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Cibersegurança: funcionários podem ser punidos por vazar dados de empresas, alerta especialista

Publicado em: 29/10/2025 07:47

Cibersegurança na empresa: como orientar funcionários Com o ambiente de trabalho cada vez mais inserido no mundo digital, a proteção das informações corporativas exige cuidados redobrados por parte de empresas e funcionários. De acordo com a especialista em Recursos Humanos Isabela Edson, ações como acessar sites indevidos, alterar informações internas ou compartilhar dados sigilosos de forma irregular podem trazer impactos para o local de trabalho, incluindo punições para o colaborador. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A especialista, entrevistada sobre o tema no Bom Dia Ceará, destacou que a ética no tratamento de dados ainda é um tema relativamente novo no mercado de trabalho, mas fundamental (assista no vídeo acima). "Existem aqueles ataques deliberados aos sistemas das empresas. Quando a gente está falando de informação, de dados, a gente está falando aí de projeto, de ideias, tudo isso rende, tudo isso pode gerar dinheiro e um grande prejuízo", explicou. Cuidados ao compartilhar informações Um ponto de atenção destacado por Isabela é o compartilhamento de informações nas redes sociais pelos funcionários. "Às vezes, a gente deseja muito compartilhar nas redes sociais algo que aconteceu na empresa. E é permitido, é positivo e tudo, mas sempre tenha um cuidado de que, se tiver algum dado sensível da empresa ou de um cliente, isso precisa ser muito observado", alertou. A especialista enfatizou que, uma vez publicada, a informação deixa de ser privada. "A rede social pode ser sua, sim, mas, a partir do momento em que você publica, ela vira pública. Então, esse dado pode ser vazado." Monitoramento pela empresa Do lado das empresas, Isabela Edson afirmou que é permitido instalar aplicativos e ferramentas que monitorem os colaboradores para proteger dados sensíveis. "Toda empresa pode sim, inclusive isso existe nos contratos de trabalho, monitorar a produtividade dos profissionais", disse. No entanto, ela traça um limite claro: o que a empresa não pode fazer é "invadir a privacidade dos profissionais", como acessar redes sociais privadas ou o WhatsApp pessoal. Já em dispositivos corporativos, como um telefone da empresa, o monitoramento é permitido, pois ali "existem dados sensíveis da empresa e, inclusive, de outros clientes". A orientação para os colaboradores, segundo a especialista, é sempre seguir as diretrizes da área de Tecnologia da Informação (TI) da empresa e evitar acessar páginas e ferramentas não autorizadas. Como orientar os funcionários da empresa sobre cibersegurança Adobe Stock Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Como Comando Vermelho surgiu e se espalhou pelo Brasil

Publicado em: 29/10/2025 07:32

Dezenas de corpos são levados por moradores para praça no dia seguinte a operação no Rio Eram quase duas da tarde de terça-feira (28/10) quando o número de mortos na Operação Contenção, deflagrada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, quase triplicou: de 24 para 64. Dali em diante, vieram notícias sobre novos tiroteios e vias bloqueadas pela cidade — confusão na Tijuca, ônibus bloqueando a rua do Riachuelo, no centro da capital carioca. O caos saiu da zona norte, entre os complexos da Penha e do Alemão, palco central da operação, e se espalhou pela cidade toda. Lojas fecharam antes da hora, metrôs lotados, e, nos pontos de ônibus, os passageiros desejavam sorte uns aos outros na tentativa de voltar para casa. A mais violenta operação policial da história do Rio de Janeiro teve como objetivo cumprir cem mandados de prisão e impedir o avanço territorial do Comando Vermelho, organização criminosa mais antiga do Estado. A polícia civil contabiliza, até agora, mais de 60 mortos, entre eles quatro policiais, mais de 100 fuzis apreendidos, e 81 presos. Foram designados 2,5 mil agentes das forças de segurança fluminense para a operação. Megaoperação no Rio provocou recorde de mortes EPA via BBC Nos últimos anos, a facção voltou a expandir seus domínios. Segundo o Mapa dos Grupos Armados (parceria entre o Instituto Fogo Cruzado e o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos — GENI — e a Universidade Federal Fluminense — UFF), o Comando Vermelho foi a única organização criminosa a ampliar seu controle territorial no Estado, enquanto todas as outras perderam espaço. Entre 2022 e 2023, a organização aumentou em 8,4% as áreas sob seu controle e retomou a liderança perdida para as milícias nos anos anteriores. Com isso, passou a responder por 51,9% das áreas dominadas por grupos armados na Região Metropolitana do Rio. AO VIVO: acompanhe a cobertura em tempo real da megaoperação Megaoperação com cenas de guerra termina com 64 mortos e 81 presos MILITARES E CIVIS: Quatro policiais morreram e ao menos outros 6 ficaram feridos CLÁUDIO CASTRO: Governador do RJ acusa governo federal de negar ajuda Operação é a mais letal da história do Rio de Janeiro Da criação ao caos Quase 50 anos de história — e uma ditadura militar no meio — separam a criação do Comando Vermelho até este dia sangrento no Rio de Janeiro. Lá pelos anos 1970, presos políticos se misturaram a presos de crimes comuns no Instituto Penal Cândido Mendes, em Ilha Grande, a mais de 100 quilômetros da capital. Até então, com pouca ou nenhuma educação formal, os detentos mais antigos, a maioria presos lá por assaltos a bancos, não conheciam seus direitos. Souberam por meio da convivência com os presos políticos — em sua maioria filhos de classe média — que passaram a intermediar as negociações em busca de melhores condições. O Comando Vermelho nasceu no interior dos presídios — "no coração do Estado", segundo a socióloga Carolina Grillo Getty Images via BBC "O Comando Vermelho nasce no interior dos presídios, no coração do Estado. Na convivência com as pessoas presas pela Lei de Segurança Nacional. Inicialmente, era chamado de Falange da Segurança Nacional. Depois vira Falange Vermelha. E, anos depois, a imprensa vai nomear como Comando Vermelho (CV)", explica a socióloga Carolina Grillo, da UFF. "Não é que os presos políticos de esquerda organizaram. Ambos tinham uma coisa em comum: assalto a banco. Esses crimes eram considerados de segurança nacional porque os grupos de resistência à ditadura assaltavam bancos para financiar a resistência política. Então, passou a ter um status especial na legislação, o que fazia com que os assaltantes convencionais de banco fossem para Ilha Grande", complementa Jacqueline Muniz, do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos do Departamento de Segurança Pública. Um de seus principais fundadores era William da Silva Lima, o Professor. Em seu livro 400 x 1 – uma história do Comando Vermelho, Lima conta que o grupo surgiu para organizar o espaço carcerário, com a criação de regras de convivência. Quando veio a Lei da Anistia, em 1979, os presos políticos foram soltos, enquanto os outros seguiram por lá. A luta por justiça social dentro da prisão perdeu força sem os antigos colegas de cela. Os membros da Falange Vermelha, então, se reorganizaram de outras maneiras. Em 1980 deram início às fugas: mais de cem detentos conseguiram escapar da prisão — para desespero dos banqueiros. Com o dinheiro dos assaltos a bancos que o Comando Vermelho investiu em outro ramo: a venda de cocaína. "Naquele momento, na década de 1980, a Colômbia passa a ser produtora de cocaína. E isso causa mudanças nas rotas internacionais do tráfico. O Brasil vira um entreposto na rota para a Europa, como é até hoje", diz Grillo. Com o comércio ilegal, os membros do CV precisaram proteger suas mercadorias das tentativas de roubos de outros grupos. "Não tem como você ir até a delegacia e fazer um boletim porque sua droga foi roubada. A possibilidade de você garantir a posse, diferente da propriedade privada, que eu tenho escritura, nota fiscal, CNPJ, o crime requer armamento para garantir acordos, garantir a posse de sua economia ilícita", afirma Muniz. "Havia dissidências e rivalidades, disputas de territórios. E quem passa a lucrar são os mercadores de armas e policiais que também passaram a fornecer armas. Isso criou na própria polícia uma demanda por se armar mais fortemente para fazer frente a um tráfico armado", completa Grillo. Nos anos 1990, os índices de violência atingiram os piores picos da história do Rio de Janeiro. Em 1994, foram 64,8 homicídios por 100 mil habitantes. Para se ter ideia, atualmente, esse índice é de 24,3 mortes no Estado. Na tentativa de enfraquecer o Comando Vermelho, o governo transferiu seus líderes para diferentes penitenciárias. O efeito foi oposto: o CV repassou seus ideais para outros presidiários e ganhou ainda mais força para se tornar a principal organização criminosa do Rio de Janeiro. Expansão em tempos modernos Dali em diante, o CV não ficaria mais limitado ao Estado do Rio. "O Comando Vermelho funciona como franquias. São vários donos de morro. Nenhum manda mais nem menos, é uma sociedade. Foi isso que permitiu ao Comando Vermelho crescer nacionalmente. Essa ideologia de facção permitiu que chefes de outros estados, inicialmente, virassem parceiros comerciais em suas facções", diz o jornalista Rafael Soares, autor do livro Milicianos: Como agentes formados para combater o crime passaram a matar a serviço dele. Mais de 100 fuzis apreendidos e 81 pessoas foram presas na operação desta semana Getty Images via BBC De acordo com ele, nos últimos seis anos, o Comando Vermelho passou a marcar presença em 25 Estados — antes disso, a organização estendia seu domínio a apenas 10 Estados. "Um marco histórico da nacionalização do PCC [Primeiro Comando da Capital] e do CV foram os presídios federais. Essa 'brilhante' ideia do governo federal de transferirem as grandes lideranças do PCC e do CV para presídios federais em outros Estados", critica Grillo. A expansão do Comando Vermelho exigiu novos investimentos. O tráfico de drogas continua no centro de suas atividades, sobretudo com o domínio de áreas de fronteira, como a Amazônia, onde a facção e o PCC ampliam suas rotas. Mas o lucro já não vem apenas da droga. Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o crime organizado movimentou, em 2022, cerca de R$ 146,8 bilhões em mercados ilegais de ouro, combustíveis, bebidas e tabaco. Mudou também a forma de abastecimento de armamento. Até alguns anos atrás, os traficantes se armavam basicamente de duas formas: das vendas ilegais que vinham do Paraguai, ou dos desvios das próprias forças de segurança nacional. Hoje, existem formas de montar sua própria arma — e empresas ilegais capazes de produzi-las em grande escala. "São fábricas com equipamentos de última geração, máquinas caríssimas, que custam até meio milhão de reais. São impressoras 3D, que trabalham com metal e entregam peças prontas. Por ser uma máquina industrial, produzem em larga escala", explica Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz. Em agosto, a Polícia Federal encontrou uma fábrica clandestina para montagem de armas em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio, e apreendeu quatro impressoras 3D. Não é só essa a nova tecnologia adotada pelo crime organizado. Na terça-feira, o CV demonstrou seu poder de fogo ao usar drones que lançavam explosivos durante os confrontos. Outro ponto destacado por Langeani é a facilidade em encontrar peças para a montagem dessas armas. Com as políticas de flexibilização das regras de controle de armas, durante os anos de governo de Jair Bolsonaro, houve uma explosão de fábricas nesse setor. "Houve um incentivo econômico para fábricas de empunhadura, por exemplo. Antes só vendiam, praticamente, para a polícia e as Forças Armadas. Então, não fazia sentido ter uma uma indústria dessas no Brasil. Mas depois do Bolsonaro, milhares de civis compraram fuzis. E essas pessoas, às vezes, querem personalizar, trocar a coronha ou empunhadura", diz. A flexibilização do acesso às armas, entre 2018 e 2022, aumentou exponencialmente os registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC's) — e alguns deles levam suas armas legais para o crime organizado. Segundo o Instituto Sou da Paz, 50% das apreensões no sudeste do país são de armas desviadas, 30% de armas montadas, e 20% dos CACs. A ineficácia das operações Os dados mostram que as operações policiais mais caras e violentas do Estado não têm alcançado os resultados esperados. Enquanto o Comando Vermelho avança sobre o território fluminense, é justamente nas áreas sob seu domínio que a polícia mais atua — e onde os confrontos mais se multiplicam. Segundo o Mapa dos Grupos Armados, a chance de um território dominado pelo tráfico registrar confrontos é 3,71 vezes maior do que em áreas controladas por milícias. Em quase 60% das áreas onde há confrontos existe participação policial. "Não consigo ver a relação direta do governo atuando para desmobilizar nem a milícia, nem o tráfico. A gente não vê o retrocesso de uma área que, uma vez ocupada, volta para o Estado. O que temos visto é eles dominando um pouquinho mais de espaço, ou disputando entre eles, mas o governo conseguindo dizer: 'Aqui não era seguro, voltou a ser', isso não acontece. A gente só vê essa piora e essa troca de comando mesmo — o Estado não consegue retomar o controle de áreas dominadas há décadas", finaliza Terine Husek, gerente de pesquisa do Instituto Fogo Cruzado.

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Com valor recorde, Nubank ultrapassa Petrobras e lidera ranking das maiores empresas do país

Publicado em: 29/10/2025 07:30

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Nubank alcançou um novo marco no mercado financeiro ao atingir valor de mercado de US$ 76,97 bilhões, ultrapassando a Petrobras (US$ 74,67 bilhões) e se consolidando como a empresa mais valiosa do Brasil, segundo dados do site Companies Market Cap, divulgados nesta terça-feira (28). Com esse desempenho, o banco digital também supera nomes tradicionais como Itaú (US$ 72,54 bilhões), Vale (US$ 49,60 bilhões) e BTG Pactual (US$ 49,60 bilhões), completando o grupo das cinco companhias brasileiras de maior valor na Bolsa. Na América Latina, o Nubank ocupa a segunda posição, atrás apenas do Mercado Livre, que vale US$ 116,1 bilhões. Em escala global, a fintech figura como a 40ª maior empresa do setor financeiro, à frente de gigantes internacionais como BNY Mellon (US$ 75,62 bilhões), Barclays (US$ 75,05 bilhões) e US Bancorp (US$ 73,55 bilhões). As ações do Nubank acumulam alta de 53,7% em 2025, encerrando o pregão de terça a US$ 15,93 — próxima do recorde histórico de US$ 16,30, registrado em 22 de setembro. Em outubro deste ano, a Nu Holdings, controladora do Nubank, ficou em 4º lugar na lista das 100 empresas que mais crescem no mundo de 2025, da revista Fortune, que reconhece companhias de capital aberto com maior avanço anual em três anos. A Nvidia liderou o ranking, com a Royal Caribbean, do setor de cruzeiros, em segundo lugar, e a Supermicro, especializada em infraestrutura para data centers, em terceiro. A lista reúne empresas de capital aberto que registraram o maior ritmo de crescimento nos últimos três anos, considerando indicadores como receita, lucro e retorno aos acionistas. A metodologia avalia a evolução da receita, o aumento do lucro por ação e o retorno total obtido pelos investidores no período. “Além das métricas, este reconhecimento é a prova mais clara de que nosso modelo operacional digital e de baixo custo funciona. Ao usar tecnologia para manter uma estrutura enxuta, conseguimos repassar economia aos clientes e impulsionar o crescimento orgânico”, afirmou Cristina Junqueira, e atual diretora de crescimento (Chief Growth Officer, CGO) da Nu Holdings. Segundo o relatório do segundo trimestre, o banco digital atingiu 123 milhões de clientes com taxa de atividade mensal acima de 83% e receita recorde de US$ 3,7 bilhões, um salto de 40% em relação ao ano anterior. O custo médio para atender cada cliente ativo segue estável, em US$ 0,8 por mês. Nubank é a maior das fintechs do Brasil Getty Images via BBC

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Inscrição para o concurso do Ministério Público do Amapá encerra nesta quarta-feira (29)

Publicado em: 29/10/2025 07:16

Inscrições para concurso público do MP seguem abertas até 29 de outubro Termina nesta quarta-feira (29) o prazo para inscrições no concurso do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP). Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, por meio do site da Fundação Carlos Chagas, responsável pela organização do certame. (Veja edital e como se inscrever nesta reportagem) O concurso oferece 15 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva, para os cargos de técnico e analista ministerial. Os salários variam conforme o nível de escolaridade, podendo chegar a mais de R$ 7.900 para cargos de nível superior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Taxas e validade De acordo com o edital, a taxa de inscrição é de R$ 100 para cargos de nível médio e R$ 120 para nível superior. O concurso terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, a critério do MP-AP. SE INCREVA VEJA O EDITAL Etapas Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas e discursivas, com conteúdo específico para cada área de atuação. As datas e locais de aplicação serão divulgados pela banca organizadora. Sobre a distribuição de vagas: Técnico Ministerial – Apoio Administrativo: 10 vagas (7 ampla concorrência, 1 para pessoas com deficiência, 2 para candidatos negros); Técnico Ministerial - Técnico de Informática: 1 vaga; Analista Ministerial - Administração: 1 vaga; Analista Ministerial - Engenharia Civil: 1 vaga; Analista Ministerial - Engenharia Civil: 1 vaga; Analista Ministerial - Tecnologia da Informação: 1 vaga. O edital prevê também cadastro de reserva para as áreas de Psicologia, Serviço Social e Arquitetura. LEIA TAMBÉM: Prova do concurso para oficial da PM-AP será aplicada neste domingo (2) em Macapá Hospital São Camilo e governo do Amapá participam de audiência para discutir dívidas As provas objetivas e discursivas estão marcadas para o dia 18 de janeiro de 2026, em Macapá. Salários Os salários variam entre R$ 5 mil e mais de R$ 7 mil, dependendo do grau de escolaridade exigido no cargo. R$ 5.581,38 para técnico ministerial (nível médio); R$ 7.978,05 para analista ministerial (nível superior). Para concorrer, é necessário atender aos requisitos de cada função, como formação acadêmica e registro profissional, quando exigido. Concurso do MP-AP será realizado pela Fundação Carlos Chagas MP-AP/divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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NVIDIA GeForce NOW receberá novo plano com imagem em 4K em até 240 fps e áudio 7.1

Publicado em: 29/10/2025 06:42 Fonte: Tudocelular

A NVIDIA está atualizado os seus planos na América Latina com um novo plano ultra-premium chamado Ultimate. Com ele, você pode jogar os títulos da sua biblioteca em nuvem com resolução 4K em dispositivos compatíveis elevando a fluidez com gráficos em até 240 fps.Segundo a ABYA, que fornecedora do serviço no Brasil, o GeForce NOW oferecerá streaming em 4K a 120 fps ou 1080p a 240 fps para assinantes o plano Ultimate. Além disso, o áudio será de até 7.1 canais para máxima imersão em dispositivos suportados.Os gráficos também serão aprimorados com as tecnologias NVIDIA DLSS, NVIDIA Reflex e NVIDIA G-SYNC, que também ajudam a reduzir a latência e aumentam a taxa de quadros com inteligência artificial. De acordo com a NVIDIA, a diferença será notável até em monitores padrão com SDR-10.Clique aqui para ler mais

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Vestibular 2026: do Brics a mapa invertido, saiba o que estudar sobre geopolítica e o Sul Global

Publicado em: 29/10/2025 06:01

Brics chega a sua 17ª com dilema entre apostar na multipolarização ou ser voz anti-Ocidente Prime Ministers Office/ZUMA Press/picture alliance A quebra do pacto multilateral e o fortalecimento de grupos econômicos como o Brics - efeitos do "tarifaço" promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump- são temas que podem ser amplamente abordados nos vestibulares, segundo a professora de geografia e atualidades no Colégio Oficinal do Estudante, Rafaela Locali. 🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã. “A gente vem observando o enfraquecimento de várias instituições importantes, como a ONU e a OMC com os anúncios do Trump. [...] isso causa uma instabilidade global e o enfraquecimento, uma fragilidade, dessas grandes instituições multilaterais. A gente vê isso. Por outro lado, a gente vê ressurgir uma forte aliança do Sul Global chamada Brics", explica Rafaela Locali. 🌎 Ao g1, a professora detalhou como o tema pode aparecer nas provas deste ano e deu dicas do que estudar na reta final. Veja a seguir. A força do sul global Locali lembra que, ao menos desde a pandemia de Covid-19, quando Trump, ainda no primeiro mandato, ameaçou sair da Organização Mundial da Saúde (OMS), o pacto das relações multilaterais começou a ruir. Somado a isso, ações recentes do presidente norte-americano contra instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU) causaram instabilidade global. 💡 Entenda: o pacto das relações multilaterais é o conjunto de princípios e acordos que orientam a cooperação entre vários países. Ele busca resolver problemas globais por meio do diálogo, da negociação e de regras comuns. Em contrapartida, o Sul Global, liderado pelo BRICS, ganhou espaço. “Não deixa de ser um grupo de países com relações multilaterais, em prol de um interesse comum, que é melhorar as suas economias [...] a gente vê um protagonismo em PIB, em população, em área, em tecnologia, claro, bastante encabeçado pela China, mas a Índia vem crescendo o PIB absurdamente”, comenta. 📝 Para revisar o tema, a professora sugere: Linha do tempo conceitual: revisar a velha ordem mundial (o mundo bipolar da Guerra Fria entre EUA e União Soviética) e a nova ordem mundial (pós-anos 1990, com o fortalecimento multilateral facilitado pela globalização). BRICS e sua expansão: estudar os membros e a relevância regional e econômica de cada um. Multipolaridade: entender como a força do BRICS e de outros grupos regionais cria um cenário de alianças econômicas e militares mais complexo e descentralizado. O mapa "invertido" do IBGE Mapa-múndi com Brasil no centro IBGE/Divulgação Um dos maiores indícios do protagonismo do Sul Global, segundo a professora, é a recente publicação de um mapa-múndi invertido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Locali considera essa como uma “aposta fortíssima” para as provas. Ela explica que o mapa, além de não ser eurocêntrico, coloca o Sul para cima e o Brasil no meio. "Em ano em que foi sede dos Brics, o Brasil está na presidência [do grupo], o Brasil vai sediar COP 30 [...] O IBGE me lança esse mapa mega importante," pontua Locali. 📝 Além do Brasil e da ênfase no Sul Global, o mapa também destaca (e vale a pena revisar): Os países do Mercosul e do Brics. A zona econômica exclusiva brasileira, que ganhou uma extensão de mais de 3 mil km na margem equatorial. Tecnologia e a geopolítica de recursos Terras raras e mineração: qual o impacto ambiental? Outro tema que pode aparecer nas provas, segundo a professora, é a relação entre o rompimento multilateral, a disputa por tecnologia e os recursos considerados essenciais para a transformação digital. 🌎 Na geopolítica, a briga se concentra em dois eixos: Terras raras: minerais utilizados na fabricação de componentes de alta tecnologia. O Brasil, com a descoberta de reservas em Minas Gerais e estados da região Norte, se tornou o segundo país com as maiores reservas do mundo. Fontes de Energia: grandes data centers demandam muita energia e água para resfriamento, levando países como os EUA a buscar negociações com nações com alta capacidade energética, como o Paraguai (Itaipu). A professora finaliza lembrando a importância da regulamentação das Big Techs, um debate que envolve a liberdade das redes sociais, os perigos das deepfakes e as discussões filosóficas e econômicas sobre a restrição de dados. “Quanto mais regulamenta, menos problemas como fake news e deepfakes, isso restringe muito o acesso e menos gente, é menos dinheiro entrando para as big techs, é tudo que elas não querem. Então essa é a lógica de mercado”, conclui. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Caratateua Viva!: roteiro reúne 12 experiências para sentir a cultura viva da Amazônia em Outeiro, ilha de Belém

Publicado em: 29/10/2025 06:00

Outeiro, ilha de Belém localizada a 40 minutos do centro da capital Caratateua Viva! A maré sobe, o tambor chama e o cheiro do café de cuia anuncia a recepção. Assim começa o Caratateua Viva!, roteiro inédito de turismo comunitário criado pelos moradores da Ilha de Outeiro. A poucos minutos do centro de Belém, a experiência convida o visitante a mergulhar na Amazônia urbana por dentro — entre rodas de carimbó, sabores de quintal, religiosidade cabocla, arte e histórias que moldam o território. Você chega e tudo já pulsa: o Regional Jurupari puxa o compasso, o Grupo Tucuxi chama pra roda e a vizinhança recebe como quem abre as portas de casa. “O carimbó é mais que espetáculo, é identidade, memória e resistência. Ele educa, une e dá sentido à vida comunitária”, diz Fábio Cardoso, do Tucuxi e Regional Jurupari. Travessias por igarapés e caminhada por açaizeiros Divulgação O dia segue em vivências guiadas por quem vive a ilha: na Cerâmica São João, Mestre João mostra o barro que vira lembrança; no Atelier Cerâmico, Mestra Sinéia apresenta as argilas coloridas e você modela uma peça, sentindo a tradição nas mãos. A conversa continua na Casa de Mariana (Mãe Sandra), onde ancestralidade e religiosidade afro-amazônica se entrelaçam ao cotidiano. No Chalé Sítio de Maré, a agrofloresta é o quintal: colher o açaí, debulhar, provar — e almoçar peixe frito com açaí ao som do regional, com feira de produtores da ilha. Roda de carimbó integra roteiro turístico de base comunitária em Outeiro Caratateua Viva! À tarde, a Biblioteca Tralhoto e o Boi Misterioso abrem o imaginário: Don Perna (Casa Preta) apresenta uma coleção de tambores e Mestre Apollo puxa o boi. O encerramento é de arrepiar: os Pássaros Juninos tomam a cena na Associação Cultural Colibri, com figurinos, histórias, memória coletiva. “No pássaro precisamos de, no mínimo, 35 brincantes. A brincadeira envolve crianças, jovens, adultos e idosos — é a comunidade inteira no palco”, diz a professora Inaiá Paes. Roteiro leva visitantes a ceramisstas tardicionais da região: artesanato feito com barro da floresta Divulgação Conheça os 12 destinos do roteiro Grupo Parafolclórico Tucuxi e Regional Jurupari — oficinas e apresentações (carimbó, xote, lundu). Casa de Mariana (Mãe Sandra) — terreiro de fé e acolhimento. Cerâmica São João (Mestre João) — tradição oleira de Caratateua. Atelier Cerâmico (Mestra Sinéia) — cerâmica amazônica com argilas da ilha. Chalé Sítio de Maré (Rose e Elivaldo) — vivência agroecológica e gastronômica. Terreiro Inzo Mukongo (Tatetu Kalité) — tradição bantu angola e formação cultural. Biblioteca Tralhoto e Boi Misterioso — leitura, boi-bumbá e oficinas. Casa Preta (Don Perna) — quilombo urbano de arte negra e tecnologias livres. Monturo do Urubu (Cordão do Urubu) — quintal de resistência cultural. Cordão de Pássaro Tem-Tem (Profª Inaiá Paes) — lendas amazônicas em cena. Associação Cultural Colibri (Mestra Laurene) — cordão histórico da região. Cerâmica Reis (Luiz Gonzaga) — peças utilitárias e esculturas em barro. Serviço: Local: Ilha de Caratateua (Outeiro), Belém–PA Duração: 1 dia (cerca de 7 horas de vivências) Grupos: até 15 pessoas Inclui: transporte interno do roteiro e café da manhã Almoço comunitário: servido no Sítio de Maré (valores acessíveis) Agendamento: solicitar diretamente aos organizadores do Caratateua Viva! pelos canais oficiais do projeto (@caratateuaviva) . As vagas são limitadas e o roteiro é operado conforme condições de maré. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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Positivo apresenta Vision i15M com chip Intel, recursos de IA e Minitela interativa

Publicado em: 29/10/2025 05:53 Fonte: Tudocelular

A Positivo anunciou o lançamento do notebook Vision i15M nesta quarta-feira (29). Nesse sentido, o novo integrante da família Vision traz design moderno e tem como um de seus principais destaques a implementação de uma Minitela interativa, novidade lançada anteriormente no modelo R15M. De modo geral, esse pequeno painel localizado logo abaixo do teclado é visto como um diferencial e serve de auxiliar para algumas aplicações. Por exemplo, ela pode ser usada para ver notificações de aplicativos, conferir o status do sistema, criar e personalizar lembretes, bem como ver a previsão do tempo e personalizar atalhos.Esse recurso ainda vem acompanhado de uma tecla dedicada que possibilita navegar entre as funções disponíveis nesta tela. Daniela Colin, diretora de Procurement da Positivo Tecnologia, comentou sobre a novidade:Clique aqui para ler mais

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LED, OLED ou QLED: guia para entender as siglas das TVs 4K

Publicado em: 29/10/2025 05:04

Entenda o que significam as tecnologias das TVs Escolher uma TV nova pode ser uma tarefa desafiadora diante de tantas tecnologias e nomes diferentes no mercado. Tudo o que o comprador procura é uma tela grande com ótima qualidade de imagem — mas, no caminho, é preciso decifrar termos como LED, QLED e OLED. Além disso, os fabricantes dão nomes aos produtos que combinam várias dessas tecnologias para alcançar a melhor imagem possível. É aí que surgem expressões como Neo QLED, QD-Mini LED e NanoCell. O Guia de Compras ajuda a entender melhor essa “sopa de letrinhas” na hora de escolher uma TV inteligente. As tecnologias das telas influenciam diretamente o brilho, o contraste e a qualidade geral das imagens. As principais opções disponíveis atualmente são: LED, OLED, QLED, Mini LED, Micro LED/Neo QLED, NanoCell, QD-Mini LED e MicroRGB/RGB Mini-LED. Confira a seguir o que cada uma dessas tecnologias oferece, seus pontos fortes e fracos — e veja ao final algumas opções de TVs 4K que utilizam os diferentes tipos de tela. LED 📺 O QUE É: A tecnologia LED usa diodos emissores de luz espalhados pelo painel para gerar a iluminação da tela. É o método mais comum em TVs e monitores, presente em modelos HD, Full HD e 4K. Por isso, os televisores LED 4K costumam ter a melhor relação custo-benefício quando comparados aos que usam OLED ou QLED. Alguns fabricantes também utilizam os termos DLED (Direct LED) ou Edge LED, que indicam o tipo de painel de iluminação traseira. Na DLED, a luz se distribui por toda a tela; na Edge LED, fica apenas nas bordas, o que é mais comum em modelos mais baratos. ⬆️ PRÓS: grande variedade de modelos e preços acessíveis. ⬇️ CONTRAS: Controle de contraste limitado e telas um pouco mais espessas. OLED 📺 O QUE É: A sigla significa “diodos orgânicos emissores de luz”. Essa tecnologia produz imagens mais nítidas e com contraste superior ao do LED. Cada ponto da tela pode ser controlado individualmente — o que permite, por exemplo, que partes escuras de uma cena permaneçam totalmente apagadas enquanto outras áreas exibem luz intensa. Como cada pixel gera sua própria luminosidade, as TVs OLED dispensam a luz traseira, resultando em aparelhos mais finos e elegantes. O preço, porém, é mais alto, e os modelos estão disponíveis apenas em resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: contraste excelente, cores precisas e ótimo ângulo de visão. ⬇️ CONTRAS: Menor nível de brilho e preço mais elevado. QLED 📺 O QUE É: Conhecida como Quantum Dot (“pontos quânticos”), essa tecnologia usa nanopartículas que absorvem luz e emitem cores com maior intensidade. A iluminação vem de LEDs posicionados atrás da tela. Isso resulta em cores vibrantes e maior brilho — ideal para ambientes bem iluminados. O nível de contraste também é bom, embora ainda inferior ao dos painéis OLED. Os modelos QLED são encontrados nas resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: cores vivas, brilho intenso e excelente performance em locais claros. ⬇️ CONTRAS: Contraste e ângulo de visão abaixo do OLED. Mini LED 📺 O QUE É: É uma evolução do LED tradicional. Os diodos, aqui, são muito menores, o que garante controle mais preciso sobre o brilho e as áreas escuras da imagem. Segundo os fabricantes, cada LED convencional pode ser substituído por dezenas de Mini LEDs, aumentando o nível de detalhe e a fidelidade das cores. Marcas como LG usam o termo QNED Mini LED para identificar suas versões dessa tecnologia. A TCL, por sua vez, combina Mini LED e QLED em alguns modelos. ⬆️ PRÓS: mais pontos de luz, contraste melhorado e alto nível de brilho. ⬇️ CONTRAS: Ainda não alcança o contraste do OLED. Micro LED / Neo QLED 📺 O QUE É: São tecnologias diferentes, embora frequentemente citadas juntas. O Micro LED usa pontos que emitem sua própria luz (vermelha, verde e azul), sem camada de iluminação traseira e sem materiais orgânicos. Já o Neo QLED é o nome comercial da Samsung para a combinação de QLED com Mini LED. ⬆️ PRÓS: altíssimo brilho e cores precisas. ⬇️ CONTRAS: O nível de preto ainda não rivaliza com o OLED, e as telas tendem a ser mais espessas. NanoCell 📺 O QUE É: tecnologia desenvolvida pela LG, o NanoCell utiliza nanopartículas que filtram as ondas extras de luz, aprimorando a pureza das cores. Ela pode aparecer combinada com outros recursos, como Mini LED ou pontos quânticos (em modelos chamados QNED). O resultado são cores mais vivas e naturais em resoluções 4K e 8K. ⬆️ PRÓS: Boa reprodução de cores e ótimo ângulo de visão. ⬇️ CONTRAS: Contraste inferior ao das telas OLED; alguns modelos se equiparam às LCD mais simples. QD-Mini LED 📺 O QUE É: O QD-Mini LED (Quantum Dot Mini Light Emitting Diode) combina duas tecnologias: Mini LED e QLED. É usado pela TCL em suas TVs. ⬆️ PRÓS: brilho extremamente alto, ideal para ambientes claros.​Cores vibrantes e precisas, contraste otimizado. ⬇️ CONTRAS: Por depender de uma camada de iluminação traseira, os tons escuros podem não ser tão perfeitos. Preço elevado. MicroRGB/RGB Mini-LED 📺 O QUE É: tecnologias utilizadas em TVs gigantes (acima de 100 polegadas). Ambas utilizam LEDs microscópicos tricolores (vermelho, verde e azul) de menos de 100 micrômetros, dispostos em um padrão ultrafino atrás do painel. Para comparação, um fio de cabelo mede entre 60 e 140 micrômetros. O ponto de uma TV LED é do tamanho de um grão de areia. Esses LEDs são controlados um a um, permitindo que cada uma das cores primárias gere luz própria. Desse modo, os tons escuros ficam mais escuros e as cores, com maior realismo. Na Samsung, é chamada de MicroRGB e na HiSense, de RGB Mini-LED. ⬆️ PRÓS: cores mais puras e precisas graças à emissão direta de luz RGB, sem filtros intermediários.​ Pretos profundos e contraste elevado. ⬇️ CONTRAS: custo muito elevado, voltada apenas para o segmento premium.​ Complexidade de fabricação, que limita a produção em larga escala e o acesso a tamanhos menores.​ Veja opções de TVs 4K O Guia de Compras selecionou 12 modelos de TVs 4K de vários tamanhos disponíveis nas principais lojas on-line. Os preços consultados em outubro iam de R$ 1.800 a R$ 160.000, dependendo do modelo. Os aparelhos estão ordenados por preço, do menor para o maior. Philco PTV50VA4REGB Aiwa AWS-TV-50-BL-02-A Samsung The Frame QN43LS03D Hisense 55U75LUA Philips 65PUG7019/78 TCL 55C6K TCL 65C755 Samsung OLED55S90DA LG 65QNED82ASG Samsung The Frame Pro 4K LS03FW LG OLED65C5PSA Hisense RGB Mini LED 116UX Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Palavras-chave: tecnologia

Satélites gigantes e chips ultramodernos: como serão os futuros data centers no espaço?

Publicado em: 29/10/2025 05:00

Imagem de conceito da Starcloud mostra como poderá ser futuro data center no espaço Divulgação/Starcloud Os arquivos que guardamos na "nuvem" ficam, na verdade, em locais físicos ao redor do planeta. Mas, no futuro, parte dessas informações poderá ser armazenada no espaço. Empresas estão dando os primeiros passos para levar ao espaço foguetes com equipamentos poderosos e dispensar data centers gigantes na Terra. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial. O g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço. Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia. "Com leis, geografia e propriedades únicas, o espaço enquanto uma nova região para data centers é um lugar onde podemos aproveitar tecnologia de alto nível. No espaço, temos energia, refrigeração e recursos gratuitos", afirmou Christopher Stott, fundador da Lonestar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água? Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Como vai funcionar? A Starcloud pretende construir estruturas de data centers e "alugar" a capacidade para clientes que buscam processamento avançado de dados. É o caso de empresas que desenvolvem modelos de inteligência artificial. Nesse modelo, está prevista a criação de data centers que funcionam como módulos do tamanho de contêineres. Eles serão lançados separadamente e se conectarão no espaço por uma peça maior, que funcionará como um eixo. A principal aposta da empresa é um data center com 5 gigawatts de potência, que permitiria enorme capacidade de processamento e seria parecido com alguns dos principais projetos no Brasil. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas O data center de 5 gigawatts da Starcloud seria alimentado por uma enorme "malha" de painéis solares com 4 km de largura e 4 km de comprimento, mas não deve ficar pronto antes da próxima década. Até lá, a empresa planeja lançar data centers menores que ficarão de 350 km a 1.200 km de distância da Terra, a mesma faixa dos satélites de internet Starlink, do bilionário Elon Musk, e da Estação Espacial Internacional. É a chamada órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês), que oferece baixa latência – o tempo de resposta na comunicação entre dispositivos –, importante para desenvolver modelos de IA, um dos usos previstos pela Starcloud. A Lonestar, por sua vez, se concentra no armazenamento de informações críticas, uma finalidade que não exige latências tão baixas. Por isso, a empresa pretende operar seu satélite mais longe da Terra. "Nossos satélites serão enviados para operar no ponto de Lagrange L1 entre a Terra e a Lua. Trata-se de uma órbita muito alta, localizada a cerca de 300.000 km. É uma distância enorme, e isso a torna extremamente segura", disse Scott. Lonestar enviou protótipo de data centers ao espaço em março de 2025, no lançamento da empresa Intuititve Machines Divulgação/Lonestar Quando os data centers irão ao espaço? Antes do seu principal data center, a Starcloud enviará protótipos, sendo o primeiro deles com 1 kilowatt (ou 0,001 megawatt) de potência. Ele poderá ser lançado já em novembro e se tornar o primeiro equipamento no espaço a usar o poderoso chip H100, da Nvidia. O protótipo tem a capacidade reduzida se comparada a data centers na Terra, mas o objetivo é que esta missão seja um teste para demonstrar que é possível usar o H100 no espaço. "Esse satélite será 100 vezes do que qualquer coisa que já tenha estado no espaço antes", disse Johnston. "Ele vai nos permitir realizar treinamentos, inferências de alta performance e ajustes fino de modelos [de IA] diretamente no espaço" A Starcloud pretende lançar em 2026 um satélite com 10 quilowatts de potência. A ideia é ampliar a capacidade a cada lançamento até chegar a um data center de 40 megawatts (ou 40.000 quilowatts) na década de 2030. Starcloud planeja lançar ao espaço data centers com placas solares de 4 km por 4 km (largura e comprimento) Divulgação/Starcloud A Lonestar, por sua vez, mandou seu primeiro data center ao espaço em março, também como protótipo. Com o tamanho de um notebook, o equipamento tem 8 terabytes de armazenamento. Mais uma vez, o foco não estava na capacidade, e sim em provar que ele poderia funcionar no espaço. "Testamos tudo, protocolos de software, hardware e o próprio mercado. Tudo se mostrou viável". A empresa espera aumentar a capacidade de forma significativa já em 2026: a meta é lançar um data center de 15 petabytes, isto é, mais de 1.800 vezes maior do que o primeiro protótipo. Em 2027, o plano é enviar um data center de 30 petabytes e, em uma futura etapa, um de 60 petabytes. Quais as vantagens? As empresas alegam que, no espaço, os data centers terão mais oferta de luz solar, convertida em energia, e não dependeriam da disponibilidade de terrenos em solo para serem construídos. Elas alegam ainda que podem usar radiadores para dissipar o calor no espaço, em vez de evaporar milhões de litros de água, e que, no final das contas, suas propostas são mais baratas. A Starcloud alega que a economia fica mais clara à medida que aumenta a potência dos data centers. "Em vez de gastar US$ 140 milhões com energia na Terra, você gasta cerca de US$ 20 milhões para lançar painéis solares ao espaço", disse Johnston. Data Centers no Brasil são alternativa para uso de energia renovável excedente E quais os desafios? Segundo a Starcloud, as principais dificuldades nesse momento são encontrar formas de dissipar calor no vácuo do espaço e garantir que os chips de processamento não sejam afetados pela radiação solar. "O que é importante é provar que nossas técnicas de gerenciamento térmico e de proteção contra radiação permitem operar GPUs [unidades de processamento gráfico] de nível de data centers terrestres, como uma H100", afirmou Johnston. E, com mais equipamentos na órbita terrestre, a questão do lixo espacial ganha ainda mais importância. Satélites têm um período de duração, e as empresas precisam dar uma destinação para eles após desativarem os equipamentos. Scott, da Lonestar, disse que seria "muita irresponsabilidade" apenas mandá-los para a Lua ou a Terra. E que, por lei, é preciso definir meios seguros para definir um destino para o satélite desativado. "O espaço é a atividade humana mais regulamentada que existe", afirmou. "Por isso, mantemos combustível suficiente para desorbitar nossos satélites de forma controlada, enviando-os em direção ao Sol".

Curitibana cria plataforma que permite mulheres verificarem se namorados em potencial têm histórico de violência

Publicado em: 29/10/2025 04:02

Curitibana cria plataforma para mulheres verificarem se namorados têm histórico violento Foi vendo o caso de uma mulher que não sabia o passado de violência do namorado que a curitibana Sabrine Matos, de 29 anos, criou um projeto que pretende colaborar com a segurança feminina. Ela idealizou a plataforma Plinq, que permite checar antecedentes criminais e registros de processos de potenciais relacionamentos amorosos. O caso que inspirou Sabrine foi o de Vanessa Ricarte, jornalista de Mato Grosso do Sul, assassinada pelo ex-noivo em 2022. Segundo a investigação, durante o namoro, Vanessa não sabia da existência de pelo menos 14 processos de violência doméstica que tramitavam contra ele. "Eu fiquei com aquilo na cabeça. Pensei em quantas mulheres já viveram ou vivem algo parecido simplesmente por não terem acesso fácil à informação”, conta Sabrine. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp A plataforma foi lançada em maio deste ano e, em menos de dois meses, ultrapassou 15 mil usuárias, que pagam R$ 97 por ano para utilizá-la. O funcionamento foi pensado para que a mulher consiga, com poucos cliques, informações simplificadas sobre processos criminais, mandados de prisão e outras ocorrências que eventualmente pesem contra um namorado, por exemplo. O sistema oferece para as mulheres, ainda, uma espécie de tradutor do que cada processo significa. Alertas em cores ajudam a usuária a identificar potenciais riscos de forma intuitiva. No caso de uma avaliação red flag – bandeira vermelha, em inglês –, a plataforma deixa uma orientação para a usuária: "Com base na análise dos processo judiciais relacionados a [nome do homem], tivemos acesso a múltiplas informações que indiciam a existência de processos em segredo de justiça. Essas circunstâncias dificultam determinar se ele é vítima, acusado, advogado ou outra parte envolvida, o que torna essencial uma conversa franca e uma avaliação cuidadosa antes de qualquer encontro. Recomendo, com toda atenção, que prossiga com cautela e busque conhecer melhor a pessoa, sempre priorizando a sua segurança." No caso de categorização com green flag – bandeira verde –, a plataforma também acende um alerta: "A ausência de registros públicos não garante que a pessoa não tenha passado por situações que não estejam registradas [...] Uma conversa franca pode ajudar a criar um ambiente de confiança e segurança para ambos". Plinq categoriza perfis em 'red flag', 'green flag' e 'yellow flag' Reprodução A empresária Greisa Mesquita foi uma das primeiras usuárias da plataforma. Ela conta que, inicialmente, queria pesquisar o histórico de homens que conhecia por aplicativo, mas, com o tempo, passou a usar as pesquisas para contatos de serviço, como caronas. “Uma vez fui olhar o nome de um motorista de carona e descobri processos por agressão. Cancelei na hora. Hoje não encontro ninguém sem verificar antes. É um filtro. A gente não pode impedir que alguém seja violento, mas pode evitar se colocar em risco", disse. Para informar as usuárias, a plataforma usa bases de dados públicas, disponíveis em tribunais e diários oficiais, e por isso não há infração à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), conforme Sabrine. A proposta, segundo a empresária, é organizar informações que antes estavam dispersas. A plataforma também oferece acesso ilimitado para pesquisas sem exposição pública dos nomes das usuárias ou de pessoas que eles consultaram. Além disso, a Plinq não detalha o teor dos processos contra os homens: ela foca em mostrar informações gerais e motivo que os levaram a responder um processo judicialmente, por exemplo. Leia também: Trânsito: Mulher descobre pelas redes que pai morreu e filho bebê sobreviveu a acidente Programação: Natal de Curitiba terá mais de 150 espetáculos Concurso UTFPR: Divergência entre cartão e edital causa confusão entre candidatos O desenvolvimento da plataforma A Plinq foi desenvolvida por Sabrine e funciona em parceria com os sócios Felipe Bahia e Micael Marques. O desenvolvimento foi por meio de uma plataforma de inteligência artificial sueca que cria sites e aplicativos a partir de descrições em "linguagem natural", sem a necessidade de conhecimento em programação. Sabrine trabalha com marketing digital e conta que a ideia surgiu sem pretensão de virar negócio. Em pouco tempo, porém, a procura consolidou o projeto, que faturou mais de R$ 250 mil e projeta alcançar três milhões de usuárias. O incentivo que faltava para a plataforma sair do papel, segundo Sabrine, veio da mãe dela. "Minha mãe virou pra mim e falou assim: 'você trabalha com tecnologia, fica no computador o dia todo será que não tem nada que dê pra fazer pra deixar essa informação mais acessível?" Desde o lançamento da Plinq, os sócios faturaram mais de R$ 250 mil. Eles projetam alcançar 3 milhões de usuárias ainda este ano. Sabrine Matos, criadora da Plinq Arquivo pessoal Violência contra mulher: Veja os canais de denúncia disponíveis no Paraná Informação é importante para evitar violência, avalia especialista A advogada Alessandra Abraão, especialista em direito das mulheres, explica que, no contexto de violência doméstica, municiar mulheres com informações é importante. Ela destaca que o acesso a dados públicos pode ser um instrumento de proteção, principalmente em um país onde o feminicídio é uma realidade diária. No entanto, pontua, é fundamental garantir que a informação seja usada com responsabilidade para não gerar injustiças ou exposição indevida. Pensando em informação para mulheres, está em tramitação um projeto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que propõe criar o Cadastro Estadual de Condenados por violência doméstica e familiar contra mulheres. De autoria do deputado Tito Barrichelo (União), a proposta também pretende dar às mulheres um local de consulta sobre homens com histórico de agressão e outros tipos de violência contra as mulheres. A proposta está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não tem tem data para chegar ao plenário. Outra projeto similar, cita Alessandra, foi criado no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que instituiu o Cadastro Nacional de Casos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O projeto é restrito aos membros e servidores do MP, mas serve de base para políticas públicas e ações de prevenção à violência. "Quanto mais rápido uma mulher tem informação, mais fácil vai evitar o crime", afirma Alessandra. No Paraná, de janeiro a agosto de 2025, foram registrados 158.839 casos de violência contra a mulher, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SESP). O número de casos violência doméstica contra mulher foi de 48.110 registros no mesmo período. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Quem é o CEO da Kodak, filho de costureira e zelador, que tenta resgatar ícone da fotografia da falência

Publicado em: 29/10/2025 04:02

O CEO da Kodak que tenta resgatar ícone da fotografia da crise Desde que a Kodak saiu da falência, em 2013, o executivo James Continenza, de 63 anos, assumiu a presidência da empresa, com a missão de recolocar nos trilhos uma das marcas mais icônicas da história da fotografia e que perdeu espaço com a popularização das câmeras digitais e dos smartphones. O executivo, de origem ítalo-americana, filho de uma costureira e de um zelador, costuma circular pessoalmente pelas fábricas da Eastman Kodak, que hoje emprega cerca de 4 mil pessoas, segundo o jornal britânico Financial Times. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? “Quando você anda por lá, encontra gente da classe trabalhadora, feliz em te ver e conversar com você”, disse em entrevista ao Financial Times nesta semana. “Muitos funcionários de grandes empresas passam 30 ou 40 anos sem nunca conhecer o CEO. Isso, para mim, é inacreditável.” Continenza construiu sua carreira recuperando companhias em crise. Passou por empresas de telecomunicação como AT&T e Lucent e se especializou em “turnaround” — o processo de reerguer negócios em dificuldade. Entrou no conselho de administração da Kodak a convite dos credores, em 2013. Foi nomeado presidente executivo do conselho em 2019, e CEO da empresa em julho de 2020. Desde então, trocou o escritório pelas visitas a clientes, fornecedores e unidades de produção. Ao Financial Times, o executivo contou que, quando chegou à empresa, a burocracia era enorme e as decisões demoravam demais. “Levava dias para marcar uma reunião com meus diretores e semanas para que cada divisão apresentasse informações básicas, como quem eram seus principais clientes”, afirmou. “Era como dirigir um carro vendado.” O executivo disse, ainda, que atualmente reduziu a hierarquia e centralizou decisões em um grupo menor de executivos. “Simplificamos tudo. Cada área foca no que faz melhor”, contou ao jornal britânico. Jim Continenza, presidente da Kodak. Divulgação/Kodak Continenza afirmou, ainda, que um dos momentos mais marcantes de sua gestão foi uma visita que fez ao Museu George Eastman, em Rochester, estado de Nova York, onde está localizada a sede da companhia. Lá, viu câmeras inovadoras criadas pela Kodak — mas que nunca tiveram sucesso comercial. “Gastamos milhões nesses projetos e tivemos pouco retorno. Eu preferia ter investido esse dinheiro nos funcionários e acionistas”, disse ao Financial Times. Do auge à queda A trajetória da Kodak começou em 1879, quando George Eastman registrou sua primeira patente para uma máquina de revestimento de chapas. Em 1888, lançou sua primeira câmera por US$ 25 (R$ 134,23 na cotação atual), com o slogan: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Durante o século XX, dominou o mercado mundial de filmes e câmeras, tornando-se um símbolo da era analógica. Câmeras Kodak Instamatic: Lançadas em 1963, as câmeras Instamatic usavam filmes em cartucho de fácil carregamento, tornando a fotografia amadora mais acessível e popular. Divulgação Mas, ironicamente, foi uma tecnologia criada dentro da própria empresa — a fotografia digital, em 1975 — que iniciou seu declínio. A Kodak demorou a apostar nesse novo modelo de negócio e perdeu espaço rapidamente. Nos anos 1990, as vendas despencaram, e em 2012 a companhia pediu falência, com dívidas de cerca de US$ 6,75 bilhões (R$ 36 bilhões). Em 1975, Steven Sasson, enquanto trabalhava na Kodak, inventou a primeira câmera digital do mundo Divulgação A partir de 2020, a Kodak diversificou suas atividades e passou a produzir também insumos farmacêuticos a pedido do governo dos EUA. Hoje, mantém a fabricação de filmes para cinema, produtos químicos industriais e licencia sua marca para diferentes itens de consumo. Mesmo assim, o peso das dívidas continua sendo um desafio. Em junho, a empresa informou que não tem recursos suficientes para quitar cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) em débitos. O relatório financeiro da companhia reconheceu que essa situação “levanta dúvidas” sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. No segundo trimestre deste ano, a Kodak registrou prejuízo de US$ 26 milhões e queda de 1% na receita em relação a 2024. Plano de recuperação Para reduzir custos e tentar estabilizar as contas, a Kodak encerrou seu antigo plano de previdência privada — que era superfinanciado — e criou um novo modelo para os funcionários atuais. Parte do dinheiro liberado será usada para pagar dívidas. Segundo o Financial Times, Continenza espera concluir esse processo, conhecido como “reversão da previdência”, até o ano que vem, e diz ter alternativas de financiamento caso o cronograma atrase. Segundo ele, ainda levará cerca de dois anos para que a estratégia de recuperação seja totalmente executada. Atualmente, a empresa concentra seus investimentos em três frentes: impressão comercial, materiais e produtos químicos avançados — como revestimentos para baterias e antenas — e farmacêutica, com a produção de reagentes aprovados pela agência americana FDA, a Anvisa dos Estados Unidos. Além disso, mantém a produção de filmes analógicos, que voltaram a ser procurados por fotógrafos e cineastas, e continua licenciando a marca Kodak para outros produtos. Segundo Continenza, cerca de 90% da reestruturação da companhia já foi concluída. “Quando terminar, vou sair”, afirmou ao jornal britânico. “Aí será a hora de outra pessoa assumir e levar a Kodak para o próximo capítulo.” Logo da Kodak Divulgação

Palavras-chave: tecnologia

É possível fazer dinheiro sem destruir a natureza? Da borracha ao cosmético, a Amazônia mostra que é possível

Publicado em: 29/10/2025 04:01

O que as empresas estão fazendo para produzir riqueza causando menos impacto ambiental? Há quem diga que meio ambiente e economia não andam juntos, mas o Brasil quer provar o contrário. Na COP30, conferência da ONU sobre o clima que acontece em Belém, o país pretende se apresentar como um exemplo de economia verde. 🔴 O desafio é enorme: a Amazônia Legal concentra 60% do território brasileiro, abriga a maior floresta tropical do planeta — e, ainda assim, responde por apenas 10% do PIB nacional. Além disso, é também uma das regiões com maior desigualdade do país, onde quase metade da população vive em situação de pobreza. Por outro lado, é justamente ali que está o maior potencial de uma nova economia: a que usa os recursos da floresta sem destruí-la. Estudos apontam que, se ganhar escala, a bioeconomia pode adicionar R$ 40 bilhões ao PIB da Amazônia Legal até 2050 e gerar mais de 800 mil novos empregos. O g1 visitou projetos que mostram, na prática, como a floresta pode gerar riqueza sem desmatamento. Neste texto, você vai conhecer: Veja, a marca de tênis que escolheu produzir no Brasil Natura, a empresa brasileira que une cosmético e bioeconomia A floresta capaz de gerar bilhões Como isso pode impactar quem vive na Amazônia A francesa que escolheu o Brasil Diferentemente de outras marcas internacionais, a produção da Veja é feita no Brasil. A maior parte das marcas internacionais está na Ásia, conhecida pela produção mais barata, seja pelo custo da mão de obra ou por ter menos exigências ambientais. Foi em uma viagem pela Amazônia que dois amigos franceses decidiram que o Brasil seria sua sede. A proposta da empresa era conciliar rentabilidade e redução de impacto ambiental. François Morillion, cofundador da Veja, explica que o primeiro ponto era a borracha, matéria-prima base para os tênis. Na Amazônia, a seringueira é parte do bioma, não sendo necessário intervir em uma área para explorar o material. O único lugar do mundo em que a borracha não é plantada é a Amazônia. A gente queria usar a borracha como uma maneira de manter a floresta em pé e foi o que fizemos. Borracha da Amazônia é matéria-prima da Veja Divulgação Usando borracha e algodão brasileiros, eles investiram em um modelo de comércio justo. ➡️ A ideia era que as famílias fornecedoras fossem bem remuneradas para não dependerem de outras atividades que poderiam causar desmatamento, como o corte de árvores ou a criação de gado. Segundo o cofundador François Morillion, a empresa afirma pagar mais de três vezes o preço médio da borracha. O nosso preço não se regula com o mercado, mas com o custo de produção e de vida de quem entrega o produto. Antes, essas pessoas seriam remuneradas só pela borracha. Hoje, o preço leva em conta o tempo de trabalho e o custo da preservação. A Veja diz monitorar por satélite as áreas de onde seu material vem e repassa aos produtores de áreas preservadas um valor adicional como bônus. 💰 E como fazer isso mantendo a competitividade e a escala? François responde: não há uma ambição de grande escala na Veja. Hoje, a empresa produz 3,5 milhões de pares por ano, vendidos em mais de 60 países. Marcas como Adidas e Nike, por exemplo, fabricam centenas de milhões por ano. Na contramão de gigantes que estão na Ásia, Veja escolheu o Brasil para produzir Divulgação 💰 Segundo a empresa, os preços se mantêm competitivos porque não há investimento em publicidade. Os tênis da Veja custam a partir de R$ 500, o que se aproxima dos valores das marcas concorrentes — mesmo pagando mais pela produção. François explica que isso é possível porque a marca não investe em publicidade, na contramão das demais — um custo que normalmente representa a maior fatia do preço de um produto. A Veja se fez conhecida pelo que está por trás de como a gente produz. Nós não fizemos nenhuma campanha, mas estamos em países pelo mundo, nos pés da realeza e até de atores de Hollywood. Ninguém recebeu nada por isso. O que nos levou foram as nossas escolhas para a marca. Atualmente, a empresa completa 20 anos de mercado, está presente em mais de 60 países e movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano. Um caso de empresa que expandiu operações mantendo compromissos sociais e ambientais. Cosmético e bioeconomia A maior empresa de cosméticos do país é a Natura, que vem avançando no mercado com a bioeconomia. A Natura tenta demonstrar que empresas de grande porte podem adotar práticas sustentáveis. 🌱 Há mais de duas décadas, a empresa atua na Amazônia. Em seus projetos, usa o conhecimento ancestral de quem vive na floresta para conhecer melhor os ingredientes, investir em pesquisa e desenvolver produtos a partir deles. Um exemplo é o da ucuuba, uma árvore da Amazônia que esteve ameaçada de extinção pelo interesse em sua madeira, leve e clara. Antes da chegada da empresa à região, essas árvores eram derrubadas e a madeira vendida para fabricar, principalmente, cabos de vassoura. 🔴 Isso causava dois problemas: desmatamento e pouco retorno financeiro para quem vive na região. O que as comunidades não sabiam é que o verdadeiro valor estava, na verdade, na ucuuba de pé. Durante pesquisas em 2004, a Natura descobriu que as sementes têm uma manteiga natural capaz de proporcionar hidratação profunda para a pele. Segundo a empresa, em um ano de atuação na região com a compra de ucuuba, foi possível preservar uma área equivalente a 150 campos de futebol. Isso mudou a exploração na região e ajudou a proteger uma espécie ameaçada — já que a qualidade do produto depende da qualidade da semente. Isso multiplicou em quatro vezes o patamar de renda das famílias e está contribuindo para a conservação da floresta em pé. É um caso que mostra o sucesso e o impacto que a preservação tem na economia. Outro exemplo é o do açaí, base alimentar do Norte. Na produção, o suco é extraído da fruta, mas o caroço é descartado — o que gera um problema ambiental, já que a região produz milhares de toneladas de resíduos por ano. Com pesquisas em laboratório, a Natura descobriu que o caroço tem potencial antioxidante e passou a usá-lo em uma linha de produtos. O diretor de pesquisa avançada da empresa, Rômulo Zamberlan, explica que o investimento em ciência é parte essencial da estratégia. Eu vejo ciência e tecnologia como um motor de transformação do desenvolvimento sustentável, especialmente na Amazônia. Veja o que foi possível fazer com pesquisa: transformamos um resíduo de baixíssimo valor agregado, que era um problema para a região, em um bioativo potente para uso cosmético. O modelo segue o princípio da bioeconomia, que tem como base o uso sustentável dos recursos naturais para gerar renda, inovação e desenvolvimento local. Hoje, a empresa calcula que suas cadeias produtivas impactam 2 milhões de hectares na Amazônia. No último trimestre, anunciou lucro de R$ 195 milhões. É possível gerar riqueza respeitando a natureza e sem gerar impacto ambiental. Casos como o da Natura e de outras empresas que operam levando o valor econômico para a manutenção da floresta em pé são a agenda que precisa ser escalada para fazer a diferença no mundo. A floresta capaz de gerar bilhões O potencial econômico da floresta vai muito além da borracha, do algodão e das sementes. Existe uma vasta lista de produtos compatíveis com a floresta -- ou seja, cuja extração mantém as árvores em pé — e que já têm mercado internacional. No entanto, isso ainda é pouco explorado. Uma análise do projeto Amazônia 2030 analisou dados de exportação que mostram que entre 2017 e 2019 empresas sediadas na região da floresta exportaram uma lista de 64 produtos que não estão ligados à extração de madeira. Juntos, esses produtos geraram uma receita anual de US$ 298 milhões, um valor que parece expressivo — até se comparar com o mercado global desses mesmos itens, que movimenta US$ 176,6 bilhões. ➡️ A fatia amazônica, portanto, é de apenas 0,17% desse total. Alguns números evidenciam o tamanho do potencial ainda não aproveitado: 💵 Enquanto o mundo exporta US$ 1,5 bilhão em pimentas, a Amazônia responde por US$ 108 milhões. 💵 Na pesca e piscicultura tropical, a diferença é ainda maior: US$ 33 milhões contra um mercado global de US$ 4,1 bilhões. (Veja a lista completa no gráfico abaixo) A mensagem por trás desses dados é clara: o que falta não é recurso natural, mas investimento, pesquisa e infraestrutura para transformar a biodiversidade amazônica em riqueza de forma sustentável. Explorar esse potencial pode ser uma das chaves para mudar o perfil econômico da Amazônia e fazer com que a floresta em pé valha mais do que derrubada. O desafio da Amazônia Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta e concentrar uma das maiores biodiversidades do mundo, a Amazônia Legal ainda representa apenas 10% do PIB nacional. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estrutura produtiva da região é dominada pelo setor de serviços (30%), seguido pela indústria (24,6%), agropecuária (16,7%) e administração pública (17,5%) — esta última ainda exerce papel decisivo em boa parte das economias locais. Essa composição reflete a realidade de quem vive na região: os moradores da Amazônia ganham menos do que a média nacional. A renda média dos trabalhadores formais é de cerca de R$ 2,3 mil por mês, contra R$ 2,7 mil no restante do país. A desigualdade também é mais profunda. Quase metade da população (46,2%) vive em situação de pobreza, e 8% em extrema pobreza. Para especialistas, esse cenário reforça a urgência de enxergar a floresta em pé não como obstáculo, mas como fonte de desenvolvimento e prosperidade para o país.

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Show do Imagine Dragons altera o trânsito no centro de Brasília nesta quarta

Publicado em: 29/10/2025 02:01

Imagine Dragons encerra show com sucesso 'Believer' O show da banda Imagine Dragons em Brasília, na quarta-feira (29), vai causar alterações no trânsito no centro da capital. Segundo o Detran, agentes vão atuar no controle do tráfego a partir das 15h, nas imediações do estádio Mané Garrincha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A abertura dos portões do estádio será às 16h e o show começa às 21h. Alterações no trânsito Foto do Mané Garrincha e do vocalista do Imagine Dragons Reprodução Veja as alterações no trânsito, segundo o Detran: Via N1 Na altura do Planetário e na via de contorno do estádio, haverá sinalização para a travessia de pedestres e para impedir o estacionamento irregular. Via N2 Na altura da rotatória de acesso a via de contorno do Mané Garrincha, haverá uma área de embarque para carros de aplicativo. Na entrada principal de automóveis, haverá uma área destinada a táxis. O estacionamento do Planetário será reservado aos vendedores ambulantes. Dispersão As ações de dispersão vão começar às 22h. Na altura do estacionamento rotativo, os veículos da saída A serão direcionados para a via N1, enquanto os que saírem pela B seguirão no sentido do Colégio Militar. A rotatória da Curva do Chinelo, próxima ao Complexo Aquático Cláudio Coutinho, ficará bloqueada. Na via N2, serão feitas interdições com o objetivo de direcionar o tráfego para o Eixo Monumental. O cruzamento da via N2/W3 Norte, próximo ao Brasília Shopping, será fechado. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Por que fazer 'piada' sobre bomba ou itens proibidos em aeroportos também é crime? VEJA DETALHES: Evento sobre tecnologia, inovação e negócios recebe Alok e Fabrício Carpinejar em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Apple poderá utilizar telas OLED no MacBook Air, iPad Air e iPad mini

Publicado em: 29/10/2025 00:43 Fonte: Tudocelular

A Apple prepara melhorias significativas para suas linhas MacBook Air, iPad mini e iPad Air, como a introdução de telas OLED, de acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, uma fonte de informação confiável a respeito da gigante de Cupertino. A empresa testa versões de cada dispositivo com painéis de diodo orgânico emissor de luz (OLED), que oferecem cores mais ricas, maior contraste e melhor eficiência do que as telas LCD atuais.Segundo Gurman, essa mudança faz parte do plano mais amplo da Apple de expandir a tecnologia OLED em toda a sua linha de produtos, indo além do iPhone e do Apple Watch. A Apple também desenvolve um chassi redesenhado para o iPad mini, com resistência à água e sistema de alto-falantes aprimorado.Clique aqui para ler mais

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