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Após Suprema Corte derrubar tarifaço de Trump, Lula diz que Brasil agiu certo ao ter 'cautela' para lidar com as taxas

Publicado em: 22/02/2026 02:52

Lula fala sofre as tarifas de Trump em coletiva na Índia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste domingo (22), acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinha sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump", afirmou. "Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país", concluiu. A declaração foi feita após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Após a ação da Justiça, o republicano anunciou o aumento das tarifas globais de 10% para 15%. Lula disse ainda que deseja que Trump passe a tratar todos os países igualmente após a decisão. "Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países", disse Lula a repórteres em Nova Delhi. Este é o último dia do presidente brasileiro na Índia. Em seguida, ele segue para a Coreia do Sul. Durante a viagem, Brasil e Índia assinaram seis memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. LEIA MAIS Lula diz que vai discutir com Trump minerais críticos e terras raras e que não aceitará imposições Encontro com Trump Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados. "A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muita mais ampla do que minerais críticos", disse. "Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação", afirmou. Lula também indicou que tratará com Trump sobre a população brasileira nos EUA e investimento americano. Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou. "A gente voltou a ter uma relação totalmente civilizada e altamente respeitosa", afirmou. Sobre o encontro, fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: o combate ao crime organizado; a continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; a situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países. Lula em coletiva na Índia Reprodução/Reuters

Palavras-chave: tecnologia

Lula diz que deseja que Brasil receba 'tratamento igualitário' de Trump

Publicado em: 22/02/2026 02:23

Lula em coletiva na Índia Reprodução/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada deste domingo (22) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trate todos os países igualmente. "Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países", disse Lula a repórteres em Nova Delhi. A declaração foi feita após o líder americano impor uma tarifa adicional de 10% sobre as importações. Medida que seguiu uma decisão da Suprema Corte americana que derrubou o tarifaço de Trump. Este é o último dia do presidente brasileiro na Índia. Em seguida, ele segue para a Coreia do Sul. Durante a viagem, Brasil e Índia assinaram 6 memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. Cautela Lula fala sofre as tarifas de Trump em coletiva na Índia Ainda na entrevista, Lula disse acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço. "Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinham sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça Americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump", afirmou. "Obviamente que eu não posso julgar a decisão da suprema corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país", concluiu. Encontro com Trump Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados. "A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muita mais ampla do que minerais críticos", disse. "Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação", afirmou. Lula também indicou que tratará com Trump sobre a população brasileira nos EUA e investimento americano. Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou. "A gente voltou a ter uma relação totalmente civilizada e altamente respeitosa", afirmou. Sobre o encontro, fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: O combate ao crime organizado; A continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; A situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países.

Palavras-chave: tecnologia

João Gomes, Michel Teló e Leo Santana agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs

Publicado em: 21/02/2026 21:35

João Gomes, Michel Teló e Leo Santana agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs Rafael Nascimento/g1 Rio Quem chegou cedo à Marquês de Sapucaí neste sábado (21) acompanhou uma programação especial antes da entrada das seis escolas de samba mais bem colocadas do Grupo Especial no Desfile das Campeãs. O público assistiu aos shows de João Gomes, Michel Teló e Leo Santana, que se apresentaram na pista do Sambódromo ao lado de intérpretes de três agremiações. Pouco antes, uma chuva forte atingiu várias regiões do Rio de Janeiro, com registros na capital, na Região Serrana e na Baixada Fluminense. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Shows agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs Rafael Nascimento/g1 Rio As performances aconteceram em parceria com Wander Pires, campeão pela Viradouro; Jéssica Martin, da Beija-Flor; e Pitty de Menezes, voz da Imperatriz Leopoldinense. Assim como em anos anteriores — que tiveram nomes como Anitta, Alcione e Zeca Pagodinho em 2024, além de Ivete Sangalo, Iza e Leci Brandão em 2025 — o Desfile das Campeãs voltou a contar com atrações musicais antes do início das apresentações das escolas. “Colocamos cantores de carnaval dentro dessa festa ao lado de grandes nomes da música brasileira. Além disso, foi um momento de homenagens a pessoas que deixaram saudade e um legado para o carnaval, como Arlindo Cruz e Preta Gil. Nada mais justo que fechar essa festa com uma homenagem dessas", disse Gabriel David, presidente da Liesa. "Para 2027, vamos evoluir com tecnologia e deixar o carnaval mais acessível. Não queremos deixar de evoluir”, acrescentou. Moacyr da Silva Pinto no enredo ‘Pra Cima, Ciça’ Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio As escolas começam a desfilar às 22h. Confira a ordem: Mangueira (6º lugar) Imperatriz Leopoldinense (5º lugar) Salgueiro (4º lugar) Vila Isabel (3º lugar) Beija-Flor (vice-campeã) Viradouro, campeã do ano, que deve entrar na pista entre 3h25 e 4h15. Viradouro é campeã do carnaval pela 4ª vez

Palavras-chave: tecnologia

Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos, terras raras e transição energética

Publicado em: 21/02/2026 20:40

Lula e Modi Reprodução/Globo Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras que prevê cooperação e troca de tecnologia. O presidente Lula foi recebido com honras de Estado pelo primeiro-ministro Narendra Modi e pela presidente da Índia, Droupadi Murmu. Eles depositaram flores no monumento que homenageia Mahatma Gandhi. A visita de Estado continuou com reuniões de trabalho na residência oficial do primeiro-ministro. Brasil e Índia assinaram 6 memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. O Brasil detém a segunda maior reserva do mundo desses recursos indispensáveis para a transição energética, produção de baterias, eletrônicos e para a expansão da IA. A Índia busca reduzir a sua dependência da China com a diversificação de fornecedores. O compromisso prevê cooperação estratégica, com transferência de tecnologias para explorar minerais. "É notável a evolução indiana em setores de ponta – como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial – criam muitas oportunidades de cooperação com o Brasil", afirmou Lula no encontro. "Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje." O primeiro-ministro indiano ressaltou o compromisso de aumentar o comércio entre os dois países para mais de US$ 20 bilhões até 2030. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina. De 2024 para 2025, o comércio cresceu 25% e chegou a US$ 15 bilhões. Neste sábado (21), também foi divulgado o documento final da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial. 88 países assinaram a Declaração de Nova Délhi, com princípios para uma IA colaborativa, confiável e acessível. O documento afirma que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a humanidade, não concentrados em poucos países ou empresas. Lula segue agora para uma visita de Estado à Coreia do Sul.

Como a China usa pandas e 'guerra de zona cinzenta' para aumentar pressão sobre o Japão

Publicado em: 21/02/2026 15:30

Pequim aumentou a pressão sobre o Japão nos últimos meses Getty Images/via BBC No mês passado, milhares de japoneses se despediram em lágrimas dos ursos panda Xiao Xiao e Lei Lei, no Zoológico Ueno, em Tóquio, antes que eles seguissem de avião de volta para a China. Sua partida deixou o Japão sem pandas chineses pela primeira vez em décadas e se tornou um dos símbolos da recente deterioração das relações entre os dois países. Os recentes comentários da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, levaram as relações do seu país com a China para o nível mais baixo em anos, fazendo com que Pequim aumentasse suas pressões sobre Tóquio em diversos setores. A China enviou navios de guerra, restringiu as exportações de terras raras, freou o turismo chinês ao país, cancelou shows e, por fim, trouxe de volta seus pandas que estavam no Japão. Takaichi inicia, agora, um novo mandato como primeira-ministra, depois do apoio histórico que ela recebeu nas recentes eleições antecipadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, analistas alertam que a China e o Japão enfrentarão dificuldades para reduzir as tensões e que as relações bilaterais não irão se recuperar no futuro próximo. As disputas começaram em novembro, quando Takaichi aparentemente sugeriu que o Japão ativaria suas forças de autodefesa, no caso de um ataque a Taiwan. A China considera a ilha autogovernada de Taiwan uma província rebelde e não descarta o uso da força para "reunificá-la", algum dia. Taiwan possui um governo independente há décadas e conta com os Estados Unidos como aliado fundamental. Washington se comprometeu a ajudar a ilha a se defender. Em janeiro, milhares de pessoas fizeram fila no Zoológico Ueno, no Japão, para se despedir dos pandas Lei Lei (foto) e Xiao Xiao, que seguiram de volta para a China em consequência do aumento das tensões entre os dois países Soichiro Koriyama/EPA/Shutterstock A preocupação, há muito tempo, é que um eventual ataque a Taiwan possa resultar em um conflito militar direto entre os Estados Unidos e a China e se estender para outros aliados americanos na região, como o Japão e as Filipinas. A questão de Taiwan é uma linha vermelha fundamental para a China. Pequim reage furiosamente a qualquer comentário percebido como "ingerência externa" e insiste que esta é uma questão de soberania, que apenas a China, sozinha, pode decidir. Quase imediatamente após as declarações de Takaichi, Pequim respondeu com uma onda de condenações e exigiu sua retratação. Os observadores destacaram que os comentários de Takaichi estavam de acordo com a postura do governo japonês e repetiam o que outros líderes do país já haviam declarado no passado. A diferença é que esta foi a primeira vez em que um primeiro-ministro japonês no cargo expressava esta opinião. Por outro lado, Takaichi se recusou a pedir desculpas ou se retratar por seus comentários. Analistas indicam que esta postura provavelmente seja justificada pelo sólido respaldo eleitoral obtido por ela. Takaichi afirmou que passaria a ser mais cautelosa ao comentar sobre cenários específicos. E seu governo enviou diplomatas de alta patente para se reunir com seus homólogos chineses. Mas estas medidas não ajudaram a acalmar a ira chinesa. A 'guerra de zona cinzenta' Os comentários da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan causaram forte reação de Pequim Getty Images/via BBC Frente à firme negativa de Takaichi, a China aumentou suas pressões sobre o Japão de forma constante. Houve outras disputas entre os dois países nas últimas décadas, alimentadas pela sua histórica animosidade. Mas, desta vez, a situação é diferente, segundo os analistas. A China aumentou sua pressão em "muito mais frentes", segundo Robert Ward, presidente de assuntos japoneses do centro de estudos Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. Para ele, trata-se de uma pressão difusa e de baixo nível, similar à "guerra de zona cinzenta" travada contra Taiwan. Seu objetivo seria "desgastar o oponente para normalizar coisas que, na verdade, não são normais". No campo diplomático, Pequim apresentou queixas às Nações Unidas e postergou uma reunião de cúpula trilateral que ocorreria entre a China, o Japão e a Coreia do Sul. A China também tentou envolver outras partes na contenda. Pequim pediu a adesão do Reino Unido e da França e, paralelamente, convoca seus aliados Rússia e Coreia do Norte para denunciar o Japão. No fim de semana de 14-15 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, invocou o histórico de agressões do Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao se dirigir aos líderes ocidentais, durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Ele qualificou as declarações de Takaichi como um "avanço muito perigoso". No âmbito militar, o Japão declarou que a China enviou drones e navios de guerra para perto das suas ilhas e que seus caças de combate fixaram os radares em aviões japoneses. Além disso, navios da guarda costeira dos dois países se confrontaram perto das disputadas ilhas Senkaku/Diaoyu. E, na semana anterior, as autoridades japonesas apreenderam um navio de pesca chinês. Mas o que está claro é que a China também quer atingir o Japão em um ponto vulnerável: a economia. Medidas econômicas Pequim impôs restrições às exportações para o Japão de tecnologias de uso duplo, que podem ser empregadas com fins civis e militares. Elas incluem terras raras e minerais críticos. A medida foi considerada uma forma de coerção econômica. A China também alertou aos seus cidadãos que evitem o Japão para seus estudos e férias. Foram cancelados voos em 49 rotas para o Japão, provocando redução do turismo e queda do valor de certas ações do setor de turismo e varejo. Os cidadãos chineses representam 25% de todos os turistas estrangeiros que visitam o Japão, segundo números oficiais. Nem mesmo o entretenimento e a cultura escaparam da crise diplomática. Eventos musicais japoneses na China foram cancelados. Em um deles, uma cantora foi retirada às pressas do palco no meio da apresentação. As distribuidoras cinematográficas também postergaram a estreia de diversos filmes japoneses na China. A própria franquia Pokémon, um dos fenômenos culturais japoneses mais famosos no exterior, também foi objeto de críticas em relação a um evento de jogos de cartas que deveria ter ocorrido em janeiro, no santuário Yasukuni, em Tóquio. O templo homenageia os japoneses mortos em campos de batalha, incluindo alguns que a China considera criminosos de guerra. O evento acabou sendo cancelado. Nas redes sociais, nacionalistas chineses lançaram ataques online contra Takaichi. Eles incluíram a divulgação de vídeos gerados por inteligência artificial, mostrando a figura da cultura pop Ultraman e o personagem de anime Detetive Conan, lutando contra a primeira-ministra. Mas, de forma geral, a China tomou desta vez medidas menos provocadoras, em comparação com conflitos anteriores com o Japão, segundo Bonny Lin e Kristi Govella, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês). "Até o momento, sua reação econômica e militar foi relativamente limitada em comparação com o passado", declararam eles em uma análise recente, "mas existe ampla margem para uma escalada maior." A China também pode estar se abstendo de adotar uma postura dura demais com o Japão. Afinal, Pequim está se "posicionando ativamente como o guardião da ordem pós-Segunda Guerra Mundial". A China quer ser vista como uma potência responsável em comparação com os Estados Unidos, segundo Ward. Alta tensão Os observadores concordam que, se as tensões se acalmarem, provavelmente elas se estabilizarão em um nível mais alto do que antes. É menos provável que as duas partes reduzam as tensões desta vez, segundo Lin e Govella na sua análise. A China, agora, é uma potência muito mais forte e "Taiwan é o centro dos interesses chineses, o que significa que é mais provável que Pequim adote uma postura linha-dura do que em episódios anteriores". Lin e Govella também afirmam que "Pequim desconfia profundamente de Takaichi e é provável que considere hipocrisia suas tentativas de reduzir as tensões, sem se retratar explicitamente dos seus comentários — ou, ainda pior, como algo estrategicamente falacioso". Paralelamente, o Japão detém maior interesse em se manter firme, especialmente após a contundente vitória eleitoral de Takaichi, que "ela interpretará como reafirmação da sua postura em relação à China", segundo Ward. Govella declarou à BBC que Takaichi provavelmente usaria sua vitória como "capital político" para promover políticas econômicas e de defesa que irão fortalecer a posição japonesa. Takaichi se comprometeu a aumentar os gastos de defesa do Japão para 2% do PIB dois anos antes do previsto, completar uma revisão das principais estratégias de segurança até o final deste ano e lançar em breve um pacote de estímulo à economia do país. Por sua vez, a China "considera que Takaichi é uma líder bastante forte e que a campanha de pressão poderá simplesmente fortalecê-la em nível nacional. Por isso, é possível que eles não intensifiquem muito suas pressões", segundo Kiyoteru Tsutsui, especialista em Japão e diretor do Centro de Pesquisa Shorenstein Ásia-Pacífico da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. "De forma que esta música, provavelmente, continuará tocando por algum tempo", prevê ele. A influência de Trump Um fator imponderável poderá ser o forte apoio a Takaichi dedicado, até aqui, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele chegou a declarar seu respaldo, o que é incomum, nos momentos que antecederam as eleições antecipadas no Japão. Mas muitos esperam que as relações entre os Estados Unidos e a China se intensifiquem ainda mais este ano, segundo Tsutsui. Estão programadas diversas reuniões entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, incluindo a visita de Estado do presidente americano a Pequim, no mês de abril. E, em comparação com incidentes anteriores, a reação dos Estados Unidos ao último enfrentamento "até agora, foi moderada, o que pode fortalecer a China", segundo Lin e Govella. "Os japoneses receiam que Xi e Trump cheguem a um grande acordo", afirma Ward. No fim de semana de 14-15/2, os Estados Unidos e o Japão reafirmaram suas relações durante a Conferência de Segurança de Munique, em reunião entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi. Takaichi também espera se reunir novamente com Trump em março, durante sua visita a Washington, antes da viagem do presidente americano à China. Enquanto Pequim segue aumentando suas pressões, Tóquio provavelmente irá "redobrar" seus esforços para assumir uma parte maior dos gastos de defesa compartilhados com Washington e "realmente irá trabalhar de forma mais estreita com eles para garantir que os Estados Unidos não se afastem e percam o interesse pela região", segundo Ward. Vídeos Veja vídeo de dezembro de 2025 sobre a tensão entre China e Japão: Ministro chinês afirma que Japão está ameaçando China militarmente

Univesp abre inscrições para mais de 6,4 mil vagas em polos do interior paulista; confira oportunidades

Publicado em: 21/02/2026 15:01

Vestibular 2026 da Univesp está com inscrições abertas A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), está com inscrições abertas para mais de 6,4 mil vagas no interior paulista, distribuídas em 10 áreas de conhecimento. Ao todo, as vagas contemplam 159 cidades das regiões de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba. A Univesp, porém, oferece vagas em municípios de todos o estado. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Os candidatos podem escolher cursos nas áreas de Licenciatura, Computação e Negócios e Produção, com duração entre dois e cinco anos, dependendo da graduação, com opções como: Letras Matemática Pedagogia Ciência de Dados Engenharia de Computação Tecnologia da Informação Inteligência Artificial Administração Engenharia de Produção Tecnologia em Processos Gerenciais Os cursos são realizados por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), plataforma on-line onde os estudantes desenvolvem atividades acadêmicas, como assistir a videoaulas, acessar materiais didáticos e bibliotecas digitais, além de tirar dúvidas com facilitadores. Já os polos funcionam como espaços físicos de apoio, oferecendo infraestrutura com computadores, impressoras e acesso à internet, além de serem utilizados para provas e atividades presenciais, como discussões em grupo. No local, podem ser solicitados serviços de secretaria acadêmica e esclarecimento de dúvidas. Todas as videoaulas também podem ser acessadas pelo canal do YouTube. Confira as cidades e quantidade de vagas no interior paulista no final da matéria. Univesp abre inscrições para mais de 6 mil vagas no interior paulista em 2026 Univesp Prazo de inscrições O prazo para as inscrições termina às 23h59 do dia 11 de março e os interessados devem se inscrever pelo site da Univesp. A prova, composta por questões objetivas e redação, está prevista para 26 de abril, a partir das 13h. Já os locais oficiais de aplicação serão divulgados em 15 de abril, a partir das 10h. As aulas estão previstas para começar no fim de junho deste ano. Já em 2026, a Univesp ofereceu ainda 2.956 vagas por meio do Provão Paulista. Initial plugin text O valor da inscrição é de R$ 47,50. Para participar, não há limite de idade, é necessário apenas ter concluído o ensino médio ou estar com a conclusão prevista até o período da matrícula. No preenchimento da ficha de inscrição, os candidatos devem cumprir todas as etapas, responder ao questionário socioeconômico e informar CPF e dados pessoais. Também é possível, de forma opcional, informar os números de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, 2024 e 2025, para que as notas sejam consideradas na prova objetiva e integradas à pontuação final. Processo seletivo O processo seletivo também contará com o Sistema de Pontuação Acrescida para Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) e para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. A confirmação do pagamento e a efetivação da inscrição poderão ser consultadas na “Área do Candidato”, no site vestibular.univesp.br, após cinco dias úteis. Para outras informações ou esclarecimento de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Vunesp, por meio de chat on-line, pelo canal “Fale Conosco” no site vestibular.univesp.br ou pelo telefone (11) 3874-6300, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h O gabarito oficial será divulgado em 27 de abril, a partir das 15h. Já o resultado final e a primeira chamada estão previstos para 1º de junho, também a partir das 15h. Quantidade de vagas no interior paulista Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Bahia assina parceria com a Índia para produção de medicamentos contra o câncer no estado

Publicado em: 21/02/2026 12:21

Bahia assinou parceria durante evento na Índia Fidelis Melo/ Governo da Bahia O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, formalizou nesta sábado (21) uma parceria com a Índia para a produção de quatro medicamentos de alta complexidade no estado. O acordo foi assinado em Nova Délhi, na Índia, durante Fórum Empresarial índia-Brasil 2026. Os medicamentos serão produzidos na Bahia por meio da BahiaFarma. Entre eles, estão o Nivolumabe e o Pertuzumabe, fundamentais no tratamento contra os cânceres de mama e pulmão, além de mieloma. Segundo o Governo da Bahia, a parceria vai permitir a transferência de tecnologia para a Bahia, ampliando o acesso da população a tratamentos de ponta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Jerônimo Rodrigues, além de ser importante para a saúde no estado, o acordo é uma oportunidade de apresentar o potencial do estado para que empresários indianos possam investir em outros setores. "As empresas vão financiar, apoiar e investir na produção de medicamentos em parceria com a BahiaFarma. É um momento muito importante para a Bahia", afirmou. LEIA TAMBÉM: Governador da Bahia sanciona lei que proíbe que equipamentos públicos levem nomes de pessoas relacionadas a ditadura militar Jerônimo Rodrigues se torna primeiro governador da Bahia a receber título de Doutor Honoris Causa pela Uesc Governo da Bahia propõe reestruturação do Planserv e mudanças na aposentadoria das polícias Civil e Penal Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Leilão vai ampliar cobertura 5G para mais de 15 mil pessoas em 6 municípios do AC, diz ministério

Publicado em: 21/02/2026 10:00

Leilão da faixa de 700 MHz vai permitir ampliar cobertura 5G e 4G no estado Victor Lebre/g1 Um novo leilão de faixas de internet e telefonia móvel no Acre, que vai ocorrer em abril, pretende ampliar o acesso aos serviços com tecnologia 5G a mais de 15 mil pessoas em seis municípios do Acre, segundo dados do Ministério das Comunicações repassados com exclusividade ao g1. Segundo a pasta, o edital foi lançado este mês e tem foco em áreas rurais e rodovias que percorrem o estado. Somente na BR-364, a expectativa é de que 471,6 km que atualmente não possuem cobertura passem a ter sinal. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A licitação corresponde à faixa de 700 MHz, que vai permitir ampliar tanto a cobertura de 5G quanto do 4G, que segue operante no país. Conforme o governo federal, a liberação desta faixa foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o aproveitamento das frequências, abrindo espaço para a expansão dos serviços móveis. 5 mudanças do 5G na vida das pessoas “Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, declarou o ministro Frederico de Siqueira Filho. Os municípios contemplados pelo edital são: Cruzeiro do Sul; Marechal Thaumaturgo; Porto Acre; Rio Branco; Rodrigues Alves e Senador Guiomard. LEIA MAIS Raio-X da conectividade: Com mais de 100 mil pessoas sem acesso à internet no AC, estado enfrenta desafios Quais celulares são compatíveis com 5G; veja lista completa Já os trechos da BR-364 que passarão a ter cobertura, conforme a licitação, compreende as cidades de Acrelândia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá. O espectro de 700 MHz será dividido em blocos regionais, sendo que cada empresa poderá adquirir até duas regiões. Segundo o ministério, o processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada. Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G Wagner Magalhães/Arte G1 Cobertura Mais de três anos após a ativação da tecnologia 5G, esta modalidade de conexão chega a menos da metade da população do Acre, com cobertura de 46%. As informações constam em um painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), baseado em dados de estações licenciadas das operadoras. Com apenas três operadoras em atuação no estado, o alcance da tecnologia também fica abaixo da metade considerando o total de domicílios: 47,5%. Além disso, apenas sete dos 22 municípios acreanos têm cobertura. Os índices deixam o estado abaixo da média nacional, que é de 65% da população com acesso ao 5G, acima da meta de 57,6% até 2027. Além disso, a cobertura chega a 67,3% dos domicílios do país. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: tecnologia

Brasil subiu imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo smartphones

Publicado em: 21/02/2026 09:07

Jornal Nacional/ Reprodução O governo brasileiro elevou, no início deste mês, o imposto incidente sobre mais de mil produtos importados do exterior. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones). Veja outros exemplos no fim desta reportagem. A decisão, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação dessas compras do exterior em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informou que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

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Mortes por policiais do Baep de Piracicaba mais que triplicam em um ano; 'totalmente fora da normalidade', analisa especialista

Publicado em: 21/02/2026 08:38

10º Baep, de Piracicaba 10º Baep O 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Piracicaba (SP) se tornou o segundo mais letal do estado de São Paulo em 2025, após registrar aumento de 263% nas mortes por intervenção policial. O batalhão registrou 11 mortes em 2024 e 40 em 2025, que significa alta de 3,6 vezes. Ficou atrás apenas da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da capital paulista, que contabilizou 67 mortes no ano passado. Os dados são do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo, que atua no controle externo da atividade policial. Para o especialista em segurança pública Rafael Rocha, do Instituto Sou da Paz, o crescimento é “totalmente fora da normalidade”. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirma que "a análise isolada da letalidade não retrata o cenário completo da atuação policial na região de Piracicaba". A pasta defende que, em 2025, foram realizadas 20.454 prisões e apreensões de infratores, além da apreensão de 1.179 armas de fogo e mais de 4 toneladas de drogas, o que representa crescimento de 101,86% em relação a 2024. "Esses números são resultado do enfrentamento permanente ao tráfico, ao porte ilegal de armas e às organizações criminosas, o que influencia diretamente o volume de ocorrências de alto risco. Nesse período, a região apresentou reduções nos homicídios (-25%), roubos em geral (-28%) e furtos em geral (-9,67%)". 'Fora da normalidade', diz especialista Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Rocha, o aumento não pode ser explicado por um único fator. Para ele, há um conjunto de elementos estruturais, políticos e operacionais, como possível uso inadequado do Baep, mudança de diretriz no comando e enfraquecimento da política de câmeras corporais. Rocha afirmou ainda que, embora a região tenha disputas entre grupos criminosos, isso não explica sozinho o aumento expressivo das mortes. No mesmo período, os homicídios na região caíram 25%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). “A letalidade policial em serviço no ano passado aumentou 6% em comparação com 2024 e temos o 10º BAEP que aumentou 260%. Então, é totalmente fora da normalidade, é absurdo e tem que ser entendido o que levou na região de Piracicaba, Limeira, Rio Claro, Americana, a um aumento tão desproporcional como esse”, afirma Rocha. Natureza e uso atual do Baep Inauguração do 10º Baep em Piracicaba, em 2019 Governo do Estado de São Paulo/Divulgação Outro ponto citado por Rocha é a própria natureza do Baep. A unidade foi criada em 2013 para atuar no combate ostensivo a crimes de alta complexidade. À época, o foco eram ações conhecidas como “novo cangaço”, praticadas por grupos fortemente armados, especializados em roubos a bancos. "Os Baeps foram criados em modelo parecido com o da Rota, que tivesse resposta rápida, extremamente armada, voltado para um combate mesmo, um confronto com a criminalidade extremamente armada também [...] e funcionou naquela época. Acho que isso tem importante ser dito, junto com outras medidas de investigação”, comenta Rocha. Segundo o especialista, atualmente o BAEP tem sido empregado em policiamento comum e em "batidas" em bairros periféricos. “Ele [BAEP] faz policiamento normal, só que não é um grupo normal. Ele não é feito para isso. Eles não são treinados para isso. É quase como aquele ditado: ‘se você tem um martelo, tudo é prego’”, explica o especialista. O 10° BAEP de Piracicaba foi implantado na cidade em 2019 e é responsável por 52 cidades – veja a lista completa aqui. Região sem câmeras corporais Câmeras corporais PM Reprodução/EPTV A ausência de câmeras corporais também pode influenciar o aumento da letalidade, segundo o especialista. A região de Piracicaba ainda não conta com câmeras operacionais portáteis (COPs), usadas no uniforme dos policiais. A SSP não informou quando os equipamentos serão instalados. Disse apenas que o cronograma segue critérios de prioridade de risco. Após morte de jovem baleado por PM, ouvidor da polícia cobra câmeras corporais para região de Piracicaba Rocha afirma que não basta gravar as ações. É necessário supervisionar as imagens, revisar protocolos operacionais e promover treinamentos quando preciso. Ele também defendeu que toda ocorrência com disparo de arma de fogo seja obrigatoriamente revisada. A SSP informou que mantém ações para aperfeiçoar o trabalho policial e reduzir a letalidade, com revisão de protocolos, capacitação de agentes e uso de tecnologia. Padrão nas mortes Policiais do Baep apoiam operação do Gaeco em Piracicaba Divulgação/Gaeco Segundo o MP-SP, há um padrão nas mortes por intervenção policial em Piracicaba e no estado. Entre os problemas apontados estão a demora na comunicação das ocorrências e a falta de preservação adequada do local do crime. “Estes fatores dificultam a apuração precisa dos fatos e requer providências institucionais que extrapolam apenas a região de Piracicaba", aponta. "Este é um dos motivos pelos quais se pretendeu a construção do referido protocolo local, com comunicação às instâncias superiores. Enquanto não houver esforço coletivo de todas as instituições para garantir que esses casos sejam devidamente investigados desde o momento imediato à ocorrência, pouco poderá ser feito para o esclarecimento devido de cada fato”, informou a promotoria. Atuação do MP Operação do BAEP em Rio Claro, SP 10° Baep/Divulgação A 2ª Promotoria de Piracicaba informou que realizou reuniões com a Polícia Civil, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal. O objetivo foi elaborar um protocolo para aprimorar as investigações, especialmente em casos de mortes por intervenção policial. “O texto final foi concluído em 6 de fevereiro e deve começar a ser implementado na primeira semana de março, com recomendações às instituições que integram a segurança pública local, incluindo a Guarda Municipal e a Polícia Militar”, escreveu o MP. O que diz a SSP? A SSP informou que as mortes por intervenção policial são investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. “Por meio desse conjunto de ações, desde 2023, mais de 1,2 mil agentes foram presos, demitidos ou expulsos das corporações por desvios de conduta, enquanto houve redução de 5% no número de mortes em confronto em comparação aos três primeiros anos da gestão anterior”, informa a SSP. Segundo a pasta, unidades como a Rota e Baeps são empregadas em operações sensíveis, de alta complexidade e risco, com atuação integrada com setores de inteligência. “Esses fatores, somados à intensificação do combate a facções criminosas com atuação na região e no Estado, influenciam diretamente o tipo de ocorrência enfrentada pelas equipes”, afirma. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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VÍDEO mostra transformação em carro de mutação, tradição do passado do carnaval de Florianópolis e única no Brasil

Publicado em: 21/02/2026 08:01

Veja mutação do carro 'A maçã', do carnaval de Florianópolis de 1985. Vídeo: Arquivo/NSC TV/Germano Denardi Nehring Até a década de 1960, os carros de mutação eram a grande atração do carnaval de Florianópolis. Únicos no Brasil, essas alegorias se transformavam diante dos olhos do público e dos jurados. Vídeos do desfile de 1985, do arquivo da NSC TV, mostram como funcionavam os veículos. Um deles, por exemplo, representando uma maçã, se abria aos poucos conforme diversas dançarinas surgiam (assista acima). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Conheça os carros de mutação, tradição do passado do carnaval de Florianópolis Vale Samba é a campeã do desfile das escolas de samba de Joaçaba Carro de mutação simula maçã sendo cortada no desfile de carnaval de 1985 em Florianópolis Reprodução/Arquivo/NSC TV 🤔O que eram os carros de mutação? Antes das escolas de samba, o carnaval de Florianópolis era comandado pelas chamadas grandes sociedades. Elas eram organizações que apareceram em meados do século XIX, inicialmente promovendo bailes e, posteriormente, desfiles pelas ruas da cidade, já com carros alegóricos, como descreveu Alzemi Machado em "O Carnaval das Grandes Sociedades em Desterro/Florianópolis 1858-2011". Foi através da apresentação da sociedade Bons Arcanjo que surgiu o primeiro carro de mutação, em 18 de fevereiro de 1885. Ele se chamava- “A Grande Flor Misteriosa”. A alegoria representava uma enorme tulipa cujas pétalas abriam e se fechavam, encantando o público que acompanhava o cortejo. Reportagem de 2007 mostra bastidores dos carros de mutação no carnaval de Florianópolis Os carros de mutação são tipos de carros alegóricos com técnicas de maquinismo. Eles se destacavam pelo uso de processos artesanais que envolviam madeira, cabos de aço, molinetes, iluminação e tração humana. Segundo o pesquisador, as transformações dos carros dependiam da ação direta de um operador: “Não havia nada movido, por exemplo, a pistão. Nada era elétrico, tudo funcionava por tração manual, pelas pessoas que puxavam aqueles estágios". Inicialmente, os carros de mutação eram puxados por cavalos. Mais tarde, já no século XX, a locomoção passou a ser realizada por automóveis ou pela força de vários foliões. Carro de mutação da década de 1920 Acervo Casa da Memória 👯‍♀️Como eram os desfiles com os carros de mutação? Na época mais próspera dos carros de mutação, os desfiles ocorriam na Praça XV de Novembro, no Centro de Florianópolis. A concentração começava antes, na Rua Felipe Schmidt, na altura da esquina com a Rua Sete de Setembro, ou na Avenida Mauro Ramos. As sociedades não apenas passavam no local para divertir o público. Elas disputavam uma taça de campeã do desfile, então também era preciso fazer as mutações nos locais certos, para impressionar não apenas os foliões, mas, também os jurados. Ao entrar na praça, os pontos mais importantes de exibição, onde as mutações precisavam ocorrer, eram: Palácio do Governo do Estado - atualmente Palácio Cruz e Sousa Câmara de Vereadores - atualmente Museu de Florianópolis Em frente à Catedral Metropolitana - onde ficava a comissão julgadora Outro ponto que às vezes era incluído na hora da mutação era a Praça Fernando Machado, onde fica atualmente o memorial do Miramar. Alzemi relatou que foi assim até o carnaval de 1976, quando os desfiles passaram a ocorrer na Avenida Paulo Fontes em frente ao Mercado Público. E, em 1989, ocorreu uma mudança que impactou bastante o sucesso dos carros de mutação: a inauguração da Passarela Nego Quirido. Infográfico mostra como era o desfile dos carros de mutação na Praça XV de Novembro em Florianópolis Ben Ami Scopinho/NSC 🎭Por que os carros de mutação entraram em declínio? Com as escolas de samba, que surgiram em Florianópolis em 1947, as sociedades passaram a dividir o espaço. Inicialmente, o carnaval tinha dois dias para as novas agremiações e outros dois para as grandes sociedades. Foi assim até os desfiles da Avenida Paulo Fontes, explicou Alzemi. Na Passarela Nego Quirido, escolas de samba e sociedades se alternavam. "Até pela tradição, pela força, a expressão do carnaval carioca das escolas de samba, na mídia e como manifestação exportada para o mundo, os holofotes já começam a sair das grandes sociedades e vão direto para as escolas de samba", declarou o pesquisador. Em resumo, as principais razões para o declínio do uso de carros de mutação no carnaval de Florianópolis foram: valorização maior das escolas de samba arquibancadas mudaram o ângulo de visão do público e tornaram os carros de mutação menos impressionantes público começou a achar as mutações muito lentas problemas financeiros nas sociedades dependência das sociedades de dinheiro público sociedades não possuem vínculo com nenhuma comunidade Carro de mutação com transformação vertical Acervo Casa da Memória Sobre a diferença feita pelas arquibancadas da Passarela Nego Quirido, o pesquisador explicou sobre a mudança para o público. "O espectador fica abaixo do carro. Quando você está em uma arquibancada, você fica acima do objeto. Então, esse poder de escala já começa a diminuir". Com isso, a tecnologia artesanal dos carros de mutação deixou de impressionar tanto. "Toda aquela técnica ali é uma coisa demorada porque é uma coisa feita para segurar na mão mesmo. E muitas pessoas começavam a falar 'as sociedades não estão se modernizando'". O fato de as sociedades não serem vinculadas a nenhum bairro da cidade também foi um fator, de acordo com Alzemi. "Essas agremiações não tinham esse pertencimento". De 1994 a 2006, não houve desfiles das grandes sociedades, com os carros de mutação. Elas voltaram de 2007 a 2011, nas últimas apresentações, com as tradicionais Tenentes do Diabo e Granadeiros da Ilha. Na opinião de Alzemi, porém, os desfiles já não eram mais os mesmos. "Foi muito longe daquela variedade de carros. Desfilaram com um carro só e as mutações muito fracas, vamos dizer, do ponto de vista artístico, da criatividade. Diferente daquelas mutações que chegavam a ter torres e de 18 metros de altura. Então ela foi se definhando". Transformação em carro de mutação simula homem cortando maçã no carnaval de 1985 em Florianópolis Reprodução/Arquivo/NSC TV VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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O fim da perda de dados: Microsoft cria "vidro eterno" para salvar a história da humanidade

Publicado em: 21/02/2026 07:00 Fonte: Tudocelular

A Microsoft realizou avanços significativos no Project Sillica. Para quem não sabe, trata-se de uma iniciativa da empresa que usa lasers de femtosegundo para gravar dados em placas de vídro de quartzo. Um dos destaques desse projeto é a durabilidade, que tem tempo estimado de até 10.000 anos. Project Silica: A tecnologia que promete tornar os dados eternos De modo geral, alguns testes de envelhecimento acelerado sugerem que a preservação dos dados pode até mesmo chegar a superar essa marca. Mudança de material: agora é vidro borosilicato Inicialmente, foram feitos testes com silício fundido, mas o projeto passou por mudanças e passou a usar vidro borosilicato, o mesmo tipo de material que é aplicado em utensílios de cozinha e portas de forno. Essa mudança tem vantagens como menor custo e facilita uma futura produção em larga escala.Clique aqui para ler mais

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Celulares mais caros: governo aumenta imposto de importação de eletrônicos

Publicado em: 21/02/2026 07:00 Fonte: Tudocelular

A notícia do fim das taxas extras do presidente Donald Trump nos EUA pode não ter grande impacto nos preços do Brasil, no fim das contas. O governo brasileiro elevou no início de fevereiro a taxa de importação de mais de mil produtos, com um forte impacto no setor de tecnologia.A decisão afeta de imediato os celulares trazidos prontos do exterior, que sofreram um acréscimo de até 7,2 pontos percentuais nos tributos. Aparelhos de marcas sem fabricação local e modelos premium importados chegarão às prateleiras com valores mais altos para o consumidor final. Os smartphones montados no Brasil escapam da nova cobrança em um primeiro momento, mas a nova regra também aumenta os custos de máquinas e equipamentos de produção comprados em outros países e cria um inevitável efeito cascata. Como as fábricas nacionais dependem dessa tecnologia estrangeira para modernizar as linhas de montagem, é esperado que o gasto interno de fabricação também suba e esse custo extra deve afetar os preços ao consumidor a médio prazo.Clique aqui para ler mais

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'Brasil está comprometido com a manutenção da América do Sul como zona de paz', diz Lula na Índia

Publicado em: 21/02/2026 06:29

Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos O presidente Luiz Inácio Lula (PT) afirmou neste sábado (21) que o Brasil está comprometido com a manutenção da América do Sul como zona de paz. Lula discursou ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante sua visita à Índia. Lula também destacou que Brasil e Índia são países com muitas similaridades e defendeu fortalecer a relação do Mercosul com o Sul Global para que nunca mais aconteça "uma guerra fria entre duas potências". " Nós temos na Índia um país com muitas similaridades. Apesar da diferença de quantidade de habitantes, vários dos nossos problemas são similares, nossos conhecimentos científicos e tecnológicos estão próximos e, se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação bilateral Brasil-Índia A gente vai fortalecer o Sul Global, para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências". O presidente Lula ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em 21 de fevereiro de 2026 REUTERS/Adnan Abidi Acordo sobre minerais críticos Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou Narendra Modi, ao lado de Lula. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados. Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética. “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula. “No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou. Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”. O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos. A Índia, que busca reduzir a dependência da China, tem investido na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de fornecedores. Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral. Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030. Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos e terras raras

Publicado em: 21/02/2026 05:55

Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados. Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética. “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula. “No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou. Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”. O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos. A Índia, que busca reduzir a dependência da China, tem investido na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de fornecedores. Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral. Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030. Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial. O presidente Lula ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em 21 de fevereiro de 2026 REUTERS/Adnan Abidi VÍDEOS: mais assistidos do g1