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Hisense apresenta nova linha de TVs MiniLED RGB com tecnologia Dolby Vision 2

Publicado em: 05/01/2026 07:07 Fonte: Tudocelular

A Hisense revelou duas novas linhas de TVs com tecnologia MiniLED RGB. Trata-se das séries UR9S e UR8S, que trazem tamanhos de 55 a 100 polegadas de tamanho, além de painéis LCD nativos 4K UItra HD do tipo VA com suporte a altas taxas de atualização e mais. Linha 2026 até 100” De modo geral, ambas as linhas reveladas tem como destaque o uso de retroiluminação Full Array MiniLED RGB, uma tecnologia formada por tripletes de LEDs vermelho, verde e azul, ainda incomum no mercado atual. Além disso, há tamanhos disponíveis em 55, 65, 75, 85 e 100 polegadas.Principais características Os principais atributos destes modelos incluem o uso de painéis LCD VA 4K com taxa de atualização nativa de até 180 Hz, que pode superar os 300 Hz em 1080p. Além disso, a linha UR9S tem brilho com pico de 4.000 nits, enquanto a UR8S fica em 3.500 nits. Graças à tecnologia MiniLED RGB, os modelos chegam próximos de 100% de cobertura gamut REC2020.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O mistério de Mercúrio, o planeta que cientistas dizem que não deveria existir

Publicado em: 05/01/2026 06:27

Missão europeia e japonesa divulga primeiras imagens do planeta Mercúrio À primeira vista, Mercúrio poderia ser classificado como o planeta mais entediante do Sistema Solar. Sua superfície árida tem poucas características notáveis, não há evidências de água em seu passado e a atmosfera do planeta é, na melhor das hipóteses, extremamente rarefeita. A probabilidade de encontrar vida entre suas crateras escavadas é inexistente. No entanto, observado mais de perto, Mercúrio se mostra um mundo fascinante e improvável, envolto em mistério. Os cientistas planetários continuam intrigados pela simples existência do planeta mais próximo do nosso Sol. Ele é minúsculo, com 20 vezes menos massa do que a Terra e apenas um pouco maior que a Austrália. Ainda assim, Mercúrio é o segundo planeta mais denso do nosso Sistema Solar, atrás apenas da Terra, devido a um grande núcleo metálico que representa a maior parte de sua massa. Nasa A órbita de Mercúrio, que passa tão perto do Sol, também ocupa uma posição incomum, que os astrônomos não conseguem explicar completamente. Isso nos leva a uma questão central: não sabemos como Mercúrio se formou. Pelo que se entende hoje, o planeta simplesmente não deveria existir. O mistério sobre a origem de Mercúrio, como ele se formou e por que ele tem o aspecto atual faz parte de um dos maiores enigmas do Sistema Solar. No entanto, algumas dessas respostas podem estar a caminho. Uma missão conjunta da Europa e do Japão, chamada BepiColombo, lançada em 2018, está atualmente a caminho de Mercúrio. A sonda fará a primeira visita ao planeta em mais de uma década. Quando entrar em órbita em novembro de 2026, depois de um problema em um dos propulsores atrasar sua viagem, ele tentará entender de onde veio Mercúrio como um de seus principais objetivos. Resolver como Mercúrio se formou não é importante apenas para compreender melhor as origens do nosso próprio Sistema Solar, mas também para estudar planetas em torno de outras estrelas, os exoplanetas. "Mercúrio é provavelmente o mais próximo que temos de um exoplaneta", afirmou Saverio Cambioni, cientista planetário do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, nos EUA), ao se referir à formação incomum do planeta. "É um mundo fascinante." Os astrônomos perceberam pela primeira vez que algo estava errado com Mercúrio depois que a sonda Mariner 10, da Nasa, sobrevoou o planeta três vezes, em 1974 e 1975, durante as primeiras visitas da humanidade às regiões mais internas do Sistema Solar. A superfície de Mercúrio é marcada por crateras e derrames de lava, mas, sob ela, esconde um enorme núcleo metálico Nasa Esses sobrevoos permitiram as medições iniciais da gravidade do planeta, oferecendo pela primeira vez uma visão de seu interior e revelando seu estranho funcionamento interno. Terra, Vênus e Marte têm núcleos ricos em ferro que correspondem a cerca de metade de seus raios. No caso da Terra, o núcleo é dividido entre um núcleo interno sólido e um núcleo externo líquido, cujo movimento gera o campo magnético que protege o planeta. Acima dele estão o manto e, depois, a crosta, onde vivemos. Mercúrio é completamente diferente. Seu núcleo representa quase 85% do raio do planeta, com apenas um manto rochoso muito fino e a crosta acima. Essa estrutura explica a densidade extraordinária de Mercúrio, mas as razões pelas quais o planeta acabou adquirindo essa configuração ainda não são totalmente claras. "A formação de Mercúrio é um grande problema", afirma Nicola Tosi, cientista planetário do Centro Aeroespacial Alemão, em Berlim. "Ainda não está claro por que Mercúrio é assim." Uma missão posterior ao planeta, a missão Messenger, da Nasa, que orbitou Mercúrio entre 2011 e 2015, levantou ainda mais questionamentos. Girando em torno do Sol a apenas 60 milhões de quilômetros, as temperaturas diurnas em Mercúrio podem chegar a 430 °C, enquanto à noite podem cair para –180 °C. Mas, apesar dessas condições extremas, a sonda Messenger constatou a presença de elementos voláteis, como potássio e o elemento radioativo tório, na superfície do planeta, substâncias que deveriam ter evaporado há muito tempo sob a intensa radiação solar. Moléculas complexas, como cloro, e até gelo aprisionado em crateras polares sob as sombras do planeta também foram identificados. Esse conjunto de descobertas fortaleceu a ideia de que Mercúrio talvez não pertença à sua posição atual ao redor do Sol. Há décadas, astrônomos tentam explicar a localização do planeta no Sistema Solar, em uma região onde se acredita que um corpo com essas características dificilmente poderia ter se formado. Mercúrio é 'uma dor de cabeça' Sabemos que os sistemas solares como o nosso começam com um disco de poeira e gás ao redor das estrelas. Aos poucos, os planetas criam lacunas nesse disco e crescem à medida que incorporam mais material. Mas Mercúrio está distante demais de Vênus para que esse processo faça sentido com base nos modelos de formação planetária. Não importa quais parâmetros os cientistas que estudam a dinâmica dos planetas ajustem: eles simplesmente não conseguem explicar Mercúrio tal como o vemos hoje. "É uma dor de cabeça", reconhece Raymond. "Você acaba com nenhum Mercúrio." Os astrônomos passaram anos refinando modelos e testando hipóteses sobre como Mercúrio poderia ter se formado, e existem alguns cenários possíveis. Um dos mais debatidos é a ideia de que Mercúrio já foi muito maior, talvez o dobro do volume atual, e quase do tamanho de Marte. Ele também poderia ter orbitado o Sol a uma distância maior. Essa hipótese é sustentada pelos níveis de potássio e tório detectados em Mercúrio, muito mais semelhantes aos de Marte, um planeta que se formou muito mais longe do Sol. A teoria sugere que, em algum momento nos primeiros 10 milhões de anos de sua existência, esse proto-Mercúrio foi atingido por um objeto enorme, possivelmente outro planeta do tamanho de Marte. A colisão teria arrancado as camadas externas do planeta, a crosta e o manto, deixando apenas o núcleo denso e rico em ferro que constitui a maior parte de Mercúrio como o conhecemos hoje. A missão BepiColombo é composta por duas naves espaciais acopladas, operadas pela Agência Espacial Europeia e pela Agência Espacial Japonesa Getty Images/BBC Essa explicação é talvez a que conta hoje com maior apoio entre os astrônomos, afirma Alessandro Morbidelli, cientista de dinâmica planetária do Observatório Côte d'Azur, em Nice (França). "A interpretação geral é que Mercúrio sofreu um impacto gigante que removeu a maior parte do manto", diz. Deve ter sido um impacto de forma oblíqua (tangencial), para que o planeta não fosse completamente destruído. Ainda assim, embora colisões fossem comuns no início do Sistema Solar, remover tanta quantidade de material de Mercúrio exigiria um impacto a velocidades superiores a 100 quilômetros por segundo, explica Cambioni, do MIT, um cenário considerado pouco provável, já que a maioria dos objetos orbitava o Sol na mesma direção e a velocidades semelhantes entre si, como carros circulando em uma rotatória. Um impacto desse tipo também teria eliminado os elementos voláteis de Mercúrio, incluindo o tório, o que torna ainda mais enigmática a detecção dessas substâncias pela sonda Messenger. Como esses elementos poderiam ter sobrevivido a um evento tão explosivo? Mesmo sem um impacto, não está claro como esses elementos ainda poderiam permanecer em Mercúrio. "Algo tão próximo do Sol não deveria ser rico em substâncias voláteis", afirma David Rothery, geocientista planetário da Open University (Reino Unido), que é codiretor do Mercury Imaging X-ray Spectrometer (MIXS, na sigla em inglês), a bordo da missão BepiColombo, instrumento que irá estudar os elementos voláteis do planeta. Mercúrio apresenta sinais de atividade vulcânica em um passado distante Nasa "Então, Mercúrio teria começado muito mais longe ou foram os materiais que se agregaram a ele que se formaram mais distantes?", questiona. Talvez Mercúrio não tenha sido atingido, mas tenha sido ele próprio o corpo impactante, colidindo com outro planeta, como Vênus, antes de alcançar sua posição atual. É uma ideia promissora, porque pode ser mais fácil remover o manto de Mercúrio nesse tipo de colisão. "É mais simples explicar Mercúrio como o objeto que impactou, e não como o que foi impactado", diz Olivier Namur, geólogo planetário da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Mercúrio não teria sido o único projétil do tamanho de um planeta a cruzar o Sistema Solar em seus primórdios. Acredita-se que a própria Lua tenha se formado quando um objeto do tamanho de Marte, chamado Téia, colidiu com a Terra em seus estágios iniciais, arrancando um grande pedaço do planeta. Outras teorias Em qualquer um dos cenários de impacto envolvendo Mercúrio, não está claro por que os detritos rochosos lançados ao espaço não voltaram a se depositar sobre o planeta nem formaram suas próprias luas (Mercúrio não tem nenhuma). Uma possibilidade é um processo chamado pulverização por colisão, no qual o material expelido por Mercúrio teria sido triturado em partículas cada vez menores, até virar pó, e depois levado pelo vento solar. "A pulverização por colisão ocorre quando os próprios detritos vão se fragmentando em pedaços cada vez menores", explica Jennifer Scora, especialista em formação planetária da Universidade de Toronto (Canadá). "O resultado é um Mercúrio menor e mais denso." No entanto, segundo Scora, a taxa de pulverização necessária para que isso funcione é muito alta, possivelmente maior do que se espera que ocorra na prática. Outro cenário possível é que não tenha havido um impacto gigantesco e que Mercúrio tenha, de fato, se formado a partir de material mais próximo do Sol, mais rico em ferro. Nesse cenário, defendido por Anders Johansen, especialista em formação planetária da Universidade de Lund (Suécia), Mercúrio teria se formado em uma região do Sistema Solar muito mais quente do que aquela onde surgiram os outros planetas. Explosões do Sol primitivo teriam evaporado a maior parte da poeira leve na região de Mercúrio, deixando apenas material mais pesado e rico em ferro para se fundir. "É assim que seria possível formar um planeta rico em ferro", argumenta Johansen. Essa teoria também apresenta problemas. Se fosse verdade, porque é que Mercúrio teria parado de crescer no estágio atual, em vez de continuar acumulando material rico em ferro? "Havia muito material disponível ao redor", diz Johansen. "Portanto, não sabemos porque acabamos com o pequeno planeta que vemos hoje." Super Mercúrios Ao redor de outras estrelas, há evidências de versões maiores de Mercúrio, conhecidas como "super Mercúrios", planetas densos e ricos em ferro, muito mais massivos e maiores do que a Terra, mas ainda com um grande núcleo de ferro. A razão pela qual ainda não descobrimos planetas do tamanho de Mercúrio é simples: eles são pequenos demais para serem detectados diante do brilho e da influência gravitacional de suas estrelas hospedeiras. Observações de outras estrelas indicam que os "super Mercúrios" podem ser bastante comuns na nossa galáxia, afirma Cambioni, do MIT, representando talvez entre 10% e 20% de todos os planetas. Isso também cria alguns problemas, porque, assim como Mercúrio, não sabemos como eles se formam. "Eles são desconfortavelmente comuns", ressalta Cambioni. Há ainda uma outra teoria para a formação de Mercúrio: a de que os planetas internos não se formaram exatamente nas posições que ocupam hoje, mas passaram por um processo de deslocamento. Nesse modelo do Sistema Solar, os planetas internos — Mercúrio, Vênus, Terra e Marte — poderiam ter se formado em dois anéis distintos de material ao redor do Sol. A Terra e Vênus teriam se formado junto com Mercúrio no anel interno, antes de "migrar e deixar Mercúrio para trás", diz Raymond, devido à menor massa do planeta Um modelo de Matt Clement, cientista de dinâmica planetária da Universidade de Oxford (Reino Unido), sugere que os planetas rochosos podem ter se formado muito mais perto do Sol, dentro da órbita atual de Mercúrio, antes de migrarem para o exterior. "Mercúrio fica fora da ação e acaba sem material", afirma Clement. A ideia não explica completamente por que é que Mercúrio teria um núcleo tão grande, a menos que o planeta tenha se deslocado para uma região do Sistema Solar mais rica em ferro, mas ajuda a explicar seu tamanho e a distância em relação a Vênus. "Acho que a migração é necessária", diz. Uma das tarefas da missão BepiColombo, lançada em 2018, será estudar a gravidade e o fraco campo magnético do planeta mais próximo do Sol JODY AMIET/AFP vía Getty Images Existem também hipóteses mais incomuns. E se Mercúrio não fosse propriamente um planeta rochoso, mas o núcleo exposto de um planeta gigante gasoso, como Júpiter, cuja atmosfera teria sido arrancada? Embora essa possibilidade já tenha sido levantada, Cambioni a considera improvável. "É muito difícil remover a atmosfera de um planeta do tamanho de Júpiter", afirma, por causa de sua imensa gravidade. Tudo isso fornece aos astrônomos muitas pistas, mas ainda não há consenso sobre como Mercúrio se formou. A missão BepiColombo pode trazer algumas respostas. Quando a missão, que, na prática, consiste em duas naves espaciais operadas em conjunto pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela Agência Espacial Japonesa (JAXA), entrar na órbita em torno de Mercúrio, as duas naves espaciais se separarão. Elas usarão seus instrumentos para mapear a composição da superfície do planeta e, ao mesmo tempo, estudar sua gravidade e o fraco campo magnético de Mercúrio, entre outras observações. "A BepiColombo fará medições adicionais que poderão nos informar sobre a origem de Mercúrio", afirma Tosi. De especial interesse será descobrir do que são feitas a superfície e subsolo do planeta. "Conhecer essa composição impõe limites às hipóteses de formação do planeta", acrescenta. Se Mercúrio já foi maior e depois perdeu material, isso teria criado um manto temporariamente fundido, um vasto oceano de magma do qual poderíamos ver evidências hoje. "Esse material se solidifica de uma maneira específica", observa Tosi. As primeiras imagens enviadas pela espaçonave em seu primeiro sobrevoo, no início deste ano, ainda não revelaram sinais desse oceano de magma primordial. Elas mostram, porém, a superfície de um planeta marcada por crateras de impacto e cortada por antigos fluxos de lava. Também foram identificados vestígios de um fluxo de lava de cerca de 3,7 bilhões de anos, que se solidificou formando extensas áreas de superfície lisa e preenchendo crateras mais antigas. Embora muito mais recente do que o possível oceano de magma inicial, as rugas características nessas superfícies lisas indicam que o planeta vem se contraindo drasticamente desde então, à medida que esfriou ao longo de bilhões de anos. As medições de gravidade da sonda, que registram o quanto o planeta se deforma em resposta à gravidade do Sol por meio do reflexo de um laser em sua superfície, também devem oferecer aos cientistas uma compreensão mais precisa da estrutura do núcleo, outra peça fundamental da história de Mercúrio. "Conhecer a composição do núcleo também ajudará a reconstruir a origem de Mercúrio", afirma Tosi. A missão BepiColombo também deve revelar mais informações sobre os elementos voláteis do planeta, que continuam sendo um enigma. "Sabemos que Mercúrio é rico em voláteis, mas não sabemos exatamente quais são todos eles", diz Rothery, da Open University. Mercúrio é realmente muito pequeno em comparação com outros planetas. Aqui, ele aparece como um pontinho à esquerda, ao atravessar a frente do disco do Sol Getty Images/BBC BepiColombo pode ainda ajudar a esclarecer outros mistérios do planeta, como o motivo de sua superfície, salpicada de crateras, ser tão escura. Mercúrio reflete apenas cerca de dois terços da luz refletida pela Lua, o que sugere a existência de uma camada de material escuro, como grafite, recobrindo sua superfície. Para compreender de fato a origem de Mercúrio, porém, cientistas sonham em pousar no planeta algum dia, algo que chegou a integrar a proposta original da missão BepiColombo, mas foi descartado por custo e complexidade, e talvez até trazer amostras de volta à Terra. "O que realmente queremos é uma amostra de Mercúrio", afirma Rothery, o que permitiria decifrar exatamente do que o planeta é feito. Não há uma missão desse tipo planejada para o futuro próximo, embora algumas propostas tenham sido apresentadas. Em vez de um pouso, "nossa maior esperança é encontrar um meteorito originário de Mercúrio", diz Rothery. Isso pode ser possível. Centenas de meteoritos de Marte já foram encontrados na Terra, mas nenhum que seja definitivamente de Mercúrio (ou Vênus). Já se sugeriu que uma classe rara de meteoritos encontrados na Terra, conhecida como aubritos (um tipo de acondrito), poderia ser composta por fragmentos de um suposto proto-Mercúrio, um planeta primordial maior que teria sido atingido por outro corpo. A missão BepiColombo já vem enviando imagens da superfície de Mercúrio, após um breve sobrevoo realizado no início de 2025 ESA/ BepiColombo/ MTM A ideia é considerada uma "mera especulação", avalia Morbidelli, mas ainda assim é atraente, porque esses meteoritos apresentam química e mineralogia semelhantes ao que se imagina que teria um proto-Mercúrio. Camille Cartier, petróloga da Universidade de Lorraine (França), coordena um estudo sobre aubritos (um tipo de meteorito) para investigar essa possibilidade nos próximos anos. "Temos uma supercoleção" de meteoritos aubritos, afirma, com cerca de 20 amostras diferentes reunidas por sua equipe. Agora, elas serão analisadas para verificar se são, de fato, fragmentos de Mercúrio. "Precisamos de evidências sólidas a favor ou contra essa hipótese", diz Cartier. O que está em jogo na compreensão da formação de Mercúrio é entender como os planetas se formam. O planeta teria sido uma mera casualidade, resultado de uma colisão aleatória em alta velocidade no nosso Sistema Solar, ou algo mais comum? "Talvez Mercúrio não seja um objeto tão raro e seja um resultado natural da formação planetária", sugere Tosi. Por ora, o enigma sobre as origens de Mercúrio permanece. Por que temos esse planeta estranhamente pequeno e supermetálico no nosso Sistema Solar? E será que outras estrelas também têm seus próprios Mercúrios? À primeira vista, Mercúrio pode parecer um mundo cinzento, sem grande interesse aparente. Mas, em essência, esse planeta enigmático pode ser um dos lugares mais fascinantes do Sistema Solar. "É possível que Mercúrio seja simplesmente um planeta improvável", diz Scora. Um planeta que na maioria das linhas temporais simplesmente não deveria existir, mas que, na nossa, existe.

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Samsung adiciona novos formatos de áudio espacial e HDR em TVs anunciadas na CES 2026

Publicado em: 05/01/2026 04:21 Fonte: Tudocelular

A Samsung está anunciando diversos modelos de smart TVs durante a prévia da CES 2026, mas uma especificação que pode ter passado despercebida por muitos é um novo formato de áudio e vídeo que está chegando aos novos modelos para rivalizar com o Dolby Atmos e o Dolby Vision 2.Estamos falanod do HDR10+ Advanced e do Eclipsa Audio, este último com maior destaque pode ter sido desenvolvido pela própria Samsung em colaboração com o Google. Como um formato de áudio espacial 3D similar ao Dolby Atmos, o Eclipsa Audio foi criado para ser o Formato de Modelo de Áudio Imersivo (IAMF) e já está disponível em soundbars da Samsung Music Studio.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

IFG abre inscrições para processo seletivo com salário de até R$ 8 mil

Publicado em: 05/01/2026 04:00

Instituto Federal de Goiás abre processo seletivo, em Aparecida de Goiânia reprodução/IFG O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) está com inscrições abertas para o processo seletivo destinado ao cargo de professor substituto, com salário de até R$ 8.058,29. As vagas são para as áreas de educação, alimentos e artes cênicas para o campus de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Foram divulgadas três vagas para início imediato, com remuneração inicial que varia de R$ 4.326,60 (para nível de graduação) até R$ 8.058,29 (para o nível de doutorado). Além do salário, estão previstos auxílio-alimentação (R$ 1.175,00), auxílio-transporte e auxílio pré-escolar. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Os interessados têm até o dia 22 de janeiro para se inscrever através do site oficial do IFG. A taxa de inscrição é de R$ 40, e quem possui Cadastro Único (CadÚnico) pode solicitar a isenção. LEIA TAMBÉM: Prefeitura em Goiás abre concurso com mais de 80 vagas e salários de até R$ 3,4 mil; veja como se inscrever Ministério Público de Goiás abre concurso com salário de R$ 4,5 mil; veja como participar Prefeitura lança concurso com 260 vagas e salários de até R$ 9,5 mil, em Goiás A remuneração total de acordo com a titulação do candidato: Graduação: R$ 4.326,60 Aperfeiçoamento: R$ 4.651,09 Especialização: R$ 4.975,59 Mestrado: R$ 5.949,07 Doutorado: R$ 8.058,29 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cargos divulgados no edital: Educação: 1 vaga (reservada para candidatos negros) Graduação em Pedagogia Alimentos: 1 vaga (ampla concorrência) para formação em uma das áreas Graduação em Engenharia de Alimentos; Graduação em Ciência de Alimentos; Graduação em Tecnologia de Alimentos; Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Artes Cênicas: 1 vaga (ampla concorrência) para formação em uma das áreas Graduação em Educação Artística com habilitação em Teatro ou Artes Cênicas; Graduação em Artes Cênicas; Graduação em Teatro. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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CES 2026: Samsung revela que Galaxy Watch e Ring poderão detectar demência

Publicado em: 05/01/2026 02:44 Fonte: Tudocelular

A Samsung encerrou seu tradicional evento First Look na CES 2026 com uma série de novidades que vão muito além das telas gigantes. Entre os anúncios, a empresa destacou um novo direcionamento para sua divisão de tecnologia em saúde, prometendo transformar os Galaxy Watch e o Ring em dispositivos capazes de detectar sinais precoces de declínio cognitivo, incluindo demência. De acordo com Praveen Raja, vice-presidente de Saúde Digital da Samsung, os próximos wearables da marca usarão IA e dados comportamentais para identificar mudanças sutis no dia a dia dos usuários. O sistema poderá observar indícios como fala arrastada ao interagir com a assistente Bixby, movimentos mais lentos e até alterações na forma de usar dispositivos domésticos inteligentes. Clique aqui para ler mais

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CES 2026: Samsung revela primeira smart TV Micro RGB de 130 polegadas e que “flutua”

Publicado em: 05/01/2026 02:03 Fonte: Tudocelular

A CES 2026 mal começou direito e a Samsung voltou a roubar a cena. Dessa vez, a sul-coreana se destaca com um lançamento digno de museu futurista. A marca apresentou oficialmente a R95H, que é a primeira TV Micro RGB de 130 polegadas do mundo. O modelo combina alta tecnologia, inteligência artificial e design arquitetônico em uma proposta que vai além do entretenimento. Assim como o modelo The Serif, o produto foca em ser mais do que um equipamento para uso contínuo, ornando com a sala como uma peça de arte tecnológica, criando uma competitividade de público-alvo com a linha G da LG. Clique aqui para ler mais

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Radar com IA: como funciona nova tecnologia que identifica motoristas sem cinto de segurança e no celular

Publicado em: 04/01/2026 22:11

Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança O Fantástico deste domingo (4) mostrou como a inteligência artificial está sendo usada para denunciar infrações como a falta do cinto de segurança e motoristas com celular na mão. A reportagem especial revelou flagrantes registrados pela tecnologia. Veja no vídeo acima. "Nós estamos vivendo uma nova epidemia, que é a epidemia da distração. Antigamente, as pessoas apenas falavam ao celular. Hoje, dirigem digitando mensagens, o que aumenta o potencial risco de acidente", afirma Alessandro Pereira, gerente de operações de uma concessionária. Como funciona a tecnologia As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações. "A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional. As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação. "O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF. Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança Reprodução/TV Globo Impacto na segurança Em Ribeirão Preto (SP), uma das primeiras concessionárias a adotar o sistema, os números impressionam: entre julho e novembro de 2025, foram registradas mais de 20 mil infrações, sendo mais de mil por uso do celular e quase 17 mil por falta do cinto de segurança. De acordo com uma concessionária, houve redução de 30% nos acidentes após a instalação dos equipamentos. “As pessoas percebem que podem ser multadas e isso aumenta o nível de segurança para a rodovia”, afirma Ana Caetano, gerente de operações da concessionária. Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança Reprodução/TV Globo Por que o celular é tão perigoso? O presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Antonio Meira, alerta que o uso do celular causa três tipos de distração: manual, visual e cognitiva. “A 80 km/h, ler uma mensagem pode significar dirigir por até 100 metros às cegas”, explica. Os riscos do uso do celular ao volante Reprodução/TV Globo Drones no Rio No Rio de Janeiro, outra tecnologia ajuda a combater infrações graves. Drones são usados para identificar motoristas que tentam burlar a Lei Seca, parando o carro antes da blitz e trocando de lugar com passageiros para escapar do bafômetro. Há também quem tente retornar pela contramão ou atravessar o canteiro central — mas as imagens aéreas permitem que as equipes façam a abordagem rapidamente. "A gente precisa mudar os comportamentos, as atitudes, para que a gente possa preservar vidas", ressalta Anthony Lima, superintendente da PRF/Ceará. No Rio, drones são usados para identificar motoristas que tentam burlar a Lei Seca Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

Saiba quem era a jornalista Isabela Rocha Lemos, que morreu em Salvador

Publicado em: 04/01/2026 19:31

Saiba quem era a jornalista Isabela Rocha Lemos, que morreu em Salvador via Sinjorba A jornalista Isabela Rocha Lemos faleceu, neste domingo (4), aos 42 anos. Ela era editora-chefe da TV da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e morreu vítima de um choque séptico e uma parada cardíaca. Segundo informações confirmadas à TV Bahia por uma amiga da comunicadora, a jornalista estava internada desde o dia 13 de dezembro no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O falecimento de Isabela foi lamentado pela imprensa baiana. A TV Alba e o Sindicado dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) publicaram notas de pesar pela morte da editora-chefe. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Isabela Barreto Rocha Lemos morreu aos 42 anos Reprodução/Redes Sociais Isabela faria aniversário em fevereiro. Ela já havia atuado em veículos como o Tribuna da Bahia e TVE. Segundo o Sinjorba, ela foi aluna da primeira turma de jornalismo da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), tendo ingressado no curso em 2001. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A inspiração para seguir a carreira veio do pai, o também comunicador e radialista Silva Rocha. Ela deixou uma filha de 9 anos. Isabela Barreto Rocha Lemos e a família Reprodução/Redes Sociais Ainda segundo a amiga da vítima, ela chegou a ficar na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no início da internação. Logo depois, foi transferida para o quarto da unidade hospitalar. No entanto, entre os dias 23 e 24 de dezembro, a comunicadora apresentou uma piora no quadro clínico e retornou à UTI. O velório da jornalista aconteceu na tarde deste domingo, no Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana. LEIA TAMBÉM: Morre Carlos Libório, primeiro diretor de Jornalismo da TV Bahia e criador do termo 'Ba-Vi' Morre aos 75 anos o apresentador baiano Raimundo Varela Morte de Wanda Chase: relembre momentos da trajetória da jornalista e apresentadora Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

Palavras-chave: tecnologia

Bloqueio dos EUA faz Venezuela reduzir produção de petróleo por falta de armazenamento

Publicado em: 04/01/2026 17:55

A importância e o tamanho das reservas de petróleo na Venezuela A estatal petrolífera venezuelana PDVSA começou a reduzir a produção de petróleo bruto após ficar sem capacidade de armazenamento, segundo a agência de notícias Reuters. A medida é consequência de um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que zerou as exportações e aumentou a pressão sobre o governo interino. Caracas vive uma crise política após o presidente Nicolás Maduro e sua esposa terem sido capturados por forças norte-americanas no sábado (3). Com a deposição do líder venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo em meio a ameaças americanas de novas ações militares. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As exportações de petróleo do país — membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e cuja principal fonte de receita é o petróleo — estão paralisadas após os EUA imporem um bloqueio a navios-tanque sob sanções e apreenderem dois carregamentos no mês passado. As cargas da petrolífera americana Chevron destinadas aos EUA eram uma exceção e continuavam a ser embarcadas, já que a empresa possui licença de Washington para operar. No entanto, até essas operações estão interrompidas desde quinta-feira, segundo dados divulgados neste domingo (4). Ao anunciar a detenção de Maduro e uma transição de governo supervisionada pelos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou no sábado que um “embargo ao petróleo” contra o país estava plenamente em vigor. O republicano também declarou que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura de Nicolás Maduro. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, no entanto, adotou um tom diferente neste domingo. Segundo ele, os EUA não terão um papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país. Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Rubio afirmou que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política na Venezuela. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, disse. “Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas", acrescentou. LEIA TAMBÉM: Petróleo, China, Doutrina Monroe: o que está por trás da ofensiva de Trump na Venezuela Trump divulga foto de Maduro vendado e aparentemente algemado Maduro capturado: quem é quem agora no núcleo de poder na Venezuela Um petroleiro venezuelano da estatal PDVSA participa do enchimento de um petroleiro no terminal de embarque e armazenamento de José, 320 quilômetros a leste de Caracas, 12 de fevereiro de 2003 Reuters Campos petrolíferos fechados A medida da PDVSA inclui o fechamento de campos petrolíferos ou de conjuntos de poços, à medida que os estoques em terra aumentam e a empresa fica sem diluentes para misturar o petróleo pesado venezuelano e viabilizar o transporte. Segundo a agência Reuters, a companhia pediu cortes de produção em joint ventures como a Petrolera Sinovensa, da CNPC, a Petropiar, da Chevron, além da Petroboscan e da Petromonagas. A Petromangas, antes operada em parceria com a estatal russa Roszarubezhneft, passou a ser administrada apenas pela PDVSA. Trabalhadores da Sinovensa se preparavam neste domingo para desligar até dez conjuntos de poços, a pedido da PDVSA, devido ao excesso de petróleo extrapesado e à falta de diluentes. De acordo com a Reuters, os poços poderão ser religados rapidamente no futuro. Parte da produção da Sinovensa é tradicionalmente destinada à China como pagamento de dívidas, mas dois superpetroleiros de bandeira chinesa que se aproximavam da Venezuela para carregar petróleo interromperam a navegação no fim de dezembro, de acordo com dados da LSEG. Na Petromonagas, trabalhadores começaram a reduzir a produção no fim da semana passada, até que o fornecimento de diluentes por oleodutos seja retomado, diz a Reuters. Já a Chevron ainda não reduziu a produção, porque conta com alguma margem de armazenamento — especialmente na Petropiar — e os navios-tanque continuam carregando. Ainda assim, suas embarcações não deixaram as águas do país desde quinta-feira, e a capacidade de armazenamento é limitada na Petroboscan, o que pode levar a cortes, segundo a agência. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. Empresa de petróleo dos EUA irá consertar a Venezuela, diz Trump Dependência histórica do petróleo O petróleo moldou a economia venezuelana ao longo do século 20. Após grandes descobertas nas décadas de 1920 e 1930, o país rapidamente se tornou um dos maiores produtores do mundo e, em 1960, ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 1976, o governo nacionalizou a indústria petrolífera e criou a PDVSA, transformando o setor em um monopólio estatal. Nas décadas seguintes, durante os governos de Hugo Chávez, grande parte da renda do petróleo foi destinada a programas sociais, reduzindo outros investimentos na economia. Como resultado, entre 1998 e 2019, mais de 90% das exportações venezuelanas vieram do petróleo. Quando a produção caiu, o país passou a enfrentar sanções internacionais, agravando a crise econômica. A queda acentuada nas receitas do petróleo também contribuiu para a explosão inflacionária na Venezuela. Segundo o Banco Central, em 2019 os preços subiram 344.510% — o que significa que produtos que custavam 1 unidade monetária passaram a custar cerca de 3.400 vezes mais.

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Jovem empreende desde os 16 anos no agro e concretiza sonho da infância no interior de SP: 'Fazer crescer'

Publicado em: 04/01/2026 15:22

Jovens ganham espaço no agronegócio com uso de tecnologia no campo O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira e, para muitas famílias, uma tradição que atravessa gerações. É o caso do jovem André Cossin, de 20 anos, que, apesar de tão novo, já soma quatro anos de atuação como agricultor em Monte Alto (SP). André começou a empreender aos 16 anos, após uma conversa com o pai, também agricultor. Da ideia à prática, decidiu abrir a própria empresa ainda na adolescência. "Fui procurando, procurando, falei assim 'pai, vamos abrir uma pra mim?' Ele falou: 'Mas será que dá, André?' Eu falei: 'vamos ver'. Em setembro de 2021 a empresa estava aberta e está ativa até hoje", diz. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A ligação com a terra vem desde a infância. Nascido e criado no sítio da família, André resolveu que o agronegócio era o caminho que queria seguir. "Eu queria ter tudo igual meu pai, quando eu era criança, tudo o que ele fazia, eu queria fazer também. E ele me deu um pedacinho de terra onde eu aprendi a mexer com a terra, plantava os feijão, plantava alguma coisinha que eu tinha vontade e comecei a gostar e comecei a me apaixonar”. André trabalhando na colheita de tomates rasteiros Reprodução: EPTV Atualmente, a propriedade dele é especializada na produção de tomate e batata. Por ano, o sítio produz cerca de 400 toneladas de tomate rasteiro e outras 170 toneladas de batata por ano. "Meu sonho é fazer isso daqui crescer. Desde criança, eu tinha esse sonho, sempre falava pro meu pai que eu queria fazer isso daqui crescer, isso daqui crescer. Pelo menos esse pedacinho eu quero, quando eu estiver lá na frente, falar, não, isso foi onde começou tudo", afirma. Além da prática no campo, André também investe na própria formação. Ainda adolescente, concluiu um curso técnico agrícola e hoje cursa faculdade de agronomia. Segundo ele, a busca constante por conhecimento tem sido fundamental para o crescimento profissional. "Eu entrei na Unesp em Jabuticabal como técnico e fui me conhecendo, fui conversando com os professores, sempre em busca de conhecimento, nunca parado". O jovem agricultor André Cossin, de 20 anos Reprodução: EPTV Juventude agro Histórias como a de André estão cada vez mais presentes no campo brasileiro. Dados da Consultoria Fruto Agrointeligência mostram que a média de idade dos produtores rurais no Brasil está entre as mais baixas do mundo, cerca de 46 anos, enquanto nos Estados Unidos, a média é de 58 anos e na Europa se aproxima dos 60. Para o economista José Carlos de Lima Júnior, esse movimento está ligado ao avanço tecnológico do setor e ao interesse dos jovens por áreas que exigem qualificação técnica. “O agronegócio é formado por muita tecnologia. O brasileiro está descobrindo que o agro é, primeiro, uma aptidão natural do país e, segundo, um setor que demanda conhecimento e profissionais dedicados a fazer diferente, a desenvolver novas tecnologias. Os jovens estão percebendo essas oportunidades”, afirma. Conhecimento tecnológico tem se tornado essencial no agronegócio atual Reprodução: EPTV Alguns cultivos já refletem essa renovação. Segundo o levantamento, 60% dos produtores de algodão têm menos de 35 anos e, entre os agricultores do Cerrado, esse índice é de 44%, enquanto 40% dos horticultores também estão nessa faixa etária. "Aquilo que nos trouxe até aqui, a gente precisa agora levar daqui para frente com as novas tecnologias, com um novo jeito de fazer negócio. É aí que entra o jovem, de pegar aquilo que a geração anterior fez e dar sequência, pensando em inteligência artificial, pensando em tecnologias, inovação e mercado globalizado com uma concorrência muito mais elevada", finaliza José. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Paraná pode amanhecer com temperaturas próximas de 10ºC em janeiro; veja previsão do tempo por região

Publicado em: 04/01/2026 10:05

Neste domingo (4), sol intercala com tempo nublado em diversas regiões do Paraná. A foto mostra Ponta Grossa às 10h Millena Sartori/g1 O Paraná registrou 9,5ºC na manhã deste domingo (4) em General Carneiro, no sul, e o estado pode voltar a amanhecer com temperaturas próximas de 10ºC nesta segunda-feira (5). As informações são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A previsão é voltada para o centro-sul e o sudoeste do estado, e se deve à presença de uma massa de ar mais seco sobre as regiões, de acordo com o órgão. Veja a previsão do tempo para todas as regiões paranaenses mais abaixo. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 PR no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Neste domingo (4) já há partes do estado em que, diferentemente dos dias anteriores, os termômetros não devem chegar a 25ºC, segundo o Simepar. O órgão afirma que espera-se predomínio da estabilidade atmosférica na maior parte do estado, mas algumas "chuvas de verão" podem ser registradas. "Entre o Norte Pioneiro, Campos Gerais e a região Leste, a nebulosidade poderá variar ao longo do dia, não se descartando pancadas de chuva localizadas, inclusive com possibilidade para tempestades isoladas entre os Campos Gerais e Norte Pioneiro. No interior do estado, as temperaturas máximas devem se aproximar dos 30 °C, enquanto que no Leste, devido à maior cobertura de nuvens ao longo do dia, a amplitude térmica será menor e as máximas deverão ficar próximas de 22°C e 24°C". Na segunda-feira (5), o amanhecer será marcado por uma maior concentração de nuvens desde o Litoral até as áreas centrais, em razão da intrusão de ar oceânico para o interior do estado, associada à circulação anticiclônica, explica o Simepar. "Ao longo do dia, o Sol predominará, com algumas variações de nuvens. As chances de chuva são baixas, mas não se pode descartar completamente a possibilidade de eventos pontuais e de curta duração, especialmente no período vespertino", apontam os meteorologistas. Na terça-feira (6), a circulação em níveis médios da atmosfera poderá favorecer a formação de áreas de instabilidade pontuais e de curta duração, especialmente na metade leste do estado. Entre quarta (7) e quinta-feira (8), a formação de um cavado meteorológico na Argentina promoverá o retorno da umidade ao Paraná, aumentando os índices de instabilidade. Como resultado, as chuvas voltarão a ocorrer com maior frequência, incluindo a possibilidade de tempestades, diz o órgão. "De terça (6) a quinta-feira (8), as temperaturas máximas irão subir gradativamente, ultrapassando os 30ºC em praticamente todo o estado na quinta", finaliza o Simepar. Leia também: Salvo pela esposa: Amigos de homem que se afogou em piscina acharam que ele estava brincando quando viram ele se debatendo Veja vídeo: De trator, motorista bêbado atinge e derruba muro de casa e foge de moradores Entenda: Caso de violência doméstica faz polícia descobrir armas e R$ 1,2 milhão escondido em bolsas de viagem e iniciar nova investigação 🌡️Previsão do tempo para o Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo atualiza pelo Simepar neste domingo (4): Domingo, 4 de janeiro Previsão para domingo, 4 de janeiro Reprodução/Simepar Segunda-feira, 5 de janeiro Previsão para segunda-feira, 5 de janeiro Reprodução/Simepar Terça-feira, 6 de janeiro Previsão para terça-feira, 6 de janeiro Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

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Projeto oferece cursos profissionalizantes para alunos de escolas públicas do Rio

Publicado em: 04/01/2026 09:13

Projeto oferece cursos profissionalizantes para alunos de escolas públicas do Rio O Instituto Proa, criado no morro da Igrejinha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, oferece cursos profissionalizantes para alunos de escolas públicas. Além disso, o projeto também acompanha os alunos durante os primeiros três anos de carreira. O Matheus Cauã da Hora, um dos alunos do curso, investiu no curso de programação e hoje colhe os frutos do esforço. Matheus Cauã da Hora, aluno do Instituto Proa Reprodução/TV Globo "Eu tinha 6, 7 anos, e usei muito o computador. Quando a minha mãe percebeu que eu estava mais interessado, fiz minha mãe comprar um modem e comecei a usar a internet, no Youtube via vários tutoriais. Comecei a conhecer o design gráfico, o suporte técnico", diz Matheus, que atua como assistente de tecnologia e está no último ano do curso de análises de sistema na Unisuam. Rio foi o quinto estado com mais novas vagas de emprego em outubro, segundo o Caged Reprodução/TV Globo A plataforma Proa já teve 7 mil alunos que concluíram cursos, com pelo menos 4 mil no mercado de trabalho. O estado do Rio foi o 5º do país com mais vagas abertas de empregos formais em outubro, segundo dados do Cadastro de Registro Geral de Empregados (Caged) do governo federal. "O mercado é muito dinâmico e todo dia tem uma informação nova. Tem que fazer cursos para você estar melhor preparado", afirmou Guilherme Ribeiro, assistente de gestão financeira. Para participar do projeto, o candidato precisa ter entre 17 e 22 anos, ter cursado ou estar concluindo o 3º ano do ensino médio em escola pública e ter pelo menos 20 minutos de dedicação diária. "São mais de 10 mil jovens na plataforma", afirmou a CEO da plataforma Proa, Alini D'al Magro.

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VÍDEO: criança é 'rebatizada' como '54' após sistema de UPA confundir nome com números romanos

Publicado em: 04/01/2026 06:00

Criança é 'batizada' como '54' após sistema de UPA confundir nome com números romanos Ao colocar o nome de Liv em sua quinta filha, a projetista de móveis Tuane Martins, de 32 anos, não imaginava que ela seria rebatizada como “54”, toda vez que passa por algum novo sistema eletrônico. A inteligência artificial interpreta as três letras do nome da criança, de 3 anos, como se fossem algarismos romanos. Acostumada com a troca, ela registrou em vídeo um dos momentos inusitados em que a filha é chamada para atendimento em um posto de saúde. O sistema sonoro anuncia a menina como “54 Martins Albuquerque Alves”. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O momento foi gravado na Unidade Pronto Atendimento (UPA), localizada no Norte de Florianópolis, durante atendimento de uma crise alérgica. O registro foi postado no Tiktok por Tuane e viralizou. São mais de 600 mil visualizações, 2,3 mil comentários e 3,5 mil compartilhamentos. Criança é 'batizada' como '54' após sistema de UPA confundir nome com números romanos Reprodução A mãe explica que a confusão acontece porque o sistema acaba lendo o nome da criança como se fosse em números romanos - LIV equivale a 54 -, e também por não ter diferenciação de letras maiúsculas e minúsculas dentro do sistema. O fato inusitado descrito na postagem ainda reuniu curiosos e comentários até mesmo ofensivos sobre a escolha do nome de Liv. Tuane revela que é a primeira vez que vê pessoas questionamentos sobre a escolha, algo que para ela parece ser "coisa de internet" e não da vida real. "Nunca me questionaram, nem acharam diferente. Nunca recebi comentários assim. É só coisa que aparece na internet mesmo", comentou. A primeira vez que Liv foi chamada de “54” ela ainda tinha meses de vida. Tuane lembra que levou um tempo, mas logo entendeu que se tratava de um problema na tecnologia. Em casa Liv já ganhou o apelido de "54" por conta da confusão dos sistemas Divulgação/ Arquivo Pessoal Mãe de cinco e rotina em casa e nas redes A família é natural do Rio Grande do Sul e veio para Florianópolis em 2009. Além de Liv, a mamãe Tuane tem mais 3 filhos biológicos: Leandro, de 15, Laíza, de 10, e Liz, de 7 anos. Ela ainda adotou Andressa, hoje com 14 anos. Autônoma, Tuane tem clientes no Brasil, Portugal e Angola e precisou adaptar seu trabalho para home office visando conciliar melhor a vida profissional e a maternidade. Após viralizar e receber diversos comentários perguntando mais sobre a história, ela decidiu começar a criar conteúdos e compartilhar sua rotina como mãe de cinco. Tuane pretende aproveitar a viralização para contar mais sobre a rotina de ser mãe de 5 crianças Divulgação/ Arquivo Pessoal VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Do laboratório ao viveiro: como uma tecnologia criada no RN fez produtores de camarão ganharem mais

Publicado em: 04/01/2026 03:00

Empreendedores criam laboratório que transforma a produção de camarão no RN Às margens da Lagoa de Guaraíras, em Tibau do Sul (RN), tradição e inovação caminham lado a lado. A região, conhecida pela forte produção de camarão, agora também se destaca pelo uso de tecnologia genética que está transformando a vida de pequenos produtores. O Hailton Alves Marinho é um dos 28 produtores familiares que cultivam camarões na região. Ele viu a produção evoluir com a chegada de uma tecnologia desenvolvida por três empreendedores potiguares: Roseli Pimentel, Luciana Menollilanza e Daniel Lanza. 👩🏽‍🔬 Da ciência ao campo Roseli, que já coordenou o programa de melhoramento genético da maior produtora de camarão do Brasil, percebeu que os testes genéticos só eram feitos no exterior – e com alto custo. Junto com Daniel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Luciana, ela criou uma tecnologia 100% nacional para identificar as melhores famílias de camarões para cultivo. “Com essa tecnologia, conseguimos selecionar os animais mais resistentes e produtivos, o que representa mais lucro para o produtor”, explica Daniel. O investimento inicial foi de R$ 700 mil. Com apoio da empresa onde trabalhavam e recursos públicos, o trio abriu seu próprio laboratório, com aporte total de R$ 2 milhões. Hoje, a empresa atende produtores do Brasil, México e Arábia Saudita, com faturamento anual de R$ 390 mil. Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN Reprodução/Tv Globo 🤑 Mais qualidade, menos custo A tecnologia permite que produtores como Hailton cultivem camarões maiores e mais saudáveis. Em sua propriedade, ele produz 3 mil quilos por mês, com custo de R$ 30 mil e lucro líquido de R$ 6 mil mensais. “Hoje eu produzo menos e ganho mais. O camarão maior tem mais valor no mercado”, afirma o produtor, que também investe em energia solar e controle rigoroso da qualidade da água. 📍 Impacto na economia local O Rio Grande do Norte é responsável por 80% da produção nacional de camarão em viveiros familiares, movimentando cerca de R$ 450 milhões por ano. A biotecnologia desenvolvida no estado fortalece esse setor e contribui para uma produção mais sustentável e eficiente. “A tecnologia só agrega. Ela direciona o conhecimento para decisões mais assertivas”, diz Roseli. Para o professor Daniel, o futuro da aquicultura está na informação: “É assim que vamos melhorar a produtividade e a vida de quem vive do campo.” Do laboratório ao viveiro: startup nordestina leva ciência ao agronegócio e fatura com camarão no RN Reprodução/Tv Globo Associação brasileira de criadores de camarão - ABCC 📍 Rua Alfredo Pegado Cortez, 1858, Candelaria, Natal/RN 🌐 Site: abccam.com.br 📞 Telefone: (84)99612-7575 ✉️ E-mail: abccam@abccam.com.br 📱 Instagram: https://www.instagram.com/abccamarao/ Genaptus Serviços Laboratoriais e Treinamentos em Análises Genéticas LTDA 📍 Mandacaru Mall loja 35, Rua Ayrton Senna, 389, Capim Macio - Natal/ RN - CEP 59080-100 📞 Telefone/whatsapp: (84) 99426-5995 🌐 Site: genaptus.com.br ✉️ E-mail: genaptus@gmail.com 📘 Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61560033215500&locale=pt_BR 📱 Instagram: https://www.instagram.com/genaptus/ Hailton Alves Marinho 📍 Rodovia RN 003, 755 – Umari 📞 Telefone: (84) 98605-5210 ✉️ E-mail: hailtonalvesmarinho60@gmail.com 📱 Instagram: https://www.instagram.com/paraiso_fazenda/

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Troca de óleo: posso mudar o tipo de lubrificante para economizar?

Publicado em: 04/01/2026 03:00

Óleo de motor Adobe Stock Trocar o óleo correto do seu carro, por um mais barato? Nem pensar! A montadora quando desenvolve o motor, determina qual é o tipo de oleo que vai atender às exigências de temperatura, folgas, rotação, entre outras. Se colocar óleo diferente do especificado pode causar borra, que entope os dutos de passagem de óleo e consequentemente o desgaste excessivo das peças móveis causando um prejuízo enorme, tanto financeiro quanto de tempo que o carro irá ficar parado para a realização da retífica do motor. Independentemente da quilometragem do carro o óleo deve atender as especificações técnicas indicadas pela montadora.É comum optar por um produto mais barato quando a grana está curta, certo? Ao invés de comprar o azeite da preferência, opta-se pelo que está na promoção. Ou então, no caso do veículo, se escolhe a palheta mais barata para o limpador de para-brisas. Segundo especialistas, a tática não é bem aplicada ao óleo lubrificante do motor. Os especialistas ouvidos pelo g1 e o manual do proprietário afirmam que não é indicado utilizar um óleo mais barato. "Trocar o óleo correto do seu carro, por um mais barato? Nem pensar", afirma Tenório Jr, reparador automotivo e proprietário da JR Automotiva. Segundo o especialista, "a montadora quando desenvolve o motor, determina qual é o tipo de óleo que vai atender às exigências de temperatura, folgas, rotação, entre outras questões. Se colocar um lubrificante diferente do especificado, pode causar borra, que é um problema que entope os dutos de passagem de óleo e, consequentemente, gerar desgaste excessivo das peças móveis". Assim, o prejuízo pode ser enorme, seja financeiro ou pelo tempo que o carro ficará parado para a retífica do motor. "Portanto, independentemente da quilometragem do carro, o óleo deve atender as especificações técnicas indicadas pela montadora", elucida o mecânico. Há, entretanto, um mito no mercado automotivo que diz que quanto mais velho o motor fica, mais espesso deve ser o óleo que ele utiliza. ▶️ Origem da dúvida: muitos consumidores acreditam que as peças do motor passam a ter folga com o tempo. Mas, se a manutenção for feita como se deve, no período adequado e com as peças devidas, as folgas serão irrelevantes e não vão exigir outro tipo de óleo. “É realmente um mito, porque tem que utilizar o mesmo tipo de óleo até o fim da vida do motor. Antigamente, os carros utilizavam óleos minerais ou semissintéticos para compensar o desgaste das peças internas do propulsor. Os desgastes e as folgas em anéis, pistões, camisas e bronzinas eram compensados por um óleo mais viscoso, mas é uma prática completamente errada”, afirma Alexandre Dias, administrador e mecânico do Auto Center Guia Norte. “As montadoras testam os motores por milhares de quilômetros e elas não indicam que a troca seja feita com o passar dos anos. E nos motores modernos não aplica mais óleo semissintético; é só o sintético", continua o especialista. Para saber mais sobre os tipos de óleo e quando fazer a troca do fluido, o g1 reuniu dicas para que você escolha o melhor lubrificante para o seu carro ou moto. Confira o que você verá nesta reportagem: 📆 Quando trocar o óleo do carro? 🏍️ E o óleo para as motos? 🛢️ Quais são os tipos de óleo? ✅ Qual óleo escolher? 💧 Viscosidade ❌ Pode misturar ou completar o óleo? 🏆 Lubrificante mais caro é melhor? ⚠️ Quais problemas o motor pode ter ao não utilizar o óleo correto? 📆 Quando trocar o óleo do carro? O melhor momento para a substituição do óleo é indicado no manual do proprietário. A maioria das montadoras disponibiliza uma versão na internet, caso o motorista tenha perdido o livro físico. De acordo com o manual consultado pelo g1, do Volkswagen Gol Last Edition, a troca de óleo deve ser feita a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Perdeu o manual do carro? É fácil encontrar na internet, como este do VW Gol Last Edition. Divulgação | Volkswagen Contudo, o manual ressalta que o motorista precisa checar “condições adversas”, que pedem uma troca preventiva. Veja abaixo a lista. Trânsito frequente (anda e para, tráfego urbano), em que o motor permanece um longo período em marcha lenta; 🚗🚙🚚🛻🚛💨 Trajetos curtos, abaixo de 8 km diários; Em situações de longa inatividade; Estradas ou vias ruins, com alto índice de poeira ou sem pavimentação; Em vias com índice elevado de partículas suspensas (em regiões de indústria de mineração, cimento e siderurgia, marmorarias e salinas); Trânsito com reboque ou rodagens com carga. “A principal orientação é se atentar ao momento da troca que é indicado pela fabricante. Existem casos de 5 mil km, 10 mil km, 15 mil km e por aí vai. Usualmente, se usa óleo para 10 mil km ou limite de 12 meses”, diz Alexandre Dias, proprietário do Grupo Guia Norte Auto Center. 🏍️ E o óleo para as motos? Para motos, as trocas devem ser feitas em intervalos de quilometragem e tempo menores, como é o caso da Honda CG 160, a mais vendida do Brasil. A substituição, segundo a Honda, deve ser feita a cada 12 meses ou 6 mil km. Para a scooter Elite 125, no entanto, o serviço é exigido a cada 4 mil km. Desta forma, a orientação dos especialistas é a mesma: consultar o manual ou o site da montadora é imprescindível para não perder os prazos e a garantia. Picape e SUV são ofertados abaixo da tabela para renovar os estoques das lojas 🛢️ Quais são os tipos de óleo? Antes de pensar em trocar o tipo de óleo do seu veículo, é preciso entender quais são as opções disponíveis no mercado. Afinal, essa é a primeira informação que o consumidor precisa saber antes de abrir a carteira. São três tipos: Minerais; Semissintéticos; Sintéticos. ▶️ Os minerais, normalmente mais baratos, são os lubrificantes que possuem menos tecnologia em sua formulação. Eles têm um preço menor, duram menos e são feitos para atender carros mais antigos. O óleo mineral 20W 50 é utilizado no Volkswagen Fusca, por exemplo. ▶️ Os semissintéticos também são conhecidos como “óleo composto”, pois ficam entre o mineral e o sintético. Eles também carregam aditivos que ajudam a melhorar a performance dentro do motor, mas são mais acessíveis que os sintéticos. O Ford Escort 1.8 é um dos clássicos que utiliza a formulação semissintética com viscosidade 15W40. ▶️ Já o sintético é o mais desenvolvido e com total foco em desempenho, uma vez que carrega muito mais tecnologia que os outros dois, e é exigido pelos motores mais modernos. Todos os veículos que saem de fábrica atualmente utilizam essa composição, que é produzida para reduzir atrito, aumentar a eficiência no uso do combustível e diminuir a temperatura de trabalho do motor, entre outras funções, como evitar corrosão das peças internas. “Óleos lubrificantes não devem ser misturados, pois poderão perder suas características especialmente desenvolvidas para um determinado motor”, argumenta Bruno Santos, consultor técnico automotivo dos lubrificantes Mobil. “A formulação de um lubrificante é meticulosamente balanceada para atingir a alta performance e, por isso, não deve ser misturada com outros óleos.” ✅ Qual óleo escolher? De volta ao manual do Volkswagen Gol Last Edition, é possível ver na imagem abaixo que o livro indica uma classe específica de óleo lubrificante para o veículo: “utilizar somente a especificação de óleo do motor expressamente aprovado pela Volkswagen”. Perda de garantia: usar óleo não recomendado Divulgação | Volkswagen Outro ponto importante, segundo Bruno Santos, da Mobil, é se atentar sempre a viscosidade e especificação técnica requeridas pelo manual do proprietário. “É fundamental que o lubrificante esteja de acordo com o exigido pelo fabricante do veículo, garantindo assim que ele foi aprovado pela utilização nesses modelos”, diz. A viscosidade, citada por Santos, está indicada em letras grandes na frente da embalagem, conforme indicado na imagem abaixo. A viscosidade está sempre indicada no frasco do lubrificante Imagem de internet De acordo com o especialista, a viscosidade ideal é definida pelo fabricante do veículo durante o desenvolvimento do motor. Cada propulsor pode exigir uma viscosidade diferente, dependendo do seu desempenho, para que a eficiência da sua fabricação seja maximizada. “Por isso, existem lubrificantes das mais variadas viscosidades para atender todos os tipos de motor. O que temos visto é o desenvolvimento de lubrificantes cada vez menos viscosos devido a busca por uma maior eficiência energética e economia de combustível”, afirma o especialista. Essa fluidez do óleo é delimitada por números e letras, como no caso de 0W30, 10W40 ou 20W50. As siglas indicam a capacidade de escoamento no frio (W de “winter”, inverno em inglês) e em temperatura normal (sem o W). Os números são apenas apontamentos técnicos do quão “fino” ou “espesso” é o óleo nos dois cenários. Ainda de acordo com o manual do Gol Last Edition que utilizamos como exemplo, cada veículo possui uma norma específica para óleo. O do hatch é VW 508 88. Aparentemente, este código não significa muita coisa, mas é isso que indica que é o óleo correto para aquele carro. “Essa norma deve estar descrita na embalagem do lubrificante”, aponta o livreto. A indicação da norma exigida pela montadora também aparece no rótulo Divulgação | Mobil 💧 Viscosidade O termo “viscosidade” se refere a resistência de um fluido ao escoamento. Em outras palavras, define se um líquido é “fino” ou “grosso”. Exemplo: ao virar um copo cheio de cabeça para baixo, a água escorre mais rápido do que o azeite. Esse mesmo critério é utilizado para estabelecer a fluidez de um óleo lubrificante automotivo. Utilizar um mais fino ou mais espesso que o indicado traz prejuízos ao propulsor, conforme explica o especialista da Mobil Bruno Santos. “Óleos mais grossos exigirão maior esforço do motor, enquanto óleos mais finos podem não fornecer a proteção necessária, ou seja, a lubrificação poderá ser comprometida.” ❌ Pode misturar ou completar o óleo? Apesar de não ser ideal, existem alguns cenários nos quais é possível misturar óleos. A ressalva é que essa mistura só deve ocorrer em casos extremos. Ao misturar, é preciso utilizar apenas os óleos aprovados pela norma. Isso porque, segundo os especialistas, aditivos (composições químicas) presentes nos lubrificantes podem conflitar e, como veremos adiante, podem gerar um resultado não esperado. Abaixo, algumas funções dos aditivos: Anticorrosivos; Antioxidantes; Antiespumantes; Detergentes; Antidesgaste. “Não se deve misturar essas especificações nem as marcas, porque haverá incompatibilidade química que irá acarretar em perda da eficiência e até formação de borra”, explica Tenório Jr., proprietário da oficina JR Automotiva. Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center, corrobora com a perspectiva de Tenório: “Ou se usa um sintético, ou um semissintético ou mineral. Às vezes o motor pode até funcionar, mas a longo prazo haverá uma baita dor de cabeça porque o motor certamente vai apresentar problemas”. Já para completar o óleo, é necessário ainda mais atenção. O manual indica: “se em situação de emergência não houver nenhum óleo de motor aprovado pela norma, provisoriamente pode-se utilizar outro óleo de motor. Porém, recomenda-se assim que possível procurar uma oficina para que a troca de óleo seja executada com óleo aprovado”. Ou seja, se o carro parar na estrada e a única solução seja completar com o óleo que tiver à disposição para sair daquela situação de risco, o lubrificante pode ser utilizado. Mas é necessário fazer a troca o mais rápido possível para não danificar partes internas do motor. Completar o óleo nunca é indicado, exceto em situações de emergência Divulgação | Volkswagen 🏆 Lubrificante mais caro é melhor? Não adianta comprar um lubrificante mais caro imaginando que os benefícios serão maiores. Os especialistas consultados pelo g1 afirmam que o que determina a qualidade de um lubrificante é a tecnologia embarcada em sua formulação, através de aplicação de aditivos, que vão fazer com que as especificações técnicas requeridas sejam atendidas. “Essa robustez técnica do lubrificante pode fazer com que ele fique mais caro. Entretanto, um determinado óleo caro pode não ser o ideal para aquele veículo. Existem diversos tipos de lubrificantes desenvolvidos para diferentes tipos de motor, portanto, é necessário avaliar os requerimentos técnicos indicados”, orienta Santos, da Mobil. Dias, da oficina Guia Norte, diz que se engana quem acredita que óleos mais caros são melhores: “É mito porque não significa que óleo mais caro é o correto”. “Às vezes, ele só tem preço mais elevado por ter mais tecnologia, mas nem sempre é aquilo que o motor pede. Isso quer dizer que o consumidor só estará gastando mais dinheiro sem necessidade, pois ele não estará resolvendo o problema do veículo.” Como saber se um carro passou por enchente? ⛓️‍💥 Correia banhada a óleo O tema sobre a escolha do óleo correto merece um capítulo à parte. Nos carros mais modernos, com motores turbinados, é comum encontrar correia de comando do cabeçote banhada a óleo. Isso quer dizer que o mesmo óleo que lubrifica o motor também é responsável por manter o bom funcionamento desta correia. E é justamente a utilização do óleo correto que pode manter a vida útil dela, conforme indica o fabricante. “Esse tipo de correia dentada, banhada a óleo, fica na parte interna do propulsor e é preparada para trabalhar sendo lubrificada o tempo todo. O óleo errado estraga, diminui a durabilidade e ela pode até estourar”, explica Dias, do Guia Norte. Segundo Bruno Santos, da Mobil, correntes e correias banhadas a óleo são submetidas a uma oxidação ainda mais severa em relação à temperatura. Portanto, é ainda mais importante a utilização de um óleo de qualidade que atenda as especificações do fabricante do veículo. “É fundamental que o óleo seja compatível com o material da correia/corrente. Esses óleos são especialmente desenvolvidos para essa aplicação e passam por severos testes como o de compatibilidade com elastômeros [materiais que possuem propriedades elásticas]”, diz ele. “O uso de um óleo inadequado pode corroer e danificar a corrente/correia, comprometendo sua vida útil, fazendo que seja necessária sua troca bem antes do determinado pelo fabricante do veículo.” De acordo com o reparador independente Tenório Jr., a conta pode ficar salgada quando o consumidor não se atenta às especificações exigidas no manual. “Já tive casos na minha oficina nos quais o consumidor utilizou o lubrificante errado e a correia foi simplesmente corroída pelo óleo. Aí a conta fica bem cara, porque quando a correia estoura, as movimentações de válvulas conflitam com a do pistão e uma peça se choca com a outra. Quando as peças colidem, o estrago é grande”, diz ele. Alexandre Dias, da Guia Norte Auto Center, não se pode usar outro tipo de óleo em hipótese alguma. “Imagine o seguinte: se esse óleo não tem as moléculas específicas para banhar aquela correia; se ele oxida de uma forma mais rápida e agride as peças metálicas do motor, imagina o que ele fará com a borracha da correia, que é um material muito mais sensível. Por essa razão, tem que fazer a troca pelo lubrificante correto, específico para aquele carro.” Correia dentada banhada a óleo pode romper com o lubrificante errado Guia Norte ⚠️ Quais problemas o motor pode ter ao não utilizar o óleo correto? Um óleo é resultado da parceria entre a fabricante do motor e a do lubrificante. Todas as especificações são determinadas por meio de milhares de testes, antes de aprovar uma fórmula ideal para um lubrificante. Portanto, um óleo equivocado, além de não cumprir a função exigida pela montadora, pode trazer consequências severas para o bolso do consumidor. “Existem diversos riscos que o uso de um óleo errado pode causar ao motor, como formação de borras e depósitos, desgaste excessivo de peças do motor, além do superaquecimento, podendo até fundir o motor. Existe ainda a questão ambiental, uma vez que o óleo inadequado pode gerar mais emissões”, alega o consultor técnico automotivo da Mobil Bruno Santos. “Pode ser que não haja a lubrificação correta do motor inteiro porque o óleo não passa pelos orifícios por onde ele precisa penetrar. Isso pode ocasionar uma falta de lubrificação, desgaste das partes internas do motor e até o rompimento da correia dentada”, finaliza Dias, da Guia Norte.

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