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O custo trilionário da falta de água para o planeta

Publicado em: 25/08/2025 06:34

Cerca de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo já vivem sem acesso regular a água potável fresca. Foto: Reprodução/EPTV A Terra é formada por 70% de água, mas só 0,5% disso é própria para consumo e uso na agricultura e está ao nosso alcance. E esse recurso precioso está se tornando ainda mais escasso devido ao aumento na demanda por água e a um planeta cada vez mais aquecido e seco no contexto das mudanças climáticas. Cerca de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo já vivem sem acesso regular a água potável fresca. E metade da população global enfrenta escassez de água numa parte do ano. Da queda nos níveis de produtividade agrícola à insegurança alimentar, redução da capacidade energética e impacto do saneamento precário na saúde, o estresse hídrico custa caro. O valor econômico de ecossistemas funcionais de água doce era estimado em cerca de 58 trilhões de dólares em 2023 (R$ 314 trilhões), segundo a ONG ambientalista WWF – o equivalente a cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) global. "Não há água suficiente para todos" O alto estresse hídrico em países áridos e castigados pela seca na África e no Oriente Médio devem provocar uma queda de 25% em suas economias nacionais dentro dos próximos 20 a 30 anos, afirma o economista Quentin Grafton, chefe do departamento de economia da água da Unesco e professor na Universidade Nacional da Austrália. Isso significa que haverá menos dinheiro disponível para importações cruciais de alimentos, ou para infraestruturas importantes para aplacar a falta d'água, como represas e plantas de dessalinização. Grafton diz que é preciso lidar urgentemente com os impactos do estresse hídrico sobre economias globais: "Esse é um momento decisivo. Teremos que nos adaptar de uma forma muito mais rápida." Grafton aponta que essas regiões podem sofrer com a instabilidade política, inclusive revoluções, à medida que a falta d'água afetar as cadeias de suprimento de alimentos, a atividade econômica e o emprego nessas regiões. Como consequência, afirma, poderemos ver o deslocamento e migração em massa de povos. E à medida em que pessoas atravessam o Mar Mediterrâneo em direção ao sul da Europa para fugir de regiões em processo cada vez mais avançado de desertificação, essa instabilidade também chegará ao Velho Continente. E como implementar soluções também custa muito dinheiro, o problema é amplificado. Veja quais hábitos e métodos ajudam na hora de economizar de água Ecossistemas de água doce diversos podem reduzir a duração e intensidade de secas, mas têm sido esgotados pelo progresso e a irrigação excessiva dos campos agrícolas. Reabilitá-los demandará esforços maciços de reabilitação, já que desde 1970 o mundo perdeu um terço de suas zonas úmidas, segundo a WWF. A crise da água também deve desacelerar economias em desenvolvimento poderosas. Grafton cita que a Índia, por exemplo, não tem água o suficiente para manter as usinas de carvão que produzem a eletricidade que permitiu o rápido crescimento econômico do país e ajudou a melhorar seus índices de pobreza. "A meta deles é um crescimento de 7%, mas isso é uma ilusão", afirma Grafton. O país tem 18% da população do mundo, mas só 4% da água doce. "Não há água suficiente para todos." A população rural pobre da Índia é a que mais sofre com esse quadro de falta d'água. A exploração predatória de aquíferos é uma preocupação central à medida que o lençol freático recua. Possíveis soluções incluem programas para fortalecer os reservatórios locais de água com barragens de terra que retêm melhor as chuvas de monções antes da estação seca. Água para agricultura é problema O calor e a seca recordes que desaceleram rios e esvaziam lagos e reservatórios também afetaram o ciclo hidrológico – processo em que a água evapora e retorna à terra como chuva. O resultado disso é o declínio permanente da umidade e da qualidade do solo, com impactos devastadores sobre a produção agrícola que sustenta economias na Ásia e na África. Durante a seca severa de 2020-2023 no Chifre da África – e que se tornou cem vezes mais provável por causa da mudança climática –, produtores rurais perderam cerca de 13 milhões de animais, além de colheitas inteiras. Ao menos 20 milhões de pessoas sofreram com a falta aguda de alimentos e perderam seu sustento. Enquanto isso, na África Subsaariana, 40 bilhões de horas são perdidas todos os anos com a coleta de água – tempo que poderia ser usado para trabalhar e obter renda, ou estudar –, segundo a The Water Project, ONG que atua para mitigar a crise hídrica na região. COP30 - Qual o documento mais relevante que a ciência tem sobre a mudança climática? Crise hídrica à espreita também na Europa A escassez de água também aumenta na Europa, uma região que tem esquentado mais rápido que qualquer outro continente do planeta, com exceção da Antártica. Depois de a Europa registrar seu ano mais quente em 2024, a Alemanha teve, neste ano, sua mais seca transição de inverno para primavera. A seca se estendeu por grande parte do continente, do Reino Unido à Europa Central, enquanto países no Mediterrâneo sofreram com o calor extremo, incêndios florestais e falta d'água. Ao mesmo tempo, cada vez mais setores da indústria competem por recursos hídricos limitados, observa Sergiz Moroz, especialista em gerenciamento de água da rede Escritório Europeu do Meio Ambiente (EEB). "O setor de TI de repente começou a vir até Bruxelas e dizer que nós precisamos de um monte de água de alta qualidade para todo o crescimento que vai acontecer", afirma Moroz. "Fazendeiros vêm e falam: 'Olha, não podemos plantar sem água'." A União Europeia está lidando com o consumo significativo de água por data centers, que dependem de sistemas de resfriamento para evitar o superaquecimento e estão se expandindo rapidamente junto com sistemas de computação em nuvem e a inteligência artificial. A estratégia de resiliência de água da UE, que deve entrar em vigor em 2026, planeja impor limites no consumo de água às empresas de tecnologia. Enquanto isso, na Inglaterra a mudança climática, o crescimento populacional e as pressões ambientais devem provocar uma falta d'água até 2055 equivalente a um terço do que é usado hoje diariamente no Reino Unido, segundo a agência ambiental britânica. O déficit deve ser maior na região sudoeste do país, que é mais densamente habitada. "Os recursos hídricos do país estão sob pressão enorme e cada vez maior", afirma o chefe da agência ambiental britânica, Alan Lovell. Segundo ele, o déficit põe em risco o crescimento econômico e a produção de alimentos. Acesso à água nos EUA também está mais difícil Nos Estados Unidos, moradores com acesso limitado a água também estão sob pressão econômica. O número crescente de lares sem água e saneamento suficientes gastam em média 15,8 mil dólares a mais por ano com saúde do que outros domicílios (R$ 85,7 mil), e viram seus níveis de rendimento no trabalho e na escola caírem, segundo um estudo de 2022 da ONG DigDeep. "À medida que a água se torna mais escassa, o número de pessoas sem acesso deve crescer por causa de pressões relacionadas a eventos climáticos", avisa George McGraw, fundador e diretor da DigDeep. "O jeito mais fácil de proteger a economia dos EUA desses choques é universalizar o acesso à água", afirma McGraw à DW. Isso inclui investimentos em "sistemas de água inteligentes e sustentáveis, dentro e fora da rede", para fazer frente aos "obstáculos ao acesso" em sistemas de distribuição de água ultrapassados que não são resilientes ao clima. Autor: Stuart Braun

Por que os alienígenas provavelmente existem — mas não vão nos visitar tão cedo

Publicado em: 25/08/2025 06:25

Devemos temer um encontro alienígena? Getty Images via BBC Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de estrelas e se pergunte: estamos realmente sozinhos em um universo tão vasto para ser compreendido completamente? Provavelmente não. A Terra é um ponto minúsculo em um mar gigante de bilhões de outros pontos. Como poderíamos ser a única forma de vida nesta ou em qualquer outra vizinhança cósmica? O que sabemos sobre a vida fora do ambiente perfeitamente regulado que é a Terra? Muitos especialistas dizem que, mesmo sem evidências sólidas sobre a existência de alienígenas, temos que concluir que eles existem. Somente a nossa galáxia, a Via Láctea — uma das cerca de 200 bilhões de galáxias — contém aproximadamente 300 bilhões de estrelas. Nossa própria estrela, o Sol, é a principal fonte de vida na Terra. Os cientistas estão constantemente descobrindo planetas orbitando essas estrelas, também conhecidos como exoplanetas. "Estamos bastante convencidos de que existe vida lá fora", disse a cientista do espaço Maggie Aderin-Pocock. "É puramente uma questão de números. É probabilidade." A tecnologia que temos hoje nos permite examinar esses exoplanetas em detalhes. Cientistas conseguem ver a composição química desses corpos celestiais que orbitam as estrelas usando telescópios poderosos para analisar a composição química da luz estelar que os atravessa. Isso é chamado de espectroscopia. O importante é encontrar uma composição química semelhante à composição da Terra — o que significaria que existe, em algum lugar, talvez a milhares de anos-luz de distância, um ambiente capaz de sustentar uma forma de vida parecida com a nossa. Os sinais são encorajadores. "Nós conhecemos centenas de planetas potencialmente habitáveis", afirma Tim O'Brien, professor de Astrofísica da Universidade de Manchester. "É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida." Mais evidências têm sido encontradas aqui na na Terra. Organismos vivos foram descobertos em locais antes considerados muito hostis para abrigar qualquer forma de vida — sem acesso à luz solar ou ao calor, por exemplo, na fossas mais profundas dos nossos oceanos. No passado, acreditava-se que a vida só poderia existir em um planeta que estivesse a uma certa distância de sua estrela local (devido aos níveis de radiação). Encontrar vida na Terra prosperando em lugares onde não era considerado possível abriu os olhos dos cientistas para a possibilidade de que luas — e não apenas planetas — possam ser capazes de sustentar vida. Isso não significa que elas abrigariam os estereotipados seres verdes alienígenas do imaginário popular, apenas que a vida lá é possível. Especialistas alertam que embora haja chances bem altas de existir vida lá fora, é difícil — talvez impossível —, hoje, saber se é uma vida inteligente. "Durante grande parte da história da vida na Terra, a vida era muito simples. Na verdade, foram bilhões de anos de vida bacteriana", explica O'Brien. E foi uma série de eventos que levou ao desenvolvimento da vida multicelular no nosso planeta. Para que uma vida alienígena faça contato, ela precisa ser fisicamente e tecnologicamente avançada. Visitantes esperados? Se não estamos sozinhos, isso significa que devemos esperar a visita de uma vida alienígena? É complicado. É difícil acreditar que nenhuma forma de vida jamais tenha chegado ao ponto de poder viajar por distâncias interestelares. Então, até onde sabemos, por que isso ainda não aconteceu? "Nosso maior problema é que temos apenas um exemplo de vida, e essa vida é a vida neste planeta", diz Aderin-Pocock. Mas isso provavelmente não é um modelo para outros lugares no universo. "Se você vive perto de uma estrela que é muito ativa, você pode viver abaixo do solo... isso não significa que não haja vida inteligente lá fora, mas você pode não ter formas de transmissão porque vive abaixo da superfície." Ou poderia simplesmente ser o fato de não falarmos a mesma língua, cientificamente, é claro. "Nos acostumamos a usar radiotelescópios para detectar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960", diz O'Brien. Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais, que nunca poderíamos ouvir algo de volta. E mesmo que estejamos na mesma sintonia que outra vida no universo, poderia levar milhares de anos para as mensagens serem transmitidas e então respondidas, diante das grandes distâncias envolvidas. Por meio de um novo projeto chamado Breakthrough Listen, da Universidade da California, cientistas estão buscando um milhões das estrelas mais próximas na esperança de se comunicar com algo que seja capaz de enviar mensagens de volta à Terra. Eles também estão observando estrelas que estão no centro da Via Láctea, a 25 mil anos-luz de distância. Isso significa que uma mensagem enviada por uma dessas estrelas precisaria viajar por aproximadamente 25 mil anos antes de nos alcançar. Então, se há vida alienígena lá fora, pode levar milhares de anos até que tenhamos alguma notícia. Um longo caminho a percorrer Viagens espaciais intergaláticas por grandes distâncias também não são uma opção em um futuro próximo. Nós conseguimos enviar ondas de rádio à velocidade da luz, mas isso é apenas uma onda de rádio viajando pelo vácuo do espaço. No entanto, nenhum tipo de veículo espacial é capaz de viajar entre estrelas. Se queremos enviar massa física na forma de sondas ou pessoas, fica um pouco mais desafiador. E se nossa civilização não é capaz de fazer isso ainda, especialistas dizem que é provável que nossos vizinhos celestiais também não sejam. E mesmo se eles tivessem a tecnologia para viajar até nós, precisamos considerar a possibilidade de que eles simplesmente não queiram. Também é necessário haver uma certa quantidade de sorte cósmica — ou um bom timing — envolvido. Talvez seja difícil lembrar há quão pouco tempo nossa civilização tem estado na Terra. A Terra abriga vida há mais de 3,5 bilhões de anos, mas humanos modernos existem há cerca de 300 mil anos. E considerando que as civilizações podem desaparecer rapidamente, a janela para contato é bem apertada. Não sabemos dizer se os alienígenas já visitaram nosso planeta — o que podemos afirmar, com um pouco mais de certeza, é que eles provavelmente não apareceram durante o período que os humanos caminharam pela Terra. "Se nossas civilizações não se sobrepuserem, então nunca encontraremos os alienígenas." Talvez eles tenham vindo há muito tempo, ou virão no futuro, depois da vida humana acabar. Provavelmente nunca saberemos. Esse texto é baseado no programa The Infinite Monkey Cage da BBC Radio 4. Palestra fala sobre a existência de alienígenas e as visitas ao Sul de MG no Hacktown

Palavras-chave: tecnologia

Os novos judeus do Nordeste que redefinem a religião no Brasil e chamam atenção de Israel

Publicado em: 25/08/2025 06:01

Instituto israelense estima que 30 mil brasileiros com ancestralidade judaica já retornaram ao judaísmo Felix Lima/BBC Em Messejana, bairro pobre na periferia de Fortaleza, capital do Ceará, uma construção de tijolinhos com estrelas de Davi e candelabros na fachada destoa das casas vizinhas. Antes de virar a sinagoga Beitel, em 2014, o edifício abrigava uma igreja evangélica que foi se tornando "cada vez mais judaica", conta Flávio Santos, um dos líderes da comunidade e seu cantor litúrgico. Negro e criado em uma família evangélica, Flávio personifica a jornada de vários bnei anussim — expressão que significa "os filhos dos forçados" em hebraico e se refere aos judeus compelidos a se converter ao cristianismo na Península Ibérica, no século 15. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os bnei anussim dizem ter laços sanguíneos com esses judeus de origem ibérica, também chamados de judeus sefarditas ou sefaradim. Ao serem convertidos à força pela Inquisição, passaram a ser conhecidos como cristãos-novos. Vários séculos depois, milhares de seus descendentes estão retornando ao judaísmo — um movimento com epicentro em bairros periféricos e pequenas cidades da região Nordeste. Como resultado, judeus convertidos fundaram nos últimos anos várias sinagogas Brasil afora, muitas delas em locais sem qualquer presença judaica até então. O movimento já produz efeitos em Israel, onde parte desses convertidos passou a viver e até a servir no Exército, mas também vem enfrentando resistências em algumas comunidades judaicas tradicionais brasileiras. A história é contada no documentário Os novos judeus do Nordeste: a tribo perdida do sertão, disponível no canal da BBC News Brasil no YouTube, resultado de uma expedição que percorreu mais de mil quilômetros em quatro Estados para retratar este fenômeno. De evangélico a judeu Flávio Santos diz que, em seus primórdios, a igreja evangélica em Messejana que viraria a sinagoga Beitel dava grande ênfase ao Antigo Testamento. Depois, a comunidade aderiu ao judaísmo messiânico, que combina práticas judaicas com a adoração a Jesus, mas não é considerado parte do judaísmo pela maioria dos rabinos. Até que, por volta de 2018, o grupo abandonou a fé em Cristo e aderiu ao judaísmo ortodoxo, corrente que eles consideram mais próxima da religião praticada nos tempos bíblicos. Flávio diz que, para boa parte da comunidade, a adesão ao judaísmo significou um regresso à fé de seus antepassados. Como ele, muitos na sinagoga dizem ter descoberto vínculos com o judaísmo ao estudarem a história de suas famílias, montarem suas árvores genealógicas ou fazerem testes genéticos. Flávio, no caso, diz ter percebido possíveis laços familiares com a religião ao analisar práticas de uma avó nascida no interior de Alagoas, como o costume de se banhar na sexta-feira à tarde e a recusa dela em apontar para estrelas com os dedos. Para ele e outros bnei anussim, a primeira prática é uma reminiscência dos preparos para o shabat, o dia sagrado do judaísmo, enquanto o segundo estaria ligado ao medo que judeus tinham de serem denunciados durante a Inquisição, já que o aparecimento das estrelas marcava o fim do shabat. Cerimônia religiosa na sinagoga Beitel, em Messejana, na periferia de Fortaleza Felix Lima/BBC A avó dele, porém, se definia como cristã e desconhecia qualquer vínculo com o judaísmo — algo que Flávio atribui aos séculos de repressão contra a religião. Hoje, segundo ele, a sinagoga tem 45 membros já convertidos. Os trabalhos religiosos são orientados à distância por um rabino de Israel. O movimento de retorno ao judaísmo no Nordeste teve seus primeiros capítulos nos anos 1960, quando pessoas nascidas católicas passaram a reivindicar laços sanguíneos e culturais com a religião e a frequentar sinagogas em cidades como Recife e Natal. Os pioneiros do movimento eram conhecidos como "marranos", antiga alcunha pejorativa que significa "porcos", em espanhol, mas foi apropriada pelo grupo. A novidade dos últimos anos é o surgimento de várias comunidades formadas só por judeus convertidos e a grande presença de ex-evangélicos entre seus membros. No Recife, a tradicional Synagoga Israelita, fundada em 1926 por judeus do Leste Europeu e que foi frequentada pela família da escritora Clarice Lispector (1920-1977), hoje é dirigida e frequentada quase exclusivamente por bnei anussim. O fenômeno coincide com uma aproximação cada vez maior entre igrejas evangélicas e Israel e com a popularização de testes genéticos, que têm apontado ancestralidade judaica em muitos brasileiros. O movimento ocorre ainda em meio à explosão de cursos online sobre judaísmo e o papel de judeus e cristãos-novos na história do Brasil. Filme relembra história e contribuições do povo judeu para Pernambuco Quantos judeus há no Brasil? Não há dados oficiais sobre a quantidade de convertidos ao judaísmo no Brasil, e o último Censo, de 2022, não apresentou informações sobre judeus em seu levantamento sobre religiões. O Censo anterior, de 2010, contabilizou 107 mil, e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) estima em 120 mil. Há indícios, porém, de que o número esteja aumentando. Em 2021, uma pesquisa do Samuel Neamen Institute, um centro de estudos de Israel, estimou que 30 mil bnei anussim brasileiros se converteram ao judaísmo nos últimos anos. Segundo a pesquisa, há ainda 4 milhões de brasileiros com ancestralidade judaica que poderiam se enquadrar na categoria bnei anussim, mas ainda não se converteram. Para o escritor pernambucano Jacques Ribemboim, autor de livros sobre a história do judaísmo no Nordeste, o número de nordestinos com antepassados judeus pode ser ainda maior e superar até a população de Israel, de 10 milhões de habitantes. Judia na Synagoga Israelita do Recife, hoje frequentada quase exclusivamente pela comunidade bnei anussim. Felix Lima/BBC "Há no Nordeste brasileiro um potencial para algumas dezenas de milhões de descendentes de judeus que podem eventualmente voltar a se identificar com o judaísmo e a vontade de retomar a prática judaica", afirma Ribemboim. "É um fenômeno extraordinário", acrescenta o escritor, ele próprio judeu, mas do ramo asquenazi, da Europa Oriental. Para o escritor Jacques Ribemboim, pode haver dezenas de milhões de nordestinos com ancestralidade judaica. Felix Lima/BBC Convertidos no Exército israelense Quando a BBC News Brasil esteve na sinagoga de Messejana, havia um visitante de destaque: um antigo membro da comunidade que hoje mora em Israel e é soldado do Exército israelense. De férias no Brasil, o jovem não quis falar sobre a atuação como militar e pediu para não ter a identidade revelada, citando preocupações com a segurança. Em uma rápida conversa, disse ter se convertido ao judaísmo há poucos anos e obtido a cidadania israelense por meio da aliá — nome do processo legal pelo qual qualquer judeu pode se tornar cidadão do país. Membros da sinagoga afirmaram que há ainda outro ex-frequentador que hoje é militar em Israel. "Eles servem ao Estado de Israel, mas, mais que isso, servem ao povo judeu como um todo", afirma Flávio Santos, o cantor litúrgico da sinagoga. Questionado sobre críticas de que Israel usaria uma força desproporcional em Gaza, Santos atribuiu a responsabilidade pela guerra ao Hamas por ter atacado o território israelense, em 7 de outubro de 2023. Cerca de 1,2 mil pessoas morreram no ataque do Hamas e outras 257 foram sequestradas. Já na resposta israelense morreram mais de 60 mil palestinos, incluindo 18,5 mil crianças e 9,8 mil mulheres, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. "É algo duro de assistir", diz Flávio sobre a morte de civis palestinos. "Mas é uma questão de soberania nacional, de defesa da população." Em Tibau (RN), primeiras conversões ao judaísmo ocorreram em 2016. Felix Lima/BBC Mudança de país (e de nome) Há casos de famílias inteiras de judeus convertidos nordestinos que hoje vivem em Israel, embora a maioria das pessoas migre sozinha. Uma antiga frequentadora da sinagoga em Messejana que hoje mora em Israel é Shoshana Lima, de 25 anos. Formada em Jornalismo na Universidade Federal do Ceará, ela visitou a sinagoga pela primeira vez em 2022 e se converteu no ano seguinte. Meses depois, mudou-se sozinha para Israel e se tornou israelense neste ano. Shoshana diz que jamais soube de qualquer vínculo familiar com o judaísmo e que "se sentiu em casa" ao visitar a sinagoga pela primeira vez, em um momento em que estava em busca de uma religião e de "pertencer a uma comunidade". Ao migrar para Israel, a jovem teve a opção de trocar de nome. Ela escolheu Shoshana — que significa "rosa" ou "lírio" em hebraico — e abandonou o anterior, Suyane. Em Israel, onde pretende se casar e trabalhar na área de tecnologia, Shoshana diz ter vivenciado uma liberdade inédita: "Não preciso explicar para ninguém por que eu não toco um homem ou por que uso as roupas que uso". Indagada sobre a decisão de se tornar israelense em um momento em que Israel é acusado por vários países de promover um genocídio em Gaza — acusação refutada pelo governo israelense —, ela afirma que boa parte do mundo tem uma visão maniqueísta sobre o conflito. Em sua visão, Israel está agindo para evitar um novo ataque do Hamas. "Espero que haja paz, mas as pessoas precisam parar de ver essa guerra como preto no branco." A jornalista Shoshana Lima se converteu ao judaísmo e hoje mora em Israel Arquivo pessoal Era de ouro do judaísmo Engana-se, porém, quem pensa haver unidade política e um alinhamento automático entre os bnei anussim e o governo israelense. O historiador Aldrey Ribeiro, de 31 anos, é o líder da sinagoga Branca Dias, fundada por judeus convertidos em Campina Grande, no interior da Paraíba. O nome da sinagoga homenageia a luso-brasileira Branca Dias (1515-1589), condenada pela Inquisição por praticar o judaísmo em Olinda. Para Aldrey, os palestinos também devem ter seu próprio Estado — uma posição que é rejeitada pelo governo de Israel e é minoritária entre a população israelense, segundo pesquisas recentes. Ele diz ainda que metade de sua congregação tem posições de esquerda, e a outra metade, de direita — o que não é um problema para o grupo. Para Aldrey, os bnei anussim são herdeiros da "era de ouro do judaísmo", período em que judeus, cristãos e muçulmanos conviviam na Península Ibérica antes da Inquisição. "Foi a época em que o judaísmo mais floresceu nas artes, nas ciências e na poesia, e o segredo para isso era saber dialogar com o outro", afirma o historiador. "Por carregar essa herança, nós, bnei anussim, sabemos conviver com diferenças." Aldrey Ribeiro se formou em História para estudar origem judaica da família Felix Lima/BBC Aldrey afirma ainda que, ao investigar o passado de sua família, fez testes de DNA que detectaram genes comuns entre populações judaicas e que, ao montar sua árvore genealógica, descobriu ser descendente de um rabino que viveu na Espanha no século 15. Para ele, o retorno dos bnei anussim ao judaísmo é uma "reparação histórica". "A possibilidade de ser judeu foi roubada da gente, e isso é muito dolorido", diz. Povoado Tapuia, na Paraíba, abriga vestígios de judaísmo, segundo historiador Felix Lima/BBC Perseguidos pela Inquisição Os judeus chegaram à Península Ibérica depois da destruição de Jerusalém pelo Império Romano, no ano 70, e viveram ali séculos de relativa liberdade religiosa. Até que, em 1492, eles foram expulsos da Espanha por reis católicos que buscavam a unificação religiosa do reino. Cinco anos depois, foi a vez de Portugal obrigá-los a deixar o país ou a se converter ao cristianismo. Mesmo após a conversão, no entanto, muitos continuaram a ser perseguidos pela Inquisição, tribunal criado pela Igreja Católica no século 12 para punir heresias. Segundo o pesquisador Jacques Ribemboim, muitas famílias cristãs-novas viram então no Brasil uma chance de praticar o judaísmo às escondidas. Em Olinda, uma das maiores cidades do Brasil nos primórdios da colonização, os cristãos-novos chegaram a compor entre um terço e metade da população local, afirma Ribemboim. O grupo pôde até professar o judaísmo abertamente por um curto período, no século 17, quando holandeses assumiram o controle de boa parte da região Nordeste e estabeleceram um regime de maior tolerância religiosa. Em 1654, porém, com a expulsão dos holandeses, os judeus foram obrigados a voltar à cristandade. "Então, eles começam a se interiorizar, e só ficou alguma prática judaica, aqui e ali, em algum bolsão remoto dos sertões brasileiros", diz Ribemboim. Para ele, é possível que algumas dessas práticas judaicas tenham sobrevivido nas famílias bnei anussim atuais, mas os vários séculos transcorridos impedem uma comprovação categórica dos vínculos. "Como pesquisador, tenho de tratar essas possíveis conexões como hipóteses." Grupos bnei anussim dizem ter herdado tradições judaicas de seus antepassados Felix Lima/BBC Judeus convertidos brasileiros em Israel Não se sabe quantos brasileiros convertidos ao judaísmo moram em Israel, porque os dados do governo israelense não diferenciam judeus convertidos de não convertidos. Segundo o governo de Israel, 257 brasileiros se tornaram cidadãos israelenses em 2024 — número próximo ao da média histórica, mas abaixo ao de anos anteriores à guerra em Gaza. Não há dados sobre quantos membros do Exército israelense nasceram no Brasil. Comunidades visitadas pela BBC News Brasil estimaram em "algumas centenas" os bnei anussim brasileiros que hoje moram em Israel. Líderes comunitários disseram que a maioria dos bnei anussim não pretende deixar o Brasil, mas que a presença do grupo em Israel poderia ser maior não fossem algumas barreiras enfrentadas pelo grupo. O comerciante Antonio Fabiano de Oliveira Cavalcante é o líder da comunidade judaica ortodoxa de Tibau, cidade com 5,6 mil habitantes no litoral do Rio Grande do Norte. Fundada em 2014, a sinagoga da cidade tem cerca de 40 membros e um redário para hospedar integrantes durante o shabat. Em períodos de festas, alguns chegam a passar três dias seguidos dentro da sinagoga. A própria comunidade abate os animais que consome, seguindo os ritos da lei dietética judaica, e hoje todos os meninos são circuncidados oito dias após nascerem, conforme manda a Lei Judaica. As rezas na sinagoga são em hebraico e em ladino, antiga língua dos judeus sefarditas, mas têm um quê regional: alguns cantos litúrgicos ganharam a melodia de clássicos da música nordestina, como Asa Branca, de Luiz Gonzaga, e Eu só quero um xodó, de Dominguinhos. Comunidade judaica em Tibau (RN) tem mais de 40 integrantes. Felix Lima/BBC Outra particularidade dos bnei anussim nordestinos são as vestimentas do dia a dia. Enquanto muitos judeus ortodoxos do ramo asquenazi (Leste Europeu) costumam vestir ternos escuros e chapéus, os bnei anussim têm como referência as roupas mais leves do judaísmo sefardita, mais adequadas aos trópicos. Apesar do rigor com que o grupo diz viver a religião, Antonio Fabiano afirma que algumas pessoas no Brasil ainda questionam seu judaísmo. Ele afirma que a principal dificuldade da comunidade é enviar os jovens para um período de estudos em Israel — prática comum entre judeus de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Há vários programas de estudos em Israel financiados pelo governo israelense. A seleção para parte desses programas é feita pela Agência Judaica, órgão ligado ao Ministério do Interior israelense com escritórios no Brasil. A agência também faz uma triagem dos judeus interessados em fazer a aliá e migrar legalmente para Israel com as despesas custeadas pelo governo israelense. Antonio Fabiano afirma, porém, que bnei anussim não filiados a congregações judaicas tradicionais ainda são barrados nas seleções, o que os obriga a buscar outros caminhos e a bancar a viagem do próprio bolso. A BBC News Brasil questionou a Agência Judaica e o Ministério do Interior israelense sobre queixas de que os bnei anussim estariam sendo preteridos nas seleções, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Em um processo judicial recente, o ministério israelense expressou a preocupação de que pessoas de países pobres estejam usando possíveis laços com o judaísmo como desculpa para migrar para Israel e obter vantagens econômicas. Educadora Jacqueline Passy discursa na sinagoga Branca Dias, em Campina Grande Felix Lima/BBC A educadora Jacqueline Passy, uma judia nascida no Rio de Janeiro que há mais dez anos assessora grupos bnei anussim,diz compreender que o movimento desperte receios em Israel. "Eles pensam: 'Onde vamos botar 40 milhões de pessoas?'", diz Passy, citando uma das estimativas mais elevadas da população bnei anussim no Brasil. Mas ela diz acreditar que os temores estão diminuindo conforme Israel percebe que o grupo pode contribuir com o país e não pretende imigrar em massa. "São pessoas que querem botar a mão na terra, e Israel precisa dessa gente", defende Passy. Ela diz que já prestou consultoria a milhares de bnei anussim, dos quais 70 hoje são cidadãos israelenses. Para atender o grupo, ela criou uma escola online sobre judaísmo, a Raízes Judaicas do Brasil. A BBC News Brasil também procurou a Confederação Israelita do Brasil (Conib) para saber a posição da entidade sobre o movimento bnei anussim e as reclamações de comunidades quanto à falta de diálogo com instituições judaicas tradicionais. Em nota, a Conib não comentou as críticas, mas disse ver "com satisfação esse grande movimento de apoio e pertencimento ao judaísmo e a Israel". "A relação do nosso país com o judaísmo é profunda e muito antiga, e esse fenômeno religioso é mais uma prova disso", afirmou a confederação. Moradora do povoado Caracolzinho (PB), onde historiador Aldrey Ribeiro diz ter encontrado vestígios de judaísmo Felix Lima/BBC Barrado à porta da sinagoga Os bnei anussim citam ainda outros problemas na convivência com congregações judaicas tradicionais. Aldrey Ribeiro, o historiador que lidera a sinagoga em Campina Grande, descreve um episódio que diz ter vivido há alguns anos durante uma visita a São Paulo. Acompanhado por um grupo de judeus paulistanos, ele pretendia visitar uma grande sinagoga, que prefere não nomear. À porta, porém, diz ter sido barrado pelo segurança. "Ele perguntou meu sobrenome, e eu falei com todo orgulho: 'Ribeiro'. Então, ele falou: 'Não entra'." Já os outros judeus que o acompanhavam, todos de famílias judias de imigração recente, puderam entrar, segundo o historiador. Ribeiro diz que o segurança não explicou a decisão e que ele saiu de lá constrangido e envergonhado. Para o historiador, o episódio ilustra o "preconceito" com que, segundo ele, os bnei anussim ainda são tratados por parte da comunidade judaica brasileira, algo que também se manifesta nos obstáculos à conversão em congregações tradicionais, diz Ribeiro. Vários líderes do movimento disseram à BBC News Brasil que tiveram de buscar rabinos estrangeiros, porque encontraram portas fechadas em muitas sinagogas brasileiras. Já rabinos brasileiros de diferentes correntes apontam dificuldades para acolher o grupo, entre os quais a sobrecarga de funções e preocupações com a segurança. O rabino João Medeiros é um dos precursores do movimento de retorno ao judaísmo Felix Lima/BBC Lei do Retorno Em parte, as dificuldades enfrentadas pelos bnei anussim refletem disputas em torno de quem tem o poder de fazer conversões no judaísmo e as fronteiras entre religião e laicidade no Estado de Israel. A Lei do Retorno de Israel, de 1950, estabelece que todo judeu tem o direito de migrar para Israel e obter a cidadania israelense. O país considera como judeu quem tenha ao menos algum avô ou avó judia ou que tenha se convertido à religião. Vários bnei anussim entrevistados pela reportagem foram convertidos ao judaísmo por Chaim Amsalem, um rabino que também construiu uma carreira política em Israel. Nascido em 1959 em uma família sefardita na Argélia, Amsalem migrou para Israel com a família na infância e foi ordenado rabino em 1980. Ele foi membro do Parlamento Israelense entre 2006 e 2013 pelo partido religioso Shas e ganhou fama ao defender um processo mais simples para a conversão de judeus. Para Amsalem, essa é uma questão central para a sobrevivência de Israel e do judaísmo. "Somos 20 milhões [de judeus] no mundo hoje, mas podemos nos tornar 200 milhões", ele diz à BBC News Brasil. "Se você é um povo grande, você é um povo mais forte." Amsalem diz já ter convertido entre 2 mil e 3 mil bnei anussim brasileiros, que ele considera "ovelhas desgarradas que precisamos trazer de volta ao rebanho". "Toda pessoa que pense que tem origem judaica pode entrar no judaísmo. Hoje, para mim, essa é a missão mais importante que pode existir no mundo judaico." O rabino Chaim Amsalem (à esq.) com o presidente de Israel, Isaac Herzog Zera Israel Disputas na Justiça As posições do rabino, no entanto, atraíram críticas de outros religiosos, que viam seus critérios para conversões como permissivos demais, e ele acabou expulso do partido em 2012. Desde então, Amsalem dirige a Zera Israel, fundação dedicada a trazer de volta para o judaísmo descendentes de judeus espalhados pelo mundo. Mas o que aconteceria se todos os brasileiros com ancestralidade judaica resolvessem se converter e morar em Israel? "Seria bom", diz Amsalem. "Os bnei anusim não são menos importantes para o povo judeu." Em 2022, uma corte em Israel decidiu que uma mulher estrangeira convertida por Amsalem tinha direito à cidadania israelense — decisão que, em tese, abre o caminho para que todos os brasileiros convertidos por ele também solicitem a cidadania israelense. Mas a decisão não mudou a postura do governo de Israel, que continua recusando as conversões de Amsalem e privilegiando os processos chancelados pelo Rabinato-Chefe do país, controlado por rabinos ortodoxos que romperam com o argelino. Isso faz com que, para pleitear a cidadania, os convertidos por Amsalem precisem entrar na Justiça israelense ou validar a conversão em algum tribunal rabínico aceito pelo governo do país. Segundo o rabino, as resistências a seu trabalho refletem um esforço do Rabinato-Chefe em manter um controle exclusivo sobre as conversões. Procurado pela BBC News Brasil, o Rabinato-Chefe de Israel não respondeu as críticas de Amsalem nem sua recusa em aceitar as conversões do rabino. Amsalem não é o único religioso em Israel a questionar o Rabinato-Chefe, cujo poder vem sendo limitado por decisões da Justiça do país. Em 2021, a Suprema Corte de Israel considerou que conversões feitas por rabinos das correntes reformista e conservadora, ambas desvinculadas do Rabinato-Chefe, também eram válidas para a obtenção da cidadania. Conversões proibidas Redário que abriga membros da sinagoga de Tibau (RN) durante o dia de descanso. Felix Lima/BBC A conversão de milhares de bnei anussim brasileiros ao judaísmo é um tema controverso entre diferentes congregações judaicas no Brasil. Um dos representantes no Brasil do Chabad, um dos maiores movimentos no judaísmo ortodoxo no mundo, o rabino Shamai Ende diz à BBC News Brasil que, há várias décadas, conversões estão proibidas no país — e que, portanto, ele considera inválidos os procedimentos do rabino Amsalem. Segundo Ende, as proibições aconteceram porque muitas pessoas se converteram ao judaísmo no país com "segundas intenções". "Pessoas que querem fazer a conversão para serem auxiliadas pela comunidade… isso são segundas intenções", exemplifica Ende. Há várias organizações filantrópicas judaicas que oferecem assistência a judeus em situação vulnerável. Ende afirma ainda que os bnei anussim são livres para viver como judeus, mas que "devem fazer tudo na comunidade deles — escolas, sinagogas etc. — para não ficarem dependendo das [nossas] comunidades ortodoxas". "O povo judeu não é proselitista, não fazemos questão de trazer outros para dentro do judaísmo", diz o rabino. Questionado sobre o caso do líder bnei anussim que diz ter sido barrado em uma sinagoga em São Paulo, Ende afirmou que as congregações não podem permitir a entrada de desconhecidos. "Estamos vivendo uma época de antissemitismo muito grande e muitos que tentam entrar na sinagoga como judeus, na verdade, são terroristas." Rezas nas sinagogas de Tibau são em hebraico ou ladino, antiga língua de judeus sefarditas da Península Ibérica Felix Lima/BBC Em outras congregações judaicas não ortodoxas, o fenômeno bnei anussim é visto mais favoravelmente, e várias delas realizam conversões de membros do grupo, ainda que admitam não conseguir atender à demanda. Rabino da Congregação Israelita Paulista (CIP), que segue o judaísmo liberal e se apresenta como a maior comunidade judaica do país, Ruben Sternschein diz considerar positivo que alguém queira se tornar judeu, "desde que isso seja autêntico e traga um bem para si e os que estão à volta". Segundo Sternschein , a CIP tem acolhido vários bnei anussim, e ele próprio esteve em Natal em 2022 para iniciar o processo de conversão de algumas famílias na cidade. O rabino afirma, porém, que o fenômeno apresenta um grande desafio para sua congregação, "porque cada caso [de conversão] é um caso e porque a comunidade tem que cuidar de muitas outras coisas". Sternschein diz que, entre outras funções, os rabinos da CIP acompanham um grupo de 500 jovens e dão suporte espiritual a idosos hospitalizados. Questionado sobre possíveis casos de preconceito contra os bnei anussim em comunidades judaicas tradicionais, ele disse que as queixas podem ter fundamento. "Os judeus somos um dos exemplos dos coletivos minoritários mais discriminados na história da humanidade, mas nem sempre a pessoa que mais sofreu alguma coisa é a que tem mais força para evitar que isso aconteça", diz Sternschein. Ele afirma, porém, que essa postura não é exclusiva dos judeus: "Vivemos numa sociedade em que a desumanização é instantânea, e todos precisamos trabalhar nisso constantemente, não só os judeus". Profecias do fim dos tempos Apesar das resistências em parte da comunidade judaica, o movimento de retorno ao judaísmo já viu um de seus precursores chegar ao posto de rabino. João Fernandes Dias de Medeiros, de 91 anos, oficializou sua adesão à fé judaica nos anos 1960, após passagens pelas Igrejas Metodista e Presbiteriana. Em 2006, ele foi aclamado rabino da sinagoga Brás Palatnik, fundada em Natal em 1925 por judeus do leste europeu. Ainda assim, Medeiros relata que sua autoridade já foi contestada dentro da própria comunidade. Certa vez, um integrante insistia em chamá-lo de "amigo" em vez de "rabino". Ao questionar a postura, Medeiros ouviu do colega que, para ele, Medeiros "não era nem judeu, nem rabino". Diante da afirmação, diz ter reagido "com grosseria". "Ninguém depende, para o retorno ao judaísmo, de uma corte rabínica ou de receber autorização", defende Medeiros. Para ele, congregações que se recusam a acolher os bnei anussim "estão perdendo o bonde da história". Medeiros associa o movimento de retorno ao cumprimento de profecias judaicas sobre o fim dos tempos. "O Eterno prometeu, como castigo aos judeus que transgrediram, que iria dispersá-los por todos os países, mas, no final dos tempos, iria trazê-los de volta", diz. "O retorno está acontecendo."

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Família motorola edge 60 traz telas com ultra brilho, certificações de resistência e IA de ponta

Publicado em: 25/08/2025 05:40 Fonte: Tudocelular

PubliCom design sofisticado e tecnologia de ponta, a família motorola edge 60 redefine a experiência mobile. Composta dos modelos edge 60 pro, edge 60 fusion e edge 60, a linha segue as tendências e também está pronta para dar um toque profissional às suas fotos e vídeos ao embarcar câmera principal com sensor Sony LYTIA™ 700C, que garante qualidade excepcional de fotografia. Além disso, os aparelhos tornam a inteligência artificial avançada com a presença da moto ai, inteligência artificial da Motorola e três meses grátis de Perplexy Pro. O Motorola Edge 60 Pro está disponível na Mercadolivre por R$ 3.098. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Motorola Edge 60 está disponível na Amazon por R$ 2.789. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Motorola Edge 60 Fusion está disponível na Amazon por R$ 2.089. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 25 de August de 2025, às 10:14)Clique aqui para ler mais

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Anúncios nas redes sociais oferecem criação de contas falsas para motoristas em aplicativos

Publicado em: 25/08/2025 05:02

Anunciantes prometem criar contas falsas para motoristas de aplicativos de transporte Anúncios de vendas de contas falsas em aplicativos de transporte, como Uber e 99, são facilmente encontradas nas redes sociais, com valores que variam de R$ 150 a R$ 500. Os falsos vendedores prometem contas para quem já foi banido das plataformas e até para quem não possui carteira de habilitação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Na Grande Fortaleza, o uso de contas falsas é denunciado por motoristas que também reclamam das fraudes para elevar as tarifas dinâmicas. O problema das tarifas se soma às irregularidades já conhecidas por eles: perfis de falsos motoristas criados para quem não se adequa aos critérios das plataformas. Com ofertas encontradas em uma busca simples nas redes sociais vinculadas à Meta, os anunciantes prometem aos interessados criar contas falsas para diversas situações. Dentre elas, para: Condutor que tem veículo mais antigo do que os anos aceitos pelas empresas de aplicativo Quem está com a documentação do veículo atrasada Quem não possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Quem não possui habilitação com atividade remunerada (a sigla EAR, que significa 'Exerce Atividade Remunerada' na carteira de habilitação) Condutor que já foi banido das plataformas. Conforme os supostos vendedores, a pessoa que adquirir o serviço ilegal terá a conta falsa feita com a própria foto, o primeiro nome e a conta bancária vinculada. O g1 entrou em contato com dois destes anunciantes (confira conversas no vídeo acima). Os envolvidos podem ser autuados pelo crime de falsidade ideológica. A prática é considerada proibida pelas empresas e, se identificada, pode levar ao banimento das contas (veja respostas das empresas no fim da reportagem). Promessa de contas liberadas no mesmo dia Anúncios de contas falsas para motoristas de aplicativo são encontrados nas redes sociais Reprodução O g1 entrou em contato com dois desses anunciantes com contatos encontrados nas redes sociais, em anúncios publicados para quem acessa tendo Fortaleza como localização. O primeiro usa um número com DDD de Amazonas. Por mensagens do WhatsApp, o vendedor respondeu que estava comercializando apenas contas da 99. “A Uber caiu faz tempo, a conta não dura e não vendo”, disse o anunciante à reportagem. O anunciante oferece uma conta falsa de carro ou moto da 99 por R$ 400, sendo R$ 50 de entrada, além de sete pagamentos diários de R$ 50, quitados somente após a conta ficar ativada no celular do comprador. LEIA TAMBÉM: Polícia Civil investiga fraude de R$ 115 mil contra a Uber; alvos usaram inteligência artificial para burlar app Motoristas que fraudavam preços no Uber ameaçaram quem se recusava a entrar no esquema, diz polícia Motociclistas são detidos na Grande Fortaleza suspeitos de manipular app para elevar preço de corrida O anunciante destaca que não é necessário a pessoa ter habilitação ou o veículo em dias para obter a conta. Ele ainda alerta que, se o comprador não realizar o pagamento, terá o veículo bloqueado pelo vendedor da conta falsa. “O não pagamento fazemos o bloqueio permanente da conta e aplicamos multas no veículo.” Como referência da garantia do serviço ilegal, o vendedor disponibiliza o link de um grupo com mais de 180 participantes que, segundo ele, já contrataram o serviço. Anúncios nas redes sociais prometem contas falsas para motoristas de aplicativo sem habilitação ou critérios exigidos pelas plataformas Reprodução Outro anunciante, com DDD do Rio de Janeiro, oferece as contas por R$ 250, se for para a plataforma 99. O valor é de R$ 450 se for para Uber, com promessa de liberação da conta falsa em 2 horas. "Sem habilitação usamos conta fake. Nunca tivemos problema. Tem pessoas trabalhando há mais de dois anos na plataforma", disse o anunciante. Ao ser questionado se há algum risco de adquirir a conta fake, o vendedor admite que existe a possibilidade. "Até hoje não tive problema, mas não vou mentir, pode existir a possibilidade sim. [...] Inclusive, sou motorista de moto", falou o vendedor. Contas banidas, carros antigos e pessoas sem habilitação Motoristas e passageiros denunciam uso de contas falsas nas plataformas de transporte por aplicativo Reprodução Um motorista por aplicativo em Fortaleza, que preferiu não ser identificado, afirma que o comércio ilegal de perfis acontece de forma ‘escancarada’ em grupos de Whatsapp e no Facebook. Ele afirma que as contas falsas também são utilizadas por motoristas que fraudam as tarifas dinâmicas (veja detalhes mais abaixo). “Muitos desses motoqueiros rodam com conta fake, é uma falha no sistema em todo o Brasil. Dá pra comprar a conta fake de motorista. Ela é R$ 700 colocando a sua facial. Sem facial, ela é R$ 300. E o passageiro fica refém desse motorista. Os dados dele não batem corretamente, ele pode fazer o que quiser com o passageiro”, denuncia. Como explica, a prática ilegal costuma ser usada por pessoas que tiveram contas de motorista banidas pela plataforma, voltando a trabalhar com contas falsificadas. ➡️ Alguns motivos podem levar ao banimento dos motoristas, como: documentos vencidos, problemas nas checagens de segurança, atividades fraudulentas, direção perigosa, agressões e até casos de assédio. Outro trabalhador por aplicativos, que atua há mais de seis anos na região metropolitana de Fortaleza, aponta que um dos dados falsificados no comércio ilegal de contas é o ano do veículo. Para atuar nas plataformas, os motoristas precisam cadastrar um carro ou motocicleta que esteja dentro da lista de veículos elegíveis. Para Fortaleza, ele exemplifica que somente modelos a partir de 2010 são aceitos na Uber. “Isso acontece muito. Esses camaradas que fazem essas contas fake vivem disso mesmo. Eles pegam um veículo que não tá dentro do prazo, porque a plataforma bloqueia [um modelo mais antigo] imediatamente. Só que ele manda a foto como se fosse de 2020, consegue burlar o sistema”, conta o motorista. Outras práticas apontadas por ele são de motoristas que alugam contas de terceiros, também considerada uma forma de comercialização dos perfis da plataforma, e a circulação de condutores sem habilitação. Por vezes, as duas práticas acontecem ao mesmo tempo: pessoas sem habilitação que alugam a conta de uma pessoa com documentos aprovados pelas plataformas. “Eu conheço muito ‘motoUber’ que trabalha e não tem CNH. No carro, o passageiro pode até tentar ver se a pessoa é a mesma porque a gente trabalha com o rosto limpo, o máximo que a gente usa é óculos, um boné. Mas é bem mais difícil ver isso com o motoqueiro que vem de balaclava e capacete”, comenta o denunciante. Contas falsas para burlar o descanso obrigatório Comercialização de contas de motoristas em aplicativos é prática proibida Reprodução Embora os usuários de contas falsas façam de tudo para não parecer que estão trabalhando na ilegalidade, nem sempre a farsa passa despercebida pelos passageiros do aplicativo. Foi o que ocorreu com uma moradora de Fortaleza, que terá a identidade preservada. No início de agosto, a mulher solicitou uma corrida pelo 99 para sair com a família. Quando o veículo chegou, conferiu que a placa era a informada no aplicativo. Porém, ao entrar no carro, percebeu que o motorista não era o mesmo da foto mostrada. Ao questionar o condutor, ele admitiu para a usuária que estava usando uma conta falsa. "A justificativa dele era que a sua renda diária se resumia só a corridas e, com 12 horas seguidas de uso do aplicativo, os motoristas eram obrigados a ‘parar’ para descansar. Sendo assim, ele começava a usar a outra conta para continuar a rodar na plataforma", relatou a passageira. A ‘obrigação de parar’ citada pelo motorista que atendeu a cearense é uma ferramenta adotada pelas empresas de transporte por aplicativo. Com isso, após 12 horas consecutivas de corridas, contadas a partir do momento que a pessoa recebe a primeira corrida do dia, o aplicativo desconecta automaticamente o motorista por 6 horas. Ainda conforme a passageira, o condutor disse também que o uso de conta falsa para burlar o descanso obrigatório é uma prática comum entre quem trabalha com veículos de aplicativo. "Ele falou que eles pagam uma pessoa para fazer a conta, e o esquema todo é comprado", disse a passageira. Na plataforma 99, o limite de horas em corridas de 12 horas é uma ferramenta para evitar a fadiga do motorista. Conforme publicado pela empresa, a fadiga reduz a atenção do motorista ao trânsito e aos perigos, diminuindo o tempo de reação em uma situação de possível acidente. Uso indevido de contas na fraude das tarifas dinâmicas Motociclistas se reúnem para manipular preços de corrida em aplicativo Acontece em Itaitinga Em reportagem exclusiva no dia 15 de agosto, o g1 revelou o esquema realizado entre motoristas da Uber para manipular os preços das corridas na Grande Fortaleza. A fraude é realizada por grupos com dezenas e até centenas de motociclistas e motoristas que ficam parados em postos de gasolina ou ruas escolhidas em regiões mais afastadas. Os motoristas agem de forma coordenada para gerar uma tarifa dinâmica na região. Denunciantes relataram ao g1 que o esquema também faz uso de contas falsas para ajudar a inflar o pedido por novas corridas. Além de contas falsas de motoristas, existe a manipulação das contas de passageiros. De acordo com o delegado Josafat Filho, titular da Delegacia de Cascavel, responsável pela prisão de 15 motociclistas envolvidos na fraude das tarifas, os casos envolvem o uso indevido de contas de terceiros e o aluguel de perfis já existentes. “Geralmente eles estão munidos de dois ou três celulares e utilizam perfis de familiares que não sabem, são laranjas, não sabem que estão sendo utilizados aqueles perfis deles. Mas também eles conseguem arregimentar pessoas, outros indivíduos que cedem essas contas por um valor mensal”, explicou em entrevista à TV Verdes Mares. Com outros celulares, os grupos de motoristas utilizam o aplicativo como passageiros e pedem corridas ao mesmo tempo. Isso gera mais perfis solicitando corridas no mesmo local, fazendo com que a plataforma automaticamente eleve os preços naquele horário. ➡️ A tarifa dinâmica é um recurso utilizado pelos aplicativos quando a demanda está muito alta, como em horários de pico, grandes eventos e dias com mau tempo. O problema tem sido relatado em municípios como Caucaia, Pacatuba, Horizonte, Aquiraz, Eusébio, Guaiuba, Pacajus, Itaitinga, além de pontos mais periféricos de Fortaleza, como no bairro Siqueira. Crime de falsidade ideológica Entenda o crime de falsidade ideológica Com a inserção de dados falsos nos sistemas das plataformas, as pessoas envolvidas com a comercialização e utilização das contas falsas podem responder pelo crime de falsidade ideológica. Previsto no artigo 299 do Código Penal, o crime consiste em omitir informações ou inserir declarações falsas ou indevidas em documentos públicos ou particulares com o fim de prejudicar ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. A pena para o crime de falsidade ideológica é de prisão de 1 a 5 anos e multa para documentos públicos. Para documentos privados, a pena é de 1 a 3 anos de prisão, além de multa. Motoristas enfrentam dificuldades para se sustentar Motoristas relatam dificuldades para se manter trabalhando para aplicativos. Divulgação Os motoristas que querem seguir as regras para exercer a atividade são afetados diretamente em um cenário de fraudes cometidas por terceiros, comprometendo a credibilidade do serviço para os usuários. Este aspecto se soma às dificuldades para tirar o sustento com o serviço atualmente. Perdas na renda, exaustão e ausência de vínculos formalmente reconhecidos têm contribuído para piorar as condições do trabalho, conforme Robinho Patrício, presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativos de Fortaleza e da Região Metropolitana (Sindiaplic). Os preços repassados pelas plataformas aos motoristas fazem parte das dificuldades apontadas pela categoria. “A gasolina, quando começou essa operação da Uber [em Fortaleza] era R$ 2,80 no início. Hoje, passa dos R$ 6. Peças e serviços também dobraram [de valor], e nunca teve um reajuste. [...] Porém, as plataformas aproveitaram para aumentar a margem de lucro e não repassaram para o motorista”, afirma Robinho. O presidente comenta que boa parte dos motoristas trabalha em carros alugados, precisando pagar cerca de R$ 850 por semana. Com isso, o lucro deles só vem depois que as corridas cobrem o valor do aluguel e do combustível. Uma das expectativas da categoria é o processo de regulação da atividade dos motoristas de aplicativo, com projeto de lei que ainda não foi votado no Congresso Nacional. Conforme Robinho, o papel atual de sindicatos e federações é de mobilizar deputados para que o marco legal a ser discutido traga conquistas favoráveis aos trabalhadores, com melhorias na remuneração e no espaço de negociação com as empresas. “Os fatores que precarizam o trabalho de motoristas aplicativos são vários porque antigamente, quando essa alta dos preços dos insumos não nos afetava muito, a maioria dos motoristas de aplicativos nunca sentiram falta de direitos porque a remuneração era mais ou menos justa”, destaca Robinho. O presidente faz um comparativo baseado na experiência como motorista: para faturar valores conquistados com 8 horas de trabalho há cerca de dez anos, o trabalhador precisaria, atualmente, dirigir por aproximadamente 16 horas. “Tem sido muito difícil, ao longo dos anos, os motoristas por aplicativo sobreviverem nessa profissão. Muitos estão voltando para o CLT”, aponta Robinho. O sindicato optou por não tecer comentários sobre o comércio ilegal de contas de motoristas das plataformas. O que dizem as empresas O g1 solicitou informações à Meta, perguntando sobre a política da empresa para excluir anúncios que configuram práticas criminosas e quais ferramentas são utilizadas para identificar anúncios com práticas ilegais. A reportagem também forneceu prints dos anúncios encontrados durante a apuração. A assessoria de comunicação da Meta respondeu que a empresa não irá comentar. Também foi solicitado o posicionamento da Uber, com informações sobre os anúncios encontrados nas redes sociais. Além disso, a reportagem perguntou sobre os requisitos para o cadastro de motoristas, os motivos para banimento de contas e as medidas implementadas ou previstas para impedir o comércio ilegal de contas falsas na plataforma. A Uber respondeu que “não foi possível verificar os casos, pois não foram fornecidas à empresa informações suficientes para checar se há relação com o aplicativo da Uber”. A plataforma 99 informou que o perfil é de uso exclusivo e intransferível, e que a empresa adota política de tolerância zero para fraudes de qualquer natureza. “A empresa iniciou uma apuração interna para identificar e bloquear as contas fraudadas e segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Para coibir ações como essas, a 99 investe continuamente em novas tecnologias e no aprimoramento de suas ferramentas que checam a autenticidade das informações do condutor e verificação de histórico público, por meio da verificação de documentos como CPF, CNH e licenciamento do veículo”, diz a nota. A 99 também orienta que os passageiros verifiquem se a imagem do condutor e as informações do veículo batem com o que está sendo mostrado no aplicativo. Ao identificar indícios de irregularidade, os usuários podem registrar denúncia na Central de Ajuda, disponível 24 horas. O g1 também procurou a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviço, com a Uber e a 99. A associação informou que a segurança de parceiros e usuários é prioridade em suas operações, não sendo autorizado nenhum tipo de comercialização de contas. “O uso de contas falsas é uma prática proibida, podendo levar a implicações legais para os envolvidos. As plataformas possuem sistemas que buscam inibir práticas fraudulentas que, quando detectadas, são punidas inclusive com o banimento das contas”, diz a nota. A associação informa, ainda, pontos reproduzidos abaixo: Para utilizar o aplicativo, o motorista deve cadastrar na plataforma seus dados pessoais, documentos e foto, possuir carteira de habilitação regular, além de passar por checagem regular de apontamentos criminais, entre outras exigências. É preciso registrar dados do veículo a ser utilizado, seja carro próprio, alugado ou de terceiros, cuja documentação deve estar em dia. Os dados do motorista parceiro e automóvel são validados em sistema oficial do governo. Como forma adicional de segurança, é solicitado periodicamente aos motoristas parceiros selfies para confirmar a identidade do condutor. As denúncias de irregularidades e fraudes são verificadas por equipes internas das associadas e são tomadas as ações necessárias, que variam de acordo com a pertinência e a gravidade, cujas medidas punitivas podem levar ao banimento das contas. As empresas têm equipes especializadas para colaborar com as autoridades nas solicitações de dados, respeitando-se a legislação relativa à privacidade. “As plataformas investem e trabalham continuamente para buscar cada vez mais proteção por meio de ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois de cada viagem”, conclui a nota da associação. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Apple iPhone 17 Pro: novos rumores reforçam recarga sem fio reversa para acessórios

Publicado em: 25/08/2025 04:22 Fonte: Tudocelular

A Apple pode avalia incluir recarga sem fio reversa nos iPhone 17 Pro e 17 Pro Max. Com base em relatos no Weibo, os modelos mais avançados da linha de aparelhos previstos para meados de setembro estão sendo testados com o recurso que os permitirá carregar outros produtos da maçã, como Air Pods e Apple Watch. Em geral, os testes realizados teriam alcançado 7,5 W para alimentar não só esses itens, como também uma possível nova bateria externa, mas a ativação do recurso no lançamento segue incerta. Vale lembrar que essa não é a primeira vez em que se fala sobre a implementação dessa tecnologia nos smartphones.No caso, informações abordaram o assunto e até mesmo mencionaram que os novos topos de linha da Apple poderiam ter recarga reversa de até 7,5W. Entretanto, o uso de um recurso como esse faz com que a empresa aumente a capacidade de bateria dos dispositivos. Atualmente, já existem modelos com 7.000mAh no mercado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

The Town 2025: como chegar e baixar ingressos, e tudo o que você precisa saber para ir ao festival

Publicado em: 25/08/2025 04:01

The Town 2023 Luiz Franco/g1 A segunda edição do The Town acontece nos dias 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em SP. Veja perguntas e respostas com tudo o que você precisa saber para curtir o festival: Quais artistas e bandas vão tocar? Que horas é abertura dos portões? Qual é a classificação etária do The Town 2025? Como chegar ao Autódromo de Interlagos? Como comprar ingressos para o The Town 2025? Quais os preços dos ingressos para o The Town 2025? Quais dias estão com ingressos esgotados? Posso comprar ingresso para o espaço VIP? Como ativar o ingresso digital do The Town 2025? Como entrar no The Town com o ingresso digital? Onde estão localizados os palcos e outras estruturas do The Town? O festival oferece acessibilidade para pessoas com deficiência? Há estacionamento disponível no local? Tem lugar para guardar meus pertences? Posso levar alimentos e bebidas para o festival? Quais são os itens proibidos para entrada? Quais artistas e bandas vão tocar? Travis Scott e Ms. Lauryn Hill tocam no dia 06 de setembro; Green Day e Iggy Pop se apresentam no dia 07 de setembro; Backstreet Boys são o destaque do dia 12 de setembro; Mariah Carey e Lionel Richie sobem ao palco no dia 13 de setembro; Katy Perry encerra o evento no dia 14 de setembro. O lineup inclui ainda nomes como Bruce Dickinson, CPM 22, CeeLo Green, Jota Quest, Ivete Sangalo, Luisa Sonza, e mais. VEJA: PROGRAMAÇÃO COMPLETA E HORÁRIOS DOS SHOWS Que horas é abertura dos portões? Abertura de portas: 12h Última entrada no evento: 0h Encerramento do evento: 2h Qual é a classificação etária do The Town 2025? A classificação etária é de 16 anos. A entrada de menores de 16 anos é permitida desde que estejam acompanhados pelos pais ou responsáveis legais. Por orientação do Ministério Público, a permanência de menores de 5 anos após as 22h, mesmo acompanhada dos pais, não é recomendada, sendo sujeita à fiscalização. Como chegar ao Autódromo de Interlagos? O metrô e os trens de São Paulo terão operação de 24hrs, garantindo às pessoas um retorno de transporte público com segurança e conforto. O Autódromo de Interlagos fica na região sul de São Paulo, no bairro de Interlagos. O local fica a aproximadamente 850 metros da estação Autódromo (Linha 9 – Esmeralda). Opções de linhas especiais também estão disponíveis para o público: o Trem Expresso The Town, traz mais agilidade e comodidade até a chegada ao Autódromo de Interlagos; e o Ônibus The Town Express, terá embarque e desembarque em terminais estratégicos da cidade de São Paulo. O Trem Expresso The Town será operado por duas rotas exclusivas, com bilhetes a R$ 35 (ida e volta): Rota 1: embarque na Estação Barueri (Linha 8-Diamante), com uma única parada na Estação Pinheiros e segue até a Estação Autódromo. Rota 2: embarque na Estação Pinheiros (Linha 9–Esmeralda), com uma única parada na Estação Morumbi-Claro e também segue até a Estação Autódromo. O embarque do Ônibus The Town Express acontece entre 10h e 20h em cinco terminais da cidade de São Paulo, com passagem a R$ 40 (ida e volta): Terminal Metrô Barra Funda, Terminal Vila Yara, Terminal Panamby, Terminal Jardins e Terminal Penha. Os ônibus metropolitanos fazem o desembarque na Avenida José Carlos Pace, próxima ao portão A de entrada do festival. O retorno acontece a partir das 22h, por ordem de chegada. Além disso, estará disponível o serviço The Town Primeira Classe, com embarque e desembarque dentro da Cidade da Música, em frente ao portão A. O ônibus executivo oficial do evento contará com saídas da capital paulista, outras cidades de São Paulo e de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Os valores vão variar entre R$ 220 e R$ 750. Táxi ou carros de aplicativo também são opção: O embarque e desembarque acontecerão em áreas sinalizadas, nas estações próximas ao festival. Porém, as ruas do entorno do Autódromo estarão bloqueadas para a entrada de veículos não identificados, incluindo carros de aplicativo e táxis. Como comprar ingressos para o The Town 2025? Selfie no The Town Luiz Gabriel Franco/g1 Os ingressos estão disponíveis somente para compras online na Ticketmaster, pelo site ticketmaster.com.br. É permitida a venda de 4 ingressos por dia de festival por CPF, sendo no máximo 1 meia entrada por dia. No máximo, é permitida a venda de 20 ingressos por CPF. O pagamento poderá ser efetuado com PIX ou cartão de crédito com parcelamento, sem juros, em até seis vezes. Os ingressos para resgates online serão exclusivamente em formato digital, e estarão disponíveis 30 dias antes do evento no aplicativo Quentro. Quais os preços dos ingressos para o The Town 2025? Os ingressos para um dia custam R$ 487,50 (para meia entrada) e R$ 975,00 (inteira). A meia entrada é destinada para maiores de 60 anos, Estudantes, Jovens de baixa renda, Pessoas com Deficiência, Profissionais das Redes Públicas de Ensino de São Paulo e Aposentados. Quais dias estão com ingressos esgotados? Por enquanto, nenhum. Há ingressos disponíveis para todos os dias de The Town. O que está esgotado é o The Town Card, ingresso sem data pré-definida, que garantia lugar no evento antes da confirmação de todas as bandas e atrações. Posso comprar ingresso para o espaço VIP? O ingresso VIP é vendido exclusivamente aos patrocinadores e membros do Club Rockstar e Club One, que são dois produtos do The Town Club. O valor para fazer parte do Club Rockstar é R$ 1.379. Membros desses grupos têm direito à compra de ingressos para área VIP, mas ele não está dentro deste valor. Já o pacote válido para o Club One sai por R$ 15.999 e conta com um ingresso para a área VIP. O pacote para membros inclui outros benefícios como fila preferencial, acesso ao Lounge Club, desconto em souvenires do festival, entre outros. O valor e o período de vendas para o espaço VIP ainda não foram divulgados. Como ativar o ingresso digital do The Town 2025? Os ingressos ficam disponíveis na aba "Meus Pedidos" no site Ticketmaster.com.br, para consulta e ativação no aplicativo Quentro. Você precisará baixar o aplicativo Quentro para acessar o ingresso que será utilizado para entrada no evento. Por razões de segurança, o QR code é atualizado constantemente e automaticamente, não sendo aceitos prints de tela ou impressões. Para acessar seu ingresso digital, siga os passos abaixo: Acesse sua conta em Ticketmaster.com.br. Na aba "Meus Pedidos", abra o pedido que você deseja baixar o ingresso para o aplicativo Quentro. Indique o e-mail da conta Quentro que deseja enviar o ingresso. Confirme o envio. Se for a sua primeira vez no Quentro, você receberá no e-mail indicado um código que deverá ser informado para concluir a validação de sua identidade no aplicativo. Assim que finalizar este processo, basta abrir o Quentro, fazer o login com o mesmo e-mail indicado anteriormente e os seus ingressos já estarão disponíveis no aplicativo. Em caso de transferência de ingresso para outra pessoa, o envio deverá ser feito pelo aplicativo Quentro. Os ingressos para a área VIP contam com uma etapa adicional de segurança, que inclui cadastro e biometria facial. Com o ingresso já disponível no aplicativo, é necessário preencher os dados do usuário e realizar o cadastro da biometria facial para desbloquear o QR code e validar o ingresso para acesso ao festival. Como entrar no The Town com o ingresso digital? Para entrada no evento, verifique antecipadamente se todos os seus ingressos estão adicionados no aplicativo Quentro, pois você vai precisar apresentar os seus ingressos diretamente no celular. Por motivos de segurança, o QR code é atualizado constantemente e automaticamente, não sendo aceitos prints de tela ou impressões. Para o primeiro acesso aos ingressos no aplicativo é preciso ter conexão de internet, porém uma vez que o ingresso esteja armazenado no Quentro, você não precisará de internet ativa no seu smartphone. No dia do evento, é essencial trazer seu celular com o aplicativo Quentro instalado e atualizado na versão mais recente. Para entrar no festival, abra o aplicativo Quentro e selecione o ingresso referente ao dia do festival. Posicione a tela do seu celular com a parte do QR code de frente para o leitor na lateral da catraca. Cada ingresso digital de pista permitirá um único acesso ao evento. Após o primeiro acesso, novas tentativas com o mesmo ingresso digital não serão autorizadas. Prints de tela e/ou impressões não serão aceitos. Apenas ingressos armazenados no aplicativo Quentro serão aceitos. Onde estão localizados os palcos e outras estruturas do The Town? Mapa do The Town 2025 Divulgação Palco Skyline - O gigante palco central, inspirado nos arranha-céus de São Paulo, mantém sua localização de destaque. Com uma cenografia de impacto, o Skyline será palco de quatro shows diários de grandes nomes nacionais e internacionais. Palco The One - Agora reposicionado na área onde ficava o Megadrop, o palco The One combina shows com tecnologia, trazendo mais de 30 telões de LED e uma estética inspirada nos museus de São Paulo. Sua nova localização inclui um anfiteatro natural para uma visão perfeita do público. Palco São Paulo Square - Retornando em um novo local (onde estava o The One na edição anterior), este palco celebra o jazz e o blues, com uma cenografia inspirada na arquitetura histórica paulistana. É o espaço perfeito para os amantes desses estilos. Palco Factory - Trocando de lugar com a São Paulo Square, o Factory é dedicado aos ritmos urbanos e à nova geração de talentos. Inspirado nos galpões industriais, sua ambientação transporta o público para um cenário de fábrica vibrante. Market Square - Reposicionada para onde antes estava o Factory, esta sofisticada praça gastronômica, coberta e climatizada, oferece uma seleção especial de comidas e bebidas. A edição passada teve a curadoria do chef Alex Atala, e novidades gastronômicas serão reveladas em breve. Roda-Gigante - Oferecendo uma vista panorâmica de toda a Cidade da Música, a Roda-Gigante é uma das atrações mais icônicas do festival, perfeita para capturar momentos únicos. Tirolesa - Passando em frente ao Skyline, a tirolesa permite uma visão privilegiada dos shows e cria uma experiência de aventura para quem busca emoções enquanto aprecia a música. Megadrop - Para os fãs de adrenalina, o Megadrop proporciona uma queda livre intensa, que mistura emoção e vistas incríveis. Montanha-russa - Outra favorita, a montanha-russa completa o ambiente de diversão, proporcionando um passeio radical ao público. Lounge Club - De frente ao The One, o Lounge Club é exclusivo para clientes The Town Club Rockstar. Com uma vista incrível e experiência única para curtir todos os shows desse anfiteatro natural. VIP - Conforto e sofisticação em um ambiente climatizado com vista privilegiada do Skyline e da Cidade da Música. Pórtico - O pórtico é parada obrigatória na Cidade da Música. Faça sua selfie ou junte a galera e registre esse momento quando chegar. Palco Quebrada - O novo palco da Cidade da Música traz a arte e a cultura da periferia para o festival, com apresentação de artistas nacionais, a maior batalha de rima e espetáculos de dança em todos os dias de festival. The Tower Experience - Um espetáculo inédito e grandioso com 120 artistas em cena, contando com a Orquestra Sinfônica Heliópolis, bailarinos dançando em um espelho d'agua, coral e grandes DJs no melhor after de todos os tempos. LPO - Muito mais que um espaço instagramável, a loja de produtos oficiais do The Town é o lugar ideal para quem ama guardar lembranças especiais. Com uma variedade de itens licenciados, ela foi pensada para levar a energia da Cidade da Música para além do festival. O festival oferece acessibilidade para pessoas com deficiência? Sim, o The Town oferece infraestrutura acessível, incluindo áreas reservadas, banheiros adaptados, atendimento especializado, além de serviços como empréstimo de cadeiras de rodas, distribuição de cordões de girassol, suporte para cão-guia, entre outros. Há estacionamento disponível no local? Não há estacionamento disponível no Autódromo de Interlagos. O recomendável é utilizar transporte público ou serviços de transporte por aplicativo devido ao grande fluxo de pessoas. Tem lugar para guardar meus pertences? Sim. O evento disponibiliza lockers, armários inteligentes e seguros para guardar seus pertences. Além do armazenamento, os lockers contam com recarga para celular (USB e USB-C). É necessário fazer a reserva do locker através da plataforma do festival. O valor varia de R$ 45 a R$ 65, a depender do tamanho do armário (P, M ou G). Selfie no The Town Luiz Gabriel Franco/g1 Posso levar alimentos e bebidas para o festival? O The Town ainda não divulgou oficialmente a lista de itens permitidos e proibidos, mas deve seguir a linha adotado na edição de 2023: Naquele ano, havia um limite de até 5 itens por pessoa, permitindo a entrada de alimentos e produtos industrializados lacrados (exemplos: biscoitos, torradas e barras de cereal), além de sanduíches e frutas cortadas, que devem estar acondicionados em embalagem transparente e não rígida. Quais são os itens proibidos para entrada? O The Town ainda não divulgou oficialmente a lista de itens permitidos e proibidos, mas deve seguir a linha adotado na edição de 2023: Garrafas de qualquer gênero, tamanho ou material, exceto plásticas para consumo de água, desde que sem tampa Copos térmicos, de vidro ou metal  Latas Capacetes Armas de fogo ou armas brancas de qualquer tipo (facas, soco inglês, canivetes, etc) Cadeiras/banquinhos Guarda-chuvas Objetos pontiagudos Objetos perfurantes ou cortantes (tesoura, estiletes, pinças, cortadores de unha, saca-rolhas) Fogos de artificio, dispositivos explosivos, sinalizadores e aparatos incendiários de qualquer espécie Objetos de vidro, plástico ou metal (perfumes, cosméticos, inclusive desodorantes de qualquer tipo, pasta ou escova de dente) Substâncias inflamáveis, corrosivas  Sprays  Máquinas de incapacitação neuromuscular (tasers) Ponteiros de laser, luzes estroboscópicas ou outros dispositivos emissores de luz Bebidas (em qualquer tipo de recipiente) Skate, bicicleta ou qualquer tipo de veículo motorizado ou não Isopor, cooler ou qualquer tipo de utensílio para armazenagem Bastão de selfie (extensor para tirar auto-retrato) Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável Objetos profissionais para captura de imagem e som, como, por exemplo: máquinas fotográficas profissionais (lente intercambiável), equipamentos de filmagem profissionais drones ou outros objetos voadores Itens que possam ser utilizados para marketing de emboscada Substâncias venenosas e/ou tóxicas, incluindo drogas ilegais Bandeiras ou cartazes contendo mensagens ou símbolos com divulgações comerciais ou ainda com referências a causas discriminatórias, ofensivas, homofóbicas, racistas ou xenófobas Drones, também denominados VANT (veículo aéreo não tripulado), RPA (Remotely-Piloted Aircraft), Aeronave Remotamente Pilotada, e equipamentos similares Alimentos que representem intuito de comercialização ou que possam representar riscos à segurança The Town gera 25 mil empregos temporários diretos e indiretos

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Data centers de IA: a corrida do ouro digital - O Assunto #1540

Publicado em: 25/08/2025 00:45

Eles armazenam e processam as informações usadas todos os dias por bilhões de pessoas ao redor do planeta. Os data centers (centro de dados) abrigam os servidores responsáveis por processar todas as informações que estão no ambiente digital. Eles são de diversos tipos, mas um deles tem despertado especial interesse de empresas de tecnologia: os usados para inteligência artificial. Os data centers para IA mobilizam uma corrida por espaços físicos adequados. Esse tipo de instalação demanda muito mais potência — e, consequentemente, exige mais capacidade para resfriamento. É por isso que esse eles são vistos como um risco para o meio ambiente, por demandar alto consumo de água. Com sua alta capacidade de produção de energia renovável, o Brasil desperta o interesse de gigantes de tecnologia para a construção de data centers para IA. Enquanto isso, o governo diz preparar um plano para atrair investimentos para transformar o país em um polo mundial de centro de dados. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o repórter do g1 Victor Hugo Silva, que explica quais são diferentes tipos de data centers e o impacto desses centros para o meio ambiente. Victor Hugo relata as promessas de inovação nos centros de processamentos de dados para inteligência artificial e as discussões que cercam o tema. E responde: faz diferença ter um data center perto de você? O que você precisa saber: Primeiros data centers de IA podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas Brasil terá política nacional para data centers; entenda o que são 'CIDADES DE SERVIDORES': Entenda como serão os primeiros data centers de IA no Brasil NO ESPAÇO: Os planos para colocar data centers na Lua e em órbita da Terra Quanta água o ChatGPT 'bebe' para responder sua pergunta? Data centers se multiplicam O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação nesta semana: Victor Boyadjian. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilustrativa mostra dcenter da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta

Tecnologias sustentáveis: um compromisso Vilarejo com o Futuro

Publicado em: 25/08/2025 00:03

Com 29 anos de história, a Vilarejo Acabamentos se consolida como uma referência não apenas em design, variedade e qualidade de materiais para construção e reforma, mas também como uma empresa comprometida com o futuro do planeta. A sustentabilidade é um dos pilares da operação do grupo, que vem investindo em tecnologias e práticas conscientes para minimizar impactos ambientais e promover um setor mais responsável. A sustentabilidade é um dos pilares da operação do grupo Vilarejo Divulgação 1- Energia limpa no centro de distribuição Um dos principais marcos dessa jornada sustentável é a utilização de energia solar no Centro de Distribuição da Vilarejo. Toda a operação logística, que abastece as oito lojas do grupo no Estado do Rio de Janeiro, funciona com energia limpa e renovável. Com a instalação de painéis fotovoltaicos, a empresa não só reduziu sua pegada de carbono como também tornou o abastecimento mais eficiente e independente das redes tradicionais. 2- Economia verde: mais que números, impacto real Além da geração de energia limpa, a Vilarejo também colhe frutos ambientais significativos. Desde a implementação das práticas sustentáveis, estima-se que a empresa já poupou milhares de árvores, contribuindo diretamente para a preservação de áreas verdes e o equilíbrio climático. A escolha de produtos sustentáveis, a otimização do transporte e o uso de embalagens recicláveis são parte de um esforço conjunto que se reflete em números reais e, mais importante, em ações concretas. 3- Coleta Seletiva: Sustentabilidade em Movimento Outro destaque vai para o sistema de coleta seletiva no CD, que separa corretamente os resíduos sólidos gerados na operação. Materiais como papelão, plástico, metais e madeira têm destino adequado, sendo reaproveitados por cooperativas e empresas recicladoras. Esse processo não só evita o descarte incorreto como também gera valor para a cadeia produtiva e apoia a economia circular. Inspiração e responsabilidade no setor da construção A atuação sustentável da Vilarejo vai além dos bastidores. A empresa inspira clientes, fornecedores e parceiros a adotarem práticas mais conscientes em obras e reformas. Por meio do atendimento consultivo, profissionais especializados orientam sobre materiais ecológicos, produtos com menor impacto ambiental e soluções que aliam eficiência, beleza e respeito ao meio ambiente. Ao longo de quase três décadas, a Vilarejo construiu mais do que lares: construiu um legado. Um legado que agora se firma também como exemplo de inovação, consciência ambiental e responsabilidade social. Escolher a Vilarejo é escolher uma empresa que transforma sonhos em realidade, e que cuida do mundo onde esses sonhos acontecem. A Vilarejo está presente em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói e no CasaShopping, além de manter um catálogo completo em www.vilarejoacabamentos.com.br.

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Unesp 2026: veja como pedir redução ou isenção da taxa do vestibular

Publicado em: 25/08/2025 00:01

Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara Unesp/Divulgação A Universidade Estadual Paulista (Unesp) recebe a partir desta segunda-feira (25), os pedidos de isenção e redução de 50% da taxa do vestibular 2026. O valor integral da taxa é de R$ 210. Na região de cobertura da EPTV Central, há 1.113 vagas em cursos de graduação, divididas nos campi da universidade em Araraquara (SP), Rio Claro, São João da Boa Vista. (Veja abaixo) 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Os candidatos podem se inscrever ou cadastrar os pedidos dos benefícios pelo site da Fundação Vunesp até 31 de agosto. As inscrições para o vestibular serão realizadas de 4 de setembro a 8 de outubro pelo site da Vunesp. O exame oferece mais de 5,8 mil vagas em 136 cursos de graduação de 24 cidades do Estado de São Paulo. As provas serão aplicadas em 2 de novembro (primeira fase) e 7 e 8 de dezembro (segunda fase). LEIA TAMBÉM: RELEMBRE: Jovem com paralisia cerebral é aprovado na UFSCar, e vídeo de comemoração viraliza; ASSISTA INCLUSÃO: Jovem trans da Etec é aprovado em 3 universidades públicas: 'Meu sonho era estudar na USP' CONQUISTA: Estudante de escola pública é aprovado na USP, Unicamp e UFSCar: 'quero ser diplomata" Como solicitar a isenção ou desconto Os pedidos de isenção podem ser feitos de duas formas: Vestibulandos cadastrados no CadÚNICO, ou seja, os que têm renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou que possuam renda familiar mensal de até três salários mínimos: Estes estudantes preencherão o Número de Identificação Social (NIS) no requerimento de isenção. Candidatos que concluíram ou concluirão este ano o ensino médio com todo o currículo cumprido em escola pública, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou com bolsa de estudo integral, se o curso for de instituição particular: Estes vestibulandos precisam ainda ter renda familiar bruta mensal igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa, além de residir no Estado de São Paulo ou estar vinculado a uma instituição de ensino localizada em território paulista. O pedido de redução de 50% do valor da taxa destina-se a candidatos matriculados no ensino médio ou em curso pré-vestibular e que recebam remuneração mensal inferior a dois salários-mínimos ou estejam desempregados. O resultado da solicitação de isenção será divulgado em 22 de setembro, nos sites da Unesp e da Vunesp. Os pedidos deferidos já significarão a efetivação da inscrição do solicitante. A Unesp e a Vunesp oferecem ainda redução de 75% da taxa para todos os candidatos de último ano do ensino médio público paulista (Secretaria da Educação e Centro Paula Souza), neste caso com cadastramento de 4 de setembro a 8 de outubro. Unesp de São João da Boa Vista (SP) oferece 62 vagas Divulgação Reserva de vagas O Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP) destina 50% das vagas de cada curso de graduação da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública, sendo que 35% das vagas desse sistema são destinadas aos candidatos que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas. A soma inclui as 934 vagas do Vestibular Seriado Paulista (Provão Paulista) destinadas exclusivamente para alunos do ensino público. Este sistema tem garantido maioria de ingressantes vindos de escolas públicas desde o Vestibular Unesp 2017. Unesp de Rio Claro Divulgação Cursos da Unesp da região Araraquara Administração Pública (80) Ciências Econômicas (80) Ciências Sociais (80) Engenhariade Bioprocessos e Biotecnologia (32) Engenharia Química (32) Farmácia (80) Letras (96) Odontologia (59) Pedagogia (75) Química (64) Rio Claro Ciências da Computação (48) Ciências Biológicas (51) Ecologia (24) Educação Física (48) Engenharia Ambiental (24) Física (30) Geografia (58) Geologia (27) Matemática (28) Pedagogia (35) São João da Boa Vista Engenharia Aeronáutica (32) Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações (30) VEJA VÍDEO: Professora dá dicas para uma boa redação no vestibular da Unesp Professora dá dicas para uma boa redação no vestibular da Unesp REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Ultrassom 8D: técnica com inteligência artificial 'revela' rosto de bebês antes do nascimento

Publicado em: 24/08/2025 21:21

Ultrassonografia 8D: Inteligência Artificial dá spoiler do rostinho de bebês Uma nova técnica que usa inteligência artificial para processar imagens de ultrassons tradicionais está permitindo que pais e mães tenham um "spoiler" de como será o rosto do bebê meses antes do nascimento. Conhecido como ultrassom 8D, o método não é considerado uma evolução médica para diagnósticos, mas tem ganhado popularidade por criar uma forte conexão emocional. A ansiedade para descobrir com quem o bebê vai se parecer é uma dúvida comum a todos os pais. "Estou muito ansiosa pra ver o rostinho do meu bebê", diz uma gestante. Outra brinca: "Tenho certeza que mais uma vez vai vir a cara do pai". Foi para atender a essa curiosidade que a nova tecnologia surgiu, transformando as imagens de exames convencionais em retratos ultrarrealistas. A técnica consiste em usar um software de inteligência artificial que interpreta os dados e as imagens de um exame de ultrassom comum, em 3D ou 4D, para gerar uma foto do rosto do feto com alta definição. O obstetra Alan Hatanaka, um dos médicos que oferecem a novidade, explica que sua paixão por informática o levou a explorar a IA. "Fui fazendo meus testes e consegui fazer essa imagem para transformar os bebês em uma realidade maior", afirma. Essa tecnologia é mais um passo na evolução dos exames de imagem na gravidez. A ultrassonografia começou a se popularizar nos anos 1970 com o 2D, que mostrava uma imagem chapada do feto. Depois vieram os exames em 3D e 4D, que já permitiam ver o bebê em movimento e com mais detalhes, como o piscar de olhos e o ato de engolir o líquido amniótico. Especialistas, no entanto, reforçam que o ultrassom 8D não representa uma nova tecnologia de diagnóstico. "Não é que é uma nova tecnologia, é você pegar uma informação médica que já estava ali e usar a inteligência artificial para representar isso de uma maneira diferente", explica o médico Marcos Menezes. Ele compara a técnica a usar um aplicativo para colocar uma foto de alguém em outro cenário, destacando que o objetivo é a "conexão emocional da família". Por não ter função de diagnóstico, o ultrassom 8D é tratado como um serviço extra. "É um carinho a mais. Exatamente por isso que eu nem faço esse serviço aqui. Eu simplesmente dou a foto para as mulheres porque é um extra", conta o doutor Alan, que presenteia suas pacientes com a imagem. A reação das famílias ao ver o resultado costuma ser de grande emoção. Amanda, que a reportagem acompanhou, ficou radiante ao ver a imagem de sua filha, Ester, gerada pela inteligência artificial. "Mãe, ela é linda!", comemorou ao ver o "retrato" da filha pela primeira vez. A médica Giovanna também se encantou com a imagem de sua filha Gabi: "Ai meu Deus, é muito tchutchuca. Olha o narizinho, é igualzinho o meu". A semelhança entre a imagem gerada e o bebê real tem surpreendido muitas famílias. A repórter do Fantástico fez um teste e entregou ao doutor Alan o ultrassom de seus filhos gêmeos, feito 18 anos antes. O resultado a surpreendeu: "Ela era assim. Era exatamente assim". A experiência de Suelen, mãe de Benício, que nasceu há três semanas, confirma a precisão da tecnologia. A família ficou impressionada ao ver que o recém-nascido tinha a mesma carinha que apareceu no ultrassom 8D. "Quando nasceu a gente ficou impressionados. Veio o narizinho, a boquinha, o queixinho, a bochecha. Tudo, sabe? Foi uma sensação emocionante, valeu muito a pena fazer", relatou a mãe. A novidade também caiu no gosto de famosos. Celebridades como MC Guimê e Ludmilla já compartilharam nas redes sociais as imagens geradas por inteligência artificial dos rostinhos de seus filhos antes mesmo do nascimento, mostrando a crescente popularidade da técnica que une tecnologia e a emoção da espera por um novo membro da família. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.

Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o ocidente

Publicado em: 24/08/2025 21:16

Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente A China, um país de contrastes e inovações aceleradas, redefine o futuro da mobilidade com tecnologias automotivas de ponta. De carros voadores a táxis autônomos, o "Código Chinês" explora como a nação se tornou uma potência global no setor automotivo. Imagine um futuro onde você se desloca em carros voadores de um lado para o outro da cidade. Na China, essa visão já está em desenvolvimento. As turbinas começam a acelerar rapidamente, e "uau!", um carro que hoje chamamos de carro voador decola. Mas essa não é a única novidade por aqui. Já pensou em um carro que pula quando vê um buraco? Ou um que vai de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos? Há também um veículo que consegue fazer o retorno sem sair do lugar. Basta colocar o ângulo desejado para que ele gire 360 graus. Para quem não gosta de fazer baliza, os problemas acabaram, pois a tecnologia chinesa oferece soluções. Os carros chineses, que já foram vistos como cópias baratas, hoje ostentam tecnologia de ponta e são muito acessíveis. Este episódio da série "O Código Chinês" é dedicado exclusivamente aos carros. Ninguém está aqui para se gabar, mas quando Brasília estava sendo construída, o Brasil já tinha um milhão de carros que rodariam por essas ruas, projetadas especialmente para eles. Na China, quantos havia? Apenas um: o do líder supremo Mao Tsé-Tung. Na verdade, nem ele possuía um carro. Havia alguns veículos de propriedade do Partido Comunista, usados pelos poderosos e para visitantes importantes. Era uma outra China, uma época em que 30 milhões de pessoas morreram de fome. O sonho de consumo de um chinês era a bicicleta Pombo Voador, fabricada pelo estado. Ela era o maior símbolo de status, pois era preciso aprovação do patrão e do governo para comprá-la, e ainda se enfrentava anos na fila de espera. Nos anos 1990, as ruas de Pequim ainda eram assim. Pessoas comuns só puderam comprar seu primeiro carro em 2003, quando o governo decidiu que, a partir daquele momento, todos teriam um carro. Em 2025, a realidade é outra. Na Feira do Automóvel de Xangai, onde uma variedade de carros é apresentada, há hoje mais de cem marcas de carro na China, contra treze nos Estados Unidos. Ao entrar em um desses carros chineses, a sensação é de muito conforto, com painéis gigantes que integram comandos, música, mapa e entretenimento. Muitos utilizam o carro como uma segunda casa, passando muito tempo nele. Há poltronas que, por exemplo, oferecem massagem. A inovação por aqui não é brincadeira. Existem carros de pelúcia rosa, carros estilo Lego. Um carro de seis rodas surpreende: em seu bagageiro gigante, ele carrega um helicóptero de braços dobráveis, permitindo ao proprietário sair do veículo, embarcar no helicóptero e voar para onde quiser. Mas como a China chegou a esse ponto? O governo chinês assinou um contrato milionário com uma montadora estrangeira, a General Motors, que iria produzir carros na China, mas metade da empresa seria de propriedade do governo. Ronaldo Znidarsis, diretor de operações da Zeekr, que antes era executivo da GM, lembra que “todas as decisões eram negociadas. Da cor do carpete até o modelo a ser colocado”. Houve muita discussão, mas o negócio deslanchou. “Você tinha colaboradores, trabalhadores vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para construir a fábrica”, afirma Ronaldo. Ele acrescenta que “foi a planta até então mais rápida e com o menor orçamento já feito na história da GM”. Assim, entre as bicicletas, começaram a aparecer os primeiros Buicks, o primeiro carro produzido em larga escala. Ainda assim, era muito caro para um chinês comum. Por isso, o próprio governo começou a abrir suas fábricas, que inicialmente faziam, digamos, “homenagens” a carros fabricados em outros países. Ronaldo Znidarsis explica que “eles atuaram por uma década como esponjas. Eles começaram a ter acesso a fornecedores internacionais. Eles localizaram muitos desses fornecedores na China. E gradativamente foram adquirindo a capacidade tecnológica. Treinando engenheiros. Treinando designers. Treinando administradores”. Ele reflete sobre o erro de avaliação ocidental: “qual foi, na minha humilde opinião, o racional equivocado? Que nós sempre estaríamos à frente”. A China superou a fase de apenas copiar e começou a apostar em designs exclusivos. O grande salto foi a decisão de trocar os motores a combustão por motores elétricos. Ronaldo Znidarsis observa que “a China tomou uma decisão consciente, ela não tem os recursos de petróleo suficientes para a frota que ela tem e decidiu investir na eletricidade”. A infraestrutura que a China construiu para suportar o crescimento dos carros elétricos é fenomenal: são 3,5 milhões de carregadores elétricos públicos e, juntando com os que as pessoas têm em casa, somam 11 milhões. Em comparação, os Estados Unidos têm 196 mil, e o Brasil, 12 mil. Além disso, a China conta com hidroelétricas gigantes para produzir cada vez mais energia. Em Wuhan, uma cidade da qual todos já ouvimos falar, esses carros elétricos estão sendo testados como em um laboratório. Não tem como pensar em Wuhan e não lembrar da pandemia do coronavírus, cujo mercado, onde muitos especialistas acreditam que o vírus pulou de um animal para humanos, foi totalmente fechado e transferido. Mas isso não significa que Wuhan parou no tempo. O novo mercado ainda vende sapos e tartarugas que vão para a panela. A China tradicional ainda está nas ruas com suas explosões, como a pipoca crocante, semelhante à de saquinho vermelho que comemos no Brasil. Não muito longe dali, moram símbolos da China: os pandas vermelhos, ameaçados de extinção, que vivem no zoológico de Wuhan. E a forma de chegar até lá também é inovadora: um trem que corre de cabeça para baixo e tem o chão panorâmico, parte de um grande projeto de revitalização da cidade devastada pela pandemia. Esse mesmo projeto fez com que fossem liberados ali primeiro 600 dos táxis mais modernos do país. Jessica, uma estudante que às vezes chama um carro autônomo, explica o processo: “é esse carro!” Ela insere os quatro últimos dígitos do celular, a porta abre, e então diz: “eu só preciso falar e o táxi começa a andar”. Jessica conta que, da primeira vez que pegou um carro sem motorista, estava com muito medo. O banco faz massagem, e ela comenta: “ele não vai muito rápido, então eu acho muito seguro!”. Jessica afirma que Wuhan se recuperou rapidamente da pandemia: “na verdade a gente já está melhor do que antes... você vê robôs na rua o tempo todo. Às vezes eles fazem um show pra gente. Muito simples, mas muito chique!”. A empresa dona desses robotáxis comemorou este ano ter gasto vinte e sete mil dólares para produzir um desses veículos autônomos, enquanto seus "primos" americanos, que operam em cidades como São Francisco, custam cerca de duzentos mil dólares cada para serem produzidos. A guerra das tarifas Os carros chineses, tão baratos, tornaram-se um problema, deixando outros países de cabelo em pé. Os trabalhadores nas fábricas chinesas ganham de 3 a 6 dólares por dia, enquanto um trabalhador sindicalizado de montadoras americanas ganha 35 dólares, dez vezes mais. Muitas dessas fábricas de carros chineses são de propriedade do governo. Desde o começo, elas foram pensadas para fazer tudo internamente, desde a extração dos metais necessários da terra até a produção de chips, baterias e motores. Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a maior montadora de carros chinesa, afirma: “nós produzimos muitos componentes na própria fábrica. Isso também nos ajuda a sempre inovar”. Ela complementa: “nós emitimos 45 patentes de novas tecnologias por dia. Isso nos dá muita vantagem”. Essa é a grande diferença das fábricas nos Estados Unidos, que precisam importar de outros países grande parte das peças necessárias para entregar o carro pronto. O carro mais barato da China custa trinta mil reais. Para se ter uma ideia, o carro mais barato no Brasil custa 75 mil reais, e nos Estados Unidos, 115 mil reais. Por isso, os carros foram o primeiro alvo do presidente americano Donald Trump. Para um carro chinês ser vendido nos Estados Unidos, é preciso pagar 250% de tarifas, duas vezes e meia o valor do carro, resultando na ausência de carros elétricos chineses nas ruas americanas. Agora, o presidente americano quer fazer a mesma coisa com todos os produtos chineses. Trump diz que a China trapaceou, copiando tudo o que os americanos inventavam, e que agora que estão bem, não vão vender nos Estados Unidos. Aqui começa um jogo de pôquer entre Estados Unidos e China. Virou uma mesa de apostas. Trump colocou 25% de tarifas, e a China respondeu. Quanto mais Trump aumentava, mais a China pagava para ver. Até o momento em que Trump colocou todas as fichas, equivalentes a 145% de tarifas sobre tudo o que entra nos Estados Unidos. Xi Jinping pagou para ver. Mas tirou da manga uma carta que ninguém esperava: o super trunfo chinês, a carta dos ímãs. A China tem a maior reserva do mundo de neodímio, um dos metais que chamamos de terras raras. O metal existe em outros países, mas a China detém a tecnologia para transformá-lo em ímã. Não percebemos no dia a dia como eles são importantes, mas estão em quase todos os equipamentos eletrônicos. E são fundamentais para o tema desta reportagem. Para ilustrar, imagine uma pilha como a bateria de um carro elétrico, e cabos de metal levando a energia às rodas, conectados ao eixo. Um elemento crucial é o ímã. O ímã cria um campo eletromagnético, e a roda começa a girar. Essa é uma representação muito básica de como funciona o motor de um carro elétrico, por isso a operação é tão silenciosa. Aquele carro super rápido que fez barulho no começo da reportagem, na verdade, tinha o som vindo de alto-falantes, um barulho de mentira, só para dar frio na barriga. A carta na manga do presidente chinês Xi Jinping foi proibir a exportação desses ímãs para os Estados Unidos, o que levou as montadoras americanas ao pânico, pois as rodas de seus carros ficariam sem girar. Foi a carta dos ímãs que fez Donald Trump recuar e pausar as tarifas por 90 dias, e agora a aplicação foi adiada mais uma vez. O futuro chinês atropela o ocidente Enquanto isso, os chineses, que têm a maior reserva de ímãs e outros minérios raros do mundo, continuam avançando. A China produz hoje três vezes mais carros que os Estados Unidos, tem mais de um bilhão de consumidores, muitos que ainda não tiveram o primeiro carro. Com o mercado americano fechado, para onde os chineses estão exportando? Stella Li, da BYD, afirma que “o Brasil é muito importante para nossa estratégia global”. Essa empresa, a maior exportadora chinesa, comprou os maiores navios transportadores de carros do mundo, com capacidade para 7 mil carros, como grandes estacionamentos de shopping. E Ronaldo, que trabalhava para uma montadora americana, hoje é diretor de uma grande montadora chinesa. Ele acredita que “eletrificação não tem volta. A China é uma prova disso. Dos trinta milhões de veículos vendidos no ano passado, mais da metade foram eletrificados”. Na China, os carros elétricos estão subindo a outro patamar. Várias montadoras chinesas estão desenvolvendo carros voadores, buscando tirar os carros do chão. Um desses modelos será testado pela primeira vez no segundo semestre. O desafio é manter a segurança no ar com tantos carros autônomos voadores. Quem vai controlar o tráfego aéreo de carros? É o governo quem vai decidir. Uma empresa, em parceria com o governo local, é a primeira a ter licença para operar na cidade de Cantão. Outras três montadoras que fabricam carros voadores também são de propriedade do governo. Por isso, elas têm a chance de tomar os céus antes de qualquer outro lugar do mundo. O plano é que em 2030, ou seja, em cinco anos, cem mil desses carros estejam voando pelos céus da China, fazendo entregas e levando passageiros. E que em 2050, qualquer chinês possa comprar um. Enquanto as tarifas americanas atrasam ainda mais a produção dos carros que rodam no chão, a ideia chinesa do futuro, com estratégia, hoje atropela o Ocidente. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida. BICHOS NA ESCUTA O podcast 'Bichos Na Escuta' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts.

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PAT de Itapetininga inicia semana com mais de 300 vagas de emprego; veja como se candidatar

Publicado em: 24/08/2025 18:59

PAT de Itapetininga está com dezenas de vagas abertas com ou sem experiência Reprodução O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Itapetininga (SP) começa a semana com mais de 300 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (25). Confira a lista completa de vagas abaixo. Ao todo, são 78 oportunidades para quem não possui experiência, 175 para candidatos com experiência, 8 vagas para jovem aprendiz, 10 para estágio, 35 para Pessoas com Deficiências (PcDs) e 7 para vagas na região. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Os candidatos interessados em preencher as vagas devem comparecer pessoalmente no PAT, que fica na Rua Monsenhor Soares, 251, no Centro e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Confira a lista Vagas com Experiência (175 vagas) Açougueiro (2); Ajudante de Pedreiro (1); Ajudante Geral (8); Ajudante Geral – Fazer cercas, opção de morar no local (3); Almoxarife (2); Analista de TI (1); Analista Fiscal – Superior completo (1); Auxiliar Administrativo (1); Auxiliar Administrativo Fiscal (1); Auxiliar Comercial (1); Auxiliar Contábil (2); Auxiliar de Assistência Técnica (1); Auxiliar de Depósito (1); Auxiliar de Expedição (1); Auxiliar de Limpeza Doméstica (1); Auxiliar de Mecânico de Autos (1); Auxiliar de Mecânico de Motos (1); Auxiliar de Mecânico de Ônibus (1); Auxiliar de Produção (1); Auxiliar de Sondagem (1); Auxiliar Setor Fiscal (1); Balanceiro (1); Balconista (1); Balconista de Padaria (3); Carpinteiro (10); Consultor de Vendas – CNH AB (1); Coordenador de Tecnologias Médicas (1); Costureira (1); Diarista (2); Eletricista de Manutenção (1); Eletricista de Veículos a Diesel (1); Empregada Doméstica (1); Encarregado Agrícola (1); Encarregado Florestal (1); Encarregado de Silkscreen (1); Faxineira (1); Funileiro (1); Funileiro Industrial (1); Jardineiro (1); Lavador de Carros (1); Mecânico Automotivo (1); Mecânico de Caminhão (1); Mecânico de Motos (1); Mecânico de Ônibus (1); Mecânico de Veículos Automotores a Diesel (1); Moleiro (1); Montador de Móveis (1); Motoboy (1); Motorista de Caminhão – CNH D (19); Motorista de Caminhão Caçamba – CNH D (1); Motorista de Caminhão Truck – CNH D (1); Motorista de Transporte de Passageiros – CNH D, coletivo em dia (2); Nutricionista (1); Operador de Caixa (1); Operador de Betoneira Móvel (2); Operador de Empilhadeira – CNH B (1); Operador de Escavadeira (1); Operador de Máquinas Agrícolas – CNH D (1); Operador de Máquinas Agrícolas – CNH D (1); Operador de Motoniveladora (1); Operador de Pá Carregadeira (1); Operador de Retroescavadeira – CNH C (1); Pedreiro (31); Pintor Automotivo (1); Recepcionista (1); Repositor de Mercearia (1); Repositor de Perecíveis (1); Serralheiro Industrial (2); Servente de Obras (1); Serviços Gerais (6); Soldador (2); Soldador Mecânico (1); Tapeceiro (1); Televendas - telemarketing (5); Torneiro Mecânico (3); Tratorista (1); Vendedor Interno (8); Vendedor Porta a Porta (4). Vagas sem experiência (78 vagas) Ajudante de Motorista (8); Ajudante de Tapeceiro (1); Ajudante Geral (1); Assistente de Logística (2); Assistente de Vendas (1); Assistente Social – Superior Completo (1); Atendente (8); Atendente de Telemarketing (25); Auxiliar Administrativo (1); Auxiliar de Cozinha (2); Auxiliar de Expedição (1); Auxiliar de Limpeza (1); Auxiliar de Loja (1); Auxiliar de Montagem (2); Auxiliar de Tratamento de água (1); Auxiliar de Vendas (1); Consultor Pós-Vendas (1); Divulgador (1); Estoquista (1); Instalador de Placas Fotovoltaicas (1); Monitor de Transporte Escolar – morar prox. Vila Nova Itapetininga (1); Monitor de Brinquedos para Festas – freelancer (1); Promotor Comercial (1); Trabalhador Rural – Paletador de Grama (8); Vendedor Externo (4); Vendedor Interno (2). Vagas de 1º Emprego – Jovem Aprendiz (8 vagas) Assistente de Loja – 1º Emprego (3); Jovem Aprendiz de Marcenaria – 17 a 24 anos (2); Jovem Aprendiz - Mercado (1); Jovem Aprendiz - Panificação (1); Jovem Aprendiz - Produção (1). Vagas de Estágios (10 vagas) Estágio Administrativo (1); Estágio Administrativo Financeiro (1); Estágio Área Elétrica (1); Estágio Auxiliar de Escritório (1); Estágio de Manutenção (1); Estágio Desenhista/Projetista (1); Estágio Engenharia (1); Estágio Gestão da Produção (1); Estágio Técnico em Elétrica – cursando Técnico (1); Estágio TI – cursando Técnico (1). Vagas para PCD (35 vagas) Almoxarife – com exp. (1); Auxiliar Agrícola – com exp. (1); Auxiliar de Limpeza – com exp. (1); Auxiliar de Manutenção Predial – com exp. (1); Frentista – sem exp. (26); Jardineiro – com exp. (1); Lavador de Limpar Ônibus – sem exp. (1); Operador de Loja – com exp. (2); Sushiman – com exp. (1). Vagas para Região de Itapetininga (7 vagas) Caseiro casal – com exp., vaga para Angatuba/SP (1); Cozinheira – com exp., vaga temporária para Alambari/SP (1); Fonoaudiólogo – vaga para Campina do Monte Alegre/SP (1); Nutricionista – vaga para Campina do Monte Alegre/SP (1); Técnico em Enfermagem – vaga para Campina do Monte Alegre/SP (1); Terapeuta Ocupacional – vaga para Campina do Monte Alegre/SP (1); Tratorista – com exp., vaga para fazenda em Paranapanema/SP (1). LEIA TAMBÉM: Confira passo a passo para montar um bom currículo pelo celular G1 em 1 Minuto: Passo a passo para montar um bom currículo pelo celular Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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'Sou+ Bauru': histórias e tradições marcam a identidade da cidade

Publicado em: 24/08/2025 18:45

SOU+Bauru: projeto celebra orgulho e identidade da cidade sem limites A identidade de Bauru (SP) está diretamente ligada a pontos históricos e culturais que marcaram a formação da cidade e seguem sendo referência para moradores e visitantes. Entre eles estão a Rua Batista de Carvalho, o Museu Ferroviário, o Instituto Lauro de Sousa Lima e o Aeroclube. No projeto "Sou+ Bauru", idealizado pela TV TEM com o objetivo de fortalecer o orgulho dos bauruenses, a equipe da emissora percorreu os locais citados para contar mais sobre a história da cidade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Calçadão da Batista de Carvalho Calçadão da Batista de Carvalho é um dos pontos mais tradicionais da cidade TV TEM/Reprodução No centro da cidade, a tradicional Rua Batista de Carvalho é sinônimo de comércio e convivência. Com sete quarteirões e quase 150 lojas, o calçadão recebe diariamente centenas de pessoas. "Os bauruenses vêm pra cá pra fazer suas compras, pra passear com a família", contou a confeiteira Cleide Silva. A Rua, que é uma homenagem a João Batista de Carvalho, mineiro de Poços de Caldas que veio pra Bauru no século XIX, é tão importante e significativa para a cidade, que até virou verbo: "Batistar". A palavra pode até não estar no dicionário, mas todos os bauruenses sabem o significado dela. Rua Batista de Carvalho faz parte da história de Bauru Reprodução LEIA TAMBÉM: De TV Bauru à TV TEM: veja fotos e cronologia do Canal 2, que entrou no ar há 65 anos e segue em atividade até hoje TV Bauru transformou a cidade que abrigou o primeiro canal do interior Museu Ferroviário O Museu Ferroviário preserva a memória da ferrovia, que impulsionou o crescimento do município no início do século 20. O maquinista Douglas Alvez Ruzzon explicou como a ferrovia trouxe e fomentou todo o desenvolvimento da cidade. Douglas Alvez Ruzzon é maquinista e conta como a história da ferrovia se desenvolveu em Bauru TV TEM/Reprodução "Em 1905 tivemos a Sorocabana, em 1906 a inauguração da Noroeste do Brasil e em 1910 a Companhia Paulista. Essas três ferrovias nessa cidade impulsionou uma força de trabalho gigantesca. Tivemos o desenvolvimento do comércio, do setor de indústrias, prestação de serviço." explicou Douglas. Uma das atrações é a Maria Fumaça, locomotiva que fez sua última viagem em 2020. Mesmo assim, quem vai ao museu atualmente, consegue ver a Maria Fumaça de pertinho e até conhecer a parte de dentro. O Museu Ferroviário preserva a memória da ferrovia que desenvolveu Bauru TV TEM/Reprodução Instituto Lauro de Sousa Lima Outro local importante e que também faz parte da história de Bauru é o Instituto Lauro de Sousa Lima. Ele é um centro de referência na área de dermatologia geral, especialmente no tratamento de pessoas com hanseníase. O instituto é um centro de referência na área de dermatologia geral TV TEM/Reprodução Quem vê esse prédio moderno e com tecnologia de ponta nem imagina, mas a história do lugar é antiga. Jaison Antônio Barreto, dermatologista do local, resumiu a história do local e falou que o Instituto já foi um leprosário. "O Lauro de Sousa Lima era o leprosário, para onde vinham todos os pacientes que eram isolados compulsoriamente do interior do estado de São Paulo. E agora, a gente tem tratamento e tem cura. O Lauro de Sousa Lima é um difusor de conhecimentos no Brasil e na América Latina também. A gente faz trabalhos para a Organização Mundial de Saúde em outros países.", contou Jaison. Jaison Antônio Barreto é dermatologista no instituto TV TEM/Reprodução Aeroclube e voo à vela Por fim, fundado em 1939, o Aeroclube reforça o título de Bauru como “capital do voo à vela”. A prática consiste no uso de planadores sem motor e continua atraindo apaixonados pela aviação. Fundado em 1939, o Aeroclube reforça o título de Bauru como “capital do voo à vela” TV TEM/Reprodução O piloto e diretor do aeroclube, Eric Quaggio Salmen, contou que já está na vida aérea há muito tempo: "A tradição do Aeroclube de Bauru vem desde 1939. Eu comecei com 14 anos de idade, então, são mais de 25 anos voando de planador, que é onde eu me encontrei na aviação", compartilhou. De baixo ou lá do alto, os símbolos ajudam a manter viva a história de Bauru, conhecida como a “cidade sem limites”. O piloto e diretor do aeroclube, Eric Quaggio Salmen, conta como começou sua paixão pela aviação TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Paraná volta a ficar gelado após registrar 37,6ºC no fim de semana, diz Simepar; veja previsão do tempo

Publicado em: 24/08/2025 18:10

Imagem ilustrativa Valdecir Galvan/RPC Neste penúltimo fim de semana de agosto o Paraná voltou a ficar gelado, após passar por um "calorão". Enquanto que no sábado os termômetros bateram 37,6ºC no litoral, neste domingo a temperatura mínima chegou a 6,1ºC em Palmas, no sul do estado. As informações são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que prevê que a última semana do mês vai começar gelada e com o tempo instável, e terminar com temperaturas mais altas e tempo seco na maior parte do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O órgão estima que a segunda-feira (25) deve amanhecer com registros abaixo de 10ºC no sul, principalmente nas cidades que fazem divisa com Santa Catarina. "Na segunda-feira, o tempo permanece instável sobre o Paraná, com grande cobertura de nuvens e o Sol aparecendo em alguns momentos do dia. Apenas no norte novo e pioneiro é que o Sol predomina mais e as temperaturas ultrapassam os 25°C. As chuvas seguem ocorrendo no estado, de forma bastante isolada na faixa noroeste e norte, e com maiores acumulados no oeste, centro e sul. Na fronteira com os países vizinhos e no sul do Paraná, segue frio nesta segunda", aponta o Simepar. De terça (26) até quinta-feira (28), o escoamento em médios níveis da atmosfera deve manter o tempo instável no Paraná. Na terça, espera-se chuva em grande parte do estado, com situações mais expressivas entre as áreas centrais, Campos Gerais, sudeste, região metropolitana de Curitiba (RMC) e o litoral, onde são esperados acumulados ao redor dos 50 milímetros. Já entre quarta (27) e quinta-feira (28), chuvas ocasionais ocorrem principalmente entre os Campos Gerais, RMC e litoral, com menor intensidade, dizem os meteorologistas. "Na sexta-feira (29), espera-se maior concentração de nuvens entre o litoral e as áreas centrais do Paraná. Entre a Serra do Mar e o litoral, podem ocorrer chuviscos ocasionais. Além disso, ao longo da tarde não estão descartadas pancadas irregulares de chuva, especialmente na metade norte do estado, em razão do calor", explica o Simepar. Leia também: Rinhas de galo: Polícia descobre arenas de combate e distribui R$ 240 mil em multas, no Paraná 'Amarrados, com magreza extrema e doenças graves': Polícia flagra 11 cachorros e filhotes em situação de maus-tratos no Paraná Solidariedade e inovação: Aposentado usa conceito de física para criar sacos de dormir mais quentes para pessoas em situação de rua, no Paraná 🌡️Gangorra de temperaturas Chuva e frio devem voltar para o PR a partir deste domingo (24), segundo meteorologista O fim de semana de 23 e 24 de agosto foi marcado por uma "gangorra" de temperaturas. No sábado (23), cinco cidades registraram valores acima de 35ºC: Morretes e Antonina (37,6ºC), Paranaguá (37ºC), Diamante do Norte (36,9ºC) e Cerro Azul (36ºC). Em todo o estado, a menor temperatura foi 20,9ºC, em Palmas. Já no domingo (24), os termômetros despencaram para 6,1ºC em Palmas, e outras cinco cidades chegaram a menos de 10ºC: Clevelândia (7ºC), Francisco Beltrão (9,3ºC), Laranjeiras do Sul e Cascavel (9,4ºC) e Foz do Iguaçu (9,5ºC). No litoral, que bateu os recordes de sábado (23), os termômetros não chegaram a 19ºC neste domingo; Morretes registrou 18,3ºC, Antonina 18,5ºC e Paranaguá, 18ºC. No norte, continuou calor: Londrina bateu 30,5ºC, Joaquim Távora 27,8ºC e Cornélio Procópio 27,7ºC, segundo o Simepar. 🌤️Previsão do tempo para o Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo que o Simepar divulgou neste domingo (24) para os próximos dias, no Paraná: Segunda-feira, 25 de agosto Previsão do tempo do Simepar para segunda-feira, 25 de agosto Reprodução/Simepar Terça-feira, 26 de agosto Previsão do tempo do Simepar para terça-feira, 26 de agosto Reprodução/Simepar Quarta-feira, 27 de agosto Previsão do tempo do Simepar para quarta-feira, 27 de agosto Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

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