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'A Terra é um bote salva-vidas', afirma astronauta da Artemis II em primeira declaração após pouso

Publicado em: 11/04/2026 21:11

Astronautas da Artemis II falam após retorno à Terra Os astronautas da missão Artemis II deram neste sábado (11) as primeiras declarações depois de retornarem da viagem histórica ao redor da Lua. Com o pouso considerado perfeito da nave Orion no Oceano Pacífico, a agência espacial americana agora já pensa nas missões futuras. Foi com um auditório inteiro aplaudindo em pé que os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christine Koch e Jeremy Hansen foram recebidos na sede da Nasa, em Houston. Foi a primeira aparição deles desde a volta da missão Artemis II, nesta sexta (10). O diretor da Nasa lembrou que eles quebraram o recorde de seres humanos que foram até o ponto mais distante da Terra na história. E missões como essa vêm com risco, que os astronautas aceitaram em nome do coletivo. Depois, o comandante da missão, Reid Wiseman, riu: "Eu não tenho ideia do que dizer. 24 horas atrás, a Terra estava desse tamanhinho na janela, e agora estamos de volta à nossa casa." Para os companheiros, disse: "Estamos ligados para sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial da minha vida." O piloto Victor Glover agradeceu às famílias e disse que a gratidão pelo que passou é grande demais para um corpo só. Christine Koch, astronauta na missão, contou que ela só sentiu o fim da missão quando passou pelo exame médico da volta, depois do pouso, e a enfermeira perguntou: "Posso te dar um abraço?". Christine disse que aprendeu lá em cima o significado de tripulação: é um grupo que está disposto a se sacrificar uns pelos outros, que demonstra benevolência e que exige responsabilidade mútua. Uma tripulação compartilha as mesmas preocupações e as mesmas necessidades. Se mantém de modo bonito e inabalável unida pelo senso de dever. Pensou nisso quando viu a Terra cercada por toda a escuridão do espaço. "A Terra é um bote salva-vidas pairando no universo." E concluiu: "Foi isso que aprendi: Terra, nós somos uma tripulação." Por último, Jeremy Hansen, astronauta canadense, abriu com uma piada: "Esse é o mais longe que eu estive do Reid em um bom tempo". Não seja por isso. O capitão então se aproximou dele, provocando risadas. Ele falou sobre a importância de a Nasa, a Agência Espacial Canadense e tantos departamentos se juntarem para tornar essa missão real. E disse que aprendeu sobre amor. "O que vocês viram foi um grupo de pessoas que amam contribuir e tiram alegria disso. Eu sugiro que, quando olharem para cima, vocês não vejam só nós, mas um espelho refletindo vocês." Foi a celebração de uma missão que entra para os livros de História e que teve o último capítulo na noite de sexta. Pouco antes das 21h, pelo horário de Brasília, a nave Orion se separou do módulo de serviço. Era hora de voltar à Terra, que ficava cada vez maior e mais nítida na janela. No contato com a atmosfera, a Orion virou uma bola de fogo, chegando a quase 3.000°C e a uma velocidade de 40.000 km/h. A comunicação foi perdida com o centro da Nasa na Terra. Foram seis minutos de tensão, até que as equipes de resgate na costa de San Diego enxergaram o pontinho cruzando o céu. A nave estava inteira, no caminho planejado para o Oceano Pacífico, na costa da Califórnia. Onze paraquedas abriram em sequência e amorteceram o pouso. Um desfecho que a Nasa resumiu em uma palavra: perfeito. As equipes de resgate se aproximaram com botes e helicópteros. E quando a porta enfim se abriu, a transmissão da Nasa se encheu de aplausos. Os astronautas foram içados por um helicóptero e levados a um porta-aviões, onde passaram por exames. Nas fotos, eles eram só sorrisos. Mais tarde, o diretor de voo da Artemis disse que a equipe estava saudável e que tudo deu cirurgicamente certo. O pouso foi a cerca de um quilômetro do alvo inicial. O gerente do programa Orion afirmou que a missão é histórica pelo que representa para o futuro das missões e completou: "Temos muito mais a fazer". Já em 2027 tem Artemis III. A missão vai ficar na órbita da Terra e vai testar outros módulos de pouso — que depois serão usados também na Lua. A Artemis IV vem com grande expectativa. Prevista para o início de 2028, é a missão em que se espera mandar astronautas de volta à Lua, com o primeiro pouso na superfície desde 1972. E ainda tem a Artemis V, no fim de 2028. Os astronautas vão voltar à Lua para missões mais complexas, como construir uma base lunar. A ideia é que os astronautas possam viver e trabalhar lá e, assim, explorar ainda mais a Lua e também o espaço mais profundo. O plano da Nasa é que, na próxima década, consiga enviar astronautas para Marte. Além dos avanços para a exploração espacial, a Artemis II também deixa um legado de novas tecnologias que nós devemos usar no dia a dia. Uma dessas tecnologias é a que permitiu mostrar fotos e vídeos da nave em alta qualidade e em tempo real. Tudo isso graças ao sistema de comunicação ótico, que a Nasa desenvolve há mais de duas décadas. Com ele, os dados foram enviados à sede da Nasa em Houston em uma velocidade muito mais rápida do que as ondas de rádio usadas até agora. O novo sistema vai permitir uma troca de dados cada vez mais eficiente entre as equipes na Terra e no espaço, e pode revolucionar a infraestrutura da internet no planeta Terra. LEIA TAMBÉM Governo firma acordo com agência dos EUA para combate ao tráfico de armas e drogas

Palavras-chave: tecnologia

Alunos da Ufam protestam em Coari contra falta de professores

Publicado em: 11/04/2026 20:02

Alunos realizam manifestação por falta de professores em Coari, no Amazonas Foto: Reprodução/Rede Amazônica Estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) protestaram nesta sexta-feira (10), em Coari, no interior do Amazonas, contra a falta de professores no curso de Enfermagem. O problema persiste há mais de um ano e atrasa a formação de várias turmas. De acordo com os alunos, eles aguardam a solução há mais de um ano. Cássio Cavalcante, estudante de Enfermagem, deveria se formar neste ano. Mas a falta de professores deve adiar a conclusão do curso. "O estágio que era para ser ofertado para a minha turma não está sendo ofertado. Consequentemente, vamos acabar nos atrasando. A formação era para ser no final do ano", disse o universitário. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No momento, os alunos participam de uma reunião virtual com gestores da Ufam. No ano passado, estudantes também protestaram pela contratação de professores. Em 2026, a gestão da universidade mudou, mas os alunos afirmam que o problema continua. "Nós estamos com o nosso tripé universitário ameaçado: ensino, pesquisa e extensão. É frustrante ser atrapalhado, principalmente a minha turma, que está no último ano. Os estágios e práticas estão parados", explicou o estudante Alan Maciel. Na reunião, a gestão da Ufam disse não ter condições de contratar professores imediatamente. "Infelizmente, por afastamentos de saúde e situações particulares, temos carga horária descoberta que a instituição ainda não conseguiu cobrir. Hoje, os alunos estão sem professores para cumprir os estágios, o que dificulta a continuidade do semestre", disse o professor Iago Orleans. Em nota, a direção da Ufam informou que já marcou uma reunião para a próxima segunda-feira (13) com o Instituto de Biotecnologia e Saúde (ISB), em Coari. Segundo a universidade, serão discutidas medidas de curto e médio prazo, como a contratação de professores substitutos.

Palavras-chave: tecnologia

Estudo encontra 12 antibióticos no Rio Piracicaba e indica planta que pode reduzir impacto para saúde de peixes

Publicado em: 11/04/2026 18:22

Pesquisa da USP identifica 12 tipos de antibiótico no Rio Piracicaba Um estudo do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) identificou 12 tipos de antibióticos em níveis elevados na água do Rio Piracicaba e apontou que uma planta aquática tem potencial para auxiliar na retirada de parte dessas substâncias. 🐟 O cloranfenicol, um dos principais antibióticos identificados, pode causar danos ao DNA dos peixes. Além disso, é um medicamento proibido no país para produção animal e sua presença pode causar riscos à saúde humana, segundo a pesquisa. A presença da planta aquática, chamada Salvinia auriculata, reduziu drasticamente esses danos genéticos nos peixes expostos, trazendo-os a níveis próximos aos de um ambiente limpo. Apesar de ser considerada praga em outros contextos, a planta apresentou resultados promissores no estudo. As conclusões foram publicadas pela revista Environmental Sciences Europe. "A presença de antibióticos na água do Rio Piracicaba, ou em outros rios, pode desencadear o surgimento de superbactérias que, com o tempo, ficam resistentes aos antibióticos e, quando a pessoa adoece, não consegue se curar de uma doença que, teoricamente, seria simples", explicou o professor Valdemar Tornisielo, um dos autores do estudo. 👀 O que você vai ver nessa reportagem? Antibióticos encontrados Uso de energia nuclear 'rastreável' Como a planta 'limpa' a água? Impacto para saúde dos peixes Viabilidade Antiobióticos encontrados Estudo encontra 12 antibióticos no Rio Piracicaba e indica planta que pode reduzir impacto para saúde de peixes Reprodução/EPTV O monitoramento feito pelos pesquisadores buscou responder três perguntas principais: como e quanto o peixe absorve dessas substâncias na alimentação. Para isso, foi usada uma ração contaminada propositalmente para o teste; qual o nível de dano que esses antibióticos causam ao DNA dos peixes; até que ponto a presença da planta consegue reduzir a concentração dos medicamentos na água e proteger os peixes. As coletas ocorreram na barragem de Santa Maria da Serra (SP), região que recebe esgoto urbano, efluentes domésticos, atividades de aquicultura, criação de suínos e escoamento da agricultura. A equipe primeiro coletou material diretamente no rio para análise via cromatografia (técnica usada para quantificar os antibióticos) e, com base nesses resultados reais, montou os experimentos controlados com produtos radiomarcados no laboratório. 💊 Ao todo, foram identificados 12 antibióticos: tetraciclina (TTC), oxitetraciclina (OTC), clortetraciclina (CTC), enrofloxacina (EFX), ciprofloxacina (CFX), sarafloxacina (SAR), norfloxacina (NFX), cloranfenicol (CAP), florfenicol (FF), sulfadimetoxina (SDM), sulfatiazol (STZ) e sulfametazina (SMZ). Os pesquisadores selecionaram duas substâncias como alvos centrais devido à relevância ambiental e sanitária: Enrofloxacina: medicamento amplamente utilizado tanto na medicina humana quanto na veterinária (incluindo a criação de peixes) Cloranfenicol: embora seu uso seja proibido em animais de produção no Brasil devido aos riscos de toxicidade, ele ainda é usado em humanos e serve como um marcador histórico de contaminação persistente Os pesquisadores notaram que, no período chuvoso, a maioria dos antibióticos estava abaixo do limite de detecção. Já na estiagem, os contaminantes ficaram mais concentrados por conta do menor volume de água. Uso de energia nuclear 'rastreável' Um dos pontos centrais do experimento foi o uso de moléculas radiomarcadas com carbono-14. Essa técnica permitiu aos pesquisadores rastrear o destino do antibiótico — se permanecia na água, se era absorvido pela raiz da planta ou pelo tecido dos peixes. A pesquisa recebe financiamento da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), que incentiva o uso de produtos radioativos para benefícios ao meio ambiente e à população. 🔍O carbono-14 é um isótopo radioativo natural do carbono essencial para a datação de materiais arqueológicos. Ele é gerado em reatores nucleares e usado em baterias de longa duração e datação arqueológica. Com esse uso, os pesquisadores conseguiram criar imagens chamadas autorradiografias. Essas imagens funcionam como um mapa visual que mostra, por meio de cores, onde a substância está mais concentrada, como nas raízes das plantas ou em tecidos específicos dos peixes. "Nós utilizamos o carbono-14, que é um produto já bastante conhecido. As moléculas são produzidas com esse carbono-14, de maneira que dá para a gente acompanhar todo o processo do antibiótico dentro do peixe, dentro da planta, dá para a gente quantificar cada um. O carbono-14 é um material de baixa energia, então a gente pode manipular sem problemas nenhum de saúde, não tem problema nenhum", explicou Tornisielo. Só tem antibiótico? Estudo encontra 12 antibióticos no Rio Piracicaba e indica planta que pode reduzir impacto para saúde de peixes Reprodução/EPTV O professor Valdemar Tornisielo destacou que o rio não contém apenas antibióticos, mas diversos pesticidas, o que motivou a busca por produtos naturais para retirar esses poluentes da água. "Nós não temos somente antibióticos na água. Nós fizemos análise da água do rio Piracicaba e encontramos vários pesticidas presentes na água do rio. Isso é ruim para as pessoas e para os animais, e pode prejudicar uma série de atividades. Então, a nossa preocupação é tentar ajudar a resolver esses problemas", explicou o pesquisador. Como a planta 'limpa' a água? A Salvinia auriculata é amplamente usada em aquários e lagos ornamentais por filtrar nutrientes e abrigar peixes, mas pode se tornar uma espécie invasora, segundo o pesquisador. "Essa planta é muito comum na América do Sul. Ela aparece principalmente em lagos. Então ela gosta de local de água parada, ela tem um sistema radicular muito eficiente que acaba puxando não só os antibióticos, mas também metais pesados que é muito comum na água do rio Piracicaba, então ela é uma planta muito propícia para ser usada para remediação", explicou Tornisielo. A Salvinia auriculata demonstrou níveis de eficiência muito distintos dependendo do antibiótico analisado: Enrofloxacina: a remoção foi extremamente eficaz, com a retirada de mais de 95% do composto da água em poucos dias. Sua meia-vida no ambiente caiu para cerca de dois a três dias na presença da planta. Cloranfenicol: mostrou-se muito mais persistente. A planta conseguiu remover entre 30% e 45% da substância, com uma meia-vida bem mais longa, entre 16 e 20 dias. Itálo Vieira, um dos pesquisadores de Piracicaba envolvidos no estudo, destacou que a enrofloxacina foi mais facilmente remediada pela planta do que o cloranfenicol, possivelmente devido às propriedades físico-químicas da cloranfenicol e sua interação com a água. "A enrofloxacina conseguiu ser mais remediada e ser mais absorvida pela planta em comparação com clorofenicol, que é uma molécula que, teoricamente, tentamos justificar pelas propriedades físico-químicas dela, justamente a interação dela com a água, talvez possa ser um dos fatores que impediu que a planta acumulasse tanto quanto a enrofloxacina", explicou. Tanto os dados quantitativos quanto as imagens de autorradiografia confirmaram aos pesquisadores que os antibióticos se concentram majoritariamente nas raízes da planta. Esse contato direto com sistema de raízes é o principal mecanismo de limpeza de antibióticos. "A partir dos experimentos, a gente conseguiu ter uma conclusão de que a parte que mais absorve a molécula é a parte da raiz, que é justamente quem está em maior contato com a água. Claro que a planta pode sofrer algum tipo de translocação", explicou Itálo. Embora a planta seja uma solução de baixo custo e natural, não é uma solução definitiva. O manejo da biomassa é essencial, pois, se a planta contaminada não for removida, ela pode reintroduzir os poluentes no ambiente. Além disso, por ser uma espécie invasora, seu crescimento excessivo pode bloquear a luz solar e prejudicar o ecossistema aquático. Impacto para saúde dos peixes O impacto da poluição por antibióticos nos peixes do Rio Piracicaba — especificamente o lambari, espécie principal nas atividades de pesca do rio — foi um dos pilares centrais da pesquisa. ⚠️ Um dos achados mais críticos dos pesquisadores foi a presença de cloranfenicol em lambaris consumidos localmente. Este antibiótico é proibido para animais de produção no Brasil devido à sua alta toxicidade e sua detecção indica uma via de exposição humana indireta pela alimentação. Além disso, o cloranfenicol demonstrou ser altamente genotóxico, causando um aumento significativo de danos ao DNA dos peixes, com a presença de micronúcleos e anomalias nucleares. Para compreender a dinâmica da bioacumulação, os peixes foram expostos aos fármacos por sete dias, inclusive pela ração contaminada, para entender como eles absorviam e excretavam essas substâncias. "A gente faz a introdução dessa molécula via alimentação, justamente pelo processo de bioacumulação, e aí a gente contamina a ração e expõe esses peixes durante a alimentação, durante esses dias de exposição", explicou Itálo Vieira, que participou do estudo. Os experimentos mostraram que como o peixe lida com o antibiótico depende do tipo de substância que ele é exposto: Cloranfenicol: apresentou um alto fator de bioconcentração, o que significa que o peixe retém muito mais a substância em seus tecidos. Sua eliminação é extremamente lenta, com uma meia-vida superior a 90 dias. Isso é preocupante, pois a substância foi detectada em peixes coletados com pescadores locais, indicando risco para o consumo humano. Enrofloxacina: Teve um comportamento oposto, com baixo fator de bioconcentração e eliminação mais rápida, apresentando uma meia-vida de cerca de 21 dias De acordo com Ítalo Vieira, a presença das plantas reduziu a bioacumulação nos peixes, pois a planta conseguia absorver o fármaco de forma muito mais eficiente, deixando menos poluente disponível na água para o animal. "Quando a gente expõe justamente as plantas, a gente percebeu que reduzia a absorção. A gente diz que as plantas conseguiam absorver bem mais o fármaco do que o peixe, então, ficava menos disponível na água para o peixe conseguir se bioacumular", explicou. A presença da planta no sistema reduziu significativamente os danos ao DNA dos peixes causados pelo cloranfenicol. No entanto, essa proteção não foi observada para a enrofloxacina, sugerindo que os subprodutos desse antibiótico podem continuar sendo tóxicos mesmo após a ação da planta. 🧽 Entretanto, os pesquisadores concluíram que usar plantas como "esponjas" não é uma tarefa simples, pois a macrófita pode alterar a forma química do poluente, tornando-o, em alguns casos, mais fácil de ser absorvido pelo peixe. Viabilidade Apesar dos desafios, os resultados foram considerados promissores pelos pesquisadores para a criação de sistemas de tratamento de baixo custo baseados na natureza — especialmente úteis onde tecnologias avançadas são inviáveis financeiramente. Para o professor, os resultados indicam que é possível pensar na construção de sistemas de tratamento que utilizem plantas aquáticas para retirar poluentes da água. Ele conclui que a pesquisa trouxe um resultado positivo ao oferecer soluções ambientais de baixo custo, permitindo um melhor entendimento do funcionamento integrado dos ecossistemas aquáticos para mitigar impactos humanos "Os riscos existem, como qualquer outra substância utilizada pelo homem, riscos existem. O que nós temos que fazer é tentar acessar esses riscos e remediar. Os resultados que obtivemos são bastante promissores e indicam que a gente pode pensar, talvez, em construir sistemas que utilizem plantas aquáticas para retirar esses poluentes da água", explicou. Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

Palavras-chave: tecnologia

Taxi aéreo vira alternativa às filas na Agrishow e aeródromo se prepara para receber empresários do Brasil e do exterior

Publicado em: 11/04/2026 18:15

Agrishow 2026: aeródromo vai receber aviões e helicópteros na feira Um aeródromo em Ribeirão Preto (SP) localizado a cerca de cinco quilômetros da Agrishow deve registrar aumento na movimentação de aeronaves com a chegada de empresários e visitantes do Brasil e do exterior. A maior feira de tecnologia agrícola do país acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio e, segundo a administração do aeródromo, já há agendamentos confirmados, inclusive, com empresários do Chile e da Colômbia. À EPTV, afiliada da TV Globo, o piloto José Paulo Garcia disse que a estrutura passou por melhorias neste ano para atender a demanda e tudo foi planejado para oferecer mais conforto a tripulantes e passageiros. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Está tudo montado pensando em dar toda a assistência a esse pessoal que vem do Brasil e do exterior para ficar mais confortável para eles entrarem na feira, chegar e ir para a feira". Para pousar no aeródromo, o valor é de aproximadamente R$ 200 durante o dia e R$ 400 no período noturno. A pernoite custa em torno de R$ 350. Durante a Agrishow, pacotes podem chegar a cerca de R$ 1 mil, dependendo do tempo de permanência e do tamanho da aeronave. LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Do adubo ao diesel: por que guerra no Oriente Médio preocupa setor de máquinas agrícolas Juros, câmbio: que fatores desafiam setor de máquinas agrícolas em 2026 Com uma pista de 1.100 metros, o aeródromo tem capacidade para atender até 60 aviões e helicópteros por dia, sendo que 40 deles podem pernoitar no pátio. Aeródromo em Ribeirão Preto (SP) tem cerca de 1100 metros e recebe aviões do Brasil e exterior Reprodução/EPTV Segundo Garcia, o local ainda possui luzes de balizamento distribuídas por toda a pista, o que permite pousos e decolagens além do horário da feira, que termina às 18h. "Tem essa flexibilidade de horário, porque quando você não tem balizamento, aí tem de sair antes do pôr do sol. Isso aí, muitas vezes, pode antecipar negócios lá na feira. Dá uma flexibilidade grande para os empresários discutirem mais". Pátio de aeródromo em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Maior feira da América Latina Além de movimentar o setor da aviação executiva, a Agrishow também impulsiona a economia da região, com reflexos em áreas como hotelaria, transporte, alimentação e serviços. A feira, que chega à 31ª edição em 2026, acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto. A expectativa para este ano é receber cerca de 197 mil visitantes de mais de 50 países. Considerada a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow reúne mais de 800 marcas expositoras em uma área de 520 mil metros quadrados. Público na chegada à Agrishow 2025, nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre é exonerado após 3 anos; empresário assume

Publicado em: 11/04/2026 18:08

Assurbanípal Mesquita saiu da Seict após mais de 3 anos Arquivo/Alice Leão Após mais de três anos à frente da Secretaria Estadual de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanípal Mesquista foi exonerado do cargo pela governadora Mailza Assis. A exoneração foi publicada em edição extra no Diário Oficial do Estado (DOE) neste sábado (11). No lugar dele, a governadora nomeou o empresário Márcio Valter Agiolfi, 1º secretário da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) e presidente do Sindicado das Indústrias de Cerâmicas do Estado do Acre (Sindicer/AC). ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Márcio Agiolfi assume a Seict após a saída de Assurbanípal Mesquita Arquivo/Secom A saída de Assurbanípal tem efeito retroativo ao dia 3 de abril. Ele foi nomeado em dezembro de 2022 no segundo mandato de Gladson Camelí. O ex-secretário é funcionário de carreira da antiga Eletroacre e graduado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Itajubá, com especialização em engenharia de segurança do trabalho pela Universidade Federal de Juiz de Fora e ex-gestor da Fieac. Segundo o governo, Márcio tem mais de 20 anos de experiência em gestão e planejamento estratégico e atuação no setor empresarial e institucional. A experiência dele inclui articulação com o poder público e defesa do setor produtivo. Márcio Agiolfi também participa de ações voltadas ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento da indústria no estado. Ainda segundo a gestão estadual, o novo secretário tem experiência em liderança, negociação e gestão de equipes, habilidades que devem orientar o trabalho à frente da pasta. Mudanças no alto escalão: secretários do AC deixam cargos para concorrer às Eleições 2026 Mudanças Desde a última quarta-feira (8), a governadora mudou alguns cargos do alto escalão da administração pública. Entre essas mudanças está a nomeação da defensora pública Simone Santiago, esposa do ex-chefe do gabinete de Mailza, Jonathan Santiago, para a Secretaria da Mulher do Acre (Semulher) após a confirmação da saída da delegada Márdhia El-Shawwa. (Veja lista completa mais abaixo) Além disso, conforme apurado pelo g1, Gabriel Acioly Assis Vaglieri, sobrinho de Mailza, foi escolhido para secretário adjunto de Obras. Na quinta (9), em edição extra no DOE, a governadora voltou atrás na nomeação do advogado Jonathan Santiago como chefe do gabinete pessoal e decidiu colocar o próprio marido, Madson Cameli, para comandar a pasta. LEIA MAIS: Conheça Mailza Assis, segunda mulher a governar o Acre após 40 anos Mailza nomeia defensora pública esposa de chefe de gabinete e sobrinho para secretarias no Acre Governo anuncia saída de delegado-geral e presidente do Iapen no Acre; VEJA quem assume os cargos Estudante de medicina da Ufac e filha de secretário gera revolta após publicações ofensivas contra acreanos: 'Arrependida' Justiça aceita denúncia de xenofobia contra estudante de medicina que fez publicações ofensivas contra acreanos Outras mudanças no alto escalão incluem o nome de José Bestene, que deixa a direção do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) e assume a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), e o vereador João Paulo Silva (Podemos) para a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh). A governadora também definiu o delegado Pedro Paulo Buzolin para a direção da Polícia Civil, substituindo José Henrique Maciel, e o policial penal Leandro Rocha para a presidência do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) no lugar do delegado Marcos Frank. Veja abaixo as nomeações: Madson de Castro Cameli - chefe do gabinete pessoal de Mailza Assis Simone Jaques de Azambuja Santiago - Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) Jonathan Santiago - sub-chefe do gabinete pessoal de Mailza Assis João Paulo Silva - Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh) José Bestene - Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) Patrício Albuquerque - secretário adjunto de Saúde José Rosemar Andrade de Messias - secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública Coronel Evandro Bezerra - chefe da Casa Militar Gabriel Acioly Assis Vaglieri - secretário adjunto de Obras Pedro Paulo Buzolin - Delegado-geral da Polícia Civil Leandro Rocha - diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC) Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Corpo de Bombeiros usa drones e cães farejadores para encontrar jovem desaparecido há 4 dias

Publicado em: 11/04/2026 17:54

Bombeiros usam cães e drones para buscar jovem desaparecido em MS Um trabalhador rural de 20 anos identificado como Tiago, está desaparecido desde terça-feira (7) em uma área de mata na zona rural de Porto Murtinho (MS). Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas com apoio de drone com câmera térmica e também por terra, com auxílio de cães farejadores. Veja o vídeo acima. Segundo familiares, Tiago teria ficado emocionalmente abalado após receber a notícia de que a mãe precisou implantar um marcapasso. Ele chegou a pedir autorização para deixar o trabalho e ir até o município de Caracol (MS), mas não teve liberação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com o tenente Nascimento, o jovem, desapareceu após entrar sozinho na mata. Antes disso, segundo relatos, ele teria apresentado um episódio de desorientação e chegou a ser contido por colegas de trabalho, que o acalmaram e o levaram de volta. Horas depois, no entanto, ele retornou à área de vegetação e não foi mais visto. Funcionários da fazenda iniciaram as buscas por conta própria e passaram dois dias procurando pelo trabalhador, mas não o encontraram. Diante da situação, o Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou equipes à propriedade na quinta-feira (8), quando começaram as buscas. No primeiro dia, os militares fizeram o reconhecimento da área com uso de drone. Em seguida, as equipes passaram a contar também com cães farejadores. Durante a noite, os trabalhos continuam com o uso de tecnologia térmica para tentar localizar o jovem. Segundo o comandante, a área de buscas tem cerca de 700 hectares e é composta por mata fechada, em uma região de reserva. Além dos bombeiros, 14 funcionários da fazenda auxiliam nas buscas. Desde o início da operação, as equipes estão alojadas na sede da propriedade. Tiago está desaparecido desde terça-feira (7) Arquivo pessoal Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Quarto suspeito de participação em assalto a agência do Banco do Brasil é preso em Juiz de Fora

Publicado em: 11/04/2026 16:44

Veja movimentação de criminosos antes de explodir agência bancária em MG O quarto suspeito de participação no ataque a uma agência do Banco do Brasil em Guidoval foi preso em flagrante no bairro São Benedito, em Juiz de Fora. Imagens de câmeras de monitoramento mostram que toda a ação dos criminosos, que chegaram a explodir a agência, durou cerca de 15 minutos. Segundo a Polícia Civil, o homem de 47 anos exercia a função de “batedor”, sendo responsável pela coordenação do trajeto de um dos veículos usados no crime. Além dele, dois homens de 21 e 35 anos foram presos e um menor, de 17, apreendido. Os nomes dos suspeitos presos, apreendidos e procurados não foram divulgados pela polícia. As buscas continuam nos próximos dias. 🔎No meio policial, o batedor funciona como os "olhos" da quadrilha na estrada. A função consiste em monitorar rotas e alertar sobre possíveis cercos com o objetivo de garantir aa fuga dos criminosos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp De acordo com o Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juiz de Fora, o homem foi levado para a delegacia de plantão e autuado pelos crimes de organização criminosa e embaraço à investigação. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ação dos criminosos durou menos de 15 minutos Os registros mostram desde a chegada dos homens armados até a detonação do caixa eletrônico. Segundo a Polícia Militar (PM), oito pessoas são apontadas como envolvidas no assalto. 02h19: Um carro branco é visto circulando em frente à agência bancária; 02h26: Dois homens encapuzados e armados aparecem e começam a rondar o local; 02h29: Outros suspeitos surgem e o grupo passa a transitar entre a agência e o veículo. Um dos criminosos faz um sinal de "pare" para os comparsas aguardarem a preparação da carga; 02h31: A EXPLOSÃO: Uma forte fumaça toma conta da rua após a detonação dos caixas; 02h32: Integrantes do grupo entram na agência carregando sacos pretos 02h33: A FUGA: O grupo deixa o banco correndo e entra no carro para fugir. Para dificultar a chegada da polícia e a perseguição, o grupo bloqueou ruas da cidade com barricadas feitas de pneus e veículos incendiados. Além disso, espalharam objetos de metal pontiagudos, conhecidos como "miguelitos", pelas vias para furar os pneus das viaturas policiais. ‘Cena de guerra’: tiros e explosões marcam assalto ao Banco do Brasil em cidade de 7 mil habitantes em Minas Gerais VÍDEO mostra destruição de agência do Banco do Brasil após explosão por criminosos em MG Prisões e buscas Carro usado na fuga após ataque a banco em MG é encontrado em chamas Logo após o crime, a polícia iniciou as buscas pelos criminosos. O carro branco usado no assalto foi encontrado incendiado em uma área rural de Rodeiro, cidade a cerca de 25 km do local do crime. A partir dessa localização, os suspeitos foram identificados e passaram a ser procurados. Um dos envolvidos, que já era conhecido pelas forças de segurança, foi encontrado em um imóvel. Ele estava ferido no ombro, foi preso em flagrante e confessou participação no crime. Ainda no mesmo local, o irmão dele, que estava escondido em outro imóvel próximo, se entregou e também foi preso. O terceiro suspeito preso foi apontado como líder do grupo. Os nomes dos suspeitos presos, apreendidos e procurados não foram divulgados pela polícia. As buscas continuam nos próximos dias. Um helicóptero da PM de Juiz de Fora atuou em apoio às buscas por outros suspeitos que teriam fugido por matagais na região. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Ubá. Impacto na cidade Pelo menos um caixa eletrônico foi totalmente destruído. O Banco do Brasil não confirmou se valores foram levados, mas informou que a agência passará por perícia e reforma. Devido aos danos estruturais, o comércio vizinho foi orientado a permanecer fechado durante a vistoria do Bope e da Polícia Civil. Nota Banco do Brasil O Banco do Brasil ressalta que o investimento em tecnologia de monitoramento e inteligência, em dispositivos para tingir e dilacerar papel-moeda em caso de ataques e ainda o uso de cofres mais modernos, resistentes à desintegração, explicam a diminuição de casos deste tipo ao longo dos últimos anos e o sucesso da instituição contra ações criminosas. No caso de Guidoval (MG), o BB explica que acionou a polícia exatamente um minuto após identificar a movimentação dos suspeitos ao redor da agência e ressalta que os criminosos não levaram qualquer cédula da unidade. O Banco indica que a agência está fechada para perícia e atua para restabelecer o atendimento no menor tempo possível. Os clientes que necessitarem de serviços presenciais podem procurar as agências nas cidades mais próximas, em Rodeiro e Guiricema. Os clientes contam ainda com atendimento via aplicativo, Internet Banking, Central de Relacionamento e pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades). Grupo armado explode agência do Banco do Brasil em Guidoval Defesa Civil/Divulgação Infográfico - Grupo Armado explode agência em MG Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes

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Unabomber: como matemático superdotado que aterrorizou EUA com cartas-bomba foi preso há 30 anos

Publicado em: 11/04/2026 16:32

Há 30 anos, o FBI capturou um criminoso procurado há quase duas décadas, de quem quase não havia pistas Michael Macor/The San Francisco Chronicle via Getty Images No dia 3 de abril de 1996, agentes federais americanos cercaram uma remota cabana de madeira nos bosques do Estado de Montana, nos EUA. Dali, eles retiraram Theodore "Ted" Kaczynski (1942-2023), uma figura despenteada que, até então, só existia na mente do público como um homem encapuzado com óculos escuros, em um cartaz de "procura-se". Por quase 18 anos, o Unabomber foi um dos criminosos mais procurados dos Estados Unidos — um sujeito misterioso que enviou bombas caseiras pelo correio, sem motivo claro nem padrão regular. Seus próprios escritos foram responsáveis pela sua captura. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dois importantes jornais americanos, Washington Post e New York Times, concordaram em publicar seu manifesto anti-tecnológico, se ele prometesse não voltar a cometer homicídios. Suas palavras singulares foram identificadas, pela primeira vez, pela esposa do seu irmão, que nem mesmo o conhecia. Como destacou o jornalista Krishnan Guru-Murthy, do programa de TV Newsnight, da BBC, "o acadêmico que abandonou tudo para viver em uma cabana rústica deixou um rastro até sua própria porta". O início da caçada A busca pelo Unabomber começou em maio de 1978, quando ele enviou pelo correio uma bomba caseira rudimentar para a Universidade Northwestern, no Estado americano de Illinois. O artefato foi seguido por um segundo ataque, quase um ano depois. Em novembro de 1979, uma bomba detonada pela altitude, enviada pelo correio, explodiu a bordo de um voo da American Airlines. O artefato não funcionou conforme o esperado, mas 12 pessoas precisaram receber tratamento por inalação de fumaça. Como seus objetivos aparentemente eram universidades e linhas aéreas, o FBI americano atribuiu a ele o nome codificado UNABOM. O artigo publicado por Kaczynski em dois dos jornais mais importantes dos Estados Unidos trouxe pistas que permitiram sua prisão Evan Agostini via Getty Images Nos anos seguintes, ele utilizou bombas cada vez mais sofisticadas para atacar em outras 13 ocasiões, matando três pessoas: Hugh Scrutton, proprietário de uma loja de aluguel de computadores; Thomas Mosser, executivo do ramo da publicidade; e Gilbert Murray, lobista da indústria madeireira. Como seus alvos eram basicamente aleatórios e suas bombas eram fabricadas com objetos do dia a dia, como pedaços de madeira e fios de lâmpadas, os pesquisadores contavam com muito poucas pistas para encontrá-lo. O chefe de investigação balística do FBI, Chris Ronay (1944-2024), o apelidou de "bombardeiro dos reciclados". "Ele buscava em latas de lixo e materiais usados, onde encontrava coisas que poderia usar para fabricar algo, como um neandertal", contou Ronay à BBC, em 1996. Para justificar sua violência, em abril de 1995, o Unabomber enviou para os jornais americanos The New York Times e The Washington Post uma dissertação acadêmica de 35 mil palavras, intitulada The Industrial Society and its Future ("A sociedade industrial e seu futuro", em tradução livre). No ensaio, ele defendia que a vida moderna prejudicava a liberdade e a dignidade humana. E afirmava que, somente desmantelando os sistemas tecnológicos, seria possível evitar maiores danos sociais e psicológicos. O Unabomber se ofereceu a deixar de matar pessoas se o panfleto fosse publicado pelos dois jornais de maior prestígio do país. "A ansiedade inicial era evidente", contou à BBC, em 2016, o então diretor do The Washington Post, Donald Graham. "Se cedêssemos à exigência e aceitássemos publicar este documento, poderíamos abrir espaço para outras exigências de publicação de documentos similares? O agente especial do FBI Terry Turchie declarou à BBC que os investigadores pensaram inicialmente que a publicação do manifesto seria uma má ideia "por ser insensato demais". Mas, depois, eles reconsideraram sua posição. Eles defenderam que, se o manifesto fosse publicado, alguém quase certamente reconheceria a voz por trás dele, "pois essas palavras são muito apaixonadas". Após três meses de deliberações, seguindo o conselho do FBI, os diretores dos dois jornais decidiram publicar o ensaio do Unabomber. Muitos americanos se perguntaram por que um fugitivo, cuja imagem encapuzada aparecia em tantos cartazes do FBI, teria recebido o que eles consideravam um presente para qualquer terrorista: uma plataforma pública para difundir suas ideias. 200 suspeitos sérios O FBI ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares por informações que levassem à identificação e à condenação do Unabomber. Sua linha telefônica gratuita criada em 1993 (1-800-701-BOMB) recebeu mais de 50 mil alertas. E, com todas as novas pistas contidas no manifesto, a imagem do misterioso terrorista começava a ganhar clareza. "O ego do Unabomber pode ter sido sua perdição", afirmou Guru-Murthy à BBC. "Além das ideias do tratado, descobriu-se mais sobre sua formação acadêmica, a partir das suas cartas enviadas a cientistas importantes." O grupo de trabalho do FBI dedicado ao Unabomber elaborou uma lista com os 200 principais suspeitos. Cinco deles foram colocados sob vigilância constante, todos no norte do Estado americano da Califórnia, onde os detetives acreditavam que ele estaria se escondendo. O grande avanço no caso veio de uma fonte inesperada: uma cidadã americana que estava de férias na França com seu marido, David Kaczynski. A professora de Filosofia Linda Patrik havia lido uma série de artigos sobre o Unabomber no jornal em inglês International Herald Tribune, publicado em Paris. "Eu lia aqueles artigos quase diariamente e meio que coçava a cabeça, pensando 'como isso se parece com o irmão de Dave'", contou ela à BBC em 2016. Em uma reportagem, eram mencionadas as habilidades de carpintaria do suspeito. Outra descrevia sua aversão à tecnologia. Outros indicavam cidades onde haviam explodido bomba - as mesmas onde seu cunhado havia morado ou trabalhado. Somando tudo, ficou impossível ignorar o padrão, segundo ela. E Patrik precisou fazer a incômoda pergunta ao seu marido: "É possível que o seu irmão seja o Unabomber?" David Kaczynski não acreditava que pudesse ser verdade, segundo ela. Mas, quando leu o manifesto, ele ficou atônito. "Dave ficou sentado, olhando para a tela do computador", ela conta. "Eu o vi ler a primeira página e sua expressão mudou radicalmente." "Aquela situação foi um pesadelo", contou David Kaczynski à BBC. "Literalmente, considerei a possibilidade de que meu irmão fosse um assassino em série, a pessoa mais procurada dos Estados Unidos, talvez do mundo inteiro." O dilema da família era brutal. Se eles permanecessem em silêncio, sua omissão poderia resultar em novas mortes. Mas, se Ted fosse o Unabomber, ele poderia enfrentar a pena de morte. "Como eu poderia passar o resto da vida com o sangue do meu irmão nas mãos?", questionou David Kaczynski. A busca pelo Unabomber durou 17 anos e Theodore Kaczynski foi o suspeito n° 2416. A agente especial do FBI Kathleen Puckett fez a seguinte declaração em 2025, ao programa de rádio Witness History, do Serviço Mundial da BBC: "Havia um baú que sua mãe guardava em Chicago, na casa da família. Nele, encontramos a versão original manuscrita do manifesto." Era um ensaio escrito por Kaczynski em 1971, contendo muitas daquelas ideias. Os investigadores reuniram provas suficientes para obter um mandado de busca na cabana de madeira de Kaczynski, localizada em uma zona rural, onde ele vivia sem água corrente nem eletricidade. "A cabana estava repleta de provas", relembra Puckett. "Era uma mina de ouro." Entre as descobertas, havia componentes de bombas, 40 mil páginas de diários manuscritos detalhando experimentos com bombas e relatos dos crimes do Unabomber, além de uma bomba pronta para ser enviada pelo correio. [bbc] Kaczynski foi um prodígio da matemática, e as pessoas que o conheceram quando jovem acreditavam que ele seria um cientista renomado. Mas ele acabou atacando a própria ciência. Sygma via Getty Images De prodígio da matemática a desertor O irmão de Kaczynski, David, ficou atônito ao ver a prisão no noticiário. Em 2006, ele contou ao Serviço Mundial da BBC que "ele foi retirado da sua cabana entre dois agentes federais e seu aspecto era horrível." "Estava totalmente desalinhado. Sua roupa era pouco mais que farrapos e ele não tomava banho há meses." "E ainda ouvi-lo sendo descrito como um assassino em série, um terrorista?", relembra ele. "As informações que as pessoas tinham não correspondiam com as lembranças que eu tinha de Ted, sabe, o bom menino que foi meu irmão mais velho." A vida e os antecedentes de Kaczynski logo ficaram conhecidos. Prodígio da matemática com QI de 167, ele pulou dois anos para entrar na Universidade Harvard com apenas 16 anos. Depois de se formar, aos 20 anos de idade, ele continuou seus estudos na Universidade de Michigan, também nos Estados Unidos. Segundo seu antigo professor Peter Duren, "ele tinha muitas boas ideias, era um matemático muito original e, graças à sua tese, conseguiu emprego em Berkeley", na Universidade da Califórnia. "Parecia que ele se encaminhava rumo a uma brilhante carreira em matemática." Mas algo mudou a visão do mundo de Kaczynski, segundo Guru-Murthy. "Ele se rebelou contra a disciplina na qual se sobressaía e, em dois anos, abandonou a vida acadêmica", ele conta. "Depois de passar um tempo em Utah, ele se mudou para Montana, onde começou uma vida rural e isolada em uma pequena comunidade com cerca de 1 mil habitantes." "Era evidente que ele tinha uma mente excepcional", prossegue Guru-Murthy. "Mas, se os investigadores tiverem razão, tudo aquilo só serviu para alimentar a ira de um homem que desprezava o que representava seu trabalho." Kaczynski foi condenado à prisão perpétua em 1996, sem possibilidade de liberdade condicional. Ele passou as três décadas seguintes em prisões de todo o país, principalmente na prisão federal de segurança máxima de Florence, no Estado americano do Colorado. Um psiquiatra que o entrevistou na prisão diagnosticou Kaczynski com esquizofrenia paranoide, mas ele afirmava sempre saber exatamente o que estava fazendo. "Tenho certeza de que estou são", declarou ele em entrevista à revista Time, em 1999. Com a saúde deteriorada, Kaczynski se suicidou em 2023, aos 81 anos.

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Prefeitura publica edital para projeto com bolsa de R$ 350 para adolescentes em Juiz de Fora; veja como participar

Publicado em: 11/04/2026 15:46

Criança pede esmola no sinal de trânsito Jonathan Lins/ G1 A Prefeitura de Juiz de Fora publicou nesta quinta-feira (9) o edital de chamamento público para o projeto 'De boa na Cidade'. A iniciativa busca combater o trabalho infantil e foca na proteção de adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O destaque do programa é a concessão de uma Bolsa Permanência Juvenil no valor de R$ 350 mensais. As organizações da sociedade civil interessadas em enviar propostas têm até o dia 9 de maio para enviar os documentos através do site Prefeitura Ágil. O que é o projeto? Segundo a Prefeitura, o 'De boa na Cidade' foi criado para atender jovens que, muitas vezes, circulam pelas ruas em busca de renda para complementar o orçamento familiar. O objetivo é oferecer atividades no contraturno escolar e suporte psicossocial. Os benefícios previstos para os participantes e as famílias incluem: Bolsa mensal: R$ 350 para o jovem; Segurança alimentar: Cesta básica ou cartão alimentação para a família; Capacitação: Oficinas de tecnologia, cultura, esporte e preparação para o mercado de trabalho; Acompanhamento: Suporte técnico e psicossocial especializado. Quem pode enviar propostas? O edital é voltado para a seleção de organizações sem fins lucrativos. Para participar, a instituição deve: Estar regularmente constituída; Ter experiência no atendimento a crianças e adolescentes; Apresentar um plano de trabalho que contemple a integração com a rede pública (escolas, CRAS, CREAS e Unidades de Saúde). Os projetos selecionados serão financiados com recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumecad). O resultado final do processo de seleção está previsto para o dia 9 de junho. Clique aqui e acesse o edital. LEIA TAMBÉM: Empresas afetadas pelas chuvas na Zona da Mata já podem solicitar linha de crédito de R$ 500 milhões; saiba como Prefeitura de Juiz de Fora abre consulta pública para discutir transporte coletivo; veja como participar ASSISTA TAMBÉM: Grupo ajuda pessoas em vulnerabilidade social há 17 anos em Juiz de Fora Grupo ajuda pessoas em vulnerabilidade social há 17 anos em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Desova de tartaruga é registrada com sensor térmico e IA em projeto inédito no litoral da Paraíba; entenda

Publicado em: 11/04/2026 14:22

Registro pioneiro foi feito na divisa entre João Pessoa e Cabedelo Divulgação/Labei UFPB/ Associação Guajiru Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Associação Guajiru conseguiram um registro inédito no litoral paraibano: a assinatura térmica de uma tartaruga-marinha no exato momento da desova. A imagem foi captada por um drone equipado com sensor especial, na faixa de praia entre João Pessoa e Cabedelo, e integra um projeto pioneiro que usa inteligência artificial para ampliar a proteção de espécies ameaçadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A chamada “assinatura térmica” é, na prática, o padrão de calor que um corpo emite e que pode ser identificado por sensores especiais. No caso das tartarugas-marinhas, o equipamento capta a diferença de temperatura entre o animal e a areia da praia, formando uma espécie de “imagem invisível” ao olho humano. Esse contraste permite localizar a presença da tartaruga e até identificar o ponto exato da desova, mesmo à distância e durante a noite, quando a atividade costuma acontecer com mais frequência. À frente da pesquisa, o professor George Miranda, coordenador do Laboratório de Biodiversidade e Ecologia Integrativa (Labei), destaca o salto tecnológico. "A captação de imagens com sensores térmicos, associada a tecnologias de inteligência de máquina (IA), representa uma possibilidade de otimizarmos o monitoramento e, consequentemente, a proteção dessa espécie em nosso litoral", afirmou George. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O registro é considerado inédito por unir, de forma integrada, tecnologias que até então não eram aplicadas conjuntamente no monitoramento de tartarugas-marinhas. Segundo George, embora o uso de sensores térmicos já venha sendo explorado em estudos ambientais, a associação dessas imagens com sistemas de inteligência artificial capazes de reconhecer padrões e acompanhar a desova em tempo real representa um avanço pioneiro dentro de um projeto que reúne laboratórios da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Associação Guajiru. “Não estamos inventando o ovo , até estamos em outra frente desenvolvendo um ovo espião, mas associar essas imagens a um software de reconhecimento e monitoramento em tempo integral é inédito para esta espécie”, disse o pesquisador. Como funciona o sistema de captação térmica? Desova de tartaruga é registrada com sensor térmico e IA em projeto inédito no litoral da Paraíba Divulgação/Labei UFPB/ Associação Guajiru O sistema opera com um drone a cerca de 40 metros de altura, distância considerada segura para não interferir no comportamento dos animais. O sensor térmico identifica a diferença de temperatura entre o corpo da tartaruga e a areia, gerando uma “assinatura térmica”. A partir disso, um software, ainda em desenvolvimento, utiliza inteligência artificial para reconhecer automaticamente esse padrão, além dos rastros deixados na areia, e indicar a localização do ninho em tempo real. “As tartarugas, assim como a maioria dos animais, com exceção dos humanos, não reconhecem fronteiras políticas, elas buscam locais mais adequado para a postura dos ovos, poderíamos dizer que elas preferem praias com grande extensão de areia, presença de restinga preservada, ausência de iluminação (fotopoluição) enseadas abertas”, pontuou George Miranda. 🐢Captar a cena exigiu precisão e paciência. Discretas, as tartarugas podem interromper a desova ao perceber qualquer estímulo externo, como luz, ruído ou movimentação. De acordo com Daniella Siqueira, a poluição luminosa é, hoje, uma das principais ameaças em áreas urbanizadas. "Filhotes e as fêmeas se desorientam pela luz que a gente utiliza na nossa orla. O tipo de luz mais adequada não é a branca, que majoritariamente nós utilizamos, e sim a luz de cor âmbar", explicou. Ela também cita outros riscos, como a ingestão de plástico e a captura acidental em redes de pesca. EXCLUSIVO WEB: pesquisadores monitoram desova de tartaruga marinha rara no ES Próximos passos da pesquisa Tartaruga marinha próximo à Ilha das Palmas Áthila Bertoncini/Ilhas do Rio/Divulgação A tecnologia, que conta com apoio da INOVATEC/JP, surge como alternativa mais eficiente e acessível ao monitoramento tradicional, reduzindo custos e ampliando o alcance das ações, sobretudo em áreas de difícil acesso. 🪺O próximo passo do projeto já está em desenvolvimento: um “ovo espião”, capaz de monitorar os ninhos por dentro. O chamado “ovo espião” é uma tecnologia que simula um ovo verdadeiro dentro do ninho, mas com sensores instalados no interior. A ideia é que ele seja colocado junto aos demais ovos sem interferir no desenvolvimento natural da ninhada. A partir daí, o dispositivo consegue registrar dados importantes, como temperatura, umidade e até possíveis movimentações, transmitindo essas informações para os pesquisadores. Na prática, isso permite acompanhar o desenvolvimento dos embriões em tempo real, sem a necessidade de abrir o ninho, o que poderia comprometer a sobrevivência dos filhotes. Além disso, o monitoramento interno ajuda a identificar riscos, como variações excessivas de temperatura ou interferências externas, ampliando as chances de sucesso na eclosão e fortalecendo as estratégias de conservação das espécies. “O monitoramento das áreas de desova é essencial na proteção dos ninhos, principalmente na busca de uma maior eficiência reprodutiva. Bolsões de ninhos exigem maiores cuidados como o controle da fotopoluição, do tráfego de veículos, e do desenvolvimento de atividades comerciais, essas áreas são prioritárias para a proteção”, explicou George. Atualmente, o trabalho acompanha, principalmente, as tartarugas-verdes e as de-pente, ambas ameaçadas de extinção. Na Grande João Pessoa, os principais pontos de desova estão entre Bessa e Intermares, além das praias de Jardim Oceania e Gramame. Vìdeos mais assistidos do g1 Paraíba

EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz

Publicado em: 11/04/2026 13:39

EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz Divulgação/ Central de Comando dos EUA/@CENTCOM Forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) iniciaram, neste sábado (11), uma operação para a detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz. A manobra, que envolve o uso de contratorpedeiros e tecnologia de ponta, busca restabelecer a segurança em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, após a identificação de artefatos explosivos lançados pela Guarda Revolucionária do Irã. Mais cedo, o presidente americano Donald Trump afirmou em uma rede social que os americanos estão "limpando" a via marítima. "Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria", escreveu o Trump em sua rede social, o Truth Social. A operação no Golfo A missão conta com o apoio de dois navios de guerra da Marinha americana: o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112). Ambos realizaram a travessia do estreito e já operam em águas do Golfo Árabe. O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rota segura para o comércio O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a prioridade é a criação de um corredor navegável livre de riscos para a marinha mercante. "Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", declarou Cooper. Importância estratégica O Estreito de Ormuz é considerado um ponto geográfico vital para a economia global. Por ser a principal saída para o petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio, qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística. Até o momento, não há previsão de quanto tempo a varredura completa irá durar, mas os EUA garantem que a presença militar na região será mantida para assegurar que o corredor permaneça aberto e seguro. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã. Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região. No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito. Neste sábado (11), dois superpetroleiros chineses atravessaram o Estreito de Ormuz, segundo dados de navegação da LSEG. As embarcações podem ser as as primeiras a deixar o Golfo desde o acordo de cessar-fogo firmado na terça (7). O que são minas navais? De acordo com análises do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria. Um estudo do centro aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa. Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação. Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo. Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1

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O jogo virou? Pixel 11 terá tela inédita da Samsung antes de Galaxy e iPhone

Publicado em: 11/04/2026 13:01 Fonte: Tudocelular

O Google pode estar prestes a realizar um feito técnico que pode surpreender até os mais céticos em relação a sua linha de smartphones Pixel. Deixando de lado por um momento os truques de inteligência artificial e as câmeras potentes, o foco da vez é a tela. Novos relatórios indicam que a série Pixel 11 deve chegar ao mercado equipada com os novíssimos painéis OLED M16 da Samsung. Caso a informação se confirme, os aparelhos do Google seriam os primeiros do mundo a utilizar a tecnologia de tela mais moderna da Samsung Display.A estratégia colocaria a empresa em uma posição privilegiada de mercado. Embora o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max também devam receber os painéis M16, o Google levaria vantagem no calendário de lançamentos. Como a gigante das buscas costuma apresentar seus celulares top de linha em agosto, e a Apple, tradicionalmente, em setembro, a linha Pixel 11 poderá ser a primeira disponível com a nova tela.Clique aqui para ler mais

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Empresário do PR que aplicou golpe de R$ 20 milhões em agricultores teve gastos elevados com estética e lazer enquanto estava foragido, diz MP

Publicado em: 11/04/2026 10:57

Justiça condena empresário por golpes no Paraná Enquanto era procurado pela polícia por um golpe milionário contra agricultores, o empresário Celso Fruet, de 72 anos, condenado na sexta-feira (10) por crimes de estelionato, manteve gastos elevados com clínicas de estética, lazer e tecnologia, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR). “Os extratos bancários revelaram que, enquanto as vítimas enfrentavam prejuízos econômicos, ele mantinha um padrão de vida elevado, incompatível, inclusive, com quem queria pagar os credores, com gastos em centros de estética, tecnologia e lazer, inclusive no período em que esteve foragido”, afirmou a promotora Ana Carolina Lacerda Schneider. Fruet está preso desde novembro de 2025, quando foi localizado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão, após ficar cerca de quatro meses foragido. Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão por 126 crimes de estelionato, além de multa e da obrigação de ressarcir as vítimas em R$ 23,8 milhões, segundo o MPPR. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp De acordo com o Ministério Público, o empresário, dono de uma cerealista em Campo Bonito, recebeu e armazenou a produção de soja, milho e trigo de mais de 100 agricultores, mas não repassou os valores após a venda dos grãos. As investigações apontam que, mesmo após vender a empresa para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, ele continuou negociando com produtores sem informar sobre a transação. Fruet seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, procurou a defesa do empresário e o advogado respondeu que acredita haver um equívoco na sentença e a pena é desproporcional. Informou ainda que vai recorrer da decisão. Celso Fruet ostentava carros de luxo nas redes sociais Reprodução/ Rede Sociais Saiba mais sobre o caso: Condenação: Celso Fruet é condenado a prisão por golpe de R$ 20 milhões Prisão: Empresário que ostentava carros de luxo, cavalos e fazendas nas redes é preso Conheça: Quem é o empresário do Paraná suspeito de aplicar golpe em agricultores Golpe: Dono de cerealista é procurado por golpe milionário contra mais de 100 agricultores Como funcionava o golpe A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado. “Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação. No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade. A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação. Cerealista é investigada por aplicar golpe em agricultores RPC Leia também: Operação: Operação desarticula grupo criminoso que vendia eletrônicos do Paraguai Carga milionária: PM entra pelo assoalho de caminhão e encontra cofre com carga milionária de cigarros eletrônicos Desaparecido: Trabalhador agrícola que desapareceu no PR foi visto pela última vez em hotel Produtores relatam prejuízo Entre as vítimas está a família de Marilete Pagani, que tinha 320 sacas de soja armazenadas na cerealista, cerca de R$ 38 mil. O dinheiro seria usado para pagar o tratamento do pai, que tem Alzheimer e Parkinson. “Ficamos em desespero. A gente confiava, contava com aquilo ali. De repente, você perde tudo o que tinha. É uma revolta bem grande”, disse. Fruet apresentava uma vida de luxos Reprodução/ Rede Sociais VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

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Estimulação cerebral profunda pode devolver autonomia a pacientes com Parkinson; entenda

Publicado em: 11/04/2026 08:32

Procedimento é considerado mediante avaliação médica e pode contribuir para retomada da autonomia. Divulgação Imagine precisar de mais esforço do que antes para segurar uma xícara de café ou abotoar uma camisa. Para muitas pessoas, a doença de Parkinson começa assim, de forma sutil. Embora os tremores involuntários sejam o sinal mais conhecido, a doença é um distúrbio neurológico que evolui ao longo do tempo. Seu estopim se deve a perda de células que produzem a dopamina, o "mensageiro" do movimento no cérebro. Rigidez muscular, lentidão dos movimentos, perda de reflexos e demais sintomas passam a afetar a qualidade de vida. Foi o que aconteceu com a professora Norma, do interior de Minas Gerais. Diagnosticada com Parkinson em 2016, ela viu sua rotina mudar. Atividades como dar aulas, pilotar moto e dançar passaram a ser impactadas pelas dificuldades motoras. Em busca de recuperar sua autonomia, Norma encontrou um aliado ao tratamento: o DBS, sigla para Estimulação Cerebral Profunda (do inglês, Deep Brain Stimulation). O que é o DBS? A Estimulação Cerebral Profunda consiste na implantação de um estimulador no tórax e dois eletrodos no cérebro, um de cada lado, que atuam como uma espécie de marca-passo, enviando estímulos elétricos para ajudar a regular os sinais responsáveis pelos movimentos. Embora seja reversível, ou seja, possa ser retirado se necessário, o processo é seguro e visa acompanhar o paciente por toda a vida. Após a avaliação de uma equipe multidisciplinar, contando com neurologista especialista em distúrbios do movimento, neurocirurgião e demais profissionais, a mineira foi considerada elegível ao DBS. Decidida a seguir esse caminho, Norma mobilizou sua cidade ao organizar uma “vaquinha” para viabilizar a cirurgia, realizada em 2023. Como o tratamento com DBS funciona? Norma procurou um médico especialista e tirou todas as dúvidas. Como o procedimento é feito na cabeça e gera incertezas, a neurologista Sara Casagrande, especialista em distúrbios do movimento e em Estimulação Cerebral Profunda, explica sobre a doença, seus principais sinais e detalha como funciona o DBS. No vídeo, ela também fala sobre critérios de indicação, momento ideal para o procedimento, tipos de dispositivos, segurança, eficácia, impactos na qualidade de vida e acesso ao tratamento no Brasil via SUS. Assista! DBS no Parkinson: mais autonomia, menos sintomas e melhor qualidade de vida. O momento ideal Com o avanço do Parkinson, os sintomas motores tendem a se intensificar e os medicamentos passam a exigir ajustes ao longo do tempo. Esse processo pode causar efeitos colaterais, como movimentos involuntários, além de reduzir o período em que o paciente se sente bem e funcional no dia a dia. Por isso, desde o diagnóstico, é importante que paciente, família e cuidador conheçam as possibilidades de tratamento ao longo da evolução da doença, incluindo a Estimulação Cerebral Profunda. Isso ajuda no planejamento do cuidado e em decisões mais conscientes no futuro. O DBS é considerado quando os medicamentos ainda apresentam efeito, mas já não garantem um controle estável dos sintomas ao longo do dia. Esse estágio é conhecido como “janela de oportunidade”. Em geral, essa fase pode surgir cerca de quatro anos após o diagnóstico, embora o tempo varie de acordo com cada paciente e a progressão da doença¹. Ganhos na qualidade de vida “Depois do DBS, tudo mudou. Eu considero esse o dia em que nasci de novo. Quando o neurocirurgião Erich fez o procedimento, disse: ‘Você está ótima!’. Fiquei 15 dias sem trabalhar, mas, quando voltei para a escola, foi um susto. Professores, diretora, alunos… todo mundo falando comigo. Eles me viram diferente”, conta Norma, emocionada. A professora voltou a dançar, encarou os 575 degraus da Pedra da Conceição, MG, e, para sua alegria, retomou uma paixão: andar de moto. Assim como Norma, outros pacientes elegíveis ao DBS apresentam melhora significativa. Estudos clínicos apontam: • 8 a 10 horas por dia com sintomas motores sob controle eficaz2-4 • Diminuição de até 70% dos tremores, dependendo do tipo e da localização5 • Melhora de cerca de 51% na função motora após um ano6 • Redução de medicamentos para Parkinson em 75% dos pacientes no primeiro ano7 • Manutenção dos resultados por pelo menos 5 anos4 • 96% dos pacientes fariam o procedimento novamente8 É importante destacar que o DBS não atua sobre sintomas não motores do Parkinson, como perda de olfato, insônia, dor e salivação excessiva. Ainda assim, médicos observam um efeito indireto: com mais autonomia no dia a dia, muitos pacientes relatam melhora no bem-estar e na qualidade de vida. E não é só o caso de Norma. Outras pessoas com Parkinson também relatam os benefícios da Estimulação Cerebral Profunda. Veja! Parkinson com DBS. É possível sonhar. Uma iniciativa da Boston Scientific. É possível sonhar! Muitos pacientes, familiares e cuidadores procuram entender melhor as opções disponíveis e conversar com seus médicos sobre os caminhos possíveis. Quando bem indicado, o DBS entra como uma opção de tratamento que pode ajudar a retomar atividades, ganhar previsibilidade no dia a dia e recuperar o protagonismo da própria vida. Nesse cenário, a Boston Scientific, empresa global de inovação em tecnologia médica, atua no desenvolvimento e aprimoramento da Estimulação Cerebral Profunda (DBS) em nível global desde 2012 e trouxe o tratamento para o Brasil em 2016. Pensando em quem está nessa jornada, iniciativas como o portal Viver com Parkinson, da Boston Scientific, reúnem conteúdos explicativos com informações confiáveis e oferecem suporte para tirar dúvidas e se preparar para conversar com a equipe médica. Para saber mais sobre o DBS e encontrar médicos especialistas em distúrbios do movimento, acesse o portal Viver com Parkinson. 1. Engl J Med 2013; 368:610-622 DOI: 10.1056/NEJMoa1205158. 2. Okun et al. Parkinson’s disease DBS: what, when, who and why? The time has come to tailor DBS targets. Expert Rev Neurother. 2010. 10(12): 1847–1857 3. Timmerman et al. Multiple-source current steering in subthalamic nucleus deep brain stimulation for Parkinson's disease (the VANTAGE study): a nonrandomized, prospective, multi-centre, open-label study. Lancet Neurology. 2015. 14: 693 - 701. 4. Krack et al. Five-year follow up of bilateral stimulation of the subthalmaic nucleus in advanced Parkinson’s disease. N Eng J Med. 2003. 349: 1925 – 1934. 5. Farris, S. and Giroux, M. (2013). DBS: A Patient Guide to Deep Brain Stimulation. Movement and Neuroperformance Center. Colorado. 6. Vitek J, Jain R, Chen L et al. Subthalamic nucleus deep brain stimulation with a multiple independent constant current-controlled device in Parkinson's disease (INTREPID): a multicentre, double-blind, randomised, sham-controlled study. Boston Scientific. 2020. 7. Weaver et al. Bilateral deep brain stimulation vs best medical therapy for patients with advanced Parkinson Disease: A randomized Controlled Trial. JAMA. 2009. 301: 63 – 73. 8. Knoop et al. Bridging the gap in patient education for DBS surgery for Parkinson’s disease. Parkinson’s Disease. 2017. 2017: 1-6.

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FOTOS: veja imagens da volta da Artemis II após missão histórica ao redor da Lua

Publicado em: 11/04/2026 08:16

Artemis II pousa no mar às 21h07; veja momento A cápsula Orion, da missão Artemis II, pousou no Oceano Pacífico às 21h07 (de Brasília) desta sexta-feira (10), próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos, encerrando a primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos. Abaixo, veja fotos: A nave Orion da NASA, com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, pousa no Oceano Pacífico após missão Artemis II de quase 10 dias ao redor da Lua. NASA/Bill Ingalls Mergulhadores da Marinha dos EUA e os astronautas da Artemis II, a bordo de um bote inflável, são alcançados por helicópteros e içados até o navio de resgate após deixarem a nave Orion, da NASA NASA/James Blair O astronauta da NASA Reid Wiseman, comandante da Artemis II, à esquerda, e o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen, especialista da missão Artemis II, são vistos sentados em um helicóptero MH-60 Seahawk da Marinha, do Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 23, no convés de voo do USS John P. Murtha, NASA/Bill Ingalls Orion amerissa no Oceano Pacífico perto de San Diego, Califórnia NASA/Josh Valcarcel A equipe de controle de voo da Artemis II é vista em seus consoles na Sala de Controle White, no Centro de Controle de Missão do Centro Espacial Johnson da NASA NASA/Robert Markowitz Os astronautas Victor Glover e Christina Koch sentados em um helicóptero no convés do USS John P. Murtha NASA/Bill Ingalls O astronauta Reid Wiseman abraça o médico de voo da Nasa após retorno à Terra NASA/Bill Ingalls Como foi o regresso? A etapa final foi marcada por uma desaceleração extrema. Em poucos minutos, a nave reduziu sua velocidade de mais de 40 mil km/h para cerca de 32 km/h antes do impacto controlado no mar. A maior parte dessa redução aconteceu durante a reentrada na atmosfera, quando o atrito com o ar funciona como um “freio natural” e gera temperaturas superiores a 2.700 °C ao redor do escudo térmico. Gif mostra pouso da cápsula oreon no mar Reprodução Após essa fase mais intensa, a cápsula iniciou a abertura dos paraquedas em etapas. Primeiro, os de estabilização ajudaram a controlar a trajetória. Em seguida, os três paraquedas principais entraram em ação, permitindo uma descida segura até o splashdown. Com o pouso concluído, equipes de resgate da NASA e das forças armadas dos Estados Unidos iniciaram a operação para retirada dos astronautas. A tripulação deixou a cápsula por volta das 22h e foi levada de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passará pelas primeiras avaliações médicas antes de seguir para o continente. O diretor de voo da missão, Rick Henfling, afirmou que a tripulação apresentou bom estado de saúde após o resgate. “Vimos a tripulação algumas vezes depois que eles saíram da nave. Todo mundo estava feliz e com boa saúde. E tudo o que temos ouvido dos médicos é que a tripulação está bem, saudável e pronta para voltar para Houston”, disse. A expectativa é que os astronautas cheguem a Houston ainda neste sábado. Gif mostra cápsula desacoplando Reprodução A Artemis II marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua desde o programa Apollo, na década de 1970. Ao longo de cerca de dez dias, quatro astronautas —Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen— viajaram mais de 1,1 milhão de quilômetros, testando sistemas essenciais para as próximas etapas da exploração espacial. O sucesso da missão abre caminho para a Artemis III, prevista para os próximos anos, que deve levar astronautas de volta à superfície lunar e inaugurar uma nova fase de presença humana fora da Terra. ⏱️ Passo a passo do retorno da Artemis II Acompanhe os principais momentos da reentrada da cápsula Orion (horários de Brasília): ✅ 20h33 — Separação do módulo de serviço; escudo térmico fica exposto para a reentrada ✅ 20h37 — Queima de motores ajusta o ângulo de entrada na atmosfera ✅ 20h53 — Cápsula atinge 122 km de altitude; começa a reentrada e o apagão de comunicação (blackout) ✅ 21h03 — Abertura dos paraquedas de frenagem, a cerca de 6,7 km de altitude ✅ 21h04 — Abertura dos três paraquedas principais, a cerca de 1,8 km ✅ 21h07 — Splashdown no Oceano Pacífico, a cerca de 32 km/h ➡️ Após o pouso: Equipes de resgate se aproximaram da cápsula. Tripulação foi retirada por volta das 22h Astronautas seguem de helicóptero para o navio USS John P. Murtha. Depois, retornam ao Centro Espacial Johnson, no Texas. A descida intensa Durante a descida, os astronautas enfrentaram forças de até quase quatro vezes a gravidade da Terra. Para tornar essa desaceleração suportável ao corpo humano, a cápsula entra na atmosfera em um ângulo muito específico, o que prolonga o tempo de descida e evita impactos ainda mais bruscos. Após a frenagem inicial —responsável pela maior parte da perda de velocidade— a Orion segue para a fase final. A cerca de 6,7 km de altitude, são abertos os paraquedas de estabilização, que ajudam a controlar a trajetória e reduzir ainda mais a velocidade. Pouco depois, por volta de 1,8 km, entraram em ação os três paraquedas principais, responsáveis por desacelerar a cápsula até cerca de 32 km/h. Foi nessa velocidade que a Orion tocou o Oceano Pacífico, em um procedimento conhecido como splashdown. Após o pouso, a operação de resgate começou na sequência. Equipes da NASA e das forças armadas dos Estados Unidos se deslocaram até a cápsula, mas a retirada dos astronautas deve acontecer em até duas horas. Eles serão levados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passam pelas primeiras avaliações médicas ainda no mar. Na sequência, a tripulação retorna ao continente e embarca para o Centro Espacial Johnson, no Texas, onde continuará sendo monitorada por equipes médicas nos dias seguintes. Gif mostra Artemis II Nasa/Reprodução Missão histórica e o que vem agora A Artemis II marca o retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua desde o programa Apollo, encerrado nos anos 1970. Ao longo de cerca de dez dias, quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen —percorreram mais de 1,1 milhão de quilômetros, na maior distância já viajada por humanos no espaço. Diferentemente das missões Apollo, o objetivo não foi pousar na Lua, mas testar todos os sistemas necessários para futuras missões: a cápsula Orion, o foguete Space Launch System (SLS) e os protocolos de segurança para voos tripulados em espaço profundo. A missão incluiu uma órbita ao redor da Lua e o retorno à Terra em alta velocidade —uma das manobras mais complexas da engenharia espacial. O sucesso dessa etapa é considerado fundamental para os próximos passos do programa. Com os dados coletados, a NASA avança agora para a Artemis III, prevista para os próximos anos. A missão deve marcar o retorno de astronautas à superfície lunar —incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar na Lua— e abrir caminho para uma presença mais contínua no satélite natural. A Lua é vista como um laboratório para futuras missões mais ambiciosas, como viagens a Marte. Por isso, a Artemis II não encerra apenas uma jornada histórica: ela inaugura uma nova fase da exploração espacial, com foco em permanência, tecnologia e expansão das fronteiras humanas no espaço. Leia também: 'Arrepios': astronautas da Artemis ainda sentem efeitos da passagem pela Lua Falha no WC, odor oculto: a odisseia de apuros da Artemis II O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo O que aconteceu com as bandeiras dos EUA deixadas na Lua? Saiba o que sobrou após mais de 50 anos

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