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'FINEP Pelo Brasil' chega em Resende nesta quarta-feira

Publicado em: 24/03/2026 10:35

Unidade do Senai em Resende Divulgação/Prefeitura Municipal de Resende A Firjan Senai de Resende (RJ) vai realizar, nesta quarta-feira (25), o evento “Finep pelo Brasil” para incentivar o fortalecimento das relações entre políticas públicas e o setor produtivo. A programação vai acontecer às 10h, na Rua Sarquis José Sarquis, no bairro Jardim Jalisco. Segundo a organização, a ação é promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Firjan e a AgeRio. O evento é gratuito e aberto a empresas de todos os portes, além de startups e pode ser feita pelo site. O projeto foi lançado em fevereiro, durante um evento na Casa Firjan, e será realizado de forma itinerante pelo estado. A proposta é orientar empresários sobre editais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Finep, além de apresentar as linhas de crédito disponíveis. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Durante o encontro, os participantes poderão tirar dúvidas e conhecer como acessar editais e linhas de crédito voltadas à inovação. Serviço Evento: Finep pelo Brasil – Resende Data: quarta-feira (25) Horário: 10h Local: Firjan Senai Resende (Rua Sarquis José Sarquis, nº 156, Jardim Jalisco) Inscrições gratuitas: https://forms.gle/T3FTNRGKH9GZ5C8P7 VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: tecnologia

Telemedicina facilita atendimento médico em casos de saúde não emergenciais

Publicado em: 24/03/2026 10:14

São Luís – MA – Em situações de saúde que não exigem atendimento imediato, a tecnologia tem se tornado uma grande aliada da população. Foi o que aconteceu com o estudante universitário Lucas Carvalho, 23 anos, que apresentou dor de garganta, febre leve e mal-estar durante a semana de provas na faculdade. Sem sinais de gravidade, Lucas optou por utilizar o serviço de telemedicina da VitalMed, que permite atendimento médico à distância por meio de consulta online. Em poucos minutos, ele conseguiu conversar com um profissional de saúde, relatar os sintomas e receber as primeiras orientações sem precisar sair de casa. Durante a consulta virtual, o médico realizou a avaliação inicial do quadro clínico, orientou medidas para controle dos sintomas e indicou a realização de alguns exames laboratoriais para acompanhamento. Todo o processo ocorreu de forma rápida e segura, evitando deslocamento até uma unidade de saúde. Segundo a médica Dra. Marina Leite, a telemedicina tem um papel fundamental na triagem e no direcionamento correto dos pacientes. “Muitos quadros clínicos podem ser avaliados inicialmente de forma remota. Isso permite orientar o paciente com rapidez, reduzir deslocamentos desnecessários e evitar sobrecarga nos serviços de urgência e emergência”, explicou. Ela destaca ainda que o recurso não substitui completamente o atendimento presencial, mas funciona como uma ferramenta estratégica para identificar quando o paciente pode ser tratado em casa e quando há necessidade de avaliação médica presencial. “Quando percebemos sinais de alerta, orientamos imediatamente que o paciente procure uma unidade de saúde ou acione o suporte necessário”, completou. A utilização da telemedicina também tem sido importante para acompanhamento de sintomas leves, renovação de receitas médicas, orientações clínicas e esclarecimento de dúvidas relacionadas à saúde. Na região da Ilha de São Luís, a VitalMed disponibiliza esse serviço para seus associados como parte da estrutura de atendimento, integrando tecnologia e assistência médica para oferecer mais praticidade e segurança no cuidado com a saúde. Especialistas reforçam que utilizar corretamente recursos como a telemedicina ajuda a organizar o sistema de saúde, garantindo que casos realmente urgentes recebam atendimento prioritário, enquanto situações mais simples podem ser acompanhadas com orientação médica à distância. Médica responsável: Dra. Monise Maria de Moura Simeao, inscrita no CRM 13990-MA

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VÍDEO mostra Dudu Azevedo ensaiando cena da Paixão de Cristo

Publicado em: 24/03/2026 08:19

Dudu Azevedo ensaia cenas da Paixão de Cristo Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o ensaio do ator Dudu Azevedo para o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. O registro exibe o ator, que interpreta Jesus, ainda sem o figurino, mas com cabelos longos e concentrado durante a cena (veja vídeo acima). Segundo a organização do evento, o vídeo foi gravado na noite de segunda-feira (23) no maior teatro a céu aberto do mundo, em Fazenda Nova, distrito de Brejo da Madre de Deus. A cena retrata Jesus sendo tentado por demônios no monte, correspondendo ao primeiro ato do espetáculo. A cena, chamada de “O Sermão” mostra os profetas anunciando a vinda do Messias. Logo em seguida, Jesus é tentado no deserto e, após isso, prega o Sermão da Montanha, ensinando a oração do "Pai Nosso". LEIA TAMBÉM Elenco principal da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém chega em Pernambuco para ensaios Dudu Azevedo, José Loreto, Fábio Assunção e Renato Góes: veja atores que já interpretaram Jesus na ‘Paixão de Cristo’ Paixão de Cristo de Nova Jerusalém terá Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens na temporada 2026 Ao todo, o espetáculo dura cerca de três horas e possui nove cenas. Em cada uma delas, o público caminha até os cenários monumentais para acompanhar a apresentação que retrata os últimos dias de Jesus na Terra, focando intensamente no seu sacrifício, morte e ressurreição. A encenação aborda desde a sua trajetória de vida e ensinamentos até o julgamento, a crucificação, a sepultura e a ascensão. De acordo com a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN), na 57ª do espetáculo, o evento realiza uma homenagem ao centário de Plínio Pacheco, idealizador da cidade-teatro. Entre as novidades, haverá uma reformulação na cena final com uso de iluminação especial e tecnologia de última geração para proporcionar um desfecho mais realista. Até o ano passado, o personagem subia apenas alguns metros acima de um rochedo, em um dos momentos mais emocionantes da encenação. Dudu Azevedo e o elenco principal, composto por, Beth Goulart no papel de Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto interpretando Herodes. A temporada de apresentações deste ano será realizada entre os dias 28 de março e 4 de abril. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial.

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Motorola Signature vai bem, mas corpo fino cobra o preço | Teste de bateria oficial

Publicado em: 24/03/2026 05:35 Fonte: Tudocelular

O Motorola Signature chegou como uma revolução no portfólio da Motorola, trazendo não apenas uma linha inédita, mas um claro foco em design para abraças o público cada vez maior de "lifestyle-tech". Como resultado, o modelo tem apenas 6,99 mm de espessura, bem abaixo da média de 8 mm vista em rivais, e a bateria acabou sendo um dos pontos "sacrificados" para chegar a algo tão fino — mesmo com tecnologia de silício-carbono, ele tem somente 5.200 mAh enquanto rivais passam de 7.000 mAh. Sua ficha técnica inclui tela AMOLED de 6,8 polegadas e 165 Hz, processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, câmera traseira tripla (50 MP / 50 MP / 50 MP), câmera frontal de 50 MP, bateria de 5.200 mAh com recarga de 90 W, IP69, leitor de digitais sob a tela, som estéreo, 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0, NFC, e sistema operacional Android 16.Nosso teste de bateria oficial é executado com vários apps, jogos e serviços populares em ciclos cronometrados até que a bateria esgote completamente, sendo dado um tempo de standby entre os ciclos para acompanhar o consumo em segundo plano. Brilho da tela e configurações de redes são padronizados para que possamos traçar um paralelo entre todos os modelos que passaram por nossas bancadas.O Motorola Signature está disponível na Amazon por R$ 8.099. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 16 ofertas clique aqui. (atualizado em 23 de March de 2026, às 21:08)Clique aqui para ler mais

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iQOO Z11: revelada bateria "monstruosa" de 9.020 mAh e processador Dimensity 8500

Publicado em: 24/03/2026 05:17 Fonte: Tudocelular

Depois de ter lançado os iQOO Z11 Turbo e Z11x há algumas semanas, a iQOO acaba de divulgar informações sobre o próximo smartphone da linha. Em uma postagem no Weibo, a marca revelou o processador que equipará o iQOO Z11, complementando as especificações já conhecidas. Segundo a própria companhia, a novidade será lançada para o mercado chinês com o potente MediaTek Dimensity 8500, acompanhado do motor gráfico Monster de última geração – conjunto capaz de atingir 2.625.016 pontos no AnTuTu. Confira a imagem compartilhada:Mas essa não é a primeira informação divulgada pela empresa chinesa. De acordo com postagens anteriores, o novo aparelho deverá ser o primeiro da marca a contar com uma tela de 165 Hz com proteção ocular voltada para jogos. O display de 6,83” também contará com tecnologias para diminuir o efeito de ghosting e terá brilho intenso.Clique aqui para ler mais

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Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam

Publicado em: 24/03/2026 04:02

Os chatbots de Inteligência Artificial (IA) estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam. Se essa homogeneização continuar sem controle, corre-se o risco de reduzir a sabedoria coletiva da humanidade e sua capacidade de adaptação. É o que argumentam cientistas da computação e psicólogos em um artigo publicado em meados de março na revista Trends in Cognitive Sciences. Eles afirmam que os desenvolvedores de IA deveriam incorporar a pluralidade do mundo real nos conjuntos de treinamento de grandes modelos de linguagem (os LLMs), não apenas para preservar a diversidade cognitiva, mas também para aperfeiçoar o raciocínio dos próprios chatbots. Inteligência Artificial (IA): chatbots estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam Finelightarts para Pixabay “Os indivíduos se distinguem na forma como escrevem, raciocinam e veem o mundo. Quando essas diferenças são mediadas pelos LLMs, seus estilos linguísticos, perspectivas e estratégias de raciocínio se tornam homogeneizados, produzindo expressões e pensamentos padronizados entre os usuários”, alertou o cientista da computação Zhivar Sourati, autor principal do artigo e professor da Universidade do Sul da Califórnia. À medida que um número crescente de pessoas utiliza o mesmo punhado de chatbots para realizar suas tarefas, a diversidade vai encolhendo. Quando se usa a IA para polir a escrita, por exemplo, o texto acaba perdendo sua individualidade estilística. “A preocupação não é apenas que os LLMs moldem como as pessoas escrevem ou falam, mas que eles redefinam o que conta como um discurso confiável, uma perspectiva correta ou até um bom raciocínio”, acrescentou Sourati. A equipe apontou estudos indicando que os resultados dos LLMs são menos variados do que a escrita gerada por gente de carne e osso, e que tendem a refletir os valores e estilos de raciocínio de sociedades ocidentais, educadas, industrializadas, ricas e democráticas (western, educated, industrialized, rich and democratic societies, o acrônimo WEIRD) – ou seja, espelham uma fatia estreita e enviesada da experiência humana. Embora pesquisas mostrem que indivíduos geram mais ideias quando usam LLMs, o irônico é que as equipes são menos criativas do que quando combinam suas habilidades coletivas sem o auxílio da IA. Mesmo quem (ainda) não utiliza a a tecnologia pode ser afetado: “se muitas pessoas ao meu redor pensam e falam de uma certa maneira e eu faço as coisas de um jeito diferente, acabo me sentindo pressionado a me alinhar a elas”, explicou Sourati. A solução? Os desenvolvedores deveriam incorporar a multiplicidade global nos modelos, até para proteger o potencial de criação das futuras gerações. Para tirar a prova dos nove, fui perguntar à IA se ela está nos moldando. Eis a resposta (o negrito é meu): “Sim, a inteligência artificial está influenciando e, em muitos casos, padronizando a forma como os humanos se expressam, escrevem e se comunicam, criando um padrão de escrita perfeita, clara e gramaticalmente correta”. O curioso é que, entre os principais pontos dessa tendência, o próprio robô reconhece o “risco de desumanização”, com a perda de laços genuínos e uma baixa interação pessoal.

Mesmo com indicação, paciente com câncer de pulmão recorre à Justiça pela 2ª vez para conseguir imunoterapia

Publicado em: 24/03/2026 04:02

Francisca, 66 anos, ao lado do marido Arquivo Pessoal Imagine saber que existe um tratamento padrão-ouro para uma doença ameaçadora de vida com a qual você foi diagnosticado. Agora, imagine saber que, embora esse tratamento exista e ofereça boas taxas de resposta, você não poderá ter acesso a ele. É assim que vive Francisca Almeida Diniz da Costa, de 66 anos, desde que foi diagnosticada com câncer de pulmão de não pequenas células, em 2024. Paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), ela ouviu de oncologistas que o subtipo de seu tumor é altamente responsivo ao pembrolizumabe, um tipo de imunoterapia cuja aplicação não está na lista do SUS e pode custar cerca de R$ 97 mil na rede privada. Ainda assim, não conseguiu iniciar o tratamento. Francisca tenta, pela segunda vez, judicializar o acesso ao medicamento. Teve o pedido negado no primeiro processo e agora aguarda decisão na nova ação. Nesse meio tempo, seguiu o tratamento disponível. Foi submetida a seis ciclos de quimioterapia, seguidos de terapia de manutenção. Inicialmente, houve resposta: lesões diminuíram e parte das metástases regrediu. Mas o efeito não se sustentou. Hoje, a doença voltou a avançar. O câncer está espalhado por linfonodos, ossos, pulmão e glândula adrenal, caracterizando estágio IV, o mais avançado da doença . “Sinto muita dor o dia todo. É horrível ficar esperando”, conta ao g1. Em entrevista ao lado do filho, Francisco Eudes, ela diz que a rotina mudou completamente. Sai menos de casa, convive com os efeitos do tratamento e também foi diagnosticada com depressão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tratamento padrão deixou de funcionar Francisca iniciou quimioterapia ainda em 2024. Nos primeiros ciclos, houve resposta, com redução das lesões. Mas o controle não se manteve. Exames posteriores mostraram nova progressão da doença, com avanço em diferentes regiões do corpo. Diante desse cenário, os médicos indicaram mudança de estratégia. A recomendação foi iniciar imunoterapia, abordagem que tem ganhado espaço no tratamento de câncer de pulmão avançado. Por que a imunoterapia foi indicada A indicação não se baseia apenas na progressão da doença, mas nas características do tumor. Exames mostram que Francisca apresenta expressão da proteína PD-L1 em cerca de 20% das células tumorais. Esse marcador é usado na prática clínica para orientar o uso de imunoterapia. Além disso, o tumor apresenta alta carga mutacional —ou seja, acumula um grande número de alterações genéticas. Esse perfil aumenta a chance de resposta ao tratamento imunoterápico. Ao menos três laudos médicos, incluindo um parecer pericial produzido no próprio processo, apontam a imunoterapia como a melhor estratégia para o caso. “É um paciente clássico para o uso de pembrolizumabe”, afirma o oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. O que é o pembrolizumabe e como ele age O pembrolizumabe é um imunoterápico da classe dos inibidores de PD-1, indicado para diferentes tipos de câncer em estágio avançado. Diferentemente da quimioterapia, que atua diretamente sobre as células tumorais, a imunoterapia age sobre o sistema imunológico. Em tumores como o de pulmão, as células cancerígenas ativam mecanismos que impedem o organismo de reconhecê-las como uma ameaça. Um dos principais envolve a proteína PD-L1, que funciona como um “freio” para as células de defesa. O medicamento bloqueia esse mecanismo, permitindo que o sistema imunológico volte a identificar e atacar o tumor. Segundo Stefani, esse efeito tende a ser mais intenso em tumores com alta carga mutacional, como o de Francisca. “Quanto maior a carga mutacional, maior a chance de o sistema imunológico enxergar o tumor. A imunoterapia atua justamente liberando esse reconhecimento”, explica . Tratamento aprovado, mas fora do SUS O pembrolizumabe é aprovado no Brasil e amplamente utilizado na rede privada. No SUS, porém, o acesso depende de incorporação formal após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por avaliar evidências clínicas, custo-efetividade e impacto orçamentário. Hoje, a imunoterapia está incorporada no SUS apenas melanoma avançado. Para câncer de pulmão de não pequenas células, como o de Francisca, o uso ainda está em análise pela comissão. Segundo o Ministério da Saúde, “a incorporação de novas tecnologias considera não apenas a eficácia clínica, mas também o impacto financeiro para o sistema”. O ministério diz, ainda, que a oferta de terapias de alto custo depende de avaliação técnica e da sustentabilidade orçamentária. Francisca, paciente com câncer de pulmão elegível a imunoterapia Arquivo Pessoal Custo elevado limita acesso O principal entrave é financeiro. Um orçamento obtido pela família mostra que uma única sessão do tratamento pode custar cerca de R$ 97 mil na rede privada. Como o medicamento é administrado de forma contínua, o custo total pode chegar a centenas de milhares de reais ao longo do tratamento. No SUS, porém, o financiamento da oncologia funciona por meio de valores fixos por paciente. “Hoje, o valor pago para tratar câncer de pulmão gira em torno de R$ 1.100 por APAC. Mesmo que você multiplique isso várias vezes, ainda fica muito abaixo do custo dessas drogas”, afirma Stefani . A sigla se refere à Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade, modelo usado pelo sistema público para remunerar tratamentos como quimioterapia. Segundo ele, esse modelo cria um descompasso entre o avanço das terapias e a capacidade do sistema público de oferecê-las. A Justiça como último caminho Sem acesso pelo SUS, Francisca recorreu à Justiça para tentar garantir o tratamento. Ela já está no segundo processo judicial com esse objetivo. No primeiro pedido, a solicitação foi negada sob o argumento de que o medicamento ainda não foi incorporado ao SUS e não está previsto nos protocolos da rede pública. A nova ação ainda está em análise. Ao menos três laudos médicos, incluindo um parecer pericial produzido no próprio processo, indicam a imunoterapia como a melhor estratégia para o caso. Procurado, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre o atual processo da paciente. Segundo a pasta, o Departamento de Judicialização em Saúde atua apenas em demandas com decisão judicial favorável no âmbito da União. O ministério acrescenta que pedidos também podem tramitar nas esferas estadual e municipal. Enquanto aguarda, a doença segue em progressão. Retrato de um problema maior Para Stefani, o caso de Francisca reflete um cenário cada vez mais frequente na oncologia: o avanço das terapias e a dificuldade do sistema público em incorporá-las na mesma velocidade. “O que a gente viu na última década foi uma mudança importante. Doenças que antes evoluíam rapidamente passaram a ter possibilidade de controle por mais tempo”, afirma. Segundo ele, o problema não é a ausência de tratamento, mas a dificuldade de acesso. “Não é que não existe tratamento eficaz. Ele existe. O que acontece é que não cabe dentro do orçamento previsto”, diz. Para pacientes com doença avançada, como Francisca, essa diferença pode ser determinante. “Quando a gente fala de doença metastática, tempo importa. E saber que existe uma opção e não ter acesso a ela é uma situação extremamente difícil”, conclui.

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Agricultor que encontrou possível petróleo no CE estranhou material que jorrou no quintal e fez teste caseiro: 'Água não pega fogo'

Publicado em: 24/03/2026 04:01

Agricultor que encontrou possível petróleo no CE diz ter estranhado material O agricultor Sidrônio Moreira, de Tabuleiro do Norte (CE), que encontrou uma possível jazida de petróleo ao perfurar dois poços artesianos em seu quintal, conta que estranhou o líquido preto que jorrou do terreno e fez um 'teste' caseiro para saber do que se tratava. Acreditando que encontraria água, o cearense pediu um empréstimo de R$ 15 mil ao banco para cavar dois poços e resolver um problema antigo na região: falta de água encanada em casa. No lugar, achou um material denso, viscoso e com cheiro de combustível. O caso iniciou em novembro de 2024. A uma equipe do g1 que visitou o Sítio Santo Estevão, onde Sidrônio mora com a família, ele disse que nunca viu material semelhante e ficou triste por não ter encontrado fonte de água própria: "Começou a jorrar esse material preto, uma piçarra. Não encontrei água, encontrei esse material. Quando puxou o óleo, e colocaram em uma vasilha, eu cheirei e disse : É óleo mesmo'. Peguei um pouco, levei acolá, botei [fogo] e o bicho incendiou. Água não pega fogo, é óleo mesmo" , descreveu Sidrônio. LEIA TAMBÉM: Entenda por que agricultores que acharam possível petróleo preferiam ter encontrado água 'Nem água nem R$ 15 mil', lamenta agricultor que contraiu dívida e encontrou possível petróleo O agricultor relembra que às vezes ouve um barulho muito alto, parecido com um "estrondo" ou um "trovão", vindo do local onde o material foi achado. O barulho assusta a família e até os animais do sítio, que correm com medo. Após o primeiro contato, um dos filhos do agricultor decidiu levar o caso para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que tem um campus em Tabuleiro do Norte. Em 2025, testes laboratoriais feitos pelo instituto apontaram que o líquido encontrado pelo agricultor tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto aguarda o laudo do órgão, a família segue com problemas de acesso à água, e não há prazo para resposta definitiva do órgão. "Segue com o problema da água, porque depois que descobriu isso, não mexi mais no solo de jeito nenhum. Tava 'doido' que resolvessem isso aí. O que interessa é agua (..) Não quero riqueza, quero apenas sobreviver", reforça Sidrônio. ➡️ Veja linha do tempo do caso Infográfico - Possível descoberta de petróleo registrada em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará. Arte/g1 Falta de água afeta rotina Sidrônio e esposa recebem equipe do g1 em visita a Tabuleiro do Norte, interior do Ceará. Gabriela Feitosa/g1 Sidrônio e a esposa, Maria Luciene, vivem com dois filhos no Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte. Sem acesso à água encanada, a família depende de adutora e carros-pipa para o abastecimento. A renda vem das aposentadorias do casal e da venda de animais, feijão e milho. A água armazenada precisa ser racionada e usada para todas as atividades diárias, do consumo à criação de animais. Para beber, muitas vezes é necessário comprar água mineral. Agricultora que encontrou possível petróleo no CE relata problemas para acessar água A descoberta do líquido com características de petróleo e os custos já assumidos com a perfuração dificultam a tentativa de abrir um novo poço. Além disso, os agricultores foram alertados sobre os riscos de uma nova perfuração feita de forma inadequada. Há a possibilidade de o óleo atingir o lençol freático e contaminar a água da região. Diante disso, a família aguarda orientações da ANP para saber como proceder com segurança. "Nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água", afirma Sidnei Moreira. Gabriela Feitosa/g1 O filho de Sidrônio, o gerente de vendas Sidnei Moreira, afirmou que a prioridade da família sempre foi encontrar água para resolver a escassez na propriedade, especialmente por conta da idade do pai e da criação de animais. Segundo ele, caso a substância encontrada seja de fato petróleo, a expectativa é que a situação seja resolvida rapidamente para gerar uma renda extra, o que ajudaria a garantir o abastecimento, ainda que por meio da compra mais frequente de água por carro-pipa. "Nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água", declarou. Não há garantia de que família poderá lucrar com a descoberta Agricultor Sidrônio Moreira furou poço em busca de água, mas encontrou óleo que pode ser petróleo Marcelo Andrade/IFCE Mesmo que a presença de petróleo seja confirmada, a família não poderá explorar ou vender o recurso. Pela legislação brasileira, o petróleo pertence à União. A exploração só pode ser feita por empresas autorizadas, após estudos e leilões conduzidos pelo governo federal. Ou seja, o achado não representa, necessariamente, ganho financeiro direto para os agricultores. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual do lucro. Dívida de R$ 15 mil Busca por água gera dívida para agricultor que encontrou possível petróleo ao furar poço Para viabilizar o primeiro poço, Sidrônio utilizou parte das economias e ainda precisou recorrer a um empréstimo de R$ 15 mil. Após a frustração inicial, a família chegou a perfurar um segundo poço, mais raso, mas novamente não encontrou água. Desde então, segue à espera de uma resposta oficial. Além de não resolver o problema da água, a perfuração deixou uma dívida. Sem retorno imediato, o investimento pesa no orçamento da família. "Eu disse: 'Mulher, vamos fazer esse empréstimo pra furar esse poço'. Fizemos, fiquei animado, mas agora nem água e nem os R$ 15 mil. A gente se aperreia, né?! Meu pensamento era pegar o dinheiro, fazer esse poço (...), ficar sossegado. Mas não deu. Vamos esperar por Deus, quem sabe não melhora?", lamentou. Depois do empréstimo, eles ficaram com as finanças comprometidas. Enquanto esperam uma resposta definitiva da ANP, Sidrônio não pode mais perfurar poços, e o problema da água continua. O caso começou em novembro de 2024, mas só neste ano a ANP visitou o local pela primeira vez. O vice-prefeito de Tabuleiro do Norte, Antério Fernandes, afirmou que uma nova adutora - uma espécie de tubulação subterrânea criada para transportar grande volume de água - está sendo construída na zona rural da cidade e deve atender mais de 700 famílias. Uma delas é a família de Sidrônio e Luciene. O prazo para a construção é o fim deste mês de março. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: D

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Carro movido a carvão vira símbolo de improviso de cubanos para lidar com falta de combustível no país em crise

Publicado em: 24/03/2026 04:01

Cubanos improvisam e criam carro movido a carvão para enfrentar crise energética Em meio à pior crise energética das últimas décadas, moradores de Cuba têm recorrido à criatividade para driblar a falta de combustível no país. Um dos exemplos mais emblemáticos vem das ruas de Havana: um carro adaptado para funcionar à base de carvão, solução improvisada que virou símbolo da resistência cubana diante do colapso no abastecimento de petróleo. Sem combustível, cubanos improvisam com carro movido a carvão Reprodução/TV Globo Sem gasolina e sem transporte público regular, o veículo chama a atenção pelo funcionamento rudimentar. Na traseira, um compartimento metálico abriga o carvão, que é queimado para gerar o gás necessário ao funcionamento do motor. A tecnologia é antiga, usada em tempos de guerra e escassez extrema, mas voltou a circular como alternativa possível para quem não tem outra opção de locomoção. A cena reflete a realidade enfrentada por milhões de cubanos. Com a interrupção no envio de petróleo da Venezuela — após sanções impostas pelos Estados Unidos — o país passou a conviver com apagões diários, falta de água, lixo acumulado nas ruas e transporte praticamente inexistente. “Você sabe quando o apagão começa, mas não quando termina”, relata uma moradora de Havana que preferiu não se identificar. Segundo ela, a escuridão tomou conta até de bairros considerados nobres da capital. “A rua fica completamente vazia.” Cubanos improvisam com carro movido a carvão Reprodução/TV Globo Crise energética afeta rotina e saúde mental A escassez de combustível não impacta apenas o transporte. Sem energia suficiente para manter estações de bombeamento, o abastecimento de água também foi interrompido em várias cidades. Há regiões onde os moradores ficam dois ou três dias sem uma gota nas torneiras. O cozinheiro Dariel, que trabalha em um dos restaurantes mais famosos de Havana, conta que, em casa, cada refeição virou um desafio. “A gente fazia muito espaguete, mas agora precisa economizar água. Às vezes ficamos dias sem.” Sem ônibus e sem gasolina, Dariel depende da bicicleta para se locomover. Outros, como o dono do carro movido a carvão, foram ainda mais longe na improvisação. Criatividade como estratégia de sobrevivência A adaptação do carro resume o que especialistas chamam de “engenharia da necessidade”. Segundo a diretora da Associated Press no Caribe, Cristiana Mesquita, o cubano é “extremamente resiliente e criativo”. “Para cada problema que aparece, eles buscam algum tipo de solução”, afirma. Essa criatividade, no entanto, surge em um cenário de esgotamento. Trabalhadores tiveram contratos congelados por falta de energia, empresas pararam e o lixo se acumulou nas ruas por ausência de combustível para os caminhões de coleta. Uma socióloga que trabalhava em uma loja de roupas relata que ficou sem salário e desenvolveu crises de ansiedade. “Quando escurece, eu não durmo. É uma incerteza constante.” Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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O que se sabe e o que falta saber sobre furto de material biológico da Unicamp; mulher foi presa

Publicado em: 24/03/2026 04:00

PF prende mulher suspeita de furtar material biológico da Unicamp A Polícia Federal (PF) prendeu uma mulher suspeita de de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp, em Campinas (SP). O caso fez com que laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos fosse interditados nesta segunda-feira (23), e a Anvisa acionada. Segundo a PF, a mulher e outros possíveis envolvidos no caso poderão responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O material biológico, que ainda não foi revelado nem pela Unicamp nem pela PF, foi imediatamente encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise técnica. ⬇️ Abaixo, o g1 reuniu em tópicos o que se sabe e o que falta saber sobre o furto até agora. ✅ O que se sabe até agora Uma prisão A Polícia Federal prendeu uma mulher suspeita de furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do IB da Unicamp. A prisão faz parte das diligências do inquérito instaurado para apurar o crime. Onde ocorreu o furto De acordo com a reitoria da Unicamp, o furto aconteceu nas dependências do Instituto de Biologia (IB), no campus da universidade em Campinas. Que tipo de material foi furtado A universidade informou que se tratam de materiais de pesquisa biológica, classificados como patrimônio científico. Até a última atualização das reportagens, os itens furtados não haviam sido detalhados. Quais unidades foram impactadas Apesar de o furto ter ocorrido no IB, a Unicamp afirmou que o caso pode ter consequências para atividades da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Como medida preventiva, todos os laboratórios de pesquisa da FEA chegarama a ser interditados temporariamente. Como ficaram as aulas e atividades acadêmicas Segundo a universidade, as aulas da graduação e as atividades em laboratórios de ensino seguem normalmente. A interdição atingiu apenas os laboratórios de pesquisa. Quais órgãos atuam no caso A Unicamp acionou a Polícia Federal, responsável pela investigação criminal, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para apoiar os procedimentos periciais necessários. Segundo a PF, após a prisão nesta segunda, o material foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise técnica. O andamento da investigação A Polícia Federal instaurou um inquérito, realizou diligências iniciais e cumpriu mandados de busca e apreensão em Campinas, além da prisão em flagrante da suspeita. Segundo a PF, novas informações serão divulgadas conforme o avanço das apurações. O que dizem a Unicamp e a Polícia Federal Em nota, a Unicamp afirmou que vem colaborando integralmente com as autoridades competentes e que os possíveis envolvidos serão responsabilizados conforme a legislação vigente. Já a Polícia Federal destacou que atua em cooperação com outros órgãos e que informações adicionais não serão divulgadas neste momento para não comprometer o inquérito. Laboratório da Unicamp interditado na manhã desta segunda-feira (23) Junia Vasconcelos/EPTV ❓ O que ainda falta saber Se a suspeita presa agiu sozinha Ainda não há informações sobre o nome e qual a atuação da suspeita, e se há outros envolvidos no furto. Quais materiais específicos foram levados Até agora, a universidade não divulgou a lista, quantidade ou natureza exata do material biológico furtado. Se há risco biológico ou à saúde pública Apesar do acionamento da Anvisa, não há confirmação oficial sobre riscos à saúde, ao meio ambiente ou à população. Como o material foi retirado do laboratório Não foram divulgados detalhes sobre o modo de operação do furto, nem sobre eventuais falhas de segurança. Quando os laboratórios de pesquisa serão reabertos A Unicamp ainda não informou prazo para a liberação dos laboratórios da FEA interditados preventivamente. Quais serão os impactos científicos do furto Ainda não há informações sobre possíveis prejuízos a pesquisas, projetos em andamento ou perdas financeiras decorrentes do crime. Furto nas dependências do IB Instituto de Biologia da Unicamp Reprodução/EPTV A reitoria da Unicamp afirma que o furto ocorreu nas dependências do Instituto de Biologia (IB), com possíveis consequências para as atividades da FEA. "Em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido, a Instituição acionou prontamente a Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a condução das investigações e procedimentos periciais necessários", informou. Para colaborar com o trabalho das autoridades, a FEA, como medida preventiva, interditou temporariamente todos os laboratórios de pesquisa da unidade. As aulas na graduação e nos laboratórios de ensino foram mantidas. "A Universidade esclarece que vem tomando todas as medidas cabíveis, colaborando integralmente com as autoridades competentes. Os possíveis envolvidos na ocorrência serão responsabilizados, conforme previsto na legislação vigente", informou a Unicamp. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas,

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LibreOffice celebra mudança importante na Alemanha e cobra Europa em carta aberta

Publicado em: 24/03/2026 03:52 Fonte: Tudocelular

Após uma mudança de peso na estrutura governamental da Alemanha, que adotou o formato de arquivo aberto Open Document Format (ODF) como padrão, o LibreOffice divulgou uma carta aberta celebrando a mudança e cobrando que outros países europeus sigam uma rota similar. No comunicado, o rival open source do Microsoft Office afirma ainda "não haver mais desculpas" e destaca as vantagens do ODF.No último dia 18, a Alemanha reestruturou o uso de programas de documentos e passou a exigir o uso do ODF como padrão em toda a sua infraestrutura digital pública. A medida foi cravada no Deutschland-Stack, o framework oficial que rege a tecnologia da administração pública alemã, e afeta todas as esferas governamentais do país, representando uma mudança importante de grande impacto. Diante disso, o LibreOffice, pacote aberto de ferramentas de edição de arquivos, celebrou a novidade e divulgou nesta segunda-feira (23) uma carta aberta cobrando medidas similares de outros países europeus. A fundação rebateu possíveis argumentos contra o uso do ODF, e citou exemplos de projetos semelhantes empregados por outros membros do bloco.Clique aqui para ler mais

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Ponto eletrônico, 'boneco' e outros métodos: como quadrilhas fraudam concursos e faturam milhões

Publicado em: 24/03/2026 03:00

Polícia Federal aponta Chefe da Polícia Civil de Alagoas como partipante de esquema de fraudes em concursos públicos Uma investigação da Polícia Federal, ao qual o Fantástico teve acesso neste domingo (22), expôs novamente a complexidade e o alcance das organizações criminosas envolvidas em fraudes de concursos públicos. O esquema que, segundo a PF, incluía o chefe de polícia de Alagoas como um dos mentores. Os crimes atingiram processos de grande porte, como o Concurso Nacional Unificado (CNU), além de concursos das Polícias Civis, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp 🔍 Mas como essas quadrilhas conseguem burlar protocolos de segurança cada vez mais rigorosos e movimentar cifras milionárias em troca de vagas no serviço público? A resposta pode estar na combinação de técnicas sofisticadas, na exploração de brechas e nas falhas de fiscalização que nem sempre são perceptíveis. Entre os métodos mais comuns identificados pelas autoridades estão: Ponto eletrônico implantado cirurgicamente: na operação mais recente, a PF confirmou o uso de dispositivos eletrônicos inseridos no corpo dos candidatos, que só podiam ser removidos por procedimento médico. O equipamento permitia a recepção de informações externas durante a prova, oferecendo controle quase total sobre o desempenho do candidato. Falsificação de documentos e de identidade: nesse método, os candidatos são substituídos por terceiros que realizam as provas em seu lugar ou apresentam documentos falsos para efetivar a contratação. O esquema exige coordenação minuciosa e, frequentemente, o envolvimento de profissionais de diversas áreas. Acesso antecipado ao conteúdo das provas: integrantes das quadrilhas conseguem ilegalmente o conteúdo das provas antes da aplicação, o que permite a preparação estratégica dos candidatos ou a manipulação direta das respostas. Usar um “boneco”: alguém que é pago para fazer a prova no lugar do candidato, como professores ou concurseiros experientes que já conhecem as provas. Nesses casos, os integrantes da quadrilha chegavam a subornar vigilantes, desligar câmeras e até utilizar documentos falsos. Esses métodos demonstram que as quadrilhas não atuam de forma amadora. Elas operam como organizações estruturadas, com divisão de tarefas, hierarquia definida, ramificações em diversos estados e serviços complementares — desde quem aplica as provas até operadores financeiros que administram os lucros obtidos ilegalmente. Os valores envolvidos são milionários. A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como é caso de auditor fiscal, o preço podia chegar a R$ 500 mil por aprovação. Ainda segundo a PF, alguns beneficiados não tinham condições de pagar à vista e faziam acordos, incluindo parcelamentos e entrega de bens como carros e viagens. Um dos personagens centrais do esquema é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”. Ele trabalhava na Cesgranrio, organizadora do CNU e, depois, entrou no Tribunal Regional da Paraíba. Segundo a PF, ele teve acesso antecipado às provas e explicava como violar os envelopes sem deixar vestígios. "O lacre é fácil demais, tanto romper e botar de novo", disse em um dos áudios vazados. Além da abertura indevida dos pacotes de provas, a PF identificou o uso de pontos eletrônicos, fotografias de cadernos de questões e até a atuação de pessoas contratadas para fazer provas no lugar dos candidatos inscritos. Tudo começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba. Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais. No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. Em uma conversa, o irmão de Wanderlan detalha a necessidade de subornar vigilantes, desligar câmeras e até usar um “boneco” — alguém pago para fazer a prova no lugar do candidato. Horas antes da prova para auditor fiscal, Larissa enviou mensagens para o pai cobrando as respostas. A investigação aponta que, antes mesmo do início do exame, ela já tinha recebido o tema da redação e o gabarito. Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Dois professores suspeitos de resolver provas para candidatos foram presos. O delegado-geral de Alagoas foi alvo de busca e apreensão. Investigação desmontou esquema de fraudes em concurso público Reprodução/TV Globo O advogado José da Silva Moura Neto, especialista em concursos públicos, ressalta que, embora as bancas tenham reforçado os protocolos de segurança, os métodos utilizados pelas quadrilhas também evoluíram. "Há casos de vazamento de provas. Em um deles, envolvendo o Cespe, uma quadrilha fazia a prova e repassava as respostas ao candidato", explica Moura Neto. "Hoje, esse tipo de operação está mais difícil, porque as bancas dividiram etapas e reduziram o acesso integral ao material". Apesar disso, o especialista ressalta que essas organizações se adaptam: mudam os alvos, utilizam tecnologia e contam com redes que atuam em diferentes estados. Ele também destaca que provas discursivas funcionam como barreira extra: “A dissertação dificulta a fraude porque exige produção própria. É uma proteção importante, mas não elimina outras formas de manipulação.” PF faz operação contra fraudes em concursos públicos Jornal Nacional/ Reprodução Relembre o caso Esse não é um caso novo. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação que revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma empresa familiar. O grupo, com base em Patos, no Sertão da Paraíba, cobrava até R$ 500 mil por vaga e usava tecnologia para burlar os sistemas de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas. Os valores exigidos variavam conforme o cargo e o grau de dificuldade do concurso e, além de dinheiro vivo, o grupo aceitava pagamentos em ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitar a propina, segundo a investigação. De acordo com o relatório apresentado pela PF, o esquema era liderado por Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021 – mesmo nome citado na reportagem do Fantástico. Ele é apontado como o principal articulador da quadrilha, responsável por negociar com candidatos, coordenar a logística das provas e distribuir os gabaritos. Em dezembro, o Hospital Regional de Patos informou que ele morreu após sofrer com problemas de coagulação. A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. Durante todo o período, o grupo teria vendido aprovações, corrompido agentes de fiscalização e utilizado mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão. Segundo a PF, as fraudes alcançaram concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o Concurso Nacional Unificado (CNU). Relembre o caso: 'Máfia dos concursos': 10 perguntas para entender o esquema que cobrava até R$ 500 mil por vaga O que acontece se a fraude for identificada? Além da anulação das aprovações e da exclusão dos candidatos, servidores já nomeados podem ser afastados e responder a processos disciplinares e penais. Os envolvidos podem ser enquadrados por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação, está ampliando os mecanismos de fiscalização para garantir mais segurança, transparência e integridade nos concursos realizados em todo o país, inclusive no CNU, que foi aplicado em outubro do ano passado. Entre as ações que diferenciam esta edição da primeira, realizada em 2024, estão: provas identificadas página a página com códigos de barra específicos para cada candidato; ⁠o número do tipo de prova não será revelado nem durante a aplicação, mas somente quando os gabaritos forem divulgados; ⁠haverá detectores de metal em todas as salas e em todos os banheiros dos locais de prova; detectores de ponto eletrônico serão utilizados sob orientação policial em todos os municípios;⁠ ⁠a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Polícias Militares estaduais atuarão de forma ampliada na escolta de provas, enquanto a Força Nacional, em conjunto com as PMs estaduais, está garantindo a guarda das provas nos locais de armazenamento. 'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo

Palavras-chave: tecnologia

Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores

Publicado em: 24/03/2026 03:00

Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos Altieres Rohr/G1 A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança. O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters. A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA." A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual". O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis. LEIA TAMBÉM: Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação e pede para juiz reconsiderar Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC. "A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar. "Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso." A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato. A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos. A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação. A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários. A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

A era dos clones: Gemini testa criação de avatar realista via celular

Publicado em: 24/03/2026 02:49 Fonte: Tudocelular

O Google está desenvolvendo uma funcionalidade que permite ao Gemini criar "clones digitais" em 3D a partir de scans faciais realizados por smartphones ou computadores, segundo o portal Android Authority. Essa tecnologia, derivada do sistema "Likeness" do Android XR, visa integrar representações fotorrealistas dos usuários diretamente em conteúdos gerados por inteligência artificial. Tal avanço sinaliza uma mudança profunda na forma como interagimos com ferramentas generativas, transformando a identidade digital em um ativo prático e versátil.Indícios encontrados na versão mais recente do aplicativo do Google (17.11.54) apontam que a empresa abandonou o codinome "Characters" em favor da nomenclatura "Avatars". O processo de criação envolve o uso da câmera para capturar um vídeo da cabeça do usuário, gerando um modelo tridimensional altamente detalhado. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Amazon interrompe serviços no Bahrein após ação de drones

Publicado em: 24/03/2026 01:58

EUA anunciam progresso em conversas com o Irã; regime nega A Amazon informou que a Amazon Web Services (AWS) no Bahrein foi "interrompida" em meio ao atual conflito no Oriente Médio. A interrupção se deve a uma atividade de drones na área da empresa, disse um porta-voz da Amazon após uma consulta da Reuters. A Amazon afirmou que está ajudando na migração de clientes para regiões alternativas da AWS enquanto trabalha na recuperação sem detalhar exatamente o que ocorreu. No início do mês, um data center da Amazon nos Emirados Árabes Unidos enfrentou interrupção de energia após ser atingidos por um "objetos não identificados". O impacto aconteceu no domingo (1º) e causou um incêndio, o que forçou autoridades a desligarem a energia do local. Na ocasião, os serviços no Bahrein também foram impactados. Logotipo da Amazon Web Services (AWS) durante evento na capital da Índia em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Anushree Fadnavis/Foto de arquivo A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas. As gigantes da tecnologia dos EUA têm posicionado os Emirados Árabes Unidos como um centro regional para computação de inteligência artificial, essencial para impulsionar serviços como o ChatGPT. Em novembro, a Microsoft anunciou que planeja aumentar seu investimento total nos Emirados Árabes Unidos para US$ 15 bilhões até o final de 2029 e que utilizará a Nvidia. Esta matéria está em atualização.