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Ex-delegado executado liderava projetos para reduzir gastos públicos em Praia Grande, diz prefeito

Publicado em: 18/09/2025 02:00

Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi assassinado enquanto ocupava cargo de secretário de Administração de Praia Grande Reprodução e Prefeitura de Praia Grande O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, executado por criminosos em Praia Grande, no litoral de São Paulo, trabalhava para reduzir gastos públicos à frente da Secretaria de Administração da cidade. Segundo o prefeito Alberto Mourão (MDB), a vítima desenvolvia três projetos que poderiam resultar na economia de R$ 15 milhões por ano. Ruy foi executado na noite de segunda-feira (15), após cumprir expediente na prefeitura. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que dois suspeitos já foram identificados, mas ninguém havia sido preso até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil tem duas linhas principais de investigação: uma possível vingança pela atuação de Ruy contra chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e a reação de criminosos insatisfeitos com medidas adotadas por ele na Secretaria de Administração de Praia Grande (SP). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo Mourão, entre os principais projetos conduzidos por Ruy estava a renovação da frota municipal de veículos, com a substituição de automóveis movidos a combustível por elétricos. “Ele estava tocando esse projeto que era prioridade para mim”, afirmou. O prefeito também destacou que o secretário trabalhava na implantação de um sistema de "Uber Empresarial", para reduzir a frota, além da criação de uma central de chamadas para os veículos oficiais. “Era a prioridade do meu governo para a redução de gastos”, completou. Ruy Ferraz Fontes é executado com mais de 20 tiros no litoral de SP Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a ideia era colocar os projetos em prática no decorrer da atual gestão, mas sem data prevista. Perguntado sobre eventuais planos para um futuro substituto no cargo de secretário de Administração, Mourão afirmou que o município está "respeitando o luto" e ainda não discute o assunto. Motivação Ao g1, Mourão afirmou anteriormente que não acredita que a morte do ex-delegado tenha relação com o cargo que ele ocupava na prefeitura, uma vez que Fontes cuidava de compras, recursos humanos e patrimônio à frente da secretaria. "Ele estava tranquilo, não contrariou interesse de ninguém", afirmou o prefeito, dizendo que não soube de nenhum problema relacionado ao ex-delegado na administração. "Se tivesse sido algum problema administrativo, os caras não iam vir com três metralhadoras". Prefeito Alberto Mourão falou sobre a execução do secretário de Administração, e ex-delegado-geral, Ruy Ferraz. Prefeitura de Praia Grande e Reprodução Dr. Ruy na Secretaria de Administração Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que a gestão de Fontes à frente da Secretaria de Administração foi marcada por medidas voltadas aos servidores municipais, como a aprovação de planos de carreira, programas permanentes de capacitação e o fortalecimento do diálogo com o sindicato da categoria. Segundo o município, ele também implantou ferramentas tecnológicas para dar mais transparência à gestão, como o Diário Oficial Eletrônico. De acordo com a prefeitura, a Secretaria de Administração é responsável por coordenar as atividades de apoio administrativo, abrangendo o processo de desenvolvimento de informática e de tecnologia da informação. Segundo o município, a pasta promove também o "aprimoramento organizacional e centraliza o tratamento das questões de pessoal e desenvolvimento de recursos humanos". Execução O assassinato de Ruy Ferraz Fontes ocorreu momentos após ele cumprir expediente na Prefeitura de Praia Grande. Ele estava aposentado da Polícia Civil. Outras câmeras flagraram o momento em que três criminosos portando fuzis desembarcam de uma caminhonete que estava logo atrás do carro de Ruy Ferraz e atiram contra o ex-delegado (veja abaixo). Infográfico: criminosos fazem tocaia antes de iniciar ataque e perseguição ao delegado Arte/g1 Quem era Ruy Ferraz Fontes Entenda o que se sabe sobre a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes em SP Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o PCC. Comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc), além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Fontes teve passagens por delegacias especializadas como o DHPP, o Denarc e o Deic. Foi justamente no Deic, no início dos anos 2000, como chefe da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos, que ele iniciou investigações sobre o PCC, sendo responsável por prender lideranças da facção e mapear sua estrutura criminosa. Sua atuação foi decisiva durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC promoveu uma série de ações violentas contra forças de segurança em São Paulo. Entre 2019 e 2022, comandou a Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Nesse período, liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias. Ruy Fontes participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá, e também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal. Ele estava aposentado da Polícia Civil. Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até agora, quando foi assassinado. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Exclusivas na Vilarejo, as louças DAX unem modernidade, estilo e durabilidade

Publicado em: 18/09/2025 00:02

O banheiro deixou de ser apenas um espaço funcional para se tornar um dos ambientes mais valorizados da casa. Escolher as louças certas é essencial para unir praticidade, conforto e estilo. É nesse cenário que a DAX, marca exclusiva da Vilarejo, se destaca, trazendo cubas, bacias e louças sanitárias desenvolvidas com tecnologia de ponta e design contemporâneo. Cubas DAX combinam resistência, funcionalidade e estética sofisticada para banheiros atuais Acervo Vilarejo Entre os destaques está a bacia monobloco, que une praticidade e modernidade em uma peça única, fácil de limpar e resistente ao uso diário. Outro produto inovador é a bacia eletrônica Volga, que oferece assento aquecido, higienização automática e tecnologia de ponta para transformar a rotina de cuidados pessoais. As cubas DAX estão disponíveis em diferentes formatos e tamanhos, ideais para banheiros compactos ou ambientes amplos que pedem mais sofisticação. Aliando acabamento impecável e design clean, elas se adaptam a diferentes estilos de decoração, elevando a estética de lavabos e suítes. A bacia monobloco DAX alia modernidade, praticidade e design elegante em uma peça única Acervo Vilarejo Na Vilarejo, os clientes encontram a linha completa da DAX com garantia de 10 anos, além de consultoria gratuita para a escolha das louças mais adequadas para cada projeto. Com estoque garantido e entregas diárias, o processo de reforma ou construção acontece com mais agilidade e tranquilidade. Investir nas louças DAX é transformar o banheiro em um espaço funcional, durável e cheio de estilo. Exclusiva da Vilarejo, a marca traduz a união perfeita entre inovação, design e resistência. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

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Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h

Publicado em: 17/09/2025 20:47

Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h A maior fronteira agrícola do Norte-Nordeste do Brasil teve quase mil focos de incêndios em dois dias. A 40 quilômetros de Teresina, o fogo chegou perto das casas e deixou moradores em alerta. "O vento vem e leva uma faísca que já pega em outro lugar. E aí a gente não consegue apagar", diz Maria da Cruz, agricultora. O Maranhão lidera o número de incêndios florestais no Brasil nas últimas 48 horas. Em seguida, aparecem a Bahia, o Mato Grosso, Piauí e o Tocantins — 4 deles integrantes da região conhecida como Matopiba, um grande polo do agronegócio brasileiro. Muitos têm origem às margens das rodovias. A fumaça de um foco próximo à BR-242 provocou um engavetamento com 10 veículos em Luís Eduardo Magalhães, no começo da semana. 80 bombeiros, dois aviões e um helicóptero estão combatendo as chamas em oito cidades no oeste da Bahia. "Muita quentura, calor extenso, umidade baixa. Isso desgasta muito o brigadista", ressalta Marcelo Loredo, chefe de brigada do Prevfogo. Em Barra, a cidade mais atingida, as equipes enfrentam dificuldades há quase 20 dias para controlar o fogo. "Eu tenho relatos de minhas equipes de percorrer até 6 horas de caminhada de zona de vegetação para que eu consiga chegar ao primeiro foco de incêndio", comenta Major Henrique Barreto, comandante da Base Florestal Oeste. A situação das queimadas na Bahia é acompanhada diariamente de uma sala do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Lá, tem o painel do fogo que exibe imagens de satélite que registram focos de calor, em sua maioria incêndios florestais. São pontos vermelhos, concentrados principalmente nesses 4 estados: Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins. Em outra tela, uma tecnologia mais avançada, que permite constatar onde o fogo começou, os avanços e a situação no momento. O tempo seco nessas regiões do Cerrado dura cerca de 180 dias. E o período crítico está só começando. "Normalmente essa presença de fogo, esse incêndio florestal, tem origem na atividade humana. Ou seja, muitas vezes, na queima de lixo, ou, muitas vezes, na beira de estradas, com uma simples ponta de cigarro", diz Aldírio Almeida, meteorologista. Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h Reprodução/TV Globo

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Lula assina projeto que dá mais poder ao Cade para monitorar aquisições de big techs

Publicado em: 17/09/2025 20:36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto para dar mais poder ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para monitorar as fusões e aquisições nas plataformas digitais. O foco é nas big techs. O objetivo da proposta, que precisa do aval do Congresso, é aumentar o monitoramento da concorrência no meio digital. Se grandes empresas desse setor quiserem comprar outras menores, o Cade irá analisar e decidir se autoriza ou não a operação. A medida vale, por exemplo, para plataformas de redes sociais, de entrega de produtos e de varejo on-line –modelo de negócio que tem se expandido no país. Pelas regras previstas na proposta, o foco do Cade será analisar fusões e aquisições em que uma das empresas tenha faturamento bruto anual maior do que R$ 50 bilhões no mundo ou superior a R$ 5 bilhões no Brasil. O projeto prevê ainda a criação de um departamento no Cade que irá ficar responsável por esses casos. É a Superintendência de Mercados Digitais. O superintendente será indicado pelo presidente da República e precisará ser aprovado pelo Senado Federal. Essa área do Cade vai cuidar dos processos e fiscalizar o cumprimento de obrigações das empresas consideradas “de relevância sistêmica em mercados digitais”. A palavra final sobre os casos ainda será do Tribunal do Cade. O governo argumenta que é preciso atualizar as regras de defesa da concorrência para a complexidade da dinâmica do mercado digital, pois grupos econômicos têm atuação em múltiplos serviços. Ou seja, vários aplicativos diferentes pertencem ao mesmo dono, o que, segundo o governo, reduz a concorrência, inibe a inovação e prejudica a produtividade do país nesse setor. Entre as práticas consideradas anticoncorrenciais estão: falta de transparência nos buscadores, cobrança de taxas abusivas pelas lojas de aplicativos às empresas de tecnologia menores, venda casada de serviços, direcionamento nos meios de pagamento, entre outras ações.

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3 mil passageiros por dia pulam catracas do BRT e prejuízo mensal chega a R$ 500 mil em Campinas

Publicado em: 17/09/2025 19:41

3 mil passageiros por dia pulam catracas do BRT e prejuízo chega a R$ 500 mil em Campinas Campinas (SP) tem, em média, prejuízo mensal de cerca de R$ 500 mil por conta da evasão da tarifa no transporte coletivo nas estações dos corredores BRT Ouro Verde e Campo Grande, segundo Paulo Barddal, diretor de comunicação da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). São aproximadamente 3,1 mil passageiros por dia que pulam ou passam por baixo das catracas para não pagar a passagem — que atualmente custa R$ 5,70. "Essa evasão chega a meio milhão ou 500 mil por mês. Um ano esse prejuízo chega a seis milhões de reais. Esse dinheiro poderia ser usado, desde manutenção de veículos, melhoria na frota, investimento em tecnologia, compra de novos ônibus", explica Paulo Barddal, diretor de comunicação da Transurc. A estação Parque Industrial, no BRT Ouro Verde, registrou o maior número de infrações do tipo, com 301 no total. Em seguida aparece a Estação PUC/Roseira, no BRT Campo Grande, com 292 registros. Confira as estações com mais infrações abaixo: 📲 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça BRT Campo Grande PUC/Roseira - 292 Bandeirantes - 284 Satélite Íris - 259 Garcia - 238 Bela Aliança - 233 Nova Esperança - 191 Rossin - 177 Mercado - 163 Londres - 131 Ipaussurama - 112 Florence - 86 Rodoviária - 80 Vila Teixeira - 46 Bonfim - 45 Alberto Sarmento - 39 BRT Ouro Verde Parque Industrial - 301 João Jorge - 286 Capivari - 246 Vila Rica - 155 Anhanguera - 96 Piracicaba - 92 Mário Gatti - 83 São Bernardo - 76 Morumbi - 73 Pompeia - 68 Marajó - 46 Santa Lúcia - 33 Aurocan - 31 Jardim Miranda - 24 Campos Elíseos - 18 LEIA MAIS Câmeras flagram dezenas de estudantes vandalizando e acessando BRT sem pagar tarifa em Campinas Fiscais passaram a atuar nas principais estações e uma central de monitoramento foi criada para fiscalizar 24 horas por dia os corredores e terminais do BRT. Mesmo assim, câmeras de segurança flagram infratores pulando a catraca mesmo em frente de fiscais. Mais de 3 mil passageiros por dia pulam catracas em estações do BRT em Campinas Divulgação Instalação de catracas eletromecânicas Para tentar coibir a evasão, catracas eletromecânicas estão sendo instaladas nas estações do BRT desde maio, com um investimento de R$ 1,6 milhão. Até o momento, quatro estações receberam os novos equipamentos: Estação Aurélia Parque Industrial João Jorge PUC/Roseira A instalação das novas catracas é realizada em uma parceria entre a Emdec, a Secretaria de Transportes (Setransp) e a Transurc. A meta é equipar quatro estações por mês e concluir o trabalho em cerca de oito meses. Apesar de diminuir uma prática que é indevida, usuários contam que o novo modelo se tornou um incômodo na hora de entrar e sair. "É muito apertada, né? Normalmente eu venho com uma mochila. É mais difícil para a pessoa idosa ou a gente com sacola para passar a catraca", conta a artesã Silvia dos Santos. O sistema de segurança também conta com rondas diárias feitas por equipes patrimoniais, com viaturas dedicadas em cada corredor e veículos de apoio para situações emergenciais. A ideia é expandir gradativamente para todas as estações. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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Exclusivo | Lula sobre anistia a Bolsonaro: 'Pode ficar certo de que eu vetaria'

Publicado em: 17/09/2025 19:17

Presidente Lula em entrevista à BBC Paulo Koba/BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista exclusiva à BBC News Brasil e à BBC News, que vetará a proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso o Congresso Nacional aprove um projeto de lei que tramita no Parlamento e que pode ir a votação nos próximos dias. "Se viesse pra eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria", disse Lula. A entrevista foi concedida na manhã desta quarta-feira (17/9), no Palácio da Alvorada. A declaração de Lula acontece em meio a uma intensa movimentação no Congresso Nacional organizada pela ala bolsonarista que pressiona o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar o texto em votação. A expectativa entre lideranças bolsonaristas é de que Motta libere a votação de um pedido de tramitação da proposta em regime de urgência, que aceleraria a apreciação do projeto. Apesar de dizer que vetaria a anistia, Lula tentou se distanciar do assunto indicando que caberia ao Congresso e não a ele decidir sobre o assunto. "O presidente da República não se mete numa coisa do Congresso Nacional. Se os partidos políticos entenderem que é preciso dar anistia e votar a anistia, isso é um problema do Congresso", diz o presidente. Bolsonaro foi condenado no dia 11/09 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão no processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado entre 2021 e 2023. Sua defesa negou a participação do ex-presidente no caso e alegou que ele é inocente. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto por descumprir medidas cautelares impostas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Como ainda cabe recurso da condenação do ex-presidente, ainda não houve definição sobre em que local ou presídio ele irá cumprir sua pena. Na entrevista, Lula também criticou a aprovação pela Câmara dos Deputados da proposta de emenda constitucional (PEC) que criou dificuldades para a abertura de investigações criminais contra parlamentares. A medida ficou conhecida por críticos como "PEC da blindagem" e foi aprovada por ampla maioria na Casa, inclusive, com o voto de parte da bancada do PT. "Se eu fosse deputado, eu votaria contra. Se eu fosse presidente do meu partido, orientaria para votar contra. Aliás, eu votaria para fechar questão e votar contra". A quatro dias de embarcar para Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, Lula criticou o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diz que não ligou para o americano por entender que ele não quer diálogo. "Eu não tentei fazer chamada porque ele nunca quis conversar. Nunca quis conversar", afirmou. Apesar disso, Lula afirmou que se os dois se encontrarem durante sua passagem por Nova York, estaria disposto a conversar com o presidente norte-americano. "E se ele chegar e passar perto de mim eu vou cumprimentá-lo porque eu sou cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo. Eu estendo a mão pra todo mundo. Eu nasci na vida política negociando. Então, pra mim não tem nenhum problema". Questionado sobre se se arrepende de ter associado Trump ao fascismo durante uma entrevista em 2024, Lula não respondeu diretamente. "O comportamento dele é muito ruim para a democracia. O presidente Trump tem negado tudo aquilo que é habitualmente conhecido de respeito às instituições democráticas do mundo. Ele tem tido um comportamento muito ruim e tem apoiado pessoas antidemocráticas no mundo inteiro". Lula também foi questionado sobre o fato de o Brasil receber a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) ao mesmo tempo em que ele e parte de seu governo apoiam a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, contrariando cientistas e ambientalistas. "Eu sou totalmente favorável de que haverá o momento em que o mundo não vai precisar de combustível fóssil. Mas este momento não chegou. Eu quero saber qual é o país do planeta que está preparado para ter uma transição energética capaz de abdicar do combustível fóssil?", disse. Confira os principais trechos da entrevista editados por motivos de clareza e concisão: BBC News Brasil e BBC News - O senhor comemorou Bolsonaro ter sido condenado a 27 anos de prisão? Luiz Inácio Lula da Silva - Não, eu acho que não é para se comemorar o julgamento feito pela Suprema Corte contra um homem que cometeu muitos erros. O que é importante que as pessoas tenham clareza é que não foi um homem ou três homens que foram julgados. Foram pessoas que tiveram um comportamento irregular, um comportamento equivocado, ferindo a Constituição brasileira e ferindo o Estado democrático de direito no Brasil. Essas pessoas fizeram muito mal ao país. Essas pessoas tentaram dar um golpe de Estado. Essas pessoas articularam a minha morte, a morte do meu vice, a morte de um juiz da Suprema Corte. Esta gente preparou uma bomba para explodir no aeroporto de Brasília. Essa gente fez muita desordem no Brasil na perspectiva de evitar a minha posse. Eles estão sendo julgados pelas provas. Eu acho triste isso, porque o mais longo período de democracia contínua no Brasil é esse que estamos vivendo agora. A gente precisa aprender a gostar da democracia, o direito de ir e vir, o direito de respeitar os outros. O direito à liberdade de expressão não dá direito de você desacatar, de você ofender, de você pregar o ódio através das redes digitais. Sinceramente, eu gostaria que ninguém tivesse cometido nenhum crime. E ele [Bolsonaro] teve todo o direito de se defender. Todo o direito. Ele teve a presunção de inocência, sabe? E foi condenado. Eu espero que ele continue apresentando suas defesas e continue tentando provar que ele não tem culpa, porque até agora ele é o culpado de dar tentativa de golpe de estado nesse país e de tentar outras mazelas. Lula diz que preferia que Bolsonaro não tivesse cometido crime Paulo Koba/BBC BBC – 'Vítimas da maior mentira legal'. Essas palavras não foram ditas por Bolsonaro ou por Trump. Essas foram as palavras do senhor quando foi condenado à prisão por corrupção. O senhor concorda com Bolsonaro que o Judiciário no Brasil às vezes pode ser político? Lula - Acho que ele [Bolsonaro] foi julgado por um crime que ele cometeu. Não tem política nisso. Eu fui julgado sem ter direito de defesa. Fui julgado, fiquei 580 dias preso, até hoje não provaram absolutamente nada. E a sentença que deram para mim era que eu tinha cometido um crime chamado fato indeterminado, ou seja, uma má fé. No caso do ex-presidente, você tem provas concretas, você tem delações concretas, você tem documentos concretos escritos por eles. Então, não há como você tentar colocar que foi um julgamento político. Não. Foi um julgamento processual por desrespeito à nossa Constituição, por tentar destruir o Estado democrático de direito desse país, com todas as provas possíveis. Com imagens das coisas que eles fizeram de errado. Então, não tem política. Tem justiça. BBC - O senhor já disse que concorda com Donald Trump quando ele diz que é importante trazer de volta empregos e indústrias para os EUA, mas diz que a tarifas não são a resposta certa. Qual é a resposta certa? Lula - Eu acho que as acusações e as afirmações pelas quais o presidente Trump fez uma taxação contra o Brasil são eminentemente políticas. Não tem nada de comercial. Do ponto de vista comercial, os Estados Unidos, nos últimos 15 anos, tiveram 410 bilhões de superávit comercial com o Brasil. Portanto, Trump tomou a atitude em função de um processo político do Bolsonaro, o que eu lamento profundamente... que um presidente de um outro país não leve em conta a necessidade de respeitar a soberania do outro país, inclusive de respeitar o Poder Judiciário e a Suprema Corte de um outro país. Nós ainda vamos ter que esperar muito para ver o que vai acontecer. Eu tenho a convicção de que algumas coisas estão prejudicando também os Estados Unidos, porque a inflação vai crescer, porque o café vai ficar mais caro, porque a carne vai ficar mais cara, porque o povo americano vai pagar pelos equívocos que o presidente Trump está tendo na relação com o Brasil. BBC – Qual é a solução, então? Lula - Para qualquer conflito, a melhor alternativa é você se sentar em torno de uma mesa e negociar. Se é do ponto de vista comercial, tem negociação, se é do ponto de vista econômico, tem negociação, tanto do ponto de vista de tributação, tem negociação. O que não tem negociação é a questão da soberania nacional. A nossa democracia e a nossa soberania não estão na mesa de negociação. Ela é nossa, ela é do povo brasileiro. E aqui mandamos nós. BBC – O senhor escreveu um artigo no New York Times em que disse que estava aberto ao diálogo. Por que não ligar para Trump? Lula – Porque eles não querem conversar. BBC – Mas Trump disse que o senhor poderia ligar a qualquer momento... Lula – Eles não querem conversar. Eu estou dizendo há quatro meses que estamos dispostos a conversar. É importante lembrar que, quando o presidente Trump comunicou a taxação ao Brasil, ele não comunicou da forma civilizada com a qual dois chefes-de-Estado se comunicam. BBC – Mas por que não tentar pegar o telefone e ligar para ele? Lula – Ele publicou no portal dele [as tarifas] e eu fiquei sabendo pelos jornais aqui no Brasil. Eu tenho o meu ministro da Fazenda [Fernando Haddad], eu tenho o meu ministro da Indústria e Comércio, que é meu vice-presidente [Geraldo Alckmin]. Eu tenho o meu ministro das Relações Exteriores [Mauro Vieira] tentando conversar com os negociadores americanos e ninguém consegue conversar porque eles não querem conversar. Eles não querem multilateralismo, eles querem unilateralismo. Quando eles quiserem conversar, o Brasil está pronto. E com o Trump, na hora que ele quiser, eu estou disposto a conversar. BBC - O senhor tentou ligar para Trump e ele apenas não atendeu, ou o senhor não tentou ligar? Lula - Eu não tentei fazer chamada porque ele nunca quis conversar. BBC - Então o senhor nunca tentou... Lula - Nunca, nunca quis conversar. Uma coisa é falar com a imprensa. Outra coisa é dizer o seguinte: ninguém tentou conversar com o Brasil. Estou dizendo a você que a informação da taxação eu recebi pela imprensa. Nem o meu Ministério das Relações Exteriores recebeu. Nem o meu. Foi uma coisa taxada simplesmente de uma pessoa que não quer conversar, não quer dialogar. Não é comigo, não. É com ninguém. E nós tentamos entrar em contato muitas vezes. Tivemos várias reuniões. Aliás, tivemos muitas reuniões com os EUA e no dia 16 de maio mandamos uma carta cobrando uma resposta das negociações que a gente tinha feito. BBC - O senhor não tentou ligar porque Trump não tentou ligar antes de impor as tarifas, correto? Lula - A razão que nós não ligamos é porque os americanos não querem conversar. Eles acham que eles podem tomar decisões, publicar no jornal e a responsabilidade fica do nosso lado. Não. O que nós estamos trabalhando é o seguinte: nós entramos num processo na OMC, nós estamos entrando com o processo na seção 301 [respondendo à investigação do Departamento de Comércio dos EUA) e nós vamos fazer a reciprocidade, no momento em que nós entendemos que é correto fazer a reciprocidade. Quem sabe, depois de tudo isso, haja a possibilidade de sentar numa mesa e negociar? BBC – Em poucas palavras, como o senhor descreveria seu relacionamento com Donald Trump? Lula – Olha, não tem relação. Eu tive muita relação com todos os presidentes americanos. Eu tive muita relação com o [George W.] Bush, eu tive muita relação com o [Joe] Biden, eu tive muita relação com o [Barack] Obama, tive relações com ex-presidentes americanos. Tenho relação com o Reino Unido, todos os primeiros-ministros, tenho com toda a União Europeia, Rússia, Ucrânia, tenho com a Venezuela, Bolívia, todos os países do mundo. O Brasil não tem contencioso com nenhum país do mundo. O Brasil não tem contencioso e o Brasil não quer contencioso. BBC – Muitos nações e líderes que discordam de Trump politicamente construíram relacionamentos com ele. O senhor se arrepende de não ter tido essas relações diante dessa situação agora do tarifaço? Lula – O problema da soberania americana é um problema deles. Eu não posso ficar dando palpite na relação do presidente Trump com outros presidentes de países. O que me preocupa é a relação com o Brasil. O Brasil tem 201 anos de relações com os Estados Unidos. O que me estranha é que o presidente Trump, ao invés de, de forma civilizada, conversar com o Brasil, ele resolveu inventar uma história política. Ele resolveu inventar a inverdade do déficit do comercial. Depois, disse que o Bolsonaro está sendo perseguido, que não tem democracia. O Brasil tem muita democracia. Aliás, tem muitos artigos hoje publicados nos Estados Unidos mostrando que o Brasil está dando um exemplo de democracia no mundo. O que eu disse era que, se o presidente Trump tivesse feito aqui no Brasil o que ele fez no Capitólio, ele também teria sido julgado. Porque aqui a Justiça é para todos. BBC - O senhor construiu relacionamentos, como o senhor disse, com outros líderes mundiais. O senhor foi ao aniversário do fim da Segunda Guerra na Rússia. Com quem o senhor tem um melhor relacionamento: com Putin ou com o presidente Trump? Lula - Com Putin eu tive relações porque ele foi presidente outras vezes e eu já fui presidente outras vezes. Eu não tenho nenhuma relação com o Trump, porque quando o Trump foi presidente da outra vez, eu não era presidente da República. Agora a relação dele é com o Bolsonaro, não é com o Brasil. BBC – O senhor diz que quer uma ONU mais democrática. Por que não denunciar o autoritarismo entre alguns dos seus aliados? Rússia, China, Irã são países onde têm sido amplamente documentado que tem havido eleições injustas, eleições não democráticas, e abusos de direitos humanos... Lula – Deixa eu te dizer uma coisa sobre o que eu quero das Nações Unidas. Eu quero que as Nações Unidas representem a geografia mundial do século XXI. A ONU de hoje, sabe, não tem nada a ver com a ONU, que foi criada em 45, ou melhor... a ONU que foi criada em 45. Não tem nada a ver com a ONU de hoje, ou seja, é preciso colocar os outros países. Cadê o Brasil na ONU? Cadê o México? Cadê a Argentina? Cadê a Índia? Cadê a Alemanha? Cadê o Japão? Cadê os países africanos? A ONU não pode continuar com os cinco países que resultaram da Segunda Guerra Mundial. A geografia mundial mudou, a geopolítica mudou e é preciso que a ONU volte a ter força para que ela possa incidir nos conflitos. Se ela não tem força, ela não tem incidência em nenhum conflito. Não consegue incidir na guerra da Ucrânia, não consegue incidir em Israel, na guerra do Irã, não consegue inicidir em nada porque não tem mais representatividade. Os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, os membros permanentes, eles próprios não respeitam mais a ONU. Eles tomam decisões unilaterais. O que nós queremos é uma ONU que representa a geopolítica de hoje. Que os países estejam presentes. Nós temos na África países com 240 milhões de habitantes, [outros] com 120 milhões de habitantes. Nós temos o Brasil com 200 milhões. Esses países têm que estar no Conselho da ONU para ajudar a tomar decisões de democracia. BBC – O senhor fala sobre democracia. Por que, então, não condenar a Rússia por suas ações na Ucrânia com a mesma linguagem que o senhor usa contra Israel, por exemplo? Por que o Brasil continua, alegremente, a financiar a guerra na Ucrânia ao comprar diesel russo? Lula - Deixe-me falar uma coisa: é importante que tenha clareza do que o Brasil faz. O Brasil foi o primeiro país a condenar a ocupação da Ucrânia pela Rússia. O Brasil não financia a Rússia. O Brasil compra petróleo porque o Brasil precisa comprar petróleo. Como a China precisa comprar petróleo, como a Índia precisa comprar petróleo, como a Inglaterra precisa comprar petróleo, como os Estados Unidos precisam comprar petróleo. Agora, se nós tivéssemos uma ONU funcionando corretamente, certamente essa guerra não teria acontecido. Não tem ninguém negociando porque a ONU não representa muita coisa. Hoje, se tivesse uma ONU funcionando, essa guerra não precisaria ter existido. Se a ONU estivesse funcionando, não precisava estar acontecendo Gaza. E eu não acho que em Gaza tem uma guerra. Em Gaza tem um genocídio. Em Gaza tem um Exército [israelense] altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso porque toda vez eu vejo na imprensa passeata do povo judeu contra a matança que o Netanyahu está fazendo em Gaza. Se vocês acham que isso é uma guerra, eu não acho. Eu acho que isso é um genocídio e que não pode continuar. É por isso que eu defendo a criação de dois Estados. É por isso que eu defendo a criação do Estado palestino para viver em harmonia com o Estado de Israel. BBC – Gostaria de falar, também, sobre a COP30. O Brasil vai estar no palco mundial recebendo a COP30 neste ano… Lula - Eu só queria voltar à questão da democracia. Nenhum país do mundo pode colocar em xeque a democracia brasileira. Aqui as coisas funcionam, aqui a Justiça funciona. Aqui o Poder Legislativo funciona e aqui o Executivo funciona. O que nós queremos é o seguinte: nós somos soberanos nas decisões que estamos tomando no Brasil. Nós fomos o primeiro a criar o Grupo de Amigos da Paz na Rússia e Ucrânia. Fomos o primeiro. Criamos um grupo de 13 países para negociar. Procurei as Nações Unidas para dizer que era preciso criar um grupo de amigos, visitar o Putin, visitar os Zelensky [presidente da Ucrânia] e dizer para eles que era preciso acabar com essa guerra. A pedido do Zelensky, eu liguei para o Putin para ele participar da mesa de negociação. Agora não somos nós que vendemos armas para a Rússia e muito menos para o Zelensky. Não somos nós que queremos a guerra. Eu não quero nem destruir a Rússia e nem destruir a Ucrânia. Eu quero que os dois países vivem em paz. É isso que eu quero. BBC – Gostaria de seguir para a COP30 quando o Brasil vai estar no palco mundial recebendo a COP30. Como a sua liderança climática é consistente com seu desejo pessoal para permitir petroleiras para perfurar na bacia amazônica? Lula - Olha, deixa eu lhe dizer uma coisa muito clara: nós vamos realizar a melhor COP já realizada na história das COPs. A COP foi escolhida para ser feita na Amazônia porque eu quero que o mundo, ao invés de falar sobre a Amazônia, conheça a Amazônia. Eu quero que as pessoas que estão preocupadas com as florestas venham conhecer as florestas. É muito fácil fazer uma COP em Paris. É muito fácil fazer uma Copa em Dubai. Agora, fazer uma COP na Amazônia? Eu quero que as pessoas conheçam a Amazônia. Quero que as pessoas conheçam o povo da Amazônia. BBC – Com todo respeito, presidente: a Agência Internacional de Energia diz que não pode haver nenhum novo projeto de petróleo se queremos atingir emissões zero até 2050. Eles estão errados? Lula – Não estou entendendo sua pergunta sobre energia... BBC - A Agência Internacional de Energia diz que não pode haver nenhum novo projeto de petróleo se queremos atingir emissões zero até 2050. Eles estão errados? Lula – Primeiro, é preciso saber qual é a necessidade de cada país. O Brasil é um país que tem petróleo e nós possivelmente temos petróleo na Margem Equatorial. E nós estamos pesquisando, cumprindo todos os rigores da lei, para que a gente possa fazer a pesquisa e saber se lá tem petróleo. Nós temos a empresa chamada Petrobras, que é a empresa que tem a melhor tecnologia de prospecção em águas profundas. É uma empresa que nunca teve um incidente, diferentemente da empresa inglesa, que teve um problema no Golfo do México. Nós nunca tivemos um problema. E se nós tivermos um problema, nós seremos responsáveis para cuidar desse problema. Eu sou totalmente favorável de que haverá o momento em que o mundo não vai precisar de combustível fóssil. Mas este momento não chegou. Eu quero saber qual é o país do planeta que está preparado para ter uma transição energética capaz de abdicar do combustível fóssil? E eu vou lhe dizer uma coisa é importante o povo inglês saber. O Brasil é o país que tem a matriz energética mais limpa do mundo. Noventa por cento da energia elétrica brasileira é limpa. O Brasil tem 30% de etanol na gasolina. O Brasil tem 15% de biodiesel no óleo diesel. O Brasil é um país que tem um potencial de eólica, de solar, de biomassa que nenhum país do mundo tem. Então, nós estamos fazendo a maior revolução na transição energética que algum país está fazendo. BBC – Gostaria de lhe perguntar, sim ou não, o senhor vai disputar as eleições no ano que vem, em 2026. O senhor se arrisca repetir o que aconteceu nos EUA, onde um presidente perto dos 80 disputou contra um populista de extrema direita? Lula - Eu não sei se eu vou concorrer porque não está o momento de decidir ainda. Quem vai decidir se eu vou concorrer ou não são dois fatores: meu estado de saúde e o meu partido e a conveniência política sobre s eu vou ganhar ou não vou ganhar as eleições. Mas eu fui eleito ainda para governar. Eu tenho um ano e meio de mandato. Eu tenho que governar esse país. Eu tenho muita coisa para fazer. Quando deixei o país, esse país tinha acabado com o mapa da fome em 2014. Quando eu voltei, esse país tinha 33 milhões de pessoas passando fome. Nós acabamos com a fome em dois anos e meio nesse país. Esse país está crescendo há dois anos acima da média mundial. Esse país está crescendo, a massa salarial está crescendo, a renda do povo trabalhador, o menor desemprego da história está acontecendo aqui. Tudo isso são fatores que vão pesar no momento em que eu tiver que decidir ou não de ser candidato. Mas ainda é muito cedo e eu vou aguardar o momento para saber se eu decido ser candidato ou não. BBC - O senhor já falou a respeito da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gostaria de saber: que sentimento o senhor teve quando soube da existência de um plano para lhe assassinar? Lula - Eu fiquei um pouco bestificado porque o Brasil não tem essa cultura. O Brasil não tem essa cultura de assassinato como você vê no México. De vez em quando você vê isso num país da América Central ou nos Estados Unidos. O Brasil não tem essa cultura. Eu fiquei assustado porque eu imaginei que a gente já tinha derrotado a ideia de golpe no Brasil e, de repente, surge um cidadão que se acha no direito de desacreditar tudo o que é normal, de negar todas as instituições e achar que somente o que ele pensa que é verdadeiro. Eu fiquei imaginando como é a cabeça de um cidadão que, ao perder as eleições, arquitetou a morte do ganhador para não deixar ele tomar posse. BBC - Está havendo uma articulação no Congresso para que seja concedida a anistia. O senhor vetará uma anistia? Lula - O presidente da República não se mete numa coisa do Congresso Nacional. Se os partidos políticos entenderem que é preciso dar anistia e votarem assim, isso é um problema do Congresso. BBC - Mas isso volta para o senhor sancionar… Lula - Se for PEC (proposta de emenda constitucional), não precisa sancionar. Se for uma lei aprovada e os partidos estiverem de acordo, o presidente da República… se viesse pra eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria. BBC - E o senhor vetaria uma anistia para reduzir as penas dos outros envolvidos? Lula - Você está pedindo para eu discutir uma coisa que é do Poder Judiciário. As pessoas ainda sequer foram presas. Ainda tem possibilidade de recurso. Vamos aguardar o processo. O presidente da República pode dar indulto. O presidente da República pode fazer um monte de coisas. Não há porque essa pressa toda. Vamos ver qual é o comportamento do Congresso Nacional. Nós vamos ter eleições daqui a 18 meses e já tem gente dizendo que se for eleito, vai liberar, vai dar indulto. BBC - A Câmara aprovou ontem o que já é considerada a maior blindagem contra investigações a políticos desde 2001. Qual sua opinião sobre a PEC da blindagem? Lula - Se eu fosse deputado, eu seria contra e votaria contra. Eu acho que a maior blindagem que as pessoas precisam é ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito na vida. Eu acho desagradável as pessoas fazerem uma blindagem, inclusive colocando o presidente de partido. Ficou uma coisa muito esquisita para a sociedade brasileira compreender o que é isso. BBC - Dezoito por cento da bancada do seu partido votou a favor. O senhor pretende orientar de forma diferente? Lula - Deixe eu lhe falar uma coisa: eu não sou o presidente do meu partido, sou o presidente da República. Eu estou dizendo para você que se eu fosse deputado, eu votaria contra. Se eu fosse presidente do meu partido, orientaria para votar contra. Aliás, eu votaria para fechar questão e votar contra. BBC - Em 2018, o PT tinha o seguinte lema: eleição sem Lula era ilegítima. Hoje, a direita faz isso em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senhor teme enfrentar Jair Bolsonaro em 2026? Lula - Em primeiro lugar, essa comparação não pode ser feita. Eu estava preso por irresponsabilidade de um juiz [o atual senador Sergio Moro] e de um promotor [o ex-deputado federal Deltan Dallagnol] sem que tivessem qualquer prova contra mim. Eu tive autorização da ONU duas vezes, em Genebra, para ser candidato. E aqui no Brasil, resolveram que a decisão da ONU não valia para o Brasil e não me deixaram ser candidato. No caso desse cidadão, há crime comprovado. Se você assistiu ao julgamento, você viu as provas concretas dos crimes cometidos. Eu ganhei dele quando ele estava na Presidência. Não me causa nenhum problema disputar eleição com quem quer que seja. O que eu acho é que esse cidadão cometeu um crime e se ele não provar a inocência dele até o final desse processo, ele vai ser condenado e vai ser preso. BBC - De forma objetiva, o senhor teme enfrentá-lo nas urnas de 2026? Lula - Eu comecei dizendo o seguinte: eu ganhei dele quando ele estava no mandato, utilizando todos os meios possíveis para evitar que eu ganhasse, inclusive mandando a Polícia Rodoviária Federal cercear estradas para que os eleitores não fossem votar. Ele utilizou o equivalente a US$ 60 bilhões do orçamento brasileiro para tentar evitar que eu ganhasse as eleições e eu ganhei. BBC - O senhor vem citando o fato de que em nenhum momento os Estados Unidos tentaram abrir algum diálogo com o Brasil, mas em 2024, o senhor declarou apoio à candidatura da [ex-vice-presidente] Kamala Harris para a presidência dos Estados Unidos e também, numa entrevista, o senhor associou Donald Trump ao fascismo. O senhor se arrepende de ter feito essa associação? Lula - Eu não declaro apoio a presidente de outro partido, de outro país. BBC - O senhor fez isso em redes sociais, em entrevistas... Lula - Eu disse claramente que se eu fosse eleitor americano, eu votaria no Biden. BBC - Mas isso não é declarar apoio? Lula - Mas isso não tem nada a ver com a relação Brasil. BBC - E com relação a associar o Trump ao fascismo? O senhor se arrepende de ter feito isso? Lula - O comportamento dele é muito ruim para a democracia. O presidente Trump tem negado tudo aquilo que é habitualmente conhecido de respeito às instituições democráticas do mundo. Ele tem tido um comportamento muito ruim e tem apoiado pessoas antidemocráticas no mundo inteiro. Mas isso não mexe com a relação do Brasil com os Estados Unidos. Os dois presidentes de dois países não precisam ser ideologicamente afinados. O que nós temos que ter é ter responsabilidade de presidente. Ele é presidente de um país e eu sou presidente de outro. A relação de chefe de Estado não tem ideologia. O que tem é o interesse do povo que nós representamos. Eu tive relação com todos os primeiros-ministros da Inglaterra sem nenhum problema. Eu não quero saber de que ser é de direita nem de esquerda. Eu quero saber se ele é primeiro-ministro, se ele tem voto. A minha relação com Trump é a mesma coisa. Se o Trump foi eleito pelo povo americano, ele é o presidente dos Estados Unidos e é com ele que eu tenho que ter relações. E ele da mesma forma comigo. Ele pode ter uma simpatia pelo Bolsonaro, mas eu sou o presidente. Ele tem que negociar com o Brasil. É assim que dois chefes de Estado se comportam. BBC - Não ficou claro para mim: o senhor se arrepende de ter feito essa associação ou não? E gostaria de adicionar uma pergunta. O senhor está indo a Nova York e há possibilidade de dividir o mesmo espaço com o presidente Trump. Se o senhor tiver a oportunidade, o que o senhor falará ao presidente Trump? Lula - Eu fui à ONU muitas vezes e tem presidente que eu encontro e outros que eu não encontro e vai ser assim com o Trump. Eu falo primeiro que ele e vou chegar antes. Se ele chegar e passar perto de mim, vou cumprimentá-lo porque eu sou cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo. Eu estendo a mão pra todo mundo. Eu nasci na vida política negociando. Não tenho nenhum problema pessoal com o presidente Trump. A única coisa que eu sei é que ele é presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Ele não é o imperador do mundo. A única coisa que quero dele é que ele tenha uma relação civilizada com o Brasil e o Brasil com eles. Se for necessário negociar com o Trump na hora, eu negocio e converso com o Trump. O que eu quero é que o Brasil seja tratado com respeito e o que aconteceu até agora não foi isso [...] Depois que nós mandamos uma carta pedindo que eles definissem se aceitavam ou não as nossas propostas, eles publicaram a taxação pela imprensa brasileira. Isso é inaceitável. Uma taxação com mentiras dizendo que a gente não poderia regular as big techs americanas. Ninguém vai regular big tech nos Estados Unidos. O que vamos regular é as big techs que funcionam no Brasil, que é o que o mundo inteiro tem que fazer. O Brasil tem um histórico: a nossa última guerra foi com o Paraguai e já faz quase 200 anos. Eu quero manter uma relação civilizada com os americanos. Eu até já tinha esquecido que eles foram responsáveis pelo golpe de 1964. As declarações que eu vejo de alguns porta-vozes são desrespeitosas a um país soberano. Agora mesmo, um cidadão [o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio] disse que vão aumentar as punições ao Brasil e tirar vistos de ministros da Suprema Corte brasileira. BBC - O senhor teme uma nova retaliação? Lula - Isso é uma política pequena que não leva a nada. Como eu sou um cidadão com muita paciência, tenho certeza que o tempo vai ser o senhor da razão e a gente vai ver o que vai acontecer. 'PEC da Blindagem' é aprovada na Câmara; o que pode mudar com proposta para dificultar processos criminais contra parlamentares STF fez o que tinha que fazer, mas precisa voltar ao seu devido lugar quando crise passar, diz autor de 'Como as democracias morrem' 'Toda vez que Trump der um passo contra o Brasil, vai ampliar a coalizão de Lula', diz cientista político

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Viagens internacionais: governador afastado e primeira-dama percorreram equivalente a quase 4 voltas ao mundo durante mandato

Publicado em: 17/09/2025 19:04

Wanderlei Barbosa e a então 1ª dama percorreram 148 mil km em 3 anos Desde que assumiu o comando do Poder executivo do Tocantins, há três anos e meio, o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), realizou nove viagens internacionais bancadas pelo Palácio Araguaia. A primeira-dama, Karynne Sotero, ex-secretária extraordinária de Participações Sociais, o acompanhou em oito viagens. A distância percorrida por eles é suficiente para dar quase quatro voltas ao redor do planeta. O governador e a esposa foram afastados dos cargos pelo prazo de 180 dias, por decisão do Superior tribunal de Justiça (STJ), no dia 3 de setembro. A ação ocorreu durante a segunda fase da “Operação Fames-19”, que investiga supostos desvios de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19 no Tocantins. Um levantamento feito pela TV Anhanguera e g1 mostrou que nos últimos anos, o casal percorreu mais de 148 mil quilômetros em viagens internacionais. Uma volta completa em torno da Terra tem 40 mil quilômetros. Ou seja, o casal percorreu o equivalente a 3,71 voltas ao mundo. Em nota, a assessoria de Wanderlei e Karyne afirmou que todas as viagens foram feitas a trabalho, publicadas em Diário Oficial e estritamente dentro da legalidade. Afirmou que as visitas trouxeram retornos financeiros e investidores ao estado, dando como exemplo o acordo de crédito de carbono assinado com a empresa Mercuria na Suíça, em 2024, que já rendeu R$ 20 milhões para os cofres públicos. Também citou que não há impedimento para que a primeira-dama acompanhe o governador em compromissos oficiais (veja nota na íntegra no fim da reportagem). Karynne Sotero durante viagens internacionais com o governador Reprodução Redes Sociais/ Karynne Sotero Se não tivessem sido afastados por suspeita de envolvimento nos crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o casal faria a décima viagem internacional, com destino a Washington e Nova York, nos Estados Unidos, entre 6 e 14 de setembro. O vice-governador Laurez Moreira (PSD), que assumiu o governo no mesmo dia da determinação do afastamento de Wanderlei, suspendeu o ato para a viagem internacional da comitiva tocantinense. "Nós não admitimos esse tipo de coisa. Você usar o cargo público para fazer viagem que não traga nenhum resultado para o Estado. Eu entendo que o governador deve viajar quando for uma viagem produtiva, que ela possa trazer recurso, possa trazer benefício para o Estado, mas não você sair com seus amigos para fazer viagens internacionais de turismo", comentou Laurez. Para não precisar entregar o governo ao vice durante as viagens nacionais e internacionais, Wanderlei propôs uma emenda constitucional para permanecer no cargo mesmo fora do país. O texto, que ficou conhecido como 'PEC do Apego' foi aprovado em 2024 pela Assembleia Legislativa. Wanderlei Barbosa durante viagem a Israel e Istambul Reprodução/Redes Sociais Wanderlei Barbosa Em uma mesma viagem, Wanderlei e Karynne chegaram a passar por três países europeus – Estônia, Espanha e Suíça, em maio de 2023. As visitas tinham como objetivo a participação em um fórum sobre transformação digital no setor público. Só em 2025, a comitiva do governador foi três vezes para o exterior. Em janeiro, o destino foi Zurique, na Suíça. Em maio, o governador esteve em Tel Aviv, Israel, para uma troca de experiências em inovação e tecnologia, segundo consta documento no Diário Oficial. Durante essa viagem, a delegação que acompanhou Wanderlei e Karynne precisou se proteger da aproximação de mísseis interceptados no céu da cidade. Na viagem de volta, eles passaram também por Istambul. Em julho, o governador participou de um evento em Marrakech, no Marrocos, sobre agronegócio e segurança alimentar. Além das viagens com o governador, em março, a primeira-dama foi até a Espanha acompanhar estudantes. A roupa de uma grife francesa usada por ela no voo gerou repercussão. Além de secretários e assessores, era comum na comitiva do governo ter a presença de deputados estaduais. Entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos), e a deputada Claudia Lelis (PV). Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero durante viagem a Israel, em maio de 2025 Divulgação/ Consórcio Brasil Central (BrC) Pagamentos de diárias De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), entre fevereiro de 2024 a agosto de 2025, Karynne recebeu cerca de R$ 80 mil em diárias, como secretária de Participações Sociais. O valor não inclui gastos com passagens e hospedagem. Segundo Mauro dos Anjos, especialista em gestão pública, viagens como essas podem ser importantes. Mas é preciso colocar na ponta do lápis qual será o retorno para os cofres públicos. "É importante que a viagem seja bem planejada e que os custos da viagem sejam geridos de maneira proba, ou seja, de manteira a economizar e fazer o melhor uso do dinheiro público para captar o melhor volume de investimentos. Essas despesas precisam ser demonstradas, por meio do portal da transparência. A população precisa saber o que foi gasto, onde foi gasto, como foi gasto e qual o propósito disso", comentou o especialista. Enquanto as viagens internacionais geravam despesas ao Estado, investigações da Polícia Federal apontavam que aliados próximos do governador criticavam a ausência frequentes do casal. Segundo a PF, até suspeitos de serem lobistas de propinas criticavam o excesso de viagem. Paulo Cesar Lustosa, ex-marido de Karynne e investigado na Operação Fames-19, disse ao irmão: "Coisa tá se arrumando, mas não tá fácil, tratar com Karynne tá difícil, sempre viajando”, apurou. A suspeita da polícia é de que Karynne atuava facilitando e agilizando pagamentos a credores dispostos a pagar propina. Relembre o afastamento O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal no mesmo dia do afastamento do governador. Conforme a PF, as investigações, que tramitam no STJ, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos nos anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. A defesa de Mauro Carlesse (Agir), governador na época, lamentou os recentes acontecimentos e afirmou que "inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados". Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero Todas as viagens realizadas pelo Governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero foram a trabalho, publicadas em Diário Oficial e estritamente dentro da legalidade, e sempre trouxeram resultados práticos para o Tocantins. Como exemplo podemos citar o acordo de crédito de carbono assinado com a empresa Mercuria na Suíça, em 2024, que já rendeu R$ 20 milhões para os cofres públicos estaduais, com expectativa de gerar mais R$ 120 milhões ao longo dos próximos anos. Outro exemplo é a viagem para a Estônia, que permitiu ao Tocantins investir na digitalização dos serviços públicos estaduais, sendo premiado nacionalmente em 2024 como o terceiro estado que mais evoluiu. A participação em Fóruns nacionais e internacionais, como o LIDE, nos quais o Governador Wanderlei Barbosa foi palestrante resultaram na atração de investimentos para o Tocantins tanto de empresas nacionais quanto estrangeiras, prova disso são os indicadores econômicos do Tocantins, que estão entre os melhores do Brasil, ao mesmo tempo que tem uma das menores taxas de desemprego da sua história, abaixo dos 6%. Muitas delas custeadas total ou parcialmente pelos realizadores dos eventos, sem ônus para o estado. Além do não impedimento para que a primeira-dama acompanhe o governador em compromissos oficiais, as agendas cumpridas no exterior tiveram mérito e pertinência em relação às atribuições da secretaria e da Rede Cuidar, coordenada pela mesma. Na Espanha, por exemplo, Karynne Sotero acompanhou um grupo de dez jovens beneficiários do programa Jovem Trabalhador, inserido na Rede Cuidar e voltado ao desenvolvimento e inclusão de adolescentes e jovens tocantinenses. Da mesma forma, o vice-governador Laurez Moreira também fez diversas viagens nacionais e internacionais custeadas pelo governo do estado, como a sua ida à China, durante cerca de 15 dias em setembro de 2023, acompanhado de sua comitiva. Desde que assumiu temporariamente o comando o vice-governador tem feito a divulgação distorcida das viagens a trabalho do Governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero para tentar tirar a atenção da sua péssima gestão e da inércia que o Governo do Tocantins se encontra desde que ele assumiu temporariamente o cargo. Íntegra da nota de Amélio Cayres O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres, informa que participou de duas viagens internacionais, como representante do Poder Legislativo. Em junho de 2023, o chefe do Legislativo esteve em missão oficial em Portugal, participando do XI Fórum Jurídico, cujas discussões tiveram como mote central “Governança e Constitucionalismo Digital”, e ainda participou de reuniões com deputados de outros países durante a Sessão Comemorativa do Dia Internacional do Parlamento e a Celebração do 134º Aniversário da União Interparlamentar (UIP). Já em janeiro de 2025, Amélio Cayres participou da Comitiva em viagem à Suíça, com agendas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à geração e comercialização de créditos de carbono e ao incentivo a projetos de reflorestamento. Na ocasião, o deputado também acompanhou o Brazil Economic Forum, e prestigiou a assinatura do Protocolo de Negociação para Restauração Florestal, que beneficiou diretamente o Tocantins com a previsão de recuperação de 12 mil hectares de áreas degradadas no Estado. O parlamentar ressalta ainda que sua presença nestas agendas esteve diretamente relacionada à função de representar o Parlamento tocantinense em discussões estratégicas para o Estado. Íntegra da nota de Claudia Lelis A deputada estadual Cláudia Lelis esclarece que sua participação em agendas internacionais ocorreu exclusivamente em caráter oficial, voltada à busca de recursos, parcerias e investimentos para o Tocantins. Profunda conhecedora da pauta ambiental e das negociações que envolvem o tema em nível global, Cláudia Lelis sempre esteve preparada para representar o Estado e a Assembelia Legislativa em debates internacionais, inclusive como vice-governadora esteve em diversas viagens representando o Tocantins. Fluente em inglês, a parlamentar que era presidente da Comissão de Meio Ambiente, Turismo e Recursos Hídricos da Assemebleia Legislativa do Tocantins, participava ativamente das reuniões, discutindo e defendendo propostas de interesse do Tocantins. Sua presença nas comitivas oficiais foi, portanto, de grande importância para assegurar que o Estado estivesse inserido nas discussões mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. A deputada reafirma seu compromisso com políticas públicas que tragam benefícios concretos ao Tocantins e ressalta que todas as viagens foram realizadas de forma estritamente institucional, com transparência e responsabilidade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Lula sanciona lei que combate 'adultização' de crianças na internet e cria regras para empresas de redes sociais

Publicado em: 17/09/2025 18:05

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que combate a 'adultização' de crianças nas redes sociais, nesta quarta-feira (17). O presidente vetou um trecho que dava prazo de 12 meses para que as regras entrem em vigor. Em substituição, o governo enviará uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional fixando esse prazo em seis meses. O texto da lei estabelece uma série de obrigações aos provedores de serviços digitais. Entre elas, garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e a remoção de conteúdo considerado abusivo para este público. 🔎 O tema ganhou força após um vídeo feito pelo influenciador Felca viralizar nas redes sociais. Após a repercussão, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar a proposta. O projeto foi aprovado no mês passado, tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal. 👉🏽 As regras serão aplicadas sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. 🚫 As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. Presidente Lula (PT) Ricardo Stuckert/PR Verificação de idade O projeto estabelece que fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes. No entanto, determina apenas que os fornecedores devem adotar medidas eficazes, por mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo. O texto proíbe que a conferência de idade seja realizada por meio de autodeclaração do usuário. A proposta também estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente. No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais. Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma. Controle dos pais A lei também exige que as empresas responsáveis por produtos ou serviços digitais disponibilizem mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes e para limitar o tempo de uso. 🚸 Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor. Felca dá entrevista ao Fantástico sobre alcance do vídeo 'adultização' Reprodução Medidas de prevenção As novas regras determinam ainda que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual. Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento. As plataformas que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar: um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas; a quantidade de conteúdo moderada; detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados. Criação de Agência O presidente também editou uma MP que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), inserindo o órgão no rol das agências reguladoras – segundo o governo, isso tornará a ANPD "mais robusta e imune a interferências, equipada com instrumentos suficientes para regular, fiscalizar e sancionar de forma efetiva". Além disso, o presidente vetou um trecho que atribuía competências à Anatel, o que o governo entendeu é inconstitucional. Para corrigir isso, o governo editar um decreto que vai organizar a divisão de funções entre os órgãos, deixando claro em que camada atua cada regulador. Assim, fica tudo como já é hoje: a Anatel segue responsável por encaminhar as ordens de bloqueios no nível dos provedores de conexão, e o Comitê Gestor da Internet (CGI) continua a atuar sobre nomes de domínio (DNS) no Brasil.

Palavras-chave: tecnologia

Instituição forma cidadãos ativos com práticas sustentáveis de impacto socioambiental

Publicado em: 17/09/2025 16:48

Em um cenário global marcado por mudanças climáticas, degradação ambiental e desafios sociais cada vez mais complexos, as instituições de ensino superior assumem um papel essencial na construção de soluções que conciliam desenvolvimento e preservação. Mais do que espaços de aprendizado acadêmico, universidades e centros universitários tornaram-se verdadeiros laboratórios de transformação, formando profissionais capazes de aliar conhecimento técnico a uma visão crítica e responsável do mundo. A educação para a sustentabilidade vai além de disciplinas ou eventos pontuais: trata-se de criar experiências práticas que conectem alunos, professores e comunidades à realidade dos problemas socioambientais e os inspirem a desenvolver alternativas concretas. Ao unir conhecimento científico, inovação e engajamento social, as universidades constroem pontes entre o saber acadêmico e a vida cotidiana, mostrando que cada ação pode gerar impacto positivo e duradouro. Um exemplo desse compromisso está em projetos que unem solidariedade, reciclagem e educação ambiental. Iniciativas como oficinas de reaproveitamento de materiais, campanhas de conscientização sobre consumo responsável e programas voltados para mobilidade sustentável têm o poder de mudar comportamentos e fortalecer vínculos comunitários. A ideia é simples, mas poderosa: demonstrar, na prática, que resíduos podem se transformar em recursos, que pequenas mudanças no dia a dia ajudam a reduzir impactos ambientais e que a responsabilidade socioambiental é uma tarefa coletiva. Para Izabeth Silveira, coordenadora de Responsabilidade Social do Centro Universitário Cidade Verde (UniCV), o propósito de envolver a comunidade acadêmica em ações ambientais está ligado a uma missão maior: formar cidadãos com consciência crítica e senso de pertencimento. “Acreditamos que educar para a sustentabilidade é educar para a vida. Cada projeto, cada campanha, cada mobilização é uma oportunidade de mostrar aos alunos que eles podem ser protagonistas de mudanças reais, capazes de transformar não apenas o meio ambiente, mas também as relações humanas e sociais”, afirma. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se aquelas que unem reaproveitamento de materiais e apoio a causas sociais, como as campanhas que recolhem bijuterias, roupas e outros itens descartados e os transformam em produtos com nova utilidade, gerando renda para entidades assistenciais e fortalecendo redes de solidariedade. Esse tipo de iniciativa revela como práticas de reciclagem e reutilização podem ir além da preservação ambiental e alcançar aspectos humanos, como autoestima, dignidade e inclusão social. Outro eixo importante está nas campanhas voltadas à mobilidade e ao consumo consciente. Incentivar a troca do carro pela bicicleta, compartilhar caronas, reduzir o uso de plásticos e adotar hábitos de economia de água e energia são ações simples, mas que, quando incorporadas ao cotidiano universitário, ajudam a criar uma cultura coletiva de respeito ao meio ambiente. Essas práticas reforçam a ideia de que a sustentabilidade não se constrói apenas com grandes tecnologias ou políticas públicas, mas com atitudes consistentes e colaborativas. O reitor da instituição, José Carlos Barbieri, resume essa visão ao destacar que a educação de qualidade está diretamente ligada à responsabilidade socioambiental. “Formar profissionais competentes é fundamental, mas formar cidadãos conscientes é o que garante o futuro. Quando a universidade assume para si a tarefa de educar para a sustentabilidade, ela multiplica o alcance das suas ações, porque cada aluno leva esse aprendizado para sua vida, sua carreira e sua comunidade.” Essa perspectiva amplia o papel das instituições de ensino superior, que deixam de ser apenas centros de produção de conhecimento para se tornarem agentes ativos de transformação social e ambiental. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão com práticas sustentáveis, elas mostram que é possível unir inovação e compromisso ético, preparando as novas gerações para enfrentar os desafios do século XXI com responsabilidade, criatividade e solidariedade. Mais do que reduzir impactos ambientais, as universidades ajudam a formar uma consciência coletiva de que desenvolvimento e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Cada oficina, campanha ou projeto realizado reforça a noção de que cuidar do planeta e das pessoas não é uma opção, mas um dever compartilhado. E é nesse ponto que a educação encontra sua missão mais nobre: inspirar mudanças que ultrapassam os muros acadêmicos e se refletem na sociedade como um todo.

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Tribunal de Contas do RN cria comissão para organizar concurso público

Publicado em: 17/09/2025 15:05

Tribunal de Contas do Estado do RN - TCE/RN Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) publicou uma portaria criando uma comissão especial responsável pelo planejamento e execução de um novo concurso público. Os últimos editais do órgão foram lançados há 10 anos, em 2015. A nova concorrência deverá garantir ocupação de cargos efetivos do quadro permanente de pessoal da instituição. O possível número de vagas e o prazo para lançamento do edital não foram informados até a última atualização desta reportagem. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp De acordo com a portaria, a Comissão será presidida pelo conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, presidente do TCE-RN, e terá como vice o procurador do Ministério Público de Contas, Thiago Martins Guterres. Além deles, compõem o grupo: Leonardo Medeiros Júnior, consultor-geral do TCE; Marcelo Bergantin Oliveros, secretário de Controle Externo; e Marcelo Santos de Araújo, diretor de Tecnologia da Informação. Entre as atribuições da Comissão estão: Planejar e coordenar as etapas do concurso; Definir o perfil dos cargos, os tipos de prova e os critérios de avaliação; Elaborar o conteúdo programático; Publicar o edital e demais comunicados relacionados ao certame. O colegiado também poderá convidar servidores para auxiliar nos trabalhos. TCE-RN faz fiscalização de aposentados do serviço público A portaria estabelece que todos os integrantes devem manter sigilo sobre as informações relacionadas ao concurso e prevê a substituição de qualquer membro que tenha parentes até o terceiro grau inscritos no processo seletivo. Os últimos concursos do TCE ocorreram em 2015: um deles com duas vagas para auditor (atualmente o cargo é chamado conselheiro substituto) e o outro com 16 vagas para diferentes cargos de nível superior. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN

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Assessor de Trump diz esperar que Brasil contenha o 'descontrolado Moraes' antes que ele 'destrua completamente' relação com EUA

Publicado em: 17/09/2025 14:54

Landau fez o comentário em uma postagem que tratava de um pedido de prisão emitido por Moraes contra Flávia Magalhães, uma brasileira que vive na Flórida e que fez postagens criticando o Judiciário brasileiro AFP via BBC O subsecretário do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, afirmou no X nesta quarta-feira (17) que os "Estados Unidos continuam a esperar que o Brasil contenha o descontrolado ministro do STF [Alexandre de] Moraes antes que ele destrua completamente a relação que nossos grandes países desfrutam há mais de dois séculos". Landau fez o comentário em uma postagem que tratava de um pedido de prisão emitido por Alexandre de Moraes contra Flávia Magalhães, uma brasileira que vive na Flórida e também tem cidadania americana. "Em vez de buscar uma solução para resolver a crise, o Brasil está permitindo que esse violador de direitos humanos, já sancionado, dobre a aposta em seu abuso do processo judicial para perseguir uma agenda descaradamente política. Os Estados Unidos não permitirão que Moraes estenda seu regime de censura ao nosso território", afirmou Landau. Moraes e o STF não se pronunciaram sobre a postagem até a publicação desta reportagem. Em manifestações anteriores, Moraes disse esperar que os EUA revertam as sanções aplicadas contra ele e atribuiu à desinformação as críticas da Casa Branca a ele. Initial plugin text O caso de Flávia Magalhães foi abordado em uma reportagem na revista Newsweek, na terça-feira (16). Ela é descrita pela revista como uma "cidadã americana nascida no Brasil" que mora em Pompano Beach, na Flórida, há 22 anos. Segundo a Newsweek, o processo contra ela menciona postagens que ela fez a partir de 2022 criticando o Judiciário brasileiro. Segundo a reportagem, Magalhães estava na Flórida quando fez as críticas. A revista diz que a detenção de Magalhães foi ordenada em fevereiro de 2024 e que ela segue vivendo na Flórida. A postagem do subsecretário de Estado americano se soma a uma série de críticas e ameaças do governo dos EUA contra o Brasil e Moraes. Na segunda-feira (15), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a Casa Branca deve tomar novas medidas contra o Brasil em decorrência da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em visita a Israel, o americano foi questionado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de condenar Bolsonaro a uma pena de 27 anos. "Bem, a resposta é que o Estado de Direito está se rompendo. Você tem esses juízes ativistas, um em particular, que não apenas foi atrás de Bolsonaro, como tentou exercer reivindicações extraterritoriais até mesmo contra cidadãos americanos ou contra alguém que posta online a partir dos Estados Unidos, e, na verdade, ameaçou ir ainda mais longe nesse aspecto", afirmou Rubio, sem mencionar nomes. 'Opressão judicial' Moraes diz não se intimidar com as medidas do governo Trump Na sequência, Rubio sinalizou que os Estados Unidos podem estabelecer novas sanções contra o Brasil em breve. "Haverá uma resposta dos EUA a isso [à condenação], e é sobre isso que teremos alguns anúncios na próxima semana ou mais sobre quais passos adicionais pretendemos tomar." Por fim, Rubio afirmou que a condenação de Bolsonaro "é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas que operam a partir dos Estados Unidos." Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. A medida foi decretada pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, nos autos do inquérito que apura a conduta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação da chamada trama golpista e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O inquérito foi aberto em maio, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR apontou que Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos, tem feito declarações públicas e postagens em redes sociais afirmando que atua para que o governo americano imponha sanções a ministros do STF e a integrantes da PGR e da Polícia Federal. Quando a prisão de Bolsonaro foi decretada, o governo de Donald Trump emitiu nota condenando a decisão e afirmando que se trata de uma "ameaça à democracia". O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, parte do Departamento de Estado, afirmou que os EUA "responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta" de Moraes. Em julho, o presidente americano enviou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciando tarifas adicionais de 50% sobre qualquer produto brasileiro vendido aos Estados Unidos. Na época, Trump utilizou motivos políticos para justificar a imposição das tarifas, entre eles o tratamento dado pelo Judiciário do Brasil a Bolsonaro e a empresas de tecnologia americanas. Na ausência de um encontro para tratativas entre Lula e Trump, o tarifaço começou a valer em 30 de julho, com uma lista grande de exceções. Naquele mês, Trump também revogou os vistos de oito, dos onze ministros do Supremo, além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na sequência aplicou contra Moraes a Lei Magnitsky, uma das mais severas disponíveis para Washington punir estrangeiros que considera autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. Após a decisão do STF pela condenação de Bolsonaro e mais sete aliados por golpe de Estado, Trump criticou a decisão. O líder americano afirmou conhecer bem Bolsonaro, disse que o resultado do julgamento é "surpreendente" e comparou o caso à situação pela qual ele próprio passou após os tumultos do 6 de Janeiro de 2021 em Washington, D.C. "Como líder estrangeiro, acho que ele foi um bom presidente. É muito surpreendente que isso possa acontecer", disse. "É muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum", seguiu. Em seguida, Marco Rubio foi ao X prometer uma "resposta à altura". "As perseguições políticas pelo violador de direitos humanos e alvo de sanções Alexandre de Moraes continuam, enquanto ele e outros no Supremo Tribunal do Brasil decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos darão resposta à altura a essa caça às bruxas", escreveu ele. O Itamaraty respondeu à publicação de Rubio dizendo que ameaças "não intimidarão" a democracia brasileira. "O Poder Judiciário brasileiro julgou, com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988, os primeiros acusados pela frustrada tentativa de golpe de Estado, que tiveram amplo direito de defesa. As instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo", escreveu o Ministério das Relações Exteriores também no X.

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Centro Universitário Integrado se destaca em novo cenário que avalia a formação médica no Brasil

Publicado em: 17/09/2025 14:04

A partir de agosto desse ano, o Ministério da Educação (MEC) vai realizar o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed); uma prova anual (confirmada para 19 de outubro) que tem o objetivo de avaliar os conhecimentos dos estudantes e a qualidade da formação médica oferecida pelas instituições de ensino superior (IES). A pontuação varia de 1 a 5. O Enamed unifica as matrizes de referência utilizadas nos cursos de Medicina do Brasil. Para os acadêmicos, o exame não tem caráter reprobatório, mas é obrigatório para obter o diploma, a colação de grau e o ingresso na residência médica. Para as IES, as notas obtidas pelos estudantes podem refletir a qualidade da educação que recebem. Se as pontuações forem baixas, as IES poderão sofrer penalidades aplicadas pelo MEC. Qual é o melhor local para estudar? Diante desse novo cenário, a definição de onde cursar Medicina torna-se ainda mais criteriosa. Para auxiliar os candidatos nesta escolha, o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) tem um conjunto de soluções que aliam teoria, prática e o que existe de mais moderno nesta graduação. A somatória desses fatores já posiciona o curso de Medicina do Integrado entre os melhores do Brasil, segundo as próprias avaliações do MEC. Medicina do Futuro: tradição, inovação e humanização No Integrado, a Medicina do Futuro alia tradição científica, rigor acadêmico, inovação tecnológica e metodologias ativas de ensino que se complementam para formar profissionais preparados para os desafios da saúde contemporânea. Trata-se de uma formação que prepara o futuro médico desde o começo para ter atuação prática, humanizada, solidária e fortemente conectada às demandas da sociedade contemporânea. “Também nos destacamos pela reputação, histórico de pesquisa e inovação, organização pedagógica, pelas diferentes ações comunitárias gratuitas que proporcionam qualidade de vida aos mais necessitados e ajuda a formar médicos com olhar ampliado sobre as condições sociais, culturais e econômicas que impactam a saúde. É uma formação diferenciada, ampla que poucos cursos oferecem no Brasil”, explica o diretor de Ensino e Aprendizagem do Grupo Integrado, Rafael Zampar. Entre as iniciativas sociais que o Integrado realiza, destaque ao Projeto Humanika; que desde 2022 já realizou mais de 2.400 consultas ambulatoriais, 600 procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade e distribuíram mais de 20 mil medicamentos e materiais para atendimentos emergenciais aos moradores de Barbosa Ferraz, ​Campo Mourão, Prainha (PA) e alcançou grande repercussão na imprensa nacional. “Esses serviços voluntários, realizados pelos estudantes e professores de Medicina do Integrado, ajudam a formar profissionais com visão humana e sistêmica de saúde. Dessa maneira, os pacientes são vistos totalmente em seus aspectos físicos, mentais, sociais e o foco dos trabalhos não está em somente tratar as doenças, mas evitar que elas aconteçam”, enfatiza Zampar. Vivência prática desde o primeiro semestre No Centro Universitário Integrado, os estudantes de Medicina têm contato direto com a prática médica desde o início do curso, aprendendo em cenários reais de cuidado e desenvolvendo competências essenciais de forma progressiva. “Graças às parcerias com as prefeituras, aqui os estudantes têm acesso à estrutura hospitalar de Campo Mourão, Peabiru, Engenheiro Beltrão e Barbosa Ferraz. Isso significa vivência prática em hospitais públicos e universitários, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em Estratégias de Saúde da Família (ESF) desde o início da graduação. Esse contato antecipado com a realidade médica é algo raro no Brasil e muito enriquecedor na formação”, fala o diretor do curso de Medicina do Integrado, Heber Amilcar Martins. “A conexão entre teoria e prática é um dos pilares do curso de Medicina do Integrado e prepara os estudantes para atuar com segurança, responsabilidade e empatia”, complementa Martins. Curso de Medicina do Integrado está entre os melhores do Paraná; graduação prepara médicos capazes de unificar ciência, tecnologia e humanização no cuidado com a saúde. Divulgação: Centro Universitário Integrado Tecnologia a favor do aprendizado Outro grande diferencial do Integrado está no uso de tecnologias que potencializam os resultados acadêmicos como o Med Mentoria; um programa baseado em Inteligência Artificial (IA) que personaliza o planejamento de estudos dos futuros médicos. “Se o sistema identificar que o aluno tem dificuldades numa determinada disciplina, ele envia automaticamente novos conteúdos extras para reforçar os conhecimentos”, destaca Zampar. Essa ferramenta de IA - desenvolvida em parceria com uma startup da área de saúde - é rara no Brasil e contribui para um aprendizado mais eficiente e individualizado. Além disso, os estudantes têm à disposição laboratórios de última geração, centros de simulação realística, bibliotecas e recursos digitais de ponta que se integram com tecnologias emergentes e aproximam a experiência acadêmica à realidade profissional. Empreendedorismo e internacionalização “Aqui, Medicina e empreendedorismo caminham juntos. O estudante sai preparado não somente para atuar em clínicas e hospitais, mas também para abrir e gerir o próprio negócio, liderar equipes e inovar no setor de saúde”, explica o diretor de Operações do Grupo Integrado, Alan Fonseca. Outro diferencial é a internacionalização. O curso mantém parcerias com universidades estrangeiras de 18 países, permite intercâmbios, formações complementares no exterior e possibilidade de seguir para o mestrado ou doutorado; tudo para ampliar a visão de mundo, desenvolver competências interculturais, científicas e ampliar o repertório global dos futuros médicos. Segurança diante das novas exigências do MEC Com a chegada do Enamed, as IES terão cada vez mais responsabilidades em proporcionar as condições ideais para a formação médica ser de elevada qualidade, do início ao término da graduação, e traga mais benefícios e segurança à sociedade. “Para os alunos, a garantia de estudar numa instituição que já oferece todos esses requisitos, segue padrões internacionais de qualidade, tem nota máxima (5) no Conceito Institucional do MEC, já formou três turmas de Medicina e tem outras 12 em andamento traz certeza de que esse é o local certo para ter um futuro promissor e aprender com a tranquilidade de que fez a melhor escolha para sua vida pessoal e profissional”, complementa o diretor de Ensino e Aprendizagem do Grupo Integrado, Rafael Zampar. Inscrições abertas para o vestibular de Medicina Para quem sonha em cursar Medicina com a qualidade de um ensino de referência, o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão realizará o vestibular para o curso, ofertando 110 vagas, com aulas previstas para começar no primeiro semestre de 2026. Para participar, os candidatos devem se inscrever até o dia 30 de outubro, por meio deste link, e realizar a prova presencial, que acontecerá em 1º de novembro, no Eco Campus da instituição (Rua Lauro de Oliveira Souza, 440, Área Urbanizada II). Assim, que realizar a inscrição, o candidato será informado de todas as informações necessárias para realização da prova. Além do vestibular, também há 15 vagas com a possibilidade de ingresso pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Nesse caso, as inscrições ficam abertas até o dia 3 de novembro e podem ser feitas neste link. Nessa modalidade, o candidato não precisa prestar nova prova, já que a seleção é realizada exclusivamente com base nas notas obtidas nas edições do ENEM a partir de 2010. A lista dos aprovados, de ambas modalidades, será divulgada no site a partir de 7 de novembro. Mais informações sobre esses processos seletivos, PROUNI e FIES pelo tel. 0800-000-7005 e WhatsApp 44-3518-2501. Sobre o Centro Universitário Integrado Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro. Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional. Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação. Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

Festival Maranhão na Tela começa nesta quinta (18), com exibição de 'O Agente Secreto'

Publicado em: 17/09/2025 13:57

Filme "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, é o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para a corrida rumo ao Oscar 2026. Reprodução/Redes sociais Começa nesta quinta-feira (18) o Festival Maranhão na Tela, que comemora 18 anos com edição histórica. A programação segue até 26 de setembro e contará com convidados internacionais, capacitação intensiva, exibição de filmes premiados e presença de artistas consagrados.Todas as atividades têm acesso gratuito. O festival terá quatro mostras: Panorama Brasil, com cinco longas premiados; Maranhão de Cinema, competitiva e exclusiva para produções locais; Antônio Saboia, em homenagem ao ator maranhense; Los Terroríficos, dedicada ao cinema fantástico latino-americano e que marca a internacionalização do evento. A abertura terá a exibição de O Agente Secreto, novo longa de Kleber Mendonça Filho, premiado em Cannes e estrelado por Wagner Moura. O encerramento exibirá O Último Azul, de Gabriel Mascaro, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar, também está presente na programação, sendo exibido na Mostra Antônio Saboia. Com isso, o Maranhão na Tela se torna o único festival do mundo a reunir longas brasileiros premiados nos três principais festivais internacionais: Cannes, Berlim e Oscar. O evento também comemora os 30 anos do filme Terra Estrangeira, com a presença dos atores Fernando Alves Pinto e Alexandre Borges, além da produtora Maria Carlota Bruno. A Vídeo Filmes, responsável por Terra Estrangeira e Ainda Estou Aqui, será homenageada. Outro destaque é Sonhar com Leões, estrelado por Denise Fraga e dirigido pelo greco-português Paolo Marinou-Blanco, que recebeu menção honrosa no Festival de Gramado. No mesmo evento, A Natureza das Coisas Invisíveis conquistou três prêmios: especial do júri, melhor atriz coadjuvante (Aline Marta Maia) e melhor trilha musical (Alekos Vuskovic). Veja a programação completa. Além da programação de filmes, o festival celebra seus 18 anos com a Escola de Negócios, voltada para a formação executiva no setor audiovisual. Entre 22 e 26 de setembro, serão realizadas três masterclasses na UNDB Golden: Mercado Cinematográfico do Maranhão, com Andreia Lima; Negócios no Audiovisual, com Angélica Coutinho; e Cadeia de Comercialização de Filmes, com Barbara Sturm. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, o festival representa um marco para o audiovisual maranhense e só acontece nesse formato por ter o apoio de políticas públicas. “O projeto Maranhão na Tela representa um marco essencial para a valorização da cena audiovisual local, viabilizado pelo fundamental apoio da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc/PNAB. Essas políticas públicas fortalecem o audiovisual maranhense, promovendo a preservação de nossas tradições e impulsionando os talentos regionais. Com iniciativas como esta, reafirmamos nosso compromisso em fomentar a cultura e ampliar seu alcance, garantindo que o Maranhão ocupe seu lugar de destaque no cenário cultural nacional”. Maranhão na Telinha Antes da abertura oficial do festival, o Maranhão na Telinha levou ao Cinema Sesc Deodoro mais de 100 curtas de animação de diferentes países, entre 18 e 20 e 25 e 28 de agosto. Foram 23 sessões, que reuniram mais de 2 mil estudantes da rede pública, do Sesc e do Sesi, além de uma homenagem à Turma da Mônica. A ação contou ainda com debates sobre animação no IFMA, no Centro Histórico, e uma oficina de stop motion para 25 participantes, que resultou em um curta a ser exibido na abertura do festival. O Maranhão na Tela também promoveu exibições itinerantes em Bacabeira e São Mateus, em parceria com o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema). As sessões reuniram cerca de 1.800 estudantes, muitos em sua primeira experiência em uma sala de cinema. Veja também: Lula sanciona lei que altera política Aldir Blanc Lula sanciona lei que altera política Aldir Blanc

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Quadrilha de roubo de caminhões que agia em SP e MG era violenta e atuava 'sob encomenda', diz PF

Publicado em: 17/09/2025 13:28

PF bloqueia R$ 18 milhões de quadrilha especializada em roubo de cargas em SP A quadrilha desarticulada em operação da Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (17), agia de forma organizada e violenta na prática de roubo de caminhões e cargas em diversas cidades de São Paulo e Minas Gerais. Entenda abaixo. A PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão temporária, nas cidades de Mogi Guaçu (SP), São Bernardo do Campo (SP), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Osasco (SP) e na capital paulista. Em Guarulhos, o principal chefe da associação criminosa foi preso. Dos 17 mandados de prisão, cinco são contra pessoas que já estão presas por outros crimes. Na operação desta quarta-feira, a PF informou que oito foram presos e quatro são considerados foragidos. Ainda de acordo com a PF, também foi determinado o bloqueio de R$ 18 milhões em bens e valores ligados à quadrilha. Ao todo, 120 policiais participaram da operação, chamada de "No Rest" (sem descanso, em inglês). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A investigação começou em janeiro deste ano e foi conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Campinas (SP), juntamente com o núcleo de Sorocaba (SP) do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do Ministério Público. "Nos últimos seis meses nós conseguimos registrar pelo menos 27 crimes deles, dos quais 26 foram roubos e um foi furto. Essa associação criminosa já vinha atuando de forma articulada", afirma o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza. Segundo os investigadores, o chefe da quadrilha morava em Guarulhos e Mogi Guaçu, e era responsável por encontrar assaltantes. Durante os roubos, os criminosos abordavam caminhoneiros em movimento ou em locais de descanso. "O que nós já percebemos, nesses três anos de atuação em roubo de cargas, é que há os escoltadores, que são pessoas que vigiam as rodovias, há aquelas pessoas que escolhem os caminhões e há aqueles que abordam, com violência, o caminhão", detalha Souza. PF cumpre mandados em seis cidades e bloqueia R$ 18 milhões de quadrilha especializada em roubo de cargas em SP Polícia Federal/Divulgação Como a quadrilha atuava? A organização criminosa começou a atuação na região de Sorocaba. Durante esse período, os criminosos mantinham uma base de apoio em Nova Odessa (SP), onde se organizavam antes e depois dos crimes. No entanto, com o reforço do policiamento feito pela Polícia Militar Rodoviária na região de Sorocaba, a quadrilha mudou a região de atuação e construiu ou alugou um galpão em Mogi Guaçu. O galpão passou a ser o centro de desmanche dos caminhões roubados. Escolha dos alvos Os criminosos miravam caminhões específicos, com base em encomendas do mercado ilegal de peças. Para isso, tiravam fotos dos documentos dos veículos e enviavam para um terceiro, que avaliava o modelo para que praticassem os crimes. Abordagem violenta A ação envolvia ao menos quatro integrantes, cada um com uma função definida, para quebrar o vidro do caminhão, render e conter o motorista, assumir a direção e ativar o jammer - aparelho que bloqueia o sinal de rastreamento. "Nós acreditamos que ainda haja mais pessoas, porque há os batedores, que são as pessoas que vão na frente do caminhão para verificar se há policiamento, e as pessoas que eles chamam de costas, que é a pessoa que vai atrás para verificar se alguma viatura da Polícia Militar Rodoviária está se aproximando", diz Souza. Os criminosos agiam com violência, usando armas e força física, segundo a PF. Essa violência seria necessária para submeter a vítima e desabilitar o sistema de segurança do caminhão ou entendê-lo. Sequestro e extorsão Os motoristas — e outras vítimas que também estivessem no veículo, como familiares — eram levados para áreas de mata, onde eram mantidos por horas. Durante esse período, o celular da vítima era usado para fazer transferências por PIX e para entrar em contato com parentes e exigir pagamentos. Os pertences das vítimas também eram roubados. A abordagem acontecia à noite ou de madrugada, enquanto os caminhoneiros estavam em descanso. Desmanche para venda ilegal de peças Os caminhões roubados eram levados para o galpão em Mogi Guaçu, onde eram desmontados. O objetivo da quadrilha era a venda de peças para o mercado ilícito. Em sua maioria, as cargas eram abandonadas pelo grupo. Tecnologia e estrutura A Polícia Federal apreendeu celulares, embalagens e documentos relacionados aos crimes. Até o momento, as armas usadas não foram encontradas. 27 crimes em 15 cidades As investigações identificaram 26 roubos e um furto praticados pelo grupo tanto no estado de São Paulo quanto em Minas Gerais, nas seguintes cidades: A maioria dos investigados tem passagens na polícia por roubo e tráfico de drogas. Eles devem responder pelos crimes de formação de quadrilha, roubo e furto, cujas penas podem passar de 30 anos de prisão. Os presos serão levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. Já os bens apreendidos serão encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal em Campinas, onde está a investigação, para serem periciados e analisados. Operação 'No Rest': mandados foram cumpridos em seis cidades Polícia Federal/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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ANS inclui tratamentos para lúpus no rol de coberturas obrigatórias pela primeira vez

Publicado em: 17/09/2025 12:12

ANS inclui tratamentos para lúpus no rol de coberturas obrigatórias pela primeira vez Adobe Stock A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, nesta segunda-feira (15), a inclusão de dois medicamentos para o tratamento de lúpus no Rol de Procedimentos em Eventos em Saúde, tornando obrigatória a cobertura desses tratamentos para os beneficiários de planos de saúde a partir de 3 de novembro. Os medicamentos que passarão a ser cobertos são: anifrolumabe e belimumabe, indicados ao tratamento do lúpus eritematoso sistêmico para pacientes adultos que apresentam frequentes episódios da doença, com alta incidência de sintomas, apesar do uso da terapia padrão. O lúpus é uma doença autoimune, crônica e que causa diversos sintomas, com quadros de inflamação que podem danificar tecidos e órgãos. Caso não seja controlado, o problema pode levar os pacientes a se afastarem de suas atividades diárias com frequência, inclusive levando ao isolamento social. O anifrolumabe e o belimumabe são as primeiras tecnologias a fazerem parte do rol com o objetivo exclusivo de tratar a doença. Em 2024, contudo, a ANS já havia incorporado às coberturas obrigatórias o belimumabe, mas para tratar pacientes com nefrite lúpica, uma complicação renal decorrente do lúpus. "Essas inclusões são muito significativas, pois o lúpus é uma doença complexa, que não tem cura. Se temos no país opções de medicamentos que possibilitam o controle da doença e que garantem uma boa qualidade de vida para o paciente, isso precisa estar disponível para o consumidor", destacou o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous. Durante o processo de avaliação das tecnologias, a área técnica da Agência estimou que cerca de 2 mil pessoas que têm plano de saúde serão beneficiadas com os tratamentos que serão incorporados. "A decisão de incluir esses dois medicamentos para cobertura pelas operadoras representa um marco, pois traz esperança para milhares de pacientes. Essa medida reflete o compromisso da ANS em acompanhar a ciência, garantindo que os beneficiários tenham acesso a tratamentos seguros, modernos e eficazes, que são cruciais para o controle da doença, a prevenção de danos irreversíveis e a melhoria substancial da qualidade de vida. Essas incorporações reforçam a nossa missão de assegurar que a assistência à saúde seja não apenas acessível, mas também alinhada com as melhores práticas clínicas", frisou a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin. Perfil do lúpus eritematoso sistêmico no Brasil Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o número de pessoas com lúpus eritematoso sistêmico no Brasil varia entre 150 mil e 300 mil pessoas. Contudo, os dados sobre a prevalência da doença no país não são exatos e há uma carência de estudos epidemiológicos para entender o real impacto da doença na população brasileira. O problema afeta, principalmente, mulheres jovens, entre os 20 e os 45 anos. Embora o lúpus possa se manifestar em qualquer idade, é menos comum em crianças e idosos. A manifestação e a gravidade dos sintomas podem variar entre os sexos. Por exemplo, homens com lúpus tendem a apresentar maior incidência de problemas renais. A incidência da doença também é maior em negros do que em brancos, tanto no Brasil quanto em outros países.

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