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Primeiro do mundo: LG inicia produção de painel OLED RGB Stripe com 240 Hz

Publicado em: 28/05/2026 06:33 Fonte: Tudocelular

A LG começou a fabricar em massa o seu mais novo painel OLED RGB Stripe com taxa de atualização de 240 Hz, componente voltado para monitores premium com a promessa de unir qualidade de imagem e muito mais nitidez. Com o avanço dos PCs equipados com inteligência artificial, a fabricante notou um aumento na demanda por telas de última geração e a resposta da marca sul-coreana é exatamente este novo display.A estrutura RGB Stripe organiza os subpixels vermelho, verde e azul em linha, característica que garante textos e números pequenos muito mais definidos em comparação aos visores convencionais, segundo a empresa. O resultado é um cansaço visual menor, detalhe crucial para entregar uma experiência bem mais confortável durante o trabalho com programação ou edição de textos por horas a fio. A tela une a boa densidade de 160 ppi com a fluidez dos 240 Hz e a fabricante afirma ser a primeira a alcançar essa marca em um display OLED com estrutura RGB Stripe. Outro destaque da ficha técnica é a tecnologia de Frequência e Resolução Dinâmicas, também conhecida como DFR. O recurso permite alternar os modos de exibição de maneira simples para o usuário escolher entre alta resolução em 4K a 240 Hz ou taxa de quadros extrema em Full HD a 480 Hz. O objetivo é oferecer um monitor pronto para fazer tudo com excelência, seja para jogar ou focar na produtividade.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

TP-Link anuncia roteador Archer 8 com Wi-Fi 8 antes do padrão existir, mas enfrenta barreiras nos EUA

Publicado em: 28/05/2026 06:17 Fonte: Tudocelular

Talvez você ainda nem tenha um roteador com Wi-Fi 6 em casa, mas a TP-Link acaba de anunciar o Archer 8, seu primeiro roteador equipado com a tecnologia Wi-Fi 8. Contudo, não se sinta atrasado: o detalhe que mais chama a atenção no lançamento é que o padrão de Wi-Fi em questão não deve ser finalizado até março de 2028, quase dois anos depois do lançamento do novo roteador, que estreia apenas no próximo mês de outubro.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Projeto da Ueap leva cursos de impressão 3D com reciclagem de garrafas PET a escolas do Amapá

Publicado em: 28/05/2026 06:01

Projeto da Ueap leva cursos de impressão 3D com reciclagem de garrafas PET a escolas Um projeto da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) mostra como a reciclagem pode ganhar novas formas com a tecnologia. Pesquisadores e estudantes da instituição transformam garrafas PET em filamentos para impressoras 3D. A iniciativa oferece cursos gratuitos nas escolas estaduais, para ensinar a comunidade a transformar as garrafas na matéria para a impressão, e aplicar a tecnologia em sala de aula. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Os objetos produzidos podem ser usados na produção de peças de engenharia, utensílios domésticos e até brinquedos. O professor Felipe Tavares, líder do grupo de pesquisa , explica que a iniciativa une sustentabilidade e inovação. “Reciclar deixou de ser apenas uma prática sustentável. Hoje é uma necessidade diante dos impactos ambientais. A impressão 3D é uma ferramenta que pode ajudar a reduzir o descarte irregular de plásticos”, afirmou. Felipe Tavares, professor de Química na Ueap. Isadora Pereira/g1 Segundo ele, impressoras 3D têm preços acessíveis, semelhantes aos de impressoras comuns. O professor explica que esse avanço tecnológico permite que qualquer pessoa, mesmo sem grandes investimentos, possa adquirir o equipamento e começar a produzir objetos em casa “Com esse equipamento, qualquer pessoa pode produzir peças em casa, desde suportes de celular até componentes de máquinas. A ideia é mostrar que a reciclagem não precisa depender apenas de grandes empresas”, disse. Objetos feitos por impressão 3D por meio do projeto. Isadora Pereira/g1 O acadêmico de Engenharia Química Lucas Rafael participa da iniciativa como bolsista. Ele conta que o projeto trabalha para deixar em evidência a tecnologia em colaboração com a conscientização ambiental. “Nosso propósito é evitar que as garrafas cheguem ao meio ambiente. A partir delas, conseguimos produzir filamentos e criar objetos em impressoras 3D. Uma garrafa PET pode levar até 600 anos para se decompor. Por isso, precisamos pensar em soluções que reduzam esse tempo e deem novos usos ao material”, afirma. Lucas Rafael é acadêmico de Engenharia Química e participa da iniciativa como bolsista. Isadora Pereira/g1 Sobre o processo O processo começa com a transformação das garrafas PET em filamentos. Esses fios são usados nas impressoras 3D e passam por testes de resistência e temperatura. “Não é só produzir o material reciclado, mas avaliar suas propriedades técnicas. Queremos entender se ele mantém a mesma resistência ou se perde qualidade rapidamente”, explica Tavares. Coleta e limpeza: As garrafas PET são recolhidas e passam por um processo de higienização. É necessário retirar rótulos, cola e qualquer resíduo para garantir a qualidade do material. Corte em fitas: depois de limpas, as garrafas são cortadas em tiras finas, que se tornam a base para o próximo estágio. Filamento é produzido no Núcleo de Tecnologia da Ueap. Isadora Pereira/g1 Aquecimento e fusão: as fitas passam por um bloco de aquecimento que atinge cerca de 240 a 250 graus. Nesse ponto, o plástico é derretido e começa a ganhar forma. Produção do filamento: o material derretido é moldado em formato de fio contínuo, semelhante a uma corda. Esse filamento é ajustado para não ficar nem muito grosso nem muito fino, garantindo que funcione corretamente na impressora 3D. Modelagem e impressão: com o filamento pronto, ele é colocado na impressora 3D. A partir daí, softwares de modelagem permitem criar objetos diversos, desde suportes de celular até peças para robótica. Materiais que realizam o processo da impressão do material 3D com o filamento de garrafa PET Isadora Pereira/g1 LEIA MAIS: Projeto do AP que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade Bio-óleo produzido a partir do caroço de açaí no Amapá pode ser alternativa ao gás e petróleo Cursos gratuitos Em 2025, foram realizados três mini cursos gratuitos, com duração de dois a três dias, voltados para a comunidade. Bolsistas de extensão ensinaram como transformar garrafas PET em filamentos e usar impressoras 3D. Neste ano, o projeto foi ampliado para escolas, com previsão de atender estudantes e professores. Na última semana, o Colégio Amapaense recebeu o projeto. “Queremos que os alunos aprendam a construir peças e vejam na prática como a tecnologia pode ser usada para reciclar”, destaca o professor. Fio para filamento é produzido com material de garrafa PET reciclado, no Amapá. Isadora Pereira/g1 Projeto é desenvolvido na Universidade do Estado do Amapá. Isadora Pereira/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Por que o dono da Ford criou a escala de trabalho 5x2 há 100 anos — e como isso impactou o mundo

Publicado em: 28/05/2026 05:20

Linha de montagem da Ford, em fotografia de 1913 Domínio Público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons "O país está pronto para a semana de cinco dias [de trabalho]. Seguramente é algo que deve se espalhar por toda a indústria. […] Já é hora de nos livrarmos da ideia de que é 'tempo perdido' o lazer dos trabalhadores, ou um privilégio de classe." Essas palavras fizeram parte de um discurso há cem anos, no 1º de maio de 1926. Não foram proferidas por um operário, um líder sindical, um militante socialista ou um político trabalhista. O pronunciamento foi feito por um dos maiores magnatas da história da humanidade, o engenheiro mecânico e empresário Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, considerado um pioneiro no formato industrial conhecido como linha de montagem em série. A partir daquela data, a jornada 5x2 se tornaria praxe em todo o seu gigantesco parque fabril — com 40 horas de trabalho por semana. A ideia de aumentar o fim de semana do trabalhador superava, a favor do proletariado, o que havia sido determinado em 1919 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) — e havia se tornado padrão internacional por convenção: o teto praticado era de 48 horas semanais. A decisão não foi tomada de uma hora para outra. A Ford já vinha testando em alguns departamentos o novo formato. Em artigo publicado no jornal The New York Times em março de 1922, o filho de Henry Ford, Edsel Bryant Ford (1893-1943), que presidia a empresa desde 1919, escreveu que "toda pessoa precisa de mais de um dia por semana para descanso e recreação". No texto, argumentava que "a Ford sempre buscou promover uma vida doméstica ideal para seus empregados" e disse acreditar que "para viver de forma apropriada, todo ser humano deveria dispor de mais tempo para passar com sua família". Henry Ford é tido como 'pai' da linha de montagem em série Ford Motor Company, Photographic Department , The Henry Ford Collections/Domínio público/Wikimedia Commons Após ser adotado voluntariamente pela Ford, o sistema se expandiu. Nos Estados Unidos, a jornada de trabalho semanal foi reduzida por lei em 1938 — limitada a 44 horas semanais. Em 1940, o teto cairia para as 40 horas semanais idealizadas por Ford 14 anos antes. Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o sistema fordista de organização de trabalho fabril se espalhou pelo mundo. "O modelo americano de industrialização e economia nacional foi multiplicado nas sociedades que tomaram parte da reconstrução da economia mundial, a partir de 1945, como o Japão e a China", explica o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp). O advogado trabalhista Pedro Maciel entende a adesão ao sistema por causa do sucesso obtido. "O modelo começou a demonstrar uma vantagem econômica para as empresas, o que acabou por disseminar essa forma de jornada", diz. A concorrência acabou convencida de que menos horas trabalhadas "não significavam menos dinheiro". "Até os anos 1960, a formação de administradores e o adestramento de trabalhadores foram ações conjugadas, engatando patrões e empregados no compromisso pelo sucesso da empresa através da produção e da produtividade do trabalho", contextualiza o historiador. "Criou-se mesmo uma ilusão perversa, a de que um não existiria sem o outro." Vêm daí, relata Martinez, ideias como a de que o empregado precisa "vestir a camisa da empresa". Era a celebração de uma "paz social", ressalta o historiador, vendida por Henry Ford — um estratagema eficaz na contenção das insatisfações proletárias. Se regulamentar o descanso se tornou uma necessidade sobretudo com o advento do capitalismo industrial e as jornadas cada vez mais desgastantes, é fato que o fim de semana de dois dias representou a quebra de um paradigma que vinha desde a antiguidade. Um exemplo importante disso está no livro sagrado que está na base do mundo judaico-cristão. Na concepção do mundo contada no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, Deus descansou no sétimo dia — depois de seis jornadas consecutivas de trabalho na obra da criação. O relato não deixa de ser um registro de como os antigos lidavam com organização entre trabalho e descanso. Mesmo antes de Ford, no entanto, houve casos pontuais de mudança. Professor de direito do trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o advogado Claudinor Roberto Barbiero cita, por exemplo, uma fábrica têxtil dos Estados Unidos que havia instituído em 1908 a semana de cinco dias com o objetivo de acomodar trabalhadores judeus que guardavam o sábado. "A Ford deu escala e prestígio industrial ao modelo", enfatiza ele. "A prática deixou de parecer apenas uma concessão social e passou a ser vista como possível estratégia de gestão." Câmara aprova o fim da escala 6x1 e ainda vai ao Senado Tempo e dinheiro Henry Ford entendia que o progresso, ao mesmo tempo que poderia aumentar os ganhos do empresariado e a eficiência da produção, também deveria resultar em benefícios trabalhistas. Àquela altura, ele já havia criado um programa de bônus por produtividade aos seus trabalhadores e, em 1914, criado certa polêmica entre outros industriais por decidir dobrar o piso salarial dos seus empregados. O empresário argumentava que a própria linha de montagem possibilitava isso. Ao ser adotada na produção do modelo Ford T em 1913, o tempo necessário para um carro ficar pronto havia caído de 12 horas para pouco mais de 1h30. Ford entendeu que os operários também deveriam ser recompensados de alguma forma por esse gigantesco salto de eficiência. "Foi o crescimento das grandes corporações, com sua habilidade de usar o poder, o maquinário de ponta e, de forma geral, reduzir os desperdícios de tempo, material e energia humana que permitiu implementar a jornada de 8 horas diárias", reconheceu ele, no mesmo discurso de 1926. "Nessa mesma linha, novos progressos tornam possível instituirmos também a semana de cinco dias." Evidentemente, Ford respondia a uma demanda presente em sua época. Em artigo acadêmico publicado em junho de 1990 em The Journal of Economic History, o economista e historiador Robert Whaples, então professor na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, ressalta que, antes da Segunda Guerra, as lutas dos trabalhadores por menos horas de trabalho eram mais intensas do que as reivindicações por melhores salários. Não é que o empresário fosse "bonzinho". "A motivação de Henry Ford não foi apenas humanitária", diz o professor. Ele sabia o que estava fazendo — e como sua medida resultaria em melhores ganhos. Martinez analisa a decisão de Ford como consequência de "duas balizas" que regiam suas ações empresariais. Em primeiro lugar "a organização metódica do trabalho". Setor de produção de motores de indústria automobilística no Brasil, sem data identificada Arquivo Nacional Ford era um expoente das "teorias científicas de administração e de gerenciamento da produção", contextualiza o historiador, "desde os espaços da fábrica, passando pela disciplina de horários, turnos e demais atividades e intervalos de descanso, até a divisão de tarefas entre equipes e indivíduos, do fiscal ao operador manual". Na sua visão de negócios, para a indústria funcionar, tudo deveria seguir o roteiro. O segundo ponto era justamente que a divisão "programada e organizada do trabalho completava-se na dimensão do consumo dos bens industrializados", ressalta Martinez. Isso alimentava "um mercado de consumo de massas, para uma produção massiva realizada por grandes contingentes de trabalhadores". "Melhores salários e tempo livre completavam a fórmula para induzir e generalizar hábitos de consumo, expandindo assim a produção industrial", comenta o historiador. No fim do mês, a conta fechava — com lucros maiores. "O próprio argumento empresarial era que a empresa poderia produzir tanto ou mais em cinco dias do que em seis, porque a redução da jornada forçaria melhores métodos, maior concentração e mais eficiência por hora trabalhada", diz Barbiero. Na lógica fordista, era possível ao menos tanta produção em cinco dias quanto em seis. "E provavelmente mais, porque 'a pressão traria melhores métodos'", explica o professor. "Ford implantou uma equação bem-sucedida", analisa Martinez. "Buscava assegurar a disciplina e a regularidade do trabalho na fábrica, obtendo melhores resultados produtivos e econômicos, de um lado. E, de outro, estimulando hábitos e condições de consumo." Isso vinha com salários melhores e jornadas de trabalho menores. "A satisfação financeira e o acesso ao mercado de consumo pela massa operária trariam a paz social, ancorada no ciclo ininterrupto entre trabalho, produção e consumo", conclui o professor da Unesp. "Ford entendia que o trabalhador com tempo livre se tornaria também consumidor. Mais lazer significava mais passeios, viagens, compras e, no limite, mais uso e compra de automóveis", comenta Barbiero. Funcionários trabalhando em fábrica de motores em São Bernardo do Campo, em março de 1958 Arquivo Nacional No Brasil O Brasil começou a resolver, ao menos na legislação, o problema das jornadas desumanas de trabalho apenas nos anos 1930. Dois decretos, um de março, outro de maio de 1932, limitaram a jornada em oito horas diárias de trabalho e seis dias por semana. Era plataforma política do então presidente Getúlio Vargas (1882-1954). "[Governo este] com a construção de uma agenda trabalhista estatal, urbanização, industrialização e tentativa de organização das relações entre capital e trabalho", destaca Barbiero. Em 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) reforçou os limites da jornada. Seis anos depois, uma outra lei passou a garantir o descanso semanal remunerado. Para o advogado trabalhista Alessandro Vietri, pós-graduado na área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o aumento do direito ao descanso do trabalhador brasileiro foi "gradual e tardio", se comparado ao que ocorreu nos Estados Unidos. Durante os debates da assembleia que criou a Constituição de 1988, que atualmente vigora no Brasil, havia propostas para que a jornada limite no país fosse de 40 horas semanais. "A reação das bancadas de deputados e senadores alinhadas aos interesses empresariais, financeiros e comerciais, resistiram e o texto constitucional consagrou a jornada de 44 horas", afirma o historiador Martinez. "Foi buscada uma compensação para esse acréscimo de horas, como a maior remuneração de horas-extras, o trabalho noturno, atividades de riscos, e assegurar outros direitos aos empregados." "O fim de semana de dois dias 'pegou' no Brasil principalmente após a Constituição de 1988, mas não de forma universal", aponta Barbiero. "A redução de 48 para 44 horas abriu espaço para a compensação do sábado em muitas empresas: em vez de trabalhar 8 horas de segunda a sexta e 4 horas no sábado, muitos empregadores passaram a distribuir as 44 horas em cinco dias, normalmente com jornadas próximas de 8h48 por dia." "Em outros casos, especialmente em áreas administrativas, tecnologia, indústria mais estruturada e empresas com políticas internas mais competitivas, adotou-se a jornada de 40 horas semanais, com oito horas por dia, de segunda a sexta-feira", explica o advogado. Henry Ford e sua mulher Domínio público/Autor desconhecido/Wikimedia Commons Vietri contextualiza que esse tipo de ajuste, no Brasil, acabou sendo viabilizado sobretudo por meio de acordos coletivos. O tema sempre suscita diferentes pontos de vista. "Traz à tona um debate complexo sobre como equilibrar o bem-estar social e a viabilidade econômica", pondera Vietri. "Vejo o fim de semana não apenas como período de descanso, mas um pilar da dignidade humana e da saúde mental do trabalhador, fundamentos estes que estão no cerne da nossa proteção constitucional". Ele defende, contudo, que a mudança na organização das jornadas não seja feita de forma abrupta, para que as empresas, sobretudo as menores, consigam se preparar. "O ponto mais interessante é que Ford percebeu algo que continua atual: o trabalhador não é apenas força de produção; ele também é parte do mercado consumidor", diz Barbiero. "Ao pagar melhor e liberar tempo, Ford fortalecia a própria lógica de consumo que sustentava a indústria automobilística."

Palavras-chave: tecnologia

Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades; g1 testou como funciona

Publicado em: 28/05/2026 04:01

Testamos um carro semiautonomo na China A China ainda não permite a circulação de carros totalmente autônomos, como acontece em algumas regiões dos Estados Unidos. Mesmo assim, as montadoras do país vêm testando e adotando recursos de assistência à condução cada vez mais avançados e próximos dessa proposta. O g1 testou um desses sistemas em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A tecnologia usada se chama NOA, sigla em inglês que significa “navegação em piloto automático”. Testes com o sistema já são realizados em algumas cidades, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan. As montadoras chinesas — inclusive aquelas que já vendem carros no Brasil — vêm deixando os sistemas de assistência à direção cada vez mais completos e atuantes, embora o motorista ainda precise manter as mãos no volante. Em nenhum momento do teste foi possível deixar o banco do motorista vazio, como ocorre nos carros da Waymo, que operam serviços de táxi totalmente autônomos em algumas cidades americanas. Ainda assim, foi possível observar que o motorista seguiu as regras municipais para o uso desse sistema, principalmente a exigência de permanecer atento ao trânsito e com as mãos no volante — mesmo quando o carro faz os movimentos sozinho. Durante o teste, enquanto a equipe da reportagem seguia no banco do passageiro, o motorista mantinha apenas um dedo apoiado no volante e o rosto voltado para a frente, para que os sensores internos do carro não identificassem uma possível falta de atenção à via. Sistema de piloto semiautônomo NOA na China André Fogaça/g1 É dessa forma que a regra municipal é cumprida, com a ajuda de sensores que também estão presentes em carros vendidos no Brasil. É o caso do Volvo EX30 e do Leapmotor B10, que dão bronca no motorista quando ele desvia o olhar da via ou vira o rosto. Além dos sensores voltados para o interior do carro, há uma série de fatores que permitem que o NOA funcione de forma precisa e confiável. Entre eles estão: Conexão do carro à internet móvel, seja por 4G ou 5G; Sistema de mapas com GPS — que, na China, usa um sistema próprio chamado Beidou; Radares e sensores a laser (LiDAR), usados para identificar a posição dos veículos ao redor. Com a rota definida, o NOA passa a funcionar. No carro testado, o sistema era exibido nas telas do veículo. Na central multimídia, o mapa mostrava a rota e reunia diversas informações do trajeto, como o tempo para abertura ou fechamento dos semáforos, a indicação de faixas de pedestres e até quais infrações de trânsito podem ser registradas por radares fixos. A lista inclui infrações como a falta do cinto de segurança, o desrespeito aos pedestres, o excesso de velocidade e o uso do celular ao volante. Tela do NOA mostra tempo do semáforo, cones e outros veículos Arte/g1 Ao lado do mapa, era exibida uma representação tridimensional da via, com todas as faixas. O nível de detalhamento é muito maior do que o oferecido por aplicativos como Google Maps ou Waze no Brasil. Os sensores do veículo conseguiam identificar obstáculos na via, como carros, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e até pedestres. Cada um aparecia com uma representação própria, ocupando o espaço à frente do carro, mas também atrás e nas laterais. Com base nas faixas indicadas no mapa e na posição de cada objeto, pessoa ou veículo, o carro conseguiu, sozinho, decidir se mudaria ou não de faixa e chegou até a desviar de uma bicicleta caída na rua. Carro muda de faixa sozinho André Fogaça/g1 O sistema identificou com seta a aproximação de uma saída à esquerda e começou a desacelerar o veículo antes da esquina. Durante todo esse processo, os pés do motorista permaneceram afastados dos pedais. O carro acionava a seta e mudava de faixa sozinho, mas também permitia intervenções manuais. Bastava o motorista indicar a intenção com a seta para que o NOA avaliasse se a manobra era segura e se a faixa ao lado permitia o tráfego — identificando, por exemplo, faixas exclusivas de ônibus ou de conversão. NOA se perdeu em retorno complexo O sistema funcionou bem e exigiu raríssimas intervenções do motorista. No entanto, em uma situação específica, o trajeto previa um retorno em “U”, no qual o carro sairia de uma pista com quatro faixas para acessar as quatro faixas do sentido oposto. NOA fica perdido em retorno André Fogaça/g1 O veículo desacelerou, acionou a seta e iniciou a conversão quando o trânsito permitiu a manobra, mas demonstrou menos precisão ao lidar com veículos mais rápidos que trafegavam pelas faixas da direita da via oposta. Nesse momento, o motorista assumiu o volante e concluiu o retorno que havia sido iniciado pelo NOA. Mesmo após esse episódio, o NOA reagiu sozinho a uma moto que cruzou à frente do carro, apesar de o sinal não estar verde para ela. O sistema desacelerou, aguardou a passagem da moto e seguiu o trajeto — sem buzinar, vale dizer. Também lidou com uma ultrapassagem entre dois caminhões, que desviavam de cones na pista. Carro desvia sozinho de caminhões, em meio a cones André Fogaça/g1 No fim do trajeto, o mapa indicava a saída de uma avenida mais larga para virar à direita em uma via menos movimentada. O NOA iniciou a manobra, mas o motorista assumiu o controle para concluí-la. Com isso, fica claro que o NOA reúne mais sistemas e combina um volume maior de informações do que o Autopilot da Tesla, por exemplo. O sistema americano se baseia principalmente em inteligência artificial e nas imagens captadas pelas câmeras do carro. A principal diferença entre os sistemas está na redundância de informações usada pelo NOA. Ele depende de mapas mais detalhados das vias, conexão constante com a internet, câmeras e radares extras de olho em tudo, além de um motorista atento, com as mãos no volante — mesmo sem aplicar força sobre ele. Esse sistema se assemelha ao Super Cruise, tecnologia da Chevrolet usada nos Estados Unidos e no Canadá. Nesses países, as exigências são maiores e o recurso de condução semiautônoma é limitado a estradas e vias expressas, com marcações de faixas bem definidas. Direção semiautônoma avisa pedestres e outros carros Há ainda um detalhe externo que diferencia o NOA do Autopilot: uma luz de tom verde-claro posicionada em áreas próximas às lanternas do carro. Quando essa luz está acesa, indica que o NOA está tomando decisões e conduzindo o carro durante o trajeto, seja em estradas ou em áreas urbanas. Luz verde-clara em carros chineses André Fogaça/g1 Não há uma regra nacional que obrigue o uso desse sinal, mas as montadoras passaram a adotar esse padrão para alertar pedestres e outros motoristas de que um sistema semiautônomo está em funcionamento. A proposta é fazer com que as pessoas ao redor fiquem mais atentas e redobrem os cuidados. Em outros veículos expostos no Salão do Automóvel de Pequim, o tamanho e a disposição dessa luz variavam. Em alguns modelos, ela era maior nas lanternas e incluía até pontos luminosos adicionais nas laterais; em outros, aparecia apenas como um pequeno traço brilhante.

WhatsApp vai mudar: atualização revela troca inesperada no serviço de GIFs

Publicado em: 28/05/2026 02:02 Fonte: Tudocelular

O WhatsApp surpreendeu o público ao trocar o seu serviço fornecedor de GIFs. A novidade foi revelada nesta quinta-feira na versão beta do Android. Assim, o atual Tenor deve dar espaço ao provedor Klipy, sendo que essa é uma resposta ao anúncio recente do Tenor de que descontinuará sua API oficial em 1º de julho de 2026. Como o WhatsApp depende dessa tecnologia para oferecer GIFs aos usuários, a manutenção do Tenor após essa data poderia interromper o funcionamento das buscas dentro das conversas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Conheça o data center bilionário de IA que vai atender gigante da tecnologia no interior de SP

Publicado em: 28/05/2026 02:00

Racks de data center da Ascenty em Vinhedo (SP); cidade também receberá expansão Gabriella Ramos/g1 Com investimento de US$ 1,2 bilhão, um data center desenvolvido exclusivamente para inteligência oficial (IA) deve ser entregue em 18 meses em Sumaré (SP). A estrutura, reservada por uma gigante de tecnologia que não teve o nome revelado, foi apresentada na quarta-feira (27). 🧠 Na prática, a empreendimento funcionará como uma espécie de “cérebro” para sistemas de IA. Diferentemente dos centros de dados tradicionais, esse tipo de projeto exige uma estrutura mais robusta, principalmente em energia e sistemas de refrigeração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Chamado de "Sumaré 3", o novo data center terá capacidade inicial de 90 MW, com possibilidade de dobrar. Segundo a empresa Ascenty, desenvolvedora da estrutura, o projeto foi desenvolvido desde o início para atender às demandas da inteligência artificial. Além dos US$ 1,2 bilhão investidos na infraestrutura, a expectativa é que a empresa que ocupará o espaço invista outros US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia. Pensado para IA Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Embora também sejam usados para armazenar e processar dados, os data centers destinados para inteligência artificial exigem muito mais energia e sistemas de refrigeração mais potentes do que modelos tradicionais. Em um data center convencional, um único rack — estrutura que reúne servidores e equipamentos — costuma operar com cerca de 8 quilowatts (kW). No Sumaré 3, essa capacidade ficará entre 60 kW e 1 megawatt (MW), segundo Christopher Torto, CEO da Ascenty. LEIA TAMBÉM: Os planos para colocar data centers na Lua e em órbita da Terra Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas; conheça os projetos O aumento da potência exige mudanças no projeto. Em vez dos sistemas tradicionais de refrigeração por ar, o novo centro usará resfriamento líquido (liquid cooling), tecnologia considerada mais eficiente para dissipar o calor gerado pelos chips de IA. 🔎 Liquid cooling é uma tecnologia de resfriamento que usa líquidos para absorver e transferir o calor gerado por servidores e equipamentos de TI. Ou seja, no lugar do ar-condicionado, há a circulação de fluidos nos componentes a serem resfriados. "Vai ser o primeiro grande data center só para IA. Tem racks de IA já operando no Brasil, mas não tem um data center que foi concebido diretamente com IA", afirmou Torto. Energia e água Segundo a empresa, a operação foi projetada para funcionar com energia de fontes renováveis e sistemas fechados de refrigeração. "Hoje, 100% da energia que nós usamos vem de autoprodução. Nosso objetivo é sempre ficar neutro em termos do meio ambiente", afirmou Torto. 💧 Em relação ao consumo de água, a empresa diz que o sistema opera em circuito fechado, permitindo o reaproveitamento do recurso. Em 2025, segundo a companhia, o consumo foi equivalente ao de nove casas com quatro moradores ao longo de um ano. "A mesma água que eu coloco no momento que eu estou iniciando a operação do data center, eu vou operar a vida toda com aquilo", afirmou Marcos Siqueira, CRO e chefe de estratégia da companhia. Campus da empresa em Sumaré (SP) Ascenty/Divulgação Por que o interior de SP? O projeto em Sumaré faz parte do plano de expansão da empresa de tecnologia em São Paulo. A iniciativa inclui também a construção de outros três data centers. Juntos, os quatro projetos somam 150 megawatts (MW) de capacidade. "Estamos praticamente aumentando em 40%, em apenas três meses, tudo o que construímos nos últimos 15 anos", afirmou Christopher Torto. A região de Campinas concentra grande parte dos investimentos atuais da empresa e ocupa papel central nos planos de expansão. Segundo os executivos, fatores como oferta de energia, infraestrutura de fibra óptica e proximidade com São Paulo tornaram o interior paulista uma área estratégica. Questionado sobre a possibilidade de outros países da América Latina competirem diretamente com o Brasil, Torto afirmou que o país tem vantagens estruturais para esse tipo de projeto. "O Brasil tem excedente de energia, produz mais do que consome e conta com uma matriz basicamente renovável, algo que muitos países não têm. Hoje, o custo da energia no Brasil é cerca de um terço do registrado nos Estados Unidos", disse. Como funciona um data center por dentro Dhara Assis e Gui Sousa/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

EP Agro Summit discute inovação e gestão de risco como base do 'Novo Agro'

Publicado em: 27/05/2026 22:13

EP Agro Summit em Piracicaba reúne produtores e especialistas para debater futuro do agro O primeiro dia do EP Agro Summit 2026, nesta quarta-feira (27), em Piracicaba (SP), reuniu produtores rurais, especialistas e lideranças para debater as tendências e os desafios do setor. Com o tema "O Novo Agro é Agora", o encontro abordou a necessidade de equilibrar legado e inovação em um cenário de transformação global. Com 14 horas de programação e 30 palestras, o evento busca conectar teoria e prática em assuntos como agricultura 5.0, sustentabilidade e uso de dados para a tomada de decisão. O EP Agro Summit continua nesta quinta-feira (28), com transmissão ao vivo pelo g1, a partir das 8h. Para a produtora rural e palestrante Luciana Dalmagro, o conceito de "Novo Agro" passa por um balanço entre a tradição e as novas tecnologias. "Quando a gente fala 'Novo Agro', a gente faz um equilíbrio muito grande entre legado e inovação, passando por sucessão, por diferenciação, por sucessão familiar e comunicação", afirmou. EP Agro Summit 2026: primeiro dia de palestras e debates em Piracicaba (SP), nesta quarta-feira (27) Reprodução/EPTV Horizonte de oportunidades Em um cenário de crise internacional, com guerras e incertezas sobre insumos, o planejamento se torna ainda mais crucial. "Como é que a gente decide agora? Esse é o momento de decisão. E a gestão de riscos e o planejamento, a governança, eles ajudam muito nesse sentido", destacou Roberta Paffaro, especialista em gestão de risco em commodities agrícolas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Apesar dos desafios, o futuro reserva oportunidades para o Brasil, segundo Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV. "Guerras, insegurança, incerteza sobre insumos, fertilizantes, combustível, tudo isso cria uma agenda muito pior. Quando isso passar, e vai passar, nós vamos ter um horizonte fantástico para três áreas: segurança alimentar, energética e a questão das terras raras", avaliou Rodrigues. Um evento para o setor Iniciativa do Grupo EP, o evento foi elogiado por reunir diferentes elos da cadeia produtiva. "Não tem tantos eventos para discutir os grandes temas nacionais e reunir gente do setor, desde produtores a executivos. Então, é de uma relevância enorme", disse Sílvio Passos, presidente do conselho da Agroven. Para André Coutinho Nogueira, co-presidente do Grupo EP, a realização do EP Agro Summit é uma escolha natural. "Se a gente fosse considerar a área da EPTV, nós somos o quarto maior potencial de consumo do Brasil e com muitas verticais do agronegócio. Nos orgulha muito, e a gente fica muito animado de fazer esse evento um evento perene, que ele aconteça todo ano", afirmou. EP Agro Summit 2026: primeiro dia de palestras e debates em Piracicaba (SP), nesta quarta-feira (27) Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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EUA suspendem voos da nave Starship após falha em foguete

Publicado em: 27/05/2026 20:06

Starship faz decolagem em 12ª missão de testes da SpaceX A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (27) futuros lançamentos da Starship, nave mais poderosa do mundo, até que sejam concluídas as investigações sobre o voo realizado na última sexta-feira (22). A SpaceX, fabricante da Starship, usou a missão para testar as novas gerações da nave, do propulsor e da base de lançamento. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em comunicado, a FAA afirmou que a missão resultou em um incidente por conta do foguete Super Heavy, o estágio inferior da Starship que funciona como propulsor no início dos voos. O foguete se separou normalmente da nave minutos após a decolagem na base da SpaceX, no estado americano do Texas. Mas, ao retornar para a atmosfera, o primeiro estágio caiu bruscamente em vez de fazer um pouso controlado no Golfo do México. Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius Segundo a FAA, não houve relatos de feridos ou danos materiais, mas o órgão supervisionará uma investigação da empresa. O estágio superior continuou sua trajetória ao redor da Terra até pousar no Oceano Índico. Durante o voo, a nave liberou com sucesso 20 simuladores de satélites Starlink, além de dois satélites reais modificados. Veja o momento em que a Starship faz a separação no espaço Com a nova versão da nave, a empresa de Elon Musk pretende se aproximar de um modelo capaz de realizar futuras missões da Nasa para a Lua. O projeto da Starship, que prevê o desenvolvimento de supernaves reutilizáveis, fez a SpaceX investir mais de US$ 15 bilhões até o momento, segundo a Reuters. A empresa protocolou um pedido de oferta pública de ações, quando uma empresa abre seu capital e passa a ter ações negociadas na bolsa de valores. Musk vinha sinalizando ao mercado que a SpaceX poderia ser avaliada em US$ 1,75 trilhão. O valor é muito superior ao faturamento anual da empresa, que ficou em US$ 18,5 bilhões em 2025. A avaliação projetada por Musk equivale a quase 100 vezes a receita da companhia, bem acima do observado em gigantes de tecnologia como Apple e Nvidia.

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Investigação sobre contrato de R$ 348 milhões motivou exoneração de ex-secretário de Educação de MG, diz CGE

Publicado em: 27/05/2026 18:28

Audiência pública realizada na ALMG nesta quarta-feira (27) Guilherme Bergamini A exoneração do ex-secretário de Educação de Minas Gerais Rossieli Soares foi motivada por uma investigação da Controladoria-Geral do Estado (CGE) sobre um contrato de R$ 348,4 milhões para a aquisição de materiais didáticos para escolas. O documento foi assinado no dia 23 de dezembro de 2025 e prevê a distribuição de aproximadamente 3,5 milhões de exemplares de livros para alunos e professores dos ensinos fundamental e médio. O estado não realizou licitação própria para a contratação (leia mais abaixo). Rossieli foi exonerado em 27 de abril. O governo disse, à época, que o motivo da saída do ex-secretário foi uma investigação da CGE, mas não deu detalhes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Nesta quarta-feira (27), a controladora-geral do estado, Marcela Oliveira Ferreira Dias, afirmou que a denúncia de um servidor público sobre irregularidades na compra de materiais didáticos, em 16 de dezembro de 2025, deu início às apurações. Ela foi ouvida em uma audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Agora no g1 De acordo com Marcela Dias, em 9 de janeiro, a CGE emitiu um primeiro relatório preliminar sobre o caso. Em 27 de abril, as conclusões de um segundo relatório foram levadas ao governador Mateus Simões (PSD). A exoneração de Rossieli foi anunciada no mesmo dia. A controladora-geral não informou os eventuais desvios identificados no contrato nem explicou por que o ex-secretário foi exonerado. As investigações ainda estão em andamento. Contrato está em vigor, e empresa já recebeu R$ 170 milhões A presidente da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), questionou o fato de o contrato alvo das investigações ainda estar em vigor. Segundo ela, a empresa contratada, Fazer Educação, já recebeu cerca de R$ 170 milhões. A contratação se deu por meio de adesão a uma ata de registro de preços criada em São Paulo. 🔎 A adesão à ata de registro de preços é um mecanismo que permite que um órgão público contrate uma empresa usando uma licitação já realizada anteriormente por outro órgão. Na prática, em vez de abrir uma nova concorrência, o governo “pega carona” em um contrato já existente. "Por que o governo continuou com esse contrato, fazendo inclusive já o pagamento de R$ 170 milhões?", perguntou Beatriz. Mais 60 dias de investigação A deputada Lohanna (PV) questionou o que, de fato, levou à demissão do ex-secretário de Educação Rossieli Soares, o que não foi esclarecido pela controladora-geral. "Por que o secretário foi demitido? [...] O que tinha nesse relatório do dia 27 [de abril] de tão grave que no dia 28 saiu a demissão dele no Diário [Oficial do Estado]? A gente precisa saber", afirmou a parlamentar. Marcela Dias disse que não poderia dar detalhes sobre a investigação para não prejudicar o procedimento, ainda em andamento. A previsão é que a conclusão ocorra em até 60 dias. "Não faz parte da competência da CGE realizar medidas de gestão. O que a gente faz realmente: apura denúncias e faz relatórios imparciais, técnicos, que são levadas aos gestores. E são os gestores que tomam, com base na gestão de risco de cada um e a sua responsabilidade, as decisões", declarou a controladora-geral do estado. O que dizem as partes O ex-secretário de Educação Rossieli Soares afirmou que, até o momento, "não teve acesso a qualquer relatório relacionado à apuração, nem durante o exercício de suas funções à frente da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, nem após sua saída do cargo". Ele disse que a contratação "seguiu integralmente os parâmetros legais [...], com comprovação objetiva de vantajosidade econômica". "O ex-secretário afirma que está absolutamente tranquilo em relação à sua atuação, conduzida com rigor técnico, legalidade e compromisso com o interesse público". O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e com a Fazer Educação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Nova tecnologia da LG Innotek promete chips menores e mais eficientes para servidores de IA

Publicado em: 27/05/2026 16:48 Fonte: Tudocelular

A LG Innotek anunciou a sua participação inédita na conferência ECTC 2026, nos Estados Unidos. Nesse sentido, ela revelou ao mercado as suas mais recentes tecnologias em substratos para empacotamento de semicondutores. As soluções incluem embutimento de chips diretamente no substrato e tecnologia de pilares de sobre para um design mais fino. LG Innotek revela tecnologias para chips de IA e smartphones ultrafinos Em resumo, LG Innotek participou pela primeira vez da ECTC 2026, principal conferência global de empacotamento semicondutor organizada pelo IEE. Geralmente, esse evento reúne fabricantes como Intel, IBM, ASE e Amkor e visa discutir tendências em packaging avançado dos componentes. Dito isso, a empresa apresentou novos substratos FC-BGA de grande escala voltados para chips de IA e HPC. Com destaque para:Clique aqui para ler mais

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Mais de 10 milhões de crianças em países de baixa e média renda já sofreram abuso sexual na internet

Publicado em: 27/05/2026 16:00

uma em cada seis crianças que usam a internet na África e na Ásia sofreu exploração sexual online. Freepik Um novo estudo da London School of Economics and Political Science (LSE), publicado na revista Nature nesta quarta-feira (27), traz um alerta sobre a escala da exploração e do abuso sexual infantil facilitado pela tecnologia: uma a cada seis crianças e adolescentes que acessam a internet em países da África e da Ásia já sofreu algum tipo de abuso sexual digitalmente. A pesquisa, liderada por Sakshi Ghai, analisou dados representativos de quase 12 mil adolescentes, entre 12 e 17 anos, em 12 países da África Oriental e Austral e do Sudeste Asiático. Os resultados revelam que 17% das crianças usuárias de internet nessas regiões sofreram pelo menos uma forma de abuso digital no período de um ano. Essa proporção, quando projetada para as populações nacionais, equivale a mais de 10 milhões de crianças afetadas apenas nos países estudados. Agora no g1 O estudo é um dos marcos mais importantes para entender como a rápida digitalização em países de baixa e média renda tem exposto a maior parte das crianças do mundo a novos riscos que eram, até então, subestimados ou ignorados pela literatura científica, focada majoritariamente em países ricos. Uma das descobertas mais notáveis da pesquisa é que, ao contrário do abuso sexual que ocorre no ambiente físico, onde meninas costumam enfrentar riscos significativamente maiores, no ambiente digital a prevalência é quase idêntica entre os gêneros. Cerca de 16,9% dos meninos e 17% das meninas relataram ter passado por experiências de abuso mediadas por tecnologia. O levantamento, parte do projeto Disrupting Harm, abrangeu nações como Etiópia, Quênia, Namíbia, Filipinas e Tailândia. Os autores enfatizam que os números reais podem ser ainda maiores, já que o estigma, o medo de repercussões sociais e a própria natureza do abuso podem levar as vítimas a não reportarem suas experiências durante a coleta dos dados. Tipos de abuso mais frequentes O estudo categorizou o abuso sexual facilitado pela tecnologia em nove tipos diferentes, variando de comentários sexuais a graves formas de extorsão. A forma mais comum de violência relatada foi o recebimento de imagens sexuais não solicitadas, afetando cerca de 10% dos jovens usuários de internet. Os tipos de abusos citados incluem: Recebimento de imagens sexuais indesejadas (9,6% das crianças); Comentários sexuais que causaram desconforto (7,5%); Solicitação para conversar sobre sexo ou atos sexuais (4,8%); Pedidos de fotos ou vídeos das partes íntimas (4,2%); Pressão ou pedidos para realizar atos sexuais (3,9%); Ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens sexuais (2,7%) ou encontros presenciais para sexo (2,8%); Compartilhamento não consensual de imagens sexuais das crianças (2,8%); Chantagem ou extorsão sexual (sextortion) para forçar atividades sexuais (2,5%). A quantidade de casos variou drasticamente entre os países, refletindo diferentes níveis de conectividade digital e contextos culturais. As Filipinas registraram a taxa mais alta de abusos online, com 29% dos jovens usuários afetados, seguidas de perto por Uganda, com quase 28%. Em contraste, o Vietnã apresentou a menor taxa estimada, de 5,5%, o que pode indicar tanto uma diferença real na incidência quanto variações na probabilidade de as crianças denunciarem tais atos no contexto local. ECA Digital: estão em vigor as novas regras para menores em redes sociais, jogos e sites Vítimas veem obstáculos para denúncia Apesar da gravidade dos incidentes, o estudo destaca que mais da metade das vítimas (51%) nunca revelou o ocorrido a ninguém. Quando as crianças decidem falar, elas recorrem massivamente a redes informais de apoio, ignorando quase completamente os mecanismos formais de denúncia. A relação entre o suporte informal e o institucional é alarmante: Amigos são os principais confidentes, sendo procurados por 46% das vítimas que optaram pela revelação. A família também desempenha um papel, com revelações para irmãos (26%), mães (21%) e pais (20%). Em contrapartida, os canais oficiais são raramente utilizados: apenas 3% procuraram a polícia, 3% utilizaram linhas de ajuda e somente 3% falaram com assistentes sociais. A situação é particularmente crítica no ambiente escolar. Embora professores convivam diariamente com os jovens, apenas 9% das vítimas de abuso sexual online procuraram professores para relatar o ocorrido. Isso sugere uma falha profunda na percepção da escola como um porto seguro para lidar com danos digitais. Entre as principais barreiras que impedem as crianças de buscar ajuda, o motivo mais comum é o desconhecimento de onde ir ou a quem contar, citado por 37,6% dos não-denunciantes. Outros obstáculos incluem o sentimento de embaraço e vergonha (19,6%), o medo de se meter em problemas (10%) e a percepção de que o incidente não foi "sério o suficiente" para ser reportado (14,2%). Riscos da idade e apoio dos pais Um dado revelador do estudo é que, embora o risco de sofrer abuso sexual online aumente à medida que a criança envelhece, a probabilidade de ela denunciar o crime diminui. Jovens de 17 anos têm o dobro de chances de sofrer abuso digital em comparação aos de 12 anos, mas são significativamente menos propensos a revelar o ocorrido a adultos ou autoridades. Por outro lado, o estudo identificou que a mediação parental ativa é um dos fatores mais fortes para incentivar a denúncia. Crianças cujos pais participam ativamente da vida digital, sugerindo formas seguras de usar a internet e oferecendo ajuda quando algo incomoda, têm taxas de revelação muito maiores. O conhecimento prévio sobre onde buscar ajuda após casos de assédio também se mostrou um preditor crucial para que a vítima rompa o silêncio.

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Senai oferece mais de 300 vagas em cursos livres gratuitos; veja como se inscrever

Publicado em: 27/05/2026 15:36

Senai oferece mais de 300 vagas para cursos livres O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está com mais de 300 vagas abertas para cursos livres gratuitos em diversas áreas voltadas à qualificação profissional, primeiro emprego, requalificação e transição de carreira. As oportunidades são oferecidas em unidades de toda a região de São Carlos (SP), com opções em setores como eletroeletrônica, construção civil e tecnologia da informação. Há cursos presenciais e na modalidade de ensino a distância (EAD). As inscrições são online, através do site. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Os cursos são destinados tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para profissionais que desejam se atualizar ou mudar de área. Segundo o Senai, as formações têm duração variada, podendo ir de algumas semanas até alguns meses, conforme a carga horária e o nível de especialização. As capacitações são promovidas em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e acompanham a demanda de cada região. SENAI-MA abre 175 vagas gratuitas para cursos em Imperatriz e Caxias; veja como se inscrever Divulgação/SENAI-MA Como se inscrever? Os interessados devem acessar o portal oficial do Senai São Paulo para consultar os cursos disponíveis, filtrar por área tecnológica ou unidade e acompanhar a abertura de novas turmas, que são atualizadas diariamente. Mais informações podem ser consultadas no site. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Prefeituras e universidade divulgam vagas com salários de até R$ 16 mil no Oeste Paulista; confira oportunidades

Publicado em: 27/05/2026 14:53

Cidades do Oeste Paulista estão com concursos públicos e processos seletivos com inscrições abertas Freepik/Divulgação Cidades do Oeste Paulista estão com concursos públicos e processos seletivos com inscrições abertas. As remunerações variam de R$ 1.621 a R$ 22.010,63. No caso das oportunidades para a Prefeitura de Sagres (SP), o prazo termina nesta quarta-feira (27). Confira as vagas disponíveis na região: 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Prefeitura de Sagres A Prefeitura de Sagres (SP) está com três vagas abertas para profissionais de nível superior, com salários de R$ 3.620,15 e prazo para inscrições até as 23h59 desta quarta-feira (27), para os cargos de: nutricionista: 2 vagas; terapeuta ocupacional: 1 vaga. As inscrições podem ser feitas pelo site. A taxa é de R$ 60 e os interessados devem ter registro ativo no respectivo conselho profissional. Já a carga horária é de 20h semanais. Mais informações estão disponíveis no edital. Vídeos em alta no g1 Prefeitura de Mirante do Paranapanema A Prefeitura de Mirante do Paranapanema está com 18 vagas disponíveis, considerando as de Cadastro Reserva (CR), com inscrições abertas até o dia 7 de junho, pelo site. Confira abaixo: cuidador: 8 vagas e 8 vagas CR; lavador de veículos: 2 vagas. Os salários são de R$ 1.621 e as vagas exigem o ensino fundamental incompleto ou médio completo, a depender da função. Os interessados devem pagar a taxa de inscrição, que varia de R$ 50 a R$ 60. Mais informações estão disponíveis no edital. Unesp Presidente Prudente Em Presidente Prudente, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) abriu concurso público para 1 vaga de professor assistente na área de Física, com atuação na Faculdade de Ciências e Tecnologia. O cargo exige título de doutor e dedicação integral de 40 horas semanais. O salário inicial é de R$ 16.353,01. As inscrições devem ser feitas até 9 de junho, às 17h, exclusivamente pela internet. O candidato deverá preencher o formulário eletrônico e realizar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 286. Outros detalhes podem ser conferidos por meio deste link. LEIA TAMBÉM: Após abortos espontâneos e gestações de alto risco, mãe atípica do interior de SP vence trombofilia: 'Um milagre' Mãe enfrenta batalha contra câncer e lúpus enquanto cuida de três filhos no interior de SP: ‘São a minha cura todos os dias’ Ciência no bar: festival leva debates científicos ao público em Presidente Prudente; veja como participar Prefeitura de Nantes A Prefeitura de Nantes abriu concurso público com 30 vagas imediatas e formação de Cadastro Reserva para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários variam de R$ 1.899,80 a R$ 6.772,90, além de vale-alimentação de R$ 850. As inscrições devem ser feitas até 5 de junho, exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora. As taxas de inscrição variam de R$ 40 a R$ 80, dependendo do nível de escolaridade. Entre os cargos disponíveis estão gari, vigia, agente administrativo, agente comunitário de saúde, assistente administrativo e fiscal tributário, entre outros. A prova objetiva está prevista para 21 de junho. Emprega Prudente Além disso, a Prefeitura de Presidente Prudente, por meio do programa Emprega Prudente, disponibilizava até esta quarta-feira (27) quase 200 oportunidades de emprego em diversas áreas e níveis de escolaridade. Confira abaixo: interessados com nível fundamental completo e incompleto: 18 vagas; ensino médio/técnico completo e incompleto: 92 vagas; superior completo e incompleto: 6 vagas; pós-graduação: 2 vagas; 1º emprego: 6 vagas. Todos os cargos podem ser consultados no Mural de Vagas, disponível no site da plataforma Prudente Digital, que substituiu o antigo Balcão de Empregos. Outras informações podem ser obtidas diretamente no Atende Prudente, pelo telefone (18) 3399-1100. Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Novas smart TVs premium da Sony alcançam brilho extremo com tecnologia True RGB Mini LED

Publicado em: 27/05/2026 14:09 Fonte: Tudocelular

A Sony consolidou sua nova aposta no mercado de entretenimento doméstico nesta semana com o lançamento das smart TVs Bravia 7 II e Bravia 9 II. O grande destaque dos produtos é a introdução da tecnologia de painéis True RGB Mini LED ao público, que funciona com um sistema de retroiluminação colorida independente e forte. Sony Bravia 7 II estreia tecnologia RGB LED A Bravia 7 II é uma das primeiras TVs da empresa com a implementação da tecnologia “True RGB Mini LED”. Em vez de um backlight branco tradicional, o dispositivo usa LEDs vermelhos, verdes e azuis independentes para operar. Como resultado, o modelo exibe níveis maiores de brilho, maior precisão de cores e eficiência luminosa sem depender tanto de filtros de cor.Pontos fortes e limitações da Sony Bravia 7 II O modelo se destaca por entregar um HDR extremamente intenso e 2.300 nits de brilho em um painel que cobre 88% do espaço de cor BT.2020. A TV tem resolução 4K e suporta VRR com taxa de atualização de 120 Hz, além de ter Dolby Vision, ALLM e rodar o sistema Google TV.Clique aqui para ler mais

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