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Nutricionistas passam a ser proibidos de usar IA para simular resultados; veja o que muda com novo código

Publicado em: 28/04/2026 07:17

Freepik Um novo Código de Ética e Conduta do Nutricionista foi publicado nesta terça-feira (28) e passa a estabelecer regras inéditas para o uso de inteligência artificial e para a atuação em redes sociais. A norma, aprovada pelo Conselho Federal de Nutrição, endurece restrições contra promessas de resultados e publicidade associada a marcas, além de atualizar diretrizes diante do avanço tecnológico. A resolução entra em vigor em até 90 dias. Vídeos em alta no g1 IA não pode simular resultados ou pessoas Um dos principais pontos do novo código é a regulamentação do uso de ferramentas de inteligência artificial generativa. O texto permite o uso de tecnologias no exercício profissional, mas estabelece limites claros. Entre eles, está a proibição de criar ou manipular conteúdos — como imagens, vídeos ou áudios — que simulem pessoas reais ou resultados clínicos com potencial de induzir o público ao erro ou ao sensacionalismo. A norma também determina que o uso de IA ou automação deve ser informado nos materiais produzidos, além da obrigatoriedade de declarar conflitos de interesse. Outro ponto reforçado é que essas ferramentas não podem substituir o nutricionista na interação direta com o paciente, preservando a autonomia profissional. ‘Antes e depois’ e promessas continuam vetados O código mantém e amplia restrições já conhecidas, sobretudo no campo da comunicação. Fica proibida a divulgação de resultados de pacientes — como fotos de “antes e depois”, composição corporal ou exames — mesmo quando gerados por inteligência artificial. Também segue vedada qualquer garantia de resultado associada a produtos, dietas ou protocolos. A resolução ainda impede o uso de promoções, sorteios ou ofertas como estratégia de propaganda, embora permita a divulgação de preços e honorários. Relação com marcas tem limites mais rígidos Outro eixo central do novo código trata da relação entre nutricionistas e empresas. A regra geral é a proibição de prescrever, indicar ou associar a imagem profissional a marcas de alimentos, suplementos ou laboratórios. Há exceções, como quando o nutricionista atua como responsável técnico, sócio da empresa ou participa da elaboração de material científico — desde que não haja vínculo com prescrição individual. O texto também proíbe práticas como venda casada. Código amplia foco em direitos e responsabilidade Além das mudanças ligadas à tecnologia e à comunicação, o novo código reforça princípios da profissão, como o direito humano à alimentação adequada, a atuação sem discriminação e o respeito à diversidade. Entre os deveres, estão a atualização constante, o sigilo de dados — especialmente de grupos vulneráveis — e a responsabilidade por ações e omissões no exercício profissional. As infrações podem resultar em penalidades que vão de advertência até a suspensão do exercício por até três anos ou o cancelamento do registro profissional.

Faculdade PIT anuncia novas unidades em 14 cidades do Piauí; mais de 1,5 mil vagas a partir de 2027

Publicado em: 28/04/2026 07:02

Faculdade Estadual PIT Divulgação O Piauí Instituto de Tecnologia (PIT) anunciou que vai expandir sua atuação para 14 municípios do estado e ampliar a oferta de cursos de graduação. A previsão é que as novas unidades comecem a funcionar a partir de 2027, com mais de 1.580 vagas distribuídas entre a capital e o interior. O anúncio foi feito na segunda-feira (27), durante evento do programa “Mais Formação, Mais Renda”, no Centro de Convenções de Teresina. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp As novas unidades do PIT serão instaladas nos municípios de: Amarante Água Branca Baixa Grande do Ribeiro Batalha Canto do Buriti Castelo do Piauí Curimatá Elesbão Veloso Guadalupe Miguel Alves Paulistana Piracuruca Simões Simplício Mendes Vídeos em alta no g1 Segundo o instituto, os polos funcionarão em Centros de Ensino em Tempo Integral da rede pública, com laboratórios e estrutura voltada à formação tecnológica. Cada unidade deve ofertar 60 vagas. Além da expansão no interior, o PIT também prevê a entrega de uma nova sede em Teresina no primeiro semestre de 2027, no prédio onde funcionava a Agespisa. Novos cursos Com a ampliação, o instituto passará a oferecer novos cursos de graduação. Além da área de Inteligência Artificial, já existente, serão incluídas formações em Marketing Digital, Desenvolvimento de Sistemas/Sistemas de Informação e Agrocomputação. Programa estadual A expansão integra o programa “Mais Formação, Mais Renda”, do Governo do Piauí, que prevê mais de 83 mil vagas em diferentes níveis de ensino até 2030, com investimento superior a R$ 750 milhões. O programa também inclui a criação de novos campi em instituições públicas. A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) deve ganhar unidades em Barras, Paulistana, União e Valença. Já o Instituto Federal do Piauí (IFPI) terá novos campi em Altos, Barras, Esperantina e Luzilândia. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Google TV desbanca Samsung Tizen na Europa e vê ascensão de rival inesperado

Publicado em: 28/04/2026 06:47 Fonte: Tudocelular

Dados apurados pela Omdia, empresa global de pesquisa e consultoria em tecnologia, revelam que o Google TV é o líder em adoção dentro do mercado europeu, superando o Tizen da Samsung, enquanto o VIDAA da Hisense se aproxima. De acordo com o gráfico divulgado, o sistema do Google voltado para televisores alcançou seu pico de adesão em 2024, estando presente em 32,8% dos aparelhos do Velho Continente. O sistema da Samsung, no mesmo período, registrou números abaixo dos 25% – quatro anos depois de marcar quase 35% de dominância no mesmo mercado.Agora, a proposta da gigante de buscas começou a enfrentar uma pequena queda e deve seguir em um ritmo lento ao longo dos próximos anos, com a expectativa de que alcance os 26,3%. No entanto, essa retração não deve ser motivada por um ressurgimento do Tizen, que deve permanecer estável na segunda posição até 2030.Clique aqui para ler mais

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Samsung lança monitor Odyssey G8 G80HS com resolução 6K e modo duplo de 330 Hz

Publicado em: 28/04/2026 06:45 Fonte: Tudocelular

A Samsung oficializou a chegada do Odyssey G8 G80HS ao mercado europeu, apresentando o que descreve como o primeiro monitor gamer 6K do mundo. O dispositivo de 32 polegadas foca no público entusiasta que não aceita compromissos entre fidelidade de imagem e velocidade de resposta. O lançamento marca uma nova era para a linha Odyssey com tecnologias de painel inéditas e foco total em desempenho de elite. Este modelo busca elevar o padrão de densidade de pixels no segmento, oferecendo uma nitidez superior a qualquer periférico anterior da marca voltado para o mercado de jogos.O grande trunfo deste periférico é o seu inovador sistema de modo duplo, que permite ao usuário alternar a performance conforme o tipo de jogo. Na configuração nativa, ele entrega uma resolução massiva de 6144 x 3456 pixels com 165 Hz de frequência estável. Já os jogadores competitivos podem optar pelo modo 3K para atingir impressionantes 330 Hz de taxa de atualização.Clique aqui para ler mais

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Microsoft lança prévia do Shader Model 6.10 para turbinar gráficos com IA no DirectX 12

Publicado em: 28/04/2026 05:32 Fonte: Tudocelular

A Microsoft disponibilizou nesta segunda-feira (27) a versão de testes do Shader Model 6.10 e do AgilitySDK 1.720 para desenvolvedores de jogos e aplicativos gráficos. A atualização traz novos recursos vitais para o DirectX 12 e foca em renderização neural, Machine Learning e no fim de gargalos históricos de memória nas placas de vídeo.Foco em IA e fim dos limites de memóriaA grande estrela do novo pacote é a introdução do "linalg::Matrix". Esse recurso permite que desenvolvedores apliquem técnicas de renderização neural e Inteligência Artificial diretamente nos pipelines gráficos em tempo real, aproveitando melhor a largura de banda da GPU. Além da IA, a atualização resolve um gargalo antigo, com a chegada do Variable Group Shared Memory — essa função elimina o limite histórico de 32 KB de memória compartilhada por grupo de threads. Agora, os criadores podem consultar e utilizar a capacidade total de VRAM da placa de vídeo, o que abre portas para cargas de trabalho mais complexas.Clique aqui para ler mais

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O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

Publicado em: 28/04/2026 05:03

Pesquisas mostram que ler transforma o nosso cérebro. Getty Images via BBC "Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim. "A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro." Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos. Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto". Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital. Um universo de símbolos Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler. Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada. O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal. É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro. Getty Images via BBC "Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista. "Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa. Essa transformação começa com cada novo leitor. "(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro." E isso abre portas para um novo mundo. Saúde mental A leitura tem muitos benefícios terapêuticos, segundo especialistas. Getty Images via BBC "A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia", pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão. "Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…" Além disso, "ler uma grande história é muito mais do que entretenimento", acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud. "A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade", diz Berthoud. Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta "claustrofobia, raiva e exaustão". A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher's Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941. A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma. No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas. Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos. A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória. Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como "leitura profunda". 'Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências'. Getty Images via BBC Pensamento analítico "Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral", explica Maryanne Wolf. "Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos." Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (Proust e a Lula: a História e a Ciência por Trás do Cérebro que Lê, em tradução livre), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, "a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda". "Em vez de percorrer um trajeto dorsal (...), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência", escreve. "O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes." Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos. Tempos modernos Avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos. Getty Images via BBC Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema. Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, "pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega". A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção. "As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de 'boa escrita' e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências", opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club. "Não importa o meio, é a história que importa", emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club. "O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular", afirma Berthoud. "O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento", diz Meade. Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor. Fragmentação "Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura", afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura. Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST, na sigla em inglês), que considera a leitura um "tema urgente". Segundo o programa, "a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada", algo que poderia "ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura". "Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela", destaca Anne Mangen. "Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel", diz ela. Maryanne Wolf concorda, dizendo que "a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante". "O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler 'por alto'. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito." Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido. "Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação", destaca Mangen. Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura? "A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível", pontua Chris Meade. Para Natalie Carter, o futuro trará "muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos". Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: "Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces". Para a neurocientista Maryanne Wolf, "assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro 'biletrado'. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie". *Este texto é baseado no vídeo "O que a leitura em telas faz com nosso cérebro?", da BBC Ideas e The Open University e foi publicado originalmente em 1 de novembro de 2021.

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Agrishow: Tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas; entenda

Publicado em: 28/04/2026 05:03

Seca e calor: tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas Em um cenário de mudanças climáticas com problemas como estresse hídrico, ondas de calor e maior risco de pragas, tecnologias que ajudam a entender o comportamento da planta em tempo real ganham protagonismo ao auxiliar o produtor na tomada de decisões. 🌱Uma delas mede algo invisível a olho nu, o “suor” das plantas, como explica Júlio César Hollenbach, CEO da Sigma Sensors. “A evapotranspiração é todo o balanço hídrico do solo. Se eu sei quanto choveu, quanto ficou no solo e quanto está indo para a atmosfera, eu consigo entender exatamente o que a planta absorveu”, explica. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A novidade estará presente na Agrishow, maior evento de tecnologia agrícola do país, que acontece em Ribeirão Preto (SP) até 1º de maio. Sensor mede ‘suor’ das plantas e pode a salvar colheitas Sigma Sensors/Divulgação Como funciona na prática 🔎A chamada evapotranspiração é o processo pelo qual a água passa do solo para a atmosfera, seja pela evaporação ou pela transpiração das plantas. E entender esse fluxo é essencial para saber se a lavoura está recebendo água suficiente. Sensores mais modernos conseguem medir esse processo diretamente no ambiente, com alto nível de precisão. “Esse sensor mede a quantidade de vapor de água no ar a partir de comprimento de onda. Ele emite um sinal e consegue identificar com muita exatidão quanto vapor está presente naquela massa de ar”, afirma Hollenbach. 📈Além disso, a tecnologia capta o movimento do ar, identificando se a umidade está subindo ou descendo. Com esses dados, é possível calcular o fluxo real de evapotranspiração, gerando uma medição mais real na lavoura. “O clima é um fator que o produtor não controla. Por isso, ele precisa se proteger com estratégias que reduzam o impacto financeiro quando o problema acontece”, afirma o professor Vinicius Cambaúva, da Harven School. LEIA TAMBÉM Gestão de risco: custa caro se proteger das mudanças climáticas no campo? Pagar trator com soja? 'Barter’ ganha espaço com juros altos no agronegócio; entenda Etanol de cana: entenda os desafios e as oportunidades do 'ouro verde' brasileiro na transição energética Sensor faz leitura do comportamento da planta em tempo real na lavoura Sigma Sensors/Divulgação Decisão no momento certo A partir dos dados coletados com o sensor, o produtor consegue tomar decisões críticas e fundamentais durante todo o plantio, especialmente em relação à irrigação. “Ele consegue entender se precisa irrigar mais ou menos. Se exagerar na água, pode até estressar a planta. Se faltar, perde produtividade. Então o equilíbrio é tudo”, afirma Hollenbach. O grande ganho, segundo o CEO, está na precisão dos dados. Antigamente, com a maior regularidade do clima, o produtor se guiava a partir das estações de determinada região, mas com as mudanças climáticas é preciso buscar dados confiáveis para garantir a colheita. “Os dados vão para a nuvem e podem ser acessados no celular ou no computador. O produtor consegue ver naquele momento o que está acontecendo na lavoura. Se eu acompanho em tempo real, consigo entender se está faltando água e agir antes que o problema vire um prejuízo grande”, explica. Apesar dos benefícios, o uso da tecnologia exige conhecimento técnico para transformar os dados em decisões adequadas para cada tipo de cultivo. Segundo o CEO, o principal desafio está justamente na falta de mão de obra qualificada para interpretar essas informações e aplicá-las corretamente no campo. Lavoura de soja irrigada em Guaíra, SP irrigação plantação agricultura Luciano Tolentino/EPTV Investimento e gestão de risco 💲Sensores de alta precisão ainda têm custo elevado no Brasil, o que limita o acesso. Segundo Hollenbach, a adoção é mais comum entre grandes produtores. Equipamentos confiáveis custam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, de acordo com ele. "É um investimento alto, principalmente por conta dos impostos. Geralmente são os maiores que procuram. Eles têm escala e conseguem diluir melhor esse custo”, comenta o CEO. Nesse cenário, Cambaúva ressalta que, além dos riscos ligados as mudanças climáticas, o produtor precisa de um planejamento financeiro adequado para conseguir mitigar os riscos de maneira que não comprometa todos seus recursos. “O dado melhora a tomada de decisão, mas precisa estar integrado a uma estratégia maior de gestão”, diz. As raízes da planta funcionam como 'bombas' que puxam água e sais minerais do solo Vereda Comunica Leia mais notícias da Agrishow 2026

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PS6: Sony quer gráficos de cinema a 60 FPS no novo console

Publicado em: 28/04/2026 03:56 Fonte: Tudocelular

O PlayStation 6 promete ser um salto geracional massivo, com foco total em tecnologias de iluminação ultra-realistas. Informações recentes indicam que a nova máquina da Sony poderá rodar Path Tracing — a forma mais avançada de Ray Tracing — a 60 FPS. Esse feito seria possível graças à arquitetura RDNA 5 da AMD, que estaria sendo desenvolvida especificamente para lidar com esse nível de processamento. A viabilidade dessa tecnologia foi demonstrada recentemente pela Codemasters durante a GDC 26. Os desenvolvedores conseguiram rodar F1 25 com Path Tracing no PlayStation 5 Pro a 30 FPS, mantendo uma margem de manobra técnica. Para especialistas da Digital Foundry, se o hardware atual já alcança esse patamar, o PS6 terá potência de sobra para dobrar essa fluidez.O salto de desempenho em Ray Tracing do PS6 pode ser até 10 vezes superior ao do PS5 base. Embora em jogos convencionais o ganho real de frames fique próximo do triplo, a arquitetura RDNA 5 mudará a forma como os reflexos e sombras são renderizados. Essa mudança estrutural é o que permitirá que o console mantenha a estabilidade em resoluções altas.Clique aqui para ler mais

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Honor Watch 6 Plus: vazamento revela design circular e bateria recorde

Publicado em: 28/04/2026 02:59 Fonte: Tudocelular

O mercado de smartwatches pode receber em breve um competidor focado em autonomia extrema. Vazamentos indicam que o Honor Watch 6 Plus será anunciado em maio, trazendo mudanças no visual e na tecnologia interna. O foco é resolver a maior dor dos usuários: o carregamento frequente. As informações vêm do leaker Digital Chat Station, que revelou testes de resistência curiosos. O relógio teria sido testado pelo robô "Lightning", completando uma meia maratona no pulso da máquina. A demonstração validou a precisão do GPS e a durabilidade da nova estrutura circular do acessório.O diferencial reside na bateria "Qinghai Lake" de alto silício, já usada em smartphones premium da marca. A Honor planeja levar essa densidade energética para os vestíveis pela primeira vez. Rumores sugerem que o Watch 6 Plus terá a maior bateria já integrada em um smartwatch da categoria.Clique aqui para ler mais

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Redmi Turbo 6 Max deve passar os 11.000 mAh e ter maior bateria da Xiaomi

Publicado em: 28/04/2026 02:27 Fonte: Tudocelular

A Redmi quer ultrapassar a barreira dos 10.000 mAh em smartphones "convencionais" e apostar em um lançamento que pode entregar a capacidade de 12.000 mAh. A novidade foi revelada pelo conhecido Digital Chat Station, sendo que esse projeto do suposto Redmi Turbo 6 Max pode se diferenciar dos demais aparelhos por integrar uma nova tecnologia de bateria de silício-carbono com célula única. Inclusive, a Redmi tem testado baterias ainda maiores em seus laboratórios, mostrando que a tecnologia "veio para ficar", uma vez que ela entrega alta capacidade sem aumentar a espessura dos smartphones. Clique aqui para ler mais

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Entenda por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos

Publicado em: 28/04/2026 00:01

Blog mostra o que fazer caso o WhatsApp não consiga receber e enviar informações pelo Wi-Fi. REUTERS/Thomas White O WhatsApp confirmou recentemente mais uma atualização em sua lista de sistemas operacionais compatíveis: a partir de 8 de setembro de 2026, o aplicativo funcionará apenas em telefones que rodam o sistema Android 6.0 ou superior. Com a mudança, aparelhos que pararam nas versões 5.0 ou 5.1 do Android perderão acesso ao aplicativo, como já aconteceu com sistemas anteriores. O WhatsApp costuma fazer revisões periódicas dos sistemas compatíveis com o seu serviço. Isso porque a Meta, dona do WhatsApp, prioriza uma lista de versões mais recentes de sistemas operacionais e que tenham mais usuários. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Vídeos em alta no g1 A Meta não divulga uma lista oficial dos aparelhos que deixarão de suportar o app de mensagens. O que ela informa é com quais sistemas ele é compatível. O Google, criador do sistema Android, o mais popular no mundo, e a Apple, responsável pelo iOS, que roda nos iPhones, costumam lançar uma nova versão todo ano, que é disponibilizada para modelos mais recentes. E mantêm, por algum tempo, versões anteriores, que atendem a aparelhos que não são tão novos. Atualmente, o WhatsApp é compatível com os sistemas: Android versão 5.0 e posterior; a partir de setembro, apenas com versão 6.0 e posterior iOS versão 15.1 e posterior Como verificar o sistema operacional do seu celular 🤖 No Android, siga este passo a passo (os termos podem ter algumas mudanças conforme a marca): Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" (ou "Sobre o telefone"); Em alguns modelos, é necessário clicar em "Informações do software" na sequência; Verifique a "Versão do Android"; 🍎 No iPhone (iOS), siga este passo a passo: Toque no ícone "Ajustes"; Depois, clique em "Geral" e "Atualização de Software"; Em seguida, verifique a última versão instalada. 👉 Caso o WhatsApp não seja compatível com o sistema instalado, é preciso atualizar para uma versão mais recente ou transferir a conta para um aparelho que suporte um sistema compatível com o app. Por que celulares antigos perdem suporte? O WhatsApp deixa de oferecer suporte para softwares mais antigos e com menos usuários porque, segundo a Meta, eles podem não abranger as atualizações de segurança mais recentes do aplicativo ou não incluir funcionalidades necessárias para operar o WhatsApp. A lista de versões de sistemas operacionais que são compatíveis com o WhatsApp é mantida na Central de Ajuda do app e atualizada anualmente. A Meta diz ainda que, antes de deixar de oferecer suporte para um sistema operacional, exibirá uma notificação no WhatsApp. "Também exibiremos alguns lembretes solicitando que você atualize o sistema", informa o app. WhatsApp lança modo avançado de segurança

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Série especial do JN mostra o crescimento de Xangai, a maior cidade da China

Publicado em: 27/04/2026 23:35

JN na China: novos correspondentes no país estreiam série com olhar brasileiro sobre as transformações históricas do outro lado do mundo O Jornal Nacional está na China. Porque a China é hoje o centro de uma transformação histórica. Sob qualquer perspectiva que se olhe - econômica, militar ou tecnológica -, os chineses ganharam protagonismo em velocidade e escala inéditas. O que acontece hoje por lá influencia a vida de bilhões de pessoas em todo o planeta. A partir de agora, você passa a contar com o olhar brasileiro de dois correspondentes da Globo que estão morando na China: o Felipe Santana e o Lucas Louis. Rio Huangpu, que corta a cidade de Xangai. Bairro de Pudong, que é o centro financeiro da cidade e do país, foi erguido em poucos anos. Manhã de terça-feira (28) em Xangai. Uma manhã chuvosa. "Chuva", em mandarim, tem o mesmo som da palavra "dinheiro". Então, começar uma coisa nova em uma manhã chuvosa é sinal de boa sorte, porque lava as coisas ruins e traz o novo. "Exatamente isso que a gente quer no decorrer dessa semana: mergulhar nessa cultura de sabedoria milenar mas que, nesse momento, está planejando o futuro. Sabe tudo aquilo que você queria saber sobre a China mas não tinha para quem perguntar? É isso que a gente quer fazer nessa semana. A gente vai fazer uma grande viagem por cinco megacidades chinesas - uma por dia - e vai contar como cada uma dessas cidades é fundamental para o projeto que a China está erguendo nesse momento. Seja robôs humanoides, placas solares, inteligência artificial... A gente vai a Pequim, que é a central do controle", conta o correspondente Felipe Santana. Mas começamos por Xangai. Além de ser o centro financeiro do país, a cidade é a vitrine da China para o mundo. E é também lá onde o que é decidido em Pequim é sentido primeiro na pele pelos chineses. É a cidade onde se vê a transformação. "Os xangaienses, a gente já percebeu, são muito orgulhosos. Eles dizem que existe Xangai e existe o resto da China. É como se fosse a Nova York deles ou São Paulo e Rio de Janeiro juntas", conta Felipe Santana. Xangai é uma cidade muito antiga. É uma cidade marcada por batalhas - muitas vezes violentas - e por recomeços. E o olhar ocidental sobre a China como um todo, muitas vezes é carregado de preconceito. Por isso, a proposta no episódio desta segunda-feira (27) é usar Xangai como porta de entrada para fazer algo muito simples: olhar. Série especial do JN mostra o crescimento de Xangai, a maior cidade da China Jornal Nacional/ Reprodução Às vezes até parece São Paulo. Olhando de outro ângulo, talvez o Rio de Janeiro? Às vezes parece Nova York. Mas na maior parte do tempo não parece nada disso. Porque não dá para olhar para China com a cabeça formada do outro lado do mundo, que por milênios tenta entender esse país tão distante. E dá nomes, como China. Nem é o nome desse país. É Zhōngguó. Não tem nada a ver. O significado está desenhado no ideograma: Reino do Meio. O conceito parte da ideia de que a civilização mais evoluída está nessa terra. No mapa-múndi que eles usam, eles estão no centro do mundo. Historicamente, consideram os que estão em volta como povos bárbaros. Para evitar invasões, construíram até uma grande muralha. Não foi suficiente. Mas os chineses sempre souberam que, no fim das contas, os bárbaros adotariam a cultura chinesa. Sua língua, sua escrita, sua filosofia. A cultura chinesa é a mais antiga civilização contínua do planeta - tem pelo menos 5 mil anos - e se espalhou. A gente sempre pensa que um tipo de jardim é japonês, mas na verdade ele nasceu na China. Ou que uma determinada arquitetura é do interior da Coreia, mas é chinesa. Tanto Coreia quanto Japão adotaram a forma de escrever chinesa. Série especial do JN mostra o crescimento de Xangai, a maior cidade da China Jornal Nacional/ Reprodução É claro que os vizinhos nunca gostaram de ser tratados como bárbaros. Por isso, o nome dado pelos persas - e depois adotado por gregos e romanos - foi o nome da dinastia que governava essa terra antes de Cristo: a dinastia Qin. Qin que virou Kine, Kitrai, Chin, Sin, Chine, China ao redor do mundo. E sabe a principal língua da China? Mandarim? Também não. Quando os portugueses chegaram lá de navio já tinham encontrado malaios, que chamam seus ministros de mantrins. Os portugueses chamaram os oficiais chineses, com quem negociavam, de mandarins – os que mandavam. Logo, o nome da língua dos oficiais virou mandarim. Mas esse é um país de 300 línguas e dialetos unificados em uma terra que até mantinha contato com o mundo exterior, só que com cautela. Mas de repente veio a época das navegações e começaram a aparecer os navios portugueses, ingleses, holandeses, espanhóis, japoneses. Os chineses resolveram ceder apenas um porto para fazer comércio: o porto de Cantão, no sul. Mas eles nunca estiveram muito interessados em comprar dessa gente que vinha de barquinho de tão longe. Achavam que não precisavam de nada. Mas topavam vender. A Inglaterra não gostava desse desequilíbrio da balança comercial. Começou a plantar e vender ópio, uma droga potente, para os chineses. Muita gente se viciou. Quando o governo chinês tentou proibir, a Inglaterra não gostou e começou uma guerra. A Inglaterra ganhou e tomou Hong Kong. Os chineses tiveram que assinar um tratado, considerado por eles injusto, e abrir novos portos de comércio. Um deles em um lugar que já é habitado faz 6 mil anos: Xangai. Como cidade foi fundada em 1290. Mas, depois da Guerra do Ópio, foi obrigada a ceder partes do seu território para potências estrangeiras. Uma parte ficou com os ingleses. Outra, com os americanos. A concessão francesa é onde as mansões antigas e as ruas arborizadas atraem turistas da China e do mundo todo. Série especial do JN mostra o crescimento de Xangai, a maior cidade da China Jornal Nacional/ Reprodução Xangai virou a cidade mais cosmopolita da China. Depois de se reerguer do que chama de século da humilhação, acabou com as concessões estrangeiras e hoje é a vitrine da China moderna. A maior megacidade do país, com trens que levitam, skyline futurista, carros elétricos e robôs. É o centro financeiro da segunda maior economia do mundo; e maior porto. Uma das cidades com mais conexões de avião do planeta. É o melhor lugar para ver o país com seus próprios olhos. Essa reportagem, por exemplo, contando a história de um gigante asiático, foi filmada apenas na cidade que o representa. É por isso que, pelos próximos meses, a base do Jornal Nacional na China será Xangai. Mas o Jornal Nacional também vai viajar, e essa semana vamos conhecer outras quatro megacidades. É uma proposta de um novo olhar sobre essa civilização. Um olhar que não ignora, mas que é diferente do olhar dos americanos, que como a Inglaterra no passado, também se incomodam hoje com a balança comercial, e com o orgulho chinês perante o resto do mundo. Vai ser um olhar brasileiro, que tenta encaixar em algumas paisagens São Paulo, nas outras, o Rio de Janeiro. Mas que rapidamente aprende que está em um novo mundo, que a passos largos caminha para nos contar como será o futuro. Na terça-feira (28), o correspondente Felipe Santana viaja para Hangzhou — a cidade que está redefinindo o que a China é capaz de fazer em tecnologia. LEIA TAMBÉM China ou EUA: quem vai liderar o futuro? Série estreia mostrando as diferenças entre Xangai e Nova York China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York Pacotes de Inteligência Artificial expõem dilema do Brasil na disputa entre EUA e China

Câmara de Manaus aprova mudança em lei para destravar empréstimo de R$ 620 milhões

Publicado em: 27/04/2026 23:01

Vereadores de Manaus mudam lei para destravar empréstimo de R$ 620 milhões A Câmara Municipal de Manaus aprovou, nesta segunda-feira (27), em regime de urgência, um projeto de lei que altera a legislação sobre empréstimos da prefeitura. A medida foi tomada após a Secretaria do Tesouro Nacional apontar irregularidades e travar a análise de um financiamento de R$ 620 milhões. A votação ocorreu na sede do Legislativo municipal e busca destravar a operação com garantia da União. O projeto foi enviado no mesmo dia pelo prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), e propõe mudanças na Lei Municipal nº 3.478/2025, que já autorizava o município a contratar até R$ 2,5 bilhões em empréstimos. A principal alteração é a revogação de um artigo que permitia aos bancos debitar valores diretamente das contas da prefeitura. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, a legislação municipal não pode autorizar instituições financeiras a fazer esse tipo de operação. O órgão também destacou que a lei deve conceder autorizações ao Poder Executivo, e não aos bancos, além de impedir a cobrança de dívidas em contas diferentes daquelas previstas em contrato. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A tramitação rápida chamou atenção e gerou tensão entre vereadores da base aliada e da oposição. Durante a discussão, o vereador Coronel Rosses (PL) criticou a falta de detalhamento sobre a destinação dos recursos. Ele questionou a previsão de investimentos em infraestrutura sem especificação no texto. "Não tem como especificar para onde vai esse dinheiro, não tem como dizer. Pessoal da secretaria de infraestrutura não vai dizer pra onde vai, e mais uma vez tentando fazer a toque de caixa. Vamos ter um pouquinho de paciência e razoabilidade", afirmou. Já o vereador Gilmar Nascimento (Avante), da base do prefeito, afirmou que não se trata de um novo empréstimo, mas apenas de um ajuste na legislação já aprovada anteriormente pela Casa. "Já tem a autorização dessa casa em abril de 2025. Nós estamos alterando a lei, não se trata de um novo empréstimo", disse. Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do governo federal, etapa necessária para que a prefeitura consiga o aval da União e avance na contratação do financiamento junto ao Banco do Brasil. O empréstimo A Prefeitura de Manaus pediu aval da União para contratar um empréstimo de R$ 620 milhões junto ao Banco do Brasil. A justificativa é de que o valor será usado para amortização de dívidas públicas e investimentos em infraestrutura para a capital amazonense. O pedido foi feito em 9 de abril, três dias após a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) arquivar uma proposta anterior feita pela prefeitura no valor de R$ 650 milhões - R$ 30 milhões a mais que a nova solicitação. A autorização é necessária porque o governo federal atua como garantidor da operação — sem essa autorização, o dinheiro não é liberado. De acordo com o documento técnico, o valor será destinado à amortização da dívida pública, ao fortalecimento de fundos municipais e a investimentos em setores como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e tecnologia. A proposta também inclui ações em turismo, assistência social, meio ambiente, esporte e lazer, além da modernização da gestão financeira da prefeitura. A maior parte do dinheiro, cerca de R$ 585 milhões, deve ser aplicada em obras de infraestrutura urbana, com foco em mobilidade, drenagem, contenção de erosões e urbanização. Outros R$ 35 milhões serão usados na modernização da Secretaria Municipal de Finanças, com reestruturação de unidades e compra de equipamentos. O empréstimo terá prazo de até 10 anos para pagamento, com um ano de carência. A taxa de juros será baseada no CDI, acrescida de cerca de 1,2% ao ano. Com isso, o custo total da operação pode ultrapassar R$ 1 bilhão ao longo do período, considerando juros e encargos. A prefeitura argumenta que o investimento deve gerar empregos, aquecer a economia e melhorar a qualidade de vida da população. Entre os benefícios previstos estão a redução de alagamentos com o desassoreamento de igarapés, melhorias no trânsito, construção de parques e ampliação de espaços públicos. Apesar disso, o financiamento ainda depende de aprovação da União, que vai analisar a capacidade de endividamento do município antes de autorizar a contratação do crédito. Fachada da Câmara Municipal de Manaus Divulgação / CMM

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Inteligência artificial torna atendimento em hospitais de BH mais personalizado e ajuda em tratamentos de reabilitação

Publicado em: 27/04/2026 23:00

O uso de Inteligência Artificial em hospitais de Belo Horizonte está ajudando nos tratamentos de reabilitação O uso de inteligência artificial em hospitais de Belo Horizonte está tornando o atendimento a pacientes mais personalizado e ajudando nos tratamentos de reabilitação. No CTI de um hospital público em Belo Horizonte, o Dr. Bruno vai de leito em leito. Por lá, os pacientes ficam, em média, dez dias internados. Neste tempo, os profissionais de saúde vão atualizando as diversas informações no prontuário digital. Se for preciso saber algo mais específico ou tirar uma dúvida pontual, a pesquisa costuma tomar tempo. Um problema resolvido com ajuda da inteligência artificial. A área de tecnologia do hospital desenvolveu um sistema que cruza todos os dados e faz um resumo para o médico. É como uma busca na internet, mas apenas com informações inseridas pela própria equipe. Para criar o sistema, os médicos fizeram uma lista com as perguntas mais frequentes de cada setor. Dúvidas como: se o paciente tem algum tipo de alergia ou lesão. “Com a IA, basta acessar o paciente, selecionar a pergunta de geração do relatório que a IA responde. A gente reduziu de aproximadamente cinco minutos para 50 segundos a geração desse relatório. É uma IA do bem, porque ela tira o médico da frente do computador e coloca mais próximo do paciente”, afirma Alessander Souza Victor, coordenador de infraestrutura do hospital. Uma ajuda preciosa para 44 médicos do hospital – que atende exclusivamente pacientes do SUS. “Quanto antes a gente sabe da causa de uma parada cardiorrespiratória, maior a chance desse paciente retornar dessa parada cardiorrespiratória. Então, se eu tenho informação mais rápido, eu corrijo o problema mais rápido e isso aumenta a chance do paciente ter um retorno aos batimentos cardíacos efetivos”, explica Bruno Resende, médico intensivista do hospital. Inteligência artificial torna atendimento em hospitais de BH mais personalizado e ajuda em tratamentos de reabilitação Jornal Nacional/ Reprodução Tem IA também na farmácia do hospital. É um outro sistema, que usa a inteligência artificial para reunir dados do paciente, da interação entre os remédios e das dosagens prescritas. E, de forma rápida, faz um relatório individualizado. “O sistema garante que o paciente receba o medicamento correto, na dose correta e no tempo certo também”, afirma Josielle Mara Pereira, farmacêutica clínica do hospital. O aposentado Jonatas Moreira ficou paraplégico depois de um acidente de moto. Mas pedala em uma invenção de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais. Um projeto que foi parar em uma olimpíada de inovações para pessoas com deficiência na Suíça. “Fiquei muito tempo sem mexer as pernas e nos primeiros testes que a gente fez lá no laboratório, foi uma sensação muito boa”, conta Jonatas Moreira. E é tudo graças a muita pesquisa e à inteligência artificial. O sistema coleta informações da pedalada - força, ângulo - e ativa artificialmente grupos musculares. Agora, a expectativa é que essa mesma tecnologia que levou o Jonatas para as Olimpíadas Biônicas ajude na recuperação de outros pacientes. A partir de um modelo, os cientistas da UFMG criaram uma bicicleta ergométrica que também usa inteligência artificial para reabilitar quem perdeu movimentos. É o projeto de mestrado da engenheira biomédica Melissa Faria. “Isso aqui na testa dele serve para a gente captar se ele está pensando no movimento de pedalar. Então, a ideia é essa: a gente pega esses pensamentos dele e vê se ele realmente está concentrado nessa tarefa de movimentar os membros inferiores”, diz Melissa Faria, pesquisadora da UFMG. O coordenador da pesquisa e professor de engenharia da UFMG, Henrique Martins, ressalta que o ritmo não cai, mesmo que falte força, tônus muscular - o que é comum em pacientes com movimento reduzido. “Essa tecnologia, que tem como ganho imediato o ganho de massa muscular na perna, não vai deixar ela atrofiar, mas também vai fazer essa ligação entre a musculatura, nesse caso dos membros inferiores, com a intenção dele de mover”, explica Henrique Martins, coordenador do projeto. O Thiago Brito é fisioterapeuta de um hospital da rede pública de BH que atende cerca de 70 mil pacientes do SUS por ano e vai receber o modelo. “Esse processo que liga a intenção do paciente ao movimento e à sensação amplia todo o processo de reabilitação do paciente. Vai permitir que esses pacientes consigam ter uma reabilitação efetiva e consigam voltar a ter movimentos e autonomia”, afirma Thiago Brito, coordenador de fisioterapia da rede Paulo de Tarso. A inteligência artificial mais acessível, no SUS, também traz esperança. “No fundo, a gente sempre vê uma luz no final do túnel. Eu acredito que eu possa ter bons resultados na minha saúde, na minha recuperação. Acredito nisso”, diz Jonatas Moreira. LEIA TAMBÉM Inteligência artificial ajuda médicos brasileiros a avaliar pacientes e agilizar atendimentos IA, 5G e decisões em segundos: veja como será o 1º hospital inteligente do SUS no Hospital das Clínicas da USP Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação

Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs

Publicado em: 27/04/2026 22:16

Em quinze estados policiais militares usam câmeras corporais Polícias de 15 estados adotaram as câmeras corporais. No Rio de Janeiro, todos os agentes da PM são obrigados a trabalhar com esse equipamento e, como revelou o Fantástico, isso ajudou a esclarecer o assassinato de um comerciante no Rio de Janeiro. As câmeras corporais protegem quem age dentro da lei e expõem quem erra. Quinze estados já adotam essa tecnologia nos uniformes dos policiais, segundo o último levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A PM do Rio tem quase 14 mil equipamentos. Na semana passada, duas dessas câmeras registraram a execução do comerciante Daniel Patrício Oliveira. Dois policiais ficaram dentro do carro, à espera de Daniel, por uma hora e 13 minutos. Durante esse tempo, os PMs recebiam informações de uma pessoa ainda não identificada pela investigação. Um deles desce da viatura e atira. Logo após o crime, os policiais combinaram uma versão: "A gente fala que na tentativa de abordagem o elemento tentou jogar o carro contra a guarnição”. Essa versão foi repetida para os moradores, para os superiores deles e na delegacia. A motivação do crime ainda é investigada. Os dois policiais foram presos depois que a Corregedoria da PM analisou as imagens. O sargento Rafael Assunção Marinho e o cabo Rodrigo da Silva Alves respondem por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Polícia investiga por que dois agentes mataram um comerciante no Rio; câmeras corporais desmentem versão de PMs Jornal Nacional/ Reprodução Em 2025, Rafael Marinho foi nomeado para a comissão que fiscaliza contratos da Polícia Militar com uma das empresas que fornecem as câmeras para o governo. O Rio foi obrigado a adotar as câmeras corporais em 2022, por determinação do Supremo Tribunal Federal, que considerava alto o número de mortes por intervenção policial. O número de casos caiu depois que a medida passou a valer. Mas a Secretaria de Segurança do estado ainda analisa se a queda tem relação com o uso da tecnologia. Santa Catarina foi o primeiro estado a usar as câmeras corporais. Começou em 2019. Mas, em 2024, o governo decidiu encerrar o uso dos equipamentos. No ano seguinte, houve uma escalada no número de mortes provocadas pela polícia. A PM catarinense disse que está fazendo mais operações e que isso naturalmente amplia a exposição ao risco. Em São Paulo, a Polícia Militar tem 14,1 mil câmeras corporais. Nas polícias federais, as câmeras estão sendo implementadas aos poucos. "As imagens das câmeras corporais têm inúmeras funções. Desde o aprimoramento dos protocolos até fins correcionais. Naqueles casos em que é observado indícios de crime ou dolo por parte dos policiais, investigações sejam desencadeadas. E, do outro lado, essas imagens constituem também uma prova técnica fundamental para aqueles bons policiais que estão agindo conforme os protocolos e têm ali nessas imagens uma produção de prova técnica”, diz Leonardo Silva, coordenador temático do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. LEIA TAMBÉM Imagens exclusivas de câmeras corporais mostram PMs monitorando empresário antes de morte na Pavuna Monitoramento por mais de 1h e sem ordem de parada: vídeos contradizem versão de PMs sobre morte de empresário na Pavuna

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