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Plano de Saúde Itamed celebra 30 anos de cuidado e confiança

Publicado em: 12/11/2025 11:10

Há três décadas, o Plano de Saúde Itamed vem escrevendo uma história de cuidado e dedicação à saúde em Foz do Iguaçu e região. O que começou como um plano voltado a atender um público restrito, hoje conta com quase 30 mil vidas, um plano 100% iguaçuense, além de contar com mais de 700 empresas (CNPJ) em sua carteira, se consolidando como um dos principais sistemas de atenção à saúde do Oeste do Paraná — com um hospital, centro clínico e laboratório próprios, rede credenciada e aplicativo, disponíveis a todos os beneficiários. Mais do que oferecer cobertura médica, o Plano se tornou sinônimo de confiança. “Nosso propósito é cuidar de pessoas, com excelência, segurança e acolhimento. Acreditamos que saúde se faz com estrutura, tecnologia e, acima de tudo, humanizado”, afirmou o diretor-superintendente, Gilmar de Oliveira. Para o diretor, ter um hospital próprio é um diferencial que nos permite garantir qualidade em cada etapa do atendimento. Desde a consulta até o tratamento mais complexo, tudo é acompanhado de perto, dentro de padrões de excelência reconhecidos nacionalmente. Excelência reconhecida O Hospital Itamed é acreditado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no nível III — Acreditado com Excelência, a mais alta certificação de qualidade hospitalar do país. O selo atesta que a instituição mantém processos seguros, padronizados e em melhoria contínua, com foco na experiência do paciente. Além disso, desde 2005, o hospital é reconhecido como Hospital Amigo da Criança, título concedido pela OMS e pelo Unicef às instituições que promovem o aleitamento materno e o cuidado humanizado com mães e bebês. “Cuidar começa no nascimento. Acreditamos que a saúde da vida toda se constrói desde os primeiros dias”, reforça a equipe de neonatologia. Rede credenciada e expansão O crescimento do Plano de Saúde Itamed acompanha a evolução da região. A rede credenciada reúne clínicas, consultórios e laboratórios em Foz do Iguaçu e em municípios vizinhos, ampliando o acesso dos beneficiários a diferentes especialidades. Para garantir atendimento mesmo fora da cidade, o plano conta ainda com parcerias nacionais através do sistema ABRAMGE, assegurando cobertura em casos de urgência e emergência em todo o território brasileiro. “Queremos estar onde nossos beneficiários estão. A rede Itamed é viva, dinâmica e comprometida em oferecer cuidado de qualidade, próximo de quem mais precisa”, explicou o gerente do plano de saúde Itamed, Marcelo Ansoina. Com o passar dos anos, o plano de saúde Itamed diversificou suas modalidades de planos para atender às diferentes realidades dos clientes. Hoje, oferece opções sendo coletivo por adesão, empresariais e para Microempreendedores Individuais (MEIs). O Plano MEI, lançado recentemente, é uma das grandes inovações. Ele foi criado para garantir um produto acessível ao trabalhador autônomo, e que busca segurança para si e sua família. De acordo com o gerente Marcelo, para fortalecer o relacionamento e a parceria com as empresas cliente do Plano, são desenvolvidas ações de Educação e Saúde, como palestras de conscientização, além de um trabalho específico de acompanhamento de beneficiários em situações críticas, atenção primária e apoio a beneficiários com TEA. Divulgação - Depoimento cliente Itamed Tecnologia a serviço do cuidado O investimento em tecnologia é outro pilar da evolução. O aplicativo do Plano de Saúde Itamed, disponível para Android e iOS, facilita o dia a dia dos beneficiários com acesso rápido à carteirinha digital, reembolso, telemedicina, resultado de exames, guia médico, boletos, extratos de coparticipação e demonstrativos para imposto de renda. “O app aproxima o plano das pessoas e torna o cuidado mais ágil. A saúde está literalmente na palma da mão”, destacou o gerente do plano de saúde. Além disso, o site https://planodesaude.itamed.com.br/ oferece área do cliente e área do prestador, com funcionalidades que simplificam processos, fortalecem a transparência e agilizam a comunicação com médicos e clínicas credenciadas. Compromisso com o futuro Divulgação - Institucional Itamed Ao completar três décadas, o Itamed se reinventa sem perder sua essência, com um atendimento personalizado, presencial e próximo ao beneficiário. Com o novo posicionamento institucional — que unifica o plano de saúde e o hospital sob a mesma marca —, o grupo reforça seu compromisso de continuar evoluindo, investindo em inovação e fortalecendo o cuidado humanizado. “Estamos vivendo um novo tempo. Um tempo de transformação, de escuta e de construção conjunta. O Itamed é mais do que um plano de saúde: é um compromisso com a vida, com a nossa cidade e com cada pessoa que confia em nós para cuidar do que tem de mais precioso — a saúde”, conclui Gilmar.

Palavras-chave: tecnologia

Humanos não conseguem mais distinguir música gerada por IA de música real, diz pesquisa

Publicado em: 12/11/2025 11:01

97% das pessoas não conseguem mais distinguir música gerada por IA de música real, diz pesquisa Jamile Alves/G1 AM É praticamente impossível para uma pessoa distinguir entre música criada inteiramente por inteligência artificial (IA) e música de um gênero similar composta por humanos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12). Dos 9.000 entrevistados, "97% não conseguiram diferenciar entre música gerada inteiramente por IA e música criada por humanos em um teste às cegas com duas faixas de IA e uma faixa humana", segundo pesquisa realizada pela Ipsos para a plataforma francesa de streaming Deezer. Músicas geradas por IA e tocadas em lojas rendem debates entre artistas e associações; entenda O estudo foi conduzido online entre 6 e 10 de outubro em oito países: Estados Unidos, Canadá, Brasil, Reino Unido, França, Países Baixos, Alemanha e Japão. Quase metade dos entrevistados acredita que a IA pode guiá-los na descoberta de novas músicas. Mas eles se mostram mais pessimistas quanto às consequências da composição musical com essa tecnologia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cinquenta e um por cento deles acreditam que a IA levará ao surgimento de músicas "de qualidade inferior e mais genéricas" e quase dois terços (64%) pensam que essa técnica pode causar "uma perda de criatividade na produção musical", enfatiza o estudo. Esses resultados "demonstram claramente que as pessoas se importam com música e querem saber se estão ouvindo uma música criada por um humano ou por IA", disse Alexis Lanternier, CEO da Deezer, em um comunicado. A empresa francesa é atualmente a única plataforma de áudio que indica sistematicamente as faixas geradas inteiramente por IA por meio de uma mensagem aos usuários. Em janeiro, a empresa relatou que uma em cada dez músicas reproduzidas em sua plataforma em um único dia era composta inteiramente por IA. Dez meses depois, esse número representa "34% de todas as músicas", ou quase 40.000 por dia, segundo a empresa. Apesar dessa tendência crescente, essas músicas representam atualmente uma parcela muito pequena do total de reproduções. Em junho, o grupo The Velvet Sundown alcançou um sucesso meteórico no Spotify e, um mês depois, foi confirmado que se tratava de uma banda criada por IA. Sua música mais viral ultrapassou três milhões de reproduções. A plataforma sueca, acusada de falta de transparência em relação à IA, anunciou diversas medidas em setembro para incentivar os artistas a serem mais transparentes sobre o uso dessa tecnologia.

Sistema de videomonitoramento ajuda a identificar suspeito de quebrar portas de vidro da Catedral de Teresina

Publicado em: 12/11/2025 10:24

Sistema de videomonitoramento ajuda a identificar suspeito de quebrar portas de Catedral O homem suspeito de quebrar vidros da Catedral de Teresina durante uma tentativa de arrombamento no dia 3 se apresentou à polícia e prestou depoimento. Ele foi identificado pelo Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial (SPIA), informou Anchieta Nery, diretor de inteligência da Secretaria de Segurança. O SPIA foi lançado em agosto, com investimento de cerca de R$ 29 milhões. O sistema tem 629 postes inteligentes e 1.200 câmeras instaladas em Teresina e Parnaíba. As imagens são processadas por um supercomputador da Empresa de Tecnologia do Piauí (Etipi). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Imagens obtidas pela Rede Clube mostram o trajeto do suspeito pelas ruas do Centro até a catedral. "Câmeras de comércios e relatos de testemunhas não foram capazes de fechar quem era aquele autor. Mas as câmeras do SPIA conseguiram pegar ele indo até a igreja, praticando o vandalismo e retornando. Esses dados forem entregues aos investigadores", afirmou o diretor. O suspeito foi liberado após prestar depoimento na delegacia. A Polícia Civil segue investigando o caso. Anchieta Nery afirmou que o sistema deve ser expandido para outras cidades do Piauí, principalmente no sul do estado. Sistema de Monitoramento SPIA: câmeras inteligentes auxiliam investigações no Piauí Sistema acionará viaturas O SPIA deve reconhecer situações de perigo e acionar viaturas em tempo real. O objetivo é que o sistema também funcione para situações de resgate e salvamento. "O que são as situações de perigo? Um carro com restrição de roubo e furto ou alguém com mandado de prisão em aberto passando na sua rua", explicou o diretor de Inteligência da SSP-PI, o delegado Anchieta Nery, em entrevista ao Bom Dia Piauí, em 16 de julho. "Uma queda de alguém, por exemplo, que pode ter tido um mal súbito ou ter sido empurrada, gera um alerta para despachar quem tiver mais próximo para socorrer", detalhou. Portas de vidro da Catedral de Teresina são quebradas em tentativa de arrombamento Márcia Gabriele/TV Clube *Estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

De pasto degradado a floresta viva: fazenda no interior de SP recupera 77% da área verde com mais de 130 mil árvores plantadas

Publicado em: 12/11/2025 08:00

COP30: Pesquisadores do interior de SP debatem temas da agricultura na Agrizone De uma fazenda degradada, sem água e usada para pecuária, nasceu um dos maiores exemplos de regeneração ambiental do interior de São Paulo. Localizada em Pardinho (SP), na região da Cuesta, a Fazenda dos Bambus foi transformada pelo Instituto Jatobás em um espaço onde reflorestamento, produção sustentável e inovação caminham juntos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O modelo de agricultura regenerativa aplicado na fazenda dialoga com temas discutidos na COP30, em Belém (PA), como a produção sustentável, o uso racional dos recursos naturais e o combate às mudanças climáticas por meio de práticas que unem economia e preservação. Área de conservação de Pardinho (SP) foi regenerada após ser utilizada para agropecuária Reprodução/TV TEM De cima, é possível ver o resultado da transformação. São mais de 200 hectares com árvores nativas, nascentes recuperadas e extensos bambuzais que formam hoje um verdadeiro mosaico verde. Mas nem sempre foi assim. Antes, o local era uma área de pecuária com solo degradado e sem fontes de água. A mudança começou em 2006, quando a fundadora do Instituto Jatobás, Beth Pfeffer, decidiu restaurar completamente a área. "Ela herdou essa fazenda do marido, que faleceu, e percebeu o potencial que o local tinha. Decidiu que queria transformar tudo, criar um projeto que ajudasse o planeta, começando por aqui", explica Guto Fagundes, diretor do Instituto Jatobás. Desde então, mais de 130 mil árvores nativas foram plantadas, e 77% da área total da fazenda estão reflorestadas. Fazenda de Pardinho (SP) investa na produção de Bambu Reprodução/TV TEM Um dos grandes protagonistas dessa mudança é o bambu, matéria-prima versátil, resistente e totalmente sustentável. A fazenda cultiva mais de 40 espécies de bambus, de forma orgânica, integradas à floresta. "Hoje nós temos quase 70 hectares de bambu, com 41 espécies. Ele é usado na construção civil e na recuperação do solo. Temos estudos com a Embrapa que comprovaram melhorias significativas na qualidade da terra", explica João Batista Miranda Gomes, administrador da fazenda. O bambu cultivado é certificado como orgânico e utilizado em projetos de arquitetura, design e paisagismo. Além da produção, o local abriga chalés e espaços para eventos, todos construídos com telhados verdes e estruturas de bambu, reforçando a integração entre natureza e arquitetura sustentável. "Muita gente acha que uma área preservada não pode ser economicamente viável, mas é o contrário. Aqui a gente gera renda com a horta orgânica e com os bambus, sem degradar o meio ambiente", afirma Guto Fagundes. A fazenda também inspira novas ações fora de seus limites. No Centro de Pardinho, o instituto construiu o Centro Cultural Max Feffer, referência em arquitetura verde e sustentabilidade, onde são realizadas atividades gratuitas para a comunidade. "A gente precisa pensar sempre em construir sem gerar lixo e cuidar da água, que é o bem mais precioso. Isso é o que vai garantir um futuro melhor para os nossos filhos e netos", completa João Batista. Centro Cultural Max Feffer em Pardinho (SP) Reprodução/TV TEM Universidades paulistas destacam papel do interior na COP30 Enquanto projetos como o da Fazenda dos Bambus colocam o interior paulista no mapa da sustentabilidade, pesquisadores da Unesp, Unicamp e USP estão em Belém (PA) também participando da COP30. Na chamada Higher Education for Climate Action, o pavilhão das universidades reúne instituições do mundo todo para debater o papel do ensino e da ciência no combate às mudanças climáticas. Unesp participa da COP30 no Pavilhão das Universidades A professora Priscilla Telles, do Departamento de Física e Meteorologia da Unesp de Bauru, explica que o objetivo do novo pavilhão, inédito na conferência, é mostrar ao mundo a importância das pesquisas ambientais desenvolvidas nas universidades e como elas já são aplicadas na prática. "As universidades do interior também funcionam como laboratórios vivos. Lá já aplicamos tecnologias e práticas sustentáveis que podem servir de modelo para outras regiões", explicou a pesquisadora à TV TEM. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: tecnologia

Professor do interior de SP fotografa nebulosa do quintal de casa e tem destaque internacional

Publicado em: 12/11/2025 07:29

Pesquisador de São Carlos, SP, registra nebulosa especial Um registro do céu feito em São Carlos (SP) levou o professor Marcelo Adorna Fernandes a ter seu nome em destaque no livro "Fotógrafo de Astronomia do Ano", reconhecimento internacional feito pelo Observatório Real de Greenwich, da Inglaterra. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A imagem da nebulosa 'ETA Carinae’ foi registrada a partir de um observatório amador montado por Fernandes no quintal de casa (entenda abaixo). 🌌 As nebulosas são nuvens gigantes de poeira cósmica e gás que surgem de duas maneiras: a partir da morte de estrelas ou na região onde novas estrelas nascem. O registro foi a única fotografia brasileira a ser selecionada para o concurso internacional, que reuniu 5,8 mil fotografias inscritas de 68 países. Professor Marcelo Adorna Fernandes fotografou a nebulosa 'ETA Carinae’ em São Carlos (SP) Marcelo Adorna Fernandes/Arquivo pessoal "Quase 6 mil fotos foram enviadas a eles. [...] Fiquei estarrecido em saber que a gente tem potencial para desenvolver muita coisa nesse Brasil", destacou Fernandes, que é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao todo, 140 fotografias foram selecionadas para fazer parte do livro. Todas elas estão expostas no Museu Marítimo Nacional em Greenwich. Mais notícias da região: OPORTUNIDADE: Empresa de tecnologia tem 62 vagas de emprego home office; veja como se inscrever BIRDWATCHING: Hobby de observação de aves gera conexão com a natureza e alivia o estresse 1ª FASE DA UNESP: Veja o que a prova vai exigir e dicas valiosas de professores para se dar bem ☄️ Paixão que ultrapassa fronteiras O amor de Marcelo Fernandes pelo céu o levou a construir um verdadeiro observatório amador em espaço anexado ao quintal de casa. O observatório, chamado ‘Kronos’, conta com dispositivos como teto retrátil e dois telescópios. "A astronomia veio como um hobbie. Sempre gostei de olhar para o céu. Desde criança eu ficava deitado no quintal olhando as estrelas cadentes e os meteoros. [...] Desde criança eu tive uma curiosidade pelo passado. E olhar as estrelar é ver o passado", contou. Um dos telescópios foi desenvolvido na adolescência pelo próprio professor, que utilizou materiais recicláveis para a montagem das peças que não englobam a parte ótica do equipamento. Espaço anexado ao quintal da casa do professor Marcelo Adorno Fernandes, de São Carlos Reprodução/EPTV 📆 Planejamento, tecnologia e persistência Professor durante as manhãs, Fernandes utiliza o período noturno para captar as imagens. "Eu começo logo após o pôr do Sol e vou até o nascer do Sol. O problema é levantar no dia seguinte para dar aula", brinca. Com uma rotina que requer muita persistência, ele também utiliza um segundo telescópio para captar as imagens. O equipamento é monocromático, e as imagens precisam ser colorizadas no computador uma vez que tiradas. Além da parte tecnológica, a preparação para conseguir o melhor registro inclui, ainda, estudo das condições climáticas. "A gente faz um estudo antecipado durante o dia, para ver o que seria interessante fotografar durante a noite. Temos que levar em consideração, também, o vento, porque ele atrapalha muito. Se estiver nublado, não dá para fazer a foto. A gente coloca uma coordenada no computador, que 'conversa' com o telescópio e, a partir daí, ele fica a noite inteira tirando foto”, explica o docente. 📱 Dá para iniciar no hobbie apenas com o celular? O professor garante que celulares que contam com a opção de fotografia noturna são capazes de fazer boas imagens do céu. No entanto, há algumas dicas que precisam ser levadas em conta. “Você botar aqueles celulares que conseguem controlar o tempo por até 30 segundos, e deixar ele apontado para o céu escuro, longe das luzes da cidade, dá para ter uma imagem legal da Via Láctea”, concluiu. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Quaest: 46% defendem leis mais rígidas e penas maiores para melhorar a segurança

Publicado em: 12/11/2025 07:00

Avaliação de Lula para de melhorar, diz Quaest; 50% desaprovam governo, e 47% aprovam Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (12) mostra que 46% dos brasileiros apoiam leis mais rígidas, penas maiores e que criminosos não sejam soltos pela Justiça como medidas para melhorar a segurança pública. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda de acordo com o levantamento, 27% defendem mais educação, oportunidades e medidas sociais como fatores para reduzir a violência. Veja os números: Leis mais rígidas/Penas maiores/Justiça não soltar criminosos: 46%; Mais educação, oportunidades e medidas sociais: 27%; Mais policiamento na rua: 11%; Ações duras contra facções: 9%; Investir em inteligência e tecnologia: 4%; Outra: 1%; Não sabem/não responderam: 2%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 6 e 9 de novembro com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A preocupação dos brasileiros com a violência aumentou, indica a pesquisa. O tema foi a resposta dada por 38% dos brasileiros quando questionados sobre a maior preocupação no Brasil. ,m outubro, eram 30%. O assunto lidera os levantamentos sobre os temas de destaque entre os brasileiros desde maio. Porém, ocorreram variações ao longo dos meses até chegar aos 30% em outubro. Agora, em apenas um levantamento, o aumento foi de 8 pontos. Entre as medidas, os brasileiros também defendem aumentar as penas para homicídio cometido a mando de organizações criminosas: 88% apoiam a proposta. Outros 65% apoiam retirar o direito de visita íntima para faccionados nas prisões e 52%, transferir a responsabilidade da segurança pública ao governo federal. Operação no RJ A pesquisa aponta que 67% dos brasileiros aprovam a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no final de outubro. Os que desaprovam são 25%. A megaoperação das polícias Civil e Militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais. A operação, que foi a mais letal da história do estado e mobilizou centenas de agentes das forças de segurança, e 97% dos entrevistados pela pesquisa nacional ficaram sabendo dela. Veja os números: 67% aprovam a operação no RJ; 25% desaprovam; 4% nem aprova, nem desaprova; 4% não sabem ou não responderam. A mesma pergunta foi feita só para os moradores do RJ, nos dias 30 e 31 de outubro. A pesquisa, divulgada em 1º de novembro, apontou que 64% dos moradores do estado aprovavam a megaoperação, e 27% desaprovavam. Declarações de Lula A maioria dos brasileiros discorda de Lula (PT), que considerou um desastre a operação policial no Rio de Janeiro. No dia 4 de outubro, o presidente afirmou que a operação "foi desastrosa" em relação ao total de mortos: 121, sendo quatro policiais. Questionados sobre a frase do presidente, 57% dos brasileiros responderam discordar do presidente, enquanto 38%, concordaram com a afirmação. Outros 5% não souberam ou não responderam. Veja os números: Concorda: 38%; Discorda: 57%; Não sabem/não responderam: 5%. Outra frase de Lula foi alvo do levantamento. Em 24 de setembro, o presidente afirmou que traficantes "são vítimas dos usuários de drogas", ao falar sobre o enfrentamento às drogas. A maioria dos brasileiros discordou do presidente: 81% responderam contrariamente à declaração e 14% disseram concordar. Aprovação do governo federal Pesquisa Quaest mostra ainda que 50% dos brasileiros desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam. Segundo o instituto, a megaoperação policial no Rio, as declarações de Lula sobre o assunto e a preocupação com a segurança pública frearam a melhora na avaliação do governo. Os indicadores estão em empate técnico pelo segundo levantamento consecutivo, após a aprovação e a desaprovação voltarem a empatar em outubro, pela 1ª vez desde janeiro. A aprovação vinha oscilando positivamente e a desaprovação, para baixo, desde julho, e agora o cenário inverteu. "Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest. Veja os números: Aprova: 47% (eram 48% na pesquisa de outubro); Desaprova: 50% (eram 49%); Não sabem/não responderam: 3% (eram 3%).

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De Pokémon ao Enem: biólogo mostra como animação ajuda a estudar temas que podem cair no exame

Publicado em: 12/11/2025 06:45

Pokémon no vestibular? Entenda como a animação pode ensinar conceitos de biologia O universo de criaturas fantásticas de Pokémon pode ir além do entretenimento: para o biólogo Carlos Stênio, mestrando do Instituto de Geociências da Unicamp, a animação é uma poderosa ferramenta para estudar biologia e revisar temas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como ecologia, evolução e genética. Para ele, conceitos apresentados na produção contribuem, de forma divertida e eficaz, para a fixação de assuntos que podem cair nas provas. “A ecologia é um dos assuntos mais recorrentes no Enem, e entender conceitos básicos como espécie, ecossistemas e relações ecológicas é essencial. Isso dá pra aplicar com Pokémon”, explica. LEIA TAMBÉM: Enem 2025: prova reúne 54 mil candidatos na região de Campinas A segunda prova do Enem será aplicada neste domingo (16). Os candidatos encaram as áreas de matemática e suas tecnologias e ciências da natureza, o que inclui 45 questões de biologia, física e química. 📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou, uma parceria do g1 Campinas com a EPTV para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes. Conceitos e relações em ecologia À esquerda, golfinho com rêmora colada no corpo; à direita, pokémons Remoraid e Mantine Projeto Golfinho Rotador/Divulgação/Livro Pokemón Go na Sala de Aula Carlos Stênio explica que o Pokémon pode ser um grande aliado na hora de revisar temas fundamentais da prova de biologia, como ecologia, evolução e genética, ecossistema e sustentabilidade. Os estudantes podem usar as criaturas e as interações apresentadas na animação para visualizar os conceitos cobrados no Enem e em outros vestibulares. Veja exemplos na tabela a seguir: Conceitos de biologia em Pokémon Todo Pokémon evolui? A evolução é outro conceito importante da prova de biologia que o desenho animado trabalha de forma bastante própria. Mesmo não sendo uma definição que corresponde à realidade, o biólogo alerta que o estudante pode usar a animação para identificar as diferenças e associar aos elementos das teorias de Darwin e Lamarck. Entenda: evolução em Pokémon é sempre linear e positiva, com a criatura "mudando totalmente" de aparência e ganhando poderes, ficando sempre mais forte; na vida real, por outro lado, Darwin explica que a mudança é lenta e influenciada pelo meio ambiente forçando o ser vivo a se adaptar, o que nem sempre pode resultar em algo positivo. “Na verdade, em Pokémon é mais uma metamorfose do que uma evolução (...) na vida real a evolução é devagar e nem sempre vai ser algo bom”, explica. Comparação da metamorfose das lagartas com a evolução do Pokémon equivalente Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução O biólogo destaca que o desenho animado também apresenta elementos da teoria de Lamarck, que defendia a ideia do “uso e desuso”, de modo que habilidades e partes do corpo influenciariam as gerações seguintes. Embora a teoria já tenha sido refutada, ela ainda é bastante cobrada nas provas como Enem e vestibulares. A teoria fala que um animal que não utiliza determinada parte do corpo pode perdê-la, da mesma forma que outras partes mais usadas são fortalecidas e ambas as características passariam para os descendentes. Nesse caso uma das associações possíveis seria com o Pokémon Poliwag, pois à medida que ele evolui, perde partes do corpo que usa menos. Evolução do Pokémon Poliwag para Poliwrath mostra que ele perde a cauda e ganha braços Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução Dos desenhos animados ao mestrado Carlos Stênio conta que se inspirou no biólogo marinho Stephen Hillenburg, criador da animação "Bob Esponja", durante a faculdade. Ele explica que começou a estudar conceitos da biologia a partir de associações com o que assistia nos desenhos animados. A partir dessa prática, ele criou um método próprio que chamou a atenção dos professores e, mais tarde, lhe rendeu a entrada no mestrado. “Os próprios professores na época pediam para eu explicar dessa forma para amigos da faculdade. E eles começaram a entender, aí eu comecei a gravar vídeos para as redes sociais”. Quando foi capaz de resumir toda a matéria de uma disciplina com "Pokémon", passou a levar o hábito mais a sério. A partir da animação japonesa, ele trabalhou conceitos de ecologia, identificando ordens e nichos ecológicos dos “bichinhos animados” com seus correspondentes reais. Desde então já se passaram cinco anos. Hoje ele ainda faz vídeos para as redes sociais, além de ter lançado cinco livros e realizar treinamentos de professores. Como forma de aprimoramento, levou o estudo para o mestrado, onde desenvolve o método focando no ensino de geociência para crianças de 10 anos utilizando principalmente a animação "A Era do Gelo". Bob Esponja, Pequena Sereia e Pokémon, mestrando da Unicamp utiliza personagens da cultura pop para explicar biologia Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região a Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Por que o Sul é a região mais propensa a tornados no Brasil?

Publicado em: 12/11/2025 06:32

Tornado destruiu ou danificou 1.500 casas em cidade do PR, diz confederação Excepcionalmente rápidos, altamente destrutivos e mais comuns do que podem parecer. Assim são os tornados que ameaçam sobretudo a região Sul, a mais propensa no país a este fenômeno meteorológico severo, tal como o que arrasou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na sexta-feira (07). Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas. Um levantamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contabilizou 23 tornados no Sul em 2024, dentre 28 em todo o Brasil. Paraná e Rio Grande do Sul tiveram dez casos cada, e Santa Catarina registrou três ocorrências. Mais três casos aconteceram na Bahia, além de um em Alagoas e outro no Pará. Os mesmos pesquisadores já estimaram que 70% dos tornados em solo brasileiro se passem no Sul — dentre 581 tornados no país estudados entre 1975 e 2018, 411 foram na região. A suscetibilidade do Sul se explica pela sua posição geográfica, que faz dele um corredor atmosférico. Lá passam tanto ventos quentes e carregados de umidade vindos da Amazônia quanto massas polares oriundas do Sul-Sudoeste. O encontro entre as duas correntes favorece a formação de tempestades severas com movimentos giratórios, que são os tornados. Imagens exclusivas mostram tornado com ventos de 330 km/h atingindo Rio Bonito do Iguaçu Cidade foi atingida por tornado classificado pelo Simepar como F3 na escala Fujita. Como se formam os tornados? O tornado em Rio Bonito do Iguaçu se originou a partir de uma supercélula, ou seja, uma tempestade severa formada num ambiente de instabilidade, com uma importante variação na velocidade dos ventos correndo em diferentes altitudes — é o que especialistas chamam de "cisalhamento vertical do vento". Uma corrente de ar fria descendente e outra ascendente entram em rotação e formam uma coluna de ar giratória, chamada de mesociclone. A partir daí, se forma o tornado, que se desloca de 30 a 60 km/h, com velocidade de giro que pode ultrapassar os 400 km/h. De junho de 2018 a fevereiro de 2025, foram registrados 1.451 tornados no Brasil pela Plataforma de Registros de Tempo Severo (PRETS), base de dados mantida por uma iniciativa de meteorologistas. O número inclui tornados que se formam sobre a água, sem a presença de tempestades, e eventualmente diversos pontos onde uma mesma tempestade provocou danos. O Sul foi, também nesta contagem, a região mais afetada. América do Sul é foco no planeta Os Estados Unidos são os campeões mundiais de tornados registrados — são em média 1.225 ao ano —, e pesquisas já apontaram a América do Sul como o segundo lugar do mundo mais propício à sua ocorrência. A área de maior potencial inclui Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia. O cálculo, entretanto, é dificultado pelo fato de que, ao contrário de fenômenos meteorológicos que podem ser medidos com instrumentos fixos, os tornados precisam ser observados por seres humanos. "A defesa civil registra os casos em que ela é chamada. Mas muitos tornados acontecem sem que ela seja acionada. Às vezes, em comunidades rurais e distantes, as pessoas resolvem os problemas que resultam dos tornados por conta própria", explica a professora Karin Linete Hornes, do Departamento de Geociências da UEPG. Quando eles se manifestam em lugares nada ou pouco povoados, o mais provável é que não sejam documentados. No Sul brasileiro, este é caso frequente dos tornados em zonas rurais, podendo gerar danos para plantações. O tornado em Rio Bonito do Iguaçu foi excepcional também pela velocidade dos ventos, estimados entre 300 km/h e 330 km/h pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Outros dois tornados menores foram registrados no Paraná com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. Antes e depois da destruição causada por tornado Reprodução Aumento de registros Nas últimas décadas, o crescimento da população em áreas suscetíveis e o desenvolvimento de tecnologias e iniciativas para rastreá-los tem feito aumentar a incidência conhecida dos tornados e dos danos provocados, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Falta ainda, entretanto, um registro oficial e unificado para o Brasil. "As pessoas costumam usar mais o termo 'redemoinho'. Muitas acham até que é mentira que temos tornados no Brasil. Mas, infelizmente, cada vez mais nós vemos este fenômeno," diz Hornes. "A falta de informação faz com que pessoas vão de encontro ao tornado, por exemplo, porque não sabem que não dá para passar." Para ela, maiores esforços de registro de tornados são importantes para moldar políticas públicas, redesenhar as normas para construções e tornar as cidades resilientes a desastres naturais. Especialistas alertam que as mudanças climáticas poderão torná-los ainda mais frequentes. "A possibilidade de eventos extremos como esse aumenta," afirmou Michel Mahiques, professor da Universidade de São Paulo, à Agência Brasil, sobre o tornado recente no Paraná. Difíceis de detectar A detecção de tornados iminentes e o aviso à população a tempo, entretanto, são um desafio para meteorologistas e órgãos de defesa civil. Em geral, só é possível emitir alertas poucos minutos antes de os tornados atingirem áreas habitadas. O ideal para se proteger dos tornados são os porões ou ambientes de segurança, incomuns no Brasil. A recomendação para tempestades severas, portanto, inclui procurar um local com estrutura de concreto, laje e ferro — em geral, os banheiros dentro de uma casa. Para quem se encontra em construções frágeis, é indicado se enrolar em cobertores e colchões. Devem ser evitados árvores, postes e campos abertos, bem como estruturas de vidro ou portas em interiores, que podem facilmente colapsar. Nos Estados Unidos, o governo mantém uma contagem oficial de tornados registrados desde 1950. O ano de 2024 teve o segundo maior número, com 1.791 episódios contabilizados. O recorde é de 2004, quando houve 1.813 casos reportados, e o tornado mais fatal aconteceu em 18 de março de 1925, quando 695 pessoas morreram nos estados de Missouri, Illinois e Indiana. Autor: Heloísa Traiano

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Sony anuncia monitor gamer PlayStation com taxa de até 240 Hz, tecnologia IPS e mais

Publicado em: 12/11/2025 05:56 Fonte: Tudocelular

O PlayStation Gaming Monitor foi anunciado pela Sony durante o evento State of Play Japan, que ocorreu há pouco tempo. Trata-se de um monitor gamer, que deve ser oficialmente no mercado no próximo ano em países como Estados Unidos e Japão, sem previsão para outras nações no momento. Em geral, trata-se de um equipamento com painel de 27 polegadas que suporta resolução 2560 x 1440 e vem com tecnologia IPS. Além disso, o equipamento é compatível com Auto HDR Tone Mapping, o que significa que ele aplica ajustes de configurações HDR automaticamente quando utilizado em conjunto com os consoles PS5 e PS5 Pro.O monitor possui suporte a taxa de atualização variável de até 120 Hz para os consoles mencionados. No caso de PC e MAC compatíveis, o valor sobe para 240 Hz, o que proporciona uma experiência de gameplay mais fluida. O equipamento tem um pequeno suporte de carregamento para os controles Dual Sense e Dual Sense Edge.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

UFSC desenvolve 1º satélite 100% nacional lançado do Brasil para monitorar o clima; veja data

Publicado em: 12/11/2025 05:31

Veja as características dos satélites da UFSC que serão lançados no espaço 🛰️O Brasil vai lançar, até o fim de novembro, o primeiro satélite com tecnologia 100% nacional. Desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, o equipamento será usado para coletar dados ambientais (confira abaixo sobre o lançamento). O satélite faz parte de uma constelação criada para monitorar e coletar dados ambientais em todo o país. Por serem menores, esses equipamentos podem integrar o sistema brasileiro de coleta de dados, usado para prever o tempo e acompanhar mudanças ambientais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O projeto foi desenvolvido por professores e alunos no Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), da UFSC. A aluna Maria Eduarda EmilianR ezende, do curso de engenharia mecânica, destacou a troca de experiências entre diferentes áreas como um dos pontos fortes do projeto. "A gente atua em diversas áreas. Tem o pessoal da engenharia elétrica, eletrônica, materiais, mecânica, eu sou da mecânica. Então acho que é uma troca muito interessante, principalmente para a gente poder crescer dentro da engenharia", disse a aluna Maria Eduarda Emiliano Rezende. O trabalho começou há cinco anos e agora está na fase final, com o lançamento em órbita previsto para este mês. O sucesso foi tão grande que a UFSC conseguiu incluir um segundo satélite na mesma missão, o que vai ampliar os testes da nova tecnologia. 🚀Lançamento A Força Aérea Brasileira prevê o lançamento para o dia 22 de novembro. Ao todo vão ser cinco satélites e três experimentos no mesmo foguete. De Florianópolis, os satélites foram levados para base de Alcântara, no Maranhão, de onde vão ser lançados. Uma parceria com a agência espacial brasileira e uma empresa privada da Coreia do Sul vai garantir que o lançamento seja feito sem custos para a universidade. Confira os detalhes do lançamento: 🚀os satélites vão ser lançados em um foguete, a cerca de 300 km de altitude 📅eles vão ficar cerca de 4 semanas do espaço 🌎os satélites vão dar 19 voltas ao redor da Terra, coletando dados 🔎De lá as informações voltam para a universidade para o processamento e rastreamento "A gente tem um acesso remoto à estação de Natal, estação terrestre deles, e a gente consegue se comunicar com ela e ter esse acesso, ao os dados aqui, fazer todo o processamento, todo o rastreamento do satélite. A gente processa os dados e armazena aqui", explicou a mestranda em engenharia elétrica, Victoria Beatriz Bianchini. Satélites feitos pela UFSC têm entre 1 e 2 kg, enquanto tradicionais pesam meia tonelada Reprodução/NSC TV Leia também: Cidades de SC cancelam aulas por alerta vermelho e previsão de ciclone VÍDEO: Avião desce 'de lado' durante pouso por causa do vento forte em aeroporto Ciclone extratropical coloca SC em alerta vermelho 🔎Monitoramento Todo o equipamento é feito na universidade, incluindo o projeto das placas, software e a parte mecânica. O objetivo é validar o uso de satélites menores para monitorar temperatura, umidade e outras variáveis ambientais. Esses dados vão ajudar, por exemplo, a prevenir eventos extremos, como as enchentes. "Existem estações de coleta de dados ambientais, estações meteorológicas, espalhadas por todo no Brasil e a nossa ideia é usar uma tecnologia desenvolvida no Brasil também para fazer essa coleta de dados", explicou Eduardo Augusto Bezerra, professor do SpaceLab. O modelo desenvolvido na UFSC pesa entre um e dois quilos, enquanto satélites tradicionais chegam a meia tonelada. Segundo os pesquisadores, a compactação permite equipamentos mais modernos, leves e econômicos. O menor deles têm 10 centímetros. Na sala onde os satélites são manuseados, os pesquisadores usam roupas especiais e luvas para evitar qualquer tipo de contaminação no equipamento. "A gente não pode deixar nada de impureza entrar no case e também precisa garantir que durante o transporte, por conta de toda a turbulência, o satélite tenha interferência. Por isso todas essas espumas e proteções", explicou o pós-graduando em engenharia elétrica João Cláudio Elsen Barcellos. Pesquisadores usam roupa especial e caixa com espumas para proteger satélites Reprodução/NSC TV VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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Sistema com IA prevê nível dos rios no AM com até 30 dias, podendo antecipar secas e enchentes

Publicado em: 12/11/2025 05:05

Sistema com IA prevê nível dos rios no AM com até 30 dias, podendo antecipar secas e enchentes Marcelo Dutra/Rede Amazônica Uma tecnologia desenvolvida no Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (LabClim), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), está ajudando a prever o comportamento dos rios da região com o apoio da inteligência artificial (IA). O sistema, criado por alunos e pesquisadores do laboratório, calcula a variação das cotas dos rios com até 30 dias de antecedência. O modelo utiliza redes neurais, uma forma de IA inspirada no funcionamento do cérebro humano, para "aprender" a dinâmica natural dos rios, analisando séries históricas de dados de cota, chuvas e outros fatores. As informações são cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além de bancos meteorológicos e hidrológicos mantidos pelo próprio laboratório. A equipe multidisciplinar do LabClim, formada por meteorologistas e geólogos, trabalha na coleta, atualização e análise dos dados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A partir desse conjunto de informações, o sistema projeta o nível das águas para as próximas semanas, com erro médio inferior a 2%, segundo os pesquisadores. "A rede neural funciona como o cérebro humano. Cada neurônio processa as informações que recebe, como cotas e índices de chuva, e, com o tempo, o modelo aprende o comportamento do rio”, explicou Diogo Gomes dos Santos, aluno de Engenharia de Computação da UEA e responsável pelo desenvolvimento do projeto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O estudante testou dois tipos de redes neurais: Multilayer Perceptron (MLP) e Long Short-Term Memory (LSTM) para comparar o desempenho e a precisão de cada uma. "Como o nível do rio é uma série temporal, o modelo consegue prever o que vem depois com base nos dados anteriores”, disse o aluno. Antes de entrar em operação, cada nova previsão gerada pela IA passa por um processo de simulação e validação. Os pesquisadores comparam os resultados obtidos com dados reais. Quando há diferença significativa, o modelo é ajustado e reprocessado para aumentar a confiabilidade das projeções. Inicialmente aplicado ao Rio Negro, em Manaus, o sistema está sendo expandido para outras bacias, como os rios Madeira, Solimões e Amazonas. Hoje, ele gera previsões de até 30 dias, com precisão considerada alta para a complexidade dos fenômenos naturais da região. Apoio direto Os resultados das simulações feitas no laboratório já são utilizados em boletins e relatórios que abastecem o sistema de informações do governo do estado. Os dados ajudam órgãos de gestão ambiental, logística e defesa civil a se anteciparem a períodos de estiagem ou cheia, que impactam desde o transporte fluvial até o abastecimento de comunidades ribeirinhas. "É uma IA criada dentro da UEA, no Amazonas, com potencial de apoiar tanto o poder público quanto o setor privado. Ela contribui para o planejamento da logística, do transporte, da agricultura e de ações emergenciais”, afirmou o coordenador do LabClim, professor e doutor em meteorologia, Francis Wagner. Além de integrar o sistema de monitoramento estadual, a equipe prepara o lançamento de um aplicativo próprio, previsto para os próximos meses. A ferramenta vai reunir informações de chuva, temperatura e nível dos rios em tempo real, permitindo que qualquer pessoa, de gestores a ribeirinhos, acompanhe as previsões diretamente pelo celular. Atualmente, as previsões do laboratório são divulgadas a cada 15 dias em boletins disponíveis no site e nas redes sociais do LabClim. "A ideia é que o modelo evolua para previsões cada vez mais detalhadas e acessíveis, permitindo que as comunidades e o poder público consigam agir antes que os impactos climáticos sejam sentidos”, completou Francis. Tecnologia com DNA amazônico A iniciativa reforça o papel da ciência produzida na Amazônia para enfrentar desafios típicos da região. Com o avanço das mudanças climáticas e a intensificação de fenômenos como El Niño e La Niña, o uso da inteligência artificial tem se mostrado essencial para antecipar eventos extremos e reduzir prejuízos ambientais e econômicos. "É uma tecnologia feita aqui, por gente daqui, voltada para resolver problemas do nosso território", resumiu o professor. Equipe do LabClim que conta com meteorologistas e geológos Marcelo Dutra/Rede Amazônica Doutor em Meteorologia e coordenador do LabClim, Francis Wagner Marcelo Dutra/Rede Amazônica

Adolescente prodígio, eleito um dos 100 jovens mais brilhantes do planeta, compartilha dicas para o 2º dia de Enem

Publicado em: 12/11/2025 05:05

Caio Temponi aos 17 anos Laurismara Temponi/Arquivo Pessoal Reconhecido pelas 18 aprovações em vestibulares e concursos militares pelo Brasil, Caio Temponi está na lista dos 100 prodígios do mundo. Hoje, ele divide a rotina entre dar aulas em cursos preparatórios e concluir as graduações em Direito e Matemática. Além disso, tem estudado para concursos públicos. Nascido em Três Rios (RJ) e morador de Juiz de Fora desde 2023, o adolescente conversou com o g1 e compartilhou dicas para quem vai fazer o segundo dia do Enem, no próximo domingo (16). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo Caio, manter a calma, focar nas matérias em que o candidato tem mais facilidade e saber gerenciar o tempo são estratégias importantes para ir bem na prova, considerada cansativa. “Focar bem nas matérias como matemática e ciências da natureza. A matemática tem mais valor então é importante fazer essa análise. Além disso, começar pelas questões mais fáceis para cada um ajuda a ganhar confiança e ir se tranquilizando durante o exame”, alertou. Outra dica é não deixar para marcar o cartão de respostas só no final. “Quando eu fazia o Enem eu ia marcando as questões ao invés de esperar fazer as 90 porque podia marcar alguma errada e não perceber. Eu terminava uma matéria, marcava e depois ia para outra”, completou. LEIA TAMBÉM: Adolescente de 15 anos com aprovação em quase 20 universidades se torna representante na sociedade internacional de alto QI Adolescente brasileiro de 16 anos é reconhecido como um dos 100 prodígios do mundo Estudante de 14 anos passa em 3º lugar e vai cursar Direito na UFJF: 'Só a educação muda o mundo'' Talento intelectual descoberto aos 12 anos Caio Temponi tem 16 anos é um dos prodígios 2025 da GCP Awards Reprodução/Redes Sociais Caio Temponi tem 17 anos e é um dos prodígios de 2025 do Global Child Prodigy Awards (GCP Awards). Ele começou a se destacar aos 12 anos, quando foi aprovado em 1º lugar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), um dos concursos mais concorridos do país. Aos 13, passou em cinco vestibulares, incluindo Medicina e Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Veja outras conquistas: Passou em 1º lugar na Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF); Foi aprovado em 1º lugar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), da Força Aérea Brasileira (FAB), na qual gabaritou a prova aos 12 anos; Aos 13, foi aprovado em 1º em Administração na Universidade Estadual do Ceará (Uece); Passou em 1º em Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); Obteve o 1º lugar em Engenharia Civil na Universidade Federal do Cariri (UFCA); Passou em Medicina na Universidade de Fortaleza (Unifor) ainda com 13 anos; Aprovado no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), aos 14 anos; Academia da Força Aérea aos 13 anos; Aprovado em medicina pela Universidade de Fortaleza (Unifor); Aprovado em medicina pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê); Aprovado em matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Aprovado em 3º lugar em educação física pela Universidade de São Paulo (USP); Aprovado em 3º lugar em direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Aprovado em medicina na Cruzeiro do Sul; Aprovado em 1º lugar para engenharia da computação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ); Aprovado em matemática pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselv); Aprovado em direito na Universidade de Brasília (UNB). Caio também conquistou três medalhas de ouro em competições nacionais e internacionais de matemática. Aos 15 anos, se tornou representante de crianças e jovens na Sociedade Internacional de Superdotados (IIS). Um dos mais prodígios do mundo Aos 16 anos, Caio entrou para a lista dos 100 jovens considerados prodígios no mundo pelo GCP Awards, na categoria Inteligência e Memória – QI. A premiação reconhece crianças e adolescentes com talentos extraordinários em áreas como música, ciência, esportes, empreendedorismo, artes e inteligência. “Ser reconhecido entre os maiores talentos do mundo é uma honra que carrego com responsabilidade. Gostaria muito de estar lá, representar meu país e mostrar que o Brasil também é terra de talentos excepcionais”, afirmou. ASSISTA TAMBÉM: Estudante vira representante da Sociedade Internacional de Superdotados Estudante de Três Rios vira representante da Sociedade Internacional de Superdotados VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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SC já registrou 4 tornados da categoria EF3, mesma do fenômeno que devastou cidade no PR; relembre

Publicado em: 12/11/2025 04:31

Imagens mostram como ficou Xanxerê, no Oeste, após passagem de tornado da categoria EF3 em 2015 Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê/Arquivo O tornado classificado na categoria EF3 e que causou destruição no Paraná na sexta-feira (7) já foi registrado em Santa Catarina, devastando cidades e deixando mortos. O mais recente ocorreu há 10 anos, em 2015, em Xanxerê, município no Oeste que fica a 200 km de Rio Bonito do Iguaçu (PR). A mesma classificação também foi dada ao tornado em São Joaquim, na Serra, em 2004. Anos depois, em 2009, o mesmo fenômeno atingiu Guaraciaba, também no Oeste. Em 2014, Ibirama, no Vale do Itajaí, registrou o tornado EF3. 🔍 "EF3" é a abreviação de "Enhanced Fujita 3", ou seja, o tornado chegou à classificação 3 na escala Fujita Aprimorada. O índice é usado para avaliar a intensidade dos tornados com base na destruição causada pelo fenômeno (leia mais aqui). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Inmet confirma tornado em Xanxerê, no Oeste catarinense SC soma 15 fenômenos no ano; entenda o fenômeno As informações foram divulgadas pela Epagri/Ciram, órgão que monitora o tempo no estado. Conforme o órgão, os eventos desta natureza ocorrem com frequência no sul do Brasil, sendo mais raros o de maior categoria como o EF3. "Os tornados estão entre os fenômenos meteorológicos mais complexos e imprevisíveis da natureza. Mesmo com tecnologia avançada, ainda é difícil prever exatamente quando e onde um tornado vai se formar", disseram em nota os meteorologistas Gilsânia Cruz e Marcelo Martins. Poste e casas foram atingidos em Xanxerê, em 2015. Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê/Arquivo Lista de tornados classificados na categoria EF3 em SC São Joaquim: 2004 Guaraciaba: 07/09/2009 Ibirama: 07/07/2014 Xanxerê: 20/04/2015 Xanxerê No tornado de Xanxerê, duas pessoas morreram e outras 120 pessoas ficaram feridas. Aproximadamente mil moradores ficaram desabrigados por conta dos estragos. À época, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que os ventos que formaram o tornado variaram de 100km/h até 330km/h. Ao menos cinco torres de energia, que suportariam ventos de até 200 km/h, desabaram. Na cidade, muitos carros foram virados com o fenômeno, capotando lateralmente, o que também indicaria a característica cíclica dos ventos. Pai salvou mulher e bebê antes de morrer em tornado Cerca de 2,6 mil casas foram danificadas em Xanxerê, em 2015. Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê 🌪️ SC é propícia para ocorrência de tornados Conforme a Defesa Civil, os tornados são bastante propícios em Santa Catarina porque o estado está localizado em uma região de encontro de diferentes massas de ar: as frias e secas (vindas do sul do país) e as quentes e úmidas (vindas do interior do continente). "O encontro dessas massas de ar deixa o ambiente bastante instável, o que favorece a formação de tempestades severas", afirmou o órgão estadual em resposta ao g1. 🤔Tornado x ciclone O tornado é caracterizado por uma coluna de ar em rotação que se estende da base de uma nuvem de tempestade até o solo, apresentando alto potencial destrutivo devido aos ventos intensos. Os ciclones são todos os sistemas de baixa pressão atmosférica. Eles "puxam" o ar quente e úmido da superfície e jogam para cima, formando as nuvens de chuva. Os chamados ciclones extratropicais movimentam massas de ar de temperaturas diferentes, ou seja, quentes e frias. Surgem em latitudes médias do planeta, fora da zona tropical, como no Atlântico Sul (a costa do Sul do Brasil). Dionísio Cerqueira, Faxinal dos Guedes e Xanxerê foram as cidades atingidas por tornados VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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'Deathbots': testamos os robôs de IA que permitem 'conversar com os mortos'

Publicado em: 12/11/2025 03:00

Alguns sistemas se concentram em preservar a memória, ajudando os usuários a gravar e armazenar histórias pessoais, organizadas por tema, com a IA indexando o conteúdo em um arquivo pesquisável. Já outros usam IA generativa para criar conversas contínuas. Pongsawat Pasom/Unsplash A inteligência artificial (IA) está sendo cada vez mais usada para preservar as vozes e as histórias dos mortos. De chatbots baseados em texto que imitam entes queridos a avatares de voz que permitem que você “converse” com os falecidos, uma crescente indústria digital do além promete tornar a memória interativa e, em alguns casos, eterna. Em nossa pesquisa, publicada recentemente na revista científica Memory, Mind & Media, exploramos o que acontece quando a lembrança dos mortos é deixada a cargo de um algoritmo. Nós até tentamos conversar com versões digitais de nós mesmas para descobrir. Os “deathbots” são sistemas de IA projetados para simular as vozes, os padrões de fala e as personalidades dos falecidos. Eles se baseiam nos traços digitais de uma pessoa — gravações de voz, mensagens de texto, e-mails e postagens nas redes sociais — para criar avatares interativos que parecem “falar” do além-túmulo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como disse a teórica da mídia Simone Natale, essas “tecnologias da ilusão” têm raízes profundas nas tradições espiritualistas. Mas a IA as torna muito mais convincentes e comercialmente viáveis. Nosso trabalho faz parte de um projeto chamado Synthetic Pasts, que explora o impacto da tecnologia na preservação da memória pessoal e coletiva. Salários de até R$ 20 mil: como é o trabalho de quem cria agentes de IA Os detalhes da operação contra apps de streaming ilegal no Brasil Neo: quanto custa robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas Para nosso estudo, analisamos serviços que afirmam preservar ou recriar a voz, as memórias ou a presença digital de uma pessoa usando IA. Para entender como eles funcionam, nos tornamos nossas próprias cobaias. Carregamos nossos próprios vídeos, mensagens e notas de voz, criando “duplos digitais” de nós mesmas. Em alguns casos, desempenhamos o papel de usuários preparando nossas próprias vidas pós-morte sintéticas. Em outros, atuamos como enlutados tentando conversar com uma versão digital de alguém que faleceu. O que descobrimos foi fascinante e inquietante. Alguns sistemas se concentram em preservar a memória. Eles ajudam os usuários a gravar e armazenar histórias pessoais, organizadas por tema, como infância, família ou conselhos para entes queridos. A IA então indexa o conteúdo e orienta as pessoas por ele, como um arquivo pesquisável. Outros usam IA generativa para criar conversas contínuas. Você carrega dados sobre uma pessoa falecida — mensagens, postagens, até mesmo amostras de voz — e o sistema cria um chatbot que pode responder no tom e estilo dela. Ele usa um subconjunto da IA chamado aprendizado de máquina (que melhora com a prática) para fazer seus avatares evoluírem ao longo do tempo. Alguns se apresentam como divertidos (“faça uma sessão espírita com IA”), mas a experiência pode parecer assustadoramente íntima. Todas as plataformas afirmam oferecer uma conexão emocional “autêntica”. No entanto, quanto mais personalização tentávamos, mais artificial parecia. DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? Quando solicitados por esses sistemas, fornecemos mais informações sobre nós mesmas, apenas para que o bot repetisse exatamente as frases que usamos em respostas rígidas e programadas. Às vezes, o tom era incongruente, como quando emojis alegres ou frases otimistas apareciam mesmo ao discutir a morte — um lembrete claro de que os algoritmos são ruins em lidar com o peso emocional da perda: Oh, querida… 😔 Isso (a morte) não é algo que eu gostaria que alguém ficasse remoendo. Para ser sincera, tudo está um pouco confuso agora. 🌫️ Vamos conversar sobre algo um pouco mais alegre, ok? As ferramentas mais baseadas em arquivos que testamos proporcionaram uma experiência mais tranquila, mas também impuseram categorias rígidas e nuances limitadas. Como observou o estudioso de mídia digital Andrew Hoskins, a memória na era da IA se torna “conversacional” — moldada pelas interações entre humanos e máquinas. Mas, em nossos experimentos, essas conversas muitas vezes pareciam monótonas, expondo os limites da intimidade sintética: Humano: Você sempre foi tão encorajador e solidário. Sinto sua falta. Deathbot: Estou aqui para você, sempre pronto para oferecer incentivo e apoio sempre que precisar. E sinto sua falta também… Vamos enfrentar o dia de hoje juntos, com positividade e força. Por trás dessas experiências existe um modelo de negócios. Não se trata de instituições funerárias de caridade, mas de startups de tecnologia. Taxas de assinatura, níveis “freemium” e parcerias com seguradoras ou prestadores de serviços de saúde revelam como a lembrança está sendo transformada em um produto. Como os filósofos Carl Öhman e Luciano Floridi argumentaram, a indústria digital do além-vida opera dentro de uma “economia política da morte”, onde os dados continuam a gerar valor muito tempo depois do fim da vida de uma pessoa. As plataformas incentivam os usuários a “capturar sua história para sempre”, mas também coletam dados emocionais e biométricos para manter o engajamento alto. A memória se torna um serviço — uma interação a ser projetada, medida e monetizada. Isso, como o professor de tecnologia e sociedade Andrew McStay mostrou, faz parte de uma economia mais ampla de “IA emocional”. Ressurreição digital? A promessa desses sistemas é uma espécie de ressurreição — a reanimação dos mortos por meio de dados. Eles oferecem o retorno de vozes, gestos e personalidades, não como memórias relembradas, mas como presenças simuladas em tempo real. Esse tipo de “empatia algorítmica” pode ser persuasivo, até mesmo comovente, mas existe dentro dos limites do código e altera silenciosamente a experiência de lembrar, suavizando a ambiguidade e a contradição. Essas plataformas demonstram uma tensão entre as formas arquivísticas e generativas da memória. Todas as plataformas, porém, normalizam certas formas de lembrança, privilegiando a continuidade, a coerência e a capacidade de resposta emocional, ao mesmo tempo em que produzem novas formas de personalidade baseadas em dados. Como observou a teórica da mídia Wendy Chun, as tecnologias digitais muitas vezes confundem “armazenamento” com “memória”, prometendo uma lembrança perfeita enquanto apagam o papel do esquecimento — a ausência que torna possível tanto o luto quanto a lembrança. Nesse sentido, a ressurreição digital corre o risco de interpretar erroneamente a própria morte: substituir a finalidade da perda pela disponibilidade infinita da simulação, onde os mortos estão sempre presentes, interativos e atualizados. A IA pode ajudar a preservar histórias e vozes, mas não pode replicar a complexidade viva de uma pessoa ou de um relacionamento. As “vidas pós-morte sintéticas” que encontramos são atraentes precisamente porque falham. Elas nos lembram que a memória é relacional, contextual e não programável. Nosso estudo sugere que, embora você possa conversar com os mortos usando IA, o que você ouve em resposta revela mais sobre as tecnologias e plataformas que lucram com a memória — e sobre nós mesmos — do que sobre os fantasmas com os quais eles afirmam que podemos conversar. Jenny Kidd recebeu financiamento do Leverhulme Trust e do Arts and Humanities Research Council. Eva Nieto McAvoy não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico. Neo: conheça robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas

Mototáxi volta a ser permitido em SP; veja regras, motos aceitas e onde o serviço já funciona

Publicado em: 12/11/2025 03:00

Mototáxi volta a ser permitido em SP; veja regras, motos aceitas O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou na última segunda-feira (10) a lei estadual de São Paulo que dava aos municípios paulistas o poder de proibir ou regular o serviço de mototáxi — transporte de passageiros em motocicletas. Entenda a decisão ao final desta reportagem. Com isso, a profissão de mototaxista volta a ser legalmente permitida em São Paulo, alinhando os municípios paulistas às demais cidades do país. O que é necessário para atuar como mototaxista? A legislação federal que regula o transporte de passageiros por motocicleta está prevista na lei nº. 12.009, de 2009. Segundo o texto, o serviço pode ser prestado se o condutor cumprir os seguintes requisitos: Ter no mínimo 21 anos; Possuir habilitação na categoria “A” há pelo menos dois anos; Ser aprovado em curso especializado; Utilizar colete de segurança com faixas retrorreflexivas. Além disso, a motocicleta deve estar equipada com: Dispositivo de proteção para as pernas e o motor, fixado na estrutura do veículo; Aparador de linha instalado no guidão; Alças metálicas traseiras e laterais para o transporte de passageiros. Entre os aplicativos, Uber e 99 — duas das maiores empresas do setor — seguem regras semelhantes à lei federal para quem deseja atuar como mototaxista. Veja abaixo: 99 A motocicleta deve estar com a documentação em dia; Deve estar regularizada conforme as normas municipais, quando houver regulamentação específica para mototáxi; Não é permitido o uso de motos alugadas; Não são aceitas motocicletas sem assento para o passageiro; Não há restrições quanto ao modelo ou à idade do veículo. Uber A motocicleta deve estar com a documentação em dia; Não é permitido o uso de motos alugadas; Não são aceitas motocicletas com placas vermelhas; Não são permitidas motocicletas sem assento para o passageiro. A principal diferença entre as duas plataformas está na lista de modelos aceitas. Embora haja restrições, todas as 10 motos mais vendidas de 2025 são permitidas. São elas: Honda CG 160 Honda Biz Honda Pop 110i Honda NXR 160 Bros Mottu Sport 110I Yamaha YBR 150 Honda CB300F Honda PCX 160 Yamaha Fazer 250 Shineray XY 125 Mototaxi em Porto Velho Prefeitura de Porto Velho/Divulgação Mais de 2 mil municípios já oferecem o serviço Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o serviço de mototáxi é oferecido por 2.925 dos 5.570 municípios brasileiros. A modalidade está presente em todos os estados brasileiros, sendo o terceiro meio de transporte mais popular do país. A presença do serviço está atrás apenas da van (presente em 3.338 municípios) e do táxi convencional (4.427 municípios). O transporte por ônibus nas cidades aparece abaixo desses três (1.735 municípios). Ainda segundo o instituto, o mototáxi é o único meio de transporte em 21 cidades brasileiras. São elas: Aldeias Altas (MA); Anapurus (MA); Bacuritiba (MA); Lagoa Grande do Maranhão (MA); Palmeirândia (MA); Turilândia (MA); Itajá (RN); Jardim de Angicos (RN); Jundiá (RN); Pureza (RN); Santana do Matos (RN); Viçosa (RN); São Domingos do Cariri (PB); Flores (PE); Ipecaetá (BA); Monte Santo (BA); Nova Soure (BA); Serra Nova Dourada (MT); Britânia (GO); Cromínia (GO); Professor Jamil (GO). O que disse o STF? Na segunda-feira (10), o STF declarou inconstitucional a lei estadual de São Paulo que dava aos municípios poder para autorizar ou regulamentar o transporte remunerado de passageiros por motocicleta — os mototáxis. O relator, ministro Alexandre de Moraes, aceitou o argumento da Confederação Nacional de Serviços de que a lei estadual invadia a competência da União para legislar sobre transporte e trânsito. Em outras palavras, a autorização para o serviço de mototáxi é uma atribuição exclusiva da legislação federal. Com a decisão, as cidades paulistas — assim como todos os outros municípios do país — podem apenas regulamentar o funcionamento do serviço — criando regras locais para a sua oferta, por exemplo —, mas sem proibir ou criar barreiras que inviabilizem a atividade. Ao g1, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes — que pleiteou pela proibição do serviço de mototáxi na cidade com base na segurança viária —, lamentou a decisão e argumentou que em 2024 foram 483 mortes de motociclistas no trânsito da cidade paulista, mesmo sem o serviço de transporte de passageiros. "A gente vai ter um número muito maior de acidentes e óbitos se, por acaso, a gente perder essa batalha. Tenho mutia fé em Deus que a gente não vai perder", disse. A prefeitura tem até o dia 8 de dezembro para regulamentar o serviço de mototáxi na cidade de São Paulo (SP). Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como a 99 e a Uber, disse que "a decisão traz segurança jurídica para São Paulo e para todo o Brasil". A associação ainda reforçou que o serviço é uma atividade privada e legal, regida pela Política Nacional de Mobilidade Urbana e sustentada pela Lei Federal n° 13.640. "Desta forma, os aplicativos têm autorização legal para atuar em todo o território nacional, cabendo aos municípios regulamentar a atividade, e não proibir", disse a Amobitec em nota.

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