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Homem é preso em flagrante suspeito de armazenar arquivos de abuso sexual infantojuvenil em Votuporanga

Publicado em: 01/06/2026 15:11

Investigadores da Delegacia da Mulher conduzem preso homem suspeito de armazenar e compartilhar conteúdo de abuso sexual infantil: policiais encontraram material em dispositivos de propriedade do suspeito, que foram apreendidos Fotos: Arquivo pessoal Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (1º) em Votuporanga (SP) suspeito de envolvimento em crimes relacionados ao armazenamento e à circulação de imagens de abuso sexual infantojuvenil na internet. O cumprimento do mandado judicial de busca e apreensão foi realizado por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) com apoio da Unidade de Inteligência Policial do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-5). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Durante a operação, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos utilizados pelo investigado. Segundo a Polícia Civil, uma análise preliminar do material levou à localização de arquivos compatíveis com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. Em virtude da suspeita, o homem foi autuado em flagrante. Tecnologia de compartilhamento direto De acordo com a investigação, foram identificados no conteúdo apreendido indícios de utilização do aplicativo de compartilhamento de arquivos eMule, que opera por meio da tecnologia peer-to-peer (P2P), além de um aplicativo de mensagens. 🔎 A tecnologia P2P (peer-to-peer, ou "ponto a ponto") é uma arquitetura de rede em que os computadores ou dispositivos conectados (chamados de "nós" ou peers) funcionam simultaneamente como clientes e servidores. Isso elimina a necessidade de um servidor central, permitindo que dados e serviços sejam compartilhados diretamente entre os usuários. Os arquivos encontrados estavam armazenados em pastas específicas da plataforma de compartilhamento, incluindo conteúdos já baixados e outros ainda em processo de transferência. Ainda conforme a polícia, os exames iniciais apontaram a existência de diversos arquivos previamente excluídos dos dispositivos. Initial plugin text Questionado pelos investigadores, o suspeito afirmou que a exclusão desse tipo de conteúdo seria uma prática comum entre usuários envolvidos com o compartilhamento de material ilícito, com o objetivo de dificultar a obtenção de provas pelas autoridades. Segundo a DDM, os elementos encontrados indicam, em tese, não apenas a posse dos arquivos, mas também sinais de obtenção contínua e possível compartilhamento por meio da rede P2P. A extensão da atividade será apurada por perícia especializada nos equipamentos apreendidos, informou a delegacia. As investigações prosseguem para identificar possíveis vínculos do suspeito com grupos virtuais voltados à troca de material de abuso sexual infantil. Vídeos em alta no g1 Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Hominíneos podem ter levado fogo para o interior de caverna há até 1,8 milhão de anos, sugere estudo

Publicado em: 01/06/2026 15:00

Fundo da caverna Wonderwerk R. Yates/Divulgação Pesquisadores encontraram novas evidências de que hominíneos podem ter levado fogo para o interior da Caverna Wonderwerk, na África do Sul, entre 1,07 milhão e 1,79 milhão de anos atrás. Se a interpretação estiver correta, o achado ampliaria em centenas de milhares de anos a cronologia de um dos mais antigos registros conhecidos de uso do fogo associado a ancestrais humanos. O estudo, publicado nesta segunda-feira (1º) na revista científica PLOS One, analisou fósseis encontrados em camadas profundas da caverna e identificou sinais repetidos de combustão em depósitos atribuídos ao início do Achelense, período marcado pelo surgimento das primeiras ferramentas de pedra mais elaboradas. Os autores argumentam que os resultados indicam episódios recorrentes de queima associados à presença de hominíneos, provavelmente representantes do Homo erectus. No entanto, especialistas que não participaram da pesquisa afirmam que ainda faltam evidências diretas para confirmar que os incêndios foram provocados ou controlados pelos ancestrais humanos. ❓Hominíneos x hominídeos - Os cientistas usam o termo hominíneos para designar os seres humanos e seus ancestrais evolutivos mais próximos. Já hominídeos é uma categoria mais ampla, que inclui também chimpanzés, gorilas e orangotangos. Agora no g1 O que muda em relação ao que já se sabia? A Caverna Wonderwerk já ocupava um lugar central nas pesquisas sobre a origem do uso do fogo. 🔥 Domínio do fogo - Apesar da importância do fogo para a evolução humana, ainda não há consenso sobre quando os ancestrais humanos começaram a utilizá-lo de forma regular. A maioria dos pesquisadores concorda que evidências robustas de uso recorrente do fogo aparecem há cerca de 1 milhão de anos, incluindo achados na própria Caverna Wonderwerk, na África do Sul. Já a capacidade de produzir fogo deliberadamente — e não apenas aproveitar chamas originadas por incêndios naturais — provavelmente surgiu muito mais tarde e continua sendo um dos temas mais debatidos da paleoantropologia. Em 2012, outro estudo encontrou no chamado Estrato 10 da Caverna Wonderwerk , datado de cerca de 1 milhão de anos, um conjunto considerado robusto de evidências de fogo: ossos queimados, ferramentas de pedra alteradas pelo calor, sedimentos queimados e cinzas preservadas no local. A nova pesquisa identificou sinais de combustão também no Estrato 11, uma camada mais antiga, datada entre 1,79 milhão e 1,07 milhão de anos. Segundo os autores, isso sugere que hominíneos já utilizavam fogo na caverna muito antes do que indicavam as evidências mais aceitas até agora. Um dos principais argumentos da equipe é a localização dos materiais queimados. Os fósseis foram encontrados em áreas que ficavam cerca de 30 metros para dentro da caverna quando foram depositados, o que reduz a probabilidade de que incêndios naturais tenham alcançado o local por acaso. Além disso, sinais de combustão aparecem em diferentes camadas arqueológicas, separadas por dezenas de milhares de anos, o que sugere episódios repetidos de fogo. Como os pesquisadores chegaram a essa conclusão Um dos desafios dos estudos sobre fogo na pré-história é distinguir materiais realmente queimados de fósseis alterados por processos naturais ao longo do tempo. Tradicionalmente, pesquisadores observam mudanças de cor em ossos e sedimentos. O problema é que depósitos minerais podem escurecer fósseis e imitar os efeitos da carbonização, enquanto alterações químicas posteriores podem produzir tons claros semelhantes aos observados em materiais submetidos a altas temperaturas. Para contornar essa limitação, a equipe desenvolveu um método baseado na luminescência dos ossos. Os pesquisadores iluminaram os fósseis com luz azul e os observaram através de filtros especiais. Ossos queimados emitiam uma luminescência avermelhada característica, enquanto os não queimados não apresentavam a mesma resposta. Os resultados foram comparados com análises por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), uma das técnicas mais utilizadas para identificar alterações térmicas em materiais arqueológicos. Segundo os autores, houve forte concordância entre os dois métodos. A técnica também foi testada em fósseis de um sítio arqueológico na Espanha e em ossos modernos queimados experimentalmente. Especialistas veem avanço metodológico, mas pedem cautela Para Juan Manuel Jiménez Arenas, pesquisador da Universidade de Granada que não participou do estudo, a principal contribuição do trabalho é justamente a nova metodologia. Segundo ele, o protocolo baseado em luminescência representa um avanço importante para identificar ossos queimados em contextos arqueológicos muito antigos. "O impacto metodológico do artigo é inquestionável", afirmou. Por outro lado, Arenas considera que ainda existem dúvidas sobre a origem dos incêndios identificados na caverna. Na avaliação do pesquisador, os resultados mostram que houve fogo no local, mas não demonstram diretamente que os hominíneos tenham sido responsáveis por sua produção ou utilização. Ele observa que a hipótese apresentada pelos autores é que os ancestrais humanos teriam levado para dentro da caverna fogo obtido a partir de incêndios naturais ocorridos no ambiente externo. "Para uma mudança tão importante na interpretação da pré-história, seriam desejáveis evidências diretas mais contundentes", avaliou. Avaliação semelhante foi feita por Aitor Burguet-Coca, pesquisador do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA), especializado em arqueologia do fogo. Segundo ele, o estudo oferece uma hipótese relevante para compreender os primeiros usos oportunistas do fogo, mas evidências indiretas como essas costumam gerar debate na comunidade científica. "Será necessário esperar por novos resultados que permitam identificar esse uso do fogo por abordagens mais diretas", afirmou. Fogo, mas não necessariamente cozimento Os autores destacam que o fogo desempenhou papel central na evolução humana ao fornecer calor, proteção contra predadores e ampliar o tempo disponível para atividades após o pôr do sol. Ao longo da evolução, o domínio do fogo também esteve associado ao cozimento de alimentos, ao aumento da eficiência energética da dieta e, possivelmente, ao desenvolvimento cerebral. No entanto, os pesquisadores ressaltam que a Caverna Wonderwerk não apresenta evidências de cozimento. A interpretação proposta pelo estudo é mais modesta: a de que hominíneos do início do Achelense podem ter transportado fogo obtido em incêndios naturais para dentro da caverna e o utilizado de forma recorrente. Se confirmada por futuras pesquisas, a descoberta ajudaria a aproximar a origem do uso do fogo de outro marco importante da evolução humana: o surgimento das primeiras tecnologias achelenses, associadas ao Homo erectus.

Palavras-chave: tecnologia

IA chega aos cupons de desconto e ajuda brasileiros a economizar de verdade

Publicado em: 01/06/2026 14:45

Em um cenário em que cada centavo conta no orçamento do brasileiro, recorrer a cupons de desconto deixou de ser apenas uma estratégia de quem gosta de pesquisar e virou hábito de milhões de pessoas. Seja para a compra de eletrônicos, beleza, supermercado ou moda, o reflexo é o mesmo: antes de finalizar o pedido, o consumidor abre uma nova aba e procura por um código promocional que reduza um pouco o valor final. O problema é que boa parte desses códigos espalhados pela internet simplesmente não funcionam. Cupons antigos, regras escondidas, ofertas válidas apenas para novos clientes e até golpes fazem com que a busca por economia muitas vezes termine em frustração e, em alguns casos, coloque em risco os dados do consumidor. É justamente nesse ponto que entra o trabalho do AdoroCupom, um dos maiores sites de cupons do Brasil, que passou a usar inteligência artificial para mudar essa lógica. IA que encontra e valida cupons em tempo real A proposta é simples: em vez de depender apenas de cadastros manuais, a tecnologia aplicada pela equipe varre as lojas parceiras, identifica novas promoções, testa códigos e descarta automaticamente aqueles que estão expirados ou com regras pouco claras. O resultado é uma vitrine mais confiável para quem está com o carrinho aberto e quer fechar a compra. “A IA ajuda a encontrar e validar de maneira automática os cupons que realmente funcionam. Antes, esse era um trabalho 100% manual, sujeito a erros e demora. Hoje, conseguimos entregar para o usuário um desconto que tem muito mais chance de ser aplicado já no carrinho.”, comenta José Felipe, especialista em cupons e fundador do Adoro Cupom. Quando a IA também ajuda outras IAs A ascensão da inteligência artificial também está mudando a forma como consumidores encontram cupons e ofertas. Com a popularização de assistentes como ChatGPT, Gemini e Perplexity, milhões de brasileiros passaram a pedir recomendações de cupons e ofertas diretamente para essas ferramentas. E elas, por sua vez, precisam consumir de fontes confiáveis para responder bem, caso contrário, devolvem códigos vencidos ou inventados. “Estamos vendo um movimento novo: as próprias IAs também usam o nosso conteúdo para sugerir cupons aos usuários. Por sermos um dos maiores sites de cupons do Brasil e termos um processo automatizado de validação, viramos uma fonte recorrente para essas ferramentas. No fim das contas, ao melhorar a qualidade dos nossos cupons, ajudamos também a melhorar a recomendação que o brasileiro recebe em qualquer assistente que ele use”, finaliza José Felipe da Silva. Como aproveitar melhor os cupons no dia a dia Para o consumidor, a recomendação dos especialistas é simples: tornar a busca por cupons parte da rotina de compras, e não um esforço reservado apenas para datas promocionais como Black Friday ou Dia das Mães. Antes de finalizar qualquer pedido, vale conferir se existe um código ativo no AdoroCupom para a loja escolhida, seja um cupom da Shein para compras de moda ou um cupom do Mercado Livre em eletrônicos. Outra dica importante é prestar atenção às regras de cada cupom: valor mínimo de compra, categorias de produto incluídas, formas de pagamento aceitas e validade. Apesar da automação na validação, é o consumidor quem decide qual desconto faz mais sentido para o seu carrinho, e a leitura rápida das condições continua sendo o passo que separa quem economiza de quem se decepciona no checkout. Em um país onde a inflação corrói o poder de compra e o consumidor precisa equilibrar contas mês a mês, transformar a busca por descontos em um processo rápido, automático e confiável virou uma forma concreta de economizar. E com a inteligência artificial assumindo parte desse trabalho, a tendência é que esse hábito fique cada vez mais simples, e cada vez mais comum entre os brasileiros. Confira os cupons e ofertas disponíveis no AdoroCupom e descubra como tornar suas compras online mais econômicas.

UFMT cai 33 posições em ranking das melhores universidades do mundo

Publicado em: 01/06/2026 14:29

45 universidades brasileiras caem em ranking das melhores do mundo A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) caiu 33 posições no ranking das melhores universidades do mundo, divulgado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), nesta segunda-feira (1º). A instituição está entre as 15 universidades brasileiras que mais perderam posições em 2026 em comparação com o ano passado. A nível global, a UFMT passou a ocupar a 1.778ª das melhores. Já no ranking nacional, ocupa a 43ª colocação. O g1 entrou em contato com a UFMT, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A queda da universidade mato-grossense acompanha uma tendência observada em todo o Brasil. Das 52 instituições brasileiras presentes na lista, 45 registraram recuo em relação ao ano anterior. Segundo o CWUR, 87% das universidades brasileiras avaliadas perderam posições no ranking de 2026. O ranking é elaborado a partir de indicadores relacionados à qualidade da educação, empregabilidade dos ex-alunos, excelência do corpo docente e desempenho em pesquisa científica, sendo considerado um dos principais levantamentos internacionais de avaliação do ensino superior. De acordo com a organização, o desempenho está relacionado principalmente à queda nos indicadores de pesquisa e ao aumento da competitividade internacional. Universidades de outros países, beneficiadas por maiores investimentos em ciência e tecnologia, avançaram na classificação e ampliaram a distância em relação às instituições brasileiras. As melhores Apesar da retração generalizada, a Universidade de São Paulo (USP) manteve-se como a instituição brasileira mais bem colocada no ranking, embora tenha perdido uma posição em comparação com a edição anterior. No cenário mundial, a Universidade Harvard lidera a classificação pelo 15º ano consecutivo. Em seguida aparecem o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Stanford, que ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente. Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

Dona do Claude, IA rival do ChatGPT, faz pedido confidencial para IPO nos EUA

Publicado em: 01/06/2026 14:18

Claude Logotipo Reprodução A empresa norte-americana de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, informou nesta segunda-feira (1º) que protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. A companhia não divulgou o tamanho nem os termos da oferta. No fim de maio, a Anthropic levantou US$ 65 bilhões em uma rodada de investimento, atingindo uma avaliação de mercado de US$ 965 bilhões — valor que a colocou à frente da rival OpenAI. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Essa avaliação mais do que dobrou em relação aos US$ 380 bilhões registrados em fevereiro, quando a empresa captou US$ 30 bilhões em outra rodada de financiamento. A rápida valorização da empresa no início de 2026 abalou os mercados e levou à venda de ações de companhias de software e tecnologia da informação. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Investidores demonstram preocupação de que ferramentas de IA cada vez mais autônomas possam pressionar modelos de negócios tradicionais e acelerar mudanças em diversos setores. A OpenAI também se prepara para um pedido confidencial de IPO nos EUA nas próximas semanas, segundo uma fonte ouvida pela Reuters no fim de maio. Com uma sequência de grandes empresas se aproximando do mercado de capitais, companhias como a SpaceX e outras gigantes de tecnologia disputam um volume limitado de recursos de investidores. A eventual listagem da Anthropic deve se tornar uma das mais relevantes dos últimos anos, com potencial para influenciar índices de referência, fluxos de investimento e o cenário das bolsas norte-americanas. Com valuation próximo de US$ 1 trilhão, a empresa poderia passar a integrar o grupo mais alto de companhias listadas nos EUA, ao lado de nomes que dominam o mercado acionário global.

Novo Dell XPS 13 de entrada desafia MacBook Neo com preço acessível e bateria superior

Publicado em: 01/06/2026 12:26 Fonte: Tudocelular

A Dell apresentou a nova versão de entrada do notebook XPS 13 durante a Computex 2026. Essa variante foi desenvolvida estrategicamente para disputar mercado com o MacBook Neo no segmento custo-benefício. Ele combina design premium e ultrafino com chip Intel Core Series 3. Dell lança novo XPS 13 para disputar espaço com os MacBooks de entrada A nova versão do notebook foi projetada pela Dell para oferecer uma opção focada em um preço mais competitivo. Dessa maneira, ele se posicona no mercado como um concorrente para notebooks premium de entrada, tal como os MacBooks mais acessíveis lançados pela Apple.Tela Full HD+ substitui opções OLED mais avançadas Quanto às especificações, o modelo vem com tela de 13,4 polegadas com resolução Full HD+, mas sem o uso de tecnologia OLED, como nos mais caros. Além disso, ele visa manter a identidade visual tradicional da série XPS, o que inclui construção com dimensões compactas e acabamento premium, mas de forma mais simples para cortar custos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Cuiabá inicia planejamento de concurso público com até 43 cargos

Publicado em: 01/06/2026 11:55

Câmara Municipal de Cuiabá Reprodução A Câmara Municipal de Cuiabá anunciou, nesta segunda-feira (1°), que iniciou o planejamento para a realização de um concurso público com previsão de criação de até 43 cargos efetivos. A medida tem como objetivo ampliar o quadro de servidores concursados. A proposta preliminar prevê vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os estudos avaliam a criação e ampliação de cargos em áreas como controle interno, tecnologia da informação, gestão administrativa, licitação, procuradoria e apoio técnico especializado. A Câmara informou que o planejamento está em fase inicial e que ainda não foram definidos a banca organizadora nem a empresa responsável pela execução do concurso. Ainda não há data para lançamento do edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Segundo a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), as tratativas começaram durante reunião entre representantes da Controladoria Interna, Procuradoria da Câmara, Secretaria de Gestão Orçamentária e Financeira e especialistas na área de concursos públicos. O encontro abordou questões técnicas, administrativas e jurídicas relacionadas à elaboração do certame. De acordo com a Câmara, a iniciativa atende recomendações de órgãos de controle e busca ampliar a capacidade operacional e fiscalizatória da instituição. Também estão em discussão o cronograma inicial do concurso, os critérios técnicos para sua realização, mecanismos de transparência e medidas de segurança jurídica.

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

UFRGS sobe para o 4º lugar no Brasil em ranking de universidades e está entre as top 2,3% melhores do mundo

Publicado em: 01/06/2026 11:53

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre João Victor Teixeira/G1 A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) é a quarta melhor instituição de ensino superior do Brasil, segundo a edição de 2026 do ranking do Center for World University Rankings (CWUR), divulgado nesta segunda-feira (1º). No cenário global, a universidade gaúcha ocupa a 476ª posição entre as 21.291 instituições avaliadas. Com o resultado, a UFRGS subiu uma posição no ranking nacional em comparação com 2025, quando ocupava o quinto lugar. A mudança ocorreu após a instituição ultrapassar a Universidade Estadual Paulista (Unesp). A posição global (476ª) e a nota geral (74,7) da UFRGS permaneceram as mesmas do ano passado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na América Latina e no Caribe, a universidade gaúcha está na oitava colocação. Segundo o CWUR, a instituição faz parte do grupo dos 2,3% com melhor desempenho no mundo. O levantamento avalia quatro indicadores: pesquisa (peso de 40%), educação (25%), empregabilidade (25%) e corpo docente (10%). Nos recortes específicos do ranking de 2026, a UFRGS ficou na 446ª posição mundial no critério de pesquisa e na 1.364ª colocação em empregabilidade. Agora no g1 Cenário nacional e global No Brasil, a liderança segue com a Universidade de São Paulo (USP), que também é a primeira colocada na América Latina e a 119ª no mundo. O top 5 nacional é completado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em segundo lugar, e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em terceiro. No mundo, o ranking é liderado por instituições dos Estados Unidos. A Universidade de Harvard ocupa o primeiro lugar, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pela Universidade de Stanford. Os norte-americanos possuem oito representantes no top 10 global. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Suspeita de confusão patrimonial e de desvio de recursos: o que levou a polícia até a ONG da mesma dona de produtora do filme de Bolsonaro

Publicado em: 01/06/2026 11:37

Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), da mesma dona da produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, é investigada por suspeita de fraude e desvio de recursos públicos em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 108 milhões por ano para instalação de wi-fi na cidade. A ONG foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1°). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, que também produz o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse (Azarão, na tradução do inglês). 👉 O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até hoje, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. Na representação feita à Justiça, a polícia cita as seguintes suspeitas: O Tribunal de Contas do Município apontou ao menos 20 irregularidades graves no edital de chamamento público, como o uso de "critérios genéricos para a escolha de uma organização social sem experiência prévia no setor de telecomunicações" e que, até então, "atuava na promoção de eventos religiosos e literários gospel". Disparidade de custos entre a empresa pública municipal Prodam cobrava da Prefeitura de SP (R$ 230 para a implantação de cada ponto de internet e R$ 306 para a manutenção mensal) e o contrato com o ICB, que previa R$ 1.800 por ponto. Durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi antecipada, mas depois o ritmo de instalação diminuiu. Em contrapartida, diz o inquérito, a prefeitura deveria ter pagado R$ 43 milhões, mas transferiu R$ 69 milhões, resultando em R$ 26 milhões pagos por serviços não prestados. Os "recursos milionários" recebidos pela ONG "teriam sido pulverizados por meio de subcontratações suspeitas com empresas parceiras para escoamento do dinheiro público". "Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo." Conforme o g1 publicou, tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam oficialmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas mudaram para a Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização formal nos registros estaduais e federais. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à dona da produtora e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG. O objetivo das buscas era apreender computadores, documentos e celulares que ajudem a elucidar as investigações policiais. A empresária Karina Ferreira da Gama, dona da ONG Instituto Conhecer Brasil e da empresa que produz o filme sobre Jair Bolsonaro Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais Segundo a investigação da 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o valor do contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG. O inquérito da Polícia Civil apura se pelo menos R$ 26 milhões desse montante foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de Sâo Paulo, o que configuraria possível desvio de recursos públicos. A reportagem do g1 também apontou que a ONG usou ao menos R$ 4 milhões em notas falsas para justificar despesas da entidade. O prefeito Ricardo Nunes disse, por mensagem de WhatsApp, que a gestão municipal está à disposição para auxiliar nas investigações. “Não constatamos nada de irregular no processo, mas estamos a disposição para colaborar, como já vem sendo feito. Se por acaso tiver a identificação de alguma irregularidade obviamente tomaremos todas as providências de forma rigorosa”, afirmou ele à GloboNews. Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que colabora com investigações e que todo o material requisitado na manhã desta segunda já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. Acrescentou ainda que "o programa funciona normalmente na cidade". (Leia a íntegra da nota ao final.) A reportagem também procurou a ONG para comentar a operação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Valores cobrados acima do mercado Segundo o inquérito da Polícia Civil, “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. “O primeiro elemento de suspeita reside no próprio direcionamento do chamamento público, o qual contou com a participação exclusiva do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que, conforme apurado, não ostentava qualquer histórico de atuação, experiência anterior ou capacidade técnica no setor de telecomunicações, limitando seu histórico operacional a feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa”, diz o delegado responsável pela investigação. A polícia também afirma que os valores de mercado cobrado pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. “Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a Prodam, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou. Os investigadores também afirmam que a Secretaria de Inovação e Tecnologia repassou à ONG valores mensais sem a devida instalação dos 5 mil pontos a que foi contratada nos primeiros meses de vigência do contrato. “Embora o cronograma original impusesse a entrega de 5.000 pontos de conectividade até o mês de junho de 2025, a entidade instalou apenas 3.200 pontos. Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias”, afirma o documento. O inquérito diz ainda que ficou constatado que a prefeitura antecipação o pagamentos de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11 milhões nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período. Notas fiscais canceladas As notas fiscais canceladas apresentadas pela a ONG Instituto Conhecer Brasil à Prefeitura de São Paulo na prestação de contas. Reprodução/PMSP Alem da Polícia Civil, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Em 20 de maio, o g1 publicou uma reportagem dizendo que ao menos R$ 4 milhões em notas canceladas ou para si própria foram apresentados à Prefeitura de SP pela ONG para justificar despesas do contrato. Levantamento feito nas prestações de contas da ONG apontou o uso de notas milionárias canceladas no site da própria prefeitura de junho de 2024 a dezembro de 2025. ➡️ Uma nota fiscal só pode ser cancelada pelo emitente (vendedor ou prestador de serviço), mas a operação deve ser regularizada com a emissão de uma nova para comprovar o devido recolhimento de impostos. A nota fiscal, que detalha o valor exato e a alíquota do imposto correspondente, é a forma que o governo tem de rastrear as operações comerciais e o seu registro é crucial para a fiscalização da Receita Federal. Deixar de emitir nota fiscal é crime de sonegação fiscal. Ao g1, Karina disse desconhecer notas canceladas por fornecedores contratados e que os problemas nas notas fiscais do próprio instituto foram apontadas por ela e "já estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. (Leia mais abaixo.) Já a prefeitura negou que exista alguma irregularidade no contrato e disse que "a execução do contrato para o programa é monitorada rigorosamente e não há nenhuma decisão definitiva ou processo administrativo que aponte a existência de irregularidades estruturais, desvios ou ilegalidades". A gestão Ricardo Nunes também afirmou que o contrato não tem qualquer relação com a produção do filme sobre o ex-presidente. Notas canceladas Um caso envolve a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pela ONG para prestação de serviços. O proprietário é o empresário André Feldman, que aparece nas redes sociais em fotografias ao lado de Karina da Gama, dona e presidente do instituto. Em novembro de 2025, a Complexsys emitiu uma nota fiscal de R$ 2 milhões no sistema da Prefeitura de São Paulo por supostos serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos. No entanto, o g1 consultou os registros municipais e constatou que a mesma nota aparece como cancelada no sistema oficial da administração municipal. Segundo os dados da própria prefeitura, o documento foi cancelado no mesmo dia em que foi emitido, em 6 de novembro de 2025. Apesar disso, a nota foi incluída na prestação de contas apresentada por Karina Gama à gestão municipal em fevereiro deste ano. O que diz a Complexsys Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”. “Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários." Emissão de notas do próprio instituto Além das notas de terceiros, a documentação da ONG tem notas emitidas pelo instituto direcionadas para ele mesmo, como se ele tivesse prestado um serviço para si próprio. No levantamento feito pelo g1 na prestação de contas da entidade, há ao menos três notas da empresa que se enquadram nesta situação e somam mais de R$ 1,4 milhão, todas justificando gastos do projeto de wi-fi. Um parecer da Secretaria de Tecnologia da prefeitura, datado de 26 de fevereiro de 2026 e assinado pelos diretores Marcia Soares de Sousa e João Paulo Santana de Jesus, aponta que o instituto não poderia emitir notas para si mesmo e tampouco devolveu os valores irregulares apontados nas prestações de contas. “Notas fiscais consideradas indevidas; pois a instituição não pode emitir nota para si própria”, diz o parecer, que aponta, ainda, que há pelo menos R$ 925 mil em pagamentos em duplicidade declarados pela ONG na comprovação das despesas. Parecer da secretaria de Inovação e Tecnologia apontando irregularidades nas prestações de conta da ONG. Reprodução/PMSP “Verifica-se que a Organização da Sociedade Civil não promoveu a restituição integral dos valores glosados dentro do exercício analisado, tampouco sanou todas as inconformidades apontadas pela área técnica SMIT/CID/DFD, em descumprimento às disposições da Lei nº 13.019/2014 e do Decreto Municipal nº 57.575/2016. A permanência de valores expressivos pendentes de devolução caracteriza irregularidade grave na execução financeira da parceria, comprometendo a regularidade da prestação de contas”, diz o parecer de fevereiro de 2026. Apesar das inconformidades apontadas pelo parecer, os diretores da pasta e o secretário de Tecnologia, Humberto de Alencar, optaram por “aprovar a prestação de contas da entidade com ressalvas, condicionada à restituição integral dos valores glosados e pendentes, no montante total de R$ 930.256,87”. Por meio de nota enviada à época, a gestão Ricardo Nunes afirmou que a empresa devolveu integralmente os R$ 930 mil e que, por isso, teve o contrato renovado para a instalação dos demais 1.800 pontos de wi-fi que ainda faltam do contrato. Nota de R$ 199,4 mil da empresa cearense JR Feijão Ltda, canceladas no site do governo de SP mas usadas na prestação de contas da ONG. Reprodução/PMSP Faturas Em 2024, a ONG contratou a empresa Make One Tecnologia Digital Ltda. para locação de equipamentos eletrônicos. Em vez de notas fiscais, apresentou quatro faturas para justificar despesas de R$ 8,5 milhões, como permite a lei. Chama atenção também elas terem números sequenciais e, pelo menos três delas, terem sido emitidas no mesmo dia, com a mesma data de vencimento, mas com valores diferentes. As faturas da Make One Tecnologia Digital Ltda, sem valor fiscal, apresentadas na prestação de contas da a ONG Instituto Conhecer Brasil. Reprodução/PMSP No sistema da prefeitura, a reportagem encontrou notas fiscais da mesma Make One para o serviço de aluguel e manutenção de equipamentos, mas justificando serviços para a Prodam, a empresa de processamento de dados da própria prefeitura. Nesse caso da Prodam, a fatura remete ao número da nota fiscal, com o código de verificação no site da prefeitura, com todas as informações fiscais sobre o recolhimento de impostos municipais. Segundo o advogado tributarista Marcelo John, do escritório Benedito Torres Advogados, de fato, não há necessidade de emissão de nota fiscal em locação de bens móveis, já que o Imposto Sobre Serviço (ISS) não incide nesse caso. A emissão de fatura ou recibo já é suficiente. De qualquer forma, a atividade deve ser tributada por outras fontes, como imposto de renda, contribuição sobre o lucro, PIS e COFINS. O especialista disse que, dependendo da atividade realizada por ONGs, não há necessidade de emissão de nota fiscal. Contudo, em algumas operações, especialmente quando não há obrigação legal de emissão de nota fiscal de serviços, a fatura, o recibo, o contrato e o comprovante de pagamento podem servir como elementos de comprovação da despesa. No caso mencionado pela reportagem, a discussão está relacionada ao enquadramento da operação como locação pura de bens móveis, hipótese em que a emissão de nota fiscal de serviços não seria exigida, ou se havia também prestação de serviços agregada, hipótese em que a emissão de nota fiscal seria necessária." Em relação à sequência de emissão das faturas, o advogado afirmou que não se trata de uma prática comum, já que o ideal é emitir notas na medida em que o serviço é prestado, sem deixar acumular. "Não é necessariamente ilegal que faturas tenham numeração sequencial, mesma data de emissão ou mesmo vencimento e valores diferentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma empresa consolida cobranças de períodos distintos, de contratos diferentes, de itens diferentes ou de medições acumuladas. No entanto, cada fatura precisa ter lastro claro: contrato, período de referência, objeto, critério de cálculo, comprovação de entrega ou disponibilização dos bens e efetivo pagamento. Apesar disso, em casos de prestação de contas com recursos públicos, esse tipo de procedimento deve ser mais cauteloso. Faturas sequenciais, emitidas no mesmo dia, com mesmo vencimento e valores distintos não provam, por si só, irregularidade, mas podem ser um indício que justifica verificação mais rigorosa: se houve acumulação artificial de cobranças, se os bens foram efetivamente locados, se os valores correspondem ao contrato, se houve pagamento regular, se o emitente estava tentando ocultar alguma informação e se a despesa está vinculada ao objeto público financiado. Vale frisar que, em contratos públicos, a regularidade não depende apenas de existir um documento de cobrança, mas de esse documento demonstrar, com segurança, que a despesa foi real, pertinente, compatível com o objeto contratado e regularmente paga", diz John. Em 2027, no entanto, a regra vai mudar. "A partir do período de transição do novo sistema tributário, com efeitos práticos em 2027, a locação passa a ser alcançada pelo novo modelo de tributação sobre consumo, embora isso não signifique dizer que ela passará a ser serviço para fins de ISS. São regimes distintos: o ISS continua não incidindo sobre locação pura de bens móveis até a extinção definitiva desse tributo, mas IBS/CBS irão incidir", diz o advogado. LEIA MAIS: Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro MP investiga contrato de R$ 108 milhões de wi-fi público da Prefeitura de SP com ONG Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Karina e a campanha de Frias A empresária também mantém relações políticas com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, Karina prestou serviços de consultoria para a campanha a deputado de Mário Frias. Pelo serviço, uma das várias empresas dela, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda., ganhou R$ 54 mil da campanha do político. A empresa funciona no mesmo endereço e na mesma sala da ONG e da produtora de cinema quer pertencem à jornalista, na Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Ao g1, Karina confirmou que participou da campanha de 2022 (leia mais abaixo). Karina da Gama aparece na diplomação do deputado Mário Frias (PL), em dezembro de 2022, e é chamada de 'equipe' pela esposa dos parlamentar nas redes sociais. Reprodução/Redes Sociais Nas redes sociais, a esposa do deputado, Juliana Frias, postou fotos da família ao lado de Karina Gama no dia da diplomação do parlamentar. Na legenda da foto, a esposa diz que tinha orgulho do marido e da "equipe" responsável pela sua eleição. O deputado do PL também destinou, via emendas parlamentares, cerca de R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A transação está em investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de falta de transparência, que dificultaria a rastreabilidade dos recursos. O g1 procurou a equipe de Mário Frias para comentar a relação entre ele e Karina, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Contrato sob suspeita Além das inconsistências fiscais, o g1 identificou problemas também em um contrato de R$ 12 milhões da ONG de Karina com a empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. O dono da empresa é o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, que está preso desde fevereiro acusado de feminicídio da companheira. No primeiro contrato assinado com a ONG, o nome do empresário como representante da companhia aparece apenas como Alex, sem sobrenome, CPF ou identidade. A empresa foi responsável por instalar mais de 900 pontos de internet nas favelas da cidade, segundo a prestação de contas do Instituto Conhecer Brasil, recebendo mais de R$ 2 milhões, segundo as notas apresentadas para a Prefeitura de São Paulo pela entidade até o final de dezembro de 2025. A denúncia sobre este contrato foi feita pelos portais "The Intercept Brasil" e "Metrópoles" em dezembro de 2025, quando Bispo ainda estava sob investigação pela Polícia Civil sobre o suposto feminicídio. Contrato entre a Ong Instituto Conhecer Brasil e a empresa Favelas Conectadas. Reprodução/PMSP/ICB Após a denúncia, em janeiro, a empresa Favela Conectada deixou de ter Alex Leandro como sócio único e passou para o controle de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, segundo o registro da Junta Comercial Comercial de SP (Jucesp). Tatiane mora no mesmo endereço de Alex, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O g1 não localizou a defesa do empresário. Homem é preso suspeito de jogar mulher do 10º andar de prédio em SP Em conversa com o g1, Karina afirmou que não reconhece o contrato assinado por ela e por um Alex não identificado. Ela levantou a hipótese de o contrato ter sido fraudado e entregue à reportagem por algum desafeto da empresa dela, como o ex-marido. Porém, o g1 teve acesso ao documento a partir do drive em que a própria Karina inclui comprovantes de despesas para prestar contas à prefeitura. Pelo registro do Google Drive, foi ela mesma quem incluiu o contrato para a fiscalização dos técnicos da Prefeitura de São Paulo. O que diz Karina Gama Drive onde Karina da Gama disponibilizou o contrato de R$ 12 milhões com o Favelas Conectadas, que ela disse ao g1 que foi fraudado. Reprodução/PMSP Em conversa com o g1 por telefone, ela afirmou que desconhece as notas mencionadas nesta reportagem, "mas não tem controle se um fornecedor contratado anula uma nota. As notas fiscais do próprio instituto glosadas, fui eu mesma que apontei para a prefeitura os problemas, e eles estão sendo resolvidos na prestação de contas que estou preparando para entregar do bimestre”. Karina disse que, depois da saída de Alex Bispo da sociedade da empresa, um novo contrato aditivo foi feito com a nova dona do Favelas Conectadas, uma vez que o ex-dono não podia mais responder pela instalação dos pontos, já que está preso. Karina informou, ainda, que a ONG e as três firmas que estão no nome dela funcionam no mesmo endereço para que possa “manter o controle sobre as empresas”. O que diz a gestão Nunes "A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://institutoconhecerbrasil.org.br/wifilivrecom. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade. A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM) A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês." Karina da Gama é recebida pelo Prefeito Ricardo Nunes (MDB), em visita na sede da Prefeitura de SP, no Centro. Reprodução/Redes Sociais O que diz o MP O MP investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e também na Criminal. Em nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, informou que "há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses". A promotoria diz ainda que há "notícia de: A) suposto direcionamento do chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados".

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Com aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara, cresce a lista de projetos de interesse do governo nas mãos de Alcolumbre

Publicado em: 01/06/2026 11:23

Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE e evitaram trocar olhares Walter Rocha / TV Globo A aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados e o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos da classificação do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, aumentaram a urgência de projetos de interesse do governo nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A relação entre Lula e Alcolumbre tensionou de vez com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), articulada pelo presidente do Senado. Na mesma semana, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados no 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, adversário político do petista. Desde então, a relação entre Lula e Alcolumbre permanece discretamente estremecida, sem muita proximidade em eventos públicos. Pauta prioritária para o governo de olho nas eleições deste ano, o fim da escala 6x1 está no Senado desde a semana passada e, segundo interlocutores de Alcolumbre, seguirá o rito protocolar, passando pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e com a realização de audiências públicas. Câmara aprova PEC pelo fim da escala 6x1 A PEC do fim da 6x1 chegou à mesa de Alcolumbre no mesmo dia em que o líder da oposição e coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma outra PEC que cria um regime alternativo à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Esse novo texto prevê que empregador e trabalhador devem negociar o valor do trabalho por "hora trabalhada". Alcolumbre despachou a PEC da oposição à CCJ, mas não deu o mesmo tratamento ao texto a proposta que acaba com a escala 6x1. Apesar disso, aliados do presidente do Senado garantem que a proposta de interesse do governo será votada antes das eleições. Prioridade no Senado Ao g1, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), minimizou o despacho de Alcolumbre e garantiu que o texto oriundo da Câmara terá prioridade no colegiado. “O tempo do Davi, as decisões do Davi, eu respeito, assim como ele respeita as minhas. Não tem nenhum problema nisso. Não estou dizendo que [a da oposição] vai para a gaveta, mas eu vou esperar a que foi debatida na Câmara, inclusive respeitando o presidente da Câmara, o Hugo Motta, e respeitando o voto de 400 e tantos deputados que votaram e aprovaram lá”, afirmou Otto Alencar. Otto destacou ainda que a CCJ aprovou no ano passado uma PEC de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que reduz de forma progressiva a jornada máxima semanal no país até o limite de 36 horas, além de garantir dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. “É preciso considerar a do Paim, que nós aprovamos aqui na CCJ e que está na mão do Davi. Na verdade, é uma chuva de PECs”, pontuou. Otto deve se reunir com Alcolumbre nesta terça-feira (2) para alinhar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1. O presidente do Senado chegou a cogitar realizar uma reunião de líderes, mas desistiu diante da semana esvaziada pelo feriado de Corpus Christi. PEC da Segurança Outra PEC de interesse do governo aguardando despacho de Alcolumbre é a que prevê redesenhar a segurança pública e o combate ao crime organizado no país, conhecida como PEC da Segurança. A proposta foi aprovada em março na Câmara dos Deputados e ainda não foi despachada por Alcolumbre para a CCJ, única comissão em que deve tramitar. Após a decisão anunciada na última sexta-feira (29) pelo governo dos Estados Unidos em classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o avanço da PEC da Segurança se tornou ainda mais importante para o Palácio do Planalto. A avaliação é de que o governo precisa dar uma resposta que demonstre o compromisso com o combate ao crime organizado e que reforce a defesa da soberania nacional. Aliados de Alcolumbre afirmam que, apesar de ainda estar na gaveta, a PEC deve ser despachada e votada antes das eleições. 88% das prisões no Brasil envolvem PCC e CV Redata Outro tema relevante na agenda do governo Lula este ano é o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata. A proposta tem o mesmo conteúdo de uma medida provisória editada pelo governo, mas que perdeu a validade em fevereiro. A Câmara dos Deputados chegou a aprovar o texto antes do prazo expirar, porém Alcolumbre não colocou o assunto em votação. A justificativa foi que matérias do tipo precisam ser enviadas com antecedência para garantir tempo suficiente de debate. 🎧Os data centers são a espinha dorsal do mundo digital: são os grandes conjuntos de servidores onde ficam armazenadas e por onde circulam as informações de empresas, bancos, governos e pessoas comuns, distribuídos em diversos países. Trazer data centers para o Brasil pode aumentar a eficiência de aplicativos, operações financeiras e inteligência artificial, já que os dados passam a ser processados no próprio país, sem depender de servidores distantes. Além disso, os investimentos das empresas de tecnologia nessa área colocam o Brasil em uma posição estratégica, com a criação de empregos qualificados e o estímulo ao desenvolvimento tecnológico nacional.

Ebola: por que a África e o mundo continuam perigosamente despreparados para a próxima pandemia

Publicado em: 01/06/2026 11:06

Profissional de saúde veste equipamento de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Gradel Muyisa Mumbere/Reuters À medida que as notícias sobre um surto de ebola na África em meados de maio de 2026 se espalhavam, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório sobre pandemias. O título é: “Um mundo à beira do abismo: prioridades para um futuro resiliente a pandemias”. O documento foi elaborado pelo Conselho Global de Monitoramento da Preparação da OMS. Ele expõe por que o mundo não está mais bem preparado para pandemias uma década depois que o ebola expôs lacunas perigosas. E seis anos depois que a COVID-19 transformou essas lacunas em uma catástrofe global. O relatório acrescenta que o investimento em preparação para pandemias não acompanhou o aumento do risco de novas pandemias. O Conselho Global de Monitoramento da Preparação é um órgão independente de monitoramento e prestação de contas criado em 2018 pela OMS e pelo Banco Mundial. Seu objetivo é fortalecer a preparação para crises globais de saúde. Ele é composto por líderes políticos, diretores de agências sanitárias e especialistas de renome mundial. Sua tarefa é fornecer avaliações do progresso global na construção e manutenção da capacidade de prevenir, detectar e responder a emergências em saúde. Agora no g1 O relatório foi divulgado durante outra epidemia de ebola. Desta vez, com início na República Democrática do Congo. Em 17 de maio, a OMS declarou o surto como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Isso significa que ele representa um risco para muitos países devido à disseminação internacional e, portanto, requer esforços coordenados globalmente. Como virologista e ex-administrador de saúde global, acredito que o diagnóstico e as recomendações do conselho de monitoramento são de vital importância para o gerenciamento de pandemias. Minha primeira observação sobre o relatório é que suas recomendações permanecem em grande parte não implementadas por muitos países. Isso é particularmente verdadeiro na África, onde as pandemias se proliferam e as epidemias de doenças se alastram e causam estragos. A África precisa, especialmente, construir confiança em sua própria capacidade de se preparar para surtos de doenças, preveni-los e controlá-los quando ocorrerem. Para alcançar isso, e em consonância com as recomendações, a África deve manter: monitoramento independente do risco de pandemia capacitação e retenção da força de trabalho em saúde acesso equitativo a contramedidas, como vacinas financiamento atenção política. Monitoramento independente do risco de pandemia Utilizando recursos e financiamento locais, os países africanos devem assumir a responsabilidade pela solução em saúde por meio do estabelecimento de sistemas de dados que defendam a soberania sanitária. Moderna anuncia parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo do ebola Eles também devem garantir que os dados derivados da vigilância, pesquisa e processamento de patógenos sejam gerenciados com segurança e prestem contas às instituições africanas, e não a entidades estrangeiras. Acordos recentes com os EUA trouxeram essa questão à tona. Alguns estavam pedindo aos países africanos que cedessem seus dados de saúde ou liberassem generosamente seus patógenos em uma troca por financiamento de doadores. Mas os dados de saúde são um ativo inestimável para a saúde pública, o manejo clínico e a pesquisa. Eles ajudam os países a identificar doenças e desenvolver vacinas e tratamentos. O que os países africanos deveriam fazer, em vez disso, é mobilizar fundos de contrapartida de origem local. Esses recursos devem ser usados para criar um ambiente local que apoie e aprimore a capacidade de cientistas e pesquisadores locais de desenvolver inovações a partir de patógenos nacionais/naturais para benefícios globais. Duas instituições de saúde africanas devem estar no centro desses esforços: a Região Africana da OMS e os Centros Africanos de Controle de Doenças, uma agência da União Africana. Elas não devem competir, mas sim colaborar e liderar esses esforços por meio de sistemas centralizados de controle de doenças e painéis de acompanhamento. Ajuda global é insuficiente para conter ebola no Congo, alertam organizações Profissionais de saúde Promover o bem-estar da força de trabalho da saúde resulta em crescimento, maior produtividade, orgulho nacional e lealdade. Isso também ajuda na retenção de profissionais de saúde a longo prazo. Os países africanos precisam priorizar a retenção de capacidade em vez da capacitação. Eles devem construir e manter um ambiente de trabalho propício, que envolva espaço físico e segurança psicológica. Também é necessária disponibilidade de recursos adequados para os sistemas de saúde funcionarem de forma eficaz e produtiva. Isso inclui materiais, instalações laboratoriais, suprimentos, reagentes e consumíveis para uma força de trabalho de saúde e pesquisadores africanos capacitados. Sob tais condições propícias, a força de trabalho da saúde pode se concentrar em questões de saúde relevantes e locais e encontrar soluções adequadas para elas. Copa do Mundo: EUA, México e Canadá anunciam medidas de viagem para conter risco de contágio pelo Ebola Acesso equitativo a medidas de combate A África não deve transigir na ratificação de pactos internacionais de saúde, que devem garantir transferência justa de tecnologia, com renúncias à propriedade intelectual e a construção de uma indústria regional robusta. Os países devem igualmente expandir a produção local de kits de diagnóstico laboratorial, vacinas e suprimentos médicos, bem como de produtos não médicos. Isso inclui luvas, equipamentos de proteção individual e máscaras. Isso reduzirá a dependência de doações externas e cadeias de abastecimento, tanto em crises globais quanto fora delas. Financiamento sustentável O maior desafio para muitos países africanos é o desperdício de recursos disponíveis e os gastos com prioridades equivocadas. Para resolver isso, os governos africanos devem se comprometer com um investimento doméstico sustentável na área da saúde. Ao mesmo tempo, devem utilizar financiamento misto (envolvendo tanto o setor público quanto o privado) para preencher as lacunas remanescentes. Iniciativas como o Fundo Africano para Epidemias oferecem um modelo prático para a constituição de reservas financeiras destinadas a respostas rápidas e lideradas localmente. O fundo, lançado em 2025, foi concebido para mobilizar recursos para apoiar esforços de preparação e resposta no combate a ameaças à saúde pública no continente. O Fundo Africano para Epidemias, embora relativamente novo, deve operar com o mais alto nível de prestação de contas, fornecendo atualizações regulares sobre contribuições, projetos apoiados e seu impacto na preparação, prevenção e controle de doenças na África. Atenção política sustentada Os líderes africanos devem manter a preparação para pandemias no topo da agenda política para garantir a alocação contínua de recursos e a prestação de contas. A defesa da preparação deve ir além dos slogans de campanha política. Ela deve ser impulsionada por organismos regionais como a União Africana. Os países devem então traduzir os compromissos em políticas nacionais tangíveis. Não pode haver recesso ou férias na preparação para pandemias. Os líderes políticos e as elites africanas, nos níveis continental, nacional e subnacional, têm papéis cruciais a desempenhar para alcançar um engajamento e envolvimento confiáveis da comunidade, visando uma preparação para pandemias bem-sucedida e confiável. Acima de tudo, deve haver um engajamento e envolvimento ativos da comunidade. Oyewale Tomori não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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'Fishwatching': observação de peixes alia conexão com a natureza, fotografia e bem-estar

Publicado em: 01/06/2026 10:53

Foto tirada durante fishwatching Reprodução Instagram (@brazilianstreams) O Brasil guarda um mundo vibrante e silencioso logo abaixo da superfície de seus rios. Para quem já tem o olhar treinado e a paixão pela observação de aves nas copas das árvores, abaixar a cabeça e romper o espelho d'água revela um universo onde o tempo parece correr em outro ritmo. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A observação de peixes em seu habitat natural — o chamado fishwatching — vai muito além do ecoturismo: é um mergulho profundo na conscientização ambiental, que rende registros fotográficos espetaculares e transforma a nossa relação com a rica biodiversidade aquática. O consultor de empresas de tecnologia Fernando Henriques sabe bem disso. Voluntário do Projeto Piaba — iniciativa que promove o manejo sustentável de peixes ornamentais na Bacia do Rio Negro —, ele transformou o fascínio que tinha pelos aquários em uma busca ativa pelos jardins submersos de água doce no Brasil. Em entrevista exclusiva, ele detalha os encantos e as peculiaridades dessa prática que une ciência, contemplação e muita calma. Veja também: Publicitária transforma carreira e se reinventa com observação de aves Livro independente revela os bastidores e desafios da observação de aves Observadora grava joão-de-barro usando piolho-de-cobra como 'repelente natural' em SC Foto tirada durante fishwatching Reprodução Instagram (@brazilianstreams) O silêncio e a proximidade A transição do meio terrestre para o aquático exige, antes de tudo, uma mudança de estado de espírito. A dinâmica com a fauna é incrivelmente diferente daquela vivida em terra firme. "Antes de mais nada, a calma e o silêncio da paisagem subaquática, que já é, muitas vezes, impressionante por si só, é um belo atrativo para direcionar o olhar para debaixo da água. Ao contrário da maioria das aves e animais terrestres, muitas das espécies de peixes são muito pouco ariscas, permitindo uma aproximação muito maior do observador e uma observação mais detalhada e atenta. É possível observar peixes a poucos centímetros da lente ou da câmera." Veja o que é destaque no g1: Agora no g1 Da transparência de Bonito aos igarapés amazônicos Quando se fala em águas cristalinas no Brasil, a cidade de Bonito (MS) é, merecidamente, o destino mais lembrado. No entanto, Fernando destaca a região amazônica como a grande e intocada fronteira do mergulho contemplativo brasileiro. "Os igarapés da Amazônia são os lugares mais incríveis para quem quer visitar um ambiente alternativo", afirma o consultor. Foto tirada durante fishwatching Reprodução Instagram (@brazilianstreams) Ele explica que, embora grandes rios como o Negro e o Solimões tenham pouca visibilidade natural, os pequenos canais (igarapés) que os alimentam escondem águas translúcidas, especialmente na época de seca. "A biodiversidade dos igarapés amazônicos é enorme e ganha de todos os outros biomas brasileiros, e alguns dos peixes chegam a ter cores bem vibrantes, como o neon cardinal, o peixe símbolo dos igarapés do Rio Negro, na região de Barcelos." Mas engana-se quem pensa que a prática se restringe ao Norte ou Centro-Oeste. Riachos de cachoeira na Mata Atlântica do Sudeste, as veredas do Cerrado de Guimarães Rosa e até mesmo no sertão da Caatinga nordestina oferecem bons locais de flutuação para olhares atentos. A arte de flutuar: equipamento e acessibilidade A boa notícia para os iniciantes na observação e fotografia aquática é que não é preciso um complexo equipamento de mergulho autônomo para começar. A atividade se destaca pela acessibilidade. "Basta achar um rio de águas claras, sem grandes influências humanas, e mergulhar de máscara, snorkel e um celular à prova d'água ou em um estojo estanque. Quem não sabe nadar consegue observar bem utilizando um colete salva-vidas", garante Fernando. Foto tirada durante fishwatching Reprodução Instagram (@brazilianstreams) Uma vez na água, a técnica principal é flutuar com tranquilidade. Enquanto os peixes maiores dominam o canal profundo, a grande riqueza e as cores se escondem nas margens rasas e entre as plantas aquáticas. "Como em toda observação de vida silvestre, manter a calma, evitar movimentos bruscos e manter o silêncio (mais fácil debaixo da água) aumentam a chance de sucesso e criam um verdadeiro estado calmo e meditativo", complementa. Comportamentos curiosos e predação noturna A ideia de que os peixes são animais fugazes de pouca personalidade cai por água abaixo quando se passa tempo suficiente no ambiente deles. Ciclídeos, popularmente conhecidos como carás, são notórios por serem curiosos e territoriais. Segundo Fernando, é comum que eles venham na direção do mergulhador, "olhando no seu olho para saber qual é a sua, mas sempre sem agressividade". O cair da noite, no entanto, transforma completamente a dinâmica dos rios e praias de água doce. "À noite, na beira do Rio Negro, em bancos de areia, é possível observar peixes sem nem mesmo entrar na água, apenas com uma lanterna", relata. "Arraias da cor da areia esperando pacientemente sobre a areia na água rasa até que uma piaba ou lambari desavisado nade sobre ela e: vupt! Num piscar de olhos a arraia levanta a aba frontal de seu disco, cria um vácuo e suga o desafortunado para a sua boca." O primeiro acará-bandeira a gente nunca esquece Foto tirada durante fishwatching Reprodução Instagram (@brazilianstreams) Todo amante da natureza tem um registro que muda definitivamente a sua trajetória. Para Fernando, o "encontro inesquecível" aconteceu no Igarapé da Terra Preta, na Floresta Nacional do Tapajós (PA). Durante um mergulho despretensioso com máscara e snorkel após o almoço na comunidade local, ele se deparou com um exuberante jardim subaquático de ninfeias. "Ao explorar esse jardim, de repente me deparei com um peixe maior: prateado com listras verticais escuras, um comprimento de uns 15 centímetros e um formato de losango, como uma pipa ou papagaio. Era um acará-bandeira selvagem, um dos peixes mais marcantes nas lojas de aquário do mundo todo, muito elegante e bonito. Foi uma surpresa!" A partir daquele dia, ele passou a buscar ativamente novas oportunidades de mergulho, acompanhado de sua esposa, levando a paixão recém-descoberta nos riachos amazônicos até o litoral de São Paulo. O fishwatching como ferramenta de conservação O contato íntimo e desarmado com o ambiente subaquático tem um forte poder transformador, gerando defensores ativos das matas ciliares. "A partir do momento em que descobri o que há debaixo da água, fui muito mais vezes à Mata Atlântica, comecei a prestar atenção nos riachos, qual o seu estado de conservação, se as águas estão claras ou barrentas por causa de erosão agrícola", pontua o consultor. Essa educação visual afeta também quem vive às margens das águas. Fernando relembra uma expedição no Rio Arapiuns (PA), quando emprestou suas máscaras aos guias locais. Acostumados a olhar para o rio apenas em busca de peixes de interesse comercial e alimentar, como o tucunaré ou a matrinxã, os rapazes viram as pequenas "piabinhas" com outros olhos. "Eles se impressionaram com a beleza, variedade e cores dos peixes pequenos. Passaram o resto do passeio usando as máscaras para descobrir mais um aspecto do ambiente que já conheciam tão bem." No fim, é esse respeito pela biodiversidade de todos os tamanhos e cores que a prática promove: a certeza de que as nossas águas protegem tesouros vivos muito mais espetaculares em seu ambiente natural do que isolados em quatro paredes de vidro. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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20º Congresso Empresarial da Acipi coloca pessoas e IA no centro das decisões

Publicado em: 01/06/2026 10:27

Tema deste ano - Pessoas no Centro, o futuro dos negócios é humano e artificial Crédito: Divulgação. Com a proposta de refletir sobre como a inteligência artificial vem transformando o ambiente corporativo sem deslocar o papel estratégico das pessoas, a Associação Comercial e Industrial de Piracicaba realiza, na próxima terça-feira (2), das 16 às 23h00, a vigésima edição do seu Congresso Empresarial, consolidando o evento como um dos principais espaços de atualização e tendências para lideranças. Com o tema “Pessoas no Centro: o futuro dos negócios é humano e artificial”, a programação reúne especialistas de destaque nacional. Gustavo Borges, Roberto Tranjan e Sabina Deweik levarão ao palco do Teatro Municipal Dr. Losso Netto conteúdos autorais voltados à liderança, comportamento, inovação e adaptação em cenários complexos. O público terá acesso a experiências inéditas de IA Crédito: Divulgação. Mauricio Benato, presidente da Acipi, lembra que ao longo da história do Congresso passaram pelo evento nomes como Leandro Karnal, Carlos Alberto Sardenberg, Cristiana Lôbo, Marcelo Tas, Murilo Gun entre outros convidados especialistas. “É um desafio e tanto. A vigésima edição tem algo de especial. A partir da curadoria que definiu o tema, todas as ações foram pautadas para levar ao público experiências exclusivas, com informações relevantes para quem empreende, tem um negócio ou atua como líder. Em respeito ao primeiro congresso realizado em abril de 2003, estamos preparando tudo com muito cuidado para honrar essas 20 edições. A expectativa é positiva em todos os aspectos, especialmente na abordagem de temas tão atuais para a rotina dos empresários: pessoas e tecnologia”. Maurício Benato destaca a IA no Congresso Empresarial da Acipi Crédito: Divulgação. Um dos diferenciais desta edição é a ativação inédita baseada em inteligência artificial, que será utilizada para potencializar conexões entre os participantes. A tecnologia atuará como facilitadora do networking, com recursos como matchmaking de perfis e concierge inteligente, reforçando a proposta de integração entre humano e digital. A curadoria do congresso, inspirada no percurso do Rio Piracicaba, organiza a experiência em etapas que refletem a jornada das empresas. O ponto de partida é a nascente, na qual a liderança define direção e estratégia; na sequência, a correnteza representa o impulso do crescimento a partir da relação com clientes; as margens simbolizam a cultura organizacional, responsável por sustentar e dar consistência ao percurso; as turbulências traduzem os desafios impostos pelas transformações tecnológicas e de mercado; até chegar ao mar, que representa a visão de futuro e as oportunidades de expansão. O Congresso é uma realização da Acipi, por meio da Acipi Escola de Negócios, com patrocínio institucional da Sicoob Cocre e Unimed Piracicaba. Os ingressos continuam à venda na plataforma http://acipi.com.br/congressoempresarial. Alta performance Com quatro medalhas olímpicas, 19 pódios em Jogos Pan-Americanos e um dos nomes mais respeitados da natação brasileira, Gustavo Borges construiu uma trajetória que extrapola o esporte. Empreendedor, investidor e referência em gestão de academias no país, ele traduz a disciplina das piscinas em lógica empresarial. Formado em Economia pela Universidade de Michigan (EUA) e empreendedor há mais de 20 anos, está ao lado de empreendedores em mais de 400 empresas (academias, clubes, escolas de natação e prefeituras) licenciadas no Brasil e América Latina com a Metodologia Gustavo Borges de desenvolvimento de negócios com módulos de gestão aquática e ensino da natação, comercial, marketing e vendas. Olhar humano Roberto Tranjan chega ao evento com uma trajetória consolidada na interseção entre educação, gestão e desenvolvimento humano. Empresário e autor de obras que dialogam com liderança e propósito, ele é reconhecido por provocar reflexões que rompem com modelos tradicionais de gestão. Sua linha de pensamento parte de um princípio simples e muitas vezes negligenciado: empresas são feitas de pessoas. Educador, conferencista, consultor e escritor, Tranjan é formado em Economia e pós-graduado em Administração de Empresas pela Eaesp/FGV. É autor de diversos livros, entre eles: A empresa de corpo, mente e alma, Metanoia, O devir, Chamamentos e O velho e o menino, além de Rico de verdade. A jornada do participante no Congresso envolverá pessoas e experiências e tecnologia Crédito: Divulgação. Futuro não óbvio Sabina Deweik traz ao palco uma perspectiva complementar e necessária: a leitura de sinais emergentes. Jornalista de formação e pesquisadora de tendências, atua na análise de comportamento e nas transformações culturais que impactam o mercado. Com experiência em projetos de inovação e desenvolvimento de lideranças, sua atuação se concentra em conectar presente e futuro, ajudando empresas a interpretar mudanças antes que elas se tornem óbvias. Sabina é futurista, pesquisadora, consultora e educadora. Formada em jornalismo pela PUC-SP, tem mestrado em Comunicação e Semiótica também pela PUC e Mestrado em Comunicação de Moda pela Domus Academy, de Milão. A programação do 20º Congresso Acipi tem início às 16h, com credenciamento e welcome coffee. Às 18h10, ocorre a abertura oficial do evento. Na sequência, às 18h40, está prevista a palestra de Roberto Tranjan. Às 19h35, o público acompanha uma ativação artística, seguida, às 19h50, pela palestra de Sabina Deweik. Às 20h40, é a vez da apresentação de Gustavo Borges. Às 21h20, os três palestrantes se reúnem no palco para um encontro conjunto. O evento segue às 21h40 com retorno ao foyer para networking, sendo encerrado às 23h. SERVIÇO: 20º Congresso Empresarial da Acipi – Pessoas no centro: o futuro dos negócios é humano e artificial Data: 02/06/2026 (próxima terça-feira) Local: Teatro Municipal Dr. Losso Netto Associadas Acipi contam com descontos especiais Ingressos e informações: http://acipi.com.br/congressoempresarial Orientações importantes para os participantes: Curadoria personalizada - Caso ainda não tenha preenchido, verifique seu e-mail de inscrição e abra o link para responder às perguntas. O preenchimento é rápido e essencial para tornar sua experiência no Congresso ainda mais conectada, fluida e personalizada. Acesso – Deixe seu QR Code salvo ou em fácil acesso. Ele será solicitado na entrada do evento. Celular carregado – E com a memória liberada. O congresso será oportuno para registrar insights, conexões e contatos. Se puder, leve um carregador portátil. Chegue com antecedência – Isso vai facilitar seu acesso com tempo para absorver o clima de pré-evento no foyer do Teatro Dr. Losso Neto. Contatos - Vá aberto a conversar, conhecer pessoas e interagir. Esse é o DNA do Congresso Empresarial Acipi: proporcionar contatos que possam ajudar negócios de todos os tamanhos.

Itanhaém moderniza iluminação pública e atinge 90% de satisfação

Publicado em: 01/06/2026 10:22

Nos espaços públicos, já foram substituídas 24.555 lâmpadas comuns (vapor de sódio) por LED, totalizando 99% da área urbana da Cidade Divulgação Trazendo durabilidade, eficiência, economia e segurança para a população, o Programa Ilumina Itanhaém alcançou resultados históricos em menos de três anos de trabalhos: 99% de iluminação em LED em toda a área urbana da Cidade, 90% de satisfação popular e novas tecnologias como o sistema de Telegestão, além de projetos de iluminação ornamental e extensão de redes pelos bairros. Nos espaços públicos, já foram substituídas 24.555 lâmpadas comuns (vapor de sódio) por LED, totalizando 99% da área urbana da Cidade, trazendo também mais durabilidade e aproveitamento no período noturno. Outras tecnologias e avanços estão sendo implantadas em diversos bairros da Cidade. Em áreas de maior circulação, do Loty ao Gaivota, estão sendo implantadas o sistema de Telegestão. Essa tecnologia identifica falhas automaticamente e agiliza a manutenção, garantindo mais eficiência e resposta rápida para a população. Em áreas de maior circulação, do Loty ao Gaivota, estão sendo implantadas o sistema de Telegestão Divulgação Atualmente, já estão instalados aproximadamente 3.503 pontos e a meta é avançar para 5 mil. Em breve, o sistema também permitirá a redução inteligente da intensidade da luz em horários estratégicos. Isso significa economia para o Município. Economia que será revertida em novos pontos de iluminação, levando mais luz para mais bairros. Outra novidade é a iluminação ornamental em pontos turísticos da Cidade. Os trabalhos iniciarão, em breve, na Alameda Emídio de Souza, Portal de Entrada da Cidade, Passarela de Anchieta, Praça Nossa Senhora do Sion e Praça Narciso de Andrade. Também serão realizados serviços de extensão de redes em diversos bairros da Cidade. O objetivo é expandir a cobertura da iluminação pública, reforçando a segurança e a qualidade de vida em novas áreas de Itanhaém. 90% de satisfação Uma nova pesquisa realizada pelo Consórcio Luz de Itanhaém aponta para uma grande satisfação dos munícipes com os serviços de iluminação pública na Cidade. Com base nos atendimentos realizados, a pesquisa realizada apontou uma taxa de aprovação popular de 90%. O Programa Ilumina Itanhaém alcançou resultados históricos em menos de três anos de trabalhos_ 99% de iluminação em LED em toda a área urbana da Cidade Divulgação Neste mês de maio, foram realizadas 1.281 ordens de serviço, com importantes ações em diversos pontos do município, entre elas: manutenção de lâmpadas apagadas, implementação da tecnologia de telegestão e instalação de novos pontos de iluminação. Como solicitar manutenção Se você perceber alguma lâmpada de vapor de sódio (amarelas) que ainda não foi modernizada na sua rua, baixe o aplicativo “Luz de Itanhaém” e registre sua solicitação. O app está disponível gratuitamente para download em aparelhos que utilizam os sistemas IOS e Android. Além do app, também é possível realizar as solicitações pelo site clicando neste link. Outra opção é por meio do número 0800 410 0031, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Ao entrar em contato com o atendimento, é importante que o morador forneça dados para a identificação dos equipamentos que precisam de manutenção, como endereço completo, com ponto de referência.

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IFRN abre 258 vagas em cursos de graduação; ingresso ocorre com notas do Enem

Publicado em: 01/06/2026 10:19

IFRN Instituto Federal do Rio Grande do Norte Campus Natal Central Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi/ARQUIVO O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) abriu inscrições para um processo seletivo que oferece 258 vagas de graduação. O ingresso é previsto no segundo semestre de 2026. A seleção é voltada para pessoas candidatas que tenham concluído o ensino médio e que realizaram alguma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os anos de 2021 e 2025. 📁 CLIQUE AQUI PARA VER O EDITAL 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de junho, com custo de R$ 25. De acordo com o cronograma oficial, o resultado final da seleção será divulgado no dia 24 de julho. Os candidatos aprovados deverão realizar a matrícula de forma online, entre os dias 27 e 30 de julho, anexando a documentação exigida no edital. Agora no g1 Vagas As vagas são distribuídas em seis campi do Instituto e estão divididas da seguinte forma: Cursos Superiores de Licenciatura 📍 Macau Biologia: 9 vagas - Noturno 📍 Natal-Centro Histórico Educação Física: 40 vagas - Noturno 📍 Nova Cruz Química: 40 vagas - Noturno Cursos Superiores de Tecnologia 📍 Ipanguaçu Agroecologia: 40 vagas - Matutino 📍 Natal-Central Gestão Ambiental: 40 vagas - Noturno Gestão Pública: 40 vagas - Vespertino 📍 Natal - Zona Norte: Marketing: 40 vagas - Vespertino Vídeos mais assistidos do g1 RN

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