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Alckmin anuncia programa para diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas

Publicado em: 26/04/2026 13:22

Alckmin anuncia programa para diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas O vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou neste domingo (26) o lançamento do programa Move Agrícola, com o objetivo de diminuir juros em financiamentos de máquinas agrícolas. Alckmin está em Ribeirão Preto (SP) para a abertura oficial da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do país. O evento acontece até sexta-feira (1º) e espera 200 mil pessoas do Brasil de 50 países. "Está sendo feito o Move Agrícola. Vai ser muito mais barato o juros, um dígito, com a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos]. Imagino que em três semanas vai estar liberado. São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas pela própria Finep ou parceiros." Siga o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em janeiro deste ano, o governo federal já havia anunciado o Move Brasil, que diminuiu a taxa de juros para financiamento de caminhões novos e seminovos pela metade. Na ocasião, o governo também anunciou um aporte de R$ 10 bilhões de créditos. LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: veja tudo o que você precisa saber sobre a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina A quantia, no entanto, foi inteiramente usada em 90 dias, segundo o vice-presidente. "Tínhamos feito R$ 10 bilhões para caminhão. Acabou em 90 dias. Baixamos para 12% [a taxa de juros], e os R$ 10 milhões já foram para compra de caminhões", citou. Geraldo Alckmin na abertura da Agrishow Érico Andrade/g1 Escala 6x1 Questionado sobre a proposta que acaba com a escala 6x1, que tramita na Câmara dos Deputados, Geraldo Alckmin defendeu que a mudança, segundo ele, é tendência e que a tecnologia permite um novo regramento no mercado de trabalho. "A tendência é sairmos da escala 6x1. Você tem especificidades, setores que têm uma especificidade, daí cabe ao Congresso Nacional debater e buscar a melhor solução. Você já tem alguns setores que já são 40 horas, outros vão chegar lá. O cronograma e a maneira de fazer cabem o debate com a sociedade." Veja mais notícias da Agrishow 2026 VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Bateria recarregável feita 100% com nióbio é desenvolvida na USP de São Carlos

Publicado em: 26/04/2026 10:34

Pesquisa da USP faz bateria recarregável utilizando apenas o nióbio Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP) conseguiram transformar o nióbio em uma bateria funcional, estável e recarregável. O metal, abundante no Brasil e estudado há anos no mundo, era visto como um obstáculo devido à complexidade dos componentes, que degradam rapidamente em contato com água e oxigênio. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A pesquisa resultou não apenas em um novo dispositivo tecnológico, mas em uma descoberta sobre como controlar a química do nióbio em baterias, protegida por depósito de patente junto à USP. O nióbio tem uma estrutura eletrônica capaz de acessar múltiplos estados de oxidação, sendo que cada um deles representa um nível eletrônico distinto, potencialmente usado para armazenar carga. Pesquisadores da USP de São Carlos desenvolveram bateria feita 100% com nióbio capaz de acender luz Reprodução/EPTV Essa característica torna o nióbio promissor para aplicações eletroquímicas. No entanto, o desafio: já que em ambientes eletroquímicos comuns, na presença de água e oxigênio, o metal sofre com reações químicas. De acordo com o professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), Frank Nelson Crespilho, o nióbio é como um interruptor com muitos níveis, não apenas ligado e desligado, sendo que cada um guarda uma quantidade diferente de energia. Fora de um ambiente controlado, ele enferruja e quebra. "O que fizemos foi criar uma caixa de proteção inteligente para ele. Essa caixa é o NB-RAM. Dentro dela, o interruptor pode mudar de nível várias vezes, de forma controlada, sem se degradar. É exatamente isso que os sistemas biológicos fazem, e foi isso que adaptamos para a bateria de nióbio", explicou Crespilho. 🧪 Versões experimentais Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Luana Cristina Italiano Faria, doutorando em Química na USP, contou que a maior dificuldade ao longo dos anos foi chegar na forma do nióbio ativo. Ao conseguir estabilizá-lo, foi possível levá-lo para uma bateria. O processo envolveu dezenas de versões experimentais, com ajustes no ambiente químico e nos mecanismos de proteção do material ativo. Segundo Luana, não bastava fazer a bateria funcionar uma única vez. O foco foi garantir a estabilidade. O desafio foi encontrar o equilíbrio entre proteger o sistema e manter o desempenho elétrico. "Se você protege demais, a bateria não entrega energia. Se protege de menos, ela se degrada", afirmou a doutoranda. Os estudos foram feitos em ambientes chamados de 'caixa de luvas', onde foi possível eliminar o oxigênio e a umidade do ar. Mais notícias da região: DISCUSSÃO: Faxineira e motoboy sofrem ameaças e agressões de vizinhos em briga por pipa TECNOLOGIA: Alunos da Etec criam app gratuito que agiliza atendimentos de primeiros socorros; veja como usar CRIME: Veja o que se sabe sobre o motorista atacado pela ex com líquido corrosivo no interior de SP Os estudos foram feitos em ambientes chamados de caixa de luvas Reprodução/EPTV 🔋 10 anos de estudos O protótipo produzido pelos pesquisadores é formado por duas peças impressas em uma impressora 3D: de um lado, o polo positivo da bateria, do outro, o negativo, e entre eles, um separador. As peças são montadas como um sanduíche, formando a primeira bateria de nióbio produzida no mundo. Um frasco no laboratório guarda 10 anos de estudos e muitos segredos: o nióbio na forma ativa, ou seja, após ter passado por todos os processos e testes que o tornaram viável para ser usado em uma bateria. "A gente tem o equipamento específico que faz esses testes simulando o ciclo de carga e descarga, como no nosso celular, e a gente consegue anotar todos esses valores para ter um comparativo do sistema", disse Luana. Com o protótipo funcional, a tecnologia teve a patente depositada pela USP e avançou para níveis intermediários de maturidade tecnológica (TRL-4), etapa que comprova que a bateria funciona não apenas em condições ideais de laboratório, mas também em ambientes e arquiteturas próximas da realidade industrial. O protótipo atinge 3 volts, faixa de tensão de baterias comerciais, competindo diretamente com tecnologias existentes, e foi testado em formatos industriais, como células tipo coin (moeda) e pouch (laminadas flexíveis). Nióbio na forma ativa Reprodução/EPTV 💡 Geração de energia portátil Atualmente, as baterias mais usadas são as de lítio, presentes nos celulares, computadores portáteis e em carros elétricos, sendo a China o país que domina a produção e comercialização. Com a descoberta dos pesquisadores da USP, o Brasil pode se tornar destaque no setor de geração de energia portátil. O professor Crespilho explicou as vantagens de usar o nióbio em baterias: O Brasil possui 90% ou mais das reservas de nióbio do mundo, o que é muito importante; O nióbio consegue atingir um nível de voltagem, no caso acima de 3 volts, importante para que ela seja comercial, ou seja, consiga atingir um patamar de competição com outras tecnologias existentes. A pesquisa despertou o interesse de grupos internacionais, incluindo empresas chinesas do setor de baterias, que entraram em contato para conhecer a tecnologia desenvolvida. Apesar do interesse externo, Crespilho defende que o desenvolvimento completo da bateria permaneça no Brasil. "Essa é uma tecnologia estratégica. O depósito da patente garante proteção, mas é o empenho institucional que assegura que ela se transforme em desenvolvimento, indústria e soberania tecnológica", afirmou o professor. Para avançar com a descoberta, é necessário empenho institucional para a criação de um centro multimodal de pesquisa e inovação, envolvendo governos estadual e federal, além de universidades e startups de base tecnológica. "A bateria de nióbio desenvolvida na USP mostra que o Brasil não precisa apenas exportar recursos, mas pode liderar tecnologias, desde que a ciência seja tratada como prioridade nacional", finalizou. Pesquisadores da USP de São Carlos desenvolveram bateria feita 100% com nióbio capaz de acender luz Reprodução/EPTV REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Concursos e seleções em PE têm 784 vagas de emprego com salários de até R$ 15,4 mil; saiba como se inscrever

Publicado em: 26/04/2026 10:32

Imagem de arquivo mostra folha de gabarito em prova de concurso Divulgação Seleções simplificadas e concursos públicos com inscrições abertas em Pernambuco oferecem, ao menos, 784 vagas de emprego com salários de até R$ 15,4 mil. As oportunidades são para diferentes cidades do estado. As vagas oferecidas são distribuídas em cargos com níveis de escolaridade fundamental, médio, técnico e superior. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Confira, abaixo, a lista que o g1 preparou com as principais informações sobre cada processo seletivo: Como estudar legislação para concurso? Prefeitura de Pedra Inscrições até 27 de abril; 170 vagas de níveis fundamental, médio e superior; Salário de até R$ 2 mil; Confira o edital. Câmara Municipal de São João Inscrições até 27 de abril; 12 vagas de níveis fundamental e médio; Salário de até R$ 3,5 mil; Confira o edital. Prefeitura de Surubim Inscrições até 29 de abril; 100 vagas de nível médio; Salário de R$ 1,6 mil; Confira o edital. Prefeitura de Capoeiras Inscrições até 30 de abril; 54 vagas de nível médio para agente comunitário de saúde; Salário de R$ 3,2 mil; Confira o edital. Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) Inscrições até 5 de maio; 40 vagas para os cargos de engenheiro civil, arquiteto e analistas de registro empresarial e de tecnologia da informação; Salário de até R$ 5,2 mil; Confira o edital. Prefeitura de Ipubi Inscrições até 7 de maio; 156 vagas de níveis fundamental, médio, técnico e superior; Salário de até 3,8 mil; Confira o edital. Secretaria Estadual de Saúde Inscrições até 11 de maio; 233 vagas de níveis médio, técnico e superior; Salário de até R$ 15,4 mil; Confira o edital. Universidade de Pernambuco (UPE) Inscrições de 27 de abril até 27 de maio; 19 vagas de níveis médio, técnico e superior; Salário de até R$ 3,8 mil; Confira o edital. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias e

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Homem que tentou atirar em Trump é desenvolvedor de jogos e professor premiado

Publicado em: 26/04/2026 09:23

Veja quem é o suspeito de atirar em jantar com Donald Trump Preso após o tiroteio nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor particular e desenvolvedor de jogos da Califórnia. Ele foi detido no sábado (25), após o episódio que levou o presidente Donald Trump a ser retirado do evento por agentes de segurança. Leia também: Segurança fraca, 'momento traumático' e investigações ao suspeito: o que se sabe sobre tiros em jantar de gala nos EUA Registros públicos e perfis profissionais indicam que Allen tem formação em tecnologia. Ele concluiu mestrado em ciência da computação pela California State University, Dominguez Hills e se formou em engenharia mecânica pelo California Institute of Technology, em 2017. Um professor da universidade onde ele estudou descreveu o ex-aluno como dedicado e participativo. Em relato à Associated Press, afirmou que Allen costumava se sentar nas primeiras fileiras, acompanhava as aulas com atenção e enviava dúvidas com frequência. “Ele era um aluno excelente”, escreveu. O docente também disse ter ficado surpreso com a notícia. 'Professor do mês' Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026. Reprodução/ Truth Social Segundo currículo, Allen trabalhava havia cerca de seis anos na C2 Education, empresa de preparação acadêmica para estudantes que pretendem ingressar no ensino superior. Em 2024, foi citado como “professor do mês” em uma publicação da companhia. Além da atuação como tutor, mantinha projetos próprios na área de tecnologia. Ele desenvolveu um protótipo de freio de emergência para cadeiras de rodas durante a faculdade, apresentado em reportagem de TV local. Também criou jogos digitais, incluindo um título baseado em conceitos de química molecular publicado na plataforma Steam, e mencionava estar trabalhando em um novo jogo ambientado no espaço. Donald Trump gesticula enquanto discursa na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, após uma ameaça não especificada, durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca AP/José Luis Magana Doação ao Partido Democrata Dados federais de financiamento de campanha indicam que Allen fez uma doação de R$ 124 (25 dólares) a um comitê de ação política ligado ao Partido Democrata, em apoio à candidatura de Kamala Harris à presidência em 2024. Até a última atualização, autoridades não haviam divulgado a motivação do ataque nem detalhado as circunstâncias do crime. A empresa onde ele trabalhava não respondeu a pedidos de posicionamento. Trump escapou ileso O tiroteio ocorreu na noite de sábado (25), nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em Washington. O evento reuniu autoridades, jornalistas e o presidente Donald Trump. Segundo autoridades, o homem abriu fogo perto do local, atingindo agentes de segurança. Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas por agentes do Serviço Secreto. O suspeito foi detido no local. Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas, de acordo com informações divulgadas por autoridades. Como funcionava a segurança no evento O jantar é considerado um dos eventos mais sensíveis do calendário político dos Estados Unidos e opera com esquema reforçado de segurança. O acesso ao local é restrito, com checagem de credenciais e passagem por detectores de metal. Dentro do salão, o presidente permanece em uma área isolada, protegida por agentes e equipes de resposta rápida. O sistema é organizado em camadas, com níveis crescentes de proteção à medida que se aproxima do chefe de Estado. Autoridades afirmaram que o esquema funcionou ao impedir que o suspeito chegasse até o presidente. *Com Associated Press, Reuters e AFP. Trump: atirador é homem que vive na Califórnia

Palavras-chave: tecnologia

A personagem de IA que viraliza com críticas ao governo Lula e ao STF

Publicado em: 26/04/2026 09:21

Dona Maria, um avatar de inteligência artificial que já atingiu milhões de interações nas redes sociais com críticas a Lula e a ministros do STF Reprodução/Dona Maria/Instagram Quando o presidente dos Estados Unidos Donald Trump ameaçou impor um tarifaço nas exportações do Brasil, um efeito quase imediato foi um aumento da popularidade do presidente Lula em pesquisas. Lula se colocou como crítico da medida e das ações de Trump. Meses depois o país conseguiu fazer com que boa parte das tarifas fosse suspensa, com direito a elogios do americano ao presidente brasileiro. Mas isso não impediu que o episódio polarizasse as bases de eleitores de Lula e do ex-presidente Bolsonaro. Um lado culpava o tarifaço pelas ações do filho do ex-presidente, Eduardo, que vinha articulando nos EUA para que sancionassem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De outro, críticos do presidente, especialmente da ala bolsonarista, diziam que Lula estava tentando fazer política partidária e rivalizar com Trump, ao invés de negociar com o líder americano. Uma das falas que se destacaram nas críticas a Lula nas redes sociais naquele momento veio de uma voz e um rosto que não existem para além das redes sociais. Era Dona Maria, um avatar criado com inteligência artificial para representar uma mulher negra, idosa, que fala palavrões e se diz revoltada com a situação do país. Um vídeo sobre o tema publicado em sua conta no Instagram em 10 de julho de 2025 atingiu 8,8 milhões de visualizações e mais de 23 mil comentários. "Eu já estou revoltada com essa p*, Brasil. E o molusco (referência ao presidente Lula) está calado. Agora que o povo está levando no r* com taxa gringa, ele está calado igual siri na lata. Cadê o povo na rua? Cadê panela batendo, cadê o grito, cadê a revolta? Ou todo mundo virou planta? Porque eu tô aqui gritando e só escuto o vento e a taxa vindo." (Nota da redação: esta reportagem foi originalmente publicada pela BBC no dia 14 de abril. No dia 22 de abril, o PT, o PV e o PCdoB entraram com uma representação no TSE contra o perfil de IA. LEIA AQUI) Na imagem, Dona Maria, criada com ferramentas do Gemini, a inteligência artificial do Google, fala em um microfone, como se estivesse em um discurso, com plateia ao fundo. Os comentários se dividem: alguns diziam que queriam vê-la discutindo com Lula, outros reclamaram do excesso de palavrões. Um afirmou que ela "lavou a alma dos brasileiros." Ninguém questionou o fato de Dona Maria não ser uma pessoa de verdade. O viral não foi exceção: a BBC News Brasil analisou dados da página e uma amostra de mais de 50 mil comentários e identificou um engajamento próximo ao de políticos tradicionais da direita brasileira, com uma média de mais de 2 mil comentários por publicação. Ao menos 12 vídeos da página tiveram mais de 1 milhão de visualizações em menos de um ano. Além do levantamento próprio, a reportagem também pediu à startup Zeeng, de análise de dados, uma comparação com outros perfis sobre política na mesma rede social. A média de interações por publicação (comentários e curtidas) no Instagram desta personagem de IA no último ano foi semelhante à de políticos de diferentes espectros, como da senadora Damares Alves (Republicanos) e do deputado Lindbergh Farias (PT). Foi também maior, no período, em média de interações por publicação, do que páginas como a do ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD), segundo este levantamento. Foram analisadas interações em publicações de julho de 2025 até a primeira semana de abril deste ano. Isso não significa que esse engajamento seja recorrente ou permanente — as publicações mais recentes da página obtiveram engajamento inferior à média, por exemplo. Uma página que tenha um maior número de publicações, mas com menos engajamento, apareceria em uma posição mais baixa neste ranking. Caso do perfil do presidente Lula, por exemplo, que postou mais e com conteúdos mais diversificados, como fotos, galerias e vídeos. A análise dos comentários nos posts da Dona Maria também revela interações com políticos da direita e mensagens de apoio e críticas de usuários comuns. Embora o perfil de Dona Maria não faça apoio explícito a um candidato, as críticas são, em sua maioria, direcionadas ao presidente Lula, ao atual governo e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O criador do perfil, que diz trabalhar como motorista de aplicativo e usar a página para complementar a renda, afirmou em entrevista à BBC News Brasil que não tem candidato. Mas diz também que não teria dúvidas entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que aparecem como os nomes mais competitivos à presidência nas pesquisas de opinião até agora: se pudesse, conta, faria campanha para o segundo de graça. Para especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse tipo de conteúdo gerado por IA poderá ser usado para mobilizar eleitores, abastecer candidatos com menos recursos e mobilizar campanhas não oficiais, com críticas a candidatos que poderiam violar regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há também um risco, segundo os especialistas, de que esse tipo de conteúdo possa confundir eleitores e até o Judiciário. PT, PV e PCdoB pedem ao TSE suspensão de perfis de ‘Dona Maria’, personagem criada por IA Influenciador pode fazer campanha eleitoral? Lei impõe limites, e fiscalização é desafio IA, influenciadores, posts nas redes: o que diz a lei sobre campanha eleitoral Veja as interações em números Arte/BBC 'O algoritmo entrega assuntos que geram revolta social' O perfil de Dona Maria apareceu pela primeira vez nas redes em junho de 2025. Seu criador é Daniel Cristiano dos Santos, 37 anos e morador de Magé (RJ), na Baixada Fluminense. Daniel conta que trabalha como motorista de aplicativo e que vê hoje a página como um complemento em sua renda e também um espaço para expressar opiniões sem precisar mostrar o rosto. Além de ganhar com as visualizações em outras redes, ele afirma que também cria vídeos de IA para empresas e ensina como fazê-los. O Instagram, diz, é a rede que chama mais a atenção. Os primeiros vídeos públicos no canal mostram outros personagens de IA, sem características definidas como a de Dona Maria. Orientado por outro criador de conteúdo, que ele não quis divulgar o nome, Daniel decidiu trabalhar com um só personagem, que ele conta ser inspirado na avó. "Tinha muitas cópias do meu vídeo. Não havia uma personagem específica para eu poder ter direitos autorais. Ela (a personagem) tem características da minha avó, por parte de mãe, que faleceu quando eu era moleque." A agressividade nas palavras, no entanto, não tem qualquer relação com a personalidade da avó, mas com o que Daniel avalia que é uma linguagem necessária para sobreviver nas redes sociais. "Não sabia mexer com o algoritmo de rede social e fui aprendendo com o tempo. Assuntos que geram revolta social, o algoritmo entrega. Crítica a internet entrega. Se fizer vídeo falando muito a verdade, mas sem aquele toque apimentado, não entrega. Não adianta. O brasileiro está acostumado a ver desgraça na internet. Pensei em dosar um pouco, mas passar uma mensagem." Uma das primeiras pautas dos vídeos foi o preço elevado de alimentos no supermercado. No Facebook, o primeiro vídeo divulgado já atingiu dois milhões de visualizações. "Eu não passo necessidade. Mas ao mesmo tempo eu batalho, corro atrás. Trabalho desde 2019 como motorista de aplicativo aqui no Rio. O cara que trabalha e tira um salário mínimo ou um pouco mais, ele sente o peso quando vai ao supermercado e paga R$ 1.000 por metade de um carrinho de compras. É um negócio que bate, sensibiliza qualquer um. Essa foi a minha visão ao criar o primeiro vídeo." Os vídeos seguintes tratam de temas diversos, seja a megaoperação policial no Rio, em outubro de 2025, que deixou mais de cem pessoas mortas, ou o tarifaço de Trump sobre o Brasil. "Muito se falou que a culpa foi do Eduardo (Bolsonaro). Na minha visão não foi. Porque na época Trump fez essa estratégia de taxa em vários países, não só no Brasil. E na época Lula se recusou a sentar e dialogar com Trump", disse ele sobre o vídeo mais visto da página (vale ressaltar que Lula e Trump se encontraram pessoalmente em outubro e trocaram elogios, três meses depois da publicação). A decisão sobre quais temas abordar nos vídeos não é aleatória. Santos diz que pesquisa os assuntos que mais estão circulando nas redes sociais naquele dia, com mais engajamento, e o mais popular vira a pauta. Há dias, inclusive, em que o tema foge da política. Um dos mais recentes, por exemplo, trata do jogador Neymar. Durante a entrevista, Daniel mostrou também a produção de um vídeo em que Dona Maria tem um dia como motorista de aplicativo, é maltratada por uma passageira e então responde à altura. IA do Google e vídeos por R$ 20 Gemini é usado para gerar vídeos de IA de canal Getty images Durante a entrevista Daniel contou — e mostrou em sua tela compartilhada — que usa ferramentas do Google para gerar o material: o Gemini e a plataforma Flow, que permite criar sequências de vídeos curtos e depois combiná-los. O ChatGPT, outra ferramenta popular de IA, também é usado para gerar os textos que vão descrever como os vídeos devem ser feitos. A BBC News Brasil também testou essas plataformas. O Flow é o que garante que o usuário pode recriar o vídeo diversas vezes até que fique bom o suficiente para publicação, sem os erros estranhos que a IA costuma gerar, como movimentos sem sentido ou falta de continuidade nas ações. Este processo consome créditos — Daniel diz que gasta cerca de R$ 20 por vídeo. "Comecei a fazer um atrás do outro. E foi o que deu no que deu. Tem no Facebook, no TikTok, no YouTube, no Kwai." Ele disse que sempre teve receio de gravar o próprio rosto para falar sobre política. "Por meio da IA você consegue passar um pouco a revolta que sente, o que acontece com o brasileiro. Hoje muitas pessoas me procuram para fazer vídeos porque elas têm receio de gravar. Se veem na câmera e não acham legal." Daniel admite que já divulgou informações incorretas. Não fez retratação pública, mas decidiu apagá-las. "Quando eu faço algum vídeo que não é verídico, eu nem me retrato, eu apago o vídeo. Já aconteceu duas vezes. É aquele negócio de você fazer vídeos sozinho; você não consegue checar certas informações. Foi um erro meu. Eu bati só com o que estava rolando no Instagram. Mas aí, quando eu fui no Google, já bateu ali que era totalmente ao contrário. Eu peguei e apaguei." Página recebe patrocínio ou apoio de políticos? Santos diz que trabalha sozinho na página e que já foi procurado por casas de aposta, mas recusou convites de publicidade. "Ganho pouco. Tenho uma visão de preferir não me corromper para não tirar a característica do brasileiro que está cansado e quer melhorar o seu país." Ele diz que faz os vídeos no tempo livre, mas que sua principal renda é como motorista. Daniel conta que boa parte dos seguidores é de pessoas idosas, possivelmente de baixa renda (o Instagram não entrega esse tipo de informação) e que muitas vezes sequer percebem que a personagem é gerada por inteligência artificial. Não se sentiria, portanto, à vontade para divulgar algum tipo de produto que os prejudicasse, diz. Ele afirma que a visibilidade dos vídeos trouxe propostas diversas, tanto de empresas quanto de pré-candidatos às eleições deste ano, sem citar nomes. E não descarta trabalhar na eleição, a depender da proposta. "Eu não posso falar que vou dispensar serviço. Não vou, porque, querendo ou não, é um trabalho." A BBC News Brasil não encontrou indícios de que a página receba algum tipo de financiamento de políticos, embora haja figuras, tanto com cargo público quanto influenciadoras digitais da direita, que comentam e reverberam este conteúdo. 'O ódio desperta a pessoa a se movimentar' O cientista político Hilton Fernandes, professor da Fespsp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), se surpreendeu ao ver a qualidade dos vídeos de IA e o efeito que poderiam ter nas eleições deste ano. "A primeira coisa que eu senti quando vi o vídeo é que era muito bem feito. O texto é bom. É possível você imaginar uma pessoa falando com você, pessoalmente, daquele jeito." A qualidade do material gerou desconfiança. "Parecia que tinha alguma coisa por trás, algum tipo de orientação, dinheiro, recurso, às vezes, um político", diz. A BBC News Brasil não encontrou evidências de que o criador do perfil trabalhe para qualquer candidato ou partido. Também identificou ao menos um processo judicial em que Daniel é mencionado e que o cita, de fato, como motorista de aplicativo. Para Fernandes, o risco mais relevante da Dona Maria não é a desinformação convencional, ou seja, uma mentira factual que poderia ser verificada e desmentida. O problema, diz, está em outra camada: o que o formato produz no espectador, mesmo quando se sabe que a voz é gerada por máquina. "O fato de ela falar com raiva, usar alguns palavrões, indignação, falar alto, falar rápido, tudo isso cria um clima um pouco desconfortável... se você não acredita no vídeo, você sabe que é inteligência artificial, mas você fica ali à exposição, porque você acaba ouvindo o discurso, inconscientemente, você começa a associar aqueles temas com coisas negativas." Segundo Fernandes, isso tem implicações diretas para o comportamento eleitoral. O conteúdo raivoso trabalha com dois mecanismos emocionais, diz: o entusiasmo, que mobiliza quem quer que um candidato ganhe, e o desconforto, que afasta ou radicaliza quem assiste. "A campanha negativa funciona. O ataque atrai, o ódio desperta a pessoa a se movimentar. Muita gente que fala que quer que o PT saia, não importa quem é o candidato. E isso tem a ver com esse sentimento de ser contra, de oposição." O cientista político vê a IA como uma ruptura especialmente importante para candidaturas menores. Antes, a barreira de entrada para produzir conteúdo político de qualidade era financeira. Com a IA, isso pode ter mudado. "A inteligência artificial vai fazer muita diferença agora pra candidaturas menores, que têm menos recursos, geralmente candidatos a cargos proporcionais. Porque é muito mais barato. É muito mais barato produzir o texto, a arte, o vídeo." As grandes campanhas também devem usar a tecnologia, diz o especialista, mas de forma menos visível e até possivelmente irregular, sem deixar rastros. "As grandes campanhas talvez façam o uso de inteligência artificial no que a gente chama de campanha de submundo. Aquela campanha que ninguém sabe de onde vem. Fica muito escondida, não tem registro, não tem declaração no TSE. Às vezes, pode até descobrir que se relaciona a um, uma campanha ou a um partido, mas a gente não tem como provar." Ele avalia também que será desafiadora a responsabilização por esse tipo de conteúdo. "Com a inteligência artificial eu não tenho essa identificação da pessoa. Então fica muito mais difícil responsabilizar e, ao mesmo tempo, diminui demais o peso da denúncia falsa, do texto falso, da desinformação... É muito mais fácil de perdoar, porque parece uma brincadeira, parece algo que foi feito espontaneamente pela internet, não tem alguém por trás." Ele compara a situação aos memes que surgiram nas eleições anteriores e a dificuldade de enquadrá-los em algum tipo de irregularidade. "Vai ser a mesma coisa que aconteceu com os memes. É tanto volume que não tem como tratar. O TSE vai tentar criar alguns exemplos, gerar constrangimento, mas não vai conseguir acompanhar tudo." Perfil opera em 'zona cinzenta', diz professora Para Yasmin Curzi, professora da FGV Direito Rio, perfis que usam IA como o de Dona Maria operam em uma zona cinzenta. Segundo Curzi, as críticas ao governo, ao Supremo ou a políticos — como as reproduzidas na página — não necessariamente fogem do escopo da liberdade de expressão. Dependendo do contexto, gravidade e falseamento de informações, podem ser passíveis de punição. "O problema começa quando esse conteúdo gerado por IA é vinculado sem nenhuma rotulagem. Mesmo na pré-campanha é necessário que esse conteúdo esteja rotulado como produzido por inteligência artificial", afirma. A professora explica que a nova resolução do TSE (23.755/2026) ampliou e endureceu regras para deepfakes — montagens que simulam uma pessoa real dizendo ou fazendo algo que nunca aconteceu, proibindo-as e impondo regras para o ciclo eleitoral. O caso da Dona Maria, porém, é diferente: a personagem não tenta se passar por alguém que existe. O TSE também prevê o dever de diligência dos candidatos. Isso significa que, se um candidato compartilhar ou patrocinar conteúdo gerado por IA — mesmo que não o tenha produzido —, ele assume corresponsabilidade. "Se o conteúdo tiver IA e não tiver rotulagem, se tiver veiculando fatos inverídicos, esse engajamento gerado pelo candidato pode ser usado como evidência pelo TSE de conhecimento prévio. E o candidato pode responder sim por propaganda irregular", diz. "Pela jurisprudência do TSE, poderia inclusive gerar configuração de abuso de poder político, dependendo do grau de dano causado no equilíbrio do jogo eleitoral." A responsabilização, explica Curzi, pode ser múltipla: alcança o criador do perfil, o candidato beneficiado (se demonstrado conhecimento prévio ou financiamento), o partido ou coligação envolvidos e até a própria plataforma — no caso, o Instagram —, se, após notificada pelo TSE, não remover o conteúdo declarado irregular. Geração de vídeos com IA amplia riscos de desinformação às vésperas da eleição, avaliam especialistas Getty images TSE não tem capacidade para enfrentar avalanche de conteúdo de IA, diz especialista Para João Victor Archegas, coordenador de Direito & Tecnologia e GovTech do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), o caso da Dona Maria antecede uma eleição em que a inteligência artificial deixou de ser problema apenas das campanhas oficiais e passou a ser ferramenta ao alcance de qualquer eleitor. Archegas conta que personagens criados com IA para espalhar mensagens políticas vinham aparecendo cada vez mais no seu próprio feed. "Não tenho nenhum dado. É uma sensação generalizada que a gente tem no campo, de que está aumentando consideravelmente nos últimos meses", diz. O pesquisador lembra que, nas eleições municipais de 2024, a enxurrada de IA que se temia não veio. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a publicar, naquele ano, resolução sobre o tema, com a proibição de deepfakes por candidatos e regras para o uso de chatbots. Mas o número de casos que efetivamente chegaram à Justiça Eleitoral foi pequeno. "Foi muito pouco. Se esperava uma onda, um tsunami no Brasil, como tinha acontecido, por exemplo, na Índia um ano antes", afirma. "No Brasil, chegou como uma marola." Para Archegas, 2026 será diferente: a tecnologia ficou barata, acessível e replicável. "Os sistemas de inteligência artificial hoje permitem fazer o que esse sujeito ensina na prática. Com um pouquinho de tempo, você cria uma persona que pode replicar em vários conteúdos. Não precisa nem pensar no texto, pode usar o ChatGPT para criar o roteiro. E depois joga numa inteligência artificial que cria o vídeo." O fluxo que hoje é feito por uma única pessoa custaria milhões de reais há poucos anos, diz o pesquisador. "Há duas décadas se gastariam milhões de reais para contratar isso numa consultoria. Porque você teria alguém especializado em produzir o roteiro e pensar em uma linguagem que faça sentido para aquela rede social, que aperte os botões certos e leve aquele conteúdo a mais pessoas." O risco, na avaliação dele, não está apenas no volume, mas na construção de uma identidade afetiva entre o público e o avatar. "Vai criando essa identidade e isso vai abrindo espaço na mente das pessoas, deixando-as talvez até mais vulneráveis. E eventualmente, durante as eleições, abre-se caminho para espalhar informações completamente inventadas e falsas. Nada impede que esse movimento aconteça em algum ponto. E aí as coisas começam a ser bem complexas: você criou uma personalidade na qual as pessoas confiam." Conforme a exposição aumenta, diz Archegas, a fronteira entre o avatar e uma pessoa real pode se apagar na cabeça do usuário da rede social. "Conforme você vai sendo exposto a esse conteúdo diversas vezes, começa a naturalizá-lo e não vê mais uma diferença entre um avatar criado por IA e uma pessoa revoltada com a situação do país. As coisas começam a se confundir e o impacto no discurso público acaba sendo exatamente o mesmo. Esse é o perigo, me parece." Para o pesquisador, o TSE não tem hoje capacidade de reagir a esse tipo de conteúdo — e essa é a parte mais grave do problema. "Acho que isso é o mais aterrorizante. O tribunal estava esperando algo muito mais profissional e que viesse de um ponto de vista partidário, inclusive. Partidos apoiando seus candidatos a produzir esse tipo de conteúdo, que é muito mais fácil de fiscalizar e, eventualmente, até aplicar sanções. Não é o caso com esse fenômeno, porque a gente está falando de um eleitor que pode simplesmente aprender a fazer algo extremamente profissional." Um dos riscos centrais, segundo Archegas, é o uso da tecnologia nos últimos dias antes do voto — o TSE aprovou neste ano uma medida que proíbe o uso de IA na propaganda eleitoral nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas seguintes. "Essa é a janela de informação da vontade do eleitor, e eu, TSE, não quero que ela seja falseada por esse ciclo de inteligência artificial. E 24 horas depois porque o gato escaldado tem medo de água fria. É uma questão que remete ao que aconteceu no dia 8 de janeiro e à possibilidade de você gerar um caos em relação aos resultados das eleições com inteligência artificial, que possa levar as pessoas a cometerem atos de violência." Diante do limite institucional da Justiça Eleitoral, Archegas defende que a saída prática passa pelas plataformas, como Instagram, TikTok e YouTube. "Mapear essas contas, entender como elas podem participar de uma eleição no Brasil em 2026 e, percebendo algum sinal de irregularidade ou de tentativa de falsear a construção da vontade do eleitorado, que possam atuar para tentar conter um pouco desse processo que parece inevitável." Procurado, o TSE diz que "não se manifesta sobre temas ou casos que possam vir a ser ou são objetos de análise na Justiça Eleitoral" e que "isso é feito somente nos autos processuais."

Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa

Publicado em: 26/04/2026 09:00

Maior pegada de dinossauro do Brasil é descoberta na Paraíba A maior pegada de dinossauro no Brasil foi descoberta na zona rural do município de Sousa, no Sertão da Paraíba, por um grupo de pesquisadores vinculados à Secretaria de Ciência e Tecnologia do estado. A pegada foi localizada na comunidade Floresta dos Borbas e mede 60 centímetros de comprimento por 55 de largura, conforme a pesquisa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O g1 conversou com o coordenador da expedição que encontrou a pegada, Fabio Cortes. Ele lidera um projeto geopaleontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe, local que fica próximo à Sousa, onde já foi encontrado outros indícios de dinossauros e onde fica situado, também, o Vale dos Dinossauros. Essa descoberta, no entanto, ainda não foi publicada e esquematizada em um artigo científico e divulgada em uma revista na área, estando baseada, conforme o chefe da pesquisa, apenas na observação e na comparação em 3D após mapeamento da pegada. A maior pegada de dinossauro do Brasil Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta em Sousa, no Sertão da Paraíba, afirmam pesquisadores Divulgação A pegada é de um dinossauro conhecido como Abelisaurus, um animal carnívoro, de grande porte, que viveu em regiões da América do Sul durante o período Cretáceo, há cerca de 140 milhões de anos. O animal da pegada provavelmente atingiu cerca de 6 metros de comprimento, conforme dados da pesquisa. “Fazendo a revisão bibliográfica dos materiais, dos locais com pegadas já identificadas no Brasil, tanto no sul do Brasil quanto no centro-oeste do país, no sudeste, no norte e nordeste, nunca tinha sido identificada uma pegada tão grande de um dinossauro terópodes, com uma pegada tridáctila (três dedos) desse porte. Então, após a revisão bibliográfica dos registros que identificam pegadas de dinossauro, chegamos nessa conclusão”, disse. O pesquisador explicou que foi feita uma visita para avaliar sítios com pegadas fossilizadas na Bacia do Rio do Peixe, que abrange 17 municípios do Sertão da Paraíba, entre eles Sousa, e também compreende o território do Vale dos Dinossauros. Fábio Cortes conta que o local onde foi encontrada a pegada já havia registros anteriores de outros dinossauros, mas o grande diferencial desta, além do tamanho, é que esse grupo de dinossauros abelisaurus é mais conhecido por fósseis encontrados na Argentina e na Patagônia, e até então não havia registro de pegadas dessa espécie na região. Antes disso, só havia registros de dinossauros carnívoros de pequeno porte, como os celurossauros. Ao comentar os métodos utilizados além da revisão de estudos anteriores da paleontologia que catalogaram pegadas e fósseis de dinossauros no Brasil, Fábio Cortes explicou quais outras técnicas foram empregadas para embasar a conclusão. “A catalogação se dá pelo processo de fotogrametria digital. Nós fazemos várias fotos da mesma pegada, fazendo sobreposição de pegada sobreposição dessas fotos para gerar modelos 3D, modelos tridimensionais dessas pegadas e assim alimentar um acervo digital que está sendo implementado no qual todas essas pegadas vão ficar disponíveis para a população da Bace do Rio de Peixe, a população da Paraíba e também para pesquisadores do estado da Paraíba e também do Brasil”, explicou. A pesquisa é fomentada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia da Paraíba, que tem um complexo científico no Sertão, que inclui também o radiotelescópio BINGO, que mapeia energia e matéria escura no universo. Outras pegadas tão grandes ainda podem ser encontradas O pesquisador afirmou que há a possibilidade de serem encontradas novas pegadas de dinossauro tão grandes quanto a nova descoberta na Bacia do Rio do Peixe, isso porque o local é considerado de vasta extensão e ainda pouco mapeado. “Cada vez que se visita esse local, cada vez grupos de pesquisadores fazem visitas neste local, a Flores do Borba, sempre se encontra novas pegadas, sempre se faz o registro de novas pegadas, e dessa vez foi a nossa equipe do projeto pesquisa e preservação do patrimônio geopolontológico e arqueológico da Bacia do Rio do Peixe”, ressaltou. A expectativa é de que, com a descoberta, a região da Bacia do Rio do Peixe, com o Vale dos Dinossauros, seja expandida para uma área de reserva geopalenontológica no futuro. No entanto, conforme os pesquisadores, essa possibilidade ainda não é concreta, mas a descoberta da pegada pode ser um primeiro passo para a realização. Inclusive, também é necessária, conforme avaliação de Fabio Cortes, o isolamento da área onde foi descoberta a pegada. Local precisa ser preservado Sobre os próximos desdobramentos, Fábio Cortes não informou se a descoberta será detalhada em um artigo científico, além das comparações já realizadas. O que há de mais concreto, no entanto, é que o pesquisador argumenta ser preciso preservar a localidade de movimentação de pessoas, para que tanto a descoberta quanto eventuais novas pegadas não sejam afetadas pelos humanos. “O sítio se encontra num afloramento rochoso no qual passa uma estrada em sinal de acesso a uma propriedade rural. Então junto com a prefeitura de Sousa e ações do projeto que a gente vem desenvolvendo, a gente está promovendo uma estratégia de fazer um desvio dessa estrada para que possa impedir o fluxo de carros, pessoas, motos e animais trafeguem por cima dessas pegadas”, disse. Entre as medidas adotadas para evitar a circulação de pessoas na área, está a instalação de placas de sinalização que destacam a importância dos registros de dinossauros encontrados no local. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: tecnologia

PT, PV e PCdoB pedem ao TSE suspensão de perfis de ‘Dona Maria’, personagem criada por IA

Publicado em: 26/04/2026 08:51

Personagem criado por inteligência artificial e chamada de 'Dona Maria'. Reprodução/Youtube Os partidos PT, PV e PCdoB, que formam a Federação Brasil da Esperança – Fé Brasil, protocolaram na última quarta-feira (22) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão e a indisponibilização de perfis sob o nome “Dona Maria” nas redes sociais Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X. Os perfis usam uma personagem criada por inteligência artificial – uma senhora idosa e negra – que, de acordo com os documentos apresentados à Justiça Eleitoral, atacam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pessoas da esquerda. Uma das páginas, no Instagram, acumula mais de 730 mil seguidores. No Youtube, mais de 28 mil inscritos. Uma publicação de visualização rápida no Instagram afirma que a conta no Tik Tok foi derrubada. O dono da página, o criador de conteúdo Daniel Cristiano, reagiu a ação da federação em um vídeo publicado em suas redes sociais. "Isso é desespero", criticou. Vídeos em alta no g1 Na justificativa apresentada ao TSE, a federação afirma que, embora o perfil anônimo tenha mencionado em um primeiro vídeo que não se trata de uma pessoa real, nas publicações seguintes essa informação não fica clara e o conteúdo pode ser facilmente entendido como feito por uma pessoa verdadeira. Os partidos argumentam que se trata de um perfil criado para atuar como uma espécie de personagem política, com viés contrário ao governo Lula e favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus apoiadores. “Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, diz um trecho do documento. A representação aponta que o perfil “Dona Maria” divulga informações falsas e descontextualizadas, incluindo dados inexatos sobre o PIX, frases atribuídas de forma distorcida ao presidente e conteúdos diretamente voltados contra o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria‑Geral da Presidência. Entre os exemplos citados pelos partidos está uma afirmação de que haveria uma “tributação para catadores de latinha”, descrita pelos advogados como falsa e já desmentida por diversos veículos de comunicação. A Federação pede ao TSE que: determine a suspensão imediata dos perfis “Dona Maria” nas plataformas mencionadas; adote providências para impedir nova circulação ou replicação de conteúdos “idênticos ou substancialmente equivalentes”; e exija das empresas de tecnologia todas as informações necessárias para identificar os responsáveis pelos perfis e pela monetização dos conteúdos. Além disso, partidos pedem que sejam declarados ilícitos os conteúdos do perfil pelos seguintes motivos: uso irregular de inteligência artificial sem avisos claros de que se trata de conteúdo gerado por IA; divulgação reiterada de desinformação; uso de perfil apócrifo/anônimo para fins de propaganda política; e prática, em tese, de ilícitos eleitorais e crimes contra a honra ligados ao processo eleitoral. A federação também destaca na peça protocolada no TSE possíveis aspectos econômicos envolvendo o perfil. Segundo o texto enviado ao tribunal, no primeiro vídeo fixado no perfil “Dona Maria” o administrador diz ter recebido “diversas propostas” para ganhar dinheiro com os seguidores, especialmente de casas de apostas. Em publicações posteriores, diz a representação, o perfil aparece oferecendo parcerias para divulgação de empresas ou outros canais e anunciando cursos sobre inteligência artificial e automação para Instagram, o que, segundo os partidos, reforça o caráter comercial e político do perfil.

Semana Senac de Leitura leva oficinas e atividades culturais gratuitas à Baixada Santista; confira

Publicado em: 26/04/2026 08:04

O Senac São Paulo realiza o 11º Semana Senac de Leitura, unidades da Baixada Santista recebe o evento. Senac São Paulo/Divulgação As cidades de Santos e Bertioga, no litoral de São Paulo, recebem entre os dias 27 e 30 de abril a 11ª edição da Semana Senac de Leitura. O evento conta com uma programação gratuita que incluí oficinas, bate-papos e atrações culturais. As atividades são abertas ao público e as inscrições podem ser feitas pela internet. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Promovido pelo Senac São Paulo, o evento deste ano tem como tema “Raízes e Saberes: a cultura brasileira em palavras” e propõe valorizar diferentes formas de expressão, como a oralidade, a escrita, a música e o audiovisual. As atividades são abertas ao público e voltadas a estudantes, educadores e interessados em literatura e cultura. Para mais informações e inscrições, acesse o site do Senac Semana de Leitura. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Senac Santos: Endereço: Avenida Conselheiro Nébias, 309 - Vila Mathias. 27/4 das 16h30 às 18h30 - Oficina de Ecobags, na biblioteca da unidade. 28/4 das 10h às 12h - Oficina de Xadrez: princípios básicos, na biblioteca. 28/4 das 14h às 16h - Oficina Mini Livros: Grandes Ideias em Pequenos Formatos, na biblioteca. 28/4 das 19h às 21h - Visita guiada no Museu do Café, seguida da apresentação cênica Cabeça Vazia, Oficina do Milagre, inspirada na obra A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, realizada por estudantes do curso Técnico em Teatro. 29/4 das 14h às 16h - Oficina de Pintura: aves do Brasil (Aquabienta), na biblioteca. 30/4 das 14h às 16h - Oficina de Drinks: café literário, na sala bar. Sesc Bertioga: Endereço: Rua Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20 - Rio da Praia. 28/4 das 16h30 às 18h30 - Oficina de Malabares, no Espaço Cênico Sesc. 29/4 das 10h às 12h - Oficina Zine: Publicação Independente e Artesanal, na biblioteca do Sesc. 29/4 das 14h às 16h - Leitura Dramática seguida de discussão, no hall de entrada. 29/4 das 19h às 21h - Bate-papo com o autor Cristino Wapichana, no Espaço Cênico Sesc, abordando literatura, memória e ancestralidade. 30/4 das 10h às 12h - Bate-papo Novas Masculinidades, na biblioteca do Sesc. 30/4 das 14h às 16h - Oficina de Pintura: aves do Brasil (Aquabienta), realizada no Espaço Tecnologia e Arte. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Colecionadores e curiosos resgatam discos de vinil no interior de SP: 'Conexão com a música'

Publicado em: 26/04/2026 08:00

Dia do Disco de Vinil: procura pelo objeto aumenta mesmo com novas tecnologias O disco de vinil popularmente chamado de LP (long play), que dominou o mercado da música na década de 1990 até o surgimento do CD, vive um resgate nos últimos anos, nutrido pelo sentimento de nostalgia. Em São José do Rio Preto (SP), a paixão pelos "bolachões" reúne colecionadores, fãs e curiosos em eventos e sebos. Em entrevista para o g1, o colecionador Flávio Henrique dos Santos, mais conhecido como DJ Taroba, revela que atualmente as pessoas querem ter a experiência de ouvir um disco de vinil por inteiro. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp "O vinil tem esse poder de criar conexão com a música, com a história dos artistas e com a própria cultura musical”, ressalta Taroba. Já a proprietária de um sebo em São José do Rio Preto, Simone Cristina Meloze, percebe que a procura pelos LPs cresceu principalmente nos anos de 2024 e 2025. DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP) Arquivo pessoal "Faz uns dois anos que houve aumento na procura por discos", conta Simone em entrevista à TV TEM. José Carlos Meloze, dono do mesmo sebo, diz que muito dessa procura está relacionado à uma tradição familiar. "O jovem vai vendo o vô e o pai, que ouviam os discos antigamente e, hoje, chegam aqui e ficam alucinados de ver os discos novamente", contou também em entrevista. O sebo da empresária atrai garimpeiros em busca de títulos raros nas prateleiras, como o álbum “The Dark Side of the Moon”, da banda Pink Floyd, e também o disco “Dois”, da Legião Urbana. Dia do Disco de Vinil Reprodução/TV TEM Para o DJ Taroba, o uso do vinil já se tornou um hábito. O colecionador é ativista cultural e faz parte de um projeto de discotecagem voltado totalmente à cultura brasileira, chamado "DISCObrindo o Brasil em 100% vinil". Conforme ele, o movimento explora a riqueza e a variedade musical do país por meio dos discos. Taroba é colecionador há 15 anos. À reportagem, ele disse que tem mais de três mil itens no acervo de discos, entre os LPs e os compactos (discos de vinil menores). “Comprei um toca-discos e passei a garimpar nos sebos da cidade. Eu ia comprando tudo que era disco”, conta o DJ. Alguns desses itens, ele coloca à venda. Todavia, não abre mão de pelo menos 400 títulos que pertencem à sua coleção "personalíssima". Alguns dos álbuns chegam a custar até R$ 5 mil devido à raridade e à baixa tiragem. DJ Taroba em São José do Rio Preto (SP) Arquivo pessoal “Muita gente quer ter uma vitrola em casa, reunir os amigos e viver a experiência de ouvir um disco do começo ao fim", comenta. Segundo ele, os gostos são bem variados, passando por diversos ritmos e títulos, e isso acaba abrindo portas para que cada pessoa descubra novos artistas e estilos musicais. Esse processo também desperta pesquisa involuntária. "A pessoa começa comprando um disco que já conhece, depois passa a procurar álbuns relacionados, outros artistas e acaba se aprofundando cada vez mais no universo musical", explica o colecionador. O LP (Long Play) surgiu na década de 1940 nos Estados Unidos. No Brasil, foi lançado comercialmente por volta de 1951. Dominou o mercado até o final da década de 1990, quando se popularizou a venda do compact disc, o CD. LEIA MAIS: Jovens do interior de SP descobrem novos asteroides em programa internacional da Nasa Anos após batizar filho, pai também recebe sacramento: 'Senti que era a hora' Nostalgia e ritual Dia do Disco de Vinil - entrevista Reprodução/TV TEM Daniel Leite é colecionador em São José do Rio Preto há 15 anos. Para ele, o disco representa nostalgia de tempos passados. Além disso, ressalta a qualidade de áudio excepcional do vinil, que, devido à sua tecnologia analógica, consegue reproduzir detalhes da gravação dos instrumentos de maneira muito fiel à sua real natureza, produzindo um som mais “quente” e encorpado, que não ocorre nos serviços de streamings. “Eles têm uma qualidade musical que não existe mais hoje em dia”, conta Leite à TV TEM. Dia do Disco de Vinil Reprodução/TV TEM Outro colecionador, o jornalista Bruno Gilliard, tem seu próprio aparelho de som para ouvir os discos em casa. Para ele, o mais especial é o “ritual” necessário para preparar o som. "Não é só ouvir; é você escolher o disco, colocar, às vezes precisa limpar e respeitar o tempo de cada faixa. É um verdadeiro ritual." Dia do Disco de Vinil: o objeto relíquia virou desejo de colecionador Initial plugin text * Colaborou sob supervisão de Henrique Souza Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% nos últimos oito anos no interior de SP

Publicado em: 26/04/2026 07:30

Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% nos últimos oito anos no interior de SP TV TEM Os casos de sarna em animais silvestres cresceram 700% em São Paulo nos últimos oito anos, segundo a associação Mata Ciliar, em Jundiaí. O aumento preocupa especialistas. Um dos casos recentes é o de um lobo-guará resgatado em Pedreira (SP), em dezembro. O animal estava debilitado e com sarna. Ele passou por cirurgia e tratamento intensivo. Segundo o veterinário Lucas Pereira de Jesus, a aproximação dos animais silvestres das áreas urbanas favorece o avanço da doença. Equipes usam armadilhas fotográficas para identificar animais contaminados. Os principais sinais da sarna são queda de pelos e dificuldade para andar. Depois do resgate, os animais ficam em quarentena para evitar a transmissão da doença a outros atendidos. O lobo-guará de Pedreira é considerado um caso de sucesso. Ele passa por exames antes da última etapa da reabilitação. Segundo os veterinários, o trabalho em equipe e o uso da tecnologia foram essenciais para a recuperação. Após o tratamento, os animais vão para áreas de adaptação gradual, onde recebem estímulos para voltar à natureza. O lobo-guará está ameaçado de extinção e é essencial para o equilíbrio ambiental. Conhecido como “semeador da natureza”, ajuda na regeneração do cerrado ao espalhar sementes pelas fezes. Especialistas alertam que o avanço de doenças urbanas sobre áreas de mata torna o combate à sarna em animais silvestres cada vez mais urgente. Veja a reportagem exibida no programa em 26/04/2026: Casos de sarna em animais silvestres crescem 700% no interior de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Palavras-chave: tecnologia

Os jovens chineses solitários e desiludidos que buscam carinho e conexão com 'pais virtuais'

Publicado em: 26/04/2026 07:30

Os jovens chineses solitários e desiludidos que buscam carinho e conexão com 'pais virtuais' BBC/Andro Saini Como muitos outros jovens, Vincent Zhang fica sempre "grudado" no telefone celular na hora do almoço. Mas o seu conteúdo favorito é de um casal de meia-idade que ele chama de seus "pais virtuais". Os influenciadores preferidos de Vincent no Douyin (a versão chinesa do TikTok) são Pan Huqian e Zhang Xiuping. Seus vídeos mostram abertamente sua adorável vida familiar. E o casal frequentemente trata os espectadores como se fossem seus próprios filhos. Em menos de três anos, sua conta atraiu mais de 1,8 milhão de seguidores. Em um dos vídeos mais populares, Pan e Zhang dizem: "Quem é o adulto da família? Você anda cansado de trabalhar e estudar? Não se force demais. Mamãe e papai sabem que você suporta muito por aí." Vídeos em alta no g1 "Meus pais nunca me dizem para não me forçar demais, nem que eu já sou bom o suficiente", lamenta Vincent. "Mas os pais virtuais só me perguntam se estou feliz hoje." Os "pais virtuais" entraram na moda na internet chinesa em 2024. Desde então, mais de uma dezena de influenciadores, como Pan e Zhang, ganharam inúmeros seguidores. Estas discussões trazem à tona a insatisfação cada vez maior de muitos jovens chineses millennials (os nascidos entre 1980 e 1995) e da geração Z (entre 1996 e 2012) com a dinâmica familiar tradicional, que leva as obrigações e a obediência a virem antes do afeto. Na rede social chinesa RedNote, a hashtag "pais chineses" foi visualizada mais de 500 milhões de vezes, com mais de 1,2 milhão de comentários. Muitos também estão frustrados porque seus pais não compreendem as dificuldades de enfrentar uma economia lenta e as pressões de atender às expectativas dos pais como filhos únicos — o resultado da política chinesa de controle da natalidade, adotada entre 1979 e 2015. Muitos jovens chineses cresceram sozinhos, devido à política do filho único adotada pelo país (1979-2015) Getty Images/BBC Vincent teve sucesso e, hoje, mora em Xangai, onde trabalha como desenvolvedor web. Sua jornada de trabalho é extenuante. Ele pratica a escala 996 adotada no setor de tecnologia, que leva os profissionais a trabalhar das 9 horas da manhã às 21 horas, seis dias por semana. Mas ele acha as ligações telefônicas semanais com seus pais ainda mais estressantes. Eles costumam criticar sua escolha de carreira, segundo ele, e acreditam que um emprego no governo seria mais estável. Ou perguntam quando ele irá trazer uma namorada para casa. Vincent se sente menos sozinho quando participa com os demais da seção de comentários do canal de Pan e Zhang. Muitas pessoas como ele escrevem para o casal e os chamam de "mãe" e "pai". Suas mensagens costumam falar do seu dia a dia e, às vezes, eles pedem parabéns pelos seus aniversários. Mas algumas mensagens são extremamente alarmantes. Em um desses casos, uma menina chamada Dian Dian disse a Pan que não queria viver mais, que sofre de depressão e, por isso, tinha pensamentos suicidas. "Fiquei falando com ela por duas horas, mas ela não respondeu depois de 40 minutos", contou Pan, em uma entrevista no Douyin em 2024. Ele disse que não sabia o que havia acontecido com ela. Uma semana depois, ele recebeu uma ligação de Dian Dian. A jovem disse que, agora, se sentia muito melhor. "Percebi que havia feito algo muito significativo e me senti orgulhoso por muito tempo", conta Pan. A conta de Pan e Zhang no Douyin já atraiu mais de 1,8 milhão de seguidores Gentileza Pan compreende a dor que pode causar uma família negligente, pois ele próprio não teve uma infância feliz. Ele cresceu em uma yáodòng, uma espécie de casa subterrânea tradicional, na província de Shaanxi, no norte do país. Aos 14 anos, ele saiu de casa para ser o provedor da família, quando sua mãe sofreu paralisia. "Fiquei fora de casa por 33 anos e meus pais nunca disseram uma palavra de incentivo", disse ele, na mesma entrevista ao Douyin. Quando nasceu sua filha Jiangyu, Pan estava determinado a criar uma atmosfera familiar diferente. E, ao contrário das famílias chinesas típicas, Pan e Zhang sempre dizem a Jiangyu que a amam. Jiangyu incentivou seus pais a produzir vídeos curtos e eles se tornaram criadores de conteúdo em tempo integral, após o fechamento da empresa de Pan, em 2024. Ele não tem grandes planos para sua conta, mesmo com o potencial de ter altos lucros vendendo produtos com streaming ao vivo. "Espero poder fazer um pouco para que eles sintam o carinho do amor paternal", afirma ele. 'Literatura de sopa de abobrinha' Além do conteúdo relativo aos pais virtuais, também viralizou, no segundo semestre do ano passado, o conteúdo humorístico chamado de "literatura de sopa de abobrinha". Esta tendência foi inspirada por uma cena de um minuto, que mostra um filho recusando educadamente uma tigela de sopa de abobrinha da sua mãe, mas acaba sendo repreendido por mau temperamento. Muitos usuários jovens afirmam que esse vídeo captura a falta de comunicação típica das famílias chinesas, especialmente quando os pais ignoram os desejos dos filhos, dizendo que algo é para o seu próprio bem. Zhao Xuan, de 28 anos, faz parte deste grupo. Ela já silenciou o chat do grupo da família porque seus pais raramente demonstram que se importam. E, sempre que falam com ela, é simplesmente o retratado na "literatura de sopa de abobrinha", segundo ela. Zhao também acredita que seus pais preferem seu irmão de 15 anos. A cultura tradicional chinesa considera que apenas os meninos podem carregar a linhagem da família. Zhao conta que sua mãe é muito controladora sobre todos os aspectos da sua vida. Getty Images Zhao conta que sua mãe é muito controladora sobre todos os aspectos da sua vida. Depois que se formou, ela encontrou um emprego em tempo integral na França, mas sua mãe disse para ela desistir e voltar para a China. "Antes de voltar, minha mãe insistia que iria tomar conta de mim. Fiquei sensibilizada", ela conta. "Mas, na verdade, ela só queria que eu voltasse para casa para cuidar do meu irmão... Ela me trata da mesma forma que fazia quando eu era menor. Mas ela é uma mãe modelo para o meu irmão." No passado, Zhao chegava às lágrimas ao conversar com suas amigas, tentando entender o comportamento dos seus pais. Mas, agora, ela recorre a memes e vídeos humorísticos. As reações similares de outras pessoas fizeram com que ela percebesse que sua experiência não é a única e que ela poderia lidar com suas questões familiares com humor. Trauma político Muitos pais chineses de hoje em dia viveram os tumultuados tempos da Revolução Cultural (1966-1976) Getty Images A estudiosa de questões de gênero Guo Ting, da Universidade de Toronto, no Canadá, afirma que se identifica com os pais chineses. Ela observa muitas "razões históricas" por trás das altas expectativas com seus filhos e suas dificuldades de expressar afeição. Na época em que os pais de hoje em dia eram mais jovens, o discurso público negligenciava as emoções pessoais, segundo ela. Eles passaram pela Revolução Cultural Chinesa, uma década de violência e instabilidade entre 1966 e 1976. Naquela época, só se demonstrava amor pelo país ou pelo seu líder da época, Mao Tsé-Tung (1893-1976). Para Guo, a insegurança e a ansiedade dos pais de hoje podem ser explicadas pelas "turbulências e pela pobreza que eles atravessaram, bem como pelo ambiente inóspito, de sobrevivência do mais adaptado, que eles precisaram enfrentar". Parte da imprensa estatal tentou conduzir a discussão na internet em termos do conceito tradicional de piedade filial, aconselhando às gerações mais novas que fossem mais compreensivas com seus pais. Mas esta estratégia parece não funcionar com Vincent, por exemplo: "Posso entender as dificuldades dos meus pais, mas também tenho meus próprios traumas", afirma ele. Alguns pais virtuais contrataram empresas de gestão para monetizar seu conteúdo, mas Vincent conta que ainda deseja assistir aos seus vídeos. "Eles me dão o único carinho da minha vida. E é melhor do que nada." Com edição de Grace Tsoi e Alexandra Fouché. A ilustração no alto da página é de Andro Saini, do Departamento de Jornalismo Visual da BBC Leste Asiático.

Palavras-chave: tecnologia

Fóssil revela que ancestrais de mamíferos botavam ovos

Publicado em: 26/04/2026 05:01

Fóssil prova que pré-mamíferos botavam ovos Um grupo de pesquisadores descobriu restos fossilizados de um embrião de Lystrosaurus, um pré-mamífero que habitou a Terra há cerca de 250 milhões de anos. A descoberta fornece a primeira evidência direta de que nossos ancestrais mamíferos punham ovos, de acordo com um estudo publicado na revista científica PLOS One. A ideia de que os ancestrais dos mamíferos – conhecidos como terapsídeos – punham ovos circula na ciência há mais de 180 anos. Nos dias de hoje, o ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) e a equidna (Tachyglossidae) são raridades que fascinam muitos pesquisadores, por serem os únicos mamíferos vivos que botam ovos. No entanto, nenhum fóssil havia sido encontrado que pudesse confirmar isso. A nova descoberta "finalmente prova que os terapsídeos eram, de fato, animais que colocavam ovos. Essa descoberta lança nova luz sobre as estratégias reprodutivas e de sobrevivência desse grupo de animais", escreveram os autores em uma publicação para o portal científico The Conversation. O Lystrosaurus viveu há cerca de 250 milhões de anos, durante a chamada Grande Extinção, o evento em massa mais devastador da história do planeta, que dizimou até 90% de todos os seres vivos. A Terra era então uma paisagem de cinzas e lava, com chuva ácida e mares envenenados. Pesquisadores sugerem que esse herbívoro pré-histórico pode ter sobrevivido a esse ambiente hostil graças à sua capacidade de colocar ovos. LEIA TAMBÉM: El Niño pode voltar em meados de 2026 e ser forte, aponta organização meteorológica da ONU Salmão exposto à cocaína nada mais longe, mostra estudo VÍDEO: Chimpanzés em uma 'guerra civil'? Ilustração de filhote de Lystrosaurus que morreu dentro do ovo, baseada em fóssil encontrado na África do Sul Sophie Vrard Ajuda da tecnologia para desvendar o segredo Os restos mortais deste e de outros animais pré-históricos foram descobertos em 2008 pelo paleontólogo John Nyaphuli na região semiárida do Karoo, na África do Sul. O novo estudo revisita este espécime, que parece ter morrido dentro do ovo, e outros dois fósseis de filhotes de Lystrosaurus. Quando os paleontólogos encontraram o espécime, não possuíam a tecnologia necessária para analisar os restos mortais do animal em detalhes. No novo estudo, os autores explicam que utilizaram uma "poderosa fonte de raios-X para obter imagens do interior dos ossos do embrião". Graças a esse procedimento, "o fóssil revelou todos os segredos que guardava há tanto tempo; e, mais importante, seu estágio de desenvolvimento", afirmam. A coautora Jennifer Botha, paleontóloga da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, reconheceu que sabia desde o início que "era um filhote de Lystrosaurus perfeitamente encolhido. Eu até suspeitei, naquela época, que ele tivesse morrido dentro do ovo, mas não tínhamos a tecnologia para confirmar". A posição e o formato oval do animal sugerem que ele morreu dentro do ovo. Além disso, sua mandíbula inferior não estava fundida, semelhante ao que ocorre com aves e tartarugas modernas antes da eclosão, e seus ossos e cartilagens parecem ter sido muito frágeis para suportar seu próprio peso. Filhotes independentes desde o primeiro dia Ao contrário dos ovos de dinossauro – duros e abundantes no registro fóssil – a casca do ovo de Lystrosaurus seria feita de um material macio e coriáceo, o que explica seu desaparecimento. Em sua fase adulta, este herbívoro pré-histórico "parecia um porco, com pele nua, um bico semelhante ao de uma tartaruga e duas presas protuberantes apontando para baixo", descrevem os autores. Ao ser observado com raios X, embrião fossilizado de Lystrosaurus revelou detalhes sem precedentes Julien Benoit O Lystrosaurus botava ovos grandes para o seu tamanho, indicando que seus filhotes eram bastante grandes. Ao eclodirem, eles eram capazes de se alimentar, escapar de predadores e sobreviver por conta própria. "Crescimento rápido, reprodução em tenra idade e proliferação foram os segredos da sobrevivência do Lystrosaurus", sugerem os autores. Função e origem do leite materno Esses animais não recebiam leite materno. Os nutrientes que os alimentavam vinham diretamente do interior do ovo, um fato que também abre uma hipótese sobre a origem da lactação. De acordo com os pesquisadores, é possível que o leite materno não tenha surgido para alimentar os filhotes, "mas como secreções da pele usadas para umedecer os ovos, fornecer nutrientes, protegê-los contra infecções fúngicas e bacterianas ou para a sinalização hormonal através da membrana do ovo", pontuam os pesquisadores. A descoberta "nos ajuda a entender melhor a origem da biologia reprodutiva e da lactação em mamíferos, bem como a estratégia de sobrevivência do Lystrosaurus durante a crise biológica mais devastadora", concluem. LEIA TAMBÉM: Polvos gigantes de até 19 metros caçavam répteis marinhos há 100 milhões de anos Menina encontra anfíbio mexicano ameaçado de extinção debaixo de ponte no País de Gales Cientistas descobrem como os 'Doze Apóstolos da Austrália' foram formados Chimpanzés em uma "guerra civil"?

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Quem é o suspeito de ataque em jantar com Trump

Publicado em: 26/04/2026 05:01

Trump: atirador é homem que vive na Califórnia O suspeito de ter atirado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca na noite deste sábado, 25/04, foi identificado como Cole Tomas Allen, segundo a imprensa americana. Segundo a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, ele disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as notícias sobre os tiros em jantar de Trump com jornalistas Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente. O homem de 31 anos seria morador de Torrance, na Califórnia, nos subúrbios a sudoeste de Los Angeles. A CBS News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance após se formar no prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia. Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026. Reprodução/ Truth Social A polícia informou que ele era hóspede do hotel Washington Hilton, onde o jantar acontecia, e portava várias armas — incluindo revólveres e facas. Allen está recebendo tratamento hospitalar após o incidente e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Ele irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais. LEIA TAMBÉM: Trump diz que homem detido após tiros em jantar de correspondentes é 'lobo solitário e doente' Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: 'Todos começaram a entrar debaixo das mesas' Veja reações de líderes mundiais ao incidente Agente do Serviço Secreto foi baleado no jantar de correspondentes com Trump, diz presidente dos EUA Trump foi tirado às pressas do local O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas do hotel em Washington neste sábado (25/4), após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca. Vídeo mostra pessoas agachadas durante jantar interrompido por tiros Ele deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança. Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano. "Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump. "Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas." O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana. Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".

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Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda por que isso é um problema ambiental e o que fazer com o seu

Publicado em: 26/04/2026 05:01

Brasil produz toneladas de lixo eletrônico por ano; entenda o que fazer com o seu Todo mundo tem aquela gaveta com coisas que não usa mais, produtos antigos. Com certeza, se você abrir a sua, vai encontrar pilhas, cabos, carregadores, celulares antigos e câmeras. Tudo isso é lixo eletrônico. O país é o quinto maior produtor de resíduos eletrônicos do mundo, gerando 2,4 milhões de toneladas anuais. Esse é um problema complexo de se resolver. Diferente do lixo comum e até mesmo do lixo reciclável, o lixo eletrônico é composto de muitos materiais diferentes. Para que ele seja reciclado como se deve, é preciso uma minuciosa desmontagem, para destinar cada parte ao local correto. Hoje, das milhões de toneladas que são produzidas no país, apenas uma pequena parte é encaminhada para esse processo. O país tem uma lei que exige que fabricantes, importadores e varejistas recolham seus produtos. No entanto, ainda há um gargalo enorme. lixo eletronico pilha descartada Marcello Casal Jr/Agência Brasil O que é descartado no Brasil? A "montanha" de resíduos eletrônicos gerada anualmente no país é composta por uma diversidade de itens que vão de pequenos cabos a grandes eletrodomésticos. Lixo eletrônico no Brasil Kayan Albertin/Arte g1 E o que acontece com o que é descartado? O descarte desse tipo de lixo é uma questão complexa. Ele precisa passar por um processo de manufatura reversa. Isso porque os materiais eletrônicos são feitos de plástico, metal, prata, ouro, entre outros itens. 📱 Por exemplo, o celular que está na sua gaveta precisa passar por uma desmontagem para separar materiais como: 📱 Carcaça Ela é feita de plástico e aço. Para reciclagem é preciso que o revestimento externo seja separado para recicladores de base. O plástico pode ser transformado em matéria-prima para novos produtos, como baldes ou copos, enquanto o aço segue para siderúrgicas. 📱 Tela O vidro é isolado para ser processado e reinserido na indústria. 📱 Bateria A bateria de lítio é removida com cuidado para que seus materiais químicos sejam recuperados de forma segura dentro do próprio Brasil. Ou seja, para que o material possa voltar ao mercado e, assim, gerar menos impacto ambiental, é preciso que seja desmontado e cada parte encaminhada ao destino correto. O único ciclo que o país ainda não consegue fechar totalmente é o das placas eletrônicas. Por conterem metais preciosos como ouro e prata, essas peças precisam ser exportadas para empresas na Europa ou Ásia que possuem tecnologia para realizar a extração final desses materiais. A Green Eletron, uma organização sem fins lucrativos e que atua com a coleta, trabalha para algumas das maiores empresas do mercado como Apple, Samsung, Dell, HP. Em 2025, eles recolheram 12,5 mil toneladas de produtos eletrônicos em todo o país nos postos de coleta. No entanto, a realidade brasileira é de descarte por ano 2,4 milhões de toneladas, segundo dados da ONU. E por que isso acontece? De acordo com os especialistas, apesar da lei exigir que as empresas sejam responsáveis pelo lixo que produzem, isso não está acontecendo como deveria. A gente tem cerca de 5 mil empresas que produzem, vendem ou exportam eletrônicos para o país. No entanto, o que mapeamos é que cerca de 150 empresas atuam coletando de volta e dando destino correto a esse tipo de resíduo. Isso é uma lacuna de fscalização que causa muito impacto ambiental. Para Ademir, é preciso uma ação de fiscalização maior do governo federal e até medidas mais duras, como impedir a importação de empresas que não comprovem ter um sistema de logística para dar o destino correto ao lixo eletrônico causado a partir de seus produtos. O que fazer com o lixo que você tem em casa? Se você tem equipamentos parados, existem três caminhos principais: Fabricantes e Importadores: o consumidor pode entrar em contato direto com o fabricante do produto, que por lei deve oferecer uma opção de descarte. Entidades Gestoras: Empresas do terceiro setor, como a Green Eletron, disponibilizam mapas em seus sites para que o cidadão encontre o ponto de coleta mais próximo de sua residência. Ações Governamentais: O Ministério do Meio Ambiente mantém parcerias para pontos de coleta em diversas cidades. Para saber onde fica o posto em sua cidade, basta entrar em contato com a prefeitura.

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Agrishow 2026: veja tudo o que você precisa saber sobre a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina

Publicado em: 26/04/2026 05:00

Começa nesta segunda-feira (27), em Ribeirão Preto (SP), a 31ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina. A organização espera receber cerca de 200 mil visitantes e mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais. Na última edição, a feira gerou R$ 14,6 bilhões em intenções de compra. Para a edição deste ano, a feira foca fortemente na digitalização do campo, trazendo inovações em agricultura de precisão, drones, sistemas de automação, GPS e análise de dados integrados a tratores e colheitadeiras. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A organização também focou em melhorias logísticas, com alterações na entrada de autoridades pelo Instituto Agronômico (IAC), criação de um caminho exclusivo para pedestres que vão de ônibus e a implementação de um aplicativo oficial com inteligência artificial para otimizar a experiência do visitante no recinto. A Agrishow conta com exposição de tecnologia, conectividade, agricultura de precisão, veículos e diversos outros produtos ligados ao agronegócio. Entre as comodidades que o público poderá desfrutar estão: Palestras e espaços temáticos; Wi-fi gratuito e app com Inteligência Artificial; Pontos de hidratação; Praça de alimentação; Acessibilidade para pessoas com deficiência. O g1 lista abaixo uma série de orientações para facilitar a visita do público ao evento. Ruas lotadas na Agrishow 2025, nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 📆 Quando acontece e onde fica a feira? A Agrishow começa nesta segunda-feira e vai até sexta-feira. O evento funciona diariamente das 8h às 18h. A feira acontece no quilômetro 321 da Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira (SP-322), conhecido como Anel Viário Sul, sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto. 🎫 Como comprar ingressos? A venda dos ingressos de forma antecipada é feita pela internet no valor de R$ 85 (inteira) e R$ 42,50 (meia-entrada). A plataforma exige que o visitante escolha, no ato da compra, o dia da semana em que deseja visitar a feira. Na bilheteria do local, os ingressos serão vendidos no valor de R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada). Como a quantidade de ingressos por dia é limitada, a organização reforça a recomendação de compra antecipada pelo canal online. 📍 Como chegar e acessar a feira? O Anel Viário Sul é o único meio de acesso à Agrishow. Diante da expectativa de grande fluxo, os acessos foram divididos dependendo da origem do motorista: Para quem chega pelo sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto: Após o pedágio na Rodovia Carlos Tonani, entre à direita na saída 326 A. No Anel Viário Sul, siga as placas até o acesso à direita para uma nova rua que leva ao estacionamento oficial. Quem perder essa entrada terá outro acesso adiante. Neste sentido, o motorista já está no mesmo lado da entrada da feira. Para quem chega pelo sentido Ribeirão Preto - Sertãozinho: Siga pelo Anel Viário até o km 319 e pegue a entrada em direção à Avenida Patriarca. Na rotatória, mantenha-se na pista marginal, sem entrar na avenida. Haverá duas entradas para o estacionamento: um novo acesso direto e outro mais adiante, para quem seguir pela marginal. Haverá transfers disponíveis para cruzar a rodovia e chegar à entrada da feira. Atenção à mudança do IAC: A entrada pelo Instituto Agronômico (IAC), destinada exclusivamente a autoridades e funcionários, foi transferida do ponto tradicional nesta edição para melhorar a logística de entrada e saída do evento. A mudança também busca evitar a confusão registrada no ano passado, quando muitos visitantes entraram por engano na fila do instituto. Segundo a porta-voz da organização, Liliane Bortoluci, quem seguir no sentido Sertãozinho–Ribeirão Preto deve redobrar a atenção à sinalização. “Mudamos a entrada do IAC, por onde passam apenas autoridades e funcionários. No ano passado, muitas pessoas acabaram entrando nessa fila sem saber que aquele acesso não levava ao evento. Por isso, quem vier nesse sentido precisa prestar bastante atenção às placas.” Vista aérea do Anel Viário Sul de Ribeirão Preto (SP). AcervoEP LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Agrishow 2026: veja como acertar o caminho e chegar mais rápido à feira no interior de SP Taxi aéreo vira alternativa às filas na Agrishow e aeródromo se prepara para receber empresários do Brasil e do exterior 🚗 Onde estacionar? Além do ingresso, é possível adquirir antecipadamente o ticket para o estacionamento pela internet, com valores a partir de R$ 75 (variando de acordo com o veículo). Também está disponível o pacote para o estacionamento VIP, no valor de R$ 580 para os 5 dias. Dentro do estacionamento, haverá uma área dedicada a caravanas. O objetivo, segundo a organização, é promover praticidade e conforto no desembarque e embarque dos participantes desses grupos. A organização mantém também as opções de estacionamentos alternativos com transfer gratuito, com saída a partir de 7h e retorno até as 19h: Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1.577 - Ribeirânia) Hotel Wyndham Garden (Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, 856 - Jardim Botânico) Arena Nicnet Eurobike (Avenida Costábile Romano - Santa Cruz do José Jacques) 🚁 Heliponto e pista de pouso Como nas edições anteriores, os pousos e decolagens continuam proibidos dentro do recinto da feira. O suporte aéreo será concentrado no Aeródromo Santa Lydia, localizado a cerca de cinco quilômetros da Agrishow, que este ano passou por melhorias na estrutura para oferecer mais conforto a passageiros e tripulantes. Com uma pista de 1,1 mil metros, o local tem capacidade para atender até 60 aeronaves (aviões e helicópteros) por dia, com pátio para o pernoite de até 40 delas. De acordo com a administração, já há agendamentos confirmados inclusive para grupos vindos do Chile e da Colômbia. Valores para utilização: Pouso diurno: aproximadamente R$ 200; Pouso noturno: aproximadamente R$ 400; Pernoite: em torno de R$ 350; Pacotes Agrishow: podem chegar a R$ 1 mil, dependendo do tamanho da aeronave e do tempo de permanência. Aeródromo em Ribeirão Preto (SP) tem cerca de 1100 metros e recebe aviões do Brasil e exterior Reprodução/EPTV ⬅️ Como sair e bloqueios nas pistas A concessionária Entrevias e a Polícia Militar Rodoviária adotaram medidas especiais. A previsão é de que os horários de pico ocorram entre 7h e 11h e das 17h às 21h. Para sair da feira: Quem parou no mesmo lado da entrada: Deve seguir à direita para Ribeirão Preto. Para ir a Sertãozinho, o retorno próximo à Av. Patriarca estará bloqueado; siga até o próximo acesso liberado. Quem parou do lado oposto: Pode seguir viagem normalmente pelo Anel Viário rumo a Sertãozinho. Para voltar a Ribeirão, será preciso pegar o acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto, à direita. Bloqueios: O retorno do km 319 (sentido Sertãozinho) poderá ser interditado nos dois sentidos. O dispositivo do km 321 (sentido Sertãozinho) deve ficar interditado nos picos para acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto. A passagem inferior do acesso no km 320 ficará interditada durante toda a feira. 🚐 Como vão funcionar as linhas de ônibus e acesso a pé? A RP Mobi informou ao g1 que não haverá linhas de ônibus especiais para o evento este ano. No entanto, para quem optar pelo transporte coletivo regular, a organização implantou uma novidade: um acesso exclusivo para o pedestre que chega de ônibus. Ao desembarcar no quilômetro 319 do Anel Viário Sul, um caminho de 800 metros dará acesso direto até a bilheteria norte, aberto para entrada e saída. 🎤 Atrações, palestras e estandes temáticos Além da exposição de máquinas de última geração, a Agrishow 2026 conta com espaços dedicados ao conhecimento e à experiência prática. Um dos destaques é o ônibus interativo, montado em parceria com a RP Mobi. No local, o público poderá participar de ações educativas de trânsito, que incluem o uso de óculos simuladores de embriaguez e interação com mascotes, focando na conscientização sobre segurança viária. A programação de debates e inovação segue com espaços já consolidados, mas com conteúdos atualizados: Agrishow Labs: área totalmente voltada para o ecossistema de startups, com foco em soluções tecnológicas e inovações que prometem revolucionar a produtividade no campo. Agrishow Pra Elas: ponto de encontro dedicado a valorizar o protagonismo feminino no agronegócio, com uma agenda intensa de palestras e bate-papos com mulheres que lideram operações e tomam decisões no setor. 📶 Internet grátis e app com inteligência artificial A organização reforçou a infraestrutura digital para garantir que o visitante permaneça conectado em toda a área de 520 mil metros quadrados. Além do sinal de wi-fi gratuito, o grande diferencial desta edição é o aplicativo oficial, que agora conta com uma inteligência artificial própria, batizada de Flora. A assistente virtual funciona como um guia inteligente: ela é capaz de indicar a localização exata de banheiros, estandes e praças de alimentação, além de informar os horários das atrações e demonstrações em tempo real. A plataforma também permite a criação de roteiros personalizados, sugerindo os trajetos mais eficientes de acordo com o interesse de cada perfil de produtor ou profissional. Outro recurso inédito do app é a ferramenta de networking. Através de um chat integrado, os visitantes podem buscar e conversar com outros participantes da feira, facilitando a troca de experiências e a geração de negócios entre pessoas que atuam na mesma área de interesse. Tecnologias chamam atenção do público da Agrishow nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 ♿ Acessibilidade Visitantes com dificuldades de locomoção ou deficientes devem desembarcar nas entradas principais da feira (Norte ou Sul) e solicitar a um dos funcionários o carrinho elétrico (circular e não exclusivo) nas portarias. O carrinho será utilizado sempre que for preciso deslocamento de um ponto a outro dentro da feira. De acordo com a organização, todos os banheiros da Agrishow estão preparados para atender pessoas com necessidades especiais. 🍴 Alimentação e hidratação A Agrishow possuirá diversas opções de restaurantes e de food trucks nas praças de alimentação. 👍 Dicas para visitação O aplicativo da feira disponibiliza uma série de informações, incluindo mapa dos estandes, localização de restaurantes, atrações e lista de expositores. O aplicativo está disponível para sistemas iOS e Android nas lojas virtuais. A organização recomenda aos visitantes o uso de roupas e calçados confortáveis e de preferência fechados, como tênis e botas, mas sem salto, para facilitar o percurso a pé na feira. É importante usar protetor solar, óculos escuros, bonés e chapéus por causa do sol forte que predomina em Ribeirão Preto na época da feira. Estande lotado na Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira (1º). José Marcos Veja mais notícias da Agrishow 2026 VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região