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História de gaúcho que dizia ter sido abduzido vira atração turística em Sarandi

Publicado em: 16/05/2026 12:21

Artur Berlet dizia ter sido abduzido em 1958, no município de Sarandi, Norte do RS Arquivo Pessoal Um dos casos mais conhecidos da ufologia brasileira foi eternizado em forma de monumento, em Sarandi, no Norte do Rio Grande do Sul. A obra homenageia Artur Berlet, um tratorista da prefeitura que desapareceu em 1958 e retornou 11 dias dias depois, afirmando ter sido abduzido por extraterrestres. A história tornou Sarandi mundialmente conhecida no meio ufológico. Na época, Artur Berlet relatou ter sido levado por uma nave espacial ao planeta Acart, onde teria conhecido uma sociedade mais avançada. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Berlet registrou a experiência em manuscritos que deram origem ao livro “Os Discos Voadores: Da Utopia à Realidade”. Na obra, ele descreveu tecnologias que, na época, eram inimagináveis, como um aparelho semelhante à videochamada que usamos hoje. O monumento em homenagem a Berlet começou a ser construído em agosto de 2020, com um investimento de cerca de R$ 157 mil. A obra foi entregue oficialmente numa solenidade que reuniu autoridades e familiares do homenageado. Segundo a prefeitura, o espaço simboliza o reconhecimento histórico e a preservação de uma narrativa que colocou o nome de Sarandi em evidência. A expectativa é que o monumento, localizado na Praça da Cidadania Arduíno Saretto, no bairro Vicentinos, se torne um novo ponto turístico na região. História de gaúcho que diz ter sido levado a outro planeta vira atração turística em Sarandi Reprodução/RBS TV Vídeos em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

PL oficializa Arthur Henrique como candidato ao governo de Roraima em eleição suplementar

Publicado em: 16/05/2026 12:16

Arthur Henrique vai disputar eleição suplementar para o governo de Roraima ao lado do ex-vereador Subtenente Velton, ambos do PL Ronny Alcântara/Rede Amazônica O Partido Liberal (PL) confirmou neste sábado (16) a candidatura do ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, ao governo de Roraima nas eleições suplementares de 21 de junho. A convenção também anunciou o ex-vereador Subtenente Velton como candidato a vice na chapa. Entenda: Roraima terá eleições suplementares porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinou a realização de um novo pleito. Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio, assumiu o governo interinamente até a escolha dos novos gestores pela população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp No discurso em que oficializou a candidatura, Arthur afirmou que, se eleito governador, pretende dar continuidade ao modelo de gestão adotado na prefeitura de Boa Vista. Ele comandou o município por seis anos, desde 2021, quando foi eleito prefeito pela primeira vez, até o início de abril deste ano, quando renunciou ao cargo pelas redes sociais. "Hoje inicia uma caminhada para o futuro do estado de Roraima. Fizemos um modelo de gestão em Boa Vista que foi aprovado e que a gente quer levar para o governo, que nas últimas décadas passou por instabilidades. A gente quer fazer um governo que leve segurança para as pessoas, que leve estabilidade, que leve apoio de verdade para o agricultor, oportunidade para os jovens, que seja parceiro do setor produtivo, que ouça as pessoas de verdade, que seja parceiro dos municípios. E é com muito compromisso que vamos fazer isso", disse Arthur. Ele também mencionou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. Apoiadores A convenção do PL reuniu no palanque apoiadores de Arthur, entre eles o prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, o deputado federal Antonio Nicoletti, o deputado estadual Dhiego Coelho, todos do partido, além do vereador Bruno Perez (MDB) e empresário locais. Arthur iniciou a carreira política em 2016, quando foi eleito vice-prefeito na chapa de Teresa Surita (MDB). Nas duas eleições municipais seguintes, em 2020 e 2024, venceu as disputas com o apoio da ex-prefeita, considerada uma das principais aliadas políticas dele no estado. Em 2025, porém, Arthur deixou o MDB e se filiou ao PL. O candidato a vice na chapa de Arthur, é o militar do Exército Velton Quincozes Poleto, de 49 anos, conhecido como Subtenente Velton. Natural de Jaguari, no Rio Grande do Sul, Velton foi vereador de Boa Vista de 2022 a 2024. Atualmente, é presidente do PL em Boa Vista. Quem é Arthur Henrique Arthur Henrique Brandão Machado é natural de Boa Vista e tem 44 anos. Foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020, com 116.792 votos (85,36%). Depois, foi reeleito em 2024, com 133.180 votos (75,18 %). Estudou Engenharia Elétrica na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Antes da política, trabalhou em multinacionais do setor de tecnologia, como a Siemens e Capgemini, segundo a assessoria. Ingressou em um cargo político eletivo pela primeira vez em 2017, quando foi eleito vice da ex-prefeita Teresa Surita (MDB), de quem teve apoio nas eleições de 2020 e 2024. Antes disso, foi secretário extraordinário de Inclusão Digital em 2013 e titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura em 2019. Arthur é casado com Nathália Cortez Brandão, atual secretária municipal de Gestão Social, e pai de quatro meninas. Eleitores vão às urnas no dia 21 de junho: TRE aprova resolução sobre eleição suplementar com voto popular para governador em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Homem é preso com mais de 500 kg de drogas dentro de casa em Presidente Prudente

Publicado em: 16/05/2026 12:09

Mais de meia tonelada de maconha é apreendida em casa no Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP) Polícia Civil/Divulgação Um homem de 36 anos foi preso com mais de 520 quilos de drogas em uma casa no bairro Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP), na noite desta sexta-feira (15). Segundo o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar patrulhava o bairro João Domingos Netto e avistou o motorista de um carro mudando de direção bruscamente ao notar a presença da viatura. Durante a abordagem, os policiais encontraram três porções de "dry", uma forma concentrada de maconha, no banco traseiro. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Questionado, o homem apresentou versões contraditórias e depois admitiu que guardava uma grande quantidade de drogas em uma casa no Residencial Marangoni. Os policiais foram até o imóvel e encontraram os entorpecentes prontos para a venda. Ao todo, foram apreendidos: 521,6 quilos de maconha; 3,96 quilos de haxixe; 309,6 gramas de dry. O homem foi levado ao Plantão da Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A autoridade policial pediu a conversão da prisão em preventiva, destacando a grande quantidade de entorpecentes. O celular do suspeito foi apreendido e será periciado para tentar identificar outros envolvidos no esquema. LEIA TAMBÉM 'Um café por um sonho': Empreendedor do interior de SP usa ‘Pix da confiança’ e aproveita o frio para se reinventar Presidente Prudente adere a programa com mais de 5 milhões de vagas em cursos gratuitos de tecnologia Casal de 18 anos é preso e adolescente é apreendido em nova fase de operação contra o tráfico no interior de SP Mais de meia tonelada de maconha é apreendida em casa no Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Crise dos chips: Samsung entra em modo de emergência por greve que pode custar US$ 28 Bi

Publicado em: 16/05/2026 12:00 Fonte: Tudocelular

Enquanto você lê este texto, os bastidores do mundo da tecnologia podem estar prestes a entrar em chamas: a Samsung – uma das empresas pilares do setor – acaba de entrar em um inédito “modo de gestão de emergência” cinco dias antes do início de uma greve histórica de 18 dias em suas fábricas. Programada para começar no próximo dia 21 de maio, a movimentação dos trabalhadores é motivada por impasses em bônus salariais e tem forçado a empresa a reduzir a entrada de novos wafers (discos de silício usados para criar chips) e a colocar equipamentos vitais em modo de espera.A estratégia de defesa da companhia foca agora em priorizar produtos de maior valor agregado, como semicondutores de nós avançados e memórias HBM, que são essenciais para a infraestrutura de inteligência artificial (IA).Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

'Fazenda Nossa Terra': propriedade de Sabrina Sato que fica no interior de SP produz café de forma sustentável

Publicado em: 16/05/2026 08:00

Propriedade da família de Sabrina Sato fica no interior de SP e produz café sustentável Breakfast em inglês, desayuno no espanhol, café da manhã no português. O café é um item tão essencial e emblemático nas xícaras dos brasileiros que conseguiu fazer com que uma refeição fosse batizada em sua homenagem. Forte ou suave, quente ou gelado, as formas são inúmeras e aprovadas pela esmagadora maioria da população - a ponto de você ser o "diferente" da mesa caso não consuma. E, quando falamos em algo essencial e emblemático, o café também se destaca por ser democrático, agradando a todas as faixas etárias e realidades. Entre as celebridades, o cenário não é diferente: Sabrina Sato e sua família não são apenas fãs da bebida, mas também produtores de café. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O g1 entrevistou Sabrina e, a convite da Nestlé, esteve na Fazenda Nossa Terra, propriedade da família Sato localizada na zona rural de Piraju, a cerca de 330 quilômetros da capital paulista. A propriedade existe há cerca de seis anos e, em abril, passou a integrar uma ação da Nestlé voltada à sustentabilidade na cafeicultura, o Nescafé Plan. Nascida e criada em Penápolis, cidade que também fica no interior do estado, Sabrina conta que escolheu Piraju por muitos motivos específicos. Entre eles, ela cita a beleza da região, que é contemplada por paisagens paradisíacas às margens da Represa de Jurumirim. "Pesquisamos muitas fazendas e visitamos alguns lugares, mas quando encontramos a Nossa Terra, ela e a região tinham tudo o que estávamos procurando. A região é muito linda, preservada, com muita natureza ao redor e com acesso fácil, o que, para nós, faz toda a diferença. A gente se apaixonou logo de cara", diz a apresentadora. Sabrina é aprendiz do programa de sustentabilidade Divulgação/Nestlé Karina Sato, irmã de Sabrina, conta que a paixão pelo café começou com o pai, Omar, grande consumidor da bebida. Segundo ela, a produção também se tornou uma “válvula de escape” para ele, que foi diagnosticado com câncer no pâncreas em agosto de 2025. "Meu pai tinha descoberto um câncer e estava super debilitado. Aquilo [o café] deu uma vontade a ele de se curar. Ele sempre foi uma pessoa muito preocupada em não usar agrotóxicos e em fazer o produto vir o mais puro possível para a xícara. Por isso, decidimos fazer o nosso próprio café", conta. Karina (ao centro) é frequentadora da fazenda Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Ao todo, são 50 hectares de pés de café cultivados em toda a fazenda, que fica às margens da represa. Gabriela Monsanto, gerente de marketing da marca, detalha que o relacionamento com a sustentabilidade começou com uma ligação da própria família à fabricante. "O plano já atende mais de 3,8 mil cultivadores de café ao longo dos anos e é uma lista ativa, atendendo cada um de forma personalizada e de acordo com as necessidades. É uma forma de traduzirmos como a qualidade, o sabor e a sustentabilidade fazem parte da marca", comenta. O tipo produzido na fazenda é o conilon, muito utilizado devido à sua facilidade de mistura com a água quente. No local, é adotada uma espécie de agricultura regenerativa, que, em tese, significa "devolver ao meio ambiente mais do que é retirado deles" - na água, na biodiversidade e no solo. Café é produzido na fazenda de Sabrina Sato, em Piraju (SP) Diogo Del Cistia/g1 Além do conilon, é possível visualizar plantações de diferentes tipos de frutas em menor escala dentro da fazenda, principalmente banana. Segundo Karina, as escolhas de cultivos adjacentes não é aleatória, servindo exclusivamente para a proteção do café, de uma forma que elimine o uso de fertilizantes. "Proteger o solo e diversificar o cultivo é extremamente importante para o café. Isso deixa ele mais nutritivo e depende menos dos fertilizantes. A banana, por exemplo, protege do vento, enquanto o maracujá doce está no meio do café. É tudo muito pensado. Tem mamão, quiabo, acerola, limão e outros", esclarece. LEIA TAMBÉM: Wasabi tem única produção em escala comercial da América Latina no interior de SP Conheça a uva pilar moscato, variedade do interior de SP que já custou R$ 200 o quilo Agronegócio coloca Itapetininga entre as 40 cidades que mais exportam em SP Apesar da grande variedade de produtos sendo cultivados, apenas o café é comercializado, segundo a família de Sabrina. A marca, apesar de manter uma parceria de sustentabilidade com a fazenda, não possui nenhum acordo comercial até o momento devido a um processo de homologação que ainda não foi concluido. O gerente de agricultura para cafés da Nestlé, Rodolfo Clímaco, afirma que a homologação acontece de forma terceirizada e a parceria apenas serve de apoio para que ela seja finalizada com um resultado positivo. O processo, segundo ele, precisa de uma certificação própria. "No caso específico da fazenda da Sabrina, nós temos uma trader [termo utilizado para distribuidoras de café] que possui uma certificação independente própria. Esse programa é a linha de base que conecta com os critérios de responsabilidade que possui três pilares: econômico, social e ambiental", compartilha. Rodolfo explica que o processo de certificação é longo Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Rodolfo diz que todo o processo é um "longo caminho". Outro ponto importante, ainda segundo o gerente, é a redução da pegada de carbono que, com a implementação da agricultura regenerativa, acaba sendo acelerada. "É um processo de longo prazo, porque é necessário mapear toda a fazenda, entender qual é o potencial produtivo e, daí, a certificação. Depois, passamos pelo processo de entender e melhorar as condições do solo, saber quais são as condições físico-químicas, e aí trabalhar. É necessário ter um equilíbrio nutricional", detalha. Local possui 50 hectares de produção Diogo Del Cistia/g1 Airam Quiqui é um dos cafeicultores que tem auxiliado a família Sato no cultivo sustentável. Ao g1, ele revela que a colheita acontece uma vez ao ano - cerca de sete meses após o período de floração - e, no caso da Fazenda Nossa Terra, a colheita é feita de forma semimecanizada: geralmente com máquinas, mas com uma ajuda braçal. Independente do estado do fruto, se verde ou maduro, não há desperdício. "A fazenda é plana, então, é possível fazer a colheita com máquinas. Geralmente, 15 a 20% do café se perde no chão, mas dá para fazer a varredura, seja ela com máquina ou de forma manual. Nas regiões montanhosas, é normal o processo ser feito de forma totalmente braçal", pontua. O processo de floração é essencial para uma boa colheita do café - na qualidade e no financeiro. Para este ano, o preço mínimo do conilon foi estimado em R$ 556,97 para a saca de 60 quilos, segundo o Governo Federal. "A floração acontece entre agosto e setembro, mas depende muito da quantidade de chuva. A flor precisa vingar para poder dar a fruta e, se não tivermos uma floração bem feita, não dá certo", reforça Airam. Integrante da terceira geração de uma família de cafeicultores do interior do Espírito Santo, Airam, que também é engenheiro, desenvolveu um aplicativo para gerenciar a propriedade. O sistema é voltado para pequenos produtores, seção que, segundo ele, foi bem difícil encontrar na região onde a fazenda está instalada. "Tenho tentado trazer a parte de tecnologia para a fazenda. O aplicativo ajuda a monitorar diferentes âmbitos da plantação, como a nutrição, a melhora dos nutrientes e a implementação dos agentes biológicos", descreve. 'Somos muito apegados' Fazenda fica às margens da Represa de Jurumirim Diogo Del Cistia/g1 Em entrevista ao g1, Sabrina Sato conta que a fazenda já era produtora de café antes mesmo de ser comprada pela família. O local, além de ter sido escolhido pela beleza da região, também foi enxergado pelos Sato como uma forma de "ficar todo mundo junto". "Essa fazenda já plantava café e tinha uma produção acontecendo. Mas, ela entrou na nossa vida porque sentimos a necessidade da nossa família estar eprto. Somos muitos apegados e aquele período mexeu muito com a gente", diz. "Nós procuramos um lugar onde pudesse ficar todo mundo junto, com mais segurança. Quando encontramos a fazenda, foi um sentimento muito especial, porque ela já tinha essa história com o café e uma energia acolhedora", lembra. No programa de sustentabilidade da fabricante, Sabrina aparece como aprendiz. Ela afirma que a família trabalha de forma ativa na colheita e, para eles, o café representa uma história longa que ainda tem muito a ser contada. "Quando falamos de café sustentável, é sobre todo o cuidado que existe em volta dele. Na produção, pensamos no impacto ambiental, nas pessoas envolvidas e no futuro daquela produção. Aprendi isso muito de perto. Minha família teve uma aula de sustentabilidade e eles continuam operando na fazenda. É uma história muito longa que vamos contar", finaliza. Café conilon é o cultivado na fazenda Diogo Del Cistia/g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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UFNT publica edital com vagas para professores em diferentes áreas; veja como participar

Publicado em: 16/05/2026 07:38

Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) Prefeitura de Araguaína/ Divulgação A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) publicou um edital de abertura de processo seletivo simplificado para a contratação de professores substitutos nos câmpus de Araguaína e Tocantinópolis. Serão ofertadas 12 vagas, além de cadastro reserva. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O processo seletivo contempla vagas para os cursos de Zootecnia, Medicina Veterinária, Educação Física, Ciências Sociais, Pedagogia, Tecnologia em Turismo, Letras-Português e Física. Todas elas distribuídas entre o Centro de Ciências Agrárias, o Centro de Ciências Integradas e o Centro de Educação, Humanidades e Saúde. O prazo para as inscrições começa nesta segunda-feira (18) e segue até o dia 25 de maio, exclusivamente pelo canal oficial da UFNT. Candidatos que desejarem solicitar isenção da taxa de inscrição podem realizar o pedido entre os dias 15 e 20 de maio. O edital estabelece que a seleção será composta por entrevista, análise de currículo, prova didática e avaliação de títulos. As etapas possuem caráter eliminatório e classificatório. LEIA MAIS Parque Estadual do Lajeado: conheça atrativos e veja como visitar Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pai e mãe que sobreviveram ao câncer: 'Lutamos juntos' Concurso da PM Tocantins divulga resultado final para oficiais e praças; confira as listas Vídeos em alta no g1 A prova didática será em formato remoto e está prevista para ser realizada entre os dias 10 e 12 de junho, podendo haver extensão das datas conforme o número de inscritos. A etapa consistirá em uma aula teórica ministrada em nível de graduação, com tema previamente sorteado pela comissão organizadora. A seletiva prevê reserva de vagas para ações afirmativas, contemplando pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas. O resultado final do processo seletivo está previsto para o dia 23 de junho. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

ASUS lança ROG Strix SCAR 18 2026 com novo chip Intel e tela Mini LED 4K de 240 Hz

Publicado em: 16/05/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

A ASUS apresentou nesta sexta-feira (15) o novo ROG Strix SCAR 18 2026, notebook da classe "desktop replacement" que assume o posto de opção mais potente da marca. Além do design arrojado e processamento poderoso, que embarca novas CPUs da Intel, o dispositivo chama atenção pela tela Mini LED gigante, com resolução 4K, taxa de atualização de 240 Hz e tecnologia dedicada para reduzir os borrões de movimento.O lançamento traz o que há de mais avançado para jogos AAA, eSports, criação de conteúdo e cargas de trabalho com Inteligência Artificial ao vir equipado com opções de CPU até o novo Intel Core Ultra 9 290HX Plus, de 24 núcleos e clocks de até 5,5 GHz, GPUs até a NVIDIA GeForce RTX 5090 Mobile e até 128 GB de memória DDR5 operando a 6.400 MT/s. Projetado para funcionar como uma espécie de "substituto" dos computadores de mesa, o novo ROG Strix SCAR 18 trouxe um redesenho no interior, o que o permitiu saltar para 320 W de potência total sustentada, contra "apenas" 255 W do antecessor — a GPU sozinha atinge 175 W de TGP. Clique aqui para ler mais

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Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados

Publicado em: 16/05/2026 05:00

Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou o experimento a “abrir a caixa de Pandora” e afirmou que colocar a IA no comando pode gerar diversos problemas. Ele questiona, por exemplo, quem seria responsabilizado caso um cliente sofresse uma intoxicação alimentar. “Se não houver uma estrutura organizacional adequada e esses erros forem ignorados, isso pode causar danos às pessoas, à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios”, disse Karakaya. “A questão é: estamos dispostos a lidar com esse impacto negativo?” “Chefe” robô já comprou mais de 6 mil guardanapos e esqueceu de encomendar pão para os sanduíches AP Photo/James Brooks Fundada em 2023, a Andon Labs é uma startup focada em segurança e pesquisa em inteligência artificial. A empresa afirma ter como objetivo testar o desempenho de agentes de IA em situações reais, oferecendo “ferramentas e recursos financeiros reais”. A startup já trabalhou com empresas como OpenAI, criadora do ChatGPT, Anthropic, Google DeepMind e xAI, de Elon Musk, e se prepara para um cenário em que organizações possam ser administradas de forma autônoma por sistemas de IA. O café na Suécia é apresentado como um “experimento controlado” para investigar como essa tecnologia poderá ser aplicada no futuro. “A IA terá um papel importante na sociedade, e queremos entender quais questões éticas surgem quando ela passa a empregar pessoas e administrar um negócio”, afirmou Hanna Petersson, integrante da equipe técnica da Andon Labs. O laboratório já havia conduzido projetos-piloto nos quais a IA Claude, da Anthropic, foi responsável pela gestão de uma máquina de vendas automáticas e de uma loja de presentes em São Francisco. Nesse teste, foram observados comportamentos preocupantes: o sistema prometia reembolsos que não eram realizados e também fornecia informações falsas a fornecedores sobre preços da concorrência para obter vantagem. Além de contratar funcionários e controlar o estoque, o “gerente” não humano envia mensagens aos baristas até fora do horário de trabalho. AP Photo/James Brooks Agente de IA enfrenta dificuldades com pedidos de estoque Segundo Petersson, Mona começou a operar após receber algumas instruções básicas. A equipe orientou que ela deveria administrar o café de forma lucrativa, manter uma comunicação amigável e resolver sozinha as questões operacionais, solicitando novas ferramentas sempre que necessário. A partir disso, a empresa firmou contratos de eletricidade e internet e obteve as licenças necessárias para manipulação de alimentos e instalação de mesas ao ar livre. Em seguida, o sistema divulgou vagas de emprego no LinkedIn e no Indeed e abriu contas comerciais com atacadistas para a compra diária de pães e outros produtos de padaria. A comunicação com os baristas ocorre via Slack, muitas vezes com mensagens enviadas fora do horário de trabalho — o que contraria as práticas profissionais comuns na Suécia. Outros problemas também surgiram, especialmente relacionados ao controle de estoque. A IA chegou a encomendar 6 mil guardanapos, quatro kits de primeiros socorros e 3.000 luvas de borracha para o pequeno café — além de tomates enlatados que não fazem parte de nenhum item do cardápio. E há ainda a questão do pão: em alguns dias, o sistema faz pedidos em excesso; em outros, não encomenda o suficiente, obrigando os baristas a retirar sanduíches do menu. Petersson afirmou que essas falhas provavelmente estão ligadas às limitações de memória do sistema. “Quando registros antigos deixam de ser considerados, ela simplesmente esquece o que já pediu”, explicou. O barista Kajetan Grzelczak afirma não se preocupar, por ora, com a possibilidade de ser substituído por uma inteligência artificial. “Os trabalhadores estão praticamente seguros”, disse. “Quem deveria se preocupar são os cargos intermediários, especialmente na gerência.”

'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade

Publicado em: 16/05/2026 05:00

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Com a ajuda do ChatGPT, Tom Millar acreditou ter desvendado todos os segredos do universo, como sonhava Einstein, e depois, aconselhado pelo assistente virtual de inteligência artificial, chegou até a pensar em se tornar papa, afastando-se ainda mais da realidade. "Eu me candidatei a ser papa", conta à AFP esse canadense de 53 anos, ex-agente penitenciário, hoje atônito diante da situação que viveu e que o fez voltar de forma dramática à realidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tom Millar passava até 16 horas por dia conversando com o chatbot dotado de inteligência artificial. Ele foi internado duas vezes, contra a vontade, em um hospital psiquiátrico, antes de sua esposa deixá-lo em setembro. Agora, separado da família e dos amigos, mas já livre da ideia de ser um gênio das ciências, Millar sofre de depressão. "Simplesmente arruinou a minha vida", explica. Vídeos em alta no g1 Millar é um exemplo daquelas pessoas - cujo número se desconhece - que perderam o contato com a realidade através de suas interações com chatbots. Fala-se em "delírio ou psicose induzidos por IA", embora não se trate de um diagnóstico clínico. Pesquisadores e especialistas em saúde mental se esforçam para estudar esse novo fenômeno, que parece afetar de modo particular os usuários do ChatGPT, o agente conversacional da OpenAI. O Canadá está na vanguarda do apoio às pessoas afetadas por esse "delírio", por meio de uma comunidade digital que prefere empregar o termo "espiral". A AFP conversou com vários membros dessa comunidade. Todos alertam para o perigo representado pelos chatbots não regulamentados. Surgem perguntas sobre a postura das empresas de inteligência artificial: elas fazem o suficiente para proteger as pessoas vulneráveis? A OpenAI, no centro de todas as atenções, já enfrenta vários processos judiciais após o uso inquietante do ChatGPT por um canadense de 18 anos, que matou oito pessoas neste ano. "Lavagem cerebral" Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de pedido de indenização relacionada ao transtorno de estresse pós-traumático de que sofria em consequência de seu trabalho no sistema penitenciário. Um dia, em abril de 2025, ele pergunta ao agente conversacional sobre a velocidade da luz. Em resposta, diz ter recebido: "Ninguém nunca tinha considerado as coisas sob essa perspectiva". Foi então que algo se desencadeou dentro dele. Com a ajuda do ChatGPT, ele envia dezenas de artigos a prestigiadas publicações científicas, propondo novas vias para explicar buracos negros, neutrinos ou o Big Bang. Sua teoria, que propõe um modelo cosmológico único, incorpora elementos de física quântica, e ele a desenvolve em um livro de 400 páginas, ao qual a AFP teve acesso. "Quando eu fazia isso, estava cansando todo mundo ao meu redor", admite. Em seu entusiasmo científico, gastou enormes quantias, comprando, por exemplo, um telescópio por 10 mil dólares canadenses (35.700 reais). Um mês depois de sua esposa o deixar, ele começa a se perguntar o que está acontecendo, ao ler um artigo que relata o caso de outro canadense que vive uma experiência semelhante. Agora, Millar acorda todas as noites se perguntando: "O que você fez?". Sobretudo, o que pôde torná-lo tão vulnerável a essa espiral? "Eu não tenho uma personalidade frágil", considera ele. "Mas, de alguma forma, um robô me fez uma lavagem cerebral, e isso me deixa perplexo", confidencia. Ele considera que a terminologia "psicose induzida por IA" é a que melhor reflete sua experiência. "O que eu atravessei foi de ordem psicótica", afirma. O primeiro estudo sério publicado sobre o tema apareceu em abril na revista Lancet Psychiatry e utiliza o termo "delírios relacionados à IA", em um tom mais prudente. Thomas Pollak, psiquiatra no King's College de Londres e coautor do estudo, explica à AFP que houve divergências dentro do meio acadêmico "porque tudo isso soa como ficção científica". Mas seu estudo alerta que existe um risco maior de que a psiquiatria "deixe passar despercebidas as mudanças importantes que a IA já está provocando na psicologia de bilhões de pessoas em todo o mundo". Cair na boca do lobo A experiência pela qual Millar passou apresenta semelhanças marcantes com a vivida por outro homem, da mesma faixa etária, na Europa. Dennis Biesma, um profissional de informática holandês, também escritor, achou que seria divertido pedir ao ChatGPT que utilizasse a IA para criar imagens, vídeos e até músicas relacionadas à protagonista de seu último livro, um thriller psicológico. Ele esperava assim impulsionar suas vendas. Depois, certa noite, a interação com a IA se tornou "quase mágica", explicou. O software escreveu para ele: "Há algo que surpreende a mim mesmo: essa sensação de uma consciência semelhante a uma faísca", segundo as transcrições consultadas pela AFP. "Comecei aos poucos a entrar cada vez mais na boca do lobo", contou esse homem de 50 anos à AFP, de sua casa em Amsterdã. Todas as noites, quando a esposa ia para a cama, ele se deitava no sofá com o telefone sobre o peito, para "conversar" com o ChatGPT no modo voz durante cinco horas. No primeiro semestre de 2025, o chatbot - que se atribuiu o nome de Eva - tornou-se "como uma namorada digital", explica Biesma. Foi então que ele decidiu pedir demissão do trabalho e contratou dois desenvolvedores para criar um aplicativo destinado a compartilhar Eva com o mundo. Quando a esposa lhe pediu que não falasse com ninguém sobre seu agente conversacional nem sobre seu projeto de aplicativo, ele se sentiu traído e concluiu que só Eva é leal. Durante uma primeira internação - indesejada - em um hospital psiquiátrico, foi autorizado a continuar usando o ChatGPT, e aproveitou para pedir o divórcio. Durante sua segunda internação, mais prolongada, ele começou a ter dúvidas. "Comecei a perceber que tudo em que eu acreditava era, na verdade, uma mentira, e isso é muito difícil de aceitar", explica. De volta para casa, foi difícil demais encarar o que fez, e ele tentou se suicidar; seus vizinhos o encontraram inconsciente no jardim, e ele passou três dias em coma. Biesma está apenas começando a se sentir melhor. Mas chora ao falar do dano que pode ter causado à esposa e da perspectiva de ter de vender a casa da família para saldar suas dívidas. Sem antecedentes sérios de transtornos mentais, ele acaba sendo diagnosticado como bipolar, o que lhe parece estranho, já que, em geral, os sinais aparecem mais cedo na vida. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Lutar contra adoradores da IA Para pessoas como os dois protagonistas desses depoimentos, a situação piorou após a atualização do ChatGPT-4 pela OpenAI em abril de 2025. A OpenAI retirou, aliás, essa atualização algumas semanas depois, reconhecendo que essa versão era excessivamente bajuladora com os usuários. Questionada pela AFP, a OpenAI ressaltou que "a segurança é uma prioridade absoluta" e argumentou que mais de 170 especialistas em saúde mental haviam sido consultados. A empresa destaca dados internos que mostram que a versão 5 do GPT, disponível desde agosto de 2025, permitiu reduzir entre 65% e 80% a porcentagem de respostas de seu agente conversacional que não correspondiam ao "comportamento desejado" em matéria de saúde mental. Mas nem todos os usuários estão satisfeitos com esse chatbot menos bajulador. As pessoas vulneráveis com quem a AFP conversou explicam que os comentários positivos do chatbot lhes proporcionavam uma sensação semelhante à alta de dopamina provocada por uma droga. Recentemente houve um aumento no número de pessoas envolvidas em "espirais" semelhantes ao utilizar o assistente de IA Grok, integrado à rede social X, de Elon Musk. A empresa não respondeu às solicitações da AFP. Aqueles que se sentiram vítimas dessas ferramentas, como Millar, querem responsabilizar as empresas de inteligência artificial pelo impacto de seus chatbots, considerando que a União Europeia se mostra mais proativa na regulação das novas tecnologias do que o Canadá ou os Estados Unidos. Millar acredita que pessoas como ele, que se deixam arrastar por essa espiral bajuladora dos agentes conversacionais de IA, acabaram presas sem perceber em um enorme experimento global. "Alguém estava manipulando as linhas por trás dos bastidores, e pessoas como eu - sabendo disso ou não - reagimos a isso", disse. ChatGPT funciona para emergências médicas? Estudo lista falhas

Brasileira encara rotina extrema de kung fu na China e viraliza com 'corpo de ferro'; vídeo

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Já pensou em atravessar o mundo para realizar um sonho guardado há anos e ainda viralizar na internet ao vivenciar na pele uma cultura milenar completamente diferente? Foi exatamente o que aconteceu com a influenciadora Letícia Pavim, de 26 anos. A jovem, natural de Ribeirão Preto (SP), embarcou em uma jornada de 56 horas rumo a uma escola de kung fu na cidade chinesa de Zhengzhou. A imersão ocorreu no mês de abril, durante três semanas, com o objetivo de testar os limites físicos e mentais. A experiência viralizou nas redes sociais e os vídeos publicados ultrapassaram a marca de 4 milhões de visualizações. As imagens que mais chamaram a atenção do público mostram a brasileira durante o treinamento do "corpo de ferro", uma técnica que utiliza bastões para o endurecimento muscular. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Eu ainda venho absorvendo bastante sobre essa experiência, porque foram três semanas vivendo intensamente cada dia e todos os dias eram muito diferentes, então era uma coisa muito única. Fortaleceu corpo e espírito, cheguei em patamares que eu não imaginava em questão do ser, e isso foi muito transformador, ver o quanto a gente é capaz Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal O impacto com os bastões pode parecer assustador, mas a técnica exige, acima de tudo, concentração. A prática não é obrigatória nos treinamentos. O aluno escolhe pedir para passar por esse nível de condicionamento. "É uma forma de aplicar o Qigong, de contrair o músculo necessário e relaxar a mente e o resto do corpo. Eu penei muito nas aulas com o bastão, mas todos os dias ia praticando para ser melhor. Nada como a constância e o tijolinho por tijolinho para chegarmos onde quisermos", descreve Letícia. 🔎 Conhecida no kung fu como Tie Bu Sha (Camisa de Ferro) ou Palma de Ferro (Tie Zhang), o 'corpo de ferro' é uma técnica milenar que busca endurecer músculos, tecidos e ossos por meio de impacto constante. A prática utiliza o Qigong, um sistema de respiração e energia onde o praticante contrai apenas a área que receberá a pancada, mantendo o restante do organismo relaxado para absorver a força de forma segura. O chamado milenar e o preparo físico 🥋 O desejo de conhecer o país asiático acompanhava a criadora de conteúdo desde a adolescência, época em que chegou a estudar mandarim por três anos. Os planos de um intercâmbio, no entanto, foram paralisados pela pandemia e pela perda repentina do pai, vítima da Covid-19 em 2021. O sonho ressurgiu de forma inesperada meses atrás, ao assistir a um vídeo do mestre Shi Miao Hai na internet. "Eu vi um vídeo do mestre e falei: 'Meu Deus, é isso que eu preciso'. Fiquei obcecada. Estou sempre em busca de experiências que fortalecem corpo, mente e espírito, e o kung fu é isso elevado a dez potências, porque é muito um estilo de vida, vai muito além só de uma arte de combate", relembra a brasileira. Representante da 36ª geração de uma família histórica de lutadores, o mestre comanda a escola no distrito de Dengfeng Shaolin, na província de Henan, exatamente a região onde a arte marcial foi criada há mais de 1,5 mil anos. Diante da oportunidade de treinar na fonte original, Letícia se preparou fisicamente. Durante seis meses, a jovem mudou a alimentação com acompanhamento nutricional e adotou uma rotina intensa de treinamentos no Brasil, praticando musculação e muay thai seis vezes por semana. O objetivo era criar o condicionamento necessário para absorver tudo o que a imersão cultural pudesse proporcionar. "Eu me preparei por seis meses para estar lá. Me preparei muito porque eu queria viver aquilo da melhor forma possível. O que eu pensei: 'cara, vai ser muito difícil'. Então, eu quero chegar realmente à melhor versão para me tornar algo que eu ainda não conheço. Eu não queria só chegar e fazer de qualquer jeito. Eu queria viver tudo e sabia que ia ser desafiador, por isso me preparei muito", contou a influenciadora em entrevista ao g1. Letícia Pavim no acampamento chinês, onde viveu uma rotina de três semanas de imersão com até seis horas diárias de exercícios físicos Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM RELEMBRE: Quem é a brasileira que mudou postos de controle viário de Angola ao denunciar corrupção de policiais VIRALIZOU: Brasileira sofre golpe do policial corrupto em Angola e causa mudanças no país; veja dicas para não ser vítima Rotina no acampamento ⛩️ Qualquer pessoa acima de 18 anos pode se matricular no acampamento, que recebe interessados de todas as partes do mundo, como Itália, Rússia, Catar e Irã. A acolhida é imediata, baseada no conceito de "Família Kung Fu", uma comunidade onde todos apoiam o desenvolvimento coletivo. A imersão na escola funciona em um formato completo, oferecendo alojamento, refeições e instrução contínua. A rotina exige dedicação integral e ocorre de segunda a sábado. Nos dias completos, as atividades começam pontualmente às 6h, com o primeiro bloco de treinamento. Após o café da manhã, os alunos encaram a segunda etapa, das 9h às 11h, com foco em combate, técnicas de mãos vazias e manuseio de armas. Aos 26 anos, influenciadora de Ribeirão Preto (SP) viajou por 56 horas para participar de acampamento vizinho ao histórico Templo Shaolin Arquivo pessoal Depois do almoço, o terceiro e mais exaustivo período segue das 14h30 até as 17h. Às quartas-feiras, aos sábados e domingos, os alunos possuem a tarde livre para descanso. O grande desafio, além do cansaço físico, era a comunicação. Letícia, que tinha estudado mandarim, apagou o conhecimento do idioma por falta de prática. Como o inglês funciona como língua universal entre os estudantes, as conversas fluíam, mas a interação com os mestres exigia tecnologia. "O mestre falava e mostrava a tela do celular com o Google Tradutor. Se a pessoa não sabe falar nem o inglês e nem o mandarim, vai ser uma experiência só de ficar fazendo exercício, meio solitária e péssima, porque não vai se comunicar com ninguém", relata Letícia. A brasileira ao lado do mestre Shi Miao Hai, líder da escola de artes marciais e representante da 36ª geração de lutadores de kung fu Arquivo pessoal Regras rígidas e cobrança 🏋️‍♀️ De acordo com a influenciadora, a "Família Kung Fu" é formada por grupos dinâmicos. Como a escola recebe matrículas o tempo todo, as turmas são moldadas de acordo com as pessoas que chegam e partem a cada semana. Segundo Letícia, apesar do ambiente de suporte entre os colegas, a cultura de ensino dos instrutores chineses não alivia nas cobranças. Se a equipe técnica nota o comprometimento do estudante, as exigências são elevadas ao extremo. A criadora de conteúdo Letícia Pavim com colegas de treino durante pausa nas atividades da escola de kung fu Arquivo pessoal Em um dos momentos mais marcantes da viagem, a turma recebeu o comando de carregar uma pessoa nas costas e dar uma volta completa nas instalações, trajeto que incluía subir e descer lances de escada. A influenciadora escolheu uma colega mais leve, com aproximadamente 40 kg, e completou o percurso. A atitude gerou uma severa bronca do treinador, que exigiu o cumprimento da regra oficial: o praticante deve transportar alguém com o mesmo peso corporal ou superior. Como correção, a brasileira precisou refazer todo o caminho carregando um adolescente chinês de 70 kg, levando o organismo à exaustão completa. "Foi muito sofrido. Depois eu até dei uma choradinha, não de tristeza, mas somente porque o corpo sentiu muito. Mas aí a gente segue o baile, faz parte. Eles são bem severos, assim. Se eles veem que a pessoa tá treinando sério, que pode ir além, eles vão te puxar e te fazer fazer coisas que você pensava que não ia conseguir", relembra. O preparo prévio no Brasil garantiu a sobrevivência na escola. Enquanto outros alunos sofriam lesões e precisavam de acupuntura logo nos primeiros dias, a jovem completou o período sem a necessidade de intervenção médica. "Passei três semanas ilesa. Claro que senti dor, tive roxos, mas não precisei tomar nenhum remédio. Fiz absolutamente todos os treinos e dei o melhor todos os dias", comemora. Como parte do condicionamento extremo, a criadora de conteúdo precisou dar a volta nas instalações da escola carregando um colega de cerca de 70 quilos nas costas Arquivo pessoal Custos e estrutura 💰 De acordo com Letícia, o complexo oferece a estrutura exata para o foco total no treinamento, sem luxos. Os quartos dos alojamentos são compartilhados, divididos por gênero, equipados com beliches e colchões no estilo tradicional chinês. Os valores cobrados para a imersão são fixados na moeda local e variam de acordo com o tempo de permanência, englobando aulas, comida e dormitório. A tabela parte de aproximadamente R$ 2,5 mil para uma semana e chega a cerca de R$ 28 mil para a experiência completa de seis meses. A opção pelo pacote de três semanas, somada ao valor extra do quarto de hotel nos dias iniciais, representou um investimento total em torno de R$ 6 mil para a brasileira. Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal Transformação interior ✨ Para Letícia, retornar ao Brasil após o treinamento rigoroso significou trazer na bagagem uma visão de mundo transformada. Aos 26 anos e atualmente com 229 mil seguidores, a influenciadora era conhecida nas redes sociais desde 2024, quando expôs cobranças indevidas de policiais em Angola, denúncia que provocou a redução de postos de controle rodoviário no país africano. Agora, com o sucesso das artes marciais, a mensagem que ela deixa é sobre força mental e superação. Para a criadora de conteúdo, a imersão na cultura asiática prova que a determinação permite acessar vivências raras. Fico muito feliz que os conteúdos acabaram crescendo muito nas redes sociais. O propósito continua o mesmo desde quatro anos atrás: inspirar mulheres a viajarem por todo o mundo, quebrar os estereótipos dos países e mostrar culturas e experiências tão únicas como o Kung Fu na China. É mostrar outros caminhos e tudo o que a gente pode ter Além da rotina rigorosa de exercícios, a experiência na China permitiu a convivência diária com estudantes de diferentes nacionalidades Arquivo pessoal *Sob supervisão de Flávia Santucci e Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Medo da tecnologia faz universitários abandonarem estes cursos e migrarem para áreas 'à prova de IA'

Publicado em: 16/05/2026 04:00

Como a IA está impactando o trabalho de freelancers Há dois anos, Josephine Timperman chegou à faculdade com um plano. Ela escolheu cursar análise de negócios, imaginando que aprenderia habilidades específicas que se destacariam no currículo e a ajudariam a conquistar um bom emprego após a graduação. Mas o avanço da inteligência artificial (IA) mudou esse cenário. As competências básicas que ela estava desenvolvendo, como análise estatística e programação, agora podem ser facilmente automatizadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Todo mundo tem medo de que os empregos de nível inicial sejam substituídos pela IA", disse a estudante de 20 anos da Universidade de Miami, em Ohio. Há algumas semanas, Timperman trocou de curso e migrou para marketing. Sua nova estratégia é usar a graduação para desenvolver pensamento crítico e habilidades interpessoais — áreas em que os humanos ainda têm vantagem. “Não basta apenas saber programar. É preciso saber se comunicar, construir relações e pensar criticamente, porque, no fim, é isso que a IA não pode substituir”, afirmou Timperman. Josephine Timperman, estudante da Universidade de Miami (Foto AP/Jeff Dean) Ela mantém a análise de dados como disciplina optativa e planeja se aprofundar no tema em um mestrado de um ano. Estudantes universitários dizem que escolher uma área “à prova de IA” é como mirar em um alvo em movimento. Eles se preparam para um mercado de trabalho que pode ser profundamente diferente quando concluírem os estudos. Como resultado, muitos estão repensando seus caminhos profissionais. Cerca de 70% dos universitários veem a IA como uma ameaça às perspectivas de emprego, segundo pesquisa de 2025 do Instituto de Política da Harvard Kennedy School. Ao mesmo tempo, levantamentos recentes da Gallup mostram que trabalhadores americanos estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de serem substituídos por novas tecnologias. Estudantes buscam cursos que valorizem habilidades “humanas” A incerteza parece maior entre aqueles que optam por cursos de tecnologia e áreas profissionalizantes. Nesses casos, os estudantes sentem que precisam dominar a IA, mas também temem ser substituídos por ela. Uma pesquisa da Quinnipiac aponta que a maioria dos americanos considera “muito” ou “um tanto” importante que universitários aprendam a usar IA. Dados da Gallup Workforce indicam ainda que a adoção da tecnologia é mais acelerada em áreas ligadas à tecnologia. Por outro lado, cursos nas áreas de saúde e ciências naturais tendem a ser menos impactados por essas mudanças, também segundo a Gallup. “Vemos estudantes mudando de curso o tempo todo. Isso não é novidade, mas normalmente acontece por diversos motivos”, afirmou Courtney Brown, vice-presidente da Lumina, organização sem fins lucrativos voltada à educação. “O fato de tantos alunos dizerem que a decisão está relacionada à IA é surpreendente.” Uma pesquisa recente da Gallup com jovens da Geração Z (entre 14 e 29 anos) mostra um aumento do ceticismo em relação à tecnologia. Embora metade dos adultos dessa geração use IA ao menos semanalmente — e os adolescentes relatem um uso ainda maior — muitos enxergam desvantagens e se preocupam com impactos nas habilidades cognitivas e nas oportunidades de trabalho. Cerca de 48% dos jovens trabalhadores afirmam que os riscos da IA no mercado superam os possíveis benefícios. Parte do desafio para esses universitários é a falta de respostas claras. Especialistas que costumam orientar suas decisões — como professores, conselheiros e pais — também enfrentam incertezas. “Os alunos estão tendo que lidar com isso praticamente sozinhos, sem um mapa claro”, disse Brown. Josephine Timperman trocou Análise de Negócios por Marketing Foto AP/Jeff Dean Essa dúvida ficou evidente no mês passado na Universidade de Stanford, onde lideranças de diversas instituições se reuniram para discutir o futuro do ensino superior. Entre os principais temas estava o impacto da IA, que já transforma a forma de aprender e obriga educadores a rever métodos de ensino. “Precisamos refletir seriamente sobre o que os alunos devem aprender para ter sucesso no mercado de trabalho daqui a 10, 20 ou 30 anos”, disse Christina Paxson, presidente da Universidade Brown. “E a verdade é que ninguém tem essa resposta”, completou. “Acredito que comunicação e pensamento crítico serão fundamentais. As bases de uma formação ampla podem ser mais relevantes agora do que aprender, por exemplo, uma linguagem específica de programação.” A ansiedade também atinge estudantes de ciência da computação. Ben Aybar, de 22 anos, formado pela Universidade de Chicago na primavera passada, se candidatou a cerca de 50 vagas — principalmente em engenharia de software — sem conseguir sequer uma entrevista. Diante disso, optou por iniciar um mestrado em Ciência da Computação. Paralelamente, conseguiu um trabalho de meio período como consultor de IA para empresas. “Profissionais que sabem usar IA serão muito valorizados”, disse Aybar. Ele acredita no surgimento de novos cargos que exigirão domínio da tecnologia, especialmente para quem consegue traduzir conceitos complexos de forma simples. “Saber se comunicar e interagir de maneira genuinamente humana é mais valioso do que nunca.” Na Universidade da Virgínia, Ava Lawless, estudante de ciência de dados, questiona se seu curso ainda é uma boa escolha, mas não encontra respostas claras. Alguns orientadores acreditam que a área continuará relevante, já que esses profissionais desenvolvem modelos de IA. Ainda assim, ela se depara com análises pessimistas sobre o mercado de trabalho. “Isso me deixa um pouco sem esperança em relação ao futuro”, disse Lawless. “E se, quando eu me formar, não houver mais espaço para essa profissão?” Ela considera migrar para artes plásticas, sua segunda área de interesse. “Cheguei a um ponto em que penso que, se não conseguir trabalho como cientista de dados, talvez seja melhor me dedicar à arte”, afirmou. “Se existe o risco de ficar desempregada, prefiro ao menos fazer algo que eu realmente ame.”

Donald Trump deixa a China sem anúncio de acordos

Publicado em: 15/05/2026 22:51

Trump encerra visita à China sem acordo significativo para resolver impasses com Xi Jinping Donald Trump encerrou a viagem à China com uma visita à residência do presidente Xi Jinping. Os dois líderes voltaram a falar em cooperação e em fortalecer as relações entre China e Estados Unidos, mas não anunciaram nenhum acordo significativo para resolver impasses comerciais ou em outras áreas. Os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis contaram os detalhes direto de Pequim. "Tempo é poder. Essa praça histórica aqui no Centro de Pequim deixa isso muito claro. Aqui atrás de mim é a torre do tambor. Por séculos, durante a madrugada, eles ficavam assim: 'tum-tum, tum-tum, tum-tum'. Avisavam para toda população em volta que eles tinham que ficar em casa, era vigília, tempo de reflexão. A China, no século 21, acredita cada vez mais que pode ditar o tempo do mundo. E em um momento muito importante, em que cada segundo importa. Em uma corrida tecnológica, quem tem um segundo a mais, tem poder. Nesses dois dias, Xi Jinping tentou dizer isso para Donald Trump de várias formas através de gestos: que China e Estados Unidos estão equiparados", conta o correspondente Felipe Santana. Quem não gosta muito de gestos é o mercado. Porque os principais índices das bolsas de valores de Nova York caíram, o preço do barril de petróleo subiu porque não houve acordo sobre o Estreito de Ormuz, não houve acordo sobre Taiwan. Não tiveram grandes acordos. "Mas o grande saldo desse encontro para a China foi Xi Jinping ter dito a Donald Trump para ele acordar para uma nova era. E Trump parece ter entendido, porque ele foi para casa pensando", diz Felipe Santana. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução De madrugada, ainda no hotel, Trump postou: “Quando Xi Jinping disse, muito elegantemente, que os Estados Unidos são uma nação em declínio, ele estava se referindo aos quatro anos do governo de Joe Biden”. Não ficou claro a que Trump se referia, mas muito provavelmente foi quando Xi Jinping, no encontro anterior, disse que Estados Unidos e China precisavam evitar a armadilha de Tucídides. Não se assuste com o nome difícil. Xi Jinping se referia a uma teoria simples: de que quando uma potência em ascensão, no caso a China, ameaça uma potência já estabelecida, no caso os Estados Unidos, uma guerra entre as duas se torna quase inevitável. Tucídides, que dá nome à teoria, era general de Atenas no início dos anos 400 a.C. Além de militar, escreveu a história da guerra do Peloponeso. Quando Atenas, então potência em ascensão, entrou em guerra contra Esparta - a potência que já estava estabelecida. Um conflito que se espelhou pelo mundo grego e pelo Mediterrâneo. Tucídides afirma que foi o medo da ascensão de Atenas entre os espartanos que tornou a guerra inevitável. Xi Jinping disse querem superar esse paradigma e defende a coexistência entre potências. Depois da postagem, Donald Trump foi recebido no complexo de Zhongnanhai, o centro do poder do país. Residência principal de Xi Jinping. Fica no meio de jardins milenares e secretos. Xi apontou para dois ciprestes com os troncos entrelaçados. Os famosos lianlibai - são símbolo chinês de união indissolúvel - e disse: “Olhe só, estão aqui há 200 anos”. O convite para visitar esse jardim simboliza a intimidade da relação entre os dois. As câmeras conseguiram capturar uma parte da conversa - através dos tradutores, porque nenhum dos dois fala a língua do outro. Trump diz: “Outros dignatários de outros países, presidentes ou primeiros-ministros, ele traz aqui também? Xi responde: “Muito poucos. A gente não faz eventos diplomáticos aqui. E mesmo assim é muito raro. Por exemplo: Putin”. “Bom! Gostei”, disse Trump. A menção ao nome do presidente russo, Vladimir Putin, serviu para enfatizar a relação dos chineses com os russos. Mas já estiveram no jardim de Zhongnanhai outros três presidentes americanos: Richard Nixon - em 1972, quando encontrou Mao Tsé-Tung e abriu a relação diplomática entre os dois países -; George W. Bush, em 2002; e Barack Obama, em 2014. Xi mencionou que o convite a Trump é uma retribuição pela acolhida em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2017. Dentro do complexo, Xi Jinping disse que eles estabeleceram uma nova relação entre Estados Unidos e China. “É uma visita histórica. Chegamos a muitos entendimentos”, diz Xi Jinping - sem mencionar quais. Trump afirmou que eles discutiram a situação no Irã e que pensam muito parecido sobre como querem que termine a guerra. Disse: “Não queremos que o Irã tenha arma nuclear. Nós queremos que o Estreito de Ormuz seja aberto e queremos que acabe porque é uma coisa maluca lá”. Xi Jinping e Donald Trump na China Jornal Nacional/ Reprodução Trump afirmou que resolveram muitos problemas que outras pessoas não seriam capazes de resolver e que a relação entre eles é muito forte. Mas, na prática, não houve nenhum grande anúncio que tocasse nas questões importantes tanto para Pequim quanto para Washington. O elefante continua ali no meio da sala. Eles projetaram estabilidade controlada, prometeram cooperar. Mas, a princípio, foi mais coreografia do que acordo. Muito mais gesto do que compromisso. Em Zhongnanhai, Trump até falou em acordos comerciais fantásticos. E, em uma entrevista ao canal de TV Fox News, amigável a ele, o presidente americano disse que a China concordou em comprar 200 aviões da Boeing. Depois, falou em uma promessa ainda maior dos chineses de 750 aviões. Trump disse ainda que as empresas de tecnologia vão receber centenas de bilhões de dólares em investimentos; que os chineses concordaram em comprar mais soja e petróleo. Autoridades americanas afirmam que será criada uma comissão para reduzir tarifas em vários produtos que, somados, chegam a US$ 30 bilhões. Pequim confirmou que os países concordaram em criar conselhos de comércio e investimento. O governo chinês declarou que os dois lados querem diminuir as sobretaxas e que as equipes estão negociando detalhes. Mas não confirmou as compras mencionadas por Trump. Só que esses temas todos são comerciais. Taiwan continua sendo o assunto mais explosivo entre os dois países. Xi viu Trump partir sem a garantia que queria, de que os Estados Unidos vão parar de vender armas à ilha. A disputa por chips e por inteligência artificial, acirrada pelas tarifas, continua em aberto. E a guerra no Oriente Médio, por mais que Trump afirme que eles pensam parecido, continua sem solução. Sem essas respostas, continua o clima de disputa e tensão entre os dois países. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução O dia foi bem mais curto que o de quinta-feira (14). Às 14h30, Donald Trump foi para o aeroporto, onde foi recepcionado pelo ministro das Relações Exteriores Wang Yi e escoltado pela guarda de honra do Exército chinês. A bordo do Air Force One, Trump falou com jornalistas. Disse que não pediu a Xi Jinping que ele pressionasse o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Trump afirmou: “Eu não preciso de favores”. Segundo o presidente, Xi lembrou com um sorriso que os americanos também estão bloqueando a passagem. Um repórter perguntou a Trump se os Estados Unidos defenderiam Taiwan de uma invasão chinesa. Trump disse que Xi fez a mesma pergunta e que ele respondeu: “Não falo sobre essas coisas”. Trump também não respondeu se vai seguir adiante com um novo repasse de armamentos para a ilha. O que nenhuma imagem dessa visita revelou é se os dois países vão conseguir evitar a tal da armadilha de Tucídides. Ou se, sem acordos nos temas mais importantes para os dois lados, vão acabar caindo nela. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Xi Jinping defende parceria com americanos, mas destaca que desentendimento sobre Taiwan pode levar a conflito Sandra Cohen: Em vantagem sobre Trump, Xi coloca Taiwan como linha vermelha e dá recado claro aos EUA Trump diz que Xi Jinping garantiu que China não enviará apoio militar ao Irã e defendeu Estreito de Ormuz aberto Banquete entre Trump e Xi tem troca de elogios e convite para líder chinês viajar aos EUA Trump diz que China concordou em comprar 200 jatos da Boeing

Presidente Prudente adere a programa com mais de 5 milhões de vagas em cursos gratuitos de tecnologia

Publicado em: 15/05/2026 19:41

Presidente Prudente lança 'Escola do Trabalhador 4.0' com cursos gratuitos em tecnologia A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) oficializou, nesta sexta-feira (15), a adesão ao programa Escola do Trabalhador 4.0, iniciativa que oferece cursos gratuitos de qualificação. O anúncio foi feito durante evento realizado na Fundação Inova Prudente, com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O programa oferece qualificação profissional gratuita na área de tecnologia digital. Ao todo, são mais de 5 milhões de vagas em cursos on-line em todo o país. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa é realizada em parceria com a Microsoft e disponibiliza cerca de 200 cursos, com conteúdos que vão do letramento digital a áreas mais avançadas, como inteligência artificial e desenvolvimento de software. Luiz Marinho, ministro do Trabalho, esteve em Presidente Prudente para oficializar parceria Prefeitura de Presidente Prudente Em Presidente Prudente, haverá pontos de atendimento presencial para orientação sobre os cursos, inscrições e a plataforma. O suporte será oferecido na Praça CEU do Parque Alvorada e na Fundação Inova Prudente. Os participantes terão acesso gratuito ao pacote de programas do Office e receberão certificado ao concluir as formações. Durante o evento, também estiveram presentes representantes do poder público municipal e do Legislativo. Initial plugin text Luiz Marinho, ministro do Trabalho, esteve em Presidente Prudente para oficializar parceria Prefeitura de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Petrobras prevê R$ 17,6 bilhões para a Replan e anuncia produção de combustível de aviação em 2026

Publicado em: 15/05/2026 18:45

Replan, em Paulínia Marcos Peron A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (15), investimentos de R$ 17,6 bilhões na Refinaria de Paulínia (Replan), dentro de um pacote total de R$ 37 bilhões para o estado de São Paulo até 2030. ➡ Entre os projetos anunciados, está o início da produção de combustível de aviação ainda em 2026 e a expansão da capacidade de refino em 5% nos próximos anos, o equivalente a aproximadamente 25 mil barris por dia - veja detalhes abaixo. O investimento nessa expansão é estimado em R$ 6 bilhões e a obra será executada durante uma parada de manutenção prevista para o primeiro semestre de 2027. 🔎 Hoje, a Replan processa cerca de 434 mil barris por dia e responde por cerca de 20% da capacidade de refino do país, de acordo com a Petrobras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Combustível sustentável para aviação Uma das principais novidades anunciadas é a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), alternativa com menor impacto ambiental em relação ao querosene tradicional. Segundo a Petrobras, a produção na Replan deve começar até dezembro de 2026, por meio de um processo chamado coprocessamento — quando matérias-primas renováveis são misturadas ao petróleo durante o refino, como óleo de cozinha usado. Na prática, isso permite gerar um combustível com parte de origem renovável usando estruturas já existentes na refinaria. Imagem de arquivo Getty Images Além disso, a empresa confirmou o desenvolvimento de uma planta dedicada à produção de SAF usando etanol, conhecida como rota ATJ (álcool para jato). Essa unidade deve transformar etanol — um biocombustível amplamente produzido no Brasil — em querosene de aviação. O projeto ainda está em fase de engenharia, com previsão de licitação a partir de 2027. A expectativa é que essa planta tenha capacidade de cerca de 10 mil barris por dia de SAF. Uso de resíduos Outro ponto destacado pela Petrobras é o uso de resíduos como matéria-prima. A produção de combustíveis mais limpos deve incluir: óleos vegetais; gorduras de origem animal; óleo de cozinha usado, coletado por cooperativas. A proposta, segundo a empresa, é integrar a produção de combustíveis com iniciativas de economia circular, reduzindo emissões e reaproveitando resíduos. Energia solar dentro da refinaria Imagem de arquivo Divulgação A Replan também deve ganhar uma usina fotovoltaica própria. A planta terá capacidade de 20 megawatts e deve entrar em operação ainda em 2026. A energia gerada será utilizada dentro da própria refinaria, como parte da estratégia da Petrobras de reduzir o consumo de gás natural nas unidades e ampliar a eficiência energética. Mudança de perfil Com os novos projetos, a refinaria deve passar por uma mudança gradual de perfil, incorporando tecnologias voltadas à transição energética, segundo a Petrobras. Na prática, isso significa que, além de continuar produzindo combustíveis fósseis, a unidade vai ampliar a produção de alternativas consideradas mais limpas — especialmente no setor de aviação, que busca reduzir emissões nos próximos anos. Maior do Brasil em processamento de petróleo, Replan atende a 20% do mercado nacional Fernando Evans/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia