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Saiba quem são os diretores do Banco Master presos pela PF nesta terça

Publicado em: 18/11/2025 10:19

Prisão do dono do Master envolve gestão fraudulenta A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de prisão contra o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e quatro diretores da instituição, nesta terça-feira (18), durante operação que mira um esquema de fraudes financeiras. A prisão aconteceu horas após o consórcio liderado pelo grupo de investimento Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master— e pouco mais de um mês após o Banco Central ter rejeitado a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília). Segundo a TV Globo apurou, sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da operação. Seis pessoas já foram presas. Entre elas, Vorcaro e quatro diretores. Veja a lista de presos ligados ao Banco Master até a última atualização desta reportagem: Daniel Bueno Vorcaro, presidente Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, consta como um dos sócios do banco Augusto Ferreira Lima, ex-CEO O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor-executivo de finanças e controladoria da instituição foram afastados dos cargo por 60 dias, por decisão judicial. As investigações começaram em 2025, após o Banco Central (BC) enviar um relatório informando das suspeitas. Na manhã desta terça, o BC emitiu um comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição. Com isso, o processo de compra está automaticamente interrompido. 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central fecha um banco que não tem mais condições de funcionar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores, até extinguir a instituição. O negócio com o grupo Fictor teria a participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos e previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar o caixa do Master, que passa por dificuldades financeiras. A compra ainda precisaria da aprovação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Palavras-chave: tecnologia

Presos trabalham na reconstrução de cidade destruída por tornado no PR de dentro e de fora da prisão; entenda

Publicado em: 18/11/2025 10:01

Estudantes de Rio Bonito do Iguaçu retomam rotina de aulas após reabertura de CMEI Cerca de 100 presidiários do Paraná estão trabalhando, de dentro e de fora da prisão, na reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu – cidade do centro-sul do estado destruída por um tornado. O grupo se soma a mais de uma centena de voluntários de cidades próximas e outros pontos do estado que foram à cidade para prestar auxílio em diversas áreas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Segundo o Governo do Estado, 89 detentos foram enviados para o município para atuar na limpeza de entulhos, recuperação de estruturas e separação de doações, e pelo menos outros seis produziram carrinhos de mão dentro de um complexo penal para apoiar os trabalhos externos. Há, também, pessoas privadas de liberdade produzindo uniformes para quem está em campo. Nesta quarta (19), um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) que contou com mão-de-obra prisional e outros voluntários para ser reconstruído voltará a receber crianças. Não há previsão de reinício das aulas, mas o local foi reaberto para que os pais possam deixar os filhos na creche durante o dia. Saiba mais abaixo. Presos trabalham na reconstrução de cidade destruída por tornado no PR Ruan Felipe/SESP-PR O trabalho das pessoas privadas de liberdade é supervisionado pela Polícia Penal do Paraná (PP-PR). Os custodiados enviados a Rio Bonito do Iguaçu são de Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Ponta Grossa e Cascavel. Entre os lugares que estão recebendo os serviços, estão CMEIs e escolas, e também a prefeitura, o batalhão da Polícia Militar (PM) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município. Os que produziram os carrinhos de mão estão detidos no Complexo Penal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. No local, eles recebem capacitação para realizar atividades de solda e parte elétrica. De acordo com o governo, de dentro da prisão, foram feitos cinco equipamentos 50% mais resistentes que as unidades convencionais encontradas no mercado, para auxiliar diretamente na remoção de entulhos, no transporte de materiais e na reorganização das áreas afetadas. Presos produziram carrinhos de mão para cidade destruída por tornado no PR Ruan Felipe/SESP-PR Leia também: Investigação: Jovem suspeito de esfaquear homem morre em acidente de moto horas depois Campeonato mundial: Cerveja do PR de estilo belga supera rótulos da Bélgica e conquista título de melhor do mundo Entenda: Polícia investiga circunstâncias de acidente que matou pastor O trabalho dos presos e abatimento de pena Presos trabalham na reconstrução de cidade destruída por tornado no PR Talita Diniz/PP-PR O Governo do Paraná possui um programa para o uso de trabalho prisional na manutenção dos colégios estaduais desde antes dos tornados que atingiram o estado no dia 7 de novembro. Pelo programa, chamado de "Mãos Amigas", a cada três dias trabalhados, um dia é abatido da pena. Em 2025, 427 unidades escolares foram atendidas, com mais de dois mil serviços realizados. O chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal, Boanerges Silvestre Boeno Filho, avalia que iniciativas como essa fortalecem a reinserção social ao colocar o trabalho das pessoas privadas de liberdade a serviço de ações de impacto direto para a população. "A importância dessa atuação é muito grande, porque eles próprios reconhecem que estão contribuindo para reconstruir uma cidade em um momento tão delicado. O Governo do Estado uniu esforços e hoje contamos com pessoas privadas de liberdade trabalhando por Rio Bonito do Iguaçu. Permaneceremos aqui pelo tempo que for necessário, até que a cidade possa retomar sua normalidade", afirma. Relembre os pontos principais da passagem do tornado por Rio Bonito: Tornados no Paraná deixam rastro de destruição Reabertura de CMEI e força-tarefa de voluntários Initial plugin text Dez dias após o tornado, nesta segunda-feira (17), o CMEI Dona Laura reabriu as portas para cadastrar pais que precisam deixar seus filhos na creche. A partir de quarta (19), as crianças voltarão a ser recebidas no local. O CMEI ganhou um novo telhado, que havia sido completamente destruído durante a tempestade. A força-tarefa de limpeza e preparação da unidade contou com apoio de 29 presos, além de servidores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), da Defesa Civil e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PR). O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou a importância da entrega da creche para ajudar os pais que necessitam de mais tempo para reconstruir suas casas. “Você ter um espaço de acolhimento é fundamental, e esse espaço de acolhimento foi colocado em condições de acolher em tempo recorde através de várias mãos de voluntários e entidades que ajudaram bastante, e certamente essa ação mostrou novamente a importância das nossas universidades estaduais”, disse. Após a avaliação da Secretaria Municipal de Educação, a reconstrução do CMEI foi definida como prioridade. CMEI Dona Laura Unioeste No dia 12, estudantes e professores dos cinco campi da Unioeste — convocados por meio de uma operação emergencial — iniciaram a limpeza e os reparos iniciais com apoio de voluntários locais. No dia 13, o trabalho ganhou reforço de presos e voluntários, além de alunos do Curso Técnico em Eletrotécnica do CEEP Laranjeiras do Sul e do curso de Agronomia da UFFS. As obras envolveram limpeza, retirada de entulhos, limpeza e recuperação dos materiais pedagógicos, recuperação da rede elétrica interna com a troca de lâmpadas e fiação, conserto da caixa d’água, conserto da cobertura que estava 100% comprometida, reposição de telhas, conserto de vazamento de água, entre outras atividades. O local ainda passará por uma reestruturação definitiva, cujo investimento deve chegar a R$ 522 mil. Por enquanto, a secretária municipal de Educação, Eliane Dal Casteli, ressalta que o CMEI será um ponto de acolhimento pedagógico e psicológico. “Queremos estar com as crianças para que suas famílias possam reconstruir seus lares”. CMEI Dona Laura Unioeste Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Veja mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

Palavras-chave: tecnologia

99 e Uber anunciam retomada do serviço de moto por aplicativo na cidade de SP a partir de 11 de dezembro

Publicado em: 18/11/2025 09:59

Serviço voltará a ser oferecido pela 99 e Uber Reprodução As plataformas de aplicativo 99 e Uber anunciaram nesta terça-feira (18) que vão retomar o serviço de moto por aplicativo na cidade de São Paulo a partir do próximo dia 11 de dezembro. Na véspera, dia 10, vence o prazo dado pela Justiça de São Paulo para que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) regulamente as regras do serviço na capital paulista. Procurada, a Prefeitura de SP disse que "as áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto". (Leia nota completa ao final.) O anúncio da retomada dos serviços foi feito em conjunto pelas duas empresas e acontece após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da semana passada que considerou inconstitucional a lei estadual que dava aos municípios poder para autorizar ou proibir o serviço. Segundo as empresas, o modelo já é aplicado no Rio de Janeiro em parceria com o poder público e pode subsidiar a futura regulamentação municipal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Documento com compromissos 99 e Uber anunciam retomada do serviço de moto por aplicativo na cidade de SP a partir de 11 de dezembro Rodrigo Rodrigues/g1 No evento, realizado no bairro da Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, as empresas distribuíram um documento que estabelece cinco compromissos principais das duas plataformas com os usuários paulistanos e a prefeitura da capital. Compartilhamento de dados — Transferência de informações agregadas e anonimizadas ao poder público para planejamento de mobilidade, redução de acidentes e ações educativas, respeitando a LGPD. Certificação de condutores — Exigência de idade mínima de 21 anos e carteira de habilitação com EAR (Exerce Atividade Remunerada). Treinamento de segurança — Formação contínua em direção defensiva e boas práticas, com treinamentos presenciais periódicos. Distribuição de equipamentos — Doação de coletes refletivos para motociclistas engajados. Tecnologias de monitoramento — Uso de telemetria para identificar padrões de risco (como excesso de velocidade e freadas bruscas), gerar alertas e criar incentivos para condutores com comportamento seguro. O diretor de Políticas Públicas da Uber Brasil, Ricardo Leite Ribeiro, afirmou que a data foi escolhida por esgotar o prazo dado pelo TJ para que o prefeito regulamentar o serviço na capital paulista. Já se passaram quase 70 dias do prazo dado pela Justiça e não vimos ainda a prefeitura se movimentar nesse sentido [de regulamentar o serviço]. A gente já publicou uma carta pública para sentar com o prefeito e participar da discussão, mas não tivemos ressonância. Então, nós estamos assumindo esses cinco compromissos de auto-regulação. Ele ressaltou que a empresa "segue querendo contribuir no debate regulatório, mas enquanto ele não acontece, a gente vai cumprir com rigor esses compromissos assumidos". Veja abaixo a reprodução do documento: Documento com compromissos da 99 e da Uber Reprodução O que diz a Prefeitura de SP Abaixo, leia a íntegra da nota da prefeitura: "A Prefeitura de São Paulo informa que vai utilizar todos os instrumentos para proteger a vida dos paulistanos. A proibição do transporte por motocicleta via aplicativo na cidade de SP se baseia em dados concretos sobre o aumento de acidentes e mortes com o uso de motocicletas. Essa frota teve um salto de 56% nos últimos dez anos (833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024), e o número de óbitos nesses casos cresceu 20% de 2023 (403 óbitos) para 2024 (483 óbitos), superando até mesmo os homicídios. Somente com pacientes vítimas de acidentes de moto, a Prefeitura aplicou no ano passado cerca de R$ 35 milhões na linha de cuidado a trauma. As áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto."

Palavras-chave: lgpdtecnologia

AMD anuncia data de estreia do FSR Redstone com novos recursos de IA para games

Publicado em: 18/11/2025 09:36 Fonte: Tudocelular

Após meses de teasers e até a liberação antecipada de um dos recursos, a AMD anunciou nesta terça-feira (18) a data de estreia do FSR Redstone, nova edição do pacote de recursos de GPU da empresa para games e apps. A novidade embarca entre os destaques a função de geração de quadros com IA, além de diversas tecnologias baseadas em Inteligência Artificial aos moldes do que é feito pela NVIDIA com o DLSS.A novidade foi revelada pelo Vice-Presidente e Gerente Geral de computação e gráficos da AMD, Jack Huynh, em publicação nas redes sociais com a mensagem "quando a escuridão acaba... começa o Redstone", em referência à nova versão do pacote de funções. Junto do texto, a postagem traz um breve vídeo em estilo que lembra a introdução usada pela Marvel Studios em seus filmes, destacando trechos de gameplay de alguns jogos — é provável que esses sejam os primeiros títulos a receber atualizações com o FSR aprimorado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Paul McCartney lança faixa silenciosa em protesto contra projeto de IA

Publicado em: 18/11/2025 08:41

Paul McCartney se apresenta em São Paulo, em 2024 Marcos Hermes/Divulgação Paul McCartney, ex-membro dos Beatles, lançará em dezembro uma faixa silenciosa na reedição de um álbum, também silencioso, junto com outros artistas, para denunciar um projeto sobre inteligência artificial (IA) que flexibiliza os direitos autorais. A faixa de McCartney, intitulada "Bonus Track", é uma gravação de um "estúdio vazio", com uma sucessão de ruídos, com duração de 2 minutos e 45 segundos. Fará parte da reedição em vinil do álbum "Is this what we want?" (É isso o que queremos?), no dia 8 de dezembro, anunciou o coletivo de mesmo nome em seu site. Mais de mil artistas, entre eles Annie Lennox, Damon Albarn, Jamiroquai e Max Richter, colaboraram neste álbum silencioso, que foi lançado em versão digital em fevereiro de 2025, e que pede ao governo britânico que "não legalize o roubo musical em benefício das empresas de IA". Em dezembro, será lançada sua versão em vinil, com apenas mil cópias e o acréscimo da faixa de McCartney. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O álbum inclui gravações realizadas em estúdios e salas de espetáculos vazios, ilustrando o impacto que, segundo nós, as propostas do governo teriam sobre os meios de subsistência dos músicos", afirma o coletivo. O ex-Beatle, de 83 anos, já havia assinado, junto com 400 artistas - entre eles Elton John, Coldplay e Dua Lipa -, uma carta aberta pedindo ao governo que proteja a indústria musical britânica. O executivo trabalhista defende um projeto de lei, que a princípio será apresentado em 2026, destinado a aplicar uma exceção à lei de direitos autorais para facilitar o uso de conteúdos criativos a fim de treinar modelos de IA. As empresas de tecnologia não precisariam mais obter a autorização dos autores nem remunerá-los, o que provoca indignação na indústria musical. Segundo um estudo realizado entre artistas e produtores pela associação UK Music, publicado na última quarta-feira, dois em cada três entrevistados consideram que a IA constitui uma ameaça para sua carreira.

Instituto premia jovens do interior de SP por projeto de conexão entre gerações: 'Transformar vidas', diz estudante campeã

Publicado em: 18/11/2025 07:27

Instituto premia jovens do interior de SP por projeto social em Lençóis Paulista A partir da observação e da reflexão de experiências próprias, jovens de Lençóis Paulista (SP) e Lucianópolis (SP) desenvolveram 30 projetos sociais que participaram do Desafio Faça Acontecer, do Instituto Liderança Jovem. Durante três meses, os participantes da iniciativa foram desafiados a identificar problemas reais em suas escolas e bairros e propor soluções de impacto para transformar suas comunidades no interior de SP. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Ao todo, 30 projetos foram inscritos, 21 chegaram à final e sete equipes foram premiadas nas seguintes categorias: Destaque Assunto Relevante, Destaque Inovação, Destaque Visão de Mundo, Destaque Mobilização e Prêmio Faça Acontecer. A grande campeã foi a equipe Conectando Gerações, de Lençóis Paulista. Veja mais detalhes no vídeo do início da reportagem. O grupo desenvolveu uma ideia voltada a ciência e tecnologia, abordando inovação, inteligência artificial, educação digital e experiências com realidade virtual artificial. Dentro do projeto, os estudantes buscaram desenvolver senso crítico, fortalecer a educação digital, facilitar a aprendizagem escolar e promover experiências tecnológicas, envolvendo desde crianças do quarto ano até idosos. Foram mais de 200 pessoas envolvidas durante a ação. Para Ana Laura de Almeida, capitã da equipe vencedora, o reconhecimento é sobre o impacto e, não apenas, sobre o troféu. "É sobre contribuir com nossa comunidade, unir pessoas e transformar vidas", explica a estudante. Projeto premia jovens que desenvolveram soluções para sua comunidade em Lençóis Paulista (SP) Divulgação O grande evento final de apresentação reuniu mais de 600 pessoas, entre estudantes, familiares, educadores, jurados, autoridades e membros da comunidade, no Teatro Municipal "Adélia Lorenzetti", no início de novembro de 2025. Para a gerente de Operações e Projetos Sociais do instituto responsável pela 9ª edição do evento, a noite marcou não só a conclusão de um ciclo, mas também o reconhecimento do protagonismo e da criatividade dos jovens. "Todos os anos somos surpreendidos pela criatividade e pelo engajamento dos jovens, mas esta edição nos mostrou, de forma muito especial, o quanto eles se mobilizaram em torno do que acreditam, transformando ideias em ações reais dentro de suas comunidades", afirmou Danieli Roza. Projeto premia jovens que desenvolveram soluções para sua comunidade em Lençóis Paulista (SP) Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Nenhuma empresa estaria imune se bolha da IA estourar, diz CEO da Google à BBC

Publicado em: 18/11/2025 06:52

Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. Freepik/ Reprodução O CEO da Google, Sundar Pichai, afirmou que nenhuma empresa estaria imune caso a bolha da Inteligência Artificial estoure. A fala ocorreu em uma entrevista à rede britânica BBC divulgada nesta terça-feira (18). Perguntado se a Google seria imune ao impacto de um possível estouro da bolha da IA, Pichai disse que a gigante do Vale do Silício poderia resistir a essa eventual crise, porém todas empresas do mundo seriam afetadas. “Acho que nenhuma empresa estaria imune, incluindo nós”, afirmou Pichai à BBC. Segundo Pichai, o mundo vive atualmente em um "momento extraordinário" de franca expansão de investimentos em IA, porém há "alguma irracionalidade" cercando a atual euforia pela nova tecnologia, que pode revolucionar a maneira como vivemos e trabalhamos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para explicar, Pichai citou a revolução da internet: "Podemos olhar para a internet. Houve claramente muito investimento excessivo, mas nenhum de nós questionaria o impacto da internet (...) Espero que com a IA seja igual. Então acho que há racionalidade, mas também elementos de irracionalidade em um momento como este", afirmou. O CEO da Google também alertou que as pessoas não devem "confiar cegamente" em tudo que as ferramentas de IA dizem para elas. Chatbots como o Gemini, liderado por ele, e o ChatGPT, da OpenIA e mais popular, são suscetíveis a erros, como as alucinações, e é necessário checar as respostas de outras maneiras, afirmou Pichai. "Temos orgulho da quantidade de trabalho que fazemos para fornecer as informações mais precisas possível, mas o atual estado da arte da tecnologia de IA é suscetível a alguns erros. É por isso que as pessoas também usam a busca do Google, e temos outros produtos que são mais fundamentados em oferecer informações precisas", disse Pichai à BBC. Pichai também foi perguntado sobre a demanda energética necessária para alimentar a Inteligência Artificial. Ele citou investimentos feitos ao redor do mundo em novas tecnologias de produção energética, como a solar, e disse estar otimista para a expansão dessa produção para acompanhar o ritmo da IA. A demanda ambiental da IA é um assunto que está se tornando cada vez mais frequente quando o assunto é a expansão dos datacenters necessários para a tecnologia. Segundo uma pesquisa feita em 2024 na Califórnia, fazer 20 a 50 perguntas para um modelo de IA consome meio litro de água potável. LEIA TAMBÉM: 'Me sinto valorizado'; 'Minha família achou que não dava dinheiro': como é o trabalho de quem cria agentes de IA Uso de Inteligência Artificial no trabalho cresce 163% na indústria brasileira, diz IBGE Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 mil; veja como entrar Sundar Pichai, CEO da Google e da Alphabet, empresa-mãe durante evento sobre inteligência artificial, em 16 de novembro de 2023 AP Photo/Eric Risberg

Dell e NVIDIA anunciam AI Factory com foco em infraestrutura corporativa

Publicado em: 18/11/2025 06:50 Fonte: Tudocelular

A Dell e a NVIDIA acabam de anunciar a evolução do AI Factory, que traz uma abordagem integrada que promete simplificar a implantação de IA, aumentar o desempenho e reduzir a complexidade operacional. Segundo as companhias, essa nova geração de soluções combina o poder computacional das GPUs NVIDIA com a robustez dos servidores da Dell. Segundo pesquisas, 95% das empresas acreditam que a parceria com provedores de tecnologia confiáveis reduz riscos na adoção de novas ferramentas, enquanto 90% defendem que levar a IA até os dados corporativos oferece mais controle e valor agregado. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Sem recepção e 100% digital: como funcionam os hotéis autônomos que chegam ao Brasil

Publicado em: 18/11/2025 05:04

Programa de 08/11/2025 Quem procura um lugar seguro para descansar depois de horas de viagem ao volante, pode se surpreender ao encontrar um hotel autônomo nas estradas brasileiras. Sem recepção ou equipe fixa e com uma operação completamente digital, a ideia é simples: oferecer hospedagem rápida, acessível, segura e tecnológica para quem precisa de um descanso antes de seguir viagem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 📲 Tudo é feito pelo celular: o motorista acessa o site ou aplicativo do hotel, escolhe a unidade, faz o pagamento online e recebe uma senha para abrir a porta do quarto. Ao chegar, basta digitar o código na fechadura eletrônica. Não há contato humano. “Eu estava abastecendo no posto e já pensando em parar. Vi a placa do hotel, entrei no site, fiz o cadastro e pronto. Cheguei com a senha, entrei e estava tudo arrumado”, conta Eduardo Puscar, que pagou R$119 pela diária. A ideia surgiu da experiência de Anderson Souza, que passou anos viajando a trabalho. "Eu sempre viajei muito e nunca encontrei um local para dormir na rodovia, sem sair da rota", explica o empresário. Para validar o modelo, Anderson investiu cerca de R$ 700 mil e chegou a morar seis meses à beira da estrada para entender todos os detalhes da operação. Hoje, ele lidera uma rede que com nove franquias em funcionamento nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Tudo digital, mas com segurança A operação é totalmente automatizada: check-in, check-out e acesso ao quarto. 🤔 E a segurança? Anderson garante que as unidades ficam em locais com infraestrutura 24 horas, monitoramento e pátio seguro. Além disso, cada hotel tem câmeras externas. Essa estrutura permite que o hóspede tenha tranquilidade mesmo sem a presença física de funcionários no local. Para abrir uma franquia com cinco quartos, o investimento é de R$ 270 mil. A taxa média de ocupação gira em torno de 70%, com faturamento mensal próximo de R$ 21 mil. A margem de lucro chega a 50%, já que não há custos com recepção ou equipe fixa. Segundo Anderson, a meta é ambiciosa: "Até 2026, queremos estar presentes em 70% dos estados brasileiros”. E não é só pelo negócio — o objetivo é também reduzir acidentes causados pelo sono nas estradas. 🚨 O cansaço é uma das principais causas de acidentes no Brasil. Oferecer pontos seguros para descanso pode salvar vidas. “Levar segurança para a rodovia é nosso objetivo máximo”, reforça Anderson. A empresa aposta em rodovias e cidades pequenas, onde há demanda reprimida. Hoje, 80% dos municípios brasileiros têm menos de 90 mil habitantes e carecem de hotéis. Unidades são instaladas em locais com infraestrutura 24 horas, possuem câmeras externas e fechaduras eletrônicas. Hotelinbox Como é a montagem? As estruturas dos quartos chegam prontas ou em kits que lembram brinquedos de encaixar. Em até 45 dias, o franqueado prepara a base e inicia a operação. As paredes são feitas com placa cimentícia, lã de rocha e gesso, garantindo isolamento térmico e acústico. Essa solução facilita transporte e montagem, reduzindo custos e tempo de implantação. "Com tecnologia, segurança e praticidade, os hotéis autônomos prometem mudar a forma como viajamos pelas estradas brasileiras", conclui Anderson. Casas redondas, ecológicas e a partir de R$ 60 mil: você sabe o que é um domo? Hotel In Box 📞 (41) 2018-0406 📧 contato@hotelinbox.com.br 🌐 hotelinbox.com.br 📸 Instagram: @hotelinbox 📘 Facebook: facebook.com/hotelinbox

Palavras-chave: tecnologia

Estudo descobre enzima de peixe-boi amazônico com potencial para viabilizar produção de biocombustível

Publicado em: 18/11/2025 05:00

'Amazônia, Mãe da Ciência': enzima do peixe-boi pode gerar biocombustível O segredo para uma nova alternativa na produção de biocombustíveis pode estar no intestino de um gigante das águas amazônicas: o peixe-boi-da-Amazônia. Isso porque enzimas presentes no órgão do maior herbívoro aquático da região são capazes de quebrar moléculas complexas de plantas e transformá-las em açúcares fermentáveis que são a base do etanol de segunda geração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de Campinas (SP), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Com a ajuda do superlaboratório Sirius, eles fizeram um mapeamento inédito de diversas enzimas do intestino do mamífero. O estudo sugere que os micro-organismos encontrados no peixe-boi podem ser eficazes para atuar na produção do etanol de segunda geração e também têm potencial para criar antibióticos e alimentos sem lactose. A pesquisa ainda está em fase de testes, o que significa que depende dos resultados para avançar para próximas etapas de criação de protótipos e produção em escala industrial. 🔎O etanol de segunda geração (E2G) é um biocombustível feito a partir de resíduos agrícolas como bagaço e palha de cana-de-açúcar. Ao contrário do etanol comum, produzido a partir do caldo da cana, o E2G busca aproveitar integralmente a biomassa, reduzindo o desperdício e as emissões de carbono, tornando o processo mais sustentável e eficiente. Nesta reportagem, você vai ver: Como transformar plantas em energia? Do intestino do peixe-boi ao superlaboratório Sirius Mapeando o genoma do peixe-boi Etanol mais limpo e a busca pelo resíduo zero O perigo da caça ilegal 🌿Como transformar plantas em energia? Pesquisadora Vera da Silva, do Inpa, examina peixes-boi em Manaus Reprodução/EPTV Essa foi a pergunta que as pesquisadoras fizeram para chegar ao peixe-boi como fonte de estudo. Depois de realizar um projeto piloto com capivaras, foi a vez de pesquisar o maior herbívoro aquático da região. O peixe-boi amazônico pode pesar até 420 quilos e comer cerca de 40 quilos de plantas por dia. Essas características fazem dele uma "máquina trituradora de biomassa verde", segundo a pesquisadora do Inpa Vera da Silva. "Para sobreviver e tirar os nutrientes e energia das plantas, ele precisa das bactérias que estão no intestino dele. Investigando essas bactérias, nós conseguimos descobrir micro-organismos inéditos e novas enzimas que podem ser utilizadas, por exemplo, para a produção de etanol de segunda geração", conta a pesquisadora Gabriela Persinoti, do CNPEM. Digerir essas plantas é uma tarefa complexa. Daí a importância que o animal pode ter para a produção de biocombustível. 🔬Do intestino do peixe-boi ao superlaboratório Sirius Vista aérea do laboratório Sirius, em Campinas Reprodução/EPTV Para realizar os estudos, os pesquisadores coletaram amostras de fezes de peixes-bois em tanques do Laboratório de Mamíferos Aquáticos, no Inpa, em Manaus (AM) Lá estão animais que foram resgatados da caça ilegal e que passam por um processo de reabilitação para que sejam devolvidos ao ambiente natural. 🕝O peixe-boi pode ficar algum tempo fora d'água. Segundo os pesquisadores, o procedimento da coleta de fezes era feito neste momento, de forma não invasiva e preservando o bem-estar animal, que era mantido fora do alcance do sol, sem risco de prejuízo à sua pele. De lá, as amostras foram encaminhadas ao laboratório do CNPEM, em Campinas, que conta com a infraestrutura do Sirius — maior acelerador de partículas síncroton da América Latina, que funciona como um super microscópio de raio-X — para mapear a estrutura molecular dos micro-organismos encontrados nas amostras, da forma mais detalhada possível. "Isso é importante para nossas pesquisas porque permite que a gente consiga desenhar enzimas mais eficientes ou modificar essas enzimas de forma racional, pontual, para tentar deixá-las mais rápidas, ou alterar as condições de atuação dessas enzimas para atingir as condições industriais de aplicações reais mesmo", explica Persinoti. Com o avanço dos estudos, o CNPEM conseguiu mapear geneticamente as enzimas de interesse de forma que não é mais preciso coletar novas amostras: os pesquisadores reproduzem as enzimas em laboratório, inserindo o material genético delas em bactérias cultivadas em condições controladas. 🧬Mapeando o genoma do peixe-boi Genoma microbiano de peixe-boi é mapeado por Gabriela Persoti, no CNPEM Reprodução/EPTV Segundo Persinoti, o projeto começou em 2021 e, desde então, mapeou o genoma microbiano do peixe-boi amazônico, ou seja, todas as bactérias e também os vírus encontrados nas amostras. Para completar o estudo, em 2023, em parceria com a ONG Aquasis, o laboratório mapeou também o genoma microbiano dos peixe-bois marinhos brasileiros. E os resultados impressionaram os pesquisadores: cerca de 50% das bactérias e 80% dos vírus encontrados não estavam em nenhum banco de dados do mundo, diz a pesquisadora. A pesquisa está em fase de mapeamento e caracterização das enzimas, mas já desperta interesse pelas possíveis aplicações. Além do etanol de segunda geração, os resultados podem abrir caminho para novas biotecnologias em saúde e alimentação. "Agora que a gente está finalizando esse estudo e descobriu essas novas enzimas, a gente pode, então, produzi-las em maior escala para chegar na sociedade mesmo, em aplicações, tanto no etanol de segunda geração, como na produção de alimentos sem lactose, ou até na produção de novos antibióticos, para resolver problemas do nosso dia a dia cotidiano", explica Persinoti. , 🔬 Etanol mais limpo e a busca pelo 'resíduo zero' O estudo faz parte de uma frente de pesquisa do CNPEM que busca tornar o etanol de segunda geração economicamente viável, uma vez que a conversão das moléculas vegetais ainda é um dos gargalos do processo. Se as enzimas inspiradas no peixe-boi mostrarem a mesma eficiência em laboratório, será possível reduzir custos industriais e ampliar a produção com menor impacto ambiental. Há anos, o CNPEM vem atuando para desenvolver um processo que integre, do começo ao fim, a transformação de bagaço de cana-de-açúcar em etanol de segunda geração, buscando aproveitar todos os resíduos do processo, o chamado "resíduo zero". Sendo assim, o bagaço (que já é resíduo da primeira geração de etanol), passaria pelas seguintes etapas: Pré-tratamento da biomassa: para padronizar as variações e limpar impurezas Customização de coquetéis enzimáticos: a partir de técnicas de engenharia genética e análises atômicas, são criadas 'misturas' de enzimas capazes de quebrar as moléculas vegetais em açúcares simples Fermentação alcoólica: leveduras desenvolvidas no laboratório fermentam todos os tipos de açúcares liberados produzindo etanol de segunda geração Reutilização dos resíduos como suplemento nutricional para animais Todo o processo é acompanhado por análises de sustentabilidade e viabilidade econômica, com foco em criar uma tecnologia nacional competitiva e sem desperdício. 🐋 O perigo da caça ilegal à biodiversidade Peixes-boi em tanque do Inpa, em Manaus Reprodução/EPTV O peixe-boi-da-Amazônia é uma espécie endêmica da bacia amazônica, ou seja, só é encontrada lá, sendo também a única espécie de peixe-boi do mundo encontrada em águas doces. Ele pode medir cerca de 2,5 metros. É um animal dócil, protegido por leis ambientais, e desempenha papel essencial na manutenção dos ecossistemas aquáticos, pois ajuda a controlar o crescimento de plantas submersas e favorece a circulação de nutrientes, atuando ainda na dispersão de sementes. “O peixe-boi ainda é usado como base de alimentação de subsistência em vários locais da Amazônia, mas também existe uma caça ilegal sobre esse animal. Ele é protegido por lei e deve ser protegido, porque foi muito caçado e a população foi muito reduzida. Essa recuperação é lenta e é uma espécie frágil do ponto de vista ecossistêmico”, explica Vera da Silva, pesquisadora do Inpa. 🚨 A Lei de Crimes Ambientais proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais da fauna silvestre. A pena é maior se a espécie abatida for ameaçada. De acordo com Vera, a COP30 é um momento importante para chamar a atenção do mundo sobre o Brasil e sobre os conhecimentos que podem ser produzidos a partir da conservação da floresta amazônica. "A ciência pode transformar a vida das pessoas e a gente está mostrando com esse estudo que a natureza pode nos ensinar também e o quanto é importante a gente conservá-la para que as novas e as futuras gerações também tenham acesso a essas soluções e a essas informações", destaca Persinoti. VÍDEO: Tudo sobre Campinas e Região Veja a reportagem completa na página do g1 Campinas

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iPhone Air vale a pena? g1 testa o celular mais fino que um lápis

Publicado em: 18/11/2025 05:00

Mais finos que um lápis: g1 testa o iPhone Air e o Galaxy S25 Edge O iPhone Air, lançado em setembro pela Apple, chamam a atenção pela espessura reduzida, menor do que a largura de um lápis. O aparelho faz parte de uma nova tendência dos fabricantes de privilegiarem o design dos smartphones. Um concorrente para ele é o Galaxy S25 Edge, da Samsung. Para deixar o Air e o S25 Edge bonitos, as marcas tiveram que deixar alguns recursos de lado, reduzindo o número de câmeras e a capacidade da bateria, na comparação com os celulares normais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Black Friday: madrugada é período mais visado por golpistas O Guia de Compras testou ambos para entender essas mudanças. Spoiler: eles ficam muito mais práticos para usar. Os dois cabem bem no bolso da calça, são resistentes, as fotos saem excelentes e os celulares ficaram longe da tomada por bastante tempo, mais do que o esperado. Samsung Galaxy S25 Edge, um lápis e o iPhone Air Henrique Martin/g1 O ponto negativo é que ainda são muito caros. Na metade de novembro, o iPhone Air ia de R$ 10.499 (256 GB) a R$ 13.499 (1 TB) nas lojas on-line pesquisadas. O Galaxy S25 Edge saía na faixa dos R$ 5.000 (256 GB) a R$ 6.600 (512 GB). Leia os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. iPhone Air Samsung Galaxy S25 Edge Design iPhone Air, um lápis e o Samsung Galaxy S25 Edge Henrique Martin/g1 O design dos dois celulares testados traz algumas vantagens inesperadas no uso cotidiano. A primeira é que eles são muito mais confortáveis para ver vídeos casuais no sofá ou na cama, por serem mais fáceis de segurar. Mesmo com as telas grandes, cansa menos utilizar com uma mão só por conta da espessura. Outra mudança é na hora de fotografar com a câmera traseira. Fica mais simples segurar os aparelhos na horizontal, em um mundo tomado pelos vídeos e fotos verticais. Precisa de capinha? Não necessariamente, já que o acessório acaba com a graça do telefone. Capinhas e bumpers são indicados para aumentar ainda mais a proteção do aparelho. Apple e Samsung usaram estruturas de titânio na carcaça dos aparelhos, com proteção de vidro reforçado na frente e na traseira. No lançamento do iPhone 6, em 2014, a Apple sofreu com o “bendgate”, quando o celular dobrava e quebrava com facilidade por ser bastante fino (6,9 milímetros). Não é o caso do Air nem do Edge. Outros aparelhos premium das marcas têm estruturas de alumínio, mais leve. É o caso do iPhone 17, 17 Pro e 17 Pro Max e do Galaxy S25 e S25 Plus. O S25 Ultra também usa titânio. O iPhone Air tem apenas 5,6 mm de espessura e pesa 165 gramas. Isso representa 30% a menos que a espessura de um iPhone 17 (8 mm). Já o Galaxy S25 Edge tem 5,8 mm de espessura e pesa 163 gramas. São 19,4% a menos na comparação da espessura do Galaxy S25 (7,2 mm). A tela do Air é de 6,5 polegadas. A do S25 Edge, um pouco maior, com 6,7 polegadas. Para comparação, os iPhones 17 e 17 Pro têm tela de 6,3 polegadas. O iPhone 17 Pro Max e o Galaxy S25 Ultra, de 6,9". A maneira como os produtos foram pensados mostra muito da filosofia de cada fabricante ao criar um novo smartphone. No Air, a Apple concentrou a maioria dos componentes (memória, processador, chips de redes, sensor da câmera) em uma área mais grossa chamada de platô. Interior do iPhone Air Divulgação/Apple O resto foi reservado para a bateria. Para conseguir isso, a fabricante precisou fazer algumas concessões, removendo algumas partes. Entre elas, a gaveta do chip do celular (funciona apenas com o chip digital, o eSIM) e um alto-falante (o Air tem som apenas no topo, que prejudica na hora de ver vídeos na horizontal). Além disso, o celular tem apenas uma câmera, contra duas do iPhone 17 e três do 17 Pro/Pro Max. Já a Samsung projetou o Edge como um celular normal, só que mais compacto. A fabricante diz que utilizou um novo sistema de encaixe dos componentes, com “precisão de 0,1 mm”. O Galaxy S25 tem 0,2 milímetro a mais na espessura e pesa 2 gramas a menos que o iPhone Air. Com isso, a Samsung conseguiu colocar mais itens na estrutura: a gaveta do chip, uma segunda câmera (grande angular), alto-falante estéreo (em cima e embaixo), além de uma bateria com capacidade um pouco maior. Galaxy S25 Edge: imagem da Samsung mostra o esquema interno do celular Samsung/Divulgação Desempenho e bateria iPhone Air e Galaxy S25 Edge são aparelhos topo de linha com configurações técnicas bem próximas aos smartphones mais avançados das fabricantes. O Air utiliza o processador A19 Pro, o mesmo usado nos iPhone 17 Pro e 17 Pro Max. O S25 Edge, o Snapdragon 8 Elite, que também está no Galaxy S25 e outros modelos premium da Samsung. Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), que simulam tarefas do dia a dia, o Air foi mais veloz que o Edge. Na avaliação de vídeo, que mede como o celular lida com games e reprodução de mídia, o Edge passou à frente do Air. A duração da bateria não foi tão ruim quanto o imaginado por conta do design, que reduz a capacidade de carga do aparelho. Para referência, dá para encontrar aparelhos normais que passam das 14 horas, como o iPhone 16e (veja o teste) e o Moto Razr 60 Ultra (leia a avaliação). O iPhone Air demorou cerca de 12 horas para atingir 20% da carga. No Galaxy S25 Edge foram 12h34. Câmeras iPhone Air e Galaxy S25 Edge vistos por trás: menos câmeras que os modelos mais poderosos das marcas Henrique Martin/g1 Apple e Samsung têm ao menos duas ou três câmeras em seus celulares topo de linha: uma grande angular, a principal e uma para dar zoom. O Air vem com apenas uma câmera principal, com 48 megapixels de resolução. A aproximação de 2x é um truque: o iPhone recorta e traz para perto a imagem de 48 megapixels, gerando uma foto boa de 12 MP. No zoom digital, o Air chega a 10x. As fotos em modo retrato, aquelas com o fundo desfocado, saem boas. Mas, se não tem uma segunda lente, como o Air desfoca o que está em segundo plano? Tudo é feito pelo processador de imagem do sensor junto chip A19 Pro. Dá para dizer que é “inteligência artificial” também. O S25 Edge tem duas câmeras. A principal, com 200 megapixels de resolução, também com 2x de zoom óptico. O zoom digital, por sua vez, vai a 10x, como no Air. Veja abaixo como cada um dos celulares aproxima as imagens. A segunda câmera do S25 Edge é uma grande angular de 12 MP capaz de tirar fotos macro. Na foto abaixo, dá para perceber que a lente macro do S25 Edge entrou em ação, mas o celular desfocou menos o fundo. Já o iPhone Air perdeu alguns detalhes, mas desfocou mais o fundo. c As imagens geradas pelos aparelhos são excelentes. A diferença de estilo de captura para cada marca é perceptível. Imagens feitas no Air ficam mais amareladas e até um pouco mais escuras, as do S25 Edge estão claras e com uma nitidez bem alta. Nas fotos noturnas, o S25 Edge se mostrou melhor ao equilibrar o contraste entre áreas claras e escuras da foto. Faz falta a grande angular no iPhone Air, principalmente em cenários mais abertos. Na hora da selfie, o iPhone Air é bem mais divertido. Tem uma câmera de 18 megapixels cheia de truques. O melhor é ajustar o enquadramento de forma automática dependendo do número de pessoas na imagem. Se é apenas uma, dá zoom no rosto. Entra mais gente em cena, ela corrige sozinha e deixa a foto na vertical, mais aberta, ou transforma em horizontal. Isso tudo sem precisar girar o telefone. Selfie no iPhone Air: câmera ajusta o enquadramento de forma automática Fábio Tito/g1 As do Galaxy S25 Edge, com 12 megapixels de resolução, ficam boas, mas não há nada de diferente na hora do clique. Conclusão iPhone Air e Galaxy S25 Edge vistos de frente Henrique Martin/g1 Essa nova categoria de celulares não é para todo mundo. Mas é bom lembrar que essa ainda é a primeira geração. Pode-se imaginar o que vamos ver nas próximas, com mais miniaturização de componentes e melhoria nas tecnologias de bateria. O design avançado e a miniaturização dos componentes deixaram os aparelhos bem caros. Some a isso os materiais utilizados para manter a estrutura deles à prova de dobra, como o titânio e vidros reforçados. Hoje, parecem ser voltados mais a um público que quer ter o “modelo diferente da hora” do que quem precisa de muita bateria e mais câmeras no celular. Mas, se você procura alto desempenho, com uma duração aceitável de bateria, com menos opções de câmeras, tanto o iPhone Air quanto o Galaxy S25 Edge são uma boa pedida. Fica a diferença de sistema operacional – iOS e sua integração com produtos Apple ou Android e sua conectividade com PCs e outros dispositivos. Como foram feitos os testes Os aparelhos foram emprestados pelas fabricantes e serão devolvidos. Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros. Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação. Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização no padrão de fábrica. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. 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Donos de 'achadinhos': como perfis anônimos faturam até R$ 100 mil por mês

Publicado em: 18/11/2025 04:01

Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos  No Instagram, eles parecem perfis despretensiosos: nada de selfies, sem vida pessoal, apenas uma sequência infinita de vídeos curtos com produtos que você nem imaginava precisar. Mas, por trás de contas com nomes como "achadinhos", "armarinhos" e tantos outros, existe um negócio milionário💰. Pessoas comuns — de donas de casa a pequenos empreendedores —, usam programas de afiliados de grandes marketplaces (plataformas que reúnem diversos vendedores em um só espaço) para transformar cliques em renda. E não é exagero: alguns chegam a faturar mais de R$ 100 mil por mês apenas recomendando produtos. Mike Felipe é um exemplo. Sem mostrar o rosto e trabalhando de casa, começou com um perfil no Instagram e links da Shopee. Em menos de três anos, conquistou mais de 370 mil seguidores. Nessas páginas, ele apresenta produtos e recebe uma comissão por cada venda realizada. Por mês, ele chega a faturar mais de R$ 100 mil, somando ganhos em plataformas como Shopee, Magalu, Mercado Livre, Amazon, Natura e Beleza na Web. O negócio cresceu tanto que Mike abriu uma microempresa com cinco funcionários. Ainda assim, mantém uma postura discreta: não aparece nos vídeos, não faz transmissões ao vivo e não se identifica como influenciador. “Nunca tive esse sonho de ser famoso. Sempre fui reservado”, diz. Mike Fernandes fatura mais de R$ 100 mil anunciando produtos em seus perfis de achadinhos Mike Fernandes/ Arquivo Pessoal Como o anonimato não é negociável para Mike, ele contrata influenciadores por meio de plataformas especializadas para manter a produção de conteúdo. A marca que criou, Achados Ninjas, tornou-se referência. Lourenço Menezes também deixou a carreira para se dedicar integralmente ao marketing de afiliados. Seus perfis de "achadinhos" seguem o mesmo padrão: nada de fotos pessoais, apenas produtos. A única exceção ao anonimato são as lives dentro das plataformas de marketplace, que impulsionam ainda mais as vendas. Hoje, Lourenço comanda uma agência com mais de 350 afiliados e fatura dez vezes mais do que quando trabalhava como assessor político. Já Larisse Oliveira, nascida na zona rural do Ceará, mudou de vida com vídeos sobre produtos infantis e de beleza. Seus conteúdos viralizaram, e ela passou a faturar até R$ 20 mil por mês. Com o dinheiro do marketing de afiliados, já comprou uma casa, um carro e matriculou a filha na melhor escola da região. Um afiliado fatura, em média, cerca de R$ 2,4 mil por mês, segundo o Sebrae. Mas o valor pode ser maior. Os ganhos variam bastante conforme o perfil: há donas de casa, estudantes, aposentados, pequenos empreendedores e até influenciadores que apostam nesse modelo. O que todos têm em comum? A busca por uma renda extra com baixo investimento e risco mínimo. O sucesso desse modelo de empreendedorismo é tão grande que tem atraído não apenas quem busca uma renda extra, mas também as próprias marcas. Plataformas como Magazine Luiza e Shopee, por exemplo, estão investindo cada vez mais em programas de afiliados, já que o formato amplia o alcance das vendas e fortalece a presença digital das empresas sem elevar tanto os custos. O 'Influenciador Magalu', por exemplo, já conta com mais de 5 milhões de CPFs cadastrados e não exige número mínimo de seguidores. O programa da Shopee é ainda mais acessível: basta criar links e compartilhá-los. No marketplace chinês, os afiliados podem até se tornar gerentes de outros afiliados, recebendo comissões adicionais sobre as vendas geradas. Os superafiliados vão além: criam agências de comunicação, administram diversos perfis com milhões de seguidores e canais de contato, contratam influenciadores para produzir vídeos e investem fortemente em estratégias de SEO e otimização de algoritmos. Afinal, quanto mais pessoas visualizam os conteúdos dos “achadinhos”, maiores são as chances de conversão em vendas. “Diferentemente de abrir uma loja física, o afiliado não precisa de estoque, não tem custos fixos altos e só ganha se vender. É um risco baixíssimo”, explica William Almeida, gestor de mercado digital do Sebrae. Essas facilidades ajudam a explicar o crescimento acelerado desse tipo de empreendimento. Ainda assim, é preciso manter os pés no chão: estudar o mercado, testar estratégias e buscar aprimoramento contínuo são passos fundamentais para quem deseja se destacar. Além disso, outro fator importante é estar atento aos riscos que esse mercado oferece. (Veja mais abaixo) Ao longo desta reportagem, você vai conhecer histórias de afiliados bem-sucedidos, entender como funcionam os programas e as comissões em diferentes marketplaces. Também vai descobrir os erros mais comuns de quem está começando — e receber dicas práticas para se destacar nesse universo. Veja abaixo: 🛒 Como funciona o marketing de afiliados? 📜Como surgiu este modelo de negócio? 👤 Qual o perfil dos afiliados? 💡 Estratégias que funcionam 🚀 Como se destacar (e evitar as armadilhas) ⚠️ Cuidados e planejamento 1. Como funciona o marketing de afiliados? "Cabe no bolso e funciona". A frase do gestor de mercado digital do Sebrae resume o apelo do marketing de afiliados no Brasil. Em contraste com modelos tradicionais de negócio, esse sistema permite começar com custo quase zero, sem estoque, sem aluguel e sem burocracia. “Você pode começar hoje, com o celular na mão”, reforça Almeida. O funcionamento é simples: o afiliado se cadastra em uma plataforma, escolhe produtos para divulgar e compartilha links personalizados. Se alguém comprar por meio desses links, ele recebe uma comissão. No Magalu, os valores variam de 2% a 12%, dependendo da categoria — móveis, por exemplo, oferecem margens maiores. Já na Shopee, a comissão pode chegar a até 30%, somando o valor pago pela plataforma e uma comissão extra oferecida pelo vendedor. Ambas as plataformas oferecem suporte completo. O Magalu cuida da entrega, pós-venda e pagamento ao afiliado, mesmo quando a venda é feita por um vendedor do marketplace. A Shopee, por sua vez, disponibiliza uma Central do Afiliado com conteúdos educativos, treinamentos e suporte técnico. As comissões são liberadas conforme o desempenho do afiliado. Após a confirmação da compra feita pelo link de divulgação, o valor é processado e depositado em até sete dias, prazo necessário para validação da venda pelo marketplace. Com a crescente procura, o marketing de afiliados se consolida como uma expressão da chamada “economia digital acessível”, já que exige baixo investimento inicial e dispensa custos com estoque, equipe ou estrutura física. Em um cenário onde o tempo online é cada vez mais valioso, transformar esse tempo em renda tornou-se uma realidade palpável para milhões de brasileiros. Além disso, o marketing de afiliados também tem atraído empresas de tecnologia e performance digital. A Lomadee, por exemplo, atua como uma ponte entre anunciantes e afiliados, oferecendo uma estrutura que permite centralizar a divulgação de produtos de múltiplas marcas. "Temos afiliados de perfis diversos em especial de profissionais que buscam diversificar suas fontes de receita sem depender exclusivamente de grandes marketplaces", explica Hugo Alvarenga, sócio e CEO da Lomadee. 2. Como surgiu este modelo de negócio? O marketing de afiliados começou a ganhar forma nos anos 1990, quando a Amazon lançou o primeiro programa do tipo. O funcionamento era direto: pessoas interessadas se cadastravam e passavam a divulgar os produtos da loja em seus próprios sites ou blogs. Essa estratégia ajudava a ampliar a presença da marca na internet, aproveitando canais externos para alcançar novos públicos. No Brasil, esse modelo começou a se desenvolver no final da década de 1990, acompanhando a popularização da internet. As primeiras plataformas nacionais surgiram nesse período, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000. Exemplos como a Lomadee e o Buscapé marcaram os primeiros passos do setor no país. A partir de 2010, o mercado de afiliados passou por uma expansão acelerada, impulsionada principalmente pelo crescimento das redes sociais. Com mais pessoas produzindo conteúdo digital, o número de afiliados aumentou e a estratégia se diversificou. Em 2023, o setor movimentou cerca de R$ 12 bilhões em vendas no Brasil, consolidando-se como uma ferramenta relevante no comércio eletrônico. Com o amadurecimento do modelo, surgiram novas formas de remuneração além da comissão por venda. Hoje, é comum que afiliados recebam por cliques em links, downloads de materiais digitais ou inscrições em eventos, o que amplia as possibilidades de atuação e monetização dentro do ecossistema digital. 3. Qual o perfil dos afiliados? O perfil dos afiliados brasileiros é diverso e revela uma nova geração de empreendedores digitais. Lourenço Menezes também deixou a carreira para se dedicar integralmente ao marketing de afiliados. Lourenço Menezes/ Arquivo Pessoal Segundo dados do Magalu, mais de 5 milhões de CPFs estão cadastrados em seu programa, com predominância de mulheres entre 30 e 40 anos. Já a Shopee aponta que 90% dos seus 5 milhões de afiliados começaram sua jornada digital por meio da plataforma, e 40% pretendem transformar os ganhos em renda principal. Esses números ganham vida nas histórias de pessoas como Lourenço, que trocou o emprego fixo por uma agência com 350 afiliados. Ele começou com um grupo no Telegram e, após meses de estudo e erros, aprendeu a atrair o público de forma estratégica. Hoje, sua renda mensal ultrapassa R$ 60 mil, e ele lidera um hub de afiliados dentro da Shopee. Larisse saiu da zona rural do Ceará e encontrou no marketing de afiliados uma forma de mudar radicalmente sua realidade. Com vídeos simples e autênticos, usando sua própria voz e sotaque, ela viralizou nas redes e passou a faturar até R$ 20 mil por mês. Mike, de São José dos Campos, construiu uma marca sem mostrar o rosto. Com formação em publicidade, criou a página “Achados Ninjas” e hoje fatura mais de R$ 100 mil mensais, atuando em múltiplas plataformas. Essas trajetórias mostram que o marketing de afiliados deixou de ser apenas uma alternativa de renda e se tornou uma porta de entrada para o empreendedorismo digital brasileiro. 4. Estratégias que funcionam Não é preciso ser influenciador para ter sucesso como afiliado. William Almeida, do Sebrae, aponta três pilares fundamentais: vender o que se conhece, começar pequeno e testar sempre. Essa abordagem prática tem sido adotada por quem se destaca no mercado. Mike aposta em SEO, vídeos curtos e uma ampla variedade de marketplaces. Seus vídeos são simples, focados no produto e viralizam sem que ele precise aparecer. Larisse usa sua própria voz e uma linguagem pessoal que cria identificação com o público. Já Lourenço investe em grupos de WhatsApp e lives como diferencial — chegou a fazer até 12 horas de transmissão em um único dia, tornando-se referência. As transmissões ao vivo fazem parte das estratégias de social commerce — modelo que une redes sociais e comércio eletrônico. A ideia é transformar a compra em uma experiência interativa, em que o consumidor vê o produto, conversa com o apresentador, tira dúvidas em tempo real e acompanha demonstrações práticas. Essa dinâmica aproxima o público do vendedor e aumenta a confiança na hora da compra, o que se reflete diretamente nas vendas. Vale pontuar que o afiliado bem-sucedido não depende de viralizações pontuais, mas sim de uma rotina de testes, ajustes e aprendizado contínuo. Como resume Almeida: “O segredo é testar, ver o que dá retorno e ajustar.” Larisse Oliveira mudou de vida com vídeos sobre produtos infantis e de beleza. Larisse Oliveira 5. Como se destacar (e evitar as armadilhas) O caminho do afiliado é promissor, mas exige estratégia e resiliência. Lourenço aprendeu isso na prática: forçar vendas não funciona. “O afiliado precisa despertar o desejo do comprador, não forçar”, resume. Entre os erros mais comuns estão a falta de foco, o excesso de links, a cópia de conteúdos sem personalização e a desistência precoce. Para evitar essas armadilhas, é preciso entender que o marketing de afiliados exige disciplina, constância e propósito. Mesmo com histórias de sucesso que impressionam, a maioria dos afiliados começa devagar. “Passei três meses para fazer R$ 50 de comissão”, relembra Lourenço. Foi só depois de estudar o mercado, ajustar a forma de divulgação e entender o comportamento do público que começou a faturar entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por mês — o suficiente para deixar o emprego fixo e viver só disso. Por isso, as plataformas têm investido pesado em capacitação. O Magalu mantém um canal no Youtube com dicas e tutoriais gratuitos, enquanto a Shopee afirma ter treinado mais de 30 mil pessoas e aposta em programas como o “Indique e Ganhe”, que bonificam afiliados por trazer novos participantes, além de campanhas com cupons promocionais que ajudam a aumentar as conversões. Larisse, que aprendeu tudo sozinha, resume bem o espírito desse novo empreendedorismo digital: "É impossível vencer alguém que não desiste. A minha história é marcada por superações pessoais e profissionais. O sucesso não vem da sorte, mas da perseverança". 6. Cuidados e planejamento O marketing de afiliados oferece flexibilidade e potencial de ganhos, mas também traz riscos que exigem atenção, alerta Fábio Pina, da FecomercioSP. A renda é instável e depende de campanhas, sazonalidade e mudanças nos algoritmos. Sem salário fixo, férias ou benefícios, o afiliado fica vulnerável a bloqueios de contas, falhas na entrega e aumento nos custos de anúncios. Soma-se a isso a concorrência intensa e a dependência de plataformas: a entrada fácil no mercado eleva o custo de aquisição (CAC), e concentrar vendas em um único fornecedor ou canal aumenta o risco de perdas. Para reduzir vulnerabilidades, planejamento financeiro é indispensável. A FecomercioSP recomenda manter uma reserva pessoal equivalente a seis meses de despesas e um capital de giro capaz de sustentar o negócio por três a seis meses. Como o setor é sensível à economia — juros altos, inflação e crises reduzem vendas e margens —, ter caixa de segurança e diversificar produtos e canais ajuda a preservar receita. Além disso, com a competição cada vez maior, não basta divulgar links: é preciso investir em marca, conteúdo e relacionamento para conquistar clientes e gerar fidelização. Separar as finanças pessoais das empresariais e acompanhar métricas como CAC e LTV (que deve ser pelo menos três vezes maior) são práticas essenciais. Segundo Pina, o marketing de afiliados deve ser encarado como complemento de renda e aprendizado, não como substituição imediata do emprego formal. Abaixo, confira dicas da FecomercioSP para começar com segurança: Faça a transição por etapas: só migre integralmente quando houver tração e reservas comprovadas. Construa ativos próprios: como marca, lista de contatos e comunidade, para reduzir dependência de plataformas. Controle métricas com disciplina: CAC, LTV e margem devem ser acompanhados diariamente ou semanalmente. Diversifique produtos e canais: e busque receita recorrente para reduzir riscos. Formalize a atividade: e planeje previdência e saúde antes da mudança. Queda no consumo de bebidas alcoólicas vira oportunidade para bares e indústrias

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Guerra de facções: policiamento segue reforçado uma semana após operação no Recôncavo baiano

Publicado em: 18/11/2025 04:00

Vídeos mostra troca de tiros no recôncavo baiano Uma semana após o início da operação policial contra a atuação de integrantes de facção criminosa entre as cidades de São Félix, Muritiba e Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, o policiamento segue reforçado na região. Ao todo, a ação policial resultou em nove mortos e cinco presos. Na segunda-feira (17), a Polícia Civil (PC) divulgou os nomes dos suspeitos que morreram em confrontos com os policiais. Todos eram homens, com idades entre 17 anos e 29 anos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia As mortes aumentaram gradativamente ao longo dos dias de operação, que começou na terça-feira (11). O maior número de óbitos foi registrado na quarta-feira (12), quando sete pessoas morreram. Confira abaixo a identificação deles conforme informado pela PC ao g1: ➡️ Terça-feira (11) Máicon Douglas Conceição da Rocha, 23 anos ➡️ Quarta-feira (12) Aglés Gomes Souza de Uzêda, 23 anos Alan Machado Rodrigues, 22 anos Cauan Cruz da Conceição, 17 anos Evelton da Conceição Fraga, 17 anos Jadson Balbino de Oliveira, 21 anos José Everton dos Santos Siqueira, 28 anos Nadson Natividade Silva, 23 anos ➡️ Quinta-feira (13) Evilázio Lima Conceição Neto, 29 anos Os confrontos com a polícia no Recôncavo começaram após uma troca de tiros entre integrantes de uma facção baiana e de um grupo ligado a uma facção do Rio de Janeiro. O tiroteio ocorreu na região conhecida como "Pedra do Cavalo", localizada entre Cachoeira, São Félix e Muritiba. Moradores denunciaram a situação e, então, as polícias Civil e Militar intervieram para cessar a disputa. Guerra de facções: policiamento segue reforçado uma semana após operação em cidades no Recôncavo da Bahia Reprodução/TV Bahia Ao g1, o pesquisador em Segurança Pública, Saulo Renato, apontou que a região vive um processo acelerado de reorganização das dinâmicas do crime. Esse momento é impulsionado pela expansão de grupos criminosos oriundos de grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, que buscam ocupar territórios antes dominados por organizações locais. Ele afirma que a guerra por território na região possui, principalmente, duas facções: ➡️ Comando Vermelho (CV), em São Félix – organização criminosa criada no Rio de Janeiro, mas fortalecida na Bahia desde meados dos anos 2010, com alianças locais e interesse em áreas estratégicas para escoamento de armas e drogas. ➡️ Bonde do Maluco (BDM), em Cachoeira – de origem baiana e com forte presença em Salvador e região metropolitana, tenta manter o domínio em cidades onde o CV busca se instalar. Na análise do pesquisador, as facções passaram a operar com as seguintes características: mantêm raízes comunitárias e controle territorial, mas articulam fluxos financeiros, tecnológicos e logísticos que extrapolam a região. A disputa entre as duas facções no Recôncavo reproduz comportamentos típicos de grandes capitais: alianças temporárias, rupturas violentas e uso da população local como fonte de recursos e escudo territorial. Facções travam guerra por território na Bahia Confira abaixo a cronologia do caso Desde o momento em que o confronto entre as facções rivais começou até a desarticulação de acampamentos utilizados pelos suspeitos em uma área de mata 11 de novembro - dia em que os confrontos tiveram início ➡️ Moradores denunciaram que havia homens armados na região da "Pedra do Cavalo", localidade na região que abrange os três municípios. Diversas trocas de tiros foram ouvidas. ➡️ As polícias Civil e Militar foram reforçar as ações de combate ao crime organizado na região. Em meio a isso, houve confronto com suspeitos, na madrugada, e um homem morreu.️ Outros cinco homens foram presos durante a ação. ➡️Ao longo do dia, a Prefeitura de Muritiba chegou a orientar que seus cidadãos não saíssem de casa por conta dos tiroteios. No comunicado, publicado no Instagram, a gestão municipal afirmou que tudo "estava sob controle", mas orientou que as pessoas ficassem em casa até a normalização completa da situação. A prefeitura também suspendeu as atividades nas unidades de saúde, escolas e repartições públicas do município. No dia seguinte, os serviços foram retomados. ➡️ Conforme informações apuradas pela TV Bahia, nas cidades de Cachoeira e São Félix, os campi da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) suspenderam as aulas. Porém, nenhum outro serviço foi afetado. 12 de novembro ➡️ Mais dois homens morreram em um novo confronto com a polícia, em uma área de mata fechada, às margens da BR-101. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos foram baleados e levados para um hospital de Muritiba, mas não resistiram aos ferimentos. ➡️ Forças policiais também montaram um cerco contra os suspeitos e outras cinco mortes foram confirmadas. Vídeos mostram suspeitos fugindo por área de vegetação no Recôncavo Baiano Redes sociais ➡️ Segundo a SSP-BA, as equipes das Polícias Militar e Civil foram atacadas pelos suspeitos. Houve revide e cinco homens foram encontrados feridos após a troca de tiros. Eles foram encaminhados a uma unidade de saúde em Muritiba, mas não resistiram. ➡️ Ainda segundo a SSP-BA, a ação levou à apreensão de mais armas, carregadores e munições. O patrulhamento segue reforçado na região por tempo indeterminado. Além disso, os policiais estão realizando revistas nos carros que chegam às cidades. 13 de novembro Sobe para 9 o n° de mortos durante operação policial contra facções na Bahia ➡️ Utilizando tecnologia para encontrar um grupo de cerca de 30 integrantes de uma facção armados, os policiais localizaram mais um criminoso em uma área de mata próximo à barragem de Pedra do Cavalo. ➡️ Conforme a SSP, na tentativa de prisão, houve confronto e um homem acabou ferido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Com o suspeito, foram apreendidas uma pistola, carregador e munições. Com isso, subiu para nove o número de mortos. ➡️ Um vídeo divulgado pela SSP-BA mostra suspeitos armados se escondendo em São Félix. As imagens foram feitas por drones e mostram que eles entraram em uma área de mata. Nos registros, é possível ver pelo menos sete suspeitos no local, que fica próximo ao Rio Paraguaçu e a uma rodovia. ➡️ De acordo com a SSP, cerca de 30 homens foram vistos se escondendo na área. ➡️ Equipes de segurança localizaram e desarticularam acampamentos utilizados pelos suspeitos. As estruturas foram encontradas em uma área de mata fechada entre São Félix, Cachoeira e Muritiba. ➡️ Ainda segundo a pasta, o cerco continua fechado na região, visando a prisão dos criminosos envolvidos com tráficos de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, extorsão e corrupção de menores. Acampamento de criminosos foi desmontado no Recôncavo Baiano Polícia Civil LEIA TAMBÉM: Três policiais militares são condenados por roubo de celulares de torcedores durante abordagem em Salvador Treinador de escolinha de futebol é investigado por estupro de vulnerável contra aluno de 14 anos em Salvador Criança de 4 anos morre após manusear arma de fogo do pai e atirar em si mesmo na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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10 questões mais difíceis do 2º dia de Enem 2025 têm logaritmo, probabilidade, CO2 e bomba d'água; você acertaria?

Publicado em: 18/11/2025 03:01

G1 em 1 Minuto: temas do segundo dia do Enem 2025 As provas do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, no domingo (16), tiveram dificuldade mediana, com anunciados longos e surpresa em física, de acordo com professores ouvidos pelo g1. O 2º dia de exame contou com 45 questões de Matemática e 45 de Ciências da Natureza. Os itens considerados de maior complexidade abordaram logaritmo, probabilidade, CO2 na atmosfera, bomba d'água, fotossíntese oxigênica e mais. A lista foi feita a partir das considerações de professores do Curso Anglo, da Plataforma Professor Ferretto, do Sistema de Ensino pH, do Fibonacci Sistema de Ensino, do SAS Educação, da Oficina do Estudante, do Colégio e Curso Etapa, do Curso e Colégio Objetivo, da Elite Rede de Ensino, do Cursinho da Poli e da comunidade estudantil Filadd. MAIS SOBRE O ENEM 2025 Acesse o gabarito extraoficial do 2º dia de prova Baixe o PDF dos cadernos de questões Veja em 7 tópicos os destaques do º dia 📲 Siga o canal do g1 Enem no WhatsApp Confira abaixo a resolução e resposta correta de cada uma: MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS Solução a ser retirada de um recipiente Questão de matemática do Enem 2025 sobre solução. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de matemática do Enem 2025 sobre solução. Anglo Enem 2025: correção da questão sobre a quantidade de solução a ser retirada de um recipiente Resposta correta: E Distância e tempo ao encher um recipiente Questão de matemática do Enem 2025 sobre função. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de matemática do Enem 2025 sobre função. Anglo Resposta correta: E Navegação de embarcação Questão de matemática do Enem 2025 sobre trigonometria Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de matemática do Enem 2025 sobre trigonometria. Anglo Resposta correta: A Logaritmo Questão de matemática do Enem 2025 - logaritmo. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de matemática do Enem 2025 - logaritmo. Anglo Resposta correta: A Probabilidade Questão de matemática do Enem 2025 - probabilidade. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de matemática do Enem 2025 - probabilidade. Anglo Resposta correta: E CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS Quantidade de CO2 na atmosfera Questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 sobre remoção de gás na atmosfera. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 - remoção de gás da atmosfera. Anglo Enem 2025: correção da questão sobre a quantidade de CO2 na atmosfera Resposta correta: A Fotossíntese oxigênica Questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 sobre fotossíntese oxigênica. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 - fotossíntese oxigênica. Anglo Enem 2025: correção da questão da fotossíntese oxigênica Resposta correta: E Crescimento massa de bolo Questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 sobre massa de bolo. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 - massa de bolo. Anglo Enem 2025: correção da questão do bolo Resposta correta: B Velocidade de um avião na decolagem Questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 sobre decolagem de avião. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 - decolagem de avião. Anglo Enem 2025: correção da questão sobre a velocidade de um avião na decolagem Resposta correta: D Bomba d'água Questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 sobre bomba d'água. Reprodução Resolução do Anglo: Resolução de questão de Ciências da Natureza do Enem 2025 - bomba d'água. Anglo Enem 2025: correção da questão da bomba d’água Resposta correta: B

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Metrô de SP denuncia na Justiça calote de R$ 81 milhões contra consórcio que operava cartão BOM

Publicado em: 18/11/2025 02:00

Créditos do "Cartão Bom" não serão transferidos para o novo sistema O Metrô de São Paulo acionou a Justiça de São Paulo para denunciar o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), que reúne 24 empresas de ônibus intermunicipais e operava o antigo cartão BOM, por um suposto calote de R$ 81.955.903,83 em repasses das tarifas pagas por passageiros. Segundo o Metrô, o CMT deixou de repassar valores de viagens realizadas com o cartão BOM entre 2022 e março de 2025, mesmo após o cartão ter sido substituído gradualmente pelo TOP. A quantia cobrada pelo Metrô equivale, na prática, ao valor necessário para carregar um cartão de transporte com quase R$ 82 milhões. Com a atual tarifa de R$ 5,20, seria possível pagar duas viagens por dia durante os próximos 21 mil anos. De acordo com o processo, o cartão BOM foi criado em 2012 com a proposta de integrar ônibus intermunicipais, trens e metrô num mesmo sistema. Para isso, o Metrô firmou um convênio com o CMT, responsável por operar o cartão e repassar à companhia metroviária a parte correspondente das tarifas pagas. O Metrô afirma que os repasses ocorreram regularmente até fevereiro de 2022, quando o consórcio comunicou que interromperia os pagamentos “diante da iminente paralisação da comercialização do bilhete BOM”. No entanto, segundo a companhia, até hoje há passageiros que ainda usam o cartão — que continua válido nos trilhos — porque alguns municípios não aderiram ao sistema do TOP, o bilhete substituto. Com isso, viagens pagas com o BOM continuaram sendo realizadas, mas sem que o Metrô recebesse sua parte. Disputa judicial O Metrô afirma que “não sabe qual destinação tem sido dada a esses valores pelo consórcio” e que a situação “eleva o risco de nunca reaver a quantia”. A Justiça já reconheceu que o Metrô tem direito ao dinheiro e determinou que o CMT retomasse os repasses previstos no convênio. O consórcio recorreu. Mesmo com a dívida em aberto e sem acordo, o Metrô renovou o convênio com o CMT duas vezes. Em nota, afirmou que fez isso porque passageiros ainda utilizam o cartão BOM e não poderiam ficar desassistidos. Relações entre CMT, ABASP e Autopass Metrô e CMT fazem parte da mesma associação, a Abasp, que escolheu — sem licitação — a empresa Autopass para administrar o cartão TOP. Em agosto de 2024, o SP2 revelou que o CMT, a Abasp e a Autopass tinham um ponto em comum: o empresário Fernando Manuel Mendes Nogueira, que era administrador do CMT, presidente do conselho da Abasp e sócio do fundo dono da Autopass. O Tribunal de Contas do Estado ainda investiga por que não houve licitação para definir quem seria responsável pela bilhetagem eletrônica no transporte, procedimento que garantia o melhor serviço pelo menor preço. Mais de um ano após a denúncia, a análise segue em andamento. Contratações sem licitação continuam Em setembro de 2025, enquanto a disputa judicial corria, o Metrô novamente contratou a Autopass sem licitação — desta vez para fornecer os validadores da futura Linha 17-Ouro, equipamentos que fazem a leitura e o desconto dos créditos dos cartões. O serviço vai custar mais de R$ 1,5 milhão. O caso contrasta com práticas adotadas em outros estados. No mesmo período, o Metrô de Brasília realizou licitação para contratar a empresa responsável pela instalação dos totens de compra e recarga de bilhetes. O que dizem os envolvidos O Metrô informou que renovou o convênio com o CMT porque ainda há passageiros usando o cartão BOM e que não poderia deixá-los sem atendimento. Sobre as contratações sem licitação, disse que foram feitas porque a empresa escolhida é a única com tecnologia homologada. Já o CMT nega qualquer dívida e afirma que se trata apenas de “interpretações distintas de cláusulas contratuais”. Disse confiar na Justiça para esclarecer a questão. A defesa de Fernando Manuel Mendes Nogueira declarou que a participação do empresário tanto na contratante quanto na contratada do sistema de bilhetagem não configura conflito de interesse, e que isso já foi analisado por órgãos de controle, com todos os processos arquivados.

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