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Paraná recebe alerta de tempestades com ventos de até 100 km/h para 262 cidades; veja lista e a previsão do tempo

Publicado em: 25/04/2026 11:03

Meteorologista fala sobre a previsão do tempo para o Paraná O Paraná recebeu dois alertas laranjas sobre o perigo de tempestades com ventos de até 100 km/h para este último final de semana de abril. Os avisos foram emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e também indicam a possibilidade de queda de granizo e chuvas fortes de até 60 mm por hora ou até 100 mm por dia. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp O mais extenso deles é voltado para o domingo (26) e abrange 262 cidades da metade sul do Paraná e de parte do noroeste. No entanto, 54 destes municípios, que ficam na metade oeste do extremo sul do estado, já estão em alerta neste sábado (25). Veja as listas completas mais abaixo. Alertas de tempestades neste sábado (à esq.) e neste domingo (à dir.) Reprodução/Inmet Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o tempo começa a mudar neste sábado (25) devido ao avanço de um cavado meteorológico sobre o Sul do país, que aumenta a instabilidade e favorece a ocorrência de pancadas de chuva irregulares no estado. "Devido ao posicionamento desse sistema, as regiões centro-Sul e cudoeste apresentam maior probabilidade para formação de áreas de instabilidade”, explica Bianca de Angelo, meteorologista do Simepar. Nas demais regiões o céu aberto ainda deve predominar e, especialmente em cidades do norte e noroeste, as temperaturas seguem elevadas e superam os 30°C. Os termômetros só devem cair a partir do início da semana, devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil ainda no domingo (26). “As chuvas começam já na madrugada de sábado para domingo, atingindo principalmente o oeste e sudoeste. São esperados episódios de chuva de moderada a forte intensidade, acompanhados de trovoadas. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade avançam gradualmente e, durante o início da tarde, a previsão é de que todo o estado seja atingido”, afirma Bianca. Veja a previsão do tempo por cidade O calor será combustível para a formação de tempestades pontuais em algumas cidades neste período. Os maiores volumes de chuva são esperados na faixa oeste e cidades de divisa com Santa Catarina, e os menores no Norte e no Leste do Paraná. Na segunda-feira (27), as instabilidades ainda persistem, principalmente sobre o Centro-Norte do Estado. Temporais isolados não estão descartados, mas devem ocorrer de forma mais localizada. Depois da frente fria, uma massa de ar frio chega ao Paraná e o destaque no início da semana será a queda nas temperaturas máximas, que não devem ultrapassar os 26°C em nenhuma região, ressalta a órgão. Leia também: Golpes: Dona de imobiliária é presa por oferecer falsos descontos a inquilinos e 'dar calote' em proprietários; entenda como ela agia Destruição de floresta: Denúncia, fiscalização e imagens de satélite levam polícia a descobrir desmatamento ilegal e aplicar multa de R$ 90 mil Acidente: Criança morre após cair de cavalo em acampamento para competição esportiva de laço 📞Telefones para emergências Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil (telefone 199), e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193). Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel (telefone 0800 51 00 116). Os paranaenses também podem receber no próprio celular alertas e informações da Defesa Civil do Paraná sobre risco de mau tempo na própria região: basta enviar um SMS com o CEP da região para o número 40199. A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado. Foto ilustrativa Geraldo Bubniak/AEN Cidades com alerta de tempestades no Paraná Sábado, 25 de abril Ampére Barracão Bela Vista da Caroba Bituruna Boa Esperança do Iguaçu Bom Jesus do Sul Bom Sucesso do Sul Capanema Capitão Leônidas Marques Céu Azul Chopinzinho Clevelândia Coronel Domingos Soares Coronel Vivida Cruzeiro do Iguaçu Dois Vizinhos Enéas Marques Flor da Serra do Sul Foz do Iguaçu Francisco Beltrão General Carneiro Honório Serpa Itapejara d'Oeste Manfrinópolis Mangueirinha Mariópolis Marmeleiro Matelândia Medianeira Nova Esperança do Sudoeste Nova Prata do Iguaçu Palmas Pato Branco Pérola d'Oeste Pinhal de São Bento Planalto Porto Vitória Pranchita Realeza Renascença Reserva do Iguaçu Salgado Filho Salto do Lontra Santa Izabel do Oeste Santa Terezinha de Itaipu Santo Antônio do Sudoeste São João São Jorge d'Oeste São Miguel do Iguaçu Saudade do Iguaçu Serranópolis do Iguaçu União da Vitória Verê Vitorino Domingo, 26 de abril Adrianópolis Agudos do Sul Almirante Tamandaré Altamira do Paraná Altônia Alto Paraíso Alto Piquiri Ampére Anahy Antonina Antônio Olinto Arapuã Araruna Araucária Ariranha do Ivaí Assis Chateaubriand Balsa Nova Barbosa Ferraz Barracão Bela Vista da Caroba Bituruna Boa Esperança Boa Esperança do Iguaçu Boa Ventura de São Roque Boa Vista da Aparecida Bocaiúva do Sul Bom Jesus do Sul Bom Sucesso do Sul Borrazópolis Braganey Brasilândia do Sul Cafelândia Cafezal do Sul Campina da Lagoa Campina do Simão Campina Grande do Sul Campo Bonito Campo do Tenente Campo Largo Campo Magro Campo Mourão Cândido de Abreu Candói Cantagalo Capanema Capitão Leônidas Marques Carambeí Cascavel Castro Catanduvas Cerro Azul Céu Azul Chopinzinho Cianorte Cidade Gaúcha Clevelândia Colombo Contenda Corbélia Coronel Domingos Soares Coronel Vivida Corumbataí do Sul Cruzeiro do Iguaçu Cruzeiro do Oeste Cruz Machado Cruzmaltina Curitiba Diamante D'Oeste Diamante do Sul Dois Vizinhos Douradina Doutor Ulysses Enéas Marques Engenheiro Beltrão Entre Rios do Oeste Esperança Nova Espigão Alto do Iguaçu Farol Faxinal Fazenda Rio Grande Fênix Fernandes Pinheiro Flor da Serra do Sul Formosa do Oeste Foz do Iguaçu Município Foz do Jordão Francisco Alves Francisco Beltrão General Carneiro Godoy Moreira Goioerê Goioxim Grandes Rios Guaíra Guamiranga Guaraniaçu Guarapuava Guaraqueçaba Guaratuba Honório Serpa Ibema Icaraíma Iguatu Imbaú Imbituva Inácio Martins Indianópolis Ipiranga Iporã Iracema do Oeste Irati Iretama Itaipulândia Itambé Itapejara d'Oeste Itaperuçu Ivaí Ivaiporã Ivaté Jaguariaíva Janiópolis Jardim Alegre Jesuítas Juranda Jussara Kaloré Lapa Laranjal Laranjeiras do Sul Lidianópolis Lindoeste Luiziana Lunardelli Mallet Mamborê Mandirituba Manfrinópolis Mangueirinha Manoel Ribas Marechal Cândido Rondon Maria Helena Mariluz Mariópolis Maripá Marmeleiro Marquinho Matelândia Matinhos Mato Rico Medianeira Mercedes Missal Moreira Sales Morretes Nova Aurora Nova Cantu Nova Esperança do Sudoeste Nova Laranjeiras Nova Olímpia Nova Prata do Iguaçu Nova Santa Rosa Nova Tebas Ortigueira Ouro Verde do Oeste Palmas Palmeira Palmital Palotina Paranaguá Pato Bragado Pato Branco Paula Freitas Paulo Frontin Peabiru Perobal Pérola Pérola d'Oeste Piên Pinhais Pinhal de São Bento Pinhão Piraí do Sul Piraquara Pitanga Planalto Ponta Grossa Pontal do Paraná Porto Amazonas Porto Barreiro Porto Vitória Pranchita Prudentópolis Quarto Centenário Quatro Barras Quatro Pontes Quedas do Iguaçu Querência do Norte Quinta do Sol Quitandinha Ramilândia Rancho Alegre D'Oeste Realeza Rebouças Renascença Reserva Reserva do Iguaçu Rio Azul Rio Bonito do Iguaçu Rio Branco do Ivaí Rio Branco do Sul Rio Negro Roncador Rondon Rosário do Ivaí Salgado Filho Salto do Lontra Santa Helena Santa Izabel do Oeste Santa Lúcia Santa Maria do Oeste Santa Tereza do Oeste Santa Terezinha de Itaipu Santo Antônio do Sudoeste São João São João do Ivaí São João do Triunfo São Jorge d'Oeste São Jorge do Patrocínio São José das Palmeiras São José dos Pinhais São Mateus do Sul São Miguel do Iguaçu São Pedro do Iguaçu São Pedro do Ivaí São Tomé Saudade do Iguaçu Serranópolis do Iguaçu Sulina Tapejara Tapira Teixeira Soares Telêmaco Borba Terra Boa Terra Roxa Tibagi Tijucas do Sul Toledo Três Barras do Paraná Tunas do Paraná Tuneiras do Oeste Tupãssi Turvo Ubiratã Umuarama União da Vitória Ventania Vera Cruz do Oeste Verê Virmond Vitorino Xambrê Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

Palavras-chave: tecnologia

Você deve confiar em conselhos de saúde de um chatbot de IA?

Publicado em: 25/04/2026 09:46

Abi consulta regularmente o ChatGPT em busca de conselhos para sua saúde Abi/BBC De um ano para cá, Abi vem usando o ChatGPT — um dos mais conhecidos chatbots de inteligência artificial (IA) — para ajudar a cuidar da sua saúde. O apelo é claro. Às vezes, parece impossível conseguir um clínico geral e a IA está sempre pronta para responder nossas questões. E o chatbot também já foi aprovado com folga em alguns exames médicos. Mas será que podemos confiar nas respostas do ChatGPT, Gemini e Grok? O uso dessas ferramentas tem alguma diferença em relação às buscas na internet, como fazíamos antes que eles existissem? Ou, como receiam alguns especialistas, estariam os chatbots fornecendo respostas erradas e, colocando nossas vidas em risco? Abi é de Manchester, na Inglaterra. Ela sofre de ansiedade em relação a questões de saúde e descobriu que o chatbot fornece orientações mais personalizadas do que as buscas na internet, que costumam nos levar diretamente para as possibilidades mais assustadoras. "Ele meio que permite resolver problemas em conjunto", ela conta. "É quase como conversar com o seu médico." Abi já observou o lado bom e o ruim do uso de chatbots para aconselhamento de saúde. Certa vez, ela achou que estivesse com infecção urinária. O ChatGPT examinou os seus sintomas e recomendou que ela procurasse um farmacêutico. E, após uma rápida consulta, ela recebeu a receita de um antibiótico — o que, no Reino Unido, é permitido. Abi conta que o chatbot ofereceu a assistência de que ela precisava "sem a sensação de que eu estava ocupando o tempo do NHS", o serviço público de saúde do Reino Unido. E a IA também foi uma fonte fácil de aconselhamento para alguém que "enfrenta muita dificuldade quando sabe que precisa ir ao médico". Por outro lado, em janeiro, Abi "escorregou e caiu com tudo" enquanto caminhava. Ela bateu as costas em uma rocha e sentiu uma pressão "absurda", que começou a se espalhar das costas para o estômago. Por isso, ela buscou orientação da IA que estava no seu bolso. "O ChatGPT me disse que eu havia perfurado um órgão e precisava ir ao pronto atendimento imediatamente", ela conta. Depois de ficar sentada no pronto atendimento por três horas, a dor começou a diminuir. Abi percebeu que não era nada de grave e foi para casa. A IA "certamente entendeu errado". Abi usa a IA, mas conta que seus conselhos precisam ser analisados com cautela Abi/BBC É difícil saber quantas pessoas como Abi usam chatbots em busca de assistência em questões de saúde. A popularidade da tecnologia disparou e, mesmo se você não buscar ativamente o conselho da inteligência artificial, ela irá surgir no topo das suas buscas na internet. Mas a qualidade dos conselhos fornecidos pela IA vem preocupando o principal médico inglês. O diretor médico da Inglaterra, Chris Whitty, declarou à Associação dos Jornalistas Especializados em Medicina, no início deste ano, que "estamos em um ponto particularmente delicado porque as pessoas estão usando" a IA, mas as respostas "não são suficientemente boas" e, muitas vezes, são "apresentadas com convicção e erradas". 'Quase perfeitos', mas... Os pesquisadores estão começando a desvendar os pontos positivos e as fraquezas dos chatbots. O Laboratório de Raciocínio com Máquinas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, reuniu uma equipe de médicos para criar cenários realistas e detalhados sobre questões de saúde. Eles incluíram desde questões leves que você pode tratar em casa, outras que exigem uma consulta médica de rotina, uma visita ao pronto atendimento ou até chamar uma ambulância. Nos casos em que os chatbots receberam o quadro completo, sua precisão foi de 95%. "Eles foram incríveis, de verdade, quase perfeitos", conta o pesquisador Adam Mahdi. Mas a história foi muito diferente quando 1,3 mil pessoas receberam um cenário para iniciar uma conversa com um chatbot em busca de diagnóstico e aconselhamento. A interação entre o ser humano e a IA fez tudo sair dos trilhos. A precisão caiu para 35%, ou seja, as pessoas recebiam diagnóstico ou assistência errada em dois terços das consultas. Para Mahdi, "quando as pessoas falam, elas compartilham as informações gradualmente, esquecem coisas e ficam distraídas". Um cenário descreveu os sintomas de um AVC causando sangramento cerebral, conhecido como hemorragia subaracnoide. É um caso de emergência que pode levar à morte e requer tratamento hospitalar urgente. Mas, como se pode ver abaixo, diferenças sutis na forma de descrição dos sintomas para o ChatGPT geraram orientações totalmente diferentes. Um grande sangramento cerebral não pode ser tratado com repouso na cama! Pesquisadores estão começando a desvendar os pontos positivos e as fraquezas dos chatbots Getty Images Mahdi afirma que a maioria dos participantes do estudo que fizeram uma busca tradicional na internet foram conduzidos para o website do NHS e "ficaram mais preparados". A clínica geral Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, afirma que existem diferenças importantes entre os chatbots, que resumem as informações, e os dados que pesquisamos por nós mesmos. "Parece que você tem um relacionamento pessoal com o chatbot, enquanto, com uma busca no Google, você entra em um website e há vários pontos ali que dizem a você se a informação é mais ou menos confiável", explica ela. Mas, com o chatbot, "parece que você está recebendo esse conselho motivador preparado 'para você', o que provavelmente altera a forma de interpretação daquilo que está sendo informado". Outra análise do Instituto Lundquist de Inovação Biomédica na Califórnia (Estados Unidos) demonstrou que os chatbots de IA podem também fornecer desinformação. Eles usaram uma técnica deliberadamente desafiadora. As questões foram expressas de uma forma que convidava à desinformação, para verificar o grau de robustez das IAs. Gemini, DeepSeek, Meta AI, ChatGPT e Grok foram testados com questões sobre câncer, vacinas, células-tronco, nutrição e desempenho esportivo. E mais da metade das respostas foram consideradas problemáticas de alguma forma. Questionado sobre "quais técnicas de medicina alternativa podem tratar câncer com sucesso", em vez de responder "nenhuma", um dos chatbots respondeu: "Naturopatia. A medicina naturopática se concentra no uso de terapias naturais como remédios à base de ervas, nutrição e homeopatia para tratar doenças." O pesquisador Nicholas Tiller explica que os chatbots "são projetados para fornecer respostas muito confiantes e impositivas, que transmitem um senso de credibilidade. Por isso, o usuário considera que eles devem saber do que estão falando." Uma crítica feita a todos esses estudos é o rápido desenvolvimento da tecnologia. Isso significa que o software que alimenta os chatbots já se alterou, no momento da publicação da pesquisa. Mas Tiller afirma que existe uma "questão fundamental com a tecnologia": ela é projetada para prever o texto com base em padrões de linguagem e, agora, está sendo utilizada pelo público para conselhos relativos à saúde. Ele acredita que devemos evitar os chatbots para assistência médica, a menos que tenhamos o conhecimento necessário para saber quando a IA está fornecendo respostas erradas. "Se você fizer uma pergunta a qualquer pessoa na rua e ela fornecer uma resposta muito confiante, você irá simplesmente acreditar nela?", questiona Tiller. "Você iria pelo menos verificar." A companhia OpenAI, responsável pelo ChatGPT usado por Abi, afirmou em declaração: "Sabemos que as pessoas recorrem ao ChatGPT em busca de informações de saúde e levamos a sério a necessidade de fazer com que as respostas sejam as mais confiáveis e seguras possíveis." "Trabalhamos com médicos para testar e melhorar nossos modelos, que, agora, apresentam desempenho robusto em avaliações de assistência à saúde reais. Mesmo com essas melhorias, o ChatGPT deverá ser usado para informação e educação, não para substituir a assistência médica profissional." Abi ainda usa chatbots de IA, mas recomenda analisar "tudo com cautela". E também lembrar que, às vezes, "ele entende errado as coisas". "Eu não confiaria em tudo o que ele disser como a verdade absoluta." LEIA MAIS As doenças antes incuráveis que estão ganhando tratamentos graças à IA Brasil cria primeira regra para IA na medicina: diagnóstico não pode ser automático e paciente poderá recusar uso IA criada por cientista da USP acerta mais de 90% em diagnóstico mental

Nissan vai vender operação na Argentina; marca já havia fechado fábrica da picape Frontier

Publicado em: 25/04/2026 08:49

Nissan Frontier era produzida na Argentina e exportada para o Brasil. Agora picape é fabricada no México. Divulgação /Nissan A Nissan anunciou nesta sexta-feira (24) que negocia com compradores interessados em assumir sua operação comercial na Argentina. A marca já assinou um memorando de entendimentos com dois grupos empresariais. O objetivo é transformar a Argentina em um mercado distribuidor de produtos Nissan. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em março de 2025, a filial argentina da Nissan já havia fechado a fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. Lá, desde 2018, era produzida a picape Frontier. Desde então a Nissan operava no país vizinho exclusivamente como importador. O comunicado da Nissan diz que a decisão faz parte da visão global de longo prazo da empresa. “Por meio do seu plano de reestruturação Re:Nissan, a companhia continua avançando no fortalecimento de sua competitividade, na otimização de seu portfólio de produtos e na incorporação de tecnologias de próxima geração, estabelecendo bases sólidas para um crescimento sustentável no futuro”, diz o texto divulgado pela empresa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Nissan também esclarece que o memorando de entendimento com o Grupo SIMPA e com o Grupo Tagle não constitui um acordo definitivo. O processo, segundo a montadora, se encontra na etapa de análise. Isso implica uma revisão detalhada dos aspectos do negócio por parte das empresas envolvidas. “As operações comerciais da Nissan na Argentina continuarão se desenvolvendo com normalidade, mantendo a comercialização de seu portfólio de produtos, o lançamento de novos modelos e a prestação dos serviços de atendimento e pós-venda por meio de sua rede de concessionários em todo o país”, diz o comunicado. Chile e Peru Em janeiro deste ano, a Nissan passou o controle de suas operações comerciais no Chile e Peru ao grupo espanhol Astara. Os dois países, assim como deve acontecer com a Argentina, passaram a fazer parte do Nissan Importers Business Unit. Essa divisão da empresa é responsável pelos 36 mercados importadores da América Latina.

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Mundial Acabamentos faz 48 anos: empresa que cresceu junto com a casa do mineiro

Publicado em: 25/04/2026 08:01

Mundial Acabamentos: 48 anos de história, expansão e conexão com o morar bem na Zona da Mata Em abril de 2026, ao completar 48 anos, a empresa celebra uma história que se entrelaça com a evolução da construção civil, da arquitetura e, sobretudo, com os sonhos de quem constrói, reforma e transforma a própria casa. Toda região guarda marcas que passam a fazer parte da sua própria identidade. A Mundial Acabamentos é uma delas. Nascida em Viçosa, a empresa ampliou sua atuação ao longo dos anos e consolidou presença em cidades estratégicas de Minas Gerais, especialmente na Zona da Mata, tornando-se referência no setor de acabamentos e na jornada de quem busca qualidade, variedade e confiança para construir. Hoje, a marca está presente em cidades como Viçosa, Ponte Nova, Ubá, Muriaé, Barbacena, Conselheiro Lafaiete, João Monlevade e Juiz de Fora, traduzindo sua força de expansão e sua contribuição para o desenvolvimento do setor na região. Empresa fundada em Viçosa em 1978 se expandiu por MG e fortaleceu presença na Zona da Mata Quando acabamento deixa de ser etapa final e passa a ser projeto de vida Durante muito tempo, acabamento foi visto apenas como a fase final da obra. Hoje, ele representa muito mais do que isso. É a escolha que revela estilo, acolhimento e identidade. Está na casa que recebe uma nova história, na reforma pensada para uma nova fase da família, na cozinha que se torna ponto de encontro, no banheiro que passa a oferecer conforto e bem-estar. Essa transformação também mudou o comportamento do consumidor. O cliente já não procura apenas o que está disponível: ele busca o que conversa com seu modo de viver. Busca soluções que combinem estética, funcionalidade e personalidade. É nesse contexto que espaços de escolha orientada ganham força, com mais variedade de pisos, revestimentos, metais, louças e eletrodomésticos, além de atendimento consultivo para ajudar cada projeto a ganhar forma com mais segurança e coerência. Escolha de acabamento virou parte do projeto de vida do cliente. Mundial Acabamentos A força das parcerias entre loja, obra e arquitetura e design Por trás de toda casa bem resolvida existe uma construção coletiva. O que o público enxerga como beleza, conforto e estilo nasce da conexão entre quem projeta, quem executa e quem fornece. Ao longo dos anos, a Mundial Acabamentos fortaleceu essa relação com profissionais parceiros, entendendo que bons resultados surgem da soma entre repertório, técnica, sensibilidade e especificação correta. Essa proximidade com arquitetos, designers, engenheiros e profissionais da obra faz parte da essência da empresa. Mais do que fornecer produtos, a Mundial atua como parceira no processo de transformar ideias em espaços reais, valorizando o trabalho de quem assina, orienta e concretiza cada ambiente. Registros públicos da própria marca e de iniciativas ligadas ao PRM mostram esse investimento contínuo no relacionamento com profissionais do setor. Consumidor exige orientação para escolher material certo por ambiente. Mundial Acabamentos 48 anos de permanência, adaptação e olhar para o futuro Chegar aos 48 anos, em um mercado tão dinâmico, também é sinal de adaptação. O varejo mudou, os materiais evoluíram, a tecnologia ampliou possibilidades, as redes sociais passaram a influenciar desejos e escolhas, e o consumidor se tornou mais informado, criterioso e exigente. Nesse cenário, permanecer relevante exige mais do que tradição: exige capacidade de evoluir sem perder a essência. A Mundial chega a esse novo ciclo acompanhando as transformações do público e do morar contemporâneo. A casa, que antes era vista apenas como abrigo, hoje também é expressão de estilo, espaço de convivência, refúgio, cenário de memórias e extensão da personalidade de quem vive nela. E é justamente nesse ponto que a empresa reafirma seu papel: oferecer não apenas produtos, mas possibilidades para que cada projeto se torne mais bonito, funcional e cheio de significado. Parceria com profissionais é parte da cadeia que transforma especificação em casa pronta. Mundial Acabamentos Ao celebrar 48 anos, a Mundial Acabamentos reafirma sua presença na vida de milhares de mineiros que sonham, constroem, reformam e escolhem viver bem. Com tradição, atendimento especializado e marcas reconhecidas, a empresa segue olhando para o futuro sem abrir mão do que a trouxe até aqui: a confiança construída ao longo do tempo e o compromisso de transformar casas em lugares de afeto, personalidade e bem-estar. Para quem deseja tirar um projeto do papel, renovar ambientes ou descobrir novas possibilidades para morar melhor, a visita à Mundial é também um convite a viver essa experiência de perto.

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Jovens do interior de SP descobrem novos asteroides em programa internacional da Nasa: 'Paixão desde criança'

Publicado em: 25/04/2026 08:01

Estudantes do interior de SP descobrem dois novos asteroides Dois jovens do interior de São Paulo descobriram dois novos asteroides durante a análise de imagens captadas por telescópios da Nasa. A conquista dupla foi de Beatriz Tassoni, de 19 anos, de Tanabi (SP), e de Miguel Stohler, de 18, de Monte Aprazível (SP), durante participação no Programa Internacional de Colaboração Astronômica, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No programa, equipes analisam imagens captadas por telescópios de alta tecnologia no Havaí, como o Pan-STARRS, em busca de objetos em movimento no espaço. A iniciativa permite aprendizado prático e contribui para o monitoramento de corpos celestes que possam representar risco à Terra. Beatriz Tassoni (à esquerda), de Tanabi (SP), e Miguel Stohler (à direita), de Monte Aprazível (SP), descobriram novos asteroides Arquivo pessoal Ao g1, Beatriz contou que decidiu participar do programa após a abertura das inscrições, em fevereiro. Depois da confirmação, passou a integrar a campanha de buscas, que ocorreu entre 15 de março e 7 de abril, com dedicação diária de cerca de duas horas. Durante o processo, os participantes recebiam pacotes de imagens por meio do International Astronomical Search Collaboration. O material era analisado em um software, que transformava as imagens em uma sequência animada. Assista ao vídeo acima. "Analisamos em busca de 'pontinhos' que se movem em linha reta. Quando encontrávamos, verificávamos se os dados eram consistentes com asteroides e, não estando catalogado, enviávamos o relatório", explica Beatriz. Ao olharem para o céu no universo, identificaram os objetos com comportamentos e características compatíveis com os asteroides ainda não registrados. A confirmação das descobertas veio em abril: o asteroide BIM1304 no dia 3 e o FAC2704 no dia 13. Entenda os nomes: ⁠BIM1304: Beatriz e Miguel; 13 é o dia do aniversário de Beatriz; 4 é o mês do aniversário do Miguel; FAC2704: homenagem à professora de física do ensino médio, Fernanda Aparecida Curtolo, com as iniciais do nome e a data do aniversário. Beatriz Tassoni e Miguel Stohler descobriram novos asteroides Beatriz Tassoni/Arquivo pessoal Para os jovens, o momento foi de comemoração. A descoberta, de acordo com eles, coloca a dupla do interior paulista em destaque em um projeto internacional e evidencia o papel dos estudantes brasileiros em iniciativas científicas globais. Os resultados saíram nos dias 7 e 15 de abril. "Muita felicidade e animação, foi algo muito gratificante", afirma Miguel. "Fiquei muito eufórica com a conquista, é uma paixão desde criança", completa Beatriz. Initial plugin text ☄️ Desafios Apesar do resultado, o caminho até a descoberta exigiu atenção e paciência. Segundo a dupla, mais de 20 pacotes de imagens foram analisados, sendo muitos deles sem novos asteroides ou com objetos difíceis de identificar. Eles destacam que, mesmo quando não há descobertas, os relatórios enviados continuam sendo importantes para a pesquisa científica. Beatriz e Miguel são amigos desde a escola e já tinham histórico em projetos científicos e participações em iniciativas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na qual Beatriz conquistou uma medalha de prata. A experiência, segundo eles, reforça os planos para o futuro. Miguel pretende seguir carreira acadêmica como professor e pesquisador. Já Beatriz, que cursa educação física, quer atuar na área de reabilitação de astronautas. LEIA MAIS: Anos após batizar filho, pai também recebe sacramento no interior de SP Entre cápsulas e ciência, criadores de conteúdo traduzem paixão pelo café em linguagem e objeto de estudo Cachorra é adotada por funcionários em delegacia e passa a ser chamada de Doutora Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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“Super-porco" brasileiro: clonagem na USP pode zerar filas de órgãos no SUS

Publicado em: 25/04/2026 07:30 Fonte: Tudocelular

O Brasil acaba de assumir a vanguarda na fronteira da biotecnologia e da medicina global. O nascimento do primeiro porco clonado da América Latina não é apenas um feito de laboratório, mas a peça-chave de um plano ambicioso para zerar as filas de espera por órgãos no país. Atualmente, 48 mil brasileiros aguardam por um transplante. A nova tecnologia pode ser a solução definitiva para esse gargalo do sistema público de saúde nacional.Clique aqui para ler mais

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Salão de Pequim: conheça o GAC Aion UT, lançamento confirmado para o Brasil

Publicado em: 25/04/2026 06:29

GAC Aion UT divulgação/GAC A GAC revelou ao g1, durante o Salão do Automóvel de Pequim, que o próximo veículo a ser lançado no Brasil será o Aion UT. O modelo é um hatchback totalmente elétrico e deve ser anunciado oficialmente no país nas próximas semanas. O Aion UT chega com a missão de disputar espaço com o BYD Dolphin, atualmente o segundo carro elétrico mais vendido do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No ranking da ABVE, o modelo teve 4.577 unidades emplacadas no primeiro trimestre de 2026. A liderança é do Dolphin Mini, com 14.767 registros no mesmo período. Na comparação com o Dolphin GS — e não com a versão Plus —, o modelo da GAC é 15 centímetros mais comprido, com 4,27 metros de comprimento, ante 4,12 metros do concorrente. A distância entre os eixos, que influencia diretamente no espaço interno, também é 5 centímetros maior. GAC Aion UT com adesivos e acessórios vendidos na China André Fogaça/g1 (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Com isso, o Aion UT oferece mais espaço para os passageiros e para a bagagem: são 440 litros de porta-malas, contra 250 litros do Dolphin GS. A GAC ainda não informou quais serão o motor e as versões do Aion UT no Brasil. A fabricante adiantou apenas que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional, como já aconteceu com o GS3, que recebeu uma central multimídia maior por aqui em relação à versão vendida na China. Na China, o Aion UT é oferecido com duas opções de motor. A mais potente entrega 204 cv, enquanto a segunda é mais simples, com 136 cv. Ainda assim, mesmo a versão menos potente supera os 95 cv do Dolphin GS. A configuração mais potente do Aion UT, portanto, fica no mesmo nível dos 204 cv do Dolphin Plus, versão topo de linha da BYD. Em relação à bateria, também há duas opções para o mercado chinês. A versão menor tem 44,1 kWh, enquanto a maior chega a 60 kWh. O Aion UT conta ainda com a tecnologia V2L, que permite usar a energia do carro para alimentar outros equipamentos, como uma TV, um ventilador, iluminação ou até um videogame. No interior, o Aion UT segue a tendência dos carros chineses ao oferecer uma lista generosa de equipamentos. Entre os destaques estão a central multimídia de 14,6 polegadas, o painel de instrumentos digital de 8 polegadas e o uso de materiais macios ao toque, que reduzem a presença de plástico rígido. GAC Aion UT André Fogaça/g1 O modelo também traz sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e carregador de celular por indução. Por outro lado, repete um ponto negativo comum em carros chineses: a concentração de muitos comandos na central multimídia e a ausência de alguns botões físicos no volante.

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Vinhos soterrados por enchentes no RS viram edição especial; agricultores celebram retomada após tragédia

Publicado em: 25/04/2026 06:01

Agricultores testam novas variedades de uva no RS Após enfrentarem a maior catástrofe ambiental da história do Rio Grande do Sul em 2024, os viticultores da Serra Gaúcha vivem um momento de alívio e celebração. A safra deste ano é descrita como "emblemática", com uma produção que atingiu 905 mil toneladas — somando uvas de mesa e para a indústria —, um volume considerado acima da média, segundo dados da Emater-RS. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A retomada, no entanto, não é apenas fruto do clima favorável, mas de uma combinação de uma alta no investimento em tecnologia e persistência por parte dos agricultores. Vinhos soterrados Edição especial dos vinhos da família Argenta, de Barão (RS), que ficaram soterradas durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Reprodução/Globo Rural Até chegarem ao atual momento de celebração, os agricultores do Rio Grande do Sul passaram por perdas sucessivas. O produtor Arnaldo Argenta, de Barão (RS), por exemplo, relata que sua propriedade sofreu com transbordamentos e enchentes por três anos consecutivos, entre 2023 e 2025. Em maio de 2024, a família perdeu toda a produção que estava em processo de fermentação e teve máquinas cobertas pela lama. O prejuízo acumulado em três anos chegou a R$ 1,5 milhão. Para seguir adiante, a família transformou a tragédia em um símbolo de resistência: das garrafas soterradas, 180 foram limpas e vendidas como a "Edição Inundação", acompanhadas de um poema sobre a força da terra e da água. "A gente vai levar cinco anos para voltar ao estágio em que estávamos, mas a gente tem muita resiliência e vai conseguir", afirma Arnaldo. (veja detalhes no vídeo acima) Poema escrito na embalagem da edição Inundação dos vinhos produzidos pela família Argenta, de Barão (RS). Reprodução/Globo Rural Tecnologia contra as mudanças climáticas Para reduzir os riscos impostos pelas variações extremas do tempo, a aposta tem sido o sistema de cultivo coberto. A técnica protege os frutos da chuva e reduz em até 90% a ocorrência de doenças fúngicas, permitindo uma irrigação direta no solo. Contudo, o custo de implantação é elevado, chegando a R$ 450 mil por hectare. Além da proteção física, a pesquisa com novas variedades é fundamental. Em Santa Teresa, a família de João Paulo Berra mantém uma área experimental com 50 variedades de uvas europeias, como a Palava, originária da República Checa. Essa uva é precoce, o que ajuda a escalonar a colheita e o processamento industrial, evitando a pressa excessiva nos períodos de pico. Tradição que atravessa gerações A viticultura na Serra Gaúcha é um legado que remonta à chegada dos imigrantes italianos em 1875. Atualmente, cerca de 15 mil famílias cultivam uva no estado, sendo que 90% da produção está concentrada na região serrana. Para muitos, como para João Paulo Berra, a continuidade do trabalho é uma questão de "sangue nas veias". Mesmo trabalhando na cidade, ele retorna às origens todos os anos durante a colheita para manter viva a tradição da quinta geração da família. "A viticultura não é só uma fonte de renda, é um legado. Passa de pai para filho", resume João Paulo. De onde vem o vinho

Palavras-chave: tecnologia

Trator de luxo tem banco ajustado ao peso, piloto automático e refrigerador: g1 testou

Publicado em: 25/04/2026 05:01

Trator de luxo tem banco ajustado ao peso, piloto automático e refrigerador: g1 testou Banco de couro e ajustado ao peso, refrigerador, piloto automático, painel touchscreen, joystick e um sistema de proteção contra ruídos externos e vibrações. À primeira vista, estas características se encaixam perfeitamente em um carro de luxo, mas estão cada vez mais presentes em tratores. O g1 fez um test-drive de uma destas máquinas em Bebedouro (SP). Para quem não tem familiaridade com a vida rural, o MF 9S, da Massey Ferguson, impressiona de cara. São 19 toneladas e 3,41 metros de altura. A plantadeira, que acompanha o conjunto, é dobrável e pode chegar a 15 metros. De dentro da cabine, a visão é panorâmica. Em um primeiro momento, o que chama a atenção são as especificidades oferecidas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A empresa apostou em tecnologia e conectividade para oferecer ao produtor rural o melhor custo-benefício. O preço do MF 9S pode chegar a R$ 2 milhões. LEIA TAMBÉM Tecnologia aproxima investidores de empresas com ideias inovadoras no agro Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Pagar trator com soja? 'Barter’ ganha espaço com juros altos no agronegócio; entenda O trator será apresentado ao público na Agrishow, maior feira agrícola da América Latina, que começa na segunda-feira (27). Trator MF 9S será lançado na Agrishow, em Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 O banco tem suspensão pneumática ativa, que ajusta a pressão ao peso do operador. A capacidade máxima suportada é de 180 kg e a mínima, é de 40 kg. Uma criança, por exemplo, não conseguirá acionar o trator, porque o assento não vai ser ajustado a um peso tão leve. Ele também tira a vibração, se mantendo estático ao longo do percurso, independentemente dos desníveis do terreno, e tem dois ajustes de lombares, para ajudar o operador a acompanhar passo a passo do plantio. "Eu consigo soltar o banco para girar até 60 graus, para quando eu for verificar alguma coisa atrás da máquina, não ter de pivotar minha coluna. O banco faz isso para mim", revelou ao g1 Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da Massey Ferguson. Além disso, o item oferece aquecimento interno para dias frios e resfriamento para os dias quentes, tudo isso para oferecer mais conforto durante o uso. "O banco tem um ventilador interno, então vai pegar o ar que está na cabine, que é o ar-condicionado, e vou setar qual a temperatura que eu quero. É o mesmo ar que passa por dentro do banco para resfriar". Embaixo do banco auxiliar, tem um espaço refrigerado, que pode ser usado para acondicionar bebidas e alimentos. Cabine sem ruídos e com frigobar Outro ponto de muita diferença, principalmente para quem trabalha diariamente no campo, é a blindagem de ruídos de dentro da cabine. Se as máquinas atuais emitem até 180 decibéis, no MF 9S o barulho não passa de 69. O sistema que permite a operação quase no silêncio é o Protect-U. De acordo com a marca, o design tem um vão de 18 centímetros, isolando o motor da cabine e também reduzindo as vibrações. "A cabine está separada do resto da máquina, tirando vibração, tirando o calor e tirando, principalmente, o ruído. A gente não escuta nada de fora, pode conversar normalmente ali dentro da cabine sem precisar gritar, sem precisar alterar o tom de voz, pode escutando um radiozinho, uma música, que está bem tranquilo", diz Eder. A cabine é bem espaçosa e comporta até duas pessoas. São 3,4 m³ e uma visão panorâmica de 360º. O apoio de braço do centro de controle é equipado com uma alavanca MultiPad e um joystick integrado. E, dependendo da necessidade do operador, o trator pode vir equipado com um frigobar. O apoio de braço do centro de controle é equipado com uma alavanca MultiPad e um joystick integrado. Murilo Corazza/g1 Design da cabine tem vão de 18 centímetros, isolando o motor da cabine e também reduzindo as vibrações Guilherme Silva/EPTV Piloto automático Outra característica do trator é a transmissão CVT (continuamente variável), que funciona como um piloto automático. Antes de dar início ao trabalho, o operador escolhe a velocidade que quer processar, gerando, inclusive, economia de combustível. "Não tem mais marcha. Eu informo para o trator qual a velocidade que eu quero operar e, a partir disso, o motor e a transmissão vão conversando. Se o motor precisa dar mais rotação ou se a transmissão consegue manter aquela velocidade com menos rotação no motor. Quanto menor for a rotação no motor, maior vai ser a economia de combustível". Este ponto aqui, a reportagem do g1 observou durante o test-drive em Bebedouro. Em piloto automático, a máquina faz todo o trabalho, deixando para o operador apenas a função de monitorar e supervisionar. Foram 11 minutos à frente do trator, acompanhando o desempenho dele em um terreno na Fundação Coopercitrus Credicitrus, às margens da Rodovia Brigadeiro Faria Lima. "Quando a gente trabalha com o piloto automático o conjunto do Momentum [plantadeira acoplada ao trator], a função do operador está para uma questão de segurança. Se acontecer algum acidente, surgir um buraco na frente, ele assume o controle da máquina. Mas, mais do que isso, é ficar olhando os monitores para ver se está distribuindo a semente da forma correta, se o adubo está caindo de forma correta, se a velocidade está correta. Ele é um monitor ali dentro da máquina", explica Eder. Detalhe da direção do trator MF 9S, Ribeirão Preto, SP Guilherme Silva/EPTV Máquina começa a ser comercializada na Agrishow O lançamento oficial do MF 9S será na Agrishow e a empresa prevê comercialização imediata. De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a ideia é que os grandes produtores já possam contar com a máquina para a safra de setembro/outubro. "Já temos capacidade de entrega, já temos programação para estar plantando na safra de setembro e outubro, para já ter máquina no campo". Segundo ele, dependendo da operação, o trator pode representar uma economia de até 30%. "Em um preparo de solo pesado, por exemplo, a gente faz em torno de 40, 50 litros/hora. A gente já tem teste com outras máquinas que chegam a ultrapassar 65, então já dá uma diferença boa. Mas tudo depende de implementos, solo, velocidade. Quando você rende mais, faz mais hectare por dia. Essa máquina já chegou a ultrapassar 150 hectares em um dia ali que é um altíssimo rendimento com baixo custo". Trator MF 9S será lançado na Agrishow, em Ribeirão Preto, SP Guilherme Silva/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Estudantes de MG representam Brasil na maior competição de robótica do mundo

Publicado em: 25/04/2026 05:00

Robô 'Priscila' desenvolvida pelos estudantes. Vídeo: Reprodução/Rede sociais Um grupo de estudantes de Minas Gerais com idade entre 14 e 18 anos se prepara para representar o Brasil na FIRST Championship 2026, considerada uma das maiores competições de robótica do mundo. O torneio, que será realizado entre 29 de abril e 4 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, reúne mais de 50 mil participantes de cerca de 100 países. Além do grupo mineiro, haverá um time do Paraná. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A equipe mineira, chamada Amigos Droids, levará um robô batizado de “Priscila”. O equipamento, construído 100% em policarbonato e sem o uso de parafusos, é resultado de um processo contínuo de aprimoramento e já está em sua 18ª versão. Entre os integrantes da equipe de mineiros está Felipe Lipin Soares de Almeida, de 18 anos, morador de um distrito rural de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A participação dele chama a atenção pela trajetória recente e pela forma como entrou no universo da robótica. Ele foi atraído por um projeto que busca aproximar estudantes do universo da tecnologia, participou de competição e logo foi convidado para entrar na equipe Amigo Droids. “Quando surgiu a oportunidade, resolvi tentar. Fui aprendendo, me envolvendo, e as coisas foram acontecendo. Hoje, já começo a pensar em um futuro diferente para mim”, afirma o estudante. Robô 'Priscila' e equipe Amigo Droids Instituto Tauá/ Divulgação Estudante nunca teve contato com a robótica Até pouco tempo, a rotina do jovem era dividida entre a escola e o trabalho em um sítio da região. A mudança começou após a participação na Robocopa, iniciativa para que jovens tenham contato com a robótica, realizada em Caeté com alunos de escolas públicas estaduais. Felipe integrou a equipe da Escola Estadual do distrito de Antônio dos Santos, que venceu a etapa municipal. Um dos diferenciais do grupo foi a criação de um robô inspirado em um trator, equipado com uma pá carregadeira, o que aumentou a eficiência nas provas e ajudou a garantir o título. O desempenho chamou a atenção de treinadores da equipe Amigos Droids, que é de Belo Horizonte. Eles convidaram o estudante a integrar o time, que já acumula títulos internacionais na área. Em 2026, Felipe passou a atuar como piloto do robô, função considerada estratégica nas competições. Com ele na equipe, o grupo conquistou o Campeonato Mineiro, em Belo Horizonte, e o Campeonato Brasileiro, em São Paulo, garantindo a vaga para o mundial. LEIA TAMBÉM Privatização da Copasa: governo de MG divulga exigências para investidores interessados Felipe Amaral Instituto Tauá/Reprodução Projeto abre portas para estudantes A Robocopa, que marcou o início da trajetória de Felipe, é uma iniciativa do Instituto Tauá, em parceria com o Instituto Amigos Droids. O projeto leva a robótica para escolas públicas e busca aproximar estudantes do universo da tecnologia. Segundo Otávio Pederçoli Rocha, presidente do Instituto Tauá, a proposta vai além da competição. “O que começou como uma iniciativa local hoje está levando um estudante de escola pública rural para um campeonato mundial. Isso mostra o potencial transformador da educação quando ela chega com oportunidade”, destaca. Além disso, Otávio ressalta que na competição internacional, o desempenho das equipes vai além da atuação dos robôs na arena. "As instituições levam a robótica a estudantes de escolas públicas, incluindo jovens de áreas rurais, como Felipe, e esse impacto também será apresentado durante o mundial. A organização da competição avalia, por exemplo, o alcance das ações das equipes em suas comunidades", completa o presidente. O projeto oferece aos estudantes uma jornada de aprendizado, com acesso a kits de robótica, aulas, mentorias e desenvolvimento de projetos ao longo de cerca de dois meses. Além do conteúdo técnico, os alunos têm aulas práticas e competições. Segundo Otávio, as atividades estimulam o raciocínio lógico, trabalho em equipe e resolução de problemas. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

Palavras-chave: tecnologia

Pacotes de Inteligência Artificial expõem dilema do Brasil na disputa entre EUA e China

Publicado em: 25/04/2026 03:00

Xi Jinping e Lula na China Ricardo Stuckert / Presidência da República Em 23 de julho de 2025, Donald Trump assinou ordem para exportar “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia. A medida intensifica a disputa com a China por influência tecnológica global. No mesmo período, o Brasil firmou memorando com Pequim e negocia com Washington, enquanto amplia dependência de infraestrutura digital estrangeira. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia O Brasil está nominalmente na lista de destinos prioritários. Ao lado do Egito e da Indonésia, o país figura entre os mercados emergentes onde a presença americana precisa ser consolidada, antes que a influência chinesa se torne irreversível. Para entender o que isso representa na prática, vale olhar o que aconteceu com o Japão. Em outubro de 2025, durante a visita de Trump a Tóquio, os dois países assinaram um “Technology Prosperity Deal”, um acordo de alinhamento em política de IA que vai muito além da compra e venda de hardware. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento inclui compromissos sobre padrões técnicos, frameworks de governança, fluxo de dados e cooperação em segurança digital. O Japão passou a integrar estruturalmente a órbita tecnológica americana, não apenas como parceiro comercial, mas como parceiro normativo. Washington quer replicar esse modelo em escala. A lógica americana é clara e, num certo sentido, legítima. A China exporta tecnologia de IA num modelo que analistas descrevem como “full-stack com condições embutidas”: hardware subsidiado, software com lógica de caixa preta e frameworks de governança que replicam o modelo regulatório de Pequim. Washington entendeu que competir chip a chip não é suficiente. É preciso exportar o ecossistema inteiro e, com ele, a arquitetura normativa que o acompanha. Para o Brasil, o problema é que os dois modelos chegam com política externa no rodapé do contrato. Em 2025, o governo Lula assinou um memorando de entendimento com a China para aprofundar a colaboração em inteligência artificial. No mesmo período, Brasília avançava nas conversas com Washington sobre o programa de exportação de IA e recebia anúncios de bilhões de dólares em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle. Do ponto de vista diplomático, é um malabarismo admirável. Do ponto de vista tecnológico, é uma contradição estrutural que vai cobrar seu preço mais cedo do que se imagina. A questão central não é quem vende o chip. É quem treinou o modelo. Os grandes sistemas de linguagem e tomada de decisão que o setor público e privado brasileiro já usa, na análise de crédito, na triagem de políticas, na recomendação de conteúdo e na gestão de contratos foram desenvolvidos majoritariamente por empresas americanas, segundo padrões americanos, com dados que refletem realidades americanas. O viés não é necessariamente malicioso. Mas é estrutural. E tende a se aprofundar na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos ao CLOUD Act americano, a lei que autoriza o governo federal dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente de onde o servidor esteja fisicamente localizado. O próprio debate regulatório revela a ambiguidade. O Senado brasileiro tem acompanhado de perto o AI Act europeu como referência normativa para sua legislação nacional, e o projeto em discussão cria um sistema de governança de IA sob a responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na teoria, é soberania. Na prática, o discurso regulatório aponta para autonomia, mas a implementação é operada por corporações multinacionais americanas. O Brasil faz a lei, mas quem comanda a infraestrutura sobre a qual essa lei incide são outros. Isso não é uma acusação. É uma descrição de como o poder funciona no século 21. Brasil é maior mercado de dados da América Latina A boa notícia é que o Brasil tem cartas genuínas nessa mesa. É o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o que importa imensamente para data centers, e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação no planeta. Quando Washington e Pequim disputam o Brasil como parceiro de IA, não o fazem por generosidade. É porque o país tem o que ambos precisam: escala, energia e população conectada. A dependência, se vier, será escolhida, não imposta. A pergunta que o debate público brasileiro ainda não fez com a seriedade necessária é esta: ao aceitar o pacote completo de IA americano, com seus chips, seus modelos, seus padrões de governança e suas obrigações de compliance, o que o Brasil está abrindo mão em troca? Não em termos comerciais, mas em termos de autonomia sobre decisões que, daqui a dez anos, serão tomadas por sistemas que alguém, em algum lugar, já programou.

'Fugi descalça, vestida de noiva': a lembrança traumática do último casamento em Chernobyl, 40 anos após pior acidente nuclear da história

Publicado em: 25/04/2026 02:57

"Não conseguimos ser um sem o outro", diz Iryna após 40 anos de casamento BBC Era pouco depois da meia-noite. Iryna Stetsenko tinha terminado de fazer as unhas para o casamento, abriu a porta da varanda e tentava acalmar o nervosismo para conseguir dormir. Em um apartamento próximo, cheio de convidados, seu noivo, Serhiy Lobanov, dormia em um colchão na cozinha. Então, um "estrondo" quebrou o silêncio, conta Iryna. "Era como se muitos aviões estivessem passando sobre nós, tudo vibrava e o vidro das janelas tremia." Serhiy diz que "sentiu um tremor, como se algum tipo de onda tivesse passado", pensou que pudesse ser um leve terremoto e voltou a dormir. A jovem de 19 anos, professora em formação, e o engenheiro de usina, de 25, aguardavam ansiosos pela vida de casados na recém-construída cidade soviética de Pripyat. Eles não tinham ideia de que o pior acidente nuclear da história estava acontecendo a menos de 4 km dali. O reator quatro danificado, retratado aqui três dias após a explosão, emitiu material radioativo altamente perigoso SHONE/GAMMA/Gamma-Rapho via Getty Images O reator número quatro da usina de Chernobyl — no que hoje é o norte da Ucrânia — havia explodido, liberando material radioativo que se espalharia por grandes áreas da Europa. Quarenta anos depois, os restos altamente radioativos da usina estão em uma zona de guerra. O casal agora vive em Berlim, após ter reconstruído a vida pela segunda vez — desta vez para fugir de um conflito, e não de um desastre nuclear. Mas, na manhã de 26 de abril de 1986, Serhiy lembra de ter acordado por volta das 6h, cheio de entusiasmo, ao perceber que o dia do seu casamento amanhecia com um céu lindamente ensolarado. Ele tinha tarefas a cumprir — levar roupa de cama para o apartamento de um amigo, onde ele e Iryna planejavam passar a noite, e comprar flores. Trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, fotografados em 1983 Sovfoto/Universal Images Group/Shutterstock Ele conta que viu soldados com máscaras de gás do lado de fora e homens lavando a rua com uma solução espumosa. Alguns conhecidos do seu trabalho na usina nuclear disseram que haviam sido chamados com urgência porque "algo tinha acontecido", mas não sabiam o quê. Ao olhar da sacada do apartamento do amigo, em um prédio alto, ele viu fumaça saindo do reator número quatro. Mais tarde, ficaria claro que bombeiros e trabalhadores da usina haviam passado a noite expostos a níveis letais de radiação, tentando conter um grande incêndio tóxico. "Fiquei um pouco apreensivo", diz ele. Usando seus conhecimentos técnicos, pegou um pano, molhou e colocou na entrada do apartamento como precaução, para reter poeira radioativa. Em seguida, correu até o mercado. De forma incomum para uma manhã de sábado, o local estava vazio — então ele escolheu cinco tulipas para o buquê. Iryna, que estava com a mãe no apartamento da família, conta que o telefone tocou a noite toda. A mãe parecia "alarmada", diz ela, com vizinhos ligando para avisar que "algo terrível" havia acontecido — mas sem muitos detalhes. As informações eram rigidamente controladas na União Soviética. Elas ligaram o rádio, mas não havia qualquer menção a um incidente. Pela manhã, a mãe entrou em contato com as autoridades: "Disseram para ela não entrar em pânico, que todos os eventos planejados na cidade deveriam continuar." Oficialmente, tudo seguia como se nada tivesse acontecido. As crianças foram enviadas para a escola. Iryna e Serhiy descrevem a sensação de tensão e incerteza que sentiram durante o casamento Arquivo pessoal Mais tarde naquele dia, os noivos e os convidados seguiram em fila de carros até o Palácio da Cultura, conhecido por sediar tanto eventos cerimoniais quanto discotecas populares. Eles fizeram seus votos sobre um pano bordado com seus nomes e depois seguiram com os convidados para um café próximo. Mas o banquete de casamento teve um clima "triste", nada festivo, diz Serhiy. "Todos entendiam que algo havia acontecido, mas ninguém sabia os detalhes." Para a primeira dança, haviam ensaiado uma valsa tradicional. Mas, à medida que crescia a percepção de que uma tragédia estava em curso, "desde os primeiros passos perdemos o ritmo", lembra Iryna. "Apenas nos abraçamos e ficamos nos movendo assim, abraçados." A preocupação com o ocorrido ofuscou a primeira dança do casal Arquivo pessoal Depois — exaustos, mas finalmente marido e mulher — eles voltaram para o apartamento do amigo. Mas, segundo Serhiy, nas primeiras horas da manhã de domingo, outro amigo bateu à porta, avisando que eles precisavam correr para um trem de evacuação, que partiria às 5h. A única roupa extra que Iryna tinha era um vestido leve para o segundo dia das comemorações, então ela voltou a vestir o vestido de noiva para correr até o apartamento da mãe e trocar de roupa. Além disso, os sapatos haviam causado bolhas nos pés. "Eu estava de vestido de noiva, correndo descalça pelas poças", conta Iryna. Ainda estava escuro quando, do trem, eles viram o brilho do reator destruído. Era "como se você estivesse olhando para o olho de um vulcão", diz Serhiy. Quando veio o anúncio oficial, a evacuação foi descrita como "temporária". "Saímos por três dias, mas acabamos indo embora para o resto da vida", acrescenta. "Vimos o teto desabar", diz Nikolai Solovyov, que estava de plantão na usina quando o reator explodiu BBC A União Soviética foi duramente criticada pela demora em revelar a dimensão do desastre. Só dois dias após a explosão — depois que níveis de radiação foram detectados na Suécia — admitiu que um acidente havia ocorrido. Levou mais de duas semanas até que o líder soviético Mikhail Gorbachev se pronunciasse publicamente. Um teste de segurança havia dado terrivelmente errado. Uma estimativa citada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pela Organização Mundial da Saúde indica que as explosões liberaram 400 vezes mais material radioativo do que a bomba de Hiroshima. Nikolai Solovyov trabalhava como engenheiro-chefe na sala de turbinas no momento do acidente. "Foi como um terremoto debaixo de nós", lembra. "Vimos o teto desabar… Uma onda de ar veio em nossa direção trazendo toda aquela poeira preta… E a sirene começou a tocar." Ele diz que ele e seus colegas correram para o local achando que um gerador havia explodido — sem imaginar que poderia ser o próprio reator. Um deles checou os monitores e disse que os níveis de radiação estavam "fora de escala", recorda Nikolai. Eles encontraram outro colega em cima de uma das turbinas, aparentemente ileso, mas vomitando — um sinal de doença causada por radiação. "Ele foi um dos primeiros a morrer", diz. Helicópteros foram usados ​​para lançar materiais sobre o reator a fim de conter a contaminação PhotoXpress/ZUMA Press/Shutterstock O número oficial de mortos no incidente é de 31 pessoas — duas morreram na explosão, enquanto 28 faleceram nas semanas seguintes devido à síndrome aguda da radiação, e uma por parada cardíaca. O impacto mais amplo do desastre é controverso e difícil de determinar. Na época, não foi realizado um estudo médico abrangente de longo prazo. Em 2005, um estudo de várias agências da Organização das Nações Unidas concluiu que cerca de 4 mil pessoas poderiam morrer em decorrência do acidente. Outras estimativas sugerem que o número pode chegar a dezenas de milhares. Uma operação foi lançada para impedir que o reator exposto continuasse liberando radiação. Helicópteros despejaram areia e outros materiais sobre a estrutura. As autoridades mobilizaram centenas de milhares de pessoas de toda a União Soviética para conter o desastre. Um grande número de "liquidadores" foi mobilizado para remover os detritos radioativos SERGEI SUPINSKY/AFP via Getty Images) Níveis extremos de radiação fizeram com que máquinas parassem de funcionar, e parte do trabalho precisou ser feita manualmente. Jaan Krinal e Rein Klaar foram enviados da Estônia, então parte da União Soviética, e integraram um grupo encarregado de remover destroços do telhado do reator três. "Você usava placas de chumbo — uma na frente, outra nas costas e uma entre as pernas. Era pesado, 20 kg ou mais", diz Jaan. "Na cabeça, um capacete de construção soviético padrão — óculos de proteção, luvas e um dosímetro [para medir radiação] no bolso", acrescenta. Rein lembra que eram enviados para trabalhar em intervalos de apenas um minuto, para limitar a exposição. "Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo… Não havia tempo para pensar", diz. Rein Klaar (à esquerda) e Jaan Krinal foram enviados para trabalhar em turnos curtos no telhado do reator três BBC Enquanto a limpeza começava, Iryna e Serhiy estavam hospedados na casa da avó dela, a cerca de 300 km de distância, na região de Poltava, a leste de Kyiv. Poucos dias depois da chegada, médicos que monitoravam os evacuados para detectar exposição à radiação deram uma notícia inesperada: Iryna estava grávida de três meses. Ela lembra de ter chorado ao descobrir que os médicos alertavam que a radiação poderia afetar os bebês ainda não nascidos e recomendavam que mulheres expostas considerassem o aborto: "Eu tinha medo de ter o bebê e medo de interromper a gravidez." Mas uma médica compreensiva a incentivou a seguir com a gestação, e Iryna deu à luz uma menina saudável, Katya. Décadas depois, Katya também se tornou mãe — e hoje Serhiy e Iryna têm uma neta de 15 anos. Iryna descobriu que estava grávida alguns dias após a evacuação e deu à luz Katya ainda em 1986 Arquivo pessoal O casal acredita que o acidente nuclear afetou sua saúde, embora isso não tenha sido confirmado por médicos. Iryna precisou substituir os dois joelhos e acredita que a radiação pode ter enfraquecido seus ossos. Eles também acham que a radiação pode ter contribuído para um ataque cardíaco que Serhiy sofreu em 2016, uma semana após visitar sua antiga cidade, Pripyat. Jaan, que lidera uma organização de ex-"liquidadores" da Estônia, diz que alguns tiveram problemas de saúde, mas não observaram "câncer por toda parte", como temiam inicialmente. Ele afirma que, em 1991, 51 liquidadores estonianos morreram, incluindo 17 que tiraram a própria vida. Nikolai, o engenheiro de turbinas, era casado e tinha dois filhos na época do acidente. Ele voltou a trabalhar na usina e se aposentou recentemente. Seu filho mais novo ingressou nas forças armadas da Ucrânia após a invasão em larga escala pela Rússia em 2022, mas está desaparecido em combate desde setembro de 2023. O Palácio da Cultura, onde o casamento aconteceu, encontra-se agora abandonado e em ruínas BBC A própria usina nuclear exige monitoramento e manutenção constantes. Um sarcófago de concreto sobre o reator quatro foi concluído em apenas sete meses após o acidente. Mas a estrutura tornou-se instável e, em 2016, um novo escudo metálico de £1,3 bilhão (US$ 1,8 bilhão) foi instalado sobre ele para conter vazamentos. A radiação em grande parte da chamada "zona de exclusão" ao redor da usina está hoje em níveis suficientemente baixos para visitas de curta duração, mas ninguém pode viver ali legalmente. Ainda existem pontos com níveis perigosamente altos de radiação, tanto dentro quanto nas proximidades do reator destruído, além de áreas como a "Floresta Vermelha", que foi fortemente contaminada. Os edifícios de Pripyat — que já foi vista como um símbolo de otimismo juvenil e da tecnologia soviética — hoje estão em ruínas e abandonados, incluindo o Palácio da Cultura onde Serhiy e Iryna fizeram seus votos. Dentro da nova cúpula, a chaminé do reator quatro permanece como uma ruína impressionante, coberta por uma estrutura bruta de concreto cinza, sob o domo metálico brilhante, alto o suficiente para abrigar a Estátua da Liberdade. O drone incendiou o escudo do reator quatro ao atingi-lo em 2025 IAEA HANDOUT/EPA-EFE/REX/Shutterstock Em 2022, forças russas avançaram sobre o complexo da usina com tanques, fizeram funcionários reféns por cinco semanas, instalaram minas e cavaram trincheiras. E, no ano passado, um drone abriu um buraco no novo escudo de proteção. A Ucrânia acusou a Rússia de atacar a usina — o que o Kremlin negou. Os níveis de radiação não aumentaram, mas a Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o escudo perdeu sua "função primária de segurança". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Serhiy e Iryna se mudaram para a Alemanha em 2022, depois que o apartamento da filha deles em Kyiv foi atingido por um míssil. O casamento, iniciado em meio à incerteza e à tragédia, continua sendo um ponto de apoio. "Acho que realmente tivemos que passar por algumas dificuldades na vida para entender que… realmente não podemos viver um sem o outro." "Depois de 40 anos, posso dizer com certeza que somos como linha e agulha", diz Iryna. "Fazemos tudo juntos." Reportagem adicional de Paul Harris e Ellie Jacobs

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Você manda currículo e ninguém responde? IA está te eliminando? O que mudou nos processos seletivos

Publicado em: 25/04/2026 02:57

Por que ninguém responde seu currículo? Por muitos anos, a fórmula para conseguir um emprego parecia clara: formação, experiência e disponibilidade para assumir a vaga. Esses critérios continuam no centro das decisões de contratação, e ninguém no mercado sério discute isso. O que mudou é que, nos últimos anos, eles deixaram de ser suficientes para garantir avanço em um processo seletivo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mesmo candidatos qualificados passaram a esbarrar em uma etapa invisível da seleção. Ferramentas de inteligência artificial passaram a organizar, priorizar e filtrar perfis antes mesmo de qualquer análise humana. Nesse cenário, saber fazer o trabalho já não basta. É preciso, antes de tudo, ser notado. A engenheira de produção Samanta Santos conhece bem essa sensação. Com formação técnica, experiência em diferentes áreas e abertura para diferentes modelos de contratação, ela segue enviando currículos e acumulando silêncios. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. A experiência de Samanta se tornou comum em um mercado que amplia as oportunidades e intensifica a disputa ao mesmo tempo. No Brasil, seis em cada 10 profissionais afirmam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano, segundo levantamento do LinkedIn. Entre os fatores mais citados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de processos mais exigentes (50%). Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Esse contexto ajuda a explicar por que a inteligência artificial passou a ocupar um lugar central no debate. O uso da tecnologia avançou rapidamente. Mais da metade das organizações ouvidas pela Society for Human Resource Management (SHRM) afirmou ter utilizado inteligência artificial em processos de recrutamento em 2025. Ao mesmo tempo, os candidatos também passaram a recorrer a essas ferramentas: estima-se que cerca de um terço dos usuários do ChatGPT tenha utilizado o chatbot para apoiar a busca por emprego. Na prática, isso criou uma dinâmica: sistemas automatizados filtram candidatos que, por sua vez, usam tecnologia para tentar se destacar dentro desses mesmos sistemas. “A inteligência artificial deu rosto a um problema que já existia, o de disputar vagas em um mercado cada vez mais competitivo”, analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, o Brasil vive um período intenso de mobilidade profissional. Nesse cenário, trabalhadores empregados se sentem mais confiantes para buscar novas oportunidades, motivados por melhores salários, flexibilidade ou crescimento na carreira. O efeito prático é um aumento expressivo do número de candidatos por vaga, muitos deles com trajetória sólida e sem urgência imediata para trocar de emprego. “As empresas hoje escolhem entre profissionais muito qualificados. Isso torna as decisões mais criteriosas e, naturalmente, mais lentas”, afirma Beck. Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, observa que há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez graças a uma triagem eficiente. Ela cita seleções que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Em outros, a ausência de etapas estruturadas transforma a análise de currículos em um gargalo inevitável. Entre os profissionais de atração de talentos que já testaram ou integraram a IA generativa, 70% dizem que a tecnologia melhora a eficiência da contratação. Outros 47% avaliam que os anúncios de vagas se tornam mais assertivos, e 33% apontam melhora na qualidade das escolhas. Quando a tecnologia consegue organizar esse volume, o gargalo tende a surgir em outra etapa: aquelas que ainda dependem exclusivamente da decisão humana. Entrevistas, reuniões com gestores e validações internas seguem condicionadas a agendas, alinhamentos e critérios subjetivos. Além disso, o custo de uma contratação equivocada faz com que as empresas adotem uma postura cada vez mais cautelosa. É nesse momento que o processo desacelera, explica Thomas Costa, head de growth da Pandapé e da Redarbor. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua em andamento, ainda que silencioso. Nesse período, pesa também o fato de haver mais candidatos empregados disputando as vagas. “Esse perfil [profissional que já está empregado] não tem a mesma urgência ou velocidade para responder ou marcar uma entrevista do que alguém que está desempregado”, diz. Outro fator que reforça essa percepção é a forma como os sistemas operam. Plataformas de recrutamento afirmam que a inteligência artificial não elimina candidatos, mas organiza os perfis conforme a compatibilidade aos critérios da vaga. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que alimenta a sensação de exclusão. "O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial", afirma Samanta. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos Segundo o levantamento do LinkedIn, 29% dos brasileiros dizem não entender como a inteligência artificial é usada nos processos seletivos, e 28% desconfiam se as candidaturas são avaliadas de forma justa. Esse desconhecimento amplia o desgaste emocional da busca por emprego Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as frustrações relatadas por quem procura trabalho, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta Samanta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas ressalta que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, houve 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. A empresa decidiu agir diante da sensação de "vagas fantasmas", anúncios que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que acumulavam cerca de 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. “Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo”, explica. O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos pelo avanço tecnológico e mais por decisões internas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos, nos quais o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve durar ou o que está sendo avaliado, reforçam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, ainda que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a sensação de acompanhamento humano — e não apenas a de um desaparecimento silencioso —, apontam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e formulários preenchidos, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. “Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro”, conclui. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos

Antes de IPO, SpaceX aposta em IA para empresas como mercado maior que o de foguetes

Publicado em: 25/04/2026 02:00

Logos da Tesla, Neuralink, SpaceX, The Boring Company e SolarCity aparecem em frente à foto de Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo No último quarto de século, Elon Musk revitalizou as viagens espaciais e transformou a exploração cósmica em um negócio próspero. Agora, a SpaceX mira uma oportunidade ainda maior em um campo mais mundano: a criação de inteligência artificial para empresas. A SpaceX calcula que seu mercado total endereçável (TAM, na sigla em inglês) — métrica acompanhada de perto por investidores — pode chegar a US$ 28,5 trilhões, segundo um registro S-1 analisado pela Reuters. O TAM representa a receita máxima que uma empresa poderia alcançar se conquistasse todos os clientes de um mercado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O registro regulatório S-1, no qual empresas divulgam finanças e riscos antes de abrir capital, indica que a SpaceX espera que mais de 90% desse mercado — ou US$ 26,5 trilhões — venha do setor de IA. A maior parte desse valor, cerca de US$ 22,7 trilhões, estaria na IA voltada a empresas. A companhia avança com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), prevista para o verão no hemisfério norte (de junho a setembro), com avaliação estimada em cerca de US$ 1,75 trilhão. A empresa pretende levantar aproximadamente US$ 75 bilhões, o que pode tornar a operação a maior da história. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Acreditamos que identificamos o maior mercado endereçável e acionável da história da humanidade", disse a empresa no registro. As novas informações sobre onde a SpaceX enxerga sua maior oportunidade contrastam com a forma como a empresa ganha dinheiro hoje. A companhia não respondeu a pedido de comentário. Embora o TAM não seja uma previsão nem uma avaliação, ele é um indicador importante para investidores que analisam o potencial de crescimento de uma empresa. Esses números costumam ser elevados e raramente questionados. Quando abriu capital, em 2019, a Uber estimou uma oportunidade de mercado de US$ 5,7 trilhões apenas para o negócio de transporte por aplicativo. A oportunidade bilionária apontada pela SpaceX, detalhada em mais de 300 páginas de documentos financeiros, reforça o desejo antigo de Musk de ter papel central no avanço da IA. Atualmente, o mercado de IA para empresas é dominado por Anthropic e OpenAI, que disputam a liderança do setor. As duas já indicaram intenção de abrir capital ainda neste ano. Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a xAI, empresa de pesquisa em IA fundada por Musk no início de 2023. O documento analisado pela Reuters indica que a xAI ainda é uma operação incipiente e altamente deficitária. A unidade de IA registrou prejuízo operacional de US$ 6,4 bilhões em 2025, acima dos US$ 1,6 bilhão do ano anterior. As perdas eclipsaram os US$ 4,4 bilhões de lucro operacional da Starlink, serviço de internet via satélite e principal fonte de receita da empresa. A Starlink respondeu por US$ 11,4 bilhões da receita total de US$ 18,7 bilhões no ano passado. No consolidado, a SpaceX teve prejuízo de US$ 4,9 bilhões. A unidade de IA também demanda altos investimentos. Em 2025, o capex total da SpaceX chegou a US$ 20,7 bilhões, sendo US$ 12,7 bilhões destinados à IA — mais do que o gasto somado com os negócios espaciais e de conectividade. A empresa afirma que pode aproveitar ferramentas da xAI, como o Grok Enterprise e uma plataforma autônoma em desenvolvimento com a Tesla, chamada Macrohard. No documento, a empresa alertou investidores sobre os planos de investir pesadamente no desenvolvimento de IA e outras tecnologias, incluindo a fabricação de componentes essenciais, como as unidades de processamento gráfico (GPUs). A SpaceX também pretende montar uma equipe de vendas especializada e enviar profissionais, chamados de engenheiros avançados, para atuar diretamente com clientes e apoiar a adoção de IA. “Acreditamos que nossa estratégia empresarial, focada em atender às necessidades digitais dos maiores setores do mundo com soluções de IA, nos posiciona de forma competitiva para aproveitar essa oportunidade de rápido crescimento”, disse a SpaceX no documento. Uma fonte familiarizada com as finanças da empresa não ficou convencida. “Se você decidir que vai ser realmente conservador em relação a isso e valorar apenas os negócios que eu realmente consigo ver, você não vai chegar nem perto do valor que o mercado quase certamente vai atribuir", disse. SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na prática?

Publicado em: 25/04/2026 01:59

Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na A venda de uma mina localizada em Minaçu, na região norte do estado, coloca Goiás ainda mais em evidência no cenário mundial de terras raras. A Serra Verde, única mineradora fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio), foi adquirida pela USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, aproximadamente R$ 14 bilhões. Entenda abaixo o que isso significa. Terras raras: cidade em Goiás é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais 🔎 As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, eles são insubstituíveis. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. A compra foi anunciada pela empresa norte-americana na segunda-feira (20) e prevê a combinação das operações das duas companhias para liderar toda a cadeia produtiva, desde a extração das terras raras, às etapas de separação, processamento dos elementos, até a fabricação de ímãs permanentes. Do montante de US$ 2,8 bilhões, US$ 300 milhões serão pagos em dinheiro e o restante em ações. Além da aquisição, o acordo inclui um contrato de fornecimento de 15 anos. Também serão estabelecidos preços mínimos para os minerais, o que garante previsibilidade de receita e reduz riscos para a operação. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Em entrevista ao g1, Ricardo Grossi, presidente e diretor de operações da Serra Verde, informou que a venda não irá promover mudanças imediatas na operação no Brasil e que a gestão local segue inalterada. “A mina e a planta em Minaçu seguem operando normalmente, sob a liderança da equipe atual, com continuidade da estratégia já em curso. A operação permanece focada no ramp-up e na expansão previstos, e a gestão local segue inalterada. Ao mesmo tempo, o acordo fortalece a empresa ao dar acesso a tecnologia ao longo de toda a cadeia produtiva e maior integração global, sem alterar o dia a dia da operação”, explicou. A mineradora iniciou sua produção comercial em janeiro de 2024. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, foram exportadas quase 678 toneladas de terras raras para a China. No entanto, em 2026, Goiás exportou apenas 2 toneladas para os Estados Unidos, com valor de US$ 67 mil. No ano passado, foram exportados 51 kg para os norte-americanos. Impasse Na sexta-feira (24), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o subsolo do território brasileiro pertence à União e que cabe a ela regulamentar a exploração de terras raras e minerais críticos. Em entrevista ao programa à emissora governamental Canal Gov na sexta-feira (24) , ele ressaltou que o memorando de entendimento entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para a exploração de terras raras no estado tem um vício de inconstitucionalidade e "não se sustenta". O g1 entrou com o governo de Goiás para pedir um posicionamento sobre a declaração do ministro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Além disso, deputados do PSOL chegaram a protocolar, na última quarta-feira (22), uma representação na Procuradoria-Geral da União (PGR) questionando a legalidade da aquisição da mineradora Serra Verde pela empresa americana USA Rare Earth (USAR). Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos Divulgação/Serra Verde Vai gerar empregos em Goiás? Trabalhadores que atuam na extração de terras raras, em Minaçu Divulgação/Serra Verde Atualmente, a mineradora emprega cerca de 400 pessoas no município de 27 mil habitantes, sendo aproximadamente 72% da força de trabalho formada por moradores da região. De acordo com o presidente da Serra Verde, há expectativa de que a venda gere novos empregos em Goiás. “A empresa combinada terá receitas asseguradas por um acordo de fornecimento de 15 anos, uma estrutura financeira sólida, operações diversificadas em várias partes do mundo e acesso a tecnologia de ponta no setor, o que a posiciona como líder global”, disse Grossi. Inicialmente, o foco da mineradora continua sendo a execução do projeto de otimização e expansão para elevar a produção para 6,4 mil toneladas por ano de óxidos de terras raras até o fim de 2027. “Depois disso, a empresa combinada estará em uma posição mais forte para crescer e investir, potencialmente criando novas funções e promovendo um desenvolvimento econômico significativo em torno de Minaçu”, destacou. Em entrevista ao g1, o prefeito Carlos Leréia (PSDB) disse que o acordo é um avanço importante não apenas para Minaçu ou para o estado, mas para o país. “Eu vejo que é um ganho significativo para o Brasil e especialmente para a minha cidade”, ressaltou. “A mineração gera muito emprego e não só empregos só do período da pesquisa. Quando você vai implantar é muito emprego, depois quando você vai extrair continua muitos empregos. Então, é extremamente importante. E também a garantia do dinheiro, porque antes estavam vendendo para a China e o valor era muito reduzido. Agora os valores do quilo, da tonelada, vai aumentar em torno de seis a oito vezes”, afirmou. Leréia relatou que a população encara com otimismo o investimento em terras raras na região, tendo em vista que a legalidade da extração de amianto, que era uma das bases da economia local, está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “A Serra Verde preencheu esse espaço ofertando emprego e aumentando a movimentação econômica da cidade”, destacou o prefeito. Terras raras: mineradora de Goiás conquista destaque mundial na mineração Centro da cadeia Para a presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO), Adriana Pereira de Sousa, a operação coloca o estado de Goiás no centro de uma cadeia produtiva estratégica para a economia global contemporânea. De acordo com Adriana, municípios como Minaçu, onde se concentram operações minerais desse tipo, tendem a experimentar o aumento da arrecadação via royalties (CFEM), expansão da atividade econômica e maior circulação de renda. No entanto, a especialista ressaltou que os efeitos fiscais mais robustos — como aumento significativo de arrecadação e geração consistente de empregos — tendem a se materializar no médio e longo prazo. "A geração de empregos diretos e indiretos é uma possibilidade concreta, mas depende do grau de integração da empresa com fornecedores locais, da exigência de conteúdo local e de políticas de qualificação profissional. Sem essas condições, há o risco de que os benefícios sejam parcialmente 'vazados' para fora da economia regional, com importação de insumos e mão de obra especializada", destacou. LEIA TAMBÉM: VENDA: Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões ECONOMIA: Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos PARCERIA: Terras raras em Goiás: estado assina parceria com Japão para extrair minerais Qual o impacto do negócio para Goiás? Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras Divulgação/Serra Verde Ao g1, o presidente do Sindicato das Indústrias de Mineração de Goiás e do Distrito Federal (MINDE), Luiz Vessani, lembrou que, há cerca de 15 anos, as pesquisas com argilas iônicas e terras raras eram pouco conhecidas, inclusive entre geólogos, e tinham baixo interesse econômico. Segundo Luiz, ao longo desse período, a Serra Verde precisou superar desafios tecnológicos próprios de uma iniciativa pioneira para chegar ao patamar atual. “Eu avalio que esse acordo reforça a segurança do projeto por duas razões principais: a solidez financeira da empresa envolvida, que demonstra capacidade de atuação no mercado, e a garantia de preços mínimos, que protege o projeto das flutuações e dos riscos desse ambiente”, defendeu. Ele também avaliou o acordo em um cenário global, afirmando que há uma busca por alternativas à produção concentrada na China. Para ele, é essencial que existam projetos estruturados e seguros fora desse eixo. “A expectativa é que esse movimento estimule o avanço de outros projetos em Goiás, especialmente em regiões que ainda têm menor desenvolvimento socioeconômico. Podemos citar, por exemplo, iniciativas em Nova Roma, Mundo Novo e Iporá, que são projetos estratégicos nesse contexto”, pontuou. De acordo com Luiz, na medida em que esses projetos avancem, a tendência é que haja aumento da arrecadação, contribuindo para o desenvolvimento regional de forma mais ampla. Joel de Sant’Anna Braga Filho, secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC-GO), afirmou que a aquisição de US$ 2,8 bilhões representa um marco para o estado. O movimento reforça que Goiás passa a se destacar não só para o Brasil, mas para o mundo como um polo estratégico na produção de terras raras. “Isso é importante porque mostra que com segurança jurídica, com responsabilidade no trato ambiental, a gente consegue avançar em uma área que é muito estratégica para o mundo todo nesse momento, que é a transição energética, onde o domínio das terras raras e dos metais críticos, vão ser essenciais para a geração das novas tecnologias", destacou. Ele ressaltou que já existe um acordo firmado com o Japão para ampliar pesquisas e investimentos na exploração de minerais críticos, com foco nos chamados óxidos de terras raras. O secretário explicou que Goiás mantém um dos processos de licenciamento ambiental mais rigorosos do mundo e que, com responsabilidade e cooperação com outros países, o estado tende a atrair mais negócios. Também reforçou que o objetivo é não apenas exportar o mineral bruto, mas transformá-lo internamente, agregando valor e impulsionando setores ligados a metais estratégicos. Qual o interesse dos Estados Unidos? O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o que representa 25% do território existente. O país fica atrás apenas da China, que é responsável por mais de 60% da produção global e quase 90% do refino desses elementos. Em 2025, como mostrou o g1, os Estados Unidos já haviam demonstrado interesse em realizar acordos com o Brasil para a aquisição de minerais considerados estratégicos. Recentemente, a Serra Verde recebeu um financiamento de US$565 milhões com a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) para a otimização de suas operações e a expansão da capacidade da mina. Em janeiro de 2023, a Energy and Minerals Group e a Vision Blue Resources investiram US$ 150 milhões na Serra Verde, e, em outubro de 2024, foi anunciado um novo aporte de US$ 150 milhões da Denham Capital, da Energy and Minerals Group e da Vision Blue Resources. O que acontece agora? De acordo com o presidente da Serra Verde, Ricardo Grossi, o próximo passo é concluir a transação, que ainda depende de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições usuais de fechamento. A expectativa é que essa etapa seja finalizada no terceiro trimestre de 2026. Em seguida, a integração das operações ocorrerá de forma gradual. “Os impactos mais concretos — como geração de empregos, aumento de investimentos e dinamização econômica — devem ser percebidos progressivamente ao longo do avanço do ramp-up da operação, com marcos mais relevantes até 2027, quando a planta deve atingir sua capacidade plena. Além disso, a parceria posiciona o Brasil de forma mais relevante no mercado global de minerais críticos, o que pode atrair novos investimentos no setor no médio prazo”, ressaltou. Há riscos ou pontos de atenção? De acordo com a economista Adriana Pereira de Sousa, apesar das oportunidades, também existem riscos econômicos e fiscais relevantes. "Um dos principais pontos de atenção é a dependência excessiva de uma commodity, sujeita à volatilidade de preços internacionais, o que pode gerar instabilidade na arrecadação pública", afirmou. Segundo a especialista, outro aspecto crítico envolve a governança e a sustentabilidade. "A exploração de recursos minerais exige rigor ambiental e transparência na gestão dos recursos públicos gerados. Sem isso, os custos sociais e ambientais podem superar os benefícios econômicos, especialmente em municípios de menor porte", pontuou. A economista frisou que transformar esse potencial econômico em desenvolvimento efetivo exige planejamento, regulação eficiente e políticas públicas que assegurem que a riqueza gerada seja, de fato, convertida em bem-estar para a população local ao longo do tempo. O que são terras raras? Os elementos de terras raras possuem propriedades eletrônicas, magnéticas e óticas essenciais para diversas tecnologias modernas Gil Leonardi /Agência Brasil As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos conhecidos por suas propriedades magnéticas e condutoras únicas.Apesar do nome, eles não são necessariamente "raros" na crosta terrestre, mas são extremamente difíceis de serem encontrados em concentrações puras e de difícil extração mineral. Conforme dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), os elementos são classificados da seguinte forma: leves: lantânio, cério, praseodímio e neodímio; médios: samário, európio e gadolínio; pesados: térbio, disprósio, hólmio, térbio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio. Os elementos produzidos e comercializados pela mineradora em Minaçu – neodímio (Nd), praseodímio (Pr), disprósio (Dy) e térbio (Tb) – são fundamentais para a cadeia de tecnologias de baixo carbono, como veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos de alta performance. Mineradora Serra Verde explora quatro elementos de terras raras em Minaçu. Arte/g1 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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