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Tesouras, facas, estiletes: PM apreende 185 objetos proibidos antes do show da Shakira

Publicado em: 02/05/2026 22:40

Tesouras, facas, estiletes: PM apreende 185 objetos proibidos antes do show da Shakira em Copacabana Divulgação PMERJ A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro apreendeu 185 objetos considerados perigosos e prendeu dois homens — um deles identificado por reconhecimento facial — durante ações preventivas antes do show da cantora Shakira, neste sábado (2), na Praia de Copacabana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça De acordo com o balanço parcial divulgado pela corporação, as apreensões ocorreram nos pontos de acesso ao evento, onde equipes realizam revistas com detectores de metal. Entre os itens recolhidos estão tesouras, facas, estiletes, chaves de fenda e outros objetos perfurocortantes. Vídeos em alta no g1 Segundo a PM, materiais desse tipo, embora comuns no dia a dia, podem representar risco em eventos com grande concentração de pessoas, podendo causar acidentes, provocar pânico ou serem usados em crimes como furtos. Preso por reconhecimento facial Um dos presos foi identificado por meio do sistema de reconhecimento facial instalado nos pórticos de acesso à orla. Contra ele, havia um mandado de prisão por lesão corporal, e ele foi encaminhado para a 12ª DP. Um homem foi preso por reconhecimento facial antes do show da Shakira Divulgação PMERJ Outro homem foi detido na Avenida Princesa Isabel após ser flagrado carregando diversas bolsas. Na abordagem, policiais encontraram duas facas e material entorpecente. Ele também foi levado para a delegacia. O esquema de segurança montado para o evento mobiliza mais de 3.700 policiais militares — um aumento de 14% em relação ao último megashow realizado em Copacabana. As ações incluem bloqueios, torres de observação, patrulhamento com motocicletas e quadriciclos na areia, além do uso de câmeras com reconhecimento facial e monitoramento aéreo. O show de Shakira faz parte do evento “Todo Mundo no Rio” e deve reunir cerca de 2 milhões de pessoas na orla carioca. Revistas com detectores de metal e tecnologia de monitoramento reforçam esquema de segurança para evento com milhões de pessoas. Um homem foi preso por reconhecimento facial. Reprodução

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Provas do concurso da Saúde de MG serão aplicadas neste domingo em duas cidades da região; veja orientações

Publicado em: 02/05/2026 18:55

Provas serão aplicadas neste domingo Reprodução/Freepik As provas do concurso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) serão aplicadas neste domingo (3) em 16 cidades do estado. Na área de cobertura do g1 Vales, os exames acontecem em Governador Valadares e Teófilo Otoni. O concurso oferece 380 vagas, além de formação de cadastro de reserva, sendo 22 oportunidades na região. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp As provas para todos os cargos serão realizadas das 8h30 às 12h30. Os portões serão abertos com até uma hora de antecedência e fechados, impreterivelmente, às 8h. De acordo com o edital, os candidatos devem comparecer ao local de prova com, no mínimo, 60 minutos de antecedência do horário de fechamento dos portões. É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente e de ponta grossa, além do Comprovante Definitivo de Inscrição e documento de identidade original. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os locais de prova podem ser consultados no site da banca organizadora do certame. A prova objetiva será composta por 60 questões, e também haverá prova discursiva. Sobre o concurso O certame oferece vagas nas áreas de saúde, gestão, direito, tecnologia da informação e engenharias. Alguns cargos exigem formação específica, enquanto outros aceitam curso superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$ 4.287,02, além de ajuda de custo para alimentação por dia útil trabalhado. Na área de cobertura do g1 Vales, são 22 oportunidades distribuídas nas seguintes Unidades Regionais de Saúde: Coronel Fabriciano: 5 vagas e cadastro de reserva Governador Valadares: 6 vagas e cadastro de reserva Manhuaçu: 5 vagas e cadastro de reserva Teófilo Otoni: 6 vagas e cadastro de reserva LEIA TAMBÉM: Unimontes retifica editais do Paes e do Vestibular, altera número de vagas e inclui curso de Arquitetura e Urbanismo Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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Alcoa faz recadastramento da população próxima às barragens de resíduos de bauxita em Poços de Caldas

Publicado em: 02/05/2026 17:50

Alcoa faz cadastro de famílias próximas à mineradora em Poços de Caldas A mineradora Alcoa está fazendo o recadastramento da população próxima a áreas onde são armazenados resíduos de bauxita, em Poços de Caldas (MG). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A ação deve percorrer, até o final do mês, 500 imóveis do bairro Jardim Kennedy 2, na Zona Sul, que ficam na Zona de Autossalvamento (ZAS) das barragens. O objetivo é reforçar o plano de emergência e garantir mais agilidade na comunicação com a comunidade em situações de risco. A Alcoa atua na extração de bauxita no município e utiliza o mineral para a produção de alumina, além da refusão de alumínio para fabricação de tarugos e alumínio atomizado. Barragem da extração de bauxita pela Alcoa em Poços de Caldas Reprodução/EPTV De acordo com a legislação, mineradoras precisam manter atualizados os dados das comunidades localizadas no entorno de suas operações. Em um cenário hipotético de acidente, os rejeitos das barragens de Poços de Caldas poderiam descer e ficar represados no Ribeirão da Várzea. A água contaminada poderia se acumular em áreas de remanso e subir até atingir as casas. O recadastramento é fundamental para orientar planos de evacuação e resposta rápida em casos de risco. “Com essas informações, a gente consegue manter uma comunicação mais eficiente com os moradores, principalmente para as ações de emergência, como o simulado que nós realizamos todos os anos aqui na comunidade", explica a gerente de segurança da Alcoa, Gálucia Cava. A coleta das informações é feita anualmente e inclui dados como o número de moradores por residência, a existência de pessoas com mobilidade reduzida, quantidade de animais de estimação, entre outros registros. Segundo a empresa, as barragens não recebem mais resíduos e um sistema de filtro prensa passou a ser utilizado no processo produtivo. A tecnologia permite retirar até 60% da água dos resíduos gerados no refino, transformando-os em placas sólidas, que são armazenadas dentro da área da mineradora. “Desde 2022, com a entrada da operação do filtro prensa, essas áreas estão passando pelo processo de descaracterização e reabilitação e não estão sendo mais operadas”, afirma Gláucia. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Provas do concurso da Saúde de MG serão aplicadas neste domingo em três cidades da região; veja orientações

Publicado em: 02/05/2026 16:53

Provas serão aplicadas neste domingo Reprodução/Freepik As provas do concurso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) serão aplicadas neste domingo (3) em 16 cidades do estado. Na área de cobertura do g1 Grande Minas, os exames acontecem em Montes Claros, Pedra Azul e Unaí. O concurso oferece 380 vagas, além de formação de cadastro de reserva, sendo 22 oportunidades na região. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp As provas para todos os cargos serão realizadas das 8h30 às 12h30. Os portões serão abertos com até uma hora de antecedência e fechados, impreterivelmente, às 8h. De acordo com o edital, os candidatos devem comparecer ao local de prova com, no mínimo, 60 minutos de antecedência do horário de fechamento dos portões. É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente e de ponta grossa, além do Comprovante Definitivo de Inscrição e documento de identidade original. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os locais de prova podem ser consultados no site da banca organizadora do certame. A prova objetiva será composta por 60 questões, e também haverá prova discursiva. Sobre o concurso O certame oferece vagas nas áreas de saúde, gestão, direito, tecnologia da informação e engenharias. Alguns cargos exigem formação específica, enquanto outros aceitam curso superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$ 4.287,02, além de ajuda de custo para alimentação por dia útil trabalhado. Na área de cobertura do g1 Grande Minas, são 22 oportunidades distribuídas nas seguintes Unidades Regionais de Saúde: Januária: 5 vagas e cadastro de reserva Montes Claros: 6 vagas e cadastro de reserva Pedra Azul: 5 vagas e cadastro de reserva Pirapora: 3 vagas e cadastro de reserva Unaí: 3 vagas e cadastro de reserva LEIA TAMBÉM Unimontes retifica editais do Paes e do Vestibular, altera número de vagas e inclui curso de Arquitetura e Urbanismo Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

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Agrishow: produtores que começaram a plantar lúpulo no quintal apostam em água 'sabor cerveja' no interior de SP

Publicado em: 02/05/2026 13:49

Casal produz água com gás 'sabor cerveja' no interior de São Paulo Uma água com gás sem álcool e com sabor de cerveja foi uma das atrações da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola que aconteceu esta semana em Ribeirão Preto (SP). A bebida, lançada oficialmente no evento, foi descoberta por um acaso pelo casal de produtores de lúpulo Luciana Pereira e Isidro Pontes, de Araraquara (SP), enquanto testavam receitas com os cones de lúpulo para tentar fazer sorvete. "Eu sabia que o lúpulo tinha em shampoo, perfume e outras coisas. Eu estava mirando em fazer sorvete e todos os dias eu chegava em casa, pegava o meu lúpulo e fazia receitas, até que cheguei em uma formulação perfeita da água saborizada", afirma Luciana. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Plantação de lúpulo no quintal O casal começou a produzir lúpulo de forma experimental há quatro anos, no quintal da chácara em que moram no interior de São Paulo, com a ajuda de um tio de Luciana, que é fitoterapeuta. Aos poucos, com as dificuldades da cultura, geralmente inviável para as condições climáticas do Brasil, o conhecimento sobre o assunto foi aumentando. "A gente estava quase desistindo. Foi quando um engenheiro agrônomo especialista nos ajudou e apoio, para continuarmos as pesquisas", diz Isidro. Mas ter a plantação não era suficiente, e Luciana e Isidro começaram a buscar formas de escalar a produção para entrar no radar do mercado cervejeiro, não só para cervejeiros artesanais, mas também para grandes empresas. Lançada na Agrishow, água 'sabor cerveja' é produzida a partir de produção experimental de lúpulo em Araraquara (SP). Lúpulo Guarani/Redes sociais LEIA TAMBÉM De 'trator que fala' a 'trator fantasma', veja máquinas com IA que operam sozinhas Comando de trator que se assemelha a 'videogame' torna rotina do produtor mais intuitiva e econômica Máquinas com inteligência artificial 'de fábrica' são destaques; veja novidades Com o tempo, o casal percebeu que, para competir com lúpulos importados, era necessário se atentar a questões fitossanitárias da planta, geralmente produzida em clima temperado, além de detalhes sobre o beneficiamento do produto final. Tanto que a maior parte utilizada pelas cervejarias brasileiras ainda é importada do hemisfério norte. "A industrialização do lúpulo é extremamente delicada e de uma exigência química cirúrgica", diz Luciana. Água 'sabor cerveja' Com a planta se desenvolvendo no quintal da chácara, Luciana e Isidro decidiram não ficar parados e começaram a buscar formas inovadoras de utilizar os pellets. Até que, há um ano, durante alguns testes, descobriram que a matéria-prima que tinham nas mãos não só seria ótima para a produção de cervejas, como também de uma água saborizada fácil de beber - a chamada "drinkability" - que agrega todo o aroma e o frescor da plantação deles. "O lúpulo utilizado para produzir esse lote vendido na feira foi colhido em março, ao contrário dos pallets importados que foram colhidos há dois ou três anos. A gente não briga com a indústria consagrada de importação da planta, com a água lupulada a gente quer entrar pra aprender", afirma Luciana. Após degustações bem sucedidas em 2025, o casal decidiu lançar a bebida enlatada na Agrishow deste ano, com a aposta de alcançar um público ao mesmo tempo preocupado com saúde e bem-estar e apaixonado por cerveja. "É uma novidade que sai da mesmice do mercado", diz Isidro. A produtora de lúpulo Luciana Pereira lançou água 'sabor cerveja' na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP0. Matheus Vinicius Leia mais notícias da Agrishow 2026

Mais de 50 mil boletins de ocorrência foram registrados pelo WhatsApp no PI em 10 meses; veja como usar serviço

Publicado em: 02/05/2026 13:27

B.O. Fácil Ascom/SSP-PI Mais de 50 mil boletins de ocorrência foram registrados por meio de um serviço de atendimento via WhatsApp disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) desde junho de 2025. Segundo dados divulgados pelo órgão, até abril deste ano foram contabilizados 50.451 registros e 5.188 denúncias anônimas feitas pela plataforma. O serviço, intitulado B.O. Fácil, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, pelo número 0800 086 0190, e permite que o cidadão registre ocorrências, faça denúncias anônimas e acione a Polícia Militar em situações de emergência, sem precisar se deslocar até uma delegacia. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com a SSP-PI, a ferramenta utiliza inteligência artificial para coletar informações repassadas pelos usuários, como descrição do fato, data, local e possíveis envolvidos. Após o envio, os dados passam por análise e validação de equipes da segurança pública. Segundo o gestor de sistemas da Polícia Civil do Piauí, Flávio Nogueira, a tecnologia ajuda a agilizar o atendimento ao automatizar parte da coleta inicial de informações e reduzir o tempo de resposta das equipes responsáveis pela triagem. Vídeos em alta no g1 A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Após o registro, o sistema gera um protocolo em PDF, encaminhado diretamente ao usuário pelo próprio WhatsApp. Além do registro de boletins, a ferramenta também permite o envio de denúncias sem identificação e o compartilhamento de localização em ocorrências emergenciais para atendimento policial. Como usar o BO Fácil Salve o número 0800 086 0190 no WhatsApp; Inicie a conversa com uma mensagem de texto ou áudio; Escolha uma das opções disponíveis: registro de boletim de ocorrência, denúncia anônima ou acionamento do 190; Informe detalhes da ocorrência, como data, local, envolvidos e objetos relacionados; Aguarde a análise automática e complemente as informações, se solicitado; Receba o protocolo em PDF no próprio aplicativo. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Como funcionam os drones de fibra óptica do Hezbollah que desafiam defesa de Israel

Publicado em: 02/05/2026 13:22

Um drone de fibra óptica FPV de fabricação ucraniana voa em um mercado militar em um local não revelado na região de Kyiv, na Ucrânia. Efrem Lukatsky / AP Eles são pequenos, baratos e fáceis de manusear. Os drones explosivos com fibra óptica usados pelo Hezbollah já causaram várias baixas e colocaram em xeque o exército israelense, um dos mais poderosos do mundo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo terrorista libanês pró-iraniano, que costumava lançar sobretudo foguetes contra o território israelense, parece agora dar prioridade às aeronaves não tripuladas, enquanto os combates continuam no sul do Líbano, apesar de uma trégua que entrou em vigor em 17 de abril. Em apenas uma semana, dois soldados e um contratado civil morreram em consequência desses drones, segundo o exército israelense. Tratam-se de dispositivos que usam fibra óptica, de acordo com a imprensa local. Ao contrário dos drones tradicionais guiados por GPS ou rádio — e, portanto, vulneráveis a bloqueadores de sinal —, esses modelos são conectados à sua base de lançamento por um cabo de fibra óptica, cuja extensão pode chegar a 50 quilômetros. O operador pilota o aparelho com uma visão imersiva, como se estivesse em seu interior, por meio de uma tela ou de óculos de realidade virtual, sem a necessidade de um treinamento complexo. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Não é mais complicado do que usar "um brinquedo de criança", resumiu Orna Mizrahi, pesquisadora especialista em Líbano do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv. Além disso, "podem ser comprados em qualquer lugar", especialmente em plataformas de venda online, acrescentou. Arma típica das guerras assimétricas entre organizações armadas e exércitos muito mais poderosos, esse tipo de dispositivo básico, porém temido, já demonstrou ser capaz de causar danos consideráveis. E agora representa uma dor de cabeça para Israel em uma das frentes mais ativas da guerra regional desencadeada em 28 de fevereiro com os ataques lançados contra o Irã em conjunto com os Estados Unidos. "Vimos esses drones aparecerem na Ucrânia há mais de três anos, aprendemos com o que vimos lá", declarou esta semana um alto oficial militar israelense a jornalistas, entre eles da AFP. "Utilizamos todo tipo de tecnologia (para combatê-los) que não posso detalhar. Mas não é infalível, não tanto quanto gostaríamos", admitiu. Yousef al Zein, dirigente do Hezbollah encarregado das relações com a imprensa, afirmou na sexta-feira que se trata de uma "tática" da organização. "Conhecemos a superioridade do inimigo, mas, ao mesmo tempo, exploramos seus pontos fracos", disse. "Não houve uma resposta" Os ucranianos, que se tornaram especialistas em drones desde a invasão russa, em 2022, já haviam oferecido sua experiência a Israel ainda naquele ano, segundo um ex-ministro da Defesa ucraniano. "Não houve uma resposta concreta", afirmou em 2024 Oleksi Reznikov ao site de notícias israelense Mako, ao considerar que os israelenses não haviam levado a sério a ameaça. O exército "hoje não tem resposta porque não se preparou para enfrentar explosivos tão rudimentares", avaliou a pesquisadora Mizrahi. Gambiarra' russa: como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia Como esse drone "não transmite imagens por link de rádio e não é guiado por um receptor de rádio, não pode ser detectado, nem neutralizado eletronicamente", acrescentou Arié Aviram, especialista que escreveu sobre o tema para o INSS. Como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra com a Ucrânia. Arte/g1 O exército poderia recorrer a seus sofisticados mísseis interceptadores, aviões de combate ou helicópteros mas, a longo prazo, torna-se financeiramente insustentável derrubar dispositivos tão baratos, de algumas centenas de dólares, ainda que alguns modelos cheguem a custar US$ 4.000 (aproximadamente R$ 20 mil). O novo sistema a laser desenvolvido para interceptar armas de curto alcance, como foguetes e drones, poderia ser uma solução, acrescentou Aviram, "desde que seja implementado em larga escala". Em um sinal do impasse, o Ministério da Defesa israelense lançou, em 11 de abril, uma licitação para propostas de "tecnologias inovadoras" que respondam à "ameaça de drones controlados por fibra óptica". Enquanto isso, e na falta de algo melhor, o exército recorre a métodos "pouco sofisticados". Seus soldados detectam esses drones por radar ou visualmente, embora muitas vezes seja tarde demais, dada sua velocidade, e lançam redes, também utilizadas na Ucrânia, como admitiu o alto comando militar israelense mencionado anteriormente. Nas redes sociais, imagens publicadas por Amit Segal, um renomado jornalista israelense, mostram veículos militares cobertos com malhas de proteção semelhantes a mosquiteiros. Um contraste surpreendente com os padrões tecnológicos dos quais as forças israelenses costumam se orgulhar.

Palavras-chave: tecnologia

Indígenas usam drones e tecnologia para mapear e combater incêndios florestais em MT

Publicado em: 02/05/2026 10:58

Monitoramento feito por meio de drone Reprodução A tecnologia vem se consolidando como uma nova aliada na prevenção de incêndios em áreas indígenas de Mato Grosso. Um projeto desenvolvido pelo Ibama, por meio do Prevfogo, em parceria com a Fundação Bunge, tem capacitado indígenas para o uso de ferramentas como drones e sistemas de geoprocessamento no monitoramento e combate às queimadas. Em 2025, foram realizados dois treinamentos em pilotagem de drones e um curso de geoprocessamento aplicado ao manejo integrado do fogo. Ao todo, 66 brigadistas foram capacitados, entre eles 24 indígenas, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A ação teve início há um ano com um projeto piloto em Canarana, a 838 km de Cuiabá, que beneficiou diretamente as etnias Xavante e Boe Bororo. A atuação é definidada pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais responsável por deteminar quantos brigadistas serão treinados, e quais comunidades indígenas farão parte da ação. De acordo com Leandro Morilha, gerente de projetos sociais, os drones permitem mapear áreas de difícil acesso, apoiar o planejamento de ações preventivas como aceiros e queimas controladas, além de aumentar a segurança dos brigadistas durante incêndios, ao possibilitar o monitoramento à distância e a definição de rotas mais seguras. “Em essência, os drones se tornam um 'olhar aéreo' para os brigadistas, que já possuem um profundo conhecimento do terreno e das dinâmicas do fogo, potencializando suas estratégias e ações no dia a dia", explicou. O fogo em MT Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou, neste ano, mais de 700 focos de calor, sendo 468 apenas no bioma Amazônia. No mesmo período no ano passado foram registrado 222 focos em todo o estado. No último dia (29), o governo de Mato Grosso decretou estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Com o decreto, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

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IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto e pode guiar tratamento

Publicado em: 02/05/2026 08:17

IA da Unicamp mapeia músculo e gordura de pacientes com câncer em menos de 1 minuto Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de mapear em detalhes a composição corporal de pacientes com câncer, incluindo músculos e gordura, em menos de um minuto, a partir de exames de tomografia computadorizada. A tecnologia, que otimiza um processo que antes levava até uma hora para ser feito manualmente, pode contribuir para prognósticos mais precisos e direcionar tratamentos de forma personalizada. A expectativa é que o sistema apoie decisões médicas no futuro. Hoje, a perspectiva clínica sobre uma pessoa em tratamento se baseia, principalmente, nas características do tumor, como tamanho e metástases. A análise da composição corporal é uma forma de ampliar a leitura, considerando o organismo do paciente e sua resposta ao tratamento. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Como funciona a IA IA criada na Unicamp separa tecidos por cores e ajuda a medir composição corporal de pacientes com câncer CancerThera/Divulgação O sistema foi criado no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cedip) CancerThera, localizado na Unicamp e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por uma equipe multidisciplinar que une conhecimentos da física, oncologia e nutrição. Ele atua por meio de um processo chamado "segmentação de imagens", que analisa uma tomografia computadorizada da região da terceira vértebra lombar (L3), considerada padrão para essa análise, e consegue separar e colorir cada tipo de tecido de forma autônoma (veja a imagem acima). 💻 Entenda: quando um paciente faz a tomografia, a imagem final gerada pelo equipamento exibe ossos, vísceras, músculos e gordura, todos misturados em tons de cinza. O programa varre essa imagem e cria uma máscara digital que distingue esses tecidos. O grande diferencial da tecnologia, portanto, está em sua capacidade de identificar e definir, minuciosamente (e de forma muito rápida): o tecido muscular; a gordura subcutânea (logo abaixo da pele); a gordura visceral (entre os órgãos); a gordura intramuscular (entre as fibras dos músculos). A análise da composição corporal por tomografia não é algo inédito, mas é limitado. Esse processo ainda é feito manualmente por profissionais treinados, que precisam segmentar e entender cada tecido na imagem, o que torna o método mais lento, trabalhoso e sujeito a variações entre avaliadores. "Hoje, na prática clínica, a gente não consegue fazer essa avaliação pela tomografia, porque a gente não tem nenhum software e os que existem são caros. O que a gente faz para a avaliação da composição corporal é medir as circunferências de panturrilha, braço, dobras cutâneas". “E isso não dá para gente essa avaliação tão sensível desses compartimentos corporais como a gente tem através da análise da imagem", explica Maria Carolina dos Santos Mendes, nutricionista e pesquisadora de pós-doutorado, uma das integrantes do projeto. Dessa forma, segundo os pesquisadores, a separação detalhada de cada tipos de tecido adiposo é algo pouco explorado em outros modelos de IA disponíveis. O algoritmo foi treinado com a lógica do raciocínio de médicos e nutricionistas, com uma margem de erro estimada em menos de 5%. Resumindo: segundo o físico nuclear Jun Takahashi, a ferramenta combina dois modelos treinados com dados científicos obtidos na Faculdade de Ciências Médicas e no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) e faz, de forma mais rápida, automática e padronizada, o que antes era feito por humanos, facilitando o uso na prática clínica e na pesquisa; LEIA TAMBÉM: Teranóstica: abordagem que rastreia e ataca câncer com radiação direto na célula é testada no Brasil Por que é importante Um estudo conduzido pelo mesmo grupo de pesquisadores da Unicamp, indica que a análise automatizada, com inteligência artificial, da composição corporal de pacientes com câncer de estômago é capaz de prever os riscos de mortalidade de forma mais precisa. 📝 O artigo "Melhorando a previsão de prognóstico do câncer gástrico ressecável: Uma análise de aprendizado de máquina combinando características clínicas e radiômica da composição corporal" foi publicado na revista científica Informatics in Medicine Unlocked. Entre as etapas da assistência oncológica está o estadiamento, que serve para classificar o quanto um câncer está avançando pelo corpo. Em outras palavras, ele avalia, principalmente, onde está o tumor, qual o tamanho dele e se há metástase. A oncologia usa, tradicionalmente, o sistema TNM (do inglês Tumor, Linfonodo e Metástase) para fazer esse estadiamento e classificar a gravidade. Porém, por focar apenas no tumor, ele não explica por que pacientes no mesmo estágio da doença frequentemente apresentam evoluções muito diferentes. Essa pesquisa revelou, ao cruzar dados clínicos com a análise corporal feita pela IA, que pacientes de câncer gástrico em Estágio II (teoricamente menos grave), mas classificados como de "alto risco" pela ferramenta, tiveram uma expectativa de vida semelhante à de pacientes no Estágio III. Resumindo, esse estudo mostra que: a composição corporal (especialmente músculo e gordura) influencia fortemente a sobrevivência; pacientes considerados "menos graves", mas com corpo classificado como de alto risco pela IA, tinham a mesma expectativa de vida que pacientes "mais graves"; certas alterações na gordura e no músculo indicam problemas como inflamação e caquexia (perda extrema de massa muscular), que pioram o prognóstico. E por que o uso da IA na análise faz diferença? reforça que o câncer não depende só do tumor, mas do estado geral do corpo; permite prever melhor quem está mais vulnerável; pode ajudar médicos a monitorar pacientes com mais precisão e agir antes de complicações; pode ajudar a poupar pacientes de tratamentos agressivos e ineficazes; tem forte impacto na nutrição clínica, permitindo que a equipe crie um suporte alimentar focado na necessidade exata do paciente, combatendo a perda de massa magra. O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto de Física (IFGW) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), analisou dados de 276 pacientes e concluiu que a IA pode identificar riscos que o método padrão não vê, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada. "A gente pega essas informações que tem através dessas análises e une a outras informações clínicas e da doença do paciente. A gente une isso com exames de sangue, com informações do TNM e outras informações, e tiramos ali características importantes", explica José Barreto Campello Carvalheira, oncologista e pesquisador principal no CancerThera. Ferramenta ainda está em pesquisa O programa de computador já foi registrado pela Agência de Inovação da Unicamp e está em uso em pesquisas. Ainda não está disponível para a população e, para que chegue ao mercado e seja utilizado em hospitais e clínicas, depende do licenciamento por parte de empresas do setor de saúde. Além disso, a ferramenta ainda precisa ser validada em novos estudos. Atualmente, o programa serve para classificar o nível de risco dos pacientes, funcionando como um alerta para a equipe de saúde. Ele não determina, por enquanto, mudanças diretas no tratamento, mas ajuda a identificar os pacientes mais frágeis que precisam de monitoramento rigoroso e suporte nutricional imediato. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Para dizer adeus aos óculos, o HCO oferece a tecnologia mais avançada do mundo

Publicado em: 02/05/2026 06:01

O HCO conta com mais de 2.700 metros quadrados de muita inovação, conforto e tecnologia Cristiano Ribeiro Durante anos, óculos e lentes de contato foram as únicas alternativas para corrigir miopia, astigmatismo, hipermetropia e outros distúrbios refrativos. Hoje, a oftalmologia vive um novo momento. A tecnologia evoluiu a um nível de precisão e segurança que permite transformar a dependência dos óculos em liberdade visual definitiva para muitos pacientes. Em Uberlândia, o HCO disponibiliza o Visumax 800, plataforma de última geração desenvolvida pela Zeiss, empresa alemã reconhecida mundialmente por sua excelência em soluções ópticas e equipamentos médicos de alta performance. O que torna essa tecnologia tão avançada? O Visumax 800 utiliza laser de femtosegundo com altíssima velocidade e precisão microscópica. Isso significa que a correção do grau é realizada com extrema exatidão, respeitando as características individuais da córnea de cada paciente. O procedimento é minimamente invasivo, não envolve cortes amplos e é realizado em poucos segundos. Além disso, é indolor e confortável, proporcionando uma experiência cirúrgica segura e tranquila. A previsibilidade dos resultados é um dos grandes diferenciais dessa tecnologia, reduzindo variáveis e oferecendo alto padrão de qualidade visual no pós-operatório. Recuperação rápida e retorno à rotina Um dos pontos que mais surpreendem os pacientes é a velocidade da recuperação. Em muitos casos, a melhora da visão já é percebida no mesmo dia. O retorno às atividades diárias costuma ser rápido, com mínimo desconforto. Isso só é possível graças à combinação entre tecnologia de ponta, protocolos rigorosos de avaliação pré-operatória e acompanhamento médico especializado. Excelência médica e protagonismo tecnológico O HCO integra um seleto grupo de centros oftalmológicos no Brasil que dispõem do Visumax 800, consolidando Uberlândia como polo de referência em cirurgia refrativa de alta tecnologia. Mais do que incorporar equipamentos de última geração, o hospital sustenta um compromisso contínuo com atualização científica, capacitação técnica do corpo clínico e rigorosos protocolos de segurança. Cada paciente é submetido a uma avaliação criteriosa e individualizada, assegurando indicação precisa, previsibilidade cirúrgica e excelência nos resultados. Benefícios do procedimento com Visumax 800 Correção do grau em segundos Procedimento sem dor Técnica minimamente invasiva Alta precisão e segurança Recuperação visual acelerada Elevado índice de satisfação Liberdade que transforma o dia a dia Dizer adeus aos óculos não é apenas uma mudança estética. É ganhar praticidade para trabalhar, dirigir, praticar esportes, viajar e viver com mais autonomia. A cirurgia refrativa representa, para muitos pacientes, uma mudança real na qualidade de vida. Uma decisão que impacta a rotina de forma positiva e duradoura. Se você deseja saber se é candidato ao procedimento, agende uma avaliação no HCO e receba orientação personalizada. 📞 (34) 99774-2400 📍 Av. Getúlio Vargas, 1700 – Uberlândia 🌐 www.hcouberlandia.com.br Quer ficar por dentro de conteúdos exclusivos sobre saúde ocular, dicas de visão, novidades em tratamentos e as tecnologias mais modernas da oftalmologia? Siga o HCO no TikTok: @hco.uberlandia e acompanhe vídeos informativos, educativos e atualizados para cuidar melhor da sua visão e conhecer tudo o que a medicina oftalmológica pode oferecer. Responsável Técnico: Dr. José Marcos Santos Gonçalves – CRM/MG 016984

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Vintage ou retrô: você sabe qual é a diferença?

Publicado em: 02/05/2026 05:00

Saiba a diferença entre vintage e retrô Roupas, músicas, objetos, móveis, jogos, câmeras e até videoclipes podem carregar referências de outros tempos. Mas, embora muita gente use os termos "vintage" e "retrô" como se fossem a mesma coisa, eles não têm o mesmo significado. Segundo a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Graziela Melo Vianna, artista e pesquisadora, a diferença está principalmente na época em que o objeto foi produzido. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp “Antigo é o que foi produzido há mais de 100 anos. Vintage é alguma coisa que foi produzida entre 20 e 99 anos atrás. E retrô é algo produzido hoje, mas que recupera uma estética passada”, explica Graziela. O que é vintage? O vintage é aquilo que realmente pertence a outro tempo. Pode ser uma roupa, uma câmera, um disco, um móvel ou um acessório produzido décadas atrás e preservado até hoje. No caso da moda, por exemplo, uma peça encontrada em brechó e fabricada nos anos 1970, 1980 ou 1990 pode ser considerada vintage. Para Graziela, essas peças carregam mais do que estilo. Elas também contam histórias. “Eu adoro ir em brechó e conversar com donos e donas que sabem a história da roupa, por onde ela passou. Às vezes eu nem compro a peça, mas gosto de saber da história." O que é retrô? Já o retrô é novo, mas inspirado no antigo. Uma roupa fabricada hoje, mas com modelagem ou tecidos que relembrem os dos anos 1930, 1940 ou 1950, por exemplo, é retrô. O mesmo vale para objetos, móveis, eletrodomésticos e produções culturais atuais que imitam ou reinterpretam estilos do passado. “A minha roupa, por exemplo, é retrô. Foi produzida atualmente, mas recupera uma estética dos anos 30, 40 e 50”, explica a professora. Moda também comunica Para Graziela, a roupa é uma forma de identidade e comunicação. Ela conta que gosta de misturar referências antigas com elementos modernos e tecnológicos. “Eu amo esse cruzamento entre o que é moderno, o que é alta tecnologia e o que é antigo. Eu vivo nesse entre”, disse Graziela. Por que o passado volta à moda? Segundo a professora, esse movimento de resgate não é novo. Cada época costuma recuperar referências de tempos anteriores. Na cultura pop, por exemplo, artistas atuais frequentemente buscam inspiração em cantores, videoclipes, figurinos e sonoridades dos anos 1990. Para ela, o retrô e o vintage ajudam a colocar o passado em circulação novamente, seja por meio de uma peça original, seja pela releitura de uma estética antiga.

Palavras-chave: tecnologia

Visitantes da Agrishow criticam dificuldades de acesso à feira e cobranças abusivas de apps e táxis

Publicado em: 02/05/2026 05:00

Visitantes reclamam de cobrança abusiva de apps para ir embora da Agrishow Visitantes da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que terminou nesta sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP), reclamam de congestionamentos e de cobranças abusivas de taxistas e de motoristas das plataformas Uber e 99 no evento no interior de São Paulo. Os problemas, enfrentados inclusive pela reportagem do g1, foram relatados durante a saída da feira, com o acúmulo de veículos no Anel Viário Sul e bloqueios adotados pelas autoridades para tentar solucionar a movimentação nos horários de pico. "Foi bem difícil principalmente para ir embora porque os Ubers não estavam chegando até a entrada ou a saída, no caso, e quem chegava cobrava muito acima do preço já cobrado no aplicativo", disse a estudante Giovana Cereda. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Troca de mensagens mostra motorista parceiro da 99 cobrando valor adicional para transportar visitante na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Arquivo pessoal Os organizadores da Agrishow, a Entrevias, a Uber e a RP Mobi, que gerencia o trânsito em Ribeirão Preto, se manifestaram sobre os problemas apontados pela reportagem (veja mais detalhes ao fim desta reportagem): A Agrishow reconhece os problemas no trânsito, mas diz adotar melhorias todos os anos. Sobre as cobranças abusivas dos aplicativos e táxis, afirma que é um problema geral em grandes eventos que deve ser tratado pelas autoridades. A Entrevias diz executar o plano viário com foco em segurança, inclusive com monitoramento que utiliza inteligência artificial, que faz melhoras todos os anos e avalia que, apesar do aumento do fluxo de veículos deste ano, o resultado foi positivo. A Uber informa que a cobrança de valores não calculados pelo aplicativo é contra a legislação e deve ser denunciada. A RP Mobi informa que a cobrança sem o uso de taxímetro é ilegal e deve ser denunciada, com registro de informações do carro e do motorista. A 99 diz que não é permitida a cobrança de qualquer valor adicional fora do app. A reportagem também aguarda posicionamentos da Polícia Militar Rodoviária. Visitantes à espera de carros por aplicativo na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Beatriz Jacomini/g1 A feira do interior de São Paulo, que recebeu milhares de pessoas do Brasil e do exterior, movimentou R$ 11,4 bilhões em negócios, 22% abaixo do ano passado, e foi palco de inovações do agro, com ferramentas de inteligência artificial aplicadas em tratores e colheitadeiras. Além disso, foi visitada por políticos que anunciaram a pré-candidatura na corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026 e que tentam uma maior aproximação com o setor agro brasileiro. Agrishow 2026: Trânsito ficou carregado no entorno da feira em Ribeirão Preto, SP, neste segundo dia de evento Érico Andrade/g1 Trânsito parado na saída e preços abusivos O trânsito é um problema que, todos os anos, entra em pauta na organização da Agrishow, que costuma anunciar esquemas especiais para tentar dar maior fluidez ao tráfego. Para 2026, os realizadores adotaram uma entrada exclusiva para autoridades, além de entradas específicas para serviços de táxi e de transporte por aplicativo, separadas de quem ia entrar para estacionar, por exemplo. Mesmo assim, o que se viu nesta edição mais uma vez foram filas se formando ao longo da rodovia, principalmente depois das 18h, horário de pico por conta da saída não só dos visitantes, como também das equipes que foram trabalhar no evento. LEIA TAMBÉM Agrishow tem queda de 22% no volume de negócios em meio a guerra no Oriente Médio e altas taxas de juros Em meio a essa espera, quem dependeu de transporte chamado por meio de aplicativos ou de táxi lidou com a espera e com a cobrança de valores abusivos. A reportagem vivenciou essas situações e teve corridas canceladas seguidas vezes. Em algumas delas, motoristas da 99 solicitaram valores adicionais para fazer a viagem. "Boa tarde. (...) Particular. (...) $ 50 (...) Tem interesse?" escreveu um deles. Em outra conversa, outro motorista chega a mencionar que a distância não compensava. "Se for interessante pra você a gente combinar um valor e tenho certeza que é bem mais abaixo do que o pessoal cobra aí dentro", escreveu outro motorista, enquanto a reportagem estava à espera para sair da Agrishow. Ao mesmo tempo, ouviu motoristas de táxi cobrarem a base de R$ 100 apenas para sair do recinto, sem contar o valor do deslocamento. Pela primeira vez na feira, a estudante Lavínia Peres Mariano estava à espera de um carro por aplicativo há quase uma hora na última quinta-feira (30). "A gente já tentou fechar com três Ubers e os três cancelaram quando tava chegando aqui. Faltava poucos minutos para chegar e eles cancelaram no meio do caminho e a gente está agora esperando", disse. Giovana Cereda conta que, devido a essa espera interminável, recorreu a uma carona de uma pessoa que estava com caminhão estacionado dentro da feira para conseguir chegar até a rodovia, onde ficou mais fácil recorrer ao serviço por aplicativo. Para o ano que vem, ela sugere uma melhor divisão. "Acredito que a organização poderia ter um espaço só para Uber e um espaço só para quem vem de van, um espaço só para quem vem de ônibus fretado e um espaço só para estacionamento. Acho que assim ficaria mais organizado." Visitantes da Agrishow 2026 Érico Andrade/g1 O que diz a Agrishow Segundo a organização da Agrishow, o controle do trânsito envolve ações coordenadas com órgãos responsáveis pela rodovia, o que pode incluir bloqueios temporários para evitar congestionamentos maiores. “Quando vai dando muito fluxo para a rodovia, eu preciso dar o escoamento interno e, com a orientação da Polícia Rodoviária e da Entrevias, eles fecham alguns trechos e liberam depois. Esses fechamentos ocorrem entre cinco e dez minutos. São ações pontuais que eles fazem realmente para o controle do tráfego”, explicou Liliane Bortoluci, diretora da feira. Sobre os preços abusivos do transporte por aplicativo, a organização reconheceu o problema, mas afirmou que há limitações na capacidade de intervenção sobre os valores praticados pelas plataformas. “Isso é um problema para todo lugar que tem show, que tem feira. É praticamente impossível fazer o controle desse pessoal. O que nós fizemos foi criar uma área reservada para aplicativo e outra para táxi, para facilitar o embarque. Agora, existe realmente um abuso e aí as autoridades teriam que cuidar desse tema”, afirmou a diretora. O que diz a Uber Em nota, a Uber orientou que todas as viagens só podem ser realizadas por meio de canais oficiais, como o aplicativo, e que qualquer viagem fora desses padrões não é de responsabilidade da Uber. "Portanto, não dispõe das diversas ferramentas de tecnologia e processos de segurança oferecidos pela plataforma, nem é coberta pelo seguro de acidentes pessoais oferecido a usuários, convidados dos usuários e motoristas parceiros durante viagens", comunicou. Além disso, ressaltou que a oferta de viagens fora da plataforma ou a cobrança adicional de valores calculados pelo aplicativo são violações aos termos e condições de adesão ao aplicativo, além de um descumprimento ao que estabelece a Lei Federal 13.460/2018. "Caso ocorra algum tipo de cobrança nesse sentido, o usuário pode reportar o motorista parceiro diretamente pelo aplicativo. A Uber conta com equipes e tecnologias próprias que analisam viagens suspeitas para identificar esse tipo de violação e, caso comprovada, tomar as medidas cabíveis." O que diz a Entrevias Em nota, a Entrevias, que é a concessionária do Anel Viário Sul (SP-322), informou que executa o plano operacional pensando em segurança viária, fluidez e preservação do interesse coletivo, em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, Agrishow e Ministério Público. A empresa também ressaltou que, ao longo dos últimos anos, foram feitas melhoras para facilitar o tráfego para o evento e que faz uma avaliação positiva do resultado, apesar das queixas. "Este ano, inclusive, foi adotada a tecnologia de inteligência artificial para a contagem de veículos, que mostra em tempo real como está o tráfego e qual o melhor momento para liberar os fechamentos em questão. Este ano, tivemos um fluxo maior que o ano passado e, de maneira geral, a operação funcionou bem." O que diz a RP Mobi Com relação aos preços abusivos cobrados por taxistas, a RP Mobi informou que a cobrança de valores previamente combinados, sem o uso do taxímetro, é irregular e não é permitida pela legislação. "Sobre os relatos na Agrishow, não houve registro formal de denúncias em tempo real pelos canais oficiais. Ainda assim, a empresa irá apurar as informações e, se confirmadas irregularidades, os responsáveis serão penalizados", comunicou. A empresa ainda orientou que os usuários não aceitem corridas sem o taxímetro e reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone 118, com identificação do veículo, local e horário. O que diz a 99 Sobre a situação mostrada na reportagem, a 99 lamentou a experiência relatada pela usuária e informou que os motoristas parceiros foram preventivamente bloqueados da plataforma. “Além disso, uma equipe especializada busca contato com a passageira para prestar acolhimento e suporte.” A empresa ressaltou que, conforme os Termos de Uso, não é permitida a cobrança de qualquer valor adicional fora do app e todo e qualquer incidente deve ser reportado na Central de Atendimento para que medidas cabíveis sejam tomadas. Leia mais notícias da Agrishow 2026

Modelo 3D revela complexa rede de nervos do clitóris

Publicado em: 02/05/2026 04:01

Nas imagens torna-se visível pela primeira vez o quão complexo é o sistema nervoso do clitóris Ju Young Lee et al., 2026 Qual é o tamanho do clitóris? Onde exatamente ele fica? Como é sua estrutura? Quem não sabe responder não está sozinho. Mesmo para muitas médicas e médicos, essas perguntas são, até hoje, surpreendentemente difíceis de responder – apesar de serem essenciais para o prazer sexual das mulheres. A falta de conhecimento se deve menos à falta de interesse do que a um problema estrutural: durante muito tempo, órgãos centrais do corpo feminino foram muito menos estudados pela medicina do que os masculinos. No caso do clitóris, por exemplo, o seu equivalente é o pênis. Ambos têm a mesma origem embrionária, possuem corpos cavernosos e ficam eretos durante a excitação sexual. Um novo estudo em 3D realizado na Holanda ajuda agora a preencher um pouco essa lacuna. Uma equipe de pesquisa liderada por Ju Young Lee, do Centro Médico da Universidade de Amsterdã, analisou dois corpos doados à ciência por meio de um procedimento especial de raio X: a radiação síncrotron. A técnica permite obter imagens de altíssima resolução e com um nível extremo de detalhe. Métodos convencionais, como a ressonância magnética, conseguem mostrar estruturas gerais, mas não permitem uma representação espacial dos trajetos nervosos mais finos. Novas imagens revelam nervos do clitóris em 3D e mudam o que se sabia sobre corpo feminino Mapeamento de nervos sensoriais Nas imagens, torna-se visível pela primeira vez o quão complexo é o sistema nervoso do clitóris. Os pesquisadores conseguiram acompanhar em três dimensões o trajeto do nervo dorsal do clitóris (principal nervo sensorial do órgão) desde a pelve até a glande clitoriana. Dentro da glande, vários troncos nervosos espessos se ramificam como uma árvore até perto da superfície, alguns deles com até 0,7 milímetro de espessura. Ao contrário do que se supunha, os nervos não vão se afinando, mas continuam se abrindo em ramificações. Além disso, as imagens mostram que os ramos nervosos não abastecem apenas a glande, mas também seguem para o prepúcio do clitóris e até o monte púbico. Cientistas mapeiam o clitóris pela primeira vez Arte/g1 Negligência histórica O fato de o clitóris ter sido negligenciado por tanto tempo também se deve a ele ter sido reduzido, durante décadas, à sua parte visível. Na realidade, a maior parte do órgão fica no interior do corpo. Essa realidade anatômica só foi descrita de forma sistemática no fim dos anos 1990 e no início dos anos 2000. A urologista australiana Helen O'Connell teve um papel central nesse processo. Com o auxílio de exames de ressonância magnética, ela mostrou pela primeira vez que o clitóris não é um pequeno botão externo, mas um órgão grande e complexo. Ele pode atingir um comprimento de 8 a 12 centímetros. A glande visível é apenas a parte externa de uma estrutura que se estende abaixo do osso púbico, envolve a entrada da vagina e é composta por corpos cavernosos, que se enchem de sangue durante a excitação. Naquela época, representações comparavelmente detalhadas do pênis já existiam havia décadas. Fimose feminina? entenda o que é, quando surge e quando precisa de tratamento Conhecimento útil para cirurgias Ju Young Lee é neurocientista de formação, e seu foco por muito tempo esteve no cérebro. Nos últimos anos, porém, a pesquisa passou a se voltar cada vez mais também para sistemas nervosos periféricos, como o intestino. Numa grande conferência europeia, ela perguntou certa vez se alguém investigava como os nervos em órgãos ginecológicos se comunicam com o cérebro. Pelas respostas, ela percebeu que o tema não figurava entre as inquietações dos seus pares. Lee não conseguiu deixar o tema de lado. Depois do doutorado, foi para o Centro Médico da Universidade de Amsterdã, que integra o projeto internacional Human Organ Atlas Hub (HOAHub). O objetivo é mapear sistematicamente o corpo humano com o uso de imagens por radiação síncrotron – uma espécie de Google Earth da anatomia. "O conhecimento preciso da anatomia pode ajudar a evitar danos aos nervos em cirurgias na região da vulva", afirma. Os pesquisadores envolvidos consideram que os resultados podem ser especialmente úteis em partos, cirurgias de redesignação de gênero e cirurgias reconstrutivas após mutilação genital. Pela falta de conhecimento amplo entre médicos sobre os caminhos nervosos, alterações de sensibilidade ou problemas sexuais muitas vezes deixam de ser associados posteriormente a procedimentos cirúrgicos ou partos. Lacuna de gênero na saúde A médica ginecologista Mandy Mangler se depara cotidianamente com a distância que ainda existe entre a pesquisa e a prática. Quando viu as novas imagens, ficou entusiasmada – não porque tudo fosse novo, mas porque elas finalmente comprovavam hipóteses anteriores. "Há pouquíssima produção científica sobre o clitóris", diz. "Que os nervos chegassem até o monte púbico e os lábios vulvares era plausível. Agora, finalmente, isso foi demonstrado." Mangler faz uma comparação direta com a saúde masculina. No hospital, ela divide o espaço de trabalho com urologistas. "Eu vejo ao vivo o tamanho do esforço feito para preservar os nervos em cirurgias no pênis", diz ela. "Há muita pesquisa, treinamento e conscientização." Para ela, trata-se de um exemplo clássico da chamada lacuna de gênero na saúde. Padrões médicos que são considerados óbvios para os homens ainda faltam para as mulheres. Clitóris não é caso isolado O fato de órgãos centrais do corpo feminino terem sido subestimados por muito tempo também aparece em outras áreas. Recentemente, uma pesquisa sobre o ovário mostrou que o tecido chamado rete ovarii pode contribuir para o equilíbrio hormonal e o desenvolvimento embrionário dos ovários. Ao que tudo indica, também existe uma relação com a formação de cistos. Descrito há mais de cem anos, esse tecido foi depois considerado sem função e removido dos livros de anatomia. A nova pesquisa sobre o clitóris não responde a todas as perguntas. "Uma imagem completa não é possível. Novas tecnologias sempre trarão novas descobertas", pondera Lee. Foram analisadas duas amostras post-mortem de mulheres idosas. A forma como a estrutura e a função do clitóris mudam ao longo da vida – na puberdade, na gravidez, na menopausa ou durante o ciclo menstrual – continua sendo amplamente desconhecida.

Palavras-chave: tecnologia

Conheça a cidade mineira onde casas e carros ficam destrancados e não há homicídio há 38 anos

Publicado em: 02/05/2026 04:01

São João da Mata (MG) não registra casos de homicídio há 38 anos Sem registrar homicídios há 38 anos, São João da Mata lidera ranking da tranquilidade no Sul de Minas, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com dados do Tribunal de Justiça, o último crime contra a vida no município, com cerca de 3 mil habitantes, aconteceu em abril de 1988. O caso envolveu a morte de Lourdes Rodrigues por seu companheiro. Segundo relatos de moradores mais antigos, o caso marcou profundamente a pequena comunidade, onde todos se conheciam. Quando o crime aconteceu, cerca de 40% da população atual de São João da Mata ainda não havia nascido. São João da Mata, MG Reprodução EPTV É o caso do técnico em tecnologia da informação Pierre Cauê de Morais. Ele nasceu em 2003 e acha a cidade um poço de tranquilidade. “Na minha vida toda aqui, eu acho que eu nunca nem parei para pensar nisso. Nunca nem ouvi o pessoal comentando sobre isso. Aqui não costuma trancar nada, é tudo muito tranquilo. Eu paro meu carro, por exemplo, para ir à loja ou fazer algum serviço, deixo a chave no carro, tudo aberto.” O perfil de São João da Mata ajuda a explicar o seu sossego: 🙎‍♂️🙎‍♀️ População: 2.91pessoas, de acordo com o Censo de 2022. População estimada em 2025: 3.012 pessoas, de acordo com o IBGE 📍 Território: 120,536 km² - 90% de zona rural 🌄 Distribuição: 14 bairros rurais e 4 urbanos Segurança 38 anos sem homicídios: último assassinato em São João da Mata foi registrado em 1988 Segundo a Sejusp, são poucos os registros policiais em São João da Mata. Na última década, foram 190 furtos e 206 roubos, uma média de 40 ocorrências por ano. A tranquilidade é tanta que a cidade não possui chaveiro. O serviço não se sustenta economicamente pela baixa demanda, e a população recorre a profissionais de cidades vizinhas ou aguarda a passagem de um prestador ambulante que visita o município periodicamente para consertar as fechaduras. Para o sargento Marcelo Reis, comandante do policiamento da cidade, ser uma comunidade pequena, onde todos se conhecem, favorece o controle da criminalidade. “São João da Mata é uma cidade com uma população ordeira e, com essa proximidade da presença da polícia, a população fica segura para nos procurar, passar uma informação, passar algum tipo de demanda”, afirmou. O sociólogo Isaías Paschoal reforça a tese do PM. “Em cidades pequenas há um relacionamento entre as pessoas que é direto. A gente chama isso em sociologia de relacionamento primário. Todo mundo conhece todo mundo. As pessoas se encontram nas praças, na vizinhança, nos bares, nas igrejas, nos templos. E esse conhecimento é motivado pelo compartilhamento de crenças comuns. Então, há um suporte para a humanidade, há maior coesão social. As pessoas se reconhecem, há mais integração entre elas. E, em todos os lugares em que há esse tipo de convivência, a tendência é baixar o nível de criminalidade”, explica. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Jesso Alves: artista usa IA em colagens sobre identidade negra; mostra no DF vai até dia 15

Publicado em: 02/05/2026 02:00

Obra de Jesso Alves Jesso Alves/Reprodução O artista visual e designer gráfico maranhense Jesso Alves apresenta sua primeira exposição individual com a série “Meninos, Rios e Peixes”. Jesso nasceu em Pastos Bons (MA) e mora no DF há 15 anos. Reconhecido nacionalmente desde 2018 por suas colagens digitais, Jesso ganhou notoriedade com trabalhos que destacam corpos negros em contextos que vão além do sofrimento, explorando misticismo, ancestralidade e identidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. “Ao longo desses anos, já recebi inúmeras mensagens de outras pessoas negras dizendo o quanto se sentem bem ao olhar minhas obras, e isso tem um valor imenso pra mim. Acredito profundamente que a arte também pode ser um espaço de respiro e, de alguma forma, de cura.” afirmou o artista. Vídeos em alta no g1 A série reúne seis colagens digitais inspiradas nas memórias de infância do artista no Maranhão --especialmente nas experiências de brincar em rios e na relação direta entre corpo, água e natureza. Com a mudança para o ambiente urbano, Jesso passou a revisitar essas lembranças, articulando memória e imaginação para criar novas imagens e reflexões sobre identidade e representação. As obras de Jesso Alves estabelecem conexões entre corpo e paisagem, transitando entre experiências vividas em uma infância no Maranhão e construções visuais recentes. "Uma dessas lembranças são as brincadeiras com outras crianças da minha rua. A gente se encontrava para nadar em um pequeno rio pertinho de casa e naquele tempo, a vida parecia mágica." relembrou o artista. A exposição propõe um diálogo entre memória, identidade e ancestralidade, marcando um novo momento na trajetória do artista. Jesso durante exposição na Galeria Risofloras g1/Reprodução A IA como ferramenta criativa Nos últimos anos, o artista incorporou o uso de inteligência artificial em seu processo criativo, adotando uma abordagem sensível e responsável. O método envolve a geração de imagens por IA, aplicação de texturas e manipulações digitais no Photoshop, resultando em obras híbridas que unem fotografia, intervenção digital e imagem sintética. Ele contou ao g1 que começou explorar ferramentas de IA em 2024, por indicação de um amigo. Na época — e ainda hoje —, estranhou as possibilidades e se deparou com imagens extremamente problemáticas. “Como meu trabalho sempre buscou exaltar pessoas negras, foi impactante perceber que a plataforma, em alguns momentos, gerava representações totalmente opostas ao que eu construo” afirmou o artista Ainda assim, decidiu estudar a ferramenta e entender melhor esses problemas. A partir disso, foi experimentando até chegar a um “prompt base”, um modelo base, desenvolvido a partir de uma colagem dele. Esse modelo permitiu direcionar melhor os resultados e evitar esse tipo de distorção. Desde então, segue explorando esses caminhos. “Hoje, a IA me possibilita alcançar resultados bem interessantes e também contribui bastante nos meus trabalhos como designer. Apesar da eficiência, ela funciona como um apoio à minha criatividade que existe antes de qualquer tecnologia.” pontuou o artista. Visite a exposição 📅Quando: até 15 de maio 📍Onde: Galeria Risofloras, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte