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Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP transforma anúncio em 'algo cinematográfico' e viraliza nas redes sociais

Publicado em: 21/04/2026 07:13

Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP viraliza nas redes sociais O momento de descobrir o sexo de um bebê costuma ser cercado de expectativa, mas, para os influenciadores Vinicius Theophilo, de 23 anos, e Brenda Hisano, de 25 anos, a revelação se transformou em uma verdadeira explosão de sentimentos. O casal escolheu como cenário um vulcão cenográfico em um resort localizado em Pirapozinho (SP) para protagonizar um chá revelação que misturou a intimidade da família com um show de efeitos especiais. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp A escolha por um formato fora do convencional não foi por acaso. Ao g1, os influenciadores relataram que a proposta sempre foi transformar o momento em algo que tivesse um significado duradouro. "Queríamos que esse momento fosse realmente inesquecível, não só para a gente, mas também para a nossa filha no futuro", afirmaram. A ideia de fugir do formato tradicional, com balões e fumaças coloridas, surgiu da busca por uma revelação que reunisse emoção, surpresa e identidade. "Não era só diferente, era uma experiência. Era algo que envolvia emoção, surpresa, cenário, tudo ao mesmo tempo. Não era só revelar, era viver aquele momento de uma forma muito mais intensa [...] Foi como viver algo cinematográfico, mas, ao mesmo tempo, completamente pessoal", destacaram os influenciadores. Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP viraliza nas redes sociais Terra Parque/Divulgação LEIA TAMBÉM: Amigos do interior de SP fazem sucesso nas redes ao transformar paixão por automobilismo em 'caça' a carros exóticos Pesquisa avalia cultivo de cacau no oeste paulista e vê potencial de renda para pequenos produtores Única associação de astronomia do oeste paulista está em cidade com menos de 4 mil habitantes: ‘Ao alcance de todos’, diz integrante Apesar da grandiosidade do espetáculo, o processo de preparação foi considerado tranquilo. Como a estrutura do vulcão já possui efeitos visuais, iluminação e trilha sonora, o foco ficou na construção do momento da revelação. No dia do evento, a emoção tomou conta. A combinação de luzes, som e efeitos especiais aumentou a expectativa até o instante final. "Foi uma mistura de tudo. Já estávamos ansiosos pela descoberta, mas, quando o espetáculo começou, tudo ficou ainda mais intenso. Dá um frio na barriga diferente, porque não é só o momento da descoberta, é todo o caminho até chegar nele. Quando acontece, parece que tudo explode junto, não só o 'vulcão', mas o sentimento também", disse Vinicius. Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP viraliza nas redes sociais Terra Parque/Divulgação Repercussão A repercussão nas redes sociais surpreendeu o casal. Segundo eles, a reação do público foi imediata, com mensagens que destacam a inovação e o momento de emoção durante a revelação de que o casal está esperando uma menina. A previsão é que a pequena Maitê nasça em maio. "Recebemos muitas mensagens de pessoas falando que nunca tinham visto algo assim e que começaram a repensar a forma como querem viver momentos importantes. Então, de certa forma, a gente sente que acabou inspirando outros casais a pensarem fora do padrão, a buscarem experiências que tenham mais significado para eles", disseram. A proposta, no entanto, vai além do impacto visual. A iniciativa também reflete uma mudança no comportamento de quem busca celebrar momentos importantes da vida. Segundo o gerente de marketing do resort, Richard Uzeloto, a ideia de integrar o chá revelação ao espetáculo do vulcão surgiu a partir da crescente demanda por experiências mais significativas. "As pessoas não buscam apenas celebrar, elas buscam significar e amplificar momentos importantes da vida", explicou. De acordo com ele, o conceito está relacionado ao chamado consumo orientado por experiências, no qual o valor do evento está na memória gerada e na forma como ela pode ser vivida e compartilhada. O vulcão cenográfico, que já era o principal atrativo do resort, passou a ser pensado como um "palco" para novas possibilidades. A proposta era transformar um momento íntimo em uma experiência imersiva, conectando narrativa, cenário e emoção em um único momento. Até segunda-feira (20), os vídeos da revelação contavam com mais de 1,5 milhão de visualizações nas redes sociais. Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP viraliza nas redes sociais Reprodução/Redes sociais Bastidores Nos bastidores, o desafio foi equilibrar duas situações: a experiência de quem estava presente e o impacto para quem assistiria ao conteúdo nas redes sociais: "Nem sempre o que funciona presencialmente performa bem em vídeo", destacou Richard. Por isso, toda a revelação foi estruturada com uma lógica próxima à de uma produção cinematográfica, com construção de expectativa, ponto alto bem definido e um desfecho visual marcante. A estrutura já existente do vulcão, que conta com iluminação cênica, projeção mapeada, trilha sonora e efeitos visuais, facilitou a adaptação. Em vez de criar algo do zero, a equipe trabalhou na personalização do roteiro, ajustando o momento exato da revelação e sincronizando todos os elementos para garantir o impacto desejado. Richard Uzeloto, gerente de marketing do resort, explicou a ideia de integrar o 'vulcão' a um momento especial e pessoal Terra Parque/Divulgação 'Vulcão' A engenheira e sócia-proprietária do resort, Sandra Yokota, relembrou que o "vulcão" nasceu de uma decisão ousada durante a pandemia. Enquanto o setor pedia cautela, o resort decidiu investir em algo que gerasse emoção. "Ele foi pensado como uma experiência mágica para os hóspedes, um espetáculo que trouxesse encantamento. Mas ver hoje esse mesmo espaço sendo utilizado para momentos tão íntimos, como um chá revelação, é muito especial", disse Sandra. Para a administração, o sucesso do evento reafirma um compromisso: evoluir por meio da tecnologia, mas manter a sensação do interior paulista. "No final, o que queremos é que as pessoas continuem saindo daqui com a mesma sensação: de que viveram algo especial, mas sem perder aquele aconchego do interior", afirmou Julio Moraes, sócio-proprietário do local. Sandra Yokota e Julio Moraes são sócio-proprietários do resort Terra Parque/Divulgação Chá revelação em 'vulcão' de resort no interior de SP viraliza nas redes sociais Terra Parque/Divulgação *Colaborou sob supervisão de Stephanie Fonseca Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Vagas de estágio abertas no TO oferecem bolsas de até R$ 1,6 mil; veja como participar

Publicado em: 21/04/2026 06:30

IEL Tocantins oferta vagas de estágio em cidades do Tocantins Victor Hiroshi Espindola Fukushima/IEL-TO Os estudantes interessados em estagiar e obter conhecimentos na prática já podem concorrer a 32 vagas disponíveis pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) no Tocantins. Além da bolsa-auxílio, que pode chegar a R$ 1.621,00, e do auxílio-transporte, o programa garante acompanhamento e orientação. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Conforme o IEL, as oportunidades estão disponíveis para os seguintes cursos: Pedagogia, Direito, Tecnologia da Informação, Jornalismo, Farmácia, Administração, Ciências Contábeis, entre outras áreas. As vagas estão distribuídas nas cidades de Palmas, Araguaína, Cristalândia, Colinas, Gurupi e Miracema. Os interessados podem se inscrever no site do IEL Tocantins (clique aqui). LEIA TAMBÉM Lei autoriza Prefeitura de Palmas a repassar área pública para quitar dívida de R$ 26 milhões com empresa de ônibus Suspeito de matar cães a tiros em zona rural do TO é preso, diz polícia Mulher registra sucuri gigante em lago no interior do Tocantins; assista Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira as oportunidades de estágio abaixo Palmas Administração Administração, Ciências Contábeis ou Direito Administração e Processos Gerenciais Administração e Ciências Contábeis Administração, Ciências Econômicas, Pedagogia, Gestão Pública ou Recursos Humanos Ciências Contábeis Direito Ensino Médio Ensino Médio ou EJA Farmácia Jornalismo Pedagogia Pedagogia ou Magistério Pedagogia ou Técnico em Magistério Pedagogia, Letras e Educação Física Tecnologia da Informação (TI) Técnico em Segurança do Trabalho TI Araguaína Administração, Marketing, Jornalismo, Comunicação Social ou Publicidade e Propaganda Administração, Engenharia de Produção ou Engenharia Civil Administração, Ciências Contábeis, Gestão Financeira, Processos Gerenciais ou Engenharia de Produção Ciências Contábeis Ensino Médio ou Técnico em Administração Pedagogia Cristalândia Direito Colinas do Tocantins Administração ou Técnico em Gestão Pública Gurupi Ensino Médio Educação Física (Bacharelado) Técnico em Enfermagem ou Enfermagem (Bacharelado) Miracema do Tocantins Direito Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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VÍDEO: criminosos gravam furtos de celulares em SP e divulgam ações nas redes sociais

Publicado em: 21/04/2026 05:00

Ladrões gravam furtos de celular em SP e expõem crimes nas redes sociais Criminosos têm gravado os próprios furtos de celulares em diferentes pontos da cidade de São Paulo e divulgado as imagens em dezenas de perfis nas redes sociais, em uma espécie de exaltação ao crime. Apesar de dados do governo paulista msotrarem que houve uma redução de 20% dos casos de roubos de celular no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a média na capital é de um roubo de celular a cada 10 minutos. Nos vídeos, que já somam milhares de visualizações, aparecem ações variadas: furtos cometidos a partir de bicicletas, ataques em que os ladrões quebram o vidro de carros para roubar vítimas e abordagens dentro de estações e vagões de metrô (assista acima). Em muitos casos, um comparsa acompanha a ação apenas para filmar, seja na rua ou no transporte público, e registrar toda a abordagem. As gravações têm sido usadas para atrair seguidores e mostram desde o momento da investida até a fuga, muitas vezes com comemorações após o crime. O g1 encontrou dezenas de perfis no Instagram com diferentes cenas de furtos cometidos na capital paulista. Nas postagens, o responsável pelas publicações cita sempre o artigo 155 do Código Penal, que trata do crime de furto. Além dos vídeos, os criminosos também exibem fotos de celulares roubados, muitas vezes ainda com imagens pessoais das vítimas na tela, e imagens de dinheiro, numa espécie de vitrine do que foi levado. Ladrões gravam furtos de celulares em SP e exibem ações nas redes sociais Reprodução/Instagram Em nota, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, afirmou que não permite conteúdos que promovam ou glorifiquem crimes, que remove publicações desse tipo quando identificadas e que colabora com autoridades, além de incentivar denúncias de usuários (veja nota completa abaixo). Contudo, até a noite desta segunda-feira (20), as contas localizadas pelo g1 estavam disponíveis. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que "até o momento, não foram localizados registros de boletins de ocorrência diretamente relacionados aos perfis mencionados". Para o professor da FGV-SP e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani, os vídeos fazem parte de uma subcultura criminosa em que os bandidos querem mostrar que estão cometendo os atos para ter reputação. "É uma coisa bastante delicada, na medida em que eles estão usando as plataformas para mostrar os atos criminosos que estão fazendo para ter legitimidade perante os criminosos." Conforme Alcadipani, as plataformas não podem permitir que conteúdos flagrantemente criminosos fiquem hospedados. "Acredito que independe até de ter um boletim de ocorrência. As plataformas precisam tomar ação, e a polícia precisa investigar. Não é difícil investigar esses perfis e prender os responsáveis que estão cometendo esses crimes", ressaltou. O que diz o Instagram “As políticas da Meta não permitem o uso de nossos serviços para promover atividades criminosas ou conteúdos que glorifiquem, apoiem ou representem organizações e indivíduos perigosos. Removemos esse tipo de conteúdo sempre que identificamos violações e estamos continuamente aprimorando nossa tecnologia e treinando nossas equipes para detectar e lidar com atividades suspeitas. Incentivamos, ainda, as pessoas a denunciarem qualquer conteúdo que considerem contrário aos nossos Padrões da Comunidade, ajudando-nos a manter nossas plataformas seguras para todos. Além disso, trabalhamos com autoridades e respondemos a solicitações legais, colaborando com forças de segurança nos termos da legislação aplicável.” O que diz a Secretaria da Segurança Pública "A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo orienta que eventuais crimes divulgados em redes sociais sejam formalmente comunicados às autoridades para a devida apuração. Até o momento, não foram localizados registros de boletins de ocorrência diretamente relacionados aos perfis mencionados. A SSP reforça que o registro pode ser feito nas unidades policiais ou por meio da Delegacia Eletrônica, sendo fundamental para subsidiar investigações e responsabilizar os envolvidos. Denúncias também podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque 181. A colaboração da população é essencial para o enfrentamento qualificado da criminalidade." Bairros de SP com mais roubos e furtos Pinheiros é campeão em ranking de roubos e furtos Conhecido por ser um bairro boêmio e localizado na Zona Oeste de São Paulo, Pinheiros segue sendo o bairro que registrou o maior número de roubos e furtos de celulares na capital no 1° bimestre, segundo levantamento da TV Globo realizado com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Entre janeiro e fevereiro, ao menos 2.303 aparelhos foram roubados ou furtados em Pinheiros — o equivalente a 39 casos por dia. LEIA TAMBÉM: Flagrantes mostram ação de ladrões de celulares no Centro de SP; cidade tem um aparelho roubado a cada 10 min 'Gangue do quebra-vidro': como age quadrilha que aterroriza motoristas em SP Suspeito de participar da ‘gangue do quebra-vidro’, que ataca carros nas marginais Pinheiros e Tietê, é preso em SP No 1° bimestre do ano passado, Pinheiros também ocupou o primeiro lugar do ranking. O bairro tinha registrado 1.562 ocorrências, ou seja, um aumento de mais de 47%, de acordo com o levantamento. O empresário André Kohn conta que anda na região de Pinheiros todos os dias para trabalhar. Por conta dos casos recentes de violência, tem andado com a atenção redobrada. "Está periogoso. A gente tem que tomar cuidado, ficar ressabiado com a situação. [Tem] roubo de celular bastante, está preocupante", afirmou. Além de Pinheiros outros bairros têm sofrido com a ação de criminosos. Confira o ranking dos cinco bairros da capital com maior número de roubos e furtos de celulares: Pinheiros: 2.303 casos Perdizes: 1.880 casos Sé: 1.846 casos Consolação: 1.781 casos Campos Elíseos: 1.656 casos Em nota, a SSP afirmou que a delegacia de Pinheiros registrou queda de 3,49% nos roubos no 1° bimestre. A pasta também informou que, desde 2023, fez mais de 50 mil prisões em toda a capital no enfrentamento aos crimes de roubo e furto.

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Entenda por que porcos são a espécie considerada mais viável para transplante em humanos

Publicado em: 21/04/2026 04:01

Entenda por que porcos são a espécie considerada mais viável para transplante em humanos A técnica de xenotransplante — a transferência de órgãos e tecidos entre espécies diferentes — deu um passo importante no Brasil após o nascimento de Boreal, o primeiro porco clonado no país. O suíno nasceu no Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ/APTA), em Piracicaba (SP). ➡️ Apesar de não ser o animal mais parecido fisicamente com os seres humanos e estar distante na cadeia evolutiva se comparado a primatas, atualmente, o porco é considerado a espécie mais promissora para o xenotransplante. Tanto que o suíno foi o escolhido para um xenotransplante de coração em 2023, quando um veterano da marinha dos Estados Unidos (EUA) que sofria de insuficiência cardíaca passou pela cirurgia na Universidade de Medicina de Maryland. Um ano depois, um paciente recebeu o rim de um porco em uma cirurgia realizada em Boston. Em 2021, uma equipe de Nova York transplantou um rim suíno em uma pessoa com morte cerebral. Biólogo geneticista da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa que clonou o porquinho Boreal, Luciano Brito diz que a escolha pela espécie ocorre por semelhanças anatômicas e fisiológicas com os seres humanos, além da facilidade de manejo. "O suíno tem vantagens no peso e nas medidas dos órgãos, uma semelhança bastante grande, anatômica e fisiológica dos órgãos também. O suíno é uma espécie que reproduz muito bem e, em razão de ser já domesticado há muito tempo, é fácil de criar. É um animal dócil e fácil de criar em laboratório", explicou o pesquisador. Médico brasileiro lidera primeiro transplante de rim suíno geneticamente modificado Arte/g1 A escolha do porco: o quanto somos semelhantes? De acordo com Simone Raimundo, pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que atua diretamente no estudo, o suíno é um animal que possui uma série de compatibilidades biológicas e físicas com seres humanos. As principais semelhanças apontadas são: os órgãos dos suínos são muito parecidos com os de seres humanos, com semelhanças em termos de pesos e medidas; o funcionamento dos órgãos também é bastante próximo ao dos humanos; os órgãos atingem o tamanho ideal para o transplante em menos tempo. Segundo Simone, a ciência já utiliza o porco na saúde humana, no uso de válvulas cardíacas em cirurgias e na extração de insulina do pâncreas suíno para tratar diabéticos, por exemplo. Além disso, a pesquisadora afirma que a pele do suíno também é usada em alguns casos de queimadura grave. Os macacos são uma alternativa? Em comparação aos porcos, os primatas são animais bem próximos dos seres humanos quando se trata do processo evolutivo. Entretanto, Luciano Brito explica que não há, atualmente, estudos que mostrem viabilidade para fazer o xenotransplante. "Os macacos compatíveis em termos de tamanho com os seres humanos são os africanos, são animais em risco de extinção, por norma. Os macacos brasileiros nem serviriam para isso, porque são pequenos. Os primatas reproduzem pouco e demoram nove meses para gerar um filhote. O suíno precisa de quase quatro meses para gerar vários e vários filhotes", explica. De acordo com Brito, também existem limitações éticas em relação na utilização dos órgãos de primatas, que tornam a escolha pelos porcos melhor aceita pela sociedade. Os macacos são animais totalmente silvestres e, segundo o pesquisador, estão em risco de extinção — principalmente os primatas africanos de maior tamanho. Os suínos, por sua vez, já são criados para o abate e alimentação. Validação da técnica da clonagem Brito explica que o Boreal serviu para validar a técnica de clonagem e que ainda não houve a clonagem de um animal geneticamente modificado. Com ele, os cientistas pretendem compreender a saúde do clone e se ele estará apto para ceder um órgão a um humano no futuro. Isso porque o animal clone, seja ele qual for, segundo o biólogo, tem uma saúde mais debilitada. "É comum ver algumas malformações congênitas em em animal clone. Então, a gente já tem que selecionar os clones que são saudáveis desde o nascimento", explicou. ➡️ A saúde debilitada do clone era uma questão para os pesquisadores, tanto que, inicialmente, a orientação era que os animais utilizados para o xenotransplante fossem os decorrentes do cruzamento entre os clonados, ou seja, os filhos dos clones. Entretanto, segundo Brito, o entendimento mudou após a comunidade cientifica identificar que utilização dos animais da linhagem do clone poderia diminuir a eficácia das alterações genéticas implementadas na clonagem. Após os cientistas compreenderem se os porcos de Piracicaba estão aptos para ceder um órgão a um humano, os suínos serão transferidos para um laboratório livre de patógenos em São Paulo para novas etapas da pesquisa — inclusive, o estudo clínico em seres humanos. "O estudo em humanos vai ser feito com novos suínos com as modificações genéticas. Esses animais de Piracicaba vão ser usados para estudo do animal clone: se o clone é mais debilitado, esse tipo de coisa, para entender mesmo como funciona o animal clone", explicou. Rejeição do órgão é desafio Mesmo nos transplantes tradicionais, de humano para humano, o sistema imunológico pode tratar o novo órgão como uma infecção e o atacar. Por isso são administrados imunossupressores, que são medicamentos que buscam evitar a rejeição. Essa incompatibilidade imunológica é o principal entrave no xenotransplante, segundo os pesquisadores. As experiências começaram na década de 1960, mas foram interrompidas porque os pacientes desenvolviam rejeição aguda. Para contornar a limitação, a ciência aprendeu a desativar três genes que estão ligados à rejeição do órgão. "Existe a distância evolutiva, é verdade, mas uma eventual incompatibilidade imunológica que é decorrente dessa distância evolutiva pode ser corrigida por meio da genética, tirando alguns genes do suíno responsáveis por produzir moléculas que causam essa incompatibilidade imunológica", diz Luciano. Retirando os genes responsáveis pela rejeição e inserindo genes humanos, os cientistas conseguiram melhorar a aceitabilidade do organismo ao órgão suíno. Entenda como funciona essa alteração: Três genes dos porcos, responsáveis por provocar rápida rejeição de órgãos em humanos, foram removidos. Essas alterações impedem que anticorpos humanos ataquem os tecidos do animal logo após o transplante. Outro gene do porco também foi eliminado para evitar que o tecido cardíaco cresça de forma exagerada após o transplante. Essa medida busca garantir que o órgão mantenha tamanho e funcionamento adequados dentro do corpo humano. Além disso, sete genes humanos ligados à aceitação imunológica foram inseridos no genoma suíno. A inclusão desses genes ajuda o organismo humano a reconhecer o coração do porco como compatível, diminuindo o risco de rejeição. Mesmo com avanço gerado pelas modificações genéticas, Brito aponta que existem mecanismos de rejeição do organismo ainda desconhecidos. "Existem algumas modificações genéticas que a gente conhece, que precisam ser feitas para que seja evitado um processo de rejeição imunológica desse órgão, e outras modificações genéticas que a gente não conhece, que a gente precisa entender melhor esses mecanismos", explicou. Além disso, Simone Raimundo explica que mesmo essas modificações não garantem que os órgãos durariam no organismo. "A gente não tem como te afirmar [se o órgão é definitivo], porque mesmo quem já teve sucesso em outros países, a gente ainda não tem esse estudo, mas a gente sabe que o suíno vive vários anos. [...] Vamos trabalhar para que seja cada vez um tempo de vida maior desses órgãos, mantendo a qualidade de vida e a satisfação de viver das pessoas", explicou. Boreal: como ocorreu a clonagem do porco? Primeiro porco clonado no Brasil nasceu em Piracicaba André Luís Rosa/EPTV 🐷 O Boreal nasceu saudável e com 2,5 kg no laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, em Piracicaba, em 24 de março. Além disso, um ultrassom mostrou que já há outra porca grávida de pelo menos mais três filhotes clonados. A equipe levou seis anos para dominar a técnica de clonagem, que possibilita incorporar modificações para evitar rejeições imunológicas conhecidas e ajuda a entender mecanismos genéticos que a ciência ainda precisa desvendar. Em quatro dos seis anos, os pesquisadores se aperfeiçoaram no processo de geração de embriões. Ao longo desse tempo, foram cerca de 50 implantes em porcas receptoras até que se obtivesse o sucesso do primeiro clone suíno brasileiro. O porco Boreal não tem qualquer modificação genética. Ele foi apenas clonado. Ao contrário da reprodução natural, que une óvulo e espermatozoide, o clone é gerado a partir de uma célula somática, resultando em um porco geneticamente idêntico à célula do animal doado — veja o passo a passo abaixo: remoção do núcleo de uma célula germinativa feminina (óvulo); transferência do núcleo da célula somática do doador para esse óvulo; implante dos embriões clones em uma matriz receptora (porca). "A gente só vai conseguir a produção de órgãos que sirvam como doadores para humanos por meio do domínio da técnica clonagem, porque a gente precisa editar geneticamente as células que vão ser as doadoras de material genético para o clone", explicou Luciano. Com o domínio da clonagem de "porcos normais" estabelecido, o desafio agora é gerar os animais geneticamente modificados seguindo o mesmo padrão de sucesso. Esperança na fila de transplantes Esses resultados são fruto de pesquisas iniciadas na década de 1960 e comandadas pelo médico e professor Silvano Raia, que afirmou que existem muito mais receptores do que doadores no país. "Muitos pacientes morrem enquanto não tem um órgão disponível para eles”, lamenta. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 48.708 pessoas na fila por transplante. Depois dos estudos clínicos em seres humanos, as conclusões da pesquisa serão avaliadas por órgãos reguladores, e só após essa etapa o xenotransplante poderá ser implementado em hospitais particulares e na rede pública do Brasil. De acordo com a zootecnista Simone, o intervalo entre a clonagem do primeiro porco e o aceite governamental pode ultrapassar sete anos. Mesmo sendo um cenário distante, a professora tem a esperança que, futuramente, o xenotransplante impeça que as pessoas tenham quadros de saúde agravados pela falta de um órgão humano compatível. "Eu espero num futuro próximo a gente ter órgãos para quando a pessoa começar um processo de decadência ou falência de um órgão, antes que ela chegue ao limite, para ela ter a possibilidade de usar o órgão de um suíno e depois decidir o que vai fazer. Que a gente não espera essa pessoa adoecer", contou Simone. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região na página do g1 Piracicaba.

Palavras-chave: tecnologia

Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada

Publicado em: 21/04/2026 04:00

Volkswagen Tera: erros e acertos Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera já conseguiu ultrapassar rivais como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian em vendas mensais, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Só no primeiro trimestre deste ano, o SUV compacto registrou mais de 18 mil unidades emplacadas, conquistando o segundo lugar entre os mais vendidos do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idêni em diversos modelos da Com preços a partir de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o lançamento do Nivus, em 2020. O g1 passou uma semana com o SUV, testando-o em uso urbano e durante uma viagem de 120 km, e descreve agora seus principais acertos e limitações. Visual e tecnologia Volkswagen Tera Rafael Peixoto/g1 O visual do Tera merece atenção especial. Nesse aspecto, a marca alemã corrige escolhas anteriores e aprimora soluções que já vinham funcionando bem. O interior do Tera não segue exatamente o padrão conhecido do chamado “plástico Volkswagen”, presente em modelos como Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Ainda assim, o carro não deve ser visto como um SUV compacto capaz de rivalizar com os modelos chineses no quesito acabamento macio ao toque. A comparação mais direta é com a Fiat. Assim como a marca italiana faz em modelos como Argo e Pulse, a Volkswagen adotou plásticos com diferentes texturas e acabamentos em áreas distintas da cabine. A estratégia adiciona contraste ao interior e afasta o Tera da sensação de que, “do Polo ao Taos, por dentro tudo é sempre igual”. Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idênticos aos que existem em diversos modelos da Volkswagen, assim como o painel de instrumentos digital, que se destaca pela ampla possibilidade de personalização. Volkswagen Tera por dentro A central multimídia, no entanto, chama atenção por ficar destacada do console central, o que reforça ainda mais seu visual de “tablet”. Os ícones e aplicativos seguem o mesmo padrão gráfico, aproximando a experiência da de um iPad ou de um tablet Android dentro do carro. Essa proposta se estende aos aplicativos que podem ser instalados diretamente no sistema, sem a necessidade de parear com um celular. Entre eles estão Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e até o iFood. Além disso, o modelo conta com uma inteligência artificial embarcada chamada Otto. No dia a dia, o sistema ajuda a explicar trechos do manual do Tera, indica necessidades de manutenção, informa a previsão do tempo e até sugere rotas. É importante destacar que, ao contrário das inteligências artificiais disponíveis em celulares, o Otto não é gratuito. Para ter acesso ao assistente, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 59,90. Volkswagen Tera tem freio de mão manual em todas as versões Rafael Peixoto/g1 Apesar do conjunto tecnológico ser positivo, dois pontos desagradaram na cabine. O primeiro está ligado à tecnologia e envolve o freio de mão manual. Ele ajuda a manter o preço mais baixo nas versões de entrada, mas perde o sentido no modelo mais completo, que foi o avaliado pelo g1. O segundo ponto negativo é o apoio de braço do motorista. Pequeno e fixado ao assento, ele indica a ausência de um compartimento para objetos entre os bancos. Com isso, o descanso fica restrito apenas ao condutor, algo que não ocorre, por exemplo, no Fiat Pulse. Por fora, o visual também foge do padrão seguido por outros modelos da Volkswagen, embora o Tera ainda transmita a sensação de ser “um Polo mais alto”. Essa possível falta de criatividade, no entanto, desaparece na dianteira, que traz um desenho exclusivo nas luzes diurnas em LED. Com isso, quem vê o carro de frente identifica rapidamente que não se trata de um Polo, de um Nivus ou de um T-Cross. Desempenho O Tera testado pelo g1 também herdou o motor 1.0 turbo do Polo. Como as dimensões dos dois modelos são muito próximas — incluindo o peso —, o conjunto mecânico transmite ao volante uma sensação bastante semelhante. Volkswagen Tera tem o mesmo motor turbo do Polo Rafael Peixoto/g1 Essa percepção é positiva graças ao bom acerto da suspensão, à direção bem calibrada e à posição de condução típica dos modelos da Volkswagen. Ela envolve a forma como o motorista se senta, a disposição dos comandos, a visibilidade da estrada e o conforto em viagens mais longas. No Tera, tudo isso funciona bem. No entanto, assim como ocorre no Polo, há um atraso perceptível entre o momento em que o motorista pisa no acelerador e a resposta do carro em ganho de velocidade. Em arrancadas no semáforo, esse comportamento é menos evidente, mas na estrada ele se torna incômodo. Na prática, foram cerca de três segundos entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do Tera. Em uma ultrapassagem em velocidade mais alta, na estrada para Santos (SP), foi preciso antecipar a manobra para realizá-la com segurança. Galerias Relacionadas Esse atraso na resposta do motor não é exclusividade da Volkswagen, mas, entre todos os carros testados pelo g1, o Tera está entre os que apresentam maior intervalo entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do veículo. O g1 apurou, junto a outras fabricantes, que esse atraso na resposta do motor está ligado à redução das emissões de gases. O comportamento é resultado direto do Proconve L8, fase atual do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde 1º de janeiro de 2025. Deixando de lado o atraso na resposta do acelerador, o Volkswagen Tera se saiu bem no trânsito urbano de São Paulo (SP), onde a velocidade máxima raramente ultrapassa os 60 km/h. Na experiência ao volante, ele está muito mais próximo do que o Polo oferece do que do T-Cross. Isso também se reflete no porta-malas, que oferece 350 litros de capacidade. O volume está dentro da média dos concorrentes diretos, com bom desempenho no segmento. Veja abaixo: Fiat Pulse: 370 litros; Renault Kardian: 358 litros; Citroën Basalt: 490 litros; Jeep Renegade: 320 litros. Vale a pena? Após uma semana com o carro, foi possível perceber que a Volkswagen finalmente começou a acertar no acabamento. Ainda assim, o modelo testado — a versão topo de linha — segue atrás de concorrentes chineses mais baratos nesse quesito. Pelo preço de R$ 146.190 do Volkswagen Tera Highline, você encontra: Chevrolet Spark: a partir de R$ 144.990; BYD Dolphin: a partir de R$ 149.990; Geely EX2: a partir de R$ 123.800; GAC GS3: a partir de R$ 129.990; Caoa Chery Tiggo 5X Sport: a partir de R$ 124.990. Todos os modelos listados oferecem acabamento mais confortável, melhor qualidade geral e uma lista de equipamentos mais completa. Com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, todos são elétricos. Por outro lado, nenhum deles tem o mesmo tempo de mercado da Volkswagen no Brasil, nem a estrutura de pós-venda já consolidada. Também é mais fácil encontrar mecânicos familiarizados com o motor três cilindros do Tera. Se a ideia for buscar um SUV mais econômico e permanecer em uma marca já consagrada no Brasil, sem se aventurar muito fora do uso urbano, o Volkswagen Tera entrega exatamente a experiência que quem já dirigiu um modelo da marca espera. Já para quem está mais aberto a experimentar outras marcas, o GAC GS3 se destaca por oferecer mais espaço, melhor acabamento e um conjunto mecânico superior. O Tiggo 5X Sport segue a mesma linha, e ambos custam menos que o Tera topo de linha já nas versões de entrada.

Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA

Publicado em: 21/04/2026 02:01

Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços Freepik Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram. Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas. Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma. O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg. Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%. Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação. O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas. “Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg. A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns. Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando. “Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.” A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast. Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%. Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”. No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista. Hoje, pode ganhar até US$ 63 por hora, mas continua tentando migrar para a área em que se formou. “A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.” Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia. A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008. Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos. “Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.” Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.

Tasers reforçam a Guarda Civil de Montes Claros

Publicado em: 21/04/2026 00:05

A Prefeitura de Montes Claros deu um passo importante para proporcionar mais segurança à cidade. Foram entregues 63 armas de choque não letal do tipo taser à Guarda Civil Municipal. O armamento entregue foi obtido por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Marcelo Freitas, de quase R$ 400 mil. O taser é capaz de imobilizar indivíduos por meio de eletrochoque e permite que eles sejam abordados sem causar transtorno à segurança dos agentes e da população. Nas mãos da Guarda, o equipamento ajudará na manutenção da vigilância ostensiva dos locais públicos da cidade, como prédios, UBSs, UPAs, instituições de ensino e parques. O equipamento tático também garante segurança nas abordagens e diminui a letalidade da GCM, que atua na missão de proteger vidas. O secretário de Segurança Integrada de Montes Claros, Coronel Járson Sebástian Hansen Ferreira, reforçou a importância da atualização do equipamento para que a GCM possa atuar na cidade. “Essas pistolas são de suma importância para o trabalho da Guarda e serão prontamente distribuídas aos agentes para que a nossa GCM continue exercendo seu valioso papel”, disse. O comandante da Guarda, Azevedo, ressaltou o papel da corporação na preservação da vida. “Nosso lema é servir e proteger. Essas pistolas taser são importantes para, em uma situação de tumulto, por exemplo, não ser necessário a utilização de equipamento letal. Isso nos garante segurança para o trabalho e tranquilidade para a população”, afirmou. O prefeito Guilherme Guimarães destaca que a aquisição dessa nova tecnologia será muito importante tanto para a Guarda Municipal quanto para a população. “Esse tipo de armamento será uma segurança maior para os guardas ao atuarem na proteção da nossa cidade”, destacou o prefeito. Ao investir em tecnologia de menor potencial ofensivo, a administração reafirma seu compromisso com a proteção da vida e com a valorização dos profissionais da Guarda Civil Municipal. Novos equipamentos ampliam poder de atuação da Guarda Civil Guarda Civil Municipal

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Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

Publicado em: 20/04/2026 22:55

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon. O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup. A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial. A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo. O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”. A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA. As ações da Amazon subiram cerca de 2,7% no after-market.

Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões

Publicado em: 20/04/2026 20:02

Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos Divulgação/Serra Verde A empresa americana USA Rare Earth firmou um acordo para adquirir participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, em uma transação avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões. O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção — da extração à fabricação de ímãs — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado. A Serra Verde é considerada estratégica por produzir terras raras pesadas em larga escala fora do continente asiático. Esses minerais são essenciais para a fabricação de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. O que muda com o acordo Com a operação, as duas empresas passam a atuar de forma integrada em diferentes etapas da cadeia produtiva. A nova estrutura deve reunir atividades de mineração, processamento, separação e fabricação de materiais em países como Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. A expectativa é que a combinação fortaleça a posição das empresas no mercado global e reduza a dependência de países asiáticos na produção desses insumos estratégicos. A operação também amplia o acesso a tecnologia e investimentos para expansão da mina em Goiás. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos Terras raras em Goiás: estado assina parceria com Japão para extrair minerais Terras raras: cidade em Goiás é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais Contrato de 15 anos garante produção Além da aquisição, o acordo inclui um contrato de fornecimento de 15 anos. Pelo termo, 100% da produção inicial da mina será destinada a uma empresa criada com apoio de agências do governo dos Estados Unidos e capital privado. O contrato estabelece preços mínimos para os minerais, o que garante previsibilidade de receita e reduz riscos para a operação. Segundo a empresa, isso permite planejar a expansão da produção e sustentar novos investimentos ao longo dos próximos anos. Impacto em Goiás A mina da Serra Verde fica em Minaçu e iniciou produção comercial em 2024. A expectativa é que a unidade atinja cerca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras até o fim de 2027, com possibilidade de expansão nos anos seguintes. De acordo com a empresa, a operação deve gerar empregos, aumentar a arrecadação e impulsionar o desenvolvimento econômico da região. A mineradora afirma ainda que mantém operações com baixo impacto ambiental e uso de energia renovável. O que são terras raras Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas, mas exigem processos complexos de extração e separação. Elas são fundamentais para a produção de ímãs de alta performance, usados em tecnologias consideradas estratégicas, como carros elétricos, turbinas eólicas, robôs e equipamentos eletrônicos. Hoje, a maior parte da produção global está concentrada na Ásia, especialmente na China. Por isso, projetos fora desse eixo têm ganhado importância geopolítica e econômica. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Intelbras amplia presença em Campinas e reforça estratégia de crescimento em um dos principais polos tecnológicos do país

Publicado em: 20/04/2026 19:24

Referência nacional em tecnologia e inovação, Campinas (SP) recebe investimento da Intelbras Divulgação A Intelbras vem reforçando sua atuação na região de Campinas (SP), consolidando um plano estratégico voltado à expansão sustentável, fortalecimento do ecossistema de parceiros e proximidade com o mercado local. Empresa brasileira de soluções tecnológicas voltada para casas e negócios com atuação focada em segurança, conectividade e energia, a Intelbras se diferencia por um modelo de negócio baseado em proximidade com os clientes, suporte técnico de excelência e relacionamento de longo prazo com seus parceiros. Em um cenário em que a tecnologia e o atendimento qualificado caminham juntos, a companhia se posiciona como mais do que uma fornecedora de soluções, uma parceira confiável no desenvolvimento dos negócios. Em Campinas, referência nacional em tecnologia e inovação, com mais de 50 mil empresas e um dos maiores ecossistemas do país, a Intelbras vem impulsionando a evolução de sua rede de distribuição local. A estratégia combina o fortalecimento de parceiros de longa data com a ampliação da capilaridade por meio da entrada de novos distribuidores com elevado desempenho operacional. Evento na cidade recebe mais de 300 participantes para falar das iniciativas da Intelbras na região Divulgação Além da expansão da rede, a Intelbras investe em iniciativas de relacionamento e desenvolvimento do canal. Recentemente, Campinas sediou um evento regional da companhia que reuniu mais de 300 participantes, evidenciando a relevância da região na estratégia nacional da empresa. “Estamos falando de uma das regiões mais relevantes do Brasil em termos de desenvolvimento econômico e tecnológico. Campinas tem um ecossistema extremamente qualificado, com parceiros preparados e um mercado em constante evolução. Nosso papel é potencializar esse crescimento com proximidade, suporte de excelência e inovação constante, garantindo que nossos parceiros tenham todo o apoia e a estrutura necessária para evoluir junto com a gente”, afirma Marcio Ferreira, Vice-presidente de Mercado e Jornada do Cliente da empresa. A proximidade com o canal é um dos pilares da atuação da Intelbras. A empresa conta com uma estrutura robusta de suporte, treinamentos e pós-venda, que acompanha parceiros em todas as jornadas, do pré ao pós-venda, contribuindo diretamente para a qualidade das entregas e a satisfação do cliente final. Esse modelo permite que revendas, distribuidores e integradores atuem com mais segurança, contando com uma marca que oferece mais do que produtos, um respaldo técnico e apoio contínuo nos seus negócios. Segundo o executivo, a Intelbras se diferencia pela proximidade do cliente. “Mais do que soluções tecnológicas de qualidade, entregamos confiança. Nosso diferencial está na capacidade de estar sempre próximo, apoiando o desenvolvimento de nossos parceiros no dia a dia. É isso que sustenta nosso crescimento e fortalece nosso posicionamento no mercado”. Parceiros da Intelbras recebem suporte e treinamentos para atendimento do mercado local Divulgação Com estratégia estruturada e foco em parcerias duradouras, a Intelbras fortalece sua atuação em Campinas, um dos mercados mais dinâmicos do Brasil, promovendo a integração entre tecnologia, negócios e pessoas e impulsionando o crescimento conjunto. Saiba mais sobre a atuação da Intelbras aqui.

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Toshiba lança smart TV Z670SP com tecnologia Mini LED e foco total em gamers

Publicado em: 20/04/2026 19:16 Fonte: Tudocelular

A Toshiba anunciou o lançamento da nova linha de TVs Z670SP com tecnologia Mini LED. Disponível na Índia, a série conta com desempenho premium para entretenimento e jogos, além de fazer parte de uma estratégia que mira consumidores em busca de qualidade visual e recursos gamer. Inovações visuais e o poder do painel Mini LED na Toshiba Z670SP No caso, trata-se da primeira linha com Mini LED da marca no país, marcando sua chegada a essa categoria. Ela está disponível em tamanhos de 55 a 100 polegadas, o que permite à empresa cobrir diferentes perfis de consumo.Nova linha aposta em 144Hz e IA para competir no segmento premium Os produtos usam Mini LED e QLED para aplicar melhorias consideráveis em quesitos como contraste, brilho e cores. Além disso, vale o destaque para o suporte à taxa de atualização de 155 Hz e à implementação do chip REGZA Engine ZRi. Ele permite o uso de recursos como upscaling e otimização de imagem.Clique aqui para ler mais

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Pai de ex-vereador do Ceará também é preso por latrocínio de idoso no Piauí

Publicado em: 20/04/2026 19:12

Quem é o ex-vereador do Ceará preso por participar de latrocínio no Piauí A Polícia Militar do Ceará prendeu o idoso Sebastião Coelho e levou à Delegacia de Policia Civil no município de Tianguá, na tarde desta segunda-feira (20). Ele é pai do ex-vereador Juliano Magalhães, o "Juliano Importados". Pai e filho são considerados mentores do crime de latrocínio contra um idoso no Piauí, no início de abril. Sebastião foi capturado na CE-187, em ação integrada com a polícia Civil do Piauí, após ser considerado foragido. A prisão fecha os cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça do Piauí, que estavam sendo cumpridos nesta segunda (20). Juliano e o pai devem passar por audiência de custódia. O delegado Matheus Zanatta afirmou que o local onde a dupla ficará presa depende da decisão da Justiça. Ex-vereador de Tianguá (CE), Juliano Magalhães Coelho (à esq.) e Sebastião Fernandes Coelho, pai do ex-vereador (à dir.) Reprodução Quem é o ex-vereador preso O ex-vereador por Tianguá Juliano Magalhães Coelho, conhecido como "Juliano Importados", foi preso na tarde desta segunda-feira (20), suspeito de latrocínio contra um idoso de 77 anos. O crime ocorreu no início de abril deste ano, no estado do Piauí. Juliano, de 43 anos, exerceu o mandado como vereador entre 2021 e 2024. Ele tentou a reeleição, mas ficou entre os suplentes. Além da carreira política, ele é empresário do ramo de veículos de carga e tem uma loja de tecnologia no centro da cidade. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A prisão de Juliano ocorreu em uma chácara localizada no sítio Riachinho, em uma área de difícil acesso, no meio do mato, no município de Tianguá. Juliano é acusado de latrocínio contra um idoso do Piauí. A vítima estava interessada em um veículo do empresário. Pouco antes do crime, ele chegou a gravar um vídeo com a vítima. Nesta segunda-feira (20), a Polícia piauiense cumpriu mandados de busca e apreensão, além de prisão, no Ceará. "O homem saiu de lá foi cedo e amanheceu o dia aqui e vai levando sua F4-1000, 2009, tudo concluído com sucesso. [...] Que você seja muito feliz, que Deus lhe abençoe e seja fruto de muitas coisas boas que esse carro traga para você", disse Juliano Magalhães no vídeo em que mostrava a aquisição do cliente. No perfil de Juliano na página dos vereadores da cidade, ele se descrevia como um homem íntegro, humano e humilde que gosta de ajudar ao próximo. Além disso, ele se afirma que é "trabalhador, desempenhado, que busca oferecer o seu melhor em tudo que faz." Juliano também foi investigado por incitar o suicídio da própria mulher, em agosto de 2024. O g1 questionou ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) sobre o andamento do processo, mas não recebeu retorno sobre o caso. Pai de Juliano Importados segue foragido Divulgação/ Polícia Civil do Piaui Vídeo com a vítima A vítima do latrocínio no Piauí foi identificada como Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, o "Totonho", sofreu um infarto durante a ação violenta do ex-vereador. O pai do ex-vereador Juliano Importados também foi preso. O g1 não localizou a defesa do ex-vereador e do seu pai. A polícia cumpriu outros três mandados de prisão relacionados ao latrocínio. Os outros suspeitos não tiveram as identidades informadas. Conforme as imagens que o g1 teve acesso, Juliano, que é proprietário de empresas na cidade cearense, registrou o momento em que Antônio foi com o filho em uma de suas lojas para comprar um caminhão usado. Na ocasião, ele parabenizou o idoso e chegou a desejar que o caminhão trouxesse coisas boas para a vida da vítima. Idoso morre após ser amarrado e ter caminhão roubado por criminosos em casa Montagem/g1 Roubo de cofre com R$ 500 mil Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Antônio Pereira foi abordado por dois homens que chegaram à sua casa de motocicleta, na localidade Ponto Belo, zona rural do município de Batalha (PI), com o pretexto de negociar madeira. Após serem conduzidos até um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, subtraíram um cofre contendo cerca de R$ 500 mil. O idoso foi encontrado desacordado, com marcas de violência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto, provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa, o que caracteriza o crime de latrocínio. Além do cofre com dinheiro, os suspeitos fugiram levando o caminhão que Antônio havia comprado a Juliano Magalhães. No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110. Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas lojas do ex-vereador Juliano Magalhães. Reprodução Crime premeditado As investigações da Polícia Civil do Piauí apontaram que o crime contra o idoso foi premeditado e com divisões de tarefas entre os suspeitos. Juliano e o pai Sebastião Fernandes teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima. Enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto. "A investigação também revelou o uso de diferentes veículos para a execução da ação e a fuga, incluindo o transporte da motocicleta utilizada no crime, o que reforça a atuação coordenada do grupo criminoso", divulgou a polícia. A pasta informou ainda que os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, ocasião em que tiveram acesso ao galpão e visualizaram o cofre, o que indica premeditação. Operação Armas, munições e dinheiro foram apreendidas pela polícia durante operação contra suspeitos de latrocínio de idoso no Piauí. SSP-PI/ Divulgação Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Tianguá e Barras, os agentes apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares e uma quantia em dinheiro. Entre os locais alvos do mandado, estão a mansão que o ex-vereador mora, que estava vazia no momento da chegada da polícia, e as lojas do cearense. “Desde o primeiro momento, tratamos o caso com o nível de prioridade que ele exige, conduzindo diligências contínuas e integradas, com análise criteriosa de cada elemento colhido. A investigação avançou com base em provas técnicas consistentes, o que nos permitiu identificar a atuação de cada envolvido na dinâmica criminosa", disse o delegado titular de Barras, Welder Melo. O superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, destacou a gravidade do caso. "Trata-se de um crime extremamente grave, praticado contra um idoso, com planejamento e divisão de tarefas. A atuação integrada foi essencial para identificar os envolvidos e avançar na responsabilização de todos", disse o delegado. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Do local ao global: pequenos negócios podem conquistar o mercado internacional?

Publicado em: 20/04/2026 18:50

Capacitação, networking, consultoria e recursos: programa impulsiona pequenos negócios rumo à internacionalização Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt Elevar o nível operacional, fortalecer a marca e conquistar novos mercados são metas que habitam a mente de qualquer empreendedor que busca ampliar sua competitividade e produtividade. Em alguns casos, esse salto não significa crescer dentro do próprio país, mas expandir a atuação para além das fronteiras nacionais. “Não é raro vermos produtos que, no Brasil, enfrentam uma concorrência acirrada , mas que, no mercado internacional, encontram um público atraído pela brasilidade do produto, sua originalidade material ou cultural e tecnicidade própria”, explica Claudine Bichara, gerente de negócios internacionais do Sebrae Rio. Na prática, esse movimento em prol do crescimento pode começar muito antes da internacionalização do negócio, mas no desenvolvimento de um produto cheio de potencial aos olhos de quem está fora do país. Esse foi o caso dos irmãos Thatiana e Bruno Schott, de Bom Jardim (RJ). Desenhando novos moldes A insatisfação com a produção em massa no ramo da moda íntima levou os irmãos a adotarem um processo minucioso e autoral, dessa vez voltado ao vestuário. Num ateliê em Nova Friburgo (RJ), unindo a formação de Thatiana em Administração e a de Bruno em Publicidade, a dupla subverteu a lógica do chão de fábrica e passou a criar uma peça por vez. Assim, em 2012, nasceu a Zsolt (lê-se: Zouti), marca que transforma tecidos reaproveitados em roupas sustentáveis feitas à mão, com tingimento natural e secagem ao sol. Estamparia artesanal e mais gentil com o planeta que, nas palavras de Thatiana, desperta um “apaixonamento” por onde passa. Quatro anos depois, os Schott participaram de um projeto piloto de exportação do Sebrae em Paris, França, que incluía o Processo de Aprovação de Peça de Produção (PPAP), uma verificação detalhada de qualidade. A evolução consistente da marca levou os irmãos a receberem o convite da coordenadora de negócios internacionais do Sebrae para participarem do ProGlobal, programa multissetorial de capacitação do Sebrae RJ, que oferece treinamento e apoio para ajudar pequenas empresas a venderem seus produtos e serviços no mercado internacional. “Começamos a nos fortalecer internamente em todos os setores da empresa através das consultorias do Sebrae. Então, em 2023, participamos do nosso primeiro ProGlobal. A Miriam Ferraz foi peça fundamental: mesmo após recusarmos o convite algumas vezes, ela sempre reforçava o potencial do nosso produto no mercado internacional... uma grande incentivadora da Zsolt”, relembra Thatiana. De forma artesanal e sustentável, os irmãos Schott criam camisas, blusas, bermudas, calças, saias, vestidos, macacões e mais Foto: Coleção Deriva Tropical 2026 por Zsolt Da produção própria à exportação Criado em 2020, o ProGlobal oferece uma formação de oito meses, identificando empresas com diferenciais competitivos (como técnica, design, sustentabilidade, brasilidade e outros) e preparando-as para o mercado internacional. O Sebrae Rio lança inscrições para o ProGlobal com 65 vagas disponíveis. Este ano, o programa será dividido em dois para atender quem empreende nos segmentos de Moda ou Alimentos e Bebidas - https://sebraerj.com.br/aceleracao-de-negocios/internacionalizacao. A jornada começa com um processo seletivo rigoroso, voltado a empresas com diferencial competitivo e capacidade produtiva adequada. Recebendo a aprovação, o Sebrae garante de 90 a 95% do valor da capacitação ao empreendedor, que participa de oficinas em grupo e consultorias individualizadas. A metodologia do programa é dividida em cinco etapas: design estratégico para internacionalização, posicionamento da marca no mercado externo, estratégia de comunicação internacional, gestão financeira e estratégia comercial. “Recebemos consultoria orientando cada área: finanças, logística, pós-venda e preparação de toda documentação e envio. Também tivemos total auxílio na construção de brand book e de materiais para clientes, como e-mail marketing”, afirma Thatiana. "Hoje, a Zsolt exporta suas peças para diversos estados dos EUA: Nova York, Califórnia, Nova Jersey, Carolina do Norte e Novo México." Para os pequenos empreendedores que ficam na dúvida sobre qual país escolher como alvo, Claudine Bichara explica como isso é orientado no ProGlobal: “Muitas vezes, o empresário chega com um país em mente por comodidade ou outro motivo subjetivo. O que fazemos é não só ampliar esse horizonte, mas oferecer uma análise do mercado mais adequado para a absorção de seu produto. Aqui no Brasil, há uma tendência a optar pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. Embora não façamos a exclusão desses mercados mais tradicionais, mostramos outras possibilidades na Ásia, na África, no Oriente Médio… Diversificar o olhar para as alternativas de mercado é fundamental, inclusive para reduzir riscos e aproveitar melhor as oportunidades". Transformando propósito em impacto global Assim como a empresa dos irmãos Schott, outro negócio encontrou no ProGlobal o suporte necessário para expandir internacionalmente, levando suas exportações a Angola, Portugal, Alemanha e Suíça. É o caso da Papel Semente, de Andréa Carvalho, de São Gonçalo (RJ), referência em sustentabilidade desde 2009. A marca produz papel biodegradável com sementes em sua composição. A iniciativa oferece às empresas uma alternativa mais ecológica para seus materiais impressos, que após utilizados, podem ser plantados e transformados em flores, plantas e hortaliças. O negócio levou Andréa ao primeiro lugar nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023, na categoria pequenos negócios. Veja a entrevista com a empreendedora. "Pique, molhe, plante" é a ideia da Papel Semente, negócio de Andréa Apoio que abre portas Como vimos com a Zsolt e a Papel Semente, o ProGlobal atende diversos setores. Entre eles estão alimentos e bebidas, moda e acessórios, saúde e beleza, joias, cosméticos, energia, biotecnologia, petróleo e gás, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e serviços técnicos especializados. Claudine Bichara destaca que há ainda nichos com grande potencial, mas pouco explorados por pequenos negócios no Brasil, como os games. Essa diversidade de empreendedores no programa cria um ambiente rico para conexões estratégicas. Antes de começar a exportar, as empresas simulam situações reais, identificam parceiros e constroem relações de negócio durante atividades práticas e grupos em aplicativos de mensagens. “Hoje tenho uma superparceira, que conheci no projeto: a Belle Paiva, com quem dividimos o espaço em São Paulo, além de outras marcas com que trocamos experiências constantemente”, comenta Thatiana. Além do networking, o ProGlobal também oferece suporte para lidar com obstáculos do empreendedor brasileiro que sonha em exportar: “Muitos empresários não sabem como precificar para fora. É preciso estudar concorrência, logística, cultura empresarial do novo cliente, embalagens específicas, tarifas, escopo legal e exposição cambial”. É um aprendizagem precioso que o Sebrae oferece, que é básico para conquistas valiosas”, alerta Bichara. Com tudo alinhado, o aprendizado do ProGlobal começou a se refletir diretamente na rotina e nos resultados da Zsolt. “Com a casa em ordem, passamos a produzir mais e precificar melhor. Viver o ProGlobal representa um crescimento enorme para pequenos empresários. Abrimos a loja de São Paulo há sete meses, resultado direto desse processo de capacitação", relata a empreendedora. Graças às conexões do ProGlobal, Zsolt inaugurou sua loja física em São Paulo Foto: Zsolt O “uau” que atravessa fronteiras Com a base para exportação estruturada, a Zsolt contou com o subsídio do Sebrae para participar de feiras internacionais e, logo nas primeiras experiências, já teve respostas positivas. “A reação foi muito interessante... eles diziam: ‘Uau, que marca diferente’. Chegavam na arara, colocavam a mão na roupa e diziam: ‘me arrepiei, isso é muito lindo!’”, recorda Thatiana. Para ela, grande parte do interesse do público internacional pela Zsolt vem do uso de técnicas artesanais, como tie-dye e batik, aplicadas de forma artística, o que torna as peças únicas. Esse potencial de atratividade, no entanto, nem sempre é visto pelos pequenos negócios brasileiros. “Muitos empresários ainda enfrentam a barreira psicológica de achar que exportar não é para eles, que vai ser caro ou difícil. Mas internacionalizar parte de uma tomada de decisão que implica uma trajetória cujo passo a passo é mostrado nos nossos programas e é acompanhado em cada etapa por nossas equipes de consultores e especialistas. Nossa missão é orientar e apoiar a pequena empresa a se organizar e se transformar numa estrela no mercado internacional”, explica Bichara. Para a Zsolt, que já abraçou essa oportunidade, os números avançaram: a exportação impulsionou o volume de vendas da marca em 10%, com meta de chegar a 30%. Entre as peças mais vendidas lá fora estão blusas e vestidos em malha, além de saias de algodão. Agora, bem estabelecidos, com uma equipe de 12 pessoas mais uma agência, Thatiana e Bruno miram o mercado europeu. As jornadas da Zsolt e da Papel Semente evidenciam o impacto do ProGlobal, que já atendeu cerca de 400 empresas e aumentou em mais de 70% a aptidão de empreendedores para o mercado internacional. O programa de internacionalização mais completo do país Se você quer preparar sua empresa para o mercado internacional, atente-se às oportunidades do Sebrae nesta sexta edição do ProGlobal. Para 2026 são 65 vagas: 40 para o setor de Moda e 25 para Alimentos e Bebidas. O edital já está disponível e as inscrições vão até 15 de maio. A seleção identifica Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com produtos ou serviços com potencial de internacionalização. A partir daí, oferece capacitação para estruturar o processo de exportação, com apoio de analistas e consultores especializados. O objetivo é reduzir riscos e preparar as empresas para expandir de forma consistente para o mercado externo. Despertou o interesse? Inscreva-se aqui.

Palavras-chave: tecnologia

Quem é John Ternus, sucessor de Tim Cook no comando da Apple

Publicado em: 20/04/2026 18:30

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ternus ingressou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diversas categorias e teve papel central no lançamento de novas linhas de produtos, como iPad e AirPods, além de sucessivas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar a categoria mais poderosa e popular globalmente em seus 40 anos de história. Entre os projetos recentes, está o lançamento do MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso à experiência Mac. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para os modelos iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. Sob sua liderança, a empresa também avançou nos AirPods, com melhorias em cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva, informou a Apple. Ternus também liderou iniciativas voltadas à durabilidade e confiabilidade dos produtos, além de avanços em materiais e design de hardware que reduziram a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e melhorias na reparabilidade dos dispositivos. Antes de ingressar na Apple, trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ternus é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. LEIA MAIS: Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, Cook acabou permanecendo mais tempo no cargo do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo.

Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO

Publicado em: 20/04/2026 17:45

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook deixará o comando da empresa e passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração. O atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus, assumirá como novo diretor-executivo (CEO) da companhia a partir de 1º de setembro de 2026. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em comunicado, a fabricante informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de planejamento de sucessão conduzido ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. O executivo entrou para a Apple em 1998 e assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou a função. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, Cook acabou permanecendo mais tempo à frente da Apple do que o próprio Jobs. Veja os vídeos que estão em alta no g1 À frente da empresa, o executivo supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — um aumento superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025. John Ternus (à esquerda), novo CEO da Apple, e Tim Cook, que deixa o cargo para ser presidente executivo do conselho de administração da empresa Divulgação/Apple Quem será o novo CEO da Apple? John Ternus será o sucessor de Cook no comando da Apple. Atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, ele entrou para a Apple em 2001, integrando a equipe de design de produtos. Ao longo dos anos, passou a ocupar posições de liderança na área de engenharia de hardware e, em 2013, tornou-se vice-presidente da divisão. Desde 2021, faz parte da equipe executiva da empresa. Antes de ingressar na Apple, o executivo trabalhou como engenheiro mecânico na empresa Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em um momento em que a indústria de tecnologia passa por uma nova onda de transformações impulsionadas pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia coloca pressão sobre a empresa para demonstrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que marcou ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar o uso de computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que redefiniram a forma como as pessoas usam tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde seu lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como o Mac, o iPad e o Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base fiel de usuários ao redor do mundo. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP