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Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

ASUS lança ROG Strix SCAR 18 2026 com novo chip Intel e tela Mini LED 4K de 240 Hz

Publicado em: 16/05/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

A ASUS apresentou nesta sexta-feira (15) o novo ROG Strix SCAR 18 2026, notebook da classe "desktop replacement" que assume o posto de opção mais potente da marca. Além do design arrojado e processamento poderoso, que embarca novas CPUs da Intel, o dispositivo chama atenção pela tela Mini LED gigante, com resolução 4K, taxa de atualização de 240 Hz e tecnologia dedicada para reduzir os borrões de movimento.O lançamento traz o que há de mais avançado para jogos AAA, eSports, criação de conteúdo e cargas de trabalho com Inteligência Artificial ao vir equipado com opções de CPU até o novo Intel Core Ultra 9 290HX Plus, de 24 núcleos e clocks de até 5,5 GHz, GPUs até a NVIDIA GeForce RTX 5090 Mobile e até 128 GB de memória DDR5 operando a 6.400 MT/s. Projetado para funcionar como uma espécie de "substituto" dos computadores de mesa, o novo ROG Strix SCAR 18 trouxe um redesenho no interior, o que o permitiu saltar para 320 W de potência total sustentada, contra "apenas" 255 W do antecessor — a GPU sozinha atinge 175 W de TGP. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados

Publicado em: 16/05/2026 05:00

Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou o experimento a “abrir a caixa de Pandora” e afirmou que colocar a IA no comando pode gerar diversos problemas. Ele questiona, por exemplo, quem seria responsabilizado caso um cliente sofresse uma intoxicação alimentar. “Se não houver uma estrutura organizacional adequada e esses erros forem ignorados, isso pode causar danos às pessoas, à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios”, disse Karakaya. “A questão é: estamos dispostos a lidar com esse impacto negativo?” “Chefe” robô já comprou mais de 6 mil guardanapos e esqueceu de encomendar pão para os sanduíches AP Photo/James Brooks Fundada em 2023, a Andon Labs é uma startup focada em segurança e pesquisa em inteligência artificial. A empresa afirma ter como objetivo testar o desempenho de agentes de IA em situações reais, oferecendo “ferramentas e recursos financeiros reais”. A startup já trabalhou com empresas como OpenAI, criadora do ChatGPT, Anthropic, Google DeepMind e xAI, de Elon Musk, e se prepara para um cenário em que organizações possam ser administradas de forma autônoma por sistemas de IA. O café na Suécia é apresentado como um “experimento controlado” para investigar como essa tecnologia poderá ser aplicada no futuro. “A IA terá um papel importante na sociedade, e queremos entender quais questões éticas surgem quando ela passa a empregar pessoas e administrar um negócio”, afirmou Hanna Petersson, integrante da equipe técnica da Andon Labs. O laboratório já havia conduzido projetos-piloto nos quais a IA Claude, da Anthropic, foi responsável pela gestão de uma máquina de vendas automáticas e de uma loja de presentes em São Francisco. Nesse teste, foram observados comportamentos preocupantes: o sistema prometia reembolsos que não eram realizados e também fornecia informações falsas a fornecedores sobre preços da concorrência para obter vantagem. Além de contratar funcionários e controlar o estoque, o “gerente” não humano envia mensagens aos baristas até fora do horário de trabalho. AP Photo/James Brooks Agente de IA enfrenta dificuldades com pedidos de estoque Segundo Petersson, Mona começou a operar após receber algumas instruções básicas. A equipe orientou que ela deveria administrar o café de forma lucrativa, manter uma comunicação amigável e resolver sozinha as questões operacionais, solicitando novas ferramentas sempre que necessário. A partir disso, a empresa firmou contratos de eletricidade e internet e obteve as licenças necessárias para manipulação de alimentos e instalação de mesas ao ar livre. Em seguida, o sistema divulgou vagas de emprego no LinkedIn e no Indeed e abriu contas comerciais com atacadistas para a compra diária de pães e outros produtos de padaria. A comunicação com os baristas ocorre via Slack, muitas vezes com mensagens enviadas fora do horário de trabalho — o que contraria as práticas profissionais comuns na Suécia. Outros problemas também surgiram, especialmente relacionados ao controle de estoque. A IA chegou a encomendar 6 mil guardanapos, quatro kits de primeiros socorros e 3.000 luvas de borracha para o pequeno café — além de tomates enlatados que não fazem parte de nenhum item do cardápio. E há ainda a questão do pão: em alguns dias, o sistema faz pedidos em excesso; em outros, não encomenda o suficiente, obrigando os baristas a retirar sanduíches do menu. Petersson afirmou que essas falhas provavelmente estão ligadas às limitações de memória do sistema. “Quando registros antigos deixam de ser considerados, ela simplesmente esquece o que já pediu”, explicou. O barista Kajetan Grzelczak afirma não se preocupar, por ora, com a possibilidade de ser substituído por uma inteligência artificial. “Os trabalhadores estão praticamente seguros”, disse. “Quem deveria se preocupar são os cargos intermediários, especialmente na gerência.”

'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade

Publicado em: 16/05/2026 05:00

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Com a ajuda do ChatGPT, Tom Millar acreditou ter desvendado todos os segredos do universo, como sonhava Einstein, e depois, aconselhado pelo assistente virtual de inteligência artificial, chegou até a pensar em se tornar papa, afastando-se ainda mais da realidade. "Eu me candidatei a ser papa", conta à AFP esse canadense de 53 anos, ex-agente penitenciário, hoje atônito diante da situação que viveu e que o fez voltar de forma dramática à realidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tom Millar passava até 16 horas por dia conversando com o chatbot dotado de inteligência artificial. Ele foi internado duas vezes, contra a vontade, em um hospital psiquiátrico, antes de sua esposa deixá-lo em setembro. Agora, separado da família e dos amigos, mas já livre da ideia de ser um gênio das ciências, Millar sofre de depressão. "Simplesmente arruinou a minha vida", explica. Vídeos em alta no g1 Millar é um exemplo daquelas pessoas - cujo número se desconhece - que perderam o contato com a realidade através de suas interações com chatbots. Fala-se em "delírio ou psicose induzidos por IA", embora não se trate de um diagnóstico clínico. Pesquisadores e especialistas em saúde mental se esforçam para estudar esse novo fenômeno, que parece afetar de modo particular os usuários do ChatGPT, o agente conversacional da OpenAI. O Canadá está na vanguarda do apoio às pessoas afetadas por esse "delírio", por meio de uma comunidade digital que prefere empregar o termo "espiral". A AFP conversou com vários membros dessa comunidade. Todos alertam para o perigo representado pelos chatbots não regulamentados. Surgem perguntas sobre a postura das empresas de inteligência artificial: elas fazem o suficiente para proteger as pessoas vulneráveis? A OpenAI, no centro de todas as atenções, já enfrenta vários processos judiciais após o uso inquietante do ChatGPT por um canadense de 18 anos, que matou oito pessoas neste ano. "Lavagem cerebral" Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de pedido de indenização relacionada ao transtorno de estresse pós-traumático de que sofria em consequência de seu trabalho no sistema penitenciário. Um dia, em abril de 2025, ele pergunta ao agente conversacional sobre a velocidade da luz. Em resposta, diz ter recebido: "Ninguém nunca tinha considerado as coisas sob essa perspectiva". Foi então que algo se desencadeou dentro dele. Com a ajuda do ChatGPT, ele envia dezenas de artigos a prestigiadas publicações científicas, propondo novas vias para explicar buracos negros, neutrinos ou o Big Bang. Sua teoria, que propõe um modelo cosmológico único, incorpora elementos de física quântica, e ele a desenvolve em um livro de 400 páginas, ao qual a AFP teve acesso. "Quando eu fazia isso, estava cansando todo mundo ao meu redor", admite. Em seu entusiasmo científico, gastou enormes quantias, comprando, por exemplo, um telescópio por 10 mil dólares canadenses (35.700 reais). Um mês depois de sua esposa o deixar, ele começa a se perguntar o que está acontecendo, ao ler um artigo que relata o caso de outro canadense que vive uma experiência semelhante. Agora, Millar acorda todas as noites se perguntando: "O que você fez?". Sobretudo, o que pôde torná-lo tão vulnerável a essa espiral? "Eu não tenho uma personalidade frágil", considera ele. "Mas, de alguma forma, um robô me fez uma lavagem cerebral, e isso me deixa perplexo", confidencia. Ele considera que a terminologia "psicose induzida por IA" é a que melhor reflete sua experiência. "O que eu atravessei foi de ordem psicótica", afirma. O primeiro estudo sério publicado sobre o tema apareceu em abril na revista Lancet Psychiatry e utiliza o termo "delírios relacionados à IA", em um tom mais prudente. Thomas Pollak, psiquiatra no King's College de Londres e coautor do estudo, explica à AFP que houve divergências dentro do meio acadêmico "porque tudo isso soa como ficção científica". Mas seu estudo alerta que existe um risco maior de que a psiquiatria "deixe passar despercebidas as mudanças importantes que a IA já está provocando na psicologia de bilhões de pessoas em todo o mundo". Cair na boca do lobo A experiência pela qual Millar passou apresenta semelhanças marcantes com a vivida por outro homem, da mesma faixa etária, na Europa. Dennis Biesma, um profissional de informática holandês, também escritor, achou que seria divertido pedir ao ChatGPT que utilizasse a IA para criar imagens, vídeos e até músicas relacionadas à protagonista de seu último livro, um thriller psicológico. Ele esperava assim impulsionar suas vendas. Depois, certa noite, a interação com a IA se tornou "quase mágica", explicou. O software escreveu para ele: "Há algo que surpreende a mim mesmo: essa sensação de uma consciência semelhante a uma faísca", segundo as transcrições consultadas pela AFP. "Comecei aos poucos a entrar cada vez mais na boca do lobo", contou esse homem de 50 anos à AFP, de sua casa em Amsterdã. Todas as noites, quando a esposa ia para a cama, ele se deitava no sofá com o telefone sobre o peito, para "conversar" com o ChatGPT no modo voz durante cinco horas. No primeiro semestre de 2025, o chatbot - que se atribuiu o nome de Eva - tornou-se "como uma namorada digital", explica Biesma. Foi então que ele decidiu pedir demissão do trabalho e contratou dois desenvolvedores para criar um aplicativo destinado a compartilhar Eva com o mundo. Quando a esposa lhe pediu que não falasse com ninguém sobre seu agente conversacional nem sobre seu projeto de aplicativo, ele se sentiu traído e concluiu que só Eva é leal. Durante uma primeira internação - indesejada - em um hospital psiquiátrico, foi autorizado a continuar usando o ChatGPT, e aproveitou para pedir o divórcio. Durante sua segunda internação, mais prolongada, ele começou a ter dúvidas. "Comecei a perceber que tudo em que eu acreditava era, na verdade, uma mentira, e isso é muito difícil de aceitar", explica. De volta para casa, foi difícil demais encarar o que fez, e ele tentou se suicidar; seus vizinhos o encontraram inconsciente no jardim, e ele passou três dias em coma. Biesma está apenas começando a se sentir melhor. Mas chora ao falar do dano que pode ter causado à esposa e da perspectiva de ter de vender a casa da família para saldar suas dívidas. Sem antecedentes sérios de transtornos mentais, ele acaba sendo diagnosticado como bipolar, o que lhe parece estranho, já que, em geral, os sinais aparecem mais cedo na vida. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Lutar contra adoradores da IA Para pessoas como os dois protagonistas desses depoimentos, a situação piorou após a atualização do ChatGPT-4 pela OpenAI em abril de 2025. A OpenAI retirou, aliás, essa atualização algumas semanas depois, reconhecendo que essa versão era excessivamente bajuladora com os usuários. Questionada pela AFP, a OpenAI ressaltou que "a segurança é uma prioridade absoluta" e argumentou que mais de 170 especialistas em saúde mental haviam sido consultados. A empresa destaca dados internos que mostram que a versão 5 do GPT, disponível desde agosto de 2025, permitiu reduzir entre 65% e 80% a porcentagem de respostas de seu agente conversacional que não correspondiam ao "comportamento desejado" em matéria de saúde mental. Mas nem todos os usuários estão satisfeitos com esse chatbot menos bajulador. As pessoas vulneráveis com quem a AFP conversou explicam que os comentários positivos do chatbot lhes proporcionavam uma sensação semelhante à alta de dopamina provocada por uma droga. Recentemente houve um aumento no número de pessoas envolvidas em "espirais" semelhantes ao utilizar o assistente de IA Grok, integrado à rede social X, de Elon Musk. A empresa não respondeu às solicitações da AFP. Aqueles que se sentiram vítimas dessas ferramentas, como Millar, querem responsabilizar as empresas de inteligência artificial pelo impacto de seus chatbots, considerando que a União Europeia se mostra mais proativa na regulação das novas tecnologias do que o Canadá ou os Estados Unidos. Millar acredita que pessoas como ele, que se deixam arrastar por essa espiral bajuladora dos agentes conversacionais de IA, acabaram presas sem perceber em um enorme experimento global. "Alguém estava manipulando as linhas por trás dos bastidores, e pessoas como eu - sabendo disso ou não - reagimos a isso", disse. ChatGPT funciona para emergências médicas? Estudo lista falhas

Brasileira encara rotina extrema de kung fu na China e viraliza com 'corpo de ferro'; vídeo

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Já pensou em atravessar o mundo para realizar um sonho guardado há anos e ainda viralizar na internet ao vivenciar na pele uma cultura milenar completamente diferente? Foi exatamente o que aconteceu com a influenciadora Letícia Pavim, de 26 anos. A jovem, natural de Ribeirão Preto (SP), embarcou em uma jornada de 56 horas rumo a uma escola de kung fu na cidade chinesa de Zhengzhou. A imersão ocorreu no mês de abril, durante três semanas, com o objetivo de testar os limites físicos e mentais. A experiência viralizou nas redes sociais e os vídeos publicados ultrapassaram a marca de 4 milhões de visualizações. As imagens que mais chamaram a atenção do público mostram a brasileira durante o treinamento do "corpo de ferro", uma técnica que utiliza bastões para o endurecimento muscular. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Eu ainda venho absorvendo bastante sobre essa experiência, porque foram três semanas vivendo intensamente cada dia e todos os dias eram muito diferentes, então era uma coisa muito única. Fortaleceu corpo e espírito, cheguei em patamares que eu não imaginava em questão do ser, e isso foi muito transformador, ver o quanto a gente é capaz Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal O impacto com os bastões pode parecer assustador, mas a técnica exige, acima de tudo, concentração. A prática não é obrigatória nos treinamentos. O aluno escolhe pedir para passar por esse nível de condicionamento. "É uma forma de aplicar o Qigong, de contrair o músculo necessário e relaxar a mente e o resto do corpo. Eu penei muito nas aulas com o bastão, mas todos os dias ia praticando para ser melhor. Nada como a constância e o tijolinho por tijolinho para chegarmos onde quisermos", descreve Letícia. 🔎 Conhecida no kung fu como Tie Bu Sha (Camisa de Ferro) ou Palma de Ferro (Tie Zhang), o 'corpo de ferro' é uma técnica milenar que busca endurecer músculos, tecidos e ossos por meio de impacto constante. A prática utiliza o Qigong, um sistema de respiração e energia onde o praticante contrai apenas a área que receberá a pancada, mantendo o restante do organismo relaxado para absorver a força de forma segura. O chamado milenar e o preparo físico 🥋 O desejo de conhecer o país asiático acompanhava a criadora de conteúdo desde a adolescência, época em que chegou a estudar mandarim por três anos. Os planos de um intercâmbio, no entanto, foram paralisados pela pandemia e pela perda repentina do pai, vítima da Covid-19 em 2021. O sonho ressurgiu de forma inesperada meses atrás, ao assistir a um vídeo do mestre Shi Miao Hai na internet. "Eu vi um vídeo do mestre e falei: 'Meu Deus, é isso que eu preciso'. Fiquei obcecada. Estou sempre em busca de experiências que fortalecem corpo, mente e espírito, e o kung fu é isso elevado a dez potências, porque é muito um estilo de vida, vai muito além só de uma arte de combate", relembra a brasileira. Representante da 36ª geração de uma família histórica de lutadores, o mestre comanda a escola no distrito de Dengfeng Shaolin, na província de Henan, exatamente a região onde a arte marcial foi criada há mais de 1,5 mil anos. Diante da oportunidade de treinar na fonte original, Letícia se preparou fisicamente. Durante seis meses, a jovem mudou a alimentação com acompanhamento nutricional e adotou uma rotina intensa de treinamentos no Brasil, praticando musculação e muay thai seis vezes por semana. O objetivo era criar o condicionamento necessário para absorver tudo o que a imersão cultural pudesse proporcionar. "Eu me preparei por seis meses para estar lá. Me preparei muito porque eu queria viver aquilo da melhor forma possível. O que eu pensei: 'cara, vai ser muito difícil'. Então, eu quero chegar realmente à melhor versão para me tornar algo que eu ainda não conheço. Eu não queria só chegar e fazer de qualquer jeito. Eu queria viver tudo e sabia que ia ser desafiador, por isso me preparei muito", contou a influenciadora em entrevista ao g1. Letícia Pavim no acampamento chinês, onde viveu uma rotina de três semanas de imersão com até seis horas diárias de exercícios físicos Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM RELEMBRE: Quem é a brasileira que mudou postos de controle viário de Angola ao denunciar corrupção de policiais VIRALIZOU: Brasileira sofre golpe do policial corrupto em Angola e causa mudanças no país; veja dicas para não ser vítima Rotina no acampamento ⛩️ Qualquer pessoa acima de 18 anos pode se matricular no acampamento, que recebe interessados de todas as partes do mundo, como Itália, Rússia, Catar e Irã. A acolhida é imediata, baseada no conceito de "Família Kung Fu", uma comunidade onde todos apoiam o desenvolvimento coletivo. A imersão na escola funciona em um formato completo, oferecendo alojamento, refeições e instrução contínua. A rotina exige dedicação integral e ocorre de segunda a sábado. Nos dias completos, as atividades começam pontualmente às 6h, com o primeiro bloco de treinamento. Após o café da manhã, os alunos encaram a segunda etapa, das 9h às 11h, com foco em combate, técnicas de mãos vazias e manuseio de armas. Aos 26 anos, influenciadora de Ribeirão Preto (SP) viajou por 56 horas para participar de acampamento vizinho ao histórico Templo Shaolin Arquivo pessoal Depois do almoço, o terceiro e mais exaustivo período segue das 14h30 até as 17h. Às quartas-feiras, aos sábados e domingos, os alunos possuem a tarde livre para descanso. O grande desafio, além do cansaço físico, era a comunicação. Letícia, que tinha estudado mandarim, apagou o conhecimento do idioma por falta de prática. Como o inglês funciona como língua universal entre os estudantes, as conversas fluíam, mas a interação com os mestres exigia tecnologia. "O mestre falava e mostrava a tela do celular com o Google Tradutor. Se a pessoa não sabe falar nem o inglês e nem o mandarim, vai ser uma experiência só de ficar fazendo exercício, meio solitária e péssima, porque não vai se comunicar com ninguém", relata Letícia. A brasileira ao lado do mestre Shi Miao Hai, líder da escola de artes marciais e representante da 36ª geração de lutadores de kung fu Arquivo pessoal Regras rígidas e cobrança 🏋️‍♀️ De acordo com a influenciadora, a "Família Kung Fu" é formada por grupos dinâmicos. Como a escola recebe matrículas o tempo todo, as turmas são moldadas de acordo com as pessoas que chegam e partem a cada semana. Segundo Letícia, apesar do ambiente de suporte entre os colegas, a cultura de ensino dos instrutores chineses não alivia nas cobranças. Se a equipe técnica nota o comprometimento do estudante, as exigências são elevadas ao extremo. A criadora de conteúdo Letícia Pavim com colegas de treino durante pausa nas atividades da escola de kung fu Arquivo pessoal Em um dos momentos mais marcantes da viagem, a turma recebeu o comando de carregar uma pessoa nas costas e dar uma volta completa nas instalações, trajeto que incluía subir e descer lances de escada. A influenciadora escolheu uma colega mais leve, com aproximadamente 40 kg, e completou o percurso. A atitude gerou uma severa bronca do treinador, que exigiu o cumprimento da regra oficial: o praticante deve transportar alguém com o mesmo peso corporal ou superior. Como correção, a brasileira precisou refazer todo o caminho carregando um adolescente chinês de 70 kg, levando o organismo à exaustão completa. "Foi muito sofrido. Depois eu até dei uma choradinha, não de tristeza, mas somente porque o corpo sentiu muito. Mas aí a gente segue o baile, faz parte. Eles são bem severos, assim. Se eles veem que a pessoa tá treinando sério, que pode ir além, eles vão te puxar e te fazer fazer coisas que você pensava que não ia conseguir", relembra. O preparo prévio no Brasil garantiu a sobrevivência na escola. Enquanto outros alunos sofriam lesões e precisavam de acupuntura logo nos primeiros dias, a jovem completou o período sem a necessidade de intervenção médica. "Passei três semanas ilesa. Claro que senti dor, tive roxos, mas não precisei tomar nenhum remédio. Fiz absolutamente todos os treinos e dei o melhor todos os dias", comemora. Como parte do condicionamento extremo, a criadora de conteúdo precisou dar a volta nas instalações da escola carregando um colega de cerca de 70 quilos nas costas Arquivo pessoal Custos e estrutura 💰 De acordo com Letícia, o complexo oferece a estrutura exata para o foco total no treinamento, sem luxos. Os quartos dos alojamentos são compartilhados, divididos por gênero, equipados com beliches e colchões no estilo tradicional chinês. Os valores cobrados para a imersão são fixados na moeda local e variam de acordo com o tempo de permanência, englobando aulas, comida e dormitório. A tabela parte de aproximadamente R$ 2,5 mil para uma semana e chega a cerca de R$ 28 mil para a experiência completa de seis meses. A opção pelo pacote de três semanas, somada ao valor extra do quarto de hotel nos dias iniciais, representou um investimento total em torno de R$ 6 mil para a brasileira. Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal Transformação interior ✨ Para Letícia, retornar ao Brasil após o treinamento rigoroso significou trazer na bagagem uma visão de mundo transformada. Aos 26 anos e atualmente com 229 mil seguidores, a influenciadora era conhecida nas redes sociais desde 2024, quando expôs cobranças indevidas de policiais em Angola, denúncia que provocou a redução de postos de controle rodoviário no país africano. Agora, com o sucesso das artes marciais, a mensagem que ela deixa é sobre força mental e superação. Para a criadora de conteúdo, a imersão na cultura asiática prova que a determinação permite acessar vivências raras. Fico muito feliz que os conteúdos acabaram crescendo muito nas redes sociais. O propósito continua o mesmo desde quatro anos atrás: inspirar mulheres a viajarem por todo o mundo, quebrar os estereótipos dos países e mostrar culturas e experiências tão únicas como o Kung Fu na China. É mostrar outros caminhos e tudo o que a gente pode ter Além da rotina rigorosa de exercícios, a experiência na China permitiu a convivência diária com estudantes de diferentes nacionalidades Arquivo pessoal *Sob supervisão de Flávia Santucci e Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Medo da tecnologia faz universitários abandonarem estes cursos e migrarem para áreas 'à prova de IA'

Publicado em: 16/05/2026 04:00

Como a IA está impactando o trabalho de freelancers Há dois anos, Josephine Timperman chegou à faculdade com um plano. Ela escolheu cursar análise de negócios, imaginando que aprenderia habilidades específicas que se destacariam no currículo e a ajudariam a conquistar um bom emprego após a graduação. Mas o avanço da inteligência artificial (IA) mudou esse cenário. As competências básicas que ela estava desenvolvendo, como análise estatística e programação, agora podem ser facilmente automatizadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Todo mundo tem medo de que os empregos de nível inicial sejam substituídos pela IA", disse a estudante de 20 anos da Universidade de Miami, em Ohio. Há algumas semanas, Timperman trocou de curso e migrou para marketing. Sua nova estratégia é usar a graduação para desenvolver pensamento crítico e habilidades interpessoais — áreas em que os humanos ainda têm vantagem. “Não basta apenas saber programar. É preciso saber se comunicar, construir relações e pensar criticamente, porque, no fim, é isso que a IA não pode substituir”, afirmou Timperman. Josephine Timperman, estudante da Universidade de Miami (Foto AP/Jeff Dean) Ela mantém a análise de dados como disciplina optativa e planeja se aprofundar no tema em um mestrado de um ano. Estudantes universitários dizem que escolher uma área “à prova de IA” é como mirar em um alvo em movimento. Eles se preparam para um mercado de trabalho que pode ser profundamente diferente quando concluírem os estudos. Como resultado, muitos estão repensando seus caminhos profissionais. Cerca de 70% dos universitários veem a IA como uma ameaça às perspectivas de emprego, segundo pesquisa de 2025 do Instituto de Política da Harvard Kennedy School. Ao mesmo tempo, levantamentos recentes da Gallup mostram que trabalhadores americanos estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de serem substituídos por novas tecnologias. Estudantes buscam cursos que valorizem habilidades “humanas” A incerteza parece maior entre aqueles que optam por cursos de tecnologia e áreas profissionalizantes. Nesses casos, os estudantes sentem que precisam dominar a IA, mas também temem ser substituídos por ela. Uma pesquisa da Quinnipiac aponta que a maioria dos americanos considera “muito” ou “um tanto” importante que universitários aprendam a usar IA. Dados da Gallup Workforce indicam ainda que a adoção da tecnologia é mais acelerada em áreas ligadas à tecnologia. Por outro lado, cursos nas áreas de saúde e ciências naturais tendem a ser menos impactados por essas mudanças, também segundo a Gallup. “Vemos estudantes mudando de curso o tempo todo. Isso não é novidade, mas normalmente acontece por diversos motivos”, afirmou Courtney Brown, vice-presidente da Lumina, organização sem fins lucrativos voltada à educação. “O fato de tantos alunos dizerem que a decisão está relacionada à IA é surpreendente.” Uma pesquisa recente da Gallup com jovens da Geração Z (entre 14 e 29 anos) mostra um aumento do ceticismo em relação à tecnologia. Embora metade dos adultos dessa geração use IA ao menos semanalmente — e os adolescentes relatem um uso ainda maior — muitos enxergam desvantagens e se preocupam com impactos nas habilidades cognitivas e nas oportunidades de trabalho. Cerca de 48% dos jovens trabalhadores afirmam que os riscos da IA no mercado superam os possíveis benefícios. Parte do desafio para esses universitários é a falta de respostas claras. Especialistas que costumam orientar suas decisões — como professores, conselheiros e pais — também enfrentam incertezas. “Os alunos estão tendo que lidar com isso praticamente sozinhos, sem um mapa claro”, disse Brown. Josephine Timperman trocou Análise de Negócios por Marketing Foto AP/Jeff Dean Essa dúvida ficou evidente no mês passado na Universidade de Stanford, onde lideranças de diversas instituições se reuniram para discutir o futuro do ensino superior. Entre os principais temas estava o impacto da IA, que já transforma a forma de aprender e obriga educadores a rever métodos de ensino. “Precisamos refletir seriamente sobre o que os alunos devem aprender para ter sucesso no mercado de trabalho daqui a 10, 20 ou 30 anos”, disse Christina Paxson, presidente da Universidade Brown. “E a verdade é que ninguém tem essa resposta”, completou. “Acredito que comunicação e pensamento crítico serão fundamentais. As bases de uma formação ampla podem ser mais relevantes agora do que aprender, por exemplo, uma linguagem específica de programação.” A ansiedade também atinge estudantes de ciência da computação. Ben Aybar, de 22 anos, formado pela Universidade de Chicago na primavera passada, se candidatou a cerca de 50 vagas — principalmente em engenharia de software — sem conseguir sequer uma entrevista. Diante disso, optou por iniciar um mestrado em Ciência da Computação. Paralelamente, conseguiu um trabalho de meio período como consultor de IA para empresas. “Profissionais que sabem usar IA serão muito valorizados”, disse Aybar. Ele acredita no surgimento de novos cargos que exigirão domínio da tecnologia, especialmente para quem consegue traduzir conceitos complexos de forma simples. “Saber se comunicar e interagir de maneira genuinamente humana é mais valioso do que nunca.” Na Universidade da Virgínia, Ava Lawless, estudante de ciência de dados, questiona se seu curso ainda é uma boa escolha, mas não encontra respostas claras. Alguns orientadores acreditam que a área continuará relevante, já que esses profissionais desenvolvem modelos de IA. Ainda assim, ela se depara com análises pessimistas sobre o mercado de trabalho. “Isso me deixa um pouco sem esperança em relação ao futuro”, disse Lawless. “E se, quando eu me formar, não houver mais espaço para essa profissão?” Ela considera migrar para artes plásticas, sua segunda área de interesse. “Cheguei a um ponto em que penso que, se não conseguir trabalho como cientista de dados, talvez seja melhor me dedicar à arte”, afirmou. “Se existe o risco de ficar desempregada, prefiro ao menos fazer algo que eu realmente ame.”

Donald Trump deixa a China sem anúncio de acordos

Publicado em: 15/05/2026 22:51

Trump encerra visita à China sem acordo significativo para resolver impasses com Xi Jinping Donald Trump encerrou a viagem à China com uma visita à residência do presidente Xi Jinping. Os dois líderes voltaram a falar em cooperação e em fortalecer as relações entre China e Estados Unidos, mas não anunciaram nenhum acordo significativo para resolver impasses comerciais ou em outras áreas. Os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis contaram os detalhes direto de Pequim. "Tempo é poder. Essa praça histórica aqui no Centro de Pequim deixa isso muito claro. Aqui atrás de mim é a torre do tambor. Por séculos, durante a madrugada, eles ficavam assim: 'tum-tum, tum-tum, tum-tum'. Avisavam para toda população em volta que eles tinham que ficar em casa, era vigília, tempo de reflexão. A China, no século 21, acredita cada vez mais que pode ditar o tempo do mundo. E em um momento muito importante, em que cada segundo importa. Em uma corrida tecnológica, quem tem um segundo a mais, tem poder. Nesses dois dias, Xi Jinping tentou dizer isso para Donald Trump de várias formas através de gestos: que China e Estados Unidos estão equiparados", conta o correspondente Felipe Santana. Quem não gosta muito de gestos é o mercado. Porque os principais índices das bolsas de valores de Nova York caíram, o preço do barril de petróleo subiu porque não houve acordo sobre o Estreito de Ormuz, não houve acordo sobre Taiwan. Não tiveram grandes acordos. "Mas o grande saldo desse encontro para a China foi Xi Jinping ter dito a Donald Trump para ele acordar para uma nova era. E Trump parece ter entendido, porque ele foi para casa pensando", diz Felipe Santana. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução De madrugada, ainda no hotel, Trump postou: “Quando Xi Jinping disse, muito elegantemente, que os Estados Unidos são uma nação em declínio, ele estava se referindo aos quatro anos do governo de Joe Biden”. Não ficou claro a que Trump se referia, mas muito provavelmente foi quando Xi Jinping, no encontro anterior, disse que Estados Unidos e China precisavam evitar a armadilha de Tucídides. Não se assuste com o nome difícil. Xi Jinping se referia a uma teoria simples: de que quando uma potência em ascensão, no caso a China, ameaça uma potência já estabelecida, no caso os Estados Unidos, uma guerra entre as duas se torna quase inevitável. Tucídides, que dá nome à teoria, era general de Atenas no início dos anos 400 a.C. Além de militar, escreveu a história da guerra do Peloponeso. Quando Atenas, então potência em ascensão, entrou em guerra contra Esparta - a potência que já estava estabelecida. Um conflito que se espelhou pelo mundo grego e pelo Mediterrâneo. Tucídides afirma que foi o medo da ascensão de Atenas entre os espartanos que tornou a guerra inevitável. Xi Jinping disse querem superar esse paradigma e defende a coexistência entre potências. Depois da postagem, Donald Trump foi recebido no complexo de Zhongnanhai, o centro do poder do país. Residência principal de Xi Jinping. Fica no meio de jardins milenares e secretos. Xi apontou para dois ciprestes com os troncos entrelaçados. Os famosos lianlibai - são símbolo chinês de união indissolúvel - e disse: “Olhe só, estão aqui há 200 anos”. O convite para visitar esse jardim simboliza a intimidade da relação entre os dois. As câmeras conseguiram capturar uma parte da conversa - através dos tradutores, porque nenhum dos dois fala a língua do outro. Trump diz: “Outros dignatários de outros países, presidentes ou primeiros-ministros, ele traz aqui também? Xi responde: “Muito poucos. A gente não faz eventos diplomáticos aqui. E mesmo assim é muito raro. Por exemplo: Putin”. “Bom! Gostei”, disse Trump. A menção ao nome do presidente russo, Vladimir Putin, serviu para enfatizar a relação dos chineses com os russos. Mas já estiveram no jardim de Zhongnanhai outros três presidentes americanos: Richard Nixon - em 1972, quando encontrou Mao Tsé-Tung e abriu a relação diplomática entre os dois países -; George W. Bush, em 2002; e Barack Obama, em 2014. Xi mencionou que o convite a Trump é uma retribuição pela acolhida em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2017. Dentro do complexo, Xi Jinping disse que eles estabeleceram uma nova relação entre Estados Unidos e China. “É uma visita histórica. Chegamos a muitos entendimentos”, diz Xi Jinping - sem mencionar quais. Trump afirmou que eles discutiram a situação no Irã e que pensam muito parecido sobre como querem que termine a guerra. Disse: “Não queremos que o Irã tenha arma nuclear. Nós queremos que o Estreito de Ormuz seja aberto e queremos que acabe porque é uma coisa maluca lá”. Xi Jinping e Donald Trump na China Jornal Nacional/ Reprodução Trump afirmou que resolveram muitos problemas que outras pessoas não seriam capazes de resolver e que a relação entre eles é muito forte. Mas, na prática, não houve nenhum grande anúncio que tocasse nas questões importantes tanto para Pequim quanto para Washington. O elefante continua ali no meio da sala. Eles projetaram estabilidade controlada, prometeram cooperar. Mas, a princípio, foi mais coreografia do que acordo. Muito mais gesto do que compromisso. Em Zhongnanhai, Trump até falou em acordos comerciais fantásticos. E, em uma entrevista ao canal de TV Fox News, amigável a ele, o presidente americano disse que a China concordou em comprar 200 aviões da Boeing. Depois, falou em uma promessa ainda maior dos chineses de 750 aviões. Trump disse ainda que as empresas de tecnologia vão receber centenas de bilhões de dólares em investimentos; que os chineses concordaram em comprar mais soja e petróleo. Autoridades americanas afirmam que será criada uma comissão para reduzir tarifas em vários produtos que, somados, chegam a US$ 30 bilhões. Pequim confirmou que os países concordaram em criar conselhos de comércio e investimento. O governo chinês declarou que os dois lados querem diminuir as sobretaxas e que as equipes estão negociando detalhes. Mas não confirmou as compras mencionadas por Trump. Só que esses temas todos são comerciais. Taiwan continua sendo o assunto mais explosivo entre os dois países. Xi viu Trump partir sem a garantia que queria, de que os Estados Unidos vão parar de vender armas à ilha. A disputa por chips e por inteligência artificial, acirrada pelas tarifas, continua em aberto. E a guerra no Oriente Médio, por mais que Trump afirme que eles pensam parecido, continua sem solução. Sem essas respostas, continua o clima de disputa e tensão entre os dois países. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução O dia foi bem mais curto que o de quinta-feira (14). Às 14h30, Donald Trump foi para o aeroporto, onde foi recepcionado pelo ministro das Relações Exteriores Wang Yi e escoltado pela guarda de honra do Exército chinês. A bordo do Air Force One, Trump falou com jornalistas. Disse que não pediu a Xi Jinping que ele pressionasse o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Trump afirmou: “Eu não preciso de favores”. Segundo o presidente, Xi lembrou com um sorriso que os americanos também estão bloqueando a passagem. Um repórter perguntou a Trump se os Estados Unidos defenderiam Taiwan de uma invasão chinesa. Trump disse que Xi fez a mesma pergunta e que ele respondeu: “Não falo sobre essas coisas”. Trump também não respondeu se vai seguir adiante com um novo repasse de armamentos para a ilha. O que nenhuma imagem dessa visita revelou é se os dois países vão conseguir evitar a tal da armadilha de Tucídides. Ou se, sem acordos nos temas mais importantes para os dois lados, vão acabar caindo nela. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Xi Jinping defende parceria com americanos, mas destaca que desentendimento sobre Taiwan pode levar a conflito Sandra Cohen: Em vantagem sobre Trump, Xi coloca Taiwan como linha vermelha e dá recado claro aos EUA Trump diz que Xi Jinping garantiu que China não enviará apoio militar ao Irã e defendeu Estreito de Ormuz aberto Banquete entre Trump e Xi tem troca de elogios e convite para líder chinês viajar aos EUA Trump diz que China concordou em comprar 200 jatos da Boeing

Presidente Prudente adere a programa com mais de 5 milhões de vagas em cursos gratuitos de tecnologia

Publicado em: 15/05/2026 19:41

Presidente Prudente lança 'Escola do Trabalhador 4.0' com cursos gratuitos em tecnologia A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) oficializou, nesta sexta-feira (15), a adesão ao programa Escola do Trabalhador 4.0, iniciativa que oferece cursos gratuitos de qualificação. O anúncio foi feito durante evento realizado na Fundação Inova Prudente, com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O programa oferece qualificação profissional gratuita na área de tecnologia digital. Ao todo, são mais de 5 milhões de vagas em cursos on-line em todo o país. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa é realizada em parceria com a Microsoft e disponibiliza cerca de 200 cursos, com conteúdos que vão do letramento digital a áreas mais avançadas, como inteligência artificial e desenvolvimento de software. Luiz Marinho, ministro do Trabalho, esteve em Presidente Prudente para oficializar parceria Prefeitura de Presidente Prudente Em Presidente Prudente, haverá pontos de atendimento presencial para orientação sobre os cursos, inscrições e a plataforma. O suporte será oferecido na Praça CEU do Parque Alvorada e na Fundação Inova Prudente. Os participantes terão acesso gratuito ao pacote de programas do Office e receberão certificado ao concluir as formações. Durante o evento, também estiveram presentes representantes do poder público municipal e do Legislativo. Initial plugin text Luiz Marinho, ministro do Trabalho, esteve em Presidente Prudente para oficializar parceria Prefeitura de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Petrobras prevê R$ 17,6 bilhões para a Replan e anuncia produção de combustível de aviação em 2026

Publicado em: 15/05/2026 18:45

Replan, em Paulínia Marcos Peron A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (15), investimentos de R$ 17,6 bilhões na Refinaria de Paulínia (Replan), dentro de um pacote total de R$ 37 bilhões para o estado de São Paulo até 2030. ➡ Entre os projetos anunciados, está o início da produção de combustível de aviação ainda em 2026 e a expansão da capacidade de refino em 5% nos próximos anos, o equivalente a aproximadamente 25 mil barris por dia - veja detalhes abaixo. O investimento nessa expansão é estimado em R$ 6 bilhões e a obra será executada durante uma parada de manutenção prevista para o primeiro semestre de 2027. 🔎 Hoje, a Replan processa cerca de 434 mil barris por dia e responde por cerca de 20% da capacidade de refino do país, de acordo com a Petrobras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Combustível sustentável para aviação Uma das principais novidades anunciadas é a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), alternativa com menor impacto ambiental em relação ao querosene tradicional. Segundo a Petrobras, a produção na Replan deve começar até dezembro de 2026, por meio de um processo chamado coprocessamento — quando matérias-primas renováveis são misturadas ao petróleo durante o refino, como óleo de cozinha usado. Na prática, isso permite gerar um combustível com parte de origem renovável usando estruturas já existentes na refinaria. Imagem de arquivo Getty Images Além disso, a empresa confirmou o desenvolvimento de uma planta dedicada à produção de SAF usando etanol, conhecida como rota ATJ (álcool para jato). Essa unidade deve transformar etanol — um biocombustível amplamente produzido no Brasil — em querosene de aviação. O projeto ainda está em fase de engenharia, com previsão de licitação a partir de 2027. A expectativa é que essa planta tenha capacidade de cerca de 10 mil barris por dia de SAF. Uso de resíduos Outro ponto destacado pela Petrobras é o uso de resíduos como matéria-prima. A produção de combustíveis mais limpos deve incluir: óleos vegetais; gorduras de origem animal; óleo de cozinha usado, coletado por cooperativas. A proposta, segundo a empresa, é integrar a produção de combustíveis com iniciativas de economia circular, reduzindo emissões e reaproveitando resíduos. Energia solar dentro da refinaria Imagem de arquivo Divulgação A Replan também deve ganhar uma usina fotovoltaica própria. A planta terá capacidade de 20 megawatts e deve entrar em operação ainda em 2026. A energia gerada será utilizada dentro da própria refinaria, como parte da estratégia da Petrobras de reduzir o consumo de gás natural nas unidades e ampliar a eficiência energética. Mudança de perfil Com os novos projetos, a refinaria deve passar por uma mudança gradual de perfil, incorporando tecnologias voltadas à transição energética, segundo a Petrobras. Na prática, isso significa que, além de continuar produzindo combustíveis fósseis, a unidade vai ampliar a produção de alternativas consideradas mais limpas — especialmente no setor de aviação, que busca reduzir emissões nos próximos anos. Maior do Brasil em processamento de petróleo, Replan atende a 20% do mercado nacional Fernando Evans/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Ator diz ter sido agredido e chamado de 'ladrão' durante gravação de filme sobre Bolsonaro em SP

Publicado em: 15/05/2026 17:34

Filme sobre Bolsonaro é denunciado por condições precárias de trabalho Um ator registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e chamado de "ladrão" durante as gravações do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a confusão ocorreu durante uma revista feita na entrada do set de filmagem. Ele afirmou que os atores estavam sendo revistados por homens apresentados como policiais “por ser uma gravação estrangeira”. De acordo com o boletim, o ator contou que segurava uma blusa quando um integrante da equipe, descrito por ele como "um americano", puxou a peça de sua mão e pediu que ele deixasse o local. O homem afirma ainda que foi chamado de “ladrão” e conduzido até a saída por seguranças. Ainda segundo o registro, o ator precisou retornar ao set para buscar pertences e trocar de roupa. Neste momento, ele afirma que um dos seguranças passou a encará-lo e apontar o dedo em sua direção. Memorial da América Latina Reprodução/TV Globo “Nisso eu só levantei a mão para pedir pra ele se afastar um pouco, e ele deu um tapa na minha mão. Aí eu o empurrei para sair de cima de mim, nisso ele voltou e me deu um soco no rosto e testa”, diz trecho do boletim. Um documento médico da UPA que atendeu o homem, obtido pela GloboNews, aponta um “pequeno ferimento de menos de 1 centímetro na região frontal da cabeça”. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que tem um inquérito aberto para investigar o caso. Procurada pelo g1, a produtora Go Up Entertainment não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Irregularidades O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação para apurar irregularidades em um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence à sócia da produtora do filme "Dark Horse". O inquérito foi instaurado no final de janeiro para apurar a suspeita de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões para implantar pontos de wi-fi público. O acordo entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) da gestão Ricardo Nunes (MDB) e a ONG prevê instalação, operação e manutenção de 5 mil pontos de acesso à internet na periferia paulistana pelo prazo de 12 meses. O Instituto Conhecer Brasil tem como única sócia a empresária Karina Ferreira Gama, que também é sócia única da empresa Go Up Entertainment LTDA, produtora do filme. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, na Avenida Paulista, Centro de SP (entenda mais abaixo.) Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel O inquérito foi instaurado pelo promotor Ricardo de Barros Leonel, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, após denúncia do vereador Nabil Bonduki (PT). Segundo o petista, há indícios de irregularidades no chamamento público e na execução do contrato pela empresa de Karina Gama. Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia informou a contratação foi realizada por meio de chamamento público transparente e sem contestações. O g1 procurou a Prefeitura de SP e a ONG Instituto Conhecer Brasil para comentarem o inquérito do MP, mas não havia recebido retorno até a última atualização dessa reportagem. O vereador argumenta que o chamamento público teria tido apenas uma participante, o próprio Instituto Conhecer Brasil, e questiona a ausência de concorrência, levantando suspeitas sobre possível direcionamento do processo licitatório. Ele também aponta indícios de um suposto superfaturamento de mais de R$ 27 milhões no valor do contrato. Em seu site oficial, a ONG se descreve como entidade de “organização e execução de projetos de educação, cultura, turismo, pesquisa e tecnologia”, possuindo expertise no planejamento, coordenação e execução de eventos de grande repercussão nacionais e internacionais”. A descrição não faz nenhuma menção à experiência na instalação de equipamentos de telecomunicações ou redes de internet e wi-fi público. A denúncia também foi feita pelo site The Intercept Brasil, que também revelou os áudios do senador Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme. Endereço das duas empresas que pertencem à empresária Karina Gama. Reprodução/TV Globo Filme sobre Jair Bolsonaro O Instituto Conhecer Brasil (ICB) tem como única sócia a empresária Karina Ferreira Gama, que também é sócia única da empresa Go Up Entertainment LTDA, produtora do filme. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, na Avenida Paulista, 807, sala 2315. O IBC também recebeu R$ 2 milhões de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias, que é produtor executivo e roteirista do mesmo filme. A destinação desse dinheiro é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), que deu mais um mês para que o parlamentar justifique o dinheiro enviado ao instituto da empresa parceira. Nesta sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar supostas irregularidades na destinação dessas emendas parlamentares a um grupo de entidades ligadas a uma produtora cinematográfica do filme sobre Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após pedidos apresentados pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique (PSOL-RJ) dentro de uma ação que contesta a destinação de emendas. Os pedidos de apuração citam a existência de um "ecossistema" de pessoas jurídicas interconectadas que compartilham endereço, gestão e infraestrutura, sob o comando de Karina Ferreira da Gama. Entre as entidades citadas, estão: Instituto Conhecer Brasil (ICB) Academia Nacional de Cultura (ANC) Go Up Entertainment Conhecer Brasil Assessoria

Palavras-chave: tecnologia

SpaceX, de Musk, define data de entrada na bolsa, diz agência; empresa pode ter maior IPO da história

Publicado em: 15/05/2026 16:10

Nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 13 de outubro de 2025 Divulgação/SpaceX A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, vai definir o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em 11 de junho e listar ações na bolsa de valores em 12 de junho, informou a agência Reuters nesta sexta-feira (15). 🔎 Um IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do seu capital passa a ser listada na bolsa de valores e pode ser vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Ainda segundo a Reuters, a SpaceX será listada com o código SPCX na Nasdaq, bolsa de valores focada em empresas de tecnologia. Os valores envolvidos no IPO da SpaceX podem marcar a maior entrada da história de uma empresa na bolsa de valores, o que pode contribuir para que Musk se torne o primeiro trilionário do mundo. Vídeos em alta no g1 A expectativa é de que o IPO tenha avaliação de cerca de US$ 1,75 trilhão, considerando a fusão da SpaceX com a startup de inteligência artificial xAI, também de Musk. A SpaceX disse em abril que, mesmo com o IPO, Musk continuará controlando decisões internas. A companhia afirmou que manteria seu "status de empresa controlada", de acordo com um trecho de seu pedido de IPO analisado pela Reuters. Isso significa que ela não precisará que a maioria de seu conselho seja independente, nem que sejam criados comitês independentes de remuneração e nomeação, segundo o trecho do registro da oferta. O documento aponta que a SpaceX só precisará ter um comitê de auditoria composto inteiramente por diretores independentes.

Com presença confirmada, CrediSIS entra na reta final de preparação para 13ª RRS

Publicado em: 15/05/2026 16:03

Rondônia Rural Show movimenta o agronegócio e amplia conexões entre cooperados, empresas e produtores de diferentes regiões. Assessoria/CrediSIS O Sistema CrediSIS já iniciou os preparativos para a Rondônia Rural Show Internacional 2026, que acontece de 25 a 30 de maio, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, na Região Central de Rondônia. Considerada a maior feira de agronegócio da Região Norte, a RRS chega à 13ª edição após registrar números recordes em 2025, quando movimentou mais de R$ 5,1 bilhões em negócios e recebeu mais de 440 mil visitantes. Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a expectativa é ampliar ainda mais a presença de expositores, parceiros comerciais e empresariais de diferentes países. Nos últimos anos, a Rondônia Rural Show passou a ocupar espaço de destaque no calendário nacional do agronegócio, reunindo produtores, empresas, cooperativas, instituições financeiras e representantes de diferentes setores ligados ao desenvolvimento econômico da Região Norte. Além da movimentação comercial, o evento também se consolidou como ambiente voltado à tecnologia, inovação, geração de negócios e troca de conhecimento. Para o Sistema CrediSIS, a feira representa um momento importante de proximidade com os cooperados e de apresentação do cooperativismo de crédito para milhares de visitantes que passam pelo evento durante os seis dias de programação. A participação envolve planejamento operacional, estrutura física, comunicação, atendimento e integração entre as cooperativas filiadas presentes na feira. O presidente do Sistema CrediSIS, Otelo Castellani Filho, destacou que a RRS acompanha o crescimento econômico da região e contribui, diretamente, para ampliar a visibilidade do potencial produtivo de Rondônia, em nível nacional e internacional. Segundo ele, a participação do Sistema também acompanha esse movimento de expansão observado nos últimos anos. “A Rondônia Rural Show se tornou um dos principais espaços de negócios e relacionamento da Região Norte. O crescimento da feira mostra a capacidade que Rondônia tem de atrair investimentos, tecnologia e oportunidades. Para o CrediSIS, participar desse evento significa estar próximo dos cooperados, acompanhar as transformações do setor e entender, na prática, como a cooperação move o progresso econômico e social da nossa região”, afirmou Otelo. As cooperativas do Sistema CrediSIS também preparam condições exclusivas voltadas aos cooperados de diferentes perfis, contemplando oportunidades para quem deseja investir, planejar projetos ou buscar soluções financeiras durante o período da feira. A proposta é ampliar o acesso às condições oferecidas no evento, sem limitar o atendimento apenas ao público rural. Farid Milet, diretor de Negócios do Sistema CrediSIS, explicou que o planejamento comercial para a Rondônia Rural Show envolve diferentes áreas e começa meses antes da abertura oficial da feira. Segundo ele, as cooperativas trabalham de forma integrada para organizar atendimentos, alinhar estratégias e estruturar oportunidades para todos os públicos atendidos pelo Sistema. “A feira tem uma ligação muito forte com o agro, que possui grande importância para a economia da nossa região, mas as oportunidades apresentadas pelo Sistema CrediSIS durante a Rondônia Rural Show também alcançam cooperados de diferentes segmentos. Nosso objetivo é criar um ambiente preparado para receber quem busca orientação, informação e condições diferenciadas para realizar projetos pessoais, profissionais ou empresariais”, explicou Farid. A preparação do Sistema CrediSIS envolve toda a organização estrutural e institucional do estande, desde a identidade visual até os espaços de atendimento, relacionamento e recepção do público. O planejamento é conduzido pelo time de Comunicação, Marketing e Relacionamento, responsável por coordenar ativações, suporte às cooperativas filiadas e toda a experiência dos visitantes durante o evento. A gerente de Marketing e Comunicação do Sistema CrediSIS, Quennia Mendes, destacou que o planejamento para a Rondônia Rural Show acontece de forma contínua e começa logo após o encerramento de cada edição. Segundo ela, o crescimento da feira também amplia a responsabilidade relacionada à organização e à experiência oferecida aos cooperados e visitantes. “A cada edição, pensamos em formas de melhorar o atendimento, os espaços e a comunicação dentro da feira. Existe um trabalho muito grande de planejamento para que o estande esteja preparado para receber os visitantes da melhor maneira possível, com informações e orientações claras, conforto e um ambiente acolhedor para quem passa pelo nosso espaço durante a Rondônia Rural Show”, ressaltou Quennia. Com expectativa de novos recordes em 2026, a Rondônia Rural Show Internacional amplia sua relevância para o agronegócio brasileiro e a economia da Região Norte. A participação do Sistema CrediSIS no evento representa mais uma oportunidade de aproximação com os cooperados, conexão com novos públicos e valorização do cooperativismo em um dos maiores encontros do setor no país.

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Nova marca no mercado: Haier chega ao Brasil com TVs e eletrodomésticos premium

Publicado em: 15/05/2026 16:00 Fonte: Tudocelular

A Haier oficializou a sua chegada ao mercado brasileiro, durante evento realizado na última quinta-feira (14), em São Paulo. A companhia desembarca no país com um catálogo composto por Smart TVs, geladeiras, alva e seca e ar-condicionado. Com a apresentadora Eliana como parceira oficial, a companhia chinesa tem como principal objetivo atingir o Top 3 no segmento de eletrodomésticos no Brasil nos próximos cinco anos, ao apostar na “tropicalização” dos produtos, ou seja, desenvolvê-los com base nas necessidades do público local.ProdutosA lista de produtos da Haier para o mercado nacional começa pelas Smart TVs com a tecnologia Ultrasense AI. Ela utiliza inteligência artificial para a calibração de imagem e deixar as transmissões esportivas mais fluidas, visto que estamos às vésperas da Copa do Mundo de 2026.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

CME Acipi promove roda de conversa com mulheres empreendedoras

Publicado em: 15/05/2026 15:54

Roda de conversa do CME Acipi reúne trajetórias Empreendedoras Inspiradoras Crédito: Divulgação. O Conselho da Mulher Empresária da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) realiza, na próxima quarta-feira (dia 20), às 19 horas, o 120º Encontro Mulheres que Inspiram, com as convidadas Doracy Davanzo, Carolina Weiss Aloisi e Gislaine Basso Gusson. A participação é gratuita (opcional a doação de um quilo de alimento não perecível) e as inscrições já podem ser feitas pela bio da Acipi no Instagram (@acipipiracicaba). Com o tema “Trajetórias que inspiram. Vivências que transformam”, o evento consiste em uma roda de conversas para falar das trajetórias das empresárias convidadas e, em especial, o compartilhamento de histórias de desafios, superações, equilíbrio vida pessoal x trabalho e consolidação no mercado. No espaço Mulheres que Inspiram, empresas parceiras promoverão experiências, networking, vendas e interação entre as participantes. Para Silvanete Neves, coordenadora do CME Acipi, o encontro foi pensado com muito cuidado pelo Conselho da Mulher Empresária para ser um espaço de trocas autênticas. “Mais do que ouvir histórias, é uma oportunidade de conectar as participantes a trajetórias reais, compostas por desafios, conquistas e decisões comuns no do dia a dia de quem empreende”, comenta. A coordenadora do CME Acipi detalha que as convidadas trarão vivências diferentes, mas que se encontram na coragem de empreender. “É um evento aberto, gratuito, dinâmico e acolhedor, exatamente como acreditamos que devem ser os ambientes para fortalecer o protagonismo feminino. Nosso convite é que as participantes se inspirem e saiam ainda mais fortalecidas”. Sobre as convidadas Carolina Weiss Aloisi é médica oftalmologista formada pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP), com especialização em Oculoplástica pela mesma instituição. Desde 2018, atua como diretora do Hospital de Olhos Piracicaba, com sólida experiência em gestão na área da saúde. Possui MBA em Gestão em Saúde pela Faculdade Unimed e coordena o Projeto Olhar Sempre, iniciativa voltada ao cuidado e à ampliação do acesso à saúde ocular. Doracy Davanzo é empresária com uma trajetória de 47 anos à frente do Magazine Doracy, consolidando-se como referência no comércio de Piracicaba. Atuante na Acipi desde 1998 participou da criação do Conselho da Mulher Empresária (CME), contribuindo diretamente para o fortalecimento do empreendedorismo feminino. Ao longo de quase cinco décadas, lidera um negócio multissetorial que abrange moda feminina, masculina e infantil, calçados, enxovais e acessórios. Gislaine Basso Gusson é empresária e fundadora da Aqualax, referência no segmento de bem-estar há mais de 15 anos. Formada em Tecnologia em Sistemas de Informação, sua empresa é reconhecida pela qualidade e inovação. A marca possui atuação nacional e presença internacional. Gislaine é casada e mãe de duas filhas, conciliando a gestão do negócio com a vida familiar. SERVIÇO:  120º Encontro CME Acipi Data: 20/5/2026 (próxima quarta-feira) Horário: 19h00 Local: rua Prudente de Moraes, 459 Inscrições gratuitas. Opcional a doação de 1 quilo de alimento não perecível. Mais informações: @acipipiracicaba

Palavras-chave: tecnologia

SNE 2026: quais as novidades sobre IA e transformação digital?

Publicado em: 15/05/2026 15:38

SNE 2026: quais as novidades sobre IA e transformação digital? Crédito: ACIC. A inteligência artificial deixou de ser tendência para se tornar realidade dentro das empresas. Em um mercado cada vez mais orientado por dados, automação e comportamento digital, negócios que conseguem transformar tecnologia em estratégia já aceleram crescimento, eficiência e competitividade. É neste cenário que a Semana de Negócios e Empreendedorismo 2026, um dos principais eventos de empreendedorismo, inovação e performance empresarial da região, confirma entre os palestrantes o nome de Alexandre Caramaschi, CEO da Brasil GEO, ex-CMO da Semantix (Nasdaq) e cofundador da AI Brasil. Com mais de 18 anos de atuação em tecnologia, transformação digital e inteligência artificial, Caramaschi apresentará, no dia 2 de junho, a palestra “Os robôs vão às compras: como otimizar sua operação para a era do Agentic Commerce”. A edição 2026 da SNE, cujo o tema é “Escale Resultados”, é uma iniciativa da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, realizada em conjunto com a ACIC e em parceria com o SEBRAE. “A proposta da SNE é conectar conteúdo estratégico, aplicação prática e geração de negócios. Entre os destaques da programação estão nomes ligados à inteligência artificial, liderança, comportamento de consumo, transformação digital e varejo de alta performance”, afirma a presidente da ACIC, Nina Bertelli. Com entrada gratuita, mediante inscrição prévia — exceto para a Rodada de Negócios —, a programação será realizada entre os dias 1º e 3 de junho, no Prédio do Relógio, reunindo empresários, executivos e especialistas que estão liderando, na prática, as transformações do mercado. Inteligência Artificial aplicada aos negócios A presença de Alexandre Caramaschi reforça o debate sobre um dos movimentos mais discutidos atualmente no mercado global: a ascensão de agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar, comparar produtos e tomar decisões de compra de maneira autônoma. A discussão vai além da tecnologia e aponta para mudanças estruturais no comportamento do consumidor e na forma como empresas precisarão se posicionar em um ambiente cada vez mais orientado por automação, dados e experiências inteligentes. Liderança, vendas e transformação digital Outro destaque da programação é Pablo Funchal, que conduz a palestra “Liderança Consciente e de Alta Performance”, voltada aos desafios da gestão em um ambiente de mudanças aceleradas. A programação também contará com a participação de Priscilah Plaça, trazendo reflexões sobre comportamento de consumo, vendas e transformação digital no varejo. Além das palestras, a SNE 2026 promoverá painéis, rodadas de negócios, capacitações e encontros voltados à aplicação prática de inteligência artificial e inovação dentro das empresas. Programação 1º de junho Gigantes do Marketplace Participação de Mercado Livre, Shopee, TikTok Shop e E-commerce Brasil Debates sobre tendências digitais, escala e operações no ambiente online CLICK Apresentação do Plano Bianual dos Institutos de Ciência e Tecnologia Capacitação em atendimento e aplicação prática de inteligência artificial 2 de junho Modelos de Performance: Vendas, IA e Liderança Palestra de Alexandre Caramaschi sobre Agentic Commerce Painel sobre varejo inteligente Palestra de Pablo Funchal sobre liderança e alta performance Dia do Crédito Imersão sobre crédito estratégico para negócios Consultorias com especialistas do mercado financeiro Palestra de Priscilah Plaça sobre vendas e geração de valor 3 de junho Rodada de Negócios ACIC Encontro voltado à geração de parcerias, networking e novos contratos Presença estimada de 250 empresários e tomadores de decisão Serviço Semana de Negócios e Empreendedorismo 2026 Data: 1º a 3 de junho de 2026 Horário: das 8h às 17h Local: Pátio Ferroviário – Prédio do Relógio Endereço: Rua Francisco Teodoro, 1050 – Vila Industrial – Campinas/SP Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/sne-2026-escale-resultados/3376818?utm_source=chatgpt.com&referrer=chatgpt.com&referrer=chatgpt.com Informações à imprensa Daniela Nucci 19 997526102