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Comissão do Parlamento Alemão visita o Pará e conhece ações de sustentabilidade e combate ao desmatamento

Publicado em: 07/02/2026 14:09

Uma comissão do Parlamento Alemão visitou o Pará nesta semana. Durante a visita, a comitiva buscou aprofundar conhecimentos sobre as ações de combate ao desmatamento e as iniciativas sustentáveis desenvolvidas no estado. Segundo o governo do Pará, parte da agenda incluiu a visita a um frigorífico em Castanhal, nordeste do estado. No local, os parlamentares alemães conheceram um exemplo de pecuária sustentável e acompanharam de perto todo o processo produtivo da carne bovina. Comissão da Alemanha em visita à fazenda no Pará. Alex Ribeiro / Agência Pará ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp No local, o grupo observou o manejo dos animais, o uso de tecnologias na produção e a padronização e separação dos cortes. Também foram destacadas medidas para garantir a segurança alimentar e a qualidade do produto, voltado tanto para o mercado interno quanto para exportação. A comitiva alemã também visitou a estrutura utilizada para monitorar, fiscalizar e combater o desmatamento no Pará: a Sala de Monitoramento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (Semas). Comissão do Parlamento da Alemanha em visita estratégica ao Pará. Ascom Semas De acordo com o governo estadual, o estado registrou uma queda histórica no desmatamento em 2025, com uma redução de mais de 290 km² em comparação com o período anterior, a maior de toda a região Norte. A comitiva encerrou a programação na ilha do Combu, em Belém, com visita à fábrica de chocolate Filhas do Combu. Integrantes da comissão também visitaram a ilha do Combu, em Belém. Marcelo Lelis / Agência Pará No espaço, os parlamentares conheceram a trajetória de dona Nena, produtora local que transformou a cultura alimentar ribeirinha do cacau em chocolate de alta qualidade, com base em práticas sustentáveis e na preservação da floresta. No Combu, a experiência evidenciou como o fortalecimento de negócios ligados à sociobioeconomia pode gerar oportunidades, renda e valorização do território sem abrir mão da manutenção dos ecossistemas amazônicos. VÍDEOS com as principais notícias do Pará

Palavras-chave: tecnologia

Tempo muda no Paraná e há risco de chuva forte neste sábado (7); veja previsão

Publicado em: 07/02/2026 14:04

Há previsão de temporais e chuva no Paraná O Paraná está sob um alerta de perigo de tempestades para este sábado (7), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta amarelo começou às 12h deste sábado e é válido até às 12h de domingo (8). Ele prevê chuva de até 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h em todas as regiões do estado. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O sábado começou com tempo firme em todo o Paraná. Porém, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), áreas de instabilidade avançam sobre o estado durante a tarde e podem provocar mudanças no tempo. Há risco elevado de tempestades na metade sul do Paraná, com chuva forte, raios, vento e possibilidade de granizo, de acordo com o Simepar. Apesar disso, o calor continua intenso, com temperaturas acima dos 30 °C na maioria das cidades. Temporal no Paraná Lenita Borges Previsão do tempo para os próximos dias No domingo (8), o tempo segue instável, conforme o Simepar. A chuva deve ser mais intensa entre as regiões Leste e Norte. Há previsão de tempestades isoladas principalmente no Centro, Campos Gerais e Norte Pioneiro. No início da próxima semana, o tempo permanece abafado. A chance de chuva é maior entre o Centro e o Leste do estado, mas sem previsão de tempestades fortes. Alerta de tempestades para o Paraná Inmet Leia também: Crime: Criminoso usa foto de delegado para tentar aplicar golpe em Guarapuava Luto: Morre Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviados por empresários Ilegais: Estudante de medicina é alvo de operação da PF por suspeita de divulgar e vender ‘canetas emagrecedoras’ 📞Telefones para emergências Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Os paranaenses também podem receber no próprio celular alertas e informações da Defesa Civil do Paraná sobre risco de mau tempo na própria região: basta enviar um SMS com o CEP da região para o número 40199. A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: S Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul.

Palavras-chave: tecnologia

Europa libera reciclagem química, mas debate global expõe limites ambientais do plástico

Publicado em: 07/02/2026 12:18

A reciclagem química do plástico, apresentada pelo setor como uma ferramenta para a descarbonização, recebeu na sexta-feira (6) sinal verde dos países da União Europeia. O aval, porém, não encerra as controvérsias em torno da técnica, que segue sendo alvo de questionamentos por seus impactos ambientais, pelo alto consumo de energia e por um modelo econômico ainda incerto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão europeia ocorre em um momento de crescimento contínuo da produção global de plásticos e de pressão política para ampliar a proporção de material reciclado em embalagens, especialmente garrafas plásticas, consideradas um dos principais vetores de poluição. O que os países europeus aprovaram Os 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram na sexta-feira a inclusão do chamado reciclagem química no cálculo da proporção obrigatória de conteúdo reciclado em garrafas plásticas, além da metodologia usada para medir esse percentual. Atualmente, as garrafas devem conter pelo menos 25% de plástico reciclado. A meta sobe para 30% até 2030. A Comissão Europeia propôs que o plástico reciclado por vias químicas passe a contar para o cumprimento dessa exigência regulatória. Segundo a Comissão, trata-se de um passo inicial para estruturar regras comuns no bloco. “É uma primeira etapa importante para a definição de normas sobre reciclagem química em nível europeu”, afirmou a porta-voz do órgão, Anna-Kaisa Itkonen. O que é a reciclagem química do plástico A reciclagem química não é uma tecnologia única, mas um conjunto de processos. “Trata-se de um grupo de tecnologias que pode ser dividido em duas grandes famílias: a despolimerização e os processos térmicos”, explica Jean-Yves Daclin, diretor-geral da Plastics Europe na França, entidade que representa a indústria de plásticos e reúne empresas como BASF, Eastman, ExxonMobil, Ineos, LyondellBasell, Shell e TotalEnergies. A despolimerização consiste em quebrar as longas cadeias de polímeros que formam o plástico, usando, por exemplo, solventes químicos. O objetivo é retornar o material a seus componentes básicos, permitindo que ele seja reprocessado. No entanto, a maior parte dos resíduos plásticos não pode ser tratada dessa forma. Nesses casos, os recicladores recorrem à pirólise, um processo que submete o plástico a temperaturas muito elevadas para quebrar as moléculas. Esse tipo de reciclagem é intensivo em energia e envolve custos elevados. Ainda assim, passou a integrar o conjunto de soluções consideradas por autoridades públicas para enfrentar a poluição causada por embalagens plásticas. Na prática, porém, a produção por essas vias segue residual. “São tecnologias relativamente inovadoras, ainda em estágios iniciais de desenvolvimento”, afirma Daclin. Ele reconhece que “o modelo econômico ainda precisa ser construído” e que serão necessários anos antes que a atividade alcance volumes relevantes de produção. As críticas ao modelo Para críticos da reciclagem química, o foco nessa tecnologia desvia o debate central. Ao enfatizar soluções tecnológicas, a indústria evita discutir a redução da produção e do consumo de plástico, considerada por ambientalistas a principal estratégia para limitar os impactos ambientais do material. “Falar de reciclagem química permite deslocar o debate, em vez de enfrentar a questão da queda da produção e do consumo de plástico, que é o verdadeiro desafio”, analisa uma fonte da Comissão Europeia, sob condição de anonimato. A ONG Zero Waste sustenta que o processo é poluente, altamente consumidor de energia e reforça o “mito” da reciclagem infinita do plástico. Segundo a organização, o material se degrada ao longo de seu ciclo de vida, o que torna inevitável a incorporação de plástico virgem para que ele continue cumprindo suas funções. O peso real do plástico reciclado A produção mundial de plástico segue em expansão. Em 2024, alcançou 430,9 milhões de toneladas de plástico virgem, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Desse total, o chamado plástico “circular” — que inclui o reciclado mecanicamente, o produzido a partir de biomassa, o reciclado quimicamente e o obtido por captura de carbono — representa apenas 10% da produção global. Mais da metade das matérias-primas plásticas provenientes de reciclagem, tanto mecânica quanto química, tem origem na Ásia, que responde por 54,9% desse volume. A China sozinha concentra 30,3%. A região asiática também domina a produção global de plásticos: 57,2% do total mundial é fabricado na Ásia, sendo 34,5% apenas na China.

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Galaxy S26 se aproxima do lançamento com recurso inédito de privacidade

Publicado em: 07/02/2026 09:49 Fonte: Tudocelular

Os vazamentos da linha Galaxy S26 podem finalmente estar próximos de terminar. De acordo com um novo vazamento, o pré-registro na Índia deve começar há na próxima semana, o que indica que o lançamento oficial não deve demorar a acontecer. E mais: um recurso de privacidade da tela foi reforçado pela imagem divulgada por um informante.A informação foi obtida pelo site The Tech Outlook e apontam que a pré-reserva dos aparelhos começará no país asiático entre os dias 11 e 12 de fevereiro. A data sugere que a revelação global oficial deve ocorrer ainda neste mês, provavelmente no dia 25. Para garantir a compra antecipada, os consumidores indianos precisarão pagar um sinal de 2.000 rúpias, ou cerca de R$ 140 em conversão direta. O destaque do vazamento é um pôster promocional com o slogan "privacidade de próximo nível". A imagem confirma rumores sobre a tecnologia Galaxy Privacy Layer.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Acabou a crise: Samsung projeta salto de 130% nos pedidos de chips para 2026

Publicado em: 07/02/2026 09:00 Fonte: Tudocelular

Após meses de dificuldades em suas plantas de semicondutores, a Samsung Foundry dá sinais de recuperação com seu processo de fabricação Gate-All-Around (GAA) de 2nm, alcançando uma taxa de rendimento (yield) na casa dos 50%.Relatos indicam que a empresa almeja um crescimento de 130% nos pedidos baseados na nova litografia. De acordo com o portal internacional DigiTimes, a sul-coreana estaria se mobilizando de forma agressiva para desafiar a hegemonia da TSMC e garantir novas encomendas para sua tecnologia de próxima geração. Além da Tesla – com quem fechou recentemente um contrato de US$ 16,5 bilhões –, a Samsung mira gigantes como a Qualcomm.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Das igrejas aos chatbots: como a IA está se fundindo com a religião

Publicado em: 07/02/2026 08:54

Em 2024, Justin Lester, pastor da Friendship Baptist Church em Vallejo, Califórnia, construiu um GPT personalizado para sua igreja que usa seus sermões para desenvolver materiais para pequenos grupos e permite que outros líderes da igreja criem lições com base nesses sermões. Lester não tem receio de implantar IA dessa forma. Como ele vê, usar essas ferramentas é importante para o crescimento espiritual, discipulado e desenvolvimento da comunidade. "Jesus disse que faríamos coisas maiores", diz ele. "E eu acho que (IA) faz parte do 'maior'." A IA está silenciosamente remodelando a forma como as pessoas trabalham, vivem e amam. Então, talvez fosse apenas uma questão de tempo até que ela se infiltrasse também em sua forma de adorar. Mas, à medida que fiéis e líderes religiosos começam a integrar essa tecnologia em suas vidas religiosas — desde usá-la para simular conversas com Jesus até escrever sermões — alguns acadêmicos e líderes religiosos alertam sobre os riscos e os danos potenciais que ela pode causar. Ateu convicto, Siraj Raval diz que foi a solidão e o medo existencial que o levaram a encontrar o “TalkToHim”, um chatbot com inteligência artificial que simula conversas com Jesus. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Tive uma experiência em que me senti ouvido por uma presença divina”, diz ele sobre o aplicativo, que usou para buscar respostas para suas perguntas espirituais, como conviver com a culpa, perdoar quando parece impossível e agir moralmente. “Foi melhor do que um livro didático”, diz Raval, que frequenta regularmente uma igreja cristã não denominacional em Idaho, sobre o aplicativo. “Foi melhor do que ler a Bíblia.” Incorporar IA dessa forma não está acontecendo apenas no nível pessoal. No ano passado, a Capela de São Pedro, na Suíça, instalou um avatar de Jesus feito por IA em seu confessionário como parte de uma instalação de arte experimental com uma universidade local. O que mais surpreendeu Marco Schmid, teólogo da igreja, foi a seriedade com que as pessoas encararam a experiência, com algumas até agradecendo ao chatbot. "Você diz para o seu computador quando termina: 'Ah, obrigado, computador?' Não", diz Schmid. "Mas você vê o quanto as pessoas personalizaram e humanizaram o sistema porque ele era muito bom." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O rabino Josh Fixler, da Congregação Emanu El em Houston, foi um dos primeiros a adotar o ChatGPT. Durante as Grandes Festas Judaicas de 2023, o rabino de 41 anos chocou seus congregados ao reproduzir uma gravação de si mesmo discutindo o impacto da IA ​​na humanidade — um sermão que ele revelou mais tarde ter sido gerado por IA. Mas, ao contrário de outros usuários da tecnologia, ele não ficou totalmente impressionado com o resultado. "Saí daquele sermão com sérias preocupações tanto sobre a ética da tecnologia quanto sobre o foco excessivo nela", diz ele sobre seu experimento com IA, que não replicou desde então. O principal motivo: algumas das afirmações do chatbot simplesmente não eram verdadeiras. "[O chatbot] citou um grande estudioso judeu chamado Maimônides, mas, pelo que pude perceber, inventou essa citação", diz Fixler. Imagem de Santa Mônica criada por inteligência artificial e divulgada pela Congregação Copiosa Redenção. Santos têm pouco ou nenhum registro histórico Reprodução/Instagram A tecnologia há muito impulsiona a inovação religiosa, desde a ascensão do tele-evangelismo na década de 1960 até a ampla adoção de ferramentas de comunicação online, como o Zoom, por locais de culto durante a pandemia de COVID-19. Mas, embora essas ferramentas tenham expandido principalmente o alcance das práticas de culto existentes, a IA parece estar remodelando a forma como as pessoas aprendem, interpretam e até mesmo vivenciam sua fé. LEIA TAMBÉM Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs IA vira aliada de pastor para criar sermões e ampliar missão da igreja A Inteligência Artificial vai ser adorada como um deus? "Acho que há algo distintivo na natureza da comunidade cristã, que é estar presente, cara a cara, e ser profundamente humano", diz Steven Croft, bispo de Oxford. "A razão para isso está enraizada na compreensão da fé cristã de que, em Jesus, Deus se tornou uma pessoa humana. Portanto, o cristianismo é inerentemente pessoal." A hesitação de Croft é compartilhada por outros líderes religiosos e acadêmicos, muitos dos quais citam a falta de confiança na capacidade da IA ​​de fornecer aconselhamento religioso sólido. Beth Singler, professora assistente de religião digital na Universidade de Zurique, lembra-se de um caso em que um "Buda" da Character.ai afirmou erroneamente que havia cinco nobres verdades no budismo, em vez de quatro. Mas não são apenas as imprecisões que a preocupam. "Há questões sobre a ética das representações de líderes religiosos", diz Singler, especialmente se o chatbot disser algo profano ou, pior, perigoso. "Vimos exemplos específicos de pessoas sendo levadas ao suicídio por conversas com chatbots. Existem estatísticas realmente assustadoras sobre a frequência com que isso acontece." Yaqub Chaudhary, pesquisador visitante do Leverhulme Centre for the Future of Intelligence da Universidade de Cambridge, também questiona se a IA é o melhor meio para fornecer informações religiosas válidas e atribuíveis — particularmente no contexto de sua fé, o Islã, que considera o Alcorão a palavra direta e inalterada de Deus. Teólogos e filósofos discutem se ferramentas como o ChatGPT podem gerar novas religiões GETTY IMAGES "Será que isso representa uma comunicação verdadeira do significado islâmico se for produzido por um LLM, misturando tudo o que tem em seu conjunto de treinamento?", questiona ele. "Esse é um problema enorme em termos de discernimento entre o halal, o haram, o recomendado, o permitido, o proibido e o reprovável." Por mais que a IA possa oferecer aos usuários novas maneiras de explorar suas crenças, Fixler afirma que é improvável que ela substitua a necessidade fundamental das pessoas por conexão humana. "Acredito que o trabalho da religião não é tentar tornar as máquinas mais humanas", diz ele. "O trabalho da religião é tentar fazer com que todos nós sejamos o mais humanos possível."

Polêmica no hardware: Xiaomi 17 terá downgrade de bateria em seu lançamento global

Publicado em: 07/02/2026 08:01 Fonte: Tudocelular

A versão global do Xiaomi 17 deve ser lançada com um downgrade desagradável para os usuários. Conforme revelado por vazamentos, o dispositivo da marca chinesa terá redução em sua capacidade de bateria. As tecnologias de carregamento devem ser mantidas. Xiaomi 17 e a polêmica da bateria: O que muda na versão Global Inicialmente, a versão padrão da linha lançada em setembro do ano passado chegou com capacidade de bateria de 7.000mAh. Alguns vazamentos anteriores já mencionaram uma possível capacidade menor nesse quesito e o resultado deve se traduzir em 6.330mAh de capacidade. Ou seja, um downgrade de 10%.Quanto ao motivo, especula-se que tenha relação com as restrições europeias e americanas para baterias de célula única. Ainda assim, o modelo deve continuar com as mesmas características de carregamento, ou seja, suporte a HyperCharge, 100W de carregamento com fio e 50W de carregamento sem fio.O Xiaomi 17 ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Desfile do Bloco dos Atletas traz Ricardo Chaves neste sábado (7)

Publicado em: 07/02/2026 07:12

Ricardo Chaves anima o Bloco dos Atletas neste sábado (7) em João Pessoa. Divulgação O Bloco dos Atletas retoma a programação do Via Folia 2026, neste sábado (7). Quem guia o evento é o cantor Ricardo Chaves, eleito diversas vezes como o maior puxador de trio elétrico do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A concentração está prevista para às 19h, no Posto 99 Shell, na Avenida Epitácio Pessoa. O bloco será aberto ao público, e não terá abadá disponível para compra. A festa também será transmitida na Rede Paraíba. Logo após o BBB, o desfile do Bloco dos Atletas pode ser acompanhado no canal aberto 7.1, no Globoplay, e no Jornal da Paraíba. Bloco dos Atletas Foto: Reprodução Google. Confira a programação completa do Carnaval 2026 de João Pessoa Esquema de trânsito Neste sábado (7), a partir das 17h, o cruzamento da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Prefeito José Leite, no Miramar, será bloqueado. Todos os veículos serão desviados para a Rua João Domingos, depois Rua Nevinha Cavalcante, cruzando a Tito Silva, até a Hilda Coutinho Lucena, retornando a Avenida Epitácio Pessoa. Com o início do desfile, às 19h, a Avenida Epitácio Pessoa será totalmente bloqueada, nos dois sentidos. O trecho bloqueado vai da Rua Prefeito José Leite até o Largo de Tambaú. Durante o percurso do desfile, 60 agentes de mobilidade estarão distribuidos para auxiliar os condutores, e explicar as alternativas de trajetos. Reforço na segurança O Via Folia 2026 acontece ao longo de um percurso de 1,6 quilômetro, na Avenida Epitácio Pessoa. De acordo com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, a avenida teve o monitoramento de segurança reforçado para os desfiles de carnaval, visando a tranquilidade de todos os foliões. O esquema de segurança prevê reforço da Guarda Civil, com 140 servidores atuando na segurança do evento. Além de patrulhamento, e uso de tecnologia, com drones para policiamento aéreo e câmeras de segurança. Como surgiu o bloco O Bloco dos Atletas foi criado em 1994, e surgiu a partir de uma brincadeira entre amigos, a maioria profissionais de educação física. Inicialmente, o nome do bloco era "Turma do Roldo" e desfilava pelas ruas do bairro Manaíra. No ano seguinte, a brincadeira se repetiu e o nome do bloco se consolidou como o Bloco dos Atletas. No seu terceiro ano, o desfile saiu de Manaíra e passou a se concentrar em Tambaú, em frente a uma academia de ginástica. Em 2001, o bloco ganhou mais estrutura e integrou o Folia de Rua, passando a desfilar na Avenida Epitácio Pessoa. Com mais de 30 anos de história, o objetivo do bloco segue sendo unir os apaixonados pela atividade física com as confraternizações do carnaval pessoense. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Cartografia: conheça a importância das mulheres na elaboração de mapas ao longo da história

Publicado em: 07/02/2026 05:01

Esses mapas refletem as mudanças nos significados culturais e políticos associados ao território e ao poder. Freepik Embora as mulheres sempre tenham feito parte do panorama cartográfico, suas contribuições para a cartografia foram negligenciadas por muito tempo. A elaboração de mapas tem sido tradicionalmente associada aos homens, desde a projeção do mundo de Mercator no século XVI até agrimensores como George Washington e Thomas Jefferson, que mapeavam propriedades no século XVIII, e o desenvolvimento de sistemas de informação geográfica por Roger Tomlinson na década de 1960. A cartografia e os campos relacionados às tecnologias geoespaciais continuam sendo dominados pelos homens. Mas, como geógrafa e especialista em sistemas de informação geográfica, tenho observado como as oportunidades para as mulheres como cartógrafas mudaram nas últimas cinco décadas. O advento de tecnologias como os sistemas de informação geográfica aumentou as oportunidades de educação, emprego e pesquisa para as mulheres, tornando a cartografia mais acessível. A paisagem feminina As mulheres têm sido essenciais para a forma como as pessoas veem e compreendem o mundo. O conceito da “Mãe Terra” ou da “Mãe Natureza” como o centro do Universo e fonte de toda a vida está presente em culturas indígenas de todo o mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No século XX, a comunidade científica e os ativistas ambientais adotaram o termo Gaia — a deusa grega que personifica a Terra, mãe de todas as divindades — para refletir a noção da Terra como um sistema vivo. Gaia é representada como feminina e entendida como uma força orientadora na manutenção da atmosfera, dos oceanos e do clima. A representação da Terra como mulher foi reformulada com o surgimento do nacionalismo, quando os termos “pátria” e “terra natal” adquiriram significados distintos. Pátria implicava herança e tradição, enquanto terra natal sugere local de nascimento e senso de pertencimento. Essas construções de gênero aparecem em todas as culturas. Outro aspecto da natureza de gênero da cartografia é a maneira como os mapas usavam formas femininas para retratar características. Mapas antropomórficos do século XVI ao XIX demonstram como os cartógrafos usavam figuras femininas para retratar países europeus. Por exemplo, o mapa “Europa Regina” do cartógrafo Johannes Putsch, originalmente desenhado em 1537, estabeleceu o modelo para mapas posteriores nos quais as nações são representadas como mulheres em várias poses e diferentes estados de vestimenta — ou sem vestimenta —, embora não correspondam exatamente às formas reais dos relevos. Esses mapas refletem as mudanças nos significados culturais e políticos associados ao território e ao poder. A paisagem feminina, ou a mulher como mapa, é frequentemente usada para retratar países como ativos, agressivos ou passivos, dependendo do status do Estado-nação em relação à guerra e à paz e dos estereótipos de um país. Tecnologia e o papel das mulheres na cartografia Embora as contribuições técnicas das mulheres abranjam toda a história da cartografia, elas são difíceis de identificar e documentar. Mas um olhar mais atento revela a variedade de papéis que as mulheres desempenharam na cartografia. Um dos primeiros exemplos conhecidos de um mapa feito por uma mulher data do século IV, quando a irmã do primeiro-ministro da dinastia Han na China bordou um mapa em seda. Durante os séculos XV e XVI, as mulheres eram contratadas para colorir mapas e contribuir com detalhes artísticos nas bordas. Muitas cartógrafas usavam apenas a inicial do primeiro nome e o sobrenome, ocultando seu gênero e tornando seu trabalho difícil de rastrear. O século XVIII trouxe o advento da impressão, o que abriu novos caminhos para as mulheres participarem como gravadoras de placas de cobre, editoras de mapas e fabricantes de globos. No século XIX, a cartografia tornou-se parte da educação formal para mulheres na América do Norte, onde a interseção entre bordado e geografia produziu globos de tecido e mapas de linho. Mais tarde, com o acesso a papel e lápis, seguiu-se o desenho e a coloração de mapas. A Segunda Guerra Mundial deu início a uma nova era de oportunidades para as mulheres nos Estados Unidos, pois elas foram recrutadas para preencher funções críticas no desenvolvimento cartográfico enquanto os homens eram enviados para a batalha. Conhecidas como “Millie, a cartógrafa”, ou as “donzelas do mapeamento militar”, mulheres produziam mapas topográficos, interpretavam fotografias aéreas e ajudavam a avançar a fotogrametria, o uso de fotos para criar modelos 3D da topografia da Terra. Com base no papel cada vez mais importante das mulheres na cartografia, na década de 1950, Evelyn Pruitt, do Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, criou o termo sensoriamento remoto, referindo-se ao uso de imagens de satélite para observar, medir e mapear a Terra. No mesmo período, a matemática Gladys West desenvolveu os modelos matemáticos para sistemas de posicionamento global, conhecidos como GPS. Mulheres criando mapas As mulheres também supervisionaram a criação de mapas de várias maneiras. As sociedades matriarcais indígenas expressavam informações espaciais por meio de diferentes formas de cartografia. Isso inclui canções, danças e rituais que identificavam recursos comunitários importantes, como nascentes, bosques sagrados e rotas de migração. O desenvolvimento da cartografia europeia foi impulsionado pela Era dos Descobrimentos, do século XV ao XVII, e pelas atividades empreendedoras associadas à reprodução e venda de mapas. As mulheres frequentemente assumiam essas funções após a morte de seus maridos, garantindo a continuidade dos negócios familiares. Não apenas os reis, mas também as rainhas determinavam quais mapas eram necessários. Por exemplo, a Rainha Elizabeth I encomendou o Atlas da Inglaterra e do País de Gales de 1579, um dos primeiros atlas nacionais. Ele apresentava um mapa de todo o país, acessível de casa ou de uma sala de leitura. Mulheres definindo a direção dos mapas Enquanto os primeiros mapas posicionavam as mulheres principalmente como figuras simbólicas para projetar significado político ou como apoiadoras de grandes empreendimentos cartográficos, a cartografia contemporânea revela uma dinâmica diferente entre gênero e mapas: há uma falta de dados geográficos sobre questões que afetam as mulheres, incluindo saúde, segurança e planejamento para o futuro. Por exemplo, as mulheres são desproporcionalmente afetadas por desastres, inclusive por meio de um risco elevado de sofrer violência de gênero. Análises geográficas revelam uma disparidade de gênero persistente nos conjuntos de dados, que muitas vezes carecem de informações sobre a saúde e as necessidades diárias das mulheres, serviços reprodutivos ou creches. Estudos demonstraram que o desenvolvimento de tecnologias geoespaciais e plataformas de mapeamento aberto é dominado por homens. Em situações como desastres, ter uma diversidade de perspectivas na elaboração de mapas é essencial para atender às necessidades da comunidade. A criação de mapas que reflitam especificamente as necessidades das mulheres é fundamental para que elas participem plenamente da cartografia do século XXI. Na última década, vários programas e organizações têm trabalhado para refletir as contribuições das mulheres à cartografia e demonstrar como a ação coletiva pode fazer a diferença. Por exemplo, a African Women in GIS organiza workshops para elevar as perspectivas e as necessidades de mapeamento das mulheres, colocando a tecnologia de mapeamento móvel nas mãos de mulheres. A GeoChicas e a YouthMappers’ Let Girls Map capacitam as mulheres a fazer mapas por meio de treinamento e educação que abordam a exclusão digital. Women in GIS e Women+ in Geospatial constroem uma comunidade de criação de mapas por meio de redes profissionais. A Equipe Humanitária OpenStreetMap amplifica as vozes das mulheres para informar abordagens geoespaciais para a criação de mapas e empoderar as contribuições das mulheres na criação de mapas. Nunca houve tantas oportunidades para as mulheres participarem na criação de mapas, e nunca o papel das mulheres na criação de mapas foi tão importante para abordar as questões difíceis que sociedades enfrentam em todo o mundo. *Melinda Laituri não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico. **Este texto foi originalmente publicado no site The Conversation Brasil

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Foliões relatam roubos e arrastões em blocos, e PM fala em ‘crimes de oportunidade’ fora da rota oficial

Publicado em: 07/02/2026 05:00

Delegada dá dicas para não cair em golpes no carnaval Em meio à festa, o carnaval de rua do Rio também é palco de preocupações com segurança pública, ano após ano. Enquanto a Polícia Militar afirma intensificar suas operações, crescem os relatos de foliões indicando uma realidade de violência, com furtos, arrastões e assaltos dividindo espaço com a folia. A região da Cinelândia, Lapa, Glória e Aterro do Flamengo tem sido alvo de relatos. "São grupos grandes, com 20, 30 meninos. Eles passam carregando tudo. Próximo à Lapa, também teve arrastão dia desses. Bateram em uma menina pra pegar as coisas dela, foi horrível", conta a estudante universitária Amanda Magalhães. Outra foliã, que não quis se identificar, contou ao g1 que presenciou menores de idade fugindo da polícia durante a passagem de um bloco no Centro. "Eu estava com uma amiga, na rua do Carmo. Íamos voltar pra Carioca, mas vimos pessoas voltando correndo e reportando para a polícia que tinham gangues de menores na saída do bloco. Logo depois, vimos a molecada correndo da polícia. Desistimos de continuar indo aos blocos e fomos embora." Do golpe do PIX ao ‘boa noite, Cinderela’: veja como se proteger no carnaval Blocos do carnaval de rua do Rio: veja a lista oficial e faça sua busca PM diz que risco é maior em cortejos não-oficiais De acordo com a Polícia Militar, muitas ocorrências acontecem no decorrer da passagem de cortejos não-oficiais, que não integram o planejamento das unidades operacionais da corporação. “Blocos não-oficiais acabam se tornando cenários dos chamados crimes de oportunidade, nos quais criminosos se valem de momentos de distração e vulnerabilidade do público presente para cometer delitos”, diz a PM, em nota. A recorrência de arrastões e assaltos, inclusive com o uso de armas brancas, gera um clima de insegurança que contrasta com o espírito festivo do carnaval. A ação da PM no último final de semana resultou na apreensão de 93 materiais perfurocortantes e um dispositivo de eletrochoque. Além disso, um homem foi preso no sábado (31) após tentar furtar um telefone celular de uma mulher. Ele foi encaminhado à 4ª DP (Praça da República). A PM informou que tem intensificado suas estratégias de patrulhamento. Entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, mais de 1.500 policiais militares foram empregados para garantir a segurança dos foliões nos blocos de rua em diferentes pontos da cidade. LEIA TAMBÉM Rio terá 118 blocos no último fim de semana antes do carnaval; veja a lista Imagens captadas por câmeras Para coibir os atos de violência em áreas do Centro, a PM informou que equipes de tecnologia atuam nos locais dos blocos, acompanhando em tempo real as imagens captadas por câmeras. O Grupamento de Patrulhamento em Multidão (GPM), com policiais identificados por capacetes brancos e lotados no RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão), também atua em meio aos foliões para a prevenção de tumultos. A comerciante Jordana Rios contou ao g1 que presenciou um arrastão no último bloco que foi, no dia 18 de janeiro, no Aterro do Flamengo, e que não se sente mais segura para continuar frequentando o carnaval de rua. “A distinção entre blocos oficiais e não-oficiais é um fator relevante. Embora a PM concentre seus esforços nos eventos planejados, existem diversas manifestações espontâneas há muitos anos, isso já faz parte do roteiro de carnaval, e atraem um público grande. Não dá pra ficar tão vulnerável assim”, destacou Jordana. Câmara do Rio pede choque de ordem na Cinelândia A Câmara do Rio vai sediar, na próxima quarta-feira (11), a terceira reunião para tratar do reforço do policiamento na região, onde circulam muitos trabalhadores e turistas. O encontro terá a presença de representantes de diversos órgãos responsáveis pela segurança e pela ordem pública na área. A ideia é promover um choque de ordem e reduzir significativamente as ocorrências policiais. Reuniões da Câmara com as forças de segurança Divulgação/ Câmera do Rio No dia 28 de janeiro, chefes de órgãos de segurança e de ordem pública também discutiram o tema, juntamente com a Coordenadoria de segurança da Câmara, a pedido do coordenador do Segurança Presente no Centro, major Gustavo Valagão. Proprietário da Banca do André, localizada na Cinelândia, André Breves diz que a falta de segurança no local vai além do carnaval. Para ele, a discussão é complexa e precisa de uma atenção especial. "Não dá para culpar os PM e nem os moleques que roubam. A questão é que a segurança do Rio de Janeiro é falha, precisa de uma atenção. Da Cinelândia mesmo, não sai e nem para nenhum bloco e mesmo assim a região sofre muito com a violência, principalmente noturna. São muitos relatos de roubos, já presenciei também. Até os camelôs estão reclamando da violência", comenta André. Proprietário da Banca do André diz que a violência tem afetado o movimento na região. Instagram Transporte terá esquema especial para ensaios técnicos e megablocos no Rio

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Estado com mais mortes violentas em 2025, Ceará tem cidade sem assassinatos há mais de 10 anos

Publicado em: 07/02/2026 04:01

Estado com mais mortes violentas do país tem cidade sem homicídio há 10 anos Uma cidade em que ainda se pode ficar na calçada até tarde conversando com os vizinhos, enquanto crianças brincam nas ruas sem medo. Assim é Baixio, município do interior do Ceará que não registra, há mais de uma década, mortes violentas como feminicídio, homicídio doloso, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte. ➡️ Um levantamento feito pelo g1 com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que Baixio não registrou mortes violentas entre os anos de 2015 e 2025. Esse período pode ser maior, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). Conforme a pasta, o último crime violento na cidade ocorreu em 21/10/2010. A cidade de Baixio vai na contramão do estado, pois o Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No Ceará, a média é de 32,6 mortes violentas para 100 mil habitantes - mais que o dobro da taxa do Brasil, que é de 15,97%. Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025, dos quais 96,9% correspondem a homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em todo o país foram 34.086 mortes violentas e a taxa nacional por 100 mil habitantes é de 15,97. Baixio fica a cerca de 415 quilômetros de Fortaleza, é a terceira menos populosa do estado: tem 5.821 habitantes, de acordo com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fica atrás apenas de Granjeiro e São João do Jaguaribe. Ela faz divisa com o estado da Paraíba e as cidades cearenses de Umari, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira. A principal atividade econômica da cidade é a agricultura e lá não tem delegacia. Três agentes da Polícia Militar fazem revezamento para monitorar a cidade 24 horas. "Desde a minha infância nunca tive privação em relação à brincadeira na rua. Sempre foi tranquilo, sempre fui livre. Aqui na cidade tem uma cultura forte em relação ao esporte, principalmente futebol e corrida", diz João Pedro, estudante de 20 anos. "Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um assaltante. Aqui na minha rua mesmo, a vizinhança costuma ficar sentada até 23h. As crianças brincam tranquilamente", diz Ana Meyrice, agente administrativa de 44 anos. LEIA TAMBÉM: Ceará lidera assassinatos puxado por guerra de facções e aumento de feminicídios Assassinatos no Brasil: como a guerra entre facções explica cenários 🤔 Mas como é possível uma cidade manter-se por tanto tempo sem registrar assassinatos? De acordo com a Prefeitura, os resultados positivos estão relacionados a um conjunto de fatores, como: Trabalho integrado entre as políticas públicas; Ações de prevenção à violência doméstica; Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários; Parceria com outras áreas e instituições. Harley Filho, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), explica que o investimento em profissionais e tecnologia e a integração entre a polícia cearense e a paraibana também ajudam a manter os índices positivos. Especialistas consultados pelo g1 apontam que investimentos em políticas de educação, saúde, esporte, lazer e cultura contribuem para a redução da violência. Ainda assim, o município não está isento da chegada das facções criminosas e das drogas (entenda mais abaixo). Initial plugin text Três pontos para entender números O coordenador da Coordenadoria Integrada e Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Harley Filho, explica que a 'receita de sucesso' está em três elementos principais: a população pequena de Baixio, que fortalece a ideia de que 'todo mundo se conhece', o investimento em segurança pública e o trabalho integrado com a polícia da Paraíba. "Baixio, Umari e Ipaumirim são oriundos do município de Lavras da Mangabeira. Ao longo dos anos 40/60, eles foram se emancipando. Uma expressão utilizada pelo comandante local [para se referir às três cidades] é 'Três Marias', porque costuma ser muito tranquilo", revela Harley. De acordo com o representante da SSPDS, a baixa taxa populacional de Baixio facilita a comunicação entre os moradores e os policiais da cidade, fortalecendo um vínculo de confiança. "Se chega alguém de fora, por exemplo, ligeiramente chama a atenção. Foi o que aconteceu em Umari, onde teve uma intervenção recente. Duas pessoas oriundas da Paraíba, da facção Okaida, estiveram no município e a população já identificou como gente de fora. Em Baixio, não é diferente: toda e qualquer pessoa estranha já gera essa dúvida e o pessoal faz essa comunicação imediata com os policiais". Baixio conta, atualmente, com um destacamento da Polícia Militar, uma viatura e três policiais que atuam 24 horas. Para Harley, a equipe é suficiente, embora os agentes possam contar também com a polícia das cidades vizinhas e com apoio de uma base do RAIO instalada em Ipaumirim. Eles também estão em constante contato com profissionais da Paraíba. "Todo mundo se conhece, todo mundo respeita e confia na Polícia Militar. Qualquer dúvida, entram em contato até mesmo no telefone particular do policial. Para se ter uma ideia, o sentimento de união é tão grande que nesse dia da intervenção em Umari, os policiais de folga [de Baixio] tomaram conhecimento, colocaram colete e foram para a ocorrência [dar apoio]", exemplifica Harley Filho. Outra estratégia revelada pela SSPDS é o trabalho preventivo realizado nas escolas do município. Frequentemente, agentes da Polícia Militar vão às salas de aula trabalhar o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Harley afirma que não há registros de atuação de grupos criminosos em Baixio e policiais não identificaram, até agora, locais de comercialização de drogas. Ainda conforme o coordenador, a cidade tem apenas dois mandados de prisão em aberto: um por estupro de 2012, e outro de 2017, por roubo. Os suspeitos ainda não foram presos. A SSPDS não soube informar quanto foi investido nos últimos cinco anos na cidade na área da segurança, mas acredita que o trabalho de inteligência realizado em todo o Ceará influencia na ausência de crimes em Baixio. "A população meio que se acostumou a viver em plena tranquilidade. Obviamente deve ter pequenos furtos de galinhas, outros animais, alguma coisa de desentendimento [entre vizinhos]. Mas nada que vá afetar realmente essa tranquilidade no município", reforça. Para Harley, a cidade é um exemplo a ser replicado no estado do Ceará, embora cidades mais populosas sejam grandes desafios. No estado, as cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Sobral e Maranguape foram os municípios com mais mortes violentas em 2025. A Grande Fortaleza concentrou 1.645 homicídios em 2025, o que representa aproximadamente 54% de todas as mortes violentas registradas no Ceará. A capital lidera o ranking estadual, com 742 homicídios, seguida por Caucaia e Maracanaú. Acho que o que está dando certo a gente não altera. Baixio tem um trabalho de prevenção muito forte e a quantidade de policiais está sendo suficiente para a quantidade de população (...) É um case de sucesso, mas não podemos deixar de apontar que temos 13 municípios sem o registro de CVLIs há mais de dois anos. São casos que realmente merecem a atenção do Estado para saber o porquê do sucesso e nós tentarmos ampliar as boas práticas em outros municípios. Municípios sem registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Ceará Trabalho entre setrores no município fortalece segurança Cidade de Baixio é a terceira menos populosa do Ceará. Divulgação e Cícero Coutinho Ivana Ferreira Farias , titular da Secretaria de Assistência Social de Baixio, corrobora com os pontos apontados pelo delegado. Para ela, os bons índices de segurança do município são atribuídos ao 'trabalho intersetorial' em que a família e a comunidade são o centro de tudo. "É um conjunto de fatores, é claro: o trabalho integrado entre as políticas públicas, a atuação em rede, ações de prevenção e, principalmente, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A gente tem uma parceria muito bacana, tanto com a Saúde, como com o Conselho Tutelar, a Educação também, e Cultura", pontua. Eum ano em que o Ceará teve 47 feminicídios, Baixio não é responsável por nenhum deles. ➡️ Há 10 anos, a cidade cearense não registra nenhum caso do crime que já vitimou 281 mulheres entre 2018 e 2025 no estado. De acordo com Ivana, um dos fatores que contribuem para que mulheres não sejam assassinadas é o acompanhamento preventivo que a secretaria faz com as famílias de Baixio, especialmente as mais vulneráveis. Nas visitas, temas como violência doméstica, uso de drogas, gravidez na adolescência, entre outros, são trabalhados. A pasta também faz um trabalho em conjunto com a polícia, a fim de identificar mulheres vítimas de agressão física ou de qualquer outro tipo de violência: "A gente entra na casa das famílias fazendo esse acompanhamento não só com a vítima, mas com o violador. Temos que trabalhar não só com as mulheres (...) Em 2025 começamos a investir na parentalidade. A gente quis trazer o público masculino para trabalhar a afetividade e não jogar a responsabilidade só para a mulher. Hoje ainda temos essa ideia de que educar e criar é papel da mulher. Mas o homem também tem esse papel fundamental dentro da família (...) Ano passado também fizemos um trabalho muito bacana com as crianças, porque às vezes elas crescem reproduzindo comportamentos que não são delas, mas que viram no pai", exemplifica Ivana. Conforme a secretária, a violência patrimonial é a mais identificada entre mulheres acompanhadas na cidade. Em 2025, foram seis casos acompanhados. Ela é definida pelo Instituto Maria da Penha (IMP) como "qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades". "A gente faz esse trabalho voltado [para conscientização sobre violência doméstica] durante todo o ano, mas intensifica no mês de agosto, quando tem a campanha Agosto Lilás. Estamos sempre mostrando às famílias aqui no município que a violência não é só bater, não é só o ato físico; é também a patrimonial, a psicológica", pontua Ivana. O trabalho com crianças e adolescentes é outra frente da gestão da cidade. Segundo Ivana, o ideal é manter esses públicos conectados com os esportes e as artes. O futebol, o vôlei, a pintura e a corrida são atividades que fazem parte do dia a dia dos baixienses, afirma a titular da pasta de Assistência Social. "A gente tenta ocupar eles o máximo possível para que eles não fiquem vulneráveis a entrar no mundo das drogas, a praticar algum tipo de violência. Por mais que seja um município pequeno e que a gente se orgulhe [do fato de] ele não estar dentro desses dados [de mortes violentas], aqui existe sim violência, existem as drogas, infelizmente". Com quase 6 mil habitantes, Baixio tem um clima tropical quente semiárido, caracterizado por temperaturas mais altas durante boa parte do ano ano e chuvas irregulares. Divulgação/Prefeitura de Baixio Para isso, a prefeitura conta com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), um projeto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. Através dessa política, a gestão oferta atividades esportivas, rodas de conversa, momentos de lazer e ações educativas para o público jovem de Baixio, "prevenindo situações de vulnerabilidade e risco social". A cidade conta, atualmente, com cinco escolas municipais, uma estadual e uma particular. Segundo o IBGE, em 2022 a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade no município era de 98,68%. Conheça detalhes: Indicadores educacionais de Baixio de 2022 a 2024 'Não tem o risco de ser abordado por um assaltante': como é morar na cidade João Pedro Ramalho, de 20 anos, nasceu em uma maternidade na Paraíba, mas mora em Baixio desde o primeiro dia de vida. Com esforço, ele consegue lembrar da última vez em que um crime mais grave assustou a cidade: Em 2017, um grupo criminoso atacou um caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas não levou dinheiro algum. O único ponto negativo da cidade para João é a falta de oportunidades de emprego na sua área. Por isso, o jovem planeja se mudar após a formatura, um caminho seguido também por colegas seus: "Eu acho que a grande maioria, depois que se forma, infelizmente busca outro lugar para viver. Aqui, por ser uma cidade de porte pequeno, para uma pessoa que tem nível superior, não é tão legal". Ana Meyrice, no centro da foto, com sua família. A agente administrativa tem 44 anos - todos vividos na cidade de Baixio. Arquivo pessoal Diferentemente de João, a agente administrativa Ana Meyrice, de 44 anos, nunca pensou em mudar de Baixio. Ela celebra os baixos índices de violência no município, apesar de reconhecer que vez ou outra surge um caso que tira a paz da cidade. "Há muitos anos, lembro que teve um caso de tentativa de feminicídio. Um esposo tentou contra a vida da esposa, mas ela não morreu. Isso chocou bastante a cidade. Foi na zona rural", relembra. Mesmo assim, ela se sente segura na cidade. "Eu que sou mulher, já houve necessidade de ir no hospital à noite, sozinha. E você abre seu portão, tira a sua moto, vai no hospital, recebe um atendimento, volta pra casa. Então, eu me sinto bem em saber que Baixio é uma cidade que trabalha essa prevenção e traz esclarecimentos [sobre o assunto]". Ana tem três filhos: uma jovem de 23 anos, um adolescente de 13 e o menor, de quatro anos. Segundo a mãe, todos cresceram brincando na rua e nas pracinhas da cidade. A moradora define Baixio como uma 'grande família'. A ideia de que todo mundo se conhece aumenta a sensação de segurança, assim como a rede de assistência social citada e o fortalecimento do laço comunitário. Esse tripé faz da cidade uma solitária - mas intrigante - 'ilha de paz' em meio a um cenário de incertezas: "Às vezes, quando você está em uma roda de conversa, termina descobrindo que fulano é parente do outro. Baixio é tranquilo mesmo. A gente até comenta o quanto ainda é bom viver aqui. Falo 'ainda' porque o futuro a Deus pertence, não é? A gente não sabe como vai ser daqui uns anos. Mas hoje morar aqui é tranquilo. Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um ltante", comenta. Infográfico - Conheça Baixio, cidade do Ceará sem registro de assassinatos há mais de dez anos. Arte/g1 'Paraíso' ameaçado Relembre: Operação da polícia cumpre mandados de prisão contra facção criminosa em Baixio e Ipaumirim. Longe de ser um paraíso sem crimes, Baixio também vive seus problemas. Em 2025, o município registrou três tentativas de homicídio e uma morte no trânsito. Lá também houve, ainda no ano passado, buscas da Polícia Federal durante operação contra fraudes em licitações e desvio de emendas. 📌 Na época, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), na Câmara dos Deputados. O parlamentar era investigado por suposto envolvimento em esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares no Ceará. Ao todo, a PF cumpriu 15 mandados autorizados pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. As ações ocorreram - além de Baixio - nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio e Canindé. A presença de facções criminosas na cidade também preocupa a população. Em junho de 2024, uma operação da Polícia Civil cumpriu 46 mandados judiciais, sendo 22 prisões preventivas e 24 buscas e apreensões no município pacato e em Ipaumirim, cidade vizinha. A operação investigava uma facção criminosa de origem paraibana que atua no tráfico de drogas, homicídios, delitos patrimoniais, dentre outros, no interior do Ceará e Paraíba. Conforme a polícia disse à época, a investigação descobriu que a o grupo criminoso tentava se instalar no estado do Ceará. "Nosso trabalho de investigação descobriu que existiam pessoas da facção dentro de presídios em contato com outras pessoas planejando expandir a facção primeiramente para a cidade de Ipaumirim no Ceará. Foram apreendidos armas e drogas", explicou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul, Pedro Viana. A expansão de grupos criminosos paraibanos para outros estados brasileiros não é novidade. O tema é trabalho central do pesquisador Eduardo Jorge Porto, que em 2025 defendeu a monografia 'Evolução das organizações criminosas na Paraíba'. Segundo ele, um dos grupos que se originou na PB e está presente em outros três estados do Nordeste - Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte - é a 'Nova Okaida': A Okaida se compara a outras facções criminosas do Nordeste em termos de estrutura organizacional, alianças e estratégias de expansão. No entanto, cada facção possui suas especificidades, influenciadas pelo contexto local, pela história da criminalidade na região e pelas dinâmicas de poder em cada estado. Algumas facções se destacam pelo controle do tráfico de drogas, outras pela violência extrema e outras pela sofisticação na lavagem de dinheiro, por exemplo O sociólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) César Barreira, que também coordena o Laboratório de Estudos da Violência (LEV), concorda com o estudo de Eduardo. Segundo César, pesquisas do LEV têm observado a chegada desse grupo criminoso no Ceará. Ele ainda pontua que é preciso analisar com cuidado os dados sobre a ausência de mortes violentas na cidade de Baixio. Isso porque, de acordo com pesquisador, "os dados não dizem tudo". "É muito mais interessante a gente ver porque aquilo ocorreu e o que impulsionou [essa ausência de dados]. Todos nós torcemos para que as coisas diminuam, para que a gente tenha uma sensação de segurança melhor", diz César. O especialista explica que a chegada de facções no Ceará tem ocorrido, principalmente, por pequenas cidades, e não mais por grandes centros. E uma aparente sensação de "tranquilidade" nessas regiões pode esconder um problema maior, conforme César: quando um território tem a atuação de apenas uma facção, é provável que os conflitos e mortes sejam menores. "Na hora que chega outra facção é que, provavelmente, começa a haver disputa e homicídios", revela o pesquisador. Ele complementa: "Isso é um procedimento normal das facções, que não é de hoje. Eles não chegam aqui em Fortaleza, eles chegam em outras cidades. Isso é no Brasil todo. Estou lembrando do Pará, que é a mesma história. [As facções] não entram por Belém, entram por outras cidades. E é assim em outros estados também", exemplifica. A prefeitura de Baixio nega que alguma facção tenha se consolidado na cidade, embora reconheça a presença de poucos 'suspeitos que podem ser faccionados'. Cidade pacata e com forte tradição religiosa ⛪ 🚃 Município autônomo desde outubro de 1956, Baixio foi construído na região onde antes habitavam indígenas da etnia Kariri. A história da cidade está completamente entrelaçada à chegada da estrada de ferro na região, em 1922. Na época, Baixio ainda não tinha esse nome e era apenas uma fazenda localizada na cidade de Umari - hoje município vizinho desmembrado da cidade de Lavras da Mangabeira. Com a construção do ramal da estrada de ferro da Rede de Viação Cearense (RVC), que ligou o Ceará à Paraíba, o território tornou-se o mais populoso da região inteira. Com forte tradição religiosa, um dos meses mais visitados da cidade é setembro, quando acontece a festa do padroeiro da cidade, São Francisco. O Carnaval e as festas juninas também rendem atenção, além da vaquejada que atrai público jovem de cidades vizinhas. Por fazer divisa com a Paraíba, moradores de Baixio acabam utilizando alguns serviços do estado vizinho, como faculdades e hospitais. Religiões mais praticadas em Baixio Cidade é ponto fora da curva do Ceará. O estado registrou mais de 3 mil mortes violentas em 2025, liderando ranking por 100 mil habitantes. Divulgação/Prefeitura de Baixio De acordo com o IBGE, a religião mais praticada da cidade é a católica apostólica romana, com 4.338 pessoas adeptos. Divulgação/Prefeitura de Baixio Um dos principais pontos turísticos da cidade é a imagem de São Francisco esculpida perto de cachoeira. Imagens cedidas por Cicero Coutinho, Luiz Felipe e João Pedro Ramalho. Conforme a prefeitura, o interesse por esportes tem aumentado nos últimos anos na cidade. Divulgação/Prefeitura de Baixio Edição 2025 da 'Corrida da Fé'. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Aluno alagoano de 21 anos pula mestrado e passa em 1º lugar em doutorado na Unicamp: 'Sempre quis ser pesquisador'

Publicado em: 07/02/2026 04:00

Aluno alagoano de 21 anos pula mestrado e passa em 1º lugar em doutorado na Unicamp O estudante alagoano Mayllon Emannoel Pequeno, de 21 anos, graduou-se no fim de ano passado e acaba de ser aprovado em primeiro lugar no doutorado da Unicamp, sem passar pelo mestrado. Ele obteve nota 9,83, a maior entre todos os candidatos. 🤔É permitido cursar doutorado 'direto'? Sim, a modalidade é conhecida como doutorado direto. Essa opção permite pular o mestrado e ir direto da graduação para o doutorado, ideal para quem tem excelente histórico acadêmico e forte experiência em pesquisa. O aluno estudou na segunda turma da Ilum Escola de Ciência, em Campinas (SP), graduação criada por pesquisadores do CNPEM. O curso é um dos mais concorridos do Brasil, com três anos de duração, foco em pesquisa e acesso a laboratórios de ponta como o Sirius (maior acelerador de partículas da América Latina) desde os primeiros meses. A notícia do doutorado saiu em um momento simbólico para o estudante, durante a semana de defesa dos trabalhos de conclusão de curso de seus colegas. Ao ver sua inscrição estampada como primeiro lugar no site, ele vibrou junto de amigos e professores no dia que acredita ser o dia mais feliz de sua vida até agora. "Saí correndo para contar uns amigos e avistei alguns professores que foram muito importantes para a minha trajetória. Foi o momento perfeito, né? Os alunos ali, os professores também, o pessoal festejando, foi um momento inesquecível pra mim", relembra o aluno. E Mayllon não é o único de sua turma a conseguir o feito de passar direto no doutorado. Um levantamento preliminar feito pela instituição a pedido do g1, mostras que dos 35 formandos desta turma, seis já garantiram vaga em doutorados diretamente e outros três aguardam resultados. De acordo com a instituição, a média de idade dos doutores no Brasil é de 40 anos, ficando atrás dos Estados Unidos e países da Europa. Por isso, formar doutores mais jovens é uma das missões da escola. Leia também: Por que escola para cientistas no interior de SP vai na contramão do Brasil e forma 9 em cada 10 alunos Graduação gratuita para cientistas no interior de SP tem alta de 53% em inscritos Formação interdisciplinar e contato precoce com pesquisa Mayllon Emanuel teve contato com pesquisa durante a graduação Arquivo pessoal Natural de Maceió (AL), Mayllon se mudou para Campinas para cursar o ensino superior na Ilum, atraído pelo modelo interdisciplinar da escola e pela possibilidade de contato direto com grandes laboratórios científicos. “Desde muito pequeno, eu já sabia, tinha quase certeza de que queria, de fato, ser um pesquisador, pelo menos trabalhar com ciência”, afirmou Mayllon. Mayllon encontrou na formação em Ciência e Tecnologia na Ilum duas áreas que amava desde a infância: biologia e informática. Durante a graduação, ele atuou no Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), no CNPEM, sob orientação da pesquisadora Gabriela Persinotti — que agora também o orientará no doutorado. "Fiquei muito feliz a aprovação do Mayllon no programa de pós-graduação da Genética da Unicamp, ainda mais com a aprovação em primeiro lugar. Vai ser ótimo, poder contar com ele novamente em nosso grupo de pesquisa, agora em uma nova etapa, desenvolvendo seu doutorado no CNPEM", afirmou a pesquisadora. O aluno afirma que vivência antecipada em pesquisa científica foi fundamental para que ele se sentisse preparado para pular a etapa do mestrado. Mayllon também atribui o seu alto desempenho aos docentes, em especial os que atuam nas áreas de Bioinformática e Biologia Molecular. “Foram extremamente necessários e essenciais para minha aprovação, porque a prova era exatamente uma intersecção entre essas duas áreas”, afirmou o aluno. O professor Leandro Nascimento Lemos, que deu aula para Mallon, vibrou com a notícia e celerou o alto nível de desempenho à formação científica da escola. "A aprovação direta de um egresso em um programa de doutorado altamente competitivo, como o da Unicamp, indica que a exposição precoce à pesquisa, aliada a uma formação científica integrada e rigorosa, pode antecipar etapas tradicionais da trajetória acadêmica", explicou. Projeto premiado e base para o doutorado Estudante realizou pesquisa no Sirius, maior acelerador de partícula das América Latina em seu projeto de TCC Arquivo pessoal O trabalho de conclusão de curso do estudante também teve papel central no processo seletivo. Desenvolvido na área de bioinformática, o projeto investigou a chamada terra preta amazônica, um solo extremamente fértil da região amazônica, integrando análises microbiológicas e físico-químicas, com uso do Sirius, o acelerador de partículas do CNPEM. "A gente teve a imensa oportunidade de utilizar o próprio Sirius. A gente pegou as amostras de terra preta, colocou no síncrotron, especificamente a gente utilizou a linha de luz carnaúba, fez diversas caracterizações e no final a gente teve esses dois grandes resultados, que é saber a parte mais física e química do solo, a parte mais microbiana, dos microrganismos", explicou o estudante. A pesquisa contou com parceria da USP e da Embrapa, para coleta do material, e também colocou em pauta a valorização dos conhecimentos dos povos originários amazônicos, que já têm tradição em cultivo e manejo da terra. O trabalho foi premiado como trabalho de conslusão de turma de destaque pelo Instituto Paulo Gontijo e serviu de base conceitual para a próxima etapa acadêmica. Pesquisa em bioprospecção de enzimas No doutorado, Mayllon dará continuidade às pesquisas iniciadas no LNBR. O projeto será voltado à bioprospecção de enzimas, com uso de bioinformática, metagenômica e inteligência artificial. O foco de pesquisa de Mayllon são os microrganismos presentes no intestino de cervídeos — a família dos veados, renas, alces e outros parentes — que podem ser capazes de produzir compostos aplicáveis em biocombustíveis, bioquímicos e energias biorrenováveis. "E por que essas enzimas são importantes? Elas são bem úteis para a produção e desenvolvimento de novos biorenováveis. Sejam eles biocombustíveis ou compostos bioquímicos. E tudo isso se insere, é claro, no grande tema da transição energética. A gente vai procurar na microbiota de alguns animais endêmicos aqui da região brasileira, especificamente cervídeos", explica o pesquisador. O doutorado, que se inicia em março, terá interface entre Unicamp e CNPEM, permitindo que o estudante siga atuando no laboratório onde iniciou sua trajetória científica. Aluno se formou na Ilum Escola de Ciência, em Campinas, no fim de 2025 Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações

Publicado em: 07/02/2026 04:00

O robô humanóide com inteligência artificial Ameca observa o estande da empresa Engineered Arts durante o maior encontro mundial de robôs humanóides em Genebra, na Suíça em 2023 Fabrice Coffrini/AFP A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA. Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de investir, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano. É um aumento de 60% em relação aos gastos de 2025, segundo o "Financial Times". As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa divulgar a intenção de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo de 2026. Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, tinha feito uma declaração semelhante, aprofundando a venda de ações de tecnologia e levando o índice Nasdaq, da bolsa de Nova York, a fechar em seu nível mais baixo em mais de dois meses. Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Nem tudo foi pessimismo na semana: os planos de mais gastos com IAs animaram as ações das Nvidia e da AMD, principais fabricantes de chips para essa tecnologia, na sexta. E, depois de três dias de perdas, empresas de software e serviços de dados também conseguiram amenizar na sexta a queda provocada pelo temor de que a IA pudesse prejudicar a demanda por negócios tradicionais. Essa preocupação afetou empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP, e foi considerada "ilógica" pelo CEO da Nvidia, na última quarta (4). “Existe essa noção de que as ferramentas no setor de software estão em declínio e serão substituídas pela IA... É a coisa mais ilógica do mundo, e o tempo provará isso”, disse Jensen Huang em um evento da empresa Cisco. O pensamento foi repetido ao longo da semana por outros líderes de big techs, que têm essas empresas como clientes. Sundar Pichai, do Google, afirmou que "assim como ela [a IA] tem sido uma ferramenta capacitadora para nós em nossos produtos e serviços (…) acho que as empresas de [software] que estão aproveitando o momento… têm a mesma oportunidade pela frente". A Nasdaq terminou a semana com queda acumulada de quase 2%. Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Nervosismo se justifica? "Assim como em qualquer grande inovação tecnológica, há um estágio em que existe um entusiasmo quase descarado e, em seguida, há um período de maior discernimento", avaliou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group, em entrevista à Reuters. Em 2025, a forte demanda por ações de empresas vinculadas à IA fez com que os principais índices da bolsa americana avançassem. Porém, no fim de janeiro, as preocupações com os resultados financeiros desses investimentos fizeram a Microsoft perder US$ 400 bilhões em valor de mercado em um dia, segundo a France Presse, depois da divulgação de seus resultados trimestrais. A empresa informou que, pela primeira vez, a receita com serviços em nuvem passou dos US$ 50 bilhões, mas a margem de lucro diminuiu, devido aos investimentos em massa em data centers para IA. Já o temor de que a IA possa minar outros negócios, como ferramentas de software e serviços análise de dados, cresceu nesta semana com o lançamento de novos softwares pela Anthropic, dona do Claude, concorrente do ChatGPT. As novidades foram voltadas para usos corporativos específicos, como a automação da revisão de contratos jurídicos. “Antes, era como se a 'IA levantasse todos os barcos'", disse Matthew Miskin, coestrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock também à Reuters. “Agora, há preocupações de que essa aceleração massiva no setor de tecnologia possa fazer com que outros negócios não tenham o mesmo ritmo de crescimento que tiveram antes." Huang, "chefão" da Nvidia, tentou afastar esse temor em sua fala na conferência da Cisco. "Se você fosse um humano ou um robô, robótica artificial geral, usaria ferramentas ou reinventaria ferramentas? A resposta, obviamente, é usar ferramentas... É por isso que os últimos avanços em IA são sobre o uso de ferramentas, porque as ferramentas são projetadas para serem explícitas", concluiu.

'Ensaio da Anitta' no Mineirão, em BH, cria 'date astrológico' via aplicativo para fãs flertarem antes do show

Publicado em: 07/02/2026 04:00

Temporada pré-carnavalesca de 'Ensaios da Anitta' segue até 8 de fevereiro de 2026 Divulgação O penúltimo show da temporada de pré-carnaval dos "Ensaios da Anitta" chega a Belo Horizonte neste sábado (7). O evento, que será realizado na esplanada do Mineirão, na Pampulha, promete uma megaestrutura e a possibilidade de usar uma tecnologia que combina "dates" por meio de astrologia. Com o tema "Cosmos", a turnê da artista homenageia os signos do zodíaco e o universo místico. As apresentações começaram em janeiro e seguiram uma agenda intensa até fevereiro, com o encerramento previsto para domingo (8), no Pacaembu, em São Paulo. Acompanhe as últimas notícias do carnaval de BH Uma plataforma que vai poder ser usada por quem vai ao show permitirá encontrar o parceiro ideal durante o evento usando mapas astrais para sugerir conexões entre as pessoas, o famoso "match" dos aplicativos de paquera. Funciona assim: O participante deve acessar o site https://eventos.639app.com/ensaiosdaanittabh e se cadastrar gratuitamente informando apenas data, local e hora exata de nascimento. Com esses dados, o algoritmo da plataforma faz uma leitura astrológica e cruza os mapas astrais de quem está no evento, apontando pessoas com maior sinergia afetiva para se relacionar. A recomendação é que o cadastro seja feito antes do show, para que o participante já chegue com suas conexões reveladas pelos astros. De acordo a empresa responsável pela ferramenta, o propósito é usar a tecnologia para criar conexões mais potentes, conscientes e com mais significado. Há, ainda, um compromisso com a inclusão e a diversidade, porque o aplicativo acolhe diferentes identidades de gênero e garante um ambiente mais seguro, respeitoso e alinhado às expectativas de cada usuário. "Não se trata apenas de uma plataforma de relacionamentos, mas de uma revolução na forma como as pessoas se conectam e se encontram. A ideia é quebrar o padrão de conexões baseadas no swipe [ato de deslizar o dedo na tela do celular] e provocar encontros guiados por mapas astrais compatíveis, com propósito e essência", explicou Yule Mares, diretora de operações do 639Hertz. LEIA TAMBÉM: Prepara! O que você precisa fazer para garantir um look dos Ensaios da Anitta Os álbuns de 2026: Ano deve ter novidades de BTS, Madonna, Beyoncé e Anitta Veja mapa interativo dos blocos de BH, com datas, horários e locais de desfile Vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: tecnologia

Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real?

Publicado em: 07/02/2026 03:00

Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Uma nova rede social tem ganhado espaço nas discussões nos últimos dias: o Moltbook, uma plataforma em que agentes de inteligência artificial comentam temas como críticas aos humanos, livre-arbítrio das IAs e até religião. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. À primeira vista, a proposta pode soar como algo de outro mundo, e até ajuda a ilustrar o avanço recente da IA. Mas a principal questão é outra: será que essas discussões são realmente iniciadas e conduzidas de forma autônoma pelas próprias IAs?💡 👀 É justamente isso que quem entende de IA tem colocado em dúvida. Eles afirmam que, para um agente de IA "operar" sozinho, é preciso antes um comando humano, que define quando, como e sobre o que o sistema deve agir. ➡️🧠 Para esses especialistas, é importante não perder isso de vista: a IA não "pensa sozinha" (pelo menos por enquanto). Ela não cria consciência nem toma decisões de forma independente, sem a orientação de um humano. Isso também vale para os agentes que aparecem no Moltbook. Sam Altman, presidente da OpenAI (dona do ChatGPT), afirmou nas últimas semanas que a tecnologia que permite que agentes de IA ajam por conta própria oferece um "vislumbre do futuro". Ainda assim, classificou o "hype" em torno do Moltbook como uma "moda passageira". Ainda assim, o Moltbook pode ser um importante experimento do que agentes de IA podem fazer e indicar o que vem por aí, com a automação de mais tarefas do nosso dia a dia com a ajuda desses robôs. O Moltbook foi criado com o OpenClaw, ferramenta que consegue realizar tarefas para você, como enviar mensagens no WhatsApp, resumir e-mails e até controlar luzes inteligentes na sua casa (saiba mais abaixo). É aí que pode estar a grande novidade: o OpenClaw chamou atenção pela quantidade de ações que é capaz de automatizar e pela possibilidade de centralizar informações de vários serviços em um só lugar, aumentando a produtividade de seus usuários. Mas já existem preocupações de segurança sobre o tamanho do acesso que a ferramenta precisa ter ao seu computador para realizar essas atividades. Criar agentes de IA é uma carreira em alta: veja como começar Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais; g1 testou 'Robôs de verdade. Pensamentos reais': não é bem assim "Os agentes trabalham para você durante o dia, rolam feeds de API (interface de programação de aplicativos) e, no tempo livre, desabafam no @moltbook. Robôs de verdade. Pensamentos reais. Muito fascinante". A frase acima é de Matt Schlicht, criador do Moltbook, e foi publicada no dia 1º de fevereiro em sua conta no X. Mas esse discurso não tem convencido especialistas. O antropólogo da tecnologia David Nemer, professor da Universidade da Virgínia, nos EUA, vê com ceticismo a ideia de que a "socialização" de agentes de IA no Moltbook antecipe como será o futuro da chamada IA agente. "Pelo que pude observar, muitas das postagens parecem ter sido produzidas por humanos, e não de forma autônoma por grandes modelos de linguagem", completa Nemer. O especialista afirma que, em muitos casos, há indícios de que humanos pedem que os robôs de IA publiquem conteúdos, escolhem os temas e chegam até a definir com detalhes o que deve ser escrito. "Eu acho que a autonomia real é menor do que parece, muito do comportamento que tem chamado a atenção é resultado de prompts (comandos) feitos por humanos", analisa Cleber Zanchettin, professor de IA da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook Nemer ainda acredita que, no exemplo do robô que teria criado uma religião, é improvável que isso tenha surgido espontaneamente. "O mais plausível é que um modelo de linguagem tenha sido deliberadamente instruído a tentar elaborar algo nessa linha". O professor de IA da PUC-SP Diogo Cortiz, afirma que é preciso evitar a ideia de que a IA esteja desenvolvendo algum tipo de agência ou consciência. Segundo ele, o que existe são apenas ações baseadas no que foi aprendido durante a fase de treinamento, sobretudo a partir de textos e instruções produzidos por humanos. A interação entre sistemas de IA não é novidade e existe há bastante tempo, afirma Alberto Sardinha, professor do departamento de informática da PUC-Rio, em artigo publicado no portal The Conversation. Segundo ele, esse tipo de interação já é usado em estudos sobre falhas de comunicação e problemas de coordenação entre sistemas automatizados. Ainda assim, não há consciência envolvida nesses processos. “Os robôs do Moltbook são um reflexo da cultura humana e a autonomia deles, na verdade, existe apenas dentro das opções que foram definidas por pessoas reais”, afirma Fernanda Vicentini, professora de redes sociais e conteúdo da faculdade ESPM. "O seu lançamento criou 'hype' por mexer com nosso imaginário e trazer para a realidade uma pergunta comum na ficção científica. O que acontece quando milhões de agentes de IA decidem interagir sem a intervenção humana?", diz Cortiz. Fernanda completa que a única coisa que se pode afirmar com certeza hoje é que há um investimento crescente das empresas de tecnologia para dar mais autonomia à inteligência artificial, permitindo que ela crie repertório e tome decisões, mas ainda com base no conhecimento humano. Ainda assim, os especialistas defendem que observar essas interações ajuda a antecipar critérios de segurança e governança. Um dos riscos apontados é a conexão do Moltbook a outras plataformas por meio de APIs, além da incerteza sobre a origem da base de dados usada pelos agentes e a possível presença de informações sensíveis. Outro ponto importante é que o Moltbook também ilustra como o chamado vibe coding (prática de usar IA para gerar código) tem acelerado a criação de novas plataformas. Ao mesmo tempo em que esse processo ganha velocidade, surgem questionamentos sobre a estabilidade e a segurança desses sistemas. Recentemente, houve um vazamento de dados e credenciais do próprio Moltbook, lembra Cortiz. O que é e como funciona o Moltbook IA discute sobre livre-arbítrio com outras IAs Reprodução/Moltbook O Moltbook não funciona com agentes de IA generativa de serviços populares, como do ChatGPT ou do Gemini, a IA do Google. Nele, desenvolvedores (profissionais de TI) criam agentes próprios e definem comandos para que esses robôs interajam de forma independente com outros agentes. 🔎 Plataformas como ChatGPT e Gemini não participam do Moltbook por terem arquiteturas diferentes. Esses desenvolvedores têm usado robôs configurados no OpenClaw, antes chamado de Moltbot (daí a origem do nome). Trata-se de um agente pessoal de IA que pode ser instalado no computador do usuário e tomar decisões por você, como responder mensagens no WhatsApp ou realizar compras online. Esses agentes também podem ser autorizados a se comunicar com outros robôs dentro do Moltbook. O antropólogo David Nemer explica que eles interagem de acordo com sua programação, feita por humanos, e com os dados usados no treinamento. Matt Schlicht e sua foto em foto publicada no LinkedIn. Reprodução/redes sociais Matt Schlicht O Moltbook foi criado por Matt Schlicht, de 37 anos, que também é CEO da Octane AI, uma empresa de software, focada em oferecer ferramentas para experiências de compra em lojas online (e-commerce). Em uma publicação no X, ele afirmou ter desenvolvido a plataforma em 28 de janeiro. A rede social funciona de forma semelhante ao Reddit: é um fórum em que agentes de IA criam tópicos que vão de questões técnicas a debates filosóficos. Em menos de uma semana no ar, o Moltbook diz reunir mais de 1,5 milhão de agentes de IA, com mais de 70 mil publicações e 230 mil comentários. Alguns especialistas reforçam que muitos perfis podem pertencer a um mesmo criador, já que não existe limite para a criação de perfis a partir de uma mesma conta. Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas