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Novembro Azul: cuidar da saúde é um gesto de inteligência e amor à vida

Publicado em: 12/11/2025 12:44

Cuidar da saúde é um gesto de amor à vida. Divulgação/Sancet 💙 Um mês dedicado à saúde do homem O mês de novembro é internacionalmente conhecido pela campanha Novembro Azul, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e de outras doenças que afetam os homens. A campanha é também um lembrete de que cuidar da saúde não é um ato de fraqueza ou vaidade, e sim uma atitude de responsabilidade e amor à vida. Pequenas ações de autocuidado — como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e realizar exames de rotina — podem fazer toda a diferença no bem-estar e na longevidade masculina. 💙 A importância do diagnóstico precoce O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), milhares de novos casos são diagnosticados todos os anos, mas as chances de cura são muito altas quando a doença é descoberta no início. O exame de sangue que mede o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o exame físico de toque retal são ferramentas fundamentais para o rastreamento da doença. Além disso, o acompanhamento periódico com exames laboratoriais auxilia na detecção precoce de alterações hormonais, metabólicas e cardiovasculares. A prevenção é o melhor caminho para uma vida longa e saudável Divulgação/Sancet 💙 Cuidar da saúde é um ato de inteligência Muitos homens ainda adiam a ida ao laboratório ou ao médico por medo, preconceito ou simples descuido. Mas a verdade é que prevenir é sempre mais simples e menos invasivo do que tratar. Cuidar da saúde demonstra maturidade, responsabilidade e amor pela própria vida e pela família. Neste Novembro Azul, o Laboratório Sancet reforça sua missão de promover informação, conscientização e acesso a exames de qualidade, estimulando o cuidado contínuo com a saúde masculina. 💙 Check-ups masculinos Sancet Para facilitar o acompanhamento da saúde, o Sancet preparou check-ups especiais que contemplam diferentes níveis de avaliação, de acordo com as necessidades de cada paciente: 💙 Check-up Novembro Azul: Hemograma, PSA Total e PSA Livre. Ideal para rastrear o câncer de próstata e avaliar a saúde geral. 💙 Check-up Essencial: Hemograma, Glicose, Colesterol Total, HDL, LDL, VLDL, Triglicerídeos, Testosterona Total e Livre, PSA Total e Livre. Perfeito para quem busca um diagnóstico mais completo e deseja acompanhar a saúde metabólica e hormonal. 💙 Check-up Plus: Hemograma, Glicose, Hemoglobina Glicada, Colesterol Total, HDL, LDL, VLDL, Triglicerídeos, Ureia, Creatinina, TGO, TGP, TSH, Ferro, Testosterona Total e Livre, PSA Total e Livre, T4 Livre. Um olhar abrangente sobre a saúde masculina, ideal para quem deseja fazer um acompanhamento detalhado e preventivo. O Sancet oferece atendimento humanizado e tecnologia de ponta em análises clínicas. Divulgação/Sancet 💙 Prevenção é o primeiro passo para o futuro Adotar o hábito de realizar exames periódicos é a maneira mais eficaz de garantir uma vida longa e com qualidade. A prevenção permite agir antes que as doenças se desenvolvam, oferecendo tranquilidade e segurança para seguir a rotina com saúde. Neste Novembro Azul, o Sancet reforça seu compromisso com o bem-estar da comunidade, oferecendo cuidado, tecnologia e uma equipe preparada para acolher cada paciente com atenção e responsabilidade. Agende seu check-up ou visite uma de nossas unidades. Cuidar de si é o primeiro passo para continuar presente em todos os momentos que importam. 💙 Sancet – por uma vida mais saudável todos os dias. Médico responsável: Dr. José de Moura Campos Neto, inscrito no CRM/CRO 30500

Palavras-chave: tecnologia

'Não basta ter fuzil, é preciso postar': como ostentação do crime no Instagram e TikTok influencia ida de jovens para o tráfico

Publicado em: 12/11/2025 12:38

BBC NÃO USAR - Imagens de adolescentes com o que parecem ser armas e drogas circulam livremente em redes sociais Reprodução Menos de uma semana depois da megaoperação policial no Rio, que deixou mais de 120 pessoas mortas, a Polícia Civil do Estado divulgou um comunicado à imprensa com uma espécie de perfil dos mortos. A lista, segundo a polícia, tinha como objetivo revelar "quem são os criminosos que resistiram às forças policiais e foram neutralizados." Um detalhe chamou a atenção no arquivo, um PDF de 35 páginas dividido em colunas: uma dessas colunas, de nome "foto redes sociais", trazia prints de publicações no Instagram e no Facebook e elencava os posts (ou ausência de publicações recentes) como evidência de possíveis relações dos mortos na operação com o tráfico. A polícia também incluiu, para alguns deles, link direto para suas contas nas redes sociais e de amigos em comum que publicaram fotos com essas pessoas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ofensiva policial às redes sociais buscou, e encontrou, em alguns dos perfis, publicações com imagens do que parecem ser fuzis, pistolas, acessórios militares, drogas, dinheiro e menções ao Comando Vermelho, embora não seja possível confirmar de forma independente que as armas sejam verdadeiras. Para a instituição, as imagens evidenciam algum tipo de vínculo a facções criminosas. Uma dessas páginas era de um adolescente de 14 anos, morto durante a operação. Em sua conta no Threads (rede social da Meta, geralmente vinculada à conta do Instagram), que continua aberta, é possível ver o adolescente com um cigarro na boca e o que parece ser um fuzil encostado na parede de uma sala. Em outra, ele posa para uma selfie no espelho do banheiro, segurando o que parece ser um fuzil na mão. As imagens continuavam no ar até o fechamento desta reportagem. Uma delas foi publicada no dia 21 de dezembro do ano passado e outra, no dia 28, data da megaoperação. O que leva jovens, como este adolescente, a fazer publicações desse tipo? E por que essas imagens continuam a circular nas redes sociais, sem qualquer controle das plataformas? LEIA TAMBÉM: Sete chefes do tráfico do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio BBC NÃO USAR - Publicações mostram imagens do que parecem ser fuzis e outras armas. Reprodução 'Não basta ter o fuzil, tem que postar o fuzil' Na última semana, a BBC News Brasil acompanhou uma série de perfis que fazem publicações desse tipo. Segundo pesquisadores, a prática tem se tornado cada vez mais comum e é parte de uma cultura de ostentação e de sensação de pertencimento a uma comunidade, reforçada pelos mecanismos de engajamento das redes sociais, como curtidas e número de seguidores. Algumas das publicações vistas pela BBC tinham milhares de curtidas ou comentários e, em comum, a exibição da rotina do tráfico, com imagens de motocicletas, notas de R$ 100, armas e críticas à polícia. Após a operação do Rio, alguns desses perfis publicaram também declarações de luto e promessas de vingança. "Nunca imaginei que ia postar isso. Tiramos plantão juntos ontem, fizemos vários planos. Falei contigo ainda (para) guardar seu fuzil, irmão", disse um deles, em foto ao lado de uma das pessoas que foram mortas na operação e que aparece no relatório da Polícia Civil. "Pode ficar suave que nós vai vingar e nós vai proteger e cuidar do seu menor". Em alguns casos, as armas e os rostos são cobertos por emojis, para manter o anonimato dos usuários. Há frequentemente a associação de hashtags e nomes de diferentes "tropas", como a Tropa do Urso, vinculada ao traficante Edgar Alves Andrade, o Doca. Alguns dos perfis também usam hashtags e músicas famosas para "viralizar" seus vídeos, como #fyp, #viralreels e #viral, misturando frases motivacionais com fotos portando armas ou com vídeos de tiroteios. Há também perfis que entram em trends, ou seja, participam de formatos, desafios ou áudios que estão em alta nas plataformas para alcançar mais pessoas. Em entrevista à BBC News Brasil, o pai do adolescente da foto disse que o filho tinha sido seduzido justamente por essa onda de ostentação via redes sociais. O pai afirma que o filho não conseguia usar um fuzil adequadamente, que a arma só serviria justamente para as fotos. "Essa ostentação que existe nas comunidades — o que é mostrado na televisão e nas redes sociais — faz com que eles achem que tudo vem com facilidade. Eles pensam que vão chegar ali e terão esse poder. Meu filho queria 'subir no conceito', entendeu? Ele tinha essa mentalidade. Ele só falava sobre pessoas no poder." Rafael Alcadipani, professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), afirma que as redes se tornaram, por essa exibição sem precedentes, uma ferramenta importante para investigações policiais. "Não basta o sujeito ter o fuzil; ele quer postar o fuzil, ostentar o carro, exibir o crime que cometeu. Há casos de criminosos que foram presos por isso". Ele acrescenta que, assim como o resto da sociedade, grupos criminosos também se apropriam das plataformas digitais. "O tráfico vira modelo para os adolescentes e a rede social tem um papel importante em construir esse modelo." 'Eles querem ser vistos e pertencer', diz promotora de Justiça do RJ A promotora de Justiça Gabriela Lusquiños, da área de Infância e Juventude no Rio de Janeiro, diz que diversos fatores levam adolescentes à pratica de crimes, sendo um deles o acesso sem controle às redes sociais. "As pessoas querem ser vistas, querem ter visibilidade. A grande maioria desses adolescentes são invisíveis no mundo aqui fora." Ela explica que a estética da ostentação ligada ao crime ganhou força com a internet e hoje molda o comportamento de adolescentes de diferentes regiões do país. "É nítido que essa estética da ostentação ligada ao tráfico, a que associa ao uso de armas, a dinheiro fácil, a estar rodeado por mulheres bonitas, ganhou força com a internet", diz. "Quando ele vai pra rede social, ele quer ganhar seguidores e status dentro dessa organização criminosa que ele faz parte, quando entra pro tráfico." Para a promotora, as redes sociais uniformizam esse imaginário mesmo entre jovens que vivem fora dos grandes centros, em cidades do interior. "Hoje, com as redes sociais, isso ganha uma amplitude. Não há tanta diferença do adolescente em uma grande cidade ou no interior. O padrão é estabelecido pelas redes sociais." Lusquiños destaca que é preciso analisar o papel das redes em conjunto com outros fatores já conhecidos na formação do comportamento infracional, como a estrutura familiar. "Ele não tem a figura paterna: ou o pai morreu, ou está preso, ou nunca quis saber dele. Aí quando ele tem essa figura masculina, de autoridade, que é esse traficante da favela, ele ganha a visibilidade dele, se sente parte." A promotora afirma que essa ausência de vínculos afetivos sólidos abre espaço para que as redes sociais funcionem como substituto de reconhecimento e pertencimento. "Quando eles não têm conexões reais de afeto, vão para o lugar onde encontram, em conexão virtual. Se a regra do jogo é eu ter like, se apresentar como todo mundo se apresenta, eu vou me apresentar, me vestir de uma certa forma, ostentar uso de armas." Lusquiños diz que as redes sociais exercem um peso desproporcional justamente sobre quem ainda está formando identidade. "As redes sociais influenciam o comportamento humano, em especial do adolescente, que não tem maturidade, que está em desenvolvimento. É alguém altamente influenciado por todo tipo de mensagem que vai atraí-lo para o pertencimento, o acolhimento, ser visto. As facções acabam, de forma orgânica, atraindo esses adolescentes com imagens relacionadas ao poder." BBC NÃO USAR - Jovem posa para foto com o que parece ser uma arma nas costas e camiseta da Tropa do Urso, grupo ligado ao traficante Doca, do Comando Vermelho. Reprodução 'Se big techs tivessem atuação séria, quando adolescente posta foto com fuzil, isso seria comunicado às autoridades', diz juíza Titular da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, a juíza Vanessa Cavalieri afirma que esse tipo de publicação é comum porque não há qualquer expectativa de punição por parte de quem publica. "Eles têm muita certeza da impunidade, de que nada vai acontecer. As redes sociais se tornaram território livre para o crime. No mundo ideal, em que as big techs tivessem uma atuação séria, quando um adolescente posta uma foto com um fuzil, isso imediatamente seria comunicado às autoridades. Mas não fazem isso." Ela diz que é comum que os próprios adolescentes coloquem nomes que os identifiquem como pertencentes a algum grupo criminoso, como Trem Bala do CV, em uma tentativa de demonstrar poder e status dentro desse universo. "Recebemos adolescentes que estavam com arma de brinquedo, réplicas, sem indício de que estavam praticando roubo. O que eles contam pra gente é que alugaram a arma na comunidade, porque há quem alugue nas comunidades, tanto pra praticar crimes quanto pra ir para o baile armado. Mas por quê? Pra pegar mulher, eles me contam." Ela lembra que toda essa produção de imagens não é inofensiva e pode ser usada posteriormente como prova. "Tive agora uma investigação contra um adolescente que ostentava nas redes sociais fotos com fuzil, vídeos com ele trabalhando no tráfico, atirando. Ali veio tudo com imagens." O jovem estava sendo denunciado por associação para fins de tráfico. O TikTok informou à BBC News Brasil que seu time de moderação “está analisando os exemplos compartilhados [de imagens coletadas pela BBC e enviadas à rede social] e tomará as devidas providências de acordo com nossas diretrizes.” A empresa diz em suas diretrizes que “não permite comercializar ou fornecer acesso a armas de fogo, munição, armas explosivas ou instruções sobre como fabricá-las. Em algumas regiões, mostrar ou promover armas de fogo pode tornar o vídeo inelegível para recomendação no feed Para Você.” A Meta disse que suas políticas “não permitem o uso de seus serviços para promover atividades criminosas ou conteúdos que glorifiquem, apoiem ou representem organizações e indivíduos perigosos. Removemos esse tipo de conteúdo sempre que identificamos violações e estamos continuamente aprimorando nossa tecnologia para detectar e lidar com atividades suspeitas. Também incentivamos as pessoas a denunciar qualquer conteúdo que considerem contrário aos nossos Padrões de Comunidade, ajudando-nos a manter nossas plataformas seguras para todos." BBC Para juíza, big techs deveriam alertar autoridades sempre que houver imagens de menores com armas publicadas nas redes sociais Reprodução 'Remoção das imagens é medida imediata, sob pena de responsabilização', diz Advocacia-Geral da União A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou à BBC News Brasil ver "com preocupação a circulação de conteúdos ilícitos como esses nas plataformas", que, segundo o órgão, violam a legislação brasileira e os próprios termos de uso das empresas de tecnologia. A instituição diz que as imagens identificadas pela BBC devem ser removidas das redes sociais, sob risco de penalização às plataformas, "conforme decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Marco Civil da Internet." "Primeiro, porque se está diante de práticas que podem configurar apologia ao crime, incluindo a glorificação de organizações criminosas. Segundo, porque a gravidade parece ser ainda mais acentuada quando tais postagens são veiculadas por menores de idade, em total desacordo com a proteção especial de crianças e adolescentes." A AGU afirmou que cabe às plataformas "aprimorarem todas as medidas mitigadoras e inibitórias que possam impedir danos pelo uso indevido das ferramentas digitais, inclusive mediante o uso de inteligência artificial". "Esse é apenas mais um exemplo da urgente necessidade de adequação desses serviços, largamente utilizados pela população, aos parâmetros da legislação brasileira e da proteção de direitos, reforçando as preocupações debatidas no STF e no Congresso Nacional." Já o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) afirmou que o Estatuto da Criança e do Adolescente garante a proteção integral de crianças e adolescentes, incluindo a preservação de sua imagem e dignidade e reforçou que o cuidado "se estende também à memória de adolescentes falecidos, conforme previsto no Código Civil". "A exposição de imagens de crianças e adolescentes em contextos que possam associá-los à violência ou à prática de atos infracionais deve ser evitada por instituições públicas, meios de comunicação, plataformas digitais e sociedade em geral. Quando há indícios de violação, o MDHC atua em articulação com órgãos competentes e pode recomendar a remoção de conteúdos ou o encaminhamento de medidas cabíveis." Por fim, o ministério orientou que "conteúdos que violem direitos sejam denunciados ao Disque 100 ou diretamente nas plataformas, reforçando que a proteção da infância e da adolescência é um dever coletivo." A Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), informou em nota à BBC que o ECA Digital, sancionado em setembro, prevê que "as redes sociais atuem para evitar os riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato de crianças e adolescentes com conteúdos que promovam a incitação a práticas de violência ou ao uso de substâncias que causem dependência química."Destacou também que, de acordo com a Política de Classificação Indicativa, o acesso ao Tiktok não é recomendado antes dos 14 anos, e no caso de Instagram e Facebook, antes dos 16 anos. Frear recrutamento de jovens é essencial para reduzir tráfico, dizem estudos Em diferentes países, pesquisas indicam que estratégias de combate ao tráfico só alteram a estrutura das organizações quando reduzem a entrada de novos integrantes. Um estudo publicado na revista científica Science em setembro de 2023, conduzido por Rafael Prieto-Curiel, Gian Maria Campedelli e Alejandro Hope, analisou a evolução dos cartéis no México entre 2012 e 2022 e chegou à conclusão de que essas organizações dependem de uma renovação constante de recrutamentos para sobreviver. Os autores afirmam que "cartéis precisam recrutar entre 350 e 370 pessoas por semana para evitar o colapso". O estudo mostra que a repressão isolada não altera esse equilíbrio, porque cada perda de integrante é reposta rapidamente. Por isso, concluem que aumentar o número de prisões eleva tanto os homicídios quanto o total de membros dos cartéis, já que a rotatividade criada pela repressão gera novas disputas internas e vagas que são imediatamente preenchidas. Umas das conclusões do artigo é que há necessidade de oferecer oportunidades educacionais e profissionais, especialmente em áreas com alto apoio aos grupos criminosos, "que superem os benefícios de curto prazo oferecidos pelos cartéis." Com reportagem de Giulia Granchi

Delivery Much celebra 14 anos conectando o interior do Brasil à tecnologia

Publicado em: 12/11/2025 12:31

Quando pedir comida pela internet ainda parecia uma realidade distante para o interior do Brasil, dois universitários gaúchos decidiram mudar essa história. Em 2011, Pedro Judacheski e Guilherme Kruel criaram, em Santa Maria (RS), o que viria a ser a Delivery Much. A ideia nasceu a partir do incômodo de ter que ligar para restaurantes, ouvir o cardápio pelo telefone e torcer para que o pedido fosse anotado corretamente. Hoje, 14 anos depois, a startup se tornou a maior franquia de app de delivery do país, com presença em 14 estados. Um dos principais diferenciais da Delivery Much é o de levar tecnologia e oportunidades de crescimento para cidades fora dos grandes centros urbanos. Por isso, a empresa aposta em expandir em municípios de até 150 mil habitantes, que muitas vezes, ainda não foram impactados por aplicativos de delivery. Do improviso ao pioneirismo O início, como lembram os fundadores, foi longe de qualquer glamour. O primeiro escritório funcionava dentro da Incubadora Tecnológica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pedro, CEO da empresa, brinca que a primeira foto da sede cabia em uma 3x4. Com poucos recursos, muito empenho e “pé na rua”, os jovens empreendedores conquistaram os primeiros restaurantes parceiros e usuários. O público inicial era de universitários, que logo embarcaram na novidade. O sucesso em Santa Maria fez com que os empreendedores percebessem que o modelo era escalável. Em 2015, os sócios decidiram transformar o negócio em franquia, o que permitiu expandir rapidamente para outras cidades, pois o delivery online não era uma tecnologia acessível no interior. “Chegar aqui é olhar para trás e ver o quanto a Delivery Much evoluiu junto com o mercado, sem abrir mão do nosso propósito. Ampliamos nossas soluções, investimos em novas verticais e seguimos levando tecnologia e crescimento aos negócios locais. O mais gratificante é ver franquias sendo lançadas 14 anos depois, movimentando economias, abrindo empresas e gerando empregos com o app da Delivery Much", afirma Judacheski. Guilherme Kruel e Pedro Judacheski, fundadores da Delivery Much, começaram o negócio em uma incubadora da Universidade Federal de Santa Maria. Divulgação/Delivery Much Expansão e novos investimentos O crescimento acelerado chamou atenção de investidores e do ecossistema de inovação. Em 2017, a empresa transferiu a sede administrativa para Florianópolis, onde se aproximou de hubs tecnológicos e aceleradoras. Já nos anos seguintes, vieram aportes da Novitá (2019), da Stone (2020) e, mais recentemente, o investimento em media for equity pela Nexpon (2024), braço de investimentos da NSC Comunicação. Atualmente, a Delivery Much oferece um ecossistema completo de soluções para os franqueados, que inclui o marketplace do aplicativo, integração com supermercados, operação logística parceira, cardápio digital para WhatsApp e o programa de vantagens Much+. As ferramentas permitem que os empreendedores locais desenvolvam negócios sustentáveis com base em tecnologia e dados. Santa Catarina faz parte da estratégia de expansão Entre os estados em que a Delivery Much atua, Santa Catarina é um dos principais. O aplicativo está presente em 33 cidades catarinenses, o que representa 20% das franquias ativas da rede. Desde 2023, o aplicativo cresceu 106,3% no estado, como reflexo da expansão do franchising e do amadurecimento do mercado local. Franquias que transformam cidades Além de números expressivos, a história da Delivery Much é marcada por histórias de transformação local. Em São Carlos, no interior de Santa Catarina, um exemplo recente mostra como o modelo da marca tem gerado impacto econômico e social. A franquia da cidade, lançada em abril de 2025, é comandada por Yerickson Dinay Ferrer Cardona, venezuelano radicado no Brasil há sete anos, e por Bérik Demski Scherer, natural de São Carlos e dono de uma loja de materiais de construção. O casal de empreendedores estudou o mercado local, conversou com comerciantes e identificou uma lacuna no setor de entregas. “Estávamos sempre pesquisando algo que faltava e que fosse no ramo da tecnologia. E foi assim que a gente chegou na Delivery Much. Chegamos muito preparados, porque para empreender não há espaço para improvisar. É preciso planejamento e dedicação integral", explica Yerickson. Dentro da rede, a unidade se tornou um exemplo de eficiência em gestão. Com quase o mesmo tempo de operação e metade das lojas cadastradas, a franquia conquistou 93% mais pedidos e o dobro de faturamento que outra franquia. “Eu saí do emprego e tinha que fazer dar certo. Hoje vejo que o esforço valeu a pena. As lojas da cidade se comportam diferente, surgiu uma empresa de logística que não existia e novas empresas foram criadas. Em cinco meses, eu vejo que a gente revolucionou São Carlos", comemora o franqueado. Os franqueados Yerickson Ferrer Cardona e Bérik Demski Scherer transformaram o mercado de entregas em São Carlos (SC) com a Delivery Much. Divulgação/Delivery Much Viagem comemorativa Para celebrar os 14 anos, Pedro Judacheski e Guilherme Kruel embarcaram, em outubro, para a China, em uma viagem de imersão voltada à busca de novas soluções, modelos de negócio e tecnologias emergentes. A ideia é fortalecer o posicionamento da Delivery Much como referência nacional em inovação aplicada ao delivery e ao franchising digital. "Estamos conhecendo de perto o que há de mais moderno em delivery, logística e ecossistema de negócios. A China é um dos maiores laboratórios de tecnologia do mundo e vamos voltar com muitos insights para guiar as decisões da Delivery Much”, explica Pedro. Para se tornar um franqueado, basta ter a iniciativa de montar a operação em uma cidade de até 150 mil habitantes, que ainda não tem Delivery Much. Acesse o site da franquia e saiba mais.

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Intel fala sobre parceria com NVIDIA e novos chips Panther Lake

Publicado em: 12/11/2025 12:22 Fonte: Tudocelular

Durante um encontro com a imprensa realizado em São Paulo, a Intel apresentou novos detalhes sobre sua próxima geração de processadores Core Ultra Série 3 “Panther Lake” e comentou as perspectivas de colaboração com a NVIDIA. O evento reuniu executivos da Intel e da Positivo Tecnologia, que se posicionou como uma fabricante nacional comprometida em democratizar o uso da inteligência artificial nos PCs e consolidar a liderança do Brasil na adoção dos chamados AI PCs.Durante o evento, a Intel reforçou a novidade de que a arquitetura Panther Lake será o primeiro chip produzido em litografia Intel 18A, com foco em eficiência energética e alto desempenho para cargas de trabalho com IA.Clique aqui para ler mais

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QUIZ de matemática para quem se prepara para 2° dia de prova do Enem 2025

Publicado em: 12/11/2025 12:01

Ingresso Universitário: começa nesta quarta (1º) uma sequência de conteúdos sobre o Enem O professor Chaquinha, de matemática, selecionou 10 perguntas para os alunos que se preparam para o segundo dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio . O quiz testa conhecimentos sobre: equações e sistemas de 1° grau e 2° grau, propriedades de potência, unidades de medidas, sistema de numeração, divisores e múltiplos. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp No primeiro dia, os participantes responderam questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No segundo dia, domingo (16) as provas são de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Em 2025, mais de 120 mil piauienses se inscreveram para o Enem. O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Leia também: ‘Saber a operação certa faz a diferença’, diz professor sobre prova de matemática do Enem 2025 Enem 2025: vamos treinar seus conhecimentos sobre Matemática? VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Transforme sua nota do Enem em ingresso garantido na Unoeste

Publicado em: 12/11/2025 11:29

Com a nota do Enem, é possível ingressar diretamente na Unoeste, reconhecida pelo MEC como a melhor universidade particular de São Paulo Ector Gervasoni A nota do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem é a chance de transformar o esforço nos estudos em uma vaga na universidade dos seus sonhos. A avaliação é uma das principais portas de entrada para o ensino superior, permitindo o ingresso em universidades públicas e particulares por meio da nota obtida. Entre as instituições que valorizam o desempenho no exame está a Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), reconhecida pelo MEC como a melhor universidade particular do Estado de São Paulo. A instituição aceita a nota do Enem como forma de ingresso direto, dispensando o vestibular tradicional e oferecendo vantagens exclusivas aos novos estudantes. Por que usar sua nota do Enem para entrar na Unoeste De acordo com o professor Jonas Padovani Ederli, organizador do Aulão Enem 2025 da Unoeste, o exame vai muito além de uma simples avaliação de conteúdos. “O Enem democratizou o acesso ao ensino superior e oferece oportunidades reais para quem busca uma universidade de qualidade. A Unoeste valoriza essa conquista e acredita no mérito dos estudantes que se dedicam”. Usar a nota do Enem é uma forma prática e vantajosa de garantir sua vaga em cursos presenciais e a distância, incluindo áreas de destaque como Medicina, Direito, Psicologia e Engenharia — todos com infraestrutura moderna e professores altamente qualificados. Curso de Medicina da Unoeste é referência nacional, com conceito máximo no MEC e ensino que alia tecnologia, prática e humanização Marketing Unoeste Casos reais de sucesso Na Unoeste, a nota do Enem pode substituir o vestibular tradicional, facilitando o acesso a cursos de graduação presenciais e a distância em diversas áreas, inclusive para o curso de Medicina em Presidente Prudente, Jaú e Guarujá. Foi o caso da aluna Jade Drago Lotto. “Medicina sempre foi o meu sonho, para poder ajudar as pessoas e entender sobre o funcionamento do nosso corpo. Como já tinha feito outras provas para ingressar no curso, optei pela nota do Enem porque não queria prestar vestibular novamente”, comenta. Jade mora em Bariri (37km de Jaú) e explica que a localização foi um dos motivos para escolher a Unoeste. “Moro em uma cidade perto do campus de Jaú. Além do campus ser moderno, o curso de Medicina da Unoeste é nota máxima no MEC”. Amanda Cabral Ferreira da Silva, aluna do curso de Psicologia de Presidente Prudente, também ingressou na Unoeste utilizando a nota do Enem. "Escolhi a Unoeste porque tenho amigas que cursaram aqui e confio na competência dos professores para me conduzir nessa jornada. Além disso, ingressei com a minha nota do Enem e conquistei uma bolsa que foi importante para a minha decisão”. Enem é a principal avaliação para ingresso no ensino superior brasileiro e uma oportunidade para transformar o desempenho em acesso à universidade Ector Gervasoni Garanta sua vaga agora mesmo Com uma boa pontuação no Enem, você pode ingressar diretamente na Unoeste, sem precisar realizar vestibular. Além disso, a universidade oferece bolsas na matrícula e benefícios nas mensalidades para quem utiliza a nota do exame no Vestibular Top Cursos. Inscreva-se agora no Vestibular Unoeste 2026 e transforme sua nota do Enem em um futuro de sucesso. Acesse o edital completo e faça sua inscrição na página oficial da Unoeste.

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Plano de Saúde Itamed celebra 30 anos de cuidado e confiança

Publicado em: 12/11/2025 11:10

Há três décadas, o Plano de Saúde Itamed vem escrevendo uma história de cuidado e dedicação à saúde em Foz do Iguaçu e região. O que começou como um plano voltado a atender um público restrito, hoje conta com quase 30 mil vidas, um plano 100% iguaçuense, além de contar com mais de 700 empresas (CNPJ) em sua carteira, se consolidando como um dos principais sistemas de atenção à saúde do Oeste do Paraná — com um hospital, centro clínico e laboratório próprios, rede credenciada e aplicativo, disponíveis a todos os beneficiários. Mais do que oferecer cobertura médica, o Plano se tornou sinônimo de confiança. “Nosso propósito é cuidar de pessoas, com excelência, segurança e acolhimento. Acreditamos que saúde se faz com estrutura, tecnologia e, acima de tudo, humanizado”, afirmou o diretor-superintendente, Gilmar de Oliveira. Para o diretor, ter um hospital próprio é um diferencial que nos permite garantir qualidade em cada etapa do atendimento. Desde a consulta até o tratamento mais complexo, tudo é acompanhado de perto, dentro de padrões de excelência reconhecidos nacionalmente. Excelência reconhecida O Hospital Itamed é acreditado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no nível III — Acreditado com Excelência, a mais alta certificação de qualidade hospitalar do país. O selo atesta que a instituição mantém processos seguros, padronizados e em melhoria contínua, com foco na experiência do paciente. Além disso, desde 2005, o hospital é reconhecido como Hospital Amigo da Criança, título concedido pela OMS e pelo Unicef às instituições que promovem o aleitamento materno e o cuidado humanizado com mães e bebês. “Cuidar começa no nascimento. Acreditamos que a saúde da vida toda se constrói desde os primeiros dias”, reforça a equipe de neonatologia. Rede credenciada e expansão O crescimento do Plano de Saúde Itamed acompanha a evolução da região. A rede credenciada reúne clínicas, consultórios e laboratórios em Foz do Iguaçu e em municípios vizinhos, ampliando o acesso dos beneficiários a diferentes especialidades. Para garantir atendimento mesmo fora da cidade, o plano conta ainda com parcerias nacionais através do sistema ABRAMGE, assegurando cobertura em casos de urgência e emergência em todo o território brasileiro. “Queremos estar onde nossos beneficiários estão. A rede Itamed é viva, dinâmica e comprometida em oferecer cuidado de qualidade, próximo de quem mais precisa”, explicou o gerente do plano de saúde Itamed, Marcelo Ansoina. Com o passar dos anos, o plano de saúde Itamed diversificou suas modalidades de planos para atender às diferentes realidades dos clientes. Hoje, oferece opções sendo coletivo por adesão, empresariais e para Microempreendedores Individuais (MEIs). O Plano MEI, lançado recentemente, é uma das grandes inovações. Ele foi criado para garantir um produto acessível ao trabalhador autônomo, e que busca segurança para si e sua família. De acordo com o gerente Marcelo, para fortalecer o relacionamento e a parceria com as empresas cliente do Plano, são desenvolvidas ações de Educação e Saúde, como palestras de conscientização, além de um trabalho específico de acompanhamento de beneficiários em situações críticas, atenção primária e apoio a beneficiários com TEA. Divulgação - Depoimento cliente Itamed Tecnologia a serviço do cuidado O investimento em tecnologia é outro pilar da evolução. O aplicativo do Plano de Saúde Itamed, disponível para Android e iOS, facilita o dia a dia dos beneficiários com acesso rápido à carteirinha digital, reembolso, telemedicina, resultado de exames, guia médico, boletos, extratos de coparticipação e demonstrativos para imposto de renda. “O app aproxima o plano das pessoas e torna o cuidado mais ágil. A saúde está literalmente na palma da mão”, destacou o gerente do plano de saúde. Além disso, o site https://planodesaude.itamed.com.br/ oferece área do cliente e área do prestador, com funcionalidades que simplificam processos, fortalecem a transparência e agilizam a comunicação com médicos e clínicas credenciadas. Compromisso com o futuro Divulgação - Institucional Itamed Ao completar três décadas, o Itamed se reinventa sem perder sua essência, com um atendimento personalizado, presencial e próximo ao beneficiário. Com o novo posicionamento institucional — que unifica o plano de saúde e o hospital sob a mesma marca —, o grupo reforça seu compromisso de continuar evoluindo, investindo em inovação e fortalecendo o cuidado humanizado. “Estamos vivendo um novo tempo. Um tempo de transformação, de escuta e de construção conjunta. O Itamed é mais do que um plano de saúde: é um compromisso com a vida, com a nossa cidade e com cada pessoa que confia em nós para cuidar do que tem de mais precioso — a saúde”, conclui Gilmar.

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Humanos não conseguem mais distinguir música gerada por IA de música real, diz pesquisa

Publicado em: 12/11/2025 11:01

97% das pessoas não conseguem mais distinguir música gerada por IA de música real, diz pesquisa Jamile Alves/G1 AM É praticamente impossível para uma pessoa distinguir entre música criada inteiramente por inteligência artificial (IA) e música de um gênero similar composta por humanos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12). Dos 9.000 entrevistados, "97% não conseguiram diferenciar entre música gerada inteiramente por IA e música criada por humanos em um teste às cegas com duas faixas de IA e uma faixa humana", segundo pesquisa realizada pela Ipsos para a plataforma francesa de streaming Deezer. Músicas geradas por IA e tocadas em lojas rendem debates entre artistas e associações; entenda O estudo foi conduzido online entre 6 e 10 de outubro em oito países: Estados Unidos, Canadá, Brasil, Reino Unido, França, Países Baixos, Alemanha e Japão. Quase metade dos entrevistados acredita que a IA pode guiá-los na descoberta de novas músicas. Mas eles se mostram mais pessimistas quanto às consequências da composição musical com essa tecnologia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cinquenta e um por cento deles acreditam que a IA levará ao surgimento de músicas "de qualidade inferior e mais genéricas" e quase dois terços (64%) pensam que essa técnica pode causar "uma perda de criatividade na produção musical", enfatiza o estudo. Esses resultados "demonstram claramente que as pessoas se importam com música e querem saber se estão ouvindo uma música criada por um humano ou por IA", disse Alexis Lanternier, CEO da Deezer, em um comunicado. A empresa francesa é atualmente a única plataforma de áudio que indica sistematicamente as faixas geradas inteiramente por IA por meio de uma mensagem aos usuários. Em janeiro, a empresa relatou que uma em cada dez músicas reproduzidas em sua plataforma em um único dia era composta inteiramente por IA. Dez meses depois, esse número representa "34% de todas as músicas", ou quase 40.000 por dia, segundo a empresa. Apesar dessa tendência crescente, essas músicas representam atualmente uma parcela muito pequena do total de reproduções. Em junho, o grupo The Velvet Sundown alcançou um sucesso meteórico no Spotify e, um mês depois, foi confirmado que se tratava de uma banda criada por IA. Sua música mais viral ultrapassou três milhões de reproduções. A plataforma sueca, acusada de falta de transparência em relação à IA, anunciou diversas medidas em setembro para incentivar os artistas a serem mais transparentes sobre o uso dessa tecnologia.

Sistema de videomonitoramento ajuda a identificar suspeito de quebrar portas de vidro da Catedral de Teresina

Publicado em: 12/11/2025 10:24

Sistema de videomonitoramento ajuda a identificar suspeito de quebrar portas de Catedral O homem suspeito de quebrar vidros da Catedral de Teresina durante uma tentativa de arrombamento no dia 3 se apresentou à polícia e prestou depoimento. Ele foi identificado pelo Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial (SPIA), informou Anchieta Nery, diretor de inteligência da Secretaria de Segurança. O SPIA foi lançado em agosto, com investimento de cerca de R$ 29 milhões. O sistema tem 629 postes inteligentes e 1.200 câmeras instaladas em Teresina e Parnaíba. As imagens são processadas por um supercomputador da Empresa de Tecnologia do Piauí (Etipi). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Imagens obtidas pela Rede Clube mostram o trajeto do suspeito pelas ruas do Centro até a catedral. "Câmeras de comércios e relatos de testemunhas não foram capazes de fechar quem era aquele autor. Mas as câmeras do SPIA conseguiram pegar ele indo até a igreja, praticando o vandalismo e retornando. Esses dados forem entregues aos investigadores", afirmou o diretor. O suspeito foi liberado após prestar depoimento na delegacia. A Polícia Civil segue investigando o caso. Anchieta Nery afirmou que o sistema deve ser expandido para outras cidades do Piauí, principalmente no sul do estado. Sistema de Monitoramento SPIA: câmeras inteligentes auxiliam investigações no Piauí Sistema acionará viaturas O SPIA deve reconhecer situações de perigo e acionar viaturas em tempo real. O objetivo é que o sistema também funcione para situações de resgate e salvamento. "O que são as situações de perigo? Um carro com restrição de roubo e furto ou alguém com mandado de prisão em aberto passando na sua rua", explicou o diretor de Inteligência da SSP-PI, o delegado Anchieta Nery, em entrevista ao Bom Dia Piauí, em 16 de julho. "Uma queda de alguém, por exemplo, que pode ter tido um mal súbito ou ter sido empurrada, gera um alerta para despachar quem tiver mais próximo para socorrer", detalhou. Portas de vidro da Catedral de Teresina são quebradas em tentativa de arrombamento Márcia Gabriele/TV Clube *Estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

De pasto degradado a floresta viva: fazenda no interior de SP recupera 77% da área verde com mais de 130 mil árvores plantadas

Publicado em: 12/11/2025 08:00

COP30: Pesquisadores do interior de SP debatem temas da agricultura na Agrizone De uma fazenda degradada, sem água e usada para pecuária, nasceu um dos maiores exemplos de regeneração ambiental do interior de São Paulo. Localizada em Pardinho (SP), na região da Cuesta, a Fazenda dos Bambus foi transformada pelo Instituto Jatobás em um espaço onde reflorestamento, produção sustentável e inovação caminham juntos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O modelo de agricultura regenerativa aplicado na fazenda dialoga com temas discutidos na COP30, em Belém (PA), como a produção sustentável, o uso racional dos recursos naturais e o combate às mudanças climáticas por meio de práticas que unem economia e preservação. Área de conservação de Pardinho (SP) foi regenerada após ser utilizada para agropecuária Reprodução/TV TEM De cima, é possível ver o resultado da transformação. São mais de 200 hectares com árvores nativas, nascentes recuperadas e extensos bambuzais que formam hoje um verdadeiro mosaico verde. Mas nem sempre foi assim. Antes, o local era uma área de pecuária com solo degradado e sem fontes de água. A mudança começou em 2006, quando a fundadora do Instituto Jatobás, Beth Pfeffer, decidiu restaurar completamente a área. "Ela herdou essa fazenda do marido, que faleceu, e percebeu o potencial que o local tinha. Decidiu que queria transformar tudo, criar um projeto que ajudasse o planeta, começando por aqui", explica Guto Fagundes, diretor do Instituto Jatobás. Desde então, mais de 130 mil árvores nativas foram plantadas, e 77% da área total da fazenda estão reflorestadas. Fazenda de Pardinho (SP) investa na produção de Bambu Reprodução/TV TEM Um dos grandes protagonistas dessa mudança é o bambu, matéria-prima versátil, resistente e totalmente sustentável. A fazenda cultiva mais de 40 espécies de bambus, de forma orgânica, integradas à floresta. "Hoje nós temos quase 70 hectares de bambu, com 41 espécies. Ele é usado na construção civil e na recuperação do solo. Temos estudos com a Embrapa que comprovaram melhorias significativas na qualidade da terra", explica João Batista Miranda Gomes, administrador da fazenda. O bambu cultivado é certificado como orgânico e utilizado em projetos de arquitetura, design e paisagismo. Além da produção, o local abriga chalés e espaços para eventos, todos construídos com telhados verdes e estruturas de bambu, reforçando a integração entre natureza e arquitetura sustentável. "Muita gente acha que uma área preservada não pode ser economicamente viável, mas é o contrário. Aqui a gente gera renda com a horta orgânica e com os bambus, sem degradar o meio ambiente", afirma Guto Fagundes. A fazenda também inspira novas ações fora de seus limites. No Centro de Pardinho, o instituto construiu o Centro Cultural Max Feffer, referência em arquitetura verde e sustentabilidade, onde são realizadas atividades gratuitas para a comunidade. "A gente precisa pensar sempre em construir sem gerar lixo e cuidar da água, que é o bem mais precioso. Isso é o que vai garantir um futuro melhor para os nossos filhos e netos", completa João Batista. Centro Cultural Max Feffer em Pardinho (SP) Reprodução/TV TEM Universidades paulistas destacam papel do interior na COP30 Enquanto projetos como o da Fazenda dos Bambus colocam o interior paulista no mapa da sustentabilidade, pesquisadores da Unesp, Unicamp e USP estão em Belém (PA) também participando da COP30. Na chamada Higher Education for Climate Action, o pavilhão das universidades reúne instituições do mundo todo para debater o papel do ensino e da ciência no combate às mudanças climáticas. Unesp participa da COP30 no Pavilhão das Universidades A professora Priscilla Telles, do Departamento de Física e Meteorologia da Unesp de Bauru, explica que o objetivo do novo pavilhão, inédito na conferência, é mostrar ao mundo a importância das pesquisas ambientais desenvolvidas nas universidades e como elas já são aplicadas na prática. "As universidades do interior também funcionam como laboratórios vivos. Lá já aplicamos tecnologias e práticas sustentáveis que podem servir de modelo para outras regiões", explicou a pesquisadora à TV TEM. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Professor do interior de SP fotografa nebulosa do quintal de casa e tem destaque internacional

Publicado em: 12/11/2025 07:29

Pesquisador de São Carlos, SP, registra nebulosa especial Um registro do céu feito em São Carlos (SP) levou o professor Marcelo Adorna Fernandes a ter seu nome em destaque no livro "Fotógrafo de Astronomia do Ano", reconhecimento internacional feito pelo Observatório Real de Greenwich, da Inglaterra. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A imagem da nebulosa 'ETA Carinae’ foi registrada a partir de um observatório amador montado por Fernandes no quintal de casa (entenda abaixo). 🌌 As nebulosas são nuvens gigantes de poeira cósmica e gás que surgem de duas maneiras: a partir da morte de estrelas ou na região onde novas estrelas nascem. O registro foi a única fotografia brasileira a ser selecionada para o concurso internacional, que reuniu 5,8 mil fotografias inscritas de 68 países. Professor Marcelo Adorna Fernandes fotografou a nebulosa 'ETA Carinae’ em São Carlos (SP) Marcelo Adorna Fernandes/Arquivo pessoal "Quase 6 mil fotos foram enviadas a eles. [...] Fiquei estarrecido em saber que a gente tem potencial para desenvolver muita coisa nesse Brasil", destacou Fernandes, que é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao todo, 140 fotografias foram selecionadas para fazer parte do livro. Todas elas estão expostas no Museu Marítimo Nacional em Greenwich. Mais notícias da região: OPORTUNIDADE: Empresa de tecnologia tem 62 vagas de emprego home office; veja como se inscrever BIRDWATCHING: Hobby de observação de aves gera conexão com a natureza e alivia o estresse 1ª FASE DA UNESP: Veja o que a prova vai exigir e dicas valiosas de professores para se dar bem ☄️ Paixão que ultrapassa fronteiras O amor de Marcelo Fernandes pelo céu o levou a construir um verdadeiro observatório amador em espaço anexado ao quintal de casa. O observatório, chamado ‘Kronos’, conta com dispositivos como teto retrátil e dois telescópios. "A astronomia veio como um hobbie. Sempre gostei de olhar para o céu. Desde criança eu ficava deitado no quintal olhando as estrelas cadentes e os meteoros. [...] Desde criança eu tive uma curiosidade pelo passado. E olhar as estrelar é ver o passado", contou. Um dos telescópios foi desenvolvido na adolescência pelo próprio professor, que utilizou materiais recicláveis para a montagem das peças que não englobam a parte ótica do equipamento. Espaço anexado ao quintal da casa do professor Marcelo Adorno Fernandes, de São Carlos Reprodução/EPTV 📆 Planejamento, tecnologia e persistência Professor durante as manhãs, Fernandes utiliza o período noturno para captar as imagens. "Eu começo logo após o pôr do Sol e vou até o nascer do Sol. O problema é levantar no dia seguinte para dar aula", brinca. Com uma rotina que requer muita persistência, ele também utiliza um segundo telescópio para captar as imagens. O equipamento é monocromático, e as imagens precisam ser colorizadas no computador uma vez que tiradas. Além da parte tecnológica, a preparação para conseguir o melhor registro inclui, ainda, estudo das condições climáticas. "A gente faz um estudo antecipado durante o dia, para ver o que seria interessante fotografar durante a noite. Temos que levar em consideração, também, o vento, porque ele atrapalha muito. Se estiver nublado, não dá para fazer a foto. A gente coloca uma coordenada no computador, que 'conversa' com o telescópio e, a partir daí, ele fica a noite inteira tirando foto”, explica o docente. 📱 Dá para iniciar no hobbie apenas com o celular? O professor garante que celulares que contam com a opção de fotografia noturna são capazes de fazer boas imagens do céu. No entanto, há algumas dicas que precisam ser levadas em conta. “Você botar aqueles celulares que conseguem controlar o tempo por até 30 segundos, e deixar ele apontado para o céu escuro, longe das luzes da cidade, dá para ter uma imagem legal da Via Láctea”, concluiu. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Quaest: 46% defendem leis mais rígidas e penas maiores para melhorar a segurança

Publicado em: 12/11/2025 07:00

Avaliação de Lula para de melhorar, diz Quaest; 50% desaprovam governo, e 47% aprovam Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (12) mostra que 46% dos brasileiros apoiam leis mais rígidas, penas maiores e que criminosos não sejam soltos pela Justiça como medidas para melhorar a segurança pública. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda de acordo com o levantamento, 27% defendem mais educação, oportunidades e medidas sociais como fatores para reduzir a violência. Veja os números: Leis mais rígidas/Penas maiores/Justiça não soltar criminosos: 46%; Mais educação, oportunidades e medidas sociais: 27%; Mais policiamento na rua: 11%; Ações duras contra facções: 9%; Investir em inteligência e tecnologia: 4%; Outra: 1%; Não sabem/não responderam: 2%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 6 e 9 de novembro com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A preocupação dos brasileiros com a violência aumentou, indica a pesquisa. O tema foi a resposta dada por 38% dos brasileiros quando questionados sobre a maior preocupação no Brasil. ,m outubro, eram 30%. O assunto lidera os levantamentos sobre os temas de destaque entre os brasileiros desde maio. Porém, ocorreram variações ao longo dos meses até chegar aos 30% em outubro. Agora, em apenas um levantamento, o aumento foi de 8 pontos. Entre as medidas, os brasileiros também defendem aumentar as penas para homicídio cometido a mando de organizações criminosas: 88% apoiam a proposta. Outros 65% apoiam retirar o direito de visita íntima para faccionados nas prisões e 52%, transferir a responsabilidade da segurança pública ao governo federal. Operação no RJ A pesquisa aponta que 67% dos brasileiros aprovam a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no final de outubro. Os que desaprovam são 25%. A megaoperação das polícias Civil e Militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais. A operação, que foi a mais letal da história do estado e mobilizou centenas de agentes das forças de segurança, e 97% dos entrevistados pela pesquisa nacional ficaram sabendo dela. Veja os números: 67% aprovam a operação no RJ; 25% desaprovam; 4% nem aprova, nem desaprova; 4% não sabem ou não responderam. A mesma pergunta foi feita só para os moradores do RJ, nos dias 30 e 31 de outubro. A pesquisa, divulgada em 1º de novembro, apontou que 64% dos moradores do estado aprovavam a megaoperação, e 27% desaprovavam. Declarações de Lula A maioria dos brasileiros discorda de Lula (PT), que considerou um desastre a operação policial no Rio de Janeiro. No dia 4 de outubro, o presidente afirmou que a operação "foi desastrosa" em relação ao total de mortos: 121, sendo quatro policiais. Questionados sobre a frase do presidente, 57% dos brasileiros responderam discordar do presidente, enquanto 38%, concordaram com a afirmação. Outros 5% não souberam ou não responderam. Veja os números: Concorda: 38%; Discorda: 57%; Não sabem/não responderam: 5%. Outra frase de Lula foi alvo do levantamento. Em 24 de setembro, o presidente afirmou que traficantes "são vítimas dos usuários de drogas", ao falar sobre o enfrentamento às drogas. A maioria dos brasileiros discordou do presidente: 81% responderam contrariamente à declaração e 14% disseram concordar. Aprovação do governo federal Pesquisa Quaest mostra ainda que 50% dos brasileiros desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam. Segundo o instituto, a megaoperação policial no Rio, as declarações de Lula sobre o assunto e a preocupação com a segurança pública frearam a melhora na avaliação do governo. Os indicadores estão em empate técnico pelo segundo levantamento consecutivo, após a aprovação e a desaprovação voltarem a empatar em outubro, pela 1ª vez desde janeiro. A aprovação vinha oscilando positivamente e a desaprovação, para baixo, desde julho, e agora o cenário inverteu. "Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest. Veja os números: Aprova: 47% (eram 48% na pesquisa de outubro); Desaprova: 50% (eram 49%); Não sabem/não responderam: 3% (eram 3%).

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De Pokémon ao Enem: biólogo mostra como animação ajuda a estudar temas que podem cair no exame

Publicado em: 12/11/2025 06:45

Pokémon no vestibular? Entenda como a animação pode ensinar conceitos de biologia O universo de criaturas fantásticas de Pokémon pode ir além do entretenimento: para o biólogo Carlos Stênio, mestrando do Instituto de Geociências da Unicamp, a animação é uma poderosa ferramenta para estudar biologia e revisar temas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como ecologia, evolução e genética. Para ele, conceitos apresentados na produção contribuem, de forma divertida e eficaz, para a fixação de assuntos que podem cair nas provas. “A ecologia é um dos assuntos mais recorrentes no Enem, e entender conceitos básicos como espécie, ecossistemas e relações ecológicas é essencial. Isso dá pra aplicar com Pokémon”, explica. LEIA TAMBÉM: Enem 2025: prova reúne 54 mil candidatos na região de Campinas A segunda prova do Enem será aplicada neste domingo (16). Os candidatos encaram as áreas de matemática e suas tecnologias e ciências da natureza, o que inclui 45 questões de biologia, física e química. 📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou, uma parceria do g1 Campinas com a EPTV para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes. Conceitos e relações em ecologia À esquerda, golfinho com rêmora colada no corpo; à direita, pokémons Remoraid e Mantine Projeto Golfinho Rotador/Divulgação/Livro Pokemón Go na Sala de Aula Carlos Stênio explica que o Pokémon pode ser um grande aliado na hora de revisar temas fundamentais da prova de biologia, como ecologia, evolução e genética, ecossistema e sustentabilidade. Os estudantes podem usar as criaturas e as interações apresentadas na animação para visualizar os conceitos cobrados no Enem e em outros vestibulares. Veja exemplos na tabela a seguir: Conceitos de biologia em Pokémon Todo Pokémon evolui? A evolução é outro conceito importante da prova de biologia que o desenho animado trabalha de forma bastante própria. Mesmo não sendo uma definição que corresponde à realidade, o biólogo alerta que o estudante pode usar a animação para identificar as diferenças e associar aos elementos das teorias de Darwin e Lamarck. Entenda: evolução em Pokémon é sempre linear e positiva, com a criatura "mudando totalmente" de aparência e ganhando poderes, ficando sempre mais forte; na vida real, por outro lado, Darwin explica que a mudança é lenta e influenciada pelo meio ambiente forçando o ser vivo a se adaptar, o que nem sempre pode resultar em algo positivo. “Na verdade, em Pokémon é mais uma metamorfose do que uma evolução (...) na vida real a evolução é devagar e nem sempre vai ser algo bom”, explica. Comparação da metamorfose das lagartas com a evolução do Pokémon equivalente Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução O biólogo destaca que o desenho animado também apresenta elementos da teoria de Lamarck, que defendia a ideia do “uso e desuso”, de modo que habilidades e partes do corpo influenciariam as gerações seguintes. Embora a teoria já tenha sido refutada, ela ainda é bastante cobrada nas provas como Enem e vestibulares. A teoria fala que um animal que não utiliza determinada parte do corpo pode perdê-la, da mesma forma que outras partes mais usadas são fortalecidas e ambas as características passariam para os descendentes. Nesse caso uma das associações possíveis seria com o Pokémon Poliwag, pois à medida que ele evolui, perde partes do corpo que usa menos. Evolução do Pokémon Poliwag para Poliwrath mostra que ele perde a cauda e ganha braços Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução Dos desenhos animados ao mestrado Carlos Stênio conta que se inspirou no biólogo marinho Stephen Hillenburg, criador da animação "Bob Esponja", durante a faculdade. Ele explica que começou a estudar conceitos da biologia a partir de associações com o que assistia nos desenhos animados. A partir dessa prática, ele criou um método próprio que chamou a atenção dos professores e, mais tarde, lhe rendeu a entrada no mestrado. “Os próprios professores na época pediam para eu explicar dessa forma para amigos da faculdade. E eles começaram a entender, aí eu comecei a gravar vídeos para as redes sociais”. Quando foi capaz de resumir toda a matéria de uma disciplina com "Pokémon", passou a levar o hábito mais a sério. A partir da animação japonesa, ele trabalhou conceitos de ecologia, identificando ordens e nichos ecológicos dos “bichinhos animados” com seus correspondentes reais. Desde então já se passaram cinco anos. Hoje ele ainda faz vídeos para as redes sociais, além de ter lançado cinco livros e realizar treinamentos de professores. Como forma de aprimoramento, levou o estudo para o mestrado, onde desenvolve o método focando no ensino de geociência para crianças de 10 anos utilizando principalmente a animação "A Era do Gelo". Bob Esponja, Pequena Sereia e Pokémon, mestrando da Unicamp utiliza personagens da cultura pop para explicar biologia Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região a Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Por que o Sul é a região mais propensa a tornados no Brasil?

Publicado em: 12/11/2025 06:32

Tornado destruiu ou danificou 1.500 casas em cidade do PR, diz confederação Excepcionalmente rápidos, altamente destrutivos e mais comuns do que podem parecer. Assim são os tornados que ameaçam sobretudo a região Sul, a mais propensa no país a este fenômeno meteorológico severo, tal como o que arrasou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na sexta-feira (07). Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas. Um levantamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contabilizou 23 tornados no Sul em 2024, dentre 28 em todo o Brasil. Paraná e Rio Grande do Sul tiveram dez casos cada, e Santa Catarina registrou três ocorrências. Mais três casos aconteceram na Bahia, além de um em Alagoas e outro no Pará. Os mesmos pesquisadores já estimaram que 70% dos tornados em solo brasileiro se passem no Sul — dentre 581 tornados no país estudados entre 1975 e 2018, 411 foram na região. A suscetibilidade do Sul se explica pela sua posição geográfica, que faz dele um corredor atmosférico. Lá passam tanto ventos quentes e carregados de umidade vindos da Amazônia quanto massas polares oriundas do Sul-Sudoeste. O encontro entre as duas correntes favorece a formação de tempestades severas com movimentos giratórios, que são os tornados. Imagens exclusivas mostram tornado com ventos de 330 km/h atingindo Rio Bonito do Iguaçu Cidade foi atingida por tornado classificado pelo Simepar como F3 na escala Fujita. Como se formam os tornados? O tornado em Rio Bonito do Iguaçu se originou a partir de uma supercélula, ou seja, uma tempestade severa formada num ambiente de instabilidade, com uma importante variação na velocidade dos ventos correndo em diferentes altitudes — é o que especialistas chamam de "cisalhamento vertical do vento". Uma corrente de ar fria descendente e outra ascendente entram em rotação e formam uma coluna de ar giratória, chamada de mesociclone. A partir daí, se forma o tornado, que se desloca de 30 a 60 km/h, com velocidade de giro que pode ultrapassar os 400 km/h. De junho de 2018 a fevereiro de 2025, foram registrados 1.451 tornados no Brasil pela Plataforma de Registros de Tempo Severo (PRETS), base de dados mantida por uma iniciativa de meteorologistas. O número inclui tornados que se formam sobre a água, sem a presença de tempestades, e eventualmente diversos pontos onde uma mesma tempestade provocou danos. O Sul foi, também nesta contagem, a região mais afetada. América do Sul é foco no planeta Os Estados Unidos são os campeões mundiais de tornados registrados — são em média 1.225 ao ano —, e pesquisas já apontaram a América do Sul como o segundo lugar do mundo mais propício à sua ocorrência. A área de maior potencial inclui Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia. O cálculo, entretanto, é dificultado pelo fato de que, ao contrário de fenômenos meteorológicos que podem ser medidos com instrumentos fixos, os tornados precisam ser observados por seres humanos. "A defesa civil registra os casos em que ela é chamada. Mas muitos tornados acontecem sem que ela seja acionada. Às vezes, em comunidades rurais e distantes, as pessoas resolvem os problemas que resultam dos tornados por conta própria", explica a professora Karin Linete Hornes, do Departamento de Geociências da UEPG. Quando eles se manifestam em lugares nada ou pouco povoados, o mais provável é que não sejam documentados. No Sul brasileiro, este é caso frequente dos tornados em zonas rurais, podendo gerar danos para plantações. O tornado em Rio Bonito do Iguaçu foi excepcional também pela velocidade dos ventos, estimados entre 300 km/h e 330 km/h pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Outros dois tornados menores foram registrados no Paraná com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. Antes e depois da destruição causada por tornado Reprodução Aumento de registros Nas últimas décadas, o crescimento da população em áreas suscetíveis e o desenvolvimento de tecnologias e iniciativas para rastreá-los tem feito aumentar a incidência conhecida dos tornados e dos danos provocados, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Falta ainda, entretanto, um registro oficial e unificado para o Brasil. "As pessoas costumam usar mais o termo 'redemoinho'. Muitas acham até que é mentira que temos tornados no Brasil. Mas, infelizmente, cada vez mais nós vemos este fenômeno," diz Hornes. "A falta de informação faz com que pessoas vão de encontro ao tornado, por exemplo, porque não sabem que não dá para passar." Para ela, maiores esforços de registro de tornados são importantes para moldar políticas públicas, redesenhar as normas para construções e tornar as cidades resilientes a desastres naturais. Especialistas alertam que as mudanças climáticas poderão torná-los ainda mais frequentes. "A possibilidade de eventos extremos como esse aumenta," afirmou Michel Mahiques, professor da Universidade de São Paulo, à Agência Brasil, sobre o tornado recente no Paraná. Difíceis de detectar A detecção de tornados iminentes e o aviso à população a tempo, entretanto, são um desafio para meteorologistas e órgãos de defesa civil. Em geral, só é possível emitir alertas poucos minutos antes de os tornados atingirem áreas habitadas. O ideal para se proteger dos tornados são os porões ou ambientes de segurança, incomuns no Brasil. A recomendação para tempestades severas, portanto, inclui procurar um local com estrutura de concreto, laje e ferro — em geral, os banheiros dentro de uma casa. Para quem se encontra em construções frágeis, é indicado se enrolar em cobertores e colchões. Devem ser evitados árvores, postes e campos abertos, bem como estruturas de vidro ou portas em interiores, que podem facilmente colapsar. Nos Estados Unidos, o governo mantém uma contagem oficial de tornados registrados desde 1950. O ano de 2024 teve o segundo maior número, com 1.791 episódios contabilizados. O recorde é de 2004, quando houve 1.813 casos reportados, e o tornado mais fatal aconteceu em 18 de março de 1925, quando 695 pessoas morreram nos estados de Missouri, Illinois e Indiana. Autor: Heloísa Traiano

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Sony anuncia monitor gamer PlayStation com taxa de até 240 Hz, tecnologia IPS e mais

Publicado em: 12/11/2025 05:56 Fonte: Tudocelular

O PlayStation Gaming Monitor foi anunciado pela Sony durante o evento State of Play Japan, que ocorreu há pouco tempo. Trata-se de um monitor gamer, que deve ser oficialmente no mercado no próximo ano em países como Estados Unidos e Japão, sem previsão para outras nações no momento. Em geral, trata-se de um equipamento com painel de 27 polegadas que suporta resolução 2560 x 1440 e vem com tecnologia IPS. Além disso, o equipamento é compatível com Auto HDR Tone Mapping, o que significa que ele aplica ajustes de configurações HDR automaticamente quando utilizado em conjunto com os consoles PS5 e PS5 Pro.O monitor possui suporte a taxa de atualização variável de até 120 Hz para os consoles mencionados. No caso de PC e MAC compatíveis, o valor sobe para 240 Hz, o que proporciona uma experiência de gameplay mais fluida. O equipamento tem um pequeno suporte de carregamento para os controles Dual Sense e Dual Sense Edge.Clique aqui para ler mais

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