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Pressão de Trump e aumento da militarização provocam divisões na Europa

Publicado em: 17/02/2026 08:21

O discurso mais aguardado na conferência deste ano foi o do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que representou o governo Trump no evento. Bloomberg/Getty Images via BBC O centro de Munique, na Alemanha, é mais conhecido por lojas elegantes e carros velozes e chamativos, mas, neste momento, suas ruas estão repletas de cartazes anunciando drones de última geração. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A segurança da Europa está em construção", diz o slogan estampado em um conjunto chamativo de fotografias em preto e branco, espalhadas por uma igreja coberta de andaimes em uma das mais conhecidas vias para pedestres da cidade. Uma demonstração pública tão explícita de força militar seria inimaginável ali poucos anos atrás, mas o mundo fora da Alemanha está mudando rapidamente e levando o país junto. A região sul da Baviera se tornou o principal polo de tecnologia de defesa da Alemanha, com foco em inteligência artificial (IA), drones e setor aeroespacial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os moradores daqui, como a maioria dos europeus, dizem se sentir cada vez mais expostos, pressionados entre uma Rússia expansionista e uma China economicamente agressiva a leste, e os Estados Unidos, antigo principal aliado, hoje cada vez mais imprevisível, a oeste. Segundo uma pesquisa recente do Eurobarometer, mais de dois terços dos europeus (68%) consideram que o país em que vivem está sob ameaça. Neste outono (no hemisfério Norte), o Escritório Federal de Proteção Civil e Assistência a Desastres da Alemanha alertou, pela primeira vez desde a Guerra Fria, que uma guerra já não é "improvável". Embora ressalte que o país está seguro, o órgão também recomenda que os alemães mantenham em casa alimentos estocados para três a dez dias. Por precaução. Anúncios como esses, com a frase 'A segurança da Europa em construção', teriam sido impensáveis na Alemanha até pouco tempo atrás. BBC A Alemanha é o principal doador individual de ajuda militar e de outros tipos à Ucrânia, agora que os EUA suspenderam qualquer nova ajuda direta. As pesquisas de opinião indicam que os eleitores alemães também querem se sentir mais protegidos dentro do próprio país. A questão para este país, assim como para outros na Europa, é se as alianças tradicionais com os EUA, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e na União Europeia, são suficientes ou se seria necessário diversificar parcerias em coalizões ao lado de outras nações de afinidade política, como a Austrália, a Coreia do Sul e o Japão. Relações precárias Dinamarca ainda furiosa Um discurso leal Uma nova relação frágil A estratégia equilibrada de Starmer Não apenas defesa Relações precárias Até 2029, o orçamento de defesa da Alemanha será superior à soma dos orçamentos do Reino Unido e da França, afirmou Mark Rutte, secretário-geral da Otan, à BBC News. Ele descreveu os 150 bilhões de euros (cerca de R$ 930 bilhões) que o país diz que gastará em defesa como "uma quantia impressionante". A Alemanha é agora o maior doador individual de ajuda à Ucrânia. AFP/Getty Images via BBC É algo que os EUA notam e apreciam, disse Rutte. O presidente dos EUA, Donald Trump, está longe de ser o primeiro presidente americano a insistir que a Europa faça mais por sua própria segurança, embora seu tom tenha sido visivelmente mais ameaçador do que o de seus antecessores. O estado precário das relações transatlânticas foi o principal tema da Conferência de Segurança de Munique no fim de semana. É o maior encontro anual de defesa do mundo, que reúne líderes, especialistas em segurança e indústrias de defesa. Embora seja fácil descartar encontros repletos de longos discursos como este como meros fóruns intermináveis, em tempos turbulentos como os atuais eles podem fazer diferença, sobretudo nas conversas reservadas entre líderes globais, longe do alcance das câmeras. O discurso mais aguardado – e para alguns, com mais apreensão – da conferência deste ano foi o do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que representou o governo Trump. Líderes europeus e altos diplomatas acompanhavam com evidente tensão. Mas por que uma intervenção de apenas 30 minutos recebeu tanta atenção? Mark Rutte (na imagem, falando à jornalista Katya Adler) descreveu os 150 bilhões de euros que a Alemanha destinará à defesa como "uma quantia impressionante". BBC Porque as relações entre Europa e EUA nunca estiveram tão desgastadas quanto agora, nos últimos 80 anos desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). E não se trata de um desentendimento passageiro entre aliados que se dissipará com facilidade. Dinamarca ainda furiosa Nos pouco mais de 12 meses desde que Trump voltou à Casa Branca, ele por vezes insultou e desautorizou líderes europeus, impôs grandes tarifas sobre exportações e, o mais chocante de tudo para os seus aliados na Otan, ameaçou a soberania dinamarquesa sobre seu território, a Groenlândia, se recusando por um tempo a descartar o uso da força para tomar a ilha. Ao discursar na Conferência de Segurança de Munique, no sábado (14/2), a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, ainda claramente indignada, afirmou que os planos de Trump para a Groenlândia permanecem "os mesmos", apesar das negociações trilaterais em andamento entre representantes da Groenlândia, dos EUA e da Dinamarca. Trump descartou tomar a Groenlândia por força militar por enquanto e recuou (pelo menos por ora) de impor sanções econômicas a aliados, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, que estariam dificultando os planos dos EUA de adquirir a ilha ártica. Ainda assim, a confiança transatlântica foi profundamente abalada. As potências europeias veem em Trump um presidente verdadeiramente transacional, que não hesita em usar como alavanca as relações de segurança ou econômicas com seus aliados mais próximos para conseguir o que quer. Pouco antes de ser reeleito, por exemplo, ele afirmou que os EUA não protegeriam países que não arcassem com sua parte nos gastos com defesa. Mas é verdade que a Europa se beneficiou por décadas do "cobertor de segurança" americano. Críticos nos EUA argumentam que países europeus puderam manter generosos Estados de bem-estar social enquanto Washington assumia a maior parte dos custos com defesa. Líderes europeus e altos diplomatas acompanharam o discurso do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (esq.), com evidente tensão. AFP/Getty Images via BBC O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse à BBC News no sábado (14/2): "Nós nos acostumamos ao forte apoio dos EUA; nos acostumamos à nossa zona de conforto na qual costumávamos viver. Esse tempo acabou, definitivamente acabou. Washington estava certa." Mas a crise em torno da Groenlândia e outras ações do governo Trump — como quando suspendeu temporariamente o compartilhamento de informações de inteligência com as forças ucranianas no último mês de março, deixando-as às cegas no campo de batalha, a fim de pressionar Kiev a iniciar negociações de paz com Moscou — deixaram cicatrizes profundas e uma sensação preocupante de desconfiança transatlântica. Daí a apreensão em Munique antes de Rubio subir ao palco. No fim, suas palavras foram impregnadas de um senso de parentesco histórico. "Queremos que a Europa seja forte", afirmou. "As duas grandes guerras do século passado servem para nós como um lembrete constante de que, no fim das contas, nosso destino está, e sempre estará, entrelaçado com o de vocês." Um discurso leal Considero revelador que tantos políticos europeus na plateia tenham se agarrado ao calor das palavras de Marco Rubio, levantando-se para aplaudir o secretário de Estado dos EUA. Era evidente o alívio por ele não ter ameaçado nem repreendido a Europa como o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, notoriamente fez no mesmo evento do ano passado. Mas, para quem ouviu com atenção, o discurso de Rubio foi fiel a temas centrais para o governo Trump e difíceis de aceitar para muitos líderes europeus: oposição a políticas climáticas, ceticismo em relação à globalização, ao multilateralismo e à migração, além da defesa da construção de uma nova era de civilização cristã ocidental. Rubio foi claro: os EUA não têm interesse em aliados que se apeguem ao antigo status quo. O país quer abrir um novo caminho, de preferência ao lado da Europa, mas apenas se houver convergência de valores. A oferta de estreita parceria feita pelos EUA foi, portanto, condicional e desprovida de disposição para concessões. "Um pouco como um parceiro [psicologicamente] abusivo", disse com franqueza um diplomata europeu, falando sob condição de anonimato. "Ele lembrou a Europa de como o relacionamento [transatlântico] costumava ser maravilhoso, mas depois mudou para coerção: se você quer que as coisas sejam boas entre nós no futuro, você tem que fazer como eu digo!" Outro diplomata observou que, ao falar em valores compartilhados, era revelador, segundo ele, que entre todos os países europeus que Rubio poderia ter visitado após discursar na Alemanha, ele tenha escolhido ir à Eslováquia e à Hungria antes de retornar aos EUA. Eles são vistos por Bruxelas (Bélgica) como dois dos membros mais problemáticos da União Europeia, ambos com primeiros-ministros nacionalistas eurocéticos que se opõem ao envio de ajuda militar à Ucrânia e que são duros em relação à migração. Uma nova relação frágil O tom mais suave de Rubio também dividiu líderes europeus que haviam falado recentemente como um só, em defesa da Dinamarca, no auge da crise da Groenlândia no mês passado. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a relação com os EUA segue frágil, apesar da retórica mais conciliadora de Rubio. "Algumas linhas foram cruzadas e não podem mais ser descruzadas", afirmou. "Os europeus passaram por uma terapia de choque." Resta saber se parte dos países europeus interpretará o tom cordial do discurso de Rubio como justificativa para não acelerar o aumento dos gastos com defesa prometido anteriormente. Os cofres da maioria dos governos europeus já estão sobrecarregados e seus eleitores tendem a priorizar preocupações com custo de vida em vez de orçamentos de defesa. 'Algumas linhas foram cruzadas e não podem mais ser descruzadas', afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Reuters via BBC Rachel Ellehuus, diretora-geral do think tank (centro de pesquisa e debates) de defesa Royal United Services Institute (RUSI), disse à BBC News ver uma divisão se abrindo no continente. De um lado, segundo ela, estão os países nórdicos e bálticos, geograficamente próximos da Rússia, além de Alemanha e Holanda, todos com elevados gastos em defesa. De outro, no sul da Europa, está a Espanha, por exemplo, que não demonstra qualquer arrependimento ao recusar-se a aumentar os orçamentos de defesa aos níveis exigidos por Donald Trump. França e Reino Unido estão ambos verbalmente comprometidos em aumentar os gastos com defesa, diz Ellehuus, mas ainda estão procurando um "curativo político" para ajudá-los a explicar aos eleitores as compensações que isso envolverá — aumento de impostos, redução de benefícios sociais ou maior endividamento. "Os europeus precisam agir desde ontem e se concentrar", diz ela. "Eles têm de cinco a dez anos para ficar de pé sozinhos em termos de capacidades convencionais de defesa." Na semana passada, o conselheiro do Departamento de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, foi direto ao ponto ao participar de uma reunião de ministros da Otan, em Bruxelas: a Europa deixou de ser prioridade para os EUA; o foco agora é o Indo-Pacífico. "Sob a liderança do presidente Trump, estamos priorizando de novo a defesa de nosso território e a proteção de nossos interesses em nosso hemisfério", afirmou. Embora tenha enfatizado que os EUA continuam comprometidos com a cláusula de defesa coletiva da Otan, segundo a qual um ataque contra um membro é considerado um ataque contra todos, Colby insistiu que o país reduzirá sua capacidade militar na Europa, tornando-se uma presença "mais limitada e focada". A Europa precisa se tornar parceira, e não dependente, disse ele, ao defender uma nova "Otan 3.0". A antiga ordem mundial, com o Ocidente no centro, esmaeceu, mas a Conferência de Segurança de Munique neste fim de semana deixou claro que o que virá a seguir para Europa e EUA permanece indefinido. Marco Rubio pediu um novo século de civilização ocidental; Elbridge Colby defende uma Otan reformulada; já o primeiro-ministro do Reino Unido apelou, em Munique, pela reconstrução da aliança ocidental. A estratégia equilibrada de Starmer Em nítido contraste com a insistência de Marco Rubio em maior soberania nacional, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou a favor de maior integração entre o Reino Unido e a Europa em defesa, para reduzir custos de rearmamento, embora tenha enfatizado que isso não significava que o Reino Unido estivesse virando as costas para os EUA. Sophia Gaston, especialista em segurança nacional do King's College London (Reino Unido), afirmou à BBC News que, em Munique, Starmer conseguiu articular com mais clareza as nuances da estratégia britânica. "Outros aliados na Europa podem estar mais dispostos a falar em divergências com Washington", disse. "Mas, para o Reino Unido, continua sendo um imperativo estratégico triangular dentro da relação transatlântica. Haverá também momentos em que o Reino Unido terá de fazer escolhas difíceis, e Starmer pareceu mais confiante ao encarar essa realidade." "A chave é ter uma compreensão muito sólida do interesse nacional e dos nossos instrumentos de poder e influência. Isso exige uma abordagem muito mais competitiva, que nem sempre foi natural para o Reino Unido, que tradicionalmente conduziu grande parte de sua diplomacia de maneira elegante e discreta, focada em consenso." Keir Starmer defendeu maior integração entre o Reino Unido e a Europa na área de defesa. PA Media via BBC Em tempos rápidos e imprevisíveis como os atuais, líderes europeus recorrem cada vez mais a coalizões sob medida, ao lado de organizações tradicionais como a Otan ou a União Europeia, que, por serem maiores, tendem a reagir com mais lentidão. Esses agrupamentos também incluem países de fora da Europa. Um exemplo é a chamada Coalition of the Willing (Coalizão dos Dispostos, em tradução livre), liderada por Reino Unido e França e criada para garantir a soberania da Ucrânia em caso de um eventual acordo de paz com a Rússia. A Turquia participou de reuniões da coalizão, assim como Nova Zelândia e Austrália. O Canadá trabalha cada vez mais em conjunto com países nórdicos e bálticos que compartilham desafios geopolíticos e valores comuns, segundo interlocutores. O objetivo é promover estabilidade e dissuasão desde as margens do mar Báltico, passando pelos Estados nórdicos e bálticos, pelo Atlântico Norte, pela Groenlândia e até o Ártico canadense. Um formulador de políticas europeu, que pediu à BBC News para não ser identificado, comentou em tom de brincadeira que o Canadá está se tornando "cada vez mais europeu a cada dia". Japão e Coreia do Sul eram cada vez mais vistos como parte da "família de afinidades", acrescentou. Não apenas defesa Essas coalizões específicas não se restringem à área de defesa. O presidente da França, Emmanuel Macron, há anos defende que a Europa amplie o que chama de autonomia estratégica, tanto em termos de segurança tradicional quanto em segurança energética, cadeias de suprimentos e novas tecnologias. Em Munique, ele recomendou que o continente faça redução de riscos em relação a todas as potências externas. Neste fim de semana, a própria presidente da Comissão Europeia admitiu que, se a União Europeia não avançar com rapidez suficiente na melhoria da competitividade, "um grupo de Estados-membros terá de seguir adiante sozinho". As tentativas de grupos menores de países europeus de cooperar para fortalecer a independência estratégica do continente nem sempre são bem-sucedidas. Um exemplo é o atual impasse entre França e Alemanha em torno do esforço conjunto para desenvolver a próxima geração de caças por meio do programa Future Combat Air System (FCAS, na sigla em inglês). Pode-se dizer também que, apesar do discurso sobre autonomia europeia, a conferência deste fim de semana foi também um lembrete de quão dependente a Europa permanece do apoio de segurança dos EUA — desde seu guarda-chuva nuclear até o compartilhamento de inteligência e estruturas de comando e controle. Foi também um lembrete de quão atrás a Europa está dos EUA em inovação de alta tecnologia. Mas, mais do que mecanismos de curto prazo projetados para "sobreviver" a Donald Trump, as mudanças em curso na Europa, incluindo alianças mais estreitas com países de fora do continente, tendem a ter efeitos duradouros. O mundo agora parece dançar ao ritmo da política de grandes potências. E até a lenta Europa está tendo que se adaptar.

Primeira Estação Meteorológica entra em funcionamento em Araraquara; entenda

Publicado em: 17/02/2026 07:44

1ª Estação Meteorológica de Araraquara entra em funcionamento Araraquara iniciou o funcionamento da 1ª Estação Meteorológica da Defesa Civil na segunda-feira (16). As informações coletadas formarão um banco de dados sobre o clima e o tempo na cidade, ajudando no trabalho de prevenção. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Araraquara, Coronel Alexandre dos Santos, explicou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, sobre como funciona o equipamento de medição e a sua importância na prevenção de eventos climáticos. "Muito importante a prevenção, no sentido de monitoramento e de usar a tecnologia a favor da nossa utilidade pública. Ela [estação] mede também a velocidade do vento em tempo real, precipitação da chuva, o quanto está chovendo, e o acumulado", disse. 📱A população pode consultar as informações colhidas pela Defesa Civil na Estação, além de outros alertas sobre mudanças no tempo por meio do celular celular, acessando o perfil do órgão no Instagram: defesacivil.aqa. Primeira estação meteorológica de Araraquara inicia funcionamento Reprodução/EPTV Mais notícias da região: ALIMENTAÇÃO: Escola estadual em Araraquara conquista 1º lugar em competição de receitas de merenda escolar MOCOCA: Motociclista é baleado por adolescente no interior de SP; menor foi apreendido DE VOLTA AO TOPO: Após 10 anos, Samuca é campeã do carnaval 2026 de Rio Claro Plano para prevenção Esta é a primeira das sete estações planejadas para Araraquara. O coronel da Defesa Civil contou que foi feita uma análise de toda a hidrologia do município, das nascentes e para onde correm os rios, para entender quais contribuições de chuvas vão desaguar no centro da cidade. O plano de instalação de mais seis estações tem o objetivo de permitir que o órgão tenha sempre, em tempo real, a quantidade de chuva que cada bairro recebeu. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

A controversa aposta da China para 'fabricar' chuva - e por que muitos ainda duvidam dos resultados

Publicado em: 17/02/2026 07:31

A China tenta aumentar artificialmente seus índices de chuva desde a década de 1950 por meio de um método conhecido, embora ainda controverso: a semeadura de nuvens Getty Images Em março de 2025, uma frota de 30 aviões e drones lançou partículas de iodeto de prata no céu do norte da China. Ao atingirem o ar, o pó amarelo-pálido em seu interior emergiu e logo se transformou em "fios" acinzentados, entrelaçando o céu enquanto as aeronaves as liberavam em padrões cruzados. Muito abaixo delas, mais de 250 geradores terrestres lançavam foguetes com as mesmas partículas. O objetivo era trazer alívio à seca nas regiões norte e noroeste, conhecidas como o cinturão de grãos do país. A grande operação foi o projeto "chuva de primavera", conduzido pela Administração Meteorológica da China, e planejada para beneficiar as plantações no início da temporada de plantio. A enorme operação foi aparentemente um sucesso, tendo supostamente produzido 31 milhões de toneladas adicionais de precipitação em 10 regiões suscetíveis à seca. A China tenta aumentar artificialmente seus índices de chuva desde a década de 1950 por meio de um método conhecido, embora ainda controverso: a semeadura de nuvens. Esse método busca estimular as nuvens a produzir mais umidade com o uso de partículas minúsculas, geralmente de iodeto de prata, cuja forma e peso são semelhantes aos de uma partícula de gelo. A semeadura de nuvens há muito tempo gera preocupações, que vão desde os possíveis riscos ambientais e os impactos dos produtos químicos utilizados até possíveis danos a populações em áreas vizinhas, decorrentes de alterações nos padrões de chuva, além de tensões de segurança que possam surgir como consequência. E, mesmo enquanto o país mais populoso do mundo intensifica a prática, cientistas e especialistas continuam questionando o quanto ela realmente funciona. As novas imagens da seca no Brasil Caminho para a chuva Nos últimos anos, a China intensificou de forma significativa seus esforços de semeadura de nuvens, em grande parte graças ao avanço das tecnologias de drones e de radar. O país realiza hoje modificações climáticas em mais de 50% de seu território, principalmente para aumentar a precipitação, embora também esteja tentando reduzi-la em determinadas áreas. A técnica chegou a ser empregada para gerenciar as condições meteorológicas em datas específicas, como nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e nas comemorações do centenário do Partido Comunista Chinês, em 2021. A modificação do clima se tornou "um projeto vital para o desenvolvimento científico das nuvens atmosféricas e dos recursos hídricos, servindo ao país e beneficiando o povo", afirmou Li Jiming, diretor do Centro de Modificação do Clima da China, à época da operação "chuva de primavera" de 2025. "É um componente crucial para a construção de uma nação meteorológica forte", acrescentou, ao destacar a necessidade de impulsionar a China "de grande protagonista na modificação artificial do clima a líder global". Funcionários do departamento meteorológico chinês se preparam para disparar projéteis de artilharia para semeadura de nuvens em Yongchuan, em 2009 Alamy O crescente interesse da China em controlar a precipitação é óbvia: desde a década de 1950, o país vêm enfrentando secas cada vez mais frequentes e severas, com impactos sobre a agricultura e a economia do país. Os experimentos chineses com semeadura de nuvens começaram em 1958, quando uma aeronave supostamente teria provocado chuva sobre a província de Jilin, atingida pela seca. A técnica, porém, havia sido descoberta nos Estados Unidos uma década antes e, como tantas ideias inovadoras, totalmente por acaso. Na década de 1940, Vincent Schaefer era pesquisador da General Electric e trabalhava para evitar que as aeronaves ficassem muito geladas durante o voo. Ele havia desenvolvido um refrigerador especial para demonstrar como o gelo se forma nas nuvens. Um dia, ele chegou ao laboratório e descobriu que o equipamento havia desligado. Quando colocou um pedaço de gelo seco (dióxido de carbono sólido, em temperatura extremamente baixa) dentro dela para resfriar o interior, testemunhou uma reação surpreendente: cristais de gelo surgiram subitamente, flutuando dentro do compartimento. Ele havia produzido precipitação de forma artificial. Um ano depois, em 1946, Schaefer lançou quilos de gelo seco sobre nuvens super resfriadas acima das montanhas Adirondack, no Estado de Nova York. O experimento aparentemente desencadeou uma queda de neve. Depois dessa experiência, iniciativas de semeadura de nuvens surgiram ao redor do mundo, embora com resultados variados e inconclusivos, marcados por dificuldades na medição de dados. Para demonstrar resultados efetivos da semeadura de nuvens, cientistas precisam de um cenário meteorológico de controle quase idêntico àquele em que tentam intervir na natureza. "Não conseguimos fazer a mesma nuvem acontecer duas vezes. Portanto, não podemos realizar um experimento controlado", afirmou Robert Rauber, professor de ciências atmosféricas na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA). Semeadura de neve Na China e em outras partes do mundo, a semeadura de nuvens, tanto para experimentos quanto para o uso prático, é realizada com mais frequência em áreas montanhosas para produzir neve, principalmente porque a neve é mais fácil de enxergar e medir do que a chuva. Os cientistas usam radares para encontrar nuvens que contenham água líquida super-resfriada (entre -15°C e 0°C). Em seguida, liberam nelas partículas minúsculas de iodeto de prata por meio de aeronaves ou geradores instalados no solo. Essas partículas congelam ao entrar em contato com a água super-resfriada, formando cristais de gelo nas nuvens, que se tornam mais pesados e, por fim, caem no solo como neve ou gelo. A semeadura de nuvens em clima quente funciona de maneira semelhante, mas utiliza sal para estimular pequenas gotículas de água a se unirem e aumentarem de tamanho até cair no solo. No entanto, é menos comum, porque nuvens mais quentes costumam se deslocar mais rapidamente e contêm menos água super-resfriada, além de a água não se acumular de forma tão visível quanto a neve, o que dificulta o monitoramento. O químico americano Vincent Schaefer, que demonstrou e testou a ideia da semeadura de nuvens, tenta transformar sua respiração em cristais em 1949 Getty Images A primeira base operacional de semeadura de nuvens da China foi estabelecida em 2013, e hoje o país conta com seis bases que colaboram em pesquisas. Seu programa de modificação do clima é agora o maior do mundo, e as ambições de indução de chuvas cresceram na mesma proporção. Em particular, a enorme iniciativa Tianhe ("rio do céu", em tradução livre) do país, que visa criar um corredor de vapor de água do Planalto Tibetano até a região seca do norte da China, por meio de milhares de geradores instalados no solo. Mas a China também enfrenta críticas diante de preocupações com os impactos mais amplos dessas operações. "Aplicadas em escala suficientemente grande, essas tecnologias de modificação climática podem representar riscos à habitabilidade e à segurança de países vizinhos", disse Elizabeth Chalecki, pesquisadora em relações internacionais e governança tecnológica na Balsillie School of International Affairs (Canadá). Um relatório recente argumentou que uma intervenção de tão grande escala no Planalto Tibetano poderia levar ao controle unilateral da China sobre recursos hídricos compartilhados com países vizinhos, como a Índia, levando a tensões geopolíticas. Por outro lado, uma análise ainda não publicada, baseada em 27 mil experimentos de semeadura de nuvens na China, concluiu que o impacto sobre outras nações foi mínimo. Os potenciais danos da semeadura de nuvens podem ser exagerados, segundo Katja Friedrich, professora de ciências atmosféricas e oceânicas da Universidade do Colorado (EUA). Por exemplo, "não há indicação de que a semeadura de nuvens saia do controle e de repente você tenha essa explosão que gera uma tempestade", disse ela em referência às inundações em Dubai, em 2024, e no Texas, em 2025, ambas erroneamente atribuídas à semeadura de nuvens. Ainda assim, especialistas como Chalecki alertam para a ausência de políticas internacionais capazes de prevenir eventuais impactos transfronteiriços à medida que o programa chinês de modificação do clima avança. A China poderia até ser capaz de obter "um benefício de segurança auxiliar ao degradar discretamente o meio ambiente e a habitabilidade de um Estado rival", sugere ela. Falta de evidências Há, no entanto, outro problema com a semeadura de nuvens: segundo cientistas, a China pode simplesmente não estar produzindo a quantidade de chuva que afirma gerar. "Acho que as alegações não são suficientemente sustentadas pelos dados", afirmou Rauber, da Universidade de Illinois. Na última década, o governo chinês divulgou repetidas vezes que seu programa de semeadura de nuvens estaria alcançando resultados expressivos. Um comunicado à imprensa afirmou que a iniciativa "chuva de primavera" de 2025 aumentou a precipitação na área-alvo em 20% em comparação com 2024. Já a agência meteorológica chinesa declarou, em dezembro de 2025, que as operações de chuva e neve artificial haviam produzido 168 bilhões de toneladas adicionais de precipitação (volume equivalente a cerca de 67 milhões de piscinas olímpicas) desde 2021. O experimento Snowie, considerado referência na área, reuniu dados que indicam de forma clara que a semeadura de nuvens levou à produção de neve Josh Aikins/ University of Colorado Boulder "Há muitas alegações [globalmente], seja por parte de agências governamentais ou de empresas que podem se beneficiar de operações de semeadura de nuvens", disse Jeffrey French, cientista atmosférico da Universidade do Wyoming (EUA). "Acho que há muitas declarações [vindas da China] que não podem ser validadas cientificamente nem comprovadas." Em 2017, French liderou um avanço significativo nas evidências sobre a técnica, quando o projeto "Snowie", nas montanhas Payette, no Estado de Idaho (EUA), conseguiu coletar dados que demonstraram de forma inequívoca a produção de neve por meio da semeadura de nuvens. Desde então, os resultados repercutiram internacionalmente. "Conseguimos, em diversos casos, identificar exatamente onde o material de semeadura estava nas nuvens e realizar medições diretamente nessas áreas", afirmou French, pesquisador principal do projeto. Isso foi possível apesar de haver "tamanha variabilidade natural, tantas variações na natureza das nuvens e da precipitação", disse. Os pesquisadores também realizaram medições adicionais em áreas próximas, a 1 a 2 quilômetros de distância, o que permitiu comparar as duas regiões e demonstrar uma diferença clara entre a quantidade de neve produzida naturalmente e a gerada artificialmente pelo mesmo sistema de nuvens. Foi o mais próximo que um estudo financiado de forma independente já chegou de um experimento controlado bem-sucedido na natureza. O extenso conjunto de dados do Snowie representou um marco: não apenas demonstrou que a semeadura de nuvens pode funcionar, mas também evidenciou o equilíbrio complexo de quando e como a técnica apresenta melhores resultados. Os dados viraram referência para um campo científico que carecia de comprovação empírica. O estudo de referência foi citado em diversas pesquisas chinesas sobre semeadura de nuvens publicadas em periódicos com revisão por pares, incluindo uma que afirma que o trabalho "demonstra rigorosamente que a semeadura de nuvens realmente criou nuvens precipitantes e aumentou a precipitação na superfície". Resultados modestos Ainda assim, os resultados do Snowie indicaram que o impacto da semeadura de nuvens é, no fim das contas, limitado. "É por isso que as pessoas tinham dificuldade em demonstrar o efeito nesses sistemas de precipitação", disse Friedrich, da Universidade do Colorado. E, embora a técnica tenha sido comprovada em certa medida em outros contextos, até mesmo os cientistas que observaram os resultados de perto questionam se ela é eficaz o suficiente para justificar o esforço. Alguns também avaliam que o uso da tecnologia avançou mais rápido do que a pesquisa científica, e que ainda não há dados confiáveis em quantidade suficiente para sustentar os resultados divulgados. "O problema desses programas de semeadura de nuvens é que a maioria é conduzida por governos, como na China ou nos Emirados Árabes Unidos", disse Friedrich. "Mas há pouquíssima análise independente." Isso é relevante porque continua extremamente difícil distinguir entre a precipitação gerada pela intervenção e aquela que as nuvens produziriam naturalmente. "Em geral, é muito difícil saber se a semeadura de nuvens funciona em todos os casos", afirmou Adele L. Igel, professora associada de física de nuvens na Universidade da Califórnia em Davis (EUA). "A teoria e a ciência indicam que deveria funcionar, mas é difícil verificar essas previsões de forma rotineira com observações e medições." Persistem ainda inúmeras limitações para que a técnica funcione de forma previsível. A semeadura de nuvens, por exemplo, não produz efeito se não houver nuvens com potencial de precipitação. Também é muito menos eficaz nos meses mais quentes, quando são raras as nuvens com água super-resfriada. Isso significa que, em muitos casos, o custo pode superar os resultados, sobretudo quando se utilizam métodos aéreos. As técnicas baseadas em solo — que dependem de geradores que lançam iodeto de prata ou outro agente para as nuvens por meio de correntes de ar — são mais baratas, mas muito menos previsíveis. "A semeadura aérea é bastante eficiente, mas também muito cara, por isso as pessoas recorrem aos métodos terrestres", disse Friedrich, da Universidade do Colorado. Também é impossível prever com precisão quais serão os efeitos de modificações climáticas amplas e contínuas, seja na China ou em outros países. "É muito difícil avaliar, quanto mais prever, impactos climáticos regionais e anomalias remotas decorrentes de operações de modificação do tempo", disse Manon Simon, professora da Universidade da Tasmânia (Austrália), que pesquisou extensivamente as implicações geopolíticas potenciais do programa chinês. Segundo ela, é particularmente complexo determinar se programas de longo prazo podem resultar em secas ou inundações mais frequentes ou intensas. A identificação desses riscos, acrescenta, exige monitoramento permanente e ampla cooperação internacional. Uma nova fronteira Nos quase dez anos desde o projeto Snowie, as técnicas de semeadura e as tecnologias de radar evoluíram, o que pode significar maior produção de precipitação. Com o avanço recente dos drones, a China ampliou o uso de equipamentos mais sofisticados e passou a recorrer à inteligência artificial (IA) para aumentar a precisão na liberação de iodeto de prata. China e Emirados Árabes Unidos também experimentam métodos como o flare seeding (semeadura com sinalizadores, em tradução livre) e o envio de cargas de íons negativos às nuvens para estimular a união de gotículas, processo que leva à precipitação. Ainda assim, como ocorre com a semeadura tradicional, permanece escassa a pesquisa independente que comprove de forma conclusiva que esses novos métodos produzem mais chuva. Os cientistas temem que o aumento das secas no mundo, impulsionado pelas mudanças climáticas, acelere a adoção da tecnologia sem que haja, na mesma proporção, estudos que indiquem quando e onde ela funciona com bom custo-benefício. Os especialistas concordam que mais dados independentes ajudariam a identificar em que circunstâncias a semeadura pode surtir efeito e quando é improvável que funcione. As mesmas informações poderiam orientar medidas de proteção para proteger países vizinhos de eventuais impactos adversos. Tudo isso, porém, demanda tempo, um argumento difícil de sustentar quando a escassez de água já é realidade, e muitos países buscam soluções imediatas.

Programa de assistência técnica e extensão rural vai ampliar ações em Santarém e Mojuí dos Campos

Publicado em: 17/02/2026 07:30

Agricultura familiar em Santarém (imagem ilustrativa) Reprodução/TV Tapajós A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), assinou, no último dia 13, dois Termos de Cooperação Técnica com as prefeituras de Santarém e Mojuí dos Campos, na Região de Integração do Baixo Amazonas. A iniciativa fortalece a execução do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater) nos municípios, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Em Santarém, o termo foi formalizado na sexta-feira (13) e consolida uma parceria institucional para a elaboração e implementação de ações voltadas ao desenvolvimento dos agricultores locais, por meio da ampliação e qualificação das atividades produtivas realizadas pelas populações do campo. De acordo com o supervisor adjunto do Escritório Local da Emater em Santarém, Marcelo Jares, a cooperação amplia o alcance das políticas públicas no município. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Essa parceria entre o Escritório Local de Santarém e a Prefeitura Municipal de Santarém tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar do município, sejam agricultores familiares tradicionais, assentados de reforma agrária, quilombolas, indígenas, extrativistas, pescadores artesanais, dentre outros previstos na Política Nacional de Ater, com foco na assistência técnica e extensão rural, com projetos previstos no Proater municipal, visando o desenvolvimento das cadeias produtivas municipal”, explicou. Segundo ele, acordos como esse também proporcionam maior acesso às políticas públicas municipal, estadual e federal, como o crédito rural, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), entre outros benefícios sociais. Emater e Prefeitura de Santarém firmaram termo de cooperação para impulsionar agricultura familiar Divulgação Mojuí dos Campos Em Mojuí dos Campos, a parceria terá vigência até 2028 e prevê a execução de ações conjuntas entre a Emater e a prefeitura, com o objetivo de melhorar as condições econômicas, ambientais e sociais da população rural. “Seja de forma direta e indireta, cerca de 500 agricultores familiares, assentados de reforma agrária, piscicultores, extrativistas, cooperativas e associações no município de Mojuí dos Campos serão beneficiados por meio de metodologias participativas, individuais e coletivas, como visitas, palestras, demonstrações técnicas, oficinas, propostas de crédito, assessoria aos festivais, entre outros”, concluiu Marcelo Jares. Emater e Prefeitura de Mojuí dos Campos firmaram termo de cooperação para impulsionar agricultura familiar Divulgação No município, as principais cadeias produtivas contempladas envolvem atividades vegetal e animal, com destaque para a avicultura de corte em sistema semi-intensivo, a criação de peixes em viveiros escavados e a agricultura com diversificação de culturas. As ações também incluem orientações sobre uso e conservação dos recursos naturais, preservação ambiental e adoção de tecnologias agropecuárias e gerenciais. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

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PM prende 358 pessoas e apreende 53 menores durante o carnaval no RJ

Publicado em: 17/02/2026 06:43

Policiais civis disfarçados prendem ladrões em bloco de Santa Teresa A Polícia Militar divulgou um balanço parcial das ações realizadas entre sexta (13) e segunda-feira (16) durante o carnaval de 2026 no estado do Rio. Segundo a corporação, 358 pessoas foram presas e 53 adolescentes apreendidos em diferentes regiões. Entre os casos, um homem foragido da Justiça foi capturado durante um evento no Cacuia, na Ilha do Governador, na Zona Norte da capital. De acordo com a PM, ele tinha um mandado de prisão em aberto e foi identificado por meio de reconhecimento facial, com uso de câmeras instaladas em viaturas. Policiais do 17º BPM confirmaram a identidade do suspeito, que é do estado da Paraíba e estava foragido. A corporação informou ainda que o homem tem histórico de envolvimento com uma organização criminosa especializada em roubos a instituições financeiras e residências de alto padrão na década de 1990, chefiada por Mauricinho Botafogo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Durante as revistas nos acessos a blocos e megablocos no Centro do Rio, foram apreendidos mais de 79 objetos perfurocortantes. Segundo a PM, a medida faz parte da estratégia de prevenção para impedir a entrada de materiais que possam colocar foliões em risco. Também houve repressão a grupos de bate-bolas envolvidos em confrontos com rivais. Um homem foi preso em Rocha Miranda, na Zona Norte, suspeito de participação em tumultos desse tipo. Ao todo, a PM informou que recuperou 66 celulares. Sete fuzis foram apreendidos em operações emergenciais, além de outras 34 armas de fogo retiradas de circulação. “Colocar mais de 12 mil policiais nas ruas, coordenar ações integradas e empregar tecnologia de ponta é resultado de meses de preparação. Os mais de 358 criminosos presos demonstram que atuamos com firmeza para coibir delitos e garantir a tranquilidade da população”, afirmou o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes. Mais de 2 mil policiais seguem mobilizados em todo o estado, reforçando o policiamento ostensivo e preventivo durante o carnaval. LEIA TAMBÉM: Carnaval terá 26 mil agentes; PM vai empregar 12 mil policiais e atuar à paisana em blocos Com drone, policiais disfarçados realizam prisões em bloco após furto de celular Carnaval 2026 deve girar quase R$ 6 bilhões na economia do Rio, estima prefeitura; veja dados Em minutos, máquina de R$ 500 mil revela se a bebida vendida em blocos é falsa Policial disfarçado de com máscara do personagem Jason, do filme de terror 'Sexta-feira 13' Divulgação

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Carnaval da Paz 2026 encerra eventos religiosos nesta terça-feira (17), em Campina Grande

Publicado em: 17/02/2026 06:03

Crescer, evento da comunidade católica realizado em Campina Grande Divulgação/Leonardo Silva Os eventos do Carnaval da Paz 2026 entram na reta final nesta terça-feira (17), com atividades de encerramento dos encontros religiosos e filosóficos realizados em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A programação marca o fim de uma série de eventos que movimentaram a cidade durante o período carnavalesco. O Carnaval da Paz reúne encontros de diferentes religiões e linhas filosóficas, como Consciência Cristã, Crescer, Miep, Palavra Revelada, Acampamento Verbo da Vida, E-Além e o Encontro da Nova Consciência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A estimativa da prefeitura de Campina Grande é que mais de 230 mil pessoas tenham circulado pelos eventos neste ano, considerando moradores, turistas e excursionistas. Crescer O Crescer, Encontro da Família Católica, encerra a programação nesta terça-feira (17), no Centro de Convenções de Campina Grande. O encerramento conta com pregação do padre Anthony Feola, da Arquidiocese de Detroit, nos Estados Unidos, e programação musical com Natanael Alves. (Confira programação completa ao fim da matéria). E-Além e A Palavra Revelada O evento A Palavra Revelada, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, segue até esta terça-feira (17). O encerramento acontece no Quinta da Colina Maison, no bairro do Catolé. A palestra final será com o pastor Adenildon Tavares e apresentação musical de Luiz Cláudio. Já o E-Além – Encontro Luminar de Espiritualidade e Magnetismo, realizado pela Associação Luminar de Magnetismo Humano, foi encerrado no domingo (15), após uma série de palestras. Miep O Miep – Encontro da Nova Consciência, voltado ao público espírita, encerra a programação na terça-feira (17), no Centro de Convenções do Garden Hotel. Entre os palestrantes estão Oscar de Lira, Rossandro Klinjey, Saulo César, Severino Celestino e Socorro Paz. Consciência Cristã A Consciência Cristã tem programação final prevista para seguir até as 22h desta terça-feira (17), com entrevistas e palestras de encerramento, no Parque do Povo. Entre os preletores estão Alex Daher e Euder Faber. A programação também será transmitida pelo YouTube (Confira programação completa ao fim da matéria). Acampamento Verbo da Vida O Acampamento Verbo da Vida encerra as atividades às 19h desta terça-feira (17), com programação aberta ao público até o fim do evento. Programação de encerramento Crescer 2026 14h00 – Animação 14h20 – Pregação: O Espírito Santo, doador da vida da sua família (Rm 8, 11) – Anthony Feola (Arquidiocese de Detroit – EUA) 15h00 – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Pe. Mário Silva (Arquidiocese da Paraíba), Romero Frazão, fvc, Guto Azevedo e Zulene Parente 16h00 – Pregação: Famílias unidas a serviço do Reino (Js 24, 15) – Thayná Azevedo 16h40 – Avisos 16h45 – Intervalo 17h15 – Animação 17h35 – Pregação: Tua família é uma fonte de bençãos (Gn 12, 2) – Pe. Emanuel Maria (Instituto Hesed) 18h15 – Terço pela Restauração das Famílias – Gustavo Lucena, fvc e Romero Frazão, fvc 18h35 – Avisos 18h40 – Intervalo 19h10 – Santa Missa – Dom Dulcênio Fontes de Matos (Bispo Diocesano de Campina Grande) 21h00 – Consagração das Famílias Programação de encerramento da Consciência Cristã 2026 Devocional diário Horário: 7h às 8h Tema: Meu testemunho com espelho da igreja Preletor: Weber Firmino Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) Plenária Horário: 8h30 às 10h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Tema: A Igreja Universal e a Igreja Local Preletor: Renato Vargens Louvor: Visão Cristocêntrica Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) CC Kids – crianças de 4 a 10 anos Horário: 8h30 às 12h Local: Pátio de Eventos (Parque do Açude Novo) Tema: A igreja me envia (devocional) Consciência Cristã Mulheres Horário: 10h às 12h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Temas: "Mulheres, cuidado com a língua" e "A busca pelo equilíbrio: família, igreja e trabalho' Preletoras: Natalie Campos e Nana Castilho Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) Consciência Cristã Homens Horário: 10h às 12h Local: Pavilhão Kids (Parque do Povo) Temas: "A busca pelo equilíbrio: família, igreja e trabalho" e "Homens como mentores espirituais" Preletores: Sillas Campos e Augustus Nicodemus Consciência Cristã Jovens Horário: 10h às 12h Local: Teatro Municipal Temas: "A ilusão da identidade" e "A ilusão do destino" Preletor: José Bernardo Entrevistas Horário: 12h às 13h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Entrevistados: Sillas Campos e Paulo Cezar Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) CC Kids – crianças de 4 a 10 anos Horário: 14h30 às 16h30 Local: Pavilhão Kids (Parque do Povo) Tema: A igreja me envia (devocional) Painel – A Igreja de Cristo Horário: 14h30 às 16h30 Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Temas: "Unidade no testemunho", "Unidade na fé" , "Unidade na diversidade" e "Unidade no Espírito" Preletores: Samuel Vitalino, Franklin Ferreira, Aurivan Marinho e Heber Campos Jr. Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) Luz em Ação – Hagar (filme) Horário: 14h30 – Sessão 1 15h30 – Sessão 2 Local: Teatro Municipal Prelúdio Horário: 18h às 19h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Tema: A igreja que serve e faz a diferença Preletor: Calvino Roch CC Kids – crianças de 4 a 10 anos Horário: 18h às 22h Local: Pavilhão Kids (Parque do Povo) Tema: A igreja me envia (culto) Consciência Cristã Teen – 11 a 17 anos Horário: 19h às 21h Local: Pátio de Eventos (Parque do Açude Novo) Tema: Tecnologia Preletor: Diego Guerzoni Plenárias – encerramento Horário: 19h às 22h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Temas: "Igreja: a comunidade da esperança" e "A missão da Igreja" Preletores: Alex Daher e Augustus Nicodemus Louvor: Paulo Cézar (Logos) e Visão Cristocêntrica Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) Entrevista – encerramento Horário: 22h às 23h Local: Tabernáculo (Parque do Povo) Entrevistados: Alex Daher e Euder Faber Transmissão: YouTube e TV Maior (canal 11.1) Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Samsung confirma gravação de vídeo noturno otimizada por IA no Galaxy S26

Publicado em: 17/02/2026 04:51 Fonte: Tudocelular

A Samsung oficializou, por meio de teasers em suas redes sociais, que a linha Galaxy S26 contará com um recurso avançado de gravação de vídeo em baixa luminosidade. Potencializada pela Galaxy AI, a tecnologia promete capturas nítidas em cenários escuros no lançamento marcado para 25 de fevereiro. O material promocional publicado no X e YouTube destaca a transição de cenas subexpostas para imagens vibrantes e detalhadas. Com o slogan "Sun down. Moon up.", a fabricante sul-coreana indica que o diferencial do hardware não será apenas o sensor físico, mas o processamento de sinal de imagem (ISP) auxiliado por redes neurais em tempo real.A nova funcionalidade de vídeo em baixa iluminação segue a tendência de "vídeo computacional", onde a inteligência artificial atua na redução de ruído e no ajuste dinâmico de exposição quadro a quadro.Clique aqui para ler mais

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Robôs que salvam vidas e arrumam a casa

Publicado em: 17/02/2026 04:01

Esqueça por um instante a imagem recorrente dos robôs, a de geringonças de aparência inspirada nos humanos. Na verdade, no futuro eles estarão entre nós de formas e tamanhos dos mais variados. Pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia, estão desenvolvendo milli-bots (micro-robôs em escala milimétrica) que desobstruem vasos sanguíneos. Com um movimento giratório único, eles podem mudar a forma como os acidentes vasculares cerebrais (derrames) são tratados. O milli-spinner magnético, do tamanho de um grão de arroz, é inserido na corrente sanguínea para romper redes de fibrina que prendem os glóbulos vermelhos e formam coágulos fatais. Droide Gitamini: pesquisadores trabalham para que se torne um acompanhante atento para humanos Divulgação Nos Estados Unidos, alguém sofre um AVC a cada 40 segundos, tornando-o uma das principais causas de morte – e quase três quartos dos derrames ocorrem em indivíduos com mais de 65 anos. No Brasil, estima-se que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em decorrência de um AVC. Como o milli-spinner não possui fios e é controlado magneticamente, os pesquisadores afirmam que é pelo menos duas vezes mais eficaz do que os tratamentos atuais. O Stanford Robotics Center (Centro de Robótica de Stanford) reúne especialistas de diferentes áreas: bioengenharia, ciência da computação e medicina, entre outras. O que vem sendo desenvolvido ali tem o potencial de reformular o futuro do envelhecimento. A mobilidade é um pilar da robótica voltada para a longevidade, pois atividades como caminhar reduzem a gravidade de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e declínio cognitivo. Em 2022, o Laboratório de Biomecatrônica de Stanford introduziu um protótipo de exosqueleto portátil, que se assemelha a uma bota da panturrilha ao tornozelo, capaz de se adaptar à marcha da pessoa. Os pesquisadores agora se dedicam a um droide companheiro para incentivar hábitos saudáveis. “Estamos interessados em como os robôs podem ajudar no que chamaríamos de robótica do bem-estar”, afirmou Michelle Baldonado, engenheira do centro, em entrevista a uma publicação da instituição. Isso inclui de companheiros para combater a solidão aos que o incentivam a prática de atividade física. O droide Gitamini se assemelha a um balde de design caprichado com rodas, que carrega livros e mantimentos, projetado para seguir seu companheiro humano “de forma intuitiva e educada”. Seu fabricante, a Piaggio Fast Forward, liberou para Stanford acesso à tecnologia, permitindo que os pesquisadores modificassem o Gitamini e adicionassem uma tela com ChatGPT presa a uma haste no corpo da máquina. Baldonado o chamou de Rosie, em homenagem à mãe, para simular uma amiga falante. O droide está sendo programado para dar avisos sobre desníveis e rachaduras nas calçadas, sugerir rotas alternativas e aconselhar pausas para o descanso se o equilíbrio da pessoa parecer instável. A pesquisa também se volta para o ambiente doméstico. O TidyBot é um robô com um braço motorizado e garras, que funciona por meio de visão computacional e inteligência artificial. Ele identifica objetos cotidianos, como pratos e roupas sujas, recolhendo-os e colocando-os em gavetas ou cestos. Em testes reais, organizou 85% dos itens que encontrou. Como ocorre com toda nova tecnologia, a tendência é que o alto custo inicial diminua com o aumento de produção. O mais importante: são iniciativas com o objetivo de prolongar a saúde, proporcionar maior independência e dignidade para as pessoas à medida que envelhecem. O TidyBot tem braço motorizado e garras para ajudar na organização doméstica Divulgação

Beija-Flor gasta mais de R$ 1 milhão em estrutura que vira Iemanjá em pleno desfile

Publicado em: 17/02/2026 04:00

Beija-Flor: Comissão de frente tem barco com olhos que se abrem na Sapucaí A Beija-Flor de Nilópolis surpreendeu na madrugada desta terça-feira (17) ao usar uma estrutura de mais de R$ 1 milhão na comissão de frente. Montada sobre o chassi de um ônibus escolar e equipada com tecnologia hidráulica e eletrônica, ela transformava um barco no rosto de Iemanjá. "A estrutura é toda feita em cima do chassi de um ônibus escolar que achamos em São Paulo. Depois, contratamos um engenheiro para que ele achasse um jeito de fazer com que a estrutura, que pesa uma tonelada, ficasse apoiada só pela base. A ideia é fazer uma homenagem a Iemanjá, mostrar o final do bembé, que são os pescadores levando as oferendas", explicou o coreógrafo Jorge Teixeira. Neguinho da Beija-Flor vem como ‘baluarte’ após ‘aposentadoria’ como intérprete Beija-Flor gasta mais de R$ 1 milhão em estrutura que vira Iemanjá em pleno desfile Globo Um dos responsáveis pela criação de todo o sistema contou que a execução levou três meses. O público pôde conferir a transformação quatro vezes na Marquês de Sapucaí. "É um sistema animatrônico com tecnologia hidráulica, elétrica e com sincronismo eletrônico. Quatro computadores controlam tudo. Eu só dou o start, mas estamos preparados para assumir o manual se algo acontecer. Foi um desafio criar uma alavanca tão pequena que suportasse o peso do barco inteiro. É uma força que poderia suportar até 12 toneladas, com oito pistões hidráulicos feitos sob medida", contou.

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Bolhas de fumaça em carro Beija-Flor de Nilópolis tinham cheiro de alfazema, erva sagrada

Publicado em: 17/02/2026 03:39

Bolhas de fumaça em carro Beija-Flor de Nilópolis tinham cheiro de alfazema, erva sagrada O carnavalesco João Vitor Araújo, que assinou o desfile da Beija-Flor de Nilópolis neste carnaval, explicou que as bolhas de fumaça que soltavam de alguns carros alegóricos tinham essência de alfazema, uma erva sagrada em religiões de matrizes africanas e usada principalmente para limpeza espiritual, paz e proteção. Segundo ele, a tecnologia já era conhecida da escola, que utilizou o recurso há 2 anos. As bolhas, que a primeira vista pareciam de sabão, eram de nitrogênio. Ao serem estouradas, elas exalavam a essência. A escola retratou o Bembé do Mercado e mostrou o enredo recheado de referências à africanidade. Um dos versos do samba era “isso aqui [Sapucaí] vai virar macumba”. Bolhas de fumaça em carro Beija-Flor de Nilópolis tinham cheiro de alfazema, erva sagrada Marco Terranova/Riotur

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Amazfit T-Rex Ultra 2: vazamento em loja revela tela de 3.000 nits, corpo em titânio e preço

Publicado em: 17/02/2026 01:44 Fonte: Tudocelular

O novo Amazfit T-Rex Ultra 2 foi listado precocemente pela varejista italiana Epto, revelando especificações que o posicionam no topo da categoria de wearables de aventura. O dispositivo, ainda não anunciado oficialmente pela Zepp Health, foca em durabilidade extrema e visibilidade em ambientes críticos, utilizando materiais de construção premium e novos sensores.O destaque técnico reside no painel AMOLED de 1,5 polegada, que atinge um pico de brilho recorde de 3.000 nits. Embora rumores indicassem a adoção de tecnologia MicroLED, o aprimoramento do brilho no painel orgânico garante legibilidade total sob luz solar intensa, mantendo a eficiência energética necessária para expedições longas.Clique aqui para ler mais

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Antes dos trios e sambódromos: conheça os carros de mutação, tradição do passado do carnaval de Florianópolis e única no Brasil

Publicado em: 17/02/2026 00:30

Reportagem de 1985 mostra desfile com carros de mutação no carnaval de Florianópolis 🎭🎉Se atualmente o carnaval de Florianópolis é marcado pelos blocos, shows nacionais e desfiles das escolas de samba, no século passado os carros de mutação já foram a grande atração para o público nos dias de folia. Em uma Praça XV de Novembro lotada, no Centro da cidade, os ansiosos expectadores aguardavam a passagem dessas alegorias tão especiais, únicas no Brasil (assista acima). A diversão dos carros de mutação não era apenas a decoração, o acabamento e a criatividade. Era saber como eles iam se transformar e o que aconteceria depois dessa mudança. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Os movimentos verticais e horizontais dos carros de mutação encantavam os foliões, principalmente até a década de 1960. O resultado dessas transformações poderia ser mais andares para a escultura, o aparecimento de crianças ou dançarinos, a abertura de uma flor, o surgimento de outra alegoria dentro da alegoria. As possibilidades pareciam infinitas. O público acompanhava tudo atento, pronto para ser surpreendido pela criatividade dos carnavalescos. São nesse sentido os relatos do pesquisador Alzemi Machado sobre as emoções que sentia ao assistir, quando criança, aos desfiles dos carros de mutação no carnaval de Florianópolis. "Eram todos de madeira com cabos de aço. Aquilo era com uma roldana, era puxado embaixo. A pessoa que trabalhava, que fazia a movimentação, a transformação da alegoria, as pessoas não viam. Ele ficava em uma posição horizontal debaixo do rodado do carro". O pesquisador explicou que os carros de mutação são um tipo de carro alegórico. Alguns alegóricos fazem movimentos, mas não são considerados mutação, pois eles não se transformam em outra alegoria. 🔍Carros alegóricos são veículos cenográficos usados para representar temas, enquanto carros de mutação eram um tipo especial de carro que se transformava durante o desfile, abrindo, girando ou mudando de forma por meio de mecanismos manuais. Nesta reportagem, você vai encontrar: ➡️O que são os carros de mutação e quando surgiram? ➡️Como eram os desfiles nos tempos dos carros de mutação? ➡️Por que os carros de mutação entraram em declínio? 🤔 Mas, afinal, o que são os carros de mutação e quando surgiram? Os carros de mutação surgiram no final do século XIX, em um período em que o carnaval da capital catarinense apresentava características bastante diferentes das atuais. Conforme descreveu Alzemi Machado em "O Carnaval das Grandes Sociedades em Desterro/Florianópolis 1858-2011", essa era a época das sociedades carnavalescas, organizações que apareceram em meados do século XIX, inicialmente promovendo bailes e, posteriormente, desfiles pelas ruas da cidade, já com carros alegóricos. Carro de mutação da década de 1920 Acervo Casa da Memória A essas estruturas passaram a ser incorporadas técnicas de maquinismo, dando origem aos chamados carros de mutação. Eles se destacavam pelo uso de processos artesanais que envolviam madeira, cabos de aço, molinetes, iluminação e tração humana. Segundo o pesquisador, as transformações dos carros dependiam da ação direta de um operador: “Não havia nada movido, por exemplo, a pistão. Nada era elétrico, tudo funcionava por tração manual, pelas pessoas que puxavam aqueles estágios.” Inicialmente, os carros de mutação eram puxados por cavalos. Mais tarde, já no século XX, a locomoção passou a ser realizada por automóveis ou pela força de vários foliões. De acordo com Machado, o primeiro carro de mutação, ainda puxado por cavalos, estreou no desfile de 18 de fevereiro de 1885. Apresentado pela Sociedade Bons Arcanjos, chamava-se “A Grande Flor Misteriosa”. A alegoria representava uma enorme tulipa cujas pétalas abriam e se fechavam, encantando o público que acompanhava o cortejo. 👯‍♀️Como eram os desfiles nos tempos dos carros de mutação? A tradição, que foi a principal atração do carnaval de Florianópolis até a década de 1960, atraía turistas e lotava a Praça XV de Novembro, conforme Alzemi. A passagem dos carros de mutação ocorria dentro dos desfiles das sociedades carnavalescas. Entre as que mais se destacaram estão: Diabo a Quatro - rivalizou com a Bons Arcanjos os carnavais do final do século XIX Bons Arcanjos - rivalizou com a Diabo a Quatro os carnavais do final do século XIX Tenentes do Diabo - século XX Granadeiros da Ilha - século XX Limoeiro - século XX Nos desfiles da Praça XV de Novembro, a concentração começava antes, na Rua Felipe Schmidt, na altura da esquina com a Rua Sete de Setembro, ou na Avenida Mauro Ramos. Reportagem de 2007 mostra bastidores dos carros de mutação no carnaval de Florianópolis As sociedades não apenas passavam no local para divertir o público. Elas disputavam uma taça de campeã do desfile, então também era preciso fazer as mutações nos locais certos, para impressionar não apenas os foliões, mas, também os jurados. Ao entrar na praça, os pontos mais importantes de exibição, onde as mutações precisavam ocorrer, eram: Palácio do Governo do Estado - atualmente Palácio Cruz e Sousa Câmara de Vereadores - atualmente Museu de Florianópolis Em frente à Catedral Metropolitana - onde ficava a comissão julgadora Outro ponto que às vezes era incluído na hora da mutação era a Praça Fernando Machado, onde fica atualmente o memorial do Miramar. Alzemi relatou que foi assim até o carnaval de 1976, quando os desfiles passaram a ocorrer na Avenida Paulo Fontes em frente ao Mercado Público. E, em 1989, ocorreu uma mudança que impactou bastante o sucesso dos carros de mutação: a inauguração da Passarela Nego Quirido. 🎭Por que os carros de mutação entraram em declínio? Com as escolas de samba, que surgiram em Florianópolis em 1947, as sociedades passaram a dividir o espaço. Inicialmente, o carnaval tinha dois dias para as novas agremiações e outros dois para as grandes sociedades. Foi assim até os desfiles da Avenida Paulo Fontes, explicou Alzemi. Na Passarela Nego Quirido, escolas de samba e sociedades se alternavam. "Até pela tradição, pela força, a expressão do carnaval carioca das escolas de samba, na mídia e como manifestação exportada para o mundo, os holofotes já começam a sair das grandes sociedades e vão direto para as escolas de samba", declarou o pesquisador. Em resumo, as principais razões para o declínio do uso de carros de mutação no carnaval de Florianópolis foram: valorização maior das escolas de samba arquibancadas mudaram o ângulo de visão do público e tornaram os carros menos impressionantes público começou a achar as mutações muito lentas problemas financeiros nas sociedades dependência das sociedades de dinheiro público sociedades não possuem vínculo com nenhuma comunidade Sobre a diferença feita pelas arquibancadas da Passarela Nego Quirido, o pesquisador explicou sobre a mudança para o público. "O espectador fica abaixo do carro. Quando você está em uma arquibancada, você fica acima do objeto. Então, esse poder de escala já começa a diminuir". Com isso, a tecnologia artesanal dos carros de mutação deixou de impressionar tanto. "Toda aquela técnica ali é uma coisa demorada porque é uma coisa feita para segurar na mão mesmo. E muitas pessoas começavam a falar 'as sociedades não estão se modernizando'". O fato das sociedades não serem vinculadas a nenhum bairro da cidade também foi um fator, de acordo com Alzemi. "Essas agremiações não tinham esse pertencimento". De 1994 a 2006, não houve desfiles das grandes sociedades, com os carros de mutação. Elas voltaram de 2007 a 2011, nas últimas apresentações, com as tradicionais Tenentes do Diabo e Granadeiros da Ilha. Na opinião de Alzemi, porém, os desfiles já não eram mais os mesmos. "Foi muito longe daquela variedade de carros. Desfilaram com um carro só e as mutações muito fracas, vamos dizer, do ponto de vista artístico, da criatividade. Diferente daquelas mutações que chegavam a ter torres e de 18 metros de altura. Então ela foi se definhando". Leia também: VÍDEO flagra momento em que raio atinge rede de energia e provoca explosão Advogado é preso ao tentar matar PM com facão Justiça acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha Carro de mutação com transformação vertical Acervo Casa da Memória VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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Lula viaja à Índia nesta terça e deve assinar acordos sobre minerais críticos e inteligência artificial

Publicado em: 17/02/2026 00:00

Após acompanhar as festividades do Carnaval no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta terça-feira (17) para a Índia, onde deverá firmar acordos estratégicos sobre minerais críticos e inteligência artificial. A viagem integra uma série de compromissos internacionais do presidente, que, logo depois, segue para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda oficial voltada para o fortalecimento das relações econômicas e diplomáticas entre os países. Na Índia, o presidente Lula participará da "Cúpula Sobre o Impacto da Inteligência Artificial", um evento que dá continuidade ao processo iniciado no Reino Unido em 2023. A cúpula, que ocorre anualmente, tem como objetivo refletir sobre as diversas dimensões da IA, com foco principal em governança, um tema ainda pouco regulamentado globalmente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além da cúpula, também está previsto uma visita oficial e a abertura do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) no país, o que deve gerar também demandas de empresários brasileiros interessados em fortalecer a presença comercial na região. Durante a visita de Estado, os líderes dos dois países devem discutir temas estratégicos para ambos, considerando que Brasil e Índia são nações emergentes, com grandes populações e enfrentam desafios semelhantes. Entre os tópicos que devem dominar as conversas, estão: Inteligência Artificial; Minerais críticos — minerais estratégicos para o setor tecnológico. No caso do Brasil, riquezas como o lítio e o nióbio; Atuação nos Brics — bloco econômico que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e outros sete países. Lula e Narendra Modi durante o encontro do G20, no Rio de Janeiro Governo do Brasil Minerais críticos Brasil e Índia devem assinar um memorando de entendimento sobre minerais críticos. O documento oficial alinha as perspectivas dos dois países sobre o tema e traz orientações sobre ações futuras. O acordo visa compartilhar experiências e marca o início de um processo para explorar de forma mais eficaz as potencialidades do setor e estabelecer uma negociação conjunta mais estratégica. Até o momento, o Brasil, que possui a segunda maior reserva de minerais raros do mundo, não firmou acordos semelhantes com nenhum outro país. De acordo com diplomatas, o tema está sendo tratado com cautela, para preservar o peso e a liderança do Brasil no assunto. Por isso, a estratégia brasileira é não garantir exclusividade a nenhum país, mantendo a posição de dialogar com todas as nações interessadas na questão. Dentro do governo, está sendo analisada a possibilidade de criar o "Conselho de Minerais Críticos" para fortalecer o diálogo entre as políticas mineral, industrial, comercial e legislativa sobre o tema, ainda considerado recente no cenário global. Internacionalistas avaliam que a China domina atualmente a tecnologia de processamento desses minerais, enquanto outros países buscam acelerar esforços para reduzir a dependência e avançar em capacidades próprias. O conselho seria uma forma de articular estratégias nacionais e posicionar o Brasil de maneira mais proativa nesse contexto estratégico. Inteligência Artificial Além da Cúpula de Inteligência Artificial, Brasil e Índia devem aprofundar o diálogo sobre o tema. Ambos os países vêm avançando na digitalização de serviços públicos e pretendem trocar experiências sobre governança digital. Lula tem manifestado preocupação com questões como deepfakes, algoritmos e vieses de discriminação. Segundo embaixadores, esses temas devem orientar o posicionamento brasileiro tanto na Cúpula de Inteligência Artificial quanto nas conversas bilaterais com a Índia, com o objetivo de avançar na formulação de políticas de inovação responsável e promover maior segurança, transparência e ética no uso das tecnologias digitais. Brics O Brasil e a Índia são membros fundadores do Brics, grupo formado também pela Rússia, China e África do Sul. Como grandes economias emergentes, ambos buscam, dentro do bloco, fortalecer a cooperação econômica, tecnológica e política entre países do Sul Global, além de preservar autonomia frente a potências tradicionais e promover uma agenda que atenda às necessidades de desenvolvimento sustentável, inclusão social e crescimento econômico. A viagem também é uma retribuição da visita oficial feita por Narenda Modi, primeiro-ministro da Índia, em julho do ano passado ao Brasil. No último ano o Brasil avançou na parceria com Índia em temas como saúde, turismo, tarifas e energia. Essa será a quarta visita de Lula à Índia, sendo a segunda em seu atual mandato. A primeira ocorreu em 2004, durante o primeiro governo Lula, quando ele participou como convidado das celebrações do Dia da Independência da Índia. A segunda visita foi em 2007, em contexto de visita de Estado. Encontros com Modi Além de ter recebido o primeiro-ministro Modi em julho, o presidente Lula já se encontrou com ele quatro vezes nos últimos três anos: Em 21 de maio de 2023, a margem da cúpula do G7 em Hiroshima; Em 10 de setembro de 2023, a margem da cúpula do G20 em Nova Delhi; Em 21 de junho de 2024, na cúpula do G7 na Itália; Em 19 de novembro de 2024, a margem da cúpula do G20 no Rio de Janeiro.

Dois cursos são suspensos na Universidade Estadual de Mato Grosso após dívida com prefeitura

Publicado em: 16/02/2026 21:39

Dois cursos são suspensos na Universidade Estadual de Mato Grosso após dívida com prefeitura Unemat O curso de Direito e o de Tecnologia em Construção de Edifícios da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) foram suspensos na segunda-feira (9) por causa de dívidas da prefeitura de Confresa com a instituição, localizada a 1.160 km de Cuiabá. A universidade não possui campus na cidade e os cursos são ofertados por meio de um convênio com a administração municipal, sendo gerida pela Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe). O g1 procurou a assessoria da prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ao menos 50 alunos de cada curso foram afetados pelo cancelamento das aulas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Das sete parcelas previstas até o momento, a prefeitura repassou apenas quatro de acordo com a Unemat, enquanto cinco prestações já foram aprovadas. A instituição afirmou que a prefeitura acumula uma dívida de R$ 362.803,68 apenas no curso de Direito, com atrasos que superam 400 dias, além de uma parcela pendente no curso de Construção de Edifícios. "É um equívoco de interpretação a justificativa da prefeitura sobre pendências de relatórios, uma vez que a legislação e o convênio impedem a prestação de contas de recursos que ainda não foram efetivamente transferidos pelo ente público", disse, em nota. A prefeitura foi notificada formalmente por quatro vezes sobre a situação antes da interrupção das aulas, de acordo com a Unemat, que esclareceu ainda que houve um pagamento por parte da prefeitura identificado como “quinta parcela” sem ter quitado a quarta, o que gerou uma inconsistência cronológica. "Esse repasse isolado, feito próximo ao período de conferência, gerou um saldo bancário nominal que não reflete a realidade orçamentária, pois o montante já está vinculado a despesas empenhadas e compromissos pedagógicos anteriormente assumidos e ainda não pagos por falta de fluxo financeiro, não sendo suficientes para a continuidade dos semestres", informou a universidade. A retomada do calendário acadêmico está condicionada à regularização financeira. As atividades serão normalizadas no prazo de cinco dias úteis após a quitação de, pelo menos, duas parcelas pendentes. O diretor regional explicou ao g1 que o curso só deve retornar depois da regularização dos repasses. "Já foram encaminhadas oficialmente e esperamos sua regularização com a maior brevidade possível", afirmou. Em março de 2023, a prefeitura e a universidade firmaram essa parceria por meio de um convênio. As aulas são ofertadas no período noturno.

Palavras-chave: tecnologia

Estão abertas as inscrições para o COPLACAMPO 2026: garanta sua vaga

Publicado em: 16/02/2026 17:50

Edição de 2025 do COPLACAMPO 2025 Crédito: Divulgação De 23 a 27 de fevereiro, a COPLACANA (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo) transforma o COPLACAMPO, no bairro Taquaral, em Piracicaba/SP, em um polo de tecnologia e inovação do Agro, recebendo milhares de visitantes e as principais empresas parceiras do agronegócio brasileiro, assim como seus profissionais consultores e produtores Cooperados, para o COPLACAMPO 2026. A solenidade de abertura está confirmada para o dia 23 de fevereiro, às 9h30, com a presença de lideranças do agronegócio e autoridades. Durante os cinco dias de programação, o COPLACAMPO funcionará das 8h às 17h, reunindo mais de 140 expositores de empresas parceiras. A entrada é gratuita, mediante inscrição antecipada de forma online, visando evitar filas e agilizar o acesso ao COPLACAMPO. O cadastro pode ser feito através do site https://inscricoes.eventos.site/Coplacampo ou via QR Code disponível nos materiais informativos. Sustentado por três pilares estratégicos: Institucional, Vitrine Tecnológica e Negócios, o evento é voltado a Cooperados, produtores rurais, profissionais da área e afins, que buscam atualização em máquinas, implementos, insumos, soluções de agricultura de precisão, inovação e tecnologia. O Salão Nobre do COPLACAMPO 2026 será o centro do conhecimento técnico com foco em pecuária, outros assuntos e negócios. O local sediará palestras com profissionais renomados organizadas pelo Avance Hub, que abordarão as principais tendências e avanços em produtividade, manejo e genética. O objetivo é manter o produtor rural atualizado frente aos desafios do mercado. Para a edição de 2026, a infraestrutura foi planejada para oferecer a melhor experiência aos visitantes, com destaque para a ampliação das vagas de estacionamento e a otimização do fluxo logístico. A inovação tecnológica ganha destaque, por mais um ano, através das novas atualizações do App do Cooperado, que trazem mais agilidade na palma da mão. A grande novidade é a complementação do espaço da Pecuária, que agora conta com um pavilhão moderno com foco em bem-estar animal. A expansão de 1.500 m² permitiu a criação de dois galpões, 14 baias para exposição de gado, além de uma área maior para estandes. Na área de irrigação, os participantes poderão contar com demonstrações práticas em campo. Os interessados poderão realizar visitas agendadas em transporte exclusivo para acompanhar um pivô central em tempo real, além de assistir à aplicação com drones de pulverização. Complementando a estrutura, o pavilhão com dois pavimentos foi mais bem estruturado com a Praça de Alimentação, oferecendo gastronomia diversificada que inclui buffet livre e novos boxes com comidas variadas. Serviço Evento: COPLACAMPO 2026 Data: 23 a 27 de fevereiro de 2026 Horário: 8h às 17h Local: Rodovia do Açúcar SP308, km 157 – Bairro Taquaral, Piracicaba/SP Entrada: gratuita - https://inscricoes.eventos.site/Coplacampo

Palavras-chave: tecnologia