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Cabo Frio monta operação especial para o Réveillon 2026 com reforço na segurança e no trânsito

Publicado em: 21/12/2025 14:41

Cabo Frio monta operação especial para o Réveillon 2026 Divulgação A Prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, organizou uma operação especial para o Réveillon 2026, com efetivo ampliado, fiscalização integrada e ações coordenadas para atender à grande movimentação esperada na virada do ano. A cidade volta a receber a tradicional queima de fogos e shows na Praia do Forte e no Pontal de Santo Antônio, em Tamoios, com programação musical nos dias 29, 30 e 31 de dezembro, aumentando a expectativa de público. As ações de segurança e fiscalização serão conduzidas pelas secretarias de Segurança e Ordem Pública e de Mobilidade Urbana, de forma alinhada com outras secretarias municipais, além da Polícia Militar e Polícia Civil. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp Para os fogos, serão quatro balsas: uma de 35 metros, que ficará em Tamoios e três na Praia do Forte - uma de 25 metros e duas de 18 metros. Elas estarão posicionadas a 600 metros da Boca da Barra, com 300 metros de distância entre si. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As balsas chegam ao município na segunda-feira (22) e permanecerão ancoradas na Boca da Barra, sob vigilância da Guarda Marítima e Ambiental, com apoio de quatro embarcações. O posicionamento definitivo nas praias acontece no dia 31 de dezembro. O efetivo da Guarda Civil Municipal será ampliado e no dia 31, 279 agentes estarão em atuação, distribuídos entre a área central e o distrito de Tamoios. O fechamento parcial estratégico de pontos com maior circulação de veículos, como a orla da Praia do Forte, começa a partir das 5h da manhã do dia 26 de dezembro, com organização do trânsito pelos grupamentos de Trânsito e Tático Móvel, focando na segurança viária. A partir do dia 29, o fechamento será total. Estarão fechadas as ruas Alex Novelino, Vicente Celestino, Sergipe (na altura da Rua Francisco Paranhos), João Pessoa, Saturno (na altura da rotatória), Anita do Valê, Ismar Gomes de Azevedo, 13 de Novembro, Francisco Mendes, Nilo Peçanha, Antônio Feliciano de Almeida (na altura da Rua Tamoios), Travessa do Luar, Manoel Francisco Valentim, Praia do Pontal, além de toda a extensão da Avenida Hilton Massa e da Rua Almirante Barroso. Em Tamoios, a operação contará com reforço especial, incluindo a instalação de grades na subida da ponte sobre o Rio São João e a sincronização dos sinais com Barra de São João, em Casimiro de Abreu, assegurando maior fluidez e segurança. O Grupamento do distrito auxiliará motoristas e pedestres junto aos agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana. No dia 31, o acesso à Praia do Forte será controlado por 17 barreiras em pontos estratégicos, com revista de pessoas por meio de detectores de metal. Algumas vias terão bloqueio total, permitindo acesso apenas a moradores. Em Tamoios, haverá três pontos de interdição, também com revista, do Pontal até a altura do Ginásio Poliesportivo João Augusto Teixeira e Silva, seguindo o mesmo padrão de fiscalização da área central. O foco será proibir objetos perfurocortantes, materiais ilícitos e garrafas de vidro. As revistas começarão às 10h e serão realizadas por agentes da Guarda Civil Municipal, Fiscalização de Posturas, Polícia Militar e segurança privada. A Guarda Civil contará com 45 viaturas e duas vans para apoio. Uma servirá de base de comando e outra como veículo de apoio. O monitoramento terá drones da corporação, câmeras distribuídas pela cidade e tecnologia de reconhecimento facial da Polícia Militar, garantindo cobertura ampla e pronta resposta a qualquer ocorrência. Sete torres da Polícia Militar estarão distribuídas ao longo da orla. Além da base fixa do Grupamento Operacional de Praia (GOP), na Praça dos Quiosques, haverá uma tenda compartilhada com a Secretaria Adjunta de Licenciamento e Fiscalização na Praça das Águas, destinada à distribuição de pulseiras de identificação para crianças e como base de apoio. O GOP contará ainda com dois quadriciclos para fiscalização na faixa de areia. De forma integrada, agentes do GOP, da Guarda Marítima e Ambiental e da Fiscalização de Posturas atuarão na fiscalização de prática de esportes fora do horário permitido, caixinhas de som, garrafas de vidro, churrascos e na preservação das áreas ambientais da Praia do Forte, Dunas, Conchas, Peró, Foguete e Pontal do Peró e da Ilha do Japonês, além das praias de Unamar e Pontal de Santo Antônio, em Tamoios. Também será intensificado o combate à flanelagem e poluição sonora com atuação da Romu, Posturas, Mobilidade Urbana, Polícia Militar e Polícia Civil. A Secretaria Adjunta de Licenciamento e Fiscalização terá reforço de agentes para o verão, ocupando de forma mais intensificada todas as orlas, praças e avenidas para manutenção da ordem. Serão 250 agentes no dia 31 na área central e 80 em Tamoios. A pasta terá base de apoio na Praça dos Quiosques e intensificará a fiscalização do comércio informal. Apenas ambulantes previamente cadastrados estarão autorizados a trabalhar. Durante os dias de festa, 12 permissionários atuarão na Praça das Águas. Segundo o secretário de Segurança e Ordem Pública, coronel Leandro Carvalho, “o planejamento foi construído de forma integrada para garantir um Réveillon seguro. Estamos trabalhando com reforço de efetivo, tecnologia e ações preventivas para que moradores e turistas possam celebrar a virada de ano com tranquilidade. O foco é organização, segurança e pronta resposta a qualquer situação”. Para atendimento à população, a Secretaria de Saúde instalará dois postos de apoio médico: um na Praça do Guta e outro próximo ao Malibu, garantindo assistência imediata durante a festa. Também serão adotadas medidas para melhorar a logística no Terminal de Ônibus de Tamoios (TOT), agilizando embarque, desembarque e deslocamento dos passageiros, além da fiscalização do transporte irregular. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Kiko Jorge, “o foco é garantir fluidez e segurança no trânsito durante toda a operação. Estamos trabalhando para que moradores e turistas tenham deslocamento organizado e tranquilo, desde o acesso às praias até o retorno para casa”. As ações seguem o decreto de restrições vigente, e o trabalho de ordenamento e segurança pública seguirá ao longo de todo o verão, garantindo organização e fiscalização mesmo após a virada do ano.

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Dona Ruth prepara festa com tema de circo para o aniversário do neto Léo, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff

Publicado em: 21/12/2025 14:21

Festa de aniversário de Léo, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff, teve tema de circo A empresária Ruth Moreira, mãe da cantora Marília Mendonça, organizou uma festa com tema de circo no sábado (21) para comemorar os seis anos do neto Léo, filho da artista com o cantor Murilo Huff, em Goiânia. A comemoração reuniu familiares e amigos em um espaço verde destinado a eventos, segundo a avó. De acordo com Dona Ruth, Murilo Huff foi convidado para a festa, mas não conseguiu comparecer por causa de compromissos profissionais. O g1 não conseguiu contato com a assessoria do cantor. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Léo, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff em festa de 6 anos Arquivo Pessoal/Ruth Moreira Ao g1, a avó materna explicou que esta foi a segunda comemoração do aniversário de Léo, que completou seis anos no dia 16 de dezembro. A primeira festa aconteceu quatro dias antes, organizada pelo pai. “O Léo teve duas festas e está muito feliz. A data do aniversário caiu no meio da semana e eu fiz ontem”, disse. Tema escolhido Dona Ruth contou ao g1 que a escolha do tema ‘circo’ teve um significado afetivo e buscou valorizar uma forma de arte que, segundo ela, perdeu espaço com o avanço da tecnologia. “Eu quero ensinar para ele [Léo] também sobre a arte circense. Léo ficou muito feliz”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Filho de Marília de Mendonça recebe homenagens em dia de aniversário: ‘Você é meu orgulho’ Aprovado Projeto de Lei Marília Mendonça, que reconhece músicas caipira e sertaneja como manifestações da cultura nacional Marília Mendonça: relembre os últimos momentos da cantora 4 anos após acidente de avião que matou a ‘rainha da sofrência’ Decoração e atrações da festa Dona Ruth ao lado de Léo em festa preparada com tema de circo. Arquivo Pessoal/Ruth Moreira A festa aconteceu em um espaço decorado como um circo, com picadeiro central e área de interação entre os convidados. Logo na entrada, uma placa com a frase “Bem-vindo ao circo do Léo” recepcionava os participantes. No interior do local, um painel com fotos contou a história do aniversariante. Léo, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff em festa de 6 anos Arquivo Pessoal/Ruth Moreira A decoração incluiu palhaços e um mágico, que usava cartola e capa e realizou apresentações durante o evento. O momento mais aguardado foi o canto do “Parabéns”, quando familiares se reuniram ao redor da mesa com Dona Ruth e Léo. Entre os presentes estava João Gustavo, irmão de Marília Mendonça e tio do menino. Homenagens ao aniversariante No dia do aniversário, 16 de dezembro, Léo recebeu homenagens da avó Dona Ruth, do pai Murilo Huff e do tio João Gustavo. Os familiares publicaram fotos ao lado do menino nas redes sociais. Fã-clubes da cantora também prestaram homenagens, compartilhando imagens de Léo com a mãe. Marília Mendonça morreu em um acidente aéreo em 2021, quando o filho tinha menos de dois anos de idade. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Em meio a apreensões dos EUA, Maduro diz que 'corsários estão assaltando' petroleiros venezuelanos

Publicado em: 21/12/2025 13:43

EUA interceptam terceiro navio petroleiro perto da Venezuela, dizem agências O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo (21) que seu país enfrenta "uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e de corsários que assaltaram petroleiros". Maduro, no entanto, não citou nominalmente a interceptação do 3º navio petroleiro pelos EUA e não está claro se a fala é uma resposta à ação americana deste domingo. "A Venezuela vem denunciando, enfrentando e derrotando há 25 semanas uma campanha de agressão que vai desde o terrorismo psicológico até corsários que assaltaram petroleiros. Estamos preparados para acelerar a marcha da Revolução profunda", disse Maduro em suas redes sociais minutos após a nova apreensão ser revelada pelas agências de notícias. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Citados por Maduro, os corsários são marinheiros armados que, em tempos de guerra, recebem uma autorização oficial de um governo para atacar e saquear navios e portos inimigos para compartilhar os lucros com o Estado que os comissionou. São diferentes dos piratas, porque esses atuam por conta própria. Os corsários eram muito utilizados por potências marítimas europeias entre os séculos XV e XIX, especialmente na época das grandes navegações. As agências de notícias Bloomberg e Reuters afirmaram que a Guarda Costeira americana interceptou um terceiro navio petroleiro próximo à costa da Venezuela neste domingo. O nome do barco é o petroleiro Bella 1. O governo Trump não se manifestou sobre a nova ação militar no Caribe até a última atualização a desta reportagem. Se confirmada, esta será a segunda apreensão de navios petroleiros perto da Venezuela apenas neste final de semana e a terceira em pouco mais de dez dias. Além dessa embarcação, os Estados Unidos apreenderam no sábado (20) o petroleiro Centuries e, em 10 de dezembro, o Skipper. A ação compõe uma estratégia de pressão do governo Trump contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro. (Leia mais abaixo) Segundo a Bloomberg, trata-se de um petroleiro que usava bandeira panamenha e estava a caminho da Venezuela para ser carregado. A Reuters diz que o navio estava em águas internacionais e que a Guarta Costeira americana "estaria perseguindo" o petroleiro. Um oficial afirmou à Reuters que o petroleiro interceptado neste domingo estava sob sanções econômicas, em linha com o "bloqueio total" de embarcações do tipo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira. No entanto, a embarcação apreendida no sábado não constava na lista de sanções dos EUA. EUA anunciam sanções contra parentes de Maduro e contra empresas e navios que atuam na Venezuela Reprodução/TV Globo Há poucos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um bloqueio contra todos os petroleiros sujeitos a sanções que entram ou saem da Venezuela. O anúncio foi interpretado por analistas como uma elevação do tom das ameaças americanas. O governo venezuelano não se manifestou sobre a apreensão deste domingo até a última atualização desta reportagem. Anteriormente, o regime Maduro chamou o bloqueio de Trump aos petroleiros de uma "ameaça grotesca" e "absolutamente irracional", "pirataria internacional" e disse no sábado que as apreensões "não ficarão impunes". A apreensão de navios petroleiros faz parte da campanha de pressão do governo Trump contra o regime Maduro, que inclui uma ampla mobilização militar no mar do Caribe, sobrevoos no espaço aéreo venezuelano e bombardeios a embarcações. As interceptações, que visam estrangular a economia venezuelana, adicionaram um novo capítulo à escalada de tensões entre os dois países. Por que os navios estão sendo apreendidos? Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital. Há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo". Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro. Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos. Desde que os Estados Unidos impuseram sanções ao setor de energia da Venezuela, em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano passaram a recorrer a uma “frota fantasma” de navios-tanque, que ocultam sua localização, e a embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia. A China é a maior compradora do petróleo bruto venezuelano, que responde por cerca de 4% de suas importações. Em dezembro, os embarques devem alcançar uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas consultados pela Reuters. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido, e há milhões de barris em navios-tanque ao largo da costa da China aguardando para serem descarregados. Se o embargo permanecer em vigor por algum tempo, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto tende a pressionar os preços do petróleo para cima. O ataque a petroleiros ocorre enquanto Trump ordenou ao Departamento de Defesa que realizasse uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico que sua administração alega estarem contrabandeando fentanil e outras drogas ilegais para os Estados Unidos e além. Pelo menos 104 pessoas foram mortas em 28 ataques conhecidos desde o início de setembro. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em uma entrevista à Vanity Fair publicada esta semana que Trump "quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar 'tio'." Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

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Arco-íris noturno: destino turístico no Paraná tem fenômeno pouco conhecido durante a lua cheia

Publicado em: 21/12/2025 13:25

Arco-íris noturno: destino no PR tem fenômeno pouco conhecido em luas cheias Nas noites de lua cheia e céu limpo, um fenômeno meteorológico surge sobre as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O arco-íris noturno, também conhecido como arco-íris prateado, se forma quando o brilho da lua encontra a névoa das quedas. Segundo especialistas, as Cataratas do Iguaçu são um dos únicos lugares do Brasil com as condições climáticas específicas que permitem que o fenômeno apareça. Ele costuma acontecer em uma janela temporal específica, por cerca de cinco dias de cada mês, e sempre no ciclo da lua cheia. Assista acima. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Atualmente, a visita para ver o arco-íris é oferecida em duas modalidades: para hóspedes de um hotel de luxo que fica dentro do ponto turístico e também pela empresa que tem a concessão de turismo do parque, em um passeio chamado "Céu das Cataratas", que acontece aos sábados para grupos de até 20 pessoas. Segundo a meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Júlia Munhoz, para que o arco-íris lunar se forme, a lua precisa estar cheia, baixa no horizonte e com céu limpo. 🔎🌕 O fenômeno acontece quando a luz da lua, que é a luz solar refletida, atravessa as gotículas de água suspensas pela forte névoa das quedas. A formação é a mesma de um arco-íris diurno. Arco-íris lunar se forma nas Cataratas do Iguaçu Hotel das Cataratas “A luz sofre refração ao entrar na gota de água, reflexão dentro dela e uma segunda refração ao sair. Nesse processo, ocorre a dispersão, que separa a luz branca em diferentes cores”, explica Júlia. 🌿 Veja mais histórias da região: Experiência de luxo: Conheça hotel de Foz com diárias de até R$ 30 mil Tarzan das Cataratas: A história do homem que desbravou as quedas d'água com uma corda Imersão Primeiro mirante mostra arco-íris sobre as quedas. Foto tirada às 21h40 Mayala Fernandes Durante a visitação, que dura cerca de 1h30, o turista caminha por uma trilha silenciosa, iluminada apenas por lanternas e o brilho da lua cheia. O silêncio na trilha é uma recomendação, assim os turistas conseguem ouvir apenas o som constante das quedas d'água e contemplar a beleza da natureza em que estão imersos. Os guias orientam os participantes a iluminarem apenas o caminho e não a mata, para não acordar ou assustar os animais que podem estar no local. Eles também orientam a não utilizar os corrimões, que podem ter bichos como aranhas e escorpiões. Em todo o percurso existem três mirantes, desde o primeiro o arco-íris lunar está visível. De cima, o fenômeno aparece alto no céu, mas conforme se aproxima das quedas e a lua muda de ângulo, o arco diminui e parece cada vez mais próximo. Conforme se aproxima das quedas, um guia explica como a luz da lua encontra as partículas de água e se oferece para registrar fotos dos turistas no local. Na passarela da Garganta do Diabo, um dos pontos mais conhecidos do parque, são oferecidas capas de chuva para atravessar a névoa e contemplar o fenômeno ainda mais de perto. O arco-íris lunar tem diferença quando captado por uma câmera simples de celular ou uma câmera fotográfica Rodrigo Guerra A olho nu, as cores são tão tênues que o arco aparece prateado no céu – ou seja, é possível ver um arco esbranquiçado, semelhante ao arco-íris comum, mas sem a diferenciação das cores. Isso acontece porque o olho não está tão sensível à captação das cores naquele ambiente. 📸🌈 A percepção sobre o arco-íris muda quando o fenômeno é registrado por câmeras fotográficas, especialmente as profissionais. Câmeras de celulares, sobretudo os mais tecnológicos, também intensificam a percepção. Nas fotografias, as cores se destacam de outra forma, ficando mais próximas do que as pessoas costumam ver quando o fenômeno acontece durante o dia. "As câmeras atuais são muito mais sensíveis que o olho humano na captação de luz. Muitas ainda reforçam automaticamente a saturação das cores, deixando o registro mais vivo", diz o físico Igor Konieczniak. No local, a sensação é de estar diante de um espetáculo secreto da natureza, revelado só para quem tem paciência de esperar o ciclo da lua e o céu perfeito. Cataratas e os arco-íris noturno Fenômeno se forma em noites de lua cheia e céu limpo Mayala Fernandes Locais com alta umidade, como grandes quedas d'água, favorecem a formação do fenômeno. A intensidade da vazão da água também é um fator relevante para a formação, por isso, as Cataratas do Iguaçu são beneficiadas nesse aspecto, como explica o físico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Igor Konieczniak. “É preciso uma queda d’água muito intensa para levantar névoa suficiente. Em quedas menores, a vegetação bloqueia a visão ou a névoa não é forte o bastante. Sem dúvida, as Cataratas são o lugar mais propício”, afirma Konieczniak. Neste ano, em período de chuva, o ponto turístico chegou a registrar, em julho, vazão de 7 milhões de litros por segundo, valor cinco vezes acima do normal. Normalmente, a vazão é de 1,5 milhão de litros. Vazão das Cataratas do Iguaçu deve chegar a 9 milhões de litros por segundo Parque Nacional do Iguaçu Experiência apenas no lado brasileiro O fenômeno é visível apenas no lado brasileiro das Cataratas. Segundo o físico Igor Konieczniak, isso acontece devido à posição da lua. “Para enxergar qualquer arco-íris, a fonte de luz precisa estar atrás da cabeça do observador. No lado argentino, a lua não fica no ângulo adequado”, afirma. Os passeios acontecem apenas em noites de lua cheia, ou seja, em cerca de cinco dias por mês. As condições também precisam estar favoráveis para a visualização – o fenômeno não pode ser visto em noites nubladas, por exemplo. As majestosas Cataratas do Iguaçu também se destacam à noite. Divulgação - Nilmar Fernando. Próximo passeio durante 'Superlua' Fotografia do céu das Cataratas ganhou prêmio Rodrigo Guerra A próxima lua cheia e a primeira do ano de 2026 será no dia 3 de janeiro. Segundo Amauri José da Luz Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná (CEP), a previsão é que o dia registre uma Superlua, fenômeno que mostra o satélite natural da Terra aproximadamente 10% maior no céu, o que tornará a aparição de arco-íris noturno ainda mais favorável. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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EUA interceptam terceiro navio petroleiro perto da Venezuela, dizem agências

Publicado em: 21/12/2025 12:32

EUA interceptam terceiro navio petroleiro perto da Venezuela, dizem agências Os Estados Unidos interceptaram um terceiro navio petroleiro próximo à costa da Venezuela, informaram neste domingo (21) as agências de notícias Bloomberg e Reuters. A Bloomberg afirmou que o nome do barco é o petroleiro Bella 1 e que forças americanas já teriam embarcado no navio, já a Reuters disse que a embarcação está sendo perseguida e foi interceptada, mas que a abordagem ainda não haveria ocorrido. A data e o local exatos da interceptação não foram informados até a última atualização a desta reportagem. Se confirmada, esta será a segunda apreensão de navios petroleiros perto da Venezuela apenas neste final de semana e a terceira em pouco mais de dez dias. A ação compõe uma estratégia de pressão do governo Trump contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro. (Leia mais abaixo) ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a Bloomberg, trata-se de um petroleiro que usava bandeira panamenha e estava a caminho da Venezuela para ser carregado. Um oficial do governo dos EUA afirmou à Reuters que o petroleiro está sob sanções e navega com bandeira falsa, além de acrescentar que interceptações podem assumir diferentes formas além da entrada de tropas na embarcação, como navegar ou voar próximo. Um oficial afirmou à Reuters que o petroleiro interceptado neste domingo estava sob sanções econômicas, em linha com o "bloqueio total" de embarcações do tipo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira. No entanto, a embarcação apreendida no sábado não constava na lista de sanções dos EUA. Minutos após a nova interceptação ser revelada pelas agências de notícias, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que seu país enfrenta "uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e corsários que assaltaram petroleiros". Não está claro se a fala é uma resposta à ação americana deste domingo especificamente. "A Venezuela vem denunciando, enfrentando e derrotando há 25 semanas uma campanha de agressão que vai desde o terrorismo psicológico até corsários que assaltaram petroleiros. Estamos preparados para acelerar a marcha da Revolução profunda", disse Maduro em suas redes sociais. O governo Trump não se manifestou sobre a nova interceptação até a última atualização a desta reportagem. Além dessa embarcação, os Estados Unidos apreenderam no sábado (20) o petroleiro Centuries e, em 10 de dezembro, o Skipper. EUA anunciam sanções contra parentes de Maduro e contra empresas e navios que atuam na Venezuela Reprodução/TV Globo Há poucos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um bloqueio contra todos os petroleiros sujeitos a sanções que entram ou saem da Venezuela. O anúncio foi interpretado por analistas como uma elevação do tom das ameaças americanas. O governo venezuelano não se manifestou sobre a interceptação deste domingo até a última atualização desta reportagem. Anteriormente, o regime Maduro chamou o bloqueio de Trump aos petroleiros de uma "ameaça grotesca" e "absolutamente irracional", "pirataria internacional" e disse no sábado que as apreensões "não ficarão impunes". A apreensão de navios petroleiros faz parte da campanha de pressão do governo Trump contra o regime Maduro, que inclui uma ampla mobilização militar no mar do Caribe, sobrevoos no espaço aéreo venezuelano e bombardeios a embarcações. As interceptações, que visam estrangular a economia venezuelana, adicionaram um novo capítulo à escalada de tensões entre os dois países. Por que os navios estão sendo apreendidos? Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital. Há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo". Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro. Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos. Desde que os Estados Unidos impuseram sanções ao setor de energia da Venezuela, em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano passaram a recorrer a uma “frota fantasma” de navios-tanque, que ocultam sua localização, e a embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia. A China é a maior compradora do petróleo bruto venezuelano, que responde por cerca de 4% de suas importações. Em dezembro, os embarques devem alcançar uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas consultados pela Reuters. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido, e há milhões de barris em navios-tanque ao largo da costa da China aguardando para serem descarregados. Se o embargo permanecer em vigor por algum tempo, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto tende a pressionar os preços do petróleo para cima. O ataque a petroleiros ocorre enquanto Trump ordenou ao Departamento de Defesa que realizasse uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico que sua administração alega estarem contrabandeando fentanil e outras drogas ilegais para os Estados Unidos e além. Pelo menos 104 pessoas foram mortas em 28 ataques conhecidos desde o início de setembro. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em uma entrevista à Vanity Fair publicada esta semana que Trump "quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar 'tio'." Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

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Segundo petroleiro apreendido pelos EUA perto da Venezuela ia para a China, diz agência

Publicado em: 21/12/2025 11:02

Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela O navio petroleiro apreendido pelos Estados Unidos no sábado (20) perto da costa da Venezuela tinha como destino a China, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A embarcação é a segunda a ser apreendida pelos EUA desde o início da campanha de pressão do governo Trump contra o regime Maduro, que inclui uma ampla mobilização militar no mar do Caribe, sobrevoos de jatos e bombardeios a embarcações. A primeira apreensão ocorreu no dia 10 de dezembro e adicionou um novo capítulo à escalada de tensões entre os dois países. (Leia mais abaixo) O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira (16) um bloqueio total de petroleiros sancionados saindo da Venezuela e disse que o país está totalmente cercado militarmente. O anúncio foi interpretado por analistas como uma elevação do tom das ameaças americanas. Em resposta, o regime Maduro chamou a fala de Trump de uma "ameaça grotesca" e "absolutamente irracional". O navio apreendido no sábado chama VLCC Centuries e carregava cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo cru venezuelano Merey com destino à China, segundo documentos internos da petroleira estatal PDVSA, vendedora do petróleo. A embarcação estava sob bandeira do Panamá e utilizava o nome falso "Crag". Segundo a Reuters, o Centuries integrava a "frota fantasma" venezuelana: um conjunto de petroleiros que, por meio de diferentes artifícios —como bandeiras estrangeiras ou nomes falsos—, tentam ocultar que estão transportando petróleo venezuelano para evitar sanções internacionais. Outros países sancionados também utilizam a tática, como a Rússia e o Irã. Segundo dados da organização Transparência Venezuela, 40% das embarcações que transportam petróleo bruto venezuelano operam em situação irregular. O Centuries deixou as águas venezuelanas na quarta-feira após ser brevemente escoltado pela marinha venezuelana, segundo fontes da Reuters na PDVSA e imagens de satélite obtidas pelo TankerTrackers.com. Depois, ela foi apreendida em águas internacionais a oeste da ilha de Barbados. Segundo os documentos vistos pela Reuters, o petróleo foi comprado pela Satau Tijana Oil Trading, uma das muitas intermediárias envolvidas nas vendas da PDVSA para refinarias independentes chinesas. Em desafio ao anúncio do bloqueio de Trump, o governo Maduro afirmou na quarta-feira que a exportação do petróleo e a navegação de navios petroleiros continuam normais, e que as embarcações passariam a ter escolta da Marinha venezuelana. Fontes da Reuters afirmaram que o regime Maduro autorizou na quinta-feira a saída de dois petroleiros em direção à China, e que cada um estaria carregando cerca de 1,9 milhão de barris de petróleo cru. Apreensão de 2º navio petroleiro Trump e Maduro AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez A apreensão da embarcação por forças dos Estados Unidos aconteceu no fim da madrugada deste sábado e um vídeo da ação foi divulgado pela secretária da Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem. “Os Estados Unidos continuarão a combater a movimentação ilícita de petróleo sob sanções, usada para financiar o narcoterrorismo na região”, escreveu Noem na rede social X. A Venezuela condenou a apreensão do segundo petroleiro pelos EUA, que descreveu como um "grave ato de pirataria internacional", e disse que esses atos do governo Trump "não passarão impunes". O regime Maduro afirmou neste sábado que o Irã ofereceu sua cooperação "em todos os âmbitos" para enfrentar "a pirataria e o terrorismo internacional" dos EUA. A primeira apreensão ocorreu no último dia 10. Uma semana depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio total a petroleiros da Venezuela e disse que país estava completamente cercado. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que o ato foi uma "interferência brutal" de Washington. Um dia depois da primeira apreensão, a Rússia, que já havia declarado seu apoio a Maduro, voltou a se pronunciar sobre a pressão americana contra o país latino. Afirmou que as "tensões na Venezuela podem ter consequências imprevisíveis para o Ocidente". O Conselho de Segurança da ONU irá se reunir na próxima terça-feira para discutir a escalada de tensões e militar entre os EUA e a Venezuela. Por que os navios estão sendo apreendidos? Soldados americanos descendo em embarcação apreendida X / Reprodução A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital. Há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo". Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro. Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos. Desde que os Estados Unidos impuseram sanções ao setor de energia da Venezuela, em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano passaram a recorrer a uma “frota fantasma” de navios-tanque, que ocultam sua localização, e a embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia. A China é a maior compradora do petróleo bruto venezuelano, que responde por cerca de 4% de suas importações. Em dezembro, os embarques devem alcançar uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas consultados pela Reuters. Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido, e há milhões de barris em navios-tanque ao largo da costa da China aguardando para serem descarregados. Se o embargo permanecer em vigor por algum tempo, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto tende a pressionar os preços do petróleo para cima. O ataque a petroleiros ocorre enquanto Trump ordenou ao Departamento de Defesa que realizasse uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico que sua administração alega estarem contrabandeando fentanil e outras drogas ilegais para os Estados Unidos e além. Pelo menos 104 pessoas foram mortas em 28 ataques conhecidos desde o início de setembro. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em uma entrevista à Vanity Fair publicada esta semana que Trump "quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar 'tio'."

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Lançamento do foguete que fará 1º voo comercial espacial do Brasil é remarcado para segunda-feira

Publicado em: 21/12/2025 09:03

Veja a sala de controle que monitora operações de foguete sul-coreano no MA A Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa sul-coreana Innospace marcaram para esta segunda-feira (22), às 15h45, a quarta tentativa de lançamento do foguete que fará o primeiro voo comercial espacial do Brasil, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. A operação faz parte da missão Spaceward e conta com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). O lançamento é considerado um passo importante para inserir o Brasil no mercado internacional de lançamentos espaciais. Segundo os organizadores, a iniciativa pode atrair investimentos e ampliar as oportunidades de geração de renda no setor espacial, com Alcântara sendo apontada como estratégica para missões comerciais por causa da localização geográfica favorável. Terceiro adiamento Como é o foguete que fará o primeiro voo comercial partindo do Brasil? Esta é a terceira vez que o lançamento do foguete HANBIT-Nano é reprogramado. Em 21 de novembro, véspera da data inicialmente prevista, a missão já havia sido adiada para a realização de ajustes adicionais no veículo e avaliação do desempenho durante o voo. O lançamento foi remarcado para 17 de dezembro. Entretanto, a missão precisou cancelada após a detecção de uma "anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de fornecimento de oxidante do primeiro estágio do foguete, durante o procedimento de inspeção final de lançamento". O cancelamento aconteceu pela necessidade da realização de inspeção técnica no funcionamento da válvula utilizada para o abastecimento do tanque de metano líquido do segundo estágio do foguete. Uma nova data de lançamento não foi divulgada. O período deve ser informado somente após uma definição entre as autoridades brasileiras e a empresa sul-coreana. O problema foi corrigido com a troca de componentes do foguete e a data foi remarcada para a sexta-feira (19). Nesta sexta-feira, o horário de lançamento estava previsto para as 15h34, mas foi alterado para as 17h devido ao tempo nublado em Alcântara. O horário foi alterado novamente para as 21h, após ser identificado um problema no fornecimento de energia elétrica em solo no local de lançamento. O que acontece agora? ❓ Foguete sul-coreano HANBIT-Nano posicionado na plataforma de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão Força Aérea Brasileira (FAB) A janela de lançamento do foguete — período em que ele pode ser lançado — segue aberta até o dia 22 de dezembro de 2026. Caso até essa data o foguete não seja lançado, uma nova janela de lançamento deve ser informada. O período deve ser definido entre a empresa responsável pelo foguete, a Força Aérea Brasileira e a Agência Espacial Brasileira. As datas devem considerar condições climáticas favoráveis para o lançamento. Conheça o HANBIT-Nano O HANBIT-Nano é capaz de atingir a atmosfera e chegar ao espaço em até três minutos, tem 21,9 metros de altura, pesa 20 toneladas e possui 1,4 metro de diâmetro (veja mais detalhes abaixo). Em sua trajetória até a órbita da Terra, ele pode chegar a 30 mil km/h. Em números simplificados, ele equivale à altura de um prédio de sete andares, pode voar até 30 vezes mais rápido que um avião comercial e tem peso semelhante ao de quatro elefantes africanos. Batizada de Spaceward, a missão envolve um trabalho coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O objetivo é levar ao espaço cinco satélites e três dispositivos que auxiliarão pesquisas em mais de cinco áreas, desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. Foguete que fará o 1º voo comercial no Brasil levará ao espaço satélites para estudos ambientais, de comunicação e análise solar 1º lançamento do Brasil de foguete comercial é adiado para dezembro 🌌🔭 Quando lançado, o foguete HANBIT-Nano poderá ser visto a olho nu dos céus de Alcântara (MA) e em parte do litoral de São Luís (MA). Se bem-sucedido, o lançamento pode representar um avanço do Brasil rumo ao mercado global de lançamentos espaciais. A compensação monetária paga pela Innospace ao governo brasileiro para a missão não foi informada. Ao g1, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a Innospace firmou um acordo de prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado com o Governo Brasileiro. Essa modalidade não prevê lucro. ENTENDA: Como será e por que 1º voo comercial de foguete no Brasil pode colocar país na rota do mercado espacial Conheça a sala de controle e entenda como funciona a operação de lançamento do foguete do 1º voo comercial espacial no Brasil Arte: Como é o foguete HANBIT-Nano Arte/g1 Nova fase Foguete HANBIT-Nano será lançado neste sábado (22) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão INNOSPACE A Operação Spaceward, que vai lançar o HANBIT-Nano, marca o início de uma nova era do Programa Espacial Brasileiro. O foguete pode inserir o Brasil no mercado global espacial, contribuir na melhora da tecnologia dos dispositivos espaciais e atrair novos investimentos estrangeiros, alavancando o Programa Espacial Brasileiro. A abertura da base ao mercado de lançamento de foguetes comerciais em Alcântara começou a se tornar possível devido a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado pelos governos brasileiro e dos EUA, em 2019. Pelo acordo, dispositivos desenvolvidos com tecnologia norte-americana e por empresas privadas autorizadas por ele poderiam ser lançados de Alcântara, e o Brasil ficaria habilitado a receber uma compensação monetária. Isso porque são os EUA que produzem grande parte dos componentes presentes em foguetes lançados no mundo. Porém, os norte-americanos não autorizam esses dispositivos a serem lançados por países nos quais eles não possuem acordos na área espacial. Com a assinatura, em 2019, o processo foi simplificado. "Antigamente não era proibido, mas para cada lançamento que você fizesse, precisava de uma autorização especial. Agora, é muito mais fácil", explicou Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). Arte: Por que Alcântara? Arte/g1

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Coreia do Sul e Rússia fazem reunião secreta para discutir programa nuclear da Coreia do Norte, diz agência

Publicado em: 21/12/2025 08:38

Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante discurso em 10 de dezembro de 2025. KCNA via Reuters Representantes diplomáticos dos governos da Coreia do Sul e da Rússia tiveram, nos últimos dias, uma reunião secreta para discutir o programa nuclear da Coreia no Norte, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes da Yonhap, um funcionário do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano responsável por assuntos nucleares norte-coreanos viajou recentemente a Moscou para reuniões com Oleg Burmistrov, embaixador especial do governo da Rússia para a segurança nacional do extremo oriente russo —que inclui a questão nuclear norte-coreana. Durante o encontro, que não foi divulgado por nenhum dos dois países, os representantes russo e sul-coreano também discutiram outros assuntos de segurança regional de interesse mútuo, disse a agência, porém sem especificar quais foram esses tópicos. Segundo a agência, o representante sul-coreano também teria pedido ajuda da Rússia para reabrir o diálogo entre Seul e a Coreia do Norte em 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Rússia e a Coreia do Norte são aliados e estreitaram relações nos últimos anos, muito por conta da guerra da Ucrânia. Kim Jong-un forneceu tropas e armamentos para ajudar Putin no conflito e, em troca, forneceu aos norte-coreanos conhecimento técnico sobre tecnologia nuclear e militar. Por conta dos laços entre Moscou e Pyongyang, a Coreia do Sul acredita que a Rússia tem a capacidade de convencer Kim Jong-un a retomar os diálogos com Seul e também de desempenhar um papel construtivo para garantir a paz na Península Coreana.

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Como a geração Z enxerga as lideranças mais velhas

Publicado em: 21/12/2025 04:01

Uma parcela significativa da geração Z – os nascidos entre 1997 e 2012 – está no mercado de trabalho e os mais novinhos têm opinião formada sobre diversos assuntos. Principalmente, é um grupo bastante heterogêneo que não pode ser visto como um monolito. A organização norte-americana CoGenerate, que trabalha em ações para facilitar a intergeracionalidade, acaba de divulgar um estudo valioso sobre como esses jovens enxergam as lideranças maduras; de que forma desejam ser tratados; e como acreditam em uma verdadeira parceria com os mais velhos. Jovens da geração Z querem aproveitar o talento e as experiências dos aliados mais velhos, mas muitas vezes não sabem por onde começar ghcassel para Pixabay A CoGenerate reuniu 26 jovens líderes, com idades que variavam entre 12 e 19 anos, que atuam em diferentes áreas nos Estados Unidos. Se os adolescentes de ontem não esperavam ter uma voz, hoje eles têm um celular com câmera, acesso ao conhecimento e uma plataforma global de comunicação que lhes permite falar com dezenas de pessoas que conhecem e milhões que não conhecem. É o caso de Leena Albinali, que tinha 14 anos quando criou um acampamento de verão intergeracional, na Califórnia. Ou Molly McAlvanah, que, aos 16 anos, se tornou mesária eleitoral e fez campanha de porta em porta para apoiar candidatos e causas em que acreditava. Ou ainda Elijah Lee, um ativista comunitário que, aos 10 anos, liderou sua primeira marcha de conscientização sobre abuso infantil. Aos 17 anos, ajudou a redigir mais de 40 peças legislativas na Virgínia, destinadas a apoiar sobreviventes de abuso infantil. O estudo deu origem a cinco eixos para nortear o relacionamento entre as gerações, com foco em parcerias genuínas, nas quais adolescentes e aliados mais velhos trabalham lado a lado por mudanças. Vamos a eles: Não somos seus filhos: adultos tendem a só saber se relacionar com os jovens através da lente dos seus próprios filhos. Apesar de poderem ter a idade deles, todos querem ser tratados como parceiros sérios e capazes de contribuir. A colaboração intergeracional deve ser construída a partir de respeito e aprendizado de mão dupla. Um recado: quando tiver dúvidas sobre como interagir, considere como gostaria que os aliados mais velhos tivessem falado contigo quando tinha essa idade. Ouça. Simples assim: adultos se apressam em dar conselhos quando tudo de que os jovens precisam é de alguém para ouvi-los. Como deve agir uma liderança madura: Não se apresse em preencher o espaço. Dê tempo para compartilharem seus pensamentos. Faça perguntas abertas: "Como você se sente sobre isso?", ou "Como posso te apoiar?". Jovens valorizam os conselhos dos adultos, mas querem a chance de pedi-los por conta própria. Nem sempre estão procurando mentoria. Quando pedirem conselhos, coaching ou mentoria, explique as coisas sem ser condescendente. Permita que encontrem suas próprias respostas. Esteja disposto a compartilhar seus processos de tomada de decisão e seu “manual”, sem tentar controlar a situação. Se você se pegar falando mais da metade do tempo, pare e convide os outros a participar. Não nos chame só para fazer figuração: os jovens sabem quando estão sendo usados apenas por uma questão de imagem ou de marketing e não têm medo de expor esse tipo de comportamento. Querem lidar com situações reais e complexas, e não simulações ou problemas teóricos. Portanto, algumas recomendações: Não peça a indivíduos para falarem em nome de todos. As pessoas mais velhas tentam agrupar os jovens em uma caixa e presumir que todos vivem as mesmas experiências – por exemplo, em relação à tecnologia – o que não é verdade. Juventude não é a única coisa que eles trazem para a mesa, então não há necessidade de mencioná-la constantemente. Na maioria das vezes, tal postura os afasta. Permita que os jovens participem de maneiras significativas: como moderadores, painelistas, organizadores e membros de conselho. Pergunte quem está faltando na conversa e os incentive a projetar soluções para trazer essas vozes para a mesa. Nós corresponderemos: se os aliados mais velhos lideram com abertura, autenticidade e curiosidade, é provável que os jovens sigam o exemplo. Dada a dinâmica de poder existente, muitos dizem que é papel dos líderes estabelecer a cultura para as colaborações intergeracionais. Isso significa criar oportunidades para aprender, experimentar, cometer erros e falhar. No entanto, eles também querem a oportunidade de co-criar a cultura. Portanto, convide-os a colaborar efetivamente na criação de normas e práticas, e celebre o aprendizado e a experimentação, não apenas o sucesso. Queremos o poder de mudar as coisas: os jovens entendem o valor do trabalho entre gerações. A maioria deseja aproveitar o talento e a experiência dos mais velhos, mas muitas vezes não sabe por onde começar, nem como colaborar. As lideranças podem promover uma colaboração significativa, lhes dando poder real: compartilhando decisões, responsabilidades e crédito. O desconforto faz parte do processo, mas leva a uma conexão autêntica e a transformações. Geração Z no Mercado de Trabalho: jovens buscam reconhecimento e preferem a internet

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Retorno da Volkswagen ao Salão do Automóvel depende de um evento mais ‘forte’, diz presidente

Publicado em: 21/12/2025 04:01

Presidente da Volkswagen explica por que ficou de fora do Salão do Automóvel Em entrevista exclusiva ao g1 Ciro Possobom, presidente da Volkswagen, afirmou não estar arrependido de ter ficado de fora do Salão do Automóvel de São Paulo, que voltou a ser realizado após sete anos de hiato. Segundo o executivo, o formato do evento e a ausência de concorrentes de peso pesaram na decisão de não participar. Para ele, o conjunto de ausências impediu que o salão tivesse a força desejada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Salão forte para mim é com presença de todas as marcas, né? Então, acho que é isso que é importante, né? Tiveram marcas importantes lá, mas muita gente ficou de fora", revelou o executivo. Segundo Possobom, um salão mais “forte” pode levar a empresa a considerar um retorno ao evento em 2027. O formato pouco inovador também não agradou, especialmente por conta dos estandes menores. “Acho que pode ser maior. A gente participou de alguns eventos na Europa que são diferentes, diferentes formatos de salão, aberto ao público, em praças. Acho que ficar naquele modelo do salão de galpão fechado, com cada um num canto, talvez não seja o que o público queira”, avalia. Além da Volkswagen, outras marcas também ficaram de fora do evento em 2025, como: Audi; BMW; Chevrolet; Ford; Jaguar; Land Rover; Mercedes; Nissan; Porsche; Volvo. Veja abaixo a íntegra da entrevista de Ciro Possobom ao g1. g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques. Quando se percebe o potencial de um sucesso Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante O que empacou a eletrificação da Volkswagen O que faria o mercado automotivo deslanchar Quando se percebe o potencial de um sucesso Presidente da Volkswagen conta como percebeu que o Tera seria um sucesso Constatar o sucesso de um novo modelo não acontece da noite para o dia. O desenvolvimento de um carro começa muito antes. Possobom explica que, em geral, são necessários cerca de cinco anos de planejamento, testes e ajustes até que o veículo ganhe forma. O potencial de sucesso — ou de fracasso — do carro só surge mais adiante, quando o projeto está concluído e decisões como design, estofamento, motor e formato dos bancos já foram tomadas. Segundo ele, essa percepção costuma aparecer entre três e seis meses antes do lançamento. “Quando realmente ele aparece para o grande público e começa a ver a percepção que a gente tem, do tamanho do potencial do carro”, disse o executivo. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 No caso do Tera, o modelo “apareceu” pela primeira vez em setembro de 2024, em um teaser no Rock in Rio, nove meses antes do lançamento. Em março, a três meses da estreia, o carro foi apresentado integralmente no Rio de Janeiro, durante o carnaval. Foi nesse intervalo que o Tera despertou o interesse do público e resultou na venda de 12.200 unidades em menos de uma hora, quando as encomendas foram abertas. Os pedidos precisaram ser encerrados devido ao limite de produção da fábrica de Taubaté (SP). O modelo divide a linha de montagem com o Polo. A planta já produziu outros veículos bastante conhecidos da Volks, como Gol, Voyage, Passat, Saveiro, Parati e Up. Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante Presidente da Volkswagen diz que brasileiro prefere SUV, mas hatch ainda é importante Os brasileiros compram mais SUVs zero quilômetro do que hatches desde 2020. Hoje, os utilitários respondem por 54% dos veículos emplacados, enquanto os hatches representam 24,6% das vendas. O movimento aparece dentro da própria Volkswagen, que oferece: Seis SUVs: Tera, Nivus, T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4 (para aluguel) Dois hatches: Polo e Golf GTI Duas picapes: Saveiro e Amarok Uma minivan: ID.Buzz (também para aluguel) Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em outras palavras, há três vezes mais opções de SUVs do que de hatches. E entre estes está o Golf GTI, que parte de R$ 430 mil e não é um veículo de grande volume. Mesmo assim, o presidente da Volkswagen não acredita que o mercado de hatches esteja em declínio. “O SUV, ele [o público brasileiro] realmente prefere mais, mas não quer dizer que o hatch não é importante”, afirma o executivo. Mas é preciso reconhecer que a troca já está em curso. À medida que o Tera ganhou espaço entre os emplacamentos, o Polo perdeu ritmo. O SUV já vende mais que o hatch, em um ano em que se esperava até que o Polo pudesse se tornar o veículo mais vendido do Brasil, superando a Fiat Strada. O que empacou a eletrificação da Volkswagen Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país Quem procura carros elétricos ou híbridos não encontra hoje uma opção da Volkswagen para compra no Brasil. Os únicos modelos eletrificados da marca são dois 100% elétricos — ID.4 e ID.Buzz — oferecidos apenas por assinatura. O cenário contrasta com o de concorrentes como Chevrolet, Toyota, Honda, Fiat, Peugeot e Hyundai, além das marcas chinesas BYD, GWM, MG e Zeekr, que já oferecem modelos eletrificados no país. Segundo Ciro Possobom, eletrificar a linha atual encareceria os veículos, e esse foi um fator decisivo para a estratégia de limitar, por ora, a oferta de modelos com bateria de alta tensão. “O Tera, que hoje tem preço médio de R$ 120 mil, hoje ele não é eletrificado. Se eu começar a eletrificar ele, quanto fica a mais? Um híbrido leve vai custar R$ 10 mil a mais, se eu colocar um híbrido, vai para R$ 30 mil ou R$ 40 mil a mais”, disse o executivo. “Um cliente de R$ 120 mil não é o mesmo de R$ 160 mil. Então eu tenho que ter muito cuidado quando você adota algumas tecnologias, para talvez não desposicionar e o brasileiro não conseguir pagar”, complementou. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em relação à eletrificação nos próximos anos, a Volkswagen prometeu que todos os lançamentos de 2026 terão ao menos uma versão eletrificada. Possobom destacou sobretudo os híbridos flex e justificou a escolha pelo tamanho do país e pelo modo como o brasileiro utiliza o carro. “O brasileiro anda muito de carro, são 13 mil ou 15 mil km por ano. Ele pega o carro, vai para a praia, coloca a família. (...) Então, um híbrido leve, um HEV (híbrido pleno) e um plug-in hybrid estão dentro das soluções, também como carros elétricos. A gente tem vários carros sensacionais elétricos lá fora que também poderia fazer aqui”, diz. O presidente da Volkswagen também mencionou que, a exemplo de Chevrolet e Stellantis, poderia trazer ao Brasil carros elétricos produzidos na China, mas prefere fabricar aqui, com tecnologias voltadas ao mercado nacional. “O brasileiro, ele tem um comportamento. Ele precisa ficar anos com o carro. Tem que cuidar muito com o valor residual desse carro. Como é que vai estar essa tecnologia daqui a 3, 4 anos? Então, a gente acredita que a solução de híbridos é a melhor solução aqui para o brasileiro”, comentou Possobom. O que faria o mercado automotivo deslanchar Presidente da Volkswagen comenta sobre o que faria o mercado automotivo deslanchar O mercado de automóveis deve encerrar 2025 com 2,55 milhões de veículos zero quilômetro emplacados, um avanço de 3% em relação ao ano anterior, segundo a Fenabrave. O número é expressivo, mas a estimativa já foi maior. A projeção inicial era de 2,6 milhões de emplacamentos, o que representaria alta de 5%. A revisão ocorreu em outubro, quando a entidade atualizou suas expectativas. Ciro Possobom aponta três fatores que poderiam ter levado o índice além do resultado modesto, de um dígito: juros mais baixos, maior produção nacional e regulamentação mais flexível. “Um ponto é a parte de juros. Eu acho que é importante. É o primeiro ponto que poderia realmente ajudar bastante ali”, disse o executivo. Atualmente a taxa de juros Selic está em 15% e permanece assim desde junho deste ano. Há, porém, previsão de queda. A edição mais recente do Boletim Focus indica que o Brasil deve encerrar 2026 com a taxa próxima de 12%. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Além dos juros, ele acredita que ampliar a produção nacional de veículos também seria decisivo para impulsionar o crescimento do mercado. “Se a gente produz na região, sei lá, 600 mil carros, por exemplo, se eu pudesse produzir 700 mil ou 800 mil carros, com certeza, o meu custo barataria. A indústria precisa se fortalecer, precisa de mais massa de produção. Isso ajudaria a ter o carro mais competitivo”, afirma. Possobom também afirma que a legislação de emissão de poluentes no Brasil é mais “pesada do que a própria Europa, os próprios Estados Unidos”. “Quando você faz um PL 7, um PL 8, você coloca mais custo naquele carro. Então, são investimentos de centenas de milhões e um custo por unidade também ali”, explica. O PL 8 é a fase mais recente do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde o início de 2025, com etapas que serão implementadas gradualmente até 2029. Entre as exigências estão limites menores de emissões e a adoção de tecnologias para capturar vapores de combustível durante o abastecimento, evitando que esses gases sejam liberados na atmosfera.

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COP30, Brics e acordo Mercosul-União Europeia adiado: relembre destaques do ano da diplomacia do Brasil

Publicado em: 21/12/2025 04:01

A diplomacia brasileira encerra 2025 com o adiamento da assinatura do acordo do Mercosul com a União Europeia. O ano marcou uma intensa agenda internacional do Brasil seja sediando eventos como as cúpulas dos Brics, no Rio de Janeiro (RJ), e da COP30, em Belém (PA), ou negociando o tarifaço dos Estados Unidos. O g1 conversou com o embaixador Maurício Lyrio, negociador do Brasil nos Brics e na COP30. É secretário de Clima e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Já foi secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros e integrou a equipe brasileira de negociação do Mercosul. Atuação no Mercosul O Brasil presidiu o Mercosul ao longo do segundo semestre de 2025 e esperava ter entregue a presidência do bloco para o Paraguai, no sábado (20), com o acordo com a União Europeia assinado. Negociado há 26 anos, o tratado pode ampliar o acesso a mercados, reduzir tarifas e fortalecer as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa. Do lado europeu, porém, ainda não há consenso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A conclusão foi adiada para 2026. O Paraguai ficará responsável por conduzir as negociações do Mercosul no próximo semestre. Os países do Mercosul já fecharam questão pela assinatura do acordo. A negociação foi concluída em dezembro de 2024, durante reunião em Montevidéu com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Apesar da dificuldade da União Europeia de chegar a um consenso, Lyrio destaca que o Mercosul mantém uma agenda externa ativa. O bloco já firmou mais de dez acordos comerciais ao longo de sua história. No terceiro mandato de Lula, assinou um acordo com Singapura e concluiu a negociação com a União Europeia após mais de uma década sem novos tratados. “Esse acordo não é só comercial, é um acordo político, num momento de crescimento do protecionismo. Duas regiões dizendo que apostam na integração, na convergência e não no unilateralismo, enviam uma mensagem muito forte”, afirma Lyrio. Na avaliação do diplomata, o principal desafio do Mercosul hoje não está fora do bloco, mas dentro dele: aprofundar o alinhamento entre os países-membros. Segundo Lyrio, medidas unilaterais adotadas por potências afetam os países do Mercosul de forma desigual e aumentam a pressão para negociações individuais, especialmente com os EUA. Soma-se a isso a divergência ideológica entre governos da região. Ainda assim, ele afirma que o Brasil tem conseguido manter diálogo com lideranças de diferentes espectros políticos. Para o diplomata, ampliar acordos externos também fortalece o bloco internamente, ao criar compromissos comuns. “Negociar acordos em conjunto gera obrigações. E isso é um elemento de fortalecimento do Mercosul do ponto de vista interno”, afirma. Igarapé, no arquipélago do Marajó, no Pará - floresta Amazônica Rafael Aleixo/g1 Realização da COP30 O Brasil segue na presidência da COP30 até a próxima conferência, no fim de 2026. A edição realizada em Belém reuniu mais de 42 mil participantes de 195 países. A COP termina sem acordo sobre combustíveis fósseis enquanto ciência prevê aquecimento acima de 1,5°C encerrou-se com um alerta claro da ciência. O balanço das negociações mostra que ainda um longo caminho para cumprir os objetivos climáticos estabelecidos até aqui. Apesar das críticas e da frustração de cientistas e ambientalistas com o resultado, Lyrio avalia que, diante do contexto geopolítico, houve avanços relevantes. “No início do ano, não sabíamos se o regime do clima sobreviveria. Ele não só sobreviveu como foi capaz de gerar novas obrigações”, afirma. Brics Durante a presidência brasileira do Brics, em um contexto de intensificação dos conflitos globais, o embaixador diz que o país buscou reforçar a cooperação em áreas ligadas ao desenvolvimento social e econômico. Um dos principais resultados foi o lançamento da parceria para a erradicação de doenças socialmente determinadas, comuns em países em desenvolvimento. A iniciativa colocou a saúde no centro da agenda do grupo. “Os laboratórios do Brasil, da Índia, da China, da Rússia e da África do Sul são fortes. Precisamos reunir forças para enfrentar doenças que afetam nossos países e que não estão no centro da medicina global”, afirma Lyrio. A agenda climática também foi tema. O Brasil trabalhou para construir uma posição comum do Brics sobre mudança do clima, o que ajudou a pavimentar as negociações da COP30. Segundo Lyrio, os países do grupo foram aliados centrais do Brasil nos momentos mais decisivos da conferência. Outro avanço considerado histórico foi a construção da primeira posição conjunta do Brics sobre inteligência artificial. O debate incluiu tanto o potencial da tecnologia para o desenvolvimento, como aplicações na agricultura, na saúde e no combate às mudanças climáticas, quanto os riscos, sobre especialmente o emprego e a desigualdade. “Conseguimos construir uma posição conjunta sobre a necessidade de uma governança global da inteligência artificial”, diz. O Brasil em 2026 Ao avaliar a imagem do país no exterior, Lyrio afirma que o Brasil voltou a exercer liderança na defesa de soluções coletivas para desafios globais. Combate à fome, agenda climática e defesa do comércio internacional estão entre os eixos centrais da política externa. Segundo ele, essa linha deve se manter em 2026, com foco no desenvolvimento social, na redução das desigualdades, no acesso a financiamento para países em desenvolvimento e no enfrentamento da crise climática, temas que continuarão no centro da atuação internacional brasileira enquanto o país mantiver a presidência da COP30.

Verão no Paraná terá períodos de chuva intensa e temperaturas acima da média, diz Simepar

Publicado em: 21/12/2025 04:00

Verão começa com sol forte em todo Paraná O verão começa às 12h03 deste domingo (21). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação terá chuva intensa em janeiro. Em março, as temperaturas podem ficar acima da média. Confira a previsão do tempo O Simepar destaca que, historicamente, os maiores acumulados de chuva no Paraná são registrados durante o verão. Ao contrário da primavera que teve diversos temporais, serão volumes maiores, mas de menor severidade. O mês que deve ter maior intensidade é janeiro, com mais chuva do que a média. Fevereiro e março irão registrar precipitações irregulares, sendo o último mês mais seco. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp “Especialmente em janeiro, massas de ar quente e úmido (tempo abafado) irão ocasionar pancadas fortes de chuva entre os períodos da tarde e da noite, deixando o acumulado mensal de chuva ligeiramente acima da média climatológica em várias regiões", disse Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. Isso acontece porque o fenômeno La Niña tem probabilidade de aproximadamente 50% de permanecer até o início de fevereiro. Depois, cai para 20%. O litoral do Paraná deve ser a região com mais registro de chuva. Em janeiro, a média histórica é de 458 mm. Em fevereiro, 263 mm. Em março, entre 218 mm e 357 mm. Com esse mesmo histórico, oeste é a região com menos chuva em janeiro, com até 179 mm. Sul e norte se destacam como as mais secas com até 164 mm em fevereiro e até 140 mm em março, respectivamente. As regiões mais quentes são oeste e norte, com média de 31.9°C e 30°C em janeiro, respectivamente. Em fevereiro, 32.1°C e 30°C. E em março, 31.6°C e 30.8°C. No início do ano, historicamente, a temperatura mínima média mais baixa fica entre a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a região central e o sul, com 17°C. Leia também: 'Ruídos diplomáticos': Um dia após Lula inaugurar Ponte da Integração no Paraná sem presidente paraguaio, Paraguai faz cerimônia própria do outro lado da fronteira Tragédia: Morre criança de 3 anos resgatada de dentro de carro que caiu em rio no Paraná Inspirador: Cachorro resgatado de maus-tratos é 'contratado' por prefeitura para ajudar em trabalho emocional com crianças e idosos Verão começa às 12h03 deste domingo (21). José Fernando Ogura/AEN VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Em crise, Cuba abre economia para capital estrangeiro

Publicado em: 21/12/2025 03:00

Cuba está abrindo sua economia ao capital estrangeiro, como foi confirmado pelo ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, durante a Feira Internacional de Havana, no fim de novembro. Diante de empresários e investidores de todo o mundo, o ministro anunciou um pacote de medidas para facilitar os investimentos estrangeiros que representa uma mudança paradigmática em muitos aspectos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Cuba enfrenta uma profunda crise econômica há vários anos, motivada pelo colapso do turismo na esteira da pandemia de Covid-19 e pelo duradouro embargo comercial, econômico e financeiro dos EUA, que agravaram problemas estruturais da economia cubana. A infraestrutura pública e os serviços básicos estão se deteriorando. Apagões que duram horas são comuns. O país precisa importar grande parte de seus alimentos, além de combustível e peças de reposição para suas usinas termelétricas obsoletas. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para gerar as divisas estrangeiras de que tanto necessita, Cuba tem gradualmente "dolarizado" sua economia nos últimos anos, o que inclui o varejo, as empresas estatais de importação, postos de combustíveis e o setor de turismo. Esse processo vai continuar, enfatizou Pérez-Oliva. Ele anunciou que certos bens e serviços passarão a exigir pagamento em moeda estrangeira, sem dar mais detalhes. O pacote de medidas, disse o ministro, visa tornar os investimentos estrangeiros mais dinâmicos e mais confiáveis ​​e dar a eles maior autonomia financeira. As mudanças anunciadas por ele são o passo mais significativo rumo à abertura da economia cubana em anos. O governo cubano não esclareceu quando elas entrarão em vigor. Um motorista de táxi segura pesos cubanos, em Havana, Cuba, em 18 de dezembro de 2025. Reuters Atração de investimentos Cuba abriu-se ao capital estrangeiro há mais de uma década, num esforço para impulsionar sua economia e atrair novas tecnologias. Em Mariel, nos arredores de Havana, foi criada, no fim de 2013, uma zona especial de desenvolvimento com regulamentações alfandegárias e tributárias particularmente favoráveis. No ano seguinte entrou em vigor uma nova lei sobre investimento estrangeiro. Mas os resultados ficaram aquém das expectativas: processos de aprovação demorados, entraves burocráticos e o endurecimento das sanções dos EUA impediram que empresas fizessem investimentos de larga escala em Cuba. Agora o regime tenta melhorar as condições para os investidores estrangeiros. Segundo Pérez-Oliva, os processos serão mais simples, flexíveis e transparentes. A ideia do regime cubano é que os investidores estrangeiros possam assumir indústrias e instalações de produção subutilizadas, investir nelas, utilizá-las pelo período acertado, obter lucros e, em seguida, devolvê-las ao Estado para uso e desenvolvimento. O objetivo de fundo é ajudar a aumentar a produção nacional, expandir as exportações e substituir as importações. As duas principais importações de Cuba são combustíveis e alimentos. "Grande parte dos alimentos que importamos poderia ser produzida em Cuba", reconheceu o ministro. Num projeto piloto, uma empresa vietnamita está cultivando arroz em terras agrícolas cedidas pelo Estado cubano na província de Pinar del Río. Se os resultados forem positivos, o modelo será expandido para outras áreas do país. O projeto piloto que envolve o arrendamento de hotéis para redes hoteleiras internacionais e que concede a elas maior liberdade operacional também poderia servir de modelo, explicou Pérez-Oliva. Cuba está ainda abrindo o setor bancário e financeiro ao capital estrangeiro e quer promover "ativamente" a participação dele. Sem dar mais detalhes, o ministro anunciou um novo instrumento de financiamento. Uma mulher usa o celular do lado de fora de um banco em meio a um colapso parcial da rede elétrica em Havana, Cuba, em 3 de dezembro de 2025. Reuters Passo na direção certa O economista Omar Everleny Pérez Villanueva, da Universidade de Havana, considera as medidas anunciadas um passo na direção certa. Ele destaca os processos de aprovação mais rápidos. "Isso mostra que existe uma certa vontade política", diz. Villanueva afirma que a única maneira de Cuba ter acesso a fontes externas de financiamento é por meio de investimentos estrangeiros, já que empréstimos internacionais não são mesmo uma opção diante do elevado nível de endividamento público do país. No entanto, diante do atual estado da economia cubana, as medidas são insuficientes, diz o economista, lembrando que um investidor estrangeiro que opta por investir em Cuba precisa enfrentar a enorme pressão contrária do governo dos EUA. Mais poderia ter sido feito, diz Villanueva, e dá como exemplo a abolição da agência estatal de emprego. Uma reclamação antigas das empresas estrangeiras em Cuba é que elas só podem contratar trabalhadores por meio da agência estatal. Essa prática será flexibilizada: a agência continua existindo, mas as empresas também poderão contratar trabalhadores diretamente e pagar bônus em dólares americanos. "Aqui se produz um elemento de flexibilização importante. Depois que o processo de seleção for realizado pela entidade empregadora, o investidor decide se a contratação será realizada de forma direta ou se continua da maneira" atual, por meio da agência estatal, afirmou Pérez-Oliva. "Isso facilita muito as coisas", diz o empresário alemão Frank Peter Apel, da Pamas, fornecedora de serviços hidráulicos e única empresa alemã com filial na Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel. Para ele, as mudanças anunciadas pelo governo cubano são claramente uma resposta à profunda crise do país e demonstram flexibilidade e vontade de reformar. Um homem carrega manequins em uma rua de Havana, Cuba, em 18 de dezembro de 2025. Reuters

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Projeção no Cristo Protetor celebra solidariedade após enchentes que atingiram o RS

Publicado em: 21/12/2025 03:00

A estátua do Cristo Protetor, de Encantado (RS), tem um papel especial nesse fim de ano Uma celebração de fé e esperança ilumina as noites do município de Encantado (RS) neste fim de semana: a estátua do Cristo Protetor recebe um espetáculo de luz e projeção em reconhecimento à corrente de solidariedade vista após as enchentes que atingiram a região em 2023 e 2024. 📿 Com 43,5 metros de altura, o equivalente a um prédio de 14 andares, o Cristo Protetor é a mais alta estátua de Cristo do Brasil. O monumento exalta a fé e tem impulsionado o turismo religioso na região. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A apresentação usou tecnologia de laser e reuniu moradores e visitantes. O tema foi a importância de estender a mão ao próximo. "Nosso objetivo é que todos tenham um momento de reflexão e saiam daqui diferentes do que entraram, para valorizar sempre o melhor que temos dentro de nós", afirmou o diretor do espetáculo, Elias da Rosa. Durante a exibição, dezenas de rostos de moradores foram projetados no monumento, relembrando momentos difíceis e de superação. Entre eles, o da pedagoga Tânia Sirley Hennig, que perdeu quatro familiares nas enchentes. Desde então, ela tem recebido apoio da cunhada. "Ela foi muito importante na minha vida. Ela representa amor, representa família", disse. Projeção no Cristo Protetor celebra fé e esperança após enchentes Reprodução/TV Globo O bombeiro Lucas Moreira de Oliveira atuou nos resgates e também foi homenageado. "Imagens tristes, mas também muito feliz por ter essas pessoas que ajudaram e apoiaram a comunidade e também nós, bombeiros, no dia a dia do resgate", relembrou. Dona Maria Elisa comemorou 67 anos no evento. "Muito feliz por estar aqui", contou. A neta dela completou: "Foi incrível. Se eu pudesse, vinha todo dia". O espetáculo segue até este domingo (21). Desde a abertura parcial para visitação, o Cristo Protetor recebeu mais de 560 mil turistas de 62 países. Projeção no Cristo Protetor celebra fé e esperança após enchentes no Vale do Taquari (RS) Reprodução/Jornal Nacional Saiba mais sobre o monumento Altura total: 43,5 metros Altura da estátua: 37,5 metros Altura do pedestal: 6 metros Envergadura: 39 metros Altura em relação à Encantado: 378 metros Altitude em relação ao nível do mar: 436 metros Peso total: 1.712 toneladas, feito em aço e concreto armado Tempo total de construção (ininterrupto): 2 anos. Início em junho de 2019 e finalização em abril de 2022. Escultor: Markus Moisés Rocha Moura Mirante no formato de coração a 33 metros de altura em relação a base. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Venezuela rejeita nova apreensão de petroleiro: 'Esses atos não ficarão impunes'

Publicado em: 20/12/2025 20:33

Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela A Venezuela condenou a apreensão de um segundo petroleiro pelos Estados Unidos , que ocorreu neste sábado (20), descrevendo-a como um grave ato de pirataria internacional. Em um comunicado oficial, Caracas prometeu que "esses atos não ficarão impunes" e se comprometeu a tomar "todas as medidas cabíveis, incluindo a apresentação de uma queixa perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, outras organizações multilaterais e os governos do mundo". Forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam neste sábado (20) o segundo petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, em mais um sinal de aumento da pressão do governo Trump sobre Nicolás Maduro. A primeira apreensão ocorreu no último dia 10. A medida, informada inicialmente pelas agências Associated Press e Reuters, foi confirmada pelo departamento de Segurança Interna dos EUA em um post nas redes sociais. O governo da Venezuela ainda não comentou a ação norte-americana. O navio esteva atracado antes da apreensão em um porto venezuelano, segundo Kristi Noem, secretária da Segurança Interna dos EUA. “Os Estados Unidos continuarão a combater a movimentação ilícita de petróleo sob sanções, usada para financiar o narcoterrorismo na região”, escreveu Noem no X. Ela acrescentou que a Guarda Costeira dos EUA interceptou a embarcação antes do amanhecer, com apoio do Pentágono. O "The New York Times" diz que o petroleiro apreendido tem bandeira panamenha. Os oficiais citados pela AP e Reuters não estavam autorizados a discutir publicamente a operação militar e falaram sob condição de anonimato. Um deles descreveu a ação para a Associated Press como um "embarque consentido", com o petroleiro parando voluntariamente e permitindo que as forças americanas abordassem o navio. Trump, após a primeira apreensão de petroleiros neste mês, prometeu que os EUA realizariam um bloqueio à Venezuela. Naquela semana, o presidente Nicolás Maduro disse que o ato foi uma "interferência brutal" de Washington. Alguns petroleiros sancionados já estão desviando da Venezuela. Desde a primeira apreensão, a exportação de petróleo da Venezuela caiu drasticamente. Por que os navios estão sendo apreendidos? A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris — ou 17% do volume conhecido —, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita (267 bilhões) e Irã (209 bilhões), com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, porém, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que limitam operações e acesso a capital. Há um claro interesse dos EUA. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela "é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo". Nesse contexto, o republicano atinge dois objetivos simultaneamente: ao buscar favorecer a economia dos EUA, também pressiona a produção e as exportações de petróleo da Venezuela — setor central para a economia do país e para a sustentação do governo de Nicolás Maduro. Os efeitos iniciais já começaram a aparecer nesta semana. Reportagem da Bloomberg News indicou que Caracas enfrenta falta de capacidade para armazenar petróleo, em meio a medidas de Washington para impedir que embarcações atraquem ou deixem portos venezuelanos. Desde que os Estados Unidos impuseram sanções ao setor de energia da Venezuela, em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano passaram a recorrer a uma “frota fantasma” de navios-tanque, que ocultam sua localização, e a embarcações sancionadas por transportar petróleo do Irã ou da Rússia. A China é a maior compradora do petróleo bruto venezuelano, que responde por cerca de 4% de suas importações. Em dezembro, os embarques devem alcançar uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas consultados pela Reuters. Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido, e há milhões de barris em navios-tanque ao largo da costa da China aguardando para serem descarregados. Se o embargo permanecer em vigor por algum tempo, a perda de quase um milhão de barris por dia na oferta de petróleo bruto tende a pressionar os preços do petróleo para cima. O ataque a petroleiros ocorre enquanto Trump ordenou ao Departamento de Defesa que realizasse uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico que sua administração alega estarem contrabandeando fentanil e outras drogas ilegais para os Estados Unidos e além. Pelo menos 104 pessoas foram mortas em 28 ataques conhecidos desde o início de setembro. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em uma entrevista à Vanity Fair publicada esta semana que Trump "quer continuar explodindo barcos até Maduro gritar 'tio'."

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