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Alunos de unidade da Faetec em Niterói conquistam prêmio em Portugal com maca hospitalar controlada por voz

Publicado em: 31/05/2026 15:05

Alunos da Faetec conquistam prêmio internacional em Portugal com maca hospitalar controlada por voz Divulgação/Faetec Dois alunos do curso de Eletrônica da Escola Técnica Estadual Henrique Lage (ETEHL), unidade da Rede Faetec em Niterói, conquistaram no sábado (30) o prêmio de melhor projeto internacional na Mostra de Ciência Nacional 2026, na cidade do Porto, em Portugal. João Marcelo e Cauã Da Cal foram os únicos a representar o Brasil, com um protótipo de maca hospitalar controlada por comando de voz, desenvolvido para que pacientes com mobilidade reduzida, idosos e até tetraplégicos possam ter mais autonomia no dia a dia. A tecnologia empregada usa módulos de reconhecimento vocal, permitindo que o próprio paciente ajuste a inclinação e a altura do leito através da fala, minimizando a dependência de cuidado mesmo em um hospital com diversos leitos. A ideia nasceu da vivência do aluno João Marcelo, de 18 anos, que buscou uma solução para melhorar a rotina e dar mais qualidade de vida para sua avó, que enfrenta problemas do coração. Com a orientação do professor Altair Martins, depois de um ano de pesquisas, testes e visitas técnicas ao Hospital Antônio Pedro, o projeto tomou forma e passou a acumular diversos prêmios. Antes de conquistar a Europa, o protótipo já havia ganhado o 1º lugar na feira do CRT-RJ (Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro), e também na Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia na categoria Engenharia Eletrônica), o 2º lugar na FECTI (Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro) e o 3º lugar na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Agora no g1 Alunos da Faetec conquistam prêmio internacional em Portugal com maca hospitalar controlada por voz Divulgação/Faetec

Palavras-chave: tecnologia

Entenda como a IA é usada para identificar problemas na rede elétrica antes de causar interrupções em MG

Publicado em: 31/05/2026 15:00

Cemig usa IA para prever falhas na rede elétrica A Inteligência Artificial (IA) está sendo usada para prever possíveis falhas na rede elétrica de cidades do Triângulo Mineiro antes que os problemas aconteçam. A tecnologia, adotada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), utiliza uma câmera termográfica em 360 graus instalada no teto de veículos que circulam pelas ruas analisando postes, fios e transformadores em tempo real. A iniciativa já analisou mais de 700 quilômetros de redes de distribuição elétrica nas cidades de Araguari, Uberlândia, Ituiutaba, Prata, Tupaciguara e Monte Alegre de Minas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a engenheira da Cemig, Pollyanna Rodrigues, o sistema utiliza Inteligência Artificial para identificar os equipamentos da rede elétrica e detectar possíveis aquecimentos nos sistemas dos postes. “O veículo é utilizado para fazer as inspeções termográficas na rede do sistema elétrico. Ele usa um sistema de inteligência artificial tanto na detecção dos dispositivos, como postes e transformadores, quanto na termografia desses equipamentos, fazendo a leitura da temperatura para identificar possíveis anomalias térmicas no sistema elétrico e prevenir falta de energia”, disse Rodrigues. Sistema usa câmera termográfica em 360 graus Cemig/Divulgação Enquanto o veículo percorre as ruas, toda a rede elétrica é monitorada sem necessidade de interromper o fornecimento de energia. Segundo o supervisor de manutenção da Companhia Energética de Minas Gerais, Weber Alves Camilo, o sistema funciona de forma autônoma, o que aumenta a rapidez e a eficiência das análises. Além disso, a tecnologia ajuda na prevenção de falhas e na identificação da necessidade de ajustes na rede elétrica. “A inspeção anterior era feita de forma manual. A equipe precisava parar o veículo, descer e utilizar um equipamento portátil. Agora, a inspeção é feita em tempo real, sem necessidade de parar, e os dados são analisados automaticamente pela inteligência artificial”, destacou Weber. Cemig usa Inteligência Artificial para prevenir queda em redes elétricas em cidades de MG Durante o monitoramento, o veículo circula a cerca de 20 km/h com um motorista e um profissional responsável por acompanhar as imagens em tempo real. O objetivo é identificar possíveis falhas antes que elas afetem os consumidores. O sistema também emite alertas quando identifica pontos da rede elétrica com temperatura acima do normal. Com isso, a manutenção pode ser realizada antes que o problema cause impactos no fornecimento de energia para os consumidores. Tecnologia usa IA para monitorar redes de energia Cemig/Divulgação LEIA TAMBÉM: UFU projeta centro pioneiro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais Universitários transformam o drama do vício em afeto em sessões gratuitas Com orçamento de R$ 1 milhão, professora da UFU desenvolve projeto com alunas de escolas públicas de seis estados do Brasil VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Alienware traz ao Brasil o primeiro monitor gamer OLED 5K de 39 polegadas do mundo

Publicado em: 31/05/2026 15:00 Fonte: Tudocelular

Depois de revelar a linha na Computex 2026, a Dell confirmou neste domingo (31) que trará ao Brasil a nova família de monitores da Alienware, incluindo o primeiro modelo do mundo com tela OLED 5K de 39 polegadas. Desenvolvidos como parte da celebração de 30 anos da marca gamer, os lançamentos se destacam por trazer brilho intenso, alta resolução, taxas de atualização de até 330 Hz e conectividade avançada.AW3926QW estreia tela OLED 5K de 39 polegadasO carro-chefe da nova linha é o Alienware 39 5K OLED (AW3926QW), primeiro monitor gamer do mundo a combinar 39 polegadas, resolução 5K de 5120 x 2160 pixels e layout RGB Stripe, cujo maior diferencial é o formato de pixels em listras verticais, ideal para garantir maior claridade de texto. Com uma tela curva de 1500R e painel Primary RGB Tandem OLED da LG, o equipamento atinge picos de brilho de 1.300 nits e garante pretos profundos, contraste infinito e tempo de resposta de apenas 0,03 ms. Está presente ainda o recurso Dual Mode, que possibilita o uso em dois modos:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Festival de ruas enfeitadas resgata tradição da Copa e mobiliza moradores em Campos

Publicado em: 31/05/2026 14:58

Campos quer resgatar clima de torcida durante a Copa do Mundo Quem cresceu vendo ruas pintadas de verde e amarelo, bandeirinhas atravessando calçadas e vizinhos reunidos para torcer pela Seleção Brasileira sabe que Copa do Mundo, no Brasil, nunca foi só futebol. É memória afetiva, encontro e aquele clima capaz de transformar bairros inteiros. E é justamente essa tradição que a Prefeitura de Campos quer resgatar com o 1º Festival de Ruas Enfeitadas da Copa, promovido pela Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense (Codemca). A proposta mobiliza moradores de diferentes bairros e distritos para transformar ruas da cidade em cenários inspirados no Mundial de 2026. Até agora, dez ruas já estão inscritas na competição e os participantes têm até o dia 30 de maio para finalizar a decoração. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Na Ruazinha da Lapa, o clima já é de Copa há semanas. Cerca de 200 moradores se mobilizaram para preparar a ornamentação. Eduardo Hypollyto/ Divulgação Na Ruazinha da Lapa, o clima já é de Copa há semanas. Cerca de 200 moradores se mobilizaram para preparar a ornamentação da rua, em um trabalho coletivo que levou mais de dois meses para ficar pronto. Além das bandeiras, pinturas e adereços, o que mais chama atenção por lá é o envolvimento da comunidade. “Quando eu falo até me emociono, né, porque são tradições dos nossos avós, dos nossos pais. Eles se foram, mas deixaram um legado muito bonito, que é família”, contou a dona de casa Cláudia de Oliveira Ribeiro Rocha. Festival de Ruas Enfeitadas em Campos resgata tradição da Copa. Eduardo Hypollyto/ Divulgação Uma das coordenadoras da comissão responsável pela decoração da rua, Tamires Alves, destacou que o projeto acabou aproximando moradores de diferentes gerações. “O resultado foi muito maior do que eu esperava. É a alegria que está transbordando de cada morador, são as crianças vivendo o que nós tivemos na infância. Em um tempo de tanta tecnologia, trazer as crianças para a rua, participar de pintura, confeccionar materiais recicláveis… isso é muito gratificante para todos nós”, afirmou. E quem pensa que a decoração já está pronta pode se surpreender. Segundo os moradores, ainda existem novidades sendo preparadas para os próximos dias. “Esperem para ver, porque tem muita coisa ainda por vir. Tem um segredinho guardado a sete chaves que só vai explodir na hora para todo mundo ver”, brincou Dilma Oliveira dos Santos. Festival de Ruas Enfeitadas em Campos resgata tradição da Copa. Eduardo Hypollyto/ Divulgação Além do clima de confraternização, a ideia do festival também é movimentar os bairros e estimular pequenos comerciantes durante o período da Copa A votação popular será feita pelo Instagram oficial da Codemca entre os dias 31 de maio e 7 de junho. Já a premiação acontece no dia 13 de junho. Os três primeiros colocados vão receber kits de churrasco com carnes, cerveja e refrigerantes. De acordo com o regulamento, as ruas precisam ter pelo menos 100 metros de ornamentação contínua para participar da disputa. Também não são permitidos conteúdos políticos, ofensivos ou materiais que ofereçam riscos à segurança. Ruas inscritas no festival Lapa — Ruazinha da Lapa Jardim Carioca — Rua Victor Sence Parque Aurora — Rua Nelson Rebel Parque Leopoldina — Rua Ramiro Braga Turf Club — Rua Severino Lessa Donana/Bem Viver — Rua Antônio Pinheiro Parque Rodoviário — Rua Raimundo Farias de Brito

Palavras-chave: tecnologia

Huawei Watch Fit 5 Pro: smartwatch desafia flagships com bateria e ECG | Análise / Review

Publicado em: 31/05/2026 13:55 Fonte: Tudocelular

A Huawei lançou a série Watch Fit 5 no mercado brasileiro como a evolução da linha de relógios inteligentes com design retangular da marca. E aqui temos o modelo Pro, a variante que vai além do público de entrada e mira o segmento premium. O relógio mantém a proposta de oferecer um centro de monitoramento de saúde com tecnologias antes restritas às séries GT ou Ultimate, mas sem o peso ou o volume desses smartwatches mais tradicionais. Você pode conferir todos os detalhes dele agora, na nossa análise completa.Design e construçãoO Huawei Watch Fit 5 Pro mantém o formato do antecessor e agora traz uma moldura em liga de titânio aliada a um corpo de alumínio, o que garante resistência contra impactos e riscos. Ele possui 9,5 mm de espessura e um peso aproximado de 30 gramas. O tamanho da caixa pode ser grande demais para alguns pulsos, só que a leveza dele ajuda na hora de se acostumar com o uso.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vestibular da Fatec tem inscrições abertas; Alto Tietê tem 570 vagas

Publicado em: 31/05/2026 13:32

Fatec de Mogi das Cruzes Vinicius Silva/TV Diário As inscrições para o vestibular das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs) foram prorrogadas e terminam no dia 8 de junho. A taxa de inscrição é de R$ 90. No Alto Tietê, são oferecidas 570 vagas distribuídas entre as unidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano. A prova será aplicada no dia 28 de junho, às 13h. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Para participar do processo seletivo, o candidato precisa ter concluído ou estar cursando o terceiro ano do ensino médio ou equivalente. Quem ainda não cumprir esse requisito pode participar apenas como treineiro. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site Vestibular Fatec. Clique aqui para se inscrever Confira as vagas disponíveis na região: Ferraz de Vasconcelos – 90 vagas Análise e Desenvolvimento de Sistemas (manhã): 30 vagas; Gestão da Produção Industrial (noite): 30 vagas; Gestão Empresarial (manhã): 30 vagas. Itaquaquecetuba – 210 vagas Gestão Comercial (manhã): 30 vagas; Gestão Comercial (noite): 30 vagas; Gestão da Tecnologia da Informação (manhã): 30 vagas; Gestão de Comércio Eletrônico (tarde): 30 vagas; Gestão Empresarial (EaD): 30 vagas; Secretariado (manhã): 30 vagas; Secretariado (noite): 30 vagas. Mogi das Cruzes – 210 vagas Agronegócio (noite): 30 vagas; Agronegócio (tarde): 30 vagas; Análise e Desenvolvimento de Sistemas (tarde): 30 vagas; Análise e Desenvolvimento de Sistemas (noite): 30 vagas; Gestão de Recursos Humanos (manhã): 30 vagas; Gestão Empresarial (EaD): 30 vagas; Logística (manhã): 30 vagas. Suzano – 60 vagas Gestão da Produção Industrial (noite): 30 vagas; Redes de Computadores (noite): 30 vagas. Durante a inscrição, o candidato deve preencher a ficha cadastral, responder ao questionário socioeconômico e escolher um curso como primeira opção e outro como segunda, em qualquer Fatec e período. Também é possível utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, 2024 ou 2025. O pagamento da taxa pode ser feito em agências bancárias, internet banking ou cartão de crédito. A inscrição será confirmada somente após a compensação do pagamento. O Centro Paula Souza também oferece pontuação acrescida para candidatos autodeclarados afrodescendentes e para estudantes que cursaram integralmente o Ensino Médio em escola pública. O bônus pode chegar a 13%. Outras informações podem ser consultadas no site oficial do vestibular. Agora no g1 Assista a mais notícias do Alto Tietê

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Na Comic Nerd, Dublador Guilherme Briggs celebra primeira vinda ao Acre: 'Fiquei comovido'

Publicado em: 31/05/2026 12:44

Guilherme Briggs brinca com action figure de Optimus Prime entregue por fã no Acre Ao infinito e além! Foi com esse sentimento que milhares de pessoas se reuniram nesse sábado (30) para acompanhar a participação do dublador Guilherme Briggs na Comic Nerd. Ele, que é um dos nomes mais consagrados na dublagem brasileira, celebrou o carinho recebido em sua primeira visita ao Acre em 35 anos de carreira. Briggs marcou o cinema e a infância de muitos brasileiros dando voz a personagens como Optimus Prime, Superman e Buzz Lightyear, além de desenhos animados como Mickey Mouse e reúne mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Na plateia do evento, fãs exibiam cartazes com homenagens ao artista. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Vocês [acreanos] são extremamente carinhosos, têm uma energia, tem uma alegria, tem um amor, um carinho. Eu vi o público aqui, eu fiquei comovido, realmente. Até hoje não caiu a ficha [do carinho dos fãs], eu fico muito feliz e eu espero, eu vou continuar dublando até eu morrer, até o fim da vida. Eu espero continuar inspirando, alegrando, entretendo as pessoas do Brasil", declarou. Guilherme Briggs reuniu multidão no primeiro dia da Comic Nerd, em Rio Branco Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Além do contato com os fãs, Briggs aproveitou a Comic Nerd para conhecer um pouco da gastronomia local. "Eu sou fã de cupuaçu. Eu gosto muito da comida do Norte e também do Nordeste. Boa demais", comentou. O evento, organizado pela Associação de Nerds do Acre (Anac Nerd) com apoio de outras instituições, segue neste domingo (31), e tem como tema “Gerações”. O objetivo, segundo a organização, é reunir aproximadamente 15 mil pessoas durante os dois dias de atrações. LEIA TAMBÉM: Dubladores de ‘Dragon Ball Z’ e cosplayer nacional serão atrações da Comic Nerd 2025 no AC Sesc Geek Comic Nerd estima receber até 15 mil pessoas em três dias de evento em Rio Branco No AC, 1ª Comic Nerd vai homenagear Jaspion e quer reunir 2 mil pessoas Além de Briggs, também tem destaque a presença do streamer Willian Moreira Lemos Rodrigues, conhecido como Gordox, que é conhecido pela capacidade de narrar diferentes jogos e gêneros, como Counter-Strike, League Of Legends e Crossfire. (Confira a programação abaixo) Para participar, basta doar 1 kg de alimento não perecível, com exceção de sal. Os produtos arrecadados serão destinados a instituições filantrópicas. Guilherme Briggs, dublador conhecido por ser a voz brasileira de Buzz Lightyear, Superman, Optimus Prime e vários outros Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Cenário da dublagem Ainda no evento, Briggs falou sobre o cenário atual da dublagem no país. Para ele, a onda da escalação de celebridades para papéis de dublagem é bem-vinda, desde que haja critérios artísticos nas escolhas, e não apenas comerciais. "Isso é um fenômeno que acontece no mundo inteiro. Atores que são famosos, são chamados para atrair o público deles, mídia. Eles divulgam o filme naturalmente, organicamente. Mas isso é em todos os países, isso é um procedimento normal. Eu acho legal, fica muito bom quando a pessoa faz direitinho, quando combina", disse. Ele relembrou ainda que a paixão pela dublagem surgiu ainda na infância. Até que em 1991 surgiu a primeira oportunidade profissional na área e, desde então, ele não saiu da profissão. Segundo Briggs, o personagem pelo qual ele é mais reconhecido é Buzz Lightyear, da franquia Toy Story. "Nunca desisti, porque eu comecei essa coisa de querer ser dublador com meu pai. Eu era criança bem pequena e a gente gravava historinhas no gravador, criava historinhas, personagens. E eu sempre quis ser dublador, eu era fã do [Orlando] Drummond. E meu pai falou: 'O nome dele é Orlando Drummond, faz o Scooby-Doo, faz o Popeye'. Aí eu fiquei louco com aquele universo e eu falei pro papai: 'Eu quero ser dublador'", relatou. O dublador contou ainda que não costuma fazer preparos específicos para utilizar a voz. "Quem for fonoaudiólogo pode brigar comigo, porque eu acabei nunca fazendo. Mas eu sei que eu deveria procurar fonoaudiólogo, eu deveria tomar cuidado com isso. Mas agora, passou, tô velho, deixa pra lá", brincou. Comic Nerd A edição deste ano busca também reunir o público através da nostalgia dos desenhos animados, videogames e animes que marcaram a década de 1980 e 1990. Ao mesmo tempo, o evento quer apresentar as novas tendências ligadas ao universo digital como jogos, tecnologia e a produção de conteúdo no cenário atual. A Comic Nerd 2026 também terá ainda concursos cosplay, campeonatos de e-sports, apresentações de K-Pop, arena gamer, videogames retrô, workshops, painéis temáticos e espaços voltados ao empreendedorismo criativo. Além disso, o espaço conhecido como Beco dos Artistas, local onde reúne ilustradores, quadrinistas, escritores independentes e criadores de conteúdo acreanos, também retorna ao evento este ano. Serviço Comic Nerd – Gerações 2026 Onde: Hotel Gran Reserva, em Rio Branco. Quando: sábado (30) e domingo (31), de 10h às 21h. Ingresso: 1 kg de alimento. Organização: Anac Nerd e Secretaria de Indústria Ciência e Tecnologia (Seict). Guilherme Briggs, dublador conhecido por ser a voz brasileira de Buzz Lightyear, Superman, Optimus Prime e vários outros Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Publico lotou o primeiro dia da Comic Nerd, em Rio Branco, para acompanhar participação de Guilherme Briggs Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre VÍDEOS: g1

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Com grupo até do Paraguai, centro que abriga acelerador de partículas Sirius recebe 30 mil visitantes no 'Ciência Aberta'

Publicado em: 31/05/2026 12:36

Ciência Aberta: CNPEM, em Campinas, recebe 30 mil visitantes em 2026 CNPEM O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP) recebeu, entre sexta-feira (29) e sábado (30), cerca de 30 mil pessoas durante o Ciência Aberta, evento gratuito que abre para visitação um dos mais avançados complexos científicos do Brasil. Ao todo, o CNPEM recebeu 284 caravanas escolares - públicas e particulares - de 10 estados brasileiros, do Distrito Federal e uma do Paraguai. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O CNPEM abriga o acelerador de partículas Sirius, superlaboratório usado em pesquisas de alta tecnologia ligadas, por exemplo, a descobertas sobre o coronavírus, causador da Covid-19, e o vírus mayaro, que circula no Brasil desde 2019. Os visitantes participaram de 100 atividades interativas e doaram 5,1 toneladas de alimentos, que serão enviadas a instituições, e receberam 1.200 mudas de plantas. O CNPEM também vai abrigar o laboratório de biossegurança máxima (NB4) Orion, considerado único no mundo e capaz de combater futuras pandemias, que está em construção. O que é o Sirius? Ciência Aberta: CNPEM, em Campinas, recebe 30 mil visitantes em 2026 CNPEM O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. São apenas três no mundo com essa tecnologia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Astronautas ficam impressionados com superlaboratório Sirius em visita a Campinas VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e região Sirius, em Campinas (SP), será o 2º laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do mundo Cesar Cocco Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Juiz de RO identifica comandos ocultos para manipular IA em processo e pede investigação de advogados

Publicado em: 31/05/2026 12:33

Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) CNJ via BBC A 2ª Vara Cível de Porto Velho identificou o uso de uma técnica conhecida como “prompt injection” em um processo judicial que discute a cobertura de cirurgias reparadoras por um plano de saúde. Segundo a Justiça, a prática teria sido usada para tentar influenciar ferramentas de inteligência artificial que poderiam analisar o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias de RO em tempo real e de graça Além de negar o pedido de liminar do paciente, o juiz Danilo Augusto Kanthack Paccini aplicou uma multa por má-fé e determinou o envio do caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a atuação dos advogados responsáveis pela ação seja investigada. 🔍 O “prompt injection” é uma técnica usada para esconder comandos em documentos com o objetivo de influenciar sistemas de inteligência artificial. Esses comandos podem alterar respostas, interpretações e resumos feitos por ferramentas automatizadas. O tema tem ganhado destaque recente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que identificou tentativas semelhantes em processos em tramitação e abriu investigações. Em outro caso, no Pará, advogadas foram multadas após tentativa de manipulação de sistema com uso de um “código secreto”. O que o paciente pedia? O processo foi aberto contra uma operadora de plano de saúde. O paciente queria que a empresa pagasse cirurgias reparadoras após uma cirurgia bariátrica. Entre os procedimentos pedidos estão ritidoplastia (lifting facial) e braquioplastia (cirurgia nos braços). Segundo a defesa do paciente, as cirurgias seriam necessárias por causa das consequências físicas da grande perda de peso. Antes de analisar o caso de forma definitiva, o juiz negou o pedido de urgência. Segundo a decisão, ainda faltam informações técnicas para comprovar a necessidade dos procedimentos. Como a irregularidade foi descoberta? A suspeita surgiu após os advogados da operadora de saúde informarem à Justiça que encontraram um trecho escondido no documento apresentado pela defesa do paciente. Depois do alerta, o juiz analisou o arquivo e confirmou a existência do texto oculto. Segundo a decisão, o trecho estava no fim da petição inicial, depois da assinatura dos advogados, em fonte muito pequena e na cor branca sobre fundo branco, o que dificultava sua visualização em uma leitura normal. O que dizia o texto oculto? Segundo a decisão, o trecho escondido trazia instruções voltadas a sistemas de inteligência artificial que poderiam analisar o documento. Entre os comandos estavam orientações para: classificar as cirurgias como procedimentos reparadores e funcionais, e não estéticos; reconhecer que o caso tinha urgência médica; aplicar entendimentos favoráveis ao consumidor; considerar que houve dano moral pela negativa do plano de saúde. O juiz afirmou que as instruções estavam organizadas em formatos parecidos com JSON e XML, linguagens usadas para organizar dados e facilitar a leitura por sistemas automatizados. Para o magistrado, o objetivo do texto era influenciar análises feitas por ferramentas de inteligência artificial no processo. LEIA TAMBÉM: Vigilante de escola é investigado por traficar drogas em esquema de ‘delivery’ em RO Motorista atropela e mata trabalhador enquanto tentava fugir de blitz em RO Decisão da Justiça Na decisão, o juiz afirmou que esconder comandos no documento vai contra os deveres de lealdade e boa-fé no processo judicial. Para o magistrado, houve uma tentativa de manipular o andamento do processo com uso de tecnologia. Por isso, o autor foi condenado a pagar uma multa por má-fé equivalente a 10% do valor da causa, cerca de R$ 10 mil. O juiz também afirmou que não poderia punir diretamente os advogados envolvidos no caso. Por isso, determinou o envio de ofícios à OAB de Rondônia, São Paulo e Paraná para que a conduta dos profissionais seja investigada. O que dizem os advogados? A decisão cita os advogados Rodrigo Eduardo Batista Leite e Carla Simone Grecco como responsáveis pela assinatura da petição. Os dois são inscritos na OAB de São Paulo, e Rodrigo também tem registro na OAB do Paraná. Ao g1, a advogada Carla Simone Grecco, que elaborou a petição inicial, afirmou que não sabia da existência dos comandos relacionados à inteligência artificial encontrados no documento. Segundo ela, os documentos produzidos em sua atuação profissional eram revisados e protocolados pelo escritório Leite Advogados, onde atua como advogada associada, já que ainda estava no início da carreira. “Não inseri, não determinei a inserção, não revisei tecnicamente e não tinha ciência da presença desses comandos na versão protocolada da petição. O protocolo eletrônico do documento foi realizado por outro patrono", declarou. A advogada também afirmou que a investigação deve analisar a responsabilidade individual de cada profissional e disse estar à disposição da OAB para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações. O outro advogado mencionado na decisão também foi procurado pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Posicionamento das OABs A OAB de São Paulo informou que todas as denúncias são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina, mas destacou que os processos são sigilosos. A entidade também afirmou que aplicou mais de 7 mil sanções disciplinares entre 2022 e 2025. Já a OAB de Rondônia informou que abriu uma investigação para apurar o caso. Segundo o presidente da seccional, Márcio Nogueira, a entidade acompanha o avanço das tecnologias e orienta advogados sobre o uso ético da inteligência artificial. Questionado sobre possíveis punições, o presidente da OAB/RO disse que ainda não há um caso semelhante no estado que permita prever qual sanção poderá ser aplicada. O g1 também entrou em contato com a OAB do Paraná, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. AGORA NO G1: Agora no g1

Os sinais de que você está com burnout de aplicativos de namoro — mas não consegue parar

Publicado em: 31/05/2026 08:43

Os sinais de que você está com burnout de aplicativos de namoro. Getty Images via BBC Dois anos atrás, Fernanda R. desinstalou seus aplicativos de namoro e jurou que não iria mais usá-los. Mas seus amigos começaram a encontrar parceiros online e todos contavam as mesmas histórias de esperança. Por isso, algumas semanas atrás, a jovem de 29 anos, que trabalha como consultora internacional, decidiu tentar novamente e reinstalou alguns dos aplicativos. Ela pediu para manter seu sobrenome em sigilo. "Achei que talvez as coisas fossem diferentes desta vez", diz Fernanda. Mas ela estava errada. Pouco tempo depois, a jovem estava gerenciando diversas conversas ao mesmo tempo, observando compulsivamente seu telefone celular e cedendo à pressão permanente de ser uma pessoa espirituosa e interessante. "Parece simplesmente esmagador", ela conta. "Existe uma pressão invisível. Ela começa a afastar você das suas amizades reais, do seu trabalho." Agora no g1 O algoritmo inundou sua vida de pessoas, mas nada se encaixava. Fernanda não conseguia parar de imaginar o que isso dizia sobre ela. Ela se sentia mais solitária do que nos dois anos que passou solteira. Sua história é apenas uma dentre as centenas que já ouvi. Há um nome para isso: burnout dos aplicativos de namoro. Pesquisas indicam que os aplicativos podem produzir um padrão reconhecível nos usuários, que se parece menos com namoro e mais como os efeitos de um trabalho estressante que não conseguimos administrar: exaustão, cinismo e uma sensação cada vez maior de que nada do que você faz está funcionando e talvez o problema seja você. Se não for tratado, o problema só piora. Estudos relacionam os aplicativos de namoro a maiores índices de depressão, ansiedade e solidão, com maiores consequências para as pessoas que já enfrentavam dificuldades. "Parece que os objetivos dos aplicativos são fundamentalmente incongruentes com os dos usuários", afirma Liesel Sharabi, diretora do Laboratório de Tecnologia e Relacionamentos da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos. Se as pessoas recebessem ótimas recomendações e saíssem em encontros incríveis, sairiam dos aplicativos para sempre. "Mas não é o que acontece", explica ela. "As pessoas estão constantemente entrando e saindo, em ciclos." Se você voltar à internet em busca do amor no próximo verão, talvez esteja neste ciclo. A boa notícia é que, quando se reconhece o problema, há medidas concretas para se proteger. Você está preso no ciclo do burnout? Um estudo de 2024 acompanhou centenas de usuários de aplicativos de namoro ao longo de três meses. "Concluímos que, ao longo do tempo, o burnout atinge as pessoas que usam aplicativos de namoro de forma generalizada", diz Sharabi. Isso faz sentido. Se você estiver preso no aplicativo, é porque ainda não encontrou o que está procurando, a menos que queira apenas encontros casuais. Mas a experiência é muito mais grave do que a simples frustração. A palavra "burnout" se tornou tão onipresente que começou a perder o significado, embora ela tenha uma definição psicológica mais formal. A avaliação clássica qualifica o burnout em três categorias: exaustão emocional, cinismo (ou despersonalização) e ineficiência. Os acadêmicos descreveram pela primeira vez este fenômeno em ambientes profissionais sujeitos à pressão. Mas as pesquisas se estenderam para outros setores da vida, e Sharabi considera que ele pode ser encontrado entre as pessoas que procuram encontros na internet. A exaustão emocional é simples. Se deslizar a tela deixa você sem motivação, cansado e rejeitado, este pode ser um sinal de burnout. Você sofre de cinismo e despersonalização quando os perfis se misturam, segundo Sharabi, e as interações deixam de parecer humanas. Já a ineficiência, neste contexto, é uma convicção cada vez maior de que nada que você faça no aplicativo irá funcionar, seja porque você é ruim naquilo, seja porque há algo de errado com você. O burnout pode levar as pessoas a acreditarem que não encontram um parceiro na internet porque há algo de errado com elas. Getty Images via BBC "Comecei no aplicativo querendo ser respeitosa porque, afinal, todos somos apenas seres humanos", conta Madeleine D. Ela trabalha em marketing para uma empresa de tecnologia e também pediu para manter seu sobrenome em sigilo. "Mas, quanto mais tempo eu passava no aplicativo, mais cega eu ficava a seu respeito, como se eu realmente não ligasse para aquelas pessoas", prossegue ela. "Eu me odiava por aquilo, pois a única coisa que prometi a mim mesma era que eu ao menos mostraria decência e respeito." É fácil menosprezar esta situação como sendo uma lamúria previsível dos solteiros que se aproximam dos 30 anos de idade. Namorar é difícil, e as exigências não são tão grandes assim. Mas as pesquisas sugerem algo mais profundo. Sharabi realizou recentemente uma meta-análise que reuniu o equivalente a 17 anos de estudos, com cerca de 26 mil pessoas. Seu trabalho concluiu que os usuários de aplicativos de namoros relataram saúde mental significativamente inferior à dos não usuários, incluindo depressão, ansiedade, desregulação emocional, solidão e estresse psicológico. Esses problemas atingiram mais profundamente as pessoas que entraram nos aplicativos de namoro em pior forma. Teoricamente, Sharabi afirma que os aplicativos são uma tábua de salvação para pessoas que têm mais dificuldade para namorar, ou seja, as pessoas com problemas de saúde mental que fazem com que seja mais difícil encontrar parceiros pessoalmente. Mas ela concluiu que esses usuários eram os mais propensos a sofrer burnout e com mais rapidez. "Essas pessoas tendem a ser especialmente susceptíveis", explica ela. "O aplicativo basicamente exacerbou algumas das suas dificuldades pré-existentes." O jogo da culpa O setor de aplicativos de namoros não quer que seus usuários sofram burnout. "Conforme evoluem as necessidades da sociedade e dos usuários, permanecemos comprometidos a ajudar as pessoas a formar conexões significativas e transformar essas conexões em grandes encontros", declarou à BBC um porta-voz do aplicativo Hinge. Segundo ele, o aplicativo foi concebido para funcionar de forma discreta no dia a dia dos usuários, e a empresa utiliza constantemente o feedback recebido para aprimorar a experiência. "Sair em encontros sempre foi horrível e acho que é muito fácil culpar a tecnologia", explica Sharabi. Paralelamente, ela acredita que os aplicativos amplificam esse infortúnio de formas específicas. Uma delas é a gamificação. Os aplicativos de namoros são construídos em torno de gestos rápidos e sem atritos e recompensas inconsistentes. Muitos se queixam de que a estrutura se parece mais com um caça-níqueis do que com o cortejo e que os usuários podem ficar presos naquela máquina, puxando a alavanca por muito tempo depois que a diversão acabou. "Deslizar a tela traz satisfação", explica Karen Cornejo, administradora de escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos. "E tudo o mais simplesmente não funciona." Quando alguém realmente quer se encontrar, a correria já passou. "Nesse momento, nem estou mais interessada", diz Cornejo, acrescentando que o processo é desanimador. A escritora e humorista Dallas Koelling, do Brooklyn, em Nova York, passou anos entrando e saindo de dois aplicativos. Ela define a questão sem rodeios. "Receber uma notificação de que recebi uma curtida no Hinge dá a sensação de que estou sendo ameaçada com uma arma." A escritora e humorista americana Dallas Koelling conta que, quando recebe uma curtida nos aplicativos de namoro, tem a sensação de que está sendo 'ameaçada com uma arma'. Getty Images via BBC E existe todo o trabalho envolvido. "Se você vivesse, digamos, na Inglaterra de Shakespeare, talvez nunca chegasse a conhecer a quantidade de pessoas que você vê em um dia, navegando no Hinge", diz Koelling. Os aplicativos ampliam dramaticamente o conjunto de potenciais parceiros. Isso é o que faz com que eles sejam ótimos, mas a grande quantidade pode transformar a busca de um encontro em trabalho. "Parece um segundo emprego em tempo integral que preciso fazer no meu intervalo de almoço ou após o trabalho", conta Madeleine. "Não quero ficar grudada no meu celular. Em relação às redes sociais, melhorei muito para colocá-lo de lado. Mas, com os aplicativos de namoro, fica essa sensação de que a próxima pessoa a surgir na tela pode ser aquela com quem você irá se casar." "Existe essa esperança infinita que parece que os aplicativos de namoro usam para nos fisgar", explica ela. O fluxo de rostos sem fim também contribui para a sensação de burnout, segundo Sharabi, especialmente porque os perfis só fornecem informações até certo ponto. "Você fica preso em um ciclo sem fim de perfis, conversas sem sentido e encontros inconsequentes, até que você retorna ao ponto inicial", analisa a pesquisadora. Além de tudo isso, é difícil ignorar a tensão estrutural. Os aplicativos de namoro realmente querem que seus usuários encontrem parceiros. Todos nós deixaríamos de utilizá-los se isso nunca acontecesse. Mas também existe um negócio, que obtém quase toda a sua receita com assinaturas e funções pagas. Isso faz com que as empresas percam dinheiro se as pessoas saírem. Os usuários vêm dizendo há anos que se sentem manipulados e que os aplicativos estariam retendo os melhores matches, explorando suas emoções para que eles continuem clicando e navegando. As empresas responsáveis pelos aplicativos negam categoricamente esta possibilidade. Mas os algoritmos que os mantêm são um mistério. Em 2024, uma ação coletiva acusou o grupo Match (o conglomerado dono do Tinder, Hinge e de muitos outros aplicativos de namoro populares) de projetar seus aplicativos para que sejam viciantes e lucrar com seu uso compulsivo, em vez de ajudar as pessoas a encontrar parceiros. O grupo Match considerou as acusações "ridículas" e o caso foi enviado para arbitragem. A empresa não respondeu ao pedido de comentários enviado pela BBC. Um porta-voz do Hinge declarou que "a grande maioria do trabalho se concentra em aprimorar a experiência gratuita do Hinge e menos de 15% da comunidade utilizam funções pagas". "Em última análise, o nosso sucesso depende das experiências positivas das pessoas no aplicativo, conhecendo alguém relevante e, por fim, recomendando o Hinge para outras pessoas", acrescentou o porta-voz. Formas de romper o ciclo do burnout Os aplicativos são projetados para manter os usuários rolando as telas e, quando isso foge do controle, acaba desgastando as pessoas. Mas Sharabi afirma que existem algumas medidas simples que você pode tomar para evitar os sintomas do burnout e manter sua saúde mental em dia. 1. Não faça dos aplicativos sua última saída "Nunca desencorajo as pessoas de usar os aplicativos", afirma Sharabi. "Mas eles não devem ser sua única forma de tentar conhecer pessoas. Isso reduz um pouco da pressão." Faça parte de um grupo de corridas, peça a um amigo para incluir você em salas onde você possa conhecer alguém como se fazia antigamente. Com isso, aquela conversa desanimadora no aplicativo não será o único evento que irá marcar sua semana. 2. Navegue com propósito Fazer swipes (deslizar a foto de um pretendente para curti-lo ou não) cegamente pode consumir horas sem trazer resultados. Sharabi recomenda tratar os aplicativos da mesma forma que algumas pessoas tratam, agora, as redes sociais. "Digamos que eu vá olhar o aplicativo por este período de tempo, tantas vezes por semana, e chega", ensina ela. Observe seu humor e pare antes que a exaustão se instale. Com isso, você irá terminar cada sessão com energia, sem esgotamento. 3. Conte com o apoio de amigos O burnout cresce no isolamento, e grande parte do rolar de telas que ele causa acontece quando estamos sozinhos. Os pesquisadores que estudam o burnout descobriram há muito tempo que o apoio social amortece o impacto. Falar sobre seus altos e baixos com pessoas conhecidas pode evitar que uma semana ruim se transforme em uma espiral descendente. 4. Saiba quando sair Sair em encontros pode ser desanimador. Mas, se os aplicativos estão prejudicando seu otimismo e você larga o celular sentindo que nunca irá encontrar alguém, este é o sinal para se afastar totalmente. "Tudo isso pode ser um sinal de que, talvez, você deva simplesmente fazer uma pausa total", segundo Sharabi. Há indicações de que as empresas de aplicativos conhecem esses receios. O setor pode estar enfrentando problemas. A quantidade de assinantes pagos está despencando e existem sinais de que os mais jovens desejam encontrar o amor fora da internet. O desgaste do público está fazendo com que os aplicativos de namoro tentem se reinventar. Getty Images via BBC Desgastado pelo que os executivos chamam de "fadiga do swipe", os aplicativos de namoro estão trabalhando para se reinventar. O Bumble está abandonando o swipe e vem se unindo ao Hinge e ao Tinder na adoção da busca de pares orientada por IA. O CEO do Tinder anunciou recentemente planos de promover eventos presenciais, em uma tentativa de remodelar o aplicativo. Um porta-voz do Hinge afirma que a missão central da empresa é a criação de um "mundo menos solitário" e ela está trabalhando para criar espaços comuns de apoio na internet e fora dela. Resta saber se algum destes projetos irá funcionar ou se esta é apenas uma nova forma de manter a participação das pessoas. No momento, os usuários que ficaram presos no ciclo precisam resolver seu problema sozinhos. Madeleine está fora dos aplicativos, mas não espera que isso dure muito tempo. Em um mundo em que tantos relacionamentos começam online, sair desse mundo pode soar como um total abandono da possibilidade de um romance. "Duvido que este seja mais do que um intervalo. Mas namorar pode ser divertido, se você retirar a seriedade que algumas pessoas depositam", ela diz. "Eu só gostaria de ter uma forma melhor de fazer isso."

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Produtor brasileiro é finalista na categoria de efeitos visuais em festival de cinema na França: 'Orgulho enorme'

Publicado em: 31/05/2026 08:00

Produtor de Bauru é finalista em categoria de efeitos visuais em festival de cinema Os efeitos visuais atuam na parte técnica de uma produção cultural e se popularizaram durante os anos 70 e 80, a exemplo da estreia de "Star Wars: Uma Nova Esperança", de 1977, ou dos avanços dos trabalhos de CGI (Imagens Geradas por Computador) com "Avatar" (2009), de James Cameron. Atuando nessa área, o produtor audiovisual Alex Viegas, de Bauru (SP), foi um dos oito finalistas da categoria de Melhores Efeitos Visuais da premiação francesa RED Movie Awards com o videoclipe de ficção científica "Lunther – Stone by Stone". 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Em entrevista ao g1, o profissional, de 51 anos, revisita suas referências construídas na infância e comemora o reconhecimento internacional de seu trabalho. LEIA TAMBÉM: Com estética de quadrinhos à mão e inspirada em clipe da banda A-ha, hamburgueria 2D do interior de SP é destaque em prêmios nacionais De verde e amarelo: voluntários decoram Parque Vitória Régia em Bauru para a Copa do Mundo Noiva aprende bateria em segredo por três meses e surpreende marido músico durante casamento "Foi um orgulho enorme levar o nome do Brasil entre os oito melhores do mundo. A maior parte das obras que concorrem em grandes festivais desse porte é produzida com orçamentos milionários, suporte de grandes estúdios, editais públicos e equipes gigantescas", afirma ele. Alex Viegas foi um dos oito finalistas da categoria Melhores Efeitos Visuais, do RED Movie Awards, premiação francesa de cinema Arquivo pessoal Apesar de ser uma premiação historicamente independente, o júri que consagrou o brasileiro na categoria contou com dois atores da franquia "Piratas do Caribe", que também utiliza o trabalho de efeitos visuais em suas produções. "Ser avaliado por um júri que inclui nomes como os atores Kevin McNally e Lee Arenberg nos coloca em viés de igualdade com grandes produções de Hollywood." Trabalho em solo internacional Alex Viegas e Kevin McNelly, ator de 'Piratas do Caribe' que avaliou o trabalho do produtor audiosvisual Arquivo pessoal Além do reconhecimento da premiação francesa, ele recebeu o prêmio do público em Londres, pelo Pinewood Studios (Lift-Off Network), com o videoclipe "In the Shadows", em 2025. No mesmo ano, Alex também venceu o prêmio de Melhor Videoclipe internacional na Índia pelo Chalachitra International Film Festival e conquistou a categoria de Melhores Efeitos Visuais no World Film Festival, em Cannes. No último, ele foi avaliado por nomes como Jim Rygiel, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Visuais por "O Senhor dos Anéis", e Stephen Castor, que integrou a equipe de efeitos visuais de "Homem-Aranha". "Essa trajetória valida cada noite em claro dedicada à nossa produção independente", exalta o produtor. Materialização do clipe que conquistou prêmios Baseado no vilão-título da saga de ficção científica "The Sower", Alex aborda a existência dos seres humanos e do universo por meio da obra "Lunther – Stone by Stone". "O processo criativo é rigoroso: eu desenho todas as principais cenas e personagens no papel, definindo exatamente a composição que quero. Só depois faço a transição do desenho analógico para as ferramentas de geração de imagem. É um trabalho exaustivo e longo, que envolve a criação de centenas de cenas — muitas delas descartadas — até chegar ao resultado final", detalha. Alex Viegas desenha as cenas e os personagens no papel para transformá-los nas ferramentas de geração de imagem Arquivo pessoal Além disso, a trilha sonora original "Stone by Stone" também foi composta pelo artista. "Foram mais de 260 versões musicais que ouvi repetidamente até chegar ao arranjo ideal", acrescenta ele. Outro personagem que ganha destaque nos trabalhos do brasileiro é Bryan Stenler, um avatar virtual idealizado pelo criador em seu estúdio de produção. Referências visuais Alex Viegas e outros sete competidores da categoria Melhores Efeitos Visuais em competição francesa de cinema Reprodução/@alexviegas.oficial/Instagram Para relembrar as produções que o fizeram seguir na carreira, o profissional voltou aos anos 1980 e 1990. "Eu era fascinado pelos filmes de Steven Spielberg e George Lucas, como 'Star Wars', 'Poltergeist - O Fenômeno' e 'E.T. - O Extraterrestre'. Ficava extremamente atento a como eles conseguiam produzir aqueles efeitos especiais na época e assistia às cenas milhares de vezes. Sempre fui fã de suspense e ficção científica", conta. Filmes como 'Star Wars - Uma Nova Esperança' (1977) são algumas das referências de Alex Viegas Lucas Film/Divulgação Na pandemia, ele se especializou em tecnologia e passou a dominar ferramentas de Inteligência Artificial. "Foi essa tecnologia que me permitiu tirar do papel projetos pessoais que estavam guardados há mais de 30 anos. De outra forma, eu só alcançaria esses mesmos resultados se tivesse a estrutura de um grande estúdio de Hollywood por trás", ressalta. De Bauru para o mundo Alex Viegas ressalta a importância de levar o Brasil para competições internacionais Reprodução/@alexviegas.oficial/Instagram Residente de Bauru, o produtor de 51 anos destaca a importância de viajar o mundo com o seu trabalho. "Me orgulho muito de levar o nome de Bauru para palcos internacionais, onde, predominantemente, figuram membros da elite criativa mundial. Essas conquistas representam uma quebra de paradigma enorme, pois a tecnologia está democratizando o acesso e dando voz a realizadores independentes, que, antes, só conseguiriam esse alcance com investimentos massivos", celebra. "Que isso sirva de inspiração para outros talentos mostrarem seus trabalhos. A tendência é que, com o uso responsável da tecnologia, novos grandes nomes surjam no mercado criativo", completa o artista. Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Mariana Bonora Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Após rodar 17 mil km pelo Brasil, casal da Serra planeja expedição de motorhome até o Alasca com gatinha de estimação

Publicado em: 31/05/2026 05:00

Casal da Serra planeja expedição de motorhome até o Alasca Um casal de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, se prepara para a maior aventura de suas vidas: uma viagem de motorhome que pretende ir de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, até o Alasca, nos Estados Unidos. A jornada é o próximo capítulo na história de Rafael Busatto e Sana Vargas, que há quase três anos trocaram a vida convencional pela estrada. A decisão de mudar de vida foi tomada entre 2020 e 2021. Rafael tinha uma empresa de Tecnologia da Informação (TI) e Sana era protética. O casal vendeu o apartamento, comprou uma van furgão e a transformou na "Belezinha" — casa sobre rodas que construíram. "Hoje a gente não se vê vivendo uma vida normal", afirma Rafael. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Antes de mirar o exterior, eles decidiram ganhar experiência e conhecer o próprio país. Por um ano e nove meses, Rafael e Sana rodaram mais de 17 mil quilômetros e passaram por 19 estados brasileiros. "Deu certo o Brasil, conseguimos nos manter na estrada, foi um sucesso. Agora vamos nos preparar e ir sentido ao Ushuaia, e do Ushuaia nós vamos ao Alasca", planeja. O roteiro, no entanto, precisou de um ajuste. Devido ao frio extremo no sul do continente, o plano agora é seguir primeiro para o Paraguai e descer pela lateral do continente. O destino da primeira etapa continua sendo Ushuaia, para então subir em direção ao Canal do Panamá, onde a van será enviada de navio para o México, para então seguir viagem por terra até o Alasca. Gata Pantufa se aventura pela estrada com os tutores Rafael Busatto/Arquivo Pessoal Gatinha aventureira A rotina na estrada é compartilhada com a gata Pantufa, que se adaptou bem à vida nômade. "A gente preparou o carro para ela, tem o cantinho dela. No momento em que a gente desliga o carro e passa para dentro, a gente se sente em casa", conta Rafael. Para viabilizar o sonho, o casal fez uma transição de carreira e hoje trabalha com marketing digital, gestão de anúncios e parcerias com marcas. A criação de conteúdo no perfil "Saí Viajando" surgiu para documentar a jornada e inspirar outras pessoas. "A gente leva muito a frase: sonhe, acredite e realize. A gente quis mostrar que, batalhando muito, correndo atrás e se planejando, é possível fazer isso", finaliza. Casal de Caxias do Sul já percorreu mais de 17 mil km pelo Brasil Casal de Caxias do Sul planeja expedição de motorhome até o Alasca Rafael Busatto/Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas

Publicado em: 31/05/2026 05:00

O cheiro do polvilho espalhado pela casa, os fornos acesos desde cedo e as quitandas feitas à mão fazem parte da rotina de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas Gerais. Conhecida como a “Capital Nacional do Polvilho”, a cidade de cerca de 12 mil habitantes construiu a própria identidade em torno da produção artesanal, tradição que atravessa gerações, sustenta famílias e hoje também impulsiona o turismo e pequenos negócios. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo dados do IBGE, o município produz cerca de 15 mil toneladas de mandioca por ano, em uma área plantada superior a 405 hectares. Já o Sebrae Minas aponta que mais de 30 fábricas artesanais de polvilho funcionam na cidade, mantendo viva uma cadeia produtiva que vai do campo às quitandas e aos pratos criativos servidos a turistas. Essa história começa dentro das casas. Em muitas delas, o polvilho sempre esteve presente nas mesas e nas memórias familiares, como na vida de Maria Rita Ribeiro de Souza, a Tia Rita, referência local na produção de sequilhos feitos com fécula, ovos caipiras, manteiga e leite gordo. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal “Lembro da minha mãe fazendo biscoito assado, biscoito frito, pastel e pão de queijo. Éramos 17 irmãos e todos gostávamos de nos reunir no café da manhã e da tarde para comer e ajudar minha mãe a fazer as quitandas”, contou. A produção começou como complemento de renda, mas ganhou reconhecimento pelo sabor e pela fidelidade às receitas tradicionais. Para Tia Rita, ver o interesse de visitantes e das novas gerações representa continuidade. “Me sinto realizada. É como se estivéssemos resgatando o tempo que passou. Representa tudo para mim, desde que me conheço por gente só víamos polvilho nas redondezas. Me sinto próxima da minha mãe, dos meus irmãos e emocionada em poder passar adiante os sabores e receitas da minha infância”, afirmou. Tradição que também nasce no campo Na zona rural, a produção artesanal é, além de herança cultural, fonte de autonomia e renda. Na comunidade da Cachoeira, a Associação das Biscoiteiras de Ouros reúne mulheres que transformam receitas à base de polvilho em biscoitos, quitandas e outras iguarias típicas mineiras. Integradas à Rota do Polvilho, elas recebem visitantes, apresentam o processo artesanal e promovem degustações. Entre elas está Angélica Maria de Carvalho Prado. “Participar do turismo abriu portas. Hoje, além de mostrar nossa cultura, isso também se tornou uma fonte de renda e trouxe mais autonomia para a gente”, relatou. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal Segundo Angélica, o trabalho coletivo foi essencial para consolidar a atividade. “A gente está junto há 10 anos. No começo, trabalhava fora e vinha para a roça, mas depois conseguimos montar nossa própria cozinha com apoio da prefeitura. Hoje temos uma agroindústria e seguimos trabalhando juntas”, afirmou. “É uma forma de preservar o que aprendemos com nossos pais e avós”, completou. Produção artesanal resiste à modernização Mesmo com a modernização da indústria, Conceição dos Ouros segue como referência nacional na produção de polvilho azedo. O processo mantém etapas tradicionais, como a fermentação natural e a secagem ao sol, responsáveis pelas características do produto. É o caso da empresa Maxmil, que atua há mais de 30 anos no setor e nasceu da tradição familiar ligada à mandioca. Ao longo do tempo, a empresa investiu em tecnologia e controle de qualidade, mas preservou práticas artesanais. “O polvilho azedo é um produto muito característico da nossa região e possui um processo natural e artesanal”, explicou Matheus Freitas, engenheiro químico e integrante da gestão da empresa. “Mesmo com a modernização da indústria, fazemos questão de manter etapas fundamentais dessa tradição.” Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal No meio desse movimento de valorização cultural, a tradição passou também a ser vista como estratégia de desenvolvimento. Segundo o prefeito Luís Fernando Rosa de Castro, a cidade aposta na inovação gastronómica e no turismo para ampliar oportunidades económicas. “O polvilho já fazia parte da nossa história. O que fizemos foi transformar essa tradição em uma experiência capaz de gerar renda e turismo”, afirmou. Polvilho além da quitanda Com apoio do Sebrae Minas, desde 2021 empreendedores locais passaram a receber capacitações voltadas ao turismo e à gastronomia. A ideia era mostrar que o polvilho poderia ir além do produto tradicional e se tornar um diferencial para pequenos negócios. “Percebemos que o polvilho já fazia parte da cultura e da economia local, mas também tinha potencial para gerar novas oportunidades de renda e fortalecer pequenos negócios ligados ao turismo”, explicou a analista do Sebrae Minas, Myrian Sousa. Entre os exemplos está o taco de polvilho criado por Sandro Maciel Mendes. A receita surgiu após a participação dele em um dos cursos oferecidos pelo Sebrae. “O taco de polvilho surgiu depois do curso. A partir dele comecei a criar receitas para os recheios”, contou. Segundo ele, a procura por experiências gastronómicas aumentou e se tornou uma importante fonte de renda. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal Outra receita que chamou a atenção foi o bolo de pão de queijo com linguiça, criado por Leila Cristina Barbosa Carvalho. “A ideia do bolo de pão de queijo veio justamente do desafio de ressignificar sabores e texturas que as pessoas já conheciam”, disse. A receita conquistou o segundo lugar no concurso gastronómico do festival. Rota do Polvilho e reconhecimento Criada há cerca de dois anos, a Rota do Polvilho atrai, em média, 280 turistas por ano e permite acompanhar todas as etapas da produção, do cultivo da mandioca às quitandas. Em 2025, essa herança ganhou reconhecimento institucional: um projeto de lei passou a tramitar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para transformar o modo artesanal de fazer polvilho em patrimônio cultural de relevante interesse do estado. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal A prefeitura também trabalha na criação do Memorial do Polvilho, voltado à preservação da história local. Mesmo com novas receitas, festivais e turistas, o polvilho segue com o mesmo significado para quem sempre conviveu com ele. “Quando uma tradição é passada de geração em geração, ela nunca deixa de existir”, resumiu Tia Rita. Top 3: veja as notícias mais lidas do g1 Sul de Minas durante a semana Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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O que é a 'pobreza de refrigeração', que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas

Publicado em: 31/05/2026 03:00

Favela da Rocinha Reprodução/TV Globo Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão. A areia é dourada, há uma brisa refrescante vinda do mar, a sombra de um guarda-sol e uma bebida gelada na mão. Agora olhe para cima. Agarrado à encosta a apenas algumas centenas de metros de distância está o Vidigal, uma das favelas do Rio de Janeiro. Aqui, milhares de pessoas vivem em uma ilha de calor, com telhados de metal, sem parques e sem redes formais de transporte público. Nos subúrbios que se estendem por toda parte em torno do Rio, famílias enfrentam as mesmas noites sufocantes, e as calçadas de concreto irradiam calor muito tempo depois do pôr do Sol. Se não há espaços públicos frescos para onde se refugiar, nem bebedouros ou fontes de água potável para garantir alívio, o calor extremo é inevitável. E a cidade do Rio de Janeiro está longe de ser a única a enfrentar este problema. No verão passado, a Europa sofreu com o calor. A Espanha registrou máximas de 46°C. Portugal chegou a 46,6°C. A França teve o segundo junho mais quente desde 1900. Nos EUA, mais de 150 milhões de pessoas enfrentaram alertas de calor extremo. No sul da Ásia, África Ocidental e no resto da América Latina, o calor extremo não é apenas sazonal. Quinze pessoas morrem na Europa por causas relacionadas à onda de calor Mas as consequências do calor extremo não são distribuídas uniformemente. Elas variam entre países, regiões e bairros. Diferenças demográficas, de infraestrutura e de capacidade de adaptação determinam o grau de impacto sobre as pessoas. Nosso novo estudo mostra que essa “pobreza sistêmica de refrigeração” é generalizada, mas desigual, em 28 países — predominantemente os em desenvolvimento. Entre as 3 bilhões de pessoas representadas pela nossa amostra, quase 600 milhões enfrentam níveis graves de pobreza sistêmica de refrigeração. Pessoas no sul da Ásia e na África Subsaariana suportam o fardo mais pesado. Ondas de calor atingem o centro de São Paulo, no Brasil Nelson Antoine/Shutterstock Mas países que enfrentam calor extremo semelhante podem apresentar resultados diferentes. A Indonésia e Bangladesh enfrentam a exposição a um calor úmido perigoso que afeta quase toda a sua população, mas a infraestrutura física e os serviços de saúde mais robustos da Indonésia se traduzem em níveis mais baixos de pobreza sistêmica de refrigeração. Nas cidades, a vulnerabilidade é moldada pela infraestrutura física (edifícios, ruas, tubulações e espaços verdes) e pela infraestrutura social (serviços, instituições e redes de apoio), ambas distribuídas de forma desigual. Moradores de áreas mais pobres geralmente têm menos acesso a ar-condicionado, ruas e parques com sombra de árvores e moradias com isolamento térmico. A capacidade de refrigeração não é apenas uma questão de tecnologia. Enquadrar o ar-condicionado como a resposta ao calor extremo é problemático. O acesso ao ar-condicionado é extremamente desigual entre os países e dentro deles – a maior parte da população mundial simplesmente não tem acesso a ele. O ar-condicionado também consome muita energia. Ele aumenta as contas anuais de eletricidade das famílias em mais de um terço, em média. Isso sobrecarrega as redes elétricas quando a demanda por energia atinge picos. O aumento da demanda por eletricidade acelera as mudanças climáticas, retroalimentando a crise do calor e elevando ainda mais as temperaturas externas. A produção e o descarte de aparelhos acarretam um custo ambiental próprio, com o risco de liberação de materiais perigosos no solo, na água e no ar. Os principais fatores que determinam se o calor se torna perigoso são as condições em que as pessoas nascem e vivem. Onde você mora, como seu bairro é construído, se há árvores ou água potável pública nas proximidades, quão bem ventilada é sua casa, se seu local de trabalho oferece proteção e se os serviços públicos respondem ao aumento das temperaturas — tudo isso influencia a sobrevivência. O mesmo vale para idade, saúde, renda, identidade e discriminação de gênero, que podem determinar quem tem o sofrimento reconhecido e quem ele permanece oculto. As respostas ao calor são moldadas pelos ambientes sociais e físicos em que as pessoas vivem. Em muitos lugares, o ar-condicionado substituiu o conhecimento ancestral e as práticas intergeracionais de convivência com o calor, incluindo formas de construir, se locomover, se alimentar e descansar desenvolvidas ao longo de séculos. A perda dessas práticas pode deixar as pessoas mais expostas e menos resilientes. Desde 2020, como parte do nosso projeto sobre a pobreza de refrigeração, entrevistamos 80 pessoas que vivem em subúrbios de baixa renda e favelas do Rio. Dezenove desses moradores mantiveram diários online sobre o calor: escrevendo registros, coletando fotos, desenhos, memes e notas de voz de seus encontros diários com o calor extremo. Cuidadores tiveram que mudar suas rotinas para que o trabalho doméstico pudesse ser realizado nas horas mais frescas do amanhecer e do entardecer. Vendedores ambulantes mudaram de local ou abandonaram certas rotas. Para um morador com deficiência motora, banhos frios, a estratégia de resfriamento mais imediata, não são possíveis: “Eu adoraria tomar quatro banhos frios por dia, mas tenho algumas dificuldades logísticas relacionadas à minha condição”. Como dependem do ar-condicionado, suas contas de luz triplicam no verão. Para outras pessoas, as praias e cachoeiras para onde algumas pessoas fogem ficam fora de alcance: “Eu adoraria ir, mas não posso por causa de problemas de acessibilidade”. Para as mulheres trans, a discriminação social fecha exatamente os espaços (parques, praças, lojas) onde outras pessoas encontram sombra ou um momento de frescor. E como os banheiros públicos significam correr o risco de sofrer assédio, muitas limitam o quanto bebem de água. O calor, para elas, torna-se um perigo físico sem saída segura. A pobreza sistêmica de refrigeração não se trata de se uma pessoa pode pagar por ar-condicionado, mas sim de como a infraestrutura, as instituições e o design do entorno expõem alguém ao calor prejudicial e, em seguida, falham em protegê-la do calor. Isso se estende além do lar, abrangendo locais de trabalho, escolas e sistemas de saúde, onde o calor pode ter sérias consequências para a saúde, a produtividade e o bem-estar. Alcança ainda mais as causas sistêmicas que determinam quem sofre mais: desigualdade, discriminação, patriarcado, capacitismo e racismo. A vulnerabilidade ao calor não é um resultado acidental. Decisões de planejamento urbano que eliminam áreas verdes, políticas habitacionais que permitem edifícios mal ventilados, leis trabalhistas que deixam trabalhadores ao ar livre desprotegidos e sistemas de saúde pública que falham com os mais expostos — tudo isso contribui para o problema. Justiça térmica Reformular a pobreza de refrigeração muda a forma como os pesquisadores pensam sobre soluções. Justiça térmica não significa apenas reduzir a exposição ao calor. Significa também fazê-lo de forma justa e responsabilizar as pessoas e instituições cujas políticas e decisões de planejamento tornaram alguns bairros mais quentes e algumas famílias menos capazes de se refrescar. Ao perguntar “quem projetou essas condições?”, podemos entender quem tem o poder de mudá-las. Respostas eficazes exigem ação coordenada entre planejamento urbano, saúde pública, habitação e regulamentação trabalhista: ampliar o acesso à água potável, reformar edifícios e plantar árvores, além de reduzir a discriminação. Mas as pessoas mais afetadas precisam ajudar a projetar as soluções. Suas experiências revelam como o calor realmente é sentido, dia após dia. Ao compreender e avaliar a pobreza térmica sistêmica, podemos identificar a melhor forma de alcançar a justiça térmica para aqueles que correm maior risco com o calor extremo.

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Umidade nas paredes exige soluções técnicas no outono

Publicado em: 31/05/2026 00:04

Com a chegada do outono, o aumento da umidade no ar e as variações de temperatura criam um cenário propício ao surgimento de infiltrações, manchas e bolhas nas paredes. Ambientes internos, sobretudo os com pouca ventilação, tendem a concentrar esses efeitos, tornando essencial a adoção de soluções técnicas adequadas para preservar o imóvel. Quando não é tratada corretamente, a umidade deixa de ser apenas uma questão estética. Ela pode comprometer as superfícies, provocar descascamento da pintura e exigir intervenções mais complexas no futuro. Por isso, a prevenção continua sendo o caminho mais seguro para evitar prejuízos e manter a casa bem conservada ao longo do tempo. O impermeabilidade, evitar infiltrações e manter sua obra segura por muito mais tempo Acervo Internet Impermeabilização é o primeiro passo Antes de pensar na pintura, é fundamental garantir que a superfície esteja protegida contra a umidade. A impermeabilização funciona como uma barreira, impedindo a penetração da água e reduzindo o risco de infiltrações. Esse processo é indicado tanto para áreas externas quanto para ambientes internos mais suscetíveis, como banheiros, cozinhas e paredes expostas à chuva. Quando aplicada corretamente, a impermeabilização aumenta a durabilidade da estrutura e reduz de forma significativa a necessidade de manutenção. A escolha da tinta também faz diferença Depois da preparação adequada da superfície, a definição da tinta se torna decisiva para garantir um bom resultado. No outono, o ideal é optar por produtos com maior resistência à umidade e melhor desempenho ao longo do tempo. Tintas com tecnologia antimofo e alta cobertura ajudam a proteger a parede e a preservar o acabamento por mais tempo. Nesse contexto, marcas reconhecidas como a Coral oferecem soluções desenvolvidas para enfrentar essas condições, com linhas que combinam desempenho técnico e qualidade estética. Prevenir custa menos do que corrigir A combinação entre impermeabilização e escolha adequada da tinta cria uma proteção mais completa para as paredes. Esse cuidado evita problemas recorrentes, reduz gastos com reparos e contribui para que os ambientes permaneçam bem conservados ao longo das estações. Na Vilarejo, o cliente encontra um mix completo de soluções para esse tipo de necessidade, desde produtos de impermeabilização até tintas de alto desempenho. Com atendimento técnico especializado, é possível identificar a melhor solução para cada ambiente e garantir um resultado mais seguro. Para proteger a casa e evitar problemas com umidade neste outono, vale contar com orientação especializada e escolher os produtos adequados desde o início. Uma decisão bem feita hoje representa mais durabilidade, conforto e tranquilidade no futuro. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

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