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ZEEKR Florianópolis apresenta experiência imersiva no novo luxo automotivo

Publicado em: 23/09/2025 12:19

A nova unidade da ZEEKR, localizada no coração de Florianópolis, oferece aos visitantes uma nova experiência em luxo automotivo. Logo na entrada, o visitante tem acesso a um conceito inovador na compra de carros. A marca de carros elétricos de luxo oferece um ambiente minimalista, com o aroma suave e iluminação projetada para valorizar os veículos. Todo o conceito foi projetado para traduzir a essência da marca, que é oferecer uma imersão completa no conceito de luxo contemporâneo. A ZEEKR, marca premium 100% elétrica do Grupo Geely, aposta em um atendimento sob medida para cada cliente. A jornada começa com uma conversa descontraída para compreender estilo de vida, necessidades e preferências. “Nosso objetivo é que cada pessoa sinta que encontrou um carro feito para ela, não apenas um modelo disponível no showroom”, explica um dos especialistas da concessionária. Entre os diferenciais, está o test-drive, pensado para transmitir a essência da mobilidade elétrica de alto padrão. Ao volante de um ZEEKR, o cliente percorre rotas selecionadas para experimentar potência, tecnologia, silêncio e conforto, atributos que definem a proposta premium da marca. O showroom também é cuidadosamente pensado para atuar como um espaço de convivência, onde é possível conversar, tomar um café e explorar em detalhes o design e a tecnologia de cada modelo. A experiência, segundo a ZEEKR, é sobre “viver o novo luxo automotivo”, em um conceito que entrega sofisticação e atenção aos detalhes desde o primeiro contato com a marca. Com essa abordagem, a ZEEKR Florianópolis se apresenta como uma experiência de futuro automobilístico. Os veículos, desenvolvidos com tecnologia inovadora, mostram que mobilidade, conforto e estilo podem caminhar juntos. Conheça mais sobre a concessionária e os veículos no Instagram da marca.

Palavras-chave: tecnologia

'O agente secreto', representante do Brasil em busca de vaga no Oscar, terá exibição gratuita em Fortaleza

Publicado em: 23/09/2025 12:12

Assista ao trailer de 'O Agente Secreto' O longa "O agente secreto", escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional, será exibido de forma gratuita nesta quarta-feira (24) a partir das 19h no Cineteatro São Luiz, Centro de Fortaleza, durante o 35º Cine Ceará. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O filme é dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura. Alice Carvalho, Hermila Guedes, Laura Lufesi, além dos cearenses Geane Albuquerque e Robério Diógenes, vão prestigiar a sessão. ​“O Agente Secreto” será exibido no 35º Cine Ceará nesta quarta-feira, no Cineteatro São Luiz, de forma gratuita Divulgação LEIA TAMBÉM: Oscar: 'O agente secreto' é o representante do Brasil em busca de vaga na premiação Artista plástica Guiomar Marinho é contemplada com o Troféu Sereia de Ouro Os ingressos estarão disponíveis para retirada, exclusivamente, através da plataforma Sympla, no dia anterior à exibição, a partir das 14h. A trama do filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.  Antes da sessão de "O Agente Secreto" haverá a exibição de três curtas da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem: “O amor não cabe na sala” (BA), de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; “Canto” (GO), de Danilo Daher; e “Thayara” (PR), de Mila Leão. As exibições integram o 35º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Até sexta-feira (26), o público poderá conferir gratuitamente filmes ibero-americanos, nacionais e cearenses. 'O Agente Secreto' é escolhido para representar o Brasil no Oscar Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Conheça o ZEEKR X, SUV elétrico urbano com design escandinavo

Publicado em: 23/09/2025 12:09

A ZEEKR, marca de luxo do grupo automotivo chinês Geely, trouxe à unidade de Florianópolis o modelo ZEEKR X, um SUV 100% elétrico que tem como diferenciais uma estética sofisticada, tecnologia avançada e vocação urbana. O veículo é um dos principais modelos de entrada da marca, que promete elevar a experiência de carros elétricos através do luxo e exclusividade. Construído sobre a plataforma modular SEA (Sustainable Experience Architecture, em português, Arquitetura de Experiência Sustentável), o modelo oferece desempenho, eficiência e uma proposta de mobilidade alinhada à sustentabilidade. A mesma tecnologia também é utilizada em marcas de alto padrão do grupo. O design do ZEEKR X tem assinatura do estúdio da marca na Suécia e carrega a influência escandinava, com linhas limpas, proporções equilibradas e atenção aos detalhes. O resultado é um SUV compacto por fora, mas espaçoso por dentro, pensado para proporcionar conforto em todos os assentos e atender às demandas do cotidiano nas cidades. A conectividade também chama a atenção no modelo. O veículo conta com sistema multimídia de última geração, integração total com smartphones, atualizações remotas e recursos inteligentes que ampliam a experiência de condução. Além disso, conta com aceleração instantânea, autonomia competitiva e emissão zero, atributos que reforçam o posicionamento premium da marca. Voltado para consumidores que buscam elevar a experiência de conduzir um carro elétrico, o ZEEKR X chega ao mercado catarinense para representar um estilo de vida em sintonia com tecnologia, design e responsabilidade ambiental. Em Santa Catarina, o modelo já está disponível para test-drive na loja ZEEKR Florianópolis. Os interessados a conhecerem de perto o conceito do The Luxury Urban SUV podem entrar em contato através do Instagram da marca.

Palavras-chave: tecnologia

Galaxy Buds 3 por R$ 649: fones com som Hi-Fi, ANC, áudio 360 e Galaxy AI pelo menor preço

Publicado em: 23/09/2025 12:03 Fonte: Tudocelular

Os Galaxy Buds 3 estão entre os fones de ouvido mais avançados da Samsung combinando alta tecnologia, várias funções inteligentes e áudio premium. Hoje eles estão com o menor preço já registrado: R$ 649 no Pix. Fone de Ouvido Samsung Galaxy Buds3 Branco - SM-R530 Fastshop 2.459 R$649 Ver Oferta Os Galaxy Buds 3 têm conexão Bluetooth 5.4, áudio Hi-Fi com rastreamento de movimento e cabeça de 360 graus, cancelamento de ruído com 6 microfones integrado e troca automática com dispositivos Samsung.Além disso, os fones têm integração com a assistente de voz Bixby, têm rastreamento de local com Samsung Find, autonomia de até 6 horas apenas nos fones com cancelamento de ruído desativado e até 30 horas com o estojo de carregamento. Eles ainda têm certificação IP57 de proteção contra chuva e suor.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Uber, iFood e outros: estudo mostra que apps seguem sem garantir trabalho justo no Brasil

Publicado em: 23/09/2025 12:00

Trabalhadores de app sofrem com baixos salários, jornadas longas e custos próprios, apontou relatório Rowan Freeman/Unsplash Exploração, salários baixos e falta de direitos básicos. Esses são os principais problemas enfrentados por quem trabalha em plataformas digitais de entrega, transporte e serviços sob demanda no Brasil. A conclusão vem do relatório “Endividamento e Precariedade: O retrato do trabalho em plataforma no Brasil”, elaborado pelo Projeto Fairwork Brasil em parceria com a Universidade de Oxford. O estudo analisou 10 plataformas populares no país, como apps de transporte e aulas particulares, com base em cinco critérios que definem o que seria um trabalho justo. São eles: remuneração, condições, contratos, gestão e representação. Cada critério pode render até dois pontos para a empresa, um por atender ao requisito básico e outro por ir além, oferecendo condições mais avançadas. No total, uma plataforma pode somar até 10 pontos. Segundo os pesquisadores, os resultados foram alarmantes. Apenas duas empresas (InDrive e Superprof) conseguiram pontuar, e mesmo assim, apenas um ponto cada. Nenhuma das outras plataformas demonstrou conformidade com os critérios avaliados. InDrive e Superprof foram reconhecidas por pagarem, pelo menos, o equivalente ao salário mínimo por hora, já descontados os custos do trabalho, como combustível ou manutenção de equipamentos. Veja o ranking abaixo: Entre agosto de 2023 e agosto de 2025, os pesquisadores entrevistaram diversos trabalhadores de aplicativos. Os relatos foram duros: baixa remuneração, jornadas longas e insegurança financeira fazem parte da rotina. Muitos também contaram que estão se endividando para continuar trabalhando, seja para pagar manutenção de veículos, multas, seguros ou até empréstimos incentivados pelas próprias plataformas. De acordo com a organização, mesmo com a melhora nos indicadores econômicos do país, os trabalhadores de aplicativos continuam expostos a riscos elevados, ausência de proteção social e práticas de gestão que dificultam melhorias nas condições de trabalho. O relatório também apontou que o modelo atual de trabalho plataformizado representa um retrocesso histórico, comparável ao século XIX, quando não havia proteção social para trabalhadores formais. A falta de avanços regulatórios no Brasil e em outros países da América Latina agrava esse cenário. Como as empresas são avaliadas A avaliação das plataformas é realizada com base em cinco princípios fundamentais que definem os parâmetros mínimos de "trabalho decente". Cada categoria é dividida em 2 pontos, um para presença de requisito básico e outro para uma condição mais avançada de empregabilidade. Veja abaixo o descritivo das categorias da pesquisa e quem pontuou em qual: Remuneração justa: para pontuar, as plataformas precisam mostrar que o trabalhador não fica com ganhos abaixo de um limite mínimo, mesmo depois dos custos. A InDrive e a Superprof pontuaram no primeiro item, porque havia evidências de que pagam acima do salário mínimo por hora, garantem pagamentos em dia e permitem que o trabalhador defina seus preços. Já no segundo critério, nenhuma plataforma comprovou que, após os custos, o rendimento final chegue ao salário mínimo local. Quem pontuou: InDrive e Superprof (só no primeiro item). Condições Justas: nesse princípio, as plataformas deveriam demonstrar que reconhecem os riscos do trabalho e adotam medidas para reduzi-los. Nenhuma empresa apresentou evidências suficientes. O relatório conclui que as plataformas não garantem segurança nem proteção social, e que mecanismos como seguros e botões de emergência mostraram-se limitados. Também cita que a pressão por produtividade pode aumentar a vulnerabilidade dos trabalhadores. Quem pontuou: nenhuma. Contratos justos Para pontuar com base neste princípio, é preciso que as plataformas tenham contratos claros, acessíveis e ofereçam recursos legais em caso de descumprimento. De acordo com o relatório, mesmo que os contratos estejam disponíveis, nenhuma plataforma recebeu ponto porque não ficou comprovado que eles sejam transparentes, livres de cláusulas abusivas e em conformidade com normas de proteção de dados. Quem pontuou: nenhuma. Gestão justa: o relatório destaca que as plataformas precisam oferecer canais de comunicação efetivos e políticas contra discriminação. Foram identificados canais como chats, mas considerados limitados, especialmente em situações de bloqueio de contas. Também não houve evidências de políticas de inclusão ou combate à discriminação. Por isso, nenhuma pontuou nesse princípio. Quem pontuou: nenhuma. Representação justa: segundo o estudo, as plataformas deveriam garantir espaço para expressão coletiva dos trabalhadores, sem retaliação, além de engajamento real em negociações. Nenhuma empresa apresentou comprovação nesse sentido. Quem pontuou: nenhuma. Metodologia Os pontos são atribuídos apenas quando a plataforma consegue demonstrar satisfatoriamente a implementação dos princípios. A ausência de um ponto não indica necessariamente que o princípio não seja cumprido, apenas que não foi possível evidenciar a conformidade. A pontuação segue uma série de etapas. Inicialmente, a equipe local reúne as evidências e atribui pontuações preliminares. Em seguida, essas evidências são enviadas a revisores externos para avaliação independente. Esses revisores incluem membros das equipes do Fairwork em outros países, bem como da equipe central. Após a avaliação, todos os revisores se reúnem para discutir e definir a pontuação final. As plataformas têm a oportunidade de enviar informações adicionais para obter pontos que não receberam inicialmente. As pontuações finais são publicadas no relatório anual do Fairwork do país e, antes da divulgação, as empresas avaliadas podem revisar e comentar os resultados. O que dizem especialistas? A professora Maria Aparecida Bridi, da UFPR, alerta que a tecnologia das plataformas está sendo usada para reproduzir práticas antigas de exploração, contrariando as promessas da economia digital. O professor Ricardo Festi, da UnB, destaca que os relatos mostram uma degradação acelerada das condições de trabalho, com aumento do sofrimento e da discriminação. Já a coordenadora da pesquisa no Brasil, Julice Salvagni, da UFRGS, afirma que os dados revelam uma precariedade persistente e profunda, com violações de direitos fundamentais. “É essencial que esses relatos sejam formalizados em um relatório. O país não pode continuar ignorando a falta de proteção para esses trabalhadores”, afirma Salvagni. O professor Rodrigo de Lacerda Carelli, da UFRJ, também coordenador do projeto, reforça que a classificação dos trabalhadores como autônomos tem sido usada para negar direitos básicos, impedindo que as empresas ofereçam condições mínimas de trabalho decente. Defender home office nas redes custou o emprego deles

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ZEEKR chega em Florianópolis com proposta premium de mobilidade 100% elétrica

Publicado em: 23/09/2025 11:59

Florianópolis passa a contar com uma nova referência em veículos de luxo. A ZEEKR, marca global de mobilidade 100% elétrica que pertence ao Grupo Geely, chega à capital catarinense com design sofisticado, tecnologia de ponta e desempenho de alto nível. A concessionária na capital catarinense tem o objetivo de ampliar a visibilidade da marca e atrair consumidores que buscam exclusividade no segmento premium. Criada em 2021 na China, a ZEEKR nasceu com para unir inovação, sustentabilidade e experiência de condução diferenciada. O nome da marca traduz esse propósito: a letra “Z” simboliza a geração zero emissão, enquanto o termo em inglês “seekers” faz referência àqueles que buscam novas possibilidades. Todos os modelos são construídos sobre a plataforma modular SEA (Sustainable Experience Architecture, em português, Arquitetura de Experiência Sustentável), desenvolvida exclusivamente pelo Grupo Geely. A tecnologia garante maior autonomia, performance e segurança, além de proporcionar flexibilidade para diferentes tipos de veículos. Entre os maiores diferenciais dos carros da marca, estão os sistemas inteligentes de assistência ao condutor, soluções avançadas de conectividade e acabamentos refinados que reforçam o caráter premium da ZEEKR. Com posicionamento voltado para um público exigente, a ZEEKR aposta em design minimalista aliado à eficiência elétrica para entregar uma nova forma de se mover pelo mundo, alinhada às tendências de sustentabilidade e inovação. A loja, localizada na Avenida Marinheiro Max Schramm em Florianópolis, foi projetada para proporcionar uma experiência completa. O espaço está preparado para receber clientes que desejam conhecer os modelos de perto, tirar dúvidas com especialistas e agendar test-drives. Para conhecer mais sobre a ZEEKR, acompanhe a marca no Instagram.

Palavras-chave: tecnologia

Veja íntegra do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU

Publicado em: 23/09/2025 11:48

Lula discursa na 80ª Assembleia Geral da ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o discurso de abertura do debate geral da 80ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23). Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu a soberania nacional, mencionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamou atenção para a pauta ambiental e defendeu a reforma de organismos internacionais (leia íntegra do discurso abaixo). Discurso de Lula na ONU "Senhora Presidenta da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, Senhor Secretário-Geral, António Guterres, Caros chefes de Estado e de Governo e representantes dos Estados-Membros aqui reunidos. Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas. Criada no fim da Guerra, a ONU simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados, como nunca estiveram em toda a sua história. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta Organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades e a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas. Cerca de 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza. Esse é o objetivo da Aliança Global que lançamos no G20, que já conta com o apoio de 103 países. A comunidade internacional precisar rever as suas prioridades: - Reduzir os gastos com guerras e aumentar a ajuda ao desenvolvimento; - Aliviar o serviço da dívida externa dos países mais pobres, sobretudo os africanos; e - Definir padrões mínimos de tributação global, para que os super-ricos paguem mais impostos que os trabalhadores. A democracia também se mede pela capacidade de proteger as famílias e a infância. As plataformas digitais trazem possibilidades de nos aproximar como jamais havíamos imaginado. Mas têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação. A internet não pode ser uma “terra sem lei”. Cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis. Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim no ambiente virtual. Ataques à regulação servem para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes, como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia. O Parlamento brasileiro corretamente apressou-se em abordar esse problema. Com orgulho, promulguei na última semana uma das leis mais avançadas do mundo para a proteção de crianças e adolescentes na esfera digital. Também enviamos ao Congresso Nacional projetos de lei para fomentar a concorrência nos mercados digitais e para incentivar a instalação de datacenters sustentáveis. Para mitigar os riscos da inteligência artificial, apostamos na construção de uma governança multilateral em linha com o Pacto Digital Global aprovado neste plenário no ano passado. Senhoras e senhores, Na América Latina e Caribe, vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo. A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas. Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento. Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendia evitar, com graves consequências humanitárias. A via do diálogo não deve estar fechada na Venezuela. O Haiti tem direito a um futuro livre de violência. E é inadmissível que Cuba seja listada como país que patrocina o terrorismo. No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar. O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada. É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista. Isso implica levar em conta as legítimas preocupações de segurança de todas as partes. A Iniciativa Africana e o Grupo de Amigos da Paz, criado por China e Brasil, podem contribuir para promover o diálogo. Nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina. Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente. Esse massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza a fome é usada como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Expresso minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá com um Estado independente e integrado à comunidade internacional. Esta é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU, reafirmada ontem, aqui neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto. É lamentável que o presidente Mahmoud Abbas tenha sido impedido pelo país anfitrião de ocupar a bancada da Palestina nesse momento histórico. O alastramento desse conflito para o Líbano, a Síria, o Irã e o Catar fomenta escalada armamentista sem precedentes. Senhora presidenta, Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo. O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59 e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões. Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça. A corrida por minerais críticos, essenciais para a transição energética, não pode reproduzir a lógica predatória que marcou os últimos séculos. Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia. O Brasil já reduziu pela metade o desmatamento na região nos dois últimos anos. Erradicá-lo requer garantir condições dignas de vida para seus milhões de habitantes. Fomentar o desenvolvimento sustentável é o objetivo do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé. É chegado o momento de passar da fase de negociação para a etapa de implementação. O mundo deve muito ao regime criado pela Convenção do Clima. Mas é necessário trazer o combate à mudança do clima para o coração da ONU, para que ela tenha a atenção que merece. Um Conselho vinculado à Assembleia Geral com força e legitimidade para monitorar compromissos dará coerência à ação climática. Trata-se de um passo fundamental na direção de uma reforma mais abrangente da Organização, que contemple também um Conselho de Segurança ampliado nas duas categorias de membros. Poucas áreas retrocederam tanto como o sistema multilateral de comércio. Medidas unilaterais transformam em letra morta princípios basilares como a cláusula de Nação Mais Favorecida. Desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral perniciosa de preços altos e estagnação. É urgente refundar a OMC em bases modernas e flexíveis. Senhoras e senhores, Este ano, o mundo perdeu duas personalidades excepcionais: o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e o Papa Francisco. Ambos encarnaram como ninguém os melhores valores humanistas. Suas vidas se entrelaçaram com as oito décadas de existência da ONU. Se ainda estivessem entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar: - Que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis; - Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços, resignados; - Que podemos vencer os falsos profetas e oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio; e - Que o amanhã é feito de escolhas diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo. No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para a reedição de rivalidades ideológicas ou esferas de influência. A confrontação não é inevitável. Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um “jogo e soma zero”. O século 21 será cada vez mais multipolar. Para se manter pacífico, não pode deixar de ser multilateral. O Brasil confere crescente importância à União Europeia, à União Africana, à ASEAN, à CELAC, aos BRICS e ao G20. A voz do Sul Global deve ser ouvida. A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperança e promotora da igualdade, da paz, do desenvolvimento sustentável, da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos. Muito obrigado." - Esta reportagem está em atualização

Plaenge é destaque no anuário Valor 1000 pelo 12º ano consecutivo

Publicado em: 23/09/2025 11:46

A Plange, maior construtora de capital fechado do país, avançou 77 posições no ranking do anuário Valor 1000 e se mantém entre as empresas mais relevantes do Brasil. Pelo 12º ano consecutivo, a companhia londrinense foi reconhecida como a maior e melhor construtora do Sul do país, consolidando sua posição de referência no setor. A 25ª edição do Valor 1000, publicada anualmente pelo jornal Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), reúne as mil maiores empresas brasileiras em 28 segmentos da economia, com base na análise dos balanços de 2024. Para o sócio-diretor da Plaenge, Alexandre Fabian, o reconhecimento do Valor 1000 reforça o compromisso com a excelência em engenharia, inovação e relacionamento com clientes, traduzindo sua missão de transformar projetos em histórias de vida. “Estar entre as maiores empresas do Brasil é fruto do trabalho diário de toda a nossa equipe. Cada empreendimento, cada atendimento e cada decisão refletem nosso foco em qualidade, inovação e alto padrão. Esse reconhecimento vai além dos números: mostra a força da nossa marca e a confiança conquistada junto a clientes, parceiros e ao mercado. Mais do que celebrar um ranking, reforça que seguimos transformando projetos em experiências de vida”, afirma. Presença consolidada em Londrina e no Brasil Entre as empresas de Londrina, oito figuram entre as mil maiores do país segundo o Valor 1000: Cooperativa Integrada (220º), Belagrícola (274º), Adama (335º), Plaenge (401º), Grupo GDM (449º), Conasa (604º), Cacique (630º) e A. Yoshii (750º). A Plaenge é também a maior empresa do município em patrimônio líquido, totalizando R$ 1.756,50 milhões e uma das três que cresceu no ranking de um ano para o outro. Em 2024, a companhia alcançou resultados históricos: 34 projetos lançados e R$ 4,5 bilhões em Valor Geral de Venda (VGV). O crescimento segue alinhado à estratégia de longo prazo da Plaenge nas 12 praças em que atua no Brasil e no Chile. Todos os projetos contam com parcerias internacionais de design, com studios da Alemanha, Itália e Dubai, reforçando o padrão global da marca. “Nossos clientes e o mercado reconhecem a assinatura Plaenge, resultado de investimentos estratégicos em tecnologia, parcerias e desenvolvimento de equipes, sempre com foco em eficiência, inovação e qualidade em cada projeto”, conclui Alexandre Fabian. Divulgação Sobre a Plaenge     A Plaenge é movida por tradição, eficiência e confiança. Atualmente, possui o título de Maior Construtora de capital fechado do país e comanda operações em nove cidades brasileiras e em três no Chile, desenvolvendo projetos reconhecidos internacionalmente. A empresa soma 515 empreendimentos entregues, ao longo dos últimos 55 anos de história, e possui 90 canteiros de obras em execução simultâneos, conquistando a credibilidade de mais de 125 mil clientes morando em nossos empreendimentos.  Saiba mais em: www.plaenge.com.br

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Na ONU, Lula chama conferência do clima no Brasil de 'COP da verdade' e reforça importância de participação de lideranças mundiais

Publicado em: 23/09/2025 11:03

"A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo", diz Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta terça-feira (23) na abertura do debate geral da 80ª edição da Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, o presidente brasileiro chamou a atenção para pauta ambiental e para a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será sediada em Belém, no Pará, em novembro. "Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta", disse Lula. Nesse contexto, ele reforçou o convite aos países para a conferência. "Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo". Sede da COP30 O Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP30) este ano. A escolha de Belém para receber o evento tem como objetivo apresentar ao mundo a realidade dos territórios amazônicos. "Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões", frisou o petista, em mais um chamado às nações desenvolvidas para cumprirem seu papel. "Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de Justiça", pontuou. Lula é o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça (23) Primeira viagem aos EUA após posse de Trump Lula chegou no domingo a Nova York, onde fica a sede da ONU. Essa é a primeira viagem aos Estados Unidos desde a posse de Donald Trump, em janeiro. Pela ordem da assembleia, o presidente americano é o segundo a discursar, logo depois de Lula. O discurso desta terça foi feito em meio à maior crise diplomática com os EUA nas últimas décadas, motivada pela imposição de tarifa de 50% a produtos brasileiros como retaliação de Trump pelos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na véspera, o governo Trump impôs novas sanções a cidadãos brasileiros, as primeiras após a condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O governo americano revogou o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e aplicou a sanção financeira da lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com a sanção, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela. O governo americano já havia feito o mesmo com Alexandre de Moraes em julho. - Esta reportagem está em atualização

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Na ONU, Lula defende regulação das redes sociais: 'Ataques servem para encobrir interesses escusos'

Publicado em: 23/09/2025 10:55

"Regular não é restringir a liberdade de expressão", diz Lula sobre mídias digitais em seu discurso na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, no discurso de abertura do debate geral da 80ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a importância da regulação das redes sociais. "Regular não é restringir a liberdade de expressão, é garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim também no mundo virtual", afirmou o presidente. Segundo Lula, ataques à regulação servem para "encobrir interesses escusos". Nesse contexto, Lula defendeu a atuação do parlamento brasileiro na discussão do tema e falou sobre a promulgação do texto sobre a "adultização". A fala ocorre em meio ao pior momento diplomático entre o Brasil e os Estados Unidos. O governo do presidente Donald Trump impôs a uma série de produtos brasileiros um tarifaço de 50%, praticamente inviabilizando a exportação desses itens. Como justificativa, o presidente americano citou medidas impostas pela Justiça brasileira às big techs (empresas de tecnologia dos EUA) para adequá-las à lei brasileira. Veja os principais pontos do discurso de Lula 🗺️ A Assembleia Geral da ONU é o principal evento das Nações Unidas e acontece anualmente. Durante a assembleia, líderes dos 193 países membros da ONU discursam. 🗺️ O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes da agência, que está em sua 80ª edição neste ano. Lula é o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça (23) Primeira visita após posse de Trump Lula faz a sua primeira viagem aos Estados Unidos desde a posse de Donald Trump, em janeiro, para participar da Assembleia Geral. O presidente americano foi o segundo a discursar no evento. Lula x Trump: as diferenças nos discursos sobre Gaza, tarifas e desigualdade Nesta segunda (22), o governo Trump impôs novas sanções a cidadãos brasileiros, as primeiras após a condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O governo americano revogou o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e aplicou a sanção financeira da lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Lula discursa na ONU em 23 de setembro de 2025 Shannon Stapleton/Reuters

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Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2025: veja íntegra

Publicado em: 23/09/2025 10:48

'Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis', diz Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o discurso de abertura do debate geral da 80ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23). Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu a soberania nacional, mencionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamou atenção para a pauta ambiental e defendeu a reforma de organismos internacionais. Ao defender a soberania do Brasil, Lula afirmou que a "agressão contra a independência do judiciário é inaceitável'. Segundo Lula, atentados à soberania, intervenções unilaterais estão se tornando regra no mundo. Nesse contexto, Lula afirmou que autoridade da ONU está em xeque (leia íntegra do discurso abaixo). Lula também citou a condenação de Bolsonaro, alvo de divergências entre o Brasil e o governo norte-americano. Segundo Lula, o "Brasil deu recado a candidatos autocratas". O presidente também aproveitou para criticar os países como os Estados Unidos que atacam a regulação das redes sociais. Para o presidente, essa estratégia serve para encobrir o que chamou de "interesses escusos". Lula não deixou de criticar as guerras, principalmente na Faixa de Gaza em que repetiu se tratar de um genocídio. O petista ainda lamentou a ausência de delegação palestina. O presidente brasileiro aproveitou a oportunidade para reafirmar a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a qual chamou de "COP da verdade". De acordo com o mandatário, será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Lula é o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça (23) Primeira visita após posse de Trump Lula chegou no domingo a Nova York, onde fica a sede da ONU. Essa é a primeira viagem aos Estados Unidos desde a posse de Donald Trump, em janeiro. Pela ordem da assembleia, o presidente americano é o segundo a discursar, logo depois de Lula. O discurso desta terça foi feito em meio à maior crise diplomática com os EUA nas últimas décadas, motivada pela imposição de tarifa de 50% a produtos brasileiros como retaliação de Trump pelos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na véspera, o governo Trump impôs novas sanções a cidadãos brasileiros, as primeiras após a condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O governo americano revogou o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e aplicou a sanção financeira da lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com a sanção, todos os eventuais bens de Viviane nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela. O governo americano já havia feito o mesmo com Alexandre de Moraes em julho. Leia a íntegra do discurso de Lula na ONU "Senhora Presidenta da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, Senhor Secretário-Geral, António Guterres, Caros chefes de Estado e de Governo e representantes dos Estados-Membros aqui reunidos. Este deveria ser um momento de celebração das Nações Unidas. Criada no fim da Guerra, a ONU simboliza a expressão mais elevada da aspiração pela paz e pela prosperidade. Hoje, contudo, os ideais que inspiraram seus fundadores em São Francisco estão ameaçados, como nunca estiveram em toda a sua história. O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta Organização está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas. Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral. Seu vigor pressupõe a redução das desigualdades e a garantia dos direitos mais elementares: a alimentação, a segurança, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde. A democracia falha quando as mulheres ganham menos que os homens ou morrem pelas mãos de parceiros e familiares. Ela perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo. A pobreza é tão inimiga da democracia quanto o extremismo. Por isso, foi com orgulho que recebemos da FAO a confirmação de que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome neste ano de 2025. Mas no mundo, ainda há 670 milhões de pessoas famintas. Cerca de 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar. A única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza. Esse é o objetivo da Aliança Global que lançamos no G20, que já conta com o apoio de 103 países. A comunidade internacional precisar rever as suas prioridades: - Reduzir os gastos com guerras e aumentar a ajuda ao desenvolvimento; - Aliviar o serviço da dívida externa dos países mais pobres, sobretudo os africanos; e - Definir padrões mínimos de tributação global, para que os super-ricos paguem mais impostos que os trabalhadores. A democracia também se mede pela capacidade de proteger as famílias e a infância. As plataformas digitais trazem possibilidades de nos aproximar como jamais havíamos imaginado. Mas têm sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia e desinformação. A internet não pode ser uma “terra sem lei”. Cabe ao poder público proteger os mais vulneráveis. Regular não é restringir a liberdade de expressão. É garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim no ambiente virtual. Ataques à regulação servem para encobrir interesses escusos e dar guarida a crimes, como fraudes, tráfico de pessoas, pedofilia e investidas contra a democracia. O Parlamento brasileiro corretamente apressou-se em abordar esse problema. Com orgulho, promulguei na última semana uma das leis mais avançadas do mundo para a proteção de crianças e adolescentes na esfera digital. Também enviamos ao Congresso Nacional projetos de lei para fomentar a concorrência nos mercados digitais e para incentivar a instalação de datacenters sustentáveis. Para mitigar os riscos da inteligência artificial, apostamos na construção de uma governança multilateral em linha com o Pacto Digital Global aprovado neste plenário no ano passado. Senhoras e senhores, Na América Latina e Caribe, vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição em massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo. A forma mais eficaz de combater o tráfico de drogas é a cooperação para reprimir a lavagem de dinheiro e limitar o comércio de armas. Usar força letal em situações que não constituem conflitos armados equivale a executar pessoas sem julgamento. Outras partes do planeta já testemunharam intervenções que causaram danos maiores do que se pretendia evitar, com graves consequências humanitárias. A via do diálogo não deve estar fechada na Venezuela. O Haiti tem direito a um futuro livre de violência. E é inadmissível que Cuba seja listada como país que patrocina o terrorismo. No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar. O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada. É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista. Isso implica levar em conta as legítimas preocupações de segurança de todas as partes. A Iniciativa Africana e o Grupo de Amigos da Paz, criado por China e Brasil, podem contribuir para promover o diálogo. Nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina. Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente. Esse massacre não aconteceria sem a cumplicidade dos que poderiam evitá-lo. Em Gaza a fome é usada como arma de guerra e o deslocamento forçado de populações é praticado impunemente. Expresso minha admiração aos judeus que, dentro e fora de Israel, se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá com um Estado independente e integrado à comunidade internacional. Esta é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU, reafirmada ontem, aqui neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto. É lamentável que o presidente Mahmoud Abbas tenha sido impedido pelo país anfitrião de ocupar a bancada da Palestina nesse momento histórico. O alastramento desse conflito para o Líbano, a Síria, o Irã e o Catar fomenta escalada armamentista sem precedentes. Senhora presidenta, Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo. O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59 e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões. Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça. A corrida por minerais críticos, essenciais para a transição energética, não pode reproduzir a lógica predatória que marcou os últimos séculos. Em Belém, o mundo vai conhecer a realidade da Amazônia. O Brasil já reduziu pela metade o desmatamento na região nos dois últimos anos. Erradicá-lo requer garantir condições dignas de vida para seus milhões de habitantes. Fomentar o desenvolvimento sustentável é o objetivo do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar para remunerar os países que mantêm suas florestas em pé. É chegado o momento de passar da fase de negociação para a etapa de implementação. O mundo deve muito ao regime criado pela Convenção do Clima. Mas é necessário trazer o combate à mudança do clima para o coração da ONU, para que ela tenha a atenção que merece. Um Conselho vinculado à Assembleia Geral com força e legitimidade para monitorar compromissos dará coerência à ação climática. Trata-se de um passo fundamental na direção de uma reforma mais abrangente da Organização, que contemple também um Conselho de Segurança ampliado nas duas categorias de membros. Poucas áreas retrocederam tanto como o sistema multilateral de comércio. Medidas unilaterais transformam em letra morta princípios basilares como a cláusula de Nação Mais Favorecida. Desorganizam cadeias de valor e lançam a economia mundial em uma espiral perniciosa de preços altos e estagnação. É urgente refundar a OMC em bases modernas e flexíveis. Senhoras e senhores, Este ano, o mundo perdeu duas personalidades excepcionais: o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e o Papa Francisco. Ambos encarnaram como ninguém os melhores valores humanistas. Suas vidas se entrelaçaram com as oito décadas de existência da ONU. Se ainda estivessem entre nós, provavelmente usariam esta tribuna para lembrar: - Que o autoritarismo, a degradação ambiental e a desigualdade não são inexoráveis; - Que os únicos derrotados são os que cruzam os braços, resignados; - Que podemos vencer os falsos profetas e oligarcas que exploram o medo e monetizam o ódio; e - Que o amanhã é feito de escolhas diárias e é preciso coragem de agir para transformá-lo. No futuro que o Brasil vislumbra não há espaço para a reedição de rivalidades ideológicas ou esferas de influência. A confrontação não é inevitável. Precisamos de lideranças com clareza de visão, que entendam que a ordem internacional não é um “jogo e soma zero”. O século 21 será cada vez mais multipolar. Para se manter pacífico, não pode deixar de ser multilateral. O Brasil confere crescente importância à União Europeia, à União Africana, à ASEAN, à CELAC, aos BRICS e ao G20. A voz do Sul Global deve ser ouvida. A ONU tem hoje quase quatro vezes mais membros do que os 51 que estiveram na sua fundação. Nossa missão histórica é a de torná-la novamente portadora de esperança e promotora da igualdade, da paz, do desenvolvimento sustentável, da diversidade e da tolerância. Que Deus nos abençoe a todos. Muito obrigado." - Esta reportagem está em atualização

VÍDEO: funcionários escapam por 2 minutos de desabamento de teto com placas solares durante tempestade no Paraná

Publicado em: 23/09/2025 10:44

Funcionários escapam de desabamento de teto com placas solares durante tempestade no PR Dois funcionários de um supermercado de Santa Cruz de Monte Castelo, no noroeste do Paraná, não foram vítimas de um desabamento porque saíram do local dois minutos antes do acidente. A câmera de segurança do estabelecimento registrou a situação, que ocorreu durante um temporal. Assista ao vídeo acima. As imagens gravadas nesta segunda-feira (22) - que foram aceleradas na edição - mostram os dois homens organizando as prateleiras do depósito e carregando carrinhos até as 10h12, quando saíram. Às 10h14, o teto caiu junto às placas solares. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que nenhum funcionário ficou ferido. O proprietário do comércio informou que parte das mercadorias foram danificadas, além da estrutura do imóvel. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maringá no WhatsApp O seguro foi acionado e os danos serão contabilizados. O depósito tem 150 m² e outros locais não foram atingidos. Os funcionários estavam arrumando as mercadorias antes do acidente. Reprodução/Hipermercado Marcossi Leia também: Decisão: Prefeitura do Paraná rompe contrato com empresa de vale-alimentação investigada por suspeita de envolvimento com o PCC Tragédia: Criança de dois anos morre após cadeirinha ser arremessada de carro em acidente no Paraná Entenda: Adolescentes são apreendidas no PR por aliciar colegas a fazerem vídeos de automutilação para plataforma da internet, diz delegado A estrutura e parte da mercadoria do depósito ficaram destruídas. Reprodução/Hipermercado Marcossi A estação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) mais próxima de Santa Cruz de Monte Castelo fica em Loanda, a 19 quilômetros de distância. Entre 9h e 10h, esta estação registrou rajadas de vento de 60 km/h, consideradas fortes. Antes deste horário, chegou a 78 km/h. O acumulado de chuva foi de 18.4 mm. Entre domingo (21) e segunda, o Paraná registrou diversos estragos causados por temporais. Houve destelhamentos de casas, quedas de árvores e cerca de 1,1 milhão de propriedades sem energia elétrica. Os próximos dias ainda podem ter geadas nas regiões sul e central do estado. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Hisense G7 Ultra é novo monitor 4K Mini LED com taxa de 160 Hz e brilho de até 2.000 nits

Publicado em: 23/09/2025 10:37 Fonte: Tudocelular

Mais conhecida pelas TVs e eletrodomésticos, a Hisense apresentou nesta terça-feira (23) o G7 Ultra, novo monitor gamer da gigante. Munida de um painel Mini LED com mais de 1.000 zonas de iluminação, a novidade traz ficha técnica encorpada com resolução 4K nativa e taxa de atualização de 160 Hz, brilho de até 2.000 nits e dual mode, que dobra a fluidez do display.O lançamento vem embarcado com um painel IPS LCD de 27 polegadas e retroiluminação Mini LED. Temos 1.152 zonas de iluminação que são controladas de forma independente, número razoável considerando o tamanho do monitor, e que garantiriam um efeito bloom reduzido ao funcionar em complemento com tecnologias herdadas das TVs da marca. O sistema também assegura um brilho bem intenso, acima da média para a categoria, que atingiria 2.000 nits de brilho, recebendo assim a certificação DisplayHDR 1400 para HDR, uma das maiores disponíveis.Clique aqui para ler mais

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Arrecadação tem pequena queda em agosto por conta dos efeitos da calamidade no RS e atividade mais fraca, diz Receita Federal

Publicado em: 23/09/2025 10:30

Adriana Foffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 208,8 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (23) a Receita Federal. O resultado representa uma queda real de 1,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 212 bilhões (valor corrigido pela inflação). De acordo com a Receita Federal, a redução da arrecadação em agosto deste ano está relacionada com as enchentes no Rio Grande do Sul (leia mais abaixo). Arrecadação federal bate recorde em julho Sem esse efeito extraordinário, no valor de R$ 3,6 bilhões, o Fisco diz que a arrecadação haveria aumento real na arrecadação do mês de agosto. A explicação é que, nos primeiros meses após as enchentes, os negócios da região puderam atrasar o pagamento dos tributos, que foram recolhidos posteriormente — o que inflou a arrecadação em R$ 3,6 bilhões em agosto de 2024. "A contribuição Previdenciária com vencimento em maio de 2024 foi postergada para agosto de 2024'", lembrou a Receita Federal. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, a desaceleração da atividade econômica, fruto do elevado nível da taxa de juros, também influenciou negativamente a arrecadação em agosto. "A desaceleração da atividade econômica impacta diretamente na arrecadação. Produção industrial, consumo, vendas no varejo que apresentaram redução em relação ao mesmo mês do ano passado e explicam o motivo da arrecadação também vir abaixo. A explicação principal é a desaceleração da atividade econômica", disse Claudemir Malaquias, da Receita Federal. Aumento do IOF ▶️De acordo com a Receita Federal, a queda na arrecadação foi registrada mesmo com ajuda do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo em meados de maio. Após ajustes feitos pela equipe econômica, a medida vigorou até 27 de junho, quando foi derrubada pelo Congresso Nacional, sendo retomada, novamente — em quase sua totalidade —, em 16 de julho após decisão do Supremo Tribunal Federal. Segundo dados da Receita Federal, a arrecadação do IOF ficou, em agosto, R$ 2,21 bilhões maior do que no mesmo período do ano passado (em valores corrigidos pela inflação), principalmente por conta do aumento do tributo. Parcial do ano Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,89 trilhão — sem a correção pela inflação. Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,91 trilhão de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 3,73% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,84 trilhão. Nos oito primeiros meses deste ano, a arrecadação bateu recorde histórico para o período. ▶️Além da alta do IOF, o governo também contou com o aumento de outros tributos, efetuados nos últimos anos, para melhorar a arrecadação em 2025. São eles: Tributação de fundos exclusivos, os "offshores"; Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Retomada da tributação de combustíveis; Tributação das bets; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Reoneração gradual da folha de pagamentos; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse). Meta fiscal de 2025 A alta da arrecadação está na mira do governo para tentar zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024. Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas). O governo pode ter um déficit de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) sem que o objetivo seja formalmente descumprido, o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões. Para fins de cumprimento da meta fiscal, também são excluídos outros R$ 44,1 bilhões em precatórios, ou seja, decisões judiciais. Proposta para 2026 ▶️Para 2026, o governo tem uma meta mais ousada ainda, busca um superávit primário (sem contar despesas com juros) de 0,25% do PIB - algo como R$ 31 bilhões. Para isso, conta novamente com aumento de impostos. ▶Aumento da alíquota sobre bets, de 12% para 18% sobre a receita líquida (GGR): medida vai arrecadar mais sobre o lucro das bets. ▶Juros sobre capital próprio: aumento da taxação dos juros sobre capital próprio (JCP) — mecanismo utilizado pelas empresas — de 15% para 20%. O JCP é uma forma de distribuição de lucros alternativa aos dividendos (que são isentos de imposto). ▶Aumento de zero para 5% na taxação dos chamados títulos incentivados, como LCI, LCA: medida vai arrecadar mais dinheiro sobre esses investimentos. ▶Tributação de criptoativos: governo atualizou e esclareceu as regras de tributação para os rendimentos, inclusive os ganhos líquidos, de operações com ativos virtuais (criptoativos). ▶Taxação de "fintechs" (empresas de tecnologia em serviços financeiros): empresas de tecnologia do sistema financeiro pagavam 9% de CSLL, e passarão ser tributadas como as demais instituições financeiras, com alíquotas de 15% ou 20%.

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Xiaomi lança Band 10 em edição especial dourada com cristais na pulseira

Publicado em: 23/09/2025 09:57 Fonte: Tudocelular

Lançada em junho a nível global e no final de julho no Brasil, a Smart Band 10 recebeu uma nova versão de luxo. A Xiaomi anunciou nesta terça-feira (23) a Band 10 Brilliant Gold Special Edition na China. Ela chega com o foco no consumidor que procura por desempenho e um produto diferenciado, graças ao seu acabamento e design. Você pode conferir a seguir as principais características do produto.Principais característicasA Xiaomi Band 10 Brilliant Gold Special Edition se destaca por contar com uma estrutura de liga de alumínio de alto brilho, fabricada por meio de tecnologia PVD, para um revestimento dourado polido.Clique aqui para ler mais

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