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Furto de material biológico na Unicamp: veja a linha do tempo do caso

Publicado em: 30/03/2026 07:37

Furto de material na Unicamp: veja a linha do tempo do caso Um caso que mistura ciência e investigação policial mobiliza autoridades dentro de uma das principais universidades do país. A suspeita de furto de material biológico em laboratórios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) levou à atuação da Polícia Federal à prisão de uma professora. Veja, a seguir, a cronologia completa do caso. Fevereiro No dia 13 de fevereiro, uma pesquisadora do Laboratório de Virologia percebe o desaparecimento de caixas usadas para armazenar amostras de vírus. Entre os dias 24 e 25 de fevereiro, datas chave nessa história, o doutorando Michael Edward Miller, de 46 anos, aluno do Instituto de Biologia, é visto entrando diversas vezes no laboratório em horários incomuns — tarde da noite e no início da manhã — e saindo carregando objetos. Em uma dessas ocasiões, uma aluna de pós-graduação presencia uma dessas saídas e estranha a situação, comentando com colegas. Ainda no dia 25, outra cientista nota o desaparecimento de várias amostras de vírus, o que intensifica as suspeitas. Uma pesquisa nas câmeras de vigilância mostra que desde novembro, Michael e a professora Soledad Palameta Miller frequentavam o laboratório de virologia quando não havia ninguém. Março No dia 3 de março, o caso chega à diretoria do Instituto de Biologia. No dia 13 do mesmo mês, o IB encaminha o caso à reitoria, que então aciona a Anvisa e a PF, porque biossegurança é assunto federal. No dia 21, acontece a operação. A Polícia Federal realiza uma busca na casas dos suspeitos e na Unicamp. Na residência do casal, nada é encontrado. Já na Unicamp, Polícia Federal localiza parte do material desaparecido, dentro de um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde trabalha a professora Soledad. O laboratório é lacrado. A polícia descobre que, no fim de semana e na segunda-feira seguintes à ação da PF, a professora Soledad foi a um laboratório vizinho ao de virologia. Ali, segundo os investigadores, estavam escondidas outras amostras furtadas, sem o conhecimento dos responsáveis pelo espaço. De acordo com a apuração, houve tentativa de descarte de material biológico e descaracterização de rótulos e marcações para dificultar a identificação das amostras. Laboratório lacrado na Unicamp após furtos de amostras biológicas. Reprodução/Fantástico Soledad Palameta Miller é presa. Ela passa uma noite detida e depois é liberada para responder ao processo em liberdade provisória. Embora a Unicamp afirme que nenhum dos vírus era geneticamente modificado, a professora vai responder por transporte irregular de organismos biológicos, fraude processual e por expor a perigo a vida e a saúde de outras pessoas. A Polícia Federal investiga se o material retirado do laboratório de segurança NB3 teria alguma relação com a empresa de biotecnologia da qual o casal é sócio. A defesa dela e de Michael não se manifestou. Em nota, a Unicamp afirmou, em nota, que o episódio foi um "caso isolado em consequência de circunstâncias atípicas". Furto na Unicamp: professora e o marido dela estão no centro das investigações Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas de um laboratório da Unicamp Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Por que CEOs de tecnologia de repente estão culpando a IA por demissões em massa?

Publicado em: 30/03/2026 07:18

Líderes do setor têm atribuído os cortes de empregos ao avanço das ferramentas de IA e ao aumento das demandas de investimento na área Reuters via BBC Demissões abrangentes em empresas de Big Tech se tornaram uma tradição anual. A forma como executivos explicam essas decisões, no entanto, mudou. Saem de cena palavras de ordem como eficiência, contratações excessivas e camadas demais de gestão. Hoje, todas as explicações partem da inteligência artificial (IA). Nas últimas semanas, gigantes como Google, Amazon e Meta, assim como empresas menores como Pinterest e Atlassian, anunciaram ou sinalizaram planos de reduzir suas equipes, apontando para avanços em IA que, segundo eles, permitem fazer mais com menos pessoas. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acho que 2026 será o ano em que a IA começará a mudar dramaticamente a maneira como trabalhamos", disse o chefe da Meta, Mark Zuckerberg, em janeiro. Desde então, sua empresa, proprietária de Facebook, Instagram e WhatsApp, cortou centenas de pessoas — incluindo 700 apenas na semana passada. A Meta, que planeja quase dobrar os gastos com IA neste ano, ainda está contratando em "áreas prioritárias", disse um porta-voz. Mas mais demissões são esperadas nos próximos meses, enquanto um congelamento de contratações está em vigor em muitas partes da empresa, disseram duas pessoas da companhia à BBC. 'Eu queria me antecipar a isso' Jack Dorsey, que lidera a empresa de tecnologia financeira Block, tem sido ainda mais explícito sobre seus objetivos. "Isso não se trata apenas de eficiência", disse ele aos acionistas no mês passado, ao anunciar que sua empresa, que opera plataformas como CashApp, Square e Tidal, reduziria quase metade da sua força de trabalho. "Ferramentas de inteligência mudaram o que significa construir e administrar uma empresa… Uma equipe significativamente menor, usando as ferramentas que estamos desenvolvendo, pode fazer mais e melhor." Dorsey disse esperar que uma "maioria das empresas" chegue à mesma conclusão dentro de um ano. "Eu queria me antecipar a isso", acrescentou. As justificativas de Dorsey atraíram muitos céticos, que observaram que ele presidiu pelo menos duas rodadas de demissões em massa nos últimos dois anos sem nunca mencionar IA. Mas explicar cortes apontando para avanços em IA soa melhor do que citar pressões de custo ou o desejo de agradar acionistas, diz o investidor de tecnologia Terrence Rohan, que já ocupou lugar em muitos conselhos empresariais. "Apontar para a IA rende um post de blog melhor", diz Rohan. "Ou pelo menos não faz você parecer tanto o vilão que só quer cortar pessoas por rentabilidade." Isso não significa que não haja substância por trás das palavras, acrescentou Rohan. Algumas das empresas que ele financia estão usando código que é entre 25% e 75% gerado por IA. Esse é um sinal da ameaça real que ferramentas de IA para escrever código representam para empregos como desenvolvedor de software, engenheiro de computação e programador — cargos antes considerados garantias de carreiras estáveis e altamente remuneradas. "Parte disso é a mudança da narrativa; parte é que realmente começamos a ver saltos de produtividade", diz Anne Hoecker, sócia da Bain que lidera a área de tecnologia da consultoria, sobre as recentes demissões. "Líderes mais recentemente estão percebendo que essas ferramentas são suficientemente boas para realmente permitir fazer a mesma quantidade de trabalho com fundamentalmente menos pessoas." Sinalizando 'disciplina', gastando US$ 650 bilhões Há outra forma pela qual a IA está impulsionando demissões — e isso não tem nada a ver com a capacidade técnica de ferramentas de código ou chatbots. Amazon, Meta, Google e Microsoft planejam coletivamente investir US$ 650 bilhões (cerca de R$ 3,4 trilhões) em IA no próximo ano. Enquanto executivos procuram maneiras de amortecer o choque desses custos entre investidores, muitos estão mirando na folha de pagamento — tipicamente a maior despesa das empresas de tecnologia. As empresas não estão exatamente escondendo essa conexão. Em fevereiro, executivos da Amazon disseram que planejam gastar US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão) no próximo ano em investimentos em IA — o maior valor entre as grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo, o diretor financeiro da empresa observou que ela continuaria "trabalhando muito para compensar isso com eficiências e reduções de custos" em outras áreas. Desde outubro, a Amazon já cortou cerca de 30 mil funcionários corporativos. O Google, que fez vários cortes menores desde dispensar 12 mil pessoas em 2023, ofereceu garantias semelhantes a investidores em fevereiro, ao discutir seus planos de investimento em IA. "Quanto mais capital pudermos liberar dentro da organização para investir, melhor podemos girar essa engrenagem de investimentos que impulsionam o crescimento futuro", disse a diretora financeira Anat Ashkenazi. Embora a despesa, por exemplo, de 30 mil funcionários corporativos da Amazon seja eclipsada pelos planos de investimento da empresa em IA, companhias desse tamanho agora aproveitam qualquer oportunidade para cortar custos, diz Rohan. "Eles estão jogando um jogo de milímetros", afirma Rohan sobre os cortes nas gigantes de tecnologia. "Se você puder ajustar minimamente a máquina, isso já ajuda." Hoecker diz que cortar empregos também sinaliza aos investidores preocupados com o custo "real e enorme" do desenvolvimento de IA que os executivos não estão assinando cheques em branco sem cuidado. "Isso mostra certa disciplina", diz Hoecker. "Talvez demitir pessoas não vá fazer muita diferença nessa conta, mas ao criar um pouco de fluxo de caixa, ajuda."

MPT notifica cinco cidades da região com alto número de casos de trabalho infantil; Campinas é uma delas

Publicado em: 30/03/2026 07:07

MPT notifica cinco cidades da região de Campinas por casos de trabalho infantil O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou, neste mês, as prefeituras de Campinas (SP), Sumaré (SP), Hortolândia (SP), Itapira (SP) e Indaiatuba (SP) por conta do elevado número de casos de trabalho infantil. A ideia é que as cidades advertidas tomem providências e façam parte do projeto "MPT na Escola", que prevê atividades com alunos da rede municipal sobre a necessidade de acabar com a exploração de menores de idade. Segundo o órgão estadual, as denúncias aumentaram 46% de 2024 para 2025 nas regiões de Campinas, Piracicaba (SP) e Jundiaí (SP). No último dia 17, uma reunião foi realizada com representantes de algumas das prefeituras que foram notificadas, mas a ata do encontro informa que ninguém da região participou. A Prefeitura de Campinas disse que um coordenador pedagógico da Secretaria de Educação esteve na reunião e confirmou que participará do projeto, assim como nos anos anteriores — leia manifestação abaixo. Hortolândia reconheceu a importância da iniciativa e afirmou que está analisando a adesão neste ano. Sumaré afirmou que ainda não foi notificada. Já Indaiatuba explicou que o planejamento da rede municipal de Ensino foi fechado em janeiro de 2026, o que impossibilitou a participação no projeto. Por fim, Itapira justificou que a supervisora responsável não conseguiu acessar a audiência realizada no último dia 17 por questões técnicas. No entanto, depois foi estabelecido contato com o MPT. 📊 Aumento de casos Para definir as cidades que seriam notificadas, foram considerados dados do Smart Lab, que reúne observatórios digitais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Esses órgãos são apoiados pelo governo federal. Também foram levantados os números de denúncias recebidas, de termos de ajuste de conduta firmados e de ações civis públicas ajuizadas pelo MPT nas regiões de Campinas, Piracicaba e Jundiaí — que abrangem 89 municípios. Casos de trabalho infantil nas regiões de Campinas, Piracicaba e Jundiaí Os dados mostram aumento de casos de trabalho infantil, segundo a procuradora e representante regional da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Coordinfância), Ana Raquel de Moraes. "Fizemos essa análise de dados para priorizar o convite desses municípios que estão com índices significativos de trabalho infantil para participar do movimento como forma de combate. O município por si só tem a obrigação de adotar inúmeras políticas públicas para a erradicação do trabalho infantil", explicou. O número de denúncias recebidas pelo órgão estadual, por exemplo, subiu de 128, em 2024, para 187 em 2025 — crescimento de 46%. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Além disso, até 18 de março deste ano, o MPT já recebeu 73 queixas de exploração de menores de idade, quase um por dia. Caso a média se mantenha, o ano terminaria com 351 denúncias. "É muito preocupante. O trabalho infantil é invisível para a sociedade, por diversos fatores. Ele se encontra muitas vezes no ambiente doméstico ou na área rural, onde é difícil a fiscalização ter acesso. A sociedade tem um pensamento equivocado, que vem de uma cultura de compreender que seria permitido o trabalho infantil. Uma cultura que diz 'é melhor a criança ou adolescente estar trabalhando do que estar na rua vendendo drogas'", comentou Ana Raquel. 📖 A criança ou o adolescente pode trabalhar? Confira as regras estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para trabalho até os 18 anos: Até os 13 anos é proibida qualquer forma de trabalho; Com 14 ou 15 anos, o adolescente só pode ser contratado como aprendiz; É proibido trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; O trabalho precisa ser monitorado, com formação teórica e prática; A atividade tem de ser compatível com o desenvolvimento do adolescente e deve acontecer em horário especial; O trabalho não pode atrapalhar os estudos ou prejudicar o desenvolvimento do adolescente, já que ele tem direito à educação e ao lazer; O contratante deve respeitar o desenvolvimento do adolescente, inclusive em questões psicológicas, fisiológicas e pessoas; Mendicância é considerada uma forma de exploração e é proibida; A ajuda a negócios familiares não pode prejudicar a rotina desse adolescente (estudo e lazer). Ana Raquel lembra que o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento da criança e a expõe a situações de abuso e violência, além de reforçar o ciclo da pobreza. Criança vende panos em frente a uma padaria no Taquaral, em Campinas Johnny Inselsperger "A criança não tem acesso à educação e vai acabar se sujeitando a empregos que não exijam uma qualificação, uma capacitação, com remuneração menor", atentou. ✏️ MPT na Escola A intenção do MPT é que as cidades tomem providências e façam parte do projeto "MPT na Escola", que consiste em atividades realizadas com os alunos sobre a necessidade de erradicação da exploração e a importância da proteção ao trabalhador adolescente. Criada em 2011, a iniciativa foi intensificada em 2020 por conta do aumento de casos e, neste ano, recebeu o reforço das notificações aos municípios que "apresentam índices mais significativos de casos". O órgão estadual oferece às prefeituras capacitação de profissionais da educação, material didático e kit pedagógico. Os professores trabalham o assunto do combate ao trabalho infantil nas salas de aula. "Os professores conseguem identificar se a criança, de repente, começa a chegar muito cansada, se não rende, se ela começa a faltar à escola. Então, os professores são uma ponte para essa ação", explicou Ana Raquel. Na sequência, os alunos participam de um concurso com quatro categorias: conto, poesia, música e desenho, devendo ser produções originais e inéditas. A ação é dividida em dois grupos distintos para garantir a adequação do tema conforme a faixa etária: O Grupo 1 é destinado a estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental, com foco obrigatório no tema do trabalho infantil ou abrindo a possibilidade da abordagem específica sobre a reciclagem. Já o Grupo 2 atende aos alunos do 8º e 9º anos, centrando-se na profissionalização do adolescente e na aprendizagem profissional. Os trabalhos são avaliados por comissões e podem avançar para etapas estaduais e nacionais. Há também a distribuição de premiações aos vencedores. 🤝 Trabalho integrado com prefeituras No último dia 17, uma reunião foi realizada com representantes de algumas das prefeituras que foram notificadas, mas ninguém de Campinas e região participou. Os municípios puderam se inscrever no projeto até esta terça-feira (24). O g1 procurou o MPT para saber quais prefeituras aderiram, mas não recebeu a lista até o fechamento desta matéria. Ana Raquel destaca que é necessário que as cidades enfrentem o problema e possibilitem que as crianças e os adolescentes tenham os seus direitos garantidos. Além disso, a procuradora explicou que as prefeituras precisam contribuir dando assistência social às famílias, já que geralmente as crianças exploradas pertencem a núcleos familiares de baixa renda. "A partir do momento que a gente se depara com uma criança ou um adolescente trabalhando nas ruas, é muito provável que ele esteja em uma situação de vulnerabilidade. Você só retirar ele das ruas não vai ter uma efetividade. Provavelmente ele vai para outro lugar", disse. O MPT, por sua vez, atua em projetos educacionais, na cobrança das prefeituras e na fiscalização de empresas e de denúncias. O que diz a Prefeitura de Campinas Campinas vai participar da edição 2026 do projeto MPT na Escola. O município também esteve presente em edições anteriores desta iniciativa. A erradicação do trabalho infantil é um dos compromissos da Prefeitura de Campinas. No âmbito da Assistência Social, o combate ao trabalho infantil se dá por meio de ações integradas que envolvem identificação, atendimento, prevenção e apoio às famílias. O Serviço de Abordagem Social (SEAS), em parceria com o Movimento Vida Melhor, atua na busca ativa em locais de maior incidência, com cerca de 225 atendimentos anuais, encaminhando os casos aos serviços especializados, como o PAEFI, via CREAS. Para adolescentes, o programa PROCAF oferece qualificação profissional em parceria com o Senai, já tendo capacitado 384 jovens até 2025, com bolsa auxílio para garantir a permanência nos cursos. O município também mantém políticas de transferência de renda, como o Renda Campinas e o programa Próximo Passo, voltado à autonomia financeira das famílias, além de iniciativas como o Cartão Nutrir e o Viva Leite. A atuação também inclui articulação intersetorial por meio do Comitê Municipal do PETI, que reúne diferentes áreas para monitoramento e prevenção, além de ações educativas em parceria com o Ministério Público do Trabalho. A população pode contribuir por meio de denúncias ao Disque 100, telefone 156 e Conselhos Tutelares. Na área da Educação, a abordagem ocorre por meio do plano pedagógico aplicado nas escolas municipais, espaços considerados estratégicos para reforçar ações de prevenção ao valorizar a cultura de respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes. Com isso, há práticas com reflexões críticas do problema, incluindo os impactos no desenvolvimento. O que diz a Prefeitura de Sumaré ​A Prefeitura de Sumaré informa que os e-mails encaminhados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) são direcionados à Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo. Nenhuma notificação foi levada à Secretaria Municipal de Educação. O combate ao trabalho infantil em Sumaré é tratado como prioridade e ocorre de forma intersetorial. Entre as principais ações, destacam-se: ​Busca Ativa Escolar: Identificação e acompanhamento de crianças em situação de vulnerabilidade para garantir a permanência no ensino regular. ​Rede de Proteção (CRAS e CREAS): Atendimento especializado às famílias através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), com acompanhamento assistencial e inserção em serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. Além do "MPT na Escola", a rede municipal desenvolve atividades pedagógicas contínuas que abordam o tema da proteção integral à infância. Outro ponto é o trabalho conjunto com o Conselho Tutelar e órgãos de segurança para identificar e coibir casos de exploração. ​A Prefeitura de Sumaré reafirma seu compromisso com a proteção de suas crianças e permanece à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para garantir um futuro digno aos jovens sumareenses. O que diz a Prefeitura de Hortolândia A Prefeitura está avaliando a adesão ao 0projeto, tendo em vista os diversos projetos existentes na Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia e ações nesse sentido. O Currículo Municipal Integra Saberes é um deles, pois insere a discussão sobre o trabalho em suas unidades temáticas como: Educação para a Cidadania e Direitos Humanos. O currículo de Hortolândia define-se como um "mecanismo de exercício para a cidadania". O combate ao trabalho infantil sustenta-se em fundamentos transversais do documento: Educação Integral: O currículo visa o desenvolvimento humano global (físico, afetivo, social e ético), o que é incompatível com a exploração do trabalho infantil. Criança como Sujeito de Direitos: O documento reafirma a concepção da criança como sujeito histórico e de direitos, que deve ter garantido o tempo para brincar, imaginar e aprender, em oposição ao tempo de trabalho precoce. Identificação de Vulnerabilidades: Através de uma "escuta atenta e olhar sensível", os professores são orientados a trazer as necessidades e o real vivido pelas crianças para o centro do processo educativo, o que facilita a identificação de situações. A administração participou da edição anterior e reconhece a valorização da iniciativa. No momento, a Secretaria avalia internamente a viabilidade e o formato da participação neste ano. Devido a essa fase de análise e a conflitos de agenda, não foi possível comparecer à reunião mencionada. O que diz a Prefeitura da Indaiatuba A Secretaria Municipal de Educação informa que o Planejamento da Rede Municipal de Ensino para 2026 foi fechado em janeiro deste ano, o que impossibilitou a participação no projeto. A Prefeitura de Indaiatuba reconhece a relevância do tema, tanto que a pauta já está inserida no Currículo da Rede Municipal de Ensino (Componente Curricular - Filosofia: 4º ano - Tema Estruturante: Direitos das Crianças), reafirmando o compromisso do município com a proteção integral dos direitos da criança e adolescente. Em Indaiatuba, o combate ao trabalho infantil é realizado de forma articulada e contínua, envolvendo diferentes órgãos públicos e a sociedade civil. O município conta com a Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Entre as principais ações desenvolvidas estão campanhas de conscientização, com panfletagem em estabelecimentos comerciais, distribuição de materiais informativos (como encartes em jornais e outdoors) em pontos estratégicos da cidade. Também são realizadas reuniões intersetoriais permanentes, com foco na conscientização, mobilização e articulação entre as equipes da rede de proteção. Essas ações fortalecem o trabalho integrado entre os diversos setores envolvidos. Outro eixo importante é o atendimento e acompanhamento das famílias de crianças e adolescentes identificados em situação de trabalho infantil e vulnerabilidade social, garantindo suporte e encaminhamentos adequados. O Conselho Tutelar desempenha papel fundamental nesse processo. O órgão é responsável por receber denúncias, realizar averiguações, aplicar medidas de proteção e encaminhar os casos para os serviços da rede, como assistência social, saúde e educação. Além disso, acompanha as famílias, garantindo que crianças e adolescentes sejam retirados de situações de trabalho infantil e tenham seus direitos assegurados. O município ainda conta com a parceria do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que exerce papel fundamental ao deliberar, normatizar e controlar as ações da política de atendimento à criança e ao adolescente no município, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho é composto de forma paritária por representantes do poder público e da sociedade civil, garantindo a participação democrática na formulação e fiscalização dessas políticas. Dessa forma, Indaiatuba já atua de maneira integrada, preventiva e protetiva, buscando não apenas combater o trabalho infantil, mas também promover os direitos e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. O que diz a Prefeitura de Itapira De acordo com os levantamentos realizados, a supervisora responsável não conseguiu acessar a audiência realizada no último dia 17 por questões técnicas. No entanto, foi encaminhado e-mail ao Ministério Público do Trabalho, e o contato já foi posteriormente estabelecido. Informamos ainda que o município está em fase de articulação para participação no projeto MPT na Escola, com previsão de envolvimento das turmas do ensino integral nas atividades propostas. Em relação às ações de combate ao trabalho infantil, o município desenvolve iniciativas intersetoriais voltadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo acompanhamento pela rede socioassistencial e ações de conscientização. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Chocolate ou 'sabor chocolate'? Entenda o que mudou no produto e como identificar as diferenças no rótulo

Publicado em: 30/03/2026 07:06

Chocolate mudou? Alta do cacau e mudanças na fórmula explicam diferença no sabor Diogo Nolasco/TV TEM Morder um pedaço de chocolate esperando matar a vontade de doce e notar um gosto diferente. Ou, depois de anos, voltar a consumir um produto e perceber que o sabor já não é o mesmo. Relatos como esses têm se tornado cada vez mais comuns. Mas, afinal, o chocolate mudou ou foi o nosso paladar? Às vésperas da Páscoa, o g1 conversou com especialistas em alimentos e na produção de chocolates para entender como é a composição dos produtos vendidos atualmente e de que forma isso influencia diretamente o sabor. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A nutricionista Flavia Farinazzi Machado, professora de Tecnologia em Alimentos da Fatec de Marília, explica que a receita original do chocolate era bastante simples: levava basicamente massa de cacau, obtida a partir de amêndoas fermentadas, secas, torradas, descascadas e moídas, e açúcar. “Estamos falando dos primeiros chocolates produzidos. Depois, houve a adição de sólidos do leite, como leite em pó, soro de leite em pó e gordura de leite, o que contribuiu para deixar o chocolate mais cremoso e com melhor derretimento na boca”, lista. Segundo a especialista, a mudança na legislação brasileira que ocorreu em 2005 passou a permitir a redução do teor de cacau nos produtos. Com a Resolução RDC nº 264/2005, o percentual mínimo de sólidos totais de cacau caiu de 32% para 25% nos chocolates amargo e ao leite. Já no chocolate branco, o teor mínimo de manteiga de cacau foi reduzido para 20%. "Essas alterações abriram espaço para a inclusão de outros ingredientes na composição. E esta mesma legislação de 2005 permitiu também a adição de gorduras alternativas, ou seja, substitutas da manteiga de cacau", explica a especialista. Chocolate, composto ou sabor chocolate: saiba identificar no rótulo TV TEM Flávia explica que as mudanças na composição dos chocolates tiveram como objetivo reduzir o custo de produção, já que as gorduras vegetais são mais baratas do que a manteiga de cacau. “Por isso, produtos rotulados como ‘sabor chocolate’, também chamados de ‘composto’ ou ‘cobertura’, têm uma porcentagem muito baixa de cacau e não podem ser considerados chocolate de fato”, afirma. A especialista alerta que a composição não influencia apenas o sabor, mas também pode trazer impactos à saúde do consumidor. “O chocolate pode ser um alimento benéfico à saúde, o que traz esses benefícios é a massa de cacau, rica em compostos antioxidantes, como os polifenóis. Produtos com 60% ou 70% de cacau, por exemplo, oferecem esses efeitos. Já aqueles com baixo teor de cacau e maior quantidade de açúcar e gorduras, além de não terem essas propriedades, podem aumentar riscos metabólicos e se aproximam mais de alimentos ultraprocessados”, explica. Chocolate ou 'Sabor Chocolate'? Saiba o que você está levando para casa nesta Páscoa LEIA TAMBÉM: Hortifruti fresquinho, ponto de encontro e fonte de renda: há quase 100 anos, feira livre de Itapetininga movimenta a economia e a vida social Professora cria 'fábrica de chocolate' para ensinar matemática a crianças e desempenho da turma melhora: 'Esperam ansiosos pela aula' Frutado, fresco e azedo: conheça o chocolate cor-de-rosa considerado a 'joia da confeitaria moderna' por chef do interior de SP Mas também há boas notícias para os "amantes" de chocolate. Em 17 de março, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que define novas quantidades mínimas de cacau na produção. Agora, a proposta retorna para análise dos senadores. O texto define, por exemplo, um mínimo de 35% de sólidos totais de cacau nos chocolates intensos. Atualmente, o regulamento da Anvisa exige apenas 25%. "O chocolate ao leite deverá ter pelo menos 25% de cacau e 14% de leite. Já o chocolate amargo ou meio amargo precisará ter no mínimo 35% de cacau. O chocolate branco deverá conter ao menos 20% de manteiga de cacau e 14% de leite, enquanto o cacau em pó terá mínimo de 32% de cacau. E os fabricantes deverão informar a % de cacau nos rótulos. Algumas marcas já fazem isso", explica Flávia. Aumento na saca do cacau A alta no preço do cacau nos últimos dois anos impactou a produção nas fábricas de chocolate e elevou o preço do produto final. Isso levou algumas empresas a adotarem diferentes estratégias para manter os produtos no mercado. Em uma fábrica de chocolates de Itapetininga (SP), a decisão foi reduzir as margens de lucro para manter a composição original dos produtos. Segundo o diretor da empresa, Felipe Masztaler, mudanças na fórmula podem comprometer a percepção do consumidor e até a identidade da marca. “Diminuímos as nossas margens, mas garantimos que a qualidade permaneceria a mesma. Caso contrário, você descaracteriza o produto, a marca, descaracteriza tudo. A nossa ideia é vender chocolate de verdade, não ‘sabor chocolate’”, afirma. Com a alta do cacau, fábrica de chocolates de Itapetininga (SP) opta por reduzir margens para manter a composição dos produtos Chocolateria Aspen/Divulgação Para ele, manter a receita com manteiga de cacau também é uma forma de atender a um público cada vez mais atento à qualidade do que consome, e não apenas ao preço. “Existe uma crescente de pessoas que priorizam produtos de melhor qualidade e estão mais preocupadas com a saúde. Elas estão mais seletivas. Não significa que o produto precise ser caro, mas precisa ser bom. Muitas vezes, esses consumidores preferem comprar menos, mas escolher um produto melhor, em vez de levar maior quantidade de algo que perdeu qualidade”, analisa. A marca adquire o cacau de produtores parceiros, mas todo o processo de fabricação é realizado na unidade de Itapetininga, desde o preparo até a finalização dos produtos. Felipe aponta que a alta no preço do cacau tem sido um dos grandes desafios do setor. “O cacau sempre variou entre US$ 2,5 mil e US$ 3 mil a tonelada. Isso dava segurança para programar compras com antecedência e garantir fornecimento." Esse cenário mudou após problemas climáticos, como o fenômeno El Niño, que afetaram a produção e reduziram a oferta da matéria-prima. “O preço saiu de cerca de US$ 3 mil para até US$ 12 mil a tonelada e não voltou mais aos níveis anteriores. Atualmente, mesmo com alguma queda, os valores ainda giram em torno de US$ 5,5 mil a US$ 6 mil", aponta Felipe. Cacau plantado na agrofloresta da aldeia Tupinambá do Acuípe de Cima Rafael Peixoto / g1 Quem também sentiu o impacto da alta no preço do cacau foi a empresária e confeiteira Marta Ferrari, dona de uma loja de doces finos em Itapetininga. Embora não produza o chocolate, a maior parte dos produtos vendidos no local leva o ingrediente como base. “Cerca de 70% dos doces levam chocolate, seja no ganache, na cobertura ou no recheio. Se me tirarem o chocolate hoje, tiram a maior parte da produção”, afirma. Com quase 40 anos de experiência, ela conta que avalia com atenção as informações do rótulo antes de escolher o produto que será usado nas receitas. “Quando compro a barra para derreter, analiso principalmente o teor de cacau e o de gordura. Isso é essencial. Quanto mais gordura, menor tende a ser a quantidade de cacau. E, ao substituir a manteiga de cacau por gordura vegetal, o chocolate nobre passa a ser um produto hidrogenado”, explica. A confeiteira também aponta o armazenamento e conservação como influenciadores diretos na qualidade do chocolate: “É importante observar se o produto foi mantido em local adequado, com temperatura controlada, e dentro do prazo de validade." A empresária e confeiteira Marta Ferrari, dona de uma loja de doces finos em Itapetininga (SP), diz que a maior parte da produção é feita com chocolate Karamello/Divulgação Como identificar a diferença? A nutricionista orienta que o consumidor observe com atenção o rótulo na hora de escolher o chocolate. “Primeiro, a lista de ingredientes, é a regra de ouro. O ideal é que massa de cacau e manteiga de cacau apareçam no início da lista, o que indica melhor qualidade. Se o açúcar for o primeiro ingrediente, o produto tende a ser inferior. A presença de gordura vegetal também é um sinal de alerta”, explica. "O teor de cacau também é um indicativo. Algumas embalagens mostram. Na verdade, quanto menos ingredientes na lista, melhor. Massa de cacau, manteiga de cacau, leite em pó, açúcar. E emulsificantes lecitina e PGPR, mas são utilizados em pequeníssimas quantidades só pra acertar a viscosidade mesmo", continua. A diferença está na quantidade de cacau e no que a legislação permite em cada tipo de produto. No Brasil, essas categorias seguem definições técnicas: 🍫 Chocolate Tem quantidade mínima de cacau definida por lei Usa manteiga de cacau (a gordura natural do cacau) Pode ter açúcar, leite e outros ingredientes, mas com limites 👉 Em geral, é mais caro e tem sabor mais intenso e textura melhor e derrete mais fácil na boca. 🍬 Sabor chocolate Não atingem o mínimo de 25% de sólidos de cacau exigidos pela Anvisa Pode ter aromatizantes que imitam o gosto Usa gorduras vegetais no lugar da manteiga de cacau 👉 Resultado: sabor mais artificial e textura diferente (às vezes mais “encerada”). 🍫➡️🍬 Composto de chocolate Tem uma parte de chocolate de verdade, mas não o suficiente Mistura com gorduras vegetais e outros ingredientes Muito comum em coberturas e produtos mais baratos 👉 É intermediário: não é totalmente artificial, mas também não é chocolate puro. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Estudante do AC que foi aprovado em Princeton também conquista vaga em Harvard: 'Aproveitar as oportunidades'

Publicado em: 30/03/2026 07:00

Diego Monteiro foi aprovado em Harvard, que é a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos Após ser aprovado na Universidade de Princeton, o estudante acreano Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, acaba de alcançar mais um feito de destaque internacional: uma vaga em Harvard, uma das instituições mais prestigiadas do mundo. Em um vídeo gravado em casa, o jovem aparece comemorando junto com os familiares que vibram por mais uma aprovação dele em mais uma universidade norte-americana. (Veja mais acima). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, Diego conta que a admissão saiu nessa quinta-feira (26). “Fiz a inscrição com textos específicos para Harvard, explicando meus objetivos, meus sonhos e o que pretendo fazer com a educação que receber. Parte da aprovação também veio das minhas notas do ensino médio, através do Test-Optional”, relatou. Estudante acreano já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios Arquivo pessoal O estudante explica que fez a inscrição na universidade americana de forma despretensiosa e utilizou como estímulo a aprovação em Princeton. "A aprovação me fez ficar motivado, então, resolvi também tentar a vaga na instituição de Cambridge. Com isso, sempre digo que a ideia é aproveitar todas as oportunidades e dar o seu melhor", disse. Conforme Diego, a candidatura foi enviada no início de janeiro, após a preparação dos materiais exigidos. Além da análise documental, ele passou por uma entrevista em fevereiro, que é uma etapa comum no processo seletivo de universidades norte-americanas. Assim como em Princeton, o acreano pretende cursar psicologia. A escolha, segundo ele, está ligada à necessidade de mais profissionais da área dentro das escolas, especialmente para dar suporte a estudantes que enfrentam pressão psicológica durante a trajetória acadêmica. Carta de boas-vindas do estudante na Universidade de Harvard Arquivo pessoal Escolha difícil Com duas vagas garantidas em renomadas universidades, a dúvida de Diego Heitor agora é qual instituição vai escolher. Ele diz que está listando os pontos positivos e negativos de cada uma das instituições para decidir qual irá cursar psicologia. "Tenho até o dia 1º de maio desse ano para decidir em qual das universidades vou me matricular. Apesar de Harvard ser muito popular, eu não desisti de Princeton ainda, por isso estou decidindo onde vou me matricular e frequentar", afirmou. A bolsa conquistada em Princeton cobre a despesa com alimentação, transporte, hospedagem e os custos da viagem. O curso vai começar em setembro deste ano, quando ele deve se mudar para os Estados Unidos. LEIA MAIS: Acreana superdotada de 14 anos é aprovada em oito universidades públicas: 'Desempenho dela', diz mãe Aos 17 anos, 1º lugar em medicina na Ufac tem maior nota da história do curso após bônus regional: 'Felicidade enorme' Estudante do Acre é aprovada para cursos em Harvard e Yale, nos EUA: 'Sempre foi um sonho' Sobre a bolsa de estudos em Harvard, Diego revelou que que ainda não teve acesso às informações completas devido à pendência de um documento na inscrição. A expectativa, no entanto, é de que ele também consiga uma bolsa integral. "Essas universidades norte-americanas têm algumas políticas adotadas para os estudantes cuja renda familiar esteja abaixo de determinados valores. “Provavelmente será uma bolsa completa, mas ainda não posso afirmar até a liberação oficial”, destacou o estudante. Morador do bairro Mocinha Magalhães, na capital acreana, Diego vive com os pais e duas irmãs, e conciliava os estudos do ensino médio com a preparação para as universidades internacionais, dedicando-se principalmente no período da noite. Satisfeito com as duas aprovações, o acreano deixou uma mensagem para outros estudantes que sonham em ingressar em universidades internacionais. “A gente nunca sabe se vai passar se não tentar. Mesmo achando que não ia conseguir, eu sempre me inscrevia”, concluiu. Diego visitando a Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos Arquivo pessoal Talento acreano A formação no exterior é mais um capítulo na jornada internacional do estudante, que já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios. Diego esteve nos Estados Unidos participando gratuitamente de dois programas em 2024. Em janeiro de 2025, foi jovem embaixador na capital Washington e no estado de Oklahoma, no centro-sul do país. Um ano depois, Diego foi novamente aprovado em outro programa de intercâmbio. Em julho de 2025, esteve na China, quando participou do AFS Global STEM Academies, um intercâmbio com bolsa integral e imersão em tecnologia, engenharia e matemática. Intercambio gratuito de quatro semanas na China Arquivo pessoal Já em julho do mesmo ano, representou o Acre no Camp Rising Sun, um programa de liderança para jovens em Nova Iorque, com foco em cidadania global e liderança para adolescentes de todo o mundo. O jovem ainda foi aceito no Telluride Association Summer Seminar (Tass), um dos programas americanos de verão mais seletivos para os estudantes do ensino médio. Contudo, não pôde participar porque coincidiu com o período em que estava na China. Reveja os telejornais do Acre .

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Dê um up na sua festa: caixa de som JBL Boombox 3 entra em oferta em até 17x sem juros

Publicado em: 30/03/2026 06:54 Fonte: Tudocelular

Apesar de ter sido lançada em 2022, a JBL Boombox 3 continua sendo uma ótima opção para quem está em busca de uma caixa de som Bluetooth encorpada mais em conta. Além da potência elevada de 180 W, o acessório se destaca pela bateria com promessa de até 24 horas de uso, construção resistente e gerenciamento completo via app. O dispositivo volta a um dos seus menores preços nesta oferta da Amazon — usando o cupom TADEGRACA, você pode levá-lo por R$ 1.748, com possibilidade de parcelamento em até 17 vezes sem juros no cartão Amazon, e 12 vezes sem juros nos demais cartões. JBL Caixa de Som, Boombox 3, Bluetooth, À Prova D'água e Poeira - Preto Amazon R$ 1.748 Ver Oferta Sobre o dispositivoA JBL Boombox 3 consiste em uma caixa de som avançada, compatível com conectividade Bluetooth 5.3 LE e suporte à tecnologia PartyBoost, para conectar até dois smartphones ou tablets ao alto-falante.Clique aqui para ler mais

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Samsung revoluciona preservação de vinhos com nova adega Infinite Line movida a IA

Publicado em: 30/03/2026 06:51 Fonte: Tudocelular

A Samsung expandiu oficialmente seu portfólio de eletrodomésticos premium com o lançamento do Infinite Wine Refrigerator. Trata-se de uma adega de alto padrão, que usa inteligência artificial para transformar a experiência de colecionadores. Produto visa unir design sofisticado com tecnologia de zonas triplas de temperaturas para armazenar diversos tipos de vinho. O que é a Samsung Infinite Wine Refrigerator e como ela funciona De modo geral, a adega inteligente chega ao mercado para compor a linha premium Infinite da marca sul-coreana. Ele usa câmeras internas para reconhecer rótulos de vinhos automaticamente, além de ter um sistema que monitora elementos como: Nome do vinho; Tipo de uva; Safra; Localização dentro da adega. A revolução da Inteligência Artificial no armazenamento de vinhos Esse novo equipamento se integra com plataformas inteligentes para gerenciamento via aplicativo, o que permite ter acesso a controle de estoque em tempo real e sugestões de harmonização. O SmartThings, por sua vez, possibilita que a IA faça o registro dessas informações de forma automática.Clique aqui para ler mais

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Sony pode apresentar seu primeiro headset gamer aberto com o INZONE H6 Air

Publicado em: 30/03/2026 06:48 Fonte: Tudocelular

A Sony pode ampliar sua linha gamer com a chegada do INZONE H6 Air, um novo headset com design aberto voltado para jogadores. Informações divulgadas pelo Dealabs indicam que o lançamento está previsto para 14 de abril de 2026, data alinhada com possível anúncio oficial do produto. O modelo surge como parte da expansão contínua da linha INZONE, após atualizações realizadas ao longo de 2025.A nomenclatura “Air” no suposto novo INZONE H6 indica foco em leveza, sugerindo um headset com menor peso e melhor ergonomia. Apesar disso, detalhes técnicos como drivers, resposta de frequência ou suporte a tecnologias específicas ainda não foram divulgados.Clique aqui para ler mais

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Com Google TV! Smart TV Semp 4K de 55" entra em promoção em até 21x sem juros

Publicado em: 30/03/2026 05:35 Fonte: Tudocelular

Com tela 4K e sistema operacional Google TV, a Smart TV Semp 55S62 é uma boa alternativa para quem está em busca de uma televisão acessível com recursos modernos. O modelo também traz entre os pontos fortes o suporte a HDR, som Dolby e boa variedade de conexões. O aparelho volta a um dos seus menores preços nesta oferta da Amazon — usando o cupom TCL300OFF, você pode levá-lo por apenas R$ 1.901, com possibilidade de parcelamento em até 21 vezes sem juros no cartão Amazon, e até 10 vezes sem juros nos demais cartões. SEMP SMART TV 55? 55S62 4K UHD GOOGLE TV Amazon R$ 1.901 Ver Oferta Sobre o dispositivoA Smart TV Semp 55S62 se destaca por entregar uma tela LED HVA de 55 polegadas, com resolução 4K e uma taxa de atualização de 60 Hz. Além disso, você vai encontrar suporte à tecnologia HDR10+.Clique aqui para ler mais

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MSI lança monitor Pro Max 271QPHW E14 com tela que traz recurso para "proteger" os olhos

Publicado em: 30/03/2026 05:22 Fonte: Tudocelular

Depois de apresentá-lo na CES 2026, em janeiro, a MSI iniciou nesta segunda-feira (30) as vendas do MSI Pro Max 271QPHW E14, monitor que promete unir bom desempenho para jogos, trabalho e máximo conforto visual. Além de especificações como resolução Quad HD e alta taxa de atualização, o modelo chama atenção pelo uso de tecnologia de polarização circular, que promete reduzir a fadiga digital diária.A novidade vem equipada com um painel IPS LCD plano de 27 polegadas munido de resolução Quad HD, de 2560 x 1440 pixels, e busca atender tanto gamers, quanto profissionais criativos. Para isso, estão presentes taxa de atualização de 144 Hz e tempo de resposta de 1 ms (MPRT), com suporte a VRR nos formatos NVIDIA G-Sync e AMD FreeSync. A reprodução de cores é mais um destaque, com especificações robustas que incluem:Clique aqui para ler mais

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Dia do Backup: por causa da IA, proteger arquivos no PC e celular está mais caro; veja dicas

Publicado em: 30/03/2026 04:02

Disco rígido, ou HD, é uma das opções para fazer backup dos dados do computador Ivo Brasil/Pexels O Dia do Backup, que acontece nesta terça-feira (31), serve para lembrar que acidentes podem acontecer com seus dados gravados no computador ou no celular. Furtos, roubos, falhas no disco ou até mesmo um vírus podem levar tudo a perder, sejam fotos do casamento, trabalhos da faculdade ou documentos pessoais. Proteger as informações gravadas nesses dispositivos é essencial. A solução é fazer backup sempre, de preferência em mais de um lugar. Um problema em 2026 para quem quer fazer backup é o aumento dos preços dos dispositivos de armazenamento, por conta da crise da memória RAM causada pela maior demanda por inteligência artificial. O avanço da inteligência artificial está no centro dessa turbulência. Fabricantes têm direcionado investimentos e produção para chips mais avançados, usados em data centers de IA, o que reduziu a oferta de memórias tradicionais. Aí, fica tudo mais caro – até mesmo seu disco de backup. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em outubro de 2025, o SSD portátil XS1000 de 2 TB da Kingston custava em torno de R$ 710 nas lojas on-line pesquisadas. O mesmo produto, no final de março, saía por R$ 2.400 – um aumento de 238%. A versão de 1 TB saía por R$ 1.100. O SSD externo WD My Passport de 1 TB pulou de R$ 840 para R$ 1.400, ou 66% de aumento. Como fazer backup? A primeira alternativa é utilizar os serviços de computação em nuvem para ter um acesso rápido às informações. Google One, Apple iCloud, Microsoft OneDrive, Dropbox e outros oferecem planos pagos com armazenamento similar ao de HDs ou SSDs externos. Para comparação, um plano de 2 TB no Google One saía por R$ 50 ao mês ou R$ 430 ao ano em março, valor próximo ao de um HD externo mais simples. Esses serviços também oferecem versões gratuitas, porém com espaço limitado. O complemento do backup — a segunda ou terceira cópia dos arquivos do PC e smartphone — pode ser feito em discos externos (SSD ou HD) e cartões de memória, com opções que vão de 64 GB a 16 TB. Para referência, um disco de 1 TB consegue armazenar cerca de 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos, segundo projeções dos fabricantes. Vale lembrar que 1 TB equivale a 1.000 gigabytes (GB). Os sistemas operacionais Windows e macOS oferecem uma ferramenta interna para realizar backups de forma automática, sem a necessidade de aplicativos de terceiros. Marcas como a Kingston ressaltam que o primeiro passo é configurar o backup automático das pastas mais usadas, como a área de trabalho, documentos e fotos. Depois, é preciso criar a rotina de salvar os dados tanto no disco externo quanto na nuvem, transformando a prevenção em um hábito. Qual disco escolher? Modelos de discos externos utilizam dois tipos principais de tecnologia: SSD ou HD. Veja a seguir os prós e contras de cada um: SSD ↗️ Prós: Maior velocidade na transferência de dados e menor risco de quebra em caso de queda, pois não possui partes móveis. ↙️ Contras: Menor capacidade de armazenamento (geralmente até 4 TB) e preço mais elevado que os HDs. HD ↗️ Prós: Maior capacidade de armazenamento (chegando a 16 TB) e preço mais baixo que os SSDs. ↙️ Contras: Mais lentos para transferir dados e alguns modelos de mesa não são portáteis, pois requerem fonte de alimentação. Para o celular Aparelhos com sistema Android de entrada ou intermediários costumam ter entrada para cartões de memória padrão microSD, com capacidades que variam de 16 GB a 512 GB. É importante checar a compatibilidade do celular com a capacidade do cartão. Fabricantes recomendam usar o cartão microSD em apenas um aparelho, pois o trocar entre celulares pode corromper os dados. Os iPhones e Androids topo de linha não permitem expansão com esse tipo de cartão, mas os modelos mais novos, com conector USB-C, permitem usar um SSD externo para copiar arquivos. No iPhone, o backup também pode ser feito no computador ou na iCloud, que oferece planos pagos e gratuitos. Veja a seguir uma lista de produtos para backup. Em março, os SSDs externos custavam de R$ 600 a R$ 1.800. O preço dos HDs externos ia de R$ 590 a R$ 2.200, e o dos cartões microSD ficava na faixa de R$ 600 ou menos. SSDs Adata SC735 1 TB Kingston XS1000 1TB Kingston SPSD 512 GB Sandisk SDSSDE30 1 TB Sandisk Fortnite SDSSDE30 1 TB HDs LaCie Rugged Mini 2 TB Seagate STGX4000400 4 TB Toshiba Canvio Advance 4 TB WD Elements Desktop 14 TB WD My Passport 1TB Cartões microSD Kingston Canvas Go Plus 512 GB Sandisk Extreme Pro 512 GB Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Médico cria receitas com desenhos para pacientes que não sabem ler e muda tratamento de doenças no Sertão

Publicado em: 30/03/2026 04:01

VÍDEO: 14467217 No Sertão pernambucano, na zona rural de Petrolina, um médico se deparou com um abismo invisível para muitos, mas que separava pacientes atendidos do tratamento que podia salvar suas vidas: o analfabetismo e o letramento rudimentar, que impediam os pacientes de compreender as orientações escritas nas receitas. A 700 quilômetros da capital, Recife, a realidade da medicina que Lucas Cardim exerce é bem diferente da dos grandes centros. Ele percebeu que, por mais legível que fosse a letra do médico, o paciente não conseguia entender o tratamento. O problema é que elas não sabiam ler, e o receituário padrão oferecido pelo SUS não era capaz de ajudar. Isso criava um abismo em que, mesmo tendo atendimento médico, o paciente seguia adoecendo. Em seu atendimento, conheceu dezenas de pessoas que, sem saber ler, não se tratavam e eram afetadas por doenças graves. ✍️ Hoje, essa é a realidade de mais de 11 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil é um país muito desigual. Quando cheguei ao consultório, encontrei um abismo. Muitas vezes, o paciente tinha acesso ao medicamento e à consulta, mas não conseguia se tratar porque não conseguia entender. Então, para mim, foi chocante, porque a gente tem a ideia de que muitos adoecimentos acontecem pela falta de acesso. Nesse caso, existe o encontro, só não existe a comunicação entre o profissional de saúde e o paciente. Quando percebeu o problema, Lucas fazia os desenhos à mão, sinalizando ao paciente se o medicamento deveria ser tomado pela manhã — usando uma xícara de café — ou ao dormir, com uma lua e estrelas ao lado. E até a quantidade de comprimidos, com círculos ao lado. (Veja a imagem abaixo) No começo, Lucas sinalizava nas receitas com desenhos Arquivo Pessoal Ele explica que isso tomava tempo da consulta e, às vezes, constrangia o paciente, que tinha vergonha de que ele passasse um tempo desenhando como seria o tratamento. Foi quando pediu ajuda ao amigo Davi, também de Petrolina, mas que hoje trabalha como engenheiro de software no Google, na Suíça. Juntos, eles criaram a plataforma Cuidado para Todos — um site com a lista dos remédios mais frequentemente usados na atenção primária. Para cada um deles, há uma série de ícones pré-definidos que ajudam o paciente a entender o tratamento. O médico só precisa pesquisar o remédio, clicar nos que quer colocar na receita, imprimir e entregar ao paciente. (Veja a imagem abaixo) Pela plataforma, também é possível imprimir os ícones para colar diretamente nas caixas dos remédios e ajudar os pacientes. E a mudança já vem dando resultado. Com plataforma, receituário sai com figuras que ajudam o paciente a entender quando tomar a medicação e quanto tomar Arquivo Pessoal Um dos casos de que ele se lembra é o de Maria das Dores, uma idosa diabética que sofria internações frequentes por descontrole glicêmico. Ela tinha acesso a médicos e ao medicamento para o tratamento, mas não sabia como utilizá-los sozinha porque não conseguia ler as orientações. “Não é só entregar a receita. A gente ensinou ela a utilizar a caneta de insulina, a gente ensinou ela a fazer a troca das agulhas para a medição de glicemia com a maquininha. Pouco a pouco, ela foi fazendo equilíbrio glicêmico e hoje em dia está super bem. É uma paciente muito querida”, conta. 🔴 O Sistema Único de Saúde (SUS) está em mais de 5 mil cidades brasileiras e, segundo Lucas e Davi, precisa enfrentar as desigualdades e particularidades de cada uma delas para que a saúde seja realmente acessível. É muito pesado você ter uma população condenada a não ter tratamento porque não sabe ler. É muito pesado você pensar que uma mãe não soube usar um dispositivo para tratar a asma do filho porque não sabe ler. Isso não pode acontecer. Atualmente, eles tentam implementar o sistema em unidades básicas pelo país, tudo gratuitamente. Conseguiram uma equipe de voluntários que faz melhorias, ajuda na implementação e realiza treinamentos para que os médicos possam usar a ferramenta. Hoje, a plataforma já está presente em mais de 10 municípios e três distritos indígenas. O objetivo é que essa tecnologia seja doada e incorporada permanentemente ao SUS, como parte do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), mecanismo de receitas usado hoje. A gente veio dessa região, sabe como é difícil o dia a dia das pessoas. Tivemos acesso ao estudo, estudamos em escola pública, universidade pública. Sinto que tenho que devolver às pessoas aquilo que elas me deram. Queremos essa ferramenta na mão do maior número de pessoas possível. O que diz o Ministério da Saúde O Ministério da Saúde disponibiliza ferramentas para apoiar os profissionais do SUS no acolhimento, atendimento e orientação de pessoas com baixo nível de letramento. A pasta tem avançado na produção e disponibilização de pictogramas, ordenados pelas padronizações estabelecidas pelos órgãos reguladores.

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Lâmpada LED fria suprime até 8 vezes mais melatonina que incandescente; modelo ajustável reduz impacto

Publicado em: 30/03/2026 04:01

Lâmpada LED fria suprime até 8 vezes mais melatonina que incandescente A melatonina – hormônio responsável por preparar o organismo para adormecer - é produzida naturalmente pelo corpo, no início da noite - quando a luminosidade diminui - mas a exposição à luz artificial pode prejudicar esse processo, especialmente a luz azul. Vídeos nas redes sociais destacam que esse impacto negativo na nossa saúde foi potencializado pela substituição das lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas LED e pelas fluorescentes compactas. As antigas incandescentes foram praticamente banidas do mercado brasileiro, desde uma portaria do governo federal em 2010 para reduzir o consumo de energia. Rua na Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, após receber iluminação de LED. Arquivo/Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo Para entender qual é o custo biológico da luz artificial moderna, o g1 analisou um conjunto de estudos recentes sobre o assunto e conversou com especialistas. De fato, a exposição à luz artificial noturna, sobretudo aquela rica em tons azulados, está associada à desregulação do ritmo circadiano e a um maior risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e transtornos mentais. Um dos estudos concluiu que a luz LED fria suprime até oito vezes mais melatonina do que a lâmpada incandescente. Para um grupo de cientistas, lâmpadas LED com alto teor de azul deveriam trazer o aviso de que “podem ser prejudiciais se usadas à noite”. Por outro lado, o uso à noite de modelos de lâmpadas LED com temperatura de cor ajustável - que permitem alternar entre tons frios e quentes ao longo do dia - praticamente elimina o impacto na produção da melatonina. O que define a quantidade de luz azul de uma lâmpada? A quantidade de azul que uma lâmpada emite varia de acordo com o comprimento de onda e a temperatura de cor correlata (Tcp) dela. Em alguns países já é obrigatório a embalagem exibir o percentual de luz azul da lâmpada. Mas no Brasil, ainda não existe regulamentação que exija esta informação nas embalagens. Por aqui, apenas a Tcp deve ser informada. As lâmpadas com Tcp próximas a 6500 Kelvin (K) têm maior quantidade de luz azul, em geral, dependendo do modelo e fabricante. E, na maioria das vezes, quanto maior é a temperatura de cor, menor é o comprimento da onda e maior é a quantidade de luz azul que ela emite. Embora haja consenso entre especialistas em sono de que a luz azul inibe mais a melatonina, eles ressaltam que não basta optar por lâmpadas com menos emissão desse espectro. Também é essencial reduzir a exposição à luz artificial à noite, especialmente às telas. “Ao colocar luz artificial no fim do dia, a gente encurta o período de sono. E um período de sono curto - ainda mais iniciado depois de luz azul - tem como efeitos: mal-estar no dia seguinte, questões de humor, maior risco de doenças cardiovasculares e maior risco de aumento de peso e obesidade”, destaca a neurologista pediátrica e médica do sono Letícia Soster, também responsável pelo serviço de sono infantil do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). A física e supervisora do Serviço Técnico de Sistemas de Iluminação, Condicionamento Ambiental e Desempenho Energético de Edificações (IEE-USP), Liliana Pozzo, defende que a quantidade de luz azul seja informada não só nas embalagens das lâmpadas, mas também das luminárias LED. “Não se trata apenas de um detalhe técnico, mas de uma informação importante para a saúde e o bem-estar dos consumidores. Oferecer esse dado de forma clara e padronizada permitiria que as pessoas fizessem escolhas mais conscientes, adaptando a iluminação de seus ambientes às suas necessidades e rotinas”, afirma Pozzo. O que dizem os estudos As conclusões sobre os impactos negativos das luzes artificial no organismo aparecem em três frentes principais: uma revisão com mais de 1,6 milhão de participantes sobre luz artificial noturna (ALAN), um estudo experimental que comparou diferentes tipos de lâmpadas residenciais e um consenso internacional com 248 cientistas especializados em ritmo circadiano. LED fria suprime até oito vezes mais melatonina do que a lâmpada incandescente Um dos estudos analisou 52 lâmpadas residenciais de três tecnologias — LED, fluorescente compacta (CFL) e incandescente — classificadas como luz “quente” ou “fria”. Os pesquisadores calcularam o chamado Melatonin Suppression Value (MSV), que estima a capacidade da luz de inibir a produção de melatonina após exposição noturna de 30 a 90 minutos. Segundo os autores, LEDs e CFLs (fluorescente compacta) frias apresentaram impacto aproximadamente oito vezes maior na produção de melatonina que lâmpadas incandescentes. A diferença está no espectro da luz. Fontes frias emitem mais radiação em comprimentos de onda curtos (em torno de 450 nanômetros), faixa que estimula fortemente a melanopsina — pigmento da retina envolvido na regulação do ritmo circadiano. Já lâmpadas com feixes de luz mais longos (de 620 a 700 nanômetros) interferem menos na produção de melatonina. Mesmo níveis relativamente baixos de luz azul podem afetar o sistema biológico, segundo os pesquisadores. Entenda melhor os resultados: LED fria, com temperatura de cor alta - entre 5000 K (Kelvin) e 6500 K: 12,1% a 12,3% de supressão de melatonina; CFL (fluorescente compacta) fria, também com temperatura de cor entre 5000 K e 6500 K: cerca de 12% de supressão; LED quente, com temperatura de cor entre 2200 K e 3000 K: 3,6% de supressão; CFL quente, com temperatura de cor entre 2700 K e 3000 K: 2,6% de supressão; Incandescente, com temperatura de cor entre 2400 K a 2700 K, dependendo da potência e do modelo: 1,5% de supressão. Outros nomes para luzes quentes e frias: as lâmpadas frias podem aparecer com diferentes nomes nas embalagens ou descrições, como: branco frio, luz do dia daylight, branca e branca extra fria; as lâmpadas quentes podem aparecer com diferentes nomes nas embalagens ou descrições, como: branco quente, luz quente, warm white (em inglês), amarela, soft white. Consenso científico: ritmo circadiano é essencial para a saúde Um grupo de 248 pesquisadores de diferentes países avaliou mais de 10 mil artigos publicados entre 2008 e 2022 sobre luz e ritmo circadiano. Para definir consenso, ao menos dois terços dos participantes precisavam concordar com cada afirmação. Os resultados foram quase unânimes em pontos centrais: 95,1% concordaram que ritmos circadianos robustos são fundamentais para a saúde. 98,4% afirmaram que a desregulação desses ritmos pode causar doenças. 90,6% apontaram que aumentar a intensidade de luz à noite eleva a desregulação circadiana. 94,6% confirmaram que a luz noturna suprime a produção de melatonina. Também houve consenso de que a exposição repetida e prolongada à luz noturna intensa, suficiente para desregular o relógio biológico, aumenta o risco de: câncer de mama (67,6%); obesidade e diabetes (74,7%); distúrbios do sono (87,4%). Soster orienta dar preferência às luzes menos azuis e tentar não tornar o dia artificial. “É claro que a gente vai ter que ter luz em casa, é óbvio, mas que essa luz em casa seja em menor quantidade, por menor tempo. O nosso corpo não foi feito para essa exposição. Essa realidade que a gente está impondo ao nosso corpo custa muito caro. Quantas pessoas são desatentas hoje em dia? Quantos acidentes temos por desatenção? Quantas pessoas comendo a mais para se manter acordadas porque estão dormindo pouco porque estão na tela?”, questiona a médica. Como fazer a higiene do sono? Veja quais são os maiores inimigos de uma noite restauradora Revisão com 1,6 milhão de pessoas liga luz noturna a doenças metabólicas e mentais Uma revisão exploratória da literatura científica, que analisou 32 estudos envolvendo 1.648.829 participantes, encontrou associações consistentes entre maior exposição à luz artificial noturna e piores desfechos de saúde. A revisão identificou associações entre a luz artificial noturna e: distúrbios metabólicos (14 estudos); hipertensão (6 estudos); diabetes tipo 2 (5 estudos); transtornos de saúde mental, como depressão e alterações de humor (7 estudos). Os autores destacam que a luz noturna contribui para a chamada “cronodisrupção”, isto é, o desalinhamento do relógio biológico. O principal mecanismo envolve a supressão da melatonina e alterações no núcleo supraquiasmático, região do cérebro que sincroniza o ritmo circadiano. Esse desalinhamento pode: alterar a secreção hormonal; prejudicar a sensibilidade à insulina; modificar o metabolismo da glicose; aumentar processos inflamatórios; afetar a regulação emocional. Apesar dos achados consistentes, os pesquisadores alertam que a maioria dos estudos é observacional, o que impede estabelecer causalidade. Também há variações na forma de medir a exposição à luz — desde dados de satélite até medições em ambientes internos. Ainda assim, a revisão conclui que a luz artificial noturna deve ser considerada um fator ambiental relevante para doenças metabólicas e transtornos mentais, devendo entrar no debate de políticas de saúde pública. Pesquisadores sugerem estratégias como: redução da poluição luminosa urbana; uso de iluminação com menor componente azul; incentivo a ambientes de sono mais escuros; planejamento urbano com controle de luminosidade. Para os cientistas envolvidos nos estudos, manter o contraste biológico entre dias claros e noites escuras — inclusive dentro de casa — pode ser uma medida essencial para proteger o relógio biológico e reduzir riscos associados à desregulação circadiana. O que determina o sono e o impacto das telas, além das luzes do teto A neurologista Soster explica que o processo de adormecer é determinado por três principais fatores, entre eles o comportamental, que tem relação com a exposição à luz. Nenhum deles isoladamente é o grande determinador do sono. Mas eles, em conjunto, determinam o momento e como o indivíduo adormece. Entenda cada um: Fator homeostático (derivado do nosso cansaço): as atividades físicas e mentais realizadas ao longo do dia levam à quebra de moléculas de energia, que liberam componentes na circulação, principalmente no cérebro. Um desses subprodutos é a adenosina — cuja concentração crescente é percebida pelo organismo como cansaço. É esse acúmulo que sinaliza ao cérebro que é hora de repousar. Quanto mais adenosina é produzida durante o dia, maior é a “pressão” que o corpo sente para dormir à noite. Círculo circadiano: o conjunto de eventos que ocorrem em um ciclo de 24 horas, como o metabolismo noturno e o metabolismo diurno. Esse funcionamento está profundamente conectado à alternância entre claro e escuro no ambiente. Fator comportamental: a forma como o indivíduo lida com o estresse, a ansiedade e os pensamentos acelerados no momento em que deveria relaxar. Muitas vezes, há uma dependência de estímulos para adormecer: adultos que só conseguem pegar no sono com a TV ligada, crianças que precisam mamar ou ter barulho (ou silêncio absoluto). Mas o ideal é criar um ambiente propício ao relaxamento, evitando estímulos físicos e mentais no período noturno. Mesmo que uma pessoa consiga adormecer após exposição à luz azul à noite, a adoção crônica desse hábito estende cada vez mais a hora de dormir, prejudicando a saúde como um todo. Até há disponíveis no mercado bloqueadores de luz azul nas telas, mas estes foram testados apenas pelos fabricantes e não com rigor científico, segundo Soster. “Em vez de a gente procurar a lâmpada ideal, precisamos apagar mais as luzes, ter o momento no final do dia para relaxar e não usar telas. Isso porque o efeito no final é muito mais das telas do que a luz do teto”, destaca a médica. Ela acrescenta ainda que a exposição às telas não se trata somente de luminosidade, mas também formato. Pílulas curtas de informação ativam nosso sistema de atenção (também chamado de sistema de recompensa), fazendo com que fiquemos mais acordados e interessados. Essas pílulas – comuns nas redes sociais - acostumam o cérebro a se viciar em informações curtas, algo muito negativo para a saúde cerebral, diz Soster. LEIA TAMBÉM: Melatonina: uso prolongado pode aumentar risco de insuficiência cardíaca e morte; veja riscos

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Furto de vírus na Unicamp: 10 pontos para entender a investigação

Publicado em: 30/03/2026 04:00

Pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas de um laboratório da Unicamp O furto de amostras de vírus de um laboratório NB-3 do Instituto de Biologia da Unicamp mobilizou o noticiário policial na última semana. A professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, que chegou a ser presa, e o marido dela, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, são investigados pela Polícia Federal. Uma apuração do Fantástico revelou que pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas de um laboratório para outro dentro da universidade de Campinas – incluindo dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais. Também havia amostras dos vírus da gripe tipo A, segundo apurado pelo g1. As amostras foram recuperadas em prédios da Unicamp, sem indícios de contaminação externa ou terrorismo biológico. Soledad responde ao processo em liberdade, enquanto a Unicamp conduz uma sindicância interna e a PF segue apurando a motivação para o furto das amostras. ➡️ Entenda abaixo, em 10 pontos, o que já se sabe sobre o caso e o andamento da investigação: Local do crime: As amostras biológicas foram retiradas sem autorização do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia (IB), uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto patamar de contenção laboratorial no Brasil para agentes infecciosos. Principais suspeitos: A investigação aponta a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, como os suspeitos pelo furto do material biológico. Vírus furtados: Segundo apuração do Fantástico, doram levadas pelo menos 24 cepas diferentes, como dengue, zika, chikungunya, herpes, coronavírus humano e 13 tipos de vírus animais. Além disso, o g1 apurou que entre as amostras estavam os vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A. Cronologia dos fatos: O desaparecimento das amostras foi notado inicialmente por uma pesquisadora em 13 de fevereiro de 2026; a Unicamp notificou a Polícia Federal em 16 de março e o inquérito foi instaurado oficialmente em 20 de março. Evidências por câmeras: Registros de câmeras de segurança mostraram Michael Miller saindo do laboratório NB-3 com caixas em horários incomuns no final de fevereiro, o que levou a universidade a apontá-lo como suspeito do furto. Fraude processual e descarte: Após a PF realizar buscas em sua residência no dia 21 de março, Soledad Miller retornou à Unicamp e descartou parte do material biológico dentro de um dos laboratórios para tentar destruir evidências. Localização do material: As amostras foram recuperadas pela perícia em três locais distintos: na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e no Instituto de Biologia. Não havia amostras na residência do casal. Motivação e risco: A PF descartou a hipótese de terrorismo biológico, indicando que a motivação seria relacionada a pesquisas internas do casal; as autoridades garantem que todas as amostras foram recuperadas e que não houve contaminação externa. Tipificação penal: A pesquisadora é investigada por crimes como furto qualificado, fraude processual, perigo para a vida ou saúde de outrem e manutenção ou transporte irregular de organismos geneticamente modificados. Andamento do processo: Soledad Miller responde ao processo em liberdade provisória, sob condições como o pagamento de fiança e a proibição de acessar os laboratórios envolvidos; paralelamente, a Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. O marido da professora ainda é investigado pelo furto do material. Em sua única manifestação sobre o caso, a defesa de Soledad afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava o laboratório do Instituto de Biologia, de onde as amostras foram retiradas, por não possuir estrutura própria. O g1 não conseguiu um posicionamento da defesa do marido da pesquisadora. LEIA TAMBÉM Pesquisadora investigada por furto de vírus descartou amostras em laboratório após busca da PF em sua casa, diz delegado Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp Sociedade Brasileira de Virologia acompanha investigação e reforça confiança em protocolos de segurança científica Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal 'Caso isolado', diz Unicamp Neste domingo (29), a Unicamp divulgou uma nota em que afirmou que o furto de vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia foi um “caso isolado” e não envolveu organismos geneticamente modificados. A instituição informou que, ao tomar conhecimento do caso, acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a “rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos”. Uma sindicância interna foi instaurada, enquanto a investigação federal apura a motivação do caso e o possível envolvimento de “diferentes pessoas físicas e jurídicas”. Vírus furtado na Unicamp estava em laboratório com maior nível de biossegurança Leia o pronunciamento na íntegra: "Com relação à subtração de materiais de pesquisa do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, classificado com nível de biossegurança 3 (NB-3), a Universidade vem a público esclarecer que: - Laboratórios NB-3 operam em conformidade com protocolos rígidos de segurança. O episódio ocorrido foi um caso isolado, resultante de circunstâncias atípicas que estão sendo averiguadas no âmbito da investigação policial. - Ao tomar conhecimento do fato, a Reitoria da Unicamp acionou imediatamente a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos. - Não há organismos geneticamente modificados dentre os materiais em questão. A Universidade também esclarece que: - A Unicamp é nacionalmente reconhecida por incentivar a formação de empresas de base tecnológica que se dediquem a transformar os resultados de pesquisas realizadas na Universidade em produtos e serviços que beneficiem a sociedade. - A Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp), sob responsabilidade da Agência de Inovação Inova Unicamp, opera com toda a segurança jurídica necessária, atuando em concordância com a política de inovação da Universidade e o marco legal nacional de inovação. Possui certificação de máxima qualidade no Brasil, CERNE nível 4, expedida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Sua atuação está restrita à capacitação de empreendimentos inovadores, não abrangendo a gestão, supervisão ou execução das atividades técnico-científicas que são conduzidas de forma independente por seus respectivos sócios. - A empresa associada ao marido da docente suspeita de ter retirado os materiais do já mencionado laboratório sem a devida autorização participa do programa da Incamp, o que lhe permite apenas fazer uso de espaço compartilhado de escritório. - A motivação da subtração de materiais, bem como o possível envolvimento de diferentes pessoas físicas e jurídicas no caso, estão sob investigação conduzida pelos órgãos federais competentes. - Uma sindicância foi instaurada na Universidade para averiguação interna. É importante ressaltar, ainda, que a Unicamp é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica, e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos, assim como pela formação responsável e ética de recursos humanos qualificados. Reiteramos que a ocorrência em questão foi um caso isolado e, portanto, voltamos a público para reafirmar o nosso compromisso com a missão de promover o conhecimento para uma sociedade democrática, justa e inclusiva, com destaque à excelência no ensino, na pesquisa e na extensão". Laboratório de Virologia do instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Nota da Unicamp "Com relação à subtração de materiais de pesquisa do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, classificado com nível de biossegurança 3 (NB-3), a Universidade vem a público esclarecer que: - Laboratórios NB-3 operam em conformidade com protocolos rígidos de segurança. O episódio ocorrido foi um caso isolado, resultante de circunstâncias atípicas que estão sendo averiguadas no âmbito da investigação policial. - Ao tomar conhecimento do fato, a Reitoria da Unicamp acionou imediatamente a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos. - Não há organismos geneticamente modificados dentre os materiais em questão. A Universidade também esclarece que: - A Unicamp é nacionalmente reconhecida por incentivar a formação de empresas de base tecnológica que se dediquem a transformar os resultados de pesquisas realizadas na Universidade em produtos e serviços que beneficiem a sociedade. - A Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp), sob responsabilidade da Agência de Inovação Inova Unicamp, opera com toda a segurança jurídica necessária, atuando em concordância com a política de inovação da Universidade e o marco legal nacional de inovação. Possui certificação de máxima qualidade no Brasil, CERNE nível 4, expedida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Sua atuação está restrita à capacitação de empreendimentos inovadores, não abrangendo a gestão, supervisão ou execução das atividades técnico-científicas que são conduzidas de forma independente por seus respectivos sócios. - A empresa associada ao marido da docente suspeita de ter retirado os materiais do já mencionado laboratório sem a devida autorização participa do programa da Incamp, o que lhe permite apenas fazer uso de espaço compartilhado de escritório. - A motivação da subtração de materiais, bem como o possível envolvimento de diferentes pessoas físicas e jurídicas no caso, estão sob investigação conduzida pelos órgãos federais competentes. - Uma sindicância foi instaurada na Universidade para averiguação interna. É importante ressaltar, ainda, que a Unicamp é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica, e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos, assim como pela formação responsável e ética de recursos humanos qualificados. Reiteramos que a ocorrência em questão foi um caso isolado e, portanto, voltamos a público para reafirmar o nosso compromisso com a missão de promover o conhecimento para uma sociedade democrática, justa e inclusiva, com destaque à excelência no ensino, na pesquisa e na extensão". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Rauls: como o funk transformou estelionatários digitais em personagens de músicas e de série

Publicado em: 30/03/2026 04:00

Como o funk vem documentando a história dos estelionatários digitais, conhecidos como Raul Um dos nomes mais comuns do Brasil virou tema de grandes sucessos do funk de São Paulo. Raul virou sinônimo de estelionato e MCs paulistanos vêm relatando o crescimento vertiginoso dessa modalidade de crime nos últimos anos. Começando pelo início, é bom deixar claro que não há uma definição exata do porquê estelionatários, principalmente aqueles que aplicam golpes bancários virtuais, passaram a se chamar Raul. O g1 ouviu produtores musicais, MCs e pesquisadores da área de segurança pública para entender a origem do codinome. A explicação mais ouvida foi a de que o apelido está ligado ao aparelho que clonava cartões durante transações em caixas eletrônicos, chamados de “chupa-cabra” ou “Raul”. E, para se diferenciarem do nome que ficou mais atrelado ao aparelho, os golpistas escolheram o nome usado por 64,6 mil brasileiros, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Importante: estelionato é crime previsto no código penal. O artigo 171 diz: Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena é de um a cinco anos de reclusão, além de multa. Principalmente a partir dos anos 2010, o funk paulistano vem cantando sobre a vida dos Rauls. Não necessariamente sobre os golpes aplicados, mas como os criminosos usufruem do dinheiro roubado. Nomes como MC Kelvinho e MC Kapela ficaram conhecidos por cantarem, quase que exclusivamente, músicas com estelionato como tema. Um dos grandes sucessos de Kelvinho, “O Corre”, tem 22 milhões de visualizações no YouTube e conta com os seguinte versos: "Os caras que vivem de golpe / Nocaute no Santa [banco Santander] / É nós que é o corre / E os bicos se espanta / A Civil tenta dar o bote / Tá osso ir em cana / Tá pago o acerto / E a vida tá mansa" A reportagem conversou com três MCs e um produtor musical. Todos pediram para conversar em off com a reportagem, pois temem represálias da polícia e uma possível associação ao crime. Segundo os ouvidos, falar da vida dos golpistas era um nicho dentro do funk. Antes, poucos MCs colhiam o retorno de cantar as dinâmicas do estelionato. A partir dos anos 2020, com o crescimento dos crimes cibernéticos, cresceu também a quantidade de funkeiros que decidiram falar sobre o tema. “A molecada mais nova quer surfar na onda. Se na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y, hoje o negócio é falar dos Rauls, não só pelo crime em si, mas a vida que eles levam por conta dos golpes”, explica um MC. “Nós estamos na favela e a gente convive, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos iguais a roteiristas de filme. Nós ouvimos e adaptamos histórias da vida real”. Rauls como fenômeno cultural Com o funk dominando as plataformas de streaming, o assunto Raul invadiu os charts. Lançada em 2024, “300 no 7”, canção de MC GP, MC J Vila e MC Luuky, é um dos maiores sucessos temáticos. A canção faz uma espécie de passo a passo da vida de um Raul: Após arrancar 300 (mil reais) no 7 (171), o personagem retratado vai até uma balada e gasta parte do dinheiro na sala VIP do local. A introdução, cantada por GP, diz: “Arranquei 300 no 7 / Nós que faz e acontece / Busca as duas no flat / E joga na Macan [modelo de carro da marca Porsche] / Ativei o modo esquece / Travei seu cartão black / Gastei lá no S, quero só Macallan [marca de uísque]”. Ele continua: “E nós invade as balada de uma forma diferente / Os menor deu uma contada e deixou lá no Mahal [balada na zona sul de SP] / Show do IG no Vitrinni, nós pega a sala VIP / Hoje cês tá com os bigode, donos da capital”. Yuri De Lucca Dinalli, diretor de A&R e Marketing da GR6, maior produtora de funk do país – e que tem no seu catálogo todos os MCs citados nesta reportagem e vários outros que abordam o tema – explica que, se você pensou num funkeiro de sucesso hoje, você pensou em alguém que já falou sobre estelionato. "Falo sem medo de errar: hoje, os 30 principais artistas de funk, em algum momento, falaram sobre Raul, nem que seja numa linha. Mas acredito também que esse assunto já está sendo explorado à sua exaustão”. Depois do sucesso no campo musical, o tema dos Rauls vai chegar ao mundo das séries. Em outubro de 2025, a Netflix anunciou Rauls, uma série criada por Kaique Alves, Konrad Dantas e Felipe Braga, os mesmos de "Sintonia", sucesso de público na plataforma. A empresa não divulgou a sinopse, mas tudo indica que a trama abordará o mundo dos estelionatários, passando pela música. Inclusive, segundo o g1 apurou, boa parte do elenco será composta por MCs - alguns deles com músicas sobre Rauls. 'Tropa dos Raul', música que reúne vários MCs Reprodução/YouTube Estilo Raul Falar de Raul, no caso, não é só falar do ato criminoso, em si. É falar de toda a cultura envolvida com quem o pratica. Onde e como gastam o dinheiro, quais gírias usam, como se vestem. Um dos desdobramentos foi na vestimenta. Se criou um imaginário de como esses golpistas se vestem, sendo desdobrado também para a versão feminina, as Raulas. No caso dos homens, a vestimenta é com cores mais neutras (geralmente preto), poucos acessórios e uma bolsa transversal de grife. Já as Raulas usam macacão ou jaqueta, que precisa ser acompanhada de uma calça jeans de marca internacional, e, o principal acessório, é a presilha no cabelo. Initial plugin text Initial plugin text Outro fator que faz parte da dinâmica de um Raul é onde – e como – gastar o dinheiro dos crimes praticados. Como mostrado nas músicas, os criminosos colocam quantias altas em casas noturnas e bebidas das mais variadas. O funk documentando a história do crime em São Paulo Desde seu nascimento, o gênero em São Paulo documenta por meio das músicas a dinâmica do crime nas periferias do Estado. No início dos anos 2000, o foco de parte das letras eram os assaltos à mão armada e o tráfico de drogas. MCs como Renatinho e Alemão e Careca e Pixote ficaram conhecidos por serem funkeiros do chamado “funk proibidão”. A socióloga Isabela Vianna Pinho, que estuda o tráfico internacional de drogas, conta que durante seu trabalho de pesquisa percebeu que o funk da Baixada abordava o tema nas suas músicas. “As letras têm toda uma relação com a realidade, citam nomes reais. Percebi que, na Baixada Santista, o funk é importante porque documenta uma história”. Entre os anos 2010 e 2012, quatro cantores foram assassinados a tiros na Baixada Santista, incluindo MC Careca. A violência fez com que o proibidão perdesse força e cedesse espaço para outras vertentes, como o funk ostentação. “O proibidão tem público até hoje, mas ninguém quer morrer cantando. No caso dos Rauls, ainda existe uma visão de que quem canta também é estelionatário, mas não tem tanta opressão”, conta um MC paulistano, com mais de 15 anos de carreira. Yuri aponta que casos como o do MC Negão Original, investigado por ligação com esquema de estelionato virtual, confundem a visão do público. “Não podemos confundir: MC é um cronista. Ele narra o que ele vê. Meu trabalho, inclusive, é ajudar com que esse discurso reverbere. Porém, casos como o do Negão Original criam uma ideia errada de que o cantor retrata o que ele vive”. Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual O ‘mundo real’ dos Rauls De acordo com a Ana Clara Klink, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do tema, o crescimento dos crimes de estelionato virtual está ligado a uma série de fatores, entre eles: o surgimento do PIX, a pandemia e o anonimato envolvido nessa atuação. Ainda segundo a pesquisadora, o público envolvido nesse tipo de crime é de jovens, principalmente entre 18 e 29 anos, com conhecimento razoável em tecnologia. “É um crime que acontece fora do espaço público, de forma anônima, sem o emprego de violência e com valores altíssimos envolvidos. Além disso, existe uma ideia, que é falsa, de que o alvo não seriam pessoas inocentes”, comenta. Os Rauls aplicam golpes das mais variadas formas: clonam cartões, invadem contas bancárias por meio de aplicativos maliciosos, etc. Gustavo Prieto, professor de Geografia Urbana do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pesquisa crime organizado e conta ao g1 como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda tenta entender o mundo dos Rauls. Segundo Gustavo, o setor responsável pela parte financeira da organização criminosa, chamado “setor do progresso”, busca captar os Rauls para dentro da organização, sem torná-los membros. “Esses estelionatários são uma espécie de micro-empreendedores que trabalham, muitas vezes, com um celular e um computador, dentro da própria casa. Eles funcionam de forma autônoma, inclusive com relação ao ‘procedê’, que é uma espécie de ética do crime. Até por isso, esses criminosos ainda são vistos de forma diferente, até de uma maneira negativa pelos meios antigos”. Outro ponto destacado pelo pesquisador é a forma que o dinheiro conquistado nos golpes é gasto. Ele aponta que existe uma visão errônea de que a periferia é feita, essencialmente, de escassez. "Pensando numa cidade como São Paulo, esses jovens que praticam estelionato conseguem colocar todo o dinheiro conseguido na própria região em que nasceu. Pensando numa região como a zona leste, por exemplo, existem baladas muito caras, shoppings com lojas de grife e todo uma dinâmica de baile de rua, de tabacarias. Consequentemente, essa pessoa que gasta muito dinheiro na quebrada, chama atenção e é vista diferente". A imagem de que o Raul é uma espécie de ladrão de banco 2.0 é muito forte no imaginário. É um criminoso que, por conta do contexto atual, escolheu por dar golpes sem o emprego da violência. A curiosidade sobre como vivem, o que vestem e o que comem transbordou as periferias do estado mais rico do país. Ficou impossível para a arte ignorar os Rauls.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia