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UFMA abre concurso com 91 vagas para técnicos e professores; salários chegam a R$ 8 mil

Publicado em: 04/03/2026 10:27

Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em São Luís Divulgação/UFMA A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) abriu inscrições para concurso público com 91 vagas para cargos de técnicos administrativos e professores. As oportunidades são para níveis médio e superior. As provas e etapas ocorrem em São Luís. Do total de vagas, 59 são para Técnicos-Administrativos em Educação (TAE) e 32 para professores substitutos. As inscrições para cargos técnicos seguem até 30 de março, já a a seleção para professores vai até 10 de março. Para os cargos técnicos, os salários podem chegar a R$ 4.967,04. Para professores substitutos, a remuneração chega a R$ 8.058,29. Veja, abaixo, os detalhes de cada concurso. Concurso para Técnicos-Administrativos (TAE) O Edital nº 035/2026 foi divulgado nessa segunda-feira (2) e oferece 59 vagas para cargos de nível médio e superior. As inscrições devem ser feitas somente pela internet, entre 4 e 30 de março (até as 17h). Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou doadores de medula óssea podem pedir isenção da taxa entre os dias 4 e 6 de março, pelo e-mail ufmatae_isencao@fsadu.org.br. Os salários variam de R$ 3.029,90 a R$ 4.967,04. Além da remuneração, os aprovados terão direito a auxílio-alimentação, transporte, saúde e pré-escolar. As provas estão previstas para 26 de abril de 2026, em São Luís. A lotação dos candidatos nomeados será em um dos Campus da UFMA, a critério da instituição, a saber: São Luís, Imperatriz, Chapadinha, Codó, Bacabal, Pinheiro, Grajaú, São Bernardo e Balsas. Veja o edital completo. Cargos de nível superior Analista de Tecnologia da Informação Bibliotecário – Documentalista Biólogo Enfermeiro Engenheiro – Área: Civil Engenheiro Agrônomo Produtor Cultural Médico – Área: Psiquiatria Tecnólogo – Formação/Área: Químico Psicólogo Técnico em Assuntos Educacionais Engenheiro – Área: Telecomunicações Nutricionista Cargos de nível médio Assistente em Administração Técnico de Tecnologia da Informação Técnico em Enfermagem Vagas reservadas O edital segue a Lei nº 15.142/2025 e o Decreto nº 12.536/2025. Do total de vagas, 30% são reservadas para candidatos pretos e pardos, indígenas e quilombolas. Desse percentual, 25% são para pretos e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Além disso, pelo menos 5% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência (PcD), conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Como será a prova O concurso terá apenas prova objetiva, com caráter eliminatório e classificatório. A avaliação terá quatro horas de duração e 55 questões de múltipla escolha. A distribuição será a seguinte: Língua Portuguesa: 10 questões Noções de Informática: 5 questões Legislação e Normas: 10 questões Conhecimentos Específicos: 30 questões Mais informações estão disponíveis no edital e no site www.fsaduconcursos.org.br, na página do concurso. Os candidatos também podem entrar em contato pelo e-mail ufmatae1373@fsadu.org.br ou pelo telefone: (98) 4009-1013. Processo seletivo para professores substitutos O Edital nº 28/2026 prevê a contratação temporária de 32 professores substitutos em diversas áreas. As inscrições começaram em 24 de fevereiro e seguem até 10 de março de 2026, exclusivamente pela internet. O contrato terá duração inicial de 12 meses, podendo ser renovado por igual período. O prazo total não pode ultrapassar 24 meses. A remuneração varia conforme a titulação e a carga horária, indo de R$ 3.399,47 (Especialista com carga horária de 20 horas) a R$ 8.058,29 (Doutor com carga horária de 40 horas). Das 32 vagas, 30% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e quilombolas, conforme a Lei nº 15.142/2025. Outras 5% são destinadas a pessoas com deficiência. Veja o edital completo. Áreas com vagas Educação Física / Fundamentos e Metodologia do Ensino da Dança e da Ginástica Rítmica Terapia Intensiva Ciências da Saúde / Nutrição Farmacologia Ciências da Saúde / Saúde Coletiva Engenharia I / Engenharia Sanitária Tópicos em Matemática: Cálculo em Várias Variáveis e Álgebra Linear Avançada Jornalismo e Editoração Comunicação Social – Relações Públicas / Relações Públicas e Propaganda Hotelaria Ciências Contábeis Ciências Imobiliárias Educação / Fundamentos da Educação Lógica / Metodologia Científica Letras / Língua Inglesa Libras Música / Piano Engenharia Ambiental e Sanitária Ciências Exatas e da Terra Nutrição Animal e Gestão Rural Aspectos morfofuncionais, normais e patológicos aplicados à Enfermagem Sociologia Matemática Fundamentos e Práticas da Assistência Médica Ciências da Saúde / Ginecologia e Obstetrícia Filosofia / Filosofia Geral Filosofia Ciências Agrárias Educação Musical / Percussão Educação Musical / Canto Como será a seleção O processo seletivo terá prova didática e avaliação de títulos. A prova didática consiste em uma aula expositiva, com duração entre 45 e 55 minutos, sobre tema sorteado 24 horas antes da apresentação. O sorteio será feito entre dez temas definidos pela subunidade acadêmica. A prova poderá ocorrer em sessão pública presencial ou por videoconferência, via Google Meet. Para ser aprovado, o candidato precisa tirar nota mínima de 7,0 na prova didática. A nota final será a média entre a prova didática e a avaliação de títulos. Serão avaliados critérios como plano de aula, organização do tempo, uso de recursos didáticos, domínio do conteúdo e capacidade de comunicação. Mais informações estão disponíveis no edital completo.

Palavras-chave: tecnologia

TCL S5K de 40": Smart TV QLED com Google TV baixa de preço e fica mais acessível para você

Publicado em: 04/03/2026 09:54 Fonte: Tudocelular

A TCL tem no modelo S5K a sua Smart TV compacta focada em fornecer uma qualidade acima da média para quem não possui tanto espaço disponível. Agora, é possível encontrar a variante com 40 polegadas em promoção no mercado brasileiro. O televisor está disponível na Amazon pelo preço de R$ 1.357,03 à vista no Pix, ou por R$ 1.399 dividido em até 10x sem juros no cartão de crédito. Este último valor é o mesmo encontrado também no Mercado Livre, na mesma condição de parcelamento sem acréscimos. "TCL QLED SMART TV 40? 40S5K FHD GOOGLE TV" Amazon R$1.357 Ver Oferta Smart TV TCL 40 Polegadas Full HD QLED S5K WiFi Bluetooth Google TV 2 HDMI HDR10 Dolby Audio 40S5K Mercadolivre R$1.399 Ver Oferta Sobre o dispositivoEsta variante da Smart TV TCL S5K chega com uma tela de 40 polegadas, com painel do tipo QLED para alta qualidade. Ela entrega suporte às tecnologias HDR10, que melhora a exibição das imagens, e Dolby Audio, para um som superior.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Samsung inaugura Spatial Signage no Brasil como nova solução de display 3D

Publicado em: 04/03/2026 09:36 Fonte: Tudocelular

A Samsung apresentou a sua nova solução de display 3D no Brasil. O Spatial Signage chega ao país com foco em aumentar o acesso à sinalização digital em três dimensões sem óculos, voltada ao mercado B2B. Este aparelho possui um painel de 85 polegadas, com resolução 4K de 2160 x 3840 pixels e um aspecto de 9:16. Também há mapeamento de cores em 16 bits e suporte à tecnologia HDR. Além disso, dá para conferir imagens em 3D a partir de 2D, sem precisar de acessório adicional para isso. Confira uma demonstração do produto no player abaixo: Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Microsoft patenteia sistema do Xbox que permite IA jogar partes difíceis para você

Publicado em: 04/03/2026 09:02 Fonte: Tudocelular

A Microsoft obteve o registro de uma série de patentes que descrevem um sistema inovador de "Sessões de Ajuda" para o ecossistema Xbox, segundo o portal Tech4Gamers. A tecnologia utiliza Machine Learning para detectar proativamente quando um jogador está enfrentando dificuldades em segmentos específicos, oferecendo a intervenção de assistentes humanos ou modelos de inteligência artificial via nuvem. O mecanismo, identificado sob o título State Management for Video Game Help Sessions (Gerenciamento de Estado para Sessões de Ajuda em Videogames), propõe uma ruptura com os métodos tradicionais de busca por auxílio, como fóruns e vídeos externos. Ao identificar um padrão de frustração ou estagnação, o sistema exibe um pop-up permitindo que um "ajudante" assuma o controle do personagem em tempo real. Uma vez superado o obstáculo — como encontrar um item raro em um RPG ou vencer uma curva complexa em um simulador de corrida —, o controle é devolvido instantaneamente ao usuário original.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

IA nas torres: TIM adota tecnologia da Huawei para modernizar rede 5G e reduzir consumo

Publicado em: 04/03/2026 08:38 Fonte: Tudocelular

A TIM anunciou nesta terça-feira (3) que vai instalar antenas 5G inteligentes com tecnologia de IA da Huawei. Essa novidade chega pouco depois do anúncio de parceria com a Nokia e trata de um movimento que será realizado em oito regiões metropolitanas do Brasil, sendo parte de um projeto de modernização. TIM e Huawei fortalecem infraestrutura 5G com antenas inteligentes de última geração Em geral, o número de locais representa 30% dos sites 5G da operadora, assim como 27% de todo o tráfego da rede. Nesse sentido, o equipamento usa IA embarcada para analisar grandes volumes de dados em tempo real e ajustar automaticamente parâmetros de rede, como: Alocação dinâmica de recursos conforme a demanda; Identificação de pontos de alto tráfego antes que se tornem gargalos; Geração de alertas preventivos para evitar falhas; Ajuste minuto a minuto dos padrões de feixe. Ganhos de performance e eficiência na rede Segundo revelado pela TIM, os ganhos esperados incluem melhora de até 30% no rendimento de downlink em horários de pico e eficácia até 10x maior em cenários de alta demanda. Além disso, outro benefício é o uso de equipamentos menores e mais eficientes energeticamente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Robô aspirador da Shark revela poeira oculta com luz UV e redefine limpeza doméstica

Publicado em: 04/03/2026 08:09 Fonte: Tudocelular

O Shark PowerDetect UV Reveal é o novo robô aspirador da SharkNinja para compor o seu portfólio de produtos premium da categoria. Nesse sentido, o dispositivo tem como destaque o uso de luz ultravioleta e IA para detectar sujeira invisível, além de intensificar a limpeza de forma automática. Shark PowerDetect UV Reveal: o robô aspirador que enxerga a sujeira invisível Para começar, o grande destaque deste modelo é o uso das tecnologias mencionadas para revelar sujeira invisível a olho nu. Dessa maneira, ele se torna capaz de limpar manchas secas, respingos, líquidos derramados e até mesmo urina de animais, segundo revelado pela marca. Mesmo assim, o robô aspirador também tem outros interessantes, como as funções de aspiração, esfregão e detecção inteligente de sujeira.Clique aqui para ler mais

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MWC 2026: MediaTek anuncia inovações em 6G, IA, Wi-Fi 8 e tecnologias automotivas

Publicado em: 04/03/2026 07:32 Fonte: Tudocelular

A MediaTek mostrou em seu evento na MWC 2026 que está disposta a ir muito além de chips para smartphones. Sob o tema “AI For Life: From Edge to Cloud”, a empresa apresentou uma visão integrada que conecta dispositivos pessoais, carros, redes 6G e data centers em um mesmo ecossistema.Durante a keynote liderada pelo presidente Joe Chen, executivos e parceiros detalharam como a companhia pretende levar IA avançada da borda até a nuvem. O objetivo é combinar conectividade de nova geração com processamento local eficiente, criando uma base tecnológica para aplicações móveis, automotivas e corporativas mais responsivas. "Vamos apresentar nossas mais recentes inovações, com foco em viabilizar a inteligência artificial mais avançada, da borda à nuvem, e oferecendo soluções de conectividade de última geração para nossos clientes. Nossas soluções abrem caminho para novos produtos, dispositivos e padrões empolgantes, todos voltados a transformar o dia a dia de pessoas e empresas em todo o mundo", afirmou Joe Chen.Clique aqui para ler mais

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Operação contra golpes em fintechs tem 3 presos; bando desviou R$ 322 milhões e negociou com o ‘Faraó dos Bitcoins’

Publicado em: 04/03/2026 06:30

Operação mira fraudes milionárias contra fintechs A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (4) a Operação Pecunia Obscura, contra um esquema de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro praticado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas. Os investigados desviaram, de acordo com o inquérito, R$ 322 milhões em 5 anos e chegaram a negociar com o grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Glaidson não é alvo nesta quarta-feira. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 4 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. O MPRJ denunciou 11 pessoas pelo esquema. As equipes foram para endereços em Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, na Região dos Lagos; nas zonas Sudoeste e Norte da capital; e em Niterói e em São Gonçalo. No Maranhão, a ação é integrada com a Polícia Civil daquele estado. A Justiça também determinou o sequestro de bens, móveis e imóveis, e da quantia de R$ 150 milhões. Os alvos são: Alex Maylon Passinho Dominici, preso no Maranhão; Celis de Castro Medeiros Júnior, preso no Maranhão; Saulo Zanibone de Paiva, foragido; Yago de Araujo Silva, preso no Rio de Janeiro. O inquérito apura os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Fraude milionária A investigação começou em março de 2021, quando uma fintech denunciou ter sido vítima de um golpe de R$ 1 milhão. 🔎Fintechs vêm da abreviação de “financial technology” (tecnologia financeira, em inglês) e designam empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos — de forma mais simples e rápida que os bancos tradicionais. A força-tarefa descobriu que os estelionatários utilizaram documentos falsos para desviar dinheiro da empresa ao explorar uma vulnerabilidade no sistema. As autoridades acionaram o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), o que permitiu descobrir que o bando movimentou quantias muito maiores em um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo fez depósitos em espécie de milhares de reais e os transferiu para diversas empresas fantasmas a fim de lavar o dinheiro. A organização criminosa também atua em Minas Gerais e no Maranhão.

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Obras de projeto contra enchentes na Baixada Fluminense só devem começar no fim do ano; MP cobra integração e pode ir à Justiça

Publicado em: 04/03/2026 05:20

Baixada Fluminense ainda espera obras pra solucionar problemas das enchentes As enchentes recorrentes na Baixada Fluminense voltaram a colocar em debate um projeto que há mais de duas décadas promete reduzir os alagamentos na região. Após anos de paralisações e descontinuidade, o Governo do Estado prepara a licitação de uma nova fase do Projeto Iguaçu, com previsão de início das obras apenas no último trimestre de 2026. 📍O Projeto Iguaçu é um programa de controle de enchentes que prevê obras de dragagem, macrodrenagem e reassentamento de famílias nas bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí, que cortam municípios da Baixada Fluminense. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Enquanto o Estado fala em retomada, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA), acompanha de perto o cronograma e cobra integração entre os municípios da bacia. Segundo o promotor José Alexandre Maximino, responsável pelo caso, o histórico de interrupções está ligado à falta de coordenação. “O que a gente percebe nas reuniões atuais é que a falta de integração entre o Estado e os municípios impactados, e a ausência de uma política pública de Estado bem definida, com recursos garantidos ano após ano, isso pode ter contribuído para esses longos intervalos de inexecução do projeto”, comentou ao g1. Rio Botas transbordou em Nova Iguaçu Reprodução/TV Globo Ele afirmou que o MP pode acionar a Justiça caso haja nova descontinuidade do projeto ou problemas para a execução das obras. “Se o projeto atrasar, se o projeto descontinuar, se falar que não tem recurso para o Projeto Iguaçu, isso a gente pode judicializar”, garantiu o promotor. Mais de 20 anos de espera Concebido no fim da década de 1990 e estruturado nos anos 2000, o Projeto Iguaçu foi planejado como um programa de controle de inundações e recuperação ambiental das bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí, que cortam municípios como Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Essas são as cidades mais afetadas pelas chuvas e enchentes na região. O plano previa obras de macrodrenagem, dragagem de rios, construção de pôlderes e piscinões, recuperação ambiental e reassentamento de famílias em áreas de risco. Incluído no PAC, o projeto teve execução parcial a partir de 2007, com R$ 524 milhões na primeira etapa e R$ 762 milhões na segunda, totalizando mais de R$ 1,2 bilhão em recursos federais nas duas etapas. Parte das obras foi concluída, incluindo dragagens, instalação de bombas e reassentamento de famílias. Mas outra parcela ficou inacabada ou sem manutenção adequada ao longo dos anos, o que impediu uma solução para as enchentes nas áreas impactadas pelos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí. Segundo o INEA, a nova etapa terá investimento inicial do Governo Federal de R$ 160 milhões, com recursos do PAC. Para o promotor Maximino, o projeto completo pode chegar a R$ 3 bilhões. Projetos do PAC para combater enchentes no RJ enfrentam atrasos e podem não ficar prontos para o verão Falta de continuidade Relatórios técnicos e especialistas apontam que o projeto perdeu ritmo ao longo dos anos, com obras interrompidas e manutenção insuficiente. Pouco investimento e trocas de governos foram alguns dos motivos para a falta de continuidade. “O projeto Iguaçu estava tão sem vida quando a gente assumiu que o primeiro passo estratégico foi: 'vamos recuperar o projeto'. Fizemos reuniões com todos os envolvidos para entender a situação", contou o promotor. Maximino relatou que o MP passou a convocar reuniões com INEA, prefeituras, comitê de bacia e Instituto Rio Metrópole para evitar ações desencontradas. Como a Prefeitura de Belford Roxo já havia obtido recursos federais para intervenções na bacia, o MP iniciou a articulação promovendo um diálogo direto entre o município e o INEA para alinhar as frentes de obra. “O primeiro passo foi fazer uma aproximação entre o INEA e Belford Roxo [...] para que o projeto tenha uma unidade, uma sinergia, para que não haja ações desencontradas”, explicou. Lixo acumulado no Rio das Botas, em Belford Roxo Reprodução/TV Globo Segundo ele, o MP também passou a exigir clareza orçamentária de todos os envolvidos no Projeto Iguaçu. “Nós fizemos ao menos cinco reuniões ao longo do ano passado. A gente buscava que o INEA sinalizasse com segurança quanto à previsão orçamentária para que não houvesse descontinuidade”, reforçou. O objetivo do MP nessa coordenação é evitar a repetição de problemas recorrentes nas últimas décadas, quando a descontinuidade do projeto foi sentida pelos moradores da Baixada Fluminense, que seguiram convivendo com enchentes frequentes. Inundações, desabrigados e mortos A Baixada Fluminense é uma região de baixa altitude, com áreas abaixo do nível do mar, onde o escoamento da água depende da combinação entre maré, volume de chuva e capacidade dos rios. Nos últimos anos, enchentes provocaram mortes, desalojamentos e prejuízos materiais. Em 2024, temporais deixaram ao menos 12 mortos na Região Metropolitana e centenas de desalojados. Em Belford Roxo, moradores esticaram uma corda sobre a ponte do Rio Botas, que transbordou Reprodução/ TV Globo Em Kennedy, bairro de Nova Iguaçu cortado pelo Rio Botas, 84,9% dos moradores afirmaram que suas ruas alagam com frequência, segundo o estudo “Retratos das Enchentes”, produzido pelo Instituto Decodifica. Mais da metade dos entrevistados relatou danos estruturais nas casas e 74,5% disseram ter ficado sem transporte público durante enchentes. Especialistas apontam que a combinação de assoreamento, ocupação irregular das margens e falta de planejamento integrado agrava o problema. Pesquisadores da UFRJ que atuam na Baixada Fluminense reforçam que o enfrentamento das enchentes exige planejamento integrado ao longo de toda a bacia hidrográfica. “Uma intervenção realizada no município de Duque de Caxias pode impactar em Nova Iguaçu e a maioria das pessoas não consegue dimensionar isso”, comentou o professor Paulo Canedo, da Coppe/UFRJ. “A urbanização gera um grande problema central: em áreas urbanizadas quase não há infiltração, e a água escoa com maior velocidade. Assim, os volumes chegam mais rapidamente às regiões mais baixas, provocando inundações. Como essas áreas estão totalmente ocupadas, mais pessoas ficam expostas, o que amplia os prejuízos”, completou o professor Matheus Martins em uma publicação do Centro de Tecnologia da UFRJ sobre projetos de prevenção de alagamentos e inundações na Baixada Fluminense. Obras no fim de 2026 A nova fase do Projeto Iguaçu está estruturada em duas seleções do Novo PAC e soma, apenas nessas duas etapas iniciais, cerca de R$ 688 milhões em investimentos previstos. Equipamento de obra no Rio Botas Reprodução/TV Globo Na primeira seleção, o INEA terá R$ 160 milhões — sendo aproximadamente R$ 147 milhões destinados diretamente à execução física das obras e o restante destinado à gestão do projeto e ações de acompanhamento social. De acordo com o INEA, a nova fase do projeto foi aprovada pela Caixa Econômica Federal em dezembro de 2025 e está na Procuradoria Geral do Estado (PGE) para análise jurídica. A previsão do Governo do Rio de Janeiro é que o edital seja publicado nas próximas semanas. De acordo com o promotor José Alexandre Maximino, o cronograma estimado prevê cerca de 18 meses entre licitação, elaboração do projeto executivo e execução, com início das obras para o fim de 2026. “A previsão total (conclusão da nova fase) tem 18 meses contando licitação, contratação, desenvolvimento de projeto e execução (...) Acreditamos que o início físico das obras será no último trimestre de 2026”, afirmou o promotor José Alexandre Maximino. As intervenções devem se concentrar na foz do Rio Iguaçu, em Duque de Caxias, considerada o trecho mais sensível da bacia. Estão previstas ações como dragagem, ampliação de calha e readequação de pontes para melhorar a vazão do rio. Trecho do Rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Reprodução Google Maps Paralelamente, Belford Roxo foi contemplada com cerca de R$ 208 milhões na mesma seleção, com obras no Rio Botas e no Canal do Outeiro, incluindo dragagem e alteamento de seis pontes. Na segunda seleção do programa, os valores previstos são de R$ 212 milhões para o INEA e R$ 108 milhões para Belford Roxo, ampliando o escopo das intervenções na bacia. Municípios como Nova Iguaçu e São João de Meriti, embora impactados pela dinâmica da bacia, não aparecem como executores diretos nas seleções atuais do programa, o que tem gerado questionamentos e reforça o debate sobre a necessidade de integração regional nas ações de macrodrenagem. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que ainda não é possível garantir qual vai ser o número total de obras individuais por município porque o modelo adotado é o de contratação integrada. Nesse formato, a empresa vencedora da licitação será responsável por elaborar o projeto executivo e, em seguida, executar as intervenções. O detalhamento técnico — como extensão exata de dragagem, número definitivo de pontes e trechos específicos por bairro — só será definido após a conclusão dessa etapa. MP na linha de frente O GAEMA afirmou ter assumido o papel de coordenação do projeto junto aos poderes envolvidos para evitar repetição de falhas do passado. “A gente está fazendo isso primeiro a nível de articulação com os municípios, ressaltando a importância do controle, da ocupação do solo e da coordenação”, explicou Maximino. Em Venda Velha, bairro de São João de Meriti, sofreram com as chuvas dessa segunda-feira. Débora Xavier / Arquivo pessoal Para o promotor, a obra precisa ir além da dragagem. “Importante é que, se vai gastar quase R$ 400 milhões, tem que atuar na causa. Não dá para dragar sem atuar no controle do uso e ocupação do solo (...) Se for assim, será uma obra que não vai ter uma vida útil muito extensa”, analisou. Judicialização Diante do histórico de interrupções e da previsão de início das obras apenas para o fim de 2026, o Ministério Público afirmou que acompanha o cronograma como uma política pública essencial à segurança da população. Para o promotor José Alexandre Maximino, o projeto não pode depender de vontades políticas nem sofrer nova descontinuidade. Ele afirmou que, caso haja atraso injustificado, interrupção ou falta de recursos, o MP vai recorrer à Justiça para garantir a execução do projeto. “Se o projeto atrasar, se o projeto descontinuar, se falar que não tem recurso (...) isso a gente pode judicializar”, explicou. Desde as chuvas de janeiro, rios que transbordaram e causaram destruição no RJ não receberam obras do PAC Segundo ele, o Projeto Iguaçu precisa deixar de ser uma iniciativa vinculada a gestões específicas e se consolidar como compromisso permanente do Estado. “Esse projeto tem que ser uma política de Estado e não a política de um governante”. O promotor acrescentou ainda que mudanças de governo não podem comprometer a execução das obras. Para o Ministério Público, o combate às enchentes na Baixada envolve direito fundamental à vida e à segurança. “No nosso entendimento, transições políticas não vão impedir o Ministério Público de buscar a efetivação do projeto, inclusive judicialmente se for necessário”, garantiu o promotor. O que dizem os envolvidos Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) confirmou que "a Caixa Econômica Federal aprovou o projeto na sua totalidade". E que o processo foi encaminhado para a aprovação da Procuradoria Geral do Estado e deve retornar nas próximas semanas. "Se não houver nenhum pedido de revisão, o Inea irá publicar o edital para licitar as empresas que irão executar as obras". O INEA informou que a primeira fase prevê investimento de R$ 160 milhões e que o custo total estimado é de R$ 1 bilhão. O órgão afirmou ainda que os recentes alagamentos em São João de Meriti “não tem nenhuma relação com o Rio Iguaçu”. A Prefeitura de Nova Iguaçu informou ter investido mais de R$ 250 milhões em obras de drenagem nos últimos anos e afirmou que não participou diretamente das etapas anteriores do Projeto Iguaçu, mas realizou intervenções no Rio Botas, com reassentamento de 335 famílias. Já a Prefeitura de Belford Roxo afirmou que o projeto teve primeira fase entre 2007 e 2012 e que será contemplada no Novo PAC com dragagem do Rio Botas, alteamento de seis pontes e intervenções no Canal do Outeiro. O g1 entrou em contato com as prefeituras de Duque de Caxias e São João de Meriti, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta.

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Formiga transforma CO₂ em armadura de pedra no próprio corpo

Publicado em: 04/03/2026 05:04

Formiga transforma CO₂ em rocha no próprio corpo Divulgação Pesquisadores descobriram que uma formiga consegue sequestrar o CO₂ acumulado no ambiente e transformá-lo em rocha, incorporando o mineral ao próprio casco como uma espécie de “armadura”. 🐜 O estudo mostra que a formiga Sericomyrmex amabilis, uma espécie agricultora da América Latina, sequestra CO₂ dentro do próprio ninho e o converte diretamente em um mineral que passa a revestir seu corpo. O mecanismo pode oferecer novos insights sobre tecnologias de captura e armazenamento de carbono, consideradas essenciais no enfrentamento do aquecimento global. Fóssil de formiga mais antiga do mundo é encontrado na Bacia do Araripe, no Ceará Como elas transformam CO₂ em ‘armadura’ As formigas agricultoras vivem em colônias densas e subterrâneas. A respiração das formigas e dos fungos cultivados pode elevar a concentração de CO₂ nas câmaras internas. Sem ventilação adequada, o gás pode atingir níveis tóxicos para os insetos. Segundo o estudo, a biomineralização ajuda a reduzir esse acúmulo, funcionando como uma espécie de sistema de “limpeza” química do ar do ninho. Ao transformar o CO₂ em carbonato sólido, o gás deixa de circular no ambiente interno. O processo é incomum. A maioria dos animais que produz estruturas mineralizadas utiliza carbono dissolvido em fluidos corporais. No caso da S. amabilis, a conversão ocorre diretamente na superfície da cutícula. O mecanismo funciona como uma versão biológica acelerada do intemperismo geológico — processo natural em que rochas reagem com CO₂ atmosférico e formam minerais carbonatos, ajudando a regular o clima da Terra ao longo de milhões de anos. 🐜 A camada mineral reveste quase todo o corpo do inseto, com espessura entre 7 e 20 micrômetros. Para comparação, um fio de cabelo humano tem, em média, cerca de 70 micrômetros de diâmetro. Ou seja, é uma camada muito fina. Apenas regiões que precisam de maior sensibilidade ou flexibilidade, como as pontas das antenas e das pernas, ficam livres do revestimento. O que isso pode ensinar sobre clima A mineralização do carbono é considerada uma das formas mais estáveis de armazenamento de CO₂. Diferentemente do carbono capturado por plantas, que pode retornar rapidamente à atmosfera pela decomposição, o carbono incorporado a minerais pode permanecer estável por milhares de anos. Hoje, pesquisadores buscam maneiras de acelerar artificialmente esse tipo de processo para capturar e armazenar carbono de forma permanente. Isso porque o CO₂ é um dos principais gases do efeito estufa, e o volume de emissões vem subindo a cada ano. Os pesquisadores acreditam que entender como essas formigas conseguem formar dolomita rapidamente, em temperatura ambiente e sem condições extremas de pressão, pode ajudar a revelar caminhos químicos e biológicos ainda pouco explorados. Em escala global, uma colônia de formigas não altera o clima do planeta. Mas a descoberta mostra que a natureza já realiza, de forma eficiente, um tipo de engenharia química que a humanidade tenta reproduzir para enfrentar o aquecimento global.

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Fone open-ear: g1 testa 4 modelos que não tampam o ouvido

Publicado em: 04/03/2026 05:04

Fones de ouvido padrão aberto: g1 testou 4 modelos Bruna Azevedo/g1 O fone do tipo open-ear é aquele que não tampa o ouvido. Ele fica apoiado perto da orelha e direciona o som para dentro, mas sem bloquear a audição do que acontece ao redor. Essa característica aumenta a percepção do ambiente, o que pode evitar distrações e ampliar a segurança do usuário. Além disso, são modelos mais confortáveis, já que não entram no canal auditivo e não possuem a borrachinha que pode incomodar e ficar suja de cera (veja como limpar). Fone over-ear em formato de piercing no ouvido Henrique Martin/g1 O ponto negativo, no entanto, é a falta de isolamento acústico. Como o ouvido fica aberto, todo ruído que vem de fora é perceptível. Por conta disso, o uso é mais indicado para locais de trabalho ou dentro de casa. Na rua, qualquer motocicleta, caminhão ou ônibus que passe ao lado pode ocultar totalmente o que se está ouvindo, seja uma música ou um podcast. Ou o som alto de uma academia de ginástica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Guia de Compras testou quatro modelos de fones open-ear: Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense, Motorola Buds Loop e Philips TAQ2000. Três deles – Huawei, Motorola e Philips – têm o formato em "C", que se encaixa na orelha de forma parecida com um piercing. Já o modelo da JBL é voltado para esportes e fica preso por um gancho que passa sobre a orelha. Da esquerda para a direita: fones da Huawei, Motorola, Philips e JBL Henrique Martin/g1 Veja o resultado dos testes a seguir e, ao final, a conclusão. Huawei FreeClip 2 O Huawei FreeClip 2 é o fone mais caro do teste, vendido na faixa dos R$ 1.000 nas lojas da internet no início de março. O encaixe pode causar estranhamento e, dependendo do ângulo, alguma pressão e incômodo, mas não cai. Dos modelos nesse formato, o da Huawei e o da Motorola são os mais confortáveis – o Philips aperta um pouco no começo. A qualidade sonora é excelente, muito parecida com a encontrada nos fones da Motorola e da JBL. Funciona bem para música clássica, eletrônica ou pop sertanejo. É curioso ouvir bem os graves, médios e agudos e, ao mesmo tempo, conseguir perceber alguém falando com você. O aplicativo Huawei AI Life (para Android e iOS) permite ajustes de equalização e dos comandos por toque. Movimentos da cabeça podem servir para atender chamadas – é esquisito, mas funciona. Da esquerda para a direita, apps dos fones da Huawei, JBL, Motorola e Philips Reprodução A bateria tem duração estimada de 9 horas de uso nos fones e mais 29 horas no estojo, a maior entre os modelos avaliados. Um ponto negativo é o design da caixa de carregamento, que torna o ato de guardar os fones um desafio nas primeiras vezes. JBL Soundgear Sense O JBL Soundgear Sense foge do conceito de “piercing”, com um formato que deixa a saída de som sobre o ouvido. O produto custava R$ 800 nas lojas on-line pesquisadas em março. O fone fica preso a um gancho atrás da orelha, indicado para esportes. Ele vem com um arco plástico que conecta as duas pontas, passando por trás do pescoço para aumentar a segurança e evitar quedas. Fone JBL Soundgear Sense com adaptador para arco Henrique Martin/g1 A qualidade do som é excelente e, dos quatro fones, é o que permite perceber mais detalhes nas músicas. O reforço de graves da JBL está presente, mas de forma menos exagerada. O app JBL Headphones (para Android e iOS) traz equalizador, controles de gestos e de músicas. A bateria tem duração estimada em 6 horas de uso, mais 18h no estojo, o maior entre os testados e não cabe bem no bolso. Moto Buds Loop O Moto Buds Loop pode ser um fone estilo piercing, que custava R$ 900 em fevereiro, ou um acessório de moda em sua versão com cristais Swarovski, por R$ 1.400. Moto Buds Loop versão cristais Swarovski Divulgação O encaixe no ouvido é simples e não pressiona a cartilagem. A qualidade sonora é excelente, similar à dos fones da Huawei e da JBL, com tecnologia desenvolvida em parceria com a Bose. O volume é um pouco mais alto que o dos concorrentes. O app Moto Buds (apenas para Android) oferece os controles básicos e funções de inteligência artificial, como um recurso de gravação e transcrição de conversas ativado pelo estojo. Nos testes, a função funcionou uma vez, travou e não voltou a operar. A bateria tem duração estimada em 8 horas de uso, mais 29 horas no estojo de carregamento. Philips TAQ2000 O Philips TAQ2000 é o fone open-ear mais barato do teste, vendido por R$ 200 em março. Dos quatro, é o que aperta mais no encaixe e leva um tempo para se acostumar. Seu preço baixo o transforma no campeão da relação custo-benefício. A qualidade sonora é um pouco inferior que a dos concorrentes, mas suficiente para o uso no dia a dia em um escritório, por exemplo. O perfil sonoro é mais neutro, sem exageros nos graves. Em sentido horário: Huawei e JBL (em cima), Philips e Motorola (embaixo) Henrique Martin/g1 O aplicativo Philips Fone de Ouvido (para Android e iOS) surpreende com uma função que gera sons da natureza ou ruído branco para ajudar na concentração ou relaxamento, similar a um recurso presente nos AirPods, da Apple. A bateria dura, segundo a Philips, 7 horas contínuas nos fones e 21 horas adicionais no estojo. Conclusão Fones estilo open-ear são diferentes dos modelos que estamos acostumados. Eles perdem em isolamento de ruído e força dos graves, mas ganham por permitir que o usuário esteja ciente o tempo todo do seu entorno. Por isso, não servem para toda situação. Usar na rua ou no transporte público é inviável, pois o barulho externo pode abafar completamente o som. Dos quatro fones avaliados, três têm excelente qualidade sonora – Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense e Motorola Buds Loop –, com preço mais elevado. O da Philips surpreende pelo valor de R$ 200 com uma boa qualidade de som, o que é mais que suficiente para testar o formato antes de partir para um modelo mais caro. Os fones testados foram enviados por empréstimo e serão devolvidos aos fabricantes. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; conteúdo foi manipulado com IA

Publicado em: 04/03/2026 05:03

É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; imagem foi manipulada por IA Reprodução Circula nas redes sociais uma montagem que supostamente mostra o "antes e depois" de um radar dos Estados Unidos no Catar destruído após o ataque de um drone do Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como é a montagem falsa? Publicado no sábado (28) no X, onde teve mais de 943 mil visualizações, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Antes vs. depois: Um radar americano no Catar foi completamente destruído hoje em um ataque de drone iraniano". A descrição omite que o conteúdo foi manipulado com inteligência artificial (IA) – leia detalhes abaixo. A montagem mostra o que seriam duas imagens de satélite que mostram o mesmo local, mas em momentos distintos. A da esquerda exibe uma estrutura preservada; e a da direita, o que seria a área após o suposto bombardeio. O conteúdo viralizou no dia em que se iniciou o mais recente ataque direto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O presidente Donald Trump declarou que o principal objetivo seria destruir o programa nuclear iraniano. ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu a montagem ao SynthID Detector, plataforma do Google que verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa (veja infográfico a seguir). Resultado da análise: "Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado". SynthID Detector aponta que imagem foi feita ou manipulada com IA do Google Reprodução Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. A imagem da esquerda é similar a uma imagem de satélite de uma base americana localizada no Bahrein (e não no Catar). Está disponível desde fevereiro de 2025 no Google Earth. Além disso, a comparação entre as duas imagens da fake evidencia que, apesar da suposta destruição, vários elementos (como veículos e sombras) permanecem exatamente na mesma posição (veja abaixo). Além disso, é possível notar três veículos do mesmo porte e formato estacionados nos mesmos lugares em ambas as imagens, a do antes e a do depois. Reprodução Embora a imagem seja falsa, há registros de ataques a bases americanas na região. Uma reportagem publicada pelo g1 no próprio sábado mostrou que um míssil do Irã atingiu uma base da Marinha dos EUA no Bahrein (assista abaixo). O texto informou que bases militares no Golfo — incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait — foram atacadas pela Guarda Revolucionária Iraniana. Vídeo mostra momento em que míssil iraniano atinge base dos EUA no Bahrein É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; imagem foi manipulada por IA Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Filhas herdam dívidas milionárias em SC após virarem sócias de empresas na infância: 'Tinha 5 anos quando faliu', diz jovem

Publicado em: 04/03/2026 04:31

Mulheres herdam dívidas milionárias em SC após virarem 'donas' de empresas na infância Quase oito mil empresas em Santa Catarina têm pelo menos um sócio com menos de 18 anos, segundo dados da Junta Comercial do Estado. A prática é permitida por lei, mas acende um alerta para pais e responsáveis: os menores podem acabar envolvidos em dívidas sem nunca terem participado de nenhuma decisão sobre os negócios (entenda mais abaixo). É o caso da estrategista de marca Isabella Lehnen, de 28 anos, e da gerente de projetos em Tecnologia da Informação (TI) Rafaella D'avila, de 36 anos. As duas foram incluídas pelos pais como sócias de empresas quando ainda eram criança e adolescente. Anos depois, os negócios faliram e os nomes delas passaram a ser ligados a dívidas milionárias. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Nascida em 1997, Isabella não tinha nem aprendido a falar a primeira palavra quando os pais a colocaram como sócia de uma empresa. Antes do primeiro aniversário, ela já tinha o próprio CPF. "Eu acredito que eu tinha em torno de cinco anos quando a falência da empresa aconteceu. E aí começaram a entrar as cobranças, as dívidas, os processos trabalhistas. Oficiais de justiça buscando por mim, menor de idade, dentro da casa", relata. Ela conta que chegou a usar um nome falso para se proteger. Segundo ela, se alguém batesse à porta e perguntasse seu nome, tinha sempre um outro para dizer. "Eu realmente não entendia. Sabia que tinha me esconder dessas pessoas. Então, se alguém batesse na porta de casa e perguntasse o meu nome, eu tinha um nome falso para dizer. Não lembro qual que era, se era Claudia, se era Flávia, se era alguma coisa assim... mas eu sei que eu não podia dizer que eu era Isabella", conta. Isabella Lehnen, de 28 anos, herdou dívidas após ser colocada como sócia de empresa aos cinco anos NSC TV/ Reprodução Dívida milionária Já Rafaella D'avila recebeu um pedido da mãe aos 16 anos: assinar um documento para que as duas fossem sócias de uma empresa. Ela descobriu, aos 23 anos, 32 dívidas trabalhistas que, somadas, chegavam a R$ 3 milhões. "Ela falou assim: 'Olha, para abrir empresa', foi o que ela me disse, 'precisava colocar sócio, então eu vou te colocar como 1% mais para ajudar na nossa família, mas vai ficar tudo bem. A gente vai crescer junto como família e vai ser muito bom'. Então, esse foi o discurso. Era minha mãe, eu tinha 16 anos, falei 'claro', fui lá e assinei." "Eu vim a descobrir com os advogados que a minha vida financeira... que eu ia ficar impossibilitada de ter nome limpo, não poderia comprar uma casa, ter um carro, que tudo ia ser tomado pra pagar as dívidas trabalhistas. Foi um choque e um trauma muito grande", disse. Filhos herdam dívidas milionárias em SC após virarem 'donos' de empresas na infância NSC TV/ Reprodução ⚖️ O que diz a lei? A legislação brasileira permite que uma criança se torne sócia de uma empresa — basta que os pais ou responsáveis legais assinem os documentos em nome dela. "Hoje a gente tem dentro do nosso Código Civil, no artigo 974, uma brecha na lei que permite que incapazes sejam sócios de empresas. Não pode ser sócio-administrador, mas pode figurar na cadeia societária", explica a advogada criminalista Larissa Kretzer. Em Santa Catarina, segundo dados da Junta Comercial do Estado, 7,9 mil empresas têm um ou mais sócios com menos de 18 anos. O levantamento, feito a pedido da NSC TV, revelou que, em um dos casos, um bebê com apenas dez dias de vida foi incluído como sócio de uma empresa. Luta por mudança na legislação André Santos é um dos fundadores do Movimento 'Criança Sem Dívida', que oferece apoio emocional e jurídico a pessoas do Brasil todo que vivem nessas condições. "A gente quer que a lei entenda que o abuso financeiro infantil é uma violação de direitos. A gente entende também que essa responsabilização precisa ter limites e esses limites precisam ser seguidos. E a gente entende que a responsabilização precisa tomar um rumo que faça sentido e que não comprometa vidas que se iniciaram e que se iniciaram numa posição completamente desfavorável", defende. O movimento já alcançou a criação do projeto de lei 4966/2025, que proíbe o uso do CPF de menores de idade na abertura de empresas e que tramita no Congresso. "Quando o judicial ou o governo olham, eles não veem uma idade. Eles veem só um CPF e um nome. Mas como tudo isso aconteceu, quando foi feito... isso não é analisado. A cobrança é feita", lamenta Rafaella. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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Galaxy S26: entenda como a IA dedicada do Exynos 2600 aprimora as câmeras

Publicado em: 04/03/2026 02:40 Fonte: Tudocelular

A Samsung aprimora a fotografia computacional através do Exynos 2600, o primeiro processador de 2nm a integrar o Visual Perception System (VPS). Essa IA dedicada rompe a barreira das arquiteturas tradicionais, permitindo que a câmera compreenda o cenário antes mesmo do usuário tocar no botão de captura. Diferente dos processadores anteriores, que utilizavam um Image Signal Processor (ISP) em uma estrutura serial e rígida, o novo chipset adota uma arquitetura de processamento paralelo. Enquanto o sensor capta a luz, o VPS analisa simultaneamente a semântica da cena, identificando quais pixels pertencem ao rosto, ao cabelo ou ao cenário de fundo.Essa análise é fundamental para a tecnologia CAX (Content Aware Preview, Video, and Capture). Através dela, o Exynos 2600 aplica tratamentos de nitidez e redução de ruído de forma cirúrgica. Regiões complexas, como fios de cabelo e sobrancelhas, recebem algoritmos de preservação de detalhe, enquanto a pele é processada de forma independente para evitar texturas artificiais.O Samsung Galaxy S26 Plus está disponível na Amazon por R$ 8.279. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S26 está disponível na Amazon por R$ 6.749. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 04 de March de 2026, às 02:28)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

'Cara de um, Focinho de Outro' traz animação com divertida mensagem ecológica; g1 já viu

Publicado em: 04/03/2026 01:00

Os projetos originais da Disney/Pixar não obtiveram bons resultados nos últimos anos. Tirando as sequências (como “Divertida Mente 2”), as animações originais desta parceria, como “Elementos” e, mais recentemente, “Elio”, não conseguiram conquistar público e crítica como nos tempos áureos desta parceria. Mas com “Cara de Um, Focinho de Outro”, que estreia nesta quinta-feira (5), pode ser que essa má fase fique para trás. O 30º filme lançado pela Disney/Pixar (desde “Toy Story”, de 1995) tem uma história bem divertida (mesmo que não seja inovadora), ótimas piadas e personagens realmente carismáticos. Além disso, o longa traz uma boa mensagem sobre meio ambiente e ecologia, que agrada às crianças e não entedia os mais crescidos. A trama é centrada em Mabel, uma jovem que aprendeu a amar os animais e a natureza desde criança, graças aos ensinamentos de sua avó. Por causa disso, ela vive brigando com o prefeito Jerry para proteger os bichos de seus projetos, que podem afetar as áreas naturais da cidade onde vive. Assista ao trailer do filme "Cara de Um, Focinho de Outro" Um dia, Mabel descobre uma tecnologia desenvolvida na universidade onde estuda que permite que sua mente seja transferida para um robô com aparência de uma marmota. A jovem usa o invento para conhecer melhor o reino animal, onde faz amizade com diversos bichos. Especialmente o Rei George, um castor boa praça, que lhe ensina as regras de convivência entre as espécies na região que ela quer proteger. Só que um incidente inesperado faz com que Mabel precise correr contra o tempo para salvar seus novos amigos, antes que aconteça algo que pode afetar tanto os animais quanto os humanos. Pequeno grande mundo Dizer que a técnica de animação de “Cara de Um, Focinho de Outro” é muito bem feita é algo óbvio demais. Afinal, a Pixar não parou de evoluir nesse quesito para apresentar filmes que sempre fascinaram o público a cada novo trabalho. Mas neste longa, chama a atenção que, além de deixar o movimento dos personagens mais ágil, os animadores souberam criar ótimas sequências para mostrar o reino animal de um ângulo diferente, até mágico, que ajuda o espectador a embarcar na história. Mabel (na boca do urso) tenta se adaptar a conviver com os animais em 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação O longa tem alguns aspectos que lembram “Vida de Inseto”, lançado em 1998, ao mostrar como funcionaria o universo dos bichos, com semelhanças com o dos seres humanos, o que rende boas piadas. Mas, dessa vez, isso é expandido e mostrado como se houvesse diferentes reinos habitados por outras espécies. Chega até a lembrar a consagrada série “Game of Thrones”, com suas intrigas e reviravoltas. Claro, tudo de maneira leve e cômica, para não assustar as crianças. Além disso, vale destacar as várias referências que aparecem no filme, como “Avatar”, e até mesmo com obras da própria Disney/Pixar, como o “Up: Altas Aventuras”, “Lightyear” e o curta “For The Birds”. Mas as mais divertidas são as que misturam clássicos como “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, e “Tubarão”, de Steven Spielberg. Não tem como não rir desta sequência quando ela acontece. Amigo, estou aqui O que torna “Cara de Um, Focinho de Outro” um ótimo entretenimento, além do bom humor, é a construção da amizade que se forma entre Mabel e o Rei George. Enquanto ela é bem proativa e intensa em seu desejo de salvar a natureza, ele se mostra super calmo e “de boa” com os outros animais. Essa diferença faz com que, pouco a pouco, o respeito e a consideração entre eles cresçam e a relação dos dois seja o grande coração do filme. Mabel e o Rei George ficam amigos em 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação O mérito disso está na boa estreia de Daniel Chong na direção de longas de animação. O cineasta, que também escreve o roteiro ao lado de Jesse Andrews, mostra ter um bom domínio tanto nos momentos mais cômicos quanto também nos mais emotivos, sem exagerar na dose, o que poderia resvalar num sentimentalismo barato. Chong também acerta em não tornar seus personagens rasos e estereotipados. Especialmente os humanos. O melhor exemplo disso é o prefeito Jerry, que, à primeira vista, parece ser um vilão cheio de clichês. Mas, à medida que a trama se desenvolve, vão surgindo elementos que o deixam mais tridimensional e até com camadas, o que o torna mais interessante. Até os alívios cômicos, como a Dra. Sam, que cria a máquina que transfere a mente de Mabel para a marmota-robô, apresentam características além daquelas apenas para fazer rir. Isso mostra um cuidado maior do diretor/roteirista e sua equipe de entregar algo melhor do que os projetos mais recentes da Pixar. Mabel segura a sua versão robótica numa cena de 'Cara de Um, Focinho de Outro' Divulgação A versão dublada do filme tem como principal destaque a estreia da atriz Renata Sorrah, famosa como a Nazaré da novela “Senhora do Destino”, como uma das dubladoras. Ela dá a voz à Rainha dos Insetos, que se torna peça importante da trama numa das cenas mais inesperadas da animação. Na versão original, a personagem é interpretada por Meryl Streep. Infelizmente, por não ter cópias legendadas, o público não poderá ouvir os trabalhos de Streep e de atores conhecidos, como Jon Hamm (“Top Gun: Maverick”), que dubla o prefeito, e Dave Franco (“Juntos”), como o Rei dos Insetos. Mas a dublagem brasileira, mais uma vez, dá conta do recado muito bem. “Cara de Um, Focinho de Outro” transmite bem sua mensagem de proteger a natureza e dá a sensação de que a Disney/Pixar voltou aos tempos de glória após um período bastante turbulento ao final da sessão. Uma dica: quem ficar até o final dos créditos vai assistir a mais duas cenas extras. A primeira é até engraçadinha. Mas a segunda é bem melhor. Vale conferir. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1

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