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Samsung apresenta módulos HBM4 ao público pela primeira vez

Publicado em: 23/10/2025 00:11 Fonte: Tudocelular

A Samsung deu um passo importante na corrida pela próxima geração de memórias de alto desempenho. Durante a Semiconductor Exhibition (SEDEX) 2025, a empresa exibiu pela primeira vez seus módulos HBM4 (High Bandwidth Memory). Essa tecnologia é considerada essencial para o avanço da computação voltada à IA. O movimento reforça o compromisso da sul-coreana em recuperar o protagonismo perdido nos últimos anos no setor de semicondutores, e mostra que a disputa com SK Hynix e Micron está prestes a ficar ainda mais acirrada. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Lula chega ao Palácio Merdeka para reunião com o presidente da Indonésia

Publicado em: 23/10/2025 00:09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou na manhã desta quinta-feira (23) ao Palácio Merdeka, em Jacarta, para uma série de compromissos oficiais com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. A visita marca o início da agenda asiática do presidente, que tem como foco ampliar o comércio de proteína animal brasileira, reforçar parcerias ambientais e estreitar laços diplomáticos com países do Sudeste Asiático. Agenda de Lula nesta quinta A programação oficial de Lula em Jacarta concentra todos os compromissos no Palácio Merdeka, sede do governo indonésio, além de encontros com empresários locais no fim do dia. O dia começou às 10h (horário local, 0h de quarta em Brasília), com a cerimônia oficial de chegada. Lula foi recebido com honras militares pelo presidente Prabowo Subianto, no pátio do palácio, em uma solenidade que incluiu a execução dos hinos nacionais e a apresentação das delegações dos dois países. Em seguida, está prevista aa fotografia oficial e assinou o livro de visitas do Palácio Merdeka, um gesto simbólico que marca o início da visita de Estado. Às 10h20 (horário local), Lula deve se reunir com Prabowo, para discutir temas sensíveis da relação bilateral, como exportações agrícolas, investimentos em energia renovável e cooperação em defesa. O Brasil é um dos principais fornecedores de carne bovina para a Indonésia e busca ampliar o acesso ao mercado local com novas certificações sanitárias. Logo depois, terá a reunião ampliada entre as comitivas brasileira e indonésia, com a presença de ministros e assessores dos dois governos. O encontro tratou de acordos comerciais, parcerias ambientais e investimentos em infraestrutura verde. A programação seguirá com um almoço de trabalho oferecido por Prabowo Subianto em homenagem a Lula. A expectativa é que o presidente brasileiro aproveite o momento para reforçar a importância da cooperação econômica entre os dois países. Após o almoço, Lula participarpa da cerimônia de troca de presentes oficiais, da assinatura de atos bilaterais e, por fim, conceder[a declarações à imprensa, ao lado do líder indonésio. Expectativa de encontro com Donald Trump Após a passagem pela Indonésia, Lula seguirá para a Malásia, onde participará da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e poderá se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fontes dos dois governos confirmaram à imprensa internacional que há disposição mútua para o encontro, que deve ocorrer no domingo (26), caso as agendas coincidam. Segundo reportagem da Reuters, o governo brasileiro propôs o encontro no início do mês, e os dois líderes tiveram uma “conversa muito boa” por telefone dias depois. Autoridades dos dois países avaliam que a cúpula asiática representa um local neutro e diplomático para a reunião, o que permitiria um diálogo mais direto sobre temas econômicos e regionais. Se confirmado, será o primeiro encontro presencial entre Lula e Trump desde o início da crise provocada pelo tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O Planalto vê a conversa como uma oportunidade para “reorganizar a relação” entre os países e buscar a suspensão das tarifas impostas em julho. Também devem estar na pauta as medidas restritivas a autoridades brasileiras e a posição dos EUA sobre Venezuela e Colômbia — temas em que Lula tem insistido em defender uma “zona de paz” na América do Sul. O que vai ter na viagem à Ásia A viagem à Ásia deve durar uma semana, com compromissos oficiais na Indonésia e na Malásia. Na sexta-feira (24), Lula visitará a sede da ASEAN, em Jacarta, antes de seguir para Kuala Lumpur. A Cúpula da ASEAN reúne líderes de dez países do sudeste asiático — Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia e Vietnã — para discutir cooperação regional, crescimento econômico e estabilidade política. O Itamaraty informou que o presidente brasileiro deve aproveitar o evento para estreitar laços comerciais com os países do bloco e ampliar a presença do Brasil no mercado asiático, com foco em exportações agrícolas, energéticas e de tecnologia sustentável. Lula chega à Ásia pra viagem de 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Campinas aprova criação do polo de inovação em Barão Geraldo; entenda

Publicado em: 22/10/2025 21:32

Câmara de Campinas (SP) aprovou o projeto que cria o polo de inovação no distrito de Barão Geraldo em sessão nesta quarta (22) Câmara Municipal de Campinas A Câmara de Campinas (SP) aprovou na noite desta quarta-feira (22), em definitivo, o projeto de lei que cria o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), no distrito de Barão Geraldo. Foram 24 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção - veja abaixo como votou cada vereador. O texto aprovado na Casa prevê transformar uma área de aproximadamente 17 milhões de m² em um “espaço de desenvolvimento tecnológico, de pesquisa, inovação e sustentabilidade”. O plano é transformar parte da área de Zona de Atividade Econômica (ZAE) em Zona Mista (ZM), permitindo que atividades comerciais aconteçam ao lado de residências, “a partir de um modelo desenvolvimento sustentável”, segundo a Prefeitura. Votaram a favor (24) Ailton da Farmácia (PSB) Arnaldo Salvetti (MDB) Benê Lima (PL) Carlinhos Camelô (PSB) Carmo Luiz (Republicanos) Débora Palermo (PL) Dr. Yanko (PP) Edison Ribeiro (União Brasil) Eduardo Magoga (Podemos) Filipe Marchesi (PSB) Guilherme Teixeira (PL) Hebert Ganem (Podemos) Higor Diego (Republicanos) Luis Yabiku (Republicanos) Marcelo Silva (PP) Marrom Cunha (MDB) Mineiro do Espetinho (Podemos) Nick Schneider (PL) Otto Alejandro (PL) Paulo Haddad (PSD) Permínio Monteiro (PSB) Roberto Alves (Republicanos) Rodrigo Farmadic (União Brasil) Ruben Gás (PSB) Votaram contra (5) Fernanda Souto (Psol) Guida Calixto (PT) Gustavo Petta (PCdoB) Paolla Miguel (PT) Wagner Romão (PT) Abstenção (1) Vini Oliveira (Cidadania) O g1 resumiu, abaixo, os principais pontos para entender o projeto com base no texto elaborado pelo Executivo e aprovado por maioria na Câmara. Clique para ler: Onde fica a área incluída no projeto Quais usos do solo serão permitidos Qual é o limite de altura dos prédios Qual é a densidade máxima de moradias Planos de habitação social Quais são as exigências ambientais e de drenagem Como será organizada a mobilidade e a infraestrutura Que incentivos são oferecidos a projetos inovadores Quem fará a gestão e o controle Entenda como Campinas passou de pouso de tropeiros a metrópole referência em inovação Onde fica a área incluída no projeto O projeto abrange duas áreas: a área prioritária, que recebe maior densidade urbana e centralidade; e a área de ampliação, voltada a “projetos inovadores” e expansão de atividades econômicas. O novo zoneamento inclui o polo de alta tecnologia, a zona de expansão e os campi da Unicamp e da PUC-Campinas. Também engloba o HUB Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS) da Unicamp, com mais de 11 milhões de m², incluindo a Fazenda Argentina. Perímetro do Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS) de Barão Geraldo Prefeitura de Campinas Quais usos do solo serão permitidos Zona de Centralidade (ZC-PADS): uso misto, com habitação multifamiliar vertical, comércio, serviços, atividades institucionais e indústrias de baixa a média incomodidade. Zona de Atividade Econômica (ZAE-PADS): atividades estratégicas de inovação, pesquisa, tecnologia, desenvolvimento econômico e serviços de apoio, sem uso residencial. Qual é o limite de altura dos prédios Área prioritária: até 23 metros. Área de ampliação: até 14 metros, salvo torres de testes e equipamentos tecnológicos. Há ainda restrições para terrenos próximos à vegetação nativa, para proteger microclima e sombra. Qual é a densidade máxima de moradias Área prioritária: até 500 unidades habitacionais por hectare. Área de ampliação: normalmente 220 unidades/hectare, mas projetos considerados inovadores podem chegar a 500 unidades/hectare se incluírem habitação de interesse social. Planos de habitação social O projeto da Prefeitura incentiva moradia vertical de interesse social (HIS) e prevê a criação de um Programa de Locação Social, para facilitar acesso à habitação dentro da zona de centralidade. Esse programa terá como público-alvo estudantes e trabalhadores de baixa renda da região, e deverá ser criado por lei específica no prazo de 360 dias. Apesar de incentivar a habitação popular, o projeto impede alguns tipos de moradias de baixa renda, como o Empreendimento Habitacional de Interesse Social (EHIS-COHAB) e o Empreendimento Habitacional de Mercado Popular (EHMP-COHAB). Quais são as exigências ambientais e de drenagem Áreas verdes: preservação e renaturalização do Ribeirão Anhumas e recomposição de fragmentos de vegetação nativa. Permeabilidade: no mínimo 20% da área do lote deve permitir infiltração da água. Drenagem sustentável: uso de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) para reduzir impermeabilização e armazenar excesso de água naturalmente. Espaço público: no mínimo 20% do lote deve ser destinado a áreas acessíveis ao público. Como será organizada a mobilidade e a infraestrutura Pedestres e ciclistas têm prioridade. Quadras maiores que 130 m devem ter passagens internas a cada 130 m. Vias arteriais e coletoras: calçadas de 5 m e 4 m, respectivamente; vias locais com 14 m de largura. Infraestrutura subterrânea: toda a rede de água, esgoto, energia e telecomunicações deve ser subterrânea e compartilhada. Que incentivos são oferecidos a projetos inovadores Empreendimentos que adotem soluções ecológicas - como energia limpa e drenagem natural - terão descontos na outorga onerosa, ou seja, na taxa paga para construir mais do que o permitido originalmente. Loteamentos inovadores devem destinar 30% da área a espaços público e garantir conectividade com a internet. Quem fará a gestão e o controle Um Comitê de Análise formado por representantes das secretarias municipais. Ele define critérios para projetos inovadores, aprova novas construções, acompanha indicadores de desempenho e supervisiona a aplicação da lei. Além disso, obras maiores ou que impactem o entorno exigem Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Para obra nova e regularização no raio de 1 km do CNPEM deverá ser obrigatoriamente apresentado EIV/RIV, independentemente da área construída. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Profissionais da Rede Amazônica e g1 Amapá vencem prêmio de inovação e tecnologia

Publicado em: 22/10/2025 21:02

Profissionais da Rede Amazônica e g1 Amapá vencem prêmio de inovação e tecnologia Michele Ferreira/Rede Amazônica Trabalhos jornalísticos que destacam iniciativas científicas com impacto social foram reconhecidos na 5ª edição do Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação - Robério Nobre. A cerimônia aconteceu nesta quarta-feira (22), no Sebrae, em Macapá. Jornalistas da Rede Amazônica e do portal g1 Amapá receberam os três primeiros lugares na categoria Profissional de Comunicação. As reportagens abordaram temas como acesso à água potável, alternativas ao petróleo e inovação na produção de alimentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp 1º lugar: filtro indígena que leva água potável à Amazônia O repórter Rodrigo Araújo, da Rede Amazônica, conquistou o primeiro lugar com uma reportagem exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo. Ele contou a história de uma empreendedora indígena que desenvolveu um filtro capaz de levar água potável a famílias ribeirinhas na Amazônia. Empreendedora indígena cria filtro e leva água potável a famílias ribeirinhas “Este reconhecimento reforça a minha convicção de que o jornalismo especializado em ciência e tecnologia é fundamental para fomentar o debate, inspirar a próxima geração de inovadores e garantir a transparência no desenvolvimento tecnológico. A empreendedora indígena que criou filtro para levar água potável a famílias ribeirinhas, não é só um assunto de reportagem, é o futuro que se constrói hoje. Gratidão pelo reconhecimento”, disse o jornalista. LEIA TAMBÉM: Estudantes do Amapá criam maquiagem natural inspirada na cultura indígena Wajãpi Congresso na Ueap debate futuro da Amazônia com foco em uso sustentável das florestas Projeto de reciclagem de resíduos eletrônicos ajuda escolas e projetos sociais no Amapá 2º lugar: bio-óleo de caroço de açaí como alternativa ao petróleo A repórter Isadora Pereira, do g1 Amapá, ficou em segundo lugar com uma reportagem sobre um bio-óleo desenvolvido a partir do caroço de açaí. A pesquisa é conduzida pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e busca criar um substituto para o gás e o petróleo, com potencial para ser usado na produção de combustíveis e compostos farmacêuticos. 3º lugar: espirulina em novo formato criada por startup amapaense Espirulina é rica em proteínas, minerais, antioxidantes e vitaminas do complexo B O terceiro lugar foi para o repórter Luiz Felype Santos, que apresentou a história de uma startup de bioeconomia do Amapá. A empresa desenvolveu uma nova forma de produzir espirulina: em grânulos crocantes e com sabor neutro. A inovação foi criada pela bióloga Elane Cunha, fundadora da empresa. Sobre o Prêmio Robério Nobre O Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação – Robério Nobre está na 5ª edição. A iniciativa é organizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec). O objetivo é reconhecer profissionais que contribuem para o avanço científico e tecnológico no estado. São homenageados pesquisadores, comunicadores e empreendedores com projetos de impacto social. Quem foi Robério Nobre Robério Nobre foi secretário de Ciência e Tecnologia do Amapá John Pacheco/Arquivo g1 O prêmio homenageia Robério Nobre, meteorologista e servidor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele teve atuação destacada na ciência e na gestão pública do Amapá, ocupando cargos como secretário de Meio Ambiente, secretário de Ciência e Tecnologia e diretor da Agência de Desenvolvimento do Estado. Robério Nobre morreu em 2021, aos 62 anos, vítima da COVID-19. Deixou um legado importante para o fortalecimento da ciência e da inovação na região. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Manuel Belmar é eleito Executivo do Ano pelo IBEF-RIO

Publicado em: 22/10/2025 19:36

Manuel Belmar é eleito Executivo do Ano pelo IBEF-RIO e recebe Prêmio Troféu 'O Equilibrista 2025'. Globo/Fábio Rocha O diretor de Produtos Digitais, Finanças, Jurídicos e Infraestrutura da Globo, Manuel Belmar, foi eleito Executivo do Ano no Prêmio Troféu "O Equilibrista 2025", promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) do Rio de Janeiro. A premiação, realizada nesta quarta-feira (22), celebra anualmente líderes que se destacam por sua atuação estratégica, capacidade de superação e contribuição relevante para o desenvolvimento empresarial e da sociedade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Belmar afirma que receber o prêmio é uma "honra imensa" e destaca que o reconhecimento é compartilhado com todos os profissionais com quem trabalhou ao longo de sua trajetória na Globo. "Acredito profundamente no poder da colaboração, da inovação e da responsabilidade corporativa para transformar negócios e gerar impacto positivo na sociedade. Esse prêmio reforça meu compromisso com uma liderança que equilibra estratégia, propósito e execução”, diz o executivo. Belmar, que também lidera a agenda ESG da companhia, começou sua trajetória no Grupo Globo em 2003, como gerente-geral de tesouraria do Infoglobo. Em 2009, assumiu a diretoria financeira e de gestão da Globosat, e posteriormente tornou-se diretor de operações, com atuação em tecnologia, publicidade e transformação digital. Com a integração das operações da Globo, passou a ocupar o cargo de CFO da empresa. Em 2024, assumiu também a liderança dos Produtos Digitais, incluindo o Globoplay, os portais g1, ge, gshow, Globo.com, Cartola, Receitas, os negócios internacionais e a Globo Filmes. “O Grupo Globo completa este ano 100 anos de vida e, na última década, passa por um grande processo de reorganização. Tive a oportunidade de acompanhar e contribuir com parte deste processo, e nisto pude conviver e testemunhar a longa trajetória de sucesso do Manuel Luis Belmar da Costa, conhecido como Belmar", diz Stefan Alexander, vice-presidente de Finanças Corporativas do IBEF Rio de Janeiro. Alexander reitera que assim como o Grupo Globo se transformou ao longo dos anos, suas atividades financeiras também passaram por uma "intensa reorganização e mudança" — que só foram possíveis por conta do "talento do Belmar e de sua equipe". "Poucas são as pessoas fora desta indústria que conseguem avaliar a complexidade desta missão. Especialmente em um momento de profunda disrupção tecnológica, operacional e mercadológica”, completa. Com o prêmio, Belmar se junta a vários outros executivos homenageados em anos anteriores pelo Instituto, como Ary Graça Filho, Armínio Fraga, Júlio Bueno, Almir Barbassa, Edson de Godoy Bueno, Fabio Barbosa, entre outros. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Primeira etapa da ETE Raiz é inaugurada e marca avanço no saneamento de Manaus

Publicado em: 22/10/2025 18:47

Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Alex-Pazuello_Secom Foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (22) a primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz, localizada no bairro Raiz, zona Sul de Manaus. Neste primeiro módulo, a estação terá capacidade para tratar mais de 230 milhões de litros de esgoto por mês, beneficiando diretamente mais de 50 mil pessoas e contribuindo para a recuperação ambiental do Igarapé do 40, um dos principais corpos hídricos da cidade. Estação de Tratamento de Esgoto da Raiz (ETE Raiz) Divulgação Com uma área total de 9,6 mil m², a ETE Raiz será uma das maiores estações de tratamento de esgoto da região Norte, ao lado das ETEs Educandos e Timbiras, que já estão em operação. A obra é fruto de uma parceria entre a concessionária Águas de Manaus, a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado do Amazonas. Toda a mão de obra empregada na construção é local, gerando empregos e fortalecendo a economia da cidade. A primeira etapa representa cerca de 60% da estrutura total da estação. As demais fases serão entregues gradualmente, com a conclusão total prevista para 2027. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Divulgação A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador do Amazonas, Wilson Lima, do secretário da Sedurb e coordenador da UGPE, Marcellus Campêlo, além de representantes da Águas de Manaus. “Hoje nós estamos fazendo mais uma entrega importante, conectando a cidade uma estrutura que representa qualidade de vida. Essa é uma obra que as pessoas não veem, porque está debaixo da terra, mas tem um efeito direto na saúde das famílias, no desenvolvimento humano e na valorização dos nossos bairros. Estamos entregando 100 quilômetros de rede de tratamento de esgoto, que fazem parte de um projeto maior de 160 quilômetros até 2027, para ampliar o percentual de esgoto tratado e garantir água de qualidade para a nossa população”, afirmou o governador Wilson Lima. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Alex-Pazuello_Secom Nesta fase inicial, a ETE Raiz irá tratar o esgoto coletado nos bairros Raiz, Petrópolis, Cachoeirinha e São Francisco, todos localizados na zona Sul e que fazem parte das areas de atuação do Prosamim+, programa executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). “A entrega da primeira etapa da ETE Raiz é um marco importante para o avanço do saneamento em Manaus e um passo importante para elevar o IDH e proporcionar uma vida melhor à população. Neste primeiro momento já teremos capacidade para tratar cerca de 233 milhões de litros de esgoto por mês. Isso representa um impacto direto na qualidade de vida de mais de 50 mil moradores e na revitalização do Igarapé do 40. Trabalhar em parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura tem sido essencial para acelerar a expansão da rede de esgoto e levar mais saúde e dignidade para a população”, destacou o diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Antonio Pereira - Semcom Com a conclusão da obra prevista para 2027, a ETE terá capacidade para tratar mais de 230 milhões de litros de esgoto por dia, ampliando sua cobertura para os bairros Japiim, Zumbi, Armando Mendes, Gilberto Mestrinho, Coroado, Distrito Industrial I e II e Mauazinho. A expectativa é beneficiar mais de 220 mil pessoas nas zonas Sul e Leste da capital. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Alex-Pazuello_Secom A operação, manutenção e administração da ETE Raiz ficarão sob responsabilidade da Águas de Manaus, conforme previsto no contrato de concessão firmado com o município. “Esta estação foi projetada para atender as demandas de uma cidade em crescimento. Realizamos investimentos em tecnologia eficiente e capaz de transformar a realidade de milhares de famílias, por meio do tratamento de esgoto. Nosso compromisso é seguir investindo e operando com excelência para que Manaus avance rumo à universalização do saneamento, por meio do programa Trata Bem Manaus”, ressaltou o diretor executiva da concessionária, Renee Chaveiro. Além da ETE, haverá, ainda, a construção de mais de 60 quilômetros de rede coletora e de seis Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs), nos bairros que compõem a bacia do Igarapé do 40, como Japiim, Comunidade da Sharp e Distrito Industrial. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Divulgação A estação utiliza a tecnologia UASB (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente), um processo biológico que promove a decomposição do esgoto por micro-organismos, sem a presença de oxigênio (tratamento anaeróbico), oferecendo alta eficiência com menor consumo energético. Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz Divulgação

Palavras-chave: tecnologia

BW8 lança Núcleo Automotivo para acelerar vendas e tecnologia

Publicado em: 22/10/2025 18:06

Anos de estrada que viraram especialização O setor automotivo pede velocidade, inovação e execução imediata. A BW8 atua há mais de 10 anos nesse mercado, com entregas que vão muito além da publicidade tradicional. Já lançou franquias especializadas em atender concessionárias e revendas, prestou serviços para seguradoras, grupos de concessionárias e empresas de locação, acumulando experiência no que realmente importa: o dia a dia do varejo automotivo. “A velocidade no marketing faz toda a diferença. Um grande planejamento lento não chega onde precisamos, e no varejo o timming é decisivo. Planejar é necessário, mas chegar primeiro é fundamental. Marketing é o mapa, mas no automotivo ele precisa ser como um GPS: que se adapta à rota, sugere novos caminhos, avisa obstáculos e busca o destino com menos custo e no menor tempo possível”, afirma Willian Crizostimo, CEO da BW8. Varejo automotivo: ritmo e entrega em alta velocidade O que diferencia a BW8 é sua vivência de varejo real: a capacidade de receber uma oferta em um dia e, no seguinte, já ter campanhas ativas em TV, rádio, outdoor, digital e WhatsApp. Essa experiência prática se soma ao uso intenso de tecnologia: cases de inteligência artificial, autoatendimento, dashboards de performance e integrações com sistemas de montadoras. Hoje, a BW8 atende mais de 30 concessionárias de diferentes marcas — entre elas Fiat, Jeep, Chevrolet, Citroën, Peugeot, Mitsubishi, Volkswagen, Nissan JAECOO, Omoda e Ram. Além do setor de veículos, a atuação se estende ao mercado náutico, com o Grupo Gold Fish, e de serviços, com o Grupo Calixto, incluindo gestão de locação de frotas com a Viasul. Divulgação Cases que aceleram resultados A BW8 coleciona projetos que se tornaram referência no setor: Meu Mundo MIT – Rally Mitsubishi Plataforma completa para gestão dos eventos da marca. Integrada ao CRM, realiza inscrições, validações e autorizações, processando milhares de cadastros em tempo recorde, garantindo experiência fluida para clientes e eficiência para a montadora. NegocIA – Grupo Marajó Case mais premiado do ano, eleito 1º lugar no Prêmio ABRADi em Inteligência Artificial. O projeto integra RD Station, WhatsApp, IA e o sistema SYONET para automatizar atendimento e vendas de seminovos. Grupo AF6 e Marajó (Chevrolet) Ações contínuas de marketing digital e lojas físicas, unindo publicidade tradicional e performance digital para impulsionar vendas de veículos novos e seminovos. Grupo JRCA (Recife) Atendimento e automação de processos em concessionárias, com foco em escalabilidade e eficiência no relacionamento com clientes. Tecnologia como motor de escala Além das entregas de planejamento e publicidade, o Núcleo Automotivo BW8 conta com uma área TECH dedicada ao setor. Integrações com portais de venda e sistemas homologados pelas montadoras. Hiperautomação de processos de marketing e vendas. Inteligência artificial aplicada desde a captação e qualificação de leads até a gestão de RH e comissionamento. Dashboards de performance para tomada de decisão baseada em dados em tempo real. “Nosso objetivo é transformar tecnologia em escala para o setor automotivo. Seja conectando sistemas de vendas, seja usando IA para aumentar eficiência, cada solução precisa estar orientada a dados e resultado. Esse é o DNA da BW8”, reforça Crizostimo. Conclusão: o GPS do setor automotivo Com experiência consolidada em varejo automotivo, tecnologia proprietária e cases premiados em inovação, a BW8 anuncia o Núcleo Automotivo como um movimento estratégico para acelerar o mercado. “O que nos credencia a lançar essa unidade é simples: anos de experiência, clientes em diferentes segmentos e a pegada do varejo automotivo. Vamos investir pesado em ritmo, entrega e resultado para um mercado que não para de acelerar. O Núcleo Automotivo BW8 nasce para ser o GPS que guia concessionárias, montadoras e empresas de mobilidade rumo a mais performance e mais vendas”, conclui Willian Crizostimo.

'Efeito China': aproximação com o gigante asiático pode enfraquecer a indústria no Brasil?

Publicado em: 22/10/2025 16:03

Guerra tarifária entre EUA e China faz crescer interesse chinês pela soja do Brasil O Brasil nunca vendeu tanto para a China — e talvez nunca tenha dependido tanto de um só parceiro. A potência asiática se tornou o destino de quase um terço das exportações brasileiras e o principal motor do superávit comercial do país. Mas, por trás dos números recordes, cresce entre alguns analistas a preocupação de que essa parceria possar estar custando caro à indústria nacional. Entre 2013 e 2023, o Brasil exportou US$ 838,8 bilhões para a China. Do total vendido, mais de 60% foi de soja e minérios. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No mesmo período, segundo a professora de Relações Internacionais da PUC-Rio, Ana Elisa Saggioro Garcia, o país asiático consolidou sua posição como centro manufatureiro e tecnológico. Já a indústria brasileira aumentou seu foco em exportações menos complexas. "Há um processo combinado desde os anos 90, mas que se reforça a partir de 2009, em que enquanto no Brasil se desmantelou as instalações para moer grãos de soja ou beneficiar o minério e passou a se investir nas exportações em natura, a China instalou grandes moedores e beneficiamentos nos seus próprios portos", aponta a pesquisadora e autora de um estudo sobre os padrões comerciais do Brics. Segundo Garcia e outros especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, o processo pode se aprofundar ainda mais nos próximos anos, se não houver mudança na estratégia econômica nacional. Os analistas advertem, porém, que o cenário pode se tornar realidade independentemente do estreitamento ou não da relação comercial entre o Brasil e a China — já que se trata mais de uma questão de estratégia doméstica do que de uma consequência dos negócios com o gigante asiático. 'Efeito China': aproximação com o gigante asiático pode enfraquecer a indústria no Brasil? Getty Images via BBC Histórico da relação A aproximação comercial entre Brasil e China vem se consolidando ao longo de mais de três décadas. A partir de 2004, porém, a relação se tornou mais sólida e intensa. Naquele ano, ainda em seu primeiro mandato como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu o país asiático como uma economia de mercado. À época, a China ainda era criticada por parte da comunidade internacional por usar práticas anti-mercado para exportar seus produtos a preços baixos e o reconhecimento era uma espécie de "selo" de que o país se submeteria às regras internacionais do comércio global. Nos cinco anos que se seguiram, o fluxo comercial (exportações mais importações) entre os dois países mais que triplicou — saiu de US$ 9,1 bilhões ao final de 2004 para US$ 35 bilhões em 2009. Naquele ano, a China ultrapassou os Estados Unidos como principal comprador de produtos brasileiros. Impulsionada pelo apetite por commodities agrícolas, minerais e petróleo, a China se consolidou como principal parceiro comercial do Brasil e, em 2024, ela foi responsável por receber 28% de todas as exportações brasileiras. Em 2023, esse percentual chegou a 30%. Os Estados Unidos, segundo maior comprador, ficaram com pouco mais de 12% no ano passado. Sozinha, a China comprou mais produtos brasileiros que a soma dos seis outros maiores importadores, grupo que inclui, além dos Estados Unidos, a Argentina, Países Baixos, Espanha, Singapura, e México. Entre 2004 e 2024, o saldo da balança comercial entre Brasil e China foi amplamente favorável (US$ 315 bilhões) e ajudou o país a compor suas reservas internacionais. Mas há quem argumente que essa parceria econômica colaborou para que a pauta exportadora brasileira permanecesse concentrada em produtos de baixo valor agregado, com foco em commodities agrícolas e minerais. Em 2023, 74% das importações brasileiras de produtos industriais da China foram de bens de alta e média-alta intensidade tecnológica, enquanto apenas 5% das exportações do Brasil para o mercado chinês correspondiam a estes produtos. Atualmente, o Brasil exporta uma variedade de bens primários para a China, como soja, minério de ferro, petróleo, e outros com baixo processamento industrial (carnes, milho, celulose e algodão) e não apenas café como um século atrás. Ou seja, o país foi bem-sucedido em diversificar a pauta, mas o foco seguem sendo os produtos pouco ou nada processados industrialmente, dizem especialistas. Segundo análise do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), a demanda chinesa alterou diretamente a pauta exportadora brasileira. Além disso, a concorrência dos produtos do gigante asiático em outros mercados deslocou as exportações brasileiras dos bens industriais, ao mesmo tempo em que os embarques chineses para o Brasil ampliaram o déficit comercial da indústria de transformação. "Praticamente tudo o que exportamos para a China é produto básico (90,7% em 2023) e isso tem influenciado o perfil do total da pauta exportadora do Brasil. Estes bens representam hoje 58,9% de nossa pauta ante 48,6% dez anos atrás. Quase metade do que exportamos de produtos básicos tem a China como destino", afirma um estudo publicado pelo centro de pesquisa em agosto do ano passado. Ainda segundo o IEDI, o ganho de participação da China no comércio exterior brasileiro foi acompanhado por um expressivo declínio do Índice de Complexidade Econômica (ICE) do país. No ranking mundial que mede a complexidade do comércio de 137 países, o Brasil foi da 23ª posição em 1998 para a 49ª em 2023 (último dado disponível). A chamada Lei Kandir também teve um impacto grande nesse processo, afirma Ana Garcia. A legislação isentou do ICMS (imposto estadual sobre circulação) as exportações, inclusive das commodities em estado bruto. A medida visava tornar os produtos brasileiros mais competitivos externamente, mas segundo a especialista também pode ter incentivado que se exportasse matérias-primas não processadas. "O Brasil abriu o seu mercado à entrada dos produtos muito mais competitivos do que os brasileiros, vindos da China e de outros países. Isso, combinado com mudanças legislativas para apoiar a exportação, gerou um desmantelamento forte da indústria nacional", afirma Ana Garcia. "A Lei Kandir isenta de imposto a exportação de produtos manufaturados, com algum tipo de beneficiamento, ou simplesmente in natura. E claro que a exportação do produto in natura é muito mais barata para o produtor brasileiro." Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC Garcia chama a atenção para o caso da soja e dos minérios. Segundo a professora da PUC-Rio, o Brasil deixou passar excelentes oportunidades de usar o superávit econômico com a China para investir em uma maior capacidade de processamento de grãos e beneficiamento mineral. O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo, mas apenas o terceiro maior processador da oleaginosa, atrás da China e dos Estados Unidos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Dados da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) mostram ainda que enquanto a produção de soja se expandiu em cerca de 79% no país entre 2014 e 2024, o processamento dos grãos cresceu apenas 48% no mesmo período. A China, por outro lado, vêm expandindo sua capacidade de processamento e construindo instalações para produção de óleo, farelo e ração de soja em seus próprios portos e zonas econômicas especiais, diz Garcia. De acordo com um relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA, a China processou em torno de 99 milhões de toneladas de grãos de soja em 2024 – quase o dobro do Brasil Ainda segundo a especialista, algo similar acontece com a exportação de minérios, com a China comprando grandes quantidades de insumos básicos do Brasil para beneficiá-los posteriormente em suas próprias indústrias. Em 2024, o Brasil vendeu mais de 280 milhões de toneladas de minerais à China, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Entre os produtos vendidos estão alumínio, caulim, cobre, ferro, manganês, nióbio, ouro, zinco, pedras naturais, pentóxico de vanádio, zinco e outros. O minério de ferro é atualmente o terceiro produto mais exportado pelo Brasil para a China, atrás apenas da soja e do petróleo bruto. Entre os produtos monitorados pelo Ibram, somente as rochas ornamentais, o ouro e o nióbio estão na fase de indústria de transformação. Todos os demais são minérios básicos. Segundo a própria organização, isso não quer dizer que todos são classificados como commodities, já que muitos são insumos industriais para outras indústrias. Ainda assim, aponta Ana Garcia, há muito espaço para investimentos em plantas brasileiras de processamento. Dados do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) colocam o Brasil entre os cinco principais países em número de instalações de processamento de minerais em larga escala. A nação, porém, aparece atrás de Estados Unidos, China e Rússia em termos de beneficiamento de minerais. Segundo o próprio ICMM, os dados globais existentes sobre o setor de mineração são por vezes incompletos, podendo haver inconsistências. O banco de dados do conselho, porém, é considerado o mais completo já desenvolvido. Relação com a China ou políticas nacionais? Na visão da professora da PUC-Rio, o governo brasileiro vem trabalhando nos últimos anos para reverter o cenário em relação à sua pauta exportadora e a baixa complexidade dos produtos, com investimentos em industrialização. "Não vejo o processo de desindustrialização se acelerando, pois há uma atenção maior para essa área tanto da parte do Brasil quanto da própria China", diz Ana Elisa Garcia, que cita especificamente o plano Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em janeiro de 2024, e que prevê investimentos de R$300 bilhões até 2026 para impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional. Mas segundo a pesquisadora, é possível aproveitar mais a intensa cooperação com a China para diversificar a pauta exportadora brasileira e investir em ciência e tecnologia. Nos últimos meses, duas montadoras chinesas de veículos elétricos inauguraram instalações no país, em um movimento que é visto por economistas como uma oportunidade de desenvolvimento conjunto. "O Brasil precisa cobrar da China mais pesquisa e desenvolvimento conjunto, senão vamos apenas criar um novo pátio de montadoras, como aconteceu nos anos 60 e 70 com as montadoras europeias", aponta a professora da PUC-Rio. Garcia vê ainda espaço para a exploração da cooperação em busca de mais investimentos na indústria energética, especialmente de energia solar e eólica, e na indústria química. Produção de soja cresceu a um ritmo mais rápido do que o processamento na última década Getty Images via BBC Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil também são categóricos em afirmar que a relação comercial com a China não é a causa do processo de desindustrialização brasileira. "Não é a China que desindustrializa o Brasil. O problema está nas políticas nacionais. Nós não aproveitamos o superávit comercial para investir em setores estratégicos, em inovação e tecnologia", diz Evandro Carvalho, professor da FGV Direito Rio e especialista em economia e governança chinesa. "Não podemos culpar a China pela desindustrialização quando não estamos fazendo a lição de casa há 20 anos", avalia ainda Roberto Dumas, professor de Economia Internacional do Insper. Segundo ele, o caminho para um maior desenvolvimento da indústria nacional passa pelos investimentos no setor, mas também em áreas básicas, como educação, saneamento básico e saúde. Dependência? Dumas afirma, porém, que o Brasil está traçando um caminho perigoso ao se apoiar demais na relação comercial com a China. "Ter 30% de suas exportações concentradas em apenas um país, não importa qual seja, é perigoso", diz o professor do Insper. "Qualquer diretor financeiro de uma empresa sabe que não se deve deixar 30% do seu negócio nas mãos de um único comprador." No caso do comércio entre nações, afirma, questões internas e externas, como crises financeiras e políticas, agitações sociais, mudanças de governo ou pandemias, podem influenciar a capacidade de importação. O especialista diz ainda se preocupar com a força do "sharp power" chinês. "A China usa seus investimentos e o comércio para trazer seus parceiros para sua zona de influência", diz. "Veja, a China não é a União Soviética, que buscava impor o comunismo nos outros países. Mas há uma busca por expandir a zona de influência a fim de buscar aliados, por exemplo, em votações na ONU." Outros especialistas consultados pela BBC Brasil, porém, discordam que existam riscos em ampliar as relações comerciais com o país asiático. Segundo Marcos Caramuru, ex-embaixador em Pequim e Kuala Lumpur (Malásia), a parceria está bastante consolidada e deve continuar assim se não houver grandes perturbações. De acordo com o diplomata, há uma tendência de aproximação com a China em todo o mundo, diante da política externa adotado pelo atual governo de Donald Trump nos Estados Unidos. "Todos os países estão em busca de uma liderança mundial que coincida com as suas visões de mundo sobre multilateralismo, organização das relações internacionais, sobrevivência da OMC, etc", diz. "E a China, por meio de muitas declarações públicas, está mostrando que se identifica com essas ideias." Lula na inauguração de fábrica da montadora de carros elétricos chinesa GWM Getty Images via BBC Já Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington D.C., afirma que uma relação comercial crescente com a China não significa necessariamente uma aproximação em termos estratégicos ou políticos. O diplomata cita como exemplo da independência brasileira o fato do país ter rejeitado as investidas de Pequim para se juntar ao projeto Cinturão e Rota, também conhecido como Nova Rota da Seda. Trata-se de um programa trilionário chinês iniciado em 2013 que prevê a realização de obras e investimentos para ampliar mercados para a China e a presença do país no mundo. Nos bastidores, os chineses vêm cortejando o Brasil a aderir ao projeto há anos. Havia até a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pudesse anunciar uma adesão em 2023, quando fez uma visita oficial à China. Isto, porém, não se concretizou e governo brasileiro vem mantendo a política de seguir perto o suficiente dos chineses sem aderir ao projeto do país asiático. "O Brasil tem uma relação muito boa com a China, mas tem uma posição de não alinhamento, nem com os Estados Unidos, nem com a China, nem com o Brics, nem com ninguém", diz Barbosa. O futuro da relação Desde o dia 6 de agosto, os Estados Unidos vêm aplicando uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. Antes mesmo das taxas começarem a valer, o governo chinês afirmou estar disposto a trabalhar com o Brasil para "defender conjuntamente o sistema multilateral de comércio centrado na OMC e proteger a justiça e a equidade internacional", em uma referência indireta ao tarifaço americano. E Pequim parece estar adotando uma estratégia similar, de reforçar as relações com seus parceiros comerciais, com o mundo todo, dizem economistas. Apesar disso, não há grandes expectativas de que o Brasil possa redirecionar as exportações antes destinadas ao mercado americano para o gigante asiático. Isso porque, apesar de serem os dois maiores parceiros comerciais brasileiros, China e Estados Unidos compram produtos bastante diferentes das empresas brasileiras. Enquanto a pauta de exportações para a China está bastante concentrada em poucos produtos básicos, a lista do que é vendido para os EUA é diversificada, mas com muitos produtos manufaturados. "Alguns produtos agrícolas, como café, manga, suco, podem ser redirecionados [para a China], mas os produtos industriais será bastante difícil, pois a indústria nacional não é competitiva", diz Rubens Barbosa. "É muito difícil competir na China com produtos industriais. Fazer negócios lá requer quantidades enormes, preços razoáveis e compromissos de longo prazo", afirma ainda o ex-embaixador Marcos Caramuru. Por tudo isso, os analistas não preveem grandes mudanças no futuro da relação com a China. "As relações do ponto de vista econômico-comercial vão muito bem. Uma mudança no governo brasileiro para a direita pode levar a um esfriamento, mas não acredito que com uma perda de qualidade ao ponto de ter um impacto direto sobre os investimentos ou comércio", afirma Caramuru. Os especialistas alertam, porém, para o risco do saldo comercial favorável para o Brasil na relação se tornar um déficit no futuro, diante do movimento de Pequim para alcançar a autossuficiência. "A China tem investido muito e desenvolvido tecnologia para aumentar a sua segurança alimentar – ou seja, reduzir sua dependência das importações", diz Evandro Carvalho, da FGV. Ao mesmo tempo, apontam, existe também o risco da China ampliar as importações de produtos agrícolas dos EUA — e em especial de soja —, diante da pressão de Donald Trump por um acordo comercial. A Casa Branca negocia atualmente um acordo com Pequim, em troca de tarifas mais baixas para os produtos chineses em território americano. Trump já defendeu que a China quadruplique as compras de soja americana, como forma de normalizar as relações. Desde a posse de Trump e o tarifaço, Pequim reduziu drasticamente a importação do grão americano. Em 2024, os chineses compraram mais de US$ 12 bilhões de soja. Mas, em setembro, as compras foram a zero. No mesmo mês, o Brasil enviou quase 11 milhões de toneladas do grão para a China. Cerca de 30% a mais que no mesmo período de 2024. Xi Jinping já sinalizou que a China poderia voltar a comprar soja desde que Trump remova as tarifas impostas contra o país. Os dois presidentes devem se encontrar nos próximos dias na Coreia do Sul e é esperado que o tema seja central nas negociações. "O Brasil e os produtores de soja brasileiros vão ser impactados diretamente se a China fechar um acordo e aceitar as demandas dos EUA", diz Carvalho.

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Presença no 5º Fórum Integrativo Confebras destaca expansão e protagonismo do CrediSIS

Publicado em: 22/10/2025 15:52

Sistema CrediSIS participou ativamente da quinta edição do evento, com estande interativo e presença em painéis sobre inovação e juventude cooperativista. Assessoria/CrediSIS O Sistema CrediSIS marcou presença no 5º Fórum Integrativo Confebras, realizado nos dias 16 e 17 de outubro, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). O encontro reuniu cooperativas de crédito de todas as regiões do país, promovendo debates sobre intercooperação, inovação, desenvolvimento sustentável e protagonismo jovem. Para o vice-presidente do Sistema CrediSIS, Alcir Lopes Gotardo, o evento evidenciou a grandeza do cooperativismo brasileiro e representou um momento de reflexão sobre o futuro do setor. Segundo ele, participar do Fórum Integrativo foi uma oportunidade de fortalecer conexões e compartilhar experiências com outras lideranças do setor. “Estar em um evento dessa magnitude é compreender a força da cooperação e o papel do CrediSIS dentro desse movimento, que cresce e se consolida em todo o país. Representar o Sistema em um espaço tão relevante é também reafirmar nosso compromisso com o desenvolvimento coletivo e com o fortalecimento do cooperativismo”, destacou Alcir. Galerias Relacionadas O diretor de Negócios do Sistema CrediSIS, Farid Milet, ressaltou a relevância de espaços que estimulam o compartilhamento de ideias e boas práticas. Para ele, o Fórum reforçou o princípio da intercooperação e ofereceu um ambiente para o desenvolvimento de novas parcerias. “Eventos como este aproximam as cooperativas de diferentes regiões, realidades e tamanhos. Essa diversidade é o que enriquece o movimento, permitindo que cada experiência contribua para o fortalecimento coletivo. Neste ano, em que o CrediSIS celebra 25 anos, estar aqui é também celebrar nossa história e projetar os próximos passos”, afirmou Farid. Durante o evento, o estande do Sistema CrediSIS chamou atenção pelo formato acolhedor e pelas ações interativas que apresentaram um pouco mais sobre a trajetória e os diferenciais do Sistema. A gerente de Comunicação e Marketing, Quennia Mendes, destacou o envolvimento da equipe e a recepção positiva do público. “Recebemos muitos visitantes que, até então, não conheciam o CrediSIS e saíram admirados com nossa história e propósito. Tivemos o privilégio de mostrar que o cooperativismo é feito por pessoas e que são elas que fortalecem o movimento. Nossa presença no evento é resultado do empenho de todos os colaboradores que atuaram, direta e indiretamente, para levar e mostrar o melhor do Sistema CrediSIS”, afirmou Quennia. O gerente de Soluções e Estratégia de Negócios, Tanã Rossi Lopes Bassegio, esteve presente no painel “Trilha Inovação e Tecnologia – Inovar para crescer”, que reuniu profissionais de todo o país para discutir caminhos de modernização no cooperativismo. Ele destacou que inovação é um processo coletivo, e não apenas tecnológico. “Quando falamos em inovação dentro do cooperativismo, falamos sobre criar soluções que aproximem pessoas, tornem processos mais acessíveis e ampliem o impacto positivo das nossas ações. Inovar é pensar no futuro sem perder a essência do que nos une, que é a cooperação. Foi inspirador compartilhar nossas experiências e aprender com outras práticas que reforçam esse propósito comum”, explicou Tanã. No painel “Trilha Inovação e Tecnologia”, Tanã Rossi, gerente de Soluções e Estratégia de Negócios, destacou a importância de unir pessoas, tecnologia e propósito para impulsionar o cooperativismo. Assessoria/CrediSIS Patrick Macedo, assistente de Suporte ao Banco de Dados, também teve papel de destaque no painel “Integração Juventude”, que abordou o papel dos jovens na continuidade e no fortalecimento do cooperativismo. Ele contou que participar do painel foi uma oportunidade de trocar experiências e de compreender melhor como a juventude pode transformar o setor. “Participar deste espaço foi inspirador. A juventude traz novas perspectivas e energia para o cooperativismo. Sinto que temos a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho que já foi feito e a essa história, mantendo vivo o espírito de união e solidariedade que nos move. É um privilégio fazer parte dessa construção”, relatou Patrick. Patrick Macedo participou do painel “Integração Juventude”, reforçando o papel das novas gerações na continuidade e no fortalecimento do movimento cooperativista. Assessoria/CrediSIS Ao longo dos dois dias de evento, o CrediSIS reafirmou sua identidade como uma instituição que alia tradição, inovação e proximidade. Celebrando 25 anos de trajetória, o Sistema segue consolidando seu papel no cooperativismo de crédito, com foco em crescimento sustentável, fortalecimento das comunidades e valorização das pessoas.

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Condomínio em SP: veja perguntas e respostas sobre individualização de água e gás

Publicado em: 22/10/2025 15:50

Condomínio em SP: veja perguntas e respostas sobre individualização de água e gás O especialista em direito condominial Márcio Rachkorsky esclareceu nesta quarta-feira (22), no SP1, dúvidas sobre as contas de água e gás nos prédios. Há quem consuma pouco, mas pague o mesmo que o vizinho — e é aí que a individualização desses serviços surge como alternativa para tornar as despesas mais justas e equilibradas. Confira abaixo perguntas e respostas sobre: 💦 Qual a diferença entre consumo coletivo e individualizado? O consumo coletivo é o modelo mais comum em prédios antigos: a conta de água ou gás é compartilhada entre todos os moradores, sem distinção de quanto cada um consome. Já o individualizado mede o gasto de cada unidade por meio de hidrômetros e medidores próprios, permitindo que cada morador pague apenas pelo que usou. Essa é uma questão que gera muita indignação por que tem gente que toma banho rápido, economiza, e o vizinho fica meia hora no chuveiro. No fim, todos pagam igual. Não é justo. Marcio Rachkorsky, especialista em questões de condomínios Reprodução/TV Globo Posso individualizar apenas o meu apartamento? Não. A individualização só pode ser feita se todos os apartamentos do prédio participarem da mudança. Ou todo mundo coloca o medidor, ou ninguém coloca. Não dá pra um morador instalar sozinho. Só prédios novos podem individualizar? Não. A individualização pode ser feita em prédios novos e antigos. Nos edifícios mais recentes, o sistema costuma vir preparado de fábrica. Já nos antigos, é preciso adaptar as tubulações, o que exige obra e aprovação em assembleia. 💲 Quais são os custos? O investimento depende do tamanho do prédio e do número de unidades, mas, segundo o especialista, o valor é dividido entre os apartamentos. Não é um custo absurdo. É um investimento, porque o morador passa a pagar apenas pelo que consome. Mas a individualização deve ser feita com empresas especializadas e supervisionadas pela administradora do condomínio. O que é melhor para o bolso? O modelo individualizado é o mais vantajoso a longo prazo. Quem economiza, paga menos. E o prédio ainda ganha em sustentabilidade, porque o consumo cai naturalmente quando cada morador vê o próprio gasto. Qual é o quórum necessário para aprovar? A aprovação exige apenas maioria simples dos presentes na assembleia — o quórum mais baixo possível. Eu já vi centenas de reuniões sobre isso e nunca vi um prédio reprovar. Basta o síndico ter boa vontade, estudar o assunto e levar à assembleia. Veja outros temas: 🚗 Reconhecimento facial, 'efeito carona' e segurança dos dados biométricos Marcio Rachkorsky tira dúvidas sobre a vida em condomínio A tecnologia de reconhecimento facial e biometria é uma ferramenta que facilita a vida dos condôminos na maioria dos casos, mas traz consigo uma série de questionamentos. No caso do "efeito carona", quando um morador, após ter sua entrada liberada por reconhecimento facial, é abordado por outra pessoa que pede para segurar o portão aberto, Rachkorsky é enfático: "Gentileza e segurança não combinam neste caso". A orientação é que o morador, de forma gentil, feche a porta pela segurança de todos. O próximo indivíduo deverá usar seu próprio reconhecimento facial para ter acesso. 🤳Abaixo, tire outras dúvidas sobre: Como garantir a segurança dos dados biométricos ao iniciar um novo sistema no condomínio? O que fazer se o sistema de reconhecimento facial falhar, e o morador não conseguir entrar rapidamente? Funcionários domésticos que trabalham há muito tempo no local podem ter o reconhecimento facial para facilitar a entrada? Como o sistema deve gerenciar o acesso de visitantes esporádicos para manter a segurança Quem é o responsável pela manutenção dos sistemas de segurança: o síndico ou a empresa contratada? 🗣️Como evitar conflitos entre vizinhos e quando briga vira caso de polícia O especialista Marcio Rachkorsky esclarece dúvidas sobre brigas em condomínios. Discussões por barulho, garagem e até vazamento de água são comuns em condomínios. Segundo o consultor Marcio Rachkorsky, em muitos casos a mediação rápida evita que desentendimentos acabem em agressões físicas ou processos judiciais. Para o especialista, a chave está em agir rápido e com diálogo: “Evitar que pequenas irritações se transformem em grandes brigas é o melhor caminho para preservar a paz no condomínio”, diz. 🤳Abaixo, tire outras dúvidas sobre: Quais são os principais motivos das brigas entre vizinhos? Como o síndico deve agir diante de um conflito? Quando é necessário chamar a polícia? Como proceder em casos extremos, como o uso de gás ou explosivos? Por que conflitos pequenos alcançam proporções tão grandes? Por que alguns condomínios recém-entregues proíbem o uso de martelete? O que fazer quando o síndico toma decisões sem consultar a assembleia? 🛑Como se proteger de assaltos e quem deve agir em casos de racismo ou homofobia Condomínio em SP: perguntas e respostas como se proteger de assaltos dentro do prédio e qu Portaria remota, furtos entre vizinhos, ataques racistas, morcegos na varanda e até roubos de cachorro na rua. A vida em condomínio na capital paulista exige atenção e convivência com regras — e com bom senso. Uma das recomendações é evitar distrações e esperar dentro do prédio quando pedir um carro por aplicativo ou aguardar visitas. 🤳Abaixo, tire outras dúvidas sobre: E na hora de sair ou entrar com o carro pela garagem? Como agir durante a madrugada? Portaria remota é segura? O que o condomínio pode fazer para evitar furtos internos? O que fazer em caso de racismo ou homofobia dentro do prédio? Vizinho alimenta pássaros, e morcegos começaram a aparecer. O que fazer? Quem mora no térreo deve pagar pela reforma do elevador? Tire dúvidas sobre a vida em condomínio

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Pesquisadores desenvolvem aplicativo com informações dos tubarões em Fernando de Noronha para evitar acidentes

Publicado em: 22/10/2025 15:11

Aplicativo com informações dos tubarões em Fernando de Noronha é desenvolvido Pesquisadores deram início ao desenvolvimento de um aplicativo chamado Mergulho Virtual, que vai reunir informações sobre os tubarões de Fernando de Noronha. A ferramenta vai trazer dados biológicos e orientações de segurança para ajudar a evitar acidentes com os animais (veja vídeo acima). O trabalho é o resultado de uma parceria entre o Projeto Tubarões e Raias de Noronha e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo a coordenadora do projeto, Bianca Rangel, o aplicativo será gratuito e voltado tanto para moradores quanto para turistas. “Vamos divulgar informações sobre berçários, reprodução, alimentação e diretrizes de segurança. Sabemos que há locais e períodos com maior chance de mordidas acidentais, e o aplicativo vai ajudar a identificar essas situações”, explicou Bianca. Tubarão-tigre monitorado em Fernando de Noronha Bruno Galvão/Acervo pessoal LEIA TAMBÉM: Tubarão marcado com transmissor em Noronha viaja 5 mil km até a África; 'Primeira migração registrada', diz pesquisadora A plataforma vai unir realidade aumentada, pesquisa científica e participação da comunidade para incentivar a educação ambiental. O app também vai disponibilizar informações de pesquisa obtidas por telemetria acústica, drones e registros da comunidade local. Os dados serão baseados no monitoramento realizado desde 2020 pelo Projeto Tubarões e Raias de Noronha. O aplicativo vai contar com um módulo educativo, orientações de primeiros socorros e um canal para o registro de avistamentos de tubarões por moradores e visitantes. Os pesquisadores estão na ilha para mapear as praias e coletar dados geoespaciais, que vão orientar a estruturação inicial do aplicativo. Realidade aumentada A realidade aumentada (RA) vai permitir que o usuário veja imagens em 3D de tubarões sobrepostas ao cenário real. Basta apontar a câmera do celular para o mar ou para placas nas praias. As animações virão acompanhadas de informações sobre o comportamento, tamanho, importância ecológica e nível de risco de cada espécie. Segundo a engenheira da computação Amanda Leonel, que trabalha no desenvolvimento do aplicativo, a realidade aumentada vai proporcionar uma experiência imersiva. “A realidade aumentada vai combinar o ambiente real com projeções virtuais, oferecendo imagens dos tubarões e informações em tempo real sobre as praias”, explicou. Os dados do aplicativo serão atualizados com informações de telemetria acústica (rastreamento de tubarões marcados), monitoramento aéreo por drones e relatos de mergulhadores e guias locais. “Vamos incluir dados de pesquisa, como o monitoramento acústico do tubarão-tigre, registros de avistamentos e rastreamento via satélite dos animais monitorados”, detalhou Bianca Rangel. O projeto é coordenado pelo professor José Carlos Pacheco (UFRPE) e conta com a participação da bióloga Ana Carolina Diógenes e da engenheira da computação Michele Tanus. A previsão é que o aplicativo esteja disponível até o fim do primeiro semestre de 2026. Tubarão-de-recife é uma das espécies encontradas em Fernando de Noronha Fábio Borges/Acervo pessoal VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias :

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Frio em outubro no PR: meteorologistas explicam o porquê e detalham previsão do tempo para os próximos dias

Publicado em: 22/10/2025 15:00

Frio em outubro no Paraná: meteorologista explica o porquê Depois de iniciar esta 4ª semana de outubro com temperaturas a cerca de 5ºC, o Paraná pode terminá-la com termômetros acima de 30ºC, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar). A estimativa é que o tempo permaneça seco até o fim de semana, e que as temperaturas se elevem gradativamente ao longo dos próximos dias. Veja a previsão do tempo por região mais abaixo. O meteorologista Leonardo Furlan explica que o frio registrado em outubro se deve às sucessivas ocorrências de frentes frias, que trouxeram chuvas, temporais e incursões de ar frio principalmente na metade sul paranaense. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp "Numa condição oceânica e atmosférica que favorece com maior frequência o deslocamento de massas de ar frio, tanto de características oceânicas quanto de características continentais, o Paraná vem enfrentando grandes mudanças nas condições meteorológicas nas últimas semanas. Esta última incursão de ar frio mais prolongada vem chamando a atenção pelos registros históricos ocorridos em algumas estações meteorológicas do Simepar", ressalta. O órgão aponta que pelo menos 12 das suas mais de 50 estações meteorológicas batem o recorde de frio do mês em outubro de 2025. No entanto, ressalta o Simepar, apesar de tantas temperaturas historicamente baixas, ainda não é possível afirmar que outubro foi um mês de temperaturas abaixo da média. Isso porque os termômetros devem ficar mais altos até o fim do mês - o que pode fazer com que a temperatura média do mês fique dentro da média histórica. "Em uma análise geral sobre todo o estado, vale ressaltar que a primavera é uma estação de extremos, com dias quentes, seguidos de dias mais frios, e também de chuvas e períodos mais prolongados até mesmo com estiagem. Essa condição meteorológica [de variação] deve persistir nas próximas semanas, caracterizando a climatologia da estação", conclui Furlan. LEIA TAMBÉM: Crimes: Bancário que tinha estúdio de fotos em casa é preso por exploração sexual de adolescentes de 13 e 14 anos 800 m³ de concreto e 30 toneladas de gelo: Hospital constrói bunker para abrigar equipamento radioativo inédito na América do Sul Entenda: Morte de capivara é investigada pela polícia; animal ficou popular em cidade após aparecer em local desabitado pela espécie Imagem ilustrativa Roberto Dziura Jr/AEN Previsão do tempo O Simepar ressalta que a quinta-feira (23) deve continuar com tempo estável no interior, com temperaturas em elevação, ultrapassando os 30°C no oeste, sudoeste, noroeste e norte, com alguma nebulosidade alta ao longo do dia. "Na faixa leste, a madrugada e amanhecer ainda serão de muitas nuvens e chuviscos ocasionais, mas ao longo da manhã e tarde o Sol aparece e as temperaturas passam dos 20°C. Ainda segue ventoso em todo o Paraná", diz o órgão. Previsão do tempo do Simepar para quinta-feira, 23 de outubro Reprodução/Simepar Na sexta-feira (24), diz o Simepar, o tempo segue com predomínio de Sol no interior e temperaturas máximas na faixa dos 33 ºC. "A nebulosidade fica mais variável na faixa leste, se destacando a noite e o turno da manhã, mas as temperaturas se elevam. O vento passa a predominar do quadrante norte, com rajadas moderadas a fortes na faixa oeste e norte". Previsão do tempo do Simepar para sexta-feira, 24 de outubro Reprodução/Simepar Para o sábado (25), a previsão é que as temperaturas se elevem em todas as regiões, antecedendo o avanço de uma nova frente fria pelo Sul do Brasil. "Entre a tarde e a noite as instabilidades avançam pelo oeste, sul e noroeste, trazendo chuvas e possibilidade para temporais", diz o Simepar. Previsão do tempo do Simepar para sábado, 25 de outubro Reprodução/Simepar Já o domingo (26), aponta o órgão, será de muita nebulosidade e sensação de abafamento. "Chove em especial no oeste, sudoeste e noroeste, com potencial para temporais". Previsão do tempo do Simepar para domingo, 26 de outubro Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia transforma Jardim São Benedito em laboratório ao ar livre em Campos dos Goytacazes

Publicado em: 22/10/2025 14:59

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa em Campos com o tema 'Planeta Água' O Jardim São Benedito, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, se transformou em um grande laboratório ao ar livre com o início da 12ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começou nesta segunda-feira (20) e vai até sexta-feira (24), das 9h às 16h, com entrada gratuita. O público poderá conhecer de perto projetos das escolas, participar de oficinas, exposições, mostras de robótica e outras atividades interativas. Além da programação científica, o evento também oferece serviços gratuitos para a população, como balcão de empregos, emissão de documentos e ações de saúde. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. O tema deste ano é “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. Uma das novidades da edição é o espaço “Conexão Azul”, que convida o visitante para um verdadeiro mergulho no oceano — com jogos, contação de histórias e experiências sensoriais. Feira de Ciência e Tecnologia em Campos vai até nesta sexta-feira(24) Reprodução InterTv RJ A representante da Secretaria de Educação e organizadora do evento destacou o impacto da iniciativa: “Esse evento proporciona uma rede de conhecimento, onde essas instituições se reúnem para difundir, popularizar e trazer um aprendizado para a população. Um evento que está reunindo 125 instituições”, afirmou. A Escola Municipal José do Patrocínio, do bairro da Penha, em Campos dos Goytacazes também estará apresentando projetos dentre as 85 escolas que estão participando.

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Policiamento Rodoviário terá internet via satélite para segurança nas estradas

Publicado em: 22/10/2025 14:42

Batalhão terá internet via satélite nas rodovias. Ascom PM-PI As viaturas do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) da Polícia Militar do Piauí agora contam com internet via satélite, fornecida pela Piauí Link. A iniciativa, implementada nesta terça-feira (21), visa fortalecer o trabalho de patrulhamento e ampliar a conectividade nas rodovias estaduais, especialmente em trechos com pouca cobertura de rede móvel. A tecnologia instalada utiliza antenas do tipo phased array com roteador Wi-Fi integrado de padrão 802.11a/b/g/n/ac (WiFi 5), capaz de suportar até 128 dispositivos conectados simultaneamente. Compacta e leve, a antena é ideal para uso móvel e oferece boa resistência a condições ambientais adversas. Segundo o analista de rede da Piauí Link, David Carvalho, o principal objetivo é garantir conectividade contínua às equipes que atuam em áreas rurais e rotas com baixa cobertura de sinal. “Essas viaturas que se deslocam entre Teresina e municípios como José de Freitas e União vão continuar conectadas o tempo todo. Se houver qualquer urgência ou falha de internet, elas terão um link de backup, mantendo a comunicação ativa com o batalhão”, afirmou. De acordo com o coronel Lucena, diretor da Diretoria de Tecnologia e Comunicação Operacional (Ditec) da PM-PI, a parceria representa um avanço significativo na integração entre tecnologia e segurança pública. “É uma parceria muito importante entre a tecnologia do estado e a Polícia Militar, colocando internet móvel nas viaturas do BPRE para que elas possam trabalhar com mais força e mais conectividade”, destacou o oficial. Batalhão terá internet via satélite nas rodovias estaduais. Ascom PM-PI O tenente-coronel Marcos Antônio, comandante do BPRE, reforçou que o uso da internet via satélite vai melhorar a comunicação e a dinâmica operacional das equipes. “A internet móvel vai ampliar o trabalho do BPRE, facilitando a comunicação e melhorando o policiamento nas rodovias, principalmente nas PIs 112, 113 e 130, onde há trechos sem a cobertura de internet, celular e até mesmo de rádio”, explicou.

Palavras-chave: tecnologia

Piauí cumpre metas fiscais e é o Estado que mais faz investimento público no país

Publicado em: 22/10/2025 14:35

Gestão apresenta relatório fiscal. Ascom Sefaz O Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PI), prestou contas do 2º quadrimestre de 2025, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa (Alepi). A audiência pública foi realizada no plenário Deputado Waldemar Macedo, visando atender uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF-Lei Complementar Federal nº 101/2000). “O Piauí cumpre as metas fiscais estabelecidas pela LRF nesse segundo quadrimestre de 2025 e ainda é o Estado que mais realizou investimento público no Nordeste e no Brasil, além de ser referência no quesito responsabilidade na gestão fiscal”, afirmou o secretário da Fazenda, Emílio Júnior. Durante a audiência, o secretário ainda ressalta que os índices de despesa com pessoal e da dívida consolidada encontram-se abaixo dos limites legais. Segundo Emílio Júnior, o poder Executivo atingiu o índice de 38,77% relativo à despesa com pessoal, enquanto o limite máximo é de 49%. E os demais poderes, Legislativo (2,45%), Judiciário (3,92%) e Ministério Público (1,33%), também estão dentro do exigido pela LRF, que são 3%, 6% e 2%, , respectivamente. Ele frisa ainda que o Estado está cumprindo com o índice constitucional de gastos com a saúde e educação, bem como as metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para os Resultados Primário e Nominal para o exercício de 2025. Além do secretário Emílio Júnior, também representaram a Sefaz, na audiência pública, o superintendente do Tesouro Estadual, James Sousa, e o analista do Tesouro, Sidrack Sidney Soares de Souza, diretor da Unidade de Controle Contábil (UNICON). Estado já aplicou 24,75% em manutenção e desenvolvimento do ensino O Estado deve aplicar, anualmente, em gastos com manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), 25% , no mínimo, da Receita de Impostos e Transferências (RIT). E, de acordo com os dados apresentados pelo secretário da Fazenda, Emílio Júnior, o Piauí aplicou 24,75%, em educação, até o segundo quadrimestre de 2025. Enquanto, no mesmo período de 2024, esse percentual foi de 22,85%. Isso representa, em números, que o investimento na educação aumentou de R$ 2,26 bilhões para R$ 2,69 bilhões, quando comparado, respectivamente, o mesmo quadrimestre de 2024 com o de 2025. Piauí já aplicou 14,34% em ações e serviços públicos de saúde O Estado deve aplicar, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde (ASPS), 12%, no mínimo, da Receita de Impostos e Transferências (RIT). Segundo os dados apresentados pela Sefaz, na audiência pública, o Piauí já investiu, até esse segundo quadrimestre de 2025, cerca de 14,34% em ações e serviços públicos de saúde. Portanto ultrapassou o mínimo exigido pela LRF como gasto anual. Esse percentual, aplicado no referido período em saúde, representa investimentos na ordem de R$ 1,56 bilhão, enquanto no mesmo período no ano passado foi aplicado R$ 1,37 bilhão (13,87%) Piauí é o estado que mais se destaca em investimento público Durante a audiência, o secretário Emílio Júnior também destacou o Piauí no ranking dos investimentos públicos do país. “Além de ser reconhecido pela gestão fiscal responsável, o Piauí é o estado que mais realiza investimentos públicos no Nordeste e no Brasil, com destaque no ranking dos Estados com a maior taxa de investimento em 2025”, frisa o gestor. Os dados publicados na 2ª edição do Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, em outubro deste ano, também confirmam que a região Nordeste se destaca em investimento público no país e o Piauí é o estado dessa região que mais realizou investimentos, 18,2%, considerando a Receita Corrente Líquida (RCL). “Portanto, somos o maior do Nordeste, isso é motivo de orgulho porque quem é diretamente beneficiado com esses investimentos é a população piauiense”, comenta Emílio Júnior. A publicação é realizada pelo Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz), em parceria com o Centro Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef), e dispõe de dados atualizados sobre receitas, despesas e investimentos das 27 Unidades da Federação, referentes ao 1º semestre de 2025. O Piauí também vem se consolidando como referência em atração de investimentos e internacionalização de negócios. De 2023 a 2025, o Estado participou de 15 missões internacionais em 21 países, que resultaram em mais de R$ 49 bilhões em negócios, além de acordos estratégicos nos setores de energias renováveis, mineração, tecnologia, logística e educação. O Estado é referência na qualidade das informações contábeis e fiscais Deputados durante apresentação. Ascom Sefaz Pelo segundo ano consecutivo, o Piauí atingiu em 2025 nota “B+” na classificação do Tesouro Nacional sobre a Capacidade de Pagamento (CAPAG), que avalia a situação fiscal de estados e municípios, indicando que a situação fiscal é considerada bem controlada. A nota B é atribuída a entidades que demonstram uma boa saúde financeira, permitindo que sejam elegíveis para novos empréstimos com garantia da União. Vale destacar que o mais (+) é um adicional positivo para os estados, a exemplo do Piauí, que são nota A no Ranking da Qualidade da Informação Fiscal e Contábil do Setor Público Brasileiro. O Piauí ainda obteve, pelo terceiro ano consecutivo, a nota A, que é a máxima no Ranking da Qualidade da Informação Fiscal e Contábil, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com objetivo de avaliar a qualidade da informação e a consistência dos relatórios e demonstrativos contábeis e fiscais que o Tesouro Nacional recebe de todos os entes federativos.

Palavras-chave: tecnologia