Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

'Copacabana coroou Shakira como a rainha do pop latino': o que a imprensa internacional disse sobre show no RJ

Publicado em: 03/05/2026 08:10

O megashow da cantora colombiana Shakira na praia de Copacabana ganhou destaque na imprensa internacional. No Reino Unido, a BBC disse que a artista cantou "seus maiores hits para uma multidão enorme". O texto destaca que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), calculou que o evento teve a presença de 2 milhões de pessoas. "No entanto, uma análise do BBC Verify [o serviço de checagem de fatos da BBC] do show da Lady Gaga em Copacabana em 2025 concluiu que esses números estão provavelmente inflados." A BBC ainda lembrou que o show foi financiado pela prefeitura, "num esforço para revitalizar a economia local, com a expectativa de que o evento gere R$ 800 milhões para o Brasil". A agência Associated Press (AP) destacou que Shakira "encantou a multidão". Vários veículos destacaram a relação antiga da cantora colombiana com o Brasil Getty Images/BBC A reportagem da AP informou que a cantora subiu aos palcos às 11h da noite, uma hora depois do previsto, enquanto os fãs "gritavam e aplaudiam em grande excitação e drones voavam acima das cabeças deles para formar a frase 'Eu amo você, Brasil', em português". A AP também noticiou que a artista falou com carinho da primeira vez que esteve no Brasil, três décadas atrás. "Eu cheguei aqui quando tinha 18 anos, sonhando em cantar para vocês. Olhe agora para isso. A vida é mágica", disse Shakira. A alemã Deutsche Welle (DW) lembrou que "muitos dos presentes no show viajaram por horas, em alguns casos atravessaram fronteiras internacionais, para ver a Shakira no palco em frente ao icônico [hotel] Copacabana Palace". "Alguns fãs até dormiram na praia no dia anterior, para garantir um lugar próximo ao palco", escreveu a DW. O veículo alemão ainda destacou que, no sábado de manhã, horas antes do show, "a praia estava cheia de pessoas e vendedores ambulantes, que ofereciam milho verde, petiscos, água engarrafada e até o mais tradicional coquetel brasileiro, a caipirinha". O jornal britânico The Independent destacou em sua manchete que "Shakira transformou a praia numa pista de dança". "A performance monumental ecoa espetáculos gratuitos semelhantes realizados por Madonna no início de 2024 e por Lady Gaga no ano passado, que também atraíram multidões imensas para a extensa faixa de areia", diz a reportagem. No The Independent, o etnomusicólogo Felipe Maia, que cursa doutorado em música popular e tecnologias digitais na Universidade Paris Nanterre, na França, destacou que, "quando Shakira se apresentou pela primeira vez no Brasil, na década de 1990, ela estabeleceu uma conexão incrível com o público brasileiro". Segundo o especialista, o show em Copacabana "coroa o relacionamento que Shakira tem com o Brasil há muito tempo". Já a Radio France Internationale (RFI) afirmou que a praia de Copacabana "coroou Shakira como a rainha do pop latino". Para a imprensa internacional, show corrou Shakira como 'rainha do pop latino' Getty Images/BBC Repercussão na terra natal de Shakira e em toda a América Latina Os veículos colombianos também dedicaram manchetes e reportagens ao show da cantora no Rio de Janeiro. O El Tiempo disse que "a noite de sábado, 2 de maio, marcou um dos momentos mais esperados do ano para a música latina". Ainda segundo o jornal, o espetáculo "combinou música, convidados locais e momentos íntimos de empoderamento feminino". O site Infobae destacou que o show gratuito "não apenas marcou um momento histórico na carreira da artista natural de Barranquilla, como também a consolidou como a primeira artista latina a ser a atração principal de um espetáculo desta magnitude num local icônico, superando os números recentes de artistas internacionais como Madonna e aproximando-se do recorde de Lady Gaga". O El País escreveu que o "o Rio de Janeiro se rendeu à cantora colombiana, que convidou Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo para subir ao palco". "Falando constantemente com a plateia num português impecável, Shakira exalava carisma e dedicou o show às mulheres latinas, em especial às 20 milhões de mães solteiras no Brasil que lutam para sustentar suas famílias", destacou o El País. A reportagem ainda lembrou que, "enquanto Bad Bunny ainda estava engatinhando, Shakira já estava em turnê pelo interior do Brasil para promover seu álbum Pies Descalzos [em 1995]".

Palavras-chave: tecnologia

Tecnologia e gestão transformam agro no Noroeste Paulista

Publicado em: 03/05/2026 07:30

Empreendedores rurais de Jales e região apostam em tecnologia para crescer Reprodução/TV TEM Produtores rurais das cidades de Jales e Jaci, no interior de São Paulo, estão transformando o cenário agrícola da região com investimentos em tecnologia e novos modelos de negócio. A aposta em maquinário moderno, especialização técnica e gestão empresarial tem impulsionado a expansão de propriedades, desde viveiros de mudas até granjas e usinas de borracha. Um dos exemplos é o do produtor Leandro da Silva, de Jales. O que começou há 22 anos em um terreno cedido pelo avô se tornou um viveiro com 14 mil metros quadrados de estufas. A grande mudança veio com a mecanização: uma máquina comprada há cinco anos preenche em uma hora a mesma quantidade de bandejas de mudas que antes levava um dia inteiro de trabalho manual. Com o ganho de produtividade, o viveiro hoje produz mais de 8 milhões de mudas de hortaliças e legumes por mês, que são vendidas para todo o Brasil. Além disso, o produtor investe em enxertia, uma técnica que torna as plantas mais resistentes a pragas e variações do clima. Outro caso de sucesso é o de Renato Martins, que em 2018 transformou um sítio de lazer da família em uma granja. Ele aderiu ao sistema de integração, no qual frigoríficos fornecem ração, aves e assistência veterinária. Em cinco anos, a propriedade saltou de três para 10 aviários e hoje abriga 420 mil aves. No setor da borracha em Jaci, o agrônomo Marcos Murbach usou sua formação para virar empresário. Após atuar como técnico e consultor, ele se uniu a outros produtores e fundou, há 10 anos, uma indústria de beneficiamento de látex. Atualmente, o grupo administra mais de 500 mil pés de seringueira. Esses casos mostram como a combinação de conhecimento técnico e visão de negócio tem gerado crescimento e contribuído para a economia da região. Veja a reportagem exibida no programa em 03/05/2026: Tecnologia e gestão transformam agro no noroeste paulista VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Palavras-chave: tecnologia

Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo

Publicado em: 03/05/2026 07:20

Agrishow atrai 197 mil visitantes com inovações tecnológicas e cultura regional Reprodução/TV TEM Desde o plantio da semente até a finalização da safra, a Agrishow exibiu o que vai além das propriedades rurais. Nesta semana, 197 mil pessoas conheceram o que mais de 800 expositores apresentaram, em um espaço de 520 mil m². A feira trouxe as mais recentes novidades para o trabalho no campo, em diferentes culturas, atendendo do pequeno ao grande produtor, além de palestras e inovações em maquinário. Entre as atrações, destacou-se a tecnologia. Para chamar a atenção dos visitantes, as máquinas até "dançaram" em apresentações que demonstraram acrobacia e agilidade. Além da tecnologia, os visitantes também puderam apreciar a cultura regional, com a venda de produtos artesanais, como queijos, doces e vinhos. Veja a reportagem exibida no programa em 03/05/2026: Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

Palavras-chave: tecnologia

De Uberaba para o mundo: sabia para onde vão doses de sêmen e embriões do zebu brasileiro

Publicado em: 03/05/2026 06:00

A 'supervaca' zebu foi melhorada geneticamente no Brasil até atingir suas melhores condições Getty Images via BBC Uberaba não exporta apenas carne ou animais vivos. Da cidade conhecida como a capital mundial do Zebu, saem doses de sêmen e embriões que ajudam a formar rebanhos na América Latina, África e Ásia. Veja no mapa abaixo para onde Uberaba exporta material genético zebuíno de forma frequente. Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Brasil tem mercado aberto para exportação de material genético bovino em cerca de 40 países, e Uberaba concentra a maior parte das empresas habilitadas para esse tipo de comércio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A genética zebuína brasileira é negociada a partir de um rigoroso sistema sanitário e de um polo tecnológico que fez de Uberaba um verdadeiro hub global do setor. “Não é por acaso que Uberaba concentra a maioria das empresas exportadoras de genética do país. Aqui existe um volume muito grande de tecnologia, ciência e mão de obra altamente qualificada”, afirmou Raquel Dal Secco Borges, supervisora do Departamento Internacional da ABCZ. Delegação de 11 países da África conhecem de perto os avanços genéticos na Zebuembryo, em Uberaba, durante a ExpoZebu 2026 Adilson Rodrigues/Zebuembryo/Divulgação Somente na última semana, a Zebuembryo - uma das seis centrais de genética exportadoras de sêmen e embriões sediadas em Uberaba - recebeu uma delegação formada por empresários e técnicos de 11 países da África e da Ásia, incluindo Egito, Sudão, Etiópia, Tanzânia, Zâmbia, Nigéria, Quênia e Bangladesh. A visita fez parte de uma agenda para conhecer de perto os avanços brasileiros em reprodução animal. Segundo a ABCZ, durante a ExpoZebu, Uberaba chega a receber representantes de 50 a 60 países, confirmando o papel estratégico da cidade no comércio internacional de genética bovina. Exportação cresce, mas mercado interno segue forte Apesar do peso do mercado externo, a genética produzida em Uberaba também abastece fortemente o Brasil. Em 2025, a Zebuembryo, por exemplo, produziu mais de 20 mil embriões, dos quais cerca de 60% ficaram no mercado interno e 40% foram destinados à exportação. Países para onde Uberaba exporta material genético bovino LEIA TAMBÉM: ExpoZebu 2026 é aberta em Uberaba com presença de autoridades e público esperado de 400 mil pessoas Uberaba é responsável por cerca de 70% da exportação brasileira Delegação África em Uberaba ExpoZebu 2026 Adilson Rodrigues/Zebuembryo/Divulgação De todo o material de melhoria genética do zebu brasileiro que vai para fora o país, estima-se que cerca de 70% saem de Uberaba, de acordo com a ABCZ. Conforme a associação, a cidade concentra seis centrais de genética exportadoras de sêmen e embriões, sendo as principais centrais brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em 2025 foi o primeiro ano em que o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de sêmens exportados: 2025: 🧬Exportação Total: 1.118.334 ⬆️34,2% 🥩Exportação de corte: 598.718 ⬆️28,8% 🥛Exportação de leite: 519.616 ⬆️41% 2024: 🧬Exportação Total: 833.276 🥩Exportação de corte: 464.905 🥛Exportação de leite: 368.371 A entidade tem disponível dados abertos de exportação de sêmen a partir de 2009. Contudo, a Asbia não tem apurados dados de exportação de embriões. O interesse estrangeiro cresce impulsionado, principalmente, pela adaptação do zebu às condições tropicais. “O Brasil vem se tornando referência mundial em genética tropical, especialmente na produção de leite. Isso chama atenção de países com clima semelhante ao nosso”, explicou Humberto Rosa. Exportação brasileira de doses de sêmen bovino Uberaba: um polo visto como referência mundial Uberaba virou destino obrigatório de quem busca genética zebuína de ponta. A Zebuembryo, por exemplo, recebeu visitantes de 24 nacionalidades diferentes apenas no último ano. “Uberaba é a Disney do Zebu. Com o trabalho da ABCZ e com eventos como a ExpoZebu e a Expogenética, a cidade se consolidou como uma referência internacional”, afirmou o diretor de negócios da Zebuembryo, Humberto Rosa. Nos últimos três anos, a empresa exportou embriões para 15 países da América Latina e da África. E, recentemente, iniciou operações na Ásia. Um dos marcos foi a exportação de genética zebuína brasileira para a Índia — país de origem histórica da raça. “Foi simbólico ver a genética zebuína brasileira voltando para a Índia, agora com o padrão tecnológico desenvolvido aqui”, disse Humberto Rosa. Como funciona a exportação da genética zebuína Antes que uma dose de sêmen ou um embrião cruzem fronteiras, o caminho é longo. A exportação só acontece depois da assinatura de acordos sanitários bilaterais entre o Brasil e o país importador. Esses acordos definem regras detalhadas sobre exames, testes de doenças, quarentenas e padrões de qualidade do material genético. “Não podemos exportar sem um acordo sanitário. Cada país estabelece exigências próprias, que podem viabilizar ou inviabilizar o comércio e até encarecer o produto”, explicou Raquel. Essas negociações são conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do setor produtivo. A ABCZ atua como facilitadora técnica e diplomática, trabalhando junto a autoridades brasileiras e estrangeiras para tornar os protocolos viáveis na prática. Além disso, a associação mantém parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do projeto Brazilian Cattle, que promove a genética nacional no exterior e aproxima compradores internacionais das empresas exportadoras. Assista também: Expozebu fecha acordo para exportação de genética de gir leiteiro para a Índia Expozebu fecha acordo para exportação de genética de gir leiteiro para a Índia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas

Publicado em: 03/05/2026 04:01

A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas Getty Images via BBC A economia chinesa estava apenas começando a se abrir no final da década de 1980, quando um jovem determinado, que havia largado a escola no ensino médio, partiu para Pequim com 600 pares de sapatos. Ding Shizhong os fabricou em uma fábrica de um parente e pretendia vendê-los. O dinheiro que ganhou permitiu que ele montasse sua primeira oficina, onde começou a fabricar calçados para outras empresas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O jovem de 17 anos era um dos muitos empreendedores emergentes na China, enquanto o capitalismo decolava sob o olhar atento dos governantes do Partido Comunista. Mas, como se viu, Ding tinha planos muito mais ambiciosos. Desde então, seu negócio cresceu e se tornou uma gigante do vestuário esportivo chamada Anta, que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc'teryx e Salomon. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Recentemente, a empresa adquiriu uma participação na Puma. A Anta agora busca competir com marcas como Nike e Adidas, um objetivo que Ding deixou claro em 2005: "Não queremos ser a Nike da China, mas a Anta do mundo." A Anta pode ainda não ser um nome familiar no Ocidente, mas possui mais de 10 mil lojas na China e patrocina atletas de elite como a esquiadora freestyle Eileen Gu. Em fevereiro, a empresa inaugurou sua primeira loja nos EUA, no exclusivo bairro de Beverly Hills, em Los Angeles. A Anta é uma gigante do setor de roupas esportivas na China. CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC A expansão global da empresa — que ocorre em um momento em que Donald Trump busca trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas — destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro. A ascensão da Anta — que significa "passos seguros" — não é um caso isolado. Décadas como a "fábrica do mundo" deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes. A Anta pretende conquistar o mercado internacional e competir com a Nike e a Adidas. Getty Images via BBC A 'capital mundial do calçado' Fundada em 1991, a Anta iniciou sua trajetória longe do glamour de Beverly Hills, como uma pequena fabricante na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China. Mas Jinjiang cresceu rapidamente, transformando-se de uma pacata cidade agrícola na "capital mundial do calçado", como parte do plano do governo para impulsionar indústrias específicas em diferentes províncias. Um grande volume de investimentos logo se seguiu, vindo de gigantes do calçado esportivo em busca de fábricas no exterior que lhes permitissem reduzir seus custos de produção. Em Jinjiang, assim como em cidades vizinhas ao longo da costa leste, surgiram diversos polos especializados em diferentes tipos de calçados, cada um com sua própria cadeia de suprimentos. No coração da região central de Jinjiang encontra-se o município de Chendai, uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados com milhares de fábricas e fornecedores. Esse distrito ajudou a consolidar a reputação da cidade na fabricação de calçados para marcas globais como Nike e Adidas. Um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por fabricantes de calçados. CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC Cada centro reunia fornecedores de cadarços, solados e tecidos, além de empresas de logística que ajudavam a transformar rapidamente projetos em produtos prontos para o varejo e a distribuí-los. Em 2005, a província de Fujian sozinha era responsável por quase um quinto da produção mundial de calçados, segundo estimativas das Nações Unidas. Até um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por uma das milhares de fábricas de calçados da cidade, o que a coloca entre os distritos econômicos de maior renda da China. Um fenômeno semelhante se desenvolveu em várias partes do gigante asiático. Jinjiang era apenas um dos muitos centros de manufatura na costa leste. Os outros produziam roupas ou eletrônicos. Esse nível de especialização na manufatura era inédito em qualquer outro lugar do mundo na época, afirma o professor Fei Qin, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que pesquisou sobre fábricas no leste da China na década de 2000. À medida que clientes estrangeiros chegavam a essas fábricas para fechar negócios, o país colhia mais do que apenas receita. "Eles aprenderam não apenas a produzir mais, mas também a produzir melhor, mais rápido e de forma consistente", acrescenta Fei. A esquiadora olímpica de estilo livre Eileen Gu é embaixadora da marca chinesa de roupas esportivas Anta. Getty Images via BBC Uma firma global Foi nessas ruas que a Anta cresceu, fabricando calçados em larga escala e a baixo custo para marcas globais. Primeiro, ela estabeleceu uma vasta rede de distribuição para varejistas em toda a China, um fator crucial para fabricantes que buscam expansão. Ao mesmo tempo, a Anta construiu gradualmente o reconhecimento de sua marca no mercado interno, abrindo novas lojas e firmando parcerias com grandes eventos esportivos, incluindo competições nacionais de basquete e tênis de mesa. Empresas como a Anta sabem que há mais valor em ser uma marca reconhecida do que em ser uma subcontratada, afirma Fei. Em 2007, a Anta abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, arrecadando cerca de US$ 450 milhões, um recorde na época para uma empresa chinesa de artigos esportivos. A China busca competir com grandes marcas após décadas sendo a "fábrica do mundo". Getty Images via BBC O consultor de marcas Wei Kan, que trabalhou para a Converse e a Nike na China, afirma que a Anta chamou sua atenção por seu centro de produção integrado, que lhe permitia projetar e comercializar calçados mais rapidamente do que seus concorrentes. Além disso, era uma das poucas empresas chinesas que visavam o mesmo segmento de consumidores que as principais marcas ocidentais, diz Kan. Empresas como a Anta, que começam fabricando produtos para marcas globais, gradualmente aprendem os fundamentos da gestão de negócios, prosperam na China e "naturalmente aspiram a objetivos mais ambiciosos", acrescenta Kan. Há muitos outros exemplos, como a empresa de tecnologia Xiaomi. Essa empresa começou como desenvolvedora de software, personalizando sistemas baseados em Android, antes de fabricar seus próprios telefones, dispositivos eletrônicos e, agora, veículos elétricos. Da mesma forma, a DJI fabricava acessórios para câmeras e componentes para drones antes de se tornar, por mérito próprio, uma fabricante internacional de drones. Talvez o exemplo mais conhecido seja a BYD, que antes fabricava baterias para pioneiros de veículos elétricos como a Tesla e agora é a principal fabricante mundial do setor. "Cada uma dessas empresas é agora uma gigante em seu campo", afirma Kan. 'Estratégia multimarca' Agora, a Anta está de olho no mercado ocidental. A empresa administra mais de 12 mil lojas na China. Ela também possui mais de 460 pontos de venda fora do país e planeja ter mil lojas operando somente no Sudeste Asiático nos próximos três anos. A Nike, que ainda detém a maior participação no mercado de calçados esportivos, tem apenas mil lojas em todo o mundo. As empresas chinesas são conhecidas por se expandirem rapidamente dentro do próprio país antes de se aventurarem no exterior, onde enfrentam maiores desafios para ampliar suas operações. Para começar, há um desafio relacionado à percepção. Os produtos chineses são frequentemente vistos como itens baratos, de baixa qualidade ou meras imitações. A Anta tentou superar essa barreira por meio de aquisições, como parte de uma abordagem que denomina "estratégia multimarca". A primeira grande jogada da empresa foi a aquisição dos direitos da Fila na China, em 2009, tornando a marca italiana uma das principais fontes de receita para seus negócios, explica Elisa Harca, da agência de marketing chinesa Red Ant Asia. Em 2019, a Anta adquiriu uma participação majoritária na marca finlandesa de artigos esportivos Amer Sports. Esse acordo deu à Anta o controle sobre as subsidiárias da Amer, incluindo marcas de luxo como Arc'teryx e Salomon. A Anta também é proprietária da Wilson, fabricante americana de raquetes e bolas de tênis usadas pela National Basketball Association (NBA), e neste ano adquiriu uma participação de 29% na Puma, permitindo que auxilie a empresa alemã em sua expansão na China. Essas ações ajudam a Anta a evitar "impor" seus produtos em todos os mercados e, em vez disso, usar suas marcas ocidentais como porta de entrada, afirma o analista de negócios Rufio Zhu, da agência global de marketing esportivo IMG. Dessa forma, a Anta consegue alcançar compradores que podem estar desconfiados de uma marca com o rótulo "made in China", observa Zhu. A empresa chinesa Anta adquiriu uma participação na Puma. Getty Images via BBC O patrocínio de celebridades é um ativo fundamental para uma marca global. A Nike, por exemplo, selou seu emblemático acordo com Michael Jordan na década de 1980. Já a Anta contratou jogadores de basquete como Klay Thompson e Kyrie Irving. No entanto, ainda não conseguiu fechar acordos na mesma escala daqueles que forjaram o prestígio de marcas como Nike ou Adidas. Além disso, ser uma marca chinesa traz certos obstáculos, dada a relação tensa de Pequim com o Ocidente, e particularmente com os Estados Unidos. A esquiadora americana Eileen Gu, embaixadora da marca Anta, foi alvo de críticas após sua decisão de representar a China em vez dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos. Empresas que atingem uma escala significativa devem manter um delicado equilíbrio entre a China e o Ocidente, argumenta Kan. "Marcas como a Anta devem estar preparadas para isso." Mudança de rumos A ascensão da Anta ocorre em um momento em que rivais como Nike e Adidas enfrentam seus próprios desafios, tanto globalmente quanto na China. As tarifas americanas impactaram os lucros dessas duas empresas, já que elas importam produtos fabricados na Ásia. A Nike também está lutando para estimular suas vendas, pois sua incursão no comércio eletrônico fracassou após a pandemia de Covid-19. Além disso, a demanda na China diminuiu. Essas dificuldades colocam a Anta em uma posição vantajosa no exterior, especialmente considerando o crescente interesse do consumidor por outras marcas, observa o especialista em marketing esportivo Zhu. "A questão não é se a Anta conseguirá aumentar sua visibilidade, mas se seus concorrentes serão capazes de se adaptar com rapidez suficiente para defender seu próprio espaço", acrescenta Zhu. Enquanto isso, a China está "preparando seus fabricantes para o futuro" acelerando a implantação de robôs nas fábricas, o que agiliza a produção e pode reduzir custos, acrescenta Fei. A inauguração da primeira loja da Anta nos Estados Unidos ocorreu após anos de venda de seus produtos no país por meio de lojas de departamento. Suas paredes estão repletas de prateleiras cheias de tênis e sapatos de basquete: dois segmentos de mercado que a Anta precisa conquistar nos EUA para competir com a Nike ou a Adidas. A empresa reconhece que ainda tem um longo caminho a percorrer. "Somos realistas quanto à concorrência, mas o cenário global de roupas esportivas não é um jogo de soma zero", disse um porta-voz da Anta à BBC. "Estamos confiantes de que os entusiastas do esporte reconhecerão as inovações e o valor da marca que a Anta oferece", acrescentou. * Reportagem adicional de Adam Hancock.

Palavras-chave: tecnologia

Último homicídio em cidade mineira após 38 anos sem mortes violentas foi um feminicídio e chocou moradores

Publicado em: 03/05/2026 04:00

São João da Mata (MG) não registra casos de homicídio há 38 anos O último homicídio registrado em São João da Mata, cidade mineira que está sem este tipo de crime há 38 anos, foi um feminicídio. De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o último crime contra a vida no município foi em 1988 e deu origem a um inquérito instaurado em 5 de abril daquele ano. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A vítima foi Lourdes Rodrigues. O acusado, identificado como Francisco Bento de Paiva, era companheiro dela e foi julgado em 1992. O casal vivia junto havia algum tempo e era conhecido de todo mundo da pequena comunidade. São João da Mata, MG Reprodução EPTV LEIA TAMBÉM: Conheça a cidade mineira onde casas e carros ficam destrancados e não há homicídio há 38 anos O crime chocou os moradores da cidade na época, mas é praticamente desconhecido atualmente. Quando o homicídio aconteceu, 40% da população atual, de cerca de 3 mil habitantes, ainda não havia nascido. “Na minha vida toda aqui, eu nunca ouvi o pessoal comentando sobre isso. Aqui não se costuma trancar nada, é tudo muito tranquilo", afirma o técnico em tecnologia da informação Pierre Cauê de Morais, que nasceu em 2003. Não existia feminicídio Quando o último homicídio foi registrado em São João da Mata ainda não havia o crime de feminicídio. O Código Penal em vigor era o de 1940. A lei previa o homicídio, mas ainda não havia sido criada a Lei de Crimes Hediondos (1990), que inclui o homicídio qualificado. Muito menos existia o feminicídio, instituído por lei em 2015, que tornou as penas mais rígidas. 38 anos sem homicídios: último assassinato em São João da Mata foi registrado em 1988 Fundada em 1962, São João da Mata está há mais da metade da sua existência sem um crime contra a vida e também tem baixíssimos índices de crimes contra o patrimônio. Na última década foram registrados 396 casos, sendo 190 furtos e 206 roubos. Para o sociólogo Isaías Paschoal, o perfil de comunidade pequena, em que todos se conhecem, ajuda na manutenção da segurança. “Em cidades pequenas, todo mundo conhece todo mundo. As pessoas se encontram nas praças, na vizinhança, nos bares, nas igrejas, nos templos. Então, há maior coesão social. As pessoas se reconhecem, há mais integração entre elas. E, em todos os lugares em que há esse tipo de convivência, a tendência é baixar o nível de criminalidade”, explica. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Tesouras, facas, estiletes: PM apreende 185 objetos proibidos antes do show da Shakira

Publicado em: 02/05/2026 22:40

Tesouras, facas, estiletes: PM apreende 185 objetos proibidos antes do show da Shakira em Copacabana Divulgação PMERJ A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro apreendeu 185 objetos considerados perigosos e prendeu dois homens — um deles identificado por reconhecimento facial — durante ações preventivas antes do show da cantora Shakira, neste sábado (2), na Praia de Copacabana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça De acordo com o balanço parcial divulgado pela corporação, as apreensões ocorreram nos pontos de acesso ao evento, onde equipes realizam revistas com detectores de metal. Entre os itens recolhidos estão tesouras, facas, estiletes, chaves de fenda e outros objetos perfurocortantes. Vídeos em alta no g1 Segundo a PM, materiais desse tipo, embora comuns no dia a dia, podem representar risco em eventos com grande concentração de pessoas, podendo causar acidentes, provocar pânico ou serem usados em crimes como furtos. Preso por reconhecimento facial Um dos presos foi identificado por meio do sistema de reconhecimento facial instalado nos pórticos de acesso à orla. Contra ele, havia um mandado de prisão por lesão corporal, e ele foi encaminhado para a 12ª DP. Um homem foi preso por reconhecimento facial antes do show da Shakira Divulgação PMERJ Outro homem foi detido na Avenida Princesa Isabel após ser flagrado carregando diversas bolsas. Na abordagem, policiais encontraram duas facas e material entorpecente. Ele também foi levado para a delegacia. O esquema de segurança montado para o evento mobiliza mais de 3.700 policiais militares — um aumento de 14% em relação ao último megashow realizado em Copacabana. As ações incluem bloqueios, torres de observação, patrulhamento com motocicletas e quadriciclos na areia, além do uso de câmeras com reconhecimento facial e monitoramento aéreo. O show de Shakira faz parte do evento “Todo Mundo no Rio” e deve reunir cerca de 2 milhões de pessoas na orla carioca. Revistas com detectores de metal e tecnologia de monitoramento reforçam esquema de segurança para evento com milhões de pessoas. Um homem foi preso por reconhecimento facial. Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

Provas do concurso da Saúde de MG serão aplicadas neste domingo em duas cidades da região; veja orientações

Publicado em: 02/05/2026 18:55

Provas serão aplicadas neste domingo Reprodução/Freepik As provas do concurso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) serão aplicadas neste domingo (3) em 16 cidades do estado. Na área de cobertura do g1 Vales, os exames acontecem em Governador Valadares e Teófilo Otoni. O concurso oferece 380 vagas, além de formação de cadastro de reserva, sendo 22 oportunidades na região. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp As provas para todos os cargos serão realizadas das 8h30 às 12h30. Os portões serão abertos com até uma hora de antecedência e fechados, impreterivelmente, às 8h. De acordo com o edital, os candidatos devem comparecer ao local de prova com, no mínimo, 60 minutos de antecedência do horário de fechamento dos portões. É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente e de ponta grossa, além do Comprovante Definitivo de Inscrição e documento de identidade original. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os locais de prova podem ser consultados no site da banca organizadora do certame. A prova objetiva será composta por 60 questões, e também haverá prova discursiva. Sobre o concurso O certame oferece vagas nas áreas de saúde, gestão, direito, tecnologia da informação e engenharias. Alguns cargos exigem formação específica, enquanto outros aceitam curso superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$ 4.287,02, além de ajuda de custo para alimentação por dia útil trabalhado. Na área de cobertura do g1 Vales, são 22 oportunidades distribuídas nas seguintes Unidades Regionais de Saúde: Coronel Fabriciano: 5 vagas e cadastro de reserva Governador Valadares: 6 vagas e cadastro de reserva Manhuaçu: 5 vagas e cadastro de reserva Teófilo Otoni: 6 vagas e cadastro de reserva LEIA TAMBÉM: Unimontes retifica editais do Paes e do Vestibular, altera número de vagas e inclui curso de Arquitetura e Urbanismo Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: tecnologia

Alcoa faz recadastramento da população próxima às barragens de resíduos de bauxita em Poços de Caldas

Publicado em: 02/05/2026 17:50

Alcoa faz cadastro de famílias próximas à mineradora em Poços de Caldas A mineradora Alcoa está fazendo o recadastramento da população próxima a áreas onde são armazenados resíduos de bauxita, em Poços de Caldas (MG). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A ação deve percorrer, até o final do mês, 500 imóveis do bairro Jardim Kennedy 2, na Zona Sul, que ficam na Zona de Autossalvamento (ZAS) das barragens. O objetivo é reforçar o plano de emergência e garantir mais agilidade na comunicação com a comunidade em situações de risco. A Alcoa atua na extração de bauxita no município e utiliza o mineral para a produção de alumina, além da refusão de alumínio para fabricação de tarugos e alumínio atomizado. Barragem da extração de bauxita pela Alcoa em Poços de Caldas Reprodução/EPTV De acordo com a legislação, mineradoras precisam manter atualizados os dados das comunidades localizadas no entorno de suas operações. Em um cenário hipotético de acidente, os rejeitos das barragens de Poços de Caldas poderiam descer e ficar represados no Ribeirão da Várzea. A água contaminada poderia se acumular em áreas de remanso e subir até atingir as casas. O recadastramento é fundamental para orientar planos de evacuação e resposta rápida em casos de risco. “Com essas informações, a gente consegue manter uma comunicação mais eficiente com os moradores, principalmente para as ações de emergência, como o simulado que nós realizamos todos os anos aqui na comunidade", explica a gerente de segurança da Alcoa, Gálucia Cava. A coleta das informações é feita anualmente e inclui dados como o número de moradores por residência, a existência de pessoas com mobilidade reduzida, quantidade de animais de estimação, entre outros registros. Segundo a empresa, as barragens não recebem mais resíduos e um sistema de filtro prensa passou a ser utilizado no processo produtivo. A tecnologia permite retirar até 60% da água dos resíduos gerados no refino, transformando-os em placas sólidas, que são armazenadas dentro da área da mineradora. “Desde 2022, com a entrada da operação do filtro prensa, essas áreas estão passando pelo processo de descaracterização e reabilitação e não estão sendo mais operadas”, afirma Gláucia. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Provas do concurso da Saúde de MG serão aplicadas neste domingo em três cidades da região; veja orientações

Publicado em: 02/05/2026 16:53

Provas serão aplicadas neste domingo Reprodução/Freepik As provas do concurso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) serão aplicadas neste domingo (3) em 16 cidades do estado. Na área de cobertura do g1 Grande Minas, os exames acontecem em Montes Claros, Pedra Azul e Unaí. O concurso oferece 380 vagas, além de formação de cadastro de reserva, sendo 22 oportunidades na região. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp As provas para todos os cargos serão realizadas das 8h30 às 12h30. Os portões serão abertos com até uma hora de antecedência e fechados, impreterivelmente, às 8h. De acordo com o edital, os candidatos devem comparecer ao local de prova com, no mínimo, 60 minutos de antecedência do horário de fechamento dos portões. É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente e de ponta grossa, além do Comprovante Definitivo de Inscrição e documento de identidade original. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os locais de prova podem ser consultados no site da banca organizadora do certame. A prova objetiva será composta por 60 questões, e também haverá prova discursiva. Sobre o concurso O certame oferece vagas nas áreas de saúde, gestão, direito, tecnologia da informação e engenharias. Alguns cargos exigem formação específica, enquanto outros aceitam curso superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$ 4.287,02, além de ajuda de custo para alimentação por dia útil trabalhado. Na área de cobertura do g1 Grande Minas, são 22 oportunidades distribuídas nas seguintes Unidades Regionais de Saúde: Januária: 5 vagas e cadastro de reserva Montes Claros: 6 vagas e cadastro de reserva Pedra Azul: 5 vagas e cadastro de reserva Pirapora: 3 vagas e cadastro de reserva Unaí: 3 vagas e cadastro de reserva LEIA TAMBÉM Unimontes retifica editais do Paes e do Vestibular, altera número de vagas e inclui curso de Arquitetura e Urbanismo Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: tecnologia

Agrishow: produtores que começaram a plantar lúpulo no quintal apostam em água 'sabor cerveja' no interior de SP

Publicado em: 02/05/2026 13:49

Casal produz água com gás 'sabor cerveja' no interior de São Paulo Uma água com gás sem álcool e com sabor de cerveja foi uma das atrações da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola que aconteceu esta semana em Ribeirão Preto (SP). A bebida, lançada oficialmente no evento, foi descoberta por um acaso pelo casal de produtores de lúpulo Luciana Pereira e Isidro Pontes, de Araraquara (SP), enquanto testavam receitas com os cones de lúpulo para tentar fazer sorvete. "Eu sabia que o lúpulo tinha em shampoo, perfume e outras coisas. Eu estava mirando em fazer sorvete e todos os dias eu chegava em casa, pegava o meu lúpulo e fazia receitas, até que cheguei em uma formulação perfeita da água saborizada", afirma Luciana. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Plantação de lúpulo no quintal O casal começou a produzir lúpulo de forma experimental há quatro anos, no quintal da chácara em que moram no interior de São Paulo, com a ajuda de um tio de Luciana, que é fitoterapeuta. Aos poucos, com as dificuldades da cultura, geralmente inviável para as condições climáticas do Brasil, o conhecimento sobre o assunto foi aumentando. "A gente estava quase desistindo. Foi quando um engenheiro agrônomo especialista nos ajudou e apoio, para continuarmos as pesquisas", diz Isidro. Mas ter a plantação não era suficiente, e Luciana e Isidro começaram a buscar formas de escalar a produção para entrar no radar do mercado cervejeiro, não só para cervejeiros artesanais, mas também para grandes empresas. Lançada na Agrishow, água 'sabor cerveja' é produzida a partir de produção experimental de lúpulo em Araraquara (SP). Lúpulo Guarani/Redes sociais LEIA TAMBÉM De 'trator que fala' a 'trator fantasma', veja máquinas com IA que operam sozinhas Comando de trator que se assemelha a 'videogame' torna rotina do produtor mais intuitiva e econômica Máquinas com inteligência artificial 'de fábrica' são destaques; veja novidades Com o tempo, o casal percebeu que, para competir com lúpulos importados, era necessário se atentar a questões fitossanitárias da planta, geralmente produzida em clima temperado, além de detalhes sobre o beneficiamento do produto final. Tanto que a maior parte utilizada pelas cervejarias brasileiras ainda é importada do hemisfério norte. "A industrialização do lúpulo é extremamente delicada e de uma exigência química cirúrgica", diz Luciana. Água 'sabor cerveja' Com a planta se desenvolvendo no quintal da chácara, Luciana e Isidro decidiram não ficar parados e começaram a buscar formas inovadoras de utilizar os pellets. Até que, há um ano, durante alguns testes, descobriram que a matéria-prima que tinham nas mãos não só seria ótima para a produção de cervejas, como também de uma água saborizada fácil de beber - a chamada "drinkability" - que agrega todo o aroma e o frescor da plantação deles. "O lúpulo utilizado para produzir esse lote vendido na feira foi colhido em março, ao contrário dos pallets importados que foram colhidos há dois ou três anos. A gente não briga com a indústria consagrada de importação da planta, com a água lupulada a gente quer entrar pra aprender", afirma Luciana. Após degustações bem sucedidas em 2025, o casal decidiu lançar a bebida enlatada na Agrishow deste ano, com a aposta de alcançar um público ao mesmo tempo preocupado com saúde e bem-estar e apaixonado por cerveja. "É uma novidade que sai da mesmice do mercado", diz Isidro. A produtora de lúpulo Luciana Pereira lançou água 'sabor cerveja' na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP0. Matheus Vinicius Leia mais notícias da Agrishow 2026

Mais de 50 mil boletins de ocorrência foram registrados pelo WhatsApp no PI em 10 meses; veja como usar serviço

Publicado em: 02/05/2026 13:27

B.O. Fácil Ascom/SSP-PI Mais de 50 mil boletins de ocorrência foram registrados por meio de um serviço de atendimento via WhatsApp disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) desde junho de 2025. Segundo dados divulgados pelo órgão, até abril deste ano foram contabilizados 50.451 registros e 5.188 denúncias anônimas feitas pela plataforma. O serviço, intitulado B.O. Fácil, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, pelo número 0800 086 0190, e permite que o cidadão registre ocorrências, faça denúncias anônimas e acione a Polícia Militar em situações de emergência, sem precisar se deslocar até uma delegacia. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com a SSP-PI, a ferramenta utiliza inteligência artificial para coletar informações repassadas pelos usuários, como descrição do fato, data, local e possíveis envolvidos. Após o envio, os dados passam por análise e validação de equipes da segurança pública. Segundo o gestor de sistemas da Polícia Civil do Piauí, Flávio Nogueira, a tecnologia ajuda a agilizar o atendimento ao automatizar parte da coleta inicial de informações e reduzir o tempo de resposta das equipes responsáveis pela triagem. Vídeos em alta no g1 A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Após o registro, o sistema gera um protocolo em PDF, encaminhado diretamente ao usuário pelo próprio WhatsApp. Além do registro de boletins, a ferramenta também permite o envio de denúncias sem identificação e o compartilhamento de localização em ocorrências emergenciais para atendimento policial. Como usar o BO Fácil Salve o número 0800 086 0190 no WhatsApp; Inicie a conversa com uma mensagem de texto ou áudio; Escolha uma das opções disponíveis: registro de boletim de ocorrência, denúncia anônima ou acionamento do 190; Informe detalhes da ocorrência, como data, local, envolvidos e objetos relacionados; Aguarde a análise automática e complemente as informações, se solicitado; Receba o protocolo em PDF no próprio aplicativo. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Como funcionam os drones de fibra óptica do Hezbollah que desafiam defesa de Israel

Publicado em: 02/05/2026 13:22

Um drone de fibra óptica FPV de fabricação ucraniana voa em um mercado militar em um local não revelado na região de Kyiv, na Ucrânia. Efrem Lukatsky / AP Eles são pequenos, baratos e fáceis de manusear. Os drones explosivos com fibra óptica usados pelo Hezbollah já causaram várias baixas e colocaram em xeque o exército israelense, um dos mais poderosos do mundo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo terrorista libanês pró-iraniano, que costumava lançar sobretudo foguetes contra o território israelense, parece agora dar prioridade às aeronaves não tripuladas, enquanto os combates continuam no sul do Líbano, apesar de uma trégua que entrou em vigor em 17 de abril. Em apenas uma semana, dois soldados e um contratado civil morreram em consequência desses drones, segundo o exército israelense. Tratam-se de dispositivos que usam fibra óptica, de acordo com a imprensa local. Ao contrário dos drones tradicionais guiados por GPS ou rádio — e, portanto, vulneráveis a bloqueadores de sinal —, esses modelos são conectados à sua base de lançamento por um cabo de fibra óptica, cuja extensão pode chegar a 50 quilômetros. O operador pilota o aparelho com uma visão imersiva, como se estivesse em seu interior, por meio de uma tela ou de óculos de realidade virtual, sem a necessidade de um treinamento complexo. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Não é mais complicado do que usar "um brinquedo de criança", resumiu Orna Mizrahi, pesquisadora especialista em Líbano do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv. Além disso, "podem ser comprados em qualquer lugar", especialmente em plataformas de venda online, acrescentou. Arma típica das guerras assimétricas entre organizações armadas e exércitos muito mais poderosos, esse tipo de dispositivo básico, porém temido, já demonstrou ser capaz de causar danos consideráveis. E agora representa uma dor de cabeça para Israel em uma das frentes mais ativas da guerra regional desencadeada em 28 de fevereiro com os ataques lançados contra o Irã em conjunto com os Estados Unidos. "Vimos esses drones aparecerem na Ucrânia há mais de três anos, aprendemos com o que vimos lá", declarou esta semana um alto oficial militar israelense a jornalistas, entre eles da AFP. "Utilizamos todo tipo de tecnologia (para combatê-los) que não posso detalhar. Mas não é infalível, não tanto quanto gostaríamos", admitiu. Yousef al Zein, dirigente do Hezbollah encarregado das relações com a imprensa, afirmou na sexta-feira que se trata de uma "tática" da organização. "Conhecemos a superioridade do inimigo, mas, ao mesmo tempo, exploramos seus pontos fracos", disse. "Não houve uma resposta" Os ucranianos, que se tornaram especialistas em drones desde a invasão russa, em 2022, já haviam oferecido sua experiência a Israel ainda naquele ano, segundo um ex-ministro da Defesa ucraniano. "Não houve uma resposta concreta", afirmou em 2024 Oleksi Reznikov ao site de notícias israelense Mako, ao considerar que os israelenses não haviam levado a sério a ameaça. O exército "hoje não tem resposta porque não se preparou para enfrentar explosivos tão rudimentares", avaliou a pesquisadora Mizrahi. Gambiarra' russa: como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia Como esse drone "não transmite imagens por link de rádio e não é guiado por um receptor de rádio, não pode ser detectado, nem neutralizado eletronicamente", acrescentou Arié Aviram, especialista que escreveu sobre o tema para o INSS. Como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia. Arte/g1 O exército poderia recorrer a seus sofisticados mísseis interceptadores, aviões de combate ou helicópteros mas, a longo prazo, torna-se financeiramente insustentável derrubar dispositivos tão baratos, de algumas centenas de dólares, ainda que alguns modelos cheguem a custar US$ 4.000 (aproximadamente R$ 20 mil). O novo sistema a laser desenvolvido para interceptar armas de curto alcance, como foguetes e drones, poderia ser uma solução, acrescentou Aviram, "desde que seja implementado em larga escala". Em um sinal do impasse, o Ministério da Defesa israelense lançou, em 11 de abril, uma licitação para propostas de "tecnologias inovadoras" que respondam à "ameaça de drones controlados por fibra óptica". Enquanto isso, e na falta de algo melhor, o exército recorre a métodos "pouco sofisticados". Seus soldados detectam esses drones por radar ou visualmente, embora muitas vezes seja tarde demais, dada sua velocidade, e lançam redes, também utilizadas na Ucrânia, como admitiu o alto comando militar israelense mencionado anteriormente. Nas redes sociais, imagens publicadas por Amit Segal, um renomado jornalista israelense, mostram veículos militares cobertos com malhas de proteção semelhantes a mosquiteiros. Um contraste surpreendente com os padrões tecnológicos dos quais as forças israelenses costumam se orgulhar.

Palavras-chave: tecnologia

Indígenas usam drones e tecnologia para mapear e combater incêndios florestais em MT

Publicado em: 02/05/2026 10:58

Monitoramento feito por meio de drone Reprodução A tecnologia vem se consolidando como uma nova aliada na prevenção de incêndios em áreas indígenas de Mato Grosso. Um projeto desenvolvido pelo Ibama, por meio do Prevfogo, em parceria com a Fundação Bunge, tem capacitado indígenas para o uso de ferramentas como drones e sistemas de geoprocessamento no monitoramento e combate às queimadas. Em 2025, foram realizados dois treinamentos em pilotagem de drones e um curso de geoprocessamento aplicado ao manejo integrado do fogo. Ao todo, 66 brigadistas foram capacitados, entre eles 24 indígenas, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A ação teve início há um ano com um projeto piloto em Canarana, a 838 km de Cuiabá, que beneficiou diretamente as etnias Xavante e Boe Bororo. A atuação é definidada pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais responsável por deteminar quantos brigadistas serão treinados, e quais comunidades indígenas farão parte da ação. De acordo com Leandro Morilha, gerente de projetos sociais, os drones permitem mapear áreas de difícil acesso, apoiar o planejamento de ações preventivas como aceiros e queimas controladas, além de aumentar a segurança dos brigadistas durante incêndios, ao possibilitar o monitoramento à distância e a definição de rotas mais seguras. “Em essência, os drones se tornam um 'olhar aéreo' para os brigadistas, que já possuem um profundo conhecimento do terreno e das dinâmicas do fogo, potencializando suas estratégias e ações no dia a dia", explicou. O fogo em MT Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou, neste ano, mais de 700 focos de calor, sendo 468 apenas no bioma Amazônia. No mesmo período no ano passado foram registrado 222 focos em todo o estado. No último dia (29), o governo de Mato Grosso decretou estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Com o decreto, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

Palavras-chave: tecnologia

IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto e pode guiar tratamento

Publicado em: 02/05/2026 08:17

IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de mapear em detalhes a composição corporal de pacientes com câncer, incluindo músculos e gordura, em menos de um minuto, a partir de exames de tomografia computadorizada. A tecnologia, que otimiza um processo que antes levava até uma hora para ser feito manualmente, pode contribuir para prognósticos mais precisos e direcionar tratamentos de forma personalizada. A expectativa é que o sistema apoie decisões médicas no futuro. Hoje, a perspectiva clínica sobre uma pessoa em tratamento se baseia, principalmente, nas características do tumor, como tamanho e metástases. A análise da composição corporal é uma forma de ampliar a leitura, considerando o organismo do paciente e sua resposta ao tratamento. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Como funciona a IA IA criada na Unicamp separa tecidos por cores e ajuda a medir composição corporal de pacientes com câncer CancerThera/Divulgação O sistema foi criado no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cedip) CancerThera, localizado na Unicamp e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por uma equipe multidisciplinar que une conhecimentos da física, oncologia e nutrição. Ele atua por meio de um processo chamado "segmentação de imagens", que analisa uma tomografia computadorizada da região da terceira vértebra lombar (L3), considerada padrão para essa análise, e consegue separar e colorir cada tipo de tecido de forma autônoma (veja a imagem acima). 💻 Entenda: quando um paciente faz a tomografia, a imagem final gerada pelo equipamento exibe ossos, vísceras, músculos e gordura, todos misturados em tons de cinza. O programa varre essa imagem e cria uma máscara digital que distingue esses tecidos. O grande diferencial da tecnologia, portanto, está em sua capacidade de identificar e definir, minuciosamente (e de forma muito rápida): o tecido muscular; a gordura subcutânea (logo abaixo da pele); a gordura visceral (entre os órgãos); a gordura intramuscular (entre as fibras dos músculos). A análise da composição corporal por tomografia não é algo inédito, mas é limitado. Esse processo ainda é feito manualmente por profissionais treinados, que precisam segmentar e entender cada tecido na imagem, o que torna o método mais lento, trabalhoso e sujeito a variações entre avaliadores. "Hoje, na prática clínica, a gente não consegue fazer essa avaliação pela tomografia, porque a gente não tem nenhum software e os que existem são caros. O que a gente faz para a avaliação da composição corporal é medir as circunferências de panturrilha, braço, dobras cutâneas". “E isso não dá para gente essa avaliação tão sensível desses compartimentos corporais como a gente tem através da análise da imagem", explica Maria Carolina dos Santos Mendes, nutricionista e pesquisadora de pós-doutorado, uma das integrantes do projeto. Dessa forma, segundo os pesquisadores, a separação detalhada de cada tipos de tecido adiposo é algo pouco explorado em outros modelos de IA disponíveis. O algoritmo foi treinado com a lógica do raciocínio de médicos e nutricionistas, com uma margem de erro estimada em menos de 5%. Resumindo: segundo o físico nuclear Jun Takahashi, a ferramenta combina dois modelos treinados com dados científicos obtidos na Faculdade de Ciências Médicas e no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) e faz, de forma mais rápida, automática e padronizada, o que antes era feito por humanos, facilitando o uso na prática clínica e na pesquisa; LEIA TAMBÉM: Teranóstica: abordagem que rastreia e ataca câncer com radiação direto na célula é testada no Brasil Por que é importante Um estudo conduzido pelo mesmo grupo de pesquisadores da Unicamp, indica que a análise automatizada, com inteligência artificial, da composição corporal de pacientes com câncer de estômago é capaz de prever os riscos de mortalidade de forma mais precisa. 📝 O artigo "Melhorando a previsão de prognóstico do câncer gástrico ressecável: Uma análise de aprendizado de máquina combinando características clínicas e radiômica da composição corporal" foi publicado na revista científica Informatics in Medicine Unlocked. Entre as etapas da assistência oncológica está o estadiamento, que serve para classificar o quanto um câncer está avançando pelo corpo. Em outras palavras, ele avalia, principalmente, onde está o tumor, qual o tamanho dele e se há metástase. A oncologia usa, tradicionalmente, o sistema TNM (do inglês Tumor, Linfonodo e Metástase) para fazer esse estadiamento e classificar a gravidade. Porém, por focar apenas no tumor, ele não explica por que pacientes no mesmo estágio da doença frequentemente apresentam evoluções muito diferentes. Essa pesquisa revelou, ao cruzar dados clínicos com a análise corporal feita pela IA, que pacientes de câncer gástrico em Estágio II (teoricamente menos grave), mas classificados como de "alto risco" pela ferramenta, tiveram uma expectativa de vida semelhante à de pacientes no Estágio III. Resumindo, esse estudo mostra que: a composição corporal (especialmente músculo e gordura) influencia fortemente a sobrevivência; pacientes considerados "menos graves", mas com corpo classificado como de alto risco pela IA, tinham a mesma expectativa de vida que pacientes "mais graves"; certas alterações na gordura e no músculo indicam problemas como inflamação e caquexia (perda extrema de massa muscular), que pioram o prognóstico. E por que o uso da IA na análise faz diferença? reforça que o câncer não depende só do tumor, mas do estado geral do corpo; permite prever melhor quem está mais vulnerável; pode ajudar médicos a monitorar pacientes com mais precisão e agir antes de complicações; pode ajudar a poupar pacientes de tratamentos agressivos e ineficazes; tem forte impacto na nutrição clínica, permitindo que a equipe crie um suporte alimentar focado na necessidade exata do paciente, combatendo a perda de massa magra. O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto de Física (IFGW) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), analisou dados de 276 pacientes e concluiu que a IA pode identificar riscos que o método padrão não vê, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada. "A gente pega essas informações que tem através dessas análises e une a outras informações clínicas e da doença do paciente. A gente une isso com exames de sangue, com informações do TNM e outras informações, e tiramos ali características importantes", explica José Barreto Campello Carvalheira, oncologista e pesquisador principal no CancerThera. Ferramenta ainda está em pesquisa O programa de computador já foi registrado pela Agência de Inovação da Unicamp e está em uso em pesquisas. Ainda não está disponível para a população e, para que chegue ao mercado e seja utilizado em hospitais e clínicas, depende do licenciamento por parte de empresas do setor de saúde. Além disso, a ferramenta ainda precisa ser validada em novos estudos. Atualmente, o programa serve para classificar o nível de risco dos pacientes, funcionando como um alerta para a equipe de saúde. Ele não determina, por enquanto, mudanças diretas no tratamento, mas ajuda a identificar os pacientes mais frágeis que precisam de monitoramento rigoroso e suporte nutricional imediato. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.