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'BioFemme': projeto incentiva estudantes a se tornarem cientistas em cidades da Bahia

Publicado em: 28/09/2025 06:00

Projeto incentiva estudantes a se tornarem cientistas em cidades da Bahia Um projeto educacional de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, tem transformado a realidade de alunas da rede pública em diferentes regiões do estado ao aproximá‑las do universo da ciência, tecnologia e pesquisa em energias renováveis. O BioFemme – Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação tem como objetivo incentivar a formação, permanência e ascensão de meninas e mulheres em carreiras científicas e tecnológicas. Lançado oficialmente em novembro de 2024, o projeto nasceu do incômodo da engenheira química e pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Carine Tondo Alves, diante da desigualdade de gênero nas áreas científicas e tecnológicas. Com duração prevista de 36 meses, o projeto, executado pela UFRB em parceria com instituições como a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Senai Cimatec e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), conecta alunas do ensino fundamental e médio à pesquisa científica, com foco em biomassas e energias renováveis. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região As estudantes participam de oficinas, experimentos, visitas técnicas e projetos práticos baseados na realidade das comunidades onde vivem. Ao g1, a pesquisadora Carine Alves explicou a linha de pesquisa das estudantes. “Realizamos a avaliação, coleta, caracterização e identificação de diferentes tipos de biomassas do nosso estado — sejam elas agrícolas, florestais ou mesmo resíduos sólidos. Estudamos suas propriedades físicas, físico‑químicas e biológicas para compreender seu potencial de uso na produção de biocombustíveis (como biogás, bioetanol e biodiesel) e também na geração de bioprodutos”. 🍃 Entre os destaques, está uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca de cacau — resíduo comum na Bahia — para a produção de biogás e biofertilizantes. 🍃 Outro exemplo é a análise do sisal, um tipo de fibra vegetal, na fabricação de bioprodutos sustentáveis, capazes de gerar impacto ambiental e econômico positivo. Projeto incentiva estudantes de escolas baianas a tornarem cientistas Ascom/ UFRB Segundo a coordenadora, o projeto tem como metas: ampliar o acesso de meninas à ciência; oferecer oportunidades de formação em áreas historicamente ocupadas por homens. “Esses estudos são essenciais para determinar a eficiência energética, o rendimento dos processos e, principalmente, a sustentabilidade do aproveitamento desses materiais, contribuindo para soluções que impactam positivamente a vida das comunidades do interior.” Inclusão na pesquisa BioFemme tem o objetivo de incentivar a formação, permanência e ascensão de meninas e mulheres em carreiras científicas e tecnológica Ascom/ UFRB Para Carine Alves, além do estímulo à pesquisa, o projeto pode contribuir para fortalecer o sentimento de pertencimento entre as participantes e ampliar o acesso de meninas e mulheres a espaços acadêmicos e científicos. “Para as mulheres, especialmente negras e do interior da Bahia, ele representa oportunidade, pertencimento e empoderamento. Para a ciência, significa diversidade de olhares, inovação e novas perspectivas para enfrentar desafios globais, como a transição energética e as mudanças climáticas”. 👩🏾‍🔬 Além de despertar o interesse pela pesquisa, o BioFemme também oferece oportunidades. Atualmente, a iniciativa conta com 35 bolsas de Iniciação Científica Júnior, voltadas a estudantes do ensino médio, além de duas de pós‑doutorado e sete de apoio técnico. Todas as bolsas já estão ocupadas por meninas e mulheres em diferentes níveis de formação. 👩🏾‍🔬 As atividades são conduzidas por professoras tutoras locais e acompanhadas por uma equipe interdisciplinar das universidades parceiras, que realizam visitas às escolas. Cada cidade participante desenvolve ações específicas, de acordo com suas demandas. Com mais de 100 alunas participantes, o BioFeme atua em sete cidades baianas, sendo elas: Feira de Santana - Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho Feira de Santana - Colégio Estadual Teotônio Vilela Amargosa - Colégio Estadual Santa Bernadete Araci - Centro Territorial de Educação Profissional de Araci (Cetep) Cansanção - Colégio Estadual Senhor do Bonfim Itabuna - Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães Teofilândia - Colégio Estadual Teofilândia Estudantes matriculadas nas escolas contempladas pelo projeto que queiram participar podem entrar em contato pelas redes sociais oficiais do BioFemme ou pelo e‑mail biofemme@gmail.com. Projeto de incetivo à ciência integra sete escolas em cidades da Bahia Ascom/UFRB LEIA MAIS: Estudantes baianas desenvolvem luvas biodegradáveis à base de sisal e conquistam reconhecimento nacional; conheça projeto Estudantes desenvolvem mapa tátil sonoro para ampliar acessibilidade em universidade no interior da Bahia Estudante de cidade da Bahia fica em primeiro lugar em seleção de redações e assume vaga em programa do Senado Federal Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

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Como obras de arte que estavam sumindo do papel estão voltando a ser visíveis com uso de tecnologia na UFMG

Publicado em: 28/09/2025 05:00

Fotografia científica recupera traços invisíveis em obras de arte Uma tecnologia avançada usada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está permitindo que obras de arte que estavam desaparecendo do papel voltem a ser visíveis. Por meio de uma técnica chamada fotografia multiespectral (entenda abaixo), foram fotografados em laboratório desenhos da década de 1950 do pintor modernista mineiro Alberto da Veiga Guignard que estavam se apagando. Dedicatórias, assinaturas e elementos arquitetônicos presentes em dois desenhos do pintor começaram a ser revelados. Com o trabalho da restauradora Larissa Oliveira, responsável pela aplicação da técnica, foi descoberto que os desenhos foram feitos para duas mulheres. As obras representam paisagens de Ouro Preto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Larissa fez uma comparação da obra original, de 1956, com a espectral, gerada com a técnica. Veja ponto a ponto destacado por ela no vídeo acima. “No espectral [imagem gerada após aplicação da técnica] dá pra ver alguns detalhes que estão desaparecidos no original [de 1956], como a dedicatória para Mania Helibhovsk, que não dá pra ler aqui. [...] A assinatura dele, também aqui tá no meio, tá totalmente desaparecida. E dá pra gente identificar, por exemplo, o Museu da Inconfidência, aqui no canto esquerdo", explica. "Esse [outro desenho] é o original de 1958. A dedicatória, ela tá um pouco mais visível do que a outra. Mas fica bem melhor nas técnicas que a gente usou", mostra (veja no vídeo). LEIA TAMBÉM Pintura de Anita Malfatti esconde mulher nua; descoberta foi feita por professores da UFMG Obras vandalizadas no 8 de janeiro somam R$ 20 milhões e prejuízo chega a R$ 12 milhões Desenho do artista mineiro Alberto da Veiga Guignard Reprodução/TV Globo O que é a técnica multiespectral A técnica multiespectral reúne diversos tipos de fotografias, usando diferentes fontes de luz, como ultravioleta e infravermelho, para capturar detalhes imperceptíveis ao olho humano, segundo Alexandre Leão, coordenador do iLab e do PrismaLab da UFMG. “A gente trabalha com luzes técnicas de ultravioleta, passando pela faixa visível que o ser humano consegue perceber, e indo também pra uma faixa não visível ao ser humano, que é o infravermelho”, “E a conexão de várias imagens, reunidas em software específico, especializado pra isso, permite com que essa imagem final seja então ali percebida, e essas nuances não visíveis se tornam visíveis em alguns casos, como aconteceu no caso das obras de Guignard”, afirma. Impressões fiéis preservam as obras Para que mais pessoas possam conhecer os desenhos e apreciar o resultado revelado pela tecnologia, os pesquisadores decidiram imprimir as imagens em papel de alta qualidade com tinta mineral de longa duração. “Reproduzir uma obra desse calibre, do Guindard, é como se estivesse reproduzindo uma '9ª Sinfonia do Beethoven', então você tem que ser um maestro ali na reprodução, para não adulterar nenhum aspecto da obra”, explica Luiz Rodrigo Cerqueira, impressor responsável pelo trabalho. O resultado do trabalho com a fotografia multiespectral e os desenhos originais de Guignard estão expostos no Museu Casa Guignard, em Ouro Preto. A visitação é gratuita. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance?

Publicado em: 28/09/2025 04:01

Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Quando se fala em corrida e preparação, é impossível não pensar em um dos itens mais importantes para os atletas — e quase sempre nada discretos: os tênis. Para entender como eles funcionam e o que há por trás das tecnologias que prometem melhorar o desempenho dos corredores, o Globo Repórter foi até os laboratórios da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde são desenvolvidas algumas das principais inovações do setor no Brasil. LEIA TAMBÉM A febre das corridas de rua: como atividade vem conquistando cada vez mais brasileiros e os benefícios para saúde Amor na pista: corridas de rua viram cenário de romance e paquera com 'código secreto' na cor da meia Chega de dor: estudo brasileiro descobre método para evitar mais de 50% das lesões em corredores de rua E para descobrir o que realmente importa na hora de escolher um bom par, não tem jeito: é preciso ver por dentro. Literalmente. O processo começa com o corte do tênis — sim, ele é destruído para que os pesquisadores possam analisar cada componente. “A gente estuda o cabedal, o solado e o sistema de amortecimento”, explica Rubens dos Santos, supervisor técnico da UFSCar. A professora Lidiane Costa, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade, destaca que o avanço dos materiais está diretamente ligado à evolução do esporte. “A espuma do solado, por exemplo, influência na absorção de energia. Isso pode trazer mais conforto e reduzir o cansaço do atleta”, afirma. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo E não é para menos: em geral, provas de maratona duram cerca de quatro horas, e qualquer ganho de conforto ou economia de energia faz diferença. “O objetivo do tênis é amortecer os impactos e proteger as articulações. Um modelo só com espuma perde cerca de 40% da energia a cada passada. Já os com fibra de carbono perdem apenas 20%. Isso pode ser decisivo no final da prova”, explica Rubens. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo Mas e quem corre só por saúde, sem foco em performance? Os especialistas dizem que tênis mais simples funcionam. “Tudo depende da demanda e da estrutura corporal de cada um. Quem tem pisada neutra ou pronada precisa observar os pontos de apoio para evitar lesões”, afirma Lidiane. O tipo de terreno também influencia: asfalto, trilha ou montanha exigem características diferentes do calçado. No fim das contas, dizem os especialistas, o melhor tênis é o que se adapta ao seu corpo, ao seu ritmo e ao seu objetivo. No fim das contas, o melhor tênis, conforme dizem os especialistas, é aquele que se adapta ao seu corpo, ao seu ritmo — e ao seu objetivo. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo: Globo Repórter - Brasil que Corre - 26/09/2025 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

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Agricultura familiar faz do Brasil potência na exportação de pimenta-do-reino e pimenta-rosa

Publicado em: 28/09/2025 04:01

São Mateus é o maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil O Brasil é referência mundial na produção de especiarias, e um município do Espírito Santo se consolidou como o maior produtor de dois condimentos com grande demanda internacional: a pimenta-do-reino e a pimenta-rosa. Graças à agricultura familiar, São Mateus, no Norte capixaba, é hoje o maior produtor de pimenta-rosa do mundo e o maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil. Em 2024, São Mateus produziu mais de 26 mil toneladas de pimenta-do-reino, o que representa 35% da safra estadual. No total, o Espírito Santo foi responsável por 73,4 mil toneladas da especiaria, o que corresponde a cerca de 60% da produção brasileira. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O desempenho é resultado da combinação de clima, solo fértil e da força da agricultura familiar, responsável por 76% das propriedades dedicadas ao cultivo. O produtor rural Erasmo Negris cultiva cinco hectares de pimenta-do-reino na cidade. Da propriedade, saem 15 toneladas por ano, exportadas para outros estados e para fora do Brasil. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta “Aqui o clima é propício em relação aos trópicos e a pimenta-do-reino se adaptou, se propagou muito bem. São Mateus, por essência, tem alta produtividade e o solo favorece”, contou. Agricultura familiar e tecnologia Segundo a Secretaria de Agricultura do Espírito Santo (Seag), existem cerca de 11,7 mil estabelecimentos rurais voltados ao cultivo da pimenta-do-reino no estado. A maioria é de agricultores familiares, que têm buscado apoio técnico para aumentar a produtividade e manter a qualidade do produto. “A gente tem vários projetos em parceria com o Incaper e também o apoio de agrônomos autônomos. Temos consultoria técnica contratada e também uma cooperativa que nos dá suporte na aquisição de insumos, na implantação da lavoura e depois na comercialização da safra”, explicou Erasmo. LEIA TAMBÉM: TRADIÇÃO: Capixaba coloca banana em tudo? Fruta é protagonista na mesa e economia do ES PECUÁRIA: Curral sustentável transforma dejetos em fertilizantes, energia e gás de cozinha AGROTECNOLOGIA: Como drones tornaram a pulverização mais eficiente e criaram nova profissão no campo Além do mercado de condimentos, a cadeia produtiva das pimentas tem alcançado novos segmentos, como perfumaria, cosméticos e óleos essenciais. Para a pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Fabiana Gomes Ruas, isso amplia o impacto social e econômico da atividade. “A importância social é grande porque muitas famílias participam tanto do extrativismo como do cultivo" "Nós temos indústrias de exportação e também iniciativas locais de aproveitamento dos produtos e coprodutos, como óleos essenciais e cosméticos. Outros mercados estão sendo atingidos além do de especiarias e condimentos”, destacou. Tradição que atravessa gerações Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta A produtora rural Ana Paula Martin Machado lembra que a história da família sempre esteve ligada às especiarias. “A fazenda foi a primeira a plantar pimenta-do-reino em grande escala no Brasil, com mudas vindas de Tomé-Açu, no Pará, e a pimenta-rosa também foi descoberta aqui. Minha relação com a pimenta é desde sempre, mas comecei na administração da fazenda há praticamente 10 anos”, disse. Hoje, a propriedade diversificou a produção e aposta em produtos industrializados. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta “A fazenda tem área de indústria, nós fazemos doce de macadâmia com pimenta-jamaica, gelato, biscoito e o mix de especiarias, que é o único do mundo com as quatro pimentas do mesmo tamanho: jamaica, rosa, branca e preta. Nós iremos começar a produzir agora óleo essencial da pimenta-do-reino e da rosa”, afirmou Ana Paula. Selo de qualidade A pimenta-rosa de São Mateus conquistou um selo de Indicação Geográfica (IG), reconhecimento que garante autenticidade e valor agregado ao produto. Para a pesquisadora do Incaper, o diferencial está na combinação de fatores naturais e na experiência dos produtores locais. “Temos aqui em São Mateus um ecótono, ou seja, ambiente de restinga ligado com solo de baixada litorânea, portanto bem drenado, muito favorável ao cultivo da pimenta-rosa. Aqui ela encontrou o local ideal: água na medida certa, solo bem drenado, sol e o saber das comunidades que desenvolveram o know-how de trabalhar com a cultura”, explicou Fabiana. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Conheça as emboscadas dos apps para você pagar gorjetas

Publicado em: 28/09/2025 02:00

Pessoas dão gorjeta por várias razões: para se sentirem melhor, impressionar os outros, ajudar os funcionários ou porque são solicitadas Westend61/IMAGO Frank Sinatra era conhecido por dar gorjetas generosas com de notas de 100 dólares (R$ 548) aos garçons. Isso em uma época em que 100 dólares realmente valiam muito mais do que hoje. Mas, quais são as regras para dar gorjetas hoje em dia? Muitas pessoas não pensariam duas vezes antes de dar gorjeta a um garçom em um bom restaurante, ao cabeleireiro, a um bom barman ou ao porteiro que carrega sua bagagem pesada em um hotel movimentado. Essas são situações com normas claras e já muito estabelecidas em muitos países. Mas, e o barista do Starbucks? Ou a pessoa que atende seu pedido em um guichê de lanchonete? E um quiosque de autoatendimento? Dar ou não gorjeta? 📚 A maioria dos historiadores concorda que a gorjeta começou na Europa medieval, com os aristocratas distribuindo gratificações aos servos ou àqueles que trabalhavam em suas terras. No século 19, a ideia estava desaparecendo na Europa, mas chegou aos EUA. Mais tarde, seria reexportada para todo o mundo. Hoje, as pessoas dão gorjeta por uma série de razões: para se sentirem melhor consigo mesmas, para impressionar os outros, para ajudar a compensar o salário irrisório dos funcionários ou porque são solicitadas. 🪙 A gorjeta é motivada principalmente por ajudar os garçons ou recompensar um bom serviço, afirmou à DW Michael Lynn, professor de marketing de serviços na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, um estudioso das gorjetas. Nos EUA, dois terços dos clientes dão gorjetas de 15% ou mais, segundo pesquisa Alexis Gacon/DW Alguns dão gorjeta para cumprir uma sensação de obrigação, disse Lynn. Outros ainda são mais egoístas. Essas pessoas dão gorjeta para obter ou manter um serviço preferencial futuro ou aprovação social, explicou o especialista, que atualmente está escrevendo um livro sobre o assunto, que se terá o nome The Psychology of Tipping: Insights for Service Workers, Managers and Customers ("A psicologia da gorjeta: dicas para trabalhadores de serviço, gerentes e clientes", em tradução livre). Gorjeta digital: como chegamos até aqui? Nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam como e onde as gorjetas são esperadas. No passado, alguns dólares eram deixados na mesa do restaurante ou um pequeno troco era colocado na caixinha de gorjetas ao lado do caixa. O aumento do uso de cartões, aplicativos e sistemas de pagamento com telas sensíveis ao toque adicionaram opções de gorjeta – e ainda mais confusão para os clientes. "Observamos uma explosão nos pedidos de gorjeta, embora os valores não tenham mudado drasticamente", diz Ismail Karabas, professor associado de marketing na Universidade Murray, no estado americano do Kentucky. Durante a pandemia de covid-19, muitas empresas deixaram de usar dinheiro em espécie e passaram a receber pagamentos sem contato e online. Dessa forma, as empresas que fornecem esses dispositivos digitais decidiram incluir um pedido de gorjeta. "O pedido de gorjeta já está incorporado ao processo; as empresas precisam optar por não usar essa opção. Muitas não o fizeram, por vários motivos, e então começamos a vivenciar uma inflação generalizada nos pedidos de gorjeta", disse Karabas, especialista em marketing de serviços, gorjetas e publicidade, à DW. O padrão de não optar por não receber 🔍 Quando os clientes recebem gorjetas pré-calculadas de 15%, 20% ou 25%, o que eles devem fazer? Simplesmente apertar um dos botões e pronto, reservar um tempo para adicionar seu próprio valor ou não deixar nada enquanto olha diretamente para o caixa? Os clientes geralmente escolhem uma opção de gorjeta predefinida ao invés de segurar a fila. Isso dá aos designers de tecnologia muita influência sobre a gorjeta. Lynn argumenta que a questão de como o design das interfaces afeta a gorjeta é uma "nova área em alta de pesquisa". "Aumentar o valor pedido para as opções de gorjeta aumenta o valor recebido – embora possa diminuir a proporção de pessoas que deixam gorjetas", disse. ⚠️ Os designers têm um incentivo para tornar a gorjeta a opção padrão e dificultar a opção de não dar gorjeta. Qualquer pessoa que queira optar por não receber gorjeta acaba se atrapalhando ou se perguntando como fazê-lo. "Mais gorjetas significam mais renda para os funcionários, mas também para os designers de tecnologia, porque eles cobram uma taxa por cada transação que passa por seus sistemas", acrescentou Karabas. Desde a pandemia, equipamentos de pagamento com cartão e online passaram a incluir pedidos de gorjeta Gregor Tholl/dpa-Zentralbild/dap/picture alliance O que realmente pensam os que dão gorjeta? Uma pesquisa do instituto YouGov realizada em maio de 2023 nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Espanha e Itália mostrou que a esmagadora maioria dos que dão gorjeta em restaurantes nesses países repassa de 5% a 10%, não muito mais. Os EUA foram um caso à parte, com dois terços dos entrevistados dando gorjetas de 15% ou mais. A pesquisa também revelou que muitos americanos deixariam gorjeta em um restaurante com um serviço ruim ou péssimo. Outra pesquisa sobre a cultura da gorjeta nos EUA, publicada pelo Centro de pesquisas Pew em novembro de 2023, analisou a chamada inflação de gorjetas (tipflation) nos EUA. O levantamento da Pew descobriu que 72% dos adultos afirmam que dar gorjeta aos funcionários do setor de serviços é esperado com mais frequência do que há cinco anos. Além disso, apenas 34% dos adultos entrevistados afirmam que é extremamente ou muito fácil saber quando é realmente apropriado dar gorjeta. Dicas para situações complicadas Como lidar com essa nova cultura de gorjeta? Primeiro, saiba onde você está, qual é a situação local e como os funcionários são pagos. Eles ganham um salário mínimo onde a gorjeta é uma gratificação adicional? Ou recebem um salário muito menor, abaixo do mínimo, e, portanto, dependem das gorjetas para subsidiar o salário líquido? Apenas 25% dos americanos deixariam gorjeta ao comprar um café e 12% o fariam em lanchonetes fast-food Jens Kalaene/dpa Themendienst/picture alliance Em alguns lugares nos EUA, esse salário abaixo do mínimo para trabalhadores que recebem gorjeta pode significar ganhar apenas 2,13 dólares por hora. Saber quanto as pessoas ganham pode ajudar a decidir se e quanto de gorjeta deixar. Em segundo lugar, dedique um tempo para entender o sistema. Depois de conhecer as normas locais e a situação salarial, você poderá lidar com a tecnologia de gorjeta, como calcular o que aquele botão de 25% realmente significa em dólares e centavos. Não se deixe pressionar pela fila atrás de você ou pelo grupo sentado à mesa com você – embora esta seja provavelmente a parte mais difícil, especialmente sea ocasião for um encontro romântico. Também não dê gorjeta por culpa. "Dar gorjeta por culpa deixa uma má impressão nos clientes, o pedido os irrita e diminui a probabilidade de eles retornarem ao mesmo estabelecimento", explicou Karabas. Por fim, como último recurso para evitar pedidos de gorjeta confusos ou inesperados, os clientes devem considerar pagar em dinheiro, diz Karabas. Assim, tudo estará em suas mãos, mesmo que seja uma nota de 100 dólares novinha em folha, como as de Frank Sinatra. Por que tantos profissionais preferem se demitir a deixar o home office? Fui demitido, e agora? Veja dicas do que fazer Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

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'Sem saber o que pode acontecer': dinamarqueses se sentem inseguros após detecção de drones russos no país

Publicado em: 27/09/2025 20:55

Europa debate reforço de defesas após novo drone no espaço aéreo da Dinamarca O sobrevoo de drones não identificados em países da Europa levantou suspeitas, nas últimas semanas, sobre uma possível ação da Rússia. O governo russo nega; mas a Dinamarca afirmou que na madrugada deste sábado (27) houve um novo episódio. O Comando de Defesa da Dinamarca divulgou, neste sábado, uma nota confirmando que drones foram avistados em diversas instalações militares do país na noite passada. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que, em resposta, vai reforçar a vigilância na região do Mar Báltico. Mais cedo, o ministro do Interior da Alemanha disse que a ameaça pode ser classificada como alta quando se trata de drones. O ministro disse também que o país fará uma revisão da lei de segurança da aviação para permitir que as forças armadas se envolvam em possíveis interceptações. Desde quinta-feira (25), o exército alemão faz exercícios militares de grande escala na cidade portuária de Hamburgo. Na Holanda e em Portugal, forças da Otan também testaram novas tecnologias de vigilância, com drones aéreos e submarinos. Soldados da Ucrânia participaram do exercício, compartilhando experiências. O uso de drones e barcos não tripulados se desenvolveu rapidamente no país depois da invasão russa, três anos e meio atrás. Hoje, o presidente ucraniano disse que Vladimir Putin está testando as defesas da Otan e se preparando para um conflito maior. "Ele abrirá outras direções, ninguém sabe onde", alertou Volodymyr Zelensky. Autoridades europeias têm discutido a possibilidade de conceder um empréstimo de € 140 bilhões à Ucrânia, a partir de bens russos congelados. O dinheiro seria usado para financiar uma parede de drones nos países próximos da fronteira com a Rússia, com capacidades avançadas de rastreamento e interceptação. A questão ganhou força depois que incursões de drones foram registradas nas últimas semanas em países como Dinamarca, Noruega, Alemanha, Polônia e Romênia. Aeroportos chegaram a fechar. O espaço aéreo da Estônia também foi invadido, só que por caças militares russos, que continuam bombardeando cidades ucranianas. Autoridades europeias falam em padrão de provocações que expõe a vulnerabilidade do espaço aéreo europeu e causa ansiedade na população. “Ficamos um pouco inseguros sem saber quem está por trás disso e o que pode acontecer”, diz uma dinamarquesa. 'Sem saber o que pode acontecer': dinamarqueses se sentem inseguros após detecção de drones russos no país Reprodução / JN “Estou preocupado porque não temos uma resposta séria aos drones, uma maneira de combatê-los sem ferir pessoas ou causar danos”, diz outro morador. LEIA TAMBÉM: Na ONU, chanceler russo nega ataque com drones à Europa e diz que qualquer agressão da Otan à Rússia terá resposta Mundo vive guerra de drones e corrida armamentista mais destrutiva da história, diz Zelensky na ONU

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Alerta da Defesa Civil falha em telefones da Vivo no DF; Anatel investiga

Publicado em: 27/09/2025 20:46

Defesa Civil vai enviar pelo celular alertas sobre chuva em áreas de risco Usuários da operadora Vivo no Distrito Federal tiveram problemas com o recebimento do teste de alerta da Defesa Civil. O aviso foi emitido aos estados do Centro-Oeste na tarde deste sábado (26). De acordo com a Defesa Civil, a operadora apresentou "instabilidades" durante o teste e por isso parte dos usuários não recebeu o alerta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp "Situações como essa fazem parte do processo de verificação e são fundamentais para que as equipes técnicas, em parceria com as operadoras e a Anatel, possam ajustar o sistema", informou a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec). O alerta deste sábado fez parte da fase final dos testes do Defesa Civil Alerta, que já está operando nas demais localidades do país. Em nota, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que já está em contato com a Vivo e investigando se houve alguma falha no envio e recepção do alerta relacionado à operadora "A verificação está sendo conduzida de forma técnica e detalhada para averiguar se houve, de fato, qualquer falha de recepção ou distribuição associada à operadora mencionada", disse a Anatel (leia a nota na íntegra abaixo). Alerta sonoro da Defesa Civil Reprodução Teste de alerta da Defesa Civil A população do Distrito Federal e dos três estados do Centro-Oeste recebeu um alerta de teste da Defesa Civil Nacional na tarde desde sábado. O alerta, considerado mais "intrusivo", assustou a população. O aviso "pula" na tela do celular e emite avisos sonoros ainda que o aparelho esteja no modo silencioso. O sistema não tem necessidade de cadastro e, ainda que assuste, garante que, em caso de um alerta real, toda a população naquela área seja efetivamente alertada, sem falhas. Segundo o governo, qualquer modelo com Android ou iOS lançado a partir de 2020 está apto a receber o alerta. O serviço é gratuito e alcança todos os celulares compatíveis. É preciso que o aparelho esteja em uma área com cobertura de telefonia móvel 4G ou 5G — mesmo que esteja conectado a rede Wi-Fi. Além do Distrito Federal, o alerta também foi emitido em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os estados que formam a região Centro-Oeste. 'Alerta invasivo' nos celulares: veja como vai ser O que disse a Sudec A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF) informa que, neste sábado (27), realizou demonstração do Sistema de Alerta de Desastres pela tecnologia de Cell Broadcast, com o objetivo de familiarizar a ferramenta à população. Durante a demonstração, uma operadora específica (Vivo) apresentou instabilidade e parte dos usuários não recebeu o alerta. O aperfeiçoamento do serviço garantirá que, em outubro, o sistema esteja plenamente operacional, cumprindo sua função de informar e proteger a população em situações de risco O que disse a Anatel Informamos que a Anatel está em contato com a operadora Vivo e com a ABR Telecom para levantar maiores detalhes sobre os relatos recebidos quanto ao não recebimento do alerta enviado pela Defesa Civil em determinados locais. Cabe ressaltar que o sistema de alertas via celular já está operacional em todo o território nacional, com a exceção da Região Centro-Oeste que tem previsão de ter o sistema disponível dia 01/10/2025, com pleno funcionamento. Desde sua ativação, mais de 400 alertas foram disparados com sucesso, permitindo que milhões de brasileiros recebessem mensagens de emergência da Defesa Civil diretamente em seus celulares, de forma georreferenciada, confiável e tempestiva. Todos os dados estão sendo analisados para identificação de eventuais intercorrências, tanto nesse alerta demonstração no DF bem como nas demais cidades do Centro-Oeste. Assim que as apurações forem concluídas, informaremos as medidas corretivas eventualmente necessárias, caso alguma falha seja confirmada, com o compromisso de garantir a efetividade e a confiabilidade do sistema de alertas públicos no sistema Defesa Civil Alerta. LEIA TAMBÉM: PREVISÃO DO TEMPO: Fim de semana no DF terá tempo firme, queda na umidade e calor em elevação, diz Inmet CINEMA: Cine Brasília vai exibir 14 filmes do Studio Ghibli com ingressos a partir de R$ 5; confira programação Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Expoagro 2025 começa neste domingo em Manaus com feira, shows e negócios rurais

Publicado em: 27/09/2025 20:08

Expoagro 2025: evento de agronegócio do Amazonas acontece no Parque Multiuso A 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro 2025) começa neste domingo (28), às 9h, no Parque Multiuso Dr. Eurípedes Ferreira Lins, localizado no km 2 da BR-174, em Manaus. O evento segue até o dia 5 de outubro. Este ano, a feira terá oito dias de programação voltada para toda a família e para produtores rurais. O objetivo é estimular negócios e apresentar novas tecnologias para o setor agropecuário. A expectativa é receber 260 mil visitantes durante os oito dias. A Expoagro busca fortalecer o setor primário no estado, oferecendo oportunidades de negócios e acesso a tecnologias para produtores rurais. Também pretende aproximar o público urbano do ambiente rural. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A programação inclui exposição de animais, cursos, palestras, feira de produtos regionais, shows musicais, rodeio, competições equestres, espaço kids, gastronomia regional e artesanato indígena. Também haverá acesso ao crédito rural, venda de maquinários e rodada de negócios. Ao todo, serão 580 estandes. A abertura da Expoagro 2025 será marcada pela 2ª corrida da feira, neste domingo (28), às 5h50. A largada será na avenida Cláudio Mesquita, no km 2 da BR-174, com percursos de 5 km e 10 km. Todos os dias, das 17h à meia-noite, o Festival Artistas da Terra apresenta mais de 30 atrações regionais para públicos infantil e adulto. Esta é a 4ª edição do festival dentro da Expoagro. De segunda (29) a sexta-feira (3), serão oferecidos 55 cursos gratuitos para produtores, técnicos, estudantes e interessados no setor agropecuário. As aulas acontecem das 8h às 16h. Durante todos os dias da feira, os produtos comercializados terão isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida busca incentivar a venda de maquinários, insumos, materiais para pesca e piscicultura, além de animais. 🐎 Expoagro 2025: confira a programação completa da feira 🐮 Expoagro 2025 terá 1º Leilão Comercial da Pecuária do AM com 745 animais; saiba como participar Expoagro em Manaus Rede Amazônica

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Tecnologia para pets: microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos

Publicado em: 27/09/2025 18:09

Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados As inovações tecnológicas estão cada vez mais presentes no dia a dia, e não apenas para os humanos. Os pets também têm se beneficiado da modernidade, com dispositivos que ajudam tutores a cuidar melhor dos animais e garantem mais segurança e bem-estar. Um exemplo é a família formada por Babi, Duque, Pérola, Penélope e Cacau. Os cinco cães da raça golden retriever carregam microchips implantados sob a pele. O investimento foi feito por Patrícia Yashimoto Watanabe, tutora dos animais, com a ajuda do filho, Diego Watanabe, que é veterinário. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp "Eles são 'espuletas'. A gente sai para passear com eles e, às vezes, em um nível de estresse eles podem se perder para outro lugar. A gente fica preocupado com isso, mesmo", diz Patrícia. Segundo Diego, o chip armazena informações como nome, endereço, telefone do tutor, restrições alimentares, medicações e histórico de saúde. O dispositivo tem o tamanho de um grão de arroz e pode ser inserido na região da cervical ou entre as escápulas. O procedimento é simples e rápido. “É mais para a gente ter essa segurança. Se o animal foge, alguma coisa assim, a gente tem a numeração desse animal. Ele não é como um GPS, então a gente não tem como rastrear, mas, se por acaso alguém for até o nosso animal ou o animal vai parar em algum lugar a gente tem esse controle que a gente tem a numeração dele. Cada um tem a sua numeração e a gente consegue ter esse cadastro", explica Diego. Segundo Diego, quem encontrar um animal microchipado deve levá-lo até um veterinário, onde uma máquina vai verificar a numeração do cadastro. Além dos microchips, há alternativas mais acessíveis, como pingentes com QR Code que podem ser colocados na coleira. Com preços a partir de R$ 5, o dispositivo permite que qualquer pessoa que encontre o animal acesse informações de contato do tutor. Em apartamentos, a tecnologia também tem papel importante. A veterinária Jéssica Kill Lemes Rossi vive com dois gatos, Phoebe e Valentim. Como Phoebe é alérgica e não pode comer a ração do irmão, a comida dele fica guardada em um comedouro automático que só abre com a aproximação do chip que ele carrega na coleira. "A dele é uma ração comum, padrão, mas que ela não pode comer porque ela desenvolve todo o processo alérgico de pele e da doença inflamatória intestinal que ela tem. Então ela come hoje a analergênica, específica para tudo isso, e a dele fica disponível o tempo todo", explica Jéssica. Phoebe também usa um comedouro moderno com dispenser automático. Pelo celular, Jéssica consegue programar os horários de liberação da ração e até visualizar fotos do momento em que a gata se aproxima para comer, graças a um sensor de movimento. "Nos dois [comedouros] juntos, [investimos] talvez uma média de R$ 1,8 mil, R$ 2 mil [...] É um investimento que compensa", finaliza. Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Google faz 27 anos e relembra seu primeiro logo, criado por uma brasileira

Publicado em: 27/09/2025 17:32

Doodle deste sábado de aniversário do Google, feito por Ruth Kedar Reprodução O Google comemora seu aniversário de 27 anos neste sábado (27) com o doodle de seu logo original. "Ao celebrarmos o aniversário do Google hoje, relembramos nosso humilde começo como um projeto de pesquisa em uma garagem — a prova de que momentos decisivos podem começar em lugares comuns", diz a empresa. "A arte do Doodle apresenta o primeiro logotipo do Google (criado em 1998). Deixe que este logotipo vintage o transporte de volta aos anos 90 e se teletransporte para o futuro." O primeiro projeto visual da gigante de tecnologia foi idealizado por uma brasileira, a designer Ruth Kedar. Ela lecionava nas turmas de design da Universidade de Stanford, em meados dos anos 1990, quando foi procurada pelo jovem Larry Page. Ele e o colega de classe Sergey Brin estavam começando uma nova empresa e procuravam alguém que pudesse projetar o logotipo, como lembra a designer. “A intenção era criar uma empresa como nenhuma outra, sem o desejo de seguir noções preconcebidas sobre como as coisas deveriam ser feitas. Eles não desejavam seguir os passos de nenhuma outra empresa. Mesmo sendo uma startup, eles queriam se destacar e deixar sua marca”, disse Ruth em entrevista recente ao g1. Ruth conta que Larry e Sergey sempre pensaram no projeto como algo a longo prazo. Assim, era preciso que a marca tivesse a consistência necessária para atravessar décadas. Ruth Kedar, a brasileira do interior de São Paulo que criou o logotipo do Google Arquivo Pessoal Quem é Ruth Kedar Ruth Kedar é uma brasileira designer, diretora de arte, mentora e palestrante, com trabalho reconhecido, principalmente, nos Estados Unidos. Entre o final dos anos 1920 e o início de 1930, os avós de Ruth deixaram a Polônia para escapar da perseguição enfrentada pelos judeus. “Eles estavam em busca de um refúgio seguro, uma terra onde pudessem vislumbrar um futuro mais brilhante e seguro para seus filhos”, diz ela. O Brasil foi o destino escolhido. Seguindo os costumes da época, um membro da família partiu primeiro para encontrar a cidade ideal. Campinas, no interior do São Paulo, já possuía uma pequena comunidade judaica e acabou se tornando o lar dos familiares da designer. “Meus pais eram crianças pequenas quando chegaram a Campinas e foi lá que passaram seus anos formativos, receberam sua educação, frequentaram a universidade e iniciaram suas carreiras. É onde eles se conheceram, se apaixonaram, começaram uma família e onde eu nasci”. O casal e a filha se mudaram para a capital paulista quando ela tinha 2 anos, mas continuaram visitando Campinas. “Minha infância foi preenchida com fins de semana e férias na casa de minha tia e tio, criando laços com meus primos, fazendo passeios de bonde até a loja deles na Rua 13 de Maio”. “Apesar de não morar lá, Campinas ainda parecia ser meu lar durante toda a minha infância e adolescência”. Pouco antes dos 16 anos, Ruth e a família se mudaram mais uma vez. O pai recebeu uma oferta de emprego na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e ela precisou embarcar em uma jornada de aprendizados. Novo idioma, novo alfabeto, costumes desconhecidos e uma cultura bem diferente. Apesar dos desafios, a campineira concluiu o ensino médio e foi para a faculdade. Começou a formação como arquiteta e fez cursos de design. Por um tempo, passou a ser vista como superqualificada pelas companhias do setor, enquanto as de arquitetura não tinham muito interesse nela. Acabou fundando a própria empresa. “Cinco anos depois do início de minha carreira, dois fatores decisivos convergiram: o conflito no Líbano e a tenra idade de meus filhos [então com 5 e 1 ano]. Meu marido e eu começamos a discutir a ideia de seguir nossos estudos de pós-graduação nos Estados Unidos”. Ruth Kedar, o marido e os dois filhos foram embora para a Califórnia, onde ela passou a estudar e, depois, a trabalhar na Universidade de Stanford. Também passou pela Adobe Systems, multinacional norte-americana de softwares de edição, e se tornou diretora de arte. Anos depois, abriu o próprio estúdio de design. 🏠 Nascida no Brasil, ela voltou ao país pela primeira vez aos 24 anos, com a própria família, e afirma que as visitas à terra natal, se tornaram uma tradição anual. “Sempre ficávamos na casa da minha tia em Campinas. Mesmo após todos esses anos, Campinas ainda ocupa um lugar especial em meu coração e parece ser meu lar”. União Europeia multa Google em quase 3 bilhões de euro

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Bosque dos Papagaios oferece bicicletas gratuitas para passeio nas trilhas em Boa Vista

Publicado em: 27/09/2025 15:11

Bicicletas podem ser usadas de forma gratuita no Bosque dos Papagaios, em Boa Vista (RR). Diane Sampaio/PMBV/Divulgação Para incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre, dez bicicletas podem ser usadas de forma gratuita no Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, zona Leste de Boa Vista. A iniciativa foi divulgada nessa sexta-feira (26). As bicicletas podem ser usadas nas trilhas calçadas do parque. De acordo com a prefeitura, responsável pelo bosque, um dos objetivos é ampliar as opções de lazer da população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🚴 Para utilizar as bicicletas, o visitante deve se cadastrar na administração do parque e retirar o equipamento do suporte. Após o passeio, o usuário deve trancar a bicicleta novamente e devolver a chave. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Sandro Barbot, as bicicletas são acompanhadas de capacetes e o uso é obrigatório. "A ideia é fazer com que as pessoas sejam mais acolhidas, se desconectem das tecnologias e se conectem com a natureza”, disse. LEIA TAMBÉM: Araras e papagaios fazem treinamento semanal para reaprender a voar e voltar à natureza Filhote de onça-pintada é resgatado após ser acuado por cães no interior de Roraima No espaço há animais silvestres, como araras, papagaios, tucanos, raposa, capivara, anta, veados-campeiros e mais de 90 jabuttis. 🌳 Localizado no bairro Paraviana, o Bosque dos Papagaios funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 18h em dias úteis. Aos sábados e domingos, o horário de funcionamento é das 14h às 18h. O local não abre nos dias de feriados. Além disso, é proibido entrar com animais domésticos, alimentar os animais, entrar com bebida alcoólica, consumir alimentos nas trilhas, fumar e descartar resíduos de forma irregular. Saiba os benefícios do ciclismo: Saiba quais são os benefícios para quem pratica o ciclismo Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Otan vai reforçar vigilância no Mar Báltico após novo incidente com drones na Dinamarca

Publicado em: 27/09/2025 15:08

Europa planeja "muro de drones" contra ameaças do leste A Otan afirmou neste sábado (27) que vai "reforçar ainda mais a vigilância com novos recursos na região do Mar Báltico" após os recentes incidentes com drones na Dinamarca. Em comunicado enviado por e-mail à agência de notícias Reuters, a aliança disse que os novos recursos incluem "plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de ao menos uma fragata de defesa aérea". Um porta-voz da OTAN disse que não forneceria detalhes sobre quais países estariam contribuindo com os recursos adicionais. Os novos recursos irão reforçar a missão "Sentinela do Báltico", lançada em janeiro em resposta a uma série de incidentes em que cabos de energia, links de telecomunicação e gasodutos no fundo do Mar Báltico foram danificados. A aliança também lançou este mês a missão "Sentinela do Leste", para fortalecer a defesa da fronteira oriental da Europa em resposta às incursões de drones russos no espaço aéreo polonês. Na noite desta sexta-feira (26), novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas sobre a maior base militar dinamarquesa, informou a polícia local. Os governos locais falam de um ataque da Rússia, que nega. Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou que seu país tenha envolvimento na onda de drones e prometeu reagir a qualquer agressão. O anúncio ocorre após ministros da Defesa de países do leste europeu concordarem, nesta sexta, que a criação de um "muro antidrones" é uma prioridade para o bloco. ➡️ Contexto: Os drones têm desempenhado um papel central na guerra entre Ucrânia e Rússia. O aumento da atividade desses equipamentos também intensificou as preocupações de segurança em vários países europeus. Em geral, são usados tanto para atividades de inteligência quanto para ataques (leia mais abaixo). Segundo o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, a prioridade do escudo é criar um "sistema de detecção [de drones] eficaz." O projeto deverá ser debatido por líderes da UE em cúpula que acontece em Copenhague nesta semana. O projeto prevê a criação de um sistema de rastreamento e interceptação de drones. E, embora a Otan saiba identificar ameaças de jatos e mísseis, lidar com drones é um desafio maior, avaliaram autoridades à Associated Press. ➡️ Quando os drones russos invadiram a Polônia, por exemplo, as nações da Otan mobilizaram caças e helicópteros de ataque e colocaram sistemas de defesa antimísseis em alerta. Mas nenhuma dessas opções foi projetada especificamente para combater drones. Ainda não há detalhes sobre como a muralha funcionará nem como será financiada. De acordo com o comissário europeu, os líderes pretendem começar as negociações para estruturar a política industrial e financeira do projeto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início deste mês que a Europa "deve atender ao chamado de nossos amigos bálticos e construir uma muralha de drones". Von der Leyen afirmou que 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) serão reservados para a criação de uma aliança de drones com a Ucrânia, cujas forças armadas utilizaram esses equipamentos para causar cerca de dois terços de todas as perdas de material militar sofridas pelas tropas russas. Drones na guerra entre Ucrânia e Rússia A Rússia está usando drones contra a Ucrânia porque cada um deles é “um bilhete de loteria que sempre ganha”, disse Kusti Salm, ex-alto funcionário do Ministério da Defesa da Estônia. Isso porque um drone ou atinge um alvo ou, se a Ucrânia o derruba, drena as defesas aéreas e os recursos financeiros de Kiev, já que os mísseis de defesa são mais caros do que os drones, explicou. Apesar de Rússia e Ucrânia estarem lançando cada vez mais drones, houve pouco investimento em sistemas de combate a eles. Isso ocorre em parte porque é mais fácil colocar um drone para voar do que desenvolver algo capaz de detectá-lo ou interceptá-lo. Muralha A União Europeia negou, em março, financiar uma proposta conjunta da Estônia e da Lituânia para criar um "muro antidrone". Agora, no entanto, cresce o apoio de líderes europeus a uma ideia do tipo. A criação do sistema, na prática, não será fácil. Os sistemas ainda são "muito caros", demoram a ser implementados e não podem ser produzidos em massa, disse o tenente-geral Andrus Merilo, comandante das Forças Armadas da Estônia. Diante de ataques constantes, a Ucrânia está desenvolvendo rapidamente sua própria tecnologia, incluindo drones de ataque de longo alcance e modelos menores para uso na linha de frente. Embora grandes empresas de defesa desempenhem um papel fundamental na proteção da Europa, a Letônia e alguns outros países da Otan recorreram a empresas menores para adquirir pequenos mísseis antidrone assim que estiverem em produção. Mas uma abordagem fragmentada não é o ideal. Em vez disso, a UE precisa investir mais em startups europeias, que podem acelerar a produção de defesas antidrones utilizáveis por aliados em diferentes sistemas de armas, afirmou Kusti Salm. Na Ucrânia, às vezes se passam apenas algumas semanas entre o desenvolvimento de uma nova tecnologia de drones e seu uso no campo de batalha. A Europa “não tem tempo” para esperar anos pela aquisição de equipamentos, afirmou Tomas Godliauskas, vice-ministro da Defesa Nacional da Lituânia. Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025. Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP

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Na ONU, chanceler russo nega ataque com drones à Europa e diz que qualquer agressão da Otan à Rússia terá resposta

Publicado em: 27/09/2025 13:41

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), na sede da ONU em Nova York, EUA, em 27 de setembro de 2025 Caitlin Ochs/Reuters O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou neste sábado (27), durante a Assembleia Geral da ONU, que seu país tenha envolvimento na onda de drones que têm sobrevoado aeroportos e bases militares de países da Otan em países da Europa. Os países europeus têm responsabilizado a Rússia pelo que chama de "ataque híbrido". ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A Rússia está sendo acusada de quase planejar um ataque à Aliança do Atlântico Norte (Otan) e aos países da União Europeia. O presidente Putin tem repetidamente desmentido essas provocações", disse ele à Assembleia Geral das Nações Unidas. Lavrov falou a um plenário mais esvaziada que o normal, mas com mais delegações que as que acompanharam a fala do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, na sexta-feira (26). O chanceler substituiu o presidente russo, Vladimir Putin, que é alvo de um mandado de prisão internacional — apesar de os Estados Unidos não serem signatários do Tribunal Penal Internacional, que emitiu o mandado, ele teria de sobrevoar países que fazer parte da Corte. No discurso, Lavrov afirmou também que "'qualquer agressão contra meu país será recebida com uma resposta decisiva". Ele se referia a ameaças da Otan de que podem responder a invasões de espaço aéreo par parte da Rússia que países da Europa têm relatado estar sofrendo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 27 de setembro de 2025. Caitlin Ochs/ Reuters Países da Otan acusam Rússia Europa planeja "muro de drones" contra ameaças do leste Em um novo episódio da "crise dos drones" que vem escalando na Europa nas últimas semanas, novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas na noite de sexta-feira (26) sobre a maior base militar da Dinamarca, informou a polícia local neste sábado (27). O episódio é o mais recente de uma série de sobrevoos de aeronaves do tipo nos céus da Dinamarca e de países da Europa nos últimos dias, que levantaram suspeitas de uma ofensiva coordenada. Os governos locais falam de um "ataque híbrido" da Rússia, que nega. Ministros da Defesa de países do leste europeu concordaram, na sexta-feira (26), que a criação de um "muro antidrones", com capacidades avançadas de rastreamento e interceptação dos equipamentos, é uma prioridade para o bloco. Os drones devem ser um dos principais assuntos da cúpula de líderes da União Europeia que acontece em Copenhague a partir de quarta-feira (1º). Também neste sábado, o ministro da Defesa da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que a ameaça de drones de origem desconhecida sobrevoando pontos estratégicos da Europa passou a ser alta. E disse que o Exército alemão, um dos mais poderosos da União Europeia, vai "tomar medidas para se defender". Na Dinamarca, os drones avistados na sexta sobrevoaram a base militar de Karup, que fica no norte do país, por "várias horas", segundo disse o policial responsável pela área, Simon Skelsjaer, à agência de notícias AFP. "Um ou dois drones foram vistos do lado de fora da base aérea e acima dela", afirmou. Skelsjaer disse que os drones não foram derrubados, mas que a polícia disse que investiga o caso com o Exército. O aeroporto de Midtjylland, perto da base, teve de fechar brevemente, acrescentou o policial. Os voos de drones começaram dias depois de a Dinamarca anunciar que adquiriria armas de precisão de longo alcance pela primeira vez, argumentando que a Rússia representaria uma ameaça "nos próximos anos". O país nórdico é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que prevê defesa de seus integrantes em casos de ataque de terceiros países. 'Muro antidrone' Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025. Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP Por conta das ameaças constantes, representantes da União Europeia pressionam a criação de "muro antidrone". Dez países da fronteira leste do bloco concordaram com a estruturação do escudo, durante reunião com membros da Ucrânia e da Otan. Segundo o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, a prioridade do escudo é criar um "sistema de detecção [de drones] eficaz." O projeto deverá ser debatido pelos líderes da UE em uma cúpula que acontece em Copenhague nesta semana. A ameaça dos drones deve estar entre os principais tópicos da agenda. "Precisamos agir rapidamente", disse Kubilius em entrevista à AFP. "E precisamos aprender todas as lições da Ucrânia e construir esse 'muro antidrones' com a Ucrânia." ➡️ Os drones têm desempenhado um papel central na guerra entre Ucrânia e Rússia. O aumento da atividade desses equipamentos também intensificou as preocupações de segurança em vários países europeus. Ainda não há detalhes sobre como a muralha funcionará nem como será financiada. De acordo com o comissário europeu, os líderes pretendem estrutura uma política industrial e financeira para o projeto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início deste mês que a Europa "deve atender ao chamado de nossos amigos bálticos e construir uma muralha de drones". Von der Leyen afirmou que 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) serão reservados para a criação de uma aliança de drones com a Ucrânia, cujas forças armadas utilizaram esses equipamentos para causar cerca de dois terços de todas as perdas de material militar sofridas pelas tropas russas. Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia já trabalhavam em uma ideia semelhante, mas em março a Comissão Europeia — braço executivo do bloco — rejeitou um pedido conjunto de Estônia e Lituânia por recursos para sua criação. O Exército dinamarquês vem colocando radares móveis perto de bases militares, com a de Amager, nos arredores de Copenhague e perto da fronteira com a Suécia (veja imagem acima). O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, afirmou nesta semana que seu país já ganhará novas capacidades para detectar e neutralizar drones. Na sexta, o governo do país anunciou que aceitou uma oferta da Suécia de fornecer sua tecnologia antidrones para a segurança da cúpula de chefes de governo europeus. Mas a Dinamarca não é o primeiro país a ser alvo de sobrevoos de drones de origem desconhecida sobre pontos estratégicos nas últimas semanas. Só em setembro, houve episódios semelhantes na Polônia e na Romênia. Mundo vive guerra de drones e corrida armamentista mais destrutiva da história, diz Zelensky na ONU Sobrevoo de drones na Dinamarca levanta suspeitas de ação coordenada contra países da Otan 'Provocação encenada' Aeroporto é fechado após presença de drones suspeitos no espaço aéreo da Dinamarca A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou em uma mensagem de vídeo na quinta-feira (25) que o país foi "vítima de ataques híbridos", referindo-se a uma forma de guerra não convencional, apontando diretamente para a Rússia. "Há um país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e esse país é a Rússia", declarou. Moscou rejeitou "firmemente" qualquer envolvimento nos incidentes na Dinamarca. A Embaixada da Rússia em Copenhague chamou os eventos de "provocação encenada" em uma mensagem publicada nas redes sociais. O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, declarou no início desta semana que o objetivo desses ataques era "semear o medo, criar divisões e nos assustar".

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Três horas e meia após a oferta, transplante de fígado em Sorocaba mobiliza equipe médica em tempo recorde

Publicado em: 27/09/2025 12:22

Um transplante mobilizou em tempo recorde a equipe médica de um hospital de Sorocaba (SP) enquanto a série de reportagens "Amor que salva", da TV TEM, era gravada. O paciente foi avisado, foi ao hospital e já estava pronto no centro cirúrgico quando o órgão chegou, após três horas e meia da oferta. Foi um momento único para nós. Eu, que já passei por isso, nunca imaginei toda essa correria no dia do meu transplante. Nesta série de reportagens da TV TEM, apresentada pela jornalista Mayara Corrêa, que é transplantada, conheça como um "sim" pode mudar a vida de alguém por intermédio do Sistema Nacional de Transplantes de Órgãos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Transplante de fígado mobilizou em tempo recorde a equipe médica de um hospital de Sorocaba (SP) Reprodução/TV TEM Enquanto a reportagem era gravada no Hospital Unimed Sorocaba, surgiu a oferta de um fígado. Do momento da ligação até a chegada do órgão, passaram-se três horas e meia. Nesse intervalo, o paciente foi avisado, chegou ao hospital e a equipe se organizou para a cirurgia. Quando o carro da Central de Transplantes estacionou, o paciente já estava pronto no centro cirúrgico. Initial plugin text A movimentação que hoje é intensa quase parou em 2020, com o início da pandemia de coronavírus no Brasil. Na época, os transplantes foram diretamente afetados: faltavam leitos nos hospitais e as doações de órgãos caíram drasticamente. Número de doações de órgãos diminui na pandemia de coronavírus Em 2019, o Banco de Olhos de Sorocaba realizava cerca de 180 transplantes de córnea por mês. Em abril de 2020, esse número caiu para apenas sete. Com isso, a fila de espera cresceu e a chance de cirurgia ficou mais distante para milhares de pacientes. Em 2025, mais de 33 mil pessoas aguardam por transplantes de córnea no Brasil. Em Sorocaba, o Banco de Olhos voltou ao ritmo de cirurgias que tinha antes da pandemia — e bateu recorde. Em julho, foram realizados 296 transplantes de córnea, o maior número da história da instituição. Edil Vidal de Souza, superintendente do Banco de Olhos de Sorocaba Reprodução/TV TEM Edil Vidal de Souza, superintendente do Banco de Olhos de Sorocaba, explica como foi possível alcançar o recorde e comenta os desafios enfrentados desde o início da pandemia. "Nós tivemos que redesenhar todos os nossos processos e conseguimos superar isso. Diferentemente do resto do país, nós conseguimos achar uma saída, mudamos o perfil dos profissionais que atuavam, eles passaram a trabalhar mais por produção. Um caminho que deu certo e está sendo replicado. Através da telemedicina agilizamos muito os atendimentos de quem precisa fazer essa avaliação, porque atendemos pacientes do país todo". Angústia e esperança Mayara Corrêa precisou de transplante de fígado por causa de uma doença autoimune chamada colangite Reprodução/TV TEM A angústia de quem espera por um transplante começa no momento em que o paciente recebe a notícia de que precisa do procedimento para sobreviver. No meu caso, a indicação veio após os medicamentos não conseguirem controlar uma doença autoimune chamada colangite. Minha pele ficou amarelada, um sinal típico de problemas hepáticos. Glauco Perticarrari, cirurgião especializado em transplante de fígado, foi quem me deu a notícia de que eu precisaria entrar na lista. Lembro do quarto, da conversa, do cuidado. E como é para o médico transmitir essa notícia? "Dar essa notícia é sempre emocionante. Ela traz esperança, mas também ansiedade e muitas dúvidas. O paciente sabe que vai enfrentar uma cirurgia complexa, depender de uma lista e do gesto altruísta de alguém que decidiu doar. É um momento delicado, mas necessário. Porque, quando chegamos a esse ponto, a doença já está comprometendo a qualidade de vida e colocando a vida em risco", responde Glauco. Todos os pacientes transplantados com quem conversei — e também os que ainda esperam — destacam a importância do acompanhamento psicológico. No meu caso, esperei quase quatro meses e contei com o apoio da psicóloga Driéli Fernanda, da equipe multidisciplinar. Ela e meu marido foram as primeiras pessoas que vi ao acordar da cirurgia. Mayara e a psicóloga Driéli Fernanda Reprodução/TV TEM “Num primeiro momento, o paciente lida com a frustração: ‘Por que comigo? O que fiz de errado?’”, explica Driéli. “Ninguém está preparado para receber um diagnóstico grave. A psicologia entra justamente nesse processo de aceitação.” Ela conta que, depois da entrada na fila, surgem outros desafios: a espera, a perda de autonomia, a mudança na autoimagem. “Não sabemos quando o órgão vai chegar. Só temos esperança de que seja logo.” Em uma conversa, Driéli me perguntou: “Você já parou para pensar que vai receber o órgão de alguém? O que acha disso?” Respondi que não queria pensar. Ela insistiu: “Você precisa refletir sobre isso. Muitos pacientes acreditam que alguém precisa morrer para que o transplante aconteça. Mas com você, aprendi que não é bem assim.” “Em algum momento, esse pensamento aparece: ‘Estou desejando um órgão... então estou desejando que alguém morra?’”, diz a psicóloga. “Mas não sabemos quando o nosso momento vai chegar. Não está sob nosso controle. Aquela pessoa quis doar, quis salvar uma vida. Ou a família decidiu doar para ajudar alguém.” Ela completa: “A perda é irreparável, mas o coração se aquece ao saber que outra pessoa vai viver com o órgão de alguém tão amado que partiu.” Referência Carlos Alberto Caniello, diretor do Hospital Unimed Sorocaba – Miguel Soeiro Reprodução/TV TEM Transplantes são cirurgias complexas, que exigem estrutura adequada e equipes altamente qualificadas. Quando o órgão implantado não funciona, o paciente é mantido na UTI com suporte de aparelhos e passa a ser prioridade nacional na lista de espera. No Hospital Unimed Sorocaba – Miguel Soeiro, são realizados seis tipos de transplantes: fígado, rim, córnea, medula óssea e músculoesquelético. Em número de transplantes de fígado, o hospital fica atrás apenas do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Trabalhamos com qualidade e tecnologia, mas o diferencial está na assistência. Temos médicos altamente qualificados, profissionais de enfermagem e uma equipe multidisciplinar preparada para realizar transplantes com excelência”, destaca o diretor Carlos Alberto Caniello. ❤️🏥 Amor que salva Reportagem e apresentação: Mayara Corrêa Imagens: Fábio Modesto Edição de imagem: Mônica Silva Edição de arte: Mariele Santos Edição de texto web: Eric Mantuan Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Justiça Federal aplica multa se Governo do Pará não explicar programas de EaD

Publicado em: 27/09/2025 11:29

Sede da Seduc-PA, em Belém. Agência Pará A Justiça Federal estabeleceu multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 1 milhão, ao Estado do Pará caso não cumpra uma ordem judicial de fornecer explicações sobre a execução dos programas de ensino médio com mediação tecnológica, como o Sistema Educacional Interativo (SEI) e o Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep). A decisão, do último dia 23 de setembro, foi proferida após o Ministério Público Federal (MPF) protocolar uma manifestação informando o descumprimento de ordem judicial anterior, de junho deste ano. Por telefone, a assessoria do Ministério da Saúde informou que apura internamente o caso. O g1 solicitou nota do Governo do Pará, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. Segundo o MPF, a Justiça reiterou a intimação para que o Estado do Pará apresente, no prazo de 15 dias, as informações solicitadas anteriormente, sob pena de incidência da multa. O não cumprimento da decisão deve-se à ausência de esclarecimentos sobre o panorama dos programas de Educação a Distância (EaD) ou com mediação tecnológica, ainda de acordo com o MPF. A Justiça entendeu que o Estado do Pará deve fornecer esclarecimento detalhado sobre a situação atual do SEI, informando: se o programa permanece em execução, quais escolas e localidades estão sendo atendidas, e quais os critérios técnico-administrativos adotados para a implementação. As determinações levam em consideração a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelece que o ensino médio deve ser ofertado de forma presencial, e que o ensino mediado por tecnologia só é admitido excepcionalmente. Além disso, a Justiça determinou que sejam fornecidas informações precisas sobre a alegada substituição do SEI pelo Cemep. O governo paraense deve apresentar os atos normativos que regulam a criação, funcionamento e expansão do Cemep, o rol atualizado das escolas e comunidades atualmente atendidas por esse centro e os critérios adotados para a implementação, considerando também os parâmetros de excepcionalidade estabelecidos pela LDB para a oferta de ensino mediado por tecnologia. Entenda A determinação do fornecimento dessas informações tem intuito de permitir a análise do pedido de decisão urgente formulado pelo MPF e pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em uma ação que busca a suspensão e expansão desses programas em comunidades tradicionais e rurais. A ação aponta que é "ilegal a oferta de ensino médio pelo estado do Pará por meio do SEI em comunidades tradicionais e rurais". O MPPA e o MPF argumentam que o modelo do SEI (ou Cemep) não atende às especificidades dessas comunidades, violando a legislação da Educação do Campo. O MPF tem alertado que o estado do Pará está expandindo a metodologia de ensino telepresencial, inclusive para comunidades indígenas, como a Aldeia Itapeyga, na Terra Indígena Parakanã, no ano letivo de 2025. Uma nota técnica recente do Ministério da Educação (MEC), juntada pelo MPF ao processo este ano, conclui que não há amparo legal para a oferta de educação escolar indígena, quilombola, do campo e de comunidades tradicionais por meio da modalidade a distância ou suas variações. A nota técnica evidencia uma mudança na postura da própria União Federal, que anteriormente havia defendido a legalidade do projeto. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

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