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TCL C6K de 55": Smart TV com tela de 144 Hz e Google TV por menos de R$ 3.000

Publicado em: 12/05/2026 11:07 Fonte: Tudocelular

A TCL trouxe a C6K ao Brasil em abril de 2025, para ser a sua Smart TV com tela de alta qualidade e uma fluidez elevada, além de entregar uma grande variedade de tamanhos. Agora, uma das variantes surge com desconto no mercado nacional. O televisor está disponível na Amazon pelo preço de R$ 2.924 à vista no Pix, ou por R$ 3.249 parcelados sem juros em até 21x no cartão da loja ou até 12x nos demais cartões de crédito. "Smart TV TCL 55 Polegadas QLED Mini LED 4K C6K WiFi Bluetooth Google TV 4 HDMI 144Hz HDR10+ 55C6K" Amazon R$2.924 Ver Oferta Sobre o dispositivoA Smart TV TCL C6K se destaca pelo seu painel QD-Mini LED, com suporte às tecnologias Dolby Vision e HDR10+, além de um pico de brilho de 1.300 nits. A tela conta com resolução 4K e as variantes de tamanho de 55, 65, 75, 85 e 98 polegadas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

UE prepara lei para proteger crianças online e pode limitar acesso de menores às redes sociais

Publicado em: 12/05/2026 10:48

Vídeos em alta no g1 A União Europeia está preparando uma nova legislação para regular o modelo de negócios das plataformas digitais e reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online, afirmou nesta terça-feira (12) Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além de impor regras mais rígidas às empresas de tecnologia, o bloco também poderá apresentar, nos próximos meses, uma proposta para restringir o acesso de menores às redes sociais. Um painel de especialistas em proteção infantil na internet deve entregar suas recomendações à Comissão até agosto. "Sem querer antecipar as conclusões deste grupo de especialistas, acho que precisamos considerar a introdução de um adiamento no acesso às redes sociais", disse von der Leyen durante uma cúpula sobre inteligência artificial e crianças, em Copenhague. "Dependendo dos resultados, poderemos apresentar uma proposta legislativa." A presidente da Comissão não detalhou como a eventual restrição funcionaria, mas reiterou sua preocupação com os efeitos do uso excessivo das plataformas por crianças e adolescentes. Em setembro do ano passado, ela já havia anunciado a criação do grupo de especialistas para estudar o tema. Pouco depois, uma comissão do Parlamento Europeu sugeriu limitar o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e a assistentes de inteligência artificial sem autorização dos pais ou responsáveis. Atualmente, as regras europeias permitem que cada país defina a idade mínima para uso dessas plataformas. Alguns membros da UE, como Espanha, Dinamarca e França, já discutem a criação de uma espécie de "maioridade digital". O governo francês, por exemplo, defende elevar a idade mínima para 15 anos em todo o bloco. "Privação de sono, depressão, ansiedade, automutilação, comportamentos viciantes, cyberbullying, manipulação sexual, exploração, suicídio: os riscos estão se multiplicando rapidamente", enfatizou von der Leyen. Segundo ela, esses danos não são acidentais, "mas o resultado de modelos de negócios que tratam a atenção de nossas crianças como uma mercadoria". Nova lei mira recursos considerados viciantes A futura Lei de Equidade Digital (DFA, na sigla em inglês) deverá focar em mecanismos que incentivam o uso prolongado das plataformas, como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e notificações constantes. A proposta poderá atingir empresas como TikTok, X, Instagram e Facebook. “Estamos tomando medidas contra o TikTok e o seu design viciante, a rolagem infinita, a reprodução automática e as notificações push. O mesmo se aplica ao Meta, uma vez que acreditamos que o Instagram e o Facebook não estão respeitando a sua própria idade mínima de 13 anos”, explicou Ursula von der Leyen. Segundo a presidente da Comissão, a nova legislação também deverá impor limites mais rigorosos ao uso de inteligência artificial nas redes sociais. "A questão não é se os jovens devem ter acesso às mídias sociais, mas se as mídias sociais devem ter acesso aos jovens". A iniciativa complementará a Lei de Serviços Digitais, que já obriga as grandes empresas de tecnologia a combater conteúdos ilegais e prejudiciais. Paralelamente, a Comissão Europeia abriu um processo contra o X e sua ferramenta de inteligência artificial, Grok, que pode ser usada para criar imagens sexualmente explícitas de mulheres e crianças. *Com AFP e Reuters Meta, dona do Instagram e do Facebook, anuncia fim do sistema de checagem de fatos nos EUA Reprodução/TV Globo

Google integra Quick Share a WhatsApp para envio offline e expande conexão com AirDrop

Publicado em: 12/05/2026 10:47 Fonte: Tudocelular

O Google anunciou melhorias no Quick Share nesta terça-feira, 12, com integração a mais aplicativos e o aumento da quantidade de celulares compatíveis com o compartilhamento com iOS. Entre as novidades está a possibilidade de usar o envio de arquivos rápido offline pelo WhatsApp.Com isso, não é mais necessário usar seus dados móveis para transferir aquelas fotos ou vídeo feitos com um grupo de amigos ou familiares em uma festa, por exemplo. Segundo o executivo do Google, Dieter Bohn, a tecnologia do Quick Share passa a fazer parte do código nativo do mensageiro. Essa comunicação funciona perfeitamente por meio de notebooks ChromeOS e computadores Windows, além dos smartphones Android, desde que o celular de envio rode o sistema operacional do robozinho com o Play Services devidamente ativado. Aparelhos importados ou modificados sem essa certificação ficam sem acesso à interoperabilidade. O Google ainda antecipou que outros aplicativos além do WhatsApp devem receber a mesma funcionalidade nos próximos meses.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando

Publicado em: 12/05/2026 10:42

Geada faz campo parecer coberto de neve, no Paraná; veja outras regiões O início desta semana foi marcado pelo frio no Paraná. O estado registrou o dia mais gelado do ano na segunda-feira (11), quando as temperaturas chegaram a -2,4ºC em Guarapuava e a sensação térmica a -7,5ºC, em General Carneiro. Nesta terça (12), 11 cidades bateram o próprio recorde de temperatura mínima de 2026 - e em ambos os dias geadas foram registradas, chegando a deixar cenários parecidos com neve. A queda dos termômetros se deve a uma onda de frio - que, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), está prestes a acabar. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Segundo os meteorologistas, nesta quarta-feira (13) ainda pode "gear", mas a partir da tarde os termômetros voltam a subir e a se manter mais altos nos dias seguintes. "As temperaturas gradativamente já estão subindo, mas a gente continua com o amanhecer mais gelado e as tardes mais quentes - essa amplitude térmica é algo bem característico do outono mesmo. Lá por quarta (13) e quinta-feira (14) as temperaturas à tarde já vão estar acima de 25°C em todo o estado. Então já volta a ficar agradável igual estava nos dias anteriores", disse a equipe do Simepar, ao g1. Geada: O que é e quais as condições necessárias para a formação do fenômeno? Na quinta-feira (14) o frio perde intensidade de vez, e pouquíssimas áras podem ter geada no amanhecer. A condição será mais favorável para ocorrência de nevoeiros. Veja a previsão do tempo por região mais abaixo. "Teremos condição de chuva, pelo menos nas áreas mais próximas da fronteira com o Paraguai e de divisa com o Mato Grosso do Sul. Ou seja, noroeste e oeste experimentam já pancadas de chuva entre a tarde e noite de quinta. O tempo muda também nas outras regiões, mas na virada de quinta para sexta. Assim, essa sequência de dias de tempo mais estável e gelado vai sendo quebrada mais para o fim da semana", ressalta. Questionados pelo g1, os meteorologistas afirmam que ao longo do outono - que vai até o dia 21 de junho - ainda deverá haver mais ondas de frio como as desta semana. No entanto, não há uma previsão exata de quando elas devem voltar a acontecer. Leia também: Relembre: Parece neve: vídeo mostra avanço de chuva de granizo deixando rodovia coberta de gelo em menos de três minutos Crimes ambientais: Corte de florestas sem autorização para ampliar lavouras rende multas a fazendeiros; entenda as regras Hantavírus no Paraná: Casos são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê Geada em Guarapuava nesta quarta-feira (12) Eduardo Andrade/RPC 📅Previsão do tempo para o Paraná Meteorologista fala sobre o frio no Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo atualizada pelo Simepar nesta terça-feira (12): Terça-feira, 12 de maio Previsão para terça-feira, 12 de maio Reprodução/Simepar Quarta-feira, 13 de maio Previsão para quarta-feira, 13 de maio Reprodução/Simepar Quinta-feira, 14 de maio Previsão para quinta-feira, 14 de maio Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

Palavras-chave: tecnologia

Empreendedor de Manaus lidera ecossistema de inovação no Norte

Publicado em: 12/05/2026 10:41

Nascido em Manaus, Antônio Lima Júnior iniciou sua trajetória profissional ainda na infância, trabalhando no açougue da família, onde teve seus primeiros contatos com vendas, atendimento e operação. Filho de açougueiro, não herdou negócios estruturados, mas desenvolveu desde cedo uma relação direta com o trabalho e a prática como ferramenta de experiência. Após concluir o ensino médio técnico em magistério, chegou a atuar como professor, mas foi na área de comunicação que encontrou seu caminho. Em meados da década de 1990, começou como voluntário em uma emissora local, onde teve contato inicial com produção audiovisual. Pouco tempo depois, passou a integrar a equipe de forma não remunerada, atuando como assistente e, posteriormente, como editor. Antiga carteira de trabalho Antônio Jr. Redes Sociais A transição para o empreendedorismo aconteceu no fim da década de 1990, quando iniciou suas primeiras atividades de forma independente. O primeiro negócio envolveu a produção de conteúdo audiovisual para transporte coletivo em Manaus. Nos anos seguintes, enfrentou também desafios estruturais. Em 2003, fundou a base do que viria a se tornar o Grupo Digital, inicialmente como uma produtora de vídeo e agência de publicidade. A empresa foi estruturada de forma gradual, com expansão física e operacional ao longo dos anos, acompanhando o crescimento da demanda e a consolidação no mercado. Fachada Digital Comunicação Divulgação A partir da década seguinte, o negócio passou a atuar também em contratos públicos e ampliou sua presença para outros estados da região Norte, como Tocantins e Roraima. Paralelamente, novas frentes foram incorporadas ao grupo, incluindo serviços gráficos e comunicação visual, formando uma estrutura integrada de atendimento, modelo que mais tarde seria consolidado como um ecossistema empresarial. Um dos pontos de inflexão na trajetória do empresário ocorreu a partir do contato com eventos nacionais de marketing e gestão, que evidenciaram a distância entre o acesso a conhecimento estratégico nos grandes centros e a realidade da região Norte. A partir dessa percepção, ele se propôs a desenvolver uma iniciativa local com foco em negócios, inovação e capacitação empresarial. Em 2025, esse movimento resultou na criação do DSX - Digital Summit Experience, realizado em Manaus. O evento reúne conteúdos voltados a empreendedorismo, vendas, tecnologia, liderança e marketing, conectando profissionais, especialistas e empresas em uma agenda estruturada para o desenvolvimento do mercado regional. Antônio Lima Arquivo pessoal A proposta do DSX nasce justamente da lacuna identificada por Antônio Lima Júnior: a necessidade de descentralizar o acesso ao conhecimento estratégico e aproximar o Norte das principais discussões que moldam o ambiente de negócios no país. A iniciativa surge como resposta prática a esse cenário, reunindo em um único espaço conteúdos, conexões e experiências voltadas ao crescimento empresarial. Mais do que um evento isolado, o DSX se posiciona como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do ambiente de negócios no Norte, aproximando o empresariado local de práticas, ferramentas e discussões que vêm moldando o cenário empresarial em outros polos do país. A trajetória de Antônio Lima Júnior reflete esse movimento: da experiência prática à construção de um ecossistema que integra comunicação, tecnologia e negócios, com iniciativas que buscam ampliar o acesso ao conhecimento e acelerar o desenvolvimento empresarial na região. A segunda edição do DSX já está confirmada e acontece nos dias 23 e 24 de julho de 2026, em Manaus, reunindo novamente nomes do mercado, conteúdos estratégicos e oportunidades de conexão para empresários e profissionais da região. DSX 2026 23 e 24 de Julho de 2026 Centro de Convenções Vasco Vasques, Manaus/AM Garanta seu passaporte em: DSX.COM.VC

Palavras-chave: tecnologia

Gboard recebe nova digitação por voz mais poderosa com Rambler do Gemini

Publicado em: 12/05/2026 10:34 Fonte: Tudocelular

A digitação por voz é uma forma fácil e rápida de evitar milhares de toques na tela do celular para dizer frases longas, mas ordenar suas ideias e transmití-las às vezes pode ser difícil. Pensando nisso, o Google lançou o Rambler, uma ferramenta para o Gboard integrada ao Gemini que entende o que você quer dizer e ordena tudo em frases polidas.Apresentado hoje no evento The Android Show, o Rambler para Gboard emprega a tecnologia vista no aplicativo Google AI Edge Eloquent lançado para iOS em abril. Com isso ele interpreta o ditado por voz e ordena tudo em uma frase que transmita o que você quer dizer de forma correta e ordenada. Com Rambler, você não precisa se preocupar em obter suas palavras exatamente antes de começar. Você pode falar naturalmente e levará as partes importantes e, em seguida, encaixará todas elas em uma mensagem concisa. O Rambler mostrará claramente quando você o habilitar para ajudar a converter sua voz em texto e o áudio é usado apenas para transcrever em tempo real e não é armazenado ou salvo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Postos de combustíveis em Caruaru são autuados pela ANP e Procon após fiscalização

Publicado em: 12/05/2026 10:29

15 postos de combustíveis foram fiscalizados, em Caruaru Arquivo/EPTV A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autuou três postos de combustíveis em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, durante uma operação de fiscalização realizada entre os dias 4 e 8 de maio de 2026. A ação ocorreu em parceria com o Procon Municipal e resultou em três autos de infração, uma interdição e na coleta de nove amostras de combustíveis para análise laboratorial. Segundo a ANP, 15 postos foram fiscalizados no município. As irregularidades encontradas foram: Problemas no volume de combustível fornecido pelas bombas. Equipamentos sem selo de aferição do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Comercialização de etanol hidratado com termodensímetro em desacordo com as normas da agência. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Vídeos em alta no g1 Uma das irregularidades foi identificada em um posto no bairro Maurício de Nassau, onde fiscais encontraram divergência entre o volume de combustível registrado pela bomba e a quantidade efetivamente entregue ao consumidor. Também no mesmo bairro, outro postou apresentou medida-padrão de 20 litros sem o selo de aferição do Inmetro. Já no bairro Boa Vista, a fiscalização constatou comercialização de etanol hidratado combustível com termodensímetro em desacordo. O equipamento é utilizado para verificar características do combustível e garantir que o produto esteja dentro dos padrões exigidos pela legislação. As amostras recolhidas durante a operação serão analisadas em laboratório para verificar a qualidade dos combustíveis comercializados na cidade. A ANP não divulgou os resultados dessas análises até a publicação desta reportagem. Operação em todo país A operação em Caruaru fez parte de uma força-tarefa nacional da ANP realizada em 20 unidades da Federação. Em todo o país, as ações tiveram foco no combate a preços abusivos, na verificação da qualidade dos combustíveis e no fornecimento correto do volume abastecido nas bombas. No período, o principal destaque nacional foi a apreensão de mais de 19 mil litros de combustíveis no Rio de Janeiro e em Duque de Caxias. Segundo a ANP, parte do material estava fora das especificações e outra parcela era comercializada por empresa sem autorização para atuar no setor.

Palavras-chave: tecnologia

Google finalmente vai resolver o problema nas fotos do Instagram postadas pelo Android

Publicado em: 12/05/2026 09:31 Fonte: Tudocelular

O Google anunciou durante o Google I/O uma parceria com a Meta para melhorar significativamente a qualidade de fotos e vídeos publicados no Instagram através de smartphones Android topo de linha. A parceria faz parte da estratégia da empresa para transformar o Android 17 em uma plataforma mais atrativa para criadores de conteúdo. Segundo o Google, a atualização promete resolver um problema antigo enfrentado por usuários Android: a perda perceptível de qualidade em conteúdos enviados para redes sociais. A companhia afirma ter otimizado completamente o processo de captura e upload dentro do Instagram em dispositivos premium equipados com Android.Entre os principais recursos anunciados pela nova parceria entre Google e Meta aparecem suporte ao Ultra HDR para captura e reprodução de imagens, estabilização de vídeo integrada e integração com o Night Sight, tecnologia conhecida por melhorar fotos em ambientes com pouca iluminação. As novidades chegarão inicialmente aos aparelhos Android mais avançados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Navio da Rússia suspeito de levar reatores nucleares à Coreia do Norte afundou misteriosamente, diz TV

Publicado em: 12/05/2026 08:33

Um navio cargueiro da Rússia que transportava materiais suspeitos de ser reatores nucleares para a Coreia do Norte afundou em condições misteriosas perto da costa da Espanha, segundo uma investigação da rede de TV CNN Internacional divulgada nesta terça-feira (12). A reportagem diz que fontes apontaram que a explosão pode ter sido provocada por uma operação militar de forças do Ocidente inédita para evitar que a Rússia transfira tecnologia nuclear a Pyongyang. Esta reportagem está em atualização.

Palavras-chave: tecnologia

Ufac abre mais de 60 vagas para cursos de graduação em três municípios do interior

Publicado em: 12/05/2026 08:00

Ufac abre inscrições para vagas remanescentes para cursos de graduação em Acrelândia, Epitaciolândia e Xapuri, no interior do Acre Jhenyfer de Souza / g1 Acre Quem pretende ingressar em um curso de graduação da Universidade Federal do Acre (Ufac) em 2026 já pode se preparar: 65 vagas remanescentes foram abertas para os cursos de graduação, distribuídas entre os campi de Acrelândia, Epitaciolândia e Xapuri, no interior do Acre, com previsão de início das aulas no final de junho. A informação foi confirmada ao g1 pela pró-reitora de Graduação da universidade, Ednaceli Damasceno, que explicou que as inscrições são gratuitas e começam às 10h desta terça-feira (12). O prazo é até às 23h59 do dia 20 de mais. As inscrições são online. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Interessados em participar do certame podem escolher entre formações de licenciatura em letras português, ciências biológicas e sistemas de informação. ⚠️ Vagas remanescentes ocorrem devido à sobra de espaços nas turmas após o processo seletivo regular, ou ainda pela desistência de alunos aprovados, falta de preenchimento de turmas ou cancelamentos de matrículas. LEIA TAMBÉM: Indígena Huni Kuĩ é aprovado em concurso para professor no Ifac: 'Fiquei sem acreditar' Pesquisadores do AC buscam patente de pomada que acelera cicatrização de feridas em animais As vagas são divididas da seguinte forma: Licenciatura em letras português (Campus Acrelândia): 20 vagas no turno vespertino; Licenciatura em ciências Biológicas (Campus Epitaciolândia): 22 vagas matutino/vespertino Bacharelado em Sistemas de Informação (Campus Xapuri): 23 vagas em turno integral. Para concorrer às vagas, basta que os candidatos tenham concluído o ensino médio. Para os cursos de bacharelado, a Ufac adotou um processo seletivo híbrido como forma de garantir o bônus regional. Sendo assim, cursos de licenciaturas continuam via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), enquanto cursos de bacharelado, como medicina, têm um vestibular diferente através de banca específica ou do próprio sistema da Ufac. Ainda conforme a pró-reitora de Graduação, no ato de inscrição, o candidato deverá indicar uma língua estrangeira (inglês ou espanhol) para fazer a prova. Além disso, é preciso informar a modalidade utilizada, se ampla concorrência ou cotas, e se precisa de atendimento especial. As provas têm previsão de aplicação para o dia 7 de junho, e serão compostas por uma redação de 30 linhas, além de 40 questões objetivas distribuídas entre quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática, e ainda ciências humanas e ciências da natureza. "Vale ressaltar que não serão todos esses municípios que terão aplicação de prova. A previsão é que tenhamos apenas nos municípios de Xapuri e Epitaciolândia", acrescentou a pró-reitora. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Qual será o destino do urânio enriquecido do Irã no pós-guerra?

Publicado em: 12/05/2026 07:37

Trump fala em tomar posse de material nuclear irianiano. Putin também diz ser capaz de armazenar estoque. Maxar Technologies/AFP via DW O programa nuclear do Irã é fonte de conflito há décadas, e duas gerações de iranianos já o associa à guerra. A insistência do regime no enriquecimento de urânio expôs o país a pesadas sanções, e algumas estimativas calculam o prejuízo econômico direto em cerca de 3,5 trilhões de dólares (R$ 17 trilhões). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ao longo dos recentes conflitos militares e dos frágeis cessar-fogos entre Teerã e Washington, o programa voltou a ocupar o centro das atenções. Acredita-se que Teerã tenha mais de 440 quilos de urânio já enriquecido a 60%, muito acima do necessário para fins civis. Teoricamente, esse material poderia chegar a 90% em um período relativamente curto, tornando-se adequado para uso em armas nucleares. EUA querem tomar posse de material nuclear do Irã O presidente dos EUA, Donald Trump, costuma se referir ao material como "poeira nuclear", em referência a um bombardeio americano de junho de 2025 às instalações de Fordo, Natanz e Isfahan, no qual ele afirma ter "obliterado" o programa nuclear do Irã. No entanto, Trump declara repetidamente que pretende tomar posse desse estoque nuclear, mas apresenta versões contraditórias sobre como isso ocorreria. Em uma das afirmações, disse que usaria escavadeiras, com auxílio de Teerã, para desenterrá-lo debaixo dos escombros, presumivelmente após um acordo de paz. Vídeos em alta no g1 Já na semana passada, Trump pareceu indicar que os EUA "sofrerão um impacto" porque terão que "fazer uma jornada até o Irã para pegar a arma nuclear". Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense afirmou que ouviu de Trump o interesse de entrar no Irã e retirar o material enriquecido do país. O Irã ainda não confirmou nenhum acordo envolvendo a transferência de seu estoque. Em entrevista à emissora americana CBS, em março, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o material permanece sob os escombros após o ataque do ano passado e que não há qualquer programa ou plano para recuperá-lo. Localização do estoque nuclear do Irã é incerta No entanto, Araghchi também não exclui a possibilidade de diluir o urânio altamente enriquecido como parte de um acordo futuro com os EUA. Reportagens recentes indicam que o país avalia diluir parte de seu estoque enquanto transfere o restante para um terceiro país. Neste fim de semana, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que Moscou está pronta para armazenar o urânio enriquecido do Irã. Ainda assim, não está claro onde o material se encontra nem quais desafios técnicos precisariam ser superados para acessá-lo. As três principais instalações nucleares do Irã — Fordo, Natanz e Isfahan — sofreram danos severos durante a operação americana no ano passado. Imagem de satélite mostra instalação nuclear de Isfahan, no centro do Irã, com reformas recentes nas entradas de túneis, em 10 de fevereiro de 2026. Vantor/Handout via REUTERS Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse no fim de abril de 2026 que a maior parte desse urânio altamente enriquecido provavelmente segue localizada no complexo nuclear de Isfahan. Segundo ele, 18 contêineres azuis, que se acredita transportarem cerca de 200 quilos de urânio enriquecido, entraram em um túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan em 9 de junho de 2025, apenas quatro dias antes do início da guerra daquele ano, que durou 12 dias. Outros, no entanto, oferecem uma perspectiva diferente, incluindo especulações de que o material esteja agora armazenado em Fordo ou na usina nuclear iraniana de Bushehr. O Irã indicou que só recuperaria o material sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Remover esse material do Irã não é tecnicamente impossível, mas também depende de muitos outros fatores. Sob rigorosa supervisão da AIEA, o material poderia ser transportado e retirado do país. Medidas especiais de segurança teriam de ser observadas. Como o Irã armazena urânio enriquecido no subsolo, em Fordo, o acesso físico é difícil", afirmou Roland Wolff, especialista em física médica e proteção radiológica. Líbia como modelo? Os desafios técnicos envolvidos na remoção de mais de 440 quilos de urânio enriquecido são apenas um lado da equação, sendo provável que as questões de segurança tenham prioridade. John Bolton, ex-embaixador dos EUA na ONU e conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato de Trump, apontou para o desmantelamento do programa de armas nucleares da Líbia no início dos anos 2000, observando que o processo ocorreu em um "ambiente permissivo", e não em meio a um conflito. "No caso do programa de armas nucleares da Líbia, por exemplo, que era muito menor e estava em um estágio muito mais inicial do que o do Irã, é verdade, em 2003 e 2004, autoridades dos EUA e do Reino Unido entraram e literalmente empacotaram tudo e levaram para Oak Ridge, no Tennessee, onde está até hoje", disse Bolton à DW. "Acho que poderíamos fazer algo semelhante com o programa do Irã em um ambiente permissivo, mas levaria muito mais tempo porque ele está muito mais avançado", continuou. Regime se mantém apesar de queda de líderes Bolton também disse à DW que "a única maneira de ter certeza de que o Irã não terá capacidade de produzir armas nucleares é remover o regime dos aiatolás e a Guarda Revolucionária". O regime sofreu um baque após o assassinato de Ali Khamenei em 28 de fevereiro, mas, desde então, Trump não indicou se tentará uma mudança real de regime no país. "Eles podem fazer concessões temporárias. Eu não confiaria que cumpririam seus compromissos no longo prazo, mas parece que estamos caminhando nessa direção, em que pode haver restrições, inibições ou outras medidas tomadas contra o programa nuclear, mas a realidade fundamental [de que o Irã ainda teria a capacidade de desenvolver de armas nucleares] permaneceria."

Palavras-chave: tecnologia

Geada faz campo parecer coberto de neve, no Paraná

Publicado em: 12/05/2026 07:31

Geada nesta terça-feira (12) em Guarapuava, no Paraná Eduardo Andrade/RPC Uma nova geada deixou um campo parecendo coberto de neve na manhã desta terça-feira (12) em Guarapuava, na região central do Paraná. Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a cidade chegou a 1,8ºC entre às 6h e 7h da manhã, quando os registros do fenômeno foram feitos nas proximidades da zona urbana do município. Até o momento, o dia mais frio do ano continua sendo esta segunda-feira (11), quando a sensação térmica chegou a -7,5ºC e pelo menos três cidades paranaenses registraram temperaturas negativas. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Além de Guarapuava, outras cidades também registraram geadas nesta terça (12). É o caso da capital Curitiba e de General Carneiro, no sul do estado, por exemplo. Veja nas fotos abaixo. Geada no bairro Bacacheri, em Curitiba Simepar Geada em General Carneiro, Paraná Simepar Os meteorologistas já haviam previsto geadas para este início de semana, e apontam que o fenômeno pode se repetir nesta quarta-feira (13), mas de forma menos intensa. Veja a previsão do tempo por região mais abaixo. "As temperaturas seguem baixas sobre o Paraná na quarta-feira, com valores abaixo dos 5ºC na metade sul do estado, com destaque para o Centro-Sul, Sudeste e Campos Gerais. Nessas regiões, o potencial para geada é maior, variando de fraca a moderada em alguns pontos. Nas demais regiões, é baixa a probabilidade para ocorrência de geada, com o enfraquecimento da massa de ar frio". Possibilidades de geada nesta quarta-feira (12) Reprodução/Simepar Geada: O que é e quais as condições necessárias para a formação do fenômeno? Segundo o meteorologista Lizandro Jacóbsen, do Simepar, apesar do amanhecer gelado o frio vai perdendo intensidade ainda a partir de quarta-feira. As temperaturas devem ficar um pouco mais elevadas na parte da tarde, já ultrapassando a casa de 20°C na maioria das regiões do estado, e ainda com o tempo seco. Na quinta-feira (14) o tempo muda, o frio perde intensidade e pouquíssimas áras podem ter geada no amanhecer.. As temperaturas ainda entram em elevação no Paraná. "Teremos condição de chuva, pelo menos nas áreas mais próximas da fronteira com o Paraguai e de divisa com o Mato Grosso do Sul. Ou seja, noroeste e oeste experimentam já pancadas de chuva entre a tarde e noite de quinta. O tempo muda também nas outras regiões, mas na virada de quinta para sexta. Assim, essa sequência de dias de tempo mais estável e gelado vai sendo quebrada mais para o fim da semana", ressalta. Leia também: Relembre: Parece neve: vídeo mostra avanço de chuva de granizo deixando rodovia coberta de gelo em menos de três minutos Veja: Mal súbito de motorista ao volante provoca acidente entre carro e ônibus Hantavírus no Paraná: Casos são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê 📅Previsão do tempo para o Paraná Meteorologista fala sobre o frio no Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo atualizada pelo Simepar nesta terça-feira (12): Terça-feira, 12 de maio Previsão para terça-feira, 12 de maio Reprodução/Simepar Quarta-feira, 13 de maio Previsão para quarta-feira, 13 de maio Reprodução/Simepar Quinta-feira, 14 de maio Previsão para quinta-feira, 14 de maio Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

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SEGA cancela "Super Jogo", mas ainda trabalha em novo Crazy Taxi e mais

Publicado em: 12/05/2026 07:29 Fonte: Tudocelular

A SEGA confirmou o cancelamento do ambicioso projeto “Super Game”, iniciativa anunciada há cerca de cinco anos com a promessa de reunir múltiplos jogos triple-A conectados por tecnologias avançadas da empresa. Apesar da decisão, a publisher garantiu aos fãs que os reboots de franquias clássicas seguem em desenvolvimento normalmente. A informação apareceu discretamente durante a apresentação dos resultados financeiros do quarto trimestre fiscal da companhia. Segundo a SEGA, o encerramento do Super Game não afetará títulos já anunciados anteriormente, incluindo novos capítulos de Crazy Taxi, Jet Set Radio, Golden Axe e Streets of Rage.O chamado Super Game havia sido apresentado pela SEGA como um projeto extremamente ambicioso, pensado para ultrapassar os limites tradicionais da indústria de games. O projeto incluía múltiplos títulos conectados e utilização ampla das tecnologias internas da SEGA, buscando criar experiências de grande escala e alcance global.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O 'xadrez do petróleo' com que Trump pressiona a China — e os limites dessa estratégia

Publicado em: 12/05/2026 07:16

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping AFP via Getty Images/BBC Pressão sobre a Venezuela, bloqueio do petróleo iraniano no estreito de Ormuz , movimentações no entorno do estreito de Malaca. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram sua atuação em pontos estratégicos das rotas globais de energia e comércio, ampliando sua presença em diferentes frentes da disputa geopolítica atual. Mas o que parecem ser, à primeira vista, crises distintas, com dinâmicas próprias, pode indicar um padrão observado em conjunto: o uso crescente do controle sobre gargalos marítimos, fornecedores de petróleo e corredores comerciais como instrumento de pressão na disputa estratégica com a China. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 1º de maio que sua viagem a Pequim nesta semana, entre 13 e 15 de maio, será "incrível". Será a primeira viagem de um presidente americano à China em quase uma década. Em sua bagagem, porém, Trump levará mais do que uma agenda diplomática: a visita de Estado será, inevitavelmente, marcada por um cenário de tensões ampliadas que se estende do Oriente Médio à América Latina e ao Sudeste Asiático. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Após um primeiro ano de governo marcado por uma escalada da guerra comercial com Pequim, a primeira viagem de Trump à China desde seu retorno à Casa Branca tende a funcionar como um teste para a capacidade dos dois países de administrar tensões crescentes sem romper canais de diálogo. Na véspera das declarações de Trump, autoridades dos dois países já haviam sinalizado essa preocupação. Em 30 de abril, o chanceler chinês conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos sobre os preparativos da visita, além de discutir temas sensíveis como Taiwan e o Oriente Médio. O gesto foi interpretado como uma tentativa de manter a comunicação aberta em um momento de incerteza crescente e de evitar que crises paralelas contaminem diretamente a relação bilateral. O que conecta Venezuela, Ormuz e Malaca Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse contexto ajuda a entender por que os movimentos recentes dos Estados Unidos vão além de episódios isolados e incidem diretamente sobre um dos pontos mais sensíveis da economia chinesa: o abastecimento de energia. Antes da crise mais recente no Golfo Pérsico, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã tinham como destino a China. Ao interferir nesse fluxo, os Estados Unidos não apenas pressionam Teerã, mas também ampliam a volatilidade em um mercado cujos efeitos são sentidos muito além da Ásia, com impacto sobre preços globais de energia, cadeias de abastecimento e inflação em diferentes regiões do mundo. A pressão sobre a Venezuela, em uma ofensiva que culminou na captura de Nicolás Maduro, segue lógica semelhante ao atingir outro fornecedor relevante de petróleo para Pequim, enquanto as movimentações no Sudeste Asiático ampliam a atenção sobre rotas marítimas críticas para o abastecimento chinês. A questão central é até que ponto essas ações refletem uma estratégia deliberada de pressão sobre a China ou se são, sobretudo, respostas a crises regionais que acabam produzindo efeitos colaterais globais. Para o cientista político Mauricio Santoro, as duas interpretações não são excludentes. Segundo ele, os Estados Unidos vivem há pelo menos uma década um período marcado por instabilidade política interna, polarização e decisões frequentemente erráticas. Ainda assim, há um elemento que atravessa governos e partidos: a percepção de que a ascensão da China representa uma ameaça estratégica. "Existe realmente um tema de política pública que une o Partido Democrata e o Partido Republicano: a preocupação com a China", afirma. "A ascensão chinesa é vista como uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos, e isso tem levado a uma série de iniciativas para criar obstáculos ao desenvolvimento econômico da China." Nesse contexto, ações militares indiretas, sanções econômicas e pressões diplomáticas passam a ser mobilizadas de forma combinada. Ainda que não tenham a China como alvo imediato, acabam afetando diretamente seus interesses, afirma Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha. "Eu não diria que a China é a motivação essencial dessas ações, mas ela é parte desse cálculo", diz Quando a disputa sai do comércio e vai para as rotas de energia Antes da crise mais recente no Golfo Pérsico, cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã tinham como destino a China. REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo via BBC Para o analista Lucas Leite, o cenário atual não corresponde exatamente a um plano único e coordenado. O que emerge, segundo ele, é um conjunto de decisões que convergem sobre as mesmas vulnerabilidades. Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Leite descreve esse movimento como uma forma de "pressão por fricção". "Essas ações, juntas, servem para pressionar a China em seu ponto de maior vulnerabilidade estrutural, que é o abastecimento de energia. Mas não está claro se isso é um plano deliberado, integrado ou é uma convergência de coisas distintas", afirma. Segundo ele, o ponto central não está na intenção declarada de Washington, mas no efeito acumulado dessas decisões, que, na prática, encarecem o acesso da China à energia e aumentam a incerteza sobre suas rotas de abastecimento. Esse deslocamento da disputa — do campo das tarifas e sanções econômicas para o controle de rotas marítimas, cadeias de abastecimento e pontos estratégicos do comércio global — reflete um desequilíbrio crescente entre as duas potências. De um lado, a China avança rapidamente em setores como comércio internacional, indústria e tecnologia de ponta. De outro, os Estados Unidos ainda mantêm uma vantagem significativa no campo militar, especialmente na capacidade de projetar poder global por meio de sua Marinha. "É muito nítido o quanto os Estados Unidos estão perdendo terreno para a China em áreas como comércio e tecnologia", afirma Santoro. "Fica muito grande essa tentação de usar o poder militar, de usar essa coerção, para tentar obter resultados econômicos." O 'dilema de Malaca' e a vulnerabilidade chinesa É nesse ponto que entram os chamados "chokepoints" — gargalos marítimos por onde passa uma parte significativa do comércio global de energia. Entre eles, os estreitos de Ormuz e Malaca ocupam posições centrais. Ormuz conecta os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais e responde por cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo transportado por via marítima. Já Malaca, localizado entre Malásia, Indonésia e Singapura, liga o Oceano Índico ao Mar do Sul da China e funciona como uma artéria vital para a economia chinesa: mais de 80% das importações de petróleo do país passam por esse corredor marítimo. Essa dependência ficou conhecida como o "Dilema de Malaca", expressão popularizada em 2003 pelo então presidente chinês, Hu Jintao, para descrever o temor de Pequim de que uma potência rival possa interromper o fluxo de energia nessa rota crítica. "A China sabe que há uma vulnerabilidade histórica no seu acesso ao mar", explica Santoro. "Embora tenha um litoral muito extenso, esse acesso depende de pontos de estrangulamento que podem ser explorados em um cenário de conflito." Esse temor voltou ao centro do debate estratégico nos últimos meses. Em abril, os Estados Unidos firmaram com a Indonésia uma parceria de cooperação de defesa e passaram a negociar maior acesso ao espaço aéreo do país, ampliando sua capacidade de vigilância sobre o estreito. Para analistas, o movimento não implica controle direto da rota, mas reforça a capacidade americana de monitorar e, em um cenário extremo, influenciar o fluxo marítimo. A aproximação entre Washington e Jacarta, porém, também expôs resistências internas na Indonésia, que historicamente adota uma política externa de neutralidade e evita se alinhar de forma explícita às disputas entre grandes potências. "O ponto não é fechar o estreito, mas mostrar que ele pode ser pressionado. Isso já é suficiente para gerar custo e incerteza", diz Leite. Pressão por fricção, não por estrangulamento A geografia reforça essa lógica. Em seu trecho mais estreito, o estreito de Malaca tem pouco mais de 2 km de largura, o que o torna particularmente sensível a interrupções. No entanto, essa vulnerabilidade não significa que a China esteja à beira de um colapso em caso de crise. Segundo Leite, a China desenvolveu mecanismos de resiliência que reduzem o impacto de crises externas. "A China tem reservas estratégicas muito grandes, uma frota de petroleiros paralela e vem acelerando a transição energética", afirma. Hoje, veículos elétricos e híbridos já representam mais da metade das vendas no país, reduzindo gradualmente a dependência de combustíveis fósseis. Na prática, isso significa que a pressão americana tende a gerar impacto, mas não necessariamente um colapso. "O que acontece é uma fricção. O petróleo fica mais caro, a logística mais complicada, mas não há um estrangulamento sistêmico." Os efeitos já são visíveis: aumento de preços, ajustes nas cadeias de importação e pressão sobre refinarias independentes, especialmente aquelas que dependem de petróleo sancionado. Mas, até agora, esses efeitos têm sido administrados. O contra-ataque chinês dos minerais críticos Ao mesmo tempo, a China dispõe de instrumentos próprios de pressão. Pequim domina cerca de 70% da extração e 90% do processamento global de minerais críticos, insumos essenciais para setores como tecnologia, defesa e energia limpa. Essa posição dominante oferece uma poderosa alavanca de negociação. "Essa dependência dos Estados Unidos em relação aos minerais chineses é, no curto prazo, mais difícil de contornar do que a dependência da China em relação ao petróleo", avalia Leite. Além disso, a China tem buscado reduzir sua exposição ao sistema financeiro internacional dominado pelos EUA, ampliando o uso do yuan em transações energéticas e mantendo relações comerciais com países sob sanção. Diante disso, cresce o risco de que a estratégia americana produza efeitos adversos. Para Santoro, o uso da força militar como instrumento econômico tende a aumentar a instabilidade global, ainda que não garanta ganhos estratégicos claros. "Será que isso vai dar resultado ou só vai criar um mundo mais instável, mais violento e mais imprevisível? Por enquanto, está criando simplesmente uma situação de caos." Entre pressão e negociação Nesse contexto, a visita de Trump a Pequim se torna um teste importante. De um lado, os Estados Unidos ampliam seus instrumentos de pressão. De outro, Pequim demonstra capacidade de absorver custos e se adaptar a um ambiente mais adverso. O encontro pode indicar até que ponto essa estratégia de pressão sobre as rotas energéticas será usada como ferramenta de negociação ou se tende a se consolidar como um fator permanente de tensão. No fim, a disputa entre Estados Unidos e China já não se limita a tarifas ou tecnologia. Ela passa também pelas rotas do petróleo, pelos gargalos marítimos e pela capacidade de transformar fluxos comerciais e energéticos em instrumentos de pressão. Mas, como mostram os eventos recentes, pressionar nem sempre significa controlar — e o custo dessa estratégia pode acabar sendo compartilhado por todos.

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Publicado em: 12/05/2026 06:49 Fonte: Tudocelular

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