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Venezuela confirma tática dos EUA: réplica de casa é a chave para localizar alvos de elite

Publicado em: 05/01/2026 11:23 Fonte: Tudocelular

Os noticiários do final de semana foram dominados pelo principal assunto dos últimos dias: a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. E um dos destaques foi a tecnologia aplicada pelo governo americano para realizar a operação. De acordo com o site TWZ, as agências de inteligência dos EUA utilizaram o drone RQ-170 Sentinel para orbitar por semanas a cidade de Caracas, para fornecer informações como rotinas do alvo, presenças no local e informações em tempo real durante o ataque.Por meio dos seus sensores equipados e da sua capacidade de atuar de maneira furtiva, o equipamento conseguiu, mesmo a milhares de quilômetros, criar um painel legível de uma cidade inteira.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Jovens mineiros assassinados mudaram para SC em busca de trabalho; veja quem eram

Publicado em: 05/01/2026 10:58

Jovens de MG foram encontrados mortos em SC Redes sociais/Arquivo pessoal Os quatro jovens de Minas Gerais que desapareceram após se mudarem para Santa Catarina tinham idades entre 19 e 28 anos e haviam deixado suas cidades de origem em busca de trabalho. Eles moravam juntos em São José, na Grande Florianópolis, e pretendiam permanecer no estado para tentar melhores condições de vida. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira chegaram à região em períodos diferentes, entre outubro e dezembro. Segundo familiares, todos tinham planos de se estabelecer profissionalmente e ajudar a família. Veja quem eram: Bruno Máximo da Silva Daniel Luiz da Silveira Guilherme Macedo de Almeida Pedro Henrique Prado de Oliveira Familiares reconhecem corpo de jovem de Araraquara desaparecido em SC Bruno Máximo da Silva Bruno Máximo da Silva tinha 28 anos Redes sociais Bruno Máximo da Silva tinha 28 anos, era natural de Guaranésia (MG) e pai de dois filhos, de 1 e 3 anos. Ele foi um dos primeiros a chegar no estado, ainda em outubro, antes dos demais. O jovem planejava alcançar estabilidade financeira e melhorar as condições de vida da família. Trabalhava desde jovem e, em Santa Catarina, atuou inicialmente em um restaurante. Em seguida, conseguiu uma oportunidade como soldador, com início previsto para o começo de janeiro. Bruno mantinha contato frequente com a família, relatava estar empregado e adaptado à rotina no estado. “Ele tinha o sonho de me levar para morar perto do mar, queria que eu vendesse doces na praia e recomeçasse a vida lá. Dizia sempre que estava feliz, que o lugar era bom e que não faltava trabalho”, relatou a mãe, Rosa Maria Máximo. Segundo a Sejusp, o jovem possui quatro passagens pelo sistema prisional mineiro agosto de 2019 e dezembro de 2023. A motivação não foi informada. Bruno Máximo da Silva será sepultado às 10h desta segunda-feira (5), no Cemitério Central de Guaxupé; de acordo com a funerária, não haverá velório por causa do estado do corpo. Daniel Luiz da Silveira Daniel Luiz da Silveira tinha 28 anos Redes sociais Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, era natural de Guaxupé (MG) e foi o último do grupo a chegar a Santa Catarina, na véspera do Natal. Considerado pela família uma pessoa responsável e focada, acreditava que a mudança representaria o início de uma nova fase. Ele deixou a cidade na madrugada da véspera de Natal após se despedir do pai, André Luiz da Silveira. Ao partir, informou que já tinha trabalho garantido e que pretendia ajudar financeiramente os pais, contribuindo para o pagamento das despesas da casa. Na cidade sul-mineira, ele deixou os pais e dois irmãos. Familiares relatam que ele pretendia permanecer no estado por tempo indeterminado. “Antes de ir, ele me deu um abraço e disse para eu não me preocupar, que ia para uma vida melhor para ajudar a mim e à mãe, para melhorar a nossa situação. Falou para ficarmos tranquilos”, relembrou o pai, André Luiz da Silveira. Daniel Luiz da Silveira será sepultado às 10h desta segunda-feira (5), no Cemitério Central de Guaxupé; não haverá velório devido ao estado do corpo, segundo a funerária. Guilherme Macedo de Almeida Guilherme Macedo de Almeida tinha 20 anos Arquivo pessoal Guilherme Macedo de Almeida tinha 20 anos, era natural de Guaranésia (MG) e também chegou no estado catarinense em dezembro. Gostava de motos, música e tecnologia. Era soldador e trabalhava na área havia quase dois anos antes de se mudar para Santa Catarina. O jovem decidiu deixar a cidade no fim do ano em busca de novas oportunidades. Já havia atuado em outras atividades, como venda de sorvetes e lavagem de carros. A decisão de sair da cidade ocorreu após a morte do avô, quando passou a planejar um futuro fora do município onde cresceu. Segundo a mãe, ele havia tinha um emprego garantido para começar na semana seguinte ao desaparecimento. "O Guilherme era um menino educado, trabalhador e muito sonhador. Eu segurei o máximo que pude, sempre preocupada com ele, mas depois da morte do avô decidiu que era hora de ir. Me ligava todo dia dizendo ‘mãe, te amo’. Era teimoso, mas era meu filho", contou a Elizabete de Macedo Almeida. Guilherme Macedo de Almeida terá velório a partir das 7h desta terça-feira (6), no Velório Municipal, e sepultamento às 9h, no Cemitério Municipal; a princípio, o velório deve ocorrer com caixão lacrado, informação que será confirmada pela funerária. Pedro Henrique Prado de Oliveira Pedro Henrique Prado de Oliveira tinha 19 anos Arquivo pessoal Pedro Henrique Prado de Oliveira tinha 19 anos. Nasceu em Araraquara (SP), mas foi criado em Guaranésia (MG). Trabalhava em um restaurante e estava em Santa Catarina desde o fim de outubro. De acordo com a mãe, Pedro mantinha contato regular com a família, planejava tirar a carteira de habilitação e queria comprar uma moto. Ele era o mais velho entre três irmãos e mantinha forte vínculo com a família. O último contato ocorreu dias antes do desaparecimento. “Pedro era muito sonhador, gostava de estar com os amigos e de andar de moto. Foi para Santa Catarina pensando em dar uma vida melhor para mim e para as irmãs. Ele tinha um coração enorme, ajudava todo mundo, tirava dele para dar aos outros”, afirmou a mãe, Silvia Aparecida do Prado. Conforme a Sejusp, Pedro esteve preso por um dia em julho de 2024, mas foi desligado por meio de alvará de soltura concedido pela Justiça. A motivação não foi informada. Pedro Henrique Prado de Oliveira terá velório a partir das 7h desta terça-feira (6), no Velório Municipal, e sepultamento às 9h, no Cemitério Municipal; segundo a funerária, a cerimônia deve ocorrer com caixão lacrado, a ser confirmado após a chegada do corpo. VEJA TAMBÉM: Câmera flagrou jovens saindo de apartamento em SC; VÍDEO O que se sabe e o que falta saber Família decide ir a SC em busca de respostas sobre jovens desaparecidos 'Vivo ou morto, quero meu filho': angústia marca buscas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Chegou o primeiro condomínio comercial e industrial de Holambra-SP

Publicado em: 05/01/2026 10:52

Chegou o primeiro condomínio comercial e industrial de Holambra-SP Crédito: Agência Move Digital O empreendimento está situado em um dos pontos mais valorizados da cidade. Inspirado na tradição das flores, o Campo de Gladíolos é um condomínio comercial e industrial moderno, planejado e estratégico, características que refletem a adaptabilidade dos gladíolos, uma das primeiras plantas trazidas pelos holandeses para a região. Conhecida nacionalmente pela floricultura e pela Expoflora, Holambra dá agora um passo decisivo rumo à diversificação econômica com seu primeiro condomínio comercial e industrial. O empreendimento promete transformar o mapa de desenvolvimento local e ampliar o potencial de atração de empresas. “Holambra precisava de um espaço planejado para receber novos negócios. O Campo de Gladíolos representa exatamente essa virada de chave”, avalia o coordenador comercial Marcelo Mendes. Com projeto contemporâneo e estrutura pensada para comportar negócios de diferentes tamanhos e potenciais, o Campo de Gladíolos chega ao mercado oferecendo infraestrutura robusta e localização altamente estratégica para novos investimentos. O empreendimento está situado em um dos pontos mais valorizados da cidade, com acesso rápido às rodovias que ligam Holambra a Jaguariúna, Campinas e ao Circuito das Flores. A proximidade com polos industriais e logísticos e com o aeroporto de Viracopos potencializa ainda mais o valor do condomínio, que surge como alternativa para empresas que desejam expandir suas operações com eficiência e segurança, atributos marcantes do município também presentes no Campo de Gladíolos. Para muitos investidores a localização é justamente a chave do sucesso: “É raro encontrar um espaço tão completo, dentro de um município estruturado e com tanta qualidade de vida. A localização é um grande diferencial”, afirma o empresário local Jair Bezerra da Silva. Chegou o primeiro condomínio comercial e industrial de Holambra-SP Crédito: Agência Move Digital Projeto contemporâneo e estrutura pensada para comportar negócios de diferentes tamanhos e potenciais Instalado em uma zona de uso misto, o Campo de Gladíolos foi concebido para receber desde indústrias até comércio estruturado, com entrega das obras prevista para meados de 2026. Lançado em setembro de 2024, o empreendimento foi desenhado para oferecer um ecossistema completo de negócios e se posiciona como um ponto logístico estratégico dentro do interior paulista. “O projeto foi pensado para trazer eficiência, segurança e funcionalidade às operações. É um empreendimento que conversa com o futuro da economia regional”, explica Pedro Jacó Bittar, Urbanista de Campinas, SP. Destaques do Campo de Gladíolos Lotes comerciais e industriais modulares, atendendo desde pequenas empresas até operações de grande porte. Infraestrutura urbana moderna, com pavimentação de alta resistência, drenagem, iluminação e redes de água e energia. Planejamento inteligente, que une funcionalidade e estética, mantendo a harmonia com o paisagismo característico de Holambra. Portaria com controle de acesso, garantindo mais segurança às operações. São 92 lotes exclusivos para atender as demandas das empresas. Os terrenos variam entre 825m² a 3.906m², garantindo espaço suficiente para expansão dos negócios . O resultado é um espaço pensado para quem busca crescimento com organização e previsibilidade, evitando os desafios comuns enfrentados por empresas instaladas em áreas não planejadas. “É um modelo que oferece previsibilidade e organização para quem deseja expandir sem complicações”, comenta o empresário do ramo de construção civil, Alfredo Bueno Netto. Chegou o primeiro condomínio comercial e industrial de Holambra-SP Crédito: Agência Move Digital Uma das áreas mais prósperas e estratégicas do interior paulista. Holambra além das flores: um novo ciclo econômico A criação do Campo de Gladíolos marca o início de um novo movimento econômico no município. Holambra amplia sua atuação, atendendo a uma demanda crescente por áreas estruturadas e abrindo portas para empreendimentos ligados à inovação, logística, floricultura avançada, serviços corporativos e cadeias produtivas estratégicas. “O condomínio chega para complementar o que Holambra já faz de melhor: unir tradição e modernidade. Agora, também seremos referência no ambiente corporativo e industrial”, observa Esteves Garcia Puerto, empresário do ramo Hoteleiro. A expectativa é de que o condomínio se torne um polo de geração de empregos, tecnologias e investimentos, contribuindo para um desenvolvimento sustentável e diversificado da cidade. Por que esse lançamento chama atenção? É pioneiro em Holambra — o primeiro condomínio comercial e industrial do município. Concilia modernidade com identidade local, mantendo o DNA holandês da região. Está em uma das áreas mais prósperas e estratégicas do interior paulista. A proximidade com as principais empresas do ecossistema Floral e Horticultura, promoverá colaborações estratégicas e crescimento sustentável. Atende à demanda por espaços planejados, com infraestrutura de ponta. Para empresários e investidores, o Campo de Gladíolos representa mais do que uma área comercial: é a chance de integrar um projeto inédito que nasce alinhado ao futuro econômico de Holambra. “É uma oportunidade rara de entrar em um projeto que nasce com uma proposta clara de futuro e muitoalinhada com o perfil inovador da cidade”, destaca Tadeu Cunha, Broker em imóveis comerciais. Chegou o primeiro condomínio comercial e industrial de Holambra-SP Crédito: Agência Move Digital Um projeto inédito que nasce alinhado ao futuro econômico de Holambra Por que investir em Holambra? Holambra é um polo nacional de flores e plantas ornamentais, mas também reúne características econômicas e estruturais que a tornam uma das cidades mais promissoras do estado para novos investimentos. “Investir em Holambra é apostar em um município organizado, com altíssima qualidade de vida e grande potencial de expansão”, reforça Oscar Viti De La Oyal, comerciante da região. Vantagens Econômicas Um dos maiores PIBs per capita do estado. Líder nacional na produção de flores e plantas ornamentais. Grande atração turística, especialmente durante a Expoflora. Reconhecida como zona de expansão econômica pelo governo estadual. Infraestrutura e Localização Proximidade com São Paulo e com o Aeroporto Internacional de Viracopos. Acesso facilitado pelas principais rodovias da região. Qualidade de Vida Clima agradável o ano todo. Cidade segura, com baixos índices de criminalidade. Oportunidades de Investimento Agronegócio, flores, plantas ornamentais e insumos. Turismo: hotéis, pousadas, restaurantes e atrativos. Comércio e serviços: supermercados, escolas, saúde, varejo. Mercado imobiliário: terrenos, residenciais e comerciais. O Campo de Gladíolos possui um site completo com detalhes sobre o empreendimento. Para saber mais, acesse campodegladiolos.com.br.

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CES 2026: detalhes dos novos tablets e roteadores Wi-Fi 7 da TCL revelam foco em inovação

Publicado em: 05/01/2026 10:50 Fonte: Tudocelular

A TCL aproveitou sua presença na CES 2026 com a apresentação de alguns novos produtos. Nesse sentido, foram revelados o Tablet Note A1 NXTPAPER e dois modelos de roteadores com suporte a Wi-Fi 7, além do smartphone NXTPAPER 70 Pro, o qual já falamos em uma matéria dedicada. TCL Note A1 NXTPAPER: tablet com tela “de papel”Para começar, o modelo TCL Note A1 NXTPAPER é a novidade da marca para o segmento de tablets, equipado com um de tecnologia que traz uma sensação parecida com a do papel para o usuário. O painel tem 11,5 polegadas de tamanho, suporte a taxa de atualização de 120 Hz e resolução de 2200 x 1440.Clique aqui para ler mais

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Compacto e potente: Philips TAT1209 é o fone de ouvido bom e barato que você buscava

Publicado em: 05/01/2026 10:46 Fonte: Tudocelular

O Philips TAT1209 se trata de um fone de ouvido intra-auricular que prioriza combinar um design resistente e uma bateria de boa duração no mesmo produto. Agora, dá para encontrá-lo em promoção no mercado brasileiro. O acessório na variante TAT1209BK/00 está disponível na Amazon pelo preço de R$ 120,90 à vista no Pix ou parcelado em até 4x sem juros no cartão de crédito. "Fone de ouvido sem fio TWS Philips TAT1209BK/00 na cor preto, com bluetooth, microfone, tecnologia IPX4 e 18 horas de reprodução." Amazon R$120 Ver Oferta Sobre o dispositivoO Philips TAT1209BK/00 consiste em um fone de ouvido que mira oferecer uma boa durabilidade, com a presença da classificação IPx4 para oferecer resistência a respingos d’água e suor.Clique aqui para ler mais

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Governo Lula vê desordem global no ataque à Venezuela; Planalto avalia que Trump faz negócios com a ofensiva e monitora eventual risco à eleição no Brasil

Publicado em: 05/01/2026 10:26

Governo Lula vê desordem no uso da força na Venezuela; Brasil monitora risco eleitoral Integrantes do governo do presidente Lula (PT) avaliam como grave e preocupante o episódio envolvendo a Venezuela por representar o uso direto da força com objetivo político na América do Sul — algo que, segundo interlocutores do Planalto, não ocorria no continente desde o século 20. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp A leitura interna é de que o ponto central da crise não está no método da operação, nem no uso de tecnologia ou de algoritmos de localização associados ao regime de Nicolás Maduro, mas no precedente político e geopolítico aberto pela ação americana. “O aspecto tecnológico é secundário. O grave é o uso da força na América do Sul para fins políticos”, resume um auxiliar direto do presidente. Segundo fontes do governo, não houve sequer tentativa de construção de uma narrativa justificadora, como ocorreu em outros conflitos internacionais. A comparação feita nos bastidores é com o Iraque de Saddam Hussein: ainda que controversa, a invasão americana foi precedida por um discurso formal de legitimação. Neste caso, avalia o Planalto, não há disfarce nem pretexto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A preocupação central do governo brasileiro é que o episódio esteja ligado à disputa por recursos naturais, sobretudo petróleo. Interlocutores avaliam que Trump pode, depois, ampliar esse interesse para urânio e minerais críticos, o que abriria caminho para novas ações semelhantes no futuro. “Hoje é petróleo. Amanhã pode ser urânio, minerais estratégicos. Isso é o que assusta”, diz um assessor de Lula. O tema ganha peso adicional para o Brasil porque o país faz fronteira com dez nações e tem na Venezuela um vizinho direto. Embora o governo Lula não tenha sido entusiasta do processo eleitoral venezuelano, a posição oficial é de que se trata de um país amigo, cuja instabilidade afeta diretamente a região. “Não é uma defesa do Maduro. É defesa da soberania dos povos e da estabilidade regional”, complementa esse auxiliar. No Palácio do Planalto, também há uma leitura cautelosa sobre o papel dos Estados Unidos. Auxiliares avaliam que o presidente Donald Trump, favorito no campo republicano, age menos por ideologia e mais por lógica de negócio. “Ele não quer saber de democracia ou da Corina. Quer saber com quem pode negociar. Quer fazer um bom negócio — e disso dependem as próximas ações dele em outros lugares”, afirma uma fonte do governo. Na avaliação interna, uma eventual transição política na Venezuela poderia, do ponto de vista de Trump, atrapalhar acordos econômicos, o que explicaria uma postura ambígua. O governo brasileiro também insere o episódio em uma disputa mais ampla com a China, envolvendo energia, comércio e influência na América Latina. Para o Planalto, o avanço da extrema direita global — simbolizada por figuras como Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump — não reduz os riscos, mas contribui para um cenário de instabilidade. “O mundo está sem ordem. Já não sabemos claramente o que é certo ou errado”, resume um auxiliar presidencial. A conclusão no governo Lula é que o episódio é inédito na forma, perigoso no precedente e um sinal claro de que as regras tradicionais do sistema internacional estão sendo corroídas. O blog conversou com o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, que reforçou essa leitura e afirmou que, para o Brasil, o ponto mais grave é o uso da força na América do Sul. Sobre eventuais reflexos no Brasil, auxiliares dizem que uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral dependerá do tipo de interesse que Trump venha a buscar no país. Nos bastidores, auxiliares do presidente relatam que o governo brasileiro tem adotado uma estratégia de extrema cautela diante da crise. Expectativa do governo brasileiro é que o encontro entre Trump e Lula aconteça no domingo (26/10), às margens da cúpula da Asean na Malásia Getty Images

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Samsung QLED Q5F é lançada no Brasil como nova opção de Smart TV baratinha grande

Publicado em: 05/01/2026 10:06 Fonte: Tudocelular

Expandindo sua família de Smart TVs QLED de baixo custo, a Samsung trouxe ao Brasil nesta segunda-feira (5) a QLED Q5F, novidade que assume o posto de alternativa mais acessível da família. Disponível em tamanho único de 43 polegadas, o modelo promete manter a maioria dos recursos dos aparelhos mais caros, incluindo suporte a HDR, sincronia com soundbars da marca e funcionalidades de IA apesar do custo baixo.A nova Q5F chega equipada com um painel LCD de 43 polegadas munido dos pontos quânticos — trabalhando em conjunto com o algoritmo PurColor, essa tecnologia promete oferecer cores mais vivas e realistas. Temos ainda resolução Full HD, além de suporte a HDR no padrão HDR10+, melhorando o visual de filmes e séries compatíveis. O lançamento também chama atenção pelo som, considerando sua faixa de preço, ao empregar um sistema de áudio estéreo de 2 canais com 20 W de potência. A solução usa IA para aumentar automaticamente o volume quando ruídos são detectados no ambiente, evitando a perda de momentos importantes do conteúdo em exibiçãoClique aqui para ler mais

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CES 2026: JBL renova linha de áudio com 10 lançamentos, de games a esportes

Publicado em: 05/01/2026 08:51 Fonte: Tudocelular

Aproveitando seu espaço na CES 2026, feira de tecnologia que acontecerá até o próximo dia 9 de janeiro na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, a JBL acaba de anunciar novos fones para o seu catálogo de produtos, e acredite, há opções para quase todos os gostos – do público gamer ao esportista. Começando por aqueles que gostam de jogar, a marca anunciou três novos headsets para a sua linha de produtos JBL Quantum: JBL Quantum 950X, JBL Quantum 650X e JBL Quantum 250 – apresentados para o público brasileiro no começo do mês passado.Partindo do modelo mais avançado (e caro), o 950X chega com drivers dinâmicos de carbono de 50 mm e conta com recursos avançados, como áudio espacial, rastreamento de cabeça 3D e cancelamento ativo de ruído. É compatível com PCs e consoles de videogame por meio de conexões Wi-Fi de 2,4 GHz, Bluetooth 5.3 ou cabo.Clique aqui para ler mais

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Manaus enfrenta desafios de infraestrutura para avançar na economia sustentável, aponta estudo

Publicado em: 05/01/2026 08:16

Zona Franca de Manaus é um exemplo de política que está aí há 60 anos e não se faz uma avaliação séria dos benefícios', diz pesquisadora do Insper Divulgação/Suframa Um relatório elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)revela que Manaus precisa superar desafios históricos para se consolidar como polo da bioeconomia e da inovação sustentável na Amazônia. O documento, chamado Private Sector Roadmap for a Sustainable Amazônia, destaca que a capital amazonense ocupa posição estratégica na região, mas enfrenta obstáculos que podem comprometer sua competitividade nos próximos anos. De acordo com o estudo, a Zona Franca de Manaus continua sendo um motor econômico importante, mas o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado. A recomendação é que a cidade diversifique sua produção e aproveite o potencial da biodiversidade amazônica, investindo em setores como biotecnologia, farmacêutica e cosméticos. O que é bioeconomia? Estudo aborda os caminhos e desafios para potencializar modelo de negócio na Amazônia Para isso, será essencial fortalecer universidades e centros de pesquisa, capazes de transformar conhecimento científico em negócios sustentáveis. Confira os principais desafios apontados na pesquisa. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp ➡️Zona Franca de Manaus (ZFM): O estudo afirma que o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado para incluir cadeias ligadas à bioeconomia e inovação tecnológica. ➡️Infraestrutura e logística: A cidade ainda depende fortemente do transporte fluvial e aéreo, o que encarece operações e limita o escoamento de produtos. A falta de conectividade digital também é vista como um entrave. ➡️Energia: Há preocupação com a dependência de termelétricas a diesel em comunidades isoladas. O relatório sugere ampliar investimentos em fontes renováveis e soluções descentralizadas. ➡️Inovação e pesquisa: Manaus é apontada como potencial hub de biotecnologia, farmacêutica e cosméticos, mas precisa fortalecer universidades e centros de pesquisa para transformar biodiversidade em negócios sustentáveis. ➡️Inclusão social: O estudo alerta que a transição econômica deve gerar empregos verdes e capacitar trabalhadores locais, evitando concentração de benefícios apenas em grandes empresas. ENTENDA: Reforma tributária: entenda por que a Zona Franca de Manaus conseguiu manter seus benefícios Segundo os autores, Manaus pode se tornar referência mundial em bioeconomia se conseguir alinhar investimentos privados com políticas públicas. Caso contrário, há risco de a Zona Franca perder relevância frente às novas cadeias globais verdes. “Manaus tem condições de liderar a transformação sustentável da Amazônia, mas precisa superar gargalos históricos de infraestrutura e apostar em inovação”, afirma o relatório. CAS aprova 38 projetos com investimentos de até R$1 bi na Zona Franca de Manaus

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Projeto oferta mais de 2 mil vagas em cursos gratuitos de capacitação no Ceará; confira

Publicado em: 05/01/2026 08:06

Aprenda a fazer um bom currículo para conseguir uma vaga de trabalho Um projeto do Centro Universitário Maurício de Nassau, mais conhecido como UNINASSAU, está ofertando de maneira gratuita cursos de capacitação em diversas áreas nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Sobral. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ao todo, são mais de 2.750 vagas em formações presenciais e abertos ao público. A iniciativa tem início no dia 08 de janeiro e segue até o final do mês. Os cursos exploram áreas da saúde, gestão, tecnologia, educação, direito, empreendedorismo e bem-estar. No Ceará, são ofertadas mais de 2.750 vagas em cursos de capacitação gratuitos. Reprodução/Gokursos LEIA TAMBÉM: Rede Cuca abre 7,7 mil vagas gratuitas para jovens e adultos Pré-carnaval 2026 em Fortaleza: veja eventos e blocos confirmados Os interessados podem se inscrever através do site gokursos.com. Ao entrar, você pode buscar por “Capacita + unidade desejada” para escolher a formação desejada. ➡️O público pode se inscrever em mais de um minicurso, desde que não haja choque de horário, e devem comparecer no dia da capacitação levando 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a ações sociais. Mais detalhes ➡️ Entre os cursos disponíveis estão primeiros socorros para leigos, alimentos funcionais para emagrecimento saudável, preparo de pizza e entendimento dos direitos e deveres nos contratos eletrônicos. Além disso, o projeto também oferece cursos de cuidador de idosos, primeiros socorros psicológicos, preparação de sabonetes artesanais, entendimento das ferramentas de gestão da qualidade em saúde, entre outros. Ainda conforme a instituição, a programação contempla formações práticas e atualizadas, voltadas tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional. "A iniciativa contribui para a qualificação profissional e a recolocação no mercado de trabalho, sempre alinhada às demandas atuais do setor", afirma Alan Caires, reitor da Uninassau. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Pista de patinação no gelo na orla de Petrolina começa a funcionar nesta terça-feira

Publicado em: 05/01/2026 07:24

Pista de patinação no gelo em Petrolina Ascom / PMP A partir desta terça-feira (6), começa a funcionar a pista itinerante de patinação no gelo montada na orla de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, como parte da programação de Natal da cidade. O espaço é gratuito e os ingressos podem ser retirados a partir desta segunda-feira (5), às 9h, pela internet, mediante cadastro com CPF. Cada CPF poderá se inscrever apenas uma vez, sendo necessário escolher a data e o horário no momento da inscrição. O ingresso é pessoal e intransferível. Em caso de não comparecimento na data e horário agendados, o ingresso será automaticamente invalidado, sendo necessário realizar um novo cadastro. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Segundo a prefeitura, para crianças menores de idade ou pessoas com algum transtorno, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), será necessária a assinatura de um termo de responsabilidade pelo responsável legal. O acesso à pista será organizado em dois grupos de 50 pessoas a cada meia hora. Cada sessão contará com 20 minutos de patinação e 10 minutos destinados à colocação dos patins. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A pista funcionará de terça a quinta-feira, das 16h às 18h, com horário reservado para escolas municipais, e das 18h às 22h, aberta ao público. De sexta-feira a domingo, o funcionamento será das 16h à meia-noite. A pista conta com tecnologia italiana e possui dimensões de 16 metros de largura por 30 metros de comprimento, além de espaço adequado para a colocação dos patins. Orientações importantes: Não é permitida a entrada com acessórios como brincos, anéis, pulseiras, correntes, relógios e, principalmente, celular; Pessoas com impedimentos de ordem médica e gestantes não podem patinar; É proibida a entrada com alimentos; Cada participante é responsável por seus itens pessoais; Não é recomendada a entrada após consumo de bebida alcoólica; É obrigatório o uso de meias limpas, de uso individual, que não devem ser emprestadas; A organização não se responsabiliza por itens perdidos; Não haverá guarda-volumes. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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Hisense apresenta nova linha de TVs MiniLED RGB com tecnologia Dolby Vision 2

Publicado em: 05/01/2026 07:07 Fonte: Tudocelular

A Hisense revelou duas novas linhas de TVs com tecnologia MiniLED RGB. Trata-se das séries UR9S e UR8S, que trazem tamanhos de 55 a 100 polegadas de tamanho, além de painéis LCD nativos 4K UItra HD do tipo VA com suporte a altas taxas de atualização e mais. Linha 2026 até 100” De modo geral, ambas as linhas reveladas tem como destaque o uso de retroiluminação Full Array MiniLED RGB, uma tecnologia formada por tripletes de LEDs vermelho, verde e azul, ainda incomum no mercado atual. Além disso, há tamanhos disponíveis em 55, 65, 75, 85 e 100 polegadas.Principais características Os principais atributos destes modelos incluem o uso de painéis LCD VA 4K com taxa de atualização nativa de até 180 Hz, que pode superar os 300 Hz em 1080p. Além disso, a linha UR9S tem brilho com pico de 4.000 nits, enquanto a UR8S fica em 3.500 nits. Graças à tecnologia MiniLED RGB, os modelos chegam próximos de 100% de cobertura gamut REC2020.Clique aqui para ler mais

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O mistério de Mercúrio, o planeta que cientistas dizem que não deveria existir

Publicado em: 05/01/2026 06:27

Missão europeia e japonesa divulga primeiras imagens do planeta Mercúrio À primeira vista, Mercúrio poderia ser classificado como o planeta mais entediante do Sistema Solar. Sua superfície árida tem poucas características notáveis, não há evidências de água em seu passado e a atmosfera do planeta é, na melhor das hipóteses, extremamente rarefeita. A probabilidade de encontrar vida entre suas crateras escavadas é inexistente. No entanto, observado mais de perto, Mercúrio se mostra um mundo fascinante e improvável, envolto em mistério. Os cientistas planetários continuam intrigados pela simples existência do planeta mais próximo do nosso Sol. Ele é minúsculo, com 20 vezes menos massa do que a Terra e apenas um pouco maior que a Austrália. Ainda assim, Mercúrio é o segundo planeta mais denso do nosso Sistema Solar, atrás apenas da Terra, devido a um grande núcleo metálico que representa a maior parte de sua massa. Nasa A órbita de Mercúrio, que passa tão perto do Sol, também ocupa uma posição incomum, que os astrônomos não conseguem explicar completamente. Isso nos leva a uma questão central: não sabemos como Mercúrio se formou. Pelo que se entende hoje, o planeta simplesmente não deveria existir. O mistério sobre a origem de Mercúrio, como ele se formou e por que ele tem o aspecto atual faz parte de um dos maiores enigmas do Sistema Solar. No entanto, algumas dessas respostas podem estar a caminho. Uma missão conjunta da Europa e do Japão, chamada BepiColombo, lançada em 2018, está atualmente a caminho de Mercúrio. A sonda fará a primeira visita ao planeta em mais de uma década. Quando entrar em órbita em novembro de 2026, depois de um problema em um dos propulsores atrasar sua viagem, ele tentará entender de onde veio Mercúrio como um de seus principais objetivos. Resolver como Mercúrio se formou não é importante apenas para compreender melhor as origens do nosso próprio Sistema Solar, mas também para estudar planetas em torno de outras estrelas, os exoplanetas. "Mercúrio é provavelmente o mais próximo que temos de um exoplaneta", afirmou Saverio Cambioni, cientista planetário do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, nos EUA), ao se referir à formação incomum do planeta. "É um mundo fascinante." Os astrônomos perceberam pela primeira vez que algo estava errado com Mercúrio depois que a sonda Mariner 10, da Nasa, sobrevoou o planeta três vezes, em 1974 e 1975, durante as primeiras visitas da humanidade às regiões mais internas do Sistema Solar. A superfície de Mercúrio é marcada por crateras e derrames de lava, mas, sob ela, esconde um enorme núcleo metálico Nasa Esses sobrevoos permitiram as medições iniciais da gravidade do planeta, oferecendo pela primeira vez uma visão de seu interior e revelando seu estranho funcionamento interno. Terra, Vênus e Marte têm núcleos ricos em ferro que correspondem a cerca de metade de seus raios. No caso da Terra, o núcleo é dividido entre um núcleo interno sólido e um núcleo externo líquido, cujo movimento gera o campo magnético que protege o planeta. Acima dele estão o manto e, depois, a crosta, onde vivemos. Mercúrio é completamente diferente. Seu núcleo representa quase 85% do raio do planeta, com apenas um manto rochoso muito fino e a crosta acima. Essa estrutura explica a densidade extraordinária de Mercúrio, mas as razões pelas quais o planeta acabou adquirindo essa configuração ainda não são totalmente claras. "A formação de Mercúrio é um grande problema", afirma Nicola Tosi, cientista planetário do Centro Aeroespacial Alemão, em Berlim. "Ainda não está claro por que Mercúrio é assim." Uma missão posterior ao planeta, a missão Messenger, da Nasa, que orbitou Mercúrio entre 2011 e 2015, levantou ainda mais questionamentos. Girando em torno do Sol a apenas 60 milhões de quilômetros, as temperaturas diurnas em Mercúrio podem chegar a 430 °C, enquanto à noite podem cair para –180 °C. Mas, apesar dessas condições extremas, a sonda Messenger constatou a presença de elementos voláteis, como potássio e o elemento radioativo tório, na superfície do planeta, substâncias que deveriam ter evaporado há muito tempo sob a intensa radiação solar. Moléculas complexas, como cloro, e até gelo aprisionado em crateras polares sob as sombras do planeta também foram identificados. Esse conjunto de descobertas fortaleceu a ideia de que Mercúrio talvez não pertença à sua posição atual ao redor do Sol. Há décadas, astrônomos tentam explicar a localização do planeta no Sistema Solar, em uma região onde se acredita que um corpo com essas características dificilmente poderia ter se formado. Mercúrio é 'uma dor de cabeça' Sabemos que os sistemas solares como o nosso começam com um disco de poeira e gás ao redor das estrelas. Aos poucos, os planetas criam lacunas nesse disco e crescem à medida que incorporam mais material. Mas Mercúrio está distante demais de Vênus para que esse processo faça sentido com base nos modelos de formação planetária. Não importa quais parâmetros os cientistas que estudam a dinâmica dos planetas ajustem: eles simplesmente não conseguem explicar Mercúrio tal como o vemos hoje. "É uma dor de cabeça", reconhece Raymond. "Você acaba com nenhum Mercúrio." Os astrônomos passaram anos refinando modelos e testando hipóteses sobre como Mercúrio poderia ter se formado, e existem alguns cenários possíveis. Um dos mais debatidos é a ideia de que Mercúrio já foi muito maior, talvez o dobro do volume atual, e quase do tamanho de Marte. Ele também poderia ter orbitado o Sol a uma distância maior. Essa hipótese é sustentada pelos níveis de potássio e tório detectados em Mercúrio, muito mais semelhantes aos de Marte, um planeta que se formou muito mais longe do Sol. A teoria sugere que, em algum momento nos primeiros 10 milhões de anos de sua existência, esse proto-Mercúrio foi atingido por um objeto enorme, possivelmente outro planeta do tamanho de Marte. A colisão teria arrancado as camadas externas do planeta, a crosta e o manto, deixando apenas o núcleo denso e rico em ferro que constitui a maior parte de Mercúrio como o conhecemos hoje. A missão BepiColombo é composta por duas naves espaciais acopladas, operadas pela Agência Espacial Europeia e pela Agência Espacial Japonesa Getty Images/BBC Essa explicação é talvez a que conta hoje com maior apoio entre os astrônomos, afirma Alessandro Morbidelli, cientista de dinâmica planetária do Observatório Côte d'Azur, em Nice (França). "A interpretação geral é que Mercúrio sofreu um impacto gigante que removeu a maior parte do manto", diz. Deve ter sido um impacto de forma oblíqua (tangencial), para que o planeta não fosse completamente destruído. Ainda assim, embora colisões fossem comuns no início do Sistema Solar, remover tanta quantidade de material de Mercúrio exigiria um impacto a velocidades superiores a 100 quilômetros por segundo, explica Cambioni, do MIT, um cenário considerado pouco provável, já que a maioria dos objetos orbitava o Sol na mesma direção e a velocidades semelhantes entre si, como carros circulando em uma rotatória. Um impacto desse tipo também teria eliminado os elementos voláteis de Mercúrio, incluindo o tório, o que torna ainda mais enigmática a detecção dessas substâncias pela sonda Messenger. Como esses elementos poderiam ter sobrevivido a um evento tão explosivo? Mesmo sem um impacto, não está claro como esses elementos ainda poderiam permanecer em Mercúrio. "Algo tão próximo do Sol não deveria ser rico em substâncias voláteis", afirma David Rothery, geocientista planetário da Open University (Reino Unido), que é codiretor do Mercury Imaging X-ray Spectrometer (MIXS, na sigla em inglês), a bordo da missão BepiColombo, instrumento que irá estudar os elementos voláteis do planeta. Mercúrio apresenta sinais de atividade vulcânica em um passado distante Nasa "Então, Mercúrio teria começado muito mais longe ou foram os materiais que se agregaram a ele que se formaram mais distantes?", questiona. Talvez Mercúrio não tenha sido atingido, mas tenha sido ele próprio o corpo impactante, colidindo com outro planeta, como Vênus, antes de alcançar sua posição atual. É uma ideia promissora, porque pode ser mais fácil remover o manto de Mercúrio nesse tipo de colisão. "É mais simples explicar Mercúrio como o objeto que impactou, e não como o que foi impactado", diz Olivier Namur, geólogo planetário da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Mercúrio não teria sido o único projétil do tamanho de um planeta a cruzar o Sistema Solar em seus primórdios. Acredita-se que a própria Lua tenha se formado quando um objeto do tamanho de Marte, chamado Téia, colidiu com a Terra em seus estágios iniciais, arrancando um grande pedaço do planeta. Outras teorias Em qualquer um dos cenários de impacto envolvendo Mercúrio, não está claro por que os detritos rochosos lançados ao espaço não voltaram a se depositar sobre o planeta nem formaram suas próprias luas (Mercúrio não tem nenhuma). Uma possibilidade é um processo chamado pulverização por colisão, no qual o material expelido por Mercúrio teria sido triturado em partículas cada vez menores, até virar pó, e depois levado pelo vento solar. "A pulverização por colisão ocorre quando os próprios detritos vão se fragmentando em pedaços cada vez menores", explica Jennifer Scora, especialista em formação planetária da Universidade de Toronto (Canadá). "O resultado é um Mercúrio menor e mais denso." No entanto, segundo Scora, a taxa de pulverização necessária para que isso funcione é muito alta, possivelmente maior do que se espera que ocorra na prática. Outro cenário possível é que não tenha havido um impacto gigantesco e que Mercúrio tenha, de fato, se formado a partir de material mais próximo do Sol, mais rico em ferro. Nesse cenário, defendido por Anders Johansen, especialista em formação planetária da Universidade de Lund (Suécia), Mercúrio teria se formado em uma região do Sistema Solar muito mais quente do que aquela onde surgiram os outros planetas. Explosões do Sol primitivo teriam evaporado a maior parte da poeira leve na região de Mercúrio, deixando apenas material mais pesado e rico em ferro para se fundir. "É assim que seria possível formar um planeta rico em ferro", argumenta Johansen. Essa teoria também apresenta problemas. Se fosse verdade, porque é que Mercúrio teria parado de crescer no estágio atual, em vez de continuar acumulando material rico em ferro? "Havia muito material disponível ao redor", diz Johansen. "Portanto, não sabemos porque acabamos com o pequeno planeta que vemos hoje." Super Mercúrios Ao redor de outras estrelas, há evidências de versões maiores de Mercúrio, conhecidas como "super Mercúrios", planetas densos e ricos em ferro, muito mais massivos e maiores do que a Terra, mas ainda com um grande núcleo de ferro. A razão pela qual ainda não descobrimos planetas do tamanho de Mercúrio é simples: eles são pequenos demais para serem detectados diante do brilho e da influência gravitacional de suas estrelas hospedeiras. Observações de outras estrelas indicam que os "super Mercúrios" podem ser bastante comuns na nossa galáxia, afirma Cambioni, do MIT, representando talvez entre 10% e 20% de todos os planetas. Isso também cria alguns problemas, porque, assim como Mercúrio, não sabemos como eles se formam. "Eles são desconfortavelmente comuns", ressalta Cambioni. Há ainda uma outra teoria para a formação de Mercúrio: a de que os planetas internos não se formaram exatamente nas posições que ocupam hoje, mas passaram por um processo de deslocamento. Nesse modelo do Sistema Solar, os planetas internos — Mercúrio, Vênus, Terra e Marte — poderiam ter se formado em dois anéis distintos de material ao redor do Sol. A Terra e Vênus teriam se formado junto com Mercúrio no anel interno, antes de "migrar e deixar Mercúrio para trás", diz Raymond, devido à menor massa do planeta Um modelo de Matt Clement, cientista de dinâmica planetária da Universidade de Oxford (Reino Unido), sugere que os planetas rochosos podem ter se formado muito mais perto do Sol, dentro da órbita atual de Mercúrio, antes de migrarem para o exterior. "Mercúrio fica fora da ação e acaba sem material", afirma Clement. A ideia não explica completamente por que é que Mercúrio teria um núcleo tão grande, a menos que o planeta tenha se deslocado para uma região do Sistema Solar mais rica em ferro, mas ajuda a explicar seu tamanho e a distância em relação a Vênus. "Acho que a migração é necessária", diz. Uma das tarefas da missão BepiColombo, lançada em 2018, será estudar a gravidade e o fraco campo magnético do planeta mais próximo do Sol JODY AMIET/AFP vía Getty Images Existem também hipóteses mais incomuns. E se Mercúrio não fosse propriamente um planeta rochoso, mas o núcleo exposto de um planeta gigante gasoso, como Júpiter, cuja atmosfera teria sido arrancada? Embora essa possibilidade já tenha sido levantada, Cambioni a considera improvável. "É muito difícil remover a atmosfera de um planeta do tamanho de Júpiter", afirma, por causa de sua imensa gravidade. Tudo isso fornece aos astrônomos muitas pistas, mas ainda não há consenso sobre como Mercúrio se formou. A missão BepiColombo pode trazer algumas respostas. Quando a missão, que, na prática, consiste em duas naves espaciais operadas em conjunto pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela Agência Espacial Japonesa (JAXA), entrar na órbita em torno de Mercúrio, as duas naves espaciais se separarão. Elas usarão seus instrumentos para mapear a composição da superfície do planeta e, ao mesmo tempo, estudar sua gravidade e o fraco campo magnético de Mercúrio, entre outras observações. "A BepiColombo fará medições adicionais que poderão nos informar sobre a origem de Mercúrio", afirma Tosi. De especial interesse será descobrir do que são feitas a superfície e subsolo do planeta. "Conhecer essa composição impõe limites às hipóteses de formação do planeta", acrescenta. Se Mercúrio já foi maior e depois perdeu material, isso teria criado um manto temporariamente fundido, um vasto oceano de magma do qual poderíamos ver evidências hoje. "Esse material se solidifica de uma maneira específica", observa Tosi. As primeiras imagens enviadas pela espaçonave em seu primeiro sobrevoo, no início deste ano, ainda não revelaram sinais desse oceano de magma primordial. Elas mostram, porém, a superfície de um planeta marcada por crateras de impacto e cortada por antigos fluxos de lava. Também foram identificados vestígios de um fluxo de lava de cerca de 3,7 bilhões de anos, que se solidificou formando extensas áreas de superfície lisa e preenchendo crateras mais antigas. Embora muito mais recente do que o possível oceano de magma inicial, as rugas características nessas superfícies lisas indicam que o planeta vem se contraindo drasticamente desde então, à medida que esfriou ao longo de bilhões de anos. As medições de gravidade da sonda, que registram o quanto o planeta se deforma em resposta à gravidade do Sol por meio do reflexo de um laser em sua superfície, também devem oferecer aos cientistas uma compreensão mais precisa da estrutura do núcleo, outra peça fundamental da história de Mercúrio. "Conhecer a composição do núcleo também ajudará a reconstruir a origem de Mercúrio", afirma Tosi. A missão BepiColombo também deve revelar mais informações sobre os elementos voláteis do planeta, que continuam sendo um enigma. "Sabemos que Mercúrio é rico em voláteis, mas não sabemos exatamente quais são todos eles", diz Rothery, da Open University. Mercúrio é realmente muito pequeno em comparação com outros planetas. Aqui, ele aparece como um pontinho à esquerda, ao atravessar a frente do disco do Sol Getty Images/BBC BepiColombo pode ainda ajudar a esclarecer outros mistérios do planeta, como o motivo de sua superfície, salpicada de crateras, ser tão escura. Mercúrio reflete apenas cerca de dois terços da luz refletida pela Lua, o que sugere a existência de uma camada de material escuro, como grafite, recobrindo sua superfície. Para compreender de fato a origem de Mercúrio, porém, cientistas sonham em pousar no planeta algum dia, algo que chegou a integrar a proposta original da missão BepiColombo, mas foi descartado por custo e complexidade, e talvez até trazer amostras de volta à Terra. "O que realmente queremos é uma amostra de Mercúrio", afirma Rothery, o que permitiria decifrar exatamente do que o planeta é feito. Não há uma missão desse tipo planejada para o futuro próximo, embora algumas propostas tenham sido apresentadas. Em vez de um pouso, "nossa maior esperança é encontrar um meteorito originário de Mercúrio", diz Rothery. Isso pode ser possível. Centenas de meteoritos de Marte já foram encontrados na Terra, mas nenhum que seja definitivamente de Mercúrio (ou Vênus). Já se sugeriu que uma classe rara de meteoritos encontrados na Terra, conhecida como aubritos (um tipo de acondrito), poderia ser composta por fragmentos de um suposto proto-Mercúrio, um planeta primordial maior que teria sido atingido por outro corpo. A missão BepiColombo já vem enviando imagens da superfície de Mercúrio, após um breve sobrevoo realizado no início de 2025 ESA/ BepiColombo/ MTM A ideia é considerada uma "mera especulação", avalia Morbidelli, mas ainda assim é atraente, porque esses meteoritos apresentam química e mineralogia semelhantes ao que se imagina que teria um proto-Mercúrio. Camille Cartier, petróloga da Universidade de Lorraine (França), coordena um estudo sobre aubritos (um tipo de meteorito) para investigar essa possibilidade nos próximos anos. "Temos uma supercoleção" de meteoritos aubritos, afirma, com cerca de 20 amostras diferentes reunidas por sua equipe. Agora, elas serão analisadas para verificar se são, de fato, fragmentos de Mercúrio. "Precisamos de evidências sólidas a favor ou contra essa hipótese", diz Cartier. O que está em jogo na compreensão da formação de Mercúrio é entender como os planetas se formam. O planeta teria sido uma mera casualidade, resultado de uma colisão aleatória em alta velocidade no nosso Sistema Solar, ou algo mais comum? "Talvez Mercúrio não seja um objeto tão raro e seja um resultado natural da formação planetária", sugere Tosi. Por ora, o enigma sobre as origens de Mercúrio permanece. Por que temos esse planeta estranhamente pequeno e supermetálico no nosso Sistema Solar? E será que outras estrelas também têm seus próprios Mercúrios? À primeira vista, Mercúrio pode parecer um mundo cinzento, sem grande interesse aparente. Mas, em essência, esse planeta enigmático pode ser um dos lugares mais fascinantes do Sistema Solar. "É possível que Mercúrio seja simplesmente um planeta improvável", diz Scora. Um planeta que na maioria das linhas temporais simplesmente não deveria existir, mas que, na nossa, existe.

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Samsung adiciona novos formatos de áudio espacial e HDR em TVs anunciadas na CES 2026

Publicado em: 05/01/2026 04:21 Fonte: Tudocelular

A Samsung está anunciando diversos modelos de smart TVs durante a prévia da CES 2026, mas uma especificação que pode ter passado despercebida por muitos é um novo formato de áudio e vídeo que está chegando aos novos modelos para rivalizar com o Dolby Atmos e o Dolby Vision 2.Estamos falanod do HDR10+ Advanced e do Eclipsa Audio, este último com maior destaque pode ter sido desenvolvido pela própria Samsung em colaboração com o Google. Como um formato de áudio espacial 3D similar ao Dolby Atmos, o Eclipsa Audio foi criado para ser o Formato de Modelo de Áudio Imersivo (IAMF) e já está disponível em soundbars da Samsung Music Studio.Clique aqui para ler mais

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IFG abre inscrições para processo seletivo com salário de até R$ 8 mil

Publicado em: 05/01/2026 04:00

Instituto Federal de Goiás abre processo seletivo, em Aparecida de Goiânia reprodução/IFG O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) está com inscrições abertas para o processo seletivo destinado ao cargo de professor substituto, com salário de até R$ 8.058,29. As vagas são para as áreas de educação, alimentos e artes cênicas para o campus de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Foram divulgadas três vagas para início imediato, com remuneração inicial que varia de R$ 4.326,60 (para nível de graduação) até R$ 8.058,29 (para o nível de doutorado). Além do salário, estão previstos auxílio-alimentação (R$ 1.175,00), auxílio-transporte e auxílio pré-escolar. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Os interessados têm até o dia 22 de janeiro para se inscrever através do site oficial do IFG. A taxa de inscrição é de R$ 40, e quem possui Cadastro Único (CadÚnico) pode solicitar a isenção. LEIA TAMBÉM: Prefeitura em Goiás abre concurso com mais de 80 vagas e salários de até R$ 3,4 mil; veja como se inscrever Ministério Público de Goiás abre concurso com salário de R$ 4,5 mil; veja como participar Prefeitura lança concurso com 260 vagas e salários de até R$ 9,5 mil, em Goiás A remuneração total de acordo com a titulação do candidato: Graduação: R$ 4.326,60 Aperfeiçoamento: R$ 4.651,09 Especialização: R$ 4.975,59 Mestrado: R$ 5.949,07 Doutorado: R$ 8.058,29 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cargos divulgados no edital: Educação: 1 vaga (reservada para candidatos negros) Graduação em Pedagogia Alimentos: 1 vaga (ampla concorrência) para formação em uma das áreas Graduação em Engenharia de Alimentos; Graduação em Ciência de Alimentos; Graduação em Tecnologia de Alimentos; Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Artes Cênicas: 1 vaga (ampla concorrência) para formação em uma das áreas Graduação em Educação Artística com habilitação em Teatro ou Artes Cênicas; Graduação em Artes Cênicas; Graduação em Teatro. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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