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Maioria dos avatares políticos criados por IA nas redes não informa uso da tecnologia, diz estudo

Publicado em: 20/05/2026 03:00

Dona Maria, personagem criada por inteligência artificial Reprodução Um levantamento do Observatório das Eleições concluiu que 61% dos perfis criados artificialmente para comentar política nas redes sociais não possui qualquer indicação que sejam produzidos por inteligência artificial. A pesquisa identificou, entre janeiro de 2025 e abril de 2026, 18 casos de avatares feitos com IA. Os personagens aparecem nas redes sociais como supostos eleitores, influenciadores, apresentadores, comentaristas e lideranças populares. O levantamento foi realizado pelas organizações Data Privacy Brasil e Aláfia Lab. Entre as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o uso de inteligência artificial nestas eleições, está a exigência de que materiais criados ou manipulados com IA tragam aviso explícito, em local de destaque e de fácil visualização, informando que o conteúdo foi produzido ou alterado artificialmente, além da tecnologia utilizada no processo. Segundo a pesquisa, em muitos casos, a origem artificial só foi percebida após análise de detalhes técnicos, como falhas de resolução, diferenças de proporção e elementos robotizados nos áudios e imagens. Vídeos em alta no g1 Um dos casos citados pelo Observatório é o da influenciadora “Dona Maria”, personagem criada artificialmente para criticar o governo federal que ganhou grande repercussão entre 2025 e 2026. Outro personagem, o "Seu Zé da Feira", ficou popular por criticar políticos de direita. Nos sete casos em que havia algum tipo de sinalização, os avisos apareciam de forma fragmentada: em três situações, por marcadores automáticos das plataformas; em duas, por marcas d’água das ferramentas usadas; e em outras duas, por hashtags inseridas nas publicações. O estudo também concluiu que os avatares funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos 18 casos mapeados — 78% do total — os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas. As publicações circularam principalmente no TikTok e no Instagram, com seis casos em cada plataforma. O YouTube aparece em seguida, com três registros. Também houve ocorrências no X, no Kwai e no Facebook. Entre os alvos dos conteúdos estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso. 'Efeito Dona Maria' Segundo o levantamento, o perfil “Dona Maria” publicou mais de 400 vídeos desde sua criação. A personagem — retratada como uma senhora negra e idosa — faz ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a setores da esquerda. O conteúdo motivou uma ação no TSE apresentada por PT, PV e PCdoB, que pedem a suspensão dos perfis ligados à personagem. Os pesquisadores afirmam que os casos revelam um novo desafio para o ambiente informacional: personagens inteiros, aparentemente humanos, produzidos artificialmente para influenciar debates políticos e simular opiniões espontâneas nas redes sociais. Perfis de esquerda que apoiam o presidente Lula passaram a publicar uma versão própria da “Dona Maria”. Na adaptação feita por páginas governistas, a personagem mantém as mesmas características físicas, mas adota um discurso favorável ao presidente. Em vídeo publicado em 23 de abril por perfis como Lula Pela Verdade, Comitê Popular Oficial, Brasil Fora da Caverna, Esquerda Brasil 4.0 e Jovem Esquerda Br, a idosa critica a escala 6x1 e a família Bolsonaro. O personagem "Seu Zé da Feira" viralizou entre usuários das redes sociais que se identificam com a esquerda Reprodução Outro pesonagem que fez sucesso nas redes foi o "Seu Zé da Feira". O avatar com características de um homem idoso, negro, ambientado em uma feira de rua, que critica políticos de direita e defende o atual governo. “Não vote em políticos da direita e do centrão. PL, PP, Republicanos e União. Não tão nem aí pro povo, são sindicato de patrão”, diz em um dos vídeos. Os posts são acompanhados por marca d’água da ferramenta de geração de imagens Veo 3 e sinalizados como sintéticos pela plataforma.

Copa do Mundo em 4K: veja TVs de 55 polegadas por até R$ 3.000

Publicado em: 20/05/2026 03:00

Copa do Mundo em 4K: veja TVs de 55 polegadas por até R$ 3.000 Magnific Tela grande, resolução 4K, apps de streaming e conectividade: esse é o kit básico da TV ideal para acompanhar a Copa do Mundo em casa. Se você está buscando uma nova smart TV para melhorar ainda mais a experiência, o Guia de Compras reuniu aparelhos com telas de 55" custando entre R$ 2.500 a R$ 3.000 em maio, nas principais varejistas do mercado. 📺 Quer comprar melhor? Receba testes e dicas do Guia de Compras no seu e-mail. TV gigante para Copa do Mundo pode custar até quase R$ 140 mil; conheça modelos mais avançados A seleção inclui modelos com tecnologias LED, QLED e DLED (entenda o que esses termos querem dizer). Veja abaixo. Aiwa AWS-TV-55-BL-01-A AOC 55U7045/78G 55" Hisense QLED 55Q6QV 55" LG UHD AI 4K UA75 55" Multi 55UF8G 55" Philips 55PUG7300/78 55" Samsung Crystal UHD 4K U8100F Semp 55S62 55" TCL P7K 55" Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Assine a newsletter do Guia de Compras do g1

Palavras-chave: tecnologia

Governo identifica potencial para terras raras em São Paulo, Paraná e Santa Catarina

Publicado em: 20/05/2026 03:00

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou concentrações relevantes de elementos terras raras na região do "Cinturão Ribeira", faixa geológica que se estende entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Os resultados fazem parte da etapa inicial de um projeto de pesquisa que seguirá ao longo deste ano e de 2027, com idas a campo e aprofundamento das análises. 🔎Conhecidas como “terras raras”, essas substâncias formam um grupo de 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Eles são utilizados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Apesar de relativamente abundantes na natureza, costumam estar associados a outros minerais, o que torna sua extração complexa e de alto valor econômico. O que são as tão disputadas terras raras Segundo o SGB, algumas amostras registraram teores superiores a 8 mil partes por milhão (ppm) de TREE (somatória de todos os elementos terras raras). Esse patamar é considerado elevado para esse tipo de ocorrência geológica e indica um enriquecimento mineral expressivo. 🔎Na prática, o teor em ppm significa que, para cada um milhão de partes da amostra, 8 mil são de elementos terras raras. O trabalho incluiu atividades de campo, com coleta de amostras de solo e rocha, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos. As atividades de campo aconteceram em Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; além de Joinville e Garuva, em Santa Catarina. Mapa com cidades que fizeram parte do levantamento que identificou potencial de terras raras Arte/g1 As áreas foram selecionadas a partir do "Mapa de potencial de elementos terras raras (ETR)", elaborado pela instituição. A coordenadora do Projeto Terras Raras do SGB, Lucy Takehara, explica que a próxima etapa será concentrada nas áreas que apresentaram os resultados mais expressivos. “Essa primeira fase de amostragem foi um estudo regional. Agora, nas áreas em que identificamos teores mais elevados, faremos um detalhamento com amostragens mais sistemáticas para identificação ou confirmação também desses teores anômalos”, explica a pesquisadora. A coordenadora destaca ainda que a identificação positiva não significa que já há jazida para exploração. Segundo Takehara, a região é conhecida pela presença de minerais associados a terras raras, tanto em complexos alcalino-carbonatíticos quanto em rochas graníticas. Serviço Geológico do Brasil avança com pesquisas sobre potencial para terras raras Divulgação/SGB Novas idas a campo estão previstas para ocorrer ainda neste ano e incluirá, entre outros municípios paulistas, Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra. O objetivo é ampliar o conhecimento geológico das áreas mais promissoras e subsidiar a elaboração de mapas de favorabilidade mineral em escala mais detalhada.

Palavras-chave: tecnologia

China e Rússia assinam 20 acordos em encontro de Putin e Xi

Publicado em: 20/05/2026 00:04

Putin e Xi se encontram em Pequim dias após visita de Trump à China O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, abriram uma rodada de negociações bilaterais nesta quarta-feira (20), em Pequim, reforçando a cooperação estratégica e comercial entre os dois países. No encontro, realizado no Grande Salão do Povo, os chefes de Estado fizeram gestos para demonstrar união diante do cenário geopolítico global e defenderam a estabilização do Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante a reunião, os dois líderes assinaram uma declaração conjunta para coordenação estratégica abrangente. Além do documento principal, delegações da China e da Rússia assinaram 20 acordos de cooperação bilateral em diversas áreas. Em conversa com a imprensa, os líderes afirmaram que os dois países manterão '"rigorosa comunicação estratégica". Além disso, os países devem fortalecer a cooperação energética e e acelerar a parceria em IA e inovação tecnológica. Putin também ressaltou que China e Rússia tem potencial em projetos de energia renovável. Durante a abertura das conversas, Putin chamou o líder chinês de "querido amigo" e classificou a parceria entre Moscou e Pequim como um dos principais fatores de estabilização e dissuasão no cenário internacional. Xi Jinping retribuiu os acenos destacando a "confiança política mútua" entre as nações e cobrou o fim das hostilidades na região do Golfo. "O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia, no fluxo suave das cadeias industriais e de suprimentos e na ordem do comércio internacional", declarou Xi, segundo a mídia estatal chinesa. A pauta principal do encontro de dois dias é a cooperação em segurança e energia. Com o mercado europeu restrito devido às sanções impostas pela guerra na Ucrânia, a China se consolidou como o maior parceiro comercial da Rússia e o principal comprador de seu petróleo e gás natural. Segundo dados preliminares, as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping posam para uma foto durante uma reunião no Grande Salão do Povo, em Pequim. Sputnik/Maxim Stulov/Pool via REUTERS Oficialmente, Pequim mantém uma postura de neutralidade em relação à guerra na Ucrânia. No entanto, o país tem ignorado os apelos do Ocidente para interromper o fornecimento de componentes de alta tecnologia que abastecem a indústria de defesa do Kremlin, além de expandir exercícios militares conjuntos. Analistas internacionais apontam que a agenda diplomática de Xi Jinping consolida a posição da China como superpotência mediadora. O encontro com Putin ocorre poucos dias após o presidente chinês ter recebido o presidente dos EUA, Donald Trump, também em Pequim. A avaliação de especialistas é de que a rápida sucessão de visitas serve aos interesses domésticos de ambos os líderes. Enquanto Putin projeta internamente que mantém o forte apoio econômico da China, Xi reforça seu prestígio político perante a cúpula do Partido Comunista Chinês ao ditar o ritmo das relações com as maiores potências do globo. Os laços entre os presidentes se aprofundaram desde a invasão iniciada pela Rússia contra a Ucrânia em 2022. Desde então, Putin visita Pequim todos os anos. Antes da viagem, Putin afirmou que as relações entre os dois países atingiram um nível “sem precedentes”. Xi declarou que a cooperação bilateral continua se aprofundando. Especialistas apontam que o presidente russo busca reafirmar a proximidade com Xi e avaliar se a aproximação recente entre chineses e norte-americanos pode afetar os interesses de Moscou. A visita do presidente russo não deve ter a mesma pompa que a de Trump, mas "a relação entre Xi e Putin não exige este tipo de gesto de apaziguamento", disse Patricia Kim, do centro de pesquisa Brookings Institution, à AFP. "É quase certo que Xi informe Putin sobre sua reunião com Trump", disse Kim. LEIA TAMBÉM Em derrota para Trump, Senado dos EUA avança projeto para obrigar retirada do país da guerra contra o Irã VÍDEO: Apresentador do Irã dispara tiro de fuzil ao vivo na TV durante 'treinamento' do Exército EUA veem risco de golpe de Estado 'financiado pelo crime' na Bolívia O que Rússia e China querem? Análise: O que une Xi Jinping e Vladimir Putin? Para a Rússia, a prioridade é garantir que a parceria com a China permaneça sólida em meio ao isolamento imposto por países ocidentais desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. A China se tornou o principal parceiro comercial da Rússia e uma das maiores compradoras do petróleo russo sob sanções internacionais. Analistas avaliam que Vladimir Putin busca assegurar que eventuais avanços nas relações entre China e Estados Unidos não ocorram às custas dos interesses russos. Já para Xi, o relacionamento com a Rússia é visto como estratégico, especialmente nas áreas de energia, comércio e equilíbrio geopolítico. A China mantém posição pública de neutralidade sobre a guerra na Ucrânia, defendendo negociações de paz, mas sem condenar a ofensiva russa. "Pode não ser do interesse da China ver a guerra na Ucrânia continuar", afirmou Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China (Merics) na Alemanha, à DW. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping inspecionam a guarda de honra durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim. Maxim Shemetov/Pool/Reuters "Mas seria um risco maior para Pequim ver um regime entrar em colapso." Especialistas apontam que Pequim tenta preservar o apoio à Rússia sem comprometer relações econômicas com o Ocidente, enquanto busca garantir acesso estável a energia e manter influência em um cenário internacional cada vez mais fragmentado. O presidente russo, Vladimir Putin, à direita, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo em Pequim na quarta-feira, Maxim Shemetov/Pool Photo via AP

Palavras-chave: tecnologia

ONG ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato de wi-fi com Prefeitura de SP

Publicado em: 20/05/2026 00:03

A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro, que tem o deputado Mário Frias como roteirista e produtor-executivo. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, a ONG Instituto Conhecer Brasil, que tem um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi gratuitos na periferia, apresentou ao menos R$ 16,5 milhões em notas irregulares à gestão Ricardo Nunes (MDB) para justificar despesas do contrato. Levantamento feito pelo g1 nas prestações de contas da ONG gerida pela jornalista e empresária Karina Ferreira da Gama – mesma dona da Gou Up Entertainment, produtora que comanda o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – aponta o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura e até apresentação de recibos e notas sem nenhum valor fiscal para justificar gastos de até R$ 4,3 milhões numa única fatura. Ao g1, Karina disse desconhecer o cancelamento das notas (leia mais abaixo). Em 2024, por exemplo, contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP Faturas, porém. não têm valor fiscal nenhum, porque são despesas que não foram informadas nem inseridas no sistema de nota fiscal eletrônica da própria prefeitura paulistana para o recolhimento de impostos. Outro caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., também contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP A empresa de André Feldman também aparece como prestadora de serviços do gabinete do deputado federal Mário Frias (PL). Frias é produtor-executivo do filme “Dark Horse” (“Azarão”, em português), que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A produção é assinada pela Go Up Entertainment, empresa que tem Karina Gama como única proprietária. Outros três exemplos de notas fiscais canceladas usadas pela ONG na prestação de contas envolvem a empresa do Ceará JR Feijão Ltda., contratada sob a justificativa de aluguel de equipamentos. Ao todo, foram mais de R$ 406 mil em três notas apresentadas na comprovação de despesas de 2024. A maior delas, no valor de R$ 199,4 mil, foi emitida em 10 de abril de 2025. No entanto, segundo registros do Portal da Nota Fiscal Eletrônica do governo de São Paulo, o documento foi cancelado poucos dias depois, em 16 de abril. Mesmo assim, a nota foi incluída pela ONG na documentação apresentada para justificar despesas do contrato. Representantes da JR Feijão não foram localizados. O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Flávio Bolsonaro admite que foi à casa de Vorcaro logo após a primeira prisão do banqueiro Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar de todas as inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Até a presente data, apenas 3.200 pontos foram instalados na cidade (veja íntegra da nota abaixo). Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema que pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tenho controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Ela confirmou que prestou serviços para Mário Frias apenas no período eleitoral de 2022 e depois “seguiu a vida”. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. “O deputado Mário Frias não recebeu nenhum dinheiro das minhas empresas. O dinheiro das emendas que ele enviou são para projetos sociais no interior de São Paulo. A verba está sendo executada neste ano para pagamento de fornecedores, monitores e equipamentos como tatame, quimono, etc”, afirmou. O que diz a gestão Nunes Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia disse que “desconhece a metodologia e os resultados que levaram aos valores mencionados pela reportagem e rechaça as respectivas ilações”. "A execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades. Em 2024 foram identificadas inconsistências na prestação de contas do exercício, cujos valores — cerca de R$ 930 mil — foram integralmente devolvidos ao Município. Cabe ressaltar que o valor unitário pago ao ICB não engloba apenas o link de internet, mas toda a infraestrutura necessária, incluindo hardware, obras civis e elétricas, mapeamento, projetos executivos, entre outras. Já a manutenção de “ressalvas” é um procedimento comum em auditorias públicas, demonstrando, inclusive, controle e fiscalização sobre as prestações de contas. Além disso, o Instituto em questão possui experiência em inserção territorial, articulação comunitária e viabilização do acesso em locais de extrema complexidade — fatores previstos no chamamento público e fundamentais para a execução do serviço. A parceria foi estabelecida por chamamento público transparente, aberto pelo período de 30 dias e que cumpriu todas as exigências legais do edital." A gestão Ricardo Nunes também afirmou que “a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não recebeu recursos municipais e qualquer relação entre a contratação do Instituto Conhecer Brasil e a produção cinematográfica é descabida”. “O contrato do ICB foi fechado em junho de 2024, pelo menos um ano antes do início da produção do filme. Já a SPCine foi procurada para autorização das filmagens apenas em outubro de 2025, ou seja, um ano e quatro meses após o contrato com o ICB ser firmado – seguindo exatamente o mesmo trâmite usado em todas as solicitações recebidas pelo Município para essa finalidade”, declarou. “A administração municipal repudia qualquer tentativa da imprensa de descredibilizar um serviço de extrema importância para a população por meio de relações que não existem nem nunca existiram. O Programa Wifi Livre está em pleno funcionamento com 3.200 pontos instalados, que registram cerca de 760 milhões de acessos”, declarou a administração municipal.

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'É uma completa traição': Amazon encerra suporte a Kindles antigos e revolta usuários fiéis

Publicado em: 20/05/2026 00:01

Amazon Kindle Paperwhite (1ª geração) Flickr/Creative Commons/Zero2Cool Para Claudia Buonocore, é difícil aceitar a ideia de se desfazer de seu Amazon Kindle Touch, comprado há 15 anos. "Nunca tive vontade de trocar de dispositivo", disse a moradora da região de Pittsburgh, de 39 anos. "Ele faz parte de mim, é um salva-vidas. Eu durmo com ele quase todas as noites." 📱 Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Claudia está entre os usuários afetados pela decisão da Amazon de encerrar o suporte aos leitores eletrônicos lançados em 2012 ou antes. A partir desta quinta-feira (20), esses aparelhos deixarão de baixar novos livros e receber atualizações de software. "É uma traição completa aos usuários", afirmou. A empresa continuará oferecendo suporte aos modelos mais recentes e passou a dar desconto de 20% na compra de novos aparelhos, vendidos entre US$ 110 e US$ 680, além de US$ 20 em créditos para e-books. Mesmo assim, muitos consumidores relutam em substituir dispositivos usados há mais de uma década. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Botões físicos e maior durabilidade Brian Oelberg, de 64 anos, disse que começou a carregar seu Kindle Keyboard, lançado por volta de 2010, com centenas de livros digitais depois que soube da mudança. Ele pretende desligar o Wi-Fi do aparelho para evitar atualizações que possam comprometer os arquivos armazenados. Morador de Chicago, ele conta que testou modelos mais novos em uma loja da Best Buy, mas não se convenceu a trocar de aparelho. Segundo ele, os novos leitores não têm botões físicos para virar páginas, recurso que considera mais prático, principalmente para ler ao ar livre em dias frios sem precisar tirar as luvas. Usuários de modelos antigos afirmam que esses dispositivos se destacam pela durabilidade e pelos botões físicos. Segundo eles, versões mais recentes, como o Amazon Kindle Paperwhite, consomem mais bateria por causa da tela iluminada. Kindle Giphy Por que a Amazon está encerrando o suporte? A substituição gradual de aparelhos antigos é comum entre empresas de tecnologia, que costumam citar custos e questões de segurança para encerrar o suporte a produtos antigos. Não foi possível determinar quantos dispositivos serão afetados pela decisão. A Amazon afirmou que manteve suporte a esses aparelhos por 14 anos ou mais e que não poderia fazer isso indefinidamente. "A tecnologia evoluiu muito nesse período", disse um porta-voz da empresa. Embora não tenha sido a primeira empresa a lançar leitores digitais, a Amazon popularizou o segmento com o primeiro Kindle, lançado em 2007. Atualmente, a companhia detém 72% do mercado de leitores eletrônicos, segundo a consultoria Business Research Insights. Prolongar a vida útil dos aparelhos Nas redes sociais, especialistas e entusiastas compartilham alternativas para prolongar a vida útil desses aparelhos. Entre elas estão o "jailbreaking", que remove restrições do sistema e permite instalar outros programas, e o "sideload", que consiste em transferir livros do computador para o dispositivo por cabo USB. Cathy Ryan, de 59 anos, conserta Kindles antigos para revenda no eBay como hobby e acredita que a decisão da Amazon vai prejudicar a atividade. Moradora de Vermont, ela tem cinco aparelhos e ainda usa um modelo de segunda geração comprado em 2009. "Suponho que nada dure para sempre, mas estou muito irritada", afirmou. Já Cathy DeMail, de 69 anos, moradora de The Villages, acredita que a medida tem objetivo comercial e está correndo para carregar o dispositivo com novos livros antes do prazo final. "É uma pena que eu esteja sendo obrigada a fazer isso", afirmou. "Eu odeio isso. O que me incomoda é o princípio da coisa."

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El Niño forte: centro que monitora desastres no Brasil avalia riscos e incertezas

Publicado em: 20/05/2026 00:01

Mapa mostra as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico em abril de 2026. Áreas em azul indicam águas mais frias que a média, padrão associado à La Niña NOAA Uma nota técnica elaborada por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que modelos climáticos internacionais já indicam a possibilidade de desenvolvimento de um El Niño forte ou muito forte entre 2026 e 2027, com potencial para aumentar riscos de eventos extremos no Brasil. O documento foi enviado à Casa Civil e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas não trata o cenário como uma previsão fechada. ⚠️ Ao longo do texto, os pesquisadores destacam repetidamente que ainda há elevada incerteza nas projeções feitas para períodos mais longos. Na nota, o Cemaden afirma que modelos climáticos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), da agência americana NOAA e do serviço meteorológico da Austrália convergem para um cenário de aquecimento das águas do Pacífico tropical (entenda mais ABAIXO). Segundo o texto, algumas simulações sugerem um evento que “poderá se tornar o El Niño mais forte da história moderna”, mas os próprios autores ressaltam que essas previsões “ainda têm baixa confiabilidade no longo prazo”. “As projeções feitas com meses de antecedência não têm capacidade de indicar eventos isolados, especialmente extremos, como uma tempestade específica em determinado município ou dia", diz ao g1 Pedro Ivo Camarinha, doutor em Mudanças Climáticas e Desastres, diretor substituto do Cemaden e um dos pesquisadores que assinam a nota técnica. "O que elas mostram são tendências mais amplas: regiões onde há maior probabilidade de chover acima ou abaixo da média, ou de registrar temperaturas mais altas ou mais baixas que o normal". O documento explica, por exemplo, que um “Super El Niño” é caracterizado por anomalias acima de 2°C na região Niño 3.4 do Oceano Pacífico. A nota diz ainda que projeções recentes do ECMWF chegaram a indicar valores próximos de 3°C, acima do limiar usado para classificar eventos muito fortes. Contudo, os pesquisadores alertam para exageros em parte das interpretações divulgadas recentemente sobre o tema. O documento chega a afirmar que algumas notícias que projetam secas severas ou chuvas catastróficas no país “não são sustentadas por dados científicos confiáveis” neste momento e podem gerar ruído na comunicação pública. 🌊 ENTENDA: O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial. No começo do mês, o centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, vinculado à agência oceânica e atmosférica norte-americana (NOAA), elevou para 82% a probabilidade de o El Niño se formar no trimestre maio-julho de 2026. A nova projeção representa um aumento em relação à discussão divulgada em abril, quando a probabilidade de formação no mesmo trimestre era de 61%. Com isso, a chance de o fenômeno persistir até o trimestre dezembro-fevereiro, no início de 2027, também foi estimada em 96%. No último mês, segundo o boletim, o Pacífico equatorial seguiu em condição de neutralidade, com temperaturas da superfície do mar próximas da média na porção centro-leste da bacia. O índice Niño-3.4, principal referência usada para monitorar o fenômeno, ficou em +0,4°C na semana mais recente. Os índices das regiões Niño-4, mais a oeste, e Niño-1+2, mais a leste, ficaram em +0,5°C e +1,0°C. Imagem de drone mostra avião em meio a alagamento no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no dia 7 de maio de 2024; episódio ocorreu durante período de El Niño, que pode aumentar a frequência de chuvas intensas no Sul do Brasil. Wesley Santos/Reuters 'Barreira de previsibilidade' Na mesma nota técnica, os pesquisadores do Cemaden fazem uma ressalva importante: previsões iniciadas em maio têm perda rápida de confiabilidade devido à chamada “barreira de previsibilidade" do sistema oceano-atmosfera. Isso acontece porque, historicamente, o período entre março e maio é marcado por uma transição natural no Oceano Pacífico que dificulta a identificação dos sinais de aquecimento ou resfriamento ligados ao El Niño e à La Niña. Embora a confiança na formação do El Niño tenha aumentado em relação ao mês anterior, por exemplo, a própria NOAA afirma que há incerteza substancial sobre a intensidade do pico do fenômeno. ➡️ Nenhuma das categorias avaliadas pelo centro (fraco, moderado, forte ou muito forte) ultrapassa 37% de probabilidade nas projeções atuais, o que significa que nenhum cenário de intensidade pode ser tratado como mais provável do que os demais. Segundo o último boletim da agência, os El Niños mais intensos do registro histórico têm em comum um acoplamento significativo entre oceano e atmosfera ao longo dos meses de verão no Hemisfério Norte, ou seja, uma resposta atmosférica consistente ao aquecimento do Pacífico. Esse acoplamento ainda não foi observado em 2026, e a NOAA não tem como afirmar ainda se ocorrerá nos próximos meses. As projeções tendem a ganhar mais precisão a partir de junho. O que a nota aponta para o Brasil Segundo a análise do Cemaden, caso o cenário atual se confirme, o Brasil pode enfrentar impactos semelhantes aos observados durante o El Niño de 2023/2024. No Norte e no Nordeste, a tendência indicada é de redução das chuvas, aumento das temperaturas e agravamento das condições de seca. Já no Sul, os pesquisadores identificam maior propensão a episódios de chuva intensa e persistente, principalmente entre a primavera e o verão. A nota afirma que o Rio Grande do Sul aparece como o estado com “sinal mais robusto” de aumento de risco hidrológico. O texto cita possibilidade maior de enchentes, inundações, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas da Serra Gaúcha, do Planalto Meridional e da região de Porto Alegre. Santa Catarina e Paraná também aparecem com aumento potencial de eventos extremos de chuva, embora com maior variabilidade regional. Projeção da agência dos EUA mostra que a chance de El Niño cresce ao longo de 2026; intensidade segue indefinida. NOAA O documento também relaciona um eventual El Niño intenso ao aumento das ondas de calor em um contexto de aquecimento global. Segundo os pesquisadores, os anos de 2023, 2024 e 2025 já registraram recordes recentes de calor e aumento da frequência de ondas de calor no país. A nota aponta ainda que uma combinação entre seca e temperaturas elevadas pode ampliar o risco de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal. Nas conclusões, contudo, os pesquisadores reforçam que a análise “não é uma previsão determinística” e deve ser usada para orientar monitoramento, preparação e planejamento antecipado diante de um cenário ainda incerto. Cada El Niño monta um novo quebra-cabeça sobre o Brasil. Nenhum evento repete exatamente o anterior, mas alguns padrões aparecem com frequência quando olhamos para o passado: por exemplo, áreas mais propensas a excesso de chuva, regiões mais sujeitas à seca e setores mais sensíveis a ondas de calor ou impactos hidrológicos. Essas peças não explicam o quadro inteiro, mas ajudam a orientar o monitoramento, a preparação e a tomada de decisão preventiva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto O El Niño é um aquecimento das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. Pela 1ª vez, mundo registra um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em abril de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA 🌧️ Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. El Niño e La Niña Arte g1/Luisa Rivas LEIA TAMBÉM: Entenda como explosões transformaram 'dia em noite' no Irã e colocaram cidade sob alerta de chuva ácida Calor extremo pode colocar atletas em risco em grandes eventos esportivos, alerta estudo Lado oculto da jaqueira: árvore invasora empobrece chão da Mata Atlântica e afeta sapos Guia de compras: 40 opções para se refrescar no calorão

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Ranking mostra cidades do Brasil com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026; veja a lista

Publicado em: 19/05/2026 23:59

Vista aérea de Gavião Peixoto (SP) Divulgação/Prefeitura Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026. O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e mostra que as desigualdades regionais continuam profundas: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pelo terceiro ano seguido, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking. A cidade, que tem cerca de 4,8 mil habitantes, marcou 73,10 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Em último lugar aparece Uiramutã, em Roraima, com 42,44 pontos. 🔢 O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Municípios com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026 Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais altos no IPS Brasil 2026, com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE)*. Gavião Peixoto (SP) — 73,10 Jundiaí (SP) — 71,80 Osvaldo Cruz (SP) — 71,76 Pompéia (SP) — 71,76 Curitiba (PR) — 71,29 Nova Lima (MG) — 71,22 Gabriel Monteiro (SP) — 71,16 Cornélio Procópio (PR) — 71,16 Luzerna (SC) — 71,10 Itupeva (SP) — 71,08 Rafard (SP) — 71,08 Presidente Lucena (RS) — 71,05 Adamantina (SP) — 70,97 Maringá (PR) — 70,87 Alto Alegre (RS) — 70,86 Ribeirão Preto (SP) — 70,80 Brasília (DF) — 70,73 Barra Bonita (SP) — 70,71 Araraquara (SP) — 70,70 Águas de São Pedro (SP) — 70,66 *O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice. Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS quer saber se essa riqueza chega à vida das pessoas. "O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma ao g1 Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. "A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito". Municípios com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026 Pontuações dos 20 municípios brasileiros com os desempenhos mais baixos no IPS Brasil 2026, com exceção do distrito de Fernando de Noronha (PE)*. Uiramutã (RR) — 42,44 Jacareacanga (PA) — 44,32 Alto Alegre (RR) — 44,72 Portel (PA) — 45,42 Amajari (RR) — 45,58 Pacajá (PA) — 45,87 Anapu (PA) — 45,91 Japorã (MS) — 46,23 Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70 Uruará (PA) — 46,80 Trairão (PA) — 46,82 Bannach (PA) — 47,23 São Félix do Xingu (PA) — 47,38 Recursolândia (TO) — 47,39 Cumaru do Norte (PA) — 47,43 Peritoró (MA) — 47,53 Oeiras do Pará (PA) — 47,57 Ladainha (MG) — 47,58 Anajás (PA) — 47,62 Paranã (TO) — 47,63 *O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice. A nota média do Brasil ficou em 63,40 — uma melhora pequena em relação a 2025 (63,05) e 2024 (62,85). "O progresso foi tímido. A maioria dos municípios subiu no máximo um ou dois pontos de um ano para o outro", diz Melissa. Vídeos em alta no g1 Curitiba lidera entre as capitais Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país. Curitiba lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido. Segundo Wilm, para alcançar uma pontuação alta no IPS, um município precisa apresentar bom desempenho de forma sistemática, consistente e equilibrada entre todas as áreas avaliadas pelo índice. "Curitiba é uma das capitais que tem um desempenho elevado em praticamente todas essas áreas, em especial no componente de qualidade do meio ambiente, com indicadores que olham para áreas verdes urbanas, emissões de CO2 e desmatamento", diz a coordenadora. Vista de drone da região central de Curitiba, capital do Paraná Roberto Dziura Jr/AEN Mesmo as capitais com melhor desempenho no índice ainda enfrentam desafios importantes. Segundo Melissa, nenhum município brasileiro está livre de fragilidades ou áreas que exigem atenção. Em Curitiba, por exemplo, um dos pontos de alerta está na inclusão social, especialmente em indicadores ligados à população em situação de rua. "Curitiba é um município que tem uma fragilidade dentro do tema de inclusão social, em indicadores como famílias em situação de rua, que precisam de atenção dentro dessa capital", afirma. Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026 Curitiba (PR) — 71,29 Brasília (DF) — 70,73 São Paulo (SP) — 70,64 Campo Grande (MS) — 69,77 Belo Horizonte (MG) — 69,66 Goiânia (GO) — 69,47 Palmas (TO) — 68,91 Florianópolis (SC) — 68,73 João Pessoa (PB) — 67,73 Cuiabá (MT) — 67,22 Rio de Janeiro (RJ) — 67,00 Porto Alegre (RS) — 66,94 Natal (RN) — 66,82 Aracaju (SE) — 66,35 Vitória (ES) — 66,02 Teresina (PI) — 66,02 São Luís (MA) — 65,64 Fortaleza (CE) — 65,15 Boa Vista (RR) — 64,49 Manaus (AM) — 63,91 Belém (PA) — 63,90 Rio Branco (AC) — 63,44 Recife (PE) — 63,22 Salvador (BA) — 62,18 Maceió (AL) — 61,96 Macapá (AP) — 59,65 Porto Velho (RO) — 58,59 Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026 Arte/g1 Norte tem os piores indicadores ambientais A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil. O dado chama atenção porque aparece até mesmo no componente de Qualidade do Meio Ambiente, contrariando a percepção de que a região estaria automaticamente associada à conservação ambiental. Segundo Wilm, esse padrão vem se repetindo de forma consistente nas três edições já divulgadas. Os indicadores ambientais considerados pelo IPS incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação. No ranking estadual, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta aparecem Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03). A diferença de quase 15 pontos entre o primeiro e o último colocado, segundo Wilm, evidencia a desigualdade entre os estados brasileiros. Assim, se o Brasil fosse comparado às próprias unidades da federação, ocuparia apenas a décima posição. Pontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026 Distrito Federal — 70,73 São Paulo — 67,96 Santa Catarina — 65,58 Paraná — 65,21 Minas Gerais — 64,66 Goiás — 64,52 Mato Grosso do Sul — 64,14 Espírito Santo — 63,61 Rio de Janeiro — 63,47 Rio Grande do Sul — 63,39 Paraíba — 62,39 Sergipe — 62,10 Rio Grande do Norte — 61,83 Mato Grosso — 61,38 Ceará — 61,22 Pernambuco — 60,58 Tocantins — 60,50 Piauí — 60,48 Roraima — 59,65 Amazonas — 59,34 Alagoas — 58,97 Bahia — 58,72 Rondônia — 58,60 Amapá — 58,10 Acre — 58,03 Maranhão — 57,59 Pará — 55,80 Entre os 12 componentes avaliados pelo índice, o que mais avançou de 2025 para 2026 foi o de Acesso à Informação e Comunicação, impulsionado pelo aumento do acesso da população a tecnologias e meios de comunicação. Já Inclusão Social apresentou queda na série histórica. O componente mede indicadores ligados, por exemplo, à representação de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais, violência contra minorias e famílias em situação de rua. Moradia segue como a área de melhor desempenho do país, com nota média de 87,95. Já Direitos Individuais aparece como o componente mais crítico, com média de 39,14. Entenda o que é o IPS Brasil O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice não mede apenas riqueza ou PIB, mas busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida. O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative. 📊 Os indicadores são divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas ligados a alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos. Fundamentos do Bem-Estar Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores relacionados a educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026, impulsionado pela ampliação do acesso a tecnologias e meios de comunicação. Ao mesmo tempo, o índice aponta que estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, influenciados por desmatamento acumulado, focos de calor e emissões de gases de efeito estufa. Sede da cidade de Uiramutã, cidade proporcionalmente mais indígena do Brasil, onde nenhuma rua é asfaltada Josivan Antelo/Rede Amazônica Oportunidades Foi a dimensão com pior desempenho no país, com média de 46,82 pontos, repetindo o padrão das edições anteriores. Reúne indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados apareceram justamente nos componentes de Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Segundo o relatório, a área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024, refletindo problemas como violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua. O estudo também divide os municípios brasileiros em nove grupos, dos melhores aos piores desempenhos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 municípios apareceram na faixa mais crítica. LEIA TAMBÉM: O risco de um super El Niño aumentou? EUA mudam regras para químicos perigosos na água e afrouxam normas ambientais América Latina e Caribe nunca esquentaram tão rápido quanto agora, diz relatório da OMM Parques urbanos podem melhorar a qualidade de vida e ajudar a enfrentar as mudanças climáticas

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Ribeirão Preto tem qualidade de vida superior à de 26 capitais brasileiras, aponta IPS 2026

Publicado em: 19/05/2026 23:59

Ribeirão Preto (SP) é a cidade brasileira com mais de 500 mil habitantes, fora das capitais, que tem a melhor qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado esta semana. De acordo com o estudo, o município de mais de 730 mil habitantes do interior de São Paulo, conhecido como capital do agronegócio, além de já ter sido cenário de novela nos anos 1990 (leia mais abaixo), é o 17º no ranking nacional com 70,9 pontos em uma avaliação de uma escala que vai de 0 a 100. Além de maior do que os obtidos em 2024 e 2025, o resultado supera a média estadual e a nota de 26 capitais brasileiras, além do índice de grandes cidades como Campinas (SP), Joinville (SC) e São Bernardo do Campo (SP). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Na região também se destacaram as cidades de Cândido Rodrigues (SP) e Buritizal (SP), entre as melhores localidades com até 5 mil habitantes, respectivamente com 70,37 e 69,97. Vista aérea de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Sertãozinho (SP) ficou com 68,53 pontos, na posição de 127 do ranking nacional, enquanto Franca (SP) ficou com 68,2 pontos e Barretos (SP) com 67,13. No topo da lista nacional ficou Gavião Peixoto (SP), pelo terceiro ano consecutivo, seguida por Jundiaí (SP) e Osvaldo Cruz (SP). As piores avaliações ficaram com Uiramutã (RR), Jacareacanga (PA) e Alto Alegre (RR). 🔎O IPS consiste em uma avaliação dividida em três eixos básicos (atendimento a necessidades humanas básicas, fundamentos de bem-estar e oportunidades) que contemplam 57 indicadores sociais e ambientais e levam em consideração exclusivamente dados públicos divulgados entre 2021 e 2025. 🔎Segundo os organizadores, a principal diferença com relação a indicadores como PIB e IDH é o fato de que as métricas se baseiam nos resultados da vida da população e não nos investimentos feitos pelos municípios. 🔎Segundo os responsáveis, o estudo permite verificar desigualdades na qualidade de vida de cidades com orçamentos parecidos e comparar o resultado das políticas públicas. Vacina contra a dengue em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM 'Califórnia Paulista', 'Califórnia Brasileira': nos anos 80, Ribeirão Preto foi comparada a estado americano Concentração de renda e emprego na 'Califórnia Brasileira' desafia Região Metropolitana de Ribeirão Preto O Rei do Gado: que cenários de Ribeirão Preto foram usados nas gravações da novela há 27 anos Capital do chope? Tradição cervejeira em Ribeirão Preto, SP, é transformada com mercado de bebidas artesanais Ribeirão Preto: bom atendimento a necessidades básicas Entre os eixos de avaliação de progresso social, Ribeirão Preto teve a sua melhor nota em atendimento a necessidades básicas, com 81,93 pontos. Nesse quesito entram questões como nutrição e cuidados médicos básicos como vacinação e mortalidade infantil, abastecimento de água e saneamento, moradia e segurança. A média ainda foi composta por fundamentos de bem-estar com 75,92, que avaliam por exemplo o acesso a educação básica, comunicação e conexão 5G e até índices de obesidade. Além disso, a cidade recebeu nota de 54,54 para o quesito oportunidades, que coloca em análise desde acesso à Justiça a opções de lazer e cultura, praças e parques, tamanho da população em situação de rua, violência contra minorias e acesso ao ensino superior. Vista aérea do Centro de Ribeirão Preto, SP, com o Theatro Pedro II Reprodução/EPTV Ribeirão Preto: de 'Califórnia brasileira' a capital do agronegócio Perto de completar 170 anos, Ribeirão Preto é conhecida como uma das cidades mais ricas do estado de São Paulo e está no centro de uma região metropolitana com 34 cidades que, segundo o IBGE, supera o de dez estados brasileiros. Sempre marcada por uma forte atividade econômica, no início do século 19 a cidade foi uma grande produtora de café. No século passado, ganhou o apelido de "capital do chope", pela instalação de grandes cervejarias e por uma choperia que ficou famosa em todo o país no auge dessa produção. Hoje, essa tradição se traduz em um diversificado polo de cervejas artesanais. O município é a principal referência para grande parte do nordeste paulista por concentrar serviços médicos especializados, universidades e centros de pesquisa, startups, grandes festivais de música e uma forte atividade comercial e imobiliária. Além disso, faz parte de um dos maiores polos produtores de cana-de-açúcar e de etanol do país e sedia há três décadas o maior evento de tecnologia agrícola do Brasil, a Agrishow. Nos anos 1980, o município, também conhecido como "capital do agronegócio", ganhou o apelido de "´Califórnia Brasileira" ou "Califórnia Paulista" e, nos anos 1990, foi cenário da novela "O Rei do Gado", da TV Globo, com Antônio Fagundes como Bruno Mezenga. Atualmente, Ribeirão Preto também acumula um dos dez maiores orçamentos municipais do estado de São Paulo, com uma previsão de R$ 5,4 bilhões em arrecadação para 2026. O Rei do Gado, capítulo de terça, 22 de novembro Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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Por que Gavião Peixoto é a cidade com melhor qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano seguido

Publicado em: 19/05/2026 23:59

Conheça Gavião Peixoto, cidade eleita pela 3ª vez com melhor qualidade de vida do Brasil Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto (SP) foi apontada como a melhor cidade para se viver no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). O município recebeu nota 73,1, em uma escala que vai de 0 a 100. Conhecida pela tranquilidade típica do interior de São Paulo, Gavião tem 4,7 mil habitantes e se destaca pela evasão escolar quase zerada, ausência de fila por vagas na rede municipal e por ter um dos maiores PIBs per capita do Brasil, impulsionado pela presença da fábrica de aviões militares da Embraer. (Veja abaixo mais curiosidades). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O levantamento do IPS avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, considerando critérios como qualidade de vida, acesso à saúde, educação, segurança e moradia. O relatório aponta que o país ainda enfrenta desigualdades persistentes, com diferenças significativas entre regiões e cidades. Gavião Peixoto é a melhor cidade para se viver no país pelo 3º ano seguido Amanda Rocha/g1/ EPTV Pequena gigante Gavião Peixoto manteve a liderança nacional pelo terceiro ano seguido. A cidade se destaca por indicadores ligados à oferta de serviços públicos, infraestrutura urbana e qualidade de vida. Entre as capitais brasileiras, Curitiba aparece na primeira colocação do ranking, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte. Conhecida pela presença da indústria aeronáutica e pelo perfil tranquilo de cidade do interior, Gavião Peixoto voltou a chamar atenção nacional por reunir bons indicadores sociais e baixo índice de problemas urbanos comuns em grandes cidades. Gavião Peixoto: saiba como é viver na cidade com melhor qualidade de vida do Brasil Mais notícias da região: GAVIÃO: VÍDEO: Cargueiro militar da Embraer vendido à República Tcheca faz voo inaugural em Gavião Peixoto ANALÂNDIA: Policial penal desaparece após viajar no interior de SP; celular foi achado em supermercado NOSTALGIA: Lembra dessa balada? Fotos dos anos 2000 viralizam e despertam nostalgia no interior de SP Como é feita a pontuação do IPS Vista aérea de Gavião Peixoto (SP) Divulgação/Prefeitura Gavião obteve pontuação de 73,1, em uma escala de 0 a 100, considerando 57 indicadores sociais e ambientais, comparados aos de 5.570 municípios brasileiros. No ano passado, o número foi parecido: 73,6. O índice é separado em três grupos principais: Necessidades Humanas Básicas: avalia se o brasileiro tem acesso a comida, saúde, moradia, segurança. Fundamentos do Bem-Estar: analisa acesso à educação fundamental, vida saudável e contato com a natureza. Oportunidades: analisa os dados sobre direitos individuais e acesso ao ensino superior. Sem maternidade e com 'coxinhas gigantes' Além dos indicadores sociais que colocam Gavião Peixoto em destaque nacional, o município também chama atenção por curiosidades incomuns no interior paulista. Apesar da qualidade de vida elevada, a cidade não possui maternidade. Por isso, os bebês de famílias gavionenses nascem em hospitais de Araraquara, mas todas as crianças são registradas oficialmente como naturais de Gavião Peixoto. Gavião Peixoto está em 1º no ranking de qualidade de vida no país Amanda Rocha/g1 Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o pré-natal de baixo risco é realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade, enquanto os casos de alto risco são acompanhados em conjunto com o serviço de referência em Araraquara, cidade vizinha a 30 km. Outra marca curiosa da cidade fica no bairro Nova Pauliceia, a cerca de 3 quilômetros do centro. O local ficou conhecido pelas coxinhas “de peso”, que chegam a 450 gramas e atraem visitantes de várias cidades da região. O comércio é administrado por Bel da Coxinha, que se mudou para Gavião Peixoto há sete anos e transformou a receita em principal fonte de renda da família. Sabores como carne seca, costela e frango com requeijão cremoso estão entre os mais procurados e ajudaram a movimentar o pequeno bairro. Evasão escolar quase zerada e sem fila por vagas Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025 mostram que 98,6% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estavam matriculados nas escolas do município. A cidade conta com duas unidades municipais de educação infantil, uma escola de ensino fundamental para os anos iniciais e outra para os anos finais. Segundo a prefeitura municipal, a evasão escolar é praticamente inexistente e não há fila de espera por vagas na rede municipal de ensino. A administração informou ainda que o índice de matrículas permanece estável, mantendo o percentual registrado no levantamento do IBGE. EMEF Martha Ferreira da Cruz, em Gavião Peixoto (SP) Reprodução/ Google Street View PIB elevado e Embraer O município está na 11ª posição do ranking nacional de PIB per capita, segundo levantamento do IBGE referente a 2023. O indicador, que mede a soma das riquezas produzidas dividida pelo número de habitantes, chegou a R$ 369.126,50 por morador no município. O PIB per capita é o resultado da divisão da soma de todas as riquezas produzidas no município (na indústria, serviços e agropecuária) pelo número de habitantes. O número é explicado, principalmente, pela presença da fábrica da Embraer desde outubro de 2001. O local, escolhido pela localização e a topografia plana, produz aeronaves militares e componentes de aviões civis. Embraer de Gavião Peixoto Divulgação A fábrica tem uma pista de pouso e decolagem de concreto, que possui 5 mil metros de comprimento. É a maior pista de pouso do Hemisfério Sul (e a maior das Américas). Entre os principais projetos estão: C-390 Millennium: cargueiro tático militar (o maior avião já desenvolvido no Brasil). Caças Gripen: fruto da parceria estratégica de transferência de tecnologia com a sueca Saab, a linha de montagem e o Centro de Ensaios em Voo do caça F-39E Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB) ficam em Gavião Peixoto. O primeiro caça produzido no Brasil foi apresentado em março. A-29 Super Tucano: aeronave de ataque leve e treinamento avançado. Pessoas assistem à apresentação do primeiro caça Gripen montado no Brasil pela Embraer e pela empresa sueca de defesa Saab, na fábrica de Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, em 25 de março de 2026 Jorge Silva/Reuters REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL:

Palavras-chave: tecnologia

Vladimir Putin visita Xi Jinping, na China, 4 dias após Donald Trump

Publicado em: 19/05/2026 22:46

Presidente da Rússia chega à China quatro dias depois da visita de Donald Trump O presidente da Rússia chegou nesta terça-feira (19) à China para uma visita de Estado que chamou a atenção pelo momento em que ocorre. Somente quatro dias separam a viagem de Vladimir Putin da visita do presidente americano, Donald Trump. O que mais impressiona é que o anúncio da ida de Vladimir Putin veio só 24 horas depois que Donald Trump voltou para os Estados Unidos. O Jornal Nacional mostrou que o grande saldo da visita do presidente americano foi ter ouvido de Xi Jinping que agora existem duas grandes potências, que precisam coexistir pacificamente e que só resta a Donald Trump aceitar. Agora, Xi Jinping recebe Vladimir Putin. O Kremlin diz que é uma ótima oportunidade para eles trocarem opiniões sobre as conversas com os americanos. Para a China, é uma demonstração de poder, mostra que pode receber os dois lados, e quer provar que agora todos os caminhos passam por Pequim. Agora, se tivesse que escolher um lado, não ficaria muita dúvida. Porque na semana passada foi a segunda visita de Donald Trump. Essa é a 25ª visita de Vladimir Putin. É uma amizade antiga entre Putin e Xi. Nem a China e nem a Rússia experimentaram alternância de poder nas últimas décadas. A visita desta terça-feira (19) quer provar que essa é uma amizade à prova do tempo e da guerra. Putin na China Vladimir Putin Jornal Nacional/ Reprodução Em uma visita rara ao jardim secreto de Zhongnanhai, Trump perguntou para Xi Jinping: “Você traz outros chefes de Estado aqui?”. Xi respondeu: “É muito raro. Mas um dos exemplos: Putin”. Se Xi falou para Trump que o Ocidente precisa aceitar o novo protagonismo da China, com Putin, ele vai assinar um documento de 47 páginas que é praticamente um manual desse aviso. O documento completo deve ser revelado só depois da reunião. Mas o teor dele é basicamente o que Xi disse para Donald Trump semana passada: que entramos em uma era pós-Estados Unidos, com mais de uma potência, e que isso é inevitável. O que já se sabe é que o texto propõe uma nova linguagem para a diplomacia. Pede a reforma de instituições internacionais e defende a soberania dos países. É um documento assinado por dois países acusados de não respeitarem soberanias de outros Estados. Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, e a China é acusada de interferir em fronteiras marítimas do Vietnã e das Filipinas. Chineses e russos argumentam que são os Estados Unidos quem violam soberanias. Citam Iraque e Irã. Rússia e China defenderão no documento que as relações internacionais devem ser democratizadas, com mais espaço para todos. Dois países governados de fato por apenas um partido, cujos líderes somam juntos 40 anos no poder. É a era das contradições. Na manhã desta terça-feira (19), Putin divulgou um vídeo em que disse: “As relações entre China e Rússia chegaram a um nível sem precedentes. Nossa amizade não é direcionada contra ninguém”. Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin Jornal Nacional/ Reprodução Mas enquanto Putin estiver na China, a Rússia fará um mega exercício militar para simular ataques nucleares. Começou nesta terça-feira (19). Vladimir Putin quer sair da China com um acordo para tirar do papel um grande gasoduto que sairia do Ártico, cruzaria a Sibéria, a Mongólia e abasteceria a China com gás natural. Moscou espera poder convencer Xi por causa da guerra no Irã, que desestabilizou as rotas marítimas de petróleo e gás. A Rússia já vende gás com 40% de desconto para os chineses como gesto de amizade - e porque precisa. Depois das sanções americanas por causa da invasão da Ucrânia, eles tiveram que reduzir as vendas para Europa. Mas o ministro das Relações Exteriores Wang Yi já afirmou uma vez que a China não poderia aceitar uma derrota da Rússia porque os Estados Unidos focariam totalmente na China. É o triângulo do nosso tempo. Três homens em uma disputa global pelo poder. Trump quer fazer negócios para ter mais poder; Putin quer ter mais poder para sobreviver; e Xi quer não só vencer, mas inaugurar um novo capítulo na história. É o mundo em que vivemos sendo redesenhado em Pequim. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Putin chega à China mais dependente de Xi em comércio, tecnologia e finanças Putin chega a Pequim para encontro com Xi Jinping; saiba o querem China e Rússia

Palavras-chave: tecnologia

TranspoAmazônia divulga programação com debates sobre logística e transporte em Manaus

Publicado em: 19/05/2026 22:37

Transpoamazônia acontece no mês de maio em Manaus. Divulgação A programação da III TranspoAmazônia — Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística — foi divulgada e terá debates sobre logística, navegação, indústria naval, e-commerce e reforma tributária entre os dias 27 e 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. O evento reunirá empresários, especialistas, investidores e representantes do setor de transporte para discutir desafios e soluções para a logística na região Norte. Segundo a organização, a feira terá palestras, painéis, lançamentos de livros, exposições e rodadas de debates voltadas ao fortalecimento da cadeia logística e ao desenvolvimento do transporte na Amazônia. Veja a programação completa abaixo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Vídeos em alta no g1 27 de maio O primeiro dia da feira começa às 14h, com o início do credenciamento e abertura dos pavilhões. Às 15h, ocorre a cerimônia oficial de abertura da III TranspoAmazônia. Às 16h10, será realizado o lançamento do livro “A História do Transporte na Amazônia”, com participação de Antônio Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (Fumtran). Em seguida, às 16h30, acontece o painel “Os desafios da logística na Amazônia”, com representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério de Portos e Aeroportos e do setor empresarial. Às 17h40, a programação segue com a palestra “A importância da cabotagem para a região amazônica – números e fatos”, ministrada por Luis Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac). Às 18h20, será promovido o painel “Cenários futuros e desafios para construção naval na Amazônia”, com representantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bertolini e Juruá Estaleiros. O encerramento da feira no primeiro dia está previsto para 21h. 28 de maio O segundo dia da TranspoAmazônia também começa às 14h, com credenciamento e abertura dos pavilhões. Às 14h15, ocorre o painel “O e-commerce na região Norte do Brasil”, com representantes da Bemol, TV Lar e Associação Comercial do Amazonas (ACA). Às 15h15, haverá a palestra “Como usar tecnologia a favor da lucratividade – soluções básicas de empresário para empresário”, apresentada por executivos do Urbano Bank e Grupo Braspress. Já às 16h30, está prevista uma palestra da Transpetro. A organização informou que mais detalhes ainda serão divulgados. Às 17h15, será realizado o painel “A multimodalidade e seus impactos no Polo Industrial de Manaus (PIM)”, com representantes do Grupo Chibatão, Sindarma, Braspress e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). O encerramento do segundo dia também está marcado para 21h. 29 de maio No último dia do evento, o credenciamento e a abertura dos pavilhões começam às 14h. Às 14h05, haverá o lançamento do livro “Os Imigrantes, o Metal e a Indústria”, com Paulo Vicente Caleffi e Irani Bertolini. Em seguida, às 14h15, ocorre a palestra “Rotas bioceânicas”, ministrada por Paulo Vicente Caleffi, secretário-geral da Câmara Internacional da Indústria de Transporte (CIT). Às 15h20, o advogado e contador Diogo Thaler do Vale apresenta uma palestra sobre reforma tributária voltada ao setor de transporte e indústria. Às 16h30, o comandante do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil, vice-almirante André Luiz de Andrade Felix, falará sobre segurança da navegação na Amazônia Ocidental. Já às 17h15, o antropólogo e consultor Luiz Almeida Marins Filho ministra a palestra “A geopolítica e seus efeitos econômicos no Brasil”. A cerimônia de encerramento da III TranspoAmazônia ocorre às 18h30, com palavras de agradecimento e apresentação musical dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. O encerramento final da feira está previsto para 21h.

Palavras-chave: tecnologia

Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade civil sobre regras para uso da IA na sala de aula

Publicado em: 19/05/2026 22:07

Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade sobre uso da IA em aulas O Conselho Nacional de Educação começou a consultar professores e a sociedade civil sobre as regras para o uso da inteligência artificial na sala de aula. O silêncio no laboratório de tecnologia chama a atenção. É a comunicação entre o estudante e a inteligência artificial. Lá, os alunos usam a IA para aprender novos idiomas. “Alguns professores pedem para a gente usar a tecnologia em trabalho, algo do tipo, mas só para ter uma base naquilo, não para copiar como muitas pessoas fazem”, conta a estudante Tifany de Oliveira. “Eu percebo que os alunos estão muito engajados nesse novo aprendizado de um idioma com inteligência artificial”, diz o professor Athos Silva. Imagina uma redação inteirinha gerada em poucos segundos pela IA. É essa velocidade que assusta os educadores e acende o alerta sobre a necessidade de uma regulamentação para que a inteligência artificial seja apenas uma ferramenta de apoio, sem tirar a centralidade humana no ensino e no aprendizado. E para estabelecer uma fronteira entre o esforço do aluno e o trabalho da máquina, o Conselho Nacional de Educação aprovou um texto que estabelece regras para o uso da inteligência artificial na educação. Classificou o uso da IA em três níveis de risco, como um semáforo para orientar os educadores: Baixo risco: quando a IA serve de apoio comum do dia a dia, como corretor ortográfico, organizador de materiais, plano de aulas e revisão de texto; Risco moderado: quando a IA atua diretamente no processo pedagógico, como assistentes acadêmicos virtuais; Alto risco ou risco excessivo: quando afeta diretamente a vida acadêmica dos alunos, como correção e monitoramento das provas. Conselho Nacional de Educação consulta professores e sociedade civil sobre regras para uso da IA na sala de aula Jornal Nacional/ Reprodução O texto proíbe também o uso da inteligência artificial para avaliar o perfil psicológico dos alunos. Por exemplo, para aplicar punições, expulsões ou mesmo aprovação – essa é uma tarefa humana. O Conselho Nacional de Educação, vinculado ao Ministério da Educação, abriu nesta terça-feira (19) uma consulta pública para que a sociedade participe com sugestões até o dia 14 de junho. O relatório ainda será votado no plenário do CNE antes de ser homologado pelo Ministério da Educação. “Um ponto que o parecer do Conselho Nacional de Educação fala muito é a questão da proteção de dados, a questão do uso ético e também um ponto que para mim foi fundamental nesse parecer, que é a questão da centralidade do professor. Quer dizer, o professor pode ampliar seu potencial usando bem a inteligência artificial, mas a inteligência artificial não pode substituir o professor”, afirma Cláudia Costin, presidente do Instituto Salto. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM CNE aprova nova regulamentação sobre uso de IA em escolas e universidades; texto segue para consulta pública Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação Por que pais não têm ideia de como filhos estão usando inteligência artificial

Supersônico fabricado no Brasil, Gripen participa de treinamento inédito em Goiás; vídeo

Publicado em: 19/05/2026 21:10

Supersônico fabricado no Brasil, Gripen participa de treinamento inédito em Goiás O caça supersônico F-39 Gripen, fabricado no Brasil, e outras aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) participam de treinamento inédito em Anápolis, na região central do estado. O Exercício Conjunto Escudo-Tínia (Excon) reúne aeronaves, militares e estruturas da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da FAB em missões de alta complexidade. É a primeira vez que esse tipo de treinamento acontece na região Centro-Oeste. Os testes devem durar até o dia 29 de maio, com atividades que incluem o reabastecimento da aeronave e sistemas ainda ligados. "O piloto que está ali reabastecendo, ele consegue continuar vendo o que tá acontecendo através dos dados que a gente recebe e através da comunicação que continua ocorrendo", disse o Ten. Cel. Vítor Bombonato, em entrevista para a TV Anhanguera. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo a FAB, o treinamento acontece na Base Aérea de Anápolis (BAAN) e tem a estreia do caça F-39 Gripen nas ações. Ele é considerado a aeronave mais moderna no sistema de defesa aeroespacial brasileiro. Para realizar a simulação, a Força Aérea explicou que ainda não foram instalados os armamentos e o tanque externo que permite o reabastecimento do Gripen no ar. "A gente consegue chegar basicamente em qualquer ponto do território. A aeronave de hoje está sem armamento por ser um cenário simulado e sem o tanque externo, mas a gente pode adicionar armamentos nela e tanques externos que aumentam muito o alcance", disse o Ten. Cel. Vítor Bombonato, em entrevista para a TV Anhanguera. Caça F-39 Gripen Sgt. André Souza/Força Aérea Brasileira LEIA TAMBÉM: Caças suecos da base aérea de Anápolis começam a defesa do espaço de Brasília Sensores modernos e armas para ambientes hostis: veja detalhes do novo caça supersônico entregue à Base Aérea de Anápolis Base Aérea de Anápolis recebe novo caça sueco Caça F-39 Gripen De acordo com o Governo Federal, o primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil foi apresentado em março deste ano e fez do Brasil pioneiro na América Latina a dominar o processo de produção de caças supersônicos. A aeronave de combate de alta complexidade faz parte do Programa Caça FX-2, que prevê a aquisição e produção de 36 caças, além da transferência de tecnologia da Suécia para a indústria brasileira onde 15 desses aviões terão a montagem final realizada no Brasil, com investimentos de R$ 28,5 bilhões até 2033. A FAB explica que o F-39 Gripen é um caça multiemprego e pode ser usado no controle aeroespacial, interdição, inteligência, reconhecimento, defesa aérea e ataque ao solo. O Governo Federal explica que o Brasil é o único país a produzir essa aeronave fora da Suécia. O Ten. Cel. Vítor Bombonato falou sobre a tecnologia oferecida pelo avião. "A gente pode ver o inimigo, dados de velocidade, altitude do avião e outras informações importantes pra pilotagem. Então, é muito usado nas fases de pouso, decolagem, combate, o disparo do armamento", afirmou. Caça F-39 Gripen Sgt. André Souza/Força Aérea Brasileira Outras aeronaves Além do F-39 Gripen, participam do treinamento as aeronaves A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, bem como meios das áreas de defesa antiaérea, infantaria, comando e controle, comunicações, saúde e defesa cibernética da Força Aérea. Treinamento A FAB disse também que o objetivo do treinamento realizado durante este mês é aprimorar a comunicação entre as Forças Armadas para atuarem de forma sincronizada na defesa do país. Segundo a FAB, essa integração é fundamental para garantir respostas rápidas e eficientes em situações de crise e em operações militares complexas. Entre as atividades do exercício estão: Apoio Aéreo Aproximado, Assalto Aeroterrestre, Ataque, Defesa Aérea, Defesa Antiaérea, Defesa Cibernética, ontrole e Alarme em Voo, Escolta, Evacuação Aeromédica, Exfiltração Aérea, Infiltração Aérea, Reconhecimento Aeroespacial, Reconhecimento Armado, Ressuprimento Aéreo, Supressão de Defesas Aéreas Inimigas. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

ONU reduz previsão de crescimento global em 2026 para 2,5% devido à guerra no Oriente Médio

Publicado em: 19/05/2026 21:03

Logo da ONU do lado de fora da sede em Nova York Carlo Allegri/Reuters A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira (19) sua previsão para o crescimento econômico global, afirmando que a crise no Oriente Médio reacendeu as pressões inflacionárias e elevou a incerteza. Em comunicado que resume a atualização de meio de ano do relatório “Situação Econômica Mundial e Perspectivas”, a ONU informou que a previsão de crescimento do PIB global em 2026 é de 2,5%, ante estimativa de 3,0% para 2025. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O número também ficou 0,2 ponto percentual abaixo da projeção divulgada em janeiro e bem inferior às taxas de crescimento registradas antes da pandemia de Covid-19. Para 2027, a projeção é de recuperação modesta, com crescimento de 2,8%. A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimentos impulsionados pela inteligência artificial deem suporte à atividade econômica. Ainda assim, a redução da projeção reforça o enfraquecimento de um cenário global já moderado. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Alta no custo de energia O aumento dos preços da energia gerou ganhos inesperados para o setor, mas ampliou os custos para famílias e empresas, segundo a ONU. Nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Já nos países em desenvolvimento, a taxa deve avançar de 4,2% para 5,2%. Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento econômico deve desacelerar de 3,6% para 1,4%, pressionado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo. Os Estados Unidos, por outro lado, devem seguir relativamente resilientes, com crescimento projetado de 2,0% em 2026, praticamente estável em relação a 2025, sustentado pela forte demanda doméstica e pelos investimentos em tecnologia. A Europa, por sua vez, está mais vulnerável, já que a dependência de energia importada pressiona famílias e empresas. A ONU projeta desaceleração do crescimento da União Europeia de 1,5% para 1,1% e, no Reino Unido, de 1,4% para 0,7%. Na China, a diversificação da matriz energética, as amplas reservas estratégicas e o apoio do governo ajudam a reduzir os impactos da crise, embora a projeção de crescimento tenha caído de 5,0% para 4,6%. Na Índia, a expectativa é de desaceleração do crescimento de 7,5% para 6,4%.