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UEL abre vagas para transferência externa; veja como se inscrever

Publicado em: 12/12/2025 11:39

UEL Assessoria/UEL A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está ofertando 801 vagas para transferência externa em diferentes cursos de graduação. O processo seletivo é direcionado a estudantes de outras Instituições de Ensino Superior (IES), que estejam frequentando ou com a matrícula trancada nos mesmos cursos disponíveis. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Conforme o edital, as oportunidades são para o ano letivo de 2026, com início em 2 de março. Confira a lista completa de vagas abaixo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como se inscrever? Os interessados devem se cadastrar entre os dias 7 e 19 de janeiro, exclusivamente no site da UEL. Durante esse período, um link ficará disponível para o cadastro do candidato e envio dos documentos descritos no edital. A taxa para inscrição é de R$ 154. Leia também: Mortes de homens que foram cobrar dívida no PR: confira todas as novidades divulgadas Veja quais: Mais de 350 cidades do Paraná estão sob aviso de perigo de tempestade Icaraíma: Bunker com 3,5 t de droga é descoberto após policiais perceberem entrada de embarcações Etapas de classificação O critério para a seleção dos candidatos irá envolver a análise de desempenho e histórico escolar e a aplicação de provas escritas ou práticas. Nos casos em que o número de candidatos inscritos por ano for maior do que duas vezes o número de vagas disponíveis e superior a dez candidatos, o Colegiado de Curso de Graduação poderá optar pela realização de provas. A relação de candidatos inscritos e aptos a participarem do processo será divulgada no dia 19 de abril, às 17h. Cursos e vagas Administração - Noturno, 3° ano (2 vagas) Administração - Matutino, 2° ano (2 vagas) e 3° ano (1 vaga) Agronomia - Integral, 2° ano (1 vaga) Arquivologia - Noturno, 2° ano (25 vagas) e 3° ano (30 vagas) Artes Cênicas - Matutino, 3° ano (19 vagas) Artes Visuais - Licenciatura Matutino, 3° ano (1 vaga) Artes Visuais - Licenciatura Noturno, 3° ano (2 vagas) Biblioteconomia - Noturno, 2° ano (17 vagas) e 3° ano (18 vagas) Biomedicina - Integral, 3° ano (1 vagas) Biotecnologia - Integral, 3° ano (3 vagas) Ciências Biológicas - Bacharelado Integral, 2° ano (4 vagas) Ciências Biológicas - Licenciatura Matutino, 2° ano (3 vagas) e 3° ano (1 vagas) Ciências Contábeis - Matutino, 3° ano (8 vagas) Ciências Econômicas - Noturno, 2° ano (6 vagas) Ciências Econômicas - Matutino, 2° ano (6 vagas) e 3° ano (6 vagas) Ciências Sociais - Licenciatura Noturno, 2° ano (6 vagas) e 3° ano (18 vagas) Ciências Sociais - Bacharelado Matutino, 2° ano (12 vagas) e 3° ano (16 vagas) Direito - Vespertino 2° ano (2 vagas) e 4° ano (3 vagas) Educação Física - Matutino, 2° ano (4 vagas) Educação Física - Noturno, 2° ano (3 vagas) Enfermagem - Integral, 2° ano (1 vaga) e 3° ano (7 vagas) Engenharia Civil - Integral, 2° ano (8 vagas) e 4° ano (12 vagas) Engenharia Elétrica - Integral, 2° ano (11 vagas) 3° ano (13 vagas) Farmácia - Integral, 2° ano (3 vagas) Filosofia - Licenciatura Noturno, 2° ano (6 vagas) e 3° ano (13 vagas) Física (licenciatura) - Noturno, 2° ano (5 vagas) e 3° ano (14 vagas) Física (bacharelado) - Integral, 2° ano (16 vagas) e 3° ano (10 vagas) Fisioterapia - Integral, 3° ano (1 vaga) Geografia (licenciatura) - Noturno, 2° ano (7 vagas) e 3° ano (22 vagas) Geografia (bacharelado) - Matutino, 2° ano (7 vagas) e 3° ano (26 vagas) História (licenciatura) - Noturno, 2° ano (3 vagas) e 3° ano (1 vaga) História (licenciatura) - Matutino, 2° ano (1 vaga) e 3° ano (3 vagas) Letras Espanhol (licenciatura) - Noturno, 2° ano (19 vagas) e 3° ano (22 vagas) Letras Francês (bacharelado) - Noturno, 2° ano (11 vagas) e 3° ano (11 vagas) Letras Inglês (licenciatura) - Noturno, 2° ano (4 vagas) e 3° ano (13 vagas) Letras Português (licenciatura) - Noturno, 2° ano (3 vagas) e 3° ano (18 vagas) Letras Português (licenciatura) - Matutino, 2° ano (18 vagas) e 3° ano (39 vagas) Matemática (licenciatura) - Noturno, 3° ano (11 vagas) Matemática (bacharelado) - Matutino, 2° ano (12 vagas) e 3° ano (14 vagas) Música - Vespertino, 2° ano (8 vagas), 3° ano (3 vagas) e 4° ano (2 vagas) Pedagogia (licenciatura) - Noturno, 2° ano (11 vagas) e 3° ano (4 vagas) Pedagogia (licenciatura) - Matutino, 3° ano (12 vagas) Psicologia - Integral, 4° ano (8 vagas) Química (licenciatura) - Noturno, 2° ano (6 vagas) e 3° ano (29 vagas) Química (bacharelado) - Integral, 2° ano (16 vagas) e 3° ano (22 vagas) Secretariado Executivo - Noturno, 2° ano (3 vagas) e 3° ano (16 vagas) Serviço Social - Matutino, 2° ano (2 vagas) e 3° ano (16 vagas) Serviço Social - Noturno, 3° ano (10 vagas) Zootecnia - Integral, 2° ano (3 vagas), 3° ano (16 vagas) e 4° ano (9 vagas) Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: tecnologia

Após ventania e apagão em SP, Nunes volta a defender intervenção federal da Enel

Publicado em: 12/12/2025 11:16

Moradores do Grajaú, na Zona Sul, perdem tudo com o 3° dia sem energia em SP O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu nesta sexta-feira (12), em entrevista à rádio CBN, a intervenção federal da concessionária Enel pela demora no restabelecimento da energia elétrica na Grande São Paulo após uma forte ventania. Pelo terceiro dia, a Região Metropolitana ainda tem mais de 700 mil imóveis às escuras, segundo o boletim publicado pela concessionária Enel às 11h. No pico, na quarta (10), o apagão atingiu 2,2 milhões de imóveis. O que a gente gostaria é que o governo federal fizesse a intervenção na Enel, começasse o processo de caducidade e iniciasse contratar, fazer a concessão com uma empresa que tenha a capacidade de atender as demandas de São Paulo. Procurada pela reportagem, a concessionária não se manifestou. O prefeito de SP enfrenta uma queda de braço com a concessionária há algum tempo. Segundo ele, a prefeitura já entrou com três ações na Justiça de São Paulo e uma na Justiça federal questionando o serviço da Enel. "A concessão de energia é feita pelo governo federal, a concessão, a regulação e a fiscalização. Como essa empresa está sendo de um atendimento muito ruim na cidade, obviamente, nós temos que pedir ao governo federal que tire essa empresa daqui e traga uma outra empresa boa", afirmou. Na avaliação dele, a concessionária não tem condições de atender as demandas da cidade. O que nós estamos fazendo é essa pressão por uma empresa que, infelizmente, não tem tido condições de atender as demandas da cidade. (...) A gente sabe que cada vez que tiver um vento, uma chuva, nós vamos passar por isso. Então, a gente precisa deixar claro que essa empresa não tem como mais continuar em São Paulo. Demora Ele disse ainda que há uma falta de equipes da Enel, o que dificulta o reestabelecimento de energia elétrica e a remoção de 48 árvores que ainda estão caídas da cidade. Segundo Nunes, a informação fornecida pela Enel de que 1,5 mil equipes trabalham para resolver o problema na capital paulista não procede. Nesta quinta-feira (11), destacou, menos de 40 veículos estavam circulando pela cidade. "Nós pegamos os dados das placas dos veículos que a Enel diz que tem, colocamos no SmartSampa e essas placas não aparecem circulando em nenhum local da cidade de São Paulo", afirmou. Ricardo Nunes disse que notificou, por meio da Procuradoria-Geral do município, a Enel e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ventania em SP: Tarcísio diz que 'preocupa a velocidade de restabelecimento' da energia e Na quinta (11), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também já tinha criticado a lentidão no restabelecimento de energia na Grande São Paulo após a ventania que atingiu a região é preocupante e voltou a criticar a possibilidade de prorrogação do contrato da Enel com o governo federal. Até a última atualização desta reportagem, a Enel São Paulo não informou um prazo para normalizar o serviço. Ao comentar o impacto da ventania, Tarcísio disse que o problema principal é a baixa velocidade na recomposição da energia — e atribuiu parte das falhas à estrutura da própria distribuidora. "Você vê que plano de contingência às vezes não funciona. Ontem [terça-feira] começou a ventar de manhã, ventou até o início da noite, com rajadas de quase 100 km/h. [Houve] muito transtorno, queda de árvore, e a velocidade de restabelecimento se dá muito de acordo com automação e investimento”, afirmou. O governador afirmou que o estado "não pode ficar refém" da concessionária, criticou a quantidade de funcionários diante do número de imóveis afetados e defendeu a não manutenção do contrato. "A gente não pode ficar refém, não dá. Todo evento climático, nós vamos ter o mesmo problema. Qual é a previsibilidade? Quando que a energia vai ser restabelecida? As pessoas ficam dias sem restabelecimento. Pode ter certeza que esse restabelecimento completo vai levar alguns dias. A gente vai ver isso acontecer de novo, e a gente está falando isso sempre., disse Tarcísio. "A gente chegou a ter aí 2,2 milhões clientes sem energia. É um problema sério, nos preocupa a velocidade de restabelecimento. Por isso que a gente tem sido muito crítico à questão da prorrogação do contrato", completou. "Lá atrás, sugerimos para o Ministério de Minas e Energia e para a Agência Nacional de Energia Elétrica medidas regulatórias, o início do processo de caducidade, também a intervenção [do governo federal na Enel]", lembrou. Ao comentar o impacto da ventania, Tarcísio disse que o problema principal é a baixa velocidade na recomposição da energia — e atribuiu parte das falhas à estrutura da própria distribuidora. Reprodução Impasse O impasse entre Enel, governo federal, governo de São Paulo e Prefeitura de São Paulo gira em torno da renovação do contrato da distribuidora, que vence em 2028. A Enel quer prorrogar o acordo por mais 30 anos e aguarda a decisão do governo federal, responsável pela regulação e fiscalização do setor. Enquanto isso, o governo paulista e a prefeitura são contrários à renovação e apontam falta de investimentos, falhas recorrentes e lentidão no restabelecimento da energia durante eventos climáticos. Na quarta, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou um ofício à Enel exigindo explicações sobre o desempenho da concessionária na recomposição da energia elétrica após o ciclone extratropical que atingiu a capital paulista e a região metropolitana. Centenas de voos são cancelados nos aeroportos de SP após vendaval Críticas à prorrogação do contrato O governador voltou a se posicionar contra a prorrogação antecipada do contrato da Enel, regulado pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Ministério de Minas e Energia (MME). Para ele, o modelo atual não estimula investimentos suficientes na rede. “É muito difícil para nós fazermos algo além do que já estamos alertando há muito tempo. É um contrato muito antigo, com facilidade para alcançar determinados indicadores, e que precisa de muito investimento para tornar a rede mais automatizada”, disse. Tarcísio afirmou que o estado já havia sugerido ao governo federal medidas como intervenção, abertura de processo de caducidade ou outras ações regulatórias para garantir que a concessionária invista mais em automação, tecnologia e capacidade operacional. O governador reforçou ainda que, na visão dele, a área de concessão da Enel é grande demais para uma única operadora. Segundo ele, o contrato merecia ser "quebrado em dois", para que pudesse ter mais facilidade de realização de investimentos, com mais potência em tecnologia e equipes. Segundo ele, por isso o governo paulista critica as iniciativas de prorrogar o contrato sem antes revisar o modelo. “Todo ano agora tem grande evento climático com ventos muito fortes. Precisamos modernizar a rede porque isso será cada vez mais comum.” Árvore cai na avenida Fábio Prado, na Chácara Klabin, e atinge um carro. Arquivo pessoal

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Novo recurso transforma qualquer fone de ouvido em tradutor simultâneo em português

Publicado em: 12/12/2025 10:44 Fonte: Tudocelular

A barreira do idioma ficou menor com a nova atualização do Google Tradutor para Android. O aplicativo agora permite realizar a tradução de conversas em tempo real utilizando qualquer modelo de fone de ouvido, seja ele Bluetooth ou com fio, independentemente da marca. A novidade democratiza uma função avançada que, até então, era restrita a linhas de hardware específicas e exigia fones proprietários.O recurso suporta 70 idiomas diferentes, e o português está confirmado na lista. A ferramenta utiliza a tecnologia de inteligência artificial do Gemini para ouvir o que é falado em uma língua estrangeira suportada e reproduzir a tradução diretamente nos ouvidos do usuário quase instantaneamente. O funcionamento do Modo de Conversação é bidirecional. O usuário ouve a tradução pelo fone de ouvido, e quando responde, o aplicativo capta a fala pelo microfone e reproduz a tradução no alto-falante do celular para a outra pessoa ouvir. Isso permite diálogos mais fluidos em viagens, reuniões ou encontros casuais.Clique aqui para ler mais

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Senador diz que Amazonas “não pode ser penalizado” e cobra licença ambiental da BR-319

Publicado em: 12/12/2025 10:27

Senador Eduardo Braga (MDB-AM) durante entrevista à Rede Amazônica Rede Amazônica O senador Eduardo Braga afirmou, em entrevista à Rede Amazônica na quinta-feira (11), que o Amazonas “não pode ser penalizado” pela demora na liberação da licença ambiental da BR-319. Segundo ele, o estado preserva “97% da floresta em pé” e, por isso, teria “autoridade moral” para discutir conservação ambiental e infraestrutura. Braga defendeu a aprovação da licença ambiental especial para a rodovia e disse que a obra é essencial para a população. "Nós vamos ser penalizados como nós estamos sendo? De não ter uma estrada que é a diferença entre a vida e a morte? Eu não aceito isso. Nós derrubamos os vetos, nós aprovamos a licença ambiental especial e eu tenho a convicção de que nós estamos avançando", disse Braga. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O senador também destacou avanços em obras na rodovia, como a reconstrução das pontes sobre o Rio Curuçá, concluída em novembro, e sobre o Rio Autaz Mirim, que deve ser inaugurada em fevereiro. Ambas desmoronaram entre setembro e outubro de 2022. Braga disse ainda que o presidente da República deve visitar o Amazonas no fim de janeiro ou em fevereiro para participar de uma série de inaugurações. Segundo ele, a agenda incluirá três ações: Entrega da licença ambiental da BR-319 Lançamento do novo porto da Manaus Moderna Inauguração do primeiro projeto do Minha Casa, Minha Vida feito em parceria com a Prefeitura de Manaus “Finalmente vamos construir um porto moderno para dar dignidade a essas pessoas”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Rachão: tecnologia é aposta para reduzir atoleiros em trecho central da BR-319 Em agenda no Amazonas, Lula defende diálogo para obras na BR-319 Trecho da BR-319 no Amazonas Michael Dantas/WCS

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Terceiro dia sem luz: 5,7 mil imóveis no Paraná aguardam religação após passagem de ciclone extratropical

Publicado em: 12/12/2025 10:19

Moradores de Curitiba enfrentam terceiro dia sem energia elétrica Cerca de 5,7 mil unidades consumidoras seguem sem energia no Paraná há mais de 48 horas, informou a Companhia Paranaense de Energia (Copel) na manhã desta sexta-feira (12). Desse total, aproximadamente 4 mil estão em Curitiba, na Região Metropolitana e no Litoral. Na capital, segundo a Copel, cerca de mil imóveis ainda passam por processo de religação pelas equipes. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Os desligamentos foram provocados pelos vendavais que atingiram o estado na quarta-feira (10), derrubando galhos e árvores sobre a rede elétrica. A queda da vegetação causou curto-circuitos, rompimento de cabos e até a quebra de postes, conforme a companhia. "Os trabalhos seguem até que todos os clientes tenham a energia restabelecida", informou a Copel. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), na quarta-feira, a formação de um ciclone extratropical na região sul do Brasil fez as rajadas de vento chegarem a 131,8 km/h no Paraná. Em Curitiba, os ventos passaram dos 70 km/h. LEIA TAMBÉM: Mortes de homens que foram cobrar dívida no PR: confira todas as novidades divulgadas Veja quais: Mais de 350 cidades do Paraná estão sob aviso de perigo de tempestade Icaraíma: Bunker com 3,5 t de droga é descoberto após policiais perceberem entrada de embarcações Após ciclone extratropical, 53 mil imóveis amanhecem sem luz no Paraná rawpixel.com/Freepik Previsão do tempo para esta sexta (12) A região de Foz do Iguaçu, no oeste, está sob alerta para tempestades severas, com chuva intensa, granizo e rajadas de vento que podem passar de 100 quilômetros por hora (km/h), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, classificado como de perigo extremo, foi emitido pelo Climatempo nesta sexta-feira (12). Segundo o órgão, há risco de alagamentos, danos estruturais e formação de nuvens com potencial para microexplosões e até tornados. Confira a previsão completa aqui Estragos Na quarta-feira (10), a ventania registrada na quarta destelhou o Colégio Celestina Foggiatto, em São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Na mesma cidade foram registradas ao menos 30 quedas de árvores. Também houve registros de quedas de árvores em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Uma placa de trânsito caiu em cima da cabeça de um pedestre. Apesar do susto, os ferimentos não são graves. Em Colombo, houve destelhamentos. Em Araucária, uma marquise caiu em cima de uma idosa de 63 anos, que teve ferimentos moderados. Queda de árvore em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba Halana Oliveira VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Netflix pode ficar mais cara? Cinco pontos-chave da disputa pela compra da Warner

Publicado em: 12/12/2025 08:44

A Warner Bros detém os direitos da franquia Harry Potter Getty Images via BBC Parece um simples acordo de fusão entre empresas, mas reúne todos os elementos de um drama hollywoodiano: um pretendente rico e poderoso, intrigas políticas e muitas cenas de suspense. A compra do estúdio Warner Bros. Discovery e das populares redes de streaming da HBO pela Netflix é, na prática, a história de um gigante que amplia seu domínio. Mas, com reguladores e rivais à espreita, esta provavelmente é só o início da saga. Enquanto a história se revela, aqui vão cinco pontos centrais para entender o que está em jogo. 1. A Netflix está se tornando ainda mais poderosa A Netflix vem ampliando sua vantagem em Hollywood há anos: é o maior serviço de streaming por assinatura do mundo e o principal produtor de conteúdo original da Califórnia (EUA), onde fica Hollywood. Mas este acordo, o maior do setor em anos, consolidaria sua liderança, ao entregar à empresa um catálogo com quase um século de títulos e também ampliar sua já robusta capacidade de produção. Isso sem mencionar o enorme número de assinantes, já que a Netflix se prepara para incorporar parte dos 128 milhões de assinantes da HBO ao seu universo de mais de 300 milhões. "Se a Netflix já é o maior serviço de streaming, ao somar HBO Max torna-se praticamente intocável", disse Mike Proulx, vice-presidente da consultoria de pesquisa Forrester. A operação reunirá franquias históricas como Looney Tunes, Harry Potter e Friends e sucessos da HBO como Succession, Sex and the City e Game of Thrones, ao lado de produções próprias da Netflix como Stranger Things e Guerreiras dos K-pop (Kpop Demon Hunters, na versão em inglês). A compra inclui ainda a TNT Sports fora dos Estados Unidos. Se a Paramount sair vitoriosa da disputa, adicionaria parte dos 128 milhões de assinantes do HBO Max aos 79 milhões da Paramount. 2. O acordo pode fazer os preços subir… ou cair A Netflix afirma esperar concluir a operação em até 18 meses. Executivos, porém, evitam dizer como ou se pretendem integrar a Warner Brothers e a marca HBO ao serviço atual. Greg Peters, codiretor-executivo da Netflix, disse que o nome HBO é "muito poderoso" e oferece "muitas opções", mas não detalhou quais. A empresa pode criar pacotes separados, embora analistas considerem improvável que a marca HBO desapareça. O impacto nos preços também é incerto. O domínio ampliado poderia permitir aumentos. Por outro lado, consumidores podem acabar pagando por um único serviço em vez de dois. Atualmente, a assinatura mensal da Netflix no Brasil varia de R$ 20,90 (padrão com anúncios) a R$ 59,90 (premium, sem anúncios, com acesso em mais dispositivos e com imagem de qualidade mais alta). A assinatura mensal da HBO Max no Brasil varia de R$ 29,90 (básico com anúncios) a R$ 55.90 (platinum, sem anúncios, com acesso em mais dispositivos e com imagem de qualidade mais alta). Já a Paramount+ varia de R$ 18,90 (limitado a celulares e tablets) a R$ 34,90 (com qualidade superior de imagem, sem anúncios e suporte ampliado de dispositivos). 3. O streaming é o futuro, e Hollywood se sente deixada de lado A Warner Bros Discovery, que remonta a cerca de um século, possui um vasto catálogo, que inclui clássicos como Casablanca e O Exorcista. Mas a tradicional empresa vem sofrendo pressão comercial com a transformação causada pelo streaming online nas indústrias de cinema e TV. E a aquisição mostra como a era de ouro do cinema perdeu força. Segundo Proulx, da Forrester, o rumo é claro: o futuro é "todo streaming". "Com este acordo, se torna oficial: a mídia tradicional está chegando ao fim." A Netflix promete manter estreias nos cinemas, algo que faz sentido, já que a compra inclui a franquia de super-heróis da DC, grande arrecadadora nas bilheterias. Mas há dúvidas sobre se isso continuará sendo uma prioridade. Neste ano, Ted Sarandos, cochefe-executivo da Netflix, disse considerar ir ao cinema um "conceito ultrapassado". A consolidação com a compra pela Netflix toca em um ponto sensível de uma indústria já abalada por cortes de pessoal, queda de produção e pelo avanço da inteligência artificial. James Cameron, diretor de Titanic e da franquia Avatar, foi um dos muitos que reagiram negativamente, afirmando, pouco antes do anúncio, que o acordo poderia ser um "desastre" para Hollywood. 4. O acordo ainda não está fechado A conclusão está longe de estar garantida. Primeiro, a Warner Bros Discovery precisa concluir o desmembramento das unidades que não serão vendidas, incluindo CNN, Discovery e Eurosport. Paralelamente, a concorrente Paramount Skydance, que pretendia comprar toda a Warner Brothers Discovery, apresentou uma oferta hostil na esperança de convencer os acionistas de que poderia oferecer uma alternativa atraente. Em negociações entre corporações, isso ocorre quando uma empresa tenta comprar outra sem o consentimento da administração da empresa a ser comprada, geralmente oferecendo-se para comprar as ações negociadas na Bolsa dessa empresa-alvo. A maior incerteza, porém, é que tipo de acordo será aprovado pelos órgãos reguladores da concorrência nos EUA e na Europa, algo que pode representar um grande desafio. Em Washington D.C., capital dos EUA, congressistas de ambos os partidos já criticaram a proposta da Netflix, alegando risco de menos opções e preços maiores para os consumidores. Sarandos disse que a Netflix, que terá de pagar US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 31,6 bilhões) se o acordo de compra naufragar, está "muito confiante" na aprovação da compra. Alguns congressistas do Partido Democrata também fizeram críticas à oferta concorrente da Paramount. Analistas afirmam que ela exigiria uma revisão do impacto sobre anunciantes e distribuidores de TV locais, devido ao poder de uma empresa combinada sobre redes esportivas e infantis. A decisão dependerá, em parte, de como os reguladores entenderem o cenário de competição no mercado, afirmou Jonathan Barnett, professor da Universidade do Sul da Califórnia (EUA). Se considerarem apenas o streaming, a fatia ampliada da Netflix pode gerar grande preocupação em relação aos consumidores. Mas, se incluírem TV a cabo, emissoras abertas e até plataformas como YouTube, "as preocupações com concentração diminuem". Rebecca Haw Allensworth, professora da Faculdade de Direito Vanderbilt (EUA), afirmou que um acordo desse porte "normalmente seria contestado", em busca de melhores condições para consumidores. Desta vez, porém, ela teme que o governo do presidente americano, Donald Trump, tente pressionar a Netflix sobre questões como diversidade e viés político, como já ocorreu em outros casos. 5. Donald Trump é outro fator imprevisível Trump sempre demonstrou interesse pela indústria de mídia e entretenimento e afirmou esperar participar das decisões. Ele exigiu que a CNN, que acusa de ser hostil ao seu governo, seja vendida para outra empresa como parte de qualquer acordo. Mas não está claro o que ele pensa sobre as propostas atuais. No fim de semana, Trump sinalizou preocupação com o tamanho da Netflix após a fusão, dizendo que poderia ser "um problema". Ao mesmo tempo, elogiou a liderança da empresa. Trump já falou positivamente sobre Larry Ellison, bilionário de tecnologia e doador republicano, e seu filho David, que lideram a oferta rival da Paramount Skydance. Mas, no dia 08/12, criticou a empresa após uma entrevista exibida com a congressista Marjorie Taylor Greene, antes aliada dele. "Eles não são exatamente grandes amigos meus", disse o presidente. Bill Kovacic, ex-presidente da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), afirmou à BBC que as declarações de Trump indicam que qualquer decisão precisará de aval da Casa Branca. Isso pode representar "um nível sem precedentes" de controle presidencial sobre o processo, disse Kovacic. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Magnata sul-coreano das criptomoedas é condenado a 15 anos de prisão por fraude

Publicado em: 12/12/2025 07:28

Do Kwon Reprodução/Redes sociais O magnata sul-coreano das criptomoedas Do Kwon, acusado de causar uma quebra fraudulenta de mais de US$ 40 bilhões (R$ 217 bilhões) em 2022, foi condenado nesta quinta-feira (11) a 15 anos de prisão em Nova York, segundo a France Presse. Kwon, que promoveu duas moedas digitais que acabaram ruindo, declarou-se culpado, em agosto, por conspiração para cometer fraude e fraude eletrônica, em um caso que abalou o mercado global de criptomoedas. 💰Por meio de sua empresa, a Terraform Labs, Kwon, 34, criou a criptomoeda TerraUSD, apresentada como uma stablecoin, um tipo de moeda digital cujo preço estaria vinculado a uma divisa tradicional — nesse caso, o dólar. Kwon apresentou os ativos como a grande inovação desse mercado digital e atraiu bilhões em investimentos. Recebeu elogios de veículos sul-coreanos, que o retratavam como um gênio, enquanto milhares de pessoas se apressavam para investir em sua empresa. Em 2019, Kwon entrou na lista “30 Under 30 Asia” da revista Forbes. Mas, apesar dos altos investimentos, a TerraUSD e sua moeda irmã, Luna, entraram em uma espiral de colapso em maio de 2022. Segundo especialistas, Kwon estruturou um esquema de pirâmide disfarçado, no qual muitos investidores perderam economias acumuladas ao longo de toda a vida. Diferentemente de outras moedas desse tipo, como Tether e USDC, a Terra não era vinculada a ativos seguros, como dinheiro ou títulos públicos, que poderiam ser resgatados em caso de instabilidade. Kwon deixou a Coreia do Sul antes do colapso e passou meses foragido. Em março de 2023, foi preso no aeroporto de Podgorica, capital de Montenegro, quando se preparava para embarcar em um voo para Dubai usando um passaporte falso da Costa Rica. História Em uma reportagem publicada em 2022, à época do escândalo, a BBC traçou um perfil do ex-magnata e contou a história por trás das criptomoedas criadas pelo sul-coreano. Kwon formou-se em ciências da computação na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e iniciou a carreira como engenheiro de software na Microsoft e na Apple. Depois de acumular experiência no setor, criou a Anyfi, uma empresa voltada ao desenvolvimento de soluções alternativas de conectividade. A ideia que o projetou internacionalmente surgiu em 2018, quando fundou a Terra Labs, sediada em Singapura. Ele criou a startup ao lado de Daniel Shin, com o objetivo de desenvolver sistemas de pagamento baseados em tecnologia blockchain. Naquele período, o empresário dizia estar construindo um “sistema financeiro moderno”, que permitiria aos usuários realizar transações sem depender de bancos ou intermediários. Foi essa visão que abriu as portas para sua entrada no universo das criptomoedas, atraindo o apoio de grandes companhias, como a Binance, que compraram a ideia de um projeto inovador. A revista Forbes o listava entre os jovens talentos de destaque do setor de tecnologia. Tudo parecia conspirar a seu favor, e em pouco tempo ele virou uma das figuras mais comentadas do mercado. Sem modéstia, Do Kwon classificava a criptomoeda Luna como “sua maior invenção” e exaltava publicamente seu potencial, acreditando que ela poderia “mudar o mundo”. O entusiasmo em torno de Kwon cresceu rápido. Um grupo de investidores, que adotou o apelido de “lunáticos” — referência à moeda luna — virou seu núcleo de apoio. A empresa arrecadou bilhões de dólares com fundos de capital de risco que apostavam na expansão dos projetos. Com o tempo, Kwon ganhou prestígio e conseguiu convencer figuras influentes do mercado a embarcar na aposta arriscada de um sistema baseado em algoritmos desenvolvidos por sua equipe. Diferentemente do bitcoin, que não tem um criador identificado e opera sem rosto, as chamadas “moedas Kwon” eram associadas diretamente a sua imagem. Do Kwon virou alvo de um verdadeiro culto entre investidores, que incluía figuras como Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital, e até o gesto simbólico de batizar a filha de Luna. Ele lançou a Luna em 2018 e, depois, a stablecoin Terra, ambas interligadas por um modelo algorítmico que buscava manter a moeda sempre a US$ 1. O sistema funcionou por algum tempo, mas desmoronou quando o mercado perdeu confiança. A Luna caiu de US$ 118 para US$ 0,09 e arrastou a Terra junto, provocando pânico e perdas bilionárias. Grandes investidores foram afetados, mas o prejuízo mais severo atingiu pequenos aplicadores, muitos deles recorrendo ao Reddit para relatar dificuldades financeiras e até buscar ajuda emocional. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Preço de oportunidade: Smart TV Semp de 32" com Google TV despenca hoje

Publicado em: 12/12/2025 07:22 Fonte: Tudocelular

A Smart TV Semp S42 está disponível no mercado brasileiro como uma opção da marca para quem busca por um aparelho compacto e com bons recursos ao usuário. Agora, esta televisão pode ser encontrada com um desconto agressivo no varejo nacional. A versão com tamanho de 32 polegadas aparece em oferta na Amazon pelo preço de R$ 759,05 à vista no Pix, ou por R$ 799 parcelado em até 12x sem juros no cartão de crédito. SEMP SMART TV 32” 32S42 HD GOOGLE TV Amazon R$759 Ver Oferta Sobre o dispositivoA Smart TV Semp 32S42 tem como uma das suas principais características o seu tamanho compacto, ao medir 71,6 cm de largura e pesar apenas 3,4 kg. Ele entrega uma tela LED de 32 polegadas, com resolução HD e suporte à tecnologia HDR, para melhorar a imagem em streamings compatíveis.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Edital prevê concessão de cinco anos para administração do Parque Residência em Macapá

Publicado em: 12/12/2025 06:01

Obras do Parque Residência seguem avançando em Macapá O governo do Amapá lançou, na quarta-feira (10), um edital para escolher a empresa que vai administrar o futuro Parque da Residência, no Centro de Macapá. A iniciativa busca revitalizar o espaço, considerado um dos principais pontos culturais e históricos da capital. As empresas interessadas devem comprovar experiência na área de turismo. A concessão terá duração de cinco anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A empresa escolhida ficará responsável por espaços como o prédio da antiga residência oficial, galerias de arte, restaurante, cafeteria, área da aeronave Embraer Bandeirante, anfiteatro e áreas de convivência. Confira o edital De acordo com o governo, a meta é fortalecer o turismo e oferecer mais serviços aos visitantes. Atualmente, o espaço é administrado pelas secretarias de Turismo, Administração e Ciência e Tecnologia. LEIA TAMBÉM: Operação ‘Cobro Final’ mira grupo que movimentou R$ 60 milhões em agiotagem no Amapá e Piauí Veja o que é necessário fazer para solicitar interdição de vias, em Macapá Espaço é um dos principais pontos culturais e históricos da capital. Divulgação/GEA *Estagiário sob supervisão do editor Rafael Aleixo. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Inscrições para seletivo da educação de Roraima com 1.654 vagas começam dia 16; veja cargos

Publicado em: 12/12/2025 06:00

Secretaria de Educação lança processo seletivo com 1.654 vagas para ano letivo de 2026 em Roraima Divulgação/Seed O edital de um novo processo seletivo para a educação de Roraima foi lançado pelo Governo de Roraima nesta quinta-feira (11). Ao todo, são ofertadas 1.654 vagas para contratação temporária, distribuídas em 38 funções diferentes. Os salários chegam a R$ 8 mil. Veja o edital aqui. O objetivo é contratar profissionais para trabalhar no ano letivo de 2026. Há oportunidades para escolas de Boa Vista e também para municípios do interior, incluindo áreas rurais e comunidades indígenas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Como se inscrever As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site da Secretaria de Educação e Desporto (Seed). Acesse neste link. O prazo de inscrições começa na próxima terça-feira, 16 de dezembro, e vai até o dia 21 de dezembro. Os interessados devem acessar o menu "Editais" no portal da secretaria. Vagas e Cargos A seleção busca recompor equipes administrativas, pedagógicas e técnicas. As oportunidades atendem desde o suporte diário nas escolas até funções especializadas. Confira as principais áreas de atuação: Apoio Escolar: assistente administrativo, cuidador escolar (Educação Especial), articulador escolar e apoio técnico administrativo; Pedagógico: apoio pedagógico e professor formador; Especialistas: nutricionista, psicólogo, assistente social, técnicos de laboratório e técnicos em tecnologia educacional; Inclusão: intérprete e instrutor de libras. Segundo o governo, também há funções específicas voltadas para o reforço do currículo escolar e programas federais. Cronograma da seleção O processo seletivo é dividido em etapas de análise e, para alguns cargos, etapas práticas. É importante ficar atento às datas de divulgação dos resultados. Inscrições: 16 a 21 de dezembro de 2025; Relação final de inscritos: 2 de janeiro de 2026; Resultado preliminar da análise de títulos: 6 de janeiro de 2026; Resultado Final (Professores, cuidadores, monitores e supervisores): 23 de janeiro de 2026. Cargos com etapas práticas Para funções especializadas (como nutricionista, psicólogo, assistente social, instrutor, regente, luthier e professor auxiliar em Libras), haverá uma fase prática entre os dias 26 e 30 de janeiro. Para este grupo específico, o resultado final será divulgado no dia 12 de fevereiro de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Cidade da Criança tem atividades gratuitas e divertidas no Centro de Fortaleza; veja programação

Publicado em: 12/12/2025 05:04

Cidade da Criança tem oficinas de brinquedos e brincadeiras, em Fortaleza Visitas escolares, contação de histórias, piqueniques e até cinema fazem parte da nova programação da Cidade da Criança, no Centro de Fortaleza. Após reforma, o espaço foi reinaugurado em agosto, no Dia dos Pais. O parque passou a contar também com oito circuitos interativos e oito casas temáticas, que oferecem atividades educativas, artísticas e lúdicas. Com as férias de dezembro chegando, o g1 lista no Guia de Lazer desta sexta-feira (28) algumas atividades disponíveis na nova Cidade da Criança. Programação de graça na Cidade da Criança em Fortaleza LEIA TAMBÉM: Nise da Silveira transformou a psiquiatria brasileira com afeto e arte O que fazer e onde levar a criançada para se divertir em Fortaleza Nova estrutura Prefeitura de Fortaleza apresenta nova Cidade da Criança Divulgação ➡️ Circuitos Banco de Histórias: Contação de histórias em roda Labirinto Sensorial: Texturas e descobertas Expedição Radical: Aventura e desafios com segurança Mundo do Toque: Exploração tátil livre Giro da Alegria: Movimento e diversão Aventura do Equilíbrio: Obstáculos e coordenação Estação do Movimento: Corridas e desafios motores Recanto Natural: Brincar com elementos naturais ➡️ Casas Temáticas Casa da Imaginação: Leitura, histórias e dramatização Casa da Tecnologia: Robótica, programação e inovação Casa do Artelier: Arte, capacitação e criatividade Casa da Cidadania: Valores, participação e convivência Casa do Café: acolhimento e encontros afetivos Casa das Oficinas Criativas: Jardinagem, costura e reciclagem Casa da Cespi e projetos da Funci Castelinho e Espaço Cultural: Mostras e produções infantis Programação > Segunda a sexta Aberto ao público de 11h às 13h e de 17h Às 19h Visitas pedagógicas pré-agendadas: 08h às 11h / 14h às 17h > Sábado Aberto ao público de 7h às 19h > Domingo Aberto ao público de 7h às 19h Programação especial com atividades e atrações infantis das 8h às 12h Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Toxinas demais e nutrientes de menos: problema global na alimentação pode ter solução já conhecida, afirmam especialistas

Publicado em: 12/12/2025 04:01

A nutrição personalizada pode ser uma das chaves para uma alimentação mais saudável. Freepik Às vezes, eu brinco que meus animais de estimação comem melhor do que meus filhos. Não é por falta de tentativa – crianças torcem o nariz para legumes, peixes e grãos, enquanto os cães nunca rejeitam sua ração especialmente formulada, completa com todas as vitaminas e minerais de que precisam para prosperar. Os resultados são claros: pelo brilhante, muita energia e boa saúde. Comparar crianças a animais pode parecer exagero, mas revela uma verdade importante. Do ponto de vista nutricional, alimentos produzidos para animais – domésticos ou de criação – são mais completos do que muitos dos alimentos feitos para humanos. VEJA TAMBÉM: O que comer para viver mais: os alimentos ligados à proteção coração e à longevidade Micronutrientes poderosos Microminerais ou oligoelementos – como ferro, zinco, cobre, selênio, iodo e manganês – são essenciais. Embora precisemos deles em quantidades mínimas, têm papel em centenas de reações metabólicas. O ferro transporta oxigênio no sangue; o zinco e o cobre fazem parte de enzimas que protegem contra o estresse oxidativo; o iodo é fundamental para o funcionamento da tireoide; e o selênio ajuda o sistema imunológico a funcionar adequadamente. Quando esses nutrientes faltam, mesmo que levemente, o corpo sente: aumenta o cansaço, a imunidade cai e o risco de doenças crônicas, inclusive câncer, cresce. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 2 bilhões de pessoas sofrem algum tipo de deficiência de micronutrientes. É o que se chama de “fome oculta”: há comida no prato, mas faltam os nutrientes invisíveis que garantem desenvolvimento saudável e envelhecimento adequado. Toxinas em excesso Outro problema é a exposição a elementos tóxicos como arsênico, chumbo, mercúrio e cádmio, com os quais entramos em contato por meio de certos alimentos ou do ambiente. Mesmo em pequenas quantidades, eles se acumulam no corpo e afetam o sistema nervoso, a fertilidade e aumentam o risco de câncer. O grande desafio é que tanto as deficiências de minerais essenciais quanto a exposição a toxinas muitas vezes passam despercebidas. Não apresentam sinais claros até que o problema se torne sério. Ultraprocessados 'saudáveis' aumentam desejo de comer e podem dificultar processo de emagrecimento; entenda Um problema global e multifacetado A deficiência de micronutrientes é universal, mas se manifesta de formas diferentes ao redor do mundo. Em países de baixa renda, as deficiências geralmente resultam de uma dieta baseada quase exclusivamente em cereais ou tubérculos, com pouca disponibilidade de alimentos de origem animal ricos em ferro, zinco e selênio. Assim, deficiências combinadas desses nutrientes afetam milhões de mulheres e crianças, com sérias consequências para o desenvolvimento físico e cognitivo. Em países de média renda, duas realidades contrastantes coexistem: áreas rurais continuam sofrendo com falta de acesso a alimentos variados, enquanto grandes cidades apresentam deficiências “invisíveis”, ligadas a dietas ultraprocessadas e consumo excessivo de calorias pobres em micronutrientes. Em sociedades mais desenvolvidas, as deficiências tendem a ser mais sutis. Não é fome visível, mas deficiências subclínicas associadas ao envelhecimento e a dietas veganas ou mal planejadas, com pouco consumo de carne e peixe. Na Europa, por exemplo, vários países do norte e do centro sofrem com baixos níveis de selênio e iodo – provavelmente devido a solos pobres nesses elementos. Ao mesmo tempo, a exposição a metais tóxicos como mercúrio e cádmio continua preocupante, especialmente pelo consumo de certos peixes ou pelo tabagismo. Essa diversidade de causas mostra que a “fome oculta” assume muitas formas e que garantir ingestão adequada de minerais essenciais é um desafio global, sem fronteiras ou distinção de renda. Nutrição direcionada Na medicina veterinária, estamos à frente nessa área há algum tempo – e não apenas com animais domésticos. Em vacas leiteiras, por exemplo, o soro sanguíneo é rotineiramente analisado para ajustar a dieta e prevenir deficiências que podem afetar tanto a saúde do animal quanto a produção de leite. O mesmo vale para cavalos, porcos e aves; sua nutrição é ajustada de forma precisa para evitar problemas e otimizar resultados. Na medicina humana, ainda dependemos principalmente de pesquisas dietéticas e recomendações gerais, pois não há valores de referência universalmente aceitos. Calculamos quanto ferro, zinco ou iodo a população média deve consumir e, com base nisso, elaboramos diretrizes nutricionais. Essa abordagem é útil para políticas públicas, mas limitada porque não reflete circunstâncias individuais. Uma pessoa pode estar em risco de deficiência mesmo seguindo as recomendações — ou pode estar acumulando toxinas sem saber. A contradição é evidente: se cuidamos tão bem da dieta de uma vaca ou de um cão, por que não aplicamos os mesmos princípios à nossa própria saúde? Soro: uma janela para a saúde A boa notícia é que já existe uma ferramenta simples para avançarmos rumo à nutrição personalizada: a análise de soro. O soro permite medir ao mesmo tempo minerais essenciais e tóxicos. Assim como recebemos resultados de colesterol ou glicose em exames de rotina, poderíamos detectar deficiência de zinco ou selênio, ou saber se estamos acumulando chumbo ou cádmio. A tecnologia atual permite obter esses perfis com rapidez e precisão a partir de uma pequena amostra. Isso abre caminho para programas de saúde pública mais eficazes, que não dependam apenas de estimativas alimentares, e para uma nutrição realmente personalizada. Cuidamos melhor das vacas do que de nós mesmos Se sabemos que uma vaca com deficiência de selênio produz menos leite e é menos fértil, corrigimos isso imediatamente. Se um cão precisa de zinco para manter o pelo brilhante, damos sem hesitar. Por que não fazemos o mesmo com os humanos? A nutrição direcionada não deve se limitar a animais de criação ou de estimação; ela pode – e deve – ser aplicada à saúde humana. Uma simples análise de soro poderia nos ajudar a viver melhor, prevenir doenças e envelhecer com mais qualidade de vida. Talvez seja hora de aprender com o que a medicina veterinária faz bem há anos: cuidar da nutrição nos mínimos detalhes. *Marta López Alonso é professora de Patologia Animal da Universidade de Santiago de Compostela. **Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation.

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TJ-SP investiga origem da publicação de dados de crianças e adolescentes em sites jurídicos

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos O Tribunal de Justiça de São Paulo investiga a divulgação de informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais em sites jurídicos, como Escavador e Jusbrasil. Por lei, estes dados são sigilosos. Segundo o Tribunal, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O vazamento, considerado inédito pela Defensoria Pública de São Paulo, já provocou demissões, abandono escolar e situações de constrangimento entre jovens cujos nomes passaram a aparecer em buscas simples na internet. Os sites jurídicos lamentaram a exposição dos jovens e alegaram que apenas reproduziram dados. A origem do vazamento é desconhecida. (leia mais abaixo) Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Raio X da violência contra a criança e o adolescente no Brasil Justiça vai contra a lei e expõe nomes e até endereços de crianças e mulheres vítimas de estupro e violência doméstica Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. "Embora os portais se esquivem de assumir uma responsabilidade, o fato é que qualquer divulgação, independentemente da fonte de obtenção, é uma infração administrativa. Então, os portais são responsáveis por essa divulgação, sim. Além da indenização, que esses adolescentes podem fazer jus. E aí, teria que investigar a origem para poder pensar em espécies de responsabilidade seja penal, administrativa ou cível", completou Gabriele. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários. O que diz o Jusbrasil "O Jusbrasil organiza e disponibiliza dados públicos extraídos de fontes oficiais do sistema de justiça. Desde a entrada no ar do Jusbrasil, criamos mecanismos de remoção de informações pessoais, mesmo que estejam disponíveis em sites oficiais. Já foram mais de 15 milhões de processos que tiveram informações desidentificadas de forma proativa. Essas medidas incluem casos de adolescentes que cumprem ou cumpriram medidas socioeducativas. Nos casos de informações que tenham sido publicadas erroneamente pelas fontes oficiais e não tenham sido contempladas em nossos mecanismos automáticos de prevenção, temos um canal de atendimento que funciona 24 horas por dia para solicitação de desidentificação das informações. Nos diários oficiais, havendo o pedido, a desidentificação é imediata."

ENTREVISTA: presidente da Volkswagen celebra força do Tera e admite desafio na eletrificação

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 A Volkswagen voltou a viver um bom momento. Em apresentação recente a jornalistas, a montadora alemã comemorou um crescimento de 18% nas vendas na América Latina. É verdade que o avanço ocorre após dois anos de queda, mas a empresa aposta em seu principal acerto de 2025 para manter uma boa trajetória no próximo ano. O Volkswagen Tera, desenvolvido pela unidade brasileira da empresa, foi lançado em meados deste ano e já lidera entre os SUVs mais emplacados do país. Segundo a marca, foram 60 mil unidades vendidas, somando mercado interno e exportações para países vizinhos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, evita afirmar que o Tera é o grande marco de sua gestão, iniciada há seis anos. Ainda assim, não perde a oportunidade de destacar que, no dia do lançamento, o SUV que acompanhou desde a concepção esgotou três meses de produção em menos de uma hora. "Comentei ano passado para a turma: 'Pessoal, eu quero esse carro realmente que seja um ícone'. (...) Acertamos a campanha, acertamos a comunicação dele, acertamos no marketing, na maneira de vender", diz Possobom em entrevista exclusiva ao g1. O Tera é certamente o ponto mais positivo dos R$ 20 bilhões em investimentos anunciados pela marca para a América Latina. Mas outra parte relevante será destinada a recuperar um atraso na linha de produção da Volks: a eletrificação. A marca ainda não anunciou nenhum modelo híbrido ou elétrico de produção nacional, enquanto outras montadoras tradicionais do país já começam a ofertar suas opções. A pioneira Toyota lançou seu híbrido flex em 2019. A Volks só terá o primeiro em 2026. Isso sem contar as marcas chinesas, que chegaram com força, já focadas em modelos eletrificados. A presença é tão grande que a participação de veículos importados emplacados neste ano se aproxima de 20%. Três anos atrás, era de apenas 13%, segundo dados da Anfavea. "A gente anunciou algumas semanas atrás a entrada realmente da Volkswagen na eletrificação, com mais força. Então, todos os carros produzidos que nós vamos lançar a partir de 2026 vão ter algum tipo de eletrificação", diz Possobom, mencionando um empréstimo de R$ 2,3 bilhões contratado no BNDES justamente para acelerar o processo. Além dos próximos lançamentos, o presidente da Volkswagen comentou os passos futuros e desafios da marca no país, suas perspectivas para o mercado automotivo e a ausência no Salão do Automóvel de 2025, que marcou o retorno do evento após sete anos. Veja abaixo a íntegra da entrevista de Ciro Possobom ao g1. g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques. Quando se percebe o potencial de um sucesso Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante O que empacou a eletrificação da Volkswagen O que faria o mercado automotivo deslanchar O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel Quando se percebe o potencial de um sucesso Presidente da Volkswagen conta como percebeu que o Tera seria um sucesso Constatar o sucesso de um novo modelo não acontece da noite para o dia. O desenvolvimento de um carro começa muito antes. Possobom explica que, em geral, são necessários cerca de cinco anos de planejamento, testes e ajustes até que o veículo ganhe forma. O potencial de sucesso — ou de fracasso — do carro só surge mais adiante, quando o projeto está concluído e decisões como design, estofamento, motor e formato dos bancos já foram tomadas. Segundo ele, essa percepção costuma aparecer entre três e seis meses antes do lançamento. “Quando realmente ele aparece para o grande público e começa a ver a percepção que a gente tem, do tamanho do potencial do carro”, disse o executivo. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 No caso do Tera, o modelo “apareceu” pela primeira vez em setembro de 2024, em um teaser no Rock in Rio, nove meses antes do lançamento. Em março, a três meses da estreia, o carro foi apresentado integralmente no Rio de Janeiro, durante o carnaval. Foi nesse intervalo que o Tera despertou o interesse do público e resultou na venda de 12.200 unidades em menos de uma hora, quando as encomendas foram abertas. Os pedidos precisaram ser encerrados devido ao limite de produção da fábrica de Taubaté (SP). O modelo divide a linha de montagem com o Polo. A planta já produziu outros veículos bastante conhecidos da Volks, como Gol, Voyage, Passat, Saveiro, Parati e Up. Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante Presidente da Volkswagen diz que brasileiro prefere SUV, mas hatch ainda é importante Os brasileiros compram mais SUVs zero quilômetro do que hatches desde 2020. Hoje, os utilitários respondem por 54% dos veículos emplacados, enquanto os hatches representam 24,6% das vendas. O movimento aparece dentro da própria Volkswagen, que oferece: Seis SUVs: Tera, Nivus, T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4 (para aluguel) Dois hatches: Polo e Golf GTI Duas picapes: Saveiro e Amarok Uma minivan: ID.Buzz (também para aluguel) Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em outras palavras, há três vezes mais opções de SUVs do que de hatches. E entre estes está o Golf GTI, que parte de R$ 430 mil e não é um veículo de grande volume. Mesmo assim, o presidente da Volkswagen não acredita que o mercado de hatches esteja em declínio. “O SUV, ele [o público brasileiro] realmente prefere mais, mas não quer dizer que o hatch não é importante”, afirma o executivo. Mas é preciso reconhecer que a troca já está em curso. À medida que o Tera ganhou espaço entre os emplacamentos, o Polo perdeu ritmo. O SUV já vende mais que o hatch, em um ano em que se esperava até que o Polo pudesse se tornar o veículo mais vendido do Brasil, superando a Fiat Strada. O que empacou a eletrificação da Volkswagen Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país Quem procura carros elétricos ou híbridos não encontra hoje uma opção da Volkswagen para compra no Brasil. Os únicos modelos eletrificados da marca são dois 100% elétricos — ID.4 e ID.Buzz — oferecidos apenas por assinatura. O cenário contrasta com o de concorrentes como Chevrolet, Toyota, Honda, Fiat, Peugeot e Hyundai, além das marcas chinesas BYD, GWM, MG e Zeekr, que já oferecem modelos eletrificados no país. Segundo Ciro Possobom, eletrificar a linha atual encareceria os veículos, e esse foi um fator decisivo para a estratégia de limitar, por ora, a oferta de modelos com bateria de alta tensão. “O Tera, que hoje tem preço médio de R$ 120 mil, hoje ele não é eletrificado. Se eu começar a eletrificar ele, quanto fica a mais? Um híbrido leve vai custar R$ 10 mil a mais, se eu colocar um híbrido, vai para R$ 30 mil ou R$ 40 mil a mais”, disse o executivo. “Um cliente de R$ 120 mil não é o mesmo de R$ 160 mil. Então eu tenho que ter muito cuidado quando você adota algumas tecnologias, para talvez não desposicionar e o brasileiro não conseguir pagar”, complementou. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em relação à eletrificação nos próximos anos, a Volkswagen prometeu que todos os lançamentos de 2026 terão ao menos uma versão eletrificada. Possobom destacou sobretudo os híbridos flex e justificou a escolha pelo tamanho do país e pelo modo como o brasileiro utiliza o carro. “O brasileiro anda muito de carro, são 13 mil ou 15 mil km por ano. Ele pega o carro, vai para a praia, coloca a família. (...) Então, um híbrido leve, um HEV (híbrido pleno) e um plug-in hybrid estão dentro das soluções, também como carros elétricos. A gente tem vários carros sensacionais elétricos lá fora que também poderia fazer aqui”, diz. O presidente da Volkswagen também mencionou que, a exemplo de Chevrolet e Stellantis, poderia trazer ao Brasil carros elétricos produzidos na China, mas prefere fabricar aqui, com tecnologias voltadas ao mercado nacional. “O brasileiro, ele tem um comportamento. Ele precisa ficar anos com o carro. Tem que cuidar muito com o valor residual desse carro. Como é que vai estar essa tecnologia daqui a 3, 4 anos? Então, a gente acredita que a solução de híbridos é a melhor solução aqui para o brasileiro”, comentou Possobom. O que faria o mercado automotivo deslanchar Presidente da Volkswagen comenta sobre o que faria o mercado automotivo deslanchar O mercado de automóveis deve encerrar 2025 com 2,55 milhões de veículos zero quilômetro emplacados, um avanço de 3% em relação ao ano anterior, segundo a Fenabrave. O número é expressivo, mas a estimativa já foi maior. A projeção inicial era de 2,6 milhões de emplacamentos, o que representaria alta de 5%. A revisão ocorreu em outubro, quando a entidade atualizou suas expectativas. Ciro Possobom aponta três fatores que poderiam ter levado o índice além do resultado modesto, de um dígito: juros mais baixos, maior produção nacional e regulamentação mais flexível. “Um ponto é a parte de juros. Eu acho que é importante. É o primeiro ponto que poderia realmente ajudar bastante ali”, disse o executivo. Atualmente a taxa de juros Selic está em 15% e permanece assim desde junho deste ano. Há, porém, previsão de queda. A edição mais recente do Boletim Focus indica que o Brasil deve encerrar 2026 com a taxa próxima de 12%. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Além dos juros, ele acredita que ampliar a produção nacional de veículos também seria decisivo para impulsionar o crescimento do mercado. “Se a gente produz na região, sei lá, 600 mil carros, por exemplo, se eu pudesse produzir 700 mil ou 800 mil carros, com certeza, o meu custo barataria. A indústria precisa se fortalecer, precisa de mais massa de produção. Isso ajudaria a ter o carro mais competitivo”, afirma. Possobom também afirma que a legislação de emissão de poluentes no Brasil é mais “pesada do que a própria Europa, os próprios Estados Unidos”. “Quando você faz um PL 7, um PL 8, você coloca mais custo naquele carro. Então, são investimentos de centenas de milhões e um custo por unidade também ali”, explica. O PL 8 é a fase mais recente do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde o início de 2025, com etapas que serão implementadas gradualmente até 2029. Entre as exigências estão limites menores de emissões e a adoção de tecnologias para capturar vapores de combustível durante o abastecimento, evitando que esses gases sejam liberados na atmosfera. O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel Presidente da Volkswagen explica por que ficou de fora do Salão do Automóvel O Salão do Automóvel de São Paulo voltou a ser realizado após sete anos de hiato, mas marcas de peso como Volkswagen, Chevrolet, Ford, Audi, BMW e Mercedes decidiram não participar, desfalcando o retorno do evento. Quem dominou os estandes foram as fabricantes chinesas, em um salão de proporções mais modestas. Ciro Possobom não se mostrou arrependido de ficar de fora. Ele menciona as inúmeras ativações de marketing da Volkswagen no ano e afirma que a empresa pode considerar voltar ao evento em 2027 caso ele seja mais “forte”. “Salão forte para mim é com presença de todas as marcas, né? Então, acho que é isso que é importante, né? Tiveram marcas importantes lá, mas muita gente ficou de fora. Vamos torcer que a gente consiga fazer um salão bacana, bem melhor em 2027”, revelou o executivo. O formato pouco inovador também não agradou. “Acho que pode ser maior. A gente participou de alguns eventos na Europa que são diferentes, diferentes formatos de salão, aberto ao público, em praças”, disse. “Acho que ficar naquele modelo do salão de galpão fechado, com cada um num canto, talvez não seja o que o público queira”, avalia.

Palavras-chave: tecnologia

Larry Ellison perde R$ 168 bilhões em um dia e cai para 3º no ranking de bilionários da Forbes

Publicado em: 12/12/2025 02:00

A fortuna do cofundador da Oracle, Larry Ellison, despencou US$ 31 bilhões (cerca de R$ 168 bilhões) nesta quinta-feira (11), segundo a revista Forbes. Com isso, o bilionário caiu da segunda para a terceira posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. No fechamento do dia, o patrimônio de Ellison foi estimado em US$ 249,5 bilhões (R$ 1,353 trilhão), valor abaixo da fortuna do cofundador do Google, Larry Page, que agora ocupa a segunda colocação com US$ 256,7 bilhões. (veja o top 5 mais abaixo) A perda bilionária está diretamente ligada à queda de mais de 10% nas ações da Oracle nesta quinta-feira, após a divulgação do balanço financeiro da companhia. 🤔 Na prática, a queda das ações da Oracle reduz o patrimônio de Larry Ellison porque a maior parte de sua fortuna está ligada aos papéis da empresa. Quando eles se desvalorizam, o valor dessas participações cai na hora, diminuindo sua posição no ranking da Forbes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado da Oracle, que veio abaixo das expectativas dos analistas, aumentou a preocupação do mercado com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). Os gastos robustos e as projeções fracas reforçaram dúvidas sobre a velocidade com que essas apostas em IA trarão retorno. Investidores também se desfizeram dos papéis da Oracle diante das preocupações com o uso de dívidas para sustentar sua estratégia de expansão nessas novas tecnologias. A Oracle é referência global em soluções para gerenciamento de bancos de dados e servidores, atendendo empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos Estados Unidos. (leia mais abaixo). Veja os top 5 mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes: Elon Musk (Tesla e SpaceX): US$ 491,9 bilhões Larry Page (Google): US$ 256,7 bilhões Larry Ellison (Oracle): US$ 249,5 bilhões Jeff Bezos (Amazon): US$ 241,9 bilhões Sergey Brin (Google): US$ 236,8 bilhões Larry Ellison, da Oracle, no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2025. Associated Press De onde vem a fortuna de Larry Ellison A maior parte da fortuna de Ellison vem de sua participação de 41% na Oracle. Além de cofundador, ele ocupa os cargos de presidente do conselho e diretor de tecnologia da companhia. Ellison também foi CEO da empresa por 37 anos, deixando a função em 2014. Em setembro, o patrimônio de Larry Ellison chegou perto do de Elon Musk, que já ocupava o posto de mais rico do mundo, com US$ 491,3 bilhões na época. Naquele período, uma disparada das ações da Oracle acrescentou mais de US$ 110 bilhões à fortuna de Ellison, elevando seu total para quase US$ 405 bilhões, segundo a Forbes. O empresário também é dono de quase metade da Paramount Skydance, gigante da mídia formada pela fusão de US$ 8,4 bilhões (R$ 45,5 bilhões) entre o estúdio Paramount e a produtora Skydance. O grupo fez, recentemente, uma oferta para comprar a Warner Bros. Discovery. Ellison, que nunca concluiu a faculdade, chegou a desenvolver um banco de dados para a CIA enquanto trabalhava na Ampex Corporation. Ele também integrou o conselho da Tesla entre 2018 e 2022. Segundo a Forbes, o bilionário vive atualmente na ilha havaiana de Lanai, adquirida quase por completo em 2012 por US$ 300 milhões. Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes O que é a Oracle Pouco conhecida pelo consumidor final, a Oracle atua no desenvolvimento de soluções para empresas. Fundada em 1977, em Santa Clara, na Califórnia (EUA), pelos engenheiros Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, a empresa nasceu com o nome Relational Software Inc.. O primeiro escritório tinha apenas 83 metros quadrados. Em 1982, a companhia adotou oficialmente o nome Oracle Corporation, que mantém até hoje. Cinco anos depois, já listada na bolsa Nasdaq, a Oracle foi classificada como a maior empresa de gerenciamento de bancos de dados do mundo, com US$ 100 milhões em vendas e presença em 55 países. Atualmente, a Oracle é referência global no gerenciamento de bancos de dados e servidores para empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos EUA. A companhia também atua na infraestrutura de servidores em nuvem e na área de inteligência artificial. Com valor de mercado de US$ 566 bilhões em 11 de dezembro de 2025, a Oracle compete com gigantes como Microsoft e Amazon no segmento de computação em nuvem, e com empresas como SAP e Salesforce na área de bancos de dados. Além disso, fornece serviços em nuvem para a xAI, startup de inteligência artificial fundada por Elon Musk, um aliado de longa data de Larry Ellison, segundo a Reuters.