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Projeto open-source leva NVIDIA Reflex para GPUs AMD e Intel no Linux

Publicado em: 19/05/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

Um projeto de código aberto promete reduzir a desvantagem do Linux em jogos ao habilitar tecnologias de redução de latência, como NVIDIA Reflex e AMD Anti-Lag 2, até mesmo em placas de vídeo da AMD e Intel no sistema. Engenhosa, a novidade utiliza uma camada Vulkan para captar os comandos e permitir que sejam interpretados pelas GPUs.Tecnologias de redução de latência são consideradas essenciais em jogos como os de tiro, sincronizando a engine do jogo, a CPU e a GPU para cortar milissegundos críticos do tempo de resposta. Historicamente, as implementações proprietárias dessas soluções no Windows sempre entregaram os melhores resultados, mas uma iniciativa open-source quer mudar esse cenário. Chamado "low_latency_layer", o projeto foi iniciado pelo desenvolvedor Nicolas James após frustrações com a instabilidade do Anti-Lag 2 nativo do Linux (via driver Mesa), que vinha desativado por padrão e não entregava o mesmo desempenho visto no sistema da Microsoft.Clique aqui para ler mais

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'Menino Ney': até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Publicado em: 19/05/2026 04:01

Neymar - Estadio Urbano Caldeira, Santos, Brasil - 10 de maio de 2026 REUTERS/Thiago Bernardes do Santos Extremamente talentoso, reconhecido no mercado, dono de um currículo invejável e capaz de resolver problemas que poucos conseguem. Ao mesmo tempo, alguém que já não entrega os mesmos resultados de antes, acumula polêmicas, divide a atenção com projetos paralelos e frequentemente provoca desgaste dentro do grupo. ⚽ No futebol, esse debate tem nome e sobrenome: Neymar Jr. A convocação do atacante para a Copa do Mundo, confirmada nesta segunda-feira (18), voltou a inflamar discussões nas redes sociais e ganhou ainda mais força após o anúncio oficial. A decisão do técnico Carlo Ancelotti dividiu opiniões. Parte dos torcedores argumenta que um jogador com o talento de Neymar jamais poderia ficar fora da Seleção Brasileira. Outros defendem que o histórico recente pesa mais do que o passado brilhante e afirmam que ele já não apresenta o mesmo desempenho de outros anos. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O jogador está há quase 1 mil dias afastado da Seleção Brasileira. Neymar não joga pelo Brasil desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão em uma partida contra o Uruguai. Em novembro do ano passado, Neymar sofreu uma nova lesão no menisco do joelho esquerdo. Antes, havia passado por cirurgia para corrigir uma ruptura do ligamento cruzado anterior no mesmo joelho. A sequência de lesões cria dificuldades para retomar o alto nível competitivo que o colocou entre os principais jogadores de sua geração. Ao mesmo tempo, o atacante continua extremamente relevante fora dos gramados. Neymar mantém forte presença comercial e publicitária, participa frequentemente de campanhas, tem enorme influência nas redes sociais e é embaixador de uma plataforma de apostas online. Neymar também vira manchete com frequência por polêmicas envolvendo sua vida pessoal, incluindo rumores de traições e discussões públicas nas redes sociais. Em muitos momentos, episódios fora de campo acabam recebendo mais atenção do que o desempenho do jogador dentro de campo. Além disso, esses episódios continuam alimentando debates sobre sua postura profissional. Reclamações contra a arbitragem, desentendimentos com torcedores e controvérsias nas redes sociais mantêm o jogador no centro do noticiário esportivo, mesmo quando ele está longe dos gramados. 🤔 Mas a discussão ultrapassa o futebol. O exemplo de Neymar pauta a pergunta que muitas empresas passaram a fazer é: vale a pena contratar um “Neymar corporativo”? Para gestores e especialistas em recursos humanos ouvidos pelo g1, a resposta deixou de ser simples. Neymar e mais 25: Ancelotti divulga convocados do Brasil para a Copa O mercado ainda aceita 'gênios difíceis'? Durante décadas, empresas aceitaram — e muitas vezes celebraram — profissionais considerados “gênios difíceis”. Eram executivos brilhantes, vendedores agressivos, criativos temperamentais ou especialistas técnicos vistos como indispensáveis. Em muitos ambientes corporativos, comportamentos arrogantes ou explosivos eram relativizados porque o desempenho compensava o desgaste causado. Hoje, esse cenário mudou bastante, explicam especialistas. Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, empresa do Talenses Group especializada em vagas de início de carreira, afirma que o mercado passou a valorizar mais a capacidade de entrega sustentável e o comportamento dentro das equipes do que apenas o talento individual. “Um profissional extremamente talentoso pode ser um ativo importante, mas o mercado atual valoriza cada vez mais fatores como desempenho, colaboração e capacidade de trabalhar em equipe. O talento abre portas, mas o que sustenta uma carreira é a entrega consistente”, afirma. Segundo Rodrigo, as empresas perceberam que profissionais tecnicamente brilhantes também podem gerar custos invisíveis elevados. O problema é que esses impactos raramente aparecem de imediato em planilhas ou indicadores financeiros. Eles surgem no clima organizacional, na motivação da equipe, no aumento de conflitos internos e até na perda silenciosa de profissionais consistentes, que passam a se sentir desvalorizados. “As companhias entenderam que uma pessoa muito brilhante tecnicamente pode gerar um custo elevado para o ambiente de trabalho. Nenhum talento individual deveria comprometer a saúde de uma equipe”, diz. Essa mudança de mentalidade acompanha uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. Nos últimos anos, temas como saúde mental, retenção de talentos, cultura organizacional e colaboração passaram a ocupar um espaço central nas empresas. Em ambientes mais colaborativos — especialmente startups, empresas de tecnologia e multinacionais —, o profissional que entrega individualmente, mas gera tensão constante ao redor, passou a ser visto de forma diferente do que era no passado. Rodrigo afirma que profissionais “estrela” que recebem tratamento diferenciado sem manter resultados consistentes podem afetar diretamente o restante da equipe. “Quando um profissional recebe privilégios sem entregar de forma consistente, o time percebe rapidamente”, explica. Segundo ele, esse tipo de situação costuma gerar uma sensação silenciosa de injustiça. Funcionários passam a questionar os critérios da liderança, a meritocracia interna perde credibilidade e profissionais produtivos começam a se sentir menos reconhecidos. Ainda assim, isso não significa que as empresas deixaram de apostar em profissionais considerados excepcionais. Pelo contrário: talentos raros continuam sendo muito disputados, especialmente em áreas estratégicas, comerciais, de tecnologia, inovação e liderança. A diferença é que, hoje, a contratação passou a ser mais racional e cautelosa. Paulo Saliby, sócio-fundador da consultoria em planos estratégicos de remuneração SG Comp Partners, explica que a primeira pergunta que uma empresa deveria fazer diante de um profissional “estilo Neymar” não é se ele já foi brilhante no passado, mas se ainda existem condições reais de recuperar a alta performance. “A pergunta central não é apenas ‘essa pessoa já foi brilhante?’, mas ‘ela ainda tem energia, motivação, disciplina e o contexto adequado para voltar a entregar em alto nível?’”, explica. Segundo ele, antes de contratar alguém com histórico recente negativo, é fundamental entender a origem da queda de performance. Em alguns casos, o problema pode estar no contexto da empresa anterior, como mudanças de liderança, perda de autonomia, conflitos culturais, ambiente tóxico ou desalinhamento estratégico. Em outros, a queda pode estar ligada ao próprio profissional, como perda de foco, excesso de distrações, acomodação, ego elevado ou dificuldade de adaptação. “A empresa não deve contratar apenas pela reputação ou pelo passado. É preciso avaliar com cuidado se aquele profissional faz sentido para o desafio atual, para a cultura da organização e para o tipo de resultado esperado”, afirma. Paulo destaca que esse tipo de contratação é, essencialmente, uma aposta de alto risco e alto retorno. Se a empresa consegue recuperar a performance, o ganho pode ser grande. Mas, se isso não acontece, o custo também pode ser elevado — inclusive do ponto de vista cultural. Quando a marca pessoal compete com o trabalho Outro ponto que ganhou força nas empresas nos últimos anos envolve algo muito associado à imagem de Neymar: o acúmulo de atividades paralelas. 🤳 Hoje, é cada vez mais comum encontrar executivos influenciadores, profissionais com forte presença digital e funcionários que conciliam podcasts, mentorias, publicidade, cursos e produção de conteúdo. Em muitos casos, isso não apenas é aceito como também incentivado pelas próprias empresas, já que contribui para fortalecer a reputação e ampliar o networking. O problema começa quando a marca pessoal passa a competir diretamente com o trabalho principal. Segundo Paulo, projetos paralelos e exposição excessiva nas redes sociais podem transmitir falta de foco, conflito de prioridades e até risco reputacional. “O problema surge quando a exposição externa passa a competir com a entrega principal para a qual a pessoa foi contratada.” Ele afirma que a situação se torna ainda mais delicada em cargos executivos, estratégicos ou que envolvam relacionamento com clientes e informações sensíveis. Nessas funções, qualquer polêmica pública pode afetar diretamente a imagem da companhia. “Quando uma pessoa ocupa uma posição de alta visibilidade, sua imagem pode se confundir com a da empresa. Se ela comete um erro em uma rede social, faz uma declaração inadequada ou se envolve em uma polêmica, o impacto pode atingir a organização”, diz. Além disso, há um impacto interno relevante. Quando a equipe percebe que um profissional dedica mais energia à própria marca do que às entregas e, ainda assim, mantém privilégios, a sensação de desequilíbrio cresce rapidamente. “A mensagem implícita pode ser: ‘por que essa pessoa pode se dedicar a outras atividades e ainda manter um status diferenciado?’”, afirma Paulo. Outra discussão inevitável envolve o comportamento interpessoal. Afinal, até que ponto o talento compensa a arrogância? Para Paulo, essa tolerância tem limite: “O talento pode compensar algumas limitações, mas até certo ponto.” Segundo ele, existe uma diferença importante entre profissionais intensos, competitivos e exigentes — características que podem ser positivas — e pessoas desrespeitosas, pouco colaborativas e incapazes de ouvir. “O primeiro perfil pode ser administrado. O segundo tende a se tornar um problema de gestão.” O especialista também chama atenção para um ponto importante. Empresas tendem a tolerar mais comportamentos difíceis em funções técnicas, individuais ou altamente especializadas, em que o impacto coletivo é menor. Já em cargos de liderança, o rigor costuma ser maior. Isso acontece porque, quanto maior o poder de influência sobre equipes, clientes e a cultura organizacional, maior também o potencial de dano causado por comportamentos tóxicos. Na prática, especialistas afirmam que o mercado corporativo vive hoje uma transformação significativa. O profissional brilhante continua sendo desejado, mas o conceito de “brilhante” mudou. Se antes bastava gerar resultado individual, hoje as empresas buscam profissionais capazes de combinar desempenho, inteligência emocional, estabilidade, colaboração e consistência. Rodrigo resume essa mudança de forma direta: “No mercado atual, talento continua sendo um diferencial. Mas consistência, humildade e capacidade de trabalhar em equipe são os fatores que realmente constroem carreiras duradouras.” A lógica financeira das empresas também mudou. Segundo Paulo, companhias continuam dispostas a pagar altos salários por profissionais considerados excepcionais, mas com mais cautela do que no passado. Hoje, tornou-se mais comum atrelar a remuneração variável ao desempenho, com bônus, metas, incentivos de longo prazo e mecanismos de retenção. “Está cada vez mais difícil justificar pacotes elevados baseados apenas em reputação ou potencial.” A ideia é reduzir o risco de pagar apenas pelo “nome” sem receber um retorno proporcional.

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R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto

Publicado em: 19/05/2026 03:00

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung podem aderir à paralisação REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra. A afirmação foi feita neste domingo (18) pelo primeiro-ministro, Kim Min-seok. A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters. A Samsung responde por quase um quarto das exportações do país. “Espera-se que apenas um dia de paralisação na fábrica de semicondutores da Samsung Electronics gere perdas diretas de até 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,4 bilhões)”, disse Kim após uma reunião de emergência com ministros. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal O primeiro-ministro também alertou para efeitos prolongados. “O mais preocupante é que uma interrupção temporária nas linhas de fabricação de semicondutores pode resultar em meses de inatividade”, afirmou. Segundo ele, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção. Negociações A Samsung e o sindicato já enfrentavam dificuldades para chegar a um acordo nas últimas rodadas de negociação. A expectativa é evitar a maior greve da história da empresa, com potencial adesão de mais de 45 mil trabalhadores, segundo a Reuters. A ameaça inicial incluía uma paralisação de até 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), em meio a um cenário de escassez global de chips de memória — o que ampliou a preocupação com impactos na economia sul-coreana e nas cadeias globais de suprimentos. As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes. Entre os principais pontos de impasse estão os bônus e a participação nos resultados. Os trabalhadores exigem o fim do teto de bonificação equivalente a 50% dos salários anuais e a destinação de 15% do lucro operacional para distribuição entre os funcionários. A Samsung, por sua vez, propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, mantendo o limite atual. Segundo estimativas citadas nas negociações, os valores envolvidos podem ultrapassar 200 trilhões de won neste ano. Pressão judicial e risco econômico Para aumentar a pressão, a empresa conseguiu na Justiça sul-coreana uma liminar parcial contra ações consideradas ilegais durante a greve. A decisão abre a possibilidade de obrigar parte dos funcionários a trabalhar para evitar danos às linhas de produção. Caso descumpram a decisão, sindicatos podem ser multados em até 100 milhões de won por dia, enquanto líderes sindicais podem enfrentar penalidades diárias de 10 milhões de won. Mesmo assim, representantes dos trabalhadores afirmam que a decisão não impede a realização da greve caso as negociações fracassem novamente. Autoridades do país vêm demonstrando crescente preocupação com o impasse. Uma eventual paralisação é vista como um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros da Coreia do Sul. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

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LG quebra barreira dos monitores gamers com UltraGear de 1000 Hz nativos

Publicado em: 19/05/2026 02:55 Fonte: Tudocelular

A LG Electronics anunciou oficialmente o LG UltraGear 25G590B, primeiro monitor gamer Full HD do mundo a contar com uma taxa de atualização nativa de 1000Hz. De acordo com o comunicado da fabricante sul-coreana, o periférico foi desenvolvido com foco direto no mercado de eSports e em jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), prometendo respostas visuais mais rápidas. Segundo os dados de divulgação da marca, o display adota o tamanho de 24,5 polegadas na resolução de 1920 x 1080 pixels, dimensões bastante populares em torneios competitivos. A proposta desse formato é permitir que o jogador acompanhe elementos cruciais da interface sem a necessidade de realizar movimentos excessivos com os olhos.Diferente de tecnologias de modo duplo que exigem sacrifício de resolução para atingir frequências mais altas, o dispositivo entrega os 1000Hz de forma nativa por padrão. A fabricante pontua que o painel mantém a legibilidade de menus e interfaces nítidos mesmo em movimentações extremas, evitando borrões na renderização de objetos velozes.Clique aqui para ler mais

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Inovação no campo: RS usa drones para 'caçar' carrapatos com solução biológica

Publicado em: 19/05/2026 01:00

Inovação no campo: RS usa drones para 'caçar' carrapatos com solução biológica Pesquisadores do Rio Grande do Sul estão usando drones para aplicar uma solução biológica em pastagens e combater um dos maiores desafios da pecuária: o carrapato bovino. A técnica inovadora, que ataca o parasita no ambiente, e não diretamente no animal, é uma alternativa mais barata e eficaz aos pecuaristas. O projeto é liderado pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), do Governo do Estado. Segundo o pesquisador agropecuário e diretor do instituto, José Reck, a mudança de estratégia é crucial, pois muitos carrapatos já são resistentes a quase todos os venenos disponíveis no mercado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A nova abordagem foca em atacar o parasita onde ele é mais vulnerável: no pasto. "Quando a gente vê um carrapato no bovino, pode imaginar que teremos milhares mais no ambiente. A maior parte dos carrapatos está na pastagem", explica Reck. A "arma" usada é uma solução biológica que utiliza microrganismos presentes no solo. "A gente seleciona os que têm maior capacidade de matar, concentra eles numa formulação e devolve para o ambiente de uma maneira muito mais concentrada", detalha o pesquisador. Drones como diferencial O uso de drones é o grande diferencial da pesquisa. A aplicação com os equipamentos permite que a solução seja pulverizada à noite ou de madrugada — períodos em que os microrganismos são mais eficazes, por não serem expostos à luz solar. Além disso, a tecnologia é mais barata e acessível ao pecuarista, que geralmente não possui tratores pulverizadores. "Não adianta ter uma ferramenta maravilhosa, mas que vá custar 100 dólares por hectare. Isso é inviável. O uso dos drones nos permitiu reduzir muito o volume de aplicação e buscar um custo-benefício que seja possível para o produtor", afirma Reck. A pesquisa quer validar um protocolo que possa ser transferido para a indústria. Se aprovada, a técnica deve permitir a produção em larga escala de um produto biológico para o controle de carrapatos, algo que ainda não existe no Brasil. Pesquisadores do RS usam drones para testar produto que combate carrapatos diretamente nas pastagens Divulgação/Seapi VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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EUA mudam regras para químicos perigosos na água e afrouxam normas ambientais

Publicado em: 19/05/2026 00:25

Vista aérea do Lago Mead Getty Images via BBC O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (18) uma reformulação em suas políticas ambientais, combinando uma ampla flexibilização de regras para o setor de energia tradicional com a extensão de prazos para que distribuidoras de água se adaptem aos limites de contaminantes químicos perigosos, conhecidos como PFAS. As medidas fazem parte de um esforço da gestão de Donald Trump para eliminar o que classifica como "burocracia desnecessária" e falhas do governo anterior, liderado por Joe Biden, sob o argumento de reduzir custos para os consumidores, destravar a economia e garantir a segurança nacional. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Prorrogação de prazos para os 'poluentes eternos' Em anúncio conjunto conduzido pelo administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, e pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos (HHS), Robert F. Kennedy Jr., o governo americano apresentou uma nova estratégia baseada no ciclo de vida para lidar com os PFAS (substâncias per e polifluoroalquilas), compostos químicos associados a impactos à saúde e a doenças crônicas. LEIA TAMBÉM: Químicos eternos: Como PFAS afetam sua saúde? Entenda A nova proposta mantém os padrões federais de proteção à saúde para os dois tipos mais estudados de poluentes (PFOA e PFOS). No entanto, introduz uma mudança prática que abre a possibilidade de que os sistemas de abastecimento de água elegíveis solicitem até dois anos adicionais para se adequarem às regras, estendendo o prazo limite de conformidade de 2029 para até 2031. De acordo com a EPA, a prorrogação não será automática e dependerá do cumprimento de critérios específicos. O objetivo é permitir que os sistemas de água tenham tempo para diagnosticar a contaminação, testar novos controles e obter financiamento, além de dar margem para que os custos das tecnologias de remoção diminuam com o avanço tecnológico, evitando repasses abruptos para as contas de água. Paralelamente, o governo anunciou o repasse de quase US$ 1 bilhão em subsídios para ajudar comunidades pequenas ou desfavorecidas a identificar e remover essas substâncias do sistema de água potável. A agência também colocará em consulta pública uma segunda proposta para revisar as normas aplicadas na gestão anterior sobre outros compostos químicos (como PFHxS, PFNA, GenX e o índice de risco que inclui o PFBS), alegando que o governo Biden falhou em seguir os requisitos legais exigidos pela Lei da Água Potável Segura (SDWA) ao combinar etapas do processo sem dar a oportunidade correta para comentários do público. Ofensiva contra a 'Energia Verde' e incentivo aos combustíveis fósseis A flexibilização das regras da água ocorre em paralelo a um balanço de ações divulgado pela Casa Branca, focado em extinguir as regulamentações de transição ecológica para impulsionar a produção de combustíveis fósseis e mineração. Entre as principais medidas adotadas pela administração federal e listadas no documento oficial estão: Licenciamento expresso: Processos de avaliação ambiental para projetos de infraestrutura energética e minerais críticos, que antes demoravam anos, agora têm prazo máximo de aprovação de 28 dias após a implementação de procedimentos de emergência pelo Departamento do Interior. Remoção do "custo social do carbono": Várias agências federais removeram esse índice das tomadas de decisão para garantir que as preocupações climáticas não inflem os custos para os consumidores. Retorno do carvão: O governo revogou as exigências de relatórios de impacto ambiental para o programa federal de arrendamento de carvão, encerrando oficialmente a moratória de exploração em mais de 3 milhões de acres em múltiplos estados. Derrubada de mandatos de carros elétricos: O Congresso derrubou as isenções que permitiam à Califórnia exigir metas de veículos elétricos no estado. Complementando a medida, o Departamento de Transportes propôs reduzir as exigências de eficiência de combustível para patamares que os motores tradicionais a combustão interna consigam atingir de forma realista. Abertura de florestas e áreas costeiras: O Departamento de Agricultura iniciou a revogação da regra de 2001 que impedia a construção de estradas e a extração de madeira em quase 45 milhão de acres do Sistema Florestal Nacional. O governo também iniciou processos para suspender poderes da Comissão Costeira da Califórnia de barrar a produção de petróleo em alto-mar e lançamentos espaciais. As duas novas propostas da EPA serão publicadas no Diário Oficial dos EUA (Federal Register) para um período de 60 dias de comentários públicos. Uma audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 7 de julho de 2026.

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Estudantes do RS vencem prêmio internacional de inovação com curativo biodegradável

Publicado em: 19/05/2026 00:01

Estudantes do RS vencem prêmio internacional de inovação com curativo biodegradável Dois estudantes de 17 anos de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram anunciados como vencedores da América Central e do Sul no The Earth Prize 2026, considerado o maior prêmio ambiental do mundo voltado a jovens. Bernardo Renner e Ísis Valentin criaram um curativo biodegradável feito de babosa (aloe vera) e camomila que pode substituir as bandagens plásticas convencionais. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Batizado de Hada, palavra que significa “pele” em japonês, o projeto surgiu a partir da experiência dos dois nas quadras de vôlei. Os estudantes do colégio Sinodal Prado estavam insatisfeitos com curativos tradicionais, que cobrem apenas pequenas lesões e geram muitos resíduos plásticos. O material desenvolvido pela dupla busca auxiliar na cicatrização e se decompõe no solo em até 48 horas. “Começamos tentando resolver um problema que nós mesmos vivenciamos, mas rapidamente percebemos que ele era muito maior do que isso. Algo tão pequeno quanto uma bandagem é usado por milhões de pessoas todos os dias. Vencer o The Earth Prize nos dá a chance de levar o Hada para o uso no mundo real e resolver um problema exponencial: a dependência humana do plástico”, disseram Bernardo e Ísis. De acordo com os organizadores do prêmio, o projeto já conta com protótipos funcionais e apresentou resultados positivos em testes iniciais de aderência, flexibilidade e ação antimicrobiana. Os estudantes também produziram quatro artigos de pesquisa e trabalham em parceria com instituições e especialistas do Rio Grande do Sul, como o Instituto Caldeira e a Prado Tech, em Gravataí. Com a conquista, disputada com cerca de 6 mil estudantes, Bernardo e Ísis recebem US$ 12,5 mil (cerca de R$ 63 mil) para desenvolver a tecnologia e ampliar a aplicação do biocurativo em ambientes como escolas, centros esportivos e espaços de saúde. Criado pela Earth Foundation, organização sem fins lucrativos sediada em Genebra, na Suíça, o The Earth Prize reúne estudantes de 13 a 19 anos de 169 países e territórios e já alcançou 21 mil concorrentes. Os vencedores regionais agora disputam o prêmio global, que será definido por votação pública no fim de maio. Estudantes do RS vencem prêmio internacional de inovação com curativo biodegradável Bernardo Renner e Isis Valentim/divulgação Isis Valentim e Bernardo Renner, estudantes do RS que venceram prêmio internacional de inovação com curativo biodegradável Bernardo Renner e Isis Valentim/divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS Estudantes do RS vencem prêmio internacional de inovação com curativo biodegradável

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A Copa do Mundo será decidida nestes gramados - como cientistas o aperfeiçoaram por décadas

Publicado em: 19/05/2026 00:00

Conheça os 26 jogadores convocados por Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 Aconteceu logo aos oito minutos de jogo. Ángel Di María roubou a bola de um zagueiro canadense e chutou em direção ao gol adversário. Um dos maiores jogadores da história da Argentina tinha apenas o goleiro pela frente em um lance decisivo da fase de grupos da Copa América de 2024. Mas, ao conduzir a bola até a área, parecia ter dificuldade para dominá-la. Diante do goleiro canadense na entrada da área, Di María conseguiu apenas tocar de bico, sem força. O goleiro então defendeu com facilidade. Depois da partida, o técnico e os jogadores argentinos deram uma explicação para o que poderia ter dado errado. Os atuais campeões mundiais alegaram que a qualidade do gramado no estádio de Atlanta, no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, afetou o desempenho da equipe. O estádio onde a partida foi disputada, casa do Atlanta Falcons, time de futebol americano da liga nacional dos EUA (NFL), e do Atlanta United, equipe da Major League Soccer (MLS, a liga americana de futebol que conta com nomes como Lionel Messi), normalmente usa um gramado artificial, mas ele havia sido substituído por um campo temporário de grama natural poucos dias antes do torneio. LEIA MAIS: Copa do Mundo 2026: veja perguntas e respostas Copa 2026: com Neymar chamado, veja memes da convocação da seleção brasileira de Carlo Ancelotti Os jogadores da Argentina reclamaram que a bola quicava "como em um trampolim" e descreveram o gramado como "um desastre". As preocupações com a qualidade dos campos acompanharam o torneio à medida que as partidas eram disputadas em outros estádios pelos EUA. Conforme a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, os organizadores dos países-sede (EUA, Canadá e México) tentam evitar que as críticas aos gramados se repitam. Por isso, contrataram especialistas encarregados de garantir que não ocorram reclamações durante a copa, que vai de 11 de junho a 19 de julho de 2026. Nos últimos oito anos, pesquisadores quicaram bolas, pisotearam gramados com chuteiras e submeteram diferentes áreas de grama a testes intensos em busca do campo perfeito. Eles irrigaram, adubaram e monitoraram diferentes combinações de espécies de grama para entender como cada uma reagiria às condições de jogo. Também mediram lâminas de grama de milímetro por milímetro para encontrar a altura ideal. "É muita pressão", afirma John Sorochan, professor da Universidade do Tennessee, nos EUA, contratado pela Fifa para supervisionar o crescimento, a instalação e a manutenção dos gramados nos 16 estádios da Copa do Mundo, incluindo cinco arenas cobertas por domos. "Esses são os estádios que mais me preocupam", diz Sorochan. "O sol vai nascer, mas não dentro deles. As plantas precisam de luz, de preferência luz solar, para crescer." Velcro ou carpete Os campos desenvolvidos para os estádios nos EUA, Canadá e México serão pisoteados por 22 jogadores ao mesmo tempo durante mais de 90 minutos por partida ao longo de 104 jogos. GETTY IMAGES via BBC Com a Copa do Mundo masculina de 2026 se aproximando, o resultado acumulado de mais de 170 experimentos diferentes conduzidos por Sorochan e outros pesquisadores está prestes a ser colocado à prova. O trabalho se apoia em décadas de estudos sobre a ciência do cultivo e da instalação de gramados esportivos. Mas os campos desenvolvidos para os estádios nos EUA, Canadá e México serão pisoteados por 22 jogadores ao mesmo tempo durante mais de 90 minutos por partida ao longo de 104 jogos. As ambições dos maiores jogadores do mundo e de bilhões de torcedores dependerão da capacidade de resistência desses gramados. Segundo Sorochan, uma diferença de apenas cinco milímetros pode determinar se um gramado se comporta como "velcro" ou como um tapete natural perfeito, favorecendo a troca rápida de passes necessária para um jogo emocionante. Sorochan e os colegas passaram horas realizando testes para definir a altura exata em que cada campo deveria ser cortado. Em campos em miniatura instaladas nos laboratórios de pesquisa em Knoxville, no Tennessee, nos EUA, bolas eram lançadas por máquinas vermelhas enquanto os cientistas observavam e mediam cuidadosamente velocidade e quique. Eles também empurravam sobre a grama uma estrutura metálica equipada com uma chuteira presa a um suporte, usada para golpear repetidamente o solo e testar a sua elasticidade. Os pesquisadores avaliaram não apenas a interação da bola com a superfície, mas também a tração oferecida aos jogadores. Eles procuraram maneiras de reduzir buracos no gramado durante as partidas e evitar áreas excessivamente úmidas que pudessem prejudicar o ritmo do jogo. Pior ainda, um gramado ruim poderia ter consequências ainda mais graves, causando lesões capazes de encerrar carreiras de jogadores que valem milhões. A distribuição geográfica dos estádios também cria outro desafio: os campos precisam resistir a condições climáticas muito diferentes, do calor úmido da Cidade do México e de Miami ao clima mais frio de Toronto e Boston. Para lidar com isso, os pesquisadores desenvolveram sistemas de raízes, métodos de irrigação e cronogramas de manutenção específicos para cada local. Eles também testaram diferentes espécies de grama para identificar as mais adequadas a cada condição climática. Em regiões mais quentes, os campos serão feitos de grama do tipo bermuda. Já em áreas mais frias, haverá uma combinação de grama Kentucky bluegrass e azevém perene. Sorochan e sua equipe concluíram que os gramados de grama bermuda devem ser cortados um pouco mais baixos, porque são mais densos e secam mais rapidamente do que os campos compostos por Kentucky bluegrass e azevém perene. Para tornar os campos mais uniformes e duráveis, fibras plásticas semelhantes às usadas em gramados artificiais foram incorporadas à grama natural. Ainda assim, jogadores que atuam na Europa, onde predominam gramados de clima frio, podem estranhar ao entrar em um campo de grama do tipo bermuda em cidades como Miami ou Kansas City. "Eles vão olhar para isso e dizer: 'Esse não é o gramado que tenho na Alemanha, parece mais um campo de golfe'", afirma Sorochan. Ele admite que cada campo terá características ligeiramente diferentes, mas acredita que, graças às pesquisas realizadas, essa variação será mínima. "O que me deixa apreensivo é a escala gigantesca de campos temporários que precisarão ser montados ao mesmo tempo", afirma Trey Rogers 3º, professor da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA, que vem auxiliando Sorochan nos preparativos para a Copa do Mundo. Os gramados precisam ser perfeitos, quase milagrosos. A Fifa depositou sua confiança em Sorochan e Rogers, referências em um campo tão específico quanto a ciência dos gramados esportivos. A dupla nunca enfrentou um desafio como o da Copa do Mundo de 2026 — e a pressão é enorme. Mas não será a primeira vez que eles preparam gramados para o maior palco do futebol mundial. O 'guru dos gramados' e o seu protegido Rogers se apaixonou pelos gramados enquanto trabalhava em um campo de golfe no sul dos EUA. Mas sua ligação com o futebol começou em 1992, quando a Fifa buscava ajuda para instalar um campo de grama natural dentro do Pontiac Silverdome, em Michigan, que receberia quatro partidas da Copa do Mundo de 1994. O estádio era casa do Detroit Lions, equipe da NFL que jogava em gramado artificial. Como muitos americanos, Rogers não sabia praticamente nada sobre o maior evento esportivo do planeta. "Eu disse a frase pela qual ninguém me deixa esquecer até hoje", conta Rogers. "O que é a Copa do Mundo?" Mesmo assim, a Fifa escolheu Rogers para comandar o cultivo e a instalação do gramado dentro do estádio. Depois de uma série de testes, a equipe da Universidade do Estado de Michigan decidiu plantar uma combinação de Kentucky bluegrass e azevém perene em solo arenoso. A areia ajudaria na drenagem, enquanto as duas espécies de grama conseguiriam crescer em clima frio e com pouca luz solar direta. Rogers e seus colegas plantaram sementes do lado de fora do estádio em 1.994 bandejas hexagonais. O trabalho exigiu milhares de horas de esforço, grande parte feita manualmente. Na época, Sorochan era estudante e trabalhava no projeto. "Eu era literalmente a pessoa compactando a areia", afirma Sorochan. Os módulos hexagonais foram uma das maiores inovações da equipe. Eles permitiam preservar intactas as raízes da grama quando as placas do gramado eram transportadas para dentro do estádio. Era a primeira vez que um campo de grama natural seria instalado sobre um gramado artificial em um estádio coberto. Quando Rogers viu uma equipe entrar no estádio para o primeiro treino, percebeu que os jogadores nem chegaram a examinar o gramado. Pelo visto, o campo parecia normal para eles. Como garotos, passaram a chutar bolas para o alto tentando alcançar o teto da gigantesca arena. Rogers considerou o projeto um sucesso. O trabalho lhe renderia o apelido de "o guru dos gramados". Mas, ao fim da Copa do Mundo de 1994, Sorochan subiu ao topo do estádio e observou o campo lá de cima. "Dava para ver o desgaste do gramado", afirma Sorochan. "E eu pensei: nossa, como podemos melhorar isso?" Sorochan passou o restante do período como pós-graduando pesquisando maneiras mais eficientes de cultivar grama em ambientes fechados. E quando a Fifa entrou em contato com ele em 2018 para pedir ajuda na preparação da Copa do Mundo de 2026, Sorochan convidou Rogers e a Universidade do Estado de Michigan para participar do projeto. O que eles teriam de realizar faria o trabalho desenvolvido no Silverdome, em 1994, parecer um experimento escolar. Algas marinhas e sílica Normalmente, os gramados são cultivados o mais perto possível do local onde serão instalados, em solos semelhantes aos do estádio. O processo de cortar e transportar a grama costuma causar estresse às plantas, que muitas vezes precisam de várias semanas para se recuperar. Na Copa do Mundo, porém, muitos dos campos serão instalados apenas dez dias antes da estreia. A extensa fazenda de gramados de Joe Wilkins 3º, nos arredores de Denver, no Colorado, nos EUA, será responsável pelos campos usados em Dallas, Atlanta e Houston. Juntos, os três estádios receberão mais de um quarto das partidas do torneio. Todas são arenas cobertas, onde o gramado não recebe luz solar direta. "Esses são os maiores desafios", afirma Wilkins, cujo avô fundou a Green Valley Turf Company em 1962. Centenas de hectares da fazenda da empresa são cobertos por gramados de verde intenso. Para preparar a grama que será instalada nos estádios, a equipe de Wilkins plantou sementes em areia sobre uma fina camada de plástico. A técnica ajuda a proteger as raízes durante a colheita e reduz o impacto sofrido pelas plantas no transporte. Nas semanas seguintes, os funcionários irrigam e cortam a grama cuidadosamente, além de aplicar fungicidas, fertilizantes, compostos húmicos, algas marinhas e sílica. "A grama nunca tira um dia de folga", afirma Wilkins. Sorochan visitou a Green Valley Turf Company várias vezes nos últimos anos, e Wilkins chegou a enviar placas de grama para a Universidade do Tennessee para auxiliar nos experimentos conduzidos por ele. Lá, a equipe construiu uma estufa moderna para reproduzir as condições internas de estádios cobertos, enquanto a Universidade do Estado de Michigan utilizou uma plataforma asfaltada de 2.100 m² para simular a instalação dos gramados sobre o piso dessas arenas. Nos estádios abertos, a estabilização do gramado é feita com uma base de cascalho sob uma camada compacta de areia, sobre a qual a grama é desenrolada. Já nos campos temporários montados sobre gramados artificiais em estádios da NFL, a drenagem é garantida por uma grade plástica intertravada e mantas plásticas trançadas, usadas no lugar da camada de cascalho. Faltando poucas semanas para o início da Copa do Mundo, Wilkins e sua equipe agora enfrentam o trabalhoso processo de cortar e enrolar a grama. Usando o que Wilkins descreve como "cortadores de pizza gigantes" acoplados a veículos agrícolas, os funcionários dividem a grama em faixas de 1,2 metro de largura. Eles esperam o pôr do sol, quando a grama está seca, para então enrolá-la e carregá-la em caminhões refrigerados. Ao mesmo tempo, dezenas de outros caminhões refrigerados transportam cerca de 93 mil metros de grama de fazendas para estádios espalhados pela América do Norte. "Nunca fiz nada dessa dimensão na minha carreira", afirma Alan Ferguson, diretor sênior de gestão de gramados da Fifa. Nos estádios cobertos, quando a grama finalmente chega ao destino, talvez seja a última vez que ela tenha contato com luz natural. Ainda assim, precisará permanecer saudável por várias semanas. Alimentando a grama Luzes retráteis de LED iluminam os gramados com a quantidade exata de luz necessária. GETTY IMAGES via BBC Depois que os gramados são desenrolados nas arenas cobertas, um brilho magenta passa a cobrir todo o campo. A luz vem de dezenas de barras metálicas brancas instaladas poucos metros acima da grama. Essas luzes retráteis de LED podem ser posicionadas sobre o campo para fornecer à grama a energia necessária para continuar crescendo. Em Dallas, estádio do time Dallas Cowboys, da NFL, por exemplo, os equipamentos descem diretamente do teto da arena. "Você pode trabalhar debaixo delas, cortar a grama, fazer toda a manutenção necessária, e o gramado continua crescendo", afirma Sorochan. Cultivar grama sem luz solar direta é muito mais simples hoje do que era no Silverdome, em 1994, graças aos avanços da tecnologia de diodos emissores de luz (LED). Sorochan afirma não estar preocupado com a repetição dos problemas vistos na Copa América. Segundo ele, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, onde a Argentina e o Canadá se enfrentaram, a distância entre o gramado natural e o campo sintético usado nas partidas de futebol americano era pequena demais, criando o efeito de "trampolim" relatado pelos jogadores. Para 2026, a Fifa exigiu uma camada de separação maior entre as superfícies. A Copa do Mundo de Clubes de 2025 também serviu como uma espécie de ensaio parcial. Os pesquisadores responsáveis pelos gramados utilizaram muitos dos mesmos materiais, técnicas e profissionais que serão empregados no próximo ano. "A Copa do Mundo de Clubes foi um torneio importante por si só", afirmou Ferguson, da Fifa. "Mas também acabou nos oferecendo naturalmente a oportunidade de testar parte dessa logística." Embora os jogadores e técnicos ainda tenham feito algumas reclamações sobre a qualidade dos gramados durante o torneio, a Fifa afirmou que os campos atenderam aos padrões internacionais de avaliação. Segundo Ferguson, a Fifa gastou mais de US$ 5 milhões (cerca de R$ 27,5 milhões) em pesquisas sobre gramados para a Copa do Mundo de 2026. É um valor alto para algo em que poucas pessoas pensam ao assistir ao drama da principal competição do futebol mundial. Rogers espera que, no longo prazo, as pesquisas conduzidas por ele e Sorochan levem a melhorias mais amplas no uso de gramados em diferentes modalidades esportivas. Segundo ele, isso pode até convencer algumas equipes de futebol americano a abandonar o gramado sintético, inclusive em estádios cobertos. "Haverá técnicas e soluções desenvolvidas ali que poderão ser aplicadas até em escolas locais", afirma Elizabeth Guertal, professora de gestão de gramados esportivos da Universidade de Auburn, nos EUA, que não participa do projeto da Copa do Mundo. Enquanto isso, Rogers e Sorochan sabem que um gramado bem cuidado, assim como uma criança, pode ser ao mesmo tempo delicado e resistente. É o gramado que sustenta o atacante em uma mudança brusca de direção e amortece a queda do goleiro depois de uma grande defesa. Eles prepararam o palco onde o drama vai acontecer. Agora, cabe aos jogadores descobrir quais sonhos vão se realizar.

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Justiça americana impõe derrota a Elon Musk e rejeita processo do bilionário contra a OpenAI

Publicado em: 18/05/2026 22:58

Justiça dos EUA impõe derrota ao bilionário Elon Musk em disputa sobre inteligência artificial A Justiça americana impôs uma derrota ao bilionário Elon Musk e rejeitou o processo dele contra a OpenAI – a empresa de inteligência artificial que o próprio Musk ajudou a fundar e que é responsável pelo ChatGPT. É o fim, pelo menos por ora, de uma das batalhas legais sobre a inteligência artificial e uma vitória para Sam Altman, da OpenAI, fundadora do ChatGPT. Ele e a empresa foram alvo de um processo movido pelo bilionário Elon Musk, proprietário de diversas empresas de tecnologia – inclusive a xAI, também de inteligência artificial. Musk acusava a OpenAI de ter se afastado da missão original – que seria desenvolver inteligência artificial para o benefício da humanidade. De acordo com o bilionário, a OpenAI enganou doadores que injetaram milhões de dólares na empresa acreditando que ela não tinha fins lucrativos. Por usa vez, Sam Altman e a OpenAI afirmaram que Musk nunca se opôs a mudanças na missão da empresa. Mas que o bilionário rompeu com os cofundadores da OpenAi quando eles se negaram a dar mais controle para Musk. Justiça americana impõe derrota a Elon Musk e rejeita processo do bilionário contra a OpenAI Jornal Nacional/ Reprodução Foram 11 dias de julgamento. Na audiência desta segunda-feira (18), os jurados levaram menos de duas horas para decidir contra Elon Musk e rejeitar o processo. O motivo foi uma questão técnica: o bilionário descumpriu o prazo para levar o caso à Justiça. As gigantes da inteligência artificial disputam espaço em um mercado trilionário. É uma briga por investimentos, parques industriais e até influência dentro do governo americano. Os advogados de Elon Musk disseram que vão recorrer da decisão. Já a defesa da OpenAi afirmou que o processo era uma tentativa de frear a competição. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM

Reportagens do g1 Roraima sobre dinossauros e sítio arqueológico inédito vencem prêmio de Ciência

Publicado em: 18/05/2026 22:26

Jornalistas Caíque Rodrigues e Yara Ramalho, premiados pela Faperr g1 RR Duas reportagens do g1 Roraima venceram o II Prêmio Roraimense de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Roraima (Faperr). O primeiro lugar ficou com a notícia sobre a descoberta do primeiro sítio arqueológico do Brasil com sinais de granito lascado, assinada pelo jornalista Caíque Rodrigues. Já o segundo lugar premiou a reportagem sobre a descoberta das pegadas de dinossauros na Amazônia, da editora Yara Ramalho. Leia as reportagens premiadas: 🥇 USP encontra em RR primeiro sítio arqueológico do Brasil com sinais de granito lascado 🥈 Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu nesta segunda-feira (18), no palácio Senador Hélio Campos. Os dois jornalistas autores das reportagens concorreram com as reportagens na categoria "profissional de comunicação". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Sítio arqueológico inédito em São Luiz ✍️ Publicada em setembro de 2025, a reportagem assinada pelo jornalista Caíque destacou uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) que identificou o primeiro sítio arqueológico do Brasil com evidências de granito lascado manuseado por povos indígenas pré-coloniais. Conhecido como Arara Vermelha, o local, em São Luiz, apresenta sinais de uso da rocha na produção de artefatos. 🦕 Já a reportagem da jornalista Yara foi publicada em outubro de 2025 e mostrou a descoberta feita por pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) de pegadas fossilizadas de dinossauros com mais de 100 milhões de anos no município de Bonfim, ao Norte do estado. 🏆 Concurso da Faperr O concurso da Faperr tem como objetivo promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação tecnológica e a inovação em Roraima. Foram avaliados critérios como a contribuição da produção para o fortalecimento e a expansão do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, além da popularização da ciência. Também foram analisados a qualidade técnica da produção, considerando aspectos como precisão, clareza, linguagem e didatismo; a profundidade, relevância e repercussão da informação; e a qualificação, experiência e trajetória profissional dos participantes. O prêmio também reconheceu pesquisadores inovadores dos setores empresarial e público, além de professores na categoria Ciência na Escola e empresas inovadoras. A premiação contou ainda com categorias nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas. Outras premiações da Rede Amazônica: Prêmio nacional Sebrae de jornalismo: 2 reportagens de Roraima estavam entre as finalistas Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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UFMT mantém aulas remotas por tempo indeterminado em curso após alunos serem intimidados por denunciarem 'lista de estupráveis'

Publicado em: 18/05/2026 19:33

Câmeras da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores da UFMT Alunos do primeiro semestre do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) continuarão com aulas remotas por tempo indeterminado, até que a instituição considere o ambiente seguro para estudantes e servidores. Inicialmente, a medida seria válida apenas entre os dias 14 e 18 de maio. No entanto, após nova análise, a UFMT decidiu manter as atividades à distância. A decisão foi tomada após dois episódios envolvendo alunos da universidade. Entre eles, a denúncia de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” e ameaças contra estudantes, o que aumentou a preocupação com a segurança no campus. A Polícia Civil informou que abriu investigação sobre o caso. Segundo a corporação, a documentação encaminhada pela universidade foi recebida no dia 11 de maio e o procedimento já foi instaurado. A polícia também explicou que a investigação sobre as ameaças feitas a estudantes de Engenharia é conduzida por outra unidade e depende de representação formal das vítimas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp De acordo com denúncias feitas por alunos, o homem teria ameaçado colegas envolvidos nas acusações sobre uma lista que classificava alunas como “estupráveis” que citava o envolvimento do filho dele. O caso ganhou repercussão na semana passada, após a suposta lista começar a circular entre estudantes do campus. A situação levou ao afastamento de um aluno do curso de direito. Já a defesa do estudante de engenharia civil citado nas acusações informou que o jovem apresentou um atestado médico e se afastou das atividades na universidade, cumprindo as tarefas à distância por tempo indeterminado. A UFMT informou ainda que foram instauradas comissões de inquérito disciplinar na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e na Faculdade de Direito para apurar os fatos relacionados ao caso. Além disso, segundo a UFMT, foi solicitado reforço na segurança junto à Polícia Militar e ao serviço de segurança interna da instituição. Faculdade de Direito - UFMT Reprodução Entenda o caso Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso João Lucas Rodrigues Tessaro Na semana passada, um aluno do curso de Direito da universidade foi afastado das aulas após ser apontado como envolvido na criação da lista. Em mensagens divulgadas nas redes sociais, estudantes comentavam sobre um “ranking de alunas mais estupráveis” dos cursos da universidade. O caso provocou protestos de estudantes e gerou repercussão dentro da universidade. Áudios que circulam em grupos de mensagens também reforçariam a conduta investigada. Na última quinta-feira (8), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso deu prazo de cinco dias para a UFMT informar quais medidas internas estão sendo adotadas em relação ao caso. A medida foi adotada após o MPMT instaurar, nessa quarta-feira (6), um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma. Segundo a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou os estudantes até a delegacia após as ameaças. A situação deixou estudantes e familiares preocupados com a segurança dentro do campus. O suspeito já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento. O Ministério Público determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT para que a instituição informe quais providências internas estão sendo adotadas em relação à denúncia. Além disso, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) deverão encaminhar ao MP, no mesmo prazo, todas as provas e documentos que possuam sobre o caso.

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Cães da Guarda de Piracicaba são adotados por agentes, bombeiro e cidade vizinha após fechamento de canil

Publicado em: 18/05/2026 18:55

Equipe do Canil da Guarda Municipal de Piracicaba Rafael Bitencourt Os cinco cães que viviam no canil da Guarda Civil Municipal de Piracicaba (SP), desativado após 12 anos, foram adotados e encaminhados para novos lares. A informação foi confirmada pela prefeitura nesta segunda-feira (18). Confira o destino de cada um deles, abaixo: três cães foram adotados por guardas da própria corporação; um cão foi transferido para a Guarda Civil de São Pedro; outro foi adotado por um sargento aposentado do Corpo de Bombeiros. Segundo o comandante da Guarda Municipal, Marcos Alexandre Pavanello Rodrigues, os cães estão saudáveis, recebem acompanhamento veterinário e alimentação adequada. A adoção será formalizada após o período de adaptação dos animais. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Fechamento do canil Com o fechamento, os quatro guardas-civis que atuavam no canil passarão a integrar o patrulhamento preventivo e setorial nas ruas. Atualmente, a corporação conta com 310 agentes. A desativação do canil é temporária e faz parte de uma reestruturação da corporação, que agora aposta mais em tecnologia, cruzamento de dados e monitoramento remoto. Segundo a prefeitura, há um projeto executivo em andamento para a futura implantação de um novo canil em local adequado. 'Não tivemos dúvida sobre adotar a Zoe', disse o guarda O guarda civil Alex Custódio Elias e a cadela Zoe Divulgação/Prefeitura de Piracicaba A cadela Zoe, da raça pastor-holandês e com quatro anos de idade, foi adotada pelo próprio condutor, o guarda-civil Alex Custódio Elias. Segundo o tutor, a adaptação foi rápida. Zoe agora vive com outras duas cadelas da família — Betina, da raça pug, e Kenny, sem raça definida. “Eu já trabalhava com ela, e quando veio a notícia do término das atividades do canil, comentei com a minha mulher e não tivemos dúvida sobre adotar a Zoe, tendo em vista o vínculo afetivo que nós já tínhamos com ela [...] Ela se adaptou muito bem à nova rotina e também às novas irmãs. O processo de socialização durou cerca de uma semana e meia e hoje elas são inseparáveis”, disse. Falta de guardas Piracicaba tem hoje 21% menos guardas municipais do que há dez anos, segundo levantamento do g1. Não há concursos abertos para novas contratações. Com baixa de 21% no efetivo, Prefeitura transfere guardas de proteção do patrimônio público para rondas nas ruas Piracicaba perde 86 guardas municipais em 10 anos e sente prejuízos em rondas e distribuição por região Guardas municipais relataram ao g1, em agosto de 2025, que a redução do efetivo dificulta o atendimento de ocorrências e obriga as equipes a priorizarem chamados. A falta de pessoal também levou ao fechamento de bases nos bairros e à desativação do Pelotão Ciclístico. Mudanças estratégicas da GCMP Segundo Rodrigues, a desativação do canil faz parte de uma mudança nas estratégias de segurança, com foco no uso de tecnologias. O objetivo é investir em sistemas inteligentes de monitoramento, como o reconhecimento automático de placas, que permite identificar veículos furtados, cruzar dados em tempo real e gerar alertas para as equipes nas ruas. "Essas ferramentas tecnológicas permitem maior alcance, precisão e integração das ações de segurança, contribuindo para respostas mais rápidas e eficazes, sem prejuízo das demais políticas públicas já em andamento", escreveu. Vídeos em alta no g1 Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

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Petrolina sedia exposição gratuita sobre fungos a partir desta terça (19); veja como participar

Publicado em: 18/05/2026 18:13

Evento conta com exposição sobre fungos aberta a todos os públicos e oficina direcionada a professores e estudantes de licenciatura. As atividades são gratuitas Arquivo/UFPE O Espaço Arte, Ciência e Cultura (EACC) da Univasf, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, recebe o projeto 'Do Litoral ao Sertão: Museu Itinerante da Micologia Pernambucana (MIMPE)’. Evento será realizado desta terça-feira (19) até a sexta-feira (22). A iniciativa busca aproximar a população do universo dos fungos por meio de uma exposição interativa e gratuita. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça A proposta é apresentar de forma simples como os fungos estão presentes no cotidiano, desempenhando papéis fundamentais nos setores ambiental, da saúde e na biotecnologia. A exposição funcionará no EACC nos seguintes horários: terça-feira (19), das 14h às 17h; na quarta (20) e quinta (21), das 9h às 12h e das 14h às 17h; e na sexta (22), das 9h às 12h. Além da exposição, o projeto promoverá gratuitamente a oficina ‘Técnicas para Identificação de Fungos Macroscópicos’, na terça (19), às 14h e na quarta (20) às 10h. A atividade é voltada para professores e estudantes de licenciatura, e as inscrições devem ser feitas pela internet através deste link (clique aqui). O projeto é uma iniciativa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio da Micoteca URM, com parceria da Univasf e financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). Vídeos em alta no g1 Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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Alea consolida Ribeirão Preto como hub estratégico e anuncia novos lançamentos

Publicado em: 18/05/2026 18:11

Alea consolida Ribeirão Preto como hub estratégico e anuncia novos lançamentos Crédito: Divulgação. A industrialização da construção civil segue transformando o cenário habitacional no interior de São Paulo. Após consolidar sua presença em polos estratégicos, a Alea, empresa de construção off-site da Construtora Tenda, define agora Ribeirão Preto como o hub central de suas operações na região. A escolha estratégica visa otimizar a logística e o atendimento a um mercado com forte potencial de crescimento habitacional. Desde o início de suas operações regionais em janeiro de 2023, com as primeiras obras em Luiz Antônio, a companhia mantém um ritmo acelerado de expansão. Até o momento, a região já recebeu 15 lançamentos, somando um investimento aproximado de R$ 370 milhões. Com os novos projetos previstos para os próximos meses, o portfólio regional saltará para 18 empreendimentos, reforçando o papel do interior como vetor de crescimento urbano e social. Para suportar esse crescimento, a Alea inaugurou em março sua nova Central de Vendas em Ribeirão Preto, localizada na Av. Independência, 1289, no Jardim Macedo. O espaço foi projetado para oferecer uma experiência imersiva e tecnológica, contando com totens digitais, maquetes e um ambiente customizado com informações detalhadas sobre todos os produtos da marca. Ainda em março, a empresa realizou um meeting exclusivo para corretores e imobiliárias parceiras, em que foram detalhados os novos produtos para Ribeirão Preto e Orlândia. "Escolhemos Ribeirão Preto como nosso hub por sua localização estratégica, que nos permite levar moradia acessível, com qualidade construtiva elevada e planejamento urbano, para todas as famílias do entorno com muito mais agilidade", destaca Karolina Cassares, gerente de marketing da Alea. Impacto regional e novos lançamentos O modelo construtivo industrializado da Alea, baseado na tecnologia woodframe, permite acelerar entregas e reduzir o desperdício, tornando a casa própria mais acessível. Esse impacto já é visível na região, a começar por Brodowski, onde o primeiro empreendimento entregou 65 casas em maio de 2024 e se consolidou como um sucesso de vendas. Em Serrana, o projeto com 202 unidades está com obras avançadas e tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2026. Já em Jardinópolis, a cidade conta com quatro fases do projeto Casapatio, sendo que as três primeiras estão 100% vendidas e totalizam 453 unidades na cidade. A nova fase de expansão inclui produtos voltados ao público do programa Minha Casa, Minha Vida, nas faixas 1 e 2. Entre as novidades está o Alea Nova Itália, em Ribeirão Preto, um loteamento aberto com 194 unidades localizado a apenas três minutos da Av. Henri Nestlé. Em Orlândia, o CasaAlea chega como um condomínio fechado com área de lazer e 140 unidades iniciais, com previsão de expansão para mais dois condomínios ainda este ano. Além disso, o Casapatio V, em Jardinópolis, traz um novo lançamento com 60 unidades e lotes de 200m², mantendo o foco em localização privilegiada e infraestrutura completa. Além de reduzir o déficit habitacional, a movimentação da Alea gera um impacto direto na economia local. Estima-se a criação de 100 novos empregos, entre diretos e indiretos, com a abertura da nova loja e o início dos novos canteiros de obras, movimentando a cadeia de fornecedores e serviços regionais. "Acreditamos que a inovação construtiva aliada ao planejamento urbano é o caminho para transformar a forma de morar no Brasil. Estamos apostando em Ribeirão Preto como nosso hub estratégico pelo forte potencial de crescimento habitacional da região e por sua posição geográfica privilegiada, que nos permite centralizar a operação e atender com máxima eficiência todos os municípios vizinhos”, conclui Cassares.

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É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; imagem foi manipulada com inteligência artificial

Publicado em: 18/05/2026 16:41

É #FAKE imagem que mostra Ancelotti cochilando em estádio Reprodução Circula nas redes sociais uma foto do técnico da seleção brasileira de futebol masculino, Carlo Ancelotti, dormindo durante o jogo entre Athletico Paranaense e Flamengo, neste domingo (17), válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como são os posts? As publicações viralizaram no X e no WhatsApp já neste domingo. Elas exibem uma foto de Ancelotti manipulada com inteligência artificial (IA). Nessa versão falsa, ele aparece dormindo nas tribunas da Arena da Baixada, em Curitiba, onde ocorreu a partida, que terminou com um empate de 1 a 1. Embora o técnico tenha, de fato, comparecido ao jogo deste domingo, a imagem foi adulterada, como comprovam plataformas de detecção de conteúdos criados com esse recurso (leia detalhes abaixo). Veja, a seguir, um comparativo entre a versão fake (à esquerda) e a real (à direita), extraída da transmissão. Imagem falsa (à esquerda) e a imagem original (à direita) reprodução Veja dois exemplos de legenda que circularam no X: "O Ancelotti vai cancelar a convocação de todos os jogadores do Flamengo" ; e "Ancelotti foi ver o Flamengo malvadão jogar, mas num aguentou o jogo tão ruim e dormiu". No canto superior esquerdo do quadro, aparece o placar parcial de 1 a 0 para o time paranaense, com o cronômetro marcando 17 minutos e 30 segundos do primeiro tempo. No canto inferior direito, é possível ver um símbolo em losango do Gemini, o assistente de IA do Google. Mas publicações podem cortar a foto justamente para excluir essa marca d'água e ocultar a origem sintética. Às 17h desta segunda, Ancelotti anunciará os jogadores convocados para a Copa do Mundo, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá. ⚠️ Por que #É FAKE? Para confirmar que a foto de Ancelotti dormindo da arquibancada é falsa, o Fato ou Fake entrou em contato com a Diretoria de Comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que afirmou: "É claro que é IA". O Fato ou Fake também submeteu a imagem a ferramentas que identificam o uso de IA. Veja o resultado de duas delas: SynthID — "SynthID detectado no total ou em parte do conteúdo selecionado. Confiança do SynthID: alta". Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar materiais sintéticos. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. ZeroGPT — "95% de probabilidade de essa imagem ter sido gerada por IA". Diagnóstico do SynthID g1 Diagnóstico do ZeroGPT g1 O Gemini ainda apontou evidências visuais que indicam a origem sintética do conteúdo: Inconsistência nos detalhes fisionômicos – O rosto, e especialmente a área ao redor dos olhos e da boca de Ancelotti, apresenta textura excessivamente suavizada e com contornos pouco naturais, o que "frequentemente ocorre quando algoritmos tentam simular expressões humanas complexas (como os olhos fechados e a boca aberta de alguém pegando no sono)". Ruído visual e artefatos falsificados – Há uma camada de "granulado" artificial espalhada por toda a imagem, técnica largamente utilizada para mascarar imperfeições e distorções anatômicas típicas de ferramentas de geração de imagem. Elementos de fundo desfocados e distorcidos – A pessoa em primeiro plano logo abaixo do técnico, assim como os objetos ao redor, exibem linhas de contorno borradas, que não correspondem à profundidade de campo de uma lente fotográfica real, indicando um preenchimento artificial do cenário. Iluminação e sombras irrealistas – A direção da luz que incide sobre o rosto de Ancelotti e os reflexos nos seus óculos parecem desconexos com o ambiente escuro e com a iluminação que atinge o homem posicionado logo à frente. Ancelotti acompanhou a partida de um camarote da Arena da Baixada junto do coordenador de seleções Rodrigo Caetano e do presidente do Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia. Imagens publicadas pelo ge mostram Ancelotti em uma posição semelhante à retratada na imagem falsa, mas em nenhum momento o técnico da Seleção aparece dormindo. Imagem mostra técnico Ancelotti acordado Reprodução É #FAKE imagem que mostra Ancelotti cochilando em estádio Reprodução Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Vídeos em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake