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Ministério das Comunicações injeta R$ 104 milhões para acelerar a inclusão digital no Brasil

Publicado em: 28/03/2026 09:00 Fonte: Tudocelular

O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou o investimento de R$ 104 milhões em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesse sentido, a ideia é que essas atividades foquem em novas tecnologias como 6G, inteligência artificial e computação em nuvem. O destino dos R$ 104 milhões: prioridades do Ministério das Comunicações Em resumo, a ideia do ministério é destinar o valor citado para a realização de projetos estratégicos. No caso, os recursos vêm do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).Execução pelo CPQD Os projetos, então, serão conduzidos pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e têm período de execução entre 2026 e 2028. Com prioridade para 6G, IA e computação em nuvem, a iniciativa busca:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Portal que liga Barra Grande a cidades de outros países é inaugurado no litoral do Piauí; 1º da América Latina

Publicado em: 28/03/2026 08:40

Portal que liga Barra Grande a cidades de outros países é inaugurado no litoral do Piauí; 1º da América Latina Divulgação Um portal que conecta o vilarejo de Barra Grande, em Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, à outros países é inaugurado neste sábado (28). A estrutura com transmissão ao vivo permite a interação entre moradores e turistas com pessoas de diferentes cidades do mundo. Segundo o Governo do Piauí, o portal é o primeiro na América Latina e estará conectado, inicialmente, às cidades de Vilnius, na Lituânia; Lublin, na Polônia; Dublin, na Irlanda; Filadélfia, nos Estados Unidos; e Ipswich, no Reino Unido. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A estrutura, criada pelo projeto Portals – Bridge to a United Planet (Portais – Ponte para um Planeta Unido, em tradução livre), foi instalada no Parque Público Reserva do Portal, localizado na Rua Pontal da Barra, Nº 538. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Secretaria do Turismo do Piauí (Setur), o Parque Público Reserva do Portal conta ainda com playground, área de apoio ao turista, área de monitoramento, área de preservação, praça, acesso à praia, chuveiros públicos e varandas. O valor investido na obra foi de R$ 3,7 milhões. “Estamos criando uma vitrine permanente para o turismo do Piauí, com o objetivo de aumentar a visitação de turistas e a permanência média no estado, fortalecendo o comércio, a rede hoteleira, os bares, restaurantes e serviços turísticos”, declarou o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida. Nos primeiros dias após a instalação do portal, estão previstas atividades culturais com manifestações tradicionais do Piauí. O objetivo é promover o intercâmbio entre povos e aproximar culturas por meio da tecnologia. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Imagens de satélite mostram a evolução das voçorocas de Buriticupu nos últimos sete anos

Publicado em: 28/03/2026 08:13

Imagens de satélite mostram a evolução das voçorocas de Buriticupu nos últimos sete anos Imagens de satélite mostram a dimensão do avanço das voçorocas em Buriticupu, cidade localizada a 415 km de São Luís nos últimos sete anos (veja as imagens acima). O fenômeno, que já causou mortes, destruiu dezenas de residências e afeta diariamente a rotina de centenas de moradores, persiste há mais de três décadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp 🛰️ As imagens obtidas pelo g1 foram geradas por satélites da Planet, empresa norte-americana do setor, e processadas pela SCCON, empresa brasileira de tecnologia geoespacial. Os equipamentos geram alertas e identificam mudanças em áreas desmatadas, deslizamentos de terra e outros fenômenos, como as voçorocas. Ao todo, o município conta com 33 voçorocas catalogadas, algumas com mais de 600 metros de extensão e 80 metros de profundidade. Em mais de 30 anos, o fenômeno já causou a morte de sete pessoas e afetou a vida de 360 famílias que, em muitos casos, precisaram deixar suas casas. O monitoramento foi feito entre os anos de 2019 e 2025. Dentro de um círculo vermelho, é possível observar o aumento das voçorocas ao longo dos anos, especialmente entre 2023 e 2025, período em que o município passou a ser conhecido como a “cidade das crateras gigantes”. Cidade das crateras gigantes: em quatro décadas, 33 voçorocas já provocaram sete mortes e afetaram mais de 360 famílias em Buriticupu Ao g1, o geólogo e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marcelino Farias, explicou que a erosão observada nas imagens avança em razão da instabilização das paredes das voçorocas, provocada pela retenção de umidade causada pelo esgoto e pelo aumento do fluxo de água pluvial. “É possível observar que a erosão cresce mediante a instabilização dos taludes, ou ‘paredes’ das voçorocas, a partir da retenção de umidade pela deposição de esgoto, supressão da vegetação e aumento do fluxo de água pluvial. O aumento do fluxo de água se dá devido ao crescimento da cidade e à impermeabilização das ruas, sem drenagem ou com drenagem inadequada”, explicou. Entenda ponto a ponto a crise das voçorocas que avançam há décadas em cidade do Maranhão Ao longo dos anos, outro ponto que chama atenção nas imagens é a perda da vegetação nativa ao redor dos paredões. Segundo o geólogo, isso acontece em razão do rápido crescimento urbano, o que contribui para a intensificação dos focos de erosão. “A cobertura vegetal tem mudado muito ao longo dos anos no entorno da cidade por causa do rápido crescimento urbano. A retirada dessa cobertura resulta na perda da camada de raízes, que dificulta a erosão, além de reduzir a infiltração da água no solo, aumentando o escoamento superficial, o que favorece o surgimento e a intensificação de focos erosivos”, explicou o professor ao g1. O monitoramento Evolução das voçorocas de Buriticupu ao longo dos anos PlanetScope via SCCON As imagens fazem parte de um monitoramento realizado pelo Programa Brasil MAIS, que conta com mais de 100 satélites responsáveis por acompanhar cerca de 8,5 milhões de km², incluindo o território brasileiro. As imagens ajudam órgãos públicos e empresas privadas a mapear áreas de risco. Os satélites responsáveis pela captação das imagens estão em órbita a cerca de 550 quilômetros da Terra e possuem sensores capazes de captar sinais que geram imagens em alta resolução, possibilitando uma análise detalhada da situação. Como a Terra gira em torno do próprio eixo, é possível obter imagens de toda a superfície terrestre diariamente, ao longo de todo o ano. Se você quiser, eu também posso fazer uma versão mais “redonda” de reportagem especial, porque esse texto tem cara de matéria de destaque e dá pra deixá-lo mais forte no lide e na transição entre os blocos. O que são as voçorocas? Voçorocas em Buriticupu (MA): primeiras erosões começaram a se formar há 30 a 40 anos Reprodução/TV Globo Com o início do período chuvoso no Maranhão, as voçorocas ficam ainda mais vulneráveis. Isso porque a chuva e o relevo ondulado da região favorecem o avanço das erosões. ➡️ As voçorocas são fenômenos geológicos que surgem como fendas no solo, geralmente provocadas pela água da chuva. Se nada for feito para conter, uma erosão pode evoluir até atingir o lençol freático, tornando-se uma voçoroca. ⚠️ Esses processos são acelerados pela ação da chuva e pelas enxurradas em áreas com solo sem cobertura vegetal. As crateras se formaram a partir da rápida expansão urbana e como consequência do desmatamento da vegetação nativa em áreas de alta declividade, somado à falta de planejamento no crescimento da cidade. “O que tem feito essas erosões aumentarem consideravelmente é o crescimento urbano sem planejamento. Não há um Plano Diretor que contemple essas mudanças urbanas e as ruas pavimentadas não contam com drenagem. Por isso, no período chuvoso, toda rua vira um rio e essa água é encaminhada para uma encosta que vira uma voçoroca”, explica Marcelino Farias, professor do curso de Geografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Voçorocas em Buriticupu (MA): primeiras erosões começaram a se formar há 30 a 40 anos Reprodução/TV Globo O que pode ser feito? O surgimento de novas crateras pode ser prevenido para evitar tragédias de maiores proporções. Ao g1, o professor Fernando Bezerra, do programa de pós-graduação em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), explica que é necessário investir na proteção do solo com cobertura vegetal. Para ele, é fundamental preservar a vegetação em áreas próximas às encostas e nascentes de rios, além de evitar queimadas e desmatamento. “A população que vive em torno das cabeceiras das voçorocas precisa ser retirada para evitar novas tragédias. Também é necessário desviar os fluxos de água que chegam às cabeceiras das erosões, investir no plantio de espécies arbóreas nas bordas e no interior das crateras e aplicar técnicas de bioengenharia de solos”, explicou o professor. Desmatamento causou crateras que ameaçam 'engolir' casas no MA Kayan Albertin/g1

Palavras-chave: tecnologia

Inteligência Artificial atua como 'olho invisível' ao auxiliar cientista brasileiro em pesquisa para identificar molécula que destrói células cancerígenas

Publicado em: 28/03/2026 08:00

IA ajuda cientista formado em Catanduva a desenvolve pesquisa de combate ao câncer A Inteligência Artificial (IA) em uma plataforma experimental foi decisiva para a descoberta feita por um cientista brasileiro ao desenvolver uma pesquisa para identificar uma molécula que destrói células cancerígenas. Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), no interior de São Paulo, José Emilio Fehr Pereira Lopes, de 63 anos, desempenhou o trabalho junto à Harvard Medical School. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Os estudos começaram em 2009, quando José Emilio e uma equipe de cientistas passaram a analisar uma molécula descrita pelo imunologista Elieser Flescher, da Universidade de Tel Aviv, em Israel. Conforme José Emilio, a IA passou a ser considerada um “olho invisível”, capaz de fazer os especialistas enxergarem o que antes demoraria anos para ser compreendido. “A IA funciona como um sistema que analisa milhões de possibilidades ao mesmo tempo. Ela identifica padrões invisíveis, encontra vulnerabilidades das células cancerígenas e ajuda a direcionar a estratégia com muito mais precisão”, explica o cientista. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina em Catanduva (SP) Arquivo pessoal O trabalho foi desempenhado com um conceito da biologia tumoral, que apontou que células cancerígenas produzem energia diferente das células saudáveis do corpo humano. Com a união entre engenharia molecular, bioenergia celular e modelagem computacional, Pereira Lopes juntamente com a tutoria do cientista brasileiro José Alexandre Marzagão Barbuto e do Assistente em medicina Arthur Cesar Azevedo Menezes, encontraram uma forma de desenvolver a molécula agindo contra o câncer de forma seletiva. “No nosso caso, a IA ajudou a entender como levar a molécula certa até o lugar certo dentro da célula. Não basta ter uma boa droga, ela precisa chegar viva, protegida e ativa até o alvo. Muitas moléculas são destruídas antes mesmo de chegar às células, pois o organismo, para se proteger, acaba reconhecendo esses possíveis medicamentos como algo invasor”, explica Pereira Lopes. José Emilio e outros cientistas desenvolveram a molécula sintética chamada A14, nomeada pelos pesquisadores como biointeligente. O composto molecular foi feito para reconhecer as características das células tumorais e eliminar os mecanismos que sustentam o seu desenvolvimento. Cientista brasileiro, formado em Catanduva (SP), desenvolve pesquisa oncológica Arquivo Pessoal “A inteligência artificial nos ajudou a escolher e ajustar carreadores como o chamado ‘pacotinho de açúcar’, que funciona como uma espécie de ‘cápsula inteligente’, protegendo a molécula no caminho e liberando-a no momento ideal”, explica. Initial plugin text Utilização de açúcar A técnica representa uma abordagem benéfica e promissora na oncologia e foi testada durante anos em diferentes sistemas de transporte e formulações químicas. Ao longo do trabalho, os cientistas perceberam que as células cancerígenas têm uma “assinatura” diferente, pois consomem mais açúcar do que as células normais e precisam de muita energia para crescer. “A IA consegue identificar esses padrões, como se fossem, por exemplo, ‘cores metabólicas’ diferentes, e usar essa informação para guiar a molécula até essas células. É como se o sistema soubesse exatamente onde está o alvo e enviasse o tratamento direto para ele”, pontua José Emilio. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) Arquivo Pessoal LEIA MAIS: Grafiteiro usa psicologia das cores para transformar muros de cidade em experiência sensorial Publicitária descobre Síndrome de Sjögren dez anos após ter inchaço no rosto Comida di Buteco desafia 22 bares do noroeste de SP a reinventarem petiscos com verduras Próximo passo Com grande parte da pesquisa concluída, o próximo passo é aumentar a precisão do estudo e buscar resultados cada vez mais rápidos e efetivos. Para ser submetida ao Food and Drug Administration (FDA), a molécula continua sendo acompanhada pelos cientistas. Ainda segundo Pereira Lopes, outro desafio agora é encontrar empresas que se interessem em participar desse trabalho como investidoras. “A tecnologia já mostrou um potencial muito forte, agora o objetivo é transformá-la em uma solução real para pacientes. Ressaltando que dependerá de muito investimento para terminar todos os testes antes de ser levado ao FDA para autorização dos testes clínicos em humanos. Por isso, buscamos empresas que se interessem em participar”, finaliza. Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) UNIFIPA/Divulgação Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Agricultores do AP recebem R$ 26 milhões para combater praga da mandioca e garantir alimentos

Publicado em: 28/03/2026 08:00

Governo Federal anuncia R$ 26 milhões em investimentos para o Amapá A praga da mandioca tem afetado agricultores do Amapá, prejudicando a economia e a produção de alimentos básicos consumidos por famílias em áreas tradicionais do Estado há pelo menos dois anos. O fungo já destruiu várias plantações e comprometeu a produção de alimentos essenciais da região Norte, como farinha e mandioca. Povos indígenas, principais produtores, estão entre os mais afetados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Desde a detecção da praga, foram criadas barreiras fitossanitárias e iniciados estudos para conter a proliferação. Nesta quinta-feira (26), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou o envio de R$ 26 milhões ao Amapá. Os recursos serão usados em assistência técnica para povos indígenas, ações emergenciais contra a praga e projetos de incentivo às chamadas florestas produtivas. A proposta busca unir produção agrícola e preservação ambiental. Segundo Camilo Capiberibe, presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), uma das medidas prevê o reflorestamento das áreas atingidas e o estudo de novas culturas. “É fundamental garantir comida na mesa do agricultor, que hoje enfrenta dificuldades e depende de cestas básicas. Ao mesmo tempo, é preciso diversificar a produção”, disse Camilo. Municípios do Amapá onde a doença foi detectada: Oiapoque Tartarugalzinho Ferreira Gomes Pedra Branca do Amapari Ferreira Gomes Calçoene Leia mais sobre a Praga da Mandioca: Praga da mandioca: barreiras fitossanitárias são montadas nos municípios atingidos no AP Aplicativo gratuito ajuda agricultores do Amapá a combater praga em lavouras de mandioca Produtores indígenas de Oiapoque recebem tecnologia para combater praga da mandioca Os investimentos serão aplicados ao longo de dois anos. Segundo o ministro Paulo Teixeira, a meta é não apenas conter a crise, mas criar um modelo agrícola sustentável para o futuro. “Com esses recursos, vamos orientar a substituição por espécies mais resistentes e o descanso das áreas, para evitar a disseminação do fungo no Amapá”, explicou Teixeira. Os investimentos devem beneficiar 950 famílias atendidas pela Anater no Amapá. A ação faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o apoio à agricultura familiar e enfrentar desafios sanitários. Praga da mandioca 'Vassoura de Bruxa' atinge o Amapá há pelo menos dois anos GEA/divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Aurora boreal: o que é o fenômeno flagrado por Anitta e Bela Gil na Finlândia

Publicado em: 28/03/2026 06:22

Anitta posa sob as luzes da aurora boreal na Finlândia Divulgação/Instagram Anitta e Bela Gil divulgaram na sexta-feira (27) fotos com o resultado de uma "caçada" pela aurora boreal na Finlândia. Em viagem pelo país, a dupla conseguiu visualizar o fenômeno natural. A aurora boreal costuma acontecer em regiões polares, nos extremos do planeta. A aurora boreal é formada a partir de uma erupção solar que envia partículas carregadas de luz e energia para a Terra. Essas partículas interagem então com a atmosfera, gerando as luzes nas cores verde e vermelha, principalmente. Aurora boreal: um espetáculo visto do espaço A chamada aurora boreal costuma aparecer com mais frequência à noite ou no fim da tarde, e pode ser observada a olho nu. O fenômeno costuma aparecer mais frequentemente na Islândia. Em condições normais, a aurora acontece porque partículas carregadas de luz e energia são empurradas para a Terra em uma erupção solar. Essas partículas interagem então com a atmosfera, gerando as luzes nas cores verde e vermelha, principalmente. É considerado raro o surgimento da aurora austral, nome dado para o mesmo fenômeno, mas quando acontece no Hemisfério Sul. Apesar de bonitos, eventos como esse podem causar interferências na tecnologia e nos sistemas de comunicação se forem fortes o suficiente. Anitta posa sob as luzes da aurora boreal na Finlândia Reprodução/Instagram

Palavras-chave: tecnologia

Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp

Publicado em: 28/03/2026 06:00

Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Acesso controlado, normas rígidas para transporte de micro-organismos de alto risco e protocolos de descontaminação. Para ser classificada com nível de biossegurança 3 (NB-3), uma estrutura como o Laboratório de Virologia da Unicamp, que teve amostras de vírus furtadas, precisa atender a uma série de exigências. Ao todo, existem quatro níveis de biossegurança, do NB-1 ao NB-4. O Brasil, no entanto, opera apenas até o nível 3. No Brasil, há laboratórios NB-3 distribuídos em diferentes regiões, como em Campinas, incluindo unidades da Unicamp; na Universidade de São Paulo (USP); no Rio de Janeiro, na Fiocruz; e em Belém (PA), no Instituto Evandro Chagas (IEC). O NB-4, considerado o mais alto grau de contenção, está em construção no país, em Campinas, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Possuir um laboratório de biossegurança máxima (NB-4) oferece condições ao país de monitorar, isolar e pesquisar os agentes biológicos para desenvolver métodos de diagnóstico, vacinas e tratamentos. No mundo, estruturas como essa são as responsáveis por análises e estudos de vírus como o Ebola, por exemplo, que são mais perigosos que o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. 🧪 Nesta reportagem, o g1 consultou as resoluções normativas e um especialista para explicar o que é um laboratório NB-3, como ele funciona, as regras e sua importância para a ciência. Níveis de biossegurança Nível de biossegurança 1 (NB-1): é o nível básico de contenção voltado para o trabalho com microrganismos conhecidos por não causarem doenças em adultos saudáveis, apresentando risco mínimo. ⚠️ O trabalho é feito em bancadas abertas usando práticas padrão de microbiologia, e a única barreira secundária exigida é uma pia para lavagem das mãos. Nível de biossegurança 2 (NB-2): aplicável a laboratórios que lidam com um espectro de agentes de risco moderado associados a doenças humanas de gravidade variável. ⚠️ Exige, além das práticas de NB-1, treinamento específico, acesso limitado, precauções extremas com objetos cortantes e o uso de Cabines de Segurança Biológica (CSB) para procedimentos que gerem aerossóis ou borrifos. Nível de biossegurança 3 (NB-3): destinado ao trabalho com agentes nativos ou exóticos que possuem potencial de transmissão por via respiratória (aerossóis) e podem causar infecções sérias ou fatais. ⚠️ Enfatiza barreiras primárias e secundárias, exigindo que todas as manipulações ocorram em cabines de segurança e que o laboratório possua fluxo de ar negativo unidirecional, sem recirculação para outras áreas. Nível de biossegurança 4 (NB-4): representa o nível máximo de contenção para agentes exóticos perigosos que oferecem alto risco de doenças fatais, transmissão por aerossóis e para os quais não existem vacinas ou tratamentos. ⚠️ Requer o isolamento completo do pessoal por meio de cabines de segurança classe III ou macacões de pressão positiva, em instalações isoladas com sistemas de ventilação e gerenciamento de resíduos altamente especializados 🔬 Como funciona o NB-3 O que é: É uma instalação de contenção projetada para o manejo seguro de micro-organismos. O objetivo é garantir a proteção do pesquisador e do meio ambiente contra agentes que possuam alto risco de agravo à saúde, mas baixo ou moderado risco de disseminação. Exemplo de agentes da classe de risco 3: Bacillus anthracis, bactéria causadora da doença infecciosa conhecida como antraz, e vírus da imunodeficiência humana (HIV) -- a depender da carga viral. Para que serve: O laboratório é uma barreira de segurança para pesquisas, ensino, desenvolvimento tecnológico e produção em pequena ou grande escala envolvendo micro-organismos. É necessário para a criação de vacinas e medicamentos. "Para você fazer qualquer estudo, seja de vacina ou medicamento, você precisa ser capaz de propagar esse vírus de forma contida. Isso é feito com segurança no NB-3", explica Luis Lamberti, coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP). O professor da FMRP destaca que micro-organismos estudados em estruturas com NB-3 são aqueles que oferecem risco biológico, que podem causar algum tipo de doença, e para os quais ainda não existe uma vacina, ou que não são tão comuns naquele ambiente. "O vírus da dengue, por exemplo, a gente não usa o NB-3, porque ele já está em nosso ambiente. Mas o coronavírus, quando surgiu, não tinha vacina, causava uma doença grave, por muito tempo foi um vírus de classe 3. Essas classificações são dinâmicas", diz Lamberti. 🦠 O especialista usa a manipulação do vírus HIV para explicar a dinâmica dos trabalhos dentro dos diferentes níveis de biossegurança. "O HIV é um vírus patogênico de classe 3, a gente quer evitar que as pessoas se contaminem. Mas manipular sangue de um paciente HIV positivo, não precisa ser no NB-3. Você faz isso no NB-2, porque a carga viral é baixa, não é fácil de se infectar. Agora, quando a gente vai fazer um estudo para HIV, a gente tem que produzir o HIV, e aí a quantidade de vírus é alta. Aí precisa ser no NB-3". Lamberti detalha que o mesmo ocorre com vírus como o H1N1, que estava entre as amostras furtadas da Unicamp. LEIA TAMBÉM Pesquisadora investigada por furto de vírus descartou amostras em laboratório após busca da PF em sua casa, diz delegado Furto de vírus da Unicamp: câmera flagrou marido de pesquisadora saindo de laboratório com caixas, diz PF Laboratório de Virologia do instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Exigências técnicas Segundo a Resolução Normativa nº 18, do CTNBio, as principais exigências para um laboratório NB-3 são: 🧫 Infraestrutura e contenção física Isolamento: As instalações do NB-3 devem ter separação física de outras áreas de trânsito livre ou corredores. Acesso controlado: A entrada para o laboratório deve ser feita por meio de um sistema de dupla porta, incluindo uma antessala para troca de roupas e dispositivos de acesso em duas etapas. Superfícies e mobiliário: Paredes, tetos e pisos devem ser resistentes à água, selados e lisos para facilitar a limpeza. O mobiliário deve ser rígido e as janelas lacradas com vidros duplos de segurança. Equipamentos de proteção: Toda manipulação de risco deve ocorrer obrigatoriamente dentro de cabines de segurança biológica, que funcionam como uma barreira física e de fluxo de ar, que protegem o material manipulado, o ambiente e o operador. 😷 Sistema de ventilação e ar Pressão negativa do ar: é um sistema de ventilação em que o ar sempre flui para dentro do ambiente, impedindo que os contaminantes escapem para áreas externas. Filtragem do ar: Todo o ar que sai do laboratório deve passar por filtros capazes de capturar vírus, bactérias, fungos, poeira fina e aerossóis antes de ser eliminado para o exterior ou recirculado. Esses filtros são conhecidos como HEPA (High Efficiency Particulate Air, ou filtro de ar de alta eficiência para partículas, em português). ☣️ Gestão de resíduos e descontaminação Autoclave de barreira: É obrigatória a presença de uma autoclave de dupla porta no interior das instalações para a descontaminação de resíduos. O equipamento esteriliza materiais por meio de vapor de água sob alta temperatura e pressão. Resíduos líquidos: Todos os líquidos gerados na estrutura devem passar por tratamento em caixas de contenção antes de serem liberados no sistema sanitário. Higiene: Deve haver um sistema de descontaminação das mãos próximo à saída. Ralos são proibidos ou devem possuir dispositivos de fechamento. 🥼 Procedimentos e equipe Roupas e equipamentos de proteção individual (EPI): Obrigatório o uso de uniforme completo específico, que deve ser descontaminado antes de ir para a lavanderia ou descarte. É exigido o uso de máscaras faciais ou respiradores. Treinamento e saúde: A equipe que utiliza o NB-3 deve ter treinamento específico em agentes de Classe 3 e supervisão constante. Exames médicos anuais são obrigatórios. Transporte: Qualquer material biológico com capacidade de propagação só pode sair se estiver em embalagem apropriada. Regras para transporte A resolução normativa nº 26, também da CTNBio, define as diretrizes obrigatórias para o transporte desses agentes. No caso de materiais de classes 2 e 3, as regras envolvem autorização expressa e embalagens específicas. A retirada das amostras sem autorização do laboratório da Unicamp, entre elas dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, além de outros vírus humanos e suínos, representa um claro descumprimento dessas regras. Para o transporte de micro-organismos dessas classes, a CTNBio precisa emitir uma autorização prévia, com informações sobre destino, quantidade e condições da embalagem, além da anuência expressa da instituição de destino. 🧰 Dupla embalagem obrigatória: segundo a norma, devem ser utilizados, no mínimo, dois recipientes, um interno e um externo, que ofereçam resistência durante o transporte. ☣️ Símbolos obrigatórios: a embalagem deve conter o símbolo universal de "risco biológico" e, se pertinente, o de "frágil". ⚠️ Mensagem de alerta: O conteúdo deve apresentar, obrigatoriamente, a frase: "O acesso a este conteúdo é restrito à equipe técnica devidamente capacitada". 📞 Informações de contato: O recipiente externo deve exibir nome, endereço e telefone de quem envia e de quem vai receber. Professor de Biologia Celular, Luis Lamberti explica que, por conta de tantas etapas de segurança e normas, um caso como o registrado na Unicamp só ocorreu porque envolvia pessoas com acesso a áreas restritas e conhecimento técnico para manipulação das amostras. "É quase impossível uma pessoa de fora fazer isso. Não é tão fácil. Era preciso ter acesso, saber exatamente onde estava e pegar. E transportar corretamente, com gelo seco. Se você pegar e deixar uma amostra no sol, esses vírus vão morrer. É preciso conhecimento técnico", ressalta. LEIA TAMBÉM Câmeras registraram retirada de vírus de laboratório da Unicamp; veja cronologia do caso Furto de vírus na Unicamp: H1N1 estava entre amostras levadas de laboratório Entenda em vídeo a distância percorrida por material biológico dentro da universidade Unicamp aciona Polícia Federal e interdita laboratórios após furto de material de pesquisa Professora da Unicamp investigada por furto de vírus estuda vacinas e doenças em animais Sociedade Brasileira de Virologia acompanha investigação e reforça confiança em protocolos de segurança científica Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada (NB-2 e NB-3) do Instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 'Investimento necessário' O especialista ressalta que a construção de um laboratório NB-3 representa um investimento caro, desde a estrutura física, que conta, entre outras coisas, com sistemas de ar que precisam ser trocados com regularidade, equipamentos importados, treinamento de equipes e materias de segurança. 🔬 Mas um equipamento desse porte é essencial para a ciência e resposta diante de emergência sanitárias, como foi o caso da Covid-19. "Não tem como a gente fazer uma vacina pra um vírus se você não tem um estoque desse vírus. Na pandemia, quando o pessoal conseguiu isolar o coronavírus e replicar ele, a gente conseguiu o vírus para testar, entender como ele agia", disse. Segundo Lamberti, manter vírus e outros micro-organismos armazenados em estruturas seguras é necessário para o enfrentamento de doenças, inclusive de algumas erradicadas. LEIA TAMBÉM De roupa inflável a banho químico: conheça protocolos de segurança no 1º laboratório do Brasil para estudar vírus mais letais do mundo Como brinquedos infantis serão usados para treinar cientistas no 1º laboratório do Brasil de biossegurança máxima "O vírus da varíola está erradicado, a gente não tem mais ele circulando. Mas há um local que esse vírus está estocado, porque se um dia ele voltar a circular, a gente consegue produzir uma vacina. Por isso a gente tem que ter os nossos bancos, precisamos ter isso aqui", enfatiza. Como Orion vai garantir segurança para estudar vírus e bactérias altamente perigosos Investigação e prisão de pesquisadora A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais. No dia 23 de março, a PF cumpriu mandados em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos. Todos os laboratórios da faculdade ficaram temporariamente interditados durante a ação. A Polícia Federal localizou as amostras espalhadas em três locais diferentes: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA): foram encontradas diversas caixas com amostras dentro de tubetes em um freezer lacrado. Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia): foram localizados tubetes manipulados e abertos no espaço reservado a Soledad dentro do freezer de outra professora. Próximo ao refrigerador, havia material descartado que provavelmente já havia passado por autoclave. Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia): uma grande quantidade de frascos descartados foi localizada em uma lixeira. Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), depois que a Polícia Federal encontrou as amostras virais em laboratórios da universidade aos quais a professora conseguiu acesso com o consentimento de outros pesquisadores. A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava os laboratórios do Instituto de Biologia por não possuir estrutura própria. A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (25) que o marido da professora, Michael Edward Miller, também é investigado por suspeita de envolvimento no furto de amostras de vírus de um laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp. Michael Miller é médico veterinário e faz doutorado em Genética e Biologia Molecular na universidade. A corporação não informou quais são as suspeitas sobre ele. O g1 tenta localizar a defesa dele. Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp Estevão Mamédio/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA

Publicado em: 28/03/2026 05:01

Formado em escola pública do CE, jovem comemora conquista de bolsa milionária nos EUA. As mãos tremendo e as exclamações de “Meu Deus” marcaram o momento em que o jovem Vinícius Felix Nascimento, de 19 anos, conferiu a aprovação na Williams College, universidade em Massachusetts, nos Estados Unidos. Nascido em São Paulo, mas criado no Ceará, o jovem conquistou uma bolsa milionária em uma instituição que figura em listas como uma das melhores na “terra do Tio Sam”. Em 2025, a Williams College foi considerada uma das dez melhores universidades dos Estados Unidos, segundo a Forbes. “O meu objetivo de ir para uma universidade de elite como a Williams College é abrir oportunidade, abrir caminho para que nós do Brasil, para que a gente represente, no caso, jovens latino-americanos, jovens de países do sul global, possam ter a possibilidade de transformar a comunidade deles através da tecnologia e participar desse diálogo global, para que a gente não fique à escória do mapa”, explicou o jovem. Em 2020, quando tinha 13 anos, Vinícius criou o Instituto Terra Alien, um canal de Youtube que virou uma ONG com o objetivo de ampliar o acesso à ciência e a oportunidades educacionais para outros estudantes. Ele disse que a atuação do instituto já chegou a dez países, principalmente os lusófonos do continente africano. “Eu sempre fui muito engajado com questões sociais. Eu tenho participado de muitos projetos sociais. Eu realmente gosto de doar o meu tempo para o próximo, acho que isso faz um mundo cada vez melhor”, declarou o jovem. Vinícius nasceu em São Paulo (estado natal da mãe dele), mas ainda nos primeiros anos de vida se mudou com pai e mãe para a Paraíba (onde o pai nasceu). Lá, o divórcio dos pais fez com que ele continuasse com a mãe e se mudasse para o Ceará. Os dois foram morar em Paraipaba, na região metropolitana de Fortaleza, com cerca de 32 mil habitantes. O jovem cresceu no distrito de Boa Vista, zona rural do município, onde mora a família materna. Ele estudou na Escola de Ensino Profissionalizante (EEEP) Flávio Gomes Granjeiro, no mesmo município, onde cursou técnico em informática. Filho de costureira, a família não teria condições de pagar os altos custos de uma graduação internacional. “É questão de você gastar dois milhões de reais por uma graduação completa e eu não tinha esse valor nunca na minha vida”, disse o jovem. “Então, eles cobrem absolutamente tudo. Eles vão cobrir dormitório, alimentação, uma viagem por ano de volta para o Brasil para visitar os familiares. Eles vão me dar todo o suporte necessário para que eu possa completar minha graduação”, agradeceu o estudante. A bolsa conquistada por Vinícius cobre todos os custos durante os quatro anos de graduação na Williams — com a possibilidade ainda de estudar durante um ano no Reino Unido. “Vou para o exterior fazer um ano. Eles dão a possibilidade de você também fazer um ano em Oxford ou Cambridge, que são as melhores universidades do mundo”, destacou o jovem. Ano sabático Vinícius se formou, em 2024, em uma escola pública da rede estadual do Ceará. Arquivo pessoal Vinícius concluiu o ensino médio em 2024. Depois, ele decidiu tirar um ano sabático para focar na aprovação em alguma universidade estadunidense. Ele até conseguiu uma vaga na graduação em engenharia de software da Universidade Federal do Ceará (UFC), mas recusou, com o objetivo de focar no aceite internacional. Ele, inclusive, precisou focar intensamente em aprender inglês — idioma que ele não falava quando surgiu o interesse em estudar fora. Durante o ano sabático, Vinícius decidiu fazer o Enem novamente. Com isso, conseguiu uma vaga na Universidade Federal de São Carlos, em Sorocaba (SP), já que não tinha certeza sobre a aprovação na instituição internacional. Ele se mudou para São Paulo devido às aulas. Vinícius explicou que, na Williams, é possível estudar mais de uma área ao mesmo tempo. Ele pretende focar em ciências da computação, mas também estudar economia e política. A viagem para os Estados Unidos, no entanto, não tem uma data exata. Ele sabe apenas que deve acontecer em agosto, uma vez que as aulas começam em setembro. A Williams College vai pagar todo o deslocamento. Impacto social Desde criança, Vinícius demonstrou interesse em participar de projetos sociais. Arquivo pessoal As vivências e experiências de Vinícius na zona rural de Paraipaba começaram a inspirá-lo a buscar mudanças sociais ainda cedo. Enxergando a ausência de possibilidades para ele e amigos, além do sofrimento da mãe, que adquiriu problemas de saúde em um antigo emprego, o jovem decidiu se movimentar em busca de melhorias. “Eu fui exposto a esse ambiente, de luta, de garra, e fui crescendo com essa perspectiva. Eu fui aprendendo com a vivência de colegas, com a minha própria vivência e fui percebendo que se nós não agimos por nós, quem lutará por nós no futuro?”, questionou o jovem. Em 2024, surgiu um novo projeto no instituto criado por ele: o “Code 4 Causes”. “Essa organização foca em dar possibilidade para jovens que estão interessados em ingressar na área de tecnologia. Então, eles vão ter acesso a aulas relacionadas à tecnologia: como criar um site, como hospedar um site, etc., e toda a segurança, questão estética do site, e depois a gente conecta eles com organizações sem fins lucrativos entre educativos que não têm site, para que possam causar mais impacto social na sua área específica”, explicou. Durante o ano sabático, Vinícius participou também de uma formação ofertada pelo Watson Institute, uma organização de Nova York. “Eu fui exposto a diversas pessoas do sul global que tiveram situações parecidas com a minha, de extrema pobreza, de falta de acesso a oportunidades”, comentou. A intenção de Vinícius, para o futuro, é unir as duas principais áreas de interesse dele: a tecnologia e a mudança social. “A gente como jovens, como pessoas de tecnologia, precisa se assegurar que nós estamos defendendo o nosso povo, que a gente está fazendo com que o nosso povo faça parte do processo e não seja discriminado no futuro”, declarou o jovem. “Então eu acredito que Williams, ela traz muito daquilo que eu acredito, muito dessa questão de usar aquilo que eu aprendo para o impacto social, que é o que eu venho trazendo desde quando eu era criança”, reforçou. Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: tecnologia

FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o vídeo dos sete cachorros andando juntos em rodovia na China; assista

Publicado em: 28/03/2026 05:00

O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Circulam nas redes sociais posts com o vídeo de sete cachorros andando à beira de uma rodovia na China durante a noite. Algumas legendas descrevem os cães teriam escapado de um sequestro e percorrido 17 quilômetros para voltar para casa. Segundo essas alegações, criminosos queriam ou vender os animais ou "abastecer o comércio clandestino de carne", o que foi desmentido pela mídia chinesa. As publicações viralizaram no Instagram, Threads, X, TikTok e Facebook nos últimos — um único post desta segunda-feira (23) passou e 25 milhões de visualizações. Na seção de comentários, usuários escreveram "muito espertos" e "que bonitinhos", mas muitos questionaram se o episódio era verdadeiro ou uma produção de inteligência artificial (IA). Veja, abaixo, o que sabemos sobre o caso: Selo 'O que sabemos' g1 O Fato ou Fake encontrou no Douyin (versão do TikTok usada na China) a primeira publicação de um vídeo com as mesmas cenas, compartilhada em 15 de março. Para isso, foi necessário buscar os termos "7只狗回家", algo como "7 cachorros voltam pra casa", e procurar o conteúdo mais antigo disponível. Na legenda, o autor daquele post escreveu que o episódio ocorreu em uma rodovia na região da cidade de Changchun, na província de Jilin:"Ontem à noite, em Changchun, a cerca de 300 metros da divisa entre a rodovia Changshuang e Jingyue, encontrei por acaso sete cachorros. Tinha pastor-alemão, golden retriever, labrador e outros. Por que eram sete cachorros? Alguém sabe o que aconteceu?". Em 19 de março, o perfil compartilhou um vídeo um pouco mais longo da cena – esse acabou sendo o registro que mais viralizou nas redes sociais. Os conteúdos dispararam no Douyin, somando mais de 2 milhões de curtidas. Depois disso, outras se espalharam em diversas plataformas. Publicado nesta segunda, um deles tem a seguinte legenda em inglês: "Sete cães roubados de seus donos viralizaram após escaparem de um caminhão de transporte ilegal e voltarem para casa. Eles percorreram cerca de 17 km juntos, liderados por um corgi, atravessando rodovias e campos, e agora estão de volta em segurança com seus respectivos donos". No mesmo dia, uma publicação em português no Instagram descreveu: "Segundo relatos dos proprietários, os animais haviam sido levados para abastecer o comércio clandestino de carne de cachorro". Mas a mídia estatal chinesa contestou essas versões, citando uma reportagem publicada na própria segunda pelo jornal "China Jilin Net". Segundo esse relato, voluntários fizeram buscas com drones na região e se mobilizaram para encontrar o grupo. O veículo informou que os cachorros pertenciam a moradores de vilarejos próximos ao local onde o vídeo foi registrado. Os tutores disseram que a pastora-alemã estava no cio, o que teria atraído os outros cães. A reportagem também cita que, em no sábado (21), o canal oficial do Departamento de Cultura e Turismo da Província de Jilin declarou que as alegações de sequestro não passavam de boatos. Veja um trecho reproduzido pelo jornal britânico "The Guardian" em texto publicado nesta terça-feira (24): "A mídia estatal alertou que o incidente 'reflete as deficiências da disseminação de informações online – uma mistura de informações verdadeiras e falsas, onde especulações subjetivas são facilmente tomadas como fatos e se espalham'". O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas de detecção de conteúdos criados com IA, mas nenhuma apontou o uso do recurso. Veja os resultados e os infográficos a seguir: Hive Moderation — "O arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake". SynthID Detector — "Não foi feito com a IA do Google". Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. HiveModeration não acusa uso de IA em vídeo. Reprodução SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa este sábado e promete encantar o público no interior de PE

Publicado em: 28/03/2026 05:00

Dudu Azevedo viverá Jesus em Espetáculo da Paixão de Cristo 2026 Divulgação O Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa oficialmente neste sábado (28) no maior teatro a céu aberto do mundo. Este ano, o evento chega a sua 57ª edição e traz novidades que prometem emocionar as milhares de pessoas que visitam o local durante a Semana Santa. A peça teatral conta a vida de Jesus em nove palcos-plateia em uma cidade cenográfica de 100 mil m². Desde 1968, durante a Semana Santa, o palco gigantesco recebe cerca de 60 mil pessoas nas noites de encenação. Este ano, Dudu Azevedo interpretará Jesus, Beth Goulart será Maria, Carlo Porto interpreta Herodes e Marcelo Serrado vive Pilatos. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp A cidade-teatro é cercada por uma muralha de pedras de quatro metros de altura e com 70 torres de sete metros cada uma. A encenação dura aproximadamente três hora e conta com 450 atores e figurantes, além de centenas de outros profissionais envolvidos. O espetáculo reproduz arruados, ruelas, grandes pátios e jardins da Jerusalém dos tempos de Jesus, como os cenários do Templo, do Fórum Romano, do Palácio de Herodes, da Via Sacra e do Monte do Calvário. Registro do ensaio da subida de Jesus ao céu no espetáculo da Paixão de Cristo 2026 Segundo dados do Ministério do Turismo, durante os dias de espetáculo, o município de Brejo da Madre de Deus, onde o distrito de Fazenda Nova fica localizado, cerca de 250 mil pessoas circulam durante a temporada. “As pessoas vem para cá, [para] além de assistir um grande espetáculo, elas vem também para carregar as suas baterias de energias boas, de espiritualidade. Outras vem dividir com o público presente essa energia, pela mensagem que é dada pelo Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”, disse Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, em entrevista à TV Asa Branca. LEIA MAIS Paixão de Cristo de Nova Jerusalém: veja como surgiu o espetáculo que encena a morte e ressurreição de Jesus em PE VÍDEO mostra Dudu Azevedo ensaiando pela primeira vez para Paixão de Cristo Dudu Azevedo, José Loreto, Fábio Assunção e Renato Góes: veja atores que já interpretaram Jesus na ‘Paixão de Cristo’ Homenagem ao idealizador da cidade-teatro Na temporada de 2026, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém celebra os 100 anos de nascimento de Plínio Pacheco, o idealizador da cidade-teatro de Nova Jerusalém. De acordo com Robinson Pacheco, que leva o legado do pai, é preciso muita responsabildiade para levar adiante um espetáculo tão grandioso. Este ano, uma das grandes novidades é o uso de novas tecnologias para encantar ainda mais o público. “Tudo é um conjunto de informações que uma grande equipe já está trabalhando para que a gente se supere a cada ano”, destacou. Muralhas cercam a cidade-teatro de Nova Jerusalém Arquivo/g1 A cena em questão acontecerá no último ato, onde Jesus subirá aos céus. A Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) divulgou um vídeo que mostra um spoiler sobre como a cena acontecerá (veja vídeo acima). A Sociedade Teatral de Fazenda Nova não revelou como funciona o mecanismo utilizado para criar o efeito visual. De acordo com os responsáveis, a proposta é surpreender o público durante a apresentação e preservar o segredo da produção. No entanto, o vídeo divulgado foi de um ensaio e não contou com a presença do ator Dudu Azevedo. “A novidade tem como objetivo não apenas emocionar a plateia, mas também renovar o interesse do público que já conhece a Fazenda Nova e atrair novos visitantes para o Agreste pernambucano”, afirmou Robinson Pacheco. Cenários do espetáculo Ao longo do espatáculo, o público caminha até os cenários que mudam a cada cena: O Sermão: O espetáculo começa com os profetas anunciando a vinda do Messias. Em seguida, Jesus é tentado no deserto e prega o Sermão da Montanha, ensinando a oração do "Pai Nosso". Templo de Jerusalém: Neste cenário, Jesus expulsa os vendedores do Templo e debate com os fariseus. É também onde o Sinédrio, conselho supremo, decide condená-lo, e Judas o trai por 30 moedas. O Cenáculo: O palco representa a Última Ceia, momento em que Jesus se despede dos 12 apóstolos, partilhando o pão e o vinho. O Horto: Após a ceia, a cena mostra a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. É ali que Judas o trai com um beijo, entregando-o aos soldados. Palácio de Herodes: Jesus é levado à presença de Herodes Antipas. O cenário retrata o bacanal da corte e o desprezo do governante por Cristo. Fórum Romano: Diante de Pôncio Pilatos, Jesus é açoitado e condenado à morte. Pilatos lava as mãos e liberta o criminoso Barrabás, atendendo ao clamor da multidão. A Via Sacra: Durante o caminho até o calvário, ocorre o comovente encontro de Jesus com sua mãe, Maria. Ele também consola as mulheres de Jerusalém. O Calvário: Este cenário retrata o ponto alto do sofrimento: a crucificação e a morte de Jesus. A cena também mostra o desespero e o suicídio de Judas. O Sepulcro: A encenação termina com o sepultamento do corpo de Cristo, seguido por sua ressurreição e ascensão aos céus, em uma cena grandiosa diante do público. Os ingressos para temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém podem ser adquiridos pela internet através do site oficial.

Palavras-chave: tecnologia

Quem é o físico que identificou o acidente com Césio-137 em Goiânia?

Publicado em: 28/03/2026 04:01

Profissionais que atuaram na época do acidente com o césio-137 relembram histórias O físico Walter Mendes Ferreira teve um papel de extrema importância para conter o maior desastre radiológico da história. Aos 29 anos, ele foi o responsável por identificar o acidente com o césio-137 em 1987, em Goiânia. CÉSIO-137: veja página especial sobre o acidente radiológico No dia 29 de setembro daquele ano, o físico foi chamado para analisar uma substância desconhecida deixada na Vigilância Sanitária, que havia permanecido por um dia no local, dentro de uma sacola plástica. Com apoio de um aparelho de medição de radiações ionizantes, ele identificou o risco e orientou a evacuação imediata. O acidente foi oficialmente reconhecido e notificado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que depois comunicou o caso à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Atualmente, com 73 anos, Walter é chefe da Divisão de Emergências Radiológicas da CNEN. Walter foi a inspiração para o personagem interpretado pelo ator Johnny Massaro na minissérie “Emergência Radioativa”, da Netflix. O que aconteceu com as vítimas do Césio-137? Como estão os locais atingidos pelo Césio-137? Natural de Minas Gerais, o especialista é casado e tem dois filhos. Ele é formado em física, com pós-graduação em proteção radiológica e segurança nuclear pela Universidade de Buenos Aires e mestre em engenharia nuclear pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. Para a revista que relembrava os 37 anos do acidente com o Césio-137, elaborada pelo Governo de Goiás, Walter contou que sua experiência de vida ficou marcada pela tragédia. “Sofremos uma mudança brusca. Na época, eu tinha 29 anos, então fui trabalhar com as vítimas, porque a maioria das pessoas ficaram doentes e aéreas. Tinha que ter uma pessoa a frente, então, fui trabalhar com eles. Hoje, lutamos para que o acidente não seja esquecido”, relatou, na época. Walter Mendes Ferreira foi o responsável por identificar o acidente com o césio-137 em 1987 Reprodução/Cnen Físico Walter Mendes Luana Avelar/SES-GO Lições deixadas pelo césio-137 Para Walter, o acidente em Goiânia deixou lições para toda a comunidade científica que utiliza a tecnologia nuclear, que foram incorporadas por vários organismos internacionais. “As ações empregadas para mitigar o acidente levou ao aprimoramento e criação de novos protocolos e procedimentos: a radioproteção caracterização de rejeitos, comunicação com o público e mídia, o trabalho conjunto com instituições afins, instrumentação nuclear, descontaminação de áreas, o atendimento médico ao radioacidentado, a criação de um arcabouço legal para esse tipo de acidente e o fortalecimento do poder regulatório”, destacou o especialista. Após a tragédia, o físico ressaltou que foi implantado um sistema de informação ao público incorporado ao Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), com palestras e cursos para alunos dos diversos níveis para desmistificar avaliar a percepção da tecnologia nuclear e mostrar suas diversas aplicações e os seus benefícios. Anualmente, o centro atende em média 2,5 mil alunos. LEIA TAMBÉM: Césio-137: maior acidente radiológico da história deixou 4 mortos, 6 mil toneladas de lixo e ainda terá impacto por mais 200 anos Césio-137: Mãe de Leide das Neves, símbolo do acidente, desabafa após quase 40 anos: 'A gente revive tudo' VÍDEO: Vítimas do Césio-137 foram enterradas sob protesto de moradores e com cruzes sendo arremessadas Relembre o acidente Imagens da tragédia do Césio 137 Reprodução/ TV Anhanguera O acidente radioativo teve início em 13 de setembro de 1987, quando Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves retiraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Eles levaram a peça para a casa de Roberto, na Rua 57, onde removeram o lacre da cápsula que continha césio-137 na forma de pó, semelhante ao sal de cozinha, mas que emitia um intenso brilho azul no escuro. Em 18 de setembro, a peça foi vendida para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho, que ficou encantado com a luminosidade e distribuiu fragmentos da substância para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia. A suspeita de que o pó era o culpado surgiu com Maria Gabriela, esposa de Devair, que em 28 de setembro levou a cápsula em uma sacola de plástico até a Vigilância Sanitária. Residência onde o equipamento com Césio-137 foi aberto Divulgação/Cnen O acidente foi oficialmente identificado no dia seguinte, 29 de setembro, pelo físico Walter Mendes, que confirmou os altos níveis de radiação e iniciou o isolamento das áreas afetadas. De acordo com informações divulgadas pelo Governo de Goiás, na época, um monitoramento realizado no Estádio Olímpico avaliou mais de 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram algum grau de contaminação e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente. O que aconteceu com as vítimas do Césio-137? O acidente resultou em quatro vítimas fatais diretas, que faleceram entre quatro e cinco semanas após a exposição devido à Síndrome Aguda da Radiação (SAR): Leide das Neves Ferreira: Um dos símbolos da tragédia, a menina de apenas 6 anos era filha de Ivo Ferreira, e foi a pessoa mais afetada por ter brincado com o pó e ingerido partículas. A criança morreu em 23 de outubro de 1987 e foi enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação. Maria Gabriela Ferreira: Esposa de Devair e a pessoa responsável por evitar que a contaminação fosse ainda maior, ela adoeceu três dias após o contato e faleceu na mesma data que Leide, em 23 de outubro, aos 37 anos. Israel Batista dos Santos: Jovem de 20 anos era funcionário de Devair e trabalhou na remoção do chumbo da fonte. Ele faleceu em 27 de outubro. Admilson Alves de Souza: Aos 18 anos, ele também era um funcionário do ferro-velho, que manipulou a fonte radioativa e morreu em 28 de outubro. A tragédia gerou 6 mil toneladas de rejeitos radioativos, que estão armazenados de forma definitiva em depósitos em Abadia de Goiás. Atualmente, o Centro de Assistência aos Radioacidentados (CARA) continua monitorando a saúde das vítimas e de seus descendentes. Milhares de pessoas foram avaliadas na época do acidente com césio-137 Reprodução/Cara 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

Publicado em: 28/03/2026 04:01

Por que ninguém responde seu currículo? Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão "enviar candidatura", ela não está apenas concorrendo a uma vaga. Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira. Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%). Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%). Essas percepções refletem o momento atual do mercado. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional. Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro. Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026. Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga. "As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas", analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão. Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados. Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido. Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Onde o processo realmente emperra? Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, entender por que os processos seguem lentos exige separar dois fatores que costumam ser confundidos: o volume de candidatos e o número de etapas. Segundo ela, há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez porque conta com uma triagem eficiente. Em outros, a falta de processos estruturados transforma a análise manual de currículos em um gargalo inevitável. Ela menciona processos seletivos que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Quando o sistema é robusto, o verdadeiro entrave geralmente aparece em outra etapa: as validações humanas, como entrevistas. "Entrevistas, reuniões com gestores e decisões finais dependem de agendas, alinhamentos internos e critérios subjetivos. É ali que o relógio desacelera", explica. Thomas Costa, head de growth da Redarbor — grupo que reúne plataformas como Catho e InfoJobs — concorda. Ele explica que, quando a tecnologia entrega uma lista enxuta de candidatos potenciais, começa uma fase de escolha mais complexa. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua ativo, ainda que silencioso. Nesse período, as empresas também costumam sentir o impacto de terem mais candidatos empregados disputando as vagas. "Esse perfil [profissional que já está em um emprego] ainda não tem a mesma urgência ou velocidade para responder, marcar uma entrevista, do que uma pessoa que está desempregada", diz. Além disso, o custo de uma contratação equivocada pesa. Em funções estratégicas, errar é caro — e isso leva empresas a alongar etapas, envolver mais decisores e aprofundar análises. O resultado é um processo mais cauteloso e demorado. O desafio, apontam os especialistas, é equilibrar rigor e agilidade para não prejudicar a experiência do candidato nem perder talentos no caminho. Dados da Gupy indicam que cada etapa adicional em um processo seletivo aumenta em 13% o tempo estimado para o preenchimento da vaga. Por isso, a empresa decidiu limitar a oito o número de etapas configuráveis. Na avaliação da plataforma, fluxos muito extensos afastam candidatos e elevam a taxa de desistência, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos IA é aliada ou inimiga? Se por um lado a inteligência artificial tem acelerado as etapas iniciais — triando currículos e organizando o funil —, por outro, tornou‑se também um novo ponto de tensão para os candidatos. A sensação de que algoritmos filtram perfis sem considerar contexto ou potencial aparece com frequência nos relatos dos candidatos. Samanta é um desses casos. “O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial, não vê que a experiência conversa com a vaga”, resume. Formada em engenharia de produção e técnica em logística, ela afirma ter um histórico que permite atuar em áreas distintas — como planejamento, indústria, logística e construção civil — e diz ser flexível quanto ao modelo de trabalho e ao formato de contratação. Ainda assim, não consegue avançar nas seleções feitas por plataformas digitais. Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, embora muitos profissionais reconheçam que a inteligência artificial pode reduzir vieses e padronizar critérios, há um incômodo evidente com a falta de transparência. No Brasil, 29% dos entrevistados dizem não entender como a IA é usada nos processos seletivos, e 28% questionam se as candidaturas são analisadas de forma justa. A falta dessa transparência alimenta a sensação de injustiça, especialmente quando processos se estendem por meses sem atualização. Plataformas como Gupy e Redarbor, no entanto, reforçam que a IA não elimina candidatos. O sistema apenas organiza os perfis conforme a aderência ao que foi solicitado pela empresa, e todos permanecem visíveis ao recrutador. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que cria a percepção de que “o robô derruba”, mesmo quando, tecnicamente, isso não ocorre. O que candidatos querem melhorar g1/ Alberto Correa Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as dores relatadas por quem busca emprego, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas destaca que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, foram 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. Ainda assim, a empresa decidiu agir diante da sensação de “vagas fantasmas” — anúncios de emprego que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que somavam 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. "Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo", diz Thomas. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos por tecnologia e mais por escolhas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos — em que o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve levar ou o que está sendo avaliado — alimentam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, mesmo que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a noção de que houve acompanhamento humano — e não apenas um desaparecimento silencioso —, pontuam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e fichas preenchidas, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. "Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro", completa. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

Leilão da Receita tem iPhone 17, MacBook Air, videogames e vinhos; veja lances a partir de R$ 100

Publicado em: 28/03/2026 03:00

Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil A Receita Federal anunciou nesta sexta-feira (27) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 14 de abril, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos 260 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há ainda uma variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A. 🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Entre os lotes com valores mais baixos, há opções com lance inicial de R$ 100, que incluem desde itens isolados — como uma tiara (lote 32) — até produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Também aparecem no leilão um smartphone Xiaomi Redmi A2 de 32 GB (lote 151) e tablets Amazon Fire HD 10 e Fire 7 (lotes 152, 154 e 155), todos com preço mínimo de R$ 100. O lote mais caro é o 198, formado por 6.140 aparelhos de iluminação pública com tecnologia LED, com lance inicial de R$ 232,1 mil. Outros destaques do leilão incluem: No lote 81, é possível adquirir um conjunto de peças de vestuário de marcas como Ralph Lauren, Emilio Pucci, Versace e Balmain, além de vestidos de noiva, a partir de R$ 10 mil. Nos lotes 52 e 64 a 68, aparecem vinhos classificados como itens de coleção, incluindo uma garrafa de Pétrus 1980 e rótulos do produtor Domaine Leroy, com preços a partir de R$ 3 mil. Nos lotes 181, 212 e 223, há produtos ligados a videogames, como controles de Xbox em grande quantidade, um Nintendo Switch e um console Xbox Series S, com lances mínimos entre R$ 500 e R$ 14,8 mil. Nos lotes 247 e 210, aparecem computadores, incluindo um MacBook Air de 13 polegadas com SSD de 512 GB e um notebook Dell Inspiron 15, com preços mínimos a partir de R$ 300. Nos lotes 251 a 260, é possível adquirir unidades do iPhone 17 Pro Max de 256 GB, com valores iniciais entre R$ 4,6 mil e R$ 5,1 mil. No lote 209, há um conjunto com dois smartphones Xiaomi de 512 GB, além de smartwatches e consoles portáteis Steam Deck, com lance mínimo de R$ 2,1 mil. Apple iPhone 17 Pro Nic Coury/AFP De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário de Brasília). Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão.. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

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Banheiros inteligentes estão em alta no mundo da arquitetura

Publicado em: 28/03/2026 00:02

O banheiro deixou de ser apenas funcional para se tornar um espaço de tecnologia aplicada ao cotidiano. Nos projetos atuais, inovação e conforto caminham juntos, transformando a experiência diária em um ritual de cuidado e sofisticação. Design inteligente, conforto e inovação para o seu lar Acervo Vilarejo As bacias eletrônicas representam um dos avanços mais significativos desse movimento. Com recursos como assento aquecido, controle de temperatura da água, sistemas de autolimpeza e economia inteligente de consumo, elas oferecem mais higiene e eficiência. O resultado é um ambiente que alia desempenho técnico e sensação de acolhimento. A Bacia DAX oferece descarga automática, economia de água e higiene máxima Acervo Vilarejo BACIA ELETRÔNICA VOLGA - DAX COM 18 FUNÇÕES, A VOLGA É O QUE HÁ DE MAIS NOVO NO MERCADO. ENTRE SEUS DIFERENCAIS EXCLUSIVOS ESTÃO: Assento aquecido com regulagem de temperatura. Jato de higienização ajustável, substituindo a ducha higiênica. Fechamento suave da tampa, sem ruídos incômodos. Design compacto e sofisticado, que valoriza qualquer projeto. Controle intuitivo, para fácil utilização das funções inteligentes. Metais tecnológicos também ganham protagonismo. Torneiras com acionamento suave, arejadores que reduzem o consumo de água e acabamentos resistentes ao uso intenso elevam o padrão estético e funcional do espaço. As soluções DAX unem design contemporâneo, engenharia precisa e durabilidade, valorizando o imóvel e agregando bem estar ao dia a dia. Torneira Aira com sensor: conforto, eficiência e design moderno em um só produto Acervo Vilarejo Ao reunir essas soluções em seu portfólio, a Vilarejo reafirma sua curadoria criteriosa e seu compromisso com inovação acessível e de qualidade. Cada escolha é orientada para garantir compatibilidade técnica, longevidade e uma experiência que vai além da estética. Nas lojas Vilarejo, a consultoria personalizada conduz o cliente na seleção das peças ideais, alinhando tecnologia, estilo e funcionalidade. Uma jornada que transforma o banheiro em um espaço de conforto elevado e inteligência aplicada ao viver contemporâneo. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

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Edital da Fundação Guamá convida artistas a conectar arte, grafite e ciência na Amazônia

Publicado em: 27/03/2026 20:07

Fundação Guamá Divulgação No Dia Mundial das Artes Urbanas e do Grafite (27), a Fundação Guamá anunciou o edital “Intervenções Visuais – 15 Anos de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia: Território e Tecnologia em Conexão”, com o objetivo de credenciar artistas e coletivos amazônidas para ações que aproximem a população do ecossistema de inovação paraense. Arte, ciência e tecnologia em diálogo O chamamento público convida artistas a criarem intervenções visuais que dialoguem com ciência, tecnologia e as múltiplas dimensões da Amazônia, incluindo suas culturas, saberes tradicionais e linguagens contemporâneas. As atividades serão realizadas ao longo do segundo semestre de 2026, no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, com coordenação da Fundação Guamá. Os participantes devem realizar uma imersão no ecossistema do Parque Tecnológico, conhecendo os projetos e laboratórios, antes de apresentar propostas de intervenções em locais específicos, como a guarita de entrada do PCT, a caixa-d’água e a parede principal do Guamá Hub, que será inaugurado no dia 30. Quem pode participar O edital é voltado a artistas e coletivos, com ou sem CNPJ, que comprovem experiência na área. No caso de coletivos, todos os membros devem assinar uma carta de anuência, e a inscrição ficará sob responsabilidade de um representante do grupo. Os interessados devem enviar: Proposta artística alinhada ao tema do edital Orçamento detalhado, incluindo cachê artístico Cronograma de atividades Todos os critérios de avaliação e documentos necessários estarão disponíveis no edital, no site da Fundação Guamá. Criada em 2009, a Fundação Guamá é uma Instituição de Ciência e Tecnologia de Interesse Público, reconhecida como Organização Social (OS) pelo Governo do Estado do Pará. Sem fins lucrativos, a instituição atua no desenvolvimento e financiamento de projetos que integram ciência, tecnologia e sustentabilidade, gerenciando ambientes de inovação, programas e parcerias públicas e privadas. Seu objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação na Amazônia, promovendo desenvolvimento sustentável e democratização do acesso ao conhecimento científico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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