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Pesquisadores da UFMA desenvolvem dois satélites para missões ambientais e de segurança

Publicado em: 08/10/2025 12:23

Nanossatélite, batizado de Jussarra-K, tem a missão de coletar dados ambientais. Reprodução/TV Mirante Estudantes e pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) se preparam para o lançamento de dois satélites desenvolvidos na instituição 🌴 O Jussara-K será o primeiro satélite do Maranhão lançado a partir da Base de Alcântara. Do tipo spin-off, ele deriva do projeto Aldebaran e marca um avanço inédito na área aeroespacial do estado. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Já o Aldebaran-1, com lançamento previsto para novembro, na Índia, tem como foco missões ambientais e de resgate. O projeto surgiu a partir da preocupação com a segurança de pescadores que utilizam pequenas embarcações, funcionando como uma ferramenta de transmissão de posições dos barcos e auxílio em casos de naufrágio. Com menos de um quilo, o equipamento foi desenvolvido por alunos do curso de Ciência e Tecnologia da UFMA. Inicialmente criado com fins educativos, o projeto ganhou proporções maiores e deve ser aplicado por empresas em atividades de monitoramento ambiental, como a identificação de focos de queimadas. O lançamento do Jussara-K está previsto para o dia 28 de outubro, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Toda a operação será controlada pela estação terrestre da UFMA, responsável por receber e analisar os dados transmitidos pelo satélite, como níveis de umidade e monóxido de carbono na atmosfera. Veja também: Satélites maranhenses prontos para lançamento

Palavras-chave: tecnologia

99Food escreve um novo capítulo para o delivery no Brasil

Publicado em: 08/10/2025 11:15

99 Food Divulgação O mercado brasileiro de delivery, avaliado em mais de R$ 100 bilhões anuais, enfrenta um dilema. Por um lado, o hábito de pedir comida por aplicativo se consolidou: 91% dos consumidores consideram o serviço essencial no dia a dia, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a Abrasel. Mas, por outro, o entusiasmo inicial foi freado por um sistema de preços mais altos do que no balcão e uma percepção crescente de que a equação deixou de ser justa. Não por acaso, 63% dos consumidores afirmam já ter desistido de pedir delivery por causa dos custos. É nesse contexto que a 99, empresa de tecnologia que já conecta transporte, pagamentos e logística a milhões de brasileiros, estreia no país seu serviço de entrega de refeições, usando um modelo baseado no conceito de ganha-ganha-ganha: melhor para o consumidor, melhor para o restaurante, melhor para o entregador. A 99Food já chega com um plano ousado: investir R$ 2 bilhões no primeiro ano de operação, com a meta de alcançar pelo menos 100 cidades até meados de 2026. Goiânia, São Paulo e, em breve, no Rio O projeto começou em junho de 2025 por Goiânia, cidade escolhida como piloto. A segunda etapa ocorreu em agosto, com a entrada em São Paulo e região metropolitana. O aporte de R$ 500 milhões deu início a uma fase de testes que rapidamente mobilizou a economia local: mais de 20 mil restaurantes aderiram ao serviço e cerca de 50 mil entregadores encontraram novas oportunidades de renda. Até o fim do ano, a marca chega ao Rio de Janeiro. A capital fluminense marca um passo simbólico: além de expandir o alcance da 99Food, representa a consolidação de uma estratégia nacional. Um modelo que questiona as regras Na prática, a proposta da 99Food se apoia em três pilares: preços mais justos, ganhos mais dignos e conveniência ampliada. Para os restaurantes, a plataforma oferece melhores modelos de negociação. Como afirma Simeng Wang, diretor-geral da 99 no Brasil, a chegada da 99 ao setor não é somente uma movimentação de mercado, mas um convite a repensar o modelo atual. “Não viemos para jogar segundo as regras antigas. Viemos para mudá-las em benefício de todos. Estamos empolgados em trazer essa revolução ao maior mercado do país. É hora de preços justos, mais opções, verdadeira acessibilidade e de transformar o delivery em um recurso que todos possam aproveitar.” A estimativa é que essa economia permita vender pratos no delivery pelo mesmo valor praticado no cardápio físico, algo que 94% dos consumidores e 81% dos restaurantes acreditam ser possível se não houvesse comissões das plataformas atuais. Para os entregadores, há garantias objetivas de remuneração, como R$ 250 por dia para quem completar 20 corridas. Já para o consumidor, o atrativo está no bolso: comida pelo preço do cardápio, cupons que somam R$ 99 de desconto e entrega gratuita. Apoio institucional e impacto social O lançamento da 99Food também tem marcado presença em agendas políticas. Em agosto, executivos da empresa reuniram-se com o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, que destacou o impacto econômico do investimento de R$ 500 milhões no estado. No mês seguinte, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu lideranças da 99 e da controladora global DiDi para oficializar um pacote de apoio a entregadores. O anúncio incluiu programas sustentáveis de crédito e aluguel de motos e bicicletas elétricas, em parceria com seis empresas diferentes, com potencial de beneficiar até 600 mil trabalhadores nos próximos cinco anos. Um superapp em construção A chegada da 99Food não deve ser vista isoladamente. A empresa já atua em 3.300 cidades brasileiras com transporte individual, 99Moto e entregas de objetos, além de contar com a 99Pay, sua carteira digital com mais de 21 milhões de contas abertas. O food delivery, portanto, expande um ecossistema que busca consolidar o aplicativo como uma central de conveniência no cotidiano dos usuários. O modelo é inspirado no mercado latino, onde a DiDi já opera com sucesso em países como Colômbia, Costa Rica e Peru. No México, por exemplo, o DiDi Food tornou-se a principal plataforma de entrega, reunindo 74 mil restaurantes e mais de 360 milhões de pedidos. A aposta é que essa experiência internacional ajude a acelerar a curva de adoção no Brasil. O futuro do delivery Os números do setor deixam claro que há espaço — e demanda — para mudança. Hoje, 1,4 milhão de restaurantes compõem o mercado brasileiro, mas cerca de 400 mil não estão presentes em aplicativos de delivery devido ao alto custo de adesão. A 99Food mira justamente essa lacuna, oferecendo acesso a um público que antes estava fora do alcance digital. Se a estratégia se confirmar, os próximos meses podem redefinir a lógica do delivery no país. A expectativa é que o setor retome fôlego, estimulando consumo, contratando mais trabalhadores e fomentando inovação em pequenos e grandes negócios. Como resume Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva: “O delivery se tornou essencial na vida dos brasileiros, mas o modelo atual está quebrado. Há uma demanda clara por mudança. Um novo player com um modelo mais justo não é só bem-vindo — é necessário.” Conheça a nova plataforma.

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Sebrae/CE realiza o maior evento da história do Centro de Eventos

Publicado em: 08/10/2025 11:14

Centro de Eventos recebe dois grandes eventos realizados pelo Sebrae/CE MTur O Centro de Eventos do Ceará encerrou o ano de 2024 com um feito histórico. Até 31 de dezembro, o equipamento registrou o maior número de eventos sediados da última década, tornando-se indutor do turismo de negócios do Nordeste. O crescimento é de 7% no volume total, chegando a 130 eventos realizados. O número já supera a marca de 2015, quando o espaço sediou 125 programações. Os números reforçam um movimento que vem se intensificando desde o pós-pandemia, quando o turismo de eventos voltou a ser um dos motores mais dinâmicos da economia cearense. Entre 2022 e 2024, o setor registrou um salto superior a 180%. No último ano, R$ 975 milhões circularam na economia do estado por meio dos gastos de turistas que vieram participar de feiras, congressos e convenções. Segundo dados da Secretaria do Turismo, em 2024, o Centro de Eventos do Ceará recebeu quase 680 mil visitantes, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. As feiras e convenções foram os principais atrativos de público, responsáveis por mais de 300 mil participações ao longo do ano. Neste cenário de crescimento expressivo, o Centro de Eventos do Ceará será palco de um acontecimento sem precedentes. A realização conjunta da Feira do Empreendedor e do Siará Tech Summit 2025, promovidos pelo Sebrae/CE, ocupará integralmente os 27 mil m² de área dos dois pavilhões. Com expectativa de receber aproximadamente 60 mil visitantes, a grandiosidade da montagem e a diversidade de experiências fazem da edição o maior evento já realizado na história do Centro de Eventos do Ceará. Este marco consolida Fortaleza no mapa dos grandes destinos de negócios e inovação do país. De 8 a 10 de outubro, o espaço se transforma em um verdadeiro ecossistema de oportunidades, reunindo empreendedores, investidores, startups, estudantes, pesquisadores e lideranças públicas e privadas. A força conjunta dos dois eventos simboliza o trabalho que o Sebrae/CE vem desenvolvendo para tornar o estado mais empreendedor e mais inovador. Na Feira do Empreendedor, o público encontra soluções para gestão, acesso a crédito, formalização e capacitação, além de áreas temáticas voltadas à sustentabilidade, gastronomia, agronegócio, economia criativa e mercado internacional. Já o Siará Tech Summit traz o universo das startups, da inteligência artificial e das tecnologias emergentes, com painéis, hackathons e showcases de inovação. A capital cearense vem ampliando sua vocação como destino híbrido de lazer e negócios, onde a infraestrutura turística moderna se alia à hospitalidade, à conectividade aérea e à capacidade organizacional. O resultado é um ambiente propício à realização de eventos de grande porte, fortalecendo toda a cadeia produtiva e ampliando o impacto econômico local. Inscreva-se na Feira do Empreendedor e no Siará Tech Summit de forma gratuita.

Novo Kwid E-Tech chega por menos de R$ 100 mil e segue como o elétrico mais barato do Brasil

Publicado em: 08/10/2025 11:03

Novo Kwid E-tech divulgação/Renault O novo Kwid E-Tech foi lançado nesta quarta-feira (8) com uma versão significativamente renovada, mas mantendo o preço de R$ 99.990. Com isso, ele continua o carro elétrico mais barato do Brasil. Estes são os preços dos carros elétricos mais baratos do Brasil: Renault Kwid E-Tech: R$ 99.990; Chery iCar: R$ 119.990; BYD Dolphin Mini: R$ 119.990. JAC e-JS1: R$ 119.990 As principais alterações estão na dianteira e no interior, aproximando o modelo dos concorrentes chineses BYD Dolphin e GWM Ora 03. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A nova versão do Kwid elétrico deixa de lado a grade frontal fechada presente no modelo anterior. Agora, a peça é inteiramente preta e ocupa uma área bem menor. Os faróis também mudaram, passando a contar com luzes diurnas em formato de “Y”. O para-choque foi redesenhado e agora esconde parcialmente os faróis, contribuindo para um visual mais minimalista, alinhado à estética dos carros elétricos chineses. Novo Kwid E-tech divulgação/Reunault A traseira mantém o visual semelhante ao da versão anterior, mas as lanternas foram reduzidas e agora estão conectadas por uma faixa preta sem iluminação. Se as mudanças externas chamam atenção, as internas são ainda mais significativas. A principal delas é que o novo Kwid E-Tech abandona as telas usados na versão a combustão do compacto. A central multimídia passou de 8 para 10 polegadas e deixou de ficar encaixada em uma moldura fixa no console. Agora, ela tem aparência flutuante, como nos modelos chineses, o que transmite a impressão de ser maior. O painel de instrumentos agora conta com uma tela digital de 7 polegadas, substituindo os mostradores analógicos em LED. O novo display é colorido e ocupa boa parte do quadro. Novo Kwid E-tech divulgação/Renault Apesar de ser elétrico, o freio de estacionamento do novo Kwid E-Tech ainda é acionado por alavanca. Em compensação, o volante revela a presença de piloto automático e deixa de exibir os sete botões sem função. Itens de série do novo Kwid E-tech Central multimídia de 10 polegadas; Espelhamento por Apple Carplay e Android Auto sem fio; Painel digital de 7 polegadas; Câmera de ré; Piloto automático; Limitador de velocidade; Sensores de estacionamento traseiros; Sensores de estacionamento dianteiros; Alerta de permanência em faixa; Assistente de permanência em faixa; Frenagem automática de emergência; Reconhecimento de placas de velocidade; Sensor de fadiga; Seis airbags. Embora o Kwid elétrico tenha se aproximado dos concorrentes chineses em termos de tecnologia de telas, ainda está atrás no quesito acabamento. O novo modelo não oferece áreas com toque macio, recurso presente até no BYD Dolphin Mini, o carro elétrico mais vendido do Brasil em 2025. Novo Kwid E-tech divulgação/Renault A motorização também permanece inalterada. O novo Kwid E-Tech mantém os mesmos 65 cv de potência, o que o posiciona como o segundo carro elétrico menos potente do Brasil — à frente somente do Chery iCar, com 61 cv, vendido por R$ 119,9 mil. Renault Kwid E-tech sofreu com a chegada dos chineses O Renault Kwid E-Tech foi um dos primeiros carros 100% elétricos a desembarcar no Brasil, em 2022, marcando o início da eletrificação dos modelos compactos. Com preço de R$ 142.990 na época, o modelo liderou sozinho a lista dos carros elétricos mais acessíveis até a chegada do BYD Dolphin, um ano depois, o que obrigou o mercado a repensar seus preços. Mesmo custando cerca de R$ 7 mil a mais (R$ 149.800, ou 4,7% acima), o BYD Dolphin veio ao Brasil com um pacote mais completo: 46% mais potente (95 cv, contra 65 cv do Kwid); 23% mais veloz (velocidade máxima de 160 km/h, contra 130 km/h do Kwid); Aceleração 34% mais veloz (0 a 100 km/h em 10,9 segundos, contra 14,6 segundos do Kwid); 56% mais autonomia (291 km, contra 185 km do Kwid); Mais espaço interno (entre-eixos de 2,7 metros, contra 2,42 metros do Kwid). Esses fatores pavimentaram o sucesso do Dolphin e o quase esquecimento do Kwid elétrico. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entre janeiro e setembro deste ano, o Dolphin foi emplacado aproximadamente 1.700 vezes mais que o rival. O BYD Dolphin Mini, modelo mais acessível da marca no Brasil — embora ainda mais caro que o Renault Kwid E-Tech — vendeu mais de 3.800 vezes o volume do compacto francês: Renault Kwid E-Tech: 6 unidades emplacadas em 2025; BYD Dolphin Mini: 22.905 unidades emplacadas em 2025. BYD Dolphin: 10.345 unidades emplacadas em 2025. *Matéria em atualização.

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Condoconecta: conhecimento e soluções que transformam a vida em condomínio

Publicado em: 08/10/2025 10:58

Quem já viveu de perto a rotina de um condomínio sabe: ser síndico não é tarefa simples. Resolver inadimplência, organizar obras, equilibrar o orçamento, cuidar da comunicação com os moradores… a lista é longa. É um trabalho que exige preparo técnico, mas também sensibilidade para lidar com pessoas e, acima de tudo, apoio para não enfrentar tudo sozinho. Foi exatamente dessa necessidade que surgiu o Condoconecta, em 2020. No auge da pandemia, quando reuniões presenciais não eram possíveis, a iniciativa nasceu como uma rede de workshops online voltados para síndicos e administradores. A ideia era simples e poderosa: compartilhar conhecimento de qualidade, oferecer suporte prático e criar um espaço de troca para quem carrega a responsabilidade de gerir comunidades inteiras. Divulgação O sucesso dos encontros virtuais mostrou que havia uma demanda real. Logo, o que começou nas telas evoluiu para eventos presenciais, planejados nos mínimos detalhes — de temas relevantes à palestrantes de referência, passando por uma logística pensada para facilitar a participação. Mais do que palestras, esses encontros se tornaram oportunidades de atualização técnica, networking e reconhecimento profissional. Initial plugin text Inadimplência sob controle e soluções que devolvem tranquilidade Quando o tema é a saúde financeira dos condomínios, a inadimplência quase sempre aparece como um dos maiores desafios. O caixa comprometido é apenas o começo: ela também paralisa obras, prejudica manutenções e gera atritos entre vizinhos. Mas os problemas financeiros de um condomínio não param por aí! Planejar o orçamento, decidir sobre reformas e lidar com a rotina de gastos também são tarefas que costumam sobrecarregar o síndico. É nesse ponto que o Condoconecta faz diferença. O trabalho das empresas garantidoras se estende da cobrança de inadimplentes à gestão financeira completa, com suporte jurídico e recursos para reformas e melhorias. Dessa forma, preservam a sustentabilidade financeira do condomínio e permitem que o síndico tenha mais tempo e tranquilidade para cuidar do que realmente importa: o futuro da gestão e o bem-estar dos moradores. Gestão com olhar humano e impacto além dos muros O que torna o Condoconecta especial não são apenas as soluções financeiras ou a eficiência dos processos. O grande diferencial está em unir tecnologia e atendimento humano, mostrando que a gestão condominial vai muito além de números. Transparência em cada detalhe, desde boletos claros até equipes preparadas para orientar síndicos em momentos críticos, garante não só organização, mas também confiança. É nessa combinação que a administração ganha segurança para tomar decisões importantes sem se sentir sozinha. Mas o cuidado não se limita à rotina administrativa. O Condoconecta reconhece que a vida em condomínio é feita de pessoas e que o trabalho de quem está à frente dessa gestão merece valorização. Todo ano, o Dia do Síndico se transforma em uma celebração especial: encontros que reúnem gestores para momentos de reconhecimento, homenagens e confraternização. Em 2024, por exemplo, o Clube Curitibano foi palco de uma noite de música, jantar e sorteios, marcada pela gratidão àqueles que se dedicam a cuidar das comunidades condominiais. Essa mesma visão de comunidade se estende além dos portões dos prédios. Projetos sociais apoiados pela rede, como os da Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil (ACGB), revitalizam espaços urbanos com restauração de calçadas, plantio de flores e pintura de áreas públicas. Já a Editora Bonijuris contribui com materiais educativos que fortalecem o conhecimento de síndicos e moradores. Assim, o Condoconecta não apenas simplifica a gestão financeira, mas também promove qualidade de vida e impacto social onde atua. Uma rede que cresce com propósito De um grupo inicial formado por 12 garantidoras idealizadoras, o Condoconecta cresceu, conquistou patrocinadores e apoiadores e segue ampliando o alcance de seus eventos. O segredo desse crescimento está em três princípios que guiam cada ação: transparência, compromisso e foco em resultados práticos. Nascida como uma plataforma, a iniciativa transformou-se em algo maior: uma rede de confiança que fortalece a relação entre síndicos e moradores. Onde chega, a gestão se torna mais leve, a convivência mais tranquila e a vida em condomínio mais equilibrada. Siga o Condoconecta nas redes sociais e descubra como tornar a gestão condominial mais simples, humana e eficiente.

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Lula e ministros participam de conferência nacional em Luziânia

Publicado em: 08/10/2025 10:33

Presidente e ministros participam de conferência em Goiás Divulgação/Ministério da Educação Na manhã desta quarta-feira (8), o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva participa da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Além do presidente, também participam Marina Silva, ministra Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Camilo Santana, ministro da Educação. Em 2025, o tema da conferência é: Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática. Segundo o Ministério da Educação, o evento paz parte da preparação do Brasil para a COP 30, que será sediada em Belém, no Pará. Ainda segundo informações da pasta, o principal objetivo da conferência é fortalecer ações formativas no campo da educação ambiental. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp "É um convite para que as escolas desenvolvam jornadas pedagógicas por meio de pesquisas e produção de conhecimentos que contribuam com seus territórios no enfrentamento das mudanças do clima", diz o texto sobre o evento. LEIA TAMBÉM: Lula lamenta morte de estudantes da UFPA e motoristas em acidente na BR-153: ‘Que famílias encontrem conforto e amparo' Com a presença de Lula, BRT de Goiânia é inaugurado após quase 10 anos do início das obras Eleitores de Lula em Goiás comemoram vitória; vídeos Participam da conferência escolas com turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. O evento é organizado pelo órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), Ministério da educação (MEC) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Mcti). O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Sanção do Projeto de Lei n° 2628/2022, que dispõe sobre a proteção de crianças e de adolescentes em ambientes digitais (Estatuto da Criança e do Adolescente Digital ? ECA Digital) realizada nesta quarta-feira, 17 de setembro de 2025. Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo Educação e Meio Ambiente A etapa nacional teve início nesta segunda-feira (6) e vai até o dia 10 de outubro. Segundo informações do Governo Federal, mais de 2,2 milhões de pessoas foram mobilizadas em 8.732 escolas de 2.307 municípios nas etapas anteriores. Ao final dos cinco dias de evento, as propostas dos participantes para o fortalecimento de políticas educacionais serão reunidas para contribuir com as iniciativas desenvolvidas pelos órgãos competentes. A programação segue até sexta-feira (10), com atividades formativas, rodas de conversa, apresentações culturais e uma feira que reúne iniciativas desenvolvidas pelas escolas participantes. Segundo as informações, o evento foi realizado pela primeira vez em 2003 e já envolveu mais de 20 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Educação, "o processo fortalece o protagonismo infantojuvenil e conecta a educação básica às grandes agendas globais de meio ambiente e clima". VEJA TAMBÉM | Lula faz discurso durante congresso da UNE em Goiânia Lula faz discurso durante congresso da UNE em Goiânia VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Inscrições de vestibular para cursos à distância terminam nesta quarta-feira (8)

Publicado em: 08/10/2025 08:33

Inscrições para o vestibular gratuito da Unitins encerram nesta quarta-feira (8) Nonato Silva/Dicom Unitins Terminam nesta quarta-feira (8) as inscrições do vestibular da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) para ingresso em três cursos superiores. São 1.240 vagas distribuídas na modalidade de Ensino à Distância (EaD), com oportunidades para moradores de diversas cidades do estado. A prova será aplicada no dia 30 de novembro em 15 municípios do estado. Interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site da Unitins. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a universidade, os aprovados devem iniciar as aulas no primeiro semestre de 2026. O edital destaca que cada candidato terá que indicar, no momento da inscrição, o local onde fará a prova. ➡️ Clique aqui e confira o edital Confira os cursos ofertados e as cidades em que serão ofertados: Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas: Araguaçu, Arapoema, Caseara, Itacajá, Natividade, Palmas, Paranã, Ponte Alta do Tocantins, Sítio Novo e Xambioá. Tecnologia em Gestão do Agronegócio: Campos Lindos, Colinas do Tocantins, Colmeia, Guaraí, Miranorte e Palmas. Tecnologia em Gestão Pública: Araguaçu, Arapoema, Campos Lindos, Caseara, Colinas do Tocantins, Colmeia, Guaraí, Itacajá, Miranorte, Natividade, Palmas, Paranã, Ponte Alta do Tocantins, Sítio Novo e Xambioá. LEIA TAMBÉM: Super Maratona para o Enem 2025: começam inscrições para aulas de revisão de graça Tocantins tem mais de 47 mil motoristas com carteira de habilitação vencida, aponta Detran Justiça suspende acordo do Estado para pagar R$ 85 milhões a empresa e mais de R$ 23 milhões para advogados Sobre a prova De acordo com a Unitins, a prova terá 30 questões objetivas de língua portuguesa, matemática e conhecimentos gerais. Além disso, 50% das vagas serão destinadas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Também haverá reserva para negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência (PcD). O resultado preliminar será divulgado no dia 1° de dezembro e o definitivo, no dia 19 do mesmo mês. A convocação para as matrículas deve começar no dia 22 de dezembro. A data de início das aulas ainda será definida pela Unitins. Cronograma Dia 8 de outubro: Último dia de inscrição e de solicitação de atendimento especial até às 23h59. Dia 19 de novembro: Publicação dos locais de provas a partir das 19h. Dia 30 de novembro: Aplicação das provas objetivas 1ª de dezembro: Publicação do gabarito preliminar a partir das 19h. 5 de dezembro: Publicação do gabarito definitivo, a partir das 19h. 11 de dezembro: Divulgação do Resultado Preliminar da prova objetiva no site da Unitins a partir das 19h. 19 de dezembro: Previsão de divulgação do Resultado Definitivo no site da Unitins (www.unitins.br), a partir das 19h. 22 de dezembro: Publicação de Edital de Convocação para Matrícula, a partir das 19h. VEJA TAMBÉM: MPTO recomenda que vestibular da Unitins tenha cota de vagas para quilombolas MPTO recomenda que vestibular da Unitins tenha cota de vagas para quilombolas Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo público

Publicado em: 08/10/2025 08:13

Organização criminosa fraudava concursos públicos e ocultava pagamentos com imóveis, veículos e “laranjas”, apontam investigações Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 Uma operação da Polícia Federal, deflagrada na semana passada, revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma empresa familiar. Veja mais abaixo quem são os investigados e quais funções desempenhavam dentro da organização criminosa. O grupo, com base em Patos, no Sertão da Paraíba, cobrava até R$ 500 mil por vaga e usava tecnologia para burlar os sistemas de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas. Os valores exigidos variavam conforme o cargo e o grau de dificuldade do concurso e, além de dinheiro vivo, o grupo aceitava pagamentos em ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitar a propina, segundo a investigação. De acordo com o relatório apresentado pela PF, o esquema era liderado por Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021. Ele é apontado como o principal articulador da quadrilha, responsável por negociar com candidatos, coordenar a logística das provas e distribuir os gabaritos. A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. Durante todo o período, o grupo teria vendido aprovações, corrompido agentes de fiscalização e utilizado mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão. Segundo a PF, as fraudes alcançaram concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o Concurso Nacional Unificado (CNU). Wanderlan, líder da quadrilha, tem uma ficha criminal extensa — que inclui homicídio, peculato (roubo ou desvio de dinheiro ou bens públicos), concussão (quando um funcionário público exige dinheiro ou vantagem indevida, usando a autoridade do cargo), roubo majorado (com agravantes), abuso de autoridade e uso de documento falso. Depois de ser expulso da PM em 2021, ele chegou a prestar concurso na Previdência Social, tendo sido aprovado como técnico do Seguro Social. A PF não identificou a participação de Wanderlan em nenhum concurso em 2023, mas indicou que ele voltou a fazer provas em 2024, prestando para o concurso do Banco do Brasil e do próprio CNU. Ainda segundo a PF, Wanderlan teria se inscrito no CNU apenas para provar aos “clientes” que o sistema de fraude era eficiente. E conseguiu: foi aprovado para o cargo de auditor fiscal do trabalho, que tem o maior salário inicial, de R$ 22,9 mil. Após o resultado, não compareceu ao curso de formação. Em um áudio interceptado pelos investigadores, gravado em 4 de junho de 2024, logo após o adiamento do CNU, Wanderlan conversa com o filho, Wanderson Gabriel Limeira de Souza, que seria o responsável pela execução técnica e mentor das fraudes: “Você esqueceu que tem o CNU, meu filho. A nossa comissão vai ser lá no CNU. Vou batalhar pra nós, ver se ‘nós consegue’ na ‘poiva’ (dinheiro).” Inicialmente, as provas da 1ª edição do CNU seriam aplicadas em maio, mas foram adiadas dois dias antes por causa da chuva histórica que atingiu o Rio Grande do Sul. A aplicação foi realizada somente em agosto. Conforme o relatório da PF, para manter o esquema ativo, Wanderlan contava com o apoio de familiares: os irmãos Valmir Limeira de Sousa e Antônio Limeira das Neves, a cunhada Geórgia de Oliveira Neves e a sobrinha Larissa de Oliveira Neves ocupavam funções distintas dentro da estrutura. Larissa, por exemplo, também foi aprovada no CNU e, segundo os investigadores, era usada como "vitrine" para atrair novos interessados. Já Wanderlan, ao ser aprovado em vários concursos, reforçava a ideia de que o método era infalível. ➡️ Veja abaixo quem são os investigados e quais funções exerciam dentro da organização criminosa, segundo a PF. Máfia dos concursos Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 Além da família Limeira, a PF identificou outros possíveis integrantes da organização. Entre eles, Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, policial militar no Rio Grande do Norte e dono de uma clínica odontológica suspeita de ser usada para lavagem de dinheiro, e Thyago José de Andrade, conhecido como “Negão”, apontado como uma das pessoas que controlava os pagamentos do esquema e responsável por repassar as informações sobre a fraude para os candidatos. Ainda segundo a PF, Thyago ainda teria emprestado R$ 400 mil para Antônio Limeira (irmão de Wanderlan), para pagar a fraude que garantiu a aprovação de Larissa (filha de Antônio). A companheira de Thyago, Laís Giselly Nunes, também é apontada como uma das possíveis beneficiadas das fraudes. A advogada recifense é suspeita de praticar 14 fraudes em certames. A mais recente aprovação de Laís é no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), que suspendeu o resultado do concurso público divulgado nesta semana. Luiz Paulo Silva dos Santos, com histórico extenso de participação em fraudes de concursos — e suspeito de envolvimento em mais de 67 certames —, também é apontado como uma das figuras centrais da organização criminosa liderada pela família Limeira. PF faz operação contra organização criminosa que fraudava concursos públicos Gabaritos idênticos Uma das evidências mais fortes reunidas pela PF está na análise dos gabaritos do CNU 2024, organizado pela Fundação Cesgranrio. Quatro candidatos, Wanderlan, Valmir, Larissa e Ariosvaldo, apresentaram respostas idênticas, inclusive nos erros, apesar de terem feito provas de tipos diferentes. O laudo técnico aponta que a probabilidade de que tal padrão ocorra por acaso equivale à chance de ganhar o prêmio máximo da Mega-Sena aproximadamente 18 a 19 vezes consecutivas. Segundo o inquérito, o grupo usava pontos eletrônicos, mensagens codificadas e comunicação externa para repassar as respostas durante o exame. Em alguns casos, profissionais da saúde auxiliavam na instalação dos dispositivos. Até o momento do deferimento das medidas cautelares, nenhum dos principais investigados por fraude CNU havia tomado posse . A PF e o Ministério Público Federal atuaram preventivamente, solicitando prisão preventiva, busca e apreensão e impedimento de posse ou afastamento cautelar. A PF identificou, ainda, movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos suspeitos. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), por exemplo, revelou que Geórgia Neves depositou R$ 419,6 mil em espécie, mesmo sem vínculo empregatício desde 1998. O grupo também teria recorrido à compra e venda fictícia de imóveis, feito o uso de “laranjas” e negociações de veículos para mascarar o pagamento de propinas. Em um dos episódios, parte do valor cobrado por uma vaga na Caixa Econômica Federal foi paga por meio da compra de uma motocicleta em nome de um terceiro, apenas cinco dias após a prova. A investigação identificou a atuação do grupo em dezenas de concursos públicos entre 2015 e 2025. Pelo menos dez pessoas foram apontadas pela investigação como beneficiárias do esquema de fraudes no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 — seja por terem sido aprovadas diretamente, apresentado gabaritos idênticos que indicam fraude ou recebido propinas para garantir a aprovação. Entre os investigados estão Eduardo Henrique Paredes do Amaral, Allyson Brayner da Silva Lima, Mylanne Beatriz Neves de Queiroz Soares, Janaína Carla Nemésio de Oliveira e Aially Soares Tavares Pinto Xavier. Já em possíveis fraudes relacionadas ao concurso da Caixa Econômica Federal, foram identificados os nomes de Júlio Cesar Martins Brilhante e Isabelle Nayane de Medeiros Dantas Aires. Quem são os investigados por fraudes em concursos públicos Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 As apurações culminaram na Operação Última Fase, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (2), com mandados de prisão e busca e apreensão contra os principais investigados. Na decisão que autorizou a operação, o juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da Justiça Federal da Paraíba, afirmou que: “A organização contou com a participação de outras pessoas, ainda não identificadas, para fazer a prova, cada uma com uma matéria específica, situação que garante a aprovação do contratante. O custo estimado pela autoridade policial para o contratante é de R$ 300 mil”. Três pessoas foram presas preventivamente, duas em Recife (PE) e uma em Patos (PB). Até o momento, não há indícios de envolvimento direto das bancas organizadoras, mas o inquérito cita possíveis conexões com servidores públicos, profissionais da saúde e intermediários locais, responsáveis por recrutar candidatos e movimentar o dinheiro. O g1 entrou em contato com os investigados e empresas mencionadas no relatório, além dos ministérios da Gestão e do Trabalho, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno ou conseguiu localizar todos os envolvidos. O portal permanece à disposição para receber e publicar os posicionamentos das partes citadas. Posicionamentos Defesa de Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, por meio de sua defesa, representada pelo escritório Maikon Minervino Advocacia Especializada, com sede em Patos (PB), nega as acusações relacionadas à suposta fraude no Concurso Nacional Unificado (CNU). Segundo a defesa, não há qualquer vínculo entre o investigado e os fatos apontados, que se baseiam apenas em indícios. A defesa afirma que, com o acesso integral aos autos e durante a instrução processual, será comprovada a inocência de Ariosvaldo, com pleno respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, conforme prevê a legislação vigente. Ministério da Gestão O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que tem acompanhado e apoiado as investigações da Polícia Federal sobre as fraudes em concursos públicos. "O trabalho da Polícia Federal está em andamento e o MGI está cumprindo integralmente todas as determinações judiciais a respeito do caso e aguarda os desdobramentos da operação para adotar, se necessário, novas medidas administrativas cabíveis em relação aos envolvidos", diz a nota. Após a Operação Última Fase ter sido deflagrada, os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Gestão e Inovação também divulgaram informe reforçando as medidas de segurança adotadas no CNU 2025, realizado no último domingo (5). Entre as ações que diferenciam esta etapa da primeira, realizada em 2024, estão: provas identificadas com códigos de barra específicos para cada candidato; ⁠número do tipo de prova foi revelado somente quando os gabaritos forem divulgados; ⁠detectores de metal em todas as salas, além de todos os banheiros dos locais de prova; detectores de ponto eletrônico foram utilizados sob orientação policial em todos os municípios;⁠ ⁠a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Polícias Militares estaduais atuaram de forma mais ampliada na escolta de provas, enquanto a Força Nacional junto com as PMs estaduais garantiu a guarda das provas nos locais de armazenamento. Polícia Federal faz operação contra quadrilha acusada de fraudar concursos públicos

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Passou na TV: veja informações adicionais das reportagens da TV TEM Sorocaba de 6 a 11 de outubro

Publicado em: 08/10/2025 08:02

Confira abaixo os endereços, telefones e sites citados nas reportagens exibidas nos telejornais da TV TEM nas regiões de Itapetininga, Jundiaí e Sorocaba (SP), entre os dias 6 e 11 de outubro. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Quarta-feira (8) Bom Dia Cidade (BDC) - Escolha de cursos no Provão Paulista O Bom Dia Cidade desta quarta-feira (8) mostrou que os estudantes inscritos para o Provão Paulista Seriado 2025 já podem escolher para quais cursos desejam concorrer. A prova será realizada nos dias 4 e 5 de novembro. Cada estudante pode escolher até quatro cursos. O processo é obrigatório para todos os participantes da última etapa do Provão Paulista que farão a avaliação neste ano. Das 15.717 vagas do Provão Paulista para 2026: 1.500 delas são para a Universidade de São Paulo (USP); 934 para a Universidade Estadual Paulista (Unesp); 327 para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); 10.000 delas para as Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs); e 2.956 delas para a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). A escolha de cursos é obrigatória. Sem o registro dessa opção, o estudante aprovado no Provão Paulista não é direcionado para o curso que deseja frequentar e perde a vaga no vestibular paulista. A escolha de cursos deve ser feita no portal do Provão Paulista Seriado. Antes de registrar as opções, é preciso que os estudantes confirmem seus dados pessoais, indiquem o grupo a qual pertencem e respondam sobre a renda per capita familiar. Alunos que são candidatos da rede estadual de ensino, dos municípios e das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza (CPS) devem acessar o portal com seu Registro de Aluno (RA). Alunos de outras redes devem acessar com CPF. Estudantes inscritos para o Provão Paulista Seriado 2025 já podem escolher para quais cursos desejam concorrer Divulgação/Seduc-SP Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí e no g1 Itapetininga VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Máquinas são ligadas para proteger plantação de geada e frio intenso em amanhecer abaixo de -1°C em SC

Publicado em: 08/10/2025 07:46

Máquinas são ligadas para proteger plantação de geada em amanhecer abaixo de -1°C em SC O amanhecer desta quarta-feira (8) foi de temperaturas negativas na Serra de Santa Catarina. Em São Joaquim, máquinas de ventilação antigeada foram ligadas em ao menos uma plantação para evitar que o fenômeno estragasse as macieiras em fase inicial de floração (imagem acima). A vegetação e automóveis também ficaram cobertos por uma fina camada de gelo por conta da geada. Segundo a Epagri/Ciram, responsável pelo monitoramento do tempo no estado, a mínima chegou a -1,44°C. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Em Urupema, a temperatura chegou a -1,25ºC, enquanto Urubici marcou -1,42ºC nesta manhã. Geada em São Joaquim, na Serra de Santa Catarina Mycchel Legnaghi/Divulgação Máquinas são ligadas para proteger plantação de geada e frio intenso em amanhecer abaixo de -1°C em SC Mycchel Legnaghi/Divulgação Mar avança sobre casas e estruturas em praia de Florianópolis O que se sabe sobre caso de mulher que pediu socorro com recado em papel higiênico Os maquinários de vento nas plantatações de maçã tentar evitar prejuízos e afastar a geada que se forma sobre a vegetação. A tecnologia foi importada dos Estados Unidos e busca previnir a produção da chamada geada tardia. Geada em São Joaquim, na Serra de Santa Catarina Mycchel Legnaghi/Divulgação VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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'É essencial para tecnologias que visam reduzir as emissões', diz químico ganhador do Nobel 2025

Publicado em: 08/10/2025 07:17

Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi Reprodução/Nobel Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi são os ganhadores do Prêmio Nobel 2025 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira (8). Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (metal-organic frameworks) — materiais ultraporosos capazes de capturar, armazenar e separar moléculas em nível atômico (entenda mais abaixo). Kitagawa é professor na Universidade de Quioto, no Japão, e conversou com a imprensa após saber do prêmio. Ele explicou que o objetivo maior de sua pesquisa era trazer impacto para a sociedade e que acredita que, com as mudanças climáticas e aumento das emissões, isso pode ser uma ferramenta importante. “As propriedades desses materiais permitem capturar dióxido de carbono do ar de forma muito eficiente, porque a interação é forte. Mas, ao mesmo tempo, é fácil liberar o gás quando necessário. Isso é essencial para tecnologias que visam reduzir as emissões", explicou. O pesquisador ainda disse que estava animado com o prêmio, que reconhece uma trajetória de pesquisa no assunto que começou ainda nos anos 90. “Estou muito feliz. Foram muitos anos estudando química até chegar aqui, e é uma alegria ver esse trabalho reconhecido. Fico realmente contente com isso e espero poder compartilhar esse sentimento com o Omar e o Richard.” A descoberta Imagine uma esponja, só que feita de átomos. É assim que funcionam os metal-organic frameworks (MOFs). Cada estrutura é composta por íons metálicos (como cobre, zinco ou cobalto) ligados a longas cadeias orgânicas que formam um cristal com inúmeros poros microscópicos. Esses “buracos” são tão pequenos e organizados que permitem capturar gases, armazenar energia ou separar moléculas específicas — uma espécie de “engenharia de espaços vazios” dentro da química. Os MOFs são tão porosos que alguns gramas do material têm área interna equivalente a um campo de futebol. Isso significa que eles conseguem absorver quantidades imensas de gás ou vapor em comparação com outros materiais. “Essas estruturas têm um potencial enorme, criando possibilidades inéditas de materiais sob medida com novas funções”, explicou Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química. Da teoria ao impacto prático A pesquisa começou ainda nos anos 1980, quando Richard Robson percebeu que poderia usar a atração natural entre íons metálicos e moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas. Mais tarde, Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, mostrou que esses materiais podiam ser estáveis e flexíveis — capazes de absorver e liberar gases sem se desmanchar. Já Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu versões ultrarresistentes, como o MOF-5, que permanece intacto mesmo a 300 °C e pode ser moldado conforme a necessidade do uso. Foi Yaghi quem também demonstrou uma das aplicações mais emblemáticas: extrair água do ar do deserto. Seu grupo criou um material que, durante a noite, captura vapor d’água e, ao amanhecer, libera o líquido quando é aquecido pela luz do sol. Onde isso aparece na vida real Embora ainda sejam estudados principalmente em laboratório, os MOFs já têm aplicações reais e promissoras: Captura de CO₂ em fábricas e usinas, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa; Purificação de água, com materiais que retêm poluentes como PFAS e restos de medicamentos; Armazenamento de hidrogênio, que pode servir como combustível limpo; Controle de amadurecimento de frutas, ao absorver o gás etileno; Produção de chips e semicondutores, onde são usados para conter ou neutralizar gases tóxicos. “Salas” para a química do futuro Desde as descobertas originais, cientistas do mundo todo já criaram dezenas de milhares de variações de MOFs — cada uma com propriedades específicas para resolver desafios diferentes. Por isso, há quem veja esses materiais como “o material do século XXI”, com potencial para transformar desde o combate às mudanças climáticas até a criação de medicamentos e baterias mais eficientes. Com os “novos cômodos” criados dentro das moléculas, Kitagawa, Robson e Yaghi ajudaram a abrir espaço — literalmente — para que a química encontre novas soluções para os grandes problemas da humanidade. Os ganhadores em 2024 O Nobel de Química de 2024 reconheceu David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper por decifrarem os segredos das proteínas — moléculas essenciais à vida — com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da computação de alto desempenho. Baker, professor na Universidade de Washington (EUA), foi premiado por desenvolver o design computacional de proteínas, processo que permite criar moléculas inéditas com funções específicas, usadas em medicamentos e vacinas. Hassabis e Jumper, por sua vez, foram reconhecidos por criarem o AlphaFold2, modelo de IA da Google DeepMind que solucionou um desafio de 50 anos: prever a forma tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos. “Os químicos há muito sonham em entender e dominar completamente as ferramentas químicas da vida — as proteínas. E esse sonho agora está ao nosso alcance”, afirmou o comitê do Nobel na época. Uma revolução para a biologia e a medicina As descobertas de Baker, Hassabis e Jumper redefiniram o estudo das proteínas, abrindo novas fronteiras para a criação de remédios, vacinas, nanomateriais e sensores. Antes dessas técnicas, determinar a estrutura 3D das proteínas exigia métodos experimentais lentos e caros, como cristalografia e ressonância magnética nuclear. Agora, com o AlphaFold2, é possível prever rapidamente a forma de milhões de proteínas — ferramenta já usada em mais de 190 países por cientistas que estudam doenças e buscam novos tratamentos. O comitê destacou que o prêmio de 2024 marcou o início da era da biologia assistida por IA, em que a combinação de química, biologia e ciência da computação acelera descobertas que antes levavam décadas. Curiosidades sobre o Nobel de Química Desde 1901, o Nobel de Química já premiou mais de 190 cientistas, entre eles Marie Curie, Linus Pauling e Ahmed Zewail. O mais jovem laureado foi Frédéric Joliot, premiado em 1935 aos 35 anos, por suas pesquisas sobre radioatividade. Já o mais velho foi John B. Goodenough, que recebeu o Nobel em 2019, aos 97 anos, pelas baterias de íon-lítio — tecnologia presente em celulares, notebooks e carros elétricos. Marie Curie é a única pessoa a ganhar dois Nobéis em áreas diferentes: Física (1903) e Química (1911). Cronograma dos prêmios de 2025 Medicina: segunda-feira, 6 de outubro Física: terça-feira, 7 de outubro Química: quarta-feira, 8 de outubro Literatura: quinta-feira, 9 de outubro Paz: sexta-feira, 10 de outubro Economia: segunda-feira, 13 de outubro Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física

Nobel de Química 2025: veja quem são os pesquisadores

Publicado em: 08/10/2025 06:55

Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi Reprodução/Nobel Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi são os ganhadores do Prêmio Nobel 2025 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira (8). Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (metal-organic frameworks) — materiais ultraporosos capazes de capturar, armazenar e separar moléculas em nível atômico (entenda mais abaixo). Quem são os ganhadores Susumu Kitagawa, nascido em 1951 em Kyoto, Japão, é doutor pela Universidade de Kyoto, onde também atua como professor. Reconhecido por seus estudos em química de coordenação e materiais porosos, foi um dos pioneiros na criação dos primeiros metal-organic frameworks (MOFs) capazes de armazenar e liberar gases de forma controlada. Richard Robson, nascido em 1937 em Glusburn, Reino Unido, é doutor pela Universidade de Oxford e professor na Universidade de Melbourne, na Austrália. Foi o primeiro a propor, ainda nos anos 1980, a ideia de usar íons metálicos e moléculas orgânicas para formar estruturas tridimensionais com cavidades internas — conceito que deu origem aos MOFs. Omar M. Yaghi, nascido em 1965 em Amã, Jordânia, doutorou-se em 1990 pela Universidade de Illinois Urbana-Champaign (EUA) e é professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley. É considerado o principal responsável por transformar os MOFs em materiais estáveis e escaláveis, abrindo caminho para aplicações como captura de carbono e extração de água do ar. Os três dividirão igualmente o prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) concedido pela Academia Real das Ciências da Suécia. A descoberta Imagine uma esponja, só que feita de átomos. É assim que funcionam os metal-organic frameworks (MOFs). Cada estrutura é composta por íons metálicos (como cobre, zinco ou cobalto) ligados a longas cadeias orgânicas que formam um cristal com inúmeros poros microscópicos. Esses “buracos” são tão pequenos e organizados que permitem capturar gases, armazenar energia ou separar moléculas específicas — uma espécie de “engenharia de espaços vazios” dentro da química. Os MOFs são tão porosos que alguns gramas do material têm área interna equivalente a um campo de futebol. Isso significa que eles conseguem absorver quantidades imensas de gás ou vapor em comparação com outros materiais. “Essas estruturas têm um potencial enorme, criando possibilidades inéditas de materiais sob medida com novas funções”, explicou Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química. Da teoria ao impacto prático A pesquisa começou ainda nos anos 1980, quando Richard Robson percebeu que poderia usar a atração natural entre íons metálicos e moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas. Mais tarde, Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, mostrou que esses materiais podiam ser estáveis e flexíveis — capazes de absorver e liberar gases sem se desmanchar. Já Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu versões ultrarresistentes, como o MOF-5, que permanece intacto mesmo a 300 °C e pode ser moldado conforme a necessidade do uso. Foi Yaghi quem também demonstrou uma das aplicações mais emblemáticas: extrair água do ar do deserto. Seu grupo criou um material que, durante a noite, captura vapor d’água e, ao amanhecer, libera o líquido quando é aquecido pela luz do sol. Onde isso aparece na vida real Embora ainda sejam estudados principalmente em laboratório, os MOFs já têm aplicações reais e promissoras: Captura de CO₂ em fábricas e usinas, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa; Purificação de água, com materiais que retêm poluentes como PFAS e restos de medicamentos; Armazenamento de hidrogênio, que pode servir como combustível limpo; Controle de amadurecimento de frutas, ao absorver o gás etileno; Produção de chips e semicondutores, onde são usados para conter ou neutralizar gases tóxicos. “Salas” para a química do futuro Desde as descobertas originais, cientistas do mundo todo já criaram dezenas de milhares de variações de MOFs — cada uma com propriedades específicas para resolver desafios diferentes. Por isso, há quem veja esses materiais como “o material do século XXI”, com potencial para transformar desde o combate às mudanças climáticas até a criação de medicamentos e baterias mais eficientes. Com os “novos cômodos” criados dentro das moléculas, Kitagawa, Robson e Yaghi ajudaram a abrir espaço — literalmente — para que a química encontre novas soluções para os grandes problemas da humanidade. Os ganhadores em 2024 O Nobel de Química de 2024 reconheceu David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper por decifrarem os segredos das proteínas — moléculas essenciais à vida — com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da computação de alto desempenho. Baker, professor na Universidade de Washington (EUA), foi premiado por desenvolver o design computacional de proteínas, processo que permite criar moléculas inéditas com funções específicas, usadas em medicamentos e vacinas. Hassabis e Jumper, por sua vez, foram reconhecidos por criarem o AlphaFold2, modelo de IA da Google DeepMind que solucionou um desafio de 50 anos: prever a forma tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos. “Os químicos há muito sonham em entender e dominar completamente as ferramentas químicas da vida — as proteínas. E esse sonho agora está ao nosso alcance”, afirmou o comitê do Nobel na época. Uma revolução para a biologia e a medicina As descobertas de Baker, Hassabis e Jumper redefiniram o estudo das proteínas, abrindo novas fronteiras para a criação de remédios, vacinas, nanomateriais e sensores. Antes dessas técnicas, determinar a estrutura 3D das proteínas exigia métodos experimentais lentos e caros, como cristalografia e ressonância magnética nuclear. Agora, com o AlphaFold2, é possível prever rapidamente a forma de milhões de proteínas — ferramenta já usada em mais de 190 países por cientistas que estudam doenças e buscam novos tratamentos. O comitê destacou que o prêmio de 2024 marcou o início da era da biologia assistida por IA, em que a combinação de química, biologia e ciência da computação acelera descobertas que antes levavam décadas. Curiosidades sobre o Nobel de Química Desde 1901, o Nobel de Química já premiou mais de 190 cientistas, entre eles Marie Curie, Linus Pauling e Ahmed Zewail. O mais jovem laureado foi Frédéric Joliot, premiado em 1935 aos 35 anos, por suas pesquisas sobre radioatividade. Já o mais velho foi John B. Goodenough, que recebeu o Nobel em 2019, aos 97 anos, pelas baterias de íon-lítio — tecnologia presente em celulares, notebooks e carros elétricos. Marie Curie é a única pessoa a ganhar dois Nobéis em áreas diferentes: Física (1903) e Química (1911). Cronograma dos prêmios de 2025 Medicina: segunda-feira, 6 de outubro Física: terça-feira, 7 de outubro Química: quarta-feira, 8 de outubro Literatura: quinta-feira, 9 de outubro Paz: sexta-feira, 10 de outubro Economia: segunda-feira, 13 de outubro Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física

Nobel de Química 2025: cientistas que criaram materiais capazes de capturar poluentes e armazenar gases

Publicado em: 08/10/2025 06:48

Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi Reprodução/Nobel Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi são os ganhadores do Prêmio Nobel 2025 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira (8). Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (metal-organic frameworks) — materiais ultraporosos capazes de capturar, armazenar e separar moléculas em nível atômico (entenda mais abaixo). A descoberta Imagine uma esponja, só que feita de átomos. É assim que funcionam os metal-organic frameworks (MOFs). Cada estrutura é composta por íons metálicos (como cobre, zinco ou cobalto) ligados a longas cadeias orgânicas que formam um cristal com inúmeros poros microscópicos. Esses “buracos” são tão pequenos e organizados que permitem capturar gases, armazenar energia ou separar moléculas específicas — uma espécie de “engenharia de espaços vazios” dentro da química. Os MOFs são tão porosos que alguns gramas do material têm área interna equivalente a um campo de futebol. Isso significa que eles conseguem absorver quantidades imensas de gás ou vapor em comparação com outros materiais. “Essas estruturas têm um potencial enorme, criando possibilidades inéditas de materiais sob medida com novas funções”, explicou Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química. Da teoria ao impacto prático A pesquisa começou ainda nos anos 1980, quando Richard Robson percebeu que poderia usar a atração natural entre íons metálicos e moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas. Mais tarde, Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, mostrou que esses materiais podiam ser estáveis e flexíveis — capazes de absorver e liberar gases sem se desmanchar. Já Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu versões ultrarresistentes, como o MOF-5, que permanece intacto mesmo a 300 °C e pode ser moldado conforme a necessidade do uso. Foi Yaghi quem também demonstrou uma das aplicações mais emblemáticas: extrair água do ar do deserto. Seu grupo criou um material que, durante a noite, captura vapor d’água e, ao amanhecer, libera o líquido quando é aquecido pela luz do sol. Onde isso aparece na vida real Embora ainda sejam estudados principalmente em laboratório, os MOFs já têm aplicações reais e promissoras: Captura de CO₂ em fábricas e usinas, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa; Purificação de água, com materiais que retêm poluentes como PFAS e restos de medicamentos; Armazenamento de hidrogênio, que pode servir como combustível limpo; Controle de amadurecimento de frutas, ao absorver o gás etileno; Produção de chips e semicondutores, onde são usados para conter ou neutralizar gases tóxicos. “Salas” para a química do futuro Desde as descobertas originais, cientistas do mundo todo já criaram dezenas de milhares de variações de MOFs — cada uma com propriedades específicas para resolver desafios diferentes. Por isso, há quem veja esses materiais como “o material do século XXI”, com potencial para transformar desde o combate às mudanças climáticas até a criação de medicamentos e baterias mais eficientes. Com os “novos cômodos” criados dentro das moléculas, Kitagawa, Robson e Yaghi ajudaram a abrir espaço — literalmente — para que a química encontre novas soluções para os grandes problemas da humanidade. Os ganhadores em 2024 O Nobel de Química de 2024 reconheceu David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper por decifrarem os segredos das proteínas — moléculas essenciais à vida — com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da computação de alto desempenho. Baker, professor na Universidade de Washington (EUA), foi premiado por desenvolver o design computacional de proteínas, processo que permite criar moléculas inéditas com funções específicas, usadas em medicamentos e vacinas. Hassabis e Jumper, por sua vez, foram reconhecidos por criarem o AlphaFold2, modelo de IA da Google DeepMind que solucionou um desafio de 50 anos: prever a forma tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos. “Os químicos há muito sonham em entender e dominar completamente as ferramentas químicas da vida — as proteínas. E esse sonho agora está ao nosso alcance”, afirmou o comitê do Nobel na época. Uma revolução para a biologia e a medicina As descobertas de Baker, Hassabis e Jumper redefiniram o estudo das proteínas, abrindo novas fronteiras para a criação de remédios, vacinas, nanomateriais e sensores. Antes dessas técnicas, determinar a estrutura 3D das proteínas exigia métodos experimentais lentos e caros, como cristalografia e ressonância magnética nuclear. Agora, com o AlphaFold2, é possível prever rapidamente a forma de milhões de proteínas — ferramenta já usada em mais de 190 países por cientistas que estudam doenças e buscam novos tratamentos. O comitê destacou que o prêmio de 2024 marcou o início da era da biologia assistida por IA, em que a combinação de química, biologia e ciência da computação acelera descobertas que antes levavam décadas. Curiosidades sobre o Nobel de Química Desde 1901, o Nobel de Química já premiou mais de 190 cientistas, entre eles Marie Curie, Linus Pauling e Ahmed Zewail. O mais jovem laureado foi Frédéric Joliot, premiado em 1935 aos 35 anos, por suas pesquisas sobre radioatividade. Já o mais velho foi John B. Goodenough, que recebeu o Nobel em 2019, aos 97 anos, pelas baterias de íon-lítio — tecnologia presente em celulares, notebooks e carros elétricos. Marie Curie é a única pessoa a ganhar dois Nobéis em áreas diferentes: Física (1903) e Química (1911). Cronograma dos prêmios de 2025 Medicina: segunda-feira, 6 de outubro Física: terça-feira, 7 de outubro Química: quarta-feira, 8 de outubro Literatura: quinta-feira, 9 de outubro Paz: sexta-feira, 10 de outubro Economia: segunda-feira, 13 de outubro Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física

Nobel de Química vai para Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas

Publicado em: 08/10/2025 06:48

Trio vence Nobel de Química em 2025 O cientista japonês Susumu Kitagawa, o britânico Richard Robson e Omar M. Yaghi, da Jordânia, são os ganhadores do Prêmio Nobel 2025 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira (8). Os três cientistas dividirão igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), pelo desenvolvimento das estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (metal-organic frameworks) — materiais ultraporosos capazes de capturar, armazenar e separar moléculas em nível atômico (entenda mais abaixo). Vencedores do Nobel de Química são Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi Reprodução/Nobel Moldando o invisível: como funcionam os MOFs Imagine uma esponja, só que feita de átomos. É assim que funcionam os metal-organic frameworks (MOFs). Cada estrutura é composta por íons metálicos (como cobre, zinco ou cobalto) ligados a longas cadeias orgânicas que formam um cristal com inúmeros poros microscópicos. Esses “buracos” são tão pequenos e organizados que permitem capturar gases, armazenar energia ou separar moléculas específicas — uma espécie de “engenharia de espaços vazios” dentro da química. Os MOFs são tão porosos que alguns gramas do material têm área interna equivalente a um campo de futebol. Isso significa que eles conseguem absorver quantidades imensas de gás ou vapor em comparação com outros materiais. “Essas estruturas têm um potencial enorme, criando possibilidades inéditas de materiais sob medida com novas funções”, explicou Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química. Da teoria ao impacto prático A pesquisa começou ainda nos anos 1980, quando Richard Robson percebeu que poderia usar a atração natural entre íons metálicos e moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas. Mais tarde, Susumu Kitagawa, da Universidade de Kyoto, mostrou que esses materiais podiam ser estáveis e flexíveis — capazes de absorver e liberar gases sem se desmanchar. Já Omar Yaghi, da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu versões ultrarresistentes, como o MOF-5, que permanece intacto mesmo a 300 °C e pode ser moldado conforme a necessidade do uso. Foi Yaghi quem também demonstrou uma das aplicações mais emblemáticas: extrair água do ar do deserto. Seu grupo criou um material que, durante a noite, captura vapor d’água e, ao amanhecer, libera o líquido quando é aquecido pela luz do sol. Onde isso aparece na vida real Embora ainda sejam estudados principalmente em laboratório, os MOFs já têm aplicações reais e promissoras: Captura de CO₂ em fábricas e usinas, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa; Purificação de água, com materiais que retêm poluentes como PFAS e restos de medicamentos; Armazenamento de hidrogênio, que pode servir como combustível limpo; Controle de amadurecimento de frutas, ao absorver o gás etileno; Produção de chips e semicondutores, onde são usados para conter ou neutralizar gases tóxicos. “Salas” para a química do futuro Desde as descobertas originais, cientistas do mundo todo já criaram dezenas de milhares de variações de MOFs — cada uma com propriedades específicas para resolver desafios diferentes. Por isso, há quem veja esses materiais como “o material do século XXI”, com potencial para transformar desde o combate às mudanças climáticas até a criação de medicamentos e baterias mais eficientes. Com os “novos cômodos” criados dentro das moléculas, Kitagawa, Robson e Yaghi ajudaram a abrir espaço — literalmente — para que a química encontre novas soluções para os grandes problemas da humanidade. Quem são os ganhadores do Nobel de Química 2025 Susumu Kitagawa, nascido em 1951 em Kyoto, Japão, é doutor pela Universidade de Kyoto, onde também atua como professor. Reconhecido por seus estudos em química de coordenação e materiais porosos, foi um dos pioneiros na criação dos primeiros metal-organic frameworks (MOFs) capazes de armazenar e liberar gases de forma controlada. Richard Robson, nascido em 1937 em Glusburn, Reino Unido, é doutor pela Universidade de Oxford e professor na Universidade de Melbourne, na Austrália. Foi o primeiro a propor, ainda nos anos 1980, a ideia de usar íons metálicos e moléculas orgânicas para formar estruturas tridimensionais com cavidades internas — conceito que deu origem aos MOFs. Omar M. Yaghi, nascido em 1965 em Amã, Jordânia, doutorou-se em 1990 pela Universidade de Illinois Urbana-Champaign (EUA) e é professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley. É considerado o principal responsável por transformar os MOFs em materiais estáveis e escaláveis, abrindo caminho para aplicações como captura de carbono e extração de água do ar. Os três dividirão igualmente o prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) concedido pela Academia Real das Ciências da Suécia. Os ganhadores em 2024 O Nobel de Química de 2024 reconheceu David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper por decifrarem os segredos das proteínas — moléculas essenciais à vida — com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da computação de alto desempenho. Baker, professor na Universidade de Washington (EUA), foi premiado por desenvolver o design computacional de proteínas, processo que permite criar moléculas inéditas com funções específicas, usadas em medicamentos e vacinas. Hassabis e Jumper, por sua vez, foram reconhecidos por criarem o AlphaFold2, modelo de IA da Google DeepMind que solucionou um desafio de 50 anos: prever a forma tridimensional das proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos. “Os químicos há muito sonham em entender e dominar completamente as ferramentas químicas da vida — as proteínas. E esse sonho agora está ao nosso alcance”, afirmou o comitê do Nobel na época. Uma revolução para a biologia e a medicina As descobertas de Baker, Hassabis e Jumper redefiniram o estudo das proteínas, abrindo novas fronteiras para a criação de remédios, vacinas, nanomateriais e sensores. Antes dessas técnicas, determinar a estrutura 3D das proteínas exigia métodos experimentais lentos e caros, como cristalografia e ressonância magnética nuclear. Agora, com o AlphaFold2, é possível prever rapidamente a forma de milhões de proteínas — ferramenta já usada em mais de 190 países por cientistas que estudam doenças e buscam novos tratamentos. O comitê destacou que o prêmio de 2024 marcou o início da era da biologia assistida por IA, em que a combinação de química, biologia e ciência da computação acelera descobertas que antes levavam décadas. Curiosidades sobre o Nobel de Química Desde 1901, o Nobel de Química já premiou mais de 190 cientistas, entre eles Marie Curie, Linus Pauling e Ahmed Zewail. O mais jovem laureado foi Frédéric Joliot, premiado em 1935 aos 35 anos, por suas pesquisas sobre radioatividade. Já o mais velho foi John B. Goodenough, que recebeu o Nobel em 2019, aos 97 anos, pelas baterias de íon-lítio — tecnologia presente em celulares, notebooks e carros elétricos. Marie Curie é a única pessoa a ganhar dois Nobéis em áreas diferentes: Física (1903) e Química (1911). Cronograma dos prêmios de 2025 Medicina: segunda-feira, 6 de outubro Física: terça-feira, 7 de outubro Química: quarta-feira, 8 de outubro Literatura: quinta-feira, 9 de outubro Paz: sexta-feira, 10 de outubro Economia: segunda-feira, 13 de outubro Três pesquisadores vencem o prêmio Nobel de Física

Boox P6 Pro: novo e-reader com tamanho de celular tem mais detalhes revelados

Publicado em: 08/10/2025 05:36 Fonte: Tudocelular

O Boox P6 Pro teve mais detalhes revelados pela companhia meses após ter sido revelado pela primeira vez durante a IFA 2025. Nese sentido, também foi divulgado que o e-reader será oficialmente lançado na China nesta quinta-feira (9) e alguns dos seus atributos incluem suporte a cartão SIM e um tamanho compacto. Como se pode notar pelas imagens, o dispositivo tem dimensões bem semelhantes às de um celular tradicional, apesar de funcionar de forma bem diferente na prática. A marca ainda deve oferecer opções com tela em preto e branco ou colorida, sendo de tecnologia da E Ink em ambos os casos.O produto ainda deve carregar outras características de smartphone, como uma câmera traseira de 16MP, 8GB de RAM e 128GB de armazenamento. No entanto, parece que o sensor fotográfico será utilizado com foco em digitalizar documentos. O armazenamento ainda permite expansão via cartão microSD de até 2TB.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia