Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

Samsung Ballie desaparece da CES 2026 e pode ter sido cancelado

Publicado em: 07/01/2026 11:14 Fonte: Tudocelular

E parece que o Samsung Ballie, o tão esperado doméstico fofinho que parecia saído de Star Wars, pode estar oficialmente fora de jogo. Depois de anos marcando presença nas principais feiras de tecnologia desde sua estreia em 2020, o assistente inteligente sumiu da CES 2026. Apesar de a empresa não ter confirmado, tudo indica que o projeto pode ter sido engavetado, mesmo antes de chegar às lojas. Ao invés de confirmar logo, a Samsung ainda tenta manter viva a narrativa de que Ballie não morreu de vez. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

TCL anuncia nova TV SQD-Mini LED com 10.000 nits, imagem de alta fidelidade e 144hz

Publicado em: 07/01/2026 10:59 Fonte: Tudocelular

Além de confirmar a chegada do aplicativo de Xbox as suas TVs, a TCL também revelou a reinvenção dos Quantum Dots na CES 2026 com a tecnologia SQD-Mini LED, criando cores mais vivas, semelhantes às produzidas por painéis OLED enquanto mantém o alto brilho e contraste elevado.Como o próprio nome diz, o Super Quantum Dot (SQD)-Mini LED se concentra no filtro de pontos quânticos pelo qual a luz branca ou azul emitida pelos MiniLEDs passa para elevar a qualidade da imagem. Graças a esta mudança, a nova smart TV TCL X11L SQD é capaz de cobrir 100% da gama BT.2020, enquanto televisores Mini LED convencionais somente alcançam 83% dela. Isto significa que a TV é capaz de reproduzir imagens com mais cores e precisão.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Eita, Samsung! Empresa é acusada de "espionar" usuários para vender anúncios

Publicado em: 07/01/2026 10:57 Fonte: Tudocelular

A Samsung enfrenta uma nova polêmica nos EUA. A Justiça do Texas emitiu uma ordem restritiva temporária que proíbe a empresa de coletar e compartilhar dados por meio da tecnologia ACR (Automated Content Recognition) em suas smart TVs. A medida faz parte de um processo movido pelo procurador-geral Ken Paxton, que acusa a fabricante de “espionar” usuários texanos por meio de capturas automáticas de tela. Essa decisão foi assinada pelo juiz Benjamin Smith, que determinou a suspensão imediata da coleta e uso dessas informações dentro do estado. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Novo Centro de Operações da Unimed Teresina traz mais agilidade no atendimento aos pacientes

Publicado em: 07/01/2026 10:31

O COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera. Unimed Teresina A rotina de um hospital é feita de decisões que acontecem minuto a minuto. Cada passo dado por um paciente, da recepção à alta, carrega impacto direto sobre seu bem-estar e sobre a capacidade de resposta da instituição. Foi desse entendimento que nasceu, na Unimed Teresina, o COLA (Centro de Operações Logísticas Assistenciais) um sistema criado para acompanhar em tempo real toda a jornada do beneficiário e transformar dados em ações imediatas. A iniciativa, implementada no Hospital de Alta Complexidade Unimed - Unidade Primavera (HUP), reúne tecnologia, integração de equipes e uma mudança profunda de cultura organizacional para colocar a experiência do paciente no centro da operação. A ideia partiu do desejo da Diretoria da Unimed Teresina de implantar um centro de comando para tornar o atendimento mais ágil, seguro e centrado no paciente. Ao receber o projeto, o gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, identificou a oportunidade de ir além do modelo convencional: reunir, no mesmo ambiente, monitoramento assistencial, controle de custos por setor, acompanhamento de orçamento e comparação com a rede. “O sonho inicial era um centro de comando assistencial, mas vimos a oportunidade de desenvolver uma solução que também integrasse custos por setor, faturamento, orçamento e indicadores. Assim, poderíamos acompanhar de perto a sustentabilidade do negócio e a eficiência operacional”, afirma Hugo. Embora o conceito do COLA se inspire em centros de comando utilizados em outras instituições, como as Unimeds de Sorocaba e Caruaru e o Hospital Israelita Albert Einstein, a versão implantada em Teresina foi desenvolvida internamente. As equipes de TI e Inteligência da cooperativa criaram painéis, indicadores e dashboards próprios, adaptados às necessidades locais e à realidade operacional do hospital. O objetivo central era resolver desafios antigos, como a falta de previsibilidade de resultados, o risco de aumento de custos e a necessidade de garantir eficiência sem comprometer a qualidade do cuidado oferecido aos beneficiários. O gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, destaca a importância do COLA para melhorar o atendimento aos pacientes. Unimed Teresina Monitoramento em tempo real melhora experiência dos pacientes Na prática, o COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera, desde o momento em que ele solicita a senha de atendimento, seja na urgência, seja na internação. A partir dali, cada etapa é acompanhada por analistas treinados. No Pronto Atendimento, por exemplo, são observados o tempo até a triagem, a espera pela consulta, a realização de exames laboratoriais e de imagem e o caminho até a alta. Na internação cirúrgica, o monitoramento inclui o trajeto do cadastro ao quarto, o encaminhamento ao centro cirúrgico, o tempo de procedimento, a recuperação e o retorno ao leito. Todos esses fluxos seguem tempos definidos com base em normas de segurança, qualidade e regulamentações como LGPD, Anvisa e Vigilância Sanitária. Se algum desses prazos é ultrapassado, o COLA aciona imediatamente o setor responsável para que a situação seja resolvida. Esse acompanhamento permite que a equipe aja antes que o atraso se transforme em problema, reduzindo esperas desnecessárias e melhorando a experiência do beneficiário. “Se percebemos que um paciente pode exceder o tempo previsto em qualquer etapa, notificamos a equipe assistencial no mesmo instante”, afirma Hugo Neves. O objetivo é evitar gargalos, redistribuir equipes, reorganizar fluxos e garantir que o beneficiário não permaneça em espera desnecessária. Segundo Hugo, essa vigilância contínua melhora não apenas a fluidez da operação, mas também a evolução clínica. “Quanto menos tempo o paciente espera, menor a chance de agravamento dos sintomas. Agilidade também é cuidado”, reforça. Além do trajeto do paciente, o COLA monitora dados assistenciais e operacionais fundamentais: tempo de espera na recepção e na triagem, tempo de atendimento médico, andamento de cirurgias, disponibilidade de quartos, deslocamento de maqueiros, prescrição e administração de medicamentos, realização de exames e altas. Também acompanha custos por setor, evolução do orçamento, temperatura de medicamentos e ambientes, além de indicadores estratégicos como tempo de permanência, taxa de ocupação e volume de altas diárias. Importante salientar que toda movimentação é compartilhada diretamente com as equipes assistenciais e de suporte, por meio de ramais, e-mails e canais de mensagens. Assim, qualquer desvio é tratado no ato, permitindo intervenções como remanejamento de equipes, abertura de consultórios e salas cirúrgicas ou aceleração de processos administrativos. Para Hugo, a integração é um dos pilares do projeto: “Todos os setores fazem parte do COLA. Da portaria ao faturamento, ninguém fica de fora. É essa união que permite que os resultados apareçam.” O monitoramento On Time, aliado a dados de ocupação, prescrição, medicação, exames e deslocamentos, cria uma imagem completa do hospital em funcionamento, permitindo decisões assertivas minuto a minuto. Resultados, mudança de cultura e impacto no atendimento Desde sua implantação no Hospital Unimed Primavera, o COLA já promoveu mudanças significativas. O tempo médio de atendimento no Pronto Atendimento Adulto caiu de 69 para 39 minutos. No infantil, reduziu de 89 para 51 minutos. O índice de altas antes do meio-dia passou de 51% para 89%, tornando o fluxo de internação mais eficiente para pacientes e equipes. O tempo médio de permanência hospitalar caiu de 5,2 dias para 3,12. E a satisfação dos beneficiários, medida pelo NPS, cresceu de 72 para 88 pontos. “Todos esses indicadores foram construídos em painéis que não permitem interferência humana. Eles mostram de forma transparente que a metodologia funciona”, destaca o gerente. Os indicadores também mostram mais do que ganhos de produtividade. Revelam o efeito de uma lógica integrada que favorece decisões ágeis, reduz desperdícios e libera as equipes para atuarem com foco maior no cuidado. Para Hugo Neves, o impacto direto na experiência do paciente é um dos pilares do sistema: quanto menos tempo de espera, menores os riscos e melhor a evolução clínica. Além disso, o monitoramento constante e o retorno dos beneficiários estimulam cada profissional a buscar sua melhoria contínua. O COLA também representa uma mudança de cultura dentro do hospital. Todos os setores, da portaria ao faturamento, foram envolvidos na construção do processo. A lógica passou a ser compartilhada: interpretar dados, intervir no momento certo, planejar estrategicamente e tratar cada etapa como parte essencial do cuidado integral ao paciente. “O resultado é uma rede mais alinhada, capaz de prever demandas, dimensionar equipes e responder com segurança às variações de fluxo típicas da rotina hospitalar. Estamos, cada vez mais, buscando soluções assertivas, de sustentabilidade, para oferecer o que tem de melhor para nosso beneficiário. Atender melhor, de forma rápida e segura com qualidade”, finaliza Hugo Neves.

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Novo monitor 6K 3D da Samsung oferece imersão total sem necessidade de acessórios extras

Publicado em: 07/01/2026 09:35 Fonte: Tudocelular

O monitor Odyssey 6K da Samsung também deu as caras na CES 2026 entre os produtos revelados. Para quem não sabe, esse dispositivo se destaca por ser o primeiro modelo do mundo com suporte a 3D sem necessidade de óculos de sua categoria. Os visitantes do evento tiveram a oportunidade e conferir melhor o aparelho. Especificações atraentes? De modo geral, esse monitor tem um painel de 32 polegadas com suporte a resolução 6K, além de taxa de atualização de 165 Hz. Além disso, ele possui um tempo de resposta de 1 ms (GtG). Para o efeito tridimensional, o equipamento usa rastreamento ocular em tempo real para ajustar a profundidade e perspectiva em relação à posição do usuário.Mais detalhes em mistério Apesar de interessantes, esses são os únicos detalhes revelados pela Samsung até o momento. Ou seja, ainda não está claro qual o tipo de tecnologia usada para a qualidade da tela, a disponibilidade de portas de conectividade para o produto. Preço e disponibilidade também seguem sem ser revelados pela companhia.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Mirage Circus retorna a Balneário Camboriú com temporada inédita em 2026

Publicado em: 07/01/2026 08:26

O Mirage Circus, considerado o maior circo itinerante da América Latina, retorna a Balneário Camboriú em 2026 com uma temporada inédita e um espetáculo completamente remodelado. A estreia oficial está marcada para o dia 2 de janeiro, com apresentações montadas ao lado do ExpoCentro BC, um dos principais centros de eventos da cidade. A venda antecipada de ingressos já está aberta no site oficial do circo. Durante a temporada, as sessões acontecem sempre de terça a domingo e integram a programação de verão do município, período em que Balneário Camboriú recebe milhares de turistas de diferentes regiões do país e do exterior. Após uma temporada de sucesso no Sul do Brasil, o Mirage chega ao litoral catarinense com novos números, artistas internacionais e uma estrutura de grande porte. A proposta é renovar a experiência do público, mas, manter os elementos que consagraram o espetáculo ao longo dos últimos anos. Segundo a organização, mais de 200 profissionais participam da operação, entre artistas, técnicos e equipe de apoio. A montagem envolve o transporte de mais de 1.200 toneladas de equipamentos, o que reforça a dimensão logística do projeto. Ainda, o espetáculo é apresentado pelo ator Marcos Frota, um dos principais nomes do circo brasileiro. Além das apresentações no picadeiro, o espaço do Mirage Circus conta com atrações externas que ampliam a experiência do público. Entre elas, estão uma roda-gigante de 35 metros de altura, brinquedos radicais, carrossel, telão de LED e praça de alimentação. A estrutura também inclui lona climatizada, cenografia imersiva e tecnologia de ponta, inspirada em grandes produções internacionais. O espetáculo conta com números de acrobacias, aéreos, dança, humor, música e efeitos especiais, em uma narrativa pensada para públicos de todas as idades. A produção aposta em combinar a tradição circense e recursos modernos, para criar uma experiência visual, sensorial e emocional. O elenco que estreia em Balneário Camboriú conta com artistas de diferentes nacionalidades e trajetórias Divulgação Elenco internacional e talentos brasileiros O elenco que estreia em Balneário Camboriú conta com artistas de diferentes nacionalidades e trajetórias, o que reforça o caráter multicultural do circo. Entre os principais nomes, está Tereza Haianne Araújo, ex-soberana do Carnaval do Pará e Miss Beleza Brasileira, que trocou a passarela pelo picadeiro após a passagem do circo por sua cidade natal. “Sou aquela que fugiu com o circo”, brinca. Sem origem circense, ela ingressou no Mirage como bailarina e, seis anos depois, assina um dos números mais aplaudidos do espetáculo, um duo acrobático apresentado ao lado do namorado. Outro nome do elenco é a argentina Quimey Freire, natural de Buenos Aires. Bailarina e acrobata, ela integra o Mirage desde 2024 e se destaca em um solo nas faixas aéreas. — Todas as apresentações exigem força, foco e emoção, cada número conta uma história, nosso papel é fazê-la ganhar vida — afirma, em português marcado pelo sotaque espanhol. História e reconhecimento Com 12 anos de história, o Mirage Circus já foi assistido por mais de 6 milhões de pessoas e passou por mais de 50 cidades brasileiras. Fundado pelo casal circense Jefferson Souza e Sabrina Robatini, o projeto se consolidou como uma das principais referências do circo contemporâneo no país. A proposta do Mirage é unir números clássicos, como trapezistas, malabaristas, palhaços, acrobatas e o “Globo da Morte”, a recursos modernos de produção, como iluminação digital, som de última geração, telão de LED e climatização. A inspiração estética remete a grandes espetáculos de Las Vegas, nos Estados Unidos. Saiba todas as informações: O quê: Mirage Circus Quando: a partir de 2 de janeiro de 2026 Onde: ao lado do ExpoCentro BC, em Balneário Camboriú Ingressos: vendas abertas em miragecircus.com.br Sessões: de terça a domingo

Palavras-chave: tecnologia

Bonde Urbano Digital inicia operação completa na Região Metropolitana de Curitiba; veja como funciona

Publicado em: 07/01/2026 07:49

Bonde urbano digital começa a funcionar com trajeto completo O Bonde Urbano Digital (BUD) entrou em operação oficial na manhã de terça-feira (6) e, pela primeira vez desde o início do funcionamento, percorreu todo o trajeto previsto no sistema. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre o transporte. O BUD liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O percurso, de cerca de dez quilômetros, foi concluído em aproximadamente 25 minutos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp O transporte já estava em funcionamento desde 9 de dezembro, porém em trajeto parcial. Com a mudança, passa a atender integralmente o percurso planejado. O sistema é guiado no asfalto por meio de indução magnética, o que dispensa a instalação de trilhos físicos. O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Perguntas e respostas sobre o Bonde Urbano Digital: Qual é a rota do bonde? Quantos passageiros cada bonde transporta? Qual é o valor da passagem? Muda algo no transporte tradicional? O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Qual velocidade o bonde consegue atingir? Como funciona a tecnologia que move o bonde? Qual tipo de combustível o bonde usa? A tecnologia é usada em outros locais? Qual será a rota do bonde? Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba Roberto Dziura Jr/AEN A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. Quantos passageiros cada bonde transporta? Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros. Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas. Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia. Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros Roberto Dziura Jr/AEN Qual é o valor da passagem? O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital é de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional. Muda algo no transporte tradicional? Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente. O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes foram realizados com motoristas. "Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital", detalha Santos. A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor. Qual velocidade o bonde consegue atingir? A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h. Como funciona a tecnologia que move o bonde? O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista. Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual". Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro. LEIA TAMBÉM: 5 dias desaparecido: veja estratégias de sobrevivência de jovem que se perdeu no Pico Paraná Relato: 'Se eu pudesse voltar no tempo, eu não tinha deixado ele', diz amiga que estava com jovem que ficou 5 dias desaparecido no Pico Paraná Palmital: Criança filma mãe sendo espancada por outra mulher no meio da rua; vítima morreu horas depois Qual tipo de combustível o bonde usa? O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea. Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo. A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio. A tecnologia é usada em outros locais? Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

4 maneiras de ajudar seu corpo a fazer um 'detox' para limpar o organismo

Publicado em: 07/01/2026 07:12

Se você participou dos excessos típicos do período festivo, talvez esteja pensando em fazer uma dieta de desintoxicação por algumas semanas Getty Images/BBC Se você participou dos excessos típicos do período festivo, talvez esteja pensando agora em fazer uma dieta de desintoxicação (ou "detox") por algumas semanas, na tentativa de limpar o organismo. Mas, dos jejuns à base de sucos e muitas outras dietas detox com restrição calórica e proteica, geralmente há poucas evidências de que elas realmente funcionem para eliminar toxinas ou controlar o peso. Até a própria palavra "toxinas", que em geral se refere a substâncias venenosas para os organismos, costuma ser usada de forma vaga e indefinida na promoção dessas dietas. E, embora existam sim substâncias no ambiente que podem nos fazer mal, o corpo humano dispõe de uma série de mecanismos extremamente eficazes para eliminá-las naturalmente. Aqui estão algumas maneiras de ajudar esses processos. Nutricionista dá dicas para quem exagerou nas festas de final de ano Coma mais fibras A grande maioria de nós consome fibras em quantidade muito inferior à recomendada. Nos Estados Unidos, cerca de 97% dos homens e 90% das mulheres não atingem a ingestão sugerida. Na verdade, a maioria dos americanos consome menos da metade do valor recomendado. As fibras têm um impacto significativo na saúde. Ajudam a reduzir a inflamação, fortalecem o sistema imunológico e podem influenciar o funcionamento do cérebro, o humor e a cognição. Também estão associadas à redução do risco de várias doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer de cólon. A forma como as fibras ajudam a "limpar" o organismo é uma das razões desses efeitos benéficos. Para começar, as fibras aumentam o volume e o peso das fezes, tornando-as mais macias e fáceis de eliminar, além de reduzir o tempo de contato de substâncias nocivas com o intestino. Pesquisas também mostram que as fibras podem agir como uma espécie de ímã, ligando-se a toxinas e a outras substâncias e ajudando a removê-las do corpo. Um estudo de 2015, por exemplo, mostrou que as fibras se ligam a íons tóxicos como chumbo, arsênio e cobre, facilitando sua excreção. As fibras também parecem ajudar o organismo a eliminar ácidos biliares, reduzindo o colesterol e, assim, o risco de doenças cardiovasculares. Estudos mostram ainda que alguns tipos de fibra podem inclusive potencializar a desintoxicação de substâncias carcinogênicas e inibir o crescimento de células cancerígenas, embora essa ainda seja uma área de pesquisa inicial. As fibras podem até nos ajudar a eliminar os "produtos químicos eternos", um conjunto de substâncias sintéticas com efeitos de longo prazo e potencialmente nocivas. Estudos de pequena escala em ratos e humanos descobriram que a ingestão de suplementos de fibras com as refeições parece reduzir seus níveis no organismo, embora essa área de pesquisa ainda esteja em fase inicial. Os abacates são um excelente lanche saudável e rico em fibras, assim como as maçãs Getty Images/BBC As fibras também ajudam a proteger os rins e o fígado, ambos essenciais para a eliminação de toxinas do organismo, ao protegê-los de bactérias nocivas e favorecer o crescimento de bactérias benéficas. Para aumentar o consumo de fibras, os alimentos de origem vegetal são a melhor opção. Frutas secas como damascos, verduras de folhas verdes como espinafre e leguminosas como grão-de-bico, lentilhas e feijões são ricas em fibras, assim como aveia, pão e massas integrais. Para lanches, vale apostar em maçãs, frutas vermelhas, nozes, sementes, pipoca ou leguminosas torradas. A variedade é fundamental, já que existem muitos tipos de fibras, com propriedades diferentes. Beba mais água A água ajuda a remover toxinas do corpo ao auxiliar os rins e o fígado na excreção de resíduos. Os rins, por exemplo, usam a água para eliminar toxinas como sódio e ureia. A desidratação pode levar ao acúmulo dessas substâncias. Com o tempo, até mesmo uma desidratação leve pode aumentar o risco de danos aos rins e tornar a eliminação de resíduos menos eficiente. Beber água em quantidade adequada também ajuda a proteger os rins a longo prazo. Uma revisão de 18 ensaios clínicos randomizados mostrou que o maior consumo de água pode reduzir o risco de pedras nos rins, entre outros benefícios. Então, quanta água é suficiente para que o corpo desempenhe essas funções essenciais? A recomendação popular de oito copos por dia (cerca de dois litros) está desatualizada e tem origem em uma orientação de 1945. Hoje, estima-se que cerca de 1,5 a 1,8 litro por dia (seis a sete copos e meio) seja suficiente para a maioria das pessoas. Água, leite com baixo teor de gordura e bebidas sem açúcar, incluindo chá e café, contam nessa ingestão diária de líquidos. Beber água em quantidade suficiente (cerca de sete copos por dia) ajuda rins e fígado a eliminar resíduos Getty Images/BBC Ajude seus pulmões Proliferaram produtos que afirmam limpar os pulmões, às vezes em poucos dias. A Associação Americana do Pulmão alerta para o risco de confiar nessas "soluções rápidas" e observa que alguns desses supostos remédios de desintoxicação podem ser perigosos. Mas há algo que pode ser feito para favorecer a capacidade natural de autolimpeza dos seus pulmões: evitar os poluentes em primeiro lugar. Se você fuma ou usa cigarro eletrônico, parar é a medida mais importante, assim como evitar a exposição à fumaça passiva. A Associação Americana do Pulmão também recomenda manter o ar dentro de casa o mais limpo possível: o que inclui evitar produtos de limpeza ou aromatizadores de ambiente que contenham compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) ou fragrâncias, além de evitar velas, lareiras e gás natural. A Associação Americana do Pulmão também sugere aspirar a casa com aspiradores equipados com filtro HEPA, para reduzir poeira e alérgenos. Os exercícios cardiovasculares também contribuem para a saúde dos pulmões em geral, por exemplo, ao reduzir a inflamação das vias aéreas e melhorar a força e a resistência dos músculos respiratórios. Você também pode cuidar da saúde dos seus pulmões exercitando-os diretamente, inclusive tocando um instrumento de sopro. Aproveite seu sono A privação de sono já demonstrou prejudicar o funcionamento da barreira hematoencefálica Getty Images/BBC Isso dá um novo sentido à expressão "lavagem cerebral": todas as noites, um fluxo de fluídos percorre canais nos espaços ao redor das células cerebrais para eliminar os resíduos do cérebro. Esses resíduos, proteínas em excesso e outras moléculas, incluindo as beta-amiloides associadas à doença de Alzheimer, são produzidos pelas células cerebrais durante sua atividade diária e vão se acumulando ao longo do dia. Parte deles pode ser decomposta e transportada através da barreira protetora entre os vasos sanguíneos e o cérebro. O restante, no entanto, se acumula nos espaços entre os neurônios. Pesquisas recentes sugerem que o líquido cefalorraquidiano — o fluído incolor que protege a nossa coluna vertebral e o cérebro — é bombeado para esses espaços extracelulares à medida que passamos pelos diferentes estágios do sono, eliminando essas moléculas potencialmente tóxicas. Pequenos despertares durante o sono leve, em particular, provocam ondas de líquido cefalorraquidiano em diversas regiões do cérebro. Alguns cientistas acreditam que a melatonina, o hormônio do sono presente nesse líquido, também atue como uma espécie de detergente, ajudando a remover parte dos resíduos mais nocivos. No entanto, não há evidências de que o uso de suplementos melhore esse processo. A privação de sono, por sua vez, demonstrou prejudicar a função da barreira hematoencefálica, o que pode afetar a capacidade do nosso cérebro de se limpar de subprodutos potencialmente neurotóxicos. Mesmo dormir um pouco menos do que o corpo precisa, em geral cerca de sete horas, embora isso varie de pessoa para pessoa, pode prejudicar essa capacidade de eliminação de resíduos. Tudo isso pode ter impacto no nosso cérebro no dia seguinte. Sem esse ajuste noturno, as capacidades cognitivas tendem a ficar mais lentas e o julgamento pode ser afetado. Alguns pesquisadores têm investigado se seria possível reproduzir os processos de eliminação de resíduos que ocorrem durante o sono, enquanto estamos acordados, inclusive experimentando uma tecnologia conhecida como tratamento de radiofrequência transcraniana, que emite ondas de rádio para todo o cérebro. Outros, porém, consideram mais eficaz focar em escolhas de estilo de vida que favoreçam o sistema natural de remoção de toxinas do sono. Alguns estudos sugerem que dormir de lado, especialmente sobre o lado direito, pode melhorar a eliminação de toxinas pelo líquido cefalorraquidiano (embora valha notar que uma pessoa média muda de posição durante o sono, em média, cerca de 11 vezes por noite). O consumo elevado de álcool também tem sido associado a efeitos negativos sobre o sono, enquanto a prática regular de exercícios físicos parece melhorá-lo. Mas grande parte dessas pesquisas ainda está em desenvolvimento e foi realizada em estudos com animais, portanto, precisa ser devidamente validada em humanos antes que qualquer recomendação possa ser feita. Mantenha-se ativo Você pode ajudar o corpo a eliminar toxinas por meio do exercício físico. Mas não pelo suor. Sessões de hot yoga, sentar em saunas e treinos em estúdios aquecidos se tornaram cada vez mais populares, mas cientistas são céticos em relação à ideia de que seja possível "eliminar toxinas pelo suor". Davide Filingeri, professor de fisiologia da Universidade de Southampton (Reino Unido), disse à BBC em outubro de 2025 que não tem conhecimento de "qualquer evidência empírica robusta" que comprove essa afirmação. Já Sarah Everts, química e autora do livro The Joy of Sweat (A Alegria do Suor, em tradução livre), classificou a ideia como "completamente absurda". O suor é composto principalmente por água e sua principal função é regular a temperatura corporal e nos refrescar. O fígado e os rins são as principais vias de eliminação de toxinas do corpo, e pesquisas mostram que o exercício aumenta o fluxo sanguíneo para esses órgãos, permitindo que filtrem resíduos de forma mais eficiente. O excesso de gordura prejudica a capacidade do fígado de filtrar toxinas, e pesquisas indicam que o exercício pode ajudar a reduzi-la. Em um estudo com pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode causar danos e cicatrizes permanentes no fígado, o treinamento de força e o exercício aeróbico reduziram o teor de gordura no fígado. Outro estudo mostrou que o treinamento intervalado de alta intensidade, mantido ao longo do tempo, reduz o declínio da função renal em adultos mais velhos. A entidade Kidney Research UK recomenda caminhada em ritmo acelerado, natação e ciclismo como alguns dos melhores exercícios para a saúde dos rins. Até atividades como jardinagem, tarefas domésticas ou optar pelas escadas em vez do elevador podem ajudar. É claro que, para todos esses processos, assim como para a maioria das mudanças de comportamento voltadas à saúde, o que importa é o longo prazo. Especialistas também apontam, por exemplo, que embora participar do Dry January (ou Janeiro Seco, período de abstenção de bebidas alcoólicas) possa trazer alguns benefícios de curto prazo, beber dentro dos limites recomendados durante todo o ano é muito mais importante para a saúde. Da mesma forma, adotar permanentemente uma dieta mediterrânea é frequentemente apontado por cientistas como a mudança alimentar mais saudável que se pode fazer. Portanto, vale sim apostar em uma mudança neste mês baseada na ciência, mas, se você quiser ver benefícios reais para a saúde, talvez precise mantê-la por muito mais tempo do que apenas algumas semanas.

Palavras-chave: tecnologia

Positivo revela notebook Master na CES 2026 com CPUs Intel Core Ultra Série 3 Panther Lake

Publicado em: 07/01/2026 06:16 Fonte: Tudocelular

Aproveitando a CES 2026, a Positivo confirmou que lançará em breve a nova geração do notebook Master, com uma grata surpresa — a novidade já chegará equipada com os recém-anunciados processadores Intel Core Ultra Série 3 "Panther Lake", prometendo desempenho potente e extensa autonomia de bateria. Apesar de manter a maioria dos detalhes técnicos em segredo, a companhia ao menos especificou alguns dos destaques da máquina."Com essa união de forças, seremos a primeira empresa nacional a lançar no mercado local um PC com Inteligência Artificial (IA) embarcada de última geração, em um movimento sincronizado com o lançamento global da tecnologia. Isso demonstra nossa evolução em desenvolvimento de produtos aplicada às tecnologias mais avançadas do mercado", afirmou a diretora de Procurement e Desenvolvimento de Produtos da Positivo Tecnologia, Daniela Colin. De fato, ao que tudo indica, o Positivo Master 2026 deve ser um dos primeiros notebooks do Brasil a contar com processadores Intel Panther Lake. A série de modelos é voltada para o mercado corporativo, mas a estreia deve abrir margem para que outros laptops da fabricante adotem os chips modernos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Biomédica piauiense é selecionada para programa de inovação na China; está entre 15 profissionais da América Latina

Publicado em: 07/01/2026 06:00

Biomédica piauiense é selecionada para programa de inovação na China; está entre 15 profis A biomédica piauiense Ester Miranda Pereira foi selecionada para participar do China–Latin America Youth Entrepreneurship and Innovation Program and Innovation Tour in China, um programa internacional de ciência, tecnologia e inovação que reunirá, em janeiro de 2026, apenas 15 jovens pesquisadores de toda a América Latina. A iniciativa prevê uma imersão em universidades, centros de pesquisa e polos tecnológicos da China, com foco em cooperação internacional e transferência de tecnologia. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Doutora em biotecnologia e pesquisadora nas áreas de doenças raras, genética, saúde pública e plataformas digitais em saúde, Ester desenvolve suas pesquisas no Laboratório de Imunogenética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Piauí (LIB-UFPI). No espaço, atua na interface entre pesquisa científica, diagnóstico e inovação aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pesquisadora, o programa tem como objetivo aproximar jovens cientistas latino-americanos de instituições estratégicas chinesas. “É um programa de transferência de tecnologia entre jovens cientistas da América Latina e a China. A ideia é pensar projetos conjuntos e trazer tecnologias que possam inovar nossos trabalhos na América Latina”, explicou. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Seleção entre pesquisadores de toda a América Latina De acordo com Ester, o processo seletivo envolveu análise curricular e critérios como doutorado concluído, idade inferior a 40 anos, inglês fluente e atuação nas áreas de saúde ou educação. Após uma primeira triagem, os candidatos ainda precisaram enviar um vídeo apresentando suas pesquisas e propostas futuras. “Foram apenas 15 selecionados em toda a América Latina. No Brasil, eu soube que fui selecionada junto com outra professora de Recife”, contou. Treinamentos, inteligência artificial e visitas técnicas A programação do intercâmbio inclui duas semanas de atividades na China. Na primeira, os pesquisadores participam de um treinamento intensivo em empreendedorismo, com foco na aplicação da inteligência artificial nas áreas da saúde e da educação. “Vamos passar cinco dias com professores em Zuhai aprendendo sobre a aplicabilidade de ferramentas de inteligência artificial para resolver problemas e inovar nessas áreas”, disse. Na segunda etapa, o grupo fará um tour por cidades chinesas com ecossistemas tecnológicos consolidados, como Pequim, além de outros polos de inovação. Nesse período, os pesquisadores também apresentarão pitches de projetos a representantes de universidades e investidores. 👩‍🏫 Pitches são apresentações curtas e objetivas usadas para explicar uma ideia, projeto ou negócio. Nelas, a pessoa apresenta o problema, a solução proposta, os diferenciais e os impactos esperados, geralmente para investidores, parceiros ou instituições, com o objetivo de despertar interesse e viabilizar apoio, parcerias ou financiamento. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Projetos voltados a doenças raras e saúde digital Durante o programa, Ester pretende buscar parcerias principalmente na área de biotecnologia, com foco no desenvolvimento de métodos diagnósticos mais acessíveis para doenças genéticas. Atualmente, ela coordena projetos voltados à saúde digital, entre eles a plataforma Integra Raras, voltada a pacientes com suspeita ou diagnóstico de doenças raras. A ferramenta busca conectar pacientes a especialistas, orientar sobre exames diagnósticos e organizar informações de forma integrada. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Outro projeto, desenvolvido em parceria com instituições públicas, tem foco na atenção primária à saúde e no apoio a médicos generalistas por meio de triagem inteligente, facilitando o encaminhamento de pacientes para centros especializados. “O objetivo é diminuir o atraso no diagnóstico, reduzir o itinerário terapêutico e garantir que o paciente não fique perdido na rede de saúde”, disse a pesquisadora. Trajetória ligada à ciência no Piauí A atuação de Ester está diretamente ligada ao fortalecimento da ciência no estado. Ela é egressa do Programa de Fixação de Jovens Doutores, iniciativa do CNPq em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), e integra há mais de 15 anos pesquisas na área de doenças genéticas. Segundo a pesquisadora, muitas das iniciativas surgiram a partir da convivência com pacientes e da identificação de lacunas no diagnóstico e no acompanhamento em saúde. “Eu acredito que ciência é isso: transformar conhecimento em solução para que as pessoas tenham acesso a uma melhor qualidade de vida”, afirmou. Representatividade e reconhecimento Para Ester, a participação no programa internacional também tem um significado simbólico. “Historicamente, os grandes centros de pesquisa em biotecnologia e genética estão concentrados no Sul e Sudeste. Ter uma piauiense participando de um programa dessa magnitude na China consolida o trabalho que vem sendo desenvolvido no estado”, destacou. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Dia do Leitor: entre páginas e telas, hábito de ler resiste à mudanças tecnológicas e se mantém vivo

Publicado em: 07/01/2026 06:00

Dia do Leitor é celebrado nesta quarta-feira (7). José Lima/Rede Amazônica Abrir um livro. Virar a página. Fixar o olhar em palavras, frases e histórias. A leitura resiste as transformações digitais e até pega carona nela para se manter viva. Entre páginas e telas, nesta quarta-feira (7) é celebrado o Dia do Leitor, data que reforça a importância do hábito, seja no livro físico ou no digital. Para a professora de teatro, Anate Diniz, ler é guardar memória. Um hábito construído desde cedo que hoje atravessa a vida pessoal e profissional. "A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior" 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Apesar disso, os livros digitais também ganham espaço. Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, a tecnologia ajuda, mas exige dedicação. “Muita gente diz que lê, às vezes até inventa que leu. Mas ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão. Antes era preciso recorrer ao dicionário pesado, como o Aurélio”, diz. Mas nem sempre o acesso se transforma em hábito. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é o principal motivo apontado por quem lê pouco ou deixou de ler. Mesmo com os desafios, a leitura resiste. Em livrarias do Centro de Manaus, os livros continuam sendo folheados e levados para casa. Além disso, clubes de leitura mantêm o hábito vivo e tornam a experiência coletiva. “Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, afirma Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro. Clube do Livro ajuda a manter hábito da leitura em dia. José Lima/Rede Amazônica A produção local também segue ativa. Autores amazonenses continuam publicando obras e ampliando o acesso às histórias. Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”. No Dia do Leitor, fica o convite: abrir um livro, virar a página e descobrir novos mundos, como lembra Neiza Teixeira. “Se você quer conhecer o mundo, leia. Kant, por exemplo, nunca saiu da cidade onde nasceu, mas viajou o mundo inteiro por meio da leitura”. AS PESSOAS DOS LIVROS - Episódio 2, "Nasce um Leitor"

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PDVSA sob pressão: como fica a petroleira estatal com a ofensiva dos EUA na Venezuela?

Publicado em: 07/01/2026 05:03

Como ficará o setor petrolífero na Venezuela? As declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de “assumir” o setor petrolífero da Venezuela, após a operação que retirou Nicolás Maduro do poder, colocaram no centro do debate o futuro da estatal PDVSA. A Venezuela concentra cerca de 17% das reservas comprovadas do planeta — mais de 300 bilhões de barris, segundo entidades internacionais do setor energético — e manteve por anos um quase monopólio do setor após a reestatização promovida pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao prender Maduro, Trump prometeu reestruturar a indústria petrolífera, com investimentos de bilhões de dólares de empresas americanas, e o destino dessas reservas passou a ser acompanhado de perto por governos, empresas e investidores. A empolgação inicial levou as ações de petrolíferas americanas a dispararem. A Chevron, que mantém operações no país e é vista como uma das mais bem posicionadas, subiu 5,1% na segunda-feira. Conforme se percebeu que qualquer mudança levaria tempo, o movimento se inverteu: os papéis recuavam mais de 4% na terça. Além dos impactos econômicos e geopolíticos, surge o debate sobre como a ofensiva de Trump pode redesenhar o papel da PDVSA e da Venezuela no mercado internacional de petróleo. Segundo analistas ouvidos pelo g1, o movimento reflete menos uma mudança imediata na oferta global e mais a leitura do mercado diante de um novo cenário geopolítico. O que acontece com a PDVSA? Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters Apesar da ofensiva militar, a estatal venezuelana segue operando. Segundo informações da Reuters, as atividades de produção e refino continuam normalmente, sem danos às principais instalações, embora o porto de La Guaira tenha sido severamente afetado pelos ataques. O principal desafio da empresa, no entanto, não é operacional de curto prazo, mas estrutural. Welber Barral, sócio da BMJ Consultores Associados e ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), afirma que a estatal foi enfraquecida ao longo dos anos. “A PDVSA acabou sendo desmontada por falta de investimento. Hoje, exporta apenas um terço do volume registrado há 20 anos. É uma empresa sucateada por má administração, mas que ainda tem enorme potencial, porque detém grandes reservas”, diz. ➡️ Responsável pela exploração, produção, refino e exportação de petróleo, a Petróleos de Venezuela S.A. é o eixo de um setor que sustenta a economia do país há décadas. O petróleo e seus derivados respondem por cerca de 90% das receitas de exportação da Venezuela, o que torna a estatal central para as contas públicas. ➡️ Apesar de administrar as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a PDVSA atravessa um longo processo de deterioração. Durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a empresa sofreu forte interferência política, enfrentou casos recorrentes de corrupção, perdeu quadros técnicos e viu investidores estrangeiros deixarem o país. ➡️ O impacto foi direto na produção, que caiu mais de 70% desde o fim dos anos 1990. Problemas operacionais, como acidentes em oleodutos e refinarias, agravaram o quadro, enquanto sanções impostas pelos EUA — especialmente a partir de 2017 — restringiram o acesso da empresa a financiamento, tecnologia e mercados internacionais. Ainda assim, a PDVSA conseguiu estabilizar a produção em torno de 1 milhão de barris por dia, em parte graças a licenças especiais concedidas a algumas empresas estrangeiras, como a americana Chevron. Diante da intervenção americana, Rafael Chaves, ex-diretor da Petrobras e professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a estatal venezuelana não deve perder relevância, mas deve mudar seu modelo de atuação, hoje marcado pelo isolamento. “O cenário mais provável é a construção de um novo arranjo de regras, no qual a estatal passe a operar em parceria com empresas internacionais. Isso não representa um enfraquecimento. Pelo contrário, pode significar um fortalecimento, já que o isolamento e o monopólio tendem a fragilizar as empresas”, afirma. O que Trump pretende e o papel das empresas americanas Em coletiva de imprensa no sábado (3), Trump afirmou que os EUA pretendem “consertar” a indústria petrolífera venezuelana ao abrir o setor para grandes empresas americanas, o que permitiria recuperar a infraestrutura do país e recolocar o petróleo venezuelano no mercado internacional. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura e começar a gerar lucro para o país”, disse o presidente americano, ao defender uma participação direta do capital privado na reestruturação do setor. Em relatório, analistas do UBS BB pontuam que Trump defende que os EUA “administrem” a Venezuela durante um período de transição, com a produção de petróleo liderada por empresas americanas. A proposta, segundo o documento, seria usar esse modelo para “recuperar prejuízos” acumulados ao longo das últimas décadas. Mesmo assim, isso não significaria uma estatização do setor. Para Rafael Chaves, a lógica é de mercado. “Os EUA costumam operar com mercados, não com estatização. Quando Trump fala em ‘assumir’, ele se refere, provavelmente, à abertura para empresas privadas, como Exxon e Chevron”, explica. Nesse contexto, Barral destaca o interesse das empresas americanas no petróleo venezuelano. Ele lembra que, durante o governo de Joe Biden, foram criadas exceções que permitiram a atuação limitada de algumas companhias dos Estados Unidos no país. “Essa presença, no entanto, foi tímida, porque ninguém faz grandes investimentos sem segurança jurídica no país.” Com o governo Trump, essas autorizações foram revogadas, levando muitas empresas a suspender suas operações na Venezuela. Ainda assim, Barral afirma que o interesse em retomar investimentos permanece. Para isso, o caminho mais provável seria a celebração de acordos com a PDVSA. “Essas parcerias poderiam envolver a cessão de blocos ou outros formatos de parceria, para viabilizar a produção e a exportação de petróleo. O objetivo principal é exportar para o sul dos EUA, onde há muitas refinarias”, explica. Por isso, a expectativa de abertura do mercado venezuelano impulsionou as ações das principais petrolíferas americanas desde segunda-feira (5). Efeitos no mercado de petróleo Analistas e especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que os desdobramentos na indústria petrolífera venezuelana tendem a ter impacto limitado sobre os preços internacionais do petróleo no curto prazo. A principal razão é que a produção do país permanece em torno de 1 milhão de barris por dia, um volume bem abaixo de seu potencial histórico. Para que a oferta aumente de forma relevante, seria necessário um processo longo de investimentos, reconstrução da infraestrutura e mudanças profundas na governança da PDVSA. Além disso, o mercado global de petróleo já opera sob a expectativa de excesso de oferta e de uma demanda mais fraca em 2026, o que reduz a probabilidade de um impacto rápido ou significativo nos preços. Na avaliação de Helder Queiroz, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mesmo um cenário otimista apontaria para uma recuperação gradual. “Não há possibilidade de aumento rápido. Um retorno ao patamar de 3 milhões de barris por dia não ocorreria em menos de cinco anos”, afirma. Ainda assim, uma eventual recuperação da produção venezuelana tornaria o mercado mais competitivo, pressionando o Brasil e a Petrobras a acelerar a exploração de suas reservas, de acordo com Rafael Chaves. Para ele, a Petrobras segue relevante, mas precisa ganhar velocidade para transformar potencial energético em crescimento econômico. O fator China e o redesenho geopolítico A atuação dos EUA na Venezuela também envolve uma dimensão estratégica no cenário geopolítico. Segundo Gustavo Vasquez, gerente de petróleo e GLP da Argus, a China é hoje o principal destino do petróleo venezuelano, com compras em torno de 430 mil barris por dia, além de ser credora de cerca de US$ 12 bilhões em empréstimos garantidos por petróleo. Nesse contexto, a leitura de especialistas é que Washington busca reduzir a influência de Pequim e de Moscou sobre o país sul-americano — o que pode levar outros países da região a reavaliar sua dependência desse financiamento. Apesar disso, Barral, da BMJ, avalia que ainda não há uma estratégia americana claramente definida para o futuro da Venezuela. “Havia o objetivo de derrubar Maduro, mas não existe uma diretriz clara sobre o que fazer com o país depois disso.” “Do ponto de vista geoestratégico, o principal interesse é afastar a Venezuela de alianças com Rússia, China e Irã. O país estava muito alinhado a esses atores, e há um interesse evidente em reduzir essa proximidade”, explica. Na avaliação de analistas, a reação inicial dos mercados reflete mais uma leitura sobre o novo cenário político do que mudanças concretas na oferta de petróleo ou na estrutura da indústria venezuelana. “O mercado ficou mais tenso no primeiro momento, mas os preços voltaram ao patamar das últimas semanas”, afirma Helder Queiroz, indicando que, por ora, o impacto é mais simbólico do que prático, à espera de definições sobre os próximos passos no tabuleiro geopolítico e energético. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 Andres Martinez Casares/Reuters

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Vendas de elétricos e híbridos sobem 26% em 2025, e crescem 10 vezes mais que o mercado

Publicado em: 07/01/2026 05:00

João Pantoja/Rede Amazônica A venda de carros elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Segundo a entidade, foram vendidos 223.192 veículos eletrificados em 2025, ante 177.538 em 2024 e 93.927 em 2023. Na comparação com 2023, o avanço chega a 138%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O ano também foi marcado pela inauguração das fábricas da BYD e da GWM, além do início da fabricação nacional de modelos elétricos da Chevrolet, que prometem ampliar ainda mais as vendas em 2026. (veja mais abaixo) O crescimento entre 2024 e 2025 já é expressivo por si só, mas ganha ainda mais destaque quando comparado à previsão de alta de apenas 2,5% para todo o mercado de automóveis da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, o segmento de veículos elétricos e híbridos deve crescer cerca de 10 vezes mais do que o mercado total, que inclui também os modelos movidos a combustão. A ABVE não inclui na contagem os veículos com sistema híbrido leve, já que esse tipo de tecnologia não utiliza o motor elétrico para movimentar as rodas. Alguns modelos com esse sistema são: Fiat Pulse; Fiat Fastback; Peugeot 208; Peugeot 2008; Caoa Chery Tiggo 7 Pro; Kia Sportage; Land Rover Defender 110 e 130. Ao incluir esse tipo de eletrificação no total, foram emplacados 282.252 veículos em 2025. Os híbridos leves responderam por 34% de todas as vendas. A diferença de 59.060 unidades é superior ao volume registrado por todos os modelos com conjunto híbrido pleno (42.354 unidades). Entre eles, estão: Honda Civic; Honda CR-V; Toyota Corrolla; Toyota Corolla Cross; Toyota Rav4; Ford Maverick; Hyundai Kona; GWM Haval H6; GAC GS4. “Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!”, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. Segundo a ABVE, os veículos eletrificados responderam por 13% das vendas de carros zero km em 2025. Híbrido plug-in é o preferido do brasileiro Mesmo com grande parte das vendas concentrada nos híbridos leves, os híbridos plug-in que registraram os maiores volumes. Neles, o motor elétrico move as rodas e garante menor consumo de combustível. Veja quantos emplacamentos foram feitos por cada tecnologia: Híbrido plug-in: 101.394 unidades emplacadas; 100% elétrico: 80.178 unidades emplacadas; Híbrido leve 12V: 44.459 unidades emplacadas; Híbrido pleno flex: 21.323 unidades emplacadas; Híbrido pleno: 21.047 unidades emplacadas; Híbrido leve 48V: 16.881 unidades emplacadas. Brasil expandiu a fabricação local em 2025 Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD Em 2025, começaram a operar fábricas de três grandes marcas no Brasil, que devem ampliar a oferta e os emplacamentos de eletrificados no Brasil. A primeira foi a BYD, que inaugurou sua planta em Camaçari (BA), onde a Ford produzia veículos como o EcoSport. Na unidade do Nordeste são produzidos: BYD Dolphin Mini; BYD Song Pro; BYD King. A GWM também assumiu e adaptou a unidade fabril que antes pertencia à Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP) — onde a marca alemã produzia modelos como o sedã Classe C e o SUV GLA. A partir da planta no interior paulista, a fabricante chinesa produz: GWM Haval H6; GWM Haval H9; GWM Poer P30. Já a GM adotou uma estratégia diferente ao terceirizar a produção de seus modelos elétricos para a Comexport, em Horizonte (CE). A partir dessa unidade saem modelos como: Chevrolet Spark; Chevrolet Captiva EV. “Em resumo, os eletrificados são o setor mais inovador e dinâmico do mercado automotivo brasileiro, e o que mais investe em geração de emprego", disse o presidente da ABVE. Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) divulgação/GWM

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Ano novo, emprego novo: saiba fazer um bom currículo usando IA — e o que dizem os especialistas

Publicado em: 07/01/2026 03:01

Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, uma pesquisa da Robert Half diz que 61% dos profissionais planejam procurar um novo emprego em 2026. E quem se habituou a usar a Inteligência Artificial (IA) para trabalhar, pode também usar a tecnologia para criar ou revisar o currículo de forma mais simples e estratégica. Especialistas afirmam que mesmo as ferramentas gratuitas conseguem organizar bem as habilidades e experiências do profissional, mas também exigem atenção para evitar a inserção de erros e informações falsas. Recrutadores reforçam que honestidade e revisão dos dados continuam sendo indispensáveis. A tecnologia pode ajudar a "turbinar" o currículo, mas o candidato precisa usá-la bem e de forma ética. Veja as seguintes dicas abaixo. Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Falta preparo das empresas ✍🏽 Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Ferramentas gratuitas como ChatGPT, Gemini, NotebookLM e Perplexity são boas alternativas na hora de preparar currículos, organizar informações, revisar textos ou tentar se destacar nos sistemas de triagem das empresas. No entanto, é preciso cuidado para não levar recrutadores ou algoritmos ao engano. Nos últimos anos, cresceu no mercado de Recursos Humanos o uso de IA nos processos seletivos, tanto por candidatos quanto por empresas. Hoje, a maioria das plataformas de recrutamento utilizam sistemas que comparam o currículo com a descrição da vaga para ranquear e encontrar, de forma automática, candidatos que se encaixem nas oportunidades divulgadas. A Gupy, por exemplo, usa IA para cruzar requisitos como formação, experiência, habilidades, idiomas, competências técnicas, localização e aderência à vaga. Na prática, antes de o gestor analisar o currículo, o candidato passa por uma triagem automatizada. Segundo Jhenyffer Coutinho, sócia e líder em Experiência das Pessoas Candidatas da Gupy, a melhor forma de ir bem nesse processo é preencher completamente todas as informações solicitadas. “O erro mais comum é não colocar as informações básicas. Isso derruba muito o ranqueamento”, afirma a especialista da Gupy. Dados da plataforma mostram que 35% dos currículos enviados não têm nenhuma habilidade cadastrada. Além disso, 64% trazem descrições de experiência com menos de 200 caracteres, o que também prejudica o desempenho nos sistemas de IA. “Em uma plataforma em que não há limites para descrever sua jornada, quanto mais detalhes você coloca, mais elementos a tecnologia tem para encontrar no seu perfil”, explica Coutinho. “Há muito mais chances de um texto de 1.500 caracteres trazer informações relevantes do que um de 500. A tecnologia não está contando caracteres, é apenas uma recomendação nossa”, conclui. Isso significa que o currículo precisa ser estratégico, além de completo e objetivo, por isso usar a Inteligência Artificial pode ajudar a organizar melhor as informações e adequar para um melhor resultado nessa triagem. Mas quem faz o currículo continua sendo a pessoa candidata. O currículo precisa refletir a sua história. A tecnologia é uma aliada, mas não substitui a autenticidade. Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Alguns candidatos têm tentado driblar os sistemas de seleção que utilizam Inteligência Artificial por meio do uso de palavras-chave invisíveis. Ou seja, inserem textos ocultos dentro do currículo com o objetivo de “fisgar” os algoritmos. Segundo Juliana Maria, especialista em recrutamento e seleção, tentar burlar o sistema — como inserir iscas para enganar filtros — pode até gerar um avanço inicial, mas costuma resultar em desclassificação e prejuízo à reputação do candidato. “Esses ‘truques’ para enganar a IA até podem fazer o candidato avançar na triagem inicial, mas não se sustentam. Quando a informação não é verdadeira, a inconsistência aparece na entrevista e pode levar à desclassificação e até ao bloqueio em processos futuros”, explica Juliana Maria. Para a especialista, usar a IA de forma ética para organizar e enriquecer o currículo é válido, desde que as informações sejam verdadeiras, já que, no fim, o candidato precisará comprovar conhecimento e competências reais na prática. “O candidato deve revisar tudo. O uso de IA não dispensa o senso crítico”, afirma. Joaquim Santini, pesquisador e palestrante sobre a vida organizacional, é ainda mais direto: “Se o candidato tenta enganar o sistema, ele deve ser desqualificado imediatamente. Esse comportamento coloca em risco a credibilidade dele e pode afetar futuras oportunidades.” Segundo ele, mesmo que o candidato avance na triagem automatizada e nas entrevistas, a inconsistência aparece logo após a contratação. “Não dá para sustentar uma mentira por muito tempo. Em três ou seis meses, ele será desligado”, diz. Falta preparo das empresas ✍🏽 Para Santini, o problema não está apenas nos candidatos, mas também na falta de preparo de muitas empresas e líderes. Parte dos recrutadores ainda não tem conhecimento suficiente sobre IA para conduzir entrevistas capazes de identificar inconsistências entre o currículo e a experiência real. Ele defende que processos seletivos robustos precisam ir além da triagem automatizada, e investir em entrevistas técnicas e comportamentais bem estruturadas, conduzidas por gestores capacitados. Existe um desequilíbrio claro entre o candidato que conhece minimamente a IA e recrutadores que não têm esse letramento básico. Sem entender como a IA funciona, o risco de erro na contratação aumenta. O futuro do recrutamento, afirma o especialista, passa pela união entre tecnologia, ética, verificação rigorosa e aprendizado contínuo, tanto de candidatos quanto das empresas. Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Para Marcos Santos, especialista em Inteligência Artificial e análise preditiva de sistemas, as plataformas mais populares e acessíveis para criar um bom currículo são ChatGPT, Gemini e NotebookLM. A principal recomendação é que o candidato carregue o currículo real e a descrição da vaga, pedindo apenas ajustes e melhorias — sempre revisando cuidadosamente o resultado para evitar “alucinações” da IA, como a inclusão de habilidades ou idiomas que a pessoa não domina. “O currículo não é da IA. É da pessoa. A IA ajuda a tornar a história mais clara e direta”, afirma Santos. Segundo ele, todas as tecnologias podem ajudar, desde que o candidato siga algumas diretrizes: Sempre carregar o currículo real e pedir apenas sugestões de melhoria; Informar à IA para não criar informações novas; Conferir tudo com cuidado, já que a tecnologia pode inserir dados incorretos. “Eu pedi ao ChatGPT que criasse um currículo com informações disponíveis na internet. O sistema afirmou que eu falava finlandês só porque já viajei algumas vezes à Finlândia e fiz posts sobre isso. A IA presumiu essa habilidade”, explica. Marcos também recomenda o uso de IA para traduzir currículos para outros idiomas, como inglês ou espanhol, o que pode ajudar a economizar tempo e dinheiro. No entanto, ele alerta que o candidato nunca deve exagerar no nível de domínio do idioma. Caso o texto fique muito fluente, ele sugere incluir um rodapé informando que a tradução foi feita com ajuda de IA, como gesto de transparência. “No final, os recrutadores querem um candidato autêntico, uma pessoa que seja exatamente o que diz ser”, afirma. O especialista destaca que saber usar IA de forma consciente e responsável tende a se tornar um diferencial no mercado de trabalho. Entre os principais cuidados estão: Ser totalmente transparente com o recrutador; Não listar tecnologias ou habilidades que não domina; Evitar currículos genéricos demais; Adaptar o texto à vaga, sem exageros ou falsidades; Lembrar que o currículo deve refletir a trajetória real do candidato. Para Juliana Maria, uma das principais recomendações é pedir primeiro que a IA gere um prompt completo, de acordo com o contexto do candidato — como transição de carreira, mudança de cidade ou foco em determinada área — antes de solicitar o currículo final. Depois, o candidato deve preencher esse “prompt-modelo” com seus dados reais e só então pedir que a Inteligência Artificial execute a tarefa. “O nível de entrega fica muito mais robusto”, afirma. Ela também sugere: Criar modelos diferentes (mais descritivo, mais objetivo, mais simples, mais detalhado); Testar os currículos em diferentes plataformas, já que cada sistema lê as informações de forma distinta; Avaliar qual versão gera mais retorno. “Cada IA de recrutamento lê de um jeito”, explica. Juliana ainda alerta para não deixar campos em branco nos portais de candidatura, como cidade, escolaridade e pretensão salarial, já que a ausência dessas informações pode levar o candidato para o fim da fila ou até à eliminação automática. Para ela, recrutadores valorizam candidatos com vontade de aprender: “Coloque no currículo interesse por tecnologia e aprendizado contínuo, mas somente se isso for verdade.” “Se o seu perfil está completo e bem estruturado, a Inteligência Artificial encontra exatamente o que procura”, conclui. Veja abaixo o passo a passo prático das recomendações dos especialistas: Defina seu objetivo (vaga, área, senioridade); Peça à IA um prompt-modelo para o seu contexto e preencha com dados reais; Carregue o currículo atual e a descrição da vaga, depois peça sugestões de ajuste; Crie duas ou três versões do currículo e teste em plataformas diferentes; Preencha todos os campos nos portais de candidatura; Revise linha por linha, buscando exageros ou inconsistências; Declare níveis reais de idiomas e tecnologias; Evite truques como texto invisível ou códigos ocultos; Inclua evidências de aprendizado contínuo; Prepare-se para a entrevista com exemplos práticos que sustentem o currículo. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik

Snapdragon 8 Elite Gen 6: Samsung entra no radar da Qualcomm para produzir chip de 2 nm

Publicado em: 07/01/2026 01:52 Fonte: Tudocelular

A Samsung apresentou recentemente o Exynos 2600 com tecnologia proprietária de 2 nanômetros e esse movimento pode ter atraído a atenção da Qualcomm. Isso porque tudo indica que a gigante norte-americana tem considerado a coreana como fornecedora oficial de chips em 2 nm neste ano, principalmente agora que a TSMC está sobrecarregada não podendo atender novos pedidos. Durante a CES 2026, Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, foi questionado sobre o assunto e ele disse:Clique aqui para ler mais

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