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Escolas levam ancestralidade e brasilidade para a avenida em busca do título no carnaval de Batatais; FOTOS

Publicado em: 15/02/2026 13:12

Escolas de samba entraram na avenida em busca do título do carnaval 2026 em Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. A brasilidade e a ancestralidade tomaram conta do Sambódromo “Carlos Henrique Cândido Alves” na noite de sábado (14) com o desfile das escolas de samba de Batatais (SP), cidade que tem um dos carnavais mais tradicionais do interior de São Paulo. Quatro escolas de samba, com enredos próprios, se apresentaram ao público em busca do título. Após apuração de votos neste domingo (15), a campeão deve voltar para a avenida na segunda-feira (16). A primeira entrar no sambódromo foi a Unidos do Morro. Com o enredo "Troco, Trambique e Tecnologia: Um País Chamado Brasil”, a escola propôs uma viagem pela história do dinheiro no país, do escambo ao PIX, misturando críticas, bom humor e muito samba no pé. Na sequência, foi a vez da Acadêmicos do Samba, com o tema “No Xirê das Yabás! Preto Velho cultua as mães negras ancestrais.” O tributo às mães negras ancestrais levou figuras importantes de fé, resistência, sabedoria e força feminina. Carnaval de Batatais: conheça a história das escolas de samba ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A ancestralidade também foi a marca registrada da Unidos da Liberdade. A vice-campeã em 2025 Unidos da Liberdade apresentou o enredo “As Mãos Negras de Angola – Luta, Riqueza, Crença e Tambor”, uma homenagem a Angola e às raízes africanas na cultura brasileira. Para fechar a noite, a campeã de 2025, Castelo apresentou o enredo “Com alegria, samba e emoção, Castelo canta a Rapunzel do Sertão”. Inspirado na obra “Rapunzefa”, do artista Luciano Dami, de Batatais, o trabalho fez uma releitura do clássico Rapunzel ambientado no sertão nordestino. LEIA TAMBÉM Padre do interior de SP transforma paixão pelo carnaval em sambas-enredo para desfiles: 'Foi ousado' Ex-rainha da Festa de Barretos estreia no Carnaval de São Paulo como passista do Vai-Vai Do batuque de rua ao sambódromo: conheça a história das escolas de samba de Batatais Veja fotos dos desfiles das escolas de samba de Batatais Unidos do Morro Escola de Samba Unidos do Morro no carnaval 2026 de Batatais, SP. Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de Samba Unidos do Morro no carnaval 2026 de Batatais, SP. Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de Samba Unidos do Morro no carnaval 2026 de Batatais, SP. Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de Samba Unidos do Morro no carnaval 2026 de Batatais, SP. Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Acadêmicos do Samba Escola Acadêmicos do Samba, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola Acadêmicos do Samba, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola Acadêmicos do Samba, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola Acadêmicos do Samba, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Unidos da Liberdade Escola de samba Unidos da Liberdade, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de samba Unidos da Liberdade, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de samba Unidos da Liberdade, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de samba Unidos da Liberdade, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Castelo Escola de samba Castelo, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de samba Castelo, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Escola de samba Castelo, no carnaval 2026 de Batatais (SP). Euler Sousa/Divulgação/Prefeitura de Batatais. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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A morte do desejo sexual - e o grande debate sobre uso da testosterona para resgatar a libido

Publicado em: 15/02/2026 13:09

A morte do desejo sexual - e o grande debate sobre uso da testosterona para resgatar a libido Getty Images/ BBC Como membro do grupo The Dreamboys nos anos 1990, Alan Reeves regularmente subia ao palco e tirava a roupa para milhares de pessoas. Era tão requisitado que, ao lado do grupo de dançarinos, chegou a fazer uma ponta no filme das Spice Girls, Spice World. Então com 24 anos era, como ele mesmo define, "um galã". Quando chegou aos 30 anos, contudo, Reeves se viu em uma situação bem diferente: sua disposição não era mais a mesma e sua libido havia praticamente desaparecido. "Eu simplesmente não me sentia bem", diz ele. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agora com 52 anos, o ex-dançarino afirma que sua falta de desejo sexual começou a ter um impacto negativo em seu relacionamento. "Ficávamos sem sexo por três, quatro meses seguidos. Eu simplesmente não tinha interesse", conta. "Esse tipo de coisa pode levar casais a romperem." Geri Halliwell e Alan Reeves no filme Spice World Fragile Films/ Icon Entertainment International/ Polygram Filmed Entertainment Hoje coach de fitness e lifestyle em Londres, Reeves começou a fazer terapia de reposição de testosterona (TRT) e diz que o tratamento lhe devolveu a libido. Transformou-o "de um velho rabugento" em alguém que se sente como se tivesse voltado aos 20 anos. A sensação é "fenomenal", diz ele. Mulheres também estão recorrendo à testosterona. Rachel Mason, uma blogueira de 37 anos que escreve sobre temas relacionados à menopausa, diz que o hormônio tem sido "incrível" para manter altos seus níveis de energia, concentração e libido. Em países como o Reino Unido, onde as estatísticas apontam uma redução do apetite sexual de forma geral, as prescrições de testosterona têm crescido substancialmente. Os dados mais recentes da NHS Business Authority (órgão ligado ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e ao Departamento de Saúde e Assistência Social), compilados pela Care Quality Commission, apontam aumento de 135% entre 2021 e 2024. Em 2010, pessoas entre 16 e 44 anos no país relataram fazer sexo em média três vezes por mês, conforme os dados compilados pela Pesquisa Nacional de Comportamento Sexual e Estilo de Vida (Natsal, na sigla em inglês), realizada a cada dez anos com mais de 10 mil entrevistas. O número é menor do que o registrado no ano 2000, quando britânicos adultos afirmaram fazer sexo quatro vezes por mês, e do que na década de 1990, quando a média era de cinco vezes por mês. Os próximos resultados estão previstos para serem divulgados no final deste ano, e os pesquisadores esperam que a tendência de queda continue — embora não apontem um motivo isolado para o declínio. Nesse contexto, um debate está ganhando força: aumentar a testosterona pode melhorar a libido, ou grande parte da atenção dada ao assunto é apenas propaganda, busca por lucro e efeito placebo? Redução do desejo sexual A experiência de Alan Reeves com a diminuição da libido é apenas um exemplo de uma tendência que, segundo pesquisadores, está se tornando cada vez mais comum. "Ao longo dos anos, notamos uma queda em todos os grupos demográficos", diz Soazig Clifton, diretora acadêmica da Natsal. "Há menos casais vivendo juntos do que na década de 90, por exemplo, o que poderia ajudar a explicar a redução do desejo sexual, mas, mesmo quando analisamos especificamente esse grupo, houve uma diminuição." De fato, algumas das quedas mais acentuadas na frequência sexual foram observadas entre casais mais velhos, casados ​​ou que vivem na mesma casa. Clifton afirma que é difícil dizer de maneira conclusiva por que o desejo sexual parece estar diminuindo. "Nenhum dado que temos até agora pode realmente nos dizer com segurança por que, como população, não estamos mais fazendo sexo com tanta frequência", diz ela. Um fator destacado entre estudos sobre o tema é o mundo digital e hiperconectado no qual vivemos e do qual é difícil de se desligar. Os níveis de estresse também são hoje, de forma geral, mais altos do que eram há 30 anos, o que pode contribuir, pontua Ben Davis, clínico geral e terapeuta sexual. "As pessoas têm tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo", comenta ele. "Há a tecnologia, obviamente, mas também há um aumento no estresse, na depressão, na solidão [...] tudo isso contribui para a redução do desejo sexual." E há ainda a tendência de diminuição nos níveis de testosterona, um tema que tem gerado muito interesse online e se converteu em um grande negócio. "Os níveis de testosterona nos homens estão definitivamente diminuindo", diz o professor Geoffrey Hackett, urologista consultor e membro da Sociedade Britânica de Medicina Sexual. "O aumento da obesidade, do diabetes tipo 2, o número crescente de pessoas que levam vidas mais sedentárias — tudo isso reduz os níveis de testosterona. E a queda nos níveis de testosterona vai ser um fator na diminuição do nosso desejo sexual." Diversos estudos abrangentes realizados nos últimos 20 anos que mediram os níveis de testosterona em homens sugerem que esses níveis diminuíram. Hackett ressalta, no entanto, que o quadro é complexo: ter baixa testosterona aumenta a probabilidade de se ter baixa libido, mas isso não significa que todos aqueles que têm baixos níveis de testosterona terão baixo desejo sexual. Apesar dessa complexidade, estações de metrô, pontos de ônibus e redes sociais estão repletos de anúncios como frases de efeito como: "Baixa libido? Confusão mental? Cansado? Hora de verificar seus níveis de testosterona! Seu parceiro perdeu o brilho? Podem ser os hormônios!" Nesse sentido, a terapia de reposição de testosterona (TRT) pode realmente oferecer uma solução milagrosa para a baixa libido? Testosterona 'me deu minha vida de volta' Melissa Green toma testosterona há quase um ano. Ela diz que isso não só lhe devolveu "o entusiasmo pela vida", como também salvou seu casamento. Aos 43 anos, ela afirma que sua baixa libido estava tendo um grande impacto em seu relacionamento. Por estar na perimenopausa, seu médico já havia prescrito estrogênio e progesterona por meio de terapia de reposição hormonal (TRH), mas Green diz que o profissional se recusou a verificar seus níveis de testosterona, alegando que ela não precisava de suplementação do hormônio. Mulheres produzem testosterona em pequenas quantidades, e as diretrizes do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) indicam que a testosterona pode ser prescrita para mulheres com transtorno do desejo sexual hipoativo, caracterizado por pouco ou nenhum desejo sexual. A condição pode afetar mulheres de qualquer idade, mas tende a atingir o pico por volta da menopausa. Green eventualmente foi a uma clínica particular por conta própria, fez exames de sangue e foi informada de que seus níveis estavam baixos. Depois de levar os resultados ao seu médico de família, ela agora recebe testosterona pelo sistema de saúde britânico e um pequeno complemento por meio de uma receita particular. "Isso me devolveu a vida. De certa forma, sinto que voltei aos meus 20 anos", diz ela. "Tenho mais energia, me sinto mais alerta e meu desejo sexual voltou." Melissa Green e seu marido, Marcus BBC Enquanto algumas pessoas são efusivas sobre o impacto da testosterona na libido, outras dizem que ela teve efeitos menos desejáveis. Cheryl O'Malley fez terapia de reposição de testosterona por um ano. Ela diz que, embora possa ter ajudado a recuperar parte da energia que havia perdido durante a menopausa, também aumentou demais seu desejo sexual e a deixou com sentimentos de raiva intensa. "Eu estava muito excitada. Queria fazer sexo com meu marido, mas ao mesmo tempo o odiava. "É aí que você percebe que não está bem, que não sou eu, que me sinto fora de controle." Rachel Mason diz que, quando publica sobre TRT, percebe que "muitas mulheres têm tanto medo de começar a terapia de reposição de testosterona que temem se tornar masculinas, desenvolver pelos faciais, perder a si mesmas." Rachel Mason diz que a testosterona tem sido 'incrível' para ela BBC Mason diz que tem uma "parte particularmente mais peluda" no pulso onde aplica seu gel de testosterona diariamente, mas que os benefícios que obtém com o hormônio valem a pena. Além do aumento de pelos no corpo, a TRT pode causar uma série de outros efeitos colaterais. Para as mulheres, os efeitos mais comuns são crescimento excessivo de pelos, acne e ganho de peso, que geralmente são reversíveis com a redução da dosagem ou a interrupção do tratamento. Alopecia e engrossamento da voz são raros. Para os homens, os efeitos colaterais podem variar entre ganho de peso, ereções dolorosas e prolongadas, calvície e alterações de humor. Também pode levar à diminuição da produção de espermatozoides, o que pode afetar a fertilidade. Existem tratamentos que podem ajudar, mas recomenda-se aconselhamento médico. 'Mina de ouro' Alguns médicos clínicos gerais e consultores em atenção secundária (aquela dada por profissionais de saúde especializados) do NHS disseram à BBC que clínicas privadas estão lucrando com a venda de TRT como uma solução rápida para um problema complexo. Paula Briggs, consultora do NHS em saúde sexual e reprodutiva, descreve isso como uma "mina de ouro" (ou "gravy train", expressão em inglês usada para descrever situações de onde se tira dinheiro fácil com pouco esforço), em que muitas pessoas acabam pagando muito dinheiro por algo de que não precisam. "Está fora de controle", diz ela. "A indústria do bem-estar criou essa lacuna no mercado que está usando a seu favor. É abusivo." Clínicas privadas, no entanto, afirmam que estão melhorando a vida das pessoas ao oferecer um serviço que o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido não consegue fornecer. Jeff Foster, clínico geral do NHS e diretor médico da Voy, uma clínica multimilionária especializada em saúde masculina, afirma que o setor privado está preenchendo uma lacuna no atendimento. "No momento, o NHS não está preparado para diagnosticar ou tratar os milhares de homens que podem ter baixa testosterona." Michael Kocsis oferece terapia de reposição de testosterona por meio de sua empresa, Balance My Hormones, desde 2016. Ele afirma que viu a demanda crescer "exponencialmente" nos últimos anos. Kocsis diz que alguns de seus pacientes fizeram exames no NHS e foram informados de que não tinham níveis baixos de testosterona, então decidiram procurar tratamento particular. "Só porque o nível de testosterona deles pode estar um pouco acima do limite estabelecido pelo NHS, não significa que a TRT não possa ajudá-los. Não é uma questão preto no branco, é mais complexo do que isso." Propaganda no metrô de Londres: 'Sentindo-se irrtado? Pode ser testosterona baixa. Faça um teste em casa' AFP via Getty Images Para os homens, a testosterona começa a diminuir em cerca de 1% entre os 30 e 40 anos. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido aponta a taxa como parte normal do envelhecimento e que avalia que provavelmente não afete a libido. Alan Reeves recebeu inicialmente terapia de reposição de testosterona pelo NHS. Dois exames mostraram níveis de 10 nmol/L (nanomoles por litro) e 12 nmol/L, e ele recebeu um ciclo de quatro injeções, com três semanas de intervalo entre elas. Mas, após o quarto tratamento, Reeves foi informado de que não poderia mais continuar, "sem muitas explicações". "Voltei à estaca zero", explica ele. "Foi então que decidi procurar um médico particular." Alan Reeves hoje é coach de fitness e lifestyle Arquivo pessoal/@coachalreeves Qual é então o nível saudável de testosterona para homens? A resposta varia a depender da organização consultada e da pesquisa. As diretrizes da Sociedade Britânica de Medicina, formuladas a partir de importantes estudos internacionais, sugerem que homens com menos de 12 nmol/L devem ser considerados para terapia de reposição de testosterona e provavelmente apresentarão sintomas de hipogonadismo — uma condição na qual os testículos não produzem quantidade suficiente do hormônio. As diretrizes do NHS variam entre os hospitais, mas apontam que um homem com níveis abaixo de 6 a 8 nmol/L pode ter deficiência de testosterona. Nas mulheres, a testosterona começa a diminuir entre os 20 e 40 anos, estabilizando-se com a entrada na menopausa. É normal que os níveis diminuam, mas a questão é o quanto essa redução impacta o desejo sexual e o bem-estar geral. Existem exames disponíveis, mas é difícil obter leituras precisas porque, embora a testosterona também seja vital para as mulheres, a quantidade necessária é muito menor. E mesmo que seja prescrito, precisa ser usado "off-label" ou "fora da bula", já que atualmente não existem tratamentos licenciados para mulheres disponíveis no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Briggs vê com cautela a repercussão em torno da terapia de reposição de testosterona. Ela diz ter observado um aumento significativo no número de pacientes que lhe relatam precisar de testosterona porque se sentem deprimidos e sem vontade de fazer sexo. "Eles me dizem que fizeram sua pesquisa. Muitas vezes, isso significa que viram o impacto transformador que o hormônio teve na vida de alguém que publicou sobre isso nas redes sociais", continua. "Só porque funciona para uma celebridade não significa que funcione para a população em geral." Ela diz que os médicos clínicos gerais na sua área de atuação, Cheshire e Merseyside, estão inundados de pacientes que pedem exames de testosterona. Muitos, diz ela, saem com uma receita de TRT, apenas para voltarem alguns meses depois e dizerem ter notado pouco impacto. Embora ajude algumas pessoas, acrescenta ela, a proporção daqueles que dizem precisar de testosterona e que realmente se beneficiarão dela é pequena. As evidências clínicas até agora, no que diz respeito às mulheres, sugerem que a TRT só é eficaz no tratamento de mulheres pós-menopáusicas com baixa libido. Briggs diz que a publicidade das clínicas privadas "exagerou tudo". "Não sou contra a TRT quando é necessária, o que me incomoda é vê-la tão exageradamente promovida." O médico clínico geral Ben Davis também alerta que a TRT pode ter um efeito placebo, levando os pacientes, às vezes, a tomar e pagar por medicamentos dos quais não precisam. Cheryl O'Malley parou de tomar testosterona. Ela diz que a raiva intensa e a excitação sexual exacerbada que sentiu durante o tratamento diminuíram, e sua libido retornou a um nível que lhe parece confortável. "Estou tão aliviada por ter parado de tomar", comenta. 'Não é uma bala de prata' "Para alguns, a medicação pode ser realmente transformadora", diz Davis, acrescentando que se trata mais do que apenas prescrever medicamentos. "Os médicos clínicos gerais podem não ter tempo para discutir com um paciente o que está por trás de sua baixa libido; poderia ser o relacionamento com o parceiro, a forma como se veem, ou o que sexo que praticam atualmente não os excita mais?" Ele afirma que existem muitos fatores que contribuem para a baixa libido e que a testosterona não é a única resposta. 'Estou tão aliviada por ter parado de tomar [testosterona]', diz Cheryl O'Malley BBC Alan Reeves, que faz terapia de reposição de testosterona há sete anos e recebe prescrição de testosterona da clínica particular Balance My Hormones, afirma que sua vida melhorou drasticamente. "Minha libido voltou, de forma que, no início, eu queria fazer sexo todas as noites por 10 noites. Mas agora isso se acalmou e estou bem." Ainda assim, Reeves acredita que a testosterona "não é uma solução mágica" e que não faz sentido tomá-la sem fazer outras mudanças no estilo de vida. Caso contrário, diz ele, é como colocar um motor de Ferrari em um "carro velho". "Eu ando com uma postura melhor agora, isso se deve em parte à testosterona, em parte a mim." falta de libido Freepik

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Morre professor e ex-diretor da Esalq-USP, Antonio Roque Dechen: 'deixa legado à agricultura do Brasil', diz atual gestora

Publicado em: 15/02/2026 12:58

O ex-diretor da Escola Superior de “Agricultura Luiz de Queiroz” (Esalq) Antonio Roque Dechen morreu aos 75 anos neste domingo (15). Reprodução/Esalq-USP O ex-diretor da Escola Superior de “Agricultura Luiz de Queiroz” (Esalq) Antonio Roque Dechen morreu aos 75 anos neste domingo (15). Dechen ocupou o cargo de diretor da Esalq-USP na gestão 2007/2010. O engenheiro agrônomo e professor titular do campus da Universidade de São Paulo em Piracicaba (SP) estava hospitalizado há mais de um mês após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A diretora da Esalq, professora Thais Vieira, afirma que o professor Roque foi um grande exemplo para várias gerações, como professor e gestor, e deixa um legado à instituição e à agricultura nacional. "Nossa turma guarda um carinho especial pela proximidade durante a graduação. Deixa como legado sua dedicação à Esalq, à USP e à agricultura brasileira", afirmou. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Destaque do Agro Em novembro de 2007, Dechen foi eleito Agrônomo do Ano de 2006 pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo. Em 2007 recebeu o Prêmio IAC como destaque na área de Ensino. Relacionado pela Revista Dinheiro Rural entre as 100 personalidades de destaque do Agronegócio Brasileiro nos anos de 2015 e 2016. Vida Nascido em Charqueada (SP), em 05 de abril de 1950, Antonio Roque era filho do senhor Carlos Dechen e da senhora Geny Semmeler Dechen. Casado desde 1975 com a senhora Sonia Carmela Falci Dechen. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, o campus da USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 Jornada Antonio Roque Dechen Graduou-se engenheiro agrônomo na Esalq em 1973, instituição onde se tornou mestre em agronomia na área de Solos e Nutrição de Plantas, em 1979, e doutor em 1980. Antes de tornar-se diretor da Esalq, foi vice-diretor da Escola na gestão 1995/1999. Na esfera acadêmica, atuou na área de Agronomia, com ênfase em Nutrição Mineral de Plantas, trabalhando principalmente nos seguintes temas: análises químicas e avaliação do estado nutricional de plantas. Foi membro da Comissão Executiva das atividades concernentes aos 70 anos de criação da Universidade de São Paulo em 2004. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Funeral O velório do corpo de Dechen ocorre a partir das 17h deste domingo (15) na Igreja Metodista Catedral de Piracicaba, na Rua Dom Pedro I n°938, em Piracicaba (SP). O Sepultamento está marcado para às 10h, momento em que o corpo de Dechen será encaminhado da Igreja Metodista Catedral de Piracicaba para Cemitério Municipal da Saudade, em Piracicaba. Professor Antonio Roque Dechen atuou como diretor da Esalq-USP entre 2007 e 2010 Claudia Assencio/g1 Produção científica e editorial Publicou 108 artigos em periódicos, 8 livros, 38 capítulos de livros, orientou 18 dissertações de mestrado e 17 teses de doutorado. No âmbito científico, foi pesquisador científico do Instituto Agronômico em Campinas (1975-1981), coordenador do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Bioenergia e Sustentabilidade da USP (2007-2016). Segundo a administração da Esalq, além de acadêmico e docente, Dechen percorreu também uma rica jornada, contribuindo na gestão de outras entidades com atuação como: Diretor da Fundação Agrisus Presidente do Conselho Curador da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) Membro do Conselho Curador da Fundação de Apoio a Pesquisa da Universidade de São Paulo (FUSP) Membro do Conselho do Agronegócio (COSAG) da FIESP Membro do Conselho de Notáveis do Prêmio Brasil Agrociência da Agrishow Membro da Diretoria da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FBRAPDP) Membro do Conselho Deliberativo da associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP) Na Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), foi Diretor (1993-1999) e Diretor Presidente (1999-2006). Atuou como conselheiro da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (1996-2000) e membro do Núcleo de Assessores em Tecnologia e Inovação (NATI), do CNPq e Sócio Emérito da Associação Brasileira de Criadores (ABC), membro do Grupo Nutrientes Para a Vida da ANDA. Dechen ainda foi vice-coordenador do Fórum de Ensino do CREA-SP, entre 1998 a 2000. Atuou no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), entre 2001 e 2003, e depois vice-Presidente. Foi também presidente da Comissão de Educação do CONFEA de 2001 a 2003 e membro da Diretoria da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (Abeas), entre de 1999 a 2004. Na USP, foi membro da Comissão de Planejamento da USP (2008-2010), membro da Comissão Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Fisiologia e Bioquímica de Plantas (1988-1995) e Coordenador (1994-1995). Vice-Presidente da Comissão de Pós-Graduação da Esalq (1992 e 1993), presidente da Comissão do Sesquicentenário de nascimento de “Luiz de Queiroz”. Presidente da Associação dos Ex-Alunos da ESALQ (1984-1991), presidente da Comissão de Cultura e Extensão da Esalq (1995-1999). Foi homenageado pelo Reitor da Universidade de São Paulo, Prof. Roberto Leal Lobo e Silva, como docente com relevante desempenho no ano de 1991. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Caminhão tomba em ribanceira de rodovia em Piracicaba Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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O espetacular roubo multimilionário na Alemanha que ninguém notou

Publicado em: 15/02/2026 10:36

Buraco na parede aberto pelos ladrões para entrar na agência Polícia de Gelsenkirch O caso foi descrito como o mais "espetacular" assalto a banco na Alemanha em anos. Nos últimos dias de 2025, em um fim de semana tranquilo logo após o Natal, um grupo de ladrões invadiu uma agência do banco Sparkasse na cidade de Gelsenkirchen, no oeste do país, perfurando uma parede com uma furadeira industrial. Roubaram mais de 3.000 cofres e fugiram com milhões de euros. Mais de um mês depois, a polícia ainda não prendeu nenhum suspeito — e pede que eventuais testemunhas se apresentem para ajudar nas investigações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para os clientes do banco, alguns dos quais afirmam ter perdido as economias de uma vida inteira, joias de família e objetos de valor, este é um momento de raiva, confusão e choque. Há uma forte sensação de que a confiança nas instituições foi abalada. O caso levantou todos os tipos de questões difíceis, e algumas delas foram esclarecidas recentemente pelo ministro do Interior do estado da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul. Por que ninguém percebeu o que estava acontecendo? Foi um crime cometido por alguém de dentro? Por que ninguém ouviu a furadeira e como os ladrões sabiam exatamente onde ficava o cofre? Os sistemas de segurança do banco eram muito fracos? Polícia acredita que ladrões entraram no prédio por um estacionamento vizinho Reuters Os investigadores acreditam que os ladrões provavelmente invadiram a agência da rua Nienhofstrasse por meio de um estacionamento adjacente, no bairro de Buer. A hipótese é de que os criminosos tenham corrompido uma porta de saída entre o estacionamento e o banco. Em circunstâncias normais, a porta não poderia ser aberta pelo lado de fora, mas a quadrilha conseguiu impedir que ela fechasse corretamente, permitindo-lhes "acesso irrestrito do estacionamento ao prédio do Sparkasse". A partir daí, a polícia acredita que eles burlaram diversos sistemas de segurança e chegaram a uma sala de arquivos ao lado do cofre, no subsolo do banco. Foi quando teriam montado a furadeira e feito um furo de 40 cm de largura na parede que dava acesso à caixa-forte, onde ficavam os cofres. Vista da caixa forte e do buraco aberto pelos criminosos Polícia de Gelsenkirch As autoridades estimam que o roubo tenha acontecido em algum momento entre o sábado de 27 de dezembro e a segunda-feira de 29 de dezembro e acreditam que os ladrões quase tenham sido flagrados momentos antes de chegarem aos cofres. Pouco depois das 6h do dia 27 de dezembro, o corpo de bombeiros de Gelsenkirchen e uma empresa de segurança privada receberam um alerta de incêndio do banco, que pode ter sido acionado pelos ladrões. A polícia e 20 bombeiros chegaram à agência às 6h15, "mas não encontraram nada que indicasse danos", disse a polícia em um comunicado. O alarme de incêndio veio da caixa-forte, revelou Herbert Reul. Mas os bombeiros não conseguiram entrar porque ela estava trancada com uma porta de aço de enrolar. Ainda de acordo com o relato de Reul, os agentes não viram "fumaça, cheiro de fogo ou danos", então "concluíram que era um alarme falso", o que, segundo ele, não era incomum de acontecer. Para revistar a agência naquele momento, segundo ele, a polícia precisaria de um mandado. Segundo afirmou Reul a uma comissão do parlamento estadual, era o corpo de bombeiros que tinha a prerrogativa de atuar em situações como aquela. Uma vez dentro da caixa-forte, os ladrões abriram quase todos os 3.250 cofres que ficam lá dentro, levando dinheiro, ouro e joias. Reul afirmou que os sistemas de informática do banco mostram que o primeiro cofre foi arrombado às 10h45 do dia 27 de dezembro e o último, às 14h44. Não está claro se eles conseguiram abrir a maioria dos cofres em quatro horas ou se os computadores pararam de registrar dados. Testemunhas disseram à polícia mais tarde que viram vários homens na escadaria do estacionamento carregando sacolas grandes durante a noite de 28 de dezembro. As autoridades afirmam não saber exatamente quanto foi roubado. A imprensa alemã estima que o valor possa ter chegado a até 100 milhões de euros (cerca de R$ 618 milhões). Polícia divulgou imagens do caos deixado dentro do cofre em 29 de dezembro Polícia de Gelsenkirch Nas fotos e vídeos das câmeras de segurança do estacionamento divulgadas pela polícia aparecem homens com os rostos cobertos e dois carros, um Audi RS 6 preto e um Mercedes Citan branco. Ambos tinham placas falsas. O roubo só foi descoberto em 29 de dezembro, quando outro alarme de incêndio disparou às 3h58 da segunda-feira e os bombeiros retornaram ao banco — e se depararam com uma cena de caos. Imagens de câmeras de segurança do dia 29 de dezembro mostram três homens encapuzados com dois veículos Polícia de Gelsenkirch Herbert Reul disse que a imagem era a de um "um lixão", com mais de 500 mil itens espalhados pelo chão — o conteúdo dos cofres que os ladrões haviam deixado para trás. A polícia informou que muitos itens foram danificados com água e produtos químicos jogados pelos criminosos. Desde então, as autoridades têm vasculhado cuidadosamente o local à procura de pistas e na tentativa de identificar a quem pertence cada item. Quando a notícia do roubo veio à tona, cerca de 200 clientes se reuniram do lado de fora da agência saqueada, pedindo para entrar no estabelecimento, cuja entrada foi isolada pela polícia. Joachim Alfred Wagner, de 63 anos, disse que perdeu não apenas ouro no valor de dezenas de milhares de euros, mas também joias que pertenciam a seu pai e avós. Ele havia alugado o cofre depois que seu apartamento fora arrombado várias vezes e pensava que seus objetos de valor estavam finalmente em segurança. "Chorei de raiva", afirmou ele, que é uma das primeiras pessoas a entrar com um processo contra o banco, pedindo indenização pelo que seu advogado, Daniel Kuhlmann, chamou de "segurança negligente". Outro dos criminosos flagrado pelas câmeras de segurança no estacionamento Polícia de Gelsenkirch O banco comunicou que o conteúdo de cada cofre costuma estar segurado no valor de 10.300 euros (aproximadamente R$ 64 mil), disse também ter sido vítima do crime e que suas instalações eram "protegidas de acordo com a tecnologia de ponta reconhecida". Sabe-se ainda de outro cliente que havia depositado 400 mil euros (quase R$ 2,5 milhões) em dinheiro vivo da venda de um apartamento, quantia que seria destinada à sua aposentadoria. Nem todos os correntistas, contudo, possuíam recibos oficiais do conteúdo de seus cofres, o que dificulta a identificação do que foi levado. "Nem mesmo o Sparkasse sabe o que há [nos cofres], porque cada pessoa pode colocar o que quiser neles", disse Herbert Reul. Ele enfatizou que, além do prejuízo material, o dano psicológico daqueles afetados não deve ser subestimado. "Precisamos ajudar as vítimas", afirmou ele. "Para muitos, isso é mais do que apenas a perda de bens materiais; isso também pode afetar a confiança na própria segurança e... a confiança na nossa ordem", argumentou. O chefe de polícia Tim Frommeyer afirmou que estavam lidando com "um dos maiores casos criminais da história do estado da Renânia do Norte-Vestfália". "Meu departamento e todos os seus funcionários estão cientes da magnitude deste caso. Os danos financeiros, a incerteza e a frustração são profundos!" Pouco depois da descoberta do roubo, o partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) realizou um comício em frente ao banco, levando alguns a acusarem o partido de tentar incitar problemas. A revista alemã Der Spiegel afirmou que o roubo se tornou uma questão política e um símbolo de algo maior do que o próprio crime: "A sensação de que as promessas de segurança são vazias, de que as instituições estão falhando, de que, no fim das contas, ninguém está sendo responsabilizado."

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Professor de história usa jogo de videogame para ensinar sobre a Primeira Guerra Mundial

Publicado em: 15/02/2026 09:54

Professor de história usa jogo de videogame para ensinar sobre a Primeira Guerra Mundial O professor de história, Pedro Santiago, de 30 anos, inovou ao usar jogos de videogame como ferramenta pedagógica para ensinar sobre a Primeira Guerra Mundial para alunos do ensino médio no Colégio Estadual Martins Borges, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás (veja acima). Com experiência de 10 anos em sala de aula, Pedro afirmou que a proposta de utilizar jogos durante as aulas surgiu da necessidade de aproximar o ensino de história das linguagens que os estudantes utilizam no dia a dia. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em entrevista ao g1, o professor contou que desenvolve essa metodologia de forma planejada, utilizando jogos ou recortes de jogos como ponto de partida para discussões, comparações com outras fontes e construção de argumentos. “Claro que é muito divertido, mas a ideia é trabalhar de maneira pedagógica, então uso diferentes jogos. Sempre que iniciamos um bimestre, eu gosto de começar o conteúdo a partir de um jogo, enquanto eu vou contextualizando os estudantes”, destacou o educador. Professor de história usa jogo de videogame para ensinar sobre a Primeira Guerra Mundial Arquivo pessoal/Pedro Santiago Entre os jogos utilizados estão Valiant Hearts: The Great War e Verdun, que proporcionam experiências e aventura e sobrevivência durante a guerra. De acordo com Pedro, a recepção dos alunos costuma ser bastante positiva. “Eles ficam mais engajados e participativos, trazem exemplos, levantam hipóteses e ajudam a ampliar as possibilidades da aula”, relatou. Ele destacou ainda que, muitas vezes, os estudantes conhecem o jogo melhor do que o próprio professor. “Quando a gente olha para o game com um objetivo pedagógico, eles começam a enxergar camadas que antes passavam despercebidas, como escolhas de narrativa, estereótipos, silêncios e pontos de vista”, explicou. Metodologia inovadora Alunos utilizam tecnologias na sala de aula, em Rio Verde Arquivo pessoal/Pedro Santiago O docente ressaltou que o foco não é tratar o jogo como se fosse o passado em si, mas como uma reconstrução histórica. “Para os estudantes, essa visão é muito importante e contribui significativamente para a compreensão do conteúdo histórico”, afirmou. Nas aulas, além de abordar os processos históricos representados nos jogos, ele também discute a intencionalidade dessas representações e promove contrapontos com livros didáticos. LEIA TAMBÉM: Professor abraça alunos há 27 anos na porta do Enem: ‘Uma palavra de carinho’ Xadrez Quilombola: conheça projeto desenvolvido em Goiás que está entre os 10 mais inovadores na educação Quase 80% das cidades em Goiás recebem selo de ouro por projetos de alfabetização Pedro reconhece que o uso de jogos em sala de aula envolve desafios técnicos e tecnológicos, realidade que nem sempre faz parte da formação docente ou da estrutura das escolas brasileiras. Ainda assim, como professor da rede pública estadual de Goiás, ele adaptou a metodologia à vivência dos alunos. “As aulas não são baseadas apenas em jogos; eles são utilizados de forma muito estratégica. Nesse momento, cativo e engajo meus estudantes e, depois, estabelecemos contrapontos com outras fontes históricas”, explicou. Para ele, o jogo pode ser compreendido como um objeto de pesquisa na história, desde que haja mediação pedagógica. “Cabe ao professor mediar para que isso tenha sentido pedagógico. Dessa maneira, podemos estimular uma visão mais crítica em nossos estudantes e uma leitura de objetos digitais mais complexa e historicizada”, concluiu. Jogos utilizados Pedro explicou que o Valiant Hearts: The Great War é ambientado no contexto da Primeira Guerra Mundial e acompanha a trajetória de soldados e civis em meio aos conflitos. “Inspirado em fatos e cartas reais da época, o jogo apresenta a realidade das trincheiras, os bombardeios e o impacto humano da guerra, valorizando mais a experiência histórica do que o combate em si”, disse. Durante uma aula ministrada em fevereiro de 2026, ele abordou o uso do gás mostarda — arma química empregada a partir de 1915 — responsável por causar queimaduras graves na pele, cegueira temporária e severos danos ao sistema respiratório, e que se tornou um dos principais símbolos da brutalidade da guerra de trincheiras. Outro jogo utilizado é o Verdun, usado também para retratar a Primeira Guerra Mundial, assim como o uso de novas tecnologias e sobrevivência dos soldados nas trincheiras. “Eu já utilizei trechos de Red Dead Redemption 2 para poder falar a respeito do Mito do Velho Oeste, mostrar o processo de industrialização que vai acontecendo e como diferentes histórias podem coexistir, contrapondo a ideia de que termina um momento histórico e se inicia outro”, relembrou. Jogos eletrônicos são usados em sala de aula, em Rio Verde Arquivo pessoal/Pedro Santiago 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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História da civilização maia ganha novo capítulo com descobertas inéditas

Publicado em: 15/02/2026 08:20

Ruína da civilização Maia no México Pixabay Civilização mesoamericana chegou a reunir 16 milhões, mais do que a população da Itália durante o Império Romano, e pode ter chegado ao "fim" de uma forma diferente do que se acreditava. Durante décadas, os antigos maias foram retratados como um povo que desapareceu misteriosamente. Mas essa noção de decadência abrupta vem sendo substituída por uma narrativa mais complexa e fascinante sobre resiliência e transformação. A ciência das almas gêmeas: existe mesmo alguém que 'foi feito para você'? Planetas gigantes seguem 'receita' parecida com a de Júpiter e indicam possível padrão na formação do Universo Nesse sentido, o mundo maia não está sendo "redescoberto", e sim reinterpretado à luz de novas evidências. E, com isso, estão sendo revistas ideias que pareciam fixas há décadas: quantas pessoas viviam nas terras baixas, como os assentamentos eram organizados, o grau de conexão entre as cidades e o campo. E também o que significa falar em "colapso" de uma civilização quando os dados sugerem não um desaparecimento, mas sim continuidade, realocação e adaptação. Numa reportagem recente publicada pelo jornal britânico The Guardian, Francisco Estrada-Belli, professor do Instituto de Pesquisa Mesoamericana da Universidade Tulane, nos EUA, recorda vividamente sua primeira visita às ruínas de Tikal, quando ainda era uma criança. "Fiquei completamente hipnotizado", relata. "Havia selva por todos os lados, animais e, depois, aqueles templos enormes e majestosos." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A experiência o impactou de tal forma que ele, quando adulto, acabaria dedicando sua carreira a investigar e revelar os segredos dos maias. Mais de meio século depois daquela primeira viagem a Tikal, Estrada-Belli faz parte do grupo de pesquisadores que está transformando nossa compreensão da civilização mesoamericana. O estudo mais recente de Estrada-Belli, publicado no Journal of Archaeological Science: Reports, estimou em cerca de 16 milhões a população maia durante o Período Clássico Tardio (600–900 d.C.) – bem acima dos 7 a 11 milhões que se acreditava terem vivido nas terras baixas. "Esperávamos um aumento modesto nas estimativas populacionais a partir de nossa análise LiDAR de 2018, mas ver um aumento de 45% foi realmente surpreendente”, afirmou Estrada-Belli na época, em comunicado da Universidade Tulane. Segundo o Guardian, se a estimativa estiver correta, ela significaria que a população da região superava a da península Itálica no auge do Império Romano (que ademais tinha o triplo de tamanho em território). Mapeamento por laser revela rede urbana oculta sob a selva Grande parte dessa mudança de perspectiva se deve ao uso da tecnologia LiDAR – acrônimo para Light Detection and Ranging, ou Detecção e Medição de Distâncias por Luz –, que permite mapear o terreno oculto sob a selva. Equipamentos instalados em aviões emitem bilhões de pulsos de laser e atravessam a vegetação até tocar o solo, gerando mapas tridimensionais que revelam estruturas invisíveis a olho nu. Segundo relatou a National Geographic em 2024, o momento da descoberta teve algo de cinematográfico. Em um escritório em Nova Orleans, Estrada-Belli observava enquanto seu colega Marcello Canuto abria imagens aéreas e, com alguns cliques, removia digitalmente a vegetação. Debaixo do que pareciam simples colinas havia reservatórios, terraços agrícolas, canais de irrigação e enormes pirâmides coroadas por complexos cerimoniais. "Foi como o que devem ter sentido os astrônomos quando olharam pela primeira vez através do telescópio Hubble. Ali estava aquela vasta selva que todos acreditavam estar quase vazia e, quando removemos digitalmente as árvores, apareceram vestígios humanos por toda parte", afirmou à época o arqueólogo e explorador da National Geographic Thomas Garrison. Cidades maias eram muito mais complexas do que se pensava Os novos mapas revelam que os assentamentos maias eram muito mais complexos e interconectados do que se pensava. Os pesquisadores identificaram padrões de construção semelhantes tanto em áreas urbanas quanto rurais: uma praça pública central, geralmente associada ao controle da elite, cercada por zonas residenciais. Além disso, quase todos os edifícios estavam a menos de cinco quilômetros de uma dessas praças, o que sugere que até mesmo a população rural participava ativamente da vida cívica e cerimonial. Essa conclusão desafia a antiga ideia de cidades maias cercadas por uma selva praticamente vazia e revela, em vez disso, uma paisagem densamente ocupada e conectada por estradas elevadas, infraestrutura hidráulica, campos agrícolas e áreas úmidas manejadas de forma planejada. Um exemplo claro dessa rede urbana aparece em El Mirador, no norte da Guatemala, uma das maiores cidades maias conhecidas. Ali, o LiDAR revelou que o que pareciam colinas e caminhos naturais eram, na verdade, estradas elevadas e estruturas monumentais que conectavam a cidade a mais de 400 assentamentos vizinhos, formando uma vasta rede de comunicação. Para sustentar populações tão numerosas em um ambiente de solos pobres e ciclos extremos de chuvas e secas, foram necessárias soluções igualmente monumentais. Na região, desenvolveram-se sistemas agrícolas e hidráulicos altamente sofisticados, com terraços, canais e reservatórios que permitiram manter a produção de alimentos e gerenciar a água em condições ambientais difíceis — uma infraestrutura cuja magnitude só agora começamos a compreender. "Não se podia alimentar tanta gente como faziam os antigos maias com o tipo de agricultura de corte e queima que se utiliza hoje", explicou Canuto à National Geographic. Reescrevendo o final do período clássico maia A capacidade de sustentar populações tão numerosas dependia de um equilíbrio frágil entre infraestrutura, clima e organização social. Quando esse sistema começou a se tensionar, as grandes cidades do período clássico passaram por transformações. Durante décadas, esse processo foi interpretado simplesmente como o "colapso" maia, mas cada vez mais pesquisadores propõem uma pergunta diferente: em vez de "por que desapareceram?", "como conseguiram sobreviver?". Como explicou Kenneth Seligson, professor de arqueologia na Universidade Estadual da Califórnia, ao Guardian: "Já não falamos realmente em colapso, mas em declínio, transformação e reorganização da sociedade e continuidade da cultura. Mudanças semelhantes ocorreram em outros lugares, como Roma, e hoje quase ninguém fala do grande colapso romano, porque essas sociedades ressurgiram de diferentes formas, assim como ocorreu com os maias". Essa mudança de perspectiva também obriga a reinterpretar o fim das grandes cidades clássicas. Quando Tikal ergueu sua última estela conhecida, no ano 869 d.C., a cidade acumulava mais de 1.500 anos de desenvolvimento contínuo. O que se seguiu não foi um desmoronamento repentino, mas um processo gradual de reorganização: vários centros urbanos foram despovoados enquanto parte da população se deslocava para regiões do norte e do sul. Cidades como Chichén Itzá e Uxmal cresceram rapidamente, o que sugere — segundo os pesquisadores citados — que muitos habitantes optaram por migrar e se adaptar a novas condições em vez de permanecer em centros urbanos em declínio. Descendentes maias lutam por reconhecimento Para além da revisão histórica, como destaca o Guardian, essa nova compreensão do mundo maia mostra que essa cultura não pertence apenas ao passado, mas segue viva. Hoje, mais de 11 milhões de pessoas pertencentes a diversos povos maias e a outros grupos indígenas da Mesoamérica vivem no México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras e Estados Unidos, e muitos deles fazem parte das populações mais pobres do continente, apesar de descenderem de algumas das civilizações mais sofisticadas da América pré-colombiana. Na Guatemala, onde a população maia representa oficialmente 44% dos habitantes — embora por muito tempo identificar-se como maia tenha sido marcado por estigma e discriminação — essas pesquisas também assumem uma dimensão política. Como explica Liwy Grazioso, ministra da Cultura e dos Esportes e arqueóloga especializada em história maia: "Não é que os maias sejam melhores, ou que sua antiga sociedade fosse superior à nossa, mas que, como seres humanos, são iguais". As demandas atuais dos povos originários incluem o reconhecimento como nações preexistentes, a autodeterminação territorial e um acesso mais equitativo a recursos. Sonia Gutiérrez, a única mulher indígena no parlamento guatemalteco, resume assim essa luta: "Não devemos ser vistos como um povo alheio, mas como pessoas que vivem em nosso país, onde viveram nossos antepassados". As novas descobertas arqueológicas também questionam séculos de narrativas que diminuíram as culturas indígenas. Grazioso lembra que, durante muito tempo, circularam teorias pseudocientíficas segundo as quais seria mais provável que os templos maias tivessem sido construídos por extraterrestres do que pelos antepassados da população local. Essas ideias, sugere a deputada, cumprem uma função política: "Se privarmos os maias atuais de seu passado glorioso, não teremos que lhes dar poder hoje". Mas a disputa pela memória não é apenas simbólica. Ela também atravessa uma ferida ainda aberta: a dos desaparecidos durante a guerra civil da Guatemala (1960–1996). O confronto entre forças do governo e guerrilheiros, em sua maioria de esquerda, deixou cerca de 200 mil mortos, majoritariamente maias, e mais de 40 mil desaparecidos. A Comissão para o Esclarecimento Histórico documentou 626 massacres cometidos por forças governamentais e atribuiu ao Estado mais de 93% das violações de direitos humanos registradas. No laboratório da Fundação de Antropologia Forense da Guatemala, a tecnologia volta a desempenhar um papel central, embora aplicada a outra forma de arqueologia: a identificação de vítimas. Segundo o Guardian, a instituição trabalha atualmente com 12.611 amostras de esqueletos e conseguiu identificar quase 4 mil pessoas, principalmente por meio de análises de DNA. Patrimônio ameaçado pelo avanço do crime na floresta Enquanto novas tecnologias revelam a riqueza do mundo maia oculta sob a selva, esse mesmo patrimônio enfrenta hoje ameaças urgentes. Os mapas e dados recentes revelam marcas de saqueadores, madeireiros, grileiros e narcotraficantes que avançam sobre a segunda maior floresta tropical da América, colocando em risco inúmeros sítios ainda não estudados. "O Estado não tem recursos financeiros para proteger nosso patrimônio", advertiu à National Geographic Marianne Hernández, presidente da fundação Pacunam, que cuida do patrimônio maia. "Com os novos dados, ao menos estamos descobrindo onde estão os sítios. Se tivéssemos um exército de arqueólogos, poderíamos enviá-los para estudá-los antes que sejam destruídos." A pressão é crescente: segundo a National Geographic, nas últimas duas décadas, a Guatemala perdeu cerca de 20% de suas florestas primárias. Muitos dos sítios recentemente identificados por meio do LiDAR já apresentam sinais de saque, em uma corrida contra o tempo entre documentação e destruição. Lições para o presente Talvez a lição mais importante que emerge dessas descobertas seja sobre resiliência e sustentabilidade. Os antigos maias desenvolveram métodos agrícolas que sustentaram milhões de pessoas durante milhares de anos em um dos ambientes mais desafiadores do planeta. Como observa Estrada-Belli: "Quando olhamos para as florestas centro-americanas atuais, devemos ter em conta que os antigos humanos impactaram tudo. E todos esses métodos foram sustentáveis durante milhares de anos". Em contraste, ele aponta que hoje utilizamos a terra "para a pecuária e para monocultura de milho, que apenas destroem o solo. Temos muito a aprender". Diferentemente do que foi propagado por muito tempo, os maias foram uma civilização complexa, que alcançou feitos extraordinários e manejou os recursos naturais em seu entorno de uma forma que alguns pesquisadores consideram sustentáveis para a época. E só estamos começando a reconstruir sua história agora. O legado dos maias não está enterrado na selva; segue vivo em milhões de descendentes que continuam lutando pelo reconhecimento de seu lugar legítimo na história e no presente da América.

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Como TikTok rastreia o que você faz na internet mesmo que não use o aplicativo (e o que fazer para impedir isso)

Publicado em: 15/02/2026 08:14

[BBC] Como o TikTok rastreia o que você faz na internet mesmo que não use o aplicativo Nurphoto via Getty Images O TikTok acompanha tudo o que você faz no aplicativo. Até aqui, nenhuma surpresa. O que nem todos sabem é que a plataforma também segue você em outras partes da internet que não têm nada a ver com o TikTok. Na verdade, a plataforma coleta informações sensíveis e possivelmente embaraçosas a seu respeito, mesmo que você nunca tenha usado o aplicativo. No início de fevereiro, encontrei websites enviando para o TikTok dados sobre diagnósticos de câncer, fertilidade e até crises de saúde mental. Tudo isso faz parte de um império de rastreamento que se estende muito além da plataforma de rede social. Agora, graças a um novo grupo de funções, o TikTok está pronto para expandir sua rede e observar ainda mais detalhes da sua vida privada. A mudança veio poucas semanas depois da venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo de empresas que mantêm laços com o presidente americano, Donald Trump. O acordo gerou novas preocupações com privacidade, por parte de usuários e especialistas em direitos humanos. Mas o TikTok afirma possuir orientações transparentes sobre como responder aos pedidos de dados apresentados pelo governo. Felizmente, esta é uma história de privacidade com um lado positivo. Existem medidas simples que você pode tomar em cerca de cinco minutos para ajudar a manter suas informações livres do alcance da plataforma. A questão gira em torno de mudanças importantes em relação ao "pixel" do TikTok. Trata-se de uma ferramenta de rastreamento que as empresas usam para monitorar seu comportamento online. Pedi a uma companhia de cibersegurança chamada Disconnect que analisasse o pixel. Eles concluíram que o pixel atualizado do TikTok coleta informações de formas incomuns em comparação com seus concorrentes. "Ele é extremamente invasivo", afirma o chefe de tecnologia da Disconnect, Patrick Jackson. "Ele ampliou o compartilhamento de dados." "Quando você analisa o código real do pixel, você observa coisas que parecem muito ruins." O TikTok afirma que seus usuários são informados sobre suas práticas de coleta e uso de dados nas políticas de privacidade e, em alguns casos, em notificações. A empresa também afirma que oferece às pessoas configurações de privacidade para que elas mantenham o controle. "O TikTok empodera os usuários com informações transparentes sobre suas práticas de privacidade e oferece diversas ferramentas para customizar sua experiência", declarou um porta-voz da companhia. "Os pixels de publicidade são padrão na indústria e largamente empregados em plataformas sociais e de imprensa, incluindo pela BBC." Mas a maioria das pessoas pode não perceber que o TikTok retém seus dados mesmo se elas nunca utilizarem a plataforma de rede social. Rastreador invisível Os pixels de rastreamento não são algo novo. Empresas que administram redes de publicidade os utilizam há anos para interceptar o que as pessoas fazem na web. Elas incluem o Google, a Meta e centenas de outras. Uma imagem invisível, do tamanho de um pixel da sua tela, é carregada em um website, em segundo plano. Ela está repleta de tecnologia de coleta de dados. Os pixels estão em toda parte e observam você constantemente. Eles funcionam da seguinte forma. O TikTok, por exemplo, incentiva as empresas a colocar pixels nos seus websites para ajudar a gigante de rede social a coletar mais dados. Digamos que eu tenha uma loja de calçados online. Se eu usar o pixel, ele irá permitir que o TikTok colete muitos dados sobre meus clientes, para mostrar a eles anúncios direcionados. Ele também ajuda a plataforma a descobrir se as pessoas que observam aqueles anúncios de calçados fazem alguma compra. Com isso, eu sei que os anúncios que estou pagando estão funcionando e talvez eu venha a anunciar mais. Como a maior parte das organizações jornalísticas, a BBC utiliza ferramentas analíticas e compartilha dados com parceiros anunciantes, segundo a nossa política de privacidade. A BBC não usa os pixels de rastreamento do TikTok no seu website, nem coloca pixels publicitários em sites de terceiros. Os dados coletados pelo site da loja de sapatos podem ser inócuos. Mas escrevo sobre a coleta de dados pelo TikTok há anos e os pixels podem coletar informações extremamente pessoais. Visitei recentemente, por exemplo, o website de um grupo de apoio ao câncer. O Disconnect descobriu que, quando cliquei um botão em um formulário, dizendo que eu era paciente ou sobrevivente de câncer, o website enviou ao TikTok meu endereço de e-mail, junto com esta informação. Uma empresa de saúde da mulher enviou dados ao TikTok quando observei exames de fertilidade. E uma organização de saúde mental entrou em contato com o TikTok quando indiquei que estou em busca de um psicólogo para lidar com uma crise. Os websites que usam pixels enviam dados sobre todos os seus visitantes. Por isso, não importa se você tem conta no TikTok ou não. Segundo um porta-voz, isso, essencialmente, não é responsabilidade da empresa. Eles afirmam que os websites precisam respeitar as leis de privacidade e informar os usuários sobre sua prática de uso de dados. O TikTok afirma que os websites são proibidos de compartilhar certos tipos de informações sensíveis, como dados de saúde. E a empresa declarou que toma medidas proativas para alertar websites que compartilharem dados inadequados. Se a sua preocupação forem esses websites individuais, você não está compreendendo a questão. Os críticos afirmam que grandes empresas de tecnologia, como o TikTok, acompanham cada vez mais tudo o que você faz na internet. Segundo a companhia de privacidade DuckDuckGo, o TikTok mantém rastreadores em 5% dos principais websites do planeta. Este número vem crescendo de forma consistente, mas não é nada em comparação com o Google, que mantém rastreadores em quase 72% dos principais websites, e com a Meta, com cerca de 21%. "Esta é literalmente a cartilha empregada pela Google e pela Meta há anos", afirma o diretor-executivo de produtos da DuckDuckGo, Peter Dolanjski. Eles começaram a coletar pequenas quantidades de dados e cresceram até formar um império, com visibilidade massiva sobre a sua vida diária, segundo ele. Todos esses dados podem fazer com que você veja anúncios mais direcionados, o que pode ser do seu agrado. Mas esses registros detalhados da sua vida pessoal não existiriam se as empresas de tecnologia não estivessem vigiando e expondo você a todo tipo de risco, explica Dolanjski. "Os algoritmos podem usar esses dados para explorar você", explica ele. "Pode ser coerção para que você compre alguma coisa, podem ser campanhas políticas, pode ser discriminação de preços." Os dados publicitários já foram usados para todo tipo de objetivo, desde supostas violações de direitos civis até discriminação sexual. O império de dados do TikTok O pixel do TikTok existe há anos. Mas, agora, ele sofreu mudanças importantes. No dia 22 de janeiro de 2026, quando as operações do TikTok nos Estados Unidos mudaram oficialmente de dono, os usuários precisaram aceitar um novo conjunto de práticas de coleta de dados. Ele inclui uma nova rede publicitária que o TikTok irá empregar para exibir anúncios dirigidos nos websites de outras pessoas. E, para possibilitar este novo sistema de publicidade, a plataforma atualizou o seu pixel. No passado, o pixel do TikTok basicamente dizia às empresas se os seus anúncios estavam gerando vendas no aplicativo. Agora, o pixel ajudará as companhias a seguir os usuários que observam um anúncio quando eles saem do TikTok e fazem compras em outro lugar. Isso provavelmente fará com que mais empresas comprem anúncios no TikTok e o pixel apareça em novos lugares, segundo Arielle Garcia, chefe de operações do grupo de vigilância da publicidade digital Check My Ads. Em outras palavras, o império de rastreamento do TikTok irá se expandir. "Naturalmente, estas ferramentas tornam a plataforma mais atraente para os anunciantes — e é isso, em última análise, que faz com que as plataformas de anúncios cresçam", explica Garcia. A Disconnect descobriu que o pixel do TikTok, agora, coleta mais informações do que antes, interceptando automaticamente dados que os websites enviam para o Google. Os especialistas dizem que este procedimento é extraordinariamente invasivo. "Eles estão capturando silenciosamente aqueles dados sem que o dono do site compartilhe explicitamente aquela informação com o TikTok", explica Jackson. Isso significa que os websites podem enviar involuntariamente para a plataforma ainda mais dados que o pretendido. Mas o TikTok discorda. Um porta-voz da empresa afirma que a plataforma deixa claro quais dados são coletados pelo pixel e as companhias podem simplesmente alterar a configuração dos seus websites, caso não desejem que o TikTok observe o que eles enviam para o Google. O Google não respondeu ao pedido de comentários enviado pela BBC. O TikTok também possui certos controles de privacidade. Os usuários podem "limpar" os dados coletados pelos pixels da plataforma utilizando uma configuração no aplicativo. Já as pessoas que não têm conta na plataforma podem pedir para o TikTok excluir todos os dados que eles tenham disponíveis sobre elas. Mas, para impedir a coleta de dados antes que ela aconteça, você precisa tomar outras medidas. Como se proteger Temos boas e más notícias sobre este tema. Primeiro, as boas. A melhor opção é usar um navegador da web que ofereça mais privacidade. Sei que a mudança parece trabalhosa, mas é fácil importar seus bookmarks. Tente fazer. Cerca de 71% das pessoas usam o Google Chrome. Pesquisas acadêmicas preliminares concluíram que ele deixa vazar mais informações do que muitos dos seus concorrentes. Os especialistas em privacidade costumam recomendar os navegadores DuckDuckGo e Brave, especificamente projetados para proteger os dados. O Firefox e o Safari são considerados opções melhores que o Chrome, mas são menos rigorosos em relação à privacidade. Se mudar de navegador é pedir demais, instale uma extensão que bloqueie esses rastreadores. Pedi ajuda à Disconnect e ao DuckDuckGo para esta reportagem porque ambos fornecem bloqueadores de rastreamento. Mas existem outras opções, como o Privacy Badger e Ghostery. Certos bloqueadores de anúncios também impedem parte da coleta de dados, como o AdBlock Plus e o uBlockOrigin. A DuckDuckGo mantém um quadro comparativo do funcionamento dos bloqueadores de anúncios. Só não instale extensões de navegadores que não sejam recomendadas por fontes confiáveis. É como instalar um aplicativo. Alguns deles trazem riscos. Agora, as más notícias. Seguindo estas duas medidas, você irá bloquear o pixel do TikTok e muitas outras invasões de privacidade. Mas eu não diria que seus problemas com dados estarão resolvidos. Existem muitas outras formas usadas pelas empresas para compartilhar dados com o TikTok, Google, Meta e outras companhias que vivem de publicidade. Elas coletam dados sobre você e os enviam diretamente dos seus servidores para as gigantes da tecnologia, por exemplo. "É uma caixinha de surpresas", explica Peter Dolanjski. "Não sei dizer com que frequência ela é utilizada, pois tudo acontece nos bastidores." "É muito mais difícil se proteger contra isso. Sua única defesa real é não usar as mesmas informações pessoais em vários serviços", para dificultar a identificação do que você faz em diferentes partes da internet. A verdadeira solução é criar melhores leis de privacidade, segundo Arielle Garcia. "Este problema não se limita a uma plataforma", explica ela. "É todo um ecossistema de tecnologia de publicidade que, em última análise, precisa ser combatido com regulamentações mais fortes." "A única medida que realmente trará mudanças virá quando as pessoas fizerem suas vozes serem ouvidas junto aos legisladores, deixando claro que sua privacidade é algo que realmente as preocupa." Thomas Germain é jornalista sênior de tecnologia da BBC. Ele escreve (em inglês) a coluna Keeping Tabs e é um dos apresentadores do podcast The Interface. Seu trabalho revela os sistemas ocultos que conduzem sua vida digital e como você pode viver melhor dentro deles.

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Cidade do interior de SP instala 90 caixas com Aedes aegypti 'do bem' para conter avanço da dengue; entenda a tecnologia

Publicado em: 15/02/2026 08:00

Prefeitura de Tatuí inicia vacinação em trabalhadores do combate ao mosquito da dengue A Prefeitura de Tatuí (SP) instalou 90 caixas do programa "Aedes do Bem", uma iniciativa que busca reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, por meio de uma solução biológica. A primeira caixa entrou em funcionamento na quarta-feira (11). Neste ano, a cidade registrou cinco casos da doença. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Cada caixa contém ovos de mosquitos machos com característica autolimitante. Eles não picam nem transmitem doenças, como dengue, zika e chikungunya. Ao acasalarem com fêmeas silvestres, geram descendentes que, devido a essa característica, não chegam à fase adulta, o que contribui para a redução da população do mosquito. "Com isso, a cada ciclo reprodutivo, há uma redução progressiva da população de fêmeas, que são as responsáveis pela picada e pela transmissão de doença", explica Natalia Verza Ferreira, diretora executiva da empresa responsável pela tecnologia. Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue Freepik A secretária municipal de Saúde, Fabiana Grechi, explica que a proliferação do mosquito macho não traz riscos à população. "Essa é uma tecnologia que não tem efeitos colaterais, não traz outros danos. Nem para quem aplica nem para quem tem contato." As caixas contêm alimentos que garantem o desenvolvimento dos mosquitos até a fase adulta. Quando em contato com água, os ovos eclodem e apenas as larvas dos machos sobrevivem até a fase adulta. O ciclo de desenvolvimento leva cerca de 14 dias. Cada caixa contém ovos de mosquitos machos com característica autolimitante, que não picam, e, ao acasalarem com as fêmeas silvestres, geram descendentes que não sobrevivem até a fase adulta Paulo Oliveira/TV TEM O equipamento tem raio de atuação estimado em até 5 mil metros quadrados, equivalente à capacidade média de dispersão dos mosquitos. A distribuição é planejada com base na densidade populacional, nas características urbanas e em dados entomológicos e epidemiológicos, para garantir cobertura homogênea da área tratada. Em Tatuí, a iniciativa foi implantada no perímetro urbano, ao longo do Ribeirão Manduca, desde o Jardim Wanderley até a ponte do Jardim Lírio, além da região sul da cidade. As caixas foram distribuídas por bairros como Jardim Rosa Garcia, Vila Esperança, Centro, Vila Angélica, Colina Verde e Vila São Cristóvão, além de áreas consideradas críticas para a proliferação do mosquito, como os cemitérios Cristo Rei e São João Batista. De acordo com a empresa, a tecnologia já foi adotada por 192 cidades brasileiras, sendo aproximadamente 70 delas apenas no último ano. Solução biológica com mosquitos machos começa a operar em Tatuí (SP) para frear avanço da dengue Paulo Oliveira/TV TEM Orientações aos moradores A secretária de Saúde orienta que os moradores não mexam nem removam as caixas. Caso seja identificado qualquer dano ao equipamento, a recomendação é comunicar a prefeitura, que ficará responsável pelo reparo. "Além da colaboração que a gente pede no cuidado com as suas casas no combate à dengue, a gente pede o cuidado de nos ajudar a cuidar dessas caixinhas do 'Aedes do Bem'. A gente precisa que não sejam alvos de vandalismo, que não sejam chacoalhadas para ver o que tem dentro, porque senão esses ovinhos vão sofrer ali dentro. Nós estamos em constante monitoramento. Porém, se a pessoa vir alguma coisinha errada, entrar em contato com a gente." Vacina contra a dengue Em 2025, Tatuí registrou mais de 3 mil casos de dengue. Cinco anos antes, o município já havia enfrentado um surto da doença, com mais de 20 mil casos confirmados em 2021. Na época, a prefeitura decretou situação de emergência. Na cidade, a vacina contra a dengue está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. De acordo com a secretária de Saúde, foram aplicadas 2.777 primeiras doses e 1.294 segundas doses até o momento. Vacina contra a dengue está disponível nos postos de saúde de Tatuí (SP) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos Paulo Oliveira/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Descubra como é a experiência da loja que virou um “spa do sono” em São Paulo

Publicado em: 15/02/2026 06:45

Pense na última vez que você foi comprar um colchão. Provavelmente entrou em uma loja cheia de modelos enfileirados, um vendedor se aproximou imediatamente, e você - sem jeito - sentou rapidamente na beirada de alguns colchões, talvez apertou a espuma com as mãos, e teve que decidir onde vai passar um terço da sua vida nos próximos anos. E aí? Como foi sua experiência? Pois uma nova loja em São Paulo decidiu fazer exatamente o oposto de todas as outras. Uma nova experiência que ganhou status de “spa do sono”. Mas como é essa experiência, afinal? Acompanhe todos os detalhes a seguir. Pillowmed Divulgação O quarto que mudou tudo O coração da loja é o chamado "Quarto Experiência" - um ambiente que parece mais um quarto de hotel boutique do que uma loja de colchões tradicional. E isso é absolutamente proposital. "Percebemos que as pessoas não conseguem realmente testar um colchão nas lojas convencionais. É constrangedor deitar na frente de todo mundo, relaxar de verdade, testar diferentes posições", explica Luciano Perssinotto, fundador da Pillowmed. "Criamos um espaço privativo onde o cliente pode, literalmente, se sentir em casa". Pillowmed Divulgação Ao entrar no Quarto Experiência, você fecha cortinas que isolam o ambiente e criam acústica agradável. O carpete traz aconchego desde a primeira pisada. A iluminação intimista se ajusta para criar o clima perfeito. Trilhas sonoras relaxantes tocam em sistema de som ambiente. E a aromaterapia completa a experiência sensorial. "É como entrar em um casulo de relaxamento. Você esquece que está em uma loja”. Experiência completa Mas a experiência começa bem antes de chegar ao quarto. Desde a recepção, a loja foi pensada para quebrar todos os padrões do varejo tradicional de colchões. Pillowmed Divulgação Na entrada, um bar/café oferece cafés especiais, chás, cerveja e até whisky - tudo cortesia da casa. "Queremos que as pessoas se sintam bem-vindas, relaxadas, sem pressão. Não é sobre vender rápido, é sobre proporcionar uma experiência única". Telões de LED ilustram os diferenciais dos produtos de forma visual e didática, para que o cliente entenda exatamente o que está testando. A experiência olfativa permeia toda a loja, criando uma atmosfera de bem-estar desde o primeiro momento. Pillowmed Divulgação Enquanto lojas tradicionais exibem 15 a 20 modelos diferentes - o que confunde o cliente e dificulta até para o vendedor explicar tantas opções -, a proposta aqui é radicalmente diferente. "Não queremos ser mais uma loja de colchões com infinitas opções. Queremos ser a loja que ajuda a aliviar problema da dor nas costas. Por isso, focamos no Pillowmed e em criar a melhor experiência possível para o cliente testar e sentir se funciona para ele", diz Luciano. A equipe não é formada por vendedores tradicionais, mas por "consultores especialistas" treinados para entender as necessidades de cada cliente e demonstrar o produto de forma personalizada. O ritual de 30 minutos que faz a diferença Dentro do Quarto Experiência, o processo é completamente diferente do varejo convencional: Ambiente preparado: O consultor ajusta iluminação, som e temperatura para o conforto do cliente Demonstração real: O cliente (e seu parceiro, se quiser) deita de verdade, experimenta diferentes posições, sente as tecnologias do produto sendo ativadas Massagem integrada: O Pillowmed possui funções de massagem que são demonstradas com o cliente deitado e relaxado Tempo sem pressão: Não há pressa. O cliente fica o tempo necessário para realmente sentir se o produto funciona Teste de 30 minutos: O desafio é claro - se em menos de 30 minutos você não sentir alívio, não precisa comprar absolutamente nada Talvez o detalhe mais inusitado seja o que acontece quando o cliente decide levar o Pillowmed: a equipe abre uma garrafa de espumante para brindar o momento. Pillowmed Divulgação "Criamos um ritual de celebração porque queremos que seja uma memória positiva, não só uma compra. É um brinde à saúde, ao sono de qualidade, ao fim das dores. É especial". Esse cuidado com a experiência reflete um posicionamento claro: não se trata de vender mais um colchão, mas de ajudar pessoas a viverem sem dor. O que é uma loja de colchões No final das contas, a proposta não é apenas vender diferente - é ser diferente. "Queremos ser vistos como a primeira loja experiência que te ajuda no alívio das dores, não como mais uma marca de colchões. Nosso propósito é ajudar as pessoas a terem mais saúde e não viverem com dor. A loja é reflexo disso", detalhou Luciano Perssinotto. Pillowmed Divulgação Para quem está acostumado com o modelo tradicional de varejo de colchões - luzes fluorescentes, vendedores insistentes, teste rápido e decisão sob pressão -, entrar nessa loja é como descobrir que existia uma forma completamente diferente de fazer as coisas. A proposta da loja reforça uma mudança de discurso no setor: dormir bem deixou de ser apenas conforto e passou a ser entendido como qualidade de vida. Em um país onde milhões de pessoas convivem com dores na coluna e noites mal dormidas, a experiência oferecida busca despertar uma reflexão simples: o sono pode — e deve — ser um aliado da saúde. Para saber mais Acesse aqui os canais oficiais Pillowmed para saber mais. O site oficial está aqui. Também é possível enviar sua mensagem pelo WhatsApp: (11) 98752-5724. Ou ainda o telefone oficial: 0800 771 0434. Anote o endereço da loja inaugurada em São Paulo: Av. Salim Farah Maluf, 3400 - Vila Oratório, SP. CEP: 03194-010

Palavras-chave: tecnologia

'Herançocracia': por que gerações atuais dependem mais do patrimônio dos pais para seu sucesso financeiro

Publicado em: 15/02/2026 04:01

As pessoas que, hoje, têm menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa com a ajuda dos pais do que com a renda do seu trabalho, segundo a autora do livro 'Herançocracia'. Getty Images via BBC A historiadora britânica Eliza Filby conta que, sempre que uma empresa a convida para dar uma palestra, ela começa explicando aos empregadores um ponto que ela acredita ser fundamental para entender a dinâmica dos ambientes de trabalho modernos. "Você percebe que, agora, seus empregados com menos de 45 anos têm mais possibilidade de comprar uma casa sendo leais aos seus pais e não ao seu chefe?" 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Filby é autora de Inheritocracy: It's Time to Talk About the Bank of Mum and Dad ("'Herançocracia': está na hora de falar do banco da mamãe e do papai", em tradução livre). O livro é best-seller no Reino Unido e analisa como a fortuna acumulada por uma geração específica (os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964) modelou o sistema econômico no qual as gerações posteriores precisaram se desenvolver. "'Herançocracia' é um título intencionalmente provocador", declarou a autora ao apresentador do podcast Radical, da BBC Rádio 4, Amol Rajan. "É o oposto da meritocracia, a crença de que o trabalho árduo resultará em sucesso e oportunidades." "A herançocracia é uma sociedade na qual o importante não é o quanto você ganha, nem o que você aprendeu", prossegue ela, "mas sim se você tem acesso ao banco da mamãe e do papai, que é o que define suas oportunidades, sua rede de segurança e sua plataforma para a vida adulta." Filby garante que este fenômeno tem imenso impacto sobre a vida da geração X (os nascidos entre 1965 e 1980) e os millennials (entre 1981 e 1986). E poderá continuar se expandindo no futuro para a geração Z (1997 a 2012) e alfa (2013 a 2024). Meritocracia A ideia existente na sociedade sobre 'mérito' é prejudicial para o restante do sistema econômico, segundo Filby Getty Images via BBC Filby destaca que o conceito de meritocracia nasceu como uma advertência. O sociólogo britânico Michael Young (1915-2002) cunhou o termo em 1958 como uma sátira, não como um ideal. No seu livro The Rise of the Meritocracy ("A ascensão da meritocracia", em tradução livre), Young descreveu uma sociedade em que o sucesso era moralmente justificado pelo talento e pelo esforço, enquanto o fracasso era culpa exclusiva do indivíduo. Com o passar do tempo, a ironia se perdeu e a palavra passou a ser usada como elogio. Para Filby, este mal-entendido é fundamental para entendermos a frustração da geração atual. "A ideia de que o trabalho árduo deveria trazer recompensas é fundamental para qualquer democracia", declarou ela à BBC. "O problema é que reduzimos o mérito a passar nos exames, acumular credenciais e seguir um único caminho educacional." A escritora explica que, em parte, a ideia do mérito se popularizou entre os baby boomers porque foi um conceito que serviu bem a muitos deles. Foi uma época em que se tornaram comuns as histórias de pessoas que conseguiram sair de casa com pouca idade e, pelo caminho da educação superior, construíram seu próprio futuro. Mas Filby recorda que os reais motivos que fizeram com que este caminho funcionasse tão bem para os baby boomers estão menos concentrados no mérito e mais nas características sem precedentes do mundo do pós-guerra, com crescimento econômico sustentado, impulsionado pela "paz" frágil, mas consistente, oferecida ao mundo pela Guerra Fria (1947-1991). Com maiores receitas, os governos buscaram formas de democratizar as oportunidades para os jovens da zona rural ou da classe trabalhadora e encontraram um caminho para isso, com a educação superior. Filby reconhece que a intenção foi boa e que, em termos sociais e culturais, o envio de mais pessoas para a universidade trouxe benefícios reais. Mas ela também defende que, a partir dos anos 1990, este impulso ajudou a consolidar uma narrativa única do significado do sucesso: estudar, ir para a universidade, conseguir um diploma e atingir uma carreira profissional estável. Ocorre que o sistema não tinha condições de garantir este mesmo sucesso para todos os que ingressassem na universidade. Para a autora, "o problema é que construímos um sistema em que 50% das pessoas não tinham uma forma alternativa clara rumo a uma vida segura". Para muitos jovens, não ir para a universidade deixou de ser uma opção legítima. E, para os que cursaram o ensino superior, o valor monetário de um título universitário começou a cair, enquanto os custos para consegui-lo disparavam. Muito mais pessoas — especialmente mulheres — conseguiram ter acesso à universidade a partir da segunda metade do século 20 Getty Images via BBC O resultado foi uma geração que se endividou para ter acesso a uma promessa que não garantia mais a estabilidade. Em muitos casos, os mais afetados foram jovens de famílias mais modestas, motivados pelo desejo de ganhar mais dinheiro para ajudar em casa. Filby explica que o sistema não fracassou apenas por motivos econômicos, mas pela sua rigidez. Ele foi construído em torno de uma ideia limitada do que constitui inteligência e sucesso, herdada do século 19, uma época em que a economia e a tecnologia viviam uma transformação radical. A autora afirma que essa rigidez se torna ainda mais problemática em uma época em que a inteligência artificial ameaça até mesmo as funções de escritório. "A educação não pode terminar aos 21 anos", orienta ela. "E não pode recair apenas sobre as pessoas." "Durante décadas, as empresas terceirizaram a formação universitária. Antes, se aprendia no trabalho. Hoje, as empresas esperam empregados 'prontos' e investem muito pouco no seu treinamento." O banco da mamãe e do papai Muitos pais decidiram ajudar seus filhos devido às dificuldades que precisaram enfrentar Getty Images via BBC Nas condições atuais, Filby afirma que o "banco da mamãe e do papai" se transformou em uma fonte de estabilidade maior do que o próprio trabalho. Isso está alterando a dinâmica em diferentes áreas da sociedade. Mas a autora destaca que, na maioria dos casos, o que ocorre não são atos de avareza ou irresponsabilidade juvenil, mas sim de adaptação. "A família está intervindo porque o Estado se retirou e o mercado ficou disfuncional em áreas fundamentais", explica ela. "Em muitos sentidos, é uma história de amor parental." Filby conta que a expressão "banco da mamãe e do papai" começou a surgir no Reino Unido perto de 2013. Ela descreve o fenômeno cada vez mais comum que leva pais e avós a usarem seu patrimônio para ajudar seus filhos e netos a pagar estudos, aluguel, hipotecas, creches ou simplesmente para poderem chegar ao final do mês. Depois da crise financeira de 2008, o panorama econômico para as pessoas que entravam na idade adulta mudou repentinamente. Algumas coisas passaram a ser mais baratas, como a tecnologia, viagens e alguns luxos do dia a dia. Mas outras começaram a subir, como a moradia, educação, o cuidado com as crianças e, em alguns países, a assistência médica. Neste panorama, muitos jovens passaram a se concentrar nos gastos pequenos e visíveis, como o café, uma viagem ou o telefone celular. Já os grandes feitos da vida adulta começaram a ficar inatingíveis sem a ajuda da família. É daí, segundo a autora, que nasce o estereótipo do millennial que gasta em "torradas com abacate", uma caricatura que ignora o contexto estrutural por trás daquela imagem. O estereótipo dos millennials, segundo Filby, vem das condições econômicas em que eles precisaram se desenvolver Getty Images via BBC Filby também afirma que o banco da mamãe e do papai não é um conceito válido apenas para a classe média acomodada. Ela explica que, na verdade, a maioria dos jovens que moram com seus pais com perto de 30 anos de idade vem de famílias da classe trabalhadora. Nestes casos, o apoio não se traduz em depósitos para financiamento imobiliário, mas sim em teto, comida e cuidados mútuos. "A solidariedade familiar aumentou em todos os níveis de renda", segundo Filby. São os avós que cuidam dos netos para que seus filhos possam trabalhar. Pais que abrigam filhos adultos para que eles economizem. Famílias que funcionam como redes de segurança frente a um sistema cada vez mais frágil. O problema, segundo a autora, é que nem todas as famílias podem fazer isso. Ela destaca que, em uma sociedade em que a estabilidade depende da família, o nascimento passa a ser decisivo. O divórcio, as famílias misturadas, os conflitos familiares ou simplesmente a pobreza estrutural se transformam em profundas desvantagens. O resultado é uma economia em que a lealdade à família é mais importante que a lealdade ao empregador e a riqueza não se acumula pelo salário, mas principalmente pelos bens, explica Filby. E o trabalho, mesmo que bem remunerado, não consegue garantir o acesso aos pilares básicos da vida adulta. Sociedade herdada A herançocracia influencia até mesmo o tipo de parceiro ou parceira que as pessoas escolhem, segundo a autora Getty Images via BBC Em um fenômeno tão profundo como a herançocracia, seus efeitos se estendem além do dinheiro. Filby afirma que a herançocracia está reconfigurando a forma como as pessoas escolhem parceiros, planejam sua vida e entendem a segurança. Ela cita como exemplo a escolha seletiva de parceiros, que é a tendência a formar casais entre pessoas com origens e recursos similares. Durante o século 20, grande parte da mobilidade social feminina ocorreu pelo casamento. Hoje em dia, o padrão é diferente. Filby explica que, inicialmente, a formação de casais se dava entre formandos universitários. Mas, desde a crise de 2008, a variável decisiva passou a ser outra: o acesso ao patrimônio familiar. "Não é que as pessoas se casem pelo salário do outro", afirma ela. "É que duas pessoas com banco de mamãe e papai tendem a se encontrar e se unir." A autora menciona pesquisas que indicam que mais da metade dos jovens da geração Z consideram a compatibilidade financeira um fator central em uma relação. Esta é uma proporção muito maior do que nas gerações anteriores. Some-se a este panorama a pressão sobre a classe média. As condições atuais deixaram muitas pessoas da geração X como cuidadores dos filhos e dos pais ao mesmo tempo Getty Images via BBC Filby indica que, embora a riqueza extrema tenha aumentado, a maior parte do patrimônio privado permanece concentrada em amplos setores da população mais idosa. Paralelamente, ela descreve uma "classe média espremida", especialmente na geração X, entre o apoio aos filhos adultos e o cuidado com os pais envelhecidos. Para Filby, este fenômeno está levando as gerações atuais a perder a fé na ideia de que o Estado moderno pode proporcionar um sistema em que eles e seus filhos possam ter uma vida melhor no futuro, rompendo a promessa básica inculcada pelos seus pais. Isso faz com que o mundo viva um período similar à década de 1970, ou seja, uma etapa de desilusão, que obriga as pessoas a reformular as bases do contrato social. "Escrevi este livro porque precisamos falar disso", afirma ela. "Não se trata de 'bebês nepotistas'. Trata-se de como as oportunidades são distribuídas." Filby deixa claro que entender como a herançocracia funciona não garante que iremos escapar dela, mas permite tomar decisões pessoais e coletivas mais bem informadas. Ela adverte que o risco é não o fazer. Afinal, quando uma sociedade deixa de acreditar que o esforço vale a pena, algo mais profundo que a economia começa a desmoronar. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Como pode um Tesla aparecer nas ruas mesmo sem vender no Brasil; saiba regras e custos

Publicado em: 15/02/2026 03:00

Tesla Cybertruck Fabio Tito | g1 A Tesla não vende carros no Brasil. Ainda assim, é possível ver modelos da marca circulando pelo país, como a picape Cybertruck, que se envolveu em um acidente nesta semana, em São Paulo. A chegada desses veículos ocorre por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros ao Brasil sem depender das fabricantes. No entanto, é preciso atenção às condições e às exigências da legislação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O programa Mover estabelece as regras para a importação de carros no Brasil. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem realizar a operação desde que seja caracterizado para uso próprio, e há empresas especializadas em prestar consultoria nesses trâmites. A burocracia é extensa, e o valor dos tributos pode assustar. Como exemplo, veja alguns dos passos abaixo. Depois de escolher o veículo, é preciso verificar se ele se enquadra no critério de “novo”. O carro não pode ter quilometragem alta. A lei não determina um limite, mas, na prática, cerca de 300 km é o valor aceito pela alfândega. Em alguns países, o carro é emplacado ainda na fábrica, o que pode dificultar o processo. Em seguida, é necessário apresentar documentos que comprovam a compatibilidade renda do CPF com a compra. No caso do processo passar pelos dados do cliente final. O Ibama também deve ser consultado para emitir a Licença de Importação. Se o veículo não atender às regras de emissões e ruído, pode ser barrado nessa etapa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 E a burocracia não termina aí, pois o Denatran também participa do processo. O órgão precisa emitir o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que atesta que o veículo está de acordo com as normas brasileiras. “Ainda não tivemos nenhum carro barrado por não atender às exigências do Ibama ou do Denatran”, explica Natel Valério, diretor comercial da Direct Imports. “São muitas etapas e documentos. Por isso, os clientes buscam nossa assessoria e, muitas vezes, optam por fazer a operação pela nossa empresa. Isso agiliza a conclusão da compra”, diz Valério. Depois disso, ainda é necessário registrar a Declaração de Importação no Sistema de Comércio Exterior. O sistema é ligado à Receita Federal e reúne informações sobre processos de exportação e importação. “Com carros zero quilômetro, não tivemos problemas de homologação para a legislação brasileira”, explica Jair De Paula Machado Júnior, sócio de uma empresa de assessoria aduaneira. “Os carros a diesel é que demandam mais atenção. Eles precisam atender à legislação mais recente de emissões. Caso contrário, o Ibama poderia barrar”, diz De Paula. Impostos, muitos impostos Se o carro estiver pronto no país de origem, todo esse processo pode demorar até 90 dias. Além da extensa documentação, importar um carro de forma independente envolve diversas taxas. Também há o custo de transporte: embarque no país de origem, envio em navio cargueiro e desembarque no Brasil. “Para um veículo de US$ 100 mil, as taxas de aduana e transporte podem, somadas, ficar entre R$ 80 mil e R$ 120 mil”, explica Valério. É comum que o preço do veículo praticamente dobre ao somar Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ICMS, taxas aduaneiras e custos de documentação. “Vendemos uma Tesla Cybertruck em outubro de 2025 por cerca de R$ 900 mil”, conta Valério. Nos EUA, a marca vende o modelo na versão topo de linha por US$ 115 mil (cerca de R$ 600 mil). Com a documentação regularizada, o veículo segue para registro e emplacamento no Detran, como ocorre com qualquer outro carro. Manutenção e garantia A dor de cabeça pode não terminar com o emplacamento. Um modelo trazido de forma independente não é necessariamente coberto pelas garantias oferecidas pela fabricante no Brasil. 🔎 Por exemplo: a Honda não é obrigada a oferecer garantia nem fornecer peças ou manutenção para modelos da Acura no país, mesmo sendo proprietária da marca. Isso também vale para modelos vendidos oficialmente no Brasil. Se alguém importar um Mustang com motor 2.3 turbo, a Ford não é obrigada a prestar atendimento de garantia como faria com um Mustang GT comercializado pela própria marca no país. Portanto, quem compra um importado independente precisa ter em mente que peças e manutenção tendem a ser mais caras. “Nós também ajudamos nossos clientes nos trâmites para importar peças para a manutenção desses veículos”, diz Valério. O diretor comercial conta que os proprietários geralmente procuram oficinas especializadas e providenciam as peças. “Em até 30 dias, é possível que o componente chegue ao Brasil”, explica. Além disso, esses carros não foram desenvolvidos especificamente para rodar com o combustível brasileiro. Embora atendam às exigências do Ibama, componentes de alta tecnologia podem ser afetados pelo combustível brasileiro, que contém cerca de 30% de etanol. A maior concentração de etanol é mais corrosiva e exige adaptações por parte das montadoras. Por fim, os ajustes de suspensão não são pensados para encarar o piso lunar do Brasil. Vale a pena importar por conta própria? Alguns clientes optam pela importação independente para realizar uma extravagância: ter na garagem um carro que quase ninguém tem. Os valores, prazos e condições normalmente não são vantajosos para modelos mais acessíveis. Por isso, é comum que marcas de luxo, como Cadillac, Tesla e Hummer, estejam entre as mais procuradas. Cadillac Escalade Divulgação “Já tivemos vários clientes procurando por Cadillac Escalade”, conta De Paula. O assessor acrescenta que há clientes que trazem desde versões customizadas do Mercedes-Benz Classe S até picapes como a Toyota Tundra. Esses são alguns exemplos de clientes que buscam configurações e opcionais não oferecidos no Brasil. Assim, é possível encontrar modelos importados nesse regime, mesmo quando as marcas têm operação no país. Esses veículos passam pelo mesmo processo e não ficam sob responsabilidade das fabricantes, mesmo que as marcas tenham operação no país.

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É #FAKE foto de Ancelotti dando beijo triplo durante carnaval; imagem foi criada com inteligência artificial

Publicado em: 14/02/2026 22:31

É #FAKE que foto mestre Ancelotti dando beijo triplo no carnaval 2026 no Brasil; imagem foi criada com a ferramenta de IA do Google Reprodução Circula nas redes sociais uma foto que supostamente mostra o técnico Carlo Ancelotti, da seleção brasileira de futebol masculino, dando um beijo triplo durante o carnaval. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é a imagem? Publicada neste sábado (14) em redes sociais como X, Facebook e Reddit, onde teve centenas de milhares de visualizações em poucas horas, a "foto" supostamente mostra o treinador italiano, de 66 anos, abraçado a três mulheres e ganhando um beijo. Escritas em português, espanhol e em inglês, as legendas omitem que se trata de um conteúdo criado com inteligência artificial (IA) – veja detalhes abaixo. Leia três exemplos de descrições falsas: "Mas o que diabos Ancelotti está fazendo no Brasil 😭"; "Ancelotti está curtindo o Brasil"; e "O Dia de São Valentim de Carlo Ancelotti está sendo perfeito". O último deles faz referência ao Valentine's Day, que marca a celebração do Dia dos Namorados em diversos países. Na seção de comentários de um post com mais de 500 mil visualizações no X, um usuário enviou uma pergunta, em espanhol, ao assistente de IA da própria plataforma: "@grok, isso é real?". Resposta: "Sim, parece real. Ancelotti é o técnico da seleção brasileira desde 2025 e está no carnaval de Salvador [...]. Curtindo a vida por lá. 😎". ⚠️ Por que isso é mentira? Consultada para comentar a imagem do suposto beijo triplo de Ancelotti, a Diretoria de Comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) respondeu, por WhatsApp: "É fake". O Fato ou Fake também submeteu a imagem a quatro ferramentas que detectam conteúdos fabricados com IA – e todas apontaram uso desse recurso (veja detalhes a seguir e infográficos ao final desta reportagem). Synth ID Detector – A análise plataforma do Google, que verifica materiais gerados com a IA da própria companhia, é esta: "Synth ID detectado em todo ou parte do arquivo". Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar vídeos, imagens, áudios ou textos produzidos sinteticamente. Embora imperceptível para humanos, o selo é detectável pelo sistema. Além disso, o assistente Gemini detalhou: "é possível notar algumas distorções típicas de conteúdos gerados por IA, como a falta de definição nos rostos das pessoas e as mãos que parecem estar fundidas ou posicionadas de forma pouco natural". InVID – 93% de probabilidade de a imagem ter sido feita com IA. Sightengine – 94% de probabilidade de a imagem ter sido feita com IA. MyDetector – 97,73 de probabilidade de a imagem ter sido feita com IA. O post mentiroso viralizou no dia seguinte à passagem do treinador por um camarote da capital baiana. Vídeos reais que circulam nas redes sociais indicam que a foto fake pode ter sido criada com base nesses registros verdadeiros. Na ocasião, o cantor Léo Santana passou em um trio elétrico diante ao local e pediu a convocação de Neymar para a Copa do Mundo. É possível notar que as roupas Ancelotti e o cenário ao fundo são bastante semelhantes aos vistos na publicação viral (veja o vídeo e a foto a seguir). Léo Santana pede para Ancelotti convocar Neymar para a Copa do Mundo Carlo Ancelotti em Salvador Rafael Abbehusen / @blzrafinha Synth ID Detector verificou imagem de suposto 'beijo triplo' de Ancelotti no carnval e apontou que imagem foi feita com a IA do Google Reprodução InVID verificou imagem de suposto 'beijo triplo' de Ancelotti no carnval e apontou 93% de probabilidade de ter sido feita com IA Reprodução SightEngine apontou 94% de probabilidade de a imagem do suposto 'beijo triplo' de Ancelotti no carnaval ter sido feita com IA Reprodução MyDetector apontou 97,73% de probabilidade de imagem de suposto 'beijo triplo' de Ancelotti no carnaval 2026 ter sido criada com IA Reprodução É #FAKE que foto mestre Ancelotti dando beijo triplo no carnaval 2026 no Brasil; imagem foi criada com a ferramenta de IA do Google Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Kit rápido para detecção de metanol em bebidas desenvolvido pela UEPB será usado no Carnaval 2026

Publicado em: 14/02/2026 16:36

Kit da UEPB vai reforçar fiscalização contra metanol no Carnaval O kit rápido para detecção de metanol em bebidas destiladas, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), será utilizado nas fiscalizações do Procon-PB durante as festas de Carnaval na Paraíba. O kit entregue vai permitir até 2 mil análises. Os kits entregues permitem identificar a presença de metanol e outras substâncias em bebidas alcoólicas em um tempo médio de 15 a 20 minutos. A identificação possibilita uma atuação imediata das equipes de fiscalização, preservando a vida dos foliões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Inicialmente, 200 kits foram entregues ao Procon-PB, em embalagens lacradas, para uso durante o Carnaval 2026. Os produtos disponíveis vão permitir até 2 mil análises, segundo os pesquisadores. O projeto recebeu um investimento inicial de R$ 1,5 milhão. Fiscais do Procon Estadual, do MP-Procon e dos Procons municipais que vão trabalhar durante o Carnaval receberam, na quarta-feira (11), um treinamento específico com os pesquisadores do Departamento de Química da UEPB para manusear a ferramenta. Kit rápido para detecção de metanol em bebidas desenvolvido pela UEPB será usado no Carnaval Divulgação/SECTIES/PB A entrega dos kits aconteceu em uma solenidade da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties). “Os casos de contaminação por metanol deixaram claro que as respostas para situações graves como essa estão na ciência e na pesquisa. Essa tecnologia vem sendo desenvolvida há mais de três anos na UEPB e só chega hoje à sociedade graças ao apoio do Governo da Paraíba, por meio da Secties e da Fapesq”, disse Nadja Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação da UEPB. A pesquisa de detecção do Metal nas bebidas destiladas foi coordenada pelo professor David Douglas Fernandes, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ), em colaboração com os professores Railson de Oliveira Ramos, Germano Veras (PPGQ) e Felix Brito (PPGCA), com a participação de vários outros pesquisadores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Filme de ficção científica 'Boa sorte, divirta-se, não morra' alerta sobre a IA com toque cômico

Publicado em: 14/02/2026 16:22

Cena do filme 'Boa sorte, divirta-se, não morra' Divulgação Gore Verbinski espera que seu filme "Boa sorte, divirta-se, não morra" seja terapêutico, ao mesmo tempo em que alerta para o efeito deteriorante da tecnologia e da inteligência artificial na sociedade, disse o diretor vencedor do Oscar no Festival de Cinema de Berlim nesta sexta-feira. Exibido como parte da seção especial fora da competição do festival, o filme é estrelado por Sam Rockwell, que interpreta um viajante do tempo desalinhado e sem nome. Ele aparece em uma lanchonete numa noite com uma fantasia de tubos e fios e um único objetivo: escolher quem entre os clientes confusos irá se juntar a ele em uma missão para impedir um futuro apocalipse da IA. O resultado é uma comédia dramática de ficção científica cheia de ação que visa entreter e, ao mesmo tempo, fazer as pessoas refletirem sobre os riscos de uma sociedade excessivamente digitalizada. "A comédia é, em muitos aspectos, a crítica mais severa", disse Verbinski. "E acho que, se você está conseguindo fazer as pessoas rirem, há um pouco de remédio no bolo, certo?" Enquanto algumas pessoas estão percebendo o comentário social do filme de forma dramática, outras "estão apenas comendo bolo", acrescentou ele. Famoso por dirigir filmes como "Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra" e o terror "O Chamado", de 2002, Verbinski disse que também vê o humor como uma forma de ilustrar como a sociedade "normalizou parte dessa insanidade". O filme alterna ação e comédia com algumas das histórias mais dramáticas dos personagens, que abordam outros temas atuais de uma maneira que lembra a série distópica de ficção científica "Black Mirror". "No que diz respeito aos aspectos políticos do filme, obviamente um tiroteio em uma escola já é demais", disse Rockwell, de 57 anos, referindo-se à história da personagem Susan, interpretada por Juno Temple. No entanto, "a prioridade do filme é entreter", disse Rockwell, vencedor do Oscar. "E se você captar uma mensagem, ótimo."

Entenda por que cidade gaúcha é considerada a 'capital do golpe do bilhete premiado' no Brasil (e saiba como se proteger)

Publicado em: 14/02/2026 15:30

Golpe do bilhete premiado: polícia identifica 7 grupos de Passo Fundo Em menos de uma semana, a polícia identificou sete grupos criminosos especializados no golpe do bilhete premiado. Todos os investigados são de Passo Fundo, no Região Norte do Rio Grande do Sul. Para os agentes, a cidade é o ponto de partida de uma rede que percorre o país aplicando a fraude. Saiba abaixo como se proteger. A promessa de um grande prêmio segue sendo usada nas abordagens. Uma vítima conta ter sido enganada por um homem idoso que dizia ter um bilhete supostamente premiado e pedia ajuda porque não sabia onde ficava a lotérica. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, os sete grupos foram presos em diferentes operações: a polícia cumpriu mandados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo e Paraíba. Os alvos estavam em Passo Fundo, Alvorada e Sarandi, no RS; em Itapema e Balneário Camboriú, em Santa Catarina; em Goiânia (GO); João Pessoa (PB); Vitória (ES); e Maceió (AL). O delegado Adroaldo Schenkel afirma que muitos dos criminosos especializados no golpe acabam saindo da cidade e explica que o crime, apesar de antigo, se reinventa e causa prejuízos financeiros e emocionais às vítimas. Golpe do bilhete premiado (imagem ilustrativa) Reprodução/RBS TV Relatos das vítimas Uma das vítimas lembra que dois homens se apresentaram como donos de um bilhete premiado. "Me ajuda que eu dou a metade do prêmio", teria dito um deles. O comparsa, se passando por um desconhecido que passava pelo local, confirmou a história, garantindo que o bilhete era verdadeiro. "Eu queria ajudar... ele disse que não era de Porto Alegre, que não sabia que banco era", relata a vítima. Com tantos suspeitos da cidade presos, Passo Fundo passou a ser chamada por investigadores de "capital do golpe do bilhete". O delegado destaca que a prática é histórica na região. “Passo Fundo tem um longo histórico de ação no golpe do bilhete premiado, já vem de muitas décadas”, afirma. Como funciona o golpe O golpe segue um roteiro tradicional: um criminoso aborda a vítima em local público, dizendo ter um bilhete premiado; um comparsa aparece e confirma a história — muitas vezes por telefone, fingindo ser funcionário de banco; os golpistas criam proximidade emocional e convencem a vítima a trocar dinheiro pelo bilhete; em poucos minutos, fogem; o prejuízo só é percebido depois. A psicóloga Beatriz Becker afirma que os golpistas exploram emoções e criam uma falsa relação de confiança. “Eles chegam gentis, solícitos. O público, hoje, são os idosos. O bilhete é um objeto físico, o cérebro acredita mais. Há também a solidão e o isolamento social", afirma. Um golpe que atravessa décadas O golpe não é novo. Antes das tecnologias atuais, a fraude já era registrada em Passo Fundo. Segundo a pesquisadora Fabiana Beltrami, há registros desde a década de 1930, repetindo-se nas décadas seguintes. “Pessoas de Passo Fundo aplicavam o golpe em moradores da própria cidade”, explica. Pelo Código Penal, o estelionato prevê pena de um a cinco anos de prisão. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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