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Convenção discute IA no campo, reforma tributária e futuro do agro em Poços de Caldas; veja a programação

Publicado em: 11/03/2026 07:10

Convenção reúne especialistas para discutir inteligência artificial, reforma tributária e futuro do agro em Poços de Caldas (MG) Divulgação/Assul A inovação tecnológica, as transformações econômicas e os impactos da reforma tributária estão no centro das discussões da Convenção Anual da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas (Assul), que será realizada no Rio Palace Hotel entre esta quarta-feira (11) e sexta-feira (13), em Poços de Caldas (MG). O evento é gratuito e reúne lideranças do agronegócio mineiro, especialistas e representantes de entidades estaduais ligadas ao setor. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Entre os temas que estarão em debate estão assuntos que já impactam diretamente o produtor rural, como inteligência artificial aplicada à agricultura, reforma tributária e os desafios do agronegócio brasileiro diante do cenário econômico global. Tecnologia no campo Um dos destaques da programação é a palestra do engenheiro aeronáutico Bernardo Dias, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que vai abordar o tema “O uso da Inteligência Artificial no Campo”. Ele é um dos criadores de uma plataforma que utiliza inteligência artificial para auxiliar na gestão de propriedades cafeeiras, ajudando produtores a analisar fatores como clima, produtividade e manejo. Outro exemplo de inovação será apresentado pelo engenheiro de software Edson Maia dos Reis, responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma de gestão utilizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (MG). A ferramenta reúne serviços como emissão de notas fiscais e apoio na declaração do imposto de renda, utilizando recursos de inteligência artificial para agilizar o atendimento ao produtor. Lucas Soares traz o que foi destaque durante a semana no g1 Sul de Minas Cenário econômico A programação também inclui a participação da economista e comentarista econômica Rita Mundim, que apresentará a palestra “Agro do Brasil para o mundo: desafios e oportunidades”, com uma análise sobre o cenário econômico e os impactos para o setor produtivo. Além da tecnologia, a convenção também terá debates sobre a reforma tributária, que começou a entrar em fase de transição em 2026, e iniciativas voltadas à energia no campo, como o programa Cemig Agro, além de discussões sobre meio ambiente, gestão rural e sucessão no campo. Confira o cronograma do evento: 📌 11/03 – Quarta-feira 13h: Recepção, credenciamento e networking 15h30: Café de boas-vindas 16h: Abertura oficial e apresentação dos parceiros 16h30: Apresentação do Programa Cemig Agro 17h: Palestra: O uso da Inteligência Artificial no Campo 18h: Homenagem aos ex-presidentes 19h30: Jantar 📌 12/03 – Quinta-feira 08h: Abertura 08h30: Palestra: Reforma Tributária / Sucessão Familiar 10h30: Palestra: Meio Ambiente 12h: Almoço 13h: Palestra Magna: Agro do Brasil para o Mundo – Desafios e Oportunidades 17h: Painel de discussões 19h: Palestra aberta aos parceiros 19h30: Coquetel de encerramento 📌 13/03 – Sexta-feira 09h: Café de despedida Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

SUS passa a usar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia após exposição a risco

Publicado em: 11/03/2026 07:04

Sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Freepik O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o uso do antibiótico doxiciclina para prevenir duas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas: sífilis e clamídia. A decisão foi oficializada em portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. O texto autoriza que o medicamento seja utilizado como profilaxia pós-exposição (PEP)— ou seja, após uma situação considerada de risco de transmissão, como uma relação sexual desprotegida. Segundo a portaria, o SUS terá até 180 dias para organizar a oferta da nova indicação do medicamento. O uso seguirá critérios definidos em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, que estabelece quais grupos poderão receber o medicamento e em quais situações a profilaxia será indicada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o antibiótico pode prevenir a infecção A doxiciclina é um antibiótico usado há décadas no tratamento de diversas infecções bacterianas. O medicamento atua bloqueando a produção de proteínas essenciais para as bactérias, impedindo que elas se multipliquem no organismo. Quando administrado logo após uma possível exposição, o remédio pode eliminar as bactérias antes que elas consigam se estabelecer no corpo e provocar a doença. No caso da sífilis e da clamídia, existe um intervalo entre o contato com a bactéria e o início da infecção. Durante esse período inicial, o uso do antibiótico pode interromper o processo de multiplicação bacteriana, reduzindo a chance de que a doença se desenvolva. Essa abordagem é chamada de profilaxia pós-exposição, uma estratégia já utilizada em outras situações na saúde pública, como na prevenção do HIV após uma exposição de risco. Sífilis e clamídia Sífilis e clamídia estão entre as infecções sexualmente transmissíveis bacterianas mais comuns. Ambas são transmitidas principalmente por relações sexuais sem preservativo, incluindo sexo vaginal, anal e oral. A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, costuma começar com uma ferida indolor na região genital, anal ou na boca, que pode desaparecer mesmo sem tratamento. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a doença evolui em fases e pode atingir órgãos como cérebro, coração e vasos sanguíneos, causando complicações graves. A infecção também pode ser transmitida da gestante para o bebê durante a gravidez, situação conhecida como sífilis congênita, que pode provocar malformações, parto prematuro ou morte fetal. Já a clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, muitas vezes não provoca sintomas, o que facilita a transmissão sem que a pessoa perceba. Quando aparecem, os sinais podem incluir corrimento genital, dor ao urinar e dor pélvica. Sem tratamento, a infecção pode levar a doença inflamatória pélvica, dor crônica e infertilidade, especialmente em mulheres. Sexo, camisinha, preservativo, cama, relação sexual Pixabay/Pexels Prevenção continua essencial O tratamento das duas doenças é feito com antibióticos, mas especialistas ressaltam que o uso da doxiciclina como profilaxia não substitui outras formas de prevenção. O uso de preservativos, a testagem regular para ISTs e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais estratégias para reduzir a transmissão dessas infecções. Segundo a portaria, o relatório técnico que embasou a decisão foi elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e estará disponível no site do órgão.

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iPhone 18 Pro: Apple decide quem pagará a conta da crise e estratégia de preço surpreende

Publicado em: 11/03/2026 06:59 Fonte: Tudocelular

A Apple manterá os valores de US$ 1.099 e US$ 1.199, respectivamente, nas versões iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A projeção, vinda do analista Ming-Chi Kuo, indica que Cupertino deve absorver não apenas o encarecimento da nova litografia de 2 nm da TSMC, mas principalmente a volatilidade crítica do mercado de componentes para evitar uma retração na demanda global. Na prática, o movimento sugere que a Apple entende a saturação do mercado premium e a necessidade de manter o ímpeto de vendas em um cenário de custos explosivos. O setor de memórias enfrenta uma escalada de preços sem precedentes, impulsionada pela demanda voraz de infraestruturas para IA. Para mitigar o impacto, a Apple passou a negociar preços com fornecedores trimestralmente, abandonando o modelo semestral para ganhar flexibilidade, mesmo ficando mais exposta às oscilações.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Cursos profissionalizantes gratuitos: instituto oferece 240 vagas em Fortaleza

Publicado em: 11/03/2026 05:56

Cursos profissionalizantes gratuitos: instituto oferece 240 vagas em Fortaleza. Divulgação O Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM) está com 240 vagas abertas para cursos profissionalizantes gratuitos em Fortaleza, destinados a jovens de 16 a 24 anos. As aulas iniciam no mês de abril. As formações são realizadas por meio de oficinas multidisciplinares que integram diferentes áreas, como Comunicação, Tecnologia, Cidadania e Empregabilidade, em uma jornada formativa com duração de um semestre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM) está com 240 vagas abertas para cursos profissionalizantes gratuitos em Fortaleza. As oportunidades são para jovens de 16 a 24 anos. Os interessados podem se inscrever por meio deste link (Sede RioMar Fortaleza) ou deste outro link (Sede RioMar Kennedy). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionam os cursos Com carga horária total de 144 horas por semestre, o programa é organizado em três encontros semanais de quatro horas cada. Nestes encontros, os jovens terão acesso a três laboratórios: Laboratório de Comunicação, Laboratório de Tecnologia para a Cidadania e Empregabilidade e Laboratório Integrado de Cidadania e Empregabilidade. A proposta pedagógica é com foco em produção, desenvolvimento de competências e aplicação prática no território onde os jovens vivem. Metodologia A formação é dividida em dois ciclos. No primeiro ciclo, os participantes trabalham narrativas pessoais e comunitárias, com foco no mapeamento do território, produção midiática, cidadania e análise crítica de políticas públicas. Durante essa etapa, os jovens produzem conteúdos como mapas digitais, relatos autorais, vídeos e apresentações públicas, que são apresentados ao final do ciclo. Já no segundo ciclo, os alunos participam de aulas técnicas voltadas para o mercado de trabalho. Entre os conteúdos abordados estão elaboração de currículo, criação de portfólio digital, produção de vídeo profissional e simulações de entrevistas de emprego, além de orientações sobre direitos trabalhistas, ética e responsabilidade social. Ao final da formação, os participantes recebem certificado de conclusão. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Cientistas criam 'minirrobôs' que podem dissolver pedras nos rins dentro do corpo sem cirurgia

Publicado em: 11/03/2026 05:03

Freepik Um grupo de cientistas desenvolveu minirrobôs capazes de dissolver pedras nos rins dentro do próprio trato urinário, sem necessidade de cirurgia. A tecnologia, descrita em um estudo publicado na revista científica Advanced Healthcare Materials, usa dispositivos microscópicos guiados por campos magnéticos para levar uma enzima até o local do cálculo. Ali, ela altera a química da urina e cria condições para que a pedra comece a se dissolver. Em testes de laboratório, o método conseguiu reduzir cerca de 30% da massa de cálculos de ácido úrico em cinco dias. Embora a técnica ainda esteja em fase experimental, os pesquisadores afirmam que ela pode abrir caminho para tratamentos menos invasivos, especialmente para pessoas que formam pedras nos rins com frequência ou que não podem se submeter a cirurgia. Como os robôs dissolvem a pedra Nem todas as pedras nos rins são iguais. Em cerca de 13% dos casos, elas são formadas principalmente por ácido úrico, substância que se cristaliza quando a urina está muito ácida. Por isso, uma das estratégias médicas usadas nesses casos é aumentar o pH da urina —ou seja, torná-la menos ácida. Quando isso acontece, os cristais de ácido úrico podem começar a se dissolver. É justamente esse processo que os minirrobôs tentam provocar de forma localizada dentro do trato urinário. ℹ️ Cada robô carrega uma enzima chamada urease. Quando ela entra em contato com a ureia —substância naturalmente presente na urina—, ocorre uma reação química que libera amônia e dióxido de carbono, alterando o pH do líquido. Na prática, o processo acontece assim: o robô é guiado até a pedra nos rins por campos magnéticos externos; ao chegar perto do cálculo, a urease entra em contato com a ureia presente na urina; a reação química libera amônia, que torna a urina menos ácida —ou seja, aumenta o pH; esse ambiente mais alcalino favorece a dissolução de pedras formadas por ácido úrico, que se desfazem mais facilmente quando o pH da urina sobe. Nos experimentos, os pesquisadores observaram que a urina passou de pH 6 para cerca de pH 7, faixa considerada ideal para dissolver esse tipo de cálculo renal. Como funcionam os “robôs” contra pedra nos rins Os dispositivos têm cerca de 1 milímetro de espessura e 12 milímetros de comprimento, tamanho suficiente para circular pelo trato urinário. Eles são feitos de um material semelhante a um hidrogel —parecido com gelatina— e carregam a enzima responsável pela reação química. No interior do dispositivo há também um microscópico ímã, que permite movimentá-lo com campos magnéticos externos. Na prática, a proposta seria: inserir o robô no sistema urinário por meio de um cateter fino; guiá-lo com ímãs externos até a região da pedra; mantê-lo próximo ao cálculo para que ele promova a reação química que altera o pH da urina. “Eles seriam introduzidos por um pequeno cateter na bexiga”, explica ao g1 a engenheira biomédica Veronika Magdanz, da Universidade de Waterloo, no Canadá, uma das autoras do estudo. Segundo ela, campos magnéticos relativamente fracos já seriam suficientes para posicionar os dispositivos. “Isso é bastante realista, porque precisamos apenas de uma força magnética pequena para mantê-los no lugar. Os robôs são muito sensíveis ao campo magnético e também são flexíveis, então não causariam dor”, afirma. Nem todas as pedras nos rins são iguais. Freepik Em quanto tempo uma pedra poderia desaparecer O tempo necessário para dissolver um cálculo pode variar bastante. “Cada paciente tem pedras de tamanhos diferentes, então o processo pode levar de alguns dias a algumas semanas até que o cálculo se dissolva o suficiente para ser eliminado”, diz Magdanz. Os pesquisadores explicam que não é necessário dissolver completamente o cálculo: pedras menores que cerca de 4 milímetros podem ser eliminadas naturalmente pela urina. Freepik Como os robôs seriam removidos do corpo Depois do tratamento, os dispositivos não precisariam necessariamente de cirurgia para serem retirados. De acordo com a pesquisadora, eles poderiam: ser eliminados naturalmente pela urina, ou puxados com um ímã externo. O que ainda falta antes de chegar aos pacientes Apesar do potencial, a tecnologia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em urina sintética e em modelos artificiais do trato urinário feitos em impressoras 3D. Antes de chegar a pacientes, será preciso resolver vários desafios, como: garantir que os robôs possam ser visualizados e guiados com precisão dentro do corpo; testar o comportamento deles com fluxo real de urina e movimento do ureter; avaliar possíveis reações inflamatórias ou imunológicas. Segundo Magdanz, os materiais usados são considerados biocompatíveis, mas testes em organismos vivos ainda serão necessários. “Precisamos realizar estudos in vivo para verificar possíveis respostas inflamatórias”, afirma. Mesmo com resultados promissores, a aplicação clínica ainda deve demorar. “Ainda depende de financiamento e aprovações regulatórias. Provavelmente levará pelo menos cinco anos até que possamos testar em humanos”, diz Magdanz. Se a tecnologia se mostrar eficaz, os pesquisadores acreditam que ela poderia beneficiar especialmente pessoas que formam pedras de ácido úrico repetidamente ou pacientes que não podem se submeter a cirurgia por outras condições de saúde. No futuro, os robôs também poderiam ser usados para levar medicamentos diretamente ao trato urinário, como antibióticos para tratar infecções crônicas.

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Huawei prepara smartphone 'matador' de Galaxy S26 Ultra com caneta stylus; veja o que vazou

Publicado em: 11/03/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

De acordo com um novo vazamento, a Huawei está se preparando para lançar um smartphone com display OLED de camada dupla acompanhado de uma caneta stylus – em uma proposta muito semelhante à vista atualmente na Samsung com o Galaxy S26 Ultra. Na verdade, o rumor vai além. Segundo o leaker Wisdom Pikachu, a marca pode anunciar toda uma linha de produtos, incluindo celulares, tablets e PCs, sob a mesma perspectiva: OLED de camada dupla e caneta stylus. Confira:Atualmente, a Huawei é a única companhia investindo de forma intensiva em painéis de dupla camada (double-layer OLED). Inclusive, vários de seus aparelhos já trazem a tecnologia embarcada, a exemplo do Huawei Mate 80 RS Ultimate Design.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

As medidas extremas que países adotam para combater o turismo excessivo

Publicado em: 11/03/2026 05:00

Com o turismo global a caminho de atingir 1,8 bilhão de deslocamentos ao ano, diversos destinos turísticos vêm testando novas e controversas medidas para controlar as multidões Getty Images via BBC As cerejeiras continuam florescendo perto do monte Fuji, no Japão. E os turistas continuam chegando para observá-las. Mas, neste ano, não haverá o festival anual. Autoridades da cidade de Fujiyoshida, no Japão, cancelaram a celebração anual da sakura (as flores de cerejeira). O motivo foram as reclamações dos moradores locais. Eles denunciaram que os visitantes jogavam lixo, invadiam jardins e chegavam a entrar em residências particulares. O festival costumava atrair 200 mil visitantes para a cidade, que tem população estimada em 44 mil moradores. O cancelamento é o mais recente sinal de que, enquanto o turismo global atinge recordes de alta, a paciência dos moradores dos destinos mais populares está acabando. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2025, o Japão recebeu cerca de 43 milhões de visitantes, o maior número da sua história. Paralelamente, a Europa recebeu mais da metade dos voos internacionais, estimados em 1,5 bilhão. As projeções indicam que este número deve atingir 1,8 bilhão em 2030 e os governos lutam para gerenciar as pressões. Alguns países vêm tomando medidas que teriam parecido extremas poucos anos atrás. Elas incluem o controle das multidões por inteligência artificial, construção de barreiras físicas e a cobrança de ingressos pelo triplo do valor para estrangeiros, além do cancelamento de festivais famosos, como o de Fujiyoshida. Muitos desses países desejam continuar recebendo visitantes. Eles simplesmente querem que os turistas fiquem mais espalhados, se comportem melhor ou façam suas visitas em outras épocas do ano. A BBC conversou com conselhos de turismo e líderes do setor em diversos países, para saber quais medidas assertivas estão sendo tomadas para tentar reduzir os problemas gerados pelo turismo excessivo. Japão: bloqueios e restrições A cidade japonesa de Fujiyoshida costumava receber 200 mil visitantes durante o festival anual das cerejeiras em flor, que foi cancelado em 2026 devido ao mau comportamento dos turistas Getty Images O cancelamento do festival das flores de cerejeira não foi a primeira medida tomada pelo Japão para gerenciar o excesso de turistas. Em 2024, a cidade de Fujikawaguchiko construiu uma barreira física para bloquear um ponto popular para fotos do monte Fuji. A medida foi uma tentativa de evitar que os visitantes continuassem subindo nos telhados, ignorando os guardas e as normas de segurança. Kyoto também luta há muito tempo contra as aglomerações. A cidade proibiu que as pessoas fotografassem as gueixas e restringiu o acesso a certas alamedas do distrito histórico de Gion, um dos pontos mais populares entre os visitantes. Recentemente, Kyoto também recorreu à tecnologia, lançando ferramentas digitais de gerenciamento de multidões. O objetivo é tentar trabalhar em conjunto com os turistas, de forma mais sustentável. Intitulada Previsão de Congestionamentos, a nova ferramenta prevê os melhores dias e horários para visitar os locais mais importantes. Paralelamente, o aplicativo Smart Navi fornece atualizações em tempo real sobre os níveis de aglomeração; a iniciativa Hidden Gems ("Joias escondidas") promove seis distritos mais calmos, longe dos templos famosos; e Hands Free Kyoto ("Mãos livres") oferece aos visitantes serviços de transporte e armazenamento de bagagem, para reduzir as aglomerações no transporte público. A instalação de uma grande barreira para bloquear uma vista simbólica do monte Fuji chegou às manchetes em 2024 AFP via Getty Images "Não existe uma bala de prata para o turismo excessivo, mas pretendemos continuar implementando medidas para proteger o dia a dia dos cidadãos, garantindo, ao mesmo tempo, que os visitantes possam ter uma estadia confortável", afirma o gerente da Divisão de Promoção do Turismo Sustentável de Kyoto, Kousaku Ono. As operadoras de turismo também estão se ajustando à situação atual. A operadora Inside Travel Group, voltada para o desenvolvimento socioambiental, alterou deliberadamente o seu foco em relação ao Japão para cinco regiões pouco visitadas: Toyama, Nagoya, Nagasaki, Aomori e Yamaguchi. "O turismo excessivo é uma das maiores ameaças enfrentadas pelo futuro do setor de viagens, que precisa enfrentá-lo de cabeça erguida", afirma o diretor-gerente da companhia, Tim Oakes. "Estes são lugares que realmente querem receber visitantes, desde que sem aglomerações." Estados Unidos: preços mais altos para visitantes internacionais Metade das visitas aos parques nacionais dos Estados Unidos se concentra nos 25 mais conhecidos, como Yellowstone Getty Images via BBC Já os Estados Unidos assumiram uma postura declaradamente voltada para o lado financeiro. Seu vasto sistema de parques nacionais compreende 433 unidades, com área total de 34 milhões de hectares, e oferece incontáveis atrações para os visitantes. Mas a metade das visitas se concentra nos 25 parques mais conhecidos, gerando superlotação, longas filas e excesso de lixo. Para tentar reduzir o problema, os Estados Unidos criaram em 2026 uma sobretaxa de US$ 100 (cerca de R$ 520) por pessoa para visitantes internacionais, em 11 parques nacionais populares do país. Eles incluem Yellowstone, Yosemite e o Grand Canyon. O passaporte anual "America the Beautiful" cobre todos os locais federais de recreação. Agora, ele custa US$ 250 (cerca de R$ 1,3 mil) para não moradores do país — três vezes mais que os US$ 80 (cerca de R$ 416) cobrados dos cidadãos americanos. Esta política segue uma ordem executiva que orientou o Departamento do Interior dos Estados Unidos a aumentar os ingressos para estrangeiros. Relatos indicam que a medida está gerando filas ainda mais longas na entrada nos parques, já que os funcionários, agora, precisam conferir a cidadania e os documentos de identificação dos visitantes. Trabalhadores dos parques e do seu entorno não acreditam que esta estratégia seja suficiente para combater as aglomerações. "É improvável que o aumento dos ingressos, sozinho, reduza significativamente o turismo excessivo na alta estação", afirma Kevin Jackson, um dos fundadores da EXP Journeys. Sua empresa oferece experiências de viagens particulares perto dos parques de Yellowstone, Grand Canyon, Zion, Moab e Yosemite. "A demanda pelos parques emblemáticos permanece alta e, para o tipo de viagens que oferecemos, o ingresso mais caro representa um percentual relativamente pequeno do custo total da viagem", explica ele. Mas ele observou que alguns viajantes internacionais podem optar por parques menos conhecidos, onde a sobretaxa não é aplicada. É o caso do Canyonlands, no Estado de Utah. Para reduzir a pressão sobre os parques nacionais superlotados dos Estados Unidos, o país passou a incentivar os visitantes a conhecer cenários menos famosos, como o Canyonlands, no Estado de Utah Getty Images via BBC Dulani Porter é a vice-presidente-executiva da empresa de marketing de destinos turísticos SPARK. Ela destaca questões estruturais mais profundas. "Definir preços não é um plano de gestão de visitantes", afirma ela. Porter relembra que o excesso de pessoas em parques como Zion e Yosemite é determinado, em grande parte, pelos padrões domésticos de viagens de verão, calendários escolares e pela capacidade limitada de rodovias e estacionamento. Ela também questiona o impacto sobre as comunidades vizinhas. Os visitantes internacionais contribuem de forma desproporcional com a economia do turismo local. E até mesmo uma pequena redução pode prejudicar hotéis, restaurantes e operadoras de turismo. "O turismo excessivo é fundamentalmente uma questão sistêmica", afirma ela. "Não apenas um problema de preços." Jamaica: Reprogramar a sazonalidade A Jamaica oferece seguro contra a chuva em pacotes turísticos selecionados, para incentivar os visitantes durante os meses de baixa temporada, incluindo a estação dos furacões Getty Images via BBC A Jamaica, por outro lado, vem usando incentivos, não restrições. Ansiosa para atrair turistas após a destruição causada pelo furacão Melissa, em 2025, a ilha do Caribe vem adotando medidas criativas para trazer visitantes fora da alta temporada. As empresas Jamaica Tourism, JetBlue e WeatherPromise se associaram para oferecer, a partir de março, seguro contra chuva para todos os pacotes com destino à Jamaica até o final de novembro, incluindo a estação dos furacões. Se as condições do tempo atingirem o limite para serem consideradas "excesso de chuva", os viajantes que optarem pelo seguro serão automaticamente reembolsados. E ainda poderão aproveitar a viagem para conhecer algumas das atrações em ambiente fechado do país, como o Museu Bob Marley na capital, Kingston, ou para provar rum no vale de Nassau. "Esta parceria ajuda a oferecer aos nossos clientes a confiança de reservar viagens para a Jamaica o ano inteiro", afirma Jamie Perry, presidente da Paisly, a companhia responsável pela JetBlue Vacations. "Ao reduzir a percepção de risco de viagem durante os períodos tradicionalmente mais calmos, estamos ajudando a criar melhores experiências para os clientes e as comunidades locais." Espanha: gestão das multidões por algoritmo Maiorca pretende divulgar aos visitantes suas atrações menos conhecidas, para tentar de reduzir as aglomerações nas suas praias altamente disputadas Getty Images via BBC A ilha espanhola de Maiorca foi palco de um dos mais emblemáticos protestos contra o turismo já realizados. Agora, ela aposta na inteligência artificial para resolver parte dos seus problemas com aglomerações. Ainda este ano, Maiorca irá integrar ao seu novo website uma plataforma alimentada por IA. Usando dados dos visitantes em tempo real, a ferramenta orientará os turistas sobre os melhores horários para visitar locais populares, sugerindo alternativas menos congestionadas, como oficinas de artesanato com vidro e a tradicional llatra (folhas de palmeira), ou ainda visitas a vinhedos e produtores de azeite de oliva. O objetivo é expandir a visitação para locais fora do roteiro de "sol e praia" da ilha. "Com a PID [Plataforma Inteligente de Destinos] de Maiorca, integramos mobilidade, acomodações e recursos em uma única plataforma, o que nos permite antecipar os fluxos, melhorar a experiência dos visitantes e fortalecer a tomada de decisões", explica o recém-nomeado ministro do Turismo local Guillem Ginard, presidente da Fundação para o Turismo Responsável de Maiorca. Além da tecnologia, a fundação lançou a campanha Ca Nostra ("Nossa Casa"), para incentivar visitantes e moradores a tratar Maiorca como sua casa temporária, protegendo seus cenários, tradições e comunidades. Dinamarca: incentivos ao bom comportamento Copenhague quer se tornar a primeira capital neutra em carbono do mundo Divulgação A capital dinamarquesa, Copenhague, é um dos destinos turísticos em maior crescimento da Europa. Projeções indicam que ela o número de visitantes deve aumentar em 24% até 2030. Para combater alguns dos primeiros problemas sendo causados pelo turismo excessivo, a cidade realiza experiências com incentivos ao bom comportamento. Lançado em 2024, o programa CopenPay permite que os visitantes "paguem" por experiências com ações sustentáveis, como passear de caiaque coletando o lixo dos canais ou ir aos museus de bicicleta. Mais de 30 mil visitantes já participaram da iniciativa, que fez com que os aluguéis de bicicletas aumentassem em 59%. "Cerca de metade dos participantes afirmam que são motivados a participar porque procuram experiências diferentes e exclusivas", conta Rikke Holm Petersen, diretora de marketing, comunicação e comportamento da organização Wonderful Copenhagen. Ela observou que sete a cada dez participantes também declararam terem levado novos hábitos para casa, como andar mais de bicicleta e separar o lixo corretamente. Este modelo atraiu o interesse de mais de 100 destinos de todo o mundo. Berlim, na Alemanha, e a região francesa da Normandia estão adotando esquemas similares. "Muitos participantes nos disseram que todas as cidades deveriam ter este programa", declarou Petersen. "Estamos observando uma mudança importante no comportamento dos turistas. Eles querem deixar o destino melhor do que encontraram." VÍDEOS: mais assistidos do g1

iPhone 18 Pro: Apple adia Face ID sob a tela para priorizar desempenho e câmeras

Publicado em: 11/03/2026 04:53 Fonte: Tudocelular

O iPhone 18 Pro manterá a Dynamic Island em suas dimensões atuais, mas compensará a estagnação visual com a estreia do primeiro processador da Apple fabricado no processo de 2nm e um sistema de câmera com abertura variável. A mudança estratégica prioriza a eficiência térmica e a versatilidade fotográfica em detrimento de mudanças no chassi. Informações vindas da cadeia de suprimentos asiática, via Digital Chat Station, indicam que a Apple optou por adiar a implementação do Face ID sob o display. O motivo central parece ser a maturidade da tecnologia de sensores invisíveis, que ainda não atingiu o padrão de precisão exigido por Cupertino. Na prática, isso significa que o design frontal e o chassi devem permanecer virtualmente idênticos aos da geração anterior, focando o investimento onde ele realmente gera valor para o entusiasta: a arquitetura interna.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Rio regulamenta aluguel de patinetes elétricos e prevê expansão do serviço; veja regras de circulação e fiscalização

Publicado em: 11/03/2026 03:00

Rio testa modelo de patinete elétrico antes de liberar expansão do serviço para além da Zona Sul e Centro Raoni Alves / g1 Rio A Prefeitura do Rio publicou nesta terça-feira (10) um decreto que regulamenta o aluguel de patinetes elétricos compartilhados na cidade e estabelece regras para circulação, operação e fiscalização do serviço. A medida também abre caminho para expansão da atividade para áreas além da Zona Sul e do Centro, onde os veículos circulavam em caráter experimental desde 2024. “A ideia com a regulamentação é exatamente que a gente expanda a operação dos patinetes. Hoje eles são muito concentrados na Zona Sul e no Centro, e as empresas que quiserem operar terão que indicar também outras regiões menos atendidas da cidade”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A regulamentação consolida uma atividade que vinha sendo testada desde 2024 por meio do programa Sandbox.Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico voltada à experimentação de soluções inovadoras no ambiente urbano. "A regulamentação que vem nesse momento busca organizar e disciplinar essa utilização dos patinetes, com regras sobre velocidade, espaços para estacionamento, penalidades para usuários que cometerem infrações e também obrigações para as empresas, como o pagamento de taxas à prefeitura”, explicou o secretário. Com o decreto, o serviço passa a ter regras permanentes para funcionamento e poderá ser operado por empresas credenciadas pela prefeitura. O decreto não estabelece uma data específica para que outras empresas comecem a operar, mas as regras de circulação já estão valendo. Patinete elétrico faz sucesso no Rio e em outras capitais Principais regras do decreto Entre os principais pontos definidos pela nova regulamentação estão: velocidade máxima de 20 km/h nas vias e 6 km/h em áreas de convivência; circulação preferencial em ciclovias e vias com limite de até 40 km/h; proibição de transporte de passageiros; proibição de uso por menores de 18 anos; retirada e devolução dos veículos em estações definidas pela prefeitura; fiscalização compartilhada entre Secretaria de Transportes, CET-Rio, Guarda Municipal e Secretaria de Ordem Pública; e cobrança de taxas das empresas operadoras, destinadas ao Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável. A empresa Whoosh já alugou seus patinetes para mais de 400 mil usuários no Rio de Janeiro. Raoni Alves / g1 Rio Período de testes Os patinetes elétricos do projeto começaram a circular no Rio em junho de 2024, durante a fase de testes autorizada pelo programa Sandbox.Rio. A iniciativa permitiu que a empresa Whoosh operasse o serviço em caráter experimental enquanto a prefeitura analisava dados sobre segurança, demanda e impacto urbano. Segundo dados da prefeitura, o serviço registrou ao longo desse período: mais de 2,9 milhões de viagens cerca de 972 mil usuários ativos aproximadamente 230 empregos diretos e indiretos gerados Durante os testes, a operação ficou concentrada principalmente na Zona Sul e em áreas do Centro, enquanto o município avaliava a viabilidade de expansão para outras regiões da cidade. "Quando há esse período de teste, a contrapartida da empresa é compartilhar todos os dados com a prefeitura. Assim passamos a saber todas as viagens, os pontos de início e fim, os caminhos mais utilizados e, a partir disso, foi possível construir a regulamentação”, disse Osmar ao g1. Em nota enviada ao g1, a Whoosh avaliou que a publicação do decreto representa um avanço para consolidar o serviço na cidade. A empresa afirmou que vê a regulamentação como um marco para o desenvolvimento da micromobilidade no Rio e informou que acompanha com interesse a possibilidade de expansão da operação para novas regiões, ampliando o acesso da população a esse tipo de transporte. Com a publicação do decreto, a prefeitura transforma o modelo experimental em uma política pública permanente de micromobilidade urbana. "A importância é exatamente ter um período de testes para que a prefeitura faça uma regulamentação informada, e não na base do achismo, sem saber exatamente como esse serviço vai se comportar", comentou o secretário. O que muda na prática O decreto estabelece regras específicas para circulação e uso dos patinetes elétricos na cidade. Entre as principais determinações estão os limites de velocidade, que passam a ser de até 20 km/h nas vias e 6 km/h em parques ou áreas de convivência. A norma também determina que os veículos devem circular prioritariamente em ciclovias e ciclofaixas. Em ruas compartilhadas com carros, o uso será permitido apenas em vias com limite de velocidade de até 40 km/h. Na orla é comum ver duas pessoas em um único patinete. Crianças também foram flagradas conduzindo o veículo. Raoni Alves / g1 Rio O transporte de passageiros está proibido. O decreto também estabelece que o uso do veículo é individual, vedando a condução por duas pessoas ao mesmo tempo. Além disso, os patinetes deverão ser retirados e devolvidos em estações específicas, modelo adotado pela prefeitura para evitar abandono dos veículos em calçadas ou áreas públicas. Áreas de atuação das empresas A operação do serviço será feita por empresas credenciadas pela prefeitura, que deverão atender a requisitos técnicos definidos no edital que será lançado pelo município. As empresas poderão disponibilizar patinetes para locação por meio de aplicativos e plataformas digitais. Para atuar na cidade, os operadores terão que cumprir exigências relacionadas à segurança dos veículos, compartilhamento de dados de uso e manutenção da frota. LEIA TAMBÉM: Rio ainda não regulamentou regras para bicicletas, autopropelidos e ciclomotores Patinetes, bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores: saiba como diferenciar cada veículo Rio tem alta de 702% de acidentes com veículos de micromobilidade, como patinetes e ciclomotores Ciclomotor em ciclovias pode gerar multa de R$ 880 Com o novo decreto, a prefeitura pretende estimular a presença do serviço em outras regiões da cidade, como Zona Norte e Zona Oeste. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, as empresas interessadas em operar o sistema deverão apresentar, no processo de credenciamento, planos que incluam também áreas fora dos bairros já consolidados. “A ideia com a regulamentação é exatamente que a gente expanda a operação dos patinetes. Hoje eles são muito concentrados na Zona Sul e no Centro, e a partir desse momento as empresas que quiserem operar terão que indicar, além das áreas consolidadas, outras regiões menos atendidas da cidade”, afirmou. Como será a fiscalização O decreto estabelece um modelo de fiscalização compartilhada entre diferentes órgãos municipais. A responsabilidade será dividida entre: Secretaria Municipal de Transportes CET-Rio Secretaria Municipal de Ordem Pública Guarda Municipal Esses órgãos poderão atuar no controle da circulação dos veículos, no cumprimento das regras de trânsito e no ordenamento do uso do espaço público. “A regulamentação busca organizar e disciplinar a utilização dos patinetes, com regras claras sobre velocidade, espaços para estacionamento e penalidades para usuários que cometerem infrações”. Acidentes envolvendo veículos de micromobilidade, como patinetes e bicicletas elétricas, sobem 702% no Rio Raoni Alves / g1 Rio O decreto também prevê a criação de um grupo de trabalho permanente, responsável por acompanhar a implementação do sistema e propor ajustes nas regras conforme a evolução do serviço. Estações fixas, sem patinetes largados A regulamentação busca integrar o uso dos patinetes à infraestrutura cicloviária da cidade. O decreto determina que o sistema seja implantado prioritariamente em áreas com ciclovias ou ciclofaixas e próximas a pontos de integração com outros modais de transporte público. A ideia da prefeitura é incentivar o uso do veículo para trajetos curtos e para a chamada “última milha”, quando o usuário completa o deslocamento após utilizar transporte coletivo, como metrô, ônibus ou barcas. O decreto também estabelece que os patinetes deverão ser retirados e devolvidos em estações previamente autorizadas pela prefeitura, modelo adotado para evitar que os veículos fiquem espalhados ou abandonados em calçadas e vias públicas. A medida busca organizar o uso do espaço urbano e reduzir conflitos com pedestres. O decreto também estabelece que os patinetes deverão ser retirados e devolvidos em estações previamente autorizadas pela prefeitura. Raoni Alves / g1 Rio Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, a regulamentação cria parâmetros para ordenar o serviço na cidade. “A regulamentação busca organizar e disciplinar essa utilização dos patinetes, com espaços definidos para serem colocados os veículos e regras claras de funcionamento”, afirmou. Pagamento com Jaé O decreto também prevê integração do serviço com o sistema de bilhetagem da cidade, o Jaé, que poderá ser utilizado futuramente para pagamento das viagens. Além disso, as empresas operadoras terão que pagar taxas ao município, incluindo um valor mensal por veículo e uma tarifa proporcional às viagens realizadas. Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável, criado para financiar políticas públicas relacionadas à mobilidade. A norma, no entanto, não detalha de forma específica como os valores arrecadados serão aplicados ou quais projetos receberão esses recursos. Falta de regra para outros modais Apesar da regulamentação dos patinetes elétricos, outros veículos de micromobilidade que já circulam pela cidade — como bicicletas elétricas e autopropelidos — ainda não têm regras específicas no município. “O tema aqui, neste caso, é um decreto totalmente focado nos patinetes, que passaram por um período de testes. Outras formas de mobilidade têm outros processos e outros desafios que podem ser discutidos em outro momento”, evitou responder o secretário Osmar Lima. Esses modais sem regulamentação também passaram a circular com mais frequência nos últimos anos e têm sido citados em registros de acidentes envolvendo micromobilidade urbana. Condutor de autopropelido carrega duas crianças. Sem regulamentação, prefeitura não pode multar infratores. Raoni Alves / g1 Rio No ano passado, o g1 mostrou que os hospitais da rede municipal do Rio de Janeiro registraram, em 1 ano, um aumento de 702% no número de atendimentos a pacientes envolvidos em acidentes com veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos, autopropelidos, ciclomotores e outros veículos urbanos leves. Especialistas apontam que a ausência de regulamentação mais ampla pode gerar dificuldades para fiscalização e para organização do espaço urbano. Sandbox como inovação O programa Sandbox.Rio foi criado pela prefeitura como um ambiente regulatório experimental para testar novas tecnologias e modelos de negócio na cidade. A iniciativa permite que empresas operem projetos inovadores por um período determinado, enquanto o município acompanha dados de uso e impactos da atividade antes de definir regras definitivas. “Quando há esse período de teste, a contrapartida da empresa é compartilhar todos os dados com a prefeitura. Assim passamos a saber todas as viagens, os pontos de início e fim, os caminhos mais utilizados e, a partir disso, foi possível construir a regulamentação”, afirmou o secretário. Além do serviço de patinetes, o programa já testou outros projetos ligados à mobilidade e inovação urbana.

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Xiaomi 18 Pro Max: vazamento revela câmera dupla de 200 MP e tecnologias da tela

Publicado em: 11/03/2026 02:01 Fonte: Tudocelular

Com lançamento chinês previsto para setembro deste ano, o Xiaomi 18 Pro Max teve seus primeiros detalhes revelados pelo conhecido Digital Chat Station. Em postagem desta quarta, o informante revelou que o aparelho deve ser apresentado com tela OLED plana de 6,9 polegadas, que tem molduras estreitas e simétricas graças ao uso de tecnologia LIPO. Além disso, esse painel deve suportar taxa de até 120 Hz por meio da tecnologia LTPO, há brilho mínimo de apenas 1 nit e suporte ao padrão de cor BT.2020.Clique aqui para ler mais

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Celular sob trilhos: sinal falha em linhas do metrô de SP e passageiros reclamam de falta de internet

Publicado em: 11/03/2026 01:00

Passageiros reclamam de instabilidade e 'apagão' do sinal de celular e internet em túneis e estações Passageiros que usam o transporte sobre trilhos em São Paulo relatam dificuldade para acessar internet e sinal de celular em estações e túneis do metrô. Testes feitos pela reportagem da TV Globo mostraram que a conexão oscila em algumas linhas e, em certos trechos subterrâneos, simplesmente não funciona. Na Linha 5–Lilás, por exemplo, que já foi sinônimo de se desconectar do mundo, a ViaMobilidade disse que passou a oferecer sinal de telefonia e internet nas estações desde o começo do mês. Contudo, o passageiro Rubens Mira conta que ainda não conseguiu conexão em algumas estações. “Pessoalmente, tem certos lugares que funcionam, mas muitos lugares, dependendo de onde você vai, realmente não funciona”, diz Rubens Mira, professor de futebol. Na Linha 4–Amarela, administrada por uma empresa do mesmo grupo, o sinal também oscila. “Depende. Não são todas as estações, mas durante o percurso geralmente não funciona”, afirma Flávia Carvalho, securitária. Nos túneis, o celular tenta se conectar, mas não consegue sinal. Na estação Paulista, a reportagem tentou acessar a internet usando dois celulares de operadoras diferentes. Porém, nenhum deles apresentou sinal. Os passageiros relatam que atualmente conseguir usar o celular nas estações e túneis deixou de ser luxo. “A gente vive conectado 24 horas por dia, então a gente fica meio agoniado, ainda mais que tem que ver coisas do trabalho, tanta coisa pra fazer, então a gente fica um pouco agoniada”, diz Eliane Lima. Para eles, conexão também é importante em situações de emergência. “Quando dá um problema na estação, no trem, como a gente avisa que está tudo bem ou que vai demorar pra chegar? Principalmente nessas horas”, afirma a comerciante Nayara Ferreira. O diretor das Linhas 4 e 5 afirma que as duas estão recebendo investimentos para melhorar a qualidade do sinal. “O projeto da 5 foi dividido em duas fases. A primeira fase são nas estações subterrâneas, 12 estações, e ela está concluída. Foi concluída em janeiro. Entã, nós temos sinal 4 e 5G em todas as nossas estações subterrâneas da Linha 5”, diz Antônio Marcio Barros Silva, diretor das linhas 4 e 5. E completou: "A segunda fase é a instalação nos túneis. Leva um pouco mais de tempo, até porque preciso das janelas da madrugada pra fazer essa implementação. Mas hoje já temos no trecho entre Borba Gato e Brooklin e trecho entre Borba Gato e Alto da Boa Vista sinal de 4 e 5G também”. Ainda conforme Antônio, a linha 4 já tem uma empresa que está fazendo visitas técnicas para elaboração de projeto de implantação e cronograma. "Então, nós queremos que esse ano ainda inicie a instalação dessa mesma tecnologia, possibilitando sinal de 4 e 5G em todas as estações da Linha 4 também”. Sinal falha em linhas do metrô de SP e passageiros reclamam de falta de internet Reprodução/TV Globo Há pouco mais de dois anos, o SP2 mostrou que o Metrô também prometeu oferecer sinal de telefonia 4G e 5G e internet nas linhas 1, 2 e 3. O prazo para ter conexão funcionando nas estações e nos trens termina no fim de 2026. Na Linha Verde há sinal na Consolação, mas nem sempre funciona. “Normalmente, nenhuma está pegando. Atualmente, parou de pegar acho que em toda, se não me engano”, diz Maya Alves Santana. “Às vezes é bom, às vezes é ruim. É bom que a gente lê um livro, fica mais de boa, mas às vezes a gente precisa mandar uma mensagem. Eu precisava pesquisar uma coisa e não estou conseguindo", ressalta Maya. Na estação Santa Cruz, da Linha Azul, muitos passageiros usam o celular dentro do trem e também na estação. “Está funcionando, mas tem estação que não funciona”, diz Ivone Maria, diarista. Já na Linha Vermelha, a mais movimentada do metrô, passageiros dizem que a qualidade do sinal no trecho subterrâneo precisa melhorar. “Ah, não pega direito, é zuado. Mas não pega direito em nenhuma estação, né”, afirma João Penha, estudante. Em nota, o Metrô informou que 55 das 63 estações administradas pela companhia contam com sinais 4G e 5G, o que representa 87% do total. Para os túneis e estações subterrâneas, a empresa contratou um consórcio responsável por fornecer internet. Segundo a companhia, ainda existem oito estações sem conexão. Sinal falha em linhas do metrô de SP e passageiros reclamam de falta de internet TV Globo

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Qual a ligação entre as duas bilionárias mais jovens do mundo com Santa Catarina? Entenda

Publicado em: 11/03/2026 00:01

Luana Lopes Lara, de 29 anos, e Amélie Voigt Trejes, são duas das bilionárias mais jovens do mundo Redes sociais/ Reprodução 💰Duas das bilionárias mais jovens do mundo — Luana Lopes Lara, de 29 anos, e Amélie Voigt Trejes, de 20, — têm outra coisa em comum além dos nomes vinculados à lista de super-ricos publicada nesta terça-feira (10) pela Forbes: a ligação com Santa Catarina. Enquanto Luana Lara, que construiu a própria riqueza, é ex-bailarina do Balé Bolshoi de Joinville (SC), Amélie Voigt Trejes herdou parte do império familiar da WEG, empresa de equipamentos elétricos de Jaraguá do Sul (SC) conhecida como “fábrica de bilionários”. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Quem é Amelie Voigt Trejes, bilionária mais jovem do mundo Cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, Luana Lara alcançou a liderança entre as mulheres bilionárias sem herança depois que a empresa levantou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no final de 2025. Já Amélie herdou parte do império familiar da WEG, multinacional que concentra cinco dos seis jovens brasileiros mais ricos (veja lista abaixo). Conforme o levantamento, ela tem um patrimônio líquido avaliado em US$ 1,1 bilhão. 💸 Conhecida por manter um perfil acionário familiar que beneficia os herdeiros diretos dos três fundadores já falecidos, a WEG está localizada no Norte do estado e foi fundada em 1961. Luana Lopes Lara Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança A brasileira foi apontada pela revista Forbes como a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Ela cofundou a Kalshi com Tarek Mansour. A plataforma permite apostar no resultado de eventos futuros, como eleições, jogos esportivos e fatos da cultura pop. Luana Lara alcançou a liderança entre as mulheres bilionárias sem herança depois que a empresa levantou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no final de 2025. A operação foi liderada pela Paradigm, empresa de capital de risco especializada em criptomoedas, e contou com investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator. De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro —, o que aumentou significativamente o patrimônio dos cofundadores. Além de Lara, seu sócio, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários. Luana é formada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde ingressou em 2014 e conheceu Mansour. Antes de criar a empresa, em 2018, ela trabalhou em gigantes do mercado financeiro, como Bridgewater e Citadel. Na adolescência, conquistou medalhas em olimpíadas acadêmicas: ouro em Astronomia e bronze em Matemática de Santa Catarina. Amélie Voigt Trejes Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG Reprodução/Instagram Catarinense e herdeira da WEG, multinacional brasileira do setor de motores elétricos, Amélie Voigt Trejes, de 20 anos, se tornou a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Nas redes sociais, é Amélie é bastante discreta quanto a sua imagem, e tem um perfil fechado apenas para conhecidos, onde tem menos de 2 mil seguidores. Cinco dos seis jovens brasileiros mais ricos da lista são da família. Além de Amelie, estão no ranking: Dora Voigt de Assis — 28 anos — US$ 1,4 bilhão Felipe Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Pedro Voigt Trejes (irmão de Amelie) — 23 anos — US$ 1,1 bilhão Lívia Voigt de Assis — 21 anos — US$ 1,4 bilhão A multinacional tem filiais em 41 países. No início da fundação, a "fábrica de bilionários", como ficou conhecida, produzia motores elétricos, mas ampliou as atividades nos anos 1980 e agora fornece sistemas elétricos industriais completos. WEG atua em vários segmentos WEG/Divulgação VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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UFMG desenvolve aparelho que identifica tempo gestacional de recém-nascidos que não passaram por pré-natal

Publicado em: 10/03/2026 19:45

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um aparelho capaz de identificar, em poucos segundos, o tempo gestacional de bebês recém-nascidos. A tecnologia, que deverá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximo , ajuda médicos a reconhecer prematuros. O objetivo dos pesquisadores é reduzir a mortalidade, já que bebês prematuros podem ter complicações diversas e necessitar de uma unidade hospitalar mais avançada. A medida é voltada para mulheres que não fizeram o pré-natal, como as de populações indígenas com pouco acesso ao sistema de saúde. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo Zilma Reis, pesquisadora da UFMG que coordena a pesquisa, o exame deve ser feito em até 24 horas após o nascimento do bebê. "A ideia começou de um grande problema do dia a dia de quem trabalha em maternidades, que é identificar o bebê prematuro. E as tecnologias atualmente disponíveis dependem do acesso precoce dessa mulher ao pré -natal, ao exame de ultrassom e a gente sabe que em muitos cenários isso não é possível", explicou Zilma. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bebê com menos de 37 semanas é considerado prematuro A prematuridade é o nascimento antes de 37 semanas de gestação, quando o bebê ainda não atingiu a maturidade de todos órgãos e, por isso, corre risco de complicações. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, 11% dos bebês nascidos são prematuros. Informação sobre gestação em segundos A criação da tecnologia envolveu médicos, físicos, engenheiros e cientistas da computação. Eles se uniram para criar o leitor de idade gestacional. O aparelho que faz a medição tem um feixe de luz infravermelha, invisível aos nossos olhos, e leva segundos para informar o tempo exato que durou uma gestação. "Uma pele ao ser iluminada, ela tem parte dessa luz absorvida, parte espalhada e parte refletida [...] . Essa análise de luz, ela traz, do ponto de vista objetivo matemático, um indicador de maturidade da pele que está relacionado à maturidade do pulmão e de todo recém-nascido", explica a professora. Os testes envolveram cinco centros de referência materno infantil no Brasil e um na África. Agora, depende de uma portaria para autorizar o governo federal a utilizar os equipamentos no SUS. A norma deve ser publicada nos próximos dias e, a partir da data da publicação, serão mais 180 dias para a tecnologia entrar nos centros de saúde. LEIA TAMBÉM Câmara de BH aprova em 1º turno projeto para ampliar informação a vítimas de violência doméstica Servidora denunciada por desvio de 200 armas é afastada e não pode mais frequentar unidades da Polícia Civil em MG Financiamento público nacional e internacional Segundo a coordenadora da pesquisa, o trabalho contou com financiamento público nacional e internacional e está pronto para ser levado para todo o país, chegando até as áreas mais remotas. O equipamento já foi utilizado em território indígena, no estado do Amazonas, onde muitas mães não conseguem ter acompanhamento médico ou mesmo informar quando foi o último período menstrual. "E aí teve o retorno muito positivo [...] falaram que colaborou muito, principalmente com a questão médica, falando em nível de fazer as remoções dos bebês que de fato necessitavam relacionado à questão da prematuridade. E a gente conseguiu salvar vidas a partir desse aparelhinho também", ressaltou a pesquisadora. Cuidados na gravidez A professora Zilma ainda explicou que, mesmo com a existência do aparelho, é essencial manter os cuidados durante a gravidez. "É muito importante [dizer] que o aparelho é um instrumento a mais, uma ferramenta a mais, mas o que garante é uma gravidez segura, um bom nascimento, a prevenção, inclusive, para não levar a situações que levam ao nascimento prematuro, é o pré -natal de qualidade, o pré -natal bem feito", afirmou Zilma. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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Estúdio Inspiração transforma podcast em estratégia de posicionamento em Manaus

Publicado em: 10/03/2026 19:10

ESTÚDIO INSPIRAÇÃO – ESPAÇO 1 Divulgação Luz, câmera e ação. Assim é o movimento nos bastidores do Estúdio Inspiração, no Vieiralves, em Manaus, que tem atraído diversas personalidades interessadas em desenvolver podcasts e se tornarem autoridades em seus nichos. Com uma conversa mais intimista, no formato “olho no olho”, o podcast tem se consolidado como uma poderosa ferramenta de posicionamento. Em constante crescimento no Brasil, o formato se tornou uma das principais estratégias de autoridade para profissionais liberais e empresários. ESTÚDIO INSPIRAÇÃO – ESPAÇO 2 Divulgação A procura por esse tipo de conteúdo também tem se ampliado significativamente em Manaus, transformando o podcast em vitrine de negócios no ambiente digital. Médicos, empresários, advogados, influencers e outros profissionais que desejam fortalecer sua presença no mercado têm investido na estratégia para alcançar um público que se identifica com o formato e com a proposta de conteúdo. A empresária Hélida Tavares destaca que a ideia de estruturar um estúdio para gravação de vídeos surgiu a partir de um projeto desenvolvido em uma escola de negócios, onde buscou capacitação e foi desafiada a criar um produto que ampliasse o faturamento de sua empresa, que atua nos segmentos de comunicação, marketing digital e treinamentos comportamentais. ESTÚDIO INSPIRAÇÃO – PODCASTS Divulgação “Pessoas que entendem que o posicionamento por meio de vídeos é fundamental para sua imagem no mundo empresarial saem na frente. Hoje somos referência na gravação de vídeos e podcasts. Somos procurados diariamente por pessoas que querem começar a produzir conteúdo ou por empresários que já gravam e desejam profissionalizar ainda mais seu material. Esse posicionamento é essencial dentro do marketing digital”, destacou Tavares. ESTÚDIO INSPIRAÇÃO HUB TRANSFORMA PODCAST EM POSICIONAMENTO Um dos empreendedores que utiliza o espaço do Estúdio Inspiração há seis meses é o médico Flávio Oliva, CRM/AM 6113, que ressalta a importância de ter seu próprio podcast como ferramenta estratégica de comunicação e expansão do negócio. “O podcast surgiu com a proposta de ampliar minha presença nas redes sociais, divulgar meu trabalho e levar à população o tema saúde de maneira acessível. Conseguimos promover prevenção de doenças e incentivar hábitos saudáveis. O grande objetivo é conversar de forma simples e levar informação de qualidade a quem consome esse formato”, afirmou. HÉLIDA TAVARES RECEBE DR. FLÁVIO OLIVA NO ESTÚDIO Divulgação Sobre o estúdio O Estúdio Inspiração conta com equipamentos de alta tecnologia, teleprompter para facilitar as gravações, mais de três ambientes cenográficos, equipe técnica responsável pela captação e edição das imagens e roteiristas que orientam os apresentadores para garantir alta performance. Mais de dois mil episódios já foram gravados no espaço, atendendo profissionais de diversos nichos e consolidando o estúdio como referência regional na produção de podcasts. HÉLIDA TAVARES – ESTÚDIO INSPIRAÇÃO Divulgação

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Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6x1

Publicado em: 10/03/2026 18:36

Fim da escala 6x1 pode piorar crescimento da economia e aumentar informais, diz economista Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. Segundo o levantamento, a mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6x1 — pode provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e avanço da informalidade. A análise foi apresentada em Brasília durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir mudanças nas regras trabalhistas no país. De acordo com o estudo, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade. As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho. No horizonte de cinco anos, a queda acumulada poderia chegar a 4,9%. O relatório destaca que esse cenário é considerado pouco provável, já que a produtividade do trabalho no Brasil permanece praticamente estagnada há cerca de três décadas. Além das simulações econômicas, o estudo também reúne evidências de pesquisas nacionais e internacionais sobre propostas de redução da jornada de trabalho. Segundo a análise, essas experiências não garantem, necessariamente, aumento na geração de empregos. Supermercados Reprodução/ TV Gazeta Até 1,5 milhão de trabalhadores podem ser afetados O levantamento também projeta possíveis impactos sobre o mercado de trabalho. Segundo a Fiep, a redução da jornada sem aumento proporcional da produtividade pode elevar custos para as empresas. Como consequência, parte delas poderia reduzir contratações ou cortar postos de trabalho. A estimativa apresentada pelo estudo indica que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais podem enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade. “O custo com pessoal representa uma das principais componentes da estrutura de custos das empresas, especialmente em atividades intensivas em trabalho. Elevação nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais e estratégicas das empresas, como redução do horário de funcionamento dos estabelecimento e demissões, gerando uma redução da atividade dessas empresas. As firmas menores e mais intensas em trabalho seriam aquelas com maior dificuldade de se adaptar ao choque de custos", argumenta Guilherme Hakme, diretor da Fiep. Pesquisas analisadas no relatório também apontam algumas estratégias que empresas tendem a adotar diante da redução das horas trabalhadas, como: diminuir o número de horas contratadas; substituir trabalhadores mais experientes por profissionais com salários menores; aumentar a rotatividade da mão de obra. Renda pode não aumentar Outro efeito apontado pelo estudo envolve o rendimento dos trabalhadores. A redução da jornada pode elevar o salário por hora trabalhada. No entanto, o salário mensal tende a permanecer estável caso as empresas reduzam as horas contratadas. Nesse cenário, cresce também a chamada dupla ocupação. Isso ocorre quando um trabalhador precisa ter dois empregos para manter o mesmo nível de renda. Apesar disso, o relatório também destaca que jornadas menores podem trazer alguns benefícios, como redução da fadiga e possível aumento de produtividade em determinadas atividades. Segundo os pesquisadores, trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais em alguns setores. Ainda assim, esses ganhos costumam ser limitados e nem sempre compensam a redução do tempo total de trabalho. Diferenças entre setores A Fiep afirma que a indústria brasileira possui realidades muito diferentes. Alguns segmentos operam com alto nível de automação e margens maiores. Outros dependem fortemente de mão de obra e enfrentam concorrência internacional intensa. Uma mudança uniforme na jornada poderia aumentar custos para empresas com menor margem de lucro. Isso pode reduzir investimentos e afetar empregos. Para a entidade, o risco é transformar uma medida voltada ao bem-estar do trabalhador em um fator de instabilidade econômica. A federação defende que a modernização das relações de trabalho é necessária. No entanto, avalia que mudanças devem ocorrer com negociação coletiva e adaptação às características de cada setor. “A discussão dessa reforma deveria ser feita de forma mais lenta de modo a considerar um conjunto ampo de aspectos econômicos, de modo a permitir que a sociedade discuta de forma informada os custos e benefícios para empresas e trabalhadores", complementa o presidente da Fiep. O estudo também destaca que o Brasil precisa avançar primeiro em políticas de aumento da produtividade. Entre as medidas citadas estão: modernização tecnológica das empresas; qualificação contínua dos trabalhadores; políticas industriais focadas; melhora do ambiente de negócios; acesso a crédito; simplificação tributária. Metodologia usada por bancos centrais Para estimar os impactos da mudança na jornada, a Tendências utilizou um modelo econômico chamado DSGE. Esse tipo de modelo é amplamente empregado por bancos centrais e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para simular cenários macroeconômicos. Os pesquisadores analisaram dois cenários: um com ganho de produtividade e outro sem avanço significativo nessa área. Nos dois casos, os resultados indicaram impacto negativo para o emprego e para a atividade econômica no curto prazo. Experiências internacionais O estudo também analisou experiências de redução de jornada em países como Alemanha, França, Portugal, Japão, Canadá, Bélgica e Eslovênia. Segundo o levantamento, muitos desses casos registraram: efeitos nulos ou negativos sobre o emprego; queda de produtividade quando o ganho não acompanhou a redução de horas; aumento de custos para as empresas. Apenas dois estudos internacionais encontraram efeitos positivos para geração de empregos. Mesmo nesses casos, os resultados foram considerados ambíguos. Para a Fiep, o debate sobre jornada de trabalho é legítimo e precisa avançar no país. A entidade afirma que está aberta à discussão, mas defende que as mudanças sejam feitas com base em dados técnicos e diálogo entre governo, empresas e trabalhadores. Segundo a federação, decisões estruturais sobre o mercado de trabalho precisam considerar os efeitos sobre crescimento econômico, competitividade e geração de renda. "A literatura mostra que há riscos de que essa reforma gere custos desproporcionalmente maiores aos benefícios, como, ausência de geração de emprego, aumento da informalidade, e queda relevante do PIB. Pode-se discutir formas alternativas de melhorar o ganho de bem estar de parte da população com jornada de trabalho mais longa, inclusive de forma mais eficiente para esse grupo da população", afirma Guilherme Hakme. Outros estudos Outros levantamentos recentes também analisaram possíveis impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e apontam desafios semelhantes, especialmente em setores com baixa produtividade ou forte dependência de mão de obra. Um estudo apresentado também nesta terça (10) pelo economista André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que a redução da jornada com manutenção integral dos salários eleva o custo por hora trabalhada. No caso de uma mudança de 44 para 36 horas semanais, o custo da hora poderia subir cerca de 22%. Segundo o pesquisador, empresas tendem a reagir de três formas diante desse aumento: repassar parte do custo aos preços, acelerar processos de automação ou reorganizar equipes e turnos. O resultado final dependeria do nível de produtividade e da capacidade de adaptação de cada setor. Portela também ressalta que o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo. Pequenas empresas, que têm menor capacidade de investimento e tecnologia, podem enfrentar mais dificuldades para absorver mudanças abruptas. ⚠️ Análises setoriais também indicam impactos relevantes. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, apenas no comércio, a adequação a jornadas menores poderia elevar a folha de pagamento em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada ao consumidor. Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em cerca de 0,34%. O estudo também projeta que o setor poderia enfrentar queda de atividade e redução de margens mesmo com reajustes de preços. 🏝️ No turismo, que utiliza amplamente a escala 6x1, o impacto sobre preços e demanda também seria significativo, segundo a CNC. 🧑‍🌾 No agronegócio, análises da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacam que atividades rurais seguem ciclos naturais de produção e nem sempre se adaptam a jornadas fixas. Culturas como café, uva e laranja e atividades contínuas, como a pecuária leiteira, exigem trabalho em períodos específicos. Segundo a entidade, mudanças rígidas na legislação poderiam elevar custos, exigir novas contratações e afetar a competitividade internacional do setor. Estudos citados por entidades empresariais também indicam possíveis efeitos macroeconômicos mais amplos. Já o levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras. A entidade também cita pesquisas que projetam impactos relevantes sobre o crescimento econômico caso a redução ocorra sem ganhos expressivos de produtividade. Para economistas ouvidos nesses estudos, o principal desafio para uma redução sustentável da jornada no Brasil é elevar a produtividade do trabalho. Sem esse avanço, a mudança pode pressionar custos, reduzir investimentos e estimular a informalidade. Ao mesmo tempo, muitos especialistas defendem que o debate deve considerar também aspectos sociais, como qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.

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