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Anglo American e Teck Resources anunciam fusão, na maior operação do setor de mineração da década

Publicado em: 09/09/2025 08:08

Cão robô é a novidade em tecnologia que deve ser utilizada em operações de mineração no PA A mineradora Anglo American e a canadense Teck Resources anunciaram nesta terça-feira (9) a fusão das companhias, no que será o maior acordo do setor em mais de uma década. Pelo acordo, que ainda precisa de aprovação regulatória, os acionistas da Anglo American terão 62,4% da nova companhia, chamada Anglo Teck, e os da Teck ficarão com 37,6%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Anglo Teck terá sede no Canadá, mas será listada em Londres. As duas companhias juntas somam valor de mercado superior a US$ 53 bilhões. O negócio representa uma grande aposta da Anglo no cobre, cuja demanda deve crescer com o avanço dos veículos elétricos e novas aplicações, como data centers movidos por inteligência artificial. Nos últimos anos, tanto Anglo quanto Teck estiveram no radar de aquisições do setor: a Glencore tentou comprar a Teck e a BHP mirou a Anglo, de olho em seus grandes portfólios de cobre. Após o anúncio, as ações da Anglo American em Londres avançaram mais de 7%, rumo ao maior ganho diário em mais de um ano. Já os papéis da Teck, listados nos EUA, subiram 10,4% no pré-mercado. O CEO da Anglo, Duncan Wanblad, seguirá no comando da nova empresa, enquanto Jonathan Price, da Teck, será vice-presidente executivo. Em entrevista a jornalistas em Vancouver, Wanblad classificou o acordo como uma “fusão de iguais” e disse que o conselho da Anglo Teck terá representantes das duas companhias em partes iguais. “Teremos uma base financeira mais sólida e resiliente, com ganhos de escala e mais flexibilidade para direcionar capital a oportunidades de maior retorno”, afirmou Wanblad. O acordo será integralmente em ações, sem prêmio adicional, mas os acionistas da Anglo receberão um dividendo especial de US$ 4,5 bilhões. “Com a fusão, podemos unir o melhor das duas empresas sem pagar prêmio extra, garantindo o benefício integral do negócio”, disse Wanblad. Economias e eficiência A expectativa é que a fusão gere economias anuais e ganhos de eficiência de US$ 800 milhões até o quarto ano após a conclusão, segundo a Anglo. As duas companhias operam minas vizinhas no Chile — Quebrada Blanca e Collahuasi — que devem trazer benefícios adicionais à operação. O CEO da Teck, Jonathan Price, afirmou que as aprovações regulatórias podem levar de 12 a 18 meses. Ele acrescentou que a família canadense Keevil, controladora das ações de classe A, apoia a fusão. “Temos o apoio irrevogável do Dr. Keevil e dos demais detentores das ações de classe A”, disse Price. Analistas apontaram a possibilidade de ofertas rivais. “O risco de interferência será um ponto central para o mercado nesse acordo”, escreveram economistas do Berenberg em nota. Segundo eles, a Glencore pode surgir como concorrente pela Teck, enquanto a BHP poderia disputar o ativo para expandir sua presença no cobre. Mineração de enxofre na Anglo American, em Catalão, Goiás Diomício Gomes/O Popular

Tem medo de dentista? Veja como vencer isso com novas técnicas

Publicado em: 09/09/2025 08:00

Sentir receio de ir ao dentista ainda é comum. Estudos mostram que esse medo afeta muitas pessoas em diferentes partes do mundo. Segundo a Oral Health Foundation, do Reino Unido, 36% dos entrevistados evitam o dentista por esse motivo. No Brasil, a realidade também preocupa: uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou que 22,4% das pessoas relatam esse sentimento. As causas são variadas. Para muitos, o medo tem origem na infância, em experiências dolorosas com procedimentos ultrapassados. Em outros casos, o temor surge de relatos negativos ou da cultura popular, que por muito tempo associou a figura do dentista à dor. Segundo o Dr. Sergio Bernardes, dentista e diretor da Neodent, vencer essa barreira passa por informação, acolhimento e uma nova forma de enxergar o cuidado com a saúde bucal. “Sabemos que o medo ainda afasta muitas pessoas dos tratamentos, e isso pode ser muito prejudicial. Nossa missão é ajudar a transformar essa realidade. Tratamentos bucais não precisam mais ser sinônimos de dor e desconforto”, afirma. Bernardes destaca que a Odontologia está mais preparada do que nunca para acolher pacientes com receios. “Ao desenvolver soluções modernas, seguras e centradas no bem-estar da pessoa atendida, contribuímos para uma Odontologia mais acolhedora e acessível”, completa. A mudança na prática clínica: mais conforto e menos trauma O cenário atual tem favorecido a desconstrução do medo. Consultórios estão cada vez mais voltados ao bem-estar, com técnicas menos invasivas, tecnologias silenciosas e recursos modernos. Hoje, equipamentos barulhentos deram lugar a ferramentas mais discretas, anestesias locais se tornaram mais eficazes e indolores, e tratamentos como dentaduras e aparelhos metálicos estão sendo substituídos por soluções mais avançadas, como implantes e alinhadores transparentes. Entre as inovações que têm tornado os atendimentos mais confortáveis estão o uso de laser, escaneamento intraoral (que dispensa moldagens tradicionais, muitas vezes incômodas), sedação consciente e até inteligência artificial. A cirurgia guiada, por exemplo, utiliza uma guia personalizada a partir de um planejamento digital, permitindo a colocação de implantes com mais precisão e menor trauma. Outro exemplo é a técnica de carga imediata em implantes, que permite a reabilitação do sorriso no mesmo dia da cirurgia — um avanço importante para quem busca recuperar autoestima com menos tempo de tratamento. “A área avançou tanto que até o tratamento ortodôntico já é possível realizar de forma discreta, prática e confortável. É o caso dos alinhadores transparentes, que substituem os bráquetes e fios metálicos”, explica Bernardes. Histórias reais mostram que é possível vencer o medo A transformação vivida por Luciano Glosskopf, de Itapoá (SC), reforça esse novo momento da Odontologia. Aos 41 anos, ele nunca havia ido ao dentista — e o medo era um dos principais motivos. Incentivado pela esposa, chegou a agendar uma consulta, mas quase desistiu. “O medo era grande”, lembra. Mesmo apreensivo, Luciano compareceu e teve uma experiência positiva. “Tive coragem, fui e deu tudo certo. Depois de mais de 40 anos, consegui e descobri que não precisava ter medo”, comemora. Quer dar o primeiro passo e cuidar do seu sorriso com qualidade e segurança? Acesse os sites da Neodent e da ClearCorrect e encontre os dentistas parceiros mais próximos de você.

Mosquitos 'antidengue' serão soltos no DF nesta terça; veja regiões e entenda como funcionam

Publicado em: 09/09/2025 07:39

Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão ser liberados no Distrito Federal. Prefeitura de Joinville/Divulgação Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão começar a ser liberados no Distrito Federal a partir desta terça-feira (8). O método, desenvolvido em parceria entre um laboratório particular, o Ministério da Saúde e a Fiocruz, busca combater a transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya. 🦟 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. 🔎 Os mosquitos são inoculados com a bactéria Wolbachia, o que os torna "imunes" ao contágio por esses vírus que causam doenças. Com isso, deixam de oferecer risco aos humanos. 🦠 🔎 Conhecidos como Wolbito, os insetos podem até picar os seres humanos, mas não vão transmitir as doenças. A bactéria Wolbachia, que eles carregam, é inofensiva para nós. "Liberando mosquitos com a [bactéria] Wolbachia em campo, a Wolbachia passa na reprodução desses insetos. A gente troca a população de mosquitos por uma população que tem Wolbachia e, portanto, é incapaz de transmitir doenças", explica o gerente de implementação da Wolbito, Gabriel Sylvestre. As regiões onde os insetos serão liberados são: Brazlândia Sobradinho II São Sebastião Fercal Estrutural Varjão Arapoanga Paranoá Planaltina Itapoã Em julho, a Secretaria de Saúde do DF informou que a liberação dos mosquitos deve ocorrer até janeiro de 2026. Um núcleo regional foi preparado para a produção dos mosquitos inoculados com a Wolbachia. A bactéria está presente naturalmente em mais de 50% dos insetos na natureza. Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Distrito Federal teve a maior incidência da dengue – ou seja, o maior número de casos por cada 100 mil habitantes. A capital federal teve mais casos, em proporção, que estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás. Como funciona a estratégia com os mosquistos "antidengue"? 🦟 O método Wolbachia, criado nos anos 1980, é uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses. Em 2024, completou dez anos de existência no Brasil e foi implementado em 11 municípios brasileiros, segundo a Secretaria de Saúde do DF. O Rio de Janeiro recebeu a primeira leva no país, em 2014. A estratégia funciona da seguinte forma: liberação de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais ao longo do tempo, ocorre a substituição da população de mosquitos, todos com a bactéria Wolbachia Qual é o impacto? Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti Freepik Segundo a Secretaria de Saúde do DF: Na Indonésia, na região de Yogyakarta, um estudo padrão-ouro indicou até 77% na redução dos casos de dengue. No Brasil, em Niterói, um estudo publicado indicou que houve redução de 70% no número de casos da doença. 📽️ Veja vídeo sobre vacinação da dengue: Ministro da Saúde destaca efeitos positivos da vacinação contra a dengue no Brasil LEIA TAMBÉM: MORTE POR DENGUE: Josias Silva, ator e iluminador cênico do DF, morre por complicações de dengue hemorrágica DENGUE: casos de dengue aumentam quase 600% no DF; foram 440 mortes em 2024 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Lei Maria da Penha: atendimentos crescem 44% em São Carlos no 1º semestre; veja como denunciar

Publicado em: 09/09/2025 07:37

Violência contra a mulher Jainni Victória Os atendimentos prestados pela Guarda Civil Municipal (GCM) de São Carlos (SP) envolvendo a Lei Maria da Penha aumentaram aproximadamente 44% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Segundo dados da GCM, os registros saltaram de 819 nos seis primeiros meses de 2024 e chegaram a 1.179 no recorte mais recente. Atendimentos de medidas protetivas e situações de violência doméstica, além de visitas e rondas preventivas são as ocorrências mais frequentes. No último semestre, fevereiro aparece como o mês que teve a maior quantidade de atendimentos: 386. O número também é o maior já registrado desde 2019, quando os dados começaram a ficar disponíveis para consulta pública no site da prefeitura. As informações também apontam que maio concentrou o menor número de registros no período: 101 ocorrências. As denúncias podem ser feitas tanto na GCM, por meio do programa Patrulha Maria da Penha, como na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). (Veja abaixo) Atendimentos da Lei Maria da Penha em São Carlos em 2025: Janeiro: 135; Fevereiro: 386; Março: 180; Abril: 130; Maio: 101; Junho: 247. Mais notícias da região TRISTEZA: Homem é assassinado a tiros e esposa é baleada durante churrasco em Leme ACIDENTE: Casal morre após colisão frontal entre dois carros em vicinal de São Carlos UFSCar: Deficiência de vitamina D aumenta em 22% o risco de lentidão na caminhada na velhice, diz pesquisa Flagrantes também cresceram Segundo dados obtidos exclusivamente pelo g1, as ocorrências da GCM em flagrantes de violência doméstica cresceram 163,6% na comparação entre ambos os períodos. Elas saíram de 11 no primeiro semestre do ano passado e chegaram a 29 no mesmo período deste ano. Os registros excluem as medidas preventivas feitas pelo órgão. Veja comparativo entre flagrantes de violência doméstica feitos pela GCM: Violência contra a mulher em São Carlos Explicando o aumento Segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbanda, Michael Yabuki, as ocorrências incluem atendimentos de medidas protetivas e situações de violência doméstica, além de visitas e rondas preventivas. Para o secretário municipal, duas medidas explicam o aumento dos atendimentos: a descentralização dos casos e o aumento na confiabilidade do programa. Ele destaca, ainda, crescimento na demanda de medidas protetivas expedidas pela Justiça. O serviço, previsto na Lei Municipal 19.068/19, visita periodicamente mulheres em situação de violência doméstica para monitorar o cumprimento de medidas protetivas e coibir a reincidência dos casos. “A partir de janeiro [de 2025], a gente instituiu que cada medida atendida teria que ser feita uma abertura de ordem de serviço. A outra situação é a confiabilidade no serviço. As pessoas vão vendo que o serviço tem eficiência e acabam nos procurando”, disse Yabuki. O secretário enfatiza, porém, que a maioria dos flagrantes é feita pela Polícia Civil. Ele também ressalta a possibilidade de os casos terem sido subnotificados nos primeiros anos do programa, iniciado há seis anos. Conforme consta no site da prefeitura, a primeira ocorrência foi registrada em agosto de 2020. “Também existe a possibilidade de ter tido uma subnotificação muito grande nos últimos anos, por causa de confiabilidade. A tendência é a de que o serviço funcione cada vez mais, e mais pessoas o procurem”, comentou. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou, por meio de nota, que o combate à violência contra mulheres e crianças é uma das prioridades da atual gestão. A Pasta destacou que tecnologias a Cabine Lilás e o aplicativo SP Mulher Segura fortalecem a rede de proteção, junto com iniciativas como o SP Por Todas e o Protocolo Não se Cale, ampliando o acolhimento e a responsabilização dos agressores. Onde buscar ajuda Violência contra mulher: como pedir ajuda O programa Patrulha Maria da Penha é voltado a vítimas que já possuem mandados judiciais expedidos. Nesse caso, é necessário ir à Base Operacional da GCM em São Carlos para buscar suporte. O serviço acontece em horário comercial, de segunda a sexta-feira. Por outro lado, a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) atende mulheres que precisam realizar denúncia e não possuem mandado expedido. A DDM também atende em horário comercial. Durante a madrugada e aos fins de semana, a recomendação é de que as vítimas procurem a Delegacia Seccional de Polícia Civil, que fica aberta 24 horas. É possível, ainda, registrar boletim de ocorrência de violência doméstica pela internet. Base Operacional da Guarda Civil Municipal de São Carlos: Onde: Avenida Bruno Ruggiero Filho, 1.595 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h Telefone: 0800 771 0043 Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) Onde: Rua São Sebastião, 1.453 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30 Telefone: (16) 3374-1345 Delegacia Seccional de Polícia Civil Onde: Rua Santos Dumont, 500 Funcionamento: 24 horas Telefone: (16) 3361-1314 Delegacia Eletrônica, acesso o site pelo link. Veja vídeo: Alunos recebem orientações de combate à violência contra a mulher em Araraquara Alunos recebem orientações de combate à violência contra a mulher em Araraquara REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Unifal-MG sedia 1º Simpósio Geoambiental do Sul de Minas em Alfenas, MG

Publicado em: 09/09/2025 07:14

A Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) recebe durante três dias a partir desta terça-feira (9), em Alfenas (MG), o primeiro Simpósio Geoambiental do Sul de Minas Gerais (I SGSMG). O evento é organizado por discentes dos programas de pós-graduação em Geografia e Ciências Ambientais da instituição e pretende discutir os desafios socioambientais diante das transformações dos ambientes naturais e das dinâmicas físicas da paisagem. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a organização, o objetivo do simpósio é “promover a troca de experiências acadêmicas e profissionais, a divulgação da pesquisa científica sul-mineira e a realização de debates construtivos sobre os desafios contemporâneos da sustentabilidade socioambiental, especialmente nos contextos do Sul de Minas Gerais e do Sudeste brasileiro”. A programação conta com mesas-redondas, conferências, minicursos e apresentações de trabalhos. As atividades estão divididas em três eixos temáticos: Fundamentos das Ciências Ambientais e da Natureza; Aplicações em Gestão e Monitoramento Ambiental; e Dinâmicas Socioambientais e Sustentabilidade. Sede da Unifal em Alfenas Divulgação Unifal Programação Nesta terça-feira (9), das 14h às 18h, acontecem os minicursos “Compartimentação Geomórfica: Aspectos teóricos e aplicações”, ministrado pela professora Jéssica Santos Braz, e “Drones: planejamento, aerolevantamento e geração de produtos cartográficos”, com o professor Diogo Olivetti, ambos do Instituto de Ciências da Natureza (ICT). O coffee break, das 18h às 19h, terá apresentação musical do artista alfenense Bruno Vilas Boas. A conferência de abertura, às 19h, será ministrada por Bianca Vieira, da USP, com o tema “Prevenção e mitigação de desastres naturais no Brasil e ferramentas de gestão de território”. Na quarta-feira (10), começam as apresentações de trabalhos, que puderam ser submetidos até 5 de setembro. Entre 19h e 21h, ocorre a mesa-redonda “Fogo – tecnologias de monitoramento, impacto em ecossistemas e potencial ecológico de manejo integrado”, com as professoras Erica Hasui e Claudia Vanessa Corrêa, do ICT. Já na quinta-feira (11), às 14h, será realizada a mesa-redonda “Unidades de Conservação e entorno – Conflitos, potencialidades, participação social e geoturismo”, organizada por Carolina Del Roveri (ICT) e Débora Bittencourt (ONG Rizomar). A partir das 16h, acontecem as oficinas. O encerramento do simpósio será às 19h, com a conferência da professora Elizêne Veloso Ribeiro, do IFMG, sobre “Áreas úmidas e sustentabilidade hídrica – desafios científicos e sociais”. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no portal da UNIFAL-MG e no Instagram do SGSMG. Veja também: Unifal abre inscrições para curso gratuito de Filosofia Política em Varginha Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista

Publicado em: 09/09/2025 07:07

Entenda o que é a Lei Magnitsky Em meio à crise diplomática entre Estados Unidos e Brasil, os bancos brasileiros ficaram no centro de um fogo cruzado. De um lado, instituições como Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual e Banco do Brasil vivem o dilema de cumprir as sanções do governo de Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por outro, seguir a decisão do ministro Flávio Dino — que diz que a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras precisam ser validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira. No dia 2 de setembro, o primeiro dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF, estes cinco grandes bancos receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky. O comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, da sigla em inglês), que pertence ao Tesouro americano, questionou quais ações foram ou estão sendo tomadas pelas instituições para cumprir a sanção aplicada a Moraes. A jurista Camila Villard, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário, avalia que o sistema financeiro do Brasil possui mecanismos robustos para enfrentar as sanções americanas, mas que a dependência do dólar impõe limites à soberania monetária do país. "No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global", diz a especialista. Villard é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. Na avaliação da especialista, o desafio de médio e longo prazo é reduzir essa vulnerabilidade. "É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump", questiona. Para ela, o país deu passos importantes, como a implementação do Pix. "Recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana", pontua. "Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno." Mas, para dar mais passos adiante, ela alerta que é preciso trabalhar em cooperação internacional. "Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos." Confira a entrevista completa abaixo. Camila Villard, professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. International Studies Association BBC News Brasil - Por que a Lei Magnitsky, uma lei americana, pode ter efeitos práticos e obrigatórios para bancos em outros países? Qual é o mecanismo que garante essa "extraterritorialidade", na prática? Camila Villard - A Magnitsky faz parte de um conjunto de leis criadas pelos Estados Unidos que atribuem sanções a um grupo de países ou a pessoas incluídas na Specially Designated List, ou lista de pessoas designadas. Hoje, essa lei tem mais de 600 nomes nessa lista. Inicialmente, ela foi criada para combater corrupção e violações de direitos humanos internacionalmente. Mas ela não deixa de ser, claro, uma medida unilateral. Nos relatórios de prestação de contas do uso dessa lei pelo Poder Executivo americano, especialmente durante a gestão de Joe Biden, há uma preocupação em, apesar de ser um ato unilateral, mostrar multilateralismo, cooperação com países na definição dos agentes incluídos nessa lista. O que observo, porém, é o uso desse poder pelo governo Trump com uma motivação claramente política por trás, o julgamento do ataque à democracia brasileira. Ainda que com a justificativa discursiva de que a inclusão do ministro Alexandre de Moraes teria relação com violação de direitos humanos e liberdade de expressão de cidadãos americanos. A regra do direito é que as leis se aplicam na jurisdição de cada país. Mas leis sancionatórias americanas, das quais a Magnitsky é uma, atingem entidades que usam o sistema financeiro internacional. Na prática, o mecanismo é puramente financeiro: toda entidade que usa o dólar como moeda internacional e a infraestrutura do mercado financeiro americano para transações internacionais fica sujeita a essa lei. Esse é o caso dos bancos brasileiros. Eles, de fato, precisam obedecer à legislação americana. Ainda que, do ponto de vista jurídico, não haja um processo de internalização dessa norma no Brasil — seja por meio de lei nacional ou por cooperação judiciária —, o que existe é a aplicação de fato, pelo poder monetário que os Estados Unidos exercem internacionalmente. BBC News Brasil - Então, esse poder da Magnitsky tem a ver com a centralidade do dólar e do sistema financeiro americano. Villard - Exatamente. O mecanismo que permite a aplicação extraterritorial de decisões jurídicas americanas é o poder do dólar. Hoje, se olharmos para os bancos brasileiros, eles dependem de correspondentes bancários nos Estados Unidos para transações internacionais ou têm subsidiárias no país. O próprio Bradesco, por exemplo, tem quatro entidades do grupo econômico baseadas nos EUA, entre Nova York e Flórida. Então, a capacidade dessa lei, do ponto de vista jurídico, de alcançar efeitos extraterritoriais se deve exatamente ao poder internacional do dólar. Apesar de ser uma moeda nacional, ela é usada por diferentes agentes econômicos no mundo, e os bancos brasileiros dependem desse fluxo de crédito internacional denominado em dólar, sustentado por entidades submetidas à jurisdição americana. Os bancos correspondentes, situados em território americano, devem obedecer às ordens dos EUA e, nos contratos com os bancos brasileiros, precisam considerar a obediência às normas americanas. Além disso, as próprias subsidiárias dos bancos brasileiros nos EUA devem cumprir a legislação local. Essa é a complexidade do caso que enfrentamos hoje. Manifestantes se reúnem em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas Sebastiao Moreira/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - E como o Swift entra nessa equação? Bancos russos já foram sancionados, qual é a chance de o Brasil sofrer um tipo de sanção parecida em relação ao sistema? Villard - O Swift é um sistema de mensagens financeiras. Quando dois bancos, um no Brasil e outro na Europa ou nos Estados Unidos, realizam transações, as informações do envio, como pagamento de importações ou recebimento de exportações, circulam pelo Swift. Essas mensagens identificam o valor, quem envia, quem recebe. Ele é, portanto, apenas um mensageiro. Depois da mensagem, ocorre o fluxo da moeda propriamente dita, que quase sempre passa pelo dólar como moeda intermediária. O Swift é uma entidade sediada na Bélgica, submetida às regras da União Europeia, mas da qual participam centenas de bancos — se não me engano, mais de 200 instituições financeiras. Ele deve obedecer à legislação europeia, mas grande parte dos membros são instituições financeiras norte-americanas ou europeias que têm depósitos em dólar (eurodólares). Assim, mesmo na jurisdição da União Europeia, essas operações também envolvem dólares. A China chegou a trabalhar em um sistema paralelo, mas ele não tem alcance equivalente. O acesso ao Swift é essencial, mas não é o único pilar. Existem outras entidades que sustentam a infraestrutura de pagamentos e transações financeiras internacionais. Uma delas é a Clearing House de Nova York, com o sistema chamado Chips, do qual, inclusive, o Santander é membro. O Chips, submetido à legislação norte-americana, faz clearing (compensação) de diferentes transações internacionais. Hoje, 95% dessas operações têm ao menos uma ponta fora dos Estados Unidos. Não podemos chamá-la apenas de Clearing House americana; é internacional, mas sob jurisdição dos EUA. Essas entidades são fundamentais para o funcionamento do mercado financeiro global. Para os bancos brasileiros, o risco é enorme: não só para pagamentos internacionais de exportações e importações, mas também para operações de crédito e captação de recursos. Fundos captados por meio de emissão de títulos no exterior, por exemplo, passam por essas infraestruturas em Nova York, especialmente pelo Chips. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino Getty Images via BBC BBC News Brasil - Uma decisão do Flávio Dino colocou os bancos, de certa forma, nesse fogo cruzado. Gostaria que você explicasse: se os bancos obedecem à lei americana, quais são os riscos? E, se desobedecem à decisão do STF, quais são as consequências? Villard - Essa decisão do Flávio Dino, é importante dizer, não se refere a esse caso específico da aplicação da Lei Magnitsky e da inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista. Na verdade, foi usada como um recado institucional para os bancos. Tratava-se de um caso distinto, relacionado à aplicação extraterritorial de decisões internacionais de outras cortes. O relevante é que o ministro Flávio Dino, apesar de discordar do conteúdo daquela decisão específica, se valeu desse processo, que tratava de um tema jurídico correlato, para vocalizar a posição do STF e mandar um recado institucional. A mensagem foi: uma decisão internacional só pode ser integrada ao sistema jurídico brasileiro se seguir os procedimentos definidos pela Constituição. Essa decisão foi, inclusive, encaminhada a bancos e à Febraban. Foi, portanto, um movimento de posicionamento institucional — um recado, digamos, "diplomático" do STF aos bancos. Embora não tivesse vínculo direto com o caso Magnitsky, antecipou o que seria uma eventual decisão da Corte caso os bancos resolvessem aplicar essa norma americana sem o devido processo de internalização. O que isso mostra é o risco legal dentro da jurisdição brasileira: em tese, os bancos não deveriam aplicar a lei americana sem um processo formal de internalização no sistema jurídico nacional — algo que, evidentemente, não ocorrerá. De fato, os bancos estão em uma encruzilhada: precisam obedecer à lei americana para garantir o acesso ao sistema financeiro internacional, mas também enfrentam uma possível futura decisão do STF, que já sinalizou que essa norma não poderia ser usada como motivação jurídica para excluir o ministro Alexandre de Moraes do sistema financeiro nacional. Esse dilema revela a complexidade do problema, que não é apenas jurídico, nem só econômico ou político, mas uma combinação dos três. Não podemos reduzi-lo a uma questão puramente dogmática ou a um embate entre o STF e a elite política da extrema-direita. No curto prazo, o STF — que não é apenas uma corte judiciária, mas também política, pela forma como foi estruturado na Constituição — tende a considerar não apenas os argumentos jurídicos, mas também os impactos sociais e econômicos de suas decisões. Isso já ocorreu em outros momentos: no julgamento dos planos de estabilização econômica, na criação do Fundo Garantidor de Crédito, entre outros casos em que a Corte ponderou o efeito sistêmico sobre a inflação, o sistema financeiro e a estabilidade institucional. Por isso, acredito que, se o STF tiver de se pronunciar sobre a Magnitsky, levará em conta essa contextualização econômica e institucional: o que significaria, de fato, para os bancos brasileiros, considerando a posição periférica do Brasil no sistema financeiro internacional, desobedecer à lei americana. Num segundo passo, pensando em médio e longo prazo, a questão é: qual é a política do Estado brasileiro para construir alternativas? O que o Executivo, o Ministério da Fazenda, o presidente Lula estão desenhando para reduzir a dependência dessa infraestrutura dominada pelo dólar? É preciso começar agora a pensar em alternativas que possam estar maduras em cinco, dez, vinte anos. Como construir um sistema financeiro internacional que não dependa exclusivamente da moeda americana? Esse é um projeto de longo prazo, que deve ser articulado com parceiros da América Latina, do Brics e de outros blocos. A China já vem desenvolvendo esse tipo de infraestrutura há pelo menos 20 anos, ainda que dependente do yuan. O Brasil, no passado, teve experiências embrionárias, como o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) com Argentina e Uruguai, mas são iniciativas incipientes. É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump JIM LO SCALZO/POOL/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - Depois desse recado institucional do ministro Dino, o Ofac enviou um comunicado para cinco grandes bancos brasileiros. O que significa essa notificação, na prática? Qual é a situação hoje dos bancos? Villard - Uma vez que o presidente Trump, por ordem executiva, inclui o ministro Alexandre de Moraes na lista do Ofac, essa entidade, que integra o Tesouro americano, passa a ser responsável por supervisionar o cumprimento da decisão. O Ofac pode enviar cartas pedindo informações: quais medidas de compliance foram adotadas, quais procedimentos os bancos construíram para efetivar a regra. O Ofac tem essa competência institucional de acompanhar a aplicação da norma. Os bancos, por sua vez, precisam criar procedimentos específicos para verificar se existe alguma transação envolvendo a pessoa física ou jurídica incluída na lista, ou mesmo sociedades nas quais essa pessoa detenha mais de 50% das ações. Esta é a complexidade: é preciso ter certeza de que nenhuma transação está sendo feita direta ou indiretamente com o alvo da sanção. Esse é o primeiro passo para a aplicação de uma eventual sanção ou multa, caso o OFAC não esteja satisfeito com as respostas dos bancos. BBC News Brasil - E se o Ofac não estiver satisfeito? Se os bancos disserem que não conseguem aplicar a sanção porque o STF se pronunciou, que medidas mais duras podem ser aplicadas? Pensando que estamos no contexto do julgamento do Bolsonaro. Villard - O primeiro passo pode ser a aplicação de uma multa, geralmente proporcional às transações. Já vimos isso em casos como o da Binance, que acreditava não estar submetida à Magnitsky por ser uma exchange de moeda virtual, mas tinha várias contas de russos incluídos na lista. Foram milhares de contas e a multa aplicada foi milionária. No caso do ministro Alexandre de Moraes, a sanção se concentraria em uma única pessoa, então a multa seria proporcionalmente menor. Tenho ouvido que, para bancos do porte dos brasileiros, uma multa de US$ 1 milhão, por exemplo, não seria significativa. Mas há um ponto distinto nesse momento: o governo Trump tem usado esses mecanismos para fazer pressão política. A aplicação da lei depende do Executivo americano, que presta contas ao Congresso, mas com ampla margem de discricionariedade. Portanto, o risco não está só na multa, mas no contexto geopolítico. O Ofac poderia, em último caso, excluir os bancos do acesso ao sistema financeiro americano — e isso, sim, teria impacto devastador, pois significaria cortar o acesso ao sistema financeiro internacional. Esse é o cuidado que precisamos ter: o contexto hoje é muito diferente das gestões anteriores nos EUA. Vemos um uso político do poder jurídico concedido ao Executivo. Desde a interferência de Trump no Banco Central americano até a aplicação da Magnitsky nesse caso, há um objetivo político, como influir o julgamento conduzido pelo Judiciário brasileiro. Trata-se de um ataque frontal à soberania nacional. BBC News Brasil - O André Esteves, do BTG Pactual, deu uma entrevista dizendo que sanções não são novidade e que os bancos estariam preparados, numa visão mais pragmática. Os bancos realmente têm mecanismos para navegar essa crise sem grandes turbulências ou existe um risco que está sendo subestimado? O que faz esse caso diferente? Villard - O contexto geopolítico é muito especial nesse momento. Ele é bastante distinto das gestões anteriores do Tesouro norte-americano. Isso, para mim, é algo que precisa entrar na avaliação do risco jurídico que a aplicação dessa lei hoje impõe ao sistema financeiro nacional. Isso também demanda dos bancos não só um trabalho do departamento jurídico, de análise de risco e de identificação das possíveis sanções, mas também um trabalho diplomático no âmbito nacional. Há, por exemplo, diálogo com a Corte Suprema brasileira e algumas tentativas de oferecer soluções financeiras para que não haja a desbancarização de um ministro do Supremo. Quais alternativas os bancos podem propor a esses ministros? O primeiro deles é o Alexandre de Moraes. Não podemos esquecer que pode haver uma extensão dessa lista. Então, quais mecanismos financeiros podem ser propostos? Existe uma discussão sobre a criação de contas em cooperativas de crédito que não estejam conectadas ao sistema financeiro nacional. Do ponto de vista pragmático, essa é a solução que temos hoje para atravessar essa encruzilhada sem a capitulação do Poder Judiciário: criar mecanismos que aliviem os efeitos sobre a pessoa física desses ministros. É o que podemos fazer no curto prazo. Não consigo imaginar outra solução que não provoque tanto impacto na economia brasileira. Fora de pauta, na minha visão, deveria estar a exclusão de bancos do sistema financeiro. A aplicação de sanções não é novidade: o uso de diferentes legislações sancionatórias pelo governo americano já mostrou que essas multas podem ser exorbitantes. Isso, em parte, pode ser tratado pelos bancos. Mas o contexto de disputa, inclusive nacional, somado ao recado institucional enviado pelo ministro Flávio Dino, não favorece a economia do país — pelo contrário, impacta negativamente. Talvez aqui uma ação diplomática com instituições brasileiras seja extremamente importante: como construir alternativas sem impactar ainda mais a economia, que já vem sofrendo desde o tarifaço. Movimentos de esquerda fazem protesto contra a anistia SEBASTIAO MOREIRA/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - O governo Lula tem se apoiado no discurso da soberania nacional, que foi a principal pauta do ato de 7 de setembro. Mas você descreveu que o Brasil está na periferia do sistema financeiro internacional. O que significa dizer que o Brasil não tem soberania monetária e que estamos na periferia desse sistema? Villard - O direito internacional público, ao menos desde os anos 1930, com uma decisão da Corte Permanente de Justiça, reconhece que todo país soberano tem soberania monetária. Ela faz parte da soberania nacional: é o poder de um Estado emitir sua própria moeda, definir a unidade monetária, a política monetária e a política cambial. É claro que esse poder pode ser restringido por meio de acordos internacionais. Quando o Brasil adere ao FMI, depois de 1945, ao sistema de Bretton Woods, restringe voluntariamente sua capacidade de gerir a moeda internacionalmente. O mesmo ocorre com Estados europeus que adotaram o euro. Isso mostra que a soberania monetária é, antes de tudo, um poder estatal que pode ser limitado por escolha. O problema é que, desde a intensificação da globalização financeira, mesmo sem abdicar formalmente desse poder, os Estados se veem submetidos a forças econômicas que impõem restrições à soberania. Uma delas é o papel do dólar como moeda internacional. Países que não conseguem emitir uma moeda aceita e usada globalmente, e que dependem da infraestrutura de outros países para realizar transações de comércio ou de crédito, acabam com a soberania monetária restringida involuntariamente — não por escolha, mas por estarem integrados à globalização financeira. No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global. BBC News Brasil - O tarifaço veio em meio a uma reunião dos Brics, após Trump criticar propostas de criação de moedas alternativas ao dólar para comércio entre países do grupo. Até que ponto é viável enfrentar esse sistema dolarizado? E como tem sido a reação dos Estados Unidos a essas iniciativas do Sul global? Villard - É uma excelente pergunta, porque mostra a conexão entre o debate da lei Magnitsky e várias declarações do Trump contra iniciativas de diferentes países para restringir o uso do dólar e da infraestrutura financeira norte-americana internacionalmente. Os Brics fazem parte desse movimento. A China, por exemplo, com o yuan digital, desenvolveu projetos no âmbito do BIS (Banco de Compensações Internacionais), o banco central dos bancos centrais, com sede na Suíça. Um deles foi o mBridge, liderado por China, Hong Kong, Tailândia e Emirados Árabes. A ideia era permitir transações diretas entre moedas locais, sem passar pelo dólar, usando o blockchain. Em outubro de 2024, o BIS anunciou a saída do projeto, dizendo que estava maduro e que os bancos centrais poderiam levá-lo adiante sozinhos. Nos bastidores, o problema foi que a Rússia passou a chamar seu sistema de pagamentos alternativos de "Brics Bridge", usando o mesmo nome. Isso gerou ruído diplomático. Esse episódio mostra que alternativas estão sendo construídas. Países como China e Rússia investem seriamente em plataformas que permitam contornar o dólar. A novidade é que usam tecnologias originalmente associadas a criptoativos privados, como o blockchain, para criar moedas digitais soberanas. O Brasil, por sua vez, tem o projeto Drex, a versão digital do real. O Pix também ilustra esse debate. Inicialmente não usou blockchain, por decisão técnica do Banco Central, mas é um arranjo de pagamentos baseado numa infraestrutura pública — o SPI, Sistema de Pagamentos Instantâneos. Hoje funciona nacionalmente, mas há projetos internacionais. O BIS, por exemplo, lidera a iniciativa Nexus, que conecta sistemas de pagamentos instantâneos como o UPI da Índia e o Pix brasileiro, permitindo transações internacionais sem passar por redes privadas americanas como Visa e Mastercard. Isso mostra duas coisas: primeiro, que o Banco Central brasileiro está investindo em infraestrutura pública para garantir soberania; e segundo, que o Brasil saiu na frente nesse debate. Tanto que, recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana. Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno. BBC News Brasil - Para finalizar: em relação ao Banco do Brasil, circularam fake news como que era preciso tirar o dinheiro do banco por causa das sanções. Existe algum efeito real para o dia a dia do brasileiro em relação a crédito, juros, deixar o dinheiro na conta? Villard - O que é muito importante destacar é que o Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente como uma das autoridades reguladoras com atuação exemplar na supervisão do mercado financeiro. Temos mecanismos de estabilidade extremamente poderosos, como o seguro depósito e o Fundo Garantidor de Crédito, que assegura valores em caso de quebra de instituição financeira. Construímos instituições e mecanismos regulatórios que fortalecem a estabilidade do sistema financeiro nacional. Desde o Plano Real, quando essa arquitetura começou a ser consolidada, o Brasil vem sendo reconhecido internacionalmente como modelo de regulação. Ou seja, temos instrumentos para nos proteger de crises internacionais. Mas a lei Magnitsky revela algo importante: a resiliência interna é fundamental, mas precisamos também de cooperação internacional. Quando os dólares ficam escassos no mercado global, nosso sistema financeiro, que depende de conexões internacionais, também é afetado. Quais mecanismos temos? Durante as crises de 2008 e 2020, o Brasil teve acesso a swaps com o Federal Reserve, o banco central americano. Pouquíssimos países emergentes tiveram essa cooperação direta. O risco que vejo é que, numa próxima crise, esse apoio não se repita, considerando a influência que o governo Trump tenta exercer sobre o Federal Reserve, que supostamente tem autonomia. Do ponto de vista da estabilidade do sistema financeiro nacional, temos instituições e mecanismos jurídicos para lidar com problemas. Não vejo risco imediato. Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos. Nosso sistema tem mecanismos para lidar com esse tipo de crise. Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista REUTERS/Marx Vasconcelos

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IFBA oferta mais de 5 mil vagas em processo para ingresso em cursos técnicos para 2026; veja como se inscrever e lista de cidades

Publicado em: 09/09/2025 06:29

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) em Barreiras Reprodução/Redes Sociais O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) abriu inscrições para o ingresso 2026 nos cursos técnicos gratuitos nas formas integrada e subsequente ao Ensino Médio. No total, estão sendo ofertadas 5.296 vagas distribuídas por 24 cidades baianas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo o IFBA, 3.566 vagas são para cursos integrados dos 24 municípios que contam com unidades de ensino do IFBA: Barreiras; Brumado; Camaçari; Campo Formoso; Euclides da Cunha; Eunápolis; Feira de Santana; Ilhéus; Irecê; Jacobina; Jaguaquara; Jequié; Juazeiro; Lauro de Freitas; Paulo Afonso; Porto Seguro; Salvador; Santo Amaro; Santo Antônio de Jesus; Seabra; Simões Filho; Ubaitaba; Valença; Vitória da Conquista. As outras 1.730 vagas são dos cursos subsequentes e estão sendo ofertadas por 13 campi do IFBA nas seguintes cidades: Barreiras; Brumado; Camaçari; Euclides da Cunha; Eunápolis; Feira de Santana; Jacobina; Jequié; Juazeiro; Salvador; Santo Amaro; Simões Filho; Vitória da Conquista. No campus Salvador, 777 vagas devem ser preenchidas. Dessas vagas, 427 são para os cursos da forma integrada de Automação Industrial, Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Geologia, Mecânica, Química, Refrigeração e Climatização. Já para os subsequentes, são 350 vagas para os cursos de Automação Industrial, Instalação e Manutenção Elétrica, Eletrotécnica, Manutenção Mecânica Industrial e Saneamento. As inscrições devem ser realizadas pela internet, no site da Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS), até as 23h59 do dia 30 de setembro. O processo tem o custo da taxa de inscrição no valor de R$ 60, que deverá ser paga através de boleto bancário. Não serão aceitos pagamentos da taxa por meio de PIX. Estudantes que atenderem aos requisitos definidos nos editais podem solicitar a isenção total da taxa. O prazo é 19 de setembro para solicitar isenção da taxa e enviar os documentos comprobatórios. De acordo com os editais, há vagas destinadas para ampla concorrência, pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas, pessoas pretas e pardas, pessoas indígenas e pessoas quilombolas. O que são os cursos integrados? O ingresso 2026 nos cursos da Educação Profissional Técnica na forma Integrada ao Ensino Médio é voltado para pessoas que, até a data da sua matrícula no IFBA, tenham concluído o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano). Com questões objetivas, as provas vão ser aplicadas no dia 2 de novembro de 2025. Os conteúdos programáticos são das áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Biologia, Química e Física. O que são os cursos subsequentes? Já os cursos da Educação Profissional Técnica na forma Subsequente ao Ensino Médio são destinados, exclusivamente, a quem já concluiu o Ensino Médio. A seleção das pessoas candidatas será realizada por meio de sorteio eletrônico que consiste em distribuir aleatoriamente as inscrições realizadas para cada curso disponível no edital e, por meio de um sistema eletrônico, listá-las em ordem de classificação que determina a ordem de chamada das pessoas candidatas. O sorteio será realizado no dia 4 de novembro. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Pesquisa brasileira descobre por que alguns tipos de câncer de mama não respondem a tratamentos

Publicado em: 09/09/2025 05:00

Mamografia é o principal exame para detectar câncer de mama. Adobe Stock Uma pesquisa 100% brasileira trouxe novas respostas para uma das perguntas mais desafiadoras da oncologia: por que alguns pacientes com câncer de mama não respondem — ou deixam de responder — a terapias já consideradas revolucionárias? Cientistas do Hospital Sírio-Libanês identificaram 90 diferentes versões da proteína HER2, contra cerca de 20 conhecidas até então. Essa diversidade pode explicar a resistência de parte dos tumores às drogas que têm como alvo essa proteína. Os resultados foram publicados na capa da revista científica Genome Research, em setembro. O que é a proteína HER2 A HER2 é uma proteína natural do organismo, ligada ao processo de divisão celular. Em condições normais, ela se comporta como um interruptor: liga e desliga para controlar o crescimento das células. No câncer de mama, esse mecanismo pode falhar. O gene responsável pela produção da HER2 às vezes fica permanentemente ativado, funcionando como um “acelerador preso”, o que leva à multiplicação descontrolada das células tumorais. Por isso, a presença da HER2 é usada para classificar os tumores: HER2-positivo: cerca de 20% dos casos no Brasil se enquadram nessa categoria. São tumores que produzem a proteína em grande quantidade e costumam receber tratamentos específicos que bloqueiam a HER2. HER2-low: correspondem a aproximadamente 60% dos casos. Nesses tumores, a HER2 aparece em níveis baixos, mas ainda detectáveis nos exames. Até pouco tempo, esses pacientes não tinham acesso a terapias anti-HER2, mas drogas mais recentes, como o trastuzumabe-deruxtecana (TDXd), passaram a oferecer benefício também para esse grupo. HER2-zero: nesses tumores, a proteína não é identificada de forma mensurável. Como as terapias anti-HER2 não funcionam, os médicos recorrem a outros tipos de tratamento. Como o estudo foi feito O estudo investigou 561 amostras de tumores de mama do The Cancer Genome Atlas (TCGA), um dos maiores bancos de dados genômicos de câncer do mundo, criado nos Estados Unidos e usado por pesquisadores para investigar as características moleculares da doença. Analisou, ainda, linhas celulares cultivadas em laboratório sensíveis ou resistentes a drogas como trastuzumabe e T-DXd (anticorpos conjugados a quimioterápicos). Para chegar à descoberta, os cientistas utilizaram tecnologias avançadas de leitura genética, que permitem enxergar detalhes invisíveis em exames comuns. Assim, perceberam que o gene HER2 consegue gerar muito mais versões da proteína do que se imaginava. Depois, os pesquisadores confirmaram que essas versões realmente aparecem nos tumores e até fizeram modelos em computador para prever a forma de cada uma delas. Com isso, mostraram que muitas dessas variações não têm o ponto de encaixe onde os remédios deveriam agir — o que pode explicar por que alguns tratamentos deixam de funcionar. A descoberta Com essa abordagem, o grupo expandiu de 20 para 90 isoformas codificadoras da HER2. Muitas delas apresentavam diferenças importantes: algumas não tinham o ponto de ligação para os anticorpos usados nos tratamentos, o que pode permitir que as células tumorais “escapem” das terapias. “Encontramos 90 variações da HER2, muito além das 20 conhecidas. É como se tivéssemos descoberto diferentes tipos de fechaduras. As drogas atuais são chaves que funcionam bem em algumas, mas não em todas”, explica o pesquisador Pedro Galante, coordenador do Grupo de Bioinformática do Sírio-Libanês. Na prática, isso ajuda a explicar casos em que pacientes classificados como HER2-positivo não respondem ao tratamento e outros, com níveis considerados baixos de HER2, apresentam resposta inesperadamente boa. Medicamento de câncer, Trastuzumabe deruxtecan, cancer de mama, Presidente Olegário, Astrazeneca/Divulgação O impacto clínico Para Galante, a descoberta traz um novo mecanismo possível de resistência. “Apesar dos avanços, ainda vemos pacientes que não respondem ou que param de responder às terapias anti-HER2. Nossa pesquisa sugere que a diversidade de isoformas pode ser uma das explicações”, afirma. Essa informação é crucial diante de drogas como o trastuzumabe-deruxtecana (TDXd), lançado há apenas quatro anos e considerado uma revolução no tratamento. Cada dose custa em torno de R$ 40 mil e deve ser aplicada mensalmente. “Estratificar melhor os pacientes é fundamental: evitar que alguém use um tratamento caro, com efeitos colaterais, sem chance real de resposta”, reforça Galante. O que vem pela frente O próximo passo dos cientistas é acompanhar pacientes em tratamento para verificar, na prática, se os perfis de isoformas correspondem à resposta clínica observada. A longo prazo, o estudo pode servir de base para que a indústria farmacêutica desenvolva novos anticorpos adaptados às diferentes variações ou até terapias combinadas, capazes de bloquear várias isoformas ao mesmo tempo. “Mapear essa diversidade ajuda a entender como o câncer se adapta às terapias. Isso pode direcionar o desenvolvimento de medicamentos mais precisos”, diz Galante. Ciência brasileira em destaque O estudo foi conduzido inteiramente no Brasil e publicado em uma das revistas mais prestigiadas da área. “Em um cenário em que a ciência nacional muitas vezes sofre descrédito, é importante mostrar que produzimos conhecimento de ponta”, destaca Galante. A expectativa é que o achado abra caminho para um futuro de tratamentos cada vez mais personalizados, capazes de aumentar a eficácia contra o câncer de mama e reduzir custos e efeitos colaterais. Mamografias diminuíram nos últimos 10 anos em SC e mortes por câncer de mama aumentaram

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Nova técnica permite transformar plástico PET em material capaz de capturar CO2

Publicado em: 09/09/2025 04:01

COP30 - O que é e como funciona o mercado de carbono? Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, desenvolveram uma tecnologia que pode ajudar a enfrentar dois dos maiores problemas ambientais do planeta: o acúmulo de plástico e a crise climática. O grupo conseguiu transformar resíduos de PET — usado em garrafas, tecidos e embalagens — em um material capaz de capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Lixo, um recurso valioso? Segundo o estudo, publicado na revista Science Advances, o processo químico “upcycle” converte o plástico PET descartado em um novo material chamado BAETA. Esse pó, que pode ser compactado em pellets, tem uma superfície quimicamente modificada que se liga ao CO2 de maneira eficiente. Quando saturado, o material pode ser aquecido para liberar o gás em alta concentração. O CO2 liberado pode ser armazenado de forma segura ou aproveitado em processos industriais, como a produção de combustíveis sintéticos. “A beleza desse método é resolver um problema sem criar outro. Transformamos lixo em um recurso que ajuda a reduzir gases de efeito estufa”, explica a autora principal do estudo, Margarita Poderyte. Escalável e resistente Segundo os pesquisadores, o BAETA funciona em diferentes condições: desde a temperatura ambiente até cerca de 150 ºC. Essa característica permite o uso em indústrias, instalando unidades de captura diretamente nas chaminés para filtrar o CO2 antes que ele seja lançado na atmosfera. Coautor do trabalho, Jiwoong Lee destaca que o material mantém sua eficiência por longos períodos e se adapta a diferentes ambientes. “Com essa tolerância ao calor, ele pode ser usado até no final do processo industrial, onde os gases estão mais quentes”, diz. BAETA, material capaz de capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Divulgação/Max Emil Madsen, Universidade de Copenhague. Ganho duplo para o meio ambiente O PET, que representa boa parte do lixo plástico mundial, costuma se acumular em lixões ou acabar nos oceanos, fragmentando-se em microplásticos. Com a nova tecnologia, até mesmo resíduos degradados e de baixa qualidade — que não entram na reciclagem tradicional — podem ser reaproveitados. Para os cientistas, essa é uma forma de “unir problemas” em uma mesma solução: menos plástico na natureza e mais eficiência no combate às mudanças climáticas. “Nosso material pode criar um incentivo econômico concreto para limpar os oceanos”, afirma Lee. Como funciona a captura de CO2 com plástico reciclado O PET contém cerca de 60% de carbono em sua composição. Ele é quimicamente transformado com etilenodiamina, substância conhecida pela alta capacidade de ligação ao CO2. O processo decompõe o plástico em partículas menores, criando uma estrutura que “puxa” o gás da atmosfera. Quando cheio, o material é aquecido para liberar o CO2, que pode ser armazenado ou reaproveitado. Próximos passos Agora, o desafio é levar a descoberta do laboratório para a indústria. Os pesquisadores já buscam investidores para produzir o BAETA em escala de toneladas e instalar os sistemas em fábricas. “A tecnologia é sustentável e pode ser ampliada. O ponto decisivo será convencer autoridades e empresas a investir”, afirma Poderyte.

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Como vai funcionar bonde elétrico na Região Metropolitana de Curitiba?

Publicado em: 08/09/2025 16:10

MDPR mostra os detalhes do primeiro bonde urbano elétrico do Paraná Passageiros que dependem de transporte coletivo para fazer o trajeto entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, logo poderão contar com mais um modal: o Bonde Urbano Digital (BUD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Confira, abaixo, perguntas e respostas sobre o transporte: Qual será a rota do bonde? Quando ele ficará disponível para a população? Quantos passageiros cada bonde transporta? Qual será o valor da passagem? Muda algo no transporte tradicional? O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Qual velocidade o bonde consegue atingir? Como funciona a tecnologia que move o bonde? Qual tipo de combustível o bonde usa? A tecnologia é usada em outros locais? Qual será a rota do bonde? Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba Roberto Dziura Jr/AEN A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. Quando ele ficará disponível para a população? Segundo Gilson Santos, diretor-presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a expectativa é que o bonde esteja em funcionamento em cerca de 45 dias. Conforme Santos, equipes estão fazendo a montagem do sistema, que passará por testes. Em seguida, ele deverá entrar em operação. Quantos passageiros cada bonde transporta? Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros. Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas. Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia. Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros Roberto Dziura Jr/AEN Qual será o valor da passagem? O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital será de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional. Muda algo no transporte tradicional? Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente durante os testes do BUD. O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes serão realizados com motoristas. "Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital", detalha Santos. A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor. Qual velocidade o bonde consegue atingir? A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h. Como funciona a tecnologia que move o bonde? O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista. Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual". Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro. LEIA TAMBÉM: Confusão mental e condições precárias: Mulher que ficou 10 anos em cárcere privado acreditava que seria morta se deixasse a casa, diz delegada Polícia: Família pede exumação do corpo de bebê que morreu após ter atendimento negado em posto de saúde Tempo: Paraná recebe previsão de chuvas e tempestades Qual tipo de combustível o bonde usa? O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea. Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo. A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio. A tecnologia é usada em outros locais? Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro; vídeo foi criado com inteligência artificial

Publicado em: 08/09/2025 16:07

É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostraria a Casa Branca, residente oficial do presidente dos Estados Unidos, soltando fumaça verde e amarela em "homenagem" ao 7 de Setembro no Brasil. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo? Publicado nesta segunda-feira (8) no TikTok, onde passou de 430 mil visualizações, o post tem um vídeo criado com inteligência artificial (IA) que mostra a Casa Branca soltando fumaça verde e amarela, cercada por manifestantes que erguem a bandeira do Brasil. Uma legenda sobreposta à imagem diz: "A Casa Branca hoje é verde e amarela. 7 de Setembro". O conteúdo viralizou um dia após manifestantes terem promovido atos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reunidos em diversas cidades do país no feriado da Independência, eles pediram anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e por crimes contra a democracia. Na avenida Paulista, uma bandeira gigante dos Estados Unidos foi exibida na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Cartazes em inglês pediram que o presidente americano, Donald Trump, tomasse novas medidas para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes (leia mais ao final desta reportagem). ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao SynthID Detector, ferramenta do Google que identifica conteúdo gerados com a IA da própria companhia. Esse mecanismo de detecção é uma tecnologia que aplica uma marca d'água diretamente em vídeos, imagens, áudio ou texto fabricados sinteticamente. A técnica é imperceptível para humanos, mas rastreável pelo sistema. No caso analisado, o resultado apontou esse indicador em diversos pontos do quadro do registro (veja abaixo). Além disso, não há qualquer registro, na imprensa nacional ou internacional, de que a Casa Branca tenha realizado uma homenagem como a que foi exibida no vídeo enganoso. Áreas em azul na primeira imagem mostram os pontos em que a marca d'água das IAs do Google foram identificadas. SynthID Na semana passada, o Fato ou Fake já havia desmentido um vídeo sobre um tema semelhante (e também feito com a IA do Google): É #FAKE que EUA fizeram parada militar em homenagem a Bolsonaro; imagens foram geradas com inteligência artificial. 🎯 Em que contexto circula a fake? Na terça-feira (2), o STF começou a julgar Bolsonaro e outros sete réus, acusados de envolvimento na trama golpista. Nos dois primeiros dias, os ministros da 1ª Turma da Corte ouviram a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e as defesas dos oito acusados de participação na trama golpista. O julgamento voltará nesta terça-feira (9), a partir das 9h, com o voto do relator, Alexandre de Moraes. É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro Reprodução Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Alunos de Sistemas de Informação do UNIFEB criam game sobre emoções humanas

Publicado em: 08/09/2025 15:33

Alunos de Sistemas de Informação do UNIFEB criam game que transforma emoções humanas em aventura interativa - Crédito: Divulgação O curso de Sistemas de Informação do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) tem mostrado, na prática, como a tecnologia pode ser ferramenta de inovação, criatividade e transformação. Um exemplo é o SoulsForge, game em pixel art 2D desenvolvido como Projeto Integrador por alunos do 4º ano, que busca dar vida às emoções humanas em uma experiência interativa e reflexiva. O estudante João Marcelo Nogueira de Carvalho, responsável pelo desenvolvimento técnico do jogo, explica que a ideia surgiu a partir da disciplina e foi evoluindo junto à equipe. “Exploramos várias possibilidades até chegarmos ao conceito do SoulsForge. A proposta é que o jogador percorra fases inspiradas em diferentes sentimentos, enfrentando chefes que representam emoções desafiadoras, como o medo, e coletando emoções positivas, como a felicidade, ao longo da jornada”, conta. O SoulsForge é resultado de uma experiência digital que combina programação, narrativa e criatividade no ambiente acadêmico – Crédito: Divulgação A narrativa acompanha um personagem misterioso, que não se lembra de seu nome nem de como chegou ao universo do jogo, e que precisa superar desafios emocionais para avançar. Segundo João Marcelo, a mensagem central é de superação e positividade, proporcionando uma experiência envolvente para o público gamer. O projeto foi construído em equipe, reunindo seis alunos. Além de João Marcelo, que liderou o processo técnico, participaram Yukio Hirooka Guizelin Mendes, Matheus Tassinari Rizzati, Kaiky Luziano de Oliveira Barbarelli, João Pedro Félix e Vitor Silvestre. O trabalho coletivo envolveu desde a documentação até a criação da narrativa e os testes finais. As disciplinas do curso tiveram papel decisivo na viabilização do projeto. “A matéria de desenvolvimento de games foi a principal, porque nos apresentou o motor gráfico utilizado e ferramentas para sons e artes. Além disso, os conhecimentos em linguagem de programação e lógica foram fundamentais para tornar o jogo possível”, destaca João Marcelo. Os professores também tiveram contribuição essencial. “Eles sempre foram muito atenciosos, sanando dúvidas, dando feedbacks importantes e ajudando o projeto a evoluir com mais fluidez”, completa. Sobre os próximos passos, o estudante revela que a equipe pretende disponibilizar o game em plataformas que apoiam produções independentes. “Ainda não lançamos porque ele precisa de ajustes e de mais conteúdo, mas a ideia é oferecer uma versão gratuita futuramente”, finaliza.

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Governo quer ocupar pauta da Câmara com isenção de IR e propostas populares para evitar anistia

Publicado em: 08/09/2025 15:25

Em reunião nesta segunda-feira (8) com ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, ministros de partidos do Centrão ouviram que a prioridade do governo é focar em pautas populares – como isenção do imposto de renda, PEC da segurança pública, redução do preço do gás e da conta de luz – na tentativa de esvaziar discursos sobre a anistia no Congresso Nacional. STF retoma amanhã o julgamento de Jair Bolsonaro e de 7 aliados acusados de tentar um golpe de estado A ideia, segundo um ministro que participou do encontro, é que o governo dispute a pauta com as prioridades do país, e "se [o ex-presidente Jair] Bolsonaro quiser focar na pauta da anistia, deixe ele defender isso." De acordo com relatos dos participantes, a ministra pediu para que os ministros trabalhem coletivamente, nos partidos e nas bancadas, e façam um esforço em torno da pauta de governo. A avaliação é que isso seria positivo até mesmo para o Congresso, que fica muito mal visto pela população diante da inércia sobre outras pautas. Estavam presentes no encontro os ministros: Celso Sabino (Turismo) e Frederico Siqueira (Comunicações), indicações do União Brasil; Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca), do PSD; Jader Barbalho Filho (Cidades), Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento), do MDB; Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), do PCdoB; e Márcio França (Empreendedorismo), do PSB. Outro ministro que estava na reunião disse que, no encontro, alguém questionou a ministra: "e a anistia?" e ela respondeu: "essa não é a pauta do país". União Brasil e Progressistas ameaçam filiados que não deixarem o governo Lula. Imposto de renda Nas últimas semanas, o projeto da isenção do imposto de renda perdeu força no Congresso Nacional, com a ameaça de parlamentares da oposição e de alguns partidos de Centro, como o União Brasil, de não aceitar as compensações propostas no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL). Um importante parlamentar da federação União/PP disse que, se o governo quiser aprovar a matéria, "vai ter que sentar com eles". Durante a reunião, contudo, os ministros receberam uma boa notícia: uma postagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma rede social, em que se comprometeu a votar o projeto de lei que tramita na Casa. "Há um entendimento da Casa que é uma prioridade para o Brasil e os brasileiros", escreveu Motta. A avaliação de governistas, até mesmo de ministros, é que alguns parlamentares perceberam que, se o projeto for aprovado, o presidente Lula ganha politicamente – o que poderia atrapalhar os planos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Blog do Valdo: Depois de elevar tom contra STF e ser criticado por ministros, aliados de Tarcísio destacam que ele terá tempo para refazer pontes Presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Miguel Pessoa/Código19/Estadão Conteúdo Por isso, partidos de Centro que apostam no nome do governador ao Palácio do Planalto estão resistentes à proposta. Ao mesmo tempo, a pauta está sendo usada por parlamentares para negociar com o governo. Um deputado governista a par das negociações admite que parlamentares do Centrão podem usar o projeto para "aumentar a fatura" com o governo, mas diz que "a pauta é muito forte e é difícil alguém ficar contra". Já interlocutores de Arthur Lira afirmam que a Câmara dos Deputados "está vivendo um conflito constante", um clima que dificulta a aprovação, e que o grande protagonista deste momento é Hugo Motta. Segundo esses aliados de Lira, quando Motta quiser "dar o start", a pauta vai avançar, e não dá para Arthur Lira negociar diretamente com o colégio de líderes. Uma possibilidade levantada, de o governo editar uma medida provisória para aprovar o projeto de lei, foi rejeitada por Gleisi Hoffman durante a reunião desta segunda-feira, segundo participantes. Ela mesma procurou o presidente da Câmara para rechaçar a ideia.

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Moradores do noroeste paulista recebem alerta da Defesa Civil pelo celular sobre baixa umidade do ar e risco de queimadas

Publicado em: 08/09/2025 15:19

Alerta sobre baixa umidade do ar e risco de queimadas na região de São José do Rio Preto (SP) Reprodução / Defesa Civil Moradores de 100 cidades da região noroeste de São Paulo receberam alerta da Defesa Civil via celular sobre a baixa na umidade relativa do ar e o risco de queimadas, nesta segunda-feira (8). O aviso foi enviado a dispositivos eletrônicos de pessoas que estão nas proximidades de São José do Rio Preto e Araçatuba (SP). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Conforme a Defesa Civil, em alguns municípios, a umidade relativa do ar chegou a 12%, aumentando o risco de queimadas. Nesses locais, os termômetros também registraram 35 °C. O alerta foi emitido via Cell Broadcast através do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os usuários de dispositivos móveis com tecnologia 4G e 5G, que estão na área afetada, receberam orientações de como manter o corpo hidratado, além de evitar o uso de fogo para limpeza de terrenos, não descartar bitucas de cigarro e não atear fogo em lixo. Em caso de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada via 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Represa Municipal de São José do Rio Preto (SP) Henrique Souza / g1 Confira abaixo a lista dos municípios afetados: Altair, Álvares Florence, Américo de Campos, Andradina, Aparecida d’Oeste, Araçatuba, Aspásia, Auriflama, Bady Bassitt, Bálsamo, Birigui, Buritama, Cardoso, Castilho, Cedral, Cosmorama, Dirce Reis, Dolcinópolis, Estrela d’Oeste, Fernandópolis, Floreal, Gastão Vidigal, General Salgado, Guapiaçu, Guaraci, Guarani d’Oeste, Guzolândia, Icém, Ilha Solteira, Indiaporã, Ipiguá, Itapura, Jaci, Jales, José Bonifácio, Lavínia, Lourdes, Macaubal, Macedônia, Magda, Marinópolis, Meridiano, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirassol, Mirassolândia, Monções, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nhandeara, Nipoã, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Granada, Nova Luzitânia, Olímpia, Onda Verde, Orindiúva, Ouroeste, Palestina, Palmeira d’Oeste, Paranapuã, Parisi, Paulo de Faria, Pedranópolis, Pereira Barreto, Planalto, Poloni, Pontalinda, Pontes Gestal, Populina, Riolândia, Rubinéia, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santo Antônio do Aracanguá, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São José do Rio Preto, Sebastianópolis do Sul, Sud Mennucci, Suzanápolis, Tabapuã, Tanabi, Três Fronteiras, Turiúba, Turmalina, Uchoa, União Paulista, Urânia, Valentim Gentil, Vitória Brasil, Votuporanga, Zacarias. Imagem aérea de Araçatuba (SP) Prefeitura de Araçatuba/Divulgação Confira os destaques do g1: g1 em 1 minuto: famílias de homens que desapareceram no PR oferecem recompensa financeira Famílias de homens que desapareceram após cobrarem dívida no PR oferecem recompensa a quem tiver novas pistas De dia estudante, concursado à noite: jovem concilia faculdade de medicina com trabalho como coletor de lixo Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba. VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Greg Graffin diz que show com apagão em Santos foi um dos mais marcantes do Bad Religion no Brasil

Publicado em: 08/09/2025 14:21

Vocalista Greg Graffin diz que show em Santos (à dir.) foi um dos mais memoráveis no Brasil Leo Franco/AgNews e Reprodução O vocalista Greg Graffin, da banda californiana Bad Religion, relembrou o show realizado em Santos (SP) durante um apagão nacional em 1999 anos como uma das apresentações mais marcantes do grupo no Brasil. A declaração, feita após a apresentação da banda no festival The Town, em São Paulo, no domingo (7), reacendeu memórias entre fãs que estavam presentes na noite histórica. A apresentação aconteceu em 11 de março daquele ano, na extinta casa de shows Jump, no Morro da Nova Cintra. Na ocasião, um blecaute atingiu diversos estados do país e quase impediu o grupo de subir ao palco. Mesmo com duas horas de atraso e sem energia elétrica, o público permaneceu no local, aguardando o retorno da luz. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo Greg, a banda já estava se preparando para deixar o local quando a energia voltou, disse o vocalista em entrevista à Rádio Rock. O grupo então subiu ao palco e transformou a noite em um dos momentos mais intensos da carreira. "Havia milhares de pessoas que disseram que a Bad Religion não seria capaz de tocar, porque não havia energia. Todo mundo estava ficando chateado, começando a vaiar, e nós estávamos no ônibus, saindo do lugar, quando a energia voltou, e nós retornamos para fazer o show. Ninguém foi embora", disse Greg. Bad Religion se apresenta no The Town 2025 Leo Franco/AgNews Técnico relembra correria após volta da energia O gerente de hotel Adriano de Souza, de 46 anos, trabalhava na empresa que forneceu os equipamentos de som para o evento. Ele não conhecia o grupo, mas se tornou admirador da banda após o episódio. "Achei que não iria ter show, quando, de repente, a luz voltou. Foi aquela correria para montar tudo de novo, foi uma loucura. Eu não conhecia a banda, mas passei a acompanhar eles depois desse show, até pela atitude deles, que retornaram”, explicou Souza. Fã descobre anos depois que marido também esteve no show Bad Religion toca 21st Century (Digital Boy) no The Town A vendedora Carla Magalhães tinha 17 anos à época. Fã da banda, ela estava com uma amiga aguardando ansiosamente a apresentação, quando foi surpreendida pelo blecaute. “Estávamos lá, e naquela época, sem tecnologia nenhuma, nem relógio de pulso usava. De repente, um apagão. A galera curtiu no momento, mas depois que viram que não voltava, começou a revolta". Ela lembrou de ter ficado sentada inventando brincadeiras para passar o tempo. "Para a gente, ir embora não era opção". Eu me negava aceitar que o show não rolaria [...] Vê-los no palco foi incrível. Depois disso, eu também fui em outros shows deles, mas nunca foi como esse”, afirmou. Carla Magalhães era adolescente e solteira na época do show. Ela só se casou sete anos depois, em 2006, quando descobriu que o marido também havia assistido à apresentação da banda. “Descobrimos que ele também estava lá. Na verdade, fomos a muitos lugares em comum e não nos conhecíamos”, contou. Músico destacou a proximidade com a banda no palco Antes de se tornar músico e se mudar para São Paulo, João Augusto Sapia, de 48 anos, assistiu ao show ao lado de dois colegas da faculdade. Ele contou que o evento foi marcante não só pelo apagão, mas pela proximidade com a banda. “Teve interação entre a gente e o Greg, porque ele conseguia ouvir o que a gente falava na plateia. Pedimos músicas e os caras tocaram”. O músico destacou o ‘tom premonitório’ do grupo, que abordava em suas letras os impactos da revolução tecnológica antes mesmo de ela acontecer. "Acho que foi bastante marcante para mim, não só por ter sido público, mas por depois ter me tornado também músico. Ver essa interação entre as pessoas e a banda e ter esse sentido de que a gente compartilha de uma mesma ideia, de uma mesma sensibilidade”, finalizou. Bad Religion entoa o clássico 'American Jesus' no The Town The Town O Bad Religion deixou claro que foi uma boa escolha para o lugar do Sex Pistols, que cancelou a vinda ao festival de última hora, após o guitarrista Steve Jones quebrar o pulso. “Há uma semana estávamos de férias, mas essas são férias diferentes”, comparou o vocalista Greg Graffin, no começo. Clássicos como “21st Century (Digital Boy)” e “American Jesus” foram os trunfos para movimentar a massa de camisas pretas no The Town, em mais uma noite que entrou para a longa história do Bad Religion no Brasil. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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