Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

Estudo descobre reprodução de tubarão ameaçado de extinção em reserva marinha de SP; VÍDEO

Publicado em: 20/05/2026 05:58

Pesquisa da Unifesp identifica reprodução de tubarões ameaçados de extinção Um estudo descobriu que o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes tem sido cenário para reprodução do tubarão-mangona (Carcharias taurus). De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os pesquisadores usaram câmeras subaquáticas para registrar comportamentos da espécie que ainda não tinham sido documentados (assista acima). A pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha do Instituto do Mar, do campus da Unifesp na Baixada Santista (SP). O arquipélago é uma das maiores reservas marinhas do sudeste brasileiro e fica localizado no litoral norte de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A espécie está classificada como criticamente ameaçada de extinção devido à pesca incidental e à degradação de habitats. "A pesquisa forneceu dados inéditos sobre como o Arquipélago de Alcatrazes é um local fundamental para a alimentação e reprodução do tubarão-mangona", destacou a Unifesp. Câmera subaquática flagrou atividade reprodutiva do tubarão-mangona no litoral de São Paulo Octávio Campos Salles e Reprodução/TV Tribuna Ainda segundo a universidade, os pesquisadores conseguiram registrar fêmeas grávidas, sendo que algumas estavam com marcas de acasalamento. Esses comportamentos indicam que a região é utilizada pela espécie em fases críticas do ciclo reprodutivo. "A importância dessa descoberta vai além de documentar a presença de fêmeas grávidas e marcas de acasalamento. Ela coloca em evidência que as reservas marinhas desempenham um papel crucial na conservação de espécies ameaçadas de extinção, funcionando como locais seguros, longe das ameaças , afirmou a bióloga e primeira autora do trabalho, Ana Clara Athayde. Câmera subaquática flagrou atividade reprodutiva do tubarão-mangona no litoral de São Paulo Reprodução Câmeras com iscas Os pesquisadores utilizaram estéreo-filmagens remotas subaquáticas com isca (da sigla em inglês, Bruv). A tecnologia permitiu observar o comportamento dos tubarões em diferentes estações do ano, sem interferir diretamente no ambiente. "O equipamento tem duas câmeras acopladas nas laterais e uma haste com uma isca no meio, onde a gente coloca sardinha. A gente coloca sardinha justamente porque é uma espécie oleosa, então ela vai produzir uma pluma de odor que vai atrair os peixes", explicou Ana Clara. As imagens registradas revelaram cenas inéditas do tubarão-mangona em reprodução, mas também confirmaram o que já estava na literatura: a gestação pode durar quase um ano, sendo que apenas um ou dois filhotes sobrevivem. Câmera subaquática flagrou atividade reprodutiva do tubarão-mangona no litoral de São Paulo Guilherme Bertuzo Ciência cidadã A pesquisa também contou com a participação de mergulhadores recreativos locais para documentar o comportamento dos tubarões-mangona no arquipélago. De acordo com a Unifesp, o envolvimento foi crucial para enriquecer o estudo, fortalecendo a colaboração entre cientistas e cidadãos. "A descoberta destaca o papel das áreas marinhas protegidas para a restauração das populações de predadores fundamentais à saúde dos oceanos e a sustentabilidade de recursos pesqueiros essenciais para a segurança alimentar e geração de emprego e renda de comunidades costeiras", ressaltou o professor e pesquisador Fabio Motta, por meio de nota enviada ao g1. Câmera subaquática flagrou atividade reprodutiva do tubarão-mangona no litoral de São Paulo Reprodução VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Discord agora possui criptografia de ponta a ponta em chamadas de voz e vídeo

Publicado em: 20/05/2026 05:57 Fonte: Tudocelular

O Discord ativou oficialmente a criptografia de ponta a ponta para chamadas de voz e vídeo de todos os usuários da plataforma. A novidade começou a ser liberada globalmente nesta semana e impede que terceiros (incluindo o próprio Discord) consigam acessar o conteúdo das conversas privadas realizadas no serviço. Depois do fiasco com o processo de verificação de idade, a mudança representa uma das maiores atualizações de privacidade já implementadas pela empresa. O recurso chega em um momento curioso para o setor de tecnologia, principalmente após a Meta abandonar os planos envolvendo criptografia de ponta a ponta no Instagram no início deste ano e o TikTok também desistir de adotar proteção semelhante nas mensagens privadas.Segundo o Discord, a criptografia agora funciona automaticamente em chamadas privadas, DMs em grupo, canais de voz e transmissões Go Live. Não existe necessidade de ativar manualmente o recurso, já que a proteção passou a funcionar por padrão para todos os usuários.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Starlink do futuro?! Europa usa laser e revoluciona comunicação com satélites

Publicado em: 20/05/2026 05:56 Fonte: Tudocelular

A Europa começou a testar um novo sistema que usa lasers infravermelhos para se comunicar com satélites na órbita da Terra. A tecnologia está sendo ativada na Estação Terrestre Óptica Holomondas, localizada no norte da Grécia. Essa infraestrutura foi projetada para suportar dois nanossatélites gregos, o PeakSat e o ERMIS-3, que foram lançados em março e estão equipados com terminais de comunicação óptica. Assim, o sistema será capaz de operar com um laser de 808 nanômetros e um receptor óptico na banda C, o que permite alcançar taxas de transferência de dados de até 2,5 gigabits por segundo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Modder cria PC diferentão que usa nove monitores para rodar 15 mil GIFs sem parar

Publicado em: 20/05/2026 05:54 Fonte: Tudocelular

Um entusiasta de hardware chamou atenção nas redes sociais ao criar um PC completamente fora do comum. O projeto utiliza nove telas integradas ao gabinete para exibir mais de 15 mil GIFs animados simultaneamente, transformando o computador em uma verdadeira instalação visual. Para quem foi um nerd maratonador de série nos anos 2000, provavelmente vai se lembrar da série Chuck, que misturava tecnologia com espionagem. Nesse conteúdo, era comum o intersetorial implementado no cérebro do protagonista mostrar diversas imagens aleatórias em situações específicas, e é mais ou menos esse comportamento que a máquina tem. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Laudos divergentes reacendem disputa sobre projeto da Belo Sun no Xingu; TRF-1 julga licença nesta quarta-feira

Publicado em: 20/05/2026 04:00

Rio Xingu sofre com seca no Pará. Josiel Juruna / Arquivo Pessoal Imagine receber dois laudos médicos sobre a mesma cirurgia de alto risco. O primeiro, assinado por especialistas já envolvidos em processos relacionados a erros em casos anteriores, garante que o procedimento é seguro e o risco é mínimo. O outro laudo, uma "segunda opinião" independente, alerta que os exames ignoraram doenças pré-existentes e que há um risco elevado de o paciente não sobreviver à operação. Este é o dilema técnico que envolve o Projeto Volta Grande (PVG), da mineradora canadense Belo Sun, no Pará, que pretende ser a maior mina de ouro a céu aberto da história do Brasil. O "paciente" em questão é a Volta Grande do Xingu, que abrange as cidades de Altamira e Senador José Porfírio cenário de reportagem do Fantástico no último domingo (17) — uma região já debilitada pelo desvio de 80% de suas águas pela hidrelétrica de Belo Monte, usina que completou dez anos de operação. Nesta quarta-feira (20), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) julga, em Brasília, uma ação que pode retirar, ou não, o licenciamento das mãos da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) e entregá-lo ao Ibama, anulando licenças atuais concedidas em abril deste ano. No licenciamento iniciado em 2012, a Belo Sun apresentou estudo de impacto feito pela extinta VogBR, a mesma consultora que assinou a segurança da barragem de Mariana, em MG. Seca ameaça trecho do Rio Xingu, no Pará Segundo o Ministério Público Federal (MPF), "as falhas na análise da barragem de Fundão, em Mariana, resultaram no rompimento" que, há dez anos, deixou 19 mortos e contaminou o Rio Doce. O episódio é considerado uma das maiores tragédias ambientais da história do Brasil. "Por si só, isso já é motivo de atenção", diz o MPF. A VogBr foi denunciada pelo desastre e inocentada por "falta de provas". Um estudo independente, feito por cientista renomado internacionalmente, contrapõe vários pontos do laudo da VogBr, apontando que o projeto minerário da Belo Sun prevê: uma cava no rio Xingu do tamanho de um prédio de 120 andares para baixo; um volume de barragem tóxica três vezes maior que o de lama de Brumadinho (MG) - o suficiente para encher 35 estádios do Maracanã até o topo. e o tempo de impacto no rio menor que o necessário para ferver um ovo - 7 minutos; e não 97 minutos como disse a empresa no pedido de licença. 🔍 O empreendimento da Belo Sun fica no município de Senador José Porfírio, a menos de 16 km da barragem principal da usina hidrelétrica de Belo Monte e a cerca de 11 km da Terra Indígena (TI) Paquiçamba. Em 2014, uma licença prévia foi liberada e, depois, suspensa em 2017. Em abril de 2026, uma decisão liminar do TRF-1 restabeleceu a licença de instalação dada pela Semas e o Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso pedindo a suspensão imediata da liberação. O projeto enfrenta oposição de movimentos sociais, pesquisadores e comunidades locais pelo risco de danos ao rio Xingu e à biodiversidade amazônica. "Não queremos que o aconteceu em Mariana aconteça aqui na Amazônia; e numa escala maior ainda de catástrofe", afirma Ana Laide, do Movimento Xingu Vivo Para Sempre. "A gente vive com muito medo de duas barragens: a de Belo Monte, e a de Belo Sun, se acontecer, com risco muito grande", diz Eliete Juruna, indígena da TI Paquiçamba. Digitais de Mariana no Xingu Bombeiros procuram por vítimas de rompimento da barragem em Bento Rodrigues, em Mariana Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo A segurança da barragem de rejeitos da Belo Sun, projetada para armazenar 35,43 milhões de metros cúbicos de lama tóxica, repousa sobre estudos da consultoria VOGBr, assinados pelo engenheiro Samuel Paes Loures. A empresa deixou de operar após ter falência decretada pela Justiça por volta de 2019. A empresa e o engenheiro foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no caso do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), acusados de emitir laudos enganosos que garantiam a estabilidade da estrutura meses antes do colapso que matou 19 pessoas e destruiu o Rio Doce em 2015. Embora tenham sido absolvidos em primeira instância por "falta de provas", decisão que ainda sofre recurso, o MPF alerta que o uso da mesma consultoria no Xingu é um sinal de "perigo extremo". Segundo apurado pelo g1, a mineradora ainda não protocolou um novo estudo, portanto o que foi realizado pela VOGBR é o que está valendo no processo de licenciamento. Neste "exame" apresentado, no caso o laudo da consultoria e do engenheiro, a barragem é tratada como segura e estável. A Belo Sun diz, em nota, que "diferentes empresas e consultores participaram do desenvolvimento técnico do projeto ao longo dos anos" - (veja posicionamento completo ao final da reportagem). Mariana, 10 anos: o caminho da lama da barragem de Fundão A 'segunda opinião' O geofísico Dr. Steven Emerman, PhD pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, analisou os mesmos dados e chegou a uma conclusão oposta. O estudo dele, intitulado "Avaliação da Barragem de Rejeitos, do Uso de Cianeto e do Consumo de Água no Projeto de Ouro Volta Grande Proposto", foi feito em 2020 a pedido da ONG internacional Amazon Watch. Em entrevista ao g1, ele revela que a probabilidade anual de falha da barragem da Belo Sun é de 0,5%, ou seja cinco vezes superior à média global de 0,1% para o setor. "Considerando os 12 anos de operação previstos para a mina, a chance de um desastre ocorrer é de quase 6%", alerta Emerman. O "erro de diagnóstico" da mineradora, segundo o especialista, foi ignorar três falhas geológicas mapeadas que se cruzam exatamente sob o local onde a barragem seria erguida. Segundo ele, o projeto foi desenhado "sem nenhum critério de segurança sísmica, o que viola as normas brasileiras". Indígenas ocupam Funai em Altamira, no Pará, exigindo parada da Belo Sun Cronômetro de um possível desastre A maior discrepância entre os "laudos" está no tempo de reação em caso de rompimento. De um lado, o estudo da mineradora alega que a lama levaria 97 minutos para atingir o Rio Xingu, a uma velocidade de 1,4 km/h e pararia na margem. Já o "contra-laudo", utilizando dados de tragédias reais, como a de Brumadinho (MG), Emerman prova que os rejeitos atingiriam o rio em apenas 7 minutos. "Não há base física para supor que a lama pararia no rio. Ela percorreria 41 km em apenas duas horas, atingindo em cheio a Terra Indígena Arara", explica o geofísico. Emerman afirma ainda que "o fluxo tóxico poderia avançar por até 98 km, levando arsênio e cianeto pelos rios amazônicos até o Oceano Atlântico". Sintomas Invisíveis Diferente de Mariana, onde a lama era de minério de ferro, os críticos do projeto Belo Sun apontam que resíduo no Xingu viria acompanhado de um perigo químico. Para extrair o ouro, a mineradora afirma que usará cianeto de sódio, com plano de reciclagem sucessiva dessa água no reservatório. Já pesquisadores da USP e da UFAM alertam que esse processo pode concentrar níveis letais de arsênio, antimônio e mercúrio. O parecer técnico, que o g1 obteve acesso, cita que, "em um rio que já perdeu a capacidade de diluir poluentes devido à seca artificial causada por Belo Monte, qualquer vazamento se tornaria um veneno persistente e irreversível". Precedentes A sensação de insegurança técnica é alimentada pelo que comunidades e órgãos de controle chamam de "ciclo de impunidade". Em novembro de 2024, quase uma década após o desastre de Mariana, a Justiça Federal absolveu a Samarco, a VOGBr e o engenheiro Samuel Paes Loures das acusações criminais, alegando "falta de provas" sobre condutas individuais. O MPF recorreu da decisão em dezembro de 2024, destacando que os gestores "tinham plena ciência técnica dos riscos" e que a absolvição abre precedentes perigosos para novos projetos - como é o caso de Belo Sun. O g1 entrou em contato com o responsável técnico de projetos passados da VOGBr, mas ainda não havia obtido resposta até a publicação da reportagem. A empresa foi fechada e o site oficial desativado. No último dia 12 de maio, a Belo Sun anunciou o início de novos estudos técnicos com a contratação de um consultor de mineração, a G Mining Services, e a nomeação de um diretor de engenharia, para revisão dos estudos técnicos associados à Licença de Instalação do Projeto. No anúncio, a empresa disse que estima a conclusão das análises ainda no terceiro trimestre de 2026 e concluir o Estudo de Viabilidade Definitivo no início de 2027. "A construção terá início tão logo seja possível", afirmou. Impactos em Belo Monte Não são apenas especialistas independentes que temem possíveis impactos do projeto minerário. A Norte Energia, operadora da hidrelétrica de Belo Monte, já manifestou formalmente à Semas e à Funai a preocupação de que explosões contínuas nas cavas da Belo Sun possam comprometer a estabilidade das estruturas da usina. Se aprovada, a barragem de Belo Sun ficaria localizada a 16 km da barragem de Pimental, estrutura que faz as turbinas de Belo Monte gerarem energia. O MPF diz que "uma ruptura em Belo Sun atingiria o rio de forma 'incisiva' e que "a mineradora falha ao não apresentar dados robustos que considerem os impactos sinérgicos com Belo Monte". No documento da Norte Energia de 2023, também obtido pelo g1, a concessionária solicitou a reavaliação do licenciamento da mineradora devido a essa "incompatibilidade" entre os empreendimentos. Em nota, a Norte Energia disse que "não vai se manifestar". Veja, no mapa abaixo, a proximidade dos dois empreendimentos na Volta Grande do Xingu, e a localização das áreas de proteção ambiental: Laudos divergentes reacendem disputa sobre projeto da Belo Sun no Xingu. g1 'Laudo vencido' O MPF do Pará também denuncia que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Belo Sun está "vencido", pois os dados foram coletados há 14 anos, antes mesmo da instalação de Belo Monte. Como a hidrelétrica alterou o curso do rio desde 2016, o órgão de controle agora sustenta que o estudo atual descreve um ecossistema que não existe mais, exigindo a coleta imediata de dados primários e atuais para qualquer avaliação de risco. Mais recentemente, o MPF expediu, em abril de 2026, ofícios à Secretaria de Meio Ambiente (Semas) e à Agência Nacional de Mineração (ANM) questionando se a Volta Grande, "paciente" que está sendo operado, é o mesmo que foi diagnosticado anos atrás. O órgão identificou que a Belo Sun realizou alterações significativas no layout de estruturas físicas em 2015, mas "restam dúvidas se a localização da barragem e das pilhas de estéril aprovadas pela ANM corresponde, de fato, ao que foi licenciado pela Semas". O MPF alerta que essa fragmentação e desatualização de dados permitiu a omissão de riscos críticos, como o rompimento dos "diques de sela" (estruturas secundárias da barragem), cujos "impactos sobre as famílias do Assentamento Ressaca sequer foram analisados nos laudos oficiais". O g1 questionou a ANM e a Semas sobre o ofício, mas não obteve respostas até a publicação da reportagem. Veredito no TRF-1 A ação contra o Estado do Pará e a Belo Sun, julgada nesta quarta-feira, marca um possível próximo capítulo da disputa de laudos. O MPF, autor da ação, sustenta que o licenciamento pelo órgão estadual, a Semas-PA, é "insuficiente, pois fragmenta a análise dos impactos que deveriam ser vistos de forma holística junto com Belo Monte". A Semas disse que "emitiu a licença em cumprimento à decisão judicial proferida pela Justiça Federal" - (veja nota completa ao final). A Procuradoria-Geral do Estado do Pará (PGE) esclareceu que "o julgamento trata da análise de recursos apresentados após decisão anterior do tribunal sobre o caso, e que segue avaliando as medidas jurídicas cabíveis". A Belo Sun afirma que "diferentes empresas participaram do desenvolvimento técnico", que "não prevê captação nem desvio de água do Rio Xingu" e que "está revisando seus estudos". Já Dr. Emerman é taxativo na recomendação às autoridades: "o projeto deve ser rejeitado sem consideração adicional". O que diz a Belo Sun Ao g1, a Belo Sun emitiu a seguinte nota de posicionamento: "A Belo Sun esclarece que o Projeto Volta Grande não prevê captação nem desvio de água do Rio Xingu para suas operações. O empreendimento permanece submetido ao processo de licenciamento ambiental brasileiro, de forma faseada, condicionada e sujeita à avaliação dos órgãos competentes. A companhia informa que diferentes empresas e consultores participaram do desenvolvimento técnico do projeto ao longo dos anos, conforme práticas usuais do setor e exigências regulatórias aplicáveis à época. A atual Licença de Instalação no 3698/2026 estabelece os parâmetros específicos para a etapa atualmente autorizada do empreendimento. A implantação de fases subsequentes dependerá da apresentação de estudos técnicos complementares, das respectivas avaliações ambientais, do cumprimento das condicionantes e aprovação específica das autoridades competentes. A companhia iniciou uma nova etapa de revisão técnica do projeto, com a contratação da G Mining Services para conduzir uma Technical Gap Analysis, voltada à revisão dos estudos existentes, à identificação de eventuais necessidades de atualização e ao suporte às próximas etapas técnicas e regulatórias do empreendimento. Quanto às tecnologias de disposição de rejeitos e avaliações externas de risco, a Belo Sun informa que quaisquer soluções eventualmente adotadas deverão observar a legislação brasileira, os estudos técnicos atualizados, os padrões aplicáveis e as aprovações cabíveis dos órgãos competentes. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, com a conformidade regulatória e com a condução responsável de suas atividades." O que diz o governo Em nota, a Semas disse que "emitiu a licença em cumprimento à decisão judicial proferida pela Justiça Federal", mas que "solicitou à empresa a atualização do projeto de aproveitamento minerário, do projeto de engenharia de extração e beneficiamento mineral, bem como informações sobre eventuais alterações na concepção do projeto de instalação do empreendimento". Segundo a Semas, a emissão da licença "observa parâmetros e condicionantes estabelecidos, entre eles: a proibição de captação de água do rio Xingu para uso no projeto; a proposição de outras alternativas tecnológicas para disposição dos rejeitos oriundos da planta de beneficiamento do minério, priorizando disposição de rejeito a seco; e a obrigatoriedade de monitoramentos e acompanhamento socioambiental, com participação da Funai e de consultores indicados pelos povos das terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande". Já o Ibama reforçou que o licenciamento "não é conduzido pela autarquia federal, mas pelo órgão ambiental estadual competente do Pará, a Semas", que "a definição da competência (...) observa os critérios estabelecidos pela Lei Complementar nº 140/2011", e que a "a matéria foi objeto de decisão do TRF-1, tendo sido reconhecida a competência estadual para condução do licenciamento ambiental do empreendimento". "O empreendimento não se enquadra, até o momento, nas hipóteses de competência federal previstas no art. 7º da referida Lei Complementar, razão pela qual o licenciamento ambiental permanece sob condução do ente estadual", afirma a nota. Por fim, o Ibama disse, ainda, que "considerando que o processo administrativo não tramita no âmbito do Ibama, este Instituto não possui informações atualizadas acerca do andamento do licenciamento ambiental, dos estudos apresentados ou das manifestações técnicas emitidas no curso do processo". VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará e

Palavras-chave: tecnologia

Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo

Publicado em: 20/05/2026 03:01

Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Uma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros que procura emprego já usa inteligência artificial para melhorar o currículo. A tecnologia pode ajudar a adaptar o documento aos processos seletivos, mas especialistas alertam para os perigosos da padronização dos currículos. Leia as notícias e assista aos vídeos do Bom Dia Brasil Depois de passar 17 anos na mesma empresa, a gerente de contas Camila Vogel voltou ao mercado de trabalho e percebeu que precisava atualizar o currículo para se adequar às novas etapas de seleção, muitas delas feitas com auxílio de inteligência artificial. Para isso, ela também decidiu usar a ferramenta. “Eu precisei entender quais padrões estavam sendo usados hoje no mercado. Usei a inteligência artificial para identificar palavras-chave, nomenclaturas de vagas que tinham relação com o meu perfil”, conta. Um estudo realizado por uma consultoria de recursos humanos com 60 mil profissionais em 36 países, incluindo o Brasil, aponta que mais da metade dos candidatos brasileiros utiliza inteligência artificial para adaptar currículos e aumentar as chances de passar pelos filtros automáticos das empresas. Mas a pesquisa também mostra um efeito colateral: a padronização dos perfis. Segundo recrutadores, muitos currículos acabam ficando semelhantes, o que pode prejudicar justamente quem tenta se destacar. “Cada vez mais os currículos ficam parecidos. Isso cria uma dificuldade para o candidato se diferenciar e também para os recrutadores identificarem quem realmente tem um perfil mais aderente à vaga”, explica Lucas Toledo, diretor executivo do Michael Page Brasil. Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Reprodução/TV Globo A organização sem fins lucrativos liderada por Alessandro atua na inserção de jovens no mercado de trabalho. Segundo ele, a inteligência artificial deve ser usada como apoio, mas não pode substituir as experiências pessoais e características individuais do candidato. “É buscar um equilíbrio, então ela pode com certeza usar a inteligência artificial, mas depois de pronto o currículo, ela tem que complementar com as coisas dela e talvez deixar as palavras-chave, mas colocar pontos importantes da sua jornada que a inteligência suprimiu. Eu entendo que tudo que você faz com a inteligência artificial, principalmente o seu currículo, depois você tem que completar com o humano para ficar diferente dos outros”, afirma Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro. Especialistas recomendam que os candidatos revisem os textos gerados pelas ferramentas antes de enviar o currículo e evitem copiar modelos prontos sem adaptações. A pesquisa também aponta que o uso de inteligência artificial no ambiente profissional é mais comum entre brasileiros do que na média global. No Brasil, 71% dos profissionais afirmam usar a tecnologia no trabalho. No restante do mundo, o índice é de 64%. Pesquisa revela que maioria dos brasileiros usa IA para fazer currículo Reprodução/TV Globo

Maioria dos avatares políticos criados por IA nas redes não informa uso da tecnologia, diz estudo

Publicado em: 20/05/2026 03:00

Dona Maria, personagem criada por inteligência artificial Reprodução Um levantamento do Observatório das Eleições concluiu que 61% dos perfis criados artificialmente para comentar política nas redes sociais não possui qualquer indicação que sejam produzidos por inteligência artificial. A pesquisa identificou, entre janeiro de 2025 e abril de 2026, 18 casos de avatares feitos com IA. Os personagens aparecem nas redes sociais como supostos eleitores, influenciadores, apresentadores, comentaristas e lideranças populares. O levantamento foi realizado pelas organizações Data Privacy Brasil e Aláfia Lab. Entre as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o uso de inteligência artificial nestas eleições, está a exigência de que materiais criados ou manipulados com IA tragam aviso explícito, em local de destaque e de fácil visualização, informando que o conteúdo foi produzido ou alterado artificialmente, além da tecnologia utilizada no processo. Segundo a pesquisa, em muitos casos, a origem artificial só foi percebida após análise de detalhes técnicos, como falhas de resolução, diferenças de proporção e elementos robotizados nos áudios e imagens. Vídeos em alta no g1 Um dos casos citados pelo Observatório é o da influenciadora “Dona Maria”, personagem criada artificialmente para criticar o governo federal que ganhou grande repercussão entre 2025 e 2026. Outro personagem, o "Seu Zé da Feira", ficou popular por criticar políticos de direita. Nos sete casos em que havia algum tipo de sinalização, os avisos apareciam de forma fragmentada: em três situações, por marcadores automáticos das plataformas; em duas, por marcas d’água das ferramentas usadas; e em outras duas, por hashtags inseridas nas publicações. O estudo também concluiu que os avatares funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos 18 casos mapeados — 78% do total — os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas. As publicações circularam principalmente no TikTok e no Instagram, com seis casos em cada plataforma. O YouTube aparece em seguida, com três registros. Também houve ocorrências no X, no Kwai e no Facebook. Entre os alvos dos conteúdos estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso. 'Efeito Dona Maria' Segundo o levantamento, o perfil “Dona Maria” publicou mais de 400 vídeos desde sua criação. A personagem — retratada como uma senhora negra e idosa — faz ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a setores da esquerda. O conteúdo motivou uma ação no TSE apresentada por PT, PV e PCdoB, que pedem a suspensão dos perfis ligados à personagem. Os pesquisadores afirmam que os casos revelam um novo desafio para o ambiente informacional: personagens inteiros, aparentemente humanos, produzidos artificialmente para influenciar debates políticos e simular opiniões espontâneas nas redes sociais. Perfis de esquerda que apoiam o presidente Lula passaram a publicar uma versão própria da “Dona Maria”. Na adaptação feita por páginas governistas, a personagem mantém as mesmas características físicas, mas adota um discurso favorável ao presidente. Em vídeo publicado em 23 de abril por perfis como Lula Pela Verdade, Comitê Popular Oficial, Brasil Fora da Caverna, Esquerda Brasil 4.0 e Jovem Esquerda Br, a idosa critica a escala 6x1 e a família Bolsonaro. O personagem "Seu Zé da Feira" viralizou entre usuários das redes sociais que se identificam com a esquerda Reprodução Outro pesonagem que fez sucesso nas redes foi o "Seu Zé da Feira". O avatar com características de um homem idoso, negro, ambientado em uma feira de rua, que critica políticos de direita e defende o atual governo. “Não vote em políticos da direita e do centrão. PL, PP, Republicanos e União. Não tão nem aí pro povo, são sindicato de patrão”, diz em um dos vídeos. Os posts são acompanhados por marca d’água da ferramenta de geração de imagens Veo 3 e sinalizados como sintéticos pela plataforma.

Copa do Mundo em 4K: veja TVs de 55 polegadas por até R$ 3.000

Publicado em: 20/05/2026 03:00

Copa do Mundo em 4K: veja TVs de 55 polegadas por até R$ 3.000 Magnific Tela grande, resolução 4K, apps de streaming e conectividade: esse é o kit básico da TV ideal para acompanhar a Copa do Mundo em casa. Se você está buscando uma nova smart TV para melhorar ainda mais a experiência, o Guia de Compras reuniu aparelhos com telas de 55" custando entre R$ 2.500 a R$ 3.000 em maio, nas principais varejistas do mercado. 📺 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. TV gigante para Copa do Mundo pode custar até quase R$ 140 mil; conheça modelos mais avançados A seleção inclui modelos com tecnologias LED, QLED e DLED (entenda o que esses termos querem dizer). Veja abaixo. Aiwa AWS-TV-55-BL-01-A AOC 55U7045/78G 55" Hisense QLED 55Q6QV 55" LG UHD AI 4K UA75 55" Multi 55UF8G 55" Philips 55PUG7300/78 55" Samsung Crystal UHD 4K U8100F Semp 55S62 55" TCL P7K 55" Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Assine a newsletter do Guia de Compras do g1

Palavras-chave: tecnologia

Governo identifica potencial para terras raras em São Paulo, Paraná e Santa Catarina

Publicado em: 20/05/2026 03:00

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou concentrações relevantes de elementos terras raras na região do "Cinturão Ribeira", faixa geológica que se estende entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Os resultados fazem parte da etapa inicial de um projeto de pesquisa que seguirá ao longo deste ano e de 2027, com idas a campo e aprofundamento das análises. 🔎Conhecidas como “terras raras”, essas substâncias formam um grupo de 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Eles são utilizados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar de relativamente abundantes na natureza, costumam estar associados a outros minerais, o que torna sua extração complexa e de alto valor econômico. O que são as tão disputadas terras raras Segundo o SGB, algumas amostras registraram teores superiores a 8 mil partes por milhão (ppm) de TREE (somatória de todos os elementos terras raras). Esse patamar é considerado elevado para esse tipo de ocorrência geológica e indica um enriquecimento mineral expressivo. 🔎Na prática, o teor em ppm significa que, para cada um milhão de partes da amostra, 8 mil são de elementos terras raras. O trabalho incluiu atividades de campo, com coleta de amostras de solo e rocha, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos. As atividades de campo aconteceram em Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; além de Joinville e Garuva, em Santa Catarina. Mapa com cidades que fizeram parte do levantamento que identificou potencial de terras raras Arte/g1 As áreas foram selecionadas a partir do "Mapa de potencial de elementos terras raras (ETR)", elaborado pela instituição. A coordenadora do Projeto Terras Raras do SGB, Lucy Takehara, explica que a próxima etapa será concentrada nas áreas que apresentaram os resultados mais expressivos. “Essa primeira fase de amostragem foi um estudo regional. Agora, nas áreas em que identificamos teores mais elevados, faremos um detalhamento com amostragens mais sistemáticas para identificação ou confirmação também desses teores anômalos”, explica a pesquisadora. A coordenadora destaca ainda que a identificação positiva não significa que já há jazida para exploração. Segundo Takehara, a região é conhecida pela presença de minerais associados a terras raras, tanto em complexos alcalino-carbonatíticos quanto em rochas graníticas. Serviço Geológico do Brasil avança com pesquisas sobre potencial para terras raras Divulgação/SGB Novas idas a campo estão previstas para ocorrer ainda neste ano e incluirá, entre outros municípios paulistas, Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra. O objetivo é ampliar o conhecimento geológico das áreas mais promissoras e subsidiar a elaboração de mapas de favorabilidade mineral em escala mais detalhada.

Palavras-chave: tecnologia

China e Rússia assinam 20 acordos em encontro de Putin e Xi

Publicado em: 20/05/2026 00:04

Putin e Xi se encontram em Pequim dias após visita de Trump à China O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, abriram uma rodada de negociações bilaterais nesta quarta-feira (20), em Pequim, reforçando a cooperação estratégica e comercial entre os dois países. No encontro, realizado no Grande Salão do Povo, os chefes de Estado fizeram gestos para demonstrar união diante do cenário geopolítico global e defenderam a estabilização do Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante a reunião, os dois líderes assinaram uma declaração conjunta para coordenação estratégica abrangente. Além do documento principal, delegações da China e da Rússia assinaram 20 acordos de cooperação bilateral em diversas áreas. Em conversa com a imprensa, os líderes afirmaram que os dois países manterão '"rigorosa comunicação estratégica". Além disso, os países devem fortalecer a cooperação energética e e acelerar a parceria em IA e inovação tecnológica. Putin também ressaltou que China e Rússia tem potencial em projetos de energia renovável. Durante a abertura das conversas, Putin chamou o líder chinês de "querido amigo" e classificou a parceria entre Moscou e Pequim como um dos principais fatores de estabilização e dissuasão no cenário internacional. Xi Jinping retribuiu os acenos destacando a "confiança política mútua" entre as nações e cobrou o fim das hostilidades na região do Golfo. "O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia, no fluxo suave das cadeias industriais e de suprimentos e na ordem do comércio internacional", declarou Xi, segundo a mídia estatal chinesa. A pauta principal do encontro de dois dias é a cooperação em segurança e energia. Com o mercado europeu restrito devido às sanções impostas pela guerra na Ucrânia, a China se consolidou como o maior parceiro comercial da Rússia e o principal comprador de seu petróleo e gás natural. Segundo dados preliminares, as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping posam para uma foto durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim. Sputnik/Maxim Stulov/Pool via REUTERS Oficialmente, Pequim mantém uma postura de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia. No entanto, o país tem ignorado os apelos do Ocidente para interromper o fornecimento de componentes de alta tecnologia que abastecem a indústria de defesa do Kremlin, além de expandir exercícios militares conjuntos. Analistas internacionais apontam que a agenda diplomática de Xi Jinping consolida a posição da China como superpotência mediadora. O encontro com Putin ocorre poucos dias após o presidente chinês ter recebido o presidente dos EUA, Donald Trump, também em Pequim. A avaliação de especialistas é de que a rápida sucessão de visitas serve aos interesses domésticos de ambos os líderes. Enquanto Putin projeta internamente que mantém o forte apoio econômico da China, Xi reforça seu prestígio político perante a cúpula do Partido Comunista Chinês ao ditar o ritmo das relações com as maiores potências do globo. Os laços entre os presidentes se aprofundaram desde a invasão iniciada pela Rússia contra a Ucrânia em 2022. Desde então, Putin visita Pequim todos os anos. Antes da viagem, Putin afirmou que as relações entre os dois países atingiram um nível “sem precedentes”. Xi declarou que a cooperação bilateral continua se aprofundando. Especialistas apontam que o presidente russo busca reafirmar a proximidade com Xi e avaliar se a aproximação recente entre chineses e norte-americanos pode afetar os interesses de Moscou. A visita do presidente russo não deve ter a mesma pompa que a de Trump, mas "a relação entre Xi e Putin não exige este tipo de gesto de apaziguamento", disse Patricia Kim, do centro de pesquisa Brookings Institution, à AFP. "É quase certo que Xi informe Putin sobre sua reunião com Trump", disse Kim. LEIA TAMBÉM Em derrota para Trump, Senado dos EUA avança projeto para obrigar retirada do país da guerra contra o Irã VÍDEO: Apresentador do Irã dispara tiro de fuzil ao vivo na TV durante 'treinamento' do Exército EUA veem risco de golpe de Estado 'financiado pelo crime' na Bolívia O que Rússia e China querem? Análise: O que une Xi Jinping e Vladimir Putin? Para a Rússia, a prioridade é garantir que a parceria com a China permaneça sólida em meio ao isolamento imposto por países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. A China se tornou o principal parceiro comercial da Rússia e uma das maiores compradoras do petróleo russo sob sanções internacionais. Analistas avaliam que Vladimir Putin busca assegurar que eventuais avanços nas relações entre China e Estados Unidos não ocorram às custas dos interesses russos. Já para Xi, o relacionamento com a Rússia é visto como estratégico, especialmente nas áreas de energia, comércio e equilíbrio geopolítico. A China mantém posição pública de neutralidade sobre a guerra na Ucrânia, defendendo negociações de paz, mas sem condenar a ofensiva russa. "Pode não ser do interesse da China ver a guerra na Ucrânia continuar", afirmou Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China (Merics) na Alemanha, à DW. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping inspecionam a guarda de honra durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim. Maxim Shemetov/Pool/Reuters "Mas seria um risco maior para Pequim ver um regime entrar em colapso." Especialistas apontam que Pequim tenta preservar o apoio à Rússia sem comprometer relações econômicas com o Ocidente, enquanto busca garantir acesso estável a energia e manter influência em um cenário internacional cada vez mais fragmentado. O presidente russo, Vladimir Putin, à direita, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo em Pequim na quarta-feira, Maxim Shemetov/Pool Photo via AP

Palavras-chave: tecnologia

ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato de wi-fi com Prefeitura de SP

Publicado em: 20/05/2026 00:03

A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro, que tem o deputado Mário Frias como roteirista e produtor-executivo. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a ONG Instituto Conhecer Brasil, que tem um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi gratuitos na periferia, apresentou ao menos R$ 16,5 milhões em notas irregulares à gestão Ricardo Nunes (MDB) para justificar despesas do contrato. Levantamento feito pelo g1 nas prestações de contas da ONG gerida pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama – mesma dona da Gou Up Entertainment, produtora que comanda o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – aponta o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura e até apresentação de recibos e notas sem nenhum valor fiscal para justificar gastos de até R$ 4,3 milhões numa única fatura. Ao g1, Karina disse desconhecer o cancelamento das notas (leia mais abaixo). Em 2024, por exemplo, contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP Faturas, porém. não têm valor fiscal nenhum, porque são despesas que não foram informadas nem inseridas no sistema de nota fiscal eletrônica da própria prefeitura paulistana para o recolhimento de impostos. Outro caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., também contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP A empresa de André Feldman também aparece como prestadora de serviços do gabinete do deputado federal Mário Frias (PL). Frias é produtor-executivo do filme “Dark Horse” (“Azarão”, em português), que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A produção é assinada pela Go Up Entertainment, empresa que tem Karina Gama como única proprietária. Outros três exemplos de notas fiscais canceladas usadas pela ONG na prestação de contas envolvem a empresa do Ceará JR Feijão Ltda., contratada sob a justificativa de aluguel de equipamentos. Ao todo, foram mais de R$ 406 mil em três notas apresentadas na comprovação de despesas de 2024. A maior delas, no valor de R$ 199,4 mil, foi emitida em 10 de abril de 2025. No entanto, segundo registros do Portal da Nota Fiscal Eletrônica do governo de São Paulo, o documento foi cancelado poucos dias depois, em 16 de abril. Mesmo assim, a nota foi incluída pela ONG na documentação apresentada para justificar despesas do contrato. Representantes da JR Feijão não foram localizados. O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Flávio Bolsonaro admite que foi à casa de Vorcaro logo após a primeira prisão do banqueiro Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar de todas as inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Até a presente data, apenas 3.200 pontos foram instalados na cidade (veja íntegra da nota abaixo). Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema que pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tenho controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Ela confirmou que prestou serviços para Mário Frias apenas no período eleitoral de 2022 e depois “seguiu a vida”. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. “O deputado Mário Frias não recebeu nenhum dinheiro das minhas empresas. O dinheiro das emendas que ele enviou são para projetos sociais no interior de São Paulo. A verba está sendo executada neste ano para pagamento de fornecedores, monitores e equipamentos como tatame, quimono, etc”, afirmou. O que diz a gestão Nunes Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia disse que “desconhece a metodologia e os resultados que levaram aos valores mencionados pela reportagem e rechaça as respectivas ilações”. "A execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades. Em 2024 foram identificadas inconsistências na prestação de contas do exercício, cujos valores — cerca de R$ 930 mil — foram integralmente devolvidos ao Município. Cabe ressaltar que o valor unitário pago ao ICB não engloba apenas o link de internet, mas toda a infraestrutura necessária, incluindo hardware, obras civis e elétricas, mapeamento, projetos executivos, entre outras. Já a manutenção de “ressalvas” é um procedimento comum em auditorias públicas, demonstrando, inclusive, controle e fiscalização sobre as prestações de contas. Além disso, o Instituto em questão possui experiência em inserção territorial, articulação comunitária e viabilização do acesso em locais de extrema complexidade — fatores previstos no chamamento público e fundamentais para a execução do serviço. A parceria foi estabelecida por chamamento público transparente, aberto pelo período de 30 dias e que cumpriu todas as exigências legais do edital." A gestão Ricardo Nunes também afirmou que “a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não recebeu recursos municipais e qualquer relação entre a contratação do Instituto Conhecer Brasil e a produção cinematográfica é descabida”. “O contrato do ICB foi fechado em junho de 2024, pelo menos um ano antes do início da produção do filme. Já a SPCine foi procurada para autorização das filmagens apenas em outubro de 2025, ou seja, um ano e quatro meses após o contrato com o ICB ser firmado – seguindo exatamente o mesmo trâmite usado em todas as solicitações recebidas pelo Município para essa finalidade”, declarou. “A administração municipal repudia qualquer tentativa da imprensa de descredibilizar um serviço de extrema importância para a população por meio de relações que não existem nem nunca existiram. O Programa Wifi Livre está em pleno funcionamento com 3.200 pontos instalados, que registram cerca de 760 milhões de acessos”, declarou a administração municipal.

Palavras-chave: tecnologia

'É uma completa traição': Amazon encerra suporte a Kindles antigos e revolta usuários fiéis

Publicado em: 20/05/2026 00:01

Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool Para Claudia Buonocore, é difícil aceitar a ideia de se desfazer de seu Amazon Kindle Touch, comprado há 15 anos. "Nunca tive vontade de trocar de dispositivo", disse a moradora da região de Pittsburgh, de 39 anos. "Ele faz parte de mim, é um salva-vidas. Eu durmo com ele quase todas as noites." 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Claudia está entre os usuários afetados pela decisão da Amazon de encerrar o suporte aos leitores eletrônicos lançados em 2012 ou antes. A partir desta quinta-feira (20), esses aparelhos deixarão de baixar novos livros e receber atualizações de software. "É uma traição completa aos usuários", afirmou. A empresa continuará oferecendo suporte aos modelos mais recentes e passou a dar desconto de 20% na compra de novos aparelhos, vendidos entre US$ 110 e US$ 680, além de US$ 20 em créditos para e-books. Mesmo assim, muitos consumidores relutam em substituir dispositivos usados há mais de uma década. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Botões físicos e maior durabilidade Brian Oelberg, de 64 anos, disse que começou a carregar seu Kindle Keyboard, lançado por volta de 2010, com centenas de livros digitais depois que soube da mudança. Ele pretende desligar o Wi-Fi do aparelho para evitar atualizações que possam comprometer os arquivos armazenados. Morador de Chicago, ele conta que testou modelos mais novos em uma loja da Best Buy, mas não se convenceu a trocar de aparelho. Segundo ele, os novos leitores não têm botões físicos para virar páginas, recurso que considera mais prático, principalmente para ler ao ar livre em dias frios sem precisar tirar as luvas. Usuários de modelos antigos afirmam que esses dispositivos se destacam pela durabilidade e pelos botões físicos. Segundo eles, versões mais recentes, como o Amazon Kindle Paperwhite, consomem mais bateria por causa da tela iluminada. Kindle Giphy Por que a Amazon está encerrando o suporte? A substituição gradual de aparelhos antigos é comum entre empresas de tecnologia, que costumam citar custos e questões de segurança para encerrar o suporte a produtos antigos. Não foi possível determinar quantos dispositivos serão afetados pela decisão. A Amazon afirmou que manteve suporte a esses aparelhos por 14 anos ou mais e que não poderia fazer isso indefinidamente. "A tecnologia evoluiu muito nesse período", disse um porta-voz da empresa. Embora não tenha sido a primeira empresa a lançar leitores digitais, a Amazon popularizou o segmento com o primeiro Kindle, lançado em 2007. Atualmente, a companhia detém 72% do mercado de leitores eletrônicos, segundo a consultoria Business Research Insights. Prolongar a vida útil dos aparelhos Nas redes sociais, especialistas e entusiastas compartilham alternativas para prolongar a vida útil desses aparelhos. Entre elas estão o "jailbreaking", que remove restrições do sistema e permite instalar outros programas, e o "sideload", que consiste em transferir livros do computador para o dispositivo por cabo USB. Cathy Ryan, de 59 anos, conserta Kindles antigos para revenda no eBay como hobby e acredita que a decisão da Amazon vai prejudicar a atividade. Moradora de Vermont, ela tem cinco aparelhos e ainda usa um modelo de segunda geração comprado em 2009. "Suponho que nada dure para sempre, mas estou muito irritada", afirmou. Já Cathy DeMail, de 69 anos, moradora de The Villages, acredita que a medida tem objetivo comercial e está correndo para carregar o dispositivo com novos livros antes do prazo final. "É uma pena que eu esteja sendo obrigada a fazer isso", afirmou. "Eu odeio isso. O que me incomoda é o princípio da coisa."

Palavras-chave: tecnologia

El Niño forte: centro que monitora desastres no Brasil avalia riscos e incertezas

Publicado em: 20/05/2026 00:01

Mapa mostra as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico em abril de 2026. Áreas em azul indicam águas mais frias que a média, padrão associado à La Niña NOAA Uma nota técnica elaborada por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que modelos climáticos internacionais já indicam a possibilidade de desenvolvimento de um El Niño forte ou muito forte entre 2026 e 2027, com potencial para aumentar riscos de eventos extremos no Brasil. O documento foi enviado à Casa Civil e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas não trata o cenário como uma previsão fechada. ⚠️ Ao longo do texto, os pesquisadores destacam repetidamente que ainda há elevada incerteza nas projeções feitas para períodos mais longos. Na nota, o Cemaden afirma que modelos climáticos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), da agência americana NOAA e do serviço meteorológico da Austrália convergem para um cenário de aquecimento das águas do Pacífico tropical (entenda mais ABAIXO). Segundo o texto, algumas simulações sugerem um evento que “poderá se tornar o El Niño mais forte da história moderna”, mas os próprios autores ressaltam que essas previsões “ainda têm baixa confiabilidade no longo prazo”. “As projeções feitas com meses de antecedência não têm capacidade de indicar eventos isolados, especialmente extremos, como uma tempestade específica em determinado município ou dia", diz ao g1 Pedro Ivo Camarinha, doutor em Mudanças Climáticas e Desastres, diretor substituto do Cemaden e um dos pesquisadores que assinam a nota técnica. "O que elas mostram são tendências mais amplas: regiões onde há maior probabilidade de chover acima ou abaixo da média, ou de registrar temperaturas mais altas ou mais baixas que o normal". O documento explica, por exemplo, que um “Super El Niño” é caracterizado por anomalias acima de 2°C na região Niño 3.4 do Oceano Pacífico. A nota diz ainda que projeções recentes do ECMWF chegaram a indicar valores próximos de 3°C, acima do limiar usado para classificar eventos muito fortes. Contudo, os pesquisadores alertam para exageros em parte das interpretações divulgadas recentemente sobre o tema. O documento chega a afirmar que algumas notícias que projetam secas severas ou chuvas catastróficas no país “não são sustentadas por dados científicos confiáveis” neste momento e podem gerar ruído na comunicação pública. 🌊 ENTENDA: O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial. No começo do mês, o centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, vinculado à agência oceânica e atmosférica norte-americana (NOAA), elevou para 82% a probabilidade de o El Niño se formar no trimestre maio-julho de 2026. A nova projeção representa um aumento em relação à discussão divulgada em abril, quando a probabilidade de formação no mesmo trimestre era de 61%. Com isso, a chance de o fenômeno persistir até o trimestre dezembro-fevereiro, no início de 2027, também foi estimada em 96%. No último mês, segundo o boletim, o Pacífico equatorial seguiu em condição de neutralidade, com temperaturas da superfície do mar próximas da média na porção centro-leste da bacia. O índice Niño-3.4, principal referência usada para monitorar o fenômeno, ficou em +0,4°C na semana mais recente. Os índices das regiões Niño-4, mais a oeste, e Niño-1+2, mais a leste, ficaram em +0,5°C e +1,0°C. Imagem de drone mostra avião em meio a alagamento no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no dia 7 de maio de 2024; episódio ocorreu durante período de El Niño, que pode aumentar a frequência de chuvas intensas no Sul do Brasil. Wesley Santos/Reuters 'Barreira de previsibilidade' Na mesma nota técnica, os pesquisadores do Cemaden fazem uma ressalva importante: previsões iniciadas em maio têm perda rápida de confiabilidade devido à chamada “barreira de previsibilidade" do sistema oceano-atmosfera. Isso acontece porque, historicamente, o período entre março e maio é marcado por uma transição natural no Oceano Pacífico que dificulta a identificação dos sinais de aquecimento ou resfriamento ligados ao El Niño e à La Niña. Embora a confiança na formação do El Niño tenha aumentado em relação ao mês anterior, por exemplo, a própria NOAA afirma que há incerteza substancial sobre a intensidade do pico do fenômeno. ➡️ Nenhuma das categorias avaliadas pelo centro (fraco, moderado, forte ou muito forte) ultrapassa 37% de probabilidade nas projeções atuais, o que significa que nenhum cenário de intensidade pode ser tratado como mais provável do que os demais. Segundo o último boletim da agência, os El Niños mais intensos do registro histórico têm em comum um acoplamento significativo entre oceano e atmosfera ao longo dos meses de verão no Hemisfério Norte, ou seja, uma resposta atmosférica consistente ao aquecimento do Pacífico. Esse acoplamento ainda não foi observado em 2026, e a NOAA não tem como afirmar ainda se ocorrerá nos próximos meses. As projeções tendem a ganhar mais precisão a partir de junho. O que a nota aponta para o Brasil Segundo a análise do Cemaden, caso o cenário atual se confirme, o Brasil pode enfrentar impactos semelhantes aos observados durante o El Niño de 2023/2024. No Norte e no Nordeste, a tendência indicada é de redução das chuvas, aumento das temperaturas e agravamento das condições de seca. Já no Sul, os pesquisadores identificam maior propensão a episódios de chuva intensa e persistente, principalmente entre a primavera e o verão. A nota afirma que o Rio Grande do Sul aparece como o estado com “sinal mais robusto” de aumento de risco hidrológico. O texto cita possibilidade maior de enchentes, inundações, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas da Serra Gaúcha, do Planalto Meridional e da região de Porto Alegre. Santa Catarina e Paraná também aparecem com aumento potencial de eventos extremos de chuva, embora com maior variabilidade regional. Projeção da agência dos EUA mostra que a chance de El Niño cresce ao longo de 2026; intensidade segue indefinida. NOAA O documento também relaciona um eventual El Niño intenso ao aumento das ondas de calor em um contexto de aquecimento global. Segundo os pesquisadores, os anos de 2023, 2024 e 2025 já registraram recordes recentes de calor e aumento da frequência de ondas de calor no país. A nota aponta ainda que uma combinação entre seca e temperaturas elevadas pode ampliar o risco de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal. Nas conclusões, contudo, os pesquisadores reforçam que a análise “não é uma previsão determinística” e deve ser usada para orientar monitoramento, preparação e planejamento antecipado diante de um cenário ainda incerto. Cada El Niño monta um novo quebra-cabeça sobre o Brasil. Nenhum evento repete exatamente o anterior, mas alguns padrões aparecem com frequência quando olhamos para o passado: por exemplo, áreas mais propensas a excesso de chuva, regiões mais sujeitas à seca e setores mais sensíveis a ondas de calor ou impactos hidrológicos. Essas peças não explicam o quadro inteiro, mas ajudam a orientar o monitoramento, a preparação e a tomada de decisão preventiva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto O El Niño é um aquecimento das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. Pela 1ª vez, mundo registra um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em abril de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA 🌧️ Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. El Niño e La Niña Arte g1/Luisa Rivas LEIA TAMBÉM: Entenda como explosões transformaram 'dia em noite' no Irã e colocaram cidade sob alerta de chuva ácida Calor extremo pode colocar atletas em risco em grandes eventos esportivos, alerta estudo Lado oculto da jaqueira: árvore invasora empobrece chão da Mata Atlântica e afeta sapos Guia de compras: 40 opções para se refrescar no calorão

Palavras-chave: tecnologia

Ranking mostra cidades do Brasil com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026; veja a lista

Publicado em: 19/05/2026 23:59

Vista aérea de Gavião Peixoto (SP) Divulgação/Prefeitura Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026. O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pelo terceiro ano seguido, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking. A cidade, que tem cerca de 4,8 mil habitantes, marcou 73,10 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Em último lugar aparece Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos. 🔢 O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Municípios com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026 Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais altos no IPS Brasil 2026, com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE)*. Gavião Peixoto (SP) — 73,10 Jundiaí (SP) — 71,80 Osvaldo Cruz (SP) — 71,76 Pompéia (SP) — 71,76 Curitiba (PR) — 71,29 Nova Lima (MG) — 71,22 Gabriel Monteiro (SP) — 71,16 Cornélio Procópio (PR) — 71,16 Luzerna (SC) — 71,10 Itupeva (SP) — 71,08 Rafard (SP) — 71,08 Presidente Lucena (RS) — 71,05 Adamantina (SP) — 70,97 Maringá (PR) — 70,87 Alto Alegre (RS) — 70,86 Ribeirão Preto (SP) — 70,80 Brasília (DF) — 70,73 Barra Bonita (SP) — 70,71 Araraquara (SP) — 70,70 Águas de São Pedro (SP) — 70,66 *O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice. Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS quer saber se essa riqueza chega à vida das pessoas. "O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma ao g1 Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. "A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito". Municípios com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026 Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais baixos no IPS Brasil 2026, com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE)*. Uiramutã (RR) — 42,44 Jacareacanga (PA) — 44,32 Alto Alegre (RR) — 44,72 Portel (PA) — 45,42 Amajari (RR) — 45,58 Pacajá (PA) — 45,87 Anapu (PA) — 45,91 Japorã (MS) — 46,23 Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70 Uruará (PA) — 46,80 Trairão (PA) — 46,82 Bannach (PA) — 47,23 São Félix do Xingu (PA) — 47,38 Recursolândia (TO) — 47,39 Cumaru do Norte (PA) — 47,43 Peritoró (MA) — 47,53 Oeiras do Pará (PA) — 47,57 Ladainha (MG) — 47,58 Anajás (PA) — 47,62 Paranã (TO) — 47,63 *O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice. A nota média do Brasil ficou em 63,40 — uma melhora pequena em relação a 2025 (63,05) e 2024 (62,85). "O progresso foi tímido. A maioria dos municípios subiu no máximo um ou dois pontos de um ano para o outro", diz Melissa. Vídeos em alta no g1 Curitiba lidera entre as capitais Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país. Curitiba lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido. Segundo Wilm, para alcançar uma pontuação alta no IPS, um município precisa apresentar bom desempenho de forma sistemática, consistente e equilibrada entre todas as áreas avaliadas pelo índice. "Curitiba é uma das capitais que tem um desempenho elevado em praticamente todas essas áreas, em especial no componente de qualidade do meio ambiente, com indicadores que olham para áreas verdes urbanas, emissões de CO2 e desmatamento", diz a coordenadora. Vista de drone da região central de Curitiba, capital do Paraná Roberto Dziura Jr/AEN Mesmo as capitais com melhor desempenho no índice ainda enfrentam desafios importantes. Segundo Melissa, nenhum município brasileiro está livre de fragilidades ou áreas que exigem atenção. Em Curitiba, por exemplo, um dos pontos de alerta está na inclusão social, especialmente em indicadores ligados à população em situação de rua. "Curitiba é um município que tem uma fragilidade dentro do tema de inclusão social, em indicadores como famílias em situação de rua, que precisam de atenção dentro dessa capital", afirma. Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026 Curitiba (PR) — 71,29 Brasília (DF) — 70,73 São Paulo (SP) — 70,64 Campo Grande (MS) — 69,77 Belo Horizonte (MG) — 69,66 Goiânia (GO) — 69,47 Palmas (TO) — 68,91 Florianópolis (SC) — 68,73 João Pessoa (PB) — 67,73 Cuiabá (MT) — 67,22 Rio de Janeiro (RJ) — 67,00 Porto Alegre (RS) — 66,94 Natal (RN) — 66,82 Aracaju (SE) — 66,35 Vitória (ES) — 66,02 Teresina (PI) — 66,02 São Luís (MA) — 65,64 Fortaleza (CE) — 65,15 Boa Vista (RR) — 64,49 Manaus (AM) — 63,91 Belém (PA) — 63,90 Rio Branco (AC) — 63,44 Recife (PE) — 63,22 Salvador (BA) — 62,18 Maceió (AL) — 61,96 Macapá (AP) — 59,65 Porto Velho (RO) — 58,59 Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026 Arte/g1 Norte tem os piores indicadores ambientais A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil. O dado chama atenção porque aparece até mesmo no componente de Qualidade do Meio Ambiente, contrariando a percepção de que a região estaria automaticamente associada à conservação ambiental. Segundo Wilm, esse padrão vem se repetindo de forma consistente nas três edições já divulgadas. Os indicadores ambientais considerados pelo IPS incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação. No ranking estadual, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta aparecem Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03). A diferença de quase 15 pontos entre o primeiro e o último colocado, segundo Wilm, evidencia a desigualdade entre os estados brasileiros. Assim, se o Brasil fosse comparado às próprias unidades da federação, ocuparia apenas a décima posição. Pontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026 Distrito Federal — 70,73 São Paulo — 67,96 Santa Catarina — 65,58 Paraná — 65,21 Minas Gerais — 64,66 Goiás — 64,52 Mato Grosso do Sul — 64,14 Espírito Santo — 63,61 Rio de Janeiro — 63,47 Rio Grande do Sul — 63,39 Paraíba — 62,39 Sergipe — 62,10 Rio Grande do Norte — 61,83 Mato Grosso — 61,38 Ceará — 61,22 Pernambuco — 60,58 Tocantins — 60,50 Piauí — 60,48 Roraima — 59,65 Amazonas — 59,34 Alagoas — 58,97 Bahia — 58,72 Rondônia — 58,60 Amapá — 58,10 Acre — 58,03 Maranhão — 57,59 Pará — 55,80 Entre os 12 componentes avaliados pelo índice, o que mais avançou de 2025 para 2026 foi o de Acesso à Informação e Comunicação, impulsionado pelo aumento do acesso da população a tecnologias e meios de comunicação. Já Inclusão Social apresentou queda na série histórica. O componente mede indicadores ligados, por exemplo, à representação de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais, violência contra minorias e famílias em situação de rua. Moradia segue como a área de melhor desempenho do país, com nota média de 87,95. Já Direitos Individuais aparece como o componente mais crítico, com média de 39,14. Entenda o que é o IPS Brasil O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida. O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative. 📊 Os indicadores são divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos. Fundamentos do Bem-Estar Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação. Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa. Sede da cidade de Uiramutã, cidade proporcionalmente mais indígena do Brasil, onde nenhuma rua é asfaltada Josivan Antelo/Rede Amazônica Oportunidades Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua. O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica. LEIA TAMBÉM: O risco de um super El Niño aumentou? EUA mudam regras para químicos perigosos na água e afrouxam normas ambientais América Latina e Caribe nunca esquentaram tão rápido quanto agora, diz relatório da OMM Parques urbanos podem melhorar a qualidade de vida e ajudar a enfrentar as mudanças climáticas

Palavras-chave: tecnologia

Ribeirão Preto tem qualidade de vida superior à de 26 capitais brasileiras, aponta IPS 2026

Publicado em: 19/05/2026 23:59

Ribeirão Preto (SP) é a cidade brasileira com mais de 500 mil habitantes, fora das capitais, que tem a melhor qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado esta semana. De acordo com o estudo, o município de mais de 730 mil habitantes do interior de São Paulo, conhecido como capital do agronegócio, além de já ter sido cenário de novela nos anos 1990 (leia mais abaixo), é o 17º no ranking nacional com 70,9 pontos em uma avaliação de uma escala que vai de 0 a 100. Além de maior do que os obtidos em 2024 e 2025, o resultado supera a média estadual e a nota de 26 capitais brasileiras, além do índice de grandes cidades como Campinas (SP), Joinville (SC) e São Bernardo do Campo (SP). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Na região também se destacaram as cidades de Cândido Rodrigues (SP) e Buritizal (SP), entre as melhores localidades com até 5 mil habitantes, respectivamente com 70,37 e 69,97. Vista aérea de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Sertãozinho (SP) ficou com 68,53 pontos, na posição de 127 do ranking nacional, enquanto Franca (SP) ficou com 68,2 pontos e Barretos (SP) com 67,13. No topo da lista nacional ficou Gavião Peixoto (SP), pelo terceiro ano consecutivo, seguida por Jundiaí (SP) e Osvaldo Cruz (SP). As piores avaliações ficaram com Uiramutã (RR), Jacareacanga (PA) e Alto Alegre (RR). 🔎O IPS consiste em uma avaliação dividida em três eixos básicos (atendimento a necessidades humanas básicas, fundamentos de bem-estar e oportunidades) que contemplam 57 indicadores sociais e ambientais e levam em consideração exclusivamente dados públicos divulgados entre 2021 e 2025. 🔎Segundo os organizadores, a principal diferença com relação a indicadores como PIB e IDH é o fato de que as métricas se baseiam nos resultados da vida da população e não nos investimentos feitos pelos municípios. 🔎Segundo os responsáveis, o estudo permite verificar desigualdades na qualidade de vida de cidades com orçamentos parecidos e comparar o resultado das políticas públicas. Vacina contra a dengue em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM 'Califórnia Paulista', 'Califórnia Brasileira': nos anos 80, Ribeirão Preto foi comparada a estado americano Concentração de renda e emprego na 'Califórnia Brasileira' desafia Região Metropolitana de Ribeirão Preto O Rei do Gado: que cenários de Ribeirão Preto foram usados nas gravações da novela há 27 anos Capital do chope? Tradição cervejeira em Ribeirão Preto, SP, é transformada com mercado de bebidas artesanais Ribeirão Preto: bom atendimento a necessidades básicas Entre os eixos de avaliação de progresso social, Ribeirão Preto teve a sua melhor nota em atendimento a necessidades básicas, com 81,93 pontos. Nesse quesito entram questões como nutrição e cuidados médicos básicos como vacinação e mortalidade infantil, abastecimento de água e saneamento, moradia e segurança. A média ainda foi composta por fundamentos de bem-estar com 75,92, que avaliam por exemplo o acesso a educação básica, comunicação e conexão 5G e até índices de obesidade. Além disso, a cidade recebeu nota de 54,54 para o quesito oportunidades, que coloca em análise desde acesso à Justiça a opções de lazer e cultura, praças e parques, tamanho da população em situação de rua, violência contra minorias e acesso ao ensino superior. Vista aérea do Centro de Ribeirão Preto, SP, com o Theatro Pedro II Reprodução/EPTV Ribeirão Preto: de 'Califórnia brasileira' a capital do agronegócio Perto de completar 170 anos, Ribeirão Preto é conhecida como uma das cidades mais ricas do estado de São Paulo e está no centro de uma região metropolitana com 34 cidades que, segundo o IBGE, supera o de dez estados brasileiros. Sempre marcada por uma forte atividade econômica, no início do século 19 a cidade foi uma grande produtora de café. No século passado, ganhou o apelido de "capital do chope", pela instalação de grandes cervejarias e por uma choperia que ficou famosa em todo o país no auge dessa produção. Hoje, essa tradição se traduz em um diversificado polo de cervejas artesanais. O município é a principal referência para grande parte do nordeste paulista por concentrar serviços médicos especializados, universidades e centros de pesquisa, startups, grandes festivais de música e uma forte atividade comercial e imobiliária. Além disso, faz parte de um dos maiores polos produtores de cana-de-açúcar e de etanol do país e sedia há três décadas o maior evento de tecnologia agrícola do Brasil, a Agrishow. Nos anos 1980, o município, também conhecido como "capital do agronegócio", ganhou o apelido de "´Califórnia Brasileira" ou "Califórnia Paulista" e, nos anos 1990, foi cenário da novela "O Rei do Gado", da TV Globo, com Antônio Fagundes como Bruno Mezenga. Atualmente, Ribeirão Preto também acumula um dos dez maiores orçamentos municipais do estado de São Paulo, com uma previsão de R$ 5,4 bilhões em arrecadação para 2026. O Rei do Gado, capítulo de terça, 22 de novembro Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia