Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

Prefeito e primeira-dama ficam feridos após árvore cair no carro deles durante ventania no Paraná

Publicado em: 18/10/2025 10:00

Carro do prefeito ficou destruído após ser atingido pela árvore. Cedida/Floresta Notícias/Amusep O prefeito de Ivatuba, no norte do Paraná, Varlei Vecezi (Republicanos), a primeira-dama Luciane Vercezi, de 42 anos, e a filha deles, de 12, ficaram feridos após uma árvore cair em cima do carro em que eles estavam. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (17) enquanto eles passavam pela quilômetro 15 da rodovia PR-551, entre Ivatuba e Floresta. Segundo a Policia Rodoviária Estadual (PRE), uma ventania na região fez com que a árvore caísse. Conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), na sexta-feira foram registradas rajadas de vento na região de até 65 quilômetros por hora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maringá no WhatsApp As vítimas conseguiram sair sozinhas do carro e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo o médico que atendeu a ocorrência, o prefeito estava com uma suspeita de fratura no braço e foi levado ao Hospital Bom Samaritano em Maringá. A esposa dele foi socorrida com dor no tórax e a filha, com uma fratura no nariz. As duas foram levadas para a Santa Casa de Maringá. Imagens feitas no local mostram que o carro ficou destruído. Ele foi removido com o auxílio de um guincho. O g1 tenta contato com o prefeito. LEIA TAMBÉM: Golpe do amor: Mulher perde quase R$ 300 mil e descobre farsa um dia antes do casamento Saiba quem é: Investigado por suspeita de fazer parte de esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico internacional é secretario de cidade no PR Por pouco: Homem sobrevive a tentativa de assassinato após bala que atingiria tórax ficar alojada em celular Árvore caiu em cima de carro do prefeito de Ivatuba na noite de sexta-feira. Cedidas/Espirro Notícias Veja vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: tecnologia

Foragido por estupro é preso no Tabuleiro após ser identificado por reconhecimento facial

Publicado em: 18/10/2025 08:40

Tecnologia presente nos totens e câmeras de videomonitoramento da SSP ajudou PM a prender suspeito Ascom SSP/AL O sistema de videomonitoramento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas usou a tecnologia para tirar das ruas um foragido da Justiça em Maceió. Na tarde da quinta-feira (16), um homem com mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável foi localizado e preso na Feirinha do Tabuleiro, na parte alta da capital. Como a prisão aconteceu A câmera viu: O homem passou em frente a um dos totens de segurança da SSP, que têm tecnologia de reconhecimento facial. O alerta: O sistema identificou o rosto do suspeito e emitiu um alerta automático para o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). A Polícia agiu rápido: O Ciosp acionou imediatamente os militares da 5ª Companhia, que foram ao local e prenderam o foragido. O destino: O preso foi levado à Central de Flagrantes para os procedimentos legais. Totem de videomonitoramento maceio Ascom/SSP Investimento em Tecnologia O Secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, destacou que o uso da tecnologia é essencial para a segurança. E considerou que essa prisão é mais um exemplo de como o uso da tecnologia, aliado ao trabalho integrado das forças de segurança, garante resultados concretos e mais segurança para a população. Flávio Saraiva, Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) Secom Você sabia? Alagoas possui câmeras de videomonitoramento em Maceió e Arapiraca, além de 11 totens de segurança espalhados por pontos movimentados, como shoppings, calçadões e feiras — sendo nove na capital (Feirinha do Tabuleiro, Calçadão do Centro, Corredor Vera Arruda, Maceió Shopping, Parque Shopping, Pátio Shopping, Marco dos Corais, Jacintinho e Praça Multieventos) e dois em outros municípios: Arapiraca e Marechal Deodoro (Praia do Francês). Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Envio de cartas diminui 70% em 20 anos, mas tradição de escrever à mão segue viva no interior de SP

Publicado em: 18/10/2025 08:01

Anna Carolina Fernani, 41 anos, coleciona cartas recebidas desde pequena Anna Carolina Fernani/Arquivo pessoal O tempo separado para escrever, envelopar, ir até uma agência dos Correios e esperar semanas (ou até meses) para a chegada da resposta de uma carta enviada foi substituída pela agilidade das mensagens praticamente instantâneas. Algumas gerações nem sabem o que seria essa prática. Segundo dados dos Correios compartilhados ao g1, o serviço postal no mundo todo vem registrando queda de volume de correspondência tradicional. Nos últimos 20 anos, o envio de mensagens caiu mais de 70%. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Em Presidente Prudente (SP), a queda também foi registrada, principalmente nos últimos três anos. Entre janeiro e setembro de 2023, foram enviadas 2,3 milhões de cartas convencionais e/ou manuscritas. Em 2024 até houve um aumento, atingindo aproximadamente 3 milhões de envios. Entretanto, entre janeiro e setembro de 2025, o volume caiu para 2,2 milhões, indicando redução de 24,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tradição segue viva Mesmo com esse novo contexto, a nutricionista Anna Carolina Fernani, de 41 anos, mantém viva a tradição e guarda as cartas trocadas desde pequena com pessoas especiais. Ao longo dos anos, foram somadas mais de 300 memórias feitas à mão. “A tecnologia é boa, mas é diferente daquele quentinho no coração que as cartas trazem, né? A expectativa do correio, de abrir um envelope, é diferente”, destaca. Algumas das cartas colecionadas por Anna são de amizades de infância. Ao ler, é como se ela voltasse para aquela época. “A gente tem um grupinho da escola e, mesmo fazendo o uso da tecnologia, como o WhatsApp para manter o contato com essas amizades antigas, a gente volta à lembrança de antigamente com as cartas”. “Eu tenho cartas de metros que a gente trocava uma com as outras. É muito gostoso resgatar esse sentimento, essa inocência, mesmo. O sentimento que eu tenho quando estou escrevendo é de aproximação, de intimidade”. “Quando você quer passar mais do que só palavra, só vídeo, só digitar. É um sentimento ali, eu acho que é o momento que a gente consegue, muitas vezes, colocar coisas que a gente não conseguiria até pessoalmente falar”. Além disso, a nutricionista é apaixonada por leitura e, ao participar de um clube de assinatura de livros, fez amizade com participantes de diferentes estados, há oito anos. Eles formaram um grupo no WhatsApp. As primeiras cartas enviadas por Anna ao correio começaram em 1995, quando ela tinha 11 anos Anna Carolina Fernani/Arquivo pessoal Troca de presentes mais afetivos Para tornar o contato mais próximo, os amigos decidiram fazer trocas de livros semestrais. “Na troca de livros, resolvermos resgatar essas cartinhas. Até comprávamos o livro direto pelo site que entregava sem frete, mas aí nós vimos que perdia aquela coisa pessoal, do carinho que traz o afeto…” “De você olhar, você ler a carta, quando você vai pegar o livro, que não é qualquer livro, não é qualquer presente, é algo que foi escolhido para você. É um jeito de estar presente, estando tão longe”, afirma. O pequeno Thomas, de quatro anos, está seguindo os passos da mãe e também faz cartinhas aos professores e a uma figura conhecida: o Papai Noel. “Tudo depende muito do incentivo dos pais, né? Então, a gente tenta ao máximo. No Dia das Crianças, ele ganhou um livrinho”. Mariana Crepaldi troca cartas com o noivo, após sugestão dele Mariana Crepaldi/Arquivo pessoal Memória material valiosa Uma sugestão romântica se tornou uma memória material valiosa para a psicóloga Mariana Crepaldi, de 40 anos. Afinal, a ideia de trocar cartas veio do próprio noivo, Felicio Ferreira, 37 anos, analista de sistemas. “A ideia de escrever e trocar cartas começou de uma forma muito especial: o Felicio me pediu em namoro com uma carta. A partir desse dia, decidimos que, todo dia 7 de cada mês, trocaríamos cartas”, relembra Mariana. Por ser mais tímido, Felicio demonstra melhor os sentimentos com as palavras, segundo a noiva. “Nas cartas, contamos como nos sentimos naquele mês, relembramos os momentos bons e os desafios que vivemos, e também falamos sobre o que desejamos construir no futuro”. “Um ano depois do pedido de namoro por cartas, ele me pediu em casamento também por carta”, afirma. Mariana sempre gostou de escrever e, na infância, adorava escrever letras de músicas e trocar cartinhas com as amigas nos famosos “papéis de carta”, papéis decorados justamente para serem escritos e partilhados com alguém especial, como forma de presente. Mariana Crepaldi e o noivo Felicio Ferreira Mariana Crepaldi/Arquivo pessoal “Infelizmente, não tenho mais essas cartas guardadas, mas recentemente encontrei, numa Bíblia, um recadinho de amigos de infância que me trouxe uma onda de boas lembranças”, continua. Mesmo morando juntos em Presidente Prudente, o casal mantém viva a tradição. “Hoje, com o ritmo acelerado da vida, acredito que o simples gesto de alguém parar para escrever uma carta — especialmente à mão — diz muito sobre o valor que dá à relação”. “Quando recebo uma carta do Felicio, fico curiosa para saber o que ele escolheu compartilhar, o que ele achou mais importante das nossas vivências. Ao ler, sinto alegria, tranquilidade e amor”, completa Mariana. Segundo os Correios, apesar da existência de maneiras mais modernas e rápidas, a prática de enviar cartas ou cartões-postais ainda encontra adeptos. Um exemplo são as ações de responsabilidade social que estimulam a criatividade e o hábito da escrita, como o Papai Noel dos Correios e o Concurso Internacional de Redação de Cartas. Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Japão enfrenta o verão mais quente em 127 anos e registra 41,8 °C em Isesaki

Publicado em: 18/10/2025 07:51

COP30 - A carne vai ficar mais cara com o aquecimento global? O verão japonês de 2025, entre junho e agosto, se tornou o mais quente já registrado desde o início da série histórica, em 1898, com temperaturas médias 2,36°C acima do padrão. Os termômetros marcaram recordes em 123 estações meteorológicas do país, com a cidade de Isesaki registrando uma nova máxima nacional de 41,8 °C em 5 de agosto. Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), houve 30 ocorrências de temperaturas acima de 40 °C no período, superando com folga o recorde anual anterior de 17 episódios, ocorrido no verão de 2018. O calor extremo visto no Japão compõe um cenário persistente de eventos climáticos enfrentados pelo país ao longo de 2025. Mesmo com a chegada do outono ao arquipélago, o calor não desapareceu completamente. No último domingo, os termômetros marcaram 35 °C na cidade sulista de Kagoshima, incomum para a época. Mais de 30 localidades registraram recordes para o mês de outubro. Nas últimas quatro décadas, os verões japoneses ficaram três semanas mais longos Louise Delmotte/AP Photo/picture alliance "Tempestade perfeita" pressiona temperaturas "A razão mais básica para o aumento do calor é o aquecimento global", disse Yoshihiro Iijima, professor de climatologia da Universidade Metropolitana de Tóquio. "Este ano vimos superfícies muito quentes tanto no Oceano Pacífico quanto no Mar do Japão, ou seja, dos dois lados das ilhas japonesas, o que contribuiu para uma umidade acima da média e ar mais quente sobre a terra", afirmou ele à DW. Um sistema de alta pressão intensificou o aquecimento das águas oceânicas por um longo período neste verão, explicou Iijima, enquanto uma corrente de jato subtropical deslocou-se significativamente em direção ao Polo Norte. "Essas condições combinadas são uma espécie de 'tempestade perfeita' que contribuiu para os recordes registrados até agora este ano", disse Iijima. "Quebramos recordes por três anos seguidos, e isso é uma tendência extremamente preocupante. Eu já estaria preocupado com um aumento gradual do calor, mas estamos vendo elevações fora do comum." Aquecimento global como fator-chave Diante das condições extremas, a JMA reuniu um Painel Consultivo sobre Eventos Climáticos Extremos para discutir o assunto. "Os recordes observados no Japão no verão de 2025 virtualmente nunca teriam acontecido sob a suposição de ausência de efeitos do aquecimento global", afirmaram em um estudo publicado no fim de setembro. "Médias inéditas durante o verão foram observadas por três anos consecutivos (2023 a 2025), superando em muito a tendência linear projetada com base no período de 1995 a 2024." Verões mais quentes prejudicam colheitas Mais de 100 mil pessoas foram hospitalizadas por insolação no Japão neste verão Yuichi Yamazaki/AFP O calor constante pode ter consequências extremas para o país, aponta Iijima. "O impacto no setor agrícola japonês será sério. A produção de arroz deve cair, porque a cultura não suporta o calor e falta água adequada", disse ele. Especialistas também observaram reduções de capturas no setor pesqueiro, já que espécies tradicionais migram para o norte em busca de águas mais frias. O calor também tem um impacto mais direto sobre a população japonesa. Mais de 100 mil pessoas foram hospitalizadas entre 1º de maio e o início de outubro para tratamento de insolação. Isso representa um aumento de 4% em relação ao ano passado, que já havia sido um recorde, com os idosos particularmente afetados pela combinação de altas temperaturas e alta umidade. Iijima também alerta que o calor extremo tende a gerar tufões mais poderosos. O tufão Nakri passou pelo arquipélago de Izu, ao sul de Tóquio, na última segunda-feira, uma semana depois de o tufão Halong atingir a mesma região. A primeira tempestade causou uma morte, além de danificar prédios nas ilhas e provocar deslizamentos. Os ventos chegaram a 180 km/h, trazendo quantidades incomuns de chuva. "Temperaturas elevadas e persistentes da água perto do Japão permitem que esses tufões durem mais e se tornem mais poderosos e destrutivos", explicou o professor. "E conforme as condições ficam ainda mais quentes, isso os tornará ainda mais perigosos." "Nação de duas estações" Pesquisas conduzidas por uma equipe liderada por Yoshihiro Tachibana, professor do Departamento de Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade de Mie, determinaram que os verões japoneses ficaram três semanas mais longos entre 1982 e 2023 como resultado das mudanças climáticas. "Isso acontece por causa do aquecimento global e do aumento constante das temperaturas do mar ao redor do Japão", pontuou Tachibana, destacando que essas leituras estão subindo duas ou três vezes mais rápido do que em outras partes do planeta. "Isso se deve ao calor do verão, que aqui é ainda maior do que em outros lugares do mundo por causa dos ventos de oeste mais quentes e do impacto da corrente quente Kuroshio, que traz água do Pacífico tropical para o Japão", afirmou. Embora os verões japoneses agora sejam mais longos, os invernos tendem a permanecer com duração semelhante devido à exposição do país aos ventos árticos, explicou Tachibana. O outono e a primavera, no entanto, estão encolhendo. "Os verões japoneses devem continuar a ficar mais longos por causa do aquecimento global, o que significa que a primavera e o outono ficarão ainda mais curtos", disse ele. "Em apenas 30 anos, estas estações podem desaparecer, a menos que algo seja feito para conter os efeitos do aquecimento global. Caso contrário, em 30 anos o Japão se tornará uma nação de apenas duas estações." Autor: Julian Ryall

Palavras-chave: tecnologia

Máquinas podem pensar? Os 70 anos de história que levaram à inteligência artificial dos dias atuais

Publicado em: 18/10/2025 06:45

Google e Chat GPT não são médicos; conheça os riscos de se informar somente com eles Ao fazer compras na internet, tiro dúvidas sobre o produto com um chat. Não sei identificar com certeza se quem responde é uma pessoa de verdade ou um robô. Na sala de aula, professores discutem como garantir que o conteúdo produzido por seus alunos foi de fato escrito por eles, não por chatbots. Até mesmo ao procurar emprego não está garantido que o recrutador será uma pessoa ou uma inteligência artificial (e se o currículo apresentado foi feito pelo candidato ou, igualmente, por uma IA). Homem ajusta fiação de máquina projetada para usar um tipo de rede neural, na década de 60 Frederic Lewis via Getty Images Está cada vez mais difícil detectar o que é ou não feito por um humano. Essa questão, vivida em escala massiva pela primeira vez na história, já tinha sido antecipada há mais de 70 anos, quando Alan Turing publicou o artigo "Computing Machinery and Intelligence", em 1950. Ele começa com uma pergunta simples e perturbadora: as máquinas podem pensar? Como foi que chegamos a esse ponto, em que ilusões de inteligência desafiam nossa noção do que é humano? A resposta envolve algumas décadas de história da ciência, controvérsias e duelos entre diferentes visões do campo. Para fazer esse resgate, a BBC News Brasil consultou artigos científicos, livros e entrevistou pesquisadores de IA e professores. Turing foi um pioneiro cientista da computação e matemático inglês cujo trabalho inovador é considerado responsável por ter encerrado a Segunda Guerra Mundial antes do previsto. Ele foi condenado à castração química após admitir ter cometido "atos de indecência grave" em 1952. Foi encontrado morto por envenenamento por cianeto em 1954. Uma investigação concluiu que se tratava de suicídio. Christopher Furlong/Getty Images/BBC Máquinas podem pensar? O cientista britânico Alan Turing (1912-1954) é tido como um dos precursores da inteligência artificial — isso em um momento em que, vale lembrar, o termo sequer tinha sido criado. A expressão só se tornaria conhecida mais tarde, em 1956, com o cientista da computação John McCarthy (1927-2011). Ainda assim, as ideias do autor teriam grande influência sobre o campo por décadas. Foi nesse artigo que Turing apresentou o experimento que mais tarde seria chamado de Teste de Turing. Ele descreve primeiro uma versão do que chamou de "Jogo da Imitação": três participantes — um homem, uma mulher e um interrogador, que pode ser de qualquer gênero. O interrogador fica em um cômodo separado e só pode se comunicar por meio de mensagens escritas. Seu objetivo é descobrir quem é o homem e quem é a mulher. Os dois participantes tentam convencê-lo, um dizendo a verdade e o outro tentando enganar. Turing propôs uma variação: substituir um dos dois participantes por uma máquina. Se, após a interação, o interrogador não conseguir distinguir o humano do computador, então se poderia dizer que a máquina "pensa". Em 1951, Turing deu uma palestra na BBC sobre o tema, parte de uma série de falas sobre a ciência emergente da computação, que contou com outros pioneiros da época. Não existe gravação da transmissão de Turing, mas o roteiro original, com suas anotações e marcações manuscritas, permanece no Arquivo Escrito da BBC. O autor faz uma previsão no artigo: de que, em 50 anos (ou seja, por volta dos anos 2000), computadores teriam capacidade para armazenar muito mais palavras, a ponto de que interrogadores não teriam mais de 70% de chance de acertar o teste após cinco minutos de perguntas. Ele também anteciparia o conceito de aprendizado de máquina, ao dizer que, ao invés de programar tudo de uma vez, sistemas deveriam ser criados para aprender com os dados. "Se esse (programa) fosse então submetido a um curso de educação apropriado, obter-se-ia o cérebro adulto. Presumivelmente, o cérebro da criança é algo como um caderno que se compra na papelaria: pouco mecanismo e muitas folhas em branco." "Ele faz algumas previsões. E a conclusão do artigo dele descreve o que foi o desenvolvimento da IA hoje", diz o professor de História e doutor em História Social pela USP Victor Sobreira. A criação do prêmio Turing, conhecido como Nobel da computação, ajudaria ainda mais a consolidá-lo como referência, destaca Sobreira. Mas a ideia de automatizar tarefas humanas é bem anterior a Turing. "Já na mitologia grega havia o deus que criou um autômato, Talos, para proteger a ilha de Creta. Aristóteles, na obra Política, também discutia a possibilidade de seres automáticos ajudarem no trabalho e acabarem com o debate sobre mestres e escravos", conta Anderson Rocha, professor titular do Instituto de Computação da Unicamp. Mas se o termo "inteligência artificial" não é citado no artigo de Turing, onde ele surgiu, afinal? Uma réplica funcional do computador Apple 1 original, em exibição no Museu da Apple em 16 de março de 2023, em Varsóvia, Polônia. Getty Images/BBC Jogada de marketing? Karen Hao, jornalista e autora do livro Empire of AI (veja entrevista da BBC em vídeo com a autora), lembra que o termo "inteligência artificial" surgiu em 1956, durante um encontro no Dartmouth College que reuniu cerca de vinte cientistas — "todos homens brancos", em suas palavras — vindos da matemática, da criptografia e das ciências cognitivas. John McCarthy, professor que organizou o evento, inicialmente chamava o campo de automata studies, o estudo de máquinas de comportamento automático. Mas o nome não atraía atenção. Ao buscar uma expressão mais chamativa, cunhou "artificial intelligence". A escolha foi, segundo a autora, uma estratégia de marketing: "inteligência" soava sofisticada, desejável e benéfica, capaz de mobilizar financiamento e despertar ambição científica. A troca funcionou — o novo termo deu identidade a uma disciplina nascente e passou a atrair recursos e prestígio. "Dartmouth acabou virando um mito fundador, mas na prática foi um encontro de dois meses sem tanto avanço concreto", diz o professor Victor Sobreira. "Mas estavam ali os que depois se tornaram grandes nomes da área nos EUA, fundadores de centros como o do MIT e Stanford, que definiram a pesquisa na área por décadas", disse ele, destacando os nomes de John McCarthy e Marvin Minsky. "Ali já nasce um pouco dessa questão do hype associado à IA", diz Anderson Rocha, da Unicamp. Alguns pesquisadores criticam essa visão de "mito de origem" da IA, por fazer parecer que a ideia teria nascido de um único projeto acadêmico conduzido por matemáticos e cientistas da computação. Um artigo publicado em 2023 na revista BJHS Themes, por exemplo, aponta que as bases da IA também se relacionam a outras trajetórias históricas, como a industrialização, o militarismo e o colonialismo. Esses vínculos aparecem, segundo os autores, na dependência de minerais extraídos em condições precárias em países africanos e na reprodução de lógicas coloniais de classificação de pessoas e territórios, por exemplo. Mas como definir exatamente o que é inteligência? Como reproduzi-la em um computador? A Faculdade de Dartmouth, nos EUA. O termo inteligência artificial foi cunhado durante evento na instituição, na década de 50. Getty Images Como definir inteligência? A batalha de duas visões Em Empire of AI, Karen Hao conta que após a conferência de Dartmouth, dois campos concorrentes surgiram: o primeiro, conhecido como simbolistas, acreditava que a inteligência vem do conhecimento. Por isso, a IA deveria codificar representações simbólicas do conhecimento do mundo em máquinas, criando assim os chamados expert systems. 'Foi daí que nasceram linguagens como o Prolog (linguagem de programação dos anos 70 baseada em regras para deduzir respostas) e os sistemas especialistas dos anos 1980, muito usados, por exemplo, na aviação", explica Anderson Rocha, professor titular do Instituto de Computação da Unicamp. O outro campo era o dos conexionistas, que acreditam que a inteligência vem do aprendizado. Ou seja, para desenvolver a IA seria necessário criar sistemas de aprendizado de máquina que imitem como o cérebro humano processa informações. Foi daí que surgiram as redes neurais, que tentam simular as conexões do cérebro e formam, hoje, a base da IA moderna. Em julho de 1958, o jornal americano The New York Times começa o texto de uma reportagem com um anúncio bombástico: a invenção do protótipo de um computador que poderia, no futuro, "andar, falar, ver, escrever, se reproduzir e ser consciente de sua existência", nas palavras do jornal. O jornal se referia ao Perceptron, projeto desenvolvido pelo professor de psicologia Frank Rosenblatt, da Universidade de Cornell, que disse que a máquina seria o primeiro dispositivo a "pensar como o cérebro humano", que "cometeria erros, mas ficaria mais inteligente na medida em que ganhasse experiência", segundo a reportagem. O sistema era capaz de identificar padrões para diferenciar cartas. Rosenblatt foi pioneiro na construção de uma máquina seguindo o princípio das redes neurais, em que um elemento digital é comparável a um impulso elétrico emitido pelo neurônio, conforme descreve Victor Sobreira em artigo que organiza a literatura sobre a história da IA. Só que essa abordagem, na época em que foi criada, era considerada muito cara, sem poder computacional nem dados suficientes. Marvin Minsky, um dos organizadores do evento em Dartmouth, ridicularizava ideias de colegas conexionistas, que disputavam os mesmos financiamentos. Minsky seria coautor de um livro que, segundo a jornalista Karen Hao, teria ajudado a limitar o financiamento do campo concorrente por décadas. "Durante muitos anos, a abordagem conexionista ficou atrás da simbólica", diz Anderson Rocha, da Unicamp. "Com a explosão da internet, das redes sociais e das GPUs (unidade de processamento gráfico), esse cenário mudou. Passamos a ter muitos dados e muito mais capacidade de processamento. Isso empoderou a ideia original das redes neurais e fez a inteligência artificial conexionista ganhar protagonismo econômico e social", afirma o professor. "Hoje a simbólica está em desvantagem porque é muito difícil traduzir o conhecimento de um especialista em regras lógicas. Já a conexionista aprende a partir de dados em grande escala. Mas ela também tem limitações. Por isso, há um movimento atual tentando unir as duas correntes — o que chamamos de IA neurossimbólica", afirma. Nem só o Perceptron ganhou espaço da imprensa à época. Um chatbot, representando a corrente dos simbolistas, surpreenderia com sua capacidade de simular conversas com humanos. Eliza, o chatbot que 'enganou' ao simular uma conversa Em 1966, anos depois da notícia sobre o Perceptron estampar o New York Times, outro sistema chamou a atenção da mídia: Eliza, um chatbot que rodava em uma máquina gigante. Como lembra a jornalista Karen Hao, tratava-se de uma IA simbólica baseada em regras simples, capaz apenas de simular atenção e responsividade. O nome vinha de Eliza Doolittle, a florista do filme My Fair Lady e interpretada por Audrey Hepburn que, ao mudar fala e maneiras, conseguia se passar por uma pessoa da elite. Em geral, o programa demonstrava interesse no que o usuário disse e então pedia mais informações. Um exemplo citado no livro Empire of AI é essa conversa abaixo, extraída de um artigo produzido pelo criador do chatbot, Joseph Weizenbaum: Usuário: Os homens são todos iguais. ELIZA: de que maneira Usuário: Eles estão sempre nos incomodando com uma coisa ou outra. ELIZA: você pode pensar num exemplo específico Usuário: bem, meu namorado me fez vir aqui. ELIZA: seu namorado te fez vir aqui Usuário: Ele diz que estou deprimida a maior parte do tempo ELIZA: Sinto muito saber que você está deprimida Usuário: É verdade, estou infeliz. ELIZA: Você acha que vir aqui te ajudará a não ser infeliz? O experimento testava se humanos poderiam acreditar em uma ilusão de inteligência — e funcionou. Segundo a pesquisa de Karen Hao, alguns psiquiatras chegaram a prever que, em poucos anos, seria possível criar uma psicoterapia automatizada, algo que hoje já é tentado com as IAs atuais. Mas por que a pesquisa na área não evoluiu na velocidade que se previa? As duras críticas que congelaram o financiamento da pesquisa em IA por anos Victor Sobreira conta, em seu artigo que resgata a história da IA, que duras críticas ao campo produzidas entre os anos 60 e 70 contribuíram para o corte do financiamento de pesquisas na área por décadas. Uma delas, de 1965, foi feita em um estudo do filósofo Hubert Dreyfus, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. O título provocativo, Alchemy and Artificial Intelligence já dava o tom do que viria a seguir. Para Dreyfus, não se deveria investir mais em pesquisas que buscassem espelhar o comportamento humano em máquinas digitais, já que os objetivos prometidos estavam longe de serem alcançados. Em outro trabalho, de 1973, o matemático James Lighthill apontou o que chamou de explosões combinatórias: por mais complexos que fossem, esses sistemas eram baseados em regras. Tal abordagem só funcionaria, portanto, em situações controladas e com poucas variáveis, como em um jogo, mas não em situações do mundo real. "Nos anos 1970 e 1980 tivemos os chamados invernos da inteligência artificial, períodos em que o financiamento caiu muito e houve menos interesse social e político na área", explica Anderson Rocha, da Unicamp. Vitórias de IA sobre humanos em jogos impulsionam atenção ao campo Alguns dos grandes momentos da IA, ao menos no quesito chamar atenção do grande público, aconteceram em momentos em que máquinas derrotaram humanos em jogos. "Durante todo o período de desenvolvimento da IA, jogos foram importantes e continuam sendo importantes, porque em jogos você tem uma simulação de uma situação, muitas vezes que você conhece. Com regras e ambiente relativamente controlado você consegue avaliar bem os seus algoritmos, as suas técnicas", diz Anderson Rocha, professor da Unicamp. Uma reportagem da BBC lembra um episódio que simboliza o início dessa relação entre jogos e IA. O texto conta que, em 1968, um campeão escocês de xadrez, David Levy, estava em uma festa que tinha como anfitrião Donald Michie, fundador do Departamento de IA da Universidade de Edimburgo. Levy conversava com o inventor do termo inteligência artificial, John McCarthy, que o desafiou para uma partida. Levy derrotou o americano McCarthy, mas o pesquisador foi embora com uma promessa: de que, em 10 anos, computadores teriam sucesso onde ele falhara. Levy prometeu, então, pagar US$ 500 caso perdesse para um computador antes de 1979. "Eu ganhava menos de mil dólares por ano, mas estava muito confiante", lembrou. Em 1978, Levy enfrentou um computador e disputou cinco partidas, das quais venceu três. Perderia somente em 1989, em uma série promovida pela Sociedade Britânica de Xadrez, em Londres, contra um programa chamado Deep Thought (Pensamento Profundo). Mas o episódio que se tornaria mundialmente conhecido é o da partida em que o computador da IBM Deep Blue derrotaria o campeão mundial russo Garry Kasparov, em 1997. "A vitória do Deep Blue demonstrou que os computadores podem superar os seres humanos em jogos altamente estratégicos, há muito considerados um marco da inteligência humana", descreve um artigo sobre a história da IA publicado no site da IBM. Outro marco foi a vitória do AlphaGo, em 2016, contra o campeão mundial do jogo de Go, considerado muito mais complexo que o xadrez por oferecer cerca de 200 possibilidades de jogada a cada turno. No ano seguinte, outra equipe do Google publicaria um artigo que apresentaria as bases da IA generativa, base de sistemas de hoje como o ChatGPT e o Gemini. O que dizia esse artigo? Transformer: a tecnologia que deu origem à IA generativa Em 2017, uma equipe do Google apresentou o Transformer, um novo tipo de rede neural capaz de captar o contexto de uma frase. Na prática, é como se a máquina previsse as palavras mais prováveis de uma sentença. Diferente dos modelos anteriores, que liam palavra por palavra, o Transformer olha para o todo e identifica quais trechos são mais importantes. É como se, ao ler um texto, fosse possível destacar de imediato as palavras-chave que dão sentido à mensagem. O artigo recebeu o título Attention is All You Need ("Atenção é tudo de que você precisa"). No exemplo "o gato sentou no tapete porque estava cansado", o modelo conecta diretamente "estava cansado" a "gato", sem precisar seguir rigidamente a ordem palavra por palavra. Esse mecanismo, chamado de autoatenção (self-attention), permite que o computador relacione cada palavra com todas as outras de uma frase ou trecho, e não apenas com a que vem antes ou depois. Assim, consegue entender conexões que podem estar bem distantes no texto. É isso que torna possível responder perguntas longas ou manter uma conversa coerente: o modelo dá mais peso às partes mais relevantes do que já foi dito. No artigo original, o modelo foi testado em tarefas de tradução. Mas Ilya Sutskever, cofundador e cientista-chefe da então ainda pequena OpenAI, enxergava na novidade um potencial que ia muito além. Elon Musk e Sam Altman, cofundadores da OpenAI Michael Kovac/Getty Images 'Aprendendo' com os livros No livro Empire of AI, Karen Hao relata que Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI, enxergou no artigo do Google sobre Transformers um potencial maior que tradução ou buscas online: a chance de avançar o deep learning, técnica que usa redes neurais com muitas camadas para aprender padrões complexos a partir de grandes volumes de dados. Foi nesse cenário que pesquisadores da organização decidiram expandir o foco. Um artigo publicado pela OpenAI em 2018 mostraria que, ao treinar um modelo de linguagem para a tarefa genérica de prever a próxima palavra em milhões de frases, ele adquiria conhecimento que depois podia ser reaproveitado em várias outras tarefas, como responder perguntas. Para isso, treinaram a rede com mais de sete mil livros não publicados de gêneros diversos (de um dataset chamado BooksCorpus). A mudança mostrou que, ao tentar gerar frases convincentes, o sistema absorvia nuances profundas da linguagem. Sutskever resumia essa ideia dizendo que "inteligência é compressão": criar texto forçava a máquina a condensar conhecimento sobre o mundo. Em 2018, a OpenAI lançou o GPT-1 (Generative Pre-Trained Transformer). O "pre-trained" no nome indicava que o modelo foi treinado em um grande conjunto genérico de textos, para depois ser ajustado a tarefas específicas. O modelo validou a ideia e abriu caminho para versões mais robustas. Naquele momento a OpenAI ainda tinha apenas três anos de vida. Tinha sido fundada em 2015 por nomes como Elon Musk e Sam Altman, com a promessa de desenvolver IA de forma aberta e em benefício da humanidade. Musk já era um dos maiores nomes da tecnologia. Já Sam Altman teve uma carreira de sucesso graças ao desenvolvimento de aplicativos e ao investimento em startups. Em 2018, Musk deixou a OpenAI devido a conflitos internos. Os parceiros da OpenAI perceberam que, para atingir seus objetivos, precisariam transformar a organização sem fins lucrativos em uma empresa de propósito misto, com um componente com fins lucrativos que pudesse gerar recursos financeiros. Do GPT-1 em diante, foi uma questão de escala, com cada vez mais parâmetros. Quanto mais parâmetros, maior a capacidade do modelo de capturar nuances da linguagem quando é alimentado com grandes volumes de texto. Em 2022, chegaria ao GPT-3.5, que se tornaria a base do popular ChatGPT. Ilya Sutskever viu no artigo do Google potencial para alavancar pesquisas sobre deep learning Kimberly White/Getty Images A IA generativa chegou ao limite? Quando a OpenAI lançou seu mais recente modelo, o GPT-5, em agosto de 2025, havia a expectativa de um grande salto tecnológico, como a evolução vista entre os modelos 3 e 4. Mas críticos dizem que isso não foi alcançado. O Financial Times publicou um texto com o título "Is AI hitting a wall?" (A IA está batendo em uma parede?). Uma das críticas é que o ganho entre uma versão e outra tem sido conquistado com uma fórmula simples, de aumentar o número de dados usados e poder de computação. Mas que essa fórmula tem limites. Mais recentemente, Sam Altman, da OpenAI, recebeu críticas pelo lançamento de um aplicativo que usa inteligência artificial para geração de vídeos. Na quarta-feira (01/10) ele compartilhou, em sua conta do X, uma dessas críticas, que dizia: "Sam Altman há duas semanas nós precisamos de 7 trilhões de dólares e 10GW (gigawats, em referência ao consumo de energia da IA) para curar o câncer. Sam Altman hoje: Estamos lançando vídeos de AI slop (de baixa qualidade) comercializados como anúncios personalizados." Altman respondeu que entende a mensagem, mas que a empresa precisa de capital para construir uma IA "capaz de fazer ciência." "Também é bom mostrar às pessoas novas tecnologias/produtos interessantes ao longo do caminho, fazê-las sorrir e, com sorte, ganhar algum dinheiro, dada toda essa necessidade de computação", escreveu ele. Sam Altman rebate críticas que recebeu no X por lançamento de app de vídeos criados por IA Reprodução "Modelos como o GPT-5, o novo Gemini e o Claude são fantásticos, mas não conseguem lidar com aspectos básicos do raciocínio humano, como o senso comum, a noção de causa e consequência ou a capacidade de imaginar cenários contrafactuais", diz Anderson Rocha, professor titular do Instituto de Computação da Unicamp. "Isso não é algo que vai ser trazido a partir de dados. Chegamos no limite", diz. Outro desafio é reduzir a dependência de grandes volumes de informação e de recursos computacionais. "Precisamos chegar à performance atual, mas usando menos dados e menos energia, ou formas mais inteligentes de aprendizado que capturem padrões ainda não identificados", diz Rocha. Há ainda implicações sociais e políticas. "Os sistemas precisam tomar decisões mais explicáveis, auditáveis e menos enviesadas, de forma a não reproduzir discriminações contra minorias ou grupos específicos." Sobre a possibilidade de alcançar a inteligência humana, ele é cético: "Não sabemos, até porque a definição de inteligência é multifacetada. Envolve aspectos emocionais, sociais, psicológicos e políticos." 'A história da IA ainda está por ser construída' Quando o pesquisador Victor Sobreira começou a buscar a literatura sobre a história da IA, percebeu que eram os próprios pesquisadores do campo que contavam sobre essa trajetória, não historiadores. " A história da IA ainda está por ser construída de forma rigorosa, indo atrás dos arquivos, não apenas se baseando nos relatos dos próprios pesquisadores", diz. "É quase uma história autorreferencial." Em seu artigo, Sobreira defende que as fontes e a historiografia sobre IA são "extremamente problemáticas", já que foram, muitas vezes, "produzidas e construídas por pessoas próximas dos pesquisadores abordados, ocasionalmente até com financiamento dos objetos da pesquisa." Ele destaca que muitas das ideias presentes nessa literatura estariam desconexas de seu contexto político e social. E cita, como exemplo, a proximidade do campo com as forças militares norte-americanas durante a Guerra Fria. "O exército norte-americano tinha um interesse direto no assunto. Investiu muito dinheiro para além também de empresas privadas. Encontrei pouco material que se aprofunda diretamente nessa relação."

Enviado do Kremlin propõe 'túnel Putin-Trump' para ligar a Rússia aos EUA

Publicado em: 18/10/2025 06:28

Putin rebate declaração de Trump sobre Rússia ser ‘tigre de papel’ A Rússia e os Estados Unidos deveriam construir um túnel ferroviário batizado de “Putin-Trump” sob o Estreito de Bering para ligar os dois países, impulsionar a exploração conjunta de recursos naturais e “simbolizar unidade”, sugeriu um enviado do Kremlin. A proposta foi apresentada por Kirill Dmitriev, representante de investimentos do presidente Vladimir Putin e chefe do fundo soberano russo RDIF. O plano prevê um megaprojeto de US$ 8 bilhões, financiado por Moscou e “parceiros internacionais”, para erguer uma ligação ferroviária e de carga de 112 km em menos de oito anos. Dmitriev, que lidera uma ofensiva diplomática para reaproximar Moscou e Washington, lançou a ideia na noite de quinta-feira, após uma conversa telefônica entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump. Os dois concordaram em se reunir em Budapeste para discutir formas de encerrar a guerra na Ucrânia. Foto de 15 de agosto de 2025 - Putin e Trump durante cúpula no Alasca REUTERS/Kevin Lamarque “O sonho de uma ligação entre os EUA e a Rússia pelo Estreito de Bering é antigo — desde a ferrovia Sibéria-Alasca de 1904 até o plano russo de 2007. O RDIF analisou as propostas existentes, incluindo a rota EUA-Canadá-Rússia-China, e apoiará a mais viável”, escreveu Dmitriev no X. Com 82 km de largura em seu ponto mais estreito, o Estreito de Bering separa a remota região russa de Chukotka do Alasca. A ideia de interligar os continentes circula há pelo menos 150 anos. No meio do estreito estão as ilhas Diomede — uma russa e outra americana — distantes apenas 4 km uma da outra. Dmitriev, que mantém interlocução com Steve Witkoff, enviado especial de Trump, também sugeriu que grandes companhias de energia norte-americanas participem dos projetos russos no Ártico. Segundo ele, o túnel poderia ser construído pela The Boring Company, empresa de infraestrutura do bilionário Elon Musk. “Imagine conectar EUA e Rússia, as Américas e a Afro-Eurásia com o túnel Putin-Trump — uma ligação de 70 milhas que simboliza a unidade. O custo tradicional seria superior a US$ 65 bilhões, mas a tecnologia da @boringcompany poderia reduzi-lo para menos de US$ 8 bilhões. Vamos construir o futuro juntos”, escreveu Dmitriev no X, dirigindo-se a Musk. Nem Musk nem Trump responderam publicamente. Além do túnel em si, o projeto exigiria pesados investimentos em infraestrutura nos dois lados do estreito — uma vez que estradas e ferrovias em Chukotka são escassas. Dmitriev lembrou ainda que, durante a Guerra Fria, chegou a ser proposto um projeto semelhante, batizado de “Ponte da Paz Mundial Kennedy-Khrushchev”, sobre o Estreito de Bering. Ele publicou um esboço da época e um mapa com o possível traçado do novo túnel. “O RDIF já investiu e construiu a primeira ponte ferroviária entre Rússia e China. Agora é hora de ir além e conectar continentes pela primeira vez na história da humanidade. É hora de unir Rússia e Estados Unidos”, declarou Dmitriev.

Palavras-chave: tecnologia

Descubra qual M Vituzzo combina com você

Publicado em: 18/10/2025 06:01

A M Vituzzo vem consolidando sua presença em São José dos Campos com empreendimentos que traduzem diferentes formas de morar. Cada projeto expressa um conceito próprio, atendendo a estilos de vida diversos e a perfis distintos de moradores, com foco em funcionalidade, inovação, conforto e soluções arquitetônicas que acompanham o cotidiano contemporâneo. Next Home: more em um apartamento, viva em um resort Fachada do Next Home M Vituzzo O Next Home foi desenvolvido com foco na integração entre natureza, bem-estar e conveniência urbana. O projeto está alinhado ao conceito da Linha Verde, iniciativa da Prefeitura de São José dos Campos voltada à mobilidade e sustentabilidade. Suas áreas de lazer foram projetadas para oferecer múltiplas experiências de convivência e descanso: Piscina Vertical, Bosque Encantado, Play Festa com espaço para locação de brinquedos, entre outros. 📍 Rua José Cobra, 271 - Parque Industrial - São José dos Campos Le Monde: o crème de la crème da Vila Adyana Fachada do Le Monde M Vituzzo O Le Monde adota o conceito Longlife, que reúne diferentes tecnologias e soluções de adaptação para acompanhar o morador em todas as fases da vida. O empreendimento foi pensado para permitir alterações de layout e personalização durante a obra, além de contar com infraestrutura completa para ar-condicionado, aquecimento a gás e espaços versáteis multiuso. Além disso, o rooftop duplex traz lazer na cobertura, com vista 360º. O projeto reforça a ideia de moradia duradoura, conectada ao futuro da construção civil. 📍 Av. Paulo Becker, 21 - Vila Adyana - São José dos Campos Kingdom Towers: a imponência nas alturas Fachada do Kingdom Towers M Vituzzo O Kingdom Towers, localizado próximo ao Colinas Shopping, é o empreendimento mais alto da região, com torres West e North. Cada unidade apresenta soluções de aproveitamento de espaço como o wide window, sistema que amplia a ventilação natural e a iluminação, além de varandas gourmet com fechamento de vidro e controle solar. O projeto inclui parceria com a Cia. Athletica, para assessoria técnica em atividades físicas nas áreas comuns e também, o maior mall do Vale do Paraíba com lojas exclusivas, serviços e praticidade a um elevador de distância. 📍 Av. Dr. Eduardo Cury, altura do número 556 - Jd. das Colinas - São José Dos Campos Blue View: seu mirante particular com um pôr do sol único Fachada do Blue View M Vituzzo O Blue View, situado na Vila Industrial, reúne 278 unidades distribuídas em duas torres. O projeto destaca-se pelas plantas inteligentes, com opção de personalização durante a obra, piso nivelado entre sala e varanda, sistema de atenuação sonora e seguro reembolso. As torres contam com 18 e 17 andares, respectivamente, e o condomínio oferece vagas para visitantes e hobby boxes em determinadas unidades. Pronto para morar, o Blue View conta com um mirante para contemplação do belíssimo pôr do sol e mais de 30 itens de lazer como: complexo aquático, fitness, espaços torcedor com churrasqueira, Master Chefe, Diverteca, Pet Space e muito mais! 📍 Rua Dr - R. Alberto Miguel Roman, 101 - Vila Industrial, São José dos Campos Cada um desses empreendimentos reforça o compromisso da M Vituzzo em desenvolver projetos que dialogam com diferentes estilos de vida e necessidades, sempre com atenção à experiência do morador e à evolução da cidade. Conheça nossos empreendimentos aqui ou fale diretamente com nossos executivos.

Palavras-chave: tecnologia

Hospital da Mulher abre processo seletivo com salário de até R$ 8,5 mil, em Goiânia

Publicado em: 18/10/2025 05:01

Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), em Goiânia DIvulgação/Governo de Goiás O Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), em Goiânia, está com inscrições abertas para diversas vagas na saúde. O processo seletivo simplificado tem como objetivo selecionar candidatos para formação de cadastro reserva em todos os níveis de escolaridade e as vagas contam com salários que variam de R$ 1.562,91 a R$ 8.553,97. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp As inscrições seguem até as 23h59 do próximo domingo (19) e são gratuitas. Os candidatos interessados podem se candidatar exclusivamente de forma online, pelo site da Organização de Saúde Hospital Maternidade Therezinha de Jesus (OSSHMTJ), organização responsável pela gerência do Hemu. Segundo o edital, o processo seletivo terá a duração de 90 dias e os candidatos serão selecionados em cinco etapas, que consistem em: 1. Análise de dados curriculares 2. Resultado parcial da análise e pedidos de reconsideração 3. Resultado final da análise dos dados curriculares e pedidos de reconsideração 4. Prova técnica, prevista para ser realizada entre os dias 27 e 31 de outubro 5. Entrevista comportamental com os candidatos, com previsão de realização entre os dias 4 e 7 de novembro. LEIA TAMBÉM: Empresas oferecem mais de 70 vagas de emprego em Goiânia Cidade de apenas 4 mil habitantes tem a 3ª maior média salarial de Goiás Feirão de Empregos em Goiânia reúne empresas com mais de mil vagas e salários de até R$ 4 mil; veja como participar O edital informa que o local e horário para realização das entrevistas estarão disponíveis no site do Hospital Maternidade. Todas as etapas do processo seletivo, incluindo resultados, convocações, cronograma e comunicados oficiais, serão divulgadas exclusivamente no Portal da Transparência. Ainda segundo o documento, a chamada para admitidos acontecerá no dia 12 de novembro deste ano. O processo seletivo abriu vagas para 54 cargos diferentes, que são: Analista Administrativo Analista da Qualidade Analista de Recursos Humanos Analista de Tecnologia da Informação Assistente Administrativo Assistente de Direção Assistente de Faturamento Assistente de Recursos Humanos Assistente de Recursos Humanos Sênior Auxiliar Administrativo Auxiliar de Almoxarifado Auxiliar de Farmácia Auxiliar de Faturamento Auxiliar de Lavanderia Auxiliar de Limpeza/Serviços Gerais Biomédico Coordenador Coordenador de Hotelaria Coordenador de Recepção Copeiro/Lactarista Eletricista Encarregado de Limpeza Enfermeiro do Trabalho Enfermeiro Educação Continuada Enfermeiro Neonatologista Enfermeiro Obstetra Enfermeiro SCIH Engenheiro de Segurança do Trabalho Faturista Fisioterapeuta Fisioterapeuta RT Fonoaudiólogo Fonoaudiólogo RT Maqueiro Médico do Trabalho Motorista Nutricionista RT Oficial de Manutenção Ouvidor Porteiro Preceptor de Residência de Enfermagem Psicólogo RT Supervisor de Aplicações Técnicas do Raio-X Supervisor de TI Supervisor dos Serviços de Fisioterapia Técnico de Apoio ao Usuário TI Técnico de Enfermagem Técnico de Enfermagem do Trabalho Técnico de Engenharia Clínica Técnico de Laboratório Técnico de Nutrição Técnico em Segurança do Trabalho Terapia Ocupacional Tutor da Residência de Enfermagem Para conferir todas as datas e mais detalhes sobre o processo seletivo, confira o edital clicando aqui. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VEJA TAMBÉM | Confira os vídeos em alta no G1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

HTC prepara smartphone gamer, modelo de alta resistência e mais novidades para a linha Wildfire

Publicado em: 18/10/2025 05:01 Fonte: Tudocelular

Sem lançar novidades há algum tempo, a HTC pode estar preparando uma série de novos smartphones para os próximos meses. Fotos tiradas do estande da marca em uma feira realizada nos Emirados Árabes Unidos indicam que a companhia está trabalhando em um celular gamer, em uma alternativa de alta resistência e em outros aparelhos que devem expandir a família Wildfire.As capturas foram feitas pelo pesquisador de celulares Yasuhiro Yamane durante visita à GITEX 2025, grande feira anual de tecnologia que ocorre em Dubai. Yamane encontrou o espaço dedicado à HTC e observou uma série de telefones que ainda não foram oficializados. Uma das possíveis novidades que mais se destacou foi o que parece ser um smartphone gamer, ou que ao menos tenta apelar aos fãs de jogos. O dispositivo tem um visual agressivo, com detalhes em vermelho, o logo da fabricante na vertical e um acabamento que lembra fibra de carbono.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Sem Trump e com príncipe William: veja autoridades estrangeiras que já confirmaram presença na COP30

Publicado em: 18/10/2025 04:02

O Brasil sediará em novembro a COP30, em Belém, capital paraense. Entre as autoridades estrangeiras que confirmaram presença na conferência estão o presidente da França, Emmanuel Macron; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; e o príncipe William, do Reino Unido. Embora não se saiba exatamente quais chefes de Estado estarão presentes, mas a presença do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, é considerada improvável. 🏨 Segundo a CEO da COP30, Ana Tonni, cerca de 162 países estão credenciados para a conferência. O governo brasileiro tem ciência que 87 países já têm hospedagem garantida em Belém e 90 estão em negociação – os altos preços para estadia gerou reclamações entre países. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também já confirmaram presença no evento António Costa, presidente do Conselho Europeu, e Jonas Gahr Støre, primeiro-ministro da Noruega. A cúpula de chefes de Estado da COP30 está prevista para 6 e 7 de novembro. 🔎 Pela tradição diplomática, entende-se que todas as partes devem estar presentes em conferências do clima – a expectativa do Brasil é que os 196 países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) estejam presentes nas discussões. 🔎 Apesar disso, por questão de protocolo diplomático, o país anfitrião não anuncia a presença de autoridades. Apesar disso, o governo do Pará afirma que cinquenta chefes de Estado confirmaram a presença na COP30 em Belém. Lula e Trump Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters Panorama internacional Apesar da expectativa de ausência de Trump desde a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que convidou Donald Trump para participar da COP30. Do lado do maior competidor dos norte-americanos na política internacional, há expectativa é em relação à presença do líder chinês, Xi Jinping. A vinda do presidente da China não é negada, mas também não é confirmada por representantes do governo chinês no Brasil. 🔎 A China é o segundo maior emissor do mundo e, por isso, a presença do país nas discussões da COP30 é considerada muito importante. O país tem investido em tecnologias e energia limpa no processo de transição energética. 🔎 Além dos chefes de Estado, os países também podem optar por enviar outros representantes como os vice-presidentes e ministros. O recorde de participação de líderes mundiais em uma conferência foi na COP21 em Paris, na França, em 2015, e na COP28 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2023, com a participação de cerca de 150 chefes de Estado. Outra conferência de destaque foi a COP26 em Glasgow, na Escócia, em 2021 – com a participação de aproximadamente 120 líderes. O encontro marcou o retorno da diplomacia climática global após a pandemia de Covid-19 e reuniu grandes potências sob pressão para reforçar as metas do Acordo de Paris. Durante a pré-COP em Brasília, em 13 e 14 de outubro, 67 países compareceram. A vinda desses países é um indicativo de que também estarão em Belém. São eles: Angola Azerbaijão Barbados República Democrática do Congo Dinamarca União Europeia França Índia Iraque República das Ilhas Marshall Palau Portugal Rússia Singapura Uganda Venezuela China Colômbia República Dominicana Alemanha Indonésia Itália Noruega Peru Polônia África do Sul Turquia Emirados Árabes Unidos Uruguay Australia Arábia Saudita Papua-Nova Guiné Suíça Tuvalu Reino Unido Vanuatu Bolívia Canadá Chile Cuba Honduras Irlanda Japão Coreia do Sul Espanha Maldivas México Marrocos Holanda Nova Zelândia Armênia Bélgica Burquina Equador Etiópia Quênia Libia Malásia Nepal Panamá República do congo Eslovênia Tailandia Croácia Paraguai

Palavras-chave: tecnologia

Caminhão de lixo movido a lixo: Comlurb testa sistema circular que usa biometano feito com resíduos para abastecer veículos de coleta

Publicado em: 18/10/2025 04:02

Lixo pode virar combustível? Desde o início de outubro, sete carretas da Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio, começaram a rodar movidas a biometano — combustível renovável produzido a partir do gás gerado pelo próprio lixo que transportam. Os veículos fazem o trajeto diário até o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, na Baixada Fluminense, onde os resíduos orgânicos são transformados em energia limpa. O biometano é obtido a partir do biogás liberado na decomposição de restos de comida, cascas de frutas, folhas, galhos, esterco e outros dejetos. No CTR, esse gás é purificado e convertido em combustível, que depois abastece as mesmas carretas responsáveis pelo transporte do lixo — criando um sistema de economia circular. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Redução de até 99% das emissões Uma das carretas da Comlurb que são movidas a biometano Divulgação/ Ciclus Ambiental As novas carretas foram entregues pela Ciclus Ambiental, empresa que administra o aterro e é responsável pela destinação final dos resíduos sólidos urbanos da cidade. Segundo a companhia, o uso do biometano reduz em até 99% a emissão de gases do efeito estufa. "Foram disponibilizadas sete carretas movidas a biometano para um teste inicial. A partir dos resultados dessa fase, a Ciclus avaliará a ampliação gradual do uso da tecnologia para toda a frota que atende a Comlurb, que hoje está em cerca de 100 carretas", afirmou Jorge Arraes, presidente da Comlurb. O projeto prevê a substituição progressiva do diesel pelo combustível renovável, sem aumento significativo de custos. De acordo com Bruno Muehlbauer, diretor-presidente de Resíduos da Ciclus Ambiental, o valor do biometano é próximo ao do diesel, mas o impacto ambiental é muito menor. “Cada carreta deixa de consumir entre 5,5 mil e 6 mil litros de diesel por mês. O principal ganho é ambiental: ao trocar o combustível fóssil por um renovável, reduzimos cerca de 99% das emissões de carbono”, destacou Muehlbauer. Mais de 10 mil toneladas de lixo por dia O CTR de Seropédica recebe diariamente mais de 10 mil toneladas de resíduos enviados de cinco estações de transferência da Comlurb no Rio. No aterro, o gás resultante da decomposição da matéria orgânica é capturado por drenos verticais, tratado e convertido em biometano. São produzidos, em média, 130 metros cúbicos de combustível por dia, utilizados tanto em indústrias quanto no abastecimento de veículos. “Usar o biometano para abastecer as próprias carretas que transportam o lixo é como coroar o projeto. Fechamos o ciclo da economia circular, com redução real das emissões e aproveitamento integral do que antes era descartado”, completou Muehlbauer. Aterro em Seropédica onde é produzido o biogás a partir de material orgânico Divulgação/ Ciclus Ambiental

Palavras-chave: tecnologia

Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil; entenda como funciona

Publicado em: 18/10/2025 04:02

Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil Radicondoli, pequeno município localizado na região de Toscana, na Itália, passou a oferecer até 20 mil euros (cerca de R$ 127 mil) para pessoas que se disponham a comprar e morar em imóveis da cidade, que conta com 960 habitantes. Já quem prefere empreender pode receber até R$ 50 mil para abrir um negócio por lá. A medida é parte de um programa lançado em 2023 e que oferece uma série de incentivos financeiros para atrair novos residentes e estimular a economia local. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Segundo o site oficial do programa, o município dispõe de quase 300 mil euros (o equivalente a R$ 1,9 milhão) para apoiar moradores, famílias e empreendedores que queiram comprar ou alugar um imóvel na cidade. Os incentivos estão organizados em quatro áreas principais: Casa, Família, Trabalho e Energia. Dentro desses pilares, há subsídios para compra de imóveis, apoio a contratos de aluguel, incentivo à abertura ou revitalização de negócios e auxílio a famílias com crianças em escolas e creches. O programa também oferece apoio financeiro a trabalhadores que se deslocam diariamente para municípios vizinhos, além de subsídios para instalação de sistemas de aquecimento urbano ou compra de combustível para quem não está conectado à rede elétrica. “Esses incentivos estão vinculados à residência – ou seja, à escolha de viver aqui. Se você decidir se mudar e transferir sua residência para Radicondoli, damos as boas-vindas com todas as oportunidades de financiamento disponíveis”, afirma a prefeitura em nota. O objetivo do projeto é movimentar a economia local, fortalecer a comunidade e atrair novos moradores, especialmente jovens. Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo Reprodução/Visit Radicondoli Entenda nesta reportagem como funciona o programa oferecido pelo município e veja como participar. 🏠 Compra de casa para residência ➡️ Aluguel de casa para moradia 💸 Novas atividades empreendedoras 🤔 Como participar 'Workation': conheça a tendência que une viagem de lazer ao trabalho adotada por algumas empresas no Brasil 🏠 Compra de casa para residência O programa oferece subsídios para compra de imóveis, estimulando o repovoamento e a revitalização de casas e apartamentos existentes. A prefeitura concede benefícios não reembolsáveis de 15% a 25% do valor de compra, com teto de 20 mil euros (aproximadamente R$ 127 mil), para quem se comprometer a morar no imóvel por pelo menos 10 anos. Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália. O imóvel deve estar localizado no município e ser destinado ao uso residencial. As inscrições vão até 31 de dezembro. A seleção considera renda familiar, composição do núcleo familiar e tempo de residência na cidade. O edital completo está disponível no site oficial da prefeitura. Volte ao menu. ➡️ Aluguel de casa para moradia Outra iniciativa oferece subsídios para novos residentes que alugarem imóveis e fixarem residência por pelo menos quatro anos. O programa faz parte do projeto Wivoa Radicondoli 3.0, com recursos de 28,4 mil euros (cerca de R$ 180 mil), distribuídos em duas modalidades: Aluguel mensal: cobre 50% do valor do aluguel, com limite de 200 euros (R$ 1,2 mil) por mês, por até 24 meses, totalizando 4.800 euros (R$ 30,5 mil). O repasse é anual e retroativo, mediante comprovação dos pagamentos. Fiança: cobre 80% do valor da garantia exigida no contrato (chamado de fidejussione na Itália), substituindo ou complementando o depósito caução, com cobertura de até dois anos de aluguel. Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália, que não tenham morado em Radicondoli até fevereiro de 2024. Jovens de até 35 anos que estão saindo da casa dos pais ou familiares sem outros auxílios públicos para moradia também são elegíveis. Moradores jovens que renovarem contrato de locação também podem participar. As inscrições vão até 31 de dezembro ou até esgotarem os recursos disponíveis. Volte ao menu. Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo Reprodução/Visit Radicondoli 💸 Novas atividades empreendedoras O município oferece apoio financeiro de até 8 mil euros (cerca de R$ 50 mil), cobrindo até 50% dos custos para abrir ou assumir um negócio em Radicondoli. O valor não precisa ser devolvido e visa fortalecer o empreendedorismo, gerar empregos e impulsionar setores como turismo, comércio, agricultura e serviços. Podem participar pessoas físicas ou empresas que desejem instalar sede operacional no município. As atividades elegíveis incluem: Comércio varejista e serviços à população Artesanato Turismo e hospedagem Agricultura e agroturismo Profissionais liberais com sede no município É necessário comprovar regularidade fiscal, registrar formalmente a atividade e manter o negócio por pelo menos três anos após o recebimento do recurso. Algumas atividades, como casas de jogos, comércio de armas ou sex shops, não são contempladas. Entre os custos cobertos estão: Registro e constituição da empresa Adequação de instalações e conexão ao sistema de aquecimento Compra de equipamentos, móveis e tecnologia Obras estruturais Certificações e cursos de capacitação Publicidade e marketing O edital vai até 31 de dezembro ou até o esgotamento dos recursos. O processo de seleção é por ordem de chegada, e a prestação de contas deve ocorrer até 28 de fevereiro de 2027. Volte ao menu. 🤔 Como participar Os interessados devem enviar a documentação por meio do protocolo da prefeitura, correio ou e-mail certificado (PEC) para comune.radicondoli@postacert.toscana.it. Todos os formulários e detalhes necessários estão disponíveis no site oficial do município ou do programa WivoaRadicondoli. Para informações sobre imóveis disponíveis para venda ou aluguel em Radicondoli, é possível entrar em contato com a Agência Immobiliare VP pelos telefones +39 0588 64717 ou +39 329 0322533, pelo e-mail info@vpimmobiliare.com, ou consultando diretamente as ofertas no site da agência. Com essa iniciativa, a administração municipal busca estimular a chegada de novos moradores, valorizar o patrimônio habitacional local e dinamizar a economia da região. Mais informações sobre os diversos programas da prefeitura também podem ser obtidas pelo e-mail info@comune.radicondoli.siena.it. Volte ao menu. Empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela 'Workation': conheça a tendência que une viagem de lazer ao trabalho

Palavras-chave: tecnologia

Por que a madeira é vista como o material do futuro?

Publicado em: 18/10/2025 04:01

Por que a madeira é vista como o material do futuro? Por que a madeira, um dos materiais mais antigos do mundo, é apontada como o futuro da construção sustentável? 🪵Pensar na madeira como opção sustentável não é óbvio, já que é comum relacionar seu uso à derrubada de árvores. Mas a matéria-prima dessas construções não vem de vegetação nativa, e sim de florestas plantadas, árvores cultivadas pelo homem com o objetivo de produzir e comercializar madeira. Assim, é um recurso renovável, diferente do insumo necessário para produzir o concreto e o aço, materiais que hoje dominam a indústria da construção. Além disso, o processo de fabricação do concreto e do aço consome muita energia e gera altas emissões de poluentes. A construção civil é responsável por 38% das emissões de gás carbônico no mundo relacionadas à energia, segundo a agência da ONU para o Meio Ambiente. Já a madeira, em um metro cúbico, é capaz de estocar até uma tonelada de carbono. Mesmo depois de cortada e processada, a madeira mantém o carbono armazenado, sem liberá-lo para o meio ambiente. Outra vantagem é que a madeira é cinco vezes mais leve que o concreto. a COP 30 e nosso futuro Prédios, shoppings e faculdades... de madeira? Hoje, graças à tecnologia de ponta, já é possível fabricar em madeira componentes estruturais como vigas, pilares e lajes. É a chamada “madeira engenheirada”, processada industrialmente. ➡️Com essa novidade, o mundo passou a ver até arranha-céus construídos com esse material. O mais alto era o Mjøstårnet, na Noruega, com 85 metros. Em 2022, ele foi desbancado pelo Ascent, nos Estados Unidos, apenas um metro mais alto. E a previsão é que ele seja superado pelo Canadá, onde está sendo construída uma torre de mais de 100 metros de altura. E todas as peças e estruturas são tratadas contra fogo e contra insetos. Torre de madeira de mais de cem metros de altura está sendo construída no Canadá, em Vancouver Divulgação/Perkins Will Apesar de o mundo já ver até arranha-céus de madeira, no Brasil o uso do material ainda não ganhou escala no setor. Por enquanto, a novidade é vista em casas de altíssimo padrão e em algumas lojas conceito, como a chocolateria Dengo, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e o recém-inaugurado McDonald's, próximo à Avenida Paulista. O cenário deve mudar nos próximos anos. As partes envolvidas, de fornecedores a incorporadoras, estão expandindo os negócios já de olho em um aumento da demanda. ➡️Em Atibaia, no interior de São Paulo, um shopping com 7.000m² de área de laje de madeira está em construção. De acordo com a Urbem, fábrica especializada no material, este é o maior projeto em madeira engenheirada da América Latina. Com tecnologia de ponta aplicada à madeira, hoje é possível utilizá-la como componente estrutural, em vigas, pilares e concreto Divulgação/Dengo Desvantagens: preço alto e carência de profissionais Veja os pontos negativos do uso do material: 💸A utilização da madeira engenheirada em construções ainda implica custos maiores em relação aos materiais convencionais. 🧑‍🎓Há poucos profissionais familiarizados com a tecnologia, da fabricação à montagem. Excesso de energia pode provocar apagão?

Palavras-chave: tecnologia

Museu brasileiro recebe de volta livro raro furtado há mais de 15 anos e recuperado em Londres

Publicado em: 18/10/2025 03:01

Obra rara furtada em 2008 é devolvida ao Museu Paraense Emílio Goeldi A terceira obra rara mais antiga do Museu Paraense Emílio Goeldi, a publicação científica “De India utriusque re naturali et medica”, do médico e naturalista holandês Guilherme Piso, retornou ao acervo da instituição nesta sexta-feira (17). A obra, produzida em Amsterdã em 1658, foi furtada em 2008 e recuperada em 2024 na cidade de Londres, no Reino Unido, após uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal e outros órgãos. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Segundo o diretor do Museu Emílio Goeldi, Nilson Gabas Júnior, a obra é um marco da história natural e medicina tropical do Brasil. “Essa publicação monumental reúne observações realizadas por Piso durante sua atuação na colônia holandesa no Nordeste brasileiro, descrevendo a flora, a fauna e práticas médicas indígenas no território brasileiro. É uma das primeiras e mais relevantes obras sobre esses temas,” destaca Gabas. Acervo valioso O livro, escrito em latim e impresso pelo editor holandês Louis Elsevier, faz parte de um conjunto de 60 obras raras furtadas do Museu, das quais cinco já foram recuperadas desde 2014. Em 2023, uma outra obra com valor estimado de 20 mil euros já tinha sido encontrada pela PF. A obra foi localizada e apreendida pela aduana argentina e entregue à embaixada do Brasil em Buenos Aires. O acervo da Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, onde a obra foi reintegrada, conta com 350 mil exemplares, entre eles aproximadamente 4 mil obras raras. Obra holandesa furtada em museu de Belém é recuperada em Londres. Reprodução / PF-PA Reforço na segurança Desde a identificação do furto em 2008, o Museu reforçou a segurança de seu acervo, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo a PF, as investigações sobre o furto no Museu Emílio Goeldi começaram ainda em 2008. Três servidores do museu foram denunciados por peculato culposo em 2011. Foram feitas reformas para instalar uma sala-cofre com acesso restrito, sistemas eletrônicos de controle e monitoramento contínuo, climatização e combate a incêndios, tornando a biblioteca uma das mais seguras do país. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

Palavras-chave: tecnologia

Fim do motorzinho? Pesquisadores usam superlaboratório para desenvolver solução que trata cárie sem dor

Publicado em: 18/10/2025 03:00

Fim do motorzinho? Como funciona solução que trata cárie sem dor Pesquisadores utilizam o superlaboratório Sirius, em Campinas (SP), como parte do desenvolvimento de um produto que elimina o motorzinho no tratamento de cárie. A solução usa nanopartículas de prata para atacar e eliminar bactérias sem dor - entenda, abaixo, como funciona. O projeto de uma startup formada por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi escolhido por um programa de aceleração tecnológica do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). É com o acelerador de partículas que os pesquisadores observam como nanopartículas de prata que são 50 mil vezes mais finas do que um fio de cabelo agem sobre as infecções dentárias e aprimoram a precisão do produto. Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 🔎 Como funciona? Quando a cárie aparece, bactérias ficam fixadas e se espalham por estruturas dos dentes. As nanopartículas do metal entram na dentição, grudam nas bactérias e rompem membranas impedindo o funcionamento de células bacterianas. Isso interrompe o crescimento da cárie e forma uma barreira de proteção. "Nós desenvolvemos uma formulação que possibilita tratar a cárie sem precisar usar broca, sem precisar de anestesia, de uma forma completamente indolor. Já testamos isso com grande eficiência em mais de 3 mil crianças. Realizamos três ensaios clínicos e os resultados são excelentes", afirma André Galembeck, pesquisador em nanotecnologia. 'Não sinto nada' A solução que elimina o uso da broca é testada de forma experimental em um consultório de Campinas. "Eu acho muito melhor porque eu não sinto nada e é muito mais fácil do que na broca, né? Porque a broca dói, tem todos os perrengues", diz o estudante Miguel Máximo. Produto que usa nanopartículas de prata para combater cárie dispensa uso da broca no tratamento Carlos Velardi/EPTV Segundo a ortodontista Daniela Arruda, a vantagem do produto em relação ao tratamento convencional é a maior precisão no combate à cárie, preservando áreas do dente não atingidas pelas bactérias. "Você vai removendo [com a broca], dificilmente você consegue ter uma precisão de remover só aquele tecido. Então você acaba tirando um pouquinho mais. Com esse produto, você usa apenas no local onde você quer que seja aplicado. A mancha branca estacionou. E onde tinha pequena lesão, não foi para frente, não evoluiu", diz. André Galembeck pontua que a criança, ao saber que a broca não será utilizada, colabora com mais facilidade. "Você diminui o tempo da consulta, porque grande parte da consulta odontológica com a criança é o dentista tentando convencer a criança a abrir a boca, porque ela vai para lá com medo da maquininha. Se a gente não gosta da maquininha, você pensa a criança, né?", completa. Próximos passos O trabalho no Sirius auxilia no desenvolvimento de um novo produto para prevenir o surgimento de infecções. A ideia é criar uma condição na estrutura do dente que dificulte a adesão pelas bactérias. E os testes são fundamentais para atestar a segurança antes da produção comercial. "Aqui na linha permite que eles tenham informações seguras para disponibilizar esse produto para a sociedade. Eles vão entender muito bem esse mecanismo de crescimento, o mecanismo de qualquer risco que possa fornecer para a sociedade. Estudar esse produto em diversas fases antes de soltar para a população deixa o projeto com mais confiança", destaca Ohanna Costa, pesquisadora do CNPEM. Após o período no Sirius, a startup retorna para Pernambuco, onde tiveram início as pesquisas para tratamento e prevenção das cáries com o uso das nanopartículas de prata. A empresa vai buscar junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para a comercialização do produto. Pesquisadores utilizam estrutura do superlaboratório Sirius, em Campinas (SP), no aprimoramento da solução e desenvolvimento de um novo produto para previnir cáries Carlos Velardi/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia