podem ser potencializados por novas parcerias". Lula também afirmou que os dois conversaram sobre o comércio de carnes. "Expus ao presidente Lee que a conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira poderá beneficiar os consumidores coreanos", disse. O presidente brasileiro afirmou ainda que pretende trabalhar para a retomada das relações entre a Coreia e o Mercosul. Visita de Lula Esta é a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia, mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana. No último ano, Lula se reuniu duas vezes com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung: em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7; em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul. Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”. A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas. Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um "Plano de Ação 2026-2029". O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional. A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região. A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos. Comércio Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação. No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição. Cultura, beleza e cosméticos Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul. Fantástico vai a Seul entender por que o k-pop conquistou o Brasil e o mundo Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países. Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada "K-beauty" ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza. A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na "K-beauty". A primeira-dama Janja prova doce que virou febre na Coreia do Sul Reprodução/Instagram O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas.

Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita para rodovia de SP e enfrenta 'trabalho de relojoeiro'

Publicado em: 22/02/2026 20:30

Uma superoperação de logística, que teve início na Grande São Paulo e mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), parou a Rodovia Presidente Dutra para o transporte de uma carga gigantesca: um transformador de 540 toneladas. O equipamento, fabricado em Guarulhos, é o quarto de uma encomenda de 14 unidades destinadas ao projeto Neom, uma megainiciativa na Arábia Saudita que pretende criar uma cidade linear de 170 quilômetros de comprimento movida a energia renovável. Apesar do tamanho robusto — 11 metros de comprimento por seis de largura —, o transformador é extremamente sensível internamente, exigindo o que os técnicos chamam de "trabalho de relojoaria". A potência de um conjunto dessas unidades seria suficiente para alimentar duas cidades do tamanho de São Paulo ou uma Nova York inteira. "Nessa primeira etapa do projeto, não é nem para levar luz para nenhuma residência, é simplesmente para uma infraestrutura de uma construção de uma cidade", explicou Alexandre Malveiro, diretor de Negócios e Transformadores da Hitachi. Desafios no asfalto e na balança Supercarreta levou transformador gigante até porto. Equipamento foi para a Arábia Saudita Reprodução/TV Globo Para suportar o peso de 540 toneladas, o peso foi dividido em uma supercarreta com 380 pneus, puxada por três cavalos mecânicos. Antes da largada, a PRF realizou uma inspeção milimétrica, constatando que o conjunto ultrapassava os 10 metros de largura, o que exigiu ajustes da transportadora para reduzir o tamanho e o comprimento total, que chegava a 126 metros. A operação envolveu cerca de 50 profissionais e um planejamento de um ano e meio. Logo no início do trajeto, a equipe enfrentou obstáculos urbanos, como galhos de árvores e placas de sinalização que ficaram no caminho do gigante. Interrupção na Dutra A passagem pela Rodovia Dutra, a principal do país, foi planejada para ocorrer durante a madrugada para minimizar o impacto aos 350 mil veículos que circulam diariamente pela via. No entanto, imprevistos mecânicos e burocráticos atrasaram o cronograma. Quebra mecânica: um dos cavalos mecânicos quebrou antes do acesso à rodovia, forçando o cancelamento temporário da operação. Restrições de horário: a supercarreta não circula nos fins de semana, quando o fluxo de veículos é maior. Custo do pedágio: Com mais de 50 eixos, as taxas de pedágio ao longo do trajeto somam R$ 4.500. A segurança das chamadas "obras de arte", que passou por pontes e viadutos, foi uma preocupação constante. Engenheiros acompanharam o trajeto medindo as estruturas antes e depois da passagem do veículo para garantir que não houve danos estruturais. Técnicos checavam supercarreta a cada instante Reprodução/TV Globo O gargalo da Serra das Araras Um dos pontos mais críticos da viagem foi o trecho na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. A logística optou pelo Porto de Itaguaí (RJ) em vez do Porto de Santos (SP) devido ao congestionamento e à falta de pátios de manobra no terminal paulista. "O Porto de Santos já está bastante congestionado, hoje ele opera quase que na sua totalidade de capacidade", afirmou Lino Guimarães Marujo, professor de Logística da UFRJ. Na descida da serra, a velocidade é reduzida para apenas 5 km/h para proteger a carga milionária, totalizando 840 toneladas de peso bruto ladeira abaixo. "Aqui é atenção no retrovisor e no rádio. Não tem jeito", relatou o motorista da supercarreta, conhecido como Macarrão. "Nós é pelo rádio, né, todo mundo no rádio, é para trás, é para frente, é para esquerda, para direita. Não tem jeito. Aqui é atenção no retrovisor e no rádio", diz Macarrão. Atrasos e infraestrutura Enquanto a carga avança, o impacto na vida de quem usa a rodovia é inevitável. Motoristas e motoboys relataram esperas de mais de uma hora durante a interrupção das pistas. "Incomoda muito", diz um motorista parado. "Já estou aqui uma hora e pouca. Tenho horários a cumprir", reclamou uma motoboy atrasada. O projeto inicial previa a entrega de três transformadores em dois meses, mas a complexidade da infraestrutura brasileira e fatores climáticos causaram um atraso de três meses no cronograma total. 1ª carreta: 75 dias de trajeto. 2ª carreta: 60 dias. 3ª carreta: 45 dias. Para o professor Lino Marujo, a solução para evitar o transtorno nas rodovias passaria por mais investimentos em ferrovias e na criação de pátios de carga. "Precisamos ter um modo de transporte mais sustentável e mais barato para o deslocamento dessas cargas", defendeu. Enquanto a Arábia Saudita acelera para modernizar sua infraestrutura até 2030 com tecnologia brasileira, o horizonte para a modernização das estradas e ferrovias no Brasil permanece distante. O destino final A pressa para entregar a carga milionária encontra seu último desafio no porto. Para evitar que o navio tombe ou afunde durante o içamento do transformador, é necessário um sistema de compensação. "O navio trabalha com um sistema de lastro, que é jogar o máximo de água nos seus tanques para compensar esse balanço no momento que ele suspende a carga", detalha Alecsander Barbosa, gerente de operações do Sepetiba Tecon. Ao ver o equipamento finalmente embarcado, o sentimento é de dever cumprido. "Chegar e ver o bichão indo embora é uma satisfação muito grande", desabafa Fabrício Verpa, gerente de logística. Ainda faltam entregar 11 transformadores. O sucesso dessas exportações gera emprego e impostos no Brasil, mas a dificuldade logística para honrar prazos internacionais acende um alerta: os compradores já reduziram a exigência de três para dois transformadores por navio para tentar evitar novos atrasos. Enquanto a Arábia Saudita acelera para 2030, a infraestrutura brasileira ainda busca encontrar o seu próprio caminho. Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Produtor rural cria 'engenhocas' para revolucionar plantio de abacaxi e leva inovação do agro até Taiwan

Publicado em: 22/02/2026 19:28

Ex-produtor inventa 'engenhocas' que facilitam a vida no campo A paixão por plantar abacaxi levou o produtor rural Wagner Guidi, de Aparecida de Minas, distrito de Frutal, no Triângulo Mineiro, a transformar um problema em negócio. Diante da falta de mão de obra e da escassez de maquinário voltado para a cultura, ele decidiu criar as próprias soluções, e acabou desenvolvendo equipamentos que hoje são exportados até para Taiwan. Wagner sempre teve uma grande paixão por plantar abacaxi e nunca cogitou desistir, mesmo diante das dificuldades. E foi essa persistência que o levou a criar sua primeira engenhoca: uma máquina capaz de pulverizar até um hectare por hora e aplicar o adubo bem próximo à planta. Sem recursos para investir em tecnologia, ele aproveitou peças antigas que estavam guardadas em um barracão da fazenda, transformando criatividade e determinação em solução prática para melhorar a produção. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp “Eu fui pegando partes e emendando tudo. No final, deu certo o equipamento para pulverizar o abacaxi. O pessoal viu que eu estava economizando e começou a pedir que eu fizesse uma máquina para eles também”, lembra. O segundo invento veio para atacar outro gargalo da produção: o plantio. Wagner criou uma plantadora de mudas de abacaxi, acoplada ao trator, na qual duas pessoas encaixam as mudas que caem diretamente na terra, já enfileiradas. Com ela, é possível plantar 3.600 mudas por hora, enquanto, no trabalho manual, um funcionário conseguia plantar cerca de 3 mil por dia. Até chegar ao modelo atual, foram cinco anos de testes e cinco protótipos. “No dia que consegui colocar três mudas de abacaxi em pé com a máquina, eu concluí que tinha conseguido”, lembra o produtor. LEIA TAMBÉM: Avaliada em R$ 21 milhões, segunda vaca mais cara do mundo é clonada em MG Documentário 'Canto da Terra', produzido em Uberlândia, mostra a força e a sabedoria de Pedro, um agricultor e raizeiro de 73 anos Uberaba aposta no cultivo de cacau e mira nova fronteira agrícola no Cerrado Além de agilizar o plantio, as máquinas aumentaram a precisão na aplicação de insumos e reduziram o desperdício de produtos. Segundo o produtor Júlio, que utiliza os equipamentos, a produtividade aumentou cerca de 20%. “A eficiência está na agilidade, na uniformidade, na qualidade e na melhoria de vida para nós da agricultura”, destaca. Com os resultados, Wagner transformou o antigo barracão em um pequeno polo de inovação agrícola. Hoje, produz cinco máquinas por mês, com peças pré-montadas, corte a laser e estrutura profissionalizada. “Agora mudou muito. Temos um capital maior e conseguimos avançar com os equipamentos”, diz. A plantação de abacaxi foi o ponto de partida. Hoje, as engenhocas criadas por Wagner não apenas garantem o sustento da família, mas também atravessam fronteiras, levando inovação brasileira para o mundo. De um barracão simples no interior de Minas, suas máquinas agora chegam a mercados internacionais, como o território asiático de Taiwan, levando consigo a força da inovação no agronegócio brasileiro. É a prova de que criatividade e persistência podem transformar sonhos em conquistas e colocar soluções desenvolvidas no campo no mapa global. Máquina criada para facilitar o plantio de abacaxi Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

UFMS abre 3,2 mil vagas gratuitas para pessoas com mais de 60 anos em cursos e atividades

Publicado em: 22/02/2026 19:10

UFMS está com 150 vagas abertas em graduação para os 60+ As inscrições para a Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) começam em fevereiro e oferecem mais de 3 mil vagas gratuitas para pessoas com 60 anos ou mais em todo o estado. O programa disponibiliza atividades de ensino, cultura, esporte e extensão, além de disciplinas presenciais em cursos de graduação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao todo, são mais de 100 atividades distribuídas nas unidades da UFMS. Também há 50 disciplinas presenciais em cursos de graduação, somando 3.235 vagas. 📅 Prazo de inscrição por cidade O período de inscrição varia conforme o campus: Campo Grande: de 19 a 27 de fevereiro. As inscrições são presenciais, na secretaria da Unapi, no prédio da Agência de Educação Digital e a Distância (Agead), próximo à Reitoria, na Cidade Universitária. Aquidauana, Naviraí, Corumbá e Nova Andradina: de 19 de fevereiro a 5 de março. Três Lagoas, Coxim, Chapadão do Sul e Paranaíba: de 23 de fevereiro a 5 de março. Ponta Porã: de 2 a 5 de março. A inscrição on-line pode ser feita nas páginas da Proece e da Unapi. 🎓 Quais atividades estão disponíveis? A Unapi oferece opções nas áreas de saúde, idiomas, tecnologia, esportes e cultura. Entre elas estão: Oficina de memória e estimulação cognitiva Alfabetização e letramento para idosos Informática e tecnologia da informação Inteligência artificial Inglês e espanhol Dança de salão, coral e violão Condicionamento físico, caminhada e tai chi chuan Defesa pessoal e jiu-jitsu Educação financeira e empreendedorismo Práticas integrativas em saúde Introdução à psicologia Também há disciplinas ligadas a cursos como administração, contabilidade, biologia, física, direito tributário, gestão ambiental e administração rural. 📌 A lista completa das atividades e disciplinas está disponível no edital do programa. Em caso de dúvidas, os interessados podem enviar e-mail para unapi.proece@ufms.br ou entrar em contato pelo telefone (67) 3345-7992. Grupo da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UnAPI) UFMS/ Divulgação

Flávio Dino suspende privatização de empresa de dados do Paraná

Publicado em: 22/02/2026 16:48

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu, neste domingo (22), o processo de privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). A decisão é provisória e ainda será avaliada pelo plenário do STF. Dino determinou que o governo do Paraná adote medidas que garantam a proteção dos dados dos cidadãos paranaenses e as informe ao STF. A partir daí o tribunal decidirá sobre a continuidade do processo de privatização, que foi questionado pela oposição ao governo de Ratinho Júnior (PSD). A Celepar foi fundada em 1964 e tem 980 funcionários. Nela ficam os servidores que guardam todos os dados dos paranaenses, como informações sobre educação, históricos médicos, infrações de trânsito e pagamentos de impostos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão de suspender o processo de privatização foi tomada em uma ação que contesta a constitucionalidade de uma lei estadual de 2024 que autorizou a desestatização da Celepar. A ação foi ajuizada pelo PT e pelo PSOL. Os dois partidos sustentaram, entre outros pontos, que a privatização da empresa "afronta o direito fundamental à proteção de dados pessoais e o dever de tutela estatal sobre a segurança pública, ao permitir a transferência a particulares de sistemas e bancos de dados sensíveis, inclusive de natureza fiscal, educacional, sanitária e policial". O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) Reprodução/RPC O governo do Paraná rebateu os argumentos. Entre outros pontos, afirmou no processo que "a desestatização não muda as obrigações da Celepar, não lhe exonera de observar a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], nem lhe expunge do controle da ANPD [Agência Nacional de Proteção de Dados]". Em sua decisão, o ministro Flávio Dino apontou que existem "sucessivas decisões" do Tribunal de Contas do Paraná (TCE) que paralisam e retomam o processo de privatização da Celepar, o que "configura indesejado cenário de insegurança jurídica, inclusive para os futuros participantes da desestatização". "Sublinho que não se cuida de uma operação corriqueira de mera alteração do controle acionário de uma empresa que atua em um determinado ramo comercial. Com efeito, há direitos fundamentais dos cidadãos do Paraná a serem observados, conforme ditam a Constituição Federal e as demais normas emanadas do Congresso Nacional e da Agência Reguladora competente (ANPD)", afirmou Dino. "Esses direitos abrangem dimensões de altíssimo relevo jurídico, tais como os da privacidade, proteção contra discriminações e políticas de segurança pública. O controle sobre dados pessoais, especialmente sensíveis, constitui tema mundialmente debatido e de crescente importância, por isso mesmo objeto de rígidas políticas públicas nas mais diversas Nações soberanas", escreveu o ministro. Dino determinou que: a desestatização da Celepar deve "observar a legislação federal sobre proteção de dados pessoais"; o estado deve preservar o controle sobre os sistemas e as bases de dados pessoais sensíveis, sendo proibida a sua transferência integral a empresas privadas; o estado deve preservar os poderes de fiscalizar o tratamento dessas informações; e o estado deve elaborar, antes de continuar com o processo de privatização, um "relatório de impacto à proteção de dados pessoais" específico para a transição societária, a ser submetido à Agência Nacional de Proteção de Dados "para fins de análise e sugestões de padrões e de boas práticas". Após o cumprimento desses requisitos, segundo a decisão de Dino, o Supremo decidirá definitivamente sobre a privatização da empresa estatal.

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Mato Grosso ganha 15 novos mercados internacionais em 2 anos

Publicado em: 22/02/2026 16:21

Mato Grosso bateu recorde de exportações de carne bovina em janeiro deste ano Mato Grosso ganhou 15 novos mercados internacionais para reforçar a pauta exportadora em dois anos, de acordo com comunicado divulgado neste domingo (22) pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Para se ter uma ideia, em 2023 eram 148 países compradores da produção mato-grossense. Já em 2025, esse número saltou para 164. Os dados são do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Esse resultado, segundo a Sedec, é uma estratégia de diversificação da pauta exportadora e de ampliação da inserção global do estado. Na comparação direta entre 2023 e 2025, 23 novos países passaram a importar produtos mato-grossenses. Ao mesmo tempo, oito destinos que constavam na base de 2023 deixaram de aparecer em 2025. Esse movimento de entrada e saída resulta no saldo final positivo de 15 novos mercados na balança exportadora. Veja a lista de novos países compradores: Bulgária; Bósnia-Herzegovina; Camarões; Cazaquistão; Chipre; Croácia; Eslováquia; Ucrânia; Zimbábue; Madagascar; Malta; Papua Nova Guiné; Turcomenistão e outros mercados da África, Leste Europeu, Ásia Central e Pacífico. Apesar dessa ampliação, a economia mato-grossense ainda está concentrada em quase 40% da porteira para dentro, com agricultura e pecuária, enquanto a produção industrial está em torno de 50% voltada a alimentos e 10% em biocombustível. Mesmo com essa concentração na economia, o estado procura ampliar a diversificação nas exportações. Essa estratégia ganho força depois do tarifaço contra os produtos brasileiros imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, que voltou a dobrar a aposta sobre as tarifas, mas agora de forma global. Durante a primeira leva de tarifas, o estado ampliou a venda de carne bovina para Argentina, Uruguai e, também, a China. Os chineses continuam sendo um dos principais compradores da produção mato-grossense, respondendo por cerca de 54,8% no ano passado, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Pelo segundo ano consecutivo, a pecuária bateu novo recorde ao registrar mais de sete milhões de abate de bovinos em 2025, o que representa uma alta de 1,44% quando comparado com 2024. Além disso, o estado alcançou, pela primeira vez, a marca de 700 mil cabeças abatidas em um único mês, em outubro de 2025. A expectativa dos produtores para os próximos anos, contudo, passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre comércio do mundo. Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado. O novo acordo ainda vai derrubar barreiras tarifárias que, hoje, punem os produtos processados. Mato Grosso ganha 15 novos mercados internacionais em 2 anos Reprodução/TVCA LEIA MAIS Seis frigoríficos de MT são habilitados para exportar carne bovina à Indonésia em meio ao tarifaço de Trump Do nascimento ao abate: deputados de MT aprovam projeto que torna obrigatório rastreio da carne bovina Mato Grosso bate recorde após exportação de carne superar 112 mil toneladas em novembro Exportações de carne bovina de MT para Argentina e Uruguai disparam em meio ao tarifaço de Trump Mato Grosso tem mais de 8 cabeças gado por pessoa e lidera produção no país

Palavras-chave: tecnologia

Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda

Publicado em: 22/02/2026 13:30

Pesquisadores da Embrapa criam cerveja a partir de dejetos de suínos em Concórdia Um sistema de tratamento de dejetos consegue transformar fezes e urina de porcos em água potável. Já foi feito até mesmo um experimento usando a bebida na produção de cerveja artesanal. Mas calma, você não vai encontrar cerveja feita com isso no mercado. O objetivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que desenvolveu o sistema, é evitar que esses dejetos poluam os rios e diminuir o uso de novas águas na produção. O Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates) já é adotada por alguns criadores de suínos. Nas fazendas, a água tratada não é destinada ao consumo humano. Ela é reaproveitada na faxina das instalações ou devolvida aos rios dentro dos padrões ambientais. A ideia de tornar o líquido em potável foi uma forma de demonstrar o potencial do sistema. O resultado foi positivo. No lote experimental de cerveja artesanal foram produzidos 40 litros. A bebida foi degustada em eventos científicos em 2024 e 2025. Para o mestre cervejeiro Fernando Cavassin, que provou a bebida, não há diferença no sabor causada pela água. Leia também: Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Alternativa em meio à crise hídrica O mundo entrou em um estágio de "falência hídrica", segundo o Instituto da Universidade das Nações Unidas (ONU) para a Água, o Meio Ambiente e a Saúde. Isso significa que já foi ultrapassado o ponto das crises hídricas temporárias. Muitos sistemas não são mais capazes de retornar às suas condições naturais históricas. Em paralelo, a agricultura é responsável por cerca de 70% da captação de água doce de todo o planeta, de acordo com o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água da ONU. Preocupados com esse cenário, os pesquisadores da Embrapa decidiram desenvolver o Sistrates. "É uma lógica de nós diminuirmos a demanda por esses recursos hídricos de boa qualidade", explica o pesquisador Airton Kunz. Com o uso do sistema, é possível reduzir de 40% a 50% o uso de água nova na produção. Além da água para reúso, o processo também gera fertilizantes e energia elétrica. Em contrapartida, quando o tratamento não é feito e os dejetos chegam aos rios, ocorre poluição. Por exemplo, pode haver proliferação de algas e bactérias, deixando a água esverdeada. O volume de excrementos varia de acordo com o porte do animal e o sistema de produção. Em granjas de engorda, cada suíno produz cerca de 7 litros por dia. Já nas de reprodução, o volume chega a 20 litros por fêmea. Saiba mais: irrigação usa quase metade de toda a água do Brasil para produzir alimentos Como cocô e xixi de porco viram água para reúso Arte/g1 Após essas etapas, a água ainda tem coloração amarelada e não pode ser consumida. Para se tornar potável, o líquido passa por um processo químico de clarificação. A água também passa por uma remoção de patógenos, mesmo quando é apenas para reúso. Isso é importante para evitar que os animais fiquem doentes. Para a instalação dos módulos somente até a etapa de reúso, o gasto pode representar de 8% a 10% do investimento na granja, afirma Kunz. Mas, segundo o pesquisador, os custos de manutenção são baixos. Água da louça também é reaproveitada Outra tecnologia que pode ajudar a economizar água é o uso da bioágua ou águas cinzas, que são aquelas geradas pela lavagem de louça e de roupa, por exemplo, para regar a plantação. No projeto desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido, o produtor precisa montar um sistema em casa que joga essa água em um filtro, que irá tratá-la e depois bombear a água novamente para a plantação. Veja como é montado filtro para reúso das águas cinzas Daniel Ivanaskas / G1 O tratamento desta água impede a contaminação do lençol freático, além de resultar em uma solução nutritiva para a planta. Contudo, existe a limitação do quantos litros a família usa. Portanto, atende apenas uma área pequena de plantação. Sistema de reuso das águas cinzas montado pela Embrapa Semiárido. Divulgação / Roseli Freire De Melo Saiba também: De resto de açougue a iguaria valorizada, pé de galinha virou 'negócio da China' para o Brasil Tomate e pão francês pesaram no custo da cesta básica nas capitais em janeiro, diz Conab Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia

Palavras-chave: tecnologia

VÍDEO: Drones da PM registram temperatura de foliões e mostram mapa de calor em blocos do pós-carnaval em SP

Publicado em: 22/02/2026 12:12

PM usa drone com câmera para segurança de foliões em blocos em SP A Polícia Militar (PM) está usando drones que registram do alto a temperatura dos foliões que estão participando dos desfiles de blocos do pós-carnaval, neste domingo (22), em São Paulo . O "mapa de calor" que ele mostra ajuda as autoridades na segurança e deslocamento de pessoas no evento. O equipamento, um drone com imagem aérea térmica, foi usado nesta manhã durante o cortejo do bloco Vem com o Gigante, do cantor Léo Santana, na região do Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo (veja vídeo acima e foto abaixo). Drone da PM registra imagens aéreas de foliões em bloco de Léo Santana no Ibirapuera; ao lado, equipamento faz mapa de calor da multidão Divulgação/PM de SP De acordo com o que o capitão Alexandre Guedes, porta-voz da PM, disse ao g1, o "drone com imagem térmica possibilita visualizar pessoas em locais encobertos, como, por exemplo árvores, onde possam estar em local que ofereçam riscos à segurança ou estejam em locais proibidos, como água de lagos, monumentos etc". As cenas transmitidas ao vivo para o centro de controle da Polícia Militar são capazes de detectar variações de temperatura invisíveis a olhos nu. De acordo com a corporação, a tecnologia permite "inspeções rápidas, precisas e seguras em áreas de difícil acesso ou grandes extensões." Ainda segundo a PM, "essa tecnologia transforma a radiação infravermelha em imagens visuais ("mapas de calor"), sendo crucial para manutenção preditiva, segurança e monitoramento ambiental". Bloco de Léo Santana Léo Santana é ovacionado por foliões no Ibirapuera O nome do bloco faz jus a altura do artista, que mede 2 metros. Sua música transita do pagode ao axé e outros gêneros e ritmos. Leo Santana também costuma fazer colaborações com outros artistas de destaque no cenário da música pop e do funk brasileiro. "Beijo, beijo... até já", disse Léo Santana antes de subir no trio elétrico. O músico foi ovacionado pelo público, que gritava seu nome (veja vídeo abaixo). Imagens aéreas feitas por drones da Polícia Militar (PM) também mostram a concentração do público na região. Léo Santana é ovacionado pelo público no Ibirapuera Ana Coutinho/Henrique Silva/TV Globo Léo Santana é ovacionado pelo público no Ibirapuera Bloco "Vem com o Gigante", de Leo Santana, arrasta multidão na região do Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo Henrique Silva/TV Globo Imagem aérea do helicóptero da PM mostra multidão no desfile do bloco de Léo Santana no Ibirapuera Divulgação/PM de SP Outros blocos A despedida dos blocos na capital paulista acontece neste domingo com 55 cortejos, incluindo a Pipoca da Rainha, de Daniela Mercury, e Bloco Beats, com Pedro Sampaio. Somados todos os dias de pré-carnaval, carnaval e pós, serão 627 blocos. veja blocos que saem às ruas de SP neste domingo de pós-carnaval A cantora Daniela Mercury se apresenta com seu bloco "Pipoca da Rainha" na rua da Consolação, região Central de São Paulo LEONARDO BENASSATTO / ESTADÃO CONTEÚDO Antes de se jogar nos blocos, vem conferir a seleção do g1: 🎊 Destaques do domingo (22) Pipoca da Rainha 📍Onde? R. da Consolação, 2.101, Consolação ⏰Concentração? Às 13h 'Bloco Beats' com Pedro Sampaio 📍Onde? Circuito Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral x Obelisco ⏰Concentração? Às 13h 'Vem com o Gigante', com Léo Santana 📍Onde? Circuito Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral x Obelisco ⏰Concentração? Às 9h Bloco Evoé Zé 📍Onde? R. Jaceguai, 520, Bela Vista ⏰Concentração? Às 13h Bloco do Síndico 📍Onde? Av. Helio Pellegrino, 200, Vila Nova Conceição ⏰Concentração? Às 14h Bloco do Chocolatte 📍Onde? Pça. dos Trotadores, Vila Maria ⏰Concentração? Às 16h Te Pego no Cantinho 📍Onde? Pça. Santo Epifânio, Vila Indiana ⏰Concentração? Às 14h CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DOS BLOCOS: , LEI MAIS: Entre megablocos e resistência cultural: os 10 anos que transformaram o carnaval de rua de São Paulo

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Hospital em Goiânia abre processo seletivo com salários de até R$ 9,4 mil

Publicado em: 22/02/2026 11:10

HDT abre processo seletivo para vagas em 28 cargos, com salários de até R$ 9,4 mil em Goiânia Suyanne Dias O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, abriu um processo seletivo para a formação de cadastro de reserva de profissionais para vagas em 28 cargos das áreas assistencial, técnica e administrativa. Os salários variam de R$ 1.678,85 a R$ 9.428,40. A contratação dos candidatos aprovados será feita sob o regime CLT, ou seja, por carteira assinada. As oportunidades são para diferentes níveis de escolaridade, com atuação em enfermagem, equipes multiprofissionais da saúde, apoio técnico, gestão, tecnologia, engenharia, assistência social e áreas administrativas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas presencialmente entre os dias 2 e 5 de março, das 9h às 14h. A sede do hospital fica na Alameda do Contorno, nº 3.556, no setor Jardim Bela Vista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Todos os cargos possuem jornada semanal de 44 horas, exceto os de engenheiro clínico, fonoaudiólogo, tutor de campo, tutor de nutrição e tutor de psicologia, cuja carga horária é de 30 horas. Confira os cargos disponíveis e as respectivas remunerações: Analista administrativo - salário-base de R$ 3.886,23; Analista da qualidade - R$ 3.886,23; Analista de suporte - R$ 3.886,23; Analista financeiro/custos - R$ 3.886,23; Assistente de Comunicação - R$ 2.518,25; Assistente financeiro - R$ 2.518,25; Auxiliar administrativo - R$ 1.678,85; Auxiliar de Farmácia - R$ 1.678,85; Biomédico - R$ 4.165,07; Enfermeiro CME/CC - R$ 3.477,61; Enfermeiro da qualidade - R$ 3.477,61; Enfermeiro de curativos - R$ 3.477,61; Enfermeiro de educação continuada - R$ 3.477,61; Enfermeiro do NHVE - R$ 3.477,61; Enfermeiro do trabalho - R$ 3.477,61; Enfermeiro gestor de leitos - R$ 3.477,61; Enfermeiro pediátrico - R$ 3.477,61; Enfermeiro SCIH - R$ 3.477,61; Engenheiro clínico - R$ 9.428,40; Farmacêutico - R$ 5.119,03; Faturista - R$ 3.147,83; Fonoaudiólogo - R$ 4.237,25 ; Maqueiro - R$ 1.674,04; Técnico de laboratório - R$ 2.553,26; Técnico transfusionista - R$ 3.283,05 ; Tutor de campo - R$ 4.152,35; Tutor de nutrição - R$ 4.152,35; Tutor de psicologia - R$ 4.152,35. O processo seletivo consistirá em análise curricular seguida de prova oral para os que forem classificados na etapa anterior. O edital completo do processo seletivo pode ser acessado neste link do site do Instituto Sócrates Guanaes (ISG), responsável pela gestão do hospital. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos

Publicado em: 22/02/2026 11:01

TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Perfis no TikTok publicam conteúdos que exaltam Hitler e o nazismo, tanto de forma explícita quanto por meio de códigos usados para tentar driblar a moderação da plataforma e a legislação que pune a prática — no Brasil, a apologia ao regime é crime (saiba mais abaixo). O g1 chegou a essas publicações a partir de uma denúncia enviada por um leitor, que não será identificado por segurança. "Encontrei esses perfis a partir de vídeos de denúncia publicados por outros usuários do próprio TikTok. Depois de acessar um deles, a plataforma passou a me recomendar cada vez mais conteúdos semelhantes", relatou. Desde o fim de janeiro, ao longo de quatro semanas, o g1 identificou ao menos 62 contas que publicaram conteúdos de exaltação ao nazismo. Em menos de três dias de monitoramento, vídeos, fotos e memes com essas referências passaram a ser exibidos com frequência na "for you" ("para você", a página inicial do TikTok). VC no g1: tem uma denúncia ou sugestão? Envie para o g1 🚨Como denunciar posts em Facebook, Instagram, TikTok... À medida que o monitoramento avançava, novos perfis com esse tipo de material apareceram com mais frequência no feed. Além disso, foi encontrado um grande volume de comentários nesses posts com referências favoráveis à ideologia nazista. O g1 procurou o TikTok e compartilhou algumas das postagens encontradas. A rede social afirmou que esses conteúdos foram removidos por violarem as Diretrizes da Comunidade. O TikTok disse que não permite apoiar ou disseminar ideologias de ódio, "o que inclui alegações de supremacia sobre um grupo protegido, antissemitismo ou outras formas de preconceito". E que o uso de símbolos e imagens associados a movimentos de ódio também vai contra as diretrizes da plataforma (veja a resposta na íntegra ao fim da reportagem). "Nós treinamos regularmente nossos profissionais de segurança para ajudá-los a aprimorar a detecção de comportamento de ódio, símbolos, termos e estereótipos ofensivos, e para ajudá-los a identificar e proteger o contradiscurso." Uso de códigos para 'disfarçar' A maioria das postagens encontradas pelo g1 usa hashtags, emojis e siglas para fazer referência à ideologia, embora existam também conteúdos explícitos. ⚠️ Os códigos usados por neonazistas e supremacistas não serão citados nesta reportagem para evitar sua propagação e promoção. Parte do material foi encaminhada para avaliação das pesquisadoras Liriam Sponholz e Yasmin Curzi, especializadas em discurso de ódio. Segundo elas, muitos dos conteúdos, ainda que recorram a mecanismos de disfarce, podem configurar apologia ao nazismo. Eles são o que os pesquisadores chamam de "dog whistle" ("apito de cachorro"). É um sinal com duplo sentido, que passa despercebido para a maioria, mas é reconhecido por quem tem familiaridade com a referência. E ainda permite manter certa negação plausível, explica Liriam Sponholz. Ela faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI), que pesquisa, entre outros temas, a circulação de informações mediadas por plataformas, algoritmos e dados. "(As postagens) evitam usar símbolos explicitamente citados nas legislações, como a suástica, e também fazem questão de não mencionar diretamente certos termos. Por exemplo, deixam de citar de forma explícita palavras como "Hitler", diz Liriam, que também estuda discurso de ódio. "A apologia está presente nesses posts, mas, do ponto de vista jurídico, nem sempre é interpretada como tal justamente por não ser explícita", completa. Liriam observa que, nas redes, comprovar a intenção é muito complicado. Ainda assim, ela alerta que não se pode usar essa dificuldade como justificativa para permitir que a apologia ao nazismo continue circulando. Perfis de diversos países As postagens encontradas pelo g1 foram feitas em vários idiomas, incluindo português, mas não revelam onde estão seus criadores. Também não é possível confirmar oficialmente a localização das contas, já que, ao contrário do X e do Instagram, o TikTok não informa o país de origem do perfil. Ainda assim, a plataforma tikip.us, que reúne dados e estima a localização de contas do TikTok, aponta que 15 das 62 analisadas estariam no Brasil. As demais foram atribuídas a países como Estados Unidos, Arábia Saudita, Alemanha, Belarus, Reino Unido e Polônia. Publicação concentra comentários de apologia ao nazismo. Reprodução/TikTok Em um dos posts identificados pelo g1, um carrossel de fotos exibe a frase em inglês "because I remember you" ("porque eu me lembro de você"), sobreposta a uma imagem que aparenta retratar Adolf Hitler (veja na imagem acima). Nos comentários, também em inglês, aparecem mensagens como "meu herói", "meu líder", "sinto muito a sua falta" e "ele estava fazendo a coisa certa". Em outro caso, em um perfil com conteúdo em português, o g1 identificou uma espécie de "trend" em que usuários faziam referência à morte de Hitler, em 30 de abril de 1945, atribuindo ao episódio um sentido positivo. Publicações com teor semelhante também foram encontradas em inglês e em espanhol (veja na imagem abaixo). Um dos posts dessa conta, publicado em junho de 2025, soma 371 mil visualizações e 46 mil curtidas. Entre os mais de 660 comentários, houve críticas à publicação. "Amigo, mas se o H [Hitler] estivesse vivo, vc não estaria vivo kkkk se toca, vc é latino-americano", escreveu um usuário. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pela IA de Musk Trend no TikTok faz referência à morte de Adolf Hitler Reprodução/TikTok Outro saiu em defesa do conteúdo: "Poxaa, foi só uma brincadeira, humor apenas, fica em paz pq ele com certeza sabe". A resposta veio em seguida: "Humor? HUMOR? Claro, com um cara que matou pessoas pela fé, pela cor, pelo pensamento diferente". "Brincar com a morte de milhões? Não é brincadeira", comentou mais um usuário. No Brasil, exaltar o ideário nazista, usar símbolos, distribuir emblemas ou fazer propaganda da doutrina é crime, com pena de reclusão, conforme a Lei Federal 7.716/1989 (saiba mais ao final da reportagem). Liriam diz que o 30 de abril de 1945 é usado com a intenção é enviar uma mensagem que só quem compartilha dessa visão de mundo entende. Apesar da referência indireta ao suicídio de Hitler e do uso desse tipo de codificação por extremistas, juridicamente, pela lei brasileira, a expressão não pode ser classificada com clareza como antissemita, afirma Yasmin Curzi, professora de direito da FGV e pesquisadora do Karsh Institute of Democracy da Universidade da Virginia, nos EUA. "Eles usam uma estratégia para não entrar na área juridicamente relevante e ficar abaixo do radar da Justiça. As pessoas nesses vídeos evitam algo explícito justamente para não fazer apologia de forma aberta", completa Liriam. Conteúdos explícitos também são encontrados Vídeo postado no TikTok mostra homem dançando com suástica girando ao fundo Reprodução/TikTok Embora boa parte dos perfis recorra a códigos para tentar se resguardar, o g1 encontrou com facilidade publicações explícitas. Ao pesquisar por termos e símbolos associados a movimentos neonazistas, a busca do TikTok não impediu que esse tipo de postagem fosse exibido. Foi assim que o g1 localizou, por exemplo, um vídeo em que um homem aparece dançando com o símbolo da suástica girando ao fundo (veja acima). Esse mesmo perfil ainda traz, na bio, a frase "White Power" (ou "poder branco", em português), expressão comumente associada a grupos supremacistas que defendem a ideia de superioridade de pessoas brancas sobre outras etnias. Outro vídeo encontrado pelo g1 exibe a águia imperial nazista com a cruz de ferro e a frase em inglês "um dia as pessoas vão perceber que ele estava certo" (veja na imagem abaixo). Segundo Yasmin Curzi, o mesmo perfil publicou diversos outros conteúdos explicitamente nazistas. O vídeo em questão acumula pouco mais de 51 mil visualizações, além de mais de 6,7 mil curtidas e 155 comentários. Vídeo postado no TikTok traz a águia imperial nazista com a cruz de ferro. Reprodução/TikTok Em outro momento, ao pesquisar na ferramenta de busca da rede social por um símbolo associado a uma organização paramilitar ligada ao Partido Nazista, o TikTok exibiu o aviso de que "a frase pode estar associada a comportamento ou conteúdo que viola nossas diretrizes". Ainda assim, o mesmo símbolo aparece na bio de um perfil identificado pela reportagem, o que indica que os filtros da plataforma não conseguiram impedir totalmente o uso desse código. No Tiktok, um mesmo termo associado ao nazismo é bloqueado nos resultados de busca, mas é mantido na descrição de um perfil Reprodução/TikTok O TikTok também permite que usuários comentem em publicações com imagens estáticas ou animadas. Na maioria dos vídeos monitorados, aparecem imagens em tom de meme com Adolf Hitler acompanhadas da expressão "Absolute cinema" ou "Cinema absoluto", em português. A frase é bastante popular na internet e costuma ser usada para se referir, de forma elogiosa ou irônica, a cenas de filmes, séries ou novelas consideradas icônicas, de alta qualidade ou com uma pegada cinematográfica. Grupos postam nos comentários do TikTok 'memes' de exaltação a Hitler Reprodução/TikTok Nos dois exemplos acima, as imagens foram publicadas nos comentários de um vídeo antigo que mostra a Alemanha durante o regime nazista. Na imagem à direita, Hitler aparece ainda criança. Além disso, o g1 encontrou inúmeros vídeos com o símbolo de uma caveira que é associado à unidade que administrava os campos de concentração nazistas. "A divulgação (desse símbolo) não é apenas apologia ao nazismo, mas também discurso de ódio antissemita", diz Liriam. Nos três exemplos abaixo onde o símbolo aparece, os vídeos foram exibidos na aba "Para você" do TikTok enquanto o feed era rolado. As publicações surgiram em menos de cinco minutos de navegação. Postagens com símbolo associado ao nazismo Reprodução/TikTok O que diz a lei brasileira A apologia ao nazismo, com o uso de símbolos nazistas, a distribuição de emblemas ou a propaganda do regime, é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão. A apologia ao nazismo se enquadra na Lei 7.716/1989, segundo a qual é crime: praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime for cometido por meio de publicações ou em meios de comunicação social. fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. A lei é respaldada pela própria Constituição, que classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível. Isso significa que pode ser julgado e punido a qualquer momento, independentemente do tempo decorrido desde a conduta. Inicialmente, a legislação não mencionava o nazismo de forma explícita, pois era voltada principalmente ao combate ao racismo sofrido pela população negra. As referências diretas ao nazismo foram incluídas em 1994 e 1997, por meio de projetos de lei. "A apologia ao nazismo é racismo, configura crime e viola a Convenção Interamericana contra o Racismo, ratificada pelo Brasil em 2023. Há ampla jurisprudência sobre o tema. Esses posts deveriam ser removidos pelo TikTok e não poderiam ser recomendados ou exibidos sem login, o que amplia sua disseminação", conclui Yasmin. Perfil no TikTok dedicado a conteúdo nazista. Reprodução/TikTok O que diz o TikTok "Os conteúdos compartilhados foram removidos da plataforma por violarem as nossas Diretrizes da Comunidade. Sobre nossas diretrizes de comportamento e discurso de ódio: o TikTok não permite discurso ou comportamento de ódio, bem como a promoção de ideologias de ódio. Nossas Diretrizes da Comunidade proíbem explicitamente: Incentivar a violência, segregação, discriminação ou outros danos contra pessoas com base em atributos protegidos, como raça ou religião. Apoiar ou disseminar ideologias de ódio, o que inclui alegações de supremacia sobre um grupo protegido, antissemitismo ou outras formas de preconceito. O uso de símbolos e imagens associados a movimentos de ódio. Negar ou minimizar atrocidades históricas bem documentadas contra grupos protegidos, como o Holocausto. Aplicação de moderação baseada em nossas diretrizes acerca do tema: Nós treinamos regularmente nossos profissionais de segurança para ajudá-los a aprimorar a detecção de comportamento de ódio, símbolos, termos e estereótipos ofensivos, e para ajudá-los a identificar e proteger o contradiscurso. Consultamos acadêmicos e especialistas de todo o mundo para nos mantermos atualizados sobre as tendências em evolução e para nos ajudar a avaliar e melhorar regularmente nossas políticas e processos de aplicação. Bloqueamos buscas por termos relacionados a ódio ou ideologias de ódio e redirecionamos a busca para as nossas Diretrizes da Comunidade para educar nossa comunidade sobre nossas políticas contra a expressão de ódio. Em nosso Centro de Transparência, publicamos, trimestralmente, um relatório de moderação com os números do período. O mais recente, do terceiro trimestre de 2025, mostra que 98,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas de Segurança e Civilidade – que incluem nossas regras sobre comportamento e discurso de ódio – foram removidos proativamente, sendo que 87% foram removidos antes de receberem qualquer visualização." Colaborou nesta reportagem: Victor Hugo Silva Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos

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Casio traz de volta três G-Shock clássicos quase indestrutíveis com bateria solar

Publicado em: 22/02/2026 06:24 Fonte: Tudocelular

A Casio ampliou seu portfólio nos Estados Unidos com três modelos que são velhos conhecidos do público. Os relógios GW2310U-1, GW6900U-1 e GX56UBB-1 já haviam sido apresentados em mercados como Japão e Europa, e agora desembarcam oficialmente para o público americano, mantendo a essência robusta da marca.O GX56UBB-1 chama atenção pelo visual totalmente preto e construção reforçada para suportar impactos em múltiplas direções. O acabamento fosco destaca as linhas marcantes da caixa, enquanto a iluminação LED de alta intensidade garante visibilidade mesmo em ambientes escuros. Além disso, ele conta com tecnologia Tough Solar, que recarrega a bateria com luz natural ou artificial. Já o GW6900U-1 moderniza um dos designs mais icônicos da marca, baseado no clássico DW-6900. O modelo incorpora a tecnologia Multiband 6, capaz de ajustar automaticamente o horário por meio de sinais de rádio captados de seis estações ao redor do mundo. Outro diferencial dele é a energia solar e iluminação LED aprimorada.Clique aqui para ler mais

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Ivan Santos celebra 70 anos dedicados ao jornalismo e conectado com as mudanças no mundo da comunicação

Publicado em: 22/02/2026 06:01

Jornalista Ivan Santos lança livro ‘Texto, contexto e entrelinhas’ em Uberlândia Aos 94 anos, completados em 10 de fevereiro, Ivan Santos soma sete décadas dedicadas ao jornalismo. Grande parte dessa trajetória foi construída em Uberlândia, onde ele trilha um caminho marcado por coragem, ética e paixão por uma profissão que tem passado por transformações mais rápidas do que a maioria das pessoas consegue assimilar. "Comecei em 1958, quando não havia escola de jornalismo. Meu incentivo foi acreditar que o jornalismo era um instrumento social importante para ajudar a melhorar a sociedade humana e combater a ignorância.” E nesse período, atuando principalmente no jornalismo impresso, Ivan Santos mantém a veia crítica também com a própria profissão. Ao contrário do que muita gente pode imaginar, ele não é um jornalista avesso às mudanças, à tecnologia ou às variadas formas de se consumir jornalismo nos dias de hoje. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp “Não sinto falta do jornalismo raiz. Jornalismo foi, é, e será um eficaz instrumento de civilização. A tecnologia nunca foi inimiga do jornalismo. No passado era a máquina de escrever, hoje é a internet. É preciso aprender a trabalhar com ela. Todo jornalista tem que estudar sempre, aprender mais com quem sabe e deixar a vaidade de fora.” Para Ivan Santos, jornalismo é informação e não instrumento de promoção pessoal e deve ser tratado como tal. Ele defende que não é o diploma pura e simplesmente que qualifica um jornalista. Ele afirma que um bom profissional da área deve conhecer geografia, história, a língua materna e pelo menos uma língua estrangeira. O veterano afirma que um jornalista pode dedicar uma vida inteira à investigação sobre os problemas políticos e sociais do Brasil e do mundo, por exemplo, e ainda assim conhecer pouco. "Jornalista sem cultura é um palhaço diplomado ou pavão: bonito e sem importância social.” Carreira e legado Nascido em Mar Vermelho, no interior de Alagoas, em 1932, Ivan Santos estudou Filosofia no Arquiepiscopal Seminário de Mariana, região central de Minas, mas antes de chegar à Teologia, o passo seguinte, abandonou a formação religiosa ao perceber que "não tinha vocação para o sacerdócio". Foi para o Rio de Janeiro sem conhecer ninguém e seu primeiro contato com o jornalismo foi como revisor do "Diário Carioca". Depois de passar por vária redações, foi correspondente no Rio Grande do Sul e, mais tarde, no interior de Minas Gerais. Desde 1973, Uberlândia tornou-se sua base não só profissional, como afetiva. Fez história no jornal Correio de Uberlândia, principal referência da mídia impressa da cidade por 76 anos, até fechar, em dezembro de 2016. Para a jornalista Adriana de Faria e Sousa, que trabalha em mestrado a história da imprensa escrita de Uberlândia, que deve virar livro e se desdobrar em um doutorado, Ivan é Santos é um intelectual, um pensador do jornalismo. Uma frase de Ivan Santos é o título provisório do livro que deve ser publicado como desdobramento do Mestrado: Eu ainda sou jornalista". "Aprendi muito com ele como leitora e entrevistadora. Com lucidez, senso crítico e memória afiada, Ivan Santos continua sendo referência. Sua história é também a história da imprensa brasileira e sua dedicação, um exemplo de resistência e amor à profissão", disse Adriana. TV Triângulo A TV Integração também faz parte da história de Ivan Santos. Na ainda TV Triângulo, ele participou de diferentes atrações a partir de 1971. Em 1983, foi pioneiro, ao lado de Orlei Moreira, na criação do primeiro telejornal matinal do interior mineiro, antes mesmo de Belo Horizonte, o 'Bom dia Triângulo'. Multitarefas como sempre, trabalhou como editor, apresentador e chefe de reportagem e ajudou a consolidar o jornalismo televisivo regional. Além da imprensa, contribuiu para a comunicação institucional, criando o departamento de imprensa da Câmara Municipal de Uberlândia e atuando na Associação Comercial e Industrial da cidade. Em 2019, publicou o livro 'Texto, Contexto e Entrelinhas', reunindo crônicas e reflexões sobre política e sociedade. Atualmente assina a coluna 'Política Nova' em um site de Uberlândia. LEIA TAMBÉM: Congado se torna Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil após estudo de 17 anos VÍDEO: Festa do Congado é celebrada como patrimônio cultural imaterial em Uberlândia Ternos de Congado de Uberlândia recebem certificado de registro do Iepha Ivan Santos - Jornalista Beto Oliveira/Divulgação ASSISTA: Festa do Congado é patrimônio cultural imaterial Festa do Congado é celebrada como patrimônio cultural imaterial em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Produtores de açaí em Roraima apostam em indústria própria para crescer

Publicado em: 22/02/2026 06:00

Açaí produzido em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro Produtores rurais de Roraima têm ido além do cultivo do açaí e apostado na própria indústria como estratégia para crescer e ampliar a renda no campo. Com o uso de tecnologia e sistemas de irrigação, a produção do fruto avançou para áreas de lavrado e passou a permitir colheitas ao longo de todo o ano, criando condições para o beneficiamento e a agregação de valor. Em diferentes regiões do estado, o açaí vem sendo adotado como alternativa de diversificação agrícola. A adaptação da cultura a áreas antes pouco exploradas para esse tipo de plantio fortalece a cadeia produtiva e abre novas possibilidades de negócio para pequenos e médios produtores. Um dos exemplos é o produtor rural Almir Sá, que cultiva atualmente 18 hectares de açaí em área de lavrado. As mudas foram trazidas do Pará, estado referência nacional na produção do fruto, e o plantio conta com irrigação para garantir o desenvolvimento das plantas fora das áreas tradicionais de floresta. LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima Segundo Almir, o investimento em tecnologia e no aperfeiçoamento das técnicas de manejo tem garantido bons resultados. “Hoje tenho apostado em tecnologia e sustentabilidade. Todos os dias buscamos aperfeiçoar nossas técnicas com profissionais que já trabalham com o açaí, e isso tem rendido bons frutos. Já estou na quarta colheita e sou realizado com tudo o que conseguimos evoluir na propriedade. Agora, com o aumento da demanda, já estudamos a ampliação da área plantada”, afirmou. O avanço do cultivo do açaí no lavrado roraimense reflete um processo de modernização da agricultura no estado, permitindo melhor aproveitamento da área produtiva e geração de renda contínua para as famílias do campo. Produtores investem no beneficiamento do açaí para ampliar renda Produtores apostam no açaí em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro No município do Cantá, produtores também têm investido na industrialização do açaí como forma de crescer no mercado e agregar valor à produção. É o caso de Paulo Serra, que produz a fruta no campo e mantém uma pequena indústria em Boa Vista, onde o açaí é beneficiado e transformado em polpa para comercialização no mercado local. “Sou um apaixonado pelo açaí. Hoje, minha família e eu vivemos dele. Aqui todos trabalhamos empenhados em levar um produto de qualidade e com segurança para a mesa dos nossos clientes”, disse. Após a colheita, o açaí passa por um processo cuidadoso até chegar ao consumidor. Os frutos são selecionados e passam por tanques de limpeza para retirada de impurezas. Em seguida, ocorre o branqueamento, etapa essencial para garantir a segurança alimentar e a conservação do produto. Só depois disso o fruto segue para a batedeira, onde a polpa é extraída e preparada para comercialização. Segundo Paulo Serra, além de investir no beneficiamento, o desafio agora é ampliar a informação sobre a importância do processo para a segurança do produto. “Meu desafio é levar informação sobre a importância do branqueamento para a segurança do nosso produto. Queremos continuar sem casos do barbeiro no estado, mas, para isso, é necessário fazer a nossa parte. Busco associações e vou às propriedades dos amigos. A meta é ter o mesmo zelo que o Pará tem com o açaí e buscar desenvolvimento sustentável com segurança alimentar”, afirmou. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Como o leite vira o whey protein? Vídeo mostra detalhe do processo de fabricação do suplemento

Publicado em: 22/02/2026 04:01

Como o leite vira o Whey? vídeo mostra detalhe O whey protein é o tipo de proteína animal mais usado na indústria alimentícia. Mas, afinal, como esse suplemento ultrapopular é produzido? O Fantástico visitou o laboratório de tecnologia de alimentos da Universidade de São Paulo (USP) para mostrar como o whey é produzido. O laboratório tem a mesma estrutura das indústrias alimentícias, mas em tamanhos menores. Ali é reproduzido o processo que transforma o soro do leite (aquela água que se desprende do queijo branco ou do iogurte) em um pó. Esse soro do leite passa por uma câmara de secagem a 170 graus e se transforma na proteína em pó. "Como a passagem (pela câmara) é muito rápida, dura segundos, então praticamente não vai perder o valor nutricional", explica a professora do Laboratório de Produtos e Processos da USP, Suzana Lannes. LEIA MAIS: A febre da proteína: quando a busca pelo corpo perfeito pode até virar um transplante de rim Whey protein: como o suplemento ajuda a ganhar músculos e para quem é indicado Qual whey protein é melhor? Concentrado, isolado ou hidrolisado? Veja diferenças e saiba qual escolher Mas raramente o whey é consumido em sua forma pura. Ele costuma ser misturado a saborizante ou adoçante para agradar os mais diferentes paladares. "Algumas empresas também optam por colocar alguma coisa para espessar o produto, deixar um pouco mais grosso, as chamadas gomas. Ele sofre um procedimento de mistura, que não agride o produto", diz o conselheiro da BrasNutri, Filipe Bragança. A febre da proteína A busca pelo corpo perfeito movimenta academias, influencia dietas e impulsiona a venda de produtos que prometem resultados rápidos, com a palavra "proteína" sendo a mais repetida neles. Ela virou atrativo de venda: aparece em leites, pães, iogurtes, barras, biscoitos e até bolos. A reportagem do Fantástico buscou especialistas que apontaram o consumo exagerado desse nutriente pode até aumentar o peso da pessoa. "Se a gente consome proteína em excesso, a gente não vai aproveitar essa proteína para finalidade dela, que seria a constituição corporal, formação de massa muscular. Isso vai ser armazenado de alguma forma no organismo e pode virar gordura corporal", aponta a nutricionista Lara Natacci. Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a proteína é essencial para o funcionamento do organismo. Ela forma músculos, tecidos e participa da produção de hormônios e enzimas. Apesar disso, a recomendação diária varia conforme o perfil de cada pessoa, e o excesso pode prejudicar a saúde. Hoje, há divergências entre orientações internacionais: enquanto a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sugere aumentar a ingestão de proteína animal, a Organização Mundial da Saúde indica uma quantidade menor. "Ela está orientando a 50% a mais proteína do que a Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos recomendam 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo. A Organização Mundial da Saúde, 0,8 até 1.2 gramas", explica a nutricionista e pesquisadora da USP, Sophie Deram. Nutricionistas lembram que nem sempre essas diretrizes estrangeiras fazem sentido para a alimentação do brasileiro. Idosos, pessoas em tratamento para ganho de massa muscular ou quem está em dietas de emagrecimento podem precisar de mais proteína. Mas, para a maioria da população, a recomendação básica segue em torno de 1 grama por quilo de peso por dia — distribuída ao longo das refeições, e não acumulada em um único prato. "Um mito: “quanto mais proteína, mais músculo”. "Depende do que você come e de quanto você malha, né? Não é consumindo, se entupindo de proteína que você vai ganhar músculo", diz Sophie. O corpo só aproveita uma parte do que consumimos por refeição — cerca de 25 a 30 gramas. O que excede essa capacidade pode acabar sendo armazenado pelo organismo em forma de gordura. Whey Protein Freepik/Divulgação É por isso que algumas pessoas que comem grandes quantidades de proteína para emagrecer podem, na verdade, engordar. O risco aumenta para quem já tem alguma predisposição a doenças renais. Para pessoas com função renal comprometida, dietas hiperproteicas podem acelerar a perda de funcionamento dos rins. E o grande problema é que a maioria não sabe que tem essa condição, já que os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada. Dois exames simples — creatinina e urina — poderiam detectar alterações precocemente. Os riscos do aumento de ingestão de proteína A reportagem também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular. A reportagem do Fantástico também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular. "A minha dieta às vezes se baseava muito por proteína. Quando eu não conseguia bater os macros do dia, os macronutrientes. Então eu aumentava essa proteína ou com hipercalórico, jogando um shake, fazendo com algumas coisas de proteína, ou ao mesmo tempo comendo bastante mesmo de proteína, é filé de frango, carne, peixe e outras coisas", diz Tiago. Ele evitava anabolizantes e apostava na comida e nos suplementos para alcançar os resultados. Após dois anos seguindo essa rotina, começou a sentir dores de cabeça fortes durante os treinos. "E foi esse endócrino que falou que o meu rim já estava com problema e já estava com 50% de funcionamento", revelou o ex-atleta. Tiago passou oito meses fazendo hemodiálise e, em 2024, precisou de um transplante de rim. Só depois disso descobriu que o problema havia sido identificado tardiamente. Hoje, com acompanhamento nutricional, ele mantém uma dieta equilibrada e controla a ingestão de proteínas e carboidratos — uma mudança de rotina que, segundo ele, trouxe mais consciência sobre o próprio corpo e sobre os exageros do passado. A reportagem também visitou um laboratório da USP para mostrar como funciona a produção do whey protein. O pó, feito a partir do soro do leite, passa por um processo rápido de secagem que preserva o valor nutricional. Apesar disso, raramente é consumido puro: a indústria costuma adicionar adoçantes, aromatizantes e espessantes. Mesmo assim, especialistas afirmam que o suplemento não é considerado ultraprocessado. Para entender o que compensa mais — comida ou produtos industrializados com proteína extra — nutricionistas compararam barrinhas, whey e cookies com alimentos comuns, como ovos, frango e feijão. Do ponto de vista proteico, muitos produtos se equivalem aos alimentos naturais. "Uma barrinha de proteínas tem em torno de 12 a 15 gramas de proteína. Um ovo tem 6,5 gramas de proteínas. Então a gente tem dois ovos com 13 gramas de proteínas", diz Filipe Bragança, conselheiro da BrasNutri. Mas, nutricionalmente, os alimentos in natura oferecem vitaminas, minerais e fibras, enquanto os industrializados tendem a ter mais gordura saturada e menos nutrientes. "A barrinha de proteína, ela vem com gordura saturada. Muitas delas tem bastante gordura saturada, então não é interessante a gente consumir frequentemente", revela Filipe. Apesar da explosão de produtos proteicos, os especialistas insistem em um ponto: comida de verdade costuma ser suficiente para suprir as necessidades diárias de proteína. "Se a gente comer comida mesmo, né, um prato que tem arroz, feijão, carne, salada, a gente vai conseguir atingir a necessidade de proteína e não precisa de suplemento", diz Lara. 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Lula parte da Índia rumo à Coreia do Sul em viagem estratégica para países da Ásia

Publicado em: 22/02/2026 04:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Índia neste domingo (22) com destino à Coreia do Sul, onde fará uma visita oficial a convite do governo sul-coreano. A visita está prevista para começar nesta segunda-feira (23). Esta será a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último ano, Lula se reuniu duas vezes com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung: em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7; em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul. Presidente Lula se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, durante cúpula do G20 em novembro de 2025. Ricardo Stuckert/PR Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”. A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas. Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um "Plano de Ação 2026-2029". O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional. A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região. A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos. Comércio Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação. No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição. Cultura, beleza e cosméticos Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul. Fantástico vai a Seul entender por que o k-pop conquistou o Brasil e o mundo Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países. Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada "K-beauty " ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza. A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na "K-beauty". A primeira-dama Janja prova doce que virou febre na Coreia do Sul Reprodução/Instagram O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas.

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