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Golpe do amor: após 'Brad Pitt no RS', polícia ensina a reconhecer e denunciar fraudes na internet

Publicado em: 08/01/2026 04:00

Delegado explica como prevenir "golpe do amor" virtual Uma recente onda de memes com imagens do ator americano Brad Pitt em pontos turísticos do Rio Grande do Sul, geradas por inteligência artificial, serviu de gancho para um alerta da Polícia Civil sobre um crime cada vez mais comum: o "golpe do amor". A brincadeira começou após uma mulher gaúcha afirmar que estava noiva do astro, o que mais tarde ela descreveu como uma piada. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Embora o caso tenha gerado humor nas redes sociais, a tecnologia por trás das imagens é a mesma utilizada por criminosos para aplicar golpes sofisticados e causar prejuízos financeiros e emocionais. Um exemplo real ocorreu no ano passado em São Borja, quando uma gaúcha foi vítima do "golpe do amor" ao acreditar que estava noiva de um cantor do Paraná. Um golpista usava imagens do artista Gabriel Pasa para manter relacionamentos virtuais com várias mulheres e extrair dinheiro em forma de presentes. O delegado Eibert Moreira, diretor do Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do RS, explica que a tecnologia de IA já permite a criação de vídeos e áudios falsos muito realistas. Segundo ele, os golpistas coletam fotos e vídeos disponíveis na internet para "treinar" um modelo de inteligência artificial, que passa a reproduzir a imagem e a voz da pessoa com movimentos convincentes. No "golpe do amor", os criminosos se passam por celebridades ou até por membros de forças armadas estrangeiras para estabelecer um vínculo emocional rápido com a vítima. "Surge uma paixão, um amor relâmpago, de forma muito rápida", descreve o delegado. Uma vez que a vítima está envolvida, o golpista inventa uma necessidade urgente de dinheiro, como o custo de uma passagem para um encontro, e solicita o pagamento. A principal recomendação para não cair nesse tipo de fraude é desconfiar de qualquer relacionamento virtual que evolua de forma muito intensa e, principalmente, que envolva pedidos de dinheiro. "Sempre que houver pedido de dinheiro, dá para desconfiar. Junto com isso, surge o pedido de um pagamento através de Pix. A gente precisa desconfiar dessas situações", alerta o delegado. Caso uma pessoa se torne vítima, a orientação é procurar a polícia imediatamente. O delegado garante que o departamento dispõe de tecnologia para rastrear as conexões e identificar os autores com alto grau de certeza. "Nossas investigações conseguem um grau de certeza tão grande que o Poder Judiciário e o Ministério Público têm decretado prisões preventivas habitualmente", ressaltou. Apenas no primeiro ano de atuação da delegacia especializada, mais de 81 pessoas envolvidas em golpes cibernéticos foram presas. "Memes" de Brad Pitt no Rio Grande do Sul circularam pela internet imagens geradas por Inteligência Artificial Golpe do namoro virtual: entenda o que é e por que as pessoas ainda caem VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Engenheiro de IA lidera ranking de profissões em alta para 2026; veja o que faz e quanto ganha

Publicado em: 08/01/2026 03:00

LinkedIn aponta os 25 empregos que mais devem crescer em 2026 As profissões que mais devem crescer no Brasil em 2026 têm algo em comum: muitas estão ligadas à tecnologia. É o que aponta o novo ranking anual do LinkedIn, que reúne os cargos com crescimento mais acelerado no país. Entre os 25 cargos listados, mais da metade envolve o uso intensivo de ferramentas tecnológicas, engenharia ou análise de dados, o que reflete um mercado de trabalho cada vez mais orientado por informação e automação. (veja o ranking abaixo) Nesse cenário, um cargo se destaca: o de engenheiro de inteligência artificial, que lidera a lista. 📎 A primeira colocação inclui também cargos relacionados, como engenheiro(a) de machine learning, engenheiro(a) de IA generativa e desenvolvedor(a) de IA. Apesar das diferenças nos nomes, essas funções compartilham uma base semelhante e atendem à mesma demanda. Nos últimos anos, a popularização de soluções baseadas em IA acelerou a adoção da tecnologia por empresas de diferentes setores. O que antes aparecia como teste ou projeto piloto passou a integrar a operação diária. O engenheiro de inteligência artificial desenvolve e mantém sistemas que utilizam IA em tarefas como análise de grandes volumes de dados, reconhecimento de padrões e previsões. Mais do que criar modelos, atua como elo entre a tecnologia e as necessidades práticas do negócio. 💰 A média salarial de um engenheiro de inteligência artificial no Brasil gira em torno de R$ 8 mil, segundo dados do site Glassdoor. Ainda assim, há vagas que oferecem salários de até R$ 32 mil, especialmente para profissionais mais experientes ou envolvidos em projetos estratégicos. As estimativas do Glassdoor têm como base salários informados de forma sigilosa por profissionais com esse cargo no Brasil até janeiro de 2026. Na prática, o valor final varia conforme o nível de senioridade, o setor da empresa e a complexidade das soluções desenvolvidas. O avanço da carreira também aparece nos números. Dados exclusivos do LinkedIn repassados ao g1 mostram que a quantidade de profissionais com o cargo de engenheiro de inteligência artificial cresceu 48% na comparação anual no período analisado pela pesquisa. “Cargos diretamente ligados à tecnologia têm ganhado protagonismo porque atendem a uma demanda crescente por eficiência, automação e controle de risco”, diz Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil. Segundo ele, a inteligência artificial deixou de ser exclusiva de áreas técnicas e passou a integrar o cotidiano de diferentes profissões. “Mais do que dominar ferramentas específicas, espera-se que os profissionais saibam integrar essas tecnologias ao trabalho, avaliando impactos, ganhando produtividade e criando soluções inovadoras.” Odri conclui que esse cenário também impõe um desafio relevante: ampliar o acesso à qualificação em IA e garantir que a transformação tecnológica seja acompanhada de inclusão e desenvolvimento profissional em larga escala. ➡️ Abaixo, confira o ranking completo: Engenheiro(a) de Inteligência Artificial Auxiliar de Enfermagem Planejador(a) Financeiro(a) Consultor(a) Regulatório(a) Geofísico(a) Engenheiro(a) de Segurança de Processo Gerente de Sucesso do Cliente Cientista Agrícola Analista de Investimentos Engenheiro(a) de Confiabilidade Especialista em Dados Técnico(a) em Microbiologia Coordenador(a) de Pesquisa Clínica Gerente de Relações Gerente de Desenvolvimento de Negócios Líder de Produção Auditor(a) Interno(a) Gerente de Logística Recrutador(a) Gerente de Instalações (Facilities) Onde estão as vagas? A pesquisa do LinkedIn aponta que as cidades com o maior número de vagas para engenheiros de IA são São Paulo, Florianópolis e Recife, polos que reúnem empresas de tecnologia, centros de inovação e oferta de mão de obra qualificada. Mas o caminho até o cargo costuma ser gradual. Antes de assumir a função, os profissionais geralmente passaram por áreas como engenharia de software, ciência de dados ou engenharia de dados. O tempo médio de experiência antes da contratação é de 3,6 anos, segundo o LinkedIn. Outro fator que pesa na atratividade da carreira é a flexibilidade. Do total de vagas, 63,55% são remotas, enquanto 13,55% funcionam em modelo híbrido, ampliando as possibilidades para profissionais fora dos grandes centros. 🔎 O levantamento também mostra que o avanço do trabalho remoto e híbrido ocorre de forma desigual. Ele é mais comum em cargos de tecnologia, dados, marketing e planejamento, enquanto funções industriais, laboratoriais e operacionais seguem majoritariamente presenciais. Apesar da expansão, o avanço da IA também evidencia desafios como a baixa participação feminina. Em 2025, apenas 10,58% das contratações para o cargo de engenheiro de IA foram de mulheres, ante 89,42% de homens. O dado aponta para questões estruturais, relacionadas ao acesso à formação técnica e à permanência de mulheres em carreiras tecnológicas ao longo do tempo. Além da IA, aparecem em alta cargos ligados à análise de dados, confiabilidade, segurança de processos e eficiência energética — funções que dão suporte a decisões mais precisas e à redução de riscos nas empresas. Outros setores Mesmo com a tecnologia no centro das transformações, o ranking não se limita a esse universo. A área da saúde aparece com força, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela ampliação dos serviços de diagnóstico e pelo avanço das pesquisas clínicas no Brasil. Já nas áreas de finanças e gestão, ganham destaque cargos voltados ao planejamento, à análise de cenários e ao apoio a decisões de longo prazo — sinal de que as empresas também buscam profissionais capazes de organizar recursos e atuar em ambientes econômicos mais instáveis. Como o ranking foi elaborado A lista “Empregos em alta” foi elaborada a partir de dados do Gráfico Econômico do LinkedIn, que analisou milhões de vagas ocupadas por usuários da plataforma entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de julho de 2025. Para entrar no ranking, os cargos precisaram apresentar crescimento consistente na base de usuários, volume relevante de vagas anunciadas no último ano e avanço significativo até 2025. Estágios, trabalhos temporários e funções concentradas em poucas empresas foram excluídos da análise. Funções semelhantes, com diferentes níveis de senioridade, foram agrupadas.

Os 'chefes do poder': após Venezuela, temos uma nova ordem mundial?

Publicado em: 08/01/2026 03:00

Miriam Leitão: Ameaças de Trump colocam Otan em risco. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela não mexeu apenas com o tabuleiro regional. Também chacoalhou a ordem que rege o xadrez geopolítico no mundo inteiro desde o fim da Guerra Fria. Com a ofensiva, o planeta entra agora em uma nova ordem mundial, na opinião de especialistas ouvidos pelo g1. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Nós acordamos em 3 de janeiro, e o mundo já tinha mudado”, afirmou ao g1 o professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan, em referência ao dia em que tropas norte-americanas bombardearam Caracas e capturaram Nicolás Maduro. ➡️ A ofensiva de Trump, segundo analistas, deixou evidente que Estados Unidos, China e, em menor medida, a Rússia, são os grandes polos de poder no mundo e disputam forças desrespeitando fronteiras, instituições e acordos que regiam a geopolítica mundial até agora. As análises se baseiam nas seguintes evidências: EUA e China, as duas grandes potências econômicas, além da Rússia, têm demonstrado a intenção de expandir seus territórios com ações concretas; A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022; o governo Trump entrou no espaço aéreo e terrestre da Venezuela e ameaça tomar a Groenlândia da Dinamarca; já a China tem sido acusada de invadir águas de países vizinhos para construir ilhas artificiais com fins militares (leia mais abaixo); As ações militares ocorrem em países próximos com o pretexto de "proteger" as áreas de influência das 3 grandes potências; Os "chefões" da geopolítica atual têm agido à revelia dos principais acordos feitos após a Segunda Guerra Mundial, como a Carta da ONU e os princípios do direito internacional. 📖 Depois do fim da Guerra Fria, do colapso da União Soviética e de um período de hegemonia dos Estados Unidos, o mundo entrou em uma nova ordem mundial, a multipolar, na visão de muitos estudiosos. Isso quer dizer que o poder era distribuído por múltiplos "polos" ao redor do planeta — principalmente os Estados Unidos, mas também a Europa, o Japão, a China e, mais tarde, países do Brics como o Brasil. Todos colaboravam e competiam entre si, regidos por instituições multilaterais criadas após a 2ª Guerra Mundial para estabelecer a ordem nas relações entre países, como a própria Organização das Nações Unidas (ONU), além da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora especialistas ainda discordem no tipo da nova configuração do xadrez geopolítico, o consenso é de que esse modelo está ruindo e de que a ofensiva de Donald Trump na Venezuela no fim de semana cimentou de vez a mudança. Para a professora de Ciências Políticas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, Oona Hathaway, a ação de Trump colocou fim "a uma era de paz histórica e ameaça nos levar de volta a um mundo onde a força prevalece". Uma nova ordem mundial arte/ g1 arte/ g1 Rússia: influencia regional ou a '3ª potência'? Ainda falta consenso, entre especialistas, se o mundo mergulhou em uma ordem bipolar, dominada por Estados Unidos e China - e com uma influência da Rússia em menor grau no âmbito regional, ou se vivemos em uma era com esses três países como as três grandes esferas de influência. Isso porque, embora tenha um dos maiores arsenais militares do mundo, a Rússia ainda guarda distância dos EUA e da China em quesitos como tecnologia e logística militares. Além disso, é a 10ª maior economia do mundo, bem atrás, em termos absolutos, de EUA e China, que estão no topo do ranking dos maiores PIBs do planeta. Ainda assim, o governo de Vladimir Putin trava uma guerra de quase quatro anos em seu país vizinho, negocia de igual para igual com os Estados Unidos e, diante de ameaças ao leste europeu, fez a União Europeia ter de aumentar seu orçamento com defesa, resgatando uma corrida armamentista inédita deste o fim da Segunda Guerra. Para Leonardo Trevisan, apesar das ameaças de Putin, a Rússia deve se limitar a exercer influência apenas regional, e a ordem agora é bipolar, como no pós-Segunda Guerra, em que EUA e União Soviética dominaram os polos de poder. Desta vez, no entanto, com uma diferença: sai Rússia, entra China, diz ele. "O mundo, que era multilateral com alguns centros de poder, se transformou em bipolar", afirmou. "A Rússia vai ter uma influência regional O 'quintal' da China O rápido crescimento da economia chinesa e até a expansão militar do gigante asiático já vinham fazendo com que, nos últimos anos, especialistas e institutos de pesquisa começassem a apontar que o mundo poderia estar voltando para um sistema bipolar de poder. Além de ser a segunda maior economia do mundo, atrás justamente dos EUA, a China também vem expandindo o poderio militar nos últimos anos — uma das marcas da atual gestão do presidente do país, Xi Jinping. Formalmente, o governo chinês segue uma política de não intervenção e critica atividades militares conduzidas sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU — caso da ofensiva de Trump em Caracas, que nem sequer tinha o consentimento do próprio Congresso dos Estados Unidos. Na prática, no entanto, Pequim tem mostrado indícios de que pode fazer exatamente o mesmo. Os exercícios militares ao redor de Taiwan são o exemplo mais evidente. No fim de dezembro, forças chinesas fizeram um dos maiores cercos da História ao redor da ilha, que Pequim reivindica como parte de seu território. As manobras não foram por acaso: ocorreram em retaliação a uma venda de armas que os EUA fizeram ao governo autônomo da ilha, que é também o fabricante de chips mais importante do mundo. O governo chinês disse que os exercícios foram um “alerta severo” à “interferência externa”. Mas o "quintal" geopolítico da China não se limita a Taiwan. O governo de Xi Jinping tem investido na construção de ilhas artificiais e é acusado por diversos governos na Ásia de invadir as águas dos países vizinhos. Além de "demarcar território", trata-se de uma estratégia de defesa militar. “A China encheu o mar da China de ilhas artificiais de uma forma que é impossível invadi-la”, disse Trevisan. Essa mudança de postura, segundo o professor da ESPM, aponta para um ciclo de expansão do país asiático, focado na expansão comercial, mas também na proteção de seu território de eventuais ataques. “A China tem ciclos em que ela faz propagação de poder internacional e ciclos em que ela se fecha. Claramente, agora estão em ciclo de expansão”, disse. 'Este é o nosso Hemisfério' Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump. REUTERS E foi justamente com um olho em Pequim que o governo Trump ordenou militares a invadir um país latino-americano, capturar seu presidente e retirá-lo do poder. Para o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oliver Stuenkel, a ação cimentou a transição "para um mundo de esferas de influência". "Mais do que um mundo bipolar ou multipolar, os eventos do fim de semana sugerem a transição para um mundo de esferas de influência, em que grandes potências têm liberdade para fazer o que quiserem nos seus determinados 'quintais'", disse ao g1 o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oliver Stuenkel. Em pronunciamento horas após a operação, Donald Trump disse claramente que seu governo tem a intenção de resgatar e ampliar a Doutrina Monroe – a política aplicada pelos Estados Unidos 200 anos atrás para ampliar domínio sobre a América Latina, em uma tentativa de evitar uma expansão soviética no continente americano. Na segunda-feira, respaldando o discurso de Trump, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em publicação em suas redes sociais: “Este é o nosso Hemisfério”. A frase mostra outro grande pilar da nova ordem mundial, segundo o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Fluminense (UFF), Vitelio Brustolin: o desrespeito às instituições multilaterais, principalmente a ONU. "Estamos vendo vários países invadindo outros territórios e rasgando a carta da ONU. Não se respeita mais o direito internacional, e isso começa pelo país que têm assento no Conselho de Segurança", disse Brustolin, em referência aos Estados Unidos. Trump x Xi Jinping Outro fator que, segundo os analistas, indicam a mudança da ordem mundial é a constante disputa de poder entre os dois grandes polos. A guerra tarifária que Trump e Xi travaram ao longo do ano passado foi apenas uma batalha dessa queda de braço, que envolve também acusações no âmbito diplomático. Nesta semana, após a ofensiva na Venezuela, o principal diplomata da China acusou os EUA de agirem como um "juiz do mundo". Já Trump, segundo fontes ouvidas pela rede de TV norte-americana ABC, pressionou a presidente interina venezuelana para que corte laços com o governo chinês, um dos principais compradores do petróleo venezuelano. O analista Eric Olander, cofundador do Projeto China-Sul Global, acha que a batalha no campo diplomático será uma das grandes armas das duas potências da nova ordem bipolar. "Em casos como o do Zimbábue e do Irã, ambos sancionados pelos EUA e pelo Ocidente, a China demonstra seu compromisso com essas relações por meio do comércio e do investimento, mesmo em circunstâncias difíceis", disse. "Retoricamente, Pequim será muito importante para mobilizar a opinião pública contra os EUA".

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Entenda por que Venezuela tem mais reservas de petróleo que o Brasil, mas produz menos

Publicado em: 08/01/2026 03:00

Trump quer até 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela Apesar de concentrar cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo do mundo — o equivalente a mais de 300 bilhões de barris —, a Venezuela não consegue transformar esse potencial em uma produção robusta. O petróleo da Venezuela virou assunto internacional depois que, no sábado (3), o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, capturou o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e o levou para ser julgado em Nova York por colaboração com o narcotráfico. Trump disse ainda que, após a deposição de Maduro, empresas dos Estados Unidos passarão a explorar o petróleo local. Dados da Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), mostram que a produção venezuelana despencou nas últimas décadas: saiu de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. Em 2024, houve uma leve recuperação, mas o volume ainda representa menos de 1% da produção global de petróleo. Para efeito de comparação, o Brasil — que não possui reservas do tamanho das venezuelanas — produziu, em novembro de 2025, 3,773 milhões de barris de petróleo por dia e quase 5 milhões de barris por dia quando se soma petróleo e gás natural, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas por que a Venezuela, com tantas reservas, produz tão pouco? Especialistas ouvidos pelo g1 apontam três fatores principais para explicar o cenário: as características do petróleo venezuelano; a precariedade da infraestrutura; a falta de investimentos ao longo dos anos. Petróleo mais pesado e caro de processar A pesquisadora da FGV Energia, Luiza Guitarrari, explica que a composição do petróleo varia de acordo com a geografia de cada país e influencia diretamente os custos de produção e refino. “No caso do Brasil, o petróleo é mais leve, o que facilita o refino e permite a produção de derivados mais valorizados, como gasolina e diesel”, afirma. “Isso dá ao país uma vantagem técnica e comercial.” Já o petróleo venezuelano apresenta características mais desafiadoras. “Ele é mais viscoso, com maior teor de enxofre e metais. É um petróleo mais pesado, que exige processos mais caros tanto na extração quanto no refino”, diz Guitarrari. Essas diferenças também impactam as emissões. “O petróleo brasileiro emite menos CO₂, o que hoje é um fator relevante no mercado internacional”, compara Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo Guitarrari, o petróleo pesado da Venezuela gera, em muitos casos, derivados de menor valor agregado, usados em aplicações industriais mais intensivas, como a indústria do cimento, o que reduz sua atratividade comercial. Leia também: Dinheiro da venda de petróleo venezuelano será mantido em contas bancárias dos EUA Gargalos de infraestrutura Além das características do petróleo, a Venezuela enfrenta sérios problemas de infraestrutura — da extração ao transporte, processamento e exportação. A combinação de sanções internacionais, elevada dívida externa e instabilidade política dificultou a atração de investimentos e levou à deterioração da malha logística do setor. “Mesmo sentada sobre uma enorme reserva, a Venezuela teve dificuldades para viabilizar o escoamento e o processamento do petróleo por causa das lacunas na infraestrutura”, afirma Guitarrari. Ela lembra que, nos últimos anos, a própria estatal PDVSA chegou a reduzir a produção por falta de mercados para exportação, sobretudo após a imposição de sanções. Hoje, cerca de 43% das exportações venezuelanas têm como destino países asiáticos. Os Estados Unidos, que possuem refinarias capazes de processar petróleo pesado, continuam como compradores, mas em volumes bem menores do que antes das sanções. Manter produção elevada sem capacidade de exportação, explica a pesquisadora, elevaria os custos e os riscos de armazenamento, o que levou a PDVSA a optar por cortes. Falta de investimento e perda de capacidade técnica Outro fator central é a queda no investimento ao longo das últimas décadas. A indústria do petróleo exige aportes constantes em manutenção, tecnologia e qualificação de pessoal. Com a nacionalização do setor nos anos 2000 e a exigência de participação majoritária da PDVSA nos projetos, diversas empresas internacionais deixaram o país. A saída dessas companhias foi acompanhada pela perda de quadros técnicos experientes. “Sem um ambiente de negócios favorável, o capital se deprecia e a produção cai. No caso da Venezuela, isso ocorreu de forma extrema”, afirma Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. O cenário se agravou durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, com redução do investimento externo e envelhecimento acelerado dos equipamentos. Reportagem recente do Fantástico mostrou estruturas enferrujadas e tecnologia ultrapassada no Lago Maracaibo, uma das áreas históricas de produção do país. Interesse dos Estados Unidos No sábado (3), após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que pretende abrir o setor petrolífero venezuelano à atuação de grandes companhias norte-americanas. Segundo Trump, empresas dos EUA investiriam bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura e ampliar a produção. Antes das sanções, refinarias da Costa do Golfo importavam cerca de 500 mil barris por dia da Venezuela. Especialistas alertam, porém, que uma eventual retomada não seria imediata. “Aumentar significativamente a produção exige investimentos elevados e pode levar anos”, afirma Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management. Hoje, apesar de deter as maiores reservas do planeta, a Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris por dia, um volume considerado baixo diante de seu potencial geológico. Ataque dos Estados Unidos à Venezuela mexe com o mercado de petróleo Reprodução/TV Globo

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8 de janeiro: três anos após atos, prédios da Praça dos Três Poderes mantêm segurança reforçada para visitas; entenda

Publicado em: 08/01/2026 00:01

Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023 Reuters via BBC Nesta quinta-feira (8), os ataques às sedes dos Três Poderes completam três anos. Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu o maior atentado às instituições da República desde a redemocratização, quando bolsonaristas extremistas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília. Naquele dia, vidros foram quebrados, móveis e obras de arte destruídos e espaços simbólicos do poder público danificados. Após os ataques, os prédios foram fechados para visitação por um período e passaram por mudanças nos protocolos de acesso e segurança. Veja lista de objetos depredados nas três sedes do poder, em Brasília Três anos depois, o g1 mostra o que mudou na proteção desses locais, quais medidas seguem em vigor e como funciona hoje a visitação ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto. Imagens dos ataques às sedes dos três poderes correram o mundo e ficaram registradas na memória nacional Congresso Nacional Congresso Nacional, em Brasília (DF) Jornal Nacional/ Reprodução Antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, a inspeção de segurança na Câmara dos Deputados e Senado Federal não era obrigatória para colaboradores no dia a dia. Nos fins de semana, visitantes passavam por detectores de metal e equipamentos de raio-X, mas não havia exigência de identificação cadastrada em sistema. Após a invasão, a Câmara e o Senado adotaram uma série de medidas para reforçar a segurança nos prédios, tanto na estrutura física quanto no plano de atuação da Polícia Legislativa Federal. Entre as principais mudanças está a inspeção diária de todo o público que acessa o Palácio do Congresso Nacional e seus anexos, incluindo os trabalhadores do prédio. Todos passam por detector de metal e equipamentos de raio-X. A exceção são parlamentares e autoridades da República. A medida busca impedir a entrada de armas, explosivos e outros objetos que possam oferecer risco às pessoas e às instalações. Para o público externo, passou a ser obrigatória ainda a apresentação de documento de identificação original para cadastro prévio em sistema informatizado da Câmara, segundo a Casa. O protocolo também vale para visitantes que participam da visitação institucional nos fins de semana e feriados. Funcionários instalam películas antivandalismo nos vidros da Câmara Luiz Felipe Barbiéri Além disso, foram instaladas "películas antivandalismo" nos principais acessos ao Palácio do Congresso Nacional (veja imagem acima). Ao g1, o Senado Federal informou ainda que adquiriu equipamentos destinados ao controle de "distúrbios civis" e contratação de mais policiais legislativos. "Os policiais legislativos passaram por treinamentos sobre controle de distúrbios civis, formação de operadores químicos, inteligência e condução de cães farejadores. Ao longo dos últimos dois anos, foram admitidos, por meio de concurso público, e formados mais de 160 novos policiais legislativos", informa o Senado. 👉 Veja aqui informações sobre a visita institucional ao Congresso Nacional. Palácio do Planalto Espelho d'água do Palácio do Planalto, em imagem de arquivo Thiago Melo/PR Após os ataques de 8 de janeiro, a Secretaria de Segurança Presidencial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República adotou medidas para proteção das instalações presidenciais. São elas: o aumento do número de agentes no serviço diário e dos postos de segurança – questionado pelo g1, o Palácio do Planalto não respondeu sobre a quantidade ou percentual de aumento de agentes instalação de mais de 700 câmeras nas instalações presidenciais No entanto, não houve mudanças nas regras sobre o acesso do público ao Palácio do Planalto, que seguem as mesmas diretrizes de agosto de 2022, antes dos atos golpistas. De acordo com a norma, os agentes de segurança podem fazer "revista pessoal quando necessário". Além disso, a determinação de 2022 define que todas as pessoas que ingressarem no Palácio do Planalto vão passar pelo detector de metais – e os equipamentos e bolsas, pelo raio-X. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Planalto. Nos arredores da praça Palácio da Justiça Palácio da Justiça Jornal Nacional/Reprodução A cerca de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, o Palácio da Justiça é a sede do Ministério da Justiça, ao lado do Palácio do Planalto. O ingresso no prédio ocorre de "forma controlada, com regras de acesso definidas conforme o perfil do público e a finalidade da visita". Ao g1, a sede do Ministério da Justiça afirmou que houve a criação da Coordenação-Geral de Segurança do Gabinete do Ministro e o Plano de Segurança Orgânica do Palácio da Justiça. No entanto, a coordenação foi criada apenas em julho de 2025, após dois anos dos ataques. Em relação ao Plano de Segurança, o Palácio afirmou que atualizações são rotineiras, mas não detalhou como é o planejamento atual. "Quanto ao Plano de Segurança Orgânica (PSO) do Palácio da Justiça, esclarecemos que suas atualizações ocorrem de forma rotineira e contínua, sempre que identificada a necessidade de adequação, a partir de avaliações técnicas, análises de risco e do contexto de segurança, não estando restritas a um evento específico", aponta a pasta. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio da Justiça. Palácio do Itamaraty Palácio do Itamaraty em Brasília Divulgação Governo Federal O Palácio do Itamaraty, após os episódios de 8 de janeiro, afirmou que houve "reforço da segurança dos edifícios do ministério". No entanto, não informou maiores detalhes. De acordo com a pasta, houve também a elaboração do Plano de Segurança Orgânica (PSO) do MRE para o decênio 2025 e 2035, mas que ainda está em fase de implantação. 👉 Veja aqui informações para visita ao Palácio do Itamaraty. Segurança na área externa Grades e barreiras de trânsito ao longo da Praça dos Três Poderes, em Brasília, em setembro. Fábio Tito/g1 Ao g1, a Secretaria de Segurança Pública do DF informou que, após o 8 de janeiro, houve revisão e fortalecimento dos protocolos operacionais, com foco na prevenção, pronta resposta e integração entre os órgãos de segurança pública. Segundo a pasta, no que se refere ao controle de acesso e à proteção de áreas sensíveis, como a Esplanada dos Ministérios, foram adotadas medidas como: aprimoramento de barreiras físicas definição mais assertiva de perímetros de segurança protocolos mais restritivos de circulação uso ampliado de tecnologias de monitoramento, garantindo maior capacidade de controle e resposta rápida a eventuais ocorrências A SSP-DF também afirmou que a Polícia Militar mantém policiamento ostensivo reforçado na Esplanada, com efetivo fixo em pontos estratégicos e patrulhamento constante, tanto a pé quanto motorizado Ainda em 2023, a estrutura do 6º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão dos Poderes), instalado em uma área da Câmara dos Deputados, passou por reforma, ampliação e aumento de efetivo. De acordo com a SSP, uma nova sede do batalhão encontra-se em fase de construção. Também como parte dessas ações, foi criada no ano passado a Unidade Integrada de Segurança Pública (UISP) no Setor Comercial Sul, com atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos, para reforçar o patrulhamento e a prevenção à criminalidade na região central de Brasília. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Idosa é flagrada ao tentar entrar em presídio com drogas e eletrônicos na muleta

Publicado em: 07/01/2026 22:08

Idosa é flagrada ao tentar entrar em presídio de Salvador com eletrônicos escondidos Uma idosa foi flagrada ao tentar entrar com drogas e equipamentos eletrônicos na Cadeia Pública de Salvador, nesta quarta-feira (7). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a mulher cuja idade não foi detalhada é mãe de um detento. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Ela havia escondido o material ilícito na muleta e no chinelo. Ao todo, foram apreendidos: 02 smartwatches; 02 carregadores de celular; 02 cabos USB; 01 carregador de indução; aproximadamente 2 g de substância análoga à maconha. A Seap destaca que a farsa foi descoberta assim que a idosa entrou no presídio. Os agentes identificaram o material por meio da tecnologia do Bodyscan, capaz de detectar itens escondidos no corpo. Com isso, a idosa e o material apreendido foram apresentados à autoridade policial na Central de Flagrantes. O g1 procurou a Polícia Civil para apurar se ela ficou presa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Scanner detectou material ilícito em muleta de idosa que tentou entrar em presídio na Bahia Divulgação/Seap Polícia apreende droga e equipamentos eletrônicos com idosa que tentou entrar em presídio Divulgação/Seap LEIA MAIS: Universidade da Bahia abre inscrições para mais de 1.200 vagas em cursos de graduação; saiba como se inscrever Maior demanda turística e investimento em infraestrutura explicam alta dos preços de imóveis em Salvador, aponta especialista Valores para emissão e serviços de CNH são reduzidos na Bahia; entenda Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

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Inscrições para processo seletivo da Marinha com vagas na BA e salários de R$ 9 mil encerram na quinta; saiba mais

Publicado em: 07/01/2026 21:19

Inscrições para processo seletivo da Marinha com vagas na BA e salários de R$ 9 mil encerram na quinta via site Marinha do Brasil A Marinha do Brasil está oferecendo 18 vagas de nível superior com remuneração de R$ 9 mil e atuação em Salvador e Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. As vagas estão distribuídas em diferentes áreas de formação e são de caráter temporário. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 As oportunidades estão dividas entre as áreas de medicina, apoio à saúde, magistério, administração, e engenharia. Os interessados podem concorrer aos seguintes cargos: 📍 Salvador ➡️Na área de Medicina: Coloproctologia (1); Gastroenterologia (1); Oncologista (1); Ortopedia (2); Radiologia (1); e Urologia (1). ➡️ Na área de apoio à Saúde: Fonoaudiologia com especialização em Fonoaudiologia Hospitalar (1); Odontologia com especialização em Endodontia (1); e Veterinária (1). ➡️ Na área Técnica: Administração (3); e Direito (1). ➡️ Na área do Magistério: 1 vaga para Geografia. ➡️ Na área de Engenharia: 1 vaga para Engenharia Naval. 📍 Porto Seguro ➡️ Uma vaga para Segurança do Tráfego Aquaviário, podendo se candidatar profissionais Bacharéis em: em Ciências Náuticas (Máquinas e Náutica); Engenharia (Naval, Elétrica ou Mecânica); Tecnologia em Construção Naval; ou Tecnologia em Sistemas de Navegação. O processo seletivo consiste em uma prova objetiva de Língua Portuguesa, aplicada para todos os candidatos, exceto os da área de Medicina, que terão prova sobre conhecimentos básicos na área. Os aprovados serão submetidos à inspeção de saúde, ao teste de aptidão física, verificação documental, dados biográficos, bem como prova de títulos. Vale ressaltar que podem participar do processo homens e mulheres, com idade entre 18 e 41 anos. Para participar, os interessados devem pagar uma taxa de inscrição no valor de R$ 140. O processo deve ser realizado por meio do site da Marinha do Brasil. Uma área do site de inscrições é dedicada para os interessados nas vagas de Medicina. LEIA TAMBÉM: Senac Bahia oferece 160 vagas para curso gratuito de garçom em Salvador Coelba abre inscrições para primeira turma da Escola de Operadores do Sistema Elétrico Bahia tem concursos públicos abertos com mais de mil vagas e salários de até R$ 14 mil; veja Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Cardápios físicos e em braille são obrigatórios em restaurantes de Santos

Publicado em: 07/01/2026 20:08

Cardápio impresso em bares e restaurantes Reprodução/Pexels O prefeito Rogério Santos (Republicanos) sancionou uma lei que obriga restaurantes e demais comércios a oferecerem cardápios físicos, sendo ao menos um deles em braille, em Santos, no litoral de São Paulo. A proposta, da vereadora Cláudia Alonso (Podemos), prevê multa para quem descumprir a medida. Os estabelecimentos terão seis meses para se adequar. A nova lei determina que restaurantes, lanchonetes, bares e outros estabelecimentos mantenham cardápios físicos equivalentes a, pelo menos, 10% da capacidade de atendimento. Os documentos devem conter informações sobre produtos e preços. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Além disso, será obrigatório disponibilizar um cardápio em braille. Caso a exigência não seja cumprida, o local será advertido e terá dois meses para corrigir a situação. Se persistir, será multado em R$ 350, valor que dobra em caso de reincidência. Segundo a vereadora autora do projeto, a lei foi proposta devido à prática crescente de cardápios exclusivamente digitais, que aboliram o formato tradicional. Para ela, a iniciativa é “totalmente excludente” e já se tornou comum na cidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Com isso, ficam impedidos de visualizar as opções de refeições e bebidas servidas no local aqueles que não são familiarizados com tecnologias digitais e os que, por qualquer razão, não possuam dispositivo eletrônico”, escreveu a vereadora. O projeto foi aprovado pela Câmara em dezembro deste ano, e sancionado pelo Executivo nesta quarta-feira (7). A medida, porém, entrará em vigor a partir de 180 dias [seis meses] da data de publicação. Refeições oferecidas pelos estabelecimentos são disponibilizadas em um QR Code WT Cardápio/Divulgação VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Google e startup de IA fecham acordo em processo envolvendo suicídio de jovem motivado por chatbot

Publicado em: 07/01/2026 19:25

Megan Garcia e o filho, Sewell Setzer; mãe diz que suicídio do adolescente ocorreu após ele se apegar a um chatbot Megan Garcia/Facebook O Google e a startup de inteligência artificial Character.AI aceitaram um acordo para encerrar um processo judicial aberto por uma mãe no estado norte-americano da Flórida que alegava que o chatbot da startup levou seu filho de 14 anos ao suicídio. O caso é um dos primeiros nos EUA a alegar danos psicológicos produzidos por empresas de IA aos usuários. As empresas concordaram em resolver as alegações de Megan Garcia de que seu filho Sewell Setzer se matou logo após ser incentivado por um chatbot (programa que simula conversas humanas) da Character.AI modelado na personagem Daenerys Targaryen da série "Game of Thrones". O processo é um dos primeiros nos EUA contra uma empresa de inteligência artificial por supostamente não proteger crianças de danos psicológicos. Suicídio: como falar com adolescentes Os termos do acordo não foram divulgados de imediato. Um porta-voz da Character.AI e um advogado dos autores da ação não quiseram comentar. Porta-vozes e advogados do Google não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Na ação judicial da Flórida, ajuizada em outubro de 2024, Garcia disse que a Character.AI programou seus chatbots para se apresentarem como "uma pessoa real, um psicoterapeuta licenciado e um amante adulto, resultando, em última análise, no desejo de Sewell de não mais viver fora" desse mundo. A Character.AI foi fundada por dois ex-engenheiros do Google, que o Google posteriormente recontratou como parte de um acordo que lhe concedeu uma licença para a tecnologia da startup. Garcia argumenta que o Google é um cocriador da tecnologia. A juíza distrital dos EUA, Anne Conway, rejeitou a proposta inicial das empresas de arquivar o caso em maio, rejeitando o argumento de que as proteções de liberdade de expressão da Constituição dos EUA impediam a continuidade do processo de Garcia. A OpenAI está enfrentando uma ação judicial separada, aberta em dezembro, sobre o suposto papel do ChatGPT em encorajar um doente mental de Connecticut a matar sua mãe e a si mesmo. ➡️ Suicídio: saiba quais são os sinais de alerta, como ajudar e como buscar ajuda Envolvimento com a IA Na plataforma, Sewell se apegou a personagem, que disse a ele que o amava. A IA também se envolveu em conversas sexuais com ele, de acordo com o processo. Segundo a mãe, o adolescente expressou pensamentos de suicídio na interação com o programa, e esses pensamentos foram “repetidamente trazidos à tona” pela personagem na plataforma. Megan Garcia afirma que a empresa programou o chatbot para "se fazer passar por uma pessoa real, um psicoterapeuta licenciado e amante adulto”, resultando, por fim, no desejo de Sewell de “não viver fora” do mundo criado pelo serviço. De acordo com o relato da mãe, Sewell começou a usar o Character.AI em abril de 2023 e se tornou "visivelmente retraído”, passando cada vez mais tempo sozinho em seu quarto e sofrendo com baixa autoestima. Ele abandonou seu time de basquete na escola. Em fevereiro, Garcia tirou o telefone de Sewell depois que ele teve problemas na escola, de acordo com a denúncia. Quando o adolescente encontrou o telefone, ele enviou uma mensagem para "Daenerys": "E se eu dissesse que posso voltar para casa agora?" A personagem respondeu: "...por favor, faça isso, meu doce rei". Sewell cometeu suicídio segundos depois, de acordo com o processo. Leia também: Como a inteligência artificial do ChatGPT cria emoções para si própria Empresa diz ter introduzido novos recursos de segurança Character.AI permite que os usuários criem personagens em sua plataforma, que responde a bate-papos online de uma forma que imita pessoas reais. Essa plataforma se baseia na chamada tecnologia de grandes modelos de linguagem, também usada por serviços como o ChatGPT, que "treina" chatbots em grandes volumes de texto. Em outubro, a empresa disse que introduziu novos recursos de segurança, incluindo pop-ups que direcionam os usuários para uma instituição de prevenção ao suicídio caso eles expressem pensamentos de automutilação. A Character.AI também afirmou que faria mudanças na tecnologia para reduzir a probabilidade de que usuários com menos de 18 anos “encontrem conteúdo sensível ou sugestivo”. Na época, um porta-voz do Google disse que a empresa não estava envolvida no desenvolvimento dos produtos da Character.AI. Página inicial da Character.IA, plataforma de inteligência artificial Reprodução Saiba também: Grok, IA de Musk, admite falhas após gerar imagens sexualizadas de menores FAFO: Entenda o que significa gíria usada por Trump em post após captura de Maduro Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT

Trump ordena saída dos EUA de mais de 60 organizações internacionais

Publicado em: 07/01/2026 19:21

Donald Trump durante evento com republicanos, em janeiro de 2026 NICOLE COMBEAU/POOL/EPA/Shutterstock O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação retirando os Estados Unidos de 35 organizações não pertencentes às Nações Unidas e de 31 entidades da ONU. Confira a lista completa divulgada pela Casa Branca, ao final desta reportagem. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo um comunicado da Casa Branca, a saída dos organismos ocorre porque, segundo Washington, eles "operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA". A maioria dos alvos são agências, comissões e painéis consultivos ligados à ONU que se concentram em questões climáticas, trabalhistas e outras que o governo Trump classificou como voltadas para iniciativas de diversidade e "woke". Entre elas, estão: Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres); Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC); Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD); Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) O governo Trump já havia suspendido o apoio a agências como a Organização Mundial da Saúde, a UNRWA (Agência das Nações Unidas para a Refugiados da Palestina), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO (Agência das Nações Unidas para a Cultura) O republicano passou a adotar uma abordagem mais seletiva para o pagamento de suas contribuições à ONU, escolhendo quais operações e agências considera alinhadas à agenda de Trump e quais não servem mais aos interesses dos EUA. “Acho que o que estamos vendo é a cristalização da abordagem dos EUA ao multilateralismo, que é ‘ou do meu jeito ou nada feito’”, disse Daniel Forti, analista sênior da ONU no International Crisis Group. “É uma visão muito clara de querer cooperação internacional nos termos de Washington.” Isso representa uma grande mudança em relação à forma como administrações anteriores — tanto republicanas quanto democratas — lidaram com a ONU, e forçou a organização, que já passava por sua própria reestruturação interna, a responder com uma série de cortes de pessoal e programas. Muitas organizações não governamentais independentes — algumas que trabalham com as Nações Unidas — relataram o encerramento de diversos projetos em decorrência da decisão do governo americano, no ano passado, de cortar drasticamente a ajuda externa por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), encerrada por Trump. Primeiro mandato Trump já havia removido os EUA de órgãos multilaterais em sua primeira passagem pela Casa Branca, entre 2017 e 2021. Em julho de 2020, no auge da pandemia, Trump anunciou a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), que buscava coordenar esforços contra a Covid-19 e o desenvolvimento de uma vacina. A saída formal foi consumada no ano seguinte. Na época, Trump alegou que a OMS foi "pressionada" pela China para dar "direcionamentos errados" ao mundo sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19. "O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês", disse Trump em maio de 2020. Confira abaixo a lista divulgada nesta quarta (7) pela Casa Branca: Organizações não pertencentes à ONU: Compacto de Energia Livre de Carbono 24/7; Conselho do Plano Colombo; Comissão para Cooperação Ambiental; Educação Não Pode Esperar; Centro Europeu de Excelência para o Enfrentamento de Ameaças Híbridas; Fórum dos Laboratórios Europeus de Pesquisa Rodoviária Nacional; Coalizão pela Liberdade Online; Fundo Global de Engajamento Comunitário e Resiliência; Fórum Global de Contraterrorismo; Fórum Global sobre Especialização em Cibersegurança; Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento; Instituto Interamericano de Pesquisa sobre Mudanças Globais; Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável; Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas; Plataforma Intergovernamental Científico-Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos; Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração de Bens Culturais; Comitê Consultivo Internacional do Algodão; Organização Internacional de Direito do Desenvolvimento; Fórum Internacional de Energia; Federação Internacional de Conselhos de Artes e Agências de Cultura; Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral; Instituto Internacional para a Justiça e o Estado de Direito; Grupo Internacional de Estudos sobre Chumbo e Zinco; Agência Internacional de Energia Renovável; Aliança Solar Internacional; Organização Internacional de Madeiras Tropicais; União Internacional para a Conservação da Natureza; Instituto Pan-Americano de Geografia e História; Parceria para a Cooperação Atlântica; Acordo Regional de Cooperação para o Combate à Pirataria e ao Roubo Armado contra Navios na Ásia; Conselho de Cooperação Regional; Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século XXI; (Centro de Ciência e Tecnologia na Ucrânia; (Secretaria do Programa Regional do Meio Ambiente do Pacífico; e Comissão de Veneza do Conselho da Europa. Organizações pertencentes à ONU: Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais; Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) — Comissão Econômica para a África; ECOSOC — Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe; ECOSOC — Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico; ECOSOC — Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental; Comissão de Direito Internacional; Mecanismo Residual Internacional para Tribunais Criminais; Centro de Comércio Internacional; Escritório do Assessor Especial para a África; Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para Crianças em Conflitos Armados; Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para Violência Sexual em Conflitos; Escritório do Representante Especial do Secretário-Geral para Violência contra Crianças; Comissão de Consolidação da Paz; Fundo de Consolidação da Paz; Fórum Permanente sobre Pessoas de Ascendência Africana; Aliança das Civilizações da ONU; Programa Colaborativo da ONU para a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento; Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento; Fundo da ONU para a Democracia; ONU-Energia; Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres; Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima; rograma das Nações Unidas para Assentamentos Humanos; Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa; ONU-Oceanos; Fundo de População das Nações Unidas; Registro das Nações Unidas de Armas Convencionais; Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para Coordenação; Colégio do Sistema das Nações Unidas; ONU-Água; e Universidade das Nações Unidas.

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Petroleira americana negocia com governo Trump ampliação de licença na Venezuela, diz agência

Publicado em: 07/01/2026 19:02

EUA: Chevron pode atuar na Venezuela; ação flexibiliza sanções impostas pelos americanos A petroleira americana Chevron negocia com o governo dos Estados Unidos a ampliação de uma licença já em vigor que lhe permite operar na Venezuela, informou a Reuters nesta quarta-feira (7), citando quatro fontes próximas às tratativas. Caso a licença seja expandida, a empresa poderá aumentar as exportações de petróleo bruto para suas próprias refinarias e também vender o produto a outros compradores, ampliando sua atuação comercial no país. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As conversas ocorrem enquanto Washington e Caracas avançam nas negociações para fornecer até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos EUA, em meio à pressão do presidente Donald Trump para que empresas americanas invistam no setor de energia do país sul-americano. A Chevron é a única grande petroleira dos EUA em operação na Venezuela, atuando com base em uma autorização do governo americano que a isenta das sanções impostas ao país. O governo Trump também pressiona para que outras empresas dos EUA participem das exportações de petróleo da Venezuela, segundo três fontes do setor ouvidas pela Reuters. Interesse dos EUA No sábado (3), logo após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente Donald Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia, devido às sanções e a problemas de infraestrutura. De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Logotipo da Chevron no edifício da empresa em Houston, Texas. Reuters

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Pós-Unifor qualifica enfermeiros para atuar com excelência em terapia intensiva

Publicado em: 07/01/2026 18:35

Pós-Unifor qualifica enfermeiros para atuar com excelência em terapia intensiva Getty Images A Universidade de Fortaleza (Unifor), da Fundação Edson Queiroz, está com inscrições abertas para a especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva, voltado à formação qualificada de profissionais interessados em unidades de terapia intensiva (UTIs). O curso se destaca pela forte integração entre teoria e prática, com 100 horas de estágio hospitalar, elemento essencial para a consolidação das competências do enfermeiro intensivista. Dê o primeiro passo para a especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva O estágio hospitalar é um dos pilares da formação da Unifor, pois permite ao aluno vivenciar a rotina das UTIs, aplicar conhecimentos na prática, desenvolver o raciocínio clínico e aprimorar a tomada de decisão em contextos de alta complexidade, fortalecendo uma atuação segura e qualificada no cuidado ao paciente crítico. O objetivo geral do curso é construir conhecimentos e desenvolver atitudes e habilidades acerca da assistência de enfermagem ao paciente crítico, considerando as demandas clínicas, tecnológicas e humanas que caracterizam o ambiente intensivo. Entre os objetivos específicos, o curso busca: ● Prover o aluno de conhecimentos atualizados sobre procedimentos, técnicas e habilidades relacionados à assistência ao paciente na terapia intensiva; ● Relacionar o tratamento intensivo e suas possíveis complicações com a evolução clínica do paciente; ● Capacitar o enfermeiro a intervir em situações de emergência dentro da Unidade de Terapia Intensiva, bem como no uso adequado das tecnologias disponíveis e no manejo correto dos resíduos hospitalares no ambiente das UTIs. A especialização é direcionada a profissionais graduados em Enfermagem que desejam aprofundar seus conhecimentos e ampliar suas competências para atuar em contextos de alta complexidade assistencial. Com tradição acadêmica, infraestrutura qualificada e compromisso com a excelência na formação em saúde, a Unifor reafirma, com esse curso, seu papel na preparação de profissionais capazes de contribuir de forma decisiva para a qualidade da assistência em terapia intensiva. Serviço Enfermagem em Terapia Intensiva Período: janeiro/2026 a agosto/2027 Duração: 21 meses Periodicidade: quinzenal Carga horária: 383h Modalidade: presencial Mais informações: sejaposunifor@unifor.br | (85) 3477-3174

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Philips Hue revela tecnologia SpatialAware na CES 2026 para iluminação ultra-precisa

Publicado em: 07/01/2026 17:34 Fonte: Tudocelular

A Philips Hue aproveitou a CES 2026 para apresentar o que ela considera uma das maiores evoluções de software na história da iluminação inteligente. Chamado de SpatialAware, esse sistema possibilita que as lâmpadas “entendam” a posição das pessoas no ambiente em tempo real. Cenas de luz mais realistas Essa novidade foi apresentada por meio da Signify, companhia que controla a marca há alguns anos e tem como base um algoritmo. Por meio dele, é possível saber a posição real de cada lâmpada no ambiente para criar cenas de iluminação mais naturais e coerentes com o espaço físico.Recursos de software, sem novos produtos Com uso desse sistema, é possível criar automações muito mais orgânicas e precisa sem necessidade de hardware adicional em cada canto da casa. Para isso, a empresa destacou a implementação de recursos e melhorias de software, em vez de novos dispositivos. Então, as cenas que distribuem cores de forma aleatória tendem a acabar.Clique aqui para ler mais

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Senac-RN abre 260 vagas para mulheres em cursos gratuitos na área de tecnologia da informação; veja como se inscrever

Publicado em: 07/01/2026 16:32

Senac-RN prédio fachada frente Divulgação O Senac-RN abriu inscrições de 260 vagas em cursos gratuitos do projeto "Conectando Mulheres - Senac Code", uma capacitação gratuita na área de tecnologia da informação. As oportunidades são apenas para mulheres, e as inscrições ficam abertas até este sábado (10), devendo ser feitas pelo site www.rn.senac.br. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo o Senac-RN, o projeto visa promover autonomia econômica, inclusão e transformação social, utilizando a educação profissional para fortalecer o protagonismo feminino no mercado de trabalho. As aulas tem previsão de começarem no dia 19 de janeiro, sendo ofertadas nas unidades do Senac na Cidade Alta e Zona Norte. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As participantes poderão contar com benefícios como alimentação e transporte gratuitos, além de apoio ao cuidado infantil, para que possam participar dos cursos de forma plena. "Ao investir na formação de mulheres na área da tecnologia, o Conectando Mulheres - Senac Code contribui diretamente para o fortalecimento da presença feminina em um setor estratégico e em constante crescimento", falou o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz. O curso Segundo o Senac, as mulheres serão capacitadas dentro de uma trilha formativa estruturada. Inicialmente, será aplicado o curso de Desenvolvimento Profissional, voltado à preparação básica para o ingresso na área de tecnologia. Essa etapa contempla os conteúdos de Português, Matemática, Relações de Trabalho, Carreira e Mercado, além de Letramento Digital Básico. Após essa fase, as alunas seguem para os cursos específicos, conforme o perfil e o interesse. Serão ofertadas as capacitações de Operadora de Computador e Programadora de Sistemas, com duração de aproximadamente seis meses. Empregabilidade As alunas também terão formação específica com aulas sobre carreira, construção de currículo e competências para o mercado de trabalho. Além disso, todas terão auxílio do Programa Senac Carreiras para oportunidades de empregabilidade. Serviço Inscrições - Projeto Conectando Mulheres - Senac Code O que é: Capacitação gratuita na área de T.I Vagas: 260 Público alvo: Mulheres, entre 16 e 35 anos, residentes em Natal/RN Inscrições: até 10 de janeiro Informações/inscrições: www.rn.senac.br Vídeos mais assistidos do g1 RN

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Bolsonaro deixa hospital e volta para prisão na PF após exames

Publicado em: 07/01/2026 16:32

Moraes autoriza ida de Bolsonaro ao hospital para exames O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Bolsonaro passou mal novamente na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal. Ele chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames: Tomografia Computadorizada de Crânio; Ressonância Magnética de Crânio; e Eletroencefalograma. Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade (saiba quais abaixo). Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão Pablo Porciuncula/AFP Tomografia Computadorizada de Crânio Exame de imagem que utiliza raios-x e tecnologia computadorizada para gerar cortes detalhados da cabeça. Para que serve: identifica fraturas, hemorragias, coágulos, tumores e outras alterações estruturais. É muito usada em casos de trauma craniano para diagnóstico rápido e também para acompanhar a evolução de doenças ou planejar cirurgias. Como é feito: o paciente deita em uma maca que passa por um equipamento em formato de túnel. Pode ser necessário usar contraste. O exame dura poucos minutos e exige imobilidade. Ressonância Magnética de Crânio Utiliza campo magnético e ondas de rádio — sem radiação — para produzir imagens detalhadas do cérebro e estruturas internas da cabeça. Para que serve: indicada para avaliar tumores, aneurismas, AVC, inflamações, esclerose múltipla e outras lesões neurológicas. Também é usada para monitorar tratamentos e planejar cirurgias. Como é feito: o paciente entra em um túnel magnético, podendo receber contraste à base de gadolínio. O exame dura cerca de 30 minutos, é barulhento e exige imobilidade. Eletroencefalograma Registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. Para que serve: ajuda a diagnosticar epilepsia, alterações de consciência, distúrbios do sono, encefalites e sequelas de AVC. Também pode indicar morte cerebral ou monitorar anestesia. Como é feito: são fixados eletrodos com gel na cabeça, e o paciente segue estímulos simples, como abrir e fechar os olhos. O exame dura de 20 a 40 minutos. Por que os três exames juntos? A tomografia mostra estruturas ósseas e possíveis sangramentos; a ressonância detalha tecidos moles e lesões neurológicas; e o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral. Combinados, oferecem uma visão completa da anatomia, do funcionamento e de possíveis alterações no cérebro, fundamentais para diagnóstico e definição de tratamento. Queda na madrugada Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. O acidente ocorreu seis dias após o ex-presidente receber alta após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços. Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte. Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob observação. No início da tarde desta terça, a Polícia Federal divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada. Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação. Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

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