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Instituto aponta 1 professor de educação especial para cada 54 alunos em Campinas e alerta para risco de exclusão no ensino

Publicado em: 22/09/2025 14:26

Risco de exclusão: Campinas tem 1 professor de educação especial para cada 54 alunos Campinas (SP) possui um professor com formação em educação especial para cada 54 alunos matriculados. O dado do Instituto Rodrigo Mendes, de 2024, aponta para retrocesso em relação a 2015, quando a proporção era de um docente para cada 22 estudantes. Nesse período, o número de alunos da educação especial cresceu 119,8%, passando de 3.369 para 7.405 matrículas nas redes pública e privada. Já a quantidade de professores especializados caiu 10,3%, indo de 154 para 138. A coordenadora de advocacy do Instituto Rodrigo Mendes (IRM), Karolyne Ferreira, explica que o cenário de Campinas é um retrato do que acontece em várias cidades do país: "a demanda cresce, mas a formação docente não acompanha". E isso representa um risco de exclusão dos estudantes com deficiência - entenda abaixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Segundo Karolyne, dos 11,1 mil professores regentes de Campinas em 2024, apenas 138 (1,2%) tinham formação específica em educação especial. Em 2015, o índice era 1,4%. Ou seja, além de não avançar, a proporção diminuiu. “A dificuldade, em parte, ela está atrelada ao baixo índice de formação continuada. Isso diz muito do que a gente nomeia como a barreira, a barreira atitudinal. Ele (professor) não sabe como ele lida. Então, na dúvida de não saber como lidar com um estudante acaba que afasta ou diz, 'ó, eu não consigo, eu não sei'”, avalia. Risco de exclusão Segundo Karolyne, quando a formação é insuficiente, o estudante com deficiência corre risco de ser isolado em sala de aula, em vez de participar das dinâmicas com os colegas. "A gente entra numa situação que o aluno com deficiência fica lá no cantinho isolado com essa pessoa e ele não participa das dinâmicas da sala de aula. E é importante que ele seja incluído nas dinâmicas, nas trocas com toda a turma", explica. A especialista lembra ainda que o desafio não se resume a contratação de novos profissionais. É necessário investir em formação continuada e integrada, já que as metodologias, recursos pedagógicos e tecnologias de acessibilidade mudam ao longo do tempo. “A inclusão ela acontece quando envolve todos os profissionais da escola. (...) É importante que o professor tenha materiais pedagógicos acessíveis. É importante que o professor faça uso de metodologias ativas e metodologias como desenho universal para aprendizagem”, completa. Educação especial x Atendimento Educacional Especializado (AEE) Karolyne ressalta que é preciso diferenciar a atuação dos professores em sala de aula do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que deve complementar o ensino regular. Segundo a coordenadora, a Educação Especial faz parte da educação básica e deve ser garantida a todos os alunos com deficiência, transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação. Ser Acessível: TEA, PCD, SRM, criança não oralizada, tecnologia assistiva... glossário explica termos e siglas da educação especial Já o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço complementar, previsto em lei, que identifica barreiras de aprendizagem e busca recursos pedagógicos, tecnológicos e metodológicos para eliminá-las. "O professor do atendimento educacional especializado não precisa estar todos os dias na sala de aula, porque esse é o pulo do gato, é entender o que, de fato, qual é a barreira para esse estudante", explicou a coordenadora. Psicopedagoga com formação em educação especial, Karen Marconato explica que a atuação do AEE ocorre geralmente no contraturno, em grupos ou de forma individual, uma ou duas vezes por semana, conforme a necessidade de cada aluno. “O professor tem por objetivo visar propiciar maiores condições dessa criança permanecer de maneira efetiva na sala de aula", explicou Karen. Segundo o Instituto Rodrigo Mendes, o ideal é que cada instituição de ensino tenha ao menos um professor do AEE para cada 25 alunos. No entanto, o levantamento mais recente revela que, em 2024, o estado de São Paulo possui 2.367 professores com a formação necessária em educação especial para atender os 106.198 estudantes com deficiência matriculados nas redes públicas e privadas, o que representa, em média, 1 docente com formação para cada 45 alunos. LEIA TAMBÉM Ser Acessível: Campinas tem alta de 1.204% em alunos autistas e matrículas na educação especial dobram em dez anos Ser Acessível: saiba o que explica aumento de casos de autismo e qual o impacto na educação Cristina Pedro é mãe de Cauã, de 4 anos, e sente na prática a ausência de profissionais especializados na escola onde o filho estuda. Reprodução/EPTV Impacto direto nas famílias Para famílias de crianças com deficiência, os números refletem dificuldades diárias. Cristina Pedro é mãe de Cauã, de 4 anos, e sente na prática a ausência de profissionais especializados na escola onde o filho estuda. Segundo ela, o menino nasceu prematuro, foi diagnosticado com paralisia cerebral e também apresenta traços de autismo. Desde os seis meses, ele frequenta a creche e hoje, na escola, conta com uma cuidadora, responsável por auxiliá-lo nas tarefas diárias como locomoção, alimentação e higiene. Contudo, Cristina explica que o filho precisa de um cuidado mais específico para que ele tenha os estímulos necessários para a aprendizagem e desenvolvimento. "A auxiliar vai estar perto dele e vai ficar falando, então é um estímulo repetitivamente. A professora com 21 alunos, ela não vai conseguir dar atenção só para ele. (...) Como que ele vai se defender lá na rua? Apontando ou falando, ó, fulano fez isso. Porque ainda o neurológico dele, o raciocínio dele, não tem. Então, se eu tiver um auxiliar que consiga ajudar ele a apontar, a falar as palavras corretas, eu acho que seria melhor." Segundo ela, o apoio pedagógico especializado não seria importante apenas para o filho, mas para todas as crianças com deficiência. “Inclusão é tudo. E se você não tiver uma pessoa preparada, adaptada, para ajudar, fazer a inclusão, a criança desregula totalmente”, afirma Cristina. LEIA TAMBÉM Ser Acessível: entenda barreiras que impedem inclusão escolar e conheça histórias de famílias que enfrentam impactos da exclusão Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão Ser Acessível: saiba quais são os direitos de pessoas com deficiência na educação e como exigi-los A realidade também é conhecida por Vânia, mãe de Enzo, de 12 anos, diagnosticado com autismo nível 1. Ela relata que o filho só conseguiu ser alfabetizado no 5º ano, quando decidiu deixar a área de administração para se formar em pedagogia e dar o suporte que ele não tinha. “Nas escolas particulares, não havia suporte nenhum, pedagógico nem de cuidado. Quando ele foi para a rede municipal em Paulínia, a dificuldade continuou. No ano passado não teve nenhum profissional de apoio, e neste ano passou a ter apenas parcialmente. Na sala dele há sete crianças com necessidades diferentes, mas nem todas recebem a atenção que precisam”, afirma. O que dizem prefeitura e Estado? Em nota, a prefeitura de Campinas informou que as escolas da rede municipal não possuem déficit de professores de Educação Especial, e que, no total, possui 234 docentes que fazem o atendimento de 2.195 alunos matriculados na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, segundo a metrópole, desde 2023 já admitiu 101 professores de Educação Especial para a rede, e atualmente há um concurso, ainda dentro da validade, e outro em andamento "para garantir que o quadro de profissionais se mantenha no nível preconizado". A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) disse estar "comprometida com políticas públicas que fortaleçam a inclusão nas escolas estaduais, e por isso orienta todas as unidades a acolher novos estudantes elegíveis à educação especial e auxiliar as famílias no que for necessário". A pasta ressaltou que todo aluno elegível aos serviços da educação especial passa por "uma Avaliação Pedagógica Inicial (API) realizada por professores especializados, que identificam os apoios e recursos necessários para o desenvolvimento de cada estudante na sua vida escolar". Além disso, a Seduc-SP informou que cerca de 12,8 mil professores especializados atuam nas escolas estaduais paulistas, além de outros 10,2 mil profissionais de apoio escolar – vida diária, que atuam em demandas como alimentação, locomoção e higiene de alunos elegíveis. Ainda segundo a Secretaria de Estado da Educação, durante o 1° semestre de 2025, a atual gestão lançou o programa Escolas+Inclusivas, que realizou encontros de orientação e desenvolvimento pedagógico entre profissionais especializados de 111 escolas. "Ao todo foram 130 horas que impactaram 703 profissionais, envolvendo professores especializados, coordenadores pedagógicos e professores especialistas em currículo (PECs)", completa. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Alunos da Firjan Senai do RJ disputam final nacional de competição técnica em Brasília

Publicado em: 22/09/2025 14:10

Daiana, de Macaé e Nathan, de Petrópolis, são os dois jovens fluminenses que estão entre os melhores do Brasil na WorldSkills 2025. Divulgação Dois jovens fluminenses estão entre os melhores do Brasil na WorldSkills 2025: Daiana Victoria Fraga Figueiredo, de Macaé, Região dos Lagos do Rio, primeira mulher negra a chegar ao pódio da Soldagem, e Nathan Mendonça, de Petrópolis, Região Serrana do Rio, na ocupação de Tecnologia Web, representam o Rio de Janeiro na etapa nacional em Brasília entre 23 e 27 de setembro. Daiana fez história ao ser a primeira mulher negra a conquistar medalhas na área de Soldagem, ocupação tradicionalmente masculina. “É um grande orgulho ser a primeira mulher, e mulher negra, a chegar ao pódio de Soldagem. A competição transforma vidas, e poder mostrar meu conhecimento e colocar em prática é uma das formas mais incríveis de aprender e crescer”, afirmou a estudante. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Nathan também se destacou em Tecnologia Web, área estratégica para o futuro da indústria. Assim como os demais competidores, ele precisou demonstrar conhecimentos técnicos, habilidades práticas e capacidade de resolver desafios alinhados às demandas do setor. "Agora com a premiação em Brasília, a minha expectativa é descobrir a minha posição no pódio, e também descobrir se irei representar Firjan Senai e o Brasil no ano que vem, me sinto muito honrado em poder representar a Firjan Petrópolis, a Firjan Senai e o Rio de Janeiro", disse No total, 25 jovens da Firjan SENAI representam o estado em seis ocupações: Controle Industrial, Construção Digital BIM, Integração de Sistemas Robóticos, Manufatura Aditiva, Segurança Cibernética e Tecnologia em Design Gráfico. Os classificados são de 13 unidades espalhadas pelo estado, colocando a Firjan Senai como a quarta instituição com mais finalistas no país, atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Segundo Edson Melo, gerente de Educação Profissional da Firjan Senai, o resultado comprova a qualidade do ensino técnico. “Essa jornada reflete o trabalho em equipe, a dedicação de todos e a nossa busca incessante pela excelência”, disse. Os três primeiros colocados em cada categoria não estarão automaticamente classificados para o mundial em Xangai, na China, em 2026. Eles passarão por um novo treinamento nacional no próximo ano, quando será definida a delegação brasileira para a competição internacional. RJ2: Veja na íntegra a edição desta sexta-feira 19 de setembro de 2025

Palavras-chave: tecnologia

Entenda o que é internet corporativa e como escolher a melhor conexão para a sua empresa

Publicado em: 22/09/2025 14:03

Em um mundo cada vez mais digitalizado, empresas de todos os tamanhos e segmentos dependem fortemente da tecnologia para se manterem eficientes e competitivas. Até mesmo para as corporações que não atuam diretamente no universo digital, contar com uma rede estável e própria para uso empresarial é essencial para evitar gargalos na operação, clientes insatisfeitos, riscos de ataques cibernéticos e até perda de faturamento. Por que a internet corporativa é diferente da internet doméstica? A internet corporativa se refere a um serviço de conectividade desenvolvido especificamente para atender às demandas das empresas, oferecendo maior velocidade, estabilidade e recursos avançados de segurança. Diferente da internet residencial, que é pensada para o uso individual ou de poucas pessoas simultaneamente, a internet corporativa garante alto desempenho para suportar grandes transferências de dados, backups em tempo real e níveis de acesso diferenciados entre equipes. Como as empresas são altamente visadas por criminosos digitais, uma conexão convencional pode se tornar vulnerável diante de tentativas de invasões e vazamentos de dados. A internet corporativa, por outro lado, traz camadas extras de proteção para manter informações estratégicas e sensíveis em segurança. A disponibilidade e o suporte são outros diferenciais importantes. Enquanto o usuário residencial pode esperar mais tempo para resolver problemas técnicos na conexão, empresas precisam de atendimento especializado e prioritário, já que até mesmo uma queda de conectividade que dura poucos minutos pode interromper serviços essenciais como os oferecidos por hospitais e prefeituras e gerar grandes prejuízos. Por que investir em uma internet corporativa de qualidade? Uma rede corporativa ajuda a empresa a transformar a conectividade em um aliado estratégico para o seu negócio, já que conta com benefícios importantes como: Baixa latência: para evitar falhas em serviços que dependem de resposta imediata e garantir que os dados trafeguem rapidamente Alta largura de banda: para suportar múltiplos dispositivos conectados simultaneamente e impedir congestionamentos que prejudicam a produtividade Recursos de segurança avançados: para proteger dados sigilosos e informações sensíveis de ameaças externas Suporte especializado: para garantir uma conexão sem interrupções e minimizar os impactos em caso de falhas Internet corporativa é a mesma coisa que internet dedicada? Essa é uma dúvida comum, mas já adiantamos que enquanto a internet corporativa abrange todas as soluções de conectividade para empresas, a internet dedicada é um tipo específico de conexão. Para exemplificar, pense na internet corporativa como uma estrada com várias pistas, em que é necessário dividir o trajeto com outros veículos e pode haver lentidão nos horários de pico. A internet dedicada, por sua vez, funciona como uma pista exclusiva, onde apenas a sua empresa trafega sem enfrentar congestionamentos ou desvios. O link dedicado é uma opção válida para todas as empresas, mas tem uma aplicação ainda mais importante para negócios que lidam com alto volume de dados e operações críticas, como grandes e-commerces e sistemas financeiros. Além de velocidade constante e máxima segurança na transmissão de dados, a internet dedicada também conta com suporte personalizado, já que esse tipo de conectividade é mais voltado para negócios que dependem de disponibilidade total de rede para manter suas operações em funcionamento. A escolha entre internet corporativa compartilhada e internet dedicada depende da complexidade da empresa, do volume de dados gerados e do nível de criticidade das operações, ou seja, quanto mais essencial a internet for para o seu negócio, mais vantajoso será optar por um link dedicado. O que considerar antes de contratar a conexão da sua empresa A escolha da internet corporativa ideal exige mais do que comparar preços ou a quantidade de megas oferecida pela operadora. As dicas abaixo garantem que a decisão não interfira no ritmo do seu negócio nem gere gargalos ou prejuízos. Avalie as necessidades da sua empresa para entender, por exemplo, quantos colaboradores estarão conectados simultaneamente, qual a demanda diária de uploads e downloads, e se há aplicativos ou serviços que demandam alta disponibilidade e baixa latência Verifique se o provedor disponibiliza camadas extras de proteção, como firewalls dedicados, serviço anti-malware e suporte a VPNs Avalie o nível de confiabilidade para entender se o provedor garante tempo mínimo de inatividade e oferece suporte técnico 24/7 com resposta rápida diante de imprevistos Observe se a internet oferece escalabilidade e permite aumentar a largura de banda sem complicações, burocracia ou custos abusivos Coloque o custo-benefício na ponta do lápis, mas não foque apenas no preço, como também na consistência da conexão e da segurança oferecida Nossas soluções de internet corporativa A Ligga Telecom conecta tudo o que não pode parar no Paraná e pode ajudar a sua empresa a não ficar para trás quando o assunto é conectividade. Além de banda larga 100% fibra óptica e conexão de alta velocidade, nossas soluções de internet corporativa também incluem: Serviços de IP dedicado Data center, servidores virtuais e backup de arquivos em nuvem Camadas extras de segurança, como firewall dedicado e serviço anti-ransomware Suporte técnico especializado, disponível 24 horas por dia e 7 dias por semana Conheça tudo o que podemos oferecer para garantir alta velocidade, máxima segurança e total velocidade no dia a dia da sua empresa.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Do agro ao gov, das PMEs às grandes corporações: 3 soluções de conectividade que fazem a diferença

Publicado em: 22/09/2025 14:03

Com presença nos 399 municípios paranaenses, a Ligga Telecom é referência em conectividade não apenas para o usuário final e oferece diversas soluções para atender às necessidades de pequenas, médias e grandes empresas e do setor público com qualidade superior. Campo conectado O agronegócio é um dos principais combustíveis para o avanço da economia paranaense e tem papel essencial no avanço do PIB estadual. Um setor que ocupa um papel tão relevante nas contas do estado precisa estar sempre atualizado com as inovações mais recentes, e a conectividade é essencial nesse sentido, garantindo que soluções de Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e dispositivos autônomos continuem funcionando com a máxima eficiência para aumentar a produtividade e garantir tomadas de decisão cada vez mais precisas no campo. Para o agro, uma das principais soluções oferecidas pela Ligga é o IOT, ferramenta que ajuda no gerenciamento de maquinários agrícolas. Com ela, o empresário rural consegue mapear os percursos percorridos pelos veículos, rastrear o desempenho das atividades em campo e até se comunicar com os operadores das máquinas, caso seja necessário. Os dados gerados pelo IOT são armazenados na nuvem e garantem fácil acesso ao produtor para avaliar o funcionamento dos maquinários e estruturar melhorias na operação rural. No campo, o IOT da Ligga melhora a eficiência dos maquinários. DIvulgação: Freepik Conexão de qualidade para as PMEs Toda pequena ou média empresa que deseja prosperar precisa investir em uma conexão de qualidade para atender e prospectar clientes, se modernizar e expandir a sua rede de atuação. As PMEs paranaenses podem contar com uma das principais soluções da Ligga para o mercado corporativo que é a internet dedicada. Criada especialmente para empresas, ela garante maior estabilidade de conexão e segurança na transmissão dos dados privados. Conectividade para crescer ainda mais A Ligga oferece ainda uma rede empresarial robusta para grandes empresas que desejam alcançar patamares cada vez mais altos, com destaque para a RAV (rede de alta velocidade), uma solução que conecta os computadores de todas as sedes da empresa de forma exclusiva e com alta proteção. Além de eliminar a duplicidade de arquivos, garantindo que os documentos de todas as sedes da empresa sejam salvos em um mesmo ambiente, a RAV também conta com diversas camadas de proteção para impedir a invasão de terceiros. Conectando governos e cidadãos A conectividade é um componente essencial para melhorar a vida dos cidadãos, garantir o avanço tecnológico das cidades, gerenciar serviços públicos com a máxima eficiência e coletar dados em tempo real com foco em otimizar a gestão municipal ou estadual. A Ligga também é referência quando se trata do atendimento ao setor público, atuando como a principal parceira de conectividade do Governo do Paraná e de mais de 126 prefeituras. Através de internet banda larga com tecnologia 100% fibra óptica, a empresa se destaca, por exemplo, na parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná, que leva conexão para 148 escolas rurais, aldeias indígenas e comunidades remanescentes de quilombos, beneficiando mais de 31 mil alunos e professores. Tudo o que não pode parar no Paraná está conectado pela Ligga Telecom e para garantir que nenhuma empresa precise interromper suas atividades devido a invasões ou falhas de segurança, as soluções de conectividade da Ligga também oferecem camadas extras de proteção, como firewall incluso nos equipamentos de acesso via banda larga, backup de dados em nuvem e solução anti-ransomware para uma rápida recuperação de dados. Seja você um produtor rural ou um pequeno empresário, o responsável por uma grande corporação ou um gestor público, conte com as soluções da Ligga para manter as suas operações sempre em movimento.

O futuro já chegou: conectividade 5G e fibra óptica impulsionam cidades inteligentes

Publicado em: 22/09/2025 14:02

Telecom: a base das cidades inteligentes O setor de telecomunicações é essencial para garantir a funcionalidade de uma cidade inteligente. Sem uma rede robusta, informações vitais não se transformam em decisões rápidas e precisas, impactando a gestão pública e a vida da população. Cidades inteligentes são feitas de redes inteligentes porque sensores, sistemas de monitoramento, inteligência artificial, big data e Internet das Coisas (IoT) dependem de infraestrutura de conectividade confiável para otimizar a qualidade de vida urbana. 5G e fibra óptica: velocidade e confiabilidade nas cidades inteligentes No contexto das telecomunicações, duas tecnologias são essenciais para que as informações fluam sem interrupções e os sistemas urbanos funcionem com a máxima eficiência em uma cidade inteligente: o 5G e a fibra óptica. A quinta geração da internet móvel não oferece apenas uma conexão mais rápida, garantindo ainda baixa latência — o que permite que dispositivos e sistemas se comuniquem quase que instantaneamente — e grande capacidade para a múltipla conexão de milhares de dispositivos simultaneamente, aumentando a possibilidade das aplicações de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). A fibra óptica, por sua vez, é a espinha dorsal da rede 5G, transmitindo dados próximos à velocidade da luz, com estabilidade e segurança. Conexão que transforma a cidade A ação conjunta entre 5G e fibra óptica permite otimizar a vida urbana de diferentes maneiras, tais como: Tráfego: sensores integrados aos semáforos monitoram o trânsito em tempo real e ajudam a reduzir congestionamentos Gestão de energia e água: sensores detectam falhas ou consumos anormais, permitindo que as empresas responsáveis pelo abastecimento implementem ações preventivas ou corretivas com agilidade Segurança pública: câmeras transmitem imagens em alta definição para centros de controle, acelerando a resposta diante de emergências como assaltos e sequestros Saúde: serviços de telemedicina e transmissão rápida de exames aproximam médicos e pacientes, inclusive nas regiões com pouca disponibilidade de especialistas Iluminação: postes adaptam a intensidade das luminárias conforme a necessidade e ajudam a detectar falhas na rede elétrica, agilizando as manutenções A rede inteligente nas cidades permite monitorar o tráfego em tempo real para reduzir congestionamentos. DIvulgação: Freepik Conectividade sustentável e de alta qualidade nas cidades inteligentes A Ligga Telecom está no Paraná inteiro e é pioneira em internet fibra no estado, ajudando a conectar tudo o que não pode parar. Desde escolas — inclusive em áreas rurais e comunidades indígenas — até empresas de abastecimento de água e energia, nós garantimos que a banda larga de qualidade chegue aonde precisa para garantir cidades mais inteligentes, serviços urbanos mais ágeis e cidadãos mais satisfeitos. Conheça as nossas soluções para a administração pública e garanta que a rede inteligente da Ligga ajude a aumentar a eficiência da sua gestão.

Cibersegurança: como proteger a sua empresa contra ataques digitais

Publicado em: 22/09/2025 14:02

O Brasil na mira dos cibercriminosos Com a transformação digital acelerada e cada vez mais serviços e operações migrando para o online, o crime cibernético se tornou uma realidade preocupante. De pequenos comércios a grandes corporações, nenhuma empresa está imune às ameaças digitais e precisa se conscientizar sobre a importância de blindar seu negócio contra ataques cibernéticos, especialmente no Brasil, que ocupa uma posição negativa nesse cenário. Segundo o Panorama de Ameaças para a América Latina 2024, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, registrando mais de 700 milhões de ataques em apenas um ano, o equivalente a 1.379 tentativas de invasão por minuto. Em paralelo, o Brasil aparece também em segundo lugar nas Américas em maturidade de cibersegurança, segundo o Índice Global de Segurança Cibernética da UIT, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos em proteção digital. Por que os ataques acontecem e quais são os mais comuns? Vários fatores contribuem para o aumento dos crimes cibernéticos, começando pela dependência crescente de plataformas digitais para promover produtos e serviços. Outro motivo é que nem sempre os sistemas conseguem acompanhar a velocidade da transformação digital e acabam ficando desprotegidos. Para completar, os criminosos estão cada vez mais sofisticados, se valendo de técnicas avançadas para explorar falhas técnicas e comportamentais nas empresas. Entre as ameaças mais frequentes estão: Malware: softwares maliciosos que destroem ou roubam dados e até mesmo apagam arquivos essenciais para a execução do sistema operacional Ransomware: mantém dados ou sistemas como reféns até que um resgate seja pago Engenharia social: inclui técnicas como o pishing, que envolve usar mensagens falsas para roubar credenciais, expor dados confidenciais ou espalhar malware Ataques à cadeia de abastecimento: exploram fornecedores e prestadores de serviços para prejudicar múltiplos alvos simultaneamente DDoS (negação de serviço distribuída): sobrecarregam servidores com tráfego excessivo, interrompendo serviços Malwares estão entre as ciberameaças mais frequentes nas empresas. DIvulgação: Freepik Como a sua empresa pode se proteger: 7 dicas essenciais Segundo Marcelo Souza, Diretor de Tecnologia da Informação e Inovação da Ligga Telecom, os cibercriminosos têm se aproveitado da ausência de práticas básicas de segurança para promover ataques cibernéticos. Para se proteger, a sua empresa precisa de uma estratégia completa, que envolva tecnologia, processos e pessoas: Conscientizar e treinar os colaboradores em cibersegurança, já que os funcionários são a primeira linha de defesa contra phishing e outras ameaças digitais; Usar senhas fortes e autenticação multifator em todas as contas comerciais para reduzir acessos não autorizados; Garantir que todos os softwares e sistemas estejam atualizados com a versão mais recente, o que ajuda a eliminar as brechas exploradas por hackers; Fazer backup dos dados com frequência e testar o funcionamento dos processos de backup e recuperação periodicamente, para garantir a recuperação rápida das informações em caso de ataque; Utilizar tecnologias de proteção avançadas, como firewalls, sistemas de detecção de invasão, antivírus e criptografia; Reforçar as práticas de segurança para trabalho remoto, incluindo VPNs e dispositivos protegidos com softwares atualizados; Contar com planos de resposta a incidentes, que preparem a empresa para agir rapidamente diante de um ataque cibernético. Soluções da Ligga Telecom que elevam a proteção digital da sua empresa Para complementar as boas práticas de cibersegurança, investir em soluções robustas faz toda a diferença na hora de proteger a sua empresa contra ataques, entre elas: Anti-DDoS: bloqueia ameaças que tentem derrubar sistemas com sobrecarga de tráfego, protegendo a disponibilidade da rede e a continuidade dos serviços; Segurança integrada SD-WAN: combina performance de rede com recursos avançados de cibersegurança, garantindo conectividade estável, visibilidade centralizada e defesa contra ameaças como ransomware, especialmente em empresas com ambientes distribuídos. Além de ser referência em telecomunicações no Paraná, a Ligga Telecom também se compromete com a segurança digital de empresas e órgãos governamentais em larga escala. Com soluções de backup robustas, muralhas digitais e recursos de segurança avançados como anti-DDoS e proteção integrada SD-WAN, a Ligga pode ajudar a sua empresa a proteger dados sensíveis e se blindar contra ataques digitais. “Graças à estrutura de backup da Ligga, recentemente fizemos a restauração de um sistema atacado por ransomware em apenas 48 horas”, finaliza Marcelo. Tudo o que não pode parar no Paraná está conectado pela Ligga Telecom. Conheça as nossas soluções e proteja ainda mais a sua empresa.

Defesa Civil emite alerta 'severo'; Grande SP registra queda de árvores, destelhamentos e mais de 500 mil imóveis sem luz

Publicado em: 22/09/2025 14:00

Chuva forte atinge Zona Sul de SP nesta segunda-feira A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta na tarde desta segunda-feira (22) para temporais com rajadas de vento na capital e na região metropolitana de São Paulo. Há registros de quedas de árvores e destelhamentos na Grande São Paulo, além de falta de energia: boletim da Enel das 15h19 apontava que 579.531 imóveis estavam sem luz. Passageiros no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, registraram o momento em que a água da chuva invadiu a área do terminal próxima ao portão 4 (veja no vídeo abaixo). Acompanhe em tempo real os estragos causados pelo temporal Saguão no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de SP, fica alagado Parte do teto da Estação Brás, da CPTM, no Centro, importante polo de transporte na cidade de São Paulo, que tem como um centro de integração entre Metrô e trem, desabou. Nas imagens, é possível ver água da chuva caindo no saguão da estação e o chão molhado. Parte de teto da estação Brás, em SP, caiu No início da tarde, por volta das 14h, o tempo fechado e a chuva forte fizeram o "dia virar noite", com o céu cinza escuro. Uma imagem impressionante registrou o momento em que uma tempestade de aproxima da região da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. No vídeo abaixo, a é possível ver uma nuvem de chuva avançando rapidamente sobre prédios. Em instantes, a visibilidade é totalmente encoberta e o "dia vira noite". Imagem mostra tempestade chegando na Barra Funda, na Zona Oeste de SP O alerta, emitido pelo sistema de mensagem automática da Defesa Civil, envia mensagens automáticas para todos os celulares na área de risco, independentemente do cadastro prévio ou do CEP. Todos que receberam o SMS devem se abrigar. "Alerta severo: temporais com rajadas de vento nas próximas horas na capital e Região Metropolitana. Risco de queda de árvore e destelhamento. Abrigue-se", diz a mensagem. Tempestade atinge região da Vila Cordeiro, na Zona Sul de SP A capital amanheceu nesta segunda com muitas nuvens e chuva isolada em algumas regiões da cidade. À tarde e à noite, estão previstas pancadas de chuva com trovoadas. As temperaturas variam entre 17 °C e 27 °C. Na terça-feira (23), o tempo continua instável, com pancadas de chuva e trovoadas pela manhã e à tarde. Já na quarta-feira (24) a previsão é de muitas nuvens e chance de chuva isolada. As temperaturas variam entre 14 °C e 20°C. Alerta da Defesa Civil emitido nesta segunda-feira (22). Reprodução Os termômetros seguem em queda até sexta (26), quando a mínima deve ficar em 10 °C. Mais cedo, duas árvores caíram em razão da ventania e bloquearam totalmente um trecho da Alameda Santos, na região da Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Os carros que precisavam passar pelo local tiveram desviado na contramão e pela calçada. A queda ocorreu por volta das 6h15 perto do número 1780 da Alameda Santos, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Árvores caem sobre carros e bloqueiam totalmente trecho da Alameda Santos Moradores de bairros da capital paulista e da região do ABC Paulista relataram falhas no fornecimento de energia elétrica na manhã desta segunda-feira (22). O problema atingiu principalmente as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema. Em São Bernardo, 74% das os clientes da Enel ficaram sem energia, com cerca de 271 mil endereços sem fornecimento. Na cidade de Santo André e Diadema, respectivamente, 29,6% e 14% dos imóveis estavam sem luz até às 11h45. Segundo a Enel Distribuição São Paulo, o problema foi causado por um desligamento em uma subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, ocorrido por volta das 10h50. Cerca de 900 mil clientes foram afetados no total. "A Enel Distribuição São Paulo informa que um desligamento em subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, ocorrido por volta das 10h50 de hoje (22), afetou o fornecimento de energia para cerca de 900 mil clientes da distribuidora. Até as 11h22, todos os clientes impactados por essa ocorrência tiveram o serviço restabelecido", disse a empresa por meio de nota. A concessionária afirmou ainda que fortes ventos, acompanhados de chuvas, persistem na área de concessão desde a madrugada de segunda-feira (22) provocando queda de galhos e árvores e danos à rede elétrica em diversos pontos. "A distribuidora reforçou as equipes em campo e segue atuando para restabelecer o serviço", declarou. A Isa Energia Brasil também emitiu nota dizendo que "houve uma ocorrência numa subestação da companhia, localizada em Santo André (SP), impactando o fornecimento de energia elétrica para a distribuidora Enel. "A recomposição das cargas se iniciou de forma imediata, coordenada pelo ONS em conjunto com a distribuidora. Até as 11h22, segundo a distribuidora, todos os clientes impactados por essa ocorrência tiveram o serviço restabelecido. A causa da ocorrência segue em investigação pelas equipes técnicas da Isa Energia Brasil", afirmou a companhia. Censo das árvores A Prefeitura de São Paulo anunciou há dez dias que vai realizar um novo censo das árvores localizadas nas calçadas e canteiros da cidade. A iniciativa, que utilizará tecnologia de laser e inteligência artificial, pretende mapear cerca de 650 mil árvores e avaliar suas condições. A última contagem foi feita há dez anos, por meio de fotos aéreas, sem detalhamento sobre o estado das árvores. O novo levantamento será feito com veículos equipados com um scanner a laser, capaz de disparar feixes a até 300 metros de distância e 30 metros de altura, criando mapas em 3D das árvores encontradas pelo caminho. São Paulo será a primeira cidade do Brasil a utilizar esse tipo de tecnologia aliada à inteligência artificial. O investimento é de quase R$ 19 milhões. Árvores caíram na Alameda Santos Aldieres Batista/TV Globo

Proteção da lavoura contra pragas começa pela escolha dos bicos de pulverização

Publicado em: 22/09/2025 12:26

A Jacto conta com uma linha de bicos cerâmicos de alta performance Jacto/Divulgação Na era da agricultura de precisão, cada detalhe importa. E quando o assunto é pulverização, a escolha dos bicos corretos faz toda a diferença no resultado da lavoura. Apesar de pequenos, são eles que determinam o volume, o tamanho das gotas e a distribuição dos defensivos no alvo adequado — Todos considerados fatores decisivos para a otimização da produtividade e manejo eficiente dos insumos. Um estudo realizado pela Embrapa divulgado em abril deste ano revela que 46% das doenças agrícolas no Brasil devem se tornar mais severas até 2.100, afetando culturas fundamentais como arroz, milho, soja, café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas. As elevações de temperatura e as alterações no regime de chuvas favorecem o desenvolvimento de fungos, vírus e insetos vetores, exigindo uma revisão dos sistemas de monitoramento e controle fitossanitário no país. Nesse cenário, a pulverização correta especialmente com o uso de bicos adequados e em bom estado torna-se uma aliada estratégica do produtor. Para apoiar os agricultores nesse desafio, a Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, conta com uma linha de bicos cerâmicos de alta performance, pensados para aumentar a precisão e a cobertura, inclusive em aplicações mais desafiadoras. “A Jacto conta com um portifólio completo de bicos de pulverização para atender todo o tipo de cultura. As peças são testadas internamente em um laboratório com alta tecnologia, seguindo os mais rigorosos padrões exigidos pelas principais normas vigentes no segmento (ex: variação de +/- 5% da vazão referente a nominal). São normas rígidas que garantem a uniformidade no tamanho de gotas e aplicação com precisão”, ressalta Gilson Lemos, gerente de negócios de bicos de pulverização. Gilson Lemos Jacto/Divulgação Quando o produtor deve trocar os bicos de pulverização? Independentemente do material que o bico é fabricado (cerâmica, polímero ou metal), o critério que o produtor rural deve adotar para a troca dos bicos é o desgaste. A referência deve ser sempre a vazão nominal de cada peça, ou seja, quando um bico apresentar vazão acima de 10% da especificada pelo fabricante, ele deve ser substituído imediatamente. Não é recomendado usar como referência as horas de trabalho para substituição dos bicos, já que esse critério nem sempre expressa a qualidade da aplicação. Para auxiliar o produtor rural e toda rede de revendedores master, a Jacto conta com um time de especialistas em tecnologia de aplicação, presente diariamente no campo, efetuando demonstrações e orientando nossos parceiros e clientes sobre as melhores práticas durante o manejo da lavoura. “A produtividade da lavoura está diretamente ligada à qualidade da aplicação. E os bicos de pulverização são protagonistas no ecossistema do processo. Escolher o bico certo e garantir sua troca periódica são passos fundamentais para evitar perdas, reduzir desperdícios e garantir que a planta expresse todo seu potencial produtivo. É uma decisão técnica que impacta diretamente no bolso e no resultado do produtor”, conclui Gilson Lemos. Clique aqui e confira o portifólio completo de bicos Jacto.

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VÍDEO: veja como ocorreu acidente com 11 mortes em reprodução 3D inédita em MT

Publicado em: 22/09/2025 12:11

Imagens feitas em 3d mostram a dinâmica do acidente que deixou 11 mortos em MT Imagens inéditas feitas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 3D mostram como ocorreu o acidente entre uma carreta e um ônibus de viagem que deixou 11 mortos e 46 feridos há um mês, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. O vídeo exclusivo foi divulgado nesta segunda-feira (22) junto com a conclusão do laudo. A simulação indica que o ônibus e a carreta trafegavam no mesmo sentido da via quando, ao tentar desviar do coletivo, a carreta sai parcialmente da pista e atinge a lateral do ônibus de viagem (assista acima). O vídeo também mostra a visão que os dois motoristas tinham no momento do acidente, segundos antes do acidente ocorrer. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o motorista do ônibus foi quem invadiu a faixa contrária, no sentido de Cuiabá para Sinop. A simulação Um dos equipamentos utilizados pela equipe técnica da PRF na perícia do acidente foi o escâner 3D, tecnologia de alta precisão que permite mapear toda a área onde a batida ocorreu. O equipamento registra detalhes do local em três dimensões, preservando fielmente os vestígios deixados na cena. Com capacidade de escanear um perímetro de até 100 metros, o dispositivo faz a leitura completa do asfalto e dos arredores, coletando dados como marcas de frenagem, deformações na pista e a posição exata dos veículos no momento do impacto. Essas informações foram utilizadas para reconstituir o acidente com base em evidências técnicas. A partir desse mapeamento, foi gerada uma reprodução simulada em computador, que contribuiu para esclarecer a sequência dos fatos e para identificar responsabilidades com base em dados objetivos, segundo a equipe. Simulação em 3D PRF ACIDENTE: batida entre ônibus e carreta deixa 11 mortos e mais de 40 feridos na BR-163 em MT IMAGENS: veja como ficaram ônibus e carreta envolvidos em batida com 11 mortos e mais de 40 feridos em MT VIAGEM: ônibus envolvido em acidente com 11 mortos e mais de 40 feridos saiu de Cuiabá e estava a 3 horas do destino final O acidente Local onde aconteceu acidente que deixou 11 mortos e 46 feridos, em Mato Grosso. g1 Segundo a empresa Rio Novo, responsável pelo ônibus de viagem, o veículo tinha dois andares e comportava até 70 passageiros. No momento do acidente, 66 eram transportadas. À época, a empresa lamentou o ocorrido e criou um canal exclusivo para prestar atendimento para às vítimas e familiares. Os 11 mortos foram identificados como: Mateus Vicente Serafim, de 25 anos Maria Eduarda de Matos Catuta Ferreira Martins - 29 anos Eileen Naiely da Silva - 20 anos Ana Paula Ferreira - 46 anos Marco Antônio Ferreira Dias - 23 anos (filho de Ana Paula) Luis Augusto Araujo Santos - 41 anos (motorista do ônibus) Laura Simone Garcia Corrêa Kolling - 52 anos Gabriel Mendes Sanqueta - 20 anos Marinalva Sobeira dos Santos - 33 anos Francisco Das Chagas Nascimento Silva - 22 anos Alcione Ferreira Lima - 51 anos (Da esq. para dir.) Maria Eduarda de Matos Catuta Ferreira Martins, Ana Paula Ferreira, Luis Augusto Araujo Santos, Laura Simone Garcia Corrêa Kolling e Eileen Naiely da Silva Reprodução Mateus Vicente Serafim Reprodução

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Chuva e ventos fortes causam queda de energia em bairros de SP e do ABC Paulista; 900 mil endereços estão sem luz

Publicado em: 22/09/2025 12:09

Restaurante sem energia elétrica na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, em 13/10/2024. WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO Moradores de bairros da capital paulista e da região do ABC Paulista relataram falhas no fornecimento de energia elétrica na manhã desta segunda-feira (22). O problema atinge principalmente as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema. Em São Bernardo, 74% das os clientes da Enel estão sem energia, com cerca de 271 mil endereços sem fornecimento. Na cidade de Santo André e Diadema, respectivamente, 29,6% e 14% dos imóveis estavam sem luz até às 11h45. Na capital, os bairros mais afetados foram Jabaquara, Vila Mariana e Ipiranga. Segundo a Enel Distribuição São Paulo, o problema foi causado por um desligamento em uma subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, ocorrido por volta das 10h50. De acordo com a concessionária, cerca de 900 mil clientes foram afetados no total. Na Vila Mariana, em São Paulo, moradores relataram que a luz “vai e volta” em ruas como José Antonio Coelho e Domingos de Moraes. Também houve registros de instabilidade na Alameda Franca, entre as ruas Augusta e Padre João Manuel. Na região da Saúde e do Ipiranga, o fornecimento também foi interrompido. A Enel informou que o desligamento foi pontual e todas as áreas afetadas já tiveram o serviço normalizado. Queda de árvores em SP Árvores caem sobre carros e bloqueiam totalmente trecho da Alameda Santos Mas cedo, duas árvores caíram nesta segunda-feira (22) sobre veículos em razão da ventania e bloquearam totalmente um trecho da Alameda Santos, na região da Avenida Paulista, Centro de São Paulo. Não há informações sobre feridos. Os carros que precisavam passar pelo local tiveram desviado na contramão e pela calçada. A queda ocorreu por volta das 6h15 perto do número 1780 da Alameda Santos, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Uma viatura do Corpo de Bombeiros foi para o local, de acordo com a sala de imprensa. Segundo a previsão dos meteorologistas, a velocidade dos ventos pode chegar a 90 km na cidade de São Paulo nesta segunda. A reportagem procurou a Secretaria Municipal das Subprefeituras para questionar sobre um balanço de queda de árvores na cidade, mas ainda não obteve retorno. Árvores caíram na Alameda Santos Aldieres Batista/TV Globo Árvores caíram na Alameda Santos Aldieres Batista/TV Globo Censo das árvores A Prefeitura de São Paulo anunciou há dez dias que vai realizar um novo censo das árvores localizadas nas calçadas e canteiros da cidade. A iniciativa, que utilizará tecnologia de laser e inteligência artificial, pretende mapear cerca de 650 mil árvores e avaliar suas condições. A última contagem foi feita há dez anos, por meio de fotos aéreas, sem detalhamento sobre o estado das árvores. O novo levantamento será feito com veículos equipados com um scanner a laser, capaz de disparar feixes a até 300 metros de distância e 30 metros de altura, criando mapas em 3D das árvores encontradas pelo caminho. São Paulo será a primeira cidade do Brasil a utilizar esse tipo de tecnologia aliada à inteligência artificial. O investimento é de quase R$ 19 milhões. Árvores caíram na Alameda Santos Aldieres Batista/TV Globo

PAT de Itapetininga inicia semana com mais de 300 vagas de emprego; confira

Publicado em: 22/09/2025 11:50

PAT de Itapetininga está com dezenas de vagas abertas com ou sem experiência. Reprodução O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Itapetininga (SP) oferece 339 vagas de emprego na segunda-feira (22) . Confira a lista completa de vagas abaixo. Ao todo, são 78 oportunidades para quem não possui experiência, 170 para candidatos com experiência, 26 vagas para jovem aprendiz, dez para estágio, 32 para Pessoas com Deficiências (PcDs) e 23 para vagas na região. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Os interessados nas vagas devem comparecer pessoalmente ao PAT, que fica na Rua Monsenhor Soares, nº 251, no Centro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Vagas com experiência: Açougueiro - 5 Ajudante de Cozinha - 1 Ajudante Geral - 4 Almoxarife - 2 Analista Fiscal (Curso Superior Completo) - 1 Analista de P&D (Curso Superior ) - 1 Analista de Qualidade (Curso Superior ) - 1 Armador - 12 Assistente de Operações - 1 Assistente de Suporte Técnico II - 1 Assistente de Vendas - 2 Auxiliar Administrativo - 1 Auxiliar de Almoxarifado (Conhecimento em peças de caminhão e ferramentaria) - 1 Auxiliar de Compras - 2 Auxiliar de Cozinha (Sushiman) - 1 Auxiliar de Eletricista de Veículos - 1 Auxiliar de Escritório - 1 Auxiliar de Estoque - 1 Auxiliar de Limpeza - 1 Auxiliar de Manutenção Predial - 1 Auxiliar de Mecânico de Autos - 1 Auxiliar de Mecânico de Motos - 2 Auxiliar de Mecânico de Ônibus - 1 Auxiliar de Mecânico Diesel - 2 Auxiliar de Produção - 5 Auxiliar de Sondagem - 1 Auxiliar Técnico (Elétrica) - 1 Balconista - 2 Balconista de Padaria - 1 Carpinteiro - 10 Caseiro - 1 Chapeiro - 2 Controlador de Acesso - 1 Coordenador de Tecnologias Médicas - 1 Eletricista - 2 Eletricista de Veículos - 2 Eletricista Industrial - 1 Empregada Doméstica - 3 Encarregado Florestal - 1 Jardineiro - 1 Líder de Jardinagem - 1 Mecânico Alinhador - 1 Mecânico Automotivo - 1 Mecânico de Caminhão - 1 Mecânico de Motos - 1 Mecânico de Ônibus - 1 Mecânico Diesel - 3 Motoboy - 1 Motorista de Caminhão - 2 Motorista de Caminhão Toco (CNH D, MOPP) - 1 Motorista Entregador (CNH C) - 1 Motorista Socorrista (CNH C ) - 3 Operador de Caixa - 3 Operador de Guindaste (Crane Car) - 1 Operador de Máquinas Florestais (CNH B) - 1 Pedreiro - 34 Planejador de Obras - 1 Serralheiro - 10 Serralheiro Industrial - 1 Serviços Gerais - 5 Soldador - 1 Técnico de Manutenção de Equipamentos Biomédicos - 1 Técnico de Pós-Vendas - 1 Técnico de Telecomunicações (Suporte Técnico) - 1 Torneiro Mecânico - 1 Tratorista - 2 Vendedor Interno - 8 Vagas sem experiência: Ajudante Geral - 1 Analista de Laboratório (Curso Técnico na área) - 1 Assistente Técnico - Criador de Conteúdo - 1 Atendente de Telemarketing - 25 Auxiliar de Câmara Fria - 1 Auxiliar de Chapeiro - 2 Auxiliar de Manutenção de Piscinas - 1 Auxiliar de Mecânico (CNH B) - 1 Auxiliar de Produção - 6 Chapeiro - 1 Consultor Comercial - 1 Divulgador - 1 Gestor Comercial - 1 Mecânico de Ar Condicionado - 1 Montador de Brinquedos (CNH B) - 1 Operador de Loja - 1 Promotor de Vendas - 1 Serviços Gerais - 5 Vendedor (Vendas Internas e Externas, ser MEI) - 15 Vendedor Interno - 11 Vagas de 1º emprego: Assistente de Loja, 1º Emprego - 3 Jovem Aprendiz Mercado - 2 Jovem Aprendiz Produção - 1 Serviços Gerais, 1º Emprego - 20 Vagas de estágio: Estágio Administrativo - 4 Estágio Engenharia - 1 Estágio Gestão da Produção - 4 Estágio Marketing - 1 Vagas para PCD: Almoxarife (com experiência) - 1 Auxiliar Agrícola (com experiência) - 1 Auxiliar de Limpeza (com experiência) - 1 Auxiliar de Manutenção Predial (com experiência) - 1 Frentista - 26 Jardineiro (com experiência) - 1 Operador de Loja - 1 Vagas para a região de Itapetininga: Ajudante de Motorista (com experiência, vaga para São Miguel Arcanjo) - 1 Caseiro (com experiência, vaga para Porangaba) - 1 Fonoaudiólogo (vaga para trabalhar em Campina do Monte Alegre) - 1 Nutricionista (vaga para trabalhar em Campina do Monte Alegre) - 1 Servente de Obras (vaga para trabalhar na região) - 16 Técnico em Segurança do Trabalho (sem experiência, curso, vaga pra trabalhar na região) - 1 Técnico em Enfermagem (vaga para trabalhar em Campina do Monte Alegre) - 1 Terapeuta Ocupacional (vaga para trabalhar em Campina do Monte Alegre) - 1 Confira outros destaques do g1: g1 em 1 minuto: Quem eram os homens encontrados mortos após desaparecerem no PR Quem eram os homens encontrados mortos após desaparecerem durante viagem ao interior do PR para cobrar dívida Especialista explica que manchas funcionam como impressões digitais da onça-pintada Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Moraes suspende lei de SP que exigia autorização de municípios para motos por aplicativo

Publicado em: 22/09/2025 11:40

Autorizar mototáxi em SP depende das prefeituras O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (22) a lei estadual que obrigava autorização das prefeituras para o funcionamento de motos por aplicativo em São Paulo. A decisão é liminar, ou seja, provisória, e ainda será analisada pelo plenário do STF. A lei havia sido sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas em junho deste ano. A norma determinava que os municípios regulamentassem o serviço antes que ele pudesse operar. Entre as exigências para os motociclistas estavam: ter CNH na categoria A com autorização para atividade remunerada; manter veículo dentro da idade máxima definida pelas prefeituras; apresentar certidão negativa de antecedentes criminais; contratar seguro para passageiros; comprovar contribuição ao INSS. Quem operasse fora dessas regras seria considerado transportador ilegal de passageiros. A Confederação Nacional de Serviços (CNS) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei. A entidade alegou que a norma invadia competência da União para legislar sobre trânsito e transporte e criava barreiras de entrada para a atividade econômica. O procurador-geral da República e a Advocacia-Geral da União também se manifestaram contra a lei. Segundo eles, a legislação federal já prevê que cabe aos municípios regulamentar e fiscalizar o serviço, mas sem exigir autorização prévia nem dificultar a entrada de motoristas. Argumentos de Moraes Na decisão, Moraes afirmou que a lei paulista impunha exigências extras e criava uma "barreira de entrada" para a atividade. Ele citou precedentes do STF que consideraram inconstitucionais restrições a aplicativos de transporte individual por violarem a livre iniciativa e a livre concorrência. O ministro destacou ainda que o serviço de transporte por aplicativos já é uma realidade social e que submeter a atividade a regimes de autorização esvazia sua função econômica. E agora? Com a decisão de Moraes, a Lei nº 18.156/2025 fica suspensa até julgamento definitivo do caso pelo plenário do STF.O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou uma lei que condiciona a liberação do serviço de transporte de moto por aplicativo à autorização e regulamentação pelos municípios. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (24). A sanção ocorreu em meio a um impasse jurídico em torno do assunto. O que diz SP? A Assembleia Legislativa de São Paulo e o governo estadual defenderam a lei, dizendo que ela tratava de temas ligados à saúde e à proteção do consumidor. Eles apresentaram dados sobre aumento de internações de motociclistas e sobre o número de mortes no trânsito no estado. Moto por app: serviço oferecido pela 99 e Uber é alvo de impasse jurídico em SP Reprodução O que dizem as empresas de moto por app Procuradas, a 99 e a Uber pediram para a reportagem entrar em contato com a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) A Amobitec, por sua vez, disse na ocasião da sanção da lei, que ela "é inconstitucional e representa um grave retrocesso para a mobilidade, a geração de renda e a segurança jurídica em todo o estado". Afirmou ainda que "essa medida não apenas cria insegurança jurídica, mas afeta diretamente milhões de trabalhadores e usuários em todo o estado de São Paulo que, ao contrário dos outros estados brasileiros, podem ser proibidos de usar os serviços de motoapp". A entidade argumentou que, "ao delegar aos municípios a prerrogativa de autorizar — ou, na prática, proibir — o transporte por aplicativo com motos, a lei viola frontalmente a Constituição Federal, que garante a livre iniciativa (art. 1º, IV) e reserva à União a competência exclusiva para legislar sobre trânsito e transporte (art. 22, XI)". Para a associação, a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) "sem debate qualificado e num tempo fora do usual" passa por cima do debate de meses na Câmara Municipal. 🔁 Vaivém das decisões A disputa judicial sobre o serviço começou em janeiro, quando a 99 lançou oficialmente a modalidade na capital. No dia 14 daquele mês, a empresa passou a ofertar corridas por moto, modelo já presente em cidades da Grande São Paulo e em capitais como Salvador e Rio de Janeiro. Desde então, o serviço já foi alvo de diferentes decisões: ora liberando, ora proibindo a operação na cidade. Veja a cronologia: Janeiro de 2023: Prefeitura publica decreto municipal proibindo o serviço de moto por aplicativo na capital, quando esse tipo de tecnologia passou a ser cogitado pelas plataformas; 14 de janeiro de 2025: 99 lança o serviço em São Paulo, mesmo com o decreto em vigor, e a prefeitura promete fiscalização e multa de R$ 1 milhão por dia à empresa. A Uber entra posteriormente no processo; 14 de maio de 2025: O juiz Josué Vilela Pimenta, da 8ª Vara da Fazenda Pública, julga improcedente a ação movida pela prefeitura contra a 99. Na decisão, reconhece que o município tem poder para regulamentar, mas não para proibir o serviço; 16 de maio de 2025: Em 2ª instância, o desembargador Eduardo Gouvêa suspende novamente a atividade, sob pena de multa diária. Ele recomenda que a prefeitura regulamente o serviço em até 90 dias; 26 de maio de 2025: O mesmo desembargador reafirma a proibição do serviço e determina multa diária em caso de descumprimento.

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Metrô vai escolher 3 empresas para fazer as obras da Linha 19-Celeste, que ligará o Centro de SP a Guarulhos

Publicado em: 22/09/2025 11:18

A nova linha terá 17,6 km de extensão e atenderá 15 estações. Divulgação/Governo de SP O Metrô de São Paulo realiza nesta segunda-feira (22) a sessão inaugural de licitação para definir a empresa responsável pelo primeiro lote das obras civis da Linha 19-Celeste, que conectará o Centro da capital paulista ao município de Guarulhos. O projeto está orçado inicialmente em R$ 19,5 bilhões e será dividido em três lotes, segundo o edital. A ideia do governo de São Paulo é contratar três empresas diferentes para tocarem a obra simultaneamente, a fim de acelerar a construção. O prazo de conclusão será de 75 meses (6 anos e 2 meses) após a assinatura dos contratos. As obras devem começar em 2027 e terminar em 2033. Após a entrega, a operação da linha será concedida à iniciativa privada. A sessão inicial contempla o Lote 01, que inclui cinco estações: Bosque Maia, Guarulhos-Centro, Vila Augusta, Dutra e Itapegica. O vencedor da concorrência será responsável por encomendar um dos três tatuzões que serão usados na escavação dos túneis, tecnologia essencial para atravessar áreas densamente urbanizadas e rios como Tietê, Tamanduateí e Cabuçu de Cima. Com a abertura dos envelopes, o Metrô vai analisar as propostas financeiras e técnicas para a definição dos vencedores. Após isso, é possível homologar os vencedores, assinar os contratos e iniciar os projetos executivos, seguidos pelas obras. A construção da linha será dividida em três lotes, com leilão nos dias 22, 23 e 24 de setembro: Lote 1: da estação Bosque Maia a Itapegica Lote 2: da estação Jardim Julieta e Vila Maria Lote 3: da estação Catumbi a Anhangabaú A Linha 19-Celeste está projetada para atender 630 mil passageiros por dia Divulgação/GESP A Linha 19-Celeste terá 17,6 km de extensão, 15 estações e deve atender cerca de 630 mil passageiros por dia, segundo estimativas oficiais, segundo o governo de São Paulo. Além das estações, o contrato prevê a construção de 18 poços de ventilação e saída de emergência (VSE), além da readequação das estações São Bento (Linha 1-Azul) e Anhangabaú (Linha 3-Vermelha), que serão conectadas à nova linha. Também serão implantados sistemas auxiliares como escadas rolantes, elevadores, ventilação, iluminação, detecção de incêndio e painéis elétricos. A licitação lançada nesta segunda-feira (24) inclui a elaboração do projeto executivo e a execução das obras civis. Futura Linha 19 A Linha 19 será a primeira ligação direta entre Guarulhos — segundo município mais populoso do estado — e o Centro de São Paulo. A operação da linha será definida futuramente pelo governo do estado e contará com 31 trens. A expectativa é que o trajeto entre as duas regiões seja reduzido em até uma hora, com integração às linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, além de possíveis conexões com linhas de trem. As estações previstas são: Bosque Maia, Guarulhos-Centro, Vila Augusta, Dutra, Itapegica, Jardim Julieta, Vila Sabrina, Cerejeiras, Santo Eduardo, Vila Maria, Catumbi, Silva Teles, Cerealista, São Bento e Anhangabaú. Estações da Linha 19-Celeste do Metrô, que vai ligar o Centro de São Paulo com a cidade de Guarulhos. Reprodução/Metrô Se não houver decisões judiciais de última hora, o leilão eletrônico deve atrair forte concorrência entre grupos nacionais e estrangeiros. Algumas construtoras tentaram barrar a licitação e alterar o edital, mas os recursos foram negados pelo Metrô. De acordo com a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a construção envolverá mais de 5,7 milhões de m³ de escavação, 1,37 milhão de m³ de concreto, 187 mil toneladas de aço e 610 mil m³ de calda de cimento. Serão utilizados métodos como três tuneladoras (tatuzões), NATM (método austríaco de escavação) e valas a céu aberto, com destaque para os trechos mais profundos e desafiadores, como nas estações Cerealista, São Bento e Anhangabaú, em áreas com solo arenoso e lençol freático elevado.

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Achados arqueológicos revelam aldeia ancestral e vestígios de seringal na Terra do Meio, no Pará

Publicado em: 22/09/2025 11:14

Achados arqueológicos revelam aldeia ancestral e vestígios de seringal no Pará Rafael Vilela Pesquisadores do projeto Amazônia Revelada voltaram de uma expedição arqueológica em territórios da Terra do Meio, no sudoeste do Pará, com descobertas sobre o passado pouco conhecido da região. Utilizando uma tecnologia que lança feixes de raios infravermelhos a partir de um avião para mapear estruturas sob a floresta, eles identificaram cerca de 50 possíveis sítios arqueológicos. Desses achados, quatro sítios foram selecionados para escavação, sendo três na Reserva Extrativista (RESEX) Riozinho do Anfrísio e um na RESEX Rio Iriri. Na RESEX Riozinho do Anfrísio, a análise das imagens da tecnologia LiDAR revelou a existência de uma aldeia circular de mais de 200 metros de diâmetro. Segundo os pesquisadores, a estrutura aponta para uma ocupação com casas, terraços, pátios, praças centrais, estradas e áreas de descarte. Durante as escavações, foram coletados fragmentos de cerâmica, ferramentas de pedra e carvão utilizado em fogueiras. O material permitirá a identificação do período de ocupação por meio de datação por carbono. Os artefatos de cerâmica encontrados surpreenderam os especialistas, pois não se assemelham a nenhum dos já conhecidos. Todos estão em fase de lavagem, separação e catalogação para análises de tipo de argila e modo de fabricação. O objetivo, de acordo com o instituto de pesquisa, é comparar os desenhos e técnicas com outros povos já identificados, buscando desvendar modos de vida das populações ancestrais que viveram na região, considerada uma das menos estudadas da Amazônia pela arqueologia. Já na RESEX Rio Iriri, as escavações trouxeram à tona o que se supõe ter sido uma casa habitada por seringueiros desde o início do século XX, período marcado pela exploração do látex sob um regime análogo ao escravidão durante o ciclo da borracha. Foram encontrados o piso da casa, buracos de postes, o esteio de uma porta e árvores exóticas, como mangueiras e laranjeiras, além de cafezais e plantas ornamentais. Os indícios revelam aspectos do cotidiano dos primeiros extrativistas da região e uma tentativa de subsistência em condições severas. A expedição envolveu 40 pessoas, entre estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), pesquisadores, comunicadores locais e professores, incluindo o indígena Carlos Augusto Tijolo e o coordenador da pesquisa, Vincius Honorato. As etapas seguintes incluem a produção de mapas, envio de fragmentos de carvão para datação em laboratório estrangeiro e análise detalhada das cerâmicas. Equipe encontra aldeia circular com mais de 200 metros de diâmetro e artefatos inéditos em escavações em reservas extrativistas de Altamira (PA). Rafael Vilela O que é a Terra do Meio? A Terra do Meio é uma vasta região localizada no sudoeste do Pará, formada por um mosaico de unidades de conservação, reservas extrativistas e terras indígenas. Com mais de 8 milhões de hectares, o território compreende áreas como as Reservas Extrativistas do Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Rio Xingu, além da Estação Ecológica da Terra do Meio, o Parque Nacional da Serra do Pardo e as terras indígenas Cachoeira Seca, Xipaya e Kuruaya. Conectada por uma malha de rios entre o Xingu e o Iriri, a Terra do Meio é marcada pela rica biodiversidade e vive sob constantes ameaças de garimpo ilegal, desmatamento e ocupações irregulares, o que reforça a importância da proteção e do manejo sustentável da região. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

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Como o Brasil ajudou a criar a ONU?

Publicado em: 22/09/2025 08:04

Sede das Nações Unidas (ONU) em Nova York, nos Estados Unidos. Getty Images via BBC Oito brasileiros participaram, como delegados, da Conferência de San Francisco, a convenção com representantes de 51 países realizada no final da Segunda Guerra Mundial que criaria a Organização das Nações Unidas em 1945. O embaixador Pedro Leão Velloso (1887-1947), então ministro interino das Relações Exteriores, chefiou a comissão, que contava com outros dois embaixadores, Carlos Martins Pereira e Souza (1884-1965) e Cyro de Freitas Valle (1896-1969). ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Completavam o grupo militares e a bióloga e educadora Bertha Lutz (1894-1976), única mulher do grupo — e conhecida por seu ativismo feminista. De acordo com o embaixador Eugênio Vargas Garcia, doutor em história das relações internacionais pela Universidade de Brasília, o presidente Getúlio Vargas (1882-1954), "foi conservador em sua escolha" dos nomes da comitiva, exceto "por incluir a única mulher como delegada", Lutz — assinalou Garcia em seu livro O Sexto Membro Permanente - O Brasil e a Criação da ONU. A tese de Garcia, corroborada por muitos pensadores contemporâneos, é de que o Brasil teve um papel muito importante na criação do organismo internacional — tão importante que mereceria ter um assento permanente no Conselho de Segurança da instituição, como ocorre com China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, os países que têm poder de veto sobre todas as resoluções da ONU. Um ano antes do encontro de San Francisco, a Conferência de Dumbarton Oaks, em 1944, aprovou as propostas que norteariam a criação daquela então nova organização internacional. O Brasil não teve representação nesse evento, mas foi o único país a ser cogitado como dono de uma sexta cadeira permanente, como explica Garcia. Em artigo acadêmico publicado em 2011 sobre o tema, o embaixador contextualiza essa questão. Ele conta que no comitê diretor do evento, levantou-se a importância do Brasil quando foi aventada a necessidade de "acomodar algum dos países latino-americanos". Contudo, nas discussões posteriores, foi lembrado que "o Brasil não era uma 'grande potência' e seu futuro político e econômico ainda era incerto". Além disso, pairavam dúvidas sobre a capacidade militar do país. Tudo isso fez com que a proposta acabasse rejeitada. Segundo Garcia, tanto britânicos quanto soviéticos rejeitaram "enfaticamente" a ideia e acabaram seguidos pelos norte-americanos, de forma unânime. De cogitado a candidato Mas se as tratativas então haviam ocorrido pelas costas dos próprios diplomatas brasileiros, foi com a publicação das conversas de Dumbarton que o tema passou a ser visto com interesse pelo governo do Brasil. Afinal, seguindo a mesma lógica do "falem mal, mas falem mal de mim", se o país foi cogitado, ainda que não tenha sido aceito, significava então que havia sido um candidato a integrar o grupo dos grandões. O ministro interino Velloso levou a história ao presidente Vargas. E o plano virou então priorizar a participação brasileira nos debates seguintes. O presidente deu sinal verde para que o ministro também abrisse um canal de conversas com o governo norte-americano. Pesquisador sênior no Instituto de Estudos de Desenvolvimento e Paz da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, o cientista político Leonardo Bandarra ressalta à BBC News Brasil que esse anseio brasileiro em fazer parte do clube é anterior à própria ONU. Ele lembra que o país foi "o único latino-americano" a participar da primeira composição do conselho da Liga das Nações, instituição internacional criada em 1919 e considerada a predecessora da ONU. Lula fará discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU Pelo que conta o embaixador Garcia, o presidente Franklin Roosevelt (1882-1945) nutria simpatia pelo projeto varguista. Ele teria dito ao primeiro ministro britânico Winston Churchill (1874-1965) que iria "cuidar dos meus bons amigos brasileiros, porque eles vão esperar serem incluídos no Conselho Permanente". "O Brasil teve um papel muito relevante entre aqueles que não eram potências porque tinha participado do esforço de guerra [na Segunda Guerra]", comenta à BBC News Brasil o especialista em relações internacionais Pedro Brites, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV) . "O Brasil fazia parte do hemisfério liderado pelos Estados Unidos e então era considerado pelos norte-americanos um ator-chave." No xadrez da política internacional, era conveniente para os americanos terem um aliado no continente. Do lado brasileiro, os argumentos principais era a contribuição dada pelo país ao esforço dos Aliados para a derrota do nazifascismo na Segunda Guerra e, claro, as dimensões continentais que demonstram visualmente a importância do país. (Parênteses deste repórter. Certa vez ouvi de um embaixador brasileiro em missão no exterior que ele fazia questão de manter visível um mapa-múndi em sua sala por uma única razão: em toda e qualquer situação em que precisava se reunir com autoridade estrangeira, o tamanho que o Brasil ocupava no mapa já era motivo para fazer com que ele tivesse argumentos mais fortes em qualquer debate.) A bióloga e educadora Bertha Lutz (1894-1976) ficou conhecida por seu ativismo pelos direitos das mulheres. Arquivo Nacional via BBC Promessa não cumprida Mas o Brasil não conseguiu o almejado assento permanente. Garcia credita o fracasso, em partes, à morte de Roosevelt, em 12 de abril de 1945. Para ele, foi um "duro golpe às aspirações brasileiras", já que o então mandatário americano mantinha "contínuo apoio a Vargas" e era "grande simpatizante da causa brasileira". A participação brasileira na Conferência de San Francisco, com os oito membros sob a liderança de Velloso, foi vista como última chance para que o Brasil conseguisse a vaga permanente. Essa participação "projetou o Brasil no contexto internacional", conforme avalia à BBC News Brasil o jurista e cientista político Enrique Natalino, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Ele ressalta que o país, graças ao esforço da diplomacia, mesmo vivendo um período político conturbado, recém-saído da ditadura do Estado Novo, conseguiu "se empenhar de modo bastante contundente" para liderar os interesses da América Latina na Conferência de San Francisco e na elaboração da carta fundadora da ONU. "O papel do Brasil na fundação da ONU foi, de fato, notável e um ponto de grande orgulho na diplomacia brasileira. O Brasil foi uma das apenas 21 nações a assinar a Declaração das Nações Unidas em 1942, alinhando-se contra o Eixo. Na Conferência de San Francisco em 1945, onde a carta da ONU foi redigida, o Brasil teve uma participação ativa e influente, defendendo fortemente o princípio da igualdade soberana das nações e buscando um papel mais destacado para os países médios", contextualiza à BBC News Brasil o cientista político Márcio Coimbra, ex-diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Em seu livro, Garcia lembra que Bertha Lutz teve um papel importante para que, desde o nascedouro, o organismo encampasse a luta pelos direitos da mulher. "Lutz se bateu para que fosse expressamente reconhecido às mulheres o direito de ocupar qualquer cargo na estrutura do Secretariado da organização, mesmo aqueles que fossem preenchidos como resultado de eleições, além de se consagrar na Carta da ONU o princípio fundamental da igualdade dos seres humanos, sem distinção de sexo, credo, língua ou raça", escreveu o embaixador. Ele destacou que a carta ressalta, em seu preâmbulo, "a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas" e ainda que o artigo oitavo do documento frisa que "as Nações Unidas não farão restrições quanto à elegibilidade de homens e mulheres destinados a participar em qualquer caráter e em condições de igualdade em seus órgãos principais e subsidiários". Mas quanto ao assento permanente, Velloso e a delegação brasileira saíram do encontro apenas com promessas: de que o aumento das cadeiras ainda estava em discussão, de que o assunto seria tratado em reunião em futuro próximo e de que, claro, a delegação brasileira seria informada. Quase como aquela mãe que fala para a criança que está de olho em um doce algo como "na volta a gente compra". Foi um compromisso nunca cumprido. Em junho de 1945, um telegrama enviado pelo secretário de Estado norte-americano Edward Stettinius (1900-1949) a Velloso jogou a pá de cal nas aspirações brasileiras. "Eu espero muito sinceramente que você e o presidente Vargas e o povo brasileiro entenderão que esta decisão de modo algum reflete qualquer falta de consideração à importância da contribuição que o Brasil fez e continuará a fazer nos próximos anos à causa da paz e da segurança mundiais. Representa ao contrário uma visão circunstanciada dos melhores interesses da organização que nós aqui estamos conjuntamente nos esforçando para criar. Desejo acrescentar em nome da delegação dos Estados Unidos nossa própria esperança e expectativa de que o Brasil será eleito como um dos membros iniciais [não permanentes] do Conselho de Segurança", escreveu ele. Primeiro a falar O presidente Lula durante discurso na 79ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 24 de setembro de 2024. EPA-EFE/REX/Shutterstock via BBC De qualquer forma, muitos atribuem a isso o fato de que o Brasil tradicionalmente é o primeiro país a discursar todos os anos na Assembleia Geral da ONU. Seria então uma espécie de prêmio de consolação à nação que quase abocanhou um assento permanente na instituição. "A ideia é de que o Brasil fosse o primeiro a falar para que todos o ouvissem. Afinal, o primeiro discurso é ouvido por todos. Isso foi um reconhecimento. Mesmo sem a vaga permanente, o Brasil acabou ganhando o poder de iniciar os debates", pontua Bandarra. "Como cogitou-se que ele fosse um membro permanente do Conselho de Seguranças isso nunca foi à frente, ficou essa prática muito honrosa e gestual do Brasil ter a primeira palavra", analisa à BBC News Brasil o jurista Luís Fernando Baracho, professor de direito internacional e de relações internacionais da Universidade São Judas Tadeu e um dos editores do blog Fora da Cadência, sobre política internacional. Para ele, essa prerrogativa "é sempre uma oportunidade para o país em termos de política externa", a chance de ser "personagem importante no teatro global". "O Brasil é um dos fundadores da ONU e tem uma riquíssima tradição na instituição", diz à BBC News Brasil o jurista e historiador Rubens Beçak, professor na Universidade de São Paulo (USP). Beçak ressalta, inclusive, que o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha (1894-1960) costuma ser lembrado por ter presidido a sessão da Assembleia Geral da ONU de 1947 que aprovou a resolução criadora do Estado de Israel. De acordo com Coimbra, a trajetória do Brasil nesse momento foi de conquistas. Aranha "entrou para a história" ao presidir a Assembleia Geral em 1947 e, para os Estados Unidos, o país "era visto como um parceiro crucial e um líder regional estável", um "aliado que compartilhava valores democráticos e que poderia ajudar a contrabalançar a influência de outras potências". "O empenho brasileiro foi genuinamente valorizado como o de uma nação que aspirava a um papel construtivo e de liderança na nova ordem mundial", enfatiza o cientista político. Para a socióloga Carolina Pavese, doutora em relações internacionais pela London School of Economics, o histórico da participação brasileira na criação da ONU deixa a influência e prestígio como legado. "Como potência média, o multilateralismo e a diplomacia são ferramentas estratégicas para que a gente consiga promover melhor os nossos interesses e agendas", diz à BBC News Brasil ela, que é professora na Fundação Instituto de Administração (FIA) e no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Tudo isso, ressalta Pavese, é feito de acordo com o entendimento brasileiro "de governança" e a partir de "nossas prioridades enquanto nação". Pesquisador no Instituto Mackenzie, o historiador Victor Missiato acredita que esses primeiros passos do Brasil na ONU acabaram sedimentando uma imagem que o país tem até hoje no cenário internacional. "O Brasil foi aliado dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o único país sul-americano que participou efetivamente da Segunda Guerra", contextualiza ele, à BBC News Brasil. "E teve protagonismo muito grande na criação da ONU, principalmente por meio de um ativismo diplomático ao tomar a frente e liderar esse discurso." De acordo com o pesquisador, o país "soube aproveitar a visão" global de que a América do Sul "tem um líder" e que também se trata de "uma região mais apaziguada". Estas foram as sementes do multilateralismo apregoado pelo Brasil até hoje — e do papel que a nação advoga para si de construir pontes entre o Sul e o Norte. "De ser o país do diálogo", resume Missiato.

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