Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

Bolívia mais à direita: como será relação do país com Lula e Trump após 20 anos de governo de esquerda

Publicado em: 19/10/2025 00:01

Rodrigo Paz Pereira e Jorge "Tuto" Quiroga vão disputar o segundo turno na Bolívia neste domingo Alzar Raldes/AFP Que a Bolívia terá uma guinada à direita com as eleições neste domingo (19), não há dúvidas. Mas isto não quer dizer que os dois candidatos que concorrem neste segundo turno governarão de forma similar. Longe disso. ➡️ A Bolívia irá às urnas no segundo turno das eleições presidenciais, e, pela primeira vez em 20 anos, não haverá um governo da esquerda, que "ruiu" após um racha interno entre Evo Morales e Luis Arce, atual presidente. A implosão da esquerda empurrou então dois candidatos de oposição para o segundo turno: 👉 O senador Rodrígo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão — que surpreendeu e venceu o primeiro turno das eleições —, que quer conquistar os eleitores frustrados com a esquerda por meio de propostas mais moderadas para neutralizar a polarização no país. Filho de um ex-presidente, Jaime Paz Zamora, ele indicou diálogo com Lula. No primeiro turno, Paz surpreendeu nas urnas e terminou em primeiro lugar, e, agora, lidera ligeiramente nas pesquisas de intenção de voto (leia mais abaixo). 👉 E seu rival, Jorge “Tuto” Quiroga, da Aliança Liberdade e Democracia, que já foi ministro no governo do pai de Rodrígo Paz, e, depois, foi presidente interino em 2001, no último governo antes da ascensão da esquerda. Um dos maiores opositores de Evo Morales — contra quem já perdeu eleições —, Quiroga vem propondo medidas polêmicas e neoliberais, além de acenar para líderes latino-americanos como os presidentes de El Salvador, Nayib Bukele, e do Equador, Daniel Noboa. Ao g1, a cientista política boliviana Moira Zuazo disse que, em comum, ambos têm discurso de fortalecer as instituições democráticas (leia mais abaixo). O g1 lista a seguir o que pensam os dois candidatos sobre: Segurança pública Economia Relação com Lula Relação com Trump Veja abaixo: Segurança pública Policiais monitoram centro logístico eleitoral antes das eleições no país, em 17 de outubro de 2025. Adriano Machado/ Reuters ➡️ Contexto: Com índices de criminalidade relativamente altos em grandes cidades há décadas, a Bolívia vive um momento de escalada na expansão do narcotráfico. Isso porque o país é uma das rotas atuais de traficantes de drogas da América Latina — inclusive o Primeiro Comando da Capital (PCC), que internacionalizou suas operações para a Bolívia. Ainda assim, a taxa de homicídio encolheu em 2024 cerca de 17%, para 3 a cada 100 mil habitantes, segundo o centro de dados de crimes na América Latina InSight Crime — no Brasil, essa taxa foi de 18,2 mortes por 100 mil habitantes no mesmo ano. Rodrigo Paz: Com um discurso mais ameno e menos combativo que seu rival político, diz frequentemente que pretende "fortalecer as instituições", especialmente o sistema judicial, para combater o crime organizado. “A justiça é a base para o progresso de qualquer país, e precisamos de instituições fortes e independentes que assegurem a lei para todos", disse Paz durante a campanha. Entre as medidas previstos no plano de governo de Paz estão a modernização e profissionalização das Forças Armadas e a "implantação de tecnologias digitais avançadas", sem detalhar como seriam. Tuto Quiroga: aposta em um combate firme ao narcotráfico e à criminalidade organizada, com cooperação intensa com forças policiais dos vizinhos Brasil e Argentina --- e reformas institucionais para fortalecer a justiça e "garantir a ordem". Durante a campanha, Quiroga mostrou interesse pelas polêmicas políticas de segurança do salvadorenho Bukele e do equatoriano Noboa, centradas na construção de megaprisões e do aumento de detenções. “Não podemos mais aceitar que a Bolívia seja vista como um país exportador de cocaína", disse o candidato. Mas, embora Quiroga levante propostas mais polêmicas e ideológicas, seu maior desafio será como governar em um Congresso fragmentado e no qual terá minoria, segundo a cientista política boliviana Moira Zuazo. "O grande desafio será conseguir articulação política. Deve ser mais difícil para Quiroga, que tem pouca força no Parlamento", disse Zuazo ao g1. Ela também acha que a crise institucional do país fará com que nenhum dos dois candidatos se arrisquem em propostas mais autoritárias. "Mesmo Quiroga, que tem uma posição clara de direita, fala de direita democrática", afirmou. "Há um discurso de fortalecer as instituições" em ambos os lados. Voltar ao índice Economia Bolívia elege novo presidente entre centro e direita radical neste domingo ➡️Contexto: Há mais de dez anos, a Bolívia vive mergulhada em um período de estagnação econômica, acompanhada da alta da inflação, que hoje está na casa dos 25% e é a maior dos últimos 30 anos, além de uma crise nas reservas cambiais que fez os dólares se tornarem raros no país. Os índices ruins foram inclusive um dos pilares que fizeram a esquerda ruir, após os anos de "boom econômico" na gestão de Evo Morales, propiciados pela exportação de gás em peso para China, Brasil e Argentina. Rodrigo Paz: sua proposta central para fazer a economia engatar novamente foi batizada de "capitalismo para todos". Na prática, significa promover crescimento por meio de incentivos ao setor privado e, ao mesmo tempo, manter programas sociais para camadas mais pobres. Também prometeu incentivos à formalização da economia informal, corte de gastos supérfluos e descentralização do Estado. Nas propostas para a economia, é onde mais o senador acena para a grande camada de eleitores da esquerda, iludidos com o governo socialista: "A Bolívia não é socialista", disse Paz durante um evento de campanha no mês passado. "A Bolívia trabalha com capital, trabalha com dinheiro... porque 85% da economia é informal. Não queremos austeridade severa, mas uma economia forte, justa e voltada para gerar oportunidades a todos os bolivianos." Mas críticos das propostas dizem que as promessas são irreais. "O rombo fiscal é imenso", disse o pesquisador do Instituto de Finanças Internacionais, Jonathan Fortun, à agência de notícias Reuters. "A questão não é se um ajuste virá, mas quão rápido e quão disruptivo ele será." Tuto Quiroga: promete "mudanças dramáticas e radicais" na economia de seu país, por meio de cortes profundos de gastos públicos, privatizações e eliminação de ministérios. Quiroga defende a liberalização econômica, com redução do déficit fiscal, privatização de estatais, estímulo ao investimento por meio de menos impostos e criação de empregos, além de romper radicalmente com as políticas do governo anterior, do esquerdista Luis Arce. E também disse que buscará financiamento no Fundo Monetário Internacional (FMI). "O país está falido", disse ele em agosto. “É hora de cortar privilégios, abrir o mercado e investir na produção nacional para criar empregos e distribuir renda", disse. Uma pesquisa dos institutos Ipsos e Ceismori feita em setembro revelou que 59% dos entrevistados consideram Quiroga o candidato mais capaz de melhorar a economia. Voltar ao índice Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relação com o Brasil Presidente da Bolívia, Luis Arce (à esquerda), e presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à direita) Mateus Santos/g1 ➡️Contexto: Mesmo em anos com governos ideologicamente rivais, as relações entre Brasil e Bolivia sempre mantiveram-se fortes e estáveis —o então presidente Evo Morales esteve na posse de Jair Bolsonaro em 2019, por exemplo. Grandes parceiros comerciais e de infraestrutura — como a construção de pontes nas fronteiras —, os dois países também estreitaram os laços diplomáticos depois que a Bolívia ingressou no Mercosul, graças ao apoio e à articulação de Brasília. O país andino também passou a fazer parte do Brics sob a presidência temporária do Brasil, no início do ano. Rodrigo Paz: mesmo discordando do governo Lula, afirmou em campanha que "o Brasil é nosso principal parceiro estratégico" e, por isso, quer fortalecer a parceria da Bolívia com o Brasil, mantendo a participação do país andino no Mercosul e no Brics. Durante a campanha, também propôs mais cooperação econômica e projetos de infraestrutura conjuntos. Tuto Quiroga: acena para uma relação mais dura com o governo Lula. É contrário à integração da Bolívia no Mercosul, e aposta por manter relações bilaterais independentes e seletivas. “Precisamos redefinir nossa cooperação com o Brasil, sem vínculos institucionais que limitem nossa soberania", disse Quiroga. Mas o ex-presidente boliviano disse, também ao longo da campanha, que pretende manter uma "cooperação tradicional" entre os dois países. Voltar para o índice Relação com governo Trump ➡️Contexto: As relações entre Bolívia e EUA foram esfriando ao longo dos 20 anos de poder do partido Movimento Ao Socialismo (MAS), alinhado à China, ao Irã e à Rússia. Mas nunca se romperam, mesmo com grandes tensões durante os governos de Evo Morales. O atual presidente, Luis Arce, também criticou diversas vezes, de forma genérica, o que chama de interferências de Washington na América Latina, mas manteve relações pragmáticas com o governo de Donald Trump. Rodrigo Paz: embora tenha fugido de fazer declarações sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou de "aproximação pragmática" com os EUA e garantiu que não se pautará por alinhamentos ideológicos na diplomacia internacional. É visto como um moderado nas relações com outros países. "Ideologias não colocam comida na mesa", disse ele. Tuto Quiroga: promete "descongelar" as relações com os EUA e se aproximar do governo de Donald Trump. Já mostrou várias vezes admiração por Trump, e se apresenta como um "liberal pró-EUA". Elogiou recentemente as mediações feitas pelo norte-americano de conflitos como os de Gaza e Ucrânia. Afirmou em campanha pretende reconstruir uma "relação forte e pragmática" com os Estados Unidos, buscando apoio econômico e político para enfrentar a crise boliviana. Voltar para o índice Disputa será acirrada Pesquisas de opinião da Bolívia sugerem uma disputa acirrada entre os dois candidatos. Quiroga lidera as intenções de voto com 44,9%, à frente de Paz com 36,5%, segundo pesquisa de outubro da Ipsos Ciesmori. Outra pesquisa indicou uma guinada tardia em direção a Paz, com 10% dos eleitores indecisos se movendo em sua direção.

Palavras-chave: tecnologia

Ecobarreiras brasileiras ganham destaque na COP30 como solução barata e sustentável para rios

Publicado em: 18/10/2025 21:09

Tecnologia ajuda a salvar rios ameaçados por toneladas de lixo Uma tecnologia sustentável já testada em várias cidades brasileiras está ajudando a salvar rios ameaçados por toneladas de lixo. O projeto sustentável será apresentado na COP30, em Belém (PA). Quando criança, o Diego tomava banho no rio Atuba, que passa pelos fundos da casa dele, em Colombo, na Grande Curitiba. A sujeira impediu que os filhos tivessem a mesma experiência. Para tentar mudar isso, Diego contruiu uma ecobarreira. A estrutura é feita com galões flutuantes e uma rede submersa, que segura o lixo jogado irregularmente nos rios. Toda semana, ele mesmo retira os resíduos acumulados nela. "Nada mais é, Ana, que uma estrutura flutuante, que ela fica no rio para segurar o que não deveria estar na natureza: garrafa pet, isopor, sacola, plástico. Ela não tem interferência nenhuma na vida aquática, né, o peixe passa tranquilamente, porque ela só flutua, né?," diz o ativista ambiental Diego Saldanha. Há três anos, o Jornal Nacional mostrou o projeto idealizado pelo vendedor de frutas que queria ensinar aos filhos sobre consciência ambiental. Já são quase dez anos de dedicação pela limpeza do rio Atuba com o uso da ecobarreira. O material retirado daqui vai para cooperativas de reciclagem e ganham a destinação correta. A ideia deu tão certo que o Diego foi convidado a instalar a primeira ecobarreira fora do Paraná. No Pará, o projeto ajuda a conservar o rio Benfica, em Benevides (PA), e o canal Tamandaré, em Belém (PA). Em novembro, a capital paraense vai ser sede da COP30, a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas. O Diego vai participar do evento. Quer atrair mais atenção para o projeto e mostrar que há soluções para limpar os rios do país. "A ideia é mostrar a nossa iniciativa aqui desde que ela começou e como a gente conseguiu ampliar ela para o país, chegando em Belém, né? E a gente tem muitas outras novidades, outros estados, né, inclusive o Paraná que está bem interessado na tecnologia e eu tenho fé que logo os rios urbanos do país vão estar repletos de ecobarreiras", explica Diego.

Palavras-chave: tecnologia

Câmeras corporais transformam a atuação da PM em Porto Alegre

Publicado em: 18/10/2025 20:41

Câmera corporal em soldado de Porto Alegre (RS) reprodução/TV Globo Em Porto Alegre, o uso de câmeras corporais mudou os números registrados pela Polícia Militar no último ano. Um homem com faca tenta assaltar pedestres. Quando a polícia chega, ele se esconde dentro de um container. "O meu, tu tem trinta segundos pra sair de dentro dessa lixeira, bota mao na cabeça, bota mão na cabeça", dizem os policiais. Ele tenta fugir. "Perdeu perdeu, deita, deita", fala o policial. Os policiais usam armamento não letal para conter o suspeito. "Deita, deita, deita. Vira de costas pra mim, bota a mão pra trás", diz. Em outro vídeo, os policiais perseguem um carro em fuga. O motorista acaba preso. "Cade o resto dos ferro, cade o resto dos ferro, cade a pistola?", questiona um policial. Os agentes encontram uma pistola e uma submetralhadora artesanal no carro. A PM gaúcha usa mil câmeras corporais em ações como essa. Por enquanto, o monitoramento está restrito a Porto Alegre (RS). Um ano após a implantação, os registros ajudaram a reduzir em quase 60% as mortes em confrontos com os brigadianos, como são chamados os policiais militares no Rio Grande do Sul. "Nas ruas, ele vai saber que tem ali uma câmera registrando a atuação dele e que aquilo vai servir para depois também condenar. Caso alguém não aja dentro da lei, cometa algum tipo de abuso, isso vai ficar registrado, é então uma garantia ao cidadão, mas também é uma prova para o policial que aja adequadamente se proteger de uma eventual denúncia falsa que seja feita com relação à conduta dele", revela Sandro Caron, secretário estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. O relatório da Polícia Militar gaúcha aponta queda significativa nos conflitos entre policiais e moradores (reduziram em 74%). A resistência às abordagens teve a maior redução (queda de 87%), as estatísticas de desacato (queda de 70%) e desobediência (retração de 65%) também caíram. Além de gravar, as câmeras utilizadas em Porto Alegre (RS) têm tecnologia para transmissão ao vivo. As imagens podem ser acessadas em uma central de monitoramento, onde os policiais podem acompanhar as ocorrências em tempo real. O professor Marcos Rolim, especialista em segurança pública, analisou o uso de câmeras por polícias de outros países. Segundo ele, a tecnologia reduz a violência e melhora a confiança da população. "Em grande parte do mundo, as polícias têm um mecanismo de controle externo muito forte. E no Brasil, infelizmente, o nosso controle externo é muito deficiente. Então, aqui, as câmeras acabam cumprindo um papel de regulação da atividade policial, isso é muito importante", revela o professor. "O bom policial adora a câmera, porque ela protege esse bom policial e faz com que seu trabalho seja mais eficiente", complementa.

Palavras-chave: tecnologia

A história de 3 mil anos por trás do símbolo @

Publicado em: 18/10/2025 20:18

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2010, a curadora de arquitetura e design Paola Antonelli, do Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos, tomou uma decisão audaciosa. "Eu queria uma exposição de objetos que demonstrasse que todos podem ter uma exposição com qualidade de museu dentro da sua gaveta", explicou ela. "Isso inclui o bloco de Post-it, M&Ms, o clipe de papel, OXO Good Grips [um conjunto popular de utensílios de cozinha], objetos que são tão incorporados às nossas vidas e funcionam tão bem que nem prestamos mais atenção neles." "Parte da função de um museu, especialmente ao isolar esses objetos, é criar dramatização e distanciamento, permitindo que as pessoas os observem com olhares diferentes", afirma Antonelli. "De repente, você é surpreendido pela história por trás deles. Você percebe que existe ali todo um universo." Em Taiwan, @ é chamado de 'pequeno camundongo'. 'Cachorro' em russo, 'caracol' em italiano e 'rabo de macaco', em holandês BBC/Serenity Strull/Getty Images/BBC Quando ela definiu a exposição, a decisão pareceu óbvia. Antonelli comprou o símbolo @ para a coleção permanente do museu. Pare por um minuto e observe as saliências e depressões do seu teclado. Símbolos de moedas à parte, talvez não haja outro caractere com mais peso cultural do que @. A arroba é o encanamento da internet. Ela conecta o seu e-mail e destaca o seu nome de usuário no fluxo de texto. Provavelmente, você já a utilizou hoje. É claro que &, #, % e * são sinais úteis e onipresentes. Mas como o símbolo @ conseguiu tanto poder? Pode parecer um fenômeno típico da atualidade. Mas, oculto entre as curvas deste pequeno "a" enfeitado, existe uma história que remonta a milhares de anos atrás. Ela atravessa barreiras nacionais, culturais e linguísticas que este sinal cruzou para abrir caminho pelas páginas da história humana. "Trata-se de uma abreviação, afirma Keith Houston, autor do livro Shady Characters: The Secret History of Punctuation ("Caracteres obscuros: a história secreta da pontuação", em tradução livre). Comerciantes europeus costumavam usar @ para marcar os embarques de vinho e cereais na época do Renascimento Serenity Strull/Getty Images/BBC A única questão é qual seria o seu significado original. E um ponto é claro: existe uma conexão com a cerâmica. Os antigos gregos se orgulhavam de um estilo de vaso de argila chamado ânfora. Você certamente já as observou em algum lugar. As ânforas são altas e esculturais, com duas alças e um longo gargalo. Elas eram usadas para armazenar vinho, cereais, óleo de oliva e outros produtos. A prática se manteve no Mediterrâneo e em outros lugares por séculos. E, com o passar do tempo, a ânfora passou a ser uma unidade padrão de medida. "Os comerciantes precisavam comunicar frequentemente a ideia de que 'vou vender a você uma certa quantidade de ânforas de alguma coisa a um preço específico'", segundo Houston. Até que, por fim, as pessoas começaram a desenhar a letra "a" com uma cauda longa em torno dela, eliminando o restante das letras. No dia 4 de maio de 1536, um comerciante chamado Francesco Lapi escreveu uma carta de Sevilha, na Espanha, para Roma (hoje, na Itália). Ele disse que uma ânfora de vinho valia cerca de 70 ou 80 ducados, usando o sinal @ para designar "ânfora". Este é o primeiro exemplo conhecido de uso de @ no sentido moderno, mas não é a cópia mais antiga do símbolo. Podemos encontrar @ nas páginas de um manuscrito búlgaro de 1375, mas sem significado discernível. Trata-se apenas de um floreamento da primeira letra da palavra "amém". Depois de centenas de anos de sucesso, as ânforas acabaram caindo em desuso. Mas o sinal @ permaneceu entre os contadores e registradores, para indicar o preço das mercadorias. "Isso ocorreu graças às máquinas de escrever, que se difundiram primeiramente nos Estados Unidos, no século 19", explica o professor de tipografia Gerry Leonidas, da Universidade de Reading, no Reino Unido. Isso ocorreu, em parte, devido à explosão dos catálogos de compras pelo correio nos Estados Unidos, segundo ele. Este tipo de comércio gerou imensas necessidades de administração e, por fim, toda uma classe de datilógrafos profissionais. "A máquina de escrever é essencialmente uma forma de minimizar os riscos ocasionados pela má caligrafia das pessoas, aumentando a eficiência e a previsibilidade da administração dos escritórios", explica Leonidas. As máquinas de escrever eram tão caras e complexas que alguns modelos não tinham os algarismos "um" e "zero". Você simplesmente datilografava as letras "O" e "I" (ou "l"). Mas a inclusão de @ já era necessária no final do século 19. "E, como as máquinas de escrever estão relacionadas aos processos comerciais e contábeis, @ sobreviveu ao longo de diferentes gerações de máquinas de escrever, exatamente porque desempenha esse papel fundamental", segundo o professor. Quando os computadores ganharam teclados, @ veio com eles. Mas não era particularmente útil, a menos que você fosse contador. Tudo mudou graças ao cientista da computação Ray Tomlinson (1941-2016). Ele trabalhava na Arpanet, o projeto do governo dos Estados Unidos que estabeleceu as bases da internet. Tomlinson imaginou que as pessoas talvez quisessem enviar mensagens umas às outras e começou a trabalhar nesta ideia. Enquanto escrevia o código, ele precisava de uma forma de indicar onde cada pessoa específica ficava dentro da rede. E, olhando para o teclado, lá estava o símbolo que ele procurava. Foi assim que Tomlinson retirou @ do jargão comercial e o fincou no meio do endereço digital. E, em 1971, ele enviou o primeiro e-mail. À medida que a internet ultrapassava as fronteiras americanas e dominava a cultura humana no meio século seguinte, @ seguiu ao seu lado. Mas, conforme o símbolo se espalhava pelo mundo, algo curioso aconteceu. Ele começou a ganhar novos nomes. Os italianos, hoje, chamam o sinal @ de chiocciola ("caracol"). É fácil perceber a semelhança. Em hebraico, às vezes, @ é chamado de strudel. Em checo, é zavináč, o nome dado a uma conserva de arenque enrolado em um cilindro, normalmente com um recheio saboroso. Os russos, às vezes, chamam @ de sobaka, que significa "cachorro". De fato, ele parece um animal de estimação enrolado para dormir, pelo menos se você olhar de relance. O nome russo gerou um longo histórico de brincadeiras fofas. Se você começar a estudar russo e ouvir alguém dizer "escreva para mim no cachorrinho", já sabe o que isso significa. "Atualmente, muitos dizem apenas at (em). Muita coisa passou a se falar em inglês nos últimos 25 anos", afirma o consultor de gerência freelancer Nick Fransen, da Bélgica — um país onde você pode crescer falando flamengo (também chamado de "holandês da Bélgica"), francês ou alemão, dependendo de onde morar. "Mas, alguns dias atrás, eu conversava com uma pessoa idosa que não falava muitos termos em inglês e voltei a chamar @ de apenstaartje, sem nem mesmo pensar a respeito", ele conta. Apenstaartje é o nome tradicional holandês do símbolo @, que significa "rabo de macaco". Em inglês, seu nome é apenas at ("em"), mas às vezes é designado "em comercial", devido à sua conexão com o mundo dos negócios. O nome do símbolo @ em português e espanhol, "arroba", é uma antiga medida de volume, como a ânfora. Mas é também uma unidade de peso e equivale, no Brasil, a 15 kg. Mas o símbolo @ costuma ser usado hoje em dia, nos dois idiomas, para indicar gênero neutro. O símbolo substitui as letras "o" (para o masculino) e "a" (para o feminino). Por isso, quando escrevemos amig@s, por exemplo, estamos sendo mais inclusivos. "O motivo de @ não ter um nome especial em inglês é porque a sua definição inicial é muito clara e facilmente transmitida", explica Leonidas. "Mas, à medida que as pessoas começam a adaptar esses símbolos para seus idiomas locais, eles precisam de uma forma de se lembrar dele." "Alguém entrega a você um computador, você olha para ele e descreve sua aparência, em vez de procurar seu nome. Em grego, chamamos de 'patinho'", ele conta. Da mesma forma que Tomlinson adotou este símbolo curvilíneo para seu próprio trabalho, @ continua a ser reinterpretado para outros fins. "Existe algo muito interessante sobre @, que acho único", destaca Leonidas. "É o que acontece ao lado do símbolo. Ao escrever seu nome, você usa letras maiúsculas e inclui um espaço entre o primeiro nome e o sobrenome. "Mas @, como identificador, obriga o uso de caixa baixa nos nomes e a eliminação completa dos espaços", explica ele. "Precisamos inventar uma única palavra exclusiva para nós mesmos. Isso nos força a pensar como devemos apresentar nossa identidade." Pesquisas indicam algo que, provavelmente, você já vivenciou. Em algum nível, escolher um nome de usuário pode ser um processo carregado de emoções. Normalmente, as pessoas não querem apenas que suas identificações sejam únicas. Elas querem que elas pareçam corretas, que as representem, que pareçam boas e expressem algo sobre sua personalidade ou identidade. Os nomes de usuários são utilizados para expressar quem somos ou para criar uma personalidade online, separada da nossa identidade no mundo real. Os linguistas que estudam a cultura online já encontraram nomes de usuários tão ligados ao nosso senso próprio que alterá-los pode ser algo estranhamente íntimo, quase como mudar o nosso nome ou nossa aparência offline. E, nos principais pontos da internet, @ é inseparável da nossa identidade online. 'Pequeno umbigo' É claro que temos fortes sentimentos sobre @, segundo Leonidas. O símbolo está ligado à nossa compreensão como ser humano. A exibição Pirouette: Turning Points in Design ("Pirueta: reviravoltas no design", em tradução livre), em cartaz no Museu de Arte Moderna de Nova York, oferece um ambiente longe do seu teclado para apreciar o sinal @, milhares de anos após suas raízes na cerâmica da Grécia antiga. "Fomos treinados, até aqui, para compreender como são feitos os filmes ou como é composta uma música", destaca Antonelli. "Mas não fomos treinados a fazer o mesmo com os objetos." "O que quero realmente transmitir sobre @ é a mesma satisfação, o momento heureca, a sensação de felicidade e o orgulho de fazer parte do mundo do design, que senti ao perceber tudo o que existe naquele pequeno símbolo em forma de umbigo." O sinal @ está presente na exposição Pirouette: Turning Points in Design, no Museu de Arte Moderna de Nova York, até o dia 15 de novembro de 2025. * Thomas Germain é jornalista da BBC, especializado em tecnologia. Ele escreve há quase uma década sobre inteligência artificial, privacidade e os confins mais profundos da cultura da internet. Seu nome de usuário é @thomasgermain no X (antigo Twitter) e no TikTok. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

Vestibular da UFG tem mais de 32 mil inscritos com disputa de até 240 candidatos por vaga

Publicado em: 18/10/2025 19:29

Vestibular da UFG será realizado neste domingo (19) A Universidade Federal de Goiás (UFG) realiza, neste domingo (19), o Vestibular 2026. Após mais de dez anos sem aplicar provas próprias, a instituição oferta 2.209 vagas em 97 cursos de graduação. o vestibular tem mais de 32 mil inscritos com disputa de até 240 candidatos por vaga, de acordo com o pró-reitor de Graduação da universidade, Israel Elias Trindade, As provas objetivas e de redação serão aplicadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Cidade de Goiás, Itumbiara, Uruaçu, Iporá, Rio Verde e Cidade Ocidental. Um total de 31.825 inscrições foram homologadas, e todos os candidatos estão aptos a participar da seleção, segundo a UFG. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Israel Elias Trindade, afirmou que o vestibular superou as expectativas. “Estamos retomando o vestibular próprio após anos utilizando exclusivamente o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Esse processo é o mais robusto que a UFG já realizou em termos de concorrência”, avaliou. Segundo ele, no curso de Medicina há mais de 240 candidatos por vaga, o que representa uma das maiores disputas do país entre instituições federais. LEIA TAMBÉM: Meio ambiente, tecnologia e saúde: Conheça os pesquisadores da UFG na lista de mais influentes do mundo, segundo Universidade de Stanford Reitoria da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia Divulgação/UFG Cadastro de reserva De acordo com o pró-reitor, a principal novidade desta edição é a criação de um cadastro de reserva para candidatos aprovados fora do número inicial de vagas. “Todos os selecionados, incluindo os do cadastro de reserva, participarão do processo de matrícula”, explicou Israel. Ele destacou que, além das 2.209 vagas ofertadas, que representam 97% dos cursos presenciais da instituição, haverá uma lista adicional com até três vezes o número de aprovados. “Aqueles que concluírem a matrícula dentro do limite de vagas serão efetivados. Essa lista servirá também para o preenchimento de vagas ociosas do Sisu, que corresponde aos outros 50% das vagas da UFG”, acrescentou. Com esse formato, caso sobrem vagas após as chamadas do Sisu, a universidade utilizará diretamente os candidatos do cadastro de reserva, sem necessidade de novas convocações pelo sistema nacional. Segundo o pró-reitor, essa mudança amplia as chances de ingresso na instituição. Pró-reitor de Graduação da UFG, Israel Elias Trindade Reprodução/TV Anhanguera Locais e horários de prova No período da manhã, os portões serão abertos às 7h e fechados pontualmente às 8h, quando começam as provas objetivas e a redação. No período da tarde, a abertura será às 13h e o fechamento às 14h, com aplicação de novas provas objetivas. O candidato deve levar documento oficial com foto e caneta esferográfica transparente com tinta azul ou preta. Alimentos e garrafas de água devem estar em recipientes transparentes, conforme as regras do edital. Consulta aos locais As informações sobre os locais de prova estão disponíveis no site do Instituto Verbena, responsável pela execução do vestibular, e podem ser acessadas informando o número do CPF do candidato. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Fatec oferece novos cursos nas áreas de tecnologia e agronegócio em Capão Bonito

Publicado em: 18/10/2025 19:19

Cursos são oferecidos pela unidade da Fatec em Capão Bonito (SP) Reprodução/Centro Paula Souza A Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Capão Bonito (SP) abriu dois novos cursos nas áreas de tecnologia e agronegócio: mecanização em agricultura de precisão e sistemas inteligentes. Para os interessados, a unidade está com inscrições abertas para o vestibular de 2026 até 15h do dia 7 de novembro, o cadastro deve ser feito exclusivamente pelo site. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A prova está marcada para o dia 14 de dezembro. Para mais informações, os candidatos podem acessar o site ou entrar em contato pelo telefone (15) 3542-2654. Segundo a prefeitura, o curso de sistemas inteligentes capacita o aluno em engenharia de software, linguagens de programação, banco de dados, ciência de dados, inteligência artificial, computação em nuvem e sistemas embarcados. Já o curso de mecanização em agricultura de precisão prepara o aluno para atuar na operação e manutenção de máquinas agrícolas, como tratores, semeadoras, pulverizadores e colhedoras, e no uso de softwares e sensores de precisão para interpretar dados e otimizar a aplicação de insumos agrícolas. Ainda conforme a prefeitura, as novas opções de formações têm o objetivo de atender às demandas do mercado de trabalho regional e às potencialidades locais, especialmente nas áreas de tecnologia e agronegócio, que são dois setores em expansão na região sudoeste paulista. Todos os cursos têm duração de três anos. Com a chegada dos dois novos cursos, a unidade passa a oferecer cinco opções de graduação tecnológica: Silvicultura – 40 vagas (noturno); Agroindústria – 40 vagas (noturno); Sistemas inteligentes – 40 vagas (noturno); Mecanização em agricultura de precisão – 40 vagas (matutino); Gestão empresarial – 40 vagas (modalidade EAD). Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região

Jundiaí recebe novos sistemas de defesa antiaéreos de médio alcance para reforçar Forças Armadas

Publicado em: 18/10/2025 19:11

Jundiaí recebe novos sistemas de defesa antiaéreos para reforçar Forças Armadas O Exército Brasileiro prepara uma significativa modernização em seu sistema de defesa antiaérea, com a transformação do 12º Grupo de Artilharia de Campanha (12º GAC) em 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), instalado em Jundiaí (SP). Os atuais equipamentos de baixo alcance que ocupam o pátio militar serão substituídos por sistemas de médio alcance, capazes de atingir alvos a até 15 quilômetros de altitude e 60 quilômetros de distância. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Para isso, estão sendo analisadas propostas de fabricantes internacionais, com destaque para empresas da Alemanha, França, Itália, Israel, Turquia e Estados Unidos. A substituição faz parte do projeto Força 40, que visa modernizar as Forças Armadas brasileiras até o ano de 2039. Exército amplia a defesa antiaérea com novo Grupo de Artilharia Antiaérea em Jundiaí (SP) Exército Brasileiro/Divulgação Segundo o general Marcos José Martins Coelho, comandante da Defesa Antiaérea do Exército, Jundiaí foi escolhida para receber os novos sistemas por sua localização estratégica no território nacional. "Nós estamos aqui próximos a grandes rodovias do país, estamos aqui próximos a portos importantes, como o de Santos e até do Rio de Janeiro. E também próximo a uma indústria nacional forte, que poderia nos apoiar na questão de manutenção, de manter os meios devidamente operacionais", explicou. A iniciativa, conforme o Exército Brasileiro, busca elevar a capacidade de resposta do país diante de ameaças aéreas, com tecnologia de ponta e maior alcance de atuação. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Vídeo mostra carreta emergindo do Rio Tocantins; veículo levava ácido sulfúrico durante desabamento da ponte entre TO e MA

Publicado em: 18/10/2025 18:01

Carreta que levava ácido sulfúrico durante queda de ponte emerge do fundo do rio Tocantins Uma carreta que transportava ácido sulfúrico durante o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira foi retirada do fundo do rio Tocantins neste sábado (18). Imagens feitas no local mostram o momento em que o veículo emergiu da água puxado por balões de reflutuação. A queda da ponte aconteceu no dia 24 de dezembro de 2024, deixando 14 mortos, três desaparecidos e um ferido. A estrutura ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) pela BR-226. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Arte mostra carreta subindo em ponte antes de desabamento e sendo retirada do rio nove meses depois Elias Junior/Arte g1 As imagens da reflutuação foram feitas pelo vereador Elias Júnior. Ele também gravou o exato momento em que a mesma carreta começou a atravessar a ponte, em dezembro de 2024. Momentos depois, a estrutura colapsou. Ainda em janeiro de 2025, o Ibama apontou que o ácido havia vazado dos tanques. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) informou que a próxima fase da operação será a retirada do cavalo mecânico, que permanece sob os escombros no leito do rio. "O DNIT está comprometido em realizar essa etapa com a máxima segurança, minimizando impactos ao meio ambiente e garantindo a integridade da área", informou (veja nota completa abaixo). Retirada dos veículos Carretas, caminhonetes e carros de passeio foram parar no fundo do rio junto com os escombros do vão central da ponte. O trabalho de retirada dos veículos vem sendo feito por mergulhadores especializados, com ajuda de balões de reflutuação. Após emergirem, os veículos são retirados da água por guindastes. No dia 13 de outubro, um caminhão VOLVO/FH 500 foi retirado da mesma maneira. Segundo o Dnit, a equipe técnica é composta por 10 mergulhadores e equipada com tecnologia especializada, utilizando balões de reflutuação com capacidade para até cinco toneladas, permitindo a elevação do veículo de forma segura e eficiente. LEIA TAMBÉM: Caminhão que afundou após queda de ponte entre TO e MA é içado com balões; VÍDEO Obras de reconstrução da ponte que liga MA ao TO estão 75% concluídas, diz DNIT Caminhões e carros que ficaram no fundo do Rio Tocantins após queda de ponte devem ser retirados em abril, diz DNIT Caminhonete que caiu com ponte que desabou entre TO e MA é retirada do fundo do rio quase 8 meses depois Carreta que transportava ácido sulfúrico emergiu do Rio Tocantins Elias Junior/Divulgação Relembre a queda da ponte O vão da ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro do ano passado. Na época foi apurado pelas forças de segurança que duas caminhonetes, um carro, três motos e quatro caminhões passavam pelo local no momento do colapso. Três desses caminhões carregavam ácido sulfúrico e agrotóxicos. As ações para início da retirada dos veículos e posterior remoção dos galões dependeu de um mapeamento da área e um estudo técnico, conforme detalhou o departamento anteriormente. O momento em que a estrutura cedeu foi registrado pelo vereador Elias Junior (Republicanos). O que restou da estrutura antiga, após a queda, foi demolido no dia 2 de fevereiro e, logo depois, começaram as obras. A previsão é de que a obra seja entregue ainda em 2025. Carro ficou preso em fenda aberta na ponte entre o Tocantins e o Maranhão Divulgação/ Instagram VShenrique Íntegra da nota do Dnit O DNIT informa que a operação de reflutuação da carreta de ácido sulfúrico, que estava submersa no Rio Tocantins desde o desabamento da ponte JK em dezembro de 2024, foi concluída com êxito neste sábado (18). A equipe técnica, composta por 10 mergulhadores e equipada com tecnologia especializada, utilizou balões de reflutuação com capacidade para até cinco toneladas, permitindo a elevação do veículo de forma segura e eficiente. Com a carreta agora reflutuada, a próxima fase da operação será a retirada do cavalo mecânico, que permanece sob os escombros no leito do rio. O DNIT está comprometido em realizar essa etapa com a máxima segurança, minimizando impactos ao meio ambiente e garantindo a integridade da área. Novas atualizações sobre o andamento da operação serão divulgadas à medida que os trabalhos progridem. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Bilhões de micróbios se escondem no seu chuveiro — como se proteger deles

Publicado em: 18/10/2025 17:40

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando a maioria de nós entra no chuveiro, a nossa expectativa é de ficarmos limpos. Parece razoável. Afinal, a água quente, o vapor e o sabonete deveriam trazer à tona uma nova versão nossa, renovados e cheirosos. A última coisa que se espera é uma nuvem de bactérias explodindo no nosso rosto. Mas é exatamente o que acontece quando abrimos o chuveiro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O chuveiro e seu encanamento formam um ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias BBC/Getty Images Dentro do último metro da sua tubulação existe um minúsculo ecossistema à sua espreita, esperando você abrir a água. Ao longo da noite, um filme vivo de bactérias se acumula dentro da tubulação. E parte desses micróbios pega carona nas gotículas criadas pelo seu chuveiro. Ou seja, o primeiro jato que você recebe pela manhã não é composto apenas de água e vapor. A maioria dessas bactérias é comum e inofensiva. Mas a combinação exata de micróbios depende do material da mangueira utilizada para o chuveirinho e da frequência de uso do seu chuveiro. E é aqui que começam a surgir surpresas. O chuveiro e suas mangueiras são um excelente habitat para as bactérias. Depois que você termina de tomar banho, a mangueira permanece quente, úmida e imóvel por horas a fio. Seu formato longo e estreito fornece uma ampla superfície áspera, que será colonizada pelos micróbios. Depois de estabelecidas, as bactérias se alimentam dos nutrientes dissolvidos na água e das minúsculas quantidades de carbono que vazam da mangueira de plástico. Por isso, se o sistema ficar estagnado por uma noite, as comunidades de micróbios se estabelecerão rapidamente. As bactérias formam biofilmes, que são viscosas "cidades" microbianas microscópicas que se aderem a quase qualquer superfície úmida, desde os cascos dos navios até a placa bacteriana dos seus dentes. Os fragmentos de biofilme são, então facilmente agitados no chuveiro quando você abre o registro. Mas de quantas bactérias estamos falando? Testes realizados em laboratórios e residências indicam que o número de bactérias nas mangueiras dos chuveiros pode facilmente atingir milhões a centenas de milhões de células por centímetro quadrado. A maioria delas é inofensiva, mas existem grupos que incluem as micobactérias — um conjunto diverso, composto de micróbios encontrados em muitos lugares, como o solo, e algumas linhagens patogênicas, como as responsáveis pela tuberculose e pela hanseníase. Mas pesquisadores que examinaram amostras de mangueiras de chuveiros domésticos no Reino Unido também encontraram DNA de fungos como Exophiala, Fusarium e Malassezia. São organismos encontrados na pele e no solo, mas que, em alguns casos, podem causar infecções oportunistas. Este elenco de personagens microbianos não é estático. Ele muda ao longo do tempo. Em um estudo que analisou 48 unidades de chuveiros em funcionamento instalados em um laboratório na China, os pesquisadores concluíram que o biofilme que cresce no interior do cano do chuveiro atinge seu pico após cerca de quatro semanas de uso regular. Ele, então, é reduzido, em grande parte, porque a adesão do biofilme ao cano é fraca, mas voltou a crescer após 22 semanas. O preocupante é que os pesquisadores detectaram no chuveiro e nas mangueiras a bactéria Legionella pneumophila, que causa a doença dos legionários, em apenas quatro semanas de uso e quando o biofilme ressurgiu após um período de estagnação prolongada. Veja mais: Câncer após transplante de fígado: o que se sabe sobre caso de homem transplantado em SP 'Superbactérias' avançam: entenda por que a resistência a antibióticos cresce e gera alerta da OMS A maioria das bactérias lançadas pelo jato do chuveiro é inofensiva, mas algumas podem causar infecções oportunistas e até perigosas BBC/Getty Images Para a maioria das pessoas, o risco de pegar uma infecção no chuveiro é baixo, principalmente se ele for usado com frequência. "Apenas chuveiros contaminados com Legionella e outros patógenos oportunistas apresentam riscos", afirma o microbiólogo especializado em água potável Frederik Hammes, do Instituto Federal de Tecnologia e Ciências Aquáticas em Dübendorf, na Suíça. "Se o chuveiro estiver contaminado especificamente com L. pneumophila, o risco de infecção é relativamente alto, devido à proximidade entre o usuário e o ponto de formação dos aerossóis." Mas os dados indicam que o risco é mais alto entre as pessoas clinicamente vulneráveis, segundo Hammes. É por este motivo que os hospitais adotam rotinas mais rigorosas de desinfecção e substituição de chuveiros. E também pode depender de onde você vive. Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que as regiões onde os chuveiros continham mais micobactérias patogênicas também apresentavam índices mais altos de doença pulmonar micobacteriana não tuberculosa (MNT), um tipo de infecção pulmonar crônica. Os locais mais sujeitos a esta infecção nos Estados Unidos incluem o Havaí, a Flórida, o sul da Califórnia e o meio Atlântico/nordeste, incluindo a região de Nova York. Alguns bolsões superiores do meio-oeste também apresentaram níveis elevados. O clima local e os resíduos de desinfetante na água definem o microbioma dos chuveiros. Os locais mais quentes, com níveis mais altos de cloro, foram associados ao aumento de certas micobactérias patogênicas. A composição das bactérias no seu chuveiro também pode depender da fonte da água, antes de tudo. Casas abastecidas com água clorada tendem a abrigar mais micobactérias que as que usam água de poços ou sistemas sem cloro, como ocorre na Holanda. Isso provavelmente ocorre porque o desinfetante residual favorece os micróbios tolerantes ao cloro. Felizmente, existem algumas medidas bastante simples que podem ser tomadas para reduzir o risco representado pelos micróbios que se reproduzem no chuveiro. Veja mais: É melhor cozinhar com azeite, manteiga ou margarina? Como escolher o melhor para você Como são os cérebros dos 'superidosos' e qual a probabilidade de termos um como o deles? O material é importante Em primeiro lugar, é preciso observar que, aparentemente, o material de que é feito o seu chuveiro e a mangueira causa enorme impacto sobre a quantidade e o tipo de bactérias que irão viver nele. Em um estudo, os pesquisadores criaram dois "simuladores de chuveiros", que foram testados todos os dias por oito meses. Um deles tinha uma mangueira feita de PVC-P, uma forma flexível e adaptável de PVC, e a segunda mangueira era feita de PE-Xc, outro tipo de plástico. Depois de oito meses, as duas mangueiras abrigavam um biofilme pegajoso, mas a mangueira de PVC-P continha 100 vezes mais bactérias. Isso ocorre porque algumas mangueiras alimentam mais biofilmes do que outras. O PVC-P tende a lançar mais carbono na água que o PE-Xc, especialmente quando é novo. Esse carbono fornece mais alimento para as bactérias e também oferece uma superfície mais mole e áspera, que favorece o crescimento inicial dos biofilmes. Um simples chuveiro com corpo de metal, feito de aço inoxidável ou latão cromado, e uma mangueira curta com forro de PE-X ou PTFE, também pode dificultar a formação de biofilmes. Alternativamente, os chuveiros com múltiplas câmaras ou flex podem capturar a água estagnada e acumular metais provenientes da tubulação superior, permitindo o desenvolvimento das comunidades microbianas. Já as soluções ecológicas, como os chuveiros de baixo fluxo, também podem mudar a exposição da pessoa, alterando o tamanho e a quantidade de aerossóis inspirados. Estes chuveiros que economizam água são os mesmos que foram alvo de uma ordem executiva emitida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Branca prometeu que esta medida "tornaria os chuveiros da América grandes novamente". A quantidade de bactérias presentes na água do chuveiro depende de diversos fatores BBC/Getty Images O padrão de saída da água é importante, pois os modos de neblina produzem quase cinco vezes mais aerossóis finos do que os padrões em forma de chuva. Uma alternativa é comprar "chuveiros antimicrobianos", que contêm filtros ou metais, como prata, que prometem a remoção dos micro-organismos da água do chuveiro. Mas as pesquisas demonstram que a maioria dos produtos existentes no mercado faz pouco para reduzir os níveis de patógenos na água. Após a formação de biofilme ou depósitos de minerais, o efeito é rapidamente reduzido, segundo Hammes. "A única solução tecnológica que realmente funciona são os filtros de linha de chuveiro, mas sua manutenção é cara e eles exigem pressão de água considerável", afirma ele. Em testes em escala de uso, a professora de engenharia ambiental e microbiologia Sarah-Jane Haig, da Universidade de Pittsburgh, no Estado americano da Pensilvânia, e um colega demonstraram que os chuveiros "antimicrobianos" não reduziram a carga de micróbios em geral, em comparação com os modelos convencionais. Na verdade, a maioria deles alterava quais micróbios estavam presentes, provavelmente porque os chuveiros reais oferecem muito pouco tempo de contato e, às vezes, pouco agente ativo para realmente desinfetar a água. Haig também recomenda não usar chuveiros anunciados como "promotores da saúde", que incluem nutrientes na água ou retiram o cloro, pois eles "podem alterar o microbioma de forma indesejada". Hábitos simples que funcionam A temperatura da água também faz diferença. A água quente produz o maior fluxo inicial de aerossóis finos inaláveis nos primeiros 1 a 2 minutos depois que o chuveiro é aberto, segundo testes comparativos de diferentes temperaturas e tipos de chuveiro. Ou seja, a maior chance de exposição a qualquer patógeno presente no seu chuveiro ocorre nos primeiros momentos depois de ligar o registro da água quente. Mas não se sinta obrigado a começar a tomar banho frio por conta disso. Alternativamente, verifique se você realmente deseja ficar de pé sob o chuveiro quando abrir o registro. Manter o chuveiro aberto por 60 a 90 segundos, permitindo que a água esquente antes de entrar embaixo do chuveiro, também significa que ele está funcionando de alguma forma naquele momento, eliminando grande parte dos micróbios. Este procedimento é particularmente aconselhável após um feriado ou qualquer intervalo longo entre um uso do chuveiro e outro. A Legionella se prolifera sob temperaturas de cerca de 20 a 45 °C, mas é reduzida acima de cerca de 50 °C, particularmente a 60 °C. Para as pessoas que contam com sistemas de aquecimento de água por acumulação, a recomendação é manter a água a 60 °C. Você pode usar um misturador para ajustar a temperatura do chuveiro em níveis mais confortáveis. E não é aconselhável tomar banho com água acima de 48 °C, para evitar o risco de se escaldar. Um estudo de pesquisadores da China e da Holanda concluiu que a temperatura de 45 °C é adequada para o controle do crescimento microbiano em uma mangueira de chuveiro utilizada regularmente. O número de aerossóis capaz de potencialmente carregar micróbios que podem ser respirados atinge o pico em cerca de dois minutos, nos chuveiros com água quente. Eles também podem se manter por pelo menos cinco minutos depois que o chuveiro é desligado, segundo Hammes. Um estudo de viabilidade indicou que a desumidificação e ventilação do banheiro após o banho de chuveiro pode ser uma forma eficaz de reduzir os níveis de aerossóis que contêm bactérias no ar. E Haig também encontrou resultados similares. "No nosso laboratório, concluímos que partículas com menos de 5 µm podem permanecer suspensas no ar por pelo menos uma hora depois de desligar o chuveiro", afirma Haig. "E, com um exaustor ligado, o número de partículas suspensas no ar é significativamente reduzido." "Para mim e para minha família... usamos um chuveiro padrão de 6,8 litros por minuto, nada sofisticado. Sempre tomamos banho com o exaustor ligado e entramos depois que a água e o exaustor estiverem funcionando por alguns minutos." A frequência com que você usa o seu chuveiro também pode influenciar a quantidade de bactérias. Quanto maior a frequência de uso, menos oportunidades haverá para a estagnação da água nos canos, na mangueira e no chuveiro. No caso do chuveirinho, os micróbios parecem se proliferar particularmente nas mangueiras que contêm água estagnada, segundo os estudos de Hammes e seus colegas. E, surpreendentemente, uma nova mangueira nem sempre é a solução. Os biofilmes podem se tornar mais estáveis com o passar do tempo. A fixação das bactérias em crescimento às paredes de uma mangueira de chuveiro nova tende a ser fraca. Por isso, elas são facilmente retiradas pelo primeiro jato de água, todos os dias. Estudos realizados por pesquisadores chineses e holandeses concluíram que 62% dos micróbios emitidos quando abrimos o chuveiro vêm de uma mangueira com quatro semanas de idade. Este número começa a cair até a 40ª semana, quando o biofilme é mais estável e a proporção de micróbios da mangueira na água diminui para 1,5%. Após esse período, o biofilme, de fato, aumenta, mas se fixa com muito mais firmeza ao interior da mangueira. Por isso, menos bactérias são espirradas com a água durante o uso do chuveiro. Manutenção regular é a melhor medida A limpeza regular, fazendo correr água muito quente através do chuveiro, além de remover incrustações ou deixar o chuveiro embebido em suco de limão, pode ajudar a matar os micróbios que vivem ali e controlar o tamanho dos biofilmes. Se alguém na sua casa for clinicamente vulnerável, considere substituir o chuveiro e a mangueira anualmente, sem depender das caras opções "antimicrobianas". Para hospitais e unidades de assistência médica, onde os riscos são muito mais altos, as orientações do NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos enfatizam a necessidade de seleção cuidadosa do design e rigorosa manutenção. A desinfecção secundária das fontes de abastecimento de água também pode ser importante. Se a simples ideia da existência desses intrusos microscópicos no seu chuveiro o aborrece, talvez seja melhor pensar de forma diferente. Lembre-se de que o seu chuveiro é mais ecológico do que sujo. Pense nele como uma minúscula comunidade de animados micróbios, esperando para cumprimentar você sempre que abrir o registro. Você nunca irá se livrar desses micróbios ou, pelo menos, não por muito tempo. Por isso, é melhor aprender a conviver com eles. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation. Veja mais: Você tem a força da sua idade? Teste da cadeira ajuda a descobrir Você dorme bem? Por que o sono pode ser aliado (ou vilão) do coração

Palavras-chave: tecnologia

Brasil e EUA quebraram o gelo da relação, mas é preciso 'cautela' nas negociações, diz Amorim

Publicado em: 18/10/2025 17:14

A conversa entre Rubio e Vieira O assessor para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou neste sábado (18) que, do lado brasileiro, o clima é de otimismo em razão das recentes conversas do governo Lula com os Estados Unidos. Mas acrescentou que é preciso ver a relação com a gestão Donald Trump com "realismo" e "cautela". Em entrevista à GloboNews, Amorim disse que o "gelo foi quebrado" e o "respeito mútuo restabelecido". Ele ponderou, no entanto, que esses são apenas os "primeiros passos" nas tratativas entre os dois países em busca de um eventual acordo. "Estou otimista, mas com realismo e cautela. O gelo foi quebrado. E o respeito mútuo restabelecido. Isso é importante. Mas são apenas os primeiros passos", declarou o assessor especial, ao ser questionado sobre a expectativa para um possível entendimento entre Brasil e EUA. Lula quer tratar sobre Venezuela com Trump Amorim é um dos principais conselheiros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área de política externa. Nesta sexta-feira (17), ele participou de reunião no Palácio da Alvorada sobre as estratégias do governo federal nas negociações com o governo norte-americano. Além do assessor especial, também estava presente o chanceler Mauro Vieira, que, na última quinta (16), teve uma reunião presencial com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington. Os três fizeram um balanço da conversa com Rubio e também falaram sobre o encontro que deve acontecer em breve entre o presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump – ainda sem data oficial marcada. O Palácio do Planalto considera que a conversa entre os presidentes pode ocorrer durante o encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro, mas isso depende da agenda das duas autoridades. Minerais críticos Um dos temas que podem entrar em discussão na conversa com os norte-americanos são os minerais críticos e as terras raras. Sobre isso, Amorim respondeu que "o importante é desenvolver uma política que priorize nossas próprias necessidades". "O presidente está atento a isso", acrescentou. 🔍Minerais críticos e estratégicos são aqueles que desempenham papel central na economia de um país, principalmente no futuro. São usados, por exemplo, na tecnologia de ponta, em chips para celulares e computadores e na transição energética. No final deste mês, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vai tratar do tema com o secretário de Energia do governo Trump. Segundo Silveira, o presidente orientou à equipe que continue dialogando com outras nações, inclusive com os Estados Unidos, para atrair investimentos para o Brasil, desde que respeitem as políticas públicas elaboradas no país. Lula e Celso Amorim durante visita do então presidente da Argentina, Alberto Fernández. Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Montes Claros vai realizar leilão de bens móveis inservíveis; saiba como visitar lotes

Publicado em: 18/10/2025 14:20

Vista de Montes Claros Solon Queiroz A Prefeitura de Montes Claros vai realizar um leilão de bens móveis inservíveis em novembro. Segundo o município, serão disponibilizados 59 lotes, sendo que o maior tem valor inicial de R$ 30 mil e é composto por centrais de aquecimento com carcaças de quadros de distribuição e torre de resfriamento. O de menor valor, de cofres, tem lance inicial de R$ 100. Serão leiloados: Motores elétricos, brinquedos de playground, aparelhos de ar-condicionado, macas, sucata de móveis, balanças, mesas e cadeiras escolares, equipamentos e mobiliários para unidades de saúde, componentes para iluminação pública, geladeiras, freezers, bebedouros, equipamentos de informática e eletrônicos. Também estarão disponíveis um ônibus, duas ambulâncias, oito automóveis, duas caminhonetes e três motocicletas. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Todos os lotes podem ser visitados pela internet e também presencialmente entre os dias 11 a 14 de novembro, de 8 às 12h e das 14 às 17h, e no dia 17, entre 7h30 e 8h30, no Depósito Patrimonial no prédio da Nova Prefeitura, localizado na Avenida Governador Magalhães Pinto, n° 4.000, no bairro Jaraguá (lotes do n° 01 ao nº 57), e na Antiga Escola Técnica, na Praça da Tecnologia, n° 200, no Alto São João (lotes 58 e 59). A sessão pública do leilão acontecerá em 17 de novembro, a partir das 9h, na Sala de Imprensa localizada no prédio da Prefeitura de Montes Claros, no bairro Jaraguá. VEJA TAMBÉM: Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: tecnologia

Manifestantes dos atos ‘No Kings’ podem ser monitorados por reconhecimento facial e drones, dizem grupos civis

Publicado em: 18/10/2025 14:03

Cidades americanas têm protestos contra Donald Trump Milhares de manifestantes ocupam a Times Square durante o protesto “No Kings”, neste sábado, 18 de outubro de 2025, em Nova York. Olga Fedorova / AP Os protestos “No Kings”, realizados neste sábado (18) em mais de 2.600 cidades dos Estados Unidos e em diversos países, reacenderam um debate sobre vigilância governamental e liberdade de expressão. Grupos de defesa civil alertam que manifestantes podem estar sendo monitorados por tecnologias avançadas, como reconhecimento facial, drones e rastreamento de celulares, em ações conduzidas por agências federais sob o governo do presidente Donald Trump. De acordo com a organização Electronic Frontier Foundation (EFF), o nível de vigilância varia conforme o local e as forças policiais envolvidas. Em Washington, D.C., onde cercas foram erguidas ao redor da Casa Branca, os protestos devem ser observados com métodos de controle mais sofisticados do que em cidades menores. “Mesmo antes deste governo, a vigilância de manifestações pacíficas já era comum e corrosiva para a liberdade de expressão. Agora, sob Trump, isso representa uma ameaça existencial à democracia americana”, afirmou Ryan Shapiro, diretor do grupo de transparência Property of the People. Arsenal digital do governo O Departamento de Segurança Interna (DHS) e sua divisão de imigração, o ICE, possuem um extenso aparato de vigilância digital, segundo investigações recentes. Isso inclui o uso de tecnologia de reconhecimento facial, ferramentas de invasão de celulares e os chamados “simuladores de torres”, capazes de rastrear comunicações de milhares de aparelhos em tempo real. Em protestos anteriores, o governo Trump chegou a empregar drones de combate MQ-9 Predator — originalmente usados em zonas de guerra — sobrevoando Los Angeles durante atos contra o ICE. Câmeras de alta definição também foram instaladas em cidades como Chicago. Questionado sobre o monitoramento das manifestações, o DHS afirmou em nota que suas forças “atuam diariamente para aplicar as leis do país”, enquanto o ICE destacou que a Primeira Emenda protege protestos pacíficos, não tumultos. Manifestantes usam fantasias e carregam cartazes enquanto se reúnem no cruzamento das ruas 14th e U, antes de marchar até o National Mall durante o protesto “No Kings”, em Washington, neste sábado, 18 de outubro de 2025. Jose Luis Magana / AP Falta de transparência e lacunas legais Para Nate Wessler, diretor adjunto do Projeto de Privacidade e Tecnologia da ACLU, os mecanismos de vigilância “são projetados para operar de forma oculta”, o que dificulta comprovar abusos. “Mesmo quando há regras legais específicas, é quase impossível provar que uma pessoa foi monitorada de forma indevida”, disse Wessler. Organizações de direitos civis também denunciam que o governo afastou servidores que poderiam conter “excessos” no uso dessas tecnologias. Segundo Don Bell, do Constitution Project, “não existem barreiras legais eficazes para impedir a vigilância em massa — e as poucas que havia foram demolidas”. Uma manifestante carrega um cartaz enquanto participa do protesto “No Kings” no cruzamento das ruas 14th e U, antes de marchar até o National Mall, em Washington, neste sábado, 18 de outubro de 2025. Jose Luis Magana / AP Preocupação entre manifestantes Apesar de os protestos “No Kings” anteriores terem sido amplamente pacíficos, ativistas afirmam que o clima mudou desde então. Trump e seus aliados passaram a chamar manifestantes de “terroristas” e “agitadores de esquerda”, o que elevou o nível de tensão. “Mesmo o discurso dos parlamentares está mais agressivo desta vez. Eu estou mais preocupado agora do que antes”, disse Thorin Klosowski, da EFF. Em julho, senadores democratas questionaram o Departamento de Segurança Interna sobre o uso de vigilância em manifestações, mas não receberam resposta. O senador Ed Markey, de Massachusetts, criticou a falta de transparência: “Trump já demonstrou que usa o poder do Estado para silenciar a dissidência. O governo deve se abster de espionar cidadãos que estão apenas exercendo seus direitos constitucionais”, afirmou. Monitoramento interno Um documento obtido pelo grupo Property of the People mostra que os protestos deste sábado foram incluídos nos relatórios de centros de inteligência doméstica criados após o 11 de Setembro. O Centro de Inteligência da Califórnia Central, por exemplo, listou as cidades de Sacramento, Fresno e Stockton como pontos de monitoramento dos atos. Embora os protestos tenham sido classificados como “ações não violentas”, o centro informou que relatórios adicionais de inteligência estavam sendo preparados sobre as manifestações. A Associação Nacional dos Centros de Fusão não respondeu a perguntas sobre as operações de 18 de outubro, limitando-se a citar um documento federal de 2011 que recomenda diretrizes para eventos protegidos pela Primeira Emenda.

Palavras-chave: tecnologia

Uberlândia pode receber novos investimentos em data center em negociações entre Brasil e EUA

Publicado em: 18/10/2025 13:00

Ministro Alexandre Silveira fala em investimentos para data center e minerais críticos Uberlândia pode receber mais investimentos na área de Data Center, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista exclusiva ao MG1, nesta sexta-feira (17). Conforme Silveira, ele deve encontrar com o secretário de energia dos Estados Unidos, Chris Wrigh, ainda em outubro para tratar sobre possíveis investimentos norte-americanos nos setores de minerais críticos e data center no Brasil. "O mundo inteiro quer investir no Brasil, no ramo de data center, graças à nossa matriz elétrica. Pode ser que Uberlândia entre [na negociação]. Uberlândia tem uma rede de transmissão muito robusta. O Estados Unidos é quem mais demanda investimentos em data center fora do território americano. Agora, nós vamos aos Estados Unidos demonstrar todo o nosso potencial para recepcionar esses investimentos. E eu estou muito otimista que essas negociações, com toda instrumentalização de política pública feita pelo nosso governo, vai atrair muito investimento e gerar muita prosperidade no Brasil", afirmou Silveira. Em julho deste ano, a empresa norte-americana RT-One e a Prefeitura de Uberlândia anunciaram um investimento superior a R$ 6 bilhões para a instalação do primeiro data center de Inteligência Artificial (IA) da região Sudeste. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp 🔎Data centers são locais físicos que abrigam servidores e sistemas usados para armazenar, processar e distribuir dados. São eles que garantem o funcionamento de sites, aplicativos e serviços de nuvem usados em computadores ou celulares. Minerais críticos e terras raras De acordo com o ministro de Minas e Energia, minerais críticos e terras raras devem ser temas que deve ser grandes diferenciais para as negociações entre Brasil e Estados Unidos. "Não se produz nada de alta tecnologia, hoje, sem as terras raras. No advento da transição energética, da mudança da matriz de energia global, nós somos campeões nos biocombustíveis e somos riquíssimos em terras raras", afirmou Silveira. Ele lembrou que na quinta-feira (16), foi realizada a primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral, justamente com discussão sobre terras raras. Segundo o ministro, do Conselho devem resultar proposições de resoluções e de decretos presidenciais que vão nortear a política pública do setor dos minerais de uma forma geral, mas em especial dos minerais críticos. LEIA TAMBÉM: Uberlândia receberá Data Center de IA com aporte bilionário de empresa americana e geração de 2 mil empregos Uberlândia vai receber o primeiro posto de abastecimento de biometano de Minas Gerais Primeira usina de biometano de MG é inaugurada em Tupaciguara; entenda uso do gás, opção mais sustentável de combustível Callink anuncia a aquisição da Algar Tech "Saiu, por exemplo, a determinação do presidente Lula que a gente invista com os países que queiram fazer mapeamento geológico. No Brasil, nós temos apenas 30% do subsolo conhecido e já somos a sétima reserva de urânio do mundo. Nós já somos a terceira maior reserva de cobre do mundo. A demanda por cobre na transição energética é uma demanda infinita", explicou. Em setembro deste ano, foi anunciada uma nova mina de nióbio na cidade de Araxá, no Alto Paranaíba, e há uma preocupação em relação à segurança ambiental na área. Conforme o ministro Silveira, uma das resoluções aprovadas pelo Conselho já na primeira reunião é sobre o aperfeiçoamento da fiscalização do setor mineral nacional. "O setor mineral não tinha um órgão que pudesse, de forma intersetorial no governo, assessorar o Presidente da República para que ele, através de resoluções e decretos, decidisse para onde vai o setor da mineração no país. Por isso, tantos problemas do setor mineral. O Brasil vai ver o setor mineral, a partir de agora, muito mais robusto, com muito mais previsibilidade, mais segurança jurídica para o investidor, atraindo investimentos internacionais", disse Silveira. Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fala sobre terras raras e data center em visita a Uberlândia Caroline Aleixo/g1 TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Prefeitura de Manaus envia à CMM projeto de Lei Orçamentária Anual 2026 com previsão de R$ 12 bilhões

Publicado em: 18/10/2025 12:59

Sede da Prefeitura de Manaus Semcom A Prefeitura de Manaus encaminhou, na última quarta-feira (15), à Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para o exercício de 2026. A proposta prevê um orçamento de R$ 12 bilhões, o que representa crescimento de 14,2% em relação ao valor aprovado para 2025, de R$ 10,5 bilhões. O texto já havia sido apresentado em audiência pública no início de outubro e, segundo a Subsecretaria de Orçamento e Projetos da Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), reflete um processo de planejamento baseado em dados técnicos e na participação popular. A subsecretária Karliley Capucho explicou que a construção do orçamento envolveu técnicos municipais e especialistas do governo federal, além de consultas públicas realizadas dentro do processo do PPA Participativo. “Estamos fechando um ciclo de planejamento para elaboração da Lei Orçamentária de 2026 e do PPA dos próximos quatro anos. Tivemos votação popular, refinamento com as secretarias e agora apresentamos a proposta final”, afirmou Capucho. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela destacou ainda que o orçamento consolida as estimativas de receitas e despesas do município e garante a execução das políticas públicas definidas pela população. “A Lei Orçamentária materializa decisões democráticas e técnicas. Cada valor previsto traduz o compromisso da prefeitura com uma Manaus mais eficiente, humana e sustentável”, completou. Educação e Saúde concentram maiores recursos De acordo com o projeto, a Educação continuará sendo a área com maior volume de recursos. O orçamento previsto para 2026 é de R$ 3,2 bilhões, aumento de quase 40% em relação a 2024. Do total, 44,57% serão destinados a pessoal, 50,64% a despesas correntes e 4,03% a investimentos. A Saúde também terá reforço orçamentário. Após receber R$ 1,74 bilhão em 2025, o setor deve contar com R$ 1,89 bilhão em 2026, sendo 69,09% para pessoal e encargos, 28,69% para despesas correntes e 1,32% para investimentos. Com o envio do Ploa à CMM, o projeto seguirá para análise das comissões técnicas e, em seguida, para votação em plenário, conforme o trâmite previsto na legislação orçamentária.

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Semana de ciência e tecnologia do INPE oferece atividades gratuitas; veja como se inscrever

Publicado em: 18/10/2025 12:06

Sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Reprodução/TV Vanguarda A Semana de Ciência e Tecnologia do Instituto de Pesquisa Espaciais (INPE) começa neste domingo (19) e vai até o próximo dia 25. A programação do evento oferece diversas atividades gratuitas para a população, como oficinas e palestras. Para participar de algumas atividades, é necessário fazer inscrição. Clique aqui para se inscrever. O evento faz parte da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que neste ano tem como tema “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. Confira abaixo a programação de atividades: 19/10 (domingo): INPE no Ciência no Parque - O INPE vai ao Parque Vicentina Aranha para dialogar com a sociedade. Evento sem inscrição; 20/10 (segunda-feira): Projeto PIRATA: boias em alto-mar para entender fenômenos climáticos. Palestra com Emanuel Giarolla, 15h, Auditório do LIT. 21/10 (terça-feira): Entre a Antártica e a América do Sul: a influência do Oceano no clima brasileiro. Palestra com Luciano Pezzi, 15h, Auditório do LIT. 21/10 (terça-feira): Oficina de Confecção de Cadernos (6 vagas). Oficina prática com José Augusto de Souza, 14h. Ponto de encontro: Biblioteca. 22/10 (quarta-feira): O papel dos satélites na proteção das águas brasileiras. Palestra com Claudio Barbosa, 15h, Auditório do LIT. 22/10 (quarta-feira): Oficina de Confecção de Cadernos (6 vagas). Oficina prática com José Augusto de Souza, 8h30. Ponto de encontro: Biblioteca. 23/10 (quinta-feira): Cinema no INPE. Exibição do documentário “Ciência na Mira” e debate com convidados, 17h, no Auditório do LIT. 23/10 (quinta-feira): Oficina de Confecção de Cadernos (6 vagas). Oficina prática com José Augusto de Souza, 8h30. Ponto de encontro: Biblioteca. 24/10 (sexta): Do espaço ao mar: monitorando o azul do planeta por satélite. Palestra com Milton Kampel, 15h, Auditório do LIT. 24/10 (sexta): Observação de Saturno no Miniobservatório (50 vagas). Atividade sujeita ao tempo. 25/10 (sábado): INPE Portas Abertas. Das 10h às 17h, com visitas guiadas, exposições, espaços interativos e atividades infantis. Também haverá Feira de Troca de Livros durante toda a semana e no INPE Portas Abertas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais sobre o Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia