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'Máfia dos concursos': 10 perguntas para entender o esquema que cobrava até R$ 500 mil por vaga

Publicado em: 11/10/2025 04:01

'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma estrutura familiar e altamente organizada. O caso ganhou repercussão nacional ao expor como grupos criminosos conseguem driblar sistemas de segurança considerados complexos, colocando em xeque a integridade de processos seletivos públicos. O grupo, com base no sertão paraibano, teria utilizado tecnologia de ponta para garantir aprovações fraudulentas, incluindo o uso de pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e acesso antecipado aos gabaritos das provas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Para esclarecer os principais pontos da investigação, o g1 preparou 10 perguntas e respostas de tudo o que se sabe até agora sobre a chamada "máfia dos concursos". O que é a 'Máfia dos concursos'? Quem são os supostos integrantes e quais papéis desempenhavam? Quais eram os métodos de fraude usados pelo grupo? Quanto cobravam, como recebiam e como lavavam o dinheiro? Servidores ou intermediários estavam envolvidos? Em quais concursos atuaram e quantos se beneficiaram? Quem são os outros investigados e seus papéis? Quais provas a PF reuniu? Que medidas tomaram as autoridades e o que revelou a operação? O que dizem os investigados? 1. O que fazia a 'máfia dos concursos'? A organização investigada pela PF, apelidada de "máfia dos concursos", teria operado a partir de Patos, no Sertão da Paraíba, com ramificações em diversos estados do país. Segundo as investigações, o grupo oferecia aprovações em concursos públicos como se fossem produtos comercializáveis. Para isso, utilizava recursos tecnológicos avançados e estratégias de corrupção que garantiriam a aprovação dos candidatos que contratavam seus serviços. Os valores cobrados chegavam a R$ 500 mil por vaga, conforme apurado pela PF. A quadrilha seria capaz de burlar os sistemas de segurança das bancas organizadoras por meio de técnicas sofisticadas. A eficácia do esquema era demonstrada pelos próprios líderes, que se inscreviam e eram aprovados nos certames como forma de validar o método. O núcleo da organização seria composto por membros da família Limeira, tendo como figura central Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021. Segundo a PF, ele é apontado como o principal articulador do esquema, responsável por negociar com os candidatos, coordenar a logística das fraudes e distribuir os gabaritos. 2. Quem são os supostos integrantes e quais papéis desempenhavam? Além de Wanderlan, atuariam seus irmãos Valmir Limeira de Sousa e Antônio Limeira das Neves, a cunhada Geórgia de Oliveira Neves e a sobrinha Larissa de Oliveira Neves. Cada um teria desempenhado funções específicas dentro da estrutura do grupo, reforçando o caráter familiar da organização. (Confira no organograma abaixo) Máfia dos concursos Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 Wanderson Gabriel Limeira de Sousa, filho de Wanderlan, é suspeito de ser o responsável pela execução técnica das fraudes. Já Valmir foi aprovado no Concurso Nacional Unificado (CNU) com um gabarito idêntico ao de Wanderlan, o que levantou suspeitas sobre sua participação direta no esquema. Antônio teria sido beneficiado por um empréstimo de R$ 400 mil feito por Thyago José de Andrade, conhecido como "Negão", para financiar a aprovação de sua filha Larissa. A jovem foi aprovada no CNU e, segundo os investigadores, usada como "vitrine" do esquema para atrair novos interessados. Geórgia aparece nas apurações por movimentações financeiras consideradas suspeitas. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicou que ela depositou R$ 419,6 mil em espécie, mesmo sem vínculo empregatício desde 1998. Além da família Limeira, outros nomes foram identificados como peças-chave no esquema: Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, Thyago José de Andrade, Laís Giselly Nunes de Araújo e Luiz Paulo Silva dos Santos — este último apontado como figura central, com histórico de envolvimento em mais de 67 concursos fraudulentos. 3. Quais eram os métodos de fraude usados pelo grupo? A investigação revelou um alto grau de sofisticação tecnológica. Um dos métodos mais surpreendentes seria o uso de pontos eletrônicos implantados cirurgicamente nos ouvidos dos candidatos, com o auxílio de profissionais da saúde. Esses dispositivos permitiam comunicação em tempo real durante as provas, sem serem detectados pelos fiscais. Além disso, o grupo recorria a mensagens codificadas e sistemas externos de transmissão de gabaritos. Em alguns casos, candidatos eram substituídos por dublês — pessoas treinadas para realizar as provas em seu lugar — garantindo desempenho superior. A combinação dessas técnicas resultava em notas elevadas e gabaritos idênticos entre candidatos, inclusive nos erros, mesmo quando realizavam provas de tipos diferentes. 4. Quanto cobravam, como recebiam e como lavavam o dinheiro? Os valores cobrados variavam conforme o concurso e o cargo pretendido, podendo chegar a R$ 500 mil por vaga, segundo as investigações. Os pagamentos não se restringiam ao dinheiro em espécie: o grupo aceitava ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitação. Em um dos casos investigados, parte do valor referente a uma vaga na Caixa Econômica Federal teria sido pago por meio da compra de uma motocicleta em nome de um terceiro, apenas cinco dias após a prova. Para lavar o dinheiro obtido com as fraudes, o grupo utilizaria diversas estratégias, como depósitos em espécie — como o realizado por Geórgia Neves —, compra e venda simulada de imóveis, uso de "laranjas" e negociação de veículos. A clínica odontológica de Ariosvaldo Lucena também é suspeita de ter sido usada como fachada para movimentações financeiras ilícitas. 5. Servidores ou intermediários estavam envolvidos? Embora não haja, até o momento, indícios diretos de envolvimento das bancas organizadoras, o inquérito aponta possíveis conexões com servidores públicos, profissionais da saúde e intermediários locais. Esses agentes seriam responsáveis por recrutar candidatos, movimentar os recursos financeiros e, em alguns casos, viabilizar a instalação dos pontos eletrônicos nos ouvidos dos candidatos. A participação de profissionais da saúde teria sido essencial para garantir que os dispositivos fossem implantados de forma segura e discreta, sem levantar suspeitas durante a aplicação das provas. 6. Em quais concursos atuaram e quantos se beneficiaram? A atuação da máfia dos concursos teria se estendido por dezenas de certames entre 2015 e 2025. Entre os concursos investigados estão os da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Polícias Civil e Militar, além do Concurso Nacional Unificado (CNU). No CNU de 2024, pelo menos 10 pessoas teriam sido diretamente beneficiadas, seja por terem sido aprovadas com gabaritos idênticos, recebido propinas ou participado ativamente do esquema. Entre os nomes identificados estão: Eduardo Henrique Paredes do Amaral, Allyson Brayner da Silva Lima, Mylanne Beatriz Neves de Queiroz Soares, Janaína Carla Nemésio de Oliveira, Aially Soares Tavares Pinto Xavier, Júlio Cesar Martins Brilhante e Isabelle Nayane de Medeiros Dantas Aires, entre outros. 7. Quem são os outros investigados e seus papéis? Além dos membros da família Limeira, outros personagens foram identificados como peças-chave na estrutura do esquema. Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, policial militar no Rio Grande do Norte, é dono de uma clínica odontológica suspeita de ser utilizada para lavagem de dinheiro. Thyago José de Andrade, conhecido como “Negão”, teria atuado no controle dos pagamentos e na comunicação com os candidatos. Ele também teria financiado a aprovação de Larissa Neves com um empréstimo de R$ 400 mil. Laís Giselly Nunes de Araújo, companheira de Thyago, é suspeita de envolvimento em pelo menos 14 fraudes em concursos públicos. Sua aprovação mais recente foi no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), cujo resultado foi suspenso após a deflagração da operação. Luiz Paulo Silva dos Santos, por sua vez, possui um histórico extenso de envolvimento em fraudes, sendo investigado por participação em mais de 67 concursos fraudulentos. Ele é apontado como uma das figuras centrais da organização. 8. Quais provas a PF reuniu? A Polícia Federal reuniu um conjunto expressivo de evidências que indicariam a atuação coordenada e sofisticada do grupo criminoso. Uma das provas mais impactantes foi a análise dos gabaritos do CNU de 2024. Quatro candidatos — Wanderlan, Valmir, Larissa e Ariosvaldo — apresentaram respostas idênticas, inclusive nos erros, apesar de terem realizado provas de tipos diferentes. A probabilidade de isso ocorrer por acaso foi comparada, por especialistas consultados pela PF, à chance de vencer 19 vezes consecutivas o prêmio máximo da Mega-Sena — o que praticamente descartaria qualquer coincidência. Além disso, foram interceptados áudios considerados comprometedores, como uma conversa entre Wanderlan e seu filho Wanderson, na qual discutem estratégias para garantir uma “comissão” no CNU. Também foram obtidas mensagens codificadas, comprovantes de pagamento, movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados e indícios de fraudes anteriores, como no concurso da Caixa Econômica Federal. Os bastidores da investigação que desvendou a 'Máfia dos concursos' Juan Silva/ g1 9. Que medidas tomaram as autoridades e o que revelou a operação? As apurações resultaram na deflagração da Operação Última Fase, realizada pela Polícia Federal em 2 de outubro. A ação levou à prisão preventiva de três pessoas, duas em Recife (PE) e uma em Patos (PB), além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. Entre as medidas judiciais, foi determinado o impedimento da posse dos candidatos aprovados por meio de fraude e o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento. O juiz responsável pelo caso, Manuel Maia de Vasconcelos Neto, destacou que o grupo contava com especialistas em diferentes áreas do conhecimento para realizar as provas em nome dos contratantes, o que aumentava significativamente as chances de aprovação. O custo estimado por vaga, conforme apontado pela autoridade policial, girava em torno de R$ 300 mil. Organização criminosa fraudava concursos públicos e ocultava pagamentos com imóveis, veículos e “laranjas”, apontam investigações Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 10. O que dizem os investigados? As defesas dos investigados têm se manifestado majoritariamente negando qualquer envolvimento com o esquema. A defesa de Ariosvaldo Lucena alegou que as acusações se baseiam apenas em indícios e que, com o acesso aos autos, será possível comprovar sua inocência. Já os representantes de Antônio Limeira, Geórgia Neves e Larissa Neves afirmaram que os três estão colaborando com as investigações e que, até o momento, não há denúncia formal contra eles. Thyago José de Andrade, por meio de sua defesa, declarou que provará sua inocência no momento oportuno. A defesa de Laís Giselly ressaltou que ela sempre foi dedicada aos estudos e que não pode ser condenada publicamente antes do fim do processo. Wanderlan Limeira aguarda acesso aos autos para se manifestar. A defesa de Valmir Limeira argumentou que não há provas concretas contra ele, apenas presunções baseadas em parentesco e coincidência de gabaritos. Por fim, os advogados de Wanderson Gabriel criticaram o que classificaram como "linchamento público" e defenderam o respeito à presunção de inocência e ao devido processo legal. Polícia Federal faz operação contra quadrilha acusada de fraudar concursos públicos

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Redmi G34WQ 2026 é novo monitor gamer com tela ultrawide de 180 Hz e preço acessível

Publicado em: 11/10/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

A Xiaomi lançou nesta sexta-feira (10) o Redmi G34WQ 2026, novo monitor gamer acessível da gigante chinesa. Apesar do foco no custo-benefício, o dispositivo vem embarcado com uma ficha técnica atraente, incluindo tela ultrawide curvada com resolução elevada e alta taxa de atualização, promessa de contraste intenso e boa variedade de conexões.Os destaques do monitor começam pelo design, com acabamento que mescla regiões em preto e branco, e uma base hexagonal, que ofereceria boa estabilidade sem ocupar tanto espaço de mesa. Há ainda um recorte para roteamento dos cabos e ajustes de altura, inclinação e rotação. Como é de se esperar, o ponto mais forte do aparelho é a tela LCD de 34 polegadas em proporção ultrawide 21:9, com resolução Quad HD+ de 3440 x 1440 pixels. A Xiaomi não detalha a tecnologia do painel, mas há indícios de que temos por aqui um VA LCD.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Torres com câmeras se espalham por cidades, monitoram pessoas sem regras claras e preocupam especialistas

Publicado em: 11/10/2025 03:01

Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Torres de vigilância com câmeras se multiplicam em frente a prédios residenciais de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas ainda sem regras claras para instalação e operação desse tipo de tecnologia. Apesar da promessa de aumentar a segurança em torno dos condomínios, especialistas afirmam que os equipamentos reforçam uma falsa sensação de proteção. Não existem estudos ou levantamentos que comprovem sua eficácia no combate à criminalidade. "Não há uma padronização técnica", ressalta Thallita Lima, coordenadora do projeto O Panóptico, que monitora o uso de tecnologias de vigilância no Brasil. Ela também aponta para a falta de uma reflexão sobre os impactos do uso do espaço urbano, "já que há totens bem na calçada". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A expansão desse tipo de tecnologia acontece em um momento em que a população se sente cada vez mais insegura. A violência é a principal preocupação para 28% dos brasileiros, segundo pesquisa da Quaest encomendada pela Genial Investimentos no mês passado. O g1 procurou as prefeituras de São Paulo e do Rio para entender se há regras para a instalação de totens de vigilância. As duas confirmaram que não existe regulamentação específica sobre o tema. O g1 também questionou o que é permitido instalar nas calçadas. Em São Paulo, a administração municipal afirma que adota a chamada "faixa de serviço", que determina calçadas com, no mínimo, 70 cm de largura para a instalação de "árvores, rampas de acesso para pessoas com deficiência, postes de iluminação, sinalização de trânsito, bancos, floreiras, telefones, caixas de correio e lixeiras" (veja aqui). A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano do Rio tem um documento que define a "faixa de serviço" como sendo de, no mínimo, 1 metro para árvores e até 60 centímetros para postes de iluminação pública (veja aqui). Torres privadas de vigilância não são mencionadas por ambas. Em agosto de 2025, a prefeitura do Rio determinou que uma das empresas, a Gabriel, realocasse suas mais de 400 câmeras instaladas em áreas públicas, por já existir um sistema municipal de vigilância e ser necessária autorização para uso desses espaços. ➡️ Em São Paulo e no Rio, o que vale hoje para torres de vigilância é... São Paulo: a instalação em terrenos privados é permitida em locais específicos sem necessidade de comunicar a prefeitura (veja detalhes abaixo). Rio de Janeiro: a escolha dos locais de instalação fica a critério das próprias empresas, sem orientação da prefeitura. Para que as câmeras são usadas Totem de câmera de segurança em São Paulo. Divulgação/Gabriel Essas torres coloridas, com LEDs fortes e câmeras voltadas para calçadas e carros, são oferecidas por empresas como CoSecurity (do Grupo Haganá), Gabriel e White Segurança, que concentram a oferta do serviço nas principais cidades do país. A ideia é monitorar o movimento no entorno dos prédios. Os moradores geralmente têm acesso às imagens por aplicativo — em uma das empresas, o histórico fica disponível por até 14 dias. Em alguns totens, há ainda um botão de pânico que permite acionar a central da empresa, responsável por chamar a polícia ou o Corpo de Bombeiros em situação de risco. Em São Paulo, o diferencial, segundo as empresas, é que as câmeras estão integradas a programas públicos, como o Smart Sampa (da prefeitura) e o Muralha Paulista (do governo estadual). Esses sistemas ajudam a identificar rostos de procurados e placas de veículos roubados. Condomínios e empresas podem, sem custo adicional, aderir voluntariamente aos programas e conectar suas câmeras às centrais de monitoramento, que contam com agentes policiais acompanhando as imagens em tempo real. O Smart Sampa reúne 40 mil câmeras integradas — ao menos 20 mil delas pertencentes a totens de condomínios e empresas parceiras — distribuídas por todas as regiões da cidade, segundo a prefeitura. A CoSecurity afirma ser hoje a maior participante privada do programa, com cerca de 8 mil câmeras (25% da rede). Torre de vigilância da empresa CoSecurity Darlan Helder/g1 Essas câmeras não fazem reconhecimento facial e as imagens podem ser repassadas à polícia mediante solicitação formal. Segundo as empresas, os equipamentos reconhecem apenas placas de veículos, o que pode ajudar na localização de carros roubados. O custo do serviço varia conforme o número de totens contratados. Uma empresa cobra cerca de R$ 1,5 mil por unidade ao mês, enquanto outra afirma que o valor mensal fica entre R$ 389 e R$ 749, dependendo do modelo e dos recursos oferecidos, como botão de pânico. Apesar das promessas de eficiência, há casos de frustração. Recentemente, o Profissão Repórter mostrou que, em um condomínio de São Paulo, moradores passaram a usar vasos de planta para tentar evitar roubos de celular de quem ficava na portaria, já que as torres deixaram de ser eficientes (veja no vídeo abaixo). Moradores de prédio em SP se frustram com totens de câmera e recorrem a vasos de planta para evitar assalto Em outras cidades, têm se multiplicado totens instalados por governos estaduais e prefeituras em espaços públicos, equipados com câmeras e botão de pânico para acionar a polícia em caso de emergência. Esse tipo de equipamento já foi adotado em Curitiba, Manaus, Belém e Recife, explica Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), que acompanha o tema de perto. Totens instalados na calçada Totens de câmera de vigilância em prédios de São Paulo Reprodução/Google Maps O g1 analisou a instalação das torres em São Paulo. Muitas estão fixadas em calçadas, na jardinagem dos condomínios (áreas internas e externas) ou ao lado do portão de acesso dos prédios. A prefeitura de São Paulo explica que, em áreas particulares, não é necessário pedir autorização para instalar os totens. Como exemplo, citou recuos de prédios (distância entre a edificação e os limites de frente, laterais e de fundo do lote), muros ou portões. Em espaços públicos, como calçadas e praças, é preciso obter aprovação da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (CPPU). "É importante destacar que a CPPU analisa esses casos do ponto de vista do impacto da inserção desses elementos na paisagem urbana", disse em nota. No Rio de Janeiro, a prefeitura afirmou que não há "legislação específica" para os totens de vigilância. Em nota, adiantou que "com o aumento de instalação destes equipamentos, determinou que os proprietários retirem as câmeras que obstruem o espaço público até 31 de dezembro". Totem de vigilância na calçada, em São Paulo. Darlan Helder/g1 Na Zona Leste de São Paulo, o g1 flagrou dois totens da empresa Defender instalados em calçadas no bairro da Mooca (veja na imagem acima). Perto dali, no Belém, foi identificado outro equipamento em via pública, desta vez da MasterCam Segurança (veja na imagem abaixo). O g1 questionou as duas companhias sobre a autorização da prefeitura para as instalações, mas não obteve resposta. Totem de vigilância da empresa MasterCam Segurança na região do Belém, na Zona Leste de São Paulo. Darlan Helder/g1 Um totem da Gabriel também foi visto em via pública na região do Brooklin, em São Paulo (veja na imagem abaixo). A empresa negou que há torres irregulares na capital paulista, apenas no Rio, e que está readequando essas instalações, "um processo que deve ser concluído até o fim do ano e envolve 400 equipamentos, o equivalente a 6% dos clientes". A Gabriel não informou onde ficam os totens irregulares. Após novo questionamento sobre a torre no Brooklin, a companhia disse que "atua sempre em conformidade com as diretrizes municipais e em diálogo com as autoridades locais, garantindo que todas as instalações estejam devidamente autorizadas e adequadas aos parâmetros urbanos". Totem de câmera de vigilância da Gabriel instalado na região do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo Darlan Helder/g1 A CoSecurity afirmou que instala os equipamentos sempre dentro dos limites privados do cliente, nunca em calçadas. "Toda infraestrutura é posicionada exclusivamente dentro da área privada do cliente, como recuos". A White Segurança não retornou ao contato do g1 para esclarecer sua atuação. A Prefeitura de São Paulo solicitou ao g1 os endereços e imagens dos totens instalados em calçadas para "apuração", mas não deu retorno sobre esses casos até a última atualização desta reportagem. Eficácia é questionada Pesquisadores de segurança pública que acompanham o tema questionam a eficácia desses totens de vigilância. "Hoje, no Brasil, não há regulação específica para câmeras desse tipo e nem daquelas que fazem reconhecimento de rostos", afirma Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC). "Também não há qualquer regra sobre o que é feito com esses dados depois", completa. Pablo lembra ainda que a segurança privada não oferece uma solução precisa, e ainda pode gerar novos problemas. "Um efeito comum é o deslocamento de manchas criminais para áreas vizinhas sem o mesmo nível de vigilância", diz. O pesquisador também destaca que, quando um totem é instalado na calçada, ele não registra apenas os moradores entrando ou saindo do condomínio. "A partir desse ponto, já não se trata mais de controle de acesso. É uma ampliação do modo de vigilância", avalia. As duas principais empresas, por outro lado, destacam que têm ajudado a solucionar crimes nas cidades onde atuam desde o início de suas operações. A Gabriel, que começou a operar em 2019, afirma ter contribuído para a recuperação de mais de 100 veículos e para o indiciamento de 566 suspeitos. Já a CoSecurity diz que sua tecnologia ajudou na captura de 2 mil foragidos e na prisão em flagrante de 3.245 pessoas desde que passou a integrar o Smart Sampa, em São Paulo. Rua na região do Brooklin com torre de vigilância. Darlan Helder/g1 Para Thallita Lima, do projeto O Panóptico, há riscos adicionais ligados à privacidade e à segurança dos dados. Em caso de vazamento, criminosos podem ter acesso à rotina de uma pessoa específica, além de fotos dos rostos de várias outras, que podem ser usadas em fraudes. "É preciso um protocolo de segurança muito robusto", alerta. Ela acrescenta que as imagens captadas muitas vezes circulam informalmente, como fotos de pessoas consideradas suspeitas que são compartilhadas em grupos de WhatsApp. "Esse tipo de ação pode gerar problemas sérios, porque estamos falando do risco de se fazer justiça com as próprias mãos por meio da tecnologia", explica. Procurada pelo g1 para comentar esse tipo de monitoramento, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou que o tema é prioridade e está na agenda de discussões para o biênio 2025-2026, com ênfase nas questões envolvendo biometria facial. Reconhecimento facial: veja dilemas na implantação da tecnologia em condomínios Criminosos podem usar suas fotos nas redes para aplicar golpes financeiros? Implante cerebral é usado para controlar assistente virtual Alexa

Palavras-chave: tecnologia

Trocaria carne por fungo? Pesquisa mostra que 'novo alimento' pode ser alternativa no futuro

Publicado em: 11/10/2025 03:01

Fungos podem ser a proteína do futuro, diz pesquisa Já pensou em comer fungos como prato principal? Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostra que esses microrganismos têm alto teor de proteína e textura parecida com a da carne. O estudo usa a estrutura de sustentação do fungo, chamada de micélio, que tem alto valor nutricional. Por meio de diversas tecnologias avançadas, como as edições genéticas, é possível reforçar o seu potencial proteico. Com isso, os fungos conseguem produzir proteínas como as do leite, dos ovos e da carne, explica André Damasio pesquisador e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), parceira no estudo. Além disso, os fungos seriam mais sustentáveis do que a criação de animais. “Esse novo sistema de produção de alimentos pode mitigar os efeitos ambientais da agricultura intensiva, como o desmatamento, a degradação do solo e o esgotamento de recursos hídricos”, explica Damasio. Segundo o estudo, o mercado global para esses alimentos deve ultrapassar US$ 32 bilhões até 2032. Mas o produto ainda não está pronto para o público. Ele precisa de ajustes, por exemplo, no sabor. A pesquisa também usa fungos que já são comuns na alimentação, como o shimeji. Confira abaixo como é a evolução dele em cultivo em arroz parboilizado: Shimeji sendo produzido em arroz parboilizado para consumo Divulgação / Embrapa Já está legalizado? Para que esse tipo de produto chegue às prateleiras, há barreiras a serem superadas, segundo o analista da Embrapa Gabriel Mascarin. Por exemplo, faltam estudos clínicos sobre como o corpo absorve os aminoácidos. Além disso, são necessários mais dados sobre a contribuição para a saciedade e efeitos de longo prazo na saúde. No Brasil, produtos como o micélio são classificados como “novos alimentos”. Eles passam por avaliações rigorosas de segurança antes da liberação para venda. Os pesquisadores apontam que o objetivo do estudo não é eliminar a carne animal, mas oferecer alternativas viáveis e acessíveis. Mais investimentos do que em carne cultivada Segundo a Embrapa, o setor de fungos recebeu € 628 milhões nos últimos cinco anos — valor maior que os € 459 milhões destinados à carne cultivada. Um dos motivos é que essa tecnologia é mais simples e é mais rápida de entrar no mercado. O micélio tem sido aplicado tanto em produtos análogos de carne quanto em híbridos (que combinam proteína animal ou vegetal com o micélio), ampliando a sua aceitação entre consumidores não veganos. No entanto, o micélio tem baixa solubilidade, o que limita a sua aplicação em alimentos líquidos. Mas já existem empresas tentando criar iogurtes com ele. Desenvolvimento de fungos no arroz Divulgação / Embrapa Desenvolvimento do fungo trichoderma Divulgação / Embrapa Veja também: Você sabia? Cada abacaxi é formado por até 200 frutas fundidas Escargot, clássico da culinária francesa, é "primo" da lesma; entenda por que é tão caro

Palavras-chave: tecnologia

Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também?

Publicado em: 11/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mark Zuckerberg teria começado a trabalhar no Koolau Ranch, seu extenso complexo de 1.400 acres (cerca de 5 quilômetros quadrados) na ilha havaiana de Kauai, já em 2014. Está previsto que inclua um abrigo, com os seus próprios suprimentos de energia e alimentos, embora os carpinteiros e eletricistas que trabalham no local tenham sido proibidos de falar sobre isso por acordos de confidencialidade, de acordo com uma reportagem da revista Wired. Um muro de quase dois metros bloqueava a visão do projeto a partir de uma estrada próxima. Quando questionado no ano passado se estava construindo um abrigo para o fim do mundo, o fundador do Facebook respondeu com um "não" categórico. O espaço subterrâneo com cerca de 465 metros quadrados é, segundo ele, "apenas um pequeno abrigo, como um porão". Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem abrigo subterrâneo já pronto BBC/Alex Wong/Getty Images 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Isso não impediu as especulações — da mesma forma que sua decisão de comprar 11 propriedades no bairro de Crescent Park, em Palo Alto, na Califórnia, aparentemente adicionando um espaço subterrâneo de 650 metros quadrados. Embora suas licenças de construção se refiram a porões, de acordo com o New York Times, alguns de seus vizinhos chamam isso de bunker. Ou a "batcaverna" de um bilionário. Há também especulações em torno de outros líderes do setor de tecnologia, alguns dos quais parecem ter estado ocupados a comprar terrenos com espaços subterrâneos, prontos para serem convertidos em bunkers de luxo avaliados em milhões de reais. Zuckerberg gastou cerca de US$ 110 milhões (cerca de 550 milhões de reais) em imóveis em um bairro de Palo Alto. BBC/Bloomberg via Getty Images Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, falou sobre o "seguro contra o apocalipse". Ele afirmou anteriormente que cerca de metade dos super-ricos possui esse tipo de seguro, sendo a Nova Zelândia um destino popular para a compra de imóveis. Será que eles estão realmente se preparando para uma guerra, para os efeitos das mudanças climáticas ou para algum outro evento catastrófico que o resto de nós ainda não conhece? Sam Altman já especulou sobre se juntar a Peter Thiel em uma propriedade remota na Nova Zelândia no caso de um desastre global. BBC/Getty Images Nos últimos anos, o avanço da inteligência artificial (IA) só veio aumentar essa lista de potenciais problemas existenciais. Muitos estão profundamente preocupados com a rapidez dessa evolução. Ilya Sutskever, cientista-chefe e cofundador da OpenAI, é considerado um deles. Em meados de 2023, a empresa sediada em São Francisco lançou o ChatGPT — o chatbot agora utilizado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo — e estava trabalhando rapidamente em atualizações. Mas, naquele verão, Sutskever estava cada vez mais convencido de que os cientistas da computação estavam prestes a desenvolver a inteligência artificial geral (AGI) — o ponto em que as máquinas igualam a inteligência humana —, de acordo com um livro da jornalista Karen Hao (veja a entrevista da BBC News Brasil com a autora). "Definitivamente, vamos construir um bunker antes de lançarmos a AGI (inteligência artificial geral)", teria dito Ilya Sutskever. BBC/AFP via Getty Images Em uma reunião, Sutskever sugeriu aos colegas que cavassem um abrigo subterrâneo para os principais cientistas da empresa antes que uma tecnologia tão poderosa fosse lançada ao mundo, relata Hao. "Definitivamente, vamos construir um bunker antes de lançarmos a AGI", ele teria dito, embora não esteja claro a quem ele se referia com "nós". Isso revela um fato curioso: muitos cientistas da computação e líderes tecnológicos renomados, alguns dos quais estão trabalhando arduamente para desenvolver uma forma extremamente inteligente de IA, também parecem profundamente receosos do que ela poderá vir a fazer no futuro. Então, quando exatamente — se é que algum dia — a AGI chegará? E ela poderia realmente ser tão transformadora a ponto de assustar as pessoas comuns? Mark Zuckerberg, na foto com sua esposa Priscilla, disse que o espaço subterrâneo em sua propriedade no Havaí é "como um pequeno abrigo". BBC/Getty Images 'Psicose de IA': o aumento de relatos que preocupa chefe da Microsoft Brasil está entre os 3 países que mais usam o ChatGPT, diz OpenAI Uma chegada mais cedo do que pensamos' Os líderes tecnológicos afirmam que a AGI está chegando. O diretor da OpenAI, Sam Altman, afirmou em dezembro de 2024 que ela chegará "mais cedo do que a maioria das pessoas no mundo imagina". Demis Hassabis, cofundador da DeepMind, previu que isso ocorrerá nos próximos cinco a dez anos, enquanto o fundador da Anthropic, Dario Amodei, escreveu no ano passado que seu termo preferido — "IA poderosa" — poderá estar entre nós já em 2026. Outros têm dúvidas. "Eles mudam as regras o tempo todo", diz Dame Wendy Hall, professora de ciência da computação na Universidade de Southampton. "Depende de com quem você fala." Falamos por telefone, mas quase consegui ouvir ela revirando os olhos. "A comunidade científica afirma que a tecnologia de IA é incrível", acrescenta ela, "mas está muito longe da inteligência humana". Primeiro, seria necessário haver uma série de "avanços fundamentais", concorda Babak Hodjat, diretor de tecnologia da empresa de tecnologia Cognizant. Além disso, é improvável que isso aconteça de uma só vez. Pelo contrário, a IA é uma tecnologia em rápido avanço, está em evolução e há muitas empresas em todo o mundo correndo para desenvolver suas próprias versões. Mas uma das razões pelas quais a ideia entusiasma alguns no Vale do Silício é que ela é considerada um precursor de algo ainda mais avançado: a ASI, ou superinteligência artificial — uma tecnologia que supera a inteligência humana. Foi em 1958 que o conceito de "singularidade" foi atribuído postumamente ao matemático húngaro John von Neumann. Ele se refere ao momento em que a inteligência computacional avança além da compreensão humana. John von Neumann é considerado um dos primeiros a mencionar o conceito de singularidade, muito antes de ele ter um nome — ele era físico, matemático, economista e cientista da computação. BBC/Getty Images Mais recentemente, o livro Genesis, de 2024, escrito por Eric Schmidt, Craig Mundy e o falecido Henry Kissinger, explora a ideia de uma tecnologia superpoderosa que se torna tão eficiente na tomada de decisões e na liderança que acabamos entregando-lhe o controle total. É uma questão de quando, não se, argumentam. Veja mais: O desgastante trabalho humano por trás do ChatGPT: 'Não é tão emocionante quando descobrimos o que envolve' Como a IA consegue prever decisões humanas Dinheiro para todos, sem precisar de um emprego? Os defensores da AGI e da ASI são quase evangelistas em relação aos seus benefícios. Eles argumentam que ela encontrará novas curas para doenças mortais, resolverá as mudanças climáticas e inventará uma fonte inesgotável de energia limpa. Elon Musk chegou a afirmar que a IA superinteligente poderia inaugurar uma era de "renda alta universal". Recentemente, ele endossou a ideia de que a IA se tornará tão barata e difundida que praticamente qualquer pessoa desejará ter seu "próprio R2-D2 e C-3PO pessoais" (referindo-se aos andróides de Star Wars). "Todos terão os melhores cuidados médicos, alimentação, transporte doméstico e tudo o mais. Abundância sustentável", afirmou com entusiasmo. Elon Musk diz que todos vão querer ter seu próprio R2-D2 e C-3PO BBC/AFP via Getty Images É claro que há um lado assustador. Será que essa tecnologia poderia ser sequestrada por terroristas e usada como uma arma poderosa? E se ela decidir por conta própria que a humanidade é a causa dos problemas do mundo e nos destruir? "Se for mais inteligente do que você, então temos que mantê-lo sob controle", alertou Tim Berners Lee, criador da World Wide Web, em entrevista à BBC no início deste mês. "Temos que ser capazes de desligá-la." Os governos estão tomando algumas medidas de proteção. Nos Estados Unidos, onde muitas das principais empresas de IA estão sediadas, o presidente Biden aprovou uma ordem executiva em 2023 que exigia que algumas empresas compartilhassem os resultados dos testes de segurança com o governo federal — embora o presidente Trump tenha revogado parte da ordem, chamando-a de "barreira" à inovação. Enquanto isso, no Reino Unido, o AI Safety Institute (Instituto de Segurança em Inteligência Artificial) — um órgão de pesquisa financiado pelo governo — foi criado há dois anos para compreender melhor os riscos apresentados pela inteligência artificial avançada. E depois há os super-ricos com seus próprios planos de seguro contra o apocalipse. "Dizer que você está 'comprando uma casa na Nova Zelândia' é como dar uma piscadela, sem dizer mais nada", disse Reid Hoffman. O mesmo provavelmente se aplica aos bunkers. Mas há uma falha distintamente humana. Certa vez, conheci um ex-guarda-costas de um bilionário que tinha seu próprio "bunker" e me disse que a primeira prioridade de sua equipe de segurança, se isso realmente acontecesse, seria eliminar o chefe e entrar no bunker. E ele não parecia estar brincando. É tudo alarmismo sem sentido? Neil Lawrence é professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge. Para ele, todo esse debate em si é um absurdo. "A noção de Inteligência Artificial Geral é tão absurda quanto a noção de um 'Veículo Artificial Geral'", argumenta ele. "O veículo certo depende do contexto. Usei um Airbus A350 para voar até o Quênia, uso um carro para ir à universidade todos os dias, vou a pé até a cafeteria... Não existe nenhum veículo que possa fazer tudo isso." Para ele, falar sobre AGI é uma distração. A tecnologia que desenvolvemos permite, pela primeira vez, que pessoas comuns conversem diretamente com uma máquina e, potencialmente, façam com que ela execute o que desejam. Isso é absolutamente extraordinário... e totalmente transformador. A grande preocupação é que estamos tão envolvidos nas narrativas das grandes empresas de tecnologia sobre a IGA que estamos perdendo de vista as maneiras pelas quais precisamos melhorar as coisas para as pessoas. As ferramentas atuais de IA são treinadas com montanhas de dados e são boas em identificar padrões: sejam sinais de tumores em exames ou a palavra mais provável de aparecer após outra em uma sequência específica. Mas elas não "sentem", por mais convincentes que suas respostas possam parecer. "Existem algumas maneiras 'enganosas' de fazer com que um Grande Modelo de Linguagem (a base dos chatbots de IA) aja como se tivesse memória e aprendesse, mas elas são insatisfatórias e bastante inferiores às dos seres humanos", afirma Hodjat. Vince Lynch, CEO da IV.AI, com sede na Califórnia, também é cauteloso em relação a declarações exageradas sobre a AGI. "É um ótimo marketing", diz ele. "Se você é a empresa que está construindo a coisa mais inteligente que já existiu, as pessoas vão querer lhe dar dinheiro." Ele acrescenta: "Não é algo que vai acontecer daqui a dois anos. Requer muito processamento, muita criatividade humana, muita tentativa e erro". Quando questionado se acredita que a AGI algum dia se tornará realidade, há uma longa pausa. "Eu realmente não sei." Inteligência sem consciência De certa forma, a IA já superou o cérebro humano. Uma ferramenta de IA generativa pode ser especialista em história medieval em um minuto e resolver equações matemáticas complexas no minuto seguinte. Algumas empresas de tecnologia afirmam que nem sempre sabem por que seus produtos respondem da maneira que respondem. A Meta diz que há alguns sinais de que seus sistemas de IA estão se aprimorando. Pesquisadores estão estudando o cérebro na tentativa de compreender melhor a consciência. BBC No entanto, em última análise, por mais inteligentes que as máquinas se tornem, biologicamente, o cérebro humano ainda leva vantagem. Tem cerca de 86 bilhões de neurônios e 600 trilhões de sinapses, muito mais do que os equivalentes artificiais. O cérebro não precisa fazer pausas entre as interações e está constantemente se adaptando a novas informações. "Se você disser a um ser humano que foi encontrada vida em um exoplaneta, ele aprenderá isso imediatamente e isso afetará sua visão de mundo daqui para frente. Para um LLM (Large Language Model, ou Modelo de Linguagem Grande), ele só saberá disso enquanto você continuar repetindo isso como um fato", diz Hodjat. Os LLMs também não possuem metacognição, o que significa que eles não sabem exatamente o que sabem. Os seres humanos parecem ter uma capacidade introspectiva, às vezes chamada de consciência, que lhes permite saber o que sabem. É uma parte fundamental da inteligência humana — e que ainda não foi reproduzida em laboratório. Veja mais: Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água? Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Terra Yanomami segue sob ameaça quase 3 anos após emergência; lideranças denunciam garimpos

Publicado em: 11/10/2025 00:01

Lideranças denunciam garimpos ativos e falhas graves na saúde Yanomami Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. Apesar das medidas intensificadas pelo governo federal a partir de 2023, a crise sanitária e humanitária persiste. O líder indígena Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, a mais representativa do povo, afirma que os invasores seguem presentes, principalmente em territórios nos cursos dos rios Catrimani e Uraricoera. Por isso, um dossiê organizado pela Hutukara, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), pela Associação das Mulheres Munduruku Wakoborūn e pela Associação Indígena Pariri foi entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em setembro e denuncia que o Brasil "tem faltado com ações para melhorar a saúde Yanomami". O governo diz que tem agido e ampliado o trabalho contra os invasores oferecendo assistência aos indígenas. (leia abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo especialistas, embora o governo tenha intensificado as operações no território, o principal desafio hoje é impedir que os invasores retornem, já que o garimpo ilegal é sustentado por uma "robusta estrutura econômica" e os trabalhadores flagrados no garimpo são "apenas a ponta da linha de um sistema complexo". Além disso, as penas para crimes ligados ao garimpo ilegal são consideradas brandas e pouco punitivas. Um projeto de lei tramita no Senado para alterar a legislação. 📍️ A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. ❓A CIDH é um órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) encarregado da promoção e proteção dos direitos humanos no continente americano. Governo decreta emergência de saúde pública para combater desassistência aos Yanomami O que aconteceu em um ano de emergência Yanomami Os riscos à saúde causados pelo uso de mercúrio no garimpo Justiça condena União e determina ações contra contaminação por mercúrio 70% de alertas em sistema de monitoramento são sobre presença de garimpeiros Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami Caíque Rodrigues/g1 RR Denúncia O dossiê enviado à CIDH destaca, entre outras questões, que a União não realiza triagem, diagnóstico ou tratamento em larga escala para a contaminação por mercúrio nos indígenas. Por se tratar de uma terra indígena, apenas a União é responsável pelo trabalho na Terra Yanomami. Os garimpos ilegais usam mercúrio em excesso para viabilizar a separação do ouro dos demais sedimentos, causando a contaminação dos peixes e a morte dos rios. Isso é refletido, segundo especialistas, em miséria e diversas doenças que assolam populações das regiões afetadas. Apenas 398 notificações de contaminação por mercúrio foram registradas ao todo no território, número considerado "insignificante" diante da população de mais de 33 mil indígenas. O documento alerta que os exames precisam ser feitos em cabelo, sangue ou unhas, e não apenas na água dos rios. Além disso, há registro de aumento de doenças como malária, infecções respiratórias e infecções parasitárias, agravadas pela precariedade do atendimento de saúde e pela dificuldade de acesso a tratamento. Para Dário Kopenawa, a crise sanitária se agrava pela falta de estrutura do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y). Ele relatou que já presenciou uma criança morrer por falta de oxigênio e por demora no resgate aéreo. A denúncia reforça também que pistas clandestinas que existem há mais de 30 anos continuam funcionando e aviões sobrevoam a região diariamente para abastecer os invasores. “O governo fala que diminuiu [a presença de invasores], mas o garimpo ainda continua. Eles [são alvo de operações e] voltam”, disse Dário ao g1. Aviões de garimpeiros flagrados sobrevoando a Terra Yanomami em 2025 Reprodução O que diz o governo Por meio de nota, a Casa Civil - que coordena as ações no Terra Yanomami, afirmou que o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami vem reduzindo vertiginosamente como consequência das ações do Governo do Brasil'. Segundo a pasta, as áreas de garimpo ativo tiveram redução de 98% entre março de 2024 e setembro de 2025. 🔎 Em 20 de janeiro de 2023, o Governo Federal decretou emergência em saúde pública para responder à grave crise sanitária e humanitária no território. Com isso, foram adotadas ações interministeriais para atender às necessidades básicas de saúde, segurança alimentar e para combater o garimpo ilegal. O governo informou ainda que as operações resultaram em R$ 499 milhões de prejuízo aos financiadores da atividade ilegal e na destruição de acampamentos, aeronaves, motores, balsas e embarcações, além da apreensão de ouro, mercúrio, armas e munições. A Casa Civil informou também que utiliza monitoramento por imagens de satélite e inteligência integrada de órgãos federais para combater a atividade, e que todos os alertas enviados pela Hutukara são checados em campo. Em casos em que há registros de atividades em território venezuelano, o órgão informou que aciona autoridades competentes daquele país. Garimpo ativo Infográfico - Garimpo ilegal ativo na Terra Yanomami, segundo relatório elabora pelas entidades que atuam na proteção indígena Arte/g1 Os relatórios elaborados pelos representantes dos indígenas confirmam que núcleos garimpeiros continuam espalhados em diferentes regiões da Terra Yanomami. O documento chamado 'Monitoramento da Terra Indígena Yanomami - 1º semestre de 2025' aponta que, apesar da redução em larga escala desde 2023, ainda há focos ativos de garimpo em Apiaú, Xitei, Waikás, Auaris, Parima, Baixo e Alto Catrimani e Papiu. O impacto foi de 23 hectares de floresta desmatada apenas em 2025. (veja no mapa acima) O Sistema de Alertas, que recebe denúncias das próprias comunidades, registrou no início de setembro aviões clandestinos no Apiaú e uma draga em operação no Baixo Catrimani. Esses dados, repassados semanalmente às autoridades, mostram que a atividade garimpeira se reorganiza rapidamente sempre que há operações pontuais. ⚖️Endurecimento da lei: Se o Projeto de Lei Projeto n° 3776, em tramitação no Senado, for aprovado, o crime de garimpo ilegal, que tem pena de detenção, de seis meses a um ano, passará a ser de reclusão de um a quatro anos. Será atribuída a pena de reclusão de três a seis anos se o crime ocorrer com uso de maquinário pesado; ocorrer mediante o uso de substâncias tóxicas; causar poluição hídrica ou do solo que coloque em risco a saúde pública e causar significativa degradação ambiental. Buracos deixados pelo garimpo ilegal na Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR Diante disso, as lideranças pedem ações permanentes contra os invasores, inclusive que sejam investigados os financiadores da atividade. Além disso, também pedem mais presença de profissionais de saúde no território. Saúde precária e morte evitável Indígenas Yanomami. Lucas Wilame/Rede Amazônica De acordo com o boletim de setembro do Sistema de Alertas, uma criança da comunidade Koroasi, na Missão Catrimani, morreu antes da chegada do helicóptero que o levaria para Surucucu, onde há um hospital. Na Missão Catrimani há uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) abandonada, deixando centenas de indígenas desassistidos. O dossiê enviado à CIDH denuncia ainda que algumas comunidades receberam apenas uma visita médica em todo o ano de 2024. A Casai Yanomami em Boa Vista está com obras paradas em 15% do andamento há nove meses, sem condições de atender os cerca de 900 pacientes e acompanhantes que circulam por mês. O novo Centro de Referência em Surucucu, inaugurado em setembro de 2025, ainda não teve seu funcionamento avaliado. "Em Surucucu, foi inaugurado um hospital, mas ainda faltam remédios e atendimento regular. Os profissionais muitas vezes fazem apenas bate-volta de helicóptero e não permanecem nas comunidades", disse Dário. Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que desde o decreto de emergência o número de profissionais de saúde no território passou de 690 para 1.855, o que ajudou a reduzir em 33% os óbitos no primeiro semestre de 2025, incluindo quedas de 45% em mortes por doenças respiratórias, 65% por malária e 74% por desnutrição. Segundo a pasta, muitas aldeias já têm acesso a água potável, e onde isso não ocorre, há distribuição de hipoclorito e orientações para consumo seguro. Disse ainda que entre 2023 e 2025, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 222 milhões em saneamento e ações para indígenas, incluindo filtros de nanotecnologia e de barro. Em maio de 2025, foi lançado o Manual Técnico de Atendimento a Indígenas Expostos ao Mercúrio, com diretrizes para profissionais de saúde e recomendações específicas para gestantes e crianças, acompanhadas de testagens e campanhas educativas. Farmácia do Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami. João Risi/MS/Divulgação Malária Segundo o governo, com base no informe do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE Yanomami), emitido em maio deste ano, houve avanços na saúde indígena entre 2023 e 2024, com reabertura de polos-base, aumento de 158% no número de profissionais e expansão da telessaúde. As ações resultaram em melhorias na nutrição infantil, maior cobertura vacinal e no enfrentamento da malária. Também houve queda de 21% nos óbitos gerais, incluindo 26% a menos de mortes evitáveis, reflexo da ampliação da assistência e da infraestrutura de saúde no território. Mesmo assim, o dossiê elaborado pelas entidades ligadas aos indígenas apontou que em 2025 foram registrados quase 14 mil casos de malária. Apesar dos investimentos federais, as associações afirmam que as medidas adotadas não tiveram o impacto esperado. “É inadmissível que o Estado amenize os altos índices registrados sob a justificativa de ampliação das equipes de saúde e intensificação do diagnóstico”, diz o documento. As lideranças reforçam que a doença segue fora de controle e pedem a criação de uma força-tarefa para conter a epidemia. As críticas incluem ainda a falta de estrutura adequada no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY). O documento relata que comunidades receberam apenas uma visita domiciliar de equipes médicas em todo o ano de 2024. “A situação é muito precária, sem estrutura física e saneamento básico capaz de comportar cerca de 900 pessoas entre pacientes, acompanhantes e familiares”, descreve o dossiê. As lideranças também cobram maior integração entre a medicina tradicional e o sistema público de saúde, além da criação de maternidades indígenas culturalmente adequadas. Para elas, a falta de diálogo intercultural em hospitais de Boa Vista tem levado à criminalização de famílias Yanomami em casos de desentendimento sobre cuidados de crianças. Dependência de invasores Território Yanomami é palco constante de violência contra indígenas no Brasil ALAN CHAVES/AFP via Getty Images/DW Os impactos diretos do garimpo vão além da degradação ambiental. Dário relatou que garimpeiros destruíram roças em comunidades como Kayanaú e Xitei, obrigando famílias a depender de comida fornecida por garimpeiros. Além disso, os invasores acabam dando bebidas alcoólicas aos indígenas. "Eu vi as casas e roças derrubadas. Isso é um absurdo. As crianças estão ficando desnutridas porque não têm alimentação”, contou. A situação gera fome, insegurança alimentar e desnutrição severa em crianças Yanomami, que sofrem também com o aumento de doenças ligadas à degradação ambiental, como a malária. "As comunidades tentam se recuperar, mas muitas crianças já apresentam sintomas de desnutrição. Faltam remédios, oxigênio e estrutura básica. É revoltante". Ciclo crônico Para o sociólogo Rodrigo Chagas, doutor pela Universidade de Campinas (Unicamp), pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e integrante do Programa de Pós-graduação Sociedade e Fronteiras (PPGSof) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), o ciclo de retirada e retorno dos garimpeiros se repete há décadas. Antes de 2023 as operações se limitavam a ações pontuais: os agentes entravam nas áreas, queimavam as máquinas e saíam, mas o garimpo logo voltava. “Essa dinâmica de entra, queima e volta é muito comum. A gente vem vendo isso há anos aqui na região”, afirmou. Segundo o pesquisador, embora o governo tenha intensificado há quase três anos, o principal desafio hoje segue sendo impedir que os invasores retornem. “A dificuldade não é mais retirar os garimpeiros e sim manter o território livre da volta deles. Isso exige uma atuação de longo prazo e passa por questões jurídicas e estruturais”, avaliou. Chagas destacou que o garimpo ilegal é sustentado por uma rede econômica complexa, que vai muito além dos trabalhadores que atuam na ponta. De acordo com ele, empresários mantêm máquinas e investimentos em diversas áreas da Amazônia. O sociólogo também chama atenção para o peso histórico e cultural do garimpo em Roraima. Segundo ele, desde os anos 1970, a figura do garimpeiro foi transformada em símbolo de progresso e prosperidade. “O garimpo, aqui na região, foi uma construção ideológica antes de mais nada. Isso formou uma cultura e uma estrutura econômica em torno dessa atividade que ela é ilegal”. “É preciso fazer as pessoas entenderem que explorar o ouro significa destruir a casa de um povo que está lá há milênios”, completou. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro

Publicado em: 10/10/2025 21:47

Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro A aprendizagem baseada em projetos práticos está ganhando espaço no ensino superior brasileiro. O estudante Fernando Silveira Fernandes está terminando o primeiro ano de faculdade e já se sente preparado para disputar uma vaga de estágio. É que, além de aulas teóricas, ele está aprendendo a resolver problemas da vida real no curso de engenharia que faz no ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, no interior de São Paulo. “Este ano, eu aprendi bastante sobre programação, problemas de negócios. Foi um aprendizado enorme, baseado em problemas reais", conta Fernando. Desde o início do curso, o Fernando e os colegas ganham experiência ajudando empresas parceiras da universidade. É o modelo PBL – sigla em inglês para a aprendizagem baseada em projetos. O PBL será implementado também no novo campus do ITA em Fortaleza, que deve ser inaugurado em 2027. “É diferente de uma disciplina puramente teórica. PBL é uma forma de aprendizado que complementa a abordagem conteúdista, com vantagens principalmente para cursos de engenharia. É muito importante que o aluno de engenharia saiba como desenvolver projetos”, afirma o professor do ITA Carlos Henrique Costa Ribeiro. Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro Jornal Nacional/ Reprodução No Instituto de Tecnologia e Liderança, o Inteli, em São Paulo, 100% dos cursos usam a metodologia PBL. Aliar teoria e prática é vantajoso para os alunos, que ganham experiência durante o curso e saem da faculdade com um currículo para mostrar, com vários projetos reais executados. E também é um caminho para as empresas encontrarem talentos. O setor de tecnologia é um dos que mais precisam de mão de obra. Mas uma pesquisa mostra que só 10% das empresas acham fácil encontrar profissionais dessa área. Por isso, buscam parcerias com centros de ensino. “O que acaba acontecendo é que muitas empresas trazem esses projetos para cá, para serem realizados pelos alunos, porque não têm quem faça dentro das empresas. Então, na prática, o que acontece: tem fila de espera”, diz Maíra Habimorad, presidente do Inteli. O foco na execução de projetos já começa no vestibular. São três etapas, todas online: uma prova; uma análise de perfil do candidato; e o desafio de desenvolver um projeto em grupo, na fase final. Metade das vagas da faculdade é para bolsistas. Como a Izabella Almeida de Faria, aluna de sistemas de informação. Ela já participou de 12 projetos para empresas parceiras. Um deles rendeu o primeiro registro de patente da faculdade. “Um sistema de gestão de empresas. Esse é mais focado em pequenas e médias empresas e, com isso, a gente fez a aplicação desse sistema utilizando uma metodologia inovadora. Eu acho que é algo inspirador não só para mim, principalmente porque eu sou a primeira pessoa da minha família a entrar no ensino superior. Também é algo que enche os olhos, faz brilhar: a oportunidade que a educação traz para o dia a dia das pessoas”, diz Izabella Almeida de Faria. Antes mesmo da formatura, a Izabella já está trabalhando. Isso ocorre com a maioria dos alunos, segundo a presidente da instituição. “O nível de empregabilidade é muito alto. Então, quando eles são entrevistados, as empresas olham e falam: ‘Nossa, essa pessoa já viveu alguns projetos, já viveu problemas muito parecidos com o que ela vai viver no dia a dia de trabalho’. Então, sentem que estão mais preparados para a realidade do trabalho”, afirma Maíra Habimorad, presidente do Inteli.

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Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM

Publicado em: 10/10/2025 20:12

Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM Daniel Santos O deputado estadual Wilker Barreto participou, na última segunda-feira (6/10), do lançamento da ExpoPIM 4.0 – Nova Indústria do Brasil, evento que busca conectar empresas, profissionais, estudantes e investidores em torno das novas tecnologias que vão marcar a transição do Polo Industrial de Manaus (PIM) rumo à Indústria 4.0. Wilker compôs a mesa de abertura representando a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na condição de presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca. Durante o evento, o parlamentar destacou que a exposição é um marco importante para preparar o modelo econômico da Zona Franca de Manaus para o futuro, garantindo que o Amazonas siga sendo protagonista do desenvolvimento nacional. “Esse evento prepara o nosso modelo para o próximo salto, é inegável que a locomotiva do Amazonas continuará sendo por décadas esse modelo econômico. Eu fico feliz que a Suframa, juntamente com todo seu corpo técnico, com os empresários, com a classe política, esteja fazendo sua parte. Essa exposição vai permitir que a classe empresarial tenha as ferramentas necessárias, porque existe uma grande desinformação sobre isso e aqueles que têm a informação e são de fora das nossas fronteiras, não têm a coragem de propagar porque as questões econômicas ainda prevalecem mais que os interesses da república. Esse modelo econômico não é um modelo que beneficia apenas os que moram aqui nessa região, é um modelo que ajuda o país sobre os aspectos econômicos e ambientais”, afirmou. Indústria avançada O superintendente da Zona Franca de Manaus, Bosco Saraiva, também reforçou o papel estratégico da exposição. “Essa será a melhor feira de negócios que vai acontecer e vocês haverão de perguntar: ‘por que só em março?’. Exatamente porque até março nós vamos propagar através do Instituto Somar no mundo, que quem quiser ver o Polo Industrial de Manaus tem que estar aqui. O que nós queremos é que o investidor venha à ExpoPIM 4.0 sabendo que vai encontrar uma indústria avançada, que só quem visita as fábricas consegue perceber a pujança das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, disse. A ExpoPIM 4.0 busca posicionar o PIM como um polo estratégico para o futuro da indústria brasileira, alinhado às tendências globais, e reforçar o modelo sustentável da Zona Franca como um ativo de competitividade, inovação e preservação ambiental.

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UFMG nas Ruas oferece atividades gratuitas em Montes Claros neste sábado (11)

Publicado em: 10/10/2025 18:50

Vista do campus do ICA, em Montes Claros TV UFMG Com o objetivo de promover a integração entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a comunidade, a instituição realiza, em Montes Claros, a primeira edição do UFMG nas Ruas. O evento será realizado neste sábado (11), das 9h às 13h, na praça Doutor Carlos. De acordo com a UFMG, a inciativa quer trazer a produção acadêmica de forma acessível e compreensível para mais perto da realidade dos moradores da cidade. O evento faz parte da Semana do Conhecimento da instituição. A programação conta com 15 atividades de ensino, pesquisa e extensão. Pensando no público infantil, haverá brincadeiras e sorteio de brindes. Estandes, oficinas e apresentações integram o cronograma. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp “Com esta ação, além de aproximar ainda mais a população e universidade, há uma expectativa de despertar o interesse pela ciência, tecnologia e cultura assim como mostrar a importância da universidade para o desenvolvimento social e econômico, e incentivar a curiosidade e o pensamento crítico nas pessoas”, explica o vice-diretor do campus Montes Claros, Alcinei Azevedo. Praça Doutor Carlos Paula Alves/Inter TV Confira a relação de atividades do UFMG nas Ruas: Apoio A Agricultores Familiares Do Norte De Minas em Higiene, Produção E Saúde Pública; Meio ambiente e sustentabilidade; Floricultura e Jardinagem no Norte de Minas; Atendimento Nutricional de Cães e Gatos: Parâmetro Vital; Cursinho Comunitário do ICA – UFMG “ComunICA”; Programa para o Desenvolvimento do Ensino de Graduação em Engenharia Florestal; Neutraliza; Curupiras – Brincando e Aprendendo; Brinquedo para crianças; Novembro Negro e Abril Indígena no ICA/UFMG: Educação, Memória e Resistência; Capacitações Técnicas em Floricultura e Jardinagem da UFMG; Engenharia de Alimentos em ação: ensinando e aprendendo; PRO-ICA: Inclusão e Acessibilidade; Utilização da biodiversidade vegetal norte mineira como instrumento de ensino na educação básica; Memória, História Local e Patrimônio Cultural de Grão Mogol. VEJA TAMBÉM UFMG promove evento para apresentar cursos e instalações do Campus em Montes Claros Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

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Prefeitura entrega 3,3 mil Chromebooks para escolas municipais

Publicado em: 10/10/2025 18:18

A Prefeitura de Pindamonhangaba realizou, no dia 6 de outubro, a entrega de 3.350 novos Chromebooks para alunos e profissionais da rede municipal de ensino. A iniciativa integra o processo de atualização tecnológica da Educação e representa um investimento de aproximadamente R$ 6 milhões. Os equipamentos, com configuração de última geração, foram destinados a professores, diretores, gestoras regionais, profissionais da mentoria e técnicas de nutrição. Além disso, cada escola municipal recebeu carrinhos de recarga com Chromebooks para uso dos estudantes, ampliando o acesso às ferramentas digitais e fortalecendo o processo de ensino e aprendizagem. Prefeitura de Pindamonhangaba Divulgação Estiveram presentes no evento o prefeito Ricardo Piorino; a secretária de Educação, Luciana Ferreira; o secretário de Tecnologia, Inovação e Projeto, Rodrigo Leite; representando a empresa Altbit, Mauro Fernandes Cândido; a especialista Google for Education da Altbit, Jucineia Maria de Oliveira. Durante a cerimônia, também foi lançado o programa de formação para docentes “Utilização de Chromebook, Ferramentas Google e Inteligência Artificial”, desenvolvido em parceria com a empresa Altbit e a Educador Formação. O representante da empresa Altbit, Mauro Fernandes Cândido ressaltou que “saber atuar com tecnologia é uma habilidade que vai muito além da sala de aula, é um diferencial que contribui para a vida profissional e pessoal dos nossos jovens”. A secretária de Educação, Luciana Ferreira, destacou a importância da iniciativa. “Estamos preparando nossas escolas para o futuro, oferecendo recursos que apoiam o trabalho dos profissionais e estimulam nossos alunos a aprenderem com mais dinamismo e autonomia”, afirmou. De forma simbólica, o prefeito Ricardo Piorino entregou um dos equipamentos às professoras Solange e Débora, representando toda a equipe da rede. Ele também participou da entrega em sala de aula, celebrada com entusiasmo pelos estudantes. “As crianças são o futuro e precisamos garantir que a escola seja um ambiente onde aprendam a utilizar a tecnologia com responsabilidade e criatividade”, afirmou o prefeito.

João Pessoa terá primeira escola do Brasil a usar IA em sala de aula

Publicado em: 10/10/2025 18:08

João Pessoa será palco de uma revolução educacional a partir de 2026. A cidade ganhará o High School, primeira Escola Club do Brasil, um conceito inovador que combina ensino de alta performance, empreendedorismo e a experiência de um clube moderno e exclusivo. Essa será a primeira escola do Brasil a usar inteligência artificial em sala de aula. O projeto já está com matrículas abertas para a primeira geração de alunos, do 6º ano do Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio, com vagas limitadas. O High School nasce do grupo Prime de Educação, que atua há 15 anos na educação na capital paraibana. “O High School não é apenas uma escola. É a próxima fase da educação e nós já estamos à frente do tempo” , afirma Nicolle Nery, diretora e fundadora. O projeto educacional será o primeiro do Brasil a integrar inteligência artificial diretamente às salas de aula. Todas as aulas serão registradas em tempo real, com geração automática de resumos e mapas mentais personalizados. O recurso permite que os estudantes concentrem-se no aprendizado durante a explicação e revisem os conteúdos de forma prática e contínua, a qualquer momento. Além da inovação tecnológica, a instituição se posiciona como referência internacional com a parceria com o Texas Tech K-12, um programa que oferece disciplinas do currículo americano e que terá tutores vindos diretamente dos Estados Unidos. O certificado que os alunos receberão é válido nos dois países. Sala moderna de aprendizado colaborativo, projetada para estimular criatividade e inovação. Banco de dados No período da tarde, os estudantes terão acesso ao exclusivo Business 360, programa que reúne disciplinas de empreendedorismo, carreira, criatividade e liderança, aliado à vivência prática com mentorias de empresas anjo. Entre os parceiros estratégicos está o Grupo Setai, representado por André Penazzi, referência nacional em investimentos e negócios de alto padrão. O objetivo é formar jovens preparados para liderar, empreender e se destacar em um cenário global. Outro diferencial é a estrutura lifestyle club, única no Brasil, com cerca de 3.100 m² de espaços que unem lazer, bem-estar e experiências imersivas. Entre os destaques estão a praia artificial, academia, salão de beleza, quadra de beach tênis, bosque com redário, salas de aula que simulam ambientes corporativos e um restaurante de alta gastronomia assinado pelo chef Douglas Junqueira. A proposta de inovação também chega ao uniforme escolar. Em parceria com a marca Catfish, referência em streetwear, o High School lança coleções exclusivas em três versões: Dia a Dia, Esportiva e Social. Em relação à preparação para o ENEM, o High School assegurará uma base sólida para o exame, mas também em competências práticas para a vida, pois existe um universo de possibilidades que começam quando o ENEM termina. A metodologia estimulará a troca de experiências entre os alunos, favorecendo a cooperação, a superação de dificuldades em conteúdos e o desenvolvimento de habilidades essenciais para enfrentar situações reais da vida. Conheça a fundadora Nicolle Nery À frente desse projeto está Nicolle Nery, administradora, pedagoga, enfermeira e especialista em práticas educacionais disruptivas e escritora de livros infantis. Reconhecida pelo sucesso à frente do grupo Prime de Educação, do qual é idealizadora, ela agora traz sua experiência e credibilidade para High School. Com um histórico marcado por inovação e mentoria para escolas e empresas do segmento educacional, Nicolle se consolida como a liderança que conecta tecnologia, pedagogia e visão global em um novo modelo de educação. Serviço - Inauguração High School: Janeiro de 2026 Séries atendidas: 6º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio Contato: Instagram: @ highschool.joaopessoa Site: https://www.highscool.com.br Telefone: 83 3508-6988 Matrículas abertas Local: João Pessoa - PB

Trump cumpre ameaça e anuncia tarifa de 100% contra a China, em nova escalada da guerra comercial

Publicado em: 10/10/2025 18:03

'Para o Brasil pode ser ruim', diz Ana Flor sobre tarifa de 100% dos EUA sobre a China O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que irá impor uma tarifa adicional de 100% contra a China a partir de 1º de novembro, em uma nova escalada da guerra comercial conduzida pelo republicano. A decisão veio poucas horas após Trump criticar a iniciativa chinesa de restringir a exportação de elementos ligados às terras raras. Em publicação na Truth Social, ele afirmou que a nova tarifa poderá ser aplicada antes mesmo da data prevista, a depender de “quaisquer ações” tomadas pelos asiáticos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Acaba de ser divulgado que a China adotou uma posição extraordinariamente agressiva no comércio ao enviar uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala sobre praticamente todos os produtos que produz, e alguns que nem são fabricados por eles", escreveu Trump. "Isso afeta todos os países, sem exceção, e obviamente foi um plano elaborado por eles há anos. É absolutamente inédito no comércio internacional e uma vergonha moral no trato com outras nações", acrescentou. Segundo o republicano, os EUA também vão impor controles de exportação "sobre todo e qualquer software crítico" a partir de 1º de novembro. Mais cedo, Trump afirmou que desistiu de se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no fim deste mês. Os dois líderes teriam um encontro nos bastidores da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Segundo Trump, "agora não há motivo algum" para que a reunião ocorra. Pequim não havia confirmado publicamente o encontro. China deixa de comprar soja dos EUA, e agricultores veem Brasil como principal ameaça Terras raras e escalada das tensões A tarifa de 100% anunciada nesta sexta-feira pode reativar uma guerra comercial de retaliações mútuas. Washington e Pequim haviam pausado esse conflito após uma extensa rodada de negociações diplomáticas no início do ano. Mais cedo, Trump também afirmou que a China tem enviado cartas a países de todo o mundo, anunciando planos de impor controles de exportação sobre todos os elementos usados na produção de terras raras. 🔎 As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maioria desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. São imprescindíveis para a indústria e estão presentes em tecnologias de ponta, como chips para celulares e computadores. "Ninguém jamais viu algo assim; essencialmente, isso 'congestionaria' os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo — especialmente para a própria China", afirmou o republicano. "Mas os EUA também têm posições monopolistas, muito mais fortes e abrangentes do que as da China. Eu simplesmente não escolhi usá-las antes porque nunca houve motivo para isso — ATÉ AGORA!", acrescentou. Impacto nos mercados O ataque inesperado de Trump teve efeito imediato sobre Wall Street. Primeiro, veio ameaça tarifária — enquanto os mercados ainda estavam abertos. Os temores de uma escalada da guerra comercial levaram os índices para o campo negativo: o índice Dow Jones recou 1,90%, aos 45.479,60 pontos; o S&P 500 recuou 2,71%, aos 6.552,50 pontos; e o Nasdaq Composite teve queda de 3,56%, aos 22.204,43 pontos. O S&P e o Nasdaq sofreram suas maiores quedas percentuais em um único dia desde 10 de abril. O mercado brasileiro também sentiu: o dólar fechou em alta de 2,38%, cotado a R$ 5,5031 — maior valor desde 5 de agosto, quando encerrou a R$ 5,5060. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,73%, aos 140.680 pontos. O temor já havia tomado conta dos investidores antes mesmo de Trump anunciar a tarifa de 100%. Como a confirmação da sobretaxa ocorreu após o fechamento dos mercados, os efeitos devem aparecer apenas na próxima abertura das bolsas. Mais cedo, as declarações também levaram investidores a buscar refúgio em títulos do Tesouro dos EUA, o que fez os rendimentos desses papéis caírem, além de impulsionar o preço do ouro. O dólar americano também enfraqueceu em relação a uma cesta de moedas estrangeiras. Controle chinês A China anunciou na quinta-feira (9) a inclusão de cinco novos elementos à lista de controle de exportações, além de aumentar a vigilância sobre usuários de semicondutores e incluir dezenas de tecnologias de refino na lista de restrições. O governo chinês também passou a exigir que produtores estrangeiros de terras raras que utilizem materiais chineses cumpram as regras do país. A China produz mais de 90% das terras raras processadas e dos ímãs de terras raras no mundo. Veja a íntegra da nova publicação de Trump: Acaba de ser divulgado que a China adotou uma posição extraordinariamente agressiva no comércio ao enviar uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala sobre praticamente todos os produtos que produz, e alguns que nem são fabricados por eles. Isso afeta todos os países, sem exceção, e obviamente foi um plano elaborado por eles há anos. É absolutamente inédito no comércio internacional e uma vergonha moral no trato com outras nações. Com base no fato de que a China assumiu essa posição sem precedentes, e falando apenas pelos Estados Unidos, e não por outras nações que foram igualmente ameaçadas, a partir de 1º de novembro de 2025 (ou antes, dependendo de quaisquer ações ou mudanças adicionais tomadas pela China), os Estados Unidos da América imporão uma tarifa de 100% sobre a China, além de qualquer tarifa que eles já estejam pagando. Também em 1º de novembro, serão impostos controles de exportação sobre todo e qualquer software crítico. É impossível acreditar que a China teria tomado tal medida, mas ela tomou, e o resto é história. Obrigado pela atenção a este assunto! DONALD J. TRUMP PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Donald Trump assina ordens executivas na Casa Branca em 6 de outubro de 2025 REUTERS/Kent Nishimura * Com informações da agência de notícias Reuters

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CADU transforma os serviços públicos em Rio Claro com mais praticidade.

Publicado em: 10/10/2025 18:01

CADU transforma os serviços públicos em Rio Claro com mais praticidade.– Crédito: Divulgação Rio Claro está cada vez mais próxima de se tornar uma cidade inteligente. A Prefeitura lançou o CADU – Central de Atendimento Digital Unicidades, um aplicativo inovador que conecta a população diretamente aos serviços públicos municipais. O CADU representa um grande avanço rumo à digitalização da cidade, unindo tecnologia, eficiência e proximidade entre o poder público e os cidadãos. Ao simplificar processos e centralizar serviços em um único canal, o app garante mais agilidade, praticidade e segurança no dia a dia, eliminando filas e burocracias. Cidade inteligente na prática Mais do que um aplicativo, o CADU é parte do projeto de transformação digital de Rio Claro. Ele integra tecnologia à vida urbana, otimiza o trabalho dos servidores, melhora o atendimento à população e contribui para uma gestão pública mais eficiente. Ao unificar cadastros e serviços, o município fortalece indicadores como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) — que avalia educação, renda e saúde — e o IEG-M (Índice de Efetividade da Gestão Municipal), que mede a eficiência da administração pública. Com o CADU, Rio Claro avança na implementação da Lei de Governo Digital e se consolida como referência em inovação e transparência, aproximando a Prefeitura da população e promovendo uma gestão mais moderna. Serviços disponíveis no aplicativo CADU Os moradores de Rio Claro já podem acessar diversos serviços pelo aplicativo, como: Agendamento e desmarcação de consultas no SUS Acesso à carteirinha de vacinação digital Solicitação de serviços de zeladoria (tapa-buracos, poda de árvores, entre outros) Recebimento de avisos e comunicados da Prefeitura Matrícula e rematrícula escolar Acesso a programas sociais Novas funcionalidades estão sendo implementadas gradualmente, até que todas as secretarias municipais estejam integradas ao CADU, tornando-o uma ferramenta essencial no relacionamento entre Prefeitura e cidadãos. CADU transforma os serviços públicos em Rio Claro com mais praticidade.– Crédito: Divulgação Benefícios para a população e para a cidade Para os cidadãos, o CADU representa mais agilidade, praticidade e comodidade no contato com os serviços públicos. Agora é possível resolver tudo pelo celular: marcar consultas, solicitar serviços, acompanhar a carteirinha de vacinação e receber informações em tempo real — sem filas e sem sair de casa. Isso significa menos burocracia, mais tempo livre e segurança, já que cada solicitação fica registrada e pode ser acompanhada pelo sistema. Já para o município, o CADU proporciona redução de custos, melhora o atendimento, amplia a comunicação com os moradores e reforça a imagem de uma Prefeitura moderna, eficiente e conectada às necessidades da população. “Antes eu precisava sair do trabalho só para marcar consulta. Hoje faço tudo pelo celular em poucos minutos. O CADU mudou a minha rotina”, conta Maria Souza, moradora de Rio Claro. Como baixar o CADU Baixar o aplicativo é simples: Acesse a loja de aplicativos do seu celular e busque por “CADU Rio Claro”. O download é gratuito, disponível para Android e iOS. Após instalar, abra o app, faça seu cadastro e tenha acesso a todos os serviços da Prefeitura diretamente na palma da mão. CADU: o aplicativo que conecta Rio Claro ao futuro.

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Família gasta cerca de R$ 5 mil para reforçar segurança de casa após ser vítima de assalto em Mogi das Cruzes

Publicado em: 10/10/2025 17:50

Moradores de Mogi das Cruzes reclamam de assaltos na cidade Uma família que mora na Vila Suissa, em Mogi das Cruzes, convive com o medo desde que foi vítima de um assalto. Eles chegavam em casa quando foram abordados pelos criminosos. Após a experiência, a família reforçou a segurança do imóvel para evitar novos roubos. O assalto aconteceu no final de setembro logo após a mudança para o bairro. Três suspeitos, sendo dois adolescentes, levaram o carro, celular e alguns pertences que foram recuperados posteriormente. Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o município teve queda nos registros de roubos e furtos pelo segundo mês consecutivo, de acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A administração municipal informou também que investe na segurança da cidade (leia a nota completa abaixo). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O morador, que prefere não se identificar, contou que se preocupou com a mãe que é deficiente visual. “Eu desci pra abrir o portão, nessa que eu estava abrindo o portão do lado interno, minha esposa foi surpreendida por um homem armado. Quando eu abri a folha do portão, eu já vi a arma na minha cabeça, ele mirando sempre pra minha cabeça. Eu pedi por várias vezes pra que eles deixassem minha mãe sair, que ela é deficiente visual, porque estava no banco de trás. Ele só mandando eu ir pra trás e me ameaçando com a arma. E eu indo pra trás com a mão pra cima, só falei: 'Deixa a minha mãe sair. Várias vezes, eu falando isso. Até que minha mãe veio com a mão no rosto, eu visualizei os três indivíduos, porque o refletor da casa acendeu com o sensor de presença, minha mãe entrou, fechou o portão, minha esposa também fechou e eles fugiram com o veículo". De acordo com a SSP, o homem que participou do assalto foi preso e os dois adolescentes apreendidos. Eles seguem à disposição da Justiça. Após o roubo, a família investiu cerca de R$ 5 mil em câmeras de monitoramento, cerca elétrica e portão automático. “Tive que pedir pro serralheiro automatizar a segunda folha do portão, porque também não tinha”. Mesmo assim, eles ainda se sentem inseguros. “Parte de saída, horários, a gente só sai se for junto com o outro no carro. Ninguém sai e nem chega sozinho”.  Furtos em comércio Além de moradores da cidade, comerciantes também enfrentam problemas com segurança. Uma comerciante da área central de Mogi das Cruzes, que prefere não se identificar, ficou surpresa ao ver pelas câmeras de monitoramento como a loja dela foi invadida rapidamente. “Foi tudo muito rápido. Eu fiquei sabendo às 4h. O roubo aconteceu entre 00h28 e 00:40. Foi quando o pessoal da GCM me ligou e pediu pra eu ver se tinha câmeras na loja, porque eles estavam dentro da loja e a loja já havia sido furtada. A gente acredita que é alguém que conhecia muito bem a loja, porque nós temos a parte superior da loja e ela é coberta por uma parede. Só quem conhece sabe que tem a parte de cima. Só quem conhece sabe que tem a parte de cima. E eles foram direto, eles nem pararam na parte de baixo pra poder roubar, eles já subiram pra onde fica todo o estoque da loja”. Em pouco tempo, o grupo furtou perfumes e roupas. Totalizando um prejuízo de aproximadamente R$130 mil. “A gente colocou mais câmeras, contratamos agora o pessoal para cuidar da loja, pra fazer a segurança, colocamos câmera na rua também, porque não tinha, e vários focos de infravermelho dentro da loja”. Segundo a proprietária, ela não conseguiu recuperar os produtos furtados. Ela contou sentir medo de novas invasões na loja. “Sempre gera muita insegurança, porque hoje a gente pensa assim: ’Nossa, você vai comprar novamente? Será que eles não vão vir de novo?’. Então, a gente tem medo. Hoje a gente trabalha com medo". A SSP informou que a secretaria busca por imagens de câmeras de segurança e realiza diligências para identificar os envolvidos no crime. O que diz a prefeitura "A Prefeitura de Mogi das Cruzes informa que a cidade registrou queda nos registros criminais de roubos e furtos pelo segundo mês consecutivos, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os números referentes ao mês de agosto mostram a eficácia das ações de segurança que estão sendo realizadas na cidade, com investimento da Prefeitura em tecnologia, equipamentos e valorização do trabalho desenvolvido pela Guarda Civil Municipal. Os índices de agosto deste ano mostram queda de 26,67% no número de roubos de veículos, comparados com o mesmo mês do ano passado. Os números de outros tipos de roubos caíram 6,15%, enquanto os registros de roubos de carga diminuíram pela metade. Já o número de furtos gerais teve diminuição de 10,89%, analisados os mesmos períodos. A Prefeitura de Mogi das Cruzes vem realizando uma série de investimentos em segurança no município. Em setembro, foi lançado o Smart Mogi, novo programa de monitoramento com reconhecimento facial, que já está em pleno funcionamento. Integrado ao banco de dados do Programa Muralha Paulista, da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, ele garante maior eficiência no monitoramento da cidade, com cruzamento de dados. Até o final deste mês, 210 câmeras na região central e nos bairros contarão com o serviço, que permite o reconhecimento facial de procurados pela Justiça e a identificação de veículos produtos de ilícitos ou vinculados a procurados, entre outras funcionalidades". Família teve que investir em câmeras de segurança para evitar novos assaltos Reprodução/Tv Diário Leia mais Mogi das Cruzes e Suzano recebem carreta da mamografia com atendimentos gratuitos Festa Literária de Guararema começa neste sábado com diversas atrações Veja tudo sobre o Alto Tietê

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Goiânia Shopping celebra 30 anos com promoções e experiências exclusivas

Publicado em: 10/10/2025 17:46

Goiânia Shopping celebra 30 anos com promoções e experiências exclusivas Divulgação Quem cresceu em Goiânia provavelmente tem ao menos uma lembrança ligada ao Goiânia Shopping — um encontro marcante, a primeira ida ao cinema e comemoração do vestibular. Trinta anos após a inauguração, o shopping vira cenário — de novo — para reviver tudo isso. O Shopping decidiu comemorar a data como quem revisita um álbum de família: com lembranças, fotos antigas, experiência, sabores e memórias que aquecem o coração. A programação do aniversário de 30 anos segue até o dia 31 de outubro. E a proposta é uma só: celebrar a relação construída com os goianienses ao longo dessas três décadas. Chocolate com gosto de Cerrado (e de carinho) A memória também passa pelo paladar. Pensando nisso, o shopping convidou a marca goiana C’alma Chocolates para criar um presente especial: um chocolate com ingredientes do Cerrado – cajá e flor de sal – desenvolvido exclusivamente para a campanha. Quem juntar R$ 800 em compras nas lojas do shopping ganha esse presente (uma por CPF), em uma ação do tipo “compre & ganhe”¹. A ideia é oferecer algo único, feito com afeto e regionalidade. Promoção com cara de presente: R$ 30 mil em compras no Shopping Tem também prêmio para quem sonha em renovar o guarda-roupa (ou a casa inteira): a cada R$ 600 em compras, o cliente recebe um número da sorte para concorrer a um vale compras de R$ 30 mil². E há um bônus solidário: quem doar 1 kg de alimento não perecível ganha um número da sorte extra. A doação vai para instituições sociais da região. Mostra imersiva revive 30 anos de histórias Além dos prêmios, o público pode visitar, com exclusividade, a Galeria Imersiva 30 anos, uma exposição sensorial montada no Piso 2. Aberta ao público de 15 a 31 de outubro, a mostra usa fotos, luzes, objetos nostálgicos, espelhos e tecnologia para contar a história do shopping — e de quem viveu momentos especiais por ali. São mais de 70 memórias, projeções, mosaicos e até um vídeo manifesto gravado pelos olhos do Goiânia Shopping, narrando as cenas que viu nesses 30 anos: os primeiros encontros, palco de celebrações, os passeios com os filhos, as celebrações natalinas e muitos momentos que se eternizaram pelos corredores do shopping. O resultado é um espaço instagramável, sim — mas, acima de tudo, emocionante. Um convite para relembrar o que já passou, celebrar o agora e pensar no que ainda está por vir. Três décadas em movimento Inaugurado em 1995, o Goiânia Shopping cresceu junto com a cidade. Tornou-se ponto de referência, espaço de convivência e palco de histórias que misturam o cotidiano com momentos inesquecíveis. Agora, ao completar 30 anos, o shopping celebra a jornada compartilhada com quem fez parte dela — clientes, lojistas e colaboradores — em uma festa que é, mais do que tudo, uma homenagem às memórias de Goiânia. Serviço – Promoções de Aniversário Data: de 15 a 31 de outubro Local: 2º piso - Goiânia Shopping – Avenida T-10, nº 1300, Setor Bueno – Goiânia/GO Compre & Ganhe: R$ 800 em compras = 1 chocolate exclusivo da C’alma Compre & Concorra: R$ 600 em compras = 1 número da sorte Bônus: Doando 1 kg de alimento = número da sorte extra Regulamento completo: www.goianiashop.com.br Serviço – Galeria Imersiva 30 anos Data: 15 a 31 de outubro Local: Piso 2, em frente à Dunkin Donuts Horário de funcionamento do shopping Entrada gratuita ¹Compre e Ganhe: Certificado de autorização SPA/ME N.° 02.044570/2025. ²Compre e Concorra: Certificado de autorização SPA/ME N.° 01.044600/2025

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