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‘Passou a facial do 'cracudo', vai ter que tirar foto 3x4’: entenda como golpistas 'roubavam rosto' de moradores de rua

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos. A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas. As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda. A Polícia Federal identificou Felipe Quaresma como chefe da quadrilha. Ele e Cristiano Bloise de Carvalho foram presos em flagrante, enquanto outros quatro integrantes seguem foragidos. Leia também Donald Trump, Elon Musk e J.D. Vance: saiba quais autoridades estavam presentes no funeral de Charlie Kirk Pessoas em situação de rua eram usados para aplicar golpes. Reprodução/TV Globo/Fantástico Como funcionava golpe? Para criar “novos clientes”, os golpistas buscavam rostos que nunca haviam sido usados no sistema. Em mensagens interceptadas, um deles ironiza: “Passou a facial do cracudo, vai ter que tirar uma foto 3x4”, revelando que moradores de rua eram explorados no golpe. Além disso, milhares de imagens falsas foram geradas por inteligência artificial para enganar a biometria. O esquema incluía ainda os próprios criminosos posando para fotos, alterando cor da pele, cortes de cabelo e até barba. Segundo a PF, a estratégia era criar variedade de rostos para multiplicar os cadastros. A Caixa informou que colaborou com as investigações, afastou os funcionários envolvidos e reforçou que atualiza diariamente seus sistemas de segurança. A instituição anunciou ainda a criação de uma diretoria de cibersegurança. Para especialistas, nenhuma tecnologia funciona sem a integridade humana: quando o elo principal é corrompido, todo o sistema desmorona.

Pedalar no dia a dia está associado a até 40% menos risco de demência, indica estudo

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Em imagem de arquivo, ciclista circula em 2012 na Avenida Paulista Arquivo/Ardilhes Moreira/g1 Pedalar como forma de se deslocar está associado a um risco menor de desenvolver demência e a um hipocampo maior, região-chave da memória e do aprendizado. A conclusão vem de um estudo publicado na revista científica "JAMA Network Open" que analisa dados de quase meio milhão de pessoas cadastradas em um banco de dados na Inglaterra. Em mais de 13 anos de acompanhamento, quem relatou viagens ativas com ciclismo ou ciclismo combinado a outros meios apresentou de 17% a 40% menos risco de diferentes formas de demência. O efeito foi mais evidente em pessoas sem o alelo APOE ε4, variante genética ligada ao aumento do risco da doença. Qual whey protein é melhor? Veja diferenças e saiba qual escolher Deslocamento ativo Comparado com modos não ativos, a prática do ciclismo ou do deslocamento misto (bicicleta e caminhada) foi associado a: Risco 19% menor de demência de todas as causas (HR 0,81; IC95% 0,73–0,91); Risco 22% menor de Alzheimer (HR 0,78; 0,66–0,92); Risco 40% menor de demência de início jovem (abaixo de 65 anos); Risco 17% menor de demência tardia (acima de 65 anos). “Os achados sugerem que promover modos ativos de viagem, particularmente o ciclismo, pode estar associado a melhor saúde cerebral e menor risco de demência”, escreveram os autores. Em imagem de arquivo, ciclista circula em 2012 na Avenida Paulista antes da criação de ciclovia Arquivo/Ardilhes Moreira/g1 Por que importa? A demência deve saltar de 55 milhões (2019) para 139 milhões (2050) no mundo. Medidas viáveis de atividade física, como o deslocamento ativo, podem somar-se às estratégias de prevenção — especialmente na meia-idade, faixa em que a atividade física integra fatores modificáveis do risco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Caminhada x pedal: nuances O trabalho não encontrou associação protetora para caminhada isolada em Alzheimer; já caminhada combinada a outros meios mostrou redução modesta. Os autores levantam a hipótese de que demanda cognitiva — como navegação espacial no pedal ou atenção ao caminho — possa contribuir, além da intensidade do esforço. Há um 'quanto' mínimo para obter benefício? Não neste estudo. A exposição foi medida por uma pergunta única sobre os meios de transporte usados com mais frequência nas últimas 4 semanas (excluindo o trajeto casa-trabalho). Ou seja, identifica-se o modo de deslocamento, não quantas vezes por semana, minutos ou quilômetros de pedal. Portanto, o trabalho não permite definir um limiar de prática a partir do qual os benefícios surgem Metodologia, pontos fortes e ressalvas O estudo é classificado como observacional de coorte com dados do UK Biobank . Ele analisou um grupo de 479.723 adultos (média de 56,5 anos). Entre os pontos fortes, analisa uma amostra grande, com longo seguimento. Entre as limitações, está o fato de os dados terem sido auto-relatados e medido uma única vez, o que não capta mudanças ao longo do tempo. Além disso, por ser uma amostra voluntária e com baixa diversidade racial/étnica (UK Biobank), os resultados podem não se generalizar; e o número pequeno de casos de demência precoce reduz o poder estatístico dessas análises. O trabalho é liderado por pesquisadores da Huazhong University of Science and Technology (Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, China), e foi publicado em 9 de junho de 2025 na revista científica "JAMA Network Open". O que ainda falta saber? Ainda não dá para afirmar que incentivar o pedal no dia a dia reduz os casos de demência. Para comprovar isso, são necessários estudos que acompanhem as mesmas pessoas por mais tempo (com medidas repetidas do modo de deslocamento), testem intervenções que estimulem parte do grupo a pedalar e incluam amostras mais diversas; assim será possível estimar a partir de que quantidade de pedal surgem benefícios e entender os mecanismos no coração, metabolismo e cérebro. Apesar disso, este estudo mostra uma associação consistente: pessoas que pedalam regularmente apresentaram menor risco de desenvolver demência — embora ainda não seja possível dizer se isso se deve ao exercício em si, ao raciocínio exigido ao pedalar ou a outros fatores (estilo de vida, ambiente).

Palavras-chave: tecnologia

Testes hormonais para menopausa são para todas as mulheres? Entenda como funcionam

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Testes hormonais para a menopausa não são recomendados como exame de rotina. Freepik Basta alguns dias de atraso na menstruação e o teste de gravidez surge como alternativa para tentar descobrir o motivo. Disponíveis em qualquer farmácia, eles não são 100% precisos, mas são muito populares para saber se a mudança no ciclo está acontecendo por causa de uma gestação. Mas bem menos conhecidos são os testes para quando a mulher para definitivamente de menstruar, conhecidos como testes hormonais para menopausa. ➡️Diferentemente dos testes de gravidez, que detectam a presença do hormônio HCG no organismo, os testes para a menopausa são de dois tipos principais: dosagem do hormônio FSH ou do hormônio AMH. (entenda mais abaixo) O ginecologista Luiz Francisco Cintra Baccaro explica que, ao contrário do que acontece em uma gravidez, os níveis desses hormônios podem variar muito ao longo do processo de climatério da mulher, o que não torna esses testes tão recomendáveis como no caso de gestações. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp 'O que me pegou foi a falta de libido': Fernanda Lima abre o jogo sobre a menopausa "O diagnóstico do climatério e da própria menopausa é basicamente feito de forma clínica, ou seja, é baseado em sintomas que a paciente apresenta e em sinais de hipoestrogenismo (baixos níveis de estrogênio no corpo)", analisa Baccaro, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Apesar de não ser recomendado como exame de rotina para mulheres que já estão na faixa etária do climatério, os testes são indicados em casos em que há dúvida sobre o diagnóstico ou em pacientes com menos de 45 anos que começam a apresentar sintomas de hipoestrogenismo. 👉Na reportagem abaixo, você entende melhor: Quais as diferenças entre os testes hormonais para a menopausa e os testes de gravidez – e por que exames para menopausa são mais imprecisos. Quais as diretrizes nacionais e internacionais para a detecção do climatério e da menopausa. Quando os testes hormonais para menopausa são recomendados e quais as limitações desse tipo de exame. Menopausa precoce: parar de menstruar antes dos 40 anos é normal? Veja sintomas e consequências dessa condição Testes hormonais para menopausa X testes de gravidez Ainda que ambos identifiquem a presença de hormônios no organismo da mulher e possam ser feitos em casa (autoteste, com exame de urina) ou em laboratório (exame de sangue), os testes hormonais para menopausa e os testes de gravidez funcionam de maneiras diferentes. 👶Os testes de gravidez detectam o hormônio HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), produzido pelo corpo da mulher logo após a fertilização do óvulo pelo espermatozoide. Ele é secretado pela placenta durante a gravidez. Baccaro lembra que esse hormônio só começa a ser produzido em grande quantidade no organismo a partir da fecundação, ou seja, não há níveis relevantes de HCG quando a paciente não está grávida – o que facilita o diagnóstico a partir dos testes. 🩸Já os testes hormonais para menopausa podem detectar diversos tipos de hormônios: FSH (hormônio folículo-estimulante) - substância produzida na hipófise que estimula a ovulação e a produção de estrogênio. É o tipo de exame mais utilizado nesses casos. LH (hormônio luteinizante) - também produzido pela hipófise, estimula a produção de progesterona e a ovulação e o desenvolvimento folicular. AMH (hormônio anti-mileriano) - substância produzida no ovário que indica a quantidade de óvulos disponíveis. Estradiol - produzido nos ovários, atua em processos como o desenvolvimento das mamas e dos óvulos, crescimento dos pelos pubianos e preparação do útero para a gravidez. Ao contrário do que acontece com o HCG no início da gravidez, a concentração do FSH – principal hormônio para se identificar o climatério – no corpo da mulher é muito variável, especialmente durante a transição para a menopausa. "A dosagem de FSH varia muito ao longo dos meses quando a mulher está na transição menopausal. [...] E isso não acontece, por exemplo, no caso de uma gravidez. Se a paciente não está grávida, o HCG vai ser sempre negativo", compara Baccaro. Flávia Fairbanks, mestre e doutora em ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda acrescenta que esses testes são uma tecnologia nova e que ainda devem passar por um processo de melhoria. Ela pontua também que todos os testes de urina estão sujeitos a interferências e, uma vez que o resultado depende dos níveis de FSH, a variação torna o exame voltado para a menopausa menos preciso. "Os testes estão dosando hormônios em que uma das possibilidades é o diagnóstico da menopausa, mas há outras alterações hormonais que eventualmente podem causar um desbalanço e interferir no resultado", analisa a ginecologista. VEJA TAMBÉM: Menopausa faz parte do ciclo natural da mulher Diagnóstico clínico Além dos testes para a menopausa serem considerados um pouco imprecisos, os especialistas destacam que a orientação internacional e nacional é que o diagnóstico seja feito de maneira clínica. ➡️A Febrasgo, por exemplo, determina que o diagnóstico da menopausa é clínico e definido pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, sem outras causas fisiológicas ou patológicas. A federação ainda indica que a dosagem do FSH pode ser usada para auxiliar na definição do quadro, especialmente em casos de menopausa precoce, mas a dosagem isolada não é determinante fora do contexto clínico. ➡️O mesmo é indicado pela Menopause Society e pela European Menopause and Andropause Society (EMAS). "Ainda hoje a gente tem a máxima de que o diagnóstico da menopausa é clínico. [...] Os exames são chamados de complementários e seriam só para confirmar o diagnóstico, não são obrigatórios", afirma Fairbanks. Recentemente, um artigo publicado na revista científica "The BMJ" alertou para a desinformação envolvendo a menopausa e os testes hormonais, reforçando a ausência de recomendação dos exames para o diagnóstico. "Os testes têm uso clínico limitado porque não há uma janela terapêutica claramente definida para a terapia hormonal na menopausa, e algumas técnicas de teste não oferecem uma avaliação precisa dos níveis hormonais", defendem os pesquisadores. 👉Baccaro ressalta que os principais sintomas que caracterizam, clinicamente, a aproximação da menopausa são: Ondas de calor, com rubor na face e na região central do tórax, que são muito intensas e tendem a durar poucos minutos. Insônia, muitas vezes provocada pelas ondas de calor que acontecem durante a madrugada. Alteração típica do sangramento menstrual, com espaçamento de meses entre cada menstruação (até que o processo deixe de acontecer). O ginecologista explica que, a partir do momento que a paciente está dentro da faixa etária prevista para a menopausa (a partir dos 45 anos) e começa a apresentar esses sintomas, já é possível dar o diagnóstico clínico da síndrome do climatério – que não precisa de nenhuma análise de dosagem hormonal para ser confirmada. Limitações dos testes Ainda que os testes não sejam indicados como exame de rotina e nem obrigatórios para definir se a mulher está se aproximando da menopausa, eles podem servir de apoio para o diagnóstico. "Os testes laboratoriais são recomendados quando há dúvidas quanto a esse diagnóstico. Por exemplo, se eu tenho uma paciente com mais de 45 anos, só que tenho certeza de que o sintoma que ela está apresentando é decorrente de um hipoestrogenismo, posso utilizar os exames para ajudar na análise", exemplifica Baccaro. Os ginecologistas também explicam que os testes podem ser usados por pacientes com menos de 45, para descartar uma menopausa precoce, por exemplo. Mas, nesses contextos, a investigação tende a ser bem mais complexa. Flávia Fairbanks pondera que, nessas situações, é necessária cautela para fechar o diagnóstico, acompanhando a paciente mais de perto por mais tempo. "Existem outros distúrbios hormonais que a mulher pode estar passando, como distúrbios endócrinos ou síndrome dos ovários policísticos, que podem levar a um quadro semelhante aos níveis hormonais na menopausa", compara Fairbanks. Além disso, eles destacam que os resultados também podem sofrer interferência se a mulher faz uso de pílulas anticoncepcionais. Para Baccaro, a grande limitação dos testes é que, além de dosarem hormônios com grande variação, sempre será necessária a análise de um médico para determinar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. Fairbanks ainda completa que esse tipo de diagnóstico é sempre muito delicado para a mulher, algo que dificilmente pode ser definido somente por um valor em um exame, ainda que o resultado seja realmente a menopausa. "Isso pode ter implicações para essa mulher do ponto de vista físico, de saúde em geral e também no aspecto emocional. A gente tem que ser sempre muito cuidadoso e ter muita certeza do diagnóstico que está sendo dado para aquela paciente", analisa.

Palavras-chave: tecnologia

Superbactérias resistentes a antibióticos podem superar mortes por câncer no mundo, alerta ONU

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Cientistas usam IA para descobrir novos antibióticos contra as superbactérias. A Organização das Nações Unidas (ONU) faz um alerta: até 2050, infecções causadas por superbactérias podem provocar dez milhões de mortes por ano no mundo, superando o número de vítimas de câncer. O Fantástico mostrou que o avanço da resistência bacteriana está diretamente ligado ao uso inadequado de antibióticos ao longo das décadas, que reduziu a eficácia desses medicamentos e abriu caminho para microrganismos mais fortes. VEJA O VÍDEO ACIMA. LEIA MAIS: Atleta contrai superbactéria que corrói a carne após entrar em piscina de hotel IA acelera descoberta de novos antibióticos no combate a superbactérias Alexis William Reprodução/TV Globo/Fantástico No Brasil, por exemplo, antibióticos chegaram a ser vendidos sem receita médica, o que contribuiu para acelerar a resistência. A preocupação é global: em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) listou 12 famílias de bactérias resistentes que representam ameaça prioritária à saúde pública. Ao mesmo tempo em que o cenário é alarmante, a ciência busca soluções. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, vêm utilizando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de novos antibióticos. Os algoritmos já projetaram mais de 36 milhões de moléculas e identificaram compostos com potencial antimicrobiano em tempo recorde. Antes, a criação de uma nova substância podia levar até dois anos; agora, os resultados aparecem em dias e já avançam para testes em laboratório e em animais. O objetivo é encontrar alternativas para combater bactérias que desafiam os tratamentos atuais, como as que causam gonorreia e pneumonia. Para especialistas, a inteligência artificial pode inaugurar uma “era de ouro” dos antibióticos, quase um século após a descoberta da penicilina. Em meio ao alerta da ONU, a tecnologia surge como uma das principais apostas para evitar que o mundo enfrente uma crise sanitária de proporções inéditas. Superbactérias são ameaça global, segundo estudo CDC Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.

O que é mitigação das mudanças climáticas e o que você pode fazer?

Publicado em: 23/09/2025 04:00

O que é mitigação das mudanças climáticas e o que você pode fazer? Com o aquecimento global e a ocorrência cada mais frequente de eventos extremos, se fala cada vez mais em mitigação das mudanças climáticas. 📌 Mas afinal, o que é isso? Mitigar é reduzir a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera. ➡️Mitigação é diferente de adaptação. Mitigar é evitar o problema. Já adaptar é se ajustar aos danos que já estão acontecendo, como preparar as cidades para enchentes ou secas mais frequentes. "A adaptação é a cara mais visível das soluções climáticas para as pessoas que estão nas cidades", disse Tatiana Oliveira, especialista em clima da WWF. Oliveira destacou o que considera essencial para a mitigação das mudanças climáticas: "em primeiríssimo lugar, a transição energética, ou seja, o emprego de tecnologias limpas para a geração de energia". Além disso, também são essenciais as soluções baseadas na natureza, como recuperar áreas degradadas e reduzir o desmatamento. A especialista citou ainda o mercado de carbono, que atribui um custo à poluição, fazendo com que empresas que emitem menos sejam mais competitivas. a COP 30 e nosso futuro Desmatamento lidera emissões no Brasil No Brasil, diferente da maior parte do mundo, em que a principal fonte de emissões é a energia, o desmatamento é o principal responsável pela emissão de poluentes, seguido da agropecuária. "Quando a gente fala de redução das emissões, existe um desequilíbrio muito grande entre aquilo que a indústria, de maneira geral, emite, e aquilo que os indivíduos emitem, então a solução para a poluição atmosférica não está só na iniciativa individual do consumidor, ela depende de uma série de políticas públicas e de financiamento público para que ela possa se realizar", disse Tatiana Oliveira. Ainda assim, a profissional destaca uma série de medidas que o cidadão comum pode realizar no seu dia a dia para contribuir com a diminuição das emissões: Usar o poder de compra para escolher produtos mais sustentáveis. Gerar menos lixo e evitar plásticos descartáveis. Separar o lixo reciclável do orgânico. Usar menos o carro, dar preferência ao transporte público, à bicicleta ou simplesmente caminhar mais. Na alimentação, priorizar produtos locais e da época, o que reduz transporte e desperdício. COP30 - O que é e como funciona o mercado de carbono? O que é mitigação das mudanças climáticas e o que você pode fazer? g1

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Brecha no WhatsApp permitiu espionar alvos com versões desatualizadas do app

Publicado em: 23/09/2025 03:00

WhatsApp Reuters/Thomas White Um grupo de usuários de WhatsApp para iPhone e Mac pode ter sido atingido por uma campanha de espionagem que aproveitou uma brecha no aplicativo. A estimativa é de que cerca de 200 pessoas em todo o mundo tenham sido alvos da operação. Elas receberam alertas do WhatsApp com instruções para restaurar seus dispositivos e sempre manter o aplicativo atualizado. Os ataques teriam sido concluídos graças a uma falha no processo de sincronização de mensagens entre dispositivos. O erro foi corrigido e informado pela plataforma no final de agosto. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o WhatsApp, uma verificação incompleta na etapa de sincronização permitia a terceiros processar no dispositivo da vítima conteúdos de sites maliciosos. Ainda de acordo com o aplicativo, a brecha poderia ser explorada em conjunto com uma falha da Apple em que a execução de arquivos de imagem mal-intencionados corromperia a memória do dispositivo. O WhatsApp e a Apple afirmaram que as vulnerabilidades podem ter sido exploradas em ataques contra alvos específicos. A falha afetou usuários das seguintes versões: WhatsApp para iOS (antes da versão 25.21.73) WhatsApp Business para iOS (antes da versão 25.21.78) WhatsApp para Mac (antes da versão 25.21.78) Para encontrar a versão do WhatsApp no seu dispositivo da Apple, clique em "Ajustes" (o ícone da engrenagem) e, então, em "Ajuda". Ataque 'zero-clique' A vulnerabilidade no WhatsApp permitiu o chamado ataque "zero-clique", segundo a empresa de cibersegurança ISH Tecnologia. Um ataque "zero-clique" é aquele em que o usuário não realiza nenhuma ação – como clicar em links ou baixar arquivos suspeitos – e, mesmo assim, seu dispositivo é invadido. "É um ataque muito sofisticado que envolve conhecimento avançado da vulnerabilidade", afirmou Paulo Trindade, gerente de Serviços de Segurança Cibernética da ISH Tecnologia. Com a possibilidade de enviar arquivos maliciosos para a vítima, cibercriminosos podem instalar programas espiões para ter o controle de praticamente todo o celular, incluindo câmera, microfone e histórico de chamadas. "Essas vulnerabilidades ocorrem em diversos sistemas. Ao escrever o código, pode não haver uma falha, mas ela surge ao ser combinada com outros fatores", disse Trindade. LEIA TAMBÉM: Lula e Janja encontram chefe do TikTok em Nova York e rede cita investimentos no Nordeste Nvidia anuncia investimento de até US$ 100 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido? Deu ruim: lançamento de óculos da Meta é marcado por falhas

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Prefeitura de Montes Claros ganha o prêmio nacional “Cidades Tecnológicas”

Publicado em: 23/09/2025 00:02

No Encontro Nacional Cidades Tecnológicas 2025, que aconteceu em Belo Horizonte nesta quinta-feira (28), o município de Montes Claros foi agraciado com o Prêmio Nacional Cidades Tecnológicas 2025, promovido pelo Sindicato da Indústria de Software e Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Sindinfor). As categorias em que Montes Claros se destacou foram: Conexão Digital, com o projeto “Conecta MoC: governança integrada que liga o cidadão ao futuro”; e Eficiência da Gestão Pública, com a iniciativa “A revolução digital na gestão urbana”. Recentemente, Montes Claros tem sido frequentemente elogiada em diversos meios de comunicação, especialmente na mídia de massa, sendo reconhecida como uma das melhores cidades para se viver, em contraste com o passado, quando a corrupção dominava e as prisões de gestores eram comuns. “O ConectaMoC reúne vários sistemas e contribui para a inovação tecnológica dentro da cidade, trazendo a tecnologia para aproximar o cidadão da Prefeitura de Montes Claros, levando a demanda do cidadão diretamente aos poderes que podem tomar decisões e, em contrapartida, levando a solução para aquele problema trazido pelo cidadão. Esse prêmio é um incentivo para que a gente continue fazendo e com a certeza de que estamos no caminho certo para levar mais tecnologia em benefício do cidadão”, destaca o diretor de tecnologia de Montes Claros, Amarildo Souza. A primeira edição do Encontro Nacional Cidades Tecnológicas, que aconteceu no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, junto com a primeira edição do Prêmio Nacional Cidades Tecnológicas, reuniu prefeitos, gestores públicos, equipes técnicas, parlamentares e lideranças de inovação de todas as regiões do Brasil. Foram premiados 56 projetos. De acordo com o presidente do Sindinfor e organizador do evento, Fábio Veras, este é um movimento nacional da indústria de software e tecnologia que tem o propósito de difundir práticas inovadoras e criar convergência para que prefeitos e gestores possam adotar soluções já testadas e reconhecidas pela sua eficácia. “Sempre acreditamos no poder das cidades e entendemos que reconhecer as boas práticas é a maneira mais eficiente de aglutinar o que de melhor as cidades do Brasil fazem. Queremos dar visibilidade aos softwares por meio dos seus usuários mais nobres, que são os municípios. Ao compilarmos as boas práticas nacionais, aqueles prefeitos que não sabem por onde começar, ou que têm poucos recursos, podem fazer uma escolha melhor”, explica Veras. Com três painéis dedicados a temas como “O que é inovação nas cidades na prática”, “O poder de iniciativas regionais com impacto internacional em cidades” e “O poder das cidades no adensamento de inovadores: gestão pública, empresários e juventude”, o encontro se tornou um espaço para diálogo e cooperação sobre os rumos da transformação digital das cidades. Gestores públicos, especialistas e representantes do setor apresentaram experiências em inclusão digital, inovação aplicada, sustentabilidade e iniciativas locais com impacto internacional.

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Como a sensibilidade ao ruído perturba a mente, o cérebro e o corpo

Publicado em: 23/09/2025 00:01

Freepik/Divulgação Toc, toc, toc. Toc, toc, toc. Ele está de volta: o ruído incessante dos meus novos vizinhos do andar de cima. Claramente, eles ainda estão em processo de pendurar quadros ou montar a nova mobília. No edifício bem isolado onde moro no centro de Berlim, na Alemanha, o ruído do apartamento vizinho estava muitos decibéis abaixo do nível que incomodaria qualquer pessoa. Mas, para mim, é um barulho muito irritante. Uma grave sensação de estresse corre pelo meu corpo. E a ansiedade é ainda pior. Quando eles vão terminar? Aquele não é o único ruído que me perturba. Percebo o baque suave através do meu teto quando as pessoas vão para a cama. Em algum lugar do edifício, ouço o barulho alto de um aspirador de pó e o som abafado de uma máquina de lavar. No outro, é o cachorro dachsund do vizinho que está latindo para ganhar um petisco. E nem vou falar dos sopradores de folhas e das lavadoras de alta pressão no lado de fora do prédio. O ruído, por menor que seja, interrompe minha concentração e prejudica minha paz de espírito. Faço parte do grupo de 10% a 40% da população em geral que tem sensibilidade a ruídos. Em outras palavras, o barulho me perturba e irrita mais do que a média das pessoas. É fácil refutar a sensibilidade ao ruído como sendo uma falha de personalidade, um sintoma a mais do fato de ser beligerante, queixosa e irritável de forma geral. Mas, nos últimos anos, cientistas descobriram que esta condição tem raízes biológicas reais. O cérebro das pessoas sensíveis ao ruído reage aos sons de forma diferente. E algumas realmente podem nascer com isso. O ruído afeta não só o humor imediato dessas pessoas, mas também sua saúde mental e física de longo prazo. Existem soluções simples para esta condição, mas conhecer os seus efeitos pode ajudar as pessoas sensíveis a ruídos a tomar medidas para tornar suas vidas mais toleráveis. "Poderíamos dizer que essa é uma daquelas questões frequentemente menosprezadas... que são simplesmente descartadas pelos profissionais de saúde", afirma o neurocientista Daniel Shepherd, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zelândia. Apenas nos últimos anos, "as pessoas realmente começaram a dizer 'OK, isso realmente prejudica a experiência dos pacientes'", segundo ele. "Precisamos realmente começar a cuidar disso." A sensibilidade ao ruído não é um diagnóstico médico formal. As pessoas podem descobrir se são sensíveis ao ruído preenchendo questionários, como a escala de sensibilidade ao ruído de Weinstein, que inclui 21 questões. Elas incluem, por exemplo, se você se irrita com pessoas sussurrando e abrindo embalagens de doces no cinema, com pessoas fazendo barulho quando você está tentando dormir ou trabalhar e até se o som da música perturba você quando tenta se concentrar em alguma coisa. A sensibilidade ao ruído é diferente de outras condições relacionadas ao som, como a misofonia, explica a médica Jennifer Brout, fundadora da Rede Internacional de Pesquisa sobre a Misofonia, com sede nos Estados Unidos. A misofonia é a baixa tolerância a certos sons específicos, como mastigar, limpar a garganta, batidas ou cliques. Estes ruídos ativam sensações intensas de repulsa ou raiva, segundo Brout. A sensibilidade ao ruído também é diferente da hiperacusia, que faz as pessoas sentirem dores ou desconforto extremo ao perceberem o som como se fosse mais alto do que a realidade. Já a sensibilidade ao ruído é uma reatividade geral a todos os sons, independentemente do seu volume real ou percebido. As pessoas sensíveis a ruídos acham o som, no mínimo, perturbador e ficam incomodadas, sentem raiva ou até medo ou ansiedade. "Eu me lembro de uma pessoa que descreveu a sensibilidade como ter um mosquito voando à sua volta", conta Shepherd. "Você simplesmente não consegue ignorar." Para as pessoas que têm medo dos ruídos, esta condição pode deixá-las estressadas a ponto de desencadear uma reação de lutar ou fugir. "Seus batimentos cardíacos aumentam, sua pressão sanguínea sobe", explica o psiquiatra Stephen Stansfeld, professor emérito da Universidade Queen Mary de Londres. E a qualidade do sono também pode ser prejudicada. Em um estudo de 2021 na China, pesquisadores acompanharam os padrões de sono de 500 adultos e os níveis de ruído noturno ao longo de uma semana. Eles concluíram que o ruído em si não afetou a qualidade do sono das pessoas, mas indivíduos sensíveis ao ruído costumavam achar seu sono menos restaurador. Eles avaliaram seu sono como menos repousante e afirmaram que se sentiam mais mal-humorados e com menos energia ao longo do dia. Efeitos à saúde física A exposição aos ruídos também foi relacionada a efeitos de longo prazo à saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes. E as pessoas sensíveis a ruídos podem sofrer mais impactos à sua saúde mental, segundo Stansfeld. Em um estudo de 2021, ele e seus colegas examinaram 2.398 homens da cidade de Caerphilly, no País de Gales, que foram expostos a diferentes níveis de ruído do trânsito. E os mais sensíveis ao ruído apresentaram maior propensão a sofrer de ansiedade e depressão a longo prazo. Isso pode ocorrer, em parte, porque as pessoas ansiosas são mais vigilantes em relação ao que acontece perto delas e, portanto, mais propensas a perceber barulhos. Mas também é possível que a sensibilidade ao ruído aumente a ansiedade. Em 2023, uma pesquisa reuniu 1.244 adultos que moram perto de aeroportos na França e concluiu que as pessoas gravemente perturbadas pelo nível de ruído das aeronaves (especialmente alguns indivíduos sensíveis a ruídos) eram mais propensos a avaliar sua saúde em geral como ruim. Mas por que algumas pessoas apresentam reação mais negativa ao ruído do que outras? Estudos do cérebro de pessoas sensíveis a ruídos revelam algumas indicações a este respeito. Shepherd e seus colegas conectaram aparelhos às pessoas, para medir a atividade elétrica no cérebro. Eles descobriram que os participantes que não eram sensíveis a ruídos mostravam atividade cerebral maior apenas quando os pesquisadores os expunham a sons ameaçadores. Já entre as pessoas sensíveis a ruídos, "seus cérebros costumavam acelerar independentemente do som, fosse ele ameaçador ou não", relembra ele. Shepherd e a neurocientista Elvira Brattico, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriram independentemente evidências de que isso está relacionado à forma em que o cérebro filtra as informações sobre sons que não são importantes. A equipe de Shepherd encontrou evidências de que, entre as pessoas sensíveis a ruídos, um grupo específico de células no núcleo geniculado medial — uma estação retransmissora de informações sobre sons que entram no cérebro — apresenta menos eficiência no seu trabalho de filtragem, em comparação com o cérebro de pessoas que não possuem a condição. A maioria das pessoas consegue "filtrar essas informações e seguir com sua vida, mas aquelas que têm sensibilidade a ruídos não fazem isso com facilidade", explica ele. Este tipo de filtragem também parece ser importante durante o sono. A maioria das pessoas exibe padrões característicos de atividade cerebral quando adormecem. Estes padrões são considerados importantes para nos acostumarmos aos ruídos ao nosso redor. Mas as pessoas com sensibilidade a ruídos apresentam esses padrões em menor quantidade. Esta descoberta ajuda a explicar por que elas são tão reativas a sons que não perturbam a maioria das pessoas. Mas o motivo que leva o cérebro a agir desta forma é um mistério. Um estudo finlandês sobre gêmeos sugeriu que a sensibilidade a ruídos, muitas vezes, é hereditária. Por isso, algumas pessoas podem ser predispostas à condição desde o nascimento. Mas também é possível que as pessoas que moram em ambientes barulhentos desenvolvam a sensibilidade ao longo do tempo, segundo Brattico. Pessoas com ansiedade, esquizofrenia e autismo são especialmente propensas a desenvolver sensibilidade a ruídos. E, embora algumas pessoas possam desenvolver a condição após lesões cerebrais traumáticas, para a maioria é normalmente algo que persiste ao longo da vida, segundo Stansfeld. "É muito difícil, em comparação com alguém que não tenha sensibilidade a ruídos, realmente se habituar ao som e, de fato, perder a sensibilidade", explica ele. É claro que a solução ideal seria combater as fontes do próprio ruído. Os urbanistas poderiam construir quintais internos silenciosos para os edifícios residenciais, usar borracha entre os ingredientes do asfalto para reduzir o ruído do trânsito ou construir paredes que realizem difração do som em torno das autoestradas e outras áreas barulhentas. Cidades da Bélgica e da França já começaram a implementar essas medidas, além de reduzir o limite de velocidade dos veículos, incentivar a infraestrutura para bicicletas e criar zonas de silêncio nos parques e ao longo dos rios. O ruído é uma causa real de problemas de saúde, mas "também pode ser evitado", destaca Stansfeld. Mas os progressos são lentos, o que faz com que muitas pessoas sensíveis a ruídos passem a cuidar de si próprias sozinhas, evitando regiões barulhentas, transformando seus espaços em áreas à prova de som ou recorrendo a plugues e abafadores de ouvidos, ou fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas estes métodos, muitas vezes, apenas abafam os sons, sem eliminá-los completamente. "Mesmo os ruídos baixos podem perturbar pessoas sensíveis a ruídos", segundo Brattico. Em alguns casos, tratar condições como a ansiedade com medicamentos pode ajudar, segundo Stansfeld. A terapia cognitivo-comportamental (uma forma de psicoterapia destinada a fazer a pessoa controlar seus comportamentos e reações psicológicas) pode fazer sentido para pacientes com medo de ruídos. "Eu mesmo tratei de uma pessoa com terapia cognitivo-comportamental e acho que pode ser bastante útil", afirma Stansfeld. Paralelamente, Brattico acredita que a terapia musical, com profissionais qualificados, também pode ser útil. Ela envolve a seleção de música suave e relaxante, para acalmar as pessoas e estabelecer associações positivas com o som. Para quem desejar tentar a autocura, Brattico recomenda música com instrumentos suaves, como piano ou harpa — música de câmara barroca ou renascentista, por exemplo. E, quando até a música perturba, a arteterapia pode ajudar. "Algo que seja relaxante e permita a expressão e a regulagem das emoções", orienta Brattico. No meu caso, usei plugues de ouvido, fones de ouvido com cancelamento de ruído tocando jazz e uma toalha enrolada na minha cabeça. Tudo isso acabou ajudando de alguma forma. Enquanto o mundo à minha volta continuar barulhento, posso pelo menos encontrar alguma paz de espírito em mim mesma. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

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Suicídios de adolescentes impulsionam onda de processos contra plataformas de IA nos EUA

Publicado em: 23/09/2025 00:01

Adolescente na cama mexendo no celular. Freepik Casos de pais acusando na Justiça aplicativos de inteligência artificial de prejudicarem a saúde mental e até incentivarem o suicídio de filhos adolescentes têm se multiplicado nos Estados Unidos nos últimos meses. Segundo as famílias, plataformas como o ChatGPT, da OpenAI, e a Character.AI foram negligentes e incentivaram o sofrimento de jovens. Essas ferramentas oferecem chatbots: canais de conversa projetados para fornecer interações semelhantes às humanas. A OpenAI e a Character.AI lamentaram os casos e anunciaram novos recursos de proteção a menores de idade (veja mais abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O ChatGPT é uma ferramenta de uso amplo, que busca auxiliar os usuários em tarefas práticas. Já a Character.AI permite criar e interagir com personagens virtuais, que vão de figuras históricas a conceitos abstratos. O aplicativo se popularizou entre jovens em busca de apoio emocional. Confira alguns processos que ganharam repercussão: Mãe diz que filho se apegou a personagem de IA Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular Em outubro de 2024, Megan Garcia entrou com um processo contra a Character.AI no tribunal de Orlando (EUA). Ela alega que o filho de 14 anos, Sewell Setzer III, se matou após desenvolver interações sentimentais e sexuais com uma personagem criada na plataforma, segundo a Reuters. O adolescente conversava com "Daenerys", uma personagem de chatbot inspirada na série "Game of Thrones" e compartilhava pensamentos suicidas. Megan afirma que o chatbot foi programado para “se passar por uma pessoa real, um psicoterapeuta licenciado e amante adulto”, o que teria aumentado o isolamento do garoto em relação ao mundo real. Além da Character.AI, Megan também processou o Google, alegando que a gigante de tecnologia contribuiu significativamente para o desenvolvimento da startup e deveria ser considerada sua cocriadora. A Character.AI foi fundada por ex-engenheiros do Google. Eles retornaram à empresa em agosto como parte de um acordo que deu à gigante de tecnologia uma licença não exclusiva da tecnologia da startup, segundo a Reuters. Mas o porta-voz do Google, José Castañeda, disse em um comunicado que a big tech e a Character.AI são empresas completamente separadas e não relacionadas, segundo a AFP. Segundo o The Washington Post, um dia após Megan entrar com o processo, a Character.AI anunciou pela primeira vez um recurso que exibe alertas automáticos a usuários que digitam frases relacionadas a automutilação ou suicídio, direcionando-os a canais de ajuda. Em novembro de 2024, outras duas famílias processaram a empresa no tribunal do Texas (EUA), em casos envolvendo saúde mental, mas que não terminaram em morte. Eles alegam que a plataforma expôs seus filhos a conteúdo sexual e incentivou a automutilação. Um dos casos envolve um adolescente autista de 17 anos que supostamente sofreu uma crise de saúde mental após usar a plataforma. O outro acusa a Character.AI de incentivar um menino de 11 anos a matar os pais por terem limitado seu tempo de tela. Regras para redes sociais: o que está em jogo na lei contra adultização e nas propostas de regulação das big techs Pais acusam ChatGPT de homicídio culposo OpenAI Reuters/Dado Ruvic Em agosto, os pais de Adam Raine, de 16 anos, processaram a OpenAI e o presidente-executivo da companhia, Sam Altman, no tribunal de São Francisco (EUA). Eles alegam que o ChatGPT contribuiu para a morte do adolescente. De acordo com a ação, Raine conversou por meses com o chatbot sobre suicídio. Os pais afirmam que a ferramenta validou pensamentos autodestrutivos, forneceu instruções sobre métodos letais e até se ofereceu para redigir uma nota de despedida, segundo a Reuters. A família pede indenização e acusa a empresa de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e de falhas de segurança no produto. ➡️Como a OpenAI reagiu A OpenAI disse estar “profundamente triste” com a morte e destacou que o ChatGPT possui salvaguardas, como redirecionar usuários em crise para linhas de apoio, segundo a Reuters. Após o processo, a empresa anunciou que o ChatGPT terá recursos de controle parental, que ajudam pais a monitorarem como seus filhos adolescentes usam o aplicativo. A atualização será liberada em outubro, segundo a empresa. Além disso, na terça-feira (16), a OpenAI anunciou que o ChatGPT poderá acionar autoridades se identificar que adolescentes estão com pensamentos suicidas durante o uso da ferramenta. A medida faz parte de um pacote de proteção para menores de 18 anos, que também inclui verificação de idade e novas ferramentas de proteção. Por que redes sociais têm tantos casos de exposição de crianças mesmo com sistemas de detecção 'Como ativar proteção no celular para limitar tempo e atividade do seu filho online Caso de Juliana Peralta Na terça-feira (16), os pais de Juliana Peralta, de 13 anos, acionaram a justiça no Colorado (EUA). Ela tirou a própria vida em novembro de 2023 após conversar por três meses com um chatbot da Character.AI, inspirado no personagem de videogame Omori. O jogo é descrito por usuários do IMDb, plataforma de críticas e avaliações online, como sendo de grande impacto psicológico. Segundo o processo, obtido pelo The Washington Post, o robô não sugeriu que a adolescente buscasse ajuda, não alertou os pais nem relatou o caso às autoridades, mantendo a interação mesmo diante do relato de intenção suicida. A família afirma que o app “rompeu os vínculos saudáveis” da adolescente com parentes e amigos. A Character.AI disse ao jornal norte-americano que leva a segurança a sério e tem investido em mecanismos de proteção. Plataformas sem IA como foco também são alvo de processos Mãe processa Roblox e Discord após filho de 15 anos sofrer abuso online Embora não tenham a inteligência artificial como núcleo, plataformas como Roblox e Discord também têm sido processadas por famílias nos EUA. Os casos envolvem adolescentes que sofreram assédio dentro dos aplicativos e acabaram tirando a própria vida. Essas plataformas são focadas em jogos e comunicação digital, sendo muito populares entre crianças e adolescentes. Segundo o The New York Times, só em 2025, mais de 20 processos federais nos EUA acusaram o Roblox de facilitar exploração sexual infantil. Um dos casos mais recentes é o de Becca Dallas, que entrou no dia 12 de setembro com um processo contra Roblox e Discord após a morte do filho, Ethan, de 15 anos. Ele era autista e cometeu suicídio em 2024, depois de anos de conversas com um homem de 37 anos que fingia ser adolescente nas plataformas e o chantageava para enviar fotos íntimas. Ao g1, o Roblox lamentou o caso e reconheceu que a segurança infantil é um desafio para toda a indústria de jogos online. Já o Discord afirmou que está “comprometido com a segurança”, e que exige que os usuários tenham pelo menos 13 anos. Onde buscar ajuda: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde); UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro e hospitais; Centro de Valorização da Vida (CVV) – telefone 188 (ligação gratuita) ou site. O CVV oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, com atendimento 24 horas por dia, sigiloso e gratuito.

Cartão de crédito, e-mail e redes sociais: o que a Lei Magnitsky pode mudar na vida da esposa de Alexandre de Moraes

Publicado em: 23/09/2025 00:00

Governo americano compara Alexandre de Moraes e sua mulher a Bonnie e Clyde A esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi punida pelo governo dos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky, nesta segunda-feira (22). Agora, o casal pode enfrentar dificuldades para acessar uma série de serviços financeiros e tecnológicos, uma vez que o próprio ministro também foi incluído na lista que pune estrangeiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ A Lei Magnitsky permite que os Estados Unidos punam cidadãos estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou corrupção em larga escala. De acordo com regulamentação publicada pelo governo americano em 2024, os alvos da Magnitsky têm os bens nos Estados Unidos bloqueados e ficam proibidos de entrar no país. Além disso, empresas e cidadãos americanos não podem prestar serviços ou realizar transações financeiras com pessoas punidas por essa lei. Especialistas costumam classificar a medida como "pena de morte financeira". Caso as sanções sejam desrespeitadas, todos os envolvidos podem ser penalizados pelo governo americano, inclusive empresas e cidadãos dos EUA. Viviane é advogada e comanda o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, em São Paulo. Ela atua em diferentes áreas jurídicas, como constitucional, administrativo, penal e empresarial. Ao justificar a medida, o governo dos EUA afirmou que a advogada fornece uma "rede de apoio financeiro" ao marido. Moraes foi punido pela Magnitsky no fim julho. 🔍 O g1 ouviu especialistas para entender como as sanções podem afetar a vida de Viviane. A esposa de Moraes pode enfrentar dificuldades para manter cartões de crédito ou acessar serviços básicos de tecnologia, como contas de e-mail e redes sociais. Gustavo Ribeiro, professor de Direito na American University Washington College of Law e Diretor do Programa de Estudos Legais e Judiciais Brasil-Estados Unidos, classifica a medida como algo muito grave. Clóvis Alberto Bertolini, advogado e doutor em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que empresas de origem americana ficam impedidas de se relacionar com Moraes. Nesta reportagem você vai ver: Ela perderá acesso a cartões de crédito? Ela pode manter conta em bancos brasileiros com ligação ao sistema americano? A sanção afeta apenas os bens nos EUA ou também no Brasil? Ela pode usar redes sociais e serviços digitais? Ela pode viajar para fora do Brasil? 1. Ela perderá acesso a cartões de crédito? Viviane e Alexandre de Moraes Divulgação Sim, é possível. A lei proíbe instituições financeiras de manter contratos de crédito com pessoas punidas, o que inclui cartões de crédito, débito e outras formas de financiamento. Com isso, Viviane pode perder acesso a cartões com bandeiras de empresas americanas, como Visa, Mastercard e American Express. "Se houver uma transação interbancária relativa ao uso do cartão que passe pelos EUA, a empresa pode ser punida, como já foi em outros casos. Isso pode levá-la a impedir as transações", explica Gustavo Ribeiro. Em agosto, o jornal O Globo afirmou que Moraes teve dois cartões das bandeiras Visa e Mastercard cancelados pelo Banco do Brasil. Como alternativa, a instituição ofereceu cartões de bandeira nacional com os mesmos limites. Voltar ao início. LEIA TAMBÉM Quem é Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa de Alexandre de Moraes que foi punida pelo governo Trump com Lei Magnitsky Lei Magnitsky: entenda norma usada pelos EUA para punir Alexandre Moraes e esposa Moraes chama aplicação da Lei Magnitsky contra esposa de 'ilegal e lamentável' 2. Ela pode manter conta em bancos brasileiros com ligação ao sistema americano? Caixa eletrônico banco agência bancária Adobe Stock Depende. Especialistas do setor financeiro avaliam que bancos de qualquer país que mantêm contas ou cartões para pessoas punidas pela Lei Magnitsky podem ser alvo de sanções. Sendo assim, o risco se estende também a bancos brasileiros, inclusive públicos, que tenham escritório nos Estados Unidos e atuem em operações de câmbio. Clóvis Alberto Bertolini lembra que vários bancos brasileiros têm operações por lá. Para evitar riscos, essas empresas poderiam, no limite, optar por encerrar o relacionamento com a esposa de Moraes. Gustavo Ribeiro acrescenta que empresas fora da jurisdição americana também podem, eventualmente, ser punidas se forem consideradas como prestando “apoio” ao alvo da medida. Segundo ele, no entanto, esse tipo de penalidade seria extremo e pouco comum. Entre as punições, segundo Ribeiro, estão multas, suspensão de licenças e até mesmo a abertura de um processo penal. Voltar ao início. 3. A sanção afeta apenas os bens nos EUA ou também no Brasil? Depende. A lei determina o bloqueio de tudo o que estiver no nome de Viviane nos Estados Unidos — ou sob controle de empresas ou cidadãos americanos. Isso inclui, por exemplo, organizações em que a esposa de Moraes tenha 50% ou mais de participação. Se um bem estiver no Brasil e não tiver ligação com pessoas ou instituições dos EUA, ele não deve ser afetado. Por outro lado, se um bem estiver sob controle de uma instituição financeira americana, mesmo que seja em uma filial dela no Brasil, o bloqueio pode ser aplicado. Voltar ao início. 4. Ela pode usar PIX, redes sociais e serviços digitais? Celular com redes sociais Hello I'm Nik / Unsplash Depende. O PIX, por ser um sistema brasileiro, não está diretamente sujeito às sanções dos EUA — então Viviane poderá continuar usando a ferramenta. Mas, de forma geral, ela está proibida de fazer qualquer transferência para cidadãos ou empresas americanas. Isso inclui, por exemplo, um americano que more no Brasil ou um brasileiro naturalizado que viva nos Estados Unidos e tenha uma chave PIX. No caso das redes sociais e serviços digitais, a situação complica. Clóvis Alberto Bertolini explica que a Lei Magnitsky também vale para empresas de tecnologia. Isso inclui gigantes como Google, Microsoft, Apple, Meta e Amazon. "Isso também se aplica para plataformas de pagamento como PayPal, serviços de hospedagem, nuvem e domínio como AWS, Azure, Google Drive, e redes sociais como Instagram, Facebook, X e YouTube", afirma. Na prática, Viviane pode sofrer restrições para acessar essas plataformas, criar contas de e-mail, ou assinar serviços de streaming, por exemplo. Gustavo Ribeiro lembra que, em tese, a prestação de qualquer tipo de serviço fica proibida — com exceções pontuais, como assessoria jurídica ou médica. Mas ele ressalta que a aplicação prática vai depender de quão rigoroso o governo americano será nesse caso. Voltar ao início. 5. Ela pode viajar para fora do Brasil? Avião da American Eagle, subsidiária da American Airlines Divulgação/Embraer Na prática, sim — desde que não seja para os Estados Unidos. Viviane, assim como Moraes, está proibida de entrar no país porque teve o visto revogado. Clóvis Alberto Bertolini lembra que algumas companhias aéreas têm sede ou operações nos EUA. Como a Lei Magnitsky também pode atingir empresas estrangeiras com presença nos Estados Unidos, a advogada pode eventualmente enfrentar restrições nesse sentido. Ainda assim, o advogado avalia que as medidas previstas pela lei são mais voltadas para instituições financeiras, sendo que as sanções são aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Voltar ao início. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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São José dos Campos estava sem receber 'alerta severo' da Defesa Civil há sete meses; relembre

Publicado em: 22/09/2025 22:17

Primavera começa com e ventania na região do Vale do Paraíba Após sete meses sem grandes riscos de estragos em decorrência de chuva, nesta segunda-feira (22) a Defesa Civil estadual emitiu um alerta severo para risco de temporal forte e ventania para São José dos Campos e municípios vizinhos. A Rede Vanguarda apurou que, até então, a última vez que São José dos Campos havia recebido um alerta desse tipo do órgão estadual havia sido no dia 13 de fevereiro de 2025 - há exatos sete meses e nove dias. Na época, o alerta emitido comunicou os moradores de São José sobre a possibilidade de chuva forte com raios e vento. Havia risco para alagamentos e deslizamentos - relembre aqui. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No dia do alerta feito em fevereiro, a cidade não chegou a registrar grandes estragos, mas no dia seguinte uma grande tempestade fez o dia virar noite, somou 3,5 mil quedas de raios e provocou estragos no Vale e região. Na data, pelo menos quatro vacas morreram após serem atingidas pela descarga elétrica de um raio em São José. O g1 apurou que os animais estavam debaixo de uma árvore no pasto de uma fazenda, se protegendo da chuva, quando foram atingidos pelo raio. Algumas das vacas estavam prenhas. Sete meses depois, nesta segunda-feira (22) o alerta da Defesa Civil apareceu nos celulares às 14h55 junto com um som agudo e vibração. No texto, a Defesa Civil informou: "Temporais com rajadas de vento nas próximas horas em São José dos Campos e região. Risco de quedas de árvores e destelhamento. Abrigue-se!". E a previsão do alerta se concretizou. Com o avanço do temporal, em São José dos Campos houve rajadas de ventos de até 109 km/h, quedas de árvores, falta de energia e até explosão de poste, por exemplo. Até o momento, há estragos, mas sem relatos de feridos. Galho de árvore cai durante temporal e destrói carro em São José dos Campos, SP Bruna Capasciutti/TV Vanguarda Na cidade, foram registradas pelo menos 38 quedas de árvores e galhos. Um desses galhos atingiu em cheio um carro que estava estacionado e que ficou destruído. Uma vendedora escapou por pouco. Ela contou que estava descansando no carro, quando recebeu o alerta da Defesa Civil e resolveu voltar para o trabalho. Dez minutos depois, a chuva chegou forte e o galho desabou no local onde o carro dela estava - leia o relato aqui. O alerta foi desenvolvido pelo governo federal para sinalizar riscos de desastres e orientar a população. Os alertas usam a tecnologia “cellbroadcast” e "saltam" na tela do celular, sobrepondo-se a qualquer conteúdo que esteja sendo exibido no momento - leia mais abaixo. Todas as 46 cidades do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte de SP e região bragantina estão em situação de alerta por causa da chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de chuvas intensas nesta semana. Cellbroadcast: saiba como ativar as notificações de alerta severo da Defesa Civil Em caso de emergências, os moradores podem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199. Defesa Civil emite 'alerta severo' para chuva forte em todo o Vale do Paraíba; há risco de quedas de árvores e destelhamento de casas Theo Silva/TV Vanguarda Tecnologia de alerta O novo sistema de alerta de desastres do governo federal começou a funcionar no fim de 2024. A partir da localização dos celulares, a Defesa Civil de cada estado envia a mensagem de acordo com o nível de risco para enchentes, deslizamentos e outros desastres relacionados à chuva. O recebimento do aviso não depende de um cadastro do usuário. Além de não precisar de cadastro, o alarme sonoro funciona até mesmo em celulares no modo silencioso e só sai da tela se o usuário mostrar que leu a mensagem, em uma tecnologia chamada “cellbroadcast”. Para receber o sinal, é preciso ter um celular comprado depois de 2020 – cujos modelos já são compatíveis com a tecnologia – e acesso às redes 4G ou 5G das operadoras. Veja a previsão do tempo para a região com a chegada da primavera Imagem de arquivo - Alerta severo da Defesa Civil Defesa Civil/Divulgação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Construções sustentáveis: usar o que tem à mão é a essência das bioconstruções

Publicado em: 22/09/2025 21:53

A primeira reportagem da série sobre construção sustentável mostra a bio-construção O Jornal Nacional apresenta, nesta semana, uma série especial de reportagens sobre sustentabilidade. Um tema central na COP 30, marcada para novembro, em Belém. Mas o foco é especificamente num setor que tem peso importante nas emissões de carbono: a construção. E a primeira reportagem mostra soluções com técnicas muito antigas. A casa da gente é nosso pedacinho de chão... e é esse mesmo chão que guarda materiais de construção baratos, resistentes, fáceis de trabalhar... como a terra. Com água e areia vira parede, e se a obra for bem feita, dura, viu? Uma do XVIII Foi restaurada, mas as paredes de taipa de pilão resistiram ao tempo... Se a gente tivesse “visão de raio-x”, enxergaria a terra compactada em camadas, sem a necessidade de uma estrutura metálica. Uma técnica milenar! Em tempos de mudanças climáticas, não dá para falar em arquitetura do futuro sem voltar ao passado. A psicóloga Lia Albejante quis contornos contemporâneos no jeito ancestral de construir. Ela diz que a vontade de sair da capital para o interior teve a ver com a história dela, que nasceu na Amazônia. "Eu sempre tive vontade de voltar para a natureza. A escolha da taipa de pilão já é uma primeira conexão com o terreno, com a terra que me receberia aqui, né?" Depois de atravessar as estações do ano na casa nova, está certa de que nossos antepassados sabiam o que estavam fazendo quando construíram com terra. "Ela isola a temperatura. Então se está muito frio lá fora aqui está menos frio, se está muito calor lá fora aqui dentro está menos." E sem a ameaça do barbeiro, o inseto que transmite a doença de Chagas. Lá a taipa foi bem feita, sem buracos ou rachaduras, num ambiente ventilado e iluminado. Dá para ver direitinho as camadas que formam a parede. "A forma ela, ela é aqui ó, essa linha aqui. Pega duas. E vai compactando. Aí, traz mais uma camada da forma, né, de madeira. E vai preenchendo." As formas de madeira viraram bancada da cozinha. A parede dos fundos da casa é também o muro de arrimo. "E aí essas pedras, uma parte foi trazida de fora, mas grande parte foi do próprio corte do terreno. Então, a gente decidiu fazer a contenção já sendo uma parede da casa". Usar o que tem à mão é a essência das bioconstruções. Uma planta que atravessou séculos porque é resistente, versátil, cresce rápido, se regenera fácil e ainda sequestra carbono da atmosfera: por tudo isso os arquitetos consideram o bambu um material de alta tecnologia. Para quem procura resgatar conhecimentos antigos. Para quem procura no passado construções com vista para o futuro. A construção de bambu fica no meio da mata da região serrana do Rio de Janeiro, dentro de um instituto que ensina quem quer construir "fora da caixa". "Bio arquitetura é um jeito de construir sem destruir. Então, a gente sempre fala de técnicas de alto impacto: alto impacto social, alto impacto cultural e o baixo impacto ambiental", comenta Aga Probala, codiretora do Instituto Tibá. Pés na massa! "Aqui a gente está preparando uma massa plástica para poder começar a produção de tijolos de terra crua, que é chamado de Adobe. A gente precisa atingir a umidade ideal e o ponto ideal da massa que é um traço mais assim cremoso, né? De purê", diz Caio Martins, bio arquiteto e professor do Instituto Tibá. O Caio ensina que os tijolos secam naturalmente, não vão para o forno. Ele é arquiteto e já foi aluno no instituto. Hoje, dá aulas para pessoas das mais diferentes áreas, como o Victor, engenheiro florestal que quer construir no litoral da Bahia. "Onde a gente mora não tem tanta mão de obra assim. A ideia é que a gente mesmo coloque a mão na massa", comenta Victor Kelechi Emenekwum, engenheiro florestal. Falta mão de obra especializada e conhecimento que não se ensina nas faculdades. Por isso que a arquiteta Glaucia está aqui. "A gente está o que que está disponível, né?", pontua Glaucia Maia de Oliveira, arquiteta. Uma volta pelo espaço com o diretor do instituto mostra que opções não faltam. Camuflado pelo telhado verde, o chalé para hóspedes é um mostruário! "Aí, a gente tem esse deck de pinbu, que são ripas de bambu gigante. E isso é uma técnica que chama de salsichas de terra. É tipo uma terra líquida ensacada. Aqui a gente tem piso de terra, reboco de terra. Os adobes pintado com cal branco. Essa parede aqui é pau a pique ou bambu a pique. E aqui é o revestimento polido, manualmente fechando os poros, então ele é bem liso", diz Marc Van Lengen, diretor do Instituto Tibá. O Marc diz que um projeto de bioconstrução custa, em média, 10% mais caro que o convencional, porque é muito artesanal. Desde o corte do bambu, passando pelo trançado da estrutura da parede de taipa de mão... até preencher cada vão com barro... tudo é feito à mão. Voltar no tempo também foi a proposta dos fundadores de uma ecovila, no interior de São Paulo. Eles recuperaram a floresta desmatada 25 anos atrás, e as construções têm regras. "Tem um limite de cimento, um limite de madeira para usar, não pode fazer de qualquer jeito", comenta Edson Hiroshi, fundador da Ecovila Clareando, em Piracaia, SP. O resultado são construções criativas, divertidas até! A casa do Luc copia um projeto já testado na natureza. "A gente usa areia, o feno, esterco, pedrisco, pó de pedra e a terra. E aí vai pegando as bolotinhas e modelando as paredes. É a mesma técnica do joão-de-barro, que ele faz redondinho e vai colocando e modelando", afirma Luciano Pereira da Silva, o Luc Bambu, bioconstrutor. O nome dessa técnica é cob, e não é a única que permite dar forma aos sonhos. "Na verdade, eu tinha a ideia de vir para cá para construir uma casa redonda", comenta Taíse Motta, pesquisadora. E foi assim que a Taíse ouviu pela primeira vez a palavra superadobe: um método que viabilizaria as paredes redondas! Repórter: Essa parede que a gente tá vendo aqui é superadobe? Taise: Sim. Repórter: Então é feita basicamente de terra... Taise: Terra e bobina de ráfia. E aí a terra vai dentro dessa bobina e ela é socada e é colocada em forma de fiada. Repórter: Umidade?" Taise: Umidade não existe, porque ela é impermeabilizada. Repórter: Segura? Taise: 100%. Repórter: Vamos lá, vamos conhecer a casa da Taíse por dentro. Aqui é a sala, e a cúpula faz parte da sala também, né? Taise: É um quarto da laranja. Repórter: E dá para ver que não tem uma rachadura, não tem uma infiltração... Taise: Não tem nada. Isso aqui é 100% terra pilada. Repórter: Qual a manutenção que dá? Taise: Nenhuma. Quando é bem feito, nenhuma. Ainda não tem por aqui casas 100% bioconstrução. Mas o fundador da ecovila diz que é um caminho sem volta. "Quanto mais casa de bioconstrução tiver, menos cimento vai usar, menos madeira amazônica vai usar, e menos ferro que demanda muito carbono para produzir. Cada passo que der nessa direção o planeta agradece", diz Hiroshi. Construções sustentáveis: usar o que tem à mão é a essência das bioconstruções Reprodução/TV Globo

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Marfrig e BRF anunciam conclusão de acordo que dá origem à MBRF

Publicado em: 22/09/2025 21:09

Marfrig e BRF anunciam fusão das marcas Marfrig/Reprodução As empresas de alimentos e processadoras de carnes Marfrig e BRF anunciaram nesta segunda-feira (22) a conclusão da fusão, resultando na criação da MBRF. A nova empresa será listada na B3, a bolsa de valores brasileira, com o ticker MBRF3, a partir desta terça-feira. A MBRF, com receita líquida anual de cerca de R$ 160 bilhões — 38% provenientes de produtos processados — reúne marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, consolidando presença em 117 países. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Sua plataforma mutiproteínas amplia a competitividade, aumenta as opções para seus clientes e fortalece a capacidade de inovação para atender às necessidades dos consumidores", disse a nova empresa. Miguel Gularte, CEO da BRF, foi nomeado presidente-executivo da MBRF e responderá ao chairman Marcos Molina, fundador da Marfrig e controlador da nova companhia. O Comitê Executivo da nova empresa será formado por oito vice-presidências. São elas: Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia, liderada por José Ignácio Scoseria Rey; Mercado Halal, liderada por Fábio Mariano; Mercado Brasil e Marketing, liderada por Manoel Martins; Mercado Internacional e Suppy Chain, liderada por Leonardo Dall’Orto, que assume negócios no Chile; Bovinos, liderada por Alisson Navarro, que também cuida dos negócios do Uruguai e da Argentina; Jurídico, Tributário, Assuntos Corporativos e Gente, liderada por Heraldo Geres; Operações Industriais e Logística, liderada por Artemio Listoni; Agro e Qualidade, liderada por Fabio Stumpf. A fusão da Marfrig — especializada em carne bovina, com operações no Brasil e nos Estados Unidos — com a BRF, focada em carnes de aves e suínos, poderá intensificar a concorrência com a JBS, gigante global presente nos três principais segmentos de proteína animal e também atuante em alimentos processados. Entenda o impacto do tarifaço de Donald Trump para o agro do Brasil

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Após dia de estragos causados por tempestade, Nunes não dá prazo, mas diz que 'teremos rapidamente o restabelecimento da cidade'

Publicado em: 22/09/2025 20:43

Após dia de estragos causados por tempestade, Nunes não dá prazo, mas diz que 'teremos rapidamente o restabelecimento da cidade' O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta segunda-feira (22) à TV Globo que "teremos rapidamente o restabelecimento da cidade" após os estragos causados pelas chuvas e rajadas de vento na capital. Ele, no entanto, não deu um prazo para isso vai acontecer. "Com 122 equipes bem preparadas e todos os instrumentos para desenvolver suas atividades, nós teremos rapidamente o restabelecimento da cidade", afirmou ele à TV Globo. Segundo ele, 128 árvores caíram na capital nesta segunda. Rajadas de vento de 98,2 km/h atingiram a Grande São Paulo em um cenário que fez o céu escurecer e causou estragos em várias regiões. A força dos ventos, atrelados à forte chuva, provocou destelhamento de imóveis, queda de árvores e energia, além de transtornos no trânsito. Nunes afirmou que 122 equipes da administração municipal estão mobilizadas em todas as regiões para minimizar impactos e garantir a segurança dos paulistanos, em razão dos prejuízos causados por chuvas e ventos. Acompanhe em tempo real os estragos causados pelo temporal Mansões destelhadas, cachoeira em aeroporto, desabamento de teto de estação de Metrô Segundo o prefeito, algumas árvores seguem caídas em redes de energia e podem colocar em risco a vida dos funcionários da prefeitura. "A Enel não tem aumentado suas equipes. Proporcionalmente, a empresa é que tem a menor equipe para o maior número de pessoas sem energia [entre as concessionárias do estado de São Paulo]", justificou. Nunes em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (22) após estragos causados em tarde com tempestade dem SP Reprodução/TV Globo O boletim da Enel, distribuidora de energia elétrica responsável pelo serviço na capital, publicado às 20h34, apontou que 443.387 imóveis ainda estava sem energia elétrica na Grande São Paulo. Segundo o diretor de operações da Enel, Marcio Jardim, a empresa teve, ao longo do dia, mais de mil equipes trabalhando na rua. "Estamos com mais de 350 equipes em campo atuando para restabelecer energia para todos os fornecedores, não só em São Paulo, mas em toda a nossa concessão", disse ele à TV Globo. "Por agora, de fato, não consigo precisar qual horário [a energia será restabelecida], dado que estamos levantando todo o estrago. Amanhã acredito que teremos precisão. Mas seguimos a madrugada inteira atuando com as equipes em campo para antecipar o restabelecimento. O estrago começou na madrugada. Da meia-noite às 6h, já havíamos restabelecido 70%. E houve nova chuva por volta das 14h30 com impacto mais severo." O estado de atenção para chuvas começou às 13h45 em todas as regiões da capital e foi encerrado às 15h02. A instabilidade já se afastou para o Litoral Norte e o Vale do Paraíba, segundo dados da Defesa Civil. Para as próximas horas, a previsão é de céu nublado e chuvas fracas e isoladas. Rajadas de vento Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as maiores velocidades registradas foram: 98,2 km/h no Aeroporto Campo de Marte, Zona Norte, às 14h08; 92,1 km/h na estação meteorológica do CGE em Santana, Zona Norte, às 14h20. O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, de São Paulo, registrou ventos de 87 km/h, segundo cálculos do próprio aeroporto. O recorde na cidade, segundo a Defesa Civil, foi registrado em 12 de outubro de 2024, com 107,6 km/h. A Defesa acionou equipes para atender ocorrências relacionadas à ventania em bairros das zonas Sul e Oeste. Placas de sinalização e galhos também foram derrubados. Com a chegada da massa de ar frio de origem polar, as temperaturas vão cair nos próximos dias. Confira a previsão: Terça-feira (23): céu encoberto, garoa ocasional, mínima de 14°C e máxima de 18°C; Quarta-feira (24): muitas nuvens, possibilidade de garoa no início e no fim do dia, mínima de 13°C e máxima de 17°C. Os termômetros seguem em queda até sexta (26), quando a mínima deve ficar em 10 °C. Alerta severo A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta na tarde desta segunda-feira (22) para temporais com rajadas de vento na capital e na região metropolitana de São Paulo. Houve registros de quedas de árvores e destelhamentos na Grande São Paulo, além de falta de energia: boletim da Enel das 15h19 apontava que 579.531 imóveis estavam sem luz. Passageiros no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, registraram o momento em que a água da chuva invadiu a área do terminal próxima ao portão 4 (veja no vídeo abaixo). Saguão no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de SP, fica alagado Parte do teto da Estação Brás, da CPTM, no Centro, importante polo de transporte na cidade de São Paulo, que tem como um centro de integração entre Metrô e trem, desabou. Nas imagens, é possível ver água da chuva caindo no saguão da estação e o chão molhado. Parte de teto da estação Brás, em SP, caiu No início da tarde, por volta das 14h, o tempo fechado e a chuva forte fizeram o "dia virar noite", com o céu cinza escuro. Uma imagem impressionante registrou o momento em que uma tempestade de aproxima da região da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. No vídeo abaixo, a é possível ver uma nuvem de chuva avançando rapidamente sobre prédios. Em instantes, a visibilidade é totalmente encoberta e o "dia vira noite". Imagem mostra tempestade chegando na Barra Funda, na Zona Oeste de SP O alerta, emitido pelo sistema de mensagem automática da Defesa Civil, envia mensagens automáticas para todos os celulares na área de risco, independentemente do cadastro prévio ou do CEP. Todos que receberam o SMS devem se abrigar. Tempestade atinge região da Vila Cordeiro, na Zona Sul de SP "Alerta severo: temporais com rajadas de vento nas próximas horas na capital e Região Metropolitana. Risco de queda de árvore e destelhamento. Abrigue-se", diz a mensagem. Alerta da Defesa Civil emitido nesta segunda-feira (22). Reprodução Mais cedo, duas árvores caíram em razão da ventania e bloquearam totalmente um trecho da Alameda Santos, na região da Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Os carros que precisavam passar pelo local tiveram desviado na contramão e pela calçada. A queda ocorreu por volta das 6h15 perto do número 1780 da Alameda Santos, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Árvores caem sobre carros e bloqueiam totalmente trecho da Alameda Santos Moradores de bairros da capital paulista e da região do ABC Paulista relataram falhas no fornecimento de energia elétrica na manhã desta segunda-feira (22). O problema atingiu principalmente as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema. Em São Bernardo, 74% das os clientes da Enel ficaram sem energia, com cerca de 271 mil endereços sem fornecimento. Na cidade de Santo André e Diadema, respectivamente, 29,6% e 14% dos imóveis estavam sem luz até às 11h45. Segundo a Enel Distribuição São Paulo, o problema foi causado por um desligamento em uma subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, ocorrido por volta das 10h50. Cerca de 900 mil clientes foram afetados no total. "A Enel Distribuição São Paulo informa que um desligamento em subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, ocorrido por volta das 10h50 de hoje (22), afetou o fornecimento de energia para cerca de 900 mil clientes da distribuidora. Até as 11h22, todos os clientes impactados por essa ocorrência tiveram o serviço restabelecido", disse a empresa por meio de nota. A concessionária afirmou ainda que fortes ventos, acompanhados de chuvas, persistem na área de concessão desde a madrugada de segunda-feira (22) provocando queda de galhos e árvores e danos à rede elétrica em diversos pontos. "A distribuidora reforçou as equipes em campo e segue atuando para restabelecer o serviço", declarou. A Isa Energia Brasil também emitiu nota dizendo que "houve uma ocorrência numa subestação da companhia, localizada em Santo André (SP), impactando o fornecimento de energia elétrica para a distribuidora Enel. "A recomposição das cargas se iniciou de forma imediata, coordenada pelo ONS em conjunto com a distribuidora. Até as 11h22, segundo a distribuidora, todos os clientes impactados por essa ocorrência tiveram o serviço restabelecido. A causa da ocorrência segue em investigação pelas equipes técnicas da Isa Energia Brasil", afirmou a companhia. Censo das árvores A Prefeitura de São Paulo anunciou há dez dias que vai realizar um novo censo das árvores localizadas nas calçadas e canteiros da cidade. A iniciativa, que utilizará tecnologia de laser e inteligência artificial, pretende mapear cerca de 650 mil árvores e avaliar suas condições. A última contagem foi feita há dez anos, por meio de fotos aéreas, sem detalhamento sobre o estado das árvores. O novo levantamento será feito com veículos equipados com um scanner a laser, capaz de disparar feixes a até 300 metros de distância e 30 metros de altura, criando mapas em 3D das árvores encontradas pelo caminho. São Paulo será a primeira cidade do Brasil a utilizar esse tipo de tecnologia aliada à inteligência artificial. O investimento é de quase R$ 19 milhões. Árvores caíram na Alameda Santos Aldieres Batista/TV Globo

Wagner Moura volta ao teatro após 16 anos com peça que terá participação do público e finais que podem mudar a cada exibição

Publicado em: 22/09/2025 20:15

Wagner Moura retorna ao teatro depois de 16 anos O ator Wagner Moura voltará a fazer teatro após 16 anos afastado dos palcos, com uma peça inédita que terá participação do público e finais que podem mudar a cada exibição. A pedido do artista, a estreia acontecerá em Salvador, cidade natal dele, e os detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (22), durante coletiva de imprensa. O encontro reuniu Wagner Moura, que é o protagonista; os atores Danilo Grangheia e Júlia Bernart, que interpretam o irmão e a filha dele; e a diretora Christiane Jatahy, responsável pela encenação. "O meu axé é aqui. Eu sinto que, de alguma forma, quando eu faço alguma coisa fora do Brasil, se eu sou especial de alguma forma, é porque eu sou daqui. É porque ninguém que está lá viveu o que eu vivi aqui, teve a cultura que eu tenho daqui. Isso é o que me faz interessante", destacou o ator. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia “Um Julgamento - depois do Inimigo do Povo” estreia no dia 3 de outubro e segue em cartaz até o dia 12. Os ingressos custam R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira) e estarão à venda no site Sympla, a partir de quarta-feira (24). Danilo Grangheia, Wagner Moura, Christiane Jatahy e Júlia Bernart, em Salvador Alan Oliveira/g1 Bahia O espetáculo foi criado a partir da peça "Um inimigo do Povo", de Henrik Ibsen. O texto e o roteiro têm parceria de Lucas Paraizo, um dos mais profícuos e premiados roteiristas de cinema e séries autorais brasileiro, Christiane Jatahy e Wagner Moura, que escolheu a história para marcar esse retorno. "O 'Inimigo do Povo' sempre foi uma peça que eu tinha uma inquietação, porque, no final das contas, é sobre a verdade e as consequências da verdade. Me assusta muito a relativação da verdade no mundo, sobretudo com as fake news, com a tecnologia. A tecnologia que faz com que a gente veja uma coisa que é a realidade", contou Wagner. Na peça, o personagem principal, Thomas Stockmann, vivido por Wagner Moura, depois de denunciar que as águas do balneário da sua cidade estão contaminadas, luta em um julgamento público para provar que ele não é um inimigo do povo. É nesse momento que o público entra. Segundo Christiane Jatahy, cada espetáculo contará com a participação de 11 pessoas da plateia, que irão compor o júri. Na capital baiana, o espetáculo acontecerá no Trapiche Barnabé, espaço histórico, localizado no bairro do Comércio, que receberá uma peça pela primeira vez. O g1 visitou o espaço de encenação. No local, que é climatizado, diferentemente do espaço onde normalmente acontecem shows, foi montada uma arquibancada. Dessa forma, o público ficará acima dos artistas. "A gente está falando de passado. O 'Inimido do Povo' é uma peça do século 19. Então, a gente traz esse passado na dramaturgia, porque a gente se refere a ele, mas esse espaço aqui é carregado de memória. Então, essa memória está ali e isso se presentifica de uma forma muito bonita", afirmou Christiane. Outra coisa que muda no espetáculo são os demais atores que integram o elenco. Em Salvador, uma dupla de baianos fará apeça: Fernanda Paquelet e Marcelo Flores. Os artistas das próximas cidades da programação ainda não foram divulgados. Arquibancada foi montada no Trapiche Barnabé para a peça Alan Oliveira/g1 Bahia LEIA MAIS: Wagner Moura começou a carreira no teatro em Salvador quando ainda era adolescente; relembre a trajetória 'O baiano tem o molho': O Kannalha exalta baianidade em hit que embala torcida por Wagner Moura em corrida pelo Oscar 'O agente secreto' terá exibições especiais em cinema de Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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