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LDO é sancionada e determina como prioridades a realização de concursos e investimentos em hospitais, escolas e estradas

Publicado em: 05/12/2025 07:36

Palácio Araguaia, em Palmas Marcio Vieira/Governo do Tocantins O governo do Estado sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026. A lei apresenta a organização do orçamento previsto para o próximo ano e destaca as prioridades que terão investimentos, como a realização de concursos públicos e obras na saúde e educação. A LDO foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Aleto) no dia 5 de novembro deste ano. O governo sancionou o texto sem vetos às emendas propostas pelos parlamentares. O documento está em um suplemento do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (4). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A lei diz respeito às metas e prioridades da Administração Pública Estadual, estrutura e organização dos orçamentos, diretrizes para a elaboração, execução e avaliação do orçamento do Estado, emendas parlamentares, entre outras determinações. Clique e confira a LDO. Conforme o governo, as prioridades da LDO foram construídas de acordo com o Plano Plurianual (PPA 2024-2027), com diretrizes debatidas com a participação da sociedade. As prioridades e metas para o ano de 2026 dizem respeito aos seguintes temas: Saúde e bem-estar; Educação, ciência, tecnologia e inovação; Segurança, assistência social e cidadania; Desenvolvimento produtivo, economia criativa, emprego e renda; Infraestrutura econômica e urbana; Gestão pública e governança; Meio ambiente e mudanças climáticas. A LDO prevê, na saúde, a continuação das obras dos hospitais gerais de Araguaína e Gurupi, e do Hospital da Mulher e Maternidade. Também prevê a realização de 12 mil cirurgias eletivas e estudos para ampliação da rede. LEIA TAMBÉM: Assembleia aprova LDO com previsão de orçamento de R$ 17 bilhões para 2026 Na educação, estão dentro das prioridades a ampliação da Unitins, o que inclui atenção para expansão nos cursos de saúde. A gestão também pretende realizar estudos para reforma e reestruturação da Casa do Estudante dos municípios de Araguaína, Arraias, Gurupi, Palmas, Porto Nacional e Tocantinópolis. Na segurança, a primeira prioridade é a realização do concurso da Polícia Civil. Também pretende dar início aos estudos para a realização de concurso para a Polícia Penal. Na parte estrutural, uma das metas é dar início às obras e serviços para duplicação da Ponte Governador Siqueira Campos, localizada na TO-080, além de pavimentar outras rodovias do estado. Dentro da gestão pública, também deverá ter andamento os estudos para realização de concursos públicos do governo do Estado. LDO com previsão de quase R$ 17 bilhões é aprovada pela Assembleia Legislativa Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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IJUS conclui a 3ª fase do Projeto Ingá com transformação social de comunidades rurais de Juruti

Publicado em: 05/12/2025 07:30

Comunidades foram contempladas com tecnologias sociais Ascom/Projeto Ingá O Instituto Juruti Sustentável (IJUS) concluiu oficialmente a terceira fase do Projeto Ingá, uma das maiores iniciativas socioambientais em desenvolvimento na região de Juruti, oeste do Pará. A etapa final foi realizada diretamente no território, envolvendo diversas comunidades rurais e ribeirinhas atendidas pelo projeto desde 2021. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Ao longo do período de implementação, o Ingá alcançou resultados expressivos no território: 69 famílias diretamente acompanhadas 10 famílias beneficiadas com kits solares, filtro de água e telefone rural 22 mil sementes e mudas distribuídas 35 indicadores monitorados pelo Observatório 62 instituições envolvidas na estrutura de monitoramento 5 unidades de meliponicultura implantadas 146 mil hectares de território monitorado 118 hectares georreferenciados +600 pessoas capacitadas em formações diversas 100 mulheres atendidas em iniciativas de empreendedorismo feminino Esses números consolidam o Ingá como um dos projetos mais completos já realizados em Juruti no campo da inovação socioambiental, demonstrando avanço real em governança, participação social e fortalecimento de arranjos produtivos sustentáveis. Durante as atividades finais, a entrega das tecnologias sociais simbolizou um marco importante para dezenas de famílias que agora contam com energia renovável, água potável e maior acesso à comunicação. Kits contendo placas solares, telefone rural e purificadores de água foram instalados e já trazem melhorias significativas ao cotidiano das famílias, que inclusive compartilham os equipamentos entre vizinhos, ampliando o impacto coletivo. As ações ocorreram em diferentes regiões do território, incluindo PEAEX Curumucuri, PAE Socó I, APA Jará, PEAEX Prudente Monte Sinai e Retiro do Irateua, ampliando o alcance socioambiental e o fortalecimento comunitário com iniciativas que reforçam o protagonismo das comunidades e o compromisso coletivo com a conservação da Amazônia. Água transparente no copo à esquerda após comunidade receber filtros Ascom/Projeto Ingá "Minha vida antes era com muita dificuldade. A gente não tinha energia, tudo a gente dependia do sal para conservar os alimentos. E hoje, graças a Deus, nós já temos a energia, as placas, nós fomos beneficiados, então pra nós é uma felicidade. Como eu falei pra minha esposa, graças a De s hoje nós temos como guardar a nossa alimentação", comemorou Artur Araújo, beneficiado na comunidade Retiro do Irateua. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

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Limite de transação bancária, não estacionar em locais escuros e mais: confira dicas de segurança para prevenir roubos

Publicado em: 05/12/2025 06:00

Homem armado durante assalto Pexels A frase "a oportunidade faz o ladrão" não foi criada por acaso. A vítima nunca tem culpa, mas algumas atitudes de prevenção podem ajudar a driblar ações criminosas. É o que apontaram profissionais de segurança pessoal e financeira, em contato com o g1. Segundo Daniel Ramos, diretor-executivo do grupo de segurança Max Forte, a atenção ao que acontece ao redor é essencial para tentar evitar a abordagem do bandido, sobretudo em áreas com potencial para assaltos: lugares escuros e sem movimentação. Entre as dicas que destaca, estão ter cuidado no local onde estacionar o carro, destravar o veículo somente quando for entrar e evitar ficar parado no lugar depois disso. (Confira lista completa abaixo) "Hoje, a maioria das chaves são canivetes, onde está o alarme. E as pessoas costumam desativar e seguir andando, com a chave na mão. Se eu sou um criminoso e estou de longe, eu já percebo que aquela pessoa vai entrar no carro. Eu sigo ela", descreveu. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Se perceber uma possível perseguição, o motorista pode tentar desviar o caminho, para saber se o outro veículo vai acompanhá-lo. Se confirmando, buscar um local público e movimentado pode ser uma saída. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso do ônibus, conforme pontuou Daniel, observar se tem alguém observando mais do que o normal e ficar alerta ao descer em um ponto deserto também são fundamentais. Talvez seja o caso de continuar no coletivo. "Essa pessoa vai descer no mesmo ponto ou não? É igual o elevador, quando você entra e desconfia da pessoa, o que é que você faz? Você não aperta o andar, você mexe no celular. E a pessoa vai colocar o andar. O que você faz? Você põe um acima. Assim, você não vai descer primeiro", explicou. Já no banco, onde muitas pessoas acabam sofrendo as chamadas saidinhas bancárias, ou até mesmo são vítimas de golpes, o alerta vale também para os bancos, que são responsáveis pelo vigilância do estabelecimento. "O monitoramento está vendo que tem alguém lá há muito tempo. Não é normal você ficar no autoatendimento. Alguma coisa você tá aprontando", contou. Daniel destaca também a recomendação de que idosos ou qualquer pessoa com dificuldade de acesso à tecnologia ou de movimentação, procure um funcionário com crachá, devidamente identificado, para auxiliar, ou leve alguém de confiança para ajudar. Mas, se a ação for inevitável ou o cuidado não for suficiente, reagir não é uma opção. "A reação é muito perigosa, porque muitas vezes o marginal mata no susto", destaca Daniel. Confira as dicas de segurança pessoal Não estacionar em locais escuros e sem movimento; Não pegar a chave do carro de última hora, mas também não exibi-la na mão; Destravar o carro somente quando for entrar no veículo; Sair do local logo após entrar no carro ou assim que estacionar o carro; Observar a movimentação de outros carros ou pessoas ao redor na rua; Evitar sacar muito dinheiro; Em caso de dúvidas com o caixa eletrônico, ir ao banco acompanhando de alguém que saiba mexer no equipamento ou buscar orientação funcionários do banco; Não reagir. Bloquear cartões são medidas de segurança após perda ou roubo Pexels Para se proteger financeiramente, as medidas de segurança vão além. A assessora de investimentos Lis Grassi detalha o auxílio da tecnologia oferecida pelos bancos e também pelos celulares dos usuários dos serviços. Entre elas, estão o reconhecimento facial, verificação de senha em duas etapas e manter os limites sugeridos. "Outras dicas importantes são: não colocar senhas óbvias nos aplicativos, inseri-los em pastas 'escondidas' no celular e, principalmente, não manter um capital relevante na conta corrente, de uso diário". A especialista pontua que o uso de investimentos também pode inibir a ação criminosa, já que o suspeito não vai conseguir ter acesso ao dinheiro de forma imediata. "O dinheiro que o ladrão consegue roubar é aquele que está disponível na conta. Se este valor estivesse aplicado, até dentro da mesma instituição, o bandido precisaria fazer um resgate deste investimento para tirar esse valor". Lis destaca que os resgates não são executados em horário comercial e podem demorar um dia útil, ou até mais, para liquidar na conta. "Tenho um exemplo recente de um cliente que foi induzido pelo criminoso a realizar resgates da conta investimento, o investidor executou, porém o prazo de liquidação daquela aplicação era de 5 dias úteis para cair na conta, por isso o ladrão não conseguiu levar o dinheiro". No caso de roubo ou furto, outras atitudes precisam ser tomadas rapidamente, como bloquear a conta. (Confira mais dicas abaixo) "Ligue para o seu gerente ou assessor de investimento e peça o bloqueio da conta imediatamente, ou até através dos telefones disponíveis pela instituição financeira. Depois, é importante solicitar novos cartões, trocar todas as senhas de acesso e prestar queixa, para que tenhamos uma real noção da quantidade de crimes que estão acontecendo neste modelo". Dicas de segurança financeira Reconhecimento facial; Verificação de senha em duas etapas; Manter os limites de transação sugeridos; Não colocar senhas óbvias nos aplicativos; Bloquear a conta e/ou cartões, caso seja roubado ou perca documentos; Se possível, tenha dois celulares: um para o dia a dia e outro para transações. LEIA MAIS: Nutricionista descreve sequestro em Salvador e revela ameaças: 'Me deram coronhada na cabeça, dizendo que iam cortar meu dedo' Roubo a carro de transporte por app no bambuzal do aeroporto de Salvador é investigado VÍDEO: Homem reage a tentativa de assalto e é baleado nas partes íntimas em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Com 50 anos de estrada, Blindagem retorna à Pedreira Paulo Leminski para reencontros: 'Você está ficando velho, mas o público parece cada vez mais jovem'

Publicado em: 05/12/2025 05:06

Banda Blindagem sobe aos palcos da Pedreira Paulo Leminski para se apresentar na sexta edição do Prime Rock Brasil Estudio Vieira A banda Blindagem sobe aos palcos da Pedreira Paulo Leminski, no próximo sábado (6), para se apresentar na sexta edição do festival Prime Rock Brasil, em Curitiba. Para a banda, que comemora 50 anos de carreira este ano, o evento é a oportunidade de um reencontro especial: com o público, com outros artistas com quem dividiram palcos ao longo das décadas e com a poesia – de quem nunca soltaram a mão. Em entrevista ao g1, Paulo Juk, baixista, e Paulo Teixeira, guitarrista, contam que estavam presentes desde o primeiro show na Pedreira Paulo Leminski – espaço que leva, inclusive, o nome do poeta curitibano que colaborou em diversas letras da Blindagem. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Juk, que produziu eventos e shows internacionais no local, destaca o sentimento de emoção inevitável enfrentada pelos artistas que sobem naquele palco. "Eu me emocionei de ver o quanto eles estavam emocionados. Eu só falava: 'Wonderful, wonderful'. É uma coisa muito bonita, é uma magia. Curitiba é privilegiada com vários espaços culturais fantásticos, mas a Pedreira tem uma energia toda própria", afirma. A familiaridade com o local não reduz a emoção de voltar. A banda, inclusive, já conquistou todos os palcos icônicos da capital paranaense e celebrou os 50 anos de carreira no Teatro Guaíra em setembro deste ano. Prime Rock Brasil em Curitiba: Tudo o que você precisa saber para ir ao evento União de gerações Prime Rock Brasil em Curitiba une gerações Nay Klym Em 2024, uma das características que marcou o Prime Rock Brasil em Curitiba foi a união de gerações, fenômeno que faz parte da história da Blindagem. "Tem aqueles que nasceram com a gente, mas tem os que vieram depois, e você vê três, quatro gerações no mesmo local. Está o avô, o pai, o filho, o neto... A gente brinca muito com uma frase icônica: você está ficando velho, mas teu público parece cada vez mais jovem", brinca Juk. Nesse sentido, Teixeira lembra um episódio no qual encontrou um fã que conheceu a Blindagem por meio do pai e, depois, apresentou a banda para o próprio filho. "Isso aí traduz tudo. Faz parte dos 50 anos de estrada da banda", diz Teixeira. LEIA MAIS SOBRE CULTURA: Música: O dia em que Oasis tocou em 'palco desmontável em estacionamento' na Região Metropolitana de Curitiba Cinema: Em Curitiba, Coppola foi penetra em festa de 15 anos, provou carne de onça, viu jogo do Athletico e deu palestra a estudantes 'Encontros relâmpago': Solteiros trocam impessoalidade de aplicativos por 'speed date' em bar de Curitiba Encontros e desencontros Com 50 anos de estrada, banda Blindagem volta à Pedreira Paulo Leminski para reencontros Na sexta edição do Prime Rock Brasil, Blindagem compartilha o palco com Capital Inicial, Jota Quest, Humberto Gessinger, Biquini, Paula Toller e Nando Reis. Segundo Juk e Teixeira, o evento é uma oportunidade de cruzar caminho com velhos amigos. "Nós estamos lá com as bandas com as quais tocamos nos anos 80, 90. A gente tava junto naquele bolo, naquela energia, na força que vinha do rock brasileiro naquela época", afirma o baixista. Música intrínseca à vida Ao longo da carreira, Blindagem construiu um repertório plural, explorou gêneros, ritmos e poesias, mas, ao mesmo tempo, manteve a identidade sonora do grupo. "Muita gente tenta classificar: 'É uma banda de hard rock, é uma banda de heavy metal'. Não, nós somos uma banda de música que gostamos. Somos roqueiros por natureza, por atitude, por tudo mais. Mas a magia da música está exatamente nisso", diz Juk. Durante todo esse tempo, a diversão foi um pilar fundamental para o trabalho desenvolvido pela banda. "Pessoalmente, se eu parar de tocar um pouco, um mês que seja, Deus o livre, já fico doente. Eu preciso tocar, preciso estar com meus amigos, fazendo um show com a banda. Isso aí é fundamental", afirma Teixeira. É justamente quando estão acompanhados do público, tocando as músicas clássicas da banda, que os artistas percebem o tamanho do trabalho construído até agora. "Nesses anos todos a gente foi gravando outros trabalhos, mas o que a gente sente é que o trabalho permanece. Eu acho que essa é a grande magia da música. Por mais que haja uma variação, uma mudança cultural, artística e tudo mais, você vê que a tua música permanece no ouvido das pessoas", conta Juk. Olhando para o futuro Blindagem compartilha o palco com Capital Inicial, Jota Quest, Humberto Gessinger, Biquini, Paula Toller e Nando Reis Estudio Vieira Para a Blindagem, a comemoração dos 50 anos de carreira foi um momento de olhar para tudo o que já foi feito, mas também para pensar no futuro. A banda trabalha em regravações de músicas icônicas da banda, com tecnologias e propostas diferentes, e sonha com a produção de videoclipes para as canções. "Se estamos nos divertindo ainda, vamos continuar produzindo", afirma Teixeira. Banda Blindagem comemora 50 anos de carreira VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Vacina contra bronquiolite em Goiás: quem pode tomar e quando?

Publicado em: 05/12/2025 05:05

Goiás recebe mais de 24 mil doses de vacina contra bronquiolite em bebês A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite, já começou a ser distribuída em postos de saúde de Goiás. A imunização será oferecida gratuitamente pelo SUS primeiramente para as mulheres grávidas, para prevenir casos da doença em recém-nascidos. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o estado recebeu do Ministério da Saúde 24.530 doses da vacina, que serão distribuídas às 18 Regionais de Saúde e, posteriormente, enviadas para os 246 municípios goianos. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Segundo a pasta, o VSR é a principal causa de bronquiolite em crianças menores de 2 anos, sendo responsável por cerca de 75% dos casos provocados por vírus e por aproximadamente 40% das pneumonias. LEIA TAMBÉM Fraude em manutenção de ambulâncias do Samu entre 2022 e 2024 incluiu abastecimento e lavagem a veículos sucateados, dizem PF e CGU VÍDEO: Goiás recebe mais de 24 mil doses de vacina contra bronquiolite em bebês Operação investiga fraude milionária em contrato da Prefeitura de Goiânia com pagamento antecipado Quem pode tomar A vacinação será feita durante todo o ano. O público-alvo são gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna. Para se vacinar, é necessário comparecer à unidade de saúde com cartão da gestante, cartão de pré-natal, exames, relatório médico ou encaminhamento de profissional de saúde de nível superior, além dos documentos pessoais. Em entrevista à TV Anhanguera, a subsecretária de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, explicou que essa priorização acontece porque, ao se vacinar a gestante, o bebê já nasce protegido. "Quando a gente avaliou, este ano, casos de síndrome respiratória aguda grave, a gente verificou que a maior parte dos casos mais graves, inclusive que evoluíram para o óbito, foram em crianças menores de 6 meses", disse Flúvia. Segundo Flúvia, não há um limite de tempo para a gestante receber a vacina, mas o ideal é que a vacinação seja feita até 14 dias antes do parto. De acordo com a Secretaria de Saúde, a estimativa é vacinar 91.217 gestantes em todo o estado. A meta de cobertura é de 80% desse público. Goiás recebeu 24.530 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), enviadas pelo Ministério da Saúde Marco Monteiro/ SES Onde se vacinar Segundo a Secretaria estadual de Saúde, as gestantes devem procurar as unidades de saúde de seus municípios, de acordo com o cronograma local. Por serem os municípios mais centrais e com maiores populações, Goiânia e Aparecida de Goiânia foram os primeiros a receberem as doses, na quinta-feira (4). Flúvia Amorim afirmou que a expectativa é que todos os municípios recebam as suas doses até o final da próxima semana. Procurada pelo g1, a Secretaria municipal de Saúde de Goiânia informou que, como as doses foram recebidas no final da tarde de quinta-feira, o abastecimento das unidades ainda está sendo feito e, por isso, ainda será divulgada a lista dos locais onde as doses serão disponibilizadas. Já a Secretaria municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia disse que recebeu 1.200 doses da vacina, que já estão sendo distribuídas para as unidades da rede. A vacinação será iniciada nesta sexta-feira (5), em mais de 30 salas de vacinas espalhadas pela cidade.. Economia A vacina contra a bronquiolite antes só estava disponível na rede privada, onde cada dose poderia custar até R$ 1,5 mil, segundo o Ministério da Saúde. A disponibilização no SUS foi viabilizada por um acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que prevê a transferência de tecnologia para o Brasil. De acordo o Ministério, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR este ano, até 15 de novembro. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças com menos de 2 anos, o que representa 82,5% dos casos no período. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, além das manifestações agudas, a infecção pode causar sequelas respiratórias de longo prazo, como chiado no peito recorrente e bronquiolite que obstrui o fluxo respiratório, o que eleva a demanda por atendimentos, internações e cuidados intensivos pediátricos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias em Goiás

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Acesso de imobiliárias ao mercado de locações é ampliado

Publicado em: 05/12/2025 04:58

A Aluu, plataforma especializada em gestão de locações, firmou uma parceria com a Loft para facilitar a entrada e a expansão de imobiliárias no mercado de aluguel no Brasil. O acordo integra tecnologia, operação e garantia locatícia em uma única solução, permitindo que empresas do setor atuem com aluguel de imóveis sem precisar montar estrutura própria ou investir em sistemas complexos. Com o início da parceria, a expectativa é que imobiliárias possam aproveitar o ciclo de novos contratos previsto para o fim de 2025. A Aluu reúne experiência prática na gestão de locações e já prestou serviços para operações de empresas como QuintoAndar e Superlógica. A plataforma oferece sistemas, automações, equipe operacional e processos estruturados para escalar contratos de aluguel. A Loft, por sua vez, é reconhecida pela garantia locatícia Loft/Fiança Aluguel, que dispensa fiador ou caução e funciona com análise digital e cobertura ampla. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O CEO da Aluu, Eduardo Luiz, afirma que a parceria permite que imobiliárias se concentrem no relacionamento com o cliente, sem a carga operacional da gestão de contratos. "Acreditamos que o foco das imobiliárias deve estar no cliente, não na burocracia ou nos bastidores. Com a Loft como parceira, a locação se torna uma avenida real de crescimento para quem antes evitava o segmento ou precisava montar infraestrutura própria", disse. Para Gerson Oliveira Filho, vice-presidente da Loft, o acordo reforça a missão da empresa de apoiar imobiliárias na expansão de suas carteiras. "Nossa missão sempre foi oferecer ferramentas que eliminem barreiras. Agora, com a Aluu ao nosso lado, entregamos uma solução completa, que une garantia robusta, tecnologia e operação pronta", afirmou.

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Saiba qual a ligação entre as duas mais jovens bilionárias do mundo e Santa Catarina

Publicado em: 05/12/2025 04:31

Luana Lopes Lara, bilionária self-made e Lívia Voigt, herdeira da WEG Reprodução/Redes sociais Santa Catarina voltou a se destacar entre os grandes patrimônios. Duas das bilionárias mais jovens do mundo têm ligação com o estado: Luana Lopes Lara, de 29 anos, que construiu a própria riqueza, e Lívia Voigt, de 21 anos, herdeira da WEG, conhecida como “fábrica de super-ricos”. Luana, ex-bailarina do Balé Bolshoi de Joinville, foi apontada pela Forbes como a bilionária "self-made" mais jovem do mundo. Segundo a revista, "bilionários self-made" são aqueles que construíram as próprias fortunas sem herdar riqueza familiar. Já Lívia, moradora de Florianópolis, herdou parte do império familiar da WEG, empresa catarinense de equipamentos elétricos que concentra sete dos dez bilionários mais jovens do Brasil. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 'Fábrica de super-ricos' de SC tem 7 dos 10 bilionários mais jovens do Brasil; saiba quem são Como bilionária mais jovem do mundo sem herança construiu a própria fortuna Luana Lopes Lara Brasileira bilionária self-made mais jovem do mundo A brasileira foi apontada pela revista Forbes como a bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna. Ela cofundou a Kalshi com Tarek Mansour, também de 29 anos. A plataforma permite apostar no resultado de eventos futuros, como eleições, jogos esportivos e fatos da cultura pop e hoje vale cerca de US$ 11 bilhões (R$ 58,6 bilhões). Com a valorização da empresa, Luana superou a norte-americana Lucy Guo, que tinha o título até abril. Luana é formada em engenharia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde ingressou em 2014 e conheceu Tarek Mansour, seu sócio. A Kalshi foi fundada pelos dois em 2018. Antes de criar a empresa, ela trabalhou em gigantes do mercado financeiro, como Bridgewater e Citadel. Na adolescência, conquistou medalhas em olimpíadas acadêmicas: ouro em Astronomia e bronze em Matemática de Santa Catarina. O Bolshoi de Joinville comemorou a conquista nas redes sociais e destacou que, enquanto era bailarina, Luana foi aprovada em vestibulares de universidades como Harvard, Stanford, Yale e UFRJ. Lívia Voigt Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Reprodução / Redes sociais Santa Catarina também abriga herdeiros bilionários. A WEG, empresa de equipamentos elétricos com sede em Jaraguá do Sul, é chamada de “fábrica de bilionários” porque mantém ações concentradas nas famílias dos fundadores. Segundo a Forbes, sete herdeiros da WEG estão entre os dez bilionários mais jovens do Brasil. Juntos, somam R$ 27,6 bilhões. As mais jovens são Lívia Voigt e Amelie Voigt Trejes, ambas com 21 anos. Lívia foi considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024, com patrimônio de R$ 6,6 bilhões. Em 2025, o título passou para Johannes von Baumbach, de 19 anos, mas Lívia continua entre as mais jovens do país. WEG atua em vários segmentos WEG/Divulgação VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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Tomografia cerebral de Kim Kardashian mostra 'baixa atividade' e buracos; sou especialista em cérebro e tenho questões

Publicado em: 05/12/2025 04:00

Kim Kardashian AP Photo/Vianney Le Caer, File Um episódio recente do reality show "The Kardashians" revelou notícias alarmantes sobre o cérebro de Kim Kardashian. Ao discutir o exame cerebral recente de Kim, seu médico apontou "buracos" na imagem, que, segundo ele, estavam relacionados à "baixa atividade". Embora isso pareça extremamente triste e preocupante, médicos e cientistas têm dúvidas sobre a tecnologia utilizada e sua crescente comercialização. Eu estudo saúde cerebral, incluindo exames de imagem do cérebro para detectar sinais precoces de doenças. Aqui está o que eu penso sobre essa tecnologia, se ela realmente consegue encontrar buracos em nossos cérebros e se devemos fazer esses exames para verificar a nossa própria saúde. O que os exames de imagem realmente podem revelar? No início deste ano, Kim foi diagnosticada com um aneurisma cerebral, ou seja, uma dilatação de uma artéria, após uma ressonância magnética. O tipo e a extensão desse aneurisma não estão claros. E não parece haver uma ligação clara entre o aneurisma e essa notícia recente. Mas sabemos que o último anúncio veio após um tipo diferente de exame de imagem, conhecido como tomografia por emissão de fóton único (SPECT). Esse exame envolve a injeção de substâncias radioativas no sangue e o uso de uma câmera especial que cria imagens tridimensionais de órgãos, incluindo o cérebro. Esse tipo de exame de imagem foi desenvolvido em 1976 e usado pela primeira vez no cérebro em 1990. Os exames de SPECT podem ser usados para rastrear e medir o fluxo sanguíneo em órgãos e são usados por médicos para diagnosticar e orientar o tratamento de doenças que afetam o cérebro, o coração e os ossos. Embora a SPECT tenha alguma aplicação clínica em circunstâncias limitadas, não há evidências suficientes para o uso de exames de SPECT fora desses contextos. Entre no mundo das celebridades e clínicas particulares A clínica apresentada no episódio de The Kardashians oferece SPECT aos seus clientes, incluindo as Kardashian-Jenners. As imagens de SPECT têm grande apelo devido às suas cores pastel esteticamente agradáveis, à ampla divulgação nas redes sociais e às alegações de que esses exames podem ser usados para diagnosticar diversas condições. Entre elas, estresse (como no caso de Kim), Alzheimer, TDAH, lesão cerebral, distúrbios alimentares, problemas de sono, raiva e até problemas conjugais. Mas as evidências científicas que apoiam o uso do SPECT como ferramenta de diagnóstico para um indivíduo e para tantas condições levaram muitos médicos, cientistas e ex-pacientes a criticar o trabalho dessas clínicas, classificando-o como cientificamente infundado e "charlatanismo". Os exames podem potencialmente mostrar alterações no fluxo sanguíneo, embora essas alterações possam ser comuns a diversas condições. O fluxo sanguíneo também pode variar dependendo da área do cérebro examinada, da hora do dia e até mesmo do nível de descanso da pessoa. Áreas com fluxo sanguíneo reduzido são descritas como "buracos", "amassados" ou "amassados" em exames de SPECT. No caso de Kim, essa redução do fluxo sanguíneo foi explicada como "baixa atividade" cerebral. Seu médico sugeriu que os lobos frontais do cérebro dela não estavam funcionando corretamente, devido ao estresse crônico. Mas não há evidências científicas que liguem essas alterações no fluxo sanguíneo ao estresse ou a desfechos funcionais. Na verdade, não existe uma única técnica com respaldo científico que relacione alterações na função cerebral a sintomas ou desfechos para um indivíduo. Esses exames não são baratos Os médicos têm várias preocupações em relação a pessoas assintomáticas que procuram a SPECT como ferramenta de diagnóstico. Primeiro, porque são injetados = materiais radioativos nas pessoas sem uma razão clínica definida. Os pacientes também podem ser submetidos a tratamentos ou receber recomendações para tomar suplementos específicos com base em um diagnóstico da SPECT que não tem fundamento científico. E como os exames de SPECT não são reconhecidos como uma necessidade médica, os pacientes pagam mais de US$ 3.000 por um exame, com os suplementos alimentares custando à parte. Eu preciso de um exame como esse? Embora ferramentas de imagem como SPECT e ressonância magnética possam ser realmente usadas para diagnosticar muitas doenças, não há necessidade médica de pessoas saudáveis realizá-las. Esses exames em pessoas saudáveis são frequentemente descritos como "oportunistas", com um duplo sentido: eles podem possivelmente encontrar algo em uma pessoa sem sintomas, mas, a milhares de dólares por exame, aproveitam-se da ansiedade das pessoas em relação à saúde e podem levar ao uso desnecessário do sistema de saúde. Pode ser tentador seguir os passos das celebridades e buscar diagnósticos por meio de exames populares e amplamente divulgados. Mas é importante lembrar que o melhor atendimento médico se baseia em evidências científicas sólidas, fornecidas por especialistas que utilizam ferramentas de ponta, fruto de décadas de pesquisa. LEIA TAMBÉM: g1 acompanha cirurgia em que paciente acordado precisa falar e se mexer enquanto médicos operam o cérebro; VÍDEO Vírus da Covid-19 altera atividade cerebral a longo prazo após infecção, mostra estudo Cientistas identificam atividade cerebral que desencadeia crises depressivas

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Regras de eficiência energética para geladeiras ficam mais rígidas em 2026; veja o que muda

Publicado em: 05/12/2025 03:00

Regras de eficiência energética para geladeiras ficam mais rígidas em 2026 O selo de eficiência energética das geladeiras e freezers vai mudar a partir de 2026. Serão apenas três níveis de classificação: A, B e C, contra seis atuais (A+++, A++, A+, A, B, C). O objetivo das mudanças é reduzir o valor da conta de luz para o consumidor e, a longo prazo, diminuir o consumo de energia no país. O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Amigo secreto: 25 ideias de presentes até R$ 150 A troca do selo é parte de um projeto que começou em 2021 e vai até 2030. Veja a seguir: Como são as regras hoje? O que vai acontecer em 2026? O que vai acontecer em 2030? O que é eficiência energética e como ela ajuda a economizar energia? Como são as regras hoje? Para o consumidor, haverá alteração no selo de identificação de eficiência energética, que ganhará uma nova nomenclatura. A revisão das regras foi discutida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) em parceria com fabricantes de geladeiras e freezers, representados pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). O Inmetro é responsável por certificar geladeiras e outros produtos com selos de eficiência energética. Segundo o órgão, a classificação em faixas de consumo ajuda o consumidor a entender o que está comprando. Atualmente, a tabela de selos pode confundir: os níveis vão de A+++ a A para os mais eficientes, seguidos por B, C, D e E, o menos eficiente. Alguns produtos vão deixar de ser vendidos devido às novas regras: os menos eficientes puderam ser fabricados até o final de 2024 e vendidos no varejo até o fim de 2025. Nos próximos anos, os equipamentos terão apenas as classificações A, B e C, como mostra a imagem abaixo comparando o antigo (à esquerda) ao novo (à direita). ANTES E DEPOIS: selo do Inmetro atual (à esquerda) com a classificação que muda em 2026 para o selo novo, à direita. Reprodução Segundo o Inmetro, o Brasil estava defasado em relação às práticas internacionais. A meta é que, em 2030, as geladeiras vendidas no país atinjam níveis de eficiência energética similares aos da União Europeia, que já atualizou sua classificação. Segundo a Eletros, a indústria nacional já está preparada para cumprir as novas regras. Jorge Nascimento, presidente executivo da Eletros, disse que as "empresas realizaram esforços relevantes de adequação, com investimentos e ajustes tecnológicos consistentes, o que permite ao setor avançar com segurança para esta nova etapa regulatória". O que vai acontecer em 2026 A classificação por selos de eficiência energética será consolidada em novas categorias: Produtos A+++ e A++ passam a ser A. Produtos A+ e A passam a ser B. Produtos B passam a ser C. Categorias D e E deixam de existir. Montagem com o novo selo do Inmetro para geladeiras, congeladores e geladeiras com congeladores válido a partir de 2026. Inmetro/Divulgação O que vai acontecer em 2030 Haverá nova reclassificação dos selos, aproximando o Brasil dos padrões da União Europeia: Etiquetas A e B serão as mais eficientes. Etiquetas C serão as menos eficientes, equivalentes ao A++ ou A+ de 2025. Estimativa de eficiência de energia x selo de classificação Luisa Rivas/g1 O que é eficiência energética? E como ela ajuda a economizar energia? Eficiência energética significa que um produto consome menos energia para realizar a mesma função que outro similar. A longo prazo, produtos com melhor classificação de eficiência energética, mesmo que mais caros, representam economia na conta de luz. O cálculo da eficiência energética envolve fatores como a capacidade do refrigerador e o tamanho do freezer. Quanto maior o resultado, melhor o nível de eficiência e menor o consumo. Hoje, para atingir o selo A, é necessário cerca de 85,5% de eficiência energética. Em 2030, esse índice deve chegar a 90%. Quanto maior a classificação da geladeira, melhor seu nível de eficiência energética. Com base nesse valor, a geladeira recebe um selo, que atualmente vai de A+++ (mais eficiente) a E (menos eficiente). Essa classificação, feita pelo Inmetro, era a mesma desde 2006 e precisava ser atualizada. Em 2021, a classificação mudou, incluindo novas faixas no topo: A+++, A++ e A+, além de A, B, C, D e E. Desde então, as fabricantes vêm modificando seus produtos para torná-los mais eficientes. Veja a seguir uma lista de geladeiras com selo de eficiência energética A+++. Os produtos custavam de R$ 3.400 a R$ 10.500 nas lojas da internet pesquisadas em dezembro. Brastemp BRE57FE Electrolux IF43S Hisense RF-79W1AIQS LG GC-B569NLL Midea MDRS598FGA041 Panasonic NR-BB71GVFB Philco PRF613ID Samsung RT53DG6650S9FZ O que tem de diferente numa geladeira de R$ 30 mil (ou mais) Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Palavras-chave: tecnologia

Bairros flutuantes, a ousada solução holandesa para um mundo que está afundando no mar

Publicado em: 05/12/2025 03:00

As construções oceânicas da Cidade Flutuante das ilhas Maldivas são um plano ambicioso para reduzir a pressão sobre a terra e oferecer moradia à população. Koen Olthuis/Waterstudio Quando uma forte tempestade atingiu a região, em outubro de 2022, os moradores da comunidade flutuante de Schoonschip, na capital holandesa, Amsterdã, estavam certos de que poderiam resistir. Eles amarraram suas bicicletas e bancos, asseguraram que todos tivessem água e comida suficiente e se refugiaram. Enquanto isso, o bairro subia e descia pelos seus pilares de aço, se elevando com a água e descendo até a sua posição original, quando a chuva diminuiu. "Nós nos sentimos mais seguros durante a tempestade porque flutuamos", conta a produtora de TV holandesa Siti Boelen, que se mudou para Schoonschip há dois anos. "Para mim, é estranho que construir sobre a água não seja uma prioridade mundial." À medida que o nível do mar aumenta e tempestades mais intensas causam inundações, os bairros flutuantes oferecem um experimento de defesa contra cheias que poderia permitir às comunidades litorâneas resistir melhor às mudanças climáticas. Na Holanda, com sua escassez de terras e grande densidade populacional, a demanda por este tipo de moradia está aumentando. E, à medida que cada vez mais pessoas procuram construir sobre a água, as autoridades trabalham para atualizar as leis de zoneamento e facilitar a construção de moradias flutuantes. "O município quer ampliar o conceito de moradias flutuantes, por se tratar de uso multifuncional do espaço para habitação e porque a sustentabilidade é o caminho a seguir", afirma a vereadora de Amsterdã Nienke van Renssen, do partido Verde-Esquerda. As casas flutuantes da Holanda são unidas a um pilar e podem subir e baixar, de acordo com o nível da água Getty Images via BBC Modelo para o mundo As comunidades flutuantes que surgiram na Holanda na última década serviram de teste para projetos em escala maior que, agora, os engenheiros holandeses estão espalhando pelo mundo. Estes projetos não se limitam a países europeus, como o Reino Unido, a França e a Noruega. Eles também estão presentes na Polinésia Francesa e nas ilhas Maldivas, uma nação do Oceano Índico onde o aumento do nível do mar representa uma ameaça à sua própria existência. Existe até mesmo uma proposta de construção de ilhas flutuantes no mar Báltico, onde seriam erguidas pequenas cidades. Uma casa flutuante pode ser construída em qualquer região litorânea. Ela é capaz de resistir ao aumento do nível do mar ou às inundações provocadas pela chuva, permanecendo sobre a superfície da água. Diferentemente das casas-barco, que podem ser facilmente desamarradas e reposicionadas, as casas flutuantes são fixadas à orla, frequentemente sobre postes de aço, e costumam ser conectadas ao sistema de saneamento e à rede elétrica local. Sua estrutura é similar às casas construídas em terra, mas, em vez de porão, elas têm um casco de concreto que atua como contrapeso, permitindo que elas permaneçam estáveis na água. Na Holanda, as casas costumam ter formato quadrado e três andares. Elas são pré-fabricadas, ou seja, construídas em outro lugar com materiais convencionais, como madeira, aço e vidro. Para as cidades que enfrentam o agravamento das inundações e a escassez de terrenos para construção, as casas flutuantes oferecem a possibilidade de expandir as moradias urbanas, na era das mudanças climáticas. Koen Olthuis fundou, em 2003, o escritório de arquitetura holandês Waterstudio, dedicado exclusivamente às construções flutuantes. Ele afirma que a natureza relativamente simples das casas flutuantes pode ser sua maior vantagem. As casas projetadas pelo seu escritório ficam estáveis devido aos postes que são enterrados até cerca de 65 metros de profundidade. Eles são equipados com materiais que absorvem os impactos, para reduzir a sensação de movimento das ondas próximas. As casas sobem quando aumenta o nível da água e descem quando ela baixa. Mas, apesar da sua aparente simplicidade, Olthuis defende que o sistema tem o potencial de transformar as cidades de forma nunca vista desde a invenção do elevador, que impulsionou os horizontes para cima. Sua baixa altitude e a necessidade de trabalhar ao lado do mar há séculos fizeram com que a Holanda fosse pioneira na construção na água Getty Images via BBC 'Medicina urbana' "Agora, temos a tecnologia e a possibilidade de construir sobre a água", afirma Olthuis. Ele já projetou 300 casas flutuantes, escritórios, escolas e centros de saúde. Olthuis destaca que ele e seus colegas não se consideram "arquitetos, mas sim médicos urbanos, e vemos a água como um remédio". A Holanda é um país construído, em grande parte, sobre terrenos retirados do oceano. Um terço do país permanece abaixo do nível do mar, de forma que esta ideia não é tão fora de propósito. Amsterdã conta com quase 3 mil casas-barco tradicionais registradas oficialmente nos seus canais e centenas de pessoas se mudaram para casas flutuantes em bairros até então abandonados. Schoonschip foi projetado pela empresa holandesa Space&Matter. O bairro é formado por 30 casas, a metade delas com dois pavimentos, em um canal de uma antiga zona industrial. O bairro fica a curta distância de balsa do centro de Amsterdã, onde trabalham muitos dos seus moradores, que compartilham praticamente tudo, como bicicletas, carros e alimentos adquiridos de agricultores locais. Cada construção conta com sua própria bomba de calor e dedica cerca de um terço do seu telhado a cobertura verde e painéis solares. Os moradores vendem a energia excedente entre si e para a rede elétrica nacional. "Morar perto da água, para nós, é normal e este é exatamente o objetivo", afirma a diretora de TV holandesa Marjan de Blok, que iniciou o projeto em 2009. Ela organizou o coletivo de arquitetos, juristas, engenheiros e moradores que trabalharam para levar a ideia adiante. A cidade de Roterdã, localizada 90% abaixo do nível do mar, abriga o maior porto da Europa e o maior edifício comercial flutuante do mundo, além de uma fazenda flutuante com robôs que ordenham vacas, abastecendo os supermercados locais com laticínios. Desde a inauguração do Pavilhão Flutuante, em 2010 (um espaço de reuniões e eventos abastecido com energia solar no porto de Roterdã), a cidade intensificou seus esforços para integrar este tipo de projeto, considerando os edifícios flutuantes um dos pilares da sua Estratégia de Adaptação e Resistência às Mudanças Climáticas. "Nos últimos 15 anos, nós nos reinventamos como uma cidade localizada em um delta", afirma o diretor de resiliência da prefeitura de Roterdã, Arnoud Molenaar. "Em vez de considerar a água simplesmente um inimigo, nós a vemos como uma oportunidade." As construções flutuantes holandesas inspiraram outras empreitadas muito maiores, em países de baixa altitude Getty Images via BBC Reduzindo os efeitos das mudanças climáticas Para ajudar a proteger as cidades contra as mudanças climáticas, o governo holandês implementou em 2006 o programa "Espaço para o Rio", permitindo que certas regiões sejam inundadas estrategicamente durante períodos de fortes chuvas. Esta mudança de paradigma busca a adaptação ao aumento do nível da água, em vez de resistir à mudança. Olthuis afirma que a escassez de moradias na Holanda poderia impulsionar a demanda por casas flutuantes, até mesmo nas regiões do "Espaço para o Rio", onde as inundações farão parte do cenário, pelo menos durante um período do ano. Especialistas calculam que reduzir a falta de moradias no país exigirá a construção de um milhão de novas casas nos próximos 10 anos. E as casas flutuantes poderão ajudar a reduzir a pressão sobre a escassez de terrenos disponíveis. As empresas holandesas especializadas em construções flutuantes também receberam inúmeras consultas de empreiteiros do exterior, em busca de projetos mais ambiciosos. A empresa holandesa de tecnologia Blue21, especializada em construções flutuantes, trabalha atualmente em uma série de ilhas flutuantes propostas para construção no mar Báltico. O local poderá abrigar 50 mil pessoas, com conexão a um túnel ferroviário submarino a ser construído com financiamento privado de US$ 16,9 bilhões (cerca de R$ 90 bilhões), que ligará Helsinque, na Finlândia, a Tallin, na Estônia. O projeto conta com o apoio do investidor finlandês e desenvolvedor do jogo "Angry Birds", Peter Vesterbacka. O Waterstudio supervisionará a construção, neste inverno do hemisfério norte, de um complexo de moradias flutuantes perto da capital das ilhas Maldivas, Malé, uma zona de baixa altitude onde 80% do país se encontra a menos de um metro acima do nível do mar. O projeto é composto por moradias acessíveis, com projetos simples e capacidade para 20 mil pessoas. Sob os cascos, serão construídos recifes artificiais para ajudar a sustentar a vida marinha. Os edifícios bombearão água do mar fria das profundezas para alimentar os sistemas de ar condicionado. "Não existe mais essa ideia de um mago louco construindo uma casa flutuante", segundo Olthuis. "Agora, estamos criando cidades azuis, usando a água como ferramenta." Os objetivos e os desafios Mas as casas flutuantes apresentam inúmeros desafios. O vento e a chuva intensa e até a passagem de grandes navios de cruzeiro podem fazer as construções balançarem. A moradora de Schoonschip Siti Boelen comenta que, quando se mudou para o bairro, as tempestades fizeram com que ela pensasse duas vezes antes de subir para a cozinha no terceiro piso, onde se sentia o movimento com mais força. "Nós sentimos no estômago", ela conta. Mas, desde então, ela se acostumou com essa sensação. As casas flutuantes também exigem infraestrutura e obras adicionais para conexão à rede elétrica e de saneamento. É preciso contar com cabos e bombas especiais para conexão aos serviços municipais em terrenos mais altos. No caso de Schoonschip, em Amsterdã, e do edifício comercial flutuante em Roterdã, foi preciso construir novas microrredes do zero. Mas os benefícios podem superar os custos. Rutger de Graaf é diretor e um dos fundadores da Blue21. Ele afirma que o número cada vez maior de tempestades desastrosas, sem precedentes em todo o mundo, impulsionou urbanistas e moradores a buscar soluções na água. De Graaf defende que as construções flutuantes poderiam ter salvado vidas e bilhões de dólares em danos no verão europeu de 2021, quando inundações mortais atingiram a Alemanha e a Bélgica, matando pelo menos 222 pessoas."Se houver inundações, espera-se que muitas pessoas se transfiram para zonas mais altas. Mas a alternativa é permanecer perto das cidades litorâneas e explorar a expansão para a água", segundo De Graaf. "Se considerarmos que, na segunda metade do século, centenas de milhões de pessoas serão deslocadas pelo aumento do nível do mar, devemos começar agora a ampliar a escala das construções flutuantes." * Esta reportagem foi publicada originalmente pelo portal Yale e360 e reproduzida pela BBC Future mediante autorização. Leia aqui a versão original em inglês. LEIA TAMBÉM: Cidades flutuantes são o futuro da humanidade? Os segredos revelados pelas ilhas de lixo formadas nos oceanos

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Sorriso Maroto, Michel Teló, Mano Walter e peças teatrais são atrações do fim de semana no DF

Publicado em: 05/12/2025 02:00

"Sorriso Maroto – As Antigas” Divulgação O primeiro fim de semana de dezembro chegou com muitas opções de eventos no Distrito Federal. Para os fãs de pagode, o grupo Sorriso Maroto chega à cidade com o último show da turnê "Sorriso Maroto - As Antigas", no sábado (6). Nesta sexta-feira (5) e sábado, a Esplanada dos Ministérios recebe o Shekinah Festival 2025, com participações de Michel Teló, Rosa de Saron e Mano Walter. Para a criançada, a pedida é o espetáculo "Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!", que está em cartaz na Caixa Cultural até domingo (7). A programação também conta com a exposição "MEME: no Br@sil da memeficação", a festa A Volta aos Anos 80, Violada do Quadradin e o espetáculo "Como sobreviver a mais um Natal em Família". Veja o que fazer no Distrito Federal entre sexta-feira (5) e domingo (7): Último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas em Brasília 'Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!' em Brasília Shekinah Festival 2025 Exposição MEME: no Br@sil da memeficação Violada do Quadradin grava primeiro DVD Espetáculo 'Como sobreviver a mais um Natal em Família' Festa A Volta aos anos 80 'It’s Time Brechó' no Galpão 17 Clarice(a)nas: O Encontro Entre Música e Tecnologia em Homenagem à Clarice Lispector Clube dos Pequenos Leitores recebe a escritora Maria Célia Madureira Flávio Delli encerra turnê nacional com show especial em Brasília Banda Brincantantes, de São Sebastião, lança canções autorais em show especial Palavras que voam: exposição no SESI Lab celebra 50 anos do Dicionário Aurélio Canteiro do Samba - 12 horas de Samba Último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas em Brasília Sorriso Maroto emociona 60 mil pessoas no Maracanã Brasília recebe, neste sábado (6), o último show da turnê Sorriso Maroto – As Antigas, que vem arrastando multidões por todo o Brasil. A apresentação acontece na Arena BRB do Estádio Mané Garrincha. Além do show de quase quatro horas de duração, o público também poderá vivenciar experiências interativas, como karaokê, quadro de recados e totens. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: abertura dos portões às 18h 📍 Onde: Arena BRB – Estádio Mané Garrincha, Brasília/DF 🎫 Ingressos: a partir de R$ 90, pelo site 'Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!' em Brasília Peça infantil Bluey Reprodução Neste fim de semana, Brasília recebe o show oficial da série premiada Bluey, na CAIXA Cultural. O "Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!" oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. 🗓️ Quando: sexta-feira (5), sábado (6) e domingo (7) ⏰ Horário: sexta às 15h e 18h; sábado e domingo, às 11h, 15h e 18h 📍 Onde: Teatro da CAIXA Cultural Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 15, pelo site Shekinah Festival 2025 Michel Teló encerra a Expo Cordeiro 2025 Divulgação Nesta sexta-feira (5) e sábado (6), Brasília recebe o Shekinah Festival 2025, com Michel Teló, Rosa de Saron, Mano Walter, e grandes nomes da música cristã, na Esplanada dos Ministérios. Na sexta-feira, o festival ganha tom contemporâneo, dialogando com o público jovem por meio de Rosa de Saron, Padre Adriano Zandoná, Michel Teló e Mano Walter, além de participações especiais e testemunhos. O sábado encerra a programação com uma jornada completa que reúne referências da música católica e nomes icônicos da fé e da cultura, entre eles Padre Zezinho e Padre Antônio Maria. 🗓️ Quando: sexta-feira (5) e sábado (6) ⏰ Horário: sexta-feira das 14h às 22h30 e sábado das 9h às 22h 📍 Onde: Esplanada dos Ministérios 🎫 Ingressos gratuitos, pelo site Exposição MEME: no Br@sil da memeficação O CCBB Brasília apresenta a primeira grande exposição sobre memes, com mais 800 criações de 200 produtores de conteúdo e artistas. A mostra MEME: no Br@sil da memeficação, convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes — e irônicos — de narrar o Brasil contemporâneo. 🗓️ Quando: até 1º de março de 2026 ⏰ Horário: terça a domingo, das 9h às 21h 📍 Onde: CCBB Brasília 🎫 Entrada gratuita Violada do Quadradin grava primeiro DVD A tradicional Violada do Quadradin vai ganhar um novo capítulo em sua trajetória: a gravação do primeiro DVD, que acontece nesta sexta-feira (5), às 20h, no Salão A da AABB Brasília. A proposta do DVD é eternizar a essência que fez a Violada crescer: a verdade, a simplicidade e a alma que sempre definiram o projeto. Para a noite especial, foram reunidos nomes que representam a força desse encontro musical como Milene Cristina, Marco Mazzú, Theus, Luciano Augusto, Thiagão, Jorge Melo e Lucas Vaz, além da dupla Igor e Walace e outras participações surpresa. 🗓️ Quando: sexta-feira (5) ⏰ Horário: a partir das 19h30 📍 Onde: Salão A — AABB Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 80, pelo site Espetáculo 'Como sobreviver a mais um Natal em Família' Índio Behn com 'Dra. Rosângela em: Tratamento de Choque' Divulgação Neste sábado (6), Brasília recebe o espetáculo "Como sobreviver a mais um Natal em Família", com a Dra. Rosângela, no Teatro dos Bancários. Prepare-se para dar boas risadas enquanto ela aborda, com muito humor e dicas práticas, os maiores desafios da ceia de Natal. Desde as perguntas indiscretas das tias ("E os namoradinhos?") e a clássica piada do "É pavê ou pra comer?", até o tio que exagera na bebida e o temido amigo secreto com o pior presente. A Dra. Rosângela, a psicóloga criada por Índio Behn, vai te ajudar a dominar a arte da esquiva, reinventar respostas e lidar com os "perrengues" familiares, transformando o caos festivo em pura diversão. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 18h e 20h 📍 Onde: Teatro dos Bancários – 314/315 Sul – Brasília/DF 🎫 Ingressos: a partir de R$ 50, pelo site Festa A Volta aos Anos 80 Neste sábado (6), Brasília recebe a Festa A Volta aos Anos 80 – VIP, no Salão A da AABB. O evento promete uma noite com muita música, dança e diversão com os melhores hits dos anos 80. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: a partir das 19h 📍 Onde: Salão A – AABB 🎫 Ingressos: a partir de R$ 60, pelo site 'It’s Time Brechó' no Galpão 17 Brasília ganha um novo ponto de encontro neste sábado (6), com a edição "It’s Time Brechó" da Varanda BSB, que desta vez chega acontece no Galpão 17. A feira promete uma experiência completa que combina garimpo, música, gastronomia e muita personalidade. Com mais de 20 expositores, o público encontra desde brechós garimpados até marcas autorais, incluindo as marcas Urbanoise e Joci Caetano, que apresentam criações únicas para quem gosta de vestir identidade. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 11h às 18h30 📍 Onde: Galpão 17, SIA (Setor de Indústria e Abastecimento) – ao lado do Clube da CAESO 🎫 Entrada gratuita Clarice(a)nas: O Encontro Entre Música e Tecnologia em Homenagem à Clarice Lispector Em uma fusão entre a música erudita e as artes multimídia, o espetáculo Clarice(a)nas, do compositor Marcus Mota, faz uma homenagem única à escritora Clarice Lispector, celebrando seus cem anos de nascimento. O evento acontece neste sábado (6), domingo (7) e terça-feira (9), no Teatro Mifásol-Lá, com entrada franca. 🗓️ Quando: sábado (6), domingo (7) e terça-feira (9) ⏰ Horário: 19h 📍 Onde: Teatro Mifásol-Lá - CRS 503, Bloco C, Loja 49 – Entrada W2 Sul 🎫 Entrada gratuita Clube dos Pequenos Leitores recebe a escritora Maria Célia Madureira O Boulevard Shopping Brasília realiza neste sábado (6), às 16h, a última edição do ano do Clube dos Pequenos Leitores, no Espaço Boulevard Kids. A convidada é Maria Célia Madureira, escritora, contadora de histórias e atriz, que apresenta o encantador universo de Racumim, personagem do livro "Deu Rato na Biblioteca", escrito em parceria com Raquel Gonçalves Ferreira. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 16h 📍 Onde: Espaço Boulevard Kids – Piso 2 🎫 Inscrição gratuita, pelo site Flávio Delli encerra turnê nacional com show especial em Brasília Cantor Flávio Delli Divulgação O cantor e compositor Flávio Delli encerra sua turnê nacional em Brasília. O show acontece neste sábado (6), na Infinu (506 Sul). A apresentação conta com participações especiais de Roberta Campos e Ana Cañas, artistas que dialogam estética e afetivamente com o universo sonoro e poético de Delli — e que tornam o espetáculo único na cena brasiliense. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 20h 📍 Onde: Infinu — 506 Sul, Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 40, pelo site Banda Brincantantes, de São Sebastião, lança canções autorais em show especial Depois de nove anos compondo, experimentando e brincando com os sons da cultura popular, a Banda Brincantantes está pronta para uma estreia mais que especial. Neste sábado (6), a partir das 19h, os 20 jovens músicos, com idades entre 7 e 14 anos, sobem ao palco montado na Associação Ludocriarte para o lançamento de duas músicas autorais. Pela primeira vez, as crianças e adolescentes vivenciam a experiência completa de um artista: figurino próprio, estrutura técnica profissional para produção e gravação das músicas, além da emoção de lançar suas criações para o mundo em um show aberto ao público. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: 19h 📍 Onde: Associação Ludocriarte - Q. 103, Conjunto 05, Casa 01 - St. Residencial Oeste - São Sebastião 🎫 Entrada gratuita Palavras que voam: exposição no SESI Lab celebra 50 anos do Dicionário Aurélio O SESI Lab inaugura neste sábado (6), a exposição "Palavras que Voam: Acervo Aurélio Buarque de Holanda", dedicada à celebração dos 50 anos do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. O museu fará um evento de abertura gratuito a partir de 10h, e a exposição fica em cartaz até 30 de março de 2026. Na mostra, o público poderá conhecer a trajetória de Aurélio Buarque de Holanda, os originais do seu acervo, os bastidores da publicação de um dicionário nacional de larga tiragem e refletir sobre os desafios da língua portuguesa em tempos de revolução digital e inteligência artificial. 🗓️ Quando: sábado (6) até 30 de março de 2026 ⏰ Horário: terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h 📍 Onde: SESI Lab 🎫 Ingressos: a partir de R$ 10, pelo site Canteiro do Samba - 12 horas de Samba 7 na Roda e Dhi Ribeiro em apresentação no Canteiro do Samba Divulgação Neste sábado (6), a Galeria dos Estados se torna palco de 12 horas ininterruptas de samba, alegria e celebração, com o Canteiro do Samba: Especial de Fim de Ano, uma edição especial, feita em homenagem a Marcelo Sena. São duas rodas de samba alternando sem parar, garantindo que o ritmo não pare nem por um instante, das 16h às 4h de domingo (7). No line-up grupos como Samba Nosso, 7 na Roda, Breno Alves, Elas Que Toquem, Samba da Passarinha, Resenha 61 e Instituto Folha Seca. 🗓️ Quando: sábado (6) ⏰ Horário: a partir das 16h 📍 Onde: Galeria dos Estados 🎫 Ingressos gratuitos, pelo site Veja o que fazer em Brasília no g1 DF.

CNU 2025: veja o que pode zerar sua resposta nas provas discursivas

Publicado em: 05/12/2025 00:01

CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva Faltam apenas três dias para a aplicação da prova discursiva do Concurso Nacional Unificado (CNU) e muitos candidatos ainda têm dúvidas sobre o que pode causar eliminação automática na etapa de entrega da folha de textos definitivos. As regras valem para todos os oito blocos temáticos e aparecem no edital como orientações simples, mas o descumprimento resulta em nota zero, mesmo quando o conteúdo está correto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp A folha de textos definitivos é o documento entregue ao final da prova discursiva. Ela funciona como a versão final da resposta e não permite rasuras, anotações fora do espaço indicado ou qualquer marca que possa identificar o candidato. A organização do concurso adota essas regras para manter igualdade entre todos. Por isso, a banca corrige apenas o texto que aparece dentro das linhas autorizadas e ignora qualquer trecho escrito em cadernos de rascunho, margens ou espaços não permitidos. O candidato deve ficar atento aos itens mais rígidos. Um deles é a proibição de assinaturas, iniciais, desenhos, números de documentos ou qualquer marca pessoal que possa revelar a identidade do autor do texto. A identificação gera eliminação imediata porque viola o critério de correção às cegas, prática usada para garantir que o avaliador não saiba quem escreveu a resposta. Outra regra importante trata do uso de caneta. A banca exige caneta transparente com tinta preta desde o início da prova e considera inválido qualquer trecho feito com lápis, borracha ou tinta de outra cor. Rasuras também precisam de cuidado. A folha definitiva não é um espaço para reescrita. Quando o candidato tenta apagar, sombrear ou modificar partes já escritas, corre o risco de perder a legibilidade do texto, o que também leva à nota zero. O espaço destinado à resposta deve ser respeitado. A banca corrige apenas o que estiver dentro das linhas da folha oficial. ⚠️ Se o candidato ultrapassar os limites e tentar continuar o texto em outra área, perde a pontuação. A regra vale tanto para textos muito longos quanto para respostas que ficam soltas ou desconectadas da área indicada. O edital prevê ainda que a fuga completa do tema é outro ponto que elimina automaticamente. Os enunciados da prova discursiva apresentam uma situação, um problema ou uma argumentação que deve ser desenvolvida. Quando o candidato ignora o assunto e entrega uma resposta sem relação com a proposta, a banca não atribui nota, independentemente da qualidade do texto. O mesmo vale para modelos decorados, respostas prontas ou textos desconectados da pergunta. A estrutura básica do texto também influencia. O edital determina que o candidato apresente uma resposta redigida de forma contínua, com início, desenvolvimento e conclusão. A entrega de frases soltas, listas, esquemas ou textos incompletos indica que a proposta não foi cumprida. A banca considera isso insuficiente para avaliação e atribui nota zero. A organização do concurso reforça ainda que o candidato deve respeitar as instruções impressas na própria folha. Cada detalhe tem uma função, como limitar o tamanho do texto ou orientar o avaliador sobre onde começa e termina a resposta. Quando o participante ignora essas orientações e entrega o conteúdo fora do padrão, a banca desclassifica automaticamente. Além das regras sobre a folha definitiva de reação, no dia da prova, apenas alguns itens são permitidos: Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 A aplicação da discursiva será no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga. Ainda nesta reportagem, entenda como será cada prova, qual é a pontuação atribuída a cada tipo de resposta e o que a banca espera do candidato no dia da aplicação. 🧑‍🎓 Prova para nível superior 🗂️ Prova para nível intermediário 📚 Como estudar? ⏰ Quais são os horários? 📝 Como foi a primeira fase? 🧭 Sobre o CNU 2025 👣 Próximos passos Prova para nível superior Para os cargos de nível superior, a prova será composta por duas questões discursivas. Cada uma deve ser respondida em até 30 linhas. Ao todo, a etapa vale 45 pontos. Cada questão tem o valor de 22,5 pontos, distribuídos igualmente entre dois critérios. A metade da nota se refere ao domínio dos conhecimentos específicos, que são os conteúdos previstos nos anexos do bloco temático de inscrição. A Fundação Getúlio Vargas, banca organizadora, avaliará a compreensão do tema, a precisão conceitual e a pertinência das informações utilizadas pelo candidato. A outra metade corresponde ao uso da Língua Portuguesa. O avaliador verificará correção gramatical, estrutura do texto e organização das ideias. Segundo o edital, a coerência e a coesão serão determinantes para que a resposta tenha clareza e unidade. Prova para nível intermediário A discursiva do nível intermediário será uma redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas. Ela vale 30 pontos e toda a nota será atribuída exclusivamente ao critério de uso da Língua Portuguesa. Embora o tema tenha relação com os conhecimentos específicos do bloco, o edital não atribui pontuação por domínio técnico. O desempenho dependerá da capacidade do candidato de estruturar um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão, além de manter coerência, coesão e respeito à norma culta. 📎 Tanto as questões do nível superior quanto o tema da redação do nível intermediário serão baseados nos conteúdos específicos definidos nos anexos do edital. O candidato deve consultar o material correspondente ao seu bloco temático, já que os assuntos da prova virão exclusivamente dessa lista. Provas discursivas do CNU serão aplicadas em dezembro Analice Diniz/Arquivo g1 Como estudar? Para se preparar, não basta memorizar. É preciso transformar conhecimento em texto, revisando os eixos do edital e identificando os temas mais cobrados. Estude com três pilares: revisão focada, treino e simulação, dica da professora Leticia Bastos. Revise conteúdos-chave, treine redações respeitando 30 linhas e o tempo da prova e simule a prova completa pelo menos uma vez. No nível superior, foque em conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos. Por exemplo, no Bloco 5, Administração, é comum cobrar gestão por competências. Leia o edital com atenção, explica Leticia Bastos. Confira formato da prova, eixos temáticos e critérios de correção para planejar seus estudos. Para escrever bem dentro de 30 linhas, use estrutura em quatro parágrafos: introdução, dois blocos de desenvolvimento e conclusão, conselho da professora. Faça um rascunho com tese, argumentos e conclusão, distribua linhas e use conectivos claros. O ideal é escolher palavras precisas, fundamentar a argumentação com conceitos previstos no edital e manter a progressão lógica do texto. Equilibre conhecimento técnico e língua portuguesa. Nível superior divide a nota entre conteúdo e linguagem; intermediário avalia 100% língua portuguesa, orientação de Leticia Bastos. Na revisão final, dedique 5 a 10 minutos para conferir tema, coerência e erros gramaticais, recomenda Leticia Bastos. Quais são os horários? Os portões serão fechados às 12h30, no horário de Brasília, e a prova começa às 13h. A partir daí, muda apenas a duração conforme o cargo: No nível superior, a prova segue até 16h (três horas totais) e o caderno só pode ser levado a partir das 15h; No nível intermediário, a prova termina às 15h (duas horas de aplicação) e a retirada do caderno é permitida a partir das 14h. Em ambos os casos, o candidato deve permanecer pelo menos uma hora na sala, entregar o cartão de respostas e a folha de textos definitivos ao final, e as três últimas pessoas da sala precisam permanecer juntas até a assinatura da ata. Como foi a primeira fase? A primeira etapa do CNU 2025, realizada no dia 5 de outubro, teve números expressivos e algumas mudanças em relação ao ano anterior. Para reforçar a segurança contra fraudes, foram produzidas 36 versões diferentes da prova objetiva, com quatro modelos distintos para cada bloco temático. Outra novidade foi a permissão de levar o caderno de questões para casa — mas apenas para quem permaneceu até a última hora do período total da prova. As provas começaram às 13h, com durações diferentes: Nível Superior: 5 horas (até 18h) Nível Intermediário: 3h30 (até 16h30) Independente do nível, todos precisaram ficar na sala pelo menos duas horas antes de poder sair. A estrutura da objetiva foi dividida em duas partes: Conhecimentos gerais, como português, lógica e atualidades. Conhecimentos específicos, variando conforme o bloco temático. O número de questões também variou: 90 questões para nível superior (30 gerais + 60 específicas); 68 questões para nível intermediário (20 gerais + 48 específicas). Segudo o Ministério da Gestão, a participação de candidatos surpreendeu: quase 60% dos inscritos compareceram, reduzindo a abstenção para 42,8%, um índice muito menor que o de 2024 (54%). Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. O menor índice de abstenção foi no Distrito Federal (30,8%); o maior, no Amazonas (51,2%). A primeira fase, portanto, fechou com boa participação e reforçou a expectativa para a etapa discursiva, que agora decide o futuro dos candidatos. Sobre o CNU 2025 A segunda edição do CNU organizou suas vagas em nove blocos temáticos. Com uma única inscrição, o candidato concorre a todas as vagas do seu bloco. O títulos dos blocos são: Seguridade Social Cultura e Educação Ciências, Dados e Tecnologia Engenharias e Arquitetura Administração Desenvolvimento Socioeconômico Justiça e Defesa Intermediário – Saúde Intermediário – Regulação Os salários vão de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível. Embora a maioria das vagas esteja em Brasília, há oportunidades em vários estados. O CNU 2025 também trouxe uma mudança importante: agora todo o processo é regido por um único edital, facilitando o acesso às informações e a comparação entre blocos. 📅 Próximos Passos 7 de dezembro – Aplicação da Prova Discursiva 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da Discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) Gabaritos oficiais do 'Enem dos Concursos' são divulgados Dicas de como estudar para concursos públicos com Thaynara OG

Palavras-chave: tecnologia

Existe risco de 'apagão' na internet por sabotagem em cabos submarinos?

Publicado em: 05/12/2025 00:00

Navio usado para instalação de cabos submarinos na costa dos Estados Unidos em junho de 2023 Divulgação/Prysmian Group Eles são a espinha dorsal da globalização: cabos submarinos, que se estendem no fundo no mar, conectando países e continentes. Segundo a plataforma Total Telecom, cerca de 500 cabos desse tipo atravessavam os oceanos em 2021, atingindo uma extensão de 1,3 milhão de quilômetros. Desde então, esse número aumentou ainda mais. "Toda a troca de informações mundial está sendo transmitida por esses cabos", diz Johannes Peters, coordenador do Centro de Estratégia e Segurança Marítima da Universidade de Kiel, na Alemanha. "A internet, dados de pagamento e informações de todas as formas imagináveis, todo o tipo de comunicação verbal – tudo isso passa quase exclusivamente por esses cabos", afirma Peters. "Ou seja, somos dependentes deles, e isso ao nível global". Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entretanto, essa estrutura de comunicação está em risco. Não por desgaste natural, mas por possíveis atos de sabotagem. Um exemplo ocorreu recentemente no Mar Báltico. Um estudo da Universidade de Washington, em Seattle, aponta que cerca de dez cabos foram rompidos desde 2022, sete deles entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. Nos últimos meses, mais cabos foram destruídos. A Rússia foi citada várias vezes como a responsável por esses estragos. Indícios como marcas de âncoras ou movimentos suspeitos de navios reforçam essa suspeita. No entanto, não há provas conclusivas contra Moscou, nem de que os danos foram realmente intencionais, já que podem ter sido causados por acidentes ou mesmo por negligência. Além da Rússia, outro país suspeito de ter destruído cabos subterrâneos no Mar Báltico é a China. Em novembro de 2024, a Suécia pediu ao governo chinês que colaborasse na investigação de um rompimento semelhante na região. LEIA MAIS Meta vai instalar 50 mil km de cabos submarinos em cinco países, incluindo o Brasil 90% dos dados de internet que chegam ao Brasil passam por uma praia do Ceará Nuvem da Amazon cai e derruba serviços no mundo todo Preocupações no Pacífico Na Ásia, aumentam as preocupações no Pacífico, onde redes de cabos conectam Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos. Governos da região temem que, em caso de conflito com a China, esses cabos se tornem alvo por serem infraestrutura crítica. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, a China desenvolveu um navio capaz de cortar cabos a até 4 mil metros de profundidade. O relatório afirma que, somado às tensões em áreas marítimas estratégicas, o equipamento reforça a capacidade chinesa de atingir cabos com precisão. A Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China (USCC) também mencionou essas capacidades no relatório anual enviado ao Congresso dos EUA. Segundo o relatório, a China "tem participado cada vez mais de atividades de corte de cabos submarinos, usados como meio de pressão na zona cinzenta". "Ao mesmo tempo, há cada vez mais indícios de que Pequim está desenvolvendo novas tecnologias para cortar cabos que podem ser usadas em caso de guerra." Destruição com enormes consequências Para Kenny Huang, presidente do Asia Pacific Information Center (APIC), responsável pelo registro de domínios na região Ásia-Pacífico, a destruição de um cabo principal teria impacto imediato. "Se o cabo principal for danificado, você perde toda a conexão com a internet", diz ele. "A região afetada se torna um vácuo de informações, pois também não há mais acesso à rede interna", afirma Huang, que também é presidente do Taiwan Network Information Center. Para Taiwan, um cabo submarino interrompido teria um impacto enorme, alerta o pesquisador. "Isso isolaria Taiwan completamente do mundo exterior. O acesso à informação seria impossível. Isso teria consequências não apenas para a comunicação, mas também para muitos setores, como educação, economia, forças armadas, agricultura e muitos outros." O mesmo se aplica a outros países da região. Além dos danos físicos, cabos também podem ser interceptados, alerta a revista Global Defense Insight. "Países rivais podem explorar essas vulnerabilidades para obter informações ou vantagens estratégicas em conflitos de segurança marítima. A Coreia do Sul precisa melhorar sua estrutura de segurança cibernética e a cooperação internacional para proteger essas infraestruturas críticas", diz a publicação. Laboratório de testes A destruição de cabos submarinos não exige nenhum esforço gigantesco, explica Johannes Peters, da Universidade de Kiel. "Basta apenas lançar no fundo do mar uma espécie de âncora, que pode puxar os cabos – que são, assim, rompidos em algum momento. Não é preciso ter nenhum navio particularmente poderoso", complementa. Por isso, segundo Peters, é preciso observar os desdobramentos no Mar Báltico de uma perspectiva mais ampla. "A China observará com muita atenção como o Ocidente reagirá aos ataques a cabos submarinos. Ela vai tentar identificar os problemas correspondentes dos países ocidentais – além dos problemas técnicos, também os jurídicos, decorrentes do direito marítimo internacional." "Nesse sentido, o Mar Báltico é atualmente uma espécie de laboratório de testes para a guerra híbrida marítima, o que também se observa em outros lugares do planeta", complementa Peters. Medidas de proteção Um dos pontos que precisa ser aprimorado é a proteção jurídica aos cabos, diz Kenny Huang, do Asia Pacific Information Center. "Agora, é preciso aprovar leis que permitam aplicar penas mais severas ao corte intencional de cabos submarinos", afirma. O desenvolvimento de medidas técnicas também é necessário, acrescenta. "Quando um cabo é danificado, o tráfego de dados é normalmente redirecionado para outro cabo ou outro provedor. Um plano de backup em várias etapas para as operações diárias pode ajudar bastante. Mas mesmo com um plano de backup, isso nem sempre é possível. No caso de um ataque militar a um cabo submarino, não há nenhuma instalação que possa repelir uma ofensiva", diz. Por isso, países da região ampliam medidas de prevenção. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, Japão e aliados vêm excluindo empresas chinesas de projetos de cabos com participação americana. O Japão também tem instalado cabos mais afastados entre si para evitar que um único ataque comprometa toda a rede, afirma a entidade. Os países também poderiam designar certas áreas em que os navios só atravessariam com autorização devido aos cabos instalados nesses locais, diz Peters. "Os próprios cabos também podem ser parcialmente protegidos, por exemplo, com tecnologia de sensores adequada", conclui.

Palavras-chave: tecnologia

Consumo das famílias desacelera no terceiro trimestre de 2025, diz IBGE

Publicado em: 04/12/2025 20:56

Economia do Brasil desacelera, no período de julho a setembro A economia desacelerou no Brasil de julho a setembro. O Produto Interno Bruto do terceiro trimestre foi de 0,1%. As famílias estão consumindo menos. Juros, inflação. Tomara que essas palavras passem bem longe dos ouvidos da Laura, que por enquanto só se interessa por outros sons. O PIB ainda não faz parte do mundo de um bebê. Mas os pais sabem que cada brinquedo entra na conta. Ultimamente, o consumo dessa família está do tamanho dela. "A gente compra mais para ela. Para a gente, a gente deu uma segurada, realmente, porque as contas deram uma apertada. A gente está focando no principal, no necessário para ela", conta a estudante Paula Sayão, mãe de Laura. Segundo o IBGE, o consumo das famílias desacelerou no terceiro trimestre. Já o consumo do governo continuou crescendo. O economista Armando Castelar explica que esses dois números são inseparáveis: "Se a gente não conseguir segurar o gasto público, a gente vai ser obrigado a manter essa taxa de juros muito alta para poder ficar segurando o consumo das famílias. 01,%, 0,1%, 0,1%. O consumo das famílias e a oferta de serviços foram iguais ao indicador principal: o pequeno crescimento do PIB. Esses números significam que o carro pisou no freio, mas continua andando para frente. Sem parar e muito menos sem andar de ré. O que, em termos econômicos, seria bem diferente. "A gente está tendo um pouso suave. A economia está desacelerando, está ajudando a trazer a inflação para baixo, que é o que o Banco Central está buscando, mas sem apertar o mercado, exagerar no desemprego, sem gerar uma grande recessão, sem aumentar o desemprego de uma forma que seria muito dolorosa”, diz Armando Castelar. Pouso suave. O "pouso" fica evidente na comparação com o ritmo de crescimento no primeiro e no segundo trimestres de 2025. Já o "suave" foi garantido pelo bom desempenho de alguns setores. Apesar da desaceleração dos serviços - que representam quase 70% da economia -, as exportações aumentaram mais de 3%, mesmo no auge das sanções do governo americano. Uma das razões foi a agilidade do agro, que cresceu 0,4% e foi capaz de encontrar novos compradores, driblando as tarifas americanas. "Quando ele cortou a nossa compra, nós conseguimos aumentar a exportação para o México, para a Argentina, para o Paraguai, para o Uruguai e realmente não caiu a exportação e não caiu a venda”, diz o pecuarista Aldo Resende Teles. Criatividade e agilidade também no comércio para compensar a calmaria no consumo das famílias. O lugar que parece uma loja de brinquedos é uma startup de tecnologia para sugerir o presente ideal. O setor de informação e comunicação, que abrange esse ramo de negócios, cresceu 1,5%. E a empresa também faz a própria entrega, atuando assim no setor de transportes, um dos que mais cresceram: quase 3% (2,7%). Foi de lá que saiu o presente que chegou até a casa da Laura. Ela vai fazer seis meses e, a todo momento, revela semelhanças com a economia brasileira do período em que nasceu. Agora, por exemplo: uma carinha adormecida, mas crescendo devagarzinho. Para quem prefere evitar os gráficos, é possível ler a economia nos prédios em obras. A construção civil é uma manifestação concreta do ritmo da atividade. Sensível ao crédito e ao nível dos investimentos, aliás, como todo o setor industrial. A indústria extrativa despontou com a produção de petróleo e gás. A construção cresceu 1,3%. A transformação, com as fábricas de alimentos, têxteis e metalúrgicas, ficou quase no zero a zero. O setor de eletricidade, gás, água e esgoto encolheu. Na média, a indústria teve o melhor trimestre de 2025: alta de 0,8%. Um resultado de resiliência, na avaliação dos economistas. A indústria cresce mesmo com o crédito caro, sob efeito da taxa básica de juros, que subiu em um esforço do Banco Central para conter a inflação. Para não parar, a construtora investiu nos projetos populares. "Hoje, a gente está sentindo uma velocidade de vendas menor no médio padrão porque o crédito está mais difícil para a população. A construção civil não está desvinculada da economia. Então, se a economia vai bem, prospera com uma taxa de juros menor, a construção civil vai bem. Quando a taxa é muito elevada, a gente diminui o ritmo de crescimento”, explica Yorki Estefan, diretor da Conx. A taxa básica de juros começou o ano em 12,25% e chegou a 15% em junho. E a inflação, boa parte do ano acima de 5%, caiu para o teto da meta do BC, 4,5% em novembro, segundo a prévia da inflação oficial. A economista Tatiana Pinheiro diz que o governo precisa controlar os gastos para que os juros voltem a baixar. "Essa expectativa de corte de juros que as pessoas têm, que o mercado tem, que os economistas têm, depende de um estado onde as receitas e despesas estejam equilibradas. É necessário que a gente caminhe para esse caminho de receitas, pelo menos receitas iguais ao total de despesas no ano que vem”, afirma Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital. Os investimentos reagiram com alta de 0,9%. Poderia ser mais. "O Brasil tem ali 17%, a taxa de investimento é de 17%. Quando a gente olha a América Latina, a taxa de investimento médio, tirando o Brasil, é de 22%”, diz Tatiana Pinheiro. Em um ranking com 51 países, o PIB do Brasil aparece na 34ª posição. O Ministério da Fazenda comentou o PIB. Disse que o resultado veio pouco abaixo das previsões de mercado e que surpreendeu principalmente o menor crescimento do setor de serviços. Mas que, em contrapartida, os desempenhos da agropecuária e da indústria vieram acima do esperado. Consumo das famílias desacelera no terceiro trimestre de 2025, diz IBGE Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Juros altos desaceleram consumo das famílias e impactam resultado do PIB, diz Fazenda PIB do Brasil desacelera e avança 0,1% no 3º trimestre, diz IBGE

Palavras-chave: tecnologia

Meta começa a remover menores de 16 anos de suas redes sociais na Austrália

Publicado em: 04/12/2025 19:55

Logo do Instagram Getty Images A Meta anunciou na última quinta-feira (3) que começou a excluir as contas de usuários menores de 16 anos no Instagram, Threads e Facebook na Austrália, antes da entrada em vigor no país da primeira lei no mundo que proíbe as redes sociais para crianças. O governo australiano exige que as principais plataformas online, incluindo também TikTok e YouTube, bloqueiem o acesso das pessoas com menos de 16 anos até o dia 10 de dezembro, quando a nova legislação entrará em vigor. Redes sociais proibidas para menores de 16 na Austrália: como vai funcionar Centenas de milhares de adolescentes devem ser afetados pela proibição. O Instagram, por exemplo, tem quase 350.000 contas de australianos com idades entre 13 e 15 anos. As empresas de tecnologia podem enfrentar multas de 49,5 milhões de dólares australianos (US$ 32 milhões ou R$ 169 milhões) caso não adotem "medidas razoáveis" para cumprir a norma. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Estamos trabalhando arduamente para remover todos os usuários que entendemos terem menos de 16 anos até 10 de dezembro. O cumprimento da lei será um processo contínuo, em várias etapas", disse um porta-voz da Meta. Os menores podem baixar e salvar seu histórico online, acrescentou o porta-voz da empresa americana. A drástica queda de acessos a sites pornôs após novos controles para menores de idade no Reino Unido "Antes de você completar 16 anos, vamos notificá-lo de que, em breve, você terá permissão para recuperar o acesso às plataformas, e seu conteúdo será restaurado exatamente como você o deixou", afirma uma mensagem da Meta às pessoas afetadas. Alguns aplicativos e sites populares, como Roblox, Pinterest e WhatsApp, que também é da Meta, estão isentos, mas a lista passará por uma revisão constante. Quem vai verificar a idade daqui para frente? A Meta afirmou que cumprirá a lei australiana, mas pediu que as lojas de aplicativos tenham a responsabilidade de verificar a idade dos usuários, em vez das plataformas de redes sociais. "O governo deveria exigir que as lojas de aplicativos verifiquem a idade e obtenham a autorização dos pais sempre que adolescentes menores de 16 anos baixem aplicativos, eliminando a necessidade de que os adolescentes comprovem sua idade várias vezes em diferentes plataformas", disse o porta-voz da empresa. O YouTube também criticou a proibição australiana. A empresa afirmou nesta semana que a nova lei deixaria os jovens do país "menos seguros", já que menores de 16 anos poderiam continuar acessando o site sem a necessidade de ter uma conta e, assim, evitar os filtros de conteúdo da plataforma. A ministra das Comunicações da Austrália, Anika Wells, considerou o argumento "estranho". "Se o YouTube nos recorda que não é seguro e que há conteúdo inadequado para usuários com restrição de idade em seu site, isso é um problema que o YouTube deve resolver", afirmou Wells esta semana. A ministra disse aos jornalistas que alguns adolescentes australianos cometeram suicídio porque os algoritmos "se apegavam" a eles, direcionando estas pessoas para conteúdos que minavam sua autoestima. "A lei específica não solucionará todos os danos que acontecem na internet, mas facilitará que as crianças busquem uma versão melhor de si mesmas", afirmou. Na semana passada, um grupo de defesa dos direitos na rede apresentou uma ação para impedir a proibição. O Digital Freedom Project contestou a nova legislação no Supremo Tribunal australiano, por considerá-la um ataque "injusto" à liberdade de expressão. As autoridades australianas acreditam que os adolescentes farão de tudo para tentar evitar a lei. As diretrizes alertam que eles podem tentar usar identificações falsas ou recorrer à Inteligência Artificial para que suas fotos pareçam de pessoas mais velhas. Assim, as plataformas devem criar os próprios recursos para evitar que isso aconteça, embora "provavelmente nenhuma solução seja 100% eficaz", segundo o órgão de controle da segurança na internet do país. Há grande interesse em saber se as amplas restrições da Austrália funcionarão, já que as agências reguladoras de todo o mundo enfrentam os perigos potenciais das redes sociais. A Malásia informou que planeja impedir que menores de 16 anos se registrem em perfis de redes sociais no próximo ano, enquanto a Nova Zelândia adotará uma proibição semelhante.