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Robô humanoide vence meia maratona em Pequim e supera recorde mundial humano pela 1ª vez

Publicado em: 19/04/2026 08:11

Robô humanoide corre ao lado de humanos em competição na China neste domingo (19) Ng Han Guan/AP Um robô humanoide venceu uma meia maratona para robôs em Pequim neste domingo (19), correndo mais rápido do que o recorde mundial humano em uma demonstração dos avanços tecnológicos da China. 🤖 O robô vencedor, feito pela Honor — fabricante chinesa de smartphones — completou a prova de 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos, segundo publicação no WeChat da Área de Desenvolvimento Econômico-Tecnológico de Pequim, conhecida como Beijing E-Town. ⬇️ O tempo foi inferior ao do recordista mundial humano, o ugandense Jacob Kiplimo, que percorreu a mesma distância em cerca de 57 minutos em março, em uma competição em Lisboa. ⬇️ A performance do robô também marcou um avanço significativo em relação à edição inaugural do evento, em 2025. Naquela ocasião, o vencedor concluiu a prova em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas a competição, realizada paralelamente a uma prova para humanos, não foi isenta de imprevistos. Um robô caiu logo na largada, outro esbarrou em uma barreira. Du Xiaodi, engenheiro de testes e desenvolvimento da Honor, disse que sua equipe ficou satisfeita com o resultado. Segundo ele, o design do robô foi inspirado em atletas humanos de alto desempenho, com pernas longas de cerca de 95 centímetros e equipado com um potente sistema de refrigeração líquida, em grande parte desenvolvido internamente. "Daqui para frente, algumas dessas tecnologias podem ser transferidas para outras áreas. Por exemplo, a confiabilidade estrutural e a tecnologia de refrigeração líquida podem ser aplicadas em cenários industriais futuros", afirmou. Embora ainda leve tempo para alcançar a comercialização em larga escala de robôs humanoides, os espectadores já demonstraram entusiasmo. Sun Zhigang, que esteve no público no ano passado, assistiu à corrida de domingo com o filho. "Sinto mudanças enormes neste ano", disse Sun. "É a primeira vez que robôs superam humanos, algo que eu nunca imaginei." O robô vencedor da meia maratona em Pequim é cercado por jornalistas após vitória Andy Wong/AP Photo Wang Wen, que foi ao evento com a família, afirmou que os robôs roubaram grande parte do protagonismo dos corredores humanos. “Isso pode sinalizar a chegada de uma espécie de nova era”, disse. A Beijing E-Town informou que cerca de 40% dos robôs percorreram o trajeto de forma autônoma, enquanto os demais foram controlados remotamente. Segundo o jornal estatal Global Times, um robô controlado remotamente, também da Honor, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, em 48 minutos e 19 segundos. No entanto, segundo o veículo, o robô campeão utilizou navegação autônoma e venceu de acordo com as regras de pontuação ponderada do evento. A emissora estatal CCTV informou que os robôs que ficaram em segundo e terceiro lugar, também da Honor e com navegação autônoma, concluíram a prova em cerca de 51 e 53 minutos, respectivamente. Um robô atuou como agente de trânsito, orientando os participantes com gestos e comandos de voz, acrescentou a CCTV. Na China, a tecnologia tornou-se uma área de competição com os Estados Unidos, com implicações para a segurança nacional. O mais recente plano quinquenal de Pequim promete "mirar as fronteiras da ciência e da tecnologia". A aceleração do desenvolvimento de produtos como robôs humanoides e de suas aplicações faz parte do plano para o período de 2026 a 2030 da segunda maior economia do mundo. O grupo londrino de pesquisa e consultoria em tecnologia Omdia classificou recentemente três empresas chinesas — AGIBOT, Unitree Robotics e UBTech Robotics Corp. — como as únicas fornecedoras de primeiro nível em sua avaliação global de volumes de remessas de robôs inteligentes de uso geral com incorporação física. Segundo o relatório, todas elas enviaram mais de 1.000 unidades desses robôs no ano passado, sendo que as duas primeiras despacharam mais de 5.000 unidades. Corredores tiram fotos de robô humanoide que participou de meia maratona em Pequim neste domingo (19) Haruna Furuhashi/AP

Palavras-chave: tecnologia

Dois estrangeiros são presos no Irã por importar tecnologia Starlink para acessar internet, diz agência

Publicado em: 19/04/2026 08:03

Foto de 14 de abril de 2026 mostra escombros de prédio residencial atacado em 4 de março em Teerã, capital do Irã Vahid Salemi/AP Quatro pessoas foram presas no noroeste do Irã, informou neste domingo (19) a agência de notícias Tasnim. O grupo foi acusado de integrar uma “rede de espionagem ligada aos Estados Unidos e a Israel”. Dois dos detidos são estrangeiros (as nacionalidades não foram divulgadas) e teriam importado para o país equipamentos de internet via satélite, como o Starlink (da SpaceX, de Elon Musk). A importação e o uso de Starlink são considerados crimes graves no Irã, especialmente durante o bloqueio quase total da internet imposto pelo governo desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026. O país vive atualmente mais de sete semanas de blackout de internet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entenda bloqueio de Internet Desde o início do conflito, o Irã impôs um dos mais longos e severos blackouts de internet da história recente, afetando a grande maioria dos 92 milhões de habitantes. O objetivo é limitar a circulação de informações, vídeos de protestos, coordenação de opositores e comunicação com o exterior. Órgãos de monitoramento como NetBlocks classificam o corte como um dos mais graves já registrados. Com o colapso da rede convencional, muitos iranianos recorreram ao Starlink para contornar a censura. A empresa chegou a zerar tarifas para usuários no Irã em alguns momentos. No entanto, o equipamento é ilegal no país, e as autoridades o tratam como ferramenta de “espionagem inimiga”. A inteligência iraniana afirma ter confiscado centenas de terminais Starlink em operações nacionais.

Palavras-chave: tecnologia

Lula desembarca na Alemanha em busca de negócios e parcerias em tecnologia

Publicado em: 19/04/2026 08:01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou neste domingo (19) em Hanôver, na Alemanha. Após escala na Espanha, ele deve ficar em solo alemão até segunda-feira (20). Entre outras agendas na Alemanha, a comitiva brasileira participará da maior feira de tecnologia industrial do mundo. O petista cumpre uma série de compromissos políticos, econômicos e empresariais no país, com destaque para a participação do Brasil como país parceiro da Hannover Messe 2026. Lula cobra mudanças na postura do Conselho de Segurança da ONU em cúpula em Barcelona Durante a visita à Alemanha, devem ser assinados cerca de dez acordos e anunciadas iniciativas em áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo, além de ser a quarta maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025 e estoque de investimentos diretos estimado em US$ 38,5 bilhões, em 2024. Programação O primeiro compromisso oficial de Lula neste domingo (19) é uma audiência com o presidente da Fundação Friedrich Ebert, Martin Schulz. Depois, o presidente brasileiro segue para uma recepção oficial no Palácio de Herrenhausen e reuniões restrita e ampliada. Ainda neste domingo, Lula participará, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, da abertura da Feira Industrial de Hannover. Depois, o presidente brasileiro será recebido para um jantar oficial com executivos brasileiros e alemães. A previsão é que Lula participe da abertura do estande brasileiro e faça uma visita guiada pelos pavilhões da feira na segunda-feira (20). A participação brasileira na exposição conta com uma área de cerca de 2.700 metros quadrados, organizados em seis áreas temáticas: transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial. Haverá a presença de 140 empresas brasileiras e outras 300 representadas. Ainda na segunda, o presidente participa da abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil–Alemanha, que reúne empresários e autoridades dos dois países para discutir temas como inovação, sustentabilidade, geopolítica, indústria de defesa e inteligência artificial. Lula também deve ir à sessão plenária da 3ª Reunião de Consultas Intergovernamentais de Alto Nível entre Brasil e Alemanha, com participação de delegações ministeriais dos dois países. Está prevista, também, a possibilidade de visita à cidade de Wolfsburg, sede global da Volkswagen.

Crise da RAM vai ficar ainda pior até 2027 e aumentar ainda mais o preço de eletrônicos

Publicado em: 19/04/2026 05:24 Fonte: Tudocelular

A escassez global de memória RAM causada pelos data centers de IA deve se intensificar nos próximos anos e continuar pressionando o preço de eletrônicos. Relatórios recentes indicam que fabricantes não conseguirão acompanhar a demanda crescente, o que fará com que muitos produtos tenham que recorrer a tecnologias mais antigas ou que sejam vendidos por preços fora do comum.Segundo dados publicados pelo Nikkei Asia, a produção de DRAM deve atingir apenas cerca de 60% da demanda global até 2027. O cenário aponta para falta persistente de chips e impacto direto no custo de PCs, smartphones e servidores.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O líquido do lixo: entenda o que é o chorume, seus riscos e como evitamos seus impactos

Publicado em: 19/04/2026 04:01

O líquido do lixo: entenda o que é o chorume, seus riscos e como evitamos seus impactos Adobe Stock Diariamente, milhares de toneladas de resíduos sólidos são destinadas a aterros sanitários e, infelizmente, aos inúmeros lixões ainda existentes no Brasil. O que pouca gente vê é que, junto com o lixo, forma-se um líquido escuro e altamente poluente: o chorume. Quando não é tratado adequadamente, o chorume deixa de ser apenas um problema ambiental e passa a representar um risco à saúde pública. Entender como o chorume se forma, quais são seus impactos e quais soluções já existem é essencial para discutir o futuro da gestão de resíduos no país. Um problema que afeta meio ambiente e saúde O “lixiviado de aterro de resíduos sólidos”, popularmente denominado chorume, é o líquido gerado pela decomposição das substâncias dos resíduos dispostos em aterros e lixões. Caracterizado pela cor escura e pelo mau cheiro, ele contém substâncias tóxicas capazes de contaminar o solo e os recursos hídricos. Nos aterros sanitários, há sistemas adequados de impermeabilização na base do aterro, o lixo depositado é coberto com solo, e o líquido que se forma é drenado, acumulado em lagoas de chorume, e então deve ser encaminhado para tratamento. Já nos lixões, o chorume atravessa os resíduos e infiltra-se no solo, podendo alcançar o lençol freático. Esse processo pode contaminar tanto o solo quanto as águas subterrâneas. A quantidade e a composição do chorume são variáveis e complexas, pois os aterros são ambientes dinâmicos. Diversos fatores — como o tipo de resíduo aterrado, as condições climáticas local (pluviometria e temperatura), o formato do aterro e o tipo de cobertura (se mais ou menos permeável à infiltração de água de chuva) — influenciam o volume de chorume gerado e a sua composição físico-química e microbiológica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os principais poluentes do chorume incluem compostos orgânicos, como os ácidos húmicos e fúlvicos, além de nitrogênio amoniacal e íons cloreto. Metais pesados, como cádmio, cromo, níquel e chumbo, também podem estar presentes, mas geralmente em baixas concentrações – o que desmistifica a ideia de que eles são os grandes vilões do chorume. A concentração de metais pesados depende do tipo de resíduo disposto. Em aterros com resíduos sólidos urbanos, sua presença tende a ser limitada. Além disso, no interior do aterro ocorrem diversos processos bioquímicos que favorecem a imobilização desses metais, contribuindo para que suas concentrações no chorume permaneçam relativamente baixas. No meio ambiente, a contaminação por chorume pode levar à redução drástica de oxigênio em cursos d’água, acarretando a morte de organismos aquáticos e o fenômeno da eutrofização (aumento excessivo de nutrientes como nitrogênio e fósforo na água, que leva à proliferação de algas e cianobactérias em lagos, represas e rios), com potencial liberação de substâncias prejudiciais à saúde humana na água. Pode ocorrer ainda a presença de cloreto e sódio em concentrações elevadas no chorume, o que pode provocar a salinização da água subterrânea ou águas superficiais. A contaminação de recursos hídricos compromete o abastecimento de água para consumo humano, além dos usos recreacionais. A exposição ao chorume pode ocorrer de forma indireta ou direta, por ingestão ou contato dermal, com potencial de desencadear doenças, como diarreias e gastroenterites, além de aumentar o risco de desenvolvimento de doenças dos sistemas endócrino e nervoso. O problema é ainda mais grave porque os locais de deposição de resíduos continuam a gerar chorume por décadas, mesmo após o encerramento de aterros e lixões. Um estudo recente evidenciou que áreas próximas a locais de disposição irregular de resíduos continuam a representar riscos ambientais e à saúde da população mesmo após sua desativação, devido à contaminação por metais como cromo e por microrganismos patogênicos. Além disso, falhas estruturais e desigualdades territoriais ampliam a vulnerabilidade de populações de menor renda que residem próximas a aterros e lixões. Isso reforça a necessidade de monitoramento ambiental contínuo para o gerenciamento adequado do chorume. Como o chorume é tratado nos aterros sanitários Não existe uma tecnologia ou sistema de tratamento aplicável a todos os tipos de chorume. Diversos processos físico-químicos e biológicos podem ser adotados para o seu tratamento. Entre eles destacam-se a coagulação e precipitação química, o lodo ativado, as lagoas de estabilização e as tecnologias de separação por membranas, como a nanofiltração e a osmose inversa. Todos os métodos apresentam vantagens e limitações e o ideal é que as estações de tratamento sejam operacionalmente flexíveis: ou seja, que possam se ajustar às variações no volume gerado e na composição do chorume ao longo da vida útil do aterro sanitário. No Brasil, o tratamento biológico é o mais comum, devido ao seu custo mais acessível. No entanto, o uso exclusivo desse tipo de tratamento pode ser insuficiente para atender aos padrões estabelecidos pela legislação ambiental brasileira. Nesse contexto, a combinação de etapas de tratamento biológicas e físico-químicas é fundamental. A partir da última década, os tratamentos avançados baseados em processos de separação por membranas passaram a ser mais utilizados. Essas tecnologias já são utilizadas em aterros brasileiros localizados em regiões metropolitanas, por serem capazes de atender a padrões de lançamento mais restritivos. Em aterros sanitários de pequeno porte, geralmente localizados em municípios de áreas rurais, é comum o uso de lagoas de estabilização. Também é frequente o manejo do chorume por meio da recirculação no maciço do aterro, prática que promove a redução de volume por evaporação e aumenta a umidade dos resíduos, favorecendo o processo de estabilização. Outra alternativa adotada é o envio do chorume para tratamento externo em estações de tratamento de esgoto. Os principais desafios no contexto brasileiro No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, estabeleceu um arcabouço legal para a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos. Contudo, os avanços têm sido insuficientes, especialmente no que se refere à disposição final ambientalmente adequada. O país não cumpriu a meta de erradicação de lixões prevista para 2014, tampouco os novos prazos estabelecidos pelo Novo Marco Legal do Saneamento para sua eliminação até 2024. A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) estima que ainda existam cerca de 3 mil lixões ativos no Brasil, o que acentua os impactos ambientais e os riscos à saúde da população. Observa-se ainda que, mesmo após o encerramento de antigos vazadouros a céu aberto, persistem problemas relacionados ao surgimento de lixões clandestinos nos arredores. Em alguns casos, esses locais passam a ser dominados pelo poder paralelo, com a cobrança de taxas para o despejo irregular de resíduos. Dificuldades financeiras também limitam a instalação e a operação de tecnologias de tratamento avançado, como biorreatores com membranas e osmose inversa, sobretudo em regiões rurais e em municípios de pequeno porte. Além disso, é comum a existência de estações de tratamento subdimensionadas. Esses sistemas frequentemente sofrem com sobrecarga hidráulica em períodos chuvosos ou tornam-se incapazes de acompanhar o aumento da geração de chorume decorrente da maior disposição de resíduos ao longo da operação do aterro. Nessas condições, o chorume pode se acumular em lagoas, aumentando o risco de vazamentos e de descarte inadequado. Os avanços ainda modestos promovidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos reforçam a necessidade de fortalecimento da gestão integrada de resíduos sólidos. Enfrentar as questões relacionadas aos aterros sanitários e ao tratamento de chorume requer melhorias em toda a cadeia de gerenciamento de resíduos. A relação entre consumo, geração de lixo e impactos invisíveis, decorrente da geração e do manejo inadequado do chorume, precisa ser enfrentada pelo poder público e pela iniciativa privada, além de ser amplamente debatida com a participação da sociedade. Ronei de Almeida recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Elisabeth Ritter recebe financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) LEIA TAMBÉM: Florianópolis é a única cidade brasileira eleita pela ONU entre as que mais avançaram no combate ao desperdício de lixo  Você sabe se o lixo que você pensa ser reciclável, é mesmo reciclado? O g1 explica Reciclagem não será solução para crise global gerada pelo lixo plástico, aponta estudo

Palavras-chave: tecnologia

Explosão de negócios da família Trump abre caminho para presidentes dos EUA lucrarem com o cargo

Publicado em: 19/04/2026 02:00

Donald Trump em evento de fevereiro de 2024, com um par de tênis Trump AP Photo/Manuel Balce Ceneta Por muitos anos, os presidentes dos Estados Unidos tomaram cuidado para não dar a impressão de que estavam ganhando dinheiro devido ao cargo. Harry Truman não permitiu que seu nome fosse usado em nenhum empreendimento, mesmo após deixar a presidência. Richard Nixon ficou tão preocupado com a possibilidade de um irmão se beneficiar de suas conexões que chegou a mandar instalar escutas em seu telefone. Já George W. Bush vendeu todas as suas ações antes de tomar posse. O presidente Donald Trump tem seguido um caminho diferente. A empresa de imóveis de sua família está crescendo internacionalmente em um ritmo nunca visto desde que foi criada, há um século, com os acordos potencialmente influenciando decisões que vão desde tarifas a ajuda militar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Comandados pelos filhos de Trump, Eric e Donald Jr., os negócios da família passaram a incluir criptomoedas. Essas novas atividades trouxeram bilhões de dólares, mas também levantaram dúvidas sobre possíveis vantagens dadas a grandes investidores. Os irmãos também se juntaram ou investiram em várias empresas que buscam fazer negócios com o governo comandado por seu pai. Recentemente, Eric e Donald Jr. conseguiram uma parte milionária em uma empresa que fabrica drones armados e que tenta vender seus produtos tanto para o Pentágono quanto para países do Golfo, que dependem da proteção militar dos Estados Unidos. A Casa Branca e a Trump Organization negam qualquer problema ético. Quando foi perguntado sobre o tema em um evento de criptomoedas, Donald Jr. respondeu: “Francamente, isso já cansou. O problema dos conflitos de interesse remonta à primeira eleição de Trump. Especialistas em ética governamental e historiadores argumentam, no entanto, que o tema é mais preocupante do que nunca. Segundo eles, os conflitos se acumulam no segundo mandato e são considerados sem precedentes, flagrantes e perigosos para a democracia. “Não acho que haja atualmente qualquer linha entre decisões políticas, cálculos políticos e o interesse da família Trump”, disse Julian Zelizer, historiador presidencial da Universidade de Princeton. Donald Jr. e Eric, filhos de Donald Trump AP Photo/Alex Brandon Boom de negócios no exterior Durante o primeiro mandato de Trump, a Trump Organization não fechou nenhum acordo fora dos Estados Unidos. Pouco mais de um ano depois do início do segundo mandato, já são oito negócios. Segundo a empresa, todos eles estão seguindo a regra criada pela própria Trump Organization de não negociar diretamente com governos estrangeiros. No entanto, em países onde o governo tem muito poder, é difícil que não haja algum tipo de influência, principalmente quando o dono do negócio é o presidente em exercício. No Catar, por exemplo, um clube de golfe e casas de luxo com o nome Trump está sendo construído em parte por uma empresa do próprio governo do país. No Vietnã, segundo o The New York Times, agricultores foram retirados de suas terras pelo governo para dar espaço a um resort Trump, e o acordo foi aprovado em uma cerimônia oficial com a presença do vice-primeiro-ministro. Já na Arábia Saudita, um resort chamado “Trump Plaza” está sendo erguido no Mar Vermelho por uma empresa próxima à família real. Não dá para saber ao certo se esses negócios mudaram decisões dos Estados Unidos para beneficiar esses países, mas eles conseguiram o que buscavam: o Qatar teve acesso à tecnologia americana, o Vietnã conseguiu redução de impostos e a Arábia Saudita recebeu aviões de combate. A Trump Organization também saiu ganhando, recebendo dezenas de milhões de dólares em taxas. Quando perguntada sobre esses projetos, a Trump Organization afirmou que não fez negócios com governos, dizendo que a empresa da Arábia Saudita é privada e que está apenas “colaborando” com a empresa do Catar, sem criar uma “parceria” que contrariaria suas próprias regras. Emirados Árabes Unidos e criptomoedas Outro negócio que gera dúvidas sobre conflitos de interesse foi revelado em uma reportagem do Wall Street Journal em janeiro, um ano depois de ter sido fechado. Pouco antes da posse, a família Trump vendeu quase metade da empresa de criptomoedas World Liberty Financial para uma companhia ligada ao governo dos Emirados Árabes Unidos, comandada por um membro da família real, por US$ 500 milhões. Outro grupo dos Emirados, um fundo do governo, investiu na plataforma de criptomoedas Binance usando US$ 2 bilhões em uma moeda digital criada pela World Liberty. Com isso, a empresa de Trump pôde aplicar esse dinheiro em investimentos considerados seguros, como títulos públicos, e ficou com dezenas de milhões de dólares em juros. Pouco tempo depois, o governo Trump cancelou uma regra do governo de Joe Biden e permitiu que os Emirados Árabes Unidos comprassem chips avançados dos Estados Unidos. Mais tarde, o fundador da Binance, Changpeng Zhao, recebeu um perdão de Trump, mesmo após ter se declarado culpado por não impedir o uso da plataforma por criminosos que movimentavam dinheiro de casos envolvendo abuso sexual infantil, tráfico de drogas e terrorismo. Questionado, o advogado de Zhao negou qualquer relação entre os negócios da Binance com a família Trump e o perdão recebido. “Qualquer alegação de troca de favores por parte da Binance ou Changpeng Zhao, ou tratamento financeiro preferencial, é uma clara distorção do registro público”, disse Teresa Goody Guillen em um e-mail à AP. Sobre o perdão, a Casa Branca afirmou que Zhao foi punido de forma injusta pelas autoridades federais, em uma “guerra da administração Biden contra as criptomoedas”. A World Liberty também negou qualquer conflito de interesse, dizendo que o negócio com os Emirados Árabes Unidos não tinha ligação com a decisão sobre os chips. Bilhões em criptomoedas A World Liberty também criou outra forma de renda para uma nova empresa de Trump, vendendo “tokens de governança”. Esses tokens dão ao comprador direito a voto, mas não o tornam dono da empresa. Só no ano passado, foram arrecadados US$ 2 bilhões. Com isso, a família Trump ganhou centenas de milhões de dólares por sua participação na World Liberty e por um acordo que garante parte dessas vendas. Um dos principais compradores desses tokens foi Justin Sun, um bilionário do setor de criptomoedas que, por ser estrangeiro, é proibido pela lei dos EUA de fazer doações a políticos americanos. Entre a eleição e a posse de Trump, Sun gastou US$ 75 milhões nesses tokens. Em fevereiro de 2025, um processo federal contra Sun por enganar investidores foi suspenso. O caso terminou no mês passado, com uma multa de US$ 10 milhões. Outro produto lançado foram as moedas “meme” com o rosto de Trump, colocadas à venda pouco antes de ele começar o segundo mandato. Nos quatro meses seguintes, essas moedas renderam US$ 320 milhões, a maioria indo para empresas ligadas a Trump, segundo a empresa Chainalysis, que monitora transações em blockchain. Esse valor é mais que o dobro do que foi arrecadado em quatro anos com o hotel Trump International, em Washington D.C., durante o primeiro mandato. Trump International Hotel, em Washington DC, em foto de 2021; empreendimento foi vendido no ano seguinte AP Photo/Julio Cortez Ao contrário de lobistas ou doadores de campanha que tentam influenciar Trump, quem compra essas moedas pode fazer isso sem se identificar. Justin Sun está entre os que optaram por tornar sua aquisição pública, gastando US$ 200 milhões nas moedas e conseguindo participar de uma festa exclusiva com Trump para os maiores compradores. Outro empreendimento da família, a American Bitcoin, abriu capital em setembro, o que deu a Donald Jr. e Eric um valor estimado de US$ 1 bilhão em ações na época. Meses antes, Trump anunciou a criação de uma reserva nacional de bitcoin, o que fez o preço da moeda disparar. Os negócios do presidente não são totalmente imunes à notória volatilidade das criptomoedas. O valor do bitcoin e de outros tokens digitais despencou desde então, assustando investidores. Tanto as ações da American Bitcoin quanto o valor das moedas meme de Trump perderam 90% do valor desde o pico. No mês passado, Trump disse que faria mais um jantar com os maiores compradores de suas moedas meme, o que fez o valor das moedas subir antes de cair de novo. “Quaisquer restrições que existiam no primeiro mandato parecem ter desaparecido completamente”, diz o historiador da Universidade Columbia Timothy Naftali. Para Trump, pessoas não se importam com o tema Quando perguntada sobre a reportagem, a Casa Branca afirmou que Trump age de “maneira ética” e que qualquer sugestão diferente é “mal informada ou maliciosa”. A porta-voz Anna Kelly reforçou que os bens de Trump estão sob a administração dos filhos e disse que ele “não tem envolvimento” nos negócios da família. “Não há conflitos de interesse”, afirmou. Em outro comunicado, a Trump Organization disse estar “totalmente em conformidade com todas as leis aplicáveis de ética e conflitos de interesse” e acrescentou que “a insinuação de que a política enriqueceu a família Trump é infundada.” Em janeiro, Trump declarou ao The New York Times que, sobre possíveis conflitos de interesse, “eu descobri que ninguém se importava, e eu posso”, fazendo referência à exceção que o presidente tem na lei federal que impede funcionários públicos de manterem interesses financeiros em negócios afetados por decisões do governo. Não está claro se Trump está certo ou errado sobre o que pensam os americanos, mas essa opinião parece estar mudando, até mesmo entre os republicanos. Em uma pesquisa feita pelo Pew Research Center em janeiro, 42% dos eleitores republicanos disseram confiar que Trump age de forma ética, número menor do que os 55% registrados no início do segundo mandato, um ano antes. Fortuna em ascensão A revista Forbes calcula que a fortuna de Trump agora chega a US$ 6,3 bilhões, um aumento de 60% em comparação ao período antes de ele voltar à presidência, o que chama atenção diante das dificuldades que a Trump Organization enfrentou no passado. O Trump International Hotel em Washington, D.C., nunca teve lucro antes de ser vendido em 2022. Duas redes de hotéis da marca Trump, voltadas para a classe média, fecharam no primeiro mandato por falta de clientes. Alguns prédios de apartamentos tiraram o nome Trump das fachadas porque perceberam que, em vez de atrair compradores, estavam afastando-os. Nenhum novo prédio residencial nos Estados Unidos está usando o nome Trump na entrada durante o segundo mandato, mas em Washington, onde há muitos negócios com o governo, o nome ainda tem valor. Donald Jr., o filho mais velho de Trump, abriu um clube privado em Georgetown, Washington, cobrando até US$ 500 mil de quem quer ser membro fundador. Poucos clubes cobram valores parecidos, como o Yellowstone Club, em Montana, que oferece acesso a resorts, pistas de esqui e muitos restaurantes em uma área exclusiva. Chamado de “Executive Branch” (“Poder Executivo”), o clube de Donald Jr. fica no subsolo de um prédio, mas oferece algo diferente: estar perto do centro do poder. Bíblias, guitarras e tênis Outros presidentes e suas famílias também já buscaram lucros de formas que prejudicaram a imagem do cargo. Hunter Biden foi pago como diretor de uma empresa de gás ucraniana enquanto seu pai, Joe, era vice-presidente. A Fundação Clinton recebeu doações de outros países, mas isso foi depois que Bill Clinton deixou a presidência. Já o irmão de Jimmy Carter, Billy, ganhou dinheiro usando o nome da família para vender cerveja. No caso de Trump, ele mesmo está vendendo produtos como Bíblias “God Bless the USA” por US$ 59,99, tênis “Never Surrender” por US$ 399 e guitarras elétricas que podem custar até US$ 11.500 —frete não incluído — para quem quiser um modelo autografado pelo presidente. Ano novo, lucros novos Nos primeiros meses do segundo ano de Trump de volta à presidência, o ritmo dos negócios continuou forte. Em janeiro, a Trump Organization anunciou o terceiro acordo com a Arábia Saudita em menos de um ano, desta vez para construir mansões, um hotel e um campo de golfe perto da capital, Riad. Agora, a “colaboração” é com uma empresa ainda mais ligada ao governo, pois pertence ao fundo soberano do país, comandado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Quando questionada pela AP se esse projeto desrespeita a promessa de não fazer negócios com governos estrangeiros, a Trump Organization respondeu que não “faz negócios com nenhuma entidade governamental”, mas não comentou sobre esse caso em particular. Enquanto isso, a nova empresa de drones de Eric e Donald Jr. tenta fechar contratos com o Pentágono. Outras empresas que têm acordos com o governo e que receberam investimentos dos irmãos no último ano estão recebendo dezenas de milhões de dólares em dinheiro público. Entre elas estão uma fabricante de motores de foguetes, uma fornecedora de chips de inteligência artificial e uma empresa de análise de dados, de acordo com registros oficiais. Quando perguntado sobre possíveis conflitos depois do acordo dos drones, Eric afirmou: “Tenho um orgulho enorme de investir em empresas nas quais acredito.” Um representante de Donald Jr. disse que ele não “interage” com o governo sobre as empresas em que investe, e acrescentou que “a ideia de que ele deveria parar de viver sua vida e sustentar seus cinco filhos só porque seu pai é presidente é, francamente, um padrão risível e ridículo.” Uma nova empresa de investimentos, da qual os irmãos se tornaram conselheiros no ano passado, arrecadou US$ 345 milhões em uma oferta pública inicial para comprar partes de empresas americanas que devem ajudar o pai deles a fortalecer a indústria dos Estados Unidos. Depois que a AP perguntou ao principal advogado de Trump sobre um trecho de um documento oficial dizendo que a empresa buscaria negócios que pedem incentivos do governo, ele apresentou um novo documento com essa parte removida. Zelizer, o historiador de Princeton, diz que espera que os próximos presidentes sejam mais cuidadosos ao enriquecer, mas se preocupa com o exemplo que Trump está dando. “Ele mostrou politicamente que não há preço a pagar para ganhar dinheiro”, disse. “Você sabe que pode seguir por esse caminho.”

Ministro de Portos e Aeroportos cumpre agenda em Araripina

Publicado em: 18/04/2026 19:57

Ministro de Portos e Aeroportos cumpre agenda em Araripina O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, cumpriu agenda no município de Araripina, Sertão de Pernambuco, neste sábado (18). Na ocasião, realizou uma visita técnica ao aeroporto da cidade, que agora integra o Programa AmpliAR, do Governo Federal. Durante visita, anunciou que o aeroporto de Araripina passará a ser administrado pela GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. A mudança na gestão visa alinhar a operação no Sertão do Araripe aos padrões nacionais de concessões aeroportuárias. Além da nova administração, foi confirmado um aporte de R$ 19 milhões para obras de modernização e infraestrutura. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça As intervenções previstas incluem a ampliação do terminal de passageiros, do estacionamento e do pátio de aeronaves, além de melhorias na pista para permitir a operação de aviões de maior porte. Ministro de Portos e Aeroportos cumpre agenda em Araripina Ascom/PMA O projeto também contempla avanços em segurança e tecnologia, com a implantação de áreas de segurança nas cabeceiras da pista (RESA) e a instalação do sistema PAPI, que auxilia nos procedimentos de pouso. Segundo o ministro, o objetivo é fortalecer a aviação regional e melhorar a logística no interior de Pernambuco. A expectativa é que, após a reforma, o aeroporto impulsione novos negócios e a geração de empregos na região. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: tecnologia

Dois homens com mandado de prisão por pensão são presos na Expogrande após reconhecimento facial

Publicado em: 18/04/2026 19:33

Expogrande tem primeiras prisões com reconhecimento facial Felipe Ribeiro/ TV Morena Dois homens com mandado de prisão em aberto foram presos neste sábado (18) durante a Expogrande 2026, em Campo Grande. Eles eram procurados por não pagamento de pensão alimentícia e foram identificados por um sistema de reconhecimento facial instalado no Parque de Exposições Laucídio Coelho. As prisões aconteceram durante a tarde e marcaram as primeiras detenções realizadas com o uso da tecnologia no evento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), um dos presos, de 48 anos, foi identificado pelas câmeras espalhadas em totens pelo parque. O sistema, que usa inteligência artificial, cruzou a imagem do visitante com bancos de dados oficiais e apontou que ele tinha um mandado de prisão em aberto. Após o alerta, equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro) foram acionadas e localizaram o homem ainda dentro do evento. Ele foi abordado, preso e levado para uma base operacional montada no local. Em seguida, foi encaminhado para a Depac-Cepol, onde permanece à disposição da Justiça. Um segundo homem, também com mandado por dívida de pensão, foi identificado e preso nas mesmas condições. Monitoramento em tempo real A identificação dos suspeitos é feita por meio de uma central de monitoramento instalada pela Acrissul, onde policiais acompanham as imagens em telões. O sistema permite reconhecer, em tempo real, pessoas procuradas pela Justiça em meio ao grande público do evento. Operação Acrissul As ações fazem parte da Operação Acrissul, que utiliza o reconhecimento facial como projeto piloto para reforçar a segurança pública em grandes eventos. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Sejusp e a Acrissul e conta com a atuação integrada da Polícia Civil, além de equipes do GOI, Garras e Polícia Militar. De acordo com a secretaria, a estratégia combina tecnologia e inteligência para aumentar a segurança de visitantes, expositores e autoridades. A expectativa é que mais de 120 mil pessoas passem pela feira. A Operação Acrissul segue durante toda a programação da Expogrande 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Operação contra violência à mulher prende 23 pessoas no Pará

Publicado em: 18/04/2026 19:23

Operação contra violência à mulher prende 23 pessoas no Pará e atende mais de 2,6 mil vítimas. Divulgação Uma operação de enfrentamento à violência contra a mulher resultou em 23 prisões em flagrante no Pará entre quinta (16) e sexta-feira (17). Ao todo, 2.602 mulheres foram atendidas em 121 municípios do estado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17) pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), durante reunião de balanço realizada na sede do órgão, em Belém. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp A operação “Escudo Feminino” mobilizou mais de 1,6 mil agentes ao longo dos dois dias. As ações incluíram atendimento às vítimas, reforço do policiamento em áreas estratégicas e atividades educativas de conscientização e incentivo à denúncia. Segundo a Segup, o Centro Integrado de Operações (Ciop) registrou 146 ocorrências relacionadas à operação no período. A ação contou com atuação conjunta de agentes das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e outros órgãos vinculados à segurança pública. Ao todo, foram empregadas 310 viaturas em rondas ostensivas, monitoramento e atividades investigativas, além da fiscalização de 1.144 endereços de mulheres com medidas protetivas. Atendimento com tecnologia A operação também priorizou atendimentos gerados pelo Ciop, com atenção especial às mulheres cadastradas na plataforma “SOS Mulher 190 – Proteção Sem Palavras”, voltada a vítimas em situação de risco. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A ferramenta permite atendimento ágil por meio de integração direta com o número 190. Após cadastro prévio no site da Segup, a vítima passa a ser identificada automaticamente ao acionar o serviço de emergência, mesmo sem comunicação verbal. Segundo o governo, a tecnologia possibilita o monitoramento em tempo real da localização da mulher, garantindo o envio imediato de equipes ao local da ocorrência. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

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Com média de 15 por dia, Campinas tem o melhor março no emplacamento de veículos eletrificados

Publicado em: 18/04/2026 18:01

Carro elétrico João Pantoja/Rede Amazônica Campinas registrou o melhor mês de março no emplacamento de veículos eletrificados desde o começo da série histórica da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2022. Foram 477 unidades registradas, o que representa, em média, 15 veículos por dia. Para efeito de comparação, o volume é 21,6% maior do que o registrado em março de 2025, quando foram emplacadas 392 unidades. Veja os dados ano a ano: Março/2026: 477 Março/2025: 392 Março/2024: 260 Março/2023: 82 Março/2022: 67 🚗 Os dados consideram como veículos eletrificados todas as tecnologias disponíveis no mercado brasileiro com algum grau significativo de eletrificação: os 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos puros (HEV), híbridos a gasolina/álcool (HEV Flex), e micro-híbridos e mild hybrid (MHEV). 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Com 1.157 emplacamentos no primeiro trimestre, Campinas segue como a principal cidade do interior do Brasil no mercado de veículos eletrificados. Mercado em expansão Em entrevista ao g1, Thiago Sugahara, vice-presidente da ABVE, pontuou que a queda no tíquete médio do veículo eletrificado, que era de R$ 250 mil há cinco anos, para modelos de entrada próximo a R$ 100 mil, é o que tem aproximado os modelos do consumidor. O representante da ABVE destacou que não é apenas a questão financeira que explica o aumento no interesse e nas vendas. "Ele não ficou apenas mais acessível, mas também a autonomia desses carros que há cinco, oito anos atrás eram em média de 150, 200 quilômetros, aumentou para 200, 300, até 400 quilômetros. Ou seja, a gente tem visto uma maior oferta de veículos com maior autonomia e com menor custo, tornando a tecnologia cada vez mais acessível", destaca. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM Do desejo ao status: carros de luxo ganham espaço na região de Campinas com alta nas vendas Frota de Campinas supera 1 milhão de unidades e especialista alerta: 'onde colocar todos esses veículos?' Entenda por que apesar de alta no imposto, Campinas tem expansão na venda de veículos eletrificados Renda elevada e alta escolaridade: veja o que explica destaque da região de Campinas na venda de carros eletrificados Veículo elétrico BYD Carlos Barria / Reuters VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região " Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Banheiros autolimpantes são instalados em cinco praias de Guarujá; entenda como funciona

Publicado em: 18/04/2026 15:43

Demais unidades serão instaladas 30 dias após a instalação do primeiro equipamento. Prefeitura Municipal de Guarujá A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, instalou o primeiro banheiro autolimpante sustentável da cidade na Praia do Tombo. A iniciativa, inédita no Estado, conta com estrutura que utiliza um sistema de alta tecnologia, visando garantir higiene e eficiência ambiental. Segundo a administração municipal, além da Praia do Tombo, oito banheiros autolimpantes serão instalados em outras cinco praias do município, sucessivamente a partir de 30 dias após a instalação do primeiro equipamento. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. As praias da Enseada e Pitangueiras receberão duas estruturas cada, enquanto Pernambuco, Guaiúba e Astúrias contarão com uma unidade em cada local. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como a nova estrutura funcionará? De acordo com a prefeitura, a cada uso, o banheiro autolimpante realiza a lavagem e a desinfecção do vaso sanitário, das paredes e do piso, dispensando a necessidade de limpeza manual feita constantemente por uma pessoa. O sistema conta com sensores inteligentes que liberam apenas a quantidade necessária de água para a higienização completa. A ação elimina odores e garante um ambiente esterilizado para o próximo usuário. Além disso, as unidades são adaptadas para pessoas com deficiência (PCDs) e contam com estrutura antivandalismo, sendo equipamentos projetados para melhor desempenho em áreas de grande fluxo de banhistas e exposição marítima, segundo a prefeitura. Escolha do local A administração municipal informou que a Praia do Tombo foi selecionada para a instalação do primeiro equipamento devido às suas 16 certificações consecutivas do selo Bandeira Azul, simbolizando o compromisso da Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Climática de Guarujá (Semam) com o turismo sustentável. Segundo Rodrigo Fernandes, secretário da pasta, a iniciativa cumpre os critérios de gestão ambiental exigidos pela Foundation for Environmental Education (FEE), entidade responsável pela certificação Bandeira Azul. Ainda de acordo com ele, a instalação dos banheiros autolimpantes tem como objetivo elevar os padrões de atendimento à população e aos turistas da cidade. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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Fim dos deepfakes? Zoom usará tecnologia de Sam Altman para barrar “robôs golpistas”

Publicado em: 18/04/2026 13:01 Fonte: Tudocelular

Imagine entrar em uma reunião de vídeo com seu chefe e colegas, autorizar uma transferência milionária e descobrir, horas depois, que todos naquela tela eram apenas inteligências artificiais. Parece roteiro de ficção científica, mas é um perigo real que já custou muito caro: em 2024, a empresa de engenharia Arup perdeu US$ 25 milhões em um golpe exatamente assim, no qual todos os participantes da chamada – exceto a vítima – eram deepfakes. Clique aqui para ler mais

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Etanol de cana: entenda os desafios e as oportunidades do 'ouro verde' brasileiro na transição energética

Publicado em: 18/04/2026 12:50

Etanol de cana: especialista fala sobre oportunidades do setor na transição energética No momento em que o mundo corre para substituir combustíveis fósseis, o Brasil se destaca por ter uma solução consolidada e de larga escala: o etanol. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país - que com os EUA concentra 80% da produção mundial do combustível - atingiu 37,5 bilhões de litros na safra 2025/2026, 0,8% a mais do que no ciclo agrícola anterior. Ainda produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, o biocombustível é apontado como uma peça-chave na transição energética. Contudo, para ampliar sua relevância nesse cenário, o país precisa superar desafios, que vão desde a competição com o milho, cada vez mais relevante nessa produção, até a necessidade de aumentar a produtividade. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp “O mundo está pedindo mais energia renovável, e o etanol já é uma realidade. Não precisa inventar nada para ter um combustível mais limpo”, avalia Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro, durante o evento Cana Summit, realizado em Ribeirão Preto (SP). Para produtor rural, tecnologia veio para ficar no agro Wesley Almeida/ EPTV Uma solução que o Brasil já domina Diferente de outras tecnologias que ainda precisam ser desenvolvidas ou ganhar escala, o etanol já é uma realidade no Brasil. O país construiu um modelo que combina com sucesso a produção de energia e alimentos, algo que pode servir de referência para outras nações. A demanda por biocombustíveis tende a crescer, impulsionada principalmente por setores de difícil eletrificação, como a aviação e o transporte marítimo. O potencial é tão grande que, segundo Nastari, o Brasil sozinho não conseguiria suprir toda a necessidade mundial. “Existe um potencial enorme, tanto para o combustível sustentável de aviação (SAF) quanto para o marítimo”, afirma. O dilema da produtividade: cana x milho Apesar da posição consolidada, a cana-de-açúcar enfrenta uma concorrência crescente do milho na produção de etanol. Na safra 2025/2026, segundo a Conab, o volume de combustível com origem no cereal chegou a 10,17 bilhões de litros, um aumento de 29,8% em relação à safra passada e que corresponde a 27% da produção total de etanol. O etanol produzido a partir da cana, por sua vez, chegou a 27,33 bilhões de litros. Essa disputa acende um alerta sobre a necessidade de a cana se tornar mais produtiva para manter sua competitividade. Walter Maccheroni, gestor de Inovação da Usina São Martinho, pondera que a comparação direta entre as duas culturas pode ser imprecisa. LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: veja como acertar o caminho e chegar mais rápido à feira no interior de SP Tecnologia aproxima investidores de empresas com ideias inovadoras no agro no interior de São Paulo Do adubo ao diesel: por que guerra no Oriente Médio preocupa setor de máquinas agrícolas “São culturas diferentes. O milho é uma planta anual, mais simples de melhorar geneticamente. A cana é perene, mais complexa”, explica. O desafio é que, enquanto o milho se beneficia de tecnologias globais e do investimento de grandes multinacionais, o desenvolvimento genético da cana ainda depende majoritariamente de esforços locais. Para Jaime Finguerut, diretor do Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC), o potencial da cana está longe de ser alcançado. “O potencial genético da cana pode chegar a 400 toneladas por hectare, mas hoje estamos muito abaixo disso. Precisamos avançar em produtividade para competir melhor”, defende. A visão do setor, no entanto, não é de exclusão, mas de convivência, com a integração entre as duas culturas sendo uma estratégia para o futuro. Indústria de etanol de milho cresce em MT TV Centro América O futuro está além do tanque do carro Para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo, o setor aposta na diversificação. As usinas estão se transformando em "biorrefinarias", capazes de gerar múltiplos produtos a partir da cana. Além do etanol e do açúcar, a cana já gera: Energia elétrica a partir da queima do bagaço; Biometano, um gás renovável produzido com os resíduos da produção; Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), um mercado promissor; Bioplásticos e outras fibras, substituindo materiais de origem fóssil. “As usinas caminham para biorrefinarias, com pesquisa e investimento”, resume José Guilherme Nogueira, CEO da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana). E os carros elétricos? Outro ponto de atenção para o futuro do etanol é o avanço dos carros elétricos, que podem reduzir a demanda por combustíveis líquidos. Contudo, especialistas acreditam que essa transição não será imediata e terá custos elevados. No caso específico do Brasil, o etanol deve manter sua relevância por muitos anos, principalmente devido à frota dominante de veículos flex, que podem ser abastecidos tanto com gasolina quanto com o biocombustível. Essa característica única do mercado nacional funciona como uma proteção para o setor, garantindo uma demanda estável enquanto o futuro da mobilidade se desenha. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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Família Aguiar: Corregedoria vai abrir processo disciplinar contra PM suspeito de matar ex e os pais dela

Publicado em: 18/04/2026 12:05

Família Aguiar: PM e outros 5 são indiciados pela Polícia Civil A Brigada Militar (BM) vai instaurar processo administrativo para apurar a responsabilidade do PM Cristiano Domingues Francisco no caso envolvendo o desaparecimento de três pessoas da família Aguiar, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A informação foi confirmada à RBS TV neste sábado (18) pelo Corregedor-Geral da BM, o coronel Rodrigo Assis Brasil Ramos Aro. "O Conselho de Disciplina a apurar a responsabilidade administrativa do policial militar investigado será instaurado tão logo tenhamos o acesso à íntegra do inquérito policial", diz Aro. A apuração da BM tramita em paralelo e é complementar à investigação da Polícia Civil. Se comprovadas irregularidades, o PM pode até mesmo ser excluído da Corporação. Cristiano é soldado e ingressou na Brigada Militar em outubro de 2009. Ele atuava no patrulhamento em Canoas. O PM é o principal suspeito do crime e está preso desde 10 de fevereiro no Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre. Na sexta-feira (17), o delegado Anderson Spier indiciou Cristiano por feminicídio, dois homicídios triplamente qualificados, ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, não são localizados há quase três meses. No dia 24 de janeiro, Silvana sumiu. Um dia depois, Isail e Dalmira foram vistos pela última vez. Cronologia dos desaparecimentos Os delegados responsáveis pelo caso entendem que Silvana foi morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro em sua casa. Câmeras de monitoramento flagraram movimentações suspeitas de veículos. Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS Um Volkswagen Fox vermelho é visto na residência entre 20h33 e 20h41. A polícia identificou que, neste momento, um celular que seria vinculado ao Cristiano se concectou na rede de wi-fi da moradia. Após, às 21h28, um Ford Ka branco que seria de propriedade de Silvana ingressa no local e não sai mais. Nesse momento, o celular de Silvana também teria se conectado à rede. Às 23h32, o Fox vermelho retorna e sai às 23h45. Quando isso acontece, o celular de ambos se desconecta do wi-fi. A polícia concluiu que Cristiano e Silvana estiveram no local no mesmo momento naquela noite e que Silvana teria sido morta em casa. Às 3h19 da madrugada do dia 25, o Fox vermelho retornou brevemente à residência, para ir embora poucos minutos depois, às 3h22. Uso de IA Segundo as investigações, Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair seu pai, Isail, para a casa dela. O homem de 70 anos chega na casa às 16h28. Minutos depois, às 16h48, apenas Cristiano deixa o local. A polícia aponta que ele teria novamente usado uma voz simulada de Silvana para entrar na casa do pais dela, onde teria encontrado a mãe, Dalmira. O casal não é visto desde então. “Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem teatral para a atração dos idosos, ele já foi criado no dia 21, dias antes do fato. Ele prepara um telefone para utilizar neste crime, e prepara o pós-crime também, porque o telefone utilizado efetivamente como verdadeiro dele some dias depois, sob o pretexto de um acidente”, aponta o delegado Diego Traesel. Cristiano Domingues Francisco, suspeito no desaparecimento da família Aguiar Renan Mattos / Agencia RBS Outros indiciamentos Outras cinco pessoas também foram indiciadas: a atual esposa do PM, por fraude processual, ocultação de cadáver, furto qualificado e associação criminosa; o irmão dele, por fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa; a mãe e a sogra do PM por fraude processual e associação criminosa; e um amigo do PM, por falso testemunho, fraude processual e associação criminosa. “Não encontramos subsídios de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A materialização da conduta deles foi no sentido de tentar isentar o Cristiano daquela suspeita que recaía sobre ele”, disse o delegado Anderson Spier. A polícia chegou a pedir a prisão preventiva de três desses suspeitos, além de Cristiano, mas foi negado pelo Tribunal de Justiça. PM indiciado criou áudio falso com IA para enganar ex-sogros após sumiço da ex-mulher, diz polícia Inquérito de 20 mil páginas A polícia aponta que a motivação do crime seria a disputa pela criação do filho do PM com Silvana, além de questões financeiras ligadas ao patrimônio da família Aguiar. De acordo com a polícia, o inquérito tem 20 mil páginas entre depoimentos, diligências, relatórios, extrações e quebras de sigilo, que resultaram em mais de 10TB de documentos. Foram 16 celulares apreendidos, 17 nuvens de documentos (e-mails), cinco DVRs, 13 pendrives, cinco computadores e quatro HDs. "Pessoas envolvidas tinham conhecimento de tecnologia policial. O autor do fato chegou a ter três telefones ativos. Criou telefone com ar de idoneidade com objetivo de atrasar as investigações e desviar o foco dele. Foi um crime tão bem planejado, ele faz uma preparação para o crime e prepara o pós crime também" , afirmou o delegado Diego Traesel. Além disso, houve cinco prisões, 14 mandados de busca e apreensão e 37 quebras de sigilo. Nas oitivas, foram interrogados 6 suspeitos, 34 declarações de testemunhas e uma escuta sem dano. Nesta semana, a perícia confirmou que o sangue encontrado na residência de Silvana pertencia a ela e ao pai dela. "Eu sei que se criou esse mito de que sem a presença dos corpos não há materialidade, mas, na verdade, a gente já tem um vasto conteúdo que aponta no sentido de que a materialidade pode ser provada de forma indireta", afirmou o delegado Anderson Spier. "A prova disso, inclusive, é a decretação da prisão preventiva do autor, porque a prisão preventiva imprescinde da materialidade." Polícia indicia PM por desaparecimento, morte e ocultação de corpos da ex-mulher e dos pais dela no RS Reprodução/RBS TV O que dizem as defesas Cristiano Domingues Francisco: "A Defesa de Cristiano aguarda o encaminhamento do inquérito, sendo que, pela finalização das investigações, deverá ter acesso amplo e irrestrito a todos os procedimentos cautelares que se encontram em segredo de justiça, possibilitando um posicionamento mais assertivo." Wagner Domingues Francisco: "A Defesa técnica de WAGNER DOMINGUES FRANCISCO, com o senso de responsabilidade que o momento exige, vem a público manifestar-se acerca do Inquérito Policial que apura as circunstâncias envolvendo o desaparecimento da família Aguiar, no município de Cachoeirinha/RS. A Defesa tomou conhecimento, exclusivamente por intermédio da mídia e de coletiva de imprensa, da existência de 37 medidas cautelares, além de buscas, apreensões e indiciamentos, sem que lhe tenha sido assegurado, até o presente momento, acesso aos respectivos expedientes, circunstância que impede o pleno conhecimento das teses investigativas. Importa destacar que as imputações até então divulgadas consistem, neste estágio, em meras hipóteses investigativas, ainda não submetidas ao contraditório, sendo o inquérito policial, por sua natureza, procedimento de caráter unilateral. Reitera-se, por fim, que WAGNER DOMINGUES FRANCISCO sempre esteve, e assim permanecerá, à inteira disposição das autoridades. A Defesa aguarda o acesso integral aos elementos de prova para manifestação oportuna e aprofundada, confiante de que o devido processo legal conduzirá ao pleno esclarecimento dos fatos, com a consequente demonstração de sua inocência e a prevalência da Justiça." Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Projeto Aprender Conectado alcança mais de mil escolas indígenas com internet de alta velocidade

Publicado em: 18/04/2026 08:55

Alunos indígenas de mais de mil escolas têm acesso à internet de alta velocidade Gabriel Ferraz/Acervo Apender Conectado O Brasil celebra neste domingo (19), o Dia dos Povos Originários com um avanço importante na garantia de direitos e na redução de desigualdades. O projeto Aprender Conectado alcançou a marca de mil escolas indígenas conectadas, beneficiando 57.835 alunos com internet de alta velocidade em todo o país. Em Santarém, oeste do Pará, a Escola Municipal São Francisco, localizada na Aldeia Lago na Praia, região do Arapiuns, é atendida pelo Aprender Conectado. A unidade é focada em educação indígena, também recebeu melhorias recentes. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Segundo a diretora da Escola São Francisco, Rubeni da Silva Soares, é perceptível a diferença de acesso ao conhecimento com uma internet de qualidade, que por muito tempo a instituição não tinha. "Hoje os nossos professores, os nossos alunos, o corpo administrativo e até mesmo os visitantes que venham participar aqui na escola, eles têm uma internet de qualidade. Esse projeto facilitou muito tanto a vida dos nossos professores quanto dos nossos alunos para que pudéssemos estar conectados ao mundo em tempo real, sem necessitar sair da escola pra fazer isso", disse Rubeni. Para a diretora, o sentimento é de gratidão, porque a escola é bem afastada da sede do município, e a internet de alta velocidade favoreceu o processo de aprendizagem dos alunos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O alcance do projeto às escolas indígenas representa um passo decisivo para que a tecnologia deixe de ser um privilégio das áreas urbanas e passe a apoiar a preservação da memória, das línguas maternas e o fortalecimento da autonomia das comunidades. Desbravando o Brasil De acordo com o Censo Escolar, o Brasil tem 3.541 escolas de educação básica em áreas indígenas. Muitas estão em regiões remotas, o que traz grandes desafios logísticos. O Aprender Conectado atua para superar essas barreiras, garantindo conexão de qualidade. Segundo Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (Eace), responsável pela execução do projeto, entre as escolas indígenas já conectadas, 718 utilizam satélite e 302 contam com fibra óptica. Além disso, 508 unidades receberam geradores solares de energia. “A conectividade nessas regiões só é possível com uma combinação de tecnologias. São soluções pensadas para superar desafios logísticos e garantir que a internet chegue a cada estudante”, afirma. É o caso da Escola Dom Bosco, em São Gabriel da Cachoeira (AM), município com cerca de 50 mil habitantes — dos quais nove em cada dez são indígenas — e localizado a mais de 850 quilômetros de Manaus. Lá, a professora Luísa Trindade Veloso afirma que a conectividade trouxe um novo olhar para o futuro. “A internet provocou uma mudança visível. Ampliou o embasamento das pesquisas e aumentou o envolvimento dos alunos”, diz, evidenciando a transformação já percebida no dia a dia das escolas. Estratégia nacional O projeto Aprender Conectado tem como objetivo levar internet de alta velocidade a cerca de 40 mil escolas públicas em áreas remotas do país. Desse total, 21 mil já estão conectadas. O projeto faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelos Ministérios da Educação e das Comunicações, que busca garantir conexão de qualidade em 138 mil escolas em todo o Brasil. *Com informações do Aprender Conectado VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

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