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Terras raras: veja detalhes do texto aprovado pela Câmara na véspera do encontro entre Lula e Trump; tema é considerado estratégico

Publicado em: 07/05/2026 04:00

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) o projeto que lei que cria a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no país, entre eles as terras raras (veja mais detalhes do projeto abaixo). A proposta foi aprovada às vésperas do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos. O tema é considerado estratégico para os dois países e deve ser abordado na reunião desta quinta-feira (7), em Washington. Os chamados minerais críticos — entre eles as terras raras — são considerados estratégicos por sua importância na produção de tecnologias para geração e armazenamento de energia limpa, além de serem usados nas indústrias eletrônica e militar. O que são as terras raras e por que podem virar pauta entre Lula e Trump Segundo o blog do Camarotti, o presidente Lula queria chegar ao encontro com Trump com a proposta aprovada na Câmara, para servir como uma espécie de baliza para qualquer negociação com os Estados Unidos sobre esse tema, de interesse do país. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Por isso, o tema é alvo de atenção do governo Trump. 🔎As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos. Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora. Os Estados Unidos e o Brasil têm posições diferentes sobre a exploração de minerais críticos no país. O governo norte-americano defende acesso mais facilitado a projetos de mineração, especialmente em jazidas de terras raras. A proposta inclui reduzir barreiras a investimentos estrangeiros e agilizar o licenciamento ambiental dessas iniciativas. Do outro, o governo brasileiro sustenta a necessidade de maior controle estatal sobre esses projetos. A posição também prevê que os investimentos contemplem o beneficiamento dos minerais no país, e não apenas a exportação da matéria-prima. O Brasil já sinalizou que não pretende aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos para o setor e que deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é de os EUA buscam influenciar as regras do comércio global desses recursos, hoje concentrados principalmente na China. Veja detalhes do projeto: A proposta aprovada pela Câmara cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. 💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$ 2 bilhões. O fundo terá natureza privada. O texto agora segue para o Senado. Se aprovado, ainda precisará ser sancionado pelo presidente Lula. O Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita e terras raras —com 21 milhões de toneladas—, e o terceiro maior em reservas de níquel. Fundo garantidor A proposta cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Será este conselho, inclusive, que elaborará uma lista de minerais críticos e estratégicos e que será revisada a cada 4 anos. Terras raras: deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, apresenta texto do projeto de lei que regulamenta a exploração no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução A proposta também autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos na área. O texto autoriza a União a instituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação como cotista limitada a R$ 2 bilhões. Segundo a proposta, o fundo não poderá contar com qualquer tipo de garantia ou aval do poder público. A iniciativa deve facilitar o acesso das empresas a crédito, ao permitir a apresentação de garantias em operações de financiamento. Além das cotas previstas, também poderão entrar como patrimônio do fundo contribuições voluntárias dos estados, Distrito Federal e municípios, resultados das aplicações financeiras dos seus recursos, entre outros. A proposta prevê ainda um período de autorização para pesquisa em áreas de minerais críticos ou estratégicos de no máximo 10 anos. O relator ampliou o prazo, que antes era de 5 anos.

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Xiaomi Gaming Mouse 2 estreia com 8.000 Hz, sensor personalizado de 40.000 DPI e corpo leve

Publicado em: 07/05/2026 03:45 Fonte: Tudocelular

Após diversos teasers, a Xiaomi lançou nesta quinta-feira (7) o Xiaomi Gaming Mouse 2, novo mouse gamer da gigante focado em esports. A novidade chama atenção pela ficha técnica robusta, com presença de sensor PixArt personalizado, polling rate avançado de 8.000 Hz e construção caprichada com corpo ultraleve.O grande destaque do lançamento é o sensor PixArt PAW3955XM, que oferece até 40.000 DPI, velocidade de rastreamento de 750 IPS e aceleração de 60 G. Outro ponto alto é o polling rate de 8.000 Hz, disponível tanto via cabo, quanto na conexão sem fio de 2,4 GHz, o que nem sempre é garantido mesmo em mouses premium.O dispositivo utiliza o controlador dual-core Telink TL3228A, um dos responsáveis por garantir estabilidade em velocidades extremas. A companhia destaca a combinação das especificações encorpadas com a tecnologia Motion Sync e um modo dedicado que eleva a varredura para mais de 20.000 FPS. Em resumo, o acessório teria latência mínima, e seria muito atraente para jogadores profissionais.Clique aqui para ler mais

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Galaxy Watch prevê desmaios com 5 minutos de antecedência em teste da Samsung

Publicado em: 07/05/2026 03:37 Fonte: Tudocelular

A Samsung anunciou uma descoberta que transforma o Galaxy Watch em um salva-vidas preventivo de alta tecnologia. Em parceria com o Hospital Universitário Chung-Ang, na Coreia, a empresa validou um sistema capaz de prever desmaios com alta precisão. A novidade utiliza sensores e IA para emitir alertas antes de o usuário perder a consciência. O estudo foca na síncope vasovagal (VVS), o tipo mais comum de desmaio. Embora não seja fatal, a queda súbita pode causar acidentes graves em escadas ou no trânsito. Os pesquisadores alertam que esses episódios resultam frequentemente em fraturas, concussões e até hemorragia cerebral.Estima-se que até 40% da população mundial sofra com esses episódios desencadeados por estresse ou gatilhos físicos. Por isso, um sistema de aviso antecipado é crucial. Ele permite que o paciente se posicione de forma segura antes de o corpo "desligar" completamente, evitando o impacto da queda.Clique aqui para ler mais

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Senado aprova proibição da obsolescência programada e direito ao reparo sem perda de garantia

Publicado em: 07/05/2026 03:14 Fonte: Tudocelular

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou uma proposta de lei que busca proibir a obsolescência programada e estabelecer normas para o direito ao reparo de produtos no Brasil. A medida altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para incluir a proteção contra práticas que reduzem propositalmente a vida útil de componentes ou produtos, com o objetivo de forçar o consumidor a realizar novas compras. O texto ainda proíbe explicitamente que fornecedores dificultem o acesso a ferramentas, manuais e peças de reposição necessários para o conserto.Clique aqui para ler mais

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Presente de Dia das Mães: OPPO lança ofertas especiais com descontos de até 30%

Publicado em: 07/05/2026 02:45 Fonte: Tudocelular

O Dia das Mães está chegando e, em 2026, a tecnologia se consolidou como o presente ideal para conectar quem amamos. Se você busca um smartphone que combine design elegante, câmeras de qualidade e, principalmente, uma bateria que não deixa ninguém na mão, a OPPO preparou uma seleção de ofertas especiais. A marca foca este ano em modelos acessíveis e de altíssima eficiência quando o assunto é autonomia. Seja a bateria gigante do A6t ou o estilo único da linha Reno, existe um OPPO perfeito para cada tipo de mãe. Confira abaixo onde encontrar cada promoção e qual modelo melhor se adapta ao estilo da sua mãe:OPPO no Mercado LivreA OPPO terá na sua loja oficial no Mercado Livre as mesmas ofertas presentes em seu site. Para quem busca o melhor custo-benefício e uma bateria que aguenta o dia inteiro, o destaque é o OPPO A6t 4G. Ele pode ser encontrado por apenas R$ 799 à vista no Pix, até o dia 15 de maio.Clique aqui para ler mais

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OnePlus 16 vaza com 9.000 mAh, câmera de 200 MP e chipset “ultra”

Publicado em: 07/05/2026 02:00 Fonte: Tudocelular

O OnePlus 16 está em estágio avançado de desenvolvimento e esse smartphone tem tudo para ser o "top de linha definitivo" ao adotar a plataforma Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro. Segundo explica o Digital Chat Station, o aparelho também deve ter tela BOE com taxa de atualização que pode chegar a 185 Hz, resolução na faixa dos 1,5K e tecnologia LIPO para entregar bordas extremamente finas. Já o conjunto fotográfico será liderado por uma câmera principal de 50 MP e há sensor ultrawide de 50 MP com periscópio de 200 MP.Clique aqui para ler mais

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Expoingá 2026 começa nesta quinta-feira (7): veja programação e preços de ingressos e estacionamento

Publicado em: 07/05/2026 00:01

Expoingá espera receber 600 mil visitantes em 11 dias Nesta quinta-feira (7), começa a Expoingá 2026. A 52ª edição segue até o dia 17 de maio, no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, no Norte do Paraná. ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp O evento conta com exposição de animais, apresentações de tecnologias para o campo, palestras, gastronomia, shows e outras atrações. Navegue por esta reportagem para acessar as informações: Horários e preços dos ingresso da Expoingá Preço do estacionamento da Expoingá Programação de shows e ingressos Programação de atrações Expoingá começa nesta quinta-feira (7). Reprodução/RPC Maringá Horários e preço dos ingressos da Expoingá Os portões do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro abrem às 10h durante a semana. Aos sábados e domingos, são abertos às 11h. Os ingressos para a Expoingá custam R$ 20, a inteira, e R$ 10, a meia-entrada. Eles podem ser comprados no Shopping Avenida Center, em Maringá, ou na bilheteria do evento. Crianças de até 8 anos não pagam, e de 9 a 12 anos têm direito à meia-entrada, assim como estudantes que apresentarem documentação. Pessoas com 60 a 64 anos também pagam meia-entrada, enquanto idosos a partir de 65 anos têm acesso gratuito. Pessoas com deficiência também têm entrada gratuita, incluindo cadeirantes, pessoas com deficiência visual ou auditiva, TEA e Síndrome de Down. Acompanhantes têm direito à meia-entrada. Também pagam meia-entrada professores, profissionais da saúde, mesários e equipes de apoio eleitoral, doadores de sangue, pessoas em tratamento de câncer e jovens de até 29 anos inscritos no CadÚnico. Nos dias 11, 12 e 13 de maio, os portões serão abertos a toda a população. A Expoingá também terá entrada gratuita durante a semana, das 10h às 14h. Preço do estacionamento da Expoingá Os motoristas poderão acessar o estacionamento da Expoingá pela Avenida Guaiapó e pela Rua Haiti. Veja os valores abaixo: Moto: R$ 40; Carro: R$ 60; Caminhonete: R$80; Van: R$ 100. Ao chegar ao parque de exposições, os motoristas recebem um ticket automático. O pagamento pode ser feito em totens distribuídos pela feira. Programação de shows e ingressos Para as apresentações, a arena de shows do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro será dividida em seis setores: arquibancada, VIP, arena premium Open Bar, Bistrôs, Lounge Frontstage e Camarote Café de La Musique. Ordem dos shows: 07/05: Maiara e Maraisa e João Gomes; 08/05: Alok e Matuê; 09/05: Ana Castela e Countrybeat; 10/05: Matheus & Kauan e Gustavo Mioto; 11/05: João Neto e Frederico, Brenno e Matheus - entrada solidária com 1kg de alimento; 12/05: Comunidade Colo de Deus e Padre Mário Sartori - entrada solidária com 1kg de alimento; 14/05: Péricles e Sorriso Maroto 15/05: Daniel 16 e 17/05: Rodeio A compra de ingressos pode ser feita pelo site. A troca de alimentos por ingressos para os dias 11 e 12 poderá ser feita em pontos credenciados pela prefeitura, como postos de combustíveis e supermercados. Programação de atrações Na Expoingá, a população poderá conhecer a Fazendinha, com exposição de pequenos animais, porcos, vacas e cavalos, além de hortas e a Casa do Colono. Também é possível visitar o pavilhão de flores, a feira de agricultura familiar e oficinas gastronômicas. Na área de meliponicultura os visitantes poderão encontrar abelhas sem ferrão e produtos como mel e própolis. A feira também conta com uma praça de alimentação, com diversas barracas e estandes. As bebidas terão preço fixo: Água: R$ 5; Refrigerante: R$ 8 Cerveja: R$ 10. Em todo o parque de exposições, haverá distribuição gratuita de água, em mais de 40 bebedouros. A Expoingá também conta com parque de diversões. Os valores para acessar os brinquedos ainda não foram divulgados. Também há um estante da Universidade Estadual de Maringá (UEM) com serviços, atividades educativas e experiências para visitantes de todas as idades. Entre os destaques estão os atendimentos e orientações promovidos pelo Hospital Universitário de Maringá (HUM), além de divulgação dos programas de pós-graduação e pesquisas. Dentro do Pavilhão Verde, também há planetário exclusivo, onde visitantes poderão participar de uma experiência imersiva de 17 minutos. Serão 20 sessões diárias. Durante a semana, as atividades terão início às 10h30, e nos fins de semana começam a partir das 12h30. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Terras raras (que não são terras nem raras) colocam Brasil no meio de 'guerra fria' entre EUA e China; veja 10 perguntas e respostas

Publicado em: 07/05/2026 00:01

O avanço da tecnologia e a corrida pela energia limpa colocaram o Brasil no centro de uma disputa geopolítica global, já que o país tem a segunda maior reserva das chamadas terras raras (curiosidade: na verdade, elas não são terras e tampouco raras, como você entenderá nesta reportagem). Esse "trunfo" está no centro da pauta do Congresso Nacional e é tema estratégico da reunião desta quinta-feira (7) entre os presidentes Lula e Donald Trump (EUA). Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes questões: O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo? O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro? Como elas aparecem no seu dia a dia e por que são basicamente insubstituíveis? Por que o processamento desses elementos é tão caro e complexo? Qual a diferença entre terras raras 'leves' e 'pesadas'? Qual o custo ambiental da extração? O que faz do Brasil um território privilegiado? Por que o Brasil ainda não aproveita todo o seu potencial? Como funciona a 'guerra fria' das terras raras entre China e EUA? O que está em jogo na conversa entre Lula e Trump e no Congresso? O interesse mundial nas terras raras tem uma explicação: a eficiência. Esses elementos (com nomes complicados, como neodímio, praseodímio e disprósio) funcionam como as "vitaminas" da indústria tecnológica, essenciais para fabricar desde motores potentes de carros elétricos até o sistema que faz o seu celular vibrar. Embora o Brasil destaque-se na concentração desses recursos, ainda não detém a tecnologia necessária para processá-los. O desafio brasileiro é deixar de ser apenas um fornecedor de matéria-prima e tornar-se uma potência tecnológica. Entenda mais abaixo. 🟠O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo? Amostras de terras raras: Óxido de cério, Bastnasita, óxido de neodímio e carbonato de lantânio REUTERS/David Becker As terras raras receberam esse nome no final do século XVIII e no início do XIX. Não é exatamente uma terminologia precisa: elas não são "terras" e nem tão "raras" assim na crosta terrestre. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos da Tabela Periódica (sim, aquela que você estudou na escola). "As terras raras são uma família com uma característica curiosa: todos parecem irmãos gêmeos. Vivem juntos nas rochas e se comportam de forma tão parecida que a própria natureza tem dificuldade de separá-los — e a indústria também", explica o geólogo Alexandre Magno Rocha, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Fazem parte deste grupo: Os 15 lantanídeos: elementos que vão do lantânio ao lutécio. Eles são "quimicamente pegajosos": onde está um, geralmente estão todos os outros, o que torna a separação deles um dos maiores desafios da engenharia moderna. ➡️O nome “lantanídeo” vem do primeiro elemento da fila, o Lantânio (do grego lanthanein, que significa 'escondido'). É um nome muito apropriado, porque são elementos que ficam “escondidos” uns dentro dos outros nas rochas. Escândio e ítrio: costumam aparecer associados aos lantanídeos e, por isso, também recebem o rótulo de “terras raras”. Terras raras: tipos e usos Arte/g1 🟠O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro? Óxidos produzidos após o processamento de terras raras Acervo CETEM Enquanto o ferro e o cobre são usados em grandes volumes para construção e fiação, as terras raras operam como componentes de altíssima performance. "Podemos dizer que as terras raras são 'vitaminas da indústria tecnológica': usadas em pequenas quantidades, mas sem elas o desempenho de muitos sistemas cai drasticamente", afirma Ysrael Marrero Vera, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI). 1- O magnetismo desses elementos é um dos pontos que mais impressionam os cientistas. "O neodímio tem propriedade de magnetismo que destoa de elementos mais baratos. Uma fração muito pequena vai ter efeito igual a quilos de ferro", explica Emiliano Castro de Oliveira, docente do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com Sidney Lima Ribeiro, professor titular no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a explicação técnica para esse poder está na estrutura atômica: ➡️Os elétrons ficam em uma camada tão profunda do átomo (orbitais 4f) que não sofrem interferência do ambiente externo. Por isso, eles mantêm o "spin" (que você pode imaginar como o giro constante de um pião) sempre na mesma direção. ➡️É esse giro protegido e incessante que garante que um ímã de neodímio, por exemplo, seja muito mais forte e estável do que um ímã de geladeira comum. 2- Outra grande diferença das terras raras em relação a outros metais é a estabilidade. Alguns desses elementos conseguem manter a condução elétrica e o magnetismo mesmo quando o equipamento esquenta muito. "Na busca por chips cada vez menores, elementos químicos com mais possibilidade de controle e de estabilidade acabam sendo mais desejáveis. Isso diminui a margem para impurezas e falhas", explica Emiliano Oliveira, da Unifesp. 🟠Existem substitutos? Até existem, mas há perda de qualidade. "Há substitutos parciais, mas não equivalentes em desempenho. Se usarmos outros materiais, o equipamento pode ficar mais pesado, menos eficiente, maior ou consumir muito mais energia", explica o pesquisador Ysrael Marrero Vera. 🟠Quais tecnologias são geradas a partir das terras raras? Se você abrir um celular, desmontar um carro elétrico ou observar uma torre de energia eólica, encontrará terras raras. Elas são essenciais porque permitem um alto desempenho com pouca massa. Em outras palavras: graças a elas, conseguimos criar aparelhos minúsculos que são incrivelmente poderosos. Veja como elas aparecem no seu dia a dia e por que se destacam: Superímãs (Neodímio e Praseodímio): São os "músculos" da tecnologia. Em um carro elétrico, esses ímãs permitem que o motor seja pequeno e leve, mas com força suficiente para acelerar o veículo. Sem eles, precisaria ser gigante para ter a mesma potência. Celulares e Eletrônicos: Estão nos alto-falantes e no sistema que faz o aparelho vibrar. Também garantem o brilho e as cores vibrantes das telas (graças ao európio e térbio). Energia Limpa: Uma única turbina eólica de grande porte pode usar centenas de quilos de neodímio em seus geradores para transformar vento em eletricidade de forma eficiente. Saúde e Defesa: São fundamentais em máquinas de ressonância magnética, lasers cirúrgicos, drones, sensores e sistemas de orientação de satélites. 🟠Por que o processamento desses minerais é tão caro e complexo? O problema não é achar o minério, mas "desgrudar" um elemento do outro. Como são quimicamente muito parecidos (os tais "irmãos gêmeos"), separá-los exige um processo industrial exaustivo e caro. O processamento um dos maiores desafios da engenharia moderna. Em resumo, o preço elevado não se deve à escassez geológica, mas à exigência industrial: consumo massivo de reagentes: uso repetitivo de ácidos e ingredientes orgânicos caros; infraestrutura especializada: necessidade de plantas industriais contínuas com controle rigoroso de pH e acidez; gestão de resíduos: tratamento de efluentes (metais, sulfatos e nitratos) e controle de radioatividade natural para evitar desastres ambientais. conhecimento técnico: profissionais com formação avançada para operar processos que a China levou mais de 50 anos para dominar. 🟠Quais são as etapas de processamento? Abaixo, veja o detalhamento das etapas desse processo e os fatores que encarecem a produção: 1. Concentração Física do Minério O processo começa com a extração do solo, seguida de métodos físicos para aumentar o teor de terras raras e descartar materiais sem valor comercial. "De cada mil quilos de minério, você tira um quilo de terra-rara — ou menos", afirma Fernando José Gomes Landgraf, do INCT Terras Raras da Poli-USP. 2. Ataque Químico e Dissolução (o papel dos ácidos) Nesta fase, o concentrado sólido é transformado em um "caldo químico". Para dissolver a rocha e colocar os elementos em solução, utilizam-se reagentes químicos agressivos. "Muitas vezes, podem envolver outros compostos químicos artificiais que têm custo elevado. Por exemplo, dissolver rocha com algum composto pode demandar um ácido muito caro de produzir, ou um ácido que pode causar impacto ambiental muito grande", afirma Emiliano Castro de Oliveira, docente do Instituto do Mar da Unifesp. Essas substâncias exigem medidas de segurança extremas que elevam consideravelmente o custo operacional. 3. Remoção de Impurezas e Radioatividade Após a dissolução, é necessário limpar a solução de elementos como ferro, alumínio e cálcio. Um complicador crítico é a presença de tório e urânio em certos minerais, como a monazita, o que exige um licenciamento e controle radiológico adicional. 4. Separação Individual Este é o verdadeiro gargalo tecnológico. Como as terras raras têm comportamentos químicos quase idênticos, não é possível separá-las em uma única operação. Utiliza-se a extração por solventes, em que a solução aquosa entra em contato com uma fase orgânica (como um "óleo químico") que puxa seletivamente determinados elementos. "O problema é que essa seletividade é pequena. Ou seja, o reagente não separa perfeitamente um elemento do outro de uma vez só. Por isso, a separação precisa ser repetida muitas vezes, em dezenas ou até centenas de etapas, até atingir a pureza necessária", afirma Ysrael Marrero Vera, do CETEM/MCTI. No caso de elementos mais escassos e pesados, como o lutécio, o preço astronômico (até US$ 15 mil o quilo) justifica-se justamente pelos milhares de estágios de separação necessários para isolá-lo da mistura. 5. Precipitação e Refino Final Após serem isoladas, as terras raras são recuperadas da solução, geralmente por precipitação química, e transformadas em óxidos comerciais, como o óxido de neodímio ou de praseodímio. 🟠Qual a diferença entre terras raras 'leves' e 'pesadas'? No mercado, a pergunta que define o valor de uma jazida não é apenas "há terra rara?", mas sim "quais terras raras você tem?". Leves (Ex: lantânio, cério, neodímio): Mais abundantes. Pesadas (Ex: disprósio, térbio, lutécio): Mais raras e decisivas para tecnologias de ponta. O custo de isolar esses elementos é o que dita o preço final. Segundo Sidney Lima Ribeiro (Fapesp), "o óxido de lutécio custa entre US$ 5 mil e US$ 15 mil o quilo – não apenas pela escassez geológica, mas principalmente pelos milhares de estágios de separação necessários para isolá-lo". 🟠Qual o custo ambiental? Como qualquer atividade minerária de grande porte, a produção de terras raras impõe desafios severos ao meio ambiente. O maior problema não é a retirada do minério em si, mas as etapas químicas necessárias para separá-lo. Os principais impactos são: uso intensivo de substâncias tóxicas; geração de resíduos radioativos; alto consumo de água e de energia; desmatamento; contaminação de águas superficiais e profundas. 🟠O que faz do Brasil um território privilegiado no assunto 'terras raras'? Para entender por que o Brasil concentra a segunda maior concentração de terras raras, imagine que a natureza precisou seguir uma receita de bolo muito específica e demorada. O país destaca-se porque reúne três ingredientes que raramente aparecem juntos: origem vulcânica, clima tropical e tempo. Abaixo, explicamos o "passo a passo" dessa formação: Tudo começa com magmas muito profundos (chamados de mantélicos). De acordo com Felipe Emerson Andre Alves, pesquisador do CETEM/MCTI, eles são especiais porque se formam a partir de uma "fusão parcial" do manto, trazendo elementos que normalmente ficam escondidos nas profundezas da crosta terrestre. Esse magma sobe para a superfície por meio de vulcões (hoje extintos). O tipo mais importante é o magma carbonatítico. "Imagine-os como 'cofres naturais' onde a Terra guardou esses elementos por milhões de anos", compara o professor Alexandre Magno Rocha. Uma vez que essas rochas chegam à superfície, entra em cena o fator "clima brasileiro". O calor e as chuvas tropicais causam o intemperismo — um processo de "desmontar" as rochas. As chuvas e a temperatura vão desgastando a rocha original, mas as terras raras são resistentes e “não vão embora”. Elas acabam ficando ali, concentradas no solo, enquanto o resto da rocha é lavado. 🟠Por que o Brasil tem concentração alta de terras raras? O Brasil apresenta o que os geólogos chamam de "combinação geológica rara": um território vasto que, no passado, passou por todas as condições ideais para criar essas rochas. Um dos maiores exemplos é a Província Ígnea do Alto Paranaíba (que abrange regiões de Minas Gerais e Goiás). Ali, existe o chamado Cinturão de Araxá-Catalão, que o professor Caetano Juliani (USP) define como único no planeta: "Geólogos consideram que esta região abriga a maior faixa contínua de jazidas de terras raras pesadas fora da China". Além das rochas vulcânicas, o Brasil descobriu recentemente um "tesouro" mais fácil de minerar: as argilas iônicas. "Nelas, as terras raras não formaram um cristal duro. Elas ficam apenas 'grudadas' na superfície da argila. É como se estivessem presas por um ímã fraco. Por isso, basta usar uma solução líquida simples para retirá-las, o que torna o processo muito mais barato", detalha o pesquisador Fernando Landgraf (Poli-USP). O problema aqui é o impacto ambiental ainda mais relevante (causa lixiviação, “lavagem do solo”). ➡️Resumindo: O Brasil é privilegiado porque teve os vulcões certos no passado e o clima tropical exato (chuva e calor) para "preparar" esse solo por milhões de anos, deixando as terras raras prontas para serem coletadas. 🟠Por que o Brasil não aproveita tanto seu potencial? Apesar da abundância de recursos, o Brasil ainda enfrenta o desafio de evoluir para a etapa industrial (liderada pela China, que concentra 90% do processamento de terras raras no mundo. É preciso entender que, no jogo geopolítico atual, nosso país ainda ocupa a posição de fornecedor de "ingredientes"; "O Brasil domina o primeiro capítulo da história — encontrar o minério. O desafio agora é escrever os capítulos seguintes: a química fina, a purificação e a industrialização que transformam rocha em tecnologia e tecnologia em soberania", resume o professor Alexandre Magno Rocha. Por isso, atualmente, o Brasil corre o risco de repetir com as terras raras o que já acontece com o minério de ferro e a soja: exportar o produto bruto por um preço baixo e importar o produto final (como chips e motores) por um valor muito mais alto. "A gente tem capacidade de mineração, mas não tem indústria de processamento. O Brasil não dispõe do segundo e do terceiro estágio: não temos como processar nem como aplicar em larga escala", diz o professor Emiliano Castro de Oliveira (Unifesp). Historicamente, o país já dominou técnicas de separação desses elementos no século passado, mas o conhecimento ficou restrito aos laboratórios. "O know-how [como fazer] existe principalmente nas universidades. Foi mais fácil exportar o minério bruto e comprar os elementos puros", explica Sidney Lima Ribeiro, da Fapesp. Enquanto isso, a China investiu por 50 anos para se tornar a "fábrica" do setor. 🟠O que é a 'guerra fria' das terras raras? O domínio chinês: A China não apenas tem alta quantidade de minério: ela controla as refinarias. Hoje, o mundo ocidental (incluindo os EUA) depende das fábricas chinesas para transformar o minério em componentes utilizáveis. O contra-ataque dos EUA: Para reduzir essa dependência, devido à guerra comercial e às restrições chinesas à exportação, o governo americano tem buscado parceiros alternativos — e o Brasil é um dos principais candidatos. Esses elementos são prioridade de segurança nacional dos EUA para tecnologia, defesa e economia. "O problema atual não está relacionado à escassez física, e sim à restrição dos países que conseguem produzir. China e EUA já estão tendo atrito comercial há um tempo, com respostas da China em restringir exportações aos americanos", explica Oliveira. Ou seja: não há escassez de terras raras no planeta, mas pode faltar acesso a elas por motivos diplomáticos. É o que os especialistas chamam de "escassez política". 🟠E o Brasil na ‘Guerra Fria’? Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump. Pablo Porciúncula e Andrew Caballero-Reynoldos/ AFP via Getty Images Com a segunda maior reserva do mundo, o país está no centro de uma disputa de forças entre os Estados Unidos e a China. Enquanto Pequim domina 90% do refino mundial e usa isso como pressão política, Washington corre para encontrar fornecedores que não sejam os chineses. Essa urgência americana é um dos temas centrais da reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca. Para o Brasil, as terras raras são a "moeda de troca" em uma agenda que envolve desde tarifas comerciais até o combate ao crime organizado: A visão dos EUA (Trump): Querem acesso rápido, menos burocracia ambiental e garantia de que o minério brasileiro priorize as fábricas americanas. O objetivo é blindar indústrias de defesa, chips e carros elétricos contra cortes de exportação da China. A visão do Brasil (Lula): O governo brasileiro adota um tom de soberania nacional. O lema é: o subsolo é da União e "ninguém mete a mão". A estratégia é não assinar acordos de exclusividade e garantir que o minério não saia do país no estágio "bruto". "O Brasil domina o primeiro capítulo da história — encontrar o minério. O desafio agora é o valor agregado. Não queremos apenas exportar pedras; queremos produzir o ímã e o chip aqui", afirma o professor Alexandre Magno Rocha. Para fortalecer a posição do Brasil antes do encontro nos EUA, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, a criação da Política Nacional para a Exploração de Minerais Críticos. O projeto prevê um fundo de até R$ 5 bilhões para incentivar empresas que tragam tecnologia de transformação para o Brasil. A intenção é só aceitar parcerias se houver transferência de tecnologia.

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Festival Samba Sampa, passeios de Dia das Mães, peça com Débora Falabella, maestro João Carlos Martins: veja o que fazer em SP

Publicado em: 07/05/2026 00:01

Guia SP Reprodução O samba domina a programação do fim de semana em São Paulo. O festival Samba Sampa 2026 reúne Thiaguinho, Sorriso Maroto, Péricles, Belo, Dilsinho e Mumuzinho em uma maratona de shows no Distrito Anhembi, enquanto Seu Jorge apresenta em São Paulo o novo projeto “Baile à la Baiana”, misturando samba, soul e ritmos afro-brasileiros. A cidade também recebe apresentações de Gilsons, Dream Theater e Toquinho, que celebra 60 anos de carreira revisitando clássicos da MPB em um show especial na Mooca. Nos palcos, o destaque é o retorno de Débora Falabella com “Prima Facie”, espetáculo que virou fenômeno de crítica e público ao discutir violência de gênero e o sistema judicial. A agenda teatral ainda inclui comédias, stand-up e musicais. No Centro, o Museu da Língua Portuguesa celebra os 20 anos da instituição e o Dia Mundial da Língua Portuguesa com shows, cinema, saraus e atividades gratuitas ao longo do sábado. Para completar a programação, há sessões especiais de cinema no Belas Artes, exposições inéditas, oficinas de Dia das Mães e até yoga ao ar livre no Parque Ibirapuera. 🔥 Programas em alta 💌 Dia das mães 🎤 Shows 🎥 Cinema 🎭 Espetáculos 🐾 Passeios 🖼️ Exposições 👀 Pra ficar de olho 🔥 Programas em alta Samba Sampa Péricles é uma das atrações do festival de samba e pagode Joilson César/ Ag. Picnews O festival Samba Sampa 2026 reúne alguns dos maiores nomes do samba e do pagode em um dia de shows no Distrito Anhembi. No line-up estão artistas como Thiaguinho, Sorriso Maroto, Péricles, Belo, Dilsinho e Mumuzinho, em uma maratona dedicada ao gênero que promete hits, clássicos e repertórios que atravessam gerações. 📅 Quando? Sábado (9), a partir das 12h 📍 Onde? Distrito Anhembi — Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana (Zona Norte) 💲 Quanto? A partir de R$ 120 ➡️ Mais informações e ingressos Débora Falabella em “Prima Facie” Débora Falabella em Prima Facie no Teatro Vivo - São Paulo. Reprodução O espetáculo “Prima Facie”, protagonizado por Débora Falabella, retorna a São Paulo para apresentações entre os dias 6 e 8 de maio no Teatro Bradesco. Fenômeno de público e crítica, a peça acompanha a trajetória de uma advogada bem-sucedida que passa a questionar o sistema judicial e as relações de poder após viver uma crise pessoal. 📍 Onde: Teatro Bradesco — Rua Palestra Itália, 500 — Perdizes — São Paulo 📅 Quando: de 6 a 8 de maio, em múltiplas sessões 💲 Quanto: ingressos a partir de R$ 50 ➡️ Mais informações e ingressos Museu da Língua Portuguesa Fachada do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo Renata Bitar/g1 O Museu da Língua Portuguesa promove um festival gratuito para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e os 20 anos da instituição. A programação reúne shows, bate-papos, saraus, exibição de filmes, caminhada poética e atividades para crianças, além de feira gastronômica e de artesanato. Entre os destaques estão apresentações de Letrux e Thiago Vivas, além da bateria da Gaviões da Fiel. 📅 Quando? Sábado (9), a partir das 13h 📍 Onde? Museu da Língua Portuguesa — Praça da Luz (Centro) 💲 Quanto? Gratuito ➡️ Mais informações e programação completa 💌 Dia das mães Oficina infantil gratuita no Pátio Higienópolis Oficina infantil gratuita de Dia das Mães no Shopping Pátio Higienópolis Shopping Pátio Higienópolis O Shopping Pátio Higienópolis realiza entre os dias 8 e 10 de maio uma oficina infantil gratuita para o Dia das Mães, em parceria com a Escola de Artes Jayu. Na atividade, crianças poderão personalizar espelhos artesanais usando diferentes cores, texturas e formas, em uma proposta que estimula criatividade, coordenação motora e expressão artística. A oficina é voltada para crianças de 4 a 12 anos acompanhadas por um responsável, e os ingressos devem ser resgatados antecipadamente pelo aplicativo Iguatemi One. 📍 Onde: Shopping Pátio Higienópolis — Avenida Higienópolis, 618 — Piso Terraço — São Paulo 📅 Quando: 8, 9 e 10 de maio, das 12h às 18h 💲 Quanto: gratuito, com retirada de ingressos pelo app Iguatemi One ➡️ Mais informações e ingressos: app Iguatemi One Yoga com Causa promove aula gratuita no Ibirapuera Yoga com Causa promove aula gratuita no Ibirapuera com arrecadação para reflorestamento do Pantanal Reprodução O projeto Yoga com Causa realiza no domingo, 10 de maio, uma aula gratuita de yoga ao ar livre no Parque Ibirapuera. Aberta para todas as idades e sem necessidade de experiência prévia, a atividade terá doações voluntárias destinadas ao Projeto Água Vida, do fotógrafo e ambientalista Mario Barila, com foco no cultivo de mudas nativas para reflorestamento na região do Pantanal, em Bonito (MS). Para participar, basta levar tapete ou canga. 📍 Onde: Parque Ibirapuera — Portão 7, próximo às quadras — São Paulo 📅 Quando: domingo, 10 de maio, às 11h 💲 Quanto: gratuito, com doação voluntária ➡️ Mais informações 🎤 Shows Dream Theater Dream Theater encerra 1º noite do Rock in Rio com show poderoso Stephanie Rodrigues / g1 A banda Dream Theater desembarca em São Paulo com a turnê “Parasomnia 2026”, trazendo um espetáculo de cerca de três horas no formato “An Evening With Dream Theater”. O show celebra o mais recente álbum da banda, Parasomnia, além de revisitar clássicos da carreira e marcar os 30 anos de A Change of Seasons. 📅 Quando? Sábado (9) 📍 Onde? Vibra São Paulo — Av. das Nações Unidas, 17955, Vila Almeida (Zona Sul) 💲 Quanto? A partir de R$ 500 ➡️ Mais informações e ingressos Gilsons João Gil (à esquerda), José Gil (ao centro) e Francisco Gil mostram progresso no segundo álbum de estúdio do trio Gilsons Marina Zabenzi / Divulgação O trio Gilsons apresenta o show da nova turnê, que marca uma fase inédita na carreira do grupo formado por José Gil, João Gil e Fran, filho e netos de Gilberto Gil. No repertório, músicas do segundo álbum se misturam a sucessos como Várias Queixas, Love Love e Devagarinho. 📅 Quando? Sábado (9) 📍 Onde? Espaço Unimed — Rua Tagipuru, 795, Barra Funda (Zona Oeste) 💲 Quanto? A partir de R$ 110 ➡️ Mais informações e ingressos Seu Jorge Seu Jorge na Tusca 2025, em São Carlos (SP) Jéssica Campos/ g1 Em um encontro que cruza territórios e referências da música brasileira, Seu Jorge apresenta em São Paulo o show de “Baile à la Baiana”, projeto que marca uma nova fase em sua carreira. No palco, o artista mergulha em uma sonoridade construída a partir de vivências na Bahia, misturando samba, soul, funk carioca e ritmos tradicionais em um repertório inédito e pulsante. 📅 Quando? Sábado (9) 📍 Onde? Clube Atlético Juventus — Rua Juventus, 690, Mooca (Zona Leste) 💲 Quanto? A partir de R$ 65 ➡️ Mais informações e ingressos Toquinho, 60 Anos de Música Toquinho Marcos Oliveira/Divulgação Toquinho celebra seis décadas de carreira com a turnê “Só Tenho Tempo Pra Ser Feliz”, em show especial no Clube Juventus. O artista revisita clássicos como “Aquarela”, “O Caderno” e “Tarde em Itapoã” ao lado da cantora Camilla Faustino e de banda completa, em uma apresentação que mistura MPB, bossa nova, sambas e histórias de bastidores. O espetáculo também homenageia parcerias marcantes da trajetória do músico, como Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Chico Buarque. 📍 Onde: Clube Atlético Juventus — Rua Juventus, 690, Mooca 📅 Quando: 8 de maio, sexta; abertura dos portões às 20h e show às 21h30 💲 Quanto: Ingressos a partir de R$ 90 ➡️ Mais informações e ingressos ANALU faz shows gratuitos na CAIXA Cultural ANALU faz shows intimistas gratuitos na CAIXA Cultural São Paulo Divulgação A cantora e compositora ANALU apresenta o espetáculo “ANALU – Voz & Violão” em curta temporada na CAIXA Cultural São Paulo. Em formato acústico e intimista, o repertório reúne músicas do álbum “ANALU”, indicado ao Grammy Latino 2024, além de releituras de clássicos da MPB que marcaram a trajetória da artista, com referências a nomes como Elis Regina, Tom Jobim e João Gilberto. 📍 Onde: CAIXA Cultural São Paulo 📅 Quando: 7 a 10 de maio, às 19h 💲 Quanto: ingressos distribuídos uma hora antes do início de cada show Davi Cartaxo lança álbum “TEMPLO” Davi Cartaxo lança álbum “TEMPLO” Reprodução O cantor e compositor Davi Cartaxo lança no dia 7 de maio o álbum “TEMPLO”, trabalho que mistura pop rock, indie e nova MPB em faixas sobre relacionamentos, transformação e reconexão pessoal. O disco marca uma nova fase na carreira do artista cearense radicado em São Paulo e traz músicas como “Pequena”, “Pretexto” e “Se Você Quiser Eu Quero”. 📍 Onde: Blue Note São Paulo 📅 Quando: show de lançamento em 13 de maio 💲 Quanto: não informado ➡️ Mais informações e ingressos Tiê com novo álbum “Esgotada” no Sesc Vila Mariana Tiê Lucas Seixas / Divulgação Tiê antecipa ao vivo o repertório do novo álbum “Esgotada” em shows no Sesc Vila Mariana. As apresentações marcam o primeiro contato do público com as músicas inéditas do disco, que chega às plataformas no dia 20, em um espetáculo com proposta mais intimista e teatral, dirigido por Vinícius Caldeira. O repertório mistura faixas novas, como os singles “Ainda” e “Contato”, com sucessos da carreira da cantora, dona de hits como “A Noite” e “Amuleto”. 📍 Onde: Sesc Vila Mariana — Rua Pelotas, 141 — Vila Mariana — São Paulo 📅 Quando: 9 de maio, às 20h, e 10 de maio, às 18h 💲 Quanto: a partir de R$ 18 ➡️ Mais informações e ingressos Marcelo Jeneci, Banda Quimbará e tributo a Tim Maia no Blue Note O Blue Note São Paulo recebe nesta semana uma programação que mistura MPB, soul brasileiro, música latina e releituras contemporâneas. Entre os destaques estão o show intimista “Solo”, de Marcelo Jeneci, a Banda Quimbará com homenagens ao Buena Vista Social Club e Bad Bunny, além do espetáculo “Velhos Camaradas”, com releituras de clássicos de Tim Maia, Cassiano e Hyldon. A programação também inclui apresentações de Grag Queen, tributo ao Simply Red, show da Brasil Jazz Sinfônica e homenagem aos 10 anos do álbum “Amar e Mudar as Coisas”, de Belchior. 📅 Quando? Até 10 de maio; programação inclui shows às 20h e 22h30; abertura da casa às 19h 📍 Onde? Blue Note São Paulo | Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2.073, 2º andar, Centro 💲 Quanto? A partir de R$ 70 ➡️ Mais informações 🎥 Cinema Cineclube BA exibe “Eclipse” com debate no Cine Belas Artes Cineclube BA exibe “Eclipse” com debate no Cine Belas Artes Reprodução O Cine Belas Artes recebe uma sessão especial de “Eclipse”, novo longa de Djin Sganzerla, dentro da programação do Cineclube BA. Após a exibição, a diretora e atriz principal participa de um debate com professores do Centro Universitário Belas Artes. O suspense acompanha as irmãs Cleo e Nalu investigando atividades suspeitas do marido de Cleo, em uma trama que aborda violência contra a mulher, masculinidade tóxica e tecnologia. 📍 Onde: Cine Belas Artes — Sala 6 Léo Mendes — Rua da Consolação, 2423, Consolação 📅 Quando: 10 de maio, às 11h 💲 Quanto: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia-entrada) ➡️ Mais informações e ingressos 🎭 Espetáculos Ninguém Tá Bem Comediante Marianna Armellini Divulgação “Ninguém Tá Bem” é um solo de stand-up da atriz e comediante Marianna Armellini que transforma as angústias do mundo atual em humor. Em cena, ela compartilha reflexões sobre ansiedade, redes sociais e a pressão cotidiana, criando uma identificação imediata com o público em um espetáculo leve, direto e cheio de ironia. 📅 Quando? De 7 a 10 de maio (quinta a sábado às 20h30 | domingo às 19h) 📍 Onde? BTG Pactual Hall — R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro (Zona Sul) 💲 Quanto? A partir de R$ 25 ➡️ Mais informações e ingressos “Magia, o Musical” mistura fantasia e crítica social “Magia, o Musical” mistura fantasia e crítica social Verônica Aleixo A produção brasileira “Magia, o Musical” acompanha uma jovem que atravessa ilhas em busca de uma magia capaz de salvar o pai, em uma história que mistura fantasia, desigualdade social e identidade cultural, com trilha inspirada em ritmos brasileiros, afro-latinos e caribenhos. 📍 Onde: Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) 📅 Quando: até 12 de maio, às terças e quartas selecionadas, às 20h 💲 Quanto: ingressos a partir de R$ 40 ➡️ Mais informações e ingressos 10 Maneiras Incríveis de Destruir Seu Casamento “10 Maneiras Incríveis de Destruir Seu Casamento” estreia temporada em São Paulo Divulgação A comédia “10 Maneiras Incríveis de Destruir Seu Casamento” entrou em cartaz em São Paulo com esquetes que ironizam hábitos, brigas e crises dos relacionamentos contemporâneos. Com texto de Sérgio Abritta, o espetáculo é estrelado por Vitória Strada, Daniel Rocha, Thaisa Damous e Ton Prado, que interpretam diferentes personagens em situações cômicas inspiradas na vida a dois. 📍 Onde: Teatro UOL — Shopping Pátio Higienópolis — Avenida Higienópolis, 618 — São Paulo 📅 Quando: até 26 de julho, aos sábados e domingos, às 18h 💲 Quanto: de R$ 60 a R$ 150 ➡️ Mais informações e ingressos João Carlos Martins na Sala São Paulo Guararapes recebe concerto gratuito do Maestro João Carlos Martins Prefeitura/Divulgação O maestro João Carlos Martins retorna ao palco da Sala São Paulo para um concerto especial ao lado da Orquestra Orion, do Instituto Alpha Lumen. A apresentação reúne obras de Vivaldi, Bach, Mozart, Piazzolla e Morricone, em uma noite que mistura música clássica, emoção e grandes interpretações. Além de reger a orquestra, João Carlos Martins também se apresenta ao piano. 📍 Onde: Sala São Paulo — Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos 📅 Quando: 12 de maio, às 20h30 💲 Quanto: Ingressos a partir de R$ 40 ➡️ Mais informações e ingressos Clô, pra sempre Clô, pra sempre Claudia Martini O premiado monólogo “Clô, pra sempre”, estrelado por Eduardo Martini, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator por “Simplesmente Clô”, revisita a vida e a trajetória de Clodovil Hernandes em um retrato que mistura moda, televisão, política e memórias pessoais do estilista e apresentador. A montagem, dirigida por Viviane Alfano e com texto de Raphael Gama, já foi vista por mais de 40 mil pessoas pelo Brasil e apresenta um Clodovil intenso, contraditório e sem filtros, passando por episódios marcantes da carreira e da vida íntima do artista. 📍 Onde: Teatro Mooca — Mooca Plaza Shopping, R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 — Vila Prudente 📅 Quando: De 7 a 28 de maio, quintas, às 20h; e de 3 a 17 de junho, quartas, às 20h 💲 Quanto: Ingressos à venda pela Sympla ➡️ Mais informações e ingressos Coletivo Desvio Padrão com espetáculos acessíveis e oficinas gratuitas O Coletivo Desvio Padrão realiza entre os dias 9 e 11 de junho uma programação gratuita que une teatro, dança e acessibilidade em espaços do centro de São Paulo. O projeto inclui os espetáculos “Só se fechar os olhos” e “Para além do gesto”, que colocam pessoas cegas e surdas no centro da criação artística, além de oficinas e seminários sobre audiodescrição, Libras e tradução sensorial nas artes da cena. As atividades acontecem no Espaço Parlapatões e no Centro MariaAntonia, da USP. 📍 Onde: Espaço Parlapatões e Centro MariaAntonia (USP) — São Paulo 📅 Quando: de 9 a 11 de junho 💲 Quanto: gratuito ou “pague quanto quiser”, dependendo da atividade ➡️ Mais informações Black Album Sinfônico A Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta o concerto “Black Album Sinfônico”, que leva ao palco versões orquestradas de clássicos do Metallica. Com regência de Felipe Prazeres, o espetáculo revisita faixas icônicas como Enter Sandman e Nothing Else Matters, em arranjos que misturam a força do rock com a potência de uma grande orquestra. 📅 Quando? Sexta-feira (8), às 21h 📍 Onde? BTG Pactual Hall — R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro (Zona Sul) 💲 Quanto? A partir de R$ 25 ➡️ Mais informações e ingressos 🐾Passeios Salão do Artesanato reúne mais de 700 expositores no Ibirapuera Salão do Artesanato reúne mais de 700 expositores no Ibirapuera Divulgação A 22ª edição do Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras acontece entre 13 e 17 de maio no Pavilhão da Bienal, reunindo mais de 700 artesãos de todos os estados e do Distrito Federal. Com entrada gratuita, o evento apresenta peças que vão de moda e acessórios à decoração e mobiliário, além de oficinas, atrações culturais e gastronomia, em uma programação voltada para toda a família. 📍 Onde: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera 📅 Quando: 13 a 17 de maio (qua a sex, das 14h às 21h; sáb e dom, das 10h às 21h) 💲 Quanto: gratuito ➡️ Mais informações 🖼️ Exposições FoNTE recebe a exposição “Todo Cuidado é Pouco” FoNTE recebe a exposição “Todo Cuidado é Pouco” Divulgação O espaço FoNTE recebe a exposição coletiva “Todo Cuidado é Pouco”, reunindo mais de 25 obras de artistas como André Barion, Camila Leite, Clara Andrada, Fábio Menino, Juliana Cunha, Luís Teixeira, Manuela Costa Lima, Naomi Shida e Wiki Pirela. Com curadoria de Tálisson Melo, a mostra propõe reflexões sobre cuidado, vulnerabilidade e controle a partir de pinturas, esculturas, bordados e instalações que exploram diferentes linguagens e materiais. 📍 Onde: FoNTE — Rua Mourato Coelho, 751 📅 Quando: De 9 a 28 de maio; visitação de quinta a sábado, das 14h às 19h 💲 Quanto: Entrada gratuita ➡️ Mais informações e programação Formação gratuita em educação audiovisual no JAMAC abre inscrições em SP Educação audiovisual no JAMAC Reprodução O JAMAC — Jardim Miriam Arte Clube abriu inscrições para uma formação gratuita em educação audiovisual voltada a arte-educadores, cineastas, produtores culturais e agentes de projetos sociais. O curso apresenta a metodologia do projeto JAMAC Cinema Digital, premiada na área de formação em economia criativa, e terá módulos sobre ensino audiovisual, liderança de grupos, oficinas-piloto e treinamento em equipamentos. As aulas acontecem aos sábados entre maio e junho. 📍 Onde: JAMAC — Jardim Miriam — São Paulo 📅 Quando: 16, 23 e 30 de maio; 13, 20 e 27 de junho, às 10h 💲 Quanto: gratuito ➡️ Mais informações e inscrições 👀 Para ficar de olho Sérgio Reis Sérgio Reis na gravação da música "Sagra de Fé" Divulgação/Cooperativa Comigo Sérgio Reis retorna ao Teatro Bradesco no dia 16 de maio com um show especial em comemoração ao mês das Mães. A apresentação faz parte da turnê que celebra os 67 anos de carreira do cantor e promete reunir clássicos como “Panela Velha”, “Menino da Porteira”, “Filho Adotivo” e “Coração de Papel”, além de outros sucessos da música sertaneja. 📍 Onde: Teatro Bradesco — Rua Palestra Itália, 500 — 3º piso — Perdizes — São Paulo 📅 Quando: 16 de maio, às 19h 💲 Quanto: a partir de R$ 80 ➡️ Mais informações e ingressos

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Lula e Trump: por que o PIX deve ser assunto central do encontro entre os presidentes

Publicado em: 07/05/2026 00:00

Por que o PIX virou alvo de Trump em investigação comercial contra o Brasil? O PIX deve ser assunto central do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que ocorre nesta quinta-feira (7). O sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta na em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump. No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro. O PIX é o único sistema do governo com essa finalidade. "O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Já neste ano, em abril, um relatório divulgado pela Casa Branca ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento. Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio. Veja, nos tópicos abaixo, os possíveis motivos apontados por especialistas para Trump questionar o PIX. Concorrência com empresas dos EUA PIX Internacional, 'efeito Brics' e ameaça ao dólar Sucesso do PIX vira vitrine para o Brasil Ofensiva dos EUA contra sistemas de pagamentos Exigências legais do Brasil — e apoio às big techs Concorrência com empresas dos EUA O PIX é gratuito para pessoas físicas e tem custo baixo para empresas, representando forte concorrência para grandes operadoras de cartão de crédito americanas, como Visa e Mastercard, afirma Jorge Ferreira dos Santos Filho, economista e professor da ESPM. "O sistema também compete com fintechs americanas. Enquanto nos EUA a regulação permite a cobrança por transferências instantâneas, no Brasil essas empresas são obrigadas a integrar o PIX para operar", diz. Segundo o professor, as regras forçam as companhias a ajustarem seus modelos de negócio diante da possível perda de receita, já que empresas de alta tecnologia lucram com taxas sobre transações. O cenário também afeta big techs que oferecem serviços de pagamento, como o Google. Para Ralf Germer, CEO da PagBrasil, o PIX é um sistema tecnologicamente avançado que promove uma concorrência saudável no mercado. Ele não acredita, porém, que o sistema conflite diretamente com os interesses dos EUA, nem que isso justifique a investigação do governo americano. "O PIX não foi criado para concorrer ou substituir outros meios de pagamento, como o cartão de crédito. Desde o lançamento do sistema, as demais formas de pagamento, especialmente os cartões, continuaram crescendo", afirma. "Além disso, houve tempo suficiente para que se adaptassem e desenvolvessem soluções capazes de competir com as vantagens do PIX, seja em custo, experiência do usuário ou do comércio", acrescenta. Voltar ao índice. PIX é investigado nos EUA a pedido de Trump por configurar possível 'prática desleal' PIX Internacional, 'efeito Brics' e ameaça ao dólar Entre as novidades do PIX, o Banco Central do Brasil (BC) segue trabalhando para adotar, no futuro, o PIX Internacional, que já é aceito de forma limitada em alguns países, como Argentina, EUA (Miami e Orlando), Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o uso atual do PIX em outros países é "parcial", restrito a estabelecimentos específicos. A expectativa é que, no futuro, os pagamentos transfronteiriços sejam realizados de forma definitiva, interligando sistemas de pagamento instantâneo. Nesse sentido, especialistas acreditam que a possibilidade de uso do PIX Internacional como meio de pagamento entre países do Brics, por exemplo, pode ter incomodado os EUA por ameaçar a paridade do dólar nas negociações, comprometendo a hegemonia da moeda no sistema financeiro global. "Esse pode ser o ponto que mais incomoda o governo americano: a criação de uma moeda única do Brics e o possível uso do sistema PIX para reduzir a influência do dólar nas negociações entre esses países", diz Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. 🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã. Durante o tarifaço, o presidente Donald Trump ameaçou, em mais de uma ocasião, aplicar taxas de 10% às nações integrantes do grupo. Ele é contra a criação de uma nova moeda ou meios de pagamento que substituam o dólar — uma das prioridades do Brasil dentro do grupo. Segundo o professor Jorge Ferreira, da ESPM, o PIX Internacional pode enfrentar resistência dos EUA, já que concorreria diretamente com o sistema SWIFT — rede global de transferências financeiras adaptada, inclusive, para cumprir sanções internacionais, especialmente dos EUA e da União Europeia. Voltar ao índice. Sucesso do PIX vira vitrine para o Brasil Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo e fundador do RegLab, afirma que a principal queixa dos EUA parece ser a percepção de que o governo brasileiro teria favorecido seu próprio sistema de pagamento eletrônico — prejudicando, assim, empresas privadas norte-americanas. Ele avalia que, quando o regulador também atua como operador bem-sucedido — como o Banco Central do Brasil com o PIX —, é natural que surja uma “pressão internacional” nesse cenário de competição. "De uma forma ou de outra, o PIX se tornou um modelo de inovação estatal eficiente, que pode ser replicado por outros países — o que representa uma possível ameaça ao domínio de empresas americanas no mercado global de meios de pagamento", explica. Para o especialista, o sucesso massivo do PIX também virou uma vitrine e confere ao Brasil peso geopolítico para influenciar padrões e negociar aberturas no mercado internacional. “É um grande modelo a ser seguido em termos de infraestrutura pública digital de pagamentos.” Diversos países buscam entender os mecanismos de funcionamento do sistema. Voltar ao índice. Ofensiva dos EUA contra sistemas de pagamentos Pedro Henrique Ramos, do RegLab, lembra que os EUA têm um histórico de contestar políticas que favorecem infraestruturas domésticas, citando os casos da Indonésia, Índia e China (com a UnionPay). Ao anunciar tarifas de 32% sobre produtos importados da Indonésia, no ano passado, os EUA também alegaram "prática comercial injusta", citando impacto em empresas americanas como Visa, Mastercard e Amex. Segundo Ramos, esse tipo de infraestrutura pública de baixo custo, criado por países emergentes, é adotado como instrumentos de inclusão social e financeira, e de redução da dependência de redes atreladas ao dólar. "Então, você tem um atrito geopolítico claro entre interesses comerciais e também com os discursos políticos que são usados para fundamentar e fomentar essas infraestruturas digitais soberanas dos países", afirma. Ralf Germer, da PagBrasil, destaca que os EUA têm sistemas semelhantes, como o Zelle — criado por grandes bancos, com possíveis taxas conforme a instituição — e o FedNow, do Federal Reserve, que permite cobrança de taxas pelos bancos, mas geralmente não repassadas ao consumidor final. Os sistemas norte-americanos, no entanto, não chegaram nem perto do sucesso do PIX, afirma Pedro Henrique Ramos, do RegLab. "A adesão ao FedNow, por exemplo, foi opcional. Nenhum dos grandes bancos americanos aderiu. Então, de uma forma ou de outra, o PIX virou um modelo, uma vitrine", diz. Voltar ao índice. Exigências legais do Brasil — e apoio às big techs Os questionamentos dos EUA sobre os pagamentos eletrônicos fazem parte de uma discussão mais ampla que envolve big techs americanas, como Google e Meta (WhatsApp ), que operam seus próprios sistemas de pagamento e podem ver o PIX como concorrente. "Empresas americanas do setor frequentemente resistem a determinadas decisões do Supremo Tribunal Federal [STF], especialmente sobre exigências legais como a proibição de veicular certos conteúdos", diz Lia Valls, pesquisadora associada do FGV Ibre e professora da UERJ. Segundo a especialista, apesar de não ter relação direta, o conflito com as big techs também contribui para as alegações de Donald Trump, que em diversas ocasiões tentou pressionar a Suprema Corte brasileira. Também no ano passado, por exemplo, a maioria dos ministros do STF votou a favor de responsabilizar as redes sociais pelo conteúdo publicado por seus usuários — como discursos de ódio, fake news ou prejudiciais a terceiros. No mesmo dia, o Google, dono do YouTube, afirmou que "abolir regras que separam a responsabilidade civil das plataformas e dos usuários não contribuirá para o fim da circulação de conteúdos indesejados na internet [como fake news]". Já a Meta, proprietária do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, manifestou preocupação com "as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil". Além disso, há o caso específico do WhatsApp. Em junho de 2020, antes mesmo do lançamento do PIX, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam a função de pagamentos e transferências por meio do aplicativo no Brasil. Na época, o BC determinou que as bandeiras Visa e Mastercard, que viabilizavam as transações, suspendessem a função de pagamentos para que o órgão avaliasse riscos e garantisse o bom funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já o Cade apontava possíveis riscos à concorrência. Em 2023, com o PIX já em funcionamento, o BC autorizou o WhatsApp a oferecer pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pago. Em dezembro, porém, a empresa descontinuou no Brasil a função de pagamento entre pessoas com cartão de débito no aplicativo. Em nota enviada ao g1 em novembro de 2024, a empresa informou que a decisão de suspender a função com cartão de débito no país teve como objetivo priorizar as transações via PIX. Voltar ao índice. Aplicativo bancário para pagamento financeiro em PIX. Bruno Peres/Agência Brasil

Palavras-chave: tecnologia

Do PIX ao crime organizado: veja 5 pontos que estão em jogo na reunião entre Lula e Trump

Publicado em: 07/05/2026 00:00

Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança, segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU. Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa". Nesta quinta-feira, Lula será recebido por Trump na Casa Branca por volta das 11h (12h, em Brasília). Em seguida, os dois farão declarações à imprensa por cerca de 30 minutos no Salão Oval, segundo agenda divulgada pelo governo norte-americano. Depois, os presidentes participarão de um almoço, no qual devem discutir temas de interesse dos dois países. Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional. A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais. Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas: Combate ao crime organizado PIX Geopolítica e conflitos globais Terras raras Eleições Veja a seguir detalhes de cada um dos assuntos. 1. Combate ao crime organizado Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. Ricardo Stuckert/Presidência da República O governo dos Estados Unidos está analisando uma possível medida para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil afirmam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defende que facções brasileiras também sejam classificadas como terroristas, como já ocorreu com grupos do México e da Venezuela. O tema já foi discutido por autoridades norte-americanas e brasileiras em reuniões anteriores e deve voltar ao foco no encontro entre Trump e Lula nesta quinta-feira. Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema. A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Por que Lula não quer que Trump classifique facções como organizações terroristas? Voltar ao início. 2. PIX O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas Marcello Casal Jr/Agência Brasil Atualmente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) conduz uma investigação contra o Brasil por supostas irregularidades em práticas comerciais. O PIX está entre os itens analisados. Segundo o governo norte-americano, o sistema brasileiro é visto como uma ameaça a empresas dos EUA, por criar desvantagens para serviços de pagamentos eletrônicos, como cartões de crédito. O Brasil já informou às autoridades americanas, no âmbito das investigações, que o PIX não discrimina empresas dos Estados Unidos e destacou que até gigantes de tecnologia, como o Google, já utilizam a ferramenta. O tema tem sido usado pelo governo como símbolo de defesa da soberania nacional. Em um evento em abril, Lula disse que o "PIX é do Brasil" e criticou a investigação conduzida pelos Estados Unidos. O governo brasileiro deve aproveitar a reunião para tentar convencer Trump a não adotar medidas contra o país por causa do PIX. O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, em entrevista à GloboNews, que vê o encontro como uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do PIX e buscar um “bom entendimento” entre os dois países. Voltar ao início. 3. Geopolítica e conflitos globais Explosão no subúrbio de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel em 6 de março de 2026 REUTERS/Khalil Ashawi Lula e Trump têm adotado posições divergentes sobre conflitos globais. O Brasil, por exemplo, condenou ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela e, mais recentemente, ao Irã. Em abril, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o presidente brasileiro criticou Trump e disse que o norte-americano não pode "ameaçar outros países com guerra o tempo todo". Além disso, Lula repetiu uma declaração feita em 2025, após o tarifaço, ao afirmar que Trump não foi eleito "imperador do mundo". Lula também tem defendido o fortalecimento da ONU, em vez de posturas unilaterais. O presidente foi convidado a integrar o Conselho da Paz criado por Trump, mas ainda não aceitou. Em janeiro, em conversa telefônica com Trump, Lula propôs mudanças no grupo. A situação de Cuba, com os Estados Unidos pressionando e ameaçando o regime de Havana, também pode ser discutida. O Brasil vê com preocupação a situação humanitária da ilha, que piorou após o governo norte-americano adotar medidas para restringir o envio de petróleo ao país. Lula e Trump testam reaproximação, de olho em eleições e em momento impopular Voltar ao início. 4. Terras raras Os elementos de terras raras possuem propriedades eletrônicas, magnéticas e óticas essenciais para diversas tecnologias modernas Gil Leonardi /Agência Brasil A exploração de minerais críticos e terras raras deve entrar na pauta da reunião. O Brasil tem uma das maiores reservas no mundo e vê esses recursos como estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e o avanço da inteligência artificial. O governo brasileiro defende que esses recursos sejam explorados sob controle nacional, com parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento da indústria. O Brasil já sinalizou que não pretende aderir a uma aliança proposta pelos EUA para o setor e deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é que os norte-americanos buscam influenciar as regras do comércio global desses minerais, hoje concentrados principalmente na China. Também pode entrar na conversa um acordo firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para exploração desses minerais, que gerou reação do governo federal. 🔎 A avaliação é que a iniciativa envolvendo Goiás não tem validade jurídica, já que o subsolo pertence à União, responsável por regular a atividade e firmar acordos internacionais. Além disso, na véspera do encontro na Casa Branca, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com previsão de incentivo para estimular a exploração. O texto ainda será analisado pelo Senado. Voltar ao início. 5. Eleições Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo Segundo o blog da Andreia Sadi, Lula vai tentar transformar o encontro em um ativo político. O presidente busca um compromisso do governo Trump de que não haverá interferência dos EUA nas eleições de outubro. Fontes do governo ouvidas pela jornalista afirmaram haver preocupação de que o Departamento de Estado, visto como mais ideológico e com interlocução com bolsonaristas, adote medidas que possam prejudicar Lula. Um ataque direto de Trump não está no radar, mas o presidente brasileiro quer um compromisso informal de não interferência e de ausência de apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, ainda segundo o blog da Sadi, o encontro permitirá que Lula explore a imagem de liderança internacional. A reunião pode funcionar como demonstração de força em um momento de desgaste interno. A ideia é virar a página da derrota no Senado na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Voltar ao início. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Qualcomm apresenta Snapdragon 6 e 4 Gen 5 para celulares com mais fluidez e bateria

Publicado em: 06/05/2026 22:00 Fonte: Tudocelular

Além de soluções Wi-Fi e nova IA em parceria com a Claro apresentadas nesta semana, a Qualcomm anunciou nesta quinta-feira (3) as suas novas plataformas móveis voltadas a celulares: o Snapdragon 6 Gen 5 e o Snapdragon 4 Gen 5. De acordo com a fabricante, ambos focam em tecnologias mais usadas pelos usuários e introduzem a interface Snapdragon Smooth Motion, a qual aprimora interações entre dispositivos. Confira os destaques de cada um a seguir. “Com o Snapdragon 6 Gen 5 e o Snapdragon 4 Gen 5, estamos ampliando o que os usuários podem esperar de seus smartphones — experiências envolventes impulsionadas por desempenho robusto e duração confiável da bateria. Este lançamento reforça nosso foco em entregar soluções impactantes, com cada plataforma intencionalmente projetada para alcançar o equilíbrio certo de desempenho, eficiência energética e conectividade — ajudando nossos parceiros a entregar experiências de smartphones de próxima geração para mais usuários globalmente.” Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

VÍDEO: protegida por lei, arara-canindé é encontrada morta com marca de tiro em praça de MG

Publicado em: 06/05/2026 21:43

Arara é encontrada morta em praça de MG com suspeita de tiro Uma arara-canindé foi encontrada morta, na tarde desta quarta-feira (5), na praça da Prefeitura de Centralina, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA), o animal tinha uma marca possivelmente de tiro. 🔎A arara-canindé (Ara ararauna) é uma ave silvestre nativa do Brasil e protegida por lei. De acordo com a legislação ambiental brasileira, é crime matar, capturar, perseguir, caçar ou manter em cativeiro animais silvestres sem autorização dos órgãos ambientais competentes. A prática pode resultar em pena de detenção, multa e outras sanções administrativas, além da apreensão de equipamentos utilizados no crime. A proteção da espécie é fundamental para a preservação da fauna e do equilíbrio ambiental. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com a PMMA, pessoas que passavam pela praça acionaram os militares após encontrarem a ave morta caída no chão. O animal foi recolhido e será submetido a exames de necropsia para determinar a causa de sua morte. De acordo com o sargento Eduardo Venâncio, da Polícia do Meio Ambiente, o animal será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). "As providências policiais foram o recolhimento da carcaça da ave que foi encaminhada para o IML. O laudo vai dizer qual é a causa da morte, se foi vítima de arma de fogo, pedra, chumbinho de arma de pressão. E a autoria, ninguém sabe", explicou o sargento. O g1 também entrou em contato com a Polícia Civil e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para saber se o caso será investigado e se há confirmação de envolvimento em caça ilegal e identificação de suspeitos. Animal foi encontrado morto por populares Polícia Militar/Divulgação LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra lobo-guará bocejando e rosnando durante atendimento veterinário em Uberlândia VÍDEO: Onça-parda em árvore no quintal obriga família a se trancar dentro da própria casa em MG Gato é encontrado morto e moradores relatam possíveis envenenamentos de animais em Uberlândia ASSISTA TAMBÉM: Integração Tec: tecnologia permite monitorar animais após retorno à natureza Integração Tec: tecnologia permite monitorar animais após retorno à natureza VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Rapper FBC perfila Brasil hardcore em álbum que pulsa cheio de som e fúria entre rocks e músicas de João Bosco

Publicado em: 06/05/2026 20:54

O rapper mineiro FBC mistura rap e rock no sétimo álbum, 'Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades' Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades Artista: FBC Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ Faz que sentido que o rapper mineiro FBC abra e feche o sétimo álbum, “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, com músicas de João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020). É que, ao longo dos anos 1970, essa fundamental dupla de compositores expôs na cadência do samba um Brasil urbano corroído pela pobreza, pela violência e pela injustiça social, lembrando que a cuíca roncava de fome. Esse Brasil hardcore dialoga com a pátria cantada por Fabrício Soares Teixeira ao longo das 13 faixas do álbum lançado em 1º de maio com capa que expõe ilustração explosiva do artista visual Kawany Tamoyos. Na abertura de “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, FBC dá à luz “Gênesis (Parto)” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977), fazendo a música renascer em canto falado posto sobre base percussiva que evoca um ponto de umbanda. No fecho do álbum, o rapper dispara “Tiro de misericórdia” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977) – música-título do disco em que Bosco (mineiro como FBC) também apresentou “Gênesis (Parto)” – entre o rock hardcore e o samba seco. Entre uma faixa e outra, o rapper faz “O ronco da cuíca” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) ressoar na cadência hardcore do punk rock, sem abandonar o canto do rap, em faixa de batida pulsante. Conceitual, o álbum “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades” perfila um cidadão brasileiro do nascimento à morte em um país em que grassam a fome, a bandidagem e a roubalheira, mas também a altivez resiliente de um povo honesto que cultua a ancestralidade. O retrato sem filtro de FBC expõe um Brasil em convulsão social com mais fuzis do que guaranás. Inexistem ufanismos tropicais na narrativa de FBC. A chapa está fervendo e, na selva das cidades em que policiais matam cotidianamente trabalhadores (geralmente negros), ninguém tem tempo e vontade de louvar cartões postais do Brasil embalado para presente de turista. “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades” é um álbum de hip hop, como evidencia o canto de “Homo sacer” (FBC, Baka e Djonga), rap gravado com as adesões do mineiro Djonga e do DJ Cost, mas o rap de FBC está atravessado pelo rock hardcore em faixas como “Não vote em ninguém” (FBC, Baka e Flávio Soldati). Baka – nome artístico do produtor musical e multi-instrumentista mineiro Rafael Corrêa Braga – tem atuação relevante na construção sonora de “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, tendo produzido o álbum (sob direção musical dividida com FBC) e tocado baixo e guitarra. Daniel Souza e o supracitado DJ Cost também são nomes recorrentes nos créditos das 13 faixas deste álbum em que FBC faz feat com MC Taya em “Canudos” (FBC, Baka e MC Taya), mix de funk, rap e rock. Projetado há cinco anos com o quarto álbum, “Baile” (2021), FBC transitou pelo universo do pop funky dos anos 1980, do soul e da dance music na jornada cósmica proposta no álbum seguinte, “O amor, o perdão e a tecnologia irão nos levar para outro planeta” (2023), e retornou para as ruas com o peso do boombap que regeu o álbum “Assaltos e batidas” (2025). Artista que sempre vira o disco a cada álbum, FBC se volta agora para o rock que enerva “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, álbum antecedido em 17 de abril pelo single “Bandido bom”. Se o rap atualmente é a voz da rebeldia, em posto que outrora já foi do rock, FBC une os dois gêneros em álbum pujante. Mesmo sem reinventar a roda, o rapper apresenta disco cheio de som e fúria como a vida urbana. Capa do álbum Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades', do rapper FBC Ilustração de Kawany Tamoyos

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Terras Raras: Câmara aprova texto-base de projeto com fundo garantidor e crédito de R$ 5 bi para estimular exploração

Publicado em: 06/05/2026 20:30

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. 💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada. 🔎Minerais críticos e estratégicos são cobiçados pela indústria e diplomacia mundial, isso porque, dentre eles, destaca-se as chamadas terras raras, grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos. Entre eles estão o lítio, o cobalto, o níquel e o grafite, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. O que são as terras raras e por que podem virar pauta entre Lula e Trump Esses minerais são vitais para a economia global, porque podem ser usados no contexto da transição energética, incluída a mobilidade de baixo carbono, e do avanço da inteligência artificial e da digitalização das empresas. O Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita e terras raras —com 21 milhões de toneladas—, e o terceiro maior em reservas de níquel. “É um assunto de interesse mundial, é um assunto que está para o futuro, como o petróleo esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes. Não tem tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A proposta passou com apoio do governo e de parte da oposição da Câmara. A Federação PSOL/Rede e o Novo discursaram contra a proposta. O líder do PSOL, Tarcísio Motta (PSOL-RJ), afirmou que o projeto é frágil e pode abrir espaço para exportação dos minerais sem agregação de valor no Brasil. “Esse projeto é tímido, insuficiente e não toca na necessidade de que a gente tenha uma Terrabras (estatal) para controlar. Sequer prevê que seja um sistema de partilha, como é com o petróleo. O estado se manterá apenas como indutor e facilitador e isso significará que continuaremos exportando minérios”, afirmou. Veja, abaixo, os principais pontos do projeto: Fundo Garantidor A proposta cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Será este conselho, inclusive, que elaborará uma lista de minerais críticos e estratégicos e que será revisada a cada 4 anos. A proposta autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos na área. O texto autoriza a União a instituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação como cotista limitada a R$ 2 bilhões. De acordo com as regras, o fundo não poderá contar com qualquer tipo de garantia ou aval do poder público. As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, Reprodução/Jornal Nacional De natureza privada, o FGAM atende a uma demanda do setor mineral. A iniciativa deve facilitar o acesso das empresas a crédito, ao permitir a apresentação de garantias em operações de financiamento. Além das cotas previstas, também poderão entrar como patrimônio do fundo contribuições voluntárias dos estados, Distrito Federal e municípios, resultados das aplicações financeiras dos seus recursos, entre outros. Para fins de governança, será instituído um comitê gestor do fundo. Conforme o relator, o BNDES estima que sejam necessários R$ 5 bilhões para destravar os projetos. Estímulo para agregar valor Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China. Mas, apesar do potencial, o Brasil ainda não domina plenamente a tecnologia de beneficiamento e transformação industrial das terras raras e demais minerais críticos e estratégicos. Na prática, isso significa que o país ainda exporta, em boa parte, os minerais como commodities brutas, sem agregar valor. Diante da lacuna, o projeto cria o chamado “Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE)”, cujo objetivo é ser uma fonte de recursos para o fomento do beneficiamento e transformação mineral e da mineração urbana dos minerais. Só terão direito ao benefício empresas constituídas sob a legislação brasileira e que tenham sede e administração no Brasil e terão que comprovar investimentos no processamento de minerais críticos e estratégicos no país. A concessão do crédito fiscal vigoraria entre os exercícios de 2030 a 2034, com limite anual de R$ 1 bilhão. A “escada” estabelecida na proposta e que aumenta o crédito à medida que se avance na cadeia é formada por: concentrados; concentrados em grau bateria: carbonatos, hidróxidos, sulfatos, óxidos, esferoides e materiais ativos de cátodo e precursores; concentrados em grau adequado para a produção de ímãs permanentes para motores elétricos: óxidos, cloretos e metais ou ligas; fertilizantes: fosfatados, potássicos e nitrogenados; sistema de armazenamento de energia. O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) será responsável pela definição dos demais. O crédito também poderá ser concedido a empresas que firmarem contrato de longo prazo (no mínimo 5 anos), para a compra de um ou mais produtos listados acima. Conselho para Industrialização A estrutura, vinculada à Presidência da República, será responsável por homologar a venda de mineradoras que detém direitos de exploração de minerais críticos e estratégicos. Caberá ao conselho e à Agência Nacional de Mineração (ANM) a homologação sobre o acesso a informações geológicas de interesse estratégico ou participação de empresas estrangeiras em mineradoras credenciadas a explorar minérios críticos e estratégicos, além de: contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam fornecimento dos minerais críticos e estratégicos em condições que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do País; alienação, cessão ou oneração de ativos minerais de que trata esta lei pertencentes, direta ou indiretamente, à União. O relator alterou este trecho, atendendo a pedido dos parlamentares. A versão anterior falava em “prévia análise” do conselho para essas atividades. Agora, caberá apenas uma homologação. “Estamos substituindo o conteúdo e a anuência prévia pelo conceito de homologação. Cabe ao conselho homologar projetos e disposição e mudança societária”, explicou o relator. O conselho será composto por 15 representantes de órgãos do Poder Executivo, com um representante de estados e do Distrito Federal, um representante dos municípios, dois representantes do setor privado e um representante da sociedade civil. Leilões O texto define que as áreas com potencial para a produção de minerais críticos e estratégicos deverão ser priorizadas em leilões realizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A área desonerada e aquela decorrente de qualquer forma de extinção do direito minerário deverá ser submetida a leilão pela ANM no prazo máximo de dois anos contado da data de sua desoneração ou extinção do direito minerário. Demais pontos: Cadastro Nacional de Projetos de Minerais Críticos e Estratégicos, que reunirá todos os projetos de minerais críticos e estratégicos implementados em território nacional, nos termos do regulamento Sistema de rastreabilidade da cadeia produtiva, cujo objetivo é identificar eventuais ilicitudes; a proposta prevê um período de autorização para pesquisa em áreas de minerais críticos ou estratégicos de no máximo 10 anos. O relator ampliou o prazo, que antes era de 5 anos.