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IFBA abre vagas para especialização técnica em Eficiência Energética Industrial em Salvador; saiba como se inscrever

Publicado em: 23/08/2025 12:49

Reitoria do Ifba em Salvador Divulgação O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com 40 vagas gratuitas abertas para um curso de especialização em Eficiência Energética Industrial em Salvador. As vagas são distribuídas entre ampla concorrência e sistema de cotas raciais, de renda, e para pessoas com deficiência. A formação é destinada a técnicos nas áreas de mecânica, eletrotécnica, automação industrial, refrigeração e climatização, eletrônica, mecatrônica, sistemas de energia renovável e açúcar e álcool, e pessoas graduadas em áreas afins. A seleção será desenvolvida em duas etapas de análise documental: documentação obrigatória (eliminatória) e trajetória acadêmica e experiência profissional (classificatória). O curso possui carga horária de 300 horas, terá aulas presenciais, no campus Salvador do IFBA, no turno noturno (das 18h40 às 22h), e está estruturado em três módulos: básico, específico e projeto de conclusão de curso. A lista de candidatos inscritos será divulgada no dia 15 de setembro. O resultado final está previsto para o dia 24 de setembro. As aulas terão início em 29 de setembro. Detalhes sobre o processo seletivo, requisitos, documentação e sistema de cotas, podem ser acessado na página da seleção. As inscrições são feitas através do preenchimento de um formulário no site do Instituto. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (71) 2102-9568 ou do email nrca.ssa@ifba.edu.br. Sobre o curso Os estudantes do curso vão conhecer as Medidas de Eficiência Energética (MEE) de variadas áreas de conhecimento para atendimento de demandas de uso de energia, metodologias de avaliação e aplicação de práticas racionais. "Força motriz, calor de processo, aquecimento direto e refrigeração, pelas quais perpassam os maiores potenciais de economia na indústria", exemplifica o professor Eduardo Santana, que coordena o pós-técnico. Ao longo da formação, os estudantes também vai desenvolver habilidades necessárias às realização de análises sistêmicas e estratégias de medição e verificação e serão capacitados para o uso de técnicas preditivas, como termografia e ultrassom. LEIA TAMBÉM: Universidade oferece curso de férias gratuito e aberto ao público em Salvador Cursos gratuitos de férias são oferecidos em shoppings de Salvador; veja como se candidatar Projeto oferece quase mil vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional em Salvador; veja como se inscrever Projeto oferece quase mil vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Pesquisa inédita sobre artistas com deficiência visual no teatro vence 2º Jabuti Acadêmico; conheça obra

Publicado em: 23/08/2025 12:10

Uma das bibliotecas da Unicamp Marcelo Gaudio Uma pesquisa inédita sobre artistas com deficiência visual no teatro, publicado pela editora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), venceu a categoria Artes da 2ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. Os vencedores das 26 categorias foram divulgados neste mês. O livro vencedor, chamado “Teatros e artistas com deficiência visual: poéticas do acesso à cena”, foi escrito por Lucas de Almeida Pinheiro, mestre e doutor em Artes da Cena pela Unicamp, e concorreu com quatro obras que tratavam sobre teatro em periferias, cinema na ditadura militar, violência e a representação de corpos — confira todos os livros abaixo. "Breves apontamentos sobre o teatro das_nas_pelas periferias brasileiras", organizado por Alexandre Mate "Cinema de Arquivo: Imagens e Memória da Ditadura Militar", escrito pela Patricia Machado "O corpo gordo e o grotesco: gênero, política e transgressão na arte contemporânea", escrito pela Júlia Mello "O corpo vulnerado", escrito por Eduardo de Jesus e Maria Angélica Melendi "Teatros e artistas com deficiência visual", escrito por Lucas de Almeida Pinheiro - vencedor De acordo com a Unicamp, a obra aborda a presença de artistas com deficiência visual no teatro brasileiro. Com estudo sobre teorias, depoimentos de artistas brasileiros com deficiência visual e uma reflexão crítica, o livro propõe outras possibilidades de vida dentro e fora dos palcos. Participe do canal do g1 Campinas no Whatsapp 📲 Como é o livro vencedor Pesquisa inédita sobre artistas com deficiência visual no teatro vence 2º Jabuti Acadêmico; conheça a obra Reprodução/EPTV e Reprodução/Editora Unicamp O autor analisa os processos criativos de 13 grupos teatrais, e com essas experiências, mostra como o protagonismo de artistas cegos ou com baixa visão enriquece e amplia os limites da atuação, instigando novas linguagens e abordagens. Segundo a editora, o texto mostra que quando a cegueira é compreendida como uma base de inovação e de ruptura, ela passa a atuar como um núcleo de produção de saber e provoca as artes cênicas em todas as suas instâncias. O livro pode ser adquirido no site oficial da Editora Unicamp, pelo preço de R$ 110. LEIA TAMBÉM: Após câncer de laringe, casal sem cordas vocais encontra amor em coral da Unicamp: 'Até o último dia das nossas vidas' De 'óculos leitor' a maquete tátil: como Unicamp evoluiu para ampliar acesso de estudantes cegos a pesquisas Casa do Sol, da escritora Hilda Hilst, reabre após 5 anos com festival que vai da literatura ao baile funk Após câncer de laringe, casal sem cordas vocais encontra amor em coral da Unicamp Jabuti Acadêmico O Jabuti Acadêmico é organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A gratificação reconhece produções acadêmicas nacionais. A premiação, que chega em sua 2ª edição neste ano, é fruto do tradicional Prêmio Jabuti, maior gratificação no campo literário do Brasil, que já está em sua 67ª edição. A premiação abrange 30 categorias, distribuídas em dois eixos principais: "Ciência e Cultura" e "Prêmios Especiais". Neste ano, mais de 2 mil obras de todo o país foram inscritas nas 26 categorias (confira os vencedores do Prêmio Jabuti 2025, abaixo). Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo: Inovação e desenvolvimento sustentável: da inovação convencional à ecoinovação sustentável, de José Carlos Barbieri Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais: Uma enciclopédia nos trópicos: memórias de um socioambientalista, de Beto Ricardo e Ricardo Arnt Arquitetura, Urbanismo, Design e Planejamento Urbano e Regional: O desenho de São Paulo por seus caminhos, de Andreina Nigriello Artes: Teatros e artistas com deficiência visual, de Lucas de Almeida Pinheiro A Máquina da Natureza: uma perspectiva cronológica da ciência da computação teórica, de André L. Vignatti Ciência de Alimentos e Nutrição: Nutrição inclusiva: diversidade e inclusão em alimentação e nutrição, de Aline Alves Ferreira, Thaís Lima Dias Borges e Ursula Viana Bagni Ciências Agrárias e Ciências Ambientais: Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era digital, de Alberto Carlos de Campos Bernardi, Carlos Manoel Pedro Vaz, João Leonardo Fernandes Pires, Luciano Gebler, Lucio André de Castro Jorge, Luis Henrique Bassoi e Ricardo Yassushi Inamasu Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia: Espécies de aves do Rio Cubate: Terra Indígena do Alto Rio Negro, de Camila Cherem Ribas, Damiel Legario Pedro, Dario Baniwa, Dzoodzo Baniwa, Estevão Fontes Olímpio, Fernando Mendonça d’Horta, Gracilene Florentino Bittencourt e Ramiro Dário Melinski Ciências da Religião e Teologia: A salvação da pátria amada: religião e extrema-direita no Brasil, de João Décio Passos, Wagner Lopes Sanchez Comunicação e Informação: Repórter Eros: a história do jornalismo erótico brasileiro , do Valmir Costa Direito: Antropologia e estudos sociojurídicos: a construção de um campo de pesquisa interdisciplinar, de Orlando Villas Bôas Filho Economia: Iguais e diferentes: uma jornada pela economia feminista, da Regina Madalozzo Educação e Ensino: Avaliação educacional: de aprendizagem, institucional, em larga escala , da Sandra Zákia Sousa, Valéria Virgínia Lopes Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional: Propósito de vida da pessoa idosa: conceitos, abordagens e propostas de intervenções gerontológicas, de Cristina Cristóvão Ribeiro Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social: Epidemiologia no Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente, de Naomar de Almeida Filho Engenharias: Energia do lixo: tecnologias de recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, de Antonio Garrido Gallego, Gilberto Martins, Giovano Candiani, Reynaldo Palacios Bereche e Silvia Azucena Nebra Filosofia: Gatos, peixes e elefantes: a gramática dos acordos profundos, de João Carlos Salles Geografia e Geociências: Água subterrânea, história da Terra e consciência ambiental: metas do Programa Aquífero Guarani, de Andrea Bartorelli "em memória", Berenice Balsalobre, Celso Dal Ré Carneiro, Didier Gastmans, Joseli Maria Piranha, Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, Luiz Eduardo Anelli, Renatta Christina da Costa Lemos Vilela, Sueli Yoshinaga Pereira "em memória", Valter Galdiano Gonçales e Virginio Mantesso-Netto História e Arqueologia: Imagens da branquitude: a presença da ausência, de Lilia Moritz Schwarcz Letras, Linguística e Estudos Literários: Modernismo Negro, do Jorge Augusto Matemática, Probabilidade e Estatística: A teoria dos conjuntos e os fundamentos da Matemática, do Rogério Augusto dos Santos Fajardo Medicina: Medicina excessiva: suas causas e seus impactos, do Guilherme Santiago Psicologia e Psicanálise: Hélio Pellegrino: por uma Psicanálise política, da Larissa Leão de Castro Divulgação Científica: Existo, logo penso: histórias de um cérebro inquieto, de Roberto Lent Ilustração: História da ciência ilustrada Vol. 1, ilustrado por Willian Souza dos Santos Tradução: Da alma do mundo: uma hipótese da Física Superior para esclarecimento do organismo universal, da Márcia Cristina Ferreira Gonçalves VÍDEO: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

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Família faz campanha para custear translado de corpo do dono da Banca do Joel ao Piauí

Publicado em: 23/08/2025 11:55

TBT do Bom Dia Piauí relembra importância das bancas de revistas em Teresina A família de Joel Meneses da Costa, conhecido pela tradicional "Banca do Joel", localizada no Centro de Teresina, está fazendo uma campanha para trazer ao Piauí o corpo do jornaleiro. Ele morreu na sexta-feira (22), aos 73 anos, em São Paulo, após complicações decorrentes de uma infecção pulmonar. Joel estava internado desde o dia 5 de agosto em um hospital da capital paulista, onde residia há aproximadamente cinco anos e também mantinha uma banca. O corpo, segundo a família, será velado e sepultado em Teresina. "Ele tinha insuficiência cardíaca, chegou a ser intubado, foi extubado, mas tinha muita dificuldade respiratória. Tão tal que o motivo da morte foi uma pneumonia, uma infecção pulmonar", explicou Joelma Nascimento, filha de Joel. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O custo médio estimado com o translado é de R$ 10 mil. A família já conseguiu arrecadar cerca de R$ 5 mil. A arrecadação de doações para custear o translado está sendo feita na conta de Joelma Nascimento da Costa, filha de Joel. A chave para fazer o envio de doação via Pix é o CPF 007.172.463-02. Banca do Joel Referência em venda de revistas e jornais de todo o Brasil e do mundo, a Banca do Joel, situada na Rua David Caldas, na Praça Pedro II, funciona há cerca de 50 anos. Durante as décadas de 80 e 90, foi considerada também o principal ponto de venda de ingressos para shows e eventos da capital. Com o avanço da tecnologia, o público-alvo da banca tornou-se pessoas que apreciam caça-palavras e estudantes que buscam livros e apostilas para concursos públicos. Morre o jornaleiro Joel, da Banca do Joel, após sofrer AVC em São Paulo Reprodução VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube o

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USP em São Carlos sedia novo instituto nacional dedicado à qualidade dos alimentos

Publicado em: 23/08/2025 09:40

INCT-ALIM monitora resíduos e contaminantes em alimentos Envato O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos (INCT-ALIM) vai ser sediado no Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) em 2026. O projeto reúne mais de 100 pesquisadores de todas as regiões do país. O novo centro científico será voltado à avaliação de riscos à saúde, à caracterização de alimentos funcionais e à gestão de laboratórios especializados em segurança alimentar. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Com foco no desenvolvimento e aplicação de métodos para detectar resíduos e contaminantes em alimentos, o instituto investirá em pesquisas de ponta, na aquisição de equipamentos, na capacitação de jovens cientistas e na concessão de bolsas. Fernando Mauro Lanças, professor do IQSC que é referência nacional em química analítica e coordenador do novo INCT Divulgação/IQSC-USP Coordenado pelo professor Fernando Mauro Lanças, o projeto fortalece a articulação entre instituições públicas, centros de pesquisa e órgãos reguladores. “A proposição do INCT‑ALIM ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta desafios complexos como aumento do consumo de ultraprocessados, insegurança alimentar e mudanças climáticas que afetam a produção”, disse o professor. Mais notícias da região: VÍDEO: discussão termina com carro danificado e ameaças de morte em frente escola de Araraquara ACIDENTE: Pedreiro de 38 anos morre eletrocutado em acidente de trabalho em Araraquara INCÊNDIO: Carreta pega fogo e interdita pista da Rodovia Anhanguera em Porto Ferreira Atuação do novo instituto Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT-ALIM) é sediado no Instituto de Química de São Carlos (IQSC‑USP) Sandra Zambon IQSC Entre as áreas de atuação da rede está o monitoramento de compostos potencialmente cancerígenos. O novo instituto foi estruturado em cinco eixos científicos, todos voltados a assegurar a qualidade dos alimentos desde a produção até o consumo. São eles: Desenvolvimento de métodos analíticos para detectar contaminantes com mais rapidez e precisão; Avaliação de riscos associados à ingestão de resíduos e toxinas; Caracterização de compostos bioativos e nutracêuticos, com foco nos benefícios à saúde; Análise de compostos voláteis e precursores, que influenciam aroma, sabor e segurança; Aplicação de processos de oxidação avançada para a mitigação de contaminantes. Os laboratórios vinculados ao instituto têm desenvolvido métodos analíticos mais sensíveis, rápidos, robustos, automatizados, de menor custo e ambientalmente sustentáveis para detectar pesticidas em alimentos de origem vegetal (como verduras, legumes, raízes, tubérculos e leguminosas), resíduos de medicamentos veterinários em produtos de origem animal (carne, leite, ovos, mel e derivados) e toxinas, como as micotoxinas, presentes em alguns alimentos e bebidas. Outro foco central do instituto é a formação de jovens pesquisadores, que participam de atividades de capacitação por meio de cursos, workshops, treinamentos práticos e programas de intercâmbio científico. VEJA MAIS: Pesquisa revela riscos de bactéria e fungos em carrinhos e cestinhas de supermercados Pesquisa revela riscos de bactérias e fungos em carrinhos e cestinhas de supermercados REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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No Amapá, carros elétricos ganham espaço e ajudam a reduzir poluição

Publicado em: 23/08/2025 09:00

Mobilidade elétrica no Amapá demanda infraestrutura adequada Com o avanço da mobilidade elétrica, o Amapá dá passos importantes na troca de combustíveis fósseis por fontes mais limpas. A adoção de veículos elétricos tem crescido no estado, impulsionando a redução de poluentes e marcando uma transição para um transporte mais sustentável. Além da substituição dos carros a combustão, o movimento envolve a instalação de pontos de recarga e o reconhecimento do papel estratégico da eletrificação na transição energética global. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Empresários e profissionais do setor já sentem os impactos positivos. O empresário de tecnologia Wellison Figueiredo conta que reduziu os gastos com gasolina e manutenção. “Antigamente, eu tinha muito gasto com gasolina e peças de motor. Isso gera um custo. Com o carro elétrico, são zero problemas com manutenção e gasolina”, afirmou. Ponto de recarga de carro elétrico, em Macapá Fabiana Figueiredo/GEA Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, veículos elétricos não emitem poluentes. Eles também oferecem recursos como comando de voz e podem fornecer energia para aparelhos eletrônicos e até residências. Além de silenciosos, exigem menos manutenção, feita por quilometragem ou uma vez por ano. A gerente de concessionária Mírian Rocha explica que os carros elétricos têm menos peças sujeitas a desgaste. “Além do valor da mão de obra, um carro a combustão traz um gasto a mais no valor da troca de peças que são de desgaste. Os elétricos não têm peças a serem trocadas. O que vai ser feito é uma manutenção em cima da suspensão e dos freios. Isso é um custo-benefício. As baterias não têm vida útil e não viciam”, explicou. LEIA TAMBÉM: Ação inicia retirada de 40 toneladas de lixo no Perpétuo Socorro, em Macapá Projeto ambiental resgata 600 animais silvestres entre Amapá e Ceará Com o aumento das vendas, o Amapá ampliou a rede de recarga. Já há quatro postos em funcionamento nas cidades de Macapá, Porto Grande e Tartarugalzinho. “Um carregador rápido, por exemplo, leva cerca de 40 minutos para abastecer um veículo, dependendo do modelo”, explica Paulo Tarso Júnior, diretor de uma empresa de soluções energéticas. Há também carregadores portáteis, que levam de sete a oito horas para completar a carga, e modelos padrão, com tempo médio de quatro a cinco horas. “Os usuários de veículos para trabalho necessitam de carregamento na rua. É uma solução para suprir as necessidades”, acrescenta o diretor. Segundo Mírian Rocha, o consumidor de carros elétricos costuma ser alguém ligado à tecnologia, preocupado com o meio ambiente e atento aos gastos. Ela afirma que cerca de 300 unidades já foram vendidas, o que mostra o aumento da procura por esse tipo de veículo. A especialista em design de projetos de energia renovável, Milena Megre, afirma que a eletrificação da frota é essencial para reduzir o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes. Segundo ela, essa mudança contribui para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam garantir energia limpa e acessível até 2030. “No Brasil, a gente tem visto uma entrada maior dos veículos elétricos que são aderidos nas metrópoles das grandes cidades, até como contrapartida ao preço dos combustíveis, seja gasolina ou etanol, pois há uma redução de custos no fim do mês. Abastecer com eletricidade para o uso urbano é vista por muitas pessoas como uma boa solução”, conclui Megre. Carro elétrico em Macapá João Pantoja/Rede Amazônica Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Entenda como o aleitamento materno é essencial para o desenvolvimento do bebê: ‘Cada gota vale a pena’, diz mãe

Publicado em: 23/08/2025 08:00

Maielly Pereira, de Bauru (SP), é pediatra, alergista, imunologista e mãe de primeira viagem Elen Laureano/ Divulgação Hapvida A importância do aleitamento materno, reforçada durante a campanha do ‘Agosto Dourado’, vai além de apenas um alimento: ele protege, fortalece e até guarda uma “memória imunológica” das batalhas que a mãe já travou contra vírus e bactérias. A pediatra, alergista e imunologista Maielly Pereira, médica e mãe de primeira viagem, explica que amamentar não serve apenas para nutrir o bebê. “É algo que constrói microbiota, fortalece o vínculo afetivo, estimula o neurodesenvolvimento e oferece imunidade. O leite materno reflete a experiência imunológica da mãe e transfere essa proteção para a criança”, afirma. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Segundo a médica, quando a mulher entra em contato com vírus, bactérias ou vacinas, produz anticorpos que passam para o bebê pelo leite. Essa proteção é dinâmica e pode ser atualizada durante a amamentação. “Se a mãe for exposta a um novo microrganismo, o leite rapidamente incorpora anticorpos atualizados, garantindo defesa sob medida”, explica. 'Agosto Dourado' celebra mês de conscientização ao aleitamento materno Outro ponto destacado é a capacidade de o leite se transformar de acordo com a necessidade da criança. Nos primeiros dias, o colostro é rico em proteínas e anticorpos. Depois, o leite maduro ajusta nutrientes como gorduras e carboidratos para favorecer o crescimento e o desenvolvimento cerebral. Até a saliva do bebê em contato com o mamilo ajuda nesse processo, enviando sinais ao corpo materno sobre suas necessidades. Desenvolvimento orofacial Segundo Victoria Mota Colombara, fonoaudióloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) de Bauru e atuante no setor de neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP), a amamentação também é fundamental para o desenvolvimento das estruturas orofaciais. Victoria Mota Colombara é especialista em aleitamento materno e fonoaudióloga do setor neonatal do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) Arquivo pessoal “Mamar exige esforço muscular coordenado. A criança precisa realizar a “sucção nutritiva”, que envolve movimentos de língua, mandíbula, bochechas e lábios, tudo isso de forma rítmica”, explica a especialista em aleitamento materno ao g1. Ainda de acordo com Victoria, a amamentação promove a maturação neurológica e a integração sensório-motora, já que também exige a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, habilidade essencial para a introdução alimentar e funções como sugar, deglutir, mastigar e falar. LEIA TAMBÉM 'FOLCLORE': Conheça a lenda do Unhudo, o major que 'voltou da morte' para proteger a fauna e a flora de suas terras no interior de SP 'INCLUSÃO': Alunos da Apae ajudam a produzir animação em stop motion sobre inclusão: 'Riqueza de valores' 'TECNOLOGIA': Estudante cria software de estudo para o Enem em apenas dois dias e vence prêmio global: 'Honra enorme' Além disso, a fonoaudióloga explica que, durante a amamentação, o bebê está em contato direto com a mãe, o que favorece a comunicação não verbal, o olhar e a escuta da voz materna, estímulos que também servem de base para o desenvolvimento da linguagem oral. Victoria Mota Colombara é especialista em aleitamento materno e fonoaudióloga do setor neonatal do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) Arquivo pessoal Conexão mãe e filho Mesmo após um ano, a médica ressalta que o leite continua tendo valor nutricional e imunológico. “Ele não vira ‘água’. Continua sendo fonte de energia, nutrientes e anticorpos, além de trazer segurança e conforto. Estudos mostram que a amamentação prolongada reduz alergias, melhora o desenvolvimento cognitivo e diminui doenças crônicas na vida adulta”, ressalta Maielly. Além disso, a especialista, que também viveu na pele a experiência do aleitamento materno, afirma que é um momento transformador. “No começo foi difícil, até ajustar a pega, mas nunca esqueço o primeiro contato pele a pele. Hoje, entendo que amamentar vai muito além da biologia. É amor e dedicação em cada gota”, relata em entrevista ao g1. "Amamentar é resistir: à dor, ao cansaço, aos comentários desmotivadores e à falta de apoio. Mas não resistam sozinhas. Busquem ajuda. Cada gota vale a pena”, finaliza. Maielly Pereira, de Bauru (SP), é pediatra, alergista, imunologista e mãe de primeira viagem Elen Laureano/ Divulgação Hapvida Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Trump quer mandar recado para Maduro de que é capaz de invadir Venezuela: 'Mísseis não são para combater cartéis', diz analista

Publicado em: 23/08/2025 06:00

EUA enviam navios de guerra para a costa da Venezuela Nesta semana, os Estados Unidos deslocaram navios de guerra, aviões, ao menos um submarino e cerca de 4.000 militares para o mar do Sul do Caribe, perto da costa da Venezuela, segundo as agências de notícias Reuters e Associated Press. O objetivo seria o combate aos cartéis de drogas que operam na região levando drogas da América do Sul aos EUA. O arsenal mobilizado, contudo, seria um recado de Trump para o governo de Nicolás Maduro, mostrando que ele é capaz de invadir a Venezuela, mais do que uma forma de combater o crime organizado, segundo o cientista político Carlos Gustavo Poggio. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Mísseis não são para combater cartéis de drogas", diz o professor do Berea College, nos EUA, ao g1. "Não faz sentido jogar um Tomahawk [míssil teleguiado lançado dos navios de guerra que pode viajar centenas de quilômetros] em um cartel." O governo do presidente Donald Trump tem dado mostras de que Maduro é o novo alvo dos EUA: Seis navios de guerra foram deslocados para o sul do Caribe, perto da costa da Venezuela, sob a alegação de conter ameaças de cartéis de tráfico de drogas, segundo agências de notícias. Ao responder o porquê do deslocamento de navios, a porta-voz do governo, Karoline Leavitt, disse na terça (19) que Maduro "não é um presidente legítimo", além de ser "fugitivo" e "chefe de cartel narcoterrorista" —e que, por isso, os EUA usariam "toda a força" contra o regime venezuelano. A referência a "fugitivo" se explica pelo fato de os EUA terem colocado, no início de agosto, uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 275 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o presidente venezuelano é acusado de envolvimento em conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico. O governo americano também diz que Maduro lidera o suposto Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional. Entenda a escalada de tensões entre governo Trump e Venezuela Mobilização Em resposta ao envio americano dos navios de guerra, Maduro anunciou mobilização de 4,5 milhões de milicianos para combater o que chamou de "ameaças" dos EUA. "Destróieres, aviões espiões, mísseis Tomahawk não são úteis para combater cartéis", diz Poggio, ao g1. "Cartéis de drogas não têm navios de guerra, não têm aviões. Eles geralmente usam rotas terrestres para chegar até os EUA. Quando muito, usam embarcações pequenas e lanchas rápidas." O cientista político aponta, por sua vez, que o efetivo militar deslocado é "extremamente eficaz" para atacar ou invadir um país. Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, líder do chavismo na Venezuela Kevin Lamarque e Manaure Quintero/Reuters Além dos três destróieres da Marinha dos EUA, equipados com o poderoso sistema de combate Aegis, e três navios de desembarque anfíbio, feitos para transportar e desembarcar divisões terrestres, o governo Trump deslocou aviões espiões P-8 Poseidon e pelo menos um submarino, além de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais para a região. "Se isso acontecer, estaremos diante de um fato histórico: seria a primeira invasão direta dos Estados Unidos em um país da América do Sul, e que faz fronteira com o Brasil", afirmou o professor, na rede social X. Militarização Poggio nota que Trump aposta na militarização do combate, tendo se mostrado um grande entusiasta das soluções militares dentro das fronteiras americanas — por exemplo, nos casos de emprego da Guarda Nacional em Los Angeles e em Washington para conter protestos e combater o crime. Isso também explica a medida de Washington que equipara os cartéis de drogas a grupos terroristas. "Organizações criminosas não são organizações terroristas. Não faz sentido confundir uma com outra", diz Poggio, acrescentando que "isso, por outro lado, dá algumas prerrogativas legais a Trump". Navio anfíbio USS San Antonio, integrante do grupo de combate Iwo Jima da Marinha dos Estados Unidos. Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos Cartel de los Soles Donald Trump aponta Nicolás Maduro como o chefe de uma organização chamada Cartel de los Soles, que seria liderada pelo alto escalão do Exército da Venezuela. Segundo a imprensa latino-americana, o grupo atua como facilitador de rotas de drogas para outros grupos que vendem os produtos no mercado americano, como o mexicano Cartel de Sinaloa e o também venezuelano Tren de Aragua. Desde a semana passada, alguns países sul-americanos têm acompanhado a decisão de Trump de designar o Cartel de los Soles como organização terrorista, começando pelo Equador, governado por Daniel Noboa, de direita. Em seguida, foi a vez do presidente Santiago Peña, do Paraguai. Nesta sexta-feira (22), a Guiana também publicou uma medida semelhante. Para Poggio, a iniciativa é uma confluência de fatores: "A iniciativa vem de países que têm um antagonismo com a Venezuela e com o chavismo, e que querem chamar a atenção de Trump de alguma forma para seus interesses". Enquanto Equador e Paraguai são governados por opositores do chavismo, a Guiana se encontra em uma disputa terrirorial com Caracas pela região de Essequibo, que ela controla. Poder de fogo de Caracas Em contraposição aos EUA, a Venezuela tem problemas em seu arsenal militar. Segundo o IISS (Instituto Internacional para Estudos Estratégicos), as Forças Armadas venezuelanas operam com "capacidades restritas" e "problemas de prontidão" por conta de "sanções internacionais, isolamento regional e uma crise econômica de longa data", que nas últimas décadas limitaram a capacidade de comprar armamentos e tecnologia militar. "Sanções internacionais e a crise econômica limitaram significativamente a capacidade do país de obter novas tecnologias militares. (...) Devido à capacidade limitada de aquisição, grande esforço é direcionado a reparos e modernizações de sistemas já existentes, e a Força Aérea e a Marinha enfrentam problemas de prontidão", afirmou o IISS no relatório. Por conta dessas restrições, muita incerteza paira sobre as capacidades militares reais da Venezuela, mesmo com o país tendo alguns equipamentos considerados relativamente modernos. Poderio militar da Venezuela. Gui Sousa/Equipe de arte g1

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De drone para contar boi a aplicativos conselheiros: tecnologia avança no campo e combate até roubos

Publicado em: 23/08/2025 05:00

Drone de pulverização resolve falta de mão de obra nos cafezais Robôs que colhem frutas ou substituem trabalhadores ainda não chegaram às lavouras brasileiras. Mas a tecnologia já começa a mudar a rotina no campo. Drones, aplicativos e sensores estão ajudando produtores a enfrentar problemas antigos, como a pulverização em áreas íngremes, a falta de técnicos para orientar o dia a dia e até os roubos de animais. Tudo isso só é possível com internet na lavoura. Contudo, apenas 35% das áreas produtivas têm conexão 4G e 5G, aponta o levantamento da Associação ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Para mudar este cenário, o projeto Semear Digital, encabeçado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), busca levar conectividade a algumas cidades rurais do Brasil, além de apresentar tecnologias para a população. Confira mais abaixo. ➡️ Esta reportagem faz parte do quarto episódio da série "PF: Prato do Futuro", onde o g1 mostra soluções para desafios da produção de alimentos no Brasil. Saiba também: Como a chegada da internet mudou a vida de agricultores em 4 anos Internet no campo cresce, mas qualidade da conexão é baixa: 'Fui educado que não me pertencia’, diz produtor Drones na lavoura Uma das tecnologias levadas pela Embrapa a Caconde foi o drone de pulverização. Ele aplica defensivos agrícolas (agrotóxicos ou biológicos) e fertilizantes. Em Caconde, o drone foi essencial por causa do relevo. A cidade tem montanhas com cerca de 45 graus de inclinação. Isso tornava o trabalho manual difícil, considerando também que os equipamentos são pesados. Além disso, o declive impede a entrada de maquinários. Somado ao drone, o Semear Digital ajudou a instalar uma fábrica de defensivos biológicos no Sindicato Rural de Caconde. Isso permitiu aos produtores de café trocar os agrotóxicos por alternativas mais sustentáveis. “A gente não tem mais a jornada exaustiva do trabalhador, não tem mais essa exposição química do trabalhador junto a esses produtos toxicológicos. Tem a questão da preservação ambiental, de não contaminar as águas”, diz Ademar Pereira, presidente do Sindicato Rural de Caconde. Porém, essa tecnologia é cara: cada kit com três baterias, uma estação de recarga e o drone custou R$ 135 mil para o sindicato. Em Caconde, os produtores se revezam no uso do equipamento. Mas, segundo Pereira, valeu a pena. Com o drone, ficou mais fácil controlar pragas no tempo certo, o que melhorou a produção e a qualidade do café. Contagem de gado com IA e drone: conheça tecnologia que minimiza perda de bois Os drones também podem ser usados de outras formas na agricultura e na pecuária. Na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, pesquisadores desenvolvem um drone que usa câmera e inteligência artificial para contar o rebanho. O líder do estudo, Jayme Barbedo, explica que pecuaristas com propriedades grandes têm dificuldades em controlar o rebanho. “Os animais são roubados, são perdidos, morrem e eles nem ficam sabendo”, exemplifica o pesquisador. Essa contagem conseguiu ser melhorada com uma solução simples: a câmera do drone fica em um ângulo inclinado, ou seja, diferente de quando está apenas virada para baixo. Assim, o drone consegue ver uma área maior e contar mais animais de uma vez. O estudo está na segunda e última fase de desenvolvimento. A ideia é que o drone também identifique o estado de saúde dos animais e suas medidas corporais. Isso ajudaria a definir o melhor momento para o abate, diz Barbedo. Técnica na palma da mão Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais O Semear Digital também apresenta aplicativos de precisão desenvolvidos pela Embrapa para os agricultores e criadores de animais. Eles são gratuitos e funcionam em celulares Android. Na criação de peixes, o aplicativo se chama “Aquicultura Certa”. Já para a pecuária leiteira, é o “Roda da Reprodução”. Apesar de diferentes, os dois funcionam de forma parecida: os criadores inserem informações básicas sobre os animais e o sistema oferece orientações. Por exemplo, o produtor informa quanto os animais comem, peso e dados mais específicos, como o pH da água, no caso dos peixes, e o período de lactação, para as vacas. A partir dessas informações, o sistema informa se os parâmetros são os ideais e, caso não sejam, diz como eles devem proceder. “A gente não tem um técnico aqui na piscicultura diariamente. Então, o aplicativo nos auxilia demais. [Com a internet], no meio da água, eu consigo ter informações”, afirma Tiago Oliveira, criador de tilápias. Leia também: Empresa brasileira insere DNA bovino em microrganismos para produzir leite Conectividade e segurança A internet também é fundamental para a segurança no campo. Na piscicultura do Tiago, por exemplo, aconteciam roubos constantemente. As perdas chegavam a R$ 20 mil por gaiola com tilápias perdida. Depois da chegada da internet, ele instalou um monitoramento por câmeras, acompanhadas por uma central. Quando algo suspeito é identificado, a polícia é acionada. Desde 2022, quando ele comprou o equipamento, os roubos não aconteceram mais. A conectividade também é uma arma no combate aos incêndios no campo. “É uma verdadeira catástrofe quando você não tem a conectividade: você demora para saber onde tem o fogo, você não sabe o que você vai fazer”, diz Aziz Galvão, professor na UFV. Isso porque é por meio do celular que os grupos de combate são mobilizados e coordenam a ação. Como levar internet para o campo Prato do Futuro: como o acesso à internet melhora a vida no campo Levar internet para comunidades rurais amplia a comunicação delas com o mundo, afirma Luciana Romani, coordenadora de parcerias do Semear Digital. Um exemplo disso é o aumento de vendas pela internet entre os produtores que passam a usar redes sociais. Para eles, há ainda outras novidades que, para quem é da zona urbana, são corriqueiras, como usar aplicativos de banco. “O pessoal não consegue mensurar o quanto isso faz falta. Até uma previsão do tempo: a gente não conseguia ver em que dia eu poderia fazer uma adubação”, afirma Pereira, presidente do Sindicato Rural de Caconde. Em 2024, 15% dos domicílios rurais brasileiros ainda não tinham acesso à internet, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo onde a internet chega, a qualidade ainda é um problema. Apenas 52% dos domicílios rurais possuem conexão 4G e 5G, segundo o ConectarAGRO. Caconde, no interior de São Paulo, foi a cidade piloto do Semear Digital. O projeto é desenvolvido pela Embrapa, em parceria o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Para escolher qual município vai ser beneficiado, a equipe analisa mais de 34 indicadores, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o número de propriedades, o nível de conectividade, entre outros. Cada cidade possui uma razão diferente para não ter internet, por exemplo, por ser área de floresta ou de relevo difícil. No caso de Caconde, a cidade é rodeada de montanhas, com a altitude variando entre 800 e 1.300 metros. Por isso, cada local exige uma solução diferente. Em Caconde, a internet chegou via rádio, com antenas repetidoras. Mais da metade das quase 2.500 pequenas propriedades do município já tem internet. No caso da ilha do Marajó, no Pará, foi necessário levar a conectividade usando satélites, por causa da floresta. Saiba também: Cientistas alteram a genética do milho e deixam ele mais resistente a secas e altas temperaturas Mais tecnologia A tecnologia tem se tornado cada vez mais presente no campo: em 2024, o número de startups que oferecem soluções tecnológicas inovadoras para o setor, conhecidas como agtechs, cresceram mais de 75% na comparação com 2019, aponta a pesquisa Radar Agtech Brasil 2024, elaborada pela Embrapa, Homo Ludens e SP Ventures. O estudo divide essas empresas em três grupos: Antes da fazenda: oferecem tecnologias para processos anteriores à produção, como compra de insumos e máquinas. Essa categoria responde por 18,6% das startups mapeadas. Dentro da fazenda: agtechs que trabalham com soluções dentro da propriedade, como monitoramento do uso da água e controle de insumos. O grupo é o maior entre o setor, representando 41,5% do total. Depois da fazenda: categoria mais voltada para processos como logística, distribuição e comercialização. É o segundo tópico mais visado pelas startups, sendo 39,9% das agtechs. 'Fui educado que não me pertencia', Internet no campo cresce, mas qualidade é baixa Leia também: Boi com chip na Amazônia: como funciona o rastreamento para saber se a carne está livre de desmatamento Cafezinho em risco: como sombra de árvores ajuda planta a lidar com o planeta mais quente Internet no campo melhora a produção; veja FOTOS Caconde passou a ter acesso a internet após participação no projeto Semear Digital Fábio Tito / g1

Menopausa precoce: parar de menstruar antes dos 40 anos é normal? Veja sintomas e consequências dessa condição

Publicado em: 23/08/2025 04:01

Mulheres que param de menstruar antes dos 40 anos enfrentam a chamada menopausa precoce. Freepik Os sintomas são comuns para mulheres na faixa dos 50 anos: ondas de calor, problemas no sono, alterações de humor e falta de libido – a menopausa. Mas, para algumas, eles podem chegar antes mesmo dos 40 anos. É a chamada menopausa precoce. No caso da pedagoga Lidiana Caldas, o diagnóstico foi confirmado muito cedo, aos 32 anos. Os sinais começaram meses após a retirada de um cisto de sangue nos ovários. Hoje, com 47 anos, ela ainda convive com boa parte dos sintomas. (leia a história completa abaixo) "Faz 15 anos que tenho os sintomas da menopausa e nunca melhorei, mesmo fazendo diversos tratamentos hormonais diferentes", conta Lidiana. Ainda que cirurgias possam levar a quadros de menopausa precoce, os médicos nunca conseguiram afirmar com certeza o que motivou o início tão cedo dos sintomas no caso de Lidiana. E, segundo os ginecologistas, isso é comum quando o assunto é menopausa precoce. "Há casos, como esse, em que é muito difícil estabelecer uma relação [de causa e efeito] porque muitos fatores podem levar à menopausa precoce", afirma Flávia Fairbanks, mestre e doutora em ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). LEIA TAMBÉM: Mulheres vão viver mais tempo sob os efeitos da menopausa: entenda o que é, quais os sintomas e como lidar Menopausa: qual a relação dos hormônios com a saúde mental da mulher? Causas e sintomas da menopausa precoce Maria Celeste Osório Wender, ginecologista e presidente da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que muitos casos de menopausa precoce são idiopáticos – termo médico utilizado para definir quando uma doença ou condição tem uma causa desconhecida ou que não pode ser identificada. ➡️Mas há alguns fatores que podem fazer com que a mulher deixe de menstruar antes do período considerado normal: Fatores genéticos Grandes cirurgias na região abdominal Tratamentos como quimioterapia e radioterapia Alterações cromossômicas Ela também pondera que, apesar de ser difícil identificar a causa da menopausa precoce, sabe-se que os hábitos ao longo da vida não influenciam nesse quadro. "O único hábito que pode influenciar é o tabagismo, mas isso antecipa por volta de dois anos, o que não é uma interferência tão significativa", analisa a ginecologista. A depender da causa, as ginecologistas explicam que é possível prever se a mulher vai passar por uma menopausa precoce. Isso é válido especialmente para mulheres que já têm casos de menopausa precoce na família, que têm uma situação genética conhecida, que estão passando por algum tipo de tratamento ou cirurgia. "Tudo isso é muito importante porque a gente já fica com um olhar especial para essas pacientes para ver se elas de fato possam estar desenvolvendo esse processo de maneira precoce", afirma Flávia Fairbanks. ➡️E ainda que esse processo comece antes para algumas mulheres, os sintomas são muito semelhantes e incluem: Ondas de calor Secura vaginal Perda da qualidade do sono Diminuição da libido Falta de concentração e de memória Secura geral na pele e nos olhos Redução da capacidade cognitiva e de concentração A grande diferença, segundo as ginecologistas, é quando a menopausa precoce acontece de forma abrupta, como em casos em que a causa é uma situação cirúrgica. "O que mais diferencia em termos dos sintomas não é tanto a idade da mulher que está passando por essa situação, mas muito mais a velocidade com a qual ela entrou nesse processo. Todas as vezes que isso estiver relacionado a uma situação abrupta, a intensidade dos sintomas vai ser muito maior", comenta Fairbanks. Em mulheres em que o processo acontece de forma natural, só que mais cedo, a tendência é que os sintomas sejam até mais suaves. Ondas de calor, insônia e ansiedade: os desafios da menopausa para milhões de brasileiras 'Parei de menstruar com 32 anos' Para Lidiana Caldas, os sinais vieram todos juntos, de forma muito intensa, e começaram seis meses depois de uma cirurgia. "Em 2009, eu fiz uma cirurgia para a retirada de um cisto nos ovários. Era um cisto de sangue e na época o médico me disse que eu não teria dificuldades na recuperação, que inclusive poderia ter quantos filhos quisesse", conta a pedagoga. Meses depois, o que ela sentiu foi um calor insuportável e recorrente, enxaqueca e irritação, além de uma redução no fluxo menstrual, todos sintomas da menopausa. "Como faço acompanhamento regular com o médico por causa da cirurgia e também porque a minha família tem histórico de câncer, um dos exames mostrou que meus ovários estavam atrofiando, e comecei o tratamento", lembra. Foram meses tomando hormônios e trocando de médicos para tentar descobrir a causa do problema quando aos 32 anos recebeu o diagnóstico: menopausa precoce. Ela conta que, pela proximidade com a cirurgia, alguns médicos acreditavam que a situação poderia ser transitória e que poderia ser revertida com a reposição hormonal. Mas nunca estabeleceram uma relação direta entre o procedimento e o adiantamento da menopausa. Flávia Fairbanks explica que, quando há a confirmação da menopausa precoce, o processo não pode ser revertido. "Do ponto de vista de criar óvulos nos ovários, infelizmente, a gente ainda não tem essa tecnologia. E como a menopausa se instala justamente pelo esgotamento do número de óvulos, então isso fica realmente muito difícil", detalha. O que é recomendado nesses casos é a reposição hormonal, tanto para amenizar os sintomas como evitar complicações que podem surgir a partir dessa situação. No caso de Lidiana, as tentativas de tratamento com hormônios via oral, gel e implante no braço não surtiram efeitos definitivos e ela ainda convive com boa parte dos sintomas. "Hoje é uma grande frustração ter pagado por tantos tratamentos e não ter nenhum sucesso. Atualmente não tenho mais nada de hormônio sendo produzido pelo corpo e os sintomas continuam", lamenta a pedagoga. Consequências da menopausa precoce Além da convivência com os sintomas, que pode se estender por anos em alguns casos, a menopausa precoce também traz consequências relacionadas à qualidade do envelhecimento da mulher. Maria Celeste destaca que os dois principais problemas observados são perda óssea e comprometimento da saúde cardiovascular. A falta de reposição hormonal em casos de menopausa precoce pode levar a um aumento de placas nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares como derrames e infartos. Além disso, há uma alta na chance de desenvolver osteopenia e osteoporose, condições associadas a fraturas graves e perda na qualidade de vida, se não tratadas. "Essas mulheres vão conviver por muito mais tempo com uma quantidade mais baixa de hormônio e por isso podem desenvolver problemas de saúde ainda mais cedo", comenta a ginecologista.

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Orçamento de 2026: governo busca de novo alta de impostos para equilibrar as contas públicas; setor produtivo resiste

Publicado em: 23/08/2025 04:00

Apresentada inicialmente para compensar a alta do IOF, que havia sido derrubada pelo Congresso mas foi retomada após decisão judicial, a medida provisória que eleva uma série de impostos agora faz parte da estratégia do governo para equilibrar as contas públicas em 2026, ano eleitoral, e tentar evitar uma restrição maior de gastos. A proposta, que contempla o aumento da tributação sobre empresas (juros sobre capital próprio), "fintechs", apostas online, criptoativos, cooperativas e títulos incentivados — como LCI e LCA — enfrenta, porém, forte resistência do setor produtivo. Publicada em junho, a MP 1.303 está em vigor, mas tem de ser votada pelo Congresso Nacional até o início de outubro para não perder a validade. Nas contas do governo, as propostas nela contidas gerarão um incremento de arrecadação de R$ 21 bilhões em 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já adiantou que os recursos arrecadados com a MP estão nos cálculos da equipe econômica para tentar fechar as contas no ano orçamento do que vem — cuja proposta será encaminhada ao Legislativo em 30 de agosto. Em busca da meta fiscal A área econômica do governo tem dito, até o momento, que vai manter a meta para as suas contas — algo considerado difícil pelo mercado — em um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 31 bilhões, para o ano de 2026 (com intervalo de tolerância). Isso tende a gerar um cenário de forte restrições de gastos em um ano eleitoral. Cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, apontam que o cumprimento da meta fiscal de 2026 demandará um esforço de R$ 80 bilhões para chegar ao piso da meta fixada (déficit zero, considerando o intervalo de tolerância). Metade desse esforço, pelos cálculos, pode vir do aumento do IOF (já confirmado) e da MP que eleva impostos (ainda passível de aprovação pelo Congresso). ▶️Se a Medida Provisória for derrubada, toda, ou em partes, a equipe econômica terá de fazer ajustes no orçamento, antes de sua aprovação pelo Legislativo, para compensar a perda de recursos e tentar atingir a meta fiscal. ▶️O aumento de arrecadação para atingir as metas fiscais não é um expediente novo do governo. Em 2024, por exemplo, a equipe econômica contou com as receitas dos seguintes aumentos: tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior); mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido em 2024 (ano inteiro); retomada do voto de confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais). Lula edita MP que aumenta impostos, mesmo com críticas Outras ações para equilibrar o orçamento ▶️Além de contar com os recursos da MP 1.303, a equipe econômica também espera a aprovação, pelo Senado Federal, da PEC 66, que trata de precatórios e que também abre uma folga de R$ 12,4 bilhões no orçamento de 2026 (no limite de gastos) por conta da diferença entre a inflação prevista no envio do orçamento e o resultado final do ano anterior. O governo argumenta que busca abrir esse espaço no teto de gastos para incorporar as despesas com o salário maternidade. ▶️Sem dar detalhes, o Tesouro Nacional avaliou, no fim de julho, que, além do aumento do IOF e da MP que eleva tributos, um "esforço adicional de arrecadação" pode ser necessário para atingir as metas das contas públicas nos próximos anos. Em 2024 e 2025, o governo lançou mão de receitas extraordinárias para buscar as metas fiscais como, por exemplo, dividendos de empresas estatais e leilões adicionais de petróleo. Posição do setor produtivo ▶️Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que, entre os principais pontos que preocupam, está o aumento do IR na fonte sobre juros sobre capital próprio (JCP), que reduzirá investimentos das empresas, e o início da tributação sobre títulos incentivados (debêntures, LCIs e LCAs), além da "falta de clareza" sobre limitações a limitação do uso de créditos tributários, algo que "traz grande insegurança e incerteza para as empresas, prejudicando seu planejamento". Por outro lado, julga que o aumento do tributo sobre as "bets" é "correto e necessário". "O correto seria ampliar o rol de medidas estruturantes de redução de despesas, buscando a contenção e racionalização do gasto público; em vez de focar no aumento da tributação, que já se encontra em patamar muito elevado. Para se ter uma ideia desse nível excessivo de tributação: a carga tributária do Brasil corresponde a 32,3% do PIB, enquanto a carga tributária média na América Latina é de 21,4%", avaliou a CNI. ▶️Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que "compreende a necessidade" de busca do equilíbrio das contas públicas para adequação ao arcabouço fiscal vigente, mas avalia que o aumento da carga tributária, com novo aumento de tributos, "não é a solução ideal, pois traz consequências ao funcionamento da economia real". "O debate em torno das alternativas deve ser aprofundado no Parlamento durante a tramitação da MP 1.303", acrescentou a Febraban, por meio de nota. ▶️Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que conta com mais de 120 empresas associadas atuantes nas áreas de energia elétrica, petróleo e gás natural, transportes, saneamento ambiental, telecomunicações e indústrias de base, diz que é contra o fim dos incentivos fiscais presentes nos rendimentos das debêntures incentivadas, debêntures de infraestrutura e das Letras de Crédito de Desenvolvimento. "As debêntures, títulos do mercado de capitais, são hoje a principal fonte de financiamento da infraestrutura. As letras de crédito de desenvolvimento (LCD) são títulos importantes para a captação de recursos pelos bancos de fomento para financiarem infraestrutura. Portanto, o fim dos incentivos, poderá reduzir os investimentos e eventual aumento de tarifas publicas, pedágio, contas de luz, água e esgoto, dentre outros. É um contrasenso", diz o presidente da Abdib, Venilton Tadini. ▶️Associação de Bets e Fantasy Sport (ABFS) avalia que a MP caminha na direção equivocada de aumentar ainda mais a carga tributária sobre "setores que já contribuem de forma significativa para a arrecadação nacional". "O novo aumento não só inviabiliza a operação de empresas no Brasil como também compromete a geração de empregos e a manutenção de investimentos no país (...) Uma elevação nesse patamar representa um desestímulo ao setor legalizado, favorecendo o mercado paralelo e reduzindo a competitividade do Brasil frente a outros países. A consequência é a fuga de investimentos, além de menor arrecadação no médio prazo, exatamente o contrário do que o governo busca com a medida", acrescenta a entidade. ▶️Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), que reúne quase 500 empresas e representa 88% do valor de mercado listado na B3, avaliou que o aumento nos juros sobre capital próprio (JCP) será um "desestímulo ao mercado de capitais e promoção do endividamento das empresas brasileiras, e que a limitação do uso de créditos "terá impacto no caixa das empresas brasileiras e resultará em aumento do endividamento das empresas e insegurança jurídica para operar no Brasil". "Há muitas utilizações de crédito dentro do mesmo grupo empresarial. Aliás, algumas empresas foram criadas justamente porque havia uma falha no mecanismo de compensação de devolução desses créditos ao consumidor. Então, o fato que um desajuste do tributário atual levou a um sentido econômico, e as empresas acabaram criando empresas subsidiárias ou em áreas correlatas, para justamente dar fim ou dar encaminhamento a esses créditos tributários. Este é um problema muito grande, essa proibição é muito grande", disse Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca. ▶️Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que tem cerca de 700 empresas associadas. Diego Perez, presidente da entidade, avaliou que as "fintechs", mesmo que de grande porte, se diferenciam de instituições financeiras por não poder fazer a chamada "intermediação financeira", ou seja, não captarem recursos usando o dinheiro dos clientes. E também não podem compensar perdas com créditos tributários. Por isso, em sua visão, mesmo com um tributação menor, atualmente, as "fintechs" já são tributadas com uma "alíquota efetiva" maior do que a dos grandes bancos. "Operação das 'fintechs' já é de margem [de lucro] apertada. As empresas oferecem, por exemplo, contas gratuitas para competir com grandes bancos, entregando um produto mais barato. Quando majora [a alíquota], acaba tirando ela do jogo. Vai ter desaceleração muito grande [da atividade], fintechs que vão ter de fechar as portas e deixar de existir e seus empreendedores voltarem para grandes bancos", declarou Diego Perez, da ABFintechs. ▶️Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que reúne 98 sindicatos e associações patronais do setor da construção em todo país. Entidade avalia que o aumento da tributação sobre debêntures incentivadas e LCIs, instrumentos de captação de recursos para infraestrutura e setor imobiliário, pode gerar perda de atratividade desses instrumentos, redução de recursos disponíveis para as obras e comprometer, a médio e longo prazos, projetos já em andamento, assim como inviabilizar novos. "A gente entende que a tributação das operações financeiras, ativos de crédito, dentro ce um grande contexto de um ajuste fiscal, deveria vir acompanhada de medidas de reforma de Estado, de contenção de gastos. Ela vir sozinha, ainda mais com todas as outras medidas que já foram tomadas e ainda estão sendo discutidas de aumento de arrecadação, tira dinamismo da economia, previsibilidade", disse Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da CBIC. Medidas da MP 1.303 e arrecadação esperada em 2026 ▶️ Aumento da alíquota sobre bets, de 12% para 18% sobre a receita líquida (GGR): ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que setor tem um lucro bruto de R$ 40 bilhões por ano e defende mais impostos. Se confirmada, medida vai incrementar os cofres públicos com R$ 1,7 bilhão em 2026. ▶️Juros sobre capital próprio: aumento da taxação dos juros sobre capital próprio (JCP) — mecanismo utilizado pelas empresas — de 15% para 20%. Se levada adiante, ação vai aumentar as receitas em R$ 5 bilhões no próximo ano. ▶️Aumento de zero para 5% na taxação dos chamados títulos incentivados, como LCI, LCA: ministro Haddad diz que o custo da isenção é alto, de R$ 41 bilhões por ano. Governo pretende arrecadar R$ 2,6 bilhões com a medida em 2026. ▶️Governo fixa IR de 17,5% em aplicações financeiras; hoje, taxa é de 15% a 22,5% dependendo do prazo: haverá unificação, se confirmada pelo parlamento, da alíquota em 17,5%. Equipe econômica diz que a medida não tem impacto fiscal, ou seja, não aumenta a arrecadação. ▶️Tributação de criptoativos: Com a mudança promovida pelo governo, os ganhos com "criptoativos" serão tributados com uma alíquota de 17,5% a partir do próximo ano. Governo não divulgou uma estimativa de quanto a medida pode arrecadar. ▶️Taxação de "fintechs" (empresas de tecnologia em serviços financeiros) e de cooperativas: aumento será de 9% para um patamar entre 15% (cooperativas) e 20%. Haddad diz que a medida visa corrigir distorções, pois há "fintechs" de grande porte sendo beneficiadas por uma taxação menor. Governo estima arrecadar R$ 1,6 bilhão em 2026. ➡️Limitação de compensações tributárias: governo diz que a MP traz medidas para coibir "compensações abusivas" de crédito tributário. Medida tem a previsão de elevar a arreadação em R$ 10 bilhões no próximo ano. ➡️Pé de meia dentro do piso de educação: medida inclui o pé de meia, cujo objetivo é manter alunos de ensino médio na escola pública, no cálculo para o piso constitucional de investimentos na educação. A medida, que abre espaço no orçamento de R$ 12 bilhões por ano, reduz os recursos disponíveis para outros programas do Ministério da Educação no mesmo valor. Agenda de cortes de gastos ▶️Enquanto avança no aumento de impostos, a agenda de cortes de gastos estruturais caminha com morosidade. Até o momento, o governo propôs conter os supersalários de servidores e uma reforma da previdência para os militares — mas ambas enfrentam dificuldades no legislativo. Enquanto isso, economistas apontam que há diversas iniciativas que poderiam ser propostas pelo governo para frear o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios, incluindo: Contenção de gastos com servidores, por meio de uma reforma administrativa; Mudanças nas regras de gastos previdenciários, por meio de uma nova reforma da Previdência ou de medidas que alterem despesas previdenciárias; Reforma de gastos sociais para fundir as políticas existentes e evitar sobreposição; Mudanças nas regras do abono salarial e do seguro-desemprego. Outros, como o consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, pedem as chamadas "desvinculações". Como, por exemplo: Desindexação de benefícios do RGPS e do BPC do salário mínimo: os benefícios previdenciários deixariam de ter aumento acima da inflação, e passariam a ser corrigidos somente pela variação dos preços do ano anterior, ou por até 0,6% ao ano. A economia potencial projetada para a medida em 10 anos (2025-2034) é de R$ 1,1 trilhão sem ganho acima da inflação, ou de R$ 890 bilhões com alta real (acima da inflação) de 0,6% ao ano. Pela regra atual, o salário mínimo, e os benefícios previdenciários, podem crescer até 2,5% ao ano acima da inflação. Revisão dos pisos da saúde, da educação e do Fundeb: os gastos com saúde e educação deixariam de ser atrelados à receita, formato atual, e passariam a ser corrigidos pela inflação, ou por 0,6% ao ano acima da inflação. O cálculo indica o "ganho" de R$ 97 bilhões a R$ 77,5 bilhões entre 2026 e 2028 – um montante de recursos que a saúde e a educação deixariam de receber neste período.

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Rio Climate Action Week (RCAW) começa neste fim de semana

Publicado em: 23/08/2025 00:13

Museu do Amanhã Divulgação A Cidade Maravilhosa se tornará, a partir deste sábado (23) até o dia 29, cenário da primeira edição da Rio Climate Action Week (RCAW). Inspirada na London Climate Action Week – maior festival de clima do mundo –, o evento reunirá setores público e privado, além da sociedade civil, criando impulso coletivo rumo à COP30. Serão mais de 200 eventos, engajando, segundo a organização, mais de 5000 mil pessoas ao longo dos sete dias de programação temática sobre o clima. Ao todo, mais de 100 instituições e empresas estarão presentes na RCAW. As atividades incluem mesas e oficinas, trilhas ecológicas, mostra de cinema, Missa no Santuário Cristo Redentor, aula de salvamento aquático na Praia de Copacabana e um Fórum Pré-COP com parlamentares e desafios esportivos. Algumas delas serão restritas a convidados e outras abertas ao público geral. Os hubs de conteúdo abordarão temas transversais do debate climático, como financiamento, transição energética, legislação climática, resiliência urbana, proteção dos povos e territórios indígenas, papel das empresas, tecnologia, ciência e inovação, entre outros. A programação completa e informações sobre inscrições estão disponíveis no site. Conferência de abertura no Museu do Amanhã No dia 25 de agosto, o Museu do Amanhã recebe a conferência inaugural, dedicada ao tema “Revivendo o espírito do Rio: multilateralismo em um mundo multipolar”. O encontro vai relembrar os avanços desde a Rio-92, debater os próximos 25 anos e discutir desafios como financiamento climático e NDCs mais ambiciosas para a COP30. Entre os confirmados estão nomes como Ana Toni, Sonia Guajajara, Oskar Metsavaht, Paulo Protasio, Carlos Nobre e a jovem ativista Marcele Oliveira. A programação inclui uma aula de salvamento aquático em Copacabana, no sábado (23), promovida pela SOBRASA; e a mostra de cinema Filmambiente, com sessões em Botafogo, no CCBB e na Biblioteca Parque Estadual. Haverá ainda desafios esportivos e oficinas educativas.

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Quadrilha especializada em roubo de carga é perseguida pela PM na BR-381; um suspeito foi preso

Publicado em: 22/08/2025 20:29

Homem é preso suspeito de integrar quadrilha de roubo de cargas Uma quadrilha suspeita de furtar cargas de caminhões foi perseguida pela Polícia Militar na madrugada desta sexta-feira (22), na BR-381, em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Um homem de 25 anos foi preso, outros cinco suspeitos fugiram para uma área de mata e são procurados pela polícia. Segundo a PM, o grupo atuava em postos de combustíveis às margens da rodovia, sempre durante a madrugada, quando caminhoneiros paravam para descansar. Os criminosos cortavam as lonas dos veículos e furtavam a carga. A operação foi resultado de um trabalho conjunto de patrulhamento e inteligência, que monitorou a quadrilha por três semanas. Segundo a PM, houve troca de tiros durante a ação. Dois carros usados pelos suspeitos foram abandonados. De acordo com a polícia, os veículos eram roubados e um deles bateu o veículo no muro de uma escola. O capitão Pedro Henrique Barreiros, da Polícia Militar, afirmou que o grupo é especializado nesse tipo de crime e tenta aliciar menores para assumir a responsabilidade pelos furtos em caso de apreensão. “Já sabemos quem são os outros cinco que fugiram para a mata. Estamos em diligências e investigações”, disse. Vítimas Nos últimos 20 dias, dez caminhoneiros foram vítimas da quadrilha. Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública apontam que, entre janeiro e julho deste ano, foram registrados 16 roubos de carga em Belo Horizonte. Para o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, apenas investir em tecnologia não é suficiente. “É preciso apoio da segurança pública”, afirmou. O caminhoneiro Givanildo Mendes relatou insegurança nas estradas. “A gente não se sente seguro, principalmente em trechos com pouca presença de viaturas. Em todo o território você está correndo risco”, disse. Carga furtada de caminhões na Grande BH Polícia Militar/Divulgação Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Famílias denunciam novas perícias do INSS para pessoas com autismo, apesar de lei que dispensa reavaliações periódicas

Publicado em: 22/08/2025 19:45

Famílias denunciam novas perícias do INSS para pessoas com autismo Famílias de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) estão sendo convocadas para novas perícias médicas pelo INSS, mesmo após a entrada em vigor de uma lei federal que dispensa reavaliações periódicas em casos de condições irreversíveis. A norma está em vigor desde o início de julho. A Isabela Delfino, de 12 anos, tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde 2019. No entanto, no dia 26 de julho, sua mãe, Bárbara Eloisa Delfino, recebeu uma notificação do INSS convocando a menina para uma nova perícia. “Foi bem complicado, até porque a perícia foi em Copacabana e a gente mora em Ricardo de Albuquerque, quase na Baixada. Levamos cerca de uma hora e vinte de viagem com ela. Pegamos trem, metrô e ainda caminhamos até a agência do INSS, na Nossa Senhora de Copacabana”, relata Bárbara. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Isabela foi atendida após duas horas de atraso. Durante a consulta, Bárbara entregou o laudo médico e foi questionada sobre os prejuízos causados pelo autismo. A mãe disse que a filha tinha crises com a questão do aprendizado. " A médica disse que essas crises ela teria sempre”, conta. Nesta semana, Bárbara recebeu um comunicado informando que não foi comprovada a deficiência e o pagamento do benefício será encerrado. Ela ainda pode recorrer da decisão. Definição de Transtorno do Espectro do Autismo Reprodução/TV Globo Entre os documentos apresentados, está um laudo do Instituto Fernandes Figueira, assinado por uma neurologista infantil, que aponta características do TEA com deficiência intelectual leve, necessidade de acompanhamento médico regular e de mediadores em sala de aula. Outro caso é o de Lucimar Ulerich, de Petrópolis, mãe de Pedro, de 14 anos. Após dez anos recebendo o benefício, ele foi convocado para uma reavaliação e teve o pagamento cessado. “Achei estranho, mas fui. Vi que saiu uma nova lei, mas mesmo assim fui. Quando terminou, o atendente disse que o benefício foi cessado. Perguntei o motivo. Ele não me deu motivo”, conta Lucimar. Deputado recebeu denúncias O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) já recebeu 575 denúncias semelhantes à de Bárbara, todas de famílias com pessoas autistas. Ele encaminhou ofícios ao Ministério Público Federal, à Procuradoria-Geral da União e ao próprio INSS. “Se o INSS quer fazer uma auditoria, tudo bem. Mas quando fizemos a lei 15.157, colocamos que, em casos irreversíveis, não tem que fazer perícia periódica, não tem necessidade", pontuou Leal. " Temos tecnologia suficiente para poder separar aqueles casos que já estão comprovados para não passar esse constrangimento e, obviamente, trazer mais essa dificuldade para as famílias”, afirma o parlamentar. Nota do Ministério O ministério da Previdência afirmou que há casos em que a pessoa com uma deficiência permanente pode ser convocada por causa da ausência de informação nos registros antigos de concessão do benefício, e que nesses casos, ao se constatar a condição de deficiência irreversível, o benefício será mantido. Segundo o Ministério, se o beneficiário não tiver condições de ir a uma agência do INSS, um familiar deverá comparecer ao local, onde será agendado um atendimento por telemedicina. O RJ2 pediu uma resposta sobre as duas pessoas que tiveram o benefício cancelado, mas o ministério não explicou motivos.

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Acordo de fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul é aprovado no Congresso

Publicado em: 22/08/2025 19:28

Buenos Aires Andres Idda Bianchi/Pexels O fim da cobrança de roaming entre países do Mercosul foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (20). Ele entrará em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial da União. O "roaming" internacional é uma cobrança específica que acontece quando uma pessoa utiliza serviços móveis, como dados ou telefonia, fora da área de cobertura da operadora. Agora, as empresas deverão cobrar do usuário em visita a um país do bloco os mesmos preços dos serviços móveis pagos no país de origem. Atualmente, fazem parte do Mercosul, além do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. A medida que põe fim à cobrança (PDL 159/2022) é fruto de um acordo feito em 2019, durante a Cúpula do bloco econômico, em Santa Fé, na Argentina. Ela precisava ser aprovada pelo Congresso e a Câmara deu aval em dezembro do ano passado. Leia também: Desde 2023, Brasil e Chile não têm mais cobrança de 'roaming' Mais sobre tecnologia: Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

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Conheça um espelho que monitora a frequência cardíaca

Publicado em: 27/05/2011 16:54 Fonte: Tecmundo

 Um espelho que emite informações sobre seus sinais vitais: essa é a invenção do estudante chinês de engenharia médica e elétrica Ming-Zher Poh, ligado ao Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Estados Unidos. O equipamento usa um sistema desenvolvido por Poh e informa, como em um monitor, os batimentos por minutos de seu coração. Ele funciona assim: quando seu coração bate, ele envia sangue por todos os vasos sanguíneos de seu corpo; o sangue absorve a luminosidade,...

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